Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08624

Full Text
T
Atin XXIV.
O Di AMO publica-so todo* os din que no
fnrm de guarda: n proco da assignatura he
i V yoO Vi. por <|uartel. najo dilatado. O
iZLiineios dos assiensntes s:o inseridos a
\ko de 20rs. por linha, 40 rs. etn typo ilf-
reSnte. e as repetirles pela metade. Os nao
loante* pagarfio 80 rs. por linha e 160 rs.
Ju, typo differentc, por cada publicacao.
PHASES DA LA NO MEZ OE AGOSTO.
Crcenle, &7, a 37 nata, da uianh.
a razia, a 14. s 5 hora, e 56 .nln.datard.
J/.?oan(r,a2l. a. 1 horae 48 mi... da tard.
"inora, a 28, s 4 horas e 42 win. da tard.
PARTIDA DOS CORREOS.
Goiana e Parahlba, s segs. e sextas-felras.
Rio-G.-do-Norte, quintas-frlra* ao meio-dia.
Cabo, Serlnhaem. R io-Formoso, Porti-Calvo
e Macelo, no 1., a II e 21 de cada mez.
(aranhunic llonlto, a 8 e23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s rjintaa-feiras.
Olnda, todos osdias.
PREAMAR DE HOJE.
Primelra, a 1 horas e 18 minutos da tarde.
Segunda, a i horas e 42 minutos da maob.
de Agosto efe 184*.
N. 17.
DAS DA sbmjha.
21 Segunda. S. Joanna Francisca. Aud. do
J dosorph.do J.do civ. edol. M. da2. v.
22 Terca. S. Themoteo. Aud. do J. do c. da
1. v. e do 3. de paz do S, dist de t.
23 Quarla. S. Fclippe fenicio. Aud. do J.
doc. da 2. v. e doJ.de paz do 2 dist. det.
24 Quinta. <. S. Bartlinloineo.
25 Sexta. S. I.uiz rei de Franca. Aud. do,J.
do civ. e do J. de paz do 1 dist. de t.
26 Sabbado. S. Zefcrino. Aud, do J. do c.
v. edoJ.de paz do I dist.'de l.
27 Domingo. 0 Sagrado Coraoo de Maria.
CAMBIOS NO DA DE 23.AGOSTO.
Sobre Londres a 23 d. por 1*000 rs. a 60 d.
a Pars a 345 e 350 rs. por franco. Notn.
* Lisboa 112 por cento de premio.
Rio-de-Janeiro ao par.
Desc. de leu. de boas urinas a l1/, % ao mci
Acedes da comp. de lleberibe. a50/rs. aop.
Oure. Oncas hespanholas 32/000 a 32/2(10
Modas de 6/400 v. 17/400 a 17/600
de 6/400 n. 16/000 a 16/200
de 4/O00... 9/200 a '
PrataPalaces brasileiros 2/1120 a
Pesos columnarios. 2/020 a
Ditos mexicano!..... 1/870 a
9/400
2/040
2/040
1/900
. .
_-. .
PER&A0S3UC >.
1
ASSEMBLA PROVINCIAL.
<, SESSAO ORDINARIA, EM 17 DE AGOSTO
9S 1848.
PBESIDRNCU DO SR. VICARIO 4ZF.VED0.
(Ctminuafilo do n. 185.)
O Sr. Trigo de f.oureiro ; Sr. presidente, cu peco a
siippressao de urna minha emenda que passon na se-
gunda discussao, e peco-a porque depois pssou otitra,
tainbem minha, que providencia a respeito, c que por
consegnlnte dispensa a primelra.
Mandel otitra pedindo dous1 contos de ris para a con-
.Inuacn dos concert* comecados na matriz le San-
'rdro-Mailyr da cidade de Olimla, porque ha dnus ou
tres nnnoi que esses enneertos csto preparados, c a
caa sabe mitu beir. que reparos comev*dofi "'"' Con-
cluidos, principalmente se nao sao rebocados arrui-
aiii-c dentro ein ponen.
pDra. esta rasa conceden dcz'lolcrasparaconcertosilrs
s\ matriz, mas desgracadamcnte fram tantas as lotera
que se concederam que quasi se inutilisoii esse benefi-
cile inhtilisoii-se porque comccaratii-se ao iiiesmo lem-
po multas obras com esporancas as loteras, c nao sen-
do pnssivel que tantas podessein ter andamento todos os
anuos, oTCsnllado foi que inuitas obras comecadas fica-
ram paradas: entretanto, coniecar umitas obras e no a-
caba-laslieexpr-sc a perder adespeza que se fez com o
couieCU dolas. A isto accrcsceu anida outra cousa, isto
he, a preferencia dada s lolerias do hospilal e do thea-
tro: ein virtude disso nao foi mais possivel que andas.o
jicnliiima das loteras concedidas para aquella matriz.
Eu ennheco niuilo beni, que dous <:onlos Uo ris nao bas-
t.ini para se acabaren! os rncenos comecados -, mas ao
menos servrin para rebocar exteriorniente os eoncer
los que se cllectuarain na Igreja, c para se fa/.crcni as
portas ; porque, na realidade, acho indecente que uin
innpio, i|uc tem sido matriz, esteja sein portas com
tahoas arruinadas ninas sobre outra-., para impedir que
.illi penetre algilcni. Por todas estas rasos espero que
a casa, conlicccndo a jusii, a desta emenda, a appro-
var.
Finalmente inandei stsna terceira emt-nda que tende
a supprimir a que passvu cul segunda discussao ao ar-
t. 10. He esta. ( 1.4. ) *
Sr. presidente, qu nulo hontcni se offereccu esta e-
inenda na casa, eu au'ped a palavra para a conibater.
porque nao me persuad, e neiu me veio sequr a ca-
brea, que tal ideia passasse na casa ; ncm sequr ima-
gine! que sso fsse pnssivel.
Sr. presidente, a provincia fez um contrato chamado
ein d>reiln.....obligatorio de ambas as partes : a pro-
vincia he nina das partes contraante* ; a'provincia he
representada por esla assembla : ora. lie da natureza
dos contraios,i|ue clles nSo possaui ser j-esciudidos, li-
ma vez feitos, senao por mutilo acedrdo de ambas asi
partes contratantes : este he o prliuciro modo de res-
cindir os contratos ; u secundo !ic quando una das pai-
tes infringe urna condico : cntao a outra mo tem re- |
medio seno levar a qiies(o ao poder competente, que
lie o judiciario: logo este poder, que he ndepeiideutc
como os oulros, pode inlervir ncjias questocs, c quan-
do esla cata o fa Invade attribuifdes albeias, isto he,
pertencentes a outro poder ; c note a casa que, proce-
dciiuo assim, vai carregar com nina responsabilidade
moral enorme, val expr-sc a desnioralisar-se, vai per-
der todo o prestigio. Ileixexemos isso,,r. presidente, ao
puder competente ; nao o considrenlos mis, porque nao
trinos neiihiim direilo para annullar contratos que se
li'.ean ein virtude de lei desta assembla : contratos
M"c a provincia- fez com particulares- Como he, Senho-
res, que a assembla, que fez cssa lei, que he una das
I'jriei contratantes, anniilla esses contratos? Nao be
M^sirfel : he contra lodosos principios de direilo. Dos
fnoj Mvre, Sr. presidente, de ccuiiiulaco de poderes
polticos ein urna s pessoa, ou cm un s corno moral :
esla assembla he legislativa, uo he judiciaria, por con-
sequencia t pode legislar c uiais nada. Tenho, pois,
JUMilicado cssa emenda suppressiva que, a meu ver,
1.....lea evitar o descrdito da assembla ; e por sso es-
pero que a appiovem.
0 Sr. Cabrut: Sr. presidente, ped a palavra'para
insinuar lgunias emendas que inandei mesa e op-
ptir-me a outras nao a todas, porque, ein verdade,
"ao he pnssivel combater a vliile e Untas emendas, sem
contar as que ollereci.
Una das minhas emendas tem por lim suppriiuir-ou-
l'aoll'erecida na segunda discussao, que determiua que
"s proprietarins, olnigados a pagarem a decima de seus
predios, o facaui de tres ein tres mezes : e como fsse
ellajustilicada pelo nubre dcpulado autor daqiiella cu-
ja suppresso agora peco, a casa me dispensar de sus-
lenta-la.
A outra leude a instaurar o artigo quarlo das dispo-
sifties geraes, que revoga o artigo da lei que conside-
ru tamheiu para as aposentadorias dos einpregados
pblicos os srrvicos prestados nocoipo de polica.
Sr. presidente, hontem expend as rasoes que indu-
iram a conimisso a tomar esta medida, nllendendo
'l'iea lein. 82que trata das aposentadorias,'determlnoii
'l'ie lss.'m siucntc contados os servicos prestados as
"/'o iiiun imbUrat : e deinais coiivin nao abrir por-
ta as aposentadorias, do contrario lercmos tantos cui-
Pregajos apoK'nlados, quantos olciaes do guarda na-
cional rr(i>rmadns e onde iremos parar com a despe-
11 ; Ku consideio as aposentadorias cnuio una reeom-j
pensa de servicos, e que s se lleve conceder nos res-
llelos termos da le citada.
A ultima emenda que oll'ereci, Sr. presidente, ins-
taura o artigo nono do titulo prliuciro do projeclo, que
arca o ordenado de 400/000 rs. para o professor subs-
'ilulo das cadeiras da piimeirasdeliras de Uliuda, isto
e, augincntoii-lhe 50/000 rs. sobre ,'tO/OO rs. que
peicebia j o que me parece de juslica; porque sabem os
obres depulados que esse euipregado he obrjgado a
iiejidlr fm Ulinda onde deve estar prnmplo para mp-
ifir qnalquer Talla dos professores activos c me par-
que ii'uiu pait como o nosso, onde os vveres sao ca-
^iinos, nao piule viver mu empregado com menos de
MHAH)u rs. Fram estas as coosidi'rafdes que levaram a
ronunisflo a auginenlar 50/000 rs. no ordenado da-
luelle professor
que se eleve a 100 contos a verba das estradas de S.- pdem ser rescindidos, provando-se que ha dolo ou
Anio c Po-il'Allio. Se o nobre deputado altendcssc i malicia (!e parte de unidos contraanle* j c que mail
bein ao nrcamentn, se confronlassc a receita com a des- i dolo, malicia, ou iraudc queris que exista quando os
peza. verla que nao he possivel volar-se pelo augmento
da qunta marcada no projocto ein discussao. A commis-
sao toda" a economia que pode fazer foi de 21:404/967
rs., eainda assim foi misler estabelecer duas regras na
distribuicao das cifras: inarcou para as despezas or-
dinarias 543:281/370 rs., o para as extraordinarias rs.
105:786/500 : mas, Sr. presidente, apezar desta classi-
ficacSo, observo que imitas emendas aeabam de ser li-
das e nutras passaram na segunda discussao, creando
despezas, bem romo 8:000/000 de rs. para continua-
cao do caes do Ramos e una rampa.....
L'm Sr. Oepuludo : E suppoe que he mal feita essa
despera ?
O Sr. Cnbral : Emendo que deve ser feita pelas
particulares, salvo nos lugares que fdrrtn logradouros
pblicos como o que fez o finado Jos Ramos de Olivei-
ra c cuja despeza se manda pagar viuva ; a rampa li-
eou confronte a urna traressa : neste ponto o governo
deve fazer os caes e rampas, mas lora dahl, queni qui-
zer bons desembarques na frente de suas casas, far.a-os a
sua cusa. Nao voto, pois, por essa emenda e nem pela
outra que marca 100.0000/000 de rs., isto he, a sexta par-
le do rendiinento da provincia, rnente para a conli-
nuacao das estradas de Santo-Anio c Po-d'Alho.
O Sr. liorna : Sr. presidente, uo era sem funda-
inenio, que tanto recelava pela son dos cofres provin-
ciacs ; nao era sem luspella que eu va a marcha lenta
'vagarosa dos agentes da adininistracao, e do ministe-
rio publico na gerencia (leste negocio......
fin Sr. Diputado : Trate da queslo.
Algamas vote : Est no seu direilo.
O Sr. /roma : Pdein dar quantos apartes quizerem,
alternados ou simultneos, que eu respouderei a iodos.
En, como ia dkendo, lubrigava como que um novo
assallo naniielles Ijsicos e inyrrtidos cofres por una
maneira anda mais engenhosa : ha illas que eu ouvia
algumas palavras, posto que mal articuladas, que me
persuadiaiu destas slnistras inlences ; dizia-se, anda
que coih alguma reserva, que os arrematantes dos im-
poslos nao queran! subscrever novas lellras para ga-
ranta do Iheaouro, apezar de lereill ido para sin eha-
.....los, e que nao s pretendlan furtar-se a este dever,
a que sua propiia honra os obrigava, como que leva-
vaui a sua audacia al o ponto de clianiareni esta ques-
illo puramente administrativa para o fAro contencioso,
para envolver a faznda publica na i'hicana dos Irihu-
naes ; ainda mais se dizla, r era que os mesinos arrema-
tantes estavam comprando com rebate as letlras rnuba
das di Uieiourarla, que Ibes pertenciam, e que deixa-
ram de ser pagas no devido lempo, para, quando fssem
chamados a juizo, se apresentarcm com ellas, dizendo
que as pagaram em trinpo compctenle. Kinquanto s
letlras, aluda nao vencidas, dizia-sc tanibem que os
inesinns arrematantes se cscusavam de passar outras; a
pretexto de que, emquanto nao Ihes fssem aprsenla-
das as primeiras que llnhaui dado, no assignariam ou-
tras, pois que mo eram obrigados a passarem duas let-
lras pelo mesino valor ; frivolo e condcinnado pretex-
to, porque neste caso o roubo llcaria rousuminado com
aniiiicucia da autoridade publica, se nisso eonsentisse,
ou toli'rassi: semeihante escndalo, tanto mais qiianlo
os possuidores dessas lettras, que ha inulto deveriain l-
las resumido ao thesouro, por isso que jtinham cons-
clcncia deque eram roubadas, se ficivam com ellas, c di-
ziaiu que as nao cntregariam, c que estavam promptos
a recorrer chicana, quando eu supponho que deve-
riain ser cnmpellidos criminalmente a entrega-las como
cousa mal havida, pois que todos sabeln perfeitamenlc
que as lettras fram roubadas, e que nenhuiu direilo
resta quelles que as compraran! c ainda de boa f, s--n-
do neste caso havido como cumplice-lodo aquello que
compra um objecto, c o ua declara cm lempo, sabendo
que era roubado.
II.-.;i nnli.....uii. Sr. presidente a experiencia me
tem demonstrado que, seinprc que a fazenda publica en-
tra em pleito com os particulares, a pe d i he quasi cer-
ta para aquella, e que os e.xeinplos escandalosos desse
patronato sao repelidos com grave oll'cusa da nioial, da
juslica e dos interesses pblicos. Vendo cu que este
negocio levava caminho de um segundo assallo aos co-
fres provinciaes, julguei ein minha couscicncia, como
representante d'a provincia, e particularmente como
uiemhro da coinmissao de fazenda e orcamenlo, que de-
via propr una medida legislativa que garanlisse a
fazenda provincial desle novo roubo, lano mais escan-
daloso quauto que all'ronta a honra desta casa c de'tu
da a admiuistraco da provincia. Nos, Senhores, seria-
mos ali meme respousaveis peanle a provincia de
Pernambuco, perantc lodo o Brasil, se consentissemos
que se consiimuiassc hu roubo lao infame por falla de
una medida preventiva, pois que ninguem nos liber-
taria da pecha de conniventes, ou de tcitos consentido-
res de semelhante escndalo. Eis-ahi a rasiio por que
apresentei, ua necasio em que se discutan! as disposi-
ces geraes da lei do orcamenlo, o artigo additivo que
manda rescindir lodos os Contratos de iuipostos, cujos
productos estivessem em letlras nos cofres provinciaes,
c dellcs tivessemsido roiibadas alguma ou algumas,
Sr. presidente, se os arrematantes, como uuvi dizer
ao proprlo procurador-liscal, deixarain de pagar ein
lempo algumas lellras que fram rotibadas pelo cx-ins-
pector e ex-tbesourciro, e vendidas por elles a diver-
sos particulares, e agora as^yo comprar a estes por
muilu menos do seu valor, para as uo pagarem na
thcsouraiia proviucial, he evidente que elles eoinmcl-
leui agora um novo crime, ( divnioi apoiadoi) porque
nao s couipram urna cousa que cnnhecem perfeila-
inenle que fra lunada, como que vccni com o furto sa-
tisfazer o valor do inesmo furto ; dando-se por conse-
quencia tama in f de parle dos arrematantes, he de
maiiifesla evidencia que-as arremalaces dtvem cessar
por sua propria natureza.
Sr. presideote, scajfsta assembla he a nica c com-
petente para decretar impostos na provincia, se essas
imposicocs sao por sua natureza altcraveis aiinualmcn-
te,
lo
proprlo* arrema tantea se escusam de passar novas let-
lras, saliendo que fram roubadas as primeiras que
assignaram ? Que mais dolo do que comprar o pro-
prio furto, e vir drpois com elle satisfacer o valor do
objecto fnrlado* F, de que modo, Senhores, podemos
nos garantir o thesouro prozincial, de cujoi cofres so-
mos por assim di/.cr os superintendentes como cncar-
rcgailos da sua manutencao ?
' OSr. Trigo de l.oureiro da um a parle ao inesmo lem-
po que se crusam nutros e se confndelo, de forma que
nao podemos perceber pela confnsao.
OSr. liorna: Diz. o nobre deputado que um contra-
to no pode ser rescindido I Espanta-mc semrlliante
dontrina, quando tenho expendido motivo* mais do que
sobejos para semelhante reseisao; nem erainisler que
esla assembla inlerviesse nesle negocio, porque o jul-
go puramente administrativo. Todos os das estou leu-
do a o nuncio* que deelarain fuadas ou perdidas tacs
e tacs lettras, e protestando contra o pagamento dellas
a qnein nao fr legtimamente sen dono ; c quelles
que as passaram sao obrigados a dar novas lettras, e
creio que de boa t ninguem se escusaria a isto com as
garantas sullicleutcs. Aqu, porm, no s se escusam,
como somos ameacados de aceitar por violencia o qui-
nos foi furlado clandestinamente. Se os arremalanles
no tlvesseni sido chamados a dar novos ttulos dos seus
compromisos com a fazenda provincial, se mo se li-
vessein llegado a esle chamanieulo, e a este dever de
aua propria honra, ainda poderla caber a oplniao hv-
pothellca do nobre deputado. Aqu, porm, uo se d
una hvpolhese, nas um tacto, e beque, nogando-se os
arrematantes a passarem novas lettras O thesouro
no tem ttulos das suas dividas, nem aceo de coinpel-
lir seus devedores ao pagamento dos seus crditos, nem
meios de haver o produelo dos impostos que arreca-
d.iiu por sua conla os arrcinalantcs, sendo mis mudos
espectadores desta seena de escndalo e de torpssiina
trafica nea ; portanto, peuio que este comalo esl de
sua na tureza rescindido desde que uo pi ronche as con-
dicescom que foi folo; do contrario. seguir-e-hla O
absurdo de aproveilar o resuliailo de un crime a lodo
aquelloqllC n commette ou se prevalece delle.
Sr. presidente, anda quando se tenha arrematado um
imposto, e o contrato fsse approvado pela presidencia,
esla assembla uo lica por isso inhibida de legislar
sobre esle Imposto, allerando-o para mais ou para me-
nos, e at eliinin indo-o da receila provincial, tirando o
dircjlo salvo aos arrematantes para reclamaren) os pre-
juizos que tiverem, c uiuitos ja tcein sido indemnsados;
e ainda agora estamos pagando reclamarnos Coilas cm
outras pocas. Nesle caso muda, porm, o negocio di*
fgura porque mo se lala da natureza do imposto,
nem de augmenta-lo ou diminui-lo, mas tao siuenlc de
una garanta para que o seu producto oAtre para os
cofres provinciaes.E como conseguir este lim, nico
que tem o imposto, se os nicos titulo* que a Ihesou-
raria possuia fram fuados o transferidos a particula-
res, que os rcli'iii como seus proprios, o so iiegatu a
rosltui-los a quein nicamente perteneci, que he a
thesourara provincial ? Gomo negar-se esta assem-
bla o direilo que tem de facr entrarnos cofre* pro-
vinciaes o producto de uin imposto' De outro molo nos
serviremos mis, senao mandando proceder nov arre-
mataeo para evitar un novo furto, lauto mais escan-
daloso guanta que se fai publicamente aos olhos de lo-
dos nos? Eu nao compreliemln a opposico que se taz ao
meu artigo, nem me pi
doulrina eui contrario.
furto feito ao inesmo ihesouio, o conservando ein suas
mitos o producto de um crime ; o como que prevejo qui-
lla alguein que procura tornar valiosos esses litulos.
que se alguma cousa provaui be s que os actuaos pos-
suidores das lellras sao conniventes no furto, desle que
as reliverain em seu poder saliendo que eram liiri.nl is.
Alm deque, Sr. presidente, n nossa praca he peque-
a, eos uossos capitaes apoiuados: sabe-se geraltnon-
le de todas as iransaeces, e como se ignorara una es-
pecularan que, segundo di/.em, sobe mullo de ,'i()0 con-
tos de ris.' Presciud.itnos das ordrns expedidas ao ex-
insprctor em lempo'das administrarnos Jos Srs. Marcel-
lino de Hrilo e Chichorro da Gama, prohibindo o rebate
ile quaosquer lettras da lliesotiraria provincial, ovamos
a provar i|tie a praca do comniorclo no podia ignorar
que o ex- inspector nao podia fazer semclhautcs Iransae-
ces, pois que ha mais do cinco anuos no apparece em
uenhiiiua das lois do orcamenlo nina | verba cooce-
dendn a menor i|iianlia para semelhante descont. Se
,'illendei-mos a que dessas leltras, si', em nina easa de
eoininercio chegou a existir mais de 50 contos de ria
rebatidos, segue-se que milito tnaior soturna devia exis-
tir cm outras nios ; agora pcrguuto ou, dVindc sabia o
juro Correspondente para lodos esses descolos? A iei
do iireaiiiento discute-so publicamente, e be depois" im-
piossa nos peridicos, c ninguem dir que os coinmer-
cianles possam ignorar asdisposicos dessa lei. que trata
tic arroeadaees, despezas c de tuuitas disposi^.es ge-
raes, relativas ao commerrio e agricultura.
Sr. presidente, se a somma das lellras rebatidas
fsse diminuta, anda se poderla fazer esta operaQo
por simples acto rio inspector; mas,levada a um pon-
i exeessivo, a lao grande escala, nilo po.loria ser
feita senio por editaos, se a operaeio fsse legal, con-
viilainlo-se aquellos tiue menos juros levassem, e as-
signando-Su tlia para a concurrencia ; mas sempre
se pralicou de modo contrario; estas liansarones
fram sompro clandestinas como acto privado do ox-
iitspeclor; o como, se'm aiiont;ao a tienhiiiia dessas
eonsiderar;es, ctilregaram lanas pessoas ao ex-ins-
pector us seus capitaes, ereclamam agora queotlm
souro garanta una espoeulapan, em que grande
parto cnlmu com i sua tillla le, mft ta decor-
incu artigo, nem me persuado que possa prevalecer
, srguc-se que a arrematarlo triennal esl subjeila a
das as alteracc que eita assembla julgar conve-
niente faicr ein beneficio dos povos ou dos cofres pro-
vinciaes ; lauto assim que lodos os anuos temos altera-
do variado, ampliado, ou diminuida cortos impostos.
como disimo dos cocos, capim, dizuiio do gado vaceum
e cavallar nesle ou naqnelle municipio, ele. Ora, se a
klinei tilidadc dos particulares nos obriga multa* dos arremtame* se nao correase de cerl
Pele* a os s alteracc quanto mais a convenietieia corlado entre o* actuaes pos.indorr* dat
publica a moral.iade c a juslica. quando eslao de I ao thesouro ; ee.se plano audac.0,0 mu
Sl?fj 1. H|.re..os como os dos cofres provn-! a moralldade do nosso pa.z, poique isto
Sr. presidente, disse o nobre deputado que os con-
tratos s se dissolvem por mutuo consonlimcuto dos
contratantes, ou quando um dolles deixa de ciiniprir
alguma das condifos a que so coiuprometleu ; 01a bem,
agora pergunto eu, c os que arreniataram o imposto de
2/500 rs por cabera de gado do consumo' da provincia
cumprirain as eondires dos seus comalos ? Pagaram
porvenlura as lettras nos das dos seus vencimenlos ?
Nao, Senhores: nao pagaram o pr'uneirn quarlrl, e soi.
do aciondia certa, que tanibeni no pagaram oque se
vencen no ultimo de juuho do crreme anuo ; salio-se
igualmente que sao estas nirsinas lettras, j vencidas c
fuadas, que os arrematante) andam comprando por
milito menos do seu valor para a* apresentarcm como
pagas na Ihesoiiraria da fazenda provincial ; c todava
nao serao menos permutlo que esti assembla quei-
ra evitar esta fraude, este abuso, ou esta escandalosa
ladroeira ? Deveinos recorrer chicana 1 Isto qiiorem
elles, o para la nos einpraza.u, depois que se lechar esla
assempla, e cuino team clles 60 011 illl contos de ris em
si para ireni negociando, e rindo-sc dos nossos escr-
pulos c da nossa bonhomia.
OSr. 7'roo de l.oureiro : -- Isto carece de prova.
O Sr. Joi Pedro : Houve um aparte em contrario.
O Sr. Trigo de Loureiro : Poco a palavra.
O.S'r. ftoma:--Sr. presdeme, o nobre deputado pede-
nte provas loque acabo de dizer, e cu Ihe respouderei
que sen.1 oniesmo que pedir-me provas de que a hora
cm que estou fallando he de da; ha fados de lal-noto-
riodado, que pr'ova-lo* sera uoso intil como ridiculo.
Nao he a primelra voz. Sr. presidente/que os contratos
arrematados soll'rcm aqui altoracao, c o nobre deputado,
que se sonta defronle, sabe uiuilo bem desta verdade,
porque he inembro desta casa ha anuos, e tem sido tcslc-
iimiiha do que digo. Ha tres011 qualro annos, achando-
se arrematado esse ineiuiu imposto de 2/500 rs. por ca-
bera de gado de consumo, na lei do orcamenlo foi deter-
minado cobrado por adniiiiislraco ; c ein ciubpriineiito da lei
tirou-se aos arrcuiatanles-o imposto" e foi dado aos col-
lectores. O anuo prximo passado dispoz a lei do orca-
inento, que os sillos cujas casas pagavam dcimas, nao
pagassein o dizimo dos cocos e capim de planta, e os ar-
remalanles m eram que recorrer esla assembla, e f-
ram aii.-iidi.los. Os arrematante* da* bebida espirituo-
sas eslavam no gozo do seu contrato, quando a lei man-
dn que este iuiposto fsse cobrado por um agente, e as-
sim s cumprio, sem que niiigueni se lembrasse de fazer
tanto escarceo, tamo alarido, e ein que oecasio, Senho-
res Onde, pois, esto esses dircitos, essa iinuiunidade
que os nobres depulados pretendem dar aos actuaes ar-
rematantes com mingos do thesouro publico, c talvez
com quebra da nossa honra como encafregados de ds-
tnbu 11'o producto.do suor do povo.'
Ainda me nao aHligiria tanto essa pretencao absurda
o corresae de cerlo um plano con-
da* lettras furtadas
muito dpe contra
se diz e trata de
, entretanto, a casa votar como en-
tender
Oppo.mo-meaemendadcnmSr. deputado, quequer cWfeflgno^ir~o~qu'e ^os'V^aws | publico, querendo faier reverte, contra o thesouro o
lo milita genio losada que nf|i) pode estar ao cali
de lodos osles proinenores, mas os graijda pos'sui-
ilores destas lellras, os agiotas de prolisso, nenlltiin
delies be innocente. Sabe Dos tanlo ganlMtrapj,
e se oque boje ostenta m como capital noiie smen-
te o producto destH tiaticancia de loriun data O que
posso asseverar be que o ex inspertor no liierou t,
o que linha de necessidade uiuitos a gen los para Inda
esta especularn, c que lodos Sito eumpliees no fac-
i. Qucni oiisjiria, pois, discriminar os criminosos
daquelloi que apenas fram sacrifieados pelo sim-
ples interesse dos juros!'
Detnais, iHzeiil latnbem que ha para cima do 200
cotilos de lellras falsas; quem as fabrieoii ? lie pro-
va vcl que fsse o inesmo cx-inspector. Por quem
liam eheias, por quem passadts, por quetn endos-
sadasi' Ja seproeedeu aoesamo dessas lellras, des-
sas (unas, ilossa espeenlaeo fraudulola i' Ab! Sr.
presidente, se assim continuamos, tremo pela surto
da minha provincia. Siulo nilo poder protestar un
neta ou por escripto, mas doste lugar protesto contra
'10 lodos quelles que voltucm a l'avorde i|tinlquei' pro-
" Uencflo desees trancantes, que fot feriro menor inie-
tesse da provincia ; protesto contra qualquer aclo
que traga contra esla assembla a menor suspeila 1I0
sua inoralldado. Quero que a provincia c o llrasil
me julguoin ; porque cu clainaroi se npre contra
qualquer volacan que cnmprotiitHta o nosso nome o
a nossa reputadlo.
Sr. presidente,ainda haoulrn factoque eu nflopos-
so bem qualillcar, mas que me faz estremecer, e he o
seguintri: havia o cx-insper lor d.i lliesoiiraiia pro-
vincial enancado com seus bous ao viscondo de
Coianna noeiprego queexercia de inspectorgernI
ila caixa de atnorttsat;;'o, et|iiaiido a noticia do furto
praticatlo pelo mesmu ex-iuspector chegou ao llin-
do-Janeiro, em lugar de exigir o governo que o vis-
conde prestasse nova lianza, lesobrigando por esto
meio os beos que 80 neliavam respousaveis pela n-
demnisacSo da ibesoutaria desla provincia, vimos
com espanto una poliuria....
OSr. Dantas: Eu j sabia disto.
O Sr. Roma: Oucan, nieus senhores, o vejain al on-
de pode chegar o lystema de patronato! (/>.)
Ora, se (osee licito duvidar da prohidade, iuleireza
o telodo Sr. Ministro da fazenda, eu iliria que esla
portarla linha sido lilha do otnponho, porque o alian-
c.ado esla na corto ; porm eu que ne n ntn momen-
to posso duvidar da proludaile do Exm. Si. Paula e
Sotiza, direi quo foi menos ponSadSj .0 quo esta as-
sembla deve reclamar inmediatamente contra se-
melhante decisao, pedindo que o governo gcral exi-
ja do Sr. viseonde nova lianza, alim de que possa-
mos haver dos bens do ex-inspeotor oque elle de-
fraudo tliesouraria provincial. Esla portara n3o
s antepOe o interesse particular ao nl"resso publi-
co, como da um exemplo terrlvel para que com urna
nanea fazenda nacional possa qualquer rcsalvar
seus bens do.,toda e qualquer iidemiiisa;ao legal.
No caso presente ninguem dita que a hypothese de
uin desfalque na caixa d'amortisa^ao seja de inelhor
condi^Bo que um furto feito o consummado na the-
Bouraria provincial.
Ilaveria setnpre injtisliQa na preferencia dada a
urna Manta sobro um furto ja conliecido e averigua-
do, porm sentar do iudemnisacSu os bens do prin-
cipal defraudador para ir aggravar os bens dos liado-
ns do ox-lhesoureiro, lie nilo s injuslica como um
atleutado contra quelles liado.res, embora estejam
todos esses bous englobadameiito respousaveis pela
iiidcmuisacilo dos cofres pblicos at seu total em-.
bolso.
Sr. presidente, concluo aqui, declarando formal-
mente que, em minha couseicnc+a,* pelas mui fortes
rasoes que acabo de expender em aliono do artigo
addllivo que foi hontem approvado, torno a votar
I
'1

>-


I
p-
i;
i
c
II
:i
ii
.i
i
I
por elle, esperando que lodos os membros desta
casa me acompanhem nesta votaco.
O Sr. Xaviir Lopn :Sr. presidente, aproveilando-
inc da palavra, eu principiarci por apresentar algumas
raJes justificativas de urna emenda que mandei mesa.
Esta emenda, Sr. presidente, tende a designar na lei
do ornamento provincial urna quola para execueao de
una lei que araba de passar na presente scsso, a qual
refcre-se abertura e canallsaco do rio Una, e factu-
ra de una ponte que deve se'r feita no menino rio Una,
no lugar da villa de Agoa-Preta: ponte e despcza, queja
foram consignadas na lei doorcamentn do anno tinancel-
ro prximo pretrito; he, portanto, una despeza que se
firma no orcamenlo da casa, isto he, nos seus preceden-
tes : esta he a primeira rasao que tenho para sustentar a
minha emenda. A segunda, he que nos deveinos ter
inuito fin vista os inelhoramentos reaes e materiaes da
firovinc i,mi numero dos quaes entra sem duvidaoaper-
!.'.i.inwiito !< algumas commodidades quesepossam
fornreer a alguns pontos della. A villa d'Agoa-Preta,
creada ha ilous annos, est muito principiante, e central
como he, nacessita inulto de proteccao desta casa : all
ainda nao ha edificaco. e por consequencia est pouco
habitada; all a accao da juslica he lenta, os actos do
governo cliegam retardados; all, finalmente, todas as
cnusas estao ein principio, uu existen! apenas nos dese-
jos das pessoas bem intencionadas e capaies de oll'ere-
cer garantas de ordem ; e se com ell'eito em tal estado
Ihe faltar o apoio ilo governo, e principalmente desla ca-
sa na deerrtacao de algumas medidas que tendain a es-
tes inelhoramentos, sem duvida esta villa, creada por
un acto legislativo desta assembla, se allanar dos Bul
que se tiveram ein vista na lei de sua creacio. Uemais,
Sr. presidente, a abertura dos ros he considerada como
urna das medidas de sumina importancia, parque he por
este inein que se encurtan) as distancias, scapproxhuaiii
os centros di> consumo, tornando de nielhor condico a
imliHtria agrcola, e facilitando os productos do palz pa-
ra mil centro eninmiim onde possain soll'rcr sua exporta-
cao, onde possam por este faeto ter niais alginii valor: o
apcrfcicnainrnlo das estradas e a canalisaco dus rio*
he sem duvida nenhuma qiiem concorre mais para a fe-
licidade publica : por este meio se activa, facilita c mul-
tiplica a produeco, e cnnseqiienleuienle a riqueza e il-
lustracao: tanto teem reconhecido esta9 verdades uinrs
eivilisadas e industriosas, que trem levado ao possivel
estado de perfeicao estas medidas : olhai, Senhores, pa-
ra Inglaterra com estradas de ferro, altendei para oa-
perfclcoauento de suas locomutivas, rellecti sobre a
Franca, a Helglca e os F.stados-Norte-Ainerlranry lde a
historia industrial de cada nina destas nacoes, e vos
concordareis com o que vos venho de dizer; mas (he
forca ionl'.-sst-1r a nossa provincia se teni conservado
estacionaria nos inelhoramentos de sua industria, nao
obstante os exemplos hrilhantes e progrcssivns das na-
coes modelos, bem semelhanle ao indgena que com os
olhos da indifl'crenca admira, ou dApreza o piogresso
inicllectual e industrial do mundo civilisado ; este esta-
do, pois, nao he conveniente, nem de nenhuma maneira
esperanzoso.
F.is-aqui assuccintas rasos que aprsenlo considera-
cao da casa para se consignar a .|Unta de tres contos de
rls, a fin de c por em pratica urna lei dcsle mesiiio
anno.
Agora, Sr. presidente, direi alguina cousa a respeito
de una emenda pela qual hontein votei, e que ainda as
rasors do nobre deputado que me precedeu au frain
sumeicntes para me fairr mudar de opinio. Esta emen-
da foi olferecida ao artigo 9.*, e manda rescindir os con-
tratos ou arrematares de imposlos, cujos productos
estivessein nos cofres da thesouraria depositados ein lel-
tras, c fssem delles roubados,
Sr. presidente, eu confesso com toda a ingenuidade,
que eslava bem longe de imaginar que me verla hoje na
necessidade de sustentar urna questo que joga com
principios de direito, e que tem lalvet de nullilicar a
exccuco de alguma lei e de contratos feitos para utili-
dade publica da provincia, que, no meu entender, he a
primeira de todas as Icis, porque he sabido n axioma
lalu pnpuli lupremalex eit. O (acto, Sr. presidente, do
roubo da thesouraria he umfacto siinimaincntc extraor-
dinario, mu facto cujas consequencias nao he dado a
ninguem, e muito menos a miiii, calcular e prever at
aonde podero attingir: o que est, porvm, verificado
bastantemente he que existe um roubo de 400 a 500 eoli-
tos, ou ainda de maior quantia; porque as duas com-
missdes que frain examinar o estado daquclla reparti-
rlo nao se julgarain habilitadas para calcular defeniti
vamente o gioinlum da quantia ronbada: he, portanto,
este um facto consequentc dos mais sinistros resultados;
um facto de urna importancia tal, que ou nao sci como
avalia-Io, porque elle relaxou todas as garantas sociaes,
icvou o commercio e as transaccocs a um ponto de dilli-
culdadc extrema, c iiiipreguc^u os principios de muiali-
dade da provincia de una desconfianza degradante.
(Ha alguns apartes )
O Sr. Xavier Lopes: Sr. presidente, eu aqui advogo a
ausa e os Uiteresses da provincia; aprecio os luios
com a impulabilidade e moralidade que emendo ; pou-
co me importa que os meus assertos prcjudiquein os
inleretlCI de quem qur que for ; mas uo lenho inlru-
cfiode applcar estas ininlias consideraces a individuo,
ou classe alguma da sociedade, muito menos ferr a
susccptibilidade, a dignidade c honra que lio devida a
cada um dos nobres doputados : escusado, pois, he de
so ouiprestarem espressoos venenosas.
I'asso a dissertar sobro a materia do roubo, sobre os
resollados que pude tra/.or, c solire os principios que
aqui se emittiraiu.
Sr. presidente, disso-se que os contratos so podiam
sor rescindidos, ou por accArdo mire as partes contra
lantrs, ou por scutenra do poder judiciario. Km regia
geral he verdade que os cunlratos se dissolvem pela
mcsina maneira por que fraui feitos. Este principio se
acha consignado na uossalegislaco civil; mas, Sr. pro-
lidente, o facto do roubo da thesouraria he um facto de
tal n um .va. que eu mi sei ni presente occasio como
qualifica-lo; a rosciso desses contratos he, quauto a
miin. una medida de summa utilidade e de um alcance
da primeira ordem. Roscamos lijpothesc : fram mu-
ltadas e negociadas as lettras voriladeiras da thesoura-
ria ; mas nao se limitou s a islo o roubo, fraiii falsifi-
cadas novas lettras, (tenho vislo algumas) imitando-se
nellas as firmas verdadeiras ; oxislc por consequencia,
na eirculacao, una certa somma de lettras falsas, c un-
irs vordaieiras negociadas sem aulorisaco legal; eis-
aqui o faci inducenle de nullidadc por sua ualurea j
perguuto, pois, quoin deve satisfa/.er o prejuizo de se-
melhanle roubo ? A thesouraria de ceno nao ; porque
a ilii smirai ia ou'a jiinu dade publica nao pode terrea*
pnnsav>'l, na minha opimo e (lo inuia gente, pelo rou-
bo feitu por qualquer um individuo, qualqucr um em-
pregado, soja chile de reparlico, soja qual lr a sua
categora porque ella nao pude responder por ac-
tos platicados fraudulentamente, que .fio repiovados
pelas leis, que euilim sao excntricos de suas altiibui-
crs ; nao he possivel, pois, que a thesouraria responda,
ou seja projudicada por criminosos prucedimeutos, por
isso que a auloridadc e imeresses pblicos uo eslo su-
bordinados e respousaveis por faltas individuaos. Que
deve, pois, faicr a assembla? Que deve fa/.er a primei-
ra autoridade da provincia? Tomar, segundo minha opi-
nio, nina medidaal, que evite que o piciuizo recala
sobre a thesouraria, ncm to pouco contra aquellas pes
soas (pie nao tiveram parte no roubo, e cujos contratos
fram celebrados na forma da lei ; por consequencia he
urgente tomar-te urna medida, mas qual la de ser essa
medida? Quem a ha de tomar? O poder judiciario? O
presidente da provincia ? De certo que uo, porque uo
est em suas altribuices ; enio quem di-ver ser? O
poder legislativo, cortamente. Mal o nobre deputado
disse que era o poder judiciario o competente.
O poder judiciario, Sr. presidente, su Ihe compele ap-
plcar a le ao facto, he esta a iun principal atiriliuiro,
que esta cooiignada na con.lltuicau do Imperio, aonde
lainueiii se determina a independencia dos poderes do
estado. Independencia que he a mola real, componente
da primeira organisaco social ; mas isto nao he to
limpies como le persuade algueiu, porque a primeira
dimeuldade est em comprehender o verdadeiro stte-
ma das leii; a primeira difticuldadc est ein saber a-,
preciar o fados, a que tem de se applicar a lei. Eu sei
que, em regra geral, ao poder judiciario compele res-
cindir o contratos; mas eu tambem j diste que este
facto he de tal natureza, he de tal alcance, que est um
pouco segregado das regrai coinmuns: o facto he de sua
nalureza extraordinario, e querer argumentar de factoi
de origem compium para factos extraordinarios, pare-
ee-iin- que nao ser muito lgico. '
Diise-ie que esta assembla vai eitabelecerum prece-
dente terrivel, vai invadir todos os poderes, vai estabe-
lecer um pomo de anarchia / mas eu nao vejo, Sr. pre-
sidente, que, quando se trata de tomar urna medida se-
melhunlc, qu'amlo se trata de decretar a renda publica,
quando se trata de applicaco c distribuido dos di-
nheiros pblicos, segundo nos prescreve o acto addlcio-
nal, que esta assembla exorbitc ein adoptar semelhan-
te medida, porquanto eu reconheco em presenca do ar-
t. loy.;,"irii da referida lei, que nos corre obrigaco
de legislarmos no sentido da emenda, que nos temosa
am iliiui, .ni de rescindirmos qualquer contrato, de mi I -
lilicarnios qualqucr medida, qualqucr lei em legisla-
cao ou em execuco, sempre que complicar ou preju-
dicar as rendas publicas : he esta nina das mus impon
tantes altribuices do poder legislativo, que mais se
rofrca com o direito, conferido pelo9 do art. II, de
velar na guarda das leis ; c ser observada a lei na hy-
pothese de que nos oceupamos, dado o facto do roubo ?
Itespondam-me os nobres doputados. Tanto esta minha
opinio tem sido sempre a desla casa, que o nobre de-
putado que me precedeu, como mais antigo, mencionnu
varios fados do contratos que foram rescindidds por
delibernccs legislativas, e na presente sesso em que
tenho aqui assento vi ha pouco cxlinguir-se o diziiuo
dos cocos, estando o contrato triennal ainda por lindar-
se : islo se acha decidido definitivamente ucsta mi sin i
lei de que nos oceupamos : oiitro tanto aconteceu com
odi/.imodo capn, cujo contrato foi alterado, depois
de arrematado, por urna outra medida legislativa : fi-
nalmente varise repetidos exemplos teria eu, tanto do
poder legislativo geral como do provincial, sejos quizes-
se acciiiuular na presente occasio. Depoii de tildo isto,
Sr. presidente, eu soi, segundo os principios do direito,
que a fraude nao pode aproveitar a ninguem ; c me pa-
rece que a fraudo da thesouraria he manifesta, sendo
que por isso roto Rea o contrato, visto que a respeito
dclle le teem dado circunstancias imprevistas e que al-
teran! sua substancia. Una lei geral, Sr. presidente,
( cuja dala me nao occorre agora ) manda rescindir o
contratos, quando houver falta de algum pagamento, e
salino os nobres doputados que as lettras das arrema-
tados estavam em grande parte por seren pagas, e de-
pois do facto do roubo deixaram de o ser inteiramente,
porque os arrematantes pretextan!, com raso ou sm
ella, doixarem de as pagar pelo facto do roubo. Islo que
di-o se pude provar com o protesto que se tem manda-
do laier das lettras da thesouraria. Ainda mais, Sr. pre-
sidente, me parece que os arrematantes dos contratos
luc .o.io com a medida conteda na emenda ; porque
extreman! d'um modo conveniente seus dircitos e deve-
res, c verifican! suas cuntas com a thesouraria j por-
tanto, ainda sb esta cotisideraco Ihes he til a medi-
da, quando queiram obrar de boa f ; e se ao contra-
rio qui/.erem especular ( eu os nao creio capazes
disto, mas argumento por hypolhesc J cnto nao uie-
recom favores nem contemplaco do corpo legislati-
vo, em detrimento do? interesses pblicos, que he a
primeira ideia de que nos incumbe oceupar, como re-
presentantes da provincia ; pois sempre a utilidade
particular deve estar subordinada uiidade publica ,
muito principalmente quando se pode conciliar urna
com outra, como faz a emenda.
Sao estas as cunsidcra(es que subinetto ao criterio da
casa, e he ein virtudc dolas que ainda contino a votar
pela emenda ; aguardando por nutro lado a consigna-
jo votada para abertura e ponte do rio Una, de que
faz uicnco a minha emenda.
(C'ontinuor-i-ha.)
salva do OI tiros, as bandas de msica tocaram o
hymno nacional, o o povo no pateo, cedemlo ao en-
thiisias-no do momento, entoott as palarras desle
liymno. Entretanto, o recente recebeu as congra-
tulacOes do corpo diplomtico, dos ministros, da
guarda narional, fetc.
0 ministerio do reino de Hanover enviou a 7 de
lulli. um protesto dieta, relativamente eleico do
archiduque para a regencia da Allomanlia.
O ministerio, depnis de doclarar que o rei dera o
seu assentimento a esta eler!to, e que, conflando
plenamente no alto carcter do regente, ello nao la-
na presentemente nenhuma representaclio contra o
texto e espirito da revoluto pela qual este poder
Cora conferido ao archiduque, passa a dizor que S
M. tem todava alumas declaracocs a fazer aos es-
tados. Que, comquanto elle n!o desconheca a neces-
sidade de maior forca e unida le na Allemanha, e to-
nda consentido em fortilicara constituicilo por raeo
de urna representaciio popular na confederacao, es-
t com ludo convencido de que um governo central
inlervindo em os nogocios internos dospaizes, e
tornando os principes meros vassollos do outro mo-.
narcha," pora e:n pergo o bem o a liberdade do po-
vo. o offendor os direitos magestiticos dos reis.
Que elle esta p rom po para todo o sacrificio que o
bem du paiz possa exigir, mas que est tambem de-
terminado a solTVer tildo, antes que consentir em
tomar parle em medid is incompaliveis com oseu
real dever e honra.
Qiioorui, pois, oncarrogara os ministros de vi-
giaron! e inftiiirem sobre as resolucocs da assemblj
nacional, alim de que a posiciio do regente possa
iilo sar iticompativel com a udep,enJencia do reino.
i l'orm, contina o protesto, S. M tem (ambe.m
declarado que, se neuhutn resultado favoravel for
obtido, e se os limites independencia do reino
excederum a lititu de demarca^rio quo elle hajulga-
dodosuu dever tracar, de nenhuin modo so julgar
obrigado a permanecer em urna pusigo quo em tires
circunstancias, a seu ver, o despojara de toda a
possibilidadc do promover o bem de seu paiz.
lOMMERCIO.
ALFANDEGA.
RRDIMKNTO DO OA 2.........
Deicarrega hoje, 24 de ayusto.
Drigue Raimboie inercadorlas.
5:836/272
CONSULADO GERAL.
RERDIKKNTO DO DA 23.
Oeral.....................1:823/132
Diversas pruvincias............. "1/151
".827/483
CONSULADO PROVINCIAL.
KKMDIMENTO DO DA 23..........1:009/784
ni un iik i'Kh\.iiiiii:i;ii.
nEOIFE, 23 DE ACOST DE 1848.
O parlamento germnico cm I'rankforl nomeou
para regente d Allemanha ao archeduque JoSo, ir-
mdo'do imperador da Austria. A commissflo dodiio
parlamento oncarregada de olTereccr a regencia ao
Ilustre nomeado, depois de passar pelas cidades do
Nuraherg, Itegonsberg e l.intz, onde fra recebida
pelos cidadiios e pelas autoridades com honras de
principo, chegou a Vieiiua pela tarde do da i de
jullio. Os habitantes desta capital quo jtinham
scicncin da approximaeo da cominiss'io, reun ia m -
so em grande numero sobre o caes e saudaram os
depula ios com longas e eulhusiasticas accIainaQOes.
Intmodialntnente depois do seu desembarque roram
elle! receliidos por conunissOes dos cidadiios, da
guarda nacional e dos estudanles, as quaes os con-
duziram aos carro que das coxeiras imperiacs ha-
viam sido para este fin enviados. ICIIes foram a-
compinhados por um destacamento da guarda nacio-
nal montada o por mullos centenares do carros com
os membros das commissOes at a casa para a sua
recepcalo preparada. O povo victoriava-os iminun-
samente 0 a msica locava o liymno pairiotico "Was
ist des Deutscheii Vaterland.
A mesma demonslracjia do alegra leve lugar pela
nianliaa do da 3, quando as dillerentcs conunissOes
conduziram a deuutaco ao pago Imperial, onde fra
inlrodii71ili presencji do archiduque. Osdcputa-
dos acharam-no rodeado de seus ministros, dosotil-
baixadnres de lodos os estados.germnicos e de seu
.secretario. Depois de una allocuQo do barao Adria-
no, o qual Ihe a presen ton a caita da assembla na-
cional, e da um discurso de Mr. Ilorckscher, o qual
deinoustroii o estado em que se aclia a Allemanha, a
necessidade do urna regencia, o 0 desejo geral da
nacfio, o arclieduque respumleu assim :
a Senhores .A minha elcicTio para o importante
lugar de regento 'muito me lisonga e honra. A dic-
ta me ha informado do assenlimenlo dado pelos ga-
yemos gerinauicos'a esta elejcjSo.
A ('onfianc.il e os benignos seniiinenlos, mostra-
dos desle modo para coinmigo, penlioram sobra mo-
do o meu coraran. Kll couheyo mui bem ussitn a
honra como a importancia e as dilliculdados da dig-
nidade que me haveis conferido. Queira Deusdar-
me frcas para poder justificar esta cTinlianca para 0
bem da iiacflo germnica Permita elle que todos
os patriotas se unam para ajudar-tneem minha tre-
la. A tinidade, a iiiodcrago, o dcsititeresse eo amor
da juslica sao as nicas cousas que pdem promover
o (ini que lodos lomos,cm vista. Senhores, assegu-
ro-vos quo nilo tonho outra ambiguo que a de ein-
pregar toda a (r<* que me resta ein o servico de
nosso coinmum puiz. A minha presente posi;o lie
ambara cada. Ku nao posso agora determinar o
lempo i-ni que mesera peruiilliilo entrar uocum-
prinieulo dos deveres da regencia para que fui Ho-
rneado; e icnciono prinieiraueiilc comtnunicar com
o imperador, meu muito atpado soberano, alim de
saber de que modo os devores de minha nova posi-
ciio pdem ser reconciliados com a conlianga que
elle em mim depositara
O regente appareceu depois varanda do palacio
cercado da deputacuo : deu-se nesla occasio urna
EDITA L.
Miguel Archanjo Monleiro de AniraJe oficial da im-
perial ordem da Roa, cavalleiro da de Chriilo e ins-
pector da alfandega de Pernambuco, por S. II. o
imperador, que Dos guarde, etc.
Faz laber que, rio dia 25 do corrate, ao nieln-dia, na
porta da mesma, se nao de arrematar em hasta publica
5 caixas co m 283 libras de maruielada, no valor de 80/
n., c 2 caixas com 6 arrobas de doce em latas de 8 li-
bras, no valor de 38/400 n impugnadas pelo guarda
l.ui/ He/..ti.i Monleiro Padilha, e .VI lian is contendo
250 arrobas de cevada, no valor de ltj/000 rs., impug-
nadas polo guarda Manocl da Fonseca de Araujo Luna,
no despacho por factura n. 855 i sendo a arrematacao
subjeitaa dircitos.
Alfandega, 22 de agosto de 1848.
Miguel Archanjo Monleiro de Andrade.
se
Deca raedes.
-- O arsenal de guerra compra 14 pilles de brzerro
de lustro ; 12 machados I2enxadas; 12 pa de ferro ;
6 du/.ias de varrumas de dill'erejites qualidades : quem
ditos gneros quizer fornecer mandar sua proposla e
as amostras directora do inesino arsenal, at o dia 25
do correte. Oirectoria do arsenal de guerra, 21 de
agostn de 1848. O cscripturario Prancjieo Serfico de
A'tit Carvalho.
I'ire-rwuuluth da Repblica e Confoderacao Argentina
em Pernambaco.
Por ordem do F.xni. Sr. enviado extraordinario e mi-
nistro plenipotenciario da Repblica Argentina, se faz
publico que. toda a embarcacao que e destinar aos
polios da repblica dever levar seu manifest e carta
de sade legalisadoi pelos cnsules da referida rep-
blica, e para isso devem ser acompanhadoi dos despa-
chos dos gneros mencionados. V. emquanln nao fr
determinado o contrario pelo governo da mesma rep-
blica nenhuma rufoarcacao ser adniittida entrada,
que tenha tocado ou tido couimunicacao com a cilia-
do de Montevideo, ao menos que nao prove que fui ni-
camente para receher-pratico, por incio doi leus con-
signatarios ; no emquanto, para faeilid.idc das coibir-
c.icocs que procuran! os portus da repblica, indepen-
donte rius praticos que se achain a bordo das embarca-
cocs (le guerra estrangeiias em frente a Montevideo, a-
cha-so nina escuna com pra'licos a bordo, na altura da
ponte do Indio (cujo proco he todava mais commodo do
que os outros): outro sim, uo sero admiitidas no por-
to da Ensenada mbarcaces ostrangeiras de menor lute
quede 120 toueladas.
Oque o infrascripto fax publico a commercio deita
praca por ordem luperior.
Pernambuco, II de agosto de 1848.
Aluno .Wnriii di Seixai,
Vice-consai argentino.
aviso importan.
O administrador da mesa da recebedoria dai rendas
geraei internas avisa, pela ultima vez, aos llovedores do
banco, declina de mao mona, seges c carriuho, dizima
de chancellara, barcos do interior e escravos, de 46 a 47
e 47 a 48, que venliani pagar o que estao a dever : pena
de se proceder a exeoutlvo, le purventura nao coniparc-
ccrciii alt" o Hu do correntc.
Recebedoria, 21 de agosto de 1848.
/Vanlico Xavier divalctnle di lbuquerque.
THEATRO NACIONAL
DA
RA DA PRAIA.
ABERTURA.
Domingo, 27 fe agosto,
a benelicio do director Pedro Baptisla de Santa Roa ftt,
r.i lugar o teguinte e variado espectculo :
Oepoii de executada por grande orchestra a optiiru
sympboniaCAtil di Bron;, repreientar-se-ha o lindo
novo drama Intitulado
Kste drama tem sido elogiado muitas vezes em diver-
sos jornaes de Liiba, e por ino foi preferido pelo ent-
prezario.
Personageni principaei do drama, e actores.
liarlos da Silva ..... Jos Maximiano Cabral.
Narciio da Fonieca Antonio da Cunba. .
Hanoel de Souto .....Jos Alvei.
1). Joao.........Fiel.
Antonio.........Bernardo.
lleno vera....... Santa Rosa na graciosa velha.;
llenriqueta.......O. Josefa Candida.
Getrudei.........D. Vicenela Ferrelra.
O beneficiado eifurfar-ie-ha por bem deiempenbar a
parte de velha. quetoinou a li, por ter merecido ar-
piamos do publico, sempre que ha apparecldo ein ice-
na faiendo semelhanle papel.
Os intei vallos do drama serao preencbidoi com bel-
Ultimas symphnnlai.
Santa Rosa, crto da benvola attencSo que o seus
protectores soem prcitar-llie,espera queeltei a>recie
devidainente, nao l a reprciemaco do indicado dra-
ma, com o desempenho das symphoniai.
Acabado o drama, o beneficiado cantar a nova e jo-
cosa aria
.; .a.!:'.; :..
Pora ion a lodo o divoi limenio a nova e mu graciosa
farca que tem por titulo
o ramo o'imoru,
ou
Eitapafurdio logrado.
O iheaii ioho estar decentemente ornado.
Os camarotes acham-ie divididni de aecrdo com o
sj sieoia moderno, Uto h, como 01 do (beatro publica
que se osla edificando.
A platea oflerece bastantes commodos, e eit prepa-
rada com toda a decencia, por seren 01 aliento* de pi-
Ihinha com cteoslos. Isto nao obstante, seu proco ser
de 1*0011 n.
As pessoas que tem enromniendado camarotei pdem
mandar buscar seus carios no thcalro a qualquer hora
do dia poii que riles ahi le acharo venda peloi prc-
cos seguimos : 1.* 2." ordem, 5/000 rt.; frente, tamo
da 1 como da 2. ordem, 10/000 n.
Principiar as 8 /> horas com a ebegada das autori-
dades.

THEATRO NACIO\AI,
UK
SAN-lR 4NC1SC0.
SABBADO, 26 DO (JRRENTE.
Ultimo b.nefirin do director empriurio.
Representar-sc-ha a mu brilhante e insigne peca m-
gica ebegada do Rio-de-Janeiro
NINGUEM VENCE O PODER DE AMOR,
ou
O valor di um Portugus na Hiipanka.
Rematando com a linda farca denominada
a caa constitucional,
ou
(M parlidot donuiticai.
FBKSONACRNS.
m I
Mr. Bertrand, pal de familia .. Realista.
Mr. Sourtot, Dr. homceopalhico.. Philipita.
Mr. Girand, bacharel. ....... Opoiicionila.
Pasquin, criado /......Republicano.
Dupin, destribuittor de Diarioi. .. Cominunita.
Madama Gir............I.rgitimisla.
Madaniosolli-T.ui/a.........Ropiiblicanaexallada.
Reame, criada...........Hunaparlisla.
Para nao ir de encontr com o theatro da ra da Praia,
passa para sabbadu, 2(1. O beneficiado, desojando entre-
gar o Iheatro a seu proprietario, lauca mao dcsi vulti-
iiio recurso para rrcarcir os grandes prejulios que uflCJ
iiiaiuciiic icio solli ido. e apella para a proteccao de um
publico que por mais de una vez se tem dignado pro-
teg-lo, e de quem espera amparo e proteccao.
Principiar o espectculo uhegada do Kxin. Sr. pre-
sidente^_______^^
Publicago.s Ltteraria.
Acaba de sahir do prelo
0 H1TT0 ESPERTO.
DIALOGO
HISTRICO, ANALYTrCO, CrTICO, MORAL,
ENRItE
UM MATUTO E UM LIBERAL,
A leitura de suas conferencias he liitcroisantc a toda
a classe de pessua; utilisam no estado actual da socie-
dade, podeudo-se mesmo dixer iudispensavel.
O autor desta abra.rscrevendo-a nos ns do anno pal-
iado, parece que adivinhou os acontecimeotos do pre-
sente, e com iini espirito quasi prophetico deicreve o
oales que te Ihe devem seguir, deinonitrando que o iu-
fledo progreuo vai para o regrcsio.
Vende-ie na praf a da lildependencia, livraria, n. 0 e 8,
a 2/000 n. cada oxemplar encadernado, e a 1/600 rs.
em lirochura.
MEMORIAS HISTRICAS DA PROVINCIA DE PER-
NAMBUCO.
O Sn. que pagaram adiantada a subscripcao desla o-
liia queiram mandar leceber na praca da Indepen-
dencia, livraria, ni. 6 e 8, 3 e 4. tomos que esta
concluidos, e o 5. ic deitrlbuir quando chegareiu as
eitanipas que o autor niandou llthographar.
'4
Avisos martimos.
I'aara o Aracaty pretende seguir viagem, com br(-
vidade u lale nacional Timador, inestie Jol Joaqun'
Duarle: para carga e passageirds trata-ie na ra o*
Cruz, n. 20, com Lulz Jos de S Araujo ou coiu o inei-
tre, no trapiebe Hoyo.
MUTIU


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Para o Rio-de-Janelro egue, com brevldade, as-
."*, ,ie lindar a uadeacorg. por ter parte da carga
81 ',,., o brieue brasileiro Mtnerva forrado e pre-
ZSl cobre : que... no mesmo iiuiser cjrregar ou Ir
rW.ls aecm dirija-.e ao seu consignatario Mai.oel
^', c ode Olveira na ra da < adela, n. 40. ou ao ca-
'* 111I2 Martina da Costa a bordo.
P,l:,Paa oCearsahc, nestcs das, por ter-tres partes
a.',eu carregamento a bordo a sumaca Flor-do-Angi-
?L ,"e,trc bernardo de Souza : para o restante da car-
ia e passageiros. trala-c con. o mesmo mestre ou com
?ni7 Jos de S Araujo na ra da Gru, n. 26.
" Para o Rio-de-Janeiro segu, en. poneos di, o
rlu"escuna nacional Olinda, por ter quasi engajado
cSiplew o e., carregamento : par o restante, es-
ecornil* nassaeelrj.s, aque.n ofterece os inellio-
""'^m.ndo, ira a-se com Machado Si Plnheiro. na
no Ferrera. Rio^randc.uo.Sui saliii breve o brig.ie
ljrma por ter prompta a n.aior parte da carga : inda,
Irm pode re'ceber alguma ...iuda. e ten. bon. com-
1 I. ., aeelros c cicravo : quem prelender po-
rcon,?at" com os consignatario.. Ainorin. Irmaos: ra
di:pdaraa.Bl.1a.ahe.at odia 23 do crreme, a ve-
Irira escuna ttalanl.-Maria forrada e pregadade cobre :
, n resto dacarea c passageiros : para o que tcm ex-
Siente, commodos, tratar com Silva Grillo, na ra
da Moda, n. II. ou como cap.tao, Jos Mcndo de Souza.
-Para Lisboa partir, no crrente me, de agosto o
hem conhecldo briguc porlugiicz Turujo-Pr.me.ro. de
oue he canillo Manoel de Olivelra Pancco. feui gran-
denarte de seu carregamento engajado : para o res-
tante de seu- carregamento, assiii. como para passa-
peiros a quem oflerece asseiados 'commodos c bom
Liaienlo, trata-se con. o dito capitao na praca, ou
con. o consignatario, Firmino Jos Flix da Roa, na ra
do Trapiche, n.44.
= Para a cidade do Porto partir, com a inaior bre-
vldade possivcl, o patacho portuguez Hfttaurafdo ten.
maior parte de seu carregamento promplo: para o res-
to da carga e passageiros para o que oflerece excellen-
les coinn.odos .lala se com o consignatario, Firmino
Jos Flix da Rosa na ra do Trapiche, ... 44, ou com
o capltfo. Jos de Olivelra Faneco na praca do Cor-
no-Santo. ,. .
' __ (-ara i,sba sahe com a maior brev.dadc a barca
nortueuexa Tejo, capitao Silvcrlo Manoel dos Reis : para
carea e passageiros, para o que te.n os mais asseiados
c0mtn009 a tratar con. o capitao ou con. os consig-
natarios, OIveira Irinaos C.
=Para o Acaraj e Cear segue.no dia 28 do corrente,
y patacho Sanla-t'nu, pregado e forrado de cobre : pa-
la o resloda carga trala-se ao lado do Corpo-Sanlo. lol
de cabos, n. 25, ou com
Gonplvesdos Santos.
o capitao Joaqun. Antonio
Lotera co the itro |irid0O
Amanha- correm as rodas rJesta lo-
tera impreleriveimente, no consistorio da
igreia da Conceico dos militares, e o
resto dos bijhete vender se-ha somonte na
botica do Sr. Moreira Mariiiies,no paleoda
matriz de Santo-Antonio, al a hora em
que comecaro andamento das rodas.
= PERGUNTA-SE ao Sr. Thomax Rodrigues Goed-
barnc, socio do primeiro agente do xarope de bosque,
se nao he verdade terchegado nesta provincia, no da
30 de iulho transado, e no da inmediato, 31 do n.esmo
me., ter Ido casa de Quaresma, onde pessoalmen-
te Ihe entregou a carta de seu correspondente, o Sr. An-
tonio Rodrigues S-Vianna, na qi.al mandava tratar com
Smc. de ser o deposito do xarope de bosque em ca-
sa de Quaresma. por assiu. ter tratado por ve.es com
o seu socio e primeiro agente, o Sr. II. < Vates & Com-
panhia: Smc. inelhor do que nlngucm disso sabe : por-
tante, hala-de declarar pelas folhas a verdade, como se
espera de seu carcter, para desengao da emposlura c
.norte da mentira.
Arrenda-se un sitio na Varseaa
margen, do rio Capibaribe, com excellenles commodos
para sepassar afeita, casa grande e mobilada, com
coieira, estribarla, ele. : ten. baixa para cap.m c mul-
tas arvores de fructo no fundo do sitio corre o Capiba-
ribe : quem o pretender, dirij.i-se ao pateo do Carino,
n. 9, segundo andar.
Preclsa-se de urna pessoa que q.ieira traball.ar em
rennatao: na ra da Sanzalla-Nova n- 4 : na inesina casa
vende-se urna balanc. grande, un. peso de arroba, ou-
tro de mria e urna bomba de despejar pipas.
Troca-se o engenho Gloria em Poi lodo-Calvo, pro-
vincia de AJaeaf. con mullo boas bcnfeiloria. c boas
trras, por outro qualquer nesta provincia perlo da ca-
pital de oito at lOlegoas: quem pe tender dima-se a
r- Dlreita, no primeiro andar do sobrado u. 5o-, que
achara vom.que... tratar.
- Aluga-se o segUncto andar e soto de nina casa na
na do Rangel, com cominodos parcuima grande familia:
quem a pretender dlrija-se a ra da fcu^rora, ... 58.
Jaries Hunter, Inglet, vai a Mace
Na ra de Agoas-Verdes, n. 20 ,
fura toda a qualidade de comida engom
hoinem a tres vlntens a peca e do-se
dagein. a 80 rs. a pataca.
Perdru-se. no dia 20. um cnueiro de ouro todo
lavrado desde a ruada Unio at a praca da Indepen-
dencia : quem o acliou. queicndo restituir dirjase a
esta typographia. quesera recompensado.
Joao Lula de Olivelra Flores, subdito brasileiro ,
retia-se para Portugal, a tratar de sua saude.
- OBRAS DE CABELLOS.
Faxem-ne na ra Nova, n.. 30 toda a qualidade de
obra, de cabello, como seja... tranceln, para' reoio
r loneta. de diflcreoles modelo, adereco, pul".
brincos, alBoetese crecentes, etc.: ludo por preco
-'0 a'oaixo ..signado faz saber a ...do. *
que... ten. transaccocs que o Sr. Anin., -oaquin, de
reitasGuimaraeadci.oude ser .ou caixe.ro desde o
dia 16 d corrente. l-Vanr4co Jl/.trl.n de/-emo*
Oabaixo assignado fax publico que va. P r'M
tratar de .cu. negocio. dclxando sua casa
seu mano, Francisco Jo. da Silva AW,,?
co.no at boje e por seu. bastantes procuradores
toseumano. o^JIlms. Srs. Pr. Nono Ayque de Aht-\-
lo.Anne.de tirita Ingle, e Francisco das .bagas sai
guelro. A/lino/ da Sitva Amorim. .!,.
-- Antonio Hcnto de Araujo fax .cente ao re*Pc'"
vel publico que comprou a padaria sita na ra ua mo-
ra, n 55, a Manoel Jos daCutiha-
Antonio Jos Soarcs yai para a Uahia.
- Aluga-se.aJoja do .obrado da esquina dos Quatro-
Canlos, da cidade de Olinda, local excellente para qual-
quer eslabrlecin.ento: dentro da lnesn.a existe una ar-
macao de venda que e vende por preco mullo com-
modo, e tamben, se tira-a dita, se as.im convler ao
pretendente : a fallar no Varadouro corneo Sr^J.oaqniii
Ribeiru, defronte do embarque, ou
Livramento, .obrado n. 8.
Precisa-.c de um calxiro par;
preferindo-se um que j lenha di
que se acl.ar na. circi.nislaifclas
conducta, prjde drigir-seV na
18, Junto ao quarlcl de,f olicia q
tratar. / "
cozinha-se para
oa-se roupa de
bojos de ven-
Aluga-. urna casa defronte da Igreja da Soledade
com 2 salas, 4quartos, eozlnha fra, estribarla c cacim-
bas, com 2 quiutae., aendo um amurallo e outro com
cerca, por 10/000r.. : no arinaxem da ra Nova, n. 67'
Preci.a-.e de un. caixeiro para venda: a tratar no
Aterro-da-Boa-Visla, n. 24.
Agencia de passaportes.
No pateo do Collegio, na loja de livros do Sr. limita-
do, encontrar-se-ha urna pessoa habilitada para tirar
pa.saporte. para dentro e fra do imperio, assim como
despachar escravos ludo islo faz-se por menos de
que em outra qualquer pes.oa.
Ofl'erece-se urna mulher para ser ama de una ca-
sa de familia capaz, que .abe fazer bolinhos de todas as
qualidadrs, podlm, arroz de lelle e cozlnhar, mas nao
engom.na : a pessoa que quizer dirija-se'a iravessa de
San-Pedro, n. i
~ Aluga-.e um sobrado .'e um andar e sotao, com
commodos para urna familia, com quintal; cacimba e
sabida para a ra de Santa-Thcrea, sito na ra de Hur-
tas : quem o pretender, 'dirija-sc a ra da Cadcia do
Recife, n. 59.
A UNIAO N- 5
trazo elegante discurso do dislincto deputado o lllm.
Sr. Joo Manoel Pcreira da.Silva'em responta ao do
Sr. Urbano, c outras materias mui interessantes ao.
leitorc. : acha-.e venda nos lugares j annunciados.
as Cinco-I'ontas, n. io4, hium
prta para alugar, aqiial sabe azer o ser-
vico diario de una casi.
- A viuva de Manoel Ferrcira Pinto contina a fazer
bom doce de todas as qualidades. ceco c de calda, e
roga a seus freguezes de coiitinuarcm a comprar, que
serio bem servidos, tanto em preco como em qualidade :
no seu aiinazem de louca na ra do Encantamento ,
n. 3.
-Quem tiver para alugar una prcla co.n bou. lene
para criar una menina, dirija-se a ra da Cadela do
Recife, n.20, 2. andar.
Jos Leonardo relira-se para o Rio-de-Janciro a
tratar dos scus negocios, levando em sua compaullia os
seu. tres "scravos, de nomes Quiteria, prela, Joo e
Aiexandre, pjrdo..
Preclsa-se de pretas para vendern azeite : na ra
dcranlo-Amaro, n. 3.
Precisa-sc de un. caixeiro : no Holel-Connncrcio,
ra da Cadeia de Santo-Antonio, ... 13.
Na rim da Scnzalla-Nnya, n. 40. primeiro andar,
existe uina carta para o Sr. Uernardino Antonio da
Silva.
Precisa-se de um moco brasileiro para caixeiro de
venda, que tenha pratica, e que d fiador sua conduc-
ta, para tomar conta do negocio da mesma : quem es-
liver tiestas circunstancias dirija-se a ra larga do Ro-
zarlo, u. 29, que se dir quem precisa.
= Est venda o n. 8 do (rito da Pmtri, na praca da
Independencia n. 12 ; no bairi o do Recife ra da Ca-
dcia, i. l. Este numero est uiuilo interessanle. Con-
tinua acobranca vista dos recibos impressos.
Declaro que, por conta docirurgiao Joao Domingucs
da Silva, ora empregado na ilha de Femando, con.piei
e tenho em uleu poder o mel bilhelc u. 193 da lotera
do thcatro que annumtiou correr a 25 do corrente.
Kicorino Franciieo doi Santo.
~ Preci.a-sc alugar urna negra que sirva para venda
de ra: a tratar no sobrado da ra da Penha, esquina
da travessa do Carccreiro, n. 11. Nome.ino obrado se
engomma roupa, nao so vinda lavada cnnin para lavar.
Aluga =c um molcquc de !2 a 14 annns que seja-
fiel: no llotel-Co.uinercio.
Hoga-se ao fabricador de cartas
anony.nas que, cm lugar de nlroduzir una de tres en.
tres noiics, baja de o mimosear toda as noites mes-
ino por ter toalhasquanta. Ihe scjain precisas, pois teru
de poupar papis que Ihe pdemrervlr de embrulbos,
e que .uas cartas nao pdem ter outra applicacao e
no ]ra toalha. Re.olva o iutriganle como be apro-
ver c eu estarc inulto prompto a dar extraccao a seus
traballios. = O amigo doi fabricante ile paptl.
= Aluga-sc um obradinho de um andar con, solno,
lujas e quintal, na ra do Sebo, n. 50, por 2ti4#000 an-
nuaes o terceirn andar e soto do sobrado do Alerro-
d-l'oa- Vista, n. 4, por 250/000 annuaes : a tratar no es-
criptorio de F. A. de Olivelra, na ra da Aurora, n. 26.
-- Aluga-.c una sala com uina grande alcova e um
quartn do primeiro andar do sobrado n. 26 do Atterroda-
Hoa-Visla : a pessoa que a pertender,dirija-sc na loja lo
mesuio.
Casa de modas ranrezas.
A. Millochau.
No Aterro-da-Boa-Vista n. I, primeiro andar defron-
te do chai ii i/
Pelo navio Beaujeu, jecebeu Um lindo escolbimcnto de
chapeos de moda nova, para senhora ; chaposde pa-
tita aberta ; ditos de palha ingleza milito alva e l.rra;
dito, de palha da Italia ,< ditos de palha aberta ,
muito ricos, para lucilinas; trancas de cores diver-
sas para enfettes de" vestidos ; luvas de pellica para
senhora ; caubraia de linho se... mistura de algodao ;
rendas lisas de linho ; fitas de ricas cores para grava-
tinltas.de senhora ; ricos filos bordados para vestidos c
veos de noivas ; llores e palmas ; vcrdadelros bico de
linho brancos ; tiras bordada. ; fitas de todas as largu-
ras ; toueailoj para cilancos, etc. Na mesma casa ha
semine para o escolbimcnto das senhoras um sor-
tmenlo de chapeos de seda de toda, as cores, toucados
e toncas para meninas : lamben, se fazein vestidos de
noivas e outro. con. promptidao c preco cominodo.
Untante o. avi.os repetidos do Sr. Joao Manoel para
que cntregasse a mencionada lettra ; porlaulo o inesmo
major Santiago avisa ao publico para que nao aceite a
referida Ictlra em transaccao alguma porque est, pa-
ga e extincta.
JoaoMauricio de Ranos Wanderley, Sr.'do engenho
Ciiidahy, em Serinhacin. ten tratado comprar a Joao
Jos Marques Araujo, morador na villa de Rlo-Formu-
so, duas casas de sobrado sitas na mesma villa em ter-
reno Ibretro a Sra. D. Francisca, e sendo que alguem se
Julguc con. direito s mesma, propriedade deve decla-
rar ao menino comprador ou a Mauorl Guucalves da
Silva ues-"! praca, sio nu pra/.o de 8 dias, contados do
presente anuuncio, lindos os quacs se passar a e.crip-
tura sem attender-.c a reclamacao alguma Recife,
de agosto de 1848.
que cnsina a maneira de .ar, acha-se grat, no de-
^tmm Comp.nl.ia o, nico, "^ ^1
de e provincia >.^^'^^fJSSm\o pu-
de-Janeiro o Srs. II. C. late, uy., <> b daanelle
blieoter .empre o ...ais novo poss.vel vitf0, ^maig
deposito. Costa 5/500 rs. cada garrafa, e e. d"*'". dc,a
e.rl en. conta tanto no deposito como na riu da Ciucia
do Recife loja de miude/as, n. 9-
17
MipAlMTCME^
J. A. S. Jane, artista, tem a honra de avisar ao res-
pcilavel publico que tem voltado do norte c se aeha
residindo na ra eslreita do Rnzario, n. l(i primeiro
andar, aonde continua a por denles artiliciaes, de por-
celana i-.ii.ipi.si. ni esta inteiramentc isenla de cor-
rupto como bem tira as caries dos ualuraes, caifa
de ouroe prata. Oannnnciantc declara a todas as pea-
ana, que sequizerem utilisar de seu preatimo que nao
exige receber paga alguma, se por acaso nao licarcm os
ditos denles artiliciaes to bem postus, que nao se possa
differencar dos proprios naturacs sendo o. nicsmos
postos sobre chapa de ouro e sobre larracba os quaes
ficam tao seguros, que se pode inaslig.ir toda a comida
com riles sem causar a menurdr.
^ NOVO PAO DEPROVENgA. ft
Vende-it lodos os dim. O
0 proprictarioda padaria epastellarla franceza n,
do Aterro-da-lloa-Visla, ...50, desejando agradar ^
SS cada vez mais aos scus freguezes, resol veu ullere- {
X cer-lhcs um pao que se fabrica cu. Provenca por S
fjfl um processu muito diilercnle do ordinario, e que, ^
^ cxigii.do farinha da. melliures qualidades, mere- g\
(ft ce a prcfe.'Miria do publico, pela sua aluna. V
jos muito s
. DENTISTA.
\m. S. Mawson, cirurgiao dentista acha-se residindo
no\Rc-ci(e ra do Trapiche-Novo, n. 8, seguudo andar,
onde contina a por denles mineracs ficando incor-
rtiptfvais e parecendo iiitelramente como denles natn-
raes tainbein til a a pedra, a quai, nao sendo exlrahtda,
emperico tempo tanto arruinaos denles; chumba com
oiit o prata. oudentico para privar de augmentar a
corr*pcao i tambem lira, limae fa lodas as operaedes
deniieaes con. a maior delicadeza possivel. Elle espera
qu Jos elogios e o muito patrocinio que ten. reccbt.lo
pefos beneficios que tem produiido na sua pratica du-
raile 8 anuos de residencia tiesta cidade serao garan-
ta, sufiicienles para as pessoa. que, precisando de seu
pre.mo, nao o deixent deprocurar. "
lava-*c e ciigoinina-se com toda a, perreicao por
preco ioi.ii.hk1o : a tratar na ra da Roda, n. 23.
--/ Alugan.-se duas casa, na ra Imperial, urna dita
na rua Augusta,tudas com muilo. comu.odo. para gran-
de familia e pelo preco de 8/333 r.. por cada uiez; uina
nena agoa no beceo do Peixoto, por 5/rs.: a tratar na
ruA do Crespo, com Antonio da Cunha Guimaraes.
-Os abai.o assignado. f.zem publico que ninguetn
contrate negocio alguiu con. Bernardina Correia de Se-
na cornos escravos e mais ben. que licaratn por orle
do pal, Reinaldo Antonio Alve, pois este, o dito blho,
Ibes tcm hypothecado por escriptura publica, II escra-
vos e o mais ben. pela quanlia de 4:756*359 rs.: consta
que o dito Uernardino se ausentara do lugar do. Piloes-
de-Sanlo-Antonlo, comarca do rejo-da-Are.a, e nao
sr sabe para onde. Prcviue-sc cun o presente annun-
cio para em tempo algum sequelxarem os que com elle
contrataren!, e protesla.noJiavc-los.
UuimaruM S Companhia.
110
ra do
rtir pao na roa,
tica : aquelle
o fiador a sua
do Rozarlo, n.
ara con. quem
- O sareento-tnr Franeiseo Santiago llamos pro-
rletario do engenho Tibiryem Una devendo por nina
rai ao S. Juo Manoel de Barros Wanderley Ltn, a
", amia de selscenlus e tantos mil rs e.te a passou ao
Br Fias Emiliano Ramos', para receber d.ta quanlia do
dtu dved, que pagando o Importe da laura u n.es.i.o
Sr Joio Ma elc Barros, de quem let.i recito : partt-
-.:r.?*0...* 51 Fita, nue cntregasse a lettra aod.lo Sr.
cipou este ao Sr. Elias que enireg
...ajor Santiago, ou a sua orden., porque
J .... **- Olt* toan T
pago ma* o
FUNDICAO
n/i jjnonji.
C. Slarr A C, cngtnlieiios, com fundiSo de forro e
bron/.e. e ferrara, ludo em ponto grande, movido por
duas machinas de vapor, montadas as casas nova, na
rita da Aurora em Sanio-Amaro, avisain aoi seus jre-
gue/.es, e ao publico em geral, que teem acabado dea-
promtar para vender vario, machinas de vapor de bai-
xa e de alta pressfio, e de diverso, tamaitos '. eslas ma-
chinas sao prvidas de i.i.ii.ii is para supprir a ealdelra
... nn> ^ queme, c com vlvula, rom os seus arfMt-
tnplrs para regular a quanlidade da nicsina
_- os annuncaiiies, longc de incnlearem eslas
invencocs como suas, adverten. que a priiueira fui adop-
tada pelo celebreSavary en. 1698, e a segunda Inventa-
da por liiinillcv j mais tic cent annOS |>ns.ados, e
ambas itilroduzidas nesta provincia en. 1835 pelos an-
nuneiaiite, na inai'l.ina de vapor do cngenlio Carauna
(o primeii'u fabricado ncsle imperio) o quai anda esta
em ell'ecliva operaco, e desde ento se lia estrahido
peno de unta duzi i das inesiiias maelinas, felas tiesta
fabrica, contendo os mesinos apparclhos.e cora stimino
aproveitamento dos compradores ; porlaulo impingir
isto agora cunto cousa nova, era impostura. Os annun-
eiantes teem sim a salisfacao de informar o re.peitavd
publico, que llSo eonaegnldo un inclhnraiiiento de nao
pequea importancia, e verdaderainente novo 0.tr
paiz, que he por mcio de nina modfieacau da caldeir.
a um simples arranjo de canos c reglstos, aproveitar
o fogosuperluo do assenlainento pata fazer mover a
machina de vapor sem mais gasto de coinbustivel de-
notada engenho ler gatillo sua marcha ; e.U ti.uiiu ittil"
lembranfa tem sido experiment ida com bons resulta-
dos cu. os engenho. Trapiche e Jardn. Esta fabrica es-
t sempre sortida de
M... aulas de lambores abertos para hucha, de ma-
deira, grandes e pequeas con. scus perlences.
Ditas con. agitillioe, acubados chamadas mena
noendas, de todos os tainanhos e^cotn rodetes de ferro
ou sem cites, para ayoa ou animis.
Dita, inleiras, lodas de ferro, endependente, con. a-
u.arras diagonaes de gaucho, Invenelo dos annunciaii-
te(, e muito approvadas pela sua fortidao e lacllidadr
d'artnai-e desarmar.
Alambique, de ferro, cousa nova e muito approvada.
Muinhos e piensa, de mandioca e lomos de farinha.
Carros de mao c arados de trro.
Grande so. timento de bromes, agullhoes, chuinacei-
ras, parafusos e mais perlences de engenho.
II.nas e n.deles de varios tamaitos,
boceas c crivos de fon.alba.
Ruchas para carrocas, sena d'aco para serraiias.
Bollnctes, brouzes e roldauas para navios.
Os annunciantes, pelos longos anuos de pratica nes-
iininado Cova-da-Onca a pas.ua que se adiar cop. (e iy prla ran)fa capacidade c commodos de seu
ito ao nies.no por qualquer tran.acao, haja de de- l noyo cslil|)e|crimento, e p
pureza eelicadcia de sua fabricacao.
So se far pues de 40, 80 e 160 rs., e ser fcil
conhcc-los pela sua forma oblonga e elegante.
Na mesma casa contina-se tamben, a vender
bolinhos para cha de-todas as qualidades, e lam-
ben) a enfeitar bandejas ricas para bailes e sa-
raos.
i
Pelo presente se faz publico que se acba jusU >
la a compra do bolequim da ra do Rosario larga,
> -1 V n ...'., ..II.. .1 -|..|i 11 l'llUI
tratada
dfreuii O n.e.ino por qualquer transacao, haja de de- I Vvo'c.tbeierTincnto, e pelo cre.cido numero e milita
clarar nestes tres dias a tiles de se fechar o negocio. I experiencia e pericia dos seus operarios e empregados,
= Joao Casimiro Gova subdito portuguei, iettra-seloucr),ceill aoJ freguezes vanlagens uao possuidas por
para o Rio-dc-Janciro. nrtil.iima outra fabrica neste imperio, c estao, portanlo,
verdadeira.nenle habiliado. a emprehender 0 execu-
tareom a maior promptidao c perfeico qualquer obra
de engenharia ou inacln'nismo.
ATERRO-DA-BC\-VISTA N. 16
i'ommaieau, cut/il'0'
o"'
em a honra de participar ao reinen a so>blico que re
cebeu de Franca pelo ultimo navio un. timento de ar-
mas franeczas, espingardas, pistolas dcmonlaria, supe-
riores espoletas de marca G, tudoquauto pertcnce a cu-
lellaria, linas navalhas das quaes se garante a qualidade,
estoios com lodo, os pertcnce. para bomein, brides, es-
poras, chicotes, bengalas, estribos, cabc{adas, polvari-
r.hos, chumbeiros. esponja, grandes, massa para aliar
navalhas, pote de banha preparada para conservar o
lu.lro.io ac e prohibir n.t- se enferruge. fundas de to-
da, as qualidades e feilios, assim como outras militas la-
.endas, ludo por preco commodo.
H CHAPEOS |>E SOL
Htfti do PaswitpPublico u.
0 fabricante deslc estabelecimenlo adverte ao respei-
tavel publico dcsla cidade que elle possue presente-
mente um rico sortimenlo de chapeos de sol, assim
como chapeos de o! de seda furta-cres. dos ina.s ricos
que tem apparecldo nesle mercado c de cores conhe-
cida. : dilos para senhoras de bom toin adamascados ,
lavrados con. suas coinpetenta. franjas de retro, lu-
do que tem de mais moderno e do n.elhor gosto ; .....
completo .orliinentodechapco.de sol de panninho de
todas as cores e de todos os tamanhos para homens ,
senhoras e meninos ; ha tambem igual sortimenlo de
razendas para cobrirar.nacocs, tanto de seda de core,
como de panninho. trancados c lisos imitando seda. Ad-
verle-.Q que os freguezes .eran servidos con. brev.dadc,
e se acharosatl.feitos da boa qualidade, do bom gosto e
do preco.
O abaixo assignado faz sciente ao pu-
blico que deixou de ser caixeiro do Sr.
Francisco Martins de Lemos,desde 19 do
crrenle mez. O mesmo abaixo assigna-
do, nao podendo deixar de agradecer ao
dito Sr Lemosas boas maneiras com que
se dignou trata-lo, o faz pelo presente.
Antonio Jonnuim de. Freilas Guimaraes.
-Joaqulm da Silva Ferrelra, .ubdito portnguex, re-
tira-se para lora da provincia
libia sua senhora.
I\i ovo pelo (le Provenca
O proprlelat io da padaria do pateo da Santa- <$
Cruz 11. 6, e do deposito da ra estrella do Roza- *9
rio, i. 39, contina no fabrican.ento do afamado
pao-provenca que tanta sy.npathia ten. adqui-
.ido do povodesta cidade, j por suaalvura e bom ^
como pela forma edelicaceza comque he fa- >
I
I
*
9
gosto
S bricado or outros mullos inouvo. oe "
* triiccao se loma um lanto mais superior 1
9 al agora nos sttpria. Justifica esta verdade
los motivos de .ua con.- i<
ao que f
~ a gran-
de concurrencia que leu. apparee.do nessas pu- *
cas padaria, que presentemente o fabricara. ^
f O mesmo prp.ietario entre os outros que ja an- #
Dunci.n, pio-provenca .."? "?*J "2* Slft 3
levando em sua rompa-
XAROPE IIO B0SQU8.
Para a cura da phthy.ica cm lodosos seus differenles
graos, qur motivad* por algutnas das seguinles mo
lestia. :
Coiistipaces I Coqueluche ,
Tse Dr de costas e pello ,
A.thma, Hroncliitea.
Pleuriz I n&r na garganta ,
escarros de sauguee.todas as molestia dos igaos
pulmonares. .
Este excellente remedio que tem gozado de tao boa
reputacao nos Estados Unido. d'A.nertcado Norte pelos
,ru, bons effei.o. na cura de vana, "'f'"1'" '"'
mencionadas ..induilo os propnetano. delle a manda-
0 para o rasil ondea esperanca de suas virtudes nao
orPam setn fundamento, eo.no a experiencia^ em mos-
trado desde a sua introduccao ; pois os adintrove s .1
fttoH que ten. produzidoaqt.i, .o|ig..ae. ao, melho.es
que alliicrm frito, eque lU bem llWMta ** '
rios
d
1
te.temui.ho. e certificados das pessoas que ><>-
lo curada, por este medicamento sem igual parl.v-u-
tarmente ao sul desle ..iberio-, onde fol prlmetramante
esuvidena ntoduzido, ej nesta mesma provincia recetados pe-
~lsso se ten. gado:Unodob.-l o, medico compre con. bon. .acceso. 0 receituarto
aciia- i
I ,'o os freguezes a boa bolachinha de regala tan- |
^ lo d.xe como agoada e blconto.
!*****
SAI.SA-PAIIUILIIA DE SANOS.
F.ste excellente remedio cura totlas as enrermi-
da'les, as quaes (So originadas pela impureza do
saiiRuc, 011 tlosvstema ; a saber :
serofulas rlicumatismo crupcOes cianeas ,
breluillias na cara, hemorrhoides, doei.Qas chroni-
casbrebullias, brtoeija, tinl.a. incl.acOes, dores
nos ossos c junus.ulcaras, doentjas^ve'.creas.cajica,
ct
cni-
ga r
tiluic-lo
vada medicina.
Hio-de-Jaiii'iio 14 .le dezembro de 1847.
.Sr. Frederic H. Soulhieorth.
Temi eu lido no Jornal do Commerciocnn Diari-
do Ido de Janeiro por diversas vezes nnuncioi.d.. ,salo
sa.parrilbad.-A I e D. StDtl, que se vendo.na
ra do Binario, n. 79, por Freder.co II. Southwort 1,
a esle me dirig e llo compre, urna ca.xa com 12 vi-
Iros .lo dilo exiracto e achando-mo con. um gr...- -
de tlimor no sovaco do braco d.reU> j P'l J ^;
lo, solfrendo immensas dore por todo o ^rpo me
leiberei a lomar o extraclr, da dita sa s. ; e iMdo
lomado dous vidros c usando delle, logo ao segun-
d vdro conheci immensas mell.ores, e continuan-
do llquci perfeilamente bom ; e leudo alguna
J,?meus leito uso do dito extracto para rl.eii-
m* Kno, ten. no uso delle por flm do lercrn lomado
8 10 viiros fleado bons. do que ten. resultado man-
darem-me de dilTerentes parles encommendas da
la salsa para fra dcsla corte a diversos que teem
eifto USO della e se teem restabclecido perfeilamente;
o man-lando-me agradecer, sslin considero ser um
acto de liuinanidode e ol.rigaco minlia fazer publi-
co Wo efflcu e salular remedio. 7oatmw rrreiro
de.Souia Flores. ... ..
Heconlieco verdadeiro o signal supra. Itio, 15
do dezembro de 1847. Em lestemunho de verda-
de Joaqtim Jo$ de Catiro.
Vende-se nicamente em Peniambuco na botica
de'Vicble'Js deBrilo, rta ruu" da Cadeia do-Re
cife
ADO

<
ib*
t
i


wr.
*jp-<*-p-p--apnp
I

fega
bada a le leltc
--Vi rua do Vig.irio, n. 19, existe urna curt para o
Se Sr. capitn Joo Amonio Prrrira Hocha.
-Quein precisar de uma ama secca para o trrico
de punas a dentro, dirija-sea Fra-de-Portas, ra du
Pilar n. 91, ou aiinunoio.
1'rei isa-se de um honiem para caixoiro de engenho
1 eno i testa praca que jaiba ler e contar bein que teja
activo e d conheclnichtosua conducta : no Aierro-da-
l'oa-Vista venda de Antonio de Azrvcd.i M iva,
Ilehjauuiii Franklini da Rocha Vicha leva em iua
coinpanhia para llacrici sen escravo Jaeinlh,
-- l).i-se dinhriro a premio em pequeas quantias,
sobre ponhoros de ouro : na trav isa dos Martyrios, n. 2.
Precisa-se .-litigar una preta captiva que saiba C0-
llhar l)f 111 Comprar e IY/.er o mal servico de nina ca-
sa de pequea familia : na rila larga do Hozado, n. 4 ,
segundo andar.
- Mn-4.i-.i- um preto para lodo e qualqucr servico de
portal a dentro coni a condicao de o dito preto nao sa-
ln a ra : na ra do Aniorim n. 17.
Aluga-se urna grujido .asa no lugar da Capunga ,
COin lodos os cnuimodos nescessa ios para grande fa-
milia: a tratar no sitio da l'assagem da-Magdalena n.
.11 coin a pioprieturn ou com Maiioel I.ni/, da V
no Recife,
*= Precisa-te de urna ama com bom e
Nu pateo do Terco, n. 10.
L'ma pesada coin pratica de escripia
cornmercial, c bonita leltra, piopoe se o
escrever as horas vagas, nos domingos
e dias santos, comlimpeza, medimite m-
dico estipendio qiiem precisar, aTmunc'e.
Aliig.un-so dous sitios coill milito boas acamillodo-
Cfi um ni caiupinha da Casa-Forte uiilro na ra
di dita povoacao com cocheirai e cavallariccs
coiiiii v ti! i- casas, de prrcni coinmlidos ii ira
s.ir u frita : a tratar na na do Amorltn, n. lo.
I m rapaz brasileiro, de boa
duela se offerece para caixeire de ra de qualqucr ca-
a de comineroio para o que d.i ftador idneo quein
do leu prestimo se quizer utilisar dirija-so a i-ua dos
Madyrlos, n. 143, priineiro andar, ouanuunoio,
-- Na ra 'Alegra, n. II, precia-se alugar uma es-
clava que esteja as circumslaucias de bein fazer o
servico interno e externo de Ulna casa de fimilia.
Na vi iid.i n. 9da mi do Codorniz Forte-do-.i|at*
os i-rialli.iui-si- os seguimos gneros para liqnid.icjo
do mrsuio eitabelecimento, por barato proco: louea
ingieralortida; vinlio engarrafado, do Porto; garra
f cerveja genobra ; cb.-i; b.inha de pon o ; ozoiln
doce : vhlflgre ; vassctiras de CSpanar lia ; :.:!;:::;
malmet de alho do Porto; e outrdl milcos ubjectOS
mludos; aislin como a armacSo c todos os irus per-
tenec.
- Franciseo de Frotas Gamboa, qtic-
rendo pqr-s ein di com a praca, vende
casa m trovf.s.si da lomba que
una
rende 16,000 rs. mensas, por i:./(no,ooo
rs,
aiilm
pas-
quen! qaier dirijd-se ao Ihentro.
Compras,
-- Cotnpra-ae um mole-quedo 12 a 14 anuos do bo-
nita figura o que li-nli.i lina conduela: no llotel-Com-
mcrcio
Compra-SO ouro c pr.ita, mesmo em obras quebra-
das : na na do (ju. imado, u. M.
-- Coinprani-se duas negrinhas bonitas, e que tcnliam
boa conducta lima de lia 12.limos, c a nutra at 14:
na na da Uadeia n, 4o.
-- Coinpram-so diarios volhos : na ra larga do Ho-
zarlo botiquin Cova-da-Ooca n. .'i.
- CoinpraiH-se os sexto nono e dcimo voluntes do
romance Coode-do-MontC-CbrlstO ; pagam-IC bein :
quein livor annuiicic,
-- i.iin,pi-aui-se lapos ("iruriis que sejain grandes:
ncsla p/pograplila coi na ra --Compra-so una preta de niela Idade, que saiba
cozinhar o diario de urna casa e vender na ra : na
Boa-Vista, Iravetsn do Qulabo n. I.
--Gompra-sc uma estante sendo velha e barata t an-
nuncl'e.
n

w
(MIC/IS.,
eon-
..Mlon<,'r,',h:i'r,T'", ": "H*,""!* iivr.,SSP.|.scrv,(-o .le casa e" campo; uma mulata de
guintos, l ralle de phyaialogie patlinlogiquo, 2 v. ; Via-1 o i i
nuc inac......|ue ; Arehive general de indecino j Jour-
nal complciiieutaire des scienecs medicales 12 v.; Au-
tuiacsda uifdecine pernaiiioucana ; llosuini de l'hli-
toire do touls les neuplei ; .enves completes de siaeij Histolre general de la llelglque, 7 v. ; Magnuui
Lexicn novo porOjri. um dito usado, por C rs,
novo diccionario parliiguez-franccz por 3/f rs. Dic-
cionario Magiium Lexicn par3/rs. ; Tratado de rlie-
[ tuiii-.i gerai, por Aiigusio fiuisnn por \H rs. lliblia
' portuguesa de padre Autonlo Pcreira por Ai rs. .ir-
in! '
.1-1
druii di
:';''''_ i, ni om ia.....la, por
l rotado da r.-lijin. or Mi rs. i Diccionario da
'Precisa so dedlias piolas ou pelos para voddorcni
louca Vidrada: avista se la ni II ajuste na ruado llan-
gfl, n. 17.
= Offerece-se uma miillier capas para ama di? casa
dehomem soltlro mi de poma familia.' na ra do I; m-
gel, n. 17.
Prccia-ie de pretal para renderem piio, pagndo-
lo-1 hea a v.endagein sendo siii) respoiisabilidadede seui
senboresi na ra Direila, padaria n, 26.
Preeisa-se de um c.inoeiro lorio ou captivo, pa-
gando-ie-lhe diariameulo polo tempu que se conven-
clonar : na ra da Florentina, n. i
Quein precisar de um perito tanoeiro e destilador,
1-aia iialialbar, tanto f.ira como dentro da provincia,
dirija-so a ruado Aniorini no botiquin da casa de pas-
to, para tratar o negocio
- O Sr. Manoel Mitonio de Midi ido icni una carta
i.....11 da Senzalla Vrlha u.70
Preeisa-se de mu oanoeirn forro ou captivo, pa-
gando se diariamente, pelo lempo que se convele
quein qnuer dirija-so ru.i da Florentina, n. I(>
-- Aluga-ie, vende-se ou prrmiila-se por mitra m.-iis
perto da praca, urna boa casa na povo i-,a-. d.> Monti i-
ro, com duas salas d frente, duas atrs, seis caiuari-
nlias, coiinha lora, quarto para escravos e estribarla
tudo depedrae cal i quintal murado com paran que
d,1 iluda para o rio Capibaribe : ,i tratar com .I. I. Tns-
s.o liinlor, na ra do Aiuorlin, n.:(;'
Uno
lliealio publico qi-'lem de irrera. i odas fio di i 28
do eo reme me, ,|e a-.-st- de IS-1S. sendo os nmeros
"-'le.: tos, lfjg2. 1083, 1084, IOS.., 1086, 1087,
1088, 1089, 1090, 1091 e 1092.
Policiano l.nurmcn In Si/ra
-Constando a itbaxo aasignoda que sen rpiiio.
June Baptista Itoilriguetfila Silva Caliral i ',-
vetwl...... i. ..
I das familiias 2 v ,por4/rs. a Myihol >g dinio-
lade por .'!/rs. ;t breviarios, por J rs. Mcciei de
' !.l lialUI'C el llogoiis 1 V. ; par 4f
Vende-se, ou troca-se por tijolos de'alvenarla gros- de.iaude canda, bannllha e do ferruginoso ,,
,!!-. ........ k.--..,. milito cc-nhecido pelas mas boa qualidades tnica
principalmente para as pessoas que soTrem de friald/
do o do estomago. ; v
Vendem-se galoes de o tiro verdad,
deiro, de todas as larguras, e imis barato
do que em outra qunlquer parte : na ra
larga do Rosario, o. ~,l\.
>5'' o|jeoa op \s%sv\ ena bu ; ODoln
-moa ojj.id aod 'soiosfqo soiniui soono a sajn a s,.
se.ig ap sapepnsnb ib sepoi ouioa uiaq jpi0 3 J
-oj BJBd.' oiu.Miiii.ios o opoj moa siuiaijea m (ujqm,,
'.i-M.iin-.ii semj sri||ii"i.-seii.qn-p.ijA se .is-mapuaA _
-- Vendc-ie uma caa terrea inuito grande, sita",,,
ra daMangueira, na Ifoa-Visla, n. 11, com grandes cor*,
modos,quintal milito grande e intuios arvnredoi de frur"
tos, por proco o mais rasoavel possivcl: trata-ie n.-i n
do Aragito, n. 27. a
Veiidem-ie quoijos londrinos de tuperior qualida.
de.' na na do Trapiche-Novo n. 22 caa de Hebrard'
Si Coinpanhia.
fusca el os monstros.
Vendem-se superiores riscadns mousiros, j bem co.
nbocidos lanto pela qualidadr como pela largura en
demasa, nelo barato precode 280.n. o cavado. Rjvcj
ciscados sao chegados ltimamente: as cores sao fu ai
o os padrri muilo modernos e do bom gusto : na nova
lujada Estrella da ra dnCnllegi, n I.
Fazeticla de algodo para tboa
litas. .
Na loja de GuimarSea & ('.., ra dp Crespo, n 5, -.rn.'
de-se a oxcellonte fazenda para toalhai de algodao
trancado bronco, com 8 pal mol de largo, pelo barat
proco de 860 rs. a vara.
Vende-se um relogiocaixa de prata ,' horizontal e
que regula muito bem : na ra Helia, n. 20.
Vendem-se finissimos charutos de Havana choca-
dos do Kio-de-Janeiro no ultimo vapor : na ra da <\
deia-Velha, loja de J. O. F.lster, n. 29.
su:, nova canoa aborta de 800 lijlos muito boa e qua-
si nova : no fin do neceo-Largo, junto as tahas de fer-
ro onde foi tanque d'agoa.
CHA"IIYSS0N,
de ptima qnalldadc. a 2/240 rs. a libra : .na ra da
Crui. no Recife armazem n, 13.
Vendo-se urna propriedade na .frrgursia'da Muri-
beca, no lugar do Mungonga : a tratar coin Antonio |ie-
jerra de Inojosa na frrguezia de Iguarassu', no enge-
nho Desterro.
Vende-so um lindo escravo de nacao Angola de
10 anuos cnzinboiio o que be do excellente condircla:
na ra das Ti incluirs sobrado de um andar n 10.
Vende-so una madre de niassaranduba, lavrada de
ench, com palmo e torno de grosiura por cado la-
do oni quina viva e com 63 palmos de coinprimento :
na .senaria do Joo Serrador.
Na ra Nova, n. 7, priineiro andar, veiidcm- $83'
se varios trastos por conimodo proco por o /j^,
dono retirar-sc desta provincia QSV
--Vendem-se 300 palmos do sitio llha-do-Uetiro, com
fenle para a Passagoni-da-SIagdalena, a inargein do
rio aplbaribe, com mais do mil palmos de fundo e
tomlo quatro moradas de casas sondo uma das quaes
ptima para inoiadftt e as uutras para se iiiugarem a
quein quizer passar a Cesta o com varios pe de fruc-
tas ; a tratar no incsmo sitio.
Vendem-se i lindos moleqneK, sem
vicio-:, ticm achaques, e proprios de todo o

a
i(> i iS an 1109, -le muito boa ignra.coslu-
reira e ongominadeira; e tun casal com
tuna cri i ele i anuos, potiro mni on me-
nos: na mi do^Grespo, loja n. x i,sedir
riiif'i vende.
Historia
oiilras militas
o coiilinuam "-
obras
a Ii-im
luios
.....'....., ... '..,. ...i fVru'Miui, II. .1.1.
o abaixo nsslgnado coniprou, por nrdeni do Sr. I.
da I-.-nhade Franca, 12 meios billu-ies da lotera
feoimento de
pan ama seca
i,., quu nouvur de iii tonar por fnl-
seusogro Antonio Francisco do Ro-
!' STOaj pelo pnseiilo previne :,,, pnblico quo
sen peni o sobre dila heraiiQn, oii com otitrus t| n -
luer liens qtio possa ler como administrador ilesua
niiilliei-, visto que ello se O.USpil sem clin
tO (lo jlliZ'l o eilil|illip|ii clie min piuv.il Sll C III -
cida.-'o ro que tem c >o oppor u iiiinnnciaiite ; cl-
le nao poie oiilrar na posso ,la beiai ci ra de oll-
Iros qiiiiosquer b-ns que |mssntll lile [icrtencer
rarahiba JoNorlo,1.c(lcagosto(ie I8t8.Mam Mar-
loqujiia de Jess Nazareno.
-- Desappareceii, no .lia lli do crrente', do litio do
Sr: Carnelro, ua eitradn de l'onto-d-Uclia, um ca-
vado nla/.an; est descarnado ; teill a canda torada, mas
naose peroebnaprinielrn vina, por estar > cabello um
pouco comprldo tem na mfindireiu um earcinlio que
le-athaqui imado c ai oda Pistado o cabello e no eipi-
nhacu e sarneira duas pelladuras de rerldoi: iiueui n
encontrar quoira tora bomlade do entregar no mesilla
sino, quesar recompensado
Precisa se de uma pela captiva
na praca da Independencia n. 30.
I'm inpar portugus de boa conduela, se olTerece
pnrncaiieH-odequaJquercasadi' negocio nena praca,
(loque tem bastante pratica; queni de sin prestimo
equiei utilisar drrija-ia ama Di rolla, n. :{.">.
-- lima peios diligente qu.....cupa-se ein viajar pe-
lo centro da provincia ol- rece sen presumo a quein
qur iMie.-lella precisar COinpromettoiidn-ie a desem-
penh i i-ab.il e salisfai toriaiiM irte qdalquor Cp'mmlss/i i
que Ido iuciluibirrin, Quein precisar, dirija-sea ina
la Aurora n 2-1. priliioiro andar.
A pessoa que aiihiincio querer comprar nina Iran-
ia em bom oslad.., dilija se ao liolol-toinmercio, ra d i
t.adoiado ,santn-Aiilonio, n. 13.
Itoga-sc :) pessoa a quein for ffereeido um par do
mangas de vidro lisas tjeacncamiuhadsi por um i-abo-
slo na uccasi.io em goese estova conduzindu un car-
ilos, que haj de o lomare levar .a un Augusta, do
lado isijuerdo, prlmelra caa ov, do fronte da n. 20,
gue'sc' recompensado.
Precisa-se do um piolo para todo o lervicodc urna
.isa eitrangoii-a que soja fiel: un ra do Trapiche-No-
vo ii. 8. terceiro^indar.
Alfonso Saint-Uartin com loja na praca da Inde-
pendencia n. 38. tem para vender .hipos .fe seda do
iiltimo costo para senhora ; ditos ile palhiirhq de to-
das as quididades inclusive para meninas, estes se ven
rieiu julo s eiifeiladoi como o cascos ; boas lilas pa-
ra urda loi; ricos cuites do soda para vestidos, tanto'
para imivas como para bables; manteletas e Visita
igiialmenie ni ultima muda; mam as .- di riel de seda
espingardas de muito alcance, chamadas patenas
saooiutlP levos o mi |eva>n mais carga do que as
pies com que ic passarinlia.
-- IVcisa-sr '< um bom aii...ss:dor.
que ehtenda bom tle.Mi.obii
aea i uila 2 v pm 5^i s ;
iflroil > por pn u ooimnodo
obras por o ti ti :..
[Nao li quem venrl i mais bwalo.
Vendem ic corles de casia de cores seguras c
pannos .pelo diminua preijo de sete patacas n corte
eo-iili o niela a sete varas ; rtes do eainbraia de core
pora vestido a nove patacas padrow do bom tom
fazenda de linli lino, ptima para vestdosst roupdei de
nenhora a i 10 rs. ,> rovado cassi dequ uros e I istia,
1 rs. i pee i de 8 varas e nieia ; cllll is Illas, a Mil
166 180,200,2 o,-:>iil is.o .-ovado o a .V<-200, .'-lu,
6/200 rs. apoca ede ramagcm^iara coberta a MO o
cavado. e5 200 r*. a peca; sarja preta de boa qualidad>e
l.ng-i, a -.)< rs. < < -ov.i.io ; ei/iurii preta, ptima pata
palitos. alcas. I !0 rs, o c velo p.......jie cojres
msela la a 3.500 rs n poi ido ; citriei de fulliio bron-
cos e de corea de boni padifi a 8 'i rs. -i curte de col-
' -'' .; .i i calcas, .i 240 v 280 rs, o covadu :
haiMbiiigo, a 900 rs. a vara; cortes de colleles ; casi-
miras piolas o de cores grvalas pan nos linos entre
ellei preto, azul .- verde de boa qu ilidade a "- r200 rs. o
covndo ; alpaca ; merino ; madapolcs algndoes liam
burgos bramantci hretanhai de linho o de algodao ; e
outrasmilitas fazendni por monos preco da qne em
nutra qu.ilqucr loja.
Sonde se un'i esorvo",i.- 20 annos
in-l
.las
1 O SOI \ lio
[Veve,
... \en-i---sV ,
' COIIipi iiiienl)%. O
-"" '(./i, Cruz, botica de .n
pi opiio para
i/. Pedro
-rtenc
liomlia ir ferro cun ?.| palios
ni milito bom estado .- coin leus
a jo rs. a libra : na na da Senzalla Nova ,
i>>
-- Ven le- um > esrav i de 1139:10 de 25 annos
oineiior vicio, que I.um, coiinlie o compra na rila por
200/rs.: na ra de Vgoas-Vfides 11 i.prlmoiro andur
-- \ -ii le -se u ;i preto orloiilo de 30a 'M anuos, com
ofUein de can 1 Irn .- que lie de bonita figura ; naCani-
boa do-!. irip.i. n. 3:i.
\ ende- c 11111 piano, (1 mellior que lie poasivel por
menos de sen valar por sen donu rotrrar-se para fra
di Imperio : n 1 ra do Qaeiuiado. n. 82.
\ ende- ,, nuil osera va de 11,150*0 i ma boa qiiitan-
deira ou trca-se por uma qiirCiigonime'sa'rivclincn-
!irvl> I '! i I servico i lerna de uma casa, voltan-
luanto for rasoavel : na praca d:i Indopcndon-
11 serna parda com habilidades, por
na piaiajia independencia loja n, I.
quo
slni-
gaejo, pois
i, '. i'">-
:-! Me pagara bom ordnalo : na pad.iria
dironte do viveiio de Moniz, n. 43.
d i-s.
.ia II. si.
=^ Vendo-se m
pti i. c mu nodo
Vendem-se estribos*o% zlnro, muito unos lauto
eiuniiollda e como em gnlsinra cabreadas chatas n
rodeas ; rabiihos e-clilcoles de.mai lelo : indo ingle : ua
ra iln adela do lie, ii,-. i,,j-, ,i,. sclleiro, o. 7.
Vende-se nina casa terrea, lila no principio da
na ile S.-Miguel ni p.ivonrnn dos Afosados n 3' a
tratar na ra do api. ireirc n. f .
Vcude-sea venda novada ra do Codorniz, na es-
quina da nave-s i da i na da Madre-de-Doos .-,......,,ii-
t.i bni.is gi eros, sein alcaides ; bem afrcguciada .- que
"".....Il;(" ''esta in, pela sin vista o poilrao : sendo
a dinhcro fazor-sc-ha alguiu abaUmciilo: a tratar na
mesiiia venda,
\ endose um pide bou, pescador, linio do alto
com., .i,, raso, lambeurganhn na ra 480 rs. diarios ,
por prono commodo i na ra da Codorniz, venda nova
ua esquina da travesa da Madre-de Dos.
Vendo-so um oratorio do jaenrandi, grande, com
algiiiuas imagens, entre rilas uma de .\. 3. da Soleda-
dade obra minio perfidia com 2 palmos .- nido de
V'1!'' I' "i" 11 p i i nlgumu can- Ita 4i'U a .'>00 oitavas
de Jioa piala, a 200 n. a oitava e algumai obras de
o.in. ile I, i .-, ,Ci!i|) ,.. ., Mva enniinoda de la-
caranda, vi Iba, | or lu: rs. : na roa do Codorniz venda
nva da esquina di li iveisa da 'ladre-de.|)eos.
"' A;;..as.v, ,,1,-s, i. .);-., rondo-so um cx-
,'11'"- ..... \- : Ulll .-..il de i-Clavos que
. "I '" ''"' i"'-' liquldacao; .'!.....loquci-ilc uacito; mita
.',' ",lla ",l1 '"ni niul bem educ ida ,,e de IC anuos
1 osera vas pira-todo o servico ; uiu eecravo c uma es-
cravo ambas pbi i.'n
Vende-se una preta da 18 anuos, rrc Ibida com
bous pnociplosdc babilid......,.- que In de boa con*
ducta o ra do Fugo, n. 23.
Veiidc-ie no armazriu --no foi do finado
itrperfor farelode I..i.osm. .-i 4/r*. n barrica.
Veuib-so, no arm.-Aeiii de Dias l-'erreira, canastrai
coin bai.ii.is o ceblas eiji niolhos e dcspencadai. or
preco coiuuiodo, >
Vendem e duas grandfi burras de ferro balido
multo bem Icit.is : na ,n da (.mi., n. I, priineiro'.indar'
-- \ ende-se phoiphor a 18/ rs libra em pesa de
-1 libras par,-, (in.a, ,,i,ni.eni cmlal.is de 1(1 libias- na
ra da i'i.u'a, u 7.
vil iu
QEM ID.MVK SABER*. .
Os oveellentes charutos que siili este titulo teein vindo
da Pabia, ohogaraui no vapor Puntease, o so encontram ,-
vi nda in ra da Cruz no Recife, armazem n. 13.
-- Vende-se um preto sadio bastante trabalhador
uma negrinlia coin principios de ludo: na ra da Pe-
nha, ir. 21.
Vondeni-se resinas do papel alm-ieo hranco c azul,
de prlmelra c segunda qualldade; dito do poso azul e
bronco de superior qualldade ; peonas do escrever : na
praca da Independencia, loja de miude/.as n. 4.
O PTIMO VINIIO DOCK AHAFAllO
ven le-se un arma/.eni de Azevedo 8 Cardozo ao p do
aren da Coneeif,io om liai i ilinbos ; este vinho he tao
bom ou mellior que o bom moscatel de Selubal : o seu
proco agradar ans compradores.
N-nde-ic, por proco commodo, uma riera va que
labe lavar e enzinhar o diario de una casa, o he pti-
ma quitandeira : o motivo da vndale dir ao compra-
dor na ni i de S.-RIta n. 29, segundo andar
Vendem-se dous molecotei muito lindos de M an-
uos ; um ptimo uiiilatiiiho da niosina idade ; duas ne-
grinhss de 13 anuos ; duas mulatas rceolbidas de 22
annos um escravo do 30 anuos que lie eoclnhelro!
i roa Oireit., n. ,'l.
Vi'iidem-sf poras de chitas de boni-
los padres, a 'j.fioo rs. peca, e o covado
seis e sete vintens; c pee is do madapolfio
> ion rs: o i ra do C
r.'.spo,
n.
loja
da pRquina quo volta para a da Cadeial
-- Vende-se para liquidaeio, na ra da Cadeia de
S.-Antonio u. 18, um mnlequo do 13 a M annos, com
principios d.....arcenciro ; 6 bancos de trabalhar; um
cannapce urna cania em segunda mo ; e os seguimos
ti i.i ; nuvos : cadeiras lophi marquesas, logas de
bancal, mesis de lucio de sala, touoadouros : ludo,
iiuii de oleo como de Jacaranda, por preco mais coui-
modo doipie outra em qu ti i]..... parle.
Vcndeui-se queijoi lunlrinos c presuntos para
liunbrc chegados pelo ultimo navio do Liverpool;
hervilhai proprias para sopa .- cassoras para varrer sa-
las : no ariiiazcm d, Davil S Cotnpanb,la na ra da
Cruz, u. 7
Vende-se- cal yrgem ile Lisboa,
cbcgadi no nllirn-i navio, em barris pe-
>or nifiiosNlo quo em outra rniil-
S na roa do Trapiche, a-rma-
\
qtlODO.s,
tpior p'iti
zem n I -j
Vende-se um alambique novo de cobre coin lodos
os seus pe lencos ; um relugio sabiueto de ouro com
corrente sutssa : ua ra da Cdela de Santo-Anlunio,
armazem, n. 21.
Vendo-se, por proco com mudo, milito superior sal
do Assir : a tr.-ii.ir un ra.da Aloda n. II, com Silva Si
(nillo. a
de
girez ,
tingir cabello. )
Continii i-so a vender agoa de tingir cbelos o luis-
sas : ni ra do Qneiniado n. 31. o mrthodo de appll-
ear dita agua acompanlia ans vidros.
-- Vendem se barril com cal vlrgem de Lisboa, d/
-i arrobas, n mnls nova que ha no morcado por nion>Js
nreco do que em outra ,-u :,pn r parte : na ruade'ApoI-
lu, armazem n IS.
. Vende-se nina rica eadeira viuda da Itahia "nova
c sem uso :' na rua da Cudria n. 40.
Veiide.ie^uma mulatinlia de 14 anuos, que ei.Sl. c
ongomnia com perl'eie-io : ulna preta do 18 anuos om
ai uiesinai hiblddaifcs um niulatinho.de 12 anilns
prop in para pagoin Um pardo e um preto de 20 a 2
annos ; umniuleento linin s ipatciro ; um proto gan|
dor, que tpin disto bailante pratica : no pateo da mati
de S Anlunin subrado n. 4 .
s= Vondem-so mis pe lencos do armazem de sce^
liara qnalqner pessoa que quoira botar alguin pruci-
; -i des-e negocio por prefo enmmodo: a tratar'
praca da S.-' in/., n i ao -p da botica, i ,
HQT.19SA.
,N.i deposito da rua da '"adela do Recife, n. 12 vo
,,,'-s.......ilonovaesuperi,..! polassa om barril peque
nos, pnrpreeo mais barato do-que ultiinamrhtc se cf
I iva vendondo. f"
Vende-se cera do carnauba ein porrao o a ret-
Iho.dp snperlor qualidade; quoijos londri
com bolachinlias de araruta muito novas
"' I"'-';' K^'ila- Vigilado ,
iz
-- Fiigirain. no dia 10 do crrenle, do i-oslic
moeirinho 2 escravos sendo um pardo^ de nome
Krancisco de.25 a 30 anuos baixo, corpolento cabel-
lo corrido acaboclado ps alguma couii apalhela-
dos levou camisa de algodao azule calcas do inenno
o outro de nome Anlao.de altura regular, cvbra ; tem
P embigo grande e um ollio de menei; j tem estado
fgido por duas vozos para ai partes de Una ;Jffprescn-
ta30 a 35 anuos. Itoga-sc as autoridadei policlae ca-
pilei de campoc pessoas particulares, qne o irpprohcn.
dain c lev.-iu ni. ao dito engenho, ou nsta cidade a
rua do Qiioimndo lojan. (i, que, aljn de se pagarem ai
despezas que le fizrrom se graliflcr generosamrnie.
Fugio, no dia lorva-foira, 18 de julho do crreme
nnno do engenho S.-JoSo do Sr. majar Felis Joi da
Cmara Pimentel, a escrava crioula ile u.....c Bernar-
da, que representa ler. 50 annos para mais; tem bas-
tantes cabellos brancoi na cabrea ; he baixa um tan-
to barriguda muito ladina ; tem os ps um tanto apa-
lb.-lados olhos bastante vormelhos nariz cliato ; le-
vou vestido blanco um chale velho de cor nos hom-
bros dous saceos pequeos e uns cobros. Ella eicrava
lio de um morador do referido engenho o qiial maii-
dou-a no referido dia a povoacao de N. S. do O comprar
mis cocos: at hoje nao vollou ; supnoe-sc que otar
ncculta por alguns dos engonlios da rcguezia da Fsca-
Ha por ter alii mullos co|ihccimontos em couienquen-
cia de vender ha bastante lempo um labnioiro coin ar-
roz pelos engenhos Juudi Mamalnco, Frcixeiras, Ro-
la, Campestre lloa-VIsta, <.'abcca-dc-Negro e Hoinliiu.
Roga-se as autoridades policiacs e capilaes decampo ,
que a approheiidaiu e Icvcm-a ao dito engenho ou
licita prac,"a ao Sr. JoaquiniTrancIsco de Mello Santos ,
na na Augusta que serao gratificados.
Fugirain, :ia madrugada do dia 3 do corrente, do
engenho Pindoba da freguezia de Ipojuca dous escra-
vos sendo um cabra, de nomo Izidoro e uma preta ,
de nuil..- l; i i.i o priineiro de cAt trigucira, de aluna re-
gular grosio do onrpo queixo bastante saliente ; he
ollicial do carpina: a segunda de cor preta altura
maior que a ordinaria secca do carpo voz estrepitosa,
sabe coser, engommar e cozinhar lof rivelmente : sao
casados. Quein o pegar love-os a sen lenhor, l.ouren-
(O de Sa e Mbuqucrque Jnior, ou ao engentio Guai-a-
rapci que ser gcnrrosainrnte recoiiipcnsado.
Fugio, no dial!) do corrente, o preto crioulo, do
nome Marcos de cor preta alio, secco do eorpo ; tere
a vista tona; levou oalfase cnslma azues : queni o pe-
gar leve-o a rua Npva, 11. 12, quo ser generosamente
recompensado,
Fugio, no dia 17 do corrente ; nina preta, do no-
me l.spci an.-a de uaco Angola mai parece crioula ;
representa ler 24 annos; be brm fallnt ; tem os ps
grandes, mal folios o hs dedos compridds; tem noi
M
I uns; latas
a 1g rs.
neos c nos pos signaos de feridas antigs; levou ves-
tido de chita branca com flores encarnadas, panno. CfSta azul e um laboloiro que audava veudendo .-quenr
a pegar leve-a a rua da t luz 110 Rrc/V, n. J5, qne se-
ra 1, --..ni 1 i.. 1.1 1 generosamente ;,assiin como se pro-
testa contra quein a^vor occulta.
---Fugio, no dia-21 do corrente um preto de nonio
LlTiz, de nacao llengclla, de 24 annos pouco mal. ou
menos Indo bufnr um felxe de lenha para as parles
do Arraial ; IcVou camisa de algodozinho velha cal-
;as de ajgfldifo ,|0 listras azues ; de estatura regular ,
indo fulo, rosto nido comprldo falla grossa pernal
mu lanto arqueadas, pi mal feiloi ; tem no braco es-
quei'do, ou direitn um furo que bem mnitra ter ndo de
estocada ; tem no peno una marca, principia a querer
barbar ; foi escravo da viuva do tinado Vaiconcclloi.
Roga-se as autoridades poliriaei, capitaei de campo e
pessoas particulares que o apprehendam e leveui-no a
son lenhor, na rua do Quciniado n. 28, que ionio bein
icconiponsados.
-- Fugio, no dia 20 do agosto da casa do abaixo ai-
ido mu escravo cabra, de nome Viclor de .12 an-
uos, baixo, um tanto chelo do corpu peinas mn lano
camli idas e linas o o signal maii caraclerlsco he una
cicatriz no beico superior do lado illreito -. quein o
pegar leve-o ao eseriptorio do Sr. Manoel Goncalvrsda
Silva na rua da Cadeia do Recife, ou ao. Hoip'icio a
casa do Sr. I)r. Jeioiiymo Marliiiiauio Figueiro de Mel-
lo, jni dos feilos da fazenda que ser generosanirnle
recompensado.Jos Habata.
_ Fugio, no dia 18 de agosto a escrava Maria, de na-
cao Cacange de boa estatura, bein preta, olhoi um
tanto vormelhos ; tem un ignalzinho de carne no ros-
to do lado esquerdo da bocea o no brajo direlto ci-
ma do sangrador 10111 urna marca o outra as costas
abaixo da p, que he a maior ; tem as pernal finas, pe
e dedos com marcas de bixos ; Icyou camisa de algndan-

enueni7.se iiiiiim.iiidk iug(ezen, de
11 ni 'I s mi
Ina* roda:, ('ilos por
'ali.ii mies >;e Lou.ln s, eo::.
tonlo.s arreios e laii pees : 1...
Sr. Woliclii.rd, fin l'Yn- -ib
V, .|,.-si- a venda de Fra-.le-l'orns, o largo do
Pilar, n. 17 : a tratar na mesuia venda.
Mo
0.1 COUI
COobeira
Portas,
res
"O -
; nielas no algodao feita.
por preco coiiiinodo : na
inadeia : na rua No
-- Vendo-so arrozdc casca :
no Porto ; cera do IIir; ludo
rua da Praia armazem 11. 37
- Vendem-se barris pequeos coni cal virgoin do Lis-
.1 ni,iis nova quo ha un niercAdo, por prefo com-
na rua da Moda armazem n. 17.
boa
mudo
CHOCOLATE.
linho c vestid de chita branca de remagens cncarna-
'dai coin babados por baixo em iimaorelha urna roze-
lats com sardinh,as ; dilas com 4 libras de marmelada ;
litas c-oni figos: ludo por proco commodo na rua da .
i-iii'.n. Itocile, n 4(i S uiiiiooo.na rua aj, ^ comprida de pedral brancas contra sem ella* pasia
, -" Vonde-s.....nae'scravade |8anoi. eo.n umsld 3I-.-"-*Ur e,"l,ai?,,.a,.lu .. '"" nb deiro que an-
de ie/es : a Morara he perfeita rozinlieira c eiimi
na rua Nova. 11. I(i. "V1"'
diva veudendo goinma e banha : quema pegar leve-a S
iub Voyia 11. 20 casa de Francisco I'erelra Tlioin ,
que recompensar.
j- Fugio. de bordo da brigue Paquelc-ile-PeJiwinbuc" ,
"ciloite de 21 para 22 do curente, um escravo uiari-
ulieiro, ,.-.. ,,,,. Mathcus ; he alio, rrloicadodo eor-
po muito laii.ior ne tainbem canoelro leven cami-
sa e calca azues ,r -hadode pallw ; quein o pegar le-
ve-o a l.ll: .. l .. II- [3. ..-
ve-so a bordo do 1
7, ao Sr. Loopol
pensar.
-..* .
Na fabrica de licores do Aterro-da-Roa-VIsta n. 17 I "*
ha scinpre por9o grandepromptado melhor chocolate! I'luN. : NA
rvi-
" "-igue 011 na I ua da Mo.'-d.i, B-
d 1 usta Araujo, que recom.
.1. SI. t, ,)E I-'ARIA. -----1840
MUTIL
1