Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08625

Full Text
finito XXIV.
Sexta-feira 21
O DIARIO publica-se todos os das que no
. ., de guarda: Pre daassignatura he
l (s'OOl) rs. por qil.irtcl, pagoi.aiiantadot. Os
afnelos dos assignanles sao- inseridos a
"lio de 20rs. por linha, 40 rs. em typo dif-
Inite easrepetifOes pela metade. Os nao
FT,o.i'atcs pagaro80 rs. por linhae 160 n.
en* typodlUerente, por cadapublicaeao.
PHASES DA. Vk NO MIZ UE AGOSTO.
rrurt*le.*7, a 37 min. da inanh.
Sd..4,..5liM e 56 nin.d.urd.
i Mrtoa<,a2l, a 1 borae mln.da Uu-d.
Innova, a 28, s 4 horas e 42 mln. da tard.
PARTIDA DOS CORREIOS.
fioianna e Parahiba, s aegs. e sextas-feitas.
RIo-G.-do-Norte, qointas-feiras ao meio-dia.
Cabo, Scrinhcui, Rlo-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, no. 1., a II e 21 de cada mez. *
Garanhun* e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Floren, a 13 e 28.
Victoria, a quintas-feiras,
Olinda, todos os das.
PREAMAR 0E.IIOJE.
Prlinclra, a 2 horas e 6 minutos da tarde.
Segunda, a 2hora e 30 minutos da manh.
de Agosto de 1848.
N. Ifttt.
DAS da semana.
21 Segunda. S. Joanna Francisca. Aud. do
J. dosorph.do J do qiv. 'do J. M. da2. v.
22 Terca. S. Theinoteo. Aud. do J. do c. da
1. v. c do J. de paz do 2. dist de t.
23 Quarta. S. Felippe Benlcio. Aud. do /.
do c. da 2. v. e do J. de paz do 2 dist. det.
24 Quinta. }. S, Itarlhnloineo.
25 Sexta. S. Lutz ral de Franca. Aud. do J.
do clv. e do i. de paz do 1 dist. de t.
20 Sabbado. S. Zeferino. Aud. do J. do c.
v. e do/, de paz do 1 dist. de t.
27 Domingo: O Sagrado Coraco de Mara.
CAMBIOS NO DA 24 DE AGOSTO.
Sobre Londres a 23 d. por lfOOO rs. 60d.
Paris a 345 e .390 r, por franco. Noni.
* Lisboa 112 por cento de premio.
Rio-dc-/aneiro ao par.
Desc. d?: lelt. de boas firmas a I'/, ; ao mei
Acedes da coinp. de Heberibe. af>()/n. ao p.
Oaro.Oneas liespanholas 3200n a 32/2011
Modaidefi/ttOv. 17/400 a 17*mi
de 6/400 n. 16/OuO 16/200
. de 4/000... 9/200 a 9/400
PrntaPatacdes brasilelros 2^020 a 2/D40
Pesos columiflrios. 2/U20 a 2/ow
Ditos mexicano...... 1/870 a IfNX)
uco.

pJtRTE OF'FICIAL. I
PERNAMBUCa.
I
Nf 220, D i7 DE AGOSTO DE 1848.
Autorisa o presidente da provincia a mandar observar o
,'ursoeprofundidade do rio Una, desde o lugar em que.
elle deixa de ser navegavelpor canoas e jangadas, para
contratar com urna companhia a abertura do mesmo
rio ou ordenar que a ella se proceda cusa dos cofres
provinciaes.
Antonio da Costa Pinto, presidente da provincia
de l'ernambuco. Faco saber a todo* os scus hab tan-
tes, que a assembla legislativa provincial decretou
e e sanecionei a li seguinte :
Artigo. 1. O presidente da provincia encarregara
a um engenheiro hbil a observarlo do curso e pro-
1- fundidade do rio L'r., desde o lugar em que ello dei-
xa de ser navegavel para canoas e jangadas ; assitn
como o levantamento da planta do mesmo no, e ex-
clicaco delta por urna memoria demonstran va, co
orcamento das despezas da abertura deste ate onde
Vir pratieavi a ua iinvcga\oO.
/Artigo 2." Concluidos os trabamos declarados no
artigo antecedente, o presidente da provincia podor
roiitratar com uina companhia a abertura do men-
cionado rio, ou mandar fazer custa das rendas pro-
vmciaes, como fr mais conveniente.
Artigo 3.' No casodeconvir mais que a abertura
dorioseja feita por meio do contrato com una com-
panhia, o presidente da provincia nSo ultimara o
contrato, soni que primeirO o subtnetta approvacilo
da assembla legislativa provincial, remettondo-lbo
ao mesmo tenfpo os trabalbos preparatorios, orde-
nados no artigo 1. desta le.
Artigo *.* Ficarn. rcvbgadas todas as leis e dispo-
sir-es em contrario.
Mando, portanto a todas as autoridades a quem
o conheeiment e "execuciio da referida lei perten-
eer, que a cumpram e facam cumprir tito inteiramen-
ta como nella se conten. O seeratario interino des-
ta provincia a faca imprimir, publicar eco'rer. Ci-
liado do Recife de l'ernambuco, 17 de agosto de
1848, vigsimo-stimo da independencia e do im-
perio.
t. S. i
Antonio da Cosita Pinto.
Carta creto da assembla legislativa provincial, que -houve por
liem sanecionar, autorizando o presidente di provincia
a tncarregar a um engenheiro hbil a observacao' do cur-
so e profundidade do rio Una, desde o lugar em que elle
deixa de ser navegavel para canoas e jangadas, e a con-
tratar com urna companhia a abertura do mencionado
rio, ou a manda-la fazer cuta das rendas provinciaes,
se fr mait conveniente : ludo como cima sedeclara.
Para V. F.xc. ver.
Antonio ttt$ de Pinlw a fe/.
Sellada e publicada nesta secretaria da provincia
de Pernambueo, aos 17 de jgosto de 18*8.
Francisco Xavier e Silva.
Registrada a l. 58 do livro 2." das leis provinciaes.
Secretaria da provincia de Pernambueo, 17 de agosto
de 1848. : ...
Joo Domingues da Silva.
N. 221, DE 17 l)E AGOSTO DE 18*8.
Autqtaaionstrucrati de urna ponte sobre o rio Goil,
noengenho San-JoaO.
Antonio da Costa Pinto, presidente da provincia
ile l'ernambuco. Faco saber a todos os sous habitan-
tes, que a assembla legislativa provincial decretou
e en sanecionei a lei seguinte :
Artigo i. Fica o governo aulorisado a mandar
construir urna ponte sobre o rio Gpit, no engenho
Sen-Joto.
Artigo 2.' Na lei do orcamento se marcara o quan-
titativo para a construcciio ta obra.
Artigo 3. Ficam revogadas todas as leis e disposi-
coesem contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades a quem
o conhecimento e execucio da referida le pertencer,
que a cumpram e focam cumprir tSo iiueiramenle
como nella se cont.m. 0 secretario interino desta
provincia a foca imprimir, publicar e correr. Cidat e
doRecirdo Pernambueo, aos 17 das do mez de
agosto de 1848, vigesimo-setimo da independencia c
do imperio.
L. S.
Antonio da Costa Pinto.
Carta da lei, pela qual V. Exc. manda executar o
'decreto ila assembla legislativa provinci.il, que houve
por bem sanecionar, autorisando o governo a mandar
construir urna ponte sobre o rio Goil, no engenho San-
Joto, como cima se declara.
I'ara V. Exc. ver.
Domingos Jos Soares a fez.
Sellada e publicada nesta secretaria da provincia
de Pernambueo, aos 17 de agosto do 1848.
l'riincco Xavier e Silva.
Rcgistad a 11. 62 do livro segando de leis provin-
ciaes. Secretaria da provincia do Pernambueo, 17 do
agosto de 18*8.
'JoaS Domingos da Silva.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
49.a SESSAO ORDINAIHA, KM 17 DE ACOST
DE 1848.
PBESMlENClA DO -II. VICARIO AZBVEDO.
(CoNlinuarJo don.0 187.)
OSr. Joiqum Viltrla : Sr. presidente, nao entrare!
na analysc de todas as emendas que se achain sobre a
mesa, porque esse trabalho serla sobremanera fastidio-
so ; limitar-me-hei, pois, a justificar em priinriro lugar
urna emenda que inandei. e em segundo lugar a susten-
tar a emenda que manda supprimir o artigo additivoque
fol impugnado pelo nobre membro que se assenta do
lado npposto.
Mande! uina emenda para que no orcamento se con-
signe um quantitalivo para acude de ezerros ; por-
que, tC^do ,,,.:;!.. .,, .;., ,v> uili piujrci n u ,,
qual se reconheceu a necessidade desta obra, no qual
se decretou que na lei drt orjamento se marcasse uin
quantitalivo para ella, parece-me que a casa, que ap-
provou esse projecto de lei, est constituida na obriga-
cao de assignar a quota ahi determinada
Passando agora, Sr. presidente, a fallar sobre a emen-
da de suppressiio, direi que eu a considero de una im-
portancia tal, que estou convencido que toda e qual-
quer discussao a respeito drlla nao deve enfadar a ca-
sa. II.mo ni, quando se apresentou o artigo additivo
cuja suppresso hoje se pede, cu tive bastante vonladc
de fallar sobre elle ; mas, nlem de que j era mnilo tar-
de, observe) que a casa eslava um pouco enfadada da
dlscuisiio, e que ncnhunia tencao prestara ao orador que
acahava de fallar : para evitar, pois, que ainda mais a
fsse cu aborrecer, deixeide fallar,-rcscrvando-ine men-
ino para, na terceira discussao, apresentar nina emen-
da suppicssiva ; nao fol nrcessario que eu o (/.esse. por-
que fui prevenido ; mas, setldo as ininlias ideias contra-
rias as do artigo additivo, e considerando en de minina
importancia esta materia, ja ve V. Exc. que me nao pos-
so dispensar de expr casa algumas consideroces em
favor da emenda suppressiva.
O nobre depulado que combaten a emenda de sup-
presso, sustentando o artigo additivo, principiou apre-
sentando nos um quadro inuito fcio, milito inedonho do
nosso estado linanreiro, para d'ahl concluir que era de
absoluta necessidade que a casa tomasse urna medid
legislativa, tendente a obviar cerlos embaracos com que
nccessariaiuente devenios lular. Nao contesto, Sr. pre-
sidente, que o estallo de nossas rinancas, depois do fac-
to que se deu ua iesouraria, seja muito pouco lisou-
geiro ; concordo que uina medida legislativa deve ap-
parecer para cortar os elbarafos que com clt'.'ilo vem segulr-sc desse facto ; mas creio, Sr. presidente,
que toda a questao versa sobre a medida apresentnda no
artigo additivo ; porque nao basta smente reconhecer-
inos a necessidade de se tomar urna medida, para que
necessriamente votemos qualquer que porventur.i fr
aqui apresentada ; lie preciso que discutamos essa me-
dida, e vejamos primeiramente se ella est ua.orbita de
nossas attrlbuices, se nos a podemos lomar ; c em se-
gundo lugar se, ainda mesmo estando, ella podar ter o
Atii para que he propo&la, isto he, se poder cortar os
embaracos que com ella se prelendcui evitar ; por_ con-
sequencia, Sr. presidente, toda a questao versa, nio so-
bre o estado .le nossos cofres, nao sobre o faci que se
deu na thesoiiraria, queja por nos todo he sabido, par-
que lie facto que j perlence ao dominio do publico ;
mas siui a respeito da medida apresentada para obviar
mrntodas demandas, e sem que as partes interessadas, i neira, de sorteque o nobre depulado ou outro qualquer
as consequeneis que desse laclo s tecni seguido, e con-
tinuam a seguir : a questao, pois, Sr. presidente, he se
a medida apresentada nao s est dentro da rbita de
nossas attribuices, como se lera virtude de remediar
todos os niales que se tenham seguido do facto aconte-
cido na thcsoiiraria provincial: epcriiiilla-ine V. F.xc.
que eu duvide, que> de uina, qur de outra cousa.
Ouvido primeramente que nos possamos adoptar es-
sa medida que se aclin consignada no artigo additivo,
isto lie, que possamos soincnlc por nosso arbitrio de-
clarar que licam rescindidos todos os contratos, arre-
mataedes de iuiposlos, etc.; e duvido, Sr. presidente,
porque, segundo j foi observado pelo nobre autor da
emenda, (c eu nao vi contestar) nao se pude negar que
mis representamos a provincia, c que os contratos sendo
feitos por parte da provincia, nos somos verdaderamen-
te partes contratantes, e por consequencia, nesta quali-
dade, nao podemos seraoiiiesinoleuipojui7.es, que he
o que importa a adopcao da medida proposta no artigo
additivo....
Um Sr. Depulado : Nao apoiado
O Sr. Joaqun Villela : Oh Scnhores, o que he de-
clarar que um contrato esl rescindido ? Nao he por-
ventura lavraruina sentenca de resciso? Lugo nos, ap-
provando o artigo additivo, drclarando rescindidos lo-
dos os contratos, mandando pii-los de novo em arrema-
lacao, arrogamo-nos as funecoes de juizes, damos urna
sentenca, sendo partes Intercaladas.
O nobres deputados sabem muito bem, que a rcsci-
to de um contrato qualquer, quando nao he feita por
mutuo dissenso das parles, s pode ser determinada pe-
lo poder judiciario portanto parecc-ine que nos, adop-
tando a medida proposla no artigo additivo, e declaran-
do por nossa propria autoridade nullos e rritos todos
os contratos, invadimos a espbcra de um poder polti-
co que he tilo indepeiidcnte quanto nos somos.
Senhor presidente, nos nao podemos legislar senao so-
bre aquellcs objectos que eslao consignados no acia ad-
dicional ; mas porvelitura est no acto addicioual con-
signada esta altribuico que o artigo additivo quer dar-
nos? Porcerlo que nao; como pois a exeicitaremos.'
Verdade he que ouvi diier que, podendu nos decretar os
imnoslos, iiscalisar a suaarrccadaco, podemos rescin-
dir os contratos; mas he lao orcad essa consequencia,
quejulgo nao dever occupai-me de responder a seme-
Ihante argumento.
Mas, Sr. presidente, picscindindo por momentos da
unss, competencia, quem j vio detcrminar-se a -
iso ae u contrato por esla mancira? Nao se oxain.na,
e s conoatantes lee... cu.nprido eoui a. eondifaes, nao
L -...' ;,i.i enur. c entretanto decide-e pe-
aquelles que conlralarnin com a provincia, sejam ouvi-
das, sem que alleguem a sua defesa, icm que por conse-
quencia posiain mostrar que clfascoin etleito derain. ou
*~,, cuss pflr *.** recisao, dtclde-se um pleito da maior
importancia'
Creio, Sr. presidente, que no ic pode negar que nos,
procedendo desta maneira, exorbiiamoi uccessariainen-
te ; e exorbitantes, porque nos constituimos juizes em
causa propria; exorbitamos poique-nos arrogamos (unc-
ces proprias do poder judiciario, que he um poder in-
dependente pela constituicao do estado, lio indepen-
denle como qualquer dos outros.....
O Sr. Xavier Lope: Isso he lugar comintiui.
USr. Jbaquim filela: O nobre depulado em scus
apartes senipre procura ollender osseus coinpanlieiroi.
Parecc-me que esse proceJlmento nao he prudente ; he
preciso que nos Cohibamos de cerlos excessos. para nao
darmos direito aos outros de nos rctribuircm igualmen-
n3oeonvemque nos aprsentenos como levianos,
convem que sejamos prudentes, para nao apparecerem
escndalos na casa.....
O Sr. Xavier Lpei: Nao ha duvida, tomando o no-
ble depulado o conscllio para si.
7 Si. Juuquim r'ieo. ^ U
casa anda nao deu imilivo reclamacao algmna ; creio
que ainda nao olfendi a susceptibilidade de iienhuin dos
nobres depulados; mas o proeedimenlo do nobre depu-
tado nao lem >ido igual......
OSr. Xavier Lopes: Em que o oll'endl ?
O Sr. Joaquim VWll : Como quer o nobre depulado
que eu argumente? Nao he com os principios geraes que
drvo argumentar i Mas diz o nobre diputado que o seu
aparte nao he ofensivo. Oh! poissuppe que nao he
oAensivo dizer-si: a quem est fallando: Isso he lugar
commum? Nao sabe que isto, dito com cerlo ar de mo-
fa, exprime que nao vale nada o que se est duendo?
O Sr. Xavier Lopes i Sempra me csto emprestando
ms inlencoes!
OSr. Joaquim Villeh: Nao prolira sempre paiavras
que oll'endain, que isto nao acontecer.....
0 Sr Xavier Lopes: Eu as explico.
O Sr. Joaquim Villela: Mas he que o nobre deputa-
do sii as explica depois das reclauiflcoes.de maneira que
he necessario sempre fai-las. tu nao posso discutir de
outra maneira senao applicando hypolliese em ques-
tao os principios da ciencia; eseelle sao communs,
admira muito que o nobre depulado os ignore, ou va de
encontr a elles.
Diz-te, Sr. presidente, que a medida lie a mais neces-
sarla-posslvel, porque.sabe.se que os arrematantes teein
andado a ver letras, para as rebater, e c-om ellas depois
entraren! para a lliesourai ia; porque a frande desses
arrematantes he sabida e niaiiifesla, etc. etc. ; mas pe -
guillo eu, a que se redu/..tudo isto que os nobres depu-
lados allegaiii, senao a meros boatos? Porveniura eslao
j verificados eiies factos? Nao; cqnal seria ojuiz que.
leudo de proferir nina sentenca, a fundamentasse em
boatos, cin fados nao verificados? Logo. Sr. presidente,
ainda quando ns livessenios a nccessaria competencie
para toniarmos una resoluco destas, nao a deviamos
tomar nicamente porque se diz isto ou aquillo, porque
ha boatos de que se pretende fazer tal e tal cousa. Quan-
do, Sr. presidente, os factos se verificaren;, quaiidoas
apprehens. s se converlereni em realidades, quando
podreni ser allegadas e provadas em um processo. en-
lao o lu!decidir a questao MeNMftHR lgala el probala;
mas no lie por se dizer que piide acontecer isto, que
pieteiwle-.e IV/cr anuillo. me se devcui rescindir con
tratos
simples p
lar s eondices estipuladas.
Mas dizcm os nobres depulados que os arrematantes
j fallaran, s eondices. porque nao tcem pago as let-
tia--. Primeiramente repito o que J disse, he Isso um
ficto quecarece de prova ; e em segundo lugar pcrgain-
to, esta falla de pagamento se lem dado a respeito de
um ou outio arrematante, ou se tetn dado a respe to de
todos ? Creio que, se existe tal falla, lie a respeito de
um ou outro ; mas, entretanto, eu vejo que o artigo ad-
ditivo nao diz s respeito a ete que tirar de xado de pa-
gar, diz respeito a Indos ; he applicavel a todos, qur te-
nham pago, qur nao as leltias ; por consequencia essa
rasan apresentada em juslicaco do artigo nao pode
valer. K Unto ella nao vale, que. se poi ventura esse
facto se ton dado, a medida he completamente intil.
O nobre depulado quejuslilicou o artigo additivo, com-
balendo a emenda suppressiva, dille que liavia una le.
segundo a qual a falta de pagamento dava motivo para
a resciso do contrato i logo a disposicao do artigo lie
completamente intil ; porque, avista do direito, a vis-
ta da legislaco, a thesouraria provincial, iiidepcnden-
le de autorisaco da assembla provincial, esta aulori-
rescindir os
mas nao lie por se uitri i|t i"'-------------- ,- i
(iietendc-se fazer aquillo, que se devcui rescindir cori-
iratos; ao menos ainda nao vi rescindir-se nenhun pela
limpies possibilidatlc deque mnadaspartespossal.il-
cisno
So'eltoouvldo. sequr, e entra
SZSS$*. vSSSSl. porque desta as-
t nba nao ha recurso! Por consequencia alleram-se
odas as formulas que as leis teem marcado para oauda-
go
les q_..
respeito dos quaes nao prevalece a rasao
( Sr. Xdvcr Lopes : Enlao, he pelas outras raides.
O Sr. Trigo de Lourero : E quaes sao essas rases
OSr. Joaquim filela : E se ha falta de pagamento!,
na p tem a thesouraria a accao competente 7 Nao leem os
arrematantes fiadores ?
Fallon-se, Sr. presidente, cm fraude dos arrematan-
tes. Eunosei. Sr. presidente, qual foi a fraude que
i.raticaram os arrematantes pois os arrematantes teem
culpa de que as lellras, com que entraran! i>ara a me-
sourarla, fisem extraviadas? Tiveram cllci algunia
parle nisto ? Tiveram algiiie interesse meimor
go
h
lie
lili niaiu v-- -ft"- ------ ,,
o, Si. presidente, que, longe de le poder dizci que
ouve fraude da parle do. arrematantes, pelo contrario
..e innegavcl que elles fram mullo e muito prejudica-
dos pela fraude que porveniura houve. Os arremalan-
tei, Sr. presidente, que s li.iliam o onus de pagar sua
lellras. secundo o nreco da arremalacao, vem agora es-
Icllras, segundo o prejo da arrematar,
sas lellras em maos de partii ulares que M julga.n com
tanto direito de cobra-las como a faienda provincial ;
assim, pqs, os arrcinatanles eslao constituidos na ne-
cessidade de sustentar pleitos, fazer despezas, etc. nc.
E nao ser Isto em prejuizo dclles 1
Sr. presidente. diue-raque a **2E&:
va tinha por fin. favorecer o interesse ^nnmanm.
entretanto que o artigo additivo imlia po <""X"XX
rer osinteresses da prov ncia. Prmieiro que luuo, eu
drer'que "" venho' nesta casa "W*Egg
ticulares ; ..cu, reconheco que algue.n aqu iw inteni
se mais do que eu pelos inieresses daTraylnc^a^ pode
uios, Sr. presideute, enwrar as cousas poi diversa ina
Julgue um beneficio aquillnque eu julgo um mal, r vice-
versa ; por consequencia repillo toda e qualquer iusinua-
co que se queira fazer, de que, defendendo a emenda
suppressiva, advogo o ialereise dos arreinatautei uom
prejuizo dos inieresses da provinela, porque posso mos-
trar aos nobres deputados, que combateiiilu o artigo
additivo, advogo mellinr os inieresses da provincia, do
que os queo siistentani.
Sr. presidente, eu mostrare! que a medida que o ar-
tigo additivo consagra, c que os nobres deputados que
lauto se jaclamde defensores dos inieresses da provincia,
sustentan!, he completamente intil, prejudicial e in-
justa at o ultimo ponto. Principiare! mostrando que
elle he prejudicial aos inieresses da fazenda. Sr. pre-
sidente, a priineira necessidade que lem o lliesoiii'o, he
de crdito; entretanto o artigo additivo, longe de reita-
belecer o crdito publico, destroe-o completamente K
com clleno, Sr. presidente, se passar o artigo additivo,
que crdito 'de hoje em diantc podero ter os contratos
celebrados pea Telenda publica .' Quem se liar mais
nelles, senos, quaiuloqucremns. por nono arbitrio, o
desfazemos, dlzendo etri una disposico legislativas: Es-
Ui rescendido tal nu tal contrato ? llavera algum arreina-
tanle que teuha mais f nesses termos de arrematarlo
nuese lavraiu na IheioRraria provinciall E mi ca!si-
laiu os nobres depulados as lerrivcis consequeneis que
uina tal deseunfiauca pode acariciar, nao preveem os
perigos que.devciii resultar da falta do crdito publi-
co ? J v, pois, V. Exc, Sr, presidente, que o nobres
deputados que querein proscrever a boa f, c destruir
o crdito publico, lie que realmente atacan, os inieres-
ses pblicos, os inieresses da provincia
Sr presidente, o artigo addilivo he injusto, porque
V. r.xc. sabe que lie injusto ludo que he contra o direi-
to ; -- porque nos nao podemos rescindir contratos que
s pUeiu ser rescindidos pelo poder competente, e pelas
formulas que a legislarlo tem marcado. Mas, Sr. presi-
dente, ainda ha una outra rasan, e he que estamos nu
primeiro anno desses contratos, que sao arrematados
por uni triennio ; sabemos que he no primeiro anno
que os arrematantes fazeni as maiores despezas, adian-
lando-as paca os anuos snbsequenles ;--que mullas
vezei acontece at, que no primeiro anno sottram pre-
juizo, que teem de resarcir nos annos segulntes :
que conscguinlemente a rescisao dos contrato* hoje,
iiuanilo faltan! dous annos, he uina vertad-clta torprea
feita aos arrematantes, que talvez ni cleVassem o prc-
co da ,ii i .ni ii i. ni ao quo rlevaram, se nao conlassem
com os tres auiuis.
lie Intil medida proposla no artigo additivo; porque
ella nao pode conseguir o fin. que seu autor temem vis-
ta, O que quer ella ? Que liquem rescindidos os contra-
tos ; mas quem nos dizque os arrematantes eslaro por
isso? O que cu vejo aqui heais um motivo para um
pleito judiciario ; porque os arrematantes que se no
quizere.u subjeitar decisoda casa, ho de recorrer
ao poder judiciario, e lera a fazenda publica de correr
.un elles mu pleito, cm o qual nao sabem os nobres 'de-
pulados se sahir ella vencedora, quando nao ha moti-
vo algum da'parlc dos arrematantes que autorise a res-
ciso dos contratos. E se porveniura obtiverein oi ar-
rematantes deciso favoravcl, o que ser da medida
adoptada no artigo addilivo? Creio que nada inail lu-
craremos do que vermos ludibriada uina deciso desta
casa, c coiiseguintcniciite o desconceilo de leus aclos,
o rebaixamenro desua dignidade.
Equc vexame. Si. presidente, nao pude traier para
os contribui.tes a medida proposla no artigo addilivo,
se porveniura os arrematantes nao esliverein pela ret>
ciso? Eu estou convencido quc_ nao apparecero He! -
tantes para essa nova arrcinaUeiio que manda proce-
der o artigo: mas, se apparecerem, e se celcbrarcm
novos contratos, nao teremos dous arrematantes a co-
braren, a mesilla liupoilcao, cada um delles suppondo-
se subrogado nos direilos da fazenda publica, cada
iini dclles usando do execullvo contra o contribuate ?
E nao ser isto sobremancir.i vexatorio ?
Sr. presidente, quiz-se arguuieutar para o caso vr-
teme com oque acouteceu con. os coutratos $ respeito
do ditimo de capim, cocos e miuncas ; mas, se os nobres
depulados altcndereiii bem para as especies, vcraoquo
nao lia a menor paridade entre um e outro caso : all
houve una alleraco na arrecadaco do imposto que
servio de bate ao contrato; aqui nao ha alteraofa de
nualldade alguma : all rcicindio-ie o contrato, porque
os arrematantes, prejudicados pela alleraco do impos-
to reqinieraiu a resciso do contrato ; aqu quer-sc de-
cretar i resciso sem que os ari emalaules o pedisseni,
e em consequencia de factos em que elles nem ao me-
nos intervierani.
Sr presidente, Jara mostrar quanto sao diversos oj
casos, basta nicamente referir o que houve a respeito
,lo contrato do diiime de caplin, cocos e 1111111.538. i a-
gavam esse imposto todos os predios, quer rustico.,
nur urbanos, c segundo essa liase fol elle arrematado,
e celebrado o contrato. Entreunto, na lei do orcamen-
to do anno passado fram isenlos de pagar esse impos-
to os predios que pagassein o imposto da dcima, e bein
se ve que nccessariaiuente devia de haver una dillercn-
ca extraordinaria no reumento dessa imposlcao, em
prejuizo dos ai -rematante! ; e fram elles que reclama,
rain a rescisao do contrato.
Vm Sr. Depulado : Recorrern ao poder judicial, e
tiveram senlenca contra.
O Sr Joaquim Villela : Mas a assembla,' reconhe-
cendo que elles tinhaiu raso, anuuio a rescisao do con-
trato c creio que al llict deu una iideuini*atao. Uue
paridade, pois ha entre esso casa e o que nos oceupa 1
Eu sci, Sr. presidente, que, poi seren os contratos
celebrados por um triennio, nao estamos inhibidos de
alterar, ou upprl.nlrum......oslo;. que, feio isto.essa
alteracaona i.nposico queservede base ao contrato,
deve i.illuir no contrato, segundo a sua iniporta.icia :
actualmente existe nada disto? lem-se alterado.
de
'a%upmTmdo'alguma dessas iuiposicdes que fazeni
obieclo desses contratos que o artigo addilivo quer que
.e/amiescindidos? Nao, Sr. p.es.denle; nao ha rasao
aluina hasincnlc uina vonladc forte, valendo-se
para isso de pretextos especiosos, e invotando-se ate o
salus popul. como fez um nobre depuudo.
Mas, Sr. presidente, eu direi sempre ao nobre depu-
lado c casa, que a salvaco publica o que pede he que
se administre justica a todos, que se garantan a iodos
os scui direilos : -- que a lalvacao publica o que exige
he que se cumpram religiosamente as obrigaces cun-
t ahidas ; que se nao falte a ti dos cohlrstos : que
salvaco publica o que exige he que se uianienha o cre-
- dito publico, c au seja elle cortado pela- rail: que a
- salvaco publica o que exige he qut haja mulla e mulla
IV

LADO


moralidad?, e que os exemplos della partam de todas
as autoridades, de todos os poderes do es tacto, c con-;
scguintcmente desla casa, que deve ser a primelra B
mostrarse solicita un cumprimento das obrigac.dcs, C
rcspoitadora dos di re i tos de todos os cidados.
Aqui concilio, Sr. prsi tente, votando pela emenda de
snppresso. K rogo a V. Exc. mande declarar meii voto
na acta, caso subsista o artigo additivo.
Um Sr. Deputado : Nao precisa : basta o discurso.
O Sr. loaquim Villtla: As actas sao imprcssas scni
ercm acoinpanhadas dos discursos, e estes nao licain ar-
chivados na casa.
O Sr. Mavignier sustenta assuas emenda, fazondo di-
versas considcracdcs^eraes.
OSr. Cunha Machado : Sr. presidente, faco um tao
elevado conceilo desta assembla, que nao me he dado
donar de acreditar que todos os seus membros nutrein
os melhores e inais justos sentimentos acerca das garan-
tas que se fatein de inister Ihesouraria provincial ;
que lodos estao dispostos a fazer os esforcos a seu alcan-
ce para altingir.um remedio que, por sua efflcacia, pre-
vio! resultados que anda sejam inais fataes do que o que
agora lamentamos ; por conscqiiencia jiilgu liaver em
todos os membros desta assembla um s pensamcnlo
quanto ao essencial do objecto que se ventila, islo be,
acredito que todos anhelan! prestar ihesouraria pro-
vincial as indispensaveis garantas, para que nao fique
tubjeita a novos assaltos, como se recela, e acaba de ser
manifestado nesta casa cque por coiiseguute a diver-
gencia que aqui :ein apparecido versa nicamente a res-
peito da preferencia e jullica dos meius disponi.eis a
divergencia consiste apenas na natureza da providencia
que couvin ser adoptada por esta assembla : porlanto,
emendo que, se urna nova medida fr oilerccida conci-
llando o inleressrs dos cofres proviuciaes com os dos
arrematantes dos impostos, ella deve ser adoptada pela
asa; que. se una providencia fr aprosentada, que ten-
da a garantir o cofre provincial, asiegurando a recelta
proveniente dos precos dos contratos, sem que cuvolva
a resclio inmediata das ai rematarnos existentes, sub-
jrllando os contratantes as eventualidadei c contingen-
cias de una nova concurrencia eiu hasta publica, ella
deve ser appruvada, c cellar toda quesillo, ICII1 que el-
le proceder pona' ier lachado de contradictorio, visio
que a modlicaco se basca apenas na conciliaco dos in-
teresses do Ihesnurncnu os dos contratante!, giran lin-
do aquellea cen sacrificar os dos ulilrnoi,
Honlem votel em segunda dllcuilSo pelo artigo addi-
livo i|iie rescinde as aiTcinatac.os; mas ininl.as villa* f-
raill i'sao anda cercar o thesouro provincial di' laes
garantas, que nao venha elle: a soffrer inais do queja
sollieu ; estabelrcer nina providencia legislativa eui vir-
lude da ijual as lellras extraviadas, roubadas e (Ilegal-
mente emlltidas ua clrculaclo fiquein sem cAcito, e de
tal sorte inutilisadas, que uno pesera sobre a Ihesoura-
ria i por istn que, na ininha humilde opnio, a nao con-
sidero obligada a realisar os seus valores, una ve/, que
a emisso foi arbitraria, Ilegal c s lilh.i da fraude dos
cuipregados, que sao os vordadeiios respolisaveis pelos
prrjuizos e dainos sonrdos pelo comnierco, que de
boa f ou por conveniencia as uegociou.
Se. pois, pdennos conseguir um tal resultado sem
nullilicacao das arreinataccs, creio que daremos um
grande passo : se nao liouvessc outro mel a adoptar em
seinelbanle apeno, licita sera a rejeisio imiuediata do
contratos, e en uo vacilarla em firma-laja, poique em
eollisao os direitoi e iuieresses Individuara devein ser
pospostos aos da communho ; mas, podendo ser abraca-
da urna providencia menos severa, que prometle o mes-
inn ell'eito, he seinduvlda de iiidispulavcl conveniencia
a sua adopcao : nestas vistas formule! um artigo substi-
tutivo ao additivo, que he concebido uestes termos
[14.) Cnm eita providencia fleam simo vigor e incobra-
vi is as lettras aceitas pelos arrematantes, qur se achein
no cofre, e qui (raudulenteincnie cmjtildas no com-
Inereio, e cllrs suhjcitn* a aceitar novas, no prazo de
dous mezes, sb pena da resciso que, se se verificar
por ell'eito de reluctancia, lea um facto que a justi-
fique,
Portante, Sr. presidente, offereco-o a consideratiio da
casa, i un iii.lo-i. conciliador dos interesses da provin-
cia cnm os dos arrematantes, e folgo do esperar a sua
approvaco.
Us arrematantes dos impostos proviuciaes cujas lel-
lras 1-1 un extraviadas do Ihesouro e emltlidas Ilegal-
meiite uocommeri o, ficain obligados a aceitar no pra-
zo de 2 mezes em favor da Ihesouraria novas lettras cor-
5~-------------------------------------
ni volaco de duas emendas ao artigo 2.
tiomiaco das commissoet para redigirem 2 re-
prerentariV: urna assembla geral legitlati-
va e no gnt'rrno imptrial, pedindo o emprettimu
ou subsidio de cento t cincoenta conloa d rn;
t outra solicitando do mismo governo faca det-
onerar da /anca prestada ao actual inspector
geral da caixa de amortisaco os bens do ex-
inspector da Ihesouraria das rendas provin-
ciais. Lcitura da acta da sesso de 16.
Ao ineio da, faz-se a chamada e verifica-se rstarem
presentes20 Sis. deputados.
O Sr. Presidente declara aberla a sesso.
O Sr. 1.'Secretario menciona o seguinle expediente,
por nao se acharem sobre a mesa as acias das sesses an-
teriores.
_ II111 ofticio dojuii e inais devotos da Senhora-do-iloui-
.Succsso-dos-rVavcgantes, convidando a todos os mem-
bros da assembla para, no da 20 do correute asido-
ras da larde, se dignari-m de acompanhar a procissf.o da
inesma Scnhora, que tein de sabir da groja do Pilar on-
de est enllocada lutcrada.
Sao lidos e approvados os seguintcs pareceres:
n A cnminssu incumbida de examinar os cofres em
que se depositan! os dinheirns puhlicos desta provincia
ilirigio-se, no da ? do rente, casa da administrarlo
dos cstahclccimcutus de caridad*, c, ah fiinccouando
i vista dos livros de que se co mpe sua cscripluraco,
conheceu eslar esta conforme e conferirem os balancon;
cumpriiido ponderar que, tendo a actual adtnlntsiracCq
lomado cunta da gerencia em 22 de dezembru de 18-16,
fol-lbe entregue a caixa com a quantla de rls 6/136,
sem que bouvCSSCn dividas activas dos estabeleciineii-
los. Segundo ultimo balaiifo de ,'ll dejulho do cr-
lente .1 uno, era o saldo dejis 647/121 a favor do tho-
soureiro, exislinilo a favor di caxa.3:00i)/00 de ris,
constantes de tres lettras de Manuel Vicente Hollando
Cavalcanti, a vencerem-ie: a primelra em 22 de abril
de 1850, e as unirs cui idnticos das c mezes dos sc-
guiiles anniis.
0 regulaiueto, de 2,"> de feverelro de 1847 satisfez a
uccessldade de que se rescntiaiii os estabelecluientos de
earidade, porque antes desse lempo cales eslabelec-
inentos j.izlam sem lei regulamentar.
n A commissao recnnheeeu, aliual, que a actual ad-
ministraran havia com dedicaco precnchido os deveres
a sen cargo, liein como que os estabelecmenio! :!; Ca
rulado, alienta a pequenhex de suas rendas, e uicalcu-
lavel beneficio prestado por elles provincia, merccein
toda a pioteccao desta assembla
l'ortanlo, foi este o estado emque achou a commis-
sao os cofres e livros dus estabclccimcnlos de eari-
dade.
nesta cidade n actual profpasor de prlmelrai lettras do
curato da s de Ollnda. -- Carvalho.
Dcpois das palavras curato da s de Olinda ,, dl-
ga-ae 011 a qualquer outro profeasor que tiver igual
drcito pelos aeus relevantes servicos. Padre Vicente. ,,
Encerrada a discussao, he a emenda do Sr. Carvalho.
siibniettida votacao, tica empatada, e por consequencia
adiada como a do Sr. padre Vicente.
He approvado em segunda discussao o projecto n. 21
que reinstaura a cadera de grammatica latina de Po-
d'Alho.
Em seguida, tambem te approva o seguinle requeri-
mento :
" Itequeiro dispensa do intersticio, e'que seja dado
para ordeui dn dia de amanhaa o projecto n. 21 destr
anno. Ttixtira de llorba.
Entra em terceira discussao o projecto n. 24 que au-
Inrisa a nnuieaco de individuos nao facultativos para
delegados do concelho de salubridade as comarcas do
centro, emque nao existirem pessoas que o sejam.
Vio mesa e sao apoiadas as seguintcs emendas :
Nos municipios onde anda nao houvcrcm delega-
dos do concelho de salubridade, podero ser Horneadas
pelo presidente da provincia,, na forma da lei de 21 de
ltalo de Ki.'i. prssu.is jugadas habilitadas pelo inesino
concelho, smente para vaccinar e fazer corpoa de delic-
ls, vencendo o ordenado de 100.^000 ris. S. R. |"i-
burtino. ,,
Yaqurllos municipios emque nao houverem facul-
tativos que possain uceupar o lugar de delegado do con-
celho de salubridade, poderao ser nomeados Interina-
mente individuos hubiliiados, tendo smente a faculda-
de de vaccinar e fazer corpoa de deliclos, percebendo o
ordenado de 100/ ri. S. K. Cahral. ,,
" .Vos municipios onde niio houverem facultativoi,
poderao ser nomeados individuos que o concelho de sa-
lubridade julgar habilitados, tendn-smente a faculdadc
de fazer coi pos de delictos c vaccinar, percebendo 100/
rs, de ordenado. S. H. Barroso. ,,
" Nos municipios onde, por nao haveiem facultativos,
nSo existirem delegados do concelho de salubridade, po-
derao ser Humeadas interinamente pelo presidente da
provincia, na forma do artigo priineiro da lei de 21 de
inaio de 1845, pessoas que se habiliten! peanle o. mes-
mo coiieelho para exercerem tnicamente a atlribuicao
de vaccinar c lser corpos de delicio, vencendo o or-
denado de ris 100/. Cunda Machado.
O Sr. i.' Secretario Ue n assembla approva a reda
cao dassrgHintes representaciJes; c'
Augustos CignMimol Srs. Representantes da Sata
" A aSMiiili|i;a legislativa da provincia de Pemambii
co vem peanle o corpo legislativo do imperio fazei 11W
aupplica no interesse da provincia de que he represe '
tante. O motivo que a dirige, nestn occasiao, he (o 1"
gente, que ella fallara ao seu dever se niio recorres
aos poderes supremos do estado, afim de nao aeera i
inais as clrcumstlncias proosasda provincia ; visto m*'
por urna serie inaudita de sofl'rnientos, nao pude su''
portar qualquer das nicd idas que em outra qualquer 1"
poca poderiam ser lembradas.
" Ha cinco anuos pesa sobre essa Infeliz provincia
Magollo da secca. que (em arruinado os seus campos H
criaran, e suas lavouras de canna e de algodo, encj
recendo por isso mesino os alimentos, c tornando nrp"
carica todos os recursos de seus habitantes. Nao he {,/."
lauto, de admirar que tenham diminuido os aeus'Jen
dimenloa, c que coiitinuem a deerrscer em proporc"
da notarrl mingoa das safras e da falta absoluta doa eo"
eros de primeira necessidsde do paia. No nielo deite"
cinli natos, um novo C funesto acontec monto veio aln'
da inais aggravar a surte da provincia com o furto
caudaloso praticado nos cofres pelo ox-nsprciur J0i"
Raplista Pereira Lobo, na quanlia, por ora averiguad'!0
de 263:939/529 rs. segundo o exame que esta assembla
mandn proceder por una commissao de seu 8elo ns
Ihesouraria das rendas provinciaes ; sendo de presu!
Sala das cominllldei da assembla legislativa pro-
vincial de i'ernaiiibuco, 17 de agosto de 1848. Xavier
Lopes. Jvnunim 3osr da Costa. Alvcs Ferreira.
n A commissao de coillas e orcamento das cmaras
.......Icipaei, a queni fiaiu presentes a; comas da re-
ccita e despoza da cmara municipal da villa de Naz.a-
ictb, do auno que decorreu do priineiro de ouliibro de
1846a 30 de seteiubro de 1847, examinando-as com a de
vida altencao achou que, sondo a roceta oreada na
quanlia de2:076/940 rs., s
licaudo por arrecadar a d
searrecadou a de l:49*/250 rs.,
le 798/570 rs. ; e que se drspen-
Enccrrada a discussao, heoproieclo approvado com
a emenda doSr. Cunha Machado, licaudo as demais prc-
judicadas ou rejeitadas.
lie approvado em lerceira discussao o projecto relati-
vo ao deseccamciito do pantano de Olinda.
Em seguida, he lidoe approvado o seguinle requeri-
mento
" Requriro que esta assembla autorise ao Exm. Sr.
presidente para nomcar nina commissao, afim de redi-
glr una representafao ao governo geral, pedindo-lhe
cpie, vista do escandaloso roubo praticado na Ihesou-
raria desta provincia, f.ifa exonerar, pelo modo que jul-
gar mala conveniente, os bens doex-inspector Joo nap-
lista Pereira Lobo da flanea prestada ao visconde de
Golanna como inspector geral da caixa de amortisaco;
pois, do contrario, seria causar grave lcso aos cofres
i'cspoudeiites aos valores das arreinatacoes c|ue teem de
sor verificados no anuo finaneciru crrenle c nos seguin-
tcs, lexebendo aquellas que porventura se achoui lio
Cofre e licaudo descuerados do pagamento das roubadas ;
e caso se uegueiu ao cumplimento desse dever 110 prazo
ass|gnado, serao consideradas irritas e de nenhiim ef-
fiito as ai rcinalaccs dos relucanles, e os impostos sub-
mottidos nova arremalarao. S. P. Cunhn Machado.
Carvalho.
Encerrada a discussao, he o projecto approvado em
lerceira discussao, com as emendas e arligos additivos
apresentados, eom excepoao dos scguinlos que fral
rejeilados:
l. Do Sr. Olinda, mandando supprimir a emenda
que autorisa o governo a prover o cidadao .lose Nicacio
da Silva na cadeira de latim que vagar.
2." Do Sr. Jos Pedro, mandando passar para as
despezas extraordinarias a roiitribuicao dos 3 por ce 11 lo
dos n intmenlos proviuciaes paia a caixa econmica.
3." Bo Sr. Mavignier. para se prelerirein 110 provi-
ineiito doseuipregos proviuciaes os funccioiai ios cojos
lugares fiissem siippriinidos.
4.* Do Sr. I.aiiroiitino, acerca do professor do cu-
rato da S de Olinda.
5." Do Sr. Dantas, destinando 100 conlos de ris
para as estradas do centro;
6." Do Sr. Trigo de I.oureiro, acerca dos conoc los
da matriz dcSan-Pedro-Martyr deOlinda.
7. DoSr. Laiircnlino, a respeilo dos coadjutores.
8.s Do Sr. Xavier Lopes, sobre o rio Una.
9. Do Sr. Mavignier, approvaudo b reculamente
dos estabeleciineuios de earidade.
10. DoSr. Trigo de I.uui eir, iiipprimindu o ai ligo
additivo acerca da rctcilto dos cuntratos de arrema-
laco.
OSr. Dantas requer, se declare que elle votou contra
o artigo substitutivo do Sr. Cunha Alachado.
O Sr. Ferreira (jomes
a favor.
O Sr. Presidente d a ordein do dia
depuis das 3 heras da tarde.
equer se declare que elle VOtoll
e levanta a scisfio
50 biSSAO ORDINARIA EM 18 DE AGOSTO
DE 1848.
PRESIDENCIA DO SR. VICARIO AZEVEUO.
Somnabio. Expediente.. Pareceres. ttequerimento do
Sr. Cabra l para que das despetas votadas na
segunda e terceira discussao do projecto n. 30
i se colloqurm na classe das ordinarias as gue
frem de absoluta necestidade. Retirada des-
te regucrimenlo a pedid t'e teu autor. Ap-
provacao, cm segunda '*/<>, dosprojeclos
nmeros 21. 34 e 41; e, em lerceira, dos de n-
meros 24, 28 e 40, bemeono do que autorisa
odeseccamenlo do pantano deOlinda. is-
pensa de intersticio para os tres projrclos que
- fianmiifia legando discussaf. Idiamenlo
rar de um governo justo, como he o que {orina o actual
gabinete. Roma. Teixeira. Cabral. Maranhao.-
Cunha Machado. Teixeira de Barba.' Padre Vicente.
O Sr. Presidente noma para esta commissao os Srs.
Mavignier, Oordeiro c Laiirenlino, leudo sido dispensa-
do o Sr. Trigo de I.oureiro, que fra nomeado em pri-
ineiro lugar.
O Sr. 2." Secretario l a acta da sesso de 16 do corren-
te, que he approvada.
OSr. Presidente d a ordem do dia para a sesso se-
guinle, e levanta a de hoje quasi s 3 horas da tarde.
pprov
fazendo-se sentir respectiva cmara pelos canaca
competentes, que laca cumplir o ari. 21 das disposices
geraes da lei municipal, de 30 de abril de 1847, as coil-
las futuras.
- Sala das commissdes, 18 de agosto de 1848. Ti-
limlino. /.ui: /toma. I
Tambem ful appi ovado outro parecer da inclina com-
missiio, validando as comas da cmara municipal da I
cidade da Victoria.
lie lido o seguinle icqucrimrnlo : I
Itequeiro que a commissao encarregada de redigir I
o projecto n. 30, tendo cm consideracao a ordem das
despezas all estabelecidas, colloquc no numero das or-
dinarias sanente aquellas despezas que, sendo votadas
na segunda e lerceira discussao, frem de reconhecida
necessidade, passando as nutras para a ciaste das ex-
traordinarias. Cabral. a
epois de algumas rcllexes dos Srs. Jos Carlos c Jo-
s Pedro, resoKe a casa que se examine se as emolidas
teem deflgnafo do lugai eui que hfio de ser collocadas .
que, reconhccciido-se que n nao leeui, desigue-se-o Scmmabio. Redacco de II projectos, bim como de3 repre-
srntacoes : duas acerca do subsidio mi empresti-
timo de cento e cincoenta conlos de ris; ea ter-
ceira a rcSpeilo da preferencia que, segundo
urna ordem do tribnnal do thrsouro, se quer dar
fafenila geral sobre os bens doex-inspector da
31.
SESSO ORDINARIA EM 19 DE AGOSTO
DE 1848.
I'lli siln.NiiA DOSR. VICARIO AXEVED.
Eeito o exame conhecc-sc i|ue apenas una das einen-
s nao liuha dcsignacao do lugar, islo he, a que dizia)
por votacao.
I
das
rospoito ponte sobre o rio Una, c decide-se que seja !
considerada como ordinaria adespeza que se ella re-
fere.
O Sr. Cabral pede licenca para retirar o seu requeri-
uiciiio, visto ler conseguido o seu lint. A casa couvin.
ORDEM DO DIA.
Segunda discussao do projecto n. 34 que marida incor-
porar i comarca de Golanna todo o terreno da paro-
cbia de Nossa Scnhora do Rosarlo daquella cidade, que
actualmente pertence ao municipio de Iguarass,
He approvado srm discussao.
Em seguida, tambem he approvado o seguinle reque-
i miento :
n ilequeiro dispensa do intersticio, para ser dado pa-
ra ordem do dia d'amaubaa o projecto n. 34 que acabou
de passar em segunda discussao. .-. R. Cunha Ma-
chado.
Segunda discussao do projecto n. 41
miles da freguezia de Ipojuca.
He approvado sem discussao, bem
te rcqiicrimeuto :
que marca us II-
como o seguin-
ii Ilequeiro dispensa do Intersticio, para ser dado para
ordem do dia de amanhaa o projecto n. 41 que acaba de
passar em segunda discussao. Padre Vicente.
Terceira discussao do projecto n. 40 que divide a fre-
guezia de Mu beca cm lies distrlcios de paz.
lie approvado com urna emenda, relativa ;i divisfio das
froguciias de Pau-d'Albo o Sanio-Ainaro-de-Jaboalo
O Sr. Presidente noma aos Srs. Ferreira Gomes, Olinda
o Roma para a cotniuissao que ha de redigir as represen-
lacdei i assembla geral legislativa c ao governo Impe-
rial, pedindo oempresiimo ou subsidio de 150 cunos
de reli.
Terceira discussao do projecto n. 289 que manda anue-
xar a Ir.giiezin de Pao-d'Allm as povoaces da freguezia
da Oioria-do-oila, cujas agoas entraiu no riacho Ca-
jueiro.
He approvado.
Segunda discuesao do projecto u. 32 que autorisa o
presidente a remover o actual professor de priineiras
lettras do curato da s deOlinda para a cadeira de San-
rci-1'cdro-Goiicalves.
Art. I.
Vai mesa e lie apoiada a seguinle emenda :
" Siipprima-se o priineiro artigo. Trigo de Lou-
reiro.
lie approvada sem discussao.
Entra em discussao o artigo segundo.
Vao a iius e sao apoiadas as seguintes emendas :
Fica o presidenle dn provincia autorisado a
Ihesouraria das rendas provinciaes. ppro-
rnrflo doipro;Vclo. numero/21 e 34, emtcrcei
ra discuss&o. Rejeieo do de n. 27, e de urna
emenda do Sr. Carvalho, empatada na suso
anterior. Reconhecimenlo da desnecessidade
do projecto n. 23, por ler postado no orfamnlo
municipal a mesma medida que elle propCe.
Acta da sessiio de 17.'
Al II c ifla horas da inanhia, faz-se a chamada c ve-
nlica-se eslarem presentes 21 Senhores deputados.
O Sr. Presidente declara aberta a sessiio.
Nao sao lidas as actas das sesses antecedentes, por
niio se acharem sobre a mesa.
Nao ha expediente.
Sao lulas capprovadas as seguintes redaccCcs.
Primelra, do projecto n.4o que divide em tres dis-
trlctoi de paz a f rrguetia pie Muribeca, e designa-lhe
os limites.
Segunda, do de n. 24 que declara que, nos municipios
onde nao houverem delegados docouceiho de salubri-
dade, por (alta de facultativos, poderao ser noincadas
interinamente pelo presidente da provincia as pessoas
que se habilitaren! prranieo inesuio concelho, smenle
para vaccinarrm c l'azrrem corpo de delicio, vencendo
o ordenado de 100/OOu ris annuaes.
Terceira, do que approva o coinproinisso da rmanda-
de de ISoesa-Senhora-do-lloiii-Despacho, erecta na ca-
pella dapnvoafo de Alaga-Secca-dc-Cima, na l'reeue-
ziade Nazarcth. B
uarla, do que iucorpora parochia do Pao-d'Alho as
porces da freguezia da Gloria-dj-Goili, cujas aguasen-
tran no riacho Cajuciro.
Quinta, do que aulorisa o presidente da provincia a
mandar construir nina ponte de madeia sobre o rio
Una, entre a paisagem doengenho do inesiuo noine e o
eugeiiho Paraiiuho.
Sexta, do que d faculdade ao presidente d) provin-
cia para mandar levantar a planta do rio 'ieberibe des
uc o lugar da ponte 'do Varadouro em Olinda al po-
voavaodelleberibe, coinpreliendeiido esla planta lodo
o terreno alagado pelas agoas do inesiuo rio.
Stima, do que lisa a despeza c orea a reccita du
no linanceiio correute,'
Tambem he approvada, dcpois de algumadisciissiio,
a rctlaccao du projecto que lixa as despeas das cmaras
iiiunicipaes da provincia para o anno municipal que ha
mir que o desfalque seja anda multo niaior, pornn
nao existia cscripturafao regular n'aqurlla repartifa
neiii foi possivel examinar todos os livros e docuuuV
tos, relativos aoa exon icios anteriores.
" Nesla critica circumsiancia, esla assembla coriou
multas despezas, reduiindo a Brea policial de 800 ho-
mens de que se cnmpunia a 400 smente, anda que ct'.
te numero nao seja suflicienle, na silua^o melindrusj
em que se acha a provincia, para as necesaidades du
servico publico ; e fez outras reducedes, dividindo n
despezasen! ordinarias e extraordinarias, para dar pre.
ferencia s de urgente neccesidade, preterindo aquellai
que podesseni aguardar para inais tarde. Todava au
Sustos c diguissiiiios Senhores, a assembla nao pode
espedir os empregados provinciaes, nem faz-los mar-
re r a fonie, e muilo menos fechar as repartiees publi-
cas, e sera at anli-eeonomico e ruinoso, abandonar ai
obras cm andamento, porque se arruinaram de lodo
e o piojii/o seria, nesse caso, ncalculavel.
" Alm de todos estes inconvenientes occorre a difll-
cilposicSo em que se adiara o presidente da provin-
cia, encontrando todos os dias na deficiencia dos co-
Jre pblicos embarayos e iu(.rVua para a sua aami-
nistracao. ralvez alguem se lembrasse de sobrecarri.
gar os povos do novos e pesados tributos ; porm, aiiuiL
quando o estado da provincia o permittiiie, anda quit^
do as estacos fssem regulares, e nao tlvessemos pas-
sado por um periodo de longa secca, a poca seria in-
nopportuna, por circumstancias que todos" sabem e
ninguem ousa dizer. Nem ao menos esperanra alguma
resla de melhorar o nosso futuro ou de esperar-pelos
recursos da provincia, porque a revoluco em que te
acha envolta a Europa tende a diminuir o proco doi
nossos gneros, em cujo casa podemos contar com um
de/o/t scinprecresccnle, oque seria de certo urna nova
calaiidade.
" Todos us nossos estoicos nao poderiam remediar o
mal que prevemos, e seriamos altamente respbnsavei
peame os nossos constituimos se nao occorresiemos
eui lempo aos poderes do estado, nicos que, nal difti-
ceis circumstancias em que se acha a provincia, noi
pdein salvar dos embarazos c troprcos presentes e fu-
turos. Porlanto, esta assembla se dirige, com o devido
respeito c acalaineiilo, ao corpo legislativo da nacao,
pedindo-lhe que consigne na le do orcamento o subsi-
dio ou soccorro de .150:000/000 de rs. denlro do exerci-
cio correle, afim de' poder satisfacer s inais urgentes
necesaidades da provincia de Pemambuco ; pois, do
contrario, recela serias consequeucias desta situacao pe-
nosa que nao he menos funesta que um incendio ou u-
ma iuuiul.ic.io.
" Esla diminuta soinma de 150:000/000 de rs. para
una provincia que rende pcilo de tres mil conlos para
os cofres geraes, he hoje menos sensivel ou mais ur-
gente que igual quanlia ja concedida, em outros anuos
mais i, lu.es, para esta inesma proyincia.
" Esle subsidio hoje seria um acto de esclarecida po-
ltica, quando nao de clamorosu justica, e a assembla
provincial espera que os augustos e dignissimos Sri.
representantes da naci, ouvindo a sua spplica coto
a alione.io que Ihes deve merecer urna provincia to
importante, como a de Pernambuco, concedain o subsi-
dio pedido como nico recurso de que ella se lembra
neste momento de dolorosa provanfa para todo o cora-
fao patritico. L. Roma. O/inda Compeli. Ferrei-
ra (jomet.
( Oulra repreaentacao de igual leor deve de ser dirigi-
da cmara dos Srs. senadores.)'
Senhor.
A assembla legislativa provincial de Pernambuco,
posto que, possuida do mais profundo respeito c sub-
mssa obediencia s ordeus que emanam do governo de
V. M. I. lem, nao obstante, usando do direilo que llie
he garantido pela cinslituicao do imperio, a honra de
levar a alia consideracao de V. M. 1. as seguintcs re-
llexocs :
Q"e havendo aqui apparecido uni enorme desfal-
que ua ihesouraria dasren das provinciaes, e que.Ucndo-
se verificado ser u principal autor de semelhante fat.*'
o respectivo ex-inspcctoi, Joo Uaptista Pereira Lobo, <
ficando seus bens, ipio facto, subjeilos indemnisayo
dos pii jni/os, damnos causados e extravos dos dinhei-
ros provinciaes, pelo que ccssaui desde logo de lhe per-
lencer, Acain Iludidas as disposices .das leis que regu-
lan) esla materia, se vigorar a orJcm do tribunal do Ihe-
souro, de 29 de julho prximo passado, dirigida ao ins-
pector da Ihesouraria geral desta provincia.
Oue a salisfaco de um damno realiaado hesempre
preterir I a um hypoibrtico ; c por islo, Senhor, (fal-
lando com o malar respeito } parece menos justo que se
deixe de iudemnisar a ihesouraria da distraccao frau-
dulosa consummada, para servhrein aquella bens de
garanta a urna que anda pode acontecer.
metlidos no laclo o ox-tliesoureiro e sen fiel, nao de-
vein por cerlo os bens dotes e de seus fiadores ser o
nicos sacrificados indemnisaco dos cofres provin-
ciaes ; ficando salvos os bens do principal autor do fac-
to, sob o pretexto de nina ti.inca que, Sem prejuiZO da
faaenda, pude aer aubstiluida por outra.
Sao calas, Senhor, as principacs rases por que esta
assembla vai mu submissamente rogar a V. M. I. se
digne derogar a supradila ordein do tribunal do Ihesou-
ro, e ordenar que os bens do ex-inspectur criminoso II-
nueiu disposco da provincia, para indeinnisacao dos
dnheros, por elle fraudulentamente extraviados.
Accrcsceudo anda, Souhor, que a'denuinlnafo de
fazenda provincial nao lira a esla o carcter de fasenda
publica nacional, donde resulta lainbem que to subjei-
los eslo os bens de qualquer fiador malversor pelo
desfalque que possa liaver em urna repartieo por elle
alancada, como o que por elle lucsmo foi praticado.
Espera, portauto, Senhor, esta assembla, que V.
IH. I., avahando em sua alta sabedoria ai rases pon-
deradas, se digne deferir como pede. Laurenlino Anto-
nio Pereira de Carvalho. Mavignier. Josa' Theodoro
Cordeiro.
SehBor.
Peame o throno de V. M, I. vem a aasembla legis-
lativa da provincia de Pernambuco solicitar una graya^
em favor da mesma provincia, e esotra, na justa apre-1
clayao dos motivos que a drigcm, favofavel Hculhimcu-J
lo de parle do governo de V. AI. 1.
Pela copia junta, veri V. M. I. que esta assembla
se dirigi ao corpo legislativo da naco, pedindo-lhe um
' subsidio ou soccorro de 150 conloa de ris dentro do cor-
dl.32. tambem tm .frf' .1 a o prcs.uenle an provincia autorisado a remo- de currer do i d\ioilir .1^- iitiia 7j ^ TUMWI"w^milfll*C01ll'*''ti,lllrll*'olr'
n. tambem ra segunda, -par empate J ver para a primeira cadeira ou substiluico que vagar de 1849 oulubro de 1848 a .40 de seiembro rente anno linaneciro, pelas rases que naquclla repre -
I sentac.oexpressa, eque Y. M. 1. se seryir nesarem seu
MUTIL


.
Par isto teve esta assemblea o mais pon
-
3
!%h~as autoridaile encarregadas da publica adminislra-
rio Dcbalde tentara esta assemblea faser todas as eco-
' nomias possiveis para eliiujuar o d(J]ci( que esse .furto
ovia causar na recolta provincial; todos os recursos
frain esgolados porm era quasi linpossivel sanar tao
Biandc chaca, aberta por um golpe inesperado, e por
...o arteira e falsa, que talvez lia multo cerceava os co-
fres nubllcos coi lima audacia inconcebivel. Nesta
irlsle collisao, de fechar todas as repartieres publicas,
de despedir toda a frfa policial da provincia, ou de
laucar uio de qualquer remedio extraordinario, a as-
semblea appellon, como nico reeurso, para o corpo le-
gislativo, esperando ser attcndlda em sua aupplica. Co-
mo, porm, he muito provavel que a le do orcamento
ten ha i passado na cmara dos senhores deputados, e
nao hala lempo de passar um crdito a este respeito,
delibcrou esta assemblea dirigir-se ao governo de V. M.
nedindo aquella mesina quanlia de IjOcoutos dert.
or emprestimo dentro do corrente auno hnanceiro,
l que para o anno conceda o corpo legislativo o sub-
idlo que com esta data Ihe pedimos, c possa, neste caso,
iudemnisar-se o thesouro publico geral do supprimento
quehaja feito esta provincia, na forma que agora en-
carecidamente pedimos a V. M 1. nax-erte.a, Imperial
va, espera esta assemblea
de de V M. I. que a sua justa expectaftio nao sera fius-
trada eni correremos os riscos que" tememos, porque
V M I cmo pal comnium doa llrasileiros ouvir as auas
upplicas, de qualquer parte donde ellas se dii Ijain : e
ncsia conlinca b< ijanios com todo o respeito e ac la-
mento, desde ja, as nios de V. M. I. por esta nova gra-
ta.'-- Luis Roma. lintla Campello. Vicente Perrina
Gomes:
ORICMD DA.
He approvado cm t>rccira discussao o projeelo n. 21
que reinstaura a cadeira de graiumalira latina da villa
de Pod'Alho.
Tanibem he approvado ei\i trrecira discussn, coin
una emenda, o projeelo n. 34 que altera a diviso de
uina'frcguezia de Goianna.
He rejeilada a emenda ott'ereclda pelo Sr. CarvalUo ao
nroiecto n. 22 e que fra adiada na sesso paasa-
I ^ .__...___........A.. n____.... ....ni., .Il-Afg j- c..
u i" etale ..-y, iisaoae ircjuaicaaa u uu,.
padre Vicente.
L Considera-se prejudicado o projeelo n. 23 que fu
jurdenario para o porleiro do tribunal de jurados, por
ter j passado cssa providencia na le do urcamciilo
municipal. .
lie rejeitado, em primeira discusso. opiojeclon. 27
que conceda o grao de bacharel em Icllras aos eslu-
danles do lyceu.
Sao lidase approvadas as srguintes redacc.5es :
l'riuicira, do projeelo que marca os limites da fregu'
2a de Ipojuca assim como os do termo de oerinheiu.
Segunda, do que reinstaura a cadeira de graminatica
latina da villa do Pao d'Alho.
Terceira, do que declara que todo o terreno da paro-
chia de N. S. do Rotarlo da cidi.de de Goianna, que actu-
almente pertence a municipio da villa de Iguarass,
fica prrlencendo d'ora a vanle comarca d'aquella ci-
dadr, c subjeito respectiva juriedu.-e.no civil.
Sr. 2." Secretario l a acta da sesso de 17, que lie
approvada.
Km seguida, tambein lie lido e approvado o seguintc
rcquei ini'iitn :
Requeiro que seja dispensado n dia d'nmanha pa-
ra coiilinuareni os trabalhos desla assemblea. -Vavier
Lopes.
O Sr. /'resllente noinca os Srs. Cabr.il, Ferreira Go-
mes cCordciro pai a acominiMaO que tom de levaros
projectos saneco do Kxsn. presidente da provincia
O Sr. Presidented a ordem do da para a sesso se-
guintc e levanta a de hoje s 2 1/2 horus da t.-rde.
BEUNIO EM 23 DE AGOSTO DE 1848.
PRKS1UENCIA DO SH. VICARIO A7EVED0.
Verificase que a casa nao pode funecionar. por nao
estarem preseules mais do que 15 Sis. deputados
O Sr. Presidente declara encerrados os trabalhos da
assemblea; na presente sesso, e di que as actas das ses-
ses de 18 e 19. e a de hoje scro lidas c voladas na pri-
meira do auno eguinte.
ui^-nnr't"' '"*-"*.**- twt''.igJB ac?r.-~-igi;r.i
iliiilKrl'ERNAlili'-CO.
nEOIFE, 2* DE AGOSTO DE 1848.
Pelo vapor San-Salnarior, chegado boje dos portos do
norte, recebemos jornacs do Para at 5 do corrente, do
Miranbaoatc 12, do Cear at 16 e da Parabiba at 19.
O Para cada vet mais se apprnxima da situaco feliz
que sempre lile desejmos, que teni indisputnvcl di-
rcito, e que desde inulto houvera attingido, se todos os
seiu administradores houvesscni sido lo desvelados
como o val sendo o Exm. Sr. Jeronymo Francisco Coe-
Iho, i qum, sem ncm ao menos conhecemios, votamos
respeito e sympathia, pelo pruccdimenlo que ha desen-
volvi na presidencia dessa provincia, tao rica de soc-
corroi naturaes, quanto mal dirigida, ale bem moderna
poca, por aquelles a quem era coniiada.
Slin.se S. Exc. proseguir na carrea encelada, dentro
em poico os nossos irinos paracnses oceuparao entre
o povo brasiieiro o lugar de ditliliccio que llies dcsli-
nou o AUTOR DE TUDO, fjuando os fez habitadores de
um solo :rrcado de vantagens que l'alham amuilosdos
mais opiu'utus Kuropeus e Americanos, que, certo, nao
livrram ihrgado ao grao de prosperidade em que se
acham, seos (cus governos sse lembrassem delles pa-
ra exigii-H.es tributos sobre tribuios, inclusive o duro e
petado rnoslo de sangue, como, ainda nao ha muito,
suceedia ais nossos sobreditos ir nios, que, mais favo-
recidos da lorie, j boje possuem um presidente que,
informado rte que a molestia e a pobreta os perseguan!
como que di-nios dulas, apressou-se eui proporcionar-
lhes soccorrd to valioso, quanto o ordenado pela pnr-
/ laria que vatros tiauscrever :
" Attendcnlo urgente neeessidade de acudir ao lla-
gello epidemia) que contina a despovoar odistricto da
villa de M.ieapi, cujos infelins habitantes, em sua gran-
de inaiorla. pila falta absoluta de mrios e recursos, se
acham cxiiosUxaosuUuicnto c miseria, c consideran
do que, sendo permanentes as causas do mal, cumpre
tainbem acudir-lhe com medidas de caracier permanen-
te c duradouro, tenho resolvldo o seguinte :
" 1." Fica creada urna coinmissao sanitaria no districto
d". Macap, composta dos seguintes individuos: prlmei-
ro, o delegado do termo: segundo, o commandan te mi-
litar do districto: tercelro, um membro nomeado pela
cmara municipal.
" 2.* A esta coinmissao ser incumbida a fiscalisacao
e direceo dos objeclos relativos salubrldade do lugar,
ao tratamento e soccorros dos enfermos pobres, e appli-
caclo e emprego das providencias e melos ordenados e
fornecldos por esta presidencia, ou pela cmara.
" 3. A coinmissao sanitaria-cuidara inmediatamente
ein concertar parte do edificio do antigo hospital da
vHIa, quanto baste para, no mais curto prato possivel,
poder all aceo ni in o .lar al 16 enfermos pobres. ,
4." Para os reparos mais Indlspensaveis no edificio
do dito, hospital, ser posta desde j disposicao da
coinmissao aquantia de 250/ rs., e mais 150/rs. para os
utensilios eoutros arranjos necessariosaotralamento dos
enfermospob.es.
5. A coinmissao poder contar com 160 rs. diarlos
para dieta de cada enfermo, at o numero de 20, dentro
ou fra do hospital.
" ." Su sci ao recolhldos ao hospital os enfermos que,
por miseraveis, nao podrem ser tratados em suas casas.
" i Haver um facultativo encarregado do trata-
ment dos enfermos, o qual curar no s no hospital,
mas aos enfermos que, apezar de pobres, todava pod-
rem tratar-sc cm suas casas ; e o uicsiuo facultativo ir
s habllaccs dos ditos enfermos, pela noticia que delles
tiver. ou por ndicaco que Ihe faca a cnnunlsso sani-
taria.
" 8.' O facultativo ser engajado por contrato, epor
tempo definido, vencendo, alm de una gratilicacao.de
trabalho, mais urna quantia addicional, pela nbrigaco
epi que (lea de forneccr a sua cusa lodos os medica-
mentos, drogas e preparaces pharmaceulicas precisas
ao curativo dos enfermos.
"9. A direceo do hospital lica mmediaUnciite suh-
jeita comuiisso sanitaria, e d'entre si nomearao um
presidente-fiscal, um thesourciro-almoxarife eum pro-
curador-secretario, cnenrregados de toda a gerencia,
liscalisacao e escriptura(o dos objeclos relativos ad-
minislraco, e reeeita edespeza do hospital.
" 10. A coinmissao se reunir pelo menos duas vetes
em cada mez (no i. e 3." doipingo) alm das reiimes
extraordinarias que julgarcm precisas. Ncssas reu-
liies Carao lavrar, em cadernos proprios, actasj-esumi-
das, em que se lancem iiuicaucnlc as medidas ou deli-
berarles importantes, que toinarem sobre os assump-
ins saiiuaiios.
" II. A essas reunioes assistir sempre o facultativo,
que dar a sua opiuio consultiva, a qual a coinmissao
lomar na consideraco que Ihe deve merecer um juizo
profession.il na materia.
" 12. De tres cm tres metes, a coinmissao enviar
presidencia: primelro, um resumido relatorio das oc-
currencias mais notaveis do trimestre lindo: segundo.
i mi ic.ii ;'n, das medidas quedevam ser tomadas ou aulo-
risadas pela presidencia, a bem da sanidade do distrlc-
lo, ou un llini.menlo do hospital: tereciro, um balan-
oete de reccita c despeza do trimestre, em que se cotille-
ra claramente o emprego e o estado dos fundos.
" 13. Ofacultativo, detreseiu ires inezes, entregar
coinmissao um mappa do pessoal dos enfermos cura-
dos, tratados, existentes c fallecidos durante o tiinies-
tre, c acoiiipanhara o dito mappa emitas rellexOes que
julgar precisas, e especialmente com um relatorio so-
bre a invesligacao das causas que produzem o mal epi-
dmico do lugar, e quaes os meios de as remover. Deste
mappa e relatorio a coinmissao remetiera copia pre-
sidencia, quando lizer a remessa dos objeclos declara-
dos no artigo antecdeme.
" 14. A coinmissao promover entre os cdados no-
taveis do districto urna subscripeo a favor do inelho-
rainento sanitario do lugar, c do auxilio para suslenta-
i ,in do hospilal ; convindo principalmente exhorta-los
a fundaco de urna irmandade de caridade, cujos iiicni-
bros, por contribuices mdicas e rasoaveis, muito po-
derao concorrer para este lim que, alm de caridoso e
philanlropico, he de tuna ulldade geral para os hab
tanles do municipio.
" 15. Das diligencias que fuer a commisso para a
lniiil i, .ni da irmandade indicada no artigo anteceden-
te, dar parte circuihslanciada presidencia, para rc-
solver-sc definitivamente, e cuidar-te em um conipro-
inisso apfopriado insliluieo.
' Palacio do governo da provincia do Para, 26deju-
llio de 1848. Jerotiimo Francisco Cnttho. "
Esla medida, per si s, fra mais que sutncientc para
lev ii .i .ilin i dos que nos lcin a convic;o de que o
Exm. Sr. Coclho oceupa-sc seriamente do porvir da
porcao de cicladnos em cujo destino S. M, o Imperador
o encarregra de prover. Entretanto, smentc para que
esta conviccaose torne ainda mais robusta, nos Ibes de-
claramos que, logo depois de publicada a portara, S.
Exc. uo s iii.iiuliiii entregar a um agente da cmara
de Macap a quantia de 600/UOO rs., para habilita-la a
occorrer s primlras despezas do hospital cujo estabe-
le. iincnio resolver, seuao taiiiliein paraexercer M fune-
{fics do facultativo, que devede fazer parte da junta sa-
litaiia de que trata esse documento.engajou o doutor Jo-
s Ramos, como vencimento annual denoveccnlos mil
ris, sendo tresentos para a conipra dos iiicdicanientos
que elle licou obrigado a forneccr aos enfermos po-
bres.
Mas uo he este o nico acto do Exm. Sr. Coelho, que
mis mili/, a crer que elle se csfurca por bem cumplir
o; deveres do to importante quanto espinhoso cargo
que actualmente exerce : esta uossa crtica uasce tam
bem da persuasao em que estamos de que S. Exc. afa-
na-se por se mostrar sectario da poltica de JUSTINA K
TOLERANCIA, que, enunciada do alto do Himno, ha
sido considerada por todos os homrns sensatos como
a iinie.i que, as criticas circumstancias em que esta-
mos, pode salvar o paiz da guerra civil, e dos males hor-
rivcsquedclla scm provir.
Diversos sao os feitos de S. Exc. queprovam por dentis
a sua adheso cssa poltica salvadora ; mas, dentre el-
les, escolhcremos um que nos parece bastante signifi-
cativo.
Chegado a Gurupa, e empossado no commando mi-
litar dessa villa, oSr. tenente-coronel Joo Roberto Ay.
res (iarm ii o participara ao Exm. Sr. Colho, que acha-
ra o districto em profunda pai, e inteiramente lvredo
susto que por ahi haviam derramado ot eventos do I.*
de julho, de que fallamos em mitra occasiao. Ao acen-
sar O i e, el.miento de senil Illa lite participado, S- ElC.
leriiiinoii assim o sen seu cilicio :
i. Estimo saber que mmtos dos individuos complica-
dos nos acontec nclitos do I de julho, sao pessoas dis-
tinctas, e que al^uns at, em outros lempos, presta-
ram bous servicos, mat que, infelltmentc e em boa f,
e deixaram arrastar e srduzir por um turbulento rs-
tranho ao lugar, e ahi apparecido occaslonalinenle.
Foi'pnra niiiii dina penivrl neeessidade ser severo e ri-
goroso para ilesaggravar a oltensa rommelliila contra
a autoridaile publica desrespeltada ; mas, tafii/ci(aa;'w-
fea, est tuda acabado, e a ulterior conducta e bom proce-
dimento de cada um lenio i unieot tiluloi de seu ta di-
reilo; e, segundo os nus mererimentos, haide, em qualquer
lempo, ser atlendidoi indistinctameatc. Nunca f i ncm he
dosmrusprincipios, que por urna ou'autra falta se fique per-
petuamente inhabilitado.
Registrado este documento da nossa adterrao, isto he,
provado deinodo incontestavel, que o Exm. Sr. Coiho
consciva-se nos tnesmos principios do gabinete que
Ihe incumbir a presidencia do Para, ainda nos resta
dizer alguuiacousa acerca dessa trra.
A abertura da sesso ordinaria da assemblea legisla-
tiva dessa provincia fra adiada para o IV deoutubro
prximo futuro.
No ultimo de julho, havia nos cofres da thesouraria
provincial o saldo de 9:9I8|892 ri.
No citado incz/% a Ifandega arrecadra 27:426/038 rs,
inclusive osdircitos pagos na mesa do consulado ;-- a
recebedoria de rendas internas geraes, 1:886/066; -- a
recebedoria provincial, 9:858J7I2.
Mar.inli.io ficra cm estado mais satisfactorio do que
i.|uclle que Ihe auguravamos, vista da lingoagem
caustica que notramos nos jornacs que recebemos pelo
vapor antecedente.
A linpreiisa do partido anli-lijuriro suspender a guer-
ra <|iic encelara contra o Exm. Sr. Am.ii.il. He de pre-
sumir que se compenetraste da injustica do seu proce-
dimento.
A assemblea provincial ainda liinccionava com 23
membros ; mas liatava de preeiicber o numero legal.
Vianna a infelit Vianna que mais que todas as
villas da provincia, ha sido victima das especuiaces
polticas c eleiioracs dos bandos que ahi se dlspulam
o poder; Vianna, ditcinos nos, eslava aineacada de no-
vas seenas de escndalo c perseguices.
Segundo o Publirador Maranhense, fiinccionavam ahi
dous juizes de dirrito interino, dous promotores interi-
nos, Horneados por elle*, e dous jiii/es mtinlrlpaea : os
quaes, ao passo que piociiiavain excluir-sc reciproca-
mente, instatiravam processos a lodos quantus os uo
reconheciam. 0 Otiertiarfor pde eui duvida essa nolicla
lio Publicador. Niis, porm, que estamos r.i do tbeatro
em que se reprsenla seincllianle larca, c que nao temos
uir.is iiformaces alm das que collicmos nas gazetas,
uo sabemos aqu.il dos contemporneos devenios crer,
tanlo mais quanto suppomos que ambos esto domina-
dos pelo espirito de partido. Entretanto, devenios de-
clarar que o priineiro desses peridicos annunciia que
a presidencia cuidava de providenciar respeito do con-
flicto que hemos mencionado.
De 16 a 31 de julho, a thesouraria provincial uiara-
nheiisc arrecadara 5:591/601 ris.
Cear conservava se tranquillo, apezar da aninosida-
de com que as parcialidades se alacavam pela niprcnsa.
A assemblea provincial contiuuava em seus trabalhos,
c j se lloha mostrado intensa .iadmuiistracao.
O Pedro //de 16 do corrente mauifesta esperancas
mili solidas de obter victoria nas prximas eleices de
vereadores. O contemporneo contacouj a iinparciall-
dade da presidencia, e assevera que ella n5o proteger
ncm guerrear a nenhum dos lados, que se preparam
para oblcr o triumpho eleitoral.
Omesmo peridico refere, em o sen n. 741, de 0 des-
e mez, que o subdelegado de Sobral, Miguel Francisco
lo Monte, mandara arrastrar, desde a casa al a cadeia,
pelo crime de liatier feito corlar urnas carnaubas em trra
alheia, a Domingos Goncalvcs Rosa, que, sobre ser ido-
so, ego e surdo, eslava cm uso de remedios no dia em
que foi victima desse acto de barbaridade.'!
Em Parahlba nada novo occorrera.
Os polticos s se oceupavam de eleices,
Joaquim Goncalres Praga, Jos Thoinat, Porluguetes ,
e 2 cscravos a entregar. .-', .u. .-
Gibraltar ; patacho inglez Formcr, cap tao J. halle, car
Fa"noulhCfrpaquete inglez Sea-rtu, co""nnd"'''<'
lenle Smail. Passagenot, os mesmos que trouxe.
KilITAL.
Miguel Archanjo Monleiro de Anirade o/ficia! da im-
perial ordem da Roa, cacalleiro da de Ckrttto e>nt-
pector da alfandeg de l'ernambuco, por S. M. o
Imperador, gue Deot guarde, etc.
Faz saber que, no dia 26 do corrente, ao melo-dia, e
na porta da mesina alfandeg, se lio de arrematar, em
hastapublica, 2.058barricas abatidas, no valor de BOU/
rs., impugnadas pelo aldante dos conferentes Firmiiio
los deOlivelra, no despacho por factura n. 890 i sendo
a aneinat icao subjeilaa direilus.
Alfandeg, 23 de agosto de 1848.
Miguel Archanjo Monteirode Andrade.

Declaracoes.
- O arsenal de guerra compra 14 pellos de becerro
de lustro ; 12 machados; 12enxadas; 12 ps de ferro ;
6 duzias de vanilinas de diiircntcc -qualidades : quem
ditos gneros quizer forneccr mandara sua proposla e
as amostras directora do inesmo arsenal, al o dia 25
do corrente. -- Directora do arsenal de guerra. 21 de
agosto de 1848. O escriturario Francisco Serfico de
Assis Carvalhn.
As malas que Icem de ser condiuidas,
aos portos do sul pelo vapor S.-Salvsuhr
principiam-se a fechar aiiianliaa (26, as
oilo horas da mauha. As corresponden-
cias que vieren) depois dessa hora pagarn o porto du-
plo, aleas!! e pastadas ellas nao se recbenlo mais.
PiihlicaciVs Utterariir.
OGENTIL ENAMORADO.
Obra intercalante e divertida
i'.', eiiein-sc aaalgnettiratpara esla obra.a( o lim des-
te mez, em raso deja ter bastantesassignatiiras. O au-
tor desla obra dignon-se fazer este annuucio para ver
se completa o numero dos Srs. assignanles o mais bre-
ve possivel : o preco da assignatura de cada exemplai,
he de 400 rs. pagos ao rrceber da obra e assgna-se
na praca da Independencia llvraria ns. 6 e 8, r no.pa-
lco do Cnllcgio, ii. 6. .
Avisos ni.i fuimos.
Paara o Aracaly pretende seguir viagem, com li
vidade o blata nacional FlMarfer, "niestre Jos Joaqi
Duarte: para carga c passngeiros trata-te
Cruz, n. 26, com I.uiz Jos de S Araujo ou l
o;v.viEac!
v.
ALFANDEG.
RBNDIMKNTO 1)0 DIA 24.......... '168/488
Uescarregam hoje, 25 de agosto.
Krguc Raimbotc mercadorias.
Kriguc Sultana carvo.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DIA 24.
Geral...................:6X>}'
Diversas provincias ............. 115/536
1:950/69!
COWSULAD PROVINCIAL.
RENDIMENTO 1)0 DIA 24..........350/817
MMM
llov metilo no l'orlo
A'auio entrado no dia 24.
Portos do norte ; 15 das c 8 horas, e do ultimo porlo 16
horas, vapor brasileo San-Sa/eador, de 240 toneladas,
eoinm untante o priineiro teuentc Antonio Carlos de
A/eredoCnutlnhn, equlpagem 29. Passageiros : para
esta- provincia, o tenente de fuzilciros Jos Manuel
Braga, Dr. Francisco Leal de Miranda com 3filhos me-
nores e 3 cscravos, Francisco Alves de Souza Carva-
llio, Antonio de Soua Carvalho, llrasileiros ; Augus-
to Cezar de Abren, Portuguez ; e 2 cscravos a entre-
gar ; para o llio-il.-Janeiro, una eterava e 4 escravos
a entregar, 5 recrutas para o corpo dos imperiaes nta-
rinheiros, 5 soldados e 35 prafas para o exereil.
Navios sabidos no mismo dia.
Rio-de-Janeiro; barca americana Navarrr, capilo Ja-
mes Viacok, carga parte da que trouxe. Passageiro,
T. A. Goodbern.
Rio-Grandc-do-Sul ; brigue-escuna brasiieiro Alegra,
capltao Manuel Gomes de Oliveira Magno, carga va-
rios gneros. Paisageitos, Luiz Antonio de Barros,
com bre-
uiiu
uata-se na ra da
com o mes-
tre, no trapiche Novo.
-- Para o IIin-de-Janeiro segu, com brevidade as-
sim que lindar a sua descarga, por ler parte da carga
pi'ompt.i o brlguc brasiieiro Minerva forrado c pre-
gado de cobre : quem no mesiiiu quizer carregar, ou Ir
de passagem dirija-te ao seu consignatario Manoel
Ignacio de Oliveira na ra da < adeia, n. 40, ou ao ca-
pillo Luiz Martins da Costa a bordo.
-- Para o Uio-de-Janeiro segu, em poucot dis, o
brigue-escuna nacional Olinda, por ter quasi engajado
c completo o seu carregamciilo : para o vcitaute, es-
cravos a frete c passageiros, a quem onrece os melho-
res cominodos, trata-te com Machado Si Pinhciro, na
ra da Cadeia, n. 37, ou com o capltao, Manoel Marcian-
iio Ferreira.
Para o Rio-Grandc-do-Sul sahir breve o brigue
Norma, por ter prompla a inaior parte da carga : inda,
porm, pode reeeher alguma miuda, e tcm bons com-
inodos para passageiros e escravo : quem pretender po-
de contratar com os consignatarios, Ainorim Irmaos: ra
da Cadeia. n. 45
Para Lisboa partir, no corrente mez de agosto, o
bem condecido brigue portuguez Tarujo-Primeiro, de
que he capltao Manoel de Oliveira Fancco, Teiu gran-
de parle ile seu carregamciilo engajado : para o reb-
lante de seu carrrgamento, assim como para passa- .
geiros, a quem ollerece asseiados cominodos e bom
tratamento, trata-sc com o dito capitn na praca, ou
doiii o consignatario, Firmino los Flix da Roa, na ra
do Trapiche, u. 44.
= Para a cidade do Porto partir, com a inaior bre-
vidade possivel, o patacho portuguez /intaururuo ; leni
a inaior parte de seu carrcganienlo prompto: para o res-
to da carga c passageiros para o que offerece excelen-
tes coinmodos nata se com o consignatario Firmino
Jos Flix da Rosa na ra do Trapiche, n. 44, ou cota
ocapito, Jos de Oliveira F'ancco, na praca do Cor-
po-Sanlo.
apara o carac e Cear segu,no dia 28 do corrente,
o patacho Sarit-6ruz, pregado e forrado de cobre : pa-
ra o resto da carga uata-se ao lado do Corpo-Santo, toja
de cabos, n. 25, ou com o capillo Joaquim Antonio
Goucilvesdos Santos.
I.cilao
0 corretor Oliveira far leilao de graude variedade
de fazehdatque vender por todo o preco : segunda-fei- '
ra, 28 do corrente as 10 horas da uianha no seu ar-
in.ii.eni, ruada Cadeia.
Avisos diversos.
Lotera do thealro publico.
HOJE, coricm as rodas tiesta lo-
tera impreteriicimente, no consistorio da
igrfja da Cpnccicao dos militare, e o
restodos l>illietes vender se-lmsniente na
hoticadoSr. Moreira 31art|iies,no pateada
matriz de Santo-Antonio, al a hora em.
que eomecar o andamento das rodas.
O abaixo'assignado chama a todot os scus eredores
para apresentarem os seus documentos legallsadna
para o lim de seren pagos, logo que se liquide a quet-
to que pretende oppr a sua mulher, Francisca Quin-
tiliana do F.spirilo-Sanlo. ^
A rogo de l.iuz Francisco da Costa,
Manoel Ignacio das Candelas.
Hreeisa-se de um bom cozinheiro :
m roa do Trapiche, n. 19.
O Advngado Jo Povo 11. 5 c A Mentira n. 7 esto a ven-
da em mo dos distribuidores e na loja do Sr. Carneiro,
na ra Nova, n. 4?.
ca Hetadedo premio que sahir nos meios bilhetes mi-
nelos 1239 e 1627 da primeira terca parte da decima oi-
lava lotera a favor lo iheatro publico, pertence ao Sr.
Manuel lleterra do Valle. Afano*/ Joaquim dome.
-- Joan Luiz de Oliveira Flores, subdito brasilejrn ,
retira-te para Portugal, a tratar de sua tade,
Antonio Jos Soares vai para a Babia.
*
f

LADO
f?tf*



A
;
;
I'recisa-sc de un canociro forro ou captivo, pa-
gando-sc diariamente, pelo tempo que se convencional-!
quem quizer dirija-se ra da Florentina, n. 16.
Aluga-sc, vende-sc ou pennuta-se por outra mais
pe lo da praca, uina boa casa na povoacao do Montei-
ro, coni duas salas de frente, duas atrs, seis camari-
nhas, cozinha fura, quarto para escravos c estribara :
tildo de pedra e cal ; quintal murado coin portao que
da sabida para o rio Capibaribc : a tratar coin J. J. Tas-
so Jnior, na ra do Ainorim, n. 35.
Constando a abaixo asignada que sen genro,
Joo Uaptisla Rodrigues da Silva Cabral pretende
vender a hertica que houver de Uto tocar por fal-
fecimento de seu sogro Antonio Francisco do Re-
g llanos; pelo presente previne ao publico.que
ncnbuma venda ou transaceflo facam com o "dito
scu genro sobre dita heranca, ou com outras quaes-
quer hets que possa ter como administrador do sua
niiillier, visto que elle se casou sem consentimen-
todojuizo, o emquanto ellenHo provar sua capa-
Cidade ao que tom de se oppr a annunciante ; el-
le nao pode entrar na posse da bcraiica ou de ou-
tros quacsqtier bens que possam llie pertencer.
Tarabilla do Noitc.l. => deagosto de 818.Mara Mar-
roquina de Jess Nazareno.
-- Desappareceu, no dia l do corrente do sitio do
Sr. Carneiro, na estrada de l'onlr-dc-Ucha, mu ca-
valloalacio; est descarnado ; teui a cauda torada, mas
nao se percebe a primeira vista, por estar o cabello um
poucq cumplido ; lera na niao dueita un carocinlio que
se acha queimado e anda tostado o cabello c no espi-
nhaco e sarneiraduas pelladuras de feridas : nuera o
encontrar quera ter a boudade de entrega'- no meiltto
sitio, quesera recompensado.
-- amado Vigario, n. 19, existe nina carta
Sr capiuio Jote Antonio Pcreira Hocha.
Queill precisar de una ama secc para o
de portas a dentro, dirija-se a Fra-dc-l'ortas,
Pilar n. til, ou annuncie.
-- l'misa-se de mu boinein para caxeiro de engenlio
pello desla praca quesaba ler econtar bem (|iie seja
activo e d coiilieiiiiieiito i sua conducta : no Aterro-da-
Boa-Visi.i vendaje Antonio de Azcrcdo Maya.
Hciijamini Frankliui da Rocha Vieira leva ein sua
companlii para Maccio seu cscravo Jacinlbo.
-- li.i-se dinbeiro a premio em pequenas quantias ,
sobre petlhore de ouro : na travessa dos Martyrios, n. 2.
para o
srrvicr
ra do
Joiio Aflbnso Torres subtido de S. M. Fidillsslma,
retira-te para fra da provincia.
-Jos MendesdeFreitas rrlira-se para fra da pro-
vincia levando cin sua companhia os scus escravos
Joao e Jos.
Compras.
Compra-se um molequede 12 a 14 annos de bo-
nita figura, e que lenha boa conducta : no Ilolcl-Com.-
mcrcio
Compra se ouro e prata, incsmo cm obras quebra-
das : na ra do Queimado, n< 14.
Compram-sedua? negriuhas bonitas, e que tenhain
boa conducta uuiadella 12 annos, e a outra al 11
na ra da Cadeia n. 40.
Compram-se os sexto nono e dcimo voluntes do
romance Conde-do-Montc-Christo ; pagam-se bem :
queni tiver annuncie.
Coinpram-se sapos cururs, que' sejain grandes :
nesta typographa ou na ra de llorlas, n. C2.
Compra-se una preta de meia idade que saiba
cozinhar o diario de una casa e vender na ra : na
Boa-Vista, travesa do Quiabu n. 1.
Compra-se una estante sendo vclha c barata : an-
nuncie.
Compra-se toda a qudidade de
peonas de aves : na na Nova, defronte
Vendas.
Rulntes : Traite de physiologie pathologique, 2 v. ; Ma- .-- Vende-se phojphoro a 18/rs. a libra em peso de
nuel macomque ; Archive general de mde,cine ; Jour- 4 libras para cima, tambera em latas de 10 libras.- Q.
nal complenienulre des sefences medicales 12 v.; An- ra da Praia, n. 17.
nnaes da n.edecine pernainbucana; Resumes de 'his- Vendem-se doufl Carros nelezes fl
toire de touts les peuples ; reuvres completes de M.'"" de b"''CB ue
Stael; Histoire general de la Belgique, 7 v. ; Magnm illl S rodas, le los por 11 m dos mellionesw
Lexicn novo por 6 rs. um dito usado, por 5* r. ; fnhiir novo diccionario portitgucz-franccz por 3/ rs. ; Dlc- .,aDI ,can,es 0e J'OnureS, COH1 OS COmpC-
cionario Magnum Lexicn por3>rs. ; Tratado derhe- lentes arreios e lamp'eoes : na cocheira dn
torlcageral, por Augusto Husson por 1/ rs. Rlblia o ; p, _i i
portugueza de padre Antonio Pereira por 4# rs.; Jor- Sr. WollChard, em r/ra-de-Portas.
No caes da Alfandega, armazem de
Antonio Annes, vendem-se caixas com
superiores passas.
Firraino 3. F. da Roza vende excedente vinho ve-
Iho da Figueira, qur em barris/qur em pipas ; cer
lavrada de Lisboa, de diversos tamanhos, e lindos vasos
para jardim.
Vendc-sc una nrgrinba de 10 a 12 annos, boa eos.
tureira marca e faz la vari uto % pretal de elegantes
llguras i|ue cngoinraain e coiinham sem vicios nem
achaques ; 3 pretos bem robustos para todo o servico <
2 moleques de bonitas figuras, de 16 a 17 annos ; un
preto de niela idade : todos por preco rasoavcl : no pi-
teo da matriz de S.-Antonio, sobrado n. 4.
Vende-se cal virgein de Lisboa, em barris de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por preco comino-
do : a tratar com Almeida & Fonseca, na ra do Apollo,
nal das familias 2v ,por4/rs. ; a Mythologia da mo-
cidade, por 3/rs. ; 3 breviarios, por .'S' droit de la naturc et desgens, 4 v., por 4/ rs. ; Historia
da pbilosopbia por Cousiu', nova e encadernada por
79 rs. ; Tratado da religiao por i/f rs. ; Diccionario da
academia, 2 v. por 5/rs. ; e outras muitas obras de
direito por privo comm'odo econtinuain-se a trocar
obras por outras.
-- Vendo-sn urna cadelra de reboco, pouco usa-
da ; nina mesa do ineio do sala ; um joco de llancas;
um sopha ; nina dtizia de cadeiras ludo de Jacaran-
da : na na Augusta u. t, se dir quem vende.
Vende-so um boi grande ilo curruca ; um novi-
Ihnicc ilgumas vaccas solteiraa : no sitio que fui da
Hldre-de-Deos, em Cruz-cle-Almas. No mosmo sitio
tainbrin sovendem ps de plantas arbustos, arvo-
resde lloros llores para boiiquetes .jarros e Cestas
- Preclsa-Se alugar nina preta captiva que saiba ro-|(le 'f^eja.
ilnhar bem comprar e fater o mais servco de urna oa-1 Vendem-se duas prclas quo engomimim e cozt-
nhamo diario de urna casa, sendo urna dellas boa
i de pequea familia : na rua larga do Ro/.ario, n. 4(i
m i.-nndii andar.
-- Aluga-se mu preto para lodo c qualquer servicode
portas a dentro coin a condcao de o dito preto no sa-
hlra rua : na rua do Aiiioriin n. 17.
Aluga-se uina grande casa no lugar da GaptlOga
com todos os eomiiiodos nescessaos para grande fa-
milia; a tratar no sitio da Passagein da-Magdalena n.
34 com a proprictarla ou com Uanoei Lu/, da Vciga ,
no Rrcfe.
Precsa-se de tuna ama com bom e bastante lelle:
uo pateo do Terco, n. 16.
Una pessoacom pratica de escripia

propt
ie-se a
commercial, e bonita lellra.
escrever as horas vagas, nos domingos
o das sanios, comlmpeza, mediante m-
dico estipendio : qtiem precisar, annuncie.
-- Alngam-sc doussitius com milito boas acoinuioda-
ViVs, um na campnha da Casa-Forte e outro na rua
da dita -.oveacao con coehelras c cavailarices aiiiin
como varias casas, de precos commodos para se pas-
aar a festa : a tratar na rua do Amoriin, n. !j.
Lm rapiz brasileiro, de boa con-
ducta se offerece para caixeirc de rua de qualquer ca-
sa de cominercio para o que d fiador idneo quem
do scu piestimo se quizer utilisar dirija-sc a rua dos
Martyrios, n. 142. primeiro andar, ou annuncie
-- fa rua d'Aiegria, n. II, precsa-se alugar nina es-
crava que esteja as eircuiiistancias de bem fazer o
snico interno e externo de una casa de familia.'
Na venda n. 9 da rua do Codorniz Forte-do-.M.it-
tos, retalhain-sc os seguntes gneros para liquidacao
do inesino estabelecimento por barato preco : lonc.-i
iiiglrzasortida; vinho engarrafado, do Porto ; garra-
RSea } ceryeja ; genebra ; cha; banha de poico; azele
doce ; vinagre ; msourai de espanar sala ; sabo ;
mamas de albo do Porto; e outros inultos objectos
iniudos ; assiin como a annaro e todos os scus per-
tenec.
de Freas
(,a
mlioa.
.,que-
a piaca, vende
Bomba que
por i r^oo.ooo
irancisco
rendo por-se em dia com
urna casa na travtssa da
rende iG,ooo rs. mensaes,
rs. : quem quizer dirija-se ao lltcatio.
Precsa-se de prclas para vendereni pao pagando-
se-lhes a vendagem sendo sdb responsabildade de seus
lenhores i na rua Direla, padaria n. 26.
A pessoaque annunciou querer comprar una frail-
a ein bom estado, dii ija-se ao llolel-Comniercio, rua da
t.ailcia de Santo-Antonio, n. 13.
- Precisa-sc de um preto para todo o servicode una
casa eslrangeira que seja fiel : na rua do Trapiche-No-
vo n. S. terceirn andar.
Alfonso Saint-Martn com loja na praca da Inde-
pendencia n. 38. tem para vender chapeos de seda do
ultimo i;usto para senhora ; ditos de palbinlia de to-
das asiju.ilidailes inclusive para meninas, estes se ven
dein nao sii enfeitados como s os cascos ; boas litas pa-
ra nina los ; ricos corles de seda para vestidos, tanlo
para noivas como para bailes; manteletas c visitas ,
igualmenie na ultima moda; mantas e chales de seda;
espingardas de muilo alcance, chamadas pan-iras que
sao limito leves e nao levara mais carga do que as sim-
ples com que se passarnha.
ama de i* annns, o.
meia idade de na-
dellas cozinha mui-
uin preto de 30
rrecisa-se de um bom
entehda bem de sin
amassador,
que entenda bem de sin obrigaco, pois
se Ibn pagar bom ordena !o : na padaria
deronle do viveiro de Muniz, n. 43.
-- Findos osdias da le se ha de arrematar o enge-
nho denominado Goiabeira na fregue/.ia de S.-Ania-
ro Jaboatao uiuito perto dcsta cidade que apenas dis-
ta quatro legoas e meia com safra criada acbando-se
corrente c uioenlc com todos os seus pertenec ne-
cessarios ; o qualofferece inuilas vautagens a quem o
comprar : tudo se acha avahado milito em coala : quem
o pretender pode ir exaiuina-lo e para ver leu valor
noescripto que se achaem poder do porleird do juizo,
Serra-Grande; bem como uina casa terrea na incsina
povoacao avaliada em 120/ rs.
--Na tuanhaa de 21 do corrente, appareceu na rua
do llriini iundicodo Mesquita S Dutra um sujeito a
vender um f.irno de cobre de co/er farinha c em con-
acfjuencia de nao ser elle conliccido da casa pedio-se-lhe
coiiheciniento de sua pessea ao que annuio e retirou-
se afini de ir buscar quem aliancasse sua capacidade,
deixandooditofomo: e como nao voltasse mais, dcscon-
ia-so-que o nicsuio fosse furtado: por isso quem se
acnar com direito a elle dirija-se a inesina fundico.
Pede-ie ao Sr. que no dia 20 do corrente na occa-
siaodaprocissaodelS.S. dolloiu Sucesso tomou das
inaos das figuras duas salvas de prata baja de as
mandar entregar ao tbesoureiro daquella festivdade
poisnaose ignora quem foi e faz-sc-lhe o presente
annuncio para llie servir de aviso : outro sim roga-se
es ou a outra qualquer pessoa
doccira ; duas protaade iircRo
i ou Ira de 2o ; duas prelas de
.-lo, boas quitandeiras, euma
tobme |Hva de sabfloe varrella; um preto de
annos, bom ganhador; um pardo alfaiato de 2*
annos.- na rua Bella, travessa da Florentina, n 26
No pateo do C.ollrgio, loja nova de livros,
n. (i, de Joaodj Costa Domado, aca-
ba (Je rceberos seguales livros:
Compendio elementar ele grammatica portugueza ,
por Carlos A. de F. Vieira terceira edicSo de 1848,
par liso das escolas por preco inuito commodo ;
Knsaio sobre a oithograpbia portugueza por Carlos
A. du I'. Vieira muito prnprio pura os meninos de
psimeiras leltras pelo diminuto prego de \ rs.
Ni rua du Trapiche-Novo, n. ->2, arma-
/fin de Ftebrard & Coupanliia ,
vende-se vinho de Bordeauz cm quartolaa e garra-
fas de diversas qualidades ; dito Cbateau-la-ltoso ;
dito beoville; dito S.-Julien ; dito graves; dito sau-
terne ; dito harsac ; Bgo'ardente de Fraiuja o cognac
superior; cherry-coraial; inarraschino licores li-
nos ; ptima rhampanha de diversas qualidades:
la ni bom se receben da Babia urna porcilo de charu-
tos regalia os melbnres que leem viudo a este mer-
cado ; azoile doce lino da marca l'lagnol; hom-
ilas e saidinh.-is cm latas ; mostarda inglesa o fran-
ceza ; Inicias em vidios com calda de assucar o de
icor; agoa de flor de larania ; queijos londrinos; e
loutros muilosgneros: ludo ruccntumenle bogado
c de superior qualidade. -
P0KQE QOEftEIS PADECER?
PORQUE
desprozais aquellessymptomas precursivos quo vos
estoo anntinciando que lie necessario alguma cou-
sa fazer para salvar-vos do tmulo do pblvsico .
PORQUE
animis cssa perseguidora tosse a dr no costado
trananiracOea nocturnas, efforvcscencia do sangue.
ou dilliculdade na rospiracKo ?
PORQUE
acarinhais e aiimacs a molestia quo osla consumiu-
Jo vossaa parles vitaes reduzindo diariamente vos-
sas Imcas e pressuiaiido vossos passos a para aquel-
la maiicilo donde o viajante nucca voltu? Appres-
sa -VOSa buscar a nica cura para a pbll.ysica.quc lie
o bem coDhecido XAROPE DO BOSQUE, que, pelo
pouco lempo que tem de importacao ueste imperio
lem relio coras i-xlrtordinuras e milagiozas, poden-
do serapplicado mais delicada enanca. O deposi-
to be na rua do Trapiche, n 34; e tambem vende-so
na rua da Cadeia do Recife, loja do miudezas. n 9
a 5/500 rs. cada garrafa.
-,- -,- ,..?.., .. n 114*111
sejain ollerecidas de as nao comprar, eapprehende-las-
nina das salvas tem uina tirina com as leltras 1J. J. B
a "utra'.JlVfein firma c smentc um lavrado em
roda.
Alpaca aleocboad ., a 8oo rs. o ovado
vende-se, na loja que faz esquina para a rua do Colle-
glo o. O, de OuinarSes alcochoada viuda de Lisboa fazenda inteiramentc
nova nesla cidade preta e cor de caf, de 4 palmos de
largura, pelo barato preco de 800 rs. o covado.
Vende-se a boa farinha gallega, da marca Ricbc-
mond por 19/ rs. a barrica, para se acabar com ella
na rua larga do Hozario n. 48.
Vcnd. -se um relogo de ouro do Ultimo gosto, com
sua crreme por preco coniuiodo por scu dono rc-
tirar-se para lora da provincia muilo breve : na rua lar-
ga do Rozarlo, n. 26.
Vendem-se os retratos dos F.xms Snrs. conde das
Aulas viscoiide de Sa da llandeira do coronel Galam-
ba general Povoas, Cezar de Vasconcellos Eduardo
Jo.'ioi Saltcr : todos em seus respectivos quadros : na rua
da Cadeia do Recile, venda n. 1.
Vrnde-se um palanqun! ein bom uso : na ruado
Queimado, n. 3.
CHARUTOS.
Na rua da Crui, no Recife, armazem n. 13. acbam-se a
venda os inelbores charutos que e rabricam na llahia ,
chegados dalli pelos ltimos vapores. No mcsnio ar-
mazeni vendem-se riesi redes do Maranho, por rom-
modo preco.
Vende-ie a casa terrea sita na rua do Padrc-Flo-
riaiiiio ii. 23, com cozinha fra bom quintal, e com
bous commodos para familia :|a tratar na mesilla casa
Na rua larga do lluiario padaria n. 48, vende-se
excedente pao, feiloda superfina farinha fontaua a me-
Ibor que lem viudo a este mercado ; tambera se d de
vendagem a pelas com responsabilidade de scus senl
res.
--Vendem-se dous moleques de lindas figuras; 4
pretos de 20 a 25 annos, bastante robusto; um pardo
de 18 anuos proprio para pagem ; urna negrinba de l2
anuos .perfilta cosiurcira.de lavarinto e marca; um
ni-tloda-mala idad ,^or 20/rs. ; 4 pr-etas com liaOT-
lidades; no paleo da matriz de S.-Antonio, sobrado n. 4.
-- Na rua do Crespo, n. 11, vendem-se os livroi se-
Nao ha quem venda mais barato. -
Vendem-se cortes de casia de cores seguras e bons
pannos pelo diminuto preco de sete patacas o .'corte
com 0 c meia a sete varas ; cortes de catnbraia decores
para vestido a nove patacas padrfies do bom tom ;
Iksenda de linho lino, ptima para vestidos e roupdei de
senhora a 480 rs. o covado ; casia de quadros c liltrai,
a 2..Mili rs. a peca de 8 varas e meia ; chitas boas, a 140,
160, 180, 200, 220 e 240 rs. o covado e a 5/200, 5/400 e
6/200 rs. a peca e de ramagem para robera ,_ a 140 o
cavado, c 5?200 rs. a peca; sarja preta de boa qualidade e
larga a 2/ rs. o covado ; caziucta preta ptima para
pilus.- calcas a 1/200 rs. o covado ; panno de core
mesclado a 3/500 n o covado ; cortes de fuslao br.ui-
co e de cores de bons padrocs, a 800 rs. o corte de col-
letc ; castores para cairas a 240 e 280 rs. o covado ;
liain lnirgo a -.'lio rs. a vara; cortes de col le tes ; ca i-
miras prctas e de cores ; grvalas ; pannos finos entre
elles preto, azul e verde de boa qualidade, a 3/200 rs.'o
covado ; alpaca ; merino ; madapolrs ; algoddes ; liun-
burgos bramantes ; bretanbas de linho e de algodao; e
outras muitas fazendas por menos preco do qne em
outra qualquer loja .' na rua da Cadeia do Recife n. 50,
Vende-se um cscravo de 20 annos proprio para
todo o servico : na rua da Cruz, botica de Luiz Pedro
das N'eves.
Vende-se uina bomba de ferro com 21 palmos
de coiuprii.icnto em muito bom estado e com seui
pertences a 50 rs. a libra : na rua da Senzalla-ova ,
n.7.
Vende-se uina cscravade na^ao de 25 annos sem
o menor vicio, que lava, coiinha c compra na rua por
200/ ti. : lia i ua ue Agoas-Verdes, n. w,pfliO6if0 auea.
-- Vende-se um prelo crioulo de 30 a 32 annos, com
ollirio de eanoeiro e que be de bonita figura : na Cam-
boa-do-Carmo, n. 33.
Vende-se um piano, o inelhor que he possivel por
menos de seu valor por seu dono relirar-sc para fra
do imperio : na rua do Queimado. n. 32.
Vende-se uina esrrava de naciio Costa boa quitan-
deira ou troca-se por tuna queeugoinme soffrivclmcn-
te c sirva para o srrviro interno de uina casa voltan-
do-se o i|uanlo for rasoavel : na praca da Independen-
cia n. 33.
Vende-se urna rica espada, urna
banda e nm par de dragonas, com pouco
u.so, e muito em conta; tudo pertencente
a ntn ollicial superior : na ra da Cadeia
de Santo-Antonio, casa n. a5.
:= Vende-se urna cscrava parda coin habilidades, por
pi i o commodo : na praca da Independencia loja n. 1.
Vcndeui-se estribos de ziuco muilo linos tanto
em qualidade como ein grossura ; cabezadas chatas e
rolicas ; rabichos echicotes de martelo'-, ludo ingle/.: na
rua da cadeia do Recife, loja de sellciro, n. 27.
Vende-se uina caa terrea lita no principio da
i u i de S.-Migticl na povoacao dos Afogados n. li: a
iiaiii na rua do Caldeireiro n. 44.
Vcndc-se a venda nova da rua do Codorniz na es-
quina da travessa da rua da Maili'.'-clr-llros com inul-
to bons gneros sem alcaides ; bem afreguetada e que
be a mcllior desla rua, pela sua vista e posicao : sendo
a dinheiro far-sr-ha algum abatimenlo: a tratar na
iiieima venda.
Vende-se um preto bom pescador, tanto do alto
como do raso tambera ganha na rua 480 ri. diarios
por preco coiiiiiiodo i na rua do Codorniz, venda nova
da esquina da travessa da Madre-de Dos.
Vende-se um oratorio de Jacaranda grande com
algiimas imagens entre ellas una de N. S. da Soleda-
d.i.i. obia mulla perfeilu com 2 palillos e iiirio de
vulto propria para alguma capella ; 400 a 500 oitavas
de boa prata a 200 rs. a oitava ; e algumas obra! de
miro de le a 3/500 rs. a oitava ; una commoda de ja-
caranda, vclha, por 10/ rs. : na rua do Codorniz venda
nova da esquina da travessa da Madrc-dc-l)eos.
\ i isla faz f.
A iooo rs. ,
aurrelas com azeitonas superiores : vn-
dem seno caes da Alfandega armazem
n. 7, de Francisco Dias Ferreira.
m
Vende-se panno de algodSo <
? da trra,- a 200 e no rs. a vara : 4
* na rua do Queimado, quatro cantos, ^
* loj da casa amarella, n. 29
I __ J
Vendem-se caixas pira guardar
ia, pcio uiuiinti preco de yo r : na
I0J3 de tjmtro portas da rua doCabog1n.
1 C doDuarte.
Com toque de ovara
f
Vende-se bolacbinba, biscoilo e
fatias doces de aramia pernambu-
snpciinr s regalas, a 3ao
lira : na rua da Sanzalla-Ve-
100
1 un
rs. a
Iha,
07V
prr.-n de madapoln largo e ptimo com um pequeo
toque de avaria de agoa doce a 2/800 rs. sendo a ava-
lla su em nina on dn.is dolo as ; um grande sortiinen-
to de fazendas finase grossas que se vendem por ata-
co e a retalho: no novo armazem de fazendas de Ravmun- ,
do Carlos Le te ua rua do Queimado, n. 27.
Vende-se a loja de miudezas da
rua da Cadeia do i\ecife, n i3, com os
fundos que convier ao comprador : a tra-
tar na mesma.
Vendetn se cbapos de mola, pre-
tos, do gosto milis moderno de Paris.-
vindos ltimamente pelo navio Beaiiieu
na rua Nova, n. \l\, fabrica de cbapos'
Escravos Fgidos
Vendem-se, ua loja de J. E. Cbar-
don, Aterro-da-Uoa-Visla, n. 3, os livros
seguntes; Hi.stoirc de dix ans, por L.
nianc ; llisloire des Girondina, por La-
martine ; Piquillo Alliaga, por E. Scribe ;
Annnaiio do Brasil (1846) ; O l'rogres-
so ; (1845 e 1847) ; As Scle Gordas da
Lyra; (primeira, segunda, terceira, quar-
In, quinta e sexta livratoes) ; Melhora-
inenlos do porto, por L. L. Vaulbier
Meeanique industrielle, por l'oncelet
Trail dephysique, por l'oiullct ; Manuel
de mineralogie, por lluet} llisloire 1110
tleme, de Micbelct, e exemplares avulsos
dos nmeros do Proeresso publicado em
i8',6e 187.
Na rua de Agoas-Verdes n. 46, vende-se um ex-
cellente escrnvo de na;ao, proprio para palanqiiini, sem
vicios ; 3 bonitos moleques ; 11111 casal de escravos que
se vendem para liquidacao; 3 moleques le nacao; urna
bonita mulalinba mili bem educada c de 16 anuos ;
4 escravas para todo o servico ; um escravo e urna es-
crava ambos por 450/ rs.
Vende-se uina preta de 18 anuos, recibida, com
bous priucpios de habilidades, c que be de boa con-
ducta : n rua do Fogo, 11. 23.
Vendem-se, 110 armazem que foi do finado Hraguez
superior farelo de Lisboa a 4/ ri. a barrica.
Vende-se, 110 armazem de Dias Ferreira, canastras
conijialalas c cebqlai rio molhos e deapancadas, por
pirco commodo.
Vendem-se duas grandes burras de ferro balido ,1 ,T
multo bem felias : na rua da Crnz, n.l, primeiro audar.' I
---Kiigio, no dia23 do corrente as 8 horas da 111a-
nliaa a cscrava Mara de nacao Daca, Utos pareeendo
crioula de boa figura cor fula cara larga olhos pe-
queos e encovados beicos grussos nariz chato com
tres costuras no pescoco ; representa 30 anuos ; levou
vestido de chita escura velho e sujo argolas lisas de
ouro as orelhas e srm panno: quem a pegar leve-a a
rua das Cruzes n. 32, terceiro andar que ser grati-
ficado.
Fugio, no dia lerca-fera, 18 de jtilho do corrente
anno do engenbo S.-Joao do Sr. major Flix Jos da
Cmara l'imentel, a esrrava crioula de nome Bernar-
da, que representa ter 50 annos para mais ; tem bas-
tantes cabellos brancos no-cahrca ; be baixa um tan-
to barriguda muito ladina ; lem os prs um tanto .pa-
Ihelados olhos bastante vcrinelhos nariz, chato ; le-
vou vestido braueo um chale velho de cor nos hom-
bros dous sarcos pequeos e mis cobres. Esta escrava
lie de um morador do referido rngenho o qual niao-
dou-a no referido dia a povoacao de S. do O comprar
uns cocos: at hoje nao voltou; suppde-se que estar
oceulta por alguns dos engenhos da freguezia da Esca-
ria por ler ahi mullos cunhecinientos em consenquen-
cia de vender ha bastante tempo um tabnle.iro coro ar-
roz pelos engenhos Juodi Mamalnco, Fieixciras, Bo-
la. Campestre Boa-Vista, tlalieca-de-Krgro. e Honilim. '
Roga-sc s autoridades policiaes e capilaes decampo ,
que a apprebendam c levein-a ao dito engenbo ou
nesta praca uo Sr. Joaquini Francisco de Mello Santos ,
na rua Augusta que serao gratificados.
Fuglram, na madrugada do dia 3 do corrente do
engenho Pindoba da freguezia de Ipojuca dous escra-
vos sendo um cabra, de noinc izidoro e uina preta ,
de nome Rila o primeiro de cor trigueira, de altura re-
gular grosso do corpo iprrixo bastante saliente he
oflicial de carpina': a segunda de cor preta altura
inaior que a ordinaria secca do corpo voz estrepitosa,
sabe coser, engommar e cozinhar sor-rit-elmcnte sao
casa Jos. Quem os pegar leve-os a seu senhoi-, Loaren-
fo de Sa e Albuquerquc Jnior ou ao engenbo fnara-
rapes que ser generosamente recompensado.
Fugio, no dia 17 do correte urna preta, o no-
me Esperanza de naco Angola mas parece crioula ;
representa ler 24 annos ; he bem fallant- ; tem os ps
grandes mal feitos e os dedos compridos; ti-tn noi
bracos c nos ps signaes de feridas antigs ; leteu ves-
tido de chita branca com llores encarnadas pin no da
Casta azul e umlaboleiro que andava vendendo: quem
a pegar leve-a a rua da Ciuz no Recife, 11. l& qne ae-
ra recompensado generosamente ; assim coma se pro-
testa contra quem a tiver oceulta.
Fugio, no dia 18 de agosto a escrava Maris, de na-
cao Cacange de boa estatura bem preta', >lbos um
tanto vri'inrihns ; tem um signalziuho de carai. no ros-
to do lado esquerdo da bocea e no braco dreito ci-
ma do sangradouro tem una marca e outra las costas
abaixo da p, que he a maior ; tem as pernas finas, ps
e dedos com marcas de bixos; levou camisa e algodao-
zinhb c vestido de chita branca de remager* encarna-
das com babados por liaixo em urna orelba urna rse-
la comprida de pedras brancas e outra sem illa panno
da Costa sem estar embainhado e um tabotlro quo an-
dava vrndendo eoraina c banha : quema prgar leve-a a
rua Velhb n. 26 casa de Francisco Perara Thoin .
que recompensar.
Fugio. de bordo da brlgue l'aqutli-ietPernamburo ,
na noite de 21 para 22 do corrente, um scravo inarl-
nheiro, de nome Mathcus ; he alto, refo/cado do cor-
po muito falladqr ; he tambera canoeirq; levou cami-
sa c calcas azucs e chapeo de palha ; qtriiro pegar Ic-
Moda, n-
vc-o a bordo do iiiesmo brigue ou na ruada
; ao Sr. Leopoldo Jos, da Costa ArauJ?, qne recom.
pensara.
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ERN. : MA TVf. UE m. r. (jE P
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