Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08658

Full Text
I
ANUO DE i83g. QUINTA FEIK
CAMBIOS.
Janeiro s1
Londres 3c Ds. Si. por t#ooo d.
Lisboa qopor -oo premio, por metal. Ko.
Franca 3a5 53o Rs. por franco.
RioJeJane.ro o par.
Moedasde6f 4|ooo 8Joooa 8|f'C
Peto Columoario ifoioa il63o
Datos Meiicauos ifoo a. iftioo
Pataces Brasileiros fooo a ifoio
Premio* des Lelrai, por mx i a i|{ por too.
Cobre ao par
PARTIDAS DOSCORREIOSTERRESTES.
3 DE JANEIRO. NUMERO 2.
Tudo agora depende de nos mnmoi; da nosea prudencia
moderado energa: continuemos como principiamos,
e seremos apontados com admiraco entre as Naces mais cul-
tas.
proelamaco da Assemblea Cerai do Brasil.
Subscre*e-se para esta folha a 3/ooo rs. por quartel, pagos adl-
anlados tiesta Tjpografia, ra das Cruza* 3, e na Praea
da Independencia D. 37 e 38, onde se recebem correspon-
dencias lega usadas e annuncios: iusirindo se estes gratis
sendo dos propriot assignantes, e rindos assignado*.
DAS DA SEMANA. ,
Cidade da Paraibe e Tillas de sua preteoeSo ,
Cidade do Rio irau te do Norte, e Tillas dem ,
C dada "da Fortaleza e filias dem......<
Villa de Goianna............
Cidde de Olinda............ Todos os
Segundas SexUs felra.
Villa de Santo Anto .
Dita de Garanbuns e Povoaeo do Bonito. .
Datas do Cabo Serinhaera, Kio Forraoso, e Porto Calvo
e Villa de Macei.
Cidade das A legoas ,
Villa de Pajau de Flores. -
Todoc os -correios partero ao
eio dia.
QuinUs feiras.
Dias 10, e 14 de cada
dem 1 11, 11 dittodido.
dem idem.
dem 13, dittodine
3l Segunda >$t S. Silvestre Papa.
1. de Janeir.. Terca >ft Circumciso do Senlior.
a Quarta S. Isidoro B. ti.
3 Quinta Aprigiu, B.
4 Seita Tito UUcipolodeS Paulo,
$ oabbado S timexo Estellita.
6 Domingo Dias tos Res Magos.
Mari cheia pira o dia 3 de Jan^re."
As O horas 41 minutos da manlii As j bora 6 minutos da Urde.
PARTE OFFIGIAL.

PERNAMBUCO.
Diversas Repartiajoens.
MEZA DO CONSOLADO.
_ A Pauta he a mesas do num. 378.
ARSENAL DE MARN HA.
O Arsenal de Marinha tendn precist
de comprar urna porci de feijo touci-
nho e vinagre O respectivo Inspector
envida por Unto a quillas pessoas que
lana gneros ti ver a que comp reca con
aa amostras aa 11 horas da manhia do dia
4 do crrente para se effectuar a compra.
Inspecco do Arsenal de Marinha de
Pe Bambuco i da Jaueiro de i83g.
Francisco d'Assis Cabra I e Teive.
Inspector.
PRFEITU.RA.
Parta do dia 3o de Desembro de 1838.
*
s
Il!n. a Exm. Sar. _Fors5 presos boa-
tem a minha ordem e tiverfo o compe-
tente destino : Joaquina, e Valentina ,
pretos escravos do Reverendo Francisco
das Chagas pelo Sub Preleito de Santo
Antonio, por supo-los fgidosV Joa-
quim tambera preto escravo do M*jor
Manoel de Azevedo pela 1. patrulha do
districto das 5 Puntas por ter ouz idamen-
te entrado pela casj de ama mulher em pse/
seguica de outro preto com qoem eslava
bogando e insullou bastante a d ta aau
Ihei 5 Joa Baptitla indio pela 1. pa-
liulha da Ribeira por ebrio ; Sebasti-
oJoseCoelho e Venancio Vieira par*
dos por um soldado de Polica, por de-
zordem ; Luiz Marcos dos Santos serni-
braaco pelo Sub-Pief.-ito da Boa-vista ,
Portel" a tirado rom urna, pfdra fn hnm
menor do que resuiou quebrar-iiv
cabrea. 4
Nada mais conslajdas partes boje reetbi
das nesta Secretaria.
Dos Guarde a V. Exc. Prefeilura da
Comarca do Recife io de Desembro de
i88. lllm. b Kim. Sr. Francisco do Re*
sgo Barros Presidente da Provincia,
Francisco Antonio de S Brrelo Pre-
scito da Comarca.
Illm. e Exm. Snr. Consta das paites
hojo cabidas n'esta Secretaria que forlo
presos hohtema minha ordena e liverso
boje desuno os individuos seguimos : Jo-
s Pavier da Maia George Pearce, e Jose^
Duarte da Rocha brancos pelo Capita
Autonio Benedict de Arsujo Pernambu-
"0, por viren ss. un Bate no n,is\ havia
thido am tiro, e fciA* lenmente ao pre>
lo forro Jos Franc isco da Costa'; Fran-
cisco ,e Mariano pretos escravos do AI-
feres Jos li^rn-rdo Fernaodes Gama. p. la
1. patru h do Corp o Santp por supo-los
fugt.ios ; Francisco Pim niel branco .
Severino Gomen da Silva soldado do 4-
Corpo de Artilheria e Antonio Leandro
Cabral pritros pelo Sub l'refeito de S.
Antonio, u 1.* por espanesr a urna menor
o a." p r estar em desorden) e o 3.* por
ser desertor de Marinha.
Nada mais conste despartes hoje r?cebi
das neU Secretaria.
DeosGuaide a V. Exo. Prefeilura da
Comarca da Recife 3i de D.zeinbro de
11538 &e.
Parte do dia 1.* de Janeiro de 1839.
Illm. Exm. Sr Das psrtVs h<>je re-
ceebidas nao consta ter occorrido novida-
des.
Doos Gusrde a V. Exc. Prefeilura da
Comarca do Recife 1 .* de Jaueiro de
18J9 &c.
TRIBUNAL DOS JUIUDOS DA CO-
MaRlA DO RIO FORNOZO.
Sej'e' que tiverao principio em a6 de No*
vembro de i 85b, e fora encenadas no
dia i3 de D zembro do mesmo auno.
SessaS do dia 4 de Desexbro.
Jury de Accusacr;a.
Sumario ex oficio contra Aotooio Jos
l^imcio por anloHoroazia Cangica pelas
mortee leiUs em Alexandie Gomes e Ma
ria de lal; o Ju y acbou materia para ac-
cusa ocio.
Sumario ex oficio contra Joae Jeequim
de Luna pelo crime d resistencia c tira
da de presos de poder de urna patrulha de
Policia ; o Jury n05 axh^u materia para ac-
cusacca.
Sumario ex oficio contra Antonio Jg-
Denuocia de Jos Luiz de Souza contra
Manoel Thoaaz de Arauja pelo crime de
feri unen tos ; o Juiy acbou materia pira se
cuz Sessio do dia 6.
Juiyde Accusacca.
Sumario ex oficio contra Manoel Ro-
drigues das Doures pelo crime de ferimen-
tos ; o Juiy n5 achou materia paia aecu-
s acete.
Denuncia de Ignacio Joaquim da Silva
contra &l**str Rodrigues Pinto pelo cri-
ase de eMrupe ; o Jury schou materia para
accusacca.
Sumario tx oficia contra Jos Cario
pelo crime de olf-nsa fisica e a Wsnoel do
Caroso Carneiro L"s pelo crime de resls
tencia e tirada de presos coro fot?a ar-
mada ; oJuy achou materia para aecu-
zac' contra o Reo Joae Carlos, e ncou-
lia Manoel do Carmo Carneiro*Lea5.
Rio Formoso i3 de Desembro de 18J8.
E tu Manoel Autonio Coelbo de Oliveira
Jnior Eciiva6 o subscrevi.
CMARA MUNICIPAL DA CIDADE
DE O.INDA.
a. Sessio ordinaria de 11 de Oulubro
de 1838.
Presidencia do Senhor Guedes.
O Presidente abri a Sessa estando p>e-
zente os Snrs. Vereadores Albuquerque,
Eerreira Macifl Monteiro Rozelles,
e Douler Domingues ; faltando com cau-
za os mais Senhores.
Lida a Acta da autecedente foi appro-
vada.
O SecreUrio dando coola do expedien-
te meocionou os aegnintes oficios.
Um do Exm. Vice-Presidente da Pro-
vincia em resposta ao que esta Cmara Ibe
havia derigido pedindo- provideucias sobre
o arrombamento que fez acbeia do rio Ba
biribe no atierro dos airombados ao que
o mesmo Exm. Snr. pede coa urgencia,
previ. Guedes Presidente. Ferrrira ,
Maciel Monteiro, D->mngues, Rozelles r
Albuquerque. Est confoime.
O Secretario.
Jos Joaquim de Figueiredo.
mateiia pare accusacca.
Sessa do dia S.
Juiyde accusacca.
Sumario ex oficio contra Francisco Ma-
noel Rodnguea da diUa pelo crime e mu
boda; esclavos 5 o Juiy achou materia para
accusacca.
Sumaiio ex oficio contra Silvestre Jos
dj Fouceca e Pelis Jos da Costa pelo
crime do fgida de piesos de Juslics da
prisa de Tamandai seudo Reos enga-
jados da raesena Foitalesa e achava-se de
guarda na uuile da fuga dos presos ; o Ju-
1 y nao acbou materia para accusscca.
Sumario ex oficio contra Senborinha
Mara da ,Peuha Primo Biserra e Joa-
nacio da Conceica, e Virginio Antonio. -
de Arauio pelas mortes fnla. em Antonio e circunstanciadamente informe qual o
q0.s:t^ \U... 4i.l : $ Ja. v kchau i moiivo pora* r nSo -m promovido o en-
canamento do megmo rio a viU da p ama
e oi\..m,eiito feito pelo Coronel Eogenhei-
ro Conrado ao que na mesma S sapttsfeito.
U Procurador interino apretentou sua
relacao que fez Cin os teimos judicines
ri'"erS!:'li: m^d^dn a ornara mandou que se pacasse.
^esU Sessa foi apreseiitsda pelo Pro-
curador Dmiz ss comas do tumestre fia-
do em Juihu do crlente anuo : foi remel-
tida a Commissa de Balanco e esolveo a
Cmara que se oQiciasse ao dito Procura-
dor para comparecer no dia ij para assis-
tir o Balanco determinado na Sessa de a
de Agosto.
Ilouvea vatios requerimeotos de par-
tes que se despacbaiao e por ser dada a
hora o Presidente levantou a Sossso. De
quim de Sania Auna pela morle feta em
Miguel dos Anjos; o Juiy achou materia | q' 8* a p>eile em q^ asaignara. Eu Jos
nara accusacca. I Joaquim de Ftuedo StcreUno o i-
para accusacca.
RIO GRANDE DO, SL.
Huma das quastes mais importantes da
oossi poltica interna he hoje a rtbtlliio
do Rio Grande do Sal. As folhss da op-
posicio nao lem deixado de ex r com fran-
queza e lealdade os meiosmais adeq nados
para terminar huma lula, que nos empo-
brece e que nos hnroilha aos olbos dq
mundo culto. Entre as medidas que mais
u'rgem he huma d'ellas a mudanca do ac-
tual presidente o marechal de campo Anto-
nio liziario de Miranda e Biito, que o
ministro do imperio assentou de rbamar
gloria militar do Brasil talvez p<1o nico
motivo de ter lulo huma qualificsclo simi-
Ihante applicada ao marechal de Fianca
Moilie qusndo cabio morlo ao lado do
Rei cidado lulminado pela machina infer-
nal de Fiescln. Pele nossa paite, o Par-
lamentar nao tem peidido occasio alguma
de abrir os olhos ao gove no e de persua-
d-loa dar hum passo que milito cinvem
picilicaco da provincia do Rio Grande de
Sol; mas quaulo mais proeuramos desven-
dar o goveruo mais obstinado se moslra
elle em perpetuar o snr. Antonio Elisiarto
na presidencia d'aquella provincia quein
o mesmo governo j no duvida chamar
malfadada. O que havemos de fazer ? O
remedio he continuar na dura tarefa, que
emprehendrioos al que a Providencia se
digne iliuminai o espiito de hnm ministe-
rio que nao enxerga mais do qoe hum
palmo de Ierra em redor de si. Em hum
dos nmeros anteriores do peridico mi-
nisterial Sele d'Abril sppareceo hum artigo
apologtico do snr. Antonio Elisiaiio, e
no* nos aprensamos a responder-llie para
nao se concluir do silencio da oppoaicao ,
conforme a lgica do governo que ella se
coufassava convencida pelas argumentos
dos seus advrsanos. O Sete d'Abril re-
plica e?ta nossa resposta em o numere
ju. A"i.i w rcu;a:~o. a scu'..*::;; ses-
leaitigo, entraiemos primeiraraente n'liu-
ma questo preliminar qu- releva discu-
tir. Convem por ventura que os cargos de
presidente de proviucia e commaudante
drf anua estjao, no Rio Grande do Sol,
icuoidos na mesma pesaos ?
A harmona e diremos mesmo a ideo*
lidade de pensamjuto que deve existir
enlre ss duas primeirss autoridades da pro-
vincia be, ulves, huma das rsa-a mair
fortes em que o ministerio se funda pare
conservero marechal Elisiario revestido das
duaautoridades civil e militar, na pro-
vincia do Rio Grande. Entretanto, *
para a pacilicaclo d'aquella provincia de-
vem concom, com ptilts iguaes pelo
menos, apoltica, e a loica d^s^imav,
he evidtnte na nossa opmivo : 1.* a diffi-
culdade de encontrar se hum homtm que
jei ao mesmo temno hum hbil politice .



D I A
R I O
____u
D I PBEA B 1JGO
-
a
lium administrador coasomado, e lambem
lium bom e valente general: i'i incom-
patibilidade de desempeabar ao mesmo
lempo os deveres de prndenle dirigindo
a poltica, e oa encargos de-commacdanle
das armas, dirigindo as oper.'cSes, eos
movimeutos do ejercito. Para coinprovar-
raos esta nllin asseiao, poderiamos alle-
gar amitos factosoccorridos no Rio Giande
doSul, durante a administiaco do sur.
Antonio Elitiario 5 maa tendo por fin con-
vencer as pessoasde boa bastar observar
que, quaodo aquello presidente deixa a
capital para visitar algum ponto da pro-
vincia, ebelem delegado sempre no vice-
presidente ou no seu secretario, huma
Cirte da jurisdiccio administrativa. Claro
s portanto que en lodos estes casos
dar-se-ha mais ou menos o inconvenien-
te que o governo pertende remover re-
unindo os dous cargos na rnesma pessoa.
Ora, devendo estes casos sr moito fo-
quen tes he igualmente claro, por huma
parte qoeo gOferno nao pode evita:- os ma-
les que sa autolba na separaeie dos cargos
de presidenta ecommandante das armas,
e pela out.a parte que Ib ficsujeito -fau-
ma condicio muito mais desventajosa ce
servico publico, permilliiido que oexerci-
eio da ulor'dade adminisirain j ;:
ferido a p.ssoas que tenha menor cotifi-
anca, o menor illustracio, e capacidad,-
do que hum presidente que elle governo
houvesse. de nomear. Nao deixaremos de
recordar n'eate lagar o que disse o minb-
tro do imperio, em defesa do sor. Antonio
Eiisiaiio, quando aqui chegu a notioia da
derrota do Rio Pardo. Entre oulras pre-
posices o ministro do imperio aflirmou
que o presidente havi* deixado as melb'j-
res instrurces ao roarechal B*ireto, a
quaes infelizmente no forao cumpridas. e
que sexretirara, depois d'isto, parqueo-
negocios da presidencia reclama va a sua
presenc-na capital Se poia o comman-
dante das armas nao fosse ao mesmo lempo
presidente e se portaato niu fosse elle o-
brigado, segundo a delaracao do minis-
tro a abandonar o Rio Paido, o teria
1 Walidade deixado de soffrer aquelle de-
ploiavel revez ? Parece nos istb huma ver-
dade de simples intuicic huma vez que
nao se contesten as premissas ministeriaes.
Examinemos agora,'se por ventura o
ministerio deparou no snr. Antonio Elir.ii-
rio com hum horneo, que rene a ii'abi-
lidade e a prudencia'do poltico ao genio
e o valor do militar. Se provarmos a ne-
gativa leremos respondido victoriosa men-
te ao artigo do Sele d'Abnl. Nio segui-
remos na refutaCo a ordena dos argnmen-
tos, queappresenta oSele d'Abnl. Prin-
cipiremos por aquelle que diz respeitc
intriga que Argelia e divide a provincia
do Rio Grande do Sul. O Sete d'Abril en-
tende que a intriga he companheira da
guerra, e aobre tudo a guerra civil. Quem
o duvida 7! A queslEo porem, be ouira ;
vem a ser se o presidente Eliziario tem
applicado os meios adequados para diminu
ir esta intriga ou se tem antea exacerbado
a intriga em consaqueacia dos seus desa-
ceites, peraeguicoes, e viol-ncias. O
governo he muito responsavel da conlir.ua
ci da intriga. O Sete d'Abnl confesa
que a nomeacao do bacharel Jos Pereir*
da Costa Motta para juiz de dirito de Por-
to Alegre coa exclusib de tachareis mui-
to habis, que elli ha va fot triste, e
produzio na provincia pessimos eVilos.
foiesieuum uu ig6"lw5 qus eos ;r-
ticulmos contra a complicidad do gover-
no ; muito fulgimos que o governo se re-
conheca, e coufesM? cumplice. Porque nao
faz elle a mesm confissio acerca das injus
ticas e desalios que pratic.ou na ultima
nromocio, que fez paraaqueha'provincia,
a que tanto iuCendiou all a intriga i En-
tretanto o governo nao be o nico reo de
Untos males ; muito culpado he nViles o
presidente Autouio Eliziario. Quaes sao
as medidas que elle tem adoptado para
acalmar a intriga, e para diminuir o furor
"dos partidos ? O snr. Antonio Elisiario nao
tem sabido ejecutar a lei de su*penso de
garantas, nem to pouCo lem lido a ener-
ga necease ra pr tornsr effeetiva a am-
nystuL, que o governo fot aulorisado a
conceder. O Sete d'Abnl qure'r exigir
de nos as pravas 'eslas du.s proposices ?
"SjJteBlia "' fes, que a reqaerimeuto de hum deputa-
do por Minas a cmara temporaria mando
imprimir, contendo a'tonga lista das pri-
zSes, a deporlaces ordenadas poraquelfe
presidenta, e ahi encontrar sobejos moti-
vos para .convencer se da incapseidade do
snr. Antonio Eliziario. Consulte depois a
historia de hum parVers* que com van-
dava a polica em huma 'das pavoneos im-
mediatas capital, e sajar 'que sse mal-
vada, instrumento cegde hum ptTtido
iftimoral e f^roz. recreava-se de faMr
saltar ascabcas alguos iufelizaa que,
acreditando as promessas do governo e
couiaos na amoystia'', se tiuhac appre-
sentadoao presidente tendo-os este de-
pois d'isto, mandado remllipr para soas
casas. O snr. Antonio Elisiario deve coa-
venCer se que o meio mais podetcc <-
conciliar partidas e de acabar com a intri-
ga consiste em observar para coas todos
huma juslie* recta, imparcial hum re-
ligioso respeito da cbnsiiluicio, C das leis
T^m elle seguido por ventura eate systema ?
O contrario d'isto he precitamente o que
nos consta. Nao, lem concorrido mo4
para augmentar c intriga a pilca con; i (ara-
cao que se tea dado aos fficiaos da pro-
vincia do Rio Grande do Sul nos quaes
parece que o snr. Antonia*Eliziario nao de
poi eea5ar.es slgu-s: se acaso se esc*-
ptusr hum pequt-no numero.
Ninguein rgaata que moito poucos d'es
t<-s ofEffiaM foreS contoiplados na ultima
uromoco feita pelo ministro t .r-ibem he ce rio q' todo o afn do gov< rni
consiste em povo"ar s pro>it>eia do Rio
Grande, deofficiaesde oulr-s provincias.
Nos estamos muito Icnge de por em du-
vida a irbt-cihdade do governo e princi-
palmente a do ectaa! ministro da guerra
para contesCarmoa a grande pirte que Ihe
compete K'csta politica errada e ab>urda
mas poder-se-ha negar que preaidenle
Elisiario vai de accardo com tudo islo ?
Nao ser fcil demonstra r-sa que be elle
quem d os planos e oa comelhoe? 'A in
t'iga existe, e faz progresos espontos
no Rio Grande do Sul. O governo reco-
nhece esta calamidede, mas es quer
mudar o presidente quenada tea feito a
favor d concordia dos partidos porque
entende que acutpa no provea d'elle s*
nt da triste ncesaidade das cotizas. E
porque as mesmas cauzas na5 produziro
os mesmoseffeitos em outras provincias ?
A lf galidvde tem dentro em pouco tempo
triumpbado em todas as provincias em
qoe n ordem publica se perturbo^. Sirva
ds exemplo as provincias de Pernambuco ,
Cear Minas, Para, e ltimamente a
B.hia. Estes rectos dio-nos direito a
concluir que a cauzas do mal b>5 resi-
do u'essa necessidade dascouzas mas sim
na diversidade da intelligencia dos bomens
a qum tem cabido a direccad dos negoci-
os geraes e provinciaes.
Dissemos tambem que o snr. Antonio E-
lisiaro nao mereca a confianca dos rio-
grandenses nem como administrador ,
nem como general. Como contesta esta
proposict o Ste da Abril ? Eis a sua res.
posta
u
que a pronricia do Rio Grande foi esco-
IbiSa para matara rfetsaio onde o sn r.
Antonio Elisiario deslj hir experimentar
os sefli talentos. ^vleJr d'isto na picifi
caca do Rio Grande dn Sul era indis-
nessavs meios qj* h chamaremos mo-
rses, e materiaave "pessoas que soube-
sem "empregar adequadamente esses ae
ioe.
O Goverpo declaran perante o repre-
ze;rtca8 crcional, que eslava tevejtide d
essei meios; poique naoi havercoe ops por
tato de.condurr quea feita de jessos ha-
bis pera emprega-lkos he que vem ser
cauzeda prpcraat-i.-iaca da guerra civil?
O Sete d'Abril ccrescenta que Juno!, Ms-
aeaa N^y Sault e lodos oa miie gene*
raes de Napoloa nem por isw perdera
o crdito poique r5'pdera6 conqf.istar a
rl-*spanha. Se islo n*5 he zoobar da pu-
blico na5 sabemos como qualiBcar sime-
Ihaate nrgumenta .' Os rebeldes do Ri>
Grande que agradecaS oa orga do gsvor
no do Srasil a compara^ que estabeie-
ce entre a liga Eur*pea formada contra
NapoTiao e a-guerra qii fe >je aasob a
queil Provincm. Nt pe ota roas q'_e o 7
de Abril quer-eaenmecar dos brasileiraa.
0 corlo ha que a derrota do Rio Par-
do deo o ultimo golpe no crdito de snr
Antonio Elisiario e visto qoe o Sete de
vbril ostenta tanta erudicio para defeuder
aquella gloria militar segundo-a'frase mi
nikieriol nos ihe lembrnrem>>s p'-la nos-
sa perla, que o oni-chil Ciui-I i"o subs-
tituido 10 coamaado do exercito da A-
ftiea s parque ua poda looaar a c de Cons'.autine co asseito que contra el-
la r-ropredeo. Porque seria mudado de-
pois dfeate aconteciaesto aquelle gene-
ral francs ? Certamenle porque deva ler
perdido muilo na confianca o exercilo.
Entretanto oanr. Antonio Elisiario sacri-
fica no Rio Pardo a flor das nossas tropas,
nao empret.ende ner-i cansegue hum s
Inumpho contra os rebeldes a o ga ver no
conserva-oe teiraoso, o obs iaado em man-
te-lo nos cargos para que o noaeou.
Pode faze-lo ; mas pert*nder que a pro-
vincia do Ri Grande tenhx a menor coa
fianca 110 snr. Antonio Elisiario he cousa
impossivel de obter. Quantos desastres
sera'o anda precisos para que o governo se
desengae da que o systema de cwrupc-5 .
e do terror na6 poda dar capacidade a quem
a nio tem como o snr. Antonio Elisiario ,
nem inspirar confianca quem s motivos
tem para atar descontente e suspeitoso t
como os rio-grandenses ? Eis-aqui o que:
nos quiseamos que o Sate d'Abnl nos de-
ca rasse com a iugenuidade que o destin-
gue.
(Do Parlamentar )
Apontem-se osuefeitos do snr. Elisi-
ario : venha essa lista de hum por hum ;
mostreo:-se quaes os dinbeiros que gast.iu
sen necessidade 5 os pontos que 1 poden-
do ou nao occiipou ou deixo'i sam guar-
nica suHicieute-, agente que, podendo t
nic reuni a operaco que deixou d
lewr atffeito; a oceasiio que pirdeu;
dcscrrrss -= a: q-i-V-J-l-? ^ h'itrter o
general e mostrem-se as que filiad no
actual presidttiite do Hio Grande. "
Quem advoga huma cauza injusta he
dex'ulpavei de incorrer ea grandes er.
ios >' contcadiccoens .' O que se dira
de hum governo que nomeasse para pr-
ndente e gen-ral das armas de urna pro-
vincia rebellada hum hornea se& con-
ceito nem repuuco ? E como se ad-
quire este concert, e esta reputaca, sem
seteiem praticado actos alguna de que
ae tenha a mi'csr noticies ? Pcrtence pcis
aos defensores do snr. Antonio Elinrio
cohibir no jiis do publico esses factos ,
que illusltk aquelle gt-neral. Quando a
nos bastara recoidar o seo infeliz governo
na provincia do Maranbo, d'onde foi ex-
peludo por hum tumulto militar, e aceres-
ceniar que nunca o sor. Antonio Elisiario
se distingui por feo algoa militar no
Brasil. Como administrador ha sabido
O SUICIDIO.
O suicidio vae teodo grande voga entre
nos. No curto espaco de alguna meses te
mas vi-to que muitos iafelizes se tem dado
morte lato horrorisa E' de mistar
que en'preguemos todas os meios nioraes ,
que possa vedar um crime lio contrario s
leis da natureza s bis da sociabilidade
mrsme.
O suicidio coma outras muitos criases
horrorosos, sio effeitos da falta de erenca
religin. O bornea moral, o hornero re-
ligioso, sofre com resignacSo os amargo-
res.da existencia, po/mais pasada que se-
is. A rehi5o d corseen- ao desgranado
para arrestar todo horror do iufortunio ,
para nio sucumbir aa pezo dos sofrimen-
tos. O hoaem ii religioso, '-porem, o ho-
rneo que alo acredita em huma vida fu-
tura, recua di-nte da desgreca con-pira
contra a sua propria existencia ; poique
considera uir&s penoso acabar, dt> que
existir padeenndo. a Com a morte ,. diz o
incrdulo, finda se lodos os meos pade-
ciaentos nasepultur- lado acaba.
Illusio cruel ... A* morte segu-se a
eternidade fts o eremos Um juiz
supremo julga entio os actos bons e asaos
da nossa vida. Elle deixou-noa a liberda.
de das nossas aeces, dando-nos a ser :
deo nossa rasao o ronhecimanto do bem ,
e do mal; a deixoi-no eacoiha ; porque
quiz que fossemns livres ; que uso aroas-e-
mos o bem, senio por amor do mesmo
bea ; que alo fogiseiroos do -mal, 1 ainio
por horror ao mesmo mal. Como, poii,
a loocura do liomem o leva ao enorme al-
lantado de suicidar-se ? E" porque a in
credalidade Ihe arma o braco Q bomeni,
que tem conhecimento erdadeiro do qua
, do que deve 16 Autor do Universa, do
que deve a si mesmo um homem tal nio
se suicida. Debaixo dos mais acerbos'Ur-
mentosda vida levanta os olhos ao cea, e
glorifica o Eierno.
Quea vida ? pergunta a si mesmo
o hornero religioso o homem moral. E'
umcoitiposto de miserias.
O hornea, que parece mais feliz,
muios vezes um dos mais desgranados. Ve
de um rei sobre oseo trono, rodeado da
toda o esplendor do gloria mandan : elle
gosa de todos os coarmodos de urna exis-
tencia rodeada de mil prazeres : mas si
penetrar podesses as dobras aais oceultas
de seu coracio verieis que ella se nio con-
sidera feliz ; porque proprio da condi-
cia humana nunca viver contente com a
sua sorte. ero conten tus sorle ua.
Para que {lavemos pois, abravisr essa
existencia juncada sempre de espjnhiM ?
Nio nos dimos a vida: nao nos licito
dcr-r.os a morte. O suicidk ua crirna
contra a natureza, nos a dizemes; um
crime contra a Di vi ndade, ncresoentamoa
agora. Muitos, ou quasi tod&s os mate-
rialistas apru o suicidio ; mas sso con*
sequefia ne=t*ssaria dos principios qua
profesaa principias^ ter>ivei-> que tem
Causado nsaiores damuos humaoidade,
o que as guerras, a t.itue,, e peste. O
materialismo assassina (conceda-se-aos o
termo) nossa alma eabrutecetido-nos, a
lornaado-nas estranhos aos nessos deveres
para com Dos e para com os homtns.
Ncs no intimo do coracio lamentamaa
qoe tantos desvarios impilla os bomens o
esquecimentn de Deus o esqueeiaenlo de
si mesmo. Todo o homem deve cuidar na
sua conservacio assi a existencia de hum Daos que v todas as
nossss aeces. O uicidio filho da irre-
ligio ; da. mais a m, .quanto a nos ,
neo a partilha des almas fortes, mas dos es
pi.-itos freos, que nio sabem ser sobran-
cetros a adversidade. 0 homem forte nio
recua so perigo ; eicara-o coraja^o.
Estas liubas rpidamente tracadss nio
podem exprimir todo o nosso (tensamento
sobreest importante assumpto 4 e por sso
promellemo ainda com elle pecapar-nos.
Cincinato.
(Diario do Rio.)
Variedade.
Liberdade o qua be ?
Na poca, de toda liberdade em qua
vivemos, ouvi-idoe lendoa cada pas&o o
termo Liberdade, pergunlo, Liberda-
o que he ? eninguem m'a defina : he
urna palavra de quatro syllabas, sonora,
frtil em consoantes; ha para o estro em seu
rroubo, a eloqueocia em seu estasis ; al-
indarte que tremulla as tempestades ;
relmpago que fuzib por entre a lula ; so-
nho, ou clangor de trombeta ; vibracio e-
lectrica .- clario da madrugada ; candida
filha do Ceo e mil oulras geulilesas : -- a
paren a qe he ? perguato ainda depois
de enlevar-me em tanta magia, revolvo li-
vros de Philosophos, de I'olilicos, de Esta-
distas, Diccionaiios, vocabulo, e tor-
no aperguntar Liberdade b que he^!...
Sera' a faculdsde que teta cada um.de
fazer o que quiser ? eolio nio se da'
Sociedade. Sera' o direito que tem eada
um de faser o que a lei no prohibe ''
Entao be urna espacie de grimpa ou vea-
toinlia moral, que varia segundo as Leis,
ss.Rfihgioes, os pases, ea Repblica As>-
gentina bade.ser a aais rica am liberdade,
pois que h- uve tempo ea que mudava
cada mez de Constituido, por amor da li-
berdade.
Os ingleses lem freedom. Liberdade Teu-
tnica, e lberly, Liberdade Romana, l-
ber, horno ; dos temos liberdade eal-
l'orria ; seao a roesina couza ou sio dua
especies de' Liberdade ? Cinco cantoa do
PoeoM.de Thompson ; a Epopea de Gle-
ver v >oo Tragedias votadas a esse dolo
as Odas de Felinto Elysio, tantos outros ta-
le ,I e nem mesmo:Seibre, as gracejos,de
sua comeis, Ueoiraiu a Divtn
4
as


-


D I A E i O DPI N A M JB.;D CQ
mmmm*
incensarlo u tedmiram.
Folicet BI*ckone, deL'oUne, Jjhson; Conjlituicib; por tanto ed* hum tem 19a
deEstedos, ,e cada mi1 delle tem sua
volteme para os franceses sophisUs e
nio soohistas, velbos a noves, caacai eam
os d.cur*QI das A**emblee. Francesas ;
laneei-me aoa das Cmaras da mesma Na
icio en temos de mis calma ;. dos do
Parla-nenU IgW* mostrea da Libardadai.
aos da* Corlead Portugal e Hespanhal lio
ancho de Liberdade, aos da Assemble
a Senados d>* Eslados-Uido 5 aoa do
Brasil, de quaotos paires teto Asembleas
e Senados ; cada da difioCio L'iberdV
Loe be? Nmghem define.
O* jorntlsts dism que a L bardada
Ke pbco Irabalbo, e muilo ganbo; eos
! fab< icautes inglezes acodem que Ibes que-
rem cavar a ruina, que le cederem a vi-
olencia de taes obieros comprometiera
a Liberdade Inglesa, e o nleresses dos ee-
pu-tiU ; pois queaLiDerd-deconaiate,
[emcadaum empregar sene cptate* a sua
Urna parte da Naci PoVtagueza
nio admita Liberdade sem Conslituieoo
d s Cortas., e outra so a encoutra na Car
U de D. Pedro ; Carne** suspireva pela -
Lziteni* antiga Liberdade, que nio
be nem a Conslituicao, nen a Carta.
Dm* porfo de hespanboe* gafarte/
que nio pode h*er Ltsmtfsd a- i Co=s
t.lu.c*- ur Ce* ; oair. que wrd.dwra
Liberdade est no Etlatuto Regio i mitra
que as antigs franquean* d*^roieia*,
.m U Carlos : querem Liberddd* a-
dorando aos Sanie*, na-do que Dea*
toeanuo guitarra, d*ocaado a fandango,
exaltando seus brases e sea Urea; e ea
qumio a Divida publica pam deL.at-
800:000:000 cabera' na niseri* cus a Li-
berdade. Ei portento differentes Exerci-
to*. e*cre?ndo Liberdade em shas
bandeiras e deatruindo *e pelo amor da
Liberdade.
Novo* corifeos sustentara, que para ka
ver Liberdade, he oaister o oivellamento
de fortuna : que o cabedal do borne in-
dustrioso laborioso, se reparia cOm o
preguicoso; que a intriga e desaforo a o-
ciosidade e impostara vivan a cusu da
industria e do labor,
O MorningrPpst ,' clatna inglezea !
recobrai vossa energa o 3ll da reforma
vosrouba a Liberdade .' O Times, brada
a Liberdade da Grata Brelaoba data do
Bill da reforma O rerald, ostenta, que
o povo Inglez s ter Liberdada com a a
bolico da penu de morte / O Gleba, gri
ta pena de morte a todo* os crimea, e que-
ris Liberdade! !
A Liberdade dos Owenita*. dos Sansi-
nioaiaoos, dosQuafcers, doiAlethodistas,
dosJudeos, dos Christos, o* V/higs,
dos Torys, dn Ultras, do* Sebaslianist-s,
dos Booapartistas, dos Carlistas los Re-
alistas, dos Coottitccianaes, des Federa-
listas, do* Republicanos, ea que-e pa-
rece ? Urna Molher dis, nio tome J-
berdadea commigo. Di* um homem
, tomo a liberdade, de escrever-lha terlo
ambos a raesma ideia de Liberdade ? os
empregados da Alfandega o* negociante*,
os fabricante* os labradores, teroa mo-
na idea de Liberdade ?
Certo Lord despedio um de seus rendei-
ros, porque nio dea o sea voto a quem
elle quena duendo que o rendeiro ata*
cara a Liberdade qua elle tinha de tanto
votos, um fscnoroso*incendiou Castello
de um Nobre, disendo que
Liberdade de sertir-sedo fogo *<
Duque de 1: iiz jaso >z, que a
de fogio da Franca cem os Bourbons;
o Visconde de Chateaubriand, expatriou-se
porque, segundo elle, ezpirou a liberdade
em Fraoca, com a Revolucio de Jolho 5
Mr. G*isot, du a Liberdcde, do Reina-
tinha a
11 goto:
a_jiMv*
do de Luis Fillippe ; 0 Republicanos cbo
rara por Danton e RoRespierre, e preten-
dem que .Marat foi o horaaea que melhor
coroprehendeo a Liberdade ;, e querem a*-
aassioar, o.Rei Cidadio, feito para Liber-
dade, o Rui proclamado por Lafayette por
amor: da Liberdade.
Com o neme de Lafayette vem a ideia
asuociada de Americano do Norte ; lles
nio sao os primognitos da Liberdade, co-
mo se intitulam os Suiasos j, mas lio filhos
de Ingleses, e tieram por qbimo; incul-
can-se como sabendo melbor elaroaotos,
que compoero a Liberdade e o summum
oboa "dos Potos, CSDropoerAt' Naci
Liberdade difierente; esaa multiplicidade
de Conslituites ; esse corpos polticos ,
senhbre* de *ua individoalidade tilo po-
em grande dHhnldade em e*tbel<-cr seu
limitie entre sras Poder** e os do Gover-
no Central ? E oio seta um larrivel ger-
men de disolucio ? Era una do* Estados
tem se a liberdade. de vender e comprar
escravbs, e infelii do que se opp5e a esse
traSco por que he maltratado, mutilada
e informado sem prceno 9 m outros; fal-
lar de escrafts bfatanar a Liberdade. A
Liberdade de jantar das 3 ara as 4 horas,
porem nao depoi pbr. que o criado *
passear com a sua amasia ; a cosinheira es-
t no sermo ; a estalajadeira levoo a cit-
ves da dispensa ;,. oinguem lm a li-
berdade decantar t daacar ou tocar, a.
Domingo.
John Adas* ami*o Wasbinton o era
tamben ntimo de Timolhe Pinckr.inft.
que muito concorreo para a sua eteiclo a
Presidencia,- em aileocao eo partido ioimig^
de Timolbeo, a quem havia nomeado 3e
cretario de Estado escraveu-lh* que dea
se demisaio 5 Ttmotbeo repondeu-lhe q'Ji
tinha liberdade de alo a pedir : Adama !u 'a
deu, disendo qoeassim esigi" o sr-
tyO uu unwt ir, 00 depois toeaaraan tamban a Ijberado e
o paren Tora da Preaideneia a bea. da
Liberdade.
Os Suissos tem militas libertades e he
unaa a de servir na guarda da Papa, e na
de outros Soberanos.
Todo* ten ai liberdade de naturalit.r-ae
cidados de entra Ntc*>; o Infles,
povo live oirgoM dea liberdade ha
de *er sempre lagUt e a mesan* oarifl-
cio he imposta a quaasto* ameetu eoi In-
Uterr.
LibweWde.avir*' obon p*er, e inie-
rene de algaras, apocada sobre a subnisOo,
credulidade, e opprrwio do oftx*} A
poca da Liberdade attrt' de idia ***,
ou transtorno, e confuro de ke*>s ? O
saber parece ter perdido toda a su solides,
e rindo a ser de casqeinba e Ouropel. Xo-
des julgam sabor ruda, porque oueiraa
Mar em todo por psendo* ateo a quem
a ciencia eniMkf pela* erales a wbre-
saem na vereda da impostura, truno iso
do rediuula e ernprego de palaoe*, que
Ihe serven p*ra encubrir e nio par* ax-
primtr o* pensemeato*. Asaim os termo
-- Relijpo, 7irtude, Honra, Pataatisno,
llospitalidade, Gratidao, AmincT Ra-
verearado pelos povo*, pelas ioVia* de re-
peilo que eweerran sigii6cam hoja ootras
caitas, que nos D'i-cionarios se nio aa
cntram 5 ou sao oas de tigaifieadas.
Ter diiibeiro he o filo de te*!** aa aevaes,
hivel o he tedo; o cono pouco imparta.
Ser; pon tu I an san) tramo* he synoainjo
deinbecilidade; o :*speito ** uiondados,
he aardtmo ; a obediencia a Lei eacmvi-
dio e fraquesa ; o juramento, he zomba-
ria ; a Neme de Dos qae Nawtan ja
nais rticaloo *em curvar a cabrea se o
'repelen, he por mof. ~ poca' toda me-
tlica, tod* d'abnegaclo de lodoso* areve-
res, a d*areo de tedo* os diratte* ;
opaca en que, un proeiamaavdo Liber-
dade tso dio aos ootro* a liberdade
da pensar, de falar.de obrar, te nio comoj
ellos querem. E' a pica u LYtrdadell..
O que he pas Liberdade ?
OtetregramnatDO dos cabalista* be ne-
nos misterioso. Caneio furta-cres qu
i nrrsUs a todos os eaprrxos, que nao ten*
aira, pUno, nem forma ; Proteu que 6n-
gem adarar encanbecer ;.F*ota*m* mul-
l forme ; dolo .mpalpavel quem bes ?
o que bes ? onde resides ?.'...
Liberdade aera' a seguranca que ten o
homem do goso do* direitas qoe lhed
lr e iibdepeadeote porque tiqha li-
berdade de P faser e alo goitara da jr-
mandadw con o Rio de Janeiro ; ao me-
mo temjK grande parte di habitantes de i-
Jiram a Cidade para se reunirem eqm os
etodi a Provincia, 9 correr as armas em
d ;e*a da Liberdade contra o* Libertadores
da Patr!/
Foi senpre axioma, que para ser lire
miat- r ser forte, o qo se alcance con u-
ac ; que para ser iadependente, he indis-
pe* vel riqaesr. propria, o.qna Sf adqui-
re pela agricultura industria o conmer-
cio.- DIVIDE E IMPERA .-he axioma
do Despotismo* Poisnarla dWspastim he-
para que a Praviacia da Babia soja livre,
ha-de separar-se da Cowuiihio Braailcira,
porfcia jmente dorante nanoridade do
teperader ; d*oada aa s-goe qoe o Estado
livre e indepandate deveaer um paliativo
e no cji be e es** ciatsula uioin-
vaie cobar^h*, non picarda ; ke marchar
franca ecorajosamente to fta. caaba
nens virtuosos que se sacrifican a *i *e
sacs teres pela polr. Durante, a mano-
rdade dd imperador haf-de ellec viver. e
enpre Ha acardo entre si, edepatitarios da
Provincia que rhes obeeWerL as cegas ,
e queda esperara que elle* entreguen ao
pipetader, para gosar cerlaateata n*ior
~----- d Soberana, Li-
berdad* e ladr-pendoncia, pois qoe qiiem
esti beo nio muda.
Todas as Necdes tr*v3 da engr*ndecor4e
par cenqtttta, cao ventea,' tratados; e
os Americana* ; do Norte at per eanapre*
de Praviacias; a Babia paren ser livee
indepandeata qoando separada das mais
Provincias do fmpfri* soctaha fr
preza fcil do primeiro eveRtarvira da
ettrangeiro., dovisinhc, oudoambisiaso ;
qoa*jda*oziah* trocara prepotencia, a Can-
sHlerfcfio a RcpreeenUcdo Nacioaal de
um Imperio, pela ale uq Estado Liveo ,
[idi'aendantem-nte Soberano; isto, o
dVdo pera Kt-forte, devanar parado da
mo .'!
O Pais enriqueep e prospera quaado ra-
piado por alguna e entregue ao vaiavem'
da anarqua aos horrare* da guaira civil ;
quaado mal paveada, roat*6-*a entra si
os poneos habitante* ; quawdo em desor-
den afugvn.a de si o cotomereco e i:i-
da Casde que as manas dominad cora sua
paixees brutaes aeu nstiacto* gro**ei#as ,
sea Veueracaa pela farc* ll*ica ; desappre-
cen a podez a delicadez* a todos os
saolimentos suaves e soctaa ; as Bellas Ar-
tes fegen, *s Sciencws perden su- ameni-
dade, seus effoi tos expra; aSdctedade
ton* car'rao.h eetvagem dos tetopo* da
barbaridade, o borneo yelre 0 esUdo
primitivo viiioho ee da fera.
Nm lio pouco eperar-se poda deseo-
volvinento atgm til no Paia que marcha
para eaivlisscao pela desarden e noquel
a reforme o bicho ro*d*r que deor*
seu praprios filhos, o mvmento n^eme.
sentido'i pencad* qoeatordda, o^ proge**o
aarohe marche paq o pricipicio. A Li-
berdade da Anarqua o triumpho do nal-
vado norte do* cosame o dilace-1
rameutoda Sociedade, finalmente o tri-
tbo para o despotismo.
. CSeted'Abrl.)
Su perstieio.
O Rerereado Ricardo Knill um dos
agentes ass zejoaW da aocedade do* mis-
sionarios,de Lanares i ."S nna -:^-
bfi riatridi* emLeede, na semana passa-
da a t*rrtel raUca de hun* bominavel
superstiaS que foi recanteneote deseo-
berta eathuma Provincia da Presidencia
nalcdi*, onde os faaendet-
. convenci, qu* fez com a Sociedad*, f
a Constituidlo que jurou ?
Patriotismo ser*1 desvallo e empenhena
prasperidade e gloria do paizenqoe*"-
cemos.
Movimeotoeprogresso ser o daaemvpl-
vinento da inteligencia e a marcha p*r
a ordena ?
Independemci*.eni o resollado da^in
dustria, da economa eda uailo ?
Parece que nio. No dia 7 de Norembro
de 1837, na Cidade da Rahia Libertado-
res da Paliia proclanarlo qu Pro-
vincia se militan m:Estido Soberano
o* de as
arrcpuH ae a tafvruu ,, p-i- ,
rde') farerfen fium sac^fleib infa-
ustas innocente* crealuTis:.'AriS'.'Wr-
las encar
ais lar
me. Estas innocente
raneadas das miot deste* natistrOk ,' hoj*
se ocrp*oo* miisionarios s as^duear*'
retigulchrista:
(Correio Oficial.)

Peso do Carpo humap.
O Snr. Chaussier seccou en hm forno
un corpo humano cuj pieso '''otigii*^ r
d centoe vinte libras. Depais de' secco
fioou redasido a do*e. libras dob^ilfll*'
gc que* materia solida do corpo er pra
a aga na nsao de um |*ra nove. Esta
experiencia noxtraa prrporcaS em que
estad 01 fluidos do corpo can os solidos.
( Folhas Inglesas (
Horneo Lit lera tos da Alientan ha.
i" -a -
A AKsmanha coate nais de. 18.000' au-
tores vivos. Nesta numere a^Mat po-
b'lirado obra* completes 6,9^ ten pu-
blic-do urna t obra i83 teto publicada
cada un entre'uo a 10a rolme compre-
hendendo brecharas porcm seto terem
jfeto un* eic*5 completa 4-5oi ta d-
do O le -trabaibos inteiranaate scientifi-
cos e a,o;/< teas escrito livros de pikdet,
o numera dos poeta lie ri56 o' do tra-
dactamhe de3Qip. Parlo de la.ooo
sabios e bornea* de'letra trabilbiri pa-
ra o* jorn*es e par* a collecceen perio-
dicas de toda a especie.
( rol lias Por tuguen*. )

?. -r y
Avisos Diversos.
^ >.-...
Mk

_ A pessea qe* arnunciou percizar da
hum rapar, para temar coat de hun*1 loja
d nitideaes por balancp dicija-se 1o pata
do Callegio', vendL de portes amWrtta,
quaa:harcmqcem trtter.
__ O abano assigaada fas seientealo-
dio os seus AlotJhC qae a 7 do cor-
rente mee i a dia d'abe/tova da* Aulas la
Prineira* Le'.r* 0 Francs ; ooltoo tan
bea avisH a todos ce Snr*. Pae d Fami-
lia que do seo prestio e qOitavam o-
iltsa>r : dirija-** cam arat filia pira o
matr|clarem d'oje at 6 de corrate al Fo-
ra de Porta* em a roa de Santa Amaro
(*sa D. par* 0 di* cima declarado re-
ceberen as Prineira* Lreoaent. Joaqain^
Joze de SaOta Ana* Barro*.
Afoga*e por das dan smente, no
netmo compra-**, Doetes, Cavatina ,
r^rapiatas e Val** pdra uto ou mais
duas flautee: quem as tiver .'dirja-s*
eita Typogialia ; advrta-sc, qu I-se
bom negocia s m neasaa bmocaadas fo-
rero corretea.
Nodia i. da crrante furtoa-se aa
anela d'ouro com 4 a 5 oitavas de ourade
la i, com hum diamante grande *ea citoa
a ama red* de maierle ; cuja he em cima
de anas folhas de pabla para bixe) e he
feito moderna i qaea e dilo for oflere-
cido o podar tomar e traxer a Forte lesa do
Brum Sargento Manual JsO CaVaeiro
qua ter de grztificaca ibooo re alan
de lh6csi: essa beigjdo.
Ofierece-se ham hornera portugus
pea oisairo da armasen ou Cvbraoc**,
a que tem bastante praiiea de negocio do
paiz ; queci opercnr dirjaos a ra o-
va D. vfi antes de chgara ponte da Batv
*. qoasa rte informar em o *-
nunciante.
AHoga-se haoa ns no logar do
Mangoiftho pequeo, qoae defronle da
casa deFri.aciscAntabtodeOliveira1eem
frente para a estrada, fondo para o rio de
me de eagordaf a. ermpe. e de a. atar -'- f'" Ja. akn Te*-
denpif. Eteado a i*oa *ada ViV ,
f*sem-lh nciaoe* obre o corpo tir*6-
he pedseo* da carne, que maodaS para a*
diversa* p*rte do* seus campo* 0 planta
tedo
o sango
da
coe* deix*6 crrer
dtsgracid* ciao?a pelo chio ante* qoe
morra, per*didos de qoo r. trra recada
coraawngae qoente de hum* cria rica e
torna infinitamente mais frtil! A'grf *
dados ipglezes mandada ahuma aldea,
por ordm dos mi*innrio 'nio cb*r5
menos di *5 ctlfcocas m6ad*s a Sacafdo
milie;faaT ac najor Jnae Cnloa
aira.
-. Pr*cii*-se de ham wprn Webeffade*
uitimaonntedoPefto, da 11 a *4 estaos da
idade; que sib* lar escrever a coa>tar, a
d algum abono 1 sua coodaeta. Ari**eta-
aaqoa-hv para Maeei. A racar Fm
do Mallo* com Firmina Jo*e Felli* da*o**.
_ A eaz* de pasto da' roa1 do Quarteia
D. 8 pres*dahumc*e*Jo que entenda
de copeiro : >quam estivr ueste* eireemv
taneits dirfja-ao a diaa psaa tratar j.
julte.


r^
DIARIO
r
DE PRNAMBUCO.

1*
A luga-so canoeiros, e canoas para
eonduzr lijlos detpipucos para o Recife,
por juste de viagens uu pur da ; preci-
sase de um feitor par* un engenho que
I nha b'a sondad* ; vende-se madeiras
enchami de ao pulmot delouro, cahVros
de ib e 4 plmos ; e caff : no porto das
canoas da ra ora casa de capiro junto a
serrara ouem api puco a filiar con Jo-
aqun) do Reg narros Pesso.
. Traspasa-se um ar.maaem do carne),
eom todos os seus pertences sito na prata
do collegio : a tratar na ra da Florentina
oo sobrado aovo.
Quem precisar de un hornero portu-
gus de 4oaonoa de dade para qualquer
survica de carnuda dirija-so as 6 ponas
D. 19.
Nodia 31 de Dezembro as 8 horas d
nite noisthme que tai do Becife para O-
linda junto a fortaleza Jo buraco toma-
iao a f.irc* do poder de um negro uro ci-
?llo russo a patacadona anca a sellado 5
quemo pegar ou delle tiver noticia din
ja-se a Olinda no varadouro a f 11r com
Joa Pereira da Silva Gumarles, e no
Recife cora Jos Affjoso Moieira na roa
da Cruz alraz do Corpo Santo, que ser
recompensado e promelle-se guardar se
gredo.
O Padre Jos Joaquina da Silva Guer-
reiro avisa aos Paes da seas discpulos de la
tim, e francez, que segunda feira 7 do cor-
rente Janeirose|cho abertas as suas aulas.
ende deven tchar-ae os alumnos repct-
v )j ; e a estes lemhra o mesmo di* marcado
para continuar aeus estudos. O mesmo
tnnunciante convida a todos os Srs. que
quiserem servir-se do seu p'estitno, de
euja utilidade publica, e particular, be suf-
ficiente prova o o. de aa Alumnos plena*
mente approvados no Curso Jurdico ero
o curto espago de 8 annos a procuradlo
o pateo do Carmo lado do norte pe
ultimo sobrado ; 1. andar. Adeverte
tambem que o estipendio mensal he da
3aoo o mesmo porque sempre lem ans
nado nesta Capit-I.
Precisase de urna ama de boa con-
ducta para urna eaaa de pouca familia
n* ra do Fsgundes no 1. andar do so-
brado defronte do Capillo Felis Correia.
-? Qaem precisar de uoa ama que sa-
be cotiuhar, e sngommar, dirijt-sea iu<
da-GlonaD 5i.
Preciaa-se alugar nos bairroa de S
Antonio ou Doa isla uro sobrado de a
andares decente comcommodos sufie-nles
">ara grande familia, quintal e cacimba ;
qurn o tiver dirija-se a Mera do Consulado
a filiar ao respectivo administrador ou a
tua casa na ra do muro da Pe nha Dci-
ma 18.
- O Tenante Coronel Francisco Jos
Martina, actual Cemmandanle da Ilha de
Fernaodo de Noronha pede disculpa aos
seus amigos desta Lidide de nao Ihe ser
possivel responder pela Encuna Lebre s
diff rentes cartas que pela ditj Escuna
recebeo motivada da limitadissima demo-
ra que ali leve a referida Escuna; sim pro-
melle dar conta de si na primeia opportu
nidada.
Qaem precisar de om btasleiro de
dade de So anuos para qualquer empre
go dirija se a ra da Gloria 0. 15
Na ra Direita venda de 3 portas ,
D. 14 precisa-se de uro caixeico.
Antonio Rodrigues Cotts do pri-
meiro de Janeiro desou de ser caixeiro de
Francisco Moreira Das e por isso nio
lem mais ingerencia nos seus negocios.
Quem perdeo um anel na Mtt'iz do
SS. Sacramento de S. Antonio, no da
95 de Dezembro findo procure a Joao
Francisco dos Santos na rita do Sr. Bom
Jess das creoulas, casa D l4 que dando
A pessoa que qor comprar una bo
tiea mora na ruado Livramento D. 12,
venda de Antonio Jos Alvea.
Quem precisar de om portugus para
flaiseiio de en gen jo e ines.no para venda
aeado para fora da praca di rija-se a ina
nova ao p da ponte loja de Loiz da Costa
Leito.
A ama que annunciou querer servir ,
saliendo engommar, e cozinhar e lodi
o mais servicio de urna casa dirija se a
roa Ua cadeia velha n. 5.
O abaixo ssign-do para evitar ques-
ea** avisa ao rsspeitavel publico que
nngaero faca troca ou venda algHima re-
lativamente aos engenbos Bom retiro e Li-
mlodoce ira Villa de Serinbaem situados
em trras do engenho Mallo grossn } pois
que sendo interesssdo em partes das men-
cionadas propriedades protesta se opor-
e a todo o qualquer negocio que sobre as
m.etmet se fizer Msnoel Elias de Mourt.
- Quem liver para alugar um primeiro
andar de um sobrado, on ama ca>a terrea ,
as mas do Rangel Dirita das Agoas
verdes. Horas, paleo do Carmo, a** de
S. Pedro que o seu akiguel nio exceda
de 8 a 10,000 annuncie.
Quem precaar de um ptimo cozi'
nheiro portugu-i, dirija-se ao beco do
Trena em um assogue.
_------------;-----------------------------------------------------,--------------------------------------
Avisos Martimos
_L. ---------------------------------------Ui------------------
PARA LISBOA, ateto 6r do corren-
te o rouito velleiro" Brigue PortugtiQX Fe-
liz Destino, de que he Capillo Jos da
Silva B lio, quem quiser car regar ou hir
de pajsagenn dirija-tea Francisco Seve-
riano Rabello ou ao Capillo na praca do
Commnrcio.
PARA O ASSU' sahr imprelerivel-
mente no da lado corrente o Bergantn)
Braaileiro Paquete de Pernambuco ; quem
quiser eairegar on or de pissagem diri-
ja se a bordo fundiado defronte da lin-
goeta' 011 ao forte do mallo quina da rus
da L*pa no 1. andar a tratar com Leo-
poldo Jo^ da Costa Araujo.
C o m p ras
~ Um quaty que aeja macho e^nio
e exige o preco : aa ra das Trincheiras
D. i5-
-- Um cavado castapbocom mos bran-
cas e qu* teja novo f ni ra da Cadeia
do Recife D. 18. ,
Vendas
Folhinhas de portn de
algiheira e de Padre, para o
anno de 1839 P*'09 precos de
seis viuteos as de porta doze
as de algibeira e pataca as de
altnanak completo, e de" Pa-
dre ; todas irnpressas nesta Ty-
pograia, em bom papel e ptimos
Typos; e hern conhecidas pela
certeza do calculo, e redigidas
pela primeira pessoa que em Per-
nambuco fez folhinhas: as de al-
gibeira alem das noticias do cos-
tumecontem urpa tabella chronolo-
?;ica dos principaes fastos desta
'rovincia um ensaio Topogr-
fico da mesma segundo a divi-
hSo das novas Comarcas, e um
Almanak completo : na praca
da Independencia loja de livros
n 37 e 38, ra do Cabug Ija
do Sr Bandeira no Recre ra
da Cadeia loja do Sr. Quaresma,
ra da .Madre de Dos defronte
da Igreja venda que foi Jo Re-
zen'de na Boa vista botica do Sr.
Joaquim Jos Moreira defronte
da Metriz e em Olinda ni botica
da ra do Amparo.
-- Urna eacrava de, naci de dade de
14 ann< s pouco mais ou menos com prin-
cipios de coznba a costura ou troca-se
p->r um negro que m ja Gel, e que nio
lenha o coslume de fu;ir a ejcrava he
rerolbida : na ra dos Martillos do lado
da Igrejs, casa D. 15
A venda ds ra daCooceiclo da Boa-
vista D. 3o, cuja lem bom ranxo para ma-
tulos ; e um escravo paca, todo o servico
casa ; a tratar na mesma.
Travs de todos os coroprimentw,
3oocaibros de mangue ja descacadot 9
travs db ct macar i de palmo em quadro ,
um negro de todo o serv co tacai de ar
roz branco ditas de feijlo roolatinho, fei-
xesdeabmos, aaret de ceflb e outros
gneros ludo por tjrecocomrodo : na rus
do Rangel venida de Lnz Jos Manques.
Urna escrava de naci de 20 annos de
idada ptima engommadeira, cozinheira,
e lavadeira no pateo de S. Pedro sobrado
de um andar D 8.
- Urna boa cata terrea sita em fora de
portas : na roa da Cruz n. 5;.
Urna paderia eom todos os seos per-
tences tita na roa' Direita defronte da
venda do fallecido Jos da Penha um ca-
vallo com canga|ha ; e um par de cacam-
bas : a tratar na mesma
Urna bonita escrava com a5 annos de
dad* ptima cozinheira, de ludo insi
gne lavadeira eengomma bem liso:,na
ra Direita passando a venda do fallecido
Jos da Penha sobrado D-ao. %
Urna loja de conros sita em muito boa
roa e tero muito poucos fundos : nesta
Typofirafia se dir.
Botint de, Lisbot meios ditos sa
patos a botinados de bom bezerro tapatos
de rluraque para Senhoras e meninos, di-
tos de corda vio ditos de duraque setim,
e marroquim/rancezea bolinzinhos e sa-
patinhos para meninos chinelas para ho-
rnera tapatoa de bezerro francez de sola
Bnaegrossa, chapeo do Chile de todas as
qualidades e bichas de boa qualidad* ,
ludo a pr^co cora modo; na praca da Inde-
pendencia n. 6, 7, e 8.
Mui'o tnperior e nova salta parrjlha ,
chegadaltimamente : no Recife armasen
de Manoel Francisco Pontea-
-- Um bom carrinbo de duas rodas:- na
ra nova em casa do s*gero Francez.
Um bom cavallo grande muito pro-
prio para carrmho de cor russo caire-
ga baixo e esquipa : nobotequim da rna
ila Madre de Dos e no mesmo sa precita
de un bom cozinheiro.
Um negro de ao a a4 annos da dade:
na ra nova D 9.
Duas caixas de amarell para astocar :
muito bem Vitas e por preco com modo ,
na ra da prAja serrara do Marroquim.
Urna venda com pouc fundos, sita
noslterro dosAlogadot : na ra de San-
ta Thereza D. aa.
Urna negra forte e boa vendedera
de rna kwia ra da cadeia do Recife Dci-
ma 18T
Superiores chapeos pretos de maesa ,
ditos de castor branco e preto da nlii
ma moda ditos elsticos., bicha grandes
de Lisboa ; e na mesma te consertao e pe
se a moda chapeot de castor e de massa.
ludo por preco mdico ; assim como se
informan chapeos do Chile: na fabrica jun
lo a cadeia.
- Urna armaclo com todos os pertences,
e em muito bom lugar por ser bom local pa-
ra comprar madeiras : a tratar nos arrum-
bados na casa junto a capelinha -de S. An
na a fallar coro Jlo Sabino de Lima : na
mesma cata ha um rapaz bratileiro de ida-
de de ao annos que deeja arranjar se em
algoma casa de negocio inda mesmo para
fora da praca e da fiador a saa conducta
-- Um relogio de repelico com caixa
e mostrador de ouro; e um papagaio pti-
mo Tallador : as 5 pontea venda D 10.
Bolina de Lisboa meios ditos s-
palos a botinados ditos de orelha de |>om
bezerro daos de corda vio de urna tola ,
ditos de nfarroquim francezes para homem,
botina para meninos sapatos de marro-
qnim para Senhora a 640 ao par ditos de
duraque preloede cores dito de marro-
quim e de duraque francezes sapatinhos
para meninos de a a 9 annos ludo por pre-
co coromodo *. no atierro da Boa vista foja
D.9-
* Um faqneiro completo de dnzia um
par de catticaea de prat duas talvinhas ,
urna eteri vaninha um par do caslicaes pe-
queos proprios pira pianno nm apare-
Ibo para cha* e csixas para rap ludo de
muito bom gosto e viudo ltimamente do
Porto: na ra Direita D. 19.
Arroz branco pilado muito bom : no
beco do peixe frito venda D !\.
Vinhoda Figueira de superior quali
Ou aloga-se e troca-se diariamente
veiias de cera de meia quaita at I^uhei-
ros por preco commodo: na ma do Ran-
;el 9sobrado de um andar.
* precisa-se de urna ama para o servico de dad* a ia8o a caada : na raja ds sssh
velb armasen D. 1.
Escravos Fgidos
Desspareceo no dia a do corrente ua
moleque de naci angola de nome Pauli -
no, bonitaGgura 1dadede ia annos pi-
ra 13 secco estatura, propria da ida-
de levou vestido camisa ecalsade riscaJo
azul cujo moleque julga-seter sido fur- I
lado por ja ser a segunda vez ; quem
delle liver noticia ou o poder apprehtn-
der o poder levar em casa de Manoel
Franciaco Puntes onde mora o s>u Snr,
Antonio da Silva Jnior, no Recife rus di
sanzalla velaa que tei generosamente re-
compensado.
Do sitio pegado a pinguella chamadi
de Luiz do llego em S. Amaro na es.
irada que va i para Belem urna negra de
nome Mara, de naci congo levou fur-
tado tres voltas de cordaS com mAdallm li-
sa (enilo um diamante e no outro I ido
urna chiisolita levou vestido de chita ro-1
xa ja desbotado e palmilrhas zoes fu-
Ihos largas por baixo, debrum do talho
de chita corda obreja encarnada, e
panno de chita ella he bastante bruta e I
em ambas as fontet lem on calombinhot |
de sua trra denles da frante podres ti
quebiados baixa e cheia do corpo o j
rosto he mu notavel por ser pequea e 1
I cangul<*da ou agucado ; quem delta der
noticia certa de maneira que se veriSqui
j ligar onde tila existe ou a levar so dito
sitio ser bem recompensado.
No da 3o do p p. fugio una escri-
va que be coubecida por andar vendendo
pi de milbo de nome Mara ha preti,
estatura regular ebeia do corpo as mi*
cis do rosto altas, boca grande, beicoi]
g roscos peitos grandes, pea pequeos,[
levou vestido de chita de assento branco ,
e fines roixas pnno da costa com lislrisj
brancas e mtame de panno branco; qusm
a pegar leve ao Recife ra do Amurimera
casa de Antonio Jos Francisco da Veigi.
Fugio no dia aJ de Dezembro, ua
moleque de naci de nome Joaquim,
ofBcial de sapalero, de dade de 18 annos,
baixo cara redonda pernal e dedos doi 1
pe! pequeos unhas bastantes aparadu I
por ter tido em pequeo muito bixos le* I
vuu vestido calsa e camisa de brim e eos*
tumaandar com um chapeo de palha, quena
o pegar leve as 5 pontas no penltimo so-
brado do Peixolo.
Na ndfce de a4 de Dezembro fugio j
da casa D. 1 na roa da anzalla nova uoi
escrava pretae creoula de nome Ar.na,
dade pouco mais ou menos 3o annos cor
fulla alta e bastante gorda levou carosi- i
go urna troixa de roupa e tero os signan
seguintes : .o e algumss costuras de leridas no lado direi-
lo do pescuco esta escrava foi do Sr. Joio
Francisco de Albuquerque e Mello qu*
morara em Bebirbe; qualquer pessoa que
da mesma tiver noticia a queira mandar pe-
gar e learar a mencionada casa, que seta
generosamente rec impensado.
-- Fugio no ultimo.de Dezembro doee-
no p. p. orna negra da costa ja idosa "
nome Calhariua, alta um Unto fulla, que-
brada de ambas as verilbas quando and*
deita os pellos para fora ; quem a pegar le-
ve a ra do Aragio D. 37 quesera gn'
Meado generosamente. .
Movimento do Porto
NAVIOS ENTRADOS NO DIA t.
ILHA DE FERNANDO ; 3 das, Etconi
de Guerra Nacional Lebre, Commandan-
, le o |. lenle J-uiuo Lamego Costi.
LIVERPOOL ; 48 di^a Cale-a Ingb*
Ironside de 16$ Tonel. M. Mitctwll
caiga carvlo de pedra ; a Me. Calmont.
BARCELONA pui Cad.x ; 70 das e do
ultimo po't 3o Brgue Hespaohol De-
liro de 104 Tonel. M. Felis Marsian,
ctrga vinhos : a Me. Calmont veio re*
Irejcar esegoe para Montevideo.
Pe*n. aTtp. di v. r, db t, -- i83y


CORRESPONDENCIA
I
F
5/2/i. Redactores.
Em comprimento de minha palavra dada na
minha correspondencia de ao de Outubro crranle,
vou responder a correspondencia do Snr. Monleiro
engerida no seo lieiu conceitaadu jornal n. 317. Ds
o Sur. Monleiro eifi principio, que pieza tanto a
sua reputacio, qunntoeu prezo a niinlia : en deixo
ao Publico imparcial ojuiroa respeito, a vista dos
fitos que a presen tar-mos. Dis mais o Snr. Mon-
teiro que eu era zero e nulida na sociedade ,
ipiando j elle poza va de opiuie publica; este dito ,
Snrs. Redactores nada mais he do que huma pro
va de ser o Snr. Montero mais idozo doqueeu ,
pois quando elle .gozava dessa opitiio de que fas
alarde, eu me achara nessa Prapa recbendo educa-
clo, e incap'n de ocupar empregos pblicos pela mi-
nha poucaidade. Dis lio bern o Sur. Monleiro que
lo salie onde eo adquir sciencia e ten) toda tia a
paletisse de dizer, que en tivetres anuos de estudts
no Seminario d'Oiinda; ora aiOnlando esses eitudos
c maisalguns que tive na Aula publica de Latim da
Boa-vitta parece j ser muilo para o Snr. VJon-
lero., que niu pode por ai mesmo julgar de minha,
alias muilo deminuta capacidade literaria; pois mal
aprendendo as primeiras letras, escreve, pronun-
cia virhulla dilicerar, obeStnlia-se, sticrestoj
em lugar de vbora dilacerar absteriha-se se-
questro &c. &;. He por tatito o Snr. Montreift
mullo pedante por querer conhecer da minba pe-
quena capacidade literal ia. Principien logo o Sur.
Monleiro faltando a verdade quando dis que eu es-
tiva tres annos no Seminario, pois nao he este o
exacto ternpo que eu ) etive. Cuftipre dizer qr/e
eu nunca me gabe de sabio, e bem longe estu de
ter esta lenteci tivesim huma educacio rfttiirodi*
ferenleda do Snr. Monleiro, pois desde fe tenra *>
daile de 7 annos, fui conduzido a essa Praga, e a-
1m educado entre os briosos e cutios Pernambuca-
tios al adado de dezoito annos; ao 'mesmo lempo
que o Snr. Monleiro embienhando as agrestes
matas d'esie trrido Sertlo, exercitava o honroso, e
delicado oficio de vaqueiro ou vindos ao derredor
de simugir vacas, nuchar civalos balar oveihas ,
regougar raposas, e asobiat serpentes, e leudo por
buin suave d\-ertment perseguir 118 Tigresa a Ira-
ye de aiperas e eseabrozos rochedos. Diz mais 0
Siir. Monleiro que eu me enchi de soberba por ser
Eltito Depulado e queesta cleicio foi por mio de
cabalas. Em piimeiro lugar respondo que eu nao
me ensoberbec, tivesim muita salisfacio por ver que
merec algiim conCeita aos meos Patricios, anda q6
nSo me i algo dgito de otnpar lio honrozo lugar.
O Sur. Monleiro poretti nao obstante ostentar que
poza de muita opinio publio, e blasonar de ser co-
iiIkcko nas quatro Provincias do Norte, nenhsn:
voto meieceo na primeira eleicio e nem mesmo a-
chou quem cabala-se a tal respeito. Em segundo
rogar, rilo podendo eu ver, sen grande, e verda-
deiradr, o Snr. Monleiro vituperar os meos Ilus-
tres comprovincianos, que nio me rece m o vil epi-
theto de cabalistas, com que elle pretende injura-
los; responda que o mesmo Snr. Monleiro sen-
do lio bem Eleitor na segunda eleicio votou em
mim nio obstante ser meo total iniraigo; pelo que
se deve convencer ou que me axou merecimentos,
ou que he cabalista; pois sendo meo inimigo cla-
ro est que ufo vota va aa> mim sem meaxar mere-
cimentus, ou recber para iso algum premio. He
porCm irrizorio ver o Snr. Monleiro laxar de cuba-
listas os Eleitores por me fazerem Depulado ; e cha-
mar INuslre a Assembla, por que o Fes Vice Prezi-
denle em se lemhrar que aquella Assembla era
comporta pela maior parte dos meamos Eleitores, a
quem elle apelidou injustamenle por cabalistas. Coi-
tado Ficou lio 'contente com a nonieacio de Vire
Prczidente, e a Ilustre Assembla fes a injustica de
nio reelegeo. Continua o Snr. Monleiro enume-
rando eminentissimos Empreges, que a Provincia
fhe lem concedido era alelo os seos ampios mere
chucutos: a 'modestia fas que eu seja mais recalado
m narrar alguns que ella fo bem se lem dignado
conceder-me se bem que nao serlo talvez tao emi-
nentes como os do Snr. Monleiro. Nao posso po-
rem guardar silencio quando Vejo o Snr. Monleiro
jactar-se de promplo em servir a sua Provincia, pois
prOva*se que elle he bem remiso a ste respeito. Dis
que se presin voluntariamente corri seis cvalos en-
eingalh.idos &c. Isto lie falco, e se o Snr. Tenente
Coronel assim atestou foi por nio estar bem lem-
hrado do que se passou naquelle lempo ; pois com o.
documento n. 1. prova-se que a que I les cvalos nio
fovio dados voluntatmente, esim requizicio do
Tenente Coronel, e que nio erio lodos do Sur. Mon-
leiro. Alega ter mandado cincuenta bois para a
sustentadlo da Tropa ; e que elogio deve merecer
por isso, Snr, Redactores? Nada mais fes do que
negociar com a Napio vendendc-lhe aqnelK-s bois
pelo preaao de ao^'000 como venda aos Manantes ;.
com adiferensa porem que ests linhio a liberdade
de refugar oh que lhes nao agradavaS e o Snr. Te-
nente Coronel, pelo contrario nio pode obrar as-
sim na pozicao em que searhava, e por isso recebeo.
todos que elle Ihe mandn dos quaes tl vez nenhum.
valce aos'ooo. Falta verdade quando diz que os
mandn levar a sua custa e por pessoas suas ; pois
. certo que elle sendo naquelle tempo Juiz de Pas ,
os mandou por soldados. A vista do grande lucro
que fes com a Nac*o n he muilo que fizesse doa-
cio desses ^oofooo rs. de que fala com oslentacio ,
cuja doacio foi feila depois de rechacados os rehel-
des ; pois elle nio quis fazer oferta ao principio na
esperansa que o Pinto vencerse: melbor seria que o.
Snr. Monleiro dessetie que fes doacio daquelles
40uioo rs, para ?"r desaparecer em parle os di-
trros qu Vagavao apelidanJo-o por corcuoda.
Quer o Snr. Monleiro provar com a enumeri'ij
veses serv90s que he mais Palriota do que eu ; po


i
1 em vou mostrar que tehho maior piniio a esse rs-
peito ; por que quando o Pinlo Madeira araeacou
arruinar Pombal, o as Familias Patriotas, ali re-
sidentes, se virio, por falla de forca suficiente, na du-
ra necessidade de deixar os Patrio lares e procu-
rar asilios desviados doameactdo Pombal, .e isio ejp
huma estaco chuvoza; neniuma se quis abrigar na '
raza do Snr. Monteiro, nio obstante ter inulto c-
modo ; na minha caza porem, mais distante do
Pombal do que a do Snr. Monteiro se asilai So seis
Familias, pertenceules ao llluslre Patriota o Snr.
Manoel Ferreira de Sousa, Cnenle Coronel do Ba-
ta litio de Guarda Nacional do inesoio Pombal ; na
Villa do Priucipe distante do Pombal vinte leguas,
se azilou cm cata do Esc. Sur. Senador Francisco
de Brito Guerra, a Famiiia do benemrito Patriota
Snr. Capito Mor Gonsalo Jos da Costa que a-
cabou seos da* no campo da honra; algumas at se
HUjeitarSo ao rigores do tempo, sein que huma s
procurasse a oaa do Sur. Monteiro ( ut supia di
xiruos) por que disiio que fedia a corcuuda. Quem
porem procuran a caza do Snr. Monteiro, naquel-
le lempo Juis de Pas ? Hum homem processado
por crirhes polticos, cjo nome direi se o Snr..
Monteiro quizer e al a uiandou lansar fora do seo
Debilito o cultamente, em ves de pretender como
era do seo dever, pois tinha o rol dos culpados; e
isto niesrrto provarei coni documentos, se o Snr.
More ira duvidar. le para o documento n. i. que
eu chamo muito n alensio do respei'avel Publico ;
por quauto delle se ve que o Sur. Monteiro nio
ta pronlo em servir a sua Provincia como se ja-
cta a vista do frivolo pretexto, com queseescu-
zou aosservicos como se o-itivesse de prestar o a-
quelles de quem injustamente se queixa e uio a
ua-Patria; digo que se queixa injustamente poi-
que nenhum daquella corporaca o prelendeo ani-
quilar ; tanto aasimquea Meza Eleitoral, em ves
de o multar pelo nenhum fundamento da escusa ,
relevou esta culpa, e a Cmara coutetitou-se com
riscar o seu nome da lisia dos Vereadores. Entro
tanto elle nao se mudou da Provincia. Alem disto
h entre esie documento, e a correspondencia do
Sur. Monteiro huma man i Testa contradicaS ; pois
tind elle tiesta ostentado ser bem aceito dos seos
comprovinciano1), naquel'e'dis que tiles o preten-
den! aniquilar. E quem o ntender Dis mais o
o Snr. Monteiro que eu meos Manos, ecuuhados
demos vinte boil para nos izenlar-nos da marcha
contra Pinlo Madeira : eis ahi Snrs. Redactores ,
huma grande, ma ni Testa e negra calumnia pois
aquelles bois nao lora dados para nos iz-mlar-mos
da marcha porem sim para coadjuvacao do stislen
todaTiopa, como'evidentemente pro-, o com os do-
cumentos u. 3. e 4 Eu era no lempo daquella
marcha Sargento Mor relormado ; inais dois (i I los
de menor idade, e Estudaeles de Latiin pelo que
uem eu uem elles estava5-mos sugeitos a marcha
alguma, a na5 ser hum rebate geral; nao obstante
a penas soiibe da marcha da Tropa, dirigi-me a
Villa do Principe, e ali sem ter ainda alado com
meos Manos, e Cimbados, oTereci aquelle donati-
vo. Nnhuma culpa tenho se o Snr. Tenejite Co-
ronel oficiou ao Exc. Snr. Prezidente da Provincia,
Joaquim Vicira de Souia, dizendo que aquelle do-
Ilativa linha sido dado por mim. Foi por ordem do
il\csuio I...v. Sur. que ioi esie ooio publicado no
Naialetise e uno por mandado dos meos compro-
vincianos para me sufragaren!, como calumniosamen-
te* di'o Si-,-Mdntciro. O niesmo SrvMohleiro foi qu
pedio escuza para a sua genle i eu oslara na Villa do
Principe quando a Troda se reuni para marchar j
e j o Sur. Tenente Coronel sentia a lardansa da
resposta de hum oficio, que linha dirigido ao Sur.
Monteiro pedindo-lbe gente para a marcha ; j o
Pavo o apelidava na ra por corcunda quando eu ,
inalado pelo Reverendo vice Vigario daquella Vi'Ia f
o Snr. Mauoel Joz Fernandes, e pelo memo Snr.
Tenente Coronel sabi da mesma Villa pelas des ho-
ras do dia, e soliendo todo o rigor do sol do meio
dia, cheguei pelas cinco da tarde a caza de Snr.
Montero des legoas distante da dita Villa ; e des-
pertaudo-o do letargo em queseachsva, enlaoficou
elle ao Snr. Tenente Coronel pedindo-lhe escuza
para os seos vaqueiros, c agregados como provo
com o documento n. 5. Eu costomo servir a nimba
Paliia por ser minha obrigaco e pela adhesfioque
tenho a cauza publica; rasao por quen->5 numera*
re aqu os meos servicos, como por osietitaea fes o
Sur. Monteiro, se bem (uc na5 troco im-tade dos
meos pelo total dos delle. Quanloao Snr. Montei-
ro dizer que nio disae que eu linha em meo puder
o diiiiieiro do donativo, en nao admiru ; por que
sempre leve por costume dier huma couza e ne-
gar quando assiin I he convem, o que posso provor
com documento de sua propria letra que tenho em
meo puder. Dis o Snr. Monteiro que para eu iti-
teiraraente lavar n minha reputaco devra ter a-
prezentado a ordem do Governo pela qual entre-
gou se a Fr. Jesualdo Mara de Floren** a quantia
de 205,8000 reis, e o recibo do mesmo Fr. Floreusa,
duvidando asiao da minha palavra e jiilgatido-^ne
com capacidad* de ler desencainiuhado aquella
quanlia o que nio he menos do que chamir-me
ladro Snrs. Redac lores nenhum dos Excellen-
tissimo Snrs. Presidentes da Provincia da Parahibi
deixou de acreditar os meos oficios ; o Snr. Mon-
teiro pela sua tn fe Ioi capas de faser de mim
lio baixo conceito : e fas-se inulto sentido por eu
lhe chamar calumniador; que nome pois m quelte que rom laicas i mpn tacos manila a honra
dos seos semelhantes? Eis ahi, Snrs. Redarlo: es,
a ordem do Governo com o titulo de documento
o. rj. e u recibo de Fr. Jezualdo cotn oTilulode
documento n. <].'. lavada sem duvida est a minha
reputacio, segundo a expressio do Snr. Monteiro.
Diz mais o Snr. Monteiro que lodos nao sao obliga-
dos a mecrer pela minha palavra. En cstimei que
o Snr. Monteiro etlabelecesse esta propozigo di
qnal me sirvo lio bem para peiguntar-lhe como
que-r que eu, e muita gente lhe demos crdito as
vt-rgonlioxiis e inauditas cotilas em que cobrada
Santa des mil e lanos cruzados por hum pequeo
sci vico e lias quaeB cotilas se notan ai!ic,es falcas ,
bem como a dispeza de 6jsooo reis ieita com oito
homens e oito juntas de bois para conduccio de
quatro paos para as columnas do Aliar quando os
condutores juraro a poeco na prezensa do Juis que
forio buscar aquelles paos por fazer ornla n Sania ,
e que f forjo dous paos, e nio quatro e lina!-
menle que neuhuma di-peza pagou o.Snr. Monlei
ro pela Santa na conduQa dos ditos? Assim como
o Sur. Monteiro di^se que para en lavar inteir-
nienle a minha repulacio era preciso aprsenla:
ordem do Governo, e'reribo de Fr. Florenga ; as-
sim lio bem eu digo que para elle lavar nlftiraiuen*
te a sua reputaco, he preciso aprezenlar hum do-
cumento verdadeiro, pelo qual prove ler gastado em
relhos para andantes coritas e tamoceiios para o f
servco da Santa mais'dececenla rorOi' dos bois da


Santa que matou para o mesmo servico!!!! An-
da wlo est sanada a doloroea chaga que abri no
inlitno do meo coracio a celebrrimo caria do Sor.
'Monteiro de 7 de Dezerabro de i836 ( que a farei
Eublicar pelo seo jornal quando o Snr. Monteiro sa-
ir segunda ves a campo ) na qual memoziou com os
injuiiozo epithetos de insidiante atrevido, e li-
bertino Eu ja me queixei disto na minlia cor-
respondencia ; porem o Snr. Monteiro guardou si-
lencio a respeito, tendo alias1 respondido a couzas
mui insignificantes; lie por tanto calumniador, e
niara e mais por nao 1er provado o que disse a
meo respeito. Qnanlo a arguico que roe fas o Sur.
Monteiro, por 11S0 ter ccmprido a ordem do Pre-
sidente Nabuco rcfiro-me a minha primeira cor-
respondencia; e quando dis que mandei o dinhiro
paca Pernsrnbuco como terno risco, nega de
'proposito a vnrdado: pois nao ignora qu as r'el-
cii iis daq'ii aio para Pernambueo, e nao para a Pa-
rahiba, e que aquella quanlia foi entregu nessa Pla-
ca por hum Marchante, fJW comprou-nie algns
bois, e por isso bip-bio a nenbun risco rcesugeitei.
Escarnece o Sur. Monteiro, pergnnlando se aquelle
dinhiro esleve guardadinho em alguroa burra ; "n0 letibo burra, Sn:s. Redactores: l al ves queja
boje tivesse-comqne mandar lazer huma se o Sur.
Monteiro fosse mais exato noromprl menta dos seos
deveres ; pois tendo (alecdo meo sgro a 18 asnos ,
tile teve a felicilade de ser seo Tcslamenteiro e
manejando os dados a seo geilo at htfje nao me in-
"teirou de minha legitima f e nao cieo conla do Tes-
lamento, muitogado tem morrHo da seca e an-
da existe grande porco sol) a administra?:5 do
Snr." Monteiro que desde aquelle lempo vende
os hois em que repartao dinhiro com bs Erdi-
los!! Quonto a dlzer o Sni-i Monteiro que acuel-
le dinheuo esteve tn negocio respondo que Sendo
eu obligado a d ir conta delle, logo que fose pro-
curado nenhuoi crirae era negociar com elle com
tanto que n5o l'altasse a entrgalo quando me fosse
exigido. Pergunta o Snr. Monteiro por que o nao
recolhi na mesma especie ; respondo que eu al o
recolhi em melhor especie ; pois sendo qtuzi todo
em cobre, como provo com o documento n. 8.,
mal podia oacrescimoda potrea prala enderonizar o
prejuizo que ouve no cobre. Tendo o Snr. Mon-
teiro tonudo intrusamente conta da dmrrnstrac$o
por n.ntte do legitimo Administrador, apurn em
moedaat o anuo 1829, coro a que tinba ficadoa
puiad quando faleceo o Administrador hum con-
t cincuenta e nove mil sete ceios e cincoenta e
cinco res em prata eouro, nioedas coi rentes na -
quelle lempo pelo seo valor nominal. S eu Sii'9.
Redactores conlei cota a minha mo fyiojfooo *!
em ouro pouco lempo antes da morle do Adminis-
trador. Sendo o Snr. Monteiro chamado a coritas
este anuo apreseolou a mesma quanlia valendo o
pataeo 1 fttoo Permila-me o Snr. Monteiro la-
zer-lheaqui alguna perguntas: primeira se 3le d-
dinheiro esteva guardadinho em algnma burra ^se-
gunda se aiuda mesmo sendo s eniprata nao leria o
serescimo de mais de 700S000 a favor da Santa ;
tercena se |85 pagou aos Oficiaos qu 'rahalilarfo
it Snr. Monteiro que nao ; porem eu nurmo que a
Santa tofreo nei.se dinhiro hum grande prejuizo.
Diz mais o Sr.JVlontciro que melhor aconcelhado do
que eu eritregou o dinlreiro qne tirn rio Donativo,'
'eos mesmos que'o'tidliao dado, 11S0 saliendo d Le,
que o rnandasse Vecolher oo'Fisco ; masen pergnnto
qual a'Le que o mandou' entregar coillra a ordem
do seo Chile do ('avalara o qual llie ordenou o
guardassrfem seo puder t que llie fosse procurado ?
O Snr.1 Monteiro entendeo melhor a Lei do que09
Exceiient'ssimos Sni's. Presidentes da Parahiba a
q'uem me derigi, e que*me determinarlo que fizesse
recolher aquelle dinhiro ao Fisco: depois que dei
parte ru)^overno, falei a respeito ao meo Vigario,
o Exc. Snr. Senador Francisco de Brito Guerra ,
pessoa de reronhecido mrito, e sciencia m qual
me diss que eu tiulia obrado o que devia ; hfiosei
pois qual foi o sabio conrelltciro do Snr. Monteiro ;
mas o riicsmo Snr. se colidis afirmiirido na cor-
respond ncia le.r sido ina,js bom aconcelhado do que
eu ao niesiuo tnipb que dis no seo documento n.
a. que obren assiin por I hje parecer majsrazoavel ;
e se este dinhiro era dos soldados paiaqUeoSnr.
Monteiro Ibes entrei>ou com a comlicade llie torna-
ren) a dar quando fosse pedido ? sto he hnma pro-
vaciara de ler o Sin. Monten o couliecidoquo aquel-
lo dmhjefro Ja fifia perteixa aos soldados j t-stobrou,
Capito 'l > b'em linha dado. Muilo pouco valioso
acho o.d ouiHonlo, polo qual preleuJeo o Snr.
Monteiro prova que les entrega dacpielle dinhiro
nos seos pi imelros donos ; pois cjue constando a sua
Comnhia (le* 7a pracas inclusive os ficiaes,, a-
penas se'achao assignados uaquelle documento-17
soldados sendo certo que nao s se nad v a assigna-
tura do lfores, como de alguns soldados que la
hom concorrera y dado porem que elle fo-se valio-
'o delle ee v* que leudo o Sur. Monteiro recebido
aquelle dinhiro em )8ao, sein 1827 foi que o en-
Iregou. ISstaria to hera guardadinho eui alguma
burra ? Nao leria sido posto 111 giro ? Aqui vejo ve-
rificado, Snrs. Redactores, aquello verso; que diz
-- Ha "ente e gente grave, queeoj seo*olbos uo5
v, nefri huufa tiave -- Corri o Sr. Monteiro dere-
ja que o publico'faca hum exacto juizo nosso res-
peifa'J fofereco o 'documento 11. 9., pcioqualse
poce julg r 10 procediiiiepto do Sr. Monteiro. Com
efllilo Sin s. Redactores, he milito de admirar
qiri hum hqVm m das quaiidades do Snr. Monteiro ,
c que se jacta de gozas tanta opiuiaS publica desde
o te ropo em qu eu a inda era zcro, e niihdade na
Sociedade e;qucc< r.do-se dtssa epiniase abatetse
a ponto de se dirigir a hum Ministro de Christo a
fin) de que este f.zToiiJo o vil papel de sedutor rogaste
a dous hpmens para negafem o \crdade, mandando
o dito Snr. Monteiro huma capia de sa poprj le-
Iim (qu- lenbo-a em meo pudor; para que aqueles
h.uncus Ihe 1 o pandes .0111 por ella a lim de puder des-
truiro meo Titulo, e !i iuid'ar de seos capiixos fi-
cando-secom a minlia Propiedade. Sou homem, Sis.
Redactores e per i>so mesmo sugeilo a hum- igual
r-aqeza, po'rem ingenuamentecol'ess, que piefi*
ro mil vezes a morle, Outios de igual naturtsa
exisiem em meo pudor, que seraS publicados,
quando o Snr. Moni, ii o me dor motivos. Conclue
finalmente o Snr. Monteiro a sua correspondencia ,
peduido me que diga quanlo souber de sua condula
poltica, civil, e moral, .-que a sua penna fica apa-
rada; quanlo api meira parlo respondo que a mnha
educacao me prohibe p.ibli.ar as faltas d..s meosse1-
tneiiaaies, e so lenho publicado e punucarc al-
gomas do Snr. Monteiro em dofeza da niiidia honra,
e'beuia meo pisarj quauto a segumla parte nielhoc

i


1


seria que o Snr. Monleiro disteis* que fica pronta a
peonadb seo astalai iado. Supooho, Snr. Redacto
rea, que respondendo a correspondencia do Snr*
Monteiro tenho eficientemente provado com argu-
mentos deducidos da sua inesma correspondencia ,
que elle lie lium calumniador, e detractor da minha
honra. Concluo afirmando ao Snr. Monteiro que
nunca estarei dematiadamente ocupado para deixar
de responder sempre as suas correspondencias, e pe-
dindo Ihe finalmente qaequando ouverde responder
as miabas nao deixecm resposla humoso artigo.
Queirad Srs. Redactores, dar publicioade no seo
jornal, nao s a esta minha correspondencia, como
ta bem aos documentos que a arorapanlia eom o
que muito obi igaia5 ao seo leitor, e atsignanle. Sei -
ta das Espi miaras no Arapu aos 39 de Outubro de
i838.
Antonio Alvares Mari
DOCUMENTO 1.
' Diz o Coronel Antonio Airares Maris, que a bem
deseo direilo preri-a que V, S. mande ao EscrivaS
que revendo hura Oficio do Capitio Manoel Pcreira
Monleiro feilo ao Tenenle Coronel Jote Teixeira da
Fonceca na ocaziaquemarxou contra Pinto Ma-
deiro Ihe d por cerlidad ao pe de^te de verbo ad-
verbum o theor do artigo que trata de seis cavallos
para coadjuvacaS da mesina Tropa : por tanto P.
a V. S. IHm. Snr Juis Municipal seja servido as-
ai rn deferir pelo que R. M. -> Pasee. Villa do Prin-
cipe 16 de Novembro de i83i. Santos Brito. -
3oh5 Maria Valle, EscrivaS do Geral desta Villa do
Principe, por S. M. I., e C. o Sor. D. Pedro a*,
que Deoa Guarde &c. Certifico queem virludedo
despacho suppra, vi o oflicio de que fiu menca o re*
querimetito suppra, el que requero Supplicaule
he do theor seguinte: Remeto a V. S. osseisani*
maes rom rabrcslos, e peas, e cangalhas como V.
S. me determina, e caso que corra risco, ou mor-
ra alguns dos meos, ufada me deve e aendo dos
que mv prest a rao eu sou que os pago e naS mais
sufficienle por que a sarna, ci broca tem estruido
tudo. Dos Guarde a V. S. felismente. Dinamar-
ca a de Jutilio de i83a. Illm. Snr. Jote Teixei-
ra da Fonceca CapiiaS e Comroandaute da I-orea
Armada. Manoel Pcreira Monleiro. liada mais se
continha em dito Olficio do que requer o Supplican-
1e que fielmente copiei do proprio original a que me
reporto, e vai na verdade tem cousa que du vida fas-
j-a lido, corrido, conferido, e concertado por
mim proprio EscrivaS no principio desta declarado
coi mea Escriptorio nesta Villa do Principe da Co-
marca do Ast e Provincia do Rio Grande do Norte
aos 16 do mea de Novembro Anno do Nascimenlo
de Nosso Snr. Jetus de 1838 anuos. Em fe de ver-
dade, o Escriva Vitalicio do Civel Joa Maria
Valles.
DOCUMENTO a.
JoaS Maria Valle, Secretario da Cmara Muni-
cipal da Villa do Principe pela meama Cmara cm
vertude de Le &c. Certifico que o theor de hum
Olficio do CapitsS Manoel Percha Monteiro, diri-
gido a Cmara Municipal desta Villa do Principe he
da forma seguinte : lllms. Snrs. Foime entregue o
Olficio de Va. Ss. datado em 3 do correte mea ,
era que ine partecipao me devo tur nessa Villa no
dia ai 'para a reuniaS do Collegio Eleitoral o que
certaraente cumpriria se nao fosse o estado de ani-
quilacaS a que inultos Snrs. desie Corpo Social me
perlendem reduzir em paga dos Ser? coa com que
me tenbo prestado a bem dessa Provincia, depois
que a ella me encorpoi ei, por tanto fot coso fiera que
me torna-.se para a Parahia donde me axo traba*
lbando com os meos escravos a facer o meu arranjo
em consequencia do que n 8 me devem mais Vs. Ss.
contemplar como Provinciano do Rio Grande do
Norte. Dos Guar'e a Vs. Ss. felismente. Dina-
marca 19 de Abril de 188. lllms, Snrs. Vice-
Pesid nte e mais Vereadores da Cmara Municipal
da Villa do Principe. Manoel Pereira Monleiro.
Nada mais se condola cm dito Olficio que aqui fiel-
mente copiei do proprio original a que me leporlc,
e esta fispor me ser requerida pelo lllm. Sor. Co*
ronel Interino dad Leg desda Villa do Principe, e
Porto Alegre. Secretaria, da Cmara Manicipat da
Villa do Principe 15 fie Novembro de i83o\ Joad i
Maria Valle. Secretario da Cmara.
DOCUMENTO 3.
Illm. Snr. O amor da Patria e o arden te
dec< jo de llie ser uliz me dirige c a raeu* Irmio*,
e cimbado* V. S. offerecendo-lhe para coadjHV-
caS da Tropa une marxa contra o sempre malvado
Pinto Madtira 3oojcOO rs. em dinbeiio, ou vinte
beis, como mtlhor servir V. S.: m nos izeutan-
do com isto de prestarmos tnaior suma em defeta da
sagrada cauta da librdade, que deferid- r -mos a cusa
de no'sas vidas, derramando por ella athe a ultima
gota de sangue. Sirva se V. S. de acceitar nossa
ofJVrta que be filhu legitima do nosso Patriotismo,
e da adbesad, que prestamos ao systima jurado.
Dos Guarde l'elis nenie a V. S., e o proteja na
cauta da librdade, traiendo-o aos bracos de seua
Amigos, e Parentes. Villa do Principe a6 de Maio
de l.ia.
Illm. Snr. Jote Texeira da Fonceca Coman-
dante da Foica Armada da Villa do Principe. Aa-
touio Aliaras Marit.
DOCUMENTO. 4.
Illm. Snr. > Recehi o cfficio de V. S. de id
desle edellevejo os Patriticos sentimentos de V.
S., e de toda sua familia dos quaes tem tempre
dado em todos os tetnpos provas autlunticas e in-
contestaveis. I.anco mi da off-rla dos vinte liois
para coadju': dora deste Municipio ,' e breve marcarei a V. S. o
dia e lugar em que os deve mandar por, I ,e. re i
apretenc do Exc. Snr. r"i ezidente desta Provincia
esta generoza preslaciS a quem Dos Guar Je felismente. Villa do Principe
a8 de Maio de i83a-
Illm. Seabor Sargento Mor Antonio Alvares
Marit. Jote Te i x eir da Fonceca. ,. -
DOCUMEUTO 5.
Instrumento em publica forma de hum requer-
ment do Coronel Antonio Alvares Marit, dirigido
aa Teen le Coronel Jote Teixeira da Fonceca. Sai*
bao quantoaeste publico Iastrumento virem que sen-
do no anno do Nascimenlo dr Nosso Sr. Jess Christo
de 1838 annoa, aos 17 dias do met de Novembro do
dito anno nesta Villa do Principe da Comarca do
m
-a*
11


"%*
J ,
\\
ss" e Provincia do Rio Grande do Noite em men
Fsciiptovio por parle do Coronel Antonio AIvare8 Ma-
ris na foi entregue h requerimento do mesmo Coi
uJegidoaoTcuenteCoroBel Jote Teixeira da Fonceca,
pediido-rneque lbedesselnstrumcntoem publica for-
ma dodilo i equei ment, o qual tomei, e heo que adi-
anlesesegu". Dit Antonio Alvares Maris, Cor*1 de
LeciaS do Serid, que a bem de sen direito necessita
que V. S. lbe alerta debaixo de juramento os Iten
seguinle. Primeiro se o CapilaS Manoel Pereira
Monteiro deo qutro centos milre para a coadju-
vacaS da Tropa que inarcbou debaixo do Comando
d V. S. contra Pinto Madeira na sabida da Tropa ,
ou seos deo depois que a Tropa chegoua esta Villa
leudo derrotado o iniroigo. Segundo sequandoa
Tropa eslava em veceras de marxar rauraurava a-
pel>d.n lo a. dito Capillo por corcunda ou nio.
Terceiro se por esla cauta V. S., e o Reverendo Vi-
gaiiu Manoel Jote Fernandea instarlo, ou nao com
o Suplicante para hir ter com elle a fin de dar
raapota, e salvar a honra, e se o Suplicante sa-
nio qu nao pelas de/, horas do da para a casa do
mencionado Capillo distante daqui dei legoas. Quar-
lo se o dito Cupila6 respondendo pedio para que
Jossein os seus vaqueiros e seus agregados dispensa-
dos ou nao da marxa por tanto Pede a V. S.
Ilim Sur. Tenenle Coronel de Guardas Naciosae
do Serid lbe ateste ao p deste quanlo souber pelo
que R. M. Jote Teixeira da Fonceca Tenenle Co-
ronel do llatalha de Guarda, Naciooaes da Villa do
Principe Provincia do Rio Grande do Norte &c--
Ateslo, e joro aos Santa Evangelhos, se perciso-
for que o Capito Manoel Pereira Monteiro deo o
4oos'ooo rs. depois que a Tropa se recolheo : assim
como que he verdade ter a tropa murmurado e
por esla cauza inslei, e o Reverendo Viga rio com o
Supplicaote para sabir a loda a preca avisar ao dito
CapitaS para me responder ao Olficio que lbe havia
derigido pedindo genledo seu Destacamento ; a*sim
como be verdade que o Supplicante nio heaitou hura
momento em montar u Cavallo pelas dea horas do
da a cuuiprir o pedido. Ta5 bem he verdade ter o
Capillo Manoel Pereira me pedido em seo Olficio
para dispensar da marcha aos seus Vaqueiros e a-
gregadoa, Villa do Principe 16 de Novembro de
i838. Son* Toixeira da Fonceca. Nada mais se
coiiiinha em dito Offich, e ateslacoque aqui fiel-
mente copiei do seu origiual a que rae reporto e
vai na verdade sem coisa que duvida tassa, lida, cor-
rida, conferida econcertada por mim proprio Ta-
hellio ern raeu Escriptorio em dia Era ut retro.
Em f de verdade o Tabellilo Publico Jlo Mara
. Valle.
DOCUMENTO 6.
Publica forma do theorseguinte -- Illm. Snr.
Recebi 9 su3 Parlicipsclo ile i4 desle mei cora a
caria do Reverendo Vigario da Nova MissSo do Gen-
lio das Cabeceras da Ribeira do Pianc Fr. Jezualdo
Mana de Florenca, e sobreo que nella roeexpoem
nasso a diaer. Nesta occatilo cscrevo ao dito Viga-
rio inciunbiiido.o de mandar aprontar o ornamen-
tos e linagens que pede, devendo V. S. adianta-
llie o dinheiro que Ibefor necessario para estas obras,
lirado dos Donativos, as qnaes depois de prontas a
vista da couta, e recibo hio de ser pagas pela Junta
du Real Fazenda, servindo este pagamento para sa-
liafaxero dito adianlamento. Fico a passar as con-
venientes Ordena para serem entregues, e remetlido*
o Donativos dasoulras Villa para se recolher ao De-
posito e guarda das pessoas por V. S. nomeadas,
e ique devera fater os suprimeotos ; e a respo.
der tamben) pelas trras que devera ficar para pa-
trimonio dos Indios. Aprovo as nomeaces que V.
S., e o Reverendo Vigarto fierlo de Director, c
Capillo Mor aos quaes breve reraeterei ot Titulo
dos seos Empregos, podendo V, S. entretanto hir
providenciando tudo o raais que for necessario. Fi-
ca-se aprontando a ferramenta cuja conduccaS nao
poder ser com a brevidade que eu dezejo por depen-
der de condcelo, que hade aparecer de combois
v indos desee Ser lio ; e bom seique V. S. me par-
tecipe de algnm que d'ahi sabir para esta Cidade.
Tocias as providencir que forem necessarias a bem
dos Indios, V. S. bir dando j e participndome
circustanciadamente. Dos Guarde a V. S. Para-
hiba 28 de Maio de l8ai. Illm. Snr. Joaquim
Alvees de Faria Capillo M1- da Villa do Pombal.
Joaquim Rehallo da Fonceca Rotado. E mais senlo
contiuha em dito officio cima transcrito que eu An-
tonio da Silva e Souza bem e fielmente pasiei por Pu-<
hlica forma do proprio original que entreguei a quem
meaviadado, aoqual me reporto, e est sem coma que
duvida faca por mim conferida e concertada escri-
ta e assignada de meus signaes Pblicos e raros
de que uto. Villa do Principe aos 29 das do mei de
Outubrode i838. Escrevi, easigne em f de ver-,
dade o Tabellilo Publico Interino. Antonio da
Silva e Souta.
DOCUMENTO T.
Publica forma do iheor seguinte Recebi do
Snr. Capitao Mr Joaquim Alf es de Farias, em tudo
o tempo qu eu estive na Mislo da Conceicio na Ri-
beira do Pianc 3ooi'ooo rs. gastei dos ditos 3ooJ'
em todo o tempo que eu estive na dita Missa em
beneficios do* ditos Indios aSol^oo rs. Fica p4'3oo
rs., subeijou do dito dirrheiro e ja o entreguei ao
dito Sur. Capillo Mor Joaquim Alves de Farias
p4$'3uo rs. Fr. Jesualdo Maria de Florenca Mis-
ionario Apostlico afirmo como subra em este dia
a? de Novembro dei8ti. E mais se nio contiuha
em dito Recibo cima transcrito que eu Antonio da
Silva e Souta, bem, e fielmente passei por Publica
forma do proprio originar que entreguei a quem rao
avia dado ao qual me reporto e esl esta sem couta
queduvida faca por mim conferida e concertada,
escrita e assignada de meus signaes Pblicos e ra-
tos de que uto. Villa do Principe ao? 29 dias do
mes de Onluhro de l838. Escrevi, e aesignei em
f de verdade o Tabellilo Publico Interino An-
tonio da Silva e Souta.
DOCMEOTO 8.
Diso Coronel Antonio Alvares Maris, que seo fa-
lecido Pai o Capillo Mor Joaquim Alvares de Faria
por ordem do Governador da Parahiha, ordenou
aos Capites do seo Corpo para tiraren) pelos solda-
dos hum donativo para o Aldeamcuto dos Indios do
Pianc, como prova com qualorze listas assignada
pelos Supra ditos Capules, e dos quaes ie v a im-
portancia ; ecomo seja muilo necesssano ao Suppli-
canie para salvar a sua reputadlo mostrar que a r.a.-
or parte dos dinheiro for5 dados em deminuta*
quanlia, requer a V. S. seja servido mandar que o
o Escrivlo revendo ditas lisias, certifique e a maior
soma dos dinheiros foi ou nao tirada era qnantir.a
de 3ao a 4o rs. por tanto P. a V. S. Illm. Snr.
*?**-
*


Jui Municipal seja servido assimde^ir, pelo que
R. J. Passe do que constar. Villa do Principe 29
deOutubro de i838. Santo Brito. Antonio
Ha Silva e Sou/ji Escrivo de Paz nesta Villa do
Principe Comarca do Ass e Provincia do Rio
Grande do Norte, enellaEscrivo .Interinodo Civel
na'conformidadeda.Lei&c. Certifico que revendo ai
Listas de qwe faz menca a Peca reto, dellfl cons-
ta que a maior parte da soma dellas 'oi lirada em qua-
tias de treaentos e vinte a (placenta rs., sendo de en-
tre estas o maior numero, e soma de 160 rs. O re-
ferido he verdade. Villa do Principio so de Outu-
brode i838. O Escrivio Interino do Civel Antonio
da Silva e Souza.
DOCUMENTO 9.
J)is o Coronel Antonio Alvares Maris que
bem de .seo dir.eito precisa que V. S. mande que o
TabelliaS revendo os Autos da demanda que correo
como Capila Manoel Pereira Mouteiro Hiede
porcerlidiode verbo adverbuin olheor de hiun re-
querimentodo Suoplicaate feilo ao Reverendo Jun
Alvares Camello Bizerra e daatestaca que o ines-
1110 passou ao p do mencionado requerimeulo : por
tanto P. 1 V. S. Illm. Sur. Juix Municipal seja
servido assitn deferir. E. R. M. r- Pse. ViliaJ
do Principe 16 de Noyenabro de 18J8. Santos
Brito. JnaMaria Va||e I$*cri.va do GeraJ dl*
Villa do Piucipe por S. M. I. e C. o Snr. Q. Pi-
di a. que Dos Guarde tude do Despacho suppra, fui rever os Autos de qu*
fas menca o requerimento suppra e nelle a fl. 119
achei o que requer oSupplicaivte, leu tbeerde verbo
od Verhnm he da naaneira aeguinte illa, e Rev-
rendissim Sor. Diz o Sargento Mvr Antonio
Alvares Maris morador no Termo do Siljd Pro-
vincia do Rio Grande do Norte que ten do compra-
do em itJajB huma casa de taipa sita na Povi-acio da
Serra Negra a francisco Maria da Silva aucedeo.
que o Capita Manoel Pereira Mon.teiro intitulan-
do-se Administrador dos bens da Capella se apos-
gasse della no mesrwo ahno despticamente a titulo de.
frivolos pretextos, edandp o Supplicanta principio
a reivindicar sua Propriedadenela rutipi competen^
tW consta-lhe que o dito CaP'*.a& 8e djiigira em dftj
de Fevereiro -a V. S. Mfer huma caita >empenlian
dorse muito com V. S. para que fiatsse coin que o
Teuenle Joan Manoel de S Cavalcanti ,e seu lrrn
Manoel Jaaqaim '(. testemunbaa que fora do papel de
compra da dita asa ), lhe. reapondessen que nao ti-
nhad.feilo sus .asssignatura empretenca da tende-
dora simdepois dtste ausente e ludo isto por hu-
ma copia (pie na imsrca uccasio remeteo a V. S. por
su propiia.letra.para assim destruir o legitimo titu-
lo do Supplicaule; e como omita neoessita oSuppli-
cante para defiender bSo f .0 seu direi*o como a
auaihonra, erepulacap,.que V. S. lhe;ateete ,debai-
xodo.jurameuto dos SantoslEvaugelhonae he^ounto
verdade tero mencionado Capita Pereina pnticad*
semelhante procedimenio, que .envolve eai i
mais negra maldade : por tanto ,Rede a V, S.
Illm., e Reterendisimo Sor. Padr Jlo Al vea Ca-
mello lheatete a verdade.-- E. R. M. Atesto,
e juro aos Santos Evaogelhos que o Capita Manoel
Pereira Monteiro por carta de i*5 de Fevereiro-do
corrate auno, a mim dirigida, pz em piylica lu-
do quanto menciona o requrimento do SupplicAiif
te } ajsira coaao atesto e juro .qne fakndo asdi'aa
leslemunhas, a quena apueientei a opia .eataa-re-
eutarao das reaposta .por .ella, rcapondenda-aae q-ue
j maia o faria, por que tinho aide.testerniuaa
da venda da casa quando &e gxava presente Fuan-
cisca M'W da Sil*a. O ueferido 4ie verdade. Ta-
quaritmba ia de Mareo de t&lj, -- Joud.Alve Ca-
melio bVaeroo e Meueze. Reconhepo a Jatea, *
firma suppra aer do proprio puntan do ftevereauh
Julo AIw amello por ter del la inteiro cpuheei-
iiiento o referid be verdade. VilU da Priaipv q
de Junbo de 87. Ena fe da vardede, o Eaeiivo
Jo Requerimeoto, e aetciu que todo aqu fiehwote
eopiei do proprio original a que roe reporto, e voi na
verdade sem couia que dovida fassa lida corrida ,
conferida e concertada por mim proprio Eawivli
no principio daata declarado em meo Eacriptorio es-
ta Villa do Principe da Camarcado A'-a, Provincia
do Rio Grande do Norte aos 16 das do mea de No-
vembro antu do Bascimeiilo de Nosso Seohor Jeaut
Christode l838. Emt, e leittmunho de verdade,
o EacrivaS da Geral Jop Maria do Valle.

/erit. ta Tjip.de M. F. de Furia. Janeiro de 114.
9


CORRESPONDENCIA
**&
tas i!
P
Jth-c
Snrs. Redctoreg.
Eu tara bcm persuadido de que ja nao existio
no nosso solo reliquias de despotismo ou que esto
vors monstro quando menos, j eslava prstese
dar os ltimos suspiros depois da nossa santa Consti-
tuigSo ; porem o tacto que Com pasmo vou narrar ,
afastou de raim esta falsa persuazao fazendo.me otr
por experiencia que xistem ainda fiis imagens dos
antigos Bachas mxime no centro das Provincias. A-
coucelhado pelos Profesoree do medicina desta Praca ,
procurei oa ares do Serto como mais salutferos e
clegendo os do Serido alli fi a mioha rczidencia por
akuns mezes. Quando ali oheguei estavn na ordem do
lia huma questo entre u. Snr. Sargento mor Antonio
A varec Marir h:e Coronel de Legio do mesmo Seri-
do e o Sor. Capitao Maiioel Pereira Monteiro sendo
o objeoto della ter este ultimo lomado arbitrariamente
au Sur. Maris huma caza que este havia comprado ,
cita nas trras do Patrimonio da Capclla da Serra Negra,
do termo da Villa do Principe do Serido dizendo que
aquella perloncia Santa Padroira da Capella de qem
o Sur. Monteiro se dina Administrador. Comegaro por
justificar cada hura o seu direito na quello Juizo. 'O
Sur. Maris aprezentou hum verdadeiro titulo c teste-
niunlias de reconhecido carcter ,' que juraro cons-
tantemente n seu favor c sem a menor eontradicao. O
Snr. Monteiro pelo contrario nenhum titulo aprezen-
tou e produzindo nove testeraunhas todas tiradas de
seus vj'|ueiros, e apaniguados. Estas, opezar da ea-\
tiidjda ligo apenas foro reperguntadas titubiarao >
e juraro finalmente a favor do Snr. Mariz. Alem dis-
o procurou o Snr. Monteiro sednzir, para negarem a
\erlade, nao 6 o cidado que escrevo o titulo da
caza do Snr. Mariz como tambem os dous que asi-
gnarn como testemunhns derigindo aos ltimos car-
tai de eu. proprio punhu as quaes o Snr. Mariz felis-
te colhcu e acostou nos Autos. Isto Snr. Roda-
ja me pareca mais que sufficiente para se co- .
eror > direito que assistia no Snr. Mariz e a se
razo do su antagonista que derera logo ceder de sua
injusta pretensSo ; porem no succedu assim ', e ed
fui testeinunha do que continuo a expor. Subirn os
Auto a prezenca dj Dr. Juiz de Diieito^ que do
favor do Snr. Mariz a sentenga, que por copia ofler*co
debaixo do numero priraeiro para ser tfio bem publica-
da. Determina o Snr. Monteiro appelar da sentones,
o que sabendo nquelle rerto julgdor lhe derige o offi-
co que por copia junto' debaixo do numero segundo.
K como a nada ultpidsse o Snr. Monteiro, requereu
i Snr. Mara aa Juiz que para defender o sea direito
na liclacJo, convinha que o Snr. Monteiro aprezentasse
o titulo, que o constitua Administrador ; sem o qual
nao poda demandar e para o queja tinha sido de bal-
de citado duas vezs logo no prnripio da questo.
Quando se espera va que elle aprezentasse hum ltelo
valiosa eis que appnrce huma falsa provizao pnssada
eni \H1d prr hum Ouvidor da Parahiba, quando em
1820 tinha o Sur. )r. Mananto Joz de Britto Lima ,
romo primeiro Ouvidor da nova Comarca do Rio Gran-
de do Norte exercitadd na Villa do Principe as func-
coes de seu Ministerio. Quanda raesms fsse legal
aquella Provizao j eslava sc.m vigor por ter sido
pnssada so por hum anno. Notn-se quo em 1820 ,
quando ello toniou arbitrariamente a caza ao Snr. Ma-
ri nein essa Ilegal Provizao tinha. Conhecendo o
Sur. Dr. Provedr a illegalidadc da qnclla Provizao e
que o Sur. Monteiro estsva titulo de Administrador ,
pralicando arbitrariedades e delapidando o Patrimo-
nio da Santa n fim de cavar seus caprixos, e intrigas
.... i i _____J-J..:...,
ji.ii neniares nouve por uciu uuincnr iium ioiuuuciiu
Administrador que zelasse aqueile Patrimonio orde-
nando no Juis Municipal cha'mnsse a contas o Snr. Mon-
teiro pelo trmpo em que intruzamente regeo os bens
da Santa. Entao bramndo de raiva o Snr. Monteiro,
e levado do abnrainavel dezjo de huma malentendido
vin-rnnen o que nAo faria ? O que ninguem penctia.
A presen to iiunms conuW, qr.e fizem a vergonbn do
tesis aboceto huffiem, cobrando da Santa mais de des
^____
i mil cruiados por hum servico, que fez na Capella, o qunl
n5 excedo a hum altar mor (imperfeito por nao estar
ainda pintado ) hum corredor, e seu sualho, sualho
do coro forro da Capella mor, e a Jgreja rebocada
por dentro, e por fora ; sendo a llha tijollos, e
grande porco de farinha dados de esmola a Santa. S-
ja o respeitavcl Publico Juiz desta cauza e julgue se se
pade consumir na servido supramencionado a exorbi-
tante soinma de mais de des mil cruzados que juntos
ao producto da tlha tijollos farinha e.de mais de
de sessenta bosda Santa, que so matarn para na Ira -
balhadres, mais esmolas que fizerao os fiis te-
mo! a pequea obra excedendo a mais d desaceis mil
cruzados e bem lnge ainda da sa per frigio. Snr.
Redactor grande lucro tirou o Snr Mi.nteiro contas quo fes com Nossa Senhora: Nao pode porem
o honrado Dr. Provedr levar em conta to illegaes ,
como extraordinarias dspezas como se v da seiilen-
ca que offereco debaixo do numero terceiro da
qunl o dito Snr. Monteiro appdlou pnrn a lielntilo
deste Destricto. E quem dssera Snr. Redactor ,
que o Snr. Monteiro, que a pouco demandou o Snr.
Mariz, se intitulavh em suas razoens finaes por zel zd
.defensor dos Direitos dn Santa orrojando-se a amca-
>gar a existencia do Snr. Mariz, a fim de ver se aterra va
este, o fatia com que dezestisse da defeza de seus Direi-
tos esquecendo-se que se pozesse em pratica este seu
execrando projecto delle nascerio funestissimas coime-
.quencas como lhe fez ver a pessoa a quem elle publi-
cou este sempre detesta vel intento ouzasse agora apre-
'zentar-se em campo demandando a mesma Santal!!
He de notar que pela primeira vez que o Sor. Dr. Pru-
vedor veio ao Termo do Serido o Snr. Monteiro lhe
fez o requeriraento que debaixo do numero quarto offe-
rco com o seu despacho despacho que s lhe fui con-
cedido por que na quelle lempo eslava o Snr. Dr. Pro-
vedr persuadido d que elle era legitimo Administra-
, dor: Ora do mesmo requeriraento se v que o mesmo
Sur. Monteiro tres anuos tralmlhava na Capella a sua
cusa ou dos fiis, e ainda assim nao hesita aprezen-
tar na sua conta todas as dispezas feitas cora o servico
antes daquelle despacho^ despetas que elle estava obli-
gado a fazer por hum voto", que fez a Padroira de aca-
bar a Capella mor a sua cusa se ella o livrasse de hu-
ma mole'a, que entao soffria da qual cora efeito fui
livre. Elle porem ja n5o se lembra de tal voto cora
mettendo assim hum sacrilegio segundo hura mitigo
sabio que se expressa nestes termos O voto he hura
conctrato que se ajusta com a Divindade; e huma
promessa solemne que se lhe faz da qual nao ee per-
mute diminuir de nenhum modo couza nlguraa ; e se he
hura crirae faltar a palavra respeito dos homens he
huma impiedade, e hura sacrilegio fallar a palavra a
respeito de Dos. Nota-se mais que depois do despa-
cho s trabnlhou hum anno lempo em que he imposst-
vel ter gasto mais de deis mil cruzados. Os bens da
Santa, Snrs. Redactores, nao chegSo para pagar, ainda
vendendo o sitio do Patrimonio o qual ( dizcm ) tem
a milito o Snr. Monteiro urdentes dezt-jos de o possuir.
E que lucra a Santa, Snrs. Redactores, em vender todos
os seus bens para pagar huma quantia que se dis ter
sido gasta no servigo do seu templo h'cnndo assim sem
bens algn e com o Templo imperfeito ? Que ho-
mein a nSo ser hum louco dar todos os seus bens
por hum Palacio ainda nao acabado ficando assim sem
ineios de acabar ? Nao seria melhur que esse preten-
dido Administrador fosse trabalhando no Templo da
Santa, pouco a pouco com os rditos do seu Patrimonio,
oo que esperasse que houvcsse o dinheiro neceasario
nbo etposto, Snrs. Redactores, o estado em que se acha
a questo da Santa cujos Autos chegar em breve a
esla Praca a serem sentenciadas no respeitavel Tribunal
desta RelacSo ; e todo o serlo attenlo a decizao do dito
Tribunal espera ver confirmada a justa sentenca do
Snr. Dr. Provedr embora o Snr. Monteiro digo ufa-
no que r> forra di dinheiro hado torcer na Leis ; nem
eu nem as pessoa ensata da quelle sertao no caps-,


(O
titanios de tai e s* porbum azar ber- oritfario ex-
pectativa de todos nao se fuer jnslica cauxa da Mai do
Dos cu dar luc-hei ao trabalho de fazer publicar por
meto da imprenca as cuntas que apreientou o Snr. Mmi-
teiro -. com as necessarin* cotas freitas por huin Amiga ,
qu sta no faci de tudo para que o publico imparci-
al conlleva o que obrou com a Mai de Dos o Sur. Mon-
teiro : pois1 se nos defendemos com ardor qualquer
cauv.a nnut com rhuito inaior raiAo devenios turnar a
de Peta da cauta d Mai de Dos como nussa Advegada
ante o Thfono excelso do tupremo Authr do universo.
Qncira Sur. Redactor dnr publicidad na sua 'lltn
n esta itiinba ctp'nzieAo ,. com o que mu i to obngaia ao
en Patricio e Comprovinciano 0 devoto da Mi
de Dos.
DOCUMENTO N. L
Visto*, a nominado e conferido estes Autos
rom Sita'a nleeaer .. nrnns documento* c r;r/..i-i.;
dele se y terem os Authores o Mujer Antonio Alva- .
re Mari e sua mulher D. Monica Freir da Silva ,
intentado sua arcan com dircito e boa f e bavcrein
provado e simlentailo sua iutrnsAo com iiifiruiiieiiio
publicos com documentos aulhenlirns com plenas
proras testcniunifles e al rom as proprias provas e
confissftn do Reo o Capito Manoel Pcreira M.nleiro :
T fie mai que o Reo como destituido de direito ,
buscn subterfugios e aliciou pcrsas para jurarctu ,
e se constituircn em seo favor ; e des* sorie se defen-
deu nom dido e nialiria : v-ce igualmente iine o mes-
mo Reo lancen meo da cota em questao alegando ter
Administrador de Nosso Senborn do 0', quando nn
enasta qno elle fosse na quelie lempo enea negado l
tal Administroeto ; anim eolno trm litigado por parte-
da Santa sem pt-rmisruo do legitimo Irovedor : veso
taohom qne a testcniunlias dos Authores, lem de seFcm
de nirlhur nota, c criterio, que as do Reo, jururao con-
seslir e coiiclodeiiwuiente e que as do Reo se con-
tradicen! por ht maneira, e a otbos vistos : *>*e final-
mente que o alioiados pelo Re depoem todos contra
seo ftlwiador provsndo sen coiUradicSo a pruprki pli-
eu;o. A vista do que, e do mais que dos Autos cons-
ta tendu en vistas a ordenado do Livro 3. titulo
63 i e (57 e mas disppiicoeqs.d.e Direito com que
me conformo ; jnlgo pertencer ao Authores a caza em
questao com o alugueis pedidos pelos meamos Aiithu-
re que se liquidaran na execueflo a esta senlensa',
contar desde o da da injusta pOe do Ro e por isso
eondemns meamo Reo a entregar aos Authores a dita
eaia cun os seo alaguis ; assiiu como a pagar as ra-
las lauto .judeme* ou do Proc sso como pesanne* ,
e na Ditima terabro d 1827.
Botuto Quaresma Torrean Jnior.
bode pondeMY-W, julgO sr acertajo que V. S. de-
zistu dessa apelacao que me dizem querer intentar,
por aer esta dezistencia a favor e nao contra os inte-
resses da Santa que pretende proteger. Dos Guarde
a V. S, Villa' dn princeza 10 de Novembro de 1838.
Bazilio .Qunnesma Turreo Jnior, lllm. .Sur. Capitn
Mauocl Perera Monlero, Administrador de S. Senbora
, do 0' da Coqiella da Serra Negra.
" DOCUMENTO. N. 3.
Visto e examinados estes Autos de cohtas qne
presta o Capitn Manuel Pe re ira Mnnteiro na qualida-
de de Administrador da Capella e Patrimonio de N. Se.
nliora do 0' da Serra fegra coin o seo reqtierimento,
e nieo despacho de 5 de Detembrn de 1835 a etle juntos
d'elle consta, e se claramenle dC o dito Adnrinis-
trador pedindo-we em Dezenibro de 36 facuidiule po-
rn dsipender cora a obrad Capilla algnm dinheiro da
Sania que tinlio em sua mo j se tcnaVfl traballian-
do tres anuos na dita Capella d'ornlc se ve que nao
tendo elle at aquello temjio obtdo faeuldade jiar-i dis-
por d'esse dinheiro ; e eon(Vnnndo i.'fio puder ni He dia-
]u>r sem permisaio do l'rovcdor : eslava trabalhmido
at entao a sua rusta ou com eamdlaa dos tiere : ou"
menno a eusta da Santa sem authoruaco do Provcdor ,
e apeaar d'essa obra anda tinba dinbeiros da mesma
Santa cni sen pifder. Pelo que ; dando-lhc o Provcdor
faeuldade pedida para dispender na eonlinuac;\o a
tervico da Capella comente os rditos da Santa ; he rer-
lo que o Administrador uo podia fazerdciipezos supe-
riores a reneita da mesma Santa sem nova autnorizario :
e se ultrapassou esses limites com despetas emirises ,
dtvein correr por sua parle e se eenriderflo csmohsra ,
que por sua generoiidade fes a noasa Senfiora do )' e
por isso au posso levar eneonta senao a dispeza do
bnm tonto nove centos oito inU cincoenla e citico reis ,'
l:!08,,l,i55 igtial a re cita oreada e mais os bois qu
matou para o mesmo servico ficando nssim desonf ra-'
dffe Santa de repor quaniia alguma ao sobre dito Capi-
1 tao Manoel Pereira Monleiro e tanto
DOGUMFNTO. N. 2. d
lllm. Snr. Arabo de |r e sentenciar huna Autos
de Libello civol do reivendieaco entro partes o Sar-
|^entn Mor Anloo Alvares Marit e sua mulher e V,
S. como Administrador do boas de Nossa Sonbosa do
O'dn Capel lo da Serra Negra; e wuitoadmirei ter V.
St austeistado boma tal quesillo em nome da Santa',
lem Ireonta do seo legitimo Provtlor ao .-oiu o fiu de
covar capricboA e intrigas parlioulnres despondondr
aasiin grande soma de diuheiros em ve do zelar ne
Patrimonio como ero do seo de ver ; mas para nao isto
fique sanado deaJguma maneira e qfie ebjtftiae r. d.;*.
idear o Patrnitonio da Santa ooin huma.rcnbida queHtio
onde se ve a sun em ra^o e a grande jostica qe
aesis.te da parte do Sargento Mor Muris ; lembro a V.
S. que ser bx> dezistir de todo e qualquor recurso^
qne inima atentar a.favor dessa ^testfto pois qu.em
!'!,-aL9,er 'r'':;-n-4.-_!5ac cla parole eio,,.,; b Ja
.er os :e?;s s^isHor...0 m mesma Senem;a qnaanabo
Ae preferir. Aereee a islo o desar que fiea do minha
partrl r.t.nerar hnm Adminialrador que meiulga
injuatn; |)or que defenndo-se.a npelurao aprnimoacan
legUtiira niterposta enj lempo Imbil do Juito inferior pt-
r o Superior por motivo do remediar o grava-me app
*e jnljja feito qne eftmequencjT pqdero tirar d'a'qni '
0; .juc i-u un: considero injusto mi que e.oiidcsccud,
em qnem me chama'/ Por tanto a vista do que acal
e tanto mais qni
as diversas adicoens da dispera apnrecera algum&s :
' Jgncs e sem docunicnlos, que as junlifiquem ,
1 por exemplo na (lupina do anuo de J530 af. se v
rada a dispeza de l(i:790 reis de cusas da cuntas d
1^59, sendo ielo contrario essa dispe/a da d'uanta do
44:390 reis, como se v af e mnis abaixo vc-se iSobeB*
a dispeza desse mesrao auno adicoens de dispeza reitn
em 1534, 1834 6 1836 como o no anuo de 18.0 j
podesse elle sabor da qucllas diipeza que bavia de fa-
zer ero annos posteriores com fretea de Barcos canoas
& &e. Desa maneira poisjulgo por tomadas, firmes,
e vali.izns para nao srren. mais tomadas e nem se ale-
gar sobre ellas saldo algum pro ou contra. Villa da
Princeza 12 be Main de 1838.
fiutilio Quaresma TorreHo Jnior.
DOCUMENTO N. 4.*
lllm. Sor. Diz o Capitn Manuel Prreira Monleim,
Administrador d marca, que elle se ada trabalhmido a tres minos na dita
Capella e com dezejos do lev alia a sua perfeicoo ; que
lem em sua mao olginn dinheiro da mesma Swnhora ,
que pode multo bem ajudar a bum to santo fin, t\o
qual n5o pode dispor sem faeuldade de V. S. ; ontro
sim pie por cates meamos servicos n3o pode presente-
mente dar cpnas da Adiuinistraixo da dita Capella a
que a pode bem fazer depois de concluido o servico da
mesma nsstes termos. Pede a V, S. lllm Snr.' Juiz
de Dimito desta Comarca seja servido conceder ao Sup-
plicnute faeuldade asaim para lancar mo dos dinheiro
que tcmern seo puder para ajudar ao rvigo da dita
capeUfl > """ni" para dar aj coritas demos de lindo o ser-
vico desln deque. R. M.
Despacho Como nitrito se dnve confiar na pro
bidnde do Administrador pode' elle ofoitainente des-
jiender os rditos da Santa com o ervico da Capella ,
assim como prestar as suas cuntas quando bem Ihe con-
vier. Villa do Principo cinco de Dezembro de 1839.
TurreSo.
' .'.' k j... l.
41'
qnnj|0
as jV-
rollM
t exu*
0
Per: na Typ. de M. F. de. Faria. Janeiro. 1839.
V