Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08614

Full Text
Atino XXIV.
Sexta-lea 11
0 nj.t//0 publica-se todos os diasque no
firpin de guarda: o pre^o da assignalura he
jg^i'OO rs. por quartel, pojo adianlaoi. Os
nuncios un algantcs. sao inseridos "a
f ode20rs. porlinha, 40 rs.emlypo dlf-
f'i'miI'' cas rrpetifSes pela metade. Os nao
Llenantes pagaro 80 rs. por liuhae 160 rs.
*, typo difireme, por cada publicacao.
PHASES DA. LA NO MEZ UE AGOSTO.
Cmemu,7, a 37 min.'da inaoh.
/ uichci'i, a II, ;>* .''horas e 56 min. da taril.
finooantt, a2l, a" 1 horae 48inio.da ttrd.
ia ora, a 28, s 4 horas e 42 min. datard.

PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna eParahiba, s segs. e scilas-ffiras.
1>I- <" A~ *!...-- ,,,,1 *.- f-1--- -- --l-_r*r-
*,W-^J.-MM-r*.. .. jl.*.* -.- .... ...w.-i,.
Cabo, Serlnhaem, Rio-Formoso, Porto-Calvo
e Macei, no I.", a II e 21 de cada inez.
Garanhuns e Bonito, a 8 e 23.
BoarVistae Florea, a 13 e 28.
Victoria, s rjuintas-feiras.
Olinda, todos os das.
PREAMAR DE HOJE.
Prlmeira, s 2 horase 54 minutos da tarde.
Segunda, s 3 horas t: 18 minutos da manb.
de Agosto de 1848.
?r.m.

DAS DA SEMANA.
7 Segunda.S. Caetano. ud. do J. dos or-
ph.doj nocir. edoJ". M. da2.v.
8 Terca. S. Cyriaco. Aud. do J. do C. da 1.
v. e do J. de pan do 2. disl de t.
0 Quarta. S. Romo. Aud. do J. ,),> c. da
2. v. e do J. de paz do 2 dut. det.
10 Quinta. >;.. S. Lourcnco.
11 Sexta. S. Tibui ci. Aud. do I. do civ e
do 1. de paz do 1 dist. de t.
12 Sabbado. S. Clara. Aud. do J. do c. da
1 v. edoJ.de paz do 1 dist. de t.
13 Domingo. S. Hypolitn.
CAMBIOS NO DA DE 10 AGOSTO.
Sobre Londres a 25e25'/ad. p. U rs. a60 d.
s Pars 3 34-* C 3*0 Pnr franco, nom.
Lisboa 112 por cento de premio.
IJrSc. de lett- de boas firmas a VU % ao mes.
Accoesda con.p. de Hcbrribc, iW nji.
Oaro.-Oncas hespnnliolas 31*000 a MIMO
Muidas d./400 v. 17/400 a 7600
. de 0*400 n. 16/100 a 1M90O
. de4>00... 9/400 a 9B00
Prala-PatacAcs brasilelros 1,0)80 a 2M
Pesos coluinnarios. 1/980 a 2/001
Ditos mexicanos..... 1/850 a l*W
Miuda.................. 1/920 a 1/930
PARTE OFFICIAl.

LE N. 210, DE 28 DE JULHO DE 1848.
Fixa a fdrea policial para o anno de 18*8-18*9.
Antonio da Costa Pinto, presidente da provincia
de i-eriiambuco. Fa?o saber a todos os seus habitan-
tes, que a assembla legislativa provincial decretou,
ecsanccionei a lei seguinte : _
Artigo 1. A frga policial da provincia de Pernam-
lmco.para o anno linanceiro que tem de correr do
i o do iulho de 18*8 n 30 do jiinho- de 1849, cons-
tar de quatrocentas e duas pracas, formando um
coreo de infantaria, composto de utn estado-maior
e menor e tres companliias, pela forma seguinto :
1. o estado-maior e menor ser assim composto:
Commandanto do corpo, com a graduarlo de ca-
pitiio, devendo ser um olTicial de qualqucr das
classes doexercito...................
Aldante com a graduadlo de alteres........
,Sfcrelario com a mesma graduarlo.........
uiartel-meslre com a graduado dita.......
irurgiflo-mr com a graduarlo de tenente .. .
Cirurgiflo-ajudanto com {a graduacilo de alferes .
Sargenlo-ajudantc....................
Sargento-quartel-mestre........ .......
Corneta-mr.....................,
9
2. Cada companhia ser composta da forma se-
guinte :
1. Commandante com a graduac^o de capit.lo 1
2.Commandantecom a graduronlo de tenente 1
3." Commandante com a graduaco de alferes 2
1. Sargento......................... 1
2.' Sargentos........................ 6
Furriel............................. 1
Cabos.......................... 8
Cometas........................... 2
Soldados ........................ 109
Tara mais duas companhias
1*0
262
Total das pragas.....,............... '"-
Artigo 2. Os sidos dosolTiciaes e das pracas de
prel serlo os marcados na seguinte tabella, e cobra-
dos de ilc? em drt dias, quanto s pracas de prel, e
mensalmente, quanto nos olliciaes, saber:
O commandanto do corpo, mensalmente .. 60^000
Ajudante dito.....................i0/00n
Secretario dito....................*0#000
Otiariel-mestre dito...........,.......10^000
Cirurgiilo-mr dito............------50#OOo
Cirurg3o-ajudante, dito............ *O^O00
Sargenlo-ajudante diariamente ........ 900
Sargento-quartel-mestre dito.......... 900
Cometa-mr dito.................. 80
1. Commandante, mensalmente........601000
2." Commandanto dito ...............501000
:. Commandante dito..............*0#000
1." Sargento, diariamente ............ 800
2." Sargentos dito................... 700
Furriel dito................... 650
Cabos dito................... 600
Cornetas, dito..................... 550
Soldados, dito...................'.. 5*0
Artigo 3. A's pravas de pret se abonarilo 60 rs. dia-
rios para fardamento, que dever ser o mais simples,
n cujas pegas c durado serlo reguladas por urna ta-
bella quo o presidente da provincia (icaautorisado
a dar para esse fim.
Artigo *. O commandante do corpo vencer, alm
do suido, a gratificac-fio mensa! de 20^000 ris, e o
commandante decadacompanhia agi<3tificac,io men-
sa! de lOgOOO rs.,e succedendo que commande mais do
un:a companhia, ter mais metade desta gratilicago
por cada outra companhia, cujo commando aecu-
mular. O encarregado do hospital do corpo vence-
r mensalmente a gratificarlo de 20|0O0 rs.
Artigo 5. O flicial que commandar o corpo e o
que servir de ajudadnte vencero urna forragem na
rasiio de 600 rs. diarios, licando suppriinidas as for-
ragensccavalgaduras dos demais officiaes.
Artigo 6. Os olBciues que destacarem, ou frem
mandados cm servico'para fra da capital, teem d-
reito ao transporte da ida e volta, na rusao do 300
rs. porcada legoa.
Artigo 7. No provimento dos pnstos dos olliciaes
do corpo policial, o presidente da provincia preferi-
r os ollciaes da.quarta classo doexercito, que ti-
vercm a precisa idoneidade; e e na escolha dos que
houverem de ficar no corpo d'entreos existentes at-
tender capacidade, servidos eanliguidade.
Artigo 8. Os olliciaes que, estando destacados e
em servico, frem demittidosdo corpo, teem direi-
lo, nao s ao transpone da volta, mas tambem ao.
sold at odia em que se recolherem capital, re-
gulando a marcha na raslo de 6 legoas por dia,
contados daquelle que se seguir ao da rccepQflo do
aviso da deftiissso, o que llvenlo fa/er certo poj
"icio de altestado da autoridade policial, que esti-
verem subordinados. Esta disposigHo se far efTecti-
va nos olliciaes subalternos.nue, achando-se, em ser-
vi?o fura da capital, fram demitlidos ltimamente.
Artigo 9. Os fundos destinados para fardamento
pelo artigo terceiro serflo cobrados juntamente com
J"s sidos e recolhidos nina caixa, administrada por
um concelho, composto do commandante e dous of-
Uciaes do corpo, nomeados anuualmente pelo pre-
sidente da pivincia, o qual tira autorisado a dar
um rcgulainento em que defina as attribuiQes do
concelho, e determine systema da escripturagflo
da caixa, obrigado o niesmo concellio a dar conta lo-
dos os annos thesouraria das rendas provinciacs.
Artigo 10. llavera um hospital, cuja iliree?io e tra-
itamento dos enfermos pertencerSo ao cirurgio do
corpo, compelindo a sua liscalisac.u'o ao concelho
administrativo dos fundos de fardamento, em cuja
caixa se recolhcrlo os descontos que so izerem
nos vencimentos das pravas que estiverem em tra-
tamento.
Artigo 11. As despezas do hospital serSo sup-
pridas com os descontos feitos na forma do artigo
17 da lei provincial n. 25, de 9 de junho de
1836, (cando autorisado o presidente da provincia
para mandar supprir o resto da despeza, se os refe-
ridos descontos nao frem sulicientes paraamanu-
tencao do hospital.
Artigo 12. As pracas de pret do corpo que ora se
cria, serao liradasd'entre as quccompOem o actual
corpo policial, dando-se a preferencia s de boa con-
ducta,, centre estas s que frem casadas e tiverem
filhos, observando-se a esso respeito o seguinte:-
1. Das pracas assim escolhidas e distribuidas
por companhias, na forma do art. 1., 2., se orga-
nisar em triplcala urna relacjio nominal por cada
companhia, declarando-so nella o tempo em que
ellas su engajaram, as suas liliaces e todas as mais
notas constantes da matricula, o na observarlo o seu
procedimento civil e moral.
$2. As rdaci's assim organisadas serao assig-
nndas pelos commandantes das respectivas compa-
nhias e rubricadas pelo commandanto do corpo, c
licara urna dolas em cada companhia, nutra na se-
cretaria do corpo, o outra ser remettida ao presi-
dente da provincia, oqnal ordenar a demissiio das
pracas, que excederem o numero marcado na pre-
sente lei.
Aitigolll. A escripturacao do corpo, organisado
na forma desta lei, principiar do dia em que ella
fr posta em execugao. O archivo do corpo c odas
companhias anterior ao dia da nova organisacSo,
serao inventariados, e (carao cargo do secretario,
quo os ter em orden) tal que se possam tirar em qual-
quer lempo os documentos de que houver neces-
sidade.
Artigo 1*. O engajamento das pravas de pret para
o corpo ser feitn por dous annos, fleando todava
salvo o poder de demjjtir antes do fim desse prazo,
assim o numero de pravas que porventura exceden-
ao %ue para o futuro se lixar, como aquellas que, por
Dial procedimento ulterior, nao deverem mais fazer
parl*\o corpo policial.
Artigo 15. As qualidades exigidas para o engaja-
mento sfio : idade de dezoitoa quarenta annos, ro-
bustez, sencSo de crime, e bom procedimento civil
e moral.
Artigo 16. O pretendente, munido de urna peti-
(tio, instruida com certidilo de idade. folha corrida
de recente data, e altestado da autoridade policial
do lugar onde residir, ou residinos ltimos i me-
zes, sendo fra da capital, se apresentar ao com-
mandante do corpo, o qual, com o primeiro comman-
danle mais antigo, e na sua falta o seu immediato,
o secretario e o cirugiSo-mr do corpo, ou quem
suas vezes fizer, reunidos todos em concelho, defi-
riro a peticao, se estiver nos devidos termos, man-
dando por seu despacho averbar o engajamento, no
caso de haver vaga, ou u3o a havendo, para a pri-
m.'ira que houver.
Artigo 17. A doipss3o das pracas de pret que,
Pitido o lempo do engajamento, nSo qui/erem conti-
nuar, ser dada pelo commandante do corpo nos
oulros casos, porm, pelo presidente da provincia.
Artigo 18. Nao sao toleradas as graduaces de pos-
tos inferiores, conferidas abusivamente s pravas
de pret. O presidente da provincia mnullar aquel-
las que se houverem dado at o prosete.
Artigo 19. Os effeitos comprados para fardamento
que existirem actualmente, continuarao na caixa,
como auxiliar aos fundos que para esso fim se ar-
recadarem, e rccolher-se-hao ao cofre da thesoura-
ria das. rendas provinciacs a somma pecuniaria e
crditos quo oraexislirem na dita caixa, Picando a
cargo da mesm a thesouraria a cobranca dos referi-
dos crditos.
Artigo 20. Os fundos da caixa do corpo nao po-
doro ser distrahidos dclla para emprestimos fei-
tos a qualquer praga do corpo, quaesquer quese-
jam os motivos allegados para se contrahir taes em-
prestimos.
Artigo 21. O servico da polica ser felo sem es-
pingardas, usando as pracas empregadas nclle de
pistolas e espadas, excepto em diligencias extraor-
dinarios aue exija in o uso doespinguardas, para cu-
jo fim as .lesera 11 t.T.
Artigo 22. O corpo policial ser distribuido por to-
das as comarcas e municipios da provincia, na rasfto
das suas necessidades peculiares c dos limites da
fr^a ora decretada, de tal sorte, porm, que as
circumstancias ordinarias, c no estado de paz, nun-
ca esteja na capital mais de um terco da mesma
forca. \-
Artigo 23. Ficam rovogadas lodas as leis e disposi-
rOes em contrario.
Mando, portanto a todas as autoridades, a quem
o conhecimento e execucao da referida lei perten-
cer, que a cumpram e facam curaprir 13o inteiramen-
te como nella secontm Osecretano interino des-
ta provincia a faga imprimir, publicar e correr. Ci-
dade do Kecife de Pernambuco, aos 28 dws do me/,
do julhode 18*8, vigsimo-stimo da independen-
cia e do imperio.
L S
Antonio da Costa finio.
Carta de tei, pth qual Y. Eme. manda *xecular o
decreto da aembla legislativa provmcxal, que houve
por bem sanecionar, marcando a frfa do corpo de po-
lica desta provincia, t os vencimentos que deveperce-
ber no annofinanceiro de 18*8 a 18*9, e dando outras
priiniduncias n tttpeito o MtttHO wrpo, ludo como arinui
se declara.
Para V. Exc. ver.
Antonio Leile de Pinho a fez.
Sellada c publicada nesta secretaria da provincia
de l'ernambuco, em 28 de jullio de 18*8.
Francisco Xavier e Silva,
Registrada a II. ">0 do livro 2 de leis provinciaes."
Secretaria da provincia de l'ernambuco, ile agos-
to de 18*8.
Domingos lose Soarei.
ASSEMBLA PKOVINC1AL.
41.a SKSSAO OBDINARIA EM 5 DE AOOSTO
DE 18<8.
PRESIDENCIA 1)0 su. VIUAHIO AZEVEDO.
<' .MM.irii ... do numero anltcidenlc.)
OSr. Jos Pedro diz que ..l-mis Srs. deputados que se
a. h mi na casa, eslarao lenibradosqiie, quandu se discuti-
rn) os projectos de lei que crearan) a inspeccao do assu-
car c algodao c a mesa do consulado provincial, elle nada
dissrra na discusso; porque, posto csiivesse cnnvencidn
da ni ni 11 ni:.,le destas reparticors, conitudn quU app.'llar
para o fuluro, e esperar que a experiencia o desenga-
nasse, cwntentandn-se ento cm dar o sen voto negati-
vamente sem o juslilicar. Mal a^ora, que sao passados
dous anuos que se acba arcada a inspeccao, c um que
existe o consulado, julga que este teuipo he suflicienle
para cnbeccr-se, como elle orador tem conberido. que
estas rep.irlicops nao deveui continuar, por inuleis e
prejudiciaes ao cumiiiercio e agricultura.
I'assand a Halar (conformo a decisao da casa) smen-
te do consulado, declara que dilhcil he a sua posican .
porque, leudo sido semprc, como deputado, um cons-
tante defensor dos eiupregados pblicos, por saber, por
experiencia propria, quanlo he di.loi.ua a sorte desla
classe, se via agora obrigftdo a propr a exliuccSo de
urna repartico em que se acham eiupregados inuilns
Pernainbucauos lloarados e pais de I'.mil: i. que por es-
sa suppressao licaro sem'pao. Mas que, obrigado como
legislador a alleudcr de preferencia aos inlercsses do
maior numero, nao podia deixarde proceder como pro-
cede.
Contina dizenduque ninguein deixardeconhecerque
a cxtinc(o do consulado he reclamada por un grande
nuil.ero de pessoas que se julgaui prejudicadas com a
existencia desta rrparlicao e da inspeccao do assucar c
algodo, o que provam, alm de outras inanifestaces, as
duas represenlaccs, dirigidas, una ao presidente da
provincia, c outra assembla.....
6 Sr. tfarroio : Porque au podia p.issar conlra-
bantlos.
Oi'r. Jos Pedro observa que asserces desta ordein, e
que olVcndcni a urna corporafao lutcira, nao se devem
proferir na casa scui provas multo evideutes pois deve
altendei-se que nesta associacao exislcni negociantes
multo honrados ealguns Peruambucaiios.....
OSr. Roma : Nao he a associacao, he Jos Jeronynio
Mouleiro s.
OSr. los Pedro uola que, anda com este aparte, se fa-
zia urna injuria : que convinha provar que esse indivi-
duo era contrabandista, c Huilla a associacao coinmer-
cial. Que da existencia desses contrabandos nada sabia
e min se pcrsuadiiia que urna associacao que represen-
ta o corpo ii.ni... ., i,.1 desli pivincia, composta de ne-
gociamos probos, c algn* delles Pcrnainbucauus, di-
rigase ao presidente da provincia c assembla repre-
senlaccs contra a existencia dessas rcparlicrs, cuino
hu de proteger iuleresses lucilos d'uui dos seus
membros.
- Pondera mais que os agricultores clamam tambeiii
contra essas repartices, c quescui duvida muitos depu-
tados leiiaiu ouvido as suas queixas, coma elle orador
as tem ouvido, pedindo-lhe alguns desses agricultores.
que propozesse a extinccao que elle acaba de propor.
O Sr. C'uii/ia Machado: So o nobre depulado leve es-
ta ventura .
O Sr. Jos Pedro, respondendo ao ap.u le, diz que nao
sabe ae he ventura, ou desventura ; mas que pode all. -
uiar que est fallando a verdade, e nao dcixar de notar
ooll'eiisivo do aparte que llie d o seu hobre amigo.....
Or. Cunh'a Machado: Nunca tive tencao de oltender
ao nobre deputado.
O Sr. Jote Pedro faz anda algumas rclexcs acerca do
aparte do Sr. Cunta Machado; e, passaudo questao,
diz que val provar que o consulado provincial be pre-
judicial ao coiuinercio e a agricultura ; que he intil e
anlieconoinico; c que de sua existencia nao tem resul-
tado arrecada,;.io da renda publica bem alguui prn-
vavcl.
Passaudo a demonstrar as suas proposir.es, diz que
he contrario ao couiiucicio, porque esl elle agora obri-
gado.para obler um despacho de exportacao, a leva lo a
las repariicdcs, quando antes aviava-o de urna s vei
le os prejuizos que possam ler, como esses que Ihe oc-
casiona a existencia do consulado provincial. Os agri-
cuitores sollrrin, pois, sem remedio use prreo, porque
uo pdem por s exportar o seu genero, c menos espe-
rar para vndelo mais larde, aiu de aproveitar mclhor
increado ; pois todos nos sabemos o apuro em que infe-
lizmente clles se ...lelil. Porlanto. creio que trullo pro-
vado que essa reparlicao aggrava a nossa agricultura.
I'ni Sr. Depulado d um apa;te.
OSr. Sr. Jos Ped o observa que, para que exislisse o
conlrabando, como s.' anilina que existi ante da crea-
cao do consulado provincial, era necesario que se dsse,
pelo menos, a connivencia entra oenipregado do consu-
lado gcral que assislia ao emlurqne do genero; oeoin-
o.andante da barca de vigi.i, em cuja inao l'nava o des-
pacho para ser rcmclli.lo olliciillmenle ao consulado
geral; o exportador, c lalve/. o command.inlr da rin-
barcaco; e,...... Ihe parecendo islo muito possivel, nao
pode diA.ii de suppr exageracao no que se tem aftir-
nii-1,1 a esse respeilo. Que nao uega a poitlnilidado de
.'ni.ii.ili.ii.il,ar-se nesse lempo, masque esta possibili-
dade existe agora, porque a diu'crenca da liscalis 19/io e
prrcaU9es esl su cm haver mais un euipregado em ca-
rta uin ponto de embarque, e tereiii-e reduzido estes
pontos a menor niuneo.
l'rosiguiudo na deinonsirnrao de suas pmposicoes,
iliz o orador que a repartira do consulado lie intil.
porque a iuspec(ai) do assucar e do algodao he feita pe-
los leitores do consulado gernl, e por c-sa nsprecio he
que o consulado provincial cobraos direitos provinciacs;
procedimento contirio ao quo dspoein as leis provin-
ciacs, porque ess branco em seis qualidades, c o niascavado em tres, c o
consulado geral qualilica o primeiro cui duas, e o segun-
do eui una.
Kila InfraccSo das leis provinciacs diz u orador) he
Riba da necessidade de evitar que o mesiwo genero seja
qualiilcado em duas qualidades diversas r pague direitos
sobre bases diversas, o que acontecera se se dsse a
qual i licaro provincial e a geral a.i inesmo lempo ; don-
de retultarlaui innmeros Inconvenientes, que feliz-
mente esto assim evitados. Portanto (eonclue o ora-
dor) lio essa reparlicao desuecessaria para o despacho
de exportacao, que vcui a ella piompin do consulado
geral, e tonsrguiilepunlo lie tambem desuecessaria pa-
ra liscalisacn e cobranca dos direitos provinciacs.
Moslra mais que he anliec.inomica, porque augmen-
lou a ilespea fin 10 cont* de tis. que junios como
que gasla a inspeccao do assucar e algodao excedem a .v2
cotilos ; entri lauto que a renda especial creada para lu-
da esta despeza nao excede a II mulos. V. se a este ex-
cesso de despeza luntar-se a dlffereoea para menos, que
tem havido nos direitos, pela diiui iiuieao dos precos dos
productos exportados, diiiiinuicao devida existencia
dessas reparti(5es, se vea quanto nao tem luipgoado a
renda que se devia arrceadar. K ludo isto (accrescenla
o orador) para se conseguir o que faria a mesa das ren-
das provinciacs (que apenas gaslavn 9:900^900 ris; eo
consulado geral, que nada cecina pelo trabalho que li-
aba com a arreeadaciio dos direitos provineiaes.
O orador diz mais que nenhuin dado ha para provar
que < consulado provincial tem concoirido para inelhor
arreeadaciio dos direitos: que o rendiineiilo do anuo li-
nanceiro passado nada prova, < se provasse ajguina coli-
sa provaria contra a existencia desla reparlicao; porque,
sendo igual este rrn.liinenlo, com a dill'creuca de un
eoulo, ao rendiinenlo do auno anterior quando anda
nao exista o consulado, havia contra esse rendiiuento a
dillereuca 01.111 a despeza do consulado.
O orador eonclue fazeudo algumas rellexrs sobre
InforuiajSo do administrador do consulado geral, que
10 na casa, e he a seguinte :
ulltm. e Exm. Sr. Cumprindo quanto V. Exc. me or-
denou uo seu respeiiavel oflicio'de 21 do crrente inez,
conforme a deliberaco d'assenibla legislativa provin-
cial, tenho a honra de informar que. quando a le pro-
vincial n. 27, de 11 de junho de 1830, creou a inspec9io
para o assucar r algodo, cm eonsequencia da qual foi
elaborado o rrgulaineiilo provincial de 30 de setembro
de lS.'Ki, ainda se nao aehava nesta capital em prlica o
legulainenlo do consolado que boje rege, a cujos fcllo-
resIncumbe a qualflleacao de iodos os gneros; mas,
pondo-se c lie em exeeiijo como actual mente se acba,
c sendo bem coniprehendida a msso daqurlles feto-
res pela legislatura provincial de 1813, derogou esta
aquella inspeccao porque pela qualinCaco do con-
consulado oliiinlia o mesma lini, sem empregar nielo
algiiui: desl'arte frua a fa*enda piovincial os seus di-
reitos acm nada despender, eis apnarece a Ifl provin-
cial n. 187, de 10 de dezenibro de 1846, instaurando .1
iuspecfo do assucar e algodo, que eslava Merogada,
e no anuo subsequente a lei provincial n. 195 que cria
um consulado provincial, e pelo ai t. 7. liga a elle essa
iuspeceSo : os feitore desia adminUtraoIo eonlliraatoi
. une. semprc a qualilicar o assucar c algodao, bem co-
mo todos os mais gneros que veein a este mercado pa-
ra se exportaren), c pela sua qualiliearn be que tanlo
esta adiiiinistracao como o consulado provincial arreca-
dam os direilos ; a prafa, ou os compradores e ven-
dedores tainlicm se nao serfem da inspeccao provin-
cial.: para as suas transafAra, ella, pois. longc de a-
diantaralguina cousa, 011 aprovrlar, h
de esperar o negociante, e que urna pequea demora
pode sacrificar grandes lucroa.
lie prejudicial agricultura, porque o coniinercio des-
suppri.las por "iuiposios nos inesmos gneros; eis os ne-
cociaiilcs abalenilo-os' nos prefos por que comprain os
- iiiiniiiiin.10, que
cultura,
que re-
nda pu-
1 e qu9
: pratican.io aoua aoun muaea para
concluir onicsmo liui, he anlieconoinico, e seu resulta-
do he ser aquelle Hu mais oneroso, c por isso mcsino
segundo oulros ; uo, jioi'ijiir, cune ..u.. umv. ^^ ,-:-.-
sas merendonas teem o preyo que Ihes d o comiuercio,. nairo d.i enano.
sruundo aa ordena que recebe dos seus-corrssi.ondentes' -O Sr. i,aornlino : -- Sr. presidente, eu.nno possp cou- .
dos paites para onde ellas se exportam. Ora, se o com- ; testar ao nobre deputado a que me precedeu, porque co-
mercio iuipc o prejo, lica fra d^ duvida que o far de ] nheco a sua superlorldadc a uiiin em tudo, quanto mais
modo que salve o seus lucros ordinarios, abaleado ncl- ua materia de que se trata. Levauto-ue, coiiiUluo*
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I MUTILADO
ILEGIVEL
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para fazeralgumas observaffles obre a materia em dis-
cusso. valo que nao me teem satlsTeito as rascles bre deputado, autor da emenda suppresiva. e nao Ibe
acho inuita raso, talvcz inesmo pea mlnhi falta de co-
i
i
nl.ecimentos da materia. Saibores, eu son agricultor, e
quandotire uso de rasoj alcancei inspeccao; quando
cheguei a certa idade parecia-me insupportavel tal ins-
tituicaoque tinha de por o preco no mea genero sem
que tivesse parte nelle : supprimio-se a iotpeocM, e eu
presum que a agricultura tinha ganhado cincuenta por
cenlo coma suppresso ; mas pouco teinpoduiou a
nimba iluso, a experiencia mostrou-mc ento de quan-
tautilidade era ella para o commercio, c para a agricul-
tura, tanto pelas fraudes que entraran! a apparecer. co-
mo porque, adundse extincta a nspeccao, couitudo re-
ceb.ainos agricultores as contas das caixas vendidas por
diUerentcs precos, como se fss-rn inspectadas. Ru me
explico: levavam as contas as qual.ncafoes doassucar co-
mo mi lempo da nspeccao; de son que, se antes um
inspector indUIere nte qualifioava o assucar que j fl-
cava coa. um preco tajado, chamado ferro, que servia
como de ponto de partida pira os couciirientes que
en tan oltereciaui tanto sobre o ferro, depois da aboli-
cao da i nspeccao vinhaiu a ser qualifieadores delle a-
quelles inesmns que o tinhaiu de comprar. Crelo que o
nobre deputado nao deixar de enaltecer a desvanta-
gem que aqu ral contra a apicultura, pois <|iie sa-
be que a niaior parte dos agricultores mandan! seus
': : I ni- ,, i,-!, ,n i.'iiti'-i, e recebein cmnninmiiieute
a conta do rrndimrnto uo Gui da safra. I' u unto, por
este lado est demonstrado que a nspeccao he vanla-
josa. Vejamos agora pelo lado da eco.....na. Nao preciso
repetir, creio eu. que, achando-sc divididas ai rendas
publicas em as rendas geraes e rendas provinciaes ,
inuito acertada andn a assembla provincia!, quando
creou nina repartifo Aical para arredaeco das rendas
provinciaes, asslni como exista nina para arredaeco das
rendas geraes, e urna vez eslabelecida a reparlico ella
devia couter as mesinas sccfcs, os meamos cniprega-
dos, e os mesiiins meios de fiscalsafo que a geral,
guantadas simiente as regias de porporcao, ruiquanto
ao numero dos empresarios : ora, se o consulado ge-
ral precisa qualificar os gneros para tirar os el i re i los
geraes, o consulado provincial est no mesino caso ;
mas diz o nobredeputado: P.ne irrvifo poda ser frito pe-
lo niiini/,k/ i geral sem despendi dos dinheiros publicot, porque
liravam-ie na mrema occaiio, como j se fez em oulro lem-
po. Porin, perguntarei eu ao nobre deputado, au man-
dn a le discriminar a renda geral da renda provin-
cial ? Por que raso se ha de conservar essa mistura?
Alem disto o consulado gerai so tira os direitos dos g-
neros que se exportam para fura do imperio, e o nobre
deputado nao acaba de mostrar ograude numero de mil
arrobas que se exprtalo para dentro do imperio E
qiiein tira esses direitos nao he o consulado prnvin
cial ? Como diz. pois, o nobre deputado que he intil,
e at prejudicial a inspeccao, se sabe que para se tira-
em os direitos he preciso a qualificafn do genero ?
Diz anda o nobre deputado que a inspeccao e consulado
provincial nflerrcein |impecilios ao comn.errio. Quan-
to ao consulado j uinstrei sua absoluta necessidade ;
necessidade recoulieciila at pelo governo geral, pois
que existe aqui um aviso, segundo se me informa, man-
dando separar as duas arrceadaces, c desobligando os
f "'pregados do consulado geral de se ncciipareiu coui
os objectos da renda provincial. Emquanto a inspeccao,
s vejo, Sr. presidente, um inciiiiveiiieute e he que
o consulado geral qualiuque segunda vez nbjectos j
qulilicados pelo consulado provincial : parece inc una
especie de nvasoa attribuices alheias: pareee-me que,
una ver. qualilieado o genero por autoridades legacs,
deveria o consulado geral deduzir os direitos segundo
a qualieaco j dada, e nao qualiliear segunda vez. He
dahi que vem o barulhoe os conflictos, barullio que, se
me nao engao, um dos nossos deputados foi com vistas
de ver se assembla geral teuiovia.
O Sr. os l'edro : -- Eulo quer o nobre deputado su-
bordinar a repartifo geral a provincial ?
OSr. Laurenlino : Nao, Seulior; nao quero isto ; mas
digo que dahi he que nascem os inconvenientes, e que ,
una vez qualicado o genero por inspectores lcp,aes, de
veni-se tiraros direitos por rssa qualilicacao, ou sejam
provinciaes, ou geraes. Diz anda o nobre deputado que
be intil o consulado ; porque, alm de nao ollerecer
vanlagens fazenda, acarreta-Mie a despeza de tanto*
coutos coiu os einpregailos : e para prova de sua asser-
cao apresenta-nos o balanco da exportacu de 184b" a
1847, e de 1847 a 1848, e mostrando que, cumquaiilo a sa-
la passada fosse uiaior que a atrasada, e m ioi a expor-
i i. ao na houve melhoraiueiiio as rendas : mas permit-
la me o nobre deputado que Ihe diga que esta rasan nao
qe sufiicieiili pac lirar-M a consequencia da iuulilidade
da reparlicao.
O Sr. Jote l'edro : Provando-se que lia abaliniento
de renda, he.
OSr. Laurenlino : Mas os dados do nobre deputa-
do sao-os rditos, quando nao se deve esquecer que os
rditos esto seuipre dependentes do concurso de duas
clrcumstancias,--augmento de safra, c augmento de pre-
co: que a safra do auno passado fui menor que a do an-
no atrasado iiingucm o duvida.
O Sr. Jos Pedro : Foi maior.
OSr. Laurenlino : coi menor, Sr. deputado: o anuo
foi muito ii I rutilar.
O Sr. Jos l'edro : Nao acabo de mostrar ao nobre
deputado o numero de arrobas- exportadas em um e
outru anuo ?
O Sr. aiurenfino: Isto prova a favor do consulado
pela liscalisacao. Entretanto, tendo sidu os presos de
vendas desgrafados como o nobre deputado sabe, aluda
assiui houve urna pequea diH'erenca a favor da arre-
cadaco.
O Sr. Trigo de Loureiro : Mas se a'exportado aug-
nientou muito....
O Sr. Laurenlino: -- Augm.entou, sini mas j mostrel
que esse augmento eslava coulrabalancado com a di-
minuifo dos presos.
O Sr. Jos Pedro: Mas isto o que prova ?
O Sr. i.uiimitiiin : Prova que os dados apresentados
pelo nobre deputadu para mostrar a inulilidade du con-
sulado sao iiisuiucieules; piova que, quando a expenen-
'i-i uiostrasse que o consulado nao tinha preenchido os
nos para que foi creado, devia propr-sr una refrma
no regiuirnto, no metliodo de arrecadafo, no pessoal
de reparlicao, e nunca urna suppresso.
O Sr. los l'edro : -- Se a despeza he maior que os
lucros I...
O Sr.' /.iiirenti/io : Nao poda existir a repartirn
se i n despeza, e logo que crescain as safras, e fluresfa o
coiniiiercio, ver o uubre deputado o que resulta do
consulado.
Sr. Presidente, trnhoexposto as rasdes pelas quaes rs-
tou convencido que nao deve passar a emenda suppresi-
vi do nubre deputado, e se nao Tusse a repugnancia que
teulio a recorrer a individualidades,eu piovaria ao nobre
deputado e i casa que. alm do que se temdito, exis-
ten utais alguns motivos muo fortes que reclaiiiam a
conservafo do consulado e inspeccao. Voto contra a
emenda.
OSr Jos Carine combale a emenda do Sr. Jos Pedro,
e apprrsenla algumas rasdes em sustentaco do artigo
a que ella diz respeito.
OSr. Boma :--Sr. presidente, comquanto a comirtis-
sh de fazenda nao se creia obligada a entrar na discus-
ao da emenda do nobre deputado, que trata de supprl-
mir una reparlicao inteira, cointudo sempre direl al-
guma cousa em resposla de algumas observacocs fetas
pelo autor da mesilla emenda, para que nao pareja ao
menos que rejeit qualquer alteracao sem causa justifi-
cada.
Iii.sse o nobre deputado que a mesa do consulado era
onerosa ao fisco e contraria aos inieresses, nao sdo
commercio, como tambem da agricultura, e, entrandu
na demonstracodo seu enunciado, refeiiu-se a nina c-
lebre rrpreacnlaco, feiu em uonie da assuciaro com-
mercial, e crelo que dirigida ao governo da pruvincia,
na qual esta assembla foi torpemente insultada e of-
frndida; mas devo dizer ao nobre deputado que essa
epresentacao nao era obra da assoclacao commcrcial,
mas do seu secretarlo naquella poca, cujos inieresses
foram feridos pela le da crearn do consulado. Foi por-
tan to o secretario da atsociaro eammercial o movel de
todo a |ueiie esp tiii ti'.iio, de'baixo do pretexto dos inie-
resses da agricultura e do commercio.
Foi anda com este inesmo pietexto, que esse homem
repeli os insultos esla assembla c ao governo, em
um relatorio emnotne do presidente oaassociaco com-
mercial, dizendoque tinhamos feito Ulna lei sirpara dar
empregos, etc. Semelhante insulto, iinpiiuemenle feito
provincia de Pernambuco de que somos representan-
tes, tornou-sc motivo para pedir a revoga(o fie urna
lei que liiemos com a convieco de sua necessidade, e
o nobre deputado vem boje pedir suppresso da repar-
licao que ella creou, sem se lembrar que rrain os inie-
resses desse hoiueui feridos, e nao os do commercio e da
agricultura, que reclamaTam semelhante suppresso.
lavrl escndalo una cousa chamada inspeccao particu-
lar, creada por esse homein, a qual se acha, senao intu -
Usada, ao menos sem fructo, pela crcaco das novas ins-
pecedes adslrictas ao consulado provincial; por conse-
quencia nao se pode Imje f.izer o contrabando como se.
razia at ento, e consista muitas vezes, que com um s
despacho de 501) saceos, por exemplo, se etnbarcassem
mil e mais Nao quero com isto dizer que fssem conni-
ventes uesse ruubo os etnpregados do consulado geral.
Todava he cousa para inim um pouco inqualifiravel
que pretendan! os enipregados do consulado- geral car-
regar com este accrescimo detraballio sem nrnliitiii lu-
cro, porque, segundo acaba de asseverar o nobre depu-
tado, ii, ni porecotagftn tinliain ; e disto teuho eu prova
por mim inesmo, porque algiins empregados destare-
partico se empenliaraiii para que nopassasse a lei que
creava o consulado provincial. ..
O Sr. loagnim filela : K outros fallaiaui para que
passasce, tambeni sabetlisto?
OSr. Huma: O contrabando sessou com a nuinera-
fco das laceasj j nao lie possivel com um S despacho
embarcar tinas ou tres poredes iguaes ; e foi sem duvi-
da esta me Hila a quceviltm se mediante escndalo....
OSr, lote Pedro: Lo^o, toda a providencia est em
se numerar os sarcos?
O Sr. Roma : J prove que havia contrabando; dei-
xemo-nos de historias, todos ns couliecetiios e nao po-
demos ocultar factus sabidos por todos; o certo lie que
o consulado geral combate com tudas as suas frcas a
existencia daquella reparlicao. Entretanto sou o pri-
ineiro a reconliecer c a confessar que o consulado pro-
vincial nao esta beiu montado, que tein milita pompa.
[em mesino grandes urdenailos em proporco das outras
repartlcfles llscaei da provincia, e uecessita de alguiua
ii lu ni i, tanto uo pessoal como no que diz respeito aos
i'(giilaineiitos das diversas arrceadaces; porin, para
lutlu isto lie misler lempo, reflexao c nao obrar de re-
pente ...
O ir. 6'nii/iti Machado: Nao nos levaio de repenle :
a emenda foi nina vertladeira surpreza.
O Sr /,'i.ei i: He venlade. Se se apresentatse um pro
jecto no sentido em que acabo de fallar, lodos os mcin-
bros desta casa, estou quasi ceno, votariam por elle....
Um Sr. Deputado : -- Niuguem duvida que a actual re-
parlicao he ouorosa....
O Sr. liorna : He verdade, mas no sentido em que fal
lei; uu se diga, porin, que he desuecessaria ou preju-
dicial ao commercio c a agricultura: eu nao vejo na lei
que creou esta reparlicao, ou no rcgulamenio que a di-
rige, cousa alguma que embarace o commercio, por-
que apenas obliga aos despachantes dos gneros expor-
tados a fazercui dous despachos etu lugar de um, e nada
mais; c he isto que pc peas ao commercio? Nao de
certo ; portauto nao ha mais raso nem motivo seno os
que aponte!: he o contrabando que se tornoii, seno iin-
posstvel ao menos ltala difcil; he a inspeccao do ex-se-
cretai o da associaco comuiercial, frustrada em grande
parle, etc.; em que, pois, sutlreu a agricultura? Em mu
pequeo c diminuto imposto, que ella paga em compen-
sado da garanta em favor dos seus gneros, que oble-
ve pela inspeccao publica, libertaudu-sc de urna nspec-
cao particular em nonie do couimcrciu, cu jos inieresses
esli sempre em oppusico aos da agricultura.
Sr. presidente, a repailicu da mesa to consulado fis-
calisa e ai recada por anuo perlo de 400 contos da res i
urna reparlicao tiesta ualureza, creada apenas o anuo
prximo passado por una lei qt-e foi muito discutida,
c de cujos debates foi testemunha o nobre autor da
emenda, deve mereeer-nos mulla attcnco; e nao creio
que possamos revoga-la, sem que a experiencia nos
mostr os seus Inconvenientes ; e muito me admira que
o nobre deputado por urna simples emenda queira nu-
lilisar um estabeleeinicnlo de lana magnltiide, sem se
lembrar que devia ueste caso apresenlar um projecto
em lempo, e nao sorprender-nos na hora iniiguada
de lima |n m ,; i. ;m, quaudu ileveiuus cuidar de conclu-
ir a lei do ornamento. Persuado-iiic tjue as inlcuc.d'fs
do nobre deputado, autor da emenda, uuuca furain que
se siippriuisse utcirameiilc esla repartifo, e por isso
deixou de apresenlar um projecto a este respeito, cou-
(entando-sc de ollerceer una emenda na verba do orca-
meuto em dlscussao, porque sabia que era impossivel
que esta assembla a accitasse.
Voto, portauto, conta a emenda.
O Sr. Ctmfco Machado i --Sr. presidente, como inem-
bro da couimlstfio de fazenda eoryaiuento, nao me con-
sidero reslrictatiieiile obrigado a entrar nesta iliscu-
sao; porque, tendo sido creada essa repartifo por urna
lei piov ni al, e bem assim fixados os ordenados de seus
empregados, nada mais compela comiuisso de te-
lenda e orcaineutodoqne na prsenle lei, em que se
regula a receia e despeza, fixai a quota para o paga-
mento dos ordenados e mais despetas da reparlicao:
feito isto, cumprioacoinuiissoo seu tlevcr, e porcunse-
giiiute, appaiecendo urna emenda pela qual se propc a
exlinecao dessa reparlicao,euleinlo que a coiiimissono
est especialmente obligada a entrar tiessa dscusso,
eijue, ao contrario, pertence ella a toda assembla:
mas todava din-i sempre alguma cousa, nao obstante
ter viudo desprevenido para seiuelliante dltCUtlio, sem
duvida mili complicada, e da mais alia transcendencia.
Sr. presdeme, se o nobre deputado entenda, como ha
pouco confessou, que ocotisulado provincial lie una
repartirn suuiiiiaineule damuusa..,
O Sr. Jos Pedio : Nao disse isso.
O Sr. Cunha Machado (com forja ) : Dsse que era
suniuiamcnte d-miiosa, porque disse que era o lagcl-
lo do couimercio e da ag cultura.
O Sr. Jos l'edro (foi le) : J disse ; nao disse tal.
< .Sr. Cunhti Machado texaltadu) : -- Se o nobre depu-
tado (contino) forma esse jaleo a respeito da reparti-
fo do cunsulatlo provincial podia c devia em lempo
ler apreseulatlo aqui um projecto, tendente a sua ex-
linecao, ou reforma.
Ha dous mezes que esta assembla se acha Irabalhan-
do, e por cousegulule leve o nobre deputado lempo bs-
tanle para formular e apresenlar mu projecto que cn-
cerrasse a medida proposta, que por sua relevancia de-
manda esludo, e a mais apurada rellexo...
O Sr. Jos l'edro : luda nao me mandaran! os escla-
i ci menlos tjue eu ped.
OSr. Cunha Mar hado ,'continuando) ; -- .. mas o no-
bre deputadu o nao fez, e quando estamos nos curtos
dias de una prurogaco, apresenta-nos nina emenda
em urna le aniiui, supprimiudu urna repartifo tan im-
portante nao ilan lo cuiiseguiulenieute lempu lgum
para uieditar-se, esludar-se a materia c apreciar-se de
vidamente as vanlagens da suppresso : porm he lu
sabida a couliaiifa que deposito na rrcotiliecida cir-
ciimspef o tiesta assembia/qiie nao posso acreditar na
approvafo de seuielbaule emenda que nos veiu sor-
prender. Eu digo, Seuliores, que a emenda do nobre
deputado importa una venia.lena surpreza, porque
preleude por ella obter da assembla a suppresso de ti-
ma reparlicao de incoiitestavel importancia sem dei-
x.ir t-lle o lempo iudispeusavel para estudar a materia,
examinar a veracidade e procedencia dos inconvenientes
allegados, e apreciar as vanlagens da repartifo am
Scnhores, a questao da extlncfao do consulado pro-
vincial he assaz espinhosa : sua solucao depende de um
perfeito conhecimento das vanlagens ou inconvenieu-
les que sua creafao possa ter porvenlura acarretado a
provincia, c couseeuintemente he patente, lie da ma[or
clareza, que n.lo devenios resolv-la com precipltafo,
barateando, para assim dizer, os nossos votos que nao
devem ser prestados, em sentido algum seno com
milita cautela, e tundo por Ims.ea o bem publico, rigo-
rosamente verificado Entretanto, Senhores, farei inul
por alto, como me permillem minhas diminutas fdrfas,
e o momento, algumas reflexdes acerca do que dis-
se o nobre deputado em justifcafo da sua emenda:
nao me envolverel na cconiiinia da repartifo, nao me
envolverei no modo praticn por que ah se faz a arreca-
dafo dos direitos provinciaes, na mane ira porque se
inspeccionan! e ferram os voluntes, etc.; por que em
verdade nao tenho lido occasiSo. e menos precisao de
enlregar-me a esse exainc fastidioso, e ao estudo dos
respectivos regulamentos ; mas buscarri dizer em ge-
ral alguma cousa a respeito dos argumentos cardiaes
produzidos pelo nobre deputado para demonstrar a
jusliga e conveniencia da sua emenda.
Disse o nobre deputado ser conveniente a extinc-
eflo do consulado provinvincial, ja to:ulo-se ora vis-
ta una representacio docorpo do commorcio que
a reclama, e una informaeflo no inesmo sentido,
dada pelo administrador do consuiatio gerai,j al-
lendendo-sc que lie elle prejudicial ao commercio,
e um fliigcllo ili agricultura, c j, finalmente, por
ser intil, anticconomico e tlamnoso aos rendi-
tnenlos pblicos ; mas como provou, como demons-
Iroii essas proposiQOes? Parece-me que de um mo-
do tilo vago, lito absoluto & genrico, que nos no
arrastrou convicefio.
Fez consistir o nobre deputado oprejuizo soffrido
pelo commercio na complicat;o dos despachos, na
duplicidad^ do processu que se observa, e no aug-
mento de despezns a que he frcado para satisfazer
o rgimen e fins da rcpartQuo, concluindo que ha
um estorvo contra a rapidez e iberdade com que se
devem apurar suas transaecOes que no pdem sem
grave damnnconiportar demoras, bem como iimonus
desnecessario, que reverte em flagello da agricultura.
.N.lodesconhetjo, em these, o principio de que sesoc-
corre u o nobre deputado; recnnheQO que lie elle
C'irrete e n2rs !'.;;:: dzcr um dogms commercio!,
de que suas operaQes se devem eft'ectuar com a
maior brevidade, retnovendo-se todos os entraves ; e
quo o commercio, sendo una das fontes da riqueza
publica, deve ter da parte do governo e do poder le-
gislativo o maior auxilio e protecco ; mas todava,
se he isto urna verdade incontestavel n.lo menos o
he que, por bem do mesmo commercio e das outras
industrias que Ihe silo depon lentes, em virtude do
adiantamento dos eapitaea, como bem a agricultu-
ra, nao se o deve deixar caminhar na prtica com urna
iberdade indefinida, sem redeas, sem certas re-
gras iudispens'iveis, para que elle se nao precipite,
cavando a propria ruina e das mais industrias, nos
vicios que ihe silo inherentes, c para os quaes tende
naturalmente a fraude e o monopolio. Por-
tauto, he consequente que temos o direito, e mesmo
o dever tle tragar ao commercio urna certa linha de
conducta e regular a sua marcha, de modo a hor-
monisara rapidez e liberdado que Ihe silo necessa-
rias com as conveniencias publicas, pela garanta
da boa le......
OSr. Jos Pedo : Vamos hypothese.
O Sr. Cunha Machado : Para ah vou. Foi jus-
tamente o que se fez. Appareceram nesta provincia
crescidos queixumes de que a industria agrcola
era vctima de fraudes, e que os rendimentos pbli-
cos soffriam grandequebra peta multiplicidadodos
contrabandos : entendeu-se, pois, ser conveniente,
para cortar por esses abusos, a iustaurag.lo da ins-
peoQao do assucar e algodo, e a creago dedsa re-
pa11 k;,mi cncarregada da arrecadagilo dos dirciros pro-
vinciaes : isto foi adoptado, o creio ter correspondi-
do ao llm desejado, etnbora um ou outro defeito
que pode ser sanado, e nflo destroe a modilicago,
ou verdadeira excepco que as conveniencias pu-
blicas aconselham contra o rigorismo do principio
com-que argumentou o nobre deputado; porque
se nSo pode provar que o soffrimentodo commercio
seja em tal excesso, que so achem vulnerados os
seus legtimos inieresses; mas sim elle he tanto,
quanto se faz de misler para evitar-se as fraudes.
( Apoiadox .)
O Sr. Jos Pedro : O nobre deputado no est
fiscalsados e applicados s suhs necessidadog, e con
seguintemente he de indubtavel titilidade que5u,"
arrenadaclo esteja sujbeita immedialametite or'
accSo, fiscalisaco e dreccao. Nada drei acerca dL
ultima argumentaco do nobro deputado, relativa?
domonstraclTii de ser o consulado prejudicial au
augmento das rendas publicas, porque, tendo con-
sistido em urna confrontago das cifras dos annoi
pretritos, ntlo me he possivel verificar de improvi.
so a sua exactido. Concluo, portanto, em face das
succintasconsideraces que bei feito cas, volando
contra a emenda do nobre deputado.
O Sr. Jos Pedro insiste as suas ideias, e responde ao
precedente orador.
OSr. Presidente d a ordem do dia para a sess'o s.
guinte, e levanta a de hoje < 4 horas da tarde.
ASSOCIACO' COMMERCIAL.
Senhores membros d'associaco commercial.
Pela terceira ver tne cabe a honra de desempenhtr o
preeeito de nossos estatutos, trazendo ao vosso conheci-
mento todas as oceurrencias do anuo que linda, e in
interessam ao coiiiuiercio desl provincia. 'Conllnuain
aluda o cousulado provincial, a inspecfo do assucar
c a c-.ip.it /.ii du algodo. Tem sido at agora desalen-
ddas as reclamafcies da assnciafo commercial para ex-
lincfodestas repartifdes, que nao teem trazido seno
prejuizo, coniplicafes e veame de todo o genero o
commercio, e anda nao foram decidididas as ultimai
representacoes que ueste sentido foram dirigidas no go-
verno da provincia, e que este remetteu a assembla
provincial, para as tomar na devida conslderafo. I),.
correu que o Sr. deputadu Nunes Machado se dirigiste
a associafo e pedisse-lhe que Ihe indicasse as medidas
de que necessitava o coinmercio, afim de promover a sua
adopfo: mas este passo nao produzio resultado algum-
porque, retirando-se lugo aquelle Sr. deputado para j
corte do imperio, nao reeebeu os esclareclmcotos que
justilic issrin a juslica de suas reclaninces e direito
que teem para que sejam a lina I attendidas.
Ka!buii-nos anda este nielo mais prompto de chegir.
inos ao nosso fim, mas nao devenios por isso abandonar
prcienf oes de lo vital interesse para o commercio tles-
i-i nrnvncla. Em ospnt? |>5"d,\ de*e ssg a vo*
tellei sobre o projecto da errafo de um banco, que ten
uceupado attenfo desta associafo, expondo-vos suc-
cintaiuenle as dilnculdades que haviatn. Kotao entre
outras cousas lutavamus com os effritos da scea urud
e n'oulras provincias do norte que abastecen! o nnsso'
mercado, e os nao mrnos fuuestos da crise tinanceira
europea. Aquella parece anda ameafar-nos este anuo,
c a nutra aggravou-se sobre modo com o grande abato
poltico que sotl'reu toda aEurupa ha puucos meses.eque
anda contina com toda a nleiisidade. F, romo se lo
grandes ilagellos nao baslassem, tivrmos igualmente a
lamentaras desgrafadas oceurrencias de 2o e27deju-
nho prximo lindo, e com poucos dias de intervallo ai
nao menos funestas e desastrosas da thesouraria pro-
vincial, isto he, quasi ao mesmo lempo, ameafada a
tranquillidade publica e ferido profundamente o crdi-
to publico. Poucas vezes. leni-sc achado o commrrcio
desu provincia, ou mesmo de qualquer pas, cm inaio-
resapuios, nao obstante o augmento de seus producios,
pi un ip. lmenle ilo assiicat. I) a vil lamen lo nos prefol,
falla de cuufiaiifa no futuro do palz, grande ferida no
crdito, sao males que deviam trazer e trouxeram quasi
prulis.icao nas traus ircoes coinmerciaes, e sao de tal
gravidadr, que s remedios mu efficazes Ihe devem ser
applicados. Conviri ao corpo de commercio de Prriiam-
buco conservar-se cm inacfo,_e receber impassirel o
golpes que pouco e pouco ovo aniquilando, ou espe-
rar siinicnte providencias do governo? Permelti que vos
diga que est de sua parte auxiliar poderosamente a
ucean da autoridade, e lembrai-vos de que um banco
nao s ser um poderoso motor para levantar o com-
mercio do torpor em que se ada, como tambem para
consolidar a iranquillidade, que se firma sobre tudo na
ptnsp.iti.itie geral.
Temos a este respeito o exemplo da Haba que sahio
do estado de ruina comuiercial em que a linhain eollo-
cado us calamitosos aconleciuientos de 1837 por meio
de seu banco, cujo estabeleciiiienlo ful-a principio com-
batido prla rasu, que ora seda entre nos, de falta de
confiaufa, que se restabeleccu alias em pouco lempo
com o en .auxilio. F> hoie iliis nina rnusideraean vn#
deve animar, c vem a sera prxima pmuiulgafo do c-
digo comuiercial. .Nao vos aconselli.u ci que montis j
o banco, e nem isto seria possivel em vista do estado de
torpor, de desanimo c de descouliauf a em que todos nos
adiamos; mas estou na firme couvicfo de que esprei-
i.neis o prtnielro moiiientu tevuravrl para o teter: o
coiiimerciu, a industria e a agricultura reclaman! e es-
i jo-i um de vosso zelo lo assieiialadu beneficio. Bao me
pelo facto de que a inspeccao provincial no mspec-l demorare! ...ais sobre esle assun.pto que vossa illuslra
Ento nSo ciitnprem com suas
ciona o assucar ?
O Sr. Roma
obrigaces.
OSr. Cunha Machad : -Emquanto imputagilo de
ser o consulado provincial um flagello da agricultu-
ra, porque o augmento das despezas a que he o com-
mercio frgado recahe sobre os agricultores; nSo im-
pugno ao nobro deputado esse resultado, nilo contesto
o principio de que, sendo o commercio levado a fazer
mais alguma despeza, vem a indemnisar-se dos pro-
ductores; mas nilo estou pelaexpansfio, pela extenso
da ennelusilo, de que esse resultado, sem duvida de
pouco vulto, pela pequenliezda despeza, autorisa o
estigma tle ser o consuiatio flagello d'agricultura.
- A agricultura,Senhores,lucraem fazer mais alguma
despeza, con tanto que se nSo ache exposta a even-
tualidades, subjeila aos riscos das fraudes, e entre-
gue, sem a menor defesa. vontade e caprichos do
commercio, que he, quando goza de poder discrecio-
nario.de iberdade Ilimitada, o flagello, o cancro
d'agricultura. Eu pelo menos, como agricultor,
preterir! despender mais alguma cousa, decretada
por urna lei, a estar submeltidoa Contingencias, aos
nssaltos dos inle esses commerciaes, e todo depen-
dente de arbitrios individuaes. Se, porm, o con-
sulado provincieial e a nspegc&o, por offeito de vi-
cios de organisacao, no teem podido evitar as frau-
des todas, como era e he para desejar-se, o que
cumpria ao nobre deputado. que tcm levantado suas
vozes contra essa reparlicao? Sem duvida ter a-
proveitado o lempo j decorrido, e apreseutado um
projecto do reforma e melhorament, para que ella
correspondesse aos fins de sua creagilo, que so a
harmona dos inieresses commerciaes com os agr-
colas, e a exactidSo da aTrecadagflo dos direitos pro-
vinciaes. Seria com esse proceder que o nobre
deputado faria um servico relevante ao commercio,
agricultura e ao publico em geral ; mas nilo,
por cerlo, tentando destruir o que existe sem mimo-
sear a provincia com cousa melhor. No aceito co-
mo documentos procedentes e .determinativos do
meu voto a representagao do coinmercio e a infor-
inago do administrador do consulado geral, a que
se referi o nobre deputado : tonho-os como partos
interessadas, e conseguntemente recuso-os como
suspeilos.
No estou tambem pela opinilo de ser o consula-
do provincial intil, e antieconomico, em virtude
da possibilidade de se poder fazer a arrecadaco
dos direitos provinciaes no consulado geral : jamis
fo saber.i devidamenle apreciar c desenvolver ; e fiudo
aqui, expondo ao vossu exame'os 1 in os da associafo, e
coiividaudo-vus para proceder eleifSo da direcfo que
deve funecionar nu novo anuo que tem de principiar,
Sala das scsses d'associo commercial de Peruainbu-
co, 7 de agosto de 1848.
Jodo Pinto di Limos.
Presidende.
Jos Pires Verreira.
Secretarlo.
SAHIO CLEITA A MISMA DlltICCAO, COMPOSTA PELOS BINHOIII
Presidente, Jeo Piulo de lanos.
Vici-presidente, Hanoel Gonfalvrs da Silva.
Uiteclorts
o Biebcr.
Goniber.
ailieus.
I Feriiandi
1 I.iluai to
. J Joo -1 a
(lijiioino Agoslinlio de llanos.
Jos Pires Ferieira, excepto o Sr. Jos
Antonio llaslos. fin cujo lugar eniruu o Sr. bernardo di
Ulivelra e Mello, que fui nomradu pela directo parasru
se crrlaiiu, assim como o Si Jou latbeus para seu tde-
soureiro.
AUandeya.
RKNOIMKNTODO DU10......... 19:055/452
Patacho
Marca
Brigue
Descarregam hoje, II de agosto.
Albion earvo
Thomat-Mellrs dem,
Austral pipas vasas.
liUI'Ol.TACAO'.
-I, (. luiiiuEi iij usa iiiiaiiiiuo | iiiiiii i *J
de poder adoptar urna providencia quefise e satisfafa, abraQare urna tal economa, porque a considero no-
quautoser possa, as neeessidades e conveniencias pu- I ci va e antipoda dos inieresses e regalas provinciaes.
blicas. n* ranilimanliiii da nrovinnia devem ser nnr n/i
eniii. brigue francs, viudo do Havre, entrado o
frrente me;, consignado a C. Lasserre k C, manies-
tou o seguinlc : 1
50cesios vlnho champanhe ; a Me. < alinonl_ -.
I caixa fazendas de seda, 2 ditas calcados 3 di as i-
lendas de algodo, dita diversos objectos ; a lleunr
Colomblez & 0.
I caixa objectos de moda ; a Millocliau.
3 fardos e 2 caixas fitas ; a G. J. Asilry. ..
1 cala objectos de sellelro e perfumarlas ; a ueui-r
H ..!>.. r I I, I"
/
I
MUTILi



i
4 caixas fita de seda ; a Kalkman.n & Roienmund.
05 caixas chumbo era cliapa ; a Meuron k C.
f.olume calcado, dito 1 burra de ferro, 1 dito (aten-
, >.. > ditos pedra marmore. 2 dito vidros, 2 ditos ins-
..unlos de muzica, 1 dito masas para chapeo. 1
vi. formas para ditos, 1 volume objecto de chapclei-
V 1 dito obras de folha, livros e qiiinealhcna, 2 di-
tos dem,
llana ; a orJem.
2 ditos vidros e qtilucalherias ,
1 dito por-
e algo-
t calta lazenda de seda, 4 ditas ditas de seda .
aso 8 ditas ditas de algodo ; a J. Kellcr Si U
I 'ca" obr.s de bronie, 1 dila porcellana, 1 dita ban-
j.iui' E. H. da Silva. ,
dYc'xa relogios, bijoleria... objecto. de relojoelro.
iiasdc miisica e oculos ; nC. Carnier.
5 ardo fazeudasdealgodao; a Sohaphcitten 8. To-
ca!
di
sai
II'raigas quello ; ao capltao.
SeaTu "(MM de algoda'o rAH.IFrtret.
00 arrl nia.itelga, 200 .neios ditos dita, 2 caixa al-
Vtedita calado, I dita peanas, 10 ditas papel.
Upos. 7 dita carneiras, 1 dita chapeos de
!l de panno! 1 <" objectos de chapeleiro ; a Cals
'barril er, 535 barr manlelga, 194
.a 300 saceos farelo, 1 fardo barbante. 5
4 dita, tondas dcalgodp a B. Las,,
94 meios ditos
50 caixas pas-
Lasserre.
CONSULADO GE UAL.
RENDIMENTO DO DA 10.
Diversas provincias
1:721/914
39/639
i:76IAr>2
CONSULADO PROVINCIAL.
RKN01MBNTO DO DA 9..........920/910
Movjmcmo do lort(>
Savios intrads no dia 10.
de
James Jopp, cm lastro. .
racalv patacho brasileiro Anglica, capturo Manoel An-
tonio de Oliveira, carga varios gneros. Passageiros,
Antonio Pe el a da Graca, Jos Joaquim da Silva Ma-
Muitapeoas hao pedidoa repetlcao da Ajra afn-
cuna, o quitandiira da Baha; mas o director espaca
para mais logo a satisfacao desse pedido, porque esta
persuadido que a nova arla agradar aluda mais aos mu
persuadido i|
dignos espectadores
... i.,.iro 9n rilas, escuna brasileira Curioia,
tlfi toneladas,'capitao Domingos Antonio de Azevedo,
equlpaeeni 12. carga assucar. caf e mais gneros do
palz ; a T.ulz Jos de S Araitjo
I Pirahiba ; 7dias, hlate brasileiro Coneeic"o-Flor-das- \r-
\\ "de*, de 24 toneladas, capitao Elias do Rozarlo, cqui-
pagein 4. carga toros de mangne ao capitao.
Navios taidos 'no mamo dia.
U,.a hiatc brasileiro San-Josi- lilo Jos da Silva, carga varios gneros Passageiros,
Antonio Joaquim Paviiio. Rosaliuo Jos Sereno.
Mauricias vapor inglcz ,ord-Firoj,-Somrr, CBpitac-
Janies Jopp, rm lastro
Arac
I
Anton.u i
tillo. Manoel Jos da Silva Percira com um criado,
Liandro da Silva Freir, Antonio Joaquim r reir Da-
maceno Jnior com dous criados. Jono Joaquim P-
celos com um escravo. Antonio Bandeira de Mello
com ilous criados, Jos Crrela dos Santos, Agostinlio
Martina Moreira, Manoel Francisco Ribeiro com um
criado. Joodc Castro Silva c Menezes com Uin cria-
do, Joi Joaquim de esquita com urna escrava. pa-
dre Francisco Martins com uin criado.
Maranhao ; brigue-escuna brasileiro /.aura, capitao An-
tonio Francisco da Silva Santos, carga varios gneros.
Rio-de -Jaueiro ; brigue americano Untas, capitao 1 bo-
inas Rrands, carga a inesnia que Irouxe.
Rio-Grande-do-Sul, brigue americano Rusiell, capitao
Richard F. Sawny, carga a mesina que irouxe.
D;claraOes.
= A aclministracao geral dos cstabclecimentos de ca-
ridade manda fazer publico que, no dia 14 do corrente,
pelas 4 lloras da larde, na sala das sitas scsses,ira a
praca a renda das casas n. 2 da travessa de San-fe-rtro.
r ii G > de rra-de-PorU, as quars loram reeainp j--
pintadas de novo. AduiiiiUiracao ger.il dos esianeteci-
memos de carldade, 9 de agosto de 1848.
O escriturario,
Francisco Antonio CavaUanli Cossetro.
= Acha-sc nesta subdelegada um quarlao niunho.
sellado e enfreiado, o qual foi appret.end.do por se Jul-
gar fuado : quem fr seu dono cn.nparrca na mesilla
subdelegada, que, nrovando ser sen. lhe sera entregue.
Subdelegada da irrgussia 1848-Osubdelegado. Francisto Joaquim Machado.
Pela subdelegada da freguezia dos A fugados se taz
publico que acha-se recolhida cadeia a preta Joaqui-
na, por estar fgida, a qual diz ser escrava de D. lsela :
queinsejulgarcom direito inesnia, compareca com
seus mulos, para lhe ser entregues. Afogado, 9 de agos-
to de 1848. Machado /lio.
Puhlicacao LiIterara.
Acaba de sahir do prelo
0 IITOTO ESPERTO.
DIAIMO
HISTOHICO, ANALYTIC0, CRITICO, MORAL,
ENRHB
UM MATUTO E UM LIBERAL.
A leitura de suas conferencias he interessante a toda
a classe de pessoa; utilisain no estado actual da socie-
dade, podendo-se mesmo diier indispcnsavel.
O autor dcsta obra, escrevendo-a nos fins do auno pas-
sado, parece que adivinhou os acontecimentos do pre-
sente, e com um espirito quasi prophetico descreve os
males que se llie devem seguir, demonsiraiidn que o in-
culcado prngresso val para o regresso.
Vendc-sc na praca da Independencia, livraria, n. 6 e 8,
a 2/000 rs. cada cxemplar encadernado, e a 1/600 rs.
eiu brochura.
Avisos martimos.
THEATRO .PUBLICO.
DOMINGO, 13 DO (JRRENTE.
Bellissiino drama
DIHS HORAS DEUM PRINCIPE,
traduccao franceza vinda do Rio-de-Janeiro.
Rxcellente larca
ESTA'HEM 80M.GOSTO DISSO.
O director tendo recebido do seu amigo e collega o
SrGaina, do Rlo-de-Janeiro urna excellente collec9ao
de dramas escolhidos, ir inimosiando o respeitavcl pu-
blico desta capital coma represenlacSo tos inesnio ,
ensaiados a primor.
Para a Dahia sabe com umita brevidade a veleira
escuna Gaian!-A/aria forrada e pregada de cobre : pa-
ra o resto da carga e passageiros, para o que tein bous
commodos trata-se com Silva StGrillo na ra da Moo-
da, n. 11, oh com o capitao Jos Meudo de Souza.
Para o Maranhao e Para partir, com a maior bre-
vidade possivel, o bem conhecido brigue-escuua Velos,
capitao e pratico Francisco Bernardo de Mallos, por ler
parte do seu carregauento abordo, eoutro engajado:
para o restante c passageiros, para oque tein exceden-
tes commodos e Iratamcnto, trata-sc com o mencionado
capltao. ou com o consignatario, Firminn Jns Flix da
Roza, na ra do Trapiche, n. 44.
Para o Aracaly segu viagem al 18 do crtente
o hiate Novo-Olinda, por estar quasi completo o seu car-
regauento : para o restante, trnta-se com o mestre. do
mesmo, Antonio Jos Vianna, no trapiche Novo, q.u na
ra da Cadeia-Velba, n. 17, segundo andar.
Para o Rio-de-Janeiro segu com a possivel brevi-
dade o biigue-escuna nacional Olinda, por ler parle de
sen carregainento engajada : pura o restante, escravo* a
frele e passageiros, a quem ollVrece excedentes com-
modos, trala-se com Machado & Pinbriro, na ra da
Cadeia, n.37, ou com o capitn Manoel, Marciano Fer-
reira.
__Para o .Vss sahe por toda esta semana a barca
ca Jnsephina, por ler a maior parte da carga: quem na
niesina quier carregar, dirija-se a ra da Madrc-de-
Dcos, n.34, loja de Jos Antonio da Cunha i Irmos.
= Para o Ranle-Janeiro sabe, sabbado. 12 do corren-
te, o brigue Minerva : ainda recebe alguma carga miuda
c esclavos a frete : os nretendentes dirijam-se ao con-
signatario, krancisco Alves da Cuulia, na ra doVigario,
n. II, primeiro andar.
*
Leilao.
--Antonio Francisco dos Santos Braga faz leilao Ju
dicial de carne secca a bordo do brigue Sagefario no
dia 12 do corrente pe las 11 horas da inanba por con
ta de.quem pretencer.
Avisos diversos.
THEATRO DA RA DA PRAIA.
Ene theatro. que outi.'ora f..l particular, passar a-
gora a ser publico, c trabalharsb a dlreccao de Pe-
dro Raptiita de Santa Rosa, que a arrendou sua pro-
pietaria, e est divldindo cm camarotes as respectivas
galeras, para maior commodidade das Ilustres fami-
lias dest capital. ,
Santa Roa nao se encarregaria de semelliante em-
preza, que, certo, lie bastante arriscada r dispendiosa,
se nao contasse com a assignalada prolrccao do respei-
tavcl public, de quem ha recebido inmensos te8,*"
muidlos de afleico c benignidade. Foi, pois, crendo
na coutinuaco de tal favor que se elle incumbi de
ardua tarefa de proporcionar ao mesino publico re-
presentaede* dramticas, ensaladas com o maior esme-
ro, para que na exerucao nao desagraden! aos que se
dignaren! de presencia-las.
O nnnunciaute prepara um divertiuirnto mu agra-
davel para a imite com que tein de estrear a empreza.
Essa noite ser dedicada a seu beneficio, e dentro cm
breve aununciada neste Otario.
Elle previne aos seus protectores que deve de fazer
parle do indicado divertimento una nova e jocosa aria
que lem por titulo
.1 .fl.JZI IjK.I.
Ao cantar srmelhante aria o einprezario trar vestua
rio, cm ludo anlogo a ella.
= Um homcm de meia idade, casado, e que d flan-
ea sua conducta, se prope a ensinar por casas parti-
culares, a ler, eserever, grammaliea porluguria e ari-
tlimetica, pela mdica quantia de 4j000 niensaes obser-
vando ao inesinu lempo u clicfes de familia as Com-
modidades que resnliam'Me seus filhos seren ensillados
as suas proprias casas, principalmente na eslarao in-
vernosa.
Precisase de 4f>0/000 a juros sobre livpotheca em
urna escrava eum nioleque : a quem convier annuncie.
-- Na ra Redan. 23, ao p da ra da Florentina, se
fatem chapeos, veslido., toUcas, cspartilhos c toda e
qualquer obra para senbora ; bem como camisas para
homcm : ludo com perfeicao, por piejos muio em con-
ta e com poca demora.
__O Sr. A. M de M. O. queira mandar pagar a quan-
tia de 64/000 quein nao ignora, do contrario ser pu-
blicado o seu nome por extenso neslc Diario.
O sbaixo assignado, nao lhe sendo possivel, em con
seqnencla de sua repentina viagem ao Maranhao, des-
pedir-se de seus amigos e das pessoas que o leem obse-
quiado com suaainizade, faz por meio deste, rogando
que o desculpem, offerecendo seu presumo naquella|ci-
dade, no pouco lempo que tenciona all demorar-se
Jo<< Uaplista da Fonseca Jnior.
Os herdelros da finada Sicilia do Amparo Cardoso
avisam ao respeilavel publico, que ninguem faca nego-
cio algum com a casa n. 31 d ra de Hortas, at que se
deslindem como Sr. Marciano do Espirito Santo.
O abaixn assignado avisa a alguns de seus devedo-
res, que nao quitei em pagar ainlgsvelinenle as suas con-
tas antigs, <|ue tein aulnrisado ao Sr. Antonio Joaquim
Fernandes de Azevedo para dos uiesmos receber, de
qualquer maneira que elle julgar conveniente, por se
achar para Uso com poderes especiaes.
IHanM do Amparo Caj.
Bartholomeu Francisco de Souza fas scientc ao pu-
blico, que Joaquim Marcellino da Silva deixou de ser seu
caixeiro.
Na ra das Clnco-Pontas, no oitao casa n. 23. lava-
se e engonuna-se com perfeicao e asseio : ludo por pc-
eo mais coinmodo do que em outra qualquer parte.
Joanna Francisca de Menezes faz sclenle a todas as
pessoas que leem penhores em sua mao, hajam de os ir
tirar no prato de oitodias, contados da data deste ; Ou
contrario, os vender para para pagamento do seu piin-
cipal ejuros, nao le rrsponiabilisando pelo que appare-
rer possa em julio, ou fra delle.
__G. C. Cooper rellra-se para fra do imperio.
O >rs. subscriptores do jornal Comi da Taris,
publicado no Rlo-de-Janelro, queno rertovaram a sua
assignalura do corrente semestre, c que coiilinuaram a
receber as folhas pelo correio, tenhain a bondade de
virein pagar o referido semestre, ou, quando nao quel-
rain continuar, mandarem entregar as folhas recebi-
das de judio em 'diante. Isto pede-se, por nao poder o
encarregado Ir casa de cada um dos Srs. : na ra *
reiro Chrisplin Marques Noguelra e elle appellou pa-
ra relaco, a qual aluda nao foi decedida, por isso as
prrguntas cima declaradas nos fazemrespondrr a
todos os mais Innaose devotos em geral a mesina cou-
sa os bens do mesmo ex-thesoureiro anda se acham
embargados. Consistorio em mesa 6 de agosto de
1848. = flmedieo Macitl, cscriv.io da Irmandade. = lli-
nedielo do Espirito-Santo juiz.= Jacob Joaquim da Silva ,
procurador do patrimonio.= Luis de Franca, procurador
do S.-Antonio. = Si'veslre Antuntsde Jess, thesourciro.
Alugam-se dous sitios com muito boas acommoda-
ces.um na campinha da Casa-Forte, eoutro na ra
da dita povoacao com cocheirai e cavallarices ; assim
como varias casas, de precos commodos para se pas-
sar a fes la : a tratar na ra do Anin m, d. 15.
= Aluga-se o bem conhecido sitio da estrada do Cor-
deiro de Nuno Maria de Seixas, s proprio para al-
gum negociante estrangeiro, ou outra pesioa que le-
nha tratainento : a tratar na ra do Amoriin n. 15
-Pede-se a quem tirou do crrelo uina carta, vinda
do sul .para Manoel Ribeiro de Carvalho, o favor de
a mandar entregar na ra doQueimado, n. 18.
Deseja-sc saber a residenciada Snra. D. Joaquina
Maria da Conceicao que tein nina casa na campia da
Casa-Forte : queira annunciar sua morada.
Quem ignorar aonde se vende a boa farinha de tri-
go d-se ao trabalho de ir a praca da S.-Cruz, padaria
de urna s porta aonde se fabrica a bolachinha rega-
la que se lhe ensillar aonde ella se vende cointanto
que levcdinheiro para a pagar pois nao consta que ra-
ja esia inculcada falta e neui tao pouco o annunciantc
jamis pode comprar porc.o mas sm a que se lhe faz
mister e dessa mesma pode suplir essa padaria que
nesses apuros se tein visto a recorrer a Munbeca!".
* Novo pao de Provenca.
de
t O proprieta i o da padaria do pateo da Santa- g
Qt Cruz, n. C, defrontc da igreja, tein a honra, de *
9 participar aos seus fregueses, e mais pessoas, jtie 5
w no dia 12 do corrente principia a faier este afa- ^
nado pao ; c para este fim se acha prevenido das o
uielhores farinhas que cxistcni no mercado, pois ,%
que assim pede este novo fabrico de pao, e s s fa- #
r de 40, 80 e 100 rs., e paia iiielhor commodidade 9
dos freguezes, se vender tambem no deposito da "I
mesma padaria, na ra estreita do llozario, n. 39.
Fiauei admirado que, perguutando ao proprieta-
rio da padaria e paslelaria franceza do Alerro-a_-l!oa-
Vista aonde compra as farinhas com que faz o pao de
Provenja o dito Sr. nao me respnndesse: pode ser que.
soberbnpcla fama que btenha adquirido como fabrican-
te do dito pao de pureza e alvura, se despreza de dar res-
posta a um seu'collega; lie indo certo o dito Sr.. que, se
nao responder ao pedido j feito pelo Diario n. 173 en-
lo se pora ludo em palos limpos a respeito de tal fa-
bricacao para que o publico fique certo do que elle
se compde. Ucurioso.
Na venda n. 9 da ra do Codorniz Forlc-do-Mat-
tos, relalham-se osseguintcs gneros para liquidaco
do mesmo estabcleciinento por barato preco : louca
inglezasortida; vinho engarrafado, do Porto; garra-
mes ; cerveja ; genebra ; cha; banha de porco ; aieite
doce ; vinagre ; vassouras de espauar sala ; sabo ;
ni aun.;as de allm do Porto; e outros inuitos objectos
liudos; assim como a armao c todos os seus per-
tences.
Dase de l00/ rs. at 2:000/ rs. a premio, sobre pe-
nhores de ouro, pmla, hypolhcca ou boas firmas: na
na do Rosaiio eslreila, i. 43, segundo andar se, dir
quem d.
__Pede-se ao Sr. fiscal do bairro de Samo-Antonio,
lance suas vistas no sobrado da ra larga do Rosario n.
1, que se acha radiado pela parle de detrs, e a coznha
desaplumada em termos de caliir nin dia e causar gran-
des prejuizos aos filinos, cujo sobrado heinuito velho
e nao est mais capaz de inorar gente dentro sem ser
concertado.
Urna pessa com pratica de escripia
commercial, e bonita lelira, propor-se a
eserever as horas vagas, nos domingos
e dias surtios, comliitpeza, mediante m-
dico estipendio : quem precisar, annuncie.
= Aluga-sc a casa terrea u. 75 do Alerro-da-Boa-Vista.
cni bous commodos, cacimba com boa agua e grande
quintal que chega ao porto da Ponie-Velt.a : afallarna
casa imiiiediata ou com Manuel Pereira Telxeira.
Aluga-se, vendc-sc ou peruiuta-se por outna mais
perto lia praca. urna boa casa na povoacao do Montei-
ro, com duas salas de frente, duas atrs, seis camari-
nhas, coiinha fra. quarlo para escravos e estribara :
ludo de pedra e cal ; quintal murado comportan que
d sabida para o rio l.'aplbaribe : a tratar com J. J. Tas-
so Jnior, na na do Amoiiui, n. 35.
I'recisa-se de pelas para venderein pao pagando-
se-lhes a vendagem sendo sb responsabilidade de seus
senhorrs : na ra Direila, padaria n. 26.
lnsina-se por casis particulares as
lettra, a 3,ooo rs niensaes
Iodo o esmero :
Lotera do Thcairo
As rodis desla lotera, and^m impreti-
[rivelmente nodi a5 -lo corrente mez, n
consistorio fia igreja da Conceicao dos
Militares e os hitietes |ue rest m con-
tinuain a estar venda nos lugares ja an-
nonciados. Novamente roga o thesourei-
ro a quellas pessoas <|ne teem apartado
bilhetes, que htj .ni de os ir ou mandil-
rereber.
Compras.
-Compra-seuma prela de meia dade que saiba
cozinhar o diario de urna casa e vender na ra : na ooa-
Vista, travessa do Qulabo. n. 1.
--Compram-scpatacoes mexicaiios a l/ttou rs. na
esquina do LiVrauenlo, loja de 6parlas. .
Compra-ie cera amareda : na ra da Cadeia do ne-
cife n. 3. Na mesma casa venc-se o espeiifico para la-
zer nascer o cabello ,e un elexir para curar a surdeza ,
ainhos vindos da cidade de Braga.
Compra-se um livro de msica, metnodu de Ro-
dolpbo traduzldo em portuguez ou francei : quem u-
ver annuncie.
Vendas.
pi iineiias
mais de um
alumno, com
du
Queiinado, n 15.
__Antonio Graiioiib Companhia sucessores do br.
deb ard na ra Nova. n. 69, avisafn ao respeilavel pu-
blico c particularmente aos seus freguezes que rece-
I en ni de Franca, pelo ultimo navio um completo sor-
liinenlo de conservas, salames, licores finos, fructas ,
aleias i.iarmeladas viohos superlos de difieren tes
nualidads;e outros artigos proprios do seu cstabele-
riinpnto nelos precos mais rasoavels
-. h esa regedora da irmandade de N. S. do Rozarlo
dobaVron'^.^olooio.dU eitladedo Recif? de Per-
niu.buco, sendo perguntada por arg\iTr irmads t
oevtosem que fico. aquesta da dita irmandade com
!- Chrp m Marque. Nogueira responde que^a irman-
Idadeilnhaobdo duas seotenfas contra o ex-
quem quizar, annunce.
- Antonio AlvesTeixeua astos, morador na ruadas
Cruzes u'. 41, faz publico que he o nico autorisado pe-
lo Sr. Francisco de Paula Correia de Araujo, para rece-
ber os foros vencidos das casas que lhe sao forciras, ues-
te bairro de Santo-Antonio, ou no de San-Josc : c roga
_ todos os Sis. que eslao devendo de diiigir-se a dita ca-
sa como ultimo recibo, para pagarem o que deverem,
visto uiuitns Srs. nao se saber onde sao moradores.
Sabbado, 29 de judio pelas 11 horas da noite a
dianlc da Criu-de-Aliiias buscando a Casa-Forte, fu-
gio um cavado castanho com selliin, manta e ferio
cujo cavado he bein conhecido pelo nome pimenta.e
tein urna bexiga noespinhaco : quemo tiver pegado le-
veo a S-Auna, defronte do Sr. Jos Venancio, ou na
ra du Cadeia de S.-Antonio, arniazrui n. 21.
AUUG\-SE
a nova e excellente casa da viuv Carioca, na ra do
Rangel, n. 45, de dous andares e sotan corrido bem
pintada e forrada ( o segundo andar) a papel de bom
gosto com bons commodos, quintal cacimba, estri-.
baria e casa para prctos por 600/ rs. anntiais e com
uin fiador a contento : a tratar no Atcrro-da- Boa-Vista,
n 10.
O Sr Antonio Polycaipo da Silva,
morador no Mangninho, queira ir atrs
do theatro, armazem de taboas de pinito,
n negocio.
' Manoel AntonioTeixeira relira-separa fra da pro-
vincia.
___Jos Ribeiro da Silva retira-sc para
fra da im-
--liento Jos dos Santos Andiade retira-sc para fra
do imperio : deixa por seus procuradores os Srs. Anto-
nio Joaquim dos Santos Aodrade e Luis Jos Rodrigues
de|Souza ficando o predlto procurador Andradc encar-
regado dos seus negocios. ,,.,,.
O abaixo assignado proprictano do Hotel-t-om-
mercio desejaudo evitar engaos que porvenlura pos-
sam succeder enconsequencia de haverem mais pessoas
nesta provincia de guaca nome ao seu. tein resolvido
d'ora em diante assignar-sc por Francisco Smiles da
Silva Mara: e por lso pede as pessoas com quem tein
transaccSes commcrciaes de tomarein a devida nota. =
Recrfe,9de-agnstu dcl848V *
Francisco Smbts da Stlva.
Precisa-se de uin preto padelro : no Forte-do-Mat-
tos ra do Burgos, n. 31.
OOO0G0
af^
.
Vendem-se casaes de pombos muito grandes, bons
batedores. bonitos c de excedente raca, por preco mul-
to coinmodo : na ra da Florentina, n. 16.
- Na ra Nova n. 12 lia para vender um grande sortt-
mento de chitas de cores lixas, a 140 rs. o covado : as-
sim como chita largas franceza a 280 rs. o covado: a-
Irin disto ha um completo sortlmento de fazendas de
todas as qualidades, e por coinmodo preco, que a vista
dos compradores se faro patentes. _
__ Vende-se um moleque de mu lin-
da figura, e proprio tic todo o seryieo de
casa e ra : n rjia do Creapo, loja n. i
A se dir que ni vende
Vendem-se 8 escravos .sendo: 3 prelas com boas
habilidades ; una din de meia idade boa coiiuheira ,
e que riigomuia lava c vende na ra ; um preto e un
pardo de 24 annos ; nina parda de 16 annos; uuia dita
de 35 anuos que coziuha o diario de una casa, lava bem
e vende na ra qualquer venda por ter disto costuine .
da qual se afianca a conducta ; urna pretinha de 13 a 14
anuos. de naco he rccollitda c tein habilidades: oa
ra Helia n. 26.
ATTENCO.
Na ra Dirrita, n. 53, venda de Antonio rraucisco
Martins de Miranda, vende-se manteiga inglea, mullo
superior, a 1/200 ; dila de porco, a 360 ; viulio do Porto,
muito superior, a 320 a garrafa ; azeite doce, a400 e 480 ;
dilo de coco, a 280 ; dito de Garrapato, a l#o00 a caa-
da, e a 160 a garrafa ; assucar branco, a 1920 a arroba ;
i- todos os mais gneros de venda, ludo multo superior
e em conta : assim como una porcao de travs de boa
quaiidade, de 35, 40 c 45 palmos.
Oh! que lustro!'!!
PRACA DA INDRPF.NDF.NC1A N. 33.
Scientifica-se ao Ilustre inadamlsuio pernainbucano,
que, pelo diuiiuulo preco de 1#800, vendem-se pares de
sapalos com lodo seu brilhanlismo : talvcz nao chegucui
a lodos ; a elles.
Vende-se a mullo superior farinhaacima, por preco
muito em conla : a tratar com Joao Tavares Cordriro,
na ra do Vig.irio, u. 8. ou no caes da Alfaodega, das 9
lloras da maiiha em dianlc
Vende-se manteiga inglesa a 1/rs. e franceza ,
a 800 rs. : na rita Augusta, u. 94, junto ao viveiro.
-Vende-se una jumenta parida com una cria de 2
ineirs que tem mu no bom leile e be de bonita ligu -
ra : na ra do Cabug, n. 16.
Vende-se una iiegriulia crioula de 12 a 13 aonos :
na ra do Cmeimado, u. C.
Vende-se superior arroz com casca i na na da
Praia, u. 37.
Vende-se um rrlogio caixa de prata horizontal e
que regula muito bem : na ra Bella, n. 26.
--Vendem-se fusimos charutos de Havana checa-
dos doRio-de-Janeiro no ultimo vapor : na ra da Ca-
deia-Velha, loja de J. O. Rlnler, n. 29.
ksVende-se urna parda perfeita coziuheira com una
cria de 50 dias : no pateo do Terco, n. 26.
No boliquim Cova-da-On9a na ra larga do AB*
" Roiario n. 34 continua haver almocos de 4,
1 superior caf echa, com promplidao e ii- W
efe srio ; bem como vende-se cha hysson de pri- * meira quaiidade, a 2/200 rs. a librai ; mantel- W
fe, ga nova de ptima quaiidade a 640 rs. a II- <*
V3 bra ; dila franceza a 900 rs.; 4 barril crvi WZ>
86, dos de vinho ; un roda grande de ferro para QQL
f> uioinho de moer cafe por muito barato W
Vende-se um cxcrllenle relogio de ouro patento
ingles e que lie multo bom regulador : na ra do
Queiinado, n. il.
Vende-se um quarlo gordo, carregador : na ra
Imperial, u. 39.
Vende-se urna escrava que cozinha o diario de uin.
casa .ensaboa, e he quilandeira : na ra do Collegio .
n. 12, segundo andar. _
Vende-se una pretaniuito boa lavadeira c quen
possante : na ra do Crespo, n. 16, esquina que vira
para a ra das Cruzes.
Vende-se cera de carnauba em porfo c a retamo ,
por preco comn o Jo : na ra da l adriado Rccic, n. M
He impossivel
haver melhorecasimira como presentemente chega-
ram a loj. do Aterro-da-Boa-Visla, n. 24, cujos gostos
modernos de Fraiifa sao mais aprer aveii para os ami-
gos do bou. gosto ; he impossinel digo, haver melho-
Fes e para isto convida-sc a lodosos Srs. para se aca-
pacitarcm da verdade : pelo baratUslino prejo de mil
rs. o covado.
Vrnde-sriinia porca de rsca --baher inulto goi^
da c boniU : na ruada Florentina n. 16.
Na padaria de uina s porta na praca da S.-Cru/.,
e no deposito da mesma na travessa da Madre-de-Deo-
n 13, vende-se ca* moldo o inelhor possivel nesle ge.
ero ', tanto a retalho como pelo grosso sendo a 240 r,
a libra e a 6/400 rs. a arroba: n:io conlin mistura al-
guma e a villa faz f do que se assevera.
Vendem-se e alugam-se bichas de Uamburgo : tam-
beni se vao applicar por prc^o mais coinmodo possi-
vel : na ra do Hozarlo da Una-Vista loja de barbelro.
Vende-e nina negrinha de 10 a 12 anno, boa cos-
tureira marca e faz lavarinto ; 2 preta de elegante*
figuras, que engoinmain e cozinham sem vicios era
acjjaques.; 3 preto bem robjistos ..para lodo o serrico ;
2 moleque de bonitas figuras, de lG a 17 annos; uin
prelo de meia idade : todo por preco rasoavel : no pa-
| leo da matriz de S.-Antonio, morado u. 4.
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-Vende-se um diccionario portuguez por Antonio
de Moraes e Silva, da quima cdic.au : na praca da In-
dependencia, n. 37.
.- Vende-se superior colla da Rahia em barricas de
duas arrobas c meia chegada ltimamente : no caes da
Alfandega amiazem de Dias Ferreira.
Vende-se um preta milito boa cozinheira e en-
goiniiiadeira c que nao tein vicios : vende-ge por nao
querer servir a sru senhor : na ra Augusta n, 17.
Vende-se nina barcaca nova, da priineira viagem ,
de 22 caixas bein construida por coininodo preco: a
tratar com Joaquim Rlbeiro Pontcs na ra da Cadeia
do Recite n. 54
Vendem-se3 terrenos no lugar do Manguinho ,
com 30 palmos de largura e 200 de fundos : na ra Ve-
Iba n. 26.
= Vende-se urna cabrinha de lOannos. propria para
dara urna menina : na ra larga do Rozario,venda n. 33.
-- Vende-semanteiga ingleza a960 rs. a libra: no pa
teo do Carino venda n. 9.
Vende-se, por precisao a dinheiro ou a praio
umescravode 20 annos. mestre tanoclro na ra do
Sol n. 13.
Vende-se a venda da ra da Cruz, n., 32, com 3
portas, unas por dentro das outras e com commodos
para familia riada ou com dinheiro a vista. Cbegucm
fregu/es que j se est torrando e queimando por to-
do o dinheiro i a tratar na mesina venda a boa pc-
cb locha.
FARI.NIU DI2TRIKSTK.,
marca verdadeira >SSF, chegada ltimamente: vende-sc
em case de N, O. Bicber & Coinpanhia, na ra da Cruz ,
n. 4.
No Passeio-Publico, n. 19,
vendem-sc pannos finos de todas as qualidades a 3/,
3/500, 4/e 5/rs. ; cortes de la para caleta, a 2^00 rs. \
ditos de casimiras, padres escures a 6/000 rs. ; ditos
de rantbraia de todas as qiinlitl.idos a ?/, 2/500 3> e
4/500 rs. ; lencos de seda a i/e 1/530 rs. ;' ditos para
grvala a 400 rs. ; ditos de cassa a 200 rs. ; chitas
linas a 140. IG0.200. 220 240 e 320 rs. ; madapolao
lino a 3/200, 4/, 4/500, 5/e 5/500 rs. ; mantas de seda.
a 12/1)00 rs. ; chales de Ha, a 1/600 e 2/500 rf. ; ditos de
seda padres ricos a 9/ rs. ; pello do diabo a 200 rs.;
castores a 2"0 r. brlm pardo de puro Moho a #200
rs.; dito brinco a 1/600 rs. ; chapeos de sol, de seda ,
a 5/500 e 6#400 rs.; sarja preta limito boa a 2/e 2/400
rs. ; riscados franeczes a 200 rs. o covado primores
modernos a 320 rs.; esguio limito fino a 2/ rs. a va-
ra ; briol dejinho de cores a 900, 1/ e 1/2(10 rs. e ou-
tras mii'tas fazendas por preco inais cin conta do que
em oiitraqualquer parte.
Vendein-sc 120 caibros de mangue a 180 rs. cada
um de 25 a 30 palmos de comprimento: no Hccco-I.ar-
go no Recifc, onde foi tanque d'agoa.
Vende-se brini de linho escuro a 200 rs. o cova-
do ; fuslo pintado a 320 rs o cavado ; cambraia de
cores de lindos padres a 610 rs. a vara; lencos en-
carnados linos para tabaco a 3/200 e 4/ rs. a duzia ;
boas chitas de diversos padres a 160 rs. o covado : na
ni i duQueiniado, loja n. 8.
= Vende-te a acreditada fabrica de charutos na ra
Direlta, u. 28 a tratar na uirsiua fabrica,
-- Vende-se um inulatinhn de 12 a 13 annos official
de charuteiro : u motivo por que se vende he por sen
senhor retirar-sc desta provincia : na ra Direita, n. 28.
Estao se acaban di).
Vende-se um novo sortiuiento de chiquitos, a 80 c
120rs. o par : na praca da Independencia, D. 33.
Vende-se cria de earnaba ucpiiiiieira quaildade ,
por muiloconiiiiodo preco ou troca-se por fazendas :
na roa da Cadeia-Velha n. 20 priineiro andar.
PTASSA.
.No deposito da ruada Cadeia do Recife n. 12,ven-
dc-sc limito novaesuperio.i potassa em barris peque-
nos, por preco mais barato do que ltimamente se es-
lava vendendo.
Veiidein-seoncas de ouro mexicano a 31/500:
na mi da Cadeia do Recifc, n. 25
:= Vende-se, na (.'apunga, estrada que vai para orlo
Capibatibc um terrino com arvoredos uovos una
casa com 5 quartus duas salas grandes cozinha fra e
copiar : a tratar no inesmo lugar com Valeiitiiu dos
I i i/rirs, aqualquer hora do da.
rios sobre a legislafao portugueza acerca de avarlas ;
iimdUo de Jurisprudencia do contrato mercantil .por
Jos Ferreira Oorges : todos estes voluntes estao em bom
estado, por preco coinmodo : na ra do Crespo, loja
n. 2 A.
Vcndem-se espadas prateadas para ofliciaes da
guarda nacional: na rua Nova loja de ferragens de
Jos Luiz Percira.
= Vende-se um preta de na cao de 20 annos, que
engoiiiina com perfelcao co'inha o diario de uina ca-
sa cose com perfeicoqualqucr camisa de himioiii e
vestido de senliora : na ra Nova, n. 21, priineiro su-
dar.
= Vende-se um mulccote de 20 annos de boa figura,
sem vicios e que he muito fiel: na ra Nova, n. Mi.
Vende-se uminoleque de naco Angola de 19 an-
nos de milito boa conducta oque se afianca ao com-
prador ; urna preta de 16 annos, que engomma cozi-
nha, c hede'muito linda figura ; uina dita de 16 annos,
que engominxcose soft'rivol ; uina dita de 30 annos ,
prnpria para vender na ra por disso ter pratica na
ra Nova, n. 21, priineiro andar.
(iltOZELUA.
Vndese xarope do verdadeiro summo de grozelha ,
vindodc Franca a l/rs. a garrafa : no Atcrro-da-Boa-
Vista, fabrica de licores, n. 17.
FOGO.
Vende-se, por preco com-nndo una fabrica de fa-
zer palitos de foco com todos os seus pertences neces-
sarios e juntamente 16 libras de phosphoros de pri-
ineira qualidade ; 20 pranclics de pinho escnlhido, pa-
ra palitos, e una pul cao delles promptos ; se dar igual-
mente as lucidores receitas para este fin: e negocio
queconvm muito a qiicm quer ganhar dinheiro com
poucos fundos empregados : no Alerro-da-l>oa-Vista ,
fabrica de licores n. 17.
Na ra da Cruz, n. 30, vendeni-sc saccas com su-
perior fariuha de mandioca ; sola ; couros ; Cera de car-
nauba. ; clipos de pailia : peonas de con e mais al-
gunsoutros arligospars liquidacOes de contal,
Vende-se una preta de naco boa COilobcira :
na ra do Crespo, n. 21,
Vende-se una preta de meia idade que rozinha o
diario de urna casa e trabalha de encada: na ruada
L'uio penltima casa, ou na ra do Crespo n. 16.
Vende-se uina mesa propria para advogado escre-
ver, com gavclau e armario em muito bom estado : na
ra Nova, u. 5.
Vendem-se masaos de fitas de 1-
iilio brancas e encimadas, propria para
selleiro, a 600 rs ; massos de fio de sa-
pateiro, a 85o rs. a libra: na ra do Ca-
bug, loja de qtiatro portas, do Duarte.
. Vndem-se na ra daPraia, armazem n. 20, lingoas
do Rio-Grande pelo preco de 140 rs. cada urna, de boa
qualidade.
Vendem-se queijos londrlnos c prciuntos pira fi-
ambres, chegados pelo ultimo navio de Liverpool; crvi-
Ihas proprias para soupa; vassoras para varrer salas: no
armazem de Davis &C, ruada Cru, n. 7.
Vcntlem-e os melhores cha-
rutos da Bahia que teem chegado
al lioje, com a marca T S B : em
casa de J. O. Elster, na ra da Ca
cleia-Velha, n. 29.
A 1/000 rs. CADA UM CHALE.
Na loja que faz esquina para a ra do Coilegio, n. 5
vendein chales de tai latina, grandes e de padres es-
cures pelo barato preco de mil rs. cada um.
1
Cal virgem.
Vende-se barris com cal virgein vindade Liii>a ,
por preco mais barato do que em outra qualquer parte:
na ra da Laueia-Veiha armazem n. 12.
Na na de Agoas-Verdes n 4^>
ven gante mncaina mulatinha de 16annos, niui lirin educa-
da com habilidades ; uina excellente cscrava de na-
jlo*, peritaengomiiiadeira e coiinheira ; duas ditas para
todo O servico ; dous moleques pecas de n.ir fio Angola ,
de 17 a 18 anuos ; um casal de escravos, proprios para
sitio, ambos por 480/rs. ; um escravo carreiro de 25
annos, por .'150/rs.
Vende-se urna mulatinha, do i3 a
t/J annos de idade, a qual sabecozer cos-
turas cbaas, fazer lavarinto e engommar
com peifeicao : o motivo da venda se di
r ao comprador : no largo lo Coilegio,
no seguntlo andar da casa junto ao sobra-
do amarello.
holachinha regala.
A bolachinha regala doce s se vende em tres bair-
ros desta cidade : Koa-Vista, praca da S.-Cruz padaria
de urna s porta aonde he fabricada ; S.-Antonio es
quina da roa do Coilegio venda do Sobral ; Recife ,
travessada tladre-de-Deos, n. 13, deposito da inesina
padaria : seu preco he 330 rs. cada libra : sua qualidade
e bom goslo as mrsmas se encontrar. Na mesma pa-
daria ha, iliin do excellente pao biscouto doce e com
ovos fallas dito bolachinha de agoa e sal de 28 c30
em libra bolacha de differentes lmannos : tudo da
inelhor farinhaque ha no mercado : seu preco he mais
um vintn! em libra do que o geral ; porm a sua qua-
lidade e bem torrada equivale ao biscouto da mesma es-
pecie.
Vendem-se sapatos de m irroquim
frailees, a isooo rs. ; ede lustro a 1,-60
rs. para senhpra : na ra larga do Ro-
sario, n. 2$.
Vendem-se duas negras proprias
para qualquer servico de urna casa : na|
ra do Cabug, loja de qualro portas, do
Duarte.
Vende-se um prelo mo(o, mui sadio ptimo re-
finador de assucar e que he proprio para todo o ser-
vico : na ra da Cruz, n. 43: veude-e em cousequen-
cla de seu senlio retirar-se para fra do imperio.
Vendem-se 6 lindos moleques de 16 a 18 annos;
5 pretos de 25 a30 annos Sendo un delles coiinheiro ;
3 pardos de 16 a 2S annos sendo um delles bom car-
reiro ; 4 pardas sendo duas de 7 a 14 anuos com prin-
cipios de habilidades c duas de 17 anuos, com habi-
lidades e que sao proprias para mucama por seren
de elegantes figuras ; pretas de 2o a 25 anuos, abrumas
Vendein-se fazendas, por menos de seu
valor, na loja dos Quatro-Canto? da
ra do Queimado, n. 2o,
bem como : luvas pretas de seda para senhora, a 320
rs. o par ; bico de fil de seda preta, largo guarnecido
de cor de ouro propria para armador a 40 rs, a vara ;
incias pretas de algo lo, curtas com defeilo a 40 rs. o
par ; sarja la g.i de liia de cores, a 800 rs. o covado ;
ciirles de casimira elstica fa/.emla superior a 6/ rs. ;
chales de cambraia bordada a 640 rs. ; riscados ame-
ricanos a 160 rs. o covado ; brini branco de listras a
300 rs o covado ; castores para calcas a 200 rs. o cova-
do ; lencos Illancos de casa com risca cin volla a
200 rs. ; cortes de cambraia pintada para vestidos ,
fazenda Hxa,a2/400 rs. ; ditas mofadas, a 2/rs ; chi-
tas brancas de (lores a l20 rs. c covado ; meias para
meninos a 160 rs. ; ditas para meninas a 320 rs.; ditas
para seubora a 240 e 500 rs. ; lencos de sed i preta para
grvala a I? rs. ; ditos de crej em seliin a r/lillO rs
suspensorios de lita, a 120 rs. o par ; pecas de mada-
poln fino, a 3/500 rs. ; guardanapos para cha a 800
rs. a duzia ; ditos para mesa, a 2/iS.
Vende-se a loja n 17 do l'asscio-Pitblico, com
fundos ou sem elles : a tratar na mesma loja ou na ra
do Crespo aop do arco de S.-Amonio, n. 4.
Sapa loes de tres solas,
a isooo rs.
No A trro da-Moa- Vista, loja n. 78,
conliin'n se a vender sapatoes de tres so-
las, a 1,000 rs.
Vende-se urna parda que engoinma lava c cozinha
com perfeico :. o motivo por que se vende se dir ao
comprador: no Aterro-da-Boa-Vista, n. 42, priineiro
andar.
Cera re Lisboa
^a-rua ta Cruz, n. 60, vende-se a me-
llior cera que ha no mercado, em caixas
de todos os tamauhos. vontade dos com-
pra .Jotes, e mais barato que em outia
parle.
Veiiilcin-se barricas de superior farelo de Lisboa,
a 4/000 rs.: no armazem que foi do finado liraguez, ao
p do arco da t'oncclf&o,
Vende-se uina muala, muilo moca
ignra, engommadeira e costu
um casal com tuna cria de l5 a
./ 3s8oo rs. a peca.
Na loja de Gulmares & C.
que faz esquina para a ra do Coilegio n. 5, vendem-
se pecas de chitas de 38 divados a 3*800 rs. a peca de
solfrivel panno c padres agradaveis. l)o-se as amos-
tras sobre penhores.
Vende-sc cal virgem de Lisboa ", em barris de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por pirro coinmo-
do : a tratar com Almeida & Fouseca, na ra do Apollo.
\goa de fingir cabello.
Conlina-se a vender asna de Ungir cabello e suissas ,
na ra do Queimado, 11. 31. O mclhodo de applicar a
ooinpanha aos luiros.
A
na loja de quatro portas da ra do Cabn-
3, n. 1 G* do Duarte.
Na loja que faz esquina para a na dh
Coilegio, n. 5,
vende-se princeza larga preta, jnuito superior, pelo
barato preco de I/rs. o covado ; luvas brancas finas, de
algodo, a 120 rs. o par; alin dcstas fazendas ha um
completo sortiuiento de todas asqualidades de fazendas
tudo por preco commodo.
Vende-se uina escrava de Angola, de 20 annos
de boa figura que engomma, cose e cozinha : na ru
do Passeio, loja n. 19.
Vendem-se saccas com inllho a 4/ rs.; meias de
seda para homeni pretas e de cores a 1/ rs. o paj -
luvas para senhora das mesmas cores a640 rs. o par'
na ra da Cadeia de 6.-Antonio, armazem n. 21.
Com toque de avara
pecas de madapolao largo e ptimo com um pequeo
toque de avaria de agoa doce a 2/800 rs. sendo a ara-
rla so ein-urna ou duasdobras ; um grande sortiinen-
to de fazendas finas e grotsas que se vendein por ata-
co earetalho : no novo armazem de fazendas de Ricar-
do Carlos l.eite na ra do Queimado, n. 27.
Vendem-se pautas das alfandegas o Imperio do
Brasil impressas no Rio-de-Janeiro : na ra da Crut
n. 20.
Vendein -se jogos de bancas de amarello; lavatorios
de dito: udo novo e bem feito : na ra da Cadeia de
S.-Antonio n. 21.
Vende-se cal virgem de Lisboa,
navio, em barris pe-
queos, por menos do que em outra qual-
quer parte : na ra do Trapiche, arma-
zem n 17.
Vendem-se sapa loes de couro de lus-
tro, pelo baratissimo preco de a,56o r. ;'
ditos de bezerro de sola c v
na rua do Crespo, loja n. a A,
quein vende.
-- Vendem-se os priineiro e segundo voluntes do Di-
reilo mercantil, por Jos da Silva Lisboa ; um dito do
Cdigo coiuiuerclalporiuguc*;uiudllo de commcula-
e de boa
reir ; e
16 annos
se dir quein vende.
Vendem-se eslojos com 2 navalhas de barba in-
glezas as quaes se Imcan as que nao servirem a 2/
rs. cada estojo ; neulos para todas as idades ; toticas
para meninos ; meias de algodo pretas e brancas, pa-
ra senhora, a 480 rs. o par peonas para secretaria a
320 rs. o qiiarteir.i) ; thesnuras (lulsima! para ho-
lliein C senhora ; collares prelOS.; agua de Colonia de
l'iver ; eseovas para jolas ; pinceis c sabonetes para
barba ; collieres para sopa e cha, de metal do princi-
pe ; una niulaliiiha de 12 anuos com principios de
costura : tudo para liquidafSo de conlas : na ra larga
do Rozario, loja do I.ody, u. 39.
Vende-se cera de carnauba ftni porc.io e a reta-
Iho de superior qualidade; queijos londrinos; latas
com Inil o Innii.is de araruta muito novas a 2/ rs. ;
latas com sardiulias ; (lilas com 4 libras de marmelada ;
ditas com figos: nulo por preco commodo : na ra da
Cruz, no Recife, n. 46.
- Vendem-se acedes da ex-
mela coinpanhia de Prnambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, ra daCiuz,
n. ).
--Vende-seoo tratado de Geographia porUrcul,3
v. por S i s. : na ra da.Madr-de-Deos n. 18.
Vende-se supeiior cha brasileiro,
na loja cj^ Guerra Silva & C chegailoa-
gora do Uio-de-Janeiro : na ra Nova,
n. ii.
Vinhos, agurdente, vin/ios.
Continuamos a ter dos nossos varios e bem condeci-
dos e superiores qualidade, do Porto j'de Hcspanha e
de Franya ealguus vendem-sc mais em conta para fe-
i mi mi rs. ,
ancoretas com azeitonas superiores : ven-
dem seno caes da Alfandep'a armazem
n. 7, de Francisco Das Ferreira.
Vendem-se sipitos de marroquim
francs, a isooo rs. e de lustro a 1/760
rs.,-pari senhora : ni ra laiga do Roza-
rio, n. il\.
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Oliezo>l op B3JB| n.l BU : OU 'r.\o.)s.> sbI||i;/.bii 'l.'.l
-nosa) 1......1 sqjeq b jjzbj BJBd ouessaoju o opu.ii
-110.1 tu 1 r 1 1 .v Bjgd seijilod seii.ii um M'i le.s.1 .i.ni sb
:ii.i|mi.i.\ js iiuquici : oi.u('i|o j.mli|i.'iili no epuazej janb
-|unb najttn 'fo| no 01.11.1.inini 1 ,i|i 1'si.m .i,inii|i.'iiii
UJld JIJlllS 11111 Uloa .i'.iii|ili' 1 :l'nl \'| si' iim sui.ii.'ss.i.i
-ou niniiii se 11 \.i ni omuuiup ais* jod .i.s-ui.>|ui.> \
ti ff JO
Vendem-se botoes amarcllos, (nos,
de P. II. ^ ditos ordinarios; ditos para
casacas ; ditos para cavall&ria ; ditos pa-
ra inf'aut iria ; ditos para libr de pageus,
broncos e amarello's ; dilos pretos de bo-
nitos padres ; ditos de vidro, para enfei-
tes de roupas de menino : na loja de qua
tro portas da ra do Cabug, 11. 1 C. do
Duarte.
Na ra dasCruzes, n. 22, segundo- andar, vendem-
se 5 escravas sendo : duas pardas de 26 annos de bo-
nitas figuras que eiigommam, cosem chao cozinham
e lavaui de-sab:lo ; 2 moleques de 16 a 18 annos para
tudo o servico ; una crioula de 26 anuos que cozinha ,
lava c vende na ra.
Contina se a vender, na ra da
Cadeia do Recife, n. 37, cera em velas,
fabricadas em Lisboa e no Rio de Janeiro,
sorlimentos ao goslo do comprador, em
caixas pequeas, e por preco mais com-
modo do que em outra qualquer parte.
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chegada no ulli
ira. n
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Vende-se panno tle ulgodao
da trra, a ion e 210 rs. a vara :
na ra do Queimado, quatro cantos,
loja da casa amaiella, n. 29.
...... 1 f 1 j T. .-------------.' -" ** "y-" t -ti^nii.i imiiiiim-m- iit.ii.-> riii tunta nai uemenle ""t*'4 e*le6"> n. U.-- dirti Miar comas; ha efli garrafas e em cascos para servir a
todos os lios Iri-giie/.i's :na ra do Trapiche, n. 40.
Vende-te uma bonita escrava de 18 a 20 annos,
com bastante leite, e com algumas habilidades : na ra
Direita, n. 93, segundo audar.
V ernleni se chapeos de pal lia, da
Italia, fiara scnboras e meninas, a i,2no
rs. ; birretes de padre c gollas de diver-
sas fazendas ; bonetes pretos de velludo,
960 rs. e de panno rucado a 6'|0 rs. 5
lencos de garca a 1,000 rs. ; ditos de gr-
vala a 1,000 rs. ; luvas de nlgodao, dec-
es,a20o rs. o par ; dit*sde pellica, de se-
nhora, a 1,000 rs. e para homem a 1,600
rs. ; flores para enfeites de chapeos; bicos
do Porto, de 100 at /joo rs. a vara; ditos i-
ios, franeczes e inglezes ; galoes brancos
e amarellos, finos ; ditos ordinarios ; es-
piguilhas e renda ; volantes largos e es-
treitos ; espelhos de parede a 1,000 rs. :
ditos de augmento a 800 rs. : na loja de
quatro portas da ra do Cabug, n. 1 C. ,
do Duarte.
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931103 SOaS-Oerj '.l|JO> epu.i si: ii'iuil .11JS J|l o.Vuil o) un
-inii|i o|.nl 'SBKU Jjrio ,ip a s.ioi|iciHo.)ii ,i|, .ipi;!,,.,
Bisa B Jiuaiiu'iiiiiin sepB iq.i s.ikiuis; mil sussB.1 tit'Aou
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SJ oftgt o 4 s9sujistjvd<;vssu.ysvaousf/
Vendem-se caivetes finos; te-
souias de iiulia.se de costuta ; ditas de
dfaiates, feitas em Guimares ; sacami-
Ihas de patente ; cainpainhas de cores ex-
quisitas ; machinas para illiozes a 1,200
rs. ; cslicaesde vidro a 2,\oo rs. o p.ir :
rs., e superiores a 1,600 rs. : nu ra da
Cadeia do Recife, n. 9.
. m .-...... __ w inj *,
.1 igvxru n. >-nu u.u.
Ne loja de Guimaraos & Coinpanhia na ra do Cres-
po, 11. 5, vendem-se chapos de sol, de seda verdee azul
com .irinarao de ferro mu to bous, pelo barato p'rero
de 4/ rs.
Vende-se, por preco coinmodo, inulto superior sal
do Ass : a tratar na ra da Moda, n 11, com Silva &
Grillo.
Vende-se uma casa terrea muito grande, sita na
ra da Mangueira, na Una-Vista, u. 11, com grandes com-
uodos, quintal muito grande e niuitosarvoredos defruc-
tos, por prefo o mais rasoavel possivel: trata-se na ra
do Aragao, n. 27.
-- Vendem-se, por preco multo coinmodo para -fe-
xar comas, charutos da Babia, regala, por prejo com-
modo : na ra do Trapiche, n. 34.
Vendem-se caixas para guardar
joias, pelo diminuto preco de 900 rs : na
loja de quatro portas da ra do Cabug, n.
1 C doDuartr.
-- Na ra da Florentina n. 16, defronte da cocbelra,
vende-se um escravo, bom trabalhador de enxada e ma-
chado proprio para sitio 011 engenho c que be ga-
nhador de ra nesta praca que d 560 rs. diarios e
teiu ptima conducta : vende-se para um pagamento.
>(, 11' o|.h.'7o 11 op e3.ie| 1.11.1 eu : opom
-moa o .Vi id jod 'koiajfqo soj|niii nuino 3 sajOQ a scaiij
' seig op sapepuenb se sepo) ouioa uuq jepjoq a jjc
-03 UJU.I o)ll.lilil)Ji)S O OpOl UI03 SEJI3JJE3 V13 UiaqillE)
: kuza.iiii'jj ssuy sBqpaSe su.njpcpj3i so as-uupu.i \
Balainhos para costura.
No Ateiro-da-Boa-Vista, loja 11. 78,
vendem-se estes balaios por 56o, 1,000 e
1,280 rs : sao tao lintlos, que quein os vir
nao. deisara de os comprar.
Cambraias de seda do ultimo gosto.
N'a ra do Queimado, n. 46, loja de Jos Joaquim Piulo
Dias de Vlagalhars vendem-se cambraias de seda do
ultimo goslo ; mantas de barege com listras de seda e
franja de retroz ; corles de cambraia abrrta a 4;000 e
4500 rs.; cassa lisa a 360 rs. a vara ; dita de listras a
360 rs. ; luvas de seda para senliora a 500 rs. ; ama-
inado de nlgodno a 640 rs a vara ; e outras umitas fa-
zendas mais baratas do que em outra qualquer parte.
Vendem-se pretas, pretos e moleques de bonitas
figuras, e com habilidades : na ra das Flores, n. 17.
CHARUTOS CACA DORES.
Chegaram da llahla ha poucos dias, urna pequea *
piorno destes afamados charutos, em caixinhas de 125 ,
o que se vende a retalho em casa de Hrederico Robil-
liard ra do Trapiche-Novo 11. 18, aonde tainbein ba
de outras qualidades em caixinhas de 100, muito su-
periores c por preco coinmodo.'
Vende-se Urna cscrava crioula engoinmadeira, do-
ceira, lavadeira e cozinheira : na ra das'Trincheiras ,
11. 19
Vendem-sc presuntos para fiambre ; barricas com
bolachinhas ; saccas com superior farelo; na ra da
Madrc-de-Dcus n. 20, defrontc da guarda da alfan-
dega.

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Escravos Fugidos
Fugio, de bordo do brigue Eiperanfa, a 26 de ju-
llin o eseravo marinheiro de nome Benedicto, de
naco da Cpsla ; representa 28 annos pouco mais ou
menos alio, magro, prelo ; tem o rosto talhado ; l-
vou camisa e calcas de ganga azul; perience ao Sr. Jos
Francisco de Castro, do Klu-drande-do-SuU quein o
levar a boruo do dito brigue, ou aos consignatarios,
Aiuorim S Irmos, receber boa gratificarn.
Fugio, no dia 3 do correte o pardo Christovao ,
de 20 anuos pouco mais ou menos de altura quasi re-
guiar, i'hi'ic, do corpo, rosto redondo, olhos regulares e
emp.ipiifailnk, nariz bocea c orelhas pequeas pesco-
fo curto, reforcado de bracos e peinas; levou camisa
de algodao trancado azul, calcas de la amarella j bem
usadas e chapeo de palha envernizado de preto; um
dos signaes por onde bem se condece he ter no rosto
militas pintas pretas e nao ter barba nein suissas, e
apenas alguus cabellos por lodo o rosto : quein o pegar
leve-o a rua do Trapiche armazem de assucar p. I'.
011 na rua de Apollo 11. priineiro andar que ser
recompensado.
--Fugio.no dia 21 de dezembro prximo passado o
pardo Jacob, secco do corpo, cabellos estirados; tem
falta de um denle na frente .ligninas marcas de be-
'gascuin pequeo taino no roslo ; o mais vlslvel sig- 4
nal he ter a marca do urna caustico nns costas : qucni o
pegar leve-o a Jos Luiz Pereira, na rua Nova.
EBA!.
NA T*P. DEM. F. DE FAR1A. 848