Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08630

Full Text

Armo
XXIV.
Qtiinta*feira 51
KabM*jm*t&t'*'aKoarva*f,. muf u iroa
0 DIARIO publca-se todos os (liasque no
torem de guarda: o prfeo da assgnalura he
le itUO Por quarlel, /""''" H""""'"*'". u".
Ij-nnuncios dos assiguanlcs sao inseridos a
'KutO de 20 rs. poi linha, 40 rs. fin typo de-
ferente, cas repelicaVs pela melado. Os 11:10
u,Vnotetnagarfio80ri. por llnhae 180 r.
JJ Typo diferente, por cada puDIicacao.
P1IASES DA LA NO HEZ OE AGOSTO.
r,rtaU. a 7, a 37 min. da manh.
ftirrfa,a4,n.5horai e 56 min. da tard.
TJTn a 21, a 1 horae 48 min. da tard.
Tot a 28, s 4 hora, e 42 min. da tard.
PARTIDA DOS CORREIOS.
t'.dianna e Parahiba, as segs. e sextas-feiras.
II lo-G.-do-Noi i.-,,punas Imas ao meio-dia.
Cabo, Serinhaem. RioForinoso, Porto-Calvo
e Macei, 110 1.", a 11 e 21 de cada mci.
Garanhuns e bonito, a 8 e 23.
Boa-Visia e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quntas-feiras.
01 mda, todos os das
PREAMAR DE 110JE.
Primeira, s horas eM minutos damanb.
Segunda, s 7 horas e 18 minutos da tarde.
de Agosto t\e 1848.
DAS DA SEMANA.
28 .Secunda. S. Agostinho. Aud. dol. dos
nrpli.do J.doclv. P do J. M. da 2. v.
20 Terca. S. Adolfo. And. do J. do C. da I
v. e do J. de pal do "2 disl de I.
30 Cuarta. S. Roza de Lima. Aud. doJ,
rio o. da 2. v. fi do J. de paz do dist. del.
31 Ouinla. S. Hayinuiido Nonato. Aud. do.l.
d'os orpli. e do J. M. da 1. v.
1 Sexta. S. Egldlo. Aud. doJ. do el, e
do J. de pa/.do 1 dist. de t.
2 Sabbado. S. l'.slcvao. Aud. do I. do e.
v. e do I. de pal do I dist. de i .
.1 Domingo. Nossa Senhora da l'enlia.
s. ios.
CAMBIOS NO DA 30 DE AGOSTO
Undrd.porl#000rs.a60d.
Par* 345e350ra. por franco. Moni.
Lisboa 180 por cento di premio.
Rio-de-1 ilielro a n
de leu deboasfirmas a I \ aomci
.daj.iM.dei>berll.:;.aWr.aop.
-Oncas hespanjioUs 32#000 a 3M500
., MoVdasdeWWOv. I70Ja 000
. de 0/400 n. 18/400 a 1^1.00
de WW... OtKiH) a (VbflO
PraM-Patacf.e, brasilciros MU* a WM
Pesos eolumnarlos. 2#W a ^oj*
.. Ditos mexicano*..... I*H> a l?9M
Sobre
Pese
Icfoe
Ouro.

f
OMBjj DE PEBJUBDCH-
RXOIFE, 30 DE ACOST BE 18*8.
Rapifla fo a leitura que honlcm lzomos dos jor-
fes portuguezes de que fallamos em as linhas que
elevemos em o nosso numero antecedente; e, pois,
os tornamos a 1er hoje, aum de vermos se deparava-
moscomalgumn nova que porvcnlura nos houvesse
escapado.
Na RevolucHo de Sttmbro, de l!> de julho, vimos
nos o segu ule:
. f.hegou a escuna de guerra Meteoro das ilhas de
Snn-Thom e Principo, trazendo asaclasda eleicfo
poradepoladn por aquella provincia. Saino eleilo
Jos Mara Marques. Na eleicgo praticaram-se as
maiores fraudes, pelo que se izeram diucrenles pro-
' t Ogovcrnador Almeida fni morto : para islo con-
corroo nicamente o querer cortar abusos e punir
delapidacOcs. A'cliou alcanzado 0 thesoureiro do co-
fre dos ausentes em avoltada quantia, polo que
tirado. A necessidade de prover 808 mcios
Tudo (i rjuo se .
i/ i'ui i'on-
seques
ni
>a-
islentar a dita escuna, obrigaya-o a todos os ac-
tos do (Iscalisscao dos cofres pblicos : islo ora fatal
para muitos individuos: a sua -norte, pois, ro de-
cretada c levada a oflcilo.
o \3o leosle o primeuo exemplo ; nimios outros
toem lido lugar, como so v da historia daquellas
illias. _. .
< A ambicio all domina em grande auge, luuo
he desorden) e con fusilo. Oconcellio do governo he
composto de um presidente, homcm ceg, o qual pa-
ra assignir lie preciso que llie leven) a mio su
embalsado, da Sardonha .rlosns, islo he, o celebre Cabrera, cujo destino anda ^^^I*"
Finalmente parece que Klio se resolveu a entrar
vorno toscano na c,r,e Je Madrid. K nao era su isso o que apaonnuava a op,,,,,. j. g^**- ^tS^ZZ^Zl^l
0 duque de Valencia, presidente do eoneelho de que acredilavam na prxima desappariC,ao das gucr-
ministros de S. M. (',., e o duque de Sotomayor ti-
1,1 (T 1 .1 l j_ II l 1 papel, de um secretario, liem conhecido por suas Ha-
bilidades e de mais dous membros: um que he o ad-
ministrador d'allandega osla aprendendo agora a,
quatro especies, constando mais que ja fura acusado
por passador de moda falsa : e o outro que he de cor
preta, nem DIMITI sabe a liugoa do pinz.
Consta alli lino OCirurglilO mor que ncon.po-
nhou o governador Almeida na viagem se ligou 11 ne-
grarra, e que, pc/.ar de instado por alguem para h-
zer a ulOPSi dVquelle, so recusara. De ul di-
remos mais alguma cousa. L por ora HMtatam
fazeudo votos para que o novo governador l issoa
nao lenha igual sorte do BOU antecessor
Silo Ido signilicalivos os factos mencionados no ar-
tigo que acallamos de transerever ; reveism elles
tanta immorali.la.io da parte dos governantes e dos
governados, que nos dispensam de qualquer reflo-
X80. Cousas ha que por si mesmas se rooommcn-
dam oxecrac.no : laes so, por exemplo, esses actos
de perversidade, escndalo c fraudo, queahillcam
referidos.
Alcanqam a 14 do precitado julho as noticias de
llespanha, dadas pela KceolucHo.
S. M. Calholica continuava a residir em Santo-Il-
defonso, onde ultimtmcnle estavam quasi todos os
nnistros. Tildo nduziS a crcr que S. M. se achava
n'um osudo adianlado de gravidez. Entretanto, go-
zava S. M. de perfeita sadc, e estavam, porconsc-
guinte, dissipadosos roceios de ijue se sonliam lo-
mados os llespanhes no tocante a regia succossao.
Restabelecidas us rela{0os diplomticas entro a
^iiiwn'i iiniin 11rfi----r-i--------
iihan sido condecorados com a griia-cruz de San-
Mauricio pelo roi Carlos Alberto. Ao conferir seme-
ntantes condecorares, o rei levara em mira leste-
munhar, de modo inconcuso, H.io cada -' mais se
ostroitam as relaQoes polticas e diplomticas entre
S llespanha e a Sardenlia.
Verillcra-se que careca de fundamento o lioalo
de liaver o governo franooz chamado a Paria Mr. I.es-
seps, seu ministro eir. Madrid.
Constava terchegado capital de Franca o infante
l). Henrique que precipitadamente desapparecra de
Tolosa,
A crisecomniercal a dcsappaiecendo rpidamen-
te; ailliiiaiu avultadaa quanlias metlicas ao banco de
San-Fernando; c o agio das olas, que n'alguns
das chegra a 14, tinlia bailado a monos de melado.
Mandira-se suspender a allionscjlo Ol venda dos
hens de raiz, acodes, direilos e censos, que perten-
ceram, nao s s commendas das quatro ordens mi-
litares, sendo lambem s irmandades, sanctuarios e
confiaras.
No entsnto que ludo assim concorria para fazer
sopprquo ia niolliorar a situado linanceira do paix,
eis que npparece no Clamor Publico o carta infra:
a ttarcellona,') de julho. Nao baslavam as infinite
calamidades que pesan sotire osla desgranada as
q.lo, como laceos, miseria, falta de numerario, di-
i ilhas; elles lambem sefundavam no aprlsionamcn-
toefizilainenlo de Alzas, mais que milito compro-
vados pelo artigo to Memorial dot PireriHu, '|"e Vil"
mos copiar :
lie ceiloque o general II. Joaquim de Alzafoiof-
fectivamente tomado prisioneiro por diias compantu-
as do hatallifio que faz giiarnioiio em Villairanca, que
estavam emhoscados ; 0 lamheni h.; certo que loi lu-
i'ido. Nsrrarei o que se passou
JH3T1]
MERIOIUAS !)K UM MEDICO, (*)
ion aicranDrc mami
TKItf.KlUA PARTE.
itG&h IA*8Aac
XV.
A CACA DO rEITICEIBO
\
Urna coinprida lileira de canuagens enchia as aveni-
das da floresta do Marly, onde el-rei cacava.
Era isso o que entilo se clianiava una cacada da tarde.
Com affelto, I.ui XV. nos unirnos lempos da sua vida,
no'cacava mais nem a tiro nem acorrer; coiiteutava-te
de ver cacar.
Os nossos leitores que liverem lido Plutarco t.ilvc/ se
lenibrem do coziuhriro ,de Marco Antonio, que punlia
de hora em hora um porco montez no espeto,alim de que
entre os cinco 011 seis porcos que assava, semprc esli-
vesse um assado a ponto para u momeuto preciso em
que Mareo Antonio se pozesse mesa.
He pnrquc Marco Antonio, no cu governo da Asia-
Menor, eslava sempre sobrecarregado de alazores : era
quem distribua juslica empessoa; e como os Cilicios
() Vide Diario a.' 190.
minuicao de iraballio, desooulianca no oommorcio.
u oulras multas, consequencia daquellas ; fallava o
auge de desgraras. que i boje a eipeennU, r s-
la capital com as noticias funestas que circularan),
procedidas de cartas de Londres em que so recoin-
menda ao nOSSO corpo COUimercial que su penda to-
das as suas romossas, eque nonliuin navio saia ale
novo aviso. Esta noticia tilo nssustadora ibalou
milito a nossa praca, esSo infinitas as pessoas que
del la deduzem sjueslfles da inaior transceniloncia
com os Inglezes. Esta ruim nova, que Ihos Irnnsmil-
lo lal qual gyrs por aqui, nflo deixar do l'i- funda-
mento, porque afilrmam pessoas de sonso que he
digno do todo o crdito qiieni a Iransmiltio. ><
Este documento como que foi derramar a descon-
lianQa por entre o commeicio, quecomecava a sahir
do torpor oni que so conservara por longo lempo.
As gucrrilhas eoiilinuavam a incommodar 0 go-
verno, e a prcm susto os habitantes pacficos dos
lugares aueescolliian para llieatrode suas atrocida-
des : ora aqui, ora alli ; ora sh o mando do briga-
dero llzarbe, ora sb o de F.lio.Cabrera, Alzaa ou (ni-
tros cabecillas do menor nota ; ora as moulanliss
i; senas, ora as llorestas 8 planicies; esses ban-
dos facciosos davam limito que fazor,equssi que Ira.
ziam as forjas lgaos em continuo raminnhar. Ko-
trelanlo, esperava-se que elles seriam completamen-
te balidos, visto como loda a populacho sensata ns
repelia, o navia dosa pparecido o principal dossedi-
iii i iimi .*. iiiiniiiiHiissityiipsiiiins ym aia.a. .
eram grandes ladros (oque be Certificado por Invenalj.
Marco Antonio aehava-se sempre mullo preoecupado.
Tinlia elle, pois,cinco ou seis assados proinplos no rpe-
lo para o momento em que por acaso as suas lunecues
de jiii/, Iho deisassem um momento para comer um
Ora, surcedla outro lano com Luii XV. Olanlo s ca-
radas da tarde, mandava elle laucar dous ou lies gamos
a duas ou tres horas dillerentes, c segundo a dlsposlcao
em que eslava, escolhia enlo um gnlo de cacador mus
ou menos distante.
Nesse dia, S. Magostado declarara que havia de cacar
at s quatro horas. Tiiiham,prtenlo,escolhldo unga-
mo Untado desde o meio-dia, c que proiueiua ir ate es-
tas horas.
Pelo seu lado, madama Dubarry promeltia asi uienna
seguir a el-rei, to fielmente quanlo el-rei liona pro-
mellido seguir o gamo.
Mas os catadores propcin c o acaso dispoe. Lina com-
binado do acaso iniidoii osle bello projetto de madama
liiiharry. ,
Acondcssa tinha adiado no acaso um adversario ..
caprichoso como ella.
Eeinquanlo ia conversando em publica comMr.de
Richelieu, corra a condessa ao encontr de S. Magesta-
de, que lamhein corra ao encontr do gamo, c emqiiau-
lo o duque e ella relribuiain urna porto de cunipri-
\ntes d'entrar m llespanha, Alza esereveu ao
seu anligo contpanheiro d'srmas, D Antonio rbis-
tnndo, que oomnianda as Iros provincia de lava,
Blscala e Guipzcoa : a resposta o moveu a escrever-
llio de novo dopois do so acharen Guipzcoa ; dalii
velo osen dsmno rbislondo simulou rrincordar
nos projectos de Alza; porm na intonoo ue 0 aira.
coar o perder: den, portan lo, ordens para que esta
lossc colhido de improviso, como acontecen. I'orcoi
a mor infamia, o que podera ler mu funesta conse-
qiienoias. he que Alzaa nflo so entregou sonBo dopois
queosofliciaescommaudantes da o, nhoscada Ihe ile-
ram palavra do honra de que Iho salvavam n vida o so
Ihe (lava qiiartol
Com olfeilo, Alza foi alojado desde domingo a
segunda-fira em casa do cirurgiBo de Zahlivia, po-
vnaeii prxima a Villnfranca Vas na segunda de
mauhila o coronel enviou um ajudanteaos ofliciaes
que estavam fronte da guarda do Alzaa com a or-
deiii para o iiizilaiein Inmediatamente. Oseuiciaes
que haviiiin dado palavra de boma de poiipar-lbe a
vida, cinvez de obedecer rotorquiram, eoajndante
rolrocodeii: mas dahi algumas lunas voltou com um
reforco, o fez proceder nxecueflo do infeliz Alzaa
em menoscabo de lo las as leis da guerra.
o F.ste acto brbaro be indigno d'uma nacflo Civi-
lisada ; polo que cuchen >le indigiiao.io os habitan-
tes daquellas provincias. Queira Dos quonfiovo-
nhsm as represalias ensanauenlar mais aluti.
., rtm-tosaos llursimos onm.....nmn nelo ospin-
gardeamento do general Sanios Ladrn, alisoi.ua-
mente no mesmo caso do Alzaa. N.1u lar larain us re-
presalias da parle de Zuinalacairogui. une lara Elio
agora ?
Com o que liemos escriplo, temos inteirsdo os loi-
tofos do que se sabia acerca de dous dos cabecilhas
em que fallamos mais iciina ; icsta-uos, porom, in-
forma-los do que conslava a respeilodo Klio, o fa-lo-
bcuios trasladando para aqui um artigo do Utralio,
so trata de outros facciosos,
chega larde: os golpes terriveis que quejsolTreu
raerflo silo donitivos, ningueui pido lira-la do o-
batimenlo em que jas, ao pnssoqucas i opas da ra-
nba eresooni oni numero, u om ardor de acabar com
os iiiimigos da ordcui
i epois ilo ocri| las oslas liuhasveioo/rtrnci
mi/de Bayona mcUcr-iirts em novas coi
lo ao sitio onda para Klio, duendo
rumores diversos acerca do general
unsque entrara em llespanha, e outros sustentam
o contrario. Se nflo oslamos mal Informados, n bo-
neral Kliode aclo p6z p no territorio hespanliol,
mas Iflo pouco salisfeito licou da rccepQao, om voz
do enthusiasmo com que esperava sor ucojiidoJ que
reputou mais conveniente retroceder para tranca om
n noite do sabbado para o domingo 9 do crrente.
Aguardamos queso confirme esta noticia,
causoil grande satisfagan.
uCiicularam
Klio ; alllrmain
sustentam
iuo nos
Coii'iinlca o.
no qual, ao passo que
diz-se alguma cousa sobre esle.
a pequea partida de facciosos que entr
i em Portugal contina alazor das suas, posto
Ja consta com certeza que
Eis o ai ligo
cntrou
ha
pouco em
quesoffreu um revoz.
booominaudada por llov do l.eon e Marianno Poco
o nao pelo Chulo que se arrogan) ttulos pompo-
sos. Conseguio sorprender o povo deVillancceva
de la Serena, e entregando-so ao seu natural instinc-
lo rouhou algum dinheiro pertencente ao banco do
S -Fernando. Sabedor destc laclo, o alleres da gual-
da civil, l'olonio, sabio a persogui-los com dczoilo
liomens da dita guarda, e alcanzando-a as 7i da larrde
a unf quarto de legoa da villa de Gapanario, pozar
da desproporeflo da loica, a desbarato!! completa
mente, dispersando-a, fozondo-lhe quatro morios e
alguiis prisioueirbs que ja se acham na cadma i
Campanario. Destacamenlos de tropa acudan, dotoi
a partea perseguiros fugitivos, o he possivel quen.io
O QUK HE A UOMOEOPATH1A,
Principia o absurdo dosle pseudo-sj slema de medicina
pela niesina clymologla da palavra que para elle adop-
tou osiii inventor. Iloum-paili i derlva-e de dous no-
nios gregos homion e tmthoi que slgnificam seme-
ntantes alicer ""S-- (lesionando aquello systenia se IV*-
lema se pOile chamar mu aggregado de absurdos e ridi-
culas coniradicco.-s; pelo qual se pretende curar con,
remedios que produ/.am offeitos anlogos nos (iiie apre
seniam naturalmente as molcstlat. Poroutra, he Intro-
diwir no corpo humano um mal nrlilcial senielhante, e
por ventura mais forte do que o oxistenie, e ao qual
subsiiin.....mi m iis Intonsidade ; o que he a mesmo que
querer curar o mal com outro maior.
A honiieopalhia (dito celebre Duffeubaeh de Berln)
he um vasto campo ab.no s extravagancias son, conla
e ao mysticlsmo de alguus espiritos auliquarins que
[nreferem o obscuro ao que be claro e frangivel. Nos,
porm, diremos com outrosque a homoiopathia toLuma
bella descobei la para cortos especuladores o esperla-
Lonlava a medicina creada polo iin.iiorlal Hippocra-
ics inultos seeulos de existencia, bavia panado por in-
......,eras iiuiovafes. acoipailhaiido os progressos da
iutellige.icia enriquecida pelas descobei las de genios
profundos, laescomo as de Svdeham, Haghvc, Boer-
naei, Slal.l, Ha..... orgagnl. Pinol, lieel.il o Uirys.n I.
me, consultando a nalureza em sua inarcha, seguiom a
norma iraeada por Newton e abracado por Pascal e La-
nlau; iiuaiido na mesilla poca eni que o grande re or-
inado)' Broussais pulverisava as doulrlnas lystematlcas
que cm renliid i lula cutre si dispiitavaiu a preeminen-
cia surga na Alleniinlia um medico obscuro, eiijo no-
mo era llalim ni .un. plianlasiando um-vstema ao qual
nrocurouda deseiivolvimcnln o allraliu adeptos; sys-
euia informe, amalgama deelnuentos oppostos, consti.
luido pelo supersticioso vitalismo de Slahl ( pelo br-
baro brosiuisii.o inipiico, poelico o prosaico, segundo
a pinas.- de um critico; systema que. proscripto da pro.
P, ia patria, vaguea pelos ngulos da Ierra, sein mitro
mcreci.ncnto ou ulilldade mais do que o de especula.
,o o ganancia, scni mais a pon ou mulo do que o tliar-
atanismo. Tal lie o sysiciua boma-opalblco, de cujos
principios absurdos ccontradictorios li/.emos resumido
ObscrvavaHahneniannqucinedlcamciitoshaviamqiie,
sendo alias......proprios para corlas molestias, como a
quina para as onle iiiillcnles. ninrrcillio para a sypln-
lis, a belladona pan a ( soarlalina, ...nx. i.v para a sar-
na, todava nontrai circunstancias dadas prnduziam.
menos anlogos r deasas
lie
. .
COII1
ic la i to
, rarrintio rst IVilo empe-
memos que se llies fatiai pelo caminlio, avistaran! e
repente, cousa decincoenta pasaos do caiiiinlio, debai-
x<> de um admiravel doce! de verdura, um pobre carri-
eslendia aos pos.
Oscavallos de madama Dubarry, magnifica parelha
dada por el-rei, linhaiu alongado, como se diz boje, to-
das as oulras canuagens, o fortn os primen os a ebegar
defronte desie caTrinbo quebrado.
_ Quer ver una desgrata? disse tramiuilUmentc a
condessa.
vrrdade! dlssf o duque de Richelie
iicsino lliugnia, porque na corte pouco u
leniibiliimo; te quesim
_ Aquillo he um inorlo que cu vejo acola sobre a hei -
va .' perguntou a condessa; ora olhe, duque.
Creio que nao, porque se meche.
lie um homcm, ou uina malher
Nao sei bem; vejo anda milito mal.
Veja; oque qur que he est cuinpriinenlaiiilo
Kiilao, o que quer que lio nao osla inorlo.
Fi Richelieu, por causa das dnvldas, leyantou o cha-
peo de lies pancadas.
Mas, condessa, disse elle, parece-uie.....
I', a iiilni lambeta.
yue be S. Eminencia o principe Luis.
O cardeal de Roban em pessoa.
Que dabo fax elle alli? pcrgunlou o duque.
Vamos ver, responden acondcssa. (.haiupanlia, 6
carruageiu quebrada.
Ococheiro da condessa deou iinniedialainciile a es-
Irada e se iulernou pelo bosque.
Nao ha duvida, he 0 senhor cardeal, disse HicJie-
licu-
Era com ruello S. Eminencia que se delta sobre a
lierva, esperando que passasse alguem conliecido.
\ ondo madama Dubarry vir para elle, levinloii-se.
Son un servo da senhora condessa, disse elle.
' Como, cardeal, por aqui?
He verdade.
\ p ?
Nao, assentado.
Estar V. Eminencia ferldor
Nem um bocadinho.
F. porque motivo osla nesse estado.
Nao me falle nisso, niiiiha senhora loi esle estpi-
do cocheiro. iininiaroto que mandei vir de Inglaterra
a uucm ou mandei que cortasse o bosque atraves para
encontrar a cata, oque deu urna volla to curia que me
lanca no chao, e ao lantar-mc qucbra-ine ainlnha Uie-
Ibor carruagcni.
-en.in os meslllOS ni lies, .1,0
observacoos oblidas sol.ro pheno.....nos individuaos .
luios especiaos, dedil io ello > sen principio cardeal,
tao pm-unisado-".i...(i .<'""'''"'''"""" "lu ''C con
Cluio qucaquelles iiiedlcaiuenlos nao cur.iviui asalloo-
cOes, senSo porque leem a propriedade de produz.irma-
1 '
Nao 10 lastime, cardeal, disse a condessa 1......o-
cholrofrancci Ibc icrlo torcido opes........ni polo monos
quebrado as costas.
' Talvez que isso soja assim.
Enlo (Diisolcse.
lili! lenho iniiili plnlosophi 1.
voii si r obligado a 1 sperar, e(is
Como, principe, esperar.
.Nao lia remedio.
__ Ha (odo o remediO antes en
ca
uidessa; smente
iso lie p 11 miiii cruel.
om Mol ni osperai ia
carruagcni do que (binar a \ Eminencia abi.
_ Na verdade, miiilia seiilnn 1. \ Excelleni
decei i 1 di niinba
ilii
11 me en*
gado, espero por
nao pode rieUar
che de vergonha.
Suba, principe, suba
Nao, inhiba senhora, multo obriu,
Soubise, que he 11111 dos da coja o que
de passard.Kiu a alguus instantes
Mas se ello livor lomado onlro e.iuiiulio
Nilo Importa.
Scnhcr cardeal, laf.a-me este obsequio.
Nao, ininha senhora, milito obligado.
Mas eniao porque '
__ Vio quero iiicoinmoda-la.
Cardeal, se V. Eminencia recusa subir, eu mando
aun, dos n.eiis ciados pegar na canda do ineu ves-
tido o ponl.ouie a correr pelos bosques como Ulna
'f o'cardeal sorrio, e, Julgando que urna resistencia
maior poda ser nial interpretada pela condessa, deci-
dio-se a subir ca rii.igein.
O duque j llova cedido o seu lugar 110 tundo c se ins-
lallra na banqueta de diantc.
O cardeal nao quera aceitar scmelnaute honra, mas
o duque loi iulloxivel.
Dentro em pouco os cavallos da condessa gaiiliaram
o lempo perdido.
(ueira perdoar-nie, senhor cardeal, disse a con-
dessa. mas V. F.minencia. j;< so reconciliou com a caja
romo assim!
He que be esta a primen a ve/, (pie o vejo loma
parte nesic diverluncnlo.
rf
MUTILADO




les semelhantes no homem physiologico. A urna indica-
fao ,'iio simples quanto mu- m ir, era inistrr que corrcs-
pondrsse una uorologla igualmente limpies. Dividi,
pois, Habiieinanu tudas as molestias em dymnatnieas 011
medicas, e insiriiinrnlacs 011 cirurgicas; denominando
agudas .-.quedas cujossymptonias se maiiifestavam com
violencia, e chronicas'as que sao lentas e que nao com-
promctlem a vida de prompto. luiagiuou elle tres cau-
sas ou principios a que referi a origciu de todas as mo-
lestias cli roicas, e de militas agudas : a prora ou virus
sarnoso ; a igcose ou virus das excrecencias; e a typhilii
ou virus venreo; nao sendo as duas ultimas mais do
que variarles da prlmeira.
I un ii ni.-i a \. i -, sao os agentes que constituem a tliera-
peutica homceopathica, e he smente em virtudede sua
propriedade patliogeuelica que se tiles prestam ao cu-
rativo das all'ecccs, SUbSIltUllldo a molestia natural por
outra medicamentosa ou artificial. Km consoquencia,
pois, de nao poder o inclino orgiio ser siniultaueamente
alicctado por dous modos semelhantes, deve o doente
de ser curado pelo apparecinunto de nina nova moles-
lia. Estando, porcm, o organismo patolgicamente mo-
dificado, e sendo por itlo susceptivcl de novas modili-1
caedes, deve o medicamento serappllcado em grao mu
tenue para se nao tornar porigoso: daqui a escala mil-
lcsimo-decimal de um grao ale o seu fraccionainento in-
linitissimo que deve regular a preseripcao das dses,
nao ie devendo jmala empregar urna nova dote, sem
i|ue hajam inleirameute desapparecido os elfeitOS da
prlmeira.
Tres sao os meihodos therapcucoi, totalmente dis-
tlnctoa, que cstabeleoeu Hahnemann, segundo as rea-
coes entre os ell'eitus dos medicamentos, e os sytnptomai
das inolestias.il mrlliodo antepatliicn, o het, rnpalhico,
* '"".....opithico, sendo no primeiro, os phen.....ellos
mrbidos e os medicamentos entre il contrios; no se-
gundo, diversos c no terceiro, semeliantes.
O nietliodo anlepatliico, di/ II ilinemiiiii no sen O.-.
e
covi^iz^cia.
ALFANDEGA.
RBNDIMENTODO DI A 30..........2;(i3/322
Detcarregmn hoj, 31 de agosto.
Ilrigue Haimlioir carvao.
Brigue frandyuine mercadorias.
Galera Serafina idem.
CONSULADO GEBAL.
' RE.NDI MENT DO DA 30.
eral...................1:3.^/7612
Diversas provincias.............158/SHI
y>nn. fui .-re- no principio, pelas melhoras de que se lie
segu o, llavera molestia sido iieutralisada, e aniquila-
do a *nal radicalmente, o que he .ipenis apparente. Sus-
pendida a medica;So, reprodozem-se os syinptomas, re-
nascrin os meamos plicnomenos, ereapparece a moles-
tia rom tanta mais (orea e iiitensidadc, quanto lie enr-
gica a rraccao.
O meihodo hetcrophalico, continua o rgano, lie
anda raals perigoso que o precedente; pois que. se os
seus elleitos fdreui mais (Vacos do que os da molestia
progrrdira esta emsua marcha, e nao ser deslocada.se
lurem imis fortes e poderosos para que se sobrepujen,,
no momento da suspeuso, equaudo tudo sejul'M ven-
cido, ser o enfermo, accumulado de novos maes, ex-
hausto de fiircas e traim.lo de dores, victima inlallivel
de lao imprudente pratloa.
Su o methodo hoinccopatbico, conclue Hahnemann
pode conseguir a verdadeira cura sem pe igo e lollri-
a rapidez e segranos com que
Hahnemann, a facilidad
1:514/643
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMBNTO DO DU SO..........1:461/371
mentos dodoenle. -. -u,
saode se regenera, di/. Hahnemann, a lacilidade com
pie se rest.lielereiu aslorcas, deven, tornar este me-
thodo preferivel aus outros; e a certeza com que con-
la o medico de salvar o doente, qiiandn lem encontrado
perl ita seinellianca entre o medicamento e a molestia
imprimen ueste systema tlierapriitien o cundo da ex-
celencia que o distingue.
A Slinpllcidade dos medicamentos de urna c
essenclal para seu bom resultado ; pelo que de mister
seren totalmente imitis os intermedios, excipientes e
vehculos, e que se ii.es nao ajante substancia alguma
activa. Por Igual, he neste systema absolutamente ne-
cesaria una dieta sobremodo severa, devendo a quali-
dade e quantidade dos medicamentos ser proscriptas em
relacao ao medicamento deque se usa, ao habito--
lado actual doei.fer.no. Assiin, pois. desp
patina
Movimcnio do Porto
.Varios entrados nndia 30,
Rrlstol; SO da*, patacho ingle/, /tmictu, de l.'to tonela-
das, capitn Tilomas Wearj equipagem 9, carga car-
vao de pedra ; aocapilao.
Genova .V2 das, polaca sarda tiiovannix, de 2G2 tonela-
das, capltfio Serafino (."elle, equipagem 11, em lastro
ao capillo.
Navios sahidos no mesmo dia.
Babia polaca sarda (i'ioiannir, cspilo .Seraflno Celle
carga a mesilla que trouxe.
Rio-de-Janeiro patarlio Ingles Amirus, capitiio Tilomas
weaiy, carga a inesu.a que trouxe.
Paradina; date brasilelro Pureza-de-Mara, capito Joiio
Francisco Martins. carga varios gneros.
-- O concelho de administrarlo tom de arrematar
as 12 doras do dia 5 do mez de setembro fuluro o for-
tiecimerilo de carne verde para os navios da armada
e enfermara de marinlia, pelo que silo convidados
todos aquellos a qiicni possa convir tal l'ornecimento
a apresentarom suas proposlas, declarando o menor
proco e os dadores.
Sala das sessOes do conceldo de administraclo, 30
de agosto de 1848.
0 secretario,
CArhtovdo Santiago de Oliveira
O arsenal de guerra compra azeite de carrapalo,
dito de coco, fio de algod.lo, velas de carnauba e
pavios: quem ditos eneros quizer fornecer compa-
recer na sala da directora do mesmo arsenal com
sua proposl, no da 2 do provmo vindouro mez.
Arsenal de guerra, 30 do agosto de 1818.
0 enripiara rio,
Francisco Serfico de Assis Carvallio,
O arsenal do guerra compra H eadeiras com
assentO de palinha, duas marque/as rom ditos as-
sentos e duas-caldeiras de ferro uaiu nhado: quem
ditos gneros quizer fornecer fornecer comparecer
na sala da directora do mesmo arsenal com sua pro-
posta, no dia i de setembro prximo vindouro.
Arsenal de guerra, 30 de agosto de I88.
O escripturario,
Fmnc.iseo Serfico de Assis Carralho.
('.ontinuaedo dos devedores da decima urbana, que teem
de ser exeeutados je na"o comparecerem ati o dia 15 do
prjimo vindouro me de setembro a saldar seus d-
bitos.
O beneficiado esforcar-se-ha por bem dcseinpenh.
parte de velha. que tomo asi, por ter merecido a '
plausos do publico, seu.pre que da apparreido en. ,-J1"
nx iLirndoseineldante papel.
Os intervallos do drama scrao preenedidos com bel*
ilssimas sympdnnias. *
Santa Rosa, cerlo da benvola atten;ao que os yg,
protectores sde.n prestar-lde,espera queellcsai recietn
deTidamcnte, nao s a representa9:lo do indicado dra-
ma, com o deseinpenbo das sympdonias.
A pedido de graude numero das pessoas que ten. t0.
mado bilhetes para o presente espectculo, cui vez da
aria ate- aqu annunciada, o beneficiado cautar
A prela Africana nu a quitandeira na ahia.
e mu grados
Deca raides.
-- 06." Ii;
pre/a a lioumo-
. ..gnstico o as vantagens da anatoma pathologloa, .
df al ...anrira simplifica a difTicil arte de curar, e a tal
pono degrada ascienda medida, que basta...... -.'-
**.....** ^~- -!....., ,'util i, i | (le iiiji i ii I i -
co campouez exceiientc honwBopatblsta.
lemosesbovado o systema homoBopsIbico, em outros
OrtlgOS oceupar-nos-demos de sua anal,se critica.
O Allupala.
Cor responden ra.
latalhflo de caladores convida a quem
quizer fornecer para o rancho do mesmo o segiiinlc:
carne verde, dita socca, bacalho. azeite e vinagre,
ceblas, farinlia, feijo, cafe, leuda, assucar.pcs de
fioncas, arroz esal, ludo de boas qualidades: quem
quizer, o estiver as circumstancias comparece na
secretaria do mesmo batalhffo, no dia :n ilo crrante,
as duras do dia, trazendo as suas propostas em car-
las recitadas.
Quartcl as Cinco-Pontas, 28 de agosto de 1818.
Antonio Cenerozo da Silva,
Alferes agente.
O li.o datalliio de cacadores convida a quem
quizer fazer dneles para o mesmo, sendo de panno
azul com vivos verdes e nmeros grandes tic metal
amaivllo: quem quizer comparta na secretaria do
batalllflo no da 31 do corrcnle, as 9 horas do dia,
Quartel as Cinco-Pontas, 28 de agosto de iss!
Antonia Generozo da Silva,
Airee agnnle
o ai sena i un guerra compra os artigos seguin-
tes: verrumas caidraes, cola da Baha, podras dea-
molar de grfla dura, pregos ripaes sonidos, feixrfs
de arcos de ierro para ancarela*. caixas de folhas do
(landres dobladas, er, alvaiadc, pos pretos, colhe-
res de pedreiro, ps de reno, ac grosso, dito lino
mas BOrtidas, ferro da Suocia do una o meia polle-
gadas a duas de largo, folhas do ferro para fecdadu-
Joilo Uarte de Paria.
Francisco Jos, da Silva Main.
Jos Das da Silva.
Herdeiros de Jos Pereira Teixeira.
Caetano Jos da Silva.
Marcisnno do Espirito Santo.
Antonio Martins de l.emos.
Irmandade doSr. Bom Jess da Va-Sacra.
Antonio Fernn les da Costa Braga.
Viuva c herdeiros de l.uiz F.loy DurfTo
I). Aguida de Ahreu Lima.
Alvaro Fortunato JordSo.
Irmandade do Sr. Bom Jess das Portas.
Herdeiros de Jos Mauricio de Oliveira Ma-
cicl.
262/804
96/129
257^706
107/387
138/020
389/300
41/71*
53/395
7 Vi 60
32*839
140*7*5
43/301
1631152
Pora ti ni a todo o direrlimento a nova
farfa que tem por titulo
e rsmo ii'imbiii'u,
ou
Kitapafardio lograd.
O theatrlnbo estar decentemente ornado.
Os camarotes arham-se divididos de acord com o
srstema moderno, isto he, como os do theatro publico
que se est edificando.
A platea offerece bastantes cnminodos, e esta prepa-
rada com toda a decencia, por seren os assenlns de p.
lliinli.i com reoslos. Isto nao obstante, seu preco ser*
de 1*000 rs.
As pessoas que tem eiicoinmendado camarotes pdem
mandar buscar seus cartees no theatro a qualquer dora
do da ; pois que elles ah se arhain venda pelos prc-
cos seguinles : I." e 2." order.i. ft/000 rs. ; frente, tanto
da I cuino da 2." ordrm. I iiAiiiin rs.
Principiar as i doras com a chegada das autori-
dades.
Sr
V. Iledartores. o Mario Noro, responsal.ili
lo -me por um artigo do peridico Um&o como me
em responsablisado sempre por ludo quanto i
impresa da oppouef|0 produz, responsahilidade
contra a qa| protesto, dirigin-mc en. 0 numero 185
Jiiipulacoes calumniosas, e injurias atro/cs
r-ssas imputacOes e injurias. nSo tenho
o II1 ro
contra
recur-
- --. .^...... ./tiln iii,i-
so na uctualidade sendo da-las ao desprezo, como
e procedido sempre, appellando para heos, para
miaba cnnsciencia e para o juizo do publico mas,
como quer que as vistas de dar credil.ilidadea cssas
calurrinias infames o Diario JVoeose compromeleu a
publicar documentos, vendo por esto meio empra-
wr os Srs. Redactores desse Jornal, para que pu
Miquem logo esses documentos quo prnmettoram
son penado passaerm por calumniadores.
Sou, Srs. Itedaclores seu constante lelor,
J. '/'. Nubucod'Araujo Jnior.
*"'*"" '""!?"" .....ni........isniii iiimiiuiii
,^T. NJ'?' conarsa ",as f" ha vindoa Versall.es pa-
I?.L....5"''P'Wntar a minha bomeuagem aS.
Mag.stade qnando soube que el-rei eslava na caca;
- Hola que ll.elallar de un. negocio urgente; vi,,
iirontia-l..;-,,, pr causa deste maldito cocheiro
deixare, nao so de. rallara el-rei, mas faltare! u.ubrm a
Mina entrevista que linda prometido na cidade.
..7 icflleiicia be,., ve, mlnha seuhora. disse o
que nndu que o senbor eardeal coi.ressa be... in
mente as cousas..... .>,. Eminencia ten,
prometida,
deT A'*'ulMurei> ,0," arepetl-lo, rcplieou o car-
E porventura um Roban, um principe, un. carde-
al. filia a alguma colisa ? disse a condessa.
Ku sel. responden o principe, amenos que uao
venda por alitalgum milagre.
O duque c a rondessa oldara.n um para o nutro esta
paiavra ibes trasla a memoria utua lembranca bem re-
A'f! principe, disse a condessa, que V Emi-
nencia falla de milagre, confesso-lhe francamente nina
cous.i, ehe queesliu.o uiuito encontrar um principe da
igrrja para lile perguntarse elle ere em tal colisa.
Km que, minlia seudora ?
Em ii.ilag.es, bofe I disse o duque.
As escripuiras nos fazem delles um artigo de fe
minl.a seudora, disse o eardeal procurando tomar um'
ar de rente.
Ol! n.io fallo dos milagres antigos, rcplieou a con*
453/303
A. i.------------
8:837/955
(Coniiiu.ar-.f-/ia.;
-A administraciToger.il dos estadelecimeiilos do ca-
rilindo manda fazer publico que, nfio se tendo eflec-
luado boje ajarremataco da renda das casas nhaixo
declaradas, f.ira transferida dita arremataeflo para o
da 5 do prximo futuro mez, no lugar c horas j de-
signados : ra do Azcile-de-Pcixe, sobrado do dous
andares, n. 1 trnvessa de S -Pedro, dito dito n. >
ra de Sanla-Thereza, dita n. 7 ; ra de S.-Jos, dita
n. 5; ruada Boda, ditas ns 5e 7 ; ra do Sr. Bom
Jess das creoulas, dita n. 8 ; ra do Nogueira, dita
11.17; roa atrs do CalabouQo, dita ti. 18: ra da
\ iraciio, dita n. 19 ruada Moeda, sobrado do tres
andares, n. 31 ; ra de Santa-Bita, casa terrea n 32 ;
ra da Calcada, ditas ns. 34, 34 e 38 ; ra do Padre-
Flonano. ditas ns. 45 e 47; ra das Cinco-Pontas,'dita
n. 70 ra de Fora-de-Portas, ditas ns. 70 c 73 ra
do Calabouco, casa terrea n. 2. Administrarlo geral
de caridade, 28 de agosto
dos cstahelecimentos
de i--;.;
0 escripturario,
envolcante Cousseiro
THEATRO NACIONAL
du-
genua-
uma entrevista
nnha de tapioca, dita deararuU, sabflo. cha, panno
azul, hollauds de forro, cas i mira encarnada: quem
os ditos gneros quizer fornecer mandara sua pro-
posta a directora do mesiiio arsenal at o dia 31 do
correte me/, em que os mesmos vendedores h3o de
comparecer para se realisar dita compra.
Arsenal de guerra, 28 de agosto de 1848.
O escripturario,
Francisco Seraneo de Assiz Carvalho.
--(> arsenal de guerra compra sola de lustro para
capelladas ecldresde cavallaria quemo mesmo
genero quizer lornecer comparecer na sala da direc-
tora do mcsnioarsenal.com aua proposla o a nios-
tra, no da 1. de Miembro, prximo vindouro. Ar-
: guerra, 29 de agosto de 18*8.
O Fscripturario.
trancheo Serfico de Assis Carvalh.
le-
ebelieu rindo, que S. Eminencia passa por estar i
leeao con.os espirites diablicos, o ,,,' lvel! n
muito ortdodoxo '
SO.
Mas o que deve
dessa.- .
em re-
.o seja
DA
RIJA DA PRAI.4.
ABERTURA.
Domingo, 3 de setembro,
a beneficio do director Pedro Itaplisla de Santa Rosa
ra lugar o segulnte e variado espectculo :
Uepois de ejecutada por grande orchestra a ptima
s)i..phonia-C/ieaf delirme, reprcsenlar-se-ha o lindo e
novo drama Intitulado
?o.
Este drama tem sido elogiado multas vezes em diver-
sos jornaes de Lisboa, e por isso foi preferido pelo em-
prezario. *
Pcrsonagens principaes do drama, e actores.
Carlos da Silva.....Jos Maxin.iano Cabral.
narciso da Fonseca Antonio da Cunda.
Hanoel de Souto .....>os Alvcs.
O. Joao.........j.'e|
A"lollio......... Bernardo.
oenoveva........Santa Rosa (na graciosa reda.;
Henr.queta .......n. ,,)Seh Candida.
GeUude.........1). Vicencia Ferrelra.
1114 7 DE SETEHIIRI).
GRATIS.
0 RSPEf.TACULO QUE l)A' O DIBKCTOR
uo
Theatro luieiouttl fie San-JFrmiuitct).
II I S I li I b L I c A o.
Todos 01 senhores que tfo generosamente aceita-
ram os camarotes para valerem ao director no seu
beneficio do dia 27 de agosto, ter.'io o mesmo cama-
rote gratis edous bilhetes do platea, o todos os que
tilo generosamente Ihe aceitaran) bilhetes de platea
para o mesmo beneficio lerlo dous bilhetes gratis.
As verandas gerio llancas a todo o publico emquan-
to couber.
Representar-sc-ha a sublime peca
y
ornada de tropa e msica militar, com todo o luxo c
asseio possivel. o Sr. Jos A Ivs Monleiro se offere-
ceu gratuitamente tiesta noite para representar o
brilhante papel do Eustaquio, em obsequio A inde-
pendencia da nnssa patria.
O director j ha muilo tencionava dar esta recita
gratis ; mas n:To o ptihlicava para seus antagonistas
uo dizerem que era isto un engodo para fazer o
seu benelicio.-porque,habitando ha 30 anuos em Per-
nambuco, lem pravas bastantes da affeicilo que Me
consagram os seus concilladnos : affeicio bem de-
monstrada no dia 27 de agosto corrente, em que, nao
obstante os apuros em que se acha o estado da pro-
.iiiiiH asebalas do seus despieciveis inimigos,
fez tim brilhante beneficio, paseando Iodos os ca-
marotes e bilhetes. I mborn alguem se recusasse:
pelo pretexto do director ter dado o theatro para os
meelings : o director est persuadido que obrou co-
mo devia um Portuguez adoptivo, grato aos Brasi-
leiro : se isto foi crime, oradores e ouvinte.s, todos
so criminosos: estou corlo que esta culpa nSo
posar na balancu do juizo imparcial.
Todos os senhores quo teem, pois, o direito aos
camarotes e bilhetes para o espectculo gratis do
DIA 7 DE SF.TE.MBBO, os poderio mandar buscar do
dia 1." em diante.
O milito agradecido ao respcilavel publico
francisco de Frtitat Gamboa.
THEATRO \ A CIO.vi!,
DB
SAN-IR 4JSC1SC0.
10 HE SETEMBRO
Drama
NINGUEU VENCE 0 PODER DE AMOR. ?
Farca
ESTA' BEM BOM, COSTO DISTO,
i'ar.i nflo so complicaren! os espectculos dcste
com os do theatro da ra da Praia, tica transferido o
beneficio da Sur.' I). Hollina liosa, para domingo
10 de setembro e quando[o que nSo he de esperar'
ser i..,. o i inmundo, disse a con-
, principe, he preciso que Ihe diga que o
dimos para procurar um feitieeiro qual-
dessa.
Entiodeque milagres falla, mlnha seuhora?
Dos mil.igres modernos.
tnTretanto r"f''SS0 <1,lp s/io "'ais raros- di"e o eaadeal.
Entretanto, oque.'
mJvn' du.ida!,te"'"> visto eousas que. se nao ,o
milagrosas, sao pelo menos limito incriveis,
B V. Eminencia vio oes cousas, principe?
Pela honra de eardeal.
Mas V. Escellencia bem sabe, condessa, disse Ri-

B que te... visto V. Eminencia, principe
iire guardar segredn.
Oh od! isso agora de mais sirio.
He verdade, minha senhura.
s<,h~r .Ji? V-Em,nfC'a prometteu guardar segredo
WticciM? <|UC "!l Pru,"t,e"<' obre o
Kio, ...inda senbora.
I'ois bem '
duque e eu sal
quer.
Devras .'
Paiavra de honra.
Kuto tome o u.eu.
- E nao quero outro.
-- Est ao seu dispor, condessa.
K ao meu tamben, principe.'
Eao sen taiubeni, duque.
Como se chama elle?
Conde de Fa'nix
Madama Dubany e o duque olliaram um para o outro
e dearain ambos paludos.
He singular, disscrain elles juntos.
-- Isto he, contou-ine cousas do outro mundo.
.. '. e"e n'10 tem outro nome sean o de conde de
ra-oui.'
Tem ; eu o ouvi chamar tambein.....
Diga, senhor eardeal, disse a condessa comimna-
ci enca. '
-- Jos balsamo, minha senhora.
A condessa jnntou asmaos oll.ando para Ricdelicu
u po-se a cojar a pona do nariz uldando pa-
'
ra a condessa.
Entao, o diado de bem preto ou nao he era
lo., de repente madama Dubarrv.
O diabo condessa ; mas e nunca o vi.
, --UUP'"c"'*V-Kxcelleiicls ahi a di.er, condessa'
bradou Richelieu. Ka verdade! eis una bella sociedal
de para um eardeal.
Pois disscram-lde a c-nena-dicha sen. se Idc mostrar
o dlabo? pergiintou a condessa.
"io ha duvida, disse o eardeal; o diabo he cousa
iiaomoslra seno agente baixa; nos outros pas-
casa decente, posto que de architectura
Nao
que se
santos bem sem elle.
-- E.nlim, diga oquequiser, principe, continuo.! ma-
daun Dubarrv; sempre ha um pouco de
n.sso.
Eu sei! crcio que si.n.
diabr
Ento conhccein-no? perguntuu o principe
-- Rao; e V. Eminencia julga que clich feilicc
-- E u.ais que feitieeiro.
liceiro?
J Ihe falln ?
Por eerto.
- E aoilou que elle era.....'
Perfeito.
Em que occasio?
-- Mas.....
O eardeal desitou.
-- Po. occasio de mandar Icr por elle a minha 6mui-
tesa,
F. elle adivinhou?
-- I.avarcdas verdes, nao heassim? espectros, c
rolas iofernaes que lancam um moeheirodiabolic
cassa-
...hw *.umw OIDUVIlC.,.
-- INada, nada; o men feuiceiro tem maneiras excr-
enles; he um homem muito civil, e que recebe a todos
milito bem.
E V. Excellencia nao mandar tirar o sen horosco
po por sefeitieeiro, condessa? pcrgunlou Bichelicii.
fcstou mona por i,.-.--in.
-- Fafa, minha senhora.
Mas onde se passa Isso, perguntou madama Dubar-
ry esperando que o eardeal Ihe ds,e a morada que ella
procurava.
-- Em uina bella cmara mui elegantemente mobi-
A condessa nao poda mais de impaciencia.
Bom, disse ella; mas a casa?
lio uina
singular.
A condessa balia com os peszinhos de despeilo, por ser
t"o mal con.prehrndida.
Richelieu acodia a soceorr la.
Mas nao v V. Eminencia, senhor oardlal, disse el-
le, que a senhora condessa se enraivece por nao saber
anda onde mora o sen feitieeiro >
Onde elle mora 1
He verdade.
Al..' limito bem, rcplieou o eardeal. Ah .' he verda-
de, espere.....nao.....sim... nao. He no Marais, q'uasi
ao lado da alameda, ra de San-Francisco, Santo-Anas-
tacio ; nao. He u nome de un. santo de ceno.
Mas que santo, diga, V. Eminencia bem os deve co-
ndecer a indos.
A' f que mo couliccn-os muito pouco pelo con-
trario, disse o eardeal ; mas espere, o velliaco do meu
lacaio deve saber isso.
He verdade, disse o duque, elle vem na taboa. Pa-
ra, Chain panda, para.
E o duque puxou pelo cordo que corresponda ao
dedo minimo do cocheiro.
O cocheiro fox parar de repente as pernas nervosas dos
cavados que treman,.
- Oliveira. disse o eardial, estis ahi, marola ?
- Estou, senhor eardeal.
- Onde he que eu estive urna noite, no Marais, mui-
to longo'....
,?,'1a,!,m.,niha "V"c a conversado,
* 3U",a K!""'! ''ue "* ouvido. -
- o aris, disse elle como que... se (embrava.
- Sim, o lado da alameda.
- Km que dia, meu senhor ?
- Um dia que cu vollava deSan-Dini.
iar~e n..^" ""V1'0 0l'vcra, para se faser dese-
jar e tomar um ar mais natural.
...dnSll.tHan"Dnl1'a ca"Bcni me esperou na ala-
I meaa, segundo me parece.
- He verdade, senhor eardeal, be verdade, disse Oli-


1

%
o thcntro liinentos para os mes'mosdias do Uieatro de S.-Fran-
c i A[i);lia antecedente a excopcSo do dia da chegada
)V> lllm. Sr. dcputado Mimos Machado cuque lia-
vera espectculogratispara o reapeitavel publico ,
qualquer que soja esse dia.
Avisos martimos.
... Para o Rio-Grande-dn-Sul salara breve o brig.ie
forma, por lar prompla a inaior parte da carga : inda,
norin, pode receber algiima initida, e tem bous coin-
modos para passageiros e escraVo : quein pretender po-
de contratar com os consignatarios, Amorini Irmaos: ra
da Cadcia, n. 45
= Para a ciliado do Porto partir, com a inaior bre-
yidade possivel. o patacho portiigucz. Mlauraoilo ; tem
a inaior parte de seu carregamento promplo: para o re
j da carga c passageiros para o que offerece exceden-
es coinmodos tratase com o consignatario, Firinino
Jos Flix da Rosa na rua do Trapiche, n. 44, ou coin
ncapillo i Jos de Oliveira Faneca na praca do Cor-
no-Santo. ...
Para o llio-de-Janeiro segu viagem, com mili-
ta brevidade a -isctina nacional Curiosa por ter
parle de sua carga engajada : para o rstanlo es-
cravos e passaRfiros trala-se com l.uiz Jos deS
Aratijo, na rua da Cruz, n. 26, ou com o capito,
Do.rungos Antonio de Az.cvedo, a bordo.
Pura o Rio-dc-Janeiro pretende seguir com
lircvidade o brigue Mercantil, por ter parle de seu
carregamento promplo : quem no mesmo quizer car-
regar, embarcar escravos ou ir de passagem para
O que tem oscellenles commodos dirija-se aos con-
signatarios, Amorim Irmflos.
_ Para o Rio-Crande-do-Norle sahir com brevi-
dado a barca llor-do-)lar: quem na mesma quizer
earregar, dirija-se a rua da Cadeia doltecifc, loja de
Joio da Cunha Magalhies.
. Paro o Rio-de-Janeiro o brigue brasileiro Miner-
rn sabe na seguinte semana: recebe alguma carga
iniuila c escravos a frote : trata-so com o consigna-
rio, llanoel Ignacio de Oliveira, na rua da Gadeta, ou
cum o capito, l.uiz Martins da Costa, a bordo.
para o Rio-de-Janeiro seguo, em poneos 1 as ,
O.vrigue \ssombro, forrado de cobre e de primoira
;archa, por ter parte de seu carregamento quasi
.-impla: quem quizer earregar, ou ir do passagem,
pira O que tem escolenles commodos, dirija-se
rua da Ca'dela do Hecife botica n. 61, a fallar com
Joo Jos Fernandes Magallies.
Para Lisboa sabe, com brevidade, por ter a
inaior parte da carga prompla o brigue porluguez
Maria-loi. do que he capitiTo Manoel Jnaquim dos
Santos: para o restante da carga e passageiros, pa-
ra o que tem miiilo bous commodos dinjam-se ao
mesmo capililo ou aosseus consignatarios Fran-
cisco Severiano llabello & Filho.
-- O brigue-escuna nacional Olinda seguo para o
llio-de-Janeiro, no dia 3 de setembro, impretervel-
meute : roga-se aos Srs. passageiros queiram reali-
sar as suas passagens na rua da Cadcia, n. 37 ; es
rriptorio de Machado it Pinheiro.
^=:Kf-Mg_psji i'iiammTTwrj-
Leila.
--0 capilHo James Durffo far Icilao por inler-
vencilo do corretor Oliveira e por conta c risco de
quem pertenec', em un s lote de cerca de 35 cai-
tas de assuca r, averiado d'agoa salgada a bordo do
brigue americano llarriet, arribado a esto porto com
Igoa aborta na sua recente viagem procedente do
da liahia com destino ao de Cowes : sexta-feira ,
primeiro ile seleinbro as 10 horas da mantilla, em
presenca do cnsul americano, no trapiche do Ra-
mos.
Avisos diversos.
Lotera do theitro publico.
0 lliesoureiiodesta lotera, queicndo
tlar urna prova do que nao lio por sua causa
que as rodas deixam de ter andamiento no
dia que he desigualo, e sim nicamente
pela demora na venda dos billielcs, demo-
ra tpie occasiona inhabilitar-so o mesino
andamento, porque nao he possivol roali-
sa-lo/bavcnno tlous, Iros o mais con tos de
lea em bilbetcs por vender ; pelo presen-
te declara que, leudo tiesta vez os com-
pradores removido esse embarnco, por is
>o rpie se acha quasi extineto o resto dos
ra-viHH'nuii
vrira, at un homem veio lancar na carruagcni un ero-
lirullio bastante pesado, agora he que me lembro.
Pode ser. respondeu o cardeal ; mas quem te falla
nissc, animal ?
Rut/ta oque be que V. Eminencia qurr.'
Saber o nomc da rua.
Rua de Saint-Claude, tneii scnlior.
('laude, he isso exclamou o cardeal. Olliein como
fu eslava certa que era o nomc de um santo !
llua Saint-'.laude! repeli a condessa Lineando a
chclieu mu olbar tao cxpressvo que o mareehal, te-
mendo sempre deixar perceber os seus segredos, sobre-
lado quando se tratava d'unia conspiraco, interrum-
pen a madama Dubarry por estas palavras :
Oh condessa, el-rcl.
Aonde!
Acula.
Kl-rei, el-rei 1 esclamou a condessa ; i esquerda,
'hampaiiha, esquerda, que S. Mageslade nao nos
reja.
K porque? condessa, disse o cardeal atarantado.
f-ii julgava pelo contrario que V. Excedencia me condu-
'laaopdeS, Mageslade. -
Ah be verdade, V. Eminencia quer ver a el -re.
Nao venbo senao para isso.
Pois bem jo vao levar a cl-rei.
Mas, V. Excedencia e o senhor duque ?
I*s, rieamnsaqu,
F.nlretanlo, condessa.....
Dcixemo-iios de Ceremonial, principe, li;a-inc es-
le favor ; cada um a seu negucio. El-rei est acola de-
l>aixo daipielle bosque de raslanheiros, V. Eminencia
precisa fallar-lbc, s mil maravilhas ; Cbanipanha !
Cbampanha parnu iiiiiiiedi-itameiite.
Cbampanha, deixa-nos desccr, c leva S. Emnen-
ia a el-rei.
Como' siinho,condessa ?
V. Emnrucia disse-me que queria fallar a el-rei,
senhor cardeal.
He verdade.
-- Pois bem I failar-llie-ha sua vontade.
\ Ah i senhora, tanta bondade me confunde.
bilhetes que existia venda, as rodas da
lotera passam a ler o seu andamento ama-
nbaa, i" de setembro, e nao no dia 5, que
bavia marcado.
- O abaixo assignado, teiriloprocurado por vezes
a seiiirmaooSr Jos Thomaz de S Brrelo, afim
de liquidarem suas contas, como socios na arrema-
tarlo da collccta da cmara do Cabo, jamis se tem
elle querido prestar ; pelo que foi forjado a chma-
lo ao foro contencioso: assim previne ao publico,
para sobr'estnr qualquer pesson que pretenda com-
prar, liypolhecar escravos ou aceitar por algum ne-
gocio ledras passadas pelo Sr. Manoel Carneiro
l.ins de Albuqucrque ao sobrodito seu irn)lo, pois
que ludo se acha j embargado.
Antonio l'ranciten de Paula llarreto.
De casa de S. P, Johnston & C, na rua da Sen-
zalla-Nova, n. 42, furtaram 1:560/rs. em ferragens,
sendo a mor parte em niassos com seis duzias de co-
Ibcres do lato n. 3079, dito de facas e garfos com
duas duzias ns. 501,509,1168 eiati; latas com 10
masaos do agullias e varias outras miudezas e ferra-
gens: roga-se, pois, a qualquer pessoa quedoscobrir
onde est parte ou tolo o referido furto, de partici-
par na mesma casa aos ditos S. P. Johnston c C, os
Hoaes prouiettem guardar segredo e recompOncar gc-
ni'i'osaiueiile.
Francisco Correia de Mello, subdito de S. M.
F., relira-se para o Rio-Grande-do-Sul.
Vai praca, boje, 31 de agosto a porta do Sr
Ur. juiz deorpnos tima barcada de carga de 10
caixas c nina jangada, a requerimeuto do testa-
menteiro inventarame, Alcxandre Joaquim Salyro.
Procisa-sc alugar urna escrava que seja 'boa
vendedeira para um sitio no lugar da Torre, pa-
gando-sc-lhe 8,000 rs. nicnsalmente e dando-sc-lhe
o sustento : a tratar na travessa da Concordia n. 5.
--Pela primeira vara do civol cserivio doutor
Cunha se ha de arrematar de renda annual a quem
mais der, as rendas da casa terrea sita na rua do
Pilar, em Kra-do-Portas, n. 33, avallada em ios/
rs. por execiiQIo de Joaquim Rodrigues do Alnici-
da contra l.uiz Comes de Figueiredo.
O Sr. Gregorio Francisco Torres tem urna carta
de importancia na livraria da praca da Indepen-
dencia, ns. f> e8.
Fina pessoa, chegada do mallo, desoja fallar ao
Reverendo Sr. Venancio l.ins Telles Brrelo: e como
se ignora sua residencia, roga-so-lho se.digne decla-
ra-la tiesta lypographia.
Quem desoja comprar a mobilia de Jacaranda ,
dirija-se a na do S.-Francisco, u. 16, segundo
andar
Quem lite faltar um pranchOo que ia pela ma-
r abaixo procure-o no poito de Maum-i Antonio
da Silva Molla que o entregara asen dono.
A ciioula que annuilCOU no Diario de Penam-
buco ii,. 19S, querer ser ama de urna casa de pouca
familia dirija-sea rua do Queimado n. :li.
-- Quem aiinunciou no Diario n. 19-2, precisar
de roupa i'iigonimada e fornecimento do comida dia-
ria dirija-se a rua do Vigario, n. 33, segundo
andar,
Precisa-so um trahalhadorde nadara que seja
perita ciu sua necupatSo : na na llireita, n. -26.
Miguel Bonifacio Alvos Fcrreira participa ao
res| eitavel publico o em particular aos seus mu
dignos freguozos de quem espera a continuaeno
de sua protocolo, que mudpu a sua loja de alfaiato
para a rua do Queimado, n. 47.
No dia primeira de setembro, depois da au-
diencia do Sr. I)r. juiz do uivel da primeira vara se
lia de arrematar, porse-a ultima praca, una es-
crava de nome l.uiza de nacilo (osla, por exceii-
cUo de D. Anna Francisca dos Res Miranda, na ac-
i'ilo do alimentos provisionaes que move contra sen
marido, Antonio Manoel de Moraes da Mosquita Pi-
ulen tel
Trtsse, fabricante de igaos e realejos ,
no AteiTO-da-Boa-Vista n. ai,
tem para vender um orgocom boas vozes e do bom
tamanho, proprio para igreja por commodo preco:
lamhem tem realejos com tambor o trombeta e sem
ellos, com a vantagem de seren msicas todas fei-
tas no paiz ; concerla flitos instrumentos e poe mar-
chas novas. .Na iiiesma casa comprani-se realejos
usados
Agencia de passaporles.
fin rua do Collogio, n. 1, e no Alerro-da-Boa-Vis-
ta loja o. 48, conlinuaiii-se a tirar passaporles ,
tanto para dentro como para (ora do imperio, as-
sim como despachaiii-se escravos : ludo com bre-
vidade.
-l'rccisa-so de um caixeiro de i a 14 annos,
para nina venda na rua da Florentina, n. 30.
l'tna pessoa que so retira fiara fra, anda de seus
trastos resta a vender urna cama e una maiqueza
de angco com pouco uso; umeandieiro francez do
K o prelado beijou pondamente a litio de madama
Dubarry.
Mas V. Excedencia onde Acara, inlnlia senhora i'
pcrgunloii elle.
Aqu, debaixo destes ca valhos.
Kl-rei ha de procura-la.
Tanto ini llmi
Ha de licar inuito inquieto de a nao ver,
K isso ha de atoriueuta-lo, que be o que en desejo.
V. Excedencia he adnravel, condessa.
He justamente oque el-rei me diz quando ru
atormento. Cbainpanba, quando tiveres conduzido a S.
Eminencia volla a galope.
Sim, senhora condessa.
Adeos, duque, disse o cardeal.
Al;a primeira, senhor cardeal, respondeu o duque.
K o criado leuo abaixado o estribo, o duque po/. ns
ps em Ierra com a condessa, rpida como nina freir
escapa de alffUlll convento, no enlamo que a i-arruagein
condnzia veloz a s. Eminencia para a col lina, onde S.
M :; i-1 iilr (^hristianissiuia procurava com os seus uins
odios cssa maliciosa condessa, que todos (iulian visin
excepto elle.
Madama Dubarry nao peideu um momento ; tomn o
braco do duque, c levando-o para a malla :
Sabe, duque, disse ella, que fui Dos que nos en-
vin este aoiavel cardeal !
Parase ver livre delle por um momento, compre-
heudo mui bem, respondeu o duque.
Nao ; para nos por pista do uosso hoineiii.
Ellllio nos vamos a casa delle?
__ >;io lia duvida. -- Smente.....
Smente o que? condessa.
Confesso que leuho medo.
De que ?
Do reiticelro. Oh eu sou inulto crdula.
Sim!
__ E o acnhor duque ere nos feiliceiro9 .'
Eu sci nem lhe digo que slin, nem que nao, con-
dessa.
E a iniiba bistoria da predieco :
MUTILADO
latio e um pequeo estrado de pinho : tildo por
proco commodo : na rua das Cruzes, n. 36,,prime-
ro andar.
Furtaram, no dia 30 do corrente, urna carlera
de marroquim encarnado ja usada, com n quanlia de
600 rs em tres cdulas de 2000' rs. cada una, sendo
duas verdes o urna branca, o mais 70a80^rs em
cdulas miudas, urna relacjlo de fazqndas compradas
na loja do Sr. Manoel Duarto Ferriio o mnis mitra
relacflo tambom de fazendas compradas em urna lo-
ja na rua da Cadoia do Itecifo : quem apprehetnler
dito furto, e quizer restituir, faga-o ao Sr. Manoel
Ignacio de Oliveira, que ser recompensado com
100/ rs.
OTRIBCNO N. 114
esta a venda na loja de selleirodo Sr. Carneiro na rita
Nova, n. 17, e em nulo dos distribuidores.
O Sr. F. C. venba pagar o resto de 50000 rs.
que totnou emprestado, que lie 42^660: rs. senfio, to-
ta o gosto de ver o seu nome por extenso tiesta fo-
Iha.
I'rocisa-se alugar urna prota para todo serv00
do una casa : na loja do miudezas da praca da Inde-
pendencia, n. 4.
ICiymundn Coltinliode Azevedo, Portuguoz,
rntira-86 para fra da provincia
Xarcizi) Antonio Campos relira-se desla pro-
vincia para onde lhe couvier a tratar de sua saude.
-- Jos Pcreira l.eile, subdito porluguez, retra-
te para fura do Imperio.
Antonio Franco do Souza subdito de S. M.
Pidelissiina retira-se para a corle.
C5~ Deseja-se saber, se o e\-solicitador
da lazenda provincial est de contas justas
com a mesma. pois por ah t
nao... E se assim he, olho vivo,
motor Justica nelle.
Fsl justo e contratada a compra da casa, sita
na rua do Faguitdes, n. 19 da qual he propietaria
Joaquina Maria da Coueeicilo : quem se julgar com
direiro u dita casa, por qualquer titulo, tiueira an-
tiuuciar por osle jornal, no praiO de oilo dias.
~ l'recisa-so de um Porluguez de dado para fei-
tor de um sitio, distante desla praca 12 logoas
na travessa das Cruzes, ti. 8.
Compras.
-- Compra-so um inolrquedo 12 a M annos de bo-
nila ligura e que tenha boa conducta: no llolel-Coin-
mcrcio
(oinpra-se loda a qnaliiiade de
pinnas de aves : na roa Nova, defronte
da (Joureico, loja n. .'^B.
Cooipratn-se enlodes do cjptejro: as Cinco-
Ponlas, n. 82.
Coniprk-se una mobilia do Jacaranda oni meio
uso : na maVo Trapicho, u. )>
Comprak-se 3 ou 4 barricas de farinba do rei-
uo averiada : Vi rua Rolla n 37.
Coinpraiii-ss ossos de boi : na rua do Codor-
niz, n. 8.
izem que
Sr. pro-
Vendas.
Vendem-se pautas das alfandegas do imperio do
Brasil, impressns no Rio-dc-Janeiro : na rua da
Cruz, n. 20.
ha rua de Agoas-Verdes, n. 46, vende-so urna
inda mucama mulatinba do 10 anuos, bem educa-
da ; urna escrava para todo o servido por 100/rs. ;
una dila oxcolleiite quilandoira lavadeira o eozi-
nlieira por 420,000 rs., sem vicio algum ; un ca-
sal do escravos para todo o servc,o por 420,00o
rs. ; 3 moloques sendo um dollcs mostr copeiro ;
um prclo carreiro por 350,000 rs.
--- Vondom-so inoias de linbo o de algodilo para
honioni; poneiras de rame; bixas de I la m burgo
| que lamben) so aUlgamj*; pilulas da familia : na rua
do Rnzario pndaria junto a igreja, defronlc da lio-
tica do Sr. l'aranbos.
CHARUTOS.
Na rua da Cruz, no Itecifo, arniazetn II. 13, acliam-
se a venda os niolhorcs charutos que se fabrican na
Babia, ohogados d'alll pelos ultimos vapores \o
mesmo arinazoni vendoiii-se ricas redes do tiara-
nhilo, por commodo preco.
Vcadem-se SO escravos, sondo: tnolecoles
milito lindos, de 15 anuos ; um ptimo cabiinba do
II annos ; dous escravos do 20 anuos; dous ditos co-
zinhoiros ; um dito serrador : 1 negriiibas do iia^o ,
de 13 a 15 anuos com principios do costura ; duas
pardas mocas com boas habilidades ; 5 oscravas de
todo o servQO : lodos do boa conduela o vondom-so
por seus danos retirar-so: na rua Duoila, n. 3.
-- Vendo-se um supla do Jacaranda : na run do
l'ainbia, n. 14.
asar' rii:?!^ii.maaaBum ihmimtataijja
lio um ficto. E eu inesino, disse o relliu mare-
ehal cocando una orelba.....
t.ntao! o senhor?....
lai iiiesmo, conheci cerlo feilieciro.
Devoras!
Queme fez un dia um graudissimo icrvico.
Que servifo, duque?
. Kesuscilou-ine.
O duque resuseitado '.
lie verdade.' Eu eslava morto, mais nada.
f.oiilc-ine como isio foi, duque.
-- Enlao escoudaiuo-nos.
Ora inuilo medroso he o duque.
-- Medroso nao ; o que eu son he prudente.
-- Estaremos bem aqui?
-- Julgo que sim.
-- F.nlao ande! a historia, a bistoria.
Ei-la. Eslava eu em. Vienaa. Era no lempo da
minli.i embalsada. Reecbl nolte, debaixo de um lam-
pean, iii. i grande eslocada que me naspassou de lado a
lado. Era una espada de marido, cousa doenlia romo
os danos. C.ihi, Icvaiilaram-iue, eslava morto.
i Como eslava morto .' .
-- A'fqucaiui, ou pouco faltava. Paisa um fei-
ijcciro que |iergunta quem era aquello houieiu que se
levava para a cova. Disscrain-llie que era cu.--Faz
parar o esquife, e me lauca tres goltas de nao sei que
sobre a fonda, c tres outias gollas sobre os labios. O
saugue para, a respiracao volla, os odios se lornam a
abrir, e eu fico curado.
lie um milagro de Dos, duque.
Eis justamente o que me aterra be que pelo con-
traro cu julg que be um milagro dodiabo.
lie verdade, uiarccbal, Dos nao teria salvado um
libertino da sua especie : tal criado tal amo. E anda vi-
ve o seu feilieciro ','
Duvido, a menos que elle tenha achado o ouro
potav'el.
~ Como o senhor ; e o uiarccbal acredita nesses
cntos ?
~ Acredito em ludo.
Vendem-se duas correntesde ouro para senb' -
ra, arelogios.a aunis, 2 botes, urna salva
prata dous pares de fivelas do dita, Ulb serafina "c
oxrcllentos vozes, urna rica Imidoira nacional, pro-
pria para qualquer baUlllKo! na roa do Queima-
do n. 11.
Vondem-ae 6 lindos moloques de 16 a is annos,
5 protos do 25 a 30 annos sondo um dellos coznnoi-
ro ; dous pardos do 16 a 1K annos ; duas mnlalmlias
de 7 a 14 annos; urna negrinbade 12annos: to-
das com principins do habilidades ; 5 piolas de 20
a 25 annos. algumas llallas com habilidades' H
rua do Collogio, n. 3, so dir quem vende,
\ 1/600 rs.
Bolachinha de araruta, chegada ulthnamente do
Rio-de-Janeiro, em latas de 6 em libra: vende-so
no caes da Alfatnlega armazcm I,
Vendo-se una porcao de charutos Curados, pti-
mos para seren cohollos do nnvamonto |>or prOCO
milito barato : nn pratja da Boa-Vista, n. 15.
Vendo-so um sobrado do 3 andares o um sotSo
que se avista o mar da parlo do sul muito fresco ,
porpreQO muito commodo tambom so aceita al-
guma casa torrea em qualquer dos tros bairros, e
se alugam os segundo o tdreeiro andares, por proco
commodo : i tratar na praca da Roa-Vista, II. 7.
Vendo-so una cama de armae.ro do pao d'oleo,
aova, euma taboleta deourives com vidro grande,
pelo dono so retirar: na roa doFogo n, 31.
ACOA DKTIM.IR CARF.I.I.O.
Conlinua-soa vender agoa de Ungir cabellos e
auiSSas: na rua do Queimado, II. 31. O mothodo do
applicara dita agoa acoiiipanha os vdros.
.. Vonde-sc urna venda sita na eslrada de S.-
Amaro, passando a ponto ,i dinhoiro, ou a prazo
com leltras de boas lirinas : a tratar na mesma ,
n. 30.
Vende-so urna pardade 18 annos i de bonita li-
gura, que cose bom, faz la vari n tu porfetamenle ,
lio muito del e uo tem vicios : na rua da Cruz, n. 36.
Vendo-so nina prota rocolnida minio linda,
de Hialinos, propria para mucama por saber bem
coser, cngoniinar, la/cr lavarinto o marcar ; una di-
ta de 15anuos, que engomla offrivol o coiinha o
diario do nina casa ; una dilado 13 anuos, muito
linda, que tem principios de ongommar o coser,
una dila de 25 anuos que he boa quilandeira da
qual se afianza a boa conducta ; urna dila do 38 an-
uos, que e.i/.inha o diario do urna casa o voude na
rua ; urna negrinba do s anuos, muito linda, propria
para se educar ou dar-sede mimo a nina menina ,
por ser illuilo osporla : na rua Nova, n. 21, primeiro
andar.
Vendem-se chapos do copa alia, de palba da
Italia polo baratissimo prec/) de 3,800 rs. cada um:
na rua do Quoimado loja de miudezas ti. 21.
--- Vondo-so um cano do duas rodas com rober-
a de como de lustro o be muito forte, por ser bem
foilo e ler boas molas : na rua Nova, coclioira n. 54,
do Sr. Adolpho
Vendo-so urna lipoia construida em Angola,
oui muito bom oslado : na rua da Cruz no Recife,
venda do Manuel JuSO Concia ll. 46.
Na rua de Agoas-Ycrdes, n. 4'S
vendo-so una mui linda niulatinlia do lli annos, do
ptima conducta o com habilidades; um casal de
escravos, por 450,000 rs. ; una, escrava de 2K an-
uos por 220,000 rs. ; 3 ditas para lodo o servido ;
2 moloques do 18 a 20 anuos ; um oscravo carreiro ;
3 bonitos moleques.
Cal virgen),
chegada de Lisboa no corrente tnez de superior
qualidade, em barris do 4 arrobas, por preco com-
modo : na rua da Hoda ariiiazeni n. 1.
Vendo-se urna bonita parda de 25 annos, que
engomnia, cozinha e faz alguns doces, por preco
commodo : na rua Imperial, n. 39.
Vendem-.se bolina engraxado, a
2,4<)ors ; sapates dilos, a 1,280 e 1,44
rs. ; ditos em branco, de diversos pro-
cos : na rua da Cadeia do Kecif'e, n. 9.
-Vendom-sc 3 bonitos moloques de na?o de
18annos,sem vicips; um nrelo de naq5o,de bo-
nita ligiita he hom gaubador e acoslutiiado ein ar-
inazom do assucar; 3 tros pretas de iodo o servico
na rua do Vigario 11. 24, so dir quem vende.
Vendem-se (resllustros para meio
de sala, bronzeados, com los de ouro, ul-
limameule ebegados, os mais modernos e
elegantes que leemaqui apparecido, sen-
do un) com oilo luzes e dous com seis, e
Mas competentes mangas : na rua do Tra-
piche-Novo, n. i.'|.
Vendem-se pipas e barris qu* fram de oleo do
linhaca : na rua larga do llozario, ll. 36.
Era elle \elbo ?
Era Mathusalem em pessoa.
Como se chainava .'
-- Ah I linlia um magnilico nome grego,
-- Oh", que nonio lenivel, mareehal.
Vao acha ? miiiba senhora.
Duque, ah eis a carruagem que voln
Oplimainenlc.
EsIhiiios nos decididos
A' le que si 111.
Vamos para l'.uis '
Para Pars.
A* rua Saint-Claude '
Se v. Excellencia quizer
pera.
lie isso o que me decidirla, duque, se cuja uao e>-
tivesse decidida. Elle me atormenten, agora toca-me a
inin fa/er desesperar l.a Flanee !
.Mas elle acreditar que V. Excellencia foi rnubada,
OH esla perdida.
Tanto mais quanlo j me viraniCOIU o uiarccbal.
-- Ora one 1, condessa, lainbiin eu quero sor franco
por miiiha ves : estou com mido
De que '
-- Tcitho medo deque V. Ixeellencia cont isso a al-
gueiu e (|uc /.ombi'iii de intu.
Ne.se caso lombarSo de nos ambos, visto que eu
voii COII) o duque.
-- Com elleilo, condessa, V. Excellencia me decido.
Aliu disso se a condessa me trahir, eu digo.....
Que di/. '
Digo que V. Excellencia veio commigo so/.inba.
Ninguem lhe dar crdito, duqne.
Oh oh condessa, se S. Mageslade uo esiive.se
acola.
Chaiupanha! Chaiupanba por aqui, por tras des-
la uioula, de inaucira que nao nos vejain. Germano, a*
bre a portuhola ; est buiu. Agora Paris rua de Saint-
Claude, ao Muio. a todo o trole.
tOMlinuar-flta )
Allliuus.
lias el-rcl esla a es-
1
A



Vende-se un palanquim cm bom uso : na ra do
(Vi. iin iiln, n. 3.
Vrndem-se dous molcqucs de lindas figuras ; A
prelos de 20 a 2') anuos bstanle robusto un pardo
de 18 anuos proprio para pagem ; uiua negrinha de l2
annos perfrita coalureira de lavariulo o marca: um
pretode niela dade por 2204'rs. ; A prctas col liabi-
Jidadfs; no pateo da matriz de S.-Antonio, sobrado n. A
Vende-se nm boi gran lo de earroca ; um novi-
lhotce algumns vaccas solieiras : no sitio que Ibi da
Madre-de-Deos, em Cruz-de-Almns. No incsoio sitio
tambern se vendem pea de plantas arbustos, arvo-
res de lloros flores para liouqucles jarros e festas
de igreja.
Vendem-si; duas prctas que engommum e cozi-
nliam o diario de urna casa, sendo urna dellas boa
doceira ; duas pretasde uacio urna de 14 annos, e
a outra de 20 ; duas pretasde tneia dade, de na-
c.lo, boas quitandeiras, e una dellas cozinha niui-
to bem c lava de salino c varrella ; um preto de 30
annoa, bom ganhador; um pardo alfaiate de 21
annos: na ra Helia travessa da Florentina, n 2(1
No pateo n. G, de Joaodj ('osla Honrado, aca-
ba de nocheros segu lites livros:
Compendio elementar da grammatica portugueza ,
por Carlos a. de F. Vieira lerceira edioio de isi,
para uso das escolas |ior prego nuiilo commodo;
Ensata sobre a orthographia portugueza por Carlos
K. do F. Vieira, multo proprio para os meninos de
psimeiras lettras, pelo diminuto proco de l r>.
Yi na do Trapiche Novo, ti. 3 2, armii-
zem de ileLiard v Compartida ,
vende se vuiho Je Itordoaux cm quariolas e garra-
fas de diversas qualidades ; dito Cliatcau-la-ltosc ;
dito heoville; dito S.-Jtilien ; dito graves ; dito sau-
terne ; dito harsac ; ngo'ardente de Franga o cognac
superior; eherry-curdial marrascluno ; licores li-
nos ; ptima champanha de diversas qualidades:
tambom se receben da Babia nina porcio de charu-
tos regalia os melborcs que team viudo a osle mer-
cado ; azeite doce fino da marca Plagnol ; hervi-
llias esardinhas em latas; mostarda ingleza e frnn-
ceza ; lidas em vidros enm cabla de assucar o de
icor;sgoa de flor de laranja ; queijos londrinos; e
loutros muitos gneros : ludo lecenlemente cliegado
e de superior qualidade.
\ I paca alcocliond i, a Hoo rs. o covado,
vende-se, na loja que faz esquina para a ra do Colle-
gio n. 6, de Giiiuiarrles St t-nmpanhia, a nova alpaca
alcocboada rinda de Lisboa fazenda uteiraiiirntc
nova nesta cidade preta c cor de cal, de A palmos de
largura, pelo barato preco de 800 rs. o covado.
--- Vendo-sc um preto crioulo de .'10 a 32 annos. coin
olHcla decanoelro o que he de bouila figura na CaiH-
boa-do-Carmo. n. 33,
Vende-se tuna rica espada, tima
banda c um par de dragonas, com DOUCO
uso, e mnito em conta; ludo pertencente
a um ofllcial superior : na ra da Cadeia
de Santo-Antonio, casa n. a5.
Vcndeiu-se, n superior trelo de Lisboa a Ajf rs. a barrica.
Vende-se, no ai uiaieiu de Dias Ferrcira, canaslras
COM batatas e ceblas em niolbos e despeueadas, por
preco commodo.
Vende-se cal virgem de Lisboa em barril de A
arrobas chegada pelo ultimo navio, por proco commo-
do : a tratar com Aducida Si Fonseca, na ra do Apollo
A i.sooo rs. ,
ancoretas com azeitonas superiores : ven-
dem seno caes da Allandega nrma/em
n. 7, de Francisco Dias Ferreiro.
Cal virgem.
Cimba oX Amoriin teem para vender an-
coras com 4 arrobas de cal de l.islia, di
niais nova e melhor qualiila le mercado, e por preco mais barato que cm
oulra cjualquer parte : na ra da Cadeia
rio Recife, n. ro.
Vende-se o verdadeiro xarope do
bosque, vindo do Bio-de-Janeiro uo va-
por Paraense: na na da Cadeia lo l'.eci-
e, bolica de V. .1 de Brilo.
Lotera to Rio-de-Janeiro aos qo:ooos
de res.
Vendem-se bilbetes c meios dilos da lerceira loteria
a beneficio do liuspital de( aldas da provincia de S.-l.'a-
lliariua : na ra da Cadeia lo liaeife loja de ferra-
gens n. 56.
Vende-se orna preta o;.lima cozinlieira e en-
gommadeira : na ra das Cruzes, n. 32, terceriu
andar.
Vendem-se caivetes linos; tc-
80U ras de nnhaa e de costina; ditas de
aliaiatcs, feitas em Guimaraes; sacarro-
llias de patente ; cainpainlias Je cores ex-
quisitas; machinas para ilboz.es a 1,100
rs. ; Cstiraesde vidro a 2,i,oo rs. o par :
na loja de quatro portas d* ra do Calin-
ga, n. i C- do Duarte.
Osantigos riscados monstro.
Na loja de Guimaraes & C, ra do Crespo, vendem-se
os bein conheeidos riscados monillos de padroes inulto
modernos, e que teem quasi una vara de largo,pelo ba-
rato prefo de 320 rs. cada um covado.
Vciidein-sc saccas com tnilho, a 3/200 jogos de
bancas de amarello ; lavatorios o toncadores : ludo no-
vo r bem feito, e por barato preco : na ra da Cadeia
de Santo-Anlonin, armacem .n. 21.
Vendem-se aCQdes fia ex-
tmeta companliia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, ra daCiuz,
n. 9.
Vendem-se botoes amarellos, finos,
de P. II. ; ditos ordinarios; ditos para
casacas 5 ditos para cavallaria ; ditos pa-
ra infantina ; ditos para libre de pagens,
brancos e amarellos ; dilos pretos de bo-
nitos padroes ; ditos de vidro, para enfei-
tes de roupas de menino : na loja de qua-
tro portas da rita doCabug,n. 1 C. do
Duarte.
FARINIIA DBTRIE8TB.,
marca verdadeira -SSF, chegada ltimamente: vonde-sc
em case de N O. Ilicbcr Si Coinpanhia, na ruada Cruz ,
u. A.
Paseada de algodo para thoa
Ihas.
Na loja de Guimaraes & (.'., ra do Crespo, n 5, ven
de-sc a cxccllente fazenda para toalhas de algodo,
trancado branco, com 8 palmos de largo, pelo barato
preco de 800 rs. a vara.
Vende-se cal virgem de Lisboa,
chegada no ultima navio, em barril pe-
queos, por menos do que em outra qual
quer parte : na ra do Trapiche, arma-
zem n I 7.
Vende-se, por preco coininndn, multo superior sal
do Assu' : a tratar na ra da Moda n. II, coin Silva Si
Grillo.
FASELO
1 3^000 rs. a sacra
not .irinnipiis ni. 1 c i do caos da Ufandcga, ? ,,u de o.
.'i.1 da ra do Vmnrim, de J. I las so .'miior,
Vt'tidcin-sc queijos londi inos de tiperioi ({ualida-
dc .' na < ta do Ti apiclir-Novo u. 22 casa de Ilrbrard
& Coinpantiia.
Kiscados tnonstros.
Vcndein-se superiores riseadus inonstros, j.i bem co-
ndecidos lano pela qualidade como pela largura em
deuiasia, pelo barato preco de 2S0 rs. o covado. F.stes
riscados sao cbegadol ltimamente as cores sao lixas,
e os. padroes mnito modernos e de bom goslo : na nova
lujada Estrella da ra do Collegio, n. I.
W
'ouezoj op e9.ib| un BU '3). 'cAoasa kiiibabii 'CJ
-nosai ouioa Bq.teq c j.i/bj bjci! oiJBSsaaau o opuai
-uoj .....'ii\ i ii o sBudord sr 11 u ir i sciJBss.iaau se
ui.ipu.iA as iii.iquiei : opjjqo janb|LMib no epu.r/Bj .unb
-|i'iib jBajBiii Bfiq no oin i.hiiiiio.) >p Maa i jnb|Hil>
BJBd .11.111 is um moa SOiqdl JlocICl EDXIB3 8|JB8S30
-.iti oiiiim se oJ.ud oinuiuijp ais.i iod .is-iu.ipii.i \
SJ Sly JU(J
Vendem-se galoes de ouro verda-
deiro, de lodos as larguras, e miis barato
do que em oulra qtialquer parte : na ra
latga do Rosario, n. ?4*
Vende-se cera de carnauba em porcao e a rela-
lho.de superior qualidade ; queijos londrinos ; latas
i diii bolachinliaa de aramia milito novas a 2/ rs. ;
latas com sardinhas ; ditas com i libras de maruielada ;
ditas com ligos: ludo por preyo eommodo : na ra da
CriiJ, uo Recife, n. Aii.
Vende-se arroz de casca ; meias ne algodo feitas
no Porto cera do Rio: ludo por piejo coiuuiodo: na
ra da l'raia arnia/em n. 37.
Vendem-se bai ra pequeos com cal virgem de Lis-
ba a mais nova que ha no mercado, por preco com-
modo : na ra da Moda arma/.eui n. 17.
o o o N gf # &
^aj* Na ra'Nova, n. 7, priineiro andar, venden)- fi?
, se varios trastes por commodo preco por o /Jfi.
dono retirar-se desta provincia IQ9
POTASSA.
No deposito da ra da Cadeia do Recife, n. 12,ven-
dc-sc milito nova esuperioj potassa em barris peque-
nos, por preco mala barato duque ltimamente se es-
lava vendendo.
Vende-se urna casa terrea milito grande, sila na
ra da Mangurira, na lloa-Vista, n. II, coin grades com-
modos, quintal inulto grande e muiln.sarvoredos de truc-
Ios, por preco u mais rasoavcl possivel : trata-sc na ra
do Araban, n. 27.
Cal virgem.
Vende-se barris com cal virgem viuda de Lisboa,
por preco mais barato do que em outra qualquer parle:
na ra da Cadeia-Velha, armazeiu n. 12.
A lfOOO rs. CADA UM CHALE.
Na loja que faz esquina para a ra do Coilegio, n. 5 ,
vendem chales de larlataiia grandes e de padroes es-
curos pelo barato proco de mil rs. cada um.
Casimiras elsticas.
Vendem-se superiores cortes de niela casimiras elas-
lieas de pura Lia, pelo barato preco de 2#000 e 3/000 rs.
o corte de calca : na nova loja da estrella, da ra do
Coilegio, n. 1.
Vendem-se no armazem que foi do fallecido llraguc/.,
o pe do arco da Cnnceirao, ceblas siias e solas, pro-
prias para gasto de casas particulares, a TiOO rs. o
eento.
CHA"HYSSON,
de ptima qualidade a 2/240 rs. a libra : na ra da
Crin no Recife armazcni n. 13.
'\Z, (i OIJE7011 pp c9.ic| ena cu : opoiu
-moa oJ.ud aod 'soiajfqo soiinoi sojiuo o s.uoij a SBAn|
' sbiij ap sapBpi|enb se sepoi oiuna uiaq : JVpjoq a jas
-oj BjFd oiujuiiijos o opoi iiioj sB.ii.ilje.-) ma uuquiBi
! MCaOMI SEUii SBq[nHc SBJiapepaaA se js-mapuaA
Vendem-se lelhas de vidro,
e cadinhos paca ourives : na ra
do Brum, f'undico de Mesquila
& Dutra.
Vendem-se pefas de madapolao com 20 varas ,
mnito largo e forte a 2/809 rs. e a M0 rs. a vara ; rhi-
taide ramagem para coberta a IG0 rs. o covado ; ditas
cor de rosa, a 160 rs. ; o muras fa/.endas o mais barato
possivel : na ra do l'asseio-Publico loja n. 17.
Vende-se um alambique novo do cobre com todos
os seus pertcnecs ; un relogio sabonete de ouro com
correte snissa : na ra da Cadeia de Santo-Autnnio,
arineteuii n. 21.
Vende-se um pretode boa figura que emendado
plaalos e he milito diligente para qualqaer servico,
na ra Diieila, n. 03 segundo andar.
Vendem se cbapos de palba, da
Italia, parasenhorase meninas, a 1,200
rs. ; brreles de pidre e gollas de diver-
sas fazendas ; bonetes prelos, de velludo,
a 960 rs. e de panno i\scado a 6^o rs. ;
lencos de garc>i a 1,000 rs. ; ditos de gia-
vata a 1,00o rs. ; luvas de algodao, de c-
es,aaoo rs.opar; ditasdepellica, de se-
nhora, a 1,00o rs. e para liomem a 1,60o
rs. ; llores para enfeites de cbapos; bicos
do Porto, de 100 al 400 rs. a vara; ditos li-
tios, francezes e inglezes ; galoes brancos
e amarellos, linos ; dilos ordinarios ; es-
pigoilbas e rendas ; volantes largos e es-
treitos ; espelbos de paredea 1,000 rs. :
ditos de augmento a 800 rs. : na loja de
quatro portas da na do Cabug, n. 1 C- ,
do Duarte.
Vendem-se Jazendas, por menos de seu
valor, na loja dos Quatro-Cantos da
rna do Queimado, n. 2o,
bem como: luvas de seda prctas p de cores para se-
nhora, a 320 rs. o par ; sarja larga de Ida de cores a
800 rs. o covado cortes de calcas de casimira de cores ,
a ti/ rs. ; chales de cambala bordados a 640 rs. ; ris-
cados trancados americanos a 160 rs. o covado ; len-
t os brancos coin cercadura de cor, a 200 rs ; cortes de
cainbraiade cores finas a2/rs ; dita de quadros mili-
to lina, a 320 rs. ; dita do flores a 2-10 rs. o covado; cas-
tores para calcas a 200 rs. ; brins brancos de listras a
300 rl.; chitas brancas de llores, a 120 rs. o envado ;
meias para menino a 160 rs. ditas para senhora de
2-10 a 500 rs. ; ditas para meninas a 3211 rs. o par ; len-
tos de seda preta de 1/a 4/rs. ; suspensorios de lila ,
a 120 rs. o par ; vestidos do enmbraia com babado, de
superior qualidade, a .'1/ rs. ; guardanapos para cha a
SOO rs. a duzia ; ditos para mesa a 241)00 is.
Vendem-se 2 lindos molernos', sem
vicios, nemacbaqnes, e proprios de todo o
servico de casa e campo; urna mulata de
i(i a 18 annos, de inuito boa ligura.costu-
reira e euggiiimadeira; c um casal com
urna cria de i<) annos, pouro mais 011 me-
nos: na ra do Crespo, loja n. 3 A,se dir
quem vende.
Ven lem-se esteiras de palba da
Italia, para forrar salas e camas: no \ter-
ro-tla-Ha-Vista, loja 11 78.
-- Na ra do Coilegio, n. '.), loja de miudo/as, do ami-
go baraleiro conliniiam -se a vender bichas do llam-
burgo milito grandes a800 rs. : lambem so alugain ,
por proco rnuiiundo.
Vendem-se queijos londrinos e presuntos para
Hambre chogados pelo ultimo navio de Liverpool ;
hervilhas proprias para sopa ; vassoras para varrer sa-
las : no aruia/em de llavis & Companbia na ra da
Cruz, 11. 7.
Na pracinba do Livramento, loja
n.49, ^e IflarcolnoJose de M o raes &C,
vi'iide-se o melbor cli da India que tem
ipparecido no mercado, as binas, meias
ibras, quartas e meias tpiarlas; ussim co-
mo rap de Lisboa, cliegado proximamen
te, s libras, e s oilavas a 4o rs.
Vende-se salsa parrilba, de mnito
boa qualidade, ltimamente ebegada do
'ara : em casa de Kalkmunn Se Rosen-
tniinil, ra da Cruz, n. 10.
Vendem-se mui superiores sapatos
de duraque preto. de Lisboa, e por pre-
co commodo : na rita Nova, n. 3o.
Vendem-se saceos com superior fa-
rdo ; presuntos para fiambre ; barricas
com bolacbiiiba, Ititlo por preco commo-
do : na rna da Madre-de-lieos, armazcm
n jo, defionte da guarda da allandega.
Vende-se um pardo de 15 annos, ptimo pa-
ra pagem eque tem principios de eozinhciro : na
ra das Trincliciras, n. 38.
~ Vende-se leite de ca'ira preta muilo bom : no
Aterro-ila-l!na-Vista n. 75
Vende-se, na venda da esquina do pateo do ('.ar-
mo que volla para a ra das Trinelieiras, n. 2, mar-
melada multo nova etn latas de duas libras, a 1,200
rs. e qoalio libias a 2,400 rs.
Vende-se urna negrinha de tincio, de 18 anuos,
le mullo bonita figura, que cozinha bem u diario
de una casa eugoinina, lava de snbiio e varrella e
cose chao ; hilo tem vicios nem achaques : o moti-
vo cordia passaudoa pontozinlia a direila segundo
casa terrea se dir quem vende.
Vende-se mermelada de Lisboa superior em
caixns de duas libias: no pateo do Carino, venda
n. I.
Vende-se urna escrava ci ion la do 30 c lanos
annos, que cozinha, faz doces, lava, COSOCOm mul-
ta limpeza, faz lodo o uranio de nina casa e engoni-
ma ptimamente, e ao comprador se dir o motivo
or que se vende : na ra do Coilegio, venda daos-
quina, do Sr. Sobral, se dir quem vende.
Vendem-se caixas de vidro para
joias, todas guarnecidas de pedias, pelo
pncode 2,000 a 4-.000 rs. : na loja de
Francisco Joaquim Duarte, ra do Cabu-
g, n. 1 C. Na mesuia loja vendem-se
dous escravos por preco commodo.
Na loja da rna do Crespo ao p do ar-
co deS -Antonio, n 5 A,
de Ricardo Jos do Freitas Ribolro vendem-se cor-
tes de chita com 10 covado*, muito linas o escuras,'
pelo barato preco de 1,600 rs ; ditos de camhraia'
pintada a 2,000 rs. chapos de crep para senho-
ora, milito bem l'eilos c do bonitas cores, aj
6,000 rs.; corlea de casaa de barra, brancos e del
cores os mais bonitos que teem apparceido tiesta I
praca a 5,000 rs.; corles de fustfio para collele a
500 rs. ; cassa de cores com 4 palmos do larfcura a
240 rs. o covado ; um sortimeuto de pannos finos-
de todas as coros minio bous c baratos; c oulros
muilns fazendas linas.
Vende-se a venda do heccodo Lobato que ven-
do de 16 a 20,000 rs. diarios, com pouco fundos:
vende-se por seu dono rctirar-se para fra : a tratar
na mesina venda.
Vende-se um mulatinbo de 11 a 12 annos, mili-
to sadio e esperto proprio para aprender qualquer
o(lco : no caes do Ramos, casa da esquina pn|a.
da de encarnado.
ptimo vinbo doce abalado. >A
Vende-se este escolenle vinbo no annzom n*
foi do fallecido Draguez o p do reo da Concn'.
cao he Lio bom ou muitir queo bom moscatel ,|
Sotubal : o seu preco agradar aos compradores-
trata-sccom Viriatode Carvalbo Tavares.
Riscados monstros.
Vendem-se riscados monstros, a 280 rs, o cov.
do: na ra Nova, loja n. 26, de Tinoco & Rocha.
Vende-se urna secretaria moderna camdoui
gavetOes, e puxadores decrystal na ra da Con.
cordia, n. 25, primeiro andar.
.Na ra das Cruzes, n. 22, segundo andar, ven-
dem-se 5 escravos sendo : um crioulo e oulro de
nacHo, de 30 annos ptimos do servico de campo-
duas escravas, urna parda e oulra crioula do -i,
annos que engommam, cosom clio, cozinham e
lavam de sabSo, urna negritiha de 8 annos, muilo
ladina o linda, com principios de costura.
Vende-so urna escrava de tnnta e tantos an-
nos sadia o robusta, que cozinha bem e lava rou-
pa : na ra larga do Rozario, n. 48, primeiro andar.
Vende-se, na loja de trastt s do Leal, no Ator-
ro-da-Boa-Vista, um piano bastante usado porcm
devozes muilo boas, e urna secretaria tainhem
volita.
Escravos Fgidos
Kugio, no dia 21 do corronte um preta de 11 .>,,...
Thomazia de bonita figura de estatura regular; an-'
da va vendendo tabolciro de doces ; levou vestido de
chita desbotada um parda argolas de pedias as ore-
Ihas; tem sido encontrada as l.inco-Poiitas : quetn a
pegar levea-a a seu sonbor ne ra de S.-Francibco, n,
18, quesera recompensado.
Fugio, de bordo do brigue Sertorio na inanhaa do
da di'j ullio prximo passado um escravo marlnhei-
ro de un tu r Francisco de n i^io l;ui^;i ; representa ter
30 a 35annos ; tem na face esquerda um signal ; l ii:,
milito descansada ; levou calcas e camisa azues cul-
peo de pallia piulado de branco e o balde que tinlia
trazer a rasao e7/rs. em cdulas: quem o pegar.,
ve-oa ana da Moeda n. 7, quesera bem recompensaji)^
Fugiram, no dia 15 do corronte do engenho [[,.
pessuiema, fregurzia de Tracunhacm comarca de Ni.
zarelh dous escravos um de nome Joaquim, crioulo
vennelho de 20 a 22 annos; he sapaloiro e alfaiate,
sem barba denles desligados um dos oulros, rosto
alguma cousa quebrado orcinas pequeas pernas al-
giiiua musa ari|iieadas ; levou cainita de algodao r. cal-
fas de riscados ; foi escravo de Flix Ferreira de Aguiar,
morador etn (iuarabira e depois de Anlodio Iticardo, ni
ra do Qneiinado no Reolfe por quem foi vendido:
o mili 'i do nomo Joao Angola principiando a barbar,
falta-lhe alguns denles na frente, orelhas pequeas,
caoh&isudo ps feios porm sem bixos ; tem una ft-
rida na perna rsquerda ; fugio do hospital do engenho,
em uso de remedios levou camisa e ceroulas de algo-
ilai./.i,lio i foi escravo de Jos Francisco, do Salgado di
Parahiba, c vendido por Francisco do Soma Cavalcantc
Quem os pegar leve-os ao dito engenho que ser re-
compensado generosamente ou uo engenho Boa-Vis-
ta de ini nina ao major Francisco de Araujo ou no He-
cife, a Menoel Duarte de Oliveira que eslao munido!
deordens para os recebor.
R S ugio, no dia 21 do correte um preto crioulo,
de nome Francisco, de 20 anuos pouco mais ou menos;
he alto e secco, rosto pequeo o redondo sem barba ;
tem mu! i falta de demos que se suppdc nenhuin dot
queixaes e na fenle s no queixo inferior pomas linas,
ps apalhotados ; tem as jimias de ambos os ps al-
guma cousa grossas que por isso uietle-os para den-
tro ; levou camisa c ceroulas de algodao grosso da Ier-
ra ; ehapcode couro ; he muilo farc.ol ; suppde-se an-
dar ganhandn por esta praca, ou ter-se encaminliado
p.na os ariabaldos da fieguozia de Goit. Hoga-se ai
autoridades policiaes capiacs de campo e pessoaspar
ticulares que o apprehciidam e levem-no ao seu sf-
nhor Manooldo Souza CordeiroSimos na ra estrella
do ltozario, n, 23, que serio generosamente recom-
pensados.
--Fugio, no dia 23 do crrente urna escrava de
nome Antonia crioula de 18 annos estatura re-
gular ciV bem preta um lauto carrancuda quando
se falla com olla ; foi vista na ponte da Tacniltna,
indo para a cidade de Olinda : quem a pegar leve-a
a ra do l'asseio, loja n. 19, que ser bem recom
pensado.
Desappareceo no dia 19do crrenle, da casa
de Manuel Ferrcira da Silva Ramos o preto de no-
me Domingos de naqflo Congo b.iixo, pnuca bar-
ba feio do rosto; lom um cnlombo no cachaco,
ps chatos e lachados nos calcanbares c dedos, fal-
la mal principalmente quando o quer fazer mais de-
preca do une COSlumi ; levou camisa de algoiblo/ir-
nbo caigas de estopa e chapeo do palba. Pede-se
as pessoas encarregadas da policia, que o apprehen-
lam e levem-no a rna do Coilegio, n. 15, segundo
andar.
Fugio,na noite de 11 'para 12do correte, o
iiuileqne l.uiz, de 15 anuos, natural do Aracaty ,
baixo, caa larga nariz chato, falla bastante deseo-
toada ; tem um signal na testa de um cotice de bes-
la ; anda calcado e cora bonete; intitula-so forro;
tem sido visto na na do Queimado e da Aurora :
quem o pegar levc-o a Manuel Cardozo da Fonseca,
em S.-Amaro ou na pinga do'"ommercio.
Fugio, no dia 27 do corronte, a preta Rita, ile
nacIo com um liendres com azeite que andav
vendendo, de estatura baixa.corpo regular, de
meia idade mnito reg ista com defeito as orelhas
e na mo direila olhos vennelhos ; tem diversas
marcas nos bracos e as costas; levou vestido de
chita e panno da Cosa : quem a pegar levea-a a ra
do Queimado, luja de chapeos n 38
--Fugiram, no dia 20 do corrente do engento
d'Agoa, na ribeira do Araripe, os escravos seguid-
les: Venceslao, crioulo que representa ter 20 an-
uos pouco mais ou menos grosso do corpo, baixo,
meio corcovado; tem os ps cheios do arestins e
bastantemente grandes; he ofllcial de carpfna.e
mui dado a embriaguez : Romualdo, Angola, que re-
presenta 25 anuos pouco mais ou menos barbado ,
de estatura ordinaria, grosso do corpo, canellas
linas muilo gago e falla muilo mal o nortuguez:
Patricio, condecido por Ladino, de nac-lo Angula 1
que reprsenla 38 annoa alto secco do corpo, ver-
molho da cor, muilo desembarazado no fallar: to-
dos estes escravos fugiram juntos esuppoe-sc torera
sido seduzldos per algum ladillo de escravos. Pro-
nielte-segratilicar generosamente a pessoa que au-
piehendei qualquer dalles, na cidado .lo Recife
jioderentregar nos Sis GuilhermedosSsntosSazcA
Joao Xavier Carneiro da Cuuha e Jos Camello dj>
llego itarros e 110 engenho d'Agoa no l)r. Franci.
co J0A0 Carneiro da Cunba.
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