Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08687

Full Text

Annode1839. Quinta Pena
>'
^ Tiido agora 'depende de r)6s mesmos; da nossa prudencia, modera-'
Cho, e energa : continuemos como principiamos e seremos apontadof
cera admiraco entre as INaces mas cultas.
Proclamadlo da Assemblea Geral do Brazil.
* *
i IHMHi ii
Subscreve-sevpara esta folha a 3#ooo por quartel papos adiantados
tu>sa J'ypogMfia, ra das Crujes D. e na Iraca da Independencia
l). 37 eoR, onde se recebem correspondencias legalisadas, eanuuucios;
insinudo-se estes gratis, sendo des propros assignantes, e viudosassig-
tudos.
Partidas dos Correios Terrestres.
Cidade da Paraliiha e Villas de su pretenco...................\
Dita do Itio (irandedoMorte, e Villas dem...................{., ,, .
Dita da FortaiVta c Villas dem.........................., SeSund3S e Sextas Fciras.
Villa de Goisnna................................../
Cidade d Olinda.................................. Todos os das.
Vrlla deS. AntJo ..................................Quintal (Viral.
Uita de Garaufuini e Povoaco do Bonito.......... ..........|)ias 10> e a^ de cada mee.
Plaselo Cabo, Sarlnbaeni, llio Fonnbzo, e Porto Calvo............dem 1 11. e ai dito dito.
Cidade das AlagOBI, c Villa de Macci.........................dem dem
V illa de Paja de Flores :..............................dem 13,' dito dito.
Todos os drrcios parteman meio da.
* i>k ovemimio. cr>rr!?o M**!
I i.i'* 1 1 1 un. ir "
CAMBIOS.
NoVEMBRO. (5.
Londres...... 3> a 3{ot Ifboa rd. ^
Lisboa....... S.) por yo premio, $x>r raciaioiTcrcoo*.
Franca.......iiji reis porlmueo.
liio de Janeiro ao par.
OURO Mcdas de ,f1oo w Vetrras t|?nWa i.TJfcr*
l'ita n Novas a(fx>o a i{K . Ditas rfe 4?o'oo ., Vfioo f(Htm
'Mi ATA Pataces Brazileiros--------------ijfoRo if5<>
Pfzcs Columnirrios---------------- i/P&o a ljf5<*i
fiitos Mexicanos--------------------- xgifio m iji&k
Premios das Letras, pur inez I i/ri a ll|Ipr loo
Moixla de cobre, 5 a 4 por 100.de disc.
Das da Semana.
4 Segunda S. Carlos Rommeo T5. Cnr.l. Sc. da Tliei. e aud. do J. de T). da y.
5 Terca*------- S. Tinca ras. -------------------- Melaro eAud. 'do.l.dt* t>. ,L 1. var. -\* s^r. &\
Quaria-------- Su Severo t. M. -------------esso> da Tttes. Audiencia do /. de t. d* 2. v.fc'r
7 <,).! na-------- S. Horencio II. ---------- Kel. e aud do 3, de t). da 1. v.
ti Sexta---------- S. Se vera-io c seos Comp. Sel da Tliez. e aud. do J. de O. da (. v.
9 Sabbado S Tbeodoro Monga.----------------Re. e aud. do i. de L). la J. v.
10 Domingo'-----O Patrocinio de N. S.-----------
Mare chela para o dia 7 de Novcm'iro,
As, fi horas e C minutos da tarde As O horas c 30 minutos da manhSV
h
y
RIO DE JANEIRO.
ASSEMBLEA GERAL LEGISLATIVA.
Reunido (1p ambas asr.amaras.
Sessoetti o do setembro de i^.^c).
Presidencia do Sr.. conde de Viienca, vtce-
jiresideie
A berta a scsso, lie lida e anprovada a acta
<]a inlcccdenle,
Continua a discusso solire enpajamrnlo es-
Irnpjjciro f) Sor. Presidente d a jmlavra
ao Sr. senador Saturnino.
0 Snr. Saturnino declara nao ter assistido ;i
diseusso cmi|ue Coi proposla esta emenda, ni'in
dado vol aljjtim sol.reell, |ior(|ue o sen esla-
senle 1:0 sedado :', hoje poreni declara que vola
a favor d'ella, assim como entao volara se fos-
se prsenle, portjtte o seu sentido fo sua opi-
niodesde oamiodc 18 j, era que leve a hon-
ra de a presentar ; cmara dosSnrs. depurados
^umaproposla pe 1! indo a mcsnut providencia que
(ira si^ rcluna d'cllcs ; propoata de ( uju ulili
dadeestava j entao persuadido, assim como
estavao seos collejjas que com elle formavo o
ministerio, e a quem'consullou sobre oobjeclo
da mesma proposta, (apoiados).
001 ador dis que, nao pretende com seu dis-
curso convencer aquellos Snrs. que ao de opi-
aio contraria, quer gmenle mostrar que o nao
A i.-ommovrao OS argumentos por al;;uns aprc-
k sentados contra 0(|tie elle jul;;a verdadeiro : e
y por isso sondo a vordade 11 na s, uo lii e pos-
sivol admillir que seu voto soja iaoavcl.
'leudo o orador fallado largamente na mate-
ria, disse nao poder mas continuar por oslar
muilo fatigado de fallar.
O Snr. Audrada Alachado disse (jue, nao
conriva fallar secunda ve/, solire a materia* til-
dando ter dilo quanlo deviadi/.or; nas como
o nobresenador queacabava desentar~se pre-
londeu demonstrar (pie elle se lnba engaitado
(planto;! inconstilucionalidatb' da emenda, el-
le'senador que se engaa perfetaroente,
<'.ausuu alguma espcefacao ao pobre senador
que se abandunassem oulros raciocinios niais
lories que se apfesenlavo em piimeira linha
de balalha ; jiaieceu ao nobre senador (ue is-
to mostrava como al;um.i especie de concien-
cia, no orador, da liaquera d.is prnnoiros ra-
ciocinios O uoIjio senailor sulie (pie em todo
caso liom (rolar a qucso por linios os lados,
ortcaa-la por lodos as-p0!itus de vista; e por
qualquer ponto de vLsla que se-encare taoonii-
j ni;sa mctlida, ella digna de todo o despiezo,
u
I
.!., olor,
Mv
O nobre senador pretenden moslrar que a
emenda nao era oppOata ;i conslilui ao, porque
da obliga..-o queaconslituico impe aos Bra-
zileiros se nao segu de modo uenbum que se
.nao possa convidar os eslrangeiros. Eu cuido
que urna ve/. (|ue n'uma lei se marca a obriga-
iSo que cabo a cada um, c que nao apparece
cni lu;ar al;;um da mesma lei o direito de lau-
car solire hombros alhema a obrigaco que nos
pertence, adislinci;ao (pie o nobre senador quer
l.i/or nao lem lugar ; a lei nao distingue, a lei
di/.: Aos l'ra/eiros compre defender sua
patria; como bao de querer os Brazileiros
pois convidar aos eslrangeiros pan a/er oque
elles devein fa/or, e que le'm a bai\e/.a de 11.10
querer fi/er? Noappatece pois lu;ar algum
na consiiiuiao queautorise stmelhante arbi-
trio: anda bem qne nSoappareee, embora o
mandemos nos, na arca sania nao ha seme-
Ibante nomo.
O nobre senador prelendeu destruir o forte]
argumento que se Ihe fez contra semclhante e-
menda, por isso que ella devta vtr em propos-
la; e nao podendo a propoata ter iniciativa se
nao na ce niara dos diputados, era clara a sua
inconslilucionalidadc por este lado. O nobre
senador cansou-sc, demorou-se em refutar u-
ma cousa que nipguem disse; ninjniem disse
que isto era. imposto:'o meu raciocinio um
sySionismo imii claro: eu disse que pelo ^
do ai t lanlo as prcpnslas feitaa pelo governo
nao podetn ter iniciativa senao na cmara dos
depulados, nao se pode fi.var (orea semo por
nina proposla ora senao se pode fixar forra
seno por urna .proposla, claro que S na c-
mara dos depulados podo elh lr niaiativa.
Poderia o nobre senador dnvidar de urna cou-
sa o si o ouale, se a qualidadi- ora lambem
incluida na fixacao de lo ea, 'ou se s'imenle 9H
tratara do quantum, do numero. Ora-eu di-
go que a qualidade da essencia da lixaeao de
loica 5 ese na camar.i dosdciiulados o governo
leve a fraque/a de recuar, de nao propi'.r essa
qualidade de forca, appirecendo olla onde nao
deve appareeer, (' forcoso ipioseja despres.tda,
senao por outras razos, s por nao ser pro-
posta por quem s a poda propef Disse o
nobre senador que os senadores uo pordem es-
sa qualidade, qtiahdo minjslros Que quer
dizer o nobre senador, nada, ninguein diz o
contrario, bater'moinhos' de vento. Maso
nobre senador disse Nao, o Snr ministro
da guerra por isso que ministro nao perde a
qualidade de senador j ecomo senador poda
prop r esta emenda Isto o que eu dtivi-
do: neg inleiramonle esse direito nao s> aos
Snrs. senardores, mas lanibeni aosSniaVcUejiU-
ladps.
O 'iiobre de|ulado continua anda a respon-
der ao Snr. senador Saturnino, lazendo algu-
nias obse vai.i s sobre a materia.
O Snr. 1 osla Ferreira vista dos nnbres
e dislinclos oradores que leni lomado parlo na
diseuSfo acauha-se em lomar parle na nes-
la (juestito ; conlenlar-so-ia com o sen voto
symbolico se, leudo volado o anuo pas-
tado contra osla medida ho:e volan-
do por olla nao so julgasse porkso na
restricta oliri;;ae.io de inotiiar o seu voto ; e
osla obrigaco lano mais lorie he, (pianto ,
Uvrando entre ns o (alai sistema,de Iransae-
ees, cuininc a lodo o boineni honrado ba-
nir de si al o vislumbres de somoloanle sis-
U vja.
Snr presidente, (continua o unidor) antea
de entrar na materia sejame licito lan a*
huma vista d'ollios sobre as nossas cir-
cunsl ncias, Creoipie o legislador em lempo
de revoluco deve eonsiderar-se no cimo de
hum alcanlilado monte donde ao niesmo lem-
po que se descobre de hum lado hum bori-
BOnte limpo, do oulro se ve huma albmos-
fera carregda de vapores. Quem allende bem
para as eircunslanoias do imperio do Irasil ,
do bum lado anlollia hum piovir lisongeiro, e
de oulro se augura um fuluto melanclico
Se eu, Snr. presidente., folhear com al-
ien o a historia de miaba patria ,
se desenrolar o mappa do novo mundo, que
marca a posuogeegTaica do Brasil ; oboe
me diz a historia, o (|tie_ ensina o mappa i1
Que prasentoiro fucluro, que ideas de gran-
deza que ideas do ventura nao msdeugo,
nao burbulbo em minha nionle Se recorro
historia ella me diz que a America he
hum terreno l'eililissimo e que o liasil be
o torran mais frtil da America i a historia me
diz que o Brasil est deboixo de clima arden-
te sim mais temperado j elos ven-
tos pelas churas e pelos ros que
ailrontao os mares : ella me diz que huma
primavera eterna reveste as sos planicies dt-
alegre verde, de arvores quequast em todos
osquadros do anuo .ollerecem flores, frnctos
sazonadas, eNerdcs que as suas entranhas
esto prenbes de ricas minas, de variados me-
i lacs ella me diz a grande ollicina do Brasil
i he a nature/.a; qtre os agentes mais activos
j sao o calor e a buinidade ; e (pie ao Brasil
s:> fulto segadores, preparadores cconduc-
tores Seol|io para o nosso litoral oque nos
o o rece elle? Hum litoral immenso, bahias,
portes segures e bacas que nao sao obstrui-
dos pelo Reto dos pidos que nao sao rettl-
cbidos peles fcraei-s e ventos lempestuosos.
O Brasil Snrs. he a vordadeira lerrra da
promisso 5 essa lerrra de promisso tio ga-
nada, seacreditarmos as carias de S. .leroni-
mo ella nos eflorece bum aspecto rido : se
ell. dar ao lavrador cem por hum, o nosso
i rasil d quinbenlos 011 mil. Essa trra bo-
je merece sem (luvida rpo so ai>pl iquo o V|W
so ile l'ilillo
Valle de seixos, sem paos sequiosa de agoas.
I!sle terreno precioso, Snr presidente loi
a principio habitado j pelos escravos arran-
cados d.Vrica, ja pelos escravos indiginas j
pelos eseravos porlu;ue/es qiie se julgavo
l;vres mas eslavo em todo o lempo carre-
gotldo ferros He cerlo que a nossa condic-
o ah(ccla nffo linba arrancado dos nosaos
peilos o desejo de ser livres : nt eramos es-
eiavf.s, sim ; |)>rem osciivos que procuravao'
quel raros lenes que os opprimiao. JNsjro-
(ieiuosdiy.or com. o poela italiano :
Serv siain si,
Mas ser i ognpB fremenli.
Eramos escravos sim mas osera vos que
procuravao limar a ebaveta do pozado gri-
IhaO que nos algcnava os pulsos. Appare-
ceu filialmente odia Uo suspirado, o da que
dev'ia corear I ao nohres o lo heroicos esfor-
cos;raiou a independencia do Brasil c com
ella a liherdade.
0 iliuslro senador continua fa/endo niguas
observa os sobre o estado do Brasil, e entende
que a emenda odamais* faz'do que corrigir
iium mal quejosla leito he esle o motivo
porque vota por ella.
0 te dep'ois pie limai.io ;;arle na discussio lan-
fOS t lio di>lnictos oradores, Otl 09 talen tUS e
coni.eeimenlos muito respeila se naoomira
1 a r. Iiaelaeao que acaba de fazer o nobre se-
I nador que a pouen folio! eufi, a sersTm-
j bobea ndn Ihe leria Coito lana impn
j mas tendo sido explcita e manilsta, o obliga
aeunbaler as razos queposso parecer mais
I lories. '-
1 e ludo quanto o Snr. Costa I-Vrrcira ex-
poz no seu discurso a qne o orador presin
bastante atlenco, Ihe p necia dev^c conclu- :
ir-se ipie o nobre senador votava contra a
emenda ; aehou-sc porem engaado qnando
vio tirar huma concluso diamelralmente
opposla
Gomo nao prclcndia fallar, nao tomn no-
tas n.is sessoes passadas ; limitar-se-ba jor
tanto a responder a alguns dos argumentos que
acaba deouvir.
Gr<* que o Snr Costa Ferreira se Ilude
(piando entende que a emenda modifica a
disposicoda lei em vigor, pois que vai Ihe
dar mais vigor, facilitando o engajamenlo de
iras organisadas em corr
vaiilageiis diferentes dl tropas do pai/. o que
r.ecessariamentc dar lugar a rivalidade c dis-
ordein ao mesmo tempo que taes corjios naoau-
gmentar as forras <-mprega(las omtra us
rebeldes, porque, sendo ImlalBoes modelos,
segundo o que disse o Snr. ministro da guer-
ra se tleve concluir que nao rao para o
Campo, mais (carao 110 Rio de Juueiro para
servirem demestresde recrulas.
O nobre orador tendo feito mais algumas
observaces rebate como absurda a dea da
que o ^ 1 >. do arligo 15 da cnstjtuico so lt
respeito passagem de loicas estrangeiras,
quer em tena quer nos porto* do brasil.
Se esta inlelligencia fosse vvrdadeira c inge-*
1111a, O governo nao earoeei ia de autorisaco
para admitir frcas estrangeiras ao servir do-
Imperio.
O Ilustre deputado continuando a falar nx
malcra... Vota pois contra a ornen la, porque
esl persuadido de que o Brasil lem forca suf-
ficiente para baler as faeces.
N'o ihe.parece procedente o argumento do
que naeja se deve recelar de to dimirmta loi-
ca eitiangeira Locura fora na verdade sup
por (|ue ella pode*sse conquistar o paiz ; mais.
ncm porisso deixa de excitar o perigo da
algumas desordens. Nao se tem visto insu
bordinarem-se corpos por falta de ra<,o, vi
' nbo p:To de tal qualidade ? fio princtpio des-
te auno ebegaraoa Pernambuc ipoarlistis 1
e j. loi preciso que o presidente da provin-
cia os mandasse cerrar por cem homeus mu-
nii ipaes porque, tendo hum del lea sido piv-
10 por se ter embriagado os outros quizerao
levantar-sn e quebraj o cngajaineulo ; esd
em lugar de 170 artistas fosscui 70 soldadbs,
nao poderia haver (lerramaniento de SBngue ?
Vola porta uto contra a emenda {Vio ca-
be na pecha do imbcltcs aquelles que conclui-
r) a guerra deBanellas sustentando-a por es-
paco de mais de dous anuos sem auxilio e>-
Irangeiro; nao cabe a pecha deiinbellea aos
que esta bel lecerao a ordem no I'ara sem au-
xilio estrffngeirO ; nao cabe fnalmente a pecha
I de imbelles, e de nao lercm propenao para
o combate as tropas queentrarao na cidade.
da Babia levando de rojo apona da bayo-
neta todos os qucselhcoppiinho ; nao c.iba
a pecha de imbelles, e nao propensos s arma*
i aquellos que pedein a raas, para armar o povo.
! A'i abia acaba de o lser.
Asjduas horas, o Snr. presidente levanta a,
sess.o.
PEBNAMBUCO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
E.X1T.DIIMTK DO DI4 4
Oflicio -Ao Inspector da Thezouraria da*
Pendas Provinciaes para remetlor a Secre-
taria com toda a brevidade o balancelc da
Receita e Despera da mesma Thezouraria no
me/, de Outuhro prximo (indo
Dito-Ao mismo para mandar indemnisar
no Director do Liceo; da quaua dW deas'000
res em /pie importaran as com moda Ibas |wr
elle mandadas fa/or para deslribuicao dos pre-
mios dos Alumnos del)e/cidio e Piimeira
LettroS na firma d.i Lei, e bem assioi a im-
portancia das fita- correspondentes as referi-
das medallias arista da couta que api.-
sentar o mesmo Director.
Oilo-Ao Diredor do Liceo, rommunican-
do-lheo cnleudo do precejlenle cilicio.
Dito-Ao [erembargador ,Iui/. Belac or da
'unta de Jnslica nvumdo-lbc o procaaso do
Conacliio de. Guerra leilo a dous reos mili-



DI AR
iO, DE PERNAMBCO
I ares afim de o rever, e apresentar em Ses-
teo da mesma Junta.
II Dito-Ao Administrador Fiscal das obras Pu-
blicas ordenaiulo-lhe que feca pagar pela
Repartido a seo cargo a importancia da des-
pe/.a queso fizer rom o fornecitr.enio de azeite
e vellas para luzes da Companhia de Opera-
rios engajados a vista das contas legalisadas
| que devero ser-lhe apresentadas pelo respe-
divo Commandahte*
Dito-Ao i ommandante da Companhia de
Operarios engajados communicando-lhe o
conteudo no precedente oficio.
Dito-Ao mesmo respondendo-lhe que
pode mandar fazer o calcado de que necessi-
tar a Companhia de seo Commaiiuo por quem
vot menos o fabricar ficando na intelligen-
pia de que a importancia de urna tal despeza
lera abonada pela Bepartieo Fiscal das obras
publicas e por conta do quantitativo mar-
cado para vestuario.
Portara- orneando o Dr Joaqum Aires
Se Almeida Freitas para excrcermtirinamen-
e o lugar de luis de Dereito da .. Vara do
fcivel em quanlo durar o impedimento do
Dontor Felis Pcixoto de Brito e Mello.
jversas Reparticoens.
ALFANDKGa das fazendas.
0 Brigue Franccz Aimorique, vindo do
Havre de (Iraca entrado ea* a do corrente ,
Capito Renouf consignado a L. A. Do-
bou rcq.
Manifcslou o scguinlc.
5a? Volumes de diversas fazemlas 4 di-
tos com drogas 3 cestos cora vinho 7 volu-
mes com conservas, lgf caixas cora queijos ,
> 1 barril com dito 12 caixas com carruagens e
pertences 44 barris com manteiga, 160
mcios ditos com dita 620 cestos com batatas,
-i bandas de ferro a placas dito, i crick 1
Bigorna.
Fora do Manifest.
1 Fardo com papel pintado a buies com
manteiga a ditos com banha, 5 presuntos ,
i latas com conservas, 1 fardinho compa-
ro de linho 1 emhrulho com 7 dolas de
leques 8 dito com livros 3 ditos com amos-
tros 3 pares de botas 1 raixa cora soques ,
1 embrulbo com bejoteria falca.
\ Barca Ingleza Mary Apph-bi. rinda de
Londres, entrada em a do corrente Capito
Machcy consignada a M. Calmont & Comp.
Manifestou o seguinle,
a Volumes com miudezas, 113 barricas com
serveja 5o ditas com -graxa 10 caixas com
queijos, 179 toneladas de carvo de pedia,
70 pecas de cobre a caixas com chapeos ^
barril com agoardente 1 pessa de ferro 46
fardos com fazendas de linho 28 barris com
oleo 4 caixas com 4 pianitos fortes fco sca-
cos com salitre 4 embrulhos com roupa aS
barris com vinho S ditos com dito 5 cai-
xas com chapeos de sol, 17 suecas rom p-
ntenla 9 volumes com differentes objcclos.
A Paula be a mesma do n. a3i.
MEZA DO CONSULADO.
- A Pauta he a mesma do n. aJ8.
Os Officiaes de Carpinleiro que se quize-
rem empregar as Obras Publicas dirijo-se
ao Inspector Geral Interino na Reparlico s
horas do expediente.
Inspecco Geral das Obras Publicas 3t de
Oulubrode 1839. J. Boycr.
PREFEITURA.
PARTE DO DA 6.
Illm. e Exm. Snr.Das partes boje recc-
I)i(ias n'esta ecreiaria consta somente que 10-
ro prezos hontem : minha ordem : Antonio
Duarte branro e Joaquim preto escra -
rod Miguel Arcanjo Monleiro de Amlrade ,
pelo Sub-Prefeilo de Santo Antonio, este a
rquerimento de seo senhur e aquello por es-
tar ebrio, e em estado de desorden) cujos pre-
zos livero o competente destino.
ANNUNCIC.
O Prefeilo interino da Comarca do Limoei-
. faz constar queseacba prezo na Cadeia
.;:i referida Villa bum preto de NacSo Angola
a muito pintado de branro, que diz chamar-
le Francisco e pertence ao Snr. Capillo Le-
A a pessoa que se julgar com direito ao mes-
mo escravo compareca paia dar a complante
,uiricaco no termo presenpto naLei.
nio Dioso cabra escravo do fallecido Joze chava nos arredores do quartel e que em
Bizerra de lbunucrnue Monte-Negro : pelo1 pregasse aforca sendo necessano 5 o que se
crime de morte feito no mesmo seu -senhor ; elleituou de modo que passon-se o rstame aa
condeinnado na pena de morte.
Perante a Administrarlo dos Estaheleci-
menlos de Caridade se hade arremattar a
quem mais der as rendas do sobrado e 8 to-
jas da caza que outr'ora foi oceupada pelos ex-
postos : as pessoas que as quizerem arrema-
tar podero comparecer no Grande Hospital
no lia V. do corrente mez as 4 horas da larde
com seos fiadores.
Salladas Sesses d'Administrado dos Esta-
belecimentos de Caridade 4 de Noyembro de
1839.
1 t
'V
j~ f
Escripturario.
Diario de Pernambuco
i noite em paz.
No dia seguinte foi demittido o Capito de
G. N. Braz Joo Calheiros, e preso umeer-
to Baracbo que havia publicamente amea-
ado o Presidente e reinou a paz at a meia
noite ; mas as 6 horas da manh um grupo
de bomens armados capitaneado pelo Ma-
jor Manoel Mendes da Fonceca Juiz de Oi-
reito interino da Capit.d ccrcou o Palacio ,
e em forma hostil desalcndio a todas as or-
dens que lhe dava o Presidente para re-
t rarem-se e mesmo declararlo que so re-
colhesse "or nrudencia daudo-lhe a iirlcn-
der que a sua vida corra perigo. Neste
espado trahido por todos e at pela policia ,
que, dousdias antes havia dado provasde
adheso causa da ordem conservou-se o
Presidente al as 5 horas quando j;i se
tinho reunido mais de 5oo pessoas entre Po-
vo, Policia e Nacionaes de todas as cores, e ida-
des-, e ento recebeo a deputaco por parle da
Cmara em que se lbeexpressava q' era ne-
cessario para evitar grandes males, que dei-
xassede continuar na Administraco da Pro-
vincia conhecendo-se das palavrasda Depu-
ta 5o que a vida do Presidente corria ris-
co caso nao assentisse na vontade do Poyo.
Ento o honrado Presidente tendo animo-
zamente por espaco de cinco dias visto ao
I 1 _____1^/ai a ...:.,.., I ,., n 1 i- mnic un__
As funestas noticias que acabamos de re-
ceber da Provincia das Alagoas mais urna
prova nao equivoca do que continuamente
temos avancado quandp queremos provar ,
qual a causa de nossos males polticos. E'
semprea immoralidade d'alguns quem da
direceo vontade do pobre povn pela maior
parle ignorante, crdulo, e em todos os
lemnos. amifco de novidades. ,>,
Urna carta fidellissima, e dirigida porpes- redor de s. punbaes, e granaderas, mais pe-
soa que por todos os motivos nos ere- ; lo sucego da Provincia que pela conservado
don def, nos veiopr ao (acto dos .ris.es de sensd.as ve.oaceder aos s.n.s.ros e anar-
acon.ecimentos, que acabaS de ter logar nessa qu.cos menlos d na accao JJ^rf
infelis Provinci-'" l)(,r uma l,ora da ,ardc d "'" tr corren,e-
Chorando no'inhecimento do Exm. Presi. no Porto do Franccz estando al. postadas 4
dente ,& Agostinbo da Silva Neves que a Ca- ^''"2 ^^^ SS2& A'll'do Principe con -
mar di Capital pretenda cncam.nhar.lhe u- t m e de algoM amgos mas em ue ui representara e que se man-
m.neprescnlacoemnomedoPovo, em que r.R.r-se a labia, como quena a faegao fez y-JuJ8 ]J; de (;ierra cruzar na-
Ibere ueriaobstassetransereneia da Ibe- ^V^^lJt^LS^SSS tSlXZ tA mesmo relindo as
rar connivente com os interessados no mesm
Trafico. ., .
Impunidade talvez a tenha havida no K10
das allinhas, e oulros pontos prximos a
SerraLea, onde os Cruzadores Bntannicos
mal tem obstado ao Trafico da Escravatura :
affirmando-se que at por alli se ten: vendido
alguns dos negros libertados pela Commissao
Mixta. Com independencia tem continuado
os Navios Americanos no Trafico da Escrava-
tura. Multas vezes tem sido encontrados pelos
Cruzadores Biitannicos sem ihterrupco as
suas viagens e oulras vezes conducidos aos
portos do seu paiz. A corlezania foi maior
para como Navio Russo Golupchick condu/.ido
a Portsmouth e logo depois desembaracado.
JNotave desiguaidade de pruvtxltsf tjue oabaixo
nao precisa commenlar .
Oabaixo assignado pensa que S. S. nao
tem motivo algn) para dizer que o Governo
deSua Magesladedesatlendera as suas repre-
sentases desde 1856 contra a prolecco dada
pelas Aulhoridades ortuguezas ao referido
Trafico e muito menos se pode affirmar que
taes Authoridades eslejam ainda em exerci-
cio. u
Em todo o lempo e muito mais daquetu
poca al ao presente tem sido sempre loma-
da na devida considerago pelo Governo Por-
tu;uez taes representages 5 e sobre ella se tem
mandado proceder ;s mais exactas e mais es-
crupulosas averiguaces.
]No poda porem nem pode jamis o Go-
verno proceder contra individuo algum por ,
meras accus,acoes destituidas das necessarias
provas ; mas quando as houve nao di-i,
xou de ser rigoroso. Foi nesta conformidade E
queem/j deJunho de )836 se communicou
por este Ministerio a S. S. que iam ser muda
zoiiraradaFazendapara a Villa de Mace horas da noite sendo recebido no desembar-
emeonsenuencadeterchegado para este fim que com-grande enlbusiasmo; e. poraDso-
Ordem superior o mesmo l'xm. Presidente lula falla de armamento e d.nheiro, nao tem
a fim de evitar esse passo criminoso, officiou- ja marchado contra a Capital,
lhe no dia 26 do p. p. Ontubro ordenan- Mas o nosso Exm. Presidente que nao d-s-
do-lhe que se nao constituisse orgo do l'o- canea um so instante quando se trata tle soc-
vo. contra a disposico do art.78 da Lei do correr s Provincias desgranarlas pe a anar- ^:^e^en^,rin"iu^ a Slla aclual quixa
de Oulubrode. a8, que lhe serve de re- ch.a ,e de consolidar ass.ra a integndade d^J0^SCI,l "J
gmen.Oi e leve em re.po.ta no dia segu,,- Imperio manda o soccorro de oo e^tantos a e reconbecdo neste
,e, que nada se tnha obrado na Cmara em ta J^^i^SJ^^kl^J^ UL J3. d^-|*J -lo
quelles mares. S. S. mesmo ref.ectindo as
repetidas mudancas que na. Authondades
Portuguezas tem havido desde 1^36 nao po-
1 der negarle a reconhecer a impossibilidade
moral de que anda exislam em exercirio as
Aulhoridades contra quem o seu Governo
mandou representar uaquella poca e-quanto
I
I
obstasse a elles
Neste mesmo dia tarde, recebeo o Pre
TRIBUNAL DOS JURADOS.
Sescodo dia 5 de Novomhro de 1839.
Jury de Sen tenca.
Denuncia do Doulor Promotor contra Anlo-
sdente urna deputa gao composla do Juiz de aria perlcnder erguer o negro, e ensanguen--
Paz do Juii de l.'ireilo interino e d'um Sa- lado eolio,
cerdote, em que em nome doPovo, se pe-
dia a permanencia da Thezonraria na Capital
por motivos de commodidade dos seus habi-
tantes, de salubridade, e finalmente por ser
Noticias Estrangeiraft
0 modo um desengao aos anarch.stas que emi-.r^ ""t-;- -r"------o- 1____j .
quanto o Brc.sil'Viver em sen eeio f.lhos i.onra- menorsuspeila de que se perlende empregar
,- dos evirluozos, de balde a bydrarevolucio- no 1 rafico da Escravatura.
S. S. nao ignora que quatro Navios orlu-
guezes foram por lal motivo apresados nos
mares das libas de Cabo Verde por Embarca-
ces de Guerra I ortugue/.as em i6 e iKjrt .
e alli ulgados sendo dous condemnados;
retirando-se lambem o Exequtur ao Vice-
..unnuaoe, I- -"' ...,., Bar5o tla Ribera de Cnsul de Dinani,np,e ,aquellas ilhas pela
de D.reito po.s que para islo necessana era ^^J* P ,siX ,,e do Couselho sna connivencia con, os Traficante, em Escra-
uma medida legislativa : ao que sendo-lhe Sabrej. Jurf J^ ^ yQS Dous (;overiliUlort.s o de Angolla e o
respondido pela negativa, houve quem pon-, ao Lod Homard de Mocambique foram mandados processar
derasse ao Presidente, que, aliento o mov- ta Lorie. ^ila^de a| C0Knvencia O Vice-
menlo em que se acbaya o I ovo feria pni- assinado Presidente do Conse- Almirante Noronba tem por ordem do Go-
denca d,latar-se a decisao dcsie negoco par. ^SSTTEjbSS^^ Miuisle- verno posto em rigorosa execuco na Provin-
nuarla feua a oqueannuio o Presidente. lhodc inislios e Lnirq,.iuu rr u j ,.
' Ausen.ando-seaDepnlaco, sabio o re- rio dos Negocios Estrangcros lve a honra ca de Anaola o Deereto de ,0 de
.dente i ao eKUreeer, com o Commandan- de receber a ola que Lord Howard de Wal- L^emdrc.Je. 836. Lxped^ ram-s
neo (avalcante den, Enviado I xlraordin.no e Ministro Pie- Costa de Afnca Cruzadores que .
---------- ^ ,-----
que effectivamen-
le Sunerior de Macei Lourenco ("avalcante den, Lnv.ado I xtraoroinario e ivj.nisi.u ic- v.U3i u* .... -- .....1- --
SSZl^SZUrS^ 'o Alie- nipoleneiaiio de Sua Mages.ade Biilann.ca tetera ^;^ ffSS *^>
,11/1 1 1 l li. ,1 ;,;;,, ,.m k 1p Ah.-i rescaldas onde se achava quando recebeoa Ibe dnig ,0>em iO de^'-^1 ^J Porto. Todos estes lac.os sao conbecidos de S
Deputagaoj a passear pela C.dade mas che- W**F sTlSerV do Sr Vis- S c do seu Governo; devendo fazer-se a muito
..ando a ra da atnz ouvio lao grandes a- *~1^iJtf* ( ..rociaco especial observado, 'de que elles sao o resulta-
ridos aue o ohnp.arao a votar para Palacio, conde de ., da nanut.i.i .icma ua uc0i.. v k .1 ___,
donde poderla da/as providencias necessa- que uvera logar entre elle e S. S. para acn- do^^ ^J?dHj^J JSft
elusaodeum Traclado da Coroa de Portugal pelo Go-erno de S-M. durante o .Vmislu 10
Note-se que com a ebegada da Dcputago com a da Gram-Bre.anha para a abolico do do Sr. Visconde de Sa da Bandera
o Povo i se a relirando quando o Ir. Jos Trafico da Escravatura. | Nao pode de xa de quahficar-se pcl>m e-
Tavares Bastos nue muito desea secundo A aHlueneia de negocios commelt,dos ao nos, de gratuita a assercao de S S de q ir
S^T^r%u^Tm\^^\caid^^^hon^O as diversas Re- oran) os .ortuguezes ^^
, .. r I___- -_.------- ~....;.1|moni..wnnan. Trahm da Kscravatura manchando com esse
do actual 1 residente leo aol'ovo uma caria parlnwuargo, csp-.....- -- -. .j..!^ Anill|in
ouc havia recebido de Seri,.e em que se di- to as Corles estveram reunidas o imped.u de crime a gloria das suas descob-i las Aquella
SaV que TtnSSSV m'esma Provincia responder mais cedo dita Nota de S. S. a gloria porem lao pura quanto foi nobrc o
,olinbapostoo..cnmpra-se.. na sua carta; qual, pela mulliplicidade e importancia dos carcterc repulacao dos r.ncpcs qu<
denomea o para Juiz de Direito da Villa No- objeclo.de que traeta, na extenso de .-i pa- prehenderam e dos cap.taes
va por ter -o Povo do logar representado em gi.tfvs exigir, mais tempo para serem exami- iam
que
as rcalisa-
._f. ----------- T* '----------
favor da permanencia do L'r. Porto, qneactu-
almenteoccnpava aquella vara accresccnlan-
do queoGoverne, segundo a sua opinio ,
devia annuir ; reclamaco do Povo : e se as-
sim o nao faza era por nao ser filho da ca-
pital c mesmo por ser infenso.
O resultado dessas suggestes,e das de eulros,
foi procurar o Povo surprehender o Qnarlel
de Policia, e o Almoxarifado. Mas o Presiden-
te que, leudo ao principio to smenlcseis
bomens de sua guarda princpiou a ser so-
corrido de alguns officiaes pode por emsua
defeca uma guarda de pouco mais de .^o ho-
mens ; e ento principiando a dar as provi-
c ncias necessarias ortlcnou ao Juiz de Paz .
nadas e postas na sua verdadeira luz. Desde os mais remolos temposjios tem mos-
Combem pouco fundamente se pretende na Irado a historia estal decida umversalmente a
citada Nota de S. S. ftuet crer que naquella escravido e o Trafico ou compra c venda de
do Sr. \iscondc de S da Bandeira de de bomens para escravos ; sendo 011 captivados
M,io de .8., nem sequerse divisa urna ten- na-guerra ou vendidos por seu* pas ou cre-
talivapara justificar Portugal da imputa^o dores. _.
que, por parle do Governo Iriannko se Delles faz repetida, vezes men.ao a Lscnp-
Ibefez, e contina a fazer, de deixar prose- tura Sagrada. Tiveram-nos os Oregos e os
guir com impunidade, debaixo da sua Ban- Romanos. ( onservaram-nos os povos que
leira o Trafico da Escravatura. A simples desmembraran, o Impone, Romano e posto
leilura da dito ola demonstra o contra, o. que o 1 hrislianismosuavi/asse-aisua son
.Xellasem.nriouara os continuados exlonos mismas Igrejas ^"^'S^g
esaciiiciosfeitos pelo Governo Portuguezpa- eos_Concil.os eslao d.e.os de d spos oes qur
ra conseguir a aloiice, de similbanle Iraieo eomprovam a sua eaistenaa e ole'";
as Leis contra elle promulgadas e al a demis- I s.ava este ^Z^ ,,!^ "^" ,
d, ncias necessarias ordenou ao Juiz de Paz as Les contra elle promulgadas e ale a uem s- suu es.e lllt,su..;i su
(.Uefo.se dispertar 0 Povo, que ainda se a- sao dada ao Cnsul na llavana por se cous.de- propna Gram Bielanha que
MUTILADO


m^T
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DIARIO
D R
PER NA M BUCO
S
1 '
I
onquista por Guilhcrme, Duque u'c Nor-
nianda e um scculo anda depois secundo
aSsevera Nac-Culloch no seu Tractado sobre o
Commercio r os Escravos faziam o principal
artigo de exporlaco do dilo Reino chegando
ah'al os pas a vender seus proprios fillios !
Adeshumanidade. e os abusos a esle respeilo
pra'ticados cresceram a ponto que no Concilio
celebrado em Londres no anuo de 1101 se pro-
curou eohibil-os, delerminando-se qne niu-
guem vendesse homens como auimaes ut nemo
homines ut bruta animalia vcnumdet. No
L'onsilio que pelos annos de 117 1 se eelebrou
cm Irlanda foi preciso mandar por em liber-
dade os Escravos Brilunnicos qde naquella I-
lha havia em grande numero.
J em i-<7b, havendo o Papa Gregorio XI
fulminado graves censuras e penas contra os
Florentinos urna das quaes era a de poderem
ser reduzidos escravidao por quem os ap-
prehendesse constante da historia daqnelles
lempos que grande numero delles foram na
Gram Bretanlia feitos Escravos do Re e con-
fiscados ses bens. Essa mesma pena de es-
cravidao.foi imposta pelos Pontfices Romanos
noseculo decimosexto contra os Venezianos e
contra os Judeos. -Ella lambem foi imposta na
Gram-Bretanba aos vagabundos pelo Estatuto
i" de Eduardo IV Cap, i e ainda em i6*b,
chegaram os Juises de Bristol a vender como
Escravos para as rocas da America os reos con-
demuados a degredo!
Se to inveterados foram na Europa e
com especialidade na Inglaterra a escravidao ,
"eo-lrafico dos brancos nao menos o foi tam-
bem o trafito de escravos negros lao uzado j
dos Romanos Carlhaginezcs e dos rabes
que com elles confinaram e os traziam
Costa Seplentrioua,! da frica donde eram
transportados e vendidos na Asia menor no
Egypto, e na Syria muilo antes das deseo-
bertas dos Portuguezes assim como ainda ho-
jecontinuam a s-lo.
Comsigo os trouxeram os mesmos rabes na
invasao da Hespanha e o seu uso se propagou
em toda a Europa no lempo das Cruzadas ;
referindo a historia que o Normando Gaudri,
Referendario de Henri.jue 1 de Inglaterra, e
elevado S de Laon tinha ao seu servico
um escravo negro como era moda dos Caval-
leiros que voltaram da primeira Cruzada-em
1106.
O veneziano Cadamoslo queS.S. lembra e
cita para comprovar que os Portuguezes foram
os primeiro que estabelcceram o trafico da Es-
cravalura o proprio que affirma que os
Escravos negros que cm 1 J/J5 os rabes de Ar-
guim recebiam do interior da frica em troco
de mercadorias eram levados escala de
Guaden e duli se dividiam indo parle det-
les aos Montes de Barkah d'onde chegavam
Sicilia, e oulros a Tunes e depois se esten-
diam a toda acostada Berbera sendo outros
trazidos a Arguim e vendidos aos Portugue-
zes ; provando~se assim do mesmo Cadamos-
to quenaoforain os Portuguezes os nicos ,
nem os primeiros que fizeram similhanle tra-
fico.
Nao houve occasio ,para que os Subditos
Brilannicos ento comecassem a traficar lam-
bem na Costa Ocidental da frica em Escravos,
porque a sua mariuha eslava ainda na infan-
cia e mal ousavam os scus Navios arriscar-
se atao Mediterrneo ; sendo tal aconsidcni-
co que na Gram Brelanha se tinha pela ma-
riuha Porlfgueza e por conseguinle pelos di-
reilos que Portugal rec amava. sobre as suas
descobertas que por nao os infringir se
procurou no lempo do Ilenrique 6', pelos an-
uos de 1:0.), e ainda depois, achar urna
passagem para a India na direegao de No-
rueste.
Crescendo depois as forjas navaes Britanui-
cas, e tendo as primaras tentativas de Sir
John Havvkins em 56 < feilo conhecr ose-*
r.orrr.cs lucros do Trafico d.i Escravlara ,
constantemente proseguiram nelle com ardor
os Subditos Britannicos a ponto que o seu
Governo se empenhou cm obter da Hespanha
em 1711, o monopolio denominado del As-
siento de fomecer de negros de frica as Co-
lonias Ilespariholas que primitivamente Car-
los 5" conceder aos Flumcngos ; cdo qual o
Governo Britannico, cojo Soberano nelle le-
vava uma-quarta parte dos lucros da Compa-
nbia na forma do Tractado de Paz do Utrecbt
de 13 de Julho de 71 i entre a Hespanha e a
Gram-Bretanba, smfcntc desisliu pelo Tra-
ctado de Madrid de t> de Oiiliibrb de i;5o ,
tendo sustentado por causa delle asmis obsti-
nlas guerras 5 Sendo muilo para notar que
Rcgul'amento para o Trafico dos negros men-
iotndo por Cadamoslo foi feilo pelo Infante
D. Hcnriquc quando ainda eram ignorados da
Europa os primitivos ensaios que, em Stras-
burgo faziaJoaodc Gulhenberg na arte t*
pografica ao posso que a Gram-Bretanha
lucia va por obter o referido monopolio del As-
siento quando havia tres seculos qu a im-
prensa esclareca o universo.
E' pois incontestavel que a Escravidao e o
Trafico de homens tanto brancos,_ como ne-
gros a ella reduzidos sao to anligos como o
mundo e que nao foi por censeguinle esle o-
dioso Trafico estabelecido pelos Portuguezes
como acintosamente se tem querido fazer acre-
ditar.
Ostenta S. S. na sua Nota haver a Gram-
Bretanha abolido o mesmo Trafico sem que o-
brigasse Tractado algum com outra Potencia ,
e sem ter para isso sido paga pelo Thezouro de
Nagao alguma Eslrangeira criminando a-
quelles que attrihuem x motivos de egoismo ,
e srdido interesse os seus c.forcos em per-
suadir as mais Nacoes a abandonar o Trafico.
A linguagem mais que pungente e as ini-
quasilluses comque em toda a Nota de S.
S. se forceja por humilhar e deprimir a no-
breza do carcter da Nacao Porlugucza que
a nenhuma outra cede era senlimenlos gene-
rosos e virtudes sociaes offereciam largo
campo aoabaixo assignado para nesta parte
responder condignamente urna vez por to-
das a S. S. Para o fazer nem liie alla-
rimfactos, nem argumentos mas dexa de
oceupar-se de similhanle recrimina\o.
Entretanto, deve o ahaixo assignado obser-
var que o desinlcresse da Gram-Bretanha na
abolico do Trafico da Escravalura poderia ser
hoje queslionado, porque ainda que nesta
empieza entre mjita filantropa e humani-
dade como o ahaixo assignado o primeiro a
reconbecer nem por isso deixa de ser cerlo,
que della pode a Gram-Bretanha collicr as in-
calculaveis vantagens de ir submeltendo os
Navios da maior parle das Nacoes ao direilo
de visita 5 de parausar al certo ponto a
navegacao deltas'; de animar a sua propria
marinha com as valiosas presas que resultara
dos seus Cruzeiros, &c.
(Contina.}
COSMORAMA.
O Director do Cosmorama agradece aos 45o
Assignantes a honra que llie fizerao de fre-
quentar o seo thcatr ptico pintoresco 5 o-
bservando Ibes que scconfessar elernamenle
grato ao appoio que Ihe prestara ; assim co-
mo espera te-Ios deixado satisfeilos pelo que
diz respeito ao exacto cumprimento das pro-
messas que Ibes fez.
O Director nao qnerendo continuar a rece-
ber assignaturas avisa ao publico desla cida-
de que para por ao alcance de todas as pes-
soas este lao ulil como agradavel entictcni-
mento tem estabelecido os seguintes invaria-
veis procos.
Para os homens------------3ao
Para as Senhoras 160
Para os meninos -------- ito
O Cosmorama est dia e noitc patente ao.
pnblico ; os precos sao os mesmos quer de
dia quer de noite.
Avisos Diverso
tST* O ahaixo assignado faz sciente ao Snr
Manoel Sebasliao de Mendonca Lins que
no dia 5 pelas 7 horas da noite perdeo sua
carteira desde a quina do beco do Serigado
at a Igreja de N. .*. do Terco con tendo
quarenla e tantos mil reis cm sedulas e o val
da quantia de 5os' rs. de 5 do cOrrente assig-
nado pelo mesmo Snr. Lins : ficando o mes-
mo Sr entendido de nao pagar a nenhuma ou-
tra pessoa que o aprsente por lhe pertencer
e o ter perdido ; roga por tanto pessoa que o
acliOU no caso de o querer entregar o leve a
ra Direita a casa do Snr. Buarque ou an-
nuncie Felis Joze Coimbra d'Andrade.
yrg \n r|2 ssbhndn n (I" rorrcnte; em Tira-
ra publica do Juiz da 1. Vara do Civel, na ra
da Praia se bao de arrematar quinze escra-
vos ( do ser vi o de campo e caza ), e gado
vacan e eavallar por execucao contra os ber-
deiros do finado Vicente Pererra (urjao
S3- Aluga-se uma cocheira para rerolher
carrinho ao p da Igreja de N. S. da Solidade:
quem a perlender dirija-sc a ra 11 que ahi achara.com quem tractar.
tST Vende-se uma prenca de ferro de novo
molello [iara lirar copias de cartas imbonos
de (io a ^o palmos de cumprimento e seis de
procura para canoas e barcassa dois quart-
os para carga tudo por precos muito com modo
na na Nova loja de I-'redei ico Chaves i). 5.
327" O ahaixo assignado por procuracao
dos Snrs. Michel & Jcan Tobler em >uissa
fa? sciente ao respeilavel publico que A a^so-
cacfio cora o Snr James Tobler que residi
Mata praca fica dsseiva desde o dia 28 de
b'eveiciro p. p. Em consequeucia os Snrs.
Michel & Jcan Tobler nao se responsabilisam
ppr todas e quaesquer transaeces feitas pelo
dito James Tobler desde a datta em que se
dissolveo a sociedade.*ebastieu Tobler.
Vende-se hura. Diccionario trilinge,
latino grega e francez contendo outro no
fim de termos e modos de falar latinos e
francez com os nomes das principaes Villas,
Provincias Reinos e Bios do mundo quem
o quizer comprar dirijaso ao lateo de Sao
Pedro caza D. i lado da Viracao.
SST' Arrenda-se pelos trez mezes de Fcsta
um sobrado com muitos commodos na ra
de S. Bentoem Olinda, com excellente vista de
ra e fresca a pessoa que e per tender di-
rija-sC ao ultimo sobrado da viuva do Peixoto
as 5 Ponas a Iraclar do ajuste que ser com-
modo.
SST" No primeiro andar do sobrado da qui-
na do beco to Serigado para vender huma
carteira de duas faces com commodo para quil-
tro pessoas em meio 11 z8 uma cadeira de
ra uma mobilia em boni estado conten-
do a mobilia i8cadeiras um sof a ban-
cas uma meza de meio de Salla trez pares
de mangas de vidro ; ludo por preco com-
modo.
srr Traspaca-se achave da Loja na ra
Nova D. 11 com armacao pintada envidraca-
da e invemizada -de novo e lambem se as-
sende no estado em que se aclia : atratar na
caza da Nev do Beco do Theatroondese acbao
as chaves e as condicoes para qualquer das
maneiras que se quizer tr^lra.
S2r* Aluga-se o Sitio de Francisco Antonio
de Oliveira na estrada dos Afflitos fronteiro
a Capella o qual tem excelente caza de viven-
da bastantes arvores de fruclo e Ierra para
plantacoens : quem o pertender dirija-se ao
annunciante no aterro da Boa-vista saindo da
Ponte quarta caza do lado direito
S~J" O ahaixo assignado faz sciente ao res-
peilavel publico que deixou de ser procura-
dor do seu padrinho Francisco de Paula Car-
rilho, enconsequencia de seu estado de saudc
assim o permetir, e para constar faz o pre-
sente an nuncio.
Herculano Mara Bessone.
tST Quem quscr dar 100.000 para receber
em lijlos de alvenaria grossa annuncic.
CP^ Aluga-se um sitio para se passar a
festa na estrada de Joao de Barros, antes de
chegar a capella da Conceicao da mesma estra-
da com muito boa casa de vivend;'; a tra-
tar na ponte velha entre o sobrado de Manoel
Felis Nunes de Castro e a fabrica que foi de
Gervasio ; em a casa terrea.
537" Precisa-se de um trabalhador para
padaria que seja deligenle na sua arte e
de um pequeo para caixeiro que tenha al-
guns conhecimentos de negocio ; na ra Di-
reil-i D 63.
SST* Roga-se ao Sr. Domingos Jos de Me-
0 Jnior qneira annunciar sua residencia ,
sara se tratar negocio de interesse ou dirija
e a Gaudino Agostinbo de Barros praci-
nba do Corpo Santo D. 67.
EJ" Na ra eslreila do Rozario no pri-
meiro andar por cima da botica precisa-sede
11 m feitor que seja porluguez ; para um silio ,
que cntenda de plantacoens de ortalice e que
Irabalbe de cuchada e d "fiador a sua con-
d neta.
52?" O Sr. Francisco Pereira do Costa que
em finsde Selembro do corrate, andn 110
Rio Formoso qneira dirigir-se a ra da Ro-
da D. 20 a fin de receber uma carta e um
colete vindo desse lugar.
C7* Na*ruado Rangel no segundo andar
do sobrado que fica defronte dos Diversos re-
cchimeutos ecomaescada defronte da gua-
nta da guarda da mesma Reparhco se en
gomma toda qualidadede roupa tanto lisa,
como com pregas com todo asseio e prompti-.
ao ; assim como lambem se cose toda qual-|
dadedn costura at mesmo de alaiale tuI
do a pre quer parle.
ST3" Perdeo-se hnma letra da qu'ntia de I
docentes mil reis escrit> pelo Snr. Joaquim;
da Fonceca Capibaribe porcm sem 'Jacta s
com o Pernambuco e tambem nao tinha as-
signatura do saccador e nem a quem saccada :
mas est assignada por I uis Gomes de Faria ,
morador na Avenca termo da Villa de S
Anlo ; desde a ra da cadia do Bairro do
Bacila alhe as 5 ponas lugar dos a ougues
perdida por Joaquim Gomes de Souza qual
quer pessoa que a achar e quizer restituir
o peder fase* na prenca a Manoel Ignasio'de
Oliveira Lobo vislo que a pessoa algfia pode
servir da letra ; pos est prevenido o dito Pa-
rias de a nao pagar.
P-se 41Jo o rs. em cobre por 4 mil 1 s.
em papel no talho francez defronte da cadeia .
nnnde lamhein se,vende uma rica espingarda
de dois canos nova c boa por j.l se ter ex
perimentado a qual vende-se com sua caixa
e todos os seus peilences dentro da mesma ; o
preco be 80U000 rs. No mesmo logar ha
carneiro todos os das e vende-se a retalbo a
160 e a 100 rs.
C7- Apanhou-se uma canoa decarreiraa-
berla e hastanlemenle arruinada ,' vinda pe-
lo rio no silio dos Aracs logar do Remedio;
quem for seu dono dando os signaes certos ,
lhe ser entregue ; na ra das Cruzes primei-
ro andar do sobrado D. ia.
CJ* Na ra Direita padaria D. 33 preci-
sa-se alugar um preto que enteuda da mesma,
e dons para serventes de uma obra : na mes-
ma.
tSF" Precisa-se de uma ama de leite livre 011
suje ta ; annucie ou compaieca na ra do Car
biig loja dg miudezas D. qualro.
XSF" O Bacharel formado Antonio Francis-
co de Salles tendo de relirar-se para a sua
Provincia a o do corrente mez tem satisfeito
algumas dividas que contrahio durante a
sua estada nesta Provincia ; mas como possa
haver ainda algucm que se julgue seu cro-
dor roga por este annuncio qne compareca
para ser pago na ra d'Agoas verdes sobrado
confaonle a consistorio de S. Pedro ou em
casa do Dr. Casimiro Jos de .VJoraes ra do
Queimado.
tS5~ Perdeu-se em Olinda da casa defronte
do Carmo para a ra de Malinas Ferreira o'
i Tonlo 8 da Historia Eclesistica do Ab. Dou-
creux ; quem o ti ver adiado queira dor ohse-
| quio entregar na caza N. 77 ra de Malinas
I Ferreira
SS7" Aluga-se o puerto andar da caza daf
' ra da Moeda ltimamente reedificada, piu- '
tado e com bous commodos : os pertendentes,
dirija-se a ra do Vigario l). 1/.
7- D-se qualroccntos mil ris a juros de
dous por cento ao mez sob firmas a contento ;
na ra das Trincheiras D. doze.
C7" Na pracinha do Livramento loja de
fazendas que loi do Sr. Herculano Joz de
Freitas piecisa-se saber se nesta Provincia
existem Manuel Anlonio de Carvalho Diogo
de Carvalho e (iabriel de Carvalho, todos %
irmos e naturaes do < outo d'Abbadim Con-^i
ceibo pe Cabeceiras-de Basto reino de Portu-
gal.
X~J" Em dias de Selembro desappareceu de
Palacio velho uma canoe aberta oom trinta e'
qualro palmos pouco mais ou menos e com ,
cinco de boca j uzada 5 quem della tiven
noticia queira dirigir-se a Santa Anua silio
da Sen hora D Marianna Thereza de Je/us
Siqueira ou ra da Cadeia do Recife N.
SOIS que se dar o achado.
8^ Aluga-se duas casas juntas com ar-l|
voredos de fructo t; bastante terreno para '
capim na Boa hon, as ultimas do lado di-
reilo ao pedo Rio ; a fallar com Antonio Jos
do Espirito Santo Barata em Olinda.
C7" O annuncio sobre a porlugucza que
se offerece para alguma casa annunciada no
Diario n. 4J 'ie *!*>.
tsy Da-se 200,000 a juros de a por cento ,
ao mez sobre pinhores deouro e piala por
tempo de um anno; no pateo do Terco loja de
fazendas I). 8 se dir.
C7" Preciza-se de alguns rapazes ou ho-
me ns para trabalilarem em chapeos : traiar
na Fabrica de chapeos daN ra da Cadeia velha
D. 14 deJ.O.EIster.
C7" Hypotcca-ire por dous conlos de reis
uma parte de um engenho cito em Umia ter-
mo da Villa de Serinhaem avalida em seis
conlos de reis ou mesmo se vender con-
forme a vonlade do comprador, igualmente se
far negocio com uma letra segura da qutia de
oilo conlos e tantos mil reis ; quem algum des-
tes negocio quiscr faser, v a ra do Quei-
mado loja de ferragem D. 5, que se dir quem
o la/.
cr Joao Baptista Claudio Tresse avisa
ao respeilavel publico que est novanumle
mudado para a mesma ra nova Vj. 19, on-
de pertende exercer o seu ofiicio de fabricante
d'Orgos de Igreja, e mecnicos ; concerta e
afina pianos realejos e accordees e toda
a qualidade de instrumentos ; assim como to-
dos os mais objectos relativos maraa-
rla.
C7" Precisa-se de huma sen hora branca,
nacioncl ou eslrangeira que sai ha bera co-
zer e engomar para huma casa de pouca
familia; quem se adiar nestas circunstancias,
anuncie pois sendo que agrade nao baver
duvida eri ajuste.
t7-Quem quizer roupa lavada engomada cus-
turas t.-.nlo cbans romo bordadas alcoxoadas
lavarintoscoino tambem marcar qualquer-rou-
pa de retros com muito asseio e por preco
omodo: dirya-se na ra atraz de b. Jos
caza D. H i'" entrar Hilo beco da referida
Jgreja lado cxqueido. ,



>
DIARIO DE PERNAMBUCO
dia calis rom seus pertonces missaos lu-
ribos, navetas, veo loml>ro ede dosenfirro,
O CorretorOliveira aluga pelo tempo! tsy Uns ornamentos ricos de damasco de
de festa ou por auno, a sna excellentc. e .Italia, rom galo fino de ouro dalmticas,
[ !>em situada casa na povoaco do poco da pa- canilla palio brenco galSo de retro/. custo-
ela ; este predio acaba de ser perfeitamente
pintado concertado e nclia-se com todo o
asseio possivel para servir de residencia agra-
davel a qualquer familia decente, por intuir
Ijiumerovque soja por ter muito-s comino
lidos; quem a pretender dirija-se ao mesnu
IjCorrector na ra da Con-eigao I). ,^4 no Reci
e ; elle tambem oiTerccc a venda o mcsniu
iredio, oqualalemdas boas qualidades re-
crujas tem bom quintal plantado de laran-
[jgeiras cacimba de excellentc agoa casa pa-
lia prctos, e despejo estribar-ia e codici-
en Um molcque do genlio de angola; da} nos ponro mais ou menos, levou vestido cal-
bonita figura muilo deligente ptimo para) ?a de estopa carniza de baeta verde e cha-
aprender tttgum offico por ter bastante pro-l peo de pelo braneo ja uzado : quem o apprc-
porc.io e sabe vender na ra-, na ra'por nhender ou delle liver noticia dina-sc a ra,
delrazdos Martirios O. *u
.i o
lo,U
,i_ ____i;-
.5 ... ... ....... uu .un.
um bello Jardim com canteiros e vasos moder-
aos para plantaco de flores tudo oberto
m urna bem construida latada de parreira .
buc produz ptimas uvas ; as oondicoens da
fcnda sao todas favoraveis ao comprador por
pie nao se exige todo o seu proco a vista.
J[tSW JNa ra da Cruz D. to cscriptorio no
aerando andar continua-se a descontar hilbe-
|es da Alfandega com camino seguinte; tcn-
RLo menos de Jo dias a vencer se fara o descon-
Itu a dj e sendo de mais de .!o dias alio a 7|8
lele mais de fco a 90 a um por cent e de yo
lidias para cima a 1 \* por cenlo.
S5F Precisa-se de urna parda forra pra o
|,servico de urna casa de pouca familia ; na ra
la praia senaria do Cardial.
tT Qualqucr pessoa que liver dividas fo-
a desta Cidade ou mesmo nesta praca e
Iquiser urna pessoa mui hbil para as cobrar .
[dirija-se a ra atrtzdeS Jos casa i). I < lado
Icsquerdo entrando pelo beco da referida gre-
a que promete servir com promptidao.
Avisos Martimos.
ferro de hostia urna ambul.i; no'paleo do ^?- clogas de,Virgilio e fbulas de Fe-
Terco loja D K. jdro, traducidas ao peda letra; no pateo de
Cy m refe com trassado com poiicouzo jS. Pedro casa D. s lado da Yira.o.
por ji.ooo ; na ra
nesta
va D A dei'ronte do
oitb da Matriz.
S3~ Urna barretina para G. N.
Typograia.
W- Urna escrava de bonita figura boa
engommadeira cose cha faz bicos e rendas,
co/inha o diario de urna casa, he rccolhida
1 da-so a contento n rita Direita l). uo la-
do do Livramenlo.
S^r Duas pretas mocas de boas figuras
engommadeiras cozinheiras e coslureiras ,
linca deltas ras doces, e refina assucar dois
niolc(jues de ja ib annos com principios de
lodo o servico ; e unja molata de idade de ao
anuos, cose, engomma, ozinba e ptima
para ama de una casa : na ra de aroas ver
do Queimado loja de i portas defrontedo beco
da Congrcgacao U. 16, quesera generosamen-
te reeoin pencado.
8^Nodia >b de Outubro p. p. desapareceo
de caza urna preta de Naco Baca por nome
Maria Antonia com os signaos seguintes de
estatura regular cara comprida representa 38
a *o annos falla hum pouco mhar.tcada bem
preta tem os ps um tanto malfeitos ore-
Ihas pequeas e levou vestida um cabeco do
algoiao'.inlio saia de chita encarnada cor de
tena enm babados at o= inelhos com um maro
de contus encamadas e azul ao pescoco, com um
pao preto Unios e qualquer apitlode Cam-
po ou pessoa particular que a encontrar a
pegarrMovando-a a caza de seu Sr. ou na ra
dosQuarleis f). 5 onde sero recomjiensados
do sen tralia lio.
O ahaixn assignado roga a todos as Au-
thoridades Ppliciaes dos Hairros do Recie ,
>anto Antonio Boa-vista, Poco da Panella,
Olinda e as do interior, ede outras Provinci-
as assim como a qualqucr pessoa, que son
ber ou liver noticia de hum seu escravo de
nome Toaquim fgido a di correute tal cs
de ,' chegaiios ltimamente espingardas in-; furlado ou seducido para o venderem com
glo/.cs para caca lilas de grca de bom tom Uo a a5 annos de idade pouca barba meio
0" Medobim de Angola de superior qua- e diversas miudezas- e ferragens ludo porjCorpo, baixo fu I lo rosto com pr ido testa
I idade em barris 011 a relalho ; na ra da proco commodo ; na roa da Madre de Dos ja'ta e exl.ufadi pomas groas bem descui-
des casa terrea O. 17.
na ra de agoas
tZT Meios Bilbetes da loteria do Livra-
er* Um preto com vinte e oito annos de i-
dade, e perito canoetro ; na loja de iazendas
da ra da Cadeia n. quarenta e cinco.
C3" 1 uas canoas novas de amarello urna
com trinlae cinco eaoutra com / palmos
de comprido ; no pateo de N. Senhora do Ter-
co segundo andar da caza D. dezenove, que
faz quina nara o bcco'do Lobato
Cf Na ruado Queimado loja D 7 M [lil-
ra vender duas negras proprias para qualqucr
servico e um moleque de idade de de/ a ou/.e
annos.
S3T Meios bilbeles da loteria do Livramen-
lo a ooo ; na ra do Cabuj loja de niiude-
zas I), i.
tST Meios Bilbetes da loteria do Livra-
menlo a Jooo ; as .i ponas l). tar Meios BitheteS da Loteria do Livra-
menlo ; na loja de miudezas unto ao arco de ment a 000; na ra do Crespo lo(ade miu
S. Antonio.
C? lilbetcs e meios ditos da loteria do
Livramentoa e tooo; na ra da Cadeia casa
ile cambio n 4*1-
dezas IJ. 5.
5^* lie/erros francezes de superior qualida-
Cruz n. Si.
S35r- Selins inglezes de patente, c france-
11a priuieira loja de ferragens
baracado c fino pori*so parececriolo com
Una canoa de . zes ditos de. cavalaiia, t.ilins para oiliciaes' agoa al o fim do corren te e ^o caixas de venciendo miudezas en urna pequenna sexta
deG. N. bandas ricas para ditos, barivli-' niadeira de amarclo para socar assucar; na de baixo do bra o ,. o prendao ou o mandem
as promplas para ditos e soldados c ditas ra da praia sen. tria para cava laria espadas de roca e sem ella, XTf Cortes de colele de setim preto de ra do murada Penba U. lo que satisfar
ditas praliadas holins de bezerro 1 ara bo- maco con flores da mesma cor, meias cur- toda a dispe/.a.
111 em e nu
Miguel Arcan.jo VYonteiro de Andrade.
\:j~ Nodia ide Sctembro do correiie
enino. sapatos de bezerro para lio- tas de seda piuladas, lapelc% pintados de 13
PARA LISBOA com toda brevidade por mem e rapaz ditos de duraque o marroquim superiores, facas e garios de caio de marfim
let a maior parle da carga prompta o mui- para muliier chiquitos de meinode todas as para fnesa e sobre mesa com liinchadores de fugio um negro de nome Severino meio hu-
iro Uritcoe Portugus Feliz Destino qualdades ditos a mpuroparaIiomemeinu- dilTcrenles qualidades. Salvase casticaes, pal-cal, de idade de ao annos levou vestido
ie Capi't'ao Joaquim Pedro da S;i e l-'a- lher e bichas de lodos os tamaitos ; na ra inalorias canoas cjiii lisoura para espevilar (Calsa de algodao e camisa, chapen de palha,
lao
to velleiTO
ie que he Cap
ria
quem nelle quiser carregar ou ir de pas- nova loja de Antonio I 'errei.-a da Costa Miaga, veilas callieres tildo de c'iqufnha bicos na cabera leve umi lerida e no lugar nao
'm diriia-sc a Trancisco Severiano llabeio U. i3 rj. I fitas, sacarrulhas de patente, e singedlas, cam- lemcabello, os dedos das mo compridos ,
forte do mallos ou ao mesmo Capitn. I CJ" Lma cqsa terrea na ra do aljuhe f. painbase linteiros de metal, casti.aes com filia fina que parece de mu I ber ps gran-
'ARA LIV'KRPOOL olirigue inglez Ves- 11, em Olinda por preco commodo ; a Ira- lanlernas ditas sullas, c.indiciros para es- des e abroi tos. alguma coi a para fora; quem
de primeira,classe de lote de 3 .1 tone- na ra de Ilorlas \i. : 9 tildantes banleijas linas de di Aeren tes lama- o pegar leve a ra do Apolo em casa de Ma-
da's ileve sabir com brevidade quem li- CT Urna negra de'narao de idade de ->o 11 los jogos de pistolas Irouxadas de espoletas, noel Pereira l.ias que receber 60000 de
[ver carpa diriia-sc a M. Calmont & C. annos e outra de 1 \ ambas lavao de sabio, carteiras para letras com a numeracao dos me- gratifica ao.
PARA LIVERPOOL OU qualquer 011 tro co/.intiao e engommao ; nos 4 cantos da b"oa zes, cartas de jogar I raneezas finas c ordina- C?* No din primeiro docorrentc desapare-
arlo da Europa o hrigue ingle/. ISortb Pole, vista loja de Ourives rias selins inglezes de patente caixa do lar- ceu da casa de Francisco Antonio de Oliveira
bapilao J. Walt' sabir c( m brevidade *3** Urna cabra moca de bonita figura, taruga para rap e outras militas mi udesas morador no alieno da i oa vista um preto
quem nuizer carrear dirjase a M Calmonl&C. sen. vicio nem achaque cozinha o diario de por pre3o barato, na praia da Independen- de nome Antonio de na^ao cabiuda, de ida-
^ p\HA O ASi>U por Ti ro Caissara e urna casa engomma liso, cose cha, cusa- can aiei'. jdede |0 annos, cheio do corpp rosto com
liiKiman'' a sabir pnr estes 15 dias, o Riigue boa, e ptima quilandeira por .)' 0,000 ; na 5S?" Tres canoas abortas urna de 1P00 ti-! prido o preto um pouco picado das becbigas,
JEscund Rainba'dos Aires M. Isidoro da SU- ru nova que va i para a Iretnpe casa terrea jlos e duas de too ; e um cvalo de estriba- i lalla-lhe um denle na lenle do queixo de ei-
\a ; quem quiser carregar dirija-se ao Ales- com solao ao p de urna que se est tazendo.
Itre', ou na ra da Cruz n. 5o. I *0T Um hoi manso de carioca, muilo bom
1 ia muilo manteudo
no de miranda.
a fallar com Jos lligi-
L e i o
e .ordo
filbo do pasto e coslumado a car
da ; e urna carro.a quasi aova, mas est com
una roda de.-consertada : na estrada de Joao se dir
CT Que pretende fa/.er o Corretor Olivei- de Barros 1.0 sitio dacapelLa da Cotcetelo
ra, de 3 14 caixas de vid ros para vidrassas lf- JNo armazem do liraguez junloaoar-
por todo o preco econla de quem prelencer, coda Concci ao da ponte larris com paios ,
quinla Ceira 7 do corrente, as 10 horas da ma- muito leseos o grandes por preco commodo.
nha em ponto no ultimo annazem da ra do W" Duas canoas novas de amarello, una
Apolo da parte esquerda hindo do porto das com 5 outra com j8 palmos de comprido,
canoas, e Contiguo ao terreno da Intendencia, no pateo do Ter3o 110 segundo andar da tasa
t&~ Quinta leira 7 do corrente na ra da D. 1 que faz quina para o beco do Lobato
Cruz n. 10, de urna porrao de bolaxa llam-j t^J" Para fora da provincia 011 engenlio ,
burgueza, 4 loneis grandes urna burra de urna negra de nacao cozinha pe l'eilanieiile ,
ferro prova de logo dois balcocns de ama- engomma e faz todo o mais servico de urna
una porco de verniz lino, e varios casa, ao comprador se din o motivo ; na pia-
re lo
outras objectos.
C o m p r a s
L SSrUm palileiro de praia que soja uzado ; na
Lrua di Florentiuasobrado novo ao peda iuar
Vendas
C~^* Meios billirtes da Loteria do
Livramento a 3ooo; nesta Tjpo-
graia.
jgy- Meios bilbetes da loteria do Livramento
a 3*o6o na ra nova loja Francesa D. 10
t?y Meios lilhetes da Loleria do Livra-
menlo-; na ra nova loja de ferragens U. 10
Meios bilheles da Loteria do Livra-
roenlo a nove patacas ; na praca da Indepen-
dencia l,a de encadei nador n. /.(>.
S Livramenlo ; na ra do Cabug loja de rclo-
ioeiro junto do Sr. Randeira.
V^F Meios bilheles da 1 oteria do Livra-
mento a tres mil reis ; na ra larga do Roza-
rio loja de miudezas D. sele.
fZP' Meios bilbetes da loteria do Livra-
mento a nove patacas ; na ra Uireila vend
fluefoidc-fosedaPenha
t&~ Uma e5CTav;i "e ,(Ja^e t,e l* ar,nos' con
principios de cos'ui a e hbil para Iodo o ser
v ico- na ra larga do Ro/ano D. 4 no a. an<
ca da Independencia n. o
SS?" Polassa Russianaem barris de arro-
bas: na rita da Cruz n. -a armazem do Sur.
Liras.
tSJ" Um oratorio com a competente mesa ,
ptimo para se sclebrar missa ; e umap;)i\o
de Iraves de mangue de 9. t a o palmos; na
TUS da Florentina sobrado novo ao pe da mar.
C5" oo gnalas va/ias por pie o coinnio-
d ; n 1 ra 5. Cruz venda ua quina 110
fundo da Igreia.
C7" Meios bilbetes e cautelas da Loleria
do Livramenlo osles a 000 e aquellas a tioo
res ; na praca da boa vista venda do Sr. Jos
da Silva Saraiva.
SS" Meios Bilheles da Loteria do Livra-
mento a 3ooo mil ris; no atierro da Roa vista
unto ao beco do ferreiro venda 10.
tST Papel paulado para msica de muilo
boa qualidade ; na ra da moeda n. i5i na
aiesma se aluga um armazem.
iST Vinho de champagnhc Ay medoc ,
diateau lalHtle e julien -, sauterne cham -
Iterlin alicante, musratel xerres, e vinbo
lo Porto fruelas da curopa cognac ervi-
llias ; em casa de A. Hostch ra da cadeia
reinaD. .;.
KS' Urna casa terrea sita na Boa vista ra
locolovello D. i. bem construida, salla for-
S3r- Na noile do dia 99 de Setembro p. p
fugio da l'assagem da Magdalena do siti
de Joaqun Jozo d'Olimra um preto de no-
me Joaquim naco Rengela estatura regular
X ">a e cbcs proprios; a tratar na ra do j ceg do olho osquerdo com o signal de hum
ai i .alderciro jior detraz dos Martirios casa J. 3o.JutiiO no ladodireito a cara uade jo an-
X3F" Urna inolalinha de idade 11 anuos ,
cose e ptima para una casa ao comprador
se dir o motivo ; nO pateo do X'ollegio arma-
zem de carne debaixo do sobrado de t andares,
&_r Urna pela de idade d .'> 1 anuos lava ,
engomma, e Cozinha o diario de una casa;
na ra das t ruzes \) t.
!_* Lima escrava de nacao cnbinila boa
figura lava bem de sabao e varrella co/.i-
nlia o diario de una casa, e be boa quilan-
deira : na ra do ninclio do Noia casa do
uinclio.
tSf" apl paulado para msica chega-
do ullimameiilc ; na praca da Independencia
11. -/.
ZZT Urna loja de couros com ppucos fundos
ou s arma o lem grandes comuiodoi para
morar familia ; na ra Liieila D. 4 110 fundo
da lgic.a lio Livramenlo..
w lioiins de duraque, c marroquim pa-
ra senboia obrado ultimo goslo ; ua pra^a
da Independencia n. 3).
i_r- Una canoa de carreira que carrega
iri a '-o pesaaas acabada agora de fabricar ,
e bem construida ; na ra do Roza rio i) ia.
CT" Brincos de diamantes de muilo bom
goslo: na (juina do beco da Congregaco 1).
ti loja de Iazendas de J. I'.. \ ianiia.
t j- (. bapeos de massa da .melbor qualida-
de possivel ede bonita forma ; na ra do
Queimado D. li e na pracinha do Livra-
nenlo D. \ 5.
MT" Os verdadeiros charutos da Havana en.
caixas de duzenlos e ciucocnla por nove mil rs
c superiores ditos da Cachoeira, ltimamen-
te chegados em caixas d,e 25o por ,,ooo ; n<
ra do Cabug loja do Sr. l'andeira.
Escravos Futidos
ma peinas um pouco cambadas para dentro ,
ps gratlese chatos be bom co/.inbeiro e
be coohecido por antonomasia Antonio Ga-
viaoj quem o pegar leve ao annunciante
que ser recompensado
ST7" Desapareceo a lempos um escravo par-
do de nbme Gregorio oibcial de marcineiro ,
estatura um tanto ha i xa cor escuna de ida-
de -o e lautos anuos anda as ve/es calsado ,
be hcmconhccid) nesta pr.icae seus arrebal-
dcs e cousla elle andar dizendo que he forro;
quem o pegar leve a seu Sur Antonio Jus
Pires na pracinha do Livramento '* ou
na ponte do cboa no silio da vibra,da Coro-
nel Renlo Jos da Costa que ser recompen-
sado.
tp"_No diaa/f d p p pelas 7 horas do
dia fugio urna negra de nome Lucrecia, do
genlio de londa altura e corpo regular, paz
largas pcilos pequeos e cabidos ps e
mos seee.is bracos finos a proporio do
corpo pelas costas um picado de sua tena ,
em urna das paz urna grande marca de sica-
iriz nao pequea cara redonda nariz chalo
egrasso-, com um vinculo entre meio das so-
inaneellias loca regular denles alvos e
mUUS CiDi-ims uuBintes crecidos oreas
regulares e os buracos, dos brincos bastante
iberios o redondos e em brincos levou ves-
tido de mcliin verde com pafos as mangas e
sujo, no pescoco qma volla de conlas lapida-
das pelas faz-se bruta no fallar pede-so
encarecidamente a pessoa que a ti ver em seu
poder 011 saibo onde exisla do que pro tos-
a guardar segredo da pessoa que denunciar
inde ella se acba como tambem r.oga-se as
iiilboridadis policiacs capiles de campo,
; fommandanlcs do registe lodo o cuidado em
icsquisar dit 1 escrava sendo que dila es-v
rava lenha procurado algum Sr para a com-
irar duvida alguma nao havera de vender-
-e podendo-se procurar a pessoa que se acba
le posse della na casa abaixo declarada e se
rolcsta contra qucui a liver OCCuIut ; quem a
ir leve a ra da roda n. Ja que ser re-
onqiensado.
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LC1FE NA TYP. DE M. F. DE F. iQSg
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