Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08615

Full Text
.
Atino XXIV.
Sabbado 12
t
O DIARIO publica-te todo os das que nao
furi'iii de guarda: o prefo da aisgnatura he
jt iOOO r;. r"r qiurtel, pago adianlaioi. Os
mnuncios dos assignantes sao inseridos *i
,,iso de 20rs. pornuha, 40 rs. em typo dif-
ireme, e as repeticcSes p,ela metade. Os uo
assignantes pagaro 80 rs. por linha e 160 rs.
em typo diflferente, por cadapublicacao.
PHASESDA LA *NO MEZ DE AGOSTO.
Creictntl, a 7, a 37 mili, da manh.
luaetuia, a 14, s 5horas e 06 mln.datard.
Mingoanle, a 21, a 1 horae 48min.d tard.
na ora, a 28, s 4 hora* e 42 inin. da tard.
PARTIDA DOS CORRE10S.
Gofanna e Psrahlba, 4 tegs. fi s*t-felr,
Rio-G.-do-Nortc, quintas-friras ao meio-dia.
Cabo, Serlnhem, Rio-Formoso, Porto-Calvo
e Macr, no 1.", a 11 e2l de cada inez.
Garanbuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, as quinlas-feirat.
liiida, todos os dia.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, s 3 horase 42 minutos da tarde.
Segunda, s 4 horas e 6 minutos da manh.
le Agosto rfa 184
LV. 178.
DAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Caetano. And. do I dos nr-
ph.doJ. dociv. o do J. M. da 2. v.
8 Terca. S. Cjriaco. Aud. do I. do c. da I.
r. e do J. de paz do 2. dlst de t.
9 Quarla. S. Romao. Aud. do J. ilo c. da
2. v. e-do J. de paz. do 2 dist. del.
10 Quinta. >ff. S. Lourenco.
11 Sexta. S. Tiburcio. Aud.. do i. do civ e
do J. de paz do 1 dist. de t.
12 Sabbado. S. Clara. Aud. do J. do c da
1 v. e do I. de paz do 1 dist. de t.
13 Domingo. S. Hypolito.
3
CAMBIOS NO"DIA DE II AGOSTO.
toare beadre>WtWh^9- Mrs. afjod
Paris a 345 o 350 rs. por franco, rloin.
> Lisboa 112 por cento de premio.
Dse, de Iclt. de boas firmas n I'/., % ao inez.
Acedes da con.p. de Keberibr, aMl/rs. ao )>.
Ouro.-Oncas liespaitholas 31*1100 a 30/500
Mocdasdebyiuuv. 17/100 a 7WO
.. deBWOdn. 16/100 a 16/200
de 4>00... 9/400 a 9/600
PralaPataces brasilelros I/D80 a 2/)00
Pesos columnarlos. 1/980 a 2/WO
Ditos mexicanos.*... 1/850 a IW0
Miuda.............-A 1/920 a M90
DIARIO
PIRTE fFIC.Jll.
MINISTERIO DO IMPERIO.
Illm. e Em. Sr. Fol presente a S. M. o Imperador
o.officiode V. Fac, de 3 do mezpassado, representando
o embaraco em que seacha a respeito das cleicoes das
cmaras municipars e juizes de paz, que, na opinin de
V. Exc, se nao pdem verificar no da 7 de setembro
dest'eanno, em consequencia das duvijas que occorre-
rain por occasiao da qualificacan, as quaes consistein :
1.', em se terein algumas jumas formado e terminado
os seus trabamos coin eleitores de 1844; 2 o, cm se le-
ri'in outras formado coin os de 1847, e terminado tm-
bein os seus trabalhos, sein que, porm, se livesse or-
gaultadO o rnneelho de recurso ; 3.", em liavcreni ou-
tras, formadas do inesmo modo que estas, suspendido
os trabalhos ; 4., em se nio terein chegado a formar
|i->lgumas 5., em apparecerem irregularidades em ou-
tras; e leudo o mesmo augusto senhor ouvido sobre
..i. materia a seccao do concelhade estado dos nego-
cios do imperio, ha! por bem declarar :
1.' Que, quanlp s juntas que e formarain coin elei-
t, lores de 1844, e terininaram seus trabalhos, e as que
w secompozeiam coin os de 1837 e tambem os conclui-
rain, deve'se conservar tiulo no estado em que se acha,
sem s alterar nada do que est feitn, ate que o corpo
legislativo tome uina medida definitiva.
2. Que, considerados subsistentes os actos platicado?
por essas juntas, se proceda organisarao dos conce-
Iluis municipaes de recurso, oude elles nao foram or-
ganisados, para tomarem conliccimcnto das reclama-
edes que se apresentarem.
3.a Que naquelles lugares onde, formadas as juntas
cornos eleitores de 1847, suspenderam os seus traba-
lhos, se proceda forinacio de nova junta para encelar
novamente os trabalhos da qualilicacao.
4." Que se proceda loi-marao dos juntas onde nao
loram ainda formadas.
5. Que, tendo expirado no da 3 de_ maio os poderes
dos eleitores da legislatura passada, j nao pode ter lu-
gar a disposicio do aviso de 21 de dezembro do auno
pastado, c por isso as novas juntas devcui ser foVtua-
dascom os eleitores da actual iegUlatura.
6.* Que se proceda s eleices das cmaras munici-
paes c juizes de paz impreterivelinente no dia 7 de s-
tembro prximo futuro em todas as parochias de cada
municipio ; devendo os presidentes das asscmblas pa-
rochiaet convocar, na conformidade do artigo 94 da lei
de 19 de agosto de 1846, os cidados quMificados vo-
tantes pela junta de revisoquese reuoio ette atino, na
formado artigo 26 da citada lei, e cujot ttabalhos f-
r un concluidos e decididas pelos coucelhos municipaes
de recurso cm vista dos recursos interpostos das de-
cisnes das mesmas juntas, c que naquellas parochias
onde porqualquer motivo foi suspensa, ou se nao fez a
qualilicacao, nein possa concluir-seantes do dia 7 de
setembro, se couvoqucm os cidados qualilicados no
auno antecedente.
7.* Que, nao tendo <-licito suspensivo o recurso para
as i-i-l.iviii-s. devem-se considerar terminados os traba-
lhos das qualilicacdes, logo que cstejam concluidos os
dos coucelhos municipaes.
8. Que, como os presidentes de provincia eslo au-
lorisailos a decidir duvidas que apparecatn na cxccuco
da lei regulanientar das cleicoes, e para conhecer das
irregularidades commettidas nat cleicOes das cmaras
municipaes ejuizes de paz, quando da demora possa
resultar o inconveniente de nao entrarem em exercicio
os novos eleitos .10 dia designado pela lei a V. Exc.
ciimpre, na bypolhese lembrada, resolver sobre estes
casos.
9.a Que, se houve a iuegulatidade de se formaron al-
gumas juntas coin eleitores deum auno c supplcntes de
muro, nesse caso, ainda que ellas tenham concluido os
seus trabalhos, se deve proceder l'urinacao de novas
juntas.
Oque ludo communicn a V. Exc. para seu conheci-
f nenlo, governo e execucao.
leos guarde a V. Exc. Palacio do Rio-de-Jaiieiro, em
ndejulho de l848. Jote Pedro Diat de Cama/io.-Si.
presidente da provincia de San-Paulo.
nio era perseguidor, o que recommendava modcracSo
nos seus subalternos, estando dispostos a castigar
I os que so excedessem.
Ilaquem diga que o intcrpellado eo interpellante
estavam combinados, pelas reverencias e elogios
que li/eram um aooulro, c mesmo porque se asse-
gura que, apezar do Sr. Rebclloapparentar fazer
npposirjo na cantara ao governo, defende osle na
imprensa, escrevendo no Popular, e, em breve, se-
gundo se alunita, no Diario fio GovemoU
O processo poltico contina a oceupar a attencao
publica. Os presos aggravaram da injusta pronun-
cia para o tribunal da relaco, e adlrma-soque to-
dos os que n3o ti verem contra si dnas lestemunhas
que a maior parle ou todos j serlo
povo foram morios o outros l'eridos, combatendo ter CODO o presidente se rcliram da sala quando se
as fileiras da guarda nacional ; em summa os hor- \ trata de votar. Na ultima voy. u volarao foi nominal,
refesso inmensos o inda se nio saltem Indas ns1 o-tovo o mesmo resultado. \ disoiiasSodeve comecw
EXTERIOR
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAHDCO.
tism'iA, 5 DE Jii.no de 1848.
0 parlamento foi prorogailo at ao fim do corren-
tc mez; mas, mesmo assim, duvida-sc que ultime
lodos os trabalhos que Ihe estno affeelos, poique a
fainara dos pares embaraca o seu andamento) j
por se achar em opposiQiio coin a cmara electiva, e
niodeixa passar nenlium projeclo.sem Ihe fazer e-
niendas o alteraces, do que resulla* demora, por
lerem estes projeclos que voltar cmara dos do-
pulados, j poique faz sosses muito pequeas.
Ora, quando a cmara dos pares tem alterado c
emendado projectos de pouca monta, o que aconte-
cera cornos projectos de fazenda que foram larga-
mente debatidos na cmara dos imputados, e que
tcem muito por onde so Ibes pegue i'
Almdisso, ha urna cousa por que todos pergun-
tam, sem saber dar a resposta. Onde est a lei de
meios, ou de reccita, que ainda nao foi apresentada
pela cotnmissaode fazenda da cmara dos depula-
dos i1 Que obstculos se npresentam para r^ue ella
niio venha discussilo, n5o obstante a sessao estar
laoadiantaii.i e os deputados enfastiados, a maior
parta dos quaes se quer retirar para assuas provin-
cias!1 He isto que pergunta toda a gente, o a que nin-
guem sabe dar resposta, concordando, comtudo, em
quealgma pecha existe que obsta aprescntaco.
No entretanto, a cmara vai votando pensOes o
restituindo verbas que se tinham eliminado do oi-
camentoddespeza, de maneia que um doputado
jadisse que as. economas tinham sido uina embo-
lia; o dissse-o coin toda a rasSo.
NainterpellacSjo quo o deputado Robello da Silva
le ao governo, sobro a prisSo dos presos polticos,
de quelhefallei na minlia ultima, o governo res-
pondeu que tinha obrado dentro da carta e com a
carta; (mo obstante as provas cm contrario) que
contestes
sollos.
Diz-se que o governo pertendeu formar urna pau-
ta de jurados todos da Suafeg.lo, para que, no caso
de ter lugar o julgamento, os presos sojam coudeu-
nados ; mas quo achou toda a oppoaicfio no presi-
dnnt da cmara tnunieinal. nue aeelaroii sedemit-
tiria, se se lizesse tal cousa. Em vista disto, parece
que o governo mudou de intencflo, e agora empe-
nha-se em que os presos sejam absolvidos pela rela-
co, para se livrar de accusatjns e futuras responsa-
bilidades. Todava, consta que os presos, logo que
fren sollos, tencionam intentar processo contra o
marque/ de Frontcira, governador civil, que man-
dou fazer as prisOes, e contra as testemunlias, por
pesdas edamnos.
Os jornaes da opposicito tcem publicado a biogra-
phi das testemunhas do processo, que geralmcnlc
so pessas mal conceiluadas, c alguns cheos de
crimes. A imprensa do governo chama a isto de-
nuncias, para que so ltente contra a seguranca das
ditas testemunhas. O corto que algtimas teem sido
vistas acompanhadas do guardas municipaes, ou ca-
bos de seguranca.
Oque admira "he o governo n.lo ter ainda pedido
i in;.i a cmara dos pares- para proceder contra os
condes das Antas o de Itomlim, que, segundo se diz,
sao os mais complicados no processo. Pareco que se
receia que a cmara nao d liceiiQa.
A imprensa da opposicilo chama a esto processo
miffuelina, o compara-o com oque teve lugar em
1827 contra o marecjtal Saldanha, conde da Taipa e
marque/ de l'rontuira, por causa da archotada.
Contina a polmica entre o Entontarte e o Popu-
lar. Agora tetn estado a l'uiaoem paz. Os nomes don
redactores de um e nutro jornal, acompanhados de
doestos e injurias, teem viudo para o pelourinhoda
imprensa.
Mas provincias, apezarde todas as seguranzas que
o governo d de remar completo socego, l se pra-
lira de quando em quando algum acto de violencia.
ltimamente foi atrozmente cacetado o lilho do tc-
nente-coronel Jos Cesar do Vasconcellos, pelos sol-
dados da columna volante na villa de Torres-Novas
O pai da vctima escreveu ao commandanlc da co-
lumna urna carta, exprobrando-o pela indisciplina
dos seus soldados, e pedindo-lhe una salisfacao. O
tenente-coroncl Jos Cesar he um militar valente';
servio ultimanente s ordens da junta do Porto, e
receia-se que haja alguma co liso funesta.
Urna das testemunhas do processo poltico, de que
cima faco mencAo, era um barbeiro chamado Alo-
\anJie Roiliiyucs, que iinli.i loja na ra dos Algiho-
bes. Este desgranado vio-se obrigado a fechar a lo-
ja, porque desde que o seu nome foi publicado nos
jornaes, ora o alvo do povo, que o apostrophava por
scmelhanle procedimento.
Rel'ere-se tambem quo urna rapariga quo namo-
rava outra das lestemunhas, que he um pintor, o que
estava justa para casar com ella, o abamlonou, desde
que soube que elle era testemunhaent tal processo.
Os peridicos tcem publicado varias cartas de pessoas,
declarando procedimentos irregulares do varias das
testemunhas, Isto prova quanto temos atrancado na
vida poltica, c que os espiossq odiados.
O marquez de Vallada chegou aqu no da 2,. viu-
do do franca, onde foi casar com uina flha do du
que de LalOes. L'm acontecimenlo desastroso leve
lugar por esta occasiao Urna excellentecarruagem.
puxada porquatro cavalfos, os devia ir roceber ao
desembarque. Us cavallos erain novos, e, espanta-
dos com os cocardes de plumas quo lho pozeram,
partiram desboccados, efiam precipitar-so na es-
quina da pra^.i do D. Pedro, em frente da ra nova
do Carino. i;m morreu logo e-ooutro quebrou
urna peina. Rous dos criados licaram muito mal-
tratados, eacarruagem completamente arruinada-
Pelo, paquete ltimamente chegado so souberam
aqui os ltimos acontecmentos que tiveram lugar
em Palta, e que silo verdaderamente lamontaveis.
Parece que, leudo o governo determinado que um
grande numero de operarios marchasse para as pro-
vincias, mdese llu: subministrara trabalho, estes
mo quizeram partir ; formaran) grupos tumultuosos.
Os communistas, legitimistas o philippistas apro-
veitaram este ensejo, e, prodigalsando ouro e
outras seduc^Oes conduziram estes desgranados o
outros mu tos a excessos do que a Franca ter que
lamentar por muito lempo. Os das 23, 24 e 25 do
passado foram de horror epi Paris. As barricadas
eram a montes em diversos bairros o para as tomar c
repellir os amotinados, cujo numero ebegou a
a 150,000, fram numeroras as victimas que louvo,
tanto no exercito, como na guarda nacional. Mor-
reram alguns generaes, outros acham-so ferdos, o
numero dos olliciaos ferdos he consideravel, e o to-
tal das victimas avalia-se em mais de 10,000!!! Afina!,
os insurgentes, ainda em numero de tOO.ODO, repoJ-
ldos de Paris, ret raen m-se para as provincias com o
intuito do prolongara insrreicHo. Ogoverno pro-
visorio, ou commissfio do governo, demittio-se, eo
genoral Cavaignac acha-so investido do poder supre-
mo pela asscmblanacioual. Varios representantes do
particularidades.
Na Hespanha ha socego ; porm, segundo as ulti-
mas noticias, est amcacada do urna crise ministe-
rial, que talvez faca mudar a sua poltica ; c, alora
disso, de uina invasiiu carsU as provincias do
norte.
dem, 9 de ttl/io de 1848.
de novo, e leremosn questaocntaholaila anda mais
acrimoniosamente, se acaso nio a reforma rom, o que
he natural que se faga, se se perder a esperanca de a
vencer do sallo. ,
Corre que a lei de molos ser apresentada no m
da st'ssiio, para se discutir approvar galop, nliiu
de passarem cerlas verbas que se quer no sejam
milito examinadas.
A cmara dos pares decidi alinal ter mais unta
libra de sessao, e j tem approvado alguna projeclos
de fazenda, incluso o da circulacfio das notas
A primeira serie da lotera das inser pges come-
os presos polticos espcravHin serom sollos no dia
)>; porm as suas esperanzas se frustraran, porque o I
tribunal da relaclo mo tomn conhecimento do ag-l
gravo iuterposlo, em consequencia de ainda o pro-!
cesso no estar lindo. Segundo a lei. silo precisas cot a andar no dia 5 do correnle. Os premios meno-
para ultimar o processo vitte testemunhas : ha ape- res fiirant os que saltiram prmeiro, de maneira quo
as nove, e faltam onzo. A le marca tambem um j para olni ja eustavam os bilhetes a qualro modas
prazo para a aprescnlacjlo destas testemunhas pela em metal, e as notas tinbain baxado do agio de res
parte aecusadora, lindo este, se o numero nao esti ver' 2/tiiO a 2/200 rs. Ignora-se aquem sabio O premio
preenchido, p-lc o jniz buscar essas lestemunhas grande de 40 COntOS. l'm de K cotilos sabio a um in-
onde bem Ihe parecer. divid!'" chamado Unas, que ha poueo lempo se Ihe
inceudiou um predio que linha a Uoa-Visla.
Fallecen ltimamente o negociante Tarujo, cujos
navios uavegavam muito para esse porto. A casa
commercial contina debaixo da lirma de Yiuva
Tarujo &.F1I1S.
l'alla-se de minlanca ministerial, Meando na repar-
ticao dos negocios estrangeiros. contja presidencia
do concellio, o duque de -aldaulia, passando para a
fazenda o Sr. Gomes do Castro, para a guerra o barlo
deOurcm, para a inuriitha oSr. PalcSo, e entrando
para o reino o conde de Thomar, para a juslica o do-
putado Lopes Rranco. Acredita-se que islo tem. toda
a probabilidade, porque a UniaO, jornal ministerial,
diz que, julgando-se a nnnlanca ministerial comple-
ta tima calatidade, comtudo unta modilicacfo par-
cial no seria impossivel
Km Hespanha contina tudo no estado em quo
'mencione! na minha ultima.
De franca.,as ultimas noticias d/.cm aekar-so
reslabelecida a Iranquillidade, e eslar o general t;a-
vaignac investido do poder executivo, com o Ululo
de presidente do concelho; podendo formar ou no-
mear elle mesmo o ministerio.
t par
Ncsta decisiio do tribunal da rclacao ilistnguem-
se duas cousas : a primeira urna chicana jurdica pa-
ra os competentes juizes no licarem comprometli-
dos nem com uns nem com outro>; porque, se conec-
liain o recurso, ndispunham-se com o governo, se
o negavam, malquislavam-se com o partido progres-
sista : segunda, pela decsao do tribunal ennhece-sc
que no processo nio ha molivo para a pronuncia dos
iros, porque, se o houvesse, o tribunal prescinda do
resto das teslcmunhas, eratilicavaa pronuncia.
Oque he certo he que os presos teem quo jazer a i li-
pa alguns meses no I.moeiro; porque, se o processo
no se ultimar por lodo este mez, o que parece nio
ser possivel, seguem-so os dous mezesde ferias,
que sio agosto e setembro, e s para outubro he que
pdem ser julgados.
Se as vistas do govenno he ter seguros alguns dos
seus inimigos mais ousados, mais capazos de tramar
contra elle, mais influentes as massas,lem conscgui-J
do o seu intento, porque de certo aquellos a quem
pode laucar a mito, estilo impossibiitados por al-
gum lempo de fazer toda equalqucr tentativa. En-
tretanto este procedimento esla em manifesta con-
li ailiecao com as declaracies do governo no parla-
mento o na imprensa, oude faz. constante alarde de
no ser perseguidor, nem oppressor.
A cmara dos deputados contina a volar leis a vtt-
por. I "II1 mmenle votou n'uma s sessao um projecto
Je lei, declarando em vigor lodosos decretos das ul-
timas dictaduras; inclusa a carta orgnica do banco
de Portugal. Sobre isto susoitou-sc larga discusslo,
querendo separar-se o decreto de 16 de novembro de
1846, que diz respoto dita organisaco do banco,
das outras medidas dictactoriaes; maso governo fez
isso quesillo ministerial, o venceu a votacio, impor-
fando-lhe poucocom a inniensidado de inlercsses
que licavam oll'endidos. De envolta neste eoujuiicto
de-leis, lambein se approvou a continuadlo do conce-
lho de estado, como tribunal administrativo,, que li-
nha sido abolido pelo ministerio Paltnella.
Quando o paiz genie de miseria, votam-se despezas
verdaderamente superfluase desnecussaras; pois
que a existencia do concelho de estado, como tribu-
nal administrativo, nada mais he do que urna gran-
de sinecura, para empregar anillados ; pois que o
paiz nilo tem lautos negocios de alta jurisprudencia
administrativa que careQa do dito tribunal. De sobe-
jo tem elle j no tribunal do thesouro, 110 tribunal
de contas, e em outros deste genero ; mas comtudo
vo carrega-lo ainda mais com o concelho de es-
tado
No he s nisto que se mostra o poueo que a gen-
te da governanca so interessa em regulerisar o paiz,
e allivia-lo dos sous encargos. Quando nao lia meios
para pagar aos servidores do estado, votam-se pen-
siles a quem nito carece deltas, e estas livres de deci-
ma e do direitos de merco. Este faci escandaloso
deu-se ltimamente na cmara dos deputados ; pos-
to que ainda se nio concluio, e talvez ni'.- se con-
cluir como se prelendia ; porque os nimos lodos se
revoltaram vista de tanta ambicloe cynismo. Quan-
REPBLICA FIIANCEZA.
do o concelheiro Joaquim Antonio de Magalhespar-Jcaradores, outro da guarda tnovel e alguma animarla,
lio como cmhaixador de Portugal para a corte do' desalojou a forea que'oecupava o boulevard Bonm-Son-
Rio-de-Janciro, fez-1 he a mcrcde, por sua morlo,
se conceder metade do seu ordenado a sua mulhcr c
lilhas. Postcriosmonte Ircs desjas lilhascasaram: uina
com o actual presidente da cmara, Joflo Rebello da
Cosa Cabral, outra com um rico inorgado do Alonle-
jo, e outra com o jniz (lampos, que foi assassinado
em MidOes. Morlo o concelheiro joaquim Antonio de
Mogalhles, liatou-se do levar ao parlamento esta
merce para-ser sanccioiada. Desdo logo solTreu op-
posiciTo a concessflo das penscss lilhas casadas; e
illirma-se que foi tal a inllucncia do Sr. Joo Itebello,
que a viuva o mais lilhas,a sultana e a vi 11 va cariam
sem cousa nenhuma, se so nao concedesse tambem a
Kensilo du 400^000 rs. mulher do dito Sr. Joio Rc-
ello, que, alm de ser presidente da cmara dos de-
putados, exerco altos cargos de magistratura, e tem
Sor isso avultados ordenados. A questo, porm,
estas pensos tem sido muito debatida. Ningueiu
impugna queso conceda pensos viuva es filhas
solteira c viuva ; mas s casadas, isto sollreu longa e
tenaz ppposicio, e para se vencer foi preciso que o
governo apoiasse a questo decididamente, e Ule des-
te os seus votos. Comtudo o negocio ainda nio est
coucluido, como j disse. Falta ainda approvar o tor-
co] ro artigo do projecto que diz respeito a licarem li-
vres as ditas pensos de direitos de merc, de decima
e mais mpostos, o a seren pagas pela follia do su-
premo tribunal de justica, que he o mesmo que o se-
ren com as classes activas. Esla excepeflo tem sido
muito mal olliada. Tis vozes se tem posto o artigo
a votacio, e outras tantas nio tem havido numero ;
porque os deputados quo se no querein compromet-
II 1 vi.1 tempn que se notavain os preparativos da expo-
sio d'uma conjuradlo contra a assembla nacional, e de
que foram precursores os movimenlos dirigidos por llar-
bes, lllauqui e outros. A alliciaco di! parte dos operarios,
o all i.oxelo do sem numero de vadlos de que Paris esla
locada, eram actos pblicos, para os quaes o governo
(illi u 1 teno com absoluta tolerancia, ao menos com
ilelilli 1 eiu;i : o governo procurava por meios benignos
conciliar a paz', quando eram sobejos os elementos de
discordia, al entre os seus proprios membros. A mina
relien ion afinal na iiiauhaadc -'"I, c cubri I'.iris le san-
pue e de lucio.
Os desvainados, os homens das exaggeraces c os am-
biciosos oceultos, congregados em corpas numerosos de
insurgentes, s.iliir.iui lu ilesla vez. coin mo armada,
.1II1 oni 111.lo o pdenlas leis e autoridades, o respeito dc-
\ 1I11 .i assembla nacional, e por consequencia declaran-
do-se cm guerra al>erta*com a fr9a publica que a pro-
legia e juntamente OS direitos e propriedades dos cida-
dos.
No dia :'- '< de inanliaa coinecaram os sublevados a cons-
irnii- barricadas, pror*denrtoem tuaemprcta sem moilns
ncui assuadas, fortificando pela Calada as portas de S.-
Diniz c S.-Marliiiho, protllllidade do bairro do Pescado,
o bairro de Santo-Antonio, a ponte de '.-Miguel, obairro
de S.-Jacques e oulias paragens, assenhoreando sedas
casas contiguas, e tnmaudo loda as uieditlas de defesa.
O governo, frouxo como seniprc c talvez desgostoso
pelos ullimos debates na assembla, accor'dou larde para
dar as providencias que o melindre c perigo da siluacao
demiiulavam ; reuni a guarda nacional, a guarda mobi-
lisada, e a nova guarda republicana, c bem assim a tropa
de linha de todas as armas. A guarda nacional foi a pri-
meira a pr-se em campo, mas a lempo que j,i Ihe foi
forcoso combater os cntricliciramenlos dos sublevados,
sendo dpois auxiliada c sustentada pelas tropat de
linha
Din ou por todo odf.23 a lula porliisa e sanguino-
lenta em lodos os poatos cima mencionados. O general
Cavaignac. ministro da guerra, coin mu batalhao de
i't'fie ; o hotel de ville, a piafa deCrcve, foram oecupados
por ile.1 le linelos da guarda republicana e de tropa
regular : na praca da Concordia estavam postados pi-
quetes de dragues e baleras de artilharia. Al avenidas
do edilicio da cmara, todo o Liixeiuburgo, as Torneras
se guarnecern! do forcascivis c militares. Na ponte
d'Arcolc eslacionou-se um corpo da guarda tnovel, e
a l'onl-,111- liange era defendida pela guarda repu-
blicana.
O combate aleava-se cada ve/, mais encarnlcado ni
ra M.-DInlx, n'alguns caes, a as boceas das ras que
vcem dar calltcdral, continiiava junio igreja de-.-
Severin, no bairro Latino, c varios outros sitios.
A assembla nacional dcclaroii-se eiu sessao perma-
nente, c linha nomeado o general Cavaignac comrnau-
danle cm cl|cfe de toda a milicia, assim dos cidados
como de linha. Este s setc horas da noute veio dar parte
cantara que llnham sido tomados os' bairros Poisso-
nicte, S.-Dttis, S.-Martin e o l'emple. as ras de Paris
travOU-.SC o cmbale pelo fogo de fu/.ilaria, houve des-
cargas de iitclrallia, cargas de cavallaria, trincheiras
levadas escala vista, en summa todos os I101 rores da
guerra. Na ponte do liotel-Dieu lui.renbldq o conflicto)
c no Templo perliitacissima a resistencia.
O deputado 'l'rercncn pvopot que as depiilados pas-
sassent ao campo debatallia; muilos acompauliarain o
general cm chele, outros cnlraraiii tas lucirs da guarda
nacional. Mr. Arago, membrodo poder executivo, tomou
o ciimiii.nulo d'uma loiva couiposla de destacamentos
de varios corpos com duas pecaj de artilharia.
Os generaes liedeau e Lafuntaine alacaraui as barri-
cadas no bairro olc.Saiilo-Antooiii.. A guarda, nacional. .
combaleu coin valentac ordem a tropa de linha sus-
tentn teinnr* esta, bem como a tnovel e a republicaua,
que gcralmcnte se portaram com denodo e patriotismo :
lodos estes corpos solTreram perda utaisou menos eonsi-
I


MUTILADO
1


<2*

ili'i.i\ri. A dos revoltosos nrftc diac no seguinte lie incal-
culavcl. Anda s 9 horas da isoute ferva a pclcja com
a maior unln nu bairro de S -Jacqiies ; a passagem da
Ponle-Nova fo cortada. Na ra la Harpe havia lamben
fu irs barricadas.
No da 24 a assembla nomeoii chefe do poder executi-
to o general Cavaignac, leudo dado a sua dcuiisso a
commliso du poder executivo ; a cidade foi declarada
.mi estado de sitio.
Nos dia* 24 e 25 continuou a lula com a mesma sa-
nha. mas fram repellidos os nsurgeutc* dos seus pun-
tos de apoin.apezar do desespero conijque os derendiam.
Concentraram-se principalmente no bairro de S.-An-
toine, e no dia 2b' ainda ahi resistirn! at as duas horas
da tarde que foi tomado o bairro,e os revoltosos fugiram
em varias drceces perseguidos pela cavallaria que
m.nuil inultos prislonelros.
O general Cavaignac dirigi proclamaces tanto aos
cidadaos, como ao exercilo, e aos proprios insurgentes ,
damos este ultimo documento.
lin nomc da assembla nacional, o general Cavaig-
nac, delegado do poder executivo :
Cidadaos, julgais que combateisem pro dos opera-
rios he contra elles que pclrjais, sobre elles recahir
toda esta eliuso de sangue. Se esta hita se prolongar,
desesperemos do futuro da repblica, quandn lodos vos
desejais oseu irrevogavel triumplio.
(i F.m nnme do pas que verte sangue, cm nome da re-
pblica que assim destrus, em Dome do trabalk, eque
reclamis e que nunca vos foi recusado, desvanece! as
esperancas dos vossos commuiis inimlgoi, depoude As
armas fratricidas, e confiai que o gove no, apeiar de sa-
ber que entre vos ha instigadores criminosos, tambein
sabe que a maioria se compele de irmos nossos illu-
didos. a quem a naro convida e abre os braco*.
O Time de 27 dli: O general Cavaignac n'eslc mo-
mento acha -se na situaco de un dictador militar, que
deve exercitar os seus poderes com grande vigor para sal-
var a capital. Precnchlda esta t.ircfa he Igualmente neecs-
larlo empregar todos os recursos do talento poltico pa-
ra restabelecer um governo nacional Aflu guir este grave eessencial objeclo, o general chainou
para o seu lado Mr. Thiers, que provavehiicnte ser en-
carregado da composicao do novo governo.
Cora efeito as ultimas noticias Informaran! que Thiers
p (Milln llarrnt eram incumbidos de nrgansar mu novo
ministerio.
Assrgura-se ( diz um jornal inglex ) que o conde de
Narhonne, que lora ajuriante de campo de Carlos X, fra
prisioneiro com um sen criado nn ataque de urna bar-
lii-iniu, c que, sabeuuO-5r que auiiava distribuindo di-
nheiro aos sublevados, lora morto nos jardins de I.uxeni-
burgo pelos guardas nacionaes.
Na sessao da assembla nacional do dia 25, o presi-
dente, Mr. Senard, declarou que a inte.rvenr.ao pessoal
dos representantes do povo e a sua presenca no cam-
po das operaces militares produzira os iiiclhores re-
sultados.
Dos deputados alguns fram feridos : ignorava-se se
tinhain morrido Mrs. Dornez e liixio : o coinmandanle da
guarda nacional, Ciernen! Thouiar, tambem ficou ferido;
do inesino modo o general Duvivier, commandante da
guarda morel, o general Ik'deau, e um dos Duonapartes,
tildo de Luciano, que leve o cavallo morto achando-se
ao lado de Lamartine.
A commisso do poder executivo resignou o mando em
virtude do voto da assembla que inveslio do poder su-
premo o general Ciavaignac.
Na sessao de 25 o ministro do commercio, Mr. Flocou,
propo/. em consequencia dos ltimos acontecimentos
que os pagamentos das letlras coinuierciacs vencidas
em 23 de junho fssem espacados para 6de jullio.
lu depulado propo?. que o mcsiiio favor se eslendes-
se aos departauieutos, porque o povo das provincias a-
bandonra suas casas e negocios para acudir causa da
ordena na capital.
Desta forma foi approvada a proposta do ministro.
. Revolu(o de Selembro. )
PERNAMBUCi.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
43.1 SIJSAO ORDINARIA EM 7 DE AGOSTO
DE 18(8.
PKESIDF.NCIA DO SR. VICARIO AZEVEUO.
Sdhimaiiio. Arla. Espediente. Pareceres. Parti-
cipncao de haverem sido apreientadoi ii sanr-
fo presidencial alguns actos legislativos.
.Ip/irotia-o do artigo 5.* do orcamento provin-
cial,em segunda dsevsso,com veras emendas.
As 10 e meia horas da manha, faz-sr a chamada e ve-
rifiea-se estarem presentes 24 Srs. deputados.
O Sr. Presidente declara abena a sessao.
0 Sr. 2." seri-flu i'u le a acta da spsso auteccdcnle, que
he approvada.
O Sr. 1.' Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofcio do secretario da presidencia, declarando
que no dia 7 do corrpnte, a,l hora da tarde. S. Ex. o Sr.
presidente da pr ovineia receber a depulaco eneai re-
gada de apresentar-lhe alguns actos do poder legislati-
vo provincial, que teem de ser sanecionados. Inlci-
r ada.
Outro do mesmo, remetiendo copia do contrato do ar-
rendatnento do jardim botnico d'Olinda com o cidadao
Bernardo de Albiiquerque Fernandes Gama, exigida pela
assembla. A' quem fez a rrquislco.
He lido eapprovadn um parecer dacommisso de ins-
trucen publica, deferindo fnvoravelmentc n petico de
Jos Nicacio da Silva, e autor isando o presidente da pro-
vincia a prov-lo em qualquer cadeira de graminalica
latina, independentc de novo concurso.
He lido e lira adiado, por pedir a palana o Sr. Olinda
Campello, outro parecer da mesma conunisso, no qual,
allegando nao llie pertencrr a nomeacao dos professores
publicos, recusa o ofl'erecmenlo de Jnaquiui Lopes de
liarros Cabral Teive para leccionar gratuitamente pin-
tura histrica, paizagem, dezenho de figura, das cinco
ordens de agricultura, e perspectiva.
He lido e approvado outro parecer da coinmissao de-
polica, aceitando um-rrtrato riel de S. M. I., ofl'erecido
a assembla pelo bacharel Joaquim Jos de Carvalho, e
pedindo que na le do orcamento se consigne a quota de
400/000 ris que o mesmo bacharel solicitara como n-
dcuinsaco do referido retrato.
ORDEM DO DIA.
Continuacao da segunda discussao do projecto do or-
camento provincial.
Artigo 5., 2., 3., 4. e 5.
Sao lidas eapprovadas as seguintes emendas:
Suppressitv no 5." Siippriiuain-se as palavras
perc.ebendo cada um dos agentes 8 por cento de coin-
missao. > Hego Dantas.
. S.upprua-se. qqjS.* sendo s .-direiros arrecada*
dos pela primeira seceo do consulado provincial.
Barroso.
Emenda an 4." do artigo 5. Em lugar de dzer-sc
10 por cento a de Olinda diga-se 15 por cento a de
Olinda. JVinira de tiorba.
Subilitua-se ao 4.*do artigo 5." osegulnie: Co
as collectorias que actualmente nao csto arrematad
3:150/000 ris. Voi Pedro.
Emendo ndditiva ao 2." rio artigo 5." Depois da j.
lavra capatazia auginente-se cobrando-se s 3 por
cento dos volumes miados de assucar, na rasiio da ler-
celrasorte. llego Dantas
Supprlma-se o 2. Jos Pedro. <
OSs. Dantas: Sr. presidente, obre a mesa acham-
se duas emendas minhas: una dellas he relativa ao
2 do artigo 5." Nao he para fallar contra amspcccao do
assucar e algodao que me levpnlei. se bem que esteja
convencido deque estes cstabelcelliientos nada apro-
rellaoi < agricultura e ao commercio; e me daria ao Ira-
balho de comprovar isto, se acaso observasse que a ca-
sa eslava disposta a formar echo comniigo, e votar pela
sua exiiooelo.....
OA'r Perreira (iomei: A casa est disposla a votar
por ludo quanto fr de inleresse provincial.
L'mSr. Depulado: Eslou convencido da vantagem
desses estabeleciinentos.
OSr. Dantas: Eeu estou convencido do contrario
o nobre depulado e a casa estilo no sen direito, assim
como cu; mas, emlim, nao me dou a este trabalho. J
hontem observei que a casa eslava compenetrada dos
inleresses e vantagens desse estabelcciinento; n.io me
quero tornar importuno, nao quero gastar o tempo pre-
ciso para a lei do orcamento que deve passar sutes Oe se
Ailara sessao. Nao me levante!, pois, para fallar contra
este ai ligo, mas me levantei para defender urna causa
essencialmente pertencente classe agrcola, para de-
fender os inleresses desta classe que inais concorre pa-
ra a ordem social, que mais se presta, com os tributos,
com o producto de seus Irabalhos, para a sustentacao e
nielhoramentos da soeiedade: e todava esta classe que
mal naga, lie a que menos goza ; porque os paderes do
estado llies nao dke aquella proteccao de que ella tanlo
precisa : levanlei-ine, polt, para defender, a classe dos
agricultores, porque vejo queesla pagando um tributo
na rasao dupla daquillo que elles percebem desse ren-
diinento que teem.
KS temos nina lei bastante antiga (nao me record da
dala) que mandou classilicar os assucarrs blancos em
seis qualidades, com tacs e taes denoininaces. Nesse
lempo, Sr. pr sidente, se cobiavain os dirctos na rasao
das qualidades marcadas por esta lei. Emquanto aos vo-
lumes grandes, ou calxas, eonsla-mc que ainda boje se
observa etsa mesma regia; mas quanto aos volumes
pequeos, nSo se cmpre o mcamo, porque antlgamen
le os dii eitos dos volumes pequeos se c-ubravan na ra-
siio da trrecira qualidade, e boje se cobram, mo sei por
autorsaco de quem, na rasao da segunda qualidade.
Ora, Senhores, um vigsimo dos engenhos da nossa pro-
vincia, ou UWez ainda menos, sao aque.lles que fazem o
assucar de primeira sortc, um terco, ou talvetum qnar-
lo, sao aqc|les que fazem o de segunda surte; mas lo-
dos os outros engenhos lazeni semprc os seus assucares
da terceira sorte, e alguns at dequarta. Ora, se a maio-
ria dos engenhos desta provincia fa/.rin seus assucares
de terceira soile para baixo, por que rasao ho de pgal-
os direilos na rasao da segunda sorte. se isso he em prc-
jui/odelles.' Devem elles pagar direilos de seus prejui-
zos?..... Este mal existe, porque esta classe uo leni tido
proiecco algiiina. A falta de industria c de arte tcm
(eitO com que elles nao possam melhoiar o seu genero,
c iguala-lo ao dos outros paiirs Esta classe esl entre-
gue a s mesmo, c s a si..... Perianto, digo eu, se mis
sabemos que a maioria dos engenhos fazem seus assu-
cares, na rasao da terceira sortc. que limito poucos o
fajcni da segunda e raros da piimeira.. .
U Sr. Olinda : Succedc isto, porque os senhores de
engenho sao desleixade.s.
' O Sr. Dantas Na lie verdade, e se ha esse desleixo
nao provm da sua vontade ; provm do abandono, de
falla de machinas, de falla de industria : DOS nao temos
nada.....
Cm Sr. Depulado : Andamos s apalpadellas.
OSr. Dantas: He verdade, tirarain-se-lhes os bra-
cos captivos, eniio fram substituidos pelos livres. Por
tanlo acredite o nobre depulado que esse desleixo, com
que os increpa, he s filho do abandono, do pouco rrco-
nheciinentoque teni lido a soeiedade a respeilo da im-
portancia desla classe e de seus vitaes inleresses. ...
O Sr. "rijo de Loureiro :-- k soeiedade s tem obriga-
cao de facilitar os transportes, e nada inais.
OSr. Dantas:--Quando fallo da soeiedade coiuprc-
hendo os poderes do estado.....
Um Sr. Depulado : Toda a culpa he do guardia '.
O Sr. Danlas : O governo he obrigado a facilitar es-
tradas e canaeii a procurar os inelhores svstemas de
CUltivacSo, os que inais convem ao paiz, e a fa/.er csta-
belecer este gosto. O particular nao pdc tanto : nao
pode mandar vir machinas para experiencias ; nao pode
buscar bracos livres, para facer estabelcccr o gosto des-
te uabalho livre, syslcma que alias nos convm niuito,
e que eslou convencido devi.i, com preferencia a ludo,
Sccupar toda attencu dos poderes do estado.
O agricultor, Senhores, he quem mais concorre para
o engrandcciiiicnlo da soeiedade ;.porlaiito taubem se
deve procurar meihorar a sua sorte ; mas o que meca-
da prcsenlenieiite ? Alin de nao ler proiecco, paga di-
reilos nao s daquillo que manda Irazer ao mercado, da-
quillo que Ihe cuslou o (rabalho, mas ainda da mo d'o-
bra, da perfeico que d ao seu genero para o exportar a
outros mercados; daquillo que nao foi fcito por si, mas j
por un leicciio a cjuein eile pagou, por exemplo o eln-
barricamcnlo e o eusaccamciito; viudo assim apagar
direitos do Jssucar e do einbarricamenlo, cujos cascos
jpagaram direitos na alfandega por conseguinte o
agricultor paga direitos como consumidor desles gene-
ros, e depois paga por ser objeclo de perfetciO para o
seu produelo ; paga do assucar bruto, e do assucar aper-
feicoadu.....
OSr. perreira domes : Tenho ouvido di/.er aos mrs-
tres ila sciencia econoniica, que (iieiu paga cssas tles-
pezas he o consumidor,
O Sr. Danlas : Senhores, esta sciencia he hvpolhe-
lica, sua> throras l'alham na pralia, e cu pnderei mos-
trar que rarissiinas vezes os coniumldore pagara essas
despezas, e por isso he que cu digo que essa sciencia he
liypolhclica.
prc^o do genero, Senhores, esl na raso da procu
ra : todas as vezes que a procura fr maior do que a ol-
ferla, nos venios que o pirco est da parte do vende-
dor ; mas. todas as vezes que a ollera fr maior do que
a piocura, o pceo esl da parle do comprador. Alm
lisio li.i un. i outracousa: os nossos assucares nao se
pdein demorar uo mercado espera de procura, por-
que he un genero que degenera, apenas anparece hunii-
dade ; logo d-se a necessidade de ser maior a oil'erta do
que a procura, e aqui esl a rasgo por i|ue iiiiiilo bellas
Iheorias falhaui na prliea ; mas, einliui, nao eutrarei
ucsla queslo, vou ininlia ideia: o assucar, em volumes
pequeos, paga o direito na rasiio da segunda qualidade;
iiursa maior parle da produrcao na rasao da lereera
qualidade para bixo : o resultado he n laviador pagar
direitos daquillo mesiiio que nao lucrou ; por exemplo,
a sexta, quinta, quarta e terceira sortes ha de pagar pe-
la mesma rasao que a segunda.....
O Sr. Luii Duarle : -- Nao paga, Sr. depuladu.
OSr. Dantas : Enlo perde o nobre depinaxlu que
Ihe diga, que nao esl a parda materia. Fu fallo dos vo-
lumes pequeos, eappellu para o publico: quem ler as
discusses da casa ver que en fallo com rasao. A quar-
tu. quinta e sexta sorte pa'gam, como j disse, pela se-
gunda, eeu quero que paguem em proporcao ; porque
ha engenhos que-faiem lodo o seu assucar da terceira e
quaita sorte.
Eis a rasao por que mande! a emenda mesa, c por
que voto por ella.
^.OSi.Jusj ./Veo.di?.que, o.ipcruujo do nobr.e de-
pulado que o precedeu, a respeilo da procraslinaco da
discussao, nao deve proceder para nao ae. discutir a lei;
porque emende que a casa uo pode deixar de discutida
Conforme ai convieces de cada um de seus iiiambros
c a utilidade publica o reclaman!, c que porcOnsequiite,
se fr uecessario discutirein-se principios de sciencia.
para se tomar una rrsolucao acertada, se devein
dlscuiir porque o inleresse publico reclama toda a
elucidarn das materias. (Jue a assembla pode sollre
algunia increpaclo em consequencia ;de se ter adlan-
lado a sessao at ao ponto de ser necessaria una
piorngacao, e lalvex urna segunda; mas que elle
orador entende que toda a censura que se pode fazer
nrctr sentido provm do quautitativo despendido com o
subsidio dos deputados, o que no he de tanta impor-
tancia como se suppde, porque he preciso que te con-
sidere que a maior parle dos deputados provlnclaes
que fsto na casa sao empregados publicos e nao per-
cebem durante a sessao os seus ordenados, e por isso a
quantia excedente a esses ordenados para o complemen-
to do subsidio, hetao insignificante, q ue nao vale a pe-
na servirem-se della para fazerem urna censura : entre-
tanto, se julgarem que esia quantia pode fazer peso nos
cofres provinciaes, eque por essa rasao se deva soffocar
a discussao para acabar com as prorogaces, declara
casa, que aquillo que Ihe pertence de excesso do seu
ordenado, relativamente ao lempo de prorogaco, est
prompto a ceder a beneficio dos cofres provinciaes, caso
todos os deputados nisto coiivierem.. ..
O Sr. Frrreira Gomes :Se essa rasao prcvaleceise, en-
to nao deviamas vir aqui.....
O Sr. Jos Pedro ( esntluuando ) diz mais que, nao
tomando cm consideracao esse pequeo dispendio, dis-
cutir o orcamento conforme suas convieces e o seu de-
ver. (Apoiaios.)
i'assaudo a materia, obsri n que n retpelto da emen-
da siipprimida do ?.", espera que nao se Ihe diga o
mesmo que se Ihe dlsse acerca do 1., isto he, espera
que nao se Ihe diga que proeerleu com sorpre/.a ; por-
quanlo, emliora seja elle de opinio que na lei do orca-
mento se nao devem, por niel de emendas, suscitar
qursies de grande transcendencia, porque a diversi-
dade das materias que contin essa lei pode distrahira
atteiico, e anicsqulnhar e prejudiciar a discussao, he
sabido e inconlestavel que, estando em discussao os ar-
tigos do projecto do orcaincnlo, he permittido a cada
mn depulado, pmpr a alteraco ou suppresso de qual-
quer deljes ; e que tanto isto he pratica na casa, que esta
reparlicodeque trata o2."foi supprimida em44porum
artigo da lei do'orcamcnto, e que nos isto se fez como
se teem fcito couzas peiores, como por exemplo, crea-
do novos; imposlos, como o auno passado erearam o do
sabao, que iiinguem dirque he um Imposto de pouca
importancia, visto que reeahe em um genero de pri-
meira necessidade, pode prejudiciar os direitos de im-
portaco, e acairela a grande queslo de proteccao iu-
dustra respectiva. l!uiiaiiio, ge o sea procediineuts foi
irregular, irregular tem sido o de muitos deputados.
.Nota que esl de aecrdo com o nobre t. secretario
acerca do principio, por elle citado, deque a liberdade
de industria esla snbjeita s restrictos reclamadas pelas
conveniencias publicas, e necessidade de haver renda
publica para satisfaeao das despezas publicas, mas que
nao se poder negar que as rcstriccocs a que devem es-
tar subjeilas as industrias entre nos, visto que a liber-
dade de Industria he garantida pela constituicao, devein
ser as absolutamente necessarias ; e por isso elle nao Ro-
dera consentir que continu a inspeccao do assucar e
algodo, que esl incumbida de Taier o mesmo que faz
o consulado geral, isto he qualilicar o assucar e algodo,
para evitar as fraudes, e estabelecer abase para a co-
branza dos direitos.
He, pois, evidente, diz o orador, que, com a inspeccao,
provincial, snll'rc o commercio mais do que pedein os in-
leresses pubiieos que elle solfra, e baslava isto para que
a Iqapeecio se cxtiguisse. Mas alm disto he sabido
que a inspeccao nada faz, que uo cmpre o seu dever,
eque o consulado provincial esl adstricto a qualilica-
co que faz o consuladogerl, e se regula pelos despa-
chos que partem desta repartico.
O orador mustia que o procedimento do consulado
provincial, quanto i arrecadacao dos direitos, he con-
trario aos conlribuintes; porque, cobrados esses direitos
serviudo de base duas qualidades de assucar branco, e
nina do mascavado, e nao as qualiliraine.s que inandain
fazer as leis provinciaes, que sao seis para o branco e
3 para o mascavado, muitos coulribuinles pagaro mais
du que dcvein.pagar.
O orador moslra mais que o contrabando nao he evi-
tado actualmente mais do que o era amigamente, econ-
clue de ludo que disse, que nao sendu.necessaria a er-
perlico para qualilicar o assucar c algodo ; nao estan-
do della dependente esta precaufo para evitaras frau-
des, porque o commercio tem una inspeccao particular
por que se dirige ; nao serviudo inesiiiu para fixar a base
sb que se contam os direitos, por Isso que regula-se o
consulado provincial pela do consulado geral; final-
mente nao sepodendo afiirmar que o contrabando nao
se faca'aclualmente, julga que a assembla tomar a dc-
liberaco de cxtlguir esta repartico que tanto faz sof-
frer o commercio, a agricultura, c a renda publiea, co-
mo j nioslrou quando liatn do consulado.
Paitando a justificar outra emenda que mandou me-
sa, o orador duque contra as arrcuiatacCs se oppdcm
a consideracao da possibilidade do conluio.c a avidesdo
arrematante, que pora o contribuidle cm apuros e ve-
xaco; masque nao recela que uas arremataedes das
colleetortas se dO o conlulo, por ser a renda arrecadada
por ellas inuito pouco importante, e por isso ao alcance
da maior parte das furlunas, c que quanto a vexac-ao
julga que os coulribuinles nao ficaro de inelhor cou-
ili. an sendo a renda arreeadada pelos collectores, que
ordinariamente empregam inuilos esforcos c diligen-
cias para arrreadarem o inais possivel, visto que tem
nina porceiilagem do arreeadado.
O orador julga uecessario que continu a arremata-
cao das collectorias pelo pouco que arrccadain, ou reco-
Iheni os Collectores, e recorrendo ao balanco ultimo
mostra i casa que a renda arrecadada cm Mi a 47 pela
maior parle dos collectores, he lo diminuta, que admi-
ra, e nota particularmente que fra Olinda s Santo-An-
io arrecadou dcima de casas, e na diminuta Impor-
tancia de vintc mil e tantos ris em um onno!
Diz mais alguma cousaem favor de unta emenda que
manda conservara porcentagein do collector da de Olin-
da, e conclue declarando que vota por essa emenda.
<> Sr. J.niirriUiio sustenta o naiagrapbo segundo, emit-
tilldo ideias anlogas s que eniincioii na sessao passada.
O Sr. Roma : Sr. presidente, crcio que nada tem com
o paragrapho segundo do artigo quinto do projecto cm
discussao a c ni ma do nobre depulado; supponho que.
ella s terin cabimento, ou que s deveria ser oli'erecida
quando se Iratasse do paragrapho primeiro do artigo
primeiro do titulo tercclro (lareceita; ou lambem no ti-
tulo qiurto das disposiedes geracs como artigo additivo,
mas nunca ueste lugar, onde seiiaum verdadeiro rn-
xcrlo.
O Sr. Danfai: Qlllx ver se, adiamando a ininha enicii-
da, adiantava o lempo.
O Sr. loma : Agora, Sr. presidente, eumprc respon-
der ao nobre depulado que lallou eip segundo lugar, c
mandou mesa o artigo substilutivo, suppiiiniudo as
inspei'cees do assucar, do algodo c capalar.ia. J isto
foi houteiii materia de longa discussao, e eu "Uve que
sustentar a reparlico do consulado contra o primeiro
ataque, um pouco de sorpreza ; agora vulve o nobre de-
pulado carga com o inesmo impelo ; no que prova
muito bem que nao tem ntenc.cs de suppriinir aquel-
la repartlcSpi mas te sincntc a m vontade que Ihe
vola por motivos que eu nao posso entender, nem quero
averiguar. Se o nobre depatadu quizesse suppriinir as
rrparlieo>l do consulado c inspeccao provincial no lodo
ou em parte, seajulgassc inesino intil ou onerosa,
porque nao aprcsenlou logo no principio da sessao um
projecto nesse sentido? Tc-lo-hianios discutido com
calma, pensando e julgaudo com uiadureza, c quem sa-
be, talvez o nobre deputado estivesse hoje livre desse
pesadelo; mas sorprender-nos na discussao do pro-
je^iii.ila.lci^dqorfaBijpntOjj; a fr^a querer encajxa.r urna
emenda da suppresso, permita que Ihe diga que eu
uo-posso eonvir em seinelhante cousa. Emquanto s
qualidades do assucar, convenho. e t approvo as ideias
d*o nobre deputado, e aceitare! nina emenda, se em lu-
gar compelen te llver a b mdade dea ofl'erecer nesse sen-
tido; ja v, pois, que nao sou desarrasoado.
Tambem fallou o nobre depulado contra collecto-
rias e quera antes que os imposto* fssem cobrsdos por
irrcnjaUcSo; porque, dls.e elle, a collectorla definl,-
na apenas tlnha arrecadado, nao se! em que anno, (JOO *X
tantos mil reis; julgaudo que, se fsse por arrcuiatacao, J
haver-sc-hia lucrado mal, apolandoestc sen diloou ci.
ta sua opinio no relatorio do Inspector da thescurarla,
onde se l que havia esperauca de augmento na seguinte
arremaiaco.
Sem embargo, Sr. presidente, inclinme pelas admi.
nistraces antes do que pelas arrcinatacei, em que nao
ha a inenor eventualida.de de nielhoria ua arrecadacao
dos Inipostos, e o motivo deste ineu dito lie de simples
inluicJo; porque, devendo os arrematantes arrecadar
tambem o imposto dos legados, pode morrer em um ter-
mo um homem muito rico sem lierdeiroi neCessarlos, e
o arrematante recebe em um s anno oito, der, ou 16
cornos de ris. como aconleccu ltimamente em Igua-
rass, onde o termo foi arrematado por urna bagatelli,
aconleceu morrer o rico propietario Henrique Pope
Gro sem filhos, viudo o arrematante a lucrar uinasoin-
ma enorme de contos de ris, segundo fu! informado....
O Sr. Luis Duarte : O magano regalou-se! !
OSr. Roma : Outros muitos exemplos poderla citar;
mas para que cantar-me com una cousa que esl so
alcance de lodos ? Riles diro talvez que este facto podia
servir de incentivo para os arrematantes darein mais,
porm cu responderei que niiiguem arremata um termo
seno pelo que pode render ordinariamente, portanto
(ue todas as eventualidades favoravels e!j fra de cal.
culo do arrematante, c o fisco sem probabilidade de que
Ihe caibaalgnm dia um destes lucros, que so para os
arrematantes verdadeiros achados.
Voto, por tanto, contra as emendas.
O Sr. Cabral: -- Sr. presidente, una emenda apresen-
tada por um dos nobres deputados que me precederam,
tem por fnn a suppresso da inspeccao do assucar e al-
godo. A casa me dispensar deentrar nesta discussao,
porque enlcndo que a commisio de fazenda, na Orga-
nisaco do projecto da lei do orcamento, deve limitar-
se a fixar a despeza e decretar a receita segundo o orja-
niento e hal-incn ministrado pela thesouraria, leudo em
vista o relatorio do presidente da provincia; ms sup-
priinir nina repartico ou dar Ihe nova orgaitisaco,
uo no parece objeclo proprlo de uuia ic anuua....
O Sr. Ruma : Se entenda que era necessario, propo-
zesse um projecto de le! em lempo.
OSr. Cabral: E por Isso nada direi a respelto dessa .
emenda, tanto inais quanto no projecto se autorisa ao
nresidenle a refdrmar a repartico do consulado.
Sr. presidente, passarei a tratar' de outra emenda que
manda suppriinir o 5." Nao posso concordar com ella,
porque o imposto das bebidas espirituosas, charutos, ta- m
baco, etc., vo sendo- bem arrecadados, c no sei, pois, '
onde esl a utilidade de ser a arrecadacao felta pela me-
sa do consulado,a menos que se nao quelraaugmentar o
grao de porcentagein de seus respeclivos empregados :
o imposto sobre bebidas espirituosas j foi arrematado,
e qual foi o resultado ? O estantos hoje ainda pagando
nina divida a Jos Pedro Vellozo da Silvelra ; depois foi
arrematado por Firmino Jos Flix da llosa, que resig-
nou o contrario : o meio mais proficuo e vantajoso, que
se tem conhecido para arrecadafo deste imposto, be
sem duvida o estabelecdo pela iei provincial n. 144, ar-
tigo 37; masa conimisse,considerando excessiva a por-
centagein que percebia o agente e seu lie], niyelou-a
com a do agente dos charutos, tabaco e sabao. Em pro-
va do que tenho dito, oll'ereco consideracao da casa
un trecho do relatorio do inspeclor da thesouraria pro-
vincial acerca dessa arrecadacao, que foi confirmado
poi ojilro da provincia, (t.) E demais todos_ sabem. que
o imposto sobre as bebidas espirituosas nao pode ser
arrecadado pela mesa do consulado, c sim por interme-
dio de um empregado daquella reparlico, que tem de
ir para alfaudega fazer os lancamenlos vista dos car-
regamentos dos vlnbos.c depois de certa poca he que
faz a cobranca do que se consom na provincia. Ora,
esse empregado que deve ser substituido todas os mezes
pelo menos, nunca far to boa fiscalisaco, como mu
agente permanente, que, alm do inleresse da porcen-
tagein, tem una responsabilidade inmediata e presta
li.llle.1
Quanto a outro imposto, ainda que pago a bocea do
cofre, como se costuma dizer, recabe sobre objectos tao
muidos, que necessita de una rigorosa fiscalisaco, pa-
ra se prevenir o contrabando, e por isso a sua ai recada-
ran deve ser fcita por um agente especial, que tem de
obrigaco assslir aos despachos efazer a cobranca.
Portanto nelihuuia vantagem descubro em se determi-
nar que taes impostas sejam arrecadados pela mesa do
consulado: comtudo, se o nobre deputado apresentar
rases taes, que me conveucam do contrario, nao duv-
darei votar pela sua emenda.
Passando oulra emenda do nobre deputado, quequer
que as collectorias continueiii ai rematadas,pouco direi,
porque um mcu coiupanheiro, membro da coiumissn.
j expenden as rases em que ella se fundou para pro-
pr que as collectorias losscni por adniiiiislraco.
Sr. presidente, as collectorias por arremalaco niio
teem dado inleresse aos cofres provinciaes, por falta de
licitantes, como confessou o ex-presidente o Sr. Pires da
Mota no seu relatorio, (le) embora accrescenlasse que
os arrematantes leudo ublido vautagriis i cus, era de
presumir que auguienlassc a concurrencia: a colleclo-
iii, por exemplo, do termo de Iguarass foi arrematada
por 655/000 rs e o arrematante lucrou dentro de um
auno unta porco de contos de ris, smenle no arlrgQs _>B
sello de hei aucas; mas nao he suieule esle u motivo que,'r'
me obliga a votar ooutra.a emenda, so mitras ronside-
racors. bem como u recelo de seren vexados os contri-
bu ules por semclhaules exactores, que sem responsabi-
lidade s procuran! tirar lucro da arrematacan. E de-
mais he sabido que os arrematantes nao so obrigados
a ler escripluraco como os collectores, c nem dfio coti-
las, de sorle que uo exhitam em receber imposto de
meia sita embora antedaten! os recibos, segundo o inle-
resse uhVcrecido pelo conlribuinte, como tcm succedido;
toda a respunsabitidade do arrematan!': se cifra uo pa-
gamento das suas letlras c mais nada. Ora, pergunlo
cu, qual ser mais vantajoso, ,i culii-auca fcita por um
collector responsavel perante a thesouraria, obrigado a
fazer escripluraco c laucauento de lodas as rendas a
seu pargo, ou pelo arrematante ? Creio que a cobranca
no primeiro caso ollerece mais garanta tanto fazenda
publica, como aos particulares. Eis as rases por que
vol contra a emenda: iioiueein-se bons collectores, que
elles ho de apprrscnlar boa arrecadacao, c haja vista o
rendiinento da collectori da cidade da Victoria:- outro
tanlo se nao pode affirinar de Goauna.
O Sr. Perreira Uomct: Sr presidente, a cominissio
eucarregada de apresentar ao Exm presidente da pro-
vincia os projectos para seren sanecionados, cuinprio
sua missao, e S. Exc, responden que os tomara na deT"
da i oiisi'ici ai, ,-iu.
A assembla fica inteirada.
(Conl/nuar-i-/iaO
lliUt) 0G PKfiKAyBUCU-
REOirE, 11 DE ACOST DE 1848.
A barca Tejo, clicgada hoje de Lisboa, trouxe-nos as
duas cartas do nesso correspondente, que publicamos
com este numero do Diario, bem couio diversos jornaes
que .ilcanc.ini a 8 de julho ultimo.
De quamo-diz o correspondente, acerca de preso? po-
lticos, com referencia a urna data antecedente que nao
recebemos, forja he sup'pr que no reino de Portugal
descobrlra-sc alguiu trama contra o governo, eque es-
le esforcava-sc por obstar arealisaco do plano. Parece.

/


ue os esforcos do poder iam se ndo cordados de felizes
esultadoi, pols que a Irapqulllldadc publica nao tlnha
,t- alterada.
ri i> mencionada! caitas e do artigo da Revolieito di
Mimbro, que tranicreveinos depoi dclla, vcro o lei-
tores <|ue o povo de Pars lutra por 3 '/,dlas com a as-
,.,,,1,1,'m nacioiial e com os meinbrot do governo republi-
cano, apoiadot por toda a forja ; que houveram mul-
las mortei, e nSo menos feriineotos, d'eutre os que* re-
leva nicncloncmot aqu o do arcrbhpo dessa capital, o
qual recebra o golpe, no entaoto qu, cumprludo sua
inissSo evanglica, afanava-se por concillar os nimos
exaltados ; que os referidos membras do governo,
ue alardeavaui Unta energa e resignar ao, recitaran
tcoperlgq, rrtiraram-M- da dlreccfio dos negocios
Micos, deixando o leine da nao do estado as inaus do
eneral Cavalgnac, que, ajudado dcThiersede Odilon
Barrot, preparava-sc para organisar um novo ministe-
rio, ao passo que la exercendo poderes dictatoriaes.
A noticia thelegraphlca, que vamos inserir adianta al-
guuwcousaacica
de icmc'ihatc oiganisacas :
Doletim do heligrapho central a bdt julho de 1848, ai 9
hnrai i 30 minutos.
TELEGRAPHO DE EI.VAS.
Madrid, 2 de julho as 4 1/2 horas da manhfia
. A S. Bxc. o ministro doi negocio! eitrangeiroi.
Paris, 29dejunho, as 7 1/2 horas da larde.
. A assembla rfacional con fe rio o poder execulivo
ao general Cavaignac, que tomar o titulo de presiden-
te do coucelho de ministros, e nomeara o ministerio.
A tranquillidade eslava estabelecida.
Ouanto Italia,.sabemos que os Austracos contluua-
vam a Invadir o territorio desse palz, com impelo e bom
' ccesso: todas as provincias venczlanas, desde os Alpes
Corinthios at s margens do P. estavam s6b o domi-
nio dos iuvasores, exclusive Veneza, sopo e Fnima-
"ova.
\ Na Martinica eGuadalupe a escravatura insurgra-se,
e praticra actos de notavel barbaridade. O Halty Acara
era espantosa anarchia.
Perseguidos pelos indios selvagens de Yucatn, os Hes-
panheshavla.n emigrado para Havana. levando coi
s.go lodosos possuidos, e a prata das igrejas silas no lu-
gar donde os expelia o mals rematado canlbaltsii
No seguinte numero seremos um pouco mais explci-
tos. A hora adianlada. em que nos achamos, obriga-nos
por agora, a nos nao apartarmos do laconismo.
Co.TC!S|)0:i IMPORTACAO'.
Navm, barca americana inda de Phlladelphia, en-
I...U no torrente tuez, consignada a L. Gomes Ferrcira
ti C, u'iaiiilestnu o seguinte :
1,790 barricas familia, 250 barrlllnlms bolaeliinha.
73 nielas caixas. 54 caixas e 472 calxinhas cha, W"-
dos riicadoi, 50 ditos algodfioiinho cDCorpado. olios
rlacados de algodao, 15 caixas algodfioiinho trancaao,
25 ditos dtto azul. 14 ditos cadeiras, 3flcadelias oe oa-
lanco, 4 arados, 13 embrulhos esleirs, 37 barricas aba-
tidas. 1 dita lampos nertencentes a mesinas, 1 orno ue
cozlnhar, 1 barril cevadlnba 1 dito fazeodas ; aos con-
signatarios.
CONSULADO GERAL.
Diversas provincias.............* ''
2:392/106
CONSULADO PROVINCIAL.
....... 592/520
RENDIMENTO DO DA 11.
'.VIoviment do Porto
O director dislrlbuio n divertiinento pela maneira se-
guinte :
A chegada de S. Etc. o Sr. presidente da provincia
ser auniiiiriaila por nina gyrandola >le fogo du ar.
O api-arcclment" do augusto retrato de S. M. Impe-
rial ser aiinuiiciado por. segunda gyrandola, e a tor-
ce Ira ao lindar o brumo.
O Sr. major Patricio, chefe da orcheslra far eaeeular
as melliores overturas; seguindo-sc a leprescntacan da
novo drama (traduccofra.iccia chegada da corte do Rio-
de-Jauelro) Intitulada
ih .is iion.is iu: vju. pmjycipe,
ornada de choros e dantas, como pede o sen autor.
Terminar o espectculo com a linda farja
ESTA'BEM BM,COSTO DISSO.
As msicas militares que vleremrecebcr S. Exc. apor-
ta do theatro, terao entrada franca na platea.
Principiar as 9 horas por causa das msicas.
tirada d-. crrelo algn
vlndus dn Kio-dr-Ja-
uincros ua fi"wn '- .._u. i......
elro. para Jlo Ignacio Pilihcirn que lenha a unii
ad* daos mandar entregar oo esorjptorio do!r. aia
Roga-se a prssn.i que tem ....-
numero da Ch.vnica IMeratia vlndos do It.o-dr-Ja.
Navioi intrads no dia 11.
Lisboa i 31 dias, barca porlugueza Tejo, de 318 tonela-
das, capilao SllverioManoel dos Reis, oquipagem .50,
carga vinho. vinagre, azeite-docc e mais gneros do
paii ; aOliveira Irmaos & Coinpanhia.
Genova por Gibraltar ; 70 dias c do ultimo porto 34, bri-
bre sardo lannibal, de 216 toneladas, capitao Andre
Giordano, equipagem 14, carga vinho, azeite e 10*11
gneros do paiz ; ao capitao. Veio arribado por lal-
ta de manlimentos, c segu para Montevideo.
Navios sahidos no mesmo dia.
Maranhao ; patacho brasilelro /.aurenlina-Braiitoira, ca-
pitao Joao Martina dos Santos Cardoto. carga assucar,
caf, vinho e mais gneros. Passageiros, Jos Bapiis-
ta da Foascca Jnior cen om criado, e = cngenbclro
William Raydell.
Montevideo ; brigue sardo lannibal, capitao Andre Gi-
ordano, carga a mesina que trouxe.
Paiahiba ; hiate brasileiro 'ureta-de-Maria, capilao
Joao Francisco Martins, carga varios gneros.
aaBBBBBBaBBBBaBBBaBBBftnBanBBnBBBBBaBBBa
EDITA L.
S M F di Faria. Em consequencia do que hoje
succedeu na sessao da assembla provincial, julgo-ine
,,a rigorosa obrigacSo de rectificar os factos taes quaes
SCOrarnTsessao de 5 do corrente, sustentando a sua
emenda. ia qual propunha a sunpressiio do consulado
nrodncial. o Sr deputado Jos Pedro da Silva : duran-
te o seu discurso muilos apartes foram proferidos por
diversos Srs. deputados. Entre cases apartes deu-se um
do Sr Romo, concebido assim : Nao he a associacao,
lieJosJeronyiuoMontelros. Sobreest aparlc re-
flexionou o orador da forma que se le no iar.o de hoje.
He possivel que o aparte fsse proferido em occas.ao di-
versa daquella em que nos o collocmos ; porque, sendo
mullos os que nesse dia houveram lugar, e fallando o
orador na mesina occasiao, era susceptivcl qne """
sernos a nota posteriormente ao lugar am que elle fra
proferido ; mas nao ha duvida que esta no citado Uta-
rio, tal como se acha era as notas que remellemos ao ir.
,0Tendortdado a sessao, *p***J&to~U*
ndi.ed.ife nos: Veja se corta aquelle apa.tei acerca
de losJeronvmo. Isto foi presenciado por um nosso
ollega e por ,un Sr. depolad'o. de cujo Bne MJ lo
recordamos, e que refor9ando o pedido dob.llom ac-
crescentou : Para Ihe nao esqueccr tome nota en um
nanel E releva observar que, nessa occasiao, d.sse-
mos aoSr Roma que elle, no seu discurso proferido
es a inesma sessaol tinna !>; "fft
a que por couseguiute devia el.mma-la tambeni d ah
Respo..deu-nos.,ueassimorariaquando revlsse o dis-
ida immediato, tendodecifrado as notas, vimos que
.o&r Jos Pe'dro.tie seu discurso, se refera a etKipu^
T^eentao nao nos julgams aiitorisadospara corlares-
ta parte do discurso, porque este Sr. nao linha de reve-
lo, visto como quasi nunca corrige o que diz na assem-
bla- dirigimo-os a elle, levamos ao seu conheciinentoo
pedido do Sr. Roma, e rogamos-lhc que, ou nos auton-
sasse a suppri.nir o aparte em queslao. ou Uvesse a bon-
Uade de rever o resumo do seu discurso, que avia-
mos formulado. O Sr. Jos .Pedro receben o r"'0-
e mandou depols para a lypographia. Chegando nos ah,
soubemos que o aparte tlnha sido conservado; e que-
rendo mostrar ao Sr. Roma que da uoasa pa. le nao tl-
nha havido esquccimenlo, exigimos o original do refe-
rido resumo, na Intenco de aprescnta-lo a t>.
Firme nesle proposito, logo que o Sr. Roma entrou
hoje ,,a assembla, procurau.o-lo e Ihe dlssemos : Veja
V.S. que, comquanW nos nao houvessemo. esquec.do
de seu pedido, o Sr. Jos Pedro assentou de conservar o
aparte, segundo o-prova o original que aqu. esta..
s-aqol os iacua. taes quaes se passaram. Pe.n nos
compromctlmoso Sr. Jos Pedro.-dizendo-ao Sr. Ro-
ma que nada llnhamoscom aquillo, porque fura aquelle
Sr. qne. enllocara o aparte, oeio lao pouco,,neeolo nos
collocmos o aparte no lugar que nos *";""-
..dicacao que nos parecen tanto menos fal.vel, qua lo,
ao esc evemos as rrilexes do Sr. J.s Pedro, recoohc-
craosqoeoSr. Roma nao rectificara as cxpressOesque
as tii.bain motivado. H ,.
Esu s circumstancia bastara para "'a"--"0 I'
quer escrpulo, em qne por ventura esl.vcsse.nps, t
como alm disto havia o pedido de suppressao a < ue
temos referido, e ninguno,se esforca por ocultar u.n ac-
to nada oll'euslvo, descansamos no todo.
Sou seu venerador e creado.
ais iintonio IHirquita Falcao.
Sua casa, 11 de agosto de 1848.
A cmara municipal da cidade de Ulinda e seu termo em
virlude da Ici, itc.
Tendo a Divina Providencia felicitado a este imperio
com o nascimento de um principe, que S. M. a Im-
ieratriz deu a luz com feliz sucesso, no dia 19 de ju-
lio prximo passado, como foi communicado ao Exm.
Sr. presidente da provincia em aviso da mesma dala,
Segundo fe sciente esta cmara o mesmo Exm. Sr.
presidente, em ofliclo de 8 do correte mez: por isso
convidamos aos habitantes deste municipio para que
illumincu. as frentes de suas casas nos dias 14, 15 c lo
do corrente mez, por lao laiis.n motivo.
E para que cheguc ao couheciinento de lodos manda-
mos publicar o presente nos lugares do costuinc, e pela
imprensa.
( idade de Ulinda, 9 de agoslo de 1848.
Jos Joaquint di Almtida liuidis.
Presidente.
Joo Paulo h'trreira.
Secretario.
Deca races.
= A administrafSo geral dos eslabelcclinentos de ca-
ridade manda fazer publico que, no dia 14 do corrente,
pelas 4 horas da tarde, na sala das suas sessoes, ir a
praca a renda das casas n. 2 da travessa de San-Pedro,
en. 63 de Fra-de-Portas, as quaes lram reedificabas e
piuladas de novo. Adl.ilolslracflo geral dos estabeleci-
mentos de caridade, 9 de agosto de 1848.
O cscripturario,
Francisco Antonio Carakanti Cosseiro.
Acha-se nesta subdelegada um quarto castanho,
sellado e enfreiado, o qual foi apprelicndido por scjul-
gar furlado : qtic.n fr seu dono compareca na mesma
subdelegada, que, provando ser seu, Ihe ser entregue.
Subdelegada da fregueaia da Varsea, 6 de agosto de
\M%. O subdelegado, Francisco Joaquint Machado.
PACADORIA MILITAR.
Em virlude da orden, do Exm. Sr. presidente, de 9
do presente mez, c da do Sr. commissario-pagador mi-
litar chefe dcsta pagadura, se arremalarao 25 cavallos,
que perle.icera.li co.npanhia de cavallaria, perante
esta pagadoria em hasta publica, emo dia 17 deste mes-
mo mez.
Os prelendenles os poderao ver na coc.eir da refe-
rida companhia.
Pagadoria militar de Pernambuco, II de agosto de
1848.
No impedimento do rrcrivao,
, Jodo /trceni-i Horlioza.
CAPITANA DO PORTO.
Achando-se em deposito, no arsenal de niarinha, u.is
poucos de ancoretes, ou ferros pequeos, e um fogao de
ferro vclho, assim como Ircs laixas de ferro, objecto.s
estes removidos da beira-u.ar do litoral do porto desta
cidade manda o lllm. Sr. capilao do porto fazer publi-
co que serao entregues a quem provar pertencercm-
ll.e, depois de ler pago a multa por l-los nesse lugar,
em contraveneno do dispusto do regulamenlo das ca-
pitanas, e as despetas que se fierain con a remofio
delles para o referido arsenal.
Secretarla da capitana do porto de Pernambuco, em
il de agosto de 1848.
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Secretario.
Avisos martimos.
Para a llahia sahe com muita brevidade a veleira
escuna Galanf-A/aria forrada e pregada de cobre : pa-
ra o resto da carga c passageiros, para o que te.n bous
commodos trata-sc co.nSilva St Grillo na ra da Moe-
da, n. 11, ou com o capitao Jos Mendo de Souza.
Para o Maranhao c Para partir, com a maior bre-
vidade possivel, o bein conhecido brigue-escuna Fetos,
capitn e pralico Francisco Bernardo de Mallos, por ter
porte do seu carregamenlo a bordo, eoutro engajado:
para o restante c passageiros, para oque ten. cxcellen-
tes commodos c l.alaiucnto, trata-se com o mencionado
capitao, ou com o consignatario. Fumino Jos Flix da
Roza, na ra do Trapiche, n. 44.
---Para Acarad, c C.car segu com brevidade, por
ter parte da carga prompla, o patacho SanM-Otn," pre-
gado e forrado de cobre : para o resto da carga e pas-
sageiros trata-se ao lado do Corpo-Santo, loja de cabos,
n. 25, ou com u capilao, Joaquim Antonio Gouealvcs dos
Sautos.
i'ara Lisboa sahe con. a maior brevidade a barca
porlugueza Tjn, capilao Silverio Mauorl do Reis: para
carga c passageiros, para oque tem os mais assciados
commodos a tratar con. o capitao ou con. os consig-
natarios, Oliveira Irmaos&C.
__Vende se o brigue nacional Austral, forrado e en-
caviiiadodc cubre, Ai superior marcha, prouilu a ou-
guir viagen. para qualqucr porto : irala-se com o cor-
respondente na ra Direita, n. 24.
Para o Aracaty segu viagem at 18 do corrente
o hiate Novo-fllinda, por estar quasi completo o seu car-
regamenlo : para o restante, trata-sc com o mestre do
mesmo, Antonio Jos Vianna, no trapiche Novo, ou na
ra da Cadeia-Vell.a, n. 17, segundo andar.
ParaoRio-dc-Janciro segu com a possivel brevi-
dade o biiguc-escuna nacional iinda, por ter parle de
seu carregamenlo engajada : para o restante, escravos a
fete e passageiros, a quem ollerece excellenles com-
modos, trata-se com Machado 8i Pinhciro, na ra da
('adela, n.37, ou con. o capitn Manocl, Marciano Fer-
rcira.
Para o Ass sabe, por toda esta semana a barca
ca Josepltina, porte, a maior parte da carga: que... na
mesma quirr carregar, dirija-se a ra da Madre-de-
Dos n. 34, loja de Jos Antonio da Cunba t lrmos.
= Para o lUo-dc-Janeiro sahe, sabbado. 12 do corren-
te, o brigue Miasma : aiidia recebe alguna carga miuda
e esclavos a lele : os prelendenles di.ijam-.se ao con-
signatario, r rancisio Alves da Cunlia, na ra do Vlgarlo,
O. II, primeiro andar.
noel Ignacio de Olivera, na roa da f.ade.a, o.
- pTecisa-se de urna ama de ieite que soja rorra^e
lenha bom lelU : na i na str.ila do Rozariu, n. i.i.
cundo andar : paga-sc bein. .
- Precisa se de un. preto para criado de ..-.a casa d.
familia : quBOl esUver netas cireuiiistaiHias oinja
a ra do Trapiche, n. 40. ,
-- Foi resgatada da nio de um preio, por '/""'*
calva de tabaco, de prata, que dezia elle lo ac,!a'' "
esliadadaCapunga OO por all assim : quem ior u
dono procure em rno ro Vgaaio da fregueiia ac a.
Antonio que a vista dos mais iguacs, llie sea c.uri-
-'-'No da6do corrente, furtarain Vicente Jorge
de Soma, de urna cela do convento de h.-lrancisco ,
emOlInda. urna carteirade cipa rxa com una c-
dula de 50/ rs. Roga-se a qualqucr pessua da iiiesmo-.
cidade que sendo-lhe ollerida dUa cdula para trocar ,
indo por pessua suspcilosa que queira mandar resi
luir ao dito convenio a seu dono, quesera gcneosa-
mente recompensado,
RESPOSTA.
C'erto dos muilos afazeres de Mr. pao de l rovenca ,
tomo por elle amissao de responder o que pede um eu-
roio nos DtertOl OS. 173 c 177 : a farii.ha con. que elU la-
brloao uiesniopSo, manda lr pelos seu* vapor-/""
ranos lodoso dias, nao de Franca .mais siin oa Ame-
rica Meridional, de .una cidade que aiiligamente se
chama-va Mauriea l nos armazrqs detras do theatro
velho da mesma cidade c se nao manda buscar mais
de ...na a duas barricas he para Ihe nao dar o bicho em
casa e esia compra he a dinheiro poli elle Ja nao usa
de liado : julgo ler respondido ao curioso.
S.-1I.-T.
O concedi deliberativo da sociedade llarmonlco-
Theatral convida a todos os Sis. socios da uiewia para
reunlSo extraordinaria em assembla geral.domlngo, io
do corrente agosto, pelas 10 llores da mauliaa, na easa
de suas sessdes, afim de con. urgencia deliberar sob.e.
reforma de estatutos. -.
Eu abaixo assjgnado, tendo de .il.iai-me para lora
fa provincia, deliel de ser caixdro do Sr. Joao rol-
v.ir.i de SoUia desde o dia 31 de julho prximo lindo, ao
qual estou muto obligado pelo bom Iraliuieiit CUIII
que sempre me iralou.
Manoil llndriijucs l-crrcua da Molla
F. Poiiier, {leudo feito um contrato de locaran de
servicoscoin o oiucial de marceneiro Augusto Aniaiid
Vendcaslel, SUOCedeil que antes de linda, o lempo lo
engajamento se evadisse o dilo Vendcaslel do seu esla-
belcclmeilto levando COinsigO varias ferian.cutas per
tencentes ao aunuiiciante : e para que ningiieni se cha-
me ignorancia, ad.nitllndo OU consenliudo o referido
locador de sc.vicos A. A. Vendcaslel em sua casa, l.i-
zenda ou estabeleciment, se las o presente annunclo.
F desdi i protesta o an.iunciante pela execucao los ar-
tigo 12 e 13 da le n 108, de 11 de mimbro de 1837. ro-
gando entreunto s autoridades policiaes que nao ll.c
concedan, passaporle, por estar 0 mesmo obligado ao
cumpriiucnlo do cuntalo.
31.
Leilao.
CORREIO GERAL DE PERNAMBUCO.
As pessoas que botaran, urnas carias na cala desta
adniinislraco, sendo urna para o Ur. Jos Candido de
Ponles Vergueiro, n cidade de Oelras, e oulra para
Jos Rodrigues Gomes, na llahia, queiram-se dirigir a
esta administraco para sallsfazerem o porte, para as-
sim podrem seguir o seu destino.
C3.MSICI3.

Alfandega.
REND1MENTODO DIAU...........11:521/836
THEA! KO NAGIO.IiAIi
DK
larca .
Escuna
v^Briguc
Discarrigam hoje, 12 di agosto.
Navam farinha e bolachinha.
Curioia pipas e barricas vasias.
Austral carvad
SAN-IR4JSC1SC0.
DOMINGO, 13 DO CORRENTE.
Tendo-se dignado o Eim. Sr. presidente da provincia
de asentir ao espectculo que em festejo ao nasei.uen-
w-dC S. A. Imperial, se val dar ..este theatro (domingo
13 do correute);
Antonio Francisco dos Santos Itraga faz lcllao Ju
dlcial de carne secca a bordo do brigue Sajelarlo no
dia 12 do corrente pelas 11 horas da manha por con-
ta de quem pretenecr.
Avisos diversos.
= Um honieni de meia idade, casado, e que d flan-
ea sua conducta, se propc a ensinar por casas part
'rulares, a ler, escrever, graininalica porlugueza e ari-
thinetica, pela mdica quanlia de SfOOO mensacs obser-
vando ao mesmo lempo aos ciiefes de lamilia as Com-
modidades que resiiliain de seus filhos seren eoslnados
as suas proprias casa*, principalmente na estacan in-
vernosa : a tratar na ra Relia, 23.
G. C. Cooper retira-se para fra do imperio.
Prccisa-se de una mullir, que lenha leile c quei-
ra lomar conta de urna (rlanca para criar en. sua casa:
quem estivrr nessa circumstancia dirija-se a rna das
Cruzcs, n. 22, 2. andar.
. A REFORMA,
Est a venda o numero 4 deste peridico, c lambein o
n. SatlC deixou de ser annunciado.
OLIDADORN. 311
aprsenla os seus en.boras aos habitantes desta cidade,
e particularmente aos sen leitores : traz urna parte do
discurso do eximio Pernambucauo, o F.nn. Sr. visconde
de Olnda, relativo aos negocios desta provincia. Acha-
se venda no lugar do costume.
-- O Sr. cadete do segundo batalho de arlilharia a pe,
Manuel Joaquim Paz Brrelo, baja de vir pagar ao abai-
xo assignado o aluguel do cavallo, na cocheira da rua
da Florentina, quanto antes do contrario, sera cha-
mado ajulz ___
IHanoel Ferrara hsrovar.
Precisase alugar una negra ou inoieque para lodo
o servlcnde urna casa c para vender na rua : no paleo
da Ribeira, na loja do sobrado n. 15.
-- Tres herdeiros do capitao Pedro Jorge de Souza,
vendem as parles do sitio de Agoa-Fria o qual leu.
bastante fundo e .natas : que... o pretender dirija-se a
loja de fazendas da rua do Lvra.nento, n. 67, que a-
char com quem tralar ; assim como vende-se um si-
tio na Vanea com casa bastante grande el.com arvore-
dos de f.uclo : quem o pretender dirija-se ao becco da
Vraco, n. 25.
No pateo do Carino, sobrado de um andar, esquina
que volta para o becco da llomba, acha-se aberta una
aula de laliin, fiancez, geometra e relhorica. Na mes-
ma lambem se dar algumas licocs d'artc gynaslica
Quem se quizer utilisar, dirija-se ao mcsiuo. a tratar
com a professora. das 8 s 12 horas da nianhaa, c das 4
s 9 da noile.
__L. Little cidado americano, rclira-se para os ts-
tados-Undos. '
Pede-se encareddaineu te ao lllin. Sr. Dr. juiz do
Clvel da segunda vara, que baja de mandar por quem
competir recebe.'do Sr Jos dos Santos Neves a quan-
lia de 309/540 rs. das decimas da casa da rua dos Quar-
leis n. 13, qne foi judlcada por senlenca e se fez es-
te descont na execucao nos autos no cartorio do Sr. Dr.
Cunha ; pols soulnteressado para bein do thesouro pro-
vincial da minha patria pois nao fique ato no ora veja.
Vm Brasileiro nato.
- Aluga-se una pretaque salba fazer ludo que fr
do eavlfo de una casa de pouca familia pagando-se-
Ihe 320 rs. diarios sendo capas i na rua ds
Um Portuguez casado, de rcconhaclda probidade,
e que dar fiador a sua conducta deseja-sc arrumar em
qualquer eatabelecimenlo commorcial para o que tem
aplidao : quem dellese quizer utilisar annuncle.
. ... *-_-^!l_I ,1,. km ( llllilil O
Compras.

Hoje, pelas horas da tarde, ha rcunio do concelho
deliberativo. ......_ ,
Na rua Nova venda n. 65 precisa-se de um rapaz
brasileiro para caixeiro.
- Aluga-se um inoieque para servir em qualqucr
casa; na rua da Gua n. 46.
(.'ouipra-se urna preta de meia idade, que saiba
cozinhar o diario de nina casa c vender na rua : na Boa-
Vista, travessa do Quiabo, n |. o .
Coniprani-srpalacoes mexicanos a 1/860 rs. : na
esquina ilo Livramenlo, loja de (iportas.
-- Compra-se cera amarella : na rua da Cadda do Re-
cfe n. 3. Na mesma casa vende-se o especfico para fa-
zer nascer o cabello e um elexirpara curar a surdeza ,
ambos vindus da cidade de Braga.
Coii'pra-sclim alfinete de pcilo de bom ouro, e
sen. f.ilio paraseobora na rua do Rangel, n 71 se-
gundu andar.
Vendas.
__Vendem-se2 Handre3 para vender azcilc na rua;
2 pipas arqueadas de ferro, para ago'ardente; urna
venda com poucos fundos, a dinheiro. ou com desobri-
gaa praca sita na travessa do Dique n. 24 : a tralar
na mesma venda.
ATTENCAO'
Napadarian. 30, das Cinco-Puntas conlinua-se a
vender o superior pao da l'ruveiica e de mullas oiilras
qualidades.
jioa paaeiros.
Vende-se a mallo acreditada farinha de Trieste da
marca Ponanla, superfina, a i.irlhor que existe .icsle
mercado assim como os padeiros nao ignralo que be
SO a nica que se pode fazer o afamado pao provenca ,
por sua pureza c alvura : os fabricantes do dito pao prc-
vinam-sccinquantohc lempo; do cantraro deixarao de
fabricar o dilo p.io : vende se s airas do tl.crtro arma-
zem de Joaqun. Lopes de Almeida caixeiro do Sr. Joao
Matheus, a fallar com Francisco Marlins lerreira.
Chocolate amargo de musgo islndico,
ou thesouro do pcilo, preparado por
Mr. J. G. C
Asalleccdrs do pcilo oll'erecem todas un. syn.ploma
geral c constante. A tosse essa docnca tao con....un
quando descuidada, t.io graves sao suas consequencias
quanto parece ligera en. sen principio, tao matadora
por si s como todas as outras doencas que .consom o
a especie humana nao tlnha para combtela e deslim-
la um n.edicamenlo especial c nico, radaaas past.lhas
e xaropes queteemapparecido ele boje, icen, sidoi.u-
P NSo tin acoutecido isto con. o chocolate de musgo
preparado por J.G. 0. O principio que forma a sua ba-
je principal oficrece propr.edades inconteslaveis e re-
conhecidas depois de muto lempo, c n.nguein ignora
os felizcs resultados da sua applicacao em tonas as
nhleumasas agudas, ou dironicas do pulmao air.-c-
ao do pello, phtislca, defluxo, tosses etc. para dar
tomao estomago, abrir vontade de comer conser-
var as gengivas c o bom alto matar as loinbrigas ,
principalmente as enancas.,
Toma-se puro mascando-o, c pde-se lomar lambem
combinado cmagoa como outro qualqucr chocolate e
com leile, tomando-sc urna das dses marcadas em
umacliaveoa dos ditos lquidos ou mais de u.ua con-
forme agravidade da docnca.
Vende-te nicamente na rua do Quelmado n. lo, lo-
ia de Jos Dias Siuicics.
FAHELO
a sarca
"m pequenobrasllelro, de boa familia, se offe- a 3'000 Y.
rece para raixeiro de loja: quem de seu presiono sel -
quizer utilisar annuncle. nos arma.cns ns. 1 e 3 do caes da \ lfandega, e no de n.
OSr Dr Galdno Ferreira Gomes. da comarca do 136 da ruado Amorini, de J. J lasso 'uo.or,
Cabo mande quanto antes realisar o negocio que naol Vendem-sc dous filenos de sapate.ro, por preco
ignora as Cinco-Pontas, n. 38. I coinuiodo : na rua da Florcuna, u, 30.
MUTILADO

!


9a^



m
n
- Vr-ndr-se superior colls da Dahii em barrica de
Uus arrobas r mria chegada ltimamente n- car da
Auanrtcg. armazem de Din Ferrrira.
1 "" *fn.Jc-*c uma barcada nova, da prinn ira vlagein ,
00II calas, bem construida, por comuindo preco: a
tratar con) Joaqun. Ribelro Ponlrs. na ra da Cade ia
do l! i 11,- n. 54
fc ,^en()0",-,e 3 terreno no lugar do Maugui.ho ,
tom .JO palmo de largura e 200 de fundo na ra Ve-
Ina n. 2o.
= Vende-te urna cabrinhade lOannos propria para
dar.a orna menina : na ra larga do Ro.ario.venda n. 33.
- Vende-emanteigaingleza,a'JOrs. a libra: no pa-
teo do Larmo, venda n. 9.
Vende-se, por precipuo a dioheiro ou a praio ,
um escravo de 20 anuos, mestre tanoeiro ua ra do
Bol, n. 13.
FARINHA DETRIESTE.,
marca verdadeira SSSF, chegada ultiinainenle: vende-se
cin case de N. O. Blcber &Companhia, na ruada Cruz ,
ti. 4.
iVo Passeio-Publico, n. 19,
vcndem-c pannos fino dc todas as qualidades a 3/,
3/5O0, 4/e 5/ rs. corte de liia para caifa, a 2/500 rs.
dito de casimira, padrocs escuro a (5/000 r. ; ditos
de cambraia de todas as qualidades a ?/, 2/500 3/ e
4/500 rs. ; lcn?os de seda a I/e 1/M0 rs. ; ditos para
grvala a 400 rs. ; ditos de eassa a 200 r9. ; chitas
finas a 140, 1G0.2G0, 220 240 e 320 r*. i inadapoiiio
tino a 3/200, 4/, 4/500, 5/c 5/500 rs. ; mantas de- seda,
a 12/000 rs. ; chales de liia, a 1/600 c 2/5O0 rs. ; ditos de
seda padrdrs ricos n 9/ rs. ; pelle do diabo a 200 rs.;
castores a 200 rs. ; brim pardo de puro linho a 1#200
rs.; dito branco a 1/600 rs. ; chapeos de sol. de seda ,
a 5/500 c 6/400 r.; sarja preta inulto boa a 2/e 2/400
rs. ; riscado franec/.cs a 200 r. o covado ; primores
modernos a 320 rs. ; esguio milito fino a 2j, rs. a va-
ra ; brins de linho de cores a 000, 1/ e 1/20 rs. e ou-
tras umita fazendas por pceo mais em coma do que
iiii nutra qualquer parte.
POTASSA.
.\o deposito da ruada Cadeia do Recife n. 12 ven-
dc-sc milito nova esuperioj pot.issa em barris peque-
ros por preco mais barato do que ltimamente se es-
lava venciendo.
Vende-se urna mulatinha, de i3 a
i!\ annos de dade, a qual sabe coser cos-
turas CiiSas, fazer tavanno e engommar
com perfeicao : o motivo da venda se di-
r ao comprador : no largo do (ollcgio,
no segundo andar da casa junto ao sobra-
do amarello.
Jiolachinha regala.
A liolachinha regala doce s se vende em ires bur-
ros desta cid.ule Boa-Vlita, praca da S.-Crui, padaria
de urna su pona aoudc he fabricada ; S.-Antonio es-
quina da ra do Collegio venda do Sobral ; Recife ,
travrssa da Madrc-dc-l)cos n. 13, deposilo da mesilla
padaria : mu precohe3J0 rs. cada libra : sua qualidade
bum gosio as mesmas se encontrar. Na uiesina pa-
daria lia, alin do excellenic pao biscoulo doce e com
ovos faliasdilo bolachinha de agoa e sal de 28 e30
lio libra bolacha de di Hercules lamaiihos : ludo da
inelhor farinhaque ha no mercado : seu prejo he mais
mu vinlein cm libra Jo que o geral ; porein a sua qua-
lidade e bem torrada equivale ao biscoulo daniesma es-
pecie.
Veiidem-se sapatos de marroquim
francez, a .s'ooo rs. : c de lustro a 1,760
.4
rs. para senhora: na ra larga do Ro-
sario, n. 24
Vendem-se duas negras proprias
para qualquer servico de urna casa : na
ra do Cabiig, loja de qualro portas, do
Duarte.
Vende-e um prclo 111090, mui sadio ptimo re-
finador de assucar cque-he proprio para todo o ser-
vico : na ra da Cruz, n. 43: vende-se em consequen-
ciadeseusenhoi relirar-se para fura do imperio.
Cal virgem.
Vende-se barris com cal virgem vnd a de Lisl
por preco mais barato do que em outra qu.ilP"jier-partc:
na ra da Cadeia-Velha armazem n,,,'-}*,"
- Vendem-se 6 lii1d--j!,--i)0,7(IU~s dc ( 18 anno, .
:' I'fb's ih'Xrfadi/annos. sendo um delles coziiihciro ;
_'!'"".uo de 16 a 25 annos sendo mu delles boni car-
roo ;4 pardas sendo duas dc 7 a 14 anuos, com prin-
cipio de habilidadei, e dual de 17 annos, cun habi-
lidades c que siio proprias para mucama, por seren
de elegante* figuras; prelas de 2" a 25anuos, algumas
com habilidades. na ra do Collegio, n. 3, se dir
quem vende.
Na ra da Cruz, n. 36, vendem-se saccas com su-
perior fa 1 inlia de mandioca ; sola ; couros ; cera de car-
nauba ; chpos de palha ; peonas de enia ; c mais al-
gunsoutros arligos para liquidarles de coma.
GROZELHA.
Vende-se xarope do verdadeiro summo de grozclha ,
vindo de Franja a 1/ rs. a garrafa ; no Aterro-da-Hoa-
Vista, fabrica de licores, n. 17.
Vendem-se espadas praleadas para officiaes da
guarda nacional: na ra Nova loja de ferragens de
Jos Luiz Pereira.
Vendem-sefazendas, por menos de seu
valor na loja dos Quatro-Canto* da
ra da Queimado, n. lo,
jem como: luvas prctas de seda para senhora, a 320
r. o par bico de iii de srdapiria, iargo guarnecido
de cor dc ouro proprio para armador a 40 rs, a vara ;
lucias prelas dc algodao curtas com defeito a 40 rs. o
par ; sarja larga de laa de core, a 800 rs. o covado ;
corles de casimira elstica foseada superior a 6/rs. ;
chales de cambraia bardada a 640 rs. ; riscados ame-
ricanos a 160 rs. o covado ; brim branco de lislras a
300 rs. o covado ; castores para calcas a 200 r. o cova-
do ; lencos branco de cassa com rigea em voUa a
200 r9. ; corle de cambraia pintada para vestidos ,
fazenda fxa a 2/400 rs. ; ditas mofadas, a 2/rs ; chi-
tas brancas de flores a l20 rs. o covado; meias para
menino a 160 rs. ; ditas para meninas a 320 rs.; ditas
para senhora a 240 c 5JJ0 rs. ; lencos de.seda prela para
grvala a Ig rs. ; ditos de cores em tclim 1/600 r. ;
suspensorios de (la, n 120 rs. o par ; pecas dc maria-
polao fino, a 3/500 rs. ; guardanapos para cha a 800
1*. a duzia ; ditos para mesa, a 2/is.
PQ60.
Vende-e, por preco commodo urna fabrica de fa-
zer palitos de fogo com todos 01 seu pertenecs neces-
sarlos e juntamente 16 libras de phosphoros de pri-
meira qualidade ; 20 pranchdc* de pinho cseolhido, pa-
ra palitos, e una porcao delles proiuplos ; se dar igual-
mente as melhores reccitas para esle fim : c negocio
queconvein muito a quem quer ganliar dinheiro com
poucos fundos empregados: no Aterro-da-Koa-Vista
fabrica de licores n. 17.
-Vende-se uina preta dc nacao, boa cjinUcir;
Ta ra do Crespo, n. 217 "
Vendem-se eslojos com 2 navalhas dc barba in-
glezas a quaes se irocaln a que nao servirem a S
is. cada eslojo ; oculus para todas as ldade ; toucas
para meninos ; meias de algodao prela e brancas na-
51? ora "- P" ^,nn", P"*" ecrrtsrls a
320 r. o quarteiro ; ihcioura linissimai para ho-
jiicm e senhora ; collare prrto ; agoa de Colonia de
l'iver : ;rcovas para Jola pincel e tibonetct para
barba colberes para opa c cha, de metal do princi-
pe ; uina mulatinha dc 12 anuos, com principios de
costura : ludo para liquldacao dc conla* : na ra larga
do Rozarlo, loja do Lody, n. 35.
Sapa (des de fres solas,
a 1 s oo(i rs.
No Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 78,
contina-se a vender sapatoes de tres so-
las, a 1,000 rs.
Vende-se uina parda que engouuna lava e cozinlia
com perfeicao : o motivo por que se vende se dir ao
comprador: no Alcrro-da-Boa-Vista, n. 42, prlineiro
andar.
Cera re Lisboa
Na rua da Cruz, n. 60, veode-se a me*
llior cera que ha 110 mercado, em caixas
de todos os lmannos, vontade dos com-
pra ores, e mais barato que en outra
parle.
Vcndcm-se barricas de superior farelo de Lisboa,
a 4/0O0 rs.: no armazem que foi do finado Itraguez, ao
pe do arco da Conceicao.-
Vende-se cera de carnauba em porcao e a rela-
Iho de superior qualidade; queijos londrinos; latas
com liol.ichinlias dc ararula muito novas, a 2/rs. ;
latasCOin sardinhas ; dilas com 4 libras de marnirlada ;
(lilas com figos : ludo por preco commodo : na rua da
Crut, no liecife, n. 40.
Vendem-se acedes da ex-
mela companhia de Pernambuco
e Parad iba: no eseri|>toro de O-
Uveira Irmos & C, rua da Giuz,
n. 9.
--Vende-seo o tratado de Gcographia por l'rcul 3
v. por 8 rs. 1 na rua da Madre-de-l)eos n. 18.
Vende-se supeiior cha brasileiro,
na loja de Guerra Silva &C. chegado a-
gora do Ro-de-Janeiro : na rua Nova,
n. 11.
Vende-se nina bonita escrava dc 18 a 20 anuos ,
com bastante leite, e com algumas habilidades : na rua
Direita, n. 93, segundo andar.
Vendem-se massos de lilas de li-
nho brancas ene ruadas,
selleiro, a 600 rs ; massos
a 8fio rs a libia :
M. ; birretes de padre C gollas de diver- dre-de-Deo, n. 20, defronte da guarda da Moja.
as fozendas ; bonetes prelos. de velludo,
a 960 rs. j e de panno riscado a 64o rs. j
lencos de garca a 1,000 rs. ; ditos de gr-
vala a 1,000 rs. ; luvas de algod3o, de.cd-
es,aaoo rs. o par ; ditas de pellica, dc se-
nhora, a 1,000 rs. e para hornern a j,6oo
rs.; flores para enfeitcs de chapeos; bicos
do Porto, de 100 at 400 rs, a vara; ditos fi-
nos, francezes e inglezes ; galSes brancos
e amarellos, linos ; ditos ordinarios ; cs-
piguilhas e renda ; volantes largos e es-
treitos ; espelhos de parede a 1,000 rs. :
ditos de augmento, a 800 rs. : na loja de
quatro portus da rua do Cabug, n. 1 C-,
do Duarte.
;>
->
>
de algoilSo
Vende-se panno
da trra,-a 200 e 210 rs. a vara:
na rua do Qucimado, quatro cantos,
* loja da casa amarella, n. 29
M
M
m
paieiro, a o:>o rs a
bag, loja de quatro portas,
-- Vchdcm-se na rua da I
proprias para
de fio de sa-
na rua do Ga-
do Duarte.
armazem n. 2", iingoas
do Rio-Grande pelo preco de 140 rs. cada uina, de boa
qualidade. *
Vendem-se queijos londrinos e prezuntos para fi-
ambres, chegados pelo ultimo navio de Liverpool; ervi-
llias proprias para Milpa; vassoras para v.irrcr salas : no
armazem de Davi &c, rua da Cru, n. 7.
Vendem-se os melliores cha-
rutos da Baha que teem cliecado-
at lioje, com a marca/H^ B: em
casa de J. O. irtster, na rua da Ca-
deia-V^lVia, n. 29.
A 1/000 rS. CADA UM CHALE.
oja que faz esquina para a rua do Coilegio n. 5 ,
dein chales de larlataua grandes e de padrocs os-
iros pelo barato prcc.o de mil rs. cada um.
A 3.s'8oo rs. a peca.
Na loja de Gulrnares & C.
que faz esquina para a rua do Collegio n. 5 vendcin-
sc pecas de chitas de 38 covado a 3j800 rs. a peja de
soll'i ivcl panno e padroes agradareis, l)ao-se as amos-
tras sobre pinliores.
Vende-sc cal virgem de Lisba em barris dc 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por preyo commo-
do : a tratar com Almeida S Fonscca, na rua do Apollo.
\f>oa de fingir cabello.
Coutina-se a vender agoa de Ungir cabello c suissas ,
na rua do Qucim.ido, n. 31. O melhodo dc applicar a
coinpauhaaos vidros.
A isooo rs. ,
ancorelas com azeitonas superiores : ven-
dem se no caes da Alfandega armazem
n. 7, de Francisco Dias Ferreira.
Vendem-se s.pilos de ro&rroquim
francez, a isooo rs. e de lustro a ts'760
para senhora
- .. j 11 > 1111. > f.> 111 1 -. GJisouie a
saiioa soas-ogd -3119.1 epeo tcociud mu jpoJojd o)nu
jinip o|.xl 'SBSU 1 m > .ip a sapipedsoau ap apepio
eisa e oiujiuuuii||n sepcSaqa sujisi led SSSSta suaou
se os-mapiiJA 'q -u ouoiuv-'S aP oaae oe aiuoajuoo
' 'O ^ sjvjoiuniQ ap vio; vu 3jqo o
sj Ofrtc n sBsujnuvdsvssvosnaousy
Vendem-se caivetes finos; te-
souras de unhas e de costura ; ditas de
alfaiates, feilas em (jiiiinaraes ; sacarro-
Ihas de patente ; campainhas de eres ex-
quisitas ; machinas para illiozcs a 1,200
rs. ; cf.sticaesde vidro a 2,400 rs. o par :
ni loja de quatro portas da rua do Cahu-
S, n. 1 C' do Duarte.
Na loja que faz esquina para a rua do
Collegio, n. 5,
CHARUTOS CACADORES.
Chegaraiu da li.ihia ba pouco da uina pequitA
porcao deitcs afamados charutos, cm caiiinha de \iy
o que se vende a retalho em casi dc Krederico llo,,i'
liard rua do Trapiche-Novo n. 18, .aonde tambein hi
de outra qualidades em caixinbas dc 1,00 muito gu*
periore e purpreco (omnenlo. ,
XAROPE
DO BOSQUE
Para curar de phthisica em todos os seus
diferentes grdos motivada por alauma
das seguintes molestias : J
Coqueluche ,
DAr de costas e pelto ,
Palpilacao no coracao,
Dronchites,
Dr na garganta
Constipa(des
Tosie ,
Alhma .
Pleurlz,
Escarros de sanguc
a, a i,-zoo
na rua da
rs.
ni
rio, n
24.
rua larga do Roza-
' oiiczoM od c3j! en.i bu :
-uus.tl oiiioa cqjcq b jjzcj
-uoa ni .ri; 1 \ 111 >I -i'i ni., ni
'fo "
'Oja 'AOaSa srl||.v 1 II 'bj
B.iud- o.iBsaoju o opujj
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Miapii.iA a ni > 1 -! 1-1 : oiajfqo j,>nb|enb no Bpuazej ,unl.
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ditos
de P.
casacas ,
ra infantera ;
brancos e ama
nilos padrdes ;
Vendem-se boloes amarellos, finos,
II. ; diios ordinarios; dilos para
pira cavaltaria ; ditos pa-
tlitos para libre de pagens,
relies ; dilos pretos de bo-
ditos ile vidro, para enfei-
tcs de roupas de menino : na loja de qua-
tro portas da rua do Cabug, 11. 1 G. d
Duarte
Contina se a vender, na ra da
Cadeia do Recife, n. 3^, cera em velas,
fabricadas em Lisboa e no Rio de Janeiro,
sortimeiitos ao oslo do comprador, em
caixas. p(yrtiena,..e por. pieco inais.conv
luodo do que em outra qualquer parte.
Ii.
Vendem-se chapeos de palha, d
lia, para senhoras e meninas, a i^lbSSSSST^SSTSS
vende-sc princeza larga preta muito superior pelo
barato pref o de l/rs. o covado luvas brancas finas, de
algodo a 120 rs. o par; alin destas fazendas ha um
completo soi tiincnto de todas as qualidades de fazendas,
ludo por preco commodo.
Vondc-se urna escrava de Angola, de 20 anuos ,
de boa QgUDS que eugoinuia, cose e cozinha na rua
do l'asseio. loja n. 19.
Vendem-se saccas com milho a 4/ rs. ; ltelas de
s,Wla para honicm prelas c de cores a 1/ rs. o paj ;
luvas para senhora das mesmas cores a640 rs. o par :
na rua da Cadeia dc S.-Antonio, armuzem n. 21. .
Com toque dc ovara
pecas de madapolao largo e ptimo com um pequeo
toque dc avaria de agoa doce a 2/800 rs. sendo a ava-
riaso cm nina ou duas dobras ; um grande sortiinen-
to de fazendas finase grossas que se vendein por ata-
co ea retalho : no novo armazem de fazendas de Ricar-
do Carlos Leilc na rua doQueimado, n. 27.
Vendem-se paulas das alfandega do imperio do
llraill impressas no Rio-dc-Janeiro : na rua da Cruz ,
n. 20.
Vendein -se jogos de bancas de amarello; lavatorios
de dito: udo novo c bem feitu : na rua da Cadeia de
S.-Anlonio n. 21.
Vende-se cal virgem' de Lisboa,
chegada no ullima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em outra qual-
ijuer parte : na rua do Trapiche, arma-
zem n 17.
Vendem-se sapatoes decourodelus
tro, pelo baralissimo preco de 2,56o rs. ;
dilos de bezerro de sola e \'
rs., e superiores a 1,600 rs.
Cadeia do liecife, n g.
A 4/000 rs. CADA UM.
Nc loja de Guimaraos Si Companhia na rua do Cres-
po, 11. 5, vendem-se chapeos de sol, de seda verde e azul
com 11 ni a., 10 dc ferro mutlo bous, pelo barato preco
de 4/ rs.
Vende-se una casa terrea muito grande, sita na
rua da Mangueira, na lloa-Vista, n. 1 l.coiu grandes com-
inodos, quintal muito grande e muilosarvoredos de frte-
los, por prefo o mais rasoavel possivel: trala-se na rua
do Aragiio, n. 27.
Vendem-se, por |>ri-\-n muito commodo para fe-
xar comas, charutos da Rabia, regala, por preco com-
modo : na rua do Trapiche, n. 34.
Vendem-se caixas pira guardar
joias, ppJo diminuto preco de 900 rs : na
loja de rputto portas da rua do Cabug, n.
1 C do Duarte.
Ra rua da Florentina', 11. 16, defronte da cocheira,
vende-se um escravo, boni Irabalhador de enxada e ma-
chado proprio para sitio 011 engenho c que he ga-
nhador de rua nesta piara que d .Vio rs. diarios e
din ptima conducta : vende-se para um pagamento.
*(& '" OI.IOJOH pp c8jb| biu cu : opom
-moa o3j id jod 'soijjfqo snimu so.nno 3 tajorj a sean
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Balainlos para costura.
No Aterro-da-Roa-Vista, loja n. 78,
vendem-se estes balaios por 56o, 1,0000
1,280 rs : sSo tao lindos, que queinos vir
nao deixara de os comprar.
Cambraias de seda do ultimo goslo.
Na rua doQueimado, n. li, loja de Jos Joaqiiim Pinto
Dias dc Magalhes vcadem-se cambraias de seda do
ultimo gosto ; mantas de barege com lislras dc seda e
franja de retroz corle de cambraia abena a 40000 c
4/500 rs. ;cassa lisa ***is. a rara ; dila de liseras,ti
io rs. luvas de seda para senhora a ,TO0 rs. ; atoa-
1 li.-i'l<> dc algodao a 640 rs a vara ; e mitras multas fa-
zendas mais baratas do que em outra qualquer parte.
Vendem-se presnmos para fiambre ; barricas con
e todas a molestia dos orgaos pulmonares.
O Dr. Motts de Neve-York nomeou aos Sr. R. C. Yaie
ti C. don. 40, rua do Hospicio, no Rio-de-Janeiro
scus nicos agentes no imperio do Oras!! para vendcreui
0 seu conhecido e celebre Xarope do usque, o qual de-
pois da mais ampia experiencia eprova he hoje admit-
tido pelos mdicos maisabalisadns de ambos oshemls.
pheriosoomo umproiupto remedio para prevenir a for-
macao de
TUBF.Rt ULO NOS POLMES ,
c remover aquellec que J se acham formado plra
prova do que,pdc-se referir aos numeroao certificados
dc curas milagrosas que elle tem feito,osquaeise8chaui
em podrdos agentes e serio levados devidamente ao
conhecimento do publico.
Lembrar-se-ha o publico que cada garrafa tem dom
papis com a propria assignalura dos agentes R. C. Ya.
tes S C. um na garrafa com uina perfelta direccao so-
bre o melhodo de usar delle e outro no papel enrollo.
Pode ser mandado com toda seguridadepara qualquer
parte do imperio. As ordens cxecutain-sc pontualmenie.
Vende-se nicamente no deposito, rua do Trapiche ,
n. 34, cscrptorio de Novae & C., e na rua da Cadeia do
Recife, n. 9 a 5/500rs. a garrafa e em duzia inai V
coma.
1 i Vende-se una casa terrea na rua Augusta pro-
pria para um sobrado por j estar toda travejada o
com mullos materaes e pecas dc obras proinptas coir.
32 palmos de largura e fundo sufuciente : tambein
vende com prazo agradando ao comprador e havendl-
quem tenha algum direilc a ella por bvpotheca ou ou-'
tro qualquer titulo, queira declarar no prazo de 30 dias:
a tratar com l.uiz Jos Marques, na rua do Rangel.
Na rua do Rangel n. 8, venda de Luiz .los Mar-
ques vende-se a dinheiro avista para qiiidacao do
estabclcciincnto vinhu de Lisboa', superior a 1/.5U0
rs. a caada e agarrafa a 200 rs.; dito mullo velho ,
a I.-(>iiii rs. a caada, e a garrafa a 220 rs. ; dito bron-
co a 1/920 rs c a garrafa a 260 rs. ; vinagre puro ,
a 1/000 rs. e a garrafa a l40 r.; azeite de Lisboa a
4/ r. e garrafa a 560 ra ; a verdadeira farlnha de ara-
ruta a 200 rs. ; ancorelas dc azeitonas, a 1/ rs., e as
garrafas a 200 rs. ; chicaras brancas com aaa a 1/200
rs. a duzia ; ditas pintadas a 1/500 rs. : e outros mul-
los gneros de venda por preco commodo que a villa
do comprador evendem por todo dinheiro, fatendo
conla : bem como una porcao de cal preta a retalho.
Vcnde-se um inulatinho de 16 anuos com prin-
cipios carpina e que he ptimo para todo o servio ,
por ser muito esperto : cm ^ra-de-Porla, casa de Jo-
s Ft mandes da Silva Mana.
Vende-se farlnha galego a 20/500 rs, a barrica :
na rua larga do Rozario, n. 48
/Vendem-se, na loja de livros da rua do Crespo, n.
II os seguintes livros : diccionario Magnum Lexicn,
novo por 7/rs. outro por 5/ r. e outro por 4/ rs. ;
Gcographia de Gaulier de 1838, por 1/ rs. e conll-
uuam-se a trocar sendo boas obras.
Vcndem-se 300 barricas vasias quasi todas ame-
ricanas muito novas e prompias a receber assucar i na
S.-Cruz padaria de urna suporta.
lio je, sabbado, estilo a venda na rua da Cadeia de
S.-Antonio excellentes vaccas de leite minio gorda.
Escravs Fgidos
iv* *v ""
Fugio, dc bordo do brgue Esperanto, a 26 de ju-
Iho o escravo marinhiro de-nome benedicto, de
naran da Costa ; representa 28 annos pouco mais ou
menos alio, magro, prrto ; tem o rosto lalhado ; le-
vou camisa e caifas de ganga azul; perlence ao Sr. Jos
Francisco de Castro, do llio-lirande-do-Sul: quem o
levar a horno do dito brigue ou ao consignatarios ,
Amorim & Irmftus. receber boa gratifcaeo.
Fugio.no dia 21 de dezembro prximo passado s
pardo Jacob i:ecco do corpo cabellos estirados ; tem
falta de um denle na frente algumai marcas de be-
xigas e um pequeo talho no rosto ; o mal vlslvel ig-
nal he ter a marca do uina caustico as coala ; quem o
pegar leve-o a Jos Luiz Pereira, na rua Nova. .,
Fugio, no dia 30 de junbo do crreme anno a pre-
ta I oh.moa de altura regular, rosto descarnado des-
dentada da frente ; tem um lobnho no p direitodo
lado dc lora ; levou um vestido de ganga azul e pan-
no da Costa j usado ; suppe^se estar em Golanna, por
ser de l e ter no incsmo lugar uina lillia que dizein
ser escrava de urna parda que costiima negoeiar no
serto ; fui comprada ha l4 mezes ao Sr. Jos Rabello ,
procurador de causas em Pernambuco e hoje perteo-
cente a Carlo9 llardy ourves francez : quem a pegar
lere-o a rua Nova n. 32, que ser recompensado.
Aiiseuiai am-se no dia 8 de julho da casa de seu
senhor, Francisco Antonio de S, dous escravos deno-
mes \ mi uni e Jamierio o primeiro he grosso, de 40
annos pouco mais ou menos cor um tanto fula, per-
itas linas ps mal feitos c groiro uarlz chato nao
he muito ladino ; he um tanto atravessado da falla -,
tem un talhos no rosto signal de sua nacao o segun-
do he alto magro de 50 anno pouco mais ou me-
nos ; tem bastantes cabellos brancos na cabeca c na bar
ba ; he inulto barbado ; tem uin-deleito na'falla que
parece gago; he multo tabaquista e lie um lauto car-
cunda: quem os pegar leve-os a seu senhor., n sitio
Caite freguezia de Iguarassii que ser generosamen-
te gratificado.
--'Ausentou-se, da casa de seu senhor, Francisco An-
tonio de S no dia 17 de junbo de 1847 o escravo Jo-
s, ri mulo; representa ter25 annos de altura regular;
tem as perna finas eps grandes com o dedo polle-
garum unto aberto embigudo ; tem as ventas muito
ariegai-adas : quem o pegar leve-o a seu senhor no
sitio Caite freguezia dc Iguarassu' que ser grslifi-
cado com 50/rs.
Fugio, do engenho Itais, da freguezia da listada ,
no dia 2 do corrente o preto crioulo, de nome Lou-
renco natural do Aracaty altura regular de 30 su-
nos pouco mais ou menos. Este preto rol comprado pe-
lo Sr. Diogo Jos da Costa morador na rua Nova des-
ta cidade a Joao Joaquim Pagil do Aracaty e ven-
dido all a esle senhor por Luir Carlos de Frellas ; des-
cona-se ter seguido para o lugar de Campresle por
('i illi pai c inai. ltoga-sc-as autoridades' policiaes c
capilesde campo que o apprehnndam e lcvem-no ao
dito engenho, ou tiesta pra;a a Rodrigo da Costa Car- ,
valho morador na rua de Apollo que serao gratifica-
dos. > ...-. .
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a. ikll.\ .
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