Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08616

Full Text
Anno XXIV.
Scgumla-fera 14
O DIARIO publica-ie todoi 01 diai que no
forem de guarda: o prego da auig natura he
de 4/000 ri. por quartrl, payar arfianfaani. O
t.tnuncio* aoi asignantes sao Inserido i
' ao de 20r. por lino., 40 rs. em typo dif-
eule, earrpeticei pela inetade. O nao
alsignanle* pagarlo 80r*. por linhae 160 r.
rin typ difl'erenle, por cada publicacao.
PIIASES DA LA NO HEZ DE AGOSTO.
Cresrtnle, a 7, a 37 ralo, da -manh.
Luarheia, a 14, aso horas e 56 mo. da tard.
Mingoante, a 21, a 1 borae 48min.da tard.
I un nona, a 28, 4 hora* e 42 mi. da tard.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goiauna e Ptrahlba, i irg. e exta-fe!ra.
Hio-G.-do-Norte, quinlat-felra ao meio-dl.
Cabo, Serlnhaem, Rio-Formoio, Porto-Calvo
e Macelo, no I., a II e 21 de cada mea.
Garanhum e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vina e Florea, a 13 e 28.
Victoria, ai qulntaa-feiraa.
Olinda, todo* oadia*.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, a 5 horaae 18 minuto da Urde.
Segunda, s 5 hora 42 minutos da manb.

de Agosto de IR 18
N. i*>.
DAS DA SEMANA.
14 Segunda. S. F.iurblo. Aud. ilo J. do or-
tli.doJ do civ. edoJ M.dvi.v.
ere. Jffiff. Aiiuniprao de Nosia. Sc-
nhura.
16 QuarU. S. Iloqin Aud. do J. do c. da
2. v. e do J. de paz do 2 dist. del.
17 Quluta. S. Mamede. Aud. do J. do orph.
. edo J.M. la I. v.
18 Sexta. S. Clara de Monte Fado Aud.do J.
do civ. e do J. de paz do I dist. de t.
19 Sabbado. S. I.ui/.. Aud. do J. do c. da 1
r. c doJ.de pazdo 1 dist.de t.
20 Domingo. S. Joaquliu.
CAMBIOS NO DA DE 12 AGOSTO.
Sobre l.ondre. a 25 d. por IfOOO ri. a 60 d.
, Parll a 345 e 350 rs. por franco. Noin.
* I.i.iboa IS p-r '"<> de premio.
i Ttio-de-J ineiro ao par.
Dric. dr leu de bou llcun* a \'/ %' ,nM>
Arccsda oomp. de fberlbe.aMr ft
rVro.-Onca, hespa,. ''' ;* a #25
. Moda de 0/400 v. 17/500 a 17/700
. de 6/400 n. 16/000 a 10/200
de 4/000... 9/200 a 9/400
Prafa-Pataces brasilelro* 2/00 a 2/020
. Psol coliimnarlos. 2/000 a 2/020
Dito mexicano..... 1/bvo a i#wu
DIARIO
RIAMBUCO
*-: -
PARTE OFFICMM..
GOVERNO DA PROVINCIA.
CIRCULAR As CMARAS MUNICIPAES,
CUCA DA fBOXIMA ILBICAO DAS MISMAS CA*A*AS I DOS
JU1ZES DE FAZ.
Tendo chegado ao conheciinento desla presidencia, pe-
lo ./orna? do ominrm'o de 20dejulho prximo passado,
o aviso de 5 do inesino mez, e de cuja authenticidnde
nao ha rasao para duvidar-se, e encontrando-te ahi re-
aolvidas no mesuio sentido da circular de 4 do correte
mrz Idntica* duvidas, excepto a do n. 2, que so podia
sor decidida pelo goveruo imperial, cuinpre que Vms
procedan! conforme le termina o citado aviso, que re-
impresso acharfio incluso, cm suas decisdes sdb nuine-
ris 1, 2, 3, 4, 5 e9, esperando que opportunamenle se
V iiies Indique odia cm que dever-se-ha proceder em to-
da a nrovincla elelcao das cmaras municipacs c jui-
I zes de paz, menos uaquciies municipios que estiverem
I coinprehcoididos na quarla hypolhcsc da mencionada
L circular ; porqualo nesses, una vez que cm todas as
k M*iu is Iregueilas se teuha feito a revisao da qualllicaco
HWns votantes com oscleltores de 1844, e li ija [miccin ido
Bconcelho municipal de recurso, nenhum embaraco
deve ter occorrido que obstasse a expedico da* conve-
nientes ordens para aeleicao das cmaras municipaes e
juizes de paz uo dia 7 de setembro prximo futuro.
Vms. cumpriro esta resolucao, comiininlcando-uic as
duvidas que se Ihet oll'erccerem em sua observancia;
certos de que nesta data se previne aos Juies munici-
paes, presidentes dos concelhos de recurso, para que os
convoqueui, precedendo o prazo declarado no aviso de
23 de abril de 1847.
Dos guarde a Vms. Palacio de Pernambuco, 12 de
agosto de 1848- Srs. presidente e vereadores da cma-
ra municipal de....
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
42.' Sfc.lSO OHDIVAB.IA EM 7 DE AGOSTO
S 184B.
PRESIDENCIA DO SR. VICARIO AZEVEUO.
(t'uniiiiiinfo do numero antecedente.)
O Sr. Joaqun filela. Sr. presidente, tendo de dar
ion voto em favor da emenda que prope a suppressao
do 2.' do artigo 5.", entendo que me corre obrlgac;"o
de dizer alguma cousa em sustentado della, niio obs-
tante o muilo que j, para a defender, disse o nobre de-
puladoque seassenta do meu lado.
Sr. presidente, a disciissu, segundo o debate que te:
liavido, se ha tornado tao clara, que me parece nao res-
tar duvida alguma a respeito da lnutllldade da repar-
ticao da inspeccao do assucar e algodao mas, antes de
entrar nesta demonstracao, antes de fazer ver a casa
.que com efleil essa reparticao nao pode deixar de ser
considerada intil e at prejudicial, permllta-ine V. Ex.
que eu faca alguinas consldcrace* preliminares.
Sr. presidente, parree-me-que no estado actual toda
arcunomia no oicamcnto he pouca, (npoindos) e foi por
isso que, quando se discuta a lci de tixaco de loica po-
licial, e os nolires deputados propozeiam a reducciio
della ii uin numero que achel excessivamente diminuto,
eu die ento que quera ver as economas que se ha-
viam de fazer na le do urfamento; porquauto nao en-
tenda eu que a economa devesse smenle limitar-sc
ijuelle objcto..v.
^* VmSr. Dtpulado: Mas votou contra esialel.
USr. Joaqun Villela: Vote! contra essa lei, he urna
verdade ; Anas live raides de sobra para isso, rases que
oltercci consideracao da casa. Entend, Sr. presiden-
te, que a roduccao do corpo de polica nao tinha por li m
o bem'publico, pois que este exiga a conservaco da
frca existente: assiiu. e eu chtendese que a inspec-
cao do assucar e algodao erain repartieses necessarias,
reclamadas pelas necessidade* publicas, dexarla de vo-
tar pela suppressao della.
Sr. presidente, eu lenlio anda de ponderar i casa que
nos estamos boje mais do que nunca constituidos na ri-
gorosa obrigaco de proteger, por todos os inelos ao
nosso aloance, o commercio e agricultura; porque
alen do dever que nos incumbe, na qualidade de re-
presentantes da provincia, de dar todo o incremento a
industria do paii, nos como que havemos contrahldc
una obrigaeao inui restricta de favorecer os diversos
ramos de industria, reconhecendo por um acto nosso
que elles carecem inulto e inuito de animarlo.
Ha pouco, Sr. presidente, esta assembla dirigi as-
semiiia geral urna representacao, naqual, expondo
quanlo os diversos ramos de industria necessitam de
animatiio no nosso nais, e ponderando que nao est no
crculo de suas attribulfes lazer o que he necessano
para anima-los, pede aquella augusta representacao
que, prestando atienean a tao vital necessidade, se dig-
ue de adoptar as medida* precisas para que a
posia
sim esta
dustra, parece-mc que ...
da a proteger o commcrcio e agricultura por todos os
inrios compatlveis com as suas a(lribu9ei.
Ora, Sr. presidente, que ocaiio inais asada paracuin-
prr ene empenho do que esta emque se trata- de sup-
primiruma reparticao, que alm deiputil, como ja se
tem mostrado, fe re multo de frente, offetHle,mui direc-
tamente nao so os intereiscs do commcrcio, celtio "
bem os da agricultura?....
O Sr. Duarte: Offende 01 interesse* dos velhacos
dos contrabandistas.
le adoptar as medida* precisas para que a limusina
ia prosperar: por conseqnencia, reconhecendo as-
esta casa que releva o mais possvcl animar a lu-
tria, parece-me que inaisdoque nunca esta obrga-
dida tendente a remover embaraco cooifwmnerciaes, da qualificacao feita pelo consulado.' Ne-
por urna mefl._
quelutam o commercio ea agricultura, eque por con-
seqnencia nao pode aer bem cabida a censura que se
quiz faici ao nobre deputado que propoz a emenda que
se discute, e que ji na seo anterior propoz a suppres-
ao da meta do consulado, quando se dlsse que elle qu-
zera lorprender a casa. Nao vejo, na verdade, Sr. presi-
dente, em que esteja a orpreza.
Sr. presidente, consideros nobres deputados habili-
tados para entraren) n'uiin diieu**ao desta ordem, em
Jualquer occasiao em que seja necessario tratar-se
ella: muito mais quando vejo que a lei quecreou esia
n-partieai) foi minuciosamente discutida nesta casa, e
que esta casa se compdc em sua maioria dos mesmoi de-
putados que, no anuo anterior, assistiraui estadiscus-
so; eque por isso devo suppor os nobres deputados
com os dados precisos para tomarem parte nella.
Portanlo, Sr. presidente, julgo que nao houve sorpre-
sa; que nnguem quiz sorprender a casa como se disse.
Emendo tambem, Sr. presidente, que a nobre com-
mssao de fazenda e orcamento nao pode eximir.se de
combater a emenda, mostrando a utlidade da reparti-
cao da inspeccao do assucar c algodao, se por ventura
essa reparticao, nicamente pelo principio de que slhc
incumbeincluirno ornamento as quotascorrespondentes
s despezas decretadas; porque quein nao sabe qu a de-
signaca'o de urna quota qualqucr depende da verlicacao
da utilidadc doobjectoaque lie ella destinada? Por con-
seque'nca, sea nobre cotnuissao de fazenda o orcainculJ
entendeque deve ser conservada a quota consignada no
projecto para a inspecfao.parcce-nicqiie estaa rigoro-
sa obrigacu de entrar na discussao da conveniencia ou
desconveniencia dessa reparticao, e provar a sua necessi-
dade; urna vez que ha quem, deconhcccndo-a,e crendo
essa reparticao intil, senao prejudicial, propc a sup-
pressao da verba consignada para ella.
Acaso he descouhecido que commissiio de fazenda e
orcamento incumbe propdr os artigos de receita e des-
peza, e olfereccr conseguutemente as redueces que
julgar necessarias ? Logo, se ella consigna no projecto ,
que oll'erece i consideracao da casa, uin quanttalivo
para este ou aquelle objecto, he que rcconhcce a utli-
dade dcllc. Mas pergunlo eu, tem ou nao direlo qual-
quer deputado de propr na lei do orcamento a sup-
pressao desta ou daquella verba, quando suppozer qu^
o objecto para que ella he applicada, he intil ?
I'i>:r: Quem o nega ?
O Sr. Joauuim Villela: Tem: logo, a coinmissao
que i'ntendeu que essa verba deva ser conservada, est
na obrigaeao de sustentar a utilidadc do objecto para
que a verba he consignada. _. .
Portanto a nobre commissiio, que sustenta a conser-
vaco dessa verba designada para a inspeccao, devepro-
var, em minna humilde opinnio que a reparticao he
til, afm de convencer-nos que niio cnnvm a suppres-
sao da verba ; para que a assembla, compenetrando-se
da necessidade della, rejeite a eineuda de suppressao
proposta pelo nobre deputado.
Agora, Sr. presidente, entrando na materia, principia-
re! diiendo que a inspeccao doasiucar se torua absolu-
tamente intil, por isso mesmo que nao tem missao al-
guma especial; as funeces que exerce, sao exercidas
por outra reparticao,--o consulado geral: e tanto he isto
verdade, Sr. presidente, que o nobre deputado Irefrrin-
do-ie ao Sr. Vuarle l'ereira) que devo suppr multo habi-
litado para expr aqui o processo que se segu Daquella
reparticao, nos disse, ha pouco, em um aparte, que all
mi cebram o direitoi pela qualificaeo que d o eomulado ge-
ral ; por consequencia, Sr. presidente, ja se vi que pelo
que toca arrecadacao dos dreilos a inspeccao do assu-
car he absolutamente intil, visto como se regula pela
qualicacito do consulado geral; Isto he, cobra os dirci-
tos pi-ovinciaes segundo as sortes cm que o regulamen-
to geral manda que os feilores do consulado geral quali-
iiquem gneros, e que sao, quanto ao assucar, duas do
bi anco c unto, do mascavado.
Verdade he, Sr. presidente, que a lei provincial man-
da qualicar o assucar cm seis sortes, c que conseguin-
temenle o regulainenlo que manda quee regule a re-
particao pela qualllicaco do consulado geral que quali-
lica cm tres sortes, fere de frente a lei que lite devera
servir de base, e que o governo nao podia alterar; mas,
tambem he verdade que, se porvenlura o regulamento
nao tlvesse alterado nesta parte a lei,que se se qualificas-
se o assucar em'sels sortes, e niio em tres, essa segunda
qualifteacao nao poderia deixar de traier maiores em-
baracos ao commercio, do que os que ja lhe acarreta es-
sa reparticao, peta dependencia de dou despachos de
repartices diversas, etc., etc.
Sr. presidente, duas qualilicacSes sobre o mesmo ge-
nero e a percepcao de imposto, segundo cada urna del-
las, nao podia deixar de trazer graves embaracos ao
commercio; e creio que essa foi a rasao por que o ad-
ministrador da provincia, fechando os olhos a lei, orde-
nou no regulamento que deu a inspeccao, que ella se
reeulasse pela qualificaco do consulado geral; ao me-
nos devo persuadir-me que, se o presideute da provin-
cia ferio assiui tao de frente a lei, devia ter um grande
motivo de conveniencia publica, e qual seria esse senao
o grande embaraco que com a restricta observancia da
le so'rerla o commercio? ,.,... .
Ora, se a inspeccao provincial nenhuma utilidauetem,
no que respeita arrecadacao dos iniposlos, vejamos se
tem a mnima ulllldade no tocante a regulartdade do
commercio, facilitacao de suas transacedes. Nestc pon-
to, Sr. presidente, julgo que ainda he mais rcconhccida
a sua completa inutlidade.
O nobre deputado que deu o aparte de que ha pouco
falle!, disse que aqualificacao do consulado provincial
servia para regular as operaces do commercio interno;
mas pergunto eu ao nobre deputado, que eeito. produz,
ou pode produzir no commercio a qualificacao dada por
ess reparticao? Nenhum absolutamente: o compra-
dor nao he obrigadoa comprar o genero pela qualidade
que o consulado provincial lhe houver dado....
O Sr Duarte : Ao menos tem essa base.
Villela: Mas una base que o consula-
idrec" do^eraUamb^n'ihed, ma base que "elle despreza
notain- /?nleUmCnle, pois qu sabemos que existe una Ins-
- / 5o particular que" .inguent pode prohibir, c que
, t sjfoaihe que regula as irausaeces commerciaes....
M OSr Duarte: He un abuso.
9 n < i Villrla Pois he abuso qualificar cada
O Sr. Jaaquim Villela: Acaso nSo est isto em no* O Sr. Joaquim ""J-f veouer ou comprar ? O nobre de-
sas miios, e fazendo-o nao mostraremos que nossos 1er um o genero q q a compra e venda he um
sejos sao sinceros,-que de nossa parte fazeutos em pro pulado sabe "'"ll ..,i(,uer, dependente da vontade
da industria o que podemos? contrato, como Uro ^^X^r, nem o co.npra-
' Ja v, por, "V.*Ex:qu, quando lia um coiuprjtniisso* do aue. """r0' nieiiar-se a qualllicaco que alguem
tao solemne como o que acabo de expr caa, uifo dv uor ne obrigaao al u j ^^^ q conUl,0 l0gO|
admirar, nem servir de pretexto a urna aecusacao que quena dar ojgenicr reuiia, para as traitsaccoes
Ulll llri.iil,dn M nlh> d.i,,lnnnWA IHH DK- (lUal bC aUtlUUaUC H""
um deputado se valha de qualqucr occasiao par P"--
qual
nhuma, absolutamente nenhuma....
0 Sr. Duarte: "So servein, porque nao querem.
O Br. Joaqun Villela : E eslao no seu direto. O ne-
gociante vai ao mercado comprar tantas arrobas de as-
luear por exemplo ; he elle porvenlura obrigado ne-
cessarlamente a comprar por assucar de primeira sorte
aquelle que a reparticao tem qualificado como tal? Nin-
guemodir: elle pode diicr ao vendedor : < Nao lhe
compro o seu anucar leno como aisucar de segunda
sorte. E o vendedor que tem necessidade de vender o
seu genero, que nSo pude licar com elle para consumi-
lo, nao adiando quem Ih'o compre na rasao de primei-
ra sorte, em que o consulado o qualilicou, ha de vnde-
lo na rasao de segunda sorte.
Ora, Isto he justamente o que acontece : c lie por isso
queso a inspeccao particular he que regula as transac-
edes commerciaes. He, poli, evidente que aqualica-
c5o do consulado nao tem a menor frca para regular
as compras e vendas; e se acaso, como j mostrei, nem
ella se faz para arreadacao dos direitos provinciaes,
pois que regula a qualllicaco dada pelo consulado geral,
a consequencia natural e obvia lie que esse consulado
provincial enm todo esse annaralo de inspeccao nenhu-
iua utilidadc presta; pois "que nao serve nem para um,
nem para otitro fnn....
OSr. Rama: -*- E para aquelle oulro '
O Sr. Joaquim Villela- Disse uin nobre daputado
que siislentou o artigo, combatendo a emenda suppres-
siva, que todos os embaracos. com que se diz lutar o
commercio em consequencia da oreaco dessa reparti-
coe, proveem de urna especie de usurpacao que faz. o
consulado geral, qualilicaudo os gneros. O nobre de-
putado entende que, nina ve/, determinada a qualilica-
{o no consulado provincial, o consulado geral se deve
regular por essa qualllicaco.
Confesso, Sr. presidente, que nao posso perceber a ba-
te em que o nobre deputado funda a sua argumentacSo
porque, se com ell'eto nos lentos o direto (e nnguem
no-lo pode contestar) de eslabclcceros lucios tiscaes De-
cenario*, para arrecadacan de nosas renda*, a asem-
bla geral leiit tambem o iiiesino direto; c se o assu-
car, por exemplo, paga uni imposto provincial e um im-
posto geral, qual arasao por que lia de ser obrigado o
podr gerai a subor.iinar-se ao nossos ineins inaes ?
Qual a rasao por que o consulado geral, para a percep-
co da imposiedes geraes, ha de ser obrigado a regU-
lar-scpcla qualilicaco do consulado provincial A duu-
trinado nobre deputado he nova, c tanto pode ser ap-
plicada ao consulado geral como ao provincial ; porque
tanto se pode dizer que ha usurpacao da parte do con-
sulado geral em qualicar gneros qualilicados tambem
pelo consulado proviucial, como da parle desto, quali-
ficando gneros j qualificados por aquelle ; mas a ver-
dade, Sr. presidente, lie que uein uin nem outro usur-
pa ; porque ambos estao no seu direto, qualificando os
gneros, um para a percepcao dos imposto geraes, ou-
tro para a percepcao dos provinciaes : a verdade lie que
apenas tuna dessa qualilicaces lie Intil ; porque urna
l pode regular, c de feito regula, como J se reco-
lilieceu.
Ora, o nobre deputado a quem respondo, foi o mesmo
que reoonheceH a lnutllldade da quallicaco do consu-
lado provincial, como he fcil de provar. O uobre depu-
tado disse cine o genero, una vez qualineado por un po-
der competente, nao deve sotfrer outra quaiificacSo ;
mas sabe o nobre deputado a eoiisequoica que cu tiro
da sua propositan? He que, sendo o consulado ge ral o
prunciro que qualfica o genero, he dcsuecessai ia a qua-
llicaco do provincial ; he que, existindo o consu-
lado geral antes da creaco do provincial e das ius-
peccdei, era intil a creaco deslas repartices ; porque
j havia um poder competente que qualilicava os gene-
ros, que arrecadava as imposices.....
OSr. Duare : E a exportaco para dentro do impe-
rio? Quem a qualilicada ento ?
O Sr. Joaquim Villelt : E onde eram quallicado es-
ses gneros antes de haver inspeccao r consulado pro-
vincial ? O nobre deputado tem repel lo tantas vezei es-
se aparte, que parece-ine estar convencido de (|ue lie
elle um caitello inexpugnavel. Esta, pois, desfeilo todo
esse embaraco. Pois a reparticao, a cujo cargo cstiver
a arrecadacao dos iniposlos provinciaes, nao he obliga-
da a fazer todas as qualilicaces precesas para o per-
ceber ?
Sr. presidente, argumciitou-sc com lint pequeo ac-
crescimoque *e nota no rondintento, depois da creacao
do consulado provincial ; mas eu entendo que isto nada
prova. Alm de quc.Sr. presidente, j houve um aceres-
cinto igual de um anuo para oulro, antes que houvesse
eomulado e inspeccao provincial, en nao sei que argu-
mento se possa dcduzir de urna simples comparacao en-
tre as cifras do rendiinento de um auno e as de outro :
qualquerque seja, a difFerenca nada prova nem pro nem
contra, una vez que nao hajaut todos os dados precisos
para forinular-sc un calculo exacto, c cssas dados sao
inultos e mili complicados.
De que serve dizer-se que no anuo tal rendeu tanto,
no anno qual rendeu tanto, se porvenlura se nao pode
saberse o augmeiito. oudiniinuco, que porvenlura ba-
ja, he devido ao estabelccimento do consulado provin-
cial, vista das causas que indrpSndeiitementc dessa
reparticao pdeui ter concorrido para urna tal diltereii-
ca ? Acaso ignora-se que no augmento ou diminuicao
das cifras do rendiinento annuu, inllue o augmento ou
diminuico da produeco, o preyo do mercado, a inaior
ou menor exportaco, c que sem comparar e calcular
todas as dtl'erencas provenientes dessas causas, se nao
pode cstabelecer um calculo, donde se possa tirar una
concluso exacta? .
Mas, Sr, presidente, mesmo em relacao as cilras do or-
camento, creio que do rendiinento, que houve o auno
passado, se deve deduzir a importancia da nova iuiposi-
cao que se lancou sobre as barricas e saceos de assu-
car ; c que, feito isto, lalvcz nao baja accrescuno al-
;uin.....
Vm Sr. Deputado : Nao est incluido.
O Sr. Joaquim Villela : Nao posso aflancar, nem ve-
ri liew agora. Scassim be, retiro o argumento ; se nao,
creio que prevalece.
Sr. presidente, eu disse. ha pouco. que devenios, ago-
ra niais do que nunca, auxiliar a industria, e he por es-
sa rasao que, reconhecendo eu a lnutllldade d,a inspec-
cao do assucar e algodao, que, reconhecendo .
alm de inull, nao pode deixar de trazer graVcs einba
reos ao commercio, voto pela sua suppressao.
E nao he smente, Sr. presidente, ao coiuincrcio que
ella nrejudca ; essa reparticao he tambem onerosa a
agricultura ; porque, como j se demonstro, todos os
onus com que o commercio carrega, elle os faz recahtr
sobre a agricultura que, em ultimo resultado, he quem
carrega com todos elles.
Sr. presidente, eu noto que, pagando o aucar (alero
dos 3 "/j, a que pela lei de ode jiinliode 1830 fram redu-
/.idososSpor e.ento que pagava) a iinposicaode 1(50 re*
por caix.i, c 80 ris por fecho, a creacao desta nova
reparticao do consulado provincial fez pesar sobre *
agricultura um novo imposto, qual o de 80 ris por bar-
rloa, e20 rl* por acco. J ImpotlcSo de 100 ris por
caix e 80 ris por fecho fui creada em lr:tC, para occor-
rer s deipezas da inspeccao, que entao fra creada ; e
abolida depois a le de sua creacao, esperou-sc que, ces-
sando a rasao por que fra creada a uiposico, fsse es-
ta tambem abolida ; assui, porni, nao uccedeu : l""i
conservado esse imposto ; c, tendo-SC representado con-
tra-elle, pediudo-se a suaabolico, nao s se insiaurou
a inspeccao, para que livesse elle a applcaco para que
fra creado, senao aiigiiienloii-se depois essa nova im-
poslcao de (iue ha pouco l'allci, no incu ver, multo de*-
proporcional. .
Ora, Sr. presidente, aholindo esta repartirn, pode-
mos supprimir tambem esse imposto ; e nao iremos
com isso alliviar a agricultura que, como iu> todos re-
conheceiuos lia pouco. se acha decadente, c caniiuha
para una completa j .'...
OSr. t'un/io Uachado : He lamcutavcl que eiittcuipo
se nao dsse o remedio.,..
O Sr. Joaquim Villela : -- Sr. presidente, lodos os no-
bres deputados labem que para se fazer despe/.a, he ne-
cessario dinhero ; e que nssiin, sem que se corte pela
despeza, nao se pode muilas vezes abolir urna mposi-
co que fas parte .11 recolta ; ora, ueste caso eftamos
no justamente. O nosso ore amento nao he lisongeiro ;
a nossa receita j lie iningoada ; por consequencia he
lora de duvi la, que nao podemos abolir unta imposi-
co qinlquer, sem siipprmirinos alguma despeza. Mal,
se essa*repartlcOeti alias Inuteii e prejudlciae, couso-
mein nina somiiia cousideiavel, se a suppressao dellas
ira/, nina nao.pequea reducan as despe/.as. por que
rasao nao beiieticiarcmosa a agricultura, aboliudo es-
sa repartiyes, e com ellas o imposto que pesa sobre a
agricultura, imposto na realida le multo desproporcio-
nado ; porque, pagando tuna caixa de assucar, que re-
gularmente .peta 50 arrobas, 100 rs., paga 80 rs. una
barrica, que regularmente pesa 5 arrobas?
,-r. presidente, allegou-se muilo em favor da conser-
vaco da inspeccao do assucar o ter ella evitado o con-
trabando ; mas, entretanto, nSo'ouvl una s prova que
podesse convenccr-inc disto. Ouvi lmente dizer que
havia mullos contrabandos, quando o consulado geral
arrecadava os impostos provinciaes ; que a numera-
cao dos saecus feita no consulado provincial he que evi-
tou o contrabando ; que agora nao ha mais quem pos-
sa passar um contrabando. Entretanto, Sr. presidente,
toda cssas asserces refereiu-se a tactos 6 esses factos
carecem de provas ; nao bastando iinicamentc allruia-
los. E apresentou-sc porvenlura alguma prova ? Ape-
nas se disse : Houve um accrcsciino no rendiinento, lo-
go e,vilou-se o contrabando. Mas eu j tnoslrei que
o argumento dcduzido ilo veneimento nada prova. Por-
tanto, repito, essas asserces gratuitas para_ iitiiit nada
provaiu ; mxime quando o consulado numera tainbeiit
os volunte! que despacha ; mxime quando he sabido
que nao he o consulado provincial que pode evitar o
contrabando ; porque este he feito, servindo os mea-
mos despachos para o embarque de um duplicado nu-
mero de voluntes.
Sr. presidente, tambem se allegou que o interesse dos
coiiiuierciantes he que os fnia ser avessos creacao
dessas reparltes. Se por interesses dos negociantes
se emende o interesse que elles devem ter em ver pros-
perar a industria a que se applicaiu concordo ; porque
nada mais natural do que, que um individuo que appli-
ca a urna industria qualquer, nao goste de v-la cerca-
da de embrreos ; mas, se porventara os nobres depu-
tados se se refercui a Interesses illicilos, se se referen! ao
contrabando, direi que una iuipiilaco dessa ordem nao
pode ser perfolta sem pv;. c provas muito forte :
direi que essa inipiUaco hesobreninneira injuriosa
tuna corporacSo rcspeltavel, como a^associato com-
mercial, que por duas vezes tem representado contra
essas repartices...
OSr. Ouarte: --Qaent inlerviilha nesse contrabando
eram os guardas do consulado geral.
O Sr. Joaquim Villela : Mas disse-se que era uin in-
dividuo que falla ludo em uoine daaisociacao coinmcr-
cial, e que este individuo he que tinha interesses illi-
cilos. ,
Sr presidente, a dttccao da associacao cominercial
aisignou essas represftaces ; c seria ella instrumen-
to dos interesse* illicilos desse individuo ?
O Sr. Ferreira (ames : E quem sao os que impor-
tan! Africanos?...
OSr. Joaquim Villela : Pon eu sei quem importa A-
fricanos ? Nunca cxcrc cargo algiini de polica, para
saber isso.....
O Sr. Ferreira lime; : Deve saber milito bem : sao
algunsque, entre nos, se chamam coinmerciantes.
OSr. Joaquim Villela: Kan sei, nem vim prepara-
do para fa*er aCCUISCOea pessoaes ; nao sei, pois, quem
passa contrabando, nem quem importa Africanos....
OSr. Aomn: Mas o-nobre deputado votou, o anno
passado, pela creacao desta reparticao..
o Sr. Joaquim Villela : Esl engaado, votei contra :
nao falle!, nem pro nem contra, mas votei contra.
O Sr. Roma : Hei de ver nos Diario*.
OSr Jojonim Villela : -Pode ver, c muito folgare de
ver no seu Diario \ovo os incus discursos a respeito :
convid.i-o para os traiiscrever : volc contra a creacao
dessas repartices, assim como a da caixa econmica ;
e. creia o nobre deputado que, se eu tivesse votado pe-
la creacao dessas repartices o anno passado, nao me
ulaaria desairado, se me apresentasse boje na casa, e
dissesse : Estou convencido pela experiencia, que er-
rei que advoguei urna causa mi, c boje tenho modi-
ficado a niinha opinio. as nao he mister isto, por-
que votei contra essas reparlices.
( Ha varios apartes.)
O Sr Joaquim Villela : Sr. presidente, taivez tive*e
iiiasalgumasreflcxes a fazer; mas os apartes fazein
esquecer imita cousa : concluo, portanto, votando pe-
la emenda suppressiva por estar convencido que-a ins-
peccao nos he intil, senao prejudicial.
O Sr. Joi Cario;: Sr. presidente, cio auno passa-
do eu nao pertencia esta caa ; por esta rasao pois, e
tambem pela falta de lempo para poder esludar a mate-
ria, nao posso tratar da queato como o nobre deputado
que se assenta daquellc lado por consequencia,.fr{a
he que eu nao responda ao nobre deputado com a devi-
da precisao. Entretanto,-fa-lo-hci como me for poisivcl.
Principiare! notando que o nobre deputado que ac-



_ADO


s
bi de sentar-se, dille que ie irrogara uina injuria ao
carpo dr oommeieio, quando je l il iui.. de contrabando,
ele. : M0 okiou por isto, Sr. presidente ; porque te o
tratar de evitar o contrabando he irrogar urna injuria
ao roininercio, ella se d ein todos o* paite, visto como
nellei se procura evitar o contrabando cora minio cui-
dado, e iito porque lie sabido que o interrise cga a
ponto de se nao olliar aos meios, comanlo que se con-
siga o lini, que he lucrar : logo evitar a fraude, procu-
rar nieios para que ella se nao di-, nao he irrogar inju-
ria ao coinmerclo.
Disse (i nobic deputa lo que coui o rcudlniciito nada
se pode provar. Eu entonelo o contrario ; porque he sa-
bido por todos que a safra do anno passado foi inaior do
que a desle : o anno de 1846 a 1847 foi um anno inulto
favoravcl, foi um anno temperado, cui que os lavrado-
res, principalmente 01 de canna, nSo soft'reram contra-
lempos : logo a safra que nelle se obteve nao podia dei-
xar de ser inaior do que a de 1847 a 1848, que, como to-
dos iin ni. foi um anno seceo, c que, alm disto, leve
chaval de maio que, ao caliirem, arrancaran! a trra
que cobria a rali das cannas plantadas nos altos, epor
conseguale fram causa para que ellas nao podessem
crescer ; ao passo que concorreram para que se enler-
rasseni, e sfriassem e perdesseo, na mr'parte, aquellas
cannas que se achavam as var/.cas ; mas, isto nao obs-
tante, coin a creacao do consulado, com a creajao da
iiispcccao, com a hscalisajo, a porjao do assucar ex-
portado este anno he milito inaior. Nao quero que de
Hitaba! palaTrai se oonnlua que a amiga repartlclo era
connivente ein algiiina fraude ; mas sei que, apezar de
nao liaveraiigmenlo de algaliamos, comludo nao se pu-
de negar xjue, se nao fsse a dimnujo do preco cm
404 mil arrobas, appareccria muilo maior rendiinento.
Sr. presidente, disse o nohre depulado, que a repar-
tirn era intil, porque a .n iiui i. ao era frita pelo con-
sulado gcral. Rao ha tal : o consulado provincial con-
furina-sc com a nspeccao feila pelo consulado geral,
quanto ao assucar exportado para fura do imperio ; mas
quem quaiitica para dentro do imperio, he o consulado
provincial. Domis, eata repartlcuo concorre para a lis
calsajao necessaria, c com que conimercio nao se pude
escandallar.
Sr. presidente, nao dirci mais nada, porque apenas
ine levante! para fazer estas breves reflexcs em relacao
ao que ic haviaaventado acerca do rendiinento. Voto
pelo artigo.
O Sr. 7Vi'jo de Lourelra Sr. presidente, ped a pa-
lavra unicaiiiente para justificar o meu voto: tenho
de votar contra a emenda que tende a extinguir a ins-
procSo,
A rasao que c pura csiaextinccfio he o ser a repar-
lico intil e prejudicial ; porque, ao passu que coin os
seus empregados se despenden! grossas soinmas, ella ae
regula pela qualifleaffio do consulado geral.
Olanlo prtaielra rasao, digo que, se a nspeccao
provincial nao qualilica ein seis qualidades, he por um
abuso, porque a le deve ser observada, eniquanto ao
poder que a le a nao revogar ; e se o regulamcuto que
ii dado para a boa execujo da le que creou essa rc-
parlirn, he contrario ao que ella determina, ninguem
o derla observar ; pulque o poder execulivo apenas lein
amurillado para dar regu lamen tos para a boa execujo de
lei, e mi paia dcroga-la cm parle. Dentis, eu reconhe-
(o mulla ulilidade na execuco dcsla lei; porque, sen-
do ella e.xecutada, o imposto he cobrado com grande
iguald.idr, o que nao succede observando-sc o regu-
lamento, porque esle quer que se pague o imposto na
rasoo de segunda sorle. quaudo pela lei se deve pagar
lia rasao de tercelrai donde resulta que os productores
que teeni aperfeicoado lois esse ramo de industria, e
por rousenuencia inaiidam ao inucado iiiellinr alinear
tcem nina vanlagem, pagando menor imposto do que a-
quelle quc,bavpndolidooinesinotrabalhoe a inesina des-
pea, todava nao tcm aperfeijoedo esse genero ao ponto
de po-lo a caberlo da desigualdade no pagamento do
imposto : portanlo j se ve (|iic na inspecco lia urna
uliliil.nli' a favor da agricultura, que lie o ramo de in-
dustria que entre nos est menos protegido. Siui, os po-
deres dn estado tceui-sc descuidado miiiioda agricultu-
ra, no ctanlo que ella be a fonte da riqueza das najcs ;
de sorle que, nao se protegendo a agricultura, nao se
pulirlo protecer as manucfaluras, que naobuscini scus
m ateraos nos productos da agricultura. A lei que creou
ainspeccaodo assucar favorece muilo niais a agricul-
tura do que a lei geral; para ni mi isto he motivo bastante
paraque cu vntepelaconscrrajiio destainspecco: a des-
peza que se faz coin ella he mullo bem compensada
pelos lucros, pelas vantagens que resulta agricul-
tura.
Dissc-se que a qualilicajo nao serve de nada para o
comprador, nein para o vendedor. Nao ha tal: ella ser-
ve de muilo paia aqUClle que iein de comprar para us
negociantes estrangeiros ; porque os habilita a conhe-
cerem se os coiniuissaros cumprcm ou uo os scus de-
vores o que, em abono da verdade, nao pude deixar de
proporcionar-lhos aran es vantagens.
Tainbem descubro mitra conveniencia, qual a da di-
minuidlo do contrabando ; porque, coniquaiitu se nao
possa provar com documentos a existencia desse con-
trabando, comludo nao se pode negar que a lepar ticao
Contribue para que elle uo continu, vistu que tcm
inaior numero de empregados que vigiein no embarque
desse genero. '
A' vista do que tenho dito, concilio que a reparticao
he ulil, e que por conseguinte convm asua conserva-
cao, alterado todava o respectivo regulamento. Ncste
sentido, vou mandar una eincnda mesa.
He lida e apoiada a segulnte emenda :
Ao y.1." No lim accrescente-se ficando autorisa-
do o presidente da provincia para reformai o regulameni
to da inspecjo do assucar, harmonisando-o com a le-
da sua creacao, na parte ein que este manda pagar os
direitosna rasao da terceira sorte. Trigo de Lourciro.
Encerrada a discuisao, sao approvado* o artigo e seus
paragraphos, com a emenda do Sr, Trigo de Lourciro
3ii into ao paragrapho segundo ; com a do Sr. Jos Pe-
ro, que marca 3150/ rs. para as collectorias anda nao
arrematadas, e com a do Sr. Horlia, que inauda dar 15
por cento ao collector de Olinda : liculo tudo o inais
prejudicado ou rejeitado, e sendo retirada, a pedido de
scu autor, a emenda do Sr. Dantas, quanto a quota do
agente das bebidas espirituosai.
OSr. l'milrnie di a ordem do da para a sessao se-
guinlc, c levanta a de hoje as 4 horas da larde.
43. sessAo onDiNsniA, em s be agosto
DE 1848.
PRESIDENCIA DO Sil. Wi, Milu AZEVEDO.
Sumhirio. Acta. Expediente. Parecer. Appro-
vaeo doi arligoi 6.", 7. e 8. do orcamento
provincial, com alijumas emenda o/ferecida
ao primeiro e ao ultimo.
As 11 linras da manh.a, faz-se a chamada-e verifica-se
estarein presentes 24 -Sis. deputadof.
O Sr. Presidente declara abena a sesso.
O Sr. 2.a Seerelarie le a acta da sessao antecedente, que
he approvada.
O Sr. 1." Secretario menciona osrguinte
EXPEDIENTE.
Uin o Hiri do secretario da presidencia, aecusando rc-
messa de uina cpoia do aviso da secretaria de oslado
dos negocios do imperio, datado a 19 de judio ultno,
em que se conten a fausta noticia de haver S. M. a ira-
pemiriz dado luz um principe com feliz sucesso.__
Recebida coin especial agrado. -
Outro do secretario da asssmblca legislativa provin-
cial das Alagoai, remetiendo uina collecjo dos actos le-
giilalivoi da iiicsma assembla, promulgados na sesillo
ordinaria do anno panado bem como um cxemplar da
falla rom que o Kxm presiden!' da meinia provinoii
abri a sessao ordinaria do citado anno. Mandou-se
archivar.
lie lido e approvado, havendo cedido da palavra o Sr.
Olinpa Campcllo, o parecer que ficra adiado na sessao
de lionirio, acerca da prctenjo do cidadao Joaquina de
lanos Cabral de Teive.
lie lido e tica adiado, por pedir a palavra o Sr. Trigo
de l inrcini, um parecer da commissao de legliiajo,
indeferindo o requerimento cm que o padre Vicente
Ferreira de Siqueira Varejao, professor publico de prl-
ineiras lettras deSanto-Anionlo, pedio assembla hou-
vesse de fazer Vigorar o artigo 5." do capitulo 8.* da lei
provincial de 10 dejunho de 1837, que conceda aos pro-
fessores que tivesiem inais de 50 alumnos uina gratifl-
cajao correspondente a dous tercos do respectivo orde-
nado.
lie lido e approvado o seguinte parecer:
A commissao cncarregada de examinar os cofres on-
de se depositan! os dinbelros pblicos desta provincia
dirigio-sc, no da i to cm rente, casa das sesses de
administrajao do patrimonio dos orphaos, e, passando
a proceder aoexame de que foiencarregada, cooheceu
que a esaiptur.iea i desse estabelecimeuto eslava regu-
lar e formulada segundo prescrerem os seus estatutos,
de 8 de Janeiro de 1847 o 5 de feverclro do inesiuu anno:
havendo a commissao conferido cuidedosamento os ba-
l ini,o. geraes com os auxiliares, e bem assim a despeza
com a receia despendida e recebida desde 2 de Janeiro
de ISili, lempo em que comecou a funecionar a actual
administraco, verilicou estarem exactos os balancos,
cumprindo observar que a transacta administracao de-
voiveu, ein caixa, actual a quantia de res 11 :(7.'l/328
em dinheiro, alcn de dividas antigs, algumas das quaes
informou a administracao datarvm do leuipo^ da corpo-
r.icao dos congregados, e cujos devedores sao pela m-
xima parte incgnitos : entretanto existia em Caixa, at
30 de junho deslc anno, a quantia de ris2:497/020 cm
dinheiro, que foi apresentada pelo actual thesoureiro,
Tilia Ignacio Ribeiro Roma: alm desta quantia deve-sc
ao estabcleciinento, durante a gerencia da actual admi-
nistracao, a quantia de 4:498/061 ris, provenientes de
nlngueis de casas esitios, cujas cohrancas se acham af-
foctas aos procuradores para rcalisa-las, segundo foi in-
formada a commissao pela administracao.
ii Koi, portanto, este o estado fiel e exacto cm que a
commissao achou o cofre e escripturacao do eilabeleci-
monto, coustituinle do lupradito patrimonio dos or-
phaos, soguudo Ihe foi apresentado pela actual adnii-
uistracao; estado esse que foi examinado com os dados
que estivoram a sen alcance, e compaliveUcom una iu-
vcsligacao dcsla nalureza ; pelo que vem a commissao
subuicter i consideracao desta assembla, para dar-lhc
o destino e consideracao qnc merecer.
Sala das sesses da assembla legislativa provincial,
7 de agosto de 1848. A'atn'er l.opee. Alvcs Ferreira.
He lido c approvado o seguinte requerimento:
i Requoiro que pela presidencia sepecain com ur-
gencia as seguimos informacocs:
l. Que gneros se comprara m para fardamento
do corpo de polica depois de 26 de abril do coi rente an-
no, e qual a sua importancia ?
2." Se a compra destes gneros foi precedida de
ordem do respectivo concedi administrativo do corpo,
e se olloctuada pelo intermedio do agente como he de
le; se, pela negativa, por ordem de queiu, e por quem
eifectuada ?
3. Se exista ordem da presidencia para se nao
abonar dinlioiros da caixa dos fundos dos fardamentns
como por ouiprcslimo, de que data lie essa ordem, esc
depois de 26 de abril se aboiiaraui dinheiros da nicsina
caixa, porque ordem, a quem, c que quantia? Tcixei-
ru de Horda, ii
O Sr. /tonta (pela ordem): Sr. preside ote, como
un iii!n o da coiumissao especial nomcada por esta as-
sembla para examinar os cofres c a cscriplura(o da
cmara municipal dcsla cidade do Recifc, devo declarar
i casa que hoje mesmo deu a commissao. principio ao
seu traliallio ; porm, pelo que vio c olfserrou, julga
que scrao necessarios I das de assidua invesligacao pa-
ra desempenhar devidamente as intcnedes da assembla;
portanto, he impossivcl que durante a presente sessao
legislativa provincial, em que cu \: os ineiis compa-
nheiros somos obrigados a comparecer desde as 10 ho-
ras da manila i at as qualro da tarde, possamos desem-
penhar a inisso que nos fui encarregada com ii soliciiu-
dc que exige scmelhante tarefa. Julgo, pois, do meu
dever fazer esta declara;o, e lembrar ao mesmo lempo
A casa, que para melhor verificarmos o exame, seria inais
conveniente fazc-lo no intcrvallo das sesses, e cnlao po-
deri unos apresentir na prxima futura de mareo o nos-
so trabadlo com todos os esclarecimentos que podesse-
mos haver. Ncste caso, cumprc que a assembla deci-
da se devenios cumplir o seu mandato no inle vallo de
que fallei, e apresentar em marco prximo futuro o nos-
so relalorio.
Consultada, a casa rcsolve afirniativainente.
(('otiiiuir-je-na.;
RECIFE, 13 DE ACOST DE 1848.
Parti hoje para Italia o Rvm. Sr. Frei Placido da Mcs-
sina, muito digno prefeitodo hospicio de Nossa Senho-
ra da Pcnha nesta cidade.
Negocios da sua ordem, e talvez mesmo a obrlgacao
que ihe corre de diligenciar, em clima inais benigno,
o restabel ecimenlo de sua sade, um pouco alterada,
obrigam-no a deixar por alguns mezes esta provincia,
a que prestuu relevantissimos scrvlcos, e onde conquis-
tou inuitos amigos por um procedimento sempre re-
gular, e condigno ao sacerdote que seencarrega da es-
pinhosa tarefa de missionar.
Justo apreciador das qualidades nao vulgares do I-
lustrado capuchinho italiano, fallramos a um dos nos-
sos deveres se nos apressasseinos ein manifestar o
quanto desojamos que, ao cabo de feliz viagem, con-
siga ello os dous lins que o leva ni ao paiz natal, e depois
volte a esta trra para continuar a proporcionar-lhe os
beneficios que, em varias e bem difliceis conjuncturas,
temos colindo das suas prgaces.
Vamos continuar o extracto das gazetas eitrangeiras
que recebemos no da II.
A assembla nacional de Franca, em a terrivel crise
por que acaba de passar o pair, desenvolveu urna ener-
ga digna por certo (losmaioies elogios. Alm de ou-
tras muilas medidas que adoptara, resolveu conservar-
se em sessao permanente, declarou Paria em estado
de sitio, t drlegou no general Cavaignac todos os po-
deres oxeeutivos.
Km o mesmo dia que isto decretara (24 de junho),-re-
i ein ti o seu presidente a seguinte mensagem da com-
missao executiva:
Cidadao presidente. A commissao do poder exe-
culivo faltarla aos seus deveres e sua honra se largas-
te o poder em frente de urna sedlcao e do perigo dp
estado. Relira-se smenle em obediencia voi.15.ao da
assembla. Devolvendo-lbe oa poderes ein que ella a
investir, volla aoseio da repreientaco nacional, para
se rmpregar comvosco na salvncao da repblica no meio
do perigo cominuin. Os membros da commissao execu-
tiva. Ara/o. Ledru Holln. Gomier Pagh. La-
martine. marie. O secretario, Pagnerre.
O general Cavaignac, como chefe do poder eaecutivo,
ordenou aos corregedores dos diversos bairros de Paria
procedessem ao desarniamento de todo o guarda nacio-
nal, que sem motivo legitimo, faltane ao chamamenlo
que se Ihe fieise para concorrer defensa da repbli-
ca ; prohibi o |allixan 111-se as ras quaeiquor im-
pressosque tratem de materias polticas, nao emanados
da autorldadc, cmquanto a publica tranquillidade nao
ftse restabeleclda e mandou que todo o individuo
encontrado a levantar barricadas fsse considerado co-
mo sendo apanhado com as armas as maos.
Fram supprimldosos segulntes peridicos: LaRevo-
lution, La Vraie Revolution, L'Organiation du Traval,
L Auemble Nacionale, Le Napolen Republlcain, Le Jour-
nal de la Canaille, Le Lampin, La Libert, Le Pire D-
cheme e Le Pilori. Fram, alm disso, trancadas as typo-
graphias onde estes jomaos se iuipiImiam, e grande nu-
mero de pessoas haviain sido presas.
Que o arcebispo de Paris lora baleado na fratricida
lula que ensanguentra toda aquella cidade, j o sabem
nossos leitores ; o que agora, pois. Ibes vamos referir
sao as circiimstaneins de tan infausto acontecimento.
U veneravel preiado, acompaniado dos seus qairo ca-
peliaos, dirlgio-se espontneamente residencia do ge-
neral Cavaignac, chefe do poder executivo, e ahi se ihe
oH'errccu para ir levar aos sublevados palavras de pai,
c para empregar elle e o seu clero no servico da rep-
blica todo o seu zelo e devoran.
O general o recebeu coin a consideracao que mereca
tao generoso quanto verdaderamente christao ollero-
cimento.
O digno prelado parti, encarregando-se de apresen-
tar aos sublevados a ultima proclamaran do general, e
empenhaudo-se por cumprir esta inisso, fora mortal-
mente ferido. A bala que recebara nao poderla ser ex-
trahida sem que soffresse urna dolorosa operaran ; com-
ludo os facultativos ainda nao tinham perdido a espe-
ranza de salvar os dias de tao virtuoso varo.
A 22 dejunho os operarios de Marselha, abandonan-
do as olTiciuas, dirigiram-se ein columna prefeitura,
que se achava defendida por fortes destacamentos de li-
nha e guarda nacional. Pediram diminuirn de traba-
dlo ;armaram barricadas, c travando-se cmbate, fo-
tos. A artilharia bateu as barricadas.
Km Saint-Paul-Laroche (Dordogne), nos districtos de
Jiuli e Hayers (concelho de laoslo), tambein occorre-
ram ilisiu 1 bins ; em Chalos negou-sc a tropa de linha a
marchar para um exerciciq ; e reunida depois guarda
nacional exigiram ein altos gritos a soltura de alguns
soldados presos
Em Givors, prximo a I.yon, foi parte da guarda na-
cional desarmada pelas autoridades nomeadas no meio
de um grande motiin. Km Rion tambein bouve mago-
tes de povo que ameacaram coin a mora a alguns ban-
queiros, que se viram obrigados a suspender os paga-
mentos.
Finalmente, cm Nantcs os operarios a taca rain a pe-
dradas a guarda nacional e a tropa, do que resultaram
alguns l'eriincntus.
Km Portugal, bem como j noticiamos, nada de extra-
ordinario havia occorrido. O paiz ficara tranquillo ; mas
oscacetistas ainda conlinuavain em seu infame exer-
cicio.
Na noile de 26 de junho (diz a Revoluco de Selembro),
liouve em Torres-Novas urna festa de ccete. Una co-
lumna dos bravos do 16, do cominando do tenente-coro-
ncl Barros, debandou quasi toda pelas ras da villa, e
armada de cceles espancou a quem encontrou. Um ft-
IhodoSr. Jos deVasconcedos ioi a primclra victima.
Mas dous col iilns csto cm perigo de vida.
Esta horda havia chegado all de manhaa, e deven-
do aqiiartelar-sc no quartel de cavallaria foi para casa
dos particulares, exigindo dos palmes que Ihe enchessem
a barriga cm nome da rainha, carta e independencia
nacional. O tenente-coronel Barros, segundo noticias
daquella villa, acoucelhou as cacetadas, etc. > -
Km llespanha rcinava completa ordem e tranquilli-
dade, e nao havia receios de que esta fsse perturbada.
No dia 27 dejunho fura levantado o estado de sitio em
que, desde 7 de maio, se achava Madrid.
Por decreto de 28 do niesm > mez fra privada D. Jo-
sefa Fernanda Luiza de Bourbon de todas as honras e
considerarnos de infanta de llespanha, por haver contra-
btdo matrimonio com D. los Guel! y ent, contravin-
do abertainente ao disposto na pragmtica sanoeu de
27 de marro de 1776, casando com pessoa manifestainen-
tc desigual, e sem a permisso da rainha.
Por decreto de 30 fra prohibida a exportacao do ouro
amoedado, ou cm barra, exceptuando a inoda de que
para seus gastos possam precisar os viajantes, a cada
um dos quacs ser permiltido levar at a quantia de
2,000 reales, lista prohlbicao he transitoria, c durar s-
inentc cmquanto se nao adoptarem outras providencias.
As deputaros do llava, Guipuscoa o Hiseai.i, reunidas
em conferencia, offereceram ao governo para as urgen-
cias do. estado um milhao de reales.
O exercito de Carlos Alberto ia sendo reforjado por
dill'erentes reservas, e esperava-se que dentro de uina
semana augmentassem as fryas com inais 27,000 ho-
mens, para guardarem a linha do Mineio, e deixarem o
exercito livre, aflu de operar aonde conviesse.
A independencia da Sicilia fra reconhecida pelaGraa
Dretanha com a condijo de adoptar ella o governo cons-
titucional. Quaudo esta noticia chegou a Palermo, tal
foi o regosijo da populajo que a cidade se illuminou
por tres noiles consecutivas. A esculla de um rei ab-
solva a geral atlenjo ; os candidatos em que inais se
fallava erain: o segundo fllho do rei de Sardenha, o
grio duque de Toscaua, Beauharnais, e l.uz. Bonaparte
suppunlia-so, porm, que a escolba nao se faria emquan-
lo presente executivo nao livesse consultado com a Fran-
ca e outra potencias, e particularmente coin a Ingla-
leira. O estado da ilha he grandemente satisfactorio; o
poder das autoridades crescia de da em dia. c a guarda
nacional, composta das inais respeilavels classes do paiz,
formava uina forja bem disciplinada e em que se podia
conar : o scu numero lmente ein Palermo montava a
12,000 liunieiis, iodos bem dispostos a mauter as leis e a
faer efl'ectiva a seguranja de vida e de propriedade.
Fra apresentado s cmaras-sicilianas um projecto
de constituir.!. Nelle se recbnhece a religio cailioli-
ca romana, e se cstabelece a forma do governo inonar-
chico. A sobcrania da na;o residir nos tres poderes,
legislativo, execulivo o judicial io. O parlamento com-
pe-se de duas cmaras, lixando-se em 120 o numero dos
faros. P.eiiuir-se-li.i aiinualmcnte em Palermo no dia
i de Janeiro. El-rei poder dissolv-lo, convocando,
porm, logo outro.
O imperador da Austria em uina sua proclama(ao,pu-
blicada cm Vicua a 2 dejunho, participara que o sen
mo estado de sade Ihe uno permittia ir abrir em pes-
soa a assembla nacional, mandando para esse lim a seu
augusta to o archiduque Joo, o qual levara plenos po-
dSres para resolver em quaesquer casos como enten-
desse.
Na Prussia havia cessado a crise ministeiial, tendo si-
do o gabinete assim orgauisado. Presidente do conse-
ibo, Mr. Camphausen; ministro da initrurjao, Mr. de Ac-
ccrsald; dito do reino, Mr. Robertus Sagetsow; dito dV
negocios estrangeiros, o barao de Schleinilz; dito d.
justira, Mr. de Horneinann ; dito da guerra, o bario de
Scbreckenstein dito da fazeuda, Mr. Hansemann ; dito
do coinmercio, Mr. de Palovr.
A dieta germnica, na sessaode 14 dejunho, decretou
por grande maioria que se applicasse a quantia de seis
millioes de thaleri para a creacao de una marinha al-
leiuaa.
a O plano do clebre Dahlmann que se diz ser ap-
provado pela couiiiiissoda assembla conslituinte que
deviadar o parecer acerca do supremo governo central
da Allemanha, conten as segulntes disposices princi-
pad. 1.a At o definitivo eslabeleciineiito do luprc-
1110 poder central llavera um directorio federal, encar"
regado de lodos os negocios concernentcs najao aju,
inaa. i." O directorio se compara de tres membros, no?
meados pelos governos, depois de couferenciarem col-
unia commissao da assembla rxpressamente nomeadlL
Esta nomeajo dos governos ser approvada pela aiscni>
bla. A Prussia nomeari um, a Austria outro, e o terJ
celro ser elrito pela maioria de votos de todos os maii
estados, escollado d'uma lista de tres, proposta pela
Baviera. 3.a s funeces do directorio geral lerao : pro.
mulgar e cumprir as resolurei adoptadas pela Mum
bla constituinte expedir as ordeus necessarlai plrj
se lcvarem a eflfelto as lela do imperio ; cuidar na de-
fesa nacional c nomear o commandanie em chefe du
tropas federaes ; tomar as providencias para a repre.
sentacao da nacao allemaa, noineando agentes dlplou,,.
ticos e cnsules. 4.' Em todas as questes de paz ou (~t
guerra, e no que fr relativo a tratados, o directorio fe
doral tomar todas as disposices de aecrdo com a i%.
senibla consttuiuo. 5.* O directorio federal exercita-
r o poder por meio de ministros de sua noineajo, rei-
ponsaveis para com a assembla. 6.a Para esle etl'cito
nomear um ministro de negocios estrangeiros, uin da
guerra e marinha, uin do interior, outro da fazenda, ou-
tro da agricultura, industria fabril, coinmercio e obras
publicas. 7'" Os ministros lerao direito de assislir i
discussdes da assembla, e de fallar quaudo o requere-
rom, porm nao de votar, salvo se frem membros da
mesilla assembla. 8." I.ogo que fr promulgada como
ci a cccstitucao da AUemanri*. eeiirno aa tunero,
do directorio e dos scus ministros.
Na sessao de 8 apresentou-se o relalorio sobre os
negocios do Schleswig-Holstein, que termina aisiru
A assembla nacional declara que a questo de Schlti-
wig-Holestein est na aijada de suas aitribiiiriaes como
questo nacional, e insiste em que no caso de se con-
cluir a paz com a cora d Dinamarca, sejam devida-
mente attendidos os direitos do Schleswig e do Hols-
tein e a honra da Allemanha. A assembla, alm dina,
persuadida de que a cvncuro de Schleswig pelas tropas
alleinaas se mostrar ser um movimento estratgico, 01.
prime a sua conanja cm que o exercito federal ser
reforjado sem perda de lempo, c os habitantes do nor-
te daquede ducado sero protegidos contra qualquer
aggressio a que ftquem expostos por essa retirada.
u rei de uiuamarctt sauo u cpta! d luilc juho. m
Malmo teve urna entrevista com o rei da suecia c 01
dous principes seus ti dios; dahi parlram para Karls-
crona e passaram revista artilhaiia e s outras tropas; /
Ando este acto, o rei de Dinamarca voltou pelo cainlnho
de !c!.;i::""V. Dz-?e je ? frms uec?S nnin riemtnn
a Dinamarca compunham-se de 15,000 homens com 70
pejas de artilharia; 4,500 destas tropas j tinham de-
sembarcado em Nyborg a 13 de junho, e estavam com
brios de pelejar pelo que ellos cbamam indcpcndceisM
das naroes do norte.
Por noticias recebidas em Londres das boceas'do Da-
nubio constava que entrara na Valaquia um exercito
russlano na forja de 30,000 homens.
A Revoluco de Selembro diz que na gazeta franceza la
Democratit pocifique de 17 dejunho l-se o seguinte acer-
ca doi preparativos bellicos da Russia.
Escrevein de Koenisberg em data de II dejunho.
Acabamos de saber por um empregado do consulado
russiano que um corpo de 100,000 Rusiianos est eui
marcha para o grao-ducada de Posen ; as frcas da
guarda imperial concentram-se a 30 milhas da frontei-
ra da Prussia na estrada de Petersburgo a Varsoria. O
mesmo empregado accrescenta que as tropas rusiia-
nas inobiiisadas na Polonia sbem a 240,000 homens.
11 Dizcm de Varsovla que o imperador vai publicar
brevemente um manifest muito alm dos votos e es-
peranjas mais ousadas dos Polacos. D-se tanibeni por
corto que a 16 do corrente as tropas iiiarcharam para o
occidente, divididas em tres corpos de exercito, o do
centro s ordens do imperador sobre Vicnna, ala di-
relta sb o commando de OrlotT, se dirigir a Berlim, e
a ala da esquerda do commando de Pas-Kevritch oceu-
par Cracovia e a fronteira da Silesia. Portanto, estamos
na vespera de grandes acoutecnientos. Perticinain de
Lemberg, cm dala de 9, que na fronteira da Galllzia
com a Russia o clero e as autoridades exhortam os cani-
ponezos a no torem recelo dos Turcos se atravessarem
a Polonia, porque nao virio como inimigos mas como
adiados.
O ministro dos negocios estrangeiros turco-dirigi ao
gabinete da Qredit urna nota em termos fortes, pedindo
que ihe fsse entregue o individuo culpado da tentativa
de assaisiuio contra a pessoa de Mussuius, representan
te da Turqua na Grecia, sendo aquello criminoso.sub-
dito turco: a nota inclua speras ameajas no caio de
negativa.
Finalmente temos de annunciar aos nossos leitores
que S. Santidade Horneara internuncio apostlico ueste
imperio a momeuhor D. Lourcnjo Brili, auditor da
nunciatura em Lisboa. Esta promojo, diz a Revolu-
co de SeUmbro, he das mais bem merecidas que se po-
de m dar; porquanto inonsenhor Uarili he 11111 dos rs-
trangeiros mais sabios que nos ltimos annos teem resi-
dido em Portugal, e que em pouco tempo grangearam
entre nos uin crdito pouco vulgar. Honra, pois, eja
feila, tanto ao digno representante pontificio que osou-
be propr para seu auditor nesta corte, como ao pont-
fice que. cnnhecendo-lhe os nierecimentos, o promoveu
a outro grao mais subido e importante.*
I*ublica9ts a pedido.
--T"
O presidente da provincia, em observancia da lei pro-
vincial n. 210, de 28de julho prximo pajsado, cominu-
nica ao Sr. tenente-coronel Antonio Carneiro Machado
Ros, que tein cessado o seu empregn de cohiinandan-
te geral do corpo de polica desta provincia.
Palacio de Pernambuco, II de agosto de 1848.
Antonio da Cotia Pinto.
llltni. Sri. depuladoi provinciati. Permit! que, vos
agradeja o benigno acolhiinenlo que dstes oll'cit
que do retrato lid de S. M." o Imperador liz a ella
iliustre assembla, para que fsse enllocado ua sala de
suas sesses, como j o determinaste*. Esle acto, tubo
de vossa delicadeza c apurado gusto pelas bellas arles,
deve de lodo aiiimar-ine a emprchender iguaea traba-
dlos, e assim proseguir no desempenho de uina prolis-
lo que muito depende de vossa coadjuvajo e auxilio.
Praza aos cos que continuis a ler asiento no recin-
to desta iliustre assembla, para que eiupregueis vos-
ta sabedoria e decidido zelo ein providencias e medi-
das legislativas que tendam a promover e animar as
bellas arles e a industria nesta provincia, digna de me-
Ibor sorte.
Joaquim Jote de Carvalho Sequeira Vartjio
ttacharel em lettras.
COMMERCIO.
Alfandefja.
RENDIMENTOD0DIA12...... .
^-^'' Dtteanega hoje, 14 de agoito.
arca Tejo mercedorias.
9:191/601
CONSULADO GERAL.
\
KKNDIMENTO DO DIA 12.
Geral' ,....-...-.-.:.....'; 319/453.-
Diversas provincia !............ 271/831
3:991/284
. *.1
MUTIL
1


CONSULADO PROVINCIAL.
RUDIMENTO UO DA 12..........2:3*2/064
L PRA?A M RECIFB, 16 DE AGOSTO DE 1848,
? AS 3 HORAS DA TABDE.
Revi lia nr.nanal.
Cambios.....Houve pouca transaccdes a 95 d. por
1/000 rs.
igo'ardente- Vendeu-se de 40/000 a 45/000 r*. a
pipa. '
tleodao.....Entraran 001 saccas.- O mercado foi
A b mais animado.O de primelra orle
vendeu-se de 4/300 a 4/400 n. por ar-
roba, e o de segunda de 8/800 a 4/000
rls.
AssUcar......Tein ildo tao procurado, que o depo-
sito como que se acha exausto : en-
tretanto apenas vicramao mercado 195
calas. Acondicionado nesses volu-
mes, o branco vendeu-se de 700 a 800
rs. por arroba sobre o ferro, c o mas-
cavado a 850 rs. : eni saceos e ein bar-
ricas, porin, oprimeiroobteve 1/00
al/WOrs. por arroba, e o segundo
1/300 a 1/400 rs.
Couros......Nao ha compradores aos salgados, pe-
ln nrero de 90 rs. por libra.
Sola .-.-... Vendeu-se de 1/100 a 1/4UW rs. o
mel.
asser y^-^^T^'t
\ de 1jf50". 1/900
Miguel Archanjo Monteiroii Anirait, offleial da im-
perial ordem da Rota, cacalleiroda diChriiio **"'"
peclor da alfandega di Pernambueo, por S. M. o
Imperador, que Dioi guarde, ito.
Faz saber que, no da 17 do corrente, ao meio-dl,
se lio de arrematar era basta publica, e na Por'a da
iiicsma, 50 pecas de esleirs ]da India, contendo 40 jar-
dascadauma peca, no valor de 700/000 rs., Impugna-
das pelo guarda Antonio Lopes Pereira de Carvalho. no
despacho por factura n. 733 : sendo a arreinalacao suu-
jeitaadirellos.
Alfandega, 19 de agosto de 1848.
Miguel Archanjo Monleirodi Andradt.
Declarayoes.
Awfte xfoc" dem de 1/800 1/850 rs. ^galo do
Itatatas -
Canella-
de Mediterrneo,
rs. o de Lisboa.
- dem a 800 rs. arroba.
- Falta.
Canalla-.....rana.
Carne secca Chcgaramtrescsrrcgamentos que coa-
ffri!r'!Jk'7^Ld/R0..^: Kmvlrtude da ordem do Exni. Sr. presidente, de 9
(
Mantciga -
ja de46.000 anobis.O consumo da
semana foi regular. O preco lluctuou
entre 2/400 a 9/800 rs.
nia saleada A de porco vendeu-se a 35/000 rs. por
u B barril, c a de vacca a 28/000 rs.
Carnciras -.slrancezas venderam-sc de2/0U0 a
21/000 rs. a duiia.
CoDre.....- dem de 650 a 700 rs. a libra do de cal-
dereiro.
Frva-doce Falta. ,
VolhadeFlandrcs-Vendeu-sc de 2Z/u a ziuuu rs. a
caixa.
Fio de vela- dem a 480 rs. a libra.
)ito de sapalciro-Idem a 700 r. a libra.
Familia de trigo-0 deposito monta a 8500 oU 9000 bar-
ricas, por ter chegado um carregamen-
lo coin l,790.--Osprecos contlnuaram
a fluctuar entre 19/000 a 22/000 rs.
cada uina.
- Vendeu-se a 640 rs. a libra da ingleza;
de 580 a 600 rs. a da francesa de vac-
ca, a a98 rs. a de porco.
Oleo de liuhaca dem de 2/100 a 2/300 rs. o galo em
cascos de madelra.
Parnahlbas- dem de 600 a 640 rs. cada urna.
pise da suecia Falta.
Betroz......Vendeu-se a 9/000 rs. a libra.
Sabao......dem a 180 rs. a libra do de Mediter-
rneo.
Sal ---- dem a 500 rs. o alqueire legal.
Viiihos.......dem a 108*000 rs. a pipa do de Lis-
boa marca PRR, e de 60/000 a 02/000
rs. do de Marselha.
Velas.......dem de 700 a 750 rs. a libra das de
composieo.
Bacalho- O deposito est reduzido a pouco mais
de quatrocenlas barricas.--Kelallion-
se a 14/000 rs. cada uina.
Oepois da nossa ultima revista entraran! 12 embar-
caefles. e sahiram 18.Eslao ancoradas no porto 44, a
saber : 5 americanas, 20 brasileiras, 1 dinamarquesa
8 franceas, 10 inglezas, 4 portuguesas c 2 sardas.
M minien Lo do Porto.
PARA OS PORTOS DO SUL.
O paquete de vapor brasileiro Prnatnoueana, com-
mandanteJ. Milltao Henrlques, deve estar aqu dos por-
los do norte no da 15 do corrente, e partir no segulnte-
= A administrado geral dos estabelecimcntos de ca-
ridsde manda fazer publico que, no dia 14 do corrente,
pelas 4 horas da larde, na sala das suas sesses, Ira a
praca a renda das casas n. 2 da travessa de San-Pedro,
en. 63de Fra-de-Portas, as quaes fram reedificadas e
pintadas de novo. Adminislracao geral dos cstabcleci-
inentbs de carldade, 9 de agosto de 1848.
O cscripturarlo,
Francitco Antonio Carnicanii Costciru.
= Acha.se nesta subdelegada um quarto castanho,
sellado e enfrelado, oqual foi apprehendido por se jul-
gar lu lado : quem tur seu dono compareca na mesina
subdelegada, que, provando ser seu, llieser entregue.
Subdelegada da tregueiia da Varsea, 6 de agosto de
1848. O subdelegado, Francitco Joaqun Machado.
ter pirle da carga prompta, o patacho Santa-Cruz, pre-
gado e forrado de cobre : para o resto da carca pas-
sagriros trala-sc ao lado do Corpo-Santo, luja de rabos,
n. 95, ou como capiuio, Joaquim Antonia '. >n., Santos.
''ara Lisboa sabe oa amalo brcvldaaV abarca
poriuguna Tejo, capitiio Sllverio Mauoel do Res: part
carga e passagolros, para o que trin o mais iSMladoi
coiiiiuodos a tratar coin o capitn ou enm os eonilg-
natarios, Olircir Irmoi fc C.
Vende se o brlgue nacional Auilral, forrado o en.
cavilhado de cobre, de superior marcha, promio a se-
guir viagem para qualqucr porto : tratase com o cor-
respondente na ra Dlreita, n. 24.
Para o Rio-dc-Janero segu com a possivcl brevi-
dade o btiguc-escuna nacional Ulnda, por ter parle de
seu carregameuto engajada : pira o restante, rscravo i
li ele e passageiros, a quem ofl'erecc cxcellcutei com-
modos, trata-se com Machado t Pinhciro, na ra da
Cadeia, n.37, ou coin o capitao Manuel, Marciano Fer-
reira.
Le i la .
PACADORIA MILITAR.
Naviountradoi no da 19.
Cadli; 30 das, barca dinamarqueza Caroiin-<4wlia, de
191 toneladas, capitao H. M. Dresher, equipagem 11,
carga sal : a N O. Rieber.
Londres; 72 dias. brigue ingles Sultana, de 159 tonela-
das capitao John Vv. Crutchfield. equipagem 8, carga
plvora, serveja mais gneros ; a Christophers k Do-
naldion.
Navios tahidoi no memo dia.
Rlo-de-Janeiro; barca dinamarqueza CaroIi'ne-^mWia,
capito H. M. Dresher, carga a mesma que trouxe.
dem ; brigue brasileiro Jfinerua, capito llenrique Cor-
reia Freitas, carga assucar, ago'ardentc, sola e mais
gneros. Passageiros, Bernardino Lins da Costa, Jos
Joaquim da Cunha, Sebastian Jos Ribeiro, Porlugue-
zes ; e dous escravos a entregar.
dem ; barca jiortugueza Tentativa, capitao Antonio Sil
veira Maciel Jnior, carga azeite de peixe, vinho agoa-
ardente e mais gneros. Passageiros, a Exma. Sra.
r viscondessa de.Goianna com sua familia, o alferes Jo-
o Xavier Pestaa, Brasileiros ; Domingos Jos de Li-
ma eoui sua familia, Jos Antonio de Lima com sua
familia, Joaquim Harcellino da Silva, Portuguezes ; c
1 escravo a entregar.
Liverpool ; barca ingleza Hi'iium-7iutfeti, capitao J.
Goulding, carga assucar c algodo.
Aai'io mirado no da 13.
Cardiff j 50 dias, patacho Inglez IFMiam-Znal, de 168
toneladas, capitao W. Newby, equipagem 9, carga car-
vao de pedra; a Me. Clmont h Companhia.
Navo tahidoi no memo dia.
Gibraita ; polaca sarda PedantoH, capitao Pedro Rebuf-
fe, carga assucar e ago'ardentc. Passageira, o reve-
rendo padre prefeito fre Placido daMessina, capu-
chlnho.
Genova ; barca sarda Ballila, capitao Domingo Kuzano,
carga assucar. ,
Canal; barca ingleza Emilia, capitao Anthany Uadson,
carga assucar.
do presente inez, ella do Sr. commissario-pagador mi-
litar ebefe desta pagadura,Se arremataro 95 cavallos,
que pertenceram companhia de cavallaria, perante
esta pagadoria em hasta publica, em o dia 17 deste mes-
mo mez.
Os pretendentes os poderao ver na cocheira da refe-
rida companhia.
Pagadoria militar de Pernambueo, II de agosto de
1848.
No impedimento do crcrivo,
Joo Arceni-i Borboza.
De ordem do Illm. Jsr. inspector da thesouraria
desta provincia se publica a circular n. 12 do tribunal
do thesouro publico nacional, de 10 de julbo do corrente
anno.
Secretaria da thesouraria de Pernambueo, 19 de agos-
to de 1848.
Ignacio dot Santos de. Fonseca,
OIHcial-iiiaior.
CIRCULAR.
N. 12.Francisco de Paula Sousa e Mello, presi-
dente do tribunal do thesouro publico nacional, tendo
resolvidoque com o corrente mez cesse a publicacao
da duela O/peial, autor isa as theiourarias das provincias
a fazerein restiluicao aos assignaittes da mesma tiazeta
da parte das assignaturas adianladas a que tiverem di-
reito.dando conta ao thesouro do que restituircm; o que
as referidas thesourarias dcvero fazer publico. The-
souro publico nacional em 19 de julho de 1848.-- Fran-
ciieo de Paula Soutae'Mello.Con forme.Joo Mara Ja-
cobina.Conforme./anaci dot Sanlot da Fonseca.
fice-coniufado da Repblica e Confoderacao Argentina
em Pernambaco. ,
Por ordem do F.xm. Sv. enviado extraordinario e mi-
nistro plenipotenciario da Repblica Argentina, se faz
publico que toda a embarcaco que se destinar aos
poitos da repblica dever levar seu manifest e carta
de sade legalisados pelos cnsules da referida rep-
blica, e para isso devem ser acompanuados dos despa-
chos dos gneros mencionados. K emquanto uo r
determinado o contrario pelogoverno da mesma rep-
blica nenhuma embarcaco ser admittida entrada,
que tenlia tocado ou tido communicacao com a cida-
de de Montevideo, ao menos que nao prove que foi ni-
camente para receber pratico. por meio dos seus con-
signatarios ; no emquanto, para facilidade das euibar-
cacoes que procrala os partos da repblica, Indepen-
dente dos pratlcos que se acham a bordo das embarca-
ces de guerra cslrangeirasem frente a Montevideo, a-
cha-se urna escuna com praticos a bordo, na altura da
ponte do Indio (cujo preco he todava mais commodo do
que os outros): oulro sim, nao serao admittldas no por-
to da Ensenada embarcac-es estrangeiras de menor lote
quede 120 toneladas.
Oque o infrascripto fas publico ao coimnercio desta
praca por ordem superior.
Pernambueo, II de agosto de 1848.
A nuil Mara de Seixat,
Vice-consul argentino.
--l.ilkin.inii Si Rosenmund continuarlo, por inlerven-
caodo correlor Oliven i, o seu leilao de mobilia, consis-
tindo em commodas, mesas elsticas, ditas de sof, ditas
redondas, ditas com pinturas, espelhos com ricas mol-
duras douradas, varios apparelhos de vidro muilo fortes
c baratos, armarios para roupa, ditos para livros, lavato-
rios, camas e nimios objeetns primorosos, proprios para
mimos ; e alguinas arras de ierro c dlffemitefl la,ia-
nlios: quinta-felra, 17 do corrente, s 10 horas da nia-
iihaa, na sua casa, ra da Cruz.
Avisos diversos.
EDITA ES.
e teu temo em
G. C. Coopcr retira-separa fra do imperio.
L. Little cidadao americano, rctira-se para os Es-
tados-Unidos.
Joaquim Flix da Roa vai a Macci, e durante a
sua ausencia fica cncarregado dos negocios de sua casa
oSr. Jos Antonio AI ves Miranda Gulmarcs.
Leopoldo Jos da Costa Araujo embarca para o Rio-
Grande-do-Sul a sua cscrava crioula, de nonic Bernar-
dina.
-- Jos Matheus Ferrcira relira-se para fra da pro-
vincia.
.-- Foi tomada de um pelo, no (lia 12 do concille,
nina bengala de unicorne com easto c pnteira de mi-
ro, ottrecendo-a por 320 ao abaixo asslguado, dlzendo
que a linh adiado ao p da ponte da lioa-Vista : qu.....
fdr seu dono procure-a em nio de Amonio Ricardo An-
tunes Villata, na ra Nova, n. 9, que vista dos mais
siguaes Ihe ser entregue. J. J. do Monte.
Prccisa-se de um amassador de pao, que culcnda
de forneiro : na ra do Trapiche, n, 46.
Preclsa-se de um caixeiro de 14 a 16 anuos de da-
de, que lenha pratlca de loja de miudezas : na rua larga
do Rozario, n. 26.
No Engenho-Novo da Muribeca, 4 leguas distante
desta cidade, precisa-sc de um Portugus para feitor :
o que quiter, dlrija-sc ao dito engenho, aliancaiido sua
conducta.
Silvana Mara dos Santos Vital, tihtuivira da rua
Augusta, mudoii a sua residencia para o pateo da l'e-
nha, ii. 8, casa com janella de vidracas, entre os dous
andares, aonde a acharo seniprc prompta a servir a
todos os seu freguezes, tanto em Ungir, como em en-
gommar c tirar toda a qualidade de noiloa : ludo coin
umita perfeicSo o preco mais commodo do que em mi-
tra qualquer parte".
Kslo a venda os 6." ,c 7." nmeros do (jrilo da Pa-
tria,.ni praca da Independencia, n. 12; no bairro do
Recife, n.16. Continua a cobranca vista dos recibos
impressos.
, Desappareceu de Santo-Amaro (Cidadc-^ova) na
noile de 11 para 12 do crtente, do sitio de Mauoel Cal-
doso da Fonseca, um -molequc que representa ter l
a o ims, pouco ladino, de nome Zacaras, coin o sem-
blante um pouco alegre : quem dalle livor noticia
queira participar no mesino sitio, ou na praca do Cotll-
meicio, qualqucr hora ao mcsiiio Cardozo,
ATTE.VCAO.
Roga-se aos Sis. assigiianles do Nazareno, que nula
lo pagaram suas subscripces, de o fazerein, para li-
luidacao : os Srs. assignanles sabcui que i redaceo
THEATRO NACIONAL
DI
SAN-FR4NC1SC0.
Constando ao director, pelo mesmo
Sr. proprietario deste theatro, que ha
qnem o deseje tomar, faz sciente qual-
quer sociedade, ou pessa particular que
o pretenda, que est prompto desde j a
largar, mediante a pequea ndemnisa-
c3o que estiver ti dever de renda da casa
at ao dia da entrega ; divida a que teem
dado lugar as actuae cireumstancia do
Lg\ gratificacao todas as obras cliama-
d cmara municipal da ciiladi de Olinda
virtudt da lei, etc.
Tendo a Divina Providencia felicitado a este imperio
coin o iiascimeiito de um principe, que S. M. a lm-
peratrU deu a luz com felix sutesso, no da 19 de ju-
lho prximo passado, como foi communicado ao F.xm.
Sr. presidente da provincia em avilo da mesma data,
segundo fes sciente esta cmara o mesmo Kim. Sr.
presidente, em ofTicio de 8 do corrente mez: por isso
convidamos aos habitantes deste municipio para que
Iluminen) at frentes de suas casas nos dias 14, 15 e 16
do correle mez, por tao fausto motivo.
C para que chegue ao conheciincn lo de todos manda-
mos publicar o presente nos lugares do costume, e pela
imprenta. .
Cidade de Olinda, 9 de agosto de 1848.
. .... y Jote JoaquimAc Almeida.(iutde$, -
Presidente.
Joao Paulo Ferreira,
Secretario.
paiz ; das de reprego que [he pertencerem
assitn como todos os petrexos theatraes, e
grande parte de vestuario, s afirn de se
livrarde tao pesado incommodo : os pre-
tendentes, quando n3o queiram tratar com
o abaixo assignado, pdem dirigir-se ao
Sr. proprietario, ou ao Sr. Jos Duarte
das Neves, que, vista deste annuncio,
pode regular o contracto.
Francisco de Freilas Gamboa.
Avisos martimos.
e os 4 ni' /1 de mar-
nao
quidac
nao tein meios proprios a dispflr
co a i un lio estao vencidos.
OSr.ManoclMarccIlino Calado, chegado ha poucos
das de Una, tenha bondade de checar ao sillo deno-
minado San-Pedro, na propriedada do Sr. Joaquim Car-
neiro Machado llios, que se lhc deseja filiar.
- O Sr cadete do segundo batalbo de ai tilliai ia a pe,
Mauoel Joaquim Paz Brrelo, baja de vir pagar ao abai-
xo assignado o alugucl do cavallo, na cocheira da rua
da Florentina, quanto anles ; do contrario, sera cha-
mado a juiz. _
il/,ino de
Um rapaz portuguez se oflcrccc para caixeiro le
lalquercasadc negocio do que lem bastante pralica :
iciii o prclenderdlrija-sea rua Direia. n -w.
qualqv
quem o pr
-- Fuiio, no dia 27 de abril
... ,_ __!-..i- .1., '10 -. A .ni
urna prcta.
n. 122, que serao
se as autorldaues c pessoas
hendam e levem-na a rua de Moras
gratificadas. ,
__Aluga-se uina casa na rua do Aragao n. ai a tra-
tar na Direila, n.6.
O Sr. Thcolonio Joaquim da Costa, mestre de p -
dreiro, queira mandar pagar oque deve na olaria da rua
do Cotovcllo.
-Os abaixo assignados fazcm publico que ninguem
algum com Bcrnardino Correia de Sc-
jlOPI :l'('h ,
lii-fnovanieni trantcres 'll11 ''I'" I'"' I"
imNiil....... ihv ii'"'-' '" ""'" '"
1844. L."-sco /'i"" I DI. .
J'rimrira M|fl
- It.iK.i-sea eiluSr. morador no Alerro-'i i-;;" ^
ta que hala decoiiip.-iie.-. 1. .111 i......li' <"l "'
iniNiv i, renda n.Sa, anm de paf*r finaula que nao
Ignora, ou ajusiar uas contas, visto ir lerem pafiao
mais de 3 .nulos da contrario lera o dcsg i*W o vei
o sen iionie por exlenso puliluado.
Segunda ropiu du mUHBfla puMeto 111 im.'i de Pernam-
bueo ni. I07 e 11 do auno He IMS
O Sr. I. R P. nucir ir ajuatar sua'* eooas e pagar o
que deve no praxo de 8 .lias poish.i i pal a.i anuos que
eomprou ,j he bastante lempo di pagar. do con-
trario se publicar.i o sen iionie mais iM'...... por esta
falla para o publico conlieeer. na rua -Nova, venda u. b.)
Ti rteira eopia
do aluminio publicado por I. R. I'. com R assignatura
t) procurador do que loi para o M u ailiao =-, no Pa-
to de Prrnambuco us. llQc I'2l' do anuo di IS".
Roga-seaoSr.... que, pelas almas de scui defuntos
e deftiiitinlios venha lquid ir a cotila lirada MU 7 di-
detembro de I838c entreguem 97 de abril de IS13,
como se prova com a carta que aeoinpanlioii a mesma
conta, viudo a ter a favor da conta 1:394/530 rs.; mas
vista do recibo de saldo de oonl is de Hule dezembro de
1838 e das carias de 21 do marco e 31 de nulo de 1843 ,
e de outros muitos documentos' por lema c signa! do
mesmo Sr. ) dissolve-se o saldo Imaginarlo que a fa-
vor da conta appareeia viudo a dever a inesiii.i lui.i
I3!i660 rs. como este Sr. preseucioii c confera e po-
de, querendo, tornar a conferir visia de quanlas pes-
soas quiser o deixe-sc de paliativos dos quaes lem
laucado mito. K se est eerto que para se ajiisl.it' esta
conta judicial he preciso de citacao na propria pessoa ,
eque esta pessoa est fra do imperio apelar que este
Sr. nao ignora (lie vista dellec desta ncsSOl que se
acha fra do imperio foi conferida esta conta, a vista
dos documentos apontados, e lambert mi Ignora i>
que esta pessoa disse pude licar esteSr. certo liquidado nao lie.i em cala e inulto menos ganhar
mais terreno como al boje e por era se omine o li-
me deste Sr. tirador de contas por se nao t'ia iiatnre-
za que esle Sr. lem visto |er litio a deliberarn de lan-
ear aununoioa no Diario pedindo a quem nada Ihe dlvia,
que Ihe fiissc pagar ; ludo IstO acontece por este Sr.
nao lomar consellio de .sen mano quando eslava leudo
no livro as parcellas e deile tirando a conla.'No cato de
continuar a mesma paliaco fique certo o Sr. que vai
ludo luz do dia. O procurador do que foi para o Ma-
roado. >*
Quinta eopia
' Bu abaixo assignado. cmo socio e administrador da
venda da rua Nova, n. ().'> do Sr. Manuel Ferreira Lima,'
entrego ao Sr. Jos Rodrignes do Paisa a quaulia Jle
dezoitu mil equlnhenlos e quarenla ry. li cando o mes-
mo Sr. I'asso saldo em Indas as eontas que tein tido COln
ii Sr. Lima e cuuunigo; e juntamente nao lera vigor
qualqucr clareza de debito que apnareca da mesmo Sr.
I'asso esoiipta a iiiim ou ao Sr. Lima, visto nada de-
ver. K por ser verdode passo O prsenle de intulia Ultra
e signal. Recife, 19dejunho de 1847. == Pelo Sr. Ha-
noel Ferreira Lima, Francisco Jos da Si/en Eiras. Sao
18/540 rs.
.Reeonlieeida verd.ideira o lellra e signal supra, eni.ll
de lulhodc ISiS pelo tabellio C.oellio.
Qainla copia do recibo paitad' ao Sr. Ionio Ferreira I.ima.
" u llecebi do Sr. Mauoel Ferreira Lima, por (lilao do Sr.
Antoni
quantia de 117/120 rs. do
dias da casa do
trve fabrica de
Para a Bahia sahe com multa brevidade. a velelra
escuna Galanlc-Mario forrada e pregada de cobre: pa-
r^KStoJacacg* e pjiusiciros, para o que tein bo,.
commodot traU-se com Silva k Grilfo, na ft.9 fl. Moe
T" 11? o co... o capitao,. Jos Meudo de Souz.
.--Para Acaracu e tear segu com brevidade, por
contrate negocio alg
na cornos escravos e mais bens que licaram por niortc
do pai, Reinaldo Antonio Alvcs, pois este, o dito lillio,
Ibes tein hypolhecado por cscriptura publica, II escra-
vos e us mais bens pela quantia de 4:786*359 rs.: consta
que o dito Bernardino se ausentara do lugar dos Piloes-
de-Santo-Antonio comarca do l'rejo-da- A rea, e nao
se sabe para onde. Prevlne-se com o presente annun-
cio para em tempo algum se qucixarem os que com elle
eoiiiralaivm, e protestamos hav-Ios.
(i'uimares& Companhia.
Contina a andar fgido desde o dia 9 do corren-
te julho o preto Joao, crioulo o qual conduzo do l.ca-
r para esta praca o tr. Frcderico Jos Pereira no vapor
Imperalris chegado a este porto em 17 dcjmiho pr-
ximo passado; he alto bastante, fula de 22 a 24 .anuos ,
seui barba, falla moderada levou camisa c calcas de
algodaozinhoriscado e suspensorios de fita. Roga-se
a qualqucr pessoa ou capitao de campo que do dito
escravo liver noticia, ou possa encontrar o prenda
eleve-o a rua da Cadeia de S.-Aiitouio, n. '23, que se
gratificar generosamente.
Preclsa-se de um molequc, que seja fiel para tazer
compras e o mais necessario para uina casa de pouca
familia: na rua da Cruz, armazn n. 48
Aolliclna de encadernacao que o padre Francisco t..
de Lemos e Silva dirige, em a ma de S.-Francisco ou-
ir'ora Mundo-Novo n. 66 acha-se provida de loilo o
necessaslo para o boin dese.npcnho de qualquer ooia
de encadernacao por mais rica que seja ; assim como
tem e aprompta qualquer emblema apropnado as mis-
mas obras c a prompta toda e qualquer obra com
presteza c a uin preco moderado.
Urna pessoa habilitada se ofterece para eusmar pri-
melras iettras por casas particulares : quem de seu pres-
- timo se quiser utilisar annuncle.
os -- Aluga-se o segundo andar da casa n. o, da rua l>o-
e-- Va", derontexlo oilao da matriz com couiinodos para
r.mltia o anal est nintado c oaiadn de novo i a tratar
familia, o qual est pintado c calado (
na toja da mesma casa.
lo Ferreira Lima a
alugucl de qualro niezes e dezajiOVC
becco dasBarrelras onde o Sr. Lltns
rap leudo principio este aiuyuel em 6de seleinbro d.:
1841, e flnalisando etn 95 de Janeiro de 1842. V. por cs-
tarmos justo c saldos cm todas asconlas que temos tido
e nada eu dever aos iiiesmos senhoies cima declara-
dos passo o presente de mlnha lellra e signal. Reci-
fe, 12 de juilmde IS7. Os Rodrigue! doPaiso.- Sao
117/190 rs ..
N. II. =a He pceclso leinbrar que o documento n. i c a
copia ii ambas as parcellas Importan, em l.'I.'i/fifiO rs._.
quantia esta ijue.se aeliava a devera conla lirada cm 7
de dezembro de 1838(1) como se aoha especifloado mi
aniiiiucio n. 3 sendo o ultimo annuncio n. .'i publicado
em 31 de maio de 1847. Lcia-se o Blurio de Pernambueo
n. 120 c documentos ns. 4 e 5. Ambos f'ran passado*
em 12 dejiinho de 1817) de forma que do ultimo an-
nuneio n. 3ao salilar-sea conta da vendada rua Nova.
n. 65, como provam os documentos ns. 4 e 5, houvc de
intervalo 19olas .juntamente est bm demonstrada
a f.ilsidadedos anntincios que por diversas Mili sabio
e provam os ns. I e 2 dos anuos de 184 i a 1845 (2) e ter-
se esvaporado 1:394/530 rs. do saldo Imaginario que a
favor da oonta appareeia(3). Rsiapublicacito.se faz em
raso de militas pessoas atilda eslarem persuadidas que;
estes annunclos e a divida da venda da rua Nova, 11.
"), sao verd.ideiros. J. ''
ATERRO-DA-BOA-VISTA N. 16
Pammaleau, eUWllttroiarmeiro
tem a honra de participar ao rcspeiiavel publico que re-
cebeu de Franca pelo ultimo navio um sortiiiiento de ar-
mas franoezas, espingardas, pistolas de inoiit.iiia, supe-
riores espoletas de marea ('., ludo quanto pcrlciice a en-
(ellaria, linas navalhas das quaes se garante a qualii.adc.
estojoseom lodos os pertences para homem, brides, es-
poras, chicles, bengalas, estribos, sapecadas, polv.iri-
nhos, chumbeiros, esponjas grandes, massa para aliar
navalhas, pote* de l.anlia preparada para conservar ..
lustro do ac e prohibir que se enlerruge, fundas de tu-
das as qualidades e feitlos, assim como Otilias limitas ta-
zend.is, ludo por preco commodo.
Joao Francisco Santos de h.queirava. ao Kio-de-Ja-
neiro a negocio de seii inleressc levando cm sua com-
nanhia o teu cscravo.de nome Klario.
- Preclia-se de urna ama para engommar, o que tam-
bem faca o servico de una casa de pequea familia : u*
rua Direila n. 99, primeiro andar. ____
D-se dinbeiro a premio, com penhores de ouio ou
prata, em pequeas porces: no pateo do terco, n.l,
scciiiidn andar. ____-
Roca-se a pessoa que IroilxO as cartas do cap. Ita
da ilhade Fernando-de-Noronha para entregar a Amo-
nio Jos Rabclln Giiima.-es, baja de as entregar na pra-
ca da Independencia, u. 12, ou annuiiciar para se iiian-
d" D-seile lOOtfrs. al 2:000/ rs.'a premio, sobre pe-
nhores de ouro. prata, l.ypoll.eea ou boas l,rn.a.: na
do llosajio estrena, n. 4!, segundo andar se, U1..1
rua
quem dd.
(I) Que he a venda da rua Nova n 68, que devia des-
^rTvenda'da'ri.aNova.-'-.M,- nao houvcssc do-
eui, cutos lvez aproveilassen. os annimctos pois que
breve ria para o foro (contencioso c talvez achasse
ffln de seu p por ir jurar de vista ; mas sempre o fa-
brVcinfrdoanuncios, leve o gostinho de se divertir
e mostraras suas habilidades con. os annuncio ten-
do Drincinloeni 1844 pedindo a J. R. P. que Ihe fosso
dop.iiu pi rteiwu saciar a sua vontade mas em
re,n.0d.l8(IKrf>- 120); pedio J. R l> ao
fal, e oledosaonunciosa conta que. pea, almas de
seus d fuios edelunll.ihos, viesse liquidar a conta:
naopd ser mais prompto o fabricante dos annuncios:
consta dos documentos ns 4 c j.
3) Nunca o hbil fabricante dos annunclos ns. 1 e 2
da venda da rua Nova n. 65. se persuadi de perder o
,euT." balho no saldo de 1:374/530 rs. a pagar o que
devia a J. R. P- 135/660 rs. o que eslava devendo de
seteuibro de 1841 e linalisou este pagamento cm U de
unhodel847 e com loda esta demorado j anuos e
me/es nunca lancou m.o de anmmcios I. H. I. para
cobrar o que eslava devendo a venda da ruaNova, n.
65, o que prova o debito documentos ns. 4 e j.

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- Antonio AIvesTeixeira Rastos, morador na ra Jas
Cruces a. II, faz publico juc he o nico autorisado pe-
lo Sr. Francisco Je Paula Correia de Araujo, para rccc-
liii- os froj vencido das casas que llie iSu foreirai, ues-
te bairro de Santo-Antonio, ou no de San-Jos a roga
a lodos os Sis. que csto devendo de dirigir-se a dita ca-
sa como ultimo recibo, para pagaran o que devereiu
visto iniiitiis Srs. nao se saber onde sao moradores.
Para as pessoas que tencio-
naro seguir viagem.
Na ra do llangcl, ti. 9, conlinuam-se a tirar pas-
saportes para dcnlro e fura do imperio, despacha iri-
so escravos c corren)-se follias ludo com brevida-
do e por preco niuito e milito rommodo.
ferdeu-se no dia 5 do crtente,
desde o largo do arsenal de marinha al
a Passagem-da-Magdalena, Ires chavitihas
juntas, ctn urna argolinlia, e una chave
grande, sola: a pessoa que as nchar c
quizer restiluir, traga a esta typographia
que se dir a queni se deve entregar, e
pelo qne ser recompensado.
Acaba di' chegar domado un bom cavallo gordo
excellenle eitradeiro e de bonita figura, vende-sc na
rua Nova armaran n. 67.
Aluga-se una sobrado de uin andar com sotao ,
lojas e grande quintal todo reparado de novo na
Trempe, ruado Sebo n. SO, por 201/rs. annuaei ; una
caa terrea na ra da ruido, n. 1, por 10/rs. mensaes
a tratar no cscriptorio de K. A. de Olivcira na rua da
Aurora n. 96.
\: CHAPEOS DE SOL m
Hita th P asseio-Publico, n. f>.
O fabricante diste citabclecimcntoadvrrtc ao respei-
livelpublico desta cidade que elle possue presente-
ihente un rico lortimento de chapeos de sol assiin
como cliapoi de sol de seda furta-cdres, los mais ricos
que tein apparecido neste mercado ,e de creiconhe-
cid ii ; ditos para scnliorn de bosn tom adamascados ,
lai rulos com suas complenlas franjas de reros, tu-
dn Completo sorlimento de chapeos 'de sol de panninho de
todis is cures e de todos os tamanhos para hoinens ,
cenhoras e meninos ha tambem igual sorlimento de
li/niil i- para eobrir armacoes .tanto de seda de cores
como de panninhoa trancados c lisos Imitando seda, Ad-
> ii te-fe que os fregue/.es sern servidos com hrcvid.ade,
e -i' acharo satlsfeltoa da boa qualidade, do bom gosio e
dj preco.
ATTENCAO'.
N i Minia das CInco-Pontas, n.38, ensina-se a quem
quizer a fazer o pito intitulado da Provenca, no que se
inn milita satisracSo.
Olt'crece-se uina rapaz brasileiro de 20 anuos, o
qual sabe ler, escrever e contar, para caixeiro de co-
bran is de qualquer casa de negocio ou ensinar prl-
ini i i^ lettras fradesta prava, para o que d.i fiador
sua conducta:quem o pretender dirija-se a rua do l'.o-
lovello u. 31, ou annuncle,
CHARUTOS.
nhogaram, no vapor linporatris, es magnficos
IMPERIAL-PRIMORES, em calzas de loo : os apreca-
lo bom os acharilo i venda na rua da Cruz do
Recite, armazem n, 13. No inesmo armazem ven-
dem se ricas redes do Maranhlo, por rummodos pre-
Un rapaz brasileo, de Loa con-
lii ta le offierece para caixeiro de rua de qualquer ra-
sa de coiilllierciO para o que d liador idneo quem
do leu prestiino se quizer ntllliar dirija-se a rua dos
M irtj rios, n. 112, primeiro andar, ou annuncle,
(asa de modas francezas.
A. Millochau.
defrou-
COIIIO
chegac
receben,
o a esla
dia 8 tle
'crnamlmco
do milagroso xurope do
tonra de avisar no respci-
qure na casa da rua da A uro-
No Aterro-da-lloa-Vina n. I, primeiro andar
te do cbafarlz.
Pelo navio lleaujtu, recebeu un lindo escolhiinento te
chapeos de palha aberta ; ditos de palha ingleza multo
sha e lina; ditos de palha da Italia,' ditos de palha
aberta milito rico9, para meninas; trancas c franjas
decores diversas para enfeiles de vestidos ; luvas de
pi lili a para srnhora ; cambiaia de linho, sem mistura
dealgodn ; rendas lisas de linho ; fitas de ricas coi es
para gravatinhasde senhora ; ricos filos bordados para
vestidos e veos de noivas ; llores e palmas ; virdadciros
bicos de linho brancos ; tiras bordadas ; filas de todas
as larguras ; toncados para enancas, etc. Na inesma ca-
sa ha senipre para o escolhiinento das senhoras, uin
sin (minio de chapeos de seda de todas as cores, toma-
dos e toncas para meninas.
-- lio rapa/, brasileiro. que leni as tardes desoecupa-
das s. oll'erece para trabalhar eiualguma casa de ne-
gocio ou estabeleciiiiento: quem de seu presimo se
quizer utilisar annuncle.
Francisco de Fre tas Gamboa, que-
rcn.lo pr-se em dia com a praca, vende
urna sua casa, sita na travesta da Bomba,
que rende if),ooo rs. mensaes: quem a
quizer, dirija-se ao theal.ro.
Aluga-se uin sitio na estrada de Joao-de-Barros ,
ao p da Soledade com muito boa casa que tem 4 sa-
las 7 quartos coiinha fracom forno c fogo de fer-
ro grande trlheiro para recolher madeiras : o sitio es-
t todo plantado do hortalicc com inuitos ps de la-
rangeiras parreiralde uvas, e outras umitas dulcirs:
tambem se aluga una casa terrea no becco do Seriga-
do com sotao corrido muilo fresca por ser corrida de
janellas com vidrafas : a tratar na rua da Cadeia do lle-
eife n. 25.
TACIIIGR Af'HI A.
O profeuor de laohigraphia, querendo concorrer com
o que est aoseu alcance, para a propagaco da arle que
exerce, tem resolvido abrir un curso theorico e pra-
tico da mencionada arte, quedever comecar no pri-
meiro deseteinbro do correte anuo, e Andar no ultimo
de fevereiro vindouro, com excluso do me/, de festa ;
e itto cun o estipendio inensal de 6/0U0 rs, pagos adan-
ta I intente cada mes, sendo as lices diarias com excep-
eSo dm lias feriados, e de hora e mcia cada una. A
matricula abrio-sc no lia 7 do correte, e|ndar-se-lia no
dia 20. AS pessoas que se quizercm aprovcilar deste en-
sillo, dirij im-sc a rua Kormosa, n. 2.
'O Sr. Antonio l'olycarpo da Silva,
morador no Mangoinho, qticira ir atrs
do llieatro, armazem de taboas de pinlio,
a negocio.
O abaixoassignado proprietario do Hotcl-Com-
inercio desejaudo evitar engaos que porventura pos-
sam suceeder cneonsequeucia de havereiu mais pessoas
nesta provincia de iguaes noiuesao seu, tem resolvido
d'ora i'ui diante ailigaar-ic por francisco SlinOea da
Silva Mafia: e por isso pede as pessoas Cun quem tem
traiisac oes eommerciaes de tomaron a devida nota.
Recife,9 de agosto de 1848.
Frnnciiro Simei da Silva.
l'ricisa-se de un prelo padeiro ; no Forlc-d-M (-
os, ruado burgos, n. .11.
Lotera do Thcalro
As rodas desta lotera, andim impreti
rivelmente no dia 2> do corrente mez, no
consistorio da igreja da Conceicao dos
Militares ,e os bilhetes que resta ni cod-
tinuam a estar venda nos lugares j an-
nunciados. Novamente roga o tliesourei-
ro aquellas pessoas que teein apartado
bilhetes, que najam de os ir ou mandar
rereber.
Prccisa-se de 450/000 a juros sobre liypotheca em
una escrava e um molequc : a quem convicr annuncie.
Na rua Bella n. 23, ao p da rua da Florentina, se
fairin chapeos, vestidos, toucas, espartilhos e toda e
ualquer obra para scnliora ; bem como camisas para
hoinein : tudo com perfeicao, por precos muito em con-
ta c com pouca demora.
0 abaixo assignado, nao Ihe sendo possivel, em con-
sequencia de sua repentina viagem ao Maranho, des-
pedir-se le seus amigos e das pessoas iiue o tecm obse-
|uiado com sua amlzade, faz por mel deste, rogando
que o dcseulpein, ollerecendo seu prestiino naquclla[ci-
dade, no potico tempo que tcnciona alli demorar-se.
os //iij'tii11 da Fotutca Jnior.
Na rua da Aurora, casa de Jos
Thomaz de Gaupos Quaresma, n. 6i, ter-
ceiro andar, contina-se e continuar-so-
la a vender o excellenle e maravilhoso
xarope do bosque, que tanto bem tem fei-
lo i liumanidade. Rasfio por que dito
Quaresma manda vir em todos os vapores
do Rio-de-Janeiro, comprado ao primeiro
e verdadeiro agente to Sr. Dr. Motis, de
Nova-York, no Rio-dc-Jaiieiro, b-lica da
rua do Hospicio, n ',o,do 5r. R. C. Yates
& C, primeiro agente? E
pelo vapor Iniperatriz
provincia de l'crnainluic
agosto, poteito
bosque, tem a
tavel publico
ra, n G2, terceiro andar, de Quaresma,
vende-se a garrafa pelo proco de 5,Soo rs.
-- Os herdeiroi da finada Sicilia do Amparo Cardoso
avisara ao respeltavel publico, que nlnguein faca nego-
cia algum com a casa 11. 31 d rua de llortas, ate que se
desliiidem como Sr. Marciano do Espirito Santo.
-- Bartholomeu Francisco Souza faz scientc ao pu-
blico, que Joaquim Uarcellino da Silva deixou de ser seu
caixeiro,
Na rua das Cinco-I'ontas, no oitao casa n. 23, lava-
se e COgoroma-se com perfeicao c asseio : ludo por pc-
eo mais commodo do que em onlra qualquer parle.
Jiianiia Francisca de Mene/.es faz sciente a todas as
pessoas |ue Iceni penhores em sua man, hajan de os ir
tirar 110 praio de oitn lias, contados da dala deste do
contrario,os vender para para pagamento lo seu prin-
cipal ejuros, niio se responsabilisando pelo pie appare-
cer possa em juio, ou (ora delle.
__ Os Srs. subscriptores do jornal Corrtio da Tarle,
publicado no llio-de-Ianelro, que nao renovaran! a sua
assignatura do crreme semestre, e que continuaran! a
receber as folhas pelo correio, tenham a bondade de
vireni pagar o referido semestre, OU, quando nao quei-
rain continuar, mandaran entregar as folhas recebi-
dasdcjullio em diaiile. Ist enearregado ir casa de cada um dos Srs.: na rua do
1,'iu imadii II 15.
.- Alugain-sc dous sitios com multo boas acommoda-
(es um na canipinha da (.'asa-Forte e oulro na rua
da dita povoaco com cocheiras c cavallarices assim
como varias casas, de precos coinmodos para se pal-
iar a festa ; a tratar na rua lo Amorim, n. 15.
= Aluga-se o bem conheciilo sitio da estrada do Cor-
deiro de Nuno Maria de Seixas, so proprio para al-
gum negociante eslrangeiro, ou outra pessoa que te-
lilla tralaincnto ; a tratar na rua lo Amorim n. ifi
I)eseja-se salier a residencia da Snra. I). Joaquina
Maria da Conceicao que tem nina casa na cainpina da
Casa-Forte : queira annunciar sua morada.
Na venda n. '.1 da rua do Codorniz Korle-do-Mat-
tos, retalbam-se 01 segulntcs gneros para liquidaco
do mesmo estabeleeinienlo por barato preco : lou;a
ioglc/.a sortiila ; vinho engarrafado, do Parto; girra-
firs ; cerveja ; geuebra ; cha ; banha de poico ; azeile
doce ; vinagre ; vanourai de espanar sala ; sabao :
inauucas de albo do Porto ; oiilros muitos objeclos
miuilos ; assiin como a armacao e lodos os seus per-
tences.
l'cdc-se ao Sr. fiscal do bairro de Santo-Antonio,
lance suas vistas no sobrado da rua larga do Itosario 11.
I, que se ada radiado pela parte de detrs, e a cozinha
desaplumada em termos de ealiir 11111 dia e causar gran-
des prejuizoi ans vlilnhos, cujo sobrado he muito vcllio
e niio est mais capa/, de inorar gente dcnlro lein ler
concertado.
Urna pessoa com pratica de escripia
commercial, e bonita leltra, prope-sc a
escrever as horas vagas, nos domingos
dias sanios, comlimpeza, mediante 1110-
Vendas.
ATTENCAO'
Na padaria n. 30, das Cinco-Pontas continua-sc a
vender o superior pao da Proven;! e de muitas nutras
qualldades.
y^os padeiros.
Vende-se a muito acreditada farinha de Trieite da
marca Fontania superfina, a melhor que existe neste
mercado; anim como os padeiros nao ignoram que he
s a nica que ic pode fazer o afamado po-proveni;a ,
por sua purcia e alvura : os fabricantes do dito paoprc-
vinam-se emquantohe tempo; do cantrrio deixarao de
fabricar o dito pao : vende-se s atrs do thertro arma-
zem de Joaquim Lopes de Almeida caixeiro do Sr. Joo
Malheus, a fallar com Francisco Martins Ferrclra.
^
3 O dono deste estabelecimcnto,estando em cir-
cuinitauciai de Ihe ser preciso rctirar-se para a
Si Kuropa precisa primeiro pagar a seus credo-
'} rei.r para elleiluar este pagamento o mais
o breve possivel, oll'erece algum abatimento a
& seus devedores que quizerm saldar suas con-
JS tas ; assim como tem resolvido vender todas as
" 3 de madapolao a 2/ 2/500, 2^800 3/ 3/S00 .
9 3^800 e 4/ rs. ; ditas de chita, af>/, fi#M0 5/800
6/eG/TiOO rs. ; pannos linos, a 4/, 4/&00 C 5^ rs. ;
ai sarja de seda hespanhola, a 2/ rs. ; corles de
J^ illet.'s le vellmlo letim e gorguro, a I^ 1g
^ e 3# rs. ; brelanha de Frainja (que vale a 2/500
Ss rs. a l/ll0c l#S0O rs. ; corles de casia de pa-
^ di oes novos c cines tixas, a 1/jl, 2/300 c 3/; brim
5^ trancado escuro de algodo, a ItiO c 200 rs. o co-
*J vado ; algodo azul a 180 e 200 rs. o covado ;
Jos) ganga, a 80 c 100 rs. o covado ; cambraia bor-
jij dada de llori's e de raniagens, a 400 rs. a vara ; tg
3 cassa para bab.adoi, a 300 e 3i0 rs. avara ; cas- fc>J
g sa lisa lina, a 4(10 rs. a vara ; melini de cores a HB
^ I (id rs o covado ; chapeos de sol, de seda a 4/ l*j
^ *^Ti00 q f/rs. ; ditos de massa para cabeja ^
ra a 2/ ; bonetes, a 400 c 480 rs. ; botes de aber- rf
B lora a 4(1 rs. ; suspensorios a 20, 40, 120 e 100 gg
!* rs. o par; una grande porcaode lencos de cain- ^
g braia com bico eiu volla un adamascados c ^
3 oulros bordados de muitas qualidades a 320 fgj
J^ 40()c480rs.; e outras muitas fazendas |uc se pj
^ nao aiinuiiciam por occupareiii muilo lugar g
"-S IS quacs se vendero todas ainda inesino com
"<2 grande prejui/.o : tambem se vende o estabele- *
^ cimento no estado em que se acha havendo '
*^a quem pieirA comprar ainda mesmo a prazo
j 2f dores; e juntamente vende dous escravos, sendo gj
'>; uin pretu de bonita figura de 30 anuos mili- -^J
J<5 to bom ofticial de sapateiro ; e um cabra de gs
Q Kiannos, de bonita figura, proprio para PA~ H
Vcndein-ie e alugam-sc bichas de liamburgo : tam-
bem se vao applicar por preco mais commodo possi-
vel : na rua do llozario da lloa-Visla loja de barbeiro.
Vende-se una uegrinha de II) a 12 anuos, boa cos-
tureira marca e faz lavarinlo ; 2 pelas de elegantes
figuras que cngonimam e cozinham sem vicios ncui
achaquei; 3 pretos bem robustos para lodo o servido ;
2iiiolcqueidebonitasfigiiras.de 1 ti a 17 anuos; um
prctn de meia idade : lodos por preco rasoavel : no pa-
teo da matriz de S.-Antonio, sobrado 11. 4.
Veiidcm-sc casaes le poinbos muilo grandes, bons
batedores, bonitos c de excellenle raja, por preco inul-
to commodo : na rua da Florentina, n. 10.
-- Na rua Nbva n. 12 ha para vender um grande sorli-
mento de chitas de cores lixas, a 140 rs. o covado : as-
lim como chitas largai francezas a 280 rs. o covado: a-
l*m disto ha um completo sorlimento de ;,..,,.;,. ,)c
todas as qualidades, c por commodo preco, jue vista
dos compradores se fario patentes. ^.
- Vende-se um moleque de mui ln-'
da figura, e proprio de todo o servicode
casa e rua : na rua do Crespo, loja n. 1
A se dir quem vende.
Vf-ndein-se 8 eicravoi lendo : 3 pretal com boas
habilidadci ; urna dita de meia idade boa cozinheira ,
eque engonima lava c vende na rua ; um prcto c um
pardo de 24 anuos ; urna parda de 16 anuos: una dita
de 35 anuos que cozinha o diario de una caa, lava bem
e vende na rua qualquer venda por ler diito costume ,
da qual se atianja a conducta ; urna prctinha de 13 a 14
annoi, de naco he recolhida c tem habilidades : na
rua Bella 11. 26.
ATTENgO.
Na rua Direita, n. 53, venda de Antonio Francisco
Martins de Miranda, vende-ie manteiga inglesa, muito
superior, a 1/200 ; dita de porco, a 360 ; vinho do Porto,
muilo superior, a 320 a garrafa ; azeile doce, a 400 e 480 ;
dito de coco, a 280 ; dito de carrapalo, a 1/600 a cana-
da, c a 160 a garrafa ; assucar branco, a 1/920 a arroba ;
e lodos os mais gneros de venda, tudo uiuito superior
e em conta : assim como urna por(o de travs de boa
qualidade, de 35, 40 e 45 palmos.
Oh '. que lustro !
PRACA DA INDEPENDENCIA N. 33.
Scientifica-se ao illustre madamismo pernambucano,
que, pelo diminuto preco de I "Sun, vendem-se pares de
sapaios com todo seu brilhanllsmo : talvez nao chegueui
nodos ; a elles.
Fazenda tle algodo para thoa*
llias.
Na loja de Guimaraes & C, rua do Crespo, n 5, ven-
dc-ie a excellenle fazenda para toalhas de algodo,
trancado branco, com 8 palmos de largo, pelo barato
prrfo de 860 rs. a vara.
Osantigos riscados monstro.
Na loja de Guimaraes & C, rua do Crespo, vendem-s
os bem conhecidos riscaiios ministros de padres muito
modernos, e que leemquasl una vara de largo,pelo ba-j,
ralo preco de 320 rs. cada um covado. I
Vende-se urna pela, de 16 anuos, que engoaiina
bem, cozinha e he de boa conducta, o que se alTianca ao
comprador ; uin dila de 18, que tambem engomma liso,
e coze sollrivel ; una parda de 28, que cozinha muito
bem o diaria de una casa ; una dita de 35, que vende
na rua : na rua Nova, n. 21, primeiro andar.
Vendem-se laceas com milho, a 3/200 jogos de
bancas de amarrllo ; lavatorios e toucadores : tuilo no-
vo e bem felto, c por barato preco : na rua da Cadeia
de Sano-Antonio, armaiem n. 21.
? ?j'^i'tliH^MiftiiiH
# rtovo pao de Provenca. $

9 O propriclario da padaria do pateo da Santa- *
* Cruz, 11. 6, e do deposito da rua eslreita do Roza- >'
* rio contina a fabricar e vender o afamado pao *'
2 de Provenca pela grande extraefao que teve nos 8
., nos dias 12 c l.'I, c mesmo pela boa qualidade do j
^, pao, por ser feito com todo asseio. O mesmo pro- q
prielarin aproveila a occasio para agradecer ao $
K) rrspeilavcl publico a honrada concurrencia que 95
* Ihe tem prestado no principio do fabricamenlo do %
* mesmo pao. No niesnio eslabelccimento se acha *'
S a venda bolachinha de regala pelo preco de 300 9
jl rs. a libra ; e tambem tem de oulras qualidades
. mais barato: tudofeito com o maiorasseiopossivel. a
. 8
SSF.
com iimpeza
dito estipendio : quem precisar, annuncie.
= Aluga-se a casa terrea 11. 75 do Aterro-da-Boa-Visia,
com bons commodos, cacimba com boa agoa e grande
quintal que ebega ao porto da Ponle-Vellia : a fallar na
casa inmediata ou comMaiinel l'ereira Teixeira.
Aluga-se, vende-se ou perniuta-sc por outra mais
perto da pra;a, nina boa casa na povoacSu do Montei-
ro, com duas salas de frente, duas atrs, seis camari-
nlias, cozinha fra, quarto para escravos c. estribara :
tudo de pedra c cal ; quintal murado com pirln que
d sabida para o rio Capibaribc : a Halar com J. J. 'las-
so Jnior, na rua do AillOrlin, 11. .'15.
I'recisa-se de pretal para veudereui pao pagaudo-
se-lhes a vendageni, sendo sb responsabilidade de seus
senborcs 1 na rua Direila, padaria 11. 26.
Iviisina-se por casis particulares as
piincitas lettras, a 3.ooo rs mensaes
mais de um alumno, com lodo o esmero :
quem quizer, annunce.
Precisase de um preto para criado de una casa de
fauii|ia : quaui esliver neslai circuuistanciai dirija-se
a rua do Trapiche, n. 40.
Compras.
Compram-se palaotei mexicano* a 1/860 rs. na
esquina |ap I.ivrauento, loja de 6 portas.
-- (Jompra-se cera amarella : na rua da Cadeia do Rc-
cife, U.3. Na incsmacasa vende-ie o rspecilicn para fa-
zer nascerocabello e um elexir para curar a surdeza ,
ambos viudos da cidade de Itraga.
i.ompra-se um alfiuclc de pcilo de bom 011ro, c
sem (cilio parasenhora na rua do Rangcl, 11 71 le-
gando andar
Vende-se a muito superior farinhaacima, por preco
muilo em conta : a tratar com Joo Tavares Cordeiro,
na rua do Vigario, 11. 8. ou no caes da Alfaudega, das 9
horas da maiilla rm diaute.
Vende-se manteiga ingleza a 1/ rs. e franceza ,
a 800 rs. ; na rua Augusta, 11.04, junto ao viveiro.
Vende se una jumenta parida com urna cria de 2
mezes juc tem muilo bom Icile e he de bouila figu
ra : na rua do Cabug, 11. 16.
Vende-sc una negiinlia crioula de 12 a 13 anuos:
na rua do Qiieimado, 11. 6.
Vende-sc superior arroz com casca na rua da
Prala, u. 37.
-Vende-se uin relogio caixa de prala, liorizontul e
|ue 11 mil 1 muito bem : na rua bella, n. 26.
Vendem-se liniilinos charutos de Ilavaua chega-
dos lo Rio-de-Janeirn no ultimo vapor : na rua da Ca-
deia-Velha, loja le J. O. EUtcr, 11. 29.
t= Vende-se una paula perfeila.cozinheira com una
cria de 50 dias: no pateo do Terco, D. 20.
0OOOOI
m
No botiquim Cova-da-Onca na rua larga do %^'
Rozario 11. 34. continua haver almojos de
superior caf e cha com proinplido e as-
seio ; bem como vende-se cha hvssoii de pri-
meira (ualidade, a 2/200rs. a libra; mantei-
ga nova de ptima qualidade a 640 rs. a li-
bra ; dila franceza a 900 rs. ; 4 barris serv
dos de vinho ; um roda grande de ferro para
inoinho de moer caf por muilo barato
pre0,
H
m
<2>
o;:@'0@@ @ 9 -1
Vende-se um excellenle relogio de 011ro patente
ingle/ e que he muilo bom regulador : na rua do
Queimado, 11. 11.
Vende-se um quarlo gordo, carregador : na rua
Imperial, 11. 30.
Vende-se una escrava pie cozinha o diario di: una
casa ensaboa, e he (uilaudcira : na rua do Collegio ,
11. 12, segundo andar.
-. Vende-se una prela muito boa lavadeira e que be
possante : na rua do Crespo, 11. 16, esquina que vira
para a rua das Cru/.es.
Vende-se cera de carnauba em porcSoc a relalho
por pn-i,u coiumoJu : na rua da Cadeia do Recife, 11.43.
He impossivel
haver mrlhorrs casimiras como presentemente chega
rain a loja do Ateiro-da-lloa-Vista, 11. 24, cujas gostos
modernos de Franca sao mais apreciaveis para os ami-
gos do bom goslo ; lie impossiiiel digo, haver incllio-
res e para isto conrida-se a lodosos Srs. para ic aca-
pacitarem da verdade ; pelo baratissimo preco de mil
rs. o covado.
=Vende-se una poica de raja baher muito gor-
da e bonita : na ruada Florentina, n. 16.
Na padaria de una ni porta na pra;a da S.-Cruz,
e no deposito da inesma na travesa da Madrc-dc-Deoi-
11. 13, vende-se caf moido o melhor poisivel ueste ge.
ero tanto a relalho como pelo grosso-, sendo a 240 rs,
a libra c a 6/400 rs. a arroba: nao conten mistura al-
g 11 ni. 1 e a villa faz f do que se assevera.
Vi'nde-ie urna rabeca de multo boai vozci: na
jiraca da Independencia loja n. 3.
Vendem-ie 11 escravos, sendo 6 bonitos moleques
de naco, de 14 a 20 anuos; 1 negra perfeila engomma-
drra, coslureira e cozinheira; 1 uegrinha de 13 an-
nos, rccolliida, muilo linda, que coze muilo bem e faz
todo o ai tanjo de casa ; 1 dita perfeita lavadeira de sa-
bao e varrella, que vende na rua ; 2 ditas para todo o
icrvica : na rua do Vigario, 11. 24, se dir quem vende.
Vendem-se 5 pretas mocas e com habilidades, que
engoiiimam e cozinham; duas pardas mocas com habi-
lidades; lies pretos peca ; um moleque de 16 annoi e
um pardo alfaiate, de 24 aunos : na rua Bella, 11. 26, se
dir quem ve-de.
Na rua de Agoas-Verdes n. \6, ,
vendein-sc diversos escravos de una pessoa que se reti-
ra, sendo alguns com exccllenles habilidades e oulros
para rngeiilio 11111a formasa mucama iiiulaliuha de
16 anuos cim habiliilade e de excellenle conducta; uin
casal de escravos por precisao, por 450/000 rs., ambos
bous para sitio ; una boa escrava de naco, prrnha de
6 mezes, engommadei:a c cozinheira de profisso.
Vende-se um escravo nieslre lanoeiro, de nome Po-
cidonio, bem conhecido ein ScrinliSem e Rio-Formoso,
ultimo piveo 700/000 rs.i cspecialniente e olTerece MH|
Srs. Jos Columbino de Araujo Lima c J0S0 liento ae
Goveia.cujos Srs por vetea tecm falado ao mrinio Sr. do
escravo para o comprar. O dito escravo tem 21 anuos
de idade, de bonita figura, fiel, humilde, nao lie fujo,
nao bebe, he sadio, muito desembaracado no servijo
e he de habilidade : na rua do Sol, 11. 13.
Riscados moostros.
Vendem-se superiores riscados inonstrns, j bem co-
nhecidos tanto pela qualidade como pela largura em
demasa, pelo barato preco de 280 ra. o covado. Estei
riscados sao chegados ltimamente : as cores sao lixas,
e os padrocs muito modernos e de bom gosto : na nova
loja da Kstreila da rua do Collegio, n. 1.
Vende-sc uin ptimo moleque de 15 anuos de Ida-
de ; dous mulatinhoi muito lindos, oplimoi para pa-
geui; dous dilos uio(os, com bonitas figuras, bons traba-
lliadores de enxada ; un escravo bom coziuheiro '. duas
negrinhas muilo lindas; 4 pardas mocas, muito lidas,
quecozem, eugninmain bem e Cozinham, c doui pre-
tos de meia idade: na rua Direita, 11. 3.
Vende-se una linda prrta para mucama por ser
rccolliida e de linda figura que labe bem coicr bor-
dar c marcar : na rua Nova, 11. 21, primeiro andar.
Vcndc-ie 11 ni molecote de 18 aunos de naco All-
egla de muito boa conducta o que se nliaiifa ao com-
prador: na rua Nova, 11. 21, primeiro andar.
Vende-sc um pardo bastante moco e robusto, sem
vicios que he pescador c acostuiuado ao servico de
campo : na rua Nova, n. 67.
Vciidcin-sc queijos londrinos de superior qualida-
de .' na rua do Trapicha-.N'ovo 11. 22 casa de Ilebrard
it Companhia.
Vende-se, por preco commodo, muito superior sal
do Assu' : a tratar na rua da Moda n. 11, com Silva Si
Grillo.
Vendem-se na loja de Pommateau no Aterro-
da-Hoa-Vista, n, 16, as obmiieguiitei: 4 v., Ililtoirede
Napolen, por Norvins ; 10v., (euvrfsde Deinoitbnc ;
de L'Encyclopdic ;
, r l'lutariiue 7 V...
Vorage du jeunc Anacharsis ; 4 v., Uistoire de l'emplre'V
Ottonian; I v., Carnot; 2 v. Miuolre d'antomniarchie ; I
i v. Kotzebue; I v., Diimoiiriez ; I v.. Le clnq code I
I v., ni.'thode de flule, par Uerbiguicr : (fuaeiquer de-
sai obras le vendero pelo menor preco poiilrel.
12 v., Ephinrides; 15 v., Esprit d<
10 v., Viesdes houimei illuilrc, par
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I'eRN. : NA TVP. DI M. F. DI fAHlA. aaa||4l