Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08683

Full Text
Anno de 1839. Samugo
Tudo sfjor depende d ns mesmos; da nossa prudencia, modera-
cao, energa : continuemos corno principiamos e seremos apuntados.
com admiraco entre as Nares roas cultas.
Proclamaco da Assemblea Geral do Brazil.
"ilHli ____________
Subscreve-se para esta folha a 5ooo por quartel papos adiantados
nesta'Jypografia, ra das Cruzes U. 5, e na Praca da ludependencia
I). 37 e 38, onde se recebem coire.spoudenciaslea'lisads, eannuucios;
insriitdc-se estes gratis, sendo dos proprios assignantes, e vindos assig-
feados.
Partidas dos Crrelos Terrestres.
Cidade da Parahiha e Villas desua pretendi...................\ .
J)la do Itio Grande do Norte, e Villas dem. .................( _j c a
Dita d> Kr.i.z, e Vu, M, ,_____. !*. ..............j Segunda! e Sextas Fe.ras
Villa e tioianna................................../
Cirfude d- Olinda...........................1.......Todos os das.
Villa deS. Ailto.......................... ........(Quintas leiras.
Dita deGaranluins e Povoac'.o do Honilo.......... ..........|),,s 10> e ?i de cada mes-..
Ditas do Ca'.io, Serinhnetn, Rio Kormozo, e Porto Calvo............dem 1 11, e ai dito dito
< :.i,. Villa de Paja de Flores.................................dem 13, dito dito.
Todos os Correios partan ao meio da.
S DE NoVEMBRoI NtJMFRQ 230.
CAMBIOS
Oim'BBO. ?6.
Londres......33 por lfooo ced.
I.ishoa....... So por 0/0 premio, por metai oerecido.J
Franca.......tp!> res por Ira neo.
hio de Janeiro ao par.
OUJtO Mocdas de 6#4oo rs., Vclhas ifqoo a i5^lo*
N W'la Novas i4#;oo a r .. l^i'as He PIATA^-{Polnoes Hratileiros.......l5oo a ifISt
Pesos Columnarios--------------if.ino l#5io
flitos Mexicanos------------------'#00 a if 5ro
Premios das Letras, por mei I 1/8 a 1 ijipor loo
Iloeda de cobre 3 a 4 por 100. de disc
Das da Semana.
98 Segunda >Jc S. Snico e Judar Tliarleo. -
>c Terca--------S. Feliciano M.----------------Relaco, e A ud. do J. de D. da 1. vara de raanh.'
5o Ouurt*-------S. SerapiSo R C, ----------Venia 'da Thez. Audiencia iln I. ile U. da 1, T. di
3i (Quinta------S. Qutatno M.-'-----------Re. eaud.doJ. de D. da 1. v.
1. .Sexia--------- ift. Fela de tollas os Santos- -
2 Snbbado Co'n 1 emoraco dos Oeluiilos. Re. e aud. do J. de D. da 3. T.
3 Uotningo-----S. Malaquias ti.----------------- ,
Alare cheia para o dia 2 de Kovembro.
As 2 horas e C mi lutos d tarde As 2 horas e 30 minutos da manh.
If
RIO DE JANEIRO.
ASSEMBLEA GERAL LEGISLATIVA.
SENADO.
Sesso era 4 de setemhro de i8?c).
Presidencia do Sr. Diogo Antonio Feij.
Reunido numero sufticiente de Snrs. sena-
dores, abre-se a sesso, e lida a acia da ante-
rior, approvada.
li Expediente.
O Snr. primeiro secretario l a reprsen-
la '', laeo dirigida pelos habitantes da Babia, so-
bre a neeessidade de reformar ocodijo ciimi-
mmat etc.
O Snr Presidente declara que a represen-
cao ser remettida ; commisso de legilaco,
< impressa no jornal da casa.
Sendo approvado que se nomeasse lumia
dcpt'lacao para ir comprimenlar a S INI o
imperador no dia 7 docorrente, sao eleitos
soi le os Snr Ferreira de Mello Rodrgaos
de Andrade, Mello e Mallos Jardiiu, Ve-
gneiro c Almcida e Silva.
Tendo o Snr. Lopes (ama pedido que se
nomcasse lium memhro para o substituir as
commisses de legislaco c de assemblcas pro-
vinciaes assim se dicide bem como que
se nomeasse hum membro para a da durante o impedimento do Snr Alves
lira neo.
Passando-sc a fazer as ditas nomeaces, sao
elcilos : para a rommsso de legislacao, o
Snr. arneiro de Com pos com 4 votos : para
a de asscmhleas provinciaes, o Snr. Almcida
Albuquerqiie com 9 votos e para a de Queri-
da, o Snr. Mello e Sou/a com q.
0 Sur Paraso partecipa que o Snr. sena-
dor Lui/. Jos de OHveira nao comparesse por
incommoilado : fica o senado inteirado.
Le-se e fica sobre a mesa o seguinte parecer;
A commisso de consliluico examinou a
resoluco vnda da cmara dos deputados na
pial se declara que o tempo da residencia ex-
igido pelo arti;o 1. 4. da lei de a3 de
otitubio de i8.-5a, para que possa ler lugar a
naturalisaco Jps e.strange'os tica redu/ido
a < anuos que correrao independcnlcmcnte
da declaraco previa feito na cmara muni-
cipal respectiva, de que Talla o i. do artigo
de lei cima citado, a qual, nesta parle, lam-
bem fica revogada a commisso emende que
essa resoluco be til cque deve entrar em
dicusso. para ser approvada.
1 ac do senado % 1 de agosto de 18^9
TVI;i?/iiio/ip l'nrn".fi'vn'i __ V icrnndn /lo S. T-O
opoldo. Vasconcellos.
Ordem do da.
Continua a discussao addiada da antece-
dente sesso do requerimento do Snr. Fer-
reira de Mello propondo o addiamento at
\ a futura sesso do projeeto que interpreta o
#' aejo addicional.
Tendo dado meio dia o Snr presidente
declara que a discussao fica adiada ; e ten-
do-se pedido a prorogaco da sesso para se
votar, proroga-se ate huma hora da tarde.
Posto a votaco o requerimento fica esta
empalada.
O Snr. presidente declara que o senado vae
tabalbar as commisses cdesigna para or-
d>m do dia, o desempate da votaco do reque-
rimento do Snr Ferreira de Mello, e traba-
lhos de commisses
Levanta a sesso aos tres qnartos depots do
jacio dia.
PERNAMBUCO.
COMMANDO DAS ARMASc
FxrEOIKNTE no DtA 6.
Officio Ao Inspector da Tbezonraria ,
disendo-Ibe em resposta ao seo officio de 8 do
coirente que a ordem Imperial de 16' de
!\iaio de 834 manda abonar aos offici-
acs Reformados alem dos sidos que como
las vencerem os ordenados, e gratifica oes recolhero para ter destino em 'opportino
que lbecompelrem pelos tmpregos que ex tempo
ercerem.e que sendo presenmenle o nico ven-
cimento marcado ao \'ce-l)ireclor do Arsenal
de Guerra a gralificaco de SofJooo rs. meo-
saes como se acba determinado no Aviso de
i.i deOuiubrode 18-3, vencimenlo que ca-
Iberra actualmente a um paisano que fosse
I chamado para exercer este emprego, oulras
vantagens nao podo a seo v.*r. caber ao Vice- sesso no DU'3i de outiibro.
Director segundo Tenente Reformado Joo \ Na Anpellaco Crime do lu'uo de Direito
I Arsunio Barbosa que as da referi caco, sold da patente como reformado, e pal da inesma < App"11;"1" <*
, gratilca../to atldi-aial ao sido por estar com- Mhm'ocI oaquim de OHveira Kscrivo ler-
prebendido no artigo da Lei do i.deOu- reir; foi pilgada pela confirmaco da sen-
lubrodei83L Que" nao obstante, se esli- tenca recorrida.
vesse marcado o ordenado que alem da gra- Ca Appellaco Ciwldo Jui/.ode Direito da
tilicaco j. estipulaba de\iiia ter o Vice-Di- Comarca das Alagoas Appellanle Padre Ma-
de Fernando no dia, e o hora que se lhe in-
dicasse as xj pracas e officiaes, addidos ao
Balalho do sen Commando, certo de rpie
de\ io hir jiagas de sold e Elape al o im
do correte mez.
Uilo Ao mesmo disendo-llie que da
quanlia de 1 oijU 110 rcis do ajuste de contas
de lardamenlo da extinta companhia da liba
de Fernando devia deixar em Caixa de
lioUiqo reis pertencenle as-tres pracas que
Diversas Reparficoens.
TRIBUNAL DA RELLAN.
rector paisano, ei
I,ida
1I1
aoactual competera es- noel do Ro/ario lavares e Appellada Maria
le mesmo ordenado, e mais o seo sold como Joaquina, Fscrivo Bander-a ; se julgou pe-
re'ormado tal era a sua opiniao a semclhante |a confirmago da senlenca.
respeito.
Dito Ao Tenente Coronel Commandan-
tc da liba de Femando de Noronha respon-
dendo aos seos officios de \ b, e i i de Waio
idate auno em numero de 5, significando-lhe
que approvou o expediente oue tomara de
a
ALFANDEGA DAS-^FAZENDAS.
ErirrJ^.
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Ca-
margo Inspector d Alfandega faz saber que
rebftnar pira soldado o C rnela J. J, doBom- no dia 1 de Novembro .- se hade arrematar em
fim, e de passar a (.'rnela o soldado do des- hasta publica e na Porta da mesma ao meio
lacamenlo F. I. das Neves 5 assim como o deta- da: vinle qualro cadeiras de balanco no
lhe que estabeleceo para lomar menos pesa- valor de cenlo eoito milrs empugnadas pelo 2.
do oservico Militar da liba. Que no Bri- Fscripturaro Luirtla \eiga Pessoa, noventa e
gue Jpiter seguio a ser-lhe aprsenla- seis cadeiras Americanas de asscnlo de palha,
das cinco pracas do tereciro Balalho de Ar- no valor de du/.enlose dezeceis mil rs. emptig-
theria para reforcar o destacamento e mais nadas indo Ajudante doStereomelra loo The-
q addidas ao mesmo Balalho. que perlen- odoroda CttU 110 Despacho 11. Scgdeh G.
cendo a Corpos actualmente empregados 110 Ferreira 4 Mansfield. sendo o Arrematante su-*
exercilo do Sul ero mandadas servir nal- geitO.80 pagamento dos Dircitos.
Iba, a fim de se corrigirein ; que estas 9 pra-
cas linho recebido do Arsenal de Guerra um
jaque, umlbonel, urna grvala, dotis pares
decalcas brancas, duascamisas, um par de
Alfandega de Pernambuco 31 de Oulubro
de h n
V cenle Thomaz Pires de I-*igueiredo Camargo
par
cpalos, urna maula e urna esleir, como
devia constar da guia que lhe remellia o Com-
inandanle do lerceiro l-'alalho ; que pelo
mesmo brigue recebera o fardamento venci-
do no primeiro araiMtv^ desle anno. pwten
cente as .< pracas do testamento inclusi-
ve as polainas que requsitara ; que o Com-
mandante do Brigue lhe entregara a quantia
de Rs. 8MfU9o do ajuste de contas de lar-
damenlo da extinta Companhia que guarneca Luje Francisco Silva Montezuma.
a liba, at o ultimo de IJezembro do anno p.
da de i.ioic/) pertencen-
A Pauta he a me>ma do n. a3i.
MEZA DO CONSULADO.
A Pauta he a mesma do n, a 38,
COR RITO.
Existe no rorreio do Hecfe as cartas segu-
ras para Joo Evangelista do Nascimcnto f e
T__I 1 j1^ __ a.nu Vi ll'l\ \Il\..(lllinMl
p. com e.xclusao ua de
te ao Cabo Roza Araujo, ex Corneta Bomfim,
e soldado Malaquias, quesehavio recolhido
ao Corpo. Conclua dando siias disposicoes
a respeito de varios objeclo relativos ao ser-
vico
Dito Ao Coronel Director do Arsenal
de Guerra, remettciido-lhe um soldado da
Companha d'Artices para que o corrgisse
pelo crime de ter sido encontrado pela Poli-
ca tarde da noite e insultar a patrulba que
o quiz prender.
Dito Ao Commandantc interino do ter-
ceiro Balalho de Arlillicria ordenando-lhe
que thesse promplas a. embarcar pura a liba
Em virtude do artigo %& da Lei Provincial
n. t de trao Fiscal se hade comprar a quem por me-
nos venderos gneros seguintes a saber para
a obra da Thezouraria Provincial 8 taimas de
forro de loiro 1 dita de costado damarcllo,
1 dita de assualho de amarel o para a estra-
da do Sul o seguinte 6 enxadas, 6 fouces de
fossar i maxados e 6 pees
A F. de VIoura.
A. F.
Os Officiaes de farpinteiro que se quize-
rem empregar as Obras Publicas : dirijo-se
ao Inspector Geral Interino ua Rcparlico as
huras do expediente.
Inspeccao Geral das Obras Publicas 3i d*
Oulubro de 183<). J. Boyer.
PREFEITURA.
PaBTE DO ntA 3l.
Illm. e Ejcm. Snr.l'oro prezos hontem
; niinlia ordem e livero boje destino : Jcz
Florencio Vieira c Joo Cualherlo, pretos ,
este esrravo de Flix Correiada Silva 'I he-
o francisca india pelo Sub-Prefeito de S.
Antonio, 01., e a. por serem encontrados
perto de meia noite na Ponte do Recife o fa -
zerem-se suspeitos e as duas ultimas por se-
ren desordei ras no lugar da Cabanga ; e Joze
dos Santos Torres pardo por um Inferior do
Corpo Policial, por ter do ; casa de urna pre-
ta e exigido as chaves da gaveta de urna me-
za que ella linha em sua salla depois de
se ter informado se n'ella existia dinheiro.
O Sub-Prefeito de Santo Antonio parteci-
pa que esta manha apparecera entercado na
Uihmi *U Mm1<1d 4rrr,T da Htia dos Ralos
o preto Antonio esrravo de Vlanoel de Me-
deiros Carvalho morador no lugar das 5
Ponas ; e que lendo-se procedido compe-
tente vestoria no cadver do dito preto ne-
nhum indicio se Iheencontrou, de que tivessd
sido for ado com castigos ;t commelter seini-
Ihante excesso quando pelo contraro elle vo-
luntariamente se havia enforcado em um pe-
daco de corda que cortara de urna rede que
seacbavaali cstendida saindo para isso de
caza pelas 4 horas da manha com huma faca
de meza que foi achada e com a qual se
servir para cortar a dita corda.
E' o que consta das partes boje recebidas
nesta Secretaria.
TRIBUNAL DOS JURADOS.
Sesso do dia 3o de Oulubro de i83g.
Jury de Aecuzaeco
Denuncia do Doutor Promotor, contra Joa-
quim Malaquias de tirito por crime de con
luzoes ; o Jury nao achou materia para aecu-
zaeco.
Jury de Sentenca. ,
Dita do dito dito contra Antonio da Rocha
Albuquerque, pela morte leita a seu Irmo 'o-*
o Chrisostomo ; foi condemnado a gales per-
pi'tuas ; o Doutor Promotor appellou para a
llellaco.
Dita do dito dito contra Pedro Joze de Lo-
reto., por roubo de escravos ; foi condemnou
a 4 annos e meio de gales ; protestou por no-,
vo julgamenlo.
Carapuceiro
Resposta de Semprouio, continuada do N.*
antecedente.
Disseste met respeitaxel Pdpirio > que A
Igrejn para corrigir e curar a corrupcao e
immoralidade do seu clero sempre eucentrou
remedio nos seus Concilios sem carecer de re-
correr aos Poderes polticos Has me de pe -
mitlir que te diga que a este respeito esl;s
completamente engaado : e disto lacilmen'e
te convencers, se leres ah qualquer Historia
Eeclesiasiica. Os Concilios e mais ,e sao ec-
cumenicos sempre fora de grandissima van-
tagem e militas vezes indispenMveis para de-
[cidir as controversias da Fe e da Moral na-
MUTILADO


2
,,.....

DIARIO DE
!ff
P K
RNAMBCO
.ra condemnar hcregias &c. 8ce.: mas para
emendar coslumes geraei nem sempre o conse-
guiaos maiores I.isvellos dos I stores, dos
Concilios ede leda a Igreja.
Anda que esta seja mui dislincta do Impe-
rio todava amitos devem ajudar se recipro-
camente e convergirem para o mesmb fim ,
quelici feeidade temporal e espiritual dos
liomens ; por que sem Religio o que seria do
Imperio ? F. se o Imperio despreza a Religio ,
. a que estado se ver esta redunda ?. Jazia a I-
gre;a abatida atenuada e perseguida era
quanto nao encontrn era os Imperadores
Romano*, se nao indiferentistas, ou encar-
nizados perseguidores : mas logo que a Pro-
videncia era su alti sahedoria susciten hum
Constantino protector d >s Christos que im-
pulso que incremento que gloria nao ad-
quiri a 7-reia de J. C ? De baldeo (amos
( Nica declarara herege o facanho-
so rio: este zombava dos seus anathema* e
ia por diante assoalhando as suas blasfemias:
mas logo que elle vio o Imperador ssmi't em
pessoa a este Concilio logo que Constantino
se declarou protector da doutrTna Calbolica ,
tudo mudou de lace a he regia apavorou-se ,
o contumaz Ario mi mandado para o desterro ,
onde terminou miseravelmenle os seus das ,
devorado de remoraos.
Sempre que o Poder temporal protegen e
suslentou a Igrc-a o Clero nioslrou-se digno
da su alia missao e os bous coslumes appaiic-
cia de todas as partes; mas apenas aquelie
invada o saucluario dest.1, ou esta se. quena
MBBffir nasattrbuiscs d'a(|uelle, exdlava-
se,as paixos surganos escndalos e o Cla-
ro degenera va de sua devida moderaeo e
piedade.
Quem h;i, que leodo a Historia da Igreja
mossecilos de barbaridade nao encontreos
inuleis es!'or. os de varios Prelados do Viga-
rio de Cbristo e de iuuumeros Concilios I)i-
ocezanos Provincias Geraes e Kccumeni-
cos para obstar i os escndalos e immoralida-
de do Clero e nao menos dos outros fiis ?
De balde chovia sobrVIles os raios do Vatica-
no de balde liis>os zelosos os admoeslava,
de balde os ruesmos oncilios fulminava nenas
sobre penas lastimando o estado de geial cor-
rupeo ; esta conliuuava da mesma sorle al
que do excessa do mesmo mal souhe a Divina
Providencia tirar o i eni"dio e desassombrar a
IrjrcjO do jw*0 qu iu?ul>ruiihta <- t-iiclu i
de magoas ; filialmente tal he a dependencia ,
em que sempre esteve a Igreja do Poder tem-
poral para a boa execuco le suas leis que os
Summos Pontfice* DO encerraraento dos Con
cilios sempre se dirigirn i os Principes Chris-
tos recommendando-lhcs e pedinlo-lhes,
honvessem de fazer observar pon tua I mente as
suas dispozKes em os seus Fslados o que de
cerlo nao pralicaria se reconhecessem na I-
greja forca bastante para per si s emendar a-
liu/.us, e reformar coslumes. i Vide Baronio,
Tilleoiont, Fien i y Ducreux o Conde de
Segur, &c. &c.) Se os Clrigos por huma
parlo perteniem mui estechamente Igreja }
por outra sao subditos do Estado se .a Re i-
gio lites impe a obrigaco d huma vida pu-
l austera, e exempl&r ; osecillo, em que
de forca nascerao e fora educados lhes em-
bebe i o coraco as suas mximos, os seiis
principios as suas seducoes,
Eu sou o primeiro a confessar e a lastimar
o estado de deg adaco do iiosso Clero : conhe-
50 a nece sidade da huma reforma radical ;
mas esta em nu-u Iraco juizo deve vir primei-
i.mente do Poder temporal j na escolha de
Prelados sabios e virtuosos j na confeceo
da bis. que restituao ao Clero a sua aittiga
consi' i i<,ao e respeito j na promoco de
Seminarios onde seja criados com o leite das
doutrinas 1 .eclesisticas e na os mancebos que se deslind [ara o Ministe-
rio do Altar j eoncorrendo eficazmente pa-
ra a restricta observancia dos Carones da .Igre-
ja j finalmente promovendo acororoan-
do o Culto Divino. Feito islo, aaeu Papirio,
tudo mudana de face nao fltariao familias
honestas, que fossem o*'erecer seus filhos para
o strvico do Senhor ao que boje quasi todas
se recusa por ver o despiezo e aviltamenlo j
m que se tem o estado Clerical. Fnlo os
Padres scriaj. veidadeiro ai da Ierra e aptos I
para.preservar da corrupeo a os mais fiis ;
enlo cessai ia5 os escndalo e o Brazil bem
morigerado, industrioso chegaria ao fasti-
gio da leicidade e da gloria. A final que-
]s-le couveueei da exaclido dos nicus prin-
piosa este espeito Queres ter huma cabal,
con vio, o do poder do seeulo sobre o Sacerd >-
cio ? Repara uislo. Pelas leis da Igreja o Pa- i
rucho tem ebrigacao de publicar na porta do
Templo os nomes daquelles fiis, que faltan
ao cumplimento da dtsobriga Quarcsml, i\c-
darando-osexcommungados e bem assim de
aegtr sepultura sagrada a aquelie sen freguez,
que morreo impenitente. Ora dize-me sinee' r.iscencias e Sem celebYidade. Tracva-se
ra mente meu Papirio, qual seria hojeo Pa-' depois da victoria d'imprimir huma direceo
rocho, que ousasse cumprir qualquer destas peral ao espirito das duas naces de marcar-
suas obrigaces? mais pifio bugimico, des- Ibes a carreira em quedeviaS desenvolver-
ses que por ahi anda que parecem buns se, e engrandecer-se. Oplantador Virginia-
bonecos de feili;o, oude peloticas, se visse o no refbrcou os Estados Unidos as suas ten-
1
seu respeilavel nome eslendido porexcommunr
gado na porla da! Igreja o que nao faria ao
pobre P i rocho ? Nao seria maiayilha se I he
dencias de povo roteador*; fixou o principio
da sua futura grandea na industria : depois
da conquista da independencia era mister tro-
fosses ventas, ou anda pior dentro da mes- 1,^,. a ^a espada pelo machado para conquista
ma Igreja ; e depois ahi eslava o sancta 'ury 0 deserto, e'transfftrmar um continente vasto,
que nao acharia peconha para a aecusacao e fertelissimo Os Americanos do Norte
voz dos seus patriarcas arroaro-se sobre es-
te novo inimigo com o mesmo ardor,
que bavio mostrado contra" os Ingiezs'
visto que o joven assim pralicara por no-
hre orgulho &c &c. ; e o mesmo faria
os prenles do moito a quem -fosso negada
sepultura Ecclesiaslca,
Em concluso a esta minha resposta bem Imperio do Mrasil obra va sobre a Naco
quizera di/.er algumacousa cerca d'agoa rrfi- s dcil, e flexivel, a mais suceptivel de
lagrosa d'Olinda cuja especie tocaste : mas ,
caro Papirio tenho lano medo Sao j lan-
os os milagres feitos pela tal agoa e he tala
concurrencia que nada mais farei, seno
Ion vara Dos, e calar-me ; e iconcelho- te,
que facas o mesmo se nao queres ser tido fiar
herege. pedreiro livre incrdulo, ejmleo,
que dizem as beatas que he pior que tudo
Basta de massada. Vale,
VARIEDADE.
Pedro i*, e Washington.
Pedro i elevou-nos independencia como
Washington elevou os Estados Unidos. Hum
fundn a primeira Monarchia no novo mundo,
o outro a primeira Repblica assenlada sobre
liases novas e desconhecidas Nos primeiros
actos do drama da independencia das duas Na-
ces o neto dos Aflonsos nada lem que invejar
nos camros de Lexington O fundador do
a ma-
rece-
ber as formas que se Ihe quer dar. Km vez
porem de Iracar-lhe o mesmo fim industrial ,
que o deslino commum dos povos da Ame-
rica ellea entrelere na rolina, no Ihxo-, e
na pompa das velhas Monarchias
(D'Aurora Fluminense).
Logracao completa.
O Mrquez de Weianes homem amavel,
e litt-ralo era conhecido pelo seu gosto por,
esa especie de livros que no tem outro me- j
filo se naoa sua raridade, e queelle-buscava
dista de precos extniva"anles Sabendo que
eslava para haver um lelode livros velhos ,
pule obter o Cathalogo, e escrceo a um seua-
mifTO residente na idade ondetinha deef-
fecluar-se o dito leilao para que por elle
honvesse de lancar al a maior quanlia na
- Regra dos Frailes Hfcrnardos, que era hum
1
a os rasgos do plantador americano. Mas nos Hvrinbn em ifrancez de menosde meia po-
actos suhseqlenles o destino de Pedro i e de
Washington-diversifica. Hum rodea-se de
inertes ulicos, que forcejan para annular o
consorcio da coroa com a liberdade ; o onlro
guarda a de sua patria com hum zelo paternal,
como o trofeo querido do seu derradeiro campo
de batalba O primeiro mostra-se por mo-
mentos ardenlemenle enamorado da liberdade ;
mas por hum capricho de Rei repudia-a hum
instante depois volla a ella segunda vez, a
seduz para abandnala de novo, oscilando as-
sim na eterna inconstancia de seu genio
Gollocado sobre lima grande scena elle as-
pira sobre tudo a os successes do actor : em
quanto duran as salvas dos aplausos dos espqc-,
laclores nada h que nao faca : trocara re
bom grado amanto dos Cesares pe a cap do
tribuno Bem d Hereutfl dos polticos hestri-
cs de hoje o fundador do Imperio no era in-
sensivel gloria. Mas passado o instante do
enthuziasmo, elle deslembra-se do papel,
que he chamado a representar. O Cincinnalo
de Virginia procede silenciosamente. Quem
tonhere is florestas em que brilhou a espa-
da de Washington? O que sobre tudo o preo-
cujw he a perpetudade de sua obra : elle ca-
minha com lenlidao *^m apparato sem es-
trondo mas com huma admiravel firmeza e
seguranca. O movel nico que dirige suas
aeces he a conscienca da grandeza de sua
missao, he o conscienca de que he missionario
do porvir de que abre huma nova era para a
civilisaco do novo mundo. Ella he 'quem
engrandece a calma de sua coragem no mo-
mento mesmo em que a Inglaterra lanca so-
bre o Atlntico huma ponte de naos e faz em-
paledecer a estrella d America. Tudo he gra-
ve graduado, e refieclido no fundador 'do*
Estados-Unidos : he hum intrpido minador ,
que nao a vanea as profundezas da trra sem
haver primeiro firmado o terreno, que acaba
de deixar. Pedro l# ora avanca precipitada-
mente levado dos impulsos da moda ora re-
cua com a mesma precipilacao e pic em a-
larma o Pqvo Brazileiro. Principe Real ,por
nascimenlo elevado dtgnidade Imperial ,
depois Real convertido logo em Regente
passa por lodos os graos experimenta tenias as
vicissiludes da soberana sem poder atribu-
idlo, nao obstante como muitos outros l'rin-
ifO* desgeaga da-sorle ; porque D. Pedro
he quem l*vra a sua : funda, abdica, con-
quista throuos com tanto afn como se no seu
naseimento e no amor dos Brazileros-no ti-
vera hum seguro.
Que terrivel falalidade a desse Principe no
momento em que divnreia-se do Bra/il !
as duas ribeiras oppostas do atlntico dous
povos o repellcm hum o expulsa em nome da
liberdade o outro em nome da lyrauni*.* de
duas Constiluices que improvisara huma
he feila em pedacos por seus Ministros outra
deH|iparece entre as maos de Miguel de dous
filhos, que fizera Monarcha*, hum vacillava
sobre o throno o nutro corria os mares em
busca do sen wnue extranho destino A ais
deqiatro Prineip.'s se lornaiiao loncos neste
lahyrinto. Pedro i e Washington comba-
teca ambos em huma tfcrra virgen sem remi-
legada de grossura. Ecomo se arreceassede
qne aquelie amigo se esquecesse, ou descui-
darse do negocio, em que la uto se empenhava,
escreveo a outro, encarregando-o da mesma
cmss"o sem o prevenir da incumbencia do
primeiro e acrescentando que para a ac-
quisicodo livro noolbassea preco.
Abrio-se o leilo, e o primeiro amigo j
estava a obter o livreco to dezejado pelo
preco de 5 o reis qnando chega press'.iroso
o segundo, lauca logo jU reis. sobre elle e
comedio os dous fqne nao sabio que servi-
o ao mesmo sugeilo) a picar os lan ,os de ma-
nera que levarlo o preco a iooU rs. com
grande pasmo dos circunstantes, e foi o livro
entregue ao que lancou por fim esta assom-
brosa quanlia. I'.ntao o oulro aproximndo-
se a elle perguntou -Ihe qual o mrito de um
livrnho lao caro. Foi esle aberto a esmo pa-
ra se ver alguma cousa do seu con leudo ,^ ea
pag. 5i lero-se estas palavras- Os Religio-
sos sero vestidos de negro eem huma no-
ta em baixo com referencia a outra pag. di-
zia-se issto he ; de branco A pag. 5 lia-
se -OsReligiosos em dias de preceito come-
ra peixe se o bou ver ou etvas com tanto
qne nao sejao cruas. A pag. iH lia-se-Os
Padres se abstero de montar em egoas femeas.
- Em outro lugar-Os Religiosos qnando sa-
birem ra, andarao de dous e as pareUias*
- &c Houve muila risota. Soube-se depois
que qnando sabio mpressa aquella Regra,
hum Geral dessa ordem e homem de siso,
cuidou de comprar todos os exempiares p*ra os
consumir, a fim de que nao vissem tantos des-
propsitos ; mais escaparao-lbe 4 bum dos
quaes era o do leilo. O cerlo he, que o tal
Mrquez, veio comprar por i ooU reis a Ile-
gra ros Bernardos que poda ter por oao
reis !
Portugal.Commercio de Escravaria.
O Visconde Palmerslon- Eu me levanto,
em consequencia da noticia que dei para
pedir licenca afim de appresentar hum bil ,
eu*0,rthjecl0 he a cabal exlincco do commercio
da iscravaiia. Presumo/;uea casa estar bem
iiitcirada dos fundamentos e circunstancias ,
que me obrigo a faser esta moco. Nos sa-
bemos pela commisso encarregada do inves-
tigar os Jomaes dos Lords que > bil que
jiassou n'esta casa sobre aquelie objecto foi
enviado a Cmara Alia, nao passou n'ella.
A primeira vista sem duvida esto facto
teria levado esta cmara a imaginar q' as du:is
casas do Parlamento discordavo cerca do
grande nleressante e re- vante obji elo sobre
que yersava o bil remeltido. >i esla diver-
gencia houvesse realmente existido islo seria
para esta casa motivo do mais profundo pesar,
e da mais penetrante dr ( atteneio dtten-
co) e teria esencial sino ioteiramenle
mallogrado os- extorcos que nos de maos da-
das com a i amara Alta, temos feito para por
termo esto ahominavel crime Eu tenbo
porem a felicidade de manilestar-vos Sen-
bores que o que tem passado na Cmara
Alia depois da regei o d'aquelle h'l, mostra
com toda a sobejido (|ue a regeico do dito
bil, nao foi por divergirem as duas casas no
tocante ao grande objeclo em que temos os
olhos filos mas sim ou por m intelligencia
dos fundamentos com que aquelie bil parti-
cular foi proposto ou por algumas objeccoe
quanto as formulas de que elle eslava reves-4
tido por quanto a Cmara dos Lords depois
de repeltir o bil, mandou huma mensagem
a Coroa concebida em tormos os mais fortes
possiveis requistando que a Coroa desse
ordns tae wis cruseiros que os habilitassem
a atalhar sino acabar de todo o horrorosa
trafico de escravos. Ora aquella mensagem
nao s prova que a casados Lordsdeseja sin-
ceramente coadjuvar esla casa na consecu-
co d'aquelle graude objecto como (ambem
que-a Coroa, atienta a mensagem da Cma-
ra Alta nao hesitar hum sj momento em
tomar as medidas deprecadas : o que ludo ex-
hiiberantemento demonstra que a osa do
Lords nao adoplou a medidas que Ihe pro-
posemos por mera falta de formalidades. Se-
gundo o que pudemos julgar vista das
informa oes que temos duas foro as objec-
coes que se appreseutaro contra a adpoco
do bil; a i. tirada da ordem de processo,
3ue seguimos a a da particular naturesa
o bil. Suslentou se en primeiro lugar
que a moco devia originarse m conse-
quencia de huma proposi o da orou ao Par-
lamento. Esta objeceo est destruida porque
na resposta a mensagem da casa dos Loras ,
a Corou declara que a sua intenco fra to-
mar as medidas que a Cmara Alia requer.
A moco por conseguinle ficou desde aquelie
momento, no p em pie a casa do Lords
jutgou que cumpria estar A outra o^eceo
era que o Parlamento tinha sido convidado )S.
no prembulo do bil a interpr a sua opiuio ^
sobre a desavenca que tinha nascido entre
Portugal, ea G. Brelanha e foi entendido
3ue pertencia a Coroa sobre responsabili-
ade dos seus conselheirbs interpr a sua i
opiuio sobre aquell.i desaven a e que o- i
Parlamento nao devia ser levado a esposara
opiuio da Coroa e idenficar-se com huma
medida que pe toncia exclusivamente aos-mi-
nislros de sua Magestade.' Eu me proponho-
a dissolver esla objeceo porque allerei com-
pletamente O prembulo do bil. Eu pro-
ponhoque o prembulo do bil que agora
peco licenca pura appresentar seja ( si assim
me posso exprimir iutoirameute Parlamen-
tar, oque tain somente encerr a utilidad c;
de dar certos poderes Coroa e a certos
11 ibunaes, sem que u el le se involva questo
alguma pendente entre a Coroa de Inglaterra ,
e a de Portugal. Eu tenbo as mais bem
lumladas esperancas de que estas duas cir-
cunstancias removero as objecces que a
oulra casa do Parlamento suslentou contra o
primeiro bil. Sendo isto assim ns deve-
nios ter toda a espeanca de que sipassarmos
hum bil que couletilia aquelles poderes ,
que forem absolutamente precisos para tirar
a limpo as medidas que a Cmara dos l ords ,
lequesitou Coroa devemos ter toda a es-
lieran.a digo de que aquella mesma casa nao-
refusar dar a sua saneco vendo que so-
meu.le por esla forma- nos poderemos sa-
tislaser os nossos desejos. Eu muito me re
gosejaria mormente n'estas ultimas horas .
Cjiii estaassersio ni i-into que henees-
cessario em minha defesa e de alguma sorle*
em defesa do Parlamento cujo orgo ew
tenbo sido n esla occasio expender a ordem
do processo que foi adoptada na preparauo
do primeiro biil. 0,ecIou-se conlra o bil ,
que nohecoslume convidar-seo ai-lamento
a obrar sem previa indicaco da Coroa po-
rem os que lallaro n'esle sentido parece-me
que se esquecero de que esle mesmo bil
dimanara (tos usos parlamentares por quan-
to foi no discurso do atino passado, que ambas
as casas do Parlamento cha mar o a atten-
co da Coroa por meio de mensagens que
Ihe foro dirigidas sobre o fado de haver
Portugal nao s violado os tratados e as conven-
feilas com esle paiz como tambem de sLy gf
haver furlado a entrar na formacae de tracto- f.
dos adequados a suppresso docommeri io da '
escravatura. O sentido d estas mensagens era
que oGovernosc exfo gasse jorqU oblivesse*
de Portugal semelhauto proficuo Iractado. Na |
discusso sobre a mensageni d'esla caza eu
dice da parte do G o ver no qua wjs en vida-
riamos todas as no-as fon as a fim de acaba
II
I
-
1||
com Portugal assignar tal iraclado equi-
si as nossas diligencias- se mallograssem nos
viriames ao Pailamento declarar que linhaor
sido frusta neos os nossos disvellospara que?
o Parlamento nos desse os neccssaiios po^iroa
iSo principio d'esla Sessao respondendo m
huma inter|iellaco que me fizero cu dicev
que nao oos tinha sido possivel obter de Por
r
'


Mi
DIARIO fc
nuAMB.ocd
na

tugal hum tractado oqual rnente teria pre-
enchido os nossos fins. Perguntaro-mc en-
to-si eu iencionava vir ao Parlamento res-
pond que esta era a minha inlenco e que
eslava preparando hum bil \ mas que eu de-
sejava procaslinal-o at; que me fosse possivel
appresentar aerParlamenlo todos os papis ,
que mostrassem o fio da negociaco entre este
pai, e Portugal, e explanar" como e por
que os nosso* disvellos se tinho burlado pe-
lo que nos eramos obrigados a pedir mais po-
deres. Por tanto eu estou bem certo que s
por m* intelligencia foi que se ohjeclou con-
tra 'onosso modo de proceder. Todava a ob-
jeceo fot appresentada e se dice que o nosso
pruecdimento importa va o mesmo que huma
Lpuerra 5 e que si nos decarassrr.os a guerra,
Vontra Portugal., nos lia vamos de ser com-
VieHuios a.appresentar ao Pagamento os pro-
vectos e contra projectos as notas e as su-
i fespostas As pe-soas que jppresentaro
esta objeccao nao estavo bem inteiradas ( o
q*ie nao be para maravilhar atiento a mul-
tido de papis que estao atulhados no Par-
lamento ) de que en tinha organisado todos
os papis com todos os seus promenores antes
de appresentar o bilcuja proposico na opi-
no de alguns eu lalvez houvesse tempori-
zado demasiadamente a fim de que elle pro-
gredisse depois que a caza estivesSe miuda-
menle inteligenciada de todas as traiizaccoes
havdas entre os dous paizes. A respeilo do
mesmo bil, si nelle houve alguma omisso
de.formulas, ou dos uos Parlamentares eu
nao a adoptei inadvertidamente por quanto
antes antes de appresentar o bil eu assentei
que era da minha obrigaco consultar di-
versas pessoas algumas ligadas commigo.em
poltica outras desligadas pelo que di* respei-
.0 a politicaem geral mas todas igualmente
que eu interessadas em conseguir o grande ob-
jeoto em que temos os olhos posto : quanto a
o bi lera minha intenco mostral-oantcs que
eu o appresenlasse casa e si nos todos pre-
ferissemos aquella forma de prembulo a qual
alguns tem feito opposico nos teriamns
eommeltido hum erroporem seja como for
nos nao o adoptamos por nos desejarmos afastar
sem necessidade das formulas uzadas, mas
sin* porjulgar-mos que era melhor o nosso
modo de proceder as extraordinarias circuns-
tancias do cazo para que o bil que nos con-
cedesse os poderes nos recordasse das circuns-
tancias que nos induziro necessidade de
decretal-o. Entretanto estou bem convenci-
do que se estes obstculos poderein ser destrui-
dos a casa julgar-se- ha feliz fasendo al-
f urnas alleracoens a fim de obter a tam dse -
jada unanimidadeneste assumpto Tem-se-
me censurado porque eu nao appresentei o bil
eom a exposico dos fundamentos em que se
elle baseava. He para lastimar que nao ti-
vesse vido a m i.lelligeneA. q agora lem apa-
recido. Mas a cauza de nao ter havido dis-
cusso foi n perleila unanimidade que sobre
este ponto reina va na caza (Appoiados ) To-
dos os partidos sabio perfeitamente os funda-
mentos com que a medida foi appresentada
T-odos esta* o a ociosos que n*o houvessem
desnecessarias, delongas. e nos preferimos
passar o bil 'sub silencio' que elle fosse pro-
castinado. Nos julgavamos que igual una-
nimidade sobre o assumpto reinara em qual
queroulro lugar e minha persua o he que
nossa expectaco se hade finalmente verificar,
o embargando as circunstancias que tem fei-
to necessaria a proposico de um segundo bil.
Nao tendo havido ueiihum debate julgo com
tudo que ser necessario estabellecer breve-
njente os fundamentos pelos jiiaeso Parlamento
he fonvdado a adoptar amedida requerida O
rimeiro fundamento beque Portugal he o-
rigado por diflerenles traclados a abolir o seu
eommercio-de escravosnao s cooperando
para essa abolko sno tambem usando de
todos os mais que eslejo ao seu alcance afim
de -conseguir tal fimEstas estipula Des nao
foro gratuitas da parte de Portugal. Nos fi-
7.cmos sacrificios pecuniarios. Nos lhe damos
dmheiro cuja somma montou a mais de meio
milho. Alem disto pagamoscomo compensa-
cao aos propietarios Porluguezes pea perda
dos seus navios de escravos pra cima de oos
libras. E sobre ludo islo pagou-se a Por-
tugal huma somma entre /5oooo, e 460000
libras como a huma Naeo pelo preco da a-
bolico do ,ommercio da escravatu. a Os trata-
dos de 1^17 contcm a este respeilo promessas
ortissimas e. as n.ais completas. I or
ventura tem Portugal cumprulo estas pro-
messas ? Nao Elle as tem violado da
era mais fiante atrevo-me a
*lirel-o do que oulra qualquer Nacao que na
1 ori- do mundo civilisado se ache le^qoe-
i alu do solemnes obriga^ens dos trenado,
u me afloulo repetir ,,'na b.stor.a nao ha -
Portugal fez este paiz a respeilo do commer-
cio da escravaria. Por quanto em vez de sup-
primir o trafico de escravos e abolil-o elle
o alenta. Portugal nao s he connivente oes-
te negocio por meio dos seus offieiaes porem
actualmente as mesmas authoridades esto em-
penhadas n'este trafico animo-no por me-
l delle florescero fasem fortuna enrique-
cem-se e fasem sociedades ou formo par-
tidos que. superintendem e dirigem o Go-
verno em Lisboa. AS grandes fortunas feitas
pelo cmmercio dos escravos, he que se deve
a influencia do carcter poltico, que ali se tem
e man-
Parlamento, e j por meio de exhortaos a aodi.eilo de pesquiza (o que no ru modo
r. _.: '' .Lj-R .,.., i,.,..i-,,I,> n/w_ onlanilur inunlvp mi mu dirersa QO Alie I
fim de que nos concedan hum tractado por-
quanlo si elle nao quiser concordar em preen-
cher as suas obrigaces este paiz se ver o-
brigado a toniar a peilO a materia. He pois
visto que nos nao so presamos como se tem
dito, ao governo Portuguez. Alguem lem
pensado, que si se nos deparasse ensejo lavo-
ravel para dar-lhe maisnolicias que elle te-
ria accedido as nossas requisiges. Os Portu-
fuezes tem tido noticias com abundancia. Dar-
lies mais era expormo-nos ao escarneo Elles
bem sabia o que nos eslavamos para faser r
adurido, e que agora' nspetioa e man- elles se determinara") a dar-no mais do que
da ao Governo d'aquelle paiz. Essa facca de estava obrigados a conceder-nos consenli-
traficadores de escravos he que tem atalhadoo rao que nos tomassemos pelas nossas propnas
poverno de Portugal de acceder aos tratados maos aquillo qne nos dev tao da* por isso nao
que lhe Lavemos proposto. Eu digo que Por-1 sei como lhe possa ser desagrada vel. que nos
tural bem lonpe de haver abolido o cmmercio assim o fagamos. Com quanlo todos devao
deeseravo. substituiu a sua bandeira todas reconhecer que o comportamento do Governo
as mais bandeiras do mundo q' o protegio es-: Portuguez esle resuelto lhe tenha tirado o d-
te infame genero de negocio. A proporco reilo a eslima de todo o genero humano, com
que nos temos feito sabir deste cmmercio a! ludo eu nao julgo tao mal delle, que me per-
bandeira de Hollanda a bandeira de Franca, suada seja a sua conducta nascida de real lalta
a Lmdeira de Portugal toma sob a sua! de inclinaco a por ponto a esse nefando ira- ella unnimemente ^^ra^'' 7,"', ^
pro"ecco o cmmercio que primeiramente se fico. -Eu creio que oTgovemo tem sido dirigido regos.java s. os membros da Cmara AUa de-
Fazia com a bandeira daVellas diversas Na- por hum poder domestico mais forte do que som esle passo porque, es e sena -
oens Nao s Porluga nao" tem cumprido as elle mesmo que a na,;o nao partec.pa ah- mudo proficuo le pro mhr para o m anuo
suas obriracoes para con, nosco, nao s elle solutamen.e deste trafico, a r,ual eu erdendo smente desejndo por tocios E 8 h^at
em conservado o cmmercio no lugares em'que se parlicipasse nao seria considerada por ra continuou 0^^0'a,;f(;J' er/,. .T
nues^ellefaMa antes de serem c, nlrabidas, algumas das pessoas que mais obstinadas, e na de ver bem sum^.dos os exforcos tJU,
eTsas obrijaces mas taml^m agora augmen-I porfi, tem'si.lo em resistir as nossas propo-! que ella disvellada e in^nlemente lem em-
entender involve coisa mu difersa. do que no*
pensamos), elle Orador cqnfiava anda alien-
tas as precaucoes lomadas na cordial e since-
ra cooperajod'aquelle governo quanto a ex-
tineco deste abominavel trafico Si lodos es-
tes Estados cooperarcra para esta emproa ,
teroa satsfac de sentir que elles peteimo
a huma miseria tal que nenhuma imaginaran
pode conceber a hum crime pSumano cuia
enormidade cuja magnilude nenhuma na-
gua pode deecrever adequadamente (apoiados)
O nobre Orador esl persuadido de que a caja
dos Lords nao |>or a menor duvida em Iral
Ihar de accordo com elles paia tao lonvivel fim.
Elle salisfa/.ia-se que a Casa dos Lords fossa
to sincera como elles ( a Casa dos Conimuiis)
em detestar tao horroroso trafico^- Ellesde-
via conhecer que esta era a melhor recom-
pensa que podia alcancar pelos longos e gra-
vosos soffrimenlos que a Inglaierra linha des-
prezado em grande parte sob esle systema Kl-
le confiava que o bil que a Cmara dos Com-
muns agora enviava a Casa dos Lords seri por
que atravesse o occeano sem levar para prote-
ger aquelle trafico a prostituida bandeira de
Portugal En apenas posso di/.cr servin-
verdade Portugal nao interessa com este com- de miseria, e de crime humano, cu julgo
mercio, pois nao tem colonias que prcisem que s islo sera sulhc.ente para revestir a sua
de escravos rara asna cultura -Portugal be memoria do mais rutilante esplendor por to-
do-medehum s exemplo TToo^A- paiz exportador e nao importador % Nao ha ^M? *-*- -
frcanos e nao menos tem sido transferidos duvida que a morcarle dos navios, que navego pet.dos adiados).
debaixo da bandeira Portugueza do estado de
liberdade, ao do captiveiro no Brazil e em
Cuba l'or tanto eis obriga.es contrahidas ,
(Tradu/.ido do Inglez.)
com a bandeira Portugueza, e professa scr^
Portuguezes sao de prOpriedade lIesj,anhola. | TI1F aTH() TbLICO
Cuba- l'or tanto eis obriga35es contrah.das ede rapaces piratas de todas W^ \l^1 ^' n U meiro
e obrigaces violadas.-Nenhuns exforcos da cujo snecesso ou queda Portugal como Na ao & T*T5 de No^embro ; as
nossa parte lem sido bastantes para pela per-, tem lano in.e.esse como "n*. Por ^^^/^ '^ nom,9 lH
su.sao"icancar de Portugal, aquillo, ,ue Por- consegu.nte eu sustento a^J^^ ^^^^bum\^. ^^l^^
lv^\ d,Ui d^r mm ^ nos ike pe.ss.mos. ou estamos fasendo deqmbI or ^erewn- ^^^ u (|o a ven_
Amis dequatro anuos que nos exfor jarnos la compst.ca. Os poderes queP'8- gjl"S outra pessoa q e os queirao
nara nersuadir ao governo de Portugal que nos necessarios para qne possao levar a elleito SndulThum traclado, que p lo seu conse.iti- os nossos arden.es desejos e be com este fun- comprar ,,a casa junto ao Thealro
ment nos habilite a realisar o proposito que damento que eu tenho toda a esperance de que
a NacSo Portugueza pelos seus proprios meios a outra casa de mos dadas comnosco adoplara PARTICULAR.
devia'effeituar porem ludo tem "sido balda- o bil O nobre Lord continuo,, a desenvo J^fiJZSf$ reprez,ar
do O Governo'de ortugal sob os mais fri-. ver a natnreza das clausulas do bil mJ^~ "S*ir* SocTedade grande ec. <)
volos pretextos sob as mais infundadas objec- vou que elle bem ^ J Pf ^^^ Sica e^orjTio fim do primeiro acto o
ces ,Pe sob allegaes inteiramente destituida. 6 ^^"^*^1*^ Oue.o i.aliano das Pistolas A excellento far-
da verdade tem repelhdo as proposicoes odo por Iama g Tm aTa sa-O Tenenlc Cazamenleiro com a sua Aria
que lhe havemos feito empregando todas as refugio em outra. ,ce que ene Dem .a
iracas e arlimanhas a fim de Jrocrastinar a ne- disto mas que se se consegu.sse empenhar militar. _________
,-ociaco, ludo com o filo somenle de nao fa- todas as bandeiras da CW.ttmW*l Oto COS^ORAMA
zer fim aquesto. Humas vezes lhe dizemos commum ^X^^Sos ? E I f o O Director des* divertimento aviza que
. Considera! pirataria o cmmercio de escra- correr trjfic do es de^escravos ? L lu j o J ^ ^ ^^.^
v.ri.-Molr.*ra6-noaele.-.nintopo- H-ao ler b n de. JW- L'* ffi! scus paineis,'vai por cons^uencia dar ..los
demosfazer isso porque he repugnante com desp,r-^e de(todos ^ocumentos que^abm ^^ Jvo (lL|lere,,te a comear
os nossos costumes, e com os nossos sent.men- tasa 0.ep.t,, ^?n^?Xw- de boje, sbado al sexta feira (i do correle,
tos dar a morte a hum trabador de escravos a responsabilidad^ P <\ fjJJZ- para,' possao dla gozar aquel!,. Srs assi{n-
l.izemos-lhes ento .Comidera esse trafico tencem "^^K-^XJKE tes, u'e nao vi rao Los J paineis Adrarte,
como ofTensa capital, mas commina, penas se- quenc.a nao podemo ^r e;a^^mfaaj;7ll< Un bem que passado o dia de boje nao rece b. ,
cundarias aos sius infraCores. Tambem nao bl,ae^0P?'Z: '^ mais assigna.uras assim como que no lado
acceden, Replicamos-ll.es de novo Chama. Dice o ^^^\^T^Z. ^ 6 WcKo direito de todas al assigna.uras.
Spo com o obvio .tent d quando si no curso do processo ,, se coahece^ que^efle
o trinado expirar, noHe.em elles restabellecer pertenc.a a alguma nacao enlao o caso nao na Vendc_se uma Cscrava de bonita figura,
o eommere o dos' escravos. Propomos-lhes ...jei.o ao A miraulado poren,, sena Uaclado ^ ^ j, ,jm ^
nurconlinueacommisso mixta. Nao, re^ eomo sidesde o pnncp.o elle ^df'ag?' d. c-ostura e hbil para todo o servi.o, sen.
ES elles, par. quecommisso mixta com qeeHeult.amente prov.vapwleHW-Ihj- ^ y.^ I)0 do andar du
Z Ino'a haveis dispensado eom a je que isto ser,a declarar a g ena ao n do Jq da da dj penJ);, .
frana? ivas a Frange nao tralca mais com in.eiro Elle ^^^J^TJo gn"ento do oil.io da Tgre a o Livramenlo
bravos. Finalmente pedimos-ibes que as- qne sintar. hum regulamei tpelo qual os negros proceder. Si a proleccao *^naiaone ^ptuvel Publico qne o seo betuno niar-
p^henSwaej.8 postos debaixo da gurd. fangada ao vento eu nao vejo (contiunoo ^ Ji. 3. ^e. proan.o passa.lo ,
d'commlsso mixta, afim de que debaixo da Orador) que ^"^"^'J^^f: foi transferido para o dia terca teira do,o,-
pretencodelibertal-os, elles nao seja re- para se que.xar que nos nao l'"^mos ^^ nte de Sociedade com o Ponto do
Portugal refuza di- taeo a nacional.dade, a ex.slenc.a do que cu. ^j^ ^ ExuectaC(lJo se ailliucar;i an
ra
m
do
1-
i-
i
lo.
snu
npprcne.Hiiuos se du fljsiujireiiu"f,-- ---1-- -,_____
da commisso mixta, afim de que debaixo da Orador) que lundamento I
nretenco de liberlal-os elles nao seja re- para se queixar que nos nac
luzidos ao captiveiro. Portugal refuza di- lado a naconahdade, Mienua doqn c .^^ ^ FxpeclacilJo ,e aminclara ama_
zendoque semelhanle passo seria contrario a dadosamene.^ "h Ffl.ne.S no- .,.,,.
sua honra, e as suas leis.as quaes deelara qne ^^^ZZ^{ST,\ CT Da-se atef res 6 premio sobre penhor
lupar ntervcnto es- diemos nos ter decliegar .1 essa j.ei.n u deaknmaeserara que eulenda do serv o
ma be tempo de que todo cujo objeclo he por termo "^md- ^^ ,)uma cas; e n5o ^ ,ld)a_
nesle negocio nao ler;. ^- -----
tranpeira. Em summa be tempo de que todo cujo ohjc.u ,-......- -- -lsiPniafU
mndoseconven a que os negros apprehen- ^^\7SSRS as po et^ro-
didos em hum navio de bandera Portugueza nesla casa ? Quando toda, ^famun r1
s sao enlrerues as authoridades ortuguezas peasse un.rem para conmdeweinina.direit
no oqenominalmentesejaolivres, fica5 de de busca ou H" de condemnar por urna
ir.o ena realidade captivos. Apenas con- commisso mita aos captadores elles de.-
Sao em urna proposico a^nas con- xara de appresentar em sua dej .; ^ ej
Huimos r meio oe modificacoes livrar-nos de qualquer na **2^9j^
de'huma objecco, lago movem oulra Em dice que na pnme.ra ^^SSS^S
forcailo que rcalisemos os nossos nob.es dse- o V-exn-o com lude fera estipulado que es-
oas nossas pcoprias mos Temos-nos te estado cooperar. para a suppressao do tra-
c- iiri utoaPoitugaThL cento de vezes, j fico da escravatura, e posto que os Es.a,lu>
tfrytSll 7 gSS^i^i -iodemenW- de ambas as Casas do; Unidos.aivc, sent,sem algum c.umc quanlo
da ou lujona, pelo lempo que se convencional-
Na ra das Agoas veides por cima' do Assou-
gue.
C7" Hypoleca-e por dous cotilos de reis
uma parle de umengenho ciloem Unna ler-
mo da Villa de Serinhaem ava|da em seis
contos de reis ou mesmo se vender con-
forme a vontade do comprador, igualmente se
(ara negocio com uma let. segura da quantia de
oito contos e tantos mil reis ; quen. al;;,.m des-
tes negocio quiser lser, v a ra do Quej-
mado loja de ferragem D. 5, que se dir quem
o faz.
\ZT Quem quiser comprar uma canoa de
carregr barro a qual vende-se per preco
eommodo, dirija-se a ra direila dos A.0-
gdoscasaD. 19
o
e

s
* I



DIARIO DE PERNAMBCCO
pleto sortimenlo de fazendas Inglezas Quar-.
ta fcira t do correnle ;s 10 horas da iiianh
cm ponto, no seu armazem ra do I rapiche-
novo.
S^- Que pretende fazer o Corretor Olivei-
ra de a i4 tai xas de vidroS para vidrassas ,
>or todo o preco econta de quem prelcncer
|iiinta leira ? do eorrente as 10 horas da ma-
lla em ponto no ultimo armazem da ra fio..
\polo di parle esquerda hindo do porto das
canoas e contiguo ao terreno da Intendencia.
C o ni j) r a s
E7" Urna cabra bicho que tenha hom lei-
te e queseja mansa ; na ra por delraz dos
Martirios D. 11.________________
Vendas
C~3~ Mcios bilhetes da Lotcria do
Livramenlo a 3sooo; nos la Tipo-
grafa.
ry Mcios Bilhetes da Loleria do Livra-
menlo -, na ra nova loja de ferragcns I) m
Bilhetes c mcios ditos da loleria do
de rclo-
W
VSF" A pessoa que annunciou precisar de
urna lavadeira dirija-se a ra dos tires De-
cima h.
ET Quem quiser carrejar ou ir de pas-
sagem para llha de S. Miguel rom escala por
Fa'iel e Terccira no hcm construido Brigue
Portimip/ Valeroso que est a chegar poi
momentos do Rio de Janeiro, adverte-se que
ja lem o lastro prompto e sahir com toda
brevidade, seos commodos sao excelentes pa-
ra passagei ros ; a tratar" as S ponas D. i ,
com Jos Andr de Oliveira.
X&" Aluga-seo aj-ma/cn da casa da ra
do encantamento confronte ao heco que ca pa-
ra a ra do Vigario ; a tratar na ra da ca-
dea loja de fazendas D: o,
jrj- O abrn assignado Procurador do Pa-
trimonio da Irmandadee 1N. S. do Livra-
mento desta Cidade convida ao ex Thesou-
reiro da mesma o Sr. Jos Antonia do Car-
ino para que dentro do preixo praso de oilo
das a contar da puhlicaco (este, venha pa-
gar a importancia de cenlo e trinla c dois mil
r'is de alugueis da casa do mesmo Patrimonio,
e de cuja quanlia assignou em o de iNovemhro
de 1837 quatro letras .1, t* 2 e t
mezes ; cerlo o mesmo Sur. Jos Antonio do ^. mwngu un >> ....
Carino de que o nao a/endo em dilo praso, Livramenlo ; na ra do Cabug lojii
o ahaixoassignado se ver na preciso de o jociro junlodo Sr: Bandcira.
chamar a Juizo pela referida quanlia, a fim &1T On troca-se por urna' casa na praca nm
de que a lrmandade nao continu a sofrer to sitio no Monleiro com boa casa da vi venda ,
jrraves preiuisos e o quemis he causados fundos para o rio e mitras militas eommodi-
por a que les que del la se aprcgoo tao- zelo-dades 5 quem pretender annuncie.
zos. Vhinoel Raimundo dos Prazeres Po tJT Um moleque de t annos de idade na
curador do Patrimonio. praca da Boj vista I), l no segundo andar.
yj- Precisa-se alugar urna casa para se ti?" JVa loja de ferragens de Jos I.ni/ da
passar a fesla sendo 110 poco, caldereiro 011 Cosa, alcni da pontana Villa de Goiann 1 ,
casa lorie e perto do Rio ; quem tiver an- lem para vender ferro pregara e todo a
jiuncie. qualidade de ferragens por preco muito
SST" I*recisa-sc alugar urna cscrava ; que commodo.
sai ha vender na ra na ra nova D. 19 ten- SSz" Urna preta de naco beny para quid-
da de marcineiro. quer servico de casa ou ra 5 na rna dos ta-
i^" O ahaixo assignado vende urna negra nuciros defronte do trapiche novo a tratar
de idadede iq annos, sem vicio algum; quem com Joaquim Jos de Miranda Jnior,
a pretender dirija-se a o segundo andar do so- 5S7" JNoaltcrro da Boa vista casa D. 10 do
brado defronte da Conceico dos Militares na lado direito ao sabir da ponte, no primeiro
ra nova ao comprador se dir as hahelida- andar, holoens de metal fino, amarellqs e
des* tambem vende um preloque representa blancos, amnenos de lodas as quididades ,
a annos de idade. -Jos Joaquim Coelho. ditos de ferro envernisado espartilhos para
*/ Alua-se um moleque para o servico coleles, clcheles muito superiores Oficos pa
de urna casa quem o pretender dirija-se a ra capeles, ditos para guardanapos de mesa,
rua da Penha D. 7 no segundo andar. tranca de aIgodo de todas as cores filas de
.______. ___________-m .i IuImaanula,Jar^a _e Lulocns para jaqu de
AvSOS MaritilllOS. miliares ludOpor pre o commodo!
__________-------------------------------------------2P Urna venda na ra eslrcila do Roza-
PABA O RIO DE JANEIRO o Brigue Es- rio D. 8 aprazocom boa firma; a tratar
cuna Amisade, com hrevidade por ter a maior na inesma
liarle da carga prompta ; quem quiser carre- XS^" Urna venda no hairro baixo or baixo
'ar ou ir de passagem dirija-se a ra da cadeia de ura sobradinho ; a ti alar na mesma.
arnrazem O. y, ou ao Capilo Joaquim Gon- W '
salves Maia. ani",s
C5~ Rap Hamburguez chamado rolo 5 na
rua do Colegio D. 2 loja de chapeos e na ra
nova I) 1, 9, e t.
S? Duds pelas de naco de idade de i4 a
|f) de anuos cozinhao lavao roupa una
"tibalhar em um siti, e vende fructas por
[ isso estar a costumada urna molala de o
sanos, cozinha cngimma, ecose um pre-
lo hom.canoeiro e trahalhador de todo o servi-
co e.irm moleque de ia annos ptimo para
o scrvi'50 de urna casa ; na rua de Agoas ver-
des (.isa terrea D. 37.
ts?' 1 ma escrava de naco, a vista do com-
prador se dir as habilidades; na rua do Hos-
picio em urna venda nova.
t7- Urna venda com poneos fundos em
l'om lugar com boa casa para ter familia ,
quintal cacimba a praso com boas firmas ; no
atierro dos abogados detronle do sobrado
le Thoni Pcreira Lagos.
tST Lina negra de mcia idade muito boa
inlieira e ptima para o arranjo de urna ca -
na ruada moeda n lii na inesma ca-
de
Um escravo pardo de idade de 90
oficial de pedreiro e ptimo para
1111 rua da Madre de Dos loja n. 1 a
brancos de metim com palmas ditos de chita
azul com raminhos amarellos julga-se que
foro^lesencabcgadas por alguem e que cs-
tao acolladas por isso que ellas nao sahjoa
rua ; quem as pegar leve a Olirfda no princi-
pela de ;o annos, por v 00,000 boa para pi da rua dos gatos em casa de Vicencia Ma-
por ria da encarnaco viuvade Joaquim Anto-
nio de Almeida quesera recompensado.
C^* Fugiodo engenho Gindahi de Seri-
nhacm ao amanheeer do diu 97 do p. p. um
escravo ladino mo o, hem feilo de corpo ,
cara larga e lisa urna orelha furada foi
comprado ncsla Cidade a dois annos a Joo
Xavier Cameiro da Cunha cu jo escravo
coqsU ter chegado nesta Cidade a pouco mis
de 3 dias aconipanhando um sugeito que com
elle segua em um cavallo das parles formoso ; quem o pegar leve ao .dito engenho,
ou na rua Lireila D. it que ser recom-
pensado-
&2y- Fugiono dia a5 de Selemhro um es-
cravo de nome Antonio angico idade de.
15 annos boa estatura com um calomliinho
no pescoco. ^o dia 1 ) do correnle fugio outro
de nome Jos Gabo de idade de 7 annos ,
com os p indiadas baixo e grosso ; quem
os pegar leve a Cora de portas f). it, que ser
.ccompensddo.
I3T" Ko dia a do p p pelas 7 horas do
dia fugio urna negra de nome Lucrecia do
gentio de loauda altura e corpo regular, paz
largas pcitos pequeos e cabidos ps e
mos seccas bracos finos a proporco do
corpo pelas costas um picado de sua trra ,
cm urna das paz urna grande marca de sica-
trz nao pequea cara redonda nariz chalo
c grosso com um vinculo entre meio das so-
hrancelhas boca regular dentes alvos e
miudos cabellos baslantes crecidos orelhas
regulares e os buracos dos brincos bstanle JLj
abertose redondos e-em brincos levou ves- 1*
tidode metim verde com pafos as mangas e
sujo no pescoco urna volta de anotas lapida-
das pelas faz-se bruta no fallar pede-se
encarecidamente a pessoa que a tiver em sen
poder ou sailio onde exista do que proles-
la guardar segredo da pessoa que denunciar
onde ella seacba, como lambem roga-se as
aulhoridadis policiacs capiles de campo ,
ccommaiidanlesdo rcgislo lodo o cuidado em
pesquisar diti escrava e sendo que dita es-
Ctava teuha procurado algum Sr pira a com-
prar duvida alguma nap haver de vender-
se podendo-se procurara pessoa que se ada
IJrlJnia carleirade una face hem construi-
da e com excedientesarranjos e alguna del- I p
JL e i 1 o
PARA O RIO DE JANEIRO a Sumaca pagem
Nacional S Domingos deve sabir com hre-
vidade ; quem tiver de carregar ou ir de -
Tiassaoem dirija-se a Gaudiiu yVgoslinho de las secretos; e ama estante d guardar livros
Barros, delraz do torpo Santo D. (17 ou ao envidrassada ludo de amarello; no atierro
Capillo Monoel Ignacio da Terra a bordo. da Boa vista loja li. 16.
P \\\t\ O ASSU'al o fim desta semana o ST Un. moleque de idade de >i annos.
Brizne Brasileiro Amparo para carga traa- de naco angola na praia do Collegio arma-
se c'm Sanios Braga na rua da moeda nu- zem de Manuel de Sou/a (iuimaries
mero t%, *-^* ^>01' |),c PARA O ASSU'o Brigue Passos e Victo- pela corles de eolele de sclim de mac;u ,
ria. com muila brevidade; quem quiser car- meias de seda preta finas, tlela pintado,
rasaron ir da passagem dirija-se ao < api- salvas e casticacs de i.asquinha fina, selins iu-
to Manuel Jos Bibeiro ou no escriplorio glezes filas, e hitos de todas as qualidades;
de Denlo Jos Aires. a |'aVa da Independencia 11. i c **.
l^f Ou troca-se por um moleque inda f|ue
nao seja muito ladino urna ne,ra de idade
de o anuos, he boa quitndola ) na rua da
cadeia n. t
i_3" Urna molata de darle de 11 annos de
boa estatura, eiigommadeira, e hbil para
lodo o arranjo de una casa de familia na rua
do caldereiro casa de o rotulas de Ignacio
Francisco.
&5T Urna negra rreoula propria para todo
o sen i o de urna casa : na rua ria Cadeia nu-
mero 40.
2f Na rua nova loja D. 5 de F. Chaves ,
chapeos de castor hranco iguaes a os que sfl
veudem 110 Rio de Janeiro por iV,oooe i4iOo#
chegados ultimamenlc de Inglaterra dilof
de castor branco ditos de burracha coherlui
de seda ditos de massa para homem e meni-
no dilos de castor branco para menino to-
dos da ultimo moda e por preco commodo;
e sabonee de barba a ?oo rs. a duzia.
i^/- Por preco commodo cadeiras e cama-
ps de olio envernisados ebegados ltimamen-
te do Purto no armazem de assucar defronte
do Corpo Santo n |.
\j- Um sobrado de um andar no varadou-
roemOlinda, junto ao balde, sendo o ultimo
sobrado com hanlieiro e aseada de pedra e cal ;
na rua dos Chiarleis D. 5.
sV Lm casal de poicos da india j na rua
de HorlasD. 1.
C9- Que far o Corretor Oliveira em sua
casa rua da Conceico 11 3> sahhado dois do
correnle Sovembro, pelas dez horas da manh
um terreno-no forte do Mallos contiguo a
prensa do Sur Ta vares com mais da -00
palmos de frente e cem de fundo, ptimo
para prean earmazensde recolher ; lorei-
ro a Fazenda Nacional e livre e desemba-
rassado. E^o acto do leilo eslaro prsenle os
tilulos para serem examinados pelos licitantes.
%U- Os Leiles de Lenoir Puget & C. con-
tinuo a faser-se por intervenco do Cor-
1. lor Oliveira, segunda e terca tetra ( 'i e 5
do eorrente ) no seu armasem da rua da Cruz,
e como as diversidades de flzendas, miudc/as,
vidros livros.trastes e obras modernas de prata
lina ecomosejo em demasiado numero para se
rcm extensamente expecificadas, dcixao de as e-
numerar por esta annuncio, e si'imente espe-
,o e icconimendo a continuada concurren-
cia 'dos Sais, compradores, para aproveitarem
o animo deredMo cm que estn de vencieren-,
ludo por mdicos precos, como at a,ui ten.
frito, vi.to ser por liquidacao da entinta Brma
da mesma asa L ,^Brr
3^ Oue fazem Diogo Cocksh.at & C. po.
tojenent-fio do Cndor CliveJra, de um com-
a se aluna um arma-em.
17 Lu pelo ladino de naco cahin iladede *K anuos com oficio de canoe'no 5
ia rua da cadeia do Recife n. i5.
tSF Papel paulado para msica; na rua
ia moeda n. i5i.
tSf Lm silio grande na estrada da Ponte
re Ucha com casa muito grande toda en-
udrassada co;n tres salas grandes, onze
(uarlos cozinha fora copiar casa de fari-
nha estribara para t cavallos casa para
eilor e negros com muito arvoredos d*
.'rulo de todas as qualiqades e muito cal ,
duas haixas pura capim e muito terreno pa-
ra plantacoens cu]0 silio se vende melada a
I vista e melis a praso s a Itatar na rua l)i-
rcila t). j na mesma casa se arrenda outro
silio mais pequeo com casa de pedia e cal.
o algumas fructas muito boa tena de plantar
capim e mais lavoura.
ZZ3" Caixescom pellesde bezerro francez
e mesmo aduzias chegado ltimamente ; na
ruada moeda n. i|a armazem de Santos
Braga
I .- Lma molcca do gentio de angola de
dada de o anuos ; 110 codos bollos no for-
te do matos casa do l'ciina.
UBT Arroz vermclbo de muilo lma qualida-
de em alqueire por pieco commodo ; no lar
go do Livramento loja de la/endas D. 5.
tSf Um negro de idade de 22 annos, muito de posse dalla na casa ahaixo declarada e se
robusto; e higos e timbro ; na rua da cadeia protesta contra quem a tiver occulla ; quem a
JJ 7, I pegar leve a rua da roda n iiz quesera re-
flS$> Bilhetes e mcios ditos.Hfle da lote-i compensado,
ria do Livramenlo ; na praca da Independen- | IST No dia trinla do p, p pelas 11 horas
can t i do dia fugio um negro de nome Malinas do
CT Um terreno alagado no scguimenlo da gentio de angola de idade de / annos al-
ma da Aliena com 1 o palmos de I rente ,; tura regular cheio do corpo hem robusto,
e 1 00 de fundo pagando de loro 3o rs. ao cor preta lalto-lhe tres denles na frente -a
almo i lodo, 011 em pequeos por.oens ; e
00 lijlos de cacimba por preco commodo,!
i por ja estarem na solidado 5 na rua de Sao
Goiisalo D. 1 1.
S3F Meios bilhetes da oteria do Livra-
mento a tres mil res; na rua larga do Roza-
ri:i loja de iniude/as I). sele
tST Meios Bilhetes da Loteira do Livra-
menlo, a 000; na rua de Hurlas venda U.
trala e dois
tgr Os verdadeiros charutos da Havana cm
canas de du/.cnlos e ciucocnla por nove mil rs ,
e superiores- dilos da Caehoeira, ltimamen-
te chegndos em catxas de 2o por ,ooo ; na
ruadoCabug loja doSr. I'andeira
Bul.ces, e mcios ditos da lotera do
Livramenlo-5 na ruaduLabug loja de miu-
dc/as jiiniu a botica.
tsy Meios biihcles da Loleria do Livramen
loa 000-, na pracinlia do Livramenlo D. ii|a
Escravos Fui idos
Roga-se
os
aathoriV
ades
poheuies ,
embarcacoens
conimandanle de regiito de
men antes e capiles de campo, a npreen-
co de i molatinhas a saber a primeira e
mais velha mais alia de nome Joaquina ,
de idade de a 1 annos cor macilenta, cbe-
los amarrados mas curto nariz comprido ,
resto descarnado corpo bastante magro, bra-
;os finos e compndos com signaes de bechi-
gas pelo corpo; a tegunda de nome Amia ,
idade de 20 annos menos mananle que a
primeira, rr.ais baixa que esta cbelo a-
marrado e curio magra bstanle e sem
mana de hechizas pelo corpo a lerceira c a
mais pequea de toda* cor trigueira apro-
ximando-se a cor de cabra, cbelo lambem
amarrado e curto rosto curio com signa-
es de het higas pelo cor|>o ; as quaes fugiro
|>elas 8 horas da noite.do dia 1? do p p. le-
vando com sigo alem da roupa do corpo urna
cm cima e um em baixo tem urna mulla de
cbelos brancos na cabeca hem ao p da testa ,
lerOU camisa eserowla de dgodo/.inho; quem
o pegai leve a rua da senzala vtlha padaria n.
5i que ser gralilicado
CC Temi desaparecido no dia 18 do cr-
lenle pelas 8 horas da noile do armazem l).
t no largo da praca d l'oa vista, um prelo
bucal que anda nao sabe discr o nome de
seu Sr. de nome Joo, eslalura regular, cara
redonda, com barba na pona do qucixo. e
enlre as sobrancelhas com lies marcas de be
(higas pcilos altos com alguns cbelos
brancos na cabeca tendo de maior signal o
memoro cortado I em rente a os escrotos le-
vou vestido camisa ecalsa de algodo oMc -
rece-se u.ooo %' pessoa que delle denunciar,
011 o enliegar na rua da Cruz casa D. 9.
loviento do Porto
NAVIOS ENTRADO NO DIA 31.
LIVERPOOL; Barca de Vapor Nac. Para-
nhensede 1 8 tonel. Commandanle Ro-
hert llecbard equip. aa passageiros dois
Inglezes.
LONDHKS ; 5i dias, Barca Inleza Marf
Appleteyde >o tonel., Capilo 'I homaz
Machec equip. li. carga varios gneros^
a Me. Calinont A Companhia.
ERRATAS
Por engao deixou de ser publicado no fim
das posturas os nomes dos membros da Cma-
ra Municipal que sao os te;uintes Jos
Machada 1 reir Pcreira da Silva Pro Pre-
sidente ; Jos de Barros Falco de Laccrda ;
Jos Jernimo Rodrigues Chaves Jos Joa-
quim de Oliveira Antonio Gomes Pessoa.
iroixa de ro'upa dellas como sejo vestidos i JLUFU NA TXP. DE AL F, DE F. 18J9


DENUNCIA
00
V-
I
1/
= *
Doutor Promotor Publico da Comarca do Reciffr do P**
nambucoi contra o Procurador fiscal da Thezoura-
ria Antonio Joaquim de Mello; seguid,t da tustenta-
fo da mesma denj.rn.Li no Tribunal da Rellacao do
Restricto,
Perante V. S. dennncj o Problo PuWieo desta Comar-
ca de Antouio Joaquim de Mel o, Pi'icirulur Fiscal da The-
ouraria d'-sla Provincia e con le a Den n>,;a em que: baeu-
do o InspcJ'or Grral das Obras Publicas dirigid ao Ex tu. Go-
bern desta Provincia liuin oficio en dala de 18 de Maio Docu-
mento N 1. p lUcipan lo llie que nenlium rebultado anda
havia apparerido d.i.s diligencias a que o inesmo Exm. Gnver*
no mandn em 9 de Fe ve re 10 que o Den un. i do procedesse
fim de conseguir-se o moqueo lietn publico legalm^nie verifi
fioado exiga da parte do sitio denominado B .m Successo, cujo
propietario a nio (pieria ce ler sem previa indemnisicio, o
Ex.11 Vire Presidente vista dssa reclaniscio, determinou ao>
Denunciado pelo oficio sob N. a. que visto nio haver elle at
O presente executado a aobredita ordein de gde Feverairo, quan*
to antea Ihe desse cumplimento, parlecipando o resultado: da
?ia asaira proceder rneselo Exm. Sur. nio s avista da recia*
maca-como porque sendo suramarissirao o processo judicial
que havia lugar para preenclier aquella ordera, ae em tres me*
sea e dons das, que tanto decorreu do da da ordem do Gover-
no ( 9 de Fevereiro ) ao dia em que o inosmo Exm. Sor. expe-
dio o offino ( 11 de Maio ) nenhum effeito surtir, cabia presu-
mir que ae nio bavo empregado as devidas deligeocias : porea
o Denunciado em respoata dirigi ao Exm. Vice Presidente na
dia 3o de Maio p. p. o officiq junio #ob N. 3, que fat a baso
desta Denuncia, em o qual devendo circunscrever-se a apre
aentar os motivos porque ainda nio era concluido o proccesno,
c escusar-se da culpa que tanta lenlidio Ihe trasia, pelo con-
trario violando as normas da decencia maia vulgar, o respeit
que o subdito deve sem pie de guardar para cora ac superior
coucluio o offieio por este modo V-se por Uo'o q *""
crepacio do offieio de V. Exc alo Im vendo Vmc. al o presenta
xeouiado cita ortfcqj, foi scripta coa muit precipitacio, otl


leviandade -- Estas expressoes slo injuriosa a'qualqner ho#
rneiu equanto mais aquella a quena osla confiada a Administra-
cao Publica. Piecepitac, incemideraco, imprudencia, e
leviandadc, inconstancia, ndiacripclo, leves dejo .so etc. tio
sinnimo, contraposios ao bora senso e prudencia, negar o
bom tenso e prudencia ao govenante he negar-1 he a capacida-
de de governar, heinjuria-lo, diminuir-llie a leputacib, desmo*
ralisa-Io. Que expressoes mais insultantes na opinif o publica-
do quedizer que o homem nlo tem bom senso, lie liviano, leve
de juiso etc.? Que obrasem reflexio? Pois tul he o sentido das
expessdes deque se servio o Denunciado, sio injurias evidente-
mente comprehendidas no artigo a36 4* e 5. do Cdigo-
Criminal, e porque nio foi o crime commetlido por algum do
meios do arl. a3o, mas sim pelo oilic-io supracilado, e porque
foi a injuria dirigida a um Depositario da Autoridade em raso
do seo ofticio, est o Denunciado incorso na melade da pena es-
labelecida ao art. aJ; .. pela disposicio do art. aiR do C-
digo Criminal a qual lhedeye de ser imposta no grao mxime
por se averem dado as circunstancias aggrarantes dos numero
4i 7* 8, art. 16 dosobredito Cdigo. A. e J. esta dgnense
V. S.-de proceder como he de direito.
fecife8deJunhodei838.
v'
Jote Thomaz Nabuco de Araujo Jnior.
Mastitis com que tustenUm no Tribunal da Relaco o Pro
motor Pnblico desta Comarca a Denuncia que deo
contra o Procurador Fiscal Antonio Joaquim dt
Mello.'
Nio sao odios poderosos e huma condem naci injusta que-
fraxem o ppellante a este egregio Tribunal, porem oseo cii
me que se aggraya. pela condicao social do Iliu.tre offendido
(Teja-seoAi t. 19 do'Cod. Crm. e Filangiert) que tanto mais
cresce peh) alaide queefle fade o 1er commetlido, reinciden-
cia qual se nao,arrojara se se nSo capacitarse de vossa indul-
gencia -t mas certo qo Appellanle ?i_errado no seo calculo. Se a posicio do criminoso
so- porqu he adversa ao Governante devesse de ser respeitadai
para que nioincofressem os homens aos quaes he imposta
obngacffo d piinir o crime na censura de parcjaes, de ceg
aequaarM.de poder, huma nor descoberta s teria fci topara a-
orocoaf Oicrlme, as filenas dos partidos se engrossai ilo de of -
h



k* <
rmWOWs, os crimesassim facilitados serilo o* nicos meiosWn-
pWgidospara o alcancaroento da victoria, e o poder de.abaru
com a sociedad, accommettido pela impunidade : he adres
o ooGoverno seria aprimeira indagacio, o pnmeiro caUmlo
do Magistrado que se temerse do cooceito de partidista. A que
allude o Appelante invocando o vosso soccorro contra odio,
pederosos se nio esse respailo que se elle julga com direito
ndisputavel ? He adverso ao E*m. Presidente, be seo competi-
dor as eleicoes populares, logo podia irrogar-lhe injuria., *-
po-lo ao desprezo publico; e cumpria que eu, que o Juu a quo,
que v. tranzigiswmo. com esle crime, por ser hura destoroo
do competidor, huma inspiraolodo partido para que nio m-
corressemos no lateo de parciaes, e de cegos sequazes do poder.
Porem ae eacoimados Srs. de vio. receio, de commiseracfo,
ou de odio., ae arredando as vistas da gloria quereluz m toa-
no do appellante, eque bem pode deslumhrar a jusUos; lo
Appelante E Presidente, Ex Deputado, Senador elleito, como
allegou e prorou pelos Documentos fl. 5o, 6o, bi, a, *
Tos pondo do paite aquestlo dos partidos, so considerardes
questio da Accusacio, se attenderdes que vosso Ministerio ao
lo oxlende a dicidir a cerca do crtame, e disputa das elleteo-
.: qne elevado, que grande, que eminentemente P>Pla'
do o Appelante nio vem de vowas mos receber aceofirmaeoo
desses nobres epitetoa eom que .eadul., mas que aqu coca*
..rece como qualquer Cidadlo por mim .censad* e confem-
..do pelo Juu a quo, por baver injuriado atrozmente-b
Prsidenie dest. Provincia, ae atteudardes s6 a, proras e rasSe.
que de huma parte o dooutra se produxirio, e por ae* raioc
proferirde. vos decalo, vowos deveres serlo P"J* *
Justici Publica satisfeita, e desd'ora a Aulorl.de ma.s respe-
^"'Na Denuncia a fl. av contam os motivos de minba con-
ricco a cerca do crime do Appellante, o e*ercio do **
Serio se rodo, em vos., prosenc. .ostentar os fundamento,
do Santenca appellada, impugnando a detea da n. io.
O i. ponto da defeaa consisti na incompetencia do
Promotor Publico par* ae.uaar o crime de injuraa
nio impressas,
. Oi.e argumento do Appellante consiste; em ^ue^
Lei de*> deOu.ubro de |83 n.6 allerou m**~rgj"
-Urr- d rime dt injuria, meamente o reputou pobeial


para como tal wmaii prom pamente processado, porque*
onti a coisa quitase o Legislador ordenar nem mandara reputar
respeitando aaaiiu a esxencia inaltcravel desie delicio, neo ac
crocentariu eeorao taes serio processados, pois direndo nica-
mente que era policial dcixaru rer que outro procosso lhe nie
cahia.
Verba, voces, proetereaque nihil.' Ctrto que o espirito as sis
subll ai (ralos para encasquetar-se desie sublime: que ocri-
me de injuiias twja essencialmente policial ou s reputado tal;
he questio de palarras e lio occiosa que o Appellante nada
concluiu esa seo prol: ralemomesmo os dois diaerea para que
O Promotor aecuzt, e he o qoe importa.
Qual he a essencia do crime de injuria*, essencia inaltcra-
vel, essencia que o Legislador respeitou ; como com lano alan
disse o Appellante? Consiste a essencia ein srr este crime enu-
merada pelo Codifo Criminal entre os pa ticulares Parle 3.a ?
se nulo apenas consiste, ne a ncia est na d-uoiuin cao, re*
pujando o Legislador este crime policial, o exet-ptuou dus eli-
mos particulares, se oexceptuou dos ci iaes particulares perdeo
lie a essencia. .Sal o se para peidcr e-la essencia, ou droo-
minaeio era de mistir no eonceilo doAppellanle que o Legisla-
dor maodasse qtieimar as imprc-soes que enlio hariij do Cod.
C im impriini-lo de ero, ftzer a trastadacio do crime d in-
jurias la da parte 3 Do crime particulares para a par-
te 4** dos cuines policiaca. Ob que s dettWte perdera a
oseneia, e o Appt-Iame o cbaraai ia Policial.
Consiste a e.-s nria era que o crime off-nde direclsments o
indiriduo ? com eSito he forea con fosar que esta essencia nun-
ca elle perdera, nunca perdeo; no poder do Legislador nao es-
lava o tirar Ihe-a, porque cutio deixaria o ciime de ser de
injurias Mas o q'.e de lu essencia se onclue para o cazo?
Posto que d meta mente couimttlido contra o individuo, o Le-
gislador pode tumor hum ci ime publico : ex. se o Magistrado
impSe boma peoaconlia a liiU-ral dsposi^io da Le fai hura
nal directo contra o indiriduo que ec-ff e a pena, mas o crime
he publico Art. 139S7.0 do Cod. Cum. etitretanlo ninguem
dita que o crime pe de a sua essencia, se a essencia co.isi le ora
ser o crime commrttido contra o individuo.
Mas. o que da essencia se eonclne p r* o caso? Hum erirac
posto eoinmeltido contra o individuo o Legi-lador o pode tor-
nar policial. Se polcia lemporfim prerinir, te nu circulo
dos crimea policiaes pode o Legislador comprehender qu.esqm*
ic&a, ou quatsciuar crime quedio camiuho, que facilillo di-
> >1
A


rectamente oulrns crime*, se as iniurit rerbae*, as nlo escppJ
tas sao piovecacSus directas que ari asirlo vindktas, e resten-
tiinentus inmediatos e perigosus, alo i rimes ca pajea de pro-
duzir oiirms maiores, n pugnancia un que o Legislador coocidera.-se eases crimes poli-
cites, porque lie policial ludo que he previ nlivop Entretanto
ninguem dir queocrime pe de a tua es>encia, ato ha, qut
cao toi rstinmetlidu contra lium individuo.
Inflne poisisia luelaliiia de esencias par que o ciima
*'ja publico, MI policial P Nao por corto. E ii.flui j ara qut
O Promotor accuu-P M nos. Huoi crirae polo commc trido
cunta o individuo, posto que considerado s-ja entre es parti-
cular es, e rom a lal cssencia ~ essencia de d. nomui. cao -- pe
la alarme que produr, e por aua gravidade oai por alg na cir-
cunstancia que se antolhou poderosa ao Legislador pode aer
a cu ado peto Promotor; r. g. os ciimes particulares inafian-
cavei Ail. ?.{ $ i.doCod. do Proc.
Se pota a esencia que alinde o Appellante he a denomina
el-) -- de par cu lar esta essencia p< ideo o crirue de injurias
m niel indo Legislador repula-lo como polical: se a essencia
conste un que o crime offende directamente o individuo, con-
T iilio im <|oe o crime de injurias nlo perdto a essencia, por*
que he obvio que para baveiem injurias deve de haver hura
iod viluo injuriado, mai 4 uinatrei que esta essencia nlo repug-
na coiii a deuoiiiinaclo e rarseter do crime publico, ou policial,
por quanio tobre!e>e que qualquer crime cotnmetlido contra o
in li> i iuo obViale maisou menos a Sociedade; e conlraliindo-
me lis poihez mostrei tambero que o ciime aind i denomina-
do pailicular pode ser aecusado pelo Promotor: he visto poia
que a exprs.-6es enfticas de qile se servio o Appellante O
Legislador rrpuiou, rtspeitatido aasirn a e>sencia inalieravel do
cime deinju ias tlo palavras vaaias de sentido veiba, toce-,
pioeteieaque nihil Seria curioso que o Appellante depois de
alguma reflexlo nos explicaste, se reputado o crime pi licit.1
paia ser processado, alguma cousa inda lite resta para a qual
tle nao Ios-e reputado policial: porque me parece que a divi-
sa > q.ie o Legislador l'z no C. Penal dos crimen em pblicos,
particulares, e policiaes, sealgum (im leve em vista alaui do
ii e-l'odo, fvi o proceafio peculiar arada huma destas especies, e
seo A pp> Unte decapar, digne-se de diser-uos se a dit zao, he a
class'uV.'Cjo nlo leve por fin sotuer te o p-ocesso, e q..e mais
tete? A expe tio deque o Appellante ae servio-* un ira-neo te
yara coaio tal ser pitcetaado -- deno'a que para eult os fias aiu*


da ocriffle (icn particular? para quaeafins? para que aptiC
le offerld'ida tenha o direito de queixar.se/ este direito tila
Dio perde ou seja o crirue publico, ou policial.
Mas o Appellante ainda nlo tirou no precitado pe-
riodo a concluxio de *ua engeahosa divisio de cri-
mes policiaes, ou reputados policiaes L ra.
a. Argumento.
* Sobreveio o Cod. do Processo e acabou com essa dislinc
efo de crimes verdadeiimenle policiaes e crimes reputado po-
*ciaes.
Folheei o Cod. huma e muitas rete para ver se dar com
hum Art, que declaiasse que estara acabada a distincclo do
crimes verdaderamente policiaes, e crimes reputados policiaes
mas como dara com o Art., se a dii-tinccflo fei creada, e des-
truida pelo Appellante ? se o Cod. nlo distingui? se o Cod. do
Processo nlo he lugar atado para a individuaclo da naturesa, e
carcter de cada hmenme? se o Cod. do Processo a tal ret-
peito se refere sempr* o Cod. Criminal, e Leis respectivas ? Co-
mo o Legi-Iarlor s conhecia a divizfo dos crimes feita pelo
Cod. Criminal, efl pblicos, particulares, e policiaes, nun-
ca selembrou da ora divizlo, que ao Appellante deve a gloria
da innovacio--do crimes essencialruente policiaes, ou acci-
dentalmente taca e he por isso que se elle nlo exprimi no
Cod. do Processo ao gosto do Appellanle : o que Tale he que
todos de sobejo o entenderlo.
O Cdigo Criminal manda que o Promotor aconte nos cri-
nes puiiciaes; masa Leideit de Outubro de 18J1 diz que o
crime de injurias he reputado policial para ser romo tal prorev
sado, logo o Promotor deve de accuiar o crime de injurias. Se
huma Lei dispuier que o Doulores das Universidades Ettrangei-
jas s*jo reputados Doutores do Curso Juiidiro de Oliwda, e ou-
tra Lei posierior crear hum emprego e determinar que a ellr
tenhio direito os Doutores do Curso Jurdico de Olinda, esta
L geiras?
Se a I>i de t$ deOutubro de 18J1 he posterior ao Cdigo
Criminal como he que baveis de da-la como rerogada, e instau-
rar a disposico derrogada d^quelle Cdigo sem huma Lei ex-
Eresss que assim mande? O preceitoda Lei de a6 de Oatubro
liiste: -o crime de injurias nlo impresas be policial para aet'


.

romo tal procesado: -se nio ha preeeito em contrario; se he
obrio que o Legislador ae.ia occioso declarando- acensar os
crimea politices, e os reputados taes quando burue Le ,a
mandav. repular como tal para ser procesado, e o processo
he indispensavel a aecusacio, como he possivel dar a Le por
revoeada, near a Promotor o direito deaccuaar? o Legisla--
dor nio lasendo dis'tinccio no Cod. do Procedo dos cr.roes po-
liciaes, e do reputados taea, nio so nao cahio na fut.lid.de,
que 0 Appellanle quera, emo m<*trou coherencia a respeilo
do que dsposera na Lei de *6 de Outul.ro de i83i, porque s
ahi elle manda reputar o cr.ae de injurias po iciaes, elle mes-
modeo o exeraplo de assim reptalo, inclu.ndo-o na denom.-
nacogeral de ,,olciaes, d.nommaci. conheeda, ejur.d.ca, de-
nominacio que elle nio devia alterar porque "hia fo.a do o
prouoiio delineando no Cod. do Processo a nalureaa, e ca,
racter de cada hum crime.
5.* Argumento.
A expoaicio que fea o Appellante dos motivos que derfo lu- '
i- a Lei de *6 deOutuhro de i83i quando muilo serve de jus-
tificar o Leimlador, ede fszer relusira e.uducio do Amellan-
te, mas certo que a inexistencia dos ...olivo, nio dee-de da inex-
istencia da Lei, porque qu.l nio sena a ...si. ulid.de da Legia-
laco se fo.se dado ao execu.or da Le. des.ru.-l. quando em seo
animo jul^se desparecidos os motivo, que induzrio o Leg,.-
ladoraestabrlece-UPConvenhoqueaLe. de a6 de Oulubro
de l83i foi huma-medida urgida pelas circunstancias en. que
,e .chava o Imperio ea Corte mrmente na presenca de huma
sediccio ^ temerosa mas se estes mol vos cessarao de lodo no
Imperio heduvidos, .e ce.sa.loou nio nos nio compre inda-
gar. Quantaa Lea subsistem, cmosmat.voa). dea.pparere.Jo
os mow vos que derio lugar a Le. de Amortuacfio O. d. L. .
iq e as Leis, que no mesmo sentido a precede.fio, nance..a no
Sculo .a em que cometn vogar o preiu.zo de que os pee-
cados se remo com esmolas obra, pi.s d'ah. a *
riquezas, e ben.de raiz para as Igrejas e Moste.ros, com a noci-
va preponderancia dos Eclesisticos na ^khMM
1 n-LJidade daquell. Lei: esse prejureo as-luies do Seclo d.s-
ipaX, el prWiden.e Lei de 9 de Sombro de .769, pore
entretelo .'Lei *. araortisaci., subaste,.a Le,, de{ amorlisacaq
qj he huma limitasio do d.reito de propr.edadet

f


9
r; 4 Argumento.'
Sen remontir-rae ineactidfo do prestoslo de que as
injurias tratavio-se e mtenciavio.se eiu Cinara --era distio-
fluir 0 Appellanle as a! rotea que asim se qualificavfj em rela-
jo i, pessoas, a. Iu.?.r, ao motivo, ao lempo, re-
incidencia, eeiio da so competencia dos Junes Od. L. I.
tt. 65 S *6 Per. e Suuse Cas, de Crime* etc. etc. Concedo que
as Cmaras pela ommnsluda Lei do i. deOutubro de |88,
pelo novo carcter de que fo.io invest las nio erio c np tea-
tes para iitl*ar as njorias; que ufo tendo a L*i de i5 de O.it-i-
hro de i87 que creou os Juies de Pal incumbido a este nu.n
(al proceaso
ss injurias erfo amasadas por accio ordinaria co-
< mu crimes Civilmente intentadas
as ate* quando ? hoc opus hio labor est! at que a Le de
ab deOutubio de i83i as concideinu o rae policial para deve-
rem tf procesados segundo a Lei de ti de Juuho de ioji ha
* O Appellanle que da aqu eslfo as su as pas vas :
Apparecen a Lei de 6 de Junho de i83l, e no ArU
5. ilUp'* ao Juue de Paa fie competindo ex ol
ci a puuicio de todos os crimes de Polica da mesma
surte q:e j proc dem a cerca dos delictos contra as
Potlurss Vlunicipaes. Mas nfo sendo o crime de
, injuria Policial persista a improvidencia, eascom-
petencia d* accio ordinaria crime civilmente intenta-
da contra elle. Ei o que veiosnpprire prover a pre-
citada L-.i de itide Outubro de 1831 no Art, S.
E nfo he sto hum squecimento da L'gislacio do Paa/?
por vii lude da Lei de a6 de Outubro de l83i he que as injurias
deixario de ser demandadas s por accio ordinaria ? e onde fi-
ce a Lei de ao de Setembro de i83o anterior a predita Lei, a
qual commetteo aos Jurados o conhecimento deste crime pela
mesma forma e inaneira porque Ibes commelteo o ju'gamento
dos crimes de abuto de Liberdade de imprensa U vai o Art.
5. o da Le. .
Nos mesmofl casos ero que por esta Lei sio pun ven os a-
busos de Liberdade de Imprenta sio igualanuta puuiveis os -bu-
yos de paltvras ou escriplos nio impressos etc. a
SL
'a


Lego fie erro dizer-se que at data da L de 6 de Outo-
bro de 18J1 persista a improvidencia, e a s competencia da
Arpio ordinaria Esta Le nio fes mus do qte transferir o jul-
fca.i.euto dos Jurados para os Juntos de Pai,
a* Fundamento da d fiza.
A itiMirij feita por escripto nio impreso nio de-
pender para ter como tal qualiBrada de outras cir-
cuiiblancias, alem lia simples existencia? reilo qne
depende da circulacio por mais de i5 pessoas com o
consentimtrnio do A olor. He expresso no Art. "]>9
5. doCod. Criin.
Que confurfo! e em retorso qae miseria .' O Cdigo Cri-
minal no Art. 7. apenas cornpreliendeo o abuso da publica
cao e communicaci* dos pensairentos, apenas alii tractoa dos
p usamentos que smenle sao 1 rimes pela publicacio por man
dei 5 pessoas; referio-se a os- delicio* pblicos conthendos na
P.irte -i. It. 1. do Cod. Crim., -os dbelos contra a existencia
poltica do Imperio, contra a Constituido, contra 8. M. o
Imperador etc. por quanlo para que se d a provocacio destea
delictos be de mister a publicacio, e o Legislador nesse Art.
ennumerou gradualmente as pessoas que eri< responsaveis por
ella no 1. o Impressor, no i j,o Editor, no 3. o Au*
tor queseobrigou, no 4. o Vendedor, e como os escriptos
ofo impressos, nio gravados, nio litografados podiio girar
clandestinamente, e publicar-se por mais de i5 pessoas e pro-
dusir a provocacio, no 5. considerou o publicador crimino-
so, salvo se elle provasse quem tinlia sido o autor, equea publi-
cacio se fizera por seu cotlsentimento. Se o que eonstilue a-1
quelles crimes he a provocacio, se a provocac.ic s pode dar-se
com a publicacio, o autor do escripto sem que o publique nio
be criminoso; e por certo que sed necio, que provocacio ha se
um individuo escreve ou comniunica- os seus pensameutos con-
tra a forma do Governo a um seu amigo, se os nio publica?
Da publicacio be que vem a communicacio dos pensameatos, d
abi a possibilidade de adhesio a esses pensamentos, a ameaca
di perturbado da ordena social, a perpetrado d'aquelles cri-
mes,
Porem o Autor da calumnia e da injuria sem que a pu-
blique por 15 pessoas nio he criminoso ? o Art. 7 &' ne
extensivo s calumnias e injurias ? Nio por certo : a regra ge-


I
ral es'ahelecida tiesse Arl. be limitad.i polos Ai ts. a3 e 38 d
Co. Criru.
Arl. 93oSe o eiime de calumnia fur cogimvUd) pop
oieio pipei* iinpnsso, liiogral'a que se disiiibuirem po> irais de |5 peasoas.
Art. 2.J8Q1 mdo a injuria Im-mnimetlida sem ser por
algiim dos meios eatabclrc dos no Arl, a3o ser pu
inda cum a raetade das penas.
O Legislador pe nao di finio os meios porque a injuria po-
li "a i er fila: nao quiz limitar estes meios como Jiuiituu a res-
peito des outros crimes, apenas estabeleceo uo art. a3o lium
o. s meios, aquclle que era mais aggravaule, para puni-lo com
flujili.j'la pena, ma-> stmipre que traa dos outros crimes on-
theudos iM Parte 2. ti. i.8, empre que trata de.sses crimes
que d.pendem (la publicaco por ruis de i5 pessoas, elle tixa o
tres meios, publicaco por cscriptos impressos, por escriptos
nio impressos, e em publicas reuniCes: a generalidade pois do
Art. s'iti be a lim lacio desse Art. 7. 55.; por nutra o Art.
a58 he a excepeo da regra geral do Art, j. 5.
Etn verdade como j disse a publicaco he de nmler para os
oulr.i.s crimes porque s por meio della be que o Autor mos-
tr,i ainlencao ciiminosa, sopor meio della be que se realiza
pruvocaco: porem o mal d.< calumnia, e da injuria nao be fei-
top o proposito de o (Tender nao est condecido desde que burn
individuo imputa outrem bum crime, ou burn vicio e de-
le:!., que nao tem i> Nao ha huma pessoa offendida, e i esla pes-
soa off ndidd nao deve a sociedade proteger: a autoi idade pu-
l.bca ha de declarar que lhe nao compele punir ofensas contra
a honra, que ao It m.em em sociedade he mas caa que a vida,
que os bens, que ludo: esta) declaracio, esta iudilf. renca nao
m uio o luaco pariicu! ir, nao autorizad as vingancat pessoaes ?
Se Pdro leu* direite sua r puiaca, Joa5 tem obrigacad de
MawiWi tae dimlo: e por certo que o nao respeita, fazendo
delle bum conecito imnierecido, impulando-lbc Imma injuria.*
nu seja fei a em publi-o ou em particular, o direi o uendi-
do he o mesiuii, a obiigacaS que Joao infringi a mesma, a in-
tencaS de of^uder evidentemente conhecida; a impossibilidade
de pro va se P dro se acluva sos com Joao, na5 decide da crimi.
uuiidlidade do tacto- se o assa-sino me Tere em lugar destr'o,
sem que uinguem o veja, ne.n eu deixci de aer endo, ne e>
Miimeulo deixou de ser ci ime.


II
T?e vi.o pnUqne as injurias s ha a differenca doa meos
do Arla -o para o mos u Art. a8. Arl. i> falla das
i h :us i ni pressas que cunero por mais de i> pess as, o Arl.
?33 comprt-hriideas minias leila pu qnalquer ineio <] >e ni i
teja o (1 rs rip > imprcaos, e publicad a p >r mai> de i5
) esso.is. As iujui.s IVilaa pelo meo do Arl. a3o lein a metida
la pena, loi;o soa impr i-sio ea puhlicac" > que distinguen! o
meo do Arl, lo los Beios do Ar. s58, lo a impres-io e a pu-
blirac a que aggraio a injuria. As injurias verbaes, os esciip-
los ii.o impresos quer te publi juein, quer nio, as railis run-
feVA*, os gestos e sijjuaes insultantes fio o meios de iujurac
compreliendidus no Art a 18 e d Gerentes dos uieios do Art. a3.>
MTi^iiei : iuipie.si" e publidade.
O Ai pellante memo deo a ras" o da differenca do Art. a3o
entre Al a38-- Senle-se quunio us fcil pode ser a cir
culaci* < landeslina destes do'que a dos escriptos noimpns-
os : a s llu faltn tirar a concluzf : he por isso que o
Legislador duplicou a pena dos e-ciip'os impressos e iunpoz so-
menle a melada dessa pena aos nio impressos esta endura
tambeut respunie ao Appellante quando dii;
C<>mo logo (como logo?.!) po le ii a mesma Le tor-
nar o escripl ni" imprs .s injuriosucom menor ou
nenbuma cirmtlacio? o escrip'o nao impresso de niui>
to meiior suaceptibilidtfde criminosa ?
Por ter menor ou nenhuma pul lie.icio, por ser de menor
asceplibilidade criminosa be que a pena he menor, se a pena
he menor onde a eslranheza, onde a admira. ? I
De pa sasem cumpre ilutar huma b. lleta da defeza .'
Quaes os requisitos que o publ cador d. ve de provar para
que hque isemptj da respousa >ilidade da publicaeao ? Sei
hum delles como pressupoz o Appellanlt a rirculacaS por
in.n de 15 pe s a? a ou simplesnn ule qu-n fui o Autor e quo
por consenlim nt. delle he que se fez a publicaeao P certo que
smente esles doi* ltimos, porque sobre s.-r hum absurdo qua
consistindo o ci ime do publicador na puhlicacaS por mais de 15
pessoas fos-e ele obligada a ser o seo ptopriu aecusadar, a pro
ar o seo crime, o Cod. he expresso,
O. que camuiuriiraiem por mais de 15 pessoas osescrip
tos n 5 impressos se n 6 prorarem quem he o autor que
ircularaS com o su cunsentimenlo provando estes requisi
tos e> respunsavel ioaienie o a,utur: a
a


!
Nao lie obvio que o -- provando-referem-se aopi>ofarem
provando estes lequisilos, queesi1 uquelles que se os pt-
blirudarcs nao protarem nit-ci in>irioos itrio que aquella que
sepel. a pos a expiess.id M nao piovarem. --
A' visla do que disse e dos Irruios genricos do Arl. a38 hu-
ira carta mifMTa he hum iupo pelo qual se pode inj huma caria m;ssva pode ser huui meio de injuriar nao lie so o-
piuia nos>s, a Corle de Cassacim o declaroa,
como reeie Caruol Vol. i. p. 679.
Non tanlum 1 alione imperii sed imperio rations,
On avail, dizCarnot, pousse" le pirrhonisme jusqu' a ineU
tre en doutesi Fiujure conlenue dan une leitre missire cons-
lituail une injure verbal ou uue injure ecnte, ti 1 fallut une ar-
rel de la Courl de Cassalion pour terminer cette conteslatin
tout abaurde qu' elle etail. '
Cct arrct jugea, con)me celia devait tre, que l'iu-
jme elailecrite.
Elle refere apoz islo umitas aeces proposlas ero juifo so-
hre injurias contheudas en carias missivas. E huma tal inleU
licencia vem lano a proposito, quanto o Art. 576 do Cdigo
Franrez be concebido em exprestes genricas, como o noiso
a3B.
Toutca autres injures, ou expressions autregean-
tesqui n'auront pasen ce double caraclere de gra?
vit et de publicit, ne donneronl heu ele.
Se pois as injurias felfa por huma carta sao criminosas a
vista doqwodise, como uio nerio aquellas que sao 'eilas por
hum Oflicio que oubdilo dirige ao Superior, hum Officio que
leve de ficar arquivado, exposto ainda que o Presidente u&q
queira s vivas dos seus Successores, visla dos Olkiaes da
Secretaria/'
Que a'armc se ne derramara na Sociedade! ? que deses-
perado nao seria a do hornera probo, c melindroso P quanto
crimes nao dara o'igem huma inlelegencia to extica do Cod.
Ciim, se vos a recebesseis ? se vs declaraseis com o Appel-
lanle que o injuriado s linha accio, s achara prolecco no
.Tribunal tes injuria fosselbi'a poranle l5 pessoas, que quaLj
^h^M^kMMaMAHM^nMl^ri^


qtJer poda dirigir a oulrem ca las injuriosas? o que feria d>
rcspsito e consideracao do Superior, se o Subdito uio fossc cri-
tinoso faxendo dos Officios o vehculo de injurias contra elle?
O acolhiment de buiua tal opinO nao im por tova a derlaiaco
deque eslava hera a porta s vindictas particulares, que nin
guein devia conGar na aui t!e>ia procurara desforra ? que ikia se Paria de huma socieda-
de em que o individuo fossc obligado a vercom indiffenea mur-
ebar sua honra, definliar seo creJilo por huma'calumnia ou in-
juria arleiramente propaladas! que germen de iulaniia e de
deshonra! ou de ciimesede vingancas.'
O Arl. 375 do God. Francts que o Appelante cilou, sobre
estar abiogado, como dii o commentador Mr. Rogron, pela Lei
de 90 de Mato de 1819, nfio vein ao caso, diz o Arl.
Quant aux injures ou aiu expreasion ou tragean-
tes qui ne relermer onl l'imputalion d'aucun fait
preris ou d'aucun vice determin, si elles ont et
prol'ere'es dans les lieux ou reunions publie ou in-
aeiesdans les escrita imprtsses ou non, quiauro-
int al repanduattdistribus, la peire ser
Cota este Arl. prova o.Appellante que as injurias feilaspor
escriplos nao impressos, em Franca nao slo punida se elles
ioto publicados? repandus, el distribu? Erra crassa-
.ente porque se estes escriptos nao impressos no forera pu-
blicados .o punidos conforme o Art. 3;6, que j citamos,
npdimos.:
Toules aufres injures ou expressions outrageantes
quj n'auront pM en ce double caraclere de gravit
el de publicit, ne donneront lieu qu' a des peines
de simple plice
4# EDlVe a Legislncio Francesa e a do Brasil se v que a dif
ferenca he ca t ali a publicidade he que aggrava a injuria, a-
qui a impreasio, e publicidade, mas l e aqu a publicidade nao.
he de mister para coosliluir w orine de injuria.
3, Fundamento da defeuU-
Ha crime de injuria em ludo que pode prejndicar a ra-
....ealguem, e em discursos repulidos insultantes na
-


H
opiniio publica. Todo e refere i opnfo p:W-a
quem ;ei o relo ou mnhasle cIj opiniio publica un <> a
caso^ pira a declarar e spei-ntar? Nlo lie o parir do iu-
u iz que constitu* a pova
Se no pen ar do App liante ni lie o Jn'z o competente pa-
ra declarar ><* tul ou t I blica; porque ni o he elle (|u a r presenta, qum ri' O Po
Vo? Mus en'lo he o l'ovo que julga, p-irque o jolgumentu den-
te critne que ao Juiz de Direilo compete, ein m.ii- na co> sis-
te do que ne-s.t nesma declaracan, se pois o P>vo declara qua
Opiniio publica peno por tal e tal modo, u Jni/. ni he maia
do que hum autom.to, oJuiz est na ligorosa ob> igaco de o-
bedecer. Konueha inais! como he po*>ivel reunir o Povo pa-
ra e-la dei la aco? Que p oresso em tal ia>o se devesejuir ? ,wi-
dai o Juiz de poi la em p >i la rollicndo vulo de cada hura ? cer
to (|ne a ineta Lo dos Comicios Romanos seria o meio nuis a-
pro/ros lado.
Q .er o Appellante que sejio as trstemnnhas que derla-
retn: a dillKuMaJe he a un anu, o absurdo e conli adicto
palpaveis.
Se o Juiz nio be representante da op;niio Publica, porque
- a opiniio romtiMim na6 he # de hum f> romo diz o Ap-
pellanie fundado no 1,-, i de 15 de Jutilio de 1760 2. cin-
co tH.-tciii'iuhi'i lambem n'&podeui ser o- Reprcentantes ou
para me proveiiar das eiurewdes do Appellunte, os Orgia
exhib't rios, porque a opime de cinco bomena nao be a upj-
ftiad coiu.nuiu,
a Porque asopiniSes aa5 entre si ta diversas como o
cosiumad ser o juizos dos humen*, h de %j de
Julho de 1760 i.
E o que seria neste caso a Tes i em n ha? seria o Juiz, por-
que j dase a f-n cao de julga r consiste nessa mesraa declara-
qao de s isto o f.uto est' julgado criminoso, nao llamis do que im-
pora pena e impura ptna n 5 he julgar, j he hum resulta-
do do julgamento. As t'Slemuunass depoem sobre lacios, mas
na6 sobre huma opim.O, sobre a foica de hum raciocinio, to-
bre a inlelligencia de huma palavra.
EmTerdadeocompleujeuio da defexa do Appellante esl
neate pedacioho; **
.--



. A leTl.nd.de he pelos $ 4 5. do Art. 3*
doCod.Cim. cona-deada como .i>|urwaa quaoda
. nem ns*s & A'** oe. e ludo Cod, nut.
esta palatra levian&ide. a
O.I he. concluso? que nafi declarando o Cod. emne-
-k...,, do. seus Ai l. a." p*lvra. que er.o injurioso*, nao lie
D.o hei..o U., as*n, L.daaas on.r-s: pela gusto do Appel-
M Cod. dev.a sr huur D.cnano ue paLmas torpee, e
iuaitaiiles/ Anot||anle que P.ra a Denuncia prora-
DeuiaiB quera o Appiianie der eu preval o Projuo que com effe. o UnUe aoftrfo oEu.
Proideuto com a injuria Palavraa dcUe-
. Nao te leudo produeldo prova acerca do prejufco
c.Vdona repl.aca do Es.. Vrce Presente-
Ahi es' reprodUEida a de de andar eu de porta tupo
ob.ig.ca5 que Le, me nao impoem : -H ^j ^
eo. effeio a injuria preiudique a epulajao g r
que te et.H fora, ce. .o que o App Uante etva 1^
Denuncia minha, porque aa p,o l^;;tue ^U
,,6 possibiUdado do pre,u^ ff^n tudo o qu
assiiM o detaia o Cod. Al. aOJ 31-
pode prejudicar a reputado d algueu.
4. o Fundamento da defeza.


flexin', inJJscrUlon; Tn1 Latim Temerta,' t, InconsidV
itiH, te s. do genero Femenino.
Ma que importa que o Appellante d esta ou aquella sig
nifracio palavra qaando na aceepcio em que elle a tomn he
el!a Injurios? que nos importa o Francs, o Lalim nesle caso,
quando lie certo que o valor de huma injuria lie relativo cada
paiz, porque, como diz Filangiere; huma palavra insultante
em Pariz pode ser hum termo indifferente em Londres: pois
para se avahar se se fer. huma injuria em Pernambucano, temos
nccesiddde de consultar como se pensa em Pariz, em Copenha-
gue, eem Pelersburgo? Ha nece'sL'ade desaber-se qual o nomo
que em Lalim corresponde, qual o seo genitivo, e qual o ge-
nero ?
Dizer quequalqner homem he leviano, ou inconsiderado,
ou precipitado, heirrogar-lbe huma injuria; si qualquer estas
palavras injuria. quauto mais quelle a quera est confiada a
administradlo publica ? se a conlianca publica he de misler eo
Governante para que elle possa sem cutraves dirigir a adminis-
Irscio, se a leviandade de butn acto e de ieviandado de todos, se esta presumpcio ataca aquella conti-
enes, se aquella confianca he a mesma lepulaco, a leviandade
lie huma injuria, e injuria aggravanle neste caso: a palavra
entendida como quero Appellante he huma injuria; quanto
tnais entendida no pensar commura leveza de juio eis o
que significa, como dizem Mora es, e Constancio, acreditados
mestrs da Lingoa o leviano e nao he ludo isto contrapoSlo
o hora senso, n prudencia que sao preciz.ts qualquer hornera,
e quanto mai quelle que rege os interesses do Poto ? Hum
sacto dejuizo nao pro va seiwi, em quanto que hum s acta
de loucura pro va demencia, Ferie a jorges. Medicina Le-
fal,
Nao injuriosas, diz o Appellante, porque ellas s n>
d cao o pagamento do iuevilavel tributo de hum
soiniio a Iragilidade humana.
Portal modo em arrostrar a outrera que elle he bebado,
que tem este ouaquelle deleito nSo coramette o individuo hum
crime, porque sao ludo fragilidades humanas: que hum indi*,
viduo se embriague, ou que obre sera reQoxiu, sio fragilidades
por igual culposas,


'7
Que com effeito fo escripia com muila precipitadlo,
e levumdade a inrrepoco e officio a ti, 5.
N" fique em duvida o Appellanle de que o Officio do
Ex ai. Vice l'r es denle tni que exigi o cumpi-imenio da ordetn
de 9 de Fevereiro te refere a no ler elle concluido cowpetente-
me'nle a exigencia. -- E purv Presidente que a ordem de 9de Fevereiro anda nao estar ex-
ecolada obruu com piecipitacio e leviandade? ulo piesumio
heni que a ordem no estuta execulada? se presumi bem ou
mal, o lito he que o demonstia : a realidade que o Appellan-
te confessa, poe o Exm. Presidente a salvo de qualquei iacre-
pacio.
A ordem foi dada a 9 de Fe vereiro: o Officio pelo qual
o Exm. Presidente reiterou esta ordem he de ai deMao: at
ai de Main nao eslava ella completamente executada, nem a
menos o processo te ach&va noseomeio, confronte-se o docu-
mento, que o Appellante ajuntou ; s se havio feito a vestoi ia,
e citaco ; o Appellante deo a rato da demora, e mostrou o
curso do Processo no mez de Fevereiro, eMaio, e diz que no
sabe a marcha que o negocio seguio nos dois mezes em que
elle se achou na Assembla Provincial, isto he Mareo, e Abril)
mas posto nio estives.se o Appellante no lugar de Procurador
Fiscal, o lugar estava preenchiilo por hura outro que o mesmo
Exm. Presidente nomeara logo se o processo correase o seo
turno, se nos dois mezes nSo estivesse parado devia estar con-
cluido, attendendo-se mirclia summarissima eslabelecida no
Art. 4- da Lei de 10 de Junho de i835 j se oois o lempo de-
corrido de 9 de Fevereiro a si de Maio era sufficiente para hora
Processo to summario, devia o Exm. Presidente presumir que
se nfo estar concluido, he porque se no havilo empregado
as devidas deligencias, e a realidade confirma a piesumpciot
o Appellante confessa, do mesmo documenlo que elle ajuntou
te v que dous mezes forio perdidos : e que imporla que fostem
perdidos sendo elle ou outro o Procarador Fiscal ? De quem
liavia o Exm. Presidente exigir o imprmenlo das ordenado
Governo, seno do individuo quena actualidade estivesse no lu-
gar de Procurado Fiscal ?deverse-ha dirigir a hum particular,
este, ou quelle individuo?
Se o Exm. Presidente se devia dirigir o Procurador Fis-
cal no tiuha o direito de dizer que a erdem ainda no tinba
sido execulada? Estava ella executada? O Autos responden!.
Devia etlar executada? por cerlo que tm 3 mezes en da e
sendo o processo suramarissimo.
1*
I


"]
i8
V-se pois qe o Exm. Presidente obrou como devia, o-
Irou sobre limita piesumpcio que fui ao depois corfirmada
pela realidade, que se elle dirigi ao Procurador Fiscal, enlo
ao Amellante como individuo. Senador elleito.
Qu-m como o Exin Presidente por igual nao proceden?
Jijo hr licito ao Superior reiterar as suas ordena, quandose lhe
nio d conta do re.-ultado das primeiras? Para que o Eintt..
Presidente foste inculpado por obrar fundado em huma pre-
sunipco era de niisler que o Appellante previamente lhe cora-
nmnitasse o que realmente era: se voa eu incumbo de hura-
mandato para o preencherdes dentro dentro de dois meeef, se
decorrem tres, e vos nenhuma partecipa?o aoefazeis, nao te-
uho diieito de jaer que v o nao cnmpristes, que o deveia,
cumplir? Hade o subdito con6rmar a presurnpco, declarar
que a orden ufo foi cump ida, e ao mesmo passo que justica
por tal modo o Superior, injurial-o ? He visto que o Exm.
Piesidente obrou como devia,. ainda concedido que nio fosse o
Appellante causa da lentidio do piocesso.
Em remate se o Exm. Presidente obrou em regra, indu-
zido por huma presumpclo que o menino Appellante nao dea-
meotio: como lhe (es injuria? Sio injurias e-tas palavras:
E nio bavendo Vm. at hoje executado essa ordem,
cumpreque ofaca <|uanlo antes*
H injuria a exig juria o exercicio de hum direito ? O Appellante encontra-ae
com a dtfluicSo e etimologa da palavr.i -r injuria que -he
injuria?
Injuria ex eo dicta est, quod non jure fiat Lei i.*
Cod. de fam, libel.
Juna euiD executio non lisbet injuriam. Leii3. i
Q'i83 jurepuHslalisa magistratu fiunt, ad injuriarum
a ticneiu uom peitiuent, Lei i3 .6.
Si, se vos hum tal precedente sanccionardes por certo
que pelo temor de injurias que Unto irais se facilitars, quan-
to a impunidade as proteger; o Superior jamis constrangei
o subdito ao cumplimento dos seos deveres, e com baveis de
conciliar esse precedente com o Ai t. 5. Jj. i. da Lei de de u-
tubro de i84
Ejecutar e facer executar as L-is ?
Cono ctnril a- esse precedente com o Art. i54 do Cod. Cnm..'
Deixar de cump ir ou de facer rumprir exactamente
qualquer Lei ou Regulamente?


^
Cmo conciliar este piocedimento com o Art. 156 do mes '
o Cu. ?
Como conciliar este proced ment com a rasio, com a jua~
tica?
Qcr oAppellate desalojado do* pontos de defeza, qu
procurou, ah igar-se no Avt. 9. 4 do Cod, -
Os que ci-nsorarem os actes do Governo, e da Pa
o blica administiacla em termos posto que vigoio-
sos dectntes, ecomedidos. -
Quer que o Subdito nos odiaos que dirigir ao Superior te
nha o direito de o censurar ? 0 4* 3 deste art. nio pode do
iii'iiliuin modo ser exlen*iro ao subdito,quando se elle derige
ao Superior pr odicio, sem quebra do respeito, do decoro,
das rellacdts de snperioridade que anarqua na Sociedade ? O
subdito oo*a o mesmo direito pelo qnal delle se distingue o Su-
perior?! O subdito com o direito de inspeccionar, de repre-
hender o seu Superior ? que anarqua !
O Superior pode- reprehender sem excesso o inferior, Art
144 do Cod. Crim. O subdito lem o direito de censurar Su-
perior em ti rraos vigorosos.
Censurar, reprehender sf o sinnimo*. Const. Dice, j
Fonceca. Dice, dos Sinnimos; Moraes Dice.
Nio est por Ierra a differenca que dintingue esencial-
mente a Superioridades Eo que be mais o direito do Subdito
he maior que o do Superior, pois que o d-subdito tem o gran-
de elasterio das pala vras em termos rigoroso, posto que de-
centes e comedidos : patarras que do largueza ao arbitrio,
impunidade; e psr do presupoMo vos eu offereco hura extra*'
po no Appellanie que julga: que asexpres.-6es--leviandade e
precipitacio- sao termos detentes e comedidos posto qut
rigorosos!. ?
Mas se o Legislador concedes esse direito a qualquer sub-
dito, e se nioadmilisse a restikeiu de ser elle s eicrcido pe-
la imprensa por que nao puni o abuzo do direito ? Pois no
ArU i44 Pun' o abuzo do Superior no exercicio do direito
de reprehetider o inferior -- e esqnecer-ae-hia de punir especial-
mente o subdito, se tal direilo Ihe concedesse ? Heristoqueo
legislador nio puni o abuso, porque nio conecedeo o direito.
Mas dado e nio concedido que o direito de censurar os ac-
tos da adaninistiaco consignado no Art. y. a qua'quer Cidadio
seja extensivo ao subdito quando oitiriar ao Superior, qu*
hnoa Meirinho da Reluci pode censurar->os, e reprehender-
tos, que o Porteiro da Secretaria doGorerno em te* de euudt|


desiia obrigac.So pode ftzer lilna pralica ao Presidente, d-
vrtiUo, repiebendel-o:--pergiinla.se o Appellante ilion de
palavia corumedidase decentes? Eu iner Vou pulverizar em lim o ultimo ponto da defeca con quo
deparei por entre as filenas serradas de tantos Jurisconsultos,
ou con o os crinmuu o Appellaute lieiuicola. v. g. Pul n-
dorfio, Vinnio !
Qut-m escreveo, quem redigio ( o Oficio ) ? Pela
1 ei ede laclo tem a Vicu l're.-tideucia O seo Oiiici- fv
a al Escriptor e redactor de toda a correspondencia
e expediente o Secretario Logo coi relaco
ao Secretario he que foiio ditas aquellas pala-
vraa.
Mas .em que Le achou o Appellante que era o Secretario
oresponsavel pelo que esl signado pelo Exiu. Presidente?
Seaordem, se o Quicio he do Exiu. Presidente, a presumpeo
legal he que a escripturaco fui 1'eiia conforme elle mandn,
que assignando, elle a spprovou, e a lomou como ana.
Perplexo o Appellante entre a condico de Procurador Fia*
cal, e de Senador do Imperio, iuvoluntsi'ament e como arras*
tiado pelos remorsos, cu pelo temor da pena, offereceo essa
defea to pueril quautu contradictoria: mas conheceo logo
sua dignidade, pureceo-lhe indecoroso despulparas* das oTensas
que osera ao sen competidor, e proseguio:
Se loi o Kxm. Vice Presidente o proprio redactor
deste Officio declara o Appellante Harnete que
hecouieilr, e a elle que .edirgio, e se dirige
E que importa sto ?, o protesto de inconigihilidade, e a-
quelle que in vei de hum:lhar-*e nos degros do Tribunal, de
se moalrar coat icio, de promeller emendar-se, reincide no
delicio, pode' merecer i vossa commiseraco ?
Prescindindo de muitos pormenores que o Appellante
desceo, e quo uio valem a pena de serena considerados, tenho
concluido a micha trela, cerlo, de que vos sabis dar o devi
do valor ao que de parte parte se produzio : que n.io be s
o Exm. Presidente desta Provincia que soffre o desgosto de se
vtr injuralo pelo Appelante seo subdito, vos oceupaes Lhum
posto elevado, tendea subditos, corris o mesmmo risco*
Humo sam, bumam nihil a me alienum puto. '
V, J.
O Promotor Publico
Joxe Thomaz Nabuco d' Araujo Jnior.
Pirn amlico naTjrp, do M. F. de Furia. Novembroie i83fij.
*
il