Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08620

Full Text
_
Anno XXIV.
Sabbado 19
n /)/ i"' publica-e todo o diasque no
e m de guarda: o proco da aasignatura He
, mno rs. por qtiartcl, pacos adiantadot. Os
A Lcios dos assignantes sao inseridos
#o d 20rs. por linha,, 40 rs. eir.typo dif-
W,nip eai repeticocs pela melado. Os nao
Z lites 1(P I1" "SIS '-60 "'
* typo differente, por cada publlcacao.
PHASES DA LA NO MEZ DE AGOSTO.
rrra7i4^.35hora;i"56T1hn:d;,arJ.
ffi.. 1 horae 48min da tard
m. a 28, s 4 horas e 42 min. da tard.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna eParahiba, As segs. e sextas-feiras.
RIo-G.-do-Norte, qiilntas-felras ao meio-dia.
Cabo, Serinhaeni, Rio-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, no 1., a II e 21 de cada mu.
Garanbuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas-feira.
Olinda, todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, s 9 horas e 18 minutos da man ti.
Segunda, s 9 horas e 42 minutos da tarde.
de Agosto le Ift8.
s. tas.
das da semana.
14 Segunda. S. Euzcbio. Aud. do J dos or-
ph.doJ. dociv. do J. M. da2. v.
15 Terca. >fc>. Assumpcao de Nossa. Se-
n hura.
16 Qoarta. S. Roque. Aud. do J. do c. da
2.' v. e do J. de paz do 2 dist. det.
17 Quinta. S. Mamcde. Aud. do J. dosorph.
c do J. M. da 1. v.
18 Sexta. S. Clara de Monte Fado Aud.do J.
do civ. e do J. de paz do 1 dist. de t.
19 Sabbado. S. I.uiz. Aud. do J. do c. da 1
v. e doJ. de paz do I dist. de l.
20 Domingo. S. Joaquim.
CAMBIOS NO DA DB 18 AGOSTO.
Sobre Londres 23 823'/^. por 1 rs.aOOd.
Pars a 345 e 350 rs. por franco, riom.
a Lisboa 112 por cenlo de premio.
Rto-dc-J meiro ao par,
lese, de leu de boa* (innis a J'A %' ao mez
Acedes da eoinp. de Hcberibo, iSO/r. ao p.
Ouro.Oiicas despatilllas 31 500 a 32/000
Modas de 01400 v. 17/500 a 17/700
de (400 n. lli/oOO a 16r"20O
. de 4/000... 9/200 a 9/400
PralaPalacdes brasileiros 2/000 a 2/020
Pesos columnarios. 2/000 a 2/1120
Ditos mexicanos..... 1/870 a 1/900
PERNA^BUC
r%
SllMl0
ASSEMBLA PROVINCIAL.
47.. SXSSAO OBDINABIA, 1?M UM AGOSTO
DZ 1848.
PBESIDKNCI 1)0 SR. VICARIO AZBMtuO,
CONTINUA A PELO SI. TRICO DI l.OUHliaO.
Arla. Parecer. Requerimento do Sr. Ro-
ma pira que se pte um euhiidio no goesrno e-
ra/. Adinm'nto da disrusso deite requeri-
Hirulo, pela hora. Approvacao do artigo l.n
dn Ululo 3." rfo orramenio provincial, rm segun-
da discussio, edosartigot I." e2." do Ululo 4."
i. II hnr o iros Hilarlos da manilla, faz-se a chama-
da everifica-se estarm presentes20 Sis. depntailos.
O Sr. Prndente declara abena a sessao.
O Sr. 2." Secretan'* t a acta da sessao antecedente que
he approvada.
OSr. 1. Secretario drelara nao haver expediente.
lio liil c approvado um parecer da cmninissao de le-
leeislaco,considerando legal a aposentadora do pflicial-
maior da secretaria da provincia, Antonio Jos de 011-
veira.
Vai mesa e he lldo o seguinte requerimento:
Requeiroquc seja autnrisado o Exin. Sr. presidente
desta assembla para nomear urna coininisso de lies
niembros que redija uina representacao assembla gc-
ral, pedindo-lhc, Cin vista dos extraordinarios aconteci-
inenlos, o subsidio de 150.000/000 de ris, dentro do
presente anuo linanceiro, pela maneira que os repre-
^ulaiilea da u i\.ik julgai i ni mala conveniente, c que,
se nao houver lempo para que este subsidio passe na le
do urcaincnt que est anda em discusso na cmara
dos Srs. deputados, se requeira igualmente ao governo
geral, alim de que o faca por emprestiuio provincia,
rmquanto o corpo legislativo nao decide a nossa peli-
co ; porque estamos no inesino caso de um incendio, ou
de urna inundadlo. /.. Roma. -
O Sr. Jote Pedro nao pode concordar cora o requeri-
mento que se acaba de ler. F.mquanto niio l'rcni pr-
senles casa os esclarcciinentos que exigi da ihesoura-
ria provincial acerca do estado linanceiro da provincia,
emi| u.i ii i o se nao souber quaes os fundos com que a mes-
ii.i provincia deve'de contar, julga que nao he possivel
pedir um supprimeuto ou nm emprestimo determina-
do, como se faz uo citado requerimento.
Demais a recrita geral lista desde muito coin um d-
ficit que anda no conseguio extinguir, apezar de todos
os uieios a c|uc para islo se tein recorrido ; no systenia
representativo, o cxec'ullvo nao he competente para djs-
pr das rendas do estado senilo nos casos de invasao,
rebellio, incendio! etc., etc.; c pois, ainda por. isla
parte, llie parece que o requerimento nao esta as cir-
cunstancias de passar. .
O orador reflexiona largamente sobre a materia, des-
envolve suas ideias a resuelto, e conclue declarando que
votar para que o requerimento seja adiado al que ve-
nham casa os csclarecimcntos a que se referi quando
oiiiecou a fallar.
Vai mesa ehe apoiado oseguiule requerimento:
Requeiro o adiamento do requerimento que se dis-
rute, at que venham esta casa as inforuiaroes que re-
quer, Jote Pedro.
OSr. Roma : -- Sr presidente, como membro desta as
^rinbla, como membro da commlsso de fazeuda e or-
namento, e multo principalmente da eoinmisso espe-
cial que fo, por ordein desta casa, examinar os cofres da
Ihi'souraria provincial depois dos tristes e deplorayeis
iontecimentos que all liveram lugar, nao posso drlxar
de enntristar-mc vista do estado miseravel do lliesou-
ro provincial.
Sr. presidente,'coin mil difliculdades vai passando em
segunda diicussao o projeclo de lei do orcamento que
tem de regular a nossa recelta e drspeza no correute au-
no linanceiro Esforcamo-nns por levar adespeza ao
inaior grao possivel de economa, paren: nao podemos
sacrificar os empregados pblicos, uein deixa-los mor-
rer de fome. Alm de que, j pesa sobre os cofres pro-
vineiaes urna divida do anuo prximo passado ; muitos
empregados estn por pagar, os arrematantes de obras
j concluidas exigem coin rasao o producto do seu tra-
badlo ; eiulim a nossa receita+e boje insullicienle para
as despeas mala ordinarias : estas necessidades sao pu-
blicas e aqu as temos discutido. Quando dividimos as
despezas em ordinarias e extraordinarias, foi j preven-
do os grandes embaraco em que se ,-uharla a adminis-
ii'.ii iln da provincia pelo catado decadente do nosso llic-
MOre ; qur ninas, qnroutras despcas leem de se fa-
pregado, nem fechar as suas repartieres, c muito me-
nos abandonar militas obras em andamento ; porque,
se o Uzease, ellas se arruinaran) de lodo.
-Note bein o nobre deputado, que s podemos contar
este anuo coi a receita de pouco niais de 400 coutoe de
riaque podero render o consulado provincial e algu-
mas colleclorias; o inais ludo be Ilusorio,porque a malar
parte dos imposlos foraui arrematados por tres anuos
que te hilo de Andar, uns em junho de 1849, e outros
um auno depois. As lellras provenientes destas arre-
in.iiaciii's e que deviam existii nos cofres piovinciues fo-
ram quasi todas roubadas, e apenas nos restam do ejer-
cicio correte 50 contos, como todos nos vimos do batan-
eo ou exame que proceden a commisso especial desta
casa. Dos dinheiros roubados, coin dilliculdade vere-
mos o sen rrembolco, porque temos de hav-lo dos bens
do ex Inspector e dos dadores doci-thesoureiropor mcio
de um procesao ; todava prevejo a este respeilo serios
embarazos. A experiencia me lem mostrado que, todas
as vetes que o lliesouio publico pleilea.com algum par-
ticular, n perda he segura por parte da fazenda publica,
niuda nos casos das mais injustas rcclamaces, couro nu
prouasso 4eJfo%vng' e de.uAiLro^mlos, ijn^a chronicaJ
escandalosa nao quero repetir.
J me parece funesto o silencio guardado acerca do
roubo do ttirsouro provincial. O que se tcm feilo at
hoje a este respelto ? ICm que termos est este processo,
se he que se fez ou que se faz um processo ? Quaes as
providencias tomadas at hoje para garantir o thesouro
publico provincial, roubado No iniquamente? Posso as-
severar casa que, se no ficar tudo perdido.como sup-
ponho, tarde ou minea veremos o resultado dessas me-
didas tomadas para rehaver as letlras. O rerto he que
podemos perder as esperanzas de que o producto de taes
lettras possa entrar nos cofres provinciaes durante o
anno linanceiro correte, porque eu nao vejo qiiem se
oceupe disio, nem empenho em desfiar essa meada.
Ora, a temos pouco inais de 400 contos de receita, e
urna drspeza de (00 e tantos contos, e portanto um deli-
cil de 200 contos pelo menos, que emquanto a mini he
mitro nial consideravel; porque este delicit crescer
para adianle coui a provavel diininuico da nossa re-
ceita. I' ili'inais, militas despezas temos urgentissimas,
que no podemos retardar sem grave dainno para a ad-
ministracno provincial; portanto devenios remediar
quanto antes este mal, e tomar una providencia qual-
quer que nos dcsassombre c assegure a marcha da nos-
sa adiiiinistraco fiscal para n futuro, sem os tropecos de
um dficit sempre crcsccnte; por isso oltereci o reque-
rimento que se acha em discusso porque julgn que
caamos no uiesuio caso e um incendio, ue uina inun-
dado ou de una invasao de barbaros, sendo saqueadas
pela maneira mais singular do inundo, e at hoje nao
vejo caminho para rehavennos o pedido semifl pelos
ineios lentos da i Imana, o i|ue equivale a urna perda
quasi certa.
O Sr. lana* : Sr. presidente, ha certas cousas que
me i ni mi rir, para nao dizer chorar ...
O Sr. Barroto: I ti r sempre, chorar nunca.
O Sr. Uavignier : Hia por um olho, c chore pelo ou-
(Vo..
O Sr. Danlat i -- Sr. presidente, quando se discutio se-
gunda vez a lei do orcamento, levantei minha dbil voz
por diversas vezes para impugnar multas verbas de des-
pezas que as juigava de luxo e principalmente as que
excedan) as do anuo passado ; nestas occasies obser-
ve! cmara que este anuo deviainos ser muito econ-
micos, s deviainos votar aquellas despezas de absoluta
necessidade ; poique o thesouro tinha sido roubado, c
por isso a receita deste anno era menor que a dos outros
anuos. Quando eu assim l'allava, quando chamava a at-
teuco desta casa sobre tal objecto, muitos cumpanhei-
rosdo oiflro lado me interrompiam coin repetidos apar-
tes: Ua dinheiro nos cofres. O roubo do cofre foi
muito pequeo. Os fiadores sao obrigados a iudemni-
sar o thesouro, c portanto nao nos sirva isso de embara-
co para votarmos despezas que jnlgainos precisas.
Mas, Scnhores, ao entrar hoje nesta casa, no momento
iiiesmo em que me siman nesta cedelra, ouvi ler um
requerimento pedindo-sc Assembla geral ou ao gover-
no 150:000/ de rs.'para f-zer face s despeas: a estas
mesmas despezas que se me aftirmou podiam-se fazer,
porque havia dinheiro Sr. presidente", vista de;uui tal
requerimento, continuos convencer-mc de que nao es-
lava em erro, e que nao he imaginario o dficit, nio he
imaginario o roubo, porque o thesouro nao si'i est rou-
bado, como desacreditado.. .
O Sr. Roma: Isso nao.
O Sr. Dantas: Isso n;io!... Se elle quizer l\oje um
cont de ris nao acha quem Ihc empreste ou delle con-
fie...,
O Sr. Xavier Lopet: Nao apolado.
O Sr. Dantas: Senhorcs, a provincia rslrenieceti
coin o roubo'do thesouro, com as conseqiicncias que da-
hi parten) para ocomniercio. agricultura e para todas
as la.sr sociacs; sol i cu uina convulso e lo eletrica,
que chegou corle ; a provincia est resentida e conti-
nuar a resendr-SC vejo umita gente prejudieada.iiiiii-
las familias entregues a pobreza, c em estado do nao te-
rem o que comer, porque toda a sua fortuna se achava
cin lettras do thesouro, que uo as pagar....
O Sr. Olinda O thesouro publico foi a causa disso ?
O Sr. Danlu: -- Quando fallo no thesouro me retiro a
seus empregados....
U Sr. Ferreira iiomet: Nao foram lambeni lodos.
O Sr, liantat (dirigindo-se ao Sr. Perreira Gomes) :
Sr. deputado, o roubo e descrdito do thesouro he devi-
do ao ex-iuspector. que abusou da confianza publica,
em descrdito do thesouro....
U Sr. Ciinm Machado : i. lambeiu ao lliesoureiro.
O Sr Dantas: Nao goslo de diier senao o que sei :
a pessna que tenho visto apresentar-se como nu todo
culpada foi o inspector.
Sr. presidesidente, o requerimento compara os males
e estragos que prodnzin o roubo aos elleifos de nina
imindaeo ou incendio!! Mas, Senhores, cu quando
fallo no'roubo noehego a tanto... nao couiparo-o com
o resultado de um iuceudioou inundacao, porque seus
elleilos sao irreinediaveis, entretanto que nos podemos
dar algum remedio ao mal do roubo, podemos anda
iiicsmo cohouestar o descrdito do thesouro.
Scnliorcs, cu votarla pelo requerimento do nobre de-
putado, se visse que elle produzia ell'eito ; mas eslou
convencido que nada produz, porque elle quer que a
assembla geral nos d urna quota de suppriuiento de
150:000/de rs.; eutretauto que, quando cliegar este pe-
dido corle, a cmara estar ha muito encerrada, por-
que DOS estamos em meiado do mez, e a cmara lecha-
se a tres de setembro: quer lambcm o requerimento que,
no caso a cmara estar fechada, o governo nos mande
dar esta quaulia, e por esle lado nada produz o requeri-
inciito, porque lodos sabemos que o governo no pode
dispr de quaulia alguma, sem autorisaeo da cmara,
salvo no caso do talus popu'i, caso esle que realmente se
uo da, e assim o requeriuiculo nao produz o clleito
que se quer cnchergai, que he remediaras despezas do
anuo finalicen,. crlenle.
Couueco, Sr. presidente, que o cofre geral deve pres-
tar a Peruaiubueo inaior eoadjuvaco, do que realmen-
te presta, porque daqui recebe lodos os anuos avulla-
daa sominas de seus icndimentos, entretanto que a pro-
vincia teto pequea receita para suas despezas; mas,
Senhores.facainos esla supplica para o auno com mais
calma creUcxao, e a lempo que esleja acamara naba-
Ihaudo. Vamos materia.
Realmente, Scnhores, sorprendeu-me quando ouyi
ler este requerimento, porque dizer-ae que uao 1
falta grande no cofre, que o roubo era pequeo, que os
adores o pagariam, e isto quando eu reclamava contra
o auguiento da de.peza, e agora pedir-se d nhe.ro para
saisfaier-se a estas, he realmente materia de riso.....
Sr nresidenie. quem lancar u.ao do noaao orcamento
5X^.V m UUfi 'no.leviO, .dinheir^ im anno
,Tn m- estamos roubados. mandamos coutlruir uina c-
^.0 a ual votsu.o. 30:000/000de ris. sl.n do.
20:0^/000 que se d para toda. a. c.de.as da proviucia,
damos para as inalrizes mais 7:000/000 alem do que se
den o anuo passado, porque davam-se 9:000/000 e o pro-"
jertocm discusso d 16:000/000: dao-se de 8 a 9:000/000,
alm do anno passado, para inais uns poucos de lani-
pioes de reverbero nesta cidade. a at para as cidades e
villas ; do-se mais 2, ou 3:000/000 para o theatro;dao-se
mais 4 ou 5:000/000 para urna quasi academia que crea-
ran! este anuo nolyceu, a titulo de aproveilar aos nos-
sos artistas, quando cstou convencido que a classe dos
artistas nada aproveita com tal syslema de instrueco,
porque exigem na lei, para que possam matricular-se,
exaines de Tranccz e principios elementares de geome-
tra. Na verdade.quciu nao vqueos nossos artistas nao
se expoem a estudar estes preparatorios'.' Ao contrario,
muito aproveitariaiu, se. em lugar desla academia, esla-
beleccssem nina escola pltica dos primeros elementos
das artes que entro nos teeni mais applicaco, o que se
faria com muito menos dinheiro, e inaior aproveia-
mento para esta classe. Quem vir, Sr. presidenta, que
esle anno se gasla perto de IOOOOO'000 mais do que se
gasloucnm taes verbas o anno passado.....
O Sr. Woiiia : ~ Nao apolado.
O Sr. Ferreira domes : l'sta engaado.,.
OSr. Dantas: Todas as despezas de que acabo de
tratar e outras que consum do orciuneniu s.io ,;.,.....li-
narias, nao se lueran o anno passado, e algumas at de
luxo, como as do theatroe os lampees de reverbero para
as cidades do centro e villas.
0 Sr. Roma i Poli tire o reverbero.
OSr. Dantas : Tire O nobre deputado, que fui quem
se leiubrou deste termo, e delle usou na lei do orea-
menlo.
OSr. Mavignier : -- Esl visto, he InllMlgo das luzca.
O Sr. Dantas : -- Nao sou inimigo das lu/.es, e siui do
luxo desordenado. Nao quero em um dia luxar inultos
para no oulro pregar um calote ou iicar devendo os ob-
jectos que compro para este luxo. Esta casa, se des-
pender mais do que. lite permiti sua receita, se ha de
enllocar em nina destas hypotheses, e qualqner dellas
Ihe he muito desairosa Ihc acairela desmoralidade
ou grande desconceito.
Sr. presidente, quem eoiihecer as cirumslancias ac-
luaes da provincia, e lancar uio da nossa lei do orca-
mento, e vlr que despezas se decretan! alm das forjas
dos cofres, e algumas dellas de mero luxo, e ao mesmo
lempo souber que pedem-se 15U:ti/O0-de rs. para la-
zer face estas despezas, que em nosaas mSos esta dei-
Urde faicr, oque ponsar de nos? Que conceito l'ar da
casa?Senhores, nasnossas maos est o remedio. Natercel-
ra discusso do orcamento acabemos com essas despezas
de luxo, de deleites, e at con as que forein menos ne-
cesarias neste anuo linanceiro : ponhamos as despezas
a parda receita, c cnto para o anno, quando a nossa
arrecadaco inelhorar, quaudo a thesouraria cliegar a
seu oslado normal, quando Ihc restabelecermos o ere-
dito e consideracao perdida, quando eitilim tivermos
mais dioheiro taremos ento estas outras despezas, e
(eremos algum luxo. Mas, Sr. presidente, cu muito te-
mo que a lereeira discusso venha sobrecarregada de
mu nenio i ro de emendas augmentando ainda mais es-
tas despezas Entretanto, eu peco a cmara que reluc-
a bein as uossas circunstancias financeiras... I'.m-
fim, Sr. presidente, voto contra o rcquenineiito. porque
nao produz o cuello que se quer i entretanto que algueni
liado nellas pode sustentar as despezas e al crear outras
ua terceira discusso, e falhando. como de ficto ha de
falhar o pedido, ficar a provincia em graves enibara-
eoi ; por isso acho inelhor que cala, e que contemos
coin o dinheiro que lomos para este auno na receita c
cofre provincial. Eis o mqu modo de pensar.
Q Sr. los Peiro combate as rasos apresentadas pe-
lo precedente orador, o ola que elle as ha trazidu a dis-
cusso por mais de tuna vez, e as lem visto impugnar.
Observa que a casa nao tein procedido prdigamente
como se. quiz fazer crcr, por isso que a despez lem si-
do calculada de maneira que uao comprometa a recei-
ta, isto he, de modo que urna se contenha DOS limites
da mili c
Faz multas coiisideraces geracs, c termina votando
ainda pelo adiainonlo que propozera, sem que todava
se negu a concorrer para que so peca ao governo geral.
nao um subsidio, mas um eiuprestinio, para Ser pago
quando as Toreas dos cofres provinciaes o periniltironi,
ou quando se cobraren! essas quautias extraviadas.
O Sr. Uavignier lambcm so oppcs s ideias cinoltidas
peloSr. Dantas, c quanto ao requeriinento subscreve a
opiniao do Sr. Jos Pedro, islo he, entonde qu se deve
de pedir ao governo geral, nao um subsidio, mas liin um
emprestimo.
A discusso do requeriniento liea adiada, por le dado
a hora marcada para ella no regiment da casa.
IIDEM DO DIA.
t.ouliniiaco da segunda discusso do oicumcnto pro-
vincial.
Entra em discusso o artigo 1." do titulo 3." da receita
provincial, que he assim concebido:
(i TOLO lll.
Receita provincial.
Artigo 1. A receita provincial he oreada, para o an-
no desta lei, na quanlia de seiscenlos cincuenta c um
cuinos qiiTnhriitos o sessenia o setc mil ria, para ellee-
tuar a qual he aulorisado o presidente da provincia a fa-
zer arrec.idar as rendas designadas nos paragraphos se-
guimos:
S 1. Tres por ceuto do assucar expoliado.
2. Cinco porcento do algodo, caf c fumo expor-
tados. .
3. laxa das caixas, fechos, barricas e saceos de as-
sucar, e aaccas de algodo.
i 4. Dcima dos prodios urbanos.
5. Dous mil equliihentos ris por cabeca do gado
vacc'um consumido nos municipios do Recire, Olinda,
Iguarass, Goianna. Nazarelh, l'ao-d Alho, I.imooiro,
Santo-Anto, (abo.Serinhein, Rio-Formoso, Agoa-Pre-
ta, Bonito, c nos outros municipios so pagarao este im-
posto aquelles que lalharcm carnes para negocio, o os
c. adores pagar'o o disimo que lica estabolecido como
dantes,
i (i. Dizimo do gado cavallar.-
I?, lizlmo do capim de plaa nos municipios do
eeV Vlnl'e por cento da agoardente do consumo.
5 8. Sello das herancas e legados.
lO.'jreraHia dos-eseravos. --
C II. t.luco mil ria por eaeravo despachado para
lora da provincia.
12. Emolumentos de polica.
J) 13. ez por cento dos iiovos e vellios direitos dos
empregOl provinciaes.
fabrica de tabaco, de chaiuioa, de chapeos o casa de
cambio.
15. Imposto sobre o tabaco, charutos e sabo do
consumo, excepto o do fabrico da provincia, sendo UO
ris por libra de tabaco fabricado, 600 ris por arroba
do no-l'abricado. 500 ris por inllhciro de charutos e 500
ris sobre a arroba do sabao.
j lli. Imposlco cobre as casas de modas,
17. He/, mil ris de cada lellSo q......o f"i I.....i
por ordein de autoridadejudioial ou administrativa,
i iS. Quarenta ris porcanarfa de bebidas espirituo-
sas do consumo, exceptuada a agoardente de fabrico
provincial.
19. Matricula das aula* do Ijrceil, do seminario de
Olinda o das aulas de latini a dez mil ria animalmente
j 20. Taxa das parreiras das estradas epontes, in-
clusive a da estrada do norte o das que de novo ., es-
labeleeercni.
j 21. Rendiuiento do evento.
*1 22. Apprehonses pela polica.
S 23, Rend do ai.lim boanlrk) de Olinda.
^ 24. Mullas porinfracedes de regalamenlos < de
contratos.
25. Reposices e reslilucoes.
26. Venda dos gneros e lteosla provinciaes.
27. Motado da divida activa das rendas provin-
ciaes, anteriores ao 1." de julho do lS3t.
*j 28. Divida activa provincial.
k 29. Heioi sidos e sellos dos ttulos dos offlclaes
da guarda nacional.
^ :(0 Rondinicnlo da capatana do algodo,
k 31. Producto das loteras do Ihealro publico.
$ 32. Suppriiuculo feilo pelo cofre geral.
Vo mesa c sao apuiadas as seguinles emendas :
> No artigo l.. I". "" ''< deste. accrcscente-se
.. sendo este elassilicado na.forma dclerininada pela lei
provincial 11.27. di II dejuiihu de 1836, o calculados
os 3/ a respelto de cada qualidade na rasao do sou
respectivo preco. Trino fe J.oureiro. u
, ; ir,.__Km ver. das palavras 500 ris sobre ar-
roba decbaos diga-so 20 ris sobre eada libra de sa-
bao Ob'nda Campclh. .S'on: Hondura. f*r-,
dtir.
AoS 14. artigo 1." accrescenlo-ae i pagando os m-
dicos, cirurgioes e advogados. eslabelecidis na capital.
12/800 ris annuaes e os das comarcas t)/40O reis. h.
R. ('un/ni Itacltido,
Ao da olaria, serrarla, fabrica de tabaco c de charutos. O
mais como no paragraph. S. R. Mavignier.
t |7... (Jan porcento do producto de cada Icilo
que nao fr folio por ordein judicial : sendo melado pa-
go pelo comprador e uietndc pelo vendedor, c sendo o
corrector respousavel por todos. -- S. R. Cordeiro.
Pessoa.
> /ti |S poi cento. S. R. ~ Reg Oanlat.-
u Ao \i 5." 2/500 rs. por cabrea de gado vacciim con-
sumido' nos municipios do Recifo, Olinda, Iguarnssu,
Goianna, Naaarelh, Mo-d'Alho, Santo-Anto, Cabo, Se-
rinhein, Rio-Kornioso o Agoa-Preta; e etn todos os
mais pagarao esto imposlo sonieiilo aquellos que talha-
leni carnes para negocio, o os criadores pngaro o dizi-
nio que liea oslabeleeido como dantes. S. II. --Car-
valho.'
Art 1 >\ 15. Onde se diz 60 rs. diga-se 100 rs.
Dito 600 rs., dito 800 rs. Dito 500 rs., dito 1/000 rs.
.Mni'i'omVr. Camello Ptstoa. Alces Ferreira. Pe-
rda de Carra/lio.-
.. En'i lugar do 40 rs,. diga-so 60 rs.- -S R Fer-
reira Iiomet.'
O Sr. Josr Pedro oppfje-sc a emenda do Sr. Laureo tino.
na parte que sonta do Imposto de 2/500 rs. os criadores
de gado do l.iinoero e Bonito ; j por nao saber se essas
Dovoaeoes abundara em criadores, ja porque isso da mo-
tivo lina alleraco da base da arrematacao desse impos-
lo, e porronsoquoiicia pode concorrer para que os ar-
reraataotes venham pedir indemnisacao.
Ouanlo ,i emenda que altera a impstelo sobre tabaco.
charutos, etc.. concorda com ella, meiios noque diz res-
peilo materia prima,islo he, ao fumo nao fabricado.
Manifcsta-ae contra a emenda relativa aos leiloes. pe-
las difliculdades que deve do trazer a cobranca ; diflicul-
dades que neoessarlaraente influirn para que a despe-
a com a scalisacao desse imposto abso va a receita
nue provier delle.
No tocante emenda ao i 14, vota por ella quanto ao
nue diz respeilo a olarias c serrarlas, mas nao quanto ao
inais. porqtie Tefere-sc a objectos de luxo, sobre que
nunca deve deixar de recahlr a iniposicao.
Votar, cn.liiii, contra a emenda que altera o expe-
diente adoptado na cobrauca dos tres porcento sobre o
assear; porque est persuadido que dah. resultarlo
muitos Inconveniente.
O Sr. Laurentino sustenta a sua emenda, mostrando
eum. os criadores Reara subjeilos ao dizlino que rende
minio mais.
O .*>r. Homo faz algumas couslderacqei acerca da ma-
teria em discusso.
Ainda reflexionan! sobre a materia os Srs. Jos Pedro
e Laurentino.
Fncerra-se a disi tuso, o be approva lo o artigo com
as mondas do Srs. Trigo deLourciro Cordeiro. Pesssoa
e Mavignier, exclusive a parle da dcslea, que eleva a 800
rs. o imposto sobre o fumo nao tabncado.
F.ntra em discusso e he approvada a emenda do Si.
l.aui eiiiuii., empatada na sesao de hnuteiu.
O Sr. Presidente declara em diacusso o artigo primea-
ra do titulo quailo das disposices geracs, redigldo do
modo seguinte :
u Arl. 1 Continan) em inteiro vigor as diaposicoes
das, lela ant/rlorcs de or-menlo, relativas arrecada-
co c admiuistraco das rondas, que se nao oppozerein
presente lei.
I-
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X
r
-ADO






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ll .1
c 1 1
i i
i )
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I
1
II. approvado se.n discussao, bem como o artigo se-
gundo, i|uc lie o seguinte :
ArC. 2. As despenas extraordinarias; comidas no ti-
tule, segundo, scro feitas sem prejuizo ou demora das
oidinarias.
s
Entra rn discussao o seguinte :
. Ait. a. Pica abolido, drsde o primeiro dejulho do
correte ano... ulinpnstu sobre os cocos, rcstiiuindo-se
'"' rrematautea as tuai huas dos exercicios futuros
rlcVan.lo-socni coma o abate proporcional que se leve
f.r/.or em rlade do artigo qua. lo das disposices geracs
da le. n. 192. de 12 de abril de 184?, que isentou deste
imposto os predios que pagavaui decimas.
Nao haveiido casa, deisa de proceder-se volacao.
Or. Presidenli d.i a ordem do dia para a sessao so-
lanle, < levanta a de boje depois de 3 botas da larde.
IMUUMJAXD..
HOMUOOPATIC
irJIO.ii o* bro
lio ludo, ii palai
He* non '..
Concluiido boje a analvse do artigo do Sr. allopalha,
publicado no Mario n. lii?, nao delxarel de tocar ein
um ponto, ondeS. S. palomea a ollins listos sua incapa-
cidad.' p.-ua serjuiz na presente causa. Presume o Si
allopalha que as experiencias puras se fa/.om ruin as
.ursinas partculas de.....dieainentos que se prescrevem
piiacui.il as molestias! Nao be islo simiente inri en-
gaito, he un. erro inulto manifest, I,'... homeiu se ...ha
em i.eifeito estado de latido ; nelle se dito todas as con*
dictles para se facer urna experiencia decena substan-
cia. Clljos ell'eitos se desoja eider. Para que csses ellri-
lospossam manifestarse, be necessario que adose dis-
ta substancia seja malordoque aquella que se ministra
ao lio.ii. ni enfermo porque no primeiro queremos que
appjreca urna molestia articial, e no segundo quere-
mos despertar a acojo vital ali.n de blennos o pir-
delo normal dosorgna doentes. Aolia o lllustre alio-
patha impossiv. I que .loses homoBopatbicas curem una
constipa.. i d ventre e coiii a an..a do ridiculo pre-
tende convenror o publico, para queui oserevo, dessa
iinpossibidade, que so existe no penaincnto dcS. S.
Qner o Sr. allopalha saber se be filia sua impossibill-
dade ? I'ergunte ao lllm. Sr. Leandro de Chaves Helio
Ratisbona, estudnte de Ollnda, que depois de baver
roiiMiiudo a oiio incdt-u alhipattias, quasi lodos desta
cidatle, segundo me inforinoii, e linnaudo todos os re-
medios que Ihe elli s p.esi revera.n, nunca pode adqui-
rir regulan.lade em suas dejocces, e por isso recorren
n hoiiiieopatliia que em ponen lempo o reslabcloc.ii
Perpunte ao lllm. Sr. Antonio Francisco Lisboa, neg-
. lante nesta cidade, e morador na ra do Apollo, que,
pailecendo do mes.no nial, co.neroli logo a sentiros be-
lieflcos .-lcitos dos remedios bo.ii.eopatbicos no seguin-
ledi i ao ein que toi.iou una dse que ll.e prcscrovi.
que desde sua installc.o foi confiada a minha direocao
e entao cumpre-ine dcfrnde-la dos ataques quesoflreu
e para faz-lo julgo necessario dizer tambrin alauuia
cousa de mim.
Todos aquelles que teem alguma iustrueco. shem o
qui he um coucelho de salubridade, e sua utilidade he
tal, que fin toda a parte, onde ha civilisacao, tem esta
iiisliliiicao sido adoptada : o que venho de diier nao me
parece exagerado, quando vejo que o Exm. Sr. conce-
Iheiro Antonio Pinto Chicharro da Gama do mesmo
modo se exprime em sen relatorio de 1846, lido assem-
bla provincial. Sei que ha oa llahia um coucelho de
salubridade. mas nao inc consta que tenha prestado
servicos aquella provincia : mi ha trahalhos seus pu-
blicados, e nem o pnderlam ser, visto que esse conce-
Ibo s existe em Dome e segundo nos informa-
ran! ltimamente, nao se tem reunido urna so vez. Nao
duvido da importancia de seus ineuibros, nem dos seus
desejos ; mas a experiencia tem mostrado que trabalho
sem recompensa nao medra; e esta he a rasno pela qual
essa iiisliluico ./ue lie til em toda a parte nao
tem prestado os serviros, que delta deveria esperara-
quella provincia, que, como todas as do imperio, tem
grande necessidade de um concelho de salubridade,
que fiinccione.
Nfio sei, se he por minha incapacidade, que o conce-
lho geral de salubridade publica desta provincia nao
leu. satisfeito em todos os pontos s necessidades sani-
tarias ; mas. que esta repartilo tem prestado constan-
temente servicos, nao ha duvida, e. o mesmo ex-presi-
dente o Exm. Sr. t hichorro assim se cxpnme em sen
relatorio de 1846, apresentado asscmhla' provincial :
i. liste concelho, diz elle,creado pela le i provincial n. 143,
foi inslallado en II dejulho do anuo lindo (1845), e dridr
entao n.io tem i'essado de oceupar-se de objectos tendentes a me-
thorar o estado sanitario ta provincia, e lazo-la gozar o
i.,.i.s l.i eve possivel .las vantagens que .leve trazcr-lhc.
pretenda fat-lo, mas do repente se aprescnloit uin
fado imprevisto c mesmo nao imaginavel para mim,
que a isto me obrigou. Este facto appareceu como por
acaso ouvindo contar que um novo medico eslava cu-
rando no Recife pelo systeina homoeopalhlco, e que,
querendo dar crdito a este -systema que pratlcava em
sen curativos, usara em lom dogmtico de6ta blasphe-
mla na verdade vos digo : que nos curamos coin u-
ina si) gota d'agoa cryslaiina e pura, em que val vida
como na simples hostia consagrada val a redempco.n
Confessoque a ouvir lal blaspheinia causou-me horror I
e espanto I Entao se me mostrou escrtpto em o Diario
o que acabo de narrar, f.'om elTeito nao pensei que ein
nosso paiz, que he. gracas a Dos, catholico, houvesse
um hoinem que, assignando-se coin o titulo de Dr.,se a-
trrvcsse annunciar tal blasphcmia s pelo interesse de
acreditar-se. Provavelmente, uegareis, senhor, ser o in-
terese tleacreditar-vos que vos arrojasse a semelhante
exersso, mas sim a conviecu em que vos achals da e-
ficacia dos vossos remedios, e o desojo de alliviaros sof-
l. nn.'iiios que padece a humanidade ; mas en vos res-
pniiderci .|ue he este interesse, e nao tal convieco,
porque o exemplo que vos aprescntais nao tem para
vos fe, porque ou vos credos que a hostia consagrada
he real c perfeitamcnle o Corpa, sangiie, alina.e cTlvIn-
.I ..le de N. S. .lesus-t brisio, ou nao se nao credes, o
i trn.pl nao tem appli.-aeao c se credes, como vos a-
niinais a comparar eom urna pouca d'agoa a divina
pessoa do Hedeinptor ? Como diier que vai vida em u-
ma gota d'agoa, como na hostia consagrada vai a r-
denmelo!
Pon-entura a vida de alguem est ein uina pouca d'a-
goa, ou em oulro qualqtier remedio ? Nao sabis, se-
nhor, que a vida da creatura nao est no remedio, e que
o remedio nao conten vida, c que nao faz mais nem
pdefaier.do que ajudar a natureza arestabelecor-se por
Mov me nto do Porto,
Navio mirado no dia 18.
b
llahia ; 8 dias, barca ingleza l.elliui, de 316 toneladas
capitn James Marsliall, equipagein 12, em lastra
Dean Yulle&Companhia. '"
.Vui'i.u takidoi no menno dia.
Porto; galera partugucsa Tentadora, capitao Eiuigdio
Jos de Oliveira. carga assucar Passagciros, Joaqun',
Viudas de Maroinval, Joaquim de Azevedo de Andra-
de, Bernardina Jos Percira, liento Jos dos Santos e
Andrade, Antonio Jos Arantes, Jos Antonio da Sil.
va i'raga, Brasileiros ; Jos dos Santos Braga coin sua
senhora e 3 lilln.s menores, Joaquim Jusliniano da
Silva, Jos da Silva Campos Jnior, Manuel Joaquim
Goncalves e Silva, Antonio Augusto Ferrelra Sanpalo
Jos Jacintho Guedes, Joaquim Valentim Coelho, Por-
tugueses ; Antonio Jos Mareira de Azevedo, Antonio
da Costa Caldas, Antonio Jos da Silva, Brasileiros.
EDITAS.
-------------.....-, meio da viilude que o Supremo Creador foi servido
e de/'icio ja Ihe Itm tmido semelliaiile InttltulcO, CO-[conceder c ajuutar s diversas substancias de que usa-
...o veris de seus rolatorlos. "Nao he aqu somonte mos como remedios ? Hasta, continuemos o nosso as-
suu.pto, t llenemos o que pertcnce medicina a seus
profossores. Ora, senhor, nao continucis mais a blas-
phcuiar. retpeitai o augusto e divino >acramcnt.> da
r'.ticharistia, nao o invoquis em vo, nao o insultis,
gua-' nao o blasphcmeis, porque grande castigo merecis.
que o coucelho tem merecido elogios de pessoas que
Imni un quando os diiu : na corte do imperio lodos os
seus trabalho* teem sido publicados voluntariamente,
c l mismo tem isla iustituico feilo servicos, como
succedeu coin seu relatorio acerca da efiieacia de i
Sao lutos de que -S. S. nao p.idc duvidar ; porque pode
milito bem averiguar sua veracidade, visto que cito
icssoas que aqui mesmo existen). Cuero agora aqui
transcrever um periodo de sen artigo : ei-lo ... todas
ni pronas fram em duabom de timethanle doitlrina, a ion-
io de, em toda a hriif.i, 01 charlatSU homaopnihicoi serem
trridos devergonha ; ente {taina asiia jusli Ici d'alijuns esladot pura nunca maii appnrecerein : finalmen-
te M fe'uropn ni liomnopatlias se sumiiam, deixando smenle
posteridadtss* pagina vergonhant di wa loucun. Ra-
ras vetee se chega a faltar lo descaradamente :i verda-
de i Desojara ulnar atlenteinenie pira sua cara, Sr. al-
lopalha. para vei smente so Ihe Chegava o rubor do pe-
jo as faces, quando Ihe eu repelise este bellissimo pe-
llico de sen huello Quando todos os bonicos sensatos
abracan) a hoinceopathia, quando ella tem radiosa pe-
netrado lodosos paites, quando um numero boje avul-
tadis-iiiii) de mdicos illusires e cansciencinsos a teem
adoptado coin a .nao na consciencia c os olhos ein Dos,
um medico allopalha ein Pernambuco declara pela i.u-
preusa que n.i Europa os homaajmthas le mmiram, dti
rana lmmtc ,i poiertdadi essa pagina vergonhota di sua
loucura!!!.... Oh! Sr. allopalha, lie coin essas e ou-
- ttas falsida.les que se combate una doulrina ? Tenha
]....- ocia, meo rleo Senhor. S S me obliga a di/.er-lde
quenada absolutamente sobe do que se tem passado
na Europa e no Brasil a respeito da homu'op'aihia. S. S.
ou liada ten. lido, ou entao sua leilura s se reduz sua
cartilha. K he assim queS, S. querque o publico o re-
cunhofa como um poro de sabedoria? Tomo a repetir
llie que compre livros, hia-os, e comprehenda brin o
que riles ooiiiam, para nao dizer parvofcet, quando qui-
xer tratar de qiiesles como a que presentemente nos
oceupa. Agora vamos ao cavallo de batalha", em que os
Sis. allopothas senvontain para combater a bomo'opa-
lllia. \ amos a esses mallad.idos IU/UOU ris, que serveni
de tai.l escndalo para essa gente, que s combate a
iiosid dout.i.ia por amor do interesse.
Principiare! por dizer que os Sis. mdicos de Per-
nainbuco no podem, e nao deven, fallar nesses lOtIOtl
ris, que sao urna qua.uia inulto limitada em proporcSo
do ,|ue a inaior parle desses Sis. exige dos enfermol, Eu
ja meacho munido tejiu soberanaineote a ambicio que os cga. Nao roe
provoque.n, ineiis Scnhores, porque cnlo nao terei re-
medio senaa pdr-lhes a calva most.a e desde j os
advino que nao lenho uiedo das caretas de Ss Ss. To-
men) lento.
Fallando das conversos de allonalhas ,- hou.a-opalhia,
diz que sao ellas operadas por inspirares e mais ad-
ame expriine-sc assim: ri que no gontamoi brincar
rom os dogmas cpreeeilosde noisa TtligiSo, airemos anlesque
issas inspiracoe nocturnas titeram por causa a gmamia, v
lucra e a usura : Vos os aliopalbas podis fallar ein
cumplimento dos prrecitos da rcligio ; vos que s ve-
des no corpo do hoiiiem orgaos c funeces : v.'.s pa
quem a alma he una irrisoria chimen ; vos que no ho-
nicm s vedes materia c uiuvimcntos naluraes dessa
materia ? Podereis fallar em rcligio vos, que leudo por
devrr minorar os males de voseos doentes, os aban .o
nais coin o inaior g.o de impiedado, qua.ido ellos mais
precisam dos soccorros da medicina, e os deixaisexpos-
tos i dor e desesperaco, smenle para se nao dizer
que morrera.H en. vossas luios .' Vos que com os vossos
remedios violemos comprometilo a vida preciosa do
paide familia, da esposa adoiada, dos lilbos queridos,
do ciilao prestante, e rinlini de toda a humanidad.',
os doixais smente entregues aoB SoQriiuentOS que llics
causaste*? Vsque e.palhais porahi quo a hdmoi.ipa-
lliia nao resta, porque nao cura os (lenles a qu.-m ba-
veis assassiuad.. ? Nao, Si '..dores ; vs nao leudes rcli-
gio; porque, sea t.vesscis, nao pdivil deixar de ser oa*
ridosos. r. qual te.m sido a vosea caridad.: para couimi-
go ? Respouda.il os jomaos desta cidade, c todas as pes-
soas com quem fiavels conversado a ineu respeito e a
respeito dossa verdade que taulo adoro, e pela qual me
nao importare! de morrer.
Cumpre-ine por ultimo dizer ao Sr. allopatba, q
boje existen no brasil porto do sessenta mdicos eci-
rurglei que segu.u a homa'opathia, e que entro e||ej
existeui u.uitos de couheciiuenlos ...... vulg.i s, e cuja
phllantropia c.ta sobranceira s calumnias e persegui-
ocs de seus implacaveis iniuiigos.
Dr. Sabino Olegario Ludgiro Hinho.
I'ernambuco, 12 de agosto de 184S.
Commtinicario.
que os escreveu ; mas trata se da reparti^ao,
no na cura d.i elephantatis dos Gregos ; liabalho apre-
sentado ao governo desta provincia antes que a acade-
mia impci i.. 1 de nieilic.oa tivesse emitiidn sua npiniao
. ames que em oulra provincia l.'.sso inethodicamou-
ie experimentada essa substancia.
el que o estado sanitario desta provincia, como o de
todas as do imperio, nao he dos mais satisfactorios ;
mas nem be menos do que o de militas ciliados da K.n-
n.pa, e nem isto depende da ociosidade ou incuria do
concelho de salubridade. Esta ri'paiticao tem sido in-
cansavel em representar, nao so sobre ludo islo, de que
sem eonheclinenlo falla o autor do artigo,como sobre mi-
tras umitas colisas, una. duas. tros c mais V07.es : cllau
nao est autorisada a exocular as .urdidas, que pro-
poe.u as autoridades e se suaa reprosentafos nem
eiupre leeirj sido attendidas, o ella nao cabe .. censura ;
o .levo declara, que de sua vigilancia o imparcialidadc
lile leem viudo por votes desgoslos, e que eii-iucsmo,
s por ser seu presidente, OS lenho soll'r.'do anda mais
amargos por me fazcrcui rcsponsavcl por todas as suas
resolucoea ou medidas. Esta repartlcjlo nao tem perse-
guido pessoa alguma, porque Ihe desagrada, nem tem
eslorvado a iiinguem em suas especulacoes : ella s pro-
cura fuer execiitar a loi ou ordoiis que Ibes sao trans-
niittidas ; e por isto, vendo, como ainda boje se l no
Diario de l'ernamliiico, que o Sr. Sabino forncre reme-
dios aos doentes que o consultan), o que lie contra a
terminante disposicao do imperial aviso do 21! de agus-
lo re IK-Ili. julio... nr.id''..'.' i.andar afxar editaos o
para que o niesnio Senhor nao allegasse ignorancia ,
diiigio-so ao Si .subdelegado de San-Krei-I'odro-Goncal-
ves, alim de que Ib'a uian.lassc aprcsenlar o que fet
por intermedio de seu oscrivo, como se v de seu of-
licio de f) do crlente, C do termo que foi em coi.scqueu-
eia disto lavrado. Eu pela minha pule nunca iniluzi o
concelho a proceder rigorosamente contra prssoa al-
guma, para o que invoco o teslemiii.ho dos meiis col-
legas : tanto isto assim he, que amigos e inimlgoi me
toen, feilo justica, o tao convencido eslou do que digo,
que invoco a opiuio de todos os partido poltico, O
espero de sua franqueza e sinceridade que declareui se
lenho abusado do lugar que occupo para satisfazer lint
particulares, se lenho licitado de cumplir una s ver
e com presteza as exigencias de todas as autoridades,
niesnio relativamente a omisas que nao sao de minha
restricta obrtgaco, e digam, se, .uovidojpelo espirito de
partido ou de vinganca, j persegu algum de ineus col-
legas, ou delegados do coi .ceibo, se j prupnz demis-
10o, 00 deixci de aprcsenlar ao governo, nas proposlas
que Ihe iciu sido dirigidas, alguma pessoa que estivesse
no caso de sc-lo.
Nao me julgo a pessoa mais apta para exercer o lugar,
que me foi condado ; mas, se"nalavras valen alguma
cousa, levo crer que posso prccuchcr osle lugar. Fui
lomeado secretario do concedi pelo Exm. Sr. Tilomas
Xavier Garca do Almeida ; o o .....sino l.idadar, roq.on-
de.ndo a censuras que cram dirigidas aqnellc presiden
le, pela nonieaco do Sr. Dr. Maclel Monteiru, se expri-
mo por modo que nao ineparece ambiguo : Se O gover-
no, dizia elle, pouco mais ou menos, so tivesse ein Vista o
espirito de partido, o nao a capacidade e idonoidade,
entao nao noiucarid para os oulros emprogns do conce-
lho a individuos, que por corlo nao sao de nosso cre-
do e isto se nao pode ntender com o nosso disidido
collega o Sr. Maciel Montoiro, que he do credo poltico
do Lidador. O metmo Sr. Chichorro, diiigindo-se as-
semblca provincial, quando Ihe fallava em 1847 acer-
ca do concelho, servio-se desta honrosa expressao
seu digna presidente ; entretanto, poucos cheles de rc-
|.ai lices tiveram esta honra; honra que devo mullo a-
preciar.
Meus tiabalhos publicados na collecefio do concelho,
e transcriptos voluntaria.nentc nos jomaos scientlicos
da corle do imperio, me leem pr. curado elogios, c de-
raiii-iue a boma de ser convidado para collaborador do
iroioo Mtaico tiraiileiro, e desdo enlo bel feilo o que
lom cabido em ininbas foi cas para satisfacer coulianoa
do digno redactor em edefe daquelle peridico. Nao he
so este convite, que me valcrain meus trabadlos: ha lem-
po lu convidado pela redaeco do jornal da academia
imperial de medicina do llio-di-Janeiro para dar al-
guns ai tigos sua lolba ; e polo iiili.no vapor recebi
oulra caria ein que se me pede, em termos mu lison-
geiros, para ser um de seus collaboraddres ; o que sup-
puiiho ser honroso.
Desdo que cheguei de Franca a esta provincia, onde
nasa, c para onde vlni por uella ter familia, c nao pa-
ra explora-la como av.nturciro, lenho sido escolbido
constantemente pelo governo para fater pai te-das c.mi-
iiii.soos medicas mais importante* ; eulretantq, iodos
sabcni que lenho opiuioes polilicas, e que todos os pre-
sidentes nem seguetn as mespias opinics, e nem pen-
sauidoii.es.no modo. Tcnlio rm mcii poder docuiiion-
los mu. honrosos, e tal be o coucoito que hei scuipre
lelixmeuto merecido pelos meus servicos, que constan-
teinoiite lenho lido excediente acolhimeiito de lodos os
presidentes e,vice-presidcutos desta provincia, e que "pe-
lo Sr. Dr. Vicente Pires da Molla me foi voluntariamen-
te dadoiim atleslado u.ui lisongeiro ; entretanto pou-
co lempo estove na presidencia esse mui digno c idus-
Irado l'aulisia.
Tcnlio fallado pouco do concelho de salubridade e
muilo de mim, mostrando esse orgulho de quo se me
aecusa ; mas era necessario dizer aquellos, que nao teem
uome, quem sou c o que sou : e lermiiiarei pedindo
aquelles que iguora.u o que lem feito o concelho, que
leia.n seus trabadlos nao s publicadas em collccco,
como existentes nas secretarias do governo, da polica
da niiinioip.lidailc, etc. S,.o com toda a consideraran
te. Dr. J. d'Aquino Fonceca.
como diz osenhor a respeito do blaspbe.no: i.Levai para
fura do campo aquelle que se atreveu a blasphe.nar, e
todo povo lauco-lhe podras. Educ blasphemum extra
castra, el lapide otim populas universas. Ved quao zelo-
i.o do si he o senhor, que, sompre perdoando, quando se
trata do hlasphemo dd urna scuienca tao forte contra
taea criminosos. Senhor, he preciso ser mais comedido,
niiinitn e !v?.l.?LrJ ::..: S :!.:!: : c ll?,0 Sfiatar-SC ""
interesse particular a ponto de profanar o Divino Sacra-
mento invocando-o ein vao : .Yon numo< nomrn domint
in i-uinim : digo que taniestos em vo, porque o tomas-
tes soni raso c sem necessidade ; porquanto, se a arle
de que usis he verdad.'ira, a prova que deveis exhibir
sao lacios comprovados, e nao urna comparaco Inju-
riosa a Dos ; porque nao usastos de oulra qualqtier
comparaco, como o ar respiravol, etc.? Sabei mais,
senhor, que, se usis de mu exemplo tao sagrado para
por esta raso dar peso ao que diteis e desta forma
merecer mui m, i assim nao acontecer para aquel-
les que .. lio. -i ii.'in mu pouco; porque, vendo elles que
vs nao respeitais o Creador, como respeitareis a crea-
tura ? Que peso vos far na consciencia asade, a vida
da creatura, quando a pessoa do Creador vos fas lao
pouco poso .'
Um chriilo.
Miguel Archanjo .Vonleiro de Andrade ofltctl da ini.
penal ordem da Rota, cavalleiro da de Chritfo e ini.
vector da alfandega de I'ernambuco, por S. M, ',
Imperador, que Deot guarde, etc.
Fapo saber que, no dia 22 do crreme, ao meio-di
ein hasta publica, na porta da inesina, se han de arre-
matar 34 diiziat de plumas protas, no valor
Alfandega, 18 de agosto do 1848. *"
iW/iioi -frenan/o MonUiro di Andradi.
Deca raides.
I
Sro. Ridaelam. Dentro em breva o nosso compro-
vinciano Pedro Kaptista de Santa Rosa encelar as suas
representacoes no theatrinho que arrendou na ra da
Praia. SopUraeu unidos meus mais pronunciados de-
sojos, se nao viesse oceupar um cantinholdo seu jornal,
para convidar os habitantes desta cidade a prestaren!
mui decidida prolecco a esse Pornainbucano que pri-
meiro soleuibrou do Incumbir-te da tarefa de proparar
o dar-nos boas representacoes dramticas
Sim o Sr. Santa Rosa merece que todos o coadjuvom
nessa empieza ; nao s porque, procedendo assim, con-
correrio para o inellioraineuto da sorle de um cidado
honesto, que quer adquirir alguma cousa cnsta de seu
trabadlo ; seno tainbom porque iro influir para que
esta cidade passe a ter um diverlimento tao recreativo,
qua uto instructivo, em urna poca em que mais que
nunca carecemos de distrae...es moralisadras.
Esporo, pos. que uo prrdeiei as lindas que doixo es-
cripias, o quo terei o gusto de ver ser mui frequontado
o theatrinho do Sr. Sama Rosa.
Um l'ernumbucano.
K Qfftfftjrii,
ALFANDEGA.
RRNOIMENTO DO DI A 18..........0:547/507
Descarregam hoje, I!) di agosto.
PatachoReititaraeio mercadorias.
Iliate Snn-tlenedicto charutos o fumo.
Barca -Amarro farinha c holachinha.
Ilrigue Sultana carvo.
IMI'ORTACAO'.
.Su/tana, l.riguo inglez, viudo de Londres, entrado no
crreme mez, consignado a Chrislophors & Donaldsnn,
man lesin .. SOgllinte :
3(10 barrio plvora ; a Corbelt.
250 barrio plvora ; a Smiili.
63 barricas cervoja ; a F. Robilliard.
. 200 caixas velas; a H. Royle.
60 barricas cerveja ; a Fox Brothers.
8 barricas cervoja ; a li. K. Crutchfield
1 caita diversos objectos, I sacco rollas, 2gigos gar-
rafas pretas, lbar.il tinta de osoievor, 1 caixa luvas de
soda, I dita cortes de vestidos, 12 .limas de lencos de
seda, algodo e vestidos, 2pedras de amolar, 1 tonela-
da spelier. 25 ditas carvo queimado, 18 caixas cha, 10
barris salitre ; a C. Ji Duualdson.
10 harria e I5quart.ila> oleo, 1 caixa lencos de sed
ordem
Aainoote, brigue inglez, viudo de Glasgow, entrado
no crreme mes, consignado a Adamson Howie & C
manifostou o seguiute :
I2(i caitas sabo ; a Deanc Youle & C.
4 caixas faxendas de algodo; a Johnston Pater St C
227 barricas cerveja, 90 toneladas de carvo, 20 ditas
-- O arsenal de guerra compra duas arrobas de oleo
do linhaca 200vassouras de limbo coin cabos, e 6 di-
las de cavallarica : quem ditos objectos quiter forne-
c.-r j.iuara sua proposiu directora do mesmo arse-
nal, ate o dia 18 do crreme. Directora do metmo ar-
senal de guerra de Pernambnco 14 de agosto de 1848.
0 escripturarlo ,
F. Serfico de AssisCarvallio.
-- A adminislracao geral dos eslabeleciinentos de ca-
rlda.lc manda fater publico, que. nao se tendo eneitua-
do, hoje, a arremataco da renda das casas n. S da tra-
vessa de San-Podro, e n. 63 em lora -de-Portas, fr
transferida a mencionada arremataco para o dia 21 do
corronto, no lugar e horas ja designados.
Adminislracao geral dos esibolcciiuentot decaridade
14 de agosto do IH-X.
0 esci'ipturario,
F A. Cavalcanle Couuiirt.
fiei-coniulado da Repblica i Confoderaco Argentina
em Pernambaco.
Por ordem do fitin. Sr. enviado extraordinario e mi-
..-ii-.i nleQirintrnertrl's ^^ o-..i.iinA !._..-. _. r.
.... l..-...,...s...fc,,.. ., .., j.owi.v. nBiiiiia, ocia*
publico que toda a embarcacao que se destinar aos
portos da repblica dever levar seu manifest e carta
desande logalisadns pelos cnsules da referida rep-
blica, e para isso dovein ser acoinpanhados dos despa-
chos dos gneros mencionados. K omquanto nao fflr
delerminado o contrario pelo governo da inesina rep-
blica nenhuma embarca(o ser admlttida entrada,
que tenha tocado ou tido cnmmiinicaro coin a cida-
de do Montevideo, ao menos que nao prove que foi ni-
camente para recoher pratico, por meio dos seus con-
signatarios ; no euiquanto, para facilidad.- das embar-
ca9es que procuram os portos da repblica, indeben-
deme dos pralicos que se achaui a bordp das emba ca-
ces de guerra ostrangeiras ein fronte a Montevideo, a-
cl.a-io nina escuna coin praticos a bordo, na altura da
ponte do Indio fcujo preco he todava nuil coinmodo da
que os outros): outro sim, nao sero a.li.ntidas no por-
to da Ensenada embarcaces ostrangeiras de menor lote
que de 120 toneladas.
Oque o infrascripto fat publico ao commercio desta
praca por ordem superior/
Peruambuco, II de agosto de 1848.
.Vmu Varia di Stixai,
Vice-consul argentino.
- I'ela dele-atura do primeiro distrieto do termo do
Recife se faz publico que se acha recolbido a cadeia des-
ta cidade o pardo Miguel, que dii ser escravo de Vicen-
te Ferrelra, morador em Grvala tormo de S.-Anto :
quem for seu legtimo senhor aprsentele nesta dele-
gatura com os competentes ttulos, que, provando per-
tencor-lhe ser-lhe-ha entregue. Delegatura do pri-
meiro distrieto do termo do Recife, 12 Jde agosto de
1848. O delegado, Ftliciano Joaquim doi Santot.
PARA OS PORTOS DO SUL.
0 paquete brasiloiro a vapor S.-Sahxnfor commau- M
dame Antonio C. de Azeredo Coutinho, deve estar aqu
dos portos do norte at 20 do corren te e partir no
dia soguinte.
ele
dito queimado, 29 fardos fazendas de algodo, 40 tone-
ladas forro en, bruto, 400 barris plvora, II barris Un-
as, 2,0.)S barricas vasias e arcos, I fardo papel a A-
.1 lilis .11 HolVIC C.
CONSULADO GKJUL.
RENDIMENTO DO DIA 18.
..............1:873/929
Diversas provincias............. 262/751
l:l8BsJM
Geral
CNSUL A DI' PltOVINGlAL.
RENDIMENTO DO DIA- 18. .........796/787
THEATBO XACIOVil,
DE
SAN-IR 4NCJSCO.
DOMINGO, 27 DO CORRENTE.
Ultimo beneficio do director empresario,
Representar-se-ha a muiro brilhanle e insigne peca m-
gica ehrgada do Rio-de-Janeiro
NINGUEM VENCE O PODER DE AMOR,
a qual sera ornada dricas e vistosas 11 ansfOi macoe
que li/a'iain esta linda e graciosa poca ter tantos applau-
sos na corte deste imperio.
Rematar o espectculo com a linda (arca
A CASA CONSTITUCIONAL,
ou
departidos domsticos.
O beneficiado, desojando entregar o thoalro a seu pro-
priolario, lanca mao' deste -ultimo recurso para rocar-
cir os grandes prejuitos.'filhos da poca, e apolla para a
prolecco de uin publico que por mais de uina vez se
tem dignado prolego-lo, e de quem sompre espera am-
paro c proteccao. .
Principiar chogada das autoridades, 9 horas, em
ponto.
Publicacao Luterana.
Sn. Hcdactoies, Nunca eterevi correspondencias, nem
MEMORIAS HISTRICAS DA PROVINCIA DE PER-
NAMIICO.
Os Srs. que pagaram adtntada a subscripeo desta o-
bra queiram mandar receber na praca da Indopen-
Idencia, livrarla, ns. 6 e8, n 3. e 4. tomos que esta o
concluidos, e o 5. o se destribuir quando chegarem li
estampas que o autor mandou litbographar.
MUTIU



Avisos martimos.
' i ar.i Lisboa sane com a maior brevidade a barca
/ nrtugueza 'fijo, capitn Silvpriu Manocl dos Rflt : para
\ carga e passageiros, para o que tem os mais anclados
coiiimodos a tratar com o capito ou com os consig-
natarios, Oliveira Irmos & C.
Para o Rio-de-Janeiro segu com a possivcl brevi-
dade o biigue-escuna nacional Olinda, por ter parte de
teu carregamento engajada: para o restante, escravos a
fetec passagelros, a quem oflferecc exccllenles com-
moflos. ira < a-se com Machado & Pinhciro, na ruada
Cidria, n. 37, ou com o cap tan" Manocl, Marciano Fer-
r! ra.
Para o Aracatv pretende seguir viagem, com bre-
vidade o lliate nacional Tentador, mostr Jos Joaquim
Ouarte: para carga e passageiros trata-ae na ra da
C'rur, n. 26, com Luiz Jos de S Araujo ou com o ines-
tre, no trapicho Novo.
Machado & Pinheiro declaram mui
formalmente que naoaulorsaram oannun
co feito por Luiz Antonio de Barros, pa-
ra'a reuniao de credores do dito Barros
em casa dos annunciantes; e tnais decla-
ram que, alm da qualidade de credores,
nada mais existe de comiuum entre elles
e Barros.
Desappareceu de Santo-Amaro (Cidade-Nova) na
noite de 11 para 12 do correute, do sitio de Manoel Car-
doso da Fonse'ca, uin inoleque que representa ter 16
auno, pouco ladino, de nome Zacaras, com o sem-
blante mu pouco alegre : quem deile tlver notieia
queira participar no niesmo sitio, ou na praca do COm-
mcrcio, qualquer hora ao mesmo Cardoio,
OSr. Manoel Marccllino (alado, chegado hapoucos
- Para o Cearnsahc. nestes das, por ter tres partes,
de seu carregamento a bordo a sumaca Flor-do-Ange-\,aa dc Una- enha a bondade de chegar ao sitio deno-
tante da car-1 ''nado San-Pedro, na propriedada do Sr. Joaquim Car-
lim mestre Bernardo de Souza : para o rest
ga e passageiros, trata-secom o mesmo mestre ou com
I.niz Jos de S Araujo na ra da Crai, n. 26.
Para a ttahiasahe com muita brevidade o novo lta-
te Exhaltcao : quem ncllc quizor carregar ou ir de pas-
sigem, dlrlja-se a loja de ferragens da ra da Cadeia
do Recife, junto ao arco da Conceicao.
Para o ftio-de-Janeiro segu, com brevidade, as-
sim que ndar a sua descarga, por ter parte da carga
pniiiipta o brigue brasileiro Minerva Torrado c pre-
gado de cobre : quem no mesmo quizer carrogar, ou Ir
de passagem dirija-sc ao'seu consignatario Manocl
Ignacio de Oliveira na ra da < adela, n. 40, ou ao ca-
piiaoLalz Martin da Costa a bordo.
Para a Rabia sahe. at odia 23 do trrenle, a ve-
loira escuna alante-Marta Torrada o pregadade cobre :
para o reato dacarga e passagelros : para o quo tem ex-
ccllenlct coiiimodos. atratar com Silva t Grillo, na ra
da Mocil.i, ii. II, ou com o capitfio, Jos lleudo de Souza.
Para Lisboa partir, no crrente mez do agosto, o
hom condecido brigue porliiguet Tarujo-Primeiro, de
que he capitfio Manoel ile Oliveira Fancco. Teui gran-
de parte de seu oarregamento engajado : para o res-
tante de sen carregamento, assiin romo para passa-
: ciros, a quem ollcreco assciados commodos c bom
"Vaiamento, trata-sc com o dito capito na praca, ou
com o consignatario, Firiniuo .lose Kclix da Roza, na ra
do Trapiche, ".44*
Reiijainin F. Studley, capitfio da galera americana
i. ,' in. i. arribada neste porto de Pernambuco, na sua
agem para New-Hedford, precisa tomar a risco mari-
! mu, sobre a quiiha da dita galera, a quantia de det
mus de ris pouco mais ou menos. Os pretndeme:
poderao entender-te com os seos consignatarios Henry
i -ntcr A Companhia, na ra do Trapiche, n. 8.
Para o Arae.alv segu, com brevidade por ter par-
le da carga prompla o Mate Duvidoto mestre Jos
loaqulin Alves : parao resto da carga, trata-so ao lado
do Cnrpo-Santo loja do cabos n. 25, ou com o mestre.
Parao Acarac eCear segu, uo dia 28 do corron-
ie ii "patacho S.-CVuj pregado c forrado de cobre -. pa-
ra o resto da carga trata-se ao lado do Corpo-Samo, lo-
ja de cabos, n. 25, ou com o capitfio Joaquim Antonio
(oucalves dos Santos,
= Para a tillado do Porto partir, com a maior bre-
vidade pojsTvel, o patacho portuguez /ilaurafilo ; tem
a maior parte de sin carregamento promplo: parao ros-
to da carga e passagelros para o que oflercec cxcellen-
tes coiutnodos trata se coin o consignatario Firmino
Jos Flix da Rosa na ra do Trapiche, n. 44. ou com
o capitfio, Jos de Oliveira Fancco na praca do Cor*
po-Saoto.
Avisos diversos.
Francisco da Costa Fon ai rctira-se para Tora da pro-
vincia.
Na ruado Crespo, n. 16, existen)urnas cartas para
os Srs. tilias Coelho Cintra, Antonio Jos Fernandcs de
Carvalho e Joaquim dos Santos Forreira.
OSr. Manoel Antonio de Andrade tem urna caria
n rua daSenzalla-Vellia, n.70.
Jos Francisco Rodrigues de Carvalho, llrasileiro ,
rrlira-ae para o Aracalf.
Ao ainaiihceer do da quinta-feira 17 do correte ,
furiarain de una estribarla uin cavallo prcto passei-
ru, de 10 annos do idade pouco mais ou incnus, coin es-
trollinhs por baxo do topete o no lugar do calieran
uin calombinho ; tem uin p calcado ; est do boas car-
nes; he grosso e de bom taan lio ; o qual foi roubado
com uina chave falsa que a dclxarain na porta. Roga-se
as autoridades policiars c mais pessoas que souberem
do dito cavallo e ladrfio, que os approhendam c levem-os
aosilio da capcllinhado Mondego que serao gratifi-
cados,
Os devotos da Virgein Sautissima invocada com o
titulo do Rom Succsso dos Navegantes cuja imagem se
venera na groja do Pilir de Fra-de-Portas pretenden-
ilo expr a inesma. imagem veneraco dos neis em
"Iciiiiiissima procissfio no dia 2l)docorrente, rogam
s moradores das seguintos ras hojam de as mandar
liinpar : Trapiche, Vigario, Azeite-de-Peixe Madre-
-I iros, Collegio Queimado, C ruzes Cadeia, Cadeia
du ufeife i ni; e Ouararapes : convidaui igualiucutc
<>o reverendo clero para com sua assisteucia tornar esto
icio mais pomposo.
Acha-se novamente aberto o hotel na rua de llor-
n, esquina que vai para San-Pedro uli'erece-se aos
fregueies amigos de bous pesticos, e especialmente aos
patricios da Parahiba. -
Precisa-te de mu oanoei.ro forro ou captivo, pa-
gando se diai iamente, pelo tempo que se convencionar :
1"-"'n quizordirija-se rua da Florentina, n, 16.
yueni precisar de nina ama para o servil o de urna
casa, que sabe cozinhar c engoinmar dirija-se a rua
de Santa-Cruz, n. 13.
< Quem precisar de urna ama para casa de homem
solteiro, ou de pouca familia, procure na rua das Flo-
res, n. 7.
O ADVOGADO DO POV0N. 4
-i-i a venda em infio dos deslribuidores, e na rua Nova,
loja do Sr. Carnelro, n. 37.
=0 nbaixo assignado comprou, por ordem do Sr. Lino
da'Penhade Franca. 12 rucios billietes da lotera do
Un-ati o publico que tem de corror as rodas no dia 25
do eo'rente mea de agosto de 1848, sendo os .uumeros
o eguintes: 1081. 1082, 1083, 1084, lOSj. 1086,1087,
1"88, 1089, 1090, 1091 o 1092.
I'mu-i uno Lourenfo da Silva
I'recisa-ae de duas prelas ou pretos para vcndereni
louca vidrada: vista se Tara o ajuste : na rua do Ran-
gcl. n. 17.
Offerece-se urna inulher capaz para ama de casa
de homem solteiro ou de pouca lamilla : na rua do Ran-
KH, n. 17.
a 15 au-
iio .i -1 a
nriro Machado Ros, que se Ihe desoja Tallar
l-'ii;;io, no dia 27 de abril uina prela, de nome
Antonia crioula, de 30a 40 anuos pouco mala ou me-
nos de altura regular chcia do corno desdentada na
Trente ; levou saia preta e panno preto j velho. Roga-
se as autoridades e pessoas particulares que a apre-
hendan! e levem-na a rua de lionas n. 122, tiue serao
gratificadas,
Aluga-se, vende-se ou permuta-se por outra mais
perto da praca, urna boa casa na povoacao do Montei-
ro, com duas salas de Trente, duas atrs, seis camari-
nhas, cozinha Tora, quarto para escravos e estribara :
tildo de pedra e cal quintal murado coin pnrlfio que
d sabida para o rio Capibaribc : a tratar com J. J. 'fas-
to Jnior, na rua do Amorim, n. 35.
Knsina-se por ras 18 particulares as
primeiras le tras, a 3,ooo rs mensaeu
mais de un alumno, coin lodo o esmero :
quem quizer, annunce.
Alnga-sc o armazcm n. 34 da ruado Apollo I atra-
tar cun o Molla, junto ao mesmo armazein.
Procisa-se de uin rapaz que sirva para criado de
urna casa de familia, sendo nacional ou estraugeiro :
na praca da l'oj-Vista, 2. andar, casa n. 24.
--Precisa-se de un caixeiro de idade de 12
nos, c que tema piica de vvuua, uo li^u
menlo. n. 3.
ATERRO-DA-BOA-VISTA N. 16
/'o/miiiil, ,iii, eutelleiro e armeiro
em a honra de participar ao respeitavcl publico que re-
cebeu de Franca polo ultimo navio uin sortimento de ar-
mas franceas, espingardas, pistolas do montara, supe-
riores espoletas de marca fi, ludo quanto pertcnce a cu-
tel I ii i a, linas ii.u illi is dasquaos se garante a qualidade,
estojos com lodos os portonecs para homem, brides, es-
poras, chicotes, bengalas, estribos, cabecadas, polvari-
olio,, chumbeirns, esponjas grandes, massa para aliar
n ivalhis, potes de bauha preparada para conservar o
lustro do a(o c prohibir que se enferruge, fundas de to-
das as qualidades e feilios, assim como nutras minias fa-
tendas, tudo por proco coinmodo.
-- Foi tomada de mu preto, no dia 12 do crreme,
una bengala de .unicorne com castfio c, ponteira do mi-
ro, otlerecendo-a por 320 ao abaixo declarado, di/.endo
que iliiha achado ac c da ricntc da lGa-^'is'"* .i. .,,
fr seu dono procure-a em mfiode Antouio Ricardo An-
tones Villaca, na rua Nova, u 9, que avista dos mais
signaos Ihe ser entregue.
INOVO PAO DE PROVKNCA. Q


Loteria do Theatro
As rodas desla loteria, andun impreti-
rivelmente nodi 2:) to corrrn^e mez, 110
consistorio da igrej. dt Conceicao dos
Militares e os lu leles que restini ron-
tinuam a estar vend nos lugares jan-
nunciados. Novamente roga o lliesourei-
bheles, que hajim de os ir ou mandar
receber..
Na rua d'Alegria, n. 11, precisa-se alugar uina cs-
crava que esleja as circuinstancias de bein fazer n
servifo interno e externo de uina casa de familia.
Na venda n. 9 da rua do Codorniz Forte-do-Mat-
los, relalham-se ossoguintei gneros para liquidactio
do incsino ostabelecimento por barato prefo : louca
inglezasorlida; viiiho engarrando, do Porto; garra-
iies ; corveja ; genebra ; cha; banha de porco ; azeile
doce ; vinagre ; vassouras de espanar sala ; sabao ;
inaunras de alho do Porto ; o outros muilos objectos
mludos ; assim como a arinacfio o todos os seus per-
te noes.
Veodein~.se sapatos de marroquim
frunce!,* i.looo rs. ; e de lustro a 1,760
rs. ,paasenbora: na rua largado Boserio
n. 24*
Vende-se louca da Haha : na primeira casa passan-
1I0 o quarlel do Hospicio.
Vende-se una rscrava crioula, de 18 annos, que
lava cncomma cose e vende na rua : na rua Velha ,
va cngomina ,
na travossa da Madre-
3
Vinde-u lodoi os din.
O pl oprir uno da pallara e pastel I u i.i franceza /
do Atorro-da-lloa-Vista, 11. 50, desojando agradar \V
cada vez mais aos eus freguezes, resoiveu ollero- 'X
ccr-lhes um pan que se fabrica em Prnvenfa por i*
uin processo milito difireme do ordinario, e que, ^f
exigindo farinha das molhores qualidados, more- /\
pureza e delicadeza de sua 1.1 h 1 i carao.
ce a preferencia do publico, pela sua alvura,
So se faro pes de 40, 80 e 160 rs., e ser fcil
conhec-los pola sua forma oblonga e elegante.
Na mosina casa conlina-se taiiibem a vender
bolinbos para cha de tdas as qualidados, c tam-
iieni ,1 enhilar bandejas ricas para bailes e sa-
raos.
Adyerte-se aoSr. que compra assu-
caru dinheiro,eque depoisde estarde pos
se delle paga quando quer, queira, 110 pa
so de 14 horas, pagar a importancia das
cinco caixas que comprou e at boje nao
pagou. Entende?
Alnga-se o segundo andar de ura
obrado, no largo do Carmo, n. 7 :a tra-
tar oa rua dos Martyrios, casa n. 3o.
~ Precisa-se de umaiiiassndor de pao, que*enteuda
ile forneiro : Da mi do Trapiche, 11. 46.
PreclM-se de um caixeiro de 14 a 16 anuos de ida-
di-, que tenha pratlca de loja de iniudezas : na rua larga
o Rozwio, n, 26.
Precisa-se de pretas para venderem pao pagndo-
se- Ihe-. a vendagem sendo sdb responsabllidade de seus
.cnhorcs : na i na Direita, padaria 11. 26.
Precisa-se de um cauoeiro Torro ou captivo pa-
gando-se-lhe diariamente pelo lempo que se conven-
cionar na rua da Florentina, n. 16
Quem .m n uncin querer 450* rs. a juros, sobre hy-
potheca em uina cscrava e um inoleque dirija-se ao
palco do Torco n. 26.
Quem livor alguiua carroca para Irabalhar com 2
bois nova ou em mullo bom estado c a queira ven-
der dirija-se a rua do Rangel 11. 45, parao ajuste.
Quem precisar de um perito tanoeiro e destilador,
para trabalhar, tanto Tora como dentro da provincia,
dirija-se a rua do Amorim no botiquim da casa do pas-
to para tratar o negocio.
__Na rua da Cruz, no ReciTo 11. 53 loja de barboiro,
precisa-se de um ollicial do niesmo omcio : quem cs-
liver nestas circumstancias, dirija-sc a inrsnia loja a
tratar com Jos Goncalves Braga.
Precisa-so aiugar um oscravo para carregar pao e
fazer mais algum sorvico de casa, pagando-se inousal
mente o que se ajustar : na padaria da rua do Piros, ao
pe da caixa d'agoa.
Prccisa-se de um houieui para lomar corda de um
sitio e trabalhar no mesmo : deTronte do Corpo-Santo,
loja de cabos, n. 17.
gg CHAPEOS DE SOL gg
5.
Uina n'ssi'ia ruin pralica de es. ripia
cominercial, e bonita leltra, propoe-se a
escrever as liaras vagas, nos domingos
e dias sanios, com limpeza, mediante m-
dico estipendio : quem precisar, annunciei
CHARUTOS.
(.Iieganinr, no vapor fmperatris, os in.ignififos
IMPERIAL-PRIMORES, era caixas tic 100 os apreiia-
dores tio bom os acliaro venda na rua da Cruz do
Recife, armazom n. 13. No mesmo armazn) ven-
doni ae ricas redes do Maranh9o, por commodos pro-
ros.
Um rapaz brasileiro, de boa con-
duca se ou'erccc para caixeiro de rua de qualquer ca-
sa do couimercio para o quo d liador douoo quem
do seu presumo se quizer ulilisar dirija-so a rua dos
Martyrios, n. 142, primeira andar, ouaniiuncio.
( asa de modas fran i-zas.
A. Millochau.
No Atorro-da-ltoa-Vista 11. I, prinieiro andar defron-
le do chalan/
Pelo navio Ueaijta, rocebou 11111 lindo oscolhimonlo do
chapos do paiha abena ditos de palha ngleza milito
alia o lina, ditos de palha da Italia; dilos de palha
aborta muilo ricos, para meninas ; trancas c franjas
decores diversas para enfeilcs de vestidos I uvas do
pellica para sonhora ; cambraia de linho sem mistura
de 1 le.nd.in rondas lisas do linho ; litas de ricas cores
para gravatinhas do sonhora ; ricos filos bordados para
vestidas c veos do noivas ; flores c palmas : verdadelros
bicos de linho branoos ; tiras bordadas ; lilas de todas
ai larguras ; toucados para enancas, etc. Vi inesma ca-
ta ha sempro para o escolhimonto das senlioras, um
torlinieutn do chapos de seda do todas as cores, touca-
dos o loucas para meninas.
Um rapaz brasileiro. que lem as tardes desoecupa-
das se oll'erece para trabalhar em alguina casa de ne-
gocio ou estabelecimento: quem de seu prosimo se
quizer ulilisar annuncie.
He prohibido a qualquer possoa recolhrr ou fiar
a tripolajao da barca americana Harrit sem sor por
ordem dos consignatarios da dita barca assiin como nao
pagarao conla alguma sem que nao seja por elle atilo-
risada.
Uenry Fotter Si V.
Tiram-se passaporles para dentro c lora do impe-
rio por inulto coinmodo preon e jumamente para es-
cravos : na rua das Trinchciras sobrado de um andar
n. 16.
Na rua Nova, loja do miudezas n. 58, se dir
quem d a premio de 500/ a 600^ rs. com hvpolhcca
0111 casa torrea.
Manoel Antonio dos Sanios Jnior, por haver 011-
tro de igual nnme; se assigirar Manoel Antonio Mou-
teiro dos Santos.
Joaqnim Jos Goncalves Draga rclira-se para lora
da provincia.
Compras.
Una do Passeio-Publico n.
O fabricante doslc estabelecimento advorle ao rospoi-
tvelpubllco dosta cidade quo elle possuc presento-
mente um rico sortimento de chapeos de sol, assim
como chapaos de sol de seda furta-cres, dos mais ricos
que tem apparecido ueste mercado e (le cores conde-
cidas ; ditos para senlioras de bom tom adamascados ,
lavrados com suas competentas franjas de retroi, lu-
do que tem de mais moderno c do mclhor gosto uin
completo sorli 111011 lo de chapos de sol de pan 11 i 11 lio de
todas as cores e de todos os lmannos para homens,
senlioras c meninos ; ha tambem igual sorlimenlp de
Tazcndaspara cobrir armacoes tanto de seda de cores
como de panninhos trancados e lisos imitando seda. Ad-
verto-se que os freguezes sern servidos com brevidade,
e se acharan saisfci 1 os da boa qualidade, do bom goslo e
do proco.
Foi resgatada da mao de um preto por 1/rs. una
caixa de tabaco, de prata, que dezia elle ter achado na
estrada da Capunga ou por all assim : quem Tor seu
dono procure em mao do Vigario da freguezia de S.-
Antonio que a vista dos mais signaos, Ihe ser entre-
*" 1,'ina pessoa habilitada se oflerece para entinar pri-
moiras letiras por catat particulares: quem de seu pres-
umo se quier ulilisar annuncie
Compra-sc un inoleque de 12 a 14 annos, de bo-
nita flgura e que tenha boa conduela : no llotel-Coui-
inercio
-- Compra-sc um inulaiinho do (2 a 16 annos, de bo-
nita figura e sirva para pagem : na rua da Madre-do-
Deos, loja 11. 34.
Compra-s ouro o prata, inesmo em obras quebra-
das : na rua do Queimado, 11. 14.
onipraiii-se duas uegriiihas bonitas, c que tonhain
boa conducta uina de II a 12 anuos, c a outra al li-
na rua da Cadeia 11. 40.
1 oinpi .iin-se, p.ai.i una em-omiiiciul i, esclavos de
ambos os sexos prelos e pardos de 10 a 40 annos .' na
rua das Trinchciras sobrado de um andar 11. 16.
Compra-se um relogio de algibeira que soja bom
regulador do piala e patente ingle/. 0111 segunda mao,
para um nutico : na rua larga do Rozarlo, loja de miu-
dezas 11. 35.
Na rua da Aurora couipraiu-sc garrafas vasias que
Torem do verdadeiro xarope de bosque, e que nao le-
nham ot rtulos sujot : pagam-se beiu !
encas.
como varias Casas, ac procos commouos 11
Mr a fesia : a tratar na rua do Amonio, a. lo.
Vnde-se arroz com casca, alqueiro do medida vo-
lita, por coinmodo pico : na roa da Praia, n. 37,
(Msi/niras elsticas.
Vondoin-sc su ni 1 lores 1 01 tes de meia casimiras els-
ticas do pura laa, polo barato prefO de 1UQOO a 3/DOO.rt.
o corte de calca'. na nova loja da estrella, da rua do
Collegio, 11. 1.
Veiiilem-se, na loja de .1. K. Cbar-
don, Aterro-da-Boa-Vista, n. 3, os livros
segundes .- liistoire de dix aos, por L.
Blanc ; Histoire des (iiondins, por La-
martine ; Piqoillo Alliaga, por E. Seribe ;
A niin.u 10 do Brasil (1846) ; O Progres-
so ; (1846 e 1847) ; Sete Gordas da
Lyra ; (primeira, segunda, terceira, qnar-
la, quinta e sexta livracdes) Alelbora-
nimios do porto, por L. L. Vautbier ;
Mecanique industrielle, por 1'oncelet ;
Trait.de physique, por Poiullet ; Manuel
h -------
anuos, de bonita ligo
ze, e nfio tem vicio al-
gum": no pateo de San-Pedro, n.
Vcndem-se 50 ospanadores
de-Heos n. 5, primoiro andar.
Vendc-se um preto de boa figura que entendido
plantacdes e he inulto diligente para qualquer servico,
na rua Dijcita, n. 93, segundo andar.
CALCADOS.
A loja de calcados da praca da Independencia, ni. 13 e
15 recebeu pelo ultimo navio vindo de Franca, i-
patos de como de lustro para hornera ; ditos de bezer-
ro ; ditos para meninos do lo os os lamanUos ; sapatos
do marroquim cordovo, de lustro, tetlin o duraque ,
bonoguins para sonhora, a 2(560 rs. ; sapatos de lustro,
1/600 rs. ; lu 1111 -r e uteiol ditos do Lisboa a 2/ rs. ; sa-
pales ingieres a 2*500 rs. ;sapatos,a 2/rs. ; chiquitoi
para meninos a 320 rs. e outros muilos calcados e
perfumaras por prec-o counnodo
Na rua Nova loja de alfaiate n. 35 lia um com-
pleto sortimento de obras fcitas de loda as qualidados ;
assim como faieudas propilas deste estabeieciiueiilo :
tambem se vendoni luvas de pellica muilo boas pro-
prias para meninas a 800 rs. o par.
Vendem-se, na rua Nova, loja do alfaiate 11. ID,
do Manoel A. Caj casacas do panno lino de todas as
qu ilidades ; sobre-casacas de panno merino, alpaca,
li.iiikhm duraque, do brimde dulcientes qualldadea
paiiuisdc panno, frankliino de 1......, jaqnatatde pan-
no lino de lodas as eniet e (pialidadoo dtlas de frau-
Itlilll, duraque ciscado franco/. brolaiilu c de liriin de
(lillerenles qualidades; eollcles de scliin macan gor-
guro, velludo a fiislo ; calis de panno lino, casimi-
ra preta e de aires ; ditas de britii de difieren tes qu 'Ii
dados ; robechainlircs de chitas lina ; pannos linos de
dil'lcrentss qualidades casimiras pretas ontrelinas di-
las do coros : brliii brancoe do coro-, : casimira branca
muilo lina ; e nudas fucnilas para qu.ilquer obra.
BIX. AS.
Vondcin-.so o alilgain-se excellenles bizas de II1111-
burso or nrer< multo commodu : na rua do Roaaro
da 1 1 \ 1 -1 1, loja de barboiro.
Vende-so urna batanea grande com posos de 6 ar-
lobas para baixo : na rua 00 Vigario 11. 15.
Vende-te urna negdnha com 8 anuos de idade, pro-
pria para se dar de mimo a urna menina, por SCI iilililn
linda: na rua .Nova, 11. 21, primoiro andar
A O IIA HATO,
Na rua do Rangel, loja do louca 11. 17. acha-se mu
sorliuii-nl-t do louca vidrada, ehegada ha pouco da Ba-
bia, por proco muilo eomuioilo, tanto em porro eomo
a relallio.
Vende-so na praca da Independencia, na loja de
u iiliiii^.n 11. 1:', o testamento que Tez um inTcliz
cao -euioni 1 uin a pona ultima ; a plela da alma coin
o diabo e San-Miguel, o a revolucao de l'ornainbuco em
IKI7.
A'rt loja que faz esquina para a rua do
Collegio, 11. 5
vende-se princesa larga preta muilo superior pelo
baratoprefo de le r--. ocovado luvas brancas tinas, de
algodao a 120 rs. o par i alm destas fazoudas ha um
completo sortimento de todas as qualidades de fazendas,
tudo por proco coinmodo.
Vondom-se saccas com milho a ijf rs. ; UlClal de
soda para homem piolas c do cores a 1/ rs. o pa 1 ;
luvas para sonhora das mosmas cores a640 rs. o par:
na rua da Cadeia de S.-Antonio, armr/.em 11. 21.
^os padeiros.
Vendo-se a muilo acreditada farinha do Tric9le da
marca Tontaina superfina, a melhor que existe nesle
morcado ; assim como os padeiros nao iguoram que he
t a nica quo se pode fazer o afamado pao-provenca i
por sua porcia e alvura : os fabricantes do dito pao prc-
viuam-se eiiiquaiitohc lempo; do cantrrio- deixaro de
fabricar o dito pao : vende-se s' atrs do thertro arma-
zn! de Joaquim Lopes do Almeida caixeiro do Sr. /oo
M atlieiis. a fallar coin francisco aiariins l-'erreira.
-- \eiideiu-so o ulugain-se bichas do llamburgo : tam-
bem se vito applicar pnr proco mais coinmodo possi-
vel : na rua do itozario da lloa-Vista loja de barbeiro.
No caes da Al/'andega, armazem de
Antonio Anncs, vendem-se caixas com
superiores passas.
Vcnde-se a muilo superior fariiihaaciiua, por p,. b j
uiuito em conla '. a tratar com Jotio 'J'avaret Cordeiro,
na rua do Vigario, 11. 8. ou no caos da Alfandega, das 11
horas da maiihaa 0111 diante
Vende-se un relogio caixa do prata horizontal e.
que regula milito bom : na rua bella, n. 26.
Vcndem-se finissiiiios charutos de llavana choca-
dos do Kio-do-Janoiro no ultimo vapor : na rua da Ca-
deia-Vciha, loja de J. O. Elstci, n. 29.
Vendo-se una nogrinha de lt) a 12 anuos, boa cos-
til ni 1 1 marca c faz lavaiinlo ; 2 pretas do elegante
llguras que cngoinmaiu c cozinham sem vicios nciu
achaques ; 3 prelos bom robustos para lodo o servir o .-
2 moloques de bonitas liguras de 16 a I? anuos ; um
preto de meia idade : todos por proco rasoavcl : no pa
too da matriz de S.-Antonio, sobrado u.-4.
A oro pdo de Pruvenra.
Na padaria das Cinco-Ponas, 11. 40, cominiia-se ,1
vender o afamado mao da Provcnca, c de nutras quali-
dades, assiin como todas as mais massas linas o bola-
chinha regaba.
-FirtuinoJ.K da Hoza vendo e.xecllento vinlio ve-
lho da l-'igueira, qu;r em barris, qur 0111 pipas ; oer.i
lanada de i.isba, do diversos tamaitos, o lindos tratos
para jardim
Vondom-se no arina/ein que fui do Tallecido Hic.ur/,
ao p do ano da Conceicao, ceblas lat c tollas, pro-
prias para gaslo de casas particulares, a 500 rs. a
cenlo.
Vendem-se aloes de miro verda-
deiro, de todas as larguras, c rmis barato
du que eio outra qualquer parte : na un
laiga do Bosario, o. !\.
Vcnde-se um bonito nioleque de 18 anuos, porciu
cgo e que he proprio para onicina de forreiro ou cal-
deireiro, para tocar fules: d-se por muilo comiiiodo pro-
co ; mu prolo velho, proprio para trabalhar em sitio:
na rua imperial, 11. 63.
CHOCOLATE.
Na fabrica de licores do Aterro-da-Koa-Vista n, 17 ,
ha seinpre porcao grande prompla do melhor chocolate
de-nulo, canilla bauuiiha o do ferruginoso, este
muilo 1 onhei ido polas suas boas qualidades tnicas e
principalmente para as pessoas que soft'rem de frialda-
dee do estomago.
Vondc-sc um eteravo sem defeito algum de 28 a
30 annos : uaj-ua do Queima.dii ,.u. 24, srguodp aml.u
Venderse um cavallo castanlio-etcuro, muito'gran-
de, novo ede bous andares : 11a rua do Queimado, n. 17.
Vendc-se uina porfo de cha de malte vindo do
Hio-firande-o-Sul naaua Velha n.54,
ADO


^F
wm



1
.
EH
A 1/000 rs. CADA UM CHALE.
Vi luja que faz esquina para a ra do Coilrgio n. 5 ,
vendcui chales de tarlatana. grandes c de padroes es-
culos pelo barato preco do mil rs. cada un.
Contini se a vender, na ra da
Carleia do (ice I-, n. 3-], cera em velas.,
fabricadas cin Lisboae no Hio de Janeiro,
sortunentos ao goslo do comprador, em
caixiis pequeas, e por preco mais com-
niodo do que em oulra qualquer parle.
Vendem-se fazendas, por menos de seu
valor, na loja dos Quatro-Cantos- da
ruado Queimado, n. lo,
liini como : luvas pre tas de seda para senhora, a 320
rs. o par bico de lilii de sedapreta, largo guarnecido
de cor de ouro proprin para armador a 40 rs, a vara ;
ineias pretal de ajgodfio curtas coni defeito a 40 rs. o
par ; sarja larga de la de cores, a 800 rs. o covado ;
< ..i lis de casimira clstica fazenda superior a 6/ rs. ;
chaksde cambala bordada a 040 rs. ; riscados ame-
ricanos a 160 rs. o covado ; brim lira non de listras a
3H0 rs. o covado ; castores para calcas a 200 rs. o cova-
do ; Icnros brancos de cassa com risca em volta, a
'lili rs. cortes de cambraia pintada para vestidos .
fazenda Au, a 2f400 rs., ditas mofadas, a 2/rs chi-
tas brancas de llores a l20rs.c covado; niebla para
meninos a 100 rs. ; ditas para nieninas a 320 rs.; dita
para senhora a 240 e 500 rs. Teneos de sedapreta para
grvala a lg rs. ; ditos de cores em sclim a 1/liOO rs.
suspensorio! de Ata, a 120 rs. o par; pecas de marta-
pol.io Uno, a 3/500 rs. ; guardanapos para cha a 800
i i. a duzia ; ditos para mesa, a 2/rs.
Cal virgem.
V i mii-sc barril com cal virgem! viuda de Lisboa,
por preco mais barato do que em outra qualqucr parte:
na rul di (,'adeia-Velha ariiiazcn n. |->.
./ 3s'8oo rs. a peca
Na loja de GuimarOsHi C.
que la/, esquina para a ra do Coliegio n. .'), veiidcm-
-.r pecas de chitas de 38 covado* a 3*800 rs. a peca, de
sollVivel panno e.padriJts agrada veis. Dao-sc as amos-
.,a s.Miit- penhores.
Vende-sc cal virgem de Lisboa em barra de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por preco comino-
do : i tratar eom Almeida Si Fonseca, na ra do Apnllo.
A i s'ooo rs. ,
ajicoretas comasetonassuperiores : ven-
dem seno caes da Alfandega armafte-m
ii. 7, de Francisco Dias Perreira.
*f y* ', Y W ''Vv'yVvvVv^S
?
I %
?
>
9fc
Vende-sc panno de ulgodSo
ila tena, a 9.00 e o.jo rs. a vara:
na ra doQueimailo,ipi.)tioeanlos,
loj da casa amarelia, n. ><)
Vende-se urna casa lerna na rua Augusta pro-
pria para um sobrado por j estar toda traveiad e
cun limilOS maleriacs e pecas de obras promplas com
3> palmos de largura e fundo sntliciriilo ; tanibein se
vende com prazo agradando ao .limpiador e havendo
quem tenha alguiii direiloa ella por liipollicca nu ou-
tro qualqucr titulo, queira declarar no prazo de 30 das:
a tratar com Luiz Jos Marques, na rua do Hangel.
-- Na rua do Kangel n. 8, venda de l.uiz Jos Mar-
ques vende-sc adinheiro avista para liquldacao do
csubelecimento viiiho de Lisboa, superior a I500
rs. a caada, e a garrafa aOOrs. dito mnlto velho,
a 1/000 rs. a caada, e a garrafa a 220 rs ; dito blan-
co a if!)20 rs e a garrafa a 360 rs. ; vinagre puro ,
a 1/000 m. r-a garrafa a 40 rs. aceite de Lisboa a
4/ rs. e garrafa a 560 rs ; a verdadeira familia de ara-
rula a 200 rs. ; .incurras de azciinnas, n 1/rs e as
garrafas, a 200 rs. ; chicaras brancas com aza a *200
rs. a duzia ; ditas pintadas a 1/500 rs. ; e OUtros mul-
los gneros de venda por preco Can modo que a vista
do comprador sevendeni por indo dinhelio faiendo
con la : beiu como urna porcSo de cal preta a realho,
Balainhos pora costura.
No Ateno-da-loa-Visla, leja u. 78,
rendetn-se rsles balaios por.56o, i,oooe
1.280 rs : sao tao liados, que qnemos vi
uio deixara de os comprar.
- Vendem-se caixas para
ioias, pelo di'iiiiuiio preco de rjo*rs
loj de qnatro portas da rua do (Jabog, n.
i C. doDuart-.
~ Na rua da Florentina n. 10, defronte da-cocheira,
vende-se um escravo, bom trabalhador de enxada c ma-
chado proprio para silio oil engenho e que he ga-
nhador de rua nesta praca que d 560 rs. diarios, e
tem ptima conducta : vende-te para um pagamento.
>g u oubjoji op bS.ici biu cu : opom
-moa oJ.iid jod 'soi.xfqo soiimu soiino o sjjo[i a sean
suj ap s.ipept|cnb se supo," omoa m.iq : jpaoq a.us
-oj njcrt ninaiuii ios o opoi moa sk iiai lea iuj |.M ,
! SRiaaiiiMi setiy suq|n3e suiapepj.iA se as-tnapuj A
Vende-se una casa terrea milito grande, sita na
rua da Mangueira, na Roa-Vista, n. II, com grandes com-
nodos,quintal infnito grande e inultosarvoredos de Inic-
ios, por prefo o mais rasoave posslvel: trata-se na rua
do Alagan, n. 27.
Vende-se, por preco cnmmndo, inuito superior sal
do Assn' : a tratar na rua da Hoda n. II, eom Silva i
Grillo.
Vendeni-se
giiarda
.. na luja de l'oiniiiatenii ,, Alcrro-
da-l'oa-Visla, n. 10,asobrnsseglllnles: 4 v., Histoirede
Napolen, por Norvins ; 10 v., letivres de Deninstlienr ;
12 v, F.phiirides ; 15 v., lsprit de I/Kncycloppdie ;
' 10 v, Viesdes hoinines illuslres, par Hlularque ; 7 v.,
Voyage du jeiiue Anadiarais ; 4 v liistoire de l'emplre
Oltouian; I v., Carnol; 2 v. Mmoires d'antoiumarcliie ;
2 v. Knt/.ebue; I v., Duuiouriez ; 1 y Les cinq codes ;
1 v., uii'tliodc de lltne, par lierbiguier : quaesquer des-
sas obras se vendrriio pelo menor preco possivel
Vendem-se queijos londrinos de superior qualida-
de .' na .ua do Trapiche-Novo n. 22 casa de Hebrard
% Gompanhia.
?se;dos monstros.
Vendem-se superiores riscados monslrns, j bem co-
i.li. i i.l.is lano pela qalidailr como pela largura em
demasa, pelo barato prrc de 280 rs. o covado. Kstes
riscados sao chegados ltimamente : asiles sao (xas,
r os padroes inulto modernos e de boin goslo : na nova
lujada Estrella di rua doCollegin, ni.
Vendem-se II esclavos, sendo 6 bonitos moleques
de naca, de 14 a 20annos; I negra perfrita engomina-
delra. costuirlia e cozinlieira ; 1 negrinha de 13 an-
nos, recomida, muil.. Iluda, que coze omito ben, e faz
todo o arranjo de casa ; 1 dita permita lavadeira de w-
bao e van ella, que vende na rua ; 2 ditas para lodo o
Fazenda de
servica : n rua doVIgario. ri. 24. se dir quetn yende.
Veudcm-se 5 pretas 1110933 ecom habilidades, que
engninmam c cozinham; duas pardas mocas com habi-
lidades; tres pretos pecas ; um moleque de 16 annos c
um pardo alfaiate, de 24 annos : ua rua Bella, 11. S!6, se
dir quem vende.
s antigs riscados monstro.
Na loja de Guiuiarcs t C, rua do Crespo, vendem-se
os beiu conhecidos riscados uionstros de padrdes multo
1 noili 1 n.is, e que teem quasi una vara de largo,pelo ba -
rato preco de 320 rs. cada um covado.
Vende-se urna preta, de 16 anuos, que engomma
bem, cozinha e he de boa conducta, o que se affianca an
comprador ; um dita de 18, que tambeiu engomma liso,
e coze sollVivel ; urna parda de 28, que cozinha multo
bem o diario de urna casa ; urna dita de .'15, que vende
na rua : na rua Nova, 11. 21, primelro andar.
Vendem-sc saccas com milho, a 3/200 ; jogos de
bancas de amaiello lavatorios e toucadores : tudo no-
vo e bem frito, e por barato preco : na rua da Gadeia
1c Santo-Antonio, armaiem 11. 21.
algodo para thoa
Mas.
.Na luja de Cuiniares Si C rua do Crespo, n 5, ven-
de-sc a excellente fazenda para toalhas de algodo,
trancado branco, com 8 palmos de largo, pelo barato
preco de 800 rs. a vara.
--- Na nadarla de uina s porta na praca da S.-Cruz,
e no deposito da inesma na travessa da Madre-de-Deos-
11. 13, vende-sc cafe muido o melhor possivel ueste ge.
ero lauto a retalliocouio pelo grosso sendo a 240 rs,
a libra a 11/400 rs. a arroba! n.io conten mistura al-
guina e a vista faz f do que seassevera.
Vende-se nm moleque de mui lin-
da figura, e propno de todo o servico de
casa e ni 1 : na rua do Crespo, loja n. 1
,\ si tlir qtifin vende
Com toque de imaria
pecas de inadapolo largo e ptimo com um pequeo
loque de ava a de agoa doce a 2/800 rs. sendo a ava-
riasp mu nina 011 ditas dobras ; um grande sortimen-
to de fazeudas finase grossas que se vendem por ata-
co e a retalho : no novo arma/.ein de fazendas de Ricar-
do (.arios i.ene na ruu doQueimad.
Vendem-se pautas das alfandegas do imperio do
Hrasll impressas no Rio-de-Jaueiro : na rua da Cruz
n. 20.
He impossivel
haver lucidores casimiras como presentemente rhega-
r.im a lujado Ateiro-da-lloa-Vista, 11. 24, eiijos gostos
modernos de Franca sao mais apreciareis para os ami-
gos do bom goslo ; de Impossliiel digo, haver m el lio-
res e para isto cunvida-se a lodosos Sis. para se ica-
pacitarem da verdade : pelo baralissimo preco de mil
rs. o covado.
-- Veudent-se, por preco milito eommndo para fe-
xar contas, charutos da Babia, regala, por preco com
modo : na rua du Trapiche, n. 34.
-- Vende-sc una preta milito boa lavadeira e que he
possanie : na rua do Crespo, n. 16, esquina que vira
para a rua das Cruces.
VA*iE\A>
a .ixooo rs. a saeta
nosarmaicus na. Ie3 do caes da Ufandcga, e no de n.
35 da rua do Amonio, de J. J Tasso 'uuior,
Vende-se
cliegat
cal virgem ile Ijishoa,
no ultima navio, em harris pe-
queos, por menos do que em outra qu il-
quer parte : na rua to Trapiclie, ,11111a-
zein n 17.
Vendem-se jogos de bancas de amarello ; lavatorios
de dito : tudo novo c bem felto : na rua da Cadel de
S,-Antonio n. 21.
Vende-se a taberna n. 86, na rua do Pilar cin F-
ra-dc-Porlas com quintal e cmnuiodos para familia
rom grande armacn eom todos os pertenec por ba-
rato preco ecom os fundosa vontade do campVador ,
ha lambein oulra grandeva'ntagein mui conveniente ,
que se dir ao comprador : vende-se porque o seu do-
no oceupa-se em ouiro negocio e a pessoa que a admi-
nistra nao pido continuar : a tratar na rua do Quciina-
do, loja 11. 31, ou na inesma taberna.
- Vendem-se ninas balancas de pan, guarnecidas de
lalao, com crrenles do inesiiio, e braco do autor Kn-
mao, com um temo de pesos de 8 libras at meia quer-
a, tudo proprio para balean de qualqucr eslabeleci-
ineni.i : na na adeia do llecife, n. 8.
Vende-se um alambique novo de cobre eom lodos
os sens perlences ; um relogio sabinetc de ouro com
eorreiite suissa : na rua da Cadeia de Sanlo-Anlonio,
armayeui. 11. 21.
= Vendein-se 5 lindos moleques de 16 a 18 anuos; 5
prctos de 25 a 30 anuos proprlos para ludo o servico ; 3
ditos de 16 a 25annos .sendo um delles bom carreiro
3 pardas, duas de 7 a 14 anuos com principios de ha-
bilidades c una com todas as habilidades, de 17 anuos;
3 pelas de 20 a 26annos com habilidades; na rua do
Coliegio. 11. 3, se dir quem vende.
Vendem-se pastas perfumadas para guardar luvas
desenlila ; agulhas francezas cui caixinbas ; agulhri-
rosde vidro ; linleiros em calzas de jaspe ; tima azul e
encarnada ; caivetes linos ue una, duas e tres tullas,
por preco comuiodo ; 110 Aterro-da-l!oa-Visla, n. 84.
*g
na
ile tinirir cabello
Contina-sc a vender a agoa.de tingir cbelos e suis-
s.is : na rua do Qurimado n, 31. o inelhodo de appli-
car dita agoa aeoinpanlia aos vidros.
Veiidcui se lu ais eom cal virgem de I.isbOa de
4 arrobas, a mais novaque ha 110 mercado por menos
preco do que em outra qualqucr parte : na rua de Apol-
lo, armazem n 18.
Vende-se una rica cadeira viuda da Babia nova
e sein uso : na rua da Cadeia 11. 40.
Vende-se urna pni'co de barril de 'niel lambeta
se vende um s barril 011 a volitarte do comprador:
na rua (mperial n.
Vende-se nm alambique de robre com serpentina
do inesmo metal por preco coiliinodo e em mui bom
estado : na povoacao do Peres, aviendcr-sc com .los
Camello Heido professor de prluieira lettrns.
-- Vende-se una venda bem aheguezada para a tr-
ra e que vende diariamente 20/rs. para cima e tam-
beni vende para o mello' a dinhelro, nq confrmese
conveni iuiiar : queiu-a pretender anuiinrie.
Sein lustro.
Vende-sc sapatos de couro de lustro, para .....ninas,
a 440 rs. o par : na praca da Independencia n. 33,
'ara casa.
Vendem-se sapatos francezes de brim pardo para se
nhora cun a vista rerito o (/llanto sao bem feilos a
610 rs. o par : na praca da Independencia n.33.
Vende-se nina uiulalinlia de 14 anuos', que cose e
i'iigommacoui perfei^ao : nina preta de 18 anuos, com
as incsiuas habilidades; um mulatiuho de 12 anima
proprio para pagem ; um pardo e um prrto de 20 a 23
anuos ; um moleeofe bom sapateiro ; um preto ganda-
dor, que tem disto bastante praliea : no pateo da matriz
de S.-Antonio sobrado n. 4
= Vendem-se uns perlences de armazem de seceos ,
para qualqucr pessoa que queira botar algum princi-
pio drste negocio dbr preco eommndo: a tratar na
praca da S.-Cruz, n .6. ao p/ da botica.
-Vende-sc,sal do reino, a 800 rs. oalqueire : na rua
da Praia.arniatrtn n. 45.
--Vende-seo o tratado de Geographla porl'rcul, 3
v. por 8^ rs. na rua da Madrc-dc-Dcos n. 18.
Vende-se superior cha hrasileiro,
na loja de Guerra Silva &0. chegadoa-
gora do Rio-de-Janeiro : na rua Nova,
n. 11.
Vendem-se chapeos de pal lia, da
Italia, para senhoras e meninas, a 1,300
rs. ; barretes de padre e gollas de diver-
sas fazendas ; bonetes pretos. de velludo,
a 960 rs. e de panno riscado a 640 rs. ;
lenros de garca a 1,000 rs. ; ditos de gr-
vala a 1,000 rs. ; luvas de algodSo, de c-
es, a 200 rs.opar; ditos de pellica, de se-
nlinra, a 1,00o rs. e para homem a 1,600
rs. ; (lores para enfeites de chapeos; lucos
lo Porto, de 100 at 'joo rs. a vara; ditos fi-
ios, frurcezcSfl inglczes ; galSes brancos
e amarellos, finos ; ditos ordinarios ; es-
iguilhas c rendas ; volantes largos e es-
treitos ; espelhos de paredea 1,000 rs.
ditos de augmento a 800 rs. : na loja de
qnatro poitas da roa do Cabug, n. 1 C ,
lio Duarte.
oiie/oi| op b3jb| enj eu : na 'f.voas.i cuq|e/.eu 'ej
-nosa) uni.1 cq.iuq e jazej i-n.l oijrssjoju o npu.ii
no 1 tuadiUA eii'd sin.iilonl i'jiai ie > siMiess.i.i.m se
itiaptia.t as maquie) : oiajfqo i.uiI>ii.'nh no epuazej .i.mli
-p'llil JIOJSin |0| lio OIUJIlllllii.i .i|i iMMi,ni;;';:!:
CJCil Mans hu nm > se iipliM^oil v'| SSX|S3 sci.iess.i.i
-an oitniu se nSasd ointiiiuip aisa joil as-tnapuaA
'SJ SJ, JOJ
Vendem-se botoes amarellos, finos,
le P. II. ; ditos ordinarios; ditos para
casacas ; ditos para tavilliiia ; ditos pa-
ra infantina ; ditos para libr de pagens,
brancos e amarellos ; dilos pretos de bo-
nitos padroes ; ditos tle vidro, para enfei-
tes de roupas de menino : na loja de qua-
tro portas da rua do Cabug, n. 1 C. do
Duarte.
rARINUAIlt: TRIESTE.,
marca verdadeira -SSF, chegada ltimamente: vende-sc
em case de N. O. Dieher & Compaoiliia, na ruada Cruz ,
n. 4.
J\o Passeio-Publico, n. 19,
vendem-sc pannos linos de todas as qualldades a 3/,
3#)00, 4/e S'rs. ; cortes de laa para calcas, a 2/^00 rs. ;
ditos de casimiras, padroes oscuros a 6/000 rs. ; ditos
de cambraia de todas as qualidades a ?/, 2/500 3/ e
4/500 rs. ; lencos de seda a 1/ e 1/500 rs. ; ditos para
grvala a 400 rs. ; ditos de' cassa a 200 rs. ; editas
tinas a 140. 160.200, 220 240 e 320 rs. ;' inadapolo
fino a 3(1*200, 4/, 4/500, 5/e 5/5O0 rs. ; mantas rte seda,
a 12/000 rs. ; chales de laa, a 1/600 e 2/500 rs. ; ditos de
seda padroes ricos a 9/rs. ; pelle do diabo a 200 r.;
castores a 200 rs. ; brim pardo de puro linho a 1#200
rs.; dito branco a 1/600 rs. ; chapeos deso, de seda
a 5/500 e 6/400 rs.; sarja preta milito boa, a 2/e 2/100
rs. ; riscados france/es a 200 rs. o covado ; primores
modernos a 320 rs. ; esguiao milito lino a 2/ rs. a va-
ra ; bins de lindo de cures a 900. 1/e 1/200 rs. e ou-
tras mu'tas fazendas por prego mais em conta do que
em outra qualqucr parle.
POTASSA.
No deposito da ruada t.'adeia do Recife n. 12 ven-
dc-sc milito nova esuperio.1 potassa em barris peque-
nos, por prejo mais barato do que ltimamente se es-
lava vendimio.
liolachinha regala.
A bolachinha regala doce 8(5 se vende em tres bair-
rosdesta cidade : Moa-Vista, prava da S.-Cruz pulira
de una s puna aonde he fabricada ; S.-Antonio es-
quina da rua do Coliegio venda do Sobral ; llecife ,
travessa da Madre-de-Deos, u. 13, deposito da inesma
padaria : seu preco he 330 rs. cada libra : sua qualidade
e bom gosto as mesmas se encontrar. Na inesma pa-
daria ha, aleln do escolenlo pao bismuto doce e com
ovos fatiasdito bolachinha de agoa e sal de' 28 e30
em libra bolacha de dillercutes lmannos : tudo da
inellior larinlia que ha no mercado : seu preco he mais
um vintein em libra do que o geral ; ponan a sua qua-
lidade c beiu turrada equivale an biscoutu damesma es-
pecie.
Vcndem-sc cstojos com 2 navalhas de barba in-
glcz.as as quaes se trocan* as que nao servircm a 2/
rs. cada estojo ; oculos para todas as dades ; toncas
para meninos ; nielas de algodao pretas e brancas pa-
ra senhora, a 480 rs. o par pennas para secretaria a
320 rs. o quarteiro ; Ihcsouras liiiissiiuas para ho-
mem c senhora ; collares pretos ; agoa de Colonia de
Piver ; escoras "para jolas ; pincois e sabonetrs para
barba ; eolberes para sopa o cha, de metal do princi-
pe ; una mulatiiiha de 12 anuos com principios de
costura : ludo para liquidaran de comas : na rua larga
do Hozarlo, loja do Lody, n. 35.
Sapalocs de Ires solas,
a i.s'oo rs.
No Alerro-dt-Boa-Vista, loja n. t8,
conlimi i-se a vender sanatOes de tres so
ia, a i ,ooo rs.
-- Vndente urna parda que eugoiunia lavae cozinha
com perfeicao i motivo por que se vende se dir ao
comprador; no Aterro-da-Boa-Vista, n. 42,
(meta companhiadcPernambuco
e Parahrba: no escriporio de Q,
liveira frmos & C, rua da Qu>$
n. 9.
. K.uoquad aiqos vjisoui, ,
sjiiii.i so Js-oe(| -aijoa pea seaeie atas ap oajd oinu
-itnipojaa 'sszu uigo ap saojpedsooii ap apepi3
el b aiuaiiiDiiiiiin sepeSaip sjsuaisiitil SBssea sbaoi,
sb as-tuapujA '5 'u omoiuy-'s ap ooj o aiuojjuoa
' 'O ^ SffJtnainQ ap vlo vu 9jgy 0
'sj ojele /> '. $9sJtsiJvdsssva soaou yz/
Vendem-sc caivetes finos; te-
souras de imitas e de costura; ditas de
ilfaiates, feitas cm Ihas de patente ; campanillas de cores ex-
quisitas ; machinas para ilhozes a i,aoo
rs. ; cssticaes de Vidro a a,400 rs. o par
na loja de qnatro portas da rua do Gahu-
S, n. 1 G* do Duarte.
Vendem-sc casaos de ponidos multo grandes, boni
batidores., bonitos e de excellente raca.por preco mu.
lo 1 nmiiiudu : na rUa da Florentina, n. lli.
Escravos Fgidos
andar.
|H lllirii ,,
Cera de Lisboa
Na rua da Cruz, n. 60, vende-sc a me-
lhor cera que ha no mercado, em caixas
tic todos os t.imaullos, voutade dos com-
pradores, e mais barato que em outra
parle.
Veiiilein-se barricas de superior farelo de Lisboa,
a 4/OIK) rs.: no armazem que fol do finado Bragucz, ao
p do arco da Coiceic^o.
- Vende-se cera de carnauba em porcao1 o a reta-
lho de superior qualidade; queijos londrinos; latas
com bul ii-li 1 nii.-is de araruta inulto novas a 2/ rs. ;
latas com sardinhas ; ditas com 4 libras de marmelada ;
rtllas com ligos: tudo por proco comiuodo : na rua da
Crttt, no Recife, n. 40.
Vendem-se aeces da cx-
Fngio, do engenho Bais, da freguezio da Escads,
nu dia _' ilo crrenle o preto crioulo, de noine I.oii.
renco natural do Araealy altura regular de 30 sa-
nos pumo mais ou menos. Esto preto Ib i comprado pe-
lo Sr. Dlogo Jos da Costa morador na rua Nova dcs-
ta cidade a Joao Joiquim Pagi'1, do Araealy, e ven-
dido all a este scnlior por Luiz Jarlos de Freilas ; des-
. oni'i i-se ier seendo para o lugar de Cainpreste per
ter a lli pai e mai. Hoga-se as autoridades policiaes ?
capitaes de caiiipn que o appreliendain o levem-no ao
dito engenho, ou nesta piara a Rodrigo da Coala Car-i
valdo morador na rua de Apollo que serao gratifica-'
dos.
1 uni, na imite de II para r no crreme mn n.
leque de nonio Luiz de 15 annos natural .do Arai
ty ; he baixo, de cara larga nariz chato falla dosc,
sada e bastante desenloada : quem o pegar leve-o '".
S.-Amaro silio de Manuel t .ualuzo da Fonseca ou na
praca, ao mesmo a qualquer hora.
Fugio, no dia 21 de dezembro do anuo prximo
passarto o pardo Jacob de IR annos Secco do corpo ,
cabellos estirados ; tem falta de um dente na frente,
algiimas mareas de beiigas e un pequeo talbo no ros-
to ; o mais visivcl signal he ter as costas a marcaMe um
caustico : quem o pegar levc-o a rua Nova a Jos Luiz
Pcreira.
Fugiram.no dia 10 do corrente, do engenho I.i-
moeirinho 2 escravos, sendo um parda de rime
Francisco de 25 a 30 annos baizo, corpofelito cabel-
lo corrido acabocldo pos alguma cousa apalheta-
dos ; levou camisa de algodao azule calcas do inesmo :
u ouiro de noine Anio, de altura regular, cabra; lem
o cnibigo grande e um olho de menos ; j tem estado
fgido por duas vezes para as partes de tina ; represen-
la 30 a .'15 annos. Roga-se as autoridades policiaes, ca-
pitaes de campo e pessoas particulares, que o apprchcn-
il.iin c levem-no ao dito engenho, ou nesia cidade a
rua do Queimado iojan. 6, que, aiin de se paga rom as
despozas que se fizerein se gratificar generosamente.
-- Fugio, no dia 13 de agosto pelas 9 horas da noite ,
da Vanea a oscrava Justina parda de estatura regu-
lar ; nao he feia; representa ter 25 annos. Esta escrava
pertence ao doutor Ibiapina. Quem a pegar leve-a ao
paleo do Carino n. 9 a Joaquitn Kspcridiiio da Silva
(iiiiiuaiaes, ou a sen iinio, Mauoel Jos de Castro
(i lli maraes quesera i eco,..pensado.
Mi niln o se n fin r do eogeuho Jaguaribe ,. no do-
mingo 13 do corrente agosto, so Recife levar um cu-
vallo ,' o seu escravo cabra, de noine Jos, de 20 auno*
pouco mais ou menos sem barba de bonita figura ,
pos grandes falla muito mansa ; foi escravo nesta pia-
ra doSr. Joao Paula Maciel. e que tem a mai em Olinda,
em casa doSr. Vicente Ferreira Marinho ; quem o pe-
gar leve-o ao dito engenho ou nesta piafa a Fran-
clscnX. M. liastns na rua do Encntatnenlo, Je ser
recompensado.
yugro, no dia terca-feira, 18 de julho do corrente
anno do engenho S.-Joo do Sr. majur Feliz Jos da
Cmara Pntente) a escrava crioula de noine Bernar-
da, que representa ter 50 anuos para mais ; tem bas-
tantes cabellos brancos ua cabrea ; he baixa mu tan-
to barriguda muito ladina ; lem os ps um tanto apji-
Ihetcdos iilhos bastantes vermlhos nariz chato ; le-
vou vestido branco um chale vclho de cor nos hom-
bros dous saceos pequeos e uns cobres. Esta escrava
lie rte um morador do referido engenho o qual inan-
dou-a no referido dia a poyoacao de N. S. do (7 comprar
uns cocos, at boje nao. voltou ; suppde-se que estara
ncculla por alguns dos engenho da frrgueiin da. Esca-
!a por ter ahi muitos conlieeinientos enconsenq,?-'
cia de vender ha bastante lempo um taholeiro com ar-
roz pelos engenhos Jnndi Mam'ainco, Freixeiras Ro-
la, l.aiupesle Boa-Vista, (."abefa-de-Negro e Bombn
Roga-se s autoridades policiaes e capitaes decampo ,
que a apprrhendam o lovem-a ao dito engenho ou
nesta praca ao Sr. Joaquim Francisco de Mello Santos ,
na rua Augusta que serao gratificados.
Fugio, em fevoreiro rte 1847 do engenho S -Anto-
nio-Piabas, fregueziadeUna comarca do Rio-Fornio-
so um pardo de noine Francisco de 16 a 18 annos,
beiu claro pernas linas ps pequeos, rosto com-
prido nariz afilado bom cabellu ; tem' nina barroca
no queixo c cicatrizes na ccbcca procedido de um
cotice de cavallo e pelas costas c nadegas de inulto chi-
cote que tem levado ; levou camisa e vrrouli brancas,
chapeo do palba grnssa e urna foucinha de canna que
levou <| ti .i n <1 se ausrutou do servico ; foi escravo do vi-
gario Joo I 1111 isi i Son i es morador em llarreiros e o
d oini i passou ao Sr. Jos Francisco Axioles Uns, se nitor
do engenho Linda-Flor ; foi visto o dito escravo este
anno etn Tamandar pescando em urna rede. Roga-tc
as autoridades policiaes e capitaes de campo que o
appri licnd.iin c lovein-no a seu senhor, Joao do Rcg"
Barros Axioles l.ius em dito engenho ou nesta praca ao
Sr. Joaquim Antonio de Santiago Lossa que pagar to-
das as despezas e recompensara : o inesmo protesta con-
tra qualqucr pessoa que o livor acuitado em sua casa ,
o pag.ii.iii 640 rs. por dia, desde o dia que elle se au-
seiiiiiu da casa de seu seubor.
Fugio, no dia 15 do porrenlc ni 7 horas d* "rde.
a preta Eugenia, crioula, de altura regular, rosto ouval;
levou vestido de chita camisa de .ilgodotinhu, Roga-
se as autoridades policiaes e capitaes de campo que s
aprehendam e levem-a a rua Direia, n. 53, ou no en-
genho Penedo, do Sr. F rancisco de Paula Marinho WD'
derloy que serao gratilicados.
Fiigm, domingo, 13 do corrente o escravo Danifl.
prelo multo fulo de boa altura grosto, cara redon-
da, bem l, un de corpo. Este escravo foi de D. Mara
Fclltiuina do Bogo Gomes vluva do fallecido Joaquim
(andido Comes ; julga-se andar nesta cidade em For*-
de-Portas, onde mora a mi ou pelo sul d'onde elle
j foi. Quem o pegar leve-o a seu senhor, Jos AulonM
Pereira de Hrlln u Alcrro-da-Boa-Visia n. 1, segundo
andar, ou no Manguioho estrada dos AUlicloS em "
silio que foi do lavares que ser gratificado.
EHN. \A TTP. DF. M.
i
F. HE PARIA. l84o
MUTIL
I