Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08618

Full Text

nno XXIY.
Qufnta-feira 17
-<*- -.---
O DIARIO piiblic.t-sc todos os diasque no
forera de guarda: o preco da asignatura be
de 4/000 rs. Dr quartel, pogoi adianladoi. Os
-mnuncios dos assignantea sao Inserido! .1
lasao de 20rs. por linha, 4* rs. ein typo dif-
/ (rente, cas repeticocs pela inelade. Os nao
(ssignantespagaraoSO rs. por linliac KiO rs.
Vin Typo dill'ercnle, por cada publicacao.
PllASES DA. I.HA NO MEZ B AGOSTO.
PAIITIOA DOS CORRKIOS.
Goianna e Parahiba, s segs. c sextat-felras.
Hio-Ci.-clo-Norir, qiiiulas-fciras ao nuio-dia.
Cabo, Serlnhfem, Rlo-Formoto, Porto-Calvo
c Macelo, 00 l., alie 21 de cada me/..
Garanliuns e bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista c Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas-feiras.
Olinda, todos os das
Creicenli, a 7, a 37 mili, da inanh.
uachio,al4,s5lioras e 56 min.datard
Mingoanle, a 21, a 1 borac 48 mo. da tard
La noto, a 28, s 4 horas e 42 min. da tard.
/
de Agosto r! 1843


6?,
i i
t
I -l,l*.Jl *~"'' '"^rff ~
....,-
das d\ semana.
14 Segunda, S. Euzcbio. Aud. do J. dos or-
lili, iln I do clv. "do J. M. I i -!. v.
I.r Terca. -.>. AisumpcSo de Nossa. Se-
nliora.
16 Guara. S. Roque, lud. do J. do c. da
1. v. e do J. de paz do dist. dct.
17 Quinta. S. Mainede. lud. da .1. dos orph,
e do I. M. da I. v.
is Sexta, s. ciara de Monte Faci Aud.do J.
do clv. e do J. de paz do i dit. de t.
19 Sabbado. S. I.ui/.. And. do 'I" c. da I
v. e doJ.de pazdo I dist. de t
20 Domingo. S. Joaqun!.
CAMBIOS %0 1)1 \ DE IC. AGOSTO.
Sobre Londres 23 a23'/, d. Pr I f A
i Pars a 345 e 350 rs. por franco. No*.
Msboa 112 porcento
preiiin
:; : i melro ao par. ,..._.
,.S(.. deletl doboas firmas I <"
VccdeHdacpmp.delleberibe.wlV'r
Otiro.-Oncas licspanliola* di*.*
MoVdas de 8^400 v. '
di-fillIHIn.
de 4/000...
Prala-Patacdea brasileiros
. Pesos coluinnarios.
hitos mexicanos.....
I" i l i
i
0/200 a
2^(100 a
2/000 a
ico a
32/nOl
17/700
1.-2IM
9/400
2/021
2/020
lf.UK'
/?**V"i /s^?\

;
EXTERIOR.
PARS, 28 DE JUN1IO.
S,s^rS'^R^^^
i e de
o de
Os peridicos lio de ter por cesto Intelrado a Vins.
da revoluciio, ou inellior, da lerrivrl balalha que por es-
tes da cnsangiientnii a cidade de Pars. Fare todava
una resenta de ludo o que de mala notavel ha occor-
rido. .
As frcas que existiam em Pars antes da revolucao
erain 60,000 homens de tropa de linha de todas as armas,
24.000 da guarda nacional mnbllisada de infamara ja
mu bein organisada, e que se baten perfeilamenle, e
inais 200,000 da guarda nacional ordinaria milito mal
organiada. Desta ultima forja tenlio que abater una
parte a qual se uni aos sublevados, como o prova o fac-
to de haverem sido dissolvdas as legioes II e 12. (Cada
legiao conta de 10 a 12,000 homens.) Em as outras le-
gin tambeni alguns guardas, posto que em pequeo
numero, lomaran) parle na revolucao.
Alm de toda esta frca.que, como lenhodito, exista
.ni Pars ein o da22, nao teein cessado de cliegar desde
o dia 24 e.onsideraveis rrforcos de tropa de linha e da
guarda nacional dos deparlamentos, de sorte que nos
dios 25 e 26 podia calcularle ein mala de 300,000 ho-
mens os que se batain contra os revolucionarios ; pois
que a guarda nacional ordinaria bateu-se tambem com
muito encarneciuiento para defender as propriedados
que erain as que se alacavam, e corriam maior per.go.
Teill-se dito que os insurgentes nao passavam de liO
mil ; mas eu relo, a julgar pela extensa-) que chegaraui
a tomar as sitas fortifieaces, que nao dcvi.ini ser menos
de 200,000.
Estes nmeros talvez parceam a \ un. exagerados, po-
rm devem lenibrar-sequc Pars cotila um milhao de
habitante* (em contar com a tropa.
He fura de duvidaque o plano da iisurreicao (ora con-
cebido poralgum (inicial (le riigcithciros, o qual marcoil
o terreno que dcverla ser oceupado com as fortificaees,
por issoque nao poderiam ser mrllior dirigidas.
Entrando em Pars com a corrente do rio, os subleva-
do* esquerda desle tinhain osen ponto principal no
Panten, e disse-se que os chefe* se achavain ein Ulna
igreja contigua a este edificio. Suas barricadas, ou re-
ductos, (pois cada Ulna, defendida pelas casas contiguas
de cujas janellas faziam fogo, era urna forlificaco em
legra) se estendiain por diante em toda a ra de San-
Jaques, l lia ilc la llarpe e outras at a na de la Planche.
Pela esquerda subiain at as b.meras, e pela direita ale
o eio, communicando-sc com a Ci ou a liba d San-
Luis, anual eslava quasi toda em poder dos revoltosos,
< fortificada ao seu modo. Por detras seguiam as lorli-
licardes at a cerca do jardim de plantas.
A' direita de rio tlnhatii o seu posto principal em o
clon S.-Laiare, ou Cloilre S -Lazare, como tambera se diz,
largo de Lafavete, e no caminho do serr do norte, es-
temlendo-se suas fortlHcacoe* esquerda pelas ras
Faubourg-dH-Tample, Fautourg-Poiionitr, Foubarg-S..
Martin e Fautmrg-S.-Dinis ; porm a tropa se Interpoz, e
nao poderam, comoqueiiain, atravessar o boulevard pa-
ra porem-se em coinmunicacao com os hamos de la
Halle, Aurrax, Marche-des-lnnnrens, Marclte-OH-Tmpu e
todas as ras adjaeentes at o HoM-t-ViUe, do qual se
nueriant apossar, como a sede, digamolo assim, do go-
verno republicano, aliiti de coonnuiiicarein tainbem
com a Ite-de-S.-Louis e toda a parle esquerda do no.
Todava pela praca da faslUtejc po/.erain em mwiw-
nicacao com o h-aubourg-S.-Mereeaux eo l-aubomg-S.-
Anlnine, os qitaes por sua parte lan.beni cinmumcavain
com a praca Rayale e le Marrai. .,...
Por daiite do porto principal da direita do no (ros
S.-Unri) e estendiain as forlificacoes ale a praca, 6o-
del, ocoopando as nas intermed a*. e por detras ate tu-
nal Pars ein S.-yiniJe la VIIUUl, onde a guarda na-
cional to.nou parte com os revolucionarios.
A 23 comccoii o fogo as portas de S.-Dinit e.S.-.W..r-
(i, cujas bar. icadas as tomn atropa, hcando senliora
de todo o boulevard.
A 21 ronipeu o fogo em toda a linha, pol* din ante o
nolte anterior forniaram os sublevado* as outras barri-
, cadas, c det.ois de milito sangue poderam o exercito C a
' guarda nacional movel e i.nniovel penetrar na Me c
interpr-se entre ella e as fortilieaces da esquerda do
rio, eseguirant atacando as linha* em todas as suas
r\ 25 se anoderou o exercito da praca do la .'astille,
com o <|iie flearam KoUdo* os revolucionarios que oc-
rupavatn o Fnutour-S.-^lon e o de S.-Merceaax ; o a
2Tap0der0u.se a tropa de toda a Cite. da V**-
tcon.o-fanteon inesnio, e de todas as forl.hcacoe. da
esquerda dorio, excepto a Halle nojardini de plantas
para onde se retirarn. os insurgente, e de donde fota.n
pela tarde desalojados.
Pela direita do rio apoderou-sc a tropa do co de S.-
Lazare com toda, as fortlficaffle **
(.uro-S.-^nlo/ite. o .pial resisti ate o Hu. Os do rio, de
S lazare retirara.n para a Villelte que, duem un, se
renden a 26 a tarde, 'e outros. que hontem O que e
ccrlohequeho.ile.it aluda se defend.a.n 1...0C .1.000
emoce,n,ileriodo/'er(-/.a-J/a, pot... pela larde fJ-
r,"AindaSn5o se sabe o numero do. mrM< *0-
tra parte Bu creio que andar* de 14 a 15,000. Ha quein
o fa'ca subir a4O,OO0'; porm ttlve* con uuda.n o nume-
ro dos morios com o dos que fora... posto* fina de, com-
bate. Os 24.000 homens de inlantaria da guarda MClO-
nal movel liveran, de 3 a 4,000 .orto* "^g
A guarda nacional sendentar.a sollreu *}*1"F**?"
pedas, e maiorrs ainda o exercito. Ha un* 6,000 pr.s.o-
nrlros : os outros escaparani-sr.
Todos estes numeros talvez sfjai.t inexactos. A verd
de nao he fcil que se saiba. Ainda nao sabio a
lamentavel cataslioplie do arcebispo, porque nada tc-
llho nue acresceotar ao que dize.n os peridicos.
Segunda-fera nolte .tus presos pie i.i.n conduiido*
se sublevaran, na praca do <:uur,o.el ; ...aiara.n a, j d *
*eu* conductores, e esles a 80 dos outros, logrando con-
ler os restantes, excepto alguns que, durante n refiega.
SI' I-M .Mi II lili ,. _
Preconisam-sc agora mullo* feito heroico*, lalioi e
verdadeiros [pola senipre ha de tildo em os grande,
acontecme.ilos ) porm a verdad- brilha por entre a
mentira para castigo e vilipendio dos culpados.
Supendeu-se a fiberdade de impresa, c inandou-M
fechar os clubs.
Creio que estas noticias, se nao fiueni mal* iiiuiiilio-
sasque as do goveruo, sera o alguma cousa inais exac-
tas, pois as tenho redigido com bous antecedentes e 111-
teira iniparcialidade.
(/Comercio.)
Goianna o Victoria In/000
AfvIBUC
ASSEMBLA PROVINCIAL.
44. SE3SO ORDINARIA EM 9 DE AGOSTO
DE 18B.
PRESIDENCIA no SU. VICARIO A/F.VK.IM).
(C'onlinuOC'Io do numero antemlcnte.)
ORDEM l(> DIA.
Continua a segunda discussao do oreante.Ho provin-
cial.
Kntra em dscussao especial o artigo 0.a que autorisa
i. preafdenlc da provincia a despender com o ordenado
dos professores de primeiras lettras, leudo o substituto
das dual cadelras da cidade de Olinda 400/000 rl, a
quantia de 36:883/330 ris, e com 0 aluguel das casas dos
ineimo* profe*ore* 6:300/000 rl*. trndo os da capital
200^000 ris cada um os dos Afogadns, daS-de-Olinda,
Poco-da-Pnnella e de San-Pedro Martyr, 150/000 rel(
e o de lleberibc com os de luai* de fora da cidade,
50/000 ris.
parte
de nao lie lacti que se mua, i.... ...... -.
ollicial detalhada, porm he provavel que nella se de,
figure o occorrldo para nao horro, .ar a i ranfaiei
do. Os revolucionarios matavam em geral a iodos quan-
tos apanhavam ; as vezes elles se divert..... emsra"rX
rer aos desgracados que lites caliiaiu as maos todo o
genero de .tormentos. Alguus liouve a quein serraran! a
cabeca. A um dragao cortarani-lhn as inos, inctteram-
Ih'as nos bolsos, c o poiera.n a ravallo para o enviaren!
assim aos contra-revolucionarios. Qttando a guarda mo-
vel atacava urna barricada, atiraram-lhes os subleva-
dos 50 pares de sapatos, lendo dentro os ps de outros
tantos guardas inobilisadns Os homens e as mulheres
que veiidiain vinhos e licores guarda nacional e a tro-
pa costumavam inlsliirar-lhes substancias venenosas, e
inultos frain morios envenenados ; anda hontem mor-
reram desia i.ianeia onze drages e varios guardas na-
cionaes. Tres mulheres hao sido mortas por enveneua-
O Sr. Dantas : Sr. presidente, como tenho de dar o
met voto a respeito do art. 9 c seu paragrapho nico, e
vejo .pie a le do anuo pastado dcspe.ideu com esta ver-
ba 36 contos ditzentos e tantos mil ris c com os alit-
mi Is de casas6:100/000 rs., e observo que este anuo ha
una dll'erenca de (illl'OOO rs. ..'una verba, e 200/000
rs. na outra, desejra, pois, que a comiiilssao inedlssesse
qual o motivo desle augmento...
Um Sr. Diputado : He porque se t/, um augmento.
O Sr. Dantas : He com o que eu nao poso con-
cordar.
Sr. presidente, o estado dos cofres pblicos nao sup-
porta augmento de deapeta ; nos nao devenios Ihzor se-
no aquellas que frem absolutamente indlspensavei*,
devendo applicar ludo quai.to pdennos ao* nnllior.i-
iiietitos inatciiaes da provincia : as estradas reclaman.
....lita attencao da parte da casa, entretanto tiue peque-
a quota est dada para ellas, pie tanto auiuiain a a-
gricultura ; e certos podemos estar de que, se as nao
hoiiver convenientes a agricultura delinhar Conti-
nuadamente o que inuitos niales produzira no pa./..
He a agricultura quein canega co.u os maiores ooiis
da socedade, O que Ihc da dircito a reclamar delta toda
a proteccffo posstvel.
Voto, pois, para esta verba a inesuia qttola que se vo-
toii na le do auno passado. Nao quero tirar aos empre-
gados cousa alguma : hontem VOtei contra a reduccao
qnc se quera faxer no ordenado do professor de Goian-
na volare! enipre contra rediccdea de ordenados ;
porque ente.ido que lodas as vetes que se marca
um ordenado a um empregaJo, elle te... direito a e**e
ordenado : a sociedade faz cmn elle um quasi contra-
to ; ten. contraliido una certa obrigacao de lhe fwer
liruie aqulllo que lhe den ; mas nao estamos no mes-
...o caso, quando se trata de augmentar ordenados, por-
que estes devem ser marcados nao s na rasao dos seus
ser vico*, como tamben na rasiio das (oreas dos cofres :
agora iiaohepossiveldar-ll.es ...ais, porque nao ha di-
nlieiro : houve una grande fraude nos cofres ha gran-
des neceasidades a satisf.izer, e por conseguinte teiihnm
paciencia, por este anuo liquen com o que teni actual-
mente : guardemos nsontas para as estradas que pa-
ra mi... sito o prineiro germen da prosper.dade social,
principalmente em Uin paiz agrcola.
Voto pois, pela reduccao da verba, ou a favor de
qitalquer emenda que ueste sentido appa.eca ; c se nao
se aprescnt.tr, cu mandare, a mesa.
OSr. Roma:- O nobre deputado impugna o art. ,(
porque suppoem que elle augmenta B verba da despe-
za do annoP proxi.no passado em 000/000 rs.. ...as pos-
so asseverar ao nobre deputado que se engaa comple-
tamente. Compare o orcamento rcineltido pelo gover-
no com o projecto da com.nissao, e vera que toda a atl-
ferenca consiste em 50^000 rs. que a co.n.u.ssao julgou
dever dar de mais ao substituto das duas cadciras dt
primeiras lettras de inda eis-.tUi poi lano o ue
houve de augmento cmquanlo a ordenados. l..nq lau-
to, porm, ao alnguer de casas, auginentou a graunca-
caodadaao professor do Pofo-da-Panclla, porque M
verdade con. 50/000 rs. por anuo nao be possivel t.t ti-
ma casa capaz ou uBJclente pera urna escola publica
ein mu lugar onde se costunia passara testa, e por con-
senuencla sao mais caras as casas, e as vezes ate d.mc.l
cnontrar-se alguma, porque seus donos as reservaui pa-
ra aluga-las pelo veto. .
O que posso asseverar he que a cniiimssiio loi wo e-
conomica qitanlo podia s-lo na quadra actual e e la
Taz votos para que os augmento* se restr.i.jain a e*al, e-
quenas (piolas que de cello nos nao trarao graude ru.
s ; entreunto e*M asscmblea far o que cntendei.
Vio mesa c siio apoiadas as seguintes emendas :
.-,.-. o" Bui lugar de lf/000ris diga-se
., ri. l/000 E... lugar de 400#000 ris diga-se
l!#OO0ris. Edimiuua-se oquantitalivo.- henexra
(lomes.
,.s. Jonquim VHiela
O aluguel da caaa do professor de llcberibe seja de
100/000 ris. Jote Petlro.
Ao jumeado artigo:). Depois das palavrai aSan-
Pedro-Marlvr, l.MIfflMIII ris .Ik-i s. ii Coianna, N icto-
ria e l.'cbcnbe. i0O,?0UO res. l'icando en. vigor oi arti-
go 11 nico da lei n 192, do 1" de limbo de 184- -
Tri.reira de tiorba.
(I Sr Jos Pedro justifica a emenda que inandou me-
sa, para se ,1,-var a gratlflcacSo para aluguel de casaa
ao professor de llcl.enl.e, e faz alguni.ts considl(l-ai.-
eetaes acerca das deias do Sr. Dantas, deinonslrando
ueadeapezacom oa professores concorre para amo-
ralidadc do paix, e que sen. ella de nada serven as es-
tradas.
O Sr. Joiuuim Viltela :--Sr. presidente, inandei me.
sa ...na emenda que augmenta alguma cousa o qu.ini.-
lativo consignado na le do orcamento para aluguel* di
casa do*professores de primeiras lettras ; e por IS80JUI-
EO-.....na rigoroso Obrigacfio lejuslilic.tr 0 ineu proce-
d.tiento a respeito dessa emenda. ... ...
Propouho nella que ao* professore de Goianna e Vic-
toria se deem loos' rs. para aluguel te casa, quando o
que actualmente tem elle* he a qn inlio de 50/ is a*sim
como os deinais de IV.ra da cid ide ; poique e*tou persua-
dirlo que o< professores de duas cidade*, como sao i, ..an-
ua e Victoria, nao devem ser equiparado* aos dental*
professores da provincia, .piando lugares ha em que c.....
menos ate de 50? rs. pdese ter urna casa sulAc ente pa-
ra nina escola. a passo que com c*sa q-.antla no he
possivel baver-se ...t oldade da \ Ictoria ou de Goianna
una casa proprio para isto.
A asseinbla, o anuo passado, e.Uendeu .pie, visto nao
poder proporcionar aos professores tin.i casa para da-
rem aula, segundo era rigorosa obrigacao da provincia, ,,.,. nlu cava|
devia dar-lhes um qua.ititalivo para aluguel de casa,;
por consequencia ...e parece que ..ao pode deixar da vo-
tar pela n.inl.a emenda, por isso que esse augmento que
propouho, lie uecessario para secoi.segu.ro mil que a
a8sembla leve em vista.
Deniais, a minha emenda nao 1 it inais do que estab -
lecer a Igualdade: porque, tendo ja a profesora* da*
ciles da Victoria e de Guia....;. I0j ra. para caaa,
nao sel porque os professores h.io de ter menos, quando
he sabido que ha maior .......ero de alumnos do sexo mas-
culino, do que do feminino : he. poi, de toda a jrtstlca
seja pelo menos igualada a gratiflcacao dada p.r.t alu-
y"p.'irece-me que tenho juslilicado 0 augmento que pro-
nu* e que monta a 100/r*.
Sr presidente, ningueill deixa de reconhecer que os
professores pblicos sao grralllienti mal pagos e que
isto talvez leja em detrimento da InstruccSo. Ora, .-u
entendo que, se devenios como te ten d.lo, cuidar do
mellioi.Ilento material da provincia, nao devenios CUi-
.1.. menos do mell.ora.nenio moral della ; elevemos cu.-
dar de ambos, devenios fuer con. que ambos marche...
a p..r, porque nao scideque serve o augm<.....i material,
se... nue baja o incremento moral. A tnslruccao publi-
ca, Sr. presidente, he reconhcclda geralincnte como a
base da inoralldade publica, e creio que boje estilo to-
dos milito convencidos de que a cousa de que ...ais pre-
cisamos lo-de mo.alidade; por laso, Sr. presidente, j-
mala me lurlarc a volar por ludo aqulllo que ior neces-
sari.. ...nadar Incremento nsiruccrto publica.
Exlstem outras emendas a que dare ineu voto outra*,
porm, ha a que 0 neg, como por exenplo a que ...an-
da diminuir a quota dos alugueis ...arcada pelo projecto
para alguns professores ; nao Ihc don ineu voto, porque
esto,, convencido que a quota de 150/ rs. n.,0 he exces-
siva, por exenplo, para bave-se lima casa propna pata
escola na cidade de Olinda eco mes.no que com me-
os nao ser possivel obter-se. ,,,,-,
Voto pela.......nda relativa ao professor de ueberibo,
porque contlderoesia povoactlo quasi niruaao do Poco
da-Panella, para elijo professor se conslguam IWWr*.
Voto lamben pela segunda parte de lima emenda que
manda conservar ao substituto de Ollnd I o* 3j0/ rs. que
te..., dimlnuindo oquantllatlvo que propeacomnu*-
siio : porque, rcconhccendo que o ordenado (leve ser li-
xado em nroporcSoao traballio, vejo coiuefleilo que ha
urna desproporco .....iio grande entre. 400/ rs. que
projecto consigna para o substituto de Olinda .- o orde-
nado que ve.ee o uUstltUW do llccile, que he de ..00/
" Kste lUbStitue a seis cadeira*. e o de Olinda a duas ;
por consequencia, devendo-se presumir .pie deva tero
de Olinda o terco do trabadlo, a Igualdade pedia que t-
vesse a terca parte do ordenado que vence o do Kecile ;
mas elle ja ten 350# rs. que he milito ma.sdo lerco; e
por isso est niuilo beiu pago.
finalmente, pelo principio de igualdade queja sus-
tente!, voto tambera pela outra emenda que eleva o or-
denado di professora da cidade da Victoria ao da protes-
sora de Goanua, porque considero esses dous lugares
na inesn.a categora, e com a iiiesma populacao, e por
isso euteudo que os seus rerpeclivos profcssorc* deven
ter os mesinos ordenados.
Entra en. dscussao o artigo I.....te anlor.sa o gov, .. o
a despender con. o concelho de salubridad.;, .rdii/.m- '
o* ordenado* dos delegados das cidades de Olinda, >o an-
ua c Victoria a 250/ r. e os Aemaia a loo/ rs.. a {I"'
de 4:950/r.;e com o expediente, e aiselo da cata IDO/ rs..
licandoo presidenteautorisado a rerurinar a repartteao.
OSr. 7/l.iirli.in : Sr. presidente, leudo .lema.i 1 ira
mesa urna emenda, assentei que primeramente rvia
dar as rasoes que a isso me obrgam.
Nada mala justo do que *proporclonar a quali|uer
be., empregado os meloa deque precisa para que possa
preencher as funeces do seu emprrgo. Quando. hr.
i.....me .....r.o.i tiesta cidade un c ii celtio de
salnbridade, tanibem foram creados delegados pira o-
municipios, e se lli.s marcramos ordenados, (. .o.o
em vista a categora do* lugares, a populacao deiies.c
ostrabalhos a que ia... ser obligados. Ao uelee. um
Victoria marcou-se 400/ rs : agora, porm, no artigo que
est en. diseussao, se irdu/ esse ordenado a _ft>i rs.,
quantia que me parece milito diminuta.e ...es.no ......-
licienie para compens ir s despezas c o trabalho que 11-
le leitt a seu cargo
Kste empregado, Sr. presidente, .......n hornera a
reconhecidos lalentos, e de provad.i habilldade: ene
teill prestado relevaoles serviros aquelle municipio,
pe i que ia mereceu oa encomios do concelho em um a *
elalrio que eaaa eorpuracao dirigi a presidencia ua
provincia he un.....mera incansavil tenieaa.....lado
edescoberto as causas que parecein motivar ..moles-
tias que n iquelle moni, ipio se repeWin tod is os ai...os.
ten reclamado da cmara municipal as providencias ne-
eessarlas p .. destruir esses ...ales cura os presos e os
pobres do municipio; assiale as victorias par t n proced
ment criminal; c de mais, Sr. presidente, segundo o
rrgulamento do concelho, esse delegado he obngado a
r aos diversos pontos daquelle municipio, dentro c to-
ra da cidade. Ora, parabein desempenlur esse onu*
,uc Ihc be imposto, v-se elle na restricta obrigacao di
com o qual nao se fa pouca detpesa.
Einfiiii, Senhore, eu entendo que, anda com o"., rs.,
esse empregado ..a., lie iv* compensado do servico qu.
presta, e que acabo de mencionar. F sendo si.., no-
dee,.....cordarquese lhe marquem250JI00U r. Nao,
l's,"p'residenle. a eon.n.isso, guiada pelos prior.pios
,\,- economa, reduzio esse ordenado ; masestou conye,-
cido que, depois de ine^er ou\ ido, c mcord n., na era. n-
da que von mandar .. ...esa.
l.,-se a seguintC emenda '.
. do S l. do artigo 10. Depois da palavra concelb"
spp.,ii,a-se at as palavras das edades e diga-'
continuando a perceber o delegado d cidade da \ icio
riao ordenado da 400?r*.< 0 mais como no artigo, r.n
ve-te a quota a .".:looy rs.-- S. R. -- Iifturlmo..
Apoiada. entra em dise.-s.io.
Val i mesa, e he apoiado o segii.nl.'
.. 4roo lo,'/)it.'t-ii.'eo.)--' o.ii o concelho de salu-
bridade, fleando autorisado o presidente da provincia
para reformar esta reparticSo como o pedir o bem pu-
blico 7:200/rs. Trigo de Loureiro.*
Encerrada a dscussao he approvado oarllgo do pro-
jecto, sendo rejeitadoso artigo substitutivo ea emenda.
OSr. Presidente da a ordetn do di. para sess i -
guile, e levanta a de boje .is 3 horas d.t larde.
S. SESSAO ORDINARIA, EM 11 DE ACOST
DE 1848.
PRESIDENCIA
Sl!\t Mllllo.
stt. mi.vrio a/i:mii.
/'.<
As II
riftea-s.
Jefas. KxpedieHle. Requeran utas
recei da commissaa de negocios ecesiattico*
,. ,, i doenmpromiMo da irmantUde >'.- Notia
Sen/tora ran d Sr. Rnina. Approm io dosartigot 11,
12, 13, 14, 15, 16, ir. IS, I!. 20, 21. 22,
23 24, -'.">. 26 27 do orcamento prorinciaf,
,-om rarfni tmendatof rwi .- n tltgum rlellet.
meia Loras da m.iiiha.t, az-se a chamada c ve-
estarem prsenles <> Sis. deputado*.
da reii-
iA,tm,m noarliooO." -No lint accreseente-se e igua-
da de Goianna. Klcv.-se quoU a .fc.JH.V*i*M. -
S, p., j'ifcMiiao.
Segiie.n-se algunias reexOe* dos Sr*. Roma, Trigo de
l.oureiro e Jos Pedro.
Val i mesa a segitinte emenda :
. SueiIflUtlM no S .mico. Gom o aluguel de casas,
segundo o orcamento vigente, e sendo elevado o do pro-
fe.sor do Poco^la-PaneHa ii 150/ rs. e o dos profeorc.
de Goianna, Victoria e llcberibe a 100/rs. -- Ne*W ;,-
tido fixe-seoquanlilalivo. -- Joaquon liHeM.
OSr. Joaquim Vi/leia: Direi inulto pomo, pois tenl.o
que liniitar-iiic a justificar a emenda que ...ande u
"Em verdade eslou convencido de que a redaccao do
artigo he ..., c por isso ...andei esse artigo substantivo,
par.t conciliar ludo qnanto tenho Ollvdo a respeto
(:onservo a materia do artigo, con. as alttraeoe* propos-
tas nas diversas emendas, e creo que assim Bca ludo
h oT^rt pede permisso par*| retirar a. na eme.
da, visto que conten, a ...esma idea da do Sr. \ .Hela, .
est inais bem redigida.
A asscmblea assente a este requerii.cnlc.
Kncerradaa diseussao, he approvado o artigoi.ubti-
tutivo do Sr. Joaquim VIHela. be,.. >m**
Sr 1-ctreira Gomes na parle en que conserva os HM#
ao^substituto de Olinda, c a do Sr. Tiburt.no, que
[guata o ordenado da professora da Victoria ao da de
Coianna.
0 Sr. Presidente di-clara abena a aeasao.
O .S'r. 2." Sicrctnii" l aa actas da sessao di
nio de 10 que sf.,, approvada*.
O.S'r. I." Secretario menciona o teguintc
EXPEDIENTE.
I ... lequerin.enlo, em que Joo Pcreira da Silva Gui-
arles pede se ihc conceda a grata de ser prov(lona
siii.stitui.ao de qualquer cadeira de primeiras kttra*
In.e se achar vaga, indepndete de novo concurso v.s-
, I i se ter proposto a dou* e baver sido approvado, del-
xaitdo de se- prvido por te sido Injustamente preteri-
do. A' co.nn.issao de legislacao.
Sao lulos eapprovado*. os .egulnles requeriinento:
lleq.teiro que, pelos canses competentes. *e noe* o
reeulailieoto nc rege os concursos das cade,,... .1. pn-
m?ira. lettras lat.....etc.e o.ctatuto. porque >e rege
.,;;.,Imente o Ivceu. Arrrir. O. *-
dclra. o
nenueiroque, pelos canee* competentes, sneca
infornac oes ao govcn.o acerca do estad., en, que se acta
' mstao movida pela f.zenda provinc.al contra ose a
Cassianna de oura, que recusa paga, o si lio do gana
S*adopelo*euf.le\domari^
a seu lill.o l'i. Jo.io de San Cyrlllo. Caftra.
He lido e approvado un. paree, da co.nn.issao dos
negocio* .-eclesisticos, propondo que 0 rompOiniMO da
r.u tdade de Nossa Senhora da Conceicao, creada na
matrbVdarregnealadollonio, que fol rcwettldo aa-
.. blea, voltea quemo envin, alin. de que **V**}***
ap,.ovacaoda...esu.aasse,..l.lea parte civil, depo.S
que a ti ver conseguido na parte religiosa.
OSr. Roma: Sr. presidente, pedia p.tlavra para
reclamar contra urna inesaclidae que apparece no jornal
da casa a i.un respeito. -
Quando se discuta, na *es5ode 5 do corrente, o
1 do art. 5." do projecto da le do oicaniento, o noble
deputado que se aenta do oulio lado ollcveceu uuu e-
ADO
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menda supprlrolndo esse paragrapho; epara mtenla-la
disse quea repartico da mesa do consulado era onero-
sa, nao s aos cofres piovinciaes como au cominercio c
agricultura. Din dos argumentos de que se servio pa-
ra provar essa sua proposicao, foi que duas representa-
cdestinham sido dirigidas por parte da associacao com-
merctal, urna ao Exill. presidente da provincia, e o.itra
a esta asscmblca, ambas contra a creaco da mesa do
consulado foi nessa occasio que eu dirig um apar-
te, duendo nao loi a associacao coinmercial, porm
smente o seu secretario, e ndlquci o nomi. da pessoa
P.nsando hoje por acaso os olhos pelo Diaria de Per-
nambuco depare! coin o discurso do nobre deputado e
uolei que o meu aparte tinha sido deslocado de tal
mancira, que ondeo pozeram, parece que eu assevera-
va que o secretario da associacao coinmercial era um
contrabandista ; o que, se fsse dito por inim, seria na
verdade urna calumnia, pois que ignoro inicuamente
que esse individuo embarque assucar ou trauque nesse
genero ; nem eu avemaria urna proposicao semclhan-
te sen provas, que nao tenho. O incu aparte s se refe-
ra as duas reprosentaces feias ein nome d'associaco
coinmercial, e mo quando o nobre depulado defenda
aquella associacao da pecha de contrabandista :'taui-
gbenii nao sei con. que motivo, porque a verdade niu-
unn Ihe irrogou na casa urna tal injuria.
Seria muito doloroso para mlm o passar por calu.u-
niador, o que parece de certo, vislo o lugar onde col-
iocaramo meu aparte, c he contra esse destacamento
que reclamo, devendo licar no periodo anterior do dis-
curso do nobre deputado. Nao fultei, porm, verda-
de quando asseverei que as represntateles erara desse
individuo secretario da associacao coinmercial naqiicl-
la poca, porque eu era membro desta casa quando velo
a rila una da citadas ropresciitaces, to chela de le
e de insultos dirigidos a os mcuibros desta casa, c
nos suscitou a desejo de conhecr-riuns n autor, e fon
i;, ramente informados que ella parta desse mes
individuo que, seni nenhiiuia conslderacio por ura pala
que o havia adoptado por lilho, lancava sobre seus re-
presentantes injurias, nao sei se dignas delle, mas indi-
gnas de nos. Conlenlo-mc coin que os nobres deputa-
do* so leinbrem do que passou naquell.i scssoaque
me reflro, e eombinem cuino que acabo de expOr : islo
me basta.
O Sr. Jos Pedro : Sr. presidenle, nao posso deixar
de me admirar da facilidade coin que o nobre deputa-
do se aprsenla afflnnando una cousa que me deshon-
ra completamente.
Sr. presidente, nao sou capai de inverter a ordem dos
mena discursos, para atlrlbuir pensamenlos inalcvnlos
ou azor injuria a pessoa .-lignina : penalisa-me, portan-
lo, sobronianeira que o nobre deputado que acaba de
tallar defsaiae aperceber que eu destaque! o seu apar-
te pira o apresentar como calumniador. Como sabe o
nobre deputado isto ? Como he que o nobre deputado
saberme o meu discurso nao est conforme coin as no-
tas tachigraphicas ? Pos saiba que em meu poder exis-
ten! essas notas, que apenas Ibes mudei a
que
nos
110
1- w --.---- -------- ~ .... %.noa. v* ni.ui i:
opinado poda explicar o seu pensaineulo sem me Ir-
rogar una ollensa ; por consequeneia, fazendo-o, foi
injusto para coinniigo ; injustica que na verdade nao
moroco, porque a minha conduela nesta casa, para coin
lodosos nobres deputados, me d direito a esperar da
parte dclles toda a lealdade, toda a atlencao.
ORDF.M DO DA.
Continuaco da segundadiscussao doorcamento nro-
vmcial.
Enlraem discussao o artigo II que autorisa o presi-
dente a despender com o corpo ds polica 97-455#(50
ri8 Multle luzes para o mesmo corpo e destaca-
mentos, 800#000 res ; e com o supp. imento e roupas pa-
ra o hospital, 1:000/000 de ris. '
Vao mesa e sao apuiadas as seguintes emendaa :
" AoJ1-0ia!c<:'"escente-se incluida a despeza do trans-
porte dos officiaes, 2:000/000 de ris. herreira Uomes. i.
- Ao artigo 11 accrescente-se tendo o coiiiinandanle
a graduacao de major, o sold de 80/000 ris e mais urna
torrageiu; o ajudante, secretario e quartel-niesire a
graduacao de segundo coinmandante e o sold corres-
pondente a este poslo, marcado na lei da frca policial do
crreme anno ; e os officiaes de lilcira mais 10/000 ris
de sido cada um. Ferreira Gomei
O Sr. Mavignier rcllexiona sobre a materia cm dis-
cussao.
Approva-se o arligo coin seus paragraphos, e bem as-
siui as emendas mandadas mesa.
Entra em discussao o arligo 12,que aulorisa o governo
a despender com a lilumlnacao publica :W:16'J#880 ris.
O Sr. Jos Pedro observa que ha erro no calculo, c que
i limpie corngi-lo na redaeco.
Encerrada a discussao, he o arligo posto voiaco an-
provado. v '
Entra em discussao o arligo 13 coin os seus tete para-
grapho?, auiorisando o presidente a despender eom os
empregados da repartico das obras publicas, fican-
u-r','l2rlMlP a refnnnr repartico r regulamento,
l ai#0OO res; como expediente e asscio da casa ftOO/
".'"' """ a [.lana, orcainento, e principio de construc-
cao de urna cadeia nesta cidade, 30:1100/000 ris; com a
conservacao e reparos das estradas e pontos, continuan-
do a auloriacao quanto a dosAfogados, 20:00n/ll00 de
reis; com a estrada deSanto-tuto, 2i:000000 de ris-
cun a do Po-d'Alho. 25:000/000 de res ; e com os tra-
Iialhos graphlcos, 2:000/000 de ris.
Sao apoiadas, depos de lidas, as seguintes emendas :
Jo I." do arligo 13. Com os empregados. sendo
o alinocharife smenle incumbido do recebimenlo dos
dinhe.ros das obras administradas, e do pagamento das
obras arrematadas, feilo pela thesouraria na forma do
regulamentp de 25 de mata de 1842. O mais como no fc
3. I\. Uarroso. n .
SubmatUso 004S Com a conservacao e reparos
das estradas, ponles ecadeas, continuando a aulorisa-
cao dailaao presidente da provincia quanto ponte dos
Alosados e sendo 500/000 ris para nina calcada em ro-
da da cadeia do llrcjo,25:000/000 de ris. -Jos Pedro.
- Aidilivo oo arligo 13. Com um acude na povoaco
de Hozorros, 2:500/000 ris. Carvalho. .
(( Addiliv, ao arlitjo 13. Com a casa da cmara mu ni
cipal da villa d'Agoa-Preta, ris 1:5004000 .Vurr Lo-
pes. ..
OSr. Laurenlinb: I.evanto-me para dar a rasao por
quemaudei a mesa a emenda que se acha lirmada por
iniiii.
J se demonstrou nesta casa oquanto precisan! de um
acude os habitantes de Hozorros: j passou aqu em ter-
cena discussao um projecto a este espeilo; falta s-
niomo que na le doorcamento se consigue quota para
emelhante obra ; he o que faco com essa emenda.
Kscuso de cansar a casa com mais reflexes, porque
creloque olla esta bem certa da utildade da obra.
O Sr. Joi Pedro sustenta a sua emenda, allegndoos
motivos que o resolveram a aprescnta-la.
Julgada a materia discutida, he approvado o artigo
couiaenienda do Sr. Jos Pedro, sendo rejetadasas
demais.
Encerrada a discussao, heo artigo approvado, e reie
tada a emenda.
Approva-se sem discussao o artigo 1G que autorisa o
presidente a despender com o guisamento e fabrica das
matizcs 1:708/ rs.
Tambcm he app/ovado o arligo 17 que autorisa o pre-
sidente a despender com o seminario de Olinda 3:850*
reis. *
Entra cm discussao o arligo 18 que autorisa o presi-
dente a despender com os religiosos capuchinhos 600/
He apoiada, depols de lida, a seguiste emenda.
Com os religiosos capuchiuhos 800/rt. Carvalho
Souza Handeira. Padre Vrenle.
He approvado o artigo coin a emenda, depols de ter
feto algumas ubservaces o Sr. Jos Pedro.
Entra em discussao o artigo 19 que manda despender
com o recolhimenlo da Conceicao de Olinda 4000 rs.
Vai mesa e he apoiada asegulnte emenda':
r^J''" "J"'"" do co,,v,!""> daConceico de Olinda
000/ rs. -- leixeira de tiorba.
encerrada a discussao, he approvado o artigo com a
emenda. b
Eiitram em discussao o arligo 20 e seus 4 paragra-
phos, auiorisando o presidente a despender coin o hos-
pital (le caridade, sendo o ordenado do medico eleva-
do a /00/000 rs. eo do cirurgio OO/000 rs,, 6:500/000
rs.; com o aluguel e reparos da casa aonde agora se
V.n^*l!t,,S:000/l)00r,-i com hosl,i'al do '"a-
ios, .l.uoo/ooo rs.; p com a casa dos expostos. incluida
a quantia de 200/000 rs. que se deve esposta Hara
da Pcnha de Franca, 3:500/000 rs.
V8o mesa e sao apoiadas ?s seguate emendas :
Accrescente-se incluida a quantia de SOO/000 rs
2omi5j2fye"?p0,U D' '""""l" Mria da Conceicao,
e 00/000 rs. a exposta loanna Maria, 3:000/000 rs..
a. li..Variijmer.'
- Depois da palavra lasaros accressente-sc e dcs-
pezas com J elephanliacos que terao de ir para expe-
riencia da cura na provincia de San-Paulo ; c um ora-
tono com a decencia necessaria para a celebraco das
missas, e administracao do Sacramento; sendo 2:000/
rs para as experiencias da cura, c 500/000 rs. para o o-
aiorio : nao podendo ser appllcadas estas quotas para
nitros miSteres. S. IX. Teixeira..
DIARIO II PlfHIBDCO.
riECIFE, 16 DX AGOSTO DZ 1<8.
O supplemento a este numero do Diario contera:
o 11." arligo da propaganda homreopathica ; parte da
sessao da academia real de medicina de Parla, em 17
de marco de 1835, acerca da hoinreopathia ; o pro-
testo do corpo acadmico de Olinda contra aspalavras
que Ihe emprestara o Grita da Patria, a 5 docorrente ;
um cominunicado a respeto do iheamo objecto ;--va
ras correspondencias.
Correspondencia.
Srs, Medactores do Diario de l'tnirrm/ntco. Mere-
cera ser estROiatisado com o ferrete da mais fera
iilgralidSo, se deixasse de responder ao annuncio
inserto no seu jornal n. 111, pelo qual o lllm. Sr.
Tito l'iock Itomano, escrivo dos protestos, me diri-
gi um agradeeimento, proveniente antes da sua ni-
mia liondade que de meu merecimento. Cumpriria
primeiro a mim ter dado um publico testemunho da
minha gralidlo, pelos innmeros obsequios que du-
rante o espaco de oito anuos, que tive a fortuna de
estar encarregado do seu escriptorio, ineessante-
menle me prodigalisdu ; mas, anda que um pouco
tarde, sirvain estas linhas, quo espero Va. Ss. terilo
a bondaile de inserir em seu estimavel jornal, para
palentear a S. S. o meu alto e eterno reconheci-
mento as suas finezas, e offerecer-lhe nosta corte,
ou aonde quer que me leve o destino, o meu mes-
quitibo presUroo, o qual fica Umbera disposi?io
- Com o hospital de caridade, sendo os ordenados do do Vs. Ss., de nuem SOU. &c
.ued.co e c.rurg.ao elevados a 700/000 rs. cada um e o' '
do boticario a 500/000 rs., pagos pela thesouraria, da Francisco ChrUpini
ordenado do
quota marcada. -Olinda Campello.
Com o hospital de caridade, sendo _
primeiro medico e cirurgio calculado em OO/000 rs.
cada um e o do escriplurario cm 400/000 rs.S. i.
-lamer Lopes.-Atirs Ferreira.
Mo haveudo queill tome a palavra, he o arligo ap-
provado com as emendas que fijrain apresentadas,
excepto a priineira parte da do Sr. Olinda, que licou
prejudicada.
He taiubem approvado o artigo 21 que autorisa o pre-
sidente a despender 8:038/840 rs. com o curativo e sus-
tento dos presos pobres, incluida a quantia de 38/840
rs., que se deve ao carcereiro da cadeia da comarca do
Cabo, Estevo dos Anjosda Porciuncula.
(j'<.a 0:^31/740 rs. coin os aposentados designados no ar-
tigo.
Sao apoiadas, depois de lidas, as seguintes emendas :
(i Coin dous officiaes matares, um olliciai e um por-
teiro da secretaria do governo.--Augmentc-se a quota.
iiurtino.
5 l- Contcmple-se tambem os empregados que io-
ram agora aposentados, c augmentc-se o qiiaiuitalivo
ua devida proporcao.S. H.~M
Depois da palavra do governo accressente-se
com o portelro e official archivista : e ueste sentido
augmcnic-sc oquamitalivo.Carvalho.-
Encerrada a discussao, he o arligo approvado com a
emenda do Sr. Tiburtino, (cando prejudicada a do Sr.
Jlaviguier, e rejeitada a do Sr. I.aurcmuio.
Entra em discussao o arligo 23 que manda dispender
com os jubilados (5:650/000 rs.
Heaprovado comas seguintes emendas :
Depois das palavras com os de lalim accrescen-
te-se contemplado o padre Joaquim Kaphacl da Silva,
ha pouco jubilado : e nosle sentido eleve-se o uuanli-
vo a 2:322/777.Carvalho.
Contcmple-se oprofessor de rhetorica, ltimamen-
te jubilado, e auginenie-se o quaniitativo na devida pro-
porcao. S. R.Mavignitr.
,.* .3-;,-,r"'ua-sc o de Saii-Fr.-Pedro-Gonclves.
rerrara bornes. '
a H< oan!!^!n al>Pr0vat, ar''e" 24 que manda despen-
der 1:800/000 rs. eo... o ordenado do administrador do
spiniuno de Saboia.
Itio-de-Janeiro, 5 dejulho de 1848.
COMMEIICJO.
ALFANDEGA.
RBNDIMENTO DO DA 16..........5;160/52I
Descarregam hoje, 17 de agosto.
Hiate San-fcndic/o charutos e fumo.
I'al.icho IVilliam-lnylis carvo.
Barca Tejo mercadorias.
Marca Navarro dem.
PatachoPrimavera ceblas.
IMFOIITACAO'.
IK/Hiam-/nolif, patacho ingles, vindo de Cardff en-
trado no crreme mea. consignado a Me. Calmont C
uiainfestou o seguiuie : ''
233tonelalas de carvo de pedra : aos consignata-
do, hoje, a arremataban da renda das casas n. 2 da tr.
vessa de San-Pe"dro, c n. 63 em Fra-de-Portas forj"
transferida a mencionada arreinalafao para odia'sid
cerrente, no lugar e horas ja designados.
Admnistraco coral dos estabelecimenlos decariri.iri.
14 de agosto de 1848. >a>ae- }
O escriplurario,
P A. Cavalcanle Comiiiro
fief-coniulado da Repblica e Confoderac&o Argentina
em Pernambaco.
Por ordem do P.xm. Sr. enviado extraordinario e mi-
nistro plenipotenciario da Repblica Argentina, se faz
publico que (oda a einbarcacao que se deslinar aos
pnius da repblica dever levar sen manifest c carta
de sade legaliaadns pelos ennaulea 'da referida rep-
blica, e para isso devein ser acoinpanhados dos despa-
chos dos gneros mencionados. F. euiquanto nao ("r
determinado o contrario pelo governo da mesma rep-
blica nenhuma einbarcacao ser admittida entrada
que tenha tocado ou tido coinmunicaeo coin a cida-
de de Montevideo, ao menos que nao prove que foi ni-
camente para receber pratico, por meta dos aeus con-
signatarios ; no euiquanto, para facilidade das embar-
cacos que procuram os portos da repblica, indepen-
dente dos pratlcos que se achain a bordo das embarca-
ccie8 de guerra estrangeiras en frente a Montevideo, a-
cha-se urna escuna com praticos abordo, na altura da
ponte do indio (cujo preco he todava mais coimnodo do
que os outros): oulro si.n, nao sero admlttidaa no por-
to da Ensenada eiubarcacdes estrangeiras de menor lote
quede 120 toneladas.
Oque o infrascripto fat publico ao commercio desia
praca por ordem superior.
Pernambuco, 11 de agosto de 1848.
A'uno .Varia de Seixas,
Vice-consul argentino..
Pela delegatura do primeiro districto do termo do
Recife se faz publico que se acha recolbido a cadeia des-
ta cidade o pardo Miguel, que dii ser escravo de Vicen-
te Ferreira, morador em Gravat termo de S.-Anto
uuem for seu legitimo senhor apreaente-se nesta dele-
gatura com os competentes ttulos, que, provando per-
lencer-lhe ,aer-lhe-haentreguc. Delegatura do pri-
meiro districto do termo do Recife, 12 Jde agosto de \|
1848. O delegado, Feliciano Joaquim dot Santos.
#1
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DA 10.
Geral
llieatro.
Tambem
he
approvado sem discussao o artigo 25
que manda despender l():468/750 rs. com o pagamento
da segunda lema da exlincla companhia, Inclusive os
juros.
Entra em tercelra discussao o artigo 2C que manda
despender 19:650/180 rs com a continuas lo dos 3 por
cento de renda provincial para a caixa econmica.
Vai i mesa a seguiute emenda :
Supprima-se o artigo 36.Jos Pedro.
O Sr. Maviqnicr sustenta o artigo e combate a emeuda.
OSr. Jojfn/rooppoc-seasideias do Sr. Mavignier
e sustenta a sua emenda.
Encerrada a discusssao, rejeia-se a emenda e an-
prova-se o artigo. '
Entra ein discussao o artigo 27 que designa 20:000/000
rs. para as despezas evenluaes, inclusive a compra de
um tpele novo para a sala das sessoes da assembla
continuando em vigor as disposicoos do artigo 30 da le
ii. 192, de 12 de abril de 1847.
Vao mesa e sao appoiadas as seguintes emendas :
Inclusive a quantia de 400/00 rs de'indoniiiisaco,
dada ao artista que ollereceu o buslo de S. M. {.-Fer-
reira liomes.i
Sendo o comalo das iniprcssOes dos (rabalhos das
reparo cos provinciaes feilo cm hasta publica.-Joa-J
guim \ illrla
O Sr. Jomm'M Viltela ; Sr. presidente, ped a palavra
para Justificar a emenda que inandel mesa.
Vejo .o
artigo 32 da lei n. 192
Diversas provincias...........".*." fffif
2:283/119
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMF.NTO DO DA 16..........824/913
Mov rae ii lo do Porto.
A'ntiio entrado no dia 10.
Genova ; 66 das, biigue sardo San-Jos, de 288 tonela-
das, capitn Jos Canepa, equipageni 14, cm lastro.';
a Oliveira Irmos.
Navios sahidos no mesmo dia.
Macelo, Rabia c Rio-de-Janeiro ; vapor brasilelro Per-
nambucana, commaiidanlc Joao Mililo Uenrique. Alm
dos passageros que trouxe dos portos do norte para
os do -ni tava a seu bordo : para Macei, Joo Rodri-
gues da Silva Jnior, Francisco Jos de Magalhacs
l'astos, Jos Goncalves Malvine, Francisco Joaquim
Duarle com sua senhora, Manoel Franrisco de Brito ;
para a Baha, Fr. Jos da Exaltacao, Marques Carlos
Coelho Santos Siqueira con. um escravo, coronel Tra-
jano Cesar Hurlamaque, o segundo cadete Tnomaz
Antonio Alves de Azevedo, 3 importaos marinbeiros,
^lanocl de Souza e 1 escravo a entregar.
Liverpool; galera inglcia Sword-Fieh, capito Richard
Green, carga assucar e algodo. Passageros, William
Cnllins Cox com sua senhora, Alfred M. Power, S. Cro-
co, Inglezes.
l'liil.iili-ipin.i ; brlguc americano J'utuam capito Jo-
soph Farrel, carga assucar.
Paralliba; hiate brasileiro Coneeico-Flor-das-Virtudes,
capito Elias do Rozarlo, carga varios gneros-
carga
Deca races.
Entra cm discussao oart. 14 que autorisa o presiden-
te a despender com a associacao dos artistas 700/000 rs.
Uepuis de alguinas observares dos Srs. Mavignier e
ap'rovado "' arl'8 sub,,,eUido voiao, e
,'^ia c,".(1iscus"1'0 o art. 15, auiorisando o presiden-
aVroSa^4C^?,a.,OC,,SC "*** *
Vai a mesa, e he apoiada a seguinte emenda :
cenlo-s?0',(5,e?le.PalaVra.S "de ,0da a Provincia- accres-
o arligo manda vigorar as disposedes do
i tai n. 192 Esta le que he a do rcamento
lo auno passado deu autorisaco ao presdeme para
contratar a impressao dos trabamos de todas as repar-
tieses publicas : mas eu tenho observado que, com-
quautuse devesse entender que esse contrato devla ser
leilo por meta de arrcinataco, cm hasta publica, toda-
va isso nao lem acontecido, e o contralo s tcm feito
em particular, con. ollensa da le, que ordena que to-
dos os contratos acerca de recolta e despcia sejain felos
em hasta publica ; e como emendo que se nao podo du-
v i dar de que he inulta conveniente aos imcresses da
fazonda que os seus contratos sejam feltos em hasta
publica, havendo a devida concurrencia, por isso man-
doi a emenda-
TIIEATRO NACIONAL
11 DB-
SAN-IR4NC1SC0.
DOMINGO, 27 DO CBRENTE.
Ultimo beneficio do director empresario,
itepresentar-se-ha a muito brilbante e insigne peca m-
gica chegada do Rio-de-Janeiro
N1NGUEM VENCE O PODER DE AMOR,
a qual acra ornada de ricas e vistoaaa transformacoc
que hzeram esta linda egraciosa peca ter tantos applau-
sos na corte desle imperio.
Rematar o espectculo coin a linda farca
A CASA CONSTITUCIONAL,
ou ,
Os partidos domsticos.
O beneficiado, desejando entregar o (heatro a seu pro-
pietario, lauca mao deste ultimo recurso para resar-
cir os grandes prejuitos.'filhos da poca, e apella para a
prolecco de um publico que por maia de urna vez se
(em dignado proteg-lo, c de quem sempre espera am-
paro e proteccata.
Principiar chegada das autoridades, 9 horas ein
ponto.
Constando ao director, pelo mesmo
Sr. propietario desle theatro, que ha
quem o deseje tomar, faz sciente qual-
qner sociedade, ou pessoa particular que
o pretenda, que est prompto desde j a
largar, mediante a pequea indemnisa-
cao que estiver a dever de renda da casa
at ao dia da entrega ; divida a que teem
dado lugar as acluaes circumslancia do
e d em gratilicacSo todas as obras chama-
paiz ; das de repregoque Ihe pertencerein,
assim como todos os petrexos theatraes, e
grande parte de vestuario, s alim de se
livrarde tao pesado uicommodo : os prer
tendentes, quando tiaoqueiratn tratar com>J"
o abaixo assignado, pdem dirigir-se ao
Si. proprietario, ou ao Sr. Jos Duarte
das Neves, que, vista deste annuncio,
pode regular o contracto.
Francisco de Freitas Gamboa.
AVISOS martimos.
("ara Lisboa sabe com a matar brevidade a barca
portuguesa Tejo, capitoSilverlo Manuel dos Rea :para
carga e passageiros, para o que te... os tuais aaaeiados
cumniodos a tratar com o capito ou com os consig-
natarios, Oliveira Irmos 8c C.
Para o Rio-de-Janeiro segu cun a possivel brevi-
dade o biigue-escuna nacional Olinda, por ler parte de
seu carregamenlo engajada : pura o restante, escravos a
fele e passageros, a quem offerece escollemos coin-
modoa, traia-se com Machado & Pinlielro, na ra da
Cadeia, n. 37, ou com o capito "Manoel, Marciano Fer-
reira.
O hiate Novo-Olinda seguir para o Aracaty no dia
20 do crreme, por estar prompto de carga, podendo
i ~i t, 2JT 6uerra e<"Pra duas arrobas de oleo apenas receber algumas niiudezas e barricas de mulla-
ucimnaca., zuuvassouras de timb, com cabos, e 6 di- dos : a tratar com o mestre do mesmo. Antonio os
(as de cavallanca : ijuem ditos objeclos quizer forne- "
_.,------quiz...
cer mandara sua proposta directora do mesmo arse-
nal, at o da 18 do crreme. -Directora do mesmo ar-
senal de guerra de Pernambuco 14 de agosto de 1848.
O escriplurario ,
F. Sera/Ico de AssisCarvalho.
Encerrada a discussao, heo artigo approvado coin a
emenda do Sr. Ferreira Gimes, sendo rejeitada a do Sr.
Villela.
OSr. Presidente da a ordem do dia, e levanta a sesso
as i lloras e meia da larde.
PAGADURA MIMILITAR.
Como houvessc engao em o numero dos cavallos
que por ordem superior teem de ser arrematados pc-
rante eata pagadoria; declaro, por ordem do Sr. com-
missarlo-pagador, que sita 15 cavados que amanha
teem de ser em hasta publica arrematados.
, ''agadoria militar do Pernambuco, 16 de agosto de
1848.
No impedimento do escrivo,
x Joo Arcenio Barbosa.
Aadininislrajo geral dos eslabeleciuientos de ca-
1 ndade manda fazer publico, que, nao se leudo eBeitua-
Vianna ou na ra da Cadeia-Vclha, n. 17, segunde
andar,
Para o Aracaty pretende seguir viagem, com bre-
vidade o hiate nacional Tentador, mestre Jos Joaquim
Duarle: para carga e passageiros trata-ae na ra da
Cruz, n. 26, com Luiz Jos de S Ara uta ou com o mes-
tre, no trapiche Novo.
- Para o Cear sahe, neslcs dias, por ter tres partes
de' seu carregamenlo a burdo a sumaca Flor-do-^nge-
fin mestre bernardo de Souza : para o restante da car-
ga e nassageiros, trala-se com o mesmo mestre ou com
I.niz Jos de Sa Araujo ua ra da Crus, u. 28.
Leila.
Lalkuianu 4i Rosenmund contlnuarao, por interven-
caoUo corretor Oliveira, o seu lello de inobilia, consis-
iindo em coinmodas, mesas elsticas,,ditas de sof, ditas
redondas, ditas com pinturas, espellios coui ricas moj,



dura* douradat, vario apparelhot de vidro inulto fortes
,. baralot, armario) para roupa, dilu para llvro, lavato-
rio, cama* t milito* objrcto prinioroso, proprioi para
mimos; alfumu burra* de ferro de difireme taina-
.lui: boje, 17 do correnlc, ni horas da iiiauha, na
fin i i -.. ra da Cruz.
Avisos diversos.
Joaquim Flix da Rota val a Macelo, e durante a
*ua amencia'flea cncarregado do* negocio* de *ua caa
o Sr. Jos Antonio Alve* Miranda Gulmaret.
-- Jote Matheut Ferreira relira-te para fura da pro-
vincia.
= Joaquim Ferreira de Araujo Gulmaret retirare
para fra da provincia, levando ein sua companbia Ga-
millo Rodrigue da Silva Figueiredo.
Manoel Joaquim Goncalvese Silva, uo llie sendo
------ j
Quem precitar de uina parda d* bont cotume ,
para cozlnhar dirija se a na de S.-Jo, confronte a
Igreja do lado dirrito n. 32.
Pelo Juizo de orphose ausentes c bao de KM-
matar o rcrav... c ii..,ni, penenuente a beranca do
finado Antonio Jo FrancUco Veiga no da 17 do cr-
reme : a pessoas que quierein tancar devem compa-
recer na praca, pela4 horas da tarde na rua da Auro-
ra por ser a ultima praca.
Quem precitar de uina ama para caa de um ho-
uiein tolleiro dirija-te a rua dat Flores, n. 7.
OSr. J. G. L. D. queira mandar pagar o 9/200 rt.
que lleve do aluguelde uina preta a urna pobre viuva,
com quein lem cassoado ha perto de um anuo ; e te
o nao fuer uestes lies diat se utar dos meto* judi-
ciaet.
--Perdcu-se urna iettra paga da quantia de 424/ rt. ,
por Francisco Nines da Gotla a Manoel Vieira, senhor
do engenho Golugi junto cam a metnia, perdeu-te ou-
tra da quantia de l00(f rs. aceita por Antonio de Arau-
posslvel detpedir-te pestoalmente de todos ot seus ami-lJ> senhurdo engenhoGuatiba : previue-se ao diloSr.
gos por lto o faz por ette nielo c Ihes olt'ereec seu
diminuto presumo irascidadesjde I.isbae Porto, duran-
te o pequeo periodio que all te demore.
Claudlna Maria da Purificacao embarca para o Rio-
(irande-do-Sul, a 9ua escrava crioula, de nome Joauna.
RESPOSTA.
Gerto dot muitos afazeres de Mr. pao de Provenca ,
tomo por elle amistan de responder o que pede um cu-
ralo not Diarioi ns. 173 e 177: a farinlia com que elle fa-
brica o inetmo pao, manda vir pelo* seus vapores Afri-
((IH05 todos ot dias nao de Franca mais sim da Ame-
rica Meridional, de uina cidade que amigamente te
chamava Maurica l nos armazen di-tras do tlieatro
velbo da inesma cidade e *c nao manda buscar maia
de urna a duas barricas he para Ihc nao dar o bicho em
casa e esia compra he a diuheiro pois elle j nao usa
de nado : juigo ter respondido ao euriosu.
Ku abaixo assignado, tendo de retirar-me para fura
da proviucia, deixel de ser caixeiro do Sr. Joo Tei-
[ xeira de Souza desde o dia31 de julho prximo hndo, ao
qual ettou muit obrigado pelo boin tratamento com
que sempre me tratou.
Mamut fodriguet Ferreira da Multa
Precia-e de urna ama para engommar, e que tara*
iiem faja o servico de urna casa de pequea familia : na
' rua Direita u. 29. primeiro andar.
D-se dinheiro a premio, com penhores de ouro ou
jii.ii.i, ein pequeas porces : no pateo do terco, u. 1,
segundo andar.
D-se de 100/ rs. at 2:000^ rs. a premio, sobre pe-
nhores de ouro, prata, hypotheca ou boas firmas : na
( ^iem d.
ATERRO-DA-BOA-V1STA N. l
Pommaeau, cuttlleiio e armeiro
em a honra de participar ao respeitavel publico que re-
cebeu de Franca pelo ultimo navio um sortimento de ar-
mas fraucpzai, espingardas, pistolas de montara, supe-
rimes espoletas de marca G, tudoquanto perlencc a cu-
icll.cn i, tinas navalhas dasquaes se garante a qualidade,
estojos com todot os pertences para homein, brides, es-
poras, chicotet, bengalas, estribos, cabecadas, polvari-
nlios, chumbeiros, esponjas grandes, massa para aliar
navalhas, potei de banha preparada para conservar o
lustro do ac e prohibir que se enferruge, fundas de to-
das as qualidades e fcitios, assim como outras muias fa-
zendas, ludo por preco commodo.
-- Foi tomada de um pelo, no dia 12 do crreme,
uina bengala de unicorne com casto e ponleira de cu-
ro, olt'erecendo-a por 320 ao abaixo declarado, dizendo
que a tiulia adiado ao p da ponte da lioa-Vista : quem
fr seu dono procure-a em nio de Antonio Ricardo An-
tones Vlllaca, na rua Nova, n. 9, que avista do9 mais
siguae* Ihe ter entregue.
-- Prccita-se de um amatsador de pao, que entenda
de forneiro : na rua do Trapiche, n, 40.
Precita-sc de um caixeiro de 14 a 16 anuos de ida-
de, que teulia pratica de luja de miudezas : na rua larga
do Rozarlo, n. 2G.
Detappareceu de Santo-Amaro (Cidade-Nova) na
noiie de 11 para 12 do crreme, do tiiio de Manoel Gar-
doso d Fonseca, um moleque que representa ter 16
aunos, pouco ladino, de nome Zacaras, com o sem-
blante um pouco alegre: quein deile tiver notieia
queira participar no mesmo sitio, ou na praca do Com-
luercio, qualquer hora ao mesmo Gardoio,
que nao pague tenoao inetmo dono.
= A viuva do finado Oliveira pretende vender alguns
de seus predios para pagamento dos credores'de teu ca-
sal : quem pretender dirija-te a sua casa, as Cinco-
Pontat, n. 34; e convida alguns dos credores para ve-
rein elfeitiiar a dita venda.
Precisa-te de um canoeiro forro ou captivo pa-
gando-tc-lhe diariamente pelo tempo que se conven-
cionar : na rua da Florentina, n. 16.
Quem aununciou querer A'M rs. a juros, sobre hy-
potheca em uina escrava e um moleque dirija-te ao
paleo do Terco n. 26.
Quem tiver alguma carroca para trabalhar com 2
boia nova ou em muilo bom estado c a queira ven-
der dirija-te a rua do Hangcl, n. 45, para o ajuste.
Quem precisar de um perito tauoeiro e destilador,
para trabalhar, tanto fura como dentro da provincia ,
dirija-te a rua do Amorim uo botiquiui da casa de pas-
to para tratar o negocio.
Na rua da Cruz, no Recife, n. 99 loja de barbeiro,
precisa-te de um olticial do mesmo offlcu : quem et-
tlver tiestai circunstancias, dirija-se a inesma loja a
tratar com Jos Concalves braga.
Precisa-se alugar urna escrava, pa-
ra o servico interno de nina casa Je pouca
familia, que saina bem ensaboar, comprar
na rua e cozinhar ; dando-se-llie o sus-
tento e io,ooors. mensaes : na Soledade,
indo pela Trempe, lado esquerdo, casa
tt. 4^9 junto das do iSr. Ilerculano.
0 Sr. Antonio Po I carpo da Silva,
morador no Manguinho, queira ir atrs
do tlieatro, armazen de taimas de pinlio,
a negocio.
-ManoeldeSouza e S nao pude despedir-te de to-
dos os seus amigos, e recorre a este jornal para Ibes a-
gradecer as atteucoes de que se Ihcs confessa deve-
aor, e otl'erecer-lhe seus servico* na capital deste im-
perio, para onde seguio hontem, 16 de agosto, abordo
do vapor l'ernambucana.
Desapparrceu no dia 14 do crreme, um menino
pardo e lvre, de 9 anuos de idade, natural do mallo, por
nome Jos: leyou camisa de algodo azul en ti aneado :
quein o eucuulrar leve-o a rua do Livraiiientn, n. 38.
faPrecisa-se alugar um escravo para carregar pao e
Mr mais algum servico de casa, pagando-se niensal
mente o que te ajuslar : na padaria da rua do Pires, ao
p da caixa d'agoa.
AUNIO N. 2
acha-se venda nos lugares j aunuiiciados, loja dos
Srt. Coillnho rua do Collegio, e Gardozo Ayres, rua
da Gadeia do Recife: traz o iiuportanlissmo discurso
do Sr. Dr. Taque* na cmara dos Sis. deputados sobre
os successos dus dias 26 c 27.
A pettoa que levou do crrelo um macinho peque-
o de gazetai, para Antonio Crrela Snaret, viudo pelo
ultimo vapor do tul teuha a boudade de mandar en-
tregar na praca do Corpo-Sanlo venda do Palmeira.
Precita-sr fallar com o Sr. Antonio Vieira de Vlello
l.eiiiu, morador no litio Jac' mi 1831 a negocio de
teu mil i....... : na ruada Aurora, n. 38, ou amiuiicie tua
morada.
Agencia de passaporles.
Na ruado Collegio, n. 10, c uo Aterro-tla-Boa-
Vista, n.48, continuam-se a lirar passaporles tan-
to para duntre, como para Tora do imperio; assim
como despacham se escravos: tudo rom lirevidaile,
--Un acerdole lem aberlo emsua casa nai ua Augusta,
n. 32 mu aula de primeirat lettrat e graniinatica lati-
na o qual promette esforcar-te pelo adiantamento
daquellet que estiverrin sb sua responsabilidade.
Joaquim Amonio dos Santos Andrade, testaincnleiro
do finado Jos PereiraTeixeira previne que se ausen-
lou de sua casa, no dia 13 do crrente pelas 10 horas,
o preto crioulo de nome Mathias escravo do casal do
mesmo fallecido ; e como liajain justas suspeilas de se
adiar este escravo acuitado por algucm por isso o an*>
niineiante declara a qualquer petsoa que o lenha em
seu poder naja de Ib'o niandar entregar; pois que do
contrario, desde j protesta proceder contra quem di-
reito tiver da maneira que as leis llie faciiltaiu.
Compras,
Compra-se um moleque de 12 a 14 anuos de bo-
nita figura i' que lenha boa conducta: no llotel-Coni-
iiicrcio
--Compra-sc uinmulalinbo de 12 a 16 anuos, de bo-
nita figura e sirva para pigeui : na rua da Madre-de-
Deoa, luja n. 34.
tudo de oleo e tambein de Jacaranda por por preca
ni.ns barato do que em una qualquer parle.
Vende-tc urna linda preta de 20 anno ptima eo-
guuimadcira eoin urna cria de 2 .unios, milito linda;
uina dita de Asjniiot, que cote malte betu ; una *m*>
laniilia de 16 anuos, um inolecole de UfSO da M "
no* bom cuzinliciio e copeiro ; um moleque de 14 an-
uo ; 8 prataapara todo o tprvico um pudo escuro
com olliciu de alfuiate e que he boiu cop iru um dil
dccr ciara de inuito boa conducta c que he muilo
bom pagem ; e mais algn* escravos : na rua das l.a-
rangeiras n. 14, segundu andar.
Vendem-se barris pequeos com calvirgemde Lis-
boa a ni.ii. nova que ha no mercado por preco com-
modo : na rua da Moda ariiiazcm n. 17
~ Vendem-se 2 lindos inolecole de 20 annos de
muilo boa conducta, e que sao pcrfeilos sapateiros de to-
da obra ; um moleque de 15 anuos, que coiinha o dia-
rio de una casa e lie muilo ncl e humilde: atrs du
Gorpo-Santo loja de sapaleiro.
.i iiiqu.nl ajqos clisme
tauua (o as-oK(i 'auca epus scjeiod aias op oiajd oinir
-llllip 0|.)d m\I| si ni. i jp .i '. m.l|il.'il su M 1 ,qi .qil.qn >
isa c ji cu ni c iii'i 11 ii s > i > i rf. 111 > sjsujjiii'd sestea saou
te .i--iii.qui.M 'q o 11111 u i ii v s 3P "'"' '"' aiuojjnoa
' 'O N sspjoiimif) ap nlo vu a/./gy o
*SJ oi/s's n S3suisi.iv(t svssvo svaou sjs
ATTKNGAO'
Na padaria n. 30, das Ginco-Pontas conlinua-te a
vender o superior po da Provenca e de muilas unirs
qualidades.
caivetes
Vendem-se
souras de tinltas e
alfaiates, leitas em
os ; tc-
ditas de
saca tii-
A MENTIRA N. 6
eita venda as 10 horas em nio dos destribuidores, e
na loja do Sr. Garneiro, na rua Nova, n. 65.
Francisco da Costa Ferraz retira-*e jiara fura da pro-
vincia.
Prccisa-se de um honieui para tomar coma de um
ilioe trabalhar no mesmo : defronte do Corpo-Sanlo,
loja de cabos, n. 17.
- OSr. Manoel Marcellino ( alado, chegado ha pouco _Preeisa-se de urna ama secca que saiba engommar e
das de tina.-lenha a bondade de chegar ao sitio deno- cozihar : na rua do Queimado, n. 39.
Na rua da Aurora, casa n. 62, de
Quaresma, terceiro andar, coutintia-se a
vender o xarope de bosque, pelo preco,
a garrafa, de f>,3oo rs. com os inesmos
segundos rtulos que o deposito aecusa
Vendetn-se galoes de ouro verda-
deiro, de todas as larguras, e mais barato
do que em outra qualquer parte : na rua
larga do Kosario, n. 2/1.
Veude-sc mu cavado castanlio-escuro, muilo gran-
de, novo e de bous andares : na rua do QiieiuiaJo, n. 17.
Vende-se uina poripuo de cha de malte viudo do
Rio-Grandc-do-Sul i na ana Velha n.54.
Vende-se um bonito moleque de 18 annos, porm
cgo,, e que he proprio para olKciua de lerretro ou eal-
deireiro, para tocar fules: d-se por milito commodo pre-
co ; nm preto vellio, proprio para trabalhar ein sitio :
na rua Imperial n. 63.
()niitinua-se a vender o remedio prodigioso paraos
embriagados : na rua Velha, n. 5i.
Vendem-se pecas de madapolo com 20 varas ,
muito largo e forte a 2/809 rs. e a 140 rs. a vara ; chi-
tas de i un il:' ni para cubera a 160 rs. o covadn ; ditas
cr de rosa, a 160 rs. ; e nutras l'a/.endas o mais barato
possivcl : na rua do Passeio-Publico luja n. 17.
-;, = Vende-se una cadeninha cni bom uso; 1 relogio de
ouxi horizontal; urna crreme de ouro de le,com 31 1|2
oitava* : ludo vende-tc por preciso : na rua Nova u.
21, ijninciro andar.
ti'i..!." vaeeas paridas de prximo muito boas
Iciteiras ; novilhas niujadas c garrotas ludo por pre-
(o coiumodo: na rua da Concordia passando a ponte, a
direita primeira casa.
XAROPF. DO BOSQUE.
I
minado San-Pedro, na propriedadj do Sr. Joaquim Gar-
neiro Machado Ilion, que te Ihe deseja fallar.
- I''n.;iu, no dia 27 de abril, urna preta, de nome
Antonia crioula, de. 30a 40 annos pouco mais ou me-
nos de altura regular cheia do corpo desdentada ni
frente ; le ion tala preta e panno preto j velho. Roga-
se as autoridades e pessoas particulares que a apre-
hendan! e leveui-ii.i a rua de Hartas n. 122, que terao
gratificada!.
O Sr. Theotonio Joaquim da Costa, inettre de pe-
dreiro, queira mandar pagar o que deve na olaria da rua
do Cotovello.
= Aluga-te a cata terrea n. 75 do Aterro-da-Boa-Vista,
com bont commodot, cacimba com boa agoa e grande
quintal que chega ao porto da Ponle-Velha : a fallar na
casa iim'nediata ou com Manoel Perelra Teixcira.
JAiiiga-se, vende-te ou permula-se por otra mais
a."
"i lo da praca, urna boa casa na povoa9o do Montei-
ro, com duat talas de frente, duas atrs, sel! camar-
nlias, cozlnha fura, quurto para escravos e estribarla :
ludo de pedra e cal ; quintal murado com porlao que
da sabida para o rio Capibaribe : a tratar com J. J. Ta-
so Jnior, na rua do Amorim, n. 35.
Ensillarse por casis particulares as
piimeiras leltras, a 3,ooo. rs mensaes
"tais de um alumno, cun todo o esmero :
quem quizer, annunce.
Preclta-te de uina mulber que tenha leitc c quei-
ra lomar coma de urna crianca para criar em tua caa:
quein ettiver nena clrcuintlaucia dirija-te a rua das
frutea, n. 22, 2. andar.
~ Uro homem de meia idade, casado, e que d fian-
9a sua conduela, te propde a entinar por catat parli-
cularet, a 1er, eterever, grammatica portugueza e ari-
thiuetca, pela mdica quantia de 2jU00 mensaes ; obser-
vando ao mesmo tempo aos cheles de familia at coiu-
uodidadet que reiuitam de teui filhos seren eiisinado
nas mus proprias casa, principalmente na eslaeo in-
vernla : a tratar na rua Helia, 23.
-- Hoga-se a pettoa que tem lirado do correio alguns
nmeros da Chronica l.illerana viudos do Rio-de-Ja-
neiro, para Joo Ignacio Piubeiro que tenha a bon-
dade de os mandar entregar no escriptorio do Sr. Ma-
"oel Ignacio de Oliveira, na rua da Cadria, n. 40.
Osabaixo atsignadot fazeu pblico que ninguem
contrate negocio algum com Hernardino Correia de Se-
ira iniiioj escravos e mais bent que llcaram por inortc
n1 pal, Reinaldo Antonio Alvet, pois ette, o dito lilho,
"leitein hypolhecado por escriptura publica, 11 escra-
vos e ns 'mal* bent pela quantia de 4:756#35,J rs.: consla
queo dito Iternardino se ausentara do lugar dos Piles-
de-S.iuto-Antonio, comarca do 1 rejo-da-Areia, e nao
*' sabe para onde. Previne-te com o presente annun-
-''o para ein tempo algum se queixarem ot que com elle
oiiiraiarein, e proletamo havc-los.
W ti'uimarf & Comnanniu.
/ Um pequeo bratileiro, de boa familia e ofle-
.ece para caixeiro de loja : quem de eu presumo se
quizer 11iilis.11- annuncic.
1 "" A'uPa"8e u"'a mei'agoa no primeiao beceo da Cam-
uoa-do-Garmo .pelo'prcco de cinco mil r. ; uina logi-
na na rua das Cruzet, trin ahida para o quintal por
"""(i "a' r8' : "a Praf11 ^a Independencia liviana
Hoga-se
ao Sr. J.1S0 Francisco dos
Santos de Squeita, de nao se retirar pa-
ra o EUo-de-Janeiro sem fallar com Jos
M o reir Lopes & C. na rua do Queima-
do, n. ig.
Joo Francisco Santos de Siqueiravai ao Rio-de-Ja-
neiro a negocio de seu interesse levando em sua com-
l'.intua o seu escravo, de nome Elario.
Aluga-sc o armazem n. 34 da rua de Apollo : a tra-
tar com o Molla, junto ao mesmo armazem.
Prccisa-se de mu rapaz que sirva para criado de
urna casa de familia, sendo nacional ou estraugeiro :
ni praca da l'oa-Vista, 2. andar, casa n. 24.
Precisa-se de um caixeiro de idade de 12 a 15 an-
uos, e que tenha pralica de venda: no largo do Livra-
menlo. n.3.
Na rua d'Alegria, n. 11, precisa-se alugar urna es-*
erava que esteja na circunstancias de bem facer o
servico interno e externo de urna casa de familia.
Joo Ozorio de Castro Maciel Monteiro. 'filho do
fallecido baro de ltamarac, participa a lodos os seus
iii.iiiiliiiu.se mais pessoas, que, se ocha casado em Por-
tugal, em consequecia do que por autorisa9ao e sen-
lenca do juizo competente, de posse de seus bens, e ad-
ministraco dellcs : devendo todas as pestoas dirigir
se a elle directamente para todas as transaeces de
qualquer nalureza que sejam.
Os abaixo assignados, consignatarios da barca a-
mericana llarriita, que se acha tundeada nette porto,
l.i/.iin publico pelo presente que ninguem reculha ob-
jeclo algum levado pela tripolaciio da dita barca sem
ter por ordem dellcs, e que nao pagam coma alguma
feita pela mesma, sem que nao teja por clles autori-
tada.
Henry h'oer 8; C.
Perdeu-se nina colher de spa, de prata, cun o ta-
ba lavrado, ecom as lettrat nciaes J.-F. G.: tuppdc-
te ter tido lanzada rua em alguma agoa : a pessoa que
a tiver achado, e mesmo comprado, querendu reslilui-
la, aiinuncie ou dirija-te ao largo do Carino, n 5, que
te gratificar com o valor da colher.
tilli rece-se nina mulber do lina conducta para o
servil,'; ile portas a dentro de una casa de homem sol-
telro, mide pouca familia: na rua de Agoas-Verdes ,
11.35.
-- 0 Sr que se prope a entinara ler.escrever e con-
tar por casas particulares queira ter a bondade de di-
rigir-te a rua de S.-Rita, 11. 85.
Na rua do Raugcl, n. 43 fatem-se espanadores do
nicllior gosto possivel, e por menos pie, o do que em
outra qualquer parle.
--Prccisa-se de um pequeo de 12 anuos para cai-
xeiro de urna venda : no Aterro-da boa-Vista, lojan. 24.
Aluga-seuin armazem bastante grande e afregue-
xado para oflicina de inarcenciro na rua eslreita do Ro-
zarlo, n. 22 : na rua do Queimado, loja n. 38, se dir
quem aluga.
O homem catado que, uo Mario de tabbado an-
nuncioii querer ser arruinado dirija-se a vendada-es-
quina da rua do Rangel, de Jos Rodrigues Goclho &
Compaiihia que ah te Ihc dir quem precita.
Jos Maria Goncalves Runos fa publico que Her-
nardino Teixeira de Araujo da Silva Ferraz foi despe-
dido de seu caixeiro uo dia 13 do crreme.
Coqueluche ,
Dr de costas c peilu ,
Uronehites ,
Dor na garganta ,
as molestias dus igaos
Para a curada phthyslca em lodosos seus differenles
graos, qur motivada por algumas das seguintes mo-
lestias :
Goiistipaces I
Tosse ,
Asinina ,
Pleurlz I
e-cu 1 ns de sangue e todas
pulmonares.
liste excelleute remedio que tem gozado de lo boa
repiii ii-.io nos Eslados-L'nidos d'Americado Norte pelos
seus bons effeilos na cura de varias molestias cima
menciojiadas induzio os proprietarios delle a mnda-
lo para o Brasil ondea esperanca de suas virtudes nao
fram sem fuidamenios como a experiencia lem mos-
trado desde a sua introdueco ; pois os admiraveis ef-
feilos que tem produzidoaqui, sao iguaes aos nifInores
que all leem feito e que sao bem atteslados pelos va-
rios testeinunlios e certificados das pessoas que leem si-
do curadas por este medicamento sem igual particu-
larmente ao sul (leste imperio .onde foi primeiamente
inlroduzido e j nesta inesma provincia receilados pe-
los mdicos e sempre com bom successn. O receituario
que ensilla a maneira de usar acha-se orntis no de-
posito.
Novi'ics i Companliia os nicos agentes nesta cida-
de e provincia nomeados pelos agentes geracs. no Rio-
de-Janeiro os Srs. R. G Vates St C, assegurain ao pu-
blico ter sempre o mais novo possivel, viudo daqoclle
deposito, dista 5/600 rs. cada garrafa, e em duzia mais
em em canta tanto no deposito como na rua da Gadeia
do Recife loja de miudezas, n. 9
GftZELHA.
Vende-se xarope do verdadeiro suiumo de grozelha ,
viudo de Franca a 1/ rs. a garrafa : igualmente se ven-
dem garrafas de summo de grozelha a 2/ rs. : no Ater-
ro-da-Boa-Vista, fabrica de licores, 11. 17.
CHUCULATE.
ta fabrica de licores do Aterro-da-lioa-Vista n. I? ,
ha sempre porco grande prompiado melhur chocolate
dcsaude, canella baunilha c do ferruginoso, esle
muito conhecido pelas suas boas qualidades tnicas e
principalmente para as pessoas que soircm de l'rlalda-
de e do estomago.
Vende-se um escravo sem defeilo algum de 28 a
30 anuos : na rua do Queimado n 28, segundo andar.
= Vende-se, sendo para dentro da provincia um
escravo de nacao com officio de canoeiro pois vnde-
se com preciso : na rua de S.-Rita, n. 44
Vende-se arrozde casca ; meias ne algodo feitas
no Porto ; cera do Rio : tudo por preco comuiodo : na
rua da Praia armazem a. 37.
Vende-se uina liada escrava de 11 anuos, propria
para ser applicada a costura ou troca-se por um es-
cravo moco, com oflicio de sapaleiro sobre o que se
fara negocio a vista de seus valores : 11a rua Formosa ,
quinta casa indo pela rua da Aurora.
Vende-te una preta de 18 annos de muito bonita
/gura que engomma muito bem cozinha cose la-
va de sabo e varrella e uo tem vicios uem achaques :
o motivo por que se vende he querer ir para fra da
provincia : na rua da Concordia passando a pontezi-
nlia, a direita, segunda casa terrea se dir quein
vende.
Vende-se. para liquida;o na ruada Cadeia de S.-
Antonio n. 18, um moleque de idade de 13 a 14 anuos,
com principios de inarcenciro ; 6 bancos de trabalhar ;
um cannap e nina cama tudo em segunda ino ; e os
seguiniet trattes uovos : oadeiras ; suplas ; marquezas;
jogos de bancas ; mesas de mcio de tala ; toucadurct :
de costura
(i u i maraes ;
llias de patente ; campainhas de cores ex-
quisitas ; machinas para Ibotes a i,-2(o
rs. 5 cstiraesde vidro a 2,400 rs. o par :
na loja de quatro portas da rua do Calm-
8, n, 1 C* do Oiiarte.
A loja (fue faz esquina para a tua do
Collegio, .5,
vende-se princeza larga preta muito superior pelo
barato preco de l/rs. ocovado ; luvas brancas linas, de
algodo, a 120 rs. o par; alm deslas fazeml.is ha um
completo surtiiucnto de tudas as qualidades de fazeudas,
ludo por preco commodo.
Veudem-se saccas com milho, a Ag rs. ; meias de
teda para honieui pr'tas e de cores a 1^ rs. o paa ;
luvas para seuhora dai mesmas cures a 640 rs. u par :
na rua da Gadeia de S.-Antonio, armasen! u. 21.
y/os padeiros.
Vende-se a muito acreditada familia de Trieste da
marca Foutauia superfina, a melhur que existe ueste
increado; assim cuino os padeiros uo iguoram que he
su a nica que se pude fazer o afamado po-provenca ,
por sua pureza e alvura : os fabricantes do dito pao pre-
vinaiu-se eiuquantohe lempo; do cautrrio dcixaro de
fabricar o dito pao : vende-se s atrs do thertro arma-
zem de Joaquim Lopes de Almeida caixeiro do Sr. Joo
MathetM, a fallar com Francisco Martina Ferreira.
Vendem-se e alugaiu-se bichas de Ilamburgo : tam-
bera se vao applicar por preco mais commodo possi-
vcl : na rua do Hozarlo da Boa-Vista loja de barbeiro.
Vende-tc urna iiegrlnha de 10 a 12 anuos, boa cos-
tureira marea c faz lavariuio ; 2 pela de elegante*
figuras que engnmmaui c coziiihara sem vicio* ncin.
achaques ; 3 pelos bem rubustus para lodo o servico ;
2 inotcques de bonitas figuras de 16 a 17 anuos; um
preto de meia idade : todos por preco rasoavel : no pa-
leo da matriz de S.-Antonio, sobrado n. 4.
Vendem-se casaos de pombos muito grandes, bous
batedores, bonitos e de excellente raca, por preco mul-
lo commodo : na rua da Florentina, n, 16.
S*SF.
Vende-se a muito superior farinhaacima, por prego
muito em conta : a tratar com Joo Tavares Cordeiro,
narua do Vigario, n. 8, ou no caes da Alfandega, das a
horas da maiiha em dimite
-Vende-se um relogio caixa de prata horizontal, e
que regula milito bem : na rua Helia, n. 26.
Vendem-se flnlssiinos charutos de llavana chega-
dos do Rio-de-Jaueiro no ultimo vapor : narua da Ca-
deia-Velha, loja de J. O. Klster, n. 20.
=Vendc-se nina parda perfeita coziuheira com una
cria de 5ll dias : no pateo do Terco, u. 26.
Vcnde-sc una negra boa coziuheira c cngomuia-
deira, e que cose chao c la/, todo o mais servico : narua
do Queimado, n. 39.
No caes da Alfandega, armazem de
Antonio Aunes, vendem-se caixas com
superiores passas.
-- Vendem-se, na loja de J. E. Ghardon no Aterro-
da-Boa-Vista n, 3, os livros seguintes : llistoirc de dil-
ans por Q. Ulaue; llistoirc des Girondins, por Lamai-
rine ; Piquillo Alliaga, dor E. .S'erlbe ; Anuunario do
Brasil( anuo de I8i6j ; o Progresso( auno de 1846 rt
1847 ); as sete cordas da Lyra, 1. 2. 3. 4. *, ,'>. ~'
e(i. "livraccs ; Memoria sobre o porto de Pernamhii-
co por L. L. Wulhier; Traite de physiquc pot
Pouillet.
Vende-se um tanque que leva 600 caadas de azei-
te de .-.ii i .i,.ii.i ; 2 pares de mangas de vidro do ultimo
gosto; 2 livros grandes riscados para O diario e cor-
rentes; um sellim com seus arreios, e com pouco uso;
un torrador de caf novo ; 4 casar* de rolas sendo
dous braneos ; una carteira de umas face pequeua;
2 jarros deflores de porcellana do ultimo gosto: ludo
se vende barato, por seu dono rctirar-te : na rua da
Trempe, venda u. 1, se dir quem vende. Tambein se
Vende a inesma venda.
!No Ateno-da-Boa-Vista, loja n.
78, vndese marroqtiim amarello a 1,760
rs. a pelle.
Vende-se um habito de terceiro franciscano, ainda
em bom uso : em Olinda, rua de S.-Ment casa 11. 18.
= Vende-se nina calioa de carreira em meio uso,
a qual pega oito pessoas bem avontade : acha-se enca-
Ihada 110 porto do Recife para quem quizer ver : a tra-
tar na rua Direita 11. 36, terceiro andar.
Vende-se uina preta crioula de 30 annos sem vi-
cios nem achaques que lava de varrella cose chao ,
co'inha soll'rivelmente o motivo por que te vndese
dir ao comprador : 110 Alcrro-da-Hoa-Vista 11. 39.
Vendem-se peonas de eina lamo brancas como
piel is : narua daConceico da Boa-Vista venda 11. 24.
Vendem-se quatro casas terreas que rcndeui 70 rs.
mensaes cada urna feitas a moderna e bera construi-
das sitas no primeiro becco da rua Imperial : a tratar
11a rua Imperial, n.63, com o seu proprietario.
Vende-se por pre9o muilo commodo, una obia
de Vauguervc, pratica judicial: na praca da Indepen-
dencia liviana ns. 6e 8.
Vende-se una canoa aberta com muito pouco
uso de carga de 600 a 700 lijlos e que he muito pro-
pria para cbnduzir familia : na ruada Cruz, m 32.
- Vende-se uina escrava de 18 anuos com una cria
de 3 metes : a escrava he perfeita coziuheira e engom-
madeira : na rua Nova, 11. 16.
A 4^)00 rt. CADAUM. '
Nelnja de Guimaraes tCompanhia narua do Cres-
po, n. 5. eiideiu -se chapeos de sol, de seda verde e azul
com arinacao de ferro multo bous, pelo barato preco
de 4$ rs. '



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MUTILADO


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Wndem-se chapeos de pallia, da
Jt'ilin, para senhoras e meninas, a 1,900
r.s. ; birretes de padre e gollas de diver-
sas (nntjcf ; bonetes pretos de velludo,
a()6ors. e de panno n.scado a 6$o rs. ;
lencos de garoa a 1,000 rs. ; ditos de gr-
vala a 1,000 rs. ; luvas de algodOo, dec-
es,a?oo rs.opar; ditasdepellica, de se-
nliora, a l.ooors. e para homem a i,Goo
rs.; flores para enl'eites de chapeos; bicos
do Porto, de iooat 4oo rs. a vara; ditos fi-
nos, francezes e inglezes ; gal5es brancos
e amarellos, finos ; ditos ordinarios ; cs-
pignilbase rendas ; volantes largos c es-
treitos ; espelhos de parede a 1,000 rs.
ditos de augmento a 8oo rs. : na loja de
quatro portas da ra
do Duarte.
do Cabilla, n. i C
' 01 ivm'.i op b3b| en.i bu : '3)3 'Aoosa
SEI||C/.BU 'J
qna-
do
ueta companhi.de P embico [ $LX^&^j*
l'araliiba: no escritorio de O-U^^^^^^^^J^
-liosa) uni i:i(.iim| B jjzbj UN oi.iussjaaii o opuai
-uoa uij3bi.\ bjbcI seudod m: n.>i ii sBUBssaaou sb
ulopiUA os iii.n[iiii.'i : ni i .i i'r| -IBIll) ii'.i.MMii cfo| no ui ii iiiimu ) 3p HI9 Jjnb|Ctlb
E.IB .ii.HlK tu a UI03 sv.iiijill' l3od W SUXIB3 SEI.IESS33
-ju ojmu sb oi.i.ul oinuuuip 3)S3 jod js-uupujA
'SJ J, JOJ
Vendem-se botoes amarellos, finos,
de P II. ; ditos ordinarios; ditos para
casacas ; ditos para cavallsria ; ditos pa-
ra infantera ; ditos para libr de pagens,
brancos e amarellos ; dilos pretos de bo-
nitos padroes ; ditos de vidro, para cnVi-
tes de roupas de menino : na loja de
troportas da ra doCabtvg, n. i C.
Duarte.
FARINHA DE TRIESTE.,
marca verdadoira SSSF, chegada ltimamente: vende-sc
eni < im: de N. O. Biebci & Coiiipanhia, na ra da Cruz ,
u. 4.
JSo Passeio-Publico, n. 19,
vendem-se pannos finos de todas as qualidades a 3y,
3/500, A$e v rs. ; cortes de lia para calcas, a 2/5011 rs. ,
titos de casimiras, padres esculos a (#"01)0 rs. ; ditos
le eambraia de todas as qualidades, a ?#, 2/500 3/ e
4/500 rs. ; lencos de seda a l/e I/50O rs. ; ditos para
grvala a 400 rs. ; ditos de cassa a 200 rs. ; cintas
linas a 140, 160,200. 220 240 e 320 rs. madapolfio
lino a 3200, 4/, 4/500, 5/e .tyOO rs. ; mantas de seda,
a 12/000 rs. ; chales de ISa, a 1/600 e 2/500 rs. ; ditos de
seda padres ricos a 0/ rs. ; pelle do diabo a 200 rs.;
castores a 200 rs. ; brim pardo de puro linlio a I -Jim
rs. ; dito brauco a 1/600 rs. ; chapeos de sol, de seda .
a 5/500 e U/400 rs. ; sarja preta mallo boa a 2/ e 2/400
rs. ; riscados francezes a 200 rs. o eovado ; primores
modernos a 320 rs. ; esguio muito lino a 2/ rs. a va-
ra ; brins de linho de corea a 900, 1/ e 1/200 rs. ; e ou-
tras limitas fazendas por preco inais ein coula do que
em outraqualquer parte.
PTASSA.
No deposito da ruada Cadeia do Recite D. 12 ven-
de-sc milito nova esuperioa potassa em barris peque-
jios por preco inais barato do que ltimamente se es-
lava vendendo.
Vende-sc urna mulatinha, de i3 a
l4 annos de idade, <\ qual saliecozer cos-
turas clias, fazer lavarinto e engommar
com perfeicao : o motivo da venda se di-
r ao comprador : no lugo do t'ollgio,
no segundo andar da casa junto ao sobra-
do amarcllo.
Blachinha regala.
A bol.ichinha regala doce s se vende em tres b.iir-
roidesta cidade : Itoa-Vista, praca da S.-(.ruz, padaria
quilla da ra do Collpgio venda do Sobral llecife ,
travessa da Madrc-de-Deos n. 13, deposito da inesina
padaria : sen preco he 3?0 rs. cada libra : sua qualiilade
e. lino gosto as mrsinas se encontrar. Na niesina pa-
ctarla ha, alm do excellentc pao biscouto doce e. com
ovos latas dito bolacliinlia de agoa e sal de 28 c30
em libra1, bolacha de difl'erenles tamaitos : tudo da
mclhor I ninli.i que ha no mercado : sen preco he inais
mu vintem em libra do que o geral ; porciu a sua qua-
lidadc e bem torrada equivale ao biscouto damesma es-
pecie.
Vendem-se estojos com 2 navalhas de barba in-
glezas as quaes se trncam as que nao servireiu a 2/
rs. cada estojo ; oculos para tudas as idades ; toucas
para meninos ; meias de algudo pretas e brancas pa-
ra senhora a 480 rs. o par peiinas para secretaria a
320 rs. o qiiartero ; thesouras linissimas para ho-
mem e senhora ; collares pretos ; agoa de Colonia de
l'iver ; escovas para joias ; pinceis e Jabonetes para
barba ; coltieres para sopa e cha, de metal do princi-
pe ; urna mulatinha de 12 anuos, com principios de
costura tudo para liquidaciio de conlas : na ra larga
do lio/, irm, loja do Lody, n. 35.
Mides de tres solas,
a is'ooo rs.
No A trro-da-boa-Vista, loja n. 78,
continase a vender sapatoes de tres so-
las, a 1,000 rs.
Vende-se uina parda que engomma lava e cozinha
com perfeicao : o motivo por que se vende se dir ao
comprador: no Aterro-da-Boa-Vista, n. 42, primeiro
andar.
Cera de Lisboa
Na ra da Cruz, n. 60, vende-se a me-
llior cera que ha no mercado, em caixas
de todos os lmannos, vontade dos com-
pradores, e mais barato que em uutra
parte.
Vendem-se barricas a 4/000 rs.: no armazn que foi do finado Bregues, ao
p do arco da Conci-ico.
Vende-se cera de carnauba em porriio e a rela-
lho.de superior qualidade ; queijos londrinos ; latas
com bolachinlias de aramia muito novas a 2/ rs. ;
latas com sardinhas ; ditas com 4 libras de marmelada ;
ditas com figos : tudo por preco comtnodo : na ra da
Cruz.uo Recifc, n. 46.
"- Vendem-se aeces da cx-
livcira limaos & C, ra da Cruz,
11. 9.
Vende-seo o tratado de Gcographia porUrcul ,'3
v. por 8/ rs. : na ra daMadre-de-Deos n. l*_
Vende-se superior cha brasileiro,
na loja de Guerra Stira&C. chegadoa-
gora do l\io-de-Janeiro : na ra Nova,
n. 11.
Vende-se uina bonita escrava de 18 a 20 annos ,
com bastanteleitc, e com algumas habilidades : na ra
Uireita, n. 93, segundo andar.
-- Vendem-sc na ra dal'raia, armazem 11. 20, lingoas
do Rio-Grande pelo preco de 140 rs. cada urna, de boa
qualidade.
Vendein-sc queijos londrinos c prezuntos para fi-
ambres, chegados pelo ultimo navio de Liverpool; ervi-
Ihas proprias para soupa; vassoras para varrer salas : no
arinazem de IJavis &C, ra da Cruz, 11. 7.
Vende-sc una preta de naco boa cozinheira :
na ra do Crespo, 11. 21.
- Vcndem-se os melhores cha-
rutos da Baha que teem chegado
al lioje, com a marca T 8 B : em
casa de J. O. Elster, na ra da Ca-
deia-Velha, n. 29.
A 1/000 rs. CADA UM CHALE.
Xa loja que faz esquina para a ra do Coilegio n. 5 ,
vendein chales ele tarlataua, grandes c de padroes es-
culos pelo barato preco de mil rs. cada um.
Contina-ve a vender, na na da
Cadeia do Hecife, n. 3"], cera em velas,
fabricadas cm Lisboa e no Rio de Janeiro,
sortiinentos ao gosto do comprador, em
caixas pequeas, e por preco mais com-
inodo do que em outra qualquer parte.
Vendem-se fazendas) por menos de seu
valor na loja dos Qualro-Canto-1 da
na do QueimatlOf n. '2o,
boin como : luvas pretas de seda para senhora, a 320
rs. o par ; bieo de fil de seda preta, largo guarnecido
de cor de ouro proprio para armador a 40 rs.a vara ;
lucias pretas de algmliiu curtas com defeito a 40 rs. o
par sarja larga de liia d cures, a 800 rs. o eovado ;
cortes de casimira elstica fa/.euda superior a 6/rs. ;
chales de cambraia bordada a 640 rs. ; riscados ame-
ricanos a 160 rs. o eovado : brim brauco de listras, a
300 rs. o eovado ; castores para calcas a 200 rs. ocova-
lo ; lencos brancos de cassa com risca em volta a
200 rs. ; crlps de cambraia pintada para vestidos ,
fazenda xa a 2/400 rs. ditas mofadas, a 2/rs ; chi-
tas brancas de llores a l20 rs. o eovado ; meias para
meninos a 160 rs. ; di tas para meninas a 320 rs.; ditas
para senhora a 240 e 560 rs. ; lencos le seda preta para
grvala a 10 rs. ; ditos de cores em setim a 1^600 rs. ;
suspensorios de fila, a 12U rs. o par -flft'as de niada-
polo fino, a 3/500 rs. ; gual/daiiapos fofa ''l':l
rs. a du/.ia ; ditos para mesa, a 2/ i s. v^
Cal virkem.
Vende-se barris com cal virgem
lo que i
ua ra da Cadeia-Vcllia arma/.oni
a 800
findade l.it1 'ua >
por preco mais barato do que i outr., qualquer i trlc-
Irania de retro ; corle de'cambraia aberta a 4|000 e
4/500 .... ia.M lisa a 360 i, a vara dita dr listras
KiO rs luvas de seda para senhora a 500 rs. ; atoa-
Ihado de algodo a 640 rs a vara ; e oulras umitas ra-
teadas mais baratas do que em outraqualquer parte.
_ Vendem-se caixas psra guardar
joias, pelo diminuto preco de 900 rs : na
Soja de quatro portas da ra do Cabtig, n.
1 C. doDuarte.
Na ra da Florentina n. 16, defrontc da cochelra,
vende-sc um escravo, boni trabalhador de enxada e ma-
chado proprio para sitio 011 engenho e que he ga-
nhador de ra nesta praca que da 560 rs. diarios, e
tem ptima conducta : vende-se para um pagamento.
*{ II OIJI'ZO)] op l.'l-ll'l cu.i i;ii : upolll
-moa o5j id jod 'coiaafqo soiiiiui sojino a saiorj a scaiii
sciy jp MptpilMb se sopoi omoa m jq jepioq 3 jas
-oa bjeJ ojuaiupjos o opoi moa sbj|j|jc> na maqmei
si'7.i.mr.i| seuij semn3e SBJiapepjaA e as-mapnaA-"
-- Vende-se "urna casa terrea muito grande, sita na
ra da Maugueira, na lloa-Visla, n. 11, com grandes cm-
odos, quiut.il muito grande e inultos arvoredos de fruc-
los, por preco o mais rasoavcl possivel: trala-se na ra
do Aiagao, n. 27.
Vende-se, por preco commndo, nmilo superior sal
do Assu' : a tratar na ra da Moda n. II, com Silva Si
Grillo.
Vendem-se na loja de l'ommateau no Alerro-
da-Hoa-Vista. n. 1U, as obras seguintes: 4 v., Ilisloire de
Napolen, por Norvins ; 10v., icuvres de Demosthene ;
12 v., Kpliemerides ; 15 ., Esprit de L'Kncyclopcdie ;
10 v., Viesdcs homines Ilustres, par l'lutarque; 7 v.,
Voyage du jeunc Anacharsis 4 v Uistoire de l'einpire
Ottomaa; I v. Caruot; 2 v. Mmoires d'antoniniarchie ;
2 v. Kotzebue; 1 v., Duuiouriez ; 1 V., Les cinq codes
1 v., inlhodc de Ilute, par llerbiguier : qtiaesqucr des-
sas obras se vendern pelo menor preco possivel.
Vende-se um ptimo inolequc de 15 annos de ida-
de ; dous iiiulatinho muito lindos, ptimos para pa-
gein dous ditos mocos, com bonitas figuras, bous traba-
jadores de pinada um escravo bom cozinheiro duas
negrinhas muito lidas; 4 pardas inoras, muito lindas,
que cozem, engoiiiinam bem c coiinham, c dous pre-
tos de inri,i idade: na ra Direita, n. 3.
-- Vende-se uina linda preta para mucama por ser
recolhida e de linda figura que sabe bem coser bor-
dar e marcar : ua ra Nova, n. 21, primeiro andar
Vende-se um molecole de 18 annos de nacao An-
gola de muito boa conducta oque se aliauca ao com-
prador: na ra Nova, n. 21, primeiro andar.
Vende-se um pardo bastante moco e robusto, sem
vicios que lie pescador c acos-lumado ao sorvico de
campo : na
//3s'8oo r.s. a peca.
lV loja de Guiniares h C.
que faz esquina para a ra do Collpgio n. 5, vendem-
se pecas de chitas de 38 covados a 3j800 rs. a prca, de
soflrivel panno c padroes agradaveis. l)o-se as amos-
tras sobre peuhorps.
Vpnde-se cal virgem de Lisboa, em barris de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por preco commo-
do : a tratar com Almeida & l'onseca, na ra do Apollo.
A isooo rs. ,
ancorctas com azeitonas superiores : ven-
dem seno caes da- All'andega .iiinazeni
n. 7, de Francisco Das Fcrreira.
. .ua Nova, n. 67.
Vendem-se queijos londrinos de superior qualida-
de." na na do Trapiche-Novo n. 22 casa de Hcbrard
& Gompanhia.
Na ra de Ago is-Verdes n. 4^'
vendein-se diversos escravos de uina pessoa que se reti-
ra, sendo algiins com encllenles habilidades e oulros
para engenho ; una formasa mucama mulatinha de
iti annos com habilidades de encllente conduca; um
casal de escravos por preciso, por 450/000 rs., ambos
bous para sitio ; nina boa escrava de nacao, prenha de
6 meses, engonunadeira c cozinheira de profissao.
Vende-se um escravo mestre tanociro, de nome Po-
ciilonio. bem conhecido em Serinhem e Rio-Formoso,
ultimo preco 700/000 rs.! especialmente se ollerecc aos
Sis. Jos Columbino de Araujo Lima e Joao liento de
Goveia.cujos Srs por vezes teem falado ao inesino Sr do
escravo para o comprar. O dito escravo tem 21 anuos
de idade, de bonita figura, fiel, humilde, nao lie luja o,
nao bebe, he sadio, muito desejnbaracado no servico
e he dehabilidade : na ra do Sol, n. 13.
Riscados tnonstros.
Vendem-se superiores riscados-inonstros, j bem co-
nliecidos tanto pela qualidadu como pela largura em
demalla, pelo barato preco de 280 rs. o eovado. F.stes
riscados sao chegados ltimamente: as cores sao lixas,
e os padroes muito modernos e de bom gosto : na nova
loja da Estrella da ra do Coilegio, n. 1.
Vendem-se II escravos, sendo U bonitos moleques
im como chita largas francezas a 280 rs. o eovado: a
ii ni disto ba um completo sorllmento de fazeudas de
todas aJ qualidade!, e por coinmodo preyo, que ., v ,n
dos compradores se farao patentes.
=\inde-ie nina purea de rafa haber mullo ir0ri
da e bonita : na ruada Florentina, n. 16.
Nu padaria de um i so porta na pin, a da S.-Crd.'S
e no deposito da mesina na travessa da Madre-dr-li,.osT
n. 13, vende-se caf moido o inelhor possivel ueste n-
ero tanto a retalho como pelo grosso sendo a 240 ri
a libra e a 6/400 rs. a arroba: nao conlin mistura al-
guma e a vista faz IV do que seassevera.
ATTENQO.
Na ra Direita, n. 53, venda de Antonio Francisco
Martins de Miranda, vende-se uiaiiieiga ingiera, muito
superior, a 1/200 ; dita de porco, a 360 ; vinho do Porto
muito superior, a 320 a garrafa ; azelte doce, a 400 e 48o-
dito de coco, a 280 ; dito de carrapato, a 1/600 a caa-
da, c a 160 a garrafa ; assucar branco, a 1/920 a arroba
e lodos os mais gneros de venda, tudo muito superior
eem conta : assim como urna porcuo de travs de boa
qualidade, de 35,40 e 45 palmos.
Vende-se um molequ de mui lin-
da figura, e proprio de todo o servico de
casa e rui : na ra do Crespo, loja n. a
A se dir quem vende.
Com toque de avaria
pecas de madapolao largo e ptimo com um pequeo
toque de ararla de agoa doce a 2/800 rs. sendo a ava-
da st> em urna ou duas dobras ; um grande sortiineu-
to de fazendas finas e grossas', que se vendein por ata-
co e a retalho : lio novo armazem de fazendas de Ricar-
do Carlos Leite na ra doQuclinado, n. 27.
Vendem-se pautas das alfandegas do imperio do
Hrasil, impressas no Ro-de-Janeiro : na ra da Cruz
n.20.
He impossivel
haver melhores casimiras como presentemente chega.
rain a loja do Aterro-da-lioa-Vista, n. 24, cujos gostos
modernos de Franca sao mais apreciaveit para os ami-
gos do bom gosto ; he iuipossiiiel digo, haver melho-
res e para isto convida-sc a lodosos Srs. para se aca-
pactarcm da verdade : pelo baratisslmo preco de mil
rs. o eovado. >.
Vendem-se, por preco muito commodo para fe-
xar conlas, charutos da Kahia, regala, por preco com-
modo : na ra do Trapiche, n. 34.
Vende-se um expeliente relogio de ouro patente
inglcz e que he muito bom regulador : na ra A.-
i mi-mi ulii. D. ti. v
Vpndp-sp um quarto gordo, carregador : na ri'lf
Imperial, ii. 39. "'
Vende-se urna escrava que cozinha o diario de uina
casa ,ensaboa, e he quilaudeira : na na do Coilegio,
n. 12, segundo andar.
Vende-se una preta milito boa lavadeira c que he
possante : na ra do Crespo, n. 16, esquina que vira
para a ra das Cruzes.
-- Vende-se cera de carnauba ein poreso c a retalho
por preco cominoJo : na ra da Cadeia do Recifc, n. 43'.
'r No botiquim Cova-da-Onca na ra larga do W'
,pt^ Rozario n. 34 continua haver alinucos de p^
\J superior cafe cha, com promptidao e as- \J
M
Sap<
Vende-sc panno ele algodSo
da Ierra, a 200 e -xio rs. a vara:
na ra doQueimado, qustiocantos,
loja da casa amarella, n. 29
<
<.
Vende-se una casa terrea na rila Augusta pro-
pria para um sotrado por j estar toda travejada p
com inultos inatriiaese prcas deubras promptas com
32 palmos de largura e fundo sutlicientp : laiiibem se
vende com prazo agradando ao comprador e havendo
quem tenha alguna direiloa ella por bypotheca ou ou-
tio qualquer titulo, queira declarar no prazo de 30 dias:
a tratar cora Lua .los Marques, na ra do Itangcl.
-- Na ra do Rangel U. 8, venda de Lua .los Mar-
ques vende-se, adinheiro avista para liquidaeo do
csttbeleciinento vinho de Lisboa superior a 1/500
rs. a caada e a garrafa a 200 rs. ; dito muito vellin
a 1/600 rs. a caada, c a garrafa a 220 rs ; dito bran-
co a 1/920 rs. e a garrafa a 260 rs. ; vinagre puro ,
a l/"00 rs. e a garrafa a :40 rs.; azei te de Lisboa, a
4/rs. e garrafa a 560 rs a verdadeira familia de ara-
mia a 20 rs. ; ancoretas de azeitonas, a 1/ rs. e as
garrafas a 200 rs. ; chicaras brancas com aza a 1/200
rs. a ilu/i.i ; ditas pintadas a 1/500 rs. : e oulros inul-
tos gneros de venda por preco enmmodo que a vista
do comprador se vendein por todo dlnhelro fazendo
conta : bem como nina porefio de cal pela a retalho.
Vende-se um niulatinho de 16 anuos com prin-
cipios carpina e que he ptimo para todo o servico ,
por ser iiiuilo esperto: em Fra-dc-Porlas, casa deso-
s Fii-nandes da Silva Manta.
Vende-se farinha galego a 20/500 rs. a barrica :
na ra larga do Rozario, n. 48
i Vendem-se, na loja de livros dama do crespo, n.
II os seguintes livros : diccionario Maguun Lexicn!
novo por 7/rs. outro por5/ rs. e oulro por 4/ rs. ;
Oeographia de Gautier de 1838, por 1/ rs. e conti-
nuam-se a trocar sendo boas obras.
Vendem-se 300 barricas vasias quasi todas ame-
rian is muito novase promptas a receber assucar : na
S.-Cruz padaria de una soporta.
Balainhos para costura. y
No Ateiro-da-boa-Vista, loja n. 78,
vendem-se estes b ilaios por 56o, 1,000 c
1,280 rs : sao tao lindos, que quem os vir
nao deixara de os comprar.
seio ; bem como vende-se cha hysson de pri-
meira qualidade, a 2/200 rs. a libra; mantei-
ga nova de ptima qualidade a 640 rs. a li-
bra ; dita franceza a 900 rs.; 4 barris serv
dos de vinho ; um roda grande de ferro para
moinlio (le moer caf por multo barato
preco,
0

8
888888888088
~ Vende-se mauteiga ingleza a 1/rs. e franceza ,
a 800 rs. : na ra Augusta, n. 94, junto no vivelro.
Vendo-se urna jumenta parida com unta, cria de 2
mpzps que tem muito bom leite e he debonitafigu-
ra : na ra doCabug, n. 16.
Vende-se superior arroz com casca na ra da
Praia, n. 37.
de nacao, de 14 a 20 annos; 1 negra perlrita engomma-
defra, costureira c cozinheira ; 1 negrinha de 13 an-
uos, recolhida, muito linda, que coze muito bem e faz.
todo o arranjo de casa ; 1 dila perfeila lavadeira de sa-
bao v varrella, que vende na ra ; 2 ditas para todo o
servica : na ra do Vigario, u. 24, se dir quem vende.
- Vendem-se 5 pretas mocas e com habilidades, que
engommaui e cozinham; duas pardas mocas com habi-
lidades; tres pretos pecas ; mu inoleque de 16 anuos e
um pardo all'aiate, de 24 annos : na ra llella, n. 26, se
dir quem vende.
Escravos Fgidos
y A'ojio pao de Provenca.

ilp O proprielario da padaria do pateo da Santa-
W Cruz, n. 6, e do deposito da ra eslreita do Roza-
** rio contina a fabricar e vender o afamado pao
2 de Provenca pela grande extraccao que leve nos
S nos dias 12 e 13, c inesmo pela boa qualidade do
^ pan, por ser feito com todo asseio. O inclino pro-
g prielario aproveila a occaslao para agradecer ao ijj
3 rrspeitavel publico a honrada concurrencia que
W Ihe tem prestado no principio do fabrlcamento do *
* mesmopo. No inesmo estabelecimenlo se nena
2 a venda bolachinha de regala pelo preco de 300 g
f. rs.a libra; e tambera tem de oulras qualidades, w
mais barato: tudo feito como maiorasseiopossivel. ^
**** *'-'* #** i**********'
santigos riscados monstro.
Na loja dcGuimares & C, ra do Crespo, vendem-se
os bem conhecidos riscados ministros de padres muito
modernos, e que teem quasi uina vara de largo,pelo ba-
rato preco de 320 rs. cada um eovado.
Vende-se urna prela, de 16 anuos, que engomma
bem, cozinha e he de boa conducta, o que se alnanca ao
comprador ; um dita de 18, que tainbein engomma liso,
ize soll'rivel ; urna parda de 28, que cozinha muito
bem o dinriu de nina casa ; tima dita de 35, que vende
ua ra : na ra Nova, n. 21, primeiro andar.
Vendem-se saccas com iiiilho, a 3/200 ; jogos de
bancas de amarcllo ; lavatorios e toucadores : tudo no-
vo e bem frito, e por barato preco : na ra da Cadel
de Saulo-Aiitunio, armazem n. 21.
Fazeada de algodo
Idas.
Na loja de Guimaracs & C ra do Crespo, n 5, ven-
de-se a exccllente fa/.enda para toalhas de algodo,
trancado brauco, com 8 palmos de largo, pelo barato
preco de 800 rs. a vara.
Ol que lustro !
PRACA DA INUEPFJIDENCIA N. 33.
Scientifica-se ao Ilustre madamlsino pernambucano,
que, pelo diminuto preco de 1*800, vendem-se pares de
sapatos com todo seu brilhantismo : latvez nao cheguein
a lodos ; a riles.
- Vende-se uina rabeca de muito boas vozes: na
praca da Independencia loja n. 3.
Na ra Nova n. 12 ha para vender um grande sorti-
mento de chitas de cores fixas, a 140 rs. o eovado : as-
para
tbft
Fugio, no dia 30 de junho do crreme anno a pre-
ta .1 nlianii.i de altura rpgular, rosto descarnado dei-
dentada da frenle ; tem um lobinho no pe direito do
lado de fin a ; levou um vestido de ganga azul e pan-
no da Costa j usado ; snppoe-se estar ein Goianna, por
ser de l e ter no inesmo lugar uina lilha que dizem
ser escrava de urna parda que costuuia negnpiar no
serto ; foi comprada ha 14 mezes ao Sr. Jos Kabello ,
procurador de causas em Pernambuco e boje penen-
cente a Carlos llardy ourives francez: quem a pegar
leve-a a ra Nova n. 32,'que ser recompensado.
-- Fugio, do engenho Rais, da freguezia da Esc.ida ,
no da 2 do crreme o preto crioulo, de no V ku'
renco natural do'Aracnty altura regular d nospouco mais ou menos. Este prcto foi comprad* pc-
lo Sr. Uiogo Jos da Costa morador na ra Nbva des-
ta cidade ,a Joao Joaquim Pagil, do Aracaty e ven-
dido all a este senhor por Luis Carlos de Freitas ; des-
cona-se ter segnido para*o lugar de Campreste por
ter all pal e mai. Rnga-se as autoridades policiaes
capltaes de campo que o apprehendam e leveni-no ao
dito engenho, ou nesta praca a Rodrigo da Costa Car-
valho morador ua ra de Apollo que sero gratifica-
dos.
Fugio, na noile de II para 12 do correrite, um ino-
leque de nome I.ni/., de 15 annos natural do Araca-
ty ; he baix-u, de cara larga nariz chato falla descan-
sada e bastante dcschtoada : quem o pegar leve-o a
S.-Ainiio sitio de Manuel Cardozo da Fonseca ou Da
praca, ao mesmo a qualquer hora.
Fugio, no dia 21.de dezeinbro do anuo prximo
paisa do o pardo Jacob de 18 anuos sei-co do corpo ,
cabellos estirados ; tem falta de um denle na frente,
algumas marcas de bexigas e um pequeo lalho no ros-
to ; o mais visivelsignal he ter as costas a marca-de um
caustico : quem o pegar leve-o a ra Nova a Jos Lui'.
Perelra.
- Fiigiram. no dia 10 do correte, do engenho l.-
nimii iniu 2 escravos, sendo um pardo de nome
Francisco', de 25 a 30 annos balso, eorpolento cabel-
lo corrido acaboclado ps alguma oousa apalheta-
dos ; levou camisa de algodo azule calcas do inesmo:
o outro de nome Anto, de altura regular, cabra; i''1"
o embigo grande e um olho de menos j j tem estado
fgido por duas vezes para as partes de Una ; represen-
ta 30 a 35 annos. Roga-se as autoridades policiaes ca-
pites de campo c pessoas particulares, que-o apprehen-
dam c levein-no ao dito engenho,, ou nesla-cidade, a
ra do Queimado loja n. 6, que, am de se pagareui as
despezas que se fizerem se gratificar generosamente.
Fugio, no dia 13 de agosto pelas 9 boras da noile ,
da Vanea a escrava Justina, parda.de estatura regu-
lar ; nao he feia; representa ter 28 anuos. Esta escrava
pertence ao doutor Ibiapina. Quem a negar leve-a ao
pateo do Carino n. 9 a Joaquim Esperidlo da Silva
Giiimaraes ou a seu Irmo, Manoel Jos de Castro
Guimaracs, quesera recompensado.
Pf.IIM : NA TVP. DE M. F. DEFAMA. l^4'
SRGUE O SUPPLEMENTO.
MUTILADO
L


-
-
DIARIO
RNAMBU
I
!

'
N.18I.)
SPPLEMENTO.
(1848.
PERNAMBUCO
PROPAGANDA
MOMCEOPATlliC \
XI
Era medicina 01 fictos $o ludn, ai palirra, pout*.
f /ion verba.
PEKSBCUigO a' homop.opathia KM PEIINAMBUCO.
Ja nilo be possivel conscrvar-me silencioso a res-
peitodo ura novo genero de guerra que agora appa-
rece nesta cidado contra mim, porque propago a
homujopalliia, doulrina simples que pode ser com-
prehcndida por todos, menos pelos allopathas que
teem interesse em nilo consentir vulgarsacu"ode
". suas verdades, para que o povo nao venha a desprc-
zar os erros endeosados por essa gente. Ha alguns
diasfui convidado pelo lllm. Sr. Dr. chefe de polica
para apresentar cm na repartalo omcu diploma de
doutor om medicina, em consequencia de um ollicio
queaS. S. enviou a o CODCOlho geral de salubridade
publica. O lllm. Sr. Dr. chele do polica, coma ju-
vialidaile e polidcz que o caracterisam, depos de
liaver examinado'o dito diploma, vendo que todas
as formalidades exigidas pela lei se achavamcum-
pridas, disse-me que respondera convenientemente
ao tal concelho. Julguo entilo quenada tinhainais
com a policiaco me cumpria ir sogundo ineu eami-
nho, persuadido de que smente at ahi chegava
o poder do triumvirato medico d'esta cidade. Mas
enganei-me.
Eram 11 horas da manha do dia 4 do corrente,
3uando se dignou o lllm. Sr. subdelegado do Recife
evira minha casa ; o qual, dcpoisdc trocar com -
niigo actos de civlidade, me fez ver que, recebendo
do concelho de salubridade um ollicio acompa-
nhandoum aviso do Exm. ministro do imperio, em
edital manilado ltimamente publicar pelo mesmo
concelho, no querendo mandar-me Intimar a
existencia d'esse aviso e d'essc edital por meiriiihos,
vinha pessoalmenle fnzer-mo essa intimacSo. Tanta
deferencia o tanta delicadeza da parte do lllm. Sr.
Jos Joaquim d'Olivcira me penhoraram sobre-
modo, por serum verdadeiro contraste dagrosseria
e iniqudade do celebrrimo concelho geral de cele-
bridades, quequeria queeu I'sse intimado por mei-
rinhos.comoquese nisto houvesse alguma injuria !
Eis-aqu como om toda a parte se persegue a homoso-
palhia E quem sito seus perseguidores Os mdicos
E quem trata de desacredita-la Os mdicos. E quem
insulta os homesopathas ? Os mdicos. Emlim, a allo-
patbia vive de seus erros, morra quem morrer, o mo
soll'reque impunementn se digam ao povo as verdades
que Ihesiio do proveito; poique essas verdades silo
manifestadameiite contrarias aos interesses allopa-
tliicos.
Enlende o concelho dos tres que eu nao posso exer-
cer a medicina pelo systema homceopalhico. Causa
riso semelhante loucura ; e he pena que, sendo 68808
Srs. 13o prdigos de custicos, nilo recondena cada
qual a necessidade de trazer constantemente raspada
a.cahiVa, e um caustico aberto na nuca, para Ibes
curar esses desarranjos da intelligencia A le que
creou as escolas de medicina do brasil nao especi-
ficou o systema pelo qual deviam os mdicos de cu-
rar ; e nciii era isto possivel, porquanto seria con-
servar a medicina no statu /un, o subjeilar a nossa
populacho a um flagell maiordo que o do cholera
morbui. Como, pois, quercr-se-mc privar de curar
homcsopalhicamente?-Oaviso do Exm. ministro do
imperio diz queso nilo pdem curar os mdicos e os
cirurgies que nilo frem formados as escolas do
Brasil, e que se nilo tonham subjeilado as provas exi-
gidas pela lei. Ora, eu tenho nm diploma adquirido
em urna das-academias do paiz; logo, ncm seis mil
.concelhos de celebridades pdenlo privar-me do prazer
de ser til humanidade.
Agora pergunto ao concelho : quaes silo aqui os
dade. Empenharei mnhas frc^s, meus amigos e
minha fortuna a favor d'essas donzellas que teem de
ser o lenitivo dos doentes pobres, tratados pela homo--
opathia. Serilo ellas as enformeiras nos hospitaos
homcpopathicos. N3o he agora que cumprirei este
meu desejo. Eu anda estou szmho. Quiz tilo s-
mente prevenir-vos, para bem conhecerdes o gigan-
tesco da obra que em prebendo !
Pernambuco, 6 de agosto de 1848.
Dr. Sabino Olegario Lwlyero Pinho,
P. S. Recehi pelo ultimo vapor cartas de meus cor-
religionarios do Ro-de-Janeiro, da Baha ede Macei,
e estas cartas me trouxeram ptimas noticias da ho-
moomaldia as provincias do sul. Em Maceio nilo
tem a doutrna dossemelhantes soffrido a menor op-
posigfo da parle dos allopathas, alguns dos quaes se
acham dispostos a abra Dos os Ilumine, c nos os abracaremos com muita
satisfac.fo.
Dr. l.udgero Pinho.
>
>
>
No primeiro consultorio homoiopathico de
Pernambuco seda consultas, e se faz distri-
buir gratituitamente remedios aos pobres
que se apresentarem munidos de attestado
passado pelo reverendo vigaro de sua fregue-
za, ou pooutro qualquer sacerdote, desdeas j|
duas horas da tarde ateas cinco. "*
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
^AMAA:ftftMAMAM^M^MM'l!#
boticarios que sabem preparar medicamentos homa'-
opalhcosi1 He do seu dever ndirar-m'ose sera isto'
mais til do que mandar-me intimar a existencia de
editaes. Oquodiria esse bom amigo da homocopa-
thia, o Exm. Sr. senador Bernardo Pcrera de Vas-
concellos, elle que quer acabar com a medicina oficial
ffovernaUva, se viesse a Pernambuco e vesse um go-
vprno medico que manda as autoridades que faijam
^ii*to e aqullo ? Nilo se importa o concelho com os
| y V^iospitaes no centro da cidade, c com os ciiterramcn-
los dentro das igrejas ; com as boticas que vendem
agoa suja cm lugar de remedios, com os boticarios
que, em lugar de darem elhcr ntrico, dilo acido ntri-
co, assassinando assim os pobres enfermos ; com
asporcariasque existem por essas ras, e que sao
verdadeiros focos d'infec^ilo ; nada, nada d'isto im-
porta ao clebre concelho, porque todas essas causas
de destruicilo servem de muita utilidade aos seus
membros, visto que sem molestias niio existem m-
dicos. De que utilidade serve, pois, o concelho geral
de salubridade publica de Pernambuco '! O seu pre-
sidente ganba 1."200?000 rs., e os outros membros um
ordenado proporcional. Paga-Ibes a provincia e ellos
vlvem em santo nciojeu nico scivqo que fazem
he verdaderamente um mal, que be quererem pro
bibr que o povo receba os benelicios da homoaopa-
tbia.
Srs. doputados provincaes, atteiule ao que vou
dizer. No Ro-do Janeiro existe una academia im-
perial de medicina; seus membros servem gratui-
tamente. O governo manda ouvir a academia, quando
se trata de negocios que possam interessar a sade
publica ; e ella se reduz smente a dar sua informa-
dlo, ou propr alguma medida sanitaria ; porm essa
academia nilo governa. Na Baha existe um concelho
de salubridade, composto de 12 membros, quetam-J
bem servem gratuitamente. O governo ouve-o quan-
dose trata do queslesde medicina,c elle se reduz
a darsufl informaclo, ou propr medidas que julga
convenientes salubridade publica ; porm este con-
celho tambem no governa. Porque rasilo nao ser-
vem os membros do coneelho geral da salubridade
publica de Pernambuco tambem gratuitamente ? Por
que rusSo ha do este concelho governa'r ? Tero seus
membios menos patriotismo do que seus collegas da
corte e da Babia ? .Nao sei.
Srs. do concelho, eu quero fazer mais bem vossa
trra do que vos o ha veis feito. Nao bes a homceo-
pathicfque cu aqu vim trazer; he mais urna cousa tilo
til como ella. Eu quero instituir em Pernambuco
una sociedade, que oulra cousa niio he mais do que
a irmaudadu de San Vicente de Paula, que tem por
lini sustentar a coiigregac,ao das iriuas da cari-
PROPAGANDA HOMOOKPATHrA.
F.m medicina ot factos l&Q ludo, eai palavraiptiuco.
Ros non verba.
Quando charlatilos exploram a credulidade publi-
ca, convm que o homom prudente, e que detesta
esses meios de industria, aprsente ao povo a ver-
ade ; e, como para o propagador da homooipathia
os factos s;li. ludo e as palavras pouco, abaixo trans-
crevemos o discurso do clebre Mr. Andral, membro
distincln ilo instituto de r'ranea e professor da es-
cola do medicina de Paris. CraiMB que em ponto
algum do globo, a que tem chegailoasciencia, nilo ha
pessoa nao desconoca quem he Mr. Andral; e nin-
guem athojeaindi pozem duvida o saber profundo,
probidade e bou f desse homem Ilustre, que to-
dos amam, por ser um dos ornamentos das scioncias
medicas.
Em outros nmeros daremos ao prclo outros discur-
sos, e entilo o povo convencer-sc-ha que silo os fados,
para que appella o propagador, que condemnam a
honiu'pathia, e vira a conhecer que essa doutrina ab-
surda se acha destruida atea ultima pedra. Se o povo,
apezar dos factos, julgarque deve rrer no que com
palavras fallazes se Ihe diz, s de s sedever quei-
xar, quando chegaro momento do conhocero engan",
como ja por vezes Ihe tem succedido.
C. S.
ACADEMIA REAL DE MEDICINA DE PARS.
SESSAO DE 17 DE MARCO DE 1835
Presidencia de Mr. I.isl'ranc. .
Discnssad sobre a humieoputliia.
a Mr. Andral: S refutaiei una asserciio de Mr.
Itard. Elle pede para llaliiieuianu a mesma toleran-
cia que foi concedida a Rasori; covenho nsto, mis
a concedemos. Por acaso, quando a doutrina de Ha-
lad foi importada Franca, se Ihe concederam dis-
pensarios em que foi exclusivamente posta em plati-
ca? De nenhunia sorle; cseelle stivesse pedido, ne-
cessariotera sido recusa-los A exprimentacilo Celta
por este modoheperigosa; mas nao faltam mdicos
dispostos a tentar com prudencia esses cnsaios nos
hospitaes He o que foi platicado com Rasori, he o
que se pode fazer com llahnemann; porque, se o
ensaio tem mo resultado,esta-se no caso de mudar
de prtica.
" Admlto,com Mr. Itard, que convm prestarmais
tlenr^ao aos factos do que aos raciocinios. Pois
bom Eu submetti essa doutrina a experiecia ; hoje
cont 130 a 140 factos colhidos, com toda a boa f,
em um grande hospital, sb as vistas de numerosHS
lesleinuuhas ; para evitar qualquer objecc.io, servi-
me dos remedios da casa de Mr. Cuibourt, que t-m
urna botica honiu'opatica, c cuja severa exactidflo
he bastante conbecida ; o rgimen Tui escrupulosa-
mente observado, o oblivo das religiosas do hospi-
tal um rgimen especial para esses doentes, tal como
llahnemann o exige. Disseram-me entretanto, ha al-
guns me/es, que eu nao fui fiel a todos os preceitos
da doutrina Dei-me, pois, ao traballio de recoine-
Qar; estude a pratica dos hommopatas parisienses,
do mesmo modo que havia estudado seus livros, e
tive de convencer-me que elles no obra va o dll-
ren temen te do que eu tinha feito; e allirmo que puz
nesses tratamentos, tanto rigor, quanlo he possivel
qualquer pessoa.
" Ha vam duas series de experiencias a fazer. Con-
viidia prinieilamente saber at que ponto se pode
produzir sobre o homem sio molestias semelhautes
aquellas que se pretende curar, e sobreest ponto,
para n3o deixar a menor duvida acercados resulta-
dos, deviamos escolhor os casos mais positivos.
A quina ofTerecia-se em primeira linda ; salie-
se que, segundo a doutrina, ella niio cura a fe-
bre intermitiente, son.to determinando por si mes-
ma accossos somelbantesjso, pois, ella nao produ-
case accessos semelhautes, toda a theoria desmoro-
nava. Eu mesmo. e mais 11 possoas em bom es-
tado de sade tomamos a quina Ao principio, se-
gundo as prescripedes de llahnemann, em dses fio-
mceopathicas; "e ella nada: fez; depoisemdses
ordinarias, subindo successivamente, e debaixo
de lodos as formas, o p, o extracto, e emlim o sulfa-
to de quinina do que tomamos desde 6 at 24 graos
por dia. Essas experiencias fram continuadas
por inuito lempo,"recomecadascm diversas estacos,
debaixo do diversas conslituicoesathmosphericas.
" Nenhum de nos nada experimentou, nem mesmo
a mais ligoira apparencia de umaccesso de fobre.
Alguns nada experimentaran! absolutamente : esses
tinham um bom estomago; aquelles que tinliam o
estomago fraco, queixaram-se de angustia, ccpha-
lalgia, etc dependente da roacco do estomago.
Com um pouco de-exageracilo s de nos dependera
engrossar esses symptomase fazer tal ou tal moles-
tia, seguudo tivosso querido a doutriaa; masesla-
vamos de sanguc fri : sademos o que he um acces-
so de febro ini'jrmittcnto. Eu o repito, nilo nos
apercobemos do menor indicio. "
" Depos da quina, experimentamos o acnito."0
acnito, dizem os homueopatas, vale a sangra nos
casos de febre geral. He presso, pois, que sobre as
possoas cm boa sade elle determine alguma cousa
que paivea com urna febre geral ; nos o ensaia-
mos em vo. "'
" 0 enxofre cura, dizem, a sarna produzindo urna
sarna artificial, nos tomamos o enxofre, e nga
livemos a sarna.
" A rnica tem maravilboso resultado as con-
tusOes ii; assim, segundo Halinemaun, ella produz
sobre o homem silo dores contusas ; pois bem !'' foi
em vo que a ensaiamos.
" Experimente! desta maneira as substancias mais
galladas, aquellas cojos cffelos deviam ser os mais
claros. Mas, senhores, devo apresentar urna re-
llcxilo. Eu deveria ter posto em meu chapeo todos
essos medicamentos, e tira-ios ao easo para expe-
l menta-Ios ; porquanto, segundo a materia me-
dica pura de Hahanemam mesmo, lodos diio pou-
co mais ou menos os mesinos symplomos, iliTres, cc-
phalalgas, atordoamenlos, &c Seja oque l'r, esses
ensaios duraran! um auno ; nunca produziram re-
sultado algum. He, pois, inexacto dizer-se que os
remedios determinam molestias semelhantes aquel-
las i(uc elles curam
" Mas, finalmente, curam elles realmente!' He una
oulra qucstio, a mais importante a resolver para a
pratica, e ella exiga urna oulra serie de experien-
cias. Essas experiencias fram leitas ; ja disse
com que cuidado ; accrescentarei que lenho em mi-
nha casa todas as observaces, cuidadosamente CO-
Iludas dia por da.
" Tomei tambem parosla serie os casos mais po-
sitivos ; e em primeiro lugar as l'ebros inlermilleii-
les. l'm corto numero foi tratado por meio dos
glbulos de quina ; alguns cuiaram-se ; mas
sabe-se que alguns se curam naturalmente, o ternii-
naces seiiielhantes nada provam. Os outros resisti-
rn! rendidamente, > o por lini vi-me obligado a
voltar ao methodo ordinario, que as fez desappa-
recer rpidamente. Tenho anda um caso desses cm
minhas salas.
" l:mamulldodemolcsliasaprescntam esto appa-
relho de syinptomas, que Pinel chamava febre n-
llainmatoriaou angiotenca ; esta ledro, qualquer
qaeseja entretanto a uatureza ea sede da affeceflo
queelia acompanlia, do irresistivelniente combati-
da, segundo Hahneniann.pelo acnito." Adnii-
nislrei o acnito em mais de 40 casos : "em nenhum
elle exereeu a menor influencia ; o pulso c calor fl-
caram da mesma forma. > Nilo convein uestes casos
esperar oito dias pelo elfeilo ilo medicamento, e
dizer depois :a febre declinou ; porquanto salie-
se que ueste espaco do lempo por si mesmo loria de-
clinado.
' Combata sypllis sol todas as suas formas, ul-
ceras, excrescencias, vel de. llahnemann, e sobre tu lo pelos glbulos de
thuya, aos quaes o reformador alternan vota urna
grande confianza. A molestia no cessou de'progre-
dir. Traloias ulceras como ungento napolitano,
e a cura foi rpida.
"Tratei osrdeumalisinoscom febre ou sem ella, por
meio da bryona, o colchico, &C. : nunca esses
meios lizeram cessara dr. Tresdiasdopoissangra-
va, e voltava completamente aos meios ordinarios
que faziaui promplainculc i'ecuar a molestia.
llahnemann nao conhecc pneumonas, propia-
mente fallando ; ello niio V mais do que urna u-
ii i a n, ou um ajuutameuto de syinptomas, dentro os
quaes escolhe o predominante para combat-lo.
t'iz como elle ; e no ajunlaineiilo dos symplomas
pneumonicos, combat o predominante, ora por
meio do acnito, ora pela belladona. Quando a
pneumona era ligoira, segua sua marcha : quan-
do era grave, a de mal a peior, o me furtiva bem
depressa a por termo a essa therapculica Ilusoria
" Eis o resumo de minhas experiencias. Se a aca-
demia julga nocessario nomear urna eommissao,
oirereQo coniinunicar-lhe todas as particularidades
( 1 icos applnusos. )"
i Continvnr-se-ha. )
podrmos prestar nosso fraco apoioao systema mo-
narchico constitucional representativo, que feliz-
mente nos rege.
Se di e.c levilate procesieril, con-
lemnendum etl : si ex insania, mi-
scralione diani'iimum ; ab in-
juria, remitlendum. i Ltg untca*
i'orf. Si quis imptrat. malid. )
Debaldc se empenhamo ardil ea pertinacia,quando
para a sustcutaQo de principios epitomaros, ou m-
praticaveis, njjoduvidam lanearmao de recursos in-
decentes, e ouensivos as convineces d'unia corpora-
gtfo que, pola sua posigfio vantajosa na sociedade,
se torna incapaz de receher insnuacos ile qual-
quer genero, e, pelos seu., elementos de vida, piule
convenientemente repell-Ias. Debalde sacansain os
defensores d'uma causa dosacteditada e reconheci-
damente perivosa, quando, na ancla de contar adep-
tos, ou inculcar que OS tem, recorro ao eniprestim
das ideias, atlribiiiiulo falsamente aos outros a-
quellas que, nTio pdendo fazer echo no coracao sin-
cero, ou na mente reflectida, mal pdem despertar
scnlmeiitos vagos e nclinac/jesperneciosascntrc os
incautos e ambiciosos, ou ntreos malignse vi-
sionarios.
Fallando d'ost'arte, nos nos referimos ao Grito da
Patria, o qual, em um dos seus estoicos impotentes,
eiiteiideii que devia ciinstituir-se orgo do eorpoaca-
dmico oliudense; e, desnaturalizando a suavenla-
deira e firmecrenca, oapresentou aopublco como
sectario de doutrinas exageradas, cujii ell'eito nico
tem sido a perturbadlo da paz em tudas as partea
ilo mundo, em que desgracadamenlc diio encontrado
apposlolusquo, apregoaudo-se com toda a pompa os
defeiisores da humiinidado, nada mais teem feito do
que inmolar centenares de homens no altar levan-
tado ao seu egosmo e feroz ambicffo.
Sim, nascdo debaixo dos auspicios das garantas
de un governo livre, como diz o Grito da Patria, he
impossivel, dzemos nos, que o corpo acadmico
retrograde aleaos lempos em (|ue o despotismo, com
osen forrenhojugo, tolhaos progressos da intelli-
gencia, ecoudemnava o homem miseria e a inaccSo:
lie impossivel que elle deixe de abracar com todo
o ardor as dejas generosas e verdadeiranieiite phi-.
losophicas que o correr dos lempos ha trazdo e di-
vulgado : mas bem longo esta elle de adherir a es-
sas ideias extremas, falsa- e enganosas que a dialee- ii
tica corrompida dos especuladores polticos preten- |
de fazer germinar entre as classes inferiores da so-
ciedade, com o fin nico de perturbara orden pu-
blica, para satisfazerdo mellior modo possivel as
suas paixoes ignobes, osen desojo insano de ni-
perar um dia.
A academia oliudense se prepara, de verdade, nao
para sustentar as instituirte Ubrrimas do Brasil,
mas simas hvres instituiefles de que elle ja goza ;
as quaes, se melhorarem os costumes, se su dispen-
sar com a educaQilo da mocidade os desvelos o soli-
citudc que ella exige, se finalmente apparecer nre-
llior boa f entro, os homens, silo sullicientes para
fazer a felicidade dos Braslleiros, sem que seja mis-
ter abalara sociedade em seus fundamentos, planta-
nova oiilem de cousas, e sacrificar victimas aos fu-
rores da demagogia.
0 corpo acadmico, pela maior parte, condece mu-
to bem quanto de liberal a constitu^So poltica do
imperio ; e no esludo das suas priuieiras bases tem
contrado a expressao genuina d'esses grandes pen-
samentos que, ja antes do apparecimentn da joven
repblica franceza, dominavam o mundo civlisado ;
e, na apreciadlo da totalidadedas suasdisposicOes
CORPO ACADMICO DE OLINDA.
Causou-nosverdadcira sorpreza a manisfestacao de
jubilo c reconhecimento que, no Grito da Patriado
5 de agosto, em nomo do corpo acadmico de Dunda,
lio dirigida aos estudanlQs das universidades da tran-
ca, Allemanda e Dalia, pela parto que tomarain nas
crses por que acabam de passar esses paizes : nao
OOnbinos mesmo, sem se consultar o pensamento
que sobre os movimentos da Europa tem formado
o corpo acadmico de blinda, em seu nome, c sb
sua responsabilidade, se publica um artigo prenhe
de ideias contra as quaes a maioria, seniio todo elle,
se pronuncia.
Longe de censurarmos o proced ment patritico
dos nossos companheiros de estudo na Europa, res-
petamos as suas ideias como filhas da mais bella in-
tenco, qualoaperfcicoamentodas nstilUcOcs po-
lilicas por que querem ser regidos lamentamos,
porem.quea rcalisacilodo seus principios progres-
sislas e philosophicos enconlrasseo maior ilos obs-
tculos na tendencia que acontpanha sempro o povo
a abusar da liberdade que se Iho procura, substl-
tuindo-a pela licen?a. Dessa tendencia popular nao I
seeximio a Franca mesma, centro da civlisaQaoeu-jpartilham,
ropa ; e oxal os nossos companheiros de estudo,
\im dia, e talvez niio tarde, niioso arreqendam de
ter pugnado pela prtica das sublimes theorias do
tem reconhecido igualmonte que o legislador bra-
sileiro oonsagrou n esse cdigo fundamental os prin-
cipios mais animadores e capazos de desenvolver
e garantir o germen das virtudes cvicas que ca-
racterisam singularmente o cidadiio amanto do seu
paiz.
(1 corpo acadmico, anda nao viciado pulas mise-
rias dessa poltica que o Grito appollida du inte-
resse e fraternidade, nao pode deixar de depositar,
como a parte pensante do paiz, as suas esperanzas
na conservagffo das instituosles actuaos, cujas van-
tagens e excedencia Ihe proporcionan! un futuro li-
songeiro, se, Iridiando o camindo da virtude, e pos-
tergando as seduccoes do individualismo, conse-
guir o aperfeQoamenlo o as reformas que o bello
systema que nos rege anda pode comportar.
Nilo he no exeniplo do povo francez odosestu-
dantes das universidades da Franca, Allemanha t
Italia que se encontra o ponto o foco para onde de-
vem convergir os principias de sal vacilo univelsal.
N.io; por que esse exomplo, demasiadamente funesto
por aquelles que o diio, acarretaria desastradas con-
sequenciasquellesque em urna situa^ilo inteiramen-
te diversa, cercados de circuinstancias Jilleeisede
elementos os mais heterogneos quizessem estpida-
mente omita-lo. Exemplo, que tem feito da Franca
o pal naco da Europa culta, eattrahido sobre ella o
escarneo e a derisao de sua rival, que, preservada da
delirio liberticida, ja qu.1si a conten pa decaden-
te, com vistas de conipaxilo. Exemplo que em
vez d'essa salvacjio universal, tem causado a discor-
dia e a desolacflo nos estados em que ha encontra-
do irrladores ; e que, finalmente condiizindo tudo a,
una completa anarclia, parece annunciar a ap-
proximacilo dooccaso em que, segundo a ordein na -
tu ral das cousas, se tem de esconder os mais flores-
eentcs estados d'essa parte do globo.
Sem duvida, os'cstudaulcs d essas respeitaveis uni-
versidades silo credores da tonsidera?3o dos seus
collegas olindenses, felicitan), nao pelos esforcoscom que bao procurado
o Iriiiinpho dos principios republicanos que nilo
mas sim pelos que tiverein ainpregado
direilo publico. Nos amigos, da liberdade legitima
subordinada aos principios da i asilo; habitando um
paiz onde o povo exercita completamente a sua so-
berana, ondeo throno longe, de um obstculo a
liberdade, hoa sua mais firme garanta ; um paiz, li-
nalmeule onde, o elemento democrtico marcha em
perfela harmona com mocarchco, nilo podemos
iuvejar a sorle d'aquclles que quorem ir alem, dan-
do ao povo um direilo que por extenso Ihe nilo
alcanca.
Estes sentimentos, pois, de adheso ao throno e a
Iberdade bem entendida, silo a que aiiimam o
corpo acadmico de Olinda, o nossos esforcos em
busca da sciencia, os sacrificios os que nos lomos
subjeilado, seso esquecidos ao momcalo cuique
para levar a sciencia ao seu mas alto grao do esplen-
dor, 0 derramar por todo o mundo as luzes que co-
piosamente demanain d'essas fontcs que o estudo je
moditacSo teem tornado tilo abundantes,
Corto, nilo podemos descobrir o fundamento bas-
tante que impellio o Grito da Patria, peridico re-
publicano, a arvorar-se em interprete dos sentimen-
tos do corpo acadmico d'Olinda ; porque tanto n3o
existe essa ideutidade de principios polticos entre es-
tes eos outros da Europa, que, na invaso quas geral
dasideias republicanas, que occasionou n'esta Ierra a
noticia da proclamado da repblica franceza, foi
um acadmico o primeiro que pela imprensa desap-
provou e coiribalen estas ideias tempestuosas, re-
cordando a.bo'ndade da nossa constituiefio, e fazen-
do ver qu a causa- (los males que solVrcmos nilo
esta na forma do governo, e nicamente nos homens
que gOYcrnuui. Couseguiulomeute, no pdia. essa.


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corpoiaQio deixar de patentear o sou desenntcnta-
mento, vendo que a sua adhesilo monarchia cons-
lituicional, tantas ve/es manifestada, a nflo podra
acnbertar de tilo fementida mputaeilo, e em sua
-maioria I polo menos ) repelle esta insinuac&o que
repula dcsfavoravel : e niio seria fora de proposito
iflOiipplicar a estf artefacto cavilloso do Grito da Pa-
tria as palavras que Theodozio, Areadio e Honorio
escrevam a Itulino, prefeito do pretorio, manifestan-
do-lhi a resoluc3o em que cstavam de n3o punirem
os que dissessem mal da scu governo, e que nos
transcrevomos no principio deste artigo.
*
Correspondencias.
Srs. Redactores. -- lia poucos dias recebi o favor da
V. S emfaze imprimir no sen importante Diario, a
defrsa por mim feilaa meu lilho e amigo, o hacha-
re! Antonio TristSo de Serpa Rrandiio. e como fossem
fundadas as informales vocaesque pude obter de
pess\as de boa ft1, e amantes da verdade, nfio quiz
com tudo .confiar inteiramenle nessas informales
por isso me dirig as autoridades que assistiram,
por dever de seus cargos, ao ajuntamento popular do
dia 26, na ra da Praia ; e temi esses Srs., o Exm.
Sr. coronel e commandante das armas e os lllms.
Srs. juiz munissipal e subdplegado, honrado me
com as suas respostas por escripia, as quaes desojo
Reiam impressas, ilellas se manisfesta que meu
lilho, longe le insuflar o povo para crimes naquella
OCCasSo, foi um dos colaboradores para acalmar
os nimos irritados, e fazelo dispersar: e assim
rogo a Va. queiram oontiuuar-nie o mesmo favor
com a inipresio destas linhas, e respostas das auto-
ridades.
Antonio Tristao de Serpa llrandao.
" IIIni. e Exm. Sr. coronel e commandante das ar-
mis,l!ento Jos l.emenba I.ins.Desejando eu entrar
Dointeiro conhecimento na parte que leve meu fllho,
o hacha re Antonio Tristao da Serpa Brandffo, dos
acontec men tos dos dias 2( e 7 do mez prximo
passado, na rua da Praia ; pos isso que, tendo-ine in-
formado das melhores pessasqueallise acliavajo, me
dzem que, quandomcu (ilbocliegra, jseachava re-
unido giande adjunto dos desonleiros, e j tinhama-j
contecidoasduasmorteae algunsfermentos, e que'
meu lilho foi um dos que trahalharam para acalmara!
irritaefio popular, o outros dizeni o contrario, de quei
meu lilho insullava a irritacSo : ueste sentidodi/.cni |
estar elle comprehendido na parte criminosa destes
acontec- montos, c tambem me dzem que osqueas-
sm fallara sSo alguns compromeltidosquc, para seli-
vrareril da imputarlo, procuran hincar sobre meu li-
lho a participarlo deste orinio. V. como eu descojo, e
interesao muito conhecera verdade, por isso me di-
rijo a V. Dxa.como autoridade militar e superior
que ic acliou tambem no referido lugar, e deve es-
tar bem informado de lodo este negocio, se Ihe nao
constou ter ido meu lilho ao supradito lugar do
tumulto, mi dia -M do me/, p, p por Ihe lizereni ter
sidu mortu o seu primo, o cadete Cordeiro, por.umj
Portuguez. Oque rogo-lhe queira ter a hondade de
me esclarecer em duas palavras sobre o que levo
dito, u pe;o a V. V.\c. que me permita faca USO da
mesma sua respostacomomeconvier.
" Dos Guarde a V. Exc. pormuitos anuos. E sou
com respeto De V. Exc. subdito allentissmo e
criado.
A ntonio TristaO de Serpa llrandao
Recite, 2(i de julho de 1848.
'llm. Sr. Antonio Tristao de Serpa lirandao.
Em icposta ao que de mim exige, respondo-lhe que
no da 26 do mez prximo passado, quando acon-
tecern) os desagradareis acontec mantos da rua da
Praia, tendo-me dirigido com urna frca aqucllc lu-
gar, para fazer dispersar os grupos de povo que all
so acliavam reunidos, e ehegando eu ao largo da
rilieira, mandei fa/er alto i tropa, e mandei inti-
mar aos grupos que se dispersassem : foi entilo que
parle do mesmo povo se meapresentou urna comis-
siio na i|ual vinha o seu lilho, o l)r. Brandfto, dizendo-
mc que lodo povo eslava desarmado, c de prompto
dispersara seeu consentisse o sercm varejadas duas
casas, que se dizia estarem ncllas < Portuguez que
ferira ao cadete Cordeiro, ao que annuindo eu, assim
se verificou, e nesta ocasio por las vezesvi o dito
seu lilho fallar ao povo, di/endo que se aquielasse, e
o dcixasse fallar. Com isto timbo respondido a sua
carta. Nao o vi insuflar o povo.Sou seu aliento ve-
nerador e obligado.
liento Jos Lemcnha Lias. "'
" lllm. Sr. Dr. Joaquim Antonio de Furia Abreu e
Lima. Desejo como pal, e para mostrar ao publico
a verdade dos acontecimentos do doloroso dia -26 do
mez prximo passado, no lugar da rua da Praia,
por ter ouvido fallar em meu lilho, o bacharel Anto-
nio Tiislio de Serpa Itrandao, 6 como V; S. se acha-
va nesse tempo exercendo a vara /le juiz munici-
pal interino, e como autoridade doveria ter com-
parecido a esse lugar, recorro a V. S. afim de me-
lizerao pe desta, se o dilo men lilho, achou-se
nesse lugar, por ser nelle olfendido um seu primo,
Jos da Costa Cordeiro: se no principio do mesmo
acontecimiento, ou depois delcreni hvido as duas
morios, e alguns forimentos, elle nsuflou o povo, ou
teve parto nesles aconlecitncnios ; a que tudo espo-
ro me responda com clareza a respeito, e junta-
mente pero me conceda que faca uso de sua respos-
tacomo me convier.
" Dos guarde a V. S. por muitos annos.-- De V. S.
I lento venerador e criado.
Antonio Trisito da Serpa tiando.
" Recifc, 4 t'e julho de I48.
" lllm. Sr. majar Antonio Tristao de Serpa llran-
do. Em rosposta a honrada carta de V. S., eum-
pie-medizcr-llie que, na qualidade de juiz munici-
pal suppleiite, me dirig a rua da Praia no occasiao
em que se commetleram os horrorosos fados por
V. S mencionados, e ah encontrando o Dr. Anto-
nio Tri>tfio de Serpa Brando. com elle fallei duas
ve/es e nessa oceasio nflo o vi insuflar ao povo.
Com respeito sou -- De V. S. altencio.-o venerador e
criado
Joiu/uim Antonio de Furia Abreu Lima.
Recife, 24 de julho de 1848.
" Sr. Jos lligino de Miranda.Desejo, como pai, e
para mostrar ao publico a verdade dos aci-nteci-
menlos do doloroso dia 26 do mez prximo passa-
do, no lugar da rua da Praia, por ter ouvido fallar
em meu lilho, obacharel Antonio Tristao de Serpa
BrandSo, e como V. S. he morador no dito lugar
recorto a Y. S. afini de me dizer, ao p desta, se u
lito meu lilho achou-se nesse lugar, por ser nelle
olfeudido um seu primo, Jos Cordeiro Brandao : se
no principio do mesmo acontecimento, ou depois de
leretn havidoas duas mortos, e alguns ferimentos.
elle insuflou o povo, ou levo parte nestes acontec
mentos; oque tudo esperme responda com cla-
reza a respeto, e juntamente peco me conceda que
faca uso de sua resposta como me convier.
Dos guarde a V S por muitos annos e dsponha
dequem lio-De V. ltenlo venerador e criado.
Antonio Tristiio de Serpa Ilrandio
Recife, 24de julho de 1848. "
" lllm. Sr. Anlonio Tristiio de Serpa Brandio.
Achava-me cm casa quando ouvi dizer que no fin
desta rua havia una desordem ; corr a varanda o
com effeito vi alguns soldados de polica, algumas
pessas do povo, balceiros, e muitos escravos, comet-
iendo grandes attentados, que tanto me consterna-
ran^ por que ja apparociam mortcs e ferimentos que
me obrigaram ao ineio dia ) ir passando pelo lugar
da desordem al palacio a reclamar do governo pro-
videncias, e voltava para minlia casa quando vi que
o ajunlamenlose tinha tornado maior, mas nflo
eslava tilo feio ; logo depois pelas duas horas da
larde chegou o Sr. Dr. chele de polica, e o Sr. com-
mandante das armas com a cavallaria eo4. batalhflo
de artilharia foi quando ahi vi lam bem oSr. Dr. Ser-
pa Brandflo, que ino disse all ter ido em em conse-
cuencia da noticia de terem morto a seu primo, o
cadete Cordeiro porili, unindo-se a nos fez-se
calmar o povo e o Sr. chele do polica, vendo o meu
empenho a favor da ordem, disse-me que me nome-
ava subdelegado, e que como tal queeu me cnear-
rogasse.de dessolver todos aquelles grupos; o Sr.
commandante das armas aprovou muito a minha no-
mea^flo e fez por amiulia desposi^flo 20 homens,
que serviram para postar senlinellas nos armazens
que esta va m arrombados, e cu ajududode alguns
amigos e do inosrno Sr. Dr. Serpa Brandflo, de-
pois que se deu um varejo em varias casas em busca
do aggressorque ferio ao Sr. cadete Cordeiro, dis-
prselos grupos inteiramenle, a ponto das.' horas
da tarde nao haver mais nada, um so grupo, e a esta
hora retirou-se o Sr. Dr. Serpa Brandflo. He o que
lonlio a asseverar a V. S. em abono da verdade ; e
poder V. S. lazero uso que Ihe convier. Sou de
V. S. sen muito venerador obligadoe criado.
Jos lliijinin de Mirandu.
Recife, 26 de julho de 1848. "
2
" llm. Sr. juiz municipal Diz Joflo de Almeida
Monteiro, vce-consul de S M. Fidelssima nesta pro-
vincia, que precisa, a bem de sua pessoa, que V.S.
Ihe mande passar por certdflo o lihello crime de
Antonio Alves Jnior, por crime de rouboao oun-
ves Antonio Jos da Silva, o outros commettidos ties-
ta cidade, que devem constar do cartorio do juizo,
portanto -- Pede a V. S. se digne deferir na forma
requerida E. R. M.
" Passe. Macei, 9 de junlio de 1848. Menezes.
" Manoel Francisco llrauna, escrivaO privativo do jury
desta cidade UM municipio, c das e.vecues civeis
da mesma cidade prvido, competentemente, etc.
" A todos os Senbores que a presente virem certi-
fico que o teor do lihello pedido na petiQilo supra,
he o soguinte : Por va do lihello crime aecusa-
toro, diz a justiga autora contra o reo preso, Anto-
nio Alves Jnior, o soguinte: -E sendo necessario
- Provari, que o reo Antonio Alves Jnior, nesla ci-
dade, na madrugada do dia 35 de oulubro do corren-
te anno, abrir a porta da frenlcMa casa -le Antonio
Jos da Silva, que se achava na igreja a ouvir missa,
e de dentro da casa desle carregara um bahu que
so achava trancado e onde o mesmo Anlonio.Jose da
Silva linha sua roupa, e 400^000 rs. cm notas de di-
versos valores. Isto posto Provara que o reo
furlira a roupa c o dinheiro que se achava na mala,
razendo violencia ; porque para o conseguir OI pre-
ciso limar a (echadura da mala, na parte que vulgar-
mente se chama nariz.- Nestes termos-- Provara
que o reo deve ser condemnado com as ponas do ar-
tigo 269, do cdigo criminal, no grao mximo, por
se darem as circunstancias aggravanles do artigo 16
ns. 13 e 14 do mesmo cdigo criminal. -- P. R., e
C. de J. P. P. N. N.,eC.~ O promotor publico,
Vanoel Sobral l'int: E nada mais so continua em
dito libello, do que o que dito fica acuna, que eu es-
crvflo heme fielmente tiasladei dos propnos autos
crimes a que em ludo me reporto, e vai na verdade
sem cousa que duvida faca. Passada nesta cidade de
Maco, aos 9 dias do mez de junno do auno do nas-
ci monto de Nosso Senhor Jess Christo do 1848, vige-
simo-setimo da independencia e do imperio do Bra-
sil.- Maceio, 9 de junho do 1848. Em fe de verdade
C. o C. por mim escrivilo.
" Manoel Francisco Urauna. "
Srs. Redactores l.i com sorpreza a publicacfio a
podido inserta, no Diario n. 121, de 29 de maio pr-
ximo passado, em que o Sr Antonio Alves Jonior
se quixa de ter sofFrido a mais atroz prepotencia, e
de tur sido deportado por meuaccrdo, suppondo-
me scu gratuito inmigo. Dovo, portadlo juslili-
car-ine le urna aecusaefio calumniosa, o mostrar ao
publico que nenhumn paite li ve na prsfloe embar-
que lo Sr. Antonio Alvos Jnior com) sem ne-
nhuin fundamento seaniscou a iniputar-iue.
O Sr. Antonio Alvos Jnior veio de Pernambuco
para esla cidade sem passaporte, como comprova o
documento n. i, o emquaiito aqui residi, nunca se
apresentou no vice-consulado portuguez para se
CORRESPONDENCIA IIOMOEOPATIIICA.
Sr. Cwapuceiro. Nflo quizemos, quando locamos
om seu nome, censurar o seu procedmento, elogi-
ando o doitlor dos culos;; s) foi nossa intciiQflo pro-
vocar sua franqueza, e mostrar quauto podem pa-
lavras seductoras e fallazes, mesmo sobre pessoas cm
quem, como om S. S., reconhecemos bstanle ns-
trueefio e agudeza de espirito.
I.ouvamos seu scepticismo, c desejramos que em
nossa Ierra todos o tivessem, ao menos cm militas
cousas, para que os eharlatfles nflo procedessem
como temos vislo, o nflo se recehesse como caso jul-
gado aquillo que a experiencia tem rcieitado em
todas parles do globo. A homicopathia, que foi
.labililrar, ignorando en por consequencia a sua na-
cionalidade, o nflo o conliecendo, senflo pela noticia forjada pelo recobro de llahnemann, sem que para
lo mao concom que cm geral delle o publicla- istoconcorrcsse a experiencia, he:iira meiodeexplo-
zia ; fui preso pelo rouho que Ihe imputaran!, como
se v do documento n. B; sendo absolvido pelo ju-
ry julgou o governo da provincia, a requiSiQfiO do
ciofe do policia conforme o citado documento n. 1,
quo o devia embarcar, por si.pi r perigosa e preju-
dicial a continuado da' sua residencia nesta cidade.
He obvio que, 'nflo saliendo eu se o Si. Antonio
Alvos Jnior era subdito portuguez, e nflo me leu-
do dirigido, durante o lempo que aqui residi, re-
querimenlo algum de queixa, pelas perseguices
que suppoom ter sotfrido, eu nao devia nein po-
da protegilo, mxime sendo aecusado de crimes
que eiivergonliam quem os protege, e tendo conlra
si a opiniflo goral do os ter platicado.
He, portadlo, injustissima a arguieflo que me faz
oSr. Antonio Alves Jnior; sendo corto que eu nflo
posso sor sou gratuito nimigo porque nunca tive
com elle as menores re!a?0os.
Expondo a verdade do que occorrou nesta provin-
cia com o dilo Sr que se inliula subdito portuguez,
esporo que o publicme fa;a juslica, e que julgue
se ou merejo urna impulacflo quo alm, de irrogar-
me um lesar infundado, importa urna seria aecusa-
cSo pela falla snpposta do cuinprimeiito dos ineus
ileveros na qualidade do vce-consul de S. M. Kie-
lissima nesla provincia. Sou, etc.
Joud ile Almeida Monteiro.
vce-consul.
Macei, do junho de I8Vs.
" lllm. Sr. Dr. chote de policia. Diz Joflo de Al-
meida Monleiro, vice-consul de s. M. Fidelissima
nesta provincia, que, a bem de seu interesse, precisa
que V.S. Ihe mando passar por certdflo o ollicio di-
rigido por cssa repartieflo ao governo da provincia,
acompan bando o preso Antonio Alvos Jnior pelo
mal que so porlou nesla provincia: o como nflo possa
obter a lila coi lidflu sem o despacho do V. S. Pe-
de a v. s., baja por bem defirir na forma requerida
E. R. M. Joab de Almeida Monteiro.
" Passe a ccrtidflo requerida. Secretaria do pala-
cio do Macei, 9 de junho de 1848. O chefe de po-
licia interino, Silva.
" Km observancia do despacho supra, certifico que,
revendo o archivo desta secretaria, lepare! nelle, em
o livro competente, com o ollicio que menciona o
supplicanto em sou requeriincnto retro, do qual o
loor he o seguidle : i, 45. lllm. Exm. Sr.
'fondo Cliegado ha tcni| os a esla capital 0 Portuguez
quo diz chamar-so Antonio Alvos Jnior, nflo 1ra-
zindo passapoite, nein apiesenlando algum outro
itocunicnlo que o livre de suspeitas do ser crimino-
so no lugar donde veio, e sucediendo mais que le-
nha lido elle aqui um procedimento muilo irregu-
lar, com metiendo porvezes pequeos furtos, sendo
ltimamente levado ao tribunal Jo jury, por um rou-
ho de 400^000 rs. que fez, c do qual foi absolvido,
nflo lauto por falla de provas como pelo patronato
que infelizmente muilo influe as decisOes dosjui-
zes de laclo, e sobretodo Cornamlo-se dito Porlu-
guiz suspelo de connivenle na conspiraeflo dcs-
cobetta no dia 28 do mez prximo passado, por ludo
isso mandei prender o individuo de quo trato, c pus-
so a disimsicao de Y. Exc, para quo se digno delibe-
rar a respeito como mais acertado entender. Pare-
ce-meque sem idl'eusa as Ic's poder sor elle expul-
so do Brasil, por ser cslrangeiro prejudicial aopaz,
V. Exc, pois, resolver como Ihe aprouvr. Dos
guarde a Y. Exc. Secretaria le polica do Macei,
3 de fevereiio dol847.-- lllm e Exm. Sr. Dr. Anlonio
de Campos Mello, presidente desta piovincia --Joao
Paulo de Miranda. Secretaria de policia de Ma-
cei, 9 de junho de 1848. O Amanuence,
" Iijnacio Manuel da, Costa Spinia. "
racSo ou de industria, que, ensaiado cm toda a Eu-
ropa, e em toda ella rejcitailo por infructfero, tem
sido urna mina para cellos individuos de Bio-de-Ja-
iieiro e Babia; e nem ao monos merece a titulo de
dimlrina porque para isto era preciso que ella se
basoasse sobre principios verdadeiros, mas os que
ostaholeceii llalinomann sflo falsos e absurdos, por-
quanto a experiencia tem mostrado com fados in-
contostaveis que os medicamentos bomceonathicos
filio determinam no bomeu em estado de sade as
molestias que, segundo dzem os hoiiHcopalhas,
curam, qur se baixc, qur se eleve a dse ; e lie ab-
surdo que os remedios vflo cada vez adquirndo
maior energa e cllicacia medida que sflo subdiv-
djilos.
Acreditamos no que diz o Sr. Cnrapuceiro, a res-
poilo do mysleiio do chelo dos exploradores homceo-
pathicos do Brasil ; e nflo nos admiramos que ho-
mens inteiramenle eslranhos a arte le curar cstejam
mclamorphasoados em mdicos hommopathaf: a
homii'opalhia s pode viver com mystcros e impos-
I
tu
da que saber 1er.
Nflo podemos doxar de louvar a prudencia do Sr.
Carapuceiro,, nflo se expendo a fechar suas fontes.
A medicina, como S. S. sabe melhor do que nos, be
lilha da experiencia ; e he a experiencia que tem
fe i lo baquear os systemas, embora por ella se reco-
nheca a verdade de alguns principios : essa experi-
encia Ihe tem mostrado as vantagens das suas fontes;
despresa-la seria commetoruma imprudencia. Muito
agradecemos ao Sr. Carapuceiro sua franqueza :com
ella contavamos, e por isso a provocamos. Que de
servicos nflo prestara, se quizesse continuar!
O Inimii/o dos Impostores.
uras, e prosperar inentindo ; epara exerc-la, sobro-
udo como so faz entre nos, nflo he necessario mais
p
A\ sf s cii^etsos.
-- Os licnlciins da finada Sicilia do Amparo Caldoso
avisain ao irsprilavcl publico, que ningiirin faja neg
cin nlguili vuiii a casa n. 31 d rua de Ilortas, at que se
deslindlo com o Sr. Marciano do ICspiilo Santo.
= Alnga-se o brin conlicriilu sitio da estrada do Coi -
deiro de Nimo Mara de Seixas, s proprio para al-
;j 1111: negociante rstrangeiro ou outra pessoa que te-
lilla tratamiento : a tratar na rua do Amoiim n. 15
l)eseja-se saber a residencia da Sura. I). Joaquina
Mai ia da Concei(iio que tem una casa na campiia da
(.asa-Fin le : pieira anunciar sua murada.
I'recisa-se de 400/000 a juros sobre liypotheca em
una escrava eiini iiiojeque : a quem convier amiiincie.
E. Poirier, [leudo feilo um contrato de locacao de
servidos rom o uDicial de inarceueiro Augusto Ainanil
Vi'iulca.slel, suecedeu que aule* de lindar u lempo do
'iigajameuto se evadisso o dilo Vendcaslel do seu esla-
lielrciiucnto levando cumsigo varias ferrameiilas per-
tincrntes ao aiiiiunciaiite : e para> que ningiiem se cha-
me ignorancia, admillindu on coiiseulindo o referido
lorador de seivifos A. A. Vendcaslel em sua casa, la-
/.i'ma ou estabelecimeulo, se fat o presente annuncio.
K desde j protesta o annuncianli- pela execucao dos ar-
llgoi 12 e 13 da le u 108, de 11 do oulubro de 1837, ro-
gando entretanto as autoridades policiaca que nao llir
couccdaui passaporle, |>ur oslar o iiiesnio obligado'ao
ciiiuprimentii do contrato.
Fui rrsgatada da mao de um prelo por l/rs. una
cai-.a de tabaco, de piala que dezia eJIe ter achado na
estrada da l.apunga ou por all assim : quem for rteu
dono procure em man du Vigaaio da fregue/ia de S.-
Auloniu que a isla dos jiiais signaes, Ihe ser entre-
gue.
Urna pessoa habilitada se ott'erecc para cnsinar prl-
ineiras lettras por casas particulares : queln de scu pros-
limo se quirer utilisar annuncie.
Um PoVliiguez casado, de reeonhaelda probidade,
e que dar liidor a sua conducta desoja-se arruiniroin
qiialuuer eUablrcliiMiito eoinuioi'clsl para o qu loin l
aplido : quetu doliese quiier utilisar anuuucie, J
Lotera doTheatr
As rodas desta lotera, and un impreti-
rivelmenle no dia 2> do correntejnez, no
consislorio da igreja da Conceicao dos
Militaros ,e os liilhetcs que irstam con-
tinuam a eslar venda nos lugares j an-
iiunciados. Novamenle roga o thesourei-
ro a quellas pessoas que leem apartado
billietes, que hajam dos ir ou mandar
receber.
-. Na rua Bella n. 23, ao p da rua da Florentina, se
faiem chapos, vestido, toucas, espartilhos c toda e
qualquer obra para senhora ; bem como camisas para
honiem : ludo com perfeicao, por piejos inulto em con-
ta e com pouca demora.
- Antonio AlvesTeixciia Tastos, morador na ruadas
Crinera, ll, faz publico que lie o nico autorizado pe-
lo Sr. Francisco de Paula Corrcia de Araujo, para rece-
ber os foros vencidos das casas que Ihe sao foreiras, ues-
te bairro de Santo-Antonio, ou no de San-Jos: eroga
a todos os Sis. que ostiio devendo de diiigir-se a dita ca-
sa com ultimo recibo, para pagareiu o que deverem,
visto muitos Srs. nao se saber onde sao moradores.
__Aluga-seuma sobrado de um andar com sotao ,
I ojas e grande quintal todo reparado de novo ua
Trompe, ruado Sobo II. 50, por 21)4/rs: animaos ; urna
casa terrea ua rua da UnISo n. 1, pur 10/ rs. meiisaes :
a halar no escriplorio de F. A. de Oliveira na rua da
Aurora n. 20.
Rua do Pasgei'Publico, w. 5.
O fabricante deste cstabeleciincnto adverte ao respei-
tavelpublico desta cidade <|ue elle possuc presente-
mente um rico sortimento de chapeos de sor, assim
como chapos de sol de seda furla-cres. dos mais ricos
que tem apparecido ncslo mercado e de cores conhe-
i iila ; ditos para senhoras de bo:;i tom adamascados ,
I ivrados com suas compclentas franjas de retroz, tu-
do que tem de mais moderno o do inrlhor gosto ; um
completo .sortimento de chapos de sol de panninho de
ludas as cures e de todos os tamanhos para hoinens,
senhoras e meninos ; ha tambem igual sorlimenio de
fazendas para cobrir armaces tanto de seda de cures
como de panninho* trancados o lisos imitando seda. Ad-
verte-se que os freguezes serfio servidos com brevidade,
e se acharo satisfeitos da boa qualidade, do boni gosto e
do preco.
ATTENCAO'.
Na padaria das Cinco-Ponas, n. 38, ensina-sc a quem
<|U2cr a fazer o pao intitulado de Provrnea no que se
i ni milita satisfacao.
---OIFerrce-se nina rapaz brasilciro de 26 annos, o
qual sabe ler, rscrever e contar, para eaixeiro de co-
brancas de |ualquor casa de negocio ou ensinir pri-
inrias li iii as fora dosla praca para o que dd fiador
sua conducta: quem o pretender dirija se, a rua do Co-
(ovillo n 311 ou annuncie. j
CHARUTOS.
Cheparam, no vapor Imperatriz, os magnficos
IMPERIAL-PRIMORES, em-caixasde 100 : os aprecia-
dores do Imun os acharo venda na rua du Cruz do
Recife, annazem n. 13. No mesmo armasen] ven-
doni se ricas redes do Maraiihiio, por coinrr.odos pro-
cos.
Lmrapiz brasileiro, de boa con-
ducta se oil'erccc para caixeirc de rua de qualquer ca-
sa de comiuercio para o que d fiador idneo quem
do sou preslimo se quizer utilisar dirija-se a rua dos
Marlyrlos, n. M2, primeiro andar, ou annuncio.
Casa de modas franreras.
J. Millochau.
No Aterro-da-ltoa-Vista n. I, priuieiro andar defron-
te do chafariz.
Pelo navio llcatijtu, receben um lindo escolhiiiienlo de
chapos dr palha aliena ; ditos de palha Ingleza muilo
alva r lina ; ditos de palha da Italia ,- ditos de palha
aborta muilo ricos, para meninas; trancas e franjas
decores diversas para culones de vestidos ; luvas de
pellica para senhora : cambraia de linho, sem mistura
doalgndao rendas lisas de linho ; lilas de ricas cores
para gravatinhas de senhora ; ricos tilos bordados para,
vestidos e veos de noivas ; flores e palmas ; verdadeiros
bicos de linho brancos ; trasbordadas ; Alas de todas
as larguras ; toucados para enancas, etc. Na mesma ca-
sa ha senipre para o escolhimenlo das senhoras, um
suri unen lo de chapos de Seda de todas as cores, touca-
dos e toncas para meninas.
Um rapaz brasileiro, que tem as tardes desoecupa-
das se o'trece para Irabalhar em alguma casa de ne-
gocio ou eslalelecimento: quem de scu presuio se
quizer utilisar annuncie.
I'rancisco de Preilaa Gamboa, que-
rendo nr-se em dia com a praca, vent
tima sua casa, sila na tmve.ssa da Bomba,
que rende iG,ooo rs. oiensaes: qnem a
quizer, dirija-se no lbtal.ro.
Na rua das Cluco-I'ontas, no oito casa n. 23, lava-
se e engoinina-so com perfeicao e asseio : ludo por pre-
co mais commodo do que cm outra qualquer parte.
Joanna Francisca de Menezes faz scienle a todas ai
pessoas <|uc lecni pruhores em suaino, hajam de os Ir
tirar no praio de oito dias, contados da data leste ; do
contrario, os vender para para.pagameulo do seu piin-
cipal ejuros, nao se responsabillsando pelo que apparc-
cer possa Fin julio, ou fura dello.
O i rs. subscriptores do jornal t'orrtio da Tartt,
publicado no 11 in-de-Janeiro, jue nao renovaran! a sua
assignalurn lo corrente semestre, e que continuaraiii a
retebrr as folbas pelo crrelo, triiham a boniladc de
vireni pagar o referido sriueslri-, on, quando nao quei-
ram continuar, mandaran en.regar as folbas rrrebi-
das de julho ivi diante. Isto prde-se, por nao potlr o
encarrrgado ir casa de cada um dos Srs.: na rua do
Queimado, n 15.
Alugam-sc duis sitios com muilo boas acommoda-
c5e um na campinha da Casa-Forte e outro na i ua
da dita povoafo com cochelras e cavallaric.es ; assim
como varias casas, de procos commodos para ie pas-
sar a lo. la : a tratar na rua do Amorim, n. !5.
Na venda n. 9 da rua do Codorniz Forto-db-Mat-
los, retalham-se os seguiutes gneros para liquidaco
do mesmo eslabelecimrnlo por barato pre;o : louca
ingleza sorlida ; vinho engarrafado, do Porto; garra-
fdes ; cerveja ; genebra ; cha; banha de pm-co ; aseite
doce ; vinagro ; vassouras de espauar sala ; sabo ;
mauncas de all do Porlo ; e outros muitos objeclos
miudos ; assim como a anuaco e lodos os seus per-
tences.
Urna pes>a com pratica de escripia
commercial, e bonita leilra, propoe-se a
escrever as horas vagas, nos domingos
dias santos, com limpeza, mediante m-
dico estipendio : qnem precisar, annuncie.
Precisa-te de prelas para reuderem pao pagando-
se-lhes a vendagem. sendo s6b responsabllldadc de eu
senhores i na rua Uireita. padaria n. 26.
ttrnambucb.'fypoaraphia de SI. F. de Faria.iiUti.
MUTILADO
L.