Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08673

Full Text

ARKO DE i839. SEGUNDA FfilRA

r
CAMBIOS.
Janeiro 19
Londres S" l/s 3o 3/4 Di. St. por ifooo ced.
Lisboa 80 por 100 premio, por mul. Noiu.
Franca 3a> a 53o P.s. por franco -
Ro da Janeiro ao par.
Moedas da614oo 1 f aoo ai velhas noval 1 <# oao.
,, 4|ooo 8/000 a 3f *oo
Pesos Col uro n rio t i|6oo 1 i/6ao
Ditto Mexicauos i|5 jo a ifoo
Patacoe* firasileiros i#6oo a i|fl>o
Premios dai Lelrai, por mas 1 a 11.4 por 100.
Cobre ao pat
PARTIDAS DOS COR RE IOS TER RESTES.
Cidadc da Pariba Tillas da ana pretenco ....
Cidade do Rio C dado da Fortaleza villas dem......
Villa de tioianna...........
Cidade de Olinda............
Villa de Santo Anto ...........
Dita de Garaiibuns e Povoc5o do Bonito. ,
ittas do Cabo Sei iiihaem, Itio Formoso, e Porto Calvo
Cidade das A|*goa e Villa de Macai.".....
Villa de Pajau de Florea..........
Todos os Corraios parten) ao meio di.
21 DE JAMURO. NUMERO it-
'Judo agora apande de n6s inesnios ; d nowa prudensia
niodeaco e energa: continuemos como principiamos,
e seremos apontados com admiracio entra as [Vace tois tul-
tas. '
Proclamado da Assetul.ie tteral do Brasil.
mbscreve-se para asa folba 3/ooo n. por quartel, patos a antados nesta Typografia, ra d Urnas I). 3, na Praea
da lnendencia U. 37 e 58, onde se racehem cirrespos-
dencias legalisadas e annuncios: insirindo ce ettes gratis
sendo dl propiioc assignaules, a vindos assiguados.
DlaS DA SEMANA.
{ Segundas SexUs fairai.

Todoa os <*
Quintas feiras.
Das 10, e i4 de Cada me*,
dem 1 11, e 11 ditto dido.
Klem idem.
dem 13, ditto dille
ai Segunda S. Inz; V. M. Audiencia 'do J. i-i Teira S. Vicente M. MelacSo de manbfi e aud. do J. de U. da 1. v.ni de manda. Q. minj.
as 8 l.'or. 53 minutos da n.anh.
i3 Qumu S l'lelfonso Ab. Sessoda Thesoiiraria de manda.
ai O/iintn N S. ila Taz Kelaio e aud. do J de D- da a. vaia de manila.
a5 Sena Converco de S. Pealo. Se-, da Thes. e ud. do J. de I). il 1. v. de m.
ati Sahbario S. P.iicarpo II Re. e aud. do i de O da 3. vara dv in. e ilo V. C del. em Ollud.
rj Uoinmgo da v."u*gcssiini. S J. 5o Cdrisostomo t.
Min chitapara odia ai de Janeiro.
As 10 horas e 6 minutos da inaulia. A 10 horas C io minuto*, da larde. ~
9IAMS.O E
PARTE OFFIGIAL.
PERNAMBUCO.
THEZOURARIA DA PROVINCIA.
Expediente do (lia 14 de Janeiro de 1839
OImo Ao Ex na. Presidente, da P o-
vincta pedindo- Ihu para 'expedirs suas
ordem ao Inspctor do Arsenal da Mari-
nha para mandar comprar e embaic.r no
Biigue Boi-veolura qui se destina para a
Ilhi de Fernando d senlas saces de fa-
fiuha para fornecimeutu d meini Ma.
Dito Ao Contador da mesma The-
eouraria paitecipaudo-lhe em couse-
querida de commuuicaea do Exu. rm-
menle da Provincia ter o Regente m
Nome do Imperador Determinado por
Aviso de l de Desembro do anuo prximo
pasudo, que D Josefa Thomasa I Viles de
Menese* fiuva do Teuenl. Coronel re
formado da estinda j. Lioha Francisco
Antonio de 8a Brrelo si-ja inJemnisada
em cada liam mez da qu.ulia de i5Uooo
res a contar da data da reforma de eu
marido al o da do bito do mesmo, e que
do referido ob to em diaute seja seu me-
io sido de 3oUouo res.
Dito Ao Director do Arsenal de Guer-
ra pira providenciar que al o da 5 do
correle miz iquein embarcados aboido
do BngUe Boa-veutura que s; destina a 1-
Jha d< Fernando, osailigos que pata a
mesma liba achSo destinados.
Dito Ao Inspector do Ai seal da M<-
rinha para fornecer ao Director do Arse-
nal de Guerra a embarc.ci ou embarca-
Ciens, que este Ibe requisuar para cou-
ducca dos tbjrctoa que lem de serm re
mettidos a Hita de Fernaudu abordo do
Brigue que para a mesma se destina.
Dito Ao Director do Liceo com o re-
queriinentode Manoel Francisco Ceibo
para dar o seu parecer re.-pc.ito.'
Poilaria Ao Eucarregado da Contabi
lidade Militar, parlecipuido-ihe o que
Hjuve por bem o Regent em Noute
do Imperador por Aviso de 1 de Deaem-
bio do auno pasaao U'terminar faior
de D Josefa Tliomasla IVHca de Metieses,
viuva do Tcneule Coronel de a. Liutia re-
iormado Francisco Antonio de S Brrelo
Dv%a_ Ao Tbesourriro da Fasenda
mandando entregar ao Thesouieiro das
ReMdas Frovtnciaes a quautu de io;oocU
leu em Mutas resto da soma com que
O Cetra Geral deve suprir a Provincia no
Crrente auno busnceiro.
Dita Mdiidaudo ca>re^r em Re-
ceita ao Tbaouriro da R-ndas Protu-
ciaes a quaulia cima.
Dita Ao '1 hesoureiro da Fasend..
andando eu regar a Me Calmout ol
Companhia por aeu btslaute P.ocuiador
quautia de ii:ooo(J res correspondente
i5uo libias sieilmas, valor de butua
Letra que sac^u a fa*or de Samuel & P"i-
l'P a quem be remetli la por cjnU da
Tliesouraria Provincial para pagamento
das desposas determinadas pelo Giverno da
Provincia.
Diversas Reparticoeiis,
ALFANDEGA das fazendas.
KDITAL.
Perante <> Inp*,clor.iiiterino d'Alf.mde-
ga se hade arrematar em basta publica ,
110 dia 2 J do curente pelas 11 horas da
machia 6 fardos e I embuillio con
lendo 11 voluntes Citn hum Cosmorama,
e ieui pertences impu^n^dos pelo Feitor
Conferente Jos Machado Fieiie da Silva ,
lio Despicbo de U-rbarai ,de numero 3JB5
00 valor de 4" f,
Alfandega 18 de Janeiro de i 8 ii.
O Inspector interino.
Jacome Gerardo Mara Lumarhi de Mello
MEZA DO CONSULADO.
_A Paula he a mesma do num. i5.
ARSENAL DE GUERRA.
O Arsen.l de Guerra compra sola f>-
Ihas de fluid.es, estanho em verguinbas,
la boas de pinbo e lona da Russia : as
p"S*oas que laes gneros tiveiem compaie-
cad no mesmo Arsenal p^re j >star-se e
pref-re-se a quem por menos voiider.
Arsenal de Guerra i, de Janeiro de
i83j.
Joa Arceno Bubosa.
Diteclor interino.
PREFEITURA.
Parte do dia 19 de Janeiro'de i8Jy.
Rlm. Exm. Snr. For5 presos non
lem a minha ordem e tiver5 destino :
Cartana Mtria de Jesus prela Maria
Joaquina de Souza branca pelo Sub-
Prefeito da Freguesia de Smto Antonio ,
esla or ter concurrido nira a jeducci5 c
luga de urna flha familias recebando e m
sua cassobahu ue roupt da mesma e a
quella por ... ler querido abrir o poil.6
de um Callogi para d'elle ser tiradojium
deseilor ; Jos preto, escravo de Jos
Francisco por um Guarda ,\acional por
estar fgido ; Malinas Ferreira pardo ,
pelo Commissario de Polica do districto de
5. Goncalo por Ibe ler aldo pprehendf-
do um caivete ; e Jase preto escravo de
Doming s L lurenco de Torres Gilmdo ,
pela l. pilrulha do dtstriclo dos Affoja
gadi por Ihe M sido apprebeiidida
urna faca de ponts.
O Sub-Pufeiloda Fregupsia de Santo
Anlouio psrtecipa que liontem pelas rj
horas da noite na ra do Rangel despara-
ra um tiro de pistola no Po>tu;uez Jos
do Reg Machado o quj| ficou bastante
chumbado ; e como 1116 fosse tillo, e nem
encontrado o $ essor n lem sid > pos
-ivel ainda gah-rse quein elle lora.
Nada muis coiMla d..s parles boj' nc bi-
dss tiesta Secretaria.
Dos (uarde a V. Exc. Prefeilu>a da
Comarca do Recife ifj de Jineiro le
18J9 lllm. e Exm. Sr- Francisco do lie-
o Barros Presidente da Provincia
Francisco Antonio de S Brrelo Pre-
leito da Comarca.
Relaca (los objertos que s chava den-
tro de uns casiu es iin umcav^llo ca
tanlio, os q iaes f.mo appieheudidos
pelo Sub Piefeilodt FregUeaia de S.
Antonio no lugar do Pateo da Uiheia ,
por audar vagihuodo aem dono.
1 Garrafn ro-n vinho ao biliUa
gini bra 1 gal rafas cora licor i libias >!<
a b5 1 .peixe seco serra 1 dito dilo
xaj vara e meia de cassa de lista I li-
bia de rai, I hacia hranc 1 i manis.
Sb Prefeilura da Contarea do R-cife
em S. Antonio i-J de Jineiro de i8J9.
Luir. Francisco Bnbalho.
i.' Coiuinau !...( e Sub-l'iefeilo.
Exterior.
Sessao Real d*Abei lira 9 da Djsembro
, de 18J8
Pouco depais da huma hora da larde,
adiando- e reunidos na Salla da (amara
dos D putados os Membrns de ambas as
Cmaras passou o Sor. Visconde de 9e daes a oceupar como Presidente di C-
mara dos Senadores a cideira que Iba
esteva destinada direila do Throno e
no meo u a gifcnde Dpul*c.6, compOsla
de 1 a Senadores e doze D pulados para
ir lecaber e acompa'nliar Sds Magisladrs
entrada e saida da Salla.
A' urna har e um quarto eutraram S
Magestades com o sequilo e formalidades
do estillo.
SuaJVIagestadea R.iinhs oceupoua Ca-
deira do Trino donde pronuncioU o se-
Sei.hore .' Com muila salisfac'0 ve-
jo pela primiia vex reunida a Represen*
tac*o N'cional em cui'foimidade com a
aova Constiluicad da -Monaichia.
Congiatulo Me comvosco pela meice
que a Divina Providencia Se Dignen eon-
ceUer-VIe e a rites Hemos dando-nos um
luanle novo penhor da succetsafi da Co-
roa e de pi-X entre ts Pwrluguates. O
luanle D. Luz rc<.beu o ululo ile Duque
do Porto segund>> o .aviav determinado
Meu Augusto t'ai de saudosa ilienvuia ,
como piova do appn-co que merecem o
friios heroicos pralicajoa naqu-IU invicta
Cidade : legado precioso, cuj'-a enear-
gos de h.*nra Confio em Dos Meu I'i-
llio ha de ser Gel.
Continuo a reci b-^r segurauca de a misa-
de das Potencias hstiang-iras com quem
Pot,'il <- aclis em rel.es8. Sua Mag--
/ade El Ri da Crecia enviou minha
Curte um Ministro Plenipotenciail<>. A-
ham se pota eal h I cidai re..coens dipl-
male s com fqu lie novo Estado.
Tenho ti.d 1 ac'iillfcnca de que imO ist
distante a poca m que p>\-< in-gi-cia
Cen pendentes com a Silla S, h d
rest^b.-h cer se aquellas reLcoens de ar-
illoni 1 que por tartos Si fllli.S lili) Sub-
sistido enlie l\!eus Augustos P deces^rs
e o C-fe Vizivel da lg"j ; lelac-s que
sempre conciharam os dir. ilos n'a Coroa o
a rfign ilaile da N co com > u>t uecessi-
dadi-s n I-glosas. E se por venino pesies
lempos de politC'S scJI mo lem p'ni tirad sedusir os inciulos a
pureza da Religia Catbolica lem sidoco-
seivada entie todos os PilUg<-ese>.
Na6 posso annuiiciar-vbs como e'-p-
fava. h couclu tu dji Tialadn cun ai'. -
nlniTii pata a suppres>5 dj ir fu o il<
esri.ivaiura j Conf 1 poo-m que 110o ts'
(unge o da em que ve defer c<>i-c!uir um
-juste definitivo. Com a Fianca se enu-
h.daiam l-inb-ui n gociai; s leod ules a
o mes no fin. O lll-Mese da Molan la
raign total suppreS"o daqu lie cmiu. r-
cio inhumano oquil as nossas I rovin-
cias Aficanas < bsta a civ.lis c> e lor-
na aili impossivel 1 propagc^O do Kt.iii-
gelbo. Convemqueas I\c6s inaiiiimas
se ajiidem mutuamente nsla (bra do
|U>lica o d" p lit ca e (juo coiiotrdeui em
l'i ilaili.s que iiiiiiedmdo ( llie ZMienle a
c.ntu.u icao do i .afieo 'asseg'uiein ao mes-
mu lempo i l.li rilnl" do r mmeicio o
0 respeito devido ind pendei.cia das A'-
coens confalienles. Temo* inda a la-
mentar a conii. iiaca da guerra c vil quo
dtvasla a Hespai ha. A Cau'a da Rainba
Cainolica lo intimamente ligada o.n a
liherdade da Naci HesnanhoU excita o
meu mas vivo inleresse.
O paiz gosa de soe^go lodo i 1 em al-
gn* pon, s do Reino O etulo (la seg-
anca publica no alisf ilorio. Os dois
Disirictos do hu tem continuado a ser irf-
lesladts por pequeos buidos tbldis,
que quando encontrado, ho coii-.ianl-
uente sido batidos ou disp> rsos peUshn-
osa* lincas que os perse^uem.
A api-iieiicia iem mostrado que ai-
gumas das nossas Leis administrativas, fs-
caes e de juslica carecem de ser inelbo-
radas; l'stuu Ceilaque assa mesma ex.
periencia vos guia l as reformas orces a-
> ias altamente leclamadas pelo estado do
Reino.
(.hamo a vossa atiene o sobre as Pro-
postas de Leis, qde a semilhinie resp< ito
vos sero apresenladas pelos MtUa Mi-
lllsliO*'.
As kvossKt Provincias llltt.imaiinas if-
cUiiihui iguslmenle o \csso cu dado : a
1 espeto drstas Onlenei i|Ut tamben tos
stjam bfvaaaiiles alguinas Picposlas.
Dos lUlaiurios que os se lo aprcaenla-
do cotilnceieis o que se l m hilo to lu-
tei vallo que decorreu ende o encei rs tienlo
do congiesso Constitu ule e a presei.le SVs-
saLeei'slaiiva e qu iitoc nvem acudir com
j)iouaji:sc oppoi tunos providencia ue^


*
---------------

DIARIO DE ERU A AI B U Q O
cpssidades co Paiz.
O Ministro da Fasenda vos spreseniu
o estado dos fuu ios pblicos e o Oica-
mentj dos recurso* necesarios para faser
face sdespes-s e enea-gns do Estado. E'
me sobre modo agradar'! o p >d r desde
|i annunciar-vos que a Fasenda Nacional
offerece tclualm-nte u>n fuiuro losonjeiro
qu* deve inspirar onfianca nos se-
us credores.
Acbara-se n maior parte resgatadas as
i. ntecipacoens que onenvam os rendimen-
ditos mais importantes do Citado e s
as necessdades do Servici nao obrig trem
a novos sacrificios Confo que antes de
Ondo o prximo nnnodu i83i) nerihirn
encargo de tal nituresa continala a adi-
etar as rends publicas.
O Cumprimento das obrigaciens ron
tradas para o desemperiho deslts rendas ,
e arxecuc f outr-s providentes medi-
das* devidas ao zelo e pilriitiim i d-9 Cor-
les Conslituinles, tem perecido a Mmhi
Particular Allencad pudendo assegurar-
vos que todas as necesidades publicas
o lem permeltidq o Meu G iveriii h*
sidosolicilo tu raiuter o Crdito N.cio-
nal. -,.
O augmento dt dotacac*1 da Junta do
Crdito Publico veio felismenle i.abUlta-
11 a saptisfiser a'e agora a maior pifie dos
seus encargos e h; do psperaf que era
b.even-6 so'aSiuiCH nos credures da di-
ida interna consolidada o pontiial p'g'-
mento dos s-us juros e annuid ide.s, mis
lambem (jne proporcione ao Governo bum
ampio recurso para novas operacM de
crdito cm que possaia ser sltendidos
como dojuslica os direitos dos mais ere-
dores do Estado.
A divida conlribid nos pa:zes estraga-
ros cujas dividendos nao lem podido ser
lagos desde o segunda s>mestre de 183j
io um assumpto da maior rtipoi tincia ,
era que a boina Nacional e o crdito do
Governo se aciiam empenhtdos. Urna
Coumisso especial foi eucarregada de Me
propor os meios que julgar mais adopta-
veif para o pontual desempenbo destu en-
cargo e Espero que brevemente vos sa-
rao apresenladas pelo Mitiisiero compe-
tente as convenientes Proposlas que
Confo tomareis na ruis .seria consdea*
cao.
A conlimiaca do cbranos eapplicac5
dos renderoenlo* publico* no prximo anuo
carece da vossa autborisaca: este.trans-
cedenle objecto Me delrminou a leuuir-
vos aotes do da marcado na Le Funda-
mental.
Esi abarla a Sessa Extraordinaria das
Cortes Geraes da jNaca Puilugupza.
Suas Mageslades fuiam rtconduxidas
saida da Silla cora as mentas formalida-
des e ac.iiij,anbainento cora que entra-
ra ni.
( Do Nacional de l.isba. 1

Dis.-u so do Tb ono.
dea opporluno nada manifestar acerca da
sua poltica relativamente milicia cidadi
ea retpeito d is reatricas que anda pre-
m-dita Uvar a vante E' porem do dever
dos representantes da Naci lomar se ex-
plcitos na resposta ao Discurso doTlirono
sobre to importante olijedo ; i*' *8r
ao poder que eslj resolvaos a dar a for-
ci cvica umi orgunisaco compttivel com
as nossas circunstancias, e de acorto cora
a I.-i fiindtmental q-ie expresamente ga-
rante a existencia dos Uataihes Nacio-
Nio j-ligamos que o Discurso do Thro-
no s-ja huiiii pega de mera ostentacio,
geralmente allude aos aclcs do governo ,
que o prepara, e contera h sua apologa
beta comoaesperanca da Sinccio legisla-
tiva aquellas medidas queem futuro pare
cera necessaras para consolidara institui-
coese fomentar a prosperidade' publica.
Desde que se encerrju o Congresso
Constituidle grandes eventos lveram lo
gar. A Guarda Nacional lu apurada era
virtude de una processo na espicfieido
na le e cujo resultad > foi una < xtraor
dioara diminuie,io aj filaras dos cidados
soldados. Os tumultos dejada Juuho
deram lugar a outro golpe de E.tido : se-
is bat.lbs da Guarda Nacional de ma-
neira alguma cupados pelos excessos d^
liara ou oulro individuo a elles perlpncn-
Ui, foram disiuUidi cora pieleitas ma
nifeitameiite parciaes e iofundados. Se
haviacrime a punir, eram as autorida-
des judicises que deviam oceupar se delle ;
mas nunca oexeculivoganbaiia eradito ar-
rogando-se a faculdade da coohetv-f do
caso, e rspcnsbelis#r ind viduos biatwia-
prebeiidido* neile.
O-AIinisleiio lira tise todava a destarar
que o pai/. goja socego a que apenas ein
siguanas pilleado Keiuo o estado da segu-
fauva publica nao salisfactorio. I.nt n-
nse*.
Nl>> faltai provavelmento quem dis-
serle na tribuna acerca das depredaos dos
guerrlthaa ao Sul do Reino mostrando.-
que o Ministerio be culpad > em nao m-
pregar toilos os seos r*carsos para acdb'i
c>>m pssp fl'gello, consentindo e ex'gin-
do :'.le qu< a G jarda N-cional do Alent
jo e do Algarve ande era activo servico
militir. Ouvremosas rases era que se
estriba o Snr. Mmislro da Guerra para
conservar na capital urna firca moho sn-
peiior aqu-lli necessaria t>ara o servico
da Guirnicio --abaran-S quaessio os re-
ceios, qnes as aprebenses de vastas cons-
|iirtc6 s q'ie por abi se assoalbarom duran
te o exefvieii lis funcc'S administra
livas p"li Snr. Costa Cabral. boje exonera-
do lelismente do encargo por um docia-
inenlo offi^iil que affimci lia ve-lo exerci-
do com p-lrioiisino o que a opiniio pu-
blica nllamente desmente. E*.lempo'de a
naba/ com as mystificay&'S, Os lgisla-
d..res aclinn se reunidos, eas desculpas de
que o Govarno al agora se vala para faser
lunte opuosicao d> Jornalisla de nada
Ihe approvcilaro no lecinth de S. Ben-
to, onde tem queexibir provas e nao de-
clamacoes onde tem que dar contos.
e na que inventar accusac's absurdas
contra os seus adversario pe litices.
As propostas do G verno sobre adminis
Vacio, ejustica era breve tornari.o patn-
tenle oque o Djscurso do Thronp en
cobi" e oromitle. A poltica doolrinuia
apparecera' tal qual be; raesquinba in-
conhereule, e retrograda. Os adevogidos
da ciusa popular confundir) osaeusde
uacioics, evidenciando a ulilidade dos
seus internos, eos m-h que resultaran)
aopiiz da adopcio de reformas ante libe-
iaes nocivas aos inleresses dos eonlnbu-
intes. A nielboras que nos annuuciam
no ramo de fasenda, sao consolad iras, e
muilo mais se tornaio para i s gratas,
(piando a vista dos desenvolvimentos qup
tem de apresentar o Ministro respectivo se
conbecer que a adminslraco patriotic
devenios em niopequena pirte o resgatede
aiitecipjcts que oneravam os rendiinen-
tos mais imprtanos do Estado berb co-
mo o ensaio d bum systema, que nao
sera' difficil inculcar c mo o mais profiri
para nos livras inleiramenle dos encargos
que tem onerado as rendas publicas. O
Sr. Ministro da F^zenda deve te.r ass^ me-
ditado sobie o iisso estado de lin incas; lia
ver por tanto eccasio para ajuisar dos seus
talentos quando nos oceupar mos de ana
Usar os seus projectos de lazenda os quaes
po devem tardar em ser patentes as Cor-
tes. Agualdamos as'idas luminosas que
acerca da cobrauca e arrecadac,o dos im
postos dveio emiUir-se por paire daquel-
les que julga exequivel um metbodo me-
nos vexit rio, e menos dispendios' do
que o actualmente em pralica. O pai/ a
gradecet unininiemenle a descuberta de
t'O louvavel expediente ; pelo era quanto
prialnglateriaas a Franca alo oasraS
proceder diversamente em lo melindroso
assumpto : dijilnar,a,vultadas sotanas pa-
ra extinguir o trafico da escravalura em suas
colonias, qundo nos pm um real manda-
mos para o Ultramar # antes de l recebe-
mos recursos e prowdenciara para que
terminasse gradualmente, depois de
attendidos os inlej-isses dos ^roprie'arios e
neg'Kantes ultramirinot. O Sr. Ministro
dos Negocios E resistir s injustas e oppressivas reclamacSes
dos nossos alliados sem duviila attendpi
como Ibe cumpre ai reflex senlantes das nosaas possesses no deixaio
deexpender a eslerespeilo. Aa nossas pro-
vincias ultramarinas rec| (joverno a seria altenco des legslidures.
A p'ti<:i de enviar para l funccionarios
'I'le tem de servir temporariamente e que
depois perdem a .sua carrera be milito
prejudicial; julgindo ni miit > til fi-
cultir quelles que se propuzerem servir
nas colmnnias um destiao un quadro efe-
ctivo do servico publico do Reino quando
regres arem a patria. Asaim se evitar
q' oemp'egad..i"a torne concussionari-i pa-
ra aproveitar de alguma soile a sua visita a
o U tramar ; elle lera' ipteresse era servir
coro desinteresse e bonradez psra merecer
o.accessu que.o espera era Portugal, com-
pletando o lempo do *u servico ultrama-
rino. Com esla condica mu tos empr< ga-
dos pblicos existentes no continente e
supe-fluos pira o expediente, de boro grado
MCoilaifHu um logar no ultramar eas eo
tonias g marao de routto melhor administra
qs6.
O empenbo conciliatorio que lo altamen-
te bi sido apregado pelos partidos agora
invocado para exprimir o entntenlo da
opinu publica acerca d.s pontos mencio-
nailos da Discurso d o Tbrono e daquel-
les omm-ltidns. Oxal que o app'llo tijap
seja vio, e quij sejain.t* asss venturosos
para declarar ao piiz que a eppcha das ri
xas, d-.s dissepcoens e das rivalidades ler-
minou em fm e que podemo s gnalar desde
j 'im i nova e a de concordia e de fogue-
ras esperanc-is. (dem )
pados em pe de mansos cordeiro, leera
cooperado para asa mal, aos teoiapeaai*
d'isso, mostrado ja a liberdade, mais o
menos, sen ivelmente a bailesa de lodat
suas feicues.
J n'outro numero notamos do pasagem
que es rditos fl^caes dos ltimos meses
mostrtvara que a nossa indastria se nlu
acha na decadencia que se diz, e em que
muita gente ci e que a agricultura al-
liviada de oneroso* grvame como di-
zimos foraes ele. anouocia prosperi-
dade.
O espirito de associaco appareceu, e
desenvolveu se grandemefitH assim q' O piiz
se vio desafrontado do jugo da uzu< paci
e a tendencia dos Portugueses paia a il-
lustracio lem se manifestado por um mo-
do nada equivoco
Dignos i ididos.e patriticas sociedades
team empregado capitaes em eslahr-leci-
raentos literarios, erudito*, e profundos
esciptores dedicio as suas vigilias a trans-
mittir pela imprensa seus iuslrucliv<>s']o
uteis pensamenlos ao povo, alem dosjor-
aaes pojucos, j^Ue actualmente cora ra-
fas excpeoes slo dignos deapreco.'Jha
tarabem muitos peridicos proprija de ins-
trueqio popular e o Porto ja possue o
basa redigido Museu l'ortuensa o povo
procura-os,e ps l cpm tal avidez., q' sobem
a6e8 mil os exemplares diariamente im-
pressos de alguna que se publicam]em
Lisboa.
Compare ,por Jauto o pp9 o estado ac-
tual cora o do lempo da b> sta esfolbtda,
cjnfrpnte-os tlentamenle, que o reaullado
da aoalise Ibe insinan' o modo, como
deve receber e> boatos d,aproxim^(,.<
Callistas, e Miguelislas, e mostrara' aos
conatilucionaes pusillanimes que a noticia
de um revea patcisl das armas conslilucio-
naes na Hesp-nba eiu vadeos faser ca-
hir era desmaio indigno, Ibes deve, antes,
excitar va|or no peito e crear /orea no
braco paia punir os inimigos da Liberda.
des P-irias, que se abalalleirem, a por era
obra.crimioosas teucSes.
CV As vantsgens do governo representa
livu.
Um povo q-.ie tendu niscilo, e vivi-
do sol o rgimen absoluto entra no do-
minio da Liberdade precisa tomar novos
costumes lio dilFeientes dos antigos
quanto ata se ditferenca laquelle.
O governo absoluto s pode susten-
tarle sobe a ignorancia dos povos ; mas
a Liberdade fuma-se em bise bem diver-
sa.
Os povos tundo a conseocia dos seus di-
reitos e saliendo fazer, delles, um exer
cicio bem entendido nem consentem o a-
bsolutismo nem dei\o perder a Liberda-
de a ignorancia dos seus direitos. ou
dos limites que estes no devem ultra-
pasar piodu um intimo eSeito a su-
gp'co ao despotismo.
Mas o povo nao poda abrapar de ?onvic-
co costumes nov^s ello di Serenes ; se
nina eduexco tambera nova e igulente
diversa Ib'os no inspirar -- a instilucio ,
e o legnlamento da educacio publica sio
o pi imeiro ponto, que o Legislador deve
tornar em consideraca depois de baver fi-
xado a naturesa e o principio do governo.
porque lf ella inconlestav>-lmente oca-
liuiitao-nii a acreditar que tal problema j lor, que Ibes di asccn vital, necessaria
da mais difficil snlucad. p-ra a boa tliieccio da sociedade.
O Discinsodo Tin ono to lacnico a res-
peito do eonlinenlc espraia-se em consi
deracesacerca do ultramar e dos airan
jos pendentes coro a Gr-B etanba par a
suppiesso do trafico da escravatura. Os
Sr.s Depuiaib'S do Ultram.-r devem tomai
especial ir.leresse ne.-la questo pois que
sendo necessario acabar com um comraer-
iio illicito ao mesmo lempo indispeiisi-
vi I esislir a.quaesqucr pielenc s estran
;. iras atlcniat'Hias eonlia os inleresses e u
dignidade d NCo, evitando igualmente
a ruiua di unitiva de lodas as nossas pos-
sesies Africanas que seria infallivel se o
liuverno prelendesse de chofre impor Ib s
a Kbri'MCo de prescindir absolutamente de
eiapregar os seus capilaes no nico ramo
du iirdsli ia at aqu nellas coubecido.. Os
Coro ludo nao sendo possivel estabele-
ce.r esta reguladora d genero humano, e
cultora rao a ponto -le poder, n un
momento, 'ornar ampio influxo sobre um
povo, que experimrnlou urna verdadeira
oieao.ni lose pulsando de xofre do jugo
do absolutismo, avesado a proceder des
tico e tiranoicp, para o gozo da Liber-
dade que mal se pode escorar sea) a illus
tracao, be patritico, e u ui louvavil o
exforso, que bum cidada qualquer, ou al-
guma sociedide empregarem em spppnr
este vacuo difundindo as luses pelos uieius
ao seu aicanie.
Se os etfeitos da smbifio algum Unto
no maculado entre ui a cauz.a conslitu
ual se os pioprios salelliles do de.-p ilia-
o, tilvez em simulada congicgac-io cora
paiaaa mais civijadus do que ni, a pro- la grey cousiitumooai, como lobo euiau
Publicscio pedido.
lllm. a Exm. Sr.
Aopasso, que V.Ec acaba de deixar
aC.dera Presidencial desta Provincia, que
com illibada bonra e innegavel dignidade
oceupou (a posso pezar) s pelo esp-co de
oilo oieze; agera que V.
Exc. destituido
do poder nao" podndo consequentemeiila
destribuir Gracas, lem na Sociedade o lu-
nar de bum oulio particular quando em
fm se no pode chamar a linguagem 0>
verdad*, vil espirito d'alucvi j be, Exm.
Sr., a occasiio w oportuna que a
Guarda Nacional do Municipio desta Ceda-
de aprsenla a V. Exc. seos rotos de esli-
m<, gratdio.
Siro Exm. Sr. a Guarda Nacional dp
Municipio desla Cidade no pode ser indif-
ferenle ao Jusl.cairo G veino de V. Exc. ,
ella deve a V. Ec. o brilbantiau'O,
em que se acha o folgava quando V.
Exc aadja confiado como d*via por ser
a primeira columna do Gbvernp, e apoto
da Le ustenlava inipavid e zeli so
cumpridoi deseos deveie a dignidad do
Lugar lio dignamente oonfiado Peaspa da
V.Exc;
No sao genios atrabiliarios e avessoa em
todas as ep cbM ao b--m pslar da Par-biba
e dos l'aralnbaiiosque conseguida relira-
da d V. Es *piiWf d'a urem cura tU>
a fnrea promovido j fazendo vis pedida.
ja promovewdo dissen-a ate. que n >o
progredir' pelas sabia provide' ciaa de V.
Exc-, e islo porque em epocba mais remo-
ta pre ferio V. Ex*, ocuraprimeno d* L
do que atisfazer pieteudMas perseguices :
boa pouca sorte dos Parahipauos oell.ilp
de lal mudanca !
A Guarda Nacional desta Municipio,
Exm. Sr. que n.o aympalbisa senio com
os fados da Governo quando sio fiUio da
Le dictados pela ayudam sabedoria ^
em beneficio di seguraaca Pub:ca, eau-
lipalbia* vjee versa nao pode deixar de
lera mais nob pnaiicados por V. Exc,, e c*>mo Mo timba
outro meio legal de palenlear *U* gralido.
eslima, e respeilo, o f por esla raaiieira,
a m'jafojeruae.. que jj.lga a.sevarando a
V. Exc. que m dawalo do poder, ai?





P-


DURO DEPERNAMBCCO
daca li i o DifnH-*e poi V. Esc. ecceitar os rotos
mais poras d'araisada e considerar i, que
os aba xo assignados era seos uome- e
nos dos seos subordinados lera a honra d-
derigir a V. Exc. a <|ueai desej*o feliz
viagem a que a fortuna. sendo propricia
V. Exc o eleveaOfidea Patria agradecida
costura eollocar o-seos melliorei e que-
ridos F.llios.
Gdade, da Parahiba do No> ta 13 de De-
z.embro da 18J8. Joaquina Biptisla A-
vondano Commandante Superior Jlo
Coellio Bastos Coronel Chefe da i.* Lr
giio Joaqunn Gome* daSdveire C^ro-
Bel Chefe da a L-giio Francisco Porfi-
rio de Freitas Tenen C ironel Che f do
a. Batalhio di a. Le^iao Alexandre F cisco de. Seixn Machado, Teneute Coronel
Chefe do i. B.lallio da I Legio. Joa-
qun! da Sila Medeiros Teuente Coronal
Chefe do a. Bttalho da i. Legio J.ia-
qoim da Silva Guimares Tenenle Coro-
nel Chefe do 3. Batalhi. da 1. Legiio _
Manoel Caelano Vellozo Maior e Cora-
mandante interino do i. Bilafho da segan-
da Legio _,Joio Nepomuceno Borges,
Major da L-giio.

Variedade.
TEMOR.
Geralmenle fallando, o temor um
movunent' inquieto occasionado n'almt
pela vista de um mal futuro. Aquillo que
nasce por am r de nossa conser vacio d.t
idea do perigo prximo, eu chamo mo-
do. Assira o temor esta agitaco este
desassoo-go de nossa alma querido pensa-
mos em um mal futuro/que pode succe-
der-nos ; ama entocio desagradavelptria-
te ceiba, que nos induz crer qui-
nao slcmcariareos um hem que deseja-
mos que os faz temer am accidente ,
oin mal, que nosameaca, e mesmo am
mal, que nos nio amosca pois muitas ve
zes no temor d mine o delirio. Um es-
tado to molesto affvcla servilmente roa s ,
ou menos todos'o homens-nn certas oc
castos, e produz a crueldade ds tiran-
nos.
Esta paxio supersticiosa serve se da in-
certeza dos acontec mentos futuros p*a se-
duzir o espirito da que ella se ampara ,
para perlurbd o eespantal-o. Idealmen-
te prevenindo as dcsgracas por ella sup-
postas fila ai multiplica engranda-ceas ,
e o mal* que ella recea est serapre pre-
sente a seus olhos. Como se ame
k drontrad os meninos diz Cbar
a roo, com a appariclo dasfadas, a.ssim
c o ic temor nos ainedi'onta rom os indi
cios dos males; mad-s, q ie uiuitns vezes
o sio s porque existeni na nossa ima-
r ginaco. O espanto que delle.s tem s,
os realiza o tira mesmo do nosso bem ra
zea para kffl gir-nos. Qiantas pes-oasMiio
vem a ser ameraveis por temerem cahiram
miseria ? Fon te pe enne de cuidados, o
temor Ibes nio p5e limites nem Ibes
d alivio, sentera s os outros males em
quanto dura asua existencia ; e dura a dor
em quanto existe a causa ; mas o temor
se extende sobre o passado o presente e
futuro, que nao existe, e que tal vez nun
ca existir. Immigo do noso descanco,
tile t condece O ol militas vez.-s por
meio de falsos signaos, enao s aparta, como,
pr SS d:zer se destroe os den* reae,
deque gozamos apraieudu-se em corrom-
per todas as decoras da vida. K s aqui u
ma paixio, rigenhosami'iite tirannica ,
que, longe da sacar o mel das fljre* su
ca-lhot lio bomente o que ellas tem de a-
margo.
Nao se diz ludo quando dizemos que
o ic temor a envenena a fehri-tVIe do ho-
rnera, pois iiecvsaarioaccrescentar, que
ello Ihe sempre intil Si, que alguns
o consider como a filha da prudencia,
a miada precauco e por conseguinte da
seguran?!. Alnhi no mundo outra cou
sa mais sugeita a engnar-se, que pru
dencia ? Potentes'a piudtncia nio podei
ser tranquilla a prrcaucj nao poder le
logar por meio da urna firme, e sabia con-
ducta sem os movimeiitos do espanto?
Concordemos em que o temor nio
P<)de. niuiiitraf. apologa ; a t difii quase ,
com IVfadamoeseila Sndery que s o < te-
mor do amoi prmittido e loavavel
O qae acabamos de pintar tem sus ori-
gom no ciracter na vivaCidada inquieta,
na descontitnca na melancola na pru-
dencia pusiHanine, no espirito fraco na
educacio no exemplo etc.
E' necessario melhorarmos bem estas des.
gracadas imites do tempr a fazendo
fortes reflexSes s-'bre a natureza dos bens ,
e dos males ; sobre a incerteza dos aeonte-
imenlos que algumis vezea fazem as*
cer a nossi balvaci. dique|ls mesmas
causas de que esperamos a nossa ruina ;
sob'fl a inuiilidade desta paixio ; sobre as
penas do espirito de qnt illa accompa-
rthada 5 e finalmente sobi'e os inconve-
nientes que se iperimerili>>/, qaando
nos entregamos esta ptixo do temar.
Se o pouco f'indsmento de nossos a temo
rea" nio impd que elles sejio uni-
dos as informidades de nossa ntreza ;
se as tristes consecuencia* provo, quante
dles sio perrgosos que vantagem nio tem
os -homens philosophos que puio-nos a
os ps ? Aquelles qi|" por cansa da
imagioacio temem ludo quanto contin-
gM e possivel nio ganhio muito em
pensar lio sabiamente ? Ao menos elles
nio s 'frem aenin o que determinado
pplo presente e pod-m mitigar eus so
frimentns por meio de muitas e excelen-
te! r>fl-x5es.
Experimentemos pois a nossa corag m
no que pode succeder-nos de mais moles
lo, por meio do nosso modo da pensar
facamos ver s desgracas que as nio te
memos, e contra ellas tomemoa as armas
da fortuna : emfim como o maibr te-
mor eo mais dimcil de combiler-se
oda morte ostomemo-nos a considerar,
que o momento do nosso nascimento o
primeiro passo que nos conduz destru
icio e que o ultimo o do descanco.
O intervailo, que os separa nfo mais.
qu un ponto se Mlendermoa duraeio
dos entes que e* immensa. S< por is-
to '| iie o hornera teme. inquieta-se con
tinuamente podemos mui bem dixer,
que* razio no liomr-m nio tem servido
mus do que para constituil o um lonco.
( Traduzido de Cavalbeiro de Jaucoart. )
Feverero prximo futuro.
H-t-
SOCIEDADE THEATRAL.
Francisco da F eitas Gamboa ha vendo
j doia annos que nio aprsenla em scena
os divertimentos Sacros denominados O
ratorias pelas muitas despezss que sio ne-
cessarias para estes Expeetacnl > to subli-
mes, como Edificantes: convida aos a-
mantes desles divertiuientos s formarem
huma Sociedde maneira da Pastoril ,
i-dinpoNta de cincuenta e oto socios a 3o(s
.- quaes seria os donos do Theatro du-
rante a Quaresma ,1 tocando a cada Socio
pela lolaco do mesmo 5 Camarotes 5o di
I heles de Platea e dez hi Hieles de Varan
das para repartir, m como Ihes aprmiver.
Os Sr Sucios farioos seus Estatutos ele
g-r5 Commissesele. O Eraprezario s-
obriga a dar Ibes nos 5 Domingos da Qua-
resma as s guintes Pecas Sinta Cecilia _
Smto Antonio Santa Pulquera S. Dir-
con Santa Izahel S. Crispa ? Santa
Engracia S. Martinho S Silvestre- S
Goncallo. Como o Thestro passa desta
fjrma a ser particular, o Emprpxiriu r f<>
lera duvida alguma em representar e a
mandar vir do Rio de J nei' o a Senhora D
Mr;.; C:nd:ds huma das aeUicrs aciei*
zes Porlugnezas. A civilisacio. e decencia
com que deata forma fica o nosso Tiieati o ,
deve animar osamaittes desia arte a forma-
rem a sobredita Sociedade que em nada
se torna pezada atienta a subdivisio que
os Socio* podem fazt-r dos seos respec
ti vos bilheles : O* dias de Galla 11 e a5 de
Marco, que caliera em dias de semana,
sio para o Emprezario os quaes nio en-
trad n > Contracto. A muz'ca Ilumina-
ci mais despezas sio costa do Enapre
lariu 0< perlendenlfs entendaS se c ro o
Sr. Luiz Moreira ra dt> Rangel a com
o Sr. Rezende ra da Senzalla.
lotera do livramento
As rodas desta Lotera andad.
iuipreteriv.elii.ente no. da 4 ^
Avisos Diversos.
' ________________________________
Na cata d pasto do beco que a
travessa da ra do rangel pas o Trem
perciza-se de um cozfnheiro ; quera esliver
nestas circuns aneias derija se a mema
caza que achara com quera tratar.
Ensisia-se com toda a perfeicio, esp-
tidioas lingoas Francesa e Ita'ianna, e t. b<*m Arithmetica e Geomelria as pessois
que se quiserem aplicar, dirija-se Sa nat-o
da Santa Cruz na Botica de Jos Maria,
que be dir' qoem he.
- Nb dia trese do corretUa mez de Ja
neiro desapareoeu do cilio Caju<>iro na pai-
sa am huma vaea sem cria, de cor ama-
rla desmanda, he mnitn nova tem os
cascos pretos o as ponas dos galbos no
eomprimento de mais de dous dedos sio
mais pretos do que o pe, tem na p direi
ta a marra T, quera della der noticia ou
a pegar, se Ihe pagara' o trabalho levan-
doa no Mangoinho casa nova, confronte
aooitioda Sra. D. Laorianna; ou na ra
nova ao pe da ponte da Boa vista armasem
D. 7,
ft^ Urna pessoa que tem os c->nhec
mentos necessarios propoem-se a ensinar
Gramtica Latina, para o que convida a
todos 03 senhores pas de familia, que se
quiser m utilisar do seu presumo, a p'o
cura-lo na ra velhada Boa vista sobrado
D. 33.
Quem quiser comprar dura cvalo
castanbo, de estribara, bastante goido,
dirija-se a Olinda ra do Amparo casa
D. a8
Quem precisar de bum hornean para
Feitor de qual qaer Olaria obngaado-se
a faser oulro servico na mesma, ou deen-
tulhar atierro de alagados, dirija-te ao
Laboratorio em Palacio Velho a falar eom
Ma noel Jos.
Arrenda se annual um cilio no lugar
do Barbalho com da s casas de vivencia,
estribara para a avallos conlendo di-
ferentes rvores de frutas, e alguna ter-
reno para plantacio dirija-se ra do
Qaeimado D. 8
Furiario ao amanhecer do dia 17 do
correte de hum curral no lagar do Giqui
urna reiziuha m-lada, e tendo nos quartos
pira a barriga humas maldas brancas ;
quem della souber a der noticia, ter dez
mil iris de graliiuacio podendo leval-a
ao dono do posso do Giqu que esta au
torisado a reeebel-a e pagar a dita gralifi
espo.
Precisa -se allugar huma caza terrea
no bairro de Santo Antonio, a qual tenha
cmodos para pequea familia, e que o
seu alguel seja at oito mil res adver-
ando que tenba quintal e cacimba anda
que seja em ra menos publica ; annun
ce.
Preeisa-se Carpinat para trabalhar
no Theatro ; fallar com o Empresario do
mesmo.
Um rapaz Brasileiro que ssbnescrever
econt ja ou venda do que tem tidopratira, e
mesmo para-caixeiro de ra ou armasem.
pois d fiador de sua condu ta, quem de|-
le perchar dirija se ao lieco da Flo-
rentina em casa de Joio Manot-I Ci: igueiro
cas I) 4.
Quem precisar de huma boa casa ter-
fr Ci CGtB0Qii.ae3 u fui di 1 cau
logo ao entrar do ladodireito D. a, a tra
Ur.
Quem snnunciou na Diario de 16 do
crreme querer trocar hum n< gro padeiro
por dous muleques sendo qaeira vender
o dito prelo annuncie sua aorada ou
dirija-se a ra do Queimado Iota D. 7.
Ha quem se proponba a ensinar nio
muito distante desta Praoa as primeiras
letras, Grammalica P>rluguexa, e Lin;
a pessoa que se quizer utilizar do prest rao
do auuunci'inte annuncie : adverla se que
o aonunciniile lie ehegado a pouco lempo
de Pja, sonda ja esleve com grande
salisfico dos paes dos meninos, quo ibc
forso confiados
* Perciz brado no b irro de Santo Amonio ou Reeife
e que seu aluguel nio exceda a 8,f ; quem
a tiverderij sea madeS: 'rh-ieta D ai,
_ Continua haver hum rica com-
pleto surtimenlo de bicos, a randas prelis
e brancas de linho da todas as larguras ,
(aalage ou renda de linho, do Por-
to gol las de cambria e de fil de li-
nho s.-das do todas as qualidades prttas,
e da outras cores e tambera para forros,
los e lencos de fil de linho brancos <*
manta* de fil de linho prelas chalas o
lencos de seda e cambalas de bous-lom ,
indo por preco om-iis comraodo passivel;
na ra do Crespo loja de Antonio da Cunda
Soarea Guimaiies.
Aluga-se diversas inorada* de cazas
novas, acabadas agora d<- construir sitas
00 largo d.i ra da Tempe virando para
aSdidade; e outra dita velda por detraz
la Matriz di Biavista o. 11 : que.11 as per-
tender dinja-se aos seos Propietarios Fian-
ci.co Antouio de Oliveira (i I'illio no atier-
ro da Buavista.
Preciza-se de allugar uraj caza tenia
ou sohiado 00 bairro de Smto Antonio,
e que o seo alluguer nio exceda de lof a
iat reis *. quem a tiver dirija se a esla Tv-
pogrnpliia.
Quem precizar de hum rapas brazi-
leiro paia caxeiro de toja de fazendas ou
para 111a, o qual tem alguma pratic 1 o d
fiador a sua conducta dirija.se a esta Tj-
pogiaphia que se ihe dir quem be.
Para servir de caxeiro em um Engu-
llir) dialante desta praca oito leguas preci-
si-se de um homem de boa conducta a
quera se dar o sustento e ordenado con-
veniente : a tratar na ra da praia casa o.
i primeiro andar.
O Procurador da Cmara encarro-
ado d'afJWico das varas pesos e me-
didas deste Municipio avisa que a mesma
il-uico seacha a berta as 5 ponas casa
D 60.
Mr. Kissel relojoeiro francez no
atierro da Boa vista acha-se prompto a
concertar qualquer relogo que Ibe seja
con las/I o pelo mais cnunodo preco ; elle
obriga-se a restituir o dinheiro que liver
recebidoem pagamento de qualquer con-
cert que nio fot- hem executado.
_ Precisa-se de alugar huma casa ter-
rea para pequuna familia : quem a livor
annuncie.
__ Auna Joaquina do O', faz scieute ao
respeitavel Publico que a itj de J.rnio
do corrente anno contiiiuou com aau'Aula
de primeiras letras a doutrina Christan ,
contar a- qualro especies coser xio dor
dar, e fazer Ubarinto : em casa de sua re-
sidencia em o Reeife na ra do Amono no
forte do Matos sobrados de dois andares,
em o primeiro andar por sima da venda
nova, que las quina com .1 casa de 4 anda-
res, que foi de novo reedificada.
Qualquer Propietario de Fasendis
de gados ou de Eugcnho que necesitar
de um homem c*pnz para ensinar avs seus
fiihoa a lar esciever e contar oritbiue-
ticaraenle e com toda a perfeica do
que tem lido bastante pratica nVsla praca:
annuncie para ser procurado e tralar-se
do ajuste ; adrertindo se que quem isso
se propoem nao se popar dar aos seus
alumnos algumas mecoens de Geographa
Uniris I Gramtica da lingoa malerma ,
e o mais que souber u couber no poasi-
el.
_ O baixo assignado morador na ra
d'Ortas roga ao bnr. Ancelmo de Souza
morador em S. ridem queira quanto an-
tes mandar buscar a re-posta da caita que
dirigi, ao annuncianle, em 10 de Agos-
to iw SiSO pwUSS .Cvm a icnui uo
um esciavo de ame Antonio ; por se a-
char o enhor do dito eacravo disposto a
vndelo. Juse Concia Catnpello.
Cuniiiiua-se a vender no armasem de
capim da ra do Sol travs caibros, e eu-
xaraes tudo de dons tamanhoa, e por
preco commodo : quem precisar dirija-se
so mesmo ai masem.
_ Precisa-se alugar urna casa terrea, ou
sobrado para pequea familia no Bairro
de S. Antonio com preferencia as ras,
Ortus Santa Theiesa Aguas verdes ,
Pateo do Ca rao S. Pedro ou Martirios
e que o seo aluguel n5 txcedo de 8,000
rais a offerece-se viute mil reis de luvas
pelas chaves : quem a tiver annuncie para
ser procurado.
Pigajitm deaugsr dum sobradi-
nhode dum andir ; qutm oliverannun-
ci*.


*
DIARIO DE PERNAUBUCO.
'
Una brasileo de boa conducta se
flerece para caixeiro de engenht ou oo
Ira qualquer orctipapio prefere se para
f ,ra da Cidade; q>-m prfcisr nnnuncie.
Deseja s* filiar aos Srs. Jos Herma
no Camino Jos Duarle, e J o Antonio
da Siqueira qoeirio annunciar sua* mo-
radas.
Arrenda-se urna olaria a margare do
rio c piba n be, ou lugar da Monteiro ,
conlendo dois tornos na frente da raesraa ,
de forma que o lijlo que saedo forno vai
p.'ra a canoa evitando por isso dois trab Ihos
com acontece com quasi todas a*outras
e lera todo o forno ^ooo lijlos de alvena-
ria grossa lom na mesma terreno para se
esteud -r do i4 a 16 mlheiros da lijlos
tendo lendrj um sob ado que serte de
casa d vivenda e por buso 8 quartospa
ra sant illa de escravos do grande de-
psitos para se guardar birro e outra-.
conas que a vista se dir, e tamben s ven-
de 8 canoas proprias da conduco de barro,
e urna de mais de milheiro para conduelo
de lijlos ludo ib minio bina estado;
quem pretend r dirija-se ao referido lugar
a tratar com Joio Francisco Santos de Si
queira ou na ra da Aurora.
Deseja-se sab-r se existe nest praca ,
o Sr. S-rafim Jos Pereira a quem se de
st-ja fallar roga se por isso de annunciar
tua morada.
- Precisa se de um bom feitor que
entenda do-tratam-mto de larangmras e
oulr-s plantas e orla : na luja da quina da
pracinha do Livramenlo de Joio Carlos
Pereira de Burgos
__A e-crav* que se annunciou no dia
i do correnle, que se diz darse a conteni
por tres das deve ser procurada na ra
do L vramenlo ao Sr. Fraucisco Anto-
nio das Cbagas e nao a Joio Francisco
Santos de Siqueira.
Urna S-nliora prope- se a fazer vesti-
dos e cortar da ultima moda ; assim como
outras quars quer costaras, com minia
brevdade e preco raimado : na ra da
roda D. 97.
Pergonti se ao dono do Barco Natu
Tal bondade se o pertende navegar toda
vida seo P*g*r ametade do importe do mes
prim ira ctasse Capillo Wakefrield ; a
tratar com Me. Cal moni & Compaohia.
PARA O R.O DE JANEIRO sahir oom
b'evidado bem conhecido Brigae Sania
Waiia Boa Sirte, portera raaior parla de
suacirga prompta para frete e passagei-
ris Irala-se com Jos G >nslves Cselo, ra
da cad ia n. 45 no seguido andar, ou com
o Capillo Antonio iiumiques Mifra na
praca.
PARA TRIESTE segu com brevdade
o Bngue .irdo Hypocrates Capillo Sir-
torio recebe carga a frute cnamodo as
pessoas que pretenderen* carregar Heste na-
vio dirija-se ao aeu Consignatario A.
Schramm.
PABA HAMBURGO segu aleo fim do
mez pieseule o Brigne Dinamarqus (..eres,
Capillo Freclsem ; que ainda tura lugar
para algurna carga : a tratar com o Consi-
gnatario A. Sclnamm.
Compras
Um casal de gansos } quem tivr an
nuncie.
U na casa terrea que cu,te um cont
'I* ten pouco maja ou menos : na roa da
M-drede Deoa escriptorio de Miuoel Jos
quim B irnos e Silva.
Ums canos de amarello em bruta ,
que tenda 6> palmos de comprido e pro-
pria para se abrir : no principio do altar-
lo doa h(Togados a fallar com Silveslre Jos-
quim do Nascimeoto.
Vendas
_ E aera ves e escrsva ladinas ,, mocas
e robustas capaz de lodo o ser vico por
preco com modo : na roa da Penba no se
gundoandarD. 7.
-- Bons sapalos inglezes para honren ;
na ra dacadeia do Recife loj n 10.
Un mol que ceowlo de iq annos de
idade pr-iprio para aprender qualquer of-
ficio adverle-seque se vende lio rnente
para te comprar um negro que d mior
ser vico e nio por ser vicioso : na ra da
S CriK D. l4.
Urna venda em millo bom lugar e
bem a fregoezada e prometa algurna van
iag*m : a tratar no forte do mallos 1 ua do
Amorim : na mesma, adverle-se que
se vende poiqae o dono da dita quei
deixar este negocio por cerlos inconveni-
entes.
-- Urna das melliores venda ni rib-ira
da Boa vista d convier ,-e tambero se admitte para socio
na met.ided'i dit* venda a algunas pessoa
que v para dentro d lia pois o dono lem
que fazer urna viagem para fora ; a venda
o (Fe rece vantagem em razio de vender dia-
riamente i8'o>o : a tratar de ambos os
negocios na mesma com a Antonio Joaquim
Fe reir.
Urna pela que representa { annos de
idade engomma liso ensaboa o serve
bem a urna casa : na rus Augusta casa da
quina que faz fente para o b co do Peis >lo
Ou aluga se urna canoa ab-rta anda
roo se Tica para o ouiro mundo ou se
entende se ja pagou com suas intrigas, ou
se agora o paga com sena novis embustea ,
e ameacas recommendando me que nio
me engasgue com palilos fjrossos quaudu
eu nao leuho medo de engasgar-me com
capinhasde peixe que sao peifurantes ,
como deprebendo da sin mu digna desa-
vergonbada, e a marola da caria que bem
par* c- ser do S. S. cuja resposla dare
qundo tiver mais oporlumdade no ent
lano v n en lo este ossinlio em quanlo nio
Ihe faco outra pergunlinha.
Arrenda-se o segundo andar solio,
e mirante de um Subrado na ra Direiia ,
c m sofficientes roromodos ns pielenden-
tes procurem O Sr. Major Manuel Goosal-
ves di Silva ; na ra da cadea.
-* O Bacbarel Francisco Joio Carneiro
da Cunta Juiz sub.titulo das Vara, do Ci-
vele C"ime desla Comaica avisa a quem
convier que tem muc.do os dias quaites
feiras e sabbid s de uianha pelas 9 horas
para as suas audiencias.
-. O Dr. Francez P. Theb-rge, f,z pu-
blico que a sua residencia lie na na da Ci-
dria nova ao p da casad caduia onde
te acha a qualquer hora do dia.
-> O SecieUrio da Sociedade Apolinia ,
convida aos M-mhros daCommisso Admi-
nistrativa ? pira a icSni quaita lena
a4 do correnle pelas ti horas da larde na'
sala de su..* sessea da Sociedade.
Avisos Mari ti 111 os
FRETA bE para qudquer porlo do Me-
dileiraiuo a flete CO>niOutio, o UrlgUe Sar-
doSelfiJe, Capillo Cana varo, forrado e
encaviiliado de cobre: a tratar com o Con-
igual irio A. Sciiramm.
FRETA-dE para qual quer porto do
Mediterranio, a mnito rellena e bem con
truida PiUca Sarda Meicurio lunada de
cobre 1 de loio de a 4 toneladas: a fallar
seu Capillo J"io Rjzaenla ou ao Con
signatario J.io Pinto de L-mos.
FRETA-SE o superior Brigue Inglrz
Af*lhu*a de lata de 209 toneladas, e de
*3T Folhinhas de porta de
algtbeira e de Padre para o
anuo de 1839, pelos precos de
seis vinlens as de porta doze
ns de algibeira e pataca as de
altnanak completo. e de Pa
dre ,* lodas impressas nest Ty-
pografia, em bom papel e ptimos
Typos ; e hem condecidas pela
certeza do calculo, e redigidas
pela primeira [tessoa que em Per-
nambuco fez folhinhas: as de al-
gibeira alem das noticias do ros-
to me con tem tima tabella chronolo-
giea dos principaes factos 'dela
Provincia um ensaio Topogr-
fico da mesma segundo a divi
s?o das novas Comarcas e um
Altnanak completo : na praca
da Independencia Inja de livros
n. 37 e 38 ra do Cabug loj'a
do Sr Bandeira no liecile ra
da Cadeia loja do Sr. Quaresma,
na da Madre de Oeos defronte
da Igreja venda que foi do Re-
zende na Boa vista botica do Sr.
Joaquim Jos Moreira defronle
da Matriz e em Olinda na botica
da ra do Amparo.
Urna casi de pedia e cal no lugar da
casa foite em eplimo local de se por lo-
An m niaj.!<-|i.a ""Cvi? n!rt I'*1! *i ...
sica o ; quem a pretender pode ir ve-la que
no dito lig t se Ihe mostrara, e d pois en
tender-se com seu dono i lio Francisco
inlos de Siqueia no lugar do Montei-
ro ou na 1 na da Aurora.
Meius bilheles da Lotera do Livra-
menlo a io8io : na rus do Cabuga toja de
miudezas j"iito a bolica.
Uma preta do gento, de ididede
3a anuos, perita cozinheira lava de sa-
bio e de varrella, a isla do compaador se
dii o motivo: as 5 ponas venda D- 10
-- Capimde planta a itio o feise : m
ra da Aurora armasen) do Floreocio.
4 laiilerna* lisas de vidro sea uzo al
gtim por puco cammodo : no paleo de
S. Pedro I ido esquerdo D. 6.
B-tpe de Lisboa ltimamente chegado.
em libra e meias ditas: na ra do Cabug
loj do Sr. Bandtira.
nova, que pega em 5oo lijlos de a'vena
ria : na rus Augusta na casa da quina que
faz frente para o Ireco lo Penlo.
Ums escrava de naci ,de %o annos
de idade bonita figura boa engomma-
deira cozinheira e lavadeira, ludo faz
com perfeicio ; outra dita com as tuesmas
habilidades; e um moleque de 1 annos de
>dade: no pateo de S Pedro sobrado de
um andar D 8.
- Tres propriedades sendo ums na
ra da Alegra bastante grande moder-
na asaoalhada com solio e trepeira coas
varanda de f rro e com cano para desa-
guar asagoaa do quintal p ra a rus ; outrs
uocorlume dos Coelhos. jundo a olaria do
Sr. Miguel Carneiro feita a { moderna T
com sollo e Irapera oii6es dohrsdos ,
com grande quintal que vai at a crabos ,
ecom terreno ao lado para se edificar ou
ira grande casa a a outra na solidade
junto so sobrado da vluva do Martn*, ten
do um grande quintal com alguns arvore-
dos de fructos cacimba com terreno a
mu ido na frente que se pode edficar 1
grandes casas : a tratar na roa de S. Gon-
zalo D. 11, ou annuncie.
- Violto em liarrs de 9 cmadas a 1600
rs. : na loja de fazendas na quina do beco
da Congregayio D. i\.
Urna escrava de naci com idade de
o avia annos, cozinha o diario de urna
casa lava tao de barreda como de sabio;
um moiat nho ptimo para pagem ; e urna
negra de naci de idade de i\ annos ,
ptima cozinheira lava milpa de sabio ,
na roa Direila pusando a venda que foi do
fallecido Jos da Penha sobrado D. 90
Um escravo de nado cabund de
idad-- de 90 annos muito foi le, seos vi-
cios nem achaques urna escrava de naci
cabinda propria para lodo o ser vico de urna
casa ; o duas molecas muito lindas t pas-
sando a Igreja dos Martirios no 1. an-
dar do primeiro sobrado.
_ Taboado de Pinbo de toda a largura e
cumplimento : noaraasem por detrs da
. Aa OrM-r.
-- Urna padara cornos seus pertences ,
sita na rus Direila defronle da venda do
fallecido Jos da Ptnha : a tratar na mes-
ma, ou annunci
'- Rap Hamburgus chamado rollo :
na roa nova D. ti loja de Manoel Alves
(juerra e na pr^a da ludepeuieucia nu-
mero 20.
- Rap de Aren preti imperial, papa-1
al maco, pentrs de tart.-ruga para marrafas.
caacisa de meia libras de retroz preto .
azul lete sonido, lata cu o soili
ment de 10 milhviros de agulha de n. 1 a
1 a cartas portuguezas ditas fraoc-zas ,
finas e entre finas : na praca da Indepen-
dencia n. .9.
-' Urna grande earteira toda de amnalo
e de duas f.ces um berco de- Jacaranda :
na ra das Cruces D. 19.
Ou aluga-se troca-se diariamente
vellss de cera de meia qosita al teuebei-
r os por prego commodo: na t ua do Rao-
gel 9 sobrado de um andar.
Escravos Fugidos
Mara Mina de idade pouco mais ou
menos de 36 annos, et*lura bata e ma-
gra cara tullala. Thom de naci an -
gola, idade pouco mais ou menos de 96
annos, estatura regular rotcomprido ,
bem parecida denles limados, fugij
de bordo do Brigue Dios Te Guarde, no
dia 14 do crreme ; quem oa pegar leve
ao seu proprietario Jos Laiz Paredes, que
gratificar.
Manoel naci Angela fogido era
7 de Ouluhro de i88 de estatura alia ,
cor fula espdaud, corpulento, pouca
barba e com as pernss finas ; representa
tor qu renta e lanos annos de idide ; com-
prsdo no anno de i8aG no lugar dos Moci
a Agoalinho de Frenas Nunes com huma
preta de nome Maria sua mulher, a
qual he mua ; e entre a roupa que levou
lium ciib'itor d'algodio eutraucado ni-
nerado com letra de cunta cujo numero ig-
nora-se Paul <, de naci Congo de estatura
biixa, c prela pouca bibi e corS
huma feida em huma das cmelas das per-
nas reprsenla ler trnta anuos fugido
no dia j de O ilubro de i838 Nicolu de
naci angola official de serrador, fugio
em dias de Agosto de i836, com os si-
gnaes seguidles altura ordinaria cara
redonda bastante barbado, pernss finas,
ecom algumas cti|idas na cabrea e em
urnas das orelbas ; quem os pegar leve a
Antn o Germano Reguera Pinto de S >u-
za na freguesia de Serinhaem ou a Ma-
noel de A ce vedo Miia no altei ro da Ba
vista D. 19, que graldacr com 100,000
por c-da um.
No dia 7 do(corrente fugio um escra-
vo do gento de angola de nome Domin-
gas idade de 3o innos altura regular,
aereo do corno, com falle do denles na
freote; sembarbs, levou seroula e es mi-
sa de algodio ; quem o pegar leve a pra-
cinha do Livramenlo D. 99 que sera re*
compensado.
Moviinento do Porto
--------------------------------------------------------------I ... I I .1 ,,.
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 18
LHA DES. MIGUEL; 36dias\ Escuna
Poriufiu za Amelia de 15a tonel. M.
Joio Iguacio de vlenexes, carga vinho,
sal, e mais gneros: a Joio J se da Cruz
LIVERPOOL; 5 > dias, Brigue Ingles
C hele de 96a Tonel. Cap. Willi.m
Asterng carga diversos gneros: a
Cslmont & Cumpsnhia ; passageiros 3
Ingleses.
CAD1X; 36 dias, Brigue Inglez Rebeca
de 915 tonel. C>p John Valereoce, car*
ga al e algumas balitas a Calmoul di
Cnmpanaia fun tiou no lam- irso.
BOSTON ; 36 di .s Barca Americana
Huli de 1 5o tonel., Cap. Jonh i.nduotl,
carga di versos gneros ; ao mesmo Ca-
pillo.
LISBOA; 3i dias Brigue Portugus No-
va Amisade de aoo tnel. C>p. Joio
Pereira Borges carga varios gneros : a
Mendes e Oliveira.
TAMANDARE'; l dia, E.cuna de Guer-
ra L bre Commaudante o pnmeiro T-
enle Jesuino Lamego Cosls conduz de
passagem i5 soldados 9 inferiles e i
mulheres ludo pertenceiite ao destaca-
mento danuella povo.ci 1.
S \HIDOS NO MESMO DIA
LISliOA ; B.rca Portuguesas, do Rosario,
Capiliu Manoel Francisco de S^usa Tor-
res carg assucar.
PAR Oj 1 ORTOS DO SUL; Paqnele ln
glez Rales.
RIO DE J NEIRO, pela B.bia, Barca
de V.ipui Brasileira Babiaaa Cap. Car
losHgg.
CEaRA'; Galera Inglesa Diyope, Cap.
II irailton, caiga algudio. ^^_^^__
Pbhn, na Ttp. di n. r. di w. i83f


POS
Para ennegrecer os cabellos.
Apperfeicoados por Dutocq cabelleireim Francez ,
Ra Nova N. 26 em Pernambuco.
-s.
Maneira de se servir dos ditos pos.
B.E precito previa-mente ter o cuidado de tirar bem toda gordura ou oleo
natural ou estranlio. dos cabello lavando-os com gemas de ovos o depois
ensagoando-08 bein cun agoa moma. Isto foito o sendo os cabellos enxu-
tin toraar-se-h a porcao necessaria dos ditos pos e deitando tobre ella
huma pouca de agoa moma forruarse ha huma orle do mansa algum tanto
liquida como a de manteiga depois, cun adjutorio de hnma escova algum
tanto dura te guarnecer bein tudos os cabellos com esta maca de aorte
que elle venhao a ficar para assim diier todos precitamente caiadut. Ao
depois, cobrir-te-h peifeilamente a cabejajwm largas folhas verdes bem co-
mo do bnnaneira de cnuvo ou outras', ou com algum tatfel encerado ; a-
marrando por cima, hmn lenco, ou qualquer outro panno para seguranca. Depo-
is de 4 ou 6 horas tirando as folhas lavar-se-hn bem a cabera 1." com a-
goa morna e depois de tira* toda ma.sa aocabar de limpar ot cabel-
los lavando-o de novaniente com gemas de ovos e eiuagoando-os com agn,
e elles se acharan perreiuuncnie negros ; pudendo no cato de olguina aspereta,
efregalos depois de t-ntoto coi algum oleo, 011 banha e elle ficarao lus-
truxus e maeiot..... Esta tintura nio largando nem com os mais fortes
detergentes alein de nao pegar n. pelle nao he sogeita aasira como muitas
outras empregadas, at agora ae desfaier com o suor e sujar por tanto
O rosto ou a roupa da earaa..... Dever repetirse a operado panadas 8
emana* ou 2 mete poca na .nal, conforme ao mais ou menos rpido cret-
ciinenio dos cabellos cominearan aparecer os renov braucot.
( Nota Deve ter se todo u cuidado, em conservar a caixa dos dittos pos sem-
pre hermticamente feichada podando MCOiHener. falta detle cuidado per-
derm o dittu a sua forca e nao preoncherem por tanto o fim annun-
'"Vende-se, nicamente, ot dittns pos em catado Supra ditto Seohor Dutocq,
e na luja de J. Mrot Relujoeiro Praca da Independencia ; pelo preco de
1.000 res cada caiiinha.
Pernbuoo n Tvp. do M. 7. I, M 1839.