Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08612

Full Text
Auno XXIV.
Qaarta-feira 9
DIARIO publlca-ie todos o diaiqre n5o
forcm de guarda: o pre^o da aasignatura he
; ifOW rs. p?r qtisrte!, psjaj adianUitu. Os
nnnuneios dos assigiiantcs sao inseridos
, ftso de 20 rs. porllnha, 40 rs. ein typo dlf-
tfe rente, e as repelieres pela nielado. Os nao
assignantespagaraoftOrs. por linhae 160 rs.
ein typo differeote, por cada publicaco.
PHASES DA LA NO MEZ OE AGOSTO.
CrttctmU, a7, a 37 inin. da manh.
Inacaria, a 14, s.')horas e 56 ma. datard.
Minqoanlt, a21, a 1 horae 48mln.da tard.
La nota, a 28, s 4 horas e 42 inin. da tard.
PARTIDA DOS CORRE108.
Ciaiiiia o Puntuaba, srgs. e sexiii-eiras.
Rin-G.-do-Norte, qulntas-felras ao meio-dia.
Cabo, Se'rinhem, Rio-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, no 1., a 11 e 21 de cada me/..
Garanbuns e Itonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 c 28.
Victoria, s quintas-reirs.
Olinda, todos os das.
PREAMAR OE HOJE.
Priraelra, Al horae 18 minutos da manhaa.
Segunda, 1 hora e 42 minutos da Urde.
efe Agosto de I84R
IV. f 7i5.

das da semana.
7 Segunda.S. Caelano. Aud. do J. dos or-
ph.doJ. doclv. edo J. Mtda2. v.
8 Terca. S. Cyriaco. Aud. do I. do c. da 1.
v. c do J. de pan do 2. dist de t,
9 Quarla. S. Romo. Aud. do J. do c. da
2. v. e do I. de paz do 2 dist. det.
10 Quiuta. >|<.S. Lourenco.
11 Sexta. S. Tiburco. Aud. do J. do civ e
do J. de paz do 1 dist. de t.
II Sabbado. S. Clara. Aud. do J. do c. da
1 v. e do J. de paz do I dist. de t.
13 Domingo. S. Hypolitn.
CAMBIOS NO DA DES AGOSTO.
Sobre Londres 25 e25'/,d.p. 1 rs.apd.
* Paria a 345 c 350 r. por franco. Nom.
a IJsboa 112 por cenlo de premio.
Dcsc. de lett. de boas firmas a l'/, % ao mes.
Acedes da comp. de Hebcribc, a>0/rs. ao p.
Ouro.Oucas hespanliolas 31*000 a 3l)#VI0
Muidas de6/iOO v. 17,/lOu a l~MM)
. de/iOOu. lli^HId a 10/200
de4/U00... 9#Or) a
PrataPatactJes brasiieiros l/uSO a
Pesos columna'rios. 1/080 a
Ditos mexicanos..... l,j>S.iO a
- Miuda.................. 1/920 a
2/1100
2/1)00
1/1MM)
1/lO
DIOTC ft F FI f* I k i I ,i," i 2'? ;,e8und0 districto comprehender todo o ter- sentido algum ; apenas se Ibe faculta, se elle entender i podia, nem pdc ser destruido pelas eousideraci.es apre,
rJSh E. UE rl!AL. ritorio que fica esquerda das estradas mencionadas .conveniente, supprimir um ou outro lugar, e corrigir sentadas pelo nobre depuudo : na nualidade .le deou-
-----------------------------------I^J^fSXi^isSSSfS^^SS^____li&K.i".-W"&.! ftJS'S'JS*!"?e **! *'** *-'"* ->
AUTO DO NASC1MENT0 DO SERENISSIMO PRINCIPE
IMPERIAL.
Aos dezanove das do mez de julho do anuo do nasci-
tnento de nosso senhor Jcjus-Chrislo de mil oltoccn-
tose quarenta e olto, vlgesimo-setimo da independen-
cia e do imperio, nesta multo leal e heroica cidade do
Ilio-dc-Janelro, achnndo-se reunidos no pajo da impe-
rial quinta da Boa-Visla, por ordem de Sua Magestade
o Imperador o Senhor D. Pedro Segundo, imperador
constitucional e defensor perpetuo do Hrasil, os minis-
uoj e secretarios de estado, os concelheiros de estado,
os grandes do imperio e os presidentes das duas cma-
ras da assembla geral legislativa, commigo abaixo as-
signado, para tervirmos de testemunhas do nascimento
do serenissimo principe ou princeza que Sua Magesta-
de a Imperatrlz a Sra. D. Thereza Christina Mara, au-
gusta esposa da dita Sua Magestade Imperial o Senhor
D. Pedro Segundo, se achava proxitna a dar a lut, to-
mos easdazics p?!e E'.n. marquez de Ilanhem, Ta-
endo as veres de inordom.o-mr.'na prxima cmara
ein que Sua Magestade a Impeatriz eslava, e onde nos
ibi apresentada porSua Magestade o Imperador a au-
gusta pesada recem-nascida, a qual vimos, ouviuiosc
reconhecemos ser. do sexo masculino, e achar-se sa
eperfeita. E para que o referido conste a todo o lem-
po, en Jos Pedro Das de Carvalho, do concelho de S.
M. o Imperador, ministro e secretarlo de estado dos ne-
gocios do imperio, lavrei tres autos, todos dcste niesnio
teor, por miui assignados, pelas testemunhas cima de-
claradas, e pelo medico da imperial cmara, o Dr. Can-
dido Korges Monteiro, um dos quaes ficar depositado
lias augustas mos de Sua Magestade o Imperador, ou-
tro ser remellido para o reino das Duas-SIcilias, c o
terceiro ficar archivado no archivo publico do impe-
rio. -- Francisco de Paula Souza e Mello. Jos Pedro
Das de Carvalho'. Antonio Manuel de Campos Mel-
lo. Bernardo de Soma Franco. Joao Paulo dos
Santos Brrelo. Joaqulin Anio Fernandos Leijo.
Antonio Paulino Limpo de Abren. Visconde de Olin-
da. Visconde de branles. Visconde de Macah.
Visronde de Mriiil'Alegre.-- Caelano Mara Lopes li mu.
Manuel Aives Illanco Honorio Menucio Carnclro
Le ao.-- Francisco Cordeiro da Silva Torres. Jos Joa-
quim de Lima e Silva. Manoel Antonio Galvu. Con-
de de \ alee a. Jos Cesarlo de Miranda Ribciro. Ha-
rao do Monte Santo. Antonio Pinto Chichorro da Ca-
ma. Marques de Itankaem. Conde do Rio-Pardo.
Conde de Caxias. Hispo conde capello-mr. Vis-
conde da Praia-drande. Visconde de Bacpendy.
Visconde de Coneonbas do Campo. Baro de Lages
lia rao do Moiufim. Antonio de Saldanha da Gama.
~ Manoel da Funseca Lima e Silva. Francisco Xa-
vier i iiilion da Silva Cabral. Augusto buque Estra-
da Meyer. Dr. Candido Horges Monteiro. Baro do
Algrete. Francisco Mara Telles. Joaquim Jos e
Siqueira.--- Dr. Lourenco de Assis Percira da Cunha.
Jeronyino Marlhn de Almcida. -- Joaqun* Jos de Si-
queira Pilho. Nicolao Pereira de Cainpos'Vcrgueiro.
Jos Mara Velho da Silva.
J. O terceiro districto comprehender lodo o ter-1 direccao do servico. Em ourros artigos do projeclo con
rltorio que comprehende a capella curada do Loreto na I sagrou a commisso aulorisaces de igual natureza, c
iiiesma fregueza. I reservo-me pira uas respectivas discusses justificar o
Art. 2. Flcaiu revogadas todas as dsposices ein e" proceder, se lano fr necessario.
PERNAMBUC
ASSEMBLA PROVINCIAL.
nicnncACAO.
Quando oSr. Jos Pedro notou que se pronunciasseni
pela sua opiniao, quanto apresefitacao de projectet
substitutivos, alguns Srs. deputados que nao a abraca-
ran! na occasio em que se tratava da fixaco da lona
policial, o Sr. Roma disse que sempre pensou que se-
melhantes projectos podlam ser ofi'erecidos em priinei-
ra ou segunda discussao, mas que entenda que nunce
o deviam ser na lerccira.
41.* SE3SAO OHDIHAKIA EM S DE AGOSTO
OE 1848.
i'iu siih:m:i do su, vicario azevedo.
As 10 e nieia horas da inanha, faz-se a chamada e ve-
rlfica-sc estarem presentes 24 Srs. deputados.
OSr. /'resillante declara abena a sesso.
O Sr. 2.' Sreretai ie le a acta da sessao antecedente, que
he apiirovatla. ^
O Sr. I. Secretaria menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
lini offieio do secretario da presidencia, parleipando
que exigiram-se da thesnuraria das rendas provinciaes
as informacdes de qu trata o ofricio do !. secretario da
assembla, daiado hontcm. Inteirada.
He lido e appi ovado um parecer da comuiisso de
couimercio c agricultura, indefei indo a pelico em que
nlanoel Antonio da Silva Molla solicitara fosse traslda-
lo para o seu arinazem um dos pontos de embarque
marcados pelo goveruo.
. He lido, julgado objeclo de deliberacao e mandado
imprimir o seguinte projelo:
A assembUa legislativa provincial de Pcrnambuco
decreta:
- Artigo I." A froguezla de Muribeca tica dividida ein
es districtos de paa, pela inaneira seguinte:
o i. O primeiro dislricto comprehender todo o
territorio que fica a dlrefta, principiando da ponte do
engenho Novo em direccao pela estrada que val para a
redra-Branca, e por esta em segulmento at o engenho
v.'gualiipe-deOiina a passar na porteira do mesino eir-
genho, e dalii em seguimento ao engenhu Meguahipe-
ae-llalxo_ pela estrada .do po,voadu. diioininulo Oeinar-
cacao ate aqueni da poulesinha da Pregulca, aeguindo
a oireita pela estrada que vai para o Caiongo, e deste des-
nudo pela estrada que ral para o Canto at inarireui
y riacho (uies. *
contrario.
Par.o da assembla legislativa provincial de Pcrnam-
buco, 5 de agosto de 1848, Jote Carlos Teixiira.
Vai mesa e he apoiado o seguinte requermcnlo:
Requeiro que se dispense a iuipressao do projecto
que divide em tres districtos de paz a freguesia de Mu-
ribeca, e seja dado para ordem do dia de segunda-feira.
Tei'xei ra.
ORDEM DO DIA.
Continuaco da segunda discussao doorcamento pro-
viivcial.
Artigo 3., adiado na sessao anterior.
O Sr. Joaquim Villela diz n.i? nn mirle votar nela au-
torisacao, que o projecto na presidencia para refor-
mar a secretaria, c muito menos pela emenda que sup-
prime dous lugares de ollibiaes c um continuo.
Quanto a autorisaco observa que, para que se discu-
ta se ella he ou nao conveniente, cabe primeiro que se
demoustre que aquella reparllco carece de reforma ; o
que nao consta elle orador ; que sempre ha algum
perigo na concesso de arbitrios dessa ordem ao gover-
no, que' varia de tal lorie, que muitas vezes o que se
serve della nao he o mesino para quera foi ella volada :
-- que assim, eutende elle orador, que, quando niesmo
fsse necessaria urna reforma na secretaria da presiden-
cia, melhor seria que a assembla locsma a fizesse, ujau-
.do de suas attrbuifes, doquecommette-la ao governo
que nimias vezes encontra uessas autorisa9des grandes
id barato*.
Passaudo a fallar a respeito da emenda que supprime
os dous lugares de ofliciaes e um continuo, o orador
lembra que esses lugares foram errados na le do orja-
inento do anno passado, por exigencia que no seu relalo-
ro fez o presidente, que ainda era, o Sr. Chichorro da
Gama. O orador le o periodo do relatorio em que se
pedio a creaco desses lugares, e o artigo da lei que os
creou, e pergunta depols por que rasao se bao de jul-
gar hoje desnecessarios esses lugares que o anno passa-
do se reputaran! de tanta necessidade ? Tero porven-
tura diminuido os trabadlos da secretaria do anno pas-
sado paraca? Assim pois, pede o orador ao nobre au-
tor da emenda que Ihe mostr, ou que esses lugares f-
ram creados o auno passado sem necessidade, ou que
lee ni cessado os trabalhos para que se faziam riles nc-
cessarios : o que o orador nao pode crer, nao s porque
lhe nao consta que o expediente da presidencia tenha
diminuido, seno porque sabe que os empregados da-
quella repartifo teem muitoe muito traballio.e que,nao
obstante se retiraren) s quatro e ciuco horas da tarde,
se-acha o expediente anda atrasada.
Ilespondendo a um aparte que attribuia ludo m
direccao da repartirn, o orador observa que nao pode
crrque aquella secretaria tenha sido sempre mal diri-
gida, que nao foi no principio de sua presidencia, mas
o auno passado que o Sr. Unenorro pedio a assembla a
creaco desses tres lugares que a emenda que supprU
mir, e que, a querer-se aitribuir .i ma ilir.c, ao o uo an-
dar o expediente da repartifo em dia comas emprega-
dos que d'antes linda, frca he confessar que tambeiu
houve m direccao no lempo do Sr. Chichorro.
Concluindo o orador manda mesa a seguinle emenda,
que, apolada, entra ein discussao :
Artigo 3." 1.*Siinnrim-i se as nnlayra<< ficando
ein diante Joaaum Villela.
U Sr. Ferreira (iomet sustenta com varias rascs a
emenda que inandou mesa'iia sessao anterior.
O Sr. Cunha Machailo.-Sr. presidentej nesla casa tenho
dito a I juinas vetes que nao sou amigo de dar ao governo
o menor arbitrio.quc sempre estar! prompto para negar
o mcu voto a essas concesses,todas as vezes que me con-
venga que ellas podero prejudicar os nteresses pu-
plicos ; mas, Sr. presidente, esta inhiba opiniao, esta
dnulrina, por todos apregoada e seguida, tamben! sof-
fre sua cxcepcfio: quando o negocio fr tal, que, por sua
importancia, aft'ecte diariamente os nteresses pblicos,
estou peladoutrina de que se nodcve conceder neuhuin
arbitrio ao governo, porque de qualquer abuso pdem
provir males incalculaveisj mas em negocios lo triviaes,
de tan pouca importancia como o de que se trata, por-
que nao passa da reforma de urna repartico que est
em contacto (inmediato com o governoda provincia,com
a adiiiinistracio, c que por consequeucia niiiguem mais
habilitado do que ella para poder conhecer, apreciar e
remover de um modo vantajoso os scus defeitos, crelo
que n.io ha perigo algum, ou pelo menos de grande
momento, em se lhe conceder autorisafo para faier
una reforma, se porventura fOr aconselhada c reclama-
da pelo servico publico
Mas dUse o nobre deputado que fallou em primeiro
lugar, que, se nos reconhecemos que esta repartico
necessita de reforma, devenios decreta-la, e nunca dar
ao governo a autorisaco consignada no artigo ein dis-
cussao. I".ni regra, he conveniente que o pmir legisla-
tivo sempre lomea iniciativa em tudo que diz respeito
aos nteresses pblicos; mas, como he incontcstavef,
nem sempre o poder legislativo est mais habilitado do
que o poder executivo para conhecer cabalmente os
defeitos internos de repartieres meramente administra-
tivas; por isto, ueste caso, he supportavel, e mesmo.
conveniente que se o autorise para, por meio de refor-
mas, sanar quaesquer irregularidades que por acaso a
prilica tenha tornado sensiveis, do que se nao pde.com
raso, recelar que sobreveuliam ao paiz esses males que
se teem phantasiado. Se se tratasse de um objecio mais
grave, e de tal transcendencia, que podesse jogar com
os destinos da provincia e coinprometter os seus nte-
resses vilaes, como por excniplo de fixaco de torca, da
qual, sendo o governo .nal luteaciAado, pode abusar
ein prejulzo da provincia, aproveitando-se de um ele-
mento de ordem e garanta, para couimelter violencias,
enlo seria certamen te perigoso qualquer arbitrio; mas
do que se controverte nao pode seguir-se perigo algum:
nao ha analoga alguma entre o caso vertente e alguns
de quejase tia*araiii, em ujas-discussdes revele! aa-
versno que tenho para conceder ao governo poder dis-
Emquauto emenda do nobre deputado que fallou em
segundo lugar, tambem nao concordo com ella, porque
emendo que.se os empregoss dcveni ser creados quan
do reclamados pelas necessidades e conveniencias pu-
blicas, tambem s devem ser supprimidos, quando se
provar procedentemente que deixaram de existir os mo-
tivos de ulilidade publica que deram lugar sua crea-
co. Na sesso passada, a presidencia pedio esta as-
sembla a creaco de dous lugares de olliciacs, c um de
continuo, dando como raso justificada de sua reclama-
cao oaugmento do nal. libo da secretaria, o atraso da
escripturafo, c conscguinieiuente a necessidade de tra-
er-se em dia o expediente; a assembla recoulicceu a
procedencia desses motivos, decreten a creaco dos lu-
gares ; e, nao se leudo provado concludenteiiiente que
elles se teem tornado desnecessarios. julgo que com
jolina nao pude ser p|M"i>vda a sua extinecao, porauc
o faci allegado pelo nobre deputado uo he bastante
para justificar senielhante deliberacao, visto que sim-
plcstncntc se funda no dito de um desses empregados
que nao deve prevalecer ao ficto notorio de que, apc-
zer desse augmento de empregados, ainda o expediente
da secretaria se acha em atraso caccumulado.
Ora, em vista do que bel expendido, pareee-mc ser
mais rasoavel, j que depositamos crescida conanca no
administrador da provincia, que lhe concedamos esta
auii.i i. ii .'.., ; porque, se elle entender que um ou dous
empregos dcsles se pdem suppriniir, o far ; e au con-
trario, se conhecer que os trabalhos rcclamam os em-
pregados actuaes, os conservar.
Sr. presidente, com estas poucas consideraces, tenho
justificado o procedinienln da commisso, e justificado
tambem o ineu vol negativo a emenda que manda sup-
priufir alguns empregos : se os nobres deputados ao que
diSSCraill aeer.-sei-nt.il rin lois algUllia colisa, lio i'CS-
ponderel.
O Sr. t.aurentino : Nada tenho a accrescenlar ao que
acaba de dizer o nobre deputado : por isso cedo da pa-
lavra.
O Sr. Jo$i Pedro vota pelo artigo, tal qual se acha re-
digido, porque deposita conanca no actual adminis-
trador da prvovincla, c cr que elle nao deixar a outro
a autorisaco que se lhe vai dar para reformar a secre-
taria da presidencia. Se isto nao (ora, o nobre deputa-
do negara o seu voto a semelhanle medida, porque ha
observado que essas reformas apenas teem servido para
salisfazer caprichos de partidos, como ha acontecido no
lyceu, onde nada mais se tem feilu do que deiuttir cel-
los professores. com grave prejuizo da nstrucco, vis-
to como he sabido que elles tornam-se melhorcs e mais
api o. -111 v.-is, proporco que vo tendo mais annos de
magisterio, c por conseguinte mais prlica, mais conhe-
ciiucnlo das malcria9 que ensinain.
Quanto aos motivos apresentados pelo precedente ora-
dor, elle os julga nada coiicludcutes ; porque cntende
que, a nao dar-sc a raso de confianza que j allegou,
o negocio devera de ser tratado pela assembla, por
isso mesmu que he re pouca monta, e nn elige p.an-
des conliciuienlos praticos de admiuisl.aro. "Oill'ustre
propinante est tanl mais firme oeste pensar, quanto
juiga que, a passarem os principios do referido orador,
a casa demittiria de si urna grande parte de suas attri-
buices para coufcri-las ao executivo, c por conse-
guinte icaria quasj reduzda a fechar as portas.
O Sr. Cunha Machado : Sr. presidente, tenho de me
explicar : estou convencido que o nobre deputado me
nao comprehendeu, quando disse que, em vista do que
eu tinha acabado de dizer, seria conveniente fechar es-
ta casa, e que se delegasse todas as nossas altribuicocs
ao poder executivo...
O Sr. oi Pedro: He urna consequencia dns seus
principios...
O Sr. Cunha Machado : Eu disse que, quando se tra
tasse de negocios graves e to importantes, que all'cc-
tassem directamente os nteresses pblicos, era sempre
perigoso conceder arbitrio ao governo, porque desse
arbitrio um governo mal intencionado pdc abusar em
detrimento das conveniencias publicas, e se com eB'eito
assim procedermos, em casos taes, incorreremoseiiiuma
verdadeira traico contra os nossos comiiiilentcs, por-
que enlo he do rigoroso dever do poder legislativo to-
mar a iniciativa, c nao conceder arbitrio nenhu
vezes que se quizer dar arbitrio ao governo acerca negocios que afiectem iiimediatameuie o interetn
pblicos, mas em negocios lo secundarios, e u.> port-
eo significativos em que o governo lie mais habilita-
do para conhecer c curar seu defeitos, querer enxrr-
gar a existencia dos mesmos perigos no arbitrio, he um
engao : todos conliecero que esla argumenta.;ao he
valiosa por consequencia licito me seja concluir' que ii
nobre deputado nao destruio u principio cmittldo, .'
que de sua adopeo neiibiini inconveniente pode \ie
au paiz, pelo contrario muitas vanlageus.
Disse anda o nobre deputado.que se nao deve expill-
os empregados da secretaria a caprichos e a eoniia-
dauras, por isto que o governo, levado pelo dselo de
apadrinhar, de crear clieulella, e por aftelcoea polticas,
pode despedidos, logo que desagraden!, c.mii o nico
bin de Hornear uniros ; mas, Senhores, cu entendo que
os empregados da secretara devem ser sempre pes-
soas da confianca do governo, parque all se iialaiu ne-
gocios milito Importante*, qucstdrs graves, que, deman-
dando o mejor tegredo, con'iltiiem a necessidade de
absoluta embai a nos empregados.....
O Sr. Joi Pedro : A confianca publica est subor-
dinada aos inlercsjcs pblicos ..
O Sr. Cunha Machado :--O governo tem, por excni-
plo, o deverde rater luanter a ordem publica, e por
conseguinte quando apparecer a necessidade do excr-
cicio desse dever, elle precisa, mais do que nunca, que
os empregados tejara de tal conlianca, que nao reveleill
o que se; passa na secretaria, c se assim nao fr o go-
verno uo poder caminhar, nao puder preciicher a
sua niisso ; portanlo, todas as vezes que elle procu-
rar cercftr-te de pessoas de sua inleira confianca, para
esses empregos, eu nao o censurare!, nao o aecusarei
por isso.
Creio, Sr. presidente, que tenho respondido s ob-
jecces do nobre deputado, c defendido a commisso
quando pretende nutorisar o presidente da provincia
para reformar n secretaria como fr reclamado pelas
conveniencias do servico.
O Sr. Joaquim Villela:Sr. presidente, nao obstante
as i i-... s que ae 11 ..i .le pi-oilu.'ir oillllStie iiieuiluo da
commisso, nao me pude convencer da necessidade da
aiit.ii isaeo dada no nrtigo presidencia ; e como estou
firme nos principios que ha pouco enuncie! na casa, nao
quero deixar de usar d.i palavra para de novo sustentar
a emenda que mandei mesa.
Sr.presidenle, o nobre deputado ineinbio da coni-
misso fugio do ponto essencial da queslo ; nem per
accidens se oceupou de demonstrar que a Secretaria da
presidencia carece de reforma : entretanto que, segun-
do ja pondere!, me parece que esta demonstrado deve
preceder queslo da aiilorisacc. He misle prlinelra-
iiiente que recoiihecamos a necessidade de reformar lima
repartico qualquer, para que decidamos depois se o
(levemos fazer por nos mesmos, ou se devenios dar
presidencia a necessaria autorisaco para fazer cssa re-
forma.*
A argiiinentaco do nobre deputado nao tem por bi-
se seno a mera presumpeo de que n repartico pode
carecer de reforma ; a como pode ser que cssa reparti-
fo deva ser reformada, demos logo presidencia a au-
torisaco de a reformar = eli ao que se reduz quanto
disse o nobre deputado em defesa do artigo. Mas o no-
bre deputado nao relleclio que, aiitorisando nos a pre-
sidencia para fazer cssa reforma, estabele.-cnios fiig.i a
necessidade della. Sr. presidente, nao he desta man.-ira
que nos cuniprc legislar ; nao he smente por presump-
9es. nem presumpcSI existeui, nao he por meras pos-
sibilidades, que devenios dar ao governo autnrisacoes
desta ualureza, que devenios concedcr-llic um arbitrio,
urna arma perigos.i deque rarissimas vezes um gover-
no prudente se serve.
Mas disse o nobre de.putado que da autorisaco se
nao poda seguir perigo nenliiini, e para demonstrar es-
ta proposicAo valcu-sc de una arguiuenlacu que (per-
mitta-me o nobre deputado que Ibe diga) se ap n (ou do
rigor lgico. O nobre deputado, fallando de autortaedet
de oulra ordem, que pdem accarretar grandes malea,1
quit concluir que desta, que d o artigo, niibuin mal
se pode seguir : mas pde-se porventura tirar tal cou-
ul II -.1-1 ?
ii ; mas
que nos casos pouco importantes, como aquello que diz
respeito reforma de una repartico, da qual ningueiu
precisa mais do que o proprio governo, nao ha perigo,
ao menos notavel, ua euncesso de um arbitrio, tenden-
te correceo de defeitos manifestados pela prlica ad-
ministrativa, tanto mais quanto se lhe d por therino-
inetro a conveniencia do publico servico : assento que
nao ha nisso neiihum mal...
Um Sr. Veputado : Eu assento que ha milito....
Sr. C'un/i-i Machado : Nao ha semelhanca nenhu-
ma, nao ha analoga entre os casos a que me retiro, is-
to he, entre aquelle em que o governo mal Intenciona-
do, abusando, pode prejudicar os nteresses pblicos,
e o de urna simples reforma de repartifo ; ueste ulti-
mo o abuso do governo pode ser relenlo, c mesmo a-
char corrccco na censura publica, e se elle apparecer
nao oliendo!a os legtimos nteresses do paiz, nao pode- ga"o-a nos a presidencia, pode liave
r ferlr, nem remotamente, os seus destinos.... guinlemeute seguir-se algum mal ? Sr.
O Sr. Sol Pidro : -- Boui he nao nos exprinos a isso.
O Sr. Cunha Machado: Por conseguiute, emendo
que, todas as ve/es que o poder legislativo depositar
confianca no governo, pode delegar sem perigo uma at-
tribuica.i to simples e to ponco importante...
O Sr. Joi Pedro : Por ser pouco importante he que
nos devenios curar della.
OSr. Cunha Machad-i : Nao he assim ; observare!
ao nobre deputado que o poder legislativo est habili-
tado sempre para conhecer das grandes e vilaes ne.es-
sldadcsdo paiz, mas que o poder legislativo nem sem-
pre est mais habilitado do que o executivo para conhe-
cer dos defeitos e vicios que existeiu as repartces ad-
ininistratH'as...
O Sr. Jote Pedro : Esse argumento serve para lu-
do. ..
0 Sr. Cunha Machado : ~ Portante, Sr. presidente, em
um caso to pequeo, qual o de reforma de uma repar-
tico meramente administrativa que est em contacto
inmediato com o governo, o poder legislatvio uo coni-
Sr. presdeme, entre os males ha gradacoos: fia males
de malar OU menor iiileusiil.ide e duraran ; mas porque
um mal he inaior (pie outro nao he consequencia que
esse outro nao seja uui mal venladeiro. Se porventura
da autorisaco A ou da autorisaco I! se p-
dem seguir niales, e males iniiilo maioces .lo que se se-
guein, por exeniplo, da autorisaco C nao he eoii-
sequRiicia que da autorisaco C nn se siga n.al
uenliun ; porque a verdade he que de todo o arbitrio
concedido ao governo pode seguir-se mu mal porque
nao ha arbitrio nenhuiii concedido ao poder exi-enlivo,
de que elle nao possa abusar.
Ese porventura nenhum mal se pdc seguir da au-
torisaco que o projecto quer dar, e o governo, leudo o
direilo de reformar urna repartico, ueuliin abuso po-
de coinmetler, qual a raso por que carece de autorisa-
co nossa para fazer essas reformas ? Porque foi-nos re-
servada a allibuico de crear c suppriuiir empregos?
Nao nos perlence cssa altribuico por uma garanta pu-
bca ? K nao he isto a prova mais vlentc de que, dele-
abuso, e conse-
piesidente, eu
mo sci que cssa diviio de poderes, cssa distineco le
laltribuii ...s tenli.i outro lio. senao coarctar abusos.
Ora, que desta autorisafo inesina, que o projecto d,
pode resultar mal, creio que j foi demonstrado ua casa
por um nrtbre deputado que me precedeu,
Sr. presidente, ponveutura o administrador da provin-
cia, munido dessa autorisaco, nao pode organisar a re-
partifo de uma maneira que nao seja coinpativel com
os iiile esses pblicos, e debaixo de vistas que uo sejaui
as do beni publico ? Nao pode, por exeinplo, levado pe-
lo desejo de accfiinniod.ir afilhados, de crear el emola.
crear empregos superlluos, lugares desnecessarios. ni-
camente para que cerlos individuos vo all receber um
ordenado ?.
crecionasio. Domis, he da notar que se nao prescre- I inette nenhum peccado quando, depositando nellecon-
ve no artigo que o presidente da provincia reforme ne- I nanea, lhe faz essa delegaco : Isto foi oque eu disse ;
cesiariaraente a secretaria; nao se lhe irapoc dever em | por conseguinte o principio que emit! he tal, que nao
O Sr. Roma : Mas a quota est marcada.
O Sr.Joi Pedro : A quota est marcada Onde fica
a autorisaco r
O Sr. Joaquim Villela : Porventura nao 1.a nisto um
perigo P E nao era melhor que nos mesmos refrmasse-
mos esta repartico, se porventura scjuleassc isto ne-
cessario ? \
Sr. presidente, disse-sc al que nenhunia dilterenca
existe entre demissSes dadas suuplesmenics, e as que
LADO
Ufa



sito dadas por meto de una reforma ; mas eu de scubro
nina dltterenca inulto nolavel. Ouando. Sr. presidente,
o administrador da provincia demitte os empregados
nicamente pelo direito que a lei Ihe da de o demittir,
ini-iinihi'-llic mais rigorosamente mostrar que esse em-
pregado commetteu aiguina falta, pela qual devesse ser
demittido, se porventura se quer eximir da responsabi-
lidade moral ; mas, quando elle he aulorisado a fazei
urna reforma, Sr. presidente, pode alirar com quanto
exist' para um canto e crear tuda de novo ,- o juizo do
corpo legislativo he a sua salvaguarda: ceis-aqui, Sr.
presidente, como, do arbitrio dado para essa reforma,
pjem i*guir-sc males, e males gravissimos ; porque
nao pensem os nobres deputados que cu s considero
mal gravitsimo aquelle que toca cm geral a todos ; para
mlm todas as vetes que um cidado lie victima de urna
injustica, ha um mal gravissimo, e o mal que tofl'rc este
cidado, importa sociedade extirpa-lo ; porque a ga-
ranta de todos compe-se da garanta de cada um cm
particular.
I)isse-se tambein que nao se podia prohibir que o go
verno da provincia tivesse na secretaria empregados de
sua confiaiica : concordo ; nas prrguntarci, he alistar
para Isso que se d presidencia g aulorisarn de rc-
formir a secretaria ? Nao ; porque rila tem o direito am-
pio de demittir os empregados. quando ojulgai* neces-
sario, quando entender que isso convm ao servico pu-
blico, quando elli's nao merecam sua c'onlianca. Se os
ciuprcgados so mos, se elles porventura faltain com a
comunica evia, ifi presid i, ic COmpetl oiiritu ui:
demittir, chamando para os emprrgos pessoas de sua
con llanca, pessoas que tenhain as devidas hahilitaces :
que use, pois, elle do seu direito.....
VmSr. Diputado : Itom ser que una um direito ao
outro.
Si- Joaquim Villela: -- Nao he nccessaiio para isso,
que o presidente tenha aulorisacu para reformar a se-
cretaria : da autorisacao o que se pode seguir he o abu-
so que eu ha pouco notei, dando-sc dcinisscs, sein
que hija motivo para ellas, sein que possam ser justi-
ficadas, senao pela autorisacao de refrimr a repar-
tilo.
Nao digo, Sr. presidente que o actual presidente a-
bmc do arbitrio que porventura a assembla Ihe d ;
iem meus argumentos se leferem a elle j.estou fallando
em these, semapplicacao a este ou aquelle administra-
dor: mas devo librar casa que em materias dcsta
nalurexa, quando discutimos o orcameutu que tem de
reger por espato de um anno, nos nao devenios alten-
drr nicamente ao pessoal da administraco, aquelle
T>reMenif se rst n aeliialidade dirieindo ni denlinos
da provincia i porque de um momento para outro os
presidentes se inudam, c a experiencia nos tem niuslra-
ddqueos governos de cerlo lempo para c sao pouco
duradouros ; por isso eu ha pouco disse em um aparte
que essa autorisacao era sempre una espada de dous
gumrs, que fere para ambos os lados; porque, le hoje
existe ni 11 administrador que merece a nossa conliauca,
auianha umitas vetes ella vai ser excrcida por oulru
que a nao merece...
O Sr. Cunha Machado :Devc 1er secretaria de sua
conlianca.
O Sr. Joaquim Villela : Mas nao pode coiiiuiettei' os
abusos que eu ha pouco notei ? rea que a assemblia
nao deve de manrira algunia dar lugar a abusos.
Agora, Sr, presidente, dirci anda duas patarra! so-
bre a emenda que conibali, couiquaiito j fsse ella
combatida por dous nobres depulailos que fallaran] de-
poisdemim. Disse o nobre deputado que propuz essa
emenda, porque os empiegados da secretaria nada li-
nham que fazer ; mas parece-mc que niio provou que
esses empregados nao tivessem que fazer ; disse ape-
na que na secretaria j linha estado um nosso collega
(que eu nao sei qual seja) que disse, passava all as
horas a lr Benjamn Constan porque 6 metes nada
tivera que faier ; n;io sei, repilo, qual seja esse nosso
collega que la se oceupasse rili lr Benjamn Cnustaiit ;
o que sei he que o traballio da secretaria he uiuilo gran-
de, c que, nio obstante os emprrgos creados, o registo
anda nao eslava em dia at a data do relatorio do Sr.
Pires da Molla...
I'm Sr. Diputado : K o que prova isso ?
O.Sr. Joaquim Villela: Prova que os empregados
nao sao de mais para o trabalbo que all ha ; porque
nao devo suppr que iodos os presidentes e todos os
secretarios consenlissein que os empregados fossem pa-
ra alli matar o lempo sein faier cou-a alguina ; actual-
mente consla-nir que os empregados sahem as 4 e ft ho-
ras da tarde, c que todo esse lempo, que la eslao, tra-
balham...
O Sn. Roma e Harroso : Kedigindo folhas.
O Sr. Joaquim filela : Nao sei se esln i redigindo
folhas, o que sei lie que sahem s 4 e Ti huras da tarde,
e que, se nao lssem oecupados em alguiu servico pu-
blico, podiam sabir s 2 horas e irem para casa redi-
gir essas folhas, o que por certo Ibes eonviria mala,
pois que nao pdem ler interesse em as redigir alli...
Um Sr. D'putad O Sr. Jonqnim filela : Pois o secretario nio inspec-
ciona se eisel empregados cumprenio sen dever?.
Votes : Bala doente.
O Sr. Joaquim Villela : Eu nao sei se I se re digem
folhas, Sr. presidente; nao sei se redigem folhas, repilo;
oque sei, he que, se ha algiima irregiilaridadc nos
trabalhosda secretaria, nao be Decenario que tomemos
medida lignina para sanar esse mal ; porque a presi
deneia pode dar inslrucces, pelas quaes seja regulado o
trabalho da secretaria ; o secretario pode e deve velar
sobre o imprmenlo dos deveres de todos os empre-
gados, distribuir-lhes irabalhos, de manrira que elles
nunca csiejaui ociosos ; nao he, pois, siippiimiudn tres
lugares que vamos dar regularidade aus irabalhos dn
secretaria.,,
Um Sr. Deputado : Talve.i que anda se podesse sup-
pilmir mais algum se o trabalho fsse devidainciilc
distribuido.
OSr. Jonguim Villela : Agora tildo se pode faier.
Sr presidente ia concluir, mas occorreu-nie mais una
reflexan sobre o artigo do projeclo, em resposla ao que
disse o nobre membro da commisso.
I'isse o nobre membro da cmiiiiiissao que, comqnan-
to achasse mui conveniente que o poder legislativo te-
nha a iniciativa sobre estas materias todava enten-
da que militas veas elle nao eslava habilitado para
exercer snas allriboices a respeito dellas : nao contes-
ta re i ao nobre deputado que militas vetes o poder exc-
cutvo tem certos dados, no que respeita administra-
cao, que o poder legislalivo nao tem; porque, como di-
ta mu grande hoinein da Franca iVlirabeau, o poder
execulivo he, por assini dizer, um repertorio que o po-
der legislativo deve incessaiitemente consultar ; c he
por isso que o governo tem a iniciativa, epdepropr
as medidas que jutgar neerssarias : mas permilta-me
o nobre depulado que Ihe diga que o principio nao
tem applicaco quesillo. He propondn as medidas pre-
cisas, notando os defeitos existentes e as reformas que
a experiencia aconselha.que o governo esclarece o cor-
po legislalivo, e o habilita para deliberar sobre os ob-
jeclos, a respeito dos quaes nao tem os conhecimentos
pralicos ; mas no ponto em queslo ha algum escla-
recimenlo dado pelo poder executivo ? Tem notado
elle defeitos nessa reparlicao ? Tem reclamado a rclr-
madella? Tem pedido j autorisacao para a reformar ?
Nada disto, nada absolutamente tem havido : porque,
pois. Invenios de dar essa autorisacao ? Sr. presi-
dente, a queslao redui-se a isto, a reparlicao precisa de
reforma ? Nao sabemos : (diiem os nobres depuladosj
enlo para que autorisar o presidente a refrma-la I
Em ultimo resultado, Sr. presidente, o nobres deputa-
dos neiihuuia rasio lecn para essa, autorisacao, seno a
simples possibilidade de que a presidencia a quelra :
Como pode ser que a presidencia quena reformar a se-
cretaria cpiicedainm-lhc autorisacao para o faier.
Eis ao que se reduzein, como j notei, lodos os motivos
allegados em favor do artigo.
(Continuar-M-Jia.)
iH.tiio n m.mum.
RKOITE, S DZ ACOST D 18. .
llontem compareceu pela terceira ve* ante o tribunal
do jury o Sr. Antonio Borgcsda Fonseca, a responder pe-
lo inesmo facto por que hara sido condemnado em duas
sessdes desse tribunal, com preierlclo das formulas do
processo, oonio ha reconhecido a relacao do dislriclo.
Sorteado o concelho que tinha de julga-lo, ficou com-
posto dos Srs. :
Joaquim Jos da Fonseca.
Antonio Fraiicisa Pereira dcCarvalho.
Caelano Piulo de Veras.
Joao Leite Rodnfalho.
Joaquim Rufino do Reg.
Francisco Augusto da (-unlia Guimaiiies.
Bruno Antonio de Serpa Brandao.
Joao Vieira de Aranjo.
Gabriel Moreira Rangel.
o - O'.UlOUUv.^ UUIIKI.
Francisco Lucio de (astro.
Francisco das Chagas Cavalcanlc Pessa.
Terminados os debales, o presidente do tribunal for-
niulou e entregou ao concelho os seguinles quesitos:
,. I. O reo Antonio Borges da Fonseca era o pro-
prictario e director da. typographla Nazaicna. quando foi
impresso na mesilla tyiiographia o peridico aecusado,
n. M. publicado em 27 de iioveinbro de 1846?
2 o Ojury reconheee a circumstanria de ter sido
o peridico aecusado distribuido por mais de quinte
pessoas?
3. Ojury reconheee ter o reo provado ser Fran-
cisco Antonio Xavier edictor do peridico aecusado?
40 __ o jury reconheee ser o referido Francisco An-
tonio Xavier, aprcscnlado como edictor do peridico ae-
cusado, pessa conhecida, residente no Brasil, c que cs-
teja no gozo de seus direitos politieps?
5. Ojury reconheee ler o reo provado ser Be-
roaldo Soares Uu neis autor lio impresso accusau 7
6." O jury reconheee ser o referido Brroaldo Soa-
res dos Reis, aposentado como autor do impressoaecu-
sado, pessa conhecida, residente no Brasil, e que este-
ja no goto de seus direitos polticos?
,, 7.0 o impresso aecusado conten expresses, re-
pinadas iiisnltuosas naoploiSo publica, contra S. M. o
Imperador, no artigo aecusado?
8." O reo foi inipellido, quandu fez esta publica-
cfio, por motivo repruvado ou frivolo?
jo Kxistoin circumstancias atlenuantes a favor
do roo?
M i.o o impresso aecusado provoca directanicnlc
destruir a independencia e a integridade do imperio?
a O reo foi inipellido, quando fez esta provoua-
900 no referido peridico, por inolivo reprovado ou
frivolo?
,( 3 l-.xistem circumslancias attciiiiantcs a favor
do reo?
4. o impresso provoca destruir directamente a
consliluico poltica do imperio, ou a forma do governo
esiabckcido?
.o Oreo, quando le esta nrovocacfio no referi-
do impresso, foi levado por motivo reprovado ou fri-
volo ?
(i. Existem ciicuinslancias allenuantes a favor
do reo?
De posse desle quesitos, recolheu-sc o concelho sala
das conferencias, e, passadas alguiuas horas, vollou
dos debates, com as respostas que vamos transcrever
abaixo, e que fraiu lidas pelo Sr. doulor Joaquim Jos
da Fonseca, a quem o mesino concelho elegir presi-
dente :
Ojury responden ao primeiro quesilo nao por
dei votos: o reo Antonio borges da Fonseca nao era o
prletario i director da ivpographia Nazarena quan
. I_____BB>BBtla l\ I : I I I I I : i. Il
do foi impresso na inesnia tvpog'raphiao peridico aecu-
sado, ii.6i, publicado em 27 de novenibro de 184(<.
Quanto ao segundo quesito, ojury respoudeu sini
por unanimidades ojuiy reconheee a circumstancia
de ler sido o peridico aecusado distribuido por mais
de quinte pessis.
Quanto ao terceiro quesilo, o jury respoudeu sim
por onze votos: ojury reconheee ter oreo provado
ser Francisco Antonio Xavier rdiclor do peridico ac-
ensado.
ii nanlo ao quarlo quesito, ojury respoudeu sim
__por mu voto*: o Jury reconheee ser o referido Fran-
cisco Antonio Xavier, aprcscnlado como ediclor do pe-
ridico aecusado, pessa conhecida, residente no Brasil,
e que esl no goto de seus dlreiloi polticos.
Quanto ao quinto quesito, ojury responden sim
por oito votos: o jury reconheee ler o reo provadoser
Iteroaldo Soares dos Reis autor do impresso aecusado
Quanto ao sexto quesilo, ojury respondeusim
por unie votos : o jury reeoiihece ser o referido l do Soares dos Reis, aprese litado como autor do impres-
so aecusado, pessa conhecida, residente no Brasil, e que
est no gozo dos seus direitos polticos,
Quanto ao stimo quesilo,e jury respondeu sin
por nove votos : o impresso aecusado conten expres-
ses, reputadas insulltiosas na opinin publica, contra
S. M, o Imperador, no artigo denunciado.
Quanto ao oitavo quesito, ojury responden sim
por orte Votos : o reo fui inipellido, quando fez esta pu-
blienco, por motivo reprovado c frivolo.
Quanto ao nono quesito, ojuiy respondeunao
por dez votos: nao existem circiiuistancias allenuantes
a favor do reo.
Quanlo ao primeiro quesito, ojury respondeu sim
por setc votos: o impresso aecusado provoca directa-
mente destruir a independencia c a integridade do im-
perio.
Quanlo ao segundo quesilo, o jury respondeu sim
por unanimidade : o reo foi inipellido, quando fe esta
provocacio no referido peridico, por inolivo reprovado
e frivolo.
Quanto ao terceira quesilo, o jury responden nao
por unanimidade: uo existem circumstancias ati-
ndanles.
Quanto ao quarlo quesito, o jury respondeu sim
por ontc votos : o impresso aecusado provoca destruir
directamente a consliluico poltica do imperio e a for-
ma do governo estabelecido.
. Quanto ao quinto quesito, ojury respondeu sim
poronze votos: o reo, quandu fez esta provocacao,
foi inipellido por inolivo reprovado e frivolo.
Quanto ao sxlo qnesito, o jurvresponden nao
por unanimidade: nao existem circiiinstancias allenu-
antes a favlir do reo.
Finda a leilura, o presidente do jury, oSr. doutor An-
tonio da Silva Neves, lavrou c proferto a enlenfa in^ra:
.. A' vista da decisao do jury, iJUe reconheee ser Fran-
cisco Amonio Xavier ediclor do impresso aecusado, c
Beroaldo Soores do Reisaulor do mesino impresso ae-
cusado, e do que dispem os 1 e 2." do artigo 7. do
codieo penal, absolvo ao aecusado Antonio Borges da
O vapor Imprlrf*, chegado boje dos porto do sul,
trouxenos jornacs da corte al 30 de julho ultimo.
Depols do boi.n successo, S. M. a Imperalriz eoda sof-
frra cm sua importante sade.
Outro tan to.porm, deixra de acontecer ao serenissi-
mo principe imperial.
Cinco das depois do naiclmento de S. Alteza, isto he,
a22 de julho, reconhecra-se que elle padeca de urna
irritacao nosorgaos digestivos. Semelhanle incommodo
pozera em sustos ja todos quantos se interessam pela vi-
dado novo penhor de paz, que nos foi doado pelo AV-
1,0R DBTDO e esses sustos lornaiam-sc ainda mais
graves a 23, quandp se senlio que o mal tomava niaior
intensidade. Entretanto, permitlio a PROVIDENCIA,
que desde 24, pelas 3 horas da madrugada, a molestia
fsse declinando, e chegasse a tal ponto de melhora.quc
o Sr. coulor Candido Borges Ribciro, medico assistente
deS. Alteza, resolveu-sc em27 a suspender os boletns, em
que costiimava dar c onla dos progiessos da cura do se-
renissimo enfermo.
He, pois, para erque, esta hora, o herdeiro do
llirnno esteja restabelecido no todo.
Por tao boa noticia, nos nos congratulamos com os
leitores, a quem vamos coinmunicar o resultado da re-
vista dos jornaes fluminenses que acabamos de receber.
\s sesses do senado alcancavam a29 de julbo.
Nesscda, acamara vitalicia ouvra ler um projeclo
do Sr. Vasconcellos sobre aposentadoras, e apreciara
em primelra dlscussao o parecer dacoinmissaodeconsti-
nfafio o voto eni se^arfdn do Sr. Vergueiro. publica-
dos cm o n. 173 deste Diario, a respe ito da lei das In-
compatibilidades.
Tinhain-se envolvido nos debales os Srs. Paula Souza,
Carnciro I.eo, Vascoucellos, visconde de Olinda, Ver-
queiro e Costa Ferreira. Entretanto, a dlscussao ficra
adiada pela hora, conservando a palavra o Sr. I.impo
de Abreu.
A 21, discutir um requerimento do sobredito Sr
Limpo de Abren para que se perguntasse ao governo se
n. in I ni lomar contasadminslraco da santa casa da
Misericordia c do hospicio Pedro II.
A discussao eslivera animada, mas nao terminara.
Nessa niesma dala, o Sr. visconde de Mont'Alegre
participara que,como orador dacoinmissao encarregada
de felicitar a S. M. pelo nascimento do principe imperial,
recitara ante o mesmo augusto senhor o discurso se-
guinte :
Senhor. Excita sempre o regosijo do paiz o nas-
cimenlo dos principes, marnente quando o que encela
a viagem da vida he aquelle que ha de ser o herdeiro do
poder de sen augusto pai, porque nesse acontecimenlo
v assegurada a eslabilidade de suas instituices e a du-
racao do throno cm que deposita todas as suas espe-
rancas.
O senado, que, em desempenho do seu juramento
e por conviccio profunda, sempre foi aferrado ao sysle-
ma inoivarchico constitucional, hoje acoinpanha o rigo-
sijo da nacao que reprsenla, e nos enva anle o throno
de V. M. I. para termos a honra de felicitar em seu no-
ine a V. M. 1. pelo nascimento do principe que a Provi-
dencia acaba de conceder-nos, abencoando mais una
vez o sen virtuoso consorcio. O senado, Senhor, las vo-,
tus ao Todo Poderoso para que o augusto receui-nascido
vigoroso errsca, e vi dar-lbr a subida honra de ler em
seu selo o sen liiluro monarcha, no qual j contempla o
continuador da grande obra, que V. M. I. tab adiantada
leva, de dar trra que o vio nascer o lugar que Ihe
iiiarcain no mundoclvilitado seu lainaiilio, sua riqueza,
sen clima e a ndole e a aptdao dos seus habitantes.
ii O senado tambein se congratula com V. M. I. pela
feli saude de S. M. a Iinpeatril, c cordialinente a dc-
seja continuada virtuosa mi de seus principes.
ii Senhor, digue-se V. M. I. de acollier com toda a be-
nigiiidade que adorna set; coraco os protestos que o se-
nado fa de seu amor, respeito c lealdade sagrada pes-
sa deV. M. 1.a
O orador concluir dizendo que S. M. dignra-sede
responder oestes termos :
ii \ Divina Providencia, cnncedendo-ine o herdeiro
do ineu Ihrono, quiz, em sua infinita misericordia, que
nao ficassem baldadas as esperanzas que um pai extre-
moso e um tiio grande numero de lillios, nao menos
cpar'os ao seu coraco linham concebido em um momen-
to, Infelizmente, de cuito jubilo, mas de indelcvel re-
cordacao. A cmara dos srnhores senadores que repre-
sentis, e que sempre parlilha tao vivamente os senti-
uientos de que me aebo possuldo, nio podia, pois, dei-
xar de manlfeslar-ine o seu sincero prazer por um acon-
tecimenlo de tama felicidade para inini c para o Brasil,
que espero encontrar no meu amado filho a inesnia dc-
dlcaffio ao pait, c a menina ( nas instiluicOes, de que
lenho dado exuberantes provas, c que .olnunrincntr
reconhereis, rodeando o meu throno, e saudando desde
o berfo o futuro successor dos meus desvelos.
A 22 resolver que fsse substituido poi outro do Sr
Carneirol.cao, um pouco mais explcito, o requerimen-
to do Sr. I.impo de Abreu, em que fallamos mais aciina;
approvra, cm 2.* discussao, a resoluco que aulorisao
governo a mandar passar carta de naluralisa(o ao >ub
dilo porluguez, Luit Monlciro Pereira ; tratara, cm llin,
do cdigo comnicrcial.
A 24 deixra de funecionar.
A 26 considerara o projeclo de iei de eleices ; ap
pro vara em 1.* c 2.' discussao a rcsolucio da cmara
d.os Srs. deputados, que interpreta o artigo 8U da lei de
19 de agosto de 1846 ; c recebera do Sr. Saturnino a par-
licipaco de que, na qualidade de orador da deputac'o
encarregada de felicitar a S. M. o Imperador pelo an-
iversario da sua acclamacu, dirigir S. M. o discur-
so infra l
Senhor. Quando, no dia de que o Brasil cebra ho-
je o faustoso Malversarlo, V. M. I. se dignou attender
aos votos daassenibla geral que, reunida nos pacos do
senado, havia declarado c proclamado ao povo reoonbe-
cer o feliz e precoee descnvnli-iiiieiito intelleclual com
que a Divina Providencia se linha anticipado a rique-
c lo, V. M. I. oft'ereceu o mais seguro auxilio de sal-
vacao aos seus fiis subditos, collocando-os a abrigo das
tempestades que punham cm continuado risco a nao do
eslado, regido, havlain 9 aonos, por administrares ex-
sein duvila previo em sua alta e ja
doria a necessidade de desviar de nsacrise melindrosa
em que todo o imperio devia achar-se pela apparlcaode
exageradas e perigosas ambices a que essa crise lnha
de arrastar-nos.ambices tanto mais difueel de conler,
quanto o governo de cntao, quasi chegado ao seu ter-
mo pessoal, devia experimentar augmento de embara-
eos pela diminuicSo de frca moral e indispensavel pres-
tigio para evitar a sua decadencia.
-O pcrlgoanicacava de perto, e a Providencia para o
desviar tornava-se urgente Mas V. M. I. alvou o im- .
perio com sua heroica e firme dellberacao, entrando
logo no uso dos direlios que a lei fundamental reconhe-
cradesdeo nascimento desuaouguslo pessa.
.i O senado, pois, em recordaefio de tao valioso dom
que V. M. I. outorgou an povo que a Divina Providen-
cia confirma sua guarda, nos enva a manifestar respei-
tosameiile quanto se compraz com V. M. 1. por estes
usios ttulos, e segurar sua constante e eterna adhesao
sagrada pessoa de V. M. I. e sua augusta familia. .
Ao receber essa participasao, a cmara lambcni fra
intelrada de liaverS. M. o Imperador dignado-se de res-
ponder :
Podis exprimir ao senado o vivo prazer que tinto
ao receber as suasjiongralulaedes no da em que a a-
sembla geral legislativa julgou utll ao paiz que eu lo-
masse as redeas do governo.
A 27 e 28, oceupra-sc com o projecto de eleices.
As sesses da cmara qualricnnal chegam a 28.
Para ser'mos ainda mais lacnicos do que o foinos no
transumpto dos Irabalhos do senado, diremos que,
concluida a discussao do oreamento do imperio, essa
cmara entrara na daquelle que ha de regular a receita
e despeza do ministerio da justica; que, entre oulros
projectos, ju Igra ohjeclo de deliberacao e mandara
imprimir, nao 60 o que propc que do producto das
loteras concedidas a beneficio das obras da i'natriz da
capital do Cear se deduzam 4:000/000 de reis para com-
nra de r.T.".:r.r::'.'i e slfala*. *n*n tambein n iiiip nn,,,
que o Para de mais dous deputados ; o Mavanho, mais
tres; Sergipe, mais dous; Rio-Grande-do-Norte, mais a
dous; Alagas, mais um ; Espirito-Sabio, mais un ?
Santa-Cathxrina, mais um ; e MalloGrosso.inais um.
Alm disto, a cmara dos deputados tratara larga-
mente da alfandega e da inesa do consulado da corte.
- Ao examnar-se o eslado dessas reparlices fueram-se
rcvelaces tanto mais importantes, quanlo denuncia-
rain ao publico que alguns empregados de taes.estaces
se nao pdem eximir da pecha de concussonaTio c pre-
varicadores,
Enao foi s isto o que resultou dessa discussao : ella
deu lugar a que se representasse urna nova scena de
desorden, confusiio e escndalo dentro da proprla sala
m que releva que sempre reinem acalma e a mode-
racao que devem de caracterisar os legisladores do
paiz.
Narraremos tao lamenlavel iucldente, guiados pelos
priineiros Irabalhos dos lachigraphos e pelas rectifica-
{oes de um dos Srs. deputados que concorreram para
elle.
Orava o Sr. Vascoucellos, c disse que mullo receiava
que alguns empregados probos fossem victimas da me-
dida que se queila adoptar a respeito da alfandega.
Enlao, esiabeleceu-se urna oulra dlscussiio enlre osSrt.
Ferrai e Gomes Ribeiro ; e estabeleeeu-se nos sigui-
les termos:
O Sr. tomei Ribeiro : O caso he que na alfandega
j se aineaca por conla da nova uomeaco*
ii U Sr. farsaz Ora clese, que o Sr. nao deve fal-
lar nestacasa.
O Sr. u'omei Ribeiro '. Porque ? Sou um vendido ou
um comprado?
k OSr. Ferrai: A sua depulacao foi comprada.
O Sr. Uonu Ribeiro: O Sr. be um vendido, he um
comprado pelo governo.
O Sr. ferros : Vendido se disse de seu irmag, por
sen respeito, quando votou pelas eleices tic Pernam-
buco. Sala I para fra: diga-ine isto I fra.
O Sr. liomet Ribeiro (levautando-se)! -- Sim, senhor;
digo-Iho isto oude qulser.
Proferidas estas palavras^ Sr. Gomes Ribeiro ten-
tara sabir da sala, mas o Sr. Aprigio o conlivera ; ao pas-
so que o Si-, presideute reclamava atteucao, e recoiiP"
mendava ao Sr. 1." secretario manlivesse a polica da
casa. .
Praza a DEOS.alnda o repetimos, que jamis tcnlianioi
de registrar semelhantcs factos nas paginas deste Diario.
Elles nos constrislain tanto, queccrlo os oceultramos,
te nos nao corresse a rigorosa obrigacao ijc tiaiisinittii'
aos subscriptores todas as noticia s que colhnios, boas
ou ms, deponentes ou honrosas.
Porcinos fim ao extracto das sesses da cmara tem-
poraria, transcrevendo os discursos, proferidos ante S'
M o Imperador pelos oradores dascommissdes encar-
regadas de fellcilarem a S. M., por parte da referida c-
mara, nio spelo felit nascimento do principe imperial,
senao tambem pelo annivertario da acclamacao do mis-
mo augusto senhor :
feis o primeiro discurso :
o Senhor! A cmara dos deputados vein cuinpriiiicn-
lar a V. M I. saudando a aurora da existencia do herdei-
ro prcstimptivo d'cora.
A nacao brasileira, Senhor, acolhe seinprp com sa-
tisl'.ivao a esperanza de que se perpetu a dynastia do
fundador do imperio; a qual, marcando adata da inde-
pendencia, e representada actualmente por V. M. I..01-
ferece-nns penhores de sua perpetuidade, outras lanas
garandas de libcrdade c de engrandecimento nacional.
Senhor A cmara dos depulados, orgSo desle sen
tmenlos, que ella igualmente compartidla, tem connan-
caque V.'M. I. acollier nao menos" benignamente esta
franca nianfestaco de seus votos, do que a expressao
dos dn paii, lo fiel quanto legitima e genuiua.
Dcsempeiihando os preceltos da cmara, seja-nos
Helios. Senhor, aprrsentar tambem de nossa parle a V.
M. 1. as mais sinceras felicitaces. *
S. M. dignra-sc de responder : 1
A Divina Providencia concedendo-me, e herdeiro :Joa |
meu throno, quiz cm sua inlinila misericordia que nao
ficass'em Baldadas as* esperauja ifie^m I,a'c*tra"*~
c um tao grande numero -de filhos, nao menos ''""
ao seu coracao, llnliain concebido em um momento, in
felizmente descurto Jubilo, mas de idelevel reeoroa
MUTIL


^
*l
-JU_ ...
-. cmara do enflores depulidos que repreien-
'* cque empre partiCha tito vivamente os sen limen tos
'.. ' ... r.iiir-nie o en sincero prazer por um aconlcei-
",' uto de tanta felicidad* para mime para o Hrastl.quc
'''' .ro encontrar no ineu amado filho a mesilla dedl-
' "io ao paiz, a mcsm.i le nas instituicoes, de que tenho
hlo exuberantes provas, c que solemnemente reconhe-
'., radeando o meu throno, e laudando desde o berco
o futuro successordos ineus desvelos.
0 segundo do" discursos a que nos referimos, fra
pronunciado assim ;
Senlior. A rasan e a experiencia vito cada vez inais
nnvencendo os povos de que a inonarchla constitucional
.nresentativa he O governo inais proprio para inanter a
''], nublica, promover a prosperidade e engrandec-
anlo nacional, e garantir o gozo livre e pacifico dos
direitos individuaes.
SK-tS^y. I I..ao-fa o de ele-
X sabedoria e patriotismo, e que ten. dado as inais
exuberantes-prnvas de f na instituicoes c sincera dedi-
".^Senhor. no turbilhao dos gravisslmos acontecimen-
tos aue rpidamente se succedeni no mundo poltico a
caara dos deputados. se enchc do mais nobre orgulho
canmi .',., 0 misfacno, vendo que V. M. I.
augura" a poseTe desenvolvin.enlo de no,?, institu-
{oTs llvres, que promeltem ao imperio o futuro o mais
''Torn emotivos tan poderosos, Senhor, s5o justsi-
mos os appjausos com que o pai.t inteiro sauda a recor-
dacSo do dia incmoravel cin que V. M. I. assumlo o po-
der supremo, destinado a reger c moderar o uioviinento
harmnico dos podares polticos do estado.
a A cmara dos deputados, acompanhando sincera-
mente o rigosijo publico, nos encarrrgou de apresentar
a V. M. I. uas cordlaes felic'ita'cdes, seus protestos da
mais llrnie adhesao ao throno Imperial c seus votos pela
conservacao e prosperidade da augusta dynaslia, a que
ctlo confiados os destinos do imperio.
Digne-sc V. M. I. de acolher com benignidade os
sentinientos da cmara dos deputados, que sao os de
toda a nacao brasileira.
S. M. hotivera por bem responder:
. Podis exprimir cmara dos senhores deputados
n vo prazer que sinto ao recber as suas congratula-
rnos no" dia cm que a assembla gcral legislativa julgou
til ao paiz que cu touiasse as redeas do governo.
/ Agora releva que digamos alguina cousa arespeitoda
Vsembla provincial do Rio-de-Janciro, cuja scsso f-
ra prorogada at o primeiro do corrente.
Ahi tamben sedera una scena escaudalosa, se bem
que nao fsse ein plena sessao,como a outra deque aca-
bamos de fallar,
A24dejnlho, u.n dos memliros da asscmbla reque-
rir se prorogasic a hora at que se volasse ein terceira
discussiio a fixa9.o da forja policial. O Sr. Montezume
declarando adiar ex-
oppozera-se a este rcqucritueulo
iraordinario que o Hicsino lado que, tres das antes, re-
tirra-se da casa, com escndalo, no acto davutacao,
quizesse urna prorogaciio indelinida. Ento, dera a ho-
ra c o Sr. presidente levantara a sessao.
. Ao desceren! a escada, (refere o Jornal dn Commtrcio
de25) amos Sis. Montczuma e brgadeiro Blancourt
dscutindo sobre a palavra escndalo, e dessa discusso
i.-sultou que-, viudo smaos, rolaram ambos pela esca-
da. OSr. brigaleiro 'lilancourt ficou ferido na cabera,
un pouco cima da nuca; mas fui logo sangrado, e fe-
liiincnic nao aprsenla o menor perigo.
A 29, a mencionada assembla approvra unanime-
luenle o seguinte requerimento :
< Requeiro que se nomie urna depulaco para res
peludamente manifestar a tf. M. o Imperador, que a as-
seiubl* legislativa provincial do Rio-de-Joneiro, estra-
i.l.a co.npletainenle polil/ea do paiz, loma o maior In-
teresse na posicao actual ds.augustas princezas brasi-
Iciras, residentes na Europa fe desoja que, qualqucr que
seja'auccurrencia dos acontecimentos polticos daquel-
la parte dn mundo, o brasil seia rcconliecidn e preferido
co.'uo o asylo mais seguro e'hospulero de todos os
iiiembros da augusta lamilla imperial. Pa-co da assem-
bla, 29 de jiilhu de 1848. Oconcelheiro Montezuma.
Iasaber-se do governo Imperial, por intermedio do
presidente da provincia, quando S. M. o Imperador se
dignara de receber a deputacao deque o requerimento
trata, e que compdc-sedos Sis. Manocl Felisardo, (pre-
sidente e orgao da assembla) A.T. do Ainaral, Dr. Mon-
tero dos Santos, Araujo Nevcs, padre Beierra, Ribeiro
F.j.i, Carduzo, baro deLiges, Meireliel, Araujo Cou-
tinho, visconde de Baepcndy, Bandcira de Gouvcia e
Varejo.
At aqui os corpos legislativos; agora os actos do go-
verno, c diversas novas mais ou menos curiosas.
Km consequencia de haverem cessado os motivos por-
que o da 29 de Jullio entrara para a tabella dos de gran-
de gala, fra elle declarado de pequea gala.
OSr. capltao-lcnentc F.leziario Antonio Santos ficra
a partir para esta provincia, aliin de ser encarregado do
inelhnraniento do nosso porto.
OSr. major do eslado-maior deprimelra classe, Ma-
noel Alves de Gusmitn, tinhasido nomeado commandan-
le do corpo de arlifiers da corte.
Havendo o Sr. concclheiro Jot'Antonio da Silva Maya
dado parte de doente, la ser substituido pelo Sr. cunce-
Ihciro Antonio Paulino Llinpo de Abren, que exerceria
as funeces de secrntario do concellio de estado.
A contar do 1. do corrente, Gaitla Oficial deixaria
de ser publicada.
Corra geralmente qnc se eslava organisando no Rio-
de-Janelro urna companhia de ladrees, que escolherla
a capital para primeiro e talvez nico iheatro de seus
crimet,
A ultima dala de Nevr-York era de 13 de junh
Os wigs inham cscolhldo para candidatos presi-
dencia e vicc-presideheia da Unio o general Taylor e o
Sr. Fillmore.
Do Mxico, sabla-se que o senado validara par 23 con-
tra 5 votos o tratado de paz com os F.lladosUnidos. A
rallficactSes deviam trocar-se a 23 de niaio.
Uavia Ibllias de Montevideo al 52 de julbo,
O Jornal do Conmirclo resume assim d cometido nessas
43 folhas:
,i Na noite de 10 dr julho tentou o general O. Henri-
que'Mariiie/., frente de Tas seicnia oflifl faz%r urna
deinonstraco com o fim de intimidar o presidente e in-
dozi-lo a mudar o ministerio; mas, sendo cercada linme-
tlnez, por urna (orca.de mil homens que o governo man-
dara marchar ds Mnhas, fol preso o general pelos mes-
mos soldados que procurara sublevar.
Urna carta que temos vista da os seguintei por-
menores : .
O governo sabia quealguns frutlstas queriam sanu
a campo para derribar o ministerio. Poda prende-los c
evitar inais este escndalo; mas, como se havia de gri-
tar que eram innocentes, e os ministros tyranhos, foryo-
so fol delxa-loasahir ru. Hnntem fol dada a guarnl-
cao pelo quarto baialhaodc negros, o mes.no que Jez a
s'ublevacao de abril em favor do general Rivera, e en-
tendern) os desordeiros ser favoravel ensejo para leva-
re m a sua avante. A' noite apresentou-se ogeneral Mar-
tnez na guardas do Cabido e theatro, e llludindo os
soldado conseguio que se Ihe reunissem a pretexto de
defenderem a piafa contra o i ni migo. Apenas o gover-
no teve disto conhecimento, inandou vir das linbas cou-
sa de mil homens, c (binadas todas as sabidas da Praca-
Malor entrou all o presidente a sos e dirigi a palavra
aos soldados amotinados. F.stes protestaram que nao sa-
biain ter sido reunidos para hostilisar o governo, ac-
crescentando que estavam promptos a obedecer-lhc.
Como prova da sua lealdadc exigi o presidente que ri-
les meamos prendessem o general Martnez, o comman-
dante Rebollo e mais dous olTiciaos, ordem que imme-
diatamente fol cuinprida, e agora se acha reunido o con-
celho de guerra que tem de julgar estes olTiclacs. bste
successo nenhum abalo produzio na praca, que fica na
maior tranquillidadc. 'id
Corra de plano cm Montevideo que general Rosas
tlnha entrado em negociaces com o governo oriental pa-
ra uin ajuste amigavel, accrescentandu-se mesmo que as
colisas estavam tiio adiantadas, que dentro em poucos
dias terminara a guerra. Rsta noticia nao he verdade-
ra. Alguna individuos estranhos ao governo de Monti-
vido, tomaram sobre si eslabelecer intelllgencias en-
tre aquelle governo c o de Bucnos-Ayres, mas nein por
una nein por outra parle se tinham feito aberturas for-
maes, nem se acreditava na possibilidade de se fazorem
De Buenos-Ayres ha noticias at 14 do crreme (ju-
lho). O general Rosas recusou conceder o exequtur ao
Si. Ilood Jnior, cnsul gcral da Graa-Brctanha, accres-
centando que o nao conceder cmquanlo o governo de
S. M.Brltannica naoder ao da Conlederasao Argentina
as satisfaces e indemnisaces devidas.
De Valparaso temos datas al 24 de mato. Hada tl-
nha occorrido de novo, t
A tentativa felta poralguns particulares para eslabe-
lecer inteligencias entre os governos de Buenos-Ayres
e de Montevideo abortou completamente.
F.stava instaurado o julgamentodos implicados no
successo do dia 1G dentro de poucos dia- icSpoude-
riam a concelho de guerra. O lente Ramlres, aecu-
sado de complicidade na tentativa de sublevacao, teve
ordem de prisao na tarde de 17, c como resislisse ao
official que o ia prender, fol inorto.
Confirmase orlicialinciitc a noticia de ler recusado
o general jlosas o exequtur ao Sr. Ilood Jnior, cn-
sul geral da Ingifterra em Buenos-Ayres. Este cavallei-
ro eslava j de volla cm Montevideo. Assegura-se que
o general Rosas declarara do modo mais formal, c im-
presso que nao receberia agente nenhum inglez em-
quanto o governo da raa-llretanha Ihe nao dsse todas
as satisfaces que exige. Suas reelamacos, redundas a
dinheiro, montan a cinco milhes de pesos, seni contar
as novas exigencias que aprsenla do valor do guano
extrahido violentamente pelos Ingleses das cosas do
sul pertencentes a Confederacao Argentina. O general
Rosas reclama tambem a restiluicao da ilhas Malvinas ,
Cartas de Buenos-Ayres de 18 do corrente, annun-
ciain que brevemente appareceria un decreto do dicta-
dor reslabeleccndoode 1845, que prohibi a conunu-
uicacao dos vasos de guerra francezes c inglezes com o
territorio argentino. Accresccnlain que dentro de poucos
dias se reunira a sala dos representantes para receber
urna mensagem sobre a ultima negociacao de pai, e que
seaproveitariaaoccasiao para dirigir una suppjica ao
general Rosas, afim de que a indicada prohibicao rela-
tiva aos vasos de guerra francezes c inglezes se tome
extensiva s embarcaedes mercantes de ambas as a-
fies. Estas noticias tiuhain feito subir em Buenos-Ayres
lodos os mttaes u
Vamos terminar esta parte da nossa tarefa de hoje,
e fa-lo-hemos tratando da Haliia, cujos peridicos, ora
enlrc nossas maos, alcancam a 5 do corrente.
A assembla dessa provincia encerrra-se no ultimo
de julho, depols de haver tido tres sesses secretas -
ccrea de um tal projecto de n 30, cuja materia igno-
ramos.
Ella solicitara do governo imperial a exped cao das
ron venidles orilens para que v estacionar na provincia
V .da patria..... 33/500 a 33/800
Pesos hespanhes .... nominal.
da patria.....
Pecas de 0/400, velhas 19/000
Prala......... nominal. *
Apolicesde 6 por cento..... 84 a 83 1/2
provinciacs..... 84
(Jornal do Commercio.)
BAHA..
CAMBIOS KO Di> 4 DE AGOSTO DE 1848.
Londres...........24a25
Pars............365 rs.
Ilamburgo..........670 rs.
Lisboa............100al00/dep.
Oncas hespauhlas.......32/000
Ditas mexicanas........31/000
PecasdcG/400..........17/000 a 17/500
Moedas de 4/000.......10/000
Prala............105al00p.cn.
Acccs do banco 20 p. c. n.
(Correio Jrcan(il).
,**lovifneuio l< l*rto.
.Vaiiios riiiiim'iu no dia 8.
Rlo-de-Janeiro, Babia e Macci ; 9 dase 16 horas do ul-
timo porto, vapor brasilelro Imperalriz, de 467 tone-
ladas, commandante o capitao-tenente Jesulno Lame-
go Costa, equipagem 30. Passageiros : para esta pro-
vincia, o alferes loaquim da Cosa Reg Monteiro, Fr.
Filippe deS. Luiz Paim, o Port'uguez Jos Joaquim
Gonfalves, o tenente Jos Bernardo Fernandes Gama
com um ca.narada, Jos Tavares da Gama, o Italiano
L F. Caveco, o Allemo Jacten Doo.nkaot Koolinan, o
meslre da msica do quarlo batalho de arlilhaia
Lourenco Jos Aragao, o sargento do segundo dearti-
Iharla Joaquim Jos Pessua, Jos Angelo M. da Silva
com um escravo, c um dito a entregar, o Porluguei
Joao Jos da Silva e cinco pracas de pret ; para o nor-
te, I), abade Fr. Galdino de Sania Ignez Araujo com
um escravo, o sargento ajudante Jos Goncalves Mei-
relles, o Inglez Thomas H. Gunston.
Parahiba ; 4 dias, hiate brasileiro Purea-di-Maria, de
16 tonelada, capto Joao Francisco Martins, equipa-
geni 4, carea loros de mangue : ao captao.
PhladelphiaT 3G dias, barca americana Vanarte, de 245
toneladas, capllao James Veacock, equipagem II, car-
ga farinha, Cha e fazendas ; a L- G. Ferreira &: Com-
panhia
Bio Grande-do-Sul ; 32 dias, brgue brasileiro Veos-te-
Guarde, de 138 toneladas, capitao Manocl Jos de A/.e-
do Santos, equipagem l3, carga carne ; a Ballhar 8t
illivi .....
eclarn^oes.
O vapor mperatrii recebe as malas para
os portos do norte hoje (9), as duas ho-
ras da tarde.
Joaquim Monteiro da Cruz embarca para o RI-
Janeiro a sua escrava o.ioula de nomc M*1- para
- Antonio Augusto Ferreira aampaio retira P
''"'"faue. de So.ua iu retira se de.t H*^.
n.liuiai w-
-- Joaquim Valentim CoeHio
do-Sul, retira-sc para Portugal.
Osabaixo assignulos H/eni piAIICI
qfte nlngown
Curreia de Se-
contrate negocio algum com l"'^1"^\r! ,,,,,,-te
nacomoseMravosemalsbens q. n ,l ''uiiaf.li.o.
do pal, Reinaldo Antonio Mvcs, poi es u "}*.,.
lhes tem hypotliecade por esc.iptura;ju'>"',1' c>)sta
vos e os mais bous pela qOanUa de -l./. '"J pi|(Vs-
que o dito llernardino se ausentara do lugar-jM n ^
de-Santo-Antonio comarca do WJ-*1;*^ annlln-
sesabe para onde. Previne-se rom o pus le a
se com a |'------- c|,e
ci para "em lempo algum se queixarem os ridc c
11
i, u i
:ontratarem, e proteslanio< havc-lo.
de-Janeiro a sua escrava eiioula Maria.
- Manocl Jos da Cimba c Soiiza relira-se pata 1 or
"?. pelo j.lizo do .ivel da ,,. i.ueira vara 9 **"
rematar indos os dias da lei doUS es.-ravos |.cubo
radOsaJos da t osla de All.uq.ieiqiie e Mel. I
exei ni ando coronel Joaquim Jos fculx de Sou/.a,
nrivao Molla.
"(a
CHoearam, no vapor veratriz, oa magnifieos
IMI'KfllAl.-PRIMORF.S, em eiixasdo 100 : > i a|.recii-
doresdo bom osacharSo venda na ra da Cruz do
Recifc,armazem n 13. -No mesmo rmuorn yen-
dera se ricas rede do Maranbo, por commodos pre-
cos.
a de. sen/la
so a
domingos
Urna pessa coui pralic
comoiercial, e bonita leltra, prc
escr.ver as lioras vigas, nos
e dias sanios, comlimpoza, medrantfl rrio-
(ficoestipendio:quem precisar,! muincie.
- Contina a andar fu-ido desde o dia 9 to eorren-
cioual do servifo a que est subjeita.
Finra-se o Sr. visconde de Piraj.
O Rlo-dc-San*Francico presenciara novo estragos ,
devastacoes e mortes, praticados pela quadrilha guerrei-
ro. A frca do governo prendera alguns dos caudilbos
pertencentes a essa quadrilha, c matara o facinoroso J.
J. da Rocha, que, na qualldade de delegado de polica,
tentara ncutralisar-lhe a accao.
Oft1HffIO.
Allaiule^a.
RENDIMENTO DO DIA 8..........16:752/346
escarregnm hoje, 9 de agosto.
Brigue Piilnam farinha e bolachinha.
Patacho Alhinn carvao
Barca TAoma-J/el/or dem.
Brigue lustra/ laixas de ferro.
THEATRO PUBLICO.
DOMINGO, 13 DO CORRENTE.
Bellissmo drama
DIMS HORAS DEUM PRINCIPE,
traduccao franceza viuda do Rio-de-Janeiro.
Encllente farca
ESTA'BEM BOM.GOSTO DISSO.
O director tendo rccebido do eu amigo c collega o
SrOama do Rio-de-Janeiro una exccllenle collccrao
de dramas escolhido, ira mimosiando o respeitavel pu-
blico desta capital com a representafao ios mesmos ,
ensaiados a primor.
algodfiozinho lascado e suspensorios de Din. 5?'"
a qualquer peaioa ou capilSo de campo qiM < "
escravo tiver noticia. OU potM encontrar,, o prenda
c lev-o a ra da.Cadera de S -Antonio, n. 2j, que se
gratificar generosamente. .
-= Aluga-se a casa lenca u. 75 do Ater.o-da-Boa-Vista,
co.n bous commodos, cacimba com boa agoa p firade
quintal une cliega ao porto d.a Poole-VclUa : a fallar na
casa hninedlata ou com Banoel Percira I elxeiro
I'rftcisa-se tle una nina \\v>. tenha
Inst.nte Icilc e'sej. ttidti, |;;,gan(lo-sc
beui : na ra do Cabog i.a.
- Precisa-se de Um moleque, que seja fiel para fazer
compras en.uns neeessirio para ninai Mil -le pouca
familia; na ra da Cruz', armazem n. - Precisa-sede una ama para casa de pouca lamina,
que saiba cozinhar e fazer o.mais servico
Cruz, armazem n. 48.
na rua da
Avisos martimos.
Para a Babia sahe com malla brevidade a vleira
escuna Galanl-A/aria forrada e pregada de cobre : pa-
ra o resto da carga e passageiros, para o que tem l.oos
commodos trala-sccom Silva 8. Grillo. M rua da Moc-
iiin batalhao de primeira linhaque allvie a guarda na-J^.,, n. II, ou com o captao, Jos Mcudo I.
- Para o Maranhao e Para partir, com a inaioi bre-
vidade possivel, o bem conhecido briguc-escuna teloz,
capitn e pralico Francisco Bernardo de Mallos, por ler
parte do sen earregamento a bordo, e oulro engajado :
para o restante c passageiros, para oque tem eaccllon-
tcs commodos e trata.iicnto, trata-se com o mencionado
capitn, ou-com o consignatario, tiruiuio Jos l eiix ua
Roza, na rua do Trapiche, n. 44.
Para o Aoarac e Geara segu com brevidade, poi
;r parte da carga prouipta, o patacho 5.-.ru; forra-
oc pregado de cobre : para o resto da carga, tiata-se
ler
do c preg
ao lado do Dorpo-Santo
o capitao,
= Para
n. 25 ou com
loja de cabos
Joaquim A ntoiiio Gonfalves dos Sanios,
o Rio-dc-Janciro sahe, qoiiila-feira 10 d
do cor-
reute'inipiretc.ivclmente. a barca "nacional Tentatha-Fe-
......--------- escravos a I re le, pa
. IMH)I.TACAD'.
^oion, patacho inglez, vindo de Presin, entrado no
corrente mei, consignado a Me. Calino..! cV Companhia,
manifestou o seguinte :
75 toneladas carvao de pedra aos consignatarios.
CONSULADO GERAU.
RENDIMENTO DO DIA 8.
Gera|...................3:260^69
Diversas provincias ..........470/403
T739#o72
CONSULA DI
RENDIMENTO DO DIA 8.
PUOVINC1AL.
linU-.O 1 ...UUI U IIUIIIOUIIU, lili', .". i^... -"-- ,_____-i,xi,
diaiamente a Praca-Maior, onde se achava o general Mar-1 Meues. Onfas hespannoias .
RIO-DE-JANEIRO.
c.vmios no da 29 be jolho.
Cambiossbr*Londres. ...... 32
Paris.....' .. .
Hamburgo nominal.
3V800
lit; recebe nicamente passageiros e
ra o que oft'erecc as melhores coiiimo.lidadcs :
com Silva & Grillo, na rua da Moda, n II. ou c
Joii Mara Ferreira avisa a todos os seus de*edo-
.j. quehajam de ir satisfacer as quanl.as que he de-
vem provenientes de carnes : isto no prazo de 30 dias .
do contraro, usar dos ineios eompc-lenus.
Aluga-se, vende-se ou peruiula-se por outra inais
perto da praca. una boa casa na povoacao do Montei-
ro, com duas salas de Iren'.g, duas airas, seis caman-
nhas, cozinha lora, quarto para e ludo de pedia e cal; quintal murlo rom porteo que
d. sabida para o rio l.apibaribe : a tratar com J. J. i as-
so Jnior, na rua do Amo.i......00.
OabaNoassignado declara que > Africano loaquim
que esleve em poder do Sr. Dr. Ignacio Nery ca Fonseca,
se acha em seu poder, poro haver lomado por engaja-
menlndcservios pofantoMaacio do 3r. Dr. nju do
direitoe privativo dos servcos dos Africano-. desde o
dia primeiro do corrente. .....
1 Udpofi r.f| ftraes.
Francisco Tavares Crrela faz setenta ao respeia-
vel publico, que Josa1 Gnucalves dos Beis dciKou de ser
seu caixelro desde o dia2 doeoriente mez.
Precisa-se de pretaspara ven-ierem. nflo pagaudo-
se-lhes a vendagein sendo sb responsabilidade de seu*
senhores i na rua Dlreila, padaria n. 26.
t]m rapaz brasileiro, de boa con-
ducti se ol, rece para caixrire de rua de qtialqucr ca-
-sa de commercio para o queda fiador idneo, qnem
doseupresti.no se qnizer utilisar dnija-se a rua do
Martyros, n. 142, primeiro andar, otianuuncie.
__ KnsillA'8e poi r'isas larlicularcs as
ledras, a, 3,-oeo rs mensaesi
com iodo o esmero :
prime i ras
mais de um
alumno,
a tratar
com o ca-
pllao, Antonio Silveira Maciel Jnior.
Para o Aracaty segu viage.n ate 18 do Corrente
o hiate A/opo-Olino-a, por estar quasi completo o seu ear-
reeamento : para o restante, trata-se com o niestre uo
mesmo, Antonio Jos Vlanna, no trapiche Novo, ou na
rua da Cadeia-Velha, n. 17, segundo andar.
= Para o llio-de-Janeiro sahe. imprelerivelmenio no
dia 9 do corrente. o brigue San-Jo : as pessoas que li-
verem escravos para embarcar pdein dingir-se a bor-
do do mesmo.
Paran Ro-de-Janeiro seguc com a possivel brevi-
dade o brigue-escuna nacional O/inda, por ler parle de
seu earregamento engajada : pra o restante, escravos a
fete e passageiros. a quein ollercce excellcntcs coni-
modos, trala-se coin Machado & Pinheiro, na rua da
Cadeia, o. 37, ou com ocapilao Manoel, Marciano fer-
reira.
Leilao.
Kalkmann & Rosenmund continuarao, por inler-
veneo do corretor Ollveira o seu leilao de magnficos
trastes novos e crysiaes, v.indos proximameole de Ham-
burgo c tambem de urna mobilla com pouco uso :
hoje 9 do crreme s 10 horas da manbaa, ua sua ca-
sa, rua da Cruz
Avisos diversos.
-Jos Francisco Rodrigues, Portuguez, retfra-se pa-
"-Jos'c^a'ptista da Fonseca Jnior, tendo de taKN
viagem ao Maranhao a tratar de seus negocios, deixa sua
casa continuando no mesm gyro, c por seu, procurado-
resoSr. Ma..-el Joaquim Ramos e Silva e seu sogro o
Sr. Joao Narcl20 da Fonseca. ____.
_ Jos naptistada*onscca- Junio iaoJtfa.ar.hao,
levando em sua companhia a sua criada, parda liberta,
de oome Patricia Maria da Conceicao.
quem qnizer, annunce.
Aelia-sc justa e cootralada a compra da casa sil*
na rua Vellia do balrro da lioa-Visla ... .05, pertencente
n Joao Leite Rioelro, morador na cldait da Paralnba-do-
Norle, e por isso, sealgue.n se jnlg.r eo... di.e.to a di-
ta casa, queira da data dcste a oito das declarar por es-
Deseja-se fallar coiiloSr. Albino .los da Silva a
licencio de sen nieresse : na rua da Aurora, n. .
Amonio Alves Teixeira astos, morador na rua da
Cruzcs a. 41, faz publico que he o UUlco autora lo po-
lo Sr. Francisco d- Paula r.,reia de Araujo, para rece-
ber os foros vencidos das casas que Ihe sao lo.e.ras, ues-
te bairro de Saino-Antonio, ou no de San-lose: eroga
a lodos os Sis. quccstfio devendo de diiigu-se a dila ca-
sa como ultimo recibo, para pasaran > fluederercm,
visto mullos Srs. nao se saber onde sao moradores.
O gerente, nesta praca, d.> contrato do rape prin-
ecza de Lisboa contina a vende, ella boa pilada ero
caixase a retallio a dinheiro n vista : assim como roga
'todos os que lecm levado algumas libras fiadas quei-
ram mandar satisfa/.er sua importancia pois que no
teiiicaixeirosparaoscnipiegareii. taes recebimenios;
do contrario se lhes nao entregara inais rape pois nao.
heecncrodo seu cstabelccinicr.to .
-- Sabbado. 29 de julho pelas 11 lloras da noite a
diante da Crui-dc-AInns buscando a Caa-Forte, ru-
cio um.cavallo caslanho co.n sellim, manta e fino ;
cujocavallohebeui conhecido pelo nouie pimcnta.e
tem nina bexiga no espinhaco: quemo liver pegado le-
veo a S -Auna, defronle do Sr. Jos Venancio ou na
rua de Cadeia de S -Antonio, armazem n. 21.
-, Jos Joaquim do llego Barros pelo presente an,-
nunclo fa publico que tm constituido seu bastante
procurador aoSr. RulinoJos Crrela de Almclda, eo
foreiros dos terrenos das capellas de S. Amaro o N. S. do
Pilar de Fra-dc-Portas, com elle deven) tratar qual-
quer negocio por se aehar competentemente a.itorisa-
do para isso desde o dia 9 de feverero do corrente an-
no ; assim como para promover todoe qualquer reparo
que julgar conveniente fazer as duas eapellas.dasquae
se acha de posse : fican.lo revogada toda e qualquer
procuracao ou aulorisa'cao que o annunciante tenha
dado, devendo tildo d'ora cm diantc ser feito pelo ..clujl
procurador.
.. Ablg,\.se, o a/mazem da. rua da Cruz no Recife, n.
27 : os pretndeme* ao mcs.no dirijam-sc niesma rua,
armazem n. 13.
>r


..*

;i
i"
I.
I
;
'
i.

Precisa se de un prcto amassador: no Fortc-do-
nlat tos, rua dollurgos, ii. 31;
Alr.fS.AO'.
Amigos c Srs. padeiros detta cidade lomos entre nos
um padeiro multo fresco, elegido ltimamente da
Franja pela Rio e Itahia que nos Irouze mu novo mo-
delo do fazer uma lumia do pao chamado provenga ,
sondo esto Coito da moda a polka que tem causado al-
guma connil&o ; mas menos ,i verdade, pori|iio j.i o
neo por<|iic lendo cu liojo un annuncio no Diaria n.
20U que .iiiiiunciava que nao baria mala l'arinha de tri-
go no mercado porque os Srs. autores do pao de Pro-
venca e regala tinliam comprado toda que por isso
rslavain resollidos a trabalbarem coni farinha de man-
dioca porque nao bavia de trigo, e quem tivesse al-
gnma barrica para vender que annunciasse para ser
procurado : eu como nao tcnlio lico no canto.
I ni inimigo da imposturi.
Aluga-se um muleque para servir ein qualquer
caa: na ra da Guia n. 46.
Casa de modas franeeias.
A. Millochau.
No Aterro-da-Boa-Visia n. I, primeiro andar defron-
te do chafarle.
Pelo navio Beaujtu, rocebou um lindo cscolliimcnto di'
chapos de palb* al>Tia ditos do pallia Ingleza multo
alva e lina ditos de palha da Italia ; ditos de pallia
aliort.i multo ricos, para meninas4, trancas o franjas
decoros diversas para oiifeiies de vestidos ; luvas do
pellica para sonhora ; camhraia de linlio soni mistura
de algodao ; rendas lisas do linho ; fitas de ricas Cores
para eravatinhas de senhora ricot filos bordados para
VPStiJos o veos do noivas ; flores o palmas ; verdatleiros
biCOS de litillo brancos ; tiras bordadas ; litas do todas
as larguras toucados para enancas, ole. Na iiiosina ca-
ta ha senipre para o oscolliiniento das senlioras, um
sortiineoto do chapos de soda do todas as cores, tonca-
dos o toncas para meninas.
-- OHerocc-sc, para ama de casa de honiom solleiro ,
ou do pouca familia nina parda anda moca, o do boa
conducta: quem de seu presumo se quizer militar ,
dirija-so a ra do Padre-Florlanoo, casa da esquina que
volla para o boceo do Lobato.
-- Mugase mu sillo na eatradl de JoSo-de-Barros ,
ao pi da Soledadc coin milito boa casa que tem 4 sa-
las 7 quartos cozinhalracoiii forno e fugan de fer-
ro grande lelhelro para recolhor luadclraa n Itln es-
t todo plantado'do hortalica com inultos pos do la-
rangelras parrelralde uvas, c nutras multas fruteirasi
tainbein so aluga una casa torrea uo boceo do irriga-
do coin solio corrido inulto fresca por sor corrida de
jmilas coin vidracat : a tratar na ra da Cadea do lle-
eil'o n. 25
(juilberme lUddell subdito inglez rclira-sc para
as provincias do norte.
Um rapaz brasilelro, que tem as tardes desoecupa-
das se oll'erece para irabalhar em alguina casa de ne-
gocio ,ou estabelecimeuto: quem de seu presiuio so
quizer utllisar annuncie,
Aluga so una casa na ra do Aragao n. 37 : a tra-
tar ni Direita, n.6
Precisase de um a dous cotilos de rll a premio de
um G mel por ccnlo dando-so as ueeossirias seguran-
cas : ni praca da Boa-Vista, n. 2, se dir quem precisa,
Prccisa-se de Ulna ama que lenha loito c quclr.i
tomar emita do tuna crlanca para criar emsua casa : na
ra das CruzeSi a. 22, segundo eudar
Qualipier Sr. (se tur sacerdote inelhor) le boa
conducta e pouca familia que esliver lias circumstau-
ci tsdeensiuar latitn o oqulzer laier ein um engenho
fra desta*praca dirija-so a ma do nu< in el u. -i.
Bernardo remandes da Cunlia faz Miente ao respei-
tavel publico que pessoa algiima fac negocio com Ulna
lettra daquantia de-RS^lfiO, aceita pelo annunciante, e
a livor do son ex-caixeiro Manoel remandes Mascare-
nhas, restante dos seus ordenados, como explica a mes-
illa lettra ; e como fosse extraviada na ocoatio de fazer
o pagamento ao mcsino Sr. Mascaronhas, o oslo nao a
qu rendo aceitar, niassiin um flea di quantia de88/120,
o -1 occasiao, retirando-se o annunciante para o inte-
rior de sua casa, para llie pass.tr o lica, esqucceu-te da
lettra ein cima do balcao, donde foi extraviada : protes-
ta, portantOi nao pagar a dita letlra a qualquer pessoa
que a posta lor, por nao tor valiineuto algiiiu.
Lava-te roupa e engoiuma-se com a niaior brevi-
dade o porfoir o, por inudico proco: na ra do Rosario
larga, casa n. 28, icrcciro ailar, por cima da laja de lou-
fa. aoude so receber a roupa, para se entregar t pessoa
que so prope a esso trali u.
Claudino do llego Lima mudou a sua residencia,
d i ra estrella do Botarla pai a a das Trincheiras, n. ni.
0 abaixo assignado declara aos seus amigos o fregu-
zes que soaoha residiudo no hotel Goinniorcio.os quaca
o poderSo procurar das 6 as 10 horas da manhaa, e das
' i larde era diante; o niesino declara ao rcspeitavel
publica detta cidade que ello postue presentemente um
trico sorliuieulo de obras de bi illianto, aderocos para so-
nhora, aoiieil de ouro de lodos os modelos, assun como
nutras minios objeotot em conta.chogados ltimamente,
cuja qualidade se atianca.
SIMO V LOVIS.
Precisase de uma preta para o servico interno e ex-
terno de uma casa de familia : na ra da Alegra, casa
ii II.
O Sr. Tbcotonio Joaquim da Costa, mesire de pe-
dreiro, queira mandar pagar oque deve na otarla da ra
do Cotovcllo.
Altenco.
Quem tlver farinha de trigo boa par vender an-
nuncio por esta folha, para ser procurado ; pois estiio as
padarias trabalhando com farinha da Murlbeoa, porque
toda que bavia de trigo foi atacada para" fazer-se pao de
froveuca e bolachinha do regala I! '.
- Aluga-se nina escrava inulto fiel para o servico de
Ulna casa do familia : sabe eo/.inhar, cngniuiiiir, o sabe
perfoilameiite tratar dos arranjos de urna senhora : na
ra di 'respo, n. 9, se dir quem a ten
Os Srs. assignantes do Iris pdein r buscar o n. 10
do mestnn jornal, pertonconle ao segundo voliime c se-
gundo semestre ; na loja de livros do Cardoso Ayres, na
rila da Cadea do Recife, e uo oscriptorio de INovacs &
C., onde anda so continan! recebe? assignaliiras.
Precisa-so alugar urna burra leilelra, para llar lelle
a um doente, em um sitio : quema tlver dirija-sc a loja
de Augusto Colombio*, na ra Nova, n. 2.
Tendo-se perdido um vale da quantia de 143'2KI)
rs., firmado pelo Sr. Paulo Perelra Simos a favor de
Jones Patn t C, previne-se que ninguein faca negocio
de qualidade algiima sobre dito vale, o qualsc aeha srm
valor algiini, por Isso que o iiicsmo Sr. Paulo j pagou
o seu i ni j .ii t- .ios aununcianles.
r'iancisco tic I'rcilas Gamboa, que-
rendo |ir-se em da com a praca, vende
urna sua casa, sla na traversa da Bomba,
que rende 16,000 rs. mensaes: c
quizer
de l'cverclro vindouro, com rxcluso do mez de festa ;
c isto com o estipendio mental de li/000 rs, pagos adian-
tailamenle cada mez, sendo as llenes diarias coin excep-
fo dut dias feriados, e de hora c tnela cada uma. A
matricula abrio-sc nodia7docorrenle,e|findar-se-hano
dia 20. As pessoas que se qui/ercm aproveilar deste en-
sillo, dirijam-se a ra Formosa, n. 2.
Joo Rodrigues Cnelho, morador na ra do Rn-
gel, u. 9, segundo andar, vende os seguiDtes livros : uin
Diccionario Ideolgico, em A volumes, com notas ; um
dito de Fonseca, em 2 voluntes ; a Pcrcgrinacao de Phi-
lolheia ao santo templo e monte da Cruz ; urna arilh-
retlca do Uczout ; Limadas do Camdes, em pequeo
volunte ; a Ortbograpbia de Moraes ; nina Graiiimatica
em francez c portuguez ; Kscola mercantil, sobre o coni-
inercio, e tratando de variassciencias, atslm como agri-
cultura, artes, peca nova, c cambios. O incsmo scnbor
compra o 4." tomo do compendio da Theologia moral
evanglica, para completar a obra de ti volumes, ou ven-
de os 5 que tem. Todas estas obras estiio em multo bom
uso, e nao precisan; do ser encardornadas. O mcsino
senhor precisa de um ollicial de encadernar livros, e de
alguns aprendices, lilhus desta proviucia ou de fra, e
nao os hovendo, adinitte ofiicial portuguez, ou aprendiz.
Manoel AntonioTcixeira relira-separa fra da pro-
vincia.
Compras.
i iiii>i i so mito e prala mesmn em obras quebra-
das : na ra do Queiinado n. I i.
Compra se o livro intitulado i'almella, e aClarissc
llarlouvc de Richard Son: quem livor annuncie.
-Couipra-se urna balauca grande, c pesos at oitu
arrobas : na ra do S.-llila, u. 85.
(ro, pel bai'lissimo preco de 2,56o rs. ;
titos de bezerro de sola e vira, ai,?oo
rs., e superiores.a 1,600 rs. : na ra da
Cadeia do llecii, n. 9.
Vendc-se a loja n. 17 do Passeio-Publico, coin
fundos ou sem elles : a tratar na inesina loja ou na ra
do Crespo aop.do arco de S.-Antonio, n. 4.
Saptilocs de tres solas,
a i.sooo rs.
No Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 78,
contina se a vender sapalOes de tres so-
las, a 1,000 rs.
Vende-se cera de carnauba, em porcao e a reta-
Iho de superior qualidade ; queijos londrinos ; latas
com iioi.ieliinlias de ,11.11 uti muito novas a 2/ rs. ;
latas com sardinbas ; ditas com 4 libras de marraelada ;
ditas com figos: tudo por preco comniodo : na ra da
Cruz, 110 Recife, n. 46.
A 1 so00 rs. ,
ancorctas com azeitonas superiores : von-
dera seno caes da Alfandega armazem
n. 7, de Francisco Dias Ferreira.
Vcndcm-se sipitos de marroquim
IiMncez, a is'ooo rs. : e de lustro a i^Cio
rs., pan senliora : 111 rua laiga do lloza-
l encas.
110.
11. >. i.
quem a
dirija-sc ao theatro.
Peda.
O-t a gratificacao de 8/ rs., ou a importancia por-
que fr avahada urna roseta de diamantes niu/-pei|iio-
nos.quese perdn 110 donlugo, dia deSaiit'Anna.da rua
do Rosario da Boa-Vista al o palacio daSoledade, desde
s 6 horas s 8 de d'auanha : quem aehou, 011 n tlver
comprado, querendo-a restituir, dirija-sc a casa 11. 4
da dita ruado Aozario, que receber a gratificacao men-
cionada.
TA C II1G R A P H I a .
O professordetachigranhia, querendo concn e.r coin
o que cata ao seu alcance, para a piopagavfio da arte que
exerce, tem r. solvido abrir um curso Iheorico e pra-
tico da mencionada arte, que devera cuuiecar 110 pri-
meiro desclcmbro do crreme atino, e findar no ultimo
Ao Passeio-Publico^ n. 19,
vendeui-se pannos linos de todas as qualidades a 3,^,
ySOO, 4/e f rs. ; cortes de l.ia para cale, is, a 2/500 rs.
ditos do casimiras, padrios oscuros a /000 rs. ; ditos
de eainbrala de todas as qualidades a ''/, 2^500 3/ e
4/00 rs. ; loncos de soda a l/e l#50O rs. ; ditos para
grvala a 400 rs. ; ditos de casta a 200 rs, ; chitas
linas, a 140, 1(50, 200, 220 240 e 320 rs. niadapolao
fino 1 3V200. 4\ 4/HS01V 5/e5ftO0 r.i. ; mantas de soda.
a 1/200 rs. ; chales de la a 1/600 e 2/500 rs. ; ditos de
s.da, padies lieos a castores a 200 rs. ; briin pardo de puro linho a 1#200
rs. ; dito brauco a 1/600 rs. ; chapos de sol, de seda ,
a 5/500 e 6/400 rs.; sarja pela muito boa a 2/e 2/400
rs. ; viseados francezes a 200 rs. o covado ; primores
modernos a 320 rs. ; esguio muito lino a 2/ rs. a va-
ra ; brius de linho de cores a 900, 1/ e 1/200 rs. ; e 011-
tras muilas fazendas por preco mais em conta do que
em outra qualquer parte.
Veudem-se 120 caibros de mangue a 180 rs. cada
um de 25 a 3o palmos de couipriiuento: no Itecco-Lar-
go no Recife, onde foi tanque d'agoa.
Vende-te brim de linho escuro a 200 rs. o cova-
do ; fustn pintado a 320 rs o covado; cambraia de
cores de lindos padroes a 640 rs. a vara ; lencos en-
carnados linos para tabaco a 3/200 e 4/ rs. a duzia ;
boas chitas de diversos padies a 160 rs. o covado : na
rua do Queiinado, loja 11. 8.
= Vende-se a acreditada fabrica de charutos na rua
Oireita, n. 28 : u tratar na mesina fabrica.
-- Vende-se mu inulatinh tde 12 a 13 anuos ollicial
de charuieiro : o motivo por que se vende he por seu
senhor relirar-.se dosla provincia : na rua Dlreita, n. 28.
Eslea se acabando.
Vende-te um novo tortlmento de chiquitos a 80 c
120 rs. o par : na praca da Independencia, u. 33.
-- Vende-te cera de earnaba de prlmelra qualidade ,
por inultoCOlltmodo proco ou troca-te por fazendas :
na rua da Cadeia-Vellia n. 20 primeiro andar.
FTASSA.
No deposito da ruada''adela do Recife, n. 12, ven-
de-se milito nova esuperio.i potassa ein barris peque-
os, por preco mais barato do que ltimamente se es-
lava vendendo.
Vendoiu-se oncas de ouro mexicano a 31/500:
na rua da Cadeia do Recife, 11. 25
= Vende-se, na Capnnga, estrada que val para o rio
Cap 1 bar be um terreno com-arroredoa novos, uma
casa 00111 5 qu.irlos luis salas grandes coziuha fra e
copiar : a tratar no mesino lugar com ValenttW dos
Pra/.ores, aqualquei hora do da.
Cal vireent. *
Vendo-so barris coin cal virgeni vind a de Lisboa ,
por preco mais barato do que em outra qualquer parle:
ta ruada Cadcla-Vclba armazem 11. 12.
/,6,
iNa rua de Ago s-Verdes n
vende-se uma < le-
gante mucama iniilaiinha do Hialinos, mili bem educa-
da com habilidades ; nina escolente escrava de na-
cao', peritaengominadeir;: e coziuheira ; duas ditas para
todo o servico ; dous uiolcques'pccas de uaco Angola ,
de I? a 18 anuos ; um casal de cscravos, proprios para
tillo, ambos por 489/rs. ; um esclavo carreiro de 25
anuos, por 350/ rs.
Acaba de ebegar do mallo um bom cavallo gordo,
excedente estradeiro r de bonita figura, vendo-se na
rua Nova armasen! n. 67.
Vend0111.se 12 osoravos, sendo quatro moloques de
n.ico, sem vicios, um pelo bom mostr de assuear o
carp na de engenho, um pardo bom para todo o servico
de campo, um cabrinha de 14 anuos, urna nogriiiha mili-
to linda de 11 a 12 anuos coin principio de habilidades,
iini.i preta perfoila cngniumadeira e coziuheira, Ires di-
las boas para todo servico de casa o 111.1,milito em Contal
na rua do Vigario, 11. 24, se dir quem vende.
A 600 rs o par.
Vendem-se sapatss de eoiirode lustro para senhora ,
por terem perdido algum lustro a 600 rs. o par ; 11a
prac.i da Independencia, a. 33.
Vende se uma escrava erinula eiigoinmadeira, do
'eeir, lavadeira e coziulieira : na rua das Trincheiras
11. 19
Vendem-se saccas com mi I lio a 4/ rs. ; nielas de
seda para hiiiiiein pelas e de cores a 1/ vs. o paj ;
luvas para senhora das mosinas coros a 640 rs. o par :
na rua da Cadeia de S.-Antonio, armazem 11. 21.
Com loijite de avatja
pecas de madapolo largo e ptimo coin um pequeo
loque de avaria de agua doce a 2/800rs. sendo a ata-
rla so em uma ou duas dobras ; um grande sortiuien-
to de fazendas linas e grossas que se vendem por ata-
co e a retalho_: no novo aruiazein de fazendas de Ricar-
do Carlos Lelle na rua doQueinrado, n. 27.
Vendem-se paulas das alfandega* do imperio do
l'rasil impressas no Rio-dc-Janeiro : na rua da Cruz
n. 20.
~ Vendein-se jogosde bancas de ainarello; lavatorios
de dito: udo novo e bem feito : na rua da Cadeia de
S,-Antonio 11. 21.
Vende-se cal virgi'in de Lisboa,
chegadi no ultima navio, en barris pe-
queos, por menos doqnt; em outra qual-
quer parte ; na rua do Trapiche, arma-
zem n \-.
7 Vendem-sesapalSesdecourodelus
A 3.s'8oo rs. a peca.
Na loja de Guiaiares & C.
que faz esquina para a rua do Collegio n. 5. vendeiu-
se pecas de chitas de .'18 covados a.ijSOO rs. a peca, de
sollVivel panno e padies agradaveis. Do-se as amos-
tras sobre penhores.
Vende-se cal virgem de I.isba em barris de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por preyo commo-
do : a tratar com Alnieid 81 Fonseca, na rua do Apollo.
A04 de fingir cabello.
Contina-s a vender agna de lingir cabello e suissas ,
na rua do Queiinado, 11. 31. O methodo de applicar a
coinpanha aos vidros.
-*- Vendem-se os meliiores cha-
rutos da Baiiia que teem cliegado
al hoje, com a marca T S B : em
casa de J. O. Elster, n deia-Vellia, n. 29.
ATTECAO'.
Na rua Direila, n. 53, venda de Antonio Francisco
vlartins de .Miranda vende-se manteiga ingleza mui-
to superior a 1/200 rs. ; dila de porco, a 360as. ; vlnho
do Porto, limito superior, a 320 rs. a garrafa ; azeitedo-
ce, a 400 o 4^0 r. ; dito de coco a 280 rs. dito de car-
rapato, a liGOOrs. aeanada c a 100 rs. a garrafa; as-
tucar brauco a 1/920 rs, a arroba ; e indos os mais g-
neros de venda ludo mullo superiore em conta; a-
sim como una porcao de travs de boa qualidade, de 35,
40 e 45 palmos.
Veade-se urna parda que engoimna lava e cozinha
com perfeico : o motivo por que se vndese dir ao
comprador : no Alerrn-da-Boa-Vista, n. 42, primeiro
andar.
Cera Ae Lisboa
Na ma da Cruz, n. 6o, vende-sea me-
Ibor cera que lia no mercado, em caixas
de todos os tamaitos, volitado dos com-
pradores, e mais barato que em outra
parle.
Veudem-se barricas de superior farelo de Lisboa,
a 4/000 rs.: no armazn que foi do finado Ilraguez, ao
p do arco da Couceico.
Vende-se urna muala, muito moca'
(e de boa figura, engommadeira e costil-
reir ; o um casjl com tuna cria de i5 a
A,
ex
16 annos : na rua do Crespo, lojan.
se dir quem vendo.
Veudem-se aeces da
tela-companliia de Peruambuco
e Parahiba: uo escriptorio de O-
lveira Irmos & C, rua.da Cruz,
n. 9.
Vende-se a Historia Universal por Millot, em por-
tuguez, 10 volumes eneadernados ; geographia de Pin-
keslon, com m.qqi.i, coloridos, dous voluntes : na rua
do Rosarlo, n. 28.
Vendem-se estojos com 2 navalhas de barba in-
glezas as qu-ues se irocain as que nao servircui a 2/
rs. cada eatojo ; oculos para ludas as idades ; tuncas
para meninos ; niela* de algodao prctas c brancas, pa-
ra seuliora a 480 rs. o par peno is |i.u .i s*oi i t ii ;,i a
320 rs. o quarteirao ; ihesouras linissiuias para ho-
ineiu e senhora ; collares prelos ; agoa de Colonia de
l'iver ; eseovas para joias ; pinceis e sabonetcs para
barba ; coiheres para sopa e cha, de metal do princi-
pe ; urna mulatiuha de 12 anuos, com principios de
costura : ludo para liquidaran de cuntas: na rua larga
do lioz.-iio, loja do Lody, n. 35.
A 1^000 rs. CADA UM CHALE.
Na loja que faz-esquina para a rua do Collegio. n. 5 ,
vendem ehales de larlataoa, grandes c de padres es-
euros pelo barato preco de mil rs. cada um.
tjontina-si;
manteiga ingleza,
i ,ooo rs. a libra :
sario,.venda n. 8.
Vendem-se masaos de filas de li-
nho brancas e enernadas, proprias para
rs
a vender a superior
pelo barato preco de
na rua estreita do Ho-
leiro, a 600
; mas-ios de fio de sa-
rs a libra: na rua do Ca-
bg, loja de quatro portas, <\o Duarte.
se
pateiro, a 8!>o
de vareih, ensaboa e fai_renda, ludo coin perfeico: a0
comprado, se dir a raso por que se vende : na estrad
dos Alllicios, uo sitio denominado da tainarincira. '
A 4/000 rs. CADA UM. '
,\.. lojade Ciiimaraos & Companliia na rua do CrejP
po, n. 5, vendem-se cbapeos de sol, de seda verdee azul
com armacao de ferro mullo bous, pelo barato preco
de 4jf rt. *
Vendc-se, por preco commodo, muito superior sal
do Ass : a tralar na rua da Moda, n. 11, com Silva
Grillo.
. \onde-se urna casa terrea muito grande, titana
rua daMangueira, na Roa-Vista, n. 11, com grasdes coin-
modos, quintal multo grande e muilosarroredosdefrur'
los, por preco o mais rasoavel possivel: trata-se na tu~.
do Aragao, n. 27. '
Vende-se um moleque de 16 annot, de bot figura
c sem defeitos : na rua da Moda, no segundo andar da
casa junto a do Sr. Leopoldo.
Vendem-se, por preco multo commodo para fe.
zar contas, charutos da llahia, regala, por preco cora,
modo : na rua do Trapiche, n. 34.
-- Vende-se a ofneina de latueiro, na rua do Livra-
nenio, n. 28, com todos os seus pertences, e tambem se
vende s a armacao da mesma, propria para qualquer
esiabelcciinentn : a tratar na mesma.
Vende-se uma mulatinha, de i3 a
i4 annos de idade, a qu#i oatiecozer cos-
turas cbaas, fazer lavarinto e engommar
com perfeico : o motivo da venda se di-
r ao comprador : no largo do Collegio,
no segundo andar da casa junto a sobra-
do amarello.
Vendem-se caixas para guardar
joias, pelo diminuto preco de 900 rs : na
loja de quatro portas da rua do Cabug, n.
1 G do Duarte.
~ Na rua da Florentina n. 16, defronte da coebeira,
rende-se um escravo, bom trabalbador de enxada e ma-
chado proprio para sitio 011 engenho e que he ga-
nhador de rua nesla praca que d 560 rs. diarios, e
tem ptima conducta : vende-se para um pagamento.
tg u ouozou op H3JB| eiu tu : opom
-010.1 ni mi .mil 'sopjfqo soi 111111 sojinoa s-jjou, o sean
'soy .qi s.ipep!|iinb se sepo) 01110.1 nuq : icpjoq oi.n
-03 e ll.'l 0111.huimos O o|io| mil. simi q li'.s 1113 Hi.iquli.
scz.i.-iuo.ii seuir sequirtu seiijpcpj.iA se js-uiapiia.v
Balainhos para costura.
No Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 78,
vendem-se estes balaios por 56o, 1,000 e
1,38o rs : sao tao lindos, que quem os va-
nao deixara de os comprar.
Cambraias de seda do ultimo sosto.
Na rua do Queiinado, n. 46, loja de .los Joaquim Pinto
lu- ile M.io iiiiae.. veadein-se cambraias de seda do
ultimo gosto; inanias de barege com listras de seda e
franja de retroz ; cortes de cambraia abena*, a 4|OO0 e
4^500 rs.; casta lisa a 300 rt. a vara ; dita de titiras, a
360 rs. ; lunes de seda para'senhora a 500 rs. ; atoa-
Ihado de algodao a 641) rs a vara ; e outras umitas fa-
zendas mais baratas do que ein outra qualquer parte.
~ Vendem-se pelas, pretos e moloques de bonitas
figuras e coin habilidades : na rua das Flores, n. 17.
CHARUTOS CACA DORES.
Chegaram da llahia ba poucos dias, urna pequea
porcao desies afamados charutos, ein caixinhas de 125 ,
o que se vende a retalho eiu casi de bredeiicn Uobil-
liard rua do Trapiche-Novo n. 18, anude tainbeiii ba
de outras qualidades em caixinhas de 100 muito su-
periores c por preco comiuodo.

Escravos Fgidos;
Fugio, de bordo do brigue iperanfa, a 26 de ju-
Iho o escravo marlnheiro de nome Rcnedicto de
nacao da Costa ; representa 28 annos pouco mais ou
monos alto, magro, preto ; tem o rosto talbado ; le-
vou camisa e caifas de ganga azul; perlence ao Sr. Jos
Francisco de Castro, do Itio-Giande-do-Sul; quem o
levar a boro do dito brigue, ou aos consignatarios,
Auioriui Si limaos, receber boa gratificacao.
Fugirain, na madrugada do dia 3 do crrente, do
engenho Pindoba da freguezia de Ipnjuca, -dous es-
cravos sendo um cabra de nomo Izidoro, e umapre^
la, de nomo Rita; o primeiro de cor trigueira altura
regular grosso do corpo queixo bastante saliente i
he ollicial de carpina : a segunda de cor preta altura
niaior do que a ordinaria secca do corpo, voz estre-
pitosa ; sabe coser engommar e cozinbar soA'rirel-
inente : sao casados : quem os pegar leve-os ao dito vj>.
fenlin a seu senhor i.ourenco de S a Albuqueique
unir, ou ao engenho Guararaprt que ser genero-
samente recompensado.
Fugio, no dia 3 do corrente o pardo (bristovao,
de 20 anuos pouco mais ou menos de altura quasi re-
gular, chelo do corpo, rosto redondo, olhos regulares e
empapujados, nariz bocea e orellias pequeas pesco-
fo curto i elore.iilo de bracos c peinas ; levou camisa
de algodao trancado azul, caifas de Ia amarellk j bem
usadas e chapeo de palha cuverimado de preto; um
dos signaes por onde bem se conhrce be ter no rosto
militas pintas pelas e nao ter barba nem suissas, e
apenas alguns cabellos por todo o rosto: quem o pegar
leve-o a rua do Trapiche armazem de assucar, n. 13,
ou na rua de Apollo u. primeiro andar, que ser
recompensado.
iooooo rs. de gratificacao
Fugio, ha quatro annos, ( no mez de dczrmbro de
1844 ) um preto, de nome Miguel ci ionio balso, bera
grosso que t custa andar pernas um pouco arquea-
das de .'io a mus pouco mais ou menos ; he bbm cozi-
nheirn e gosla muito de paluscadas Este escravo foi do
engenho Samba, no Porto-Calvo e vendido aqui pelo Sr.
Manoel Buarque de Macedo ; lalvez que ande por l
iiiesiiio aonde tinha urna amasia, ou esteja em algum
engenho das immediacors desse' lugar visto que logo
que fugio andou por l Roga-se as autoridades ou cu-
ta qualquer pessoa que dellesoubep que o apprehen-
dam e remelta.m ao Alerro-da-loa-Vista, n. 10 casa da
Snra. viuvaCarioca que se compromete a dar inme-
diatamente 100/ rs a quem o touxer ; assim como gra-
tificara qualquer noticia que Ihe derem delle.
Fugio.no dia 21 de dezembro prximo pastado,
pardo Jacob secco do corpo cabelioa estirados; tem
falta de um denle na frente algumas marcas de be-
xigas e um pequeo talho no rosto ; o mais vislvcl sig-
nal be ter a marca do urna caustico as costas .' quem o
pegar leve-o a Jos Luiz Perelra, na rua Nova.
- Vendem-se na rua da Praia, armazem n. 20, lingoas
do Rio-Grande pelo prrfo de 140 rs. cada uma, de boa
qualidade.
Vendem-se queijos londrinos e presuntos para fi-
ambres, chegados pelo ultimo navio de Liverpool; ervi-
Ihas proprias para soupa; vassoras para varrer salas : no
armazem de Davis StC, ruada Crut, n. 7.
- Vende-se um cavallo rodado, bastante gordo, anda-
dor de baizo at eiquipar, equelainbeui be excellentc
de carro por ser milito ardigo o j estar ensinado ; na
rua da Aurora, n. 50. ;
- Vendc-se urna ffegra que engomma, Coiloha, laval I'eBN. : NA TYI>. DE M. F. DE FABIA. 848
Fugio, no dja 5 do corrente, um moleque de no-
me Manoel, de 16 anuos, secco do corpo barriga gran-
de com marcas de bichos nos pt ; lie multo bruto e
nao falla direito ; levou camisa c ceroulas de algodJo
da ierra muito sujas ; tem os olbos muito pequenos :
quem o pegar leve-o a rua da Praia-de-S.-Rila, n. 37,
quesera recompensado.
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