Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08627

Full Text
jlnno XXIV.
8cgtimln-fern 21
0 HAMO publica-i* lodotoadlaique nSo
. r, de guarda: o prego da aialgnalura hr
[ jf ^ti rt. por <| IfMf pif 01 rfiimimini. Oa
* ,iiii -io* dot aaslgnanlca sao inaeridoa
L ,,., da 20 rt. por liuh.i, 40 rt. cm typo dlf-
-rt,n', ai rrpelleet prla inetadr. O uo
IjiJiiaiileipagaraoltri. por linhae 100 rt.
I fin i)P dillerente, por ca.Upublic.ir5o.
PIIASRS DA LA NO MEZ DE AGOSTO.
Cniti". a7, 37 mln. da manh.
/yjlir, aM, sMioras e 50 mln.datanl.
ii.u...,<. all, a 1 borae 48mi.da tard.
jo, a 28, ii 4 horai e 4i mln. da tard.

PARTIDA DO* COBREIOS.
Golanna r Parablba, i* icgi. e texlat-fclrai.
RIO-G.-do-Norle, i|iilnlaa-friraa ao moio-dia.
Cabo, Srriiihariii, Rlo-Kormoao, Porto-Calvo
e Macelo, no 1.*, a 11 e SI de cada inez.
Garanbunt e llonilo, a 8 e 83.
Boa-VItta a Florea, a 13 e 28.
Victoria, ai quinlat-felrat.
Olinda, todoaoadlai.
PREAMAR OE HOJE.
Primeira, i4 horai e .10 minutos da Urde.
Segunda, ai 4 horai e M minutoi da mano.
de Agosto de 1848.
N. 100.
das da IMAM.
28 Segunda. S. Agotlinho. Au.l. doJ. .!.>
orph.doj ilo i iv. 'iln J. M ,1 i .' y.
28 Terca. S. Adolfo. Ainl.d.i I. .1.. e, da |,
v. .lo i. .i.- pan iin 2 (lisi de i.
30 Ouarla. I. Roza de i.iina. Aud. doj.
.loe. da S. y. c doJ.dr paz doi dial, del.
31 Quinta. S. Raj inmuto Nonata, Aml. do I.
doinrpli, e dn J. M. .1. |. y.
1 Sexta. S. Egidio. Aud. doj. do clv. c
do J. de i i/.l i I dial, de t.
2 Sabbado. S. Ettevo. Aud. do J. do c.
. e ilo l id- pudo I diat. de t.
3 Domingo. Nosta Srnliora da Penda,
CAMBIOS NO DA 20 DE AGOSTO.
Sobre l.ondrea a 23 d. por l000 rt. a 60 d
Paria I .il'i 3.VI rs. por franco. Nom.
a l.ltboa 120 por etnto de premio.
Rin-de-.l nicirn ao | ar.
Deac de leu ilrlionllriina.il ',', ao inri
(eeAeatta comp. di li*b*rlbe, aSOfra. aop.
Ouro. Oncas hrtpanliolai 32*000 a 32/SdO
Mudat de 0/400 *. ITaWtMI a IHfOlMi
dr6400n. 10/400 a 16/000
d.-4ahoii... 9/500 a t/000
l'rataPaUcet bratileirot 2/U30 2/U50
Peto* colunioarioa. iiD.'U) a 2/05n
Ditos mexlcanoi..... V|900 a l/MH)
DIARIO DE PEEMAMBUC
. "i i i
miu.
PARTE OFFICIAL.
N. 223, DE 17 DE AGOSTO DE 18*8.
Cria urna escola industrial, adjunta ao lycnt desta
fidc.de.
Antonio da Costa Pinto, presidente da provincia
de Pernambuco. Faco saber a todos os seus habitan-
tes, que a assembla legislativa provincial decretou
ee sanecionei aloi seguinto :
Ait. t.* Fica instituida o incorporada ao lyceu
desta cidade tima escola industrial para mstniivao
das pessoas quo se dedicarem s profissoes e artes
ndustriaes.
Art- 2/ Esta escola so compor das soguintes ca-
ileiras:
I.' Arithmetica, algebra elementar, geometra
elementra e trignometria rectilnea.
2." Geomotri descriptiva e geometra applicada
s artes e oflicios.
5.= "iYSiCa ciellienim i: .i|i|i leuda s ai es.
A.1 Chimicelementar applicada asarles.
5." Architectura civil, constructjio de machinas
elcchnologia.
6 Desenlio dividido'em tres partes, a saber:
1." Parte. Desenlio linear e do architectura.
2." Parte. Desenho de machinas e sombreado.
.V Parte. Desenho do perspectiva, paisagem e
figuras.
Art. 3." A primeira o sexta cadeiras pdenlo seras
queexistem no lyceu sobre as mesmas disciplinas.
Art. *. O curso de estudos, nesta escola, ser di-
vidido em tres annos pela maneira seguinto .
l.'Anno. Primeira cadeira e primeira parte da
sexta cadeira.
2. Anno. Segunda cadeira, terceira cadeira osc-
piimla parte da sexta cadeira,
3. Anno. Quarta cadeira, quinta cadeira e ter-
ceira parle da sexta cadeira.
Art. 5." Os preparatorios para a matricula do pri-
meiro anno sito: grammatica da lingoa nacional e
as quatro operacOes de arithmelica.
Art. 6.* Para a matricula no segundo e tereciro an-
nos requer-se ccrtidfo de approvar.o no exame das
disciplinas do anno antecedente.
Art. 7. As matrculas em cada un destes anuos
so gratuitas.
Art. 8.' Para a regencia das cadeiras e servico des-
ta escola naveta os professorescathedraticos, os pro-
fessores adjuntos e os empregados que frem neces-
sarios, sendo todos de nomeaeo do presidente da
provincia ; porm, passados quatro annos, contados
da abertura da osela, os lugares vagos de professo-
res adjuntos serflo prvidos por meio de concurso,
dando-se preferencia, no caso de gualdadc ntreos
concurrentes a respeito das demais circunstancias,
aos alumno-o titulados na forma desta le.
Art. 9.* provimento das cadeiras do segundo e
terceiro anno s se far, quando se tornar necessario
para o exeretcio dcllas.
Art. 10. O alumno que, depois de approvado em
todos os exames, mostrar que pratcou com apro-
veitamento urna arte industrial por espado de quatro
annos, e que, submettendo-so a examo especial da
mesma arte, fr approvado ncllc e no da lingoa fran-
ceza, lera um tilujo conferido pelo presidente da
provincia.
Art. 11. Os alumnos, assim titulados, serilo nesta
provincia os nicos reconhecidos por mestres, e con-
sjtl^ds como peritos, e os nicos admittidos como
MEMORIAS DE M MEDICO, (*)
ion giejranoreBuina*.
TERCEIRA PARTE.
*3l 3&2iS&!Bo
XIV.
niMOVA-SK A CONSPIBAOAO.
No entanto.qne el-rei, para tranquilizara Mr.de Chol-
S|,iil e para tainbem nao perder tempn, passeava assim
''i Trianon esperando a hora da caca, era Luciennes
0 centro de urna minino de conspiradores sobresala-
oos que chegavam de utn vo ao p de madama Duliar-
1 y, como passaros que tentlrain a plvora do cacador.
Joao eo inarrclial de Richelieu, depois de terem por
inuito tempn olhado um para o outro com mo humor,
orain os primeirot que tomaram o v.io.
Oloutros eratn os favoritos ordinarios quem urna
nesgrafa certa dos (lioiseuls tinlia attrahido, a quem a
volia gra^a tlnha aterrado, e que, nao adiando mais
o ministro a ten alcance para se apegarem a elle, vol-
'avam machinalinentc para Luciennes afini de ver te a
>rvore ainda etlava bastantemente forte para te grim-
I'-irem iiilia como amigamente.
. Madama Dubarry, depois dat fadigas da sua diploma-
fila e do triumpho engaador que a linha corado, dor-
poli a ssta quando a carruagem de Richelieu entr'ou no
pateo com oettronda) e a celeridade de um furacao,
Senbora Dubarry ett dormindn, diste Zamora tem
* mecber. ......
kj*) Vide Divio b. 159.
olllciaes e mestres as reparticos publicas provin-
ciaes.
Art. 12. Fica o presidente da provincia autorisado
a mandar, em cada auno, para a Europa, afin de que
ahi se aperfeir;6e na sua arte, um dos alumnos titu-
lados, dentro nquolles que tiverem mostrado maior
aptido e aperfeicoamento. Estes alumnos se deno-
minarflo alumnos em commissfo. --
Art. 13. O presidente da provincia marcar ao a-
lumno em commisso : primeiro, o tempo de sua es-
tada na Europa, o qual nflo passar de tres anuos;
segundo, a respectiva mesada, que nunca exceder
a 300 francos, alcm das despegas de ida e volta ter>
ceiro, as ciiiuliia'M's da concessflo do favor, e as ga-
rantas do cumprimento das mesmas condiQOes.
Art. 14. Fica o presidente da provincia tambem
autorisado a dar regulamcnto escola, mnrean.li>
tambem nelle o ordenado dos professores, assim ca-
thedraticos, como adjuntos, e dos empregados da
mesma escola. O regulamenlo ser logo posto em
excrurfo, o submettido definitiva approvagSo da
assembla legislativa provincial na sua primeira ses-
s3o posterior
Art. 13. O presidente da provincia mandar for-
necer escpla osobjectos necessarios pura oensino
de suas disciplinas.
Art. 16 Ficam revogadas todas as leise disposi-
ces em contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades quem
o conhecimento e execnctlo da referida lei perten-
cer, que a cumpram e fa^am cumprir tilo nleira-
mente como nella se contm. O secretario interino
desta provincia a faca imprimir, publicar c correr.
Cidade do Recita de Pernambuco, aos 16.do mez de
agosto de 18i8, vigesimo-setimo da independencia
e do imperio.
L. S.
Antonio da Costa Pinto.
Carta da lei, pela qual V. Exc. manda executar o
decreto da assembla legislativa provincial, que lutuve
por bem innccionar, creando urna escola inilustrlat in-
corporada ao lijccu desta cidade, designando as discipli-
nas que se devem ensinar nesia escola, fixando o numero
de annos em que se ha de dividir o respectivo curso de
tttudos, providenciando acerca do provimento dos pro-
fessores cathedralicos t adjuntos della, e estabeltcendo
varias ouiras medidas a respeito : ludo como cima $e
declara
Para V. Exc. ver.
Floriano Correia de Brito, a fez.
Sellada e publicada nest secretaria da provincia
de Pernambuco, aos 17 de agosto de 1848.
Francisco Xavier e Silva.
Registrada a fl. 63 do livro 2." das les provineiaes.
Secretaria da provincia de Pernambuco, 17 de agosto
de 1848.
Joo Domnguez da Silva.
DIARIO UE PfiBN.yBUCO.
nrciFE, 27 DE ACOST DE 1848.
Obsequiaiam-uos com seis exemplares do Jornal lo
Cojnmrrcio do II io-de-.laneirn, datados de 12 a 17 do cor-
rente.
Joao fez a Zamora rolar por eima do tapete, com um
grande pontap que Ihc applicou sobre os mais largos
bordados da sua farda de governador.
Zamora deil gritos penetrantes.
i -ti.iii acudi.
Ainda bates neste pequeo, vilao brutal? diste ella.
V. exterminar-tc-hei a ti mesma, proteguio Joo
com olhot que lancavam rhammas, se nao acordares a
condetsa inmediatamente.
Mas nao era preciso acordar a condesta: ao ouvir os
gritot de Zamora, e o trovejar da-voz de Joao, senti-
r ella urna desgraca e correu envolvida no seu pen-
teador.
Kniao que ha de novo ? perguntou ella toda ater-
rada de ver que Joao se liavi.i estendido ao comprido
sobre um tofa para acalmar as agitafoct da tua bilis,
e que neiu ao menos o marechal Ibe havia beijadn a
linio.
Ha, ha, diste Joao, com inildiaboi! ha sempre o
Choiseul.
Como.'
lie verdade mais do que minea, Illa pette rnate!
Que i|uere tu d7.er?
(i tenhor conde Dubarry tem rasan, proseguio Ri-
chelieu ; ha agora mais que nunca o duque de i.bni-
teul.
A enndetta tirou do scio a cartinlia d'cl-rei.
E itto? diste ella sorrindo.
V. Ex. leu bem, condessa ? perguntou o marechal.
Mat..... eu sel I.'t, duque, responden madama Du-
barry.
Nao duvido, mlnha senlmra; mas perinitte-me V.
Ex. que eu tambem leia?
Oh! poit nao? lela.
O duque tomou o papel, desdobi ou-o lentamente
e leu.
Amanhaa agradecer! a Mr. de Choiseul ot seus sei-
vicos; astiin o prometi positivamente.
a I,i i/. )
Ostraballins da assembla geral legislativa publica-
dos ueste peridico alcancam a 10.
O senado aprcefava pela segunda vez os 23, 14 e2!>
do artigo I." do sen projecto sobre cleicoea : conside-
rava a terceira parte do cdigo cnmmcrcial, cuja discus-
tao contina a caminhar vagarosa, mo grado a urgen-
te necestidade que temos de um corpo de leis que po-
nhain termo s fraudes de que quati qiiotidianamente
san victimas aquelles que liam suas fatendas dos espe-
culadores que biisc.iin enriquecer da noilc para o dia
cuta dot capitaes alheios : approvra em segunda
discusao, para passar terceira, una Tesolucao que
isenla das multas os que nao votarem as elei.yes para
vereadores c jui/.es de paz : resolver, cmliin, fuste
tubmettida sanefao imperial una oulra resolu;o da
cmara dos Srs. deputados, quedo producto 'das lote-
ras concedidas a favor das obras da matriz da capital
do Cear manda applicar (natro conloa de noa : rnin-
nra de paramentos c alfaias para a sobredita matriz..
A cmara temporaria approvra, com algumas emen-
das, o orcamento da marinha : remetiera comniis-
tSo de rtdaceSo a resoluco que autorisa o governo a
conceder cartas de natnralisacan aos Portugiiercs Joa-
quim Jos de Atcvedo e Joaquim de Azevcdo Fernandct,
bem como ao Inglez Jorge Jackson ; c bem assim aquella
que, ao passo que s manda considerar de festa nacional
os dias 5 de marpo, 7 de setembro e o auniversario do
imperador, determina que smenle ncllcs, nos domingos
e nos dias-tantoa dispensados, baja feriado as esta-
f Oes publicas:_ dimita, Analmente, o oreamento da
guerra.
Aps os incidentei lamentavfis a que dra cama o re-
queiimento do Sr. Maiinlio, para que se solieitasscm in-
fnriiiaroes a reipeito do estado da santa casa da Misericor
dia, S. S. pedir c alcntara licenca para relra-lo, de-
clarando que proceda dest'arte, porque nao quera con-
correr para que si'iiielli.nites iucidentes se reproduzissem
na cmara. Entretanto, o Sr. Jobim adoptara esse reqiie.
rmenlo ; mas o .Sr. presidente adiara para OCMlInO op-
portuna a nova apreciacao delle.
Como que coiideinnada a testemunliar escndalos -
como que perseguida do espirito maligno, essa cmara
aiiidi urna vez servir de theatro a urna scena nimia-
mente tumultula, e que manchar para sempre os an-
uaes do parlamento brasilciro.
Tivcra ella lugar no da 12 do mesera que estamos.
Havia dous mezes, pouco inait ou menos, indicara o
Sr. Fernandct Cbvcs fosse alterado o regiment da casa
na parte em que determina qu todas as discussoes pos-
sam ser encerradas logo que tenham havido seis discur-
sos pro e outros tantos contra. Por veics rogara elle ao
Sr. presidente dsse o seu parecer a respeito mas este
sempre Ihc responda que fa-lo-hla quando podesse. F.n-
tiementes, no dia quesebamos de citar, assentou o Sr.
Fernandes Chaves que devia de insistir na tua rogativa ;
e foi, justamente, ctta insistencia que motiven a nova
F.st claro? ditse a condessa.
Perfeitamentc claro, respondeu o marechal fazear-
do nina carantonha.
Kntao! que ha? diste Joao. .
Eotao! amanba he que havemos de ler a victoria de caca; nao irel._
nada ett perdido ainda.- -.-.-.- Bom.I diste Joao.
Como, amanhaa! mas el-rei me atsignou itto hon
tem ora, amanba he hoje.
Queira perdoar-me, condetsa, di.sse o duque; co-
mo elle nao tem data, amanba ser sempre o dia que
te seguir aquelle cm que V. Ex. quizer ver Mr. de Choi-
tcul dcineuldo. Ha ua ra daGrange-Ilatelicre, a cen
passos de minha casa, urna taverna cujo rotulo tem es-
tas palavras eteriptat cm lettras encarnadas : Aqui, lia-
se amanhaa. Amanhaa he nunca.
El-rei zomboirde nos, disseJoo furioso.
He impossivel, murmuren a condessa aterrada ;
he impossivel; semelhate engao he indigno.....
Ah condessa, S. Magestadc he mui jovial, ditse
Richelieu.
Elle ha de pagai-me, duque, continuou a condes-
sa com um accento de colera.
Por causa disso, condessa, nao elevemos querer mal
a el-rei. Para que aecusar a Sua Magettade de dolo ou
engao? El-rei fet oque prometteu.
Vamos l.i, ditte Joao volcando as costat.
E que prometteu elle? bradou a condessa, promet-
teu agradecer oCboiseui.
Eoi isto precisamente, minha senlmra: eu proprio
ouvi S. Magettade agradecer positivamente ao duque
os teut tervijot. Esta palavra tem dous sentidos; ouca
l.i ; em diplomacia cada qual loma aquelle que Ihecon-
vm. V. Ex. etcolheu o que qut, el-rei escolheu o que
Ihe agradou. Desta maneira, o tal amanhaa nein he mes-
mo motivo de quetto. He hoje, segundo o seu modo de
entender que el-rei devia cumprir a sua promessa ; pois
elle cumprio-a; eu meimo que Ihe cstou fallando ouvi
o agradecimenlo.
Duque, julgo que agora no be occasiao de gra-
cejos.
Jolga V. Ex. porventura que eu graceje, condessa?
Perguntc ao conde Joao.
Nao, f! nos nao gracejamos, esta manhaa o
Choiseul foi abracado, allgado, festejado por el-rei, e a
estas horai ambos estao passeando nos Triandes.de bra-
co dado.
Debraco dado! repelloChon, que se llnhintro-
dutido lio gabinete c que levautou o bracos brancos
como um novo modcllo da Nicobc desesperada.
He verdade, zombarain de mim, dlsse a condessa ;
mat nos havemos de inottrar...... Chon, he preciso em
primeiro lugar dar contra-ordem a mlnha equipagem
serna de confiisao edesordem, em que locamos cima,
e cojos pormenores vamos trasladar das paginas do Jor-
nal do Commerriopara esta do nnsso Diario. Ki-los :
n O Sr. Fernandes Ckw (pela ordein) deseja saberse
j existe parecer da mesa sobre o tyslema da rolda.
i. O .Sr. Presidente : A meta ainda na pode apresen-
lar parecer : quando poder, o unbre depulado ser ser-
vido.
OSr, Fernandes Chaves:--Eu se que v. Kxe. he
milito activo, c dlslo den inuit.it provas em Pernam-
buco.....
OSf. /funes Machado: Apiado.
O Sr. Fernandes Chavo : -.... c em todas as cantmlt-
soes em que tem estado.
O Sr. Mues Machada e outros Senhoris : Apnlado.
(i OSr. Fernaniles Chaves: Nao he, pois. por (alta de
actividade de V. Exc. que o parecer nao tem appareci-
do ; devo antes acreditar que seja por motivo de algu-
ii" ogerisa contra a minha pessoa : mas eu creio que
V. Exc. no lugar em que est, nao se pode guiar pelo
principio de all'cico ou desalleico ; a imparcialidad.'
deve presidir essa cadeira.....
i O.Vi'. Nunrs lachado : E esl.i I
" O .Sr. Fernandes Chaves : Ento. quer que diga que
iie multo Unparclal .'
O Sr. Presidente : O nobre depulado pude diicr o
que quizer : a cmara e o publico ajui/.aio sobre a con-
ducta do nobre deputado, IZSumcrosoi ntioiado*.)
O .S*r. Fernanda Chaves : Oque ha de se notar so-
bre .lepidio que en disse ?
O Sr. AftMM Hachado : lie esse sanguc-fro inqm.
lificavel.....
" Sr. Femanies Chores : Hem v que quem nao he
doudo deve ler sangue-frlo.
OSr. Aune Hachado : Doudo como o nobre de-
pulado nao ha mainr.
O Sr. A'criiani/i Chaces: J vejo porque faz tanta
guerra aoSr. Jos Clemente, he porque anda nao Ihe
den o lugar competente.
B OSr. .Viine. Machado:Se tivetsr um pouco de
juizo, nao se dirigira a mim.....
O Sr. Fernandes Chaves ; Porque nao me havia de
dirigir ?
O Sr. Presidente : F.u peco aos nobres deputados
que nao dem apartes qne possain ull'ender. iiiuil me-
nos ao orador que ora falla, que pude dizer o que qui-
zer ; poique, como j disse, acamara e o publico ajtu-
sarn sobre a sua conducta. {Sumerosm apoiados.^
O Sr. Fernandes Chaves : O que ha de se notar na-
quillo que eu disse .'
O .Sr. .t|,rii|in r outros &enhoris : -- Apoiado.
u OSr. Presidente Km ditciitsn nao est colisa al-
giima : o Sr. deputado j ei. o tea reqiierimento ;
nao lia anda parecer da mesa, ella o dar quando jul-
gar conveniente. (Apoiailos )
a O Sr. Nunts Maihado: Quando julgar convenien-
te. Apoiado.
O 8r. Fernandes Chaves : Oeixe fallar a quem nao
precisa de interpretes desta ordem. (Heelamaees.)
Fu dizialfueme pareca que da parte de V. F.xc. ha-
via .lignina parcialidade ( Ordem .' ordem !) Ha mais de
dous mezes que este objecto existe sobre a mesa, e nao
se tem dado parecer : se isto provm de alguina ogeri-
sa contra a minha pessoa, en digo que, ueste lugar, njo
se deve dirigir por aU'eicocs ou desati'cicoei a este ou
aquelle. {"eclamaees.)
O Sr. Nunes Machado He um intuito milito gran-
de.....(Numerosos apoiados.)
a U Sr. Fernandes Chaves: 0 Sr. presidente cum-
pra o seu dovei... [De todos osladt partem gritos do
ordem ordem !)
a O Sr Presidente (com forca); -- OSr. depulado
uo me pode chamar a ineus everes. .Numerosos a-
poiados.)
i O.S'r. G Martint: V. Exc, nffo pude fallar des-
ta maneira....
Muilos Senhores: Pode pode I Ordem! or-
dem !
i, Sr. G. Martint: --Quem nao tem sangue-frio
Mait um momento, exclamou Richelieu, nada de
precipitacoef, nada de arrufos..... Ah! queira perdoar-
me, condessa, eslava lomando a lberdade de a aconte.
Ibar; queira perdoar-me.
__ Continu, duque, nao seacanhe. Julgo que perco
a cabeca. Veja como sao as cousas: nao nos queremos
importar com a poltica, c desde o momento em que nos
mellemos nella, o amor-proprio nos impeli de corpo p
alma..... O duque a dizendo.....
Que arrufr-se bojenSo lie prudente" Ora ouca l,
condessa, a posco lie dilTicl. Se cl-rel se eonlia decidl-
dainenle nos Clioiseuls, se elle se deixa dirigir pela del-
phina, se elle parece insultar a V. Ex., he que.....
Diga.
He que he preciso tornar-se anda mal amavel do
que he, condessa. Hem sei que he impossivel; mat o
impossivel se torna necessario nossa siluaco: faca
portanto o inpossivcl.
A condessa iflleclio. .
Porque, cniliin, continuou o duque, scci-re adop-
tasse os costumet allemcs..... ....
Se elle se tornaste virtuoso! exclamou Joao chelo
Quem sabe, condessa, disse Richelieu, a novidade
lie cousa lo attractiva.....
Oh! quautoaisso, replicn a condessa com ce rio
signal de incredulidad..',- nao acredito.
_ Teem-se visto cousas mais exlror.linanas.minha se-
nhora, c o proverbi do diabo que te fazia nemita ....
Portanto he preciso que nao se arrufe.
Nao seria bom; mat rusulloco de colera.
Na verdade eu bem o acredito, sulloque, condessa;
mas que el-rei, isto he Mr. de Choiseul, nao o perceba ;
turloque para nos, mas respire para cllcs.
Devo Ir cafa?
Seria um passo bem acertado.
__ K o scnlior, duque?
Oh eu, ainda que fosse preciso seguir a cafa de
gatinhas, tegu-la-liia. -
__ Ento na minha carruagem exclamou a condesta,
para ver a cara que fazia o seu alliado.
Condessa, replicn o duque com tael ademn que
Ihe cncobriran o despeito, he um i lelieidade t.una-
nha......
Que recusa, nao heatslm?
Ku ? Dos me livre de tal.
Tome sentido, olhe que se vai comprometler, dis-
I se Joo.
Elle o contesta, tem cara para o contestar, excla-
men madama Dubarry.

I
f
-ADO
*.



!T -^
1
i

n.1o m scnle wh eadelra.... lApoiados t reclama-1riis consequencias n'umi quadra como actual, on-
co$s.l I
JhMUN Senhores: -- Ordfm orden).' |'lc cslada do S' E,c- cnlre o conselheros da cora
OSr. Ftrnandtt Chaves diz, no meio do tumulto, I he quasi quo um garante de ordem, alientas as sym-
algumas palavras que nlo ouvmos.
O Sr. Aunes Machado levantando-so e dirigindo-
se para o lugar em que est o Sr. Fernandos Chaves,
diz ciim forca): -- Deputado insolente quo insulta a
cmara, ande li para fra...
(Segue-se urna serna de tumulto e confuslo im-
possivel de deacrever-se, o que dura alguna minutos.
Toda a cmara, inclusive o Sr. presidente, levanla-
Muitos Srs. deputados sahem de seus lugares, c
dirigem-so para o lado em quo estilo os Srs. reman-
des Chaves e Nunes Machado, procurando evitar um
conflicto entre elles. Gritos de ordem e numerosos
apartes cruzam-se. de todos os lados da cmara. No
moio da agitacilo geral sobresalte a voz do Sr. pre-
sidente que faz incessantes esforcos para restabele-
cor osocego. Cedendo s instancias de alguna se-
nhores, o Sr. Nunca Machado dirigc-s para o seu
lugar, e diz com frca, voltando-so para o Sr. Fer-
nandos Chaves < Eu nlo sou Pedro boticario....;
OSr. Pmtdtnte: Ordem.' Queiram os Scnho-
res tomar os s*us assentos.
O Sr. Aune Machado Deputado insolente
{vollando-se para o Sr. Pudro Chaves) que insulta a
cmara.
O .Sr. Jote de Atiit: Ordem Tomem seus as-
ientos, meus senhores.
O Sr. Aprigio : Esta he urna scena provocada de
proposito. |'Apotados e ndo apoiadot.)
Or. Presidente : [elevando a voz! : Est cm
discssflo o requerimento do Sr. Marinhu.
O Sr. h'ernandcs Chares : Eu quero concluir....
O.S'r. Presidente: NiTo posso consentir que o
nohre deputado continu: niio est ern discusso
cousa alguma.
O Sr. f'ernandes Chaves (sempro fie pe): Eu
quero concluir....
(Muitos senhores que estilo perlo do Sr. Fernandos
Chaves procuram faz-lo sentar, aoque annue, di-
zendo pora o Sr. Nunes Machado : O Sr. o que pre-
cisa he songrar-sej
De feito, he para nstrabalho summamente peno-
so c fatigante o registrar as columnas desta folha
Asnos pensados, esses aciu precipitados
dos eleitos da nacilo a que pertencemos : parle-se-
nos do dr o corac.no, quando nos vemos na dura c
rigorosa necessidade de deixar aperceber aos lcito-
res que Tallin a precisa prudencia aquelles de queui
rclova qne recebamos os exemplos da moderadlo,
da calma, e do respeito que reciprocamente sede-
vem os homens que vivem em sociodade, e que por
conseguintc estilo adstrictos a cerlas regras de decen-
cia, de que se nlo pdem apartar, sem so lornareni
reos de lesa civilidade: mas o que havemos de (azor?
Como jornalista estamos obrigado a transmittir aos
subscriptores todos os eventos, cuja noticia depura-
rnos cm qualqucr gaze! que porvcnlura vonha ler
snossas milos: e pois mo temos outro remedio se-
nfo vencermos a repugnancia que sentimos, sempre
que hemos que tratar de assumptos tilo pouco agra-
daveis como esse de que ha pouco nos oceupmos.
Sobremodo compungido por successo to lamenta-
vcl, terminramos aqui a nossa tarefa de boje, se nos
ii.lo corresse obrigacTio de dizer mais alguma cousa.
Tendo o Jornal do Commercio, em seu numero 224,
de 13 do andante, annunciado que, segundo corra,
o Exm. Sr. Paula Souza, presidente do'concelho de
ministros, resolver, por doente, pedir u sua demis-
siio, S. Exc. apressou-se a fazer inserir, em o numero
seguinte do precitado jornal, n carta infra :
Sr. Redactor. He verdade que, ha mais de um
mez, e mormenle desde o dia 10 do crrente, muilo
e muilo tenho snflYido na minha saude, oquoeu
sempre esperei, e o deviam esperar os que me co-
nbcceni de perto ; mas tambem he verdade que, at
agora, nenhuma resoluco tenho tomado respeito
niinlia demissilo. Eu sou, etc. Paula Soma.
" Itio, 13 de agosto.
Donde partira o boato de baver o Sr. Paula Souza
resolvido deixar a direccio do gabinete ? Qual a
fontc dessa noticia falsa, e que podia ter mui s-
palhias e a roputarilo de que elle goza entre a gente
mais sensata desses gi tipos que ahi so debatem furio-
samcle? Ignoramo-lo. Entretanto, qualquer que
fsso o lim que so tove em vistas comsemelhanto no-
va, elle foi completamente frustrado pelo documen-
to que cima lica inscripto.
Ilavim sido nomeados: lerreiro vice-presidente
da provincia do Itio-de-Janeiro, oSr. doutor Jos Al-
ves Carnero ; o quarlo, o Sr. coinmcndador JoSoGo-
mes Hbeiro de Avillar: chefe da primeira seccilo
da secretaria de estado dos negocios da guerra, o
primeiro ofllcial Jos Christioo da Costa Cabral;
primero ofllcial, o segundo ofllcial Euiz da Costa
Franco cAlmeida; segundo ofllcial, o amanuense
l.uiz Garca Soarcs de Bivar: contador da caiw
de amortisacio, o Sr. Kraz Martius da Costa Passoss.
O cambio sobre Londres eslava a 22 dinhoros por
l/ooo rs.
O Aiario do Rio publica o seguinte trecho de urna
carta, dotada, cm Diamantina, a 15 de julho ultimo :
Nos aqui j eomecamos a soflYer o nosso contin-
gento do males que nos trouxe a rovoluclo franecza.
O commercio est parausado, os vveres teom liai-
xado do proco; o que prova a miseria c a escassez do
dinheiro: a nossa mineracilo de diamantee est qua-
si acabada; so lia pequeos servcos cmprcbendidos
antes da chegada das noticias da revolucffo, e estes
estilo a findar-se: o povo tem dirigido as suas
vistas para a mineraclio do ouro, c dentro cm pouco
nao haverquem trabalhe para diamantes, quo ho-
Condessa condessa! Mr. de Choisciil nunca m'o
perdoar.
F.nto o duque tambem j est s boas com Mr. de
Clioisrul?
Condessa! condessa! cu vou-ine malquistar com
a senhora dcliihina.
Ihiii o duque antes que cada um de mis faca a
guerra da suajtarlc.mas sem dividir o,resultado? anda
he lempo ; o duque nao est comprometido, e pude re-
tirar-se ainda da sociedade,
V. F.x. me couhece mal, condessa, disse o duque
beijando-lhc a nio. IIc-.il! i eu no dia da sua aprsenla
cao, quando 9e tratou de piocurar-llie um vestido, um
cabelierciro e um coche? Pois brm tiio pouco hesita-
re! hoje. Oh 1 eu sou mais animoso do que V. Ex. pensa,
condessa.
F.nlao, rica convencionado; iremos ambps a caca
e isso me servir de pretexto para nao ver a ninguem,
nao oh vil a ninguem, c nao fallar a ningiiein.
Win iiiesmu a cl-rel?
Pelo contrario, quero dizer-ihe e fazer-lhe grac-
nhas que o hilo de desesperar.
Bravo, essa he que he nverdadeira guerra.
Mas tu, Joao, que fazos, vejamos; sai um pouco
desses cochins, ests a enterrar-te vivo, meu amigo.
Quer saber o que eu faco.?
Quero, lalvcz que isso nos sirva de alguma cousa.
Pois bi'in, estou pensando.
im que?
Peoso cm que a catas lloras todos os canaionciros da
cidade c do parlamento nos atormentam com todas as
cantigas potsiveis ; que as Noticias anulo nos estao cor-
tando como carne pai a pastis ; que o Gazeteiro rncoura-
cado pde em nos a mira em falta de couraca; que o
Jornal rfoi Obierbadores nos observa at medula dos
ssos, que eintii vamos estar amanhaa em um estado
que ha de causar piedede, mesmo a um Choiscui.
Equcconcluc dahi? perguntou o duque.
CodcIuo que vou correr a Pati para comprar uns
poucos de flos c bastante ungento para por sobre todas
as nossas feridas DO-ine dinheiro, manliiha.
Quanto ? perguntou a condessa.
Ftica cousa, duzemos ou tresentos lulzes.
"~."'Tfn'1o\du',ue dl,,e a condessa voltando-se
paraKIchelieu. Ja cornejo a pagar as despezas da guerra
hu ~ih?fara.a.c*,",,anba' couaa. mel
hoje, que colhera amanhaa.
je silo aqu raros; he islo una consequencia da cri-
se commercial. Ha males que vcom para bem j e
eu considero este que solTrentos como um delies,
porque o paiz pdc vir a melhorar niuito com esta
mudenca, occupantlo-se o novo oxclnsivnmpnlo na
mineraco do ouro, cujas lavras nflo estilo esgotadas
como as dos diamantes. O que acontece aqui onde
ha o longo abito deste trabalho ecomtnercio, aconte-
ce no Sincor, donde o povo se tem retirado para ir
traanle outra cousa para viver, etc., etc.
Ilavia noticias do Porto-Alegre al 2, e do Rio-
Crandcat3deste mez.
A assetubla provincial fra prorogada at 6.
O Kio-Crandensc continlia o seguinte:
A asscmbla provincial rojeitou, na sessio do 28
do junho, oprojeclo de le sobre a vitaliciedadede
cortos cmpregailos pblicos, nDo sanecionado pelo
ex-presidente Manoel Antonio Galvflo, o igualmente
rejeitou as rasos produzidas por S. Exc.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia uo se dig-
no, approvar o regulamenlo dado pelo Sr. inspector
da all'andega e consuiauo desta cidade para o despa-
cho e embarque de couros.
Diz o Porto-Algrense :
Ha quasi 15 dias que chove copiosamente : mui-
llssimo tem j crescido a agoa; se ella continuar e
houvcr algum vento sul, grande deve ser a endien-
to do rio; algumas das ilhas fronteiros j estilo ala-
gadas,^ militas outras ainda o sero, e como os ha-
bitantes mo tenham as commodidades precisas para
dellas tirarem seus animaes, e talvcz mesmo puta
transportaren! suas familias, nos pedimos S. Exc.
o Sr. presidente (caso j o niio baja feito) para quo
mando os escalcres ou lanchas da ribeira auxiliar a
mudanca dos iufelizes habitantes dessas ilhas, no
que prestara un grande servico a humanidade, fa-
zendo que elles uo supportem os males queja teem
sorbido em outras idnticas occasies.
Ilavia dalas do Valparaizo at 26 de junho. Nado
importante ocecorrfira ahi.
ConiiiHinicado.
O QUE HE HOMOEdl'ATHIA.
Sempro ouvidi/.er que ninguem havia que niio
fsse poltico e medico, e que deixasse de emittiras
suas opinios acerca da sciencia governativa c da de
Esculapio; ainda quando dissesso os maiores dis-
parates. Deixando de milo a politica, tilo debatida
aKTjravyr. -Tmr tt- ~r i i mi mi h,m wiiiib
A condessa rncolheu os hombros com um movimenlo
indescrevivel, levantou-se, foi sua papeleira, abrio-a e
tirou um piinliado de bilhetes do banco que entregou
sem contar a -loo, que sem os contar tambem os
mclteu na algibeira, arrancando mu grande suspiro.
D'ahi, levanlando-se, espreguicando-se etorceuduos
ln .ii iis como um boincm opprimido de can3aco, deu tres
passos na cmara.
Ora eis-ahi rsl, dlsse elle mostrando o duque e a
condessa ; vosss vao dlvertir-se na caca, no entanto que
eu galopo para Paris ; vao ver lindos cavalleiros e mu-
Iheres bellas, e eu vou contemplar as hediondas faces
dos boira-papeis. Nao ha duvida que sou o cao de caca
Note, duque, disse a condessa, que elle nao se vai
ocnupar de nos nem um momento ; val dar ametade dos
meus bilhetes a alguma loureira, r jogar o resto em al-
guma casa de jogo j aqui est oque elle vai fazer c o
miseravel d hunos Anda, vai-tc embora, Joao, que
me causas horror.
Joao gatunou tres lincelinhas de confeitos que despe-
jou nos algibeiras, roubou d'iinia prateleira una clii-
neia que linha os olhos de diamant, e parti fazendo
orcllias de mercador condessa que o persegua dando
gritos nervosos.
Que bello rapaz, disse ltichelieu com o lora que
um parsita toma para louvar um desses ten veis rapa-
COI sobre os quacs pede aos ecos, baixlnbo, que mos
rajos os partam. V. Exceilcncia llic quer muito bem
nao he assiin, condessa ?
He verdade, duque, elle tambem me quer muilo ;
mas este bem querer lie rende ti exentas ou quatrocen-
tas mil libras por auno.
Orclogiodeu horas.
Mei.-i dora depois do meio-dia, condessa, disse o
duque ; felizmente V. Kxcellencia est quasi prompta ,
appareca um pouco aos seus coi tezos que pdem pen-
sar que ha eclipse, c subamos depressa carruagem ;
sabe V. Excedencia por onde se dirige ncaca ?
Conveio honlem S. Magestade commigo, que se
dirlgiriam para a floresta de Marlv, e que me tomaran)
ao passar.
Oh! estou bem serlo que el-rei nao teralterado o
programma. .
Agora, s seu plano, duque, porque Umbem Ihe
pertenced-lo.
Minha senhora, desde hontem que escrerl a meu
sobrlnho, o qual, alm diilo, se deVo dar crdito aoa
ineui presenilinentos, j deve estar acamlnho.
''Porfiada porum sem numoro de ornees quequo-
tidianamentese puhlicam entro non, tornaremos a
tarefa de escrever alguma cousa a respeito da me-
dicina; e como todos estes dias temos lulo artigos
homrropathicns, mas sem quo os seus auloros to-
nham feito s expolicflo desso mothodo, nos nos en-
earregamos do o transcrevor, servindo-nos de di-
versas passagens de Hahncmann, para quo qualquer
pessoa possa fazer um juizo acerca do suas doutn-
nas. A palavra-homoeopathia--, segundo a origem
grog, quer dizer molestia somelhsnto ; porquo os
bomojopalhas pretendom quo por meio do rome-
dios s3o capazes deproduzir no homem em estado
de sainlesymplomas semelhanles aos que so obser-
va m as diversas molestias, o que, croando por vis
desles mestnos remedios symptomas arilciaes so-
mclhantes as pessoas doetosque padecetn iguaes
symptomas ou muito semelhanles, fazem desappa-
recer o molestia espontanea, similia similibut curan-
tur, em opposicilo ao axioma de Hyocalres con-
traria contrariis curantur. A molestia, segundo Ha-
lnipmann, consiste em urna mudanca invisivel pro-
duzida no interior do corpo e em uina somma de
symptomas suscepliveis de tocar os nossos senti-
dos. As molestias dividem-se om agudas e chroni-
cas, as primeiras,considera como operaces rpidas
da frca vital, lora do seu rhylhomo normal, e as
segundas provenientes dos miasmas syphilis e sarna,
sendo este ultimo o mais importante, e que pas-
sando atravs de milhes do organismos humanos
duranto algumas centenos do geraces, modifica-
sede maneira que podo apresentar todas as trmas
mrbidas. Quaesquor quo sejam os symptomas ap-
1 prenles, he a causa principal o nica com que o
medico deve-se oceupar em qualquer affoccilo, a u-
nica que lem de cotnbater pelo podr de sua arte-
Os_ remedios curam, segundo j diss^mos, pola pro-
pi iedade que possuem de desonvolver symptomas se-
melhanles aos da molestia quo se quer combater,
sendo aquelles mais intensos Emquanto a dose, el-
la deve ser tal, que provoque, immediatamente de-
pois de haver sido tomada, symptomas mais inten-
sos do quo os da molestia. Um axioma homcenpathi-
co lio que os remedios cada urna diviso ou filui-
cfo adquirem um novo grao do potencia pela fric-
cilo ou abalo que soffrem no acto de vascujejarou
triturar, e por isso, diz llahnemanu a experiencia
me obrigou a vasculeiar ditas vezes em lugar de dez
que empregava em outro lempo. A'execepcao do vi-
nho o do alcool, a accilo do lodos os oulros reme-
dios augmenta quando se 4cstendem do liquido, e
bem longo de enfraquecer, como pretendem os theo-
ricos. Para quo se possa fazer urna ideia da divisilo
homoeopalhica, exporemos como se procede para
deluir un remedio : toma-se um grilo do urna su-
bstancia qualquer, mistura-se com noventa o nove
gritos de nssucnr de Icite, o que equivale a 1/100 de
grilo para cada um, um gro desta nova mistura he
reunida a noventa e nove gritos de assucanle leito,
o que di para'cada um gro desta mistura 1/100000
de grao do remedio, e assim vai.se al trita ve-
zes, sempre tirando um grilo da nova delttic.lo ea-
jitntando-sn noventa c novo de ossucor de leite; don-
de resulta quo o grflo da substancia, que se quer em-
pregar como remedio,acha-sercduziilono(im datrin-
a deluicSoa fraccflo60guint i iOOOOOOOOOOOoOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO de 11 m
grilo, porquo o assucar de leite so serve como dis-
solvente da substancia medicamentosa ; esta divi-
silo infinita de urna substancia, muilas vezes inerle,
ainda he demasiada para cerlas doencas, e se niio
pode empregar internamente em qualquer individuo
com receio de que a sua gratule actividade niio ve-
tilla a proiluzir graves males K por isso Ranemtnn
manda cheirar urna s vez um confeito conten-
do pouco mais ou menos os tres centesimos de u-
ma gota a qual provm de trifila dduicOes de
um grilo de remedio, e isto para curar urna grave
molestia Assim, diz elle : quando se trata de um
doente muilo sensivel, o niclhor meio tle conseguir
um resultado mais ptompto, be empregar a mais
fraca dse possivel, he fazer respirar urna s vez
em um pequeo frasco um confeito do tamonho de
urna sement de muslards, embebido do liquido me-
dicinal muito deluidu. Depois de o doente ler chei-
rado, arrolha-se o frasco que pode servir assim du-
ranto muitos anuos sem perder sensivelmente sua.
virtudes medicinaes. Ilecomiucnda Hahnemann que
se niio deve vasculejar alm do numero das vezos
proscriptas, para uo desenvolver urna Corea no re-
medio que v alm de todo limite .' A hommopathia
dospreza a estructura dos orgilos o o jogo de suas
funeces no oslado normal, assim como as alteraces
quo estes mesmusorgos experimentan! durante as
molestias ; islo he mo entende de anatoma ,
physologia, anatoma patliologica, etc., etc., s al-
lende aos symptomas, nao se importando com as
causas.
Temos exposlosuccnlamcnte toflo omethodoi).
Hahnemann: em outro ai ligo daremos alguna cscl.
recimeutos miis, o principiaren a analysa-lo.
A. A.
COMMERCIO.
Mr. d'Aiguillon ?
1 11.-11 i.-i 1 11 lii-iu admirado se elle niio se ermasse
anianbaa com a minha carta, e nao eslivesse aqui ama-
nhaa ou depois d'amanha o mais tardar.
E o duque cotila com elle ?
Oh .' condessa, elle tem exccllcnte ideias,
Oceito he que nos estamos bem docntes; el-rei
por si cedera, mas elle tem um niedo terrlvcl dos ne-
gocios.
De sortc que..... -#
De sorte que temo que elle ntinca consum cm sa-
crificar a Mr. de < Ih.m ul,
Quer Y. Exceilcncia que eu Ihe falle franco, con-
dessa?
Por corlo.
Pois bem I tambem cu nao o creio. EI-rcLter cera
lembrancas semelhanles a de hontem; S. Magestade
tem lauto espirito V. F.ncellencia, pela sua parle, con-
dessa, nao ha de querer arriscar-se a perder o seu amor
por causa de nina telilla iuconcebvel.
V. ao dizer estas palavras o marechal olhava fixo para
madama liuli.-n 1 \.
Coinefleito! he para relectir.
V. Exceilcncia bera ve, condessa, que Mr. de Choi-
scui se acha l repimpado por todos os seculnsdc secu-
los ; para o desalojar nada menos era preciso que um
milagre.
He verdade, un milagre, repeli Juanita.
K infelizmente os homens j os nao fa:
ALFANDEGA.
RKNDIMENTODO DIA28......; fclMej*
Descarngnm hoje, 28 Je agoslt.
Brigue
Itrigue
Drandyicine mercadorias.
--Ilaimbow carvo e ferro,
I.UFUUTACAO'
.'Irandyteine, brigue americano, viudo de Pliiladeliihii
entrado por franqua no corrente mez, consignado i
Malheus Austin S Companhia, manifestou o seguini;
254 fardos algodozluho. 20 caixas dilo de cor, 3oq
barriquinhas botachinha, 250barris breu, :i00 barr,
abatidas c seus pertences, 784 barricas de familia de tiV
go ; aos consignatarios.
CONSULADO GERAL.
RENOIMF.NTO DO DIA 26.
Geral................... 1:543/80ft
Diversas pruvinciaa............. i-l^ci
1:668/759
CONSULADO PKOVINGIAL.
RRNDIMF.NTO 00 DIA 26..........54.V6SS
PIUCA DO RECIFE, 26 DE AGOSTO DE 1848,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios ----- Os saques.eiToiluadospelo paque-
te inglez [Seaaull, liveram pq
base 23 d p. 1,000 rs.
Algodlo ----- Foi mais procurado nesta sernu-
na.O de primeira sorte ohtevo
4,800 rs. por arrobaVieram ao
mercado 929 soccas.
Assucar ------ Em conscqjiencia de ser menns
procurado,os precos baixaram-
Oencaixado bronco vendeu-so
de 600 a 700 rs. por arroba sobre
o ferro ; o o maseavado de
700 a 800 rs. : o ensacado c
cnibarricado, porm, obteve o
preco de 1,500 a 1,700 rs. por
arroba sendo da primeira das
qualidadcs que (icam menciona-
das ; e o de 1,200 a 1,3000 rs,
sendo da segunda Vieram ao
mercado 96 caixas.
Couros ------ Houve algumas vendas a 90 rs.
por libra.
Bacalho ----- Hoje apenas ficaram por vender
urnas 70 barricas.--Rctalhou-sea
16,000 rs.
Carne secca- As vendas da semana orcaram
por 12:000 arrobas aos procos de
2,600 a 3,200 rs cada urna.Fi-
caram cm deposito 20:000 ar-
robas.
Dita salgada--------Vcndeu-so a 30,000 rs. o barril
da do porcn
Cha hysson--------dem de 1,200 a 1,550 rs. a li-
bra.
Farinlta de trigo Chegou um carregamentode 780
barricas; e, cot) quanto o coti-
sumoda semana tbssc de 1:700,
nimia ficarain em ser 7:000. A
de Iticbemond vendeu-sc a 20/
rs. ; a de Baltimore. ile 16,000
a 17,000 rs.; -- a de Philadelphit
a 19,000 rs., c a de Trieste, mar-
ca SSSF, de 20,000 a 21,000 rs.
Mantciga.....Vendeu-sc a 680 rs. a librada in-
gleza de vacca.
Plvora .... dem a 300 rs. a libra, captiva a
direitos para o comprador.
Entraran) 5 embarcaces e sahiram 12.Eslo
no porto 37, a aber : 4 americanas, 21 brasilciras,
1 dinautarqneza, 7 nglezas, 2 portuguezos t\2sar-

qual he o primeiro '
ja os nao fazem mais,
que ainda os faz, respondeu
um homem que faz niila-
respondeu o duque.
Oh ennheco cu um
madama Dubarry.
V. Excedencia conhece
gres, condessa ?
A' fe" que ennheco.,
E nao me linha dito isso !
He s agora que pens nelle, duque.
E V. Exceilcncia Julga que esse homem he capaz de
nos liiar desse embaraco ?
Julgo-o capaz de tudo.
Oh! oh! e que milagre fet elle? contc-me isso,
condessa-, para que eu o julgue poressa amostra.
Duque, disse madama Dubarry approxiraando-sc
de Iliclielieii e abaixando a voz sem o querer, heum ho-
mem que. hadez annos, me encoutrou napraca Se Luit
XV, e me diise que eu serla rainlia de Franja.
Com eflfello, isso he milagroso, e esse homem tai-
vez- fsse capa de me predlzer qoe cu hei de morrer
primeiro ministro.
Nao he?
Oh! nao o duvido nem um momento. Como se
chama elle?
O seu nome nao Ihe indicar nada.
Onde eslelie ?
Alt eis-ahi que eu ignoro.
Ento elle nao Ihe disse onde morava ?
Nao ; elle mesmo devia vir buscar sua recompensa.
K que Ihe prometiera V. Exceilcncia ?
Tudo quanto elle me pedisse.
E elle nao veio '.'
Nao.
Condessa, eis-ahi o que he mais milagroso doqut
a sua predieco. Dcccdidamenle, nos precisamos desse
homem.
Mas como havemos de fazer ?
O seu nomo, condessa, o seu nome J
Elle tem dnus.
Procedamos por ordem
Conde de Frenix.
Como, esse homem que V."Excedencia me moslrou
no dia da sua aprescnlacilo?
Justamente.
Aquello Prusso ?
Aquelle Prusso. ,
Oh I j nao tenho mais cnnlianca. Todos os feili-
ceiros que cuconhcci tiuliam minies que acabavain em
i ou o.
-- As' mil maravilhas, duque, o seu segundo nome a-
caba como o duque quer.
Como se chama elle ?
Jos Balsamo.
Einfin nao ter V. Excedencia algum meio de
encontrar ?
Vou pensar nisso, duque ; juico saber algiiem que
o colillera.
I-0111 ; mas avie-sc, condessa : j he urna hora me-
nos um quarto.
Estou prompta. Vcnha a carruagem.
Dez minutos depois, madama Dukarry e o duque ifc
Richelieu corriain um ao lado do outro a encontrar-sc
com a cafa.
(Contintiar-ie-ha.)
MUTILADO
-


VovJmcnto do Poiio,
.Yurni rnfrarfof no dia 2i.
^de-Janeiro 7 illa, biigne braiilrlro Ai$omhro, de
t*V'i7 tonelada, capillo Joaqun, de Azevcdo, equpa-
te! 14. carga plpaj, barrica val, fumo, fazrnda e
U.lroi aJoao Jo Fernandei Magalhca. Paasagci
.01, Cario Martina, Allcmilo ; e o cadete do quinto
Utalliao de r.uileiros, Francilco Xavier Cavalcanli de
Albuquernue.
imitevido ; 14 da, polaca sarda Cinnar, de 237 tone-
hdas. capltao Franciico Sartorio, equipageni 15, car-
j couro a Joi Saporili. Vem refrescar e segu
pira Genova.
Navioi nhidoi no meinto dia.
Por,os do sul-. vapor brasllelro Paraenie. commandanie
nrlinclro lente Antonio Carlos de Aseredo Couti-
",.' n"j. rfn nrmwcrdros oue trouxc do porto do
lio. Alera dos passageiros que trouxc
para os do sul leva a seu bordo
po
para Macelo,
.mes lunter, Ingle. ; Cyprlano Ferrcira de Aranjo,
Benjamn Fraklln da Rocha Wanderley con. un. es-
'rvo, Jo5o Carlos Paper ; para a Baha Jos Domin-
go, con. uu. criado, o furriel Jos V rgillo de Le.no. ;
S.ra o Rlo-dc-Janeiro, Augusto de Moracs Gomes rer-
rcira, 8 officiacs, 155 praeai do scliu.o batalhao de ca-
radores cSmuIhercs dos mesmos.
I vrpool pela Parahiba ; barca Ingleza' Cumberlani, ca-
'S James Ilkin, carga as.ucar e algodao. Passagei-
iJalba ; ate hrasilelro Trei-lrmaoi, capltao Manoel
Ignacio da Cuaba, carga larlnWa de tugo e fazendas.
tatie eniradoi no da 27.
\iova-Hollanda | 00 das, barca inglesa Mr, de 360 lone
' ladas. capltao James Pain, cquipagem 13, carga azeitc"
de pcixe, laa e mais gneros do pala ; ao capltao.
Vem refazer-se de mantimentoj, c segu para Londres.
|li9-Gran to 4, brigue-eouna bracileiro Henriqueti, de 134 tone-
ladas, CapicSo Ignacio da Fonieca Marques, cquipa-
gem ii, caiga carne; a Jo.1 Rodrigues ile Aranjo
Porto.
Navioi tahidos no mesmo dia.
Silve'rlo Jos
Caella Hind.
Lisboa barca portugurzi Tejo, capilao
dos IVels, caiga anu-ai. Passageiros,
k Krancez Clemente Jos de Mendonca, lirnsilciro.
TJibraltar por Parahiba ; escuna ingleza WUliam-IngUs,
' capltao J. P. Newly, caiga lastro de arela.
Declara qocs.
__A adininictracao gcral dos cstabeleeimentos de ca-
riilade manda fazer publico que no dia 28 do corren te,
pelas 4 horas da tarde, na sala de suas scssca, ir_
praca, pelo tcn.po que decorrer do dia da arrcniatacao
a 30 de junhode 1851,-a renda das seguintes casas : ra
do Azeile-dc-Pdxc, sobrado de dotis andares, n. I ; tra-
vessa de San-Pedro, dito n. 2', ra do Callabouco. casa
terrean. 2; ru de Santo-Thercza, ditas ns. 4 e 7; ra
da Roda, ditas ns. 5 e 7 ; ra de San-Jos, dita n. 5;
ra do Sr. llom-.Icsus-das-Ciioiilas dita n. 8 ; ra do
Nogucira, dita, n. 17 ; ra atrs do Callabouco, dita n.
18 ; ra da Viracao, dita ... 19 ; na da Moda, sobrado
de tre andares n. 31 ; ra de Santa-Rita, casa terrea
n. 32; rita da Calcada, ditas ns. 34. 3 c 38 ; ra do
Padre-Florianno, dMas ns 5 e 47 ; ra das Cinco-Pon-
las. dita n. 70 ; ra de Fra-dc-Portas ditas ns. 70
e73.
Administracao geral dos cst.ibeleciiucntos de carida-
de, 23 de agosto de 1848.
O escripluraro,
Francilco Antonio Cttvqtcante Cousieiro,
Pela deiegaciado 1. distrieto do tormo do Recife
se fas publie > que se ada recolhido na cadeia desta ci-
dade o preto Joaquini, de nacao Rehollo, que diz ser cs-
cravo de Gaspar Cavalcante Uclida, senhor do enge-
uhoQuilinduba. comarca de Serinhaem': quem for seu
legitimo senhor aprcscnle-se tiesta delegada com os
competente ttulos, que, provando pcrtencer-lhe, ser-
Ihe-ha entregue.
J)elegacia do l. distrieto do termo do Recife, 24 de
agosto de 1848.
O delegado de polica,
Feliciar.no Joaqilm da Santal.
Pela delegada do 1. distrieto do termo do Recife,
e faz publico que se acha recolhido na cadeia desta ci-
dadeoprcto Francisco que di/ ser escravo do padre
VieenleFcrreia Machado, morador na Atalaja comar-
ca da Alogoas : quem for seu legitimo senhor aprc-
seiite-sc nest.t delegada con. os competentes ttulos
que, provando pertence.-llic, ser-lhc-ha entregue.
Delcada do l. distrieto do termo do Recife, 23 de,
agostode 1848.
O delegado de polica,
.Felicianno Joaquim itoi Santoi.
Avisos martimos.
~ Para o Rio-dc-Janero segu, em poneos das, o
brlgue-escuna nacional Olinda, por terquasi engajado
c completo o seu cairegai.icnto : para o restante, es-
cravo a frete c passageiros, a quem ollerecc os niellio-
res commodo, trata-sc com Machado & Pinliriro. na
ra da Cadeia, n. 37, ou com o capllSo, Manoel tlarcian-
no Ferrcira. ...
___Para o Rio-Grandc-do-Stil saliira breve o br.g.i.:
forma, por ter prompta a n.aior parte da carga : inda,
orm, pode receber algiima miuda, e ten. bons com-
lodos para passageiros c escravo, : que... pretender po-
e contratar com os consignatarios, Amorim lnnaos. ra
a Cadeia, n. 45 ,
= Para a cidade do Porto partir, com a ma.or bre-
vidadcpossivcl, o patacho portiiguez Reslauraco; tem
a maior parte de seu carrcgamenlo prompto: para o res-
to da carga e passageiros para o que onerrec expelien-
tes commodos traa se con. o consignatario, F.rmino
los Flix da Rosa na ra do Trapiche, n. 44, ou com
o capillo, Jos'deOliveiraFaneco, na praca do t-or-
Pn*-'-p",ra a Rab:. ahe, no dia- 30 do rorrentc, o novo
li:atcffx;.nlM6! para o resto da carga e passageiros
irata-sena loja de ferragem junto ao ateo da Loncri-
--Pata o Cearrfom escala pelo Aracnty, sahe ir-
l'reterivelmente.no alia 31 do correnlc, o bialo ien-
terfpr, mestreJos Joaquim Ituarto : para o reslali-
te e passageiros, para urna o oulra parle, trnla-se
com Luiz Josilo Sa Amujo, na na da Cruz, u. *,
ou com o mestre, to Trapiche-Novo.
Lcilad.
O corretor Oliveira far leilo de grande variedade
de fazendas que vciitlcr por todo o pref o : hoja, 28 do
curren le as 10 horas da manlina no seu arinaicni, roa
da Cadeia.
Lotera do thcatro publico.
Tendo-se aprcsenlndo no consistorio da
greja da ConcricSo dos niilit u\s o resto
dos billictes desla loteria que se nSo ven-
deratn,.e sendo esle resto em numero
de 594 meios e iG inteiros, que montan,
a ris 3:i3o,ooo; por esta circumstancia,
alias muito ponderosa, deixou de realzar-
se o andamento das rodas no dia i5 do
correte, como se havia annunciado, Ti-
ca ndo por conseguinte transferido o tnes-
mo andamento que ser imprelerivelmen-
te realisado no dia 5 de setemhro pr-
ximo futurro.
Aluga-se um molequo para o servico de casa ,
o qual cozinha o diario de urna casa i na praca da
Independencia, n. 3.
Precisa-se alugar nena escrava
para o servico interno do urna casa de pouca familia,
quo saiba beni ensaboar, comprar na rita e cozinhar,
dando-se-lhe o sustento, e 10,000 rs. mensaes : na
ra da Soledado, indo pela Trcmpe lado esquerdo,
casa nova n. 42.
Uospondendo a perguntaque mo rez o Sr. K ,
no Diario de 26 do crranle eti digo, que no lem
sido publicada a correspondencia quo tleu-meoSr.
I)r. Rocha e nem o ser emquanto do- mesmo Sr.
nfo livor resposta de urna carta quelite escrovi. 0
motivo de ludo no o devo dizer.
/. A. Murcio da Silva.
A.VKltDADEN. 2
est a venda em nulo dos distribuidores, e na ra
Nova, lojo de selleiro do Sr. Carnoiro, e tambom o
Advogado do Pevo n. 6.
Pcrdeti-se, na madrugada do dia 27 do correntc,
do pateo da Rilicira al o Cbora-Monino'tim relogio
de catea lavrads o com cadeias do ouro, vidro e mos-
trador braneo bordado : quem o achou e quizor res-
lilui-lo poder lova-lo ao seu dono que mora na ca-
sa n. 25 do mesmo polco, que ser recompensado,
Bcrnardino Gomes de Carvalho vai ao Uio-de-
Janeiro, e (ieixa |iur (BU proourtlor sen IriQHQ,! '""-
cisco Comes de Carvalho.
I!m bomom casado olTcrcce-se para cnsinar fo-
ra da praca primeiras lotlras o francez : na ruadas
Agons-Venles, casa n. 96.
Quem precisar de-roupa lavada o engommada
por prreo commodo, dirija-ge a travessa da Con-
cordia, n. 1.
O abaixo nssignado faz publico quo, no dia 23
do corrento, seduziram e raptaram-lbo seu filbo,
menor de 17 unos, l.iobinio llcnrique Mafia, que
permaneca sbseu patrio poder, tendo por fim este
crime um casamento desigual o no qual jamis pode
0 aiinunciante concordar, antes protesta oppr-sc
a elle, tanto quanlo as leis o permittem e com rigor
perseguir o autor dessa sedueco e rapto : portanlo
ningucm ocoulte o dito menor, mies o venba en-
tregar ao annunciantcque como ra o recebera be-
nigno. I'revirfea todos quo nao contralent com dilo
menor negocio ilgum ainda mesmo em notne do
aiinunciante quo por ellos sendo rosponsabilisa ; e
aos reverendissimos parocbos das matrizos tiesto
hispado impetra quo se tifio tleixem Iludir com al-
gum documento que Ibes possa ser apresontado por
parle dos seductores, ou de dilo menor, como firma-
do pelo anntinciante, porque ello ser falso, visto
quo at aqu o no tem dado nem jamis o dar 08-
quiem diante.
Antonio llcnrique afra.
Precisa-sede um fcilor que ontenda perfeila-
mente de trnlarc plantar um sitio : em casa do An-
tonio da Silva Cusmfio no Atorro-dos-Afogados.
. A pessoa qtro oflereceu 8,000 rs. pola flauta no
armazem do pateo da S.-()iuz queira ir buscar
quanto antes.
Acha-se rugida desde o dia 5 do maio prximo
passado urna escrava do nocio Angola, de nomo
Tbereza bastante alta e grossa : quena a pegar le-
ve-a a sna senbora Mara llenriqueta de Castro j na
ostrada dos Alllictos, quo recompensar genero-
samente.
Aluga-so un escravo bom ofllcial de pedreiro ,
para lodo o servico que se oflorecer: a tratar na ra
da Guia n. 46.
A pessoa que annunciou querer vender urna
escravo que salm onzinltar e engommar. e quo mo-
ra etn Oliiida queira trazer a, mosma escrava pura
se ver na ra do Rangel, n. 36, primeiro andar, on-
de so comprar a dita escrava se agradar.
Findos os das da lei, se ha de arrematar o enge-
nho denominado Goiabeira na freguezia de S.-Aina-
ro-Jaboatao, muito perto desta cidade, que apenas dis-
ta quatro legoas e ineia con. safra criada adiando-se
crreme c moente com todos os scus pertences ne-
cesiarins ;o qualoll'ercce muitas vantagens a quem o
comprar: tudo se acha avallado muito em conta: quem
o pretender pode ir examiiia-lo e para ver seu valor
no cscripto que se achaco, poder do porteiro do Julio,
Scrra-Grande: beu. como nina casa terrea na inesma
povoacao avaliada em 120/ r. .
Na inanhaa de 21 do torrente appareceu na ra
do llrum fundidlo do esquila & Dutra um sujeitoa
vender um forno de cobre de cacar farinha e em con-
sequencia de nao ser elle conhecido da casa pedio-se-lhe
conhecimentode sita pessoa ao que anuuio c rettrou-
se aflm de ir buscar quem aliancasse sua capacidade,
deixaudo o dito forno: e como nao vltasse mais, deseqn-
fia-se que o mesmo fosse fui tado : por isso quem se
adiar com dircito a elle dirja-se a mesma fundicao.
Pcde-se ao Sr. que no dia 20 do crreme na occa-
sio da prodssao de N. S. do Rom Sucesso tomou das
ipos das figuras duas salva de prata haja de as
mandar entregar ao lliesoureiio daquella fcHividadc ;
poianaose ignora quem foi c faz-sc-lhc o presente
-iitiiiineto para ll.e servir de aviso : outro sin. roga-se
aos Srs. ourives ou a outra qualquer pessoa a quem
sejain ollerecidas de as nao comprar, eapprehcndc-las:
nina das salvas tem urna lirn.a con. as lettras II. J. R. e
a oulra nao ten. nrnfa e smente um lavrado em
roda.
Precla-sc de um canociro forro ou captivo, r.a-
gando-se diariamente, pelo tempo que se convencionar-
queui quizerdirija-se ra da Florentina, n. 10.
Aluga-c, vende-sc ou per.nuta-se por outra mais
nerto da praca, nina boa casa na povoacao do Montei-
ro com duas salas de frente, duas atrs, seis ca.iin.i-
i.has, cozinha fura, quarto para escravos e estribara :
ludo de-pedra c cal ; quintal murado con. porlao que
d sabida para o rio Caplbaribc : a tratar con. J. J. Tas-
so Jnior, na ra do Aiioriin -
AJugs-se um prtto para todo e qualquer ervlcode
porta a dentro coui a condlco de o dito preto nao aa-
lui ra : na ra do Amoriin n. 17.
Aluga-ie uina grande caaa no lugar da Capunga ,
cointodoao commodo nescea.lo para grande fa-
milia : a tratar no iio da Paasageiu da-agdalena n.
34 com a proprictaria ou con. Manoel Luli da \ clga ,
no Recife.
__ Urna pessoa com pratica de escripia
commercial, e bonita leltra, prop5e-se a
escrever as horas vagas, nos domingos
e dias santos, comlimprza, mediante m-
dico estipendio : quem precisar, annuncie.
Alugam-sc dou litio com mullo boa acommoda-
ede un. na campinha da Caa-Forte e outro na ra
da dita povoacao com cocheira e cavallance ; assiin
como varias cata, de precos commodo para e pal-
iar a feata : a tratar na ra do Amorlm, n. lj.
Na venda n. 9 da ra do Codqrniz Forte-do-Mat-
to, retalhain-e o egulntc genero para liquidacao
do ui.--i.ii-. estabelccimento por barato prec.o : louca
ingleza sortida; vinho engarrafado, do Porto; garra-
fcs ; cerveja ; genebra ; clui banha de porco ; azette
doce ; vinagre ; vaaaouras de espanar ala ; sabao |
mauncaa de albo do Porto ; e outro multo objeelo
mudos; asslm como a armacao c todos os eus per-
tences.
~ Prccisa-se de prctaspara venderem pao pagando-
se-lhes a vendagem sendo sob responsabilidade de seu
enhores i na ra Dircita, padaria ... 20.
-- A pessoa que annunciou querer comprar urna frau-
ta cm bou. estado, dirija-se ao Uolcl-Coinmcrcio, ra da
Cadeia de Santo-Antonio, ... 13.
--- Prccisa-se de un preto para todo o servico de unta
casa estrangelra queseja fiel: na ra do Trapiche-No-
vo n. 8, terceiro andar.
I'rccisa-se de um bom amassador,
que entenda bem de sua obrigacSo, pois
se Ibe pagar bom ordenado : na padaria
derontn do viveiro de Muniz, n. 43.
Joo Alfonso Torres, snbtdo de S. M. Fidilissiiha,
rctira-sc para fura da provincia.
-- Jos Mendes de Freitas relira-se para fura da pro-
vincia levando cm sua companhia os scus escravos
Joao e Jas.
Arrenda-se um sitio na Varsea
inai mi do rio (:.ipil,.11 lie, con. excdlentes cominodos
para se passar a festa, casa grande
c mnbilnda, con.
lem l. n\.i para canil e mui-
tas arvores de fructo no fundo do sitio corre o Capiba-
ribe : quen. o pretender, dirija-se ao pateo do Carino,
n. 9, segundo andar.
O abaixo assignado chaina a todos os seus credores
para apresentarem os scus documentos legalisados
para o li.n de seren pagos, logo que seliquldc a ques-
tao que pretende oppr a sua mulhcr, Francisca Quin-
tiliana do Espirito-Santo.
, A rogo de Lulz Francisco da Costa,
Manoel Ignacio dat Candciat.
Trocain-sc as imagens seguintes :
Santa Anna, N. S. da Conceioao, S
Joao Baptista, Santo Antonio e Jcstis
Cbristo crucificado, esculpidas cm ma-
deira, por um dos mais peritos professo-
res desta arte ; sao novas e reccnlemcnte
da Cadeia
chegadsda Kuropa : na ra
do Hecife, armazem n. .
Amancio l'iies Gomes declara nao
dever pcsst alguma n' esta provincia :
quem, pois, sejulgarseu eredor, luja de
(lirigir-se a seu amigo, Jos Manoel
Francisco llamos, morador na cidade de
Oliuda, que ser promptamente pago.
Compras.
Coinpra-sc un. moleque de 12 a 14 anuos de bo-
nita figura, c que tenha boa conducta: no llolcl-Coni-
inercio .
(]ompra-se toda a qualidade de
pennas de aves : na rna Nova, defronte
da Conceioao, loja n. 38.
= Compra-'sc um preto velbo, que entenda de plaii-
tacoe de sitio: na ruada Cadeia do Recife, loja de ra-
zendas, n. 5-i.
___Conipra-e um moinlio de prdr com armacao,
cm bom estado e por preco commodo: quem o livcr an-
nuncie.
Vendas.
n.35.
8 =
e^3^^fxoKianr.'ar:sjaeLStmB3arsmssv^ v.txuj
Avisos diversos.
V
Antonio Carlos Ferreira Soaresvai a provincia
do Itio-r.rande-do-Sul.
l"ouVm precisar de urna ama cea para o servico
depoHus adentro, dirija-se a Fra-de-Portas. ra do
oitir n 91. ou annuncie. .
-- Precia-se de un. homem para ca.xe.ro de engrano
m-rto tiesta pr?a qe .aiba 1er e contar bem tpe seja
?cUvo e de cLheciniento sua conducta : no AUrro-da-
Koa-Vista venda de Antonio de Azevedo Maya.
= Precia-c de uina ama com borne batante Ulte.
uo pateo do Terco, n. 16.
Vende-so um eavallo alaslo com boi carne,
proprio par embae as sellas; ne ru das Agoas-
Verd#, n. 39.
Vendom-so 3 molocotcs de 15 anuos, muito
lindo ; ttuae negrinlias de naco de 13 s 16 ennos;
^ eseravas ninfas de todo o set vico ; 2 escravos de SO
ennos eo/inbeiros : nariia Ilireite, n. 3.
Vendem-se duas Hulla* de eamassaii-eanin-
cbo com r>5 palmos de cotnpiimenlo : a Miar eom
lelo Venancio Mechado da Paz. em S.-Anns.
Um bom arranjopara quem lem familia.
Vende-so, por o dono nITo pod6r continuar, urna
loginha decalcados, no melhorlugar da rus nim-
ia, n. 63 rr.uilo afreguezada desembatacada de
ludo, com tnoradia independente para urna grande
familia, contendo 3 quartos, urna grande sala ,
corredor lavado, um grande soto com ropartimen-
toejanellas que hotam para for muito fresco,
cozinha fra quintal soffrivcl, cercado de algre-
lo com bastantes plantas cacimba com boa agoa ,
por preco commodo: a fallar confronte a mesma, le-
ja do Sr. Bastos que mostrar lodos os requisitos.
Vcnde-so o deposito de refinaco le assucar da
ra Direita.'n. 51, com poucos fundos, e por preco
commodo i a tratar uo mesmo deposito.
Vendo-so urna prole do 15 annos, propria pera
mucama por ser muito linda o rocolhnla e que
sabe bem coser marcar engommar o fazer lava-
rinto : na ru Nova, n. 21, primeiro andar.
-- Vende-se um eavallo ainda novo.com boas car-
nes proprio pai a ambas] as scljjs: na rus de
Agoas-Verdes n. 39.
Vende-so urna salva dous casticaes e 6 garfos
de pi uta sem fsitio, o mais urna porgilo de prata ve-
llia : no pateo do Carmo venda n. 1.
Vende-se salitre refinado de muito boa rjus-
da Je : em casa do Claudio Dtibeux na ra das Le-
ra ngoiras n 18.
Vende-se urna escrava de 15 annos, do bonita
figura de nacilo Coate, ijuc cozinha o diario de
urna casa e lava do salio : na ra do Tambi, n. 18>
Vendo-se, por precisfio, urna crioula de M sue-
os com um filho pard>> de um anuo i tiesta lypo-
graphia.sc dir quem vendo.
Indo da rundo Arauttfopar S.-Crnz n. 53,
primoiro andar, aluga-se urna reta para o servico
da mesma casa. ',
Vende-se cal virgede Lisboa minio nova,
para fabricar assucar : no armazem do Sr. Antonio
Aunes del'ronte do caes da Aifandege.
-- Vendem-se dous pianos- for tos de jacarandu ,
chegados ullimamento, que altn de sorem um
magnifico ornato do urna sala, teem oxcollenlcs
vozes sondo o mechanismo da multa approvada no-
va nvcnco, chamada repitidor patento de%Col-
Ir. rd : cm casa de J. Kcller & Companhia na ra da
Cruz, n. 55. ,
No Aterro da-Boa-Vista, loja n.
vende-se marroquimamarello a 1,760
rs. a pelle.
Vendem-se chapeos- de castor branco a 5/ rs, : na
praca da Independencia loja ns. 21 c 22.
Vende-se una linda prela de 20 annos ptima en-
gomniadeira com urna cria de 2 annos mullo linda ;
i.na dita de 15annos qwccoje muito bem ; uina, inu-
lalinha de IB annos; um molccote de nacao, de 20 an-
nos bom cozlnheiro c copciro ; um moleque de 14 an-
nos 2prctaspara todo o servico ; um pardo escuro
con. officio de alfaiate e que he bom copelro ; um dito
de cor clara de multo boa conducta e que he muito
bom pagein ; c mais alguns escravo : na ra das l.a.-
rangeiras n. 14, segundo andar.
Vende-se a venda do largo do Pilar n. lo, em ro-
ra-do-Poi tas com commodos para familia c com pou-
cos fundos, propria para qualquer principiante por
ser muito afi eguezada ; outra dita com poucos fundos,
com commodo para familia sita na mesma ra .'>:
todo o negocio se far a tratar com Jo Vicente de Li-
ma ou com Onorre Jos da Cotta no armazens da
cscadinhada alfandega. -
Vende-se um moleque de 18 annos de bonita tigu-
ra : na ra Nova n. l6.
__ Vendem-se esleirs de palha da
Italia, pan forrar salas e camas : no Ater-
ro-da-tPa-Vista, loja n. 78.
Vendem-se sre casacs de pombo. c-m os filbo n
ovos, por 10/ rs.: ria refinacao da ra estrella do Rosa-
rio se dir quem os vende.
Vende-se, na ra do Queimado, n. J5, urna lamo-
salla de feragcns, com poucos fundos de capital,
situada no melhor lugar, com proporces dse faier uiu
bello estabelccimento conunercial;a tratar na mesma.on.
desediraoascondicf.es.
= Vrndcm-sc dou moinho de moer caf un novo
c outro com poiicu uso por preco commodo ; c um lor-
rador : no pateo da S.-Ciuz padaria n. o.
[Sa ra do Collegio, n. 9 loja de imndezas, do anli-
eo baralelro, conlinuam-sc a vender bichas de Ham-
burgo muito grandes a800 rs. i tambem le alugain ,
commodo.
78.
Vende-se a a.macao com lodos os seus pe traces ,
da venda da ra do Codorniz n.9, no Forle-do-Matlos,
por barato preco : e em separado se retalha M mes.na,
louca Ingle/a sortida, a 900 rs. a dinlas cartea de.bW-
caras a 1^400 rs. ; vinho do Porto a 400 rs. a ganara,
muito superior. _ii, nc
*m Vcude-se, por 500/rs. uina escrava crioula., pe-
rita engommadciraccozinhcira he multo fiel, nao be-
be nem foge o que se afianca e nao se duvida dci-
xar o dinheiro cm mao do comprador vencendo o
competente uro, por dous n.ezes con, firmas a.con-
tento : o.notivo por que se vende se d.ra ao comprador .
em Olinda, junto a padaria de Varirdouro.
= Vendciii-se lavas de pellica, muito novas ; pastas
perfumadas para guardar as mesma I ^"crle'a.cr^e"l>
bloi tinleiros cm cnlxas de jaspe ; agulhas faneczas c.n
cais.inl.as; caivete finos de urna, duas c tres folhas,
por preco commodo : no Alerro-da-Boa-Visla, 11. MI.
= Vendem-se 20 travs de sapucaia e i.jassarand.iba.
de I0al2pollegadas degrossura, c de 40 a SO palmos
de coinpri.nento : a tratar na ra da Ladea do Recife,
loja de fazendas, n. 54. ,
Noticias elementares da homospatbia ou manual
do faicndeiro. do capltao de navio c do pai de ">'.
contendo a aceito de 24 principaes medicamentos ho-
intaopathlcos, 1 rol. Organon de Ifalmemann, ou ex-
posicao das doiitrinas hoinaopathicaa.
Vende-se na casa ... 1 da ra da Cruz, 2 andar,
por commodo preco. _____
= Vendc-se ou troca-sepor urna inorada de casa nes-
ta praca, em boa rna. un. sitio cm chaos propnos. no
lugar da Passagem-da-Magdalena, ao pe da estrada Wo-
vaT todo murado, co.n boa casa redificada de novo, e
nul bem repartida, com dous portoe de ferro M !>-
te, coxera para dous eavallo, caeimba con. boa agoa
de beber, diverso, pea de larange.ra, urna gr.ude la-
uda de parreira e diversa arvorea de 1rrucio c uem
pretender dirija-ae a ra da Cadeia do Itecife,,loja.de
fazendas,... U que vista de urna c ontra cousa se fara
o ajuste. .
Vende-se um carro de quatro ro-
das, ainda novo e de muito bom gosto,
com seus competentes arreios, por preco
commodo : na ra da Aurora, n. o.
por preco tu,......
Vendeiii-se saceos com farelo, pelo
barato preco de i/|00 rs na rna da
e presuntos para
Sanzalla-Vclba, n. t38.
Vendem-se queijos londr.nos
fiambre chegados pelo ultimo navio de Liverpool ;
hcrvilha proprias para sopa ; vaorapara varrer ca-
las : noarinazcn de Davis Si
Cruz, n. "
Companhia na ra da
A 4/000 rs. LADATJai.
Ne loia de Guinaraos & Companhia na ra do Cree-
po, n. 5. vendem-se chapeos de sol, de seda verdee azul
co.n armacao de ferro multo bous, pelo barato preco
dc4#rs. .
__ Vendem-se i lindos molerjnet, sem
vicios, nem achaquen, e proprios de todo o
servico de casa e campo; urna mulata de
i a i 8 annos, de muito boa ligura,costu-
reir e engommadeira; e um casal com
nina cria de iG annos, potico mus ou me-
nos: na ra do Crespo, loja n. aA,sediru
quem vende.
M_ vende-ae um preto .ado bstanle .trtl!a^ ;
umanegrinl.acomprlncipio.de ludo, na ma da Pe-
n''a."Vende-se ...na escrava do gento de Angola, de
meia idade, ...achaque, hbil para todo *!. e>
por pejo commodo : na ra lmper.al. n. 45, defronte
*_; Vend-M uina cunte tuna mesa de meio de sala,
de ferro, en. bom uso e por preco commodo : na ra da
Cadeia deSanto-Anlonio, n. 19. 2o andar.
--Vende-se un. relogio horizo"al de ouro, por preco
commodo: na ra Nova, n. 21.
Vendem-se 300 palmo do litio llha-do-ltet.ro, com
frente para a l'assagcm-da-Maftdalcna, a inargem do
rio ( anibaribe com mais de mil palmoc de fundo e
tendo quatro moradas de caa sendo urna das quae
ptima para inoradla e as oulras par ce alugarem a
quem qulzer passar a fecla e com varios ps de fruc-
tas : a tratar no mesmo s|tio.


I?
MUTILADO


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====
A.
ss.
M

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v
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-,
Vende-se boa farinha gallega, da marca Rlclic-
mond por lit/ra. a barrica, paraae acabar cotn rila :
na ra larga do notario o. 48.
Vende-ae um reloglo de ouro do ultimo gosto, com
aua correle por preco cominodo por eu dono re-
tirar-ae para lora da prorincla multo brete : na ra lar-
Ka do Hozario. n. 26.
Veudem-ae o relratoa dos Exms Snr. conde daa
Antas vlsconde de Sda Bandrira do coronel Galam-
l>i general Povoas, Cezar de Vaacuncelloa Eduardo
Joio Salter : todos ein seus respectivos quadros : narui
da Cadeia do Recite, renda n. 1.
Vende-se um palanquimem bom uso : na ruado
Queimado, n. 3.
-- Vende-ae a caaa terrea sita na ra do Padrc-KIo-
rianno n. 23, com cotinha Cora bom quintal e com
Aons connnodos para familia :|a tratar na meima casa.
Na ra larga do Rosario padarla n. 48, vende-se
excellente pao, feitoda superfina farinha fontana a me-
lhor que tem rindo a este mercado ; tambem se d de
vendagem a pretas com responsabilidade de seus euho-
re.
5 Veadem-se doua moleques de linda figuras ; 4
pretosde 20 a 25 annos bailante robusto; um pardo
dc]8annos proprio para pagem ; urna negrinha de 12
annos .perfeita costureira de lavando e marca; um
preto de nn'ia idade por 220/rs. 4 preta com habi-
lidades; no pateo da matriz de S.-Antonio, sobrado n. 4.
Nao ha quem venda mais barato.
Vendem-sc curtes de cassa de cores seguras e bons
pannos pelo diminuto preco de sete patacas o curte
com 0 e meia a sete raras ; cortes de catnbraia de cores
para vestido a nore patacas padrdrs do bom tom ;
fairnda de uo fino, ptima para vestidos e roupes de
senhora a 480 rs. o covado ; cassa de quadros c listras ,
a 2/560 rs. a peca de 8 varas e meia ; chitas boas, a 140,
160. 180, 200, 220 e 240 rs. o covado e a 5/200, 5/400 e
6/200 rs. a peca e de ramagem para coberta a 140 o
cavado, c 5*200 rs. a peca; sarja preta de boa qualidade e
larga a 2/i. o covado ; cazincta preta ptima para
palitos e calcas, a 1/20G rs. o covado ; panno de cores
mesclado a 3/500 rs o covado ; curtes de fuslo bran-l
co e de cores de bons padrf.es, a 800 rs. o corte de col-
letc ; castores para calcas a 240 e 280 rs. o covado ; |
hamburgo a 260 rs. a vara ; curtes de colletes ; casi-
miras pretas e de cores ; grvalas ; pannos unos entre
riles prcto, azule verde de boa qualidade, a 3/200 rs. o
corado; alpaca ; merino madanolrs ; algodoes ; ham-
burgos bramantes ; brrtanhas de linho e de algodo: e
nutras multas fasendas por menos preco do qne em
outra qualquer loja : na ra da Cadeia do liedle n. 50.
Vende-se urna cailcira de rebufo, pouOO usa-
da ; urna mesa de meio do sala ; um joco de hancas;
um soph ; urna duzia de cadeiras : tudo de jacarau-
ia na ru AuguMu n. 9, se dir quem vende.
Vende-se um boi grande de carroca ; um novi-
lliole c atgumas vaceas solleiras : no sitio que foi da
Mailre-de-Deos, em cruz-de-Almas. No mosmo sitio
tambem so vendem pea de plantas arbustos arvo-
res de (lores flores para bouquetes jarros e festas
de igreja.
Vendem-sc duas pretas quo engommam e coz-
nliam o diario de urna casa, sendo urna dolas boa
doceira ; duas pretas de nacio urna de 14 annos, o
a outra de20;duas pretas tle meia idade, de na-
r;3o, boasquitandeiras, e urna dellas cozinha mui-
to bem e lava de sabioc varrella ; um preto de 30
annos, bomganhador; um pardo alfaiato de 24
annos: na ra Bella travessa da Florentina, n. 26.
No pateo do Collegio, loja nova de livros,
n. 6, de Joao da Costa honrado, aca-
ba de receberos seguinles livros:
Compendio elementar de grammatica portugueza ,
por Carlos A. de F. Vieira terceira edc3o de 1848,
para uso das escolas por prec,o muito commoda;
F.nsaiosobrea orthographia portugueza por Carlos
A. do F. Vieira muito proprio para os meninos de
psimeiras lettras, pelo diminuto prego do 1# rs.
Na ra do Trapiche-Novo, n. 22, arma-
zem de Hebrard & Coinpanhia ,
vende-se vinho de Bordean x cm quartolas e garra-
fas de diversas qualidades ; dito Chatcau-la-Rosc ;
dito heoville; dito S.-Julien ; dito graves ; dito sau-
terne ; dito barsac ; ago'ardenlc de Franca o cognac
superior ; cherry-cordial; marraschino; licores fi-
nos ; ptima champanha de diversas qualidades:
tambem se receben da Bahia urna porc,ilo do charu-
tos regala os melhorcs que teent vindo a este mer-
cado ; azeite doce fino da marca Plagnol; hervi-
lbas c sardmhas cm latas ; mostarda ingleza e fran-
cesa ; fructas cm vidros com calda de assucar e de
icorjagoa de flor de laranja ; queijos londrinos; c
loutros mu i tos gneros: ludo recentcmetile cliegado
e de superior qualidade.
PORQUE QUERIS PADECER?
PORQUE
desprezais aquellessymptomasprccursivos que vos
estilo annunriando que be necessario algumo cou-
sa fazer, para salvar-vos do tmulo do plitysico ?
PORQUK
animis essa perseguidora losse a dr no costado,
transpirares nocturnas, cffervescencia dosangue ,
ou dillicudade na rospiraclo ?
PORQUE
acarinhais o animaes a molestia que est consumin-
do vossas partes vitaes reduzindo diariamente vos-
sas torcas e pressurando vossos passos a para aquel-
la mancan donde o viajante nucca volt? Appres-
sai-vos a buscar a nica cura para a phtliysica.qiic he
o bom conbecido XAROI'E DO ROSQUE que pelo
pouco lempo que tem de importaQilo neste imperio ,
tem fcito curas extraordinarias e milagrozas, poden-
do ser applicado a mais delicada crianza. O deposi-
to he na ra do Trapiche, n 34, e tambem vende-se
na ra d.i Oadeia do Recifc, loja de miudezas, n. 9,
a 5/500 rs. cada garrafa.
Alpaca alcocboada, a 800 rs. o covado,
vende-se, na loja que faz esquina para a ra do Colle-
gio n. 5, de Guimares 8 Coinpanhia, a nova alpaca
alcochoada rinda de Lisboa fazenda iuteiramente
ora nesta cidade preta e cor de caf, de 4 palmos de
largura, pelo barato preco de 800 rs. o covado.
Vende-se um 'preto crinlo de 30 a 32 annos, com
oflicio decanoeiro e que he de bonita figura : na Cam-
boa-do-Carmo, n. 33.
Vende-se
so ; (t846 e 1847) ; As Sete Corda* da
l^ya; (primeira, aegunda, terceira, quar-
tn, quinta e sexta livracdes) Melhora*
mentos do porto, por L. L. Vauthier
Mecanique industrielle, por l'oncelet
Trail depbysique, por Poiullet ; Manuel
de mineralogie, por lluet; Histoire mo-
derne, de Michelet, e exemplares avulsos
dos nmeros do Progresso publicados em
1846e 1847.
A vista faz fe.
Vende-se bolacbinha, biscoito e
latas doces de aramia pernambu-
cana, superior s regalas, a 3ao
rs. a libra : na ra da Sanzalla-Ve-
lha, n. 100.
Vcndc-se urna preta de 18 annos recibida com
bons priucipios de habilidades, e que he de boa con-
ducta : n> ra do Fogo, n. 23.
Vendem-se, no annazem que foi do finado llraguez ,
superior farelode Lisboa a 4fV. a barrica.
Vende-se, no arioaiein de Oias Fcrrcira cauastras
com batatas e ceblas cm molhos e despencadas, por
preco commodo.
Vendem-se dous carros inglczes, de
duas rodas, f'eilos por um dos niclhores
fabricantes tle Londres, com os compe-
tentes arreios e lampedes : na coebeira do
Sr. Wolichard, em Fra-de-Portas.
Finnlno J. F. da Roza vende excellente vinho ve-
Iho da Figueira, qur em barris, qur em pipas; cera
lavrada de Lisboa, de diversos tamanhos, c lindos vasos
para irdini.
Vendc-sc Ulna negrinha de 10 a 12 annos. boa cos-
tureira marca e faz lvarinto ; 2 pretas de elegantes
figuras que engommam e cotinham sein vicio nem
achaques ; 3 pretos bem robustos para lodo o servico ;
2molequesdebonitasliguras.de 16 a 17 annos; um
preto de meia idade : todos por preco rasoavel : no pa-
teo da matriz de S.-Antonio, sobrado 11. 4
Vende-se cal virgem de Lisboa, em barris de 4
arrobas chegada pelo ultimo nario, por preco commo-
do : a tratar com Almeida & Fonseca, na ra do Apollo.
A i s'000 rs. ,
guardar
ancorctas com azeitonas superiores : ven-
dem se no caes da Alfandega armazem
n. 7, de Francisco Dias Ferrera.
Vendem-se caixas para
joias, pelo diminuto preco de 900 rs. : na
loja de .piltro portas da ra do Cabug, n.
t C do Duarte.
Vende-se a loja de miudezas da
ra da Cadeia do Recife, n. i3, com os
fundos que convier ao comprador : a tra-
tar na 111 es m,i.
Vendem-se chapeos de mola, pre-
tos, do gosto mais moderno de Paris:
vindos ltimamente pelo navio Beaujeu ,
na ra Nova, n. /(4, fabrica de chapeos.
por Paraense: na rua da Cadeia do Reci-
le, botica de V. J. de Brilo.
Vendem-se duas cloraras, sendo urna preta criou-
ia, de 20annos ea outra acabralhada que reprsenla
trlnta e tantos annos propria para o servico de casa :
na rua da Cadeia do Recife casa de Joio Jos de Car-
Tilho Moraes.
Vendem-se tres mil telina muito boa por bara-
to preco; lijlo de alrenaria batida ladrilho compri-
do e qundrado tapamento e de fogao ; tudo barato :
no Decco-Largo, no Reelfe junto as taixa de ferro on-
de foi tanque d'agoa.
- Vende-se urna canoa aberta propria para carga
ou lastro de nario por 1er grande : em Fora-dc-Por-
tas n. 00.
Lotera do Rio-de-Janeiro aos ao:oool
de res.
Vendem-sc bilhetes e tneios ditos da terceira lotera
a beneficio do hospital de Calda da provincia de S.-Ca-
tharina : na rua da Cadeia do Racife loja de ferra-
gens n. X.
= Vende-se uina linda cabriuha de 25 annos de bo-
nita figurr que engommamuito bem, cozinha, cose ,
lava de sabao c varrella e nao tem vicios nem acha-
ques : o motivo por que se rende se dir ao comprador :
no paleo do Carino, n 9, legundo andar, das 6 s 0 ho-
ras da inanha e das duas s (i da tarde.
Vende-se urna casa terrea lia ruados Marlyrios, n.
13: quem quizer comprar geiras, n. 24.
Vende-ae u venda de Fia-e-Porlas do largo do Pi-
lar n. 17 : a tratar na mesma.
- Vende-se um carallo gordo e manso, cnsinado para
carro e sella, sein achaque algum : na praca da rloa-
Vista, botica do Sr. Ignacio Jos do Couto, aedir quem
o vende.
Vende-se um escravo preto, de nacao Angola, por
preco commodo : na rua da Cadeia do Recife, loja de
fa/.endas, n. 28.
Na ruada Aurora, n. G2, tereciro
andar, contina-se a vender o verdadeiro
sarope do bosque,"a 5,3oo rs. a garrafa .
Vende-se louca da liahia : naprimeira casa passan-
do o quai tel do Hospicio.
Vende-se por preco muito barato na
loja de Victorino ckGuimares,
amigamente dos Quar-
na rua larga do Rozarlo n. 22,
teis, um rico sortimento de iranias brancas e de cores
proprias para cortinados e toalhas ; toalhas e guarda-
apos de varias qualidades e tamanhos ; litros de novo?
moldes para marcar ; chapeos pretosde castor fino ; ba-
bados de linho largos eestreitos propriospara barra
de lrnr'Jes e toalhas ; trancelim de reros prcto pro-
prio para cirgueiro ; ditos de cores para obras de alfaia-
to ; tranca preta propria para mesmo fim ; boccacs
de vidro proprios para charutos ; carapucas de l:a de
cores;hcelas de pinhode varios tamanhos; estojo com
arranjos proprios de costura de senhora escovas finas
de limpar denles ; um sortimento de aljofares de todas
as cores, em macos, e brincos do mesmo; tinta em po-
lindos e garrafa, de superior qualidade ; carleiras !
pennasdeaco finas com cannelas de metal fino ; creiao
e outros arranjos de marfim que vcem junto; canive
tes ; papel de cores para enfeites c capa de livros; mis-
sangas de muitas cores para voltas de pescoco ; tesou-
ras proprias para espivitarcandieiro ; luvas propria pa-
ra escovar cavallos ; livros efolhctos propriospara me-
ninos de escola; e outra muitas miudezas.
chegada'no ultima navio, em barris pc,
quenos, por menos do que em outra qm|.
quer parte : na rua do Trapiche, arma-
zem n 17.
Vende-ae, por preco commodo, multo superior a|V
do Asu': a tratar na rua da Mocda n. 11, com Silva &>
Grillo.
FARELO
a ,'i.sooo rs. a sacca
no armasen ni. 1 e 3 do caes da Alfandega! e no de n
35,'da ruado Amoriin, de J. J. i'asso Jnior,
- Vendem-se saccas com inilho, a 4/ rs.; meia de
seda para homem pretas e de core a 1/ r. o paj
luva para senhora daa mesinas cores a 640 rs. o par'
na rua di Cadeia de S.-Antonio, armazem n. 21.
Vendem-se queljna londrinos de superior quilida.
de.' na rua do Trapiche-Novo n. 22 casa de Hebrard
& Coinpanhia.
Kiscados monstros.
Vendem-se superiores rucados monstros, j bem co-
nhecidos tanto pela qualidade como pela largura em
demasa, pelo barato preco de 280 rs. o corado. Kstes
riscados sao chegados ltimamente : as cures sao fixas,
e os padrocs muito modernos e de bom gosto : na nova
lujada Kstrcila da rua do Collegio, n. 1.
CHOCOLATE.
Na fabrica dejienre do Aterro-da-Boa-VIsta n. 17 ,
ha serapre porcao grandepromptado melhor chocolate
desaude canella baunilba e do ferruginoso este
muito conhecido pelas suas boas qualidade tnicas e
principalmente para as peuoas que soft'rein de frialda.
de c do estomago.
' oijc-zoa op b8jb| ttnj u : -o\a 'Aoasa' sm||o.Mu 'tj
-nosai ouiod 'taqjiq iafi lUHd oiicssjsjn o opu*i
-uoa ui.i3cia Ejed seudojd seiijuca scurssjoju se
1u.1p11.iA as ui.iquiui : ni.).ij'qo janb|nb no ipanij jsnb
-irnb jL.uuiii efo| no opjauuioa .ip tina janbienb
4d jjjujs um utoo SB.iiqdejaod.t) tn\*o sussjd
-30 oimiu e oij.id oiuujuitp aisa jod a's-uiapua^
Escravos Futidos
Vende-se panno de algodao
da Ierra, a 200 e aao rs. a vara :
na rua do Queimado, quatro cantos,
loja da casa amarella, n. 29.
m
o
i
urna rica espada, urna
banda e um par de dragonas, com poueo
uso.e muito em conta; tudo pertencenle
a um official superior : na rua da Cadeia
de Santo-Antonio, casa n. a5.
Vendem-se, na loja de J. E. Char-
don, Aterro-da-Boa-Vista, n. 3, os livros
seguinles; Histoire de dix ans, por L.
lanc ; Histoire des Cirondins, por La-
martine Piquillo Alliaga, por E. Scribe ;
Annuarw do Brasil (1846) } O Progres-
Vende-se um sobrado novo, de um
andar, com .87 palmos de frente e 100 de
fundo, quintal de i3o palmos, cacimb
de boa ngoa de beber : est livree desem-
baracado: na rua do llospicio,jtinto ven-
da do leo de ouro, a tratar com o propie-
tario, Manocl Joaquim Venancio de Souza.
Vcnde-se um relogio saboncte de ouro, patente
suisso com segundos todo larrado c bom regulador
com urna correte de ouro e chave para o mesmo por
preco commodo : na rua Nora, n. 5.
Vendem-se meia de linho e de algodao para ho-
mem ;peneiras de rame; bixas de Hamburgo (que tam-
bem se alugain) ; pilulas da familia : na rua do Roza-
rio padariajuntoa igreja defronte da botica do Sr
Prannos.
Vende-se urna preta de 16 annos, bem parecida e
muito hbil para se aperfeicoar nos principios que j
tem de costura, engommado e ensabnado : na rua da
Cadeia do Recite a fallar com Jos Gomes Leal.
Cal virgem.
Cimba & Amorim teem para vendern-
coras com 4 arrobas de cal de Lisboa, da
mais nova e melhor qualidade que ha no
mercado, e por prceo mais barato que em
outra qualquer parte : na rua da Cadeia
do Recife, n. 5o.
Vcnde-se a retalho fumo para charutos, de prlmcl-
raqualidade : na ruada Lapa, n. 8.
Vendem-se 5 moleques de 17 a 18 annos; 5 preto
de 25 a 30 anno, sendo um del les bom carreiro ; 2
pardos de 18 annos; duas inulatinhas de 7 a 14 annos;
urna negrinha de 12 anuos todas com principios de
habilidades ; 4 pretas de 20 a 25 annos, algumas del-
las com habilidades; na rua do Collegio, n. 3, se dir
quem rende.
Vende-se uina escrava de meia idade que cozinha
diario de urna casa lava e hequitandeira por pre-
co commodo por ser por preciso : na Soledade, indo
para o Manguinho n. 19.
Vendem-se 6 acede do thealro de Apollo por
metade de scu valor : na rua do Cabug, loja de ourl-
res, n. 5.
Vende-se
Osantigos riscados monstro.
Na loja de Guimares & C, rua do Crespo, vendem-se
os bem conhecido riscados monstros de padrdes multo
modernos, e" que teem quasi nina vara de largo,pelo ba-
rato preco de 320 rs. cada um covado.
Vendem-se saccas com milho, a 3^200 ; jogos de
bancas de amarello ; lavatorios e toucadores : tudo no-
vo e bem feito, e por barato preco : na rua da Cadeia
de Santo-Antonio, armazem n.2l.
Sapalocs de tres solas,
a i^'ooo rs.
No Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 78,
contina-se a vender sapatoes de tres so-
las, a 1,000 rs.
Cera de Lisboa
Na rua da Cruz, n. Go, vende-se a me-
lhor cera que ha no mercado, em caixas
de todos os tamanhos, a vontade dos com-
pradores, e mais barato que em outra
parte.
Vendem-st caivetes finos; te-
souras de unhas e de costura ; ditas de
alfaiates, feitas em Guimares sacarro-
Ihas de patente ; campainhas de eres ex-
quisitas ; machinas para ilhozes a 1,200
rs. ; cssticaes de vidro a 2,400 rs. o par
verdadeiro xarope do
na loja de quatro portas da rua do Cabu-
2, n, 1 O do Duarte.
- Vendem-se accoes da ex-
mela companhiade Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, rua da Cruz,
n. 9.
Vendem-se botes amarcllos, finos,
de P. II. ; ditos ordinarios; ditos para
asacas ; ditos para cavallsria ; ditos pa-
ra infantaria ; ditos para libr de pagens,
brancos e amarellos ; ditos pretos de bo-
nitos padroes ; ditos de vidro, para enfei-
tes de roupas de menino ; na loja de qua-
tro portas da rua do Cabug, n. 1 C. do
Duarte.
FARINHA DETRIESTE.,
marca rerdadeira >SSP, chegada ltimamente: rende-se
cm case de N. O. Bieber t Coinpanhia, na ruada Cruz ,
-Vende-se, por necessidade urna cabriuha de 12 an-
u que cose e faz todo o arranjo de uina casa : na
rua do Padre-Florlano n. 34.
Fazenda de algodao para tboa
lha 9.
Na loja de Guimares & C., rua do Crespo, n. 5, ren-
de-se a excellente fazenda para toalbas de algodo,
trancado braoco, com 8 palmos de largo, pelo barato
preco de 800 n. a rara.
~- Fugio, no da23 do correle as 8 hora da niaf^
nhaa a e.erava Mara, de nacao Baca, ma pareeendoV
crioula de boa figura cor fula cara luga olho pe-
queo c encorados .beicoegrossos nariz chato com
tres costuras no pesco(o ; representa 30 annos ; lerou
vestido de chita escura relhoc sujo, argolas lisas de
ouro nos orelhas e sein panno: quem a pegar lere-a a
rua das Cruzes n. 32, terceiro andar que ser grati-
ficado.
Fueiorno dia terc-feira, 18 de julho do correnle
anno do engenho S.-Joao do Sr. inajor Flix Jos da
Cunara Pimenlel, a escrava crioula de nome Bernar-
da, que representa ter 50 annos para mais ; lem bas-
tantes cabellos brancos na cabeca ; he balxa um tan-
to barriguda milito ladina ; lem os p um tanto apa-
Ihclado olbos bastante vermelhos nariz chato ; le-
vou vestido branco um chale velho de cor nos hom-
bros dous saceos pequenos e uns cobres. Esta erara
he de um morador do referido engenho o qual man-
dou-a no referido dia a poroacab de N. S. do comprar
uns cocos: at hoje nao roltou; suppde-se que estar
oceulta por alguns dos engenhos da freguezia da Eiea-
da, por ter ahi inultos conhecimentos em consenquen-
cia de vender ha bastante tempo um taholpiro com ar-
roi pelo engenho Jundi Maraalnco, Krexelras, Ro-,
la, Campestre Boa-Vista, Cabeca-de-Negra e BotqHm.
Roga-se as autoridades policiaes e caplles de campo ,
que a apprehendain c levem-a ao dito engenho ou
nesta praca ao St. Joaquim Francisco de Mello Santo* ,
na rua Augusta quescro gratificados.
Fugiram, :ia madrugada do dia 3 do correnle, do
engenho Pindoba da freguezia de Ipojuca dous escra-
vos sendo um cabra, de nome Izidoro e urna preta ,
de nome Rita, o primeirodecAr trlgueira, de altura re-
gular grosso do corpo queixo bastante saliente ; he
olncial de carpina : a segunda de cor preta altura
maior que a ordinaria secca do corpo voz estrepitosa,
sabe coser, engommar e cozinbar sofrlvelraente : sao
casados. Quem os pegar leve-o a seu senhor, Louren-
code Sae Albuquerquc Jnior, ouao engenho Guara-
rape que ser generosamente recompensado.
Fugio, no dia 17 do corente urna preta, do nu-
me Esperanca de naco Angola mas parece crioula;
representa ter 24 annos ; he bem fallante; tem os p
grandes mal feitos e as dedos comprldoc ; tem no
bracos c nos pea signars de feridas amiga ; levou ves-
tido de chita branca com flores encarnadas panno da
Cesta azul e umtaboleiro que andar \ endeudo ; quem
a pegar lere-a a rua da Ciuz no Recife, "n. 45, qne *c-
rarecompensado generosamente ; assim como se pro-
testa contra quem a tiver oceulta.
Fugio. de bordo da brigue PaqtttU-de-PtrnMmbuco ,
na noiie de 21 para 22 do crtente, um escravo mari-
nheiro, de nome Matheus ; he alto, reforcado do .cor-
po multo Tallador ; he tambem canoeiro ; lerou can,. w
sa c caifas azues e chapeo de palha ; quem o pegar le-
ve-o a bordo do mesmo brigue ou na rua da Moda, n-
7, ao Sr. Leopoldo Jos da Costa Aiaujo, que recoui.
pensar.
Fugio.no dia 21 do correlo um cabra de
nome JoSo baixo, secco do corpo; tem pouca bar-
ba e em urna orelha um brinco ; tem- mais a cara-
pucadodedogrando do p direito cortado, e ca-
bellos caraplnhados; levou camisa de niadapollo,
com pregase calcas de hamburgo j usadas: quem
o.pcgar leve-o ao Aterro-da-oa-Visla, n. 24, que
ser recompensado.
Fugio, no dia ti do correnle, pelas seta horas
da noite, do depositogcral desta cidade, um preto
crioulo, de nome Estev3o, escravo do Sr. Jos Duar-
te Itangel, que est pinhorado pela fazenda provin-
cial, e outros credores do mesmo Sr. Itangel ,-cujo
escravo he de estatura regular, um pouco fulo da
cOr com algumas pintas pelo corpo de sarnas que
que tem tido : quem o pegar leve-o a casa do depo-
sitario geral, na ruado llortss, n. 140, quo ser
gratificado.
-Fugio, no dia 23 do correnle urna escrav dr
nomo Antonia crioula de 18 annos estatura re-.
guiar cor bem preta um tanto carrancuda quando
so falla com ella ; foi vista na ponte da Tacaruna ,
indo para a cidade de linda : quem a pegar leve-a
a rua do Passeio, loja n. 19, que ser bom. recom-
pensado.
_ Fugio, no da 18 de agosto a escrava Mara, de n-
?aoCacange de boa estatura, bem preta olho um
tanto vero.ellins ; tem um slgnalzlnho de carne no ros-
to do lado esquerdo da bocea e no braco direito e-
nia do sangradouro tem uina marca e outra as costal
abaixo da p, que be a malor ; tem as pernas finas, p
e dedos com marcas de bixos ; lerou cainita dealgodao-
imho e vestido de chita branca de reinagens encarna-
das com babadot por baixo em uina orelha uina roze-
ti coinpridade pedras brancas eoutra sein ella panno
da Costa sein estar embainhado e um taboleiroquean-
dava vendeudo gomma e banha : quema pegar leve-a a
rua Velha n. 26 casa de Francisco Perrira 'fhora ,
que recompensar.

i__ ... --i- pre^o ae bou r. arara.
bosque, Tindo do Rio-de-Janeiro ova- Vende-se cal virgem de Lisboa, PEB7
^B-ggBBS
NA TTP. DEM. F. PE PABIA
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MUTILADO i