Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08611

Full Text
Anuo
XXIV.
Terca-feira ft
O DI i"'" publlca-setodos os diasque nSo
furrn do guarda: o preco da a.signatura he
le 4/000 rf. por quartel, pago adianlaiot. Os
iiiiiincios O" assignantcs sao inseridos
a d 20'- porllntaa, 40 rs. era lpo dlf-
f -ri-nte, ea re'pellcdes pela mc(ade. Os nao
hj,iiiia'nieipagarao80rj. por linhae 160 n.
ein typo difl'ereute, por cada publicacao.
PHASES DA LA NO MEZ US, AGOSTO.
rr,renU. a7, a 37 min. d inanh.
LMCkZ, a 14. as & horM e M .** Un.
jfnaon. a 21, al hora e 48 min. da tard.
La nova, a 28, s 4 horas e 42 min. da tard.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Parahlba, t eg. e sextat-felrai.
Uio-G.-do-Norlr, quintas-fclras ao inrlo-dia.
Cabo, Serinbeui, Rio-Formoio, Porto-Calvo
e Macelo, no 1.*, a 11 e 21 de cada mez.
Garanhun e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s qulnlaa-felras.
Ollnda, todos os dias.
I'REAMAR DE HOJE.
Primeira, aos30 minutos da inanhaa.
Segunda, aos 54 minutos da tarde.
de Agosto de 1848
N. 17*.

das da semana.
11 Sexta. S. Tlburcio. Aud. do J. do elv c
do J. de paz dn t dist. de t.
12 Sabbado. S. Clara. Aud. do J. do c. da
1 v. edoJ. de pazdo 1 dist. de t.
13 Domingo. S. BfpoUtn,
CAMBIOS NO DA DE (i ACOST.
Sobre
u
*
ii
Acede
Orno.
DIAR
.undres a26e26'/Jd. p. U rs. a (Vid.
I'aris a 313 e 9M 11. I">' franco. \om.
Lisboa 112 por (culo de pieim >.
,- i,;... jjc boaj !'! i n i1'.. <.....os-
uda coinp.de I eberlbe, sMyrs. aop.
-Oncas liespanholas 3l>i;(M( a 30/5UO
Moldas de 6/4O0 v. 17,, in.) a IVfJOO
dc/iJOii. lti/IOU a 16/200
de 4/000... 0/400 a 0#tiOO
PralaPalaces brasilciros I/U80 a 2/900
Pesos columuarios. 1/liSO a 2/itni>
Ditos mexicano!. ... I850 a lWHl
. Miuda................. 1/920 a l/3
' V [i "-"'-'"'
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
4*,,. SKSiO OsVDUAIlIA XM B AGOSTO
BE 18*8.
PRESIDENCIA DO SR.-VICARIO AZBVEDO.
Somumio. Acta. Expediente.ApprovacSodoprojee-
to Da 37, m terceira diicuuo. Nometcodi
urna depuliifio para levar t lanccao alguns
acias da ammbta. diamenti da itgunda
diieuulo do orcamento provincial.
s 11 horas e tresquartot da inanhaa. faz-se a chama-
da e veriflea-se estar ni presentes 20 Srs. deputados.
O Sr. Preiidente declara abena a sessao.
O .SV. 2." Secretario l a acta da sessao anterior, que
he approvada.
O Sr. 1. Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
m oflicio do secretario da presidencia, declarando
haver-se exigido da thesouraria das rendas provinciaes
e do respectivo consulado os esclarcciuicntos a que se re-
fere ii ollieio do primeiro secretario da assembla,da lado
do 1.* do correte. Iuleirada.
On tro do un 'sino, remetiendo os trabalhos dos alum-
nos de dezenho do collegio dos orpliaos. A' commis-
sao de arles.
Outro do mesmo, transtniltindo uin officio do Inspec-
tor interino da thesouraria das rendas provinciaes, pe-
dindo urna copia de un pare cer da coinmisso de cc-ns-
titulcao e poderes. Intelrada, resolveu que se reinet-
tesse urna relacao dos deputados que assistiram s ses-
ses preparatorias e da abertura da sessao ordinaria
deste anno.
Outro do mesme, acompanhando um ollieio da cma-
ra municipal do Cabo, assim como mais alguns docu-
mentos eoncernentes a certas duvida. acerca do conteu-
do no mesmo ollieio, A' commissao de legislacao.
ORDEM DO DA.
Tereeira discussao do projecto n. 37 que extingue a
thesouraria provincial e cria oulra reparticao que a
substltua.
O Sr. Trigo de Loureiro: Sr. presidente, na segunda"
discussao deste projecto eu me oppuz aelle: contino,
pols, na opposico, c porque mdsnii coui as poucas
emendas com que entao passou, nao satisfaz os flus a
que se dirige.
Reformada a reparticao, cumpre por sein duvida pro-
v-la de empregados; flxar a norma dos seus trabalhos,
e conseguintemente regular a contabllidadc e escriptu-
raco; estabeleceros meios capa/.es de prevenir que se
repitan! os factos que desgraciadamente aeabmii de ter
lugar, e finalmente determinar quaes as leis porque es-
sa reparticao se ha de regular.
O. uanto aos empregados, exclusive o ofhcial-maior que
J ein outra occaslo prove ser desnecessario, parece
que o projecto pode passar; mas no que diz respelto n
conlabilldade, he elle um pouco manco, assim como o
he no querespeita legislacao porque se deve regular,
porquanto estatu no artigo 2. que, emquanto se nao
deruin regulamento a essa reparticao, ella se regulara
pela le de 4 de ontubro de 1831, instrucedes e ordens
respectivas, no enlamo que nao he s pela lei d 4 de
outubro de 1831 que essa reparticao tein de reger-se,
mas tambeiu pelas leis de fazenda. Supponhainos que
se trata do sello de herancas. Porventura est determi-
nado por algum regulamento ou por ordens do governo
qual o imposto que, nesse caso, se lia de_arrecadar?
Nao; smente se cncontra essa detcrmlnacao ein una
lei de 1809, segundo a qual ora se devein arrecadar
10 portenlo c ora 20. Sim, segundo a lei que aca-
bo de cilar, os herdeiros, sendo ascendentes ou des-
cendentes, nao pagam sello de heranca; mas,sendo col-
lateraes at o segundo grao, o sello he cobrado na raso
de 10 por cento, e quando sao do segundo grao ein dian-
te, na rasao de 20 por cento.
E nao he sincnle, Sr. presidente, esta lei de Tazenda
a que poder ser applicada nova reparticao, outras
multas se arli.uii as mesmascircunstancias; entretan-
to o projecto apenas cila a de 4 de outubro, assim como
os regulamentos c ordens do governo. .
A lei de 4 de outubro nada mais faz do que determi-
nar a escripturaco.....
O Sr. Roma: He oquanto basta.
OSr. Trigo nVi Lourtiro: Nao he o q uan lo basta. O
nobre deputado sabe que a lei provincial que creou essa
reparticao, manda observar as leis de fazenda e seria
absurda, se tal nao fliesse. ,
O artigo 2. indico as leis porque esta reparticao se
deve regular, o oltavo diz ficain revogadas todas as
leis e disposicc. ein contrario, e a reparticao tem de
reger-se smente pele lei de 4 de outubro de 1831 e pe-
las dl.pozicocs e ordens do governo ; licando, portanto,
inteiiMnenle manea.
O Sr. Joic Pedro: Apoiado.
O Sr. Trigo de Loureiro: Vamos ao artigo tereciro,
e veremos que ha contradieces. No artigo 1." diz-se que
llavera um carlorario, que ser o primeiro ou o segundo
amanuense, e no 3. esiabelece-se que essa inisjao sera
incumbida ao primeiro amanuense. (O orador l o doui
artigoi.) He um grande defeito, he nmaimperfeicao mu
sensivel destruir-se n'uin artigo de urna lei o que se ba
dito ein oulio que Ihe he anterior.
Na segunda discussao, j prove de modoincontesta-
vel ainulilidade do lugar de olTicial-maior; mas, isto
nao obstante, aluda perguntarei, para que semelhante
cargo ein urna reparticao to pequea? Dcinas, entendo
aue fora melhor incumbir a escripturaco do diario e
o livro-mestre ao cantador; mas nunca como a snbal-
L terno, pelos motivos que j expend em outra occasio.
v Acho multo pouco o ordenado que se d absempr?
gados: esesequer que elles cumpram pontualmente
os seus deveres, uiarquem-se-lhes vencimentos sulli
cenles.
Um cont e quatrocentos mil ris nao be ordenado
para um contador. Estipular eiu pouco os vencimeutos
do thesoureiro, be polo ein dura pro va ; pois que arris-
ca-se inulto a lancar mudosdinheiros pblicos aquelle
que, sendo guarda dcllcs, v os ftlhos morrerein fomc.
uecessdade, Senbores, lie a malor Inlmigj da vir-
tude. *
O Sr. Roma: O augmento nao he lao grande como
isso.
O Sr. Trigo de Loureiro: Demais, diz o artigo que o
thesoureiro prestar flanea idnea. A lei de 4 de outu-
bro, ineus Senbores, exije o mesmo, e se a refpeito dos
muros empregados o projecto apenas se refere a essa lei,
para que nio guardou o mesmo metbodo acerca deste
deque trato?
O Sr. Roma: Nao faz mal.
OSr. Trigo dtoiireiro: Ora, se j est estatuido
que o thesoureiro he o guarda dos cofres da thesouraria
c que prestar nanea idnea, acho tuuito fura de propo-
sito que de novo se exija a mesilla cousa, como receian-
do-se "que a lei caia em desuso e deixe de ter execucao.
Para provarque o projecto nao faz senac repetir o que
est inscripto no artigo 72 da lei de 4 de outubro de 1831,
eu lerei este artigo, (te.) A' respeito do fiel, o artigo 2.
limitarte a repetir o que se conten no que acabo de ler.
Seinelhantes repetlces, anda o digo, nao pdein dcixar
de iii iinir para que o projecto seja defeituosu.
Agora, vamos ao artigo 4. (.)
Eis-aqui, Senhores, o grande remedio que se d a res-
peito da contabilidade e escripturaco. Diz-se que o
presidente da provincia expedir o regulamento pelo
qual lia de se reger a reparticao, c nao se satisfaz, como
i ilinpi a a ueeessi.laiie mus vital. Sim, deste modo n.ni
se tein marcado, ncm a marcha da contabilidade iieui
a da escripturaco, visto como nao se determina quaes
os empregados que devem de ser encarregados deste
ramo do servico,nem lo pouco a inaueia por que o lio
de fazer.
Olanlo ao artigo 5.*, nadadirei, porque j se lliesup-
priinio a parte que quera que a lei lycssse o scu cft'rilo
desde j Apreciemos, porm, o art. (i.*
Est determinado na lei n 82, de 4 de irtalo de 1839,
que se cont aos empregados pblicos tojo o Mi-vico
prestado em qualquer reparticao, qur geral.qur pro-
vincial: por eonseguinie o empregado nopcrdeo lem-
po de servico que prestara. He, portanto, superflua a
disposir.o deste artigo
Vejamos o artigo 7." (Li). Deve dcixar-se ao presidente
da provincia a fxafo do numero de pessas de que se
deve compr a conimissao: elle he que pude avallar
exactamente essa uecessdade, elle he que pode saber se
esse servico deve de ser feito por tres, ou mais indivi-
duos. Pelo que respeta esta materia, o governo he
scinpre o mais habilitado; ehc esta a rasao por que es-
ta assembla sempre delega ao governo da provinaiao
direto de formular regulainenlos, inslruccOcs, etc.
Fra mcluor, portanto, que o projecto nao Innitasse a
tres es iiieuilinis da cominissao, e que deixassc ao pre-
sidente o arbitrio deprovr esta necessidade, como
lile p u eees.se mais conveniente ao servico pubUco.
Demais, o que diz o projecto ora ein discussao a res-
peito dos livros da extincta thesouraria ? Que providen-
cias d a respeito? Nenhumas. Sein que os livros sejain
entregues por um Inventario,sein que se Ibes d um des-
tino, nada se far : entretanto o projecto se crcuins-
creveadizer: O presidente nomear urna commissao
de tres membros para rever os livros da extincta the-
souraria. Mas i*so he o niesuio que nada, porquanto
nao se diz o que o presidente, deve de fazer ao depos.
Eu entendo, Sr. presidente, que esses livros da extinc-
ta thesouraria nao devein passar para a irova reparticao,
anda mesmo que se nao achem acabados; porquanto re-
levaque nao cstejam continuamente diante dos olhos
dos novos empregados csses livros que demonstran! a
venaldade dos funecionarios que os precederam, que
provam que csses funecionarios dclxaram de cumplir
seus deveres.
Eu, pois, Sr. presidente, cinjo-nic a estas reflexdes, c
vou mandar mesa uin projecto substitutivo que con-
feccione!.
O Sr. l. Serlario Ico segunte projecto:
A assenible.i legislativa provincial de Pernambuco
decreta:
Art. 1 Fca extincta a thesouraria das rendas pro-
vinciaes e substituida por. outra reparticao com a deno-
niiiiaoan de thesouraria da fazenda provincial.
Art. 2. Esta reparticao ter os seguiulcs empregados:
inspector, contador, thesoureiro, fiel do thesoureiro,
procurador-liscal, dous prmeiros e dons segundos cs-
crplurarios, dous amanuenses, um porteiro e um con-
tinuo.
Ar. 3. O primeiro dos segundos escriturarios ser-
vir de secretario, c o primeiro dos amanuenses servir
de carlorario. .
Art. 4." Emquanto nao se der a esta reparticao uin
regulamento especial, ella se reger pela lei geral de 4
de outubro de 1831, regulamento e lnstrucoes de 2b de
abril de 1832, relativos contabilidade e escripturaco
das thesourarias do imperio, c mais leis geracs de lazcn-
da, no que lhc 6r applicarel.
Art. 5." O iuspector ter o ordenado actual de 2:000/
M.; o contador e o thesoureiro, cada um 1:600/rs.; os
dous prinieiros escripturarios c o procurador-fiscal, ca-
da um 1:000/ rs ; os dous segundos escripturarios, cada
um 800/ rs.; o fiel do thesoureiro, o primeiro amanuen-
se c o poi teiro, cada um 600/ rs.; e o conlnuo, 300J0OO
ris.
Art. 6. O presidente da provincia nomeara para os
cargos de Inspector, coiitador, thesoureiro e procurador-
liscal a quem julgar inas apto para cada uili delles ; no-
mear, porm, para fiel do thesoureiro a quem o mes-
mo thesoureiro Ihe propozer, sb sua responsabilidade.
. Art. 7.* Os lugares de primclros c segundos escrip-
turarios e amanuenses serao prvidos provisoriamente,
at que, dado a esta reparticao um regulamento espe-
cial, sejam prvidos nelles definitivamente os preten-
dentes que mais se houverem distinguido no concurso
sobre os principios da graminatica da lingoa nacional,
cscrioluraco por partidasdobradas e calculo mercantil,
c uue reunirein a estas habilltacoes belleza de leltra, boa
conducta moral e idade de 21 annoi paia cima.
Art 8 Os empregados nomeados provisoriamente
nao pagaran novos e velhos dlreitos, nem tambem os pa-
earo os empregados da exlincla thesouraria que frem
nomeados para a que ora se cria, salvse passare... a
ter matar ordenado, em cujo caso .rnente os pagano
"Vrt 9*E.SroTridente da provincia autori.ado
naradaresta reparlicSo um regulamento especial em
ejue de[ermioeasatlribuicaes,functOe. c garanlta.de
cada um dos seus empregados, podendo augmentar ou
diminuir o numero dos que Ibes d a presente le, se-
gundo o pedirem as necessidades do servico e o interes-
!X da fazenda publica, e em que proveja boa arreoada-
ep, distribulcao, adminlstracfiio, e fiscaliMtao Uas ren-
m provinciaes, determinando igualmente o numero e
iii a de contabilidade c escrlplura9ao, recomineiidado no
art. 7 desla lei, e a furnia do concurso para os emprega-
dos declarados no mesmo art. 7.
Art. 10. Felto o regulamento deque trata o artigo
antecedente, o presidente da provincia o mandar logo
observar na reparticao, c o submetter definitiva ap-
provafo da assembla legislativa provincial, na sua pri-
meira sessao posterior.
Art. II. Fica o presidente da provincia aulorisado
para mandar examinar, em cada um dos annos vindou-
ros, na occasio que julgar mais opportuna, o estado
dos cofres, escripturaco e contabilidade da nova the-
souraria, e, segundo o resultado doexame, providenciar
ao que for necessario, ou reclamar da- assembla legis-
lativa provincial as medidas que exccdcrein s suas atlri-
llllidies.
Art. 12. Fica igualmente aulorisado o presidente da
provincia para mandar examinar por una commissao,
logo que for publicada a preoeuic ici, udus as comas c
cscriptura;o da extincta thesouraria, sendo um dos
primeiros trabalhos da commissao a liquidaco dos fun-
dos dos cofres da mesnia thesouraria.
Art. 13. A commissao, concluido o exame, dar exac-
ta e circumstanciada conta do resultado delle au presi-
dente da provincia ; e depois, encerrando os livros da
thesouraria, os entregar por inventario com lodos os
Oais papis ao Inspector da nova thesouraria, o qual os
mandara archivar e ter ein boa guarda.
Art. 14. O presidente da provincia mandar publi-
car pela imprensa o resultado do exame da oouiinissfin,
e providenciar ao que for necessario ou reclamara da
assembla legislativa provincial as medidas que julgar
necessarias e que excederem s suas attribtllcots.
Art. 15. O saldo que se liquidar pelo exame dos co-
fres da extincta thesouraria entrar nos cofres da que
ora se cria, onde ser considerado como receila, prove-
niente daquclla fontc, do auno linanceiro em que a en-
trada se verificar.
Arl. 16. Os membros da commissao, de que trata o
artigo 12, venecrao nina gratilieacfio proporcionada
importancia do sen trabalho, a qual ibes ser arbitrada
pelo presidente da provincia.
- Art. 17. Coucluido o inventario, c fcita a entrega
dos livros e mais pepeis da extincta thesouraria, na fur-
nia do artigo 13, e rcmctlida ao presidente Ua provincia
urna copia aulhf.nlica do mesmo inventario, assiguada,
como este, pelos membros da commissao e pelo inspec-
tor da nova thesouraria, se haver por dissolvida acoin-
inisso. -
Art. 18. Ficam revogadas as leis e disposicoes em
contrario. .,,,..
Paco da assembla legislativa provincial de Pernam-
buco, 2 de agosto de 1848. Trigo de Loureiro.
O Sr. Cabra! : Sr. presldenle, o nobre deputado que
me pieccdeu, de novo tenia deitar por lena o projecto
'OSr. Trigo de Loureiro: V. eslou no meu direito
O Sr. Cabral: F.sl no seu direito. ningueni Ih'o
contesta.... e principiando por analysar artigo por arti-
go, concluio o seu discurso ollerceendo mu projecto
substitutivo.
Diste o nobre deputado que o artigo primeiro era ini-
perfeilo, porque dava ao ollicial-maioi- allribuicocs de
contador, encarregando-lhe ao mesmo lempo acscrip-
turaefio do livro-ineslieellvio-diario.eqiK, sendo islas
funecoes iiicompativeis entre si, nao podiam ser bem
dcsenipenhadas por um incsino individuo
Sr. presidente, nao sei onde esta a dllllcalds.de do olli-
cial-maior excrcer as allribuicoes conferidas pelo arligo
primeiro co dos livros inestre c diario lica a seu cargo, nao se
nuer diicr nuc sejam por elle ncccssarianiente etcriplu-
* ________i ........... i .. i .- i I i,,.,. ,i' i i i i i
rados, basta quesubscrevaos lancaiiieiilos fcitos poi-uin
dos empregados mais habis da repai ucao. O lini des-
la disposifo foi obligar o olUcial-maior na/.er ein da
a escripturaco dcstes livros c evitar a lalta que actual-
mente se nota na thesouraria provincial, por se nao a-
charem dcvidaimiitc cscripturados.
Pastando ao segundo artigo, disse o nobre deputado
que a sua disposicao nao salisfazia o lim designado, que
a lei de 4 de outubro de 1831 e regulamento de 2b dea-
bril de 1832 noeram as nicas disposicoes que liaviain
* respeilo dos objeclos de fazenda, e que outras minias
extttlam, como por exemplo a lei que regulara a laxado
sello das herancas, legados, etc ; de sorte que. na opi-
nio do nobre deputado, o defeito do segundo artigo do
projecto consiste em nSo haver especificado toda a le-
gislacao existente acerca da arrcc.idacao dos iinposlos....
O Sr. Trigo de Loureiro: Nao disse isso; disse que
nao mandava regular a nova reparticao pelas leis de fa-
zenda.
O Sr. Cabral: Entao nao sei a que proposito veio
*~
Sr. presldenle, a commissao cneai recada de refundi-
os diversos projectos que lile frain subiiictlidos, apro-
veitou o <|ue cada um linha de ni< llini. e ncm era con-
veniente que se eoimevvasscm IgttaljdoJ s ordenados
dos empregados na nova reparticao com os da thesoura-
ria geral, cuja receila he milito matar do que a arreca-
dada pela thesouraria provincial; a commissao enlen-
deu que devia estabeleceros ordenados na rasiio do tra-
balho ecategoiia dos inesinos cmpiega^ps: couibiuciiise
os ordenados marcados no artigo tereciro do projecto
com os >stabclccldos no artigo segundo da lei provin-
cial n 67 (li) que se conliccer a ilillerenea para mais.
Nolou o nobie dcptilaiiado itmilefeilo na redaceu (lo
artigo terceiro, e vm a ser que, determlnaiidii o artigo
segundo que a nova reparticao se regulaste pela le de
de outubro, nao se fazia misler declarar.qiie o thesou-
reiro era o guarda dos cofres da fazenda provincial, etc.
Sr. presidente, tratando o projecto de crear urna no-
va reparticao, era necessario marcar as atiribuicoes em
geral de seus empregados, tanto mais se sttendermos
aos motivos que nos impelliain a tomar esta medida:
aquella declaraco nao he ociosa, ella tambem seuu-
contra no artigo lereiro da le provincial n. 26i e, uo
obstante essa cautella, Ionios lesleiininlia do extravio
dos dinheiios pblicos, ((lie inontaiii lalvetaSOO ionios
"c li....
O Sr. Boma : Pawain de 600..;. nao duvido....
O Sr. Cabral: Pastando ao quarto artigo, nolou n
nobre deputado que se nao especificaste o servico de ca-
da uin dos empregados....
Ora, Sr. presidente, como lie possivel que n'uin pro-
jecto de lei, cojos nrllgos devein ser concisos, se deter-
miua.se, poresemiilo, que o primeiro escripturarlo es-
erevesse no livr da reeeita e despe/a ; o segundo, DO II-
vro-ealxa, e assim por (liante? Nov-0 nobro deputado,
que isto h<- objecto de um regulamento, e que se acho
prevenido pelo artigo segundo do projecto r
OSr. Trigo de Lnnreiro: Onde o projecto feziSto?
tnto para que esl argumentando fura da ngra .' Que-
ro que o presidente seja aulorisado para regular a ct-
cripluiaco e contabilidade, c que isto seja expresso
na lei. .
O Sr. Cabial: O que quer o noble ilepul ido esta de-
terminado no regulamento de 26 dcapril, queicui de
reger a nova reparticao, emquanto o presidente nfio der
outro.
Nada dlrri sobre o artigo quinto, porque na segunda
discussao do projecto, expend os motivos que indii/.i-
ram a coininlstuo a redig-lo tal qual se acha: entretan-
to, como una emenda losse oll'ereeida por un nobre
deputado que se senta ninlia esquerda, e a eas-i volas-
se por ella, ficou corrlgido o defeito que nolou o nobre
deputado ; portanto, nao sei a que veio esta discusso
sobre um negocio vencido.
Ouanto ao ai ligo sexto, a casa me dispensara de jusli-
fica-lo : o nobre deputado reprodu/.io os arguineiilos
apresentados na segunda discussao, que lram por mim
contestados, e a casa volou pelo artigo do*projecto e
contra a sua emenda : portanto vamos au artigo stimo.
Concluio, Analmente, o nobre deputado o sen discur-
so, notando que o ultimo artigo o projeelo na eslalie
lecesse as rrgras de conducta da coiiiniissao, cncarrega-
da do exame da thesouraria, nao ilssesse que a commlt-
SO devia ir aquella reparticao proceder ao bal neo, l'i-
ier o relatarlo, d-lo ao governo, etc.
Sr. presidente, o arllico stimo autorisa o governo a
nnmear una coiiuniasao ilo tres iiieinb os para dar IIm
b il meo na repartidlo cxlineta, que deve recaliir, sem
duvida, sobre pessoas intclligeutes ; logo est entendido
que ao mesmo governo cpnipete dai-llies as inslrucces
necessarias para o boiiidescuipeiilio de suas fuieciles.
Tenho respondido aos argumentas do nobre deputa-
do : vol pelo projeelo, c contra a emenda SUbstltUtiV i
O Sr. Trigo de Loureiro I -- Sr. presidente, o nobre de-
putado que acaba da fallar, pensou ter destruido os ar-
gumentos que eu aprsente! contra o artigo segundo,
mas perde-ine o nobre ilepuladii que Ihe diga que es-
sis argumentos ettio em p ; elle at nao tocn nelles.
Alliruioii o nobre deputado haver eu din que ueste
projecto se devra leclarar que <> sello de bermica deve
ser ai recadado por tal e tal modo, que a decima devfl
arrecada.la por tal, e lal inancira, que o imposto, por
exemplo, de botiqnim, eto.i deve ser arrecadado por tal
mi lal furnia ; mas eu nao disse seiiielhaiile coiis.i : en
disse que CStC artigo eunliiiln una lacinia, i" una laeu-
na inuito consileravel, porque ordenara que esta re-
parUcaose regvlasse nicamente pela le de 4 bro de 31, regulamentos, Instruceoes < ordena dadas
pelo governo com applicacfio a etta le. Eis-aqui o meu
argumento. Ora, como he qTreo nobre deputado quer
tirar deste meu argumento a conclusao de que eu prc-
lendia que se declarassc no projeelo que o sello de he-
ranca. quando os prenles fossem ascendentes, ou cendentes.era iieiilium ; que. quando fossem collaleraes
al ao segundo grao inclusTainentJ, montarla a des por
cento ; c aue, iiuando fossem collaleraes do terceiro grao,
*. .:.-i.-. ,.,^,~r,a apad.
chegaria avite por cento? A rninhaarglimeiltacao pres-
ta se porventura a semelbanles conolusoesaseiiielhan-
tes consequencias ? Eu disse que o artigo era maneo,
mina o artlgo-que a reparticao-te reja pe. citada le de P^'Vd^uVain d'ol e pelas demais.
4 de outubro de 1831 e iegulau.eu.os respectivos, no.lataTde*doutobro ^JP*. g ^ ^ ncc<.iS;H,,
que lhc for appl.cavel. ,. u. ,. HSr. presdeme, he preciso que .casa tecomp^uetre porqueU"^""fgftZ mesmo he que he abso-
de una verdade, he preciso, digo, que ella se convenca t. ...Z.... _........
de que lodos os projectos apresentados sobre a reforma
da thesouraria provincial, nao eonlcm doutrina nova
lodos elles liveraui a sua foule na tai da orgaiusacao do
thesouro geral: o projecto substitutivo do nobre depu-
tado, que acaba de ser lido, alinde nao conlerdoulrlna
nova, como disse, resciiie-se de falta de harmona cni
suas disposies, por seren extrahidas parle da el de 4
de outubro e parte do regulamento de 56 de abril, dado
para sua execucao.
Continuando o nobre deputado em sua analyse, disse,
fallando do artigo terceiro, que os ordenados all mar-
cados erain diminutos.
I
lulamente necessario declnrar-se no projecto, poique
elle manda que a .reparticao se reja pela le de 4 de ou-
tubro e revoga depois todas as leis eai contrario, no nu-
mero dos quaes eiitram essas que, segundo o nobre de-
putado coufessa, contem regias para essa reparlico.^
Tambem nao sei qual a rasao por que lendo-se dito que
a reparticao se reger pela le de 4 de outubro, c duen-
do se ncsla que o thesoureiro be o guarda dos colres
pblicos, se repelen! ueste projecto as incsinas palavras,
nao se procedeudo assim a respeilo dos outro. empre-
gados. He uina superlluidade, apezar de que nao pen-
sem aquellet quejulgam superfluo o" accrescentai-se
i''
I.
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que a reparticao c redera por toda as Iris de faienda,
H" que Un' or appiicavcl.
No enlamo, -r. presidente, tiram-sr da niiulia argu-
nicntacn certas consequenciiu i|ur iiiio eslo dentro
dos principios estabrlrcidos por mim
Si. presidente, eu peco aos noble deputados i|iie pres-
ten) milita tleneffoao que eu di^o, para que me nao cin-
nrestem consequenclas vergonhosas: eu darla mosteas
da maior rstupid/. do mundo, se pretendiste que ir
diuriscno projecto (udo quanto n nobre deputado rc-
lerio ; seria o humen, inais entupido deste inundo, se
qui/.essc que no projecto se dissesse isto : trouxe un
cxcmplo para mostrar que a legistacAo de faienda lie es
senciahnciiic necessaria, que lie preciso que a nova n -
particSose reja por ella, einquanto nao tivcmios leis de
faienda provincial, porque entenda, ionio aindo-cuten-
do, que o projecto, no seu artigo segundo, nao habi-
lita a reparticao para funecionar : logo este arrunenlo
eiU inteiraniciitc em pe", e o nobre deputado nao disse
urna su palavra que podesse ferir neiu de leve essa ini-
II ha nrgumciitaco
Disseo nobre deputado tanibcm, que scinpre lie bom
notar que o thrsuurciro lie o guarda dos cofres, co, :
mas nao sei porque lie bom : isto ja esta determinado,
para que repetir ?
Ku nuda disse acerca do ordenado do inspector, fallei
sobre os do thesoiireiro o contador mostrel que de-
vi.nn le I.SOO/OOO rs. e nao 1:^0(1^)00 rs.
Tamben) notei que liavia ropclicOcs e contradiccocs
no projecto ; pnrquanto, lendo-se dito no artigo pri-
inriro que mu dos auianuenses servena iie cartorario,
no.ii ligo terceirose restringe isso, porque se determi-
na que seja cartorario o primeiro amanuense. Ora. isto
lie nina grande iinpcrfeico.
J'or igual, cntendo que o projecto he delcituuso, por
nao dizer cousa algtima acerca da escripiuracu e con-
tabilidade, por iiq designar o inrlhoilo dessa cscrplu-
rnefio, delerininalVdo que ella seja mercantil, c por par-
tidas ilobradas, para qurnisto se bascercgulaiiutnto.
Por esta orcasin, Sr. presidente, direi que pensa
milito mal qneni quer que entende que o presidente
da provincia pode fazer regulainentos para rrparlices
publicas, lem que seja expresamente autorisado pela
assembla. Formular regulamenlos he acto legislativo,
c nao prrlenccao poder rxecutivo : o presidente, |ios,
nao pode dar regulamenlos l reparlicocs publicas, sem
que seja autorisado pela asseniblca, sem que esta csla-
beleca as bases de seinelliantes regulainentos Ku estou
convencido de que a base absolutamente necessaria pa-
ra a boa escrpluratn, para a boa contabilidade, lie o
i iinlni iiiitnto da giaiiimaiua da lingoa verncula, he
n h.-ciinent'! da escrlpturaciio mercantil por pari-
das dobladas ; portante ereio que he cssencialinciito
ni'cessario que se d esta base ao presidente, para que
sobre illa confeccione o regulamento em quesillo : logo
r( i em pd tildo quanto alli'guei para provar que o ar-
tigo qilaTto nao satisfaz, necessidade inais palpitante
qil se aprsenla, que he regalar a contabilidade c es-
cripluraco. A autoisaco que se d ao presidente para
marear ai attribuicdca dos empregados, nada aproveita,
quontoa inlin ; tanto inais quando estou persuadido
que nao compete ao presidente mas sim ao contador,
que he o chefe desses empregados, o regular-Ibes bs at-
tribuiedes, como se dedae da le de i de outubro de
Tambero aclio que o artigo sexto nao he necessarlo,
porque linios a lei n. 82, de -1 de inaio de 181)0, que de-
termina limito expressamente conten o lempo do servi-
eo todo* aqu lies empregados que o liverem prestado em
qualquer reparticao publica, seja geral, ou provincial.
Subsisten), pois, lodosos meus arguinentos, e por isso
contino a votar contra este artigo, c pelo projecto subs-
liiulivo.
2^
dolidas e apoiadas asseguintes emendas :
ii Ao artigo 2." Depois da palavra especial dga-
se 'i para o que lica autorisado o presdeme da provin-
cia : o mais como no artigo. S. R. Teixeia. n
Ao artigo 5 Depois das palavras creadas pela ..
accrrscciile-se c alterar o pessoal da reparticao para
inais ou para menos, se assiin ojulgar ueeessai io, se-
gundo o regulamento que Ihc tur dado. 5. 11.
Carialho. n
Vai a mesa e he apoiado o segunic tequcriinento :
u Requeiro que o projecto ltimamente presentado
va a imprimir, e com o nutro que se discuta se d de
novo para a lerceira dscussao, que licar boje adiada
Jote Pedro
O Sr. Marignier : Sr. presidente, un) grande aconte-
cimento leve logar nesu cldade ; acontechnento singu-
lar at aqu nos annaes da nossa historia linanceira :
acontecunento desgracado, que excilou nesta casa o des-
ojo man vivo de ver se sereinedlavam os males que iam
recibir sobre as pessoas dependentes da thesouraria das
jen das provinciaes.
Diverso* projeetns se apresenlaram enlao, dous no
ii.csmo da, mu no da seguinte, que frain lodos remet
tidos a una commitso esta commissao fes mu quarto,
na legunda dscussao appareceu mu quinto, boje appa-
reeru um sexto i mas nenhuin destes projectos, como
mullo bem conslderou o nobre membro da cnmmisso
que redalo o que se discute, aprsenlo*! cousa nova ;
todos volverain sobre o niesiiio cixo, nenhum quh se-
guir novo camiuho : pequeas circuiiistancias loraui al-
teradas nos mes.....s projectos ; uns eram mais mi
sos no exjineda thesouraria, outros menos
jierava cousa mais nova, esperava que
providencia proficua, senao nos projet
inticio-
mas eu es-
apparecesse una
-_ projeclus, ao menos na
Ulsruisao. Ku vejo que a parte que mais necetsilare-
mediar-se he justamente aquella coi que ninguem to-
cn ; quero fallar da inaueira como havemos de sabir
deste chos, desta confuso, e do desastre que vai appa-
recer nas financas da provincia e no crdito publico:
lodosos habitantes da provincia se lenibrain deste lac-
lo ;a mili un i connneici.il parece que se aelia extinc-
la. Ol quasi exlinela, e a assembla deve tomar nina me-
dida afinide rehabilitar o crdito das suas repaitices,
o endito publico e a ronuinco, sem o que ludo quanto
se fiser nao valer nada.
O projecto que e acha quasi approvado, o que faz he
mudar o mue reparlifao : he a mesilla estacao c.....
ni pequeo troeadillio de palavra, sii oom a dillerenca
de dar mu einpregado para dous srrvicos ; de mancha
que, se por um artigo se dissesse contina a thesou-
raria, ate que esta assembla possa dar nina organisa-
co nova a lodas as repaitices nanceiras, tlnha-se
feilo o luesuio que se faz pelo projecto, porque elle a
nada inais lemle.do que a mudar o iiome da repai lirao.
Isto nao careca de tanto trabadlo : baslava que o pre-
sidente lancasse para rra queiu julgassr culpado, e no-
nieasse queni acbasse habilitado. O projecto nao faz na-
da de novo, uo cria una doiitrina nova.....
l'm Sr. Uepulado : INu ha lempo.
OSr. ftlamgnier: Pois ha (einpu para o velho e nao
ha lempo fihra o novo ? Ksia lei uno I.....bra, repilo,
ideia nlguina nova, lenibra tmenle as velhas ; mas bou-
ve lempo para estas, e nao para aquellas !.....K nao se
diga que nao era possivel innovar : se se quiessc tea-
mos aonde beber..... "
"Sr. Cunha Machado : F.nt.o apreseate nina medi-
da que seja mil.
0 Sr. Uavignier: Para que ? Para rio passar ? A'
inaioria he que compele apresenlar essa medida. Ti-
iiliainos aonde beber, repito : no Maranhaue nu Hu-de-
laneiro esto as ilirsourarias montadas por um svslema
novo..... '
O Sr. Jo Ptdro : E ser inelhor que o daqui ?
M .V. Mavignier: Digo que sim; ao menos tanto
quanto pude coll.erdo estudo que fiz. Alt'm do nieu es-
ludo, do conhcciinenio que adquir por mi.....esmo,
coiniiulsando as leis e regulameiit.is dessas reparlices
coiBulle a pessoas quejulgn habilitadas, c em queil
loaos us reconhecemos multa capaeldade, e couheci-
lientos multo extensos na materia : ellas me disseram
.que uelliorM qJie aqudlo iwose<04ihece por ora- lis-'
lrm.."dagfK' "e ,er P,rC,dente "a P'ovincia o pre-
sdeme, do thesouro provincial : elle est em coulaei.,
"umcUtaiocum esta reparlijau, acha-se testa del[a, e
assi'tc ao despacho. Se oulro tanto aconlcresse en
lie mis, cerlo evilar-se-hia niuios desastres, e lalve/
que b je nao livcsseinos de ItltSr cun acalainidade que
nos o].piime.....
VIH Sr, l'r>ut"il" Nao hnuve lempo.
" Sr. l'errrira Unmci : Nao sel como nao adoplam es-
I" *J*\.....i para a llirsoiirai ia geral.'
(Sr. Cunha ,\t,'h.ido : Espero que concilla apresen-
lando un projecto mais til.
0 Sr. Maiiyiiirr : Por consegiiiute, vejo que mi se
remedia nada. Antes de ludo careCe-se de sjslema na
reparticao ; he preciso que ella esteja em harmona
perfeita com asoulras : nao sendo assiin, as cousas nao
pdem marchar, Kutrelantu. lilis nao temos nem syste-
ina, neui baruiunla, e islo nao he s aqu, he em lodo o
impeiio: nao ha harmona em cousa alguma, nao lia
ordem, uo ha sjslema ; se mi he assiin, desali a
queni me aprsenle duas leis que eslej^in em hajino-
ni.i ao nienos nas que tenho lelo, anda nao achei a tal
harinonia-: ludo he um cabos. Assiin, creio quecoin esta
le nada farcinos. Nao votarri, coinludo, contra ella ;
pnrquanto, j; que temos fallado tanto aqu, he preciso
I sabir deste estado provisorio e incerto para una cousa
que apiuveite ; mas peco a esta assembla se compro-
meta u apresenlar para o auno um projectu mais favo-
ravel, deadmlnislrscSo defa/.enda provincial.....
O Sr. Trigo de .ourciro !Aulorisc-sc o presidente,
que he o mais habilitado para isso,
O Sr. Mavignier : Nao se pode ; deve partir daqui.
Prtanlo, ouucluo votando pelo projecto ; mas pedin-
do ao mcsino lempo commissao que ao menos, na lei
do oicaiiieulo, aprsente nina cuma medida que nos li-
vre dos males que nos ilagellam..... /
0 Sr. Ciinnn Machado : Se nao presta, aprsente ca/.-
sa o,e.luir.
O Sr. Mavignier : Tenho dito quanto lie preciso, pa-
ra que se en leuda o meu voto, c. por isso termino aqu.
OSr. Dantai : Sr. presidente, cumio goslo de fal-
lar militas vejes, niesino porque me nao julgo inulto
habilitado, e porque eiitendn que devenios ecouomisar
o tempo, Moro no centro, tenho perdido o uso de fal-
lar, tenho desaprendido certo COStUines parlamentares,
certas franquezas ; no entretanto, diio-se vezes cir-
cuinsiancias que me levan) a desconhecer ludo isto, <
que me inspiran! o desejo de pedir a palavra.
Aeho-me embaracado a respeito desle projecto, nao sei
inesiuo a inaueira porque hei de votar, e para poder o-
rienlar-iue peco a mesa me Informe qual o modo como
quer considerar a dscussao do projecto, ora apreseuta-
dn ; se como emenda, ou como lubatituicSo, c se, veri-
ficada a segunda hjpothese, este projecto te de pas-
.-.ii uiiia vi /. pai a dscussao....
O Sr. Presidente: lie una emenda coi terceira dis-
cussAo,
OSr. antas.Scse considera como emenda coi terceira
discusso.o resultado lie que o projecto vein a ficar com
una su discussio ; se he como siilisliluic.au, parecc-ine
que ellas sscpdein apresenlar na priinelra dscus-
sao, na formado regiment que din : (le) sao os anigos
113a 121 que rcgulam a materia. 0 verbo emendar quer
dlser remediar alguiii deleito; mas remediar nao be subs-
tituir una cousa por ouira.O regiment segu mu
syslenia completo no mudo das discussiies; delle se con-
clu: que nao he possvel apresenlar projectos novos em
terceira diseus.sfui : poi tanto, para mo gastar inais lem-
po, declaro que voto contra o projecto do nobre deputa-
do, nao por conhecer que nelle nao eslej.ini remedia-
do os males que se qiierem extinguir, mas porque en-
tend! que elle foi apresentado, quando nao devia s-lo,
OSr. Jote Pedro nao devia entrar mais uesla questao
de ordem, porque duas vcz.es ha SUSoitado, e em ambas
ha sido denotado.
Como nao pode delxar de subjeltar-se s declsdes da
casa, fizera o lequenuieiito que est sobre a mesa ; mas,
havenilo-se encelado a quesillo de novaiiienlc, nao lera
llovida ciq declarar que, segundo seu pensil, us pru-
jectos substitutivos sopdeiu ser apresentados em prl-
ineira discussio...
Os Srt. llantas e liorna : Apoiado.
tSr. .los Pedro admira que agora estejam dedecr-
docoin suanpinio algn Srs. que, quando se discuti
ojprojecto de lrca policial,susteutarain a opino inver-
sa, ou votar.iui por ella ; no ftanlo que o parecer del-
le orador era apadi iuliado pelo regiment que, deter-
minando em mu dos respectivos artigos, que, apresen-
tados dous ou mais projectos sobre o inesiuo nbjeclo,
proceda-se discussio de preferencia, deixaaperceber
que, estabelecda a base, o que seinpre tem lugar na
priinelra dscussao, j se nao pude qucattionar sobre a
preferencia, e por conseguinte nao pode ter lugar a a-
presentacao de projectos substitutivos.
0 nobre deputado sent que este seu pensar he corro-
borado pelos ai ligos 115 e 121 do regiment i mas rc-
conhece tambero que, vista do precedente cstabcleci-
do na casa, as suas rascles como que perdem toda a
(orea.
Entende que os argumentos do Sr. Trigo de .ourci-
ro derrctan o projecto da commissao, cuiun i o mem-
bro dclla dissesse que o uiesino Sr. Trigo de .ourciro
o nao havia coiiibalido.
Confessa que o seu projecto nao encerrava ideia no-
va ; mas observa que daqui se nao pode concluir que
elle nao conten providencia alguma, pois que coin-
ell'eilo he providenciar o dispras cousasde inaueira que,
exilnota urna reparticao que mo poda continuar, re-
formados o seu pessoal e a sm contabilidade, se res
tabeleca o endito do governo, que nao he mais do que
a confianca que nelle se deposita acerca da satisfaco do
empeiihos que se obriga.
Pensa que se n.iv pode reclamar aadopcao de mu no-
0 Sr. Triga di Lourtiro pede que se Ibe declare, por
parte da coimnisso.qual a raan por que se fixou 12:000/
i, para o sublsldin dos 36 mtmbros da assembla,
quando a experiencia inostra que csse numero nunca se
rene, eque por conseguinlc a quanlia que se despen-
de he minio menor.
O Sr. liorna : Sr. presidente, antes de responder ao
nobre deputado que me inlerpellou, permita V. Ec.
que cu declare ella assembla o espirito que aniuiou
a em.......sao de i'i/eml i e on, .menlo, confeccionando o
projecto que c acha ero segunda dscussao. Ha tantos
interesses ligados aos cofres pblicos, Untos emprega-
dos que vivero cusa dos mesmos cofre*, que a com-
missao deque tenhu a honra de ser membro, recuou
di me de todas as economas que pretenda fazer.....
0Sr. Perreira (Jomes : laso nao he rasan.
" Sr. Roma : ... E por isso assentou de apresentsr
este projecto que, no sendo lao econmico quanto ella
dse java, tendel fin vista os deploravels acuntei iinen-
los da thesouraria provincial, todava Tasemos votos pa-
ra que passe sem mais augmento nas quotas marca-
das. ...
ImSr. Deputado : Ha de aiigroentar-se.
0 Sr. liorna : Sem embargos, estamos prtunptos a
aceitar toda e qualquer emenda no sentido mais restrlc
lo de economa, e a commissao se prestar gustosa, sein-
pre que a economa proposta nao seja daqucllas que
pdem entorpecer os actos da adminlstraco, em cujo
caso nos opporeinos ella. A lei doorcamento tem por
fin regular as despezas necessarlas para o servif o pu-
blico, e he mistar que este servieo se fa?a com ulilida-
de, e que a adininistraco provincial possa movf r-sc e
marchar no circulo de suas attribuicdes sem os estor-
vos provenientes de una economa mal entendida. Es-
te he, portanlo, o pensainento que dominou a comins-
sao d.i fasenda e nrcamenlo, quando elaboran o projec-
to que est em dscussao. Kntendi que devia dar esta
oxplicaco casa, lano mais quanto nao faltavain com-
incnlos maliciosos acerca das intensos da coiunisso,
que cada um cxpllcava segundo seus interesses e pai-
xcs.
Agora devo respondern nobre deputado, e permt-
ta, Sr. presidente, que seja breve e explcito : o pre-
sente projecto he do nicaineiito que deve regular do
primeiro de julho de 1848 at o ultimo de junho de 1849;
este he, port.lnto, o auno financeiro par que estamos
legislando. Para subsidio dos membros desla assem-
bla nao podemos marcar quina senao para 36, mais a
experiencia nos tem mostrado que nunca se rcunem
mais de trinta quando milito, e nem inclino esse mi me-
ro, e que alguns tcein a opeo de roaiores ordenados,
portanlo havia sempre um sobrante, que se ia ero oulra
tno quererSo elles passar por sensatos, se ellos mes-
mus pal en tes m tua completa loucura ? Causa lasti-
ma que horneo* em quem so deve suppr illustrj-
rlo o riviliilaili! so ahsixem a lamjar mito de uma rj
ma tilo vil, como a da intriga, para desacreditar irr/fX
doulrina que nflo sabem, urna verdsde que ellos tu-f
mera Na venlinlo vos digo : qye nos curamos < coro.
urna su golta d'agoa cristalina o pura em que vai vida
como na simples hostia consagrada vai a redempco ,'
Falla o ilustre allopntlia das experiencias feitas.pr
Andral, Guibourt, Humas, Donle, Baily e outros.
Tenha a bondade de dizer-mo quem eram ou sao es-
sos Senhores ? N:1o eram todos allopathas? E os allo-
pathas prevenidos pdem fazer experiencias serias o
conscienciosas que tondum a provar a vertlade da ho-
moeopathia, sendo ellos inimigos della, e tendoin-
teresse em desacredita-la para seus flns particulares?
E estariam esses allopathas habilitados, e teriam a
prudencia necessaria para tratarcm homocepatilica-
mente ? Por que rasio nao cita S. S o notne do cle-
bre Devergie, bem condecido de todos por seus es-
criptos, que depois de limito lempo de experiencias
abracou a homocepathia, convencido de sua realids-
de ? Por que rasio n3o refere S. S. tarnbetn os nomes
de Louis Malaise, de Rapou, de Neker, do Curie, de
Len Simn, de Risueo d'Amador, de Charg, ede
tantosniitrosque.com osnjhos em Dos, ieemdes-
prezado essa sanguinaria medicina que S. S. tanto
adora, e abracado a doutrina dossemelhantes? Ali'
he porque u Ilustre allopalha s quera brasa para
sua sardinha, c o seu im he sment invectivar
l'ernambuco, de agosto do 148,
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinito.
(Contina.)
Publicares h pedido.
lllm. e Exm. Sr. Tendo V. Esc, em o seu discurso,
por occasiao de entregar o governo desta provincia a
Exm. Sr. descmburgadi' Antonio .ioaquim de Siqueira
agradecidamente feito nelle os encomios a todas as au-
toridades e em por.lenes desta inesnia provincia, coro o
que ni u i lo as honrou, pela boa coadjuvacoo que pres-
taram a V. Exc. para o bom andamento do servieo pu-
blico ; ym ,i,,iir.i tambero esta cmara nnr Sn ve, j..
i oulra a y. Exc. os seus sincero agradeciments pela boa adl
cousa, ou nas economas ou nas despezas extraordma-J instracao que fez no curto periodo de 31 demarco
vo systemade arrecadacSo, sem que se prove prlmeira-
inente que, estabelecidas como se achain, as reparli-
{es fiscaes nao pdem corresponder a seus lius.
Quanto ao svslema seguido no Maranhao, nada se deic
dlser sem as lifOes da prilca,podendo-se desde j asseve
rar, vista das bases apresen!idas no relatorio do con-
tador da thesouraria dessa provincia, que elle nao he
to vanlajoso como se presume,
l onc le, declarando que lem explicado o seu proce-
dimento na casa, e que niio lomou parte na dscussao
deste projecto, porque proleslou assiin f ize-lo.
0 Sr. Trigo de .ourciro sustenta sua opluiSo, isto he,
procura provar que lem o direilo de apresenlar um
projecto novo, como emenda ou subslituco, qualquer
que seja adiscussoein que se adiar.
iKste discurso lie interrumpido pelo Sr. Dantas, que
pretende provar que o orador nao est na or.lem i
OSr. 7Vao de Loureiro, proseguindo, insiste na sua
opinio observa que o regiment autorisa o proce-
diui-ii lo que lia desenvolvido, e di/, que eslava na or-
dem, e que o Si. Dantas beque seaflastou della, por
ter fallado mais ve/es do que aquellas que o regiment
Ibe permitte.
Anda ha algumas rellexes ueste sentido, e termina
o jodiiente.
Juiga-se a materia discutida.
liejeita-se o requerimenlo do Sr. Jos Pedro bem
como o projecto substitutivo, a emenda do Sr. I.aiiren-
lino e a do Sr. Jos < arlos.
Approva-se o projecto cni lerceira dscussao como
passou em segunda.
OSr. Trigo de Loureiro pede que se declare na acta que
vi,I ni pelo requerimenlo que mnndava imprimir o pro-
jecto substitutivo, e bem assiin contra o projecto cni
terceira discussio.
.M miia-.se declarar.
_ O Sr. Presidente noiiia aos Srs. Ferreira Gomes, Jos
Carlos e Horba para a deputaco que ha de levar anc-
v-io alguns actos da assembla.
Entra em discussio o orcainenlo provincial.
O 1. artigo he adiado para o liro da dscussao do pro-
Jectp. .. .... -....
OSr. Presidente declara em discussio artigo 2.e que
ras com que nos acaba de mimosear o ex-nspector da
thesouraria, o ceno he que havia sempre um sobrante
nesta quota, e que toda ella sempre se consumi ; por-
tanlo a coimnissao lomou o aecrdo de supprimir na
verba a quantia de 780^000 rs. quanlia anda diminuta,
porque, como j disse, deve sobiar milito mais. Creio,
portanlo, que tenho salisfeilo ao nobre deputado, e ao
mesura lempo me persuado que o artigo em discussio
deve ser approvado como est, visto que n.o resulla
deiie o menor inconveniente para o servieo publico, c
pelo contrario utilidade, para que ao menos nao demos
largasaoi dilapidadores nessa latiludc indefinida da lei
do ni i i ni i.i i.
Julgada a materia discutida, he o artigo approvado,
quando submetlido voiae.m.
Entra em dscussao o artigo 3., que autorisa o pre-
sidente, a despender com a secretaria da presidencia,
expediente c asseio da casa 11:800/000 rs., ficando au-
torisado a supprimir alguns empregos, e a reformar es-
ta reparticao.
Vai a me. i e le- ip n ni i i seguinte emenda :
ii Art. 3." 1." Siippriinam-seas palavras fican-
do o presidente autorisado a supprimir alguns empre-
gos ii e diga-se licandn suppriinidos os dous lugares
de ofliciacs c um contiuuo, creados pela lei n. 129 do
anuo prximo passado. O inais como no artigo.Fer-
reira (jomes.o
Verifiea-sc nao haver casa .
OSr. Presidente d a ordem do da, c levanta a sessao
s3 horas da Urde.
KOPAGANDA UOMCEOPATHICA.
Em mi.licLiu os r'.i iti- $Jo lu Res non vtrba.
I'rometti em o numero antecedente continuara
divertir-me com esse Sr. nllopata tilo prevenido, que
tem medo de comprometter sua reputaeo com a pu-
blica^So do seu nome cin um libello do juez d'aquel-
le que puhlicou ; o como tenho por costuine e honra
satisfazer minhns promessas, ah mando i esse charis-
simo da cruzada dos aventureiros alguma cousa
anda a respeito do seu communicado. Diz o bom do
allopata que Hahnomann, abandonado e persegui-
do, l foi asilar-se no territorio francez,aonde mor-
reo desamparado. Nao ha duvida que os invejosos
da gloria desse grande homcm, temendo que sua
doutrina izesse uesapparecer os erros que Ihes con-
vinlia conservar, em prega ram com satnico furor to-
dos 08 Hielos lia iba ros e infames de que poderam dis-
pijr, alim de obstar a vulgarisacilb das verdades que
elle descobrio. Mas porque esse homcm clebre foi
perseguido, segue-se que sua doutrina deixe de ser
verdadeira ? Quanto nflo foi perseguido o homcm
Dos i1 E ser por isso falsa a religiilo christila? Qui-
ZOra bem entender o que quiz dizer o Sr. allopata
com o sen itljoctivo desamparado ; porque
pode referir-se a pessoas OU a riquezas. No primeiro
caso, digo-lhe que est verdadeiramento engaado;
porquanto, morrendo esse predestinado a 2 de julho
de I8i3, deitou numerosos discpulos, e grande
quantidade de amigos e admiradores que em sua vi-
da o amavam, o depois do seu passamento tcem hon-
rado sua memoria. E, no segundo caso, s lhe posso
posso responder que compre livros para saber algu-
ma cousa de honueopathta, e nflo ignorar que, se
llahnemann foi pobre alguns anuos, foi duas vezes
millonario ; uma quando, eontrahindo segundas nu-
pcias, reparti seus bens por seus filhos; e outra
quando foi Dos servido que elle nflo existisso mais
ueste mundo de miserias. E ciernis, que vale isso
para a veracidade de sua doutrina ? A verdade nflo
precisa de riquezas para se sustentar. Diz mais o Sr.
allopata que as experiencias feilasem Eranca inos-
tra ram evidentementequea hoinceopatbia nada era.
l'ecu inuito ao publico que preste toda a sua atten-
eflo a estas palavras de um medico allopalha de Per-
nambnco, sustentando o que allirmaram os mdicos
allopathas da academia de medicina do eParis. Ve-
ja o rospeituvel publico como anda essa gente as apal-
padellas sem saber absolutamente em quo mourflo se
apegue! Uns dizcm que aos remedios homoeopa-
thicos nada silo mais quauagoa pura. Qutros teem
dito por ah, einesmosqirtein Pernambuco, quo os
remedios honiieopathicos sflo venenos violentos que
matamou curamcm tres das; e outros, anda mais
merecedores de coinpaixo, aftlrmam que esses re-
medios sflo vennos tflo fortes, qne nflo pdem cu-
rar a niirgaem, esmetitefnatar!! "jtqur;Tneu cha-
periodo ae ai ae marco
at 29 de abril ultimo, c pelas maneiras urbanas e res-
petosas de que V. Exc. sempre uaou para com todos cu, -n)
geral. Dos guarde a V. Exc. por mullos annos. Paco
da cmara municipal da cidade do Natal, em seisao ex-
traordinaria de 4 de inaio de 1848. lllm. e Exm. Sr.
Joo Carlos Wanderley, vice-presidente desta provin-
cia ioaquim Francisco de Vatconcillot. presidente.
l.un da Fonseca Silva. JoSo Luii Pereira. Mathias
Carlos de Vasconcellot Monteiro. Dr. Thomai Cardlo di
Almeida. -T Lourenco Jos da Silva. Octaviano Cabral
Hapoioda Cmara, vencido.
film, e Exm. Sr. Nao he o espirito de partido, e nem
a Hiera condescendencia, que nos faz dirigir este a V.
Exc., agradecendo-lhe o sabio e justiceiro governo que
V. Exc. acaba de fazer nesta bella provincia no perio-
do que leve a fortuna de V. Exc. a administrar ; he sim
o rigoroso dever a que estamos subjeilos, como orgo
dest municipio, de patenlear a V. Me. os seus puros
senlimentos. Abandonar as effervencias dos partidos,
tornar-se attavel, repartir a justica com todos, manter
a pas c socego publico, fazer cuinprlr as leis, foi o ca-
rcter do governo de V. Exc, o que na verdade he dif-
ficil de encontrar-se na poca actual. Por to honrosos
e lirilliantes feitos nos tribuamos a V. Exc. as nossas ho-
inenagens, e fazemos volos ao co, para que de novo
V. Exc. administre esta provincia, ou nos depare um ou-
tro llrasileiro que trilhe a vereda que V. Exc. trilhou.
Digne-sc V. Exc. de acolher benignamente os nossot
votos de pura e sincera gratido. Dos guarde a V. Exc.
Paco da cmara municipal da cidade de San-Jos de
Mipib, em sessao extraordinaria de 22 de inaio de
1848. lllm. e Exm. Sr. Joo Carlos Wanderley, 1. vi-
ce-presidente desta provincia. -- Trnjano Leocadio de Me-
deiros Murta, presidente. Jodo Patricio daSitta Juba.
Thomac Jos de Maura. FranciicoMarinho Je Salles.
Pedro Jos da Costa Reg. Jos Alves ia Silva desleir.
At Manoel uarte da Silva.
lllm. e Exm. Sr. A cmara municipal da villa de
Goianiiiuha, zelosa de seus deveres, nao pode.delxar de
eumprir aquelle que a gratido lhe impde, o qual he o
de agredecer V. Exc. a rectidu c justica com que sou-
be dirigir os destinos desta provincia, na qualidade de
I." vice-presidente della, desde o primeiro at 20 do mez
de abril pretrito : abandonar os partidos, distribuir
justica a todos, manter a paz e o socego publico, fazer
respeitar as autoridades e cumplir as leis, foi o carc-
ter da administraco de V. Exc, e administrarlo que
ileve ser sempre Icuibrada por todos OS Itiu-Cranden-
ses amantes da ordem. Esta'cmara, pois, possuida de
taes senlinienlos, nao pode dcxar de os patenlear por
si e seus uiunicipes, e render a V. Exc. as suai home-
nagens, fazendo votos ao co para que o successor de
V. Exc. trilhe a mesma vereda que V. Exc. trilhou, e as-
siin merecer tambero nossos agradeciments. Dgne-
se V. Exc. de acolher os sinceros vetos de respeito e
gratido desta cmara c de cada um de seus membros
ero particular. Dos guarde a V. Exc. Paco da cmara
municipal, em sessao extraordinaria de 6 de junho de
1848. -- lllm. e Exm. Sr. Joo Carlos Wanderley, 1.
vice-presidente desta proxincia do Rio-Giande-do-Nor-
te. Franoisco Antonio liarbalho, pro-presidente. -- Joao
Tibureio da Cunha Pinheiro. Sent Freir do llevordo.
Jos llernardo de Figueiredo. Francisco llirculano Bar-
bal ho.
0^#1-C
10.
6:840/310
Alfandega.
EcNDIMENTO DO DA 7.........
Descarregam hoje, 8 rf ngo'fo.
Patacho Sanla-Crui pipas vasias.
Brigue Edward familia de trigo.
"arca '/bomas- Ucllors carvo.
Brigue l'uiuam mercadorias.
Brigue Reaujiu dem.
autorisa o presidente da provincia n despender com a
assembla provincial 2l;750/000rs.
CONSULADO GURAL. .,
BENDIMENTO DO DA 7.
Geral................... 3:308/203
Diversas provincias ...., .."..... 290/311
. "&98/5I4
ro Sr. allopalha, he que cabo muito bem orlsum te-
neaUs Como quererSo esses Senhores merecer con-
ceito, so elles mesmos nflo sabem o que dizem ? Co-f
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DA 7 ..........2:393/739
MUTIL


mm
iS-
Unviincnlo do Porto.
.Vni'i'i mirados no dia 7.
Jrrnock ; 40 diai, barca inglesa Curo&eriW, de 386 to-
" rielada, capilao Jame* Ailkn, equipagem 17, era las-
Uo ; a Dean Yuille (i Compauhia.
njo-Grandc-do-Sul ;40 da*, brigue brasileiro Jupilir,
de 248 toneladaa, capilao Antonio Jote dos Re, equi-
pagem 16, carga carne a Amonio Goucalve Ferrei-
ra. Paiiageiros, Joi Frauciico Mamede de Almelda
com na fairtilla.
Bio-de-Janeiro ; 18 dlat, brigue brasileiro Austral, de
|85 tonelada*, capilao Belcnlor Jote doa Heii, eqnipa-
grin 10, carga caf e ladro ; a Joo Carvalho Rapozo.
l'rriton ; 52 da*, patacho ingle* Albim. de 104 tonela-
das, capilao James Roymer, equipagem 7, carga carr
vio de pedra ; a Me. Calmout k Compauhia.
Atavo mhido to mesmo dia. ,
r.lmoulli baroa lngle*a Hope, capltao Robert Hut-
chin*. carga a ineuua que trouxe.
Declaraijoes.
Foi apprehendido esta madrugada na freguezia
da loa-Vista um cavallo alaiao: quem < nnhr Co,
direiloa elle, drija-e a subdelegada da mesma fre-
cueiia que o receber dando os outros signaes. Sub
delegada Antonio Pire Ferreira.
O arsenal de marlolia contrata ainanha, pela 10
horas do dia, a compra de fileli sortldo de cores, cai-
l.ros de 25 a 32 palmo*, baetllha branca para cartuxos,
papel alinaco aparado c peanas de pato ; por via de
propostas apreseotada* na occaiiao as quaea se de-
clarein o menor preco pedido por cada um deises ob-
jectos de ba qualidade.
Secrciariada inspeccao do arsenal de niarinha dePer-
nambuco, 7 de agosto de 1848.
Alexandre liodritjues dosAnjos,
Secretarlo.
Avisos martimos.
-.. Para a Baha he co::, inulta brevidnHe a velcira
escuna (iii/ani-.Vario forrada e pregada de cobre : pa-
ra o resto da carga e passageirs, para o que lein bous
commodos trata-se com Silva 3 Grillo na ra da Moe-
fm, n. II, ou com o capilao Jos Mendo de Souza.
',-- Vende-se a escuna americana Uultiu Torrada de
novo de cobre e milito velcira com capacidade de pe-
gar cmiete mil arrobas poucomais ou menos: quema
niiizer comprar dirija-se ao escriptnrio dos Srs. Ilenry
Fonter t Compauhia na ra do Trapiche, n. 8, at o
dia 6 do corrale inez ; do contrario seguir para bos-
tn porto de onde veio.
Para o Maranhao e Para partir, com a niaior bre-
vidade possivel, o bein condecido brigue-escuna Veloi,
capilao e pratico Francisco Bernardo de Mattos, por ter
parte do scu carregameuto abordo, eoutro engajado:
para o restante c passageirs, para o que tem exceden-
tes commodos e iratamcnto, trata-se com o mencionado
capilao, ou com o consignatario, Firmino Jos Flix da
Roza, na ra do Trapiche, n. 44.
Para o Acarac e Gcarn segu com brevldade, por
ter parle da carga prompta o patacho S.-Crtu forra-
do c pregado de cobre : para o resto da carga, trata-se
ao lado do Corpo-anto loja de cabos n. 25 ou com
o capito, Joaquim Antonio lioncalves dos Santos.
= Para o Rio-de-Janeiro sahe, .quinta-feira 10 do cor-
rente iinpreterivelmente, a barca nacional Tentaliva-Fe-
lis: recebe nicamente passageirs e escravos a (Vele, pa-
ra o que ofl'erece as melhoret coinmodidadcs : a tratar
com Silva 8c Grillo, na ra da Moda, n. 11, ou com o ca-
pilao, Antonio Silveira Maciel Jumor.
Para o Aracaty segu viagem at 18 ilo crrenle
o hiale iSovo-Olinda, por eitar quasi completo o seu car-
regamento : para o restante, trata-se com o mestre do
niesnio, Antonio Jos Vianua, no trapiche Novo, ou na
ra da Cadefa-Velha, n. 17, segundo andar.
= Para o Rio-de-Janeiro sahe, uipreterivelinento no
dia 9 do crreme, o brigue San-Jo : as pessoas que ti-
vercm escravos para embarcar pdeiu dirigir-se a bor-
do do inesmo.
Para o Kio-de-Janeiro segu com a possivel brevl-
dade o biigue-escuna nacional O/indi, por ter parle de
seu carregaiuenlo engajada : para o restante, escravos a
lieie e passageirs, a quein offerecc exccllentes com-
modos, trala-se com Alachado ti Pinheiro, na ra da
Cadcia, n. 37, ou com o capltao Manoel, Marciano Fer-
reira.
Leila.
kalkuianii t Roseniiiund coiiliuuaro, por inter-
venco do corretor Oliveira o seu leilo de magnificos
trastea novos e crysiaes, vindOs proxiiiiamente de ll.uii-
burgo e tambem de uina mobilla com pouco uso :
na quarta-feira ,9 do corrate as 10 horas da manba,
na sua casa, ra da Cruz
Avisos diversos.
Joaquim Machado Portclla, lendo no expediente da
assembla, publicado no Diario de l'ernambuco, que pela
secretaria da presidencia j le lhe tinha mandado ouvir
acerca de una representaran dealguns moradores da
povoacao de Uuribeca, fazscienle ao publico que, ale
a data de hoje, inda nao recebeu part, pacao alguma a
respeito : e para livrar-se de qualquer reiponsabilida
iaian Pr*ente declaracao. Recifc, 7 de agosto de
1848.
= 0 padre Francisco Martina do Espirito Santo, tendo
de regreisar desta cidade do Recit para a do Ico, julga
do seu restricto dever despedir-se de todas as pessoas
que o honraran) com a sua amizade, agradecendo-lhea
o borne civil tm lamento com que o obsequiarm : no
seu paiz natal offerece o seu diminuto presumo quel-
les que delle se quizerem utilisar, comprazendo-ae des-
te modo ein receber alli, ou onde qur que estlver, ai
recoimnendacdei de quein qur que se dignar incum-
Ul-lo.
Hoga-se a pessoa que trouxe as cartas do capel lao
ila ilha de Fernando-de-Noro.nha para entregar a Anto-
nio Jos llabello Culinarios, baja de as entregar na pra-
va ua Independeucia, n. 12, otrannunciar para *e nian-
nar buscar.
Jos Francisco Rodrigues, Purtuguez, retira-se pa-
r> Portugal.
Precisa-ae arrendar por 4ou 6 mezea um ailio ou
tasa no ilonieiro ou Casa-Forte, que tenha proporcocs
para grande familia, eque esteja com acaaa inobilhada :
quem tlver, e o dilo negocio queira fazer, annuncie pa-
' ser procurad!.
Eu abaixo aaaignado, tendo de relirai-me para fura
"a provincia, deixel de ler caixeiro do Sr. Joaquim Tei-
un1 Soula desde d,a31 ueJul" prximo bndo, ao
jiiai catuu mullo obrigado pelo bom trataiuenlo coni
me sempre me tratou.
Uanoil Rodrigues Ferreira da Molla.
| Silvana Maria doi Santos Vital, tintureira da ra
uguala, mudou a sua residencia para o pateo da Pe-
mia, u. 8, casa com janclla de vidreos, entre os dous
atinares, aonde a acharan sempre prompta lervir a
toaos os seu freguezei, tanto ein tiugir, como em en-
Koinmare tirar toda a qualidade de nodoa : tudo com
nuita perfeljao c preco mais coininodo do que em ou-
*fa qualquer parte.
Joi Baptlita da Fomeca Jnior, tendo de fazrr una
viagem o Maranhao a tratar de scu* negocio*, drixa sua
casa continuando 119 meim gyro, e por ieui procurado-
rri o Sr. Manoel Joaquim Ramos c Silva e eu sogro o
Sr. JoXoJIarcizo da Fonseca.
Jos Bapllsta da Fonseca Jnior val ao Maranhao,
levando em sua compauhia a sua criada, parda liberta,
de nome Patricia liara da Couceicao.
Para as pessoas que tencio-
uam seguir viagem.
Na ra do ftangol, n. 9, continuam-se a lirarpas-
aaporlos para dentro e fura do imperio, despacha iri-
se escravos, e correm-so (billas ludo com Lrevida-
tle e por preco multo e milito commodo.
U-ie dinheiro a premio, com penhores de ouro ou
prata, em pequeas porcei: no pateo do terco, n. 1,
segundo andar.
Joaquim Montciro da Cruz embarca para o Rio-de-
Janeiro a sua escrava crioula de nome Maria.
Antonio Augusto Ferreira Sampaio retira-se para
Portugal.
lora desta praca dirja-ee a ra do Queiinado 11. 46.
J-- Manoel de Souza e S retira-se desta provincia.
Sociedade Apollinea.
A commissao administrativa recebe as propostas pa-
ra convidado partida de 26 do crreme no da 8, pe-
las 6 horas da larde na casa da mesina sociedade.
Claudloo Jos Pereira Pacheco relra-se para fura
do imperio.
Precisa-se deum inoleque que seja fiel para fa-
zer compras e os mais neccssario3 para urna casa estrau-
gelra ; na ra do Trapiche-Novo n.8, lercero andar.
Aluga-se o seguudo andar da casa 11. 5, da ra Na-
va defrontc do otao da matriz cotn commodos para
familia, o qual est pintado c calado de novo 1 a tratar
na loja da me ti na casa.
~ Joaquim Valenlim Coelbo natural do Rio-Grande-
do-Siii, relira-se para Portugal.
Est a venda, na praca da Independencia n. 12, e
na ra daCadeia do Recife, 11. 16, o 6. numero do Gri-
to da patria.
Pergunta-se ao proprielario da padaria e pastelaria
fraiicea aonde compra a farinha com que faz o pao de
Provenca se a manda vir da r ranea, ou se compra
aqu no mercado : couforme a resposta que o dito Sr.
der se lhe dir algumacousa a respeito Um eurioio.
I! fur'ado um cavallo mstanho escuro, com urna
estrella na testa, inuilo galopeador c passeiro tem um
signal encoberto, c he ferrado no quarto esquerdo.
Manoel Jos da Cunha c Souza retira-se para Por-
tugal.
Precisa-se alagar nina escrava pa-
ra o servico interno de urna casa de pouca familia, e que
saiba bem ensaboar, comprar na ra c cozinhar dan-
do- se-lie o lusteulo e f$ rs. inensacs : na Soleda le ,
indo pela Trempa, do lado esquerdo, segunda casa no-
va n. 42, jundo das do Sr. Uerculano.
Tram-se clleclivamente folhas corridas pasa-
portes para dentro e forado imperio, mesmo para es-
cravos e mais documentos que se fizerem necessarios
a bem de qualquer pessoa: na ra estrella do Rozarlo ,
loja de encadernacao, n. 6 se dir quein lira ou na
ra Augusta 11. 23.
-- Alugam-se 3 escravos, muilo fiis, e proprios para
todo e qualquer servico .juntos ou separados : afian-
ca-se a lidelidade dos niesmos : na ra Bella n. 40.
Juaquim Rodrigues dos Santos tem aberto em sua
casa urna aula de primeiras lettras : quein de seu pies-
timo sequizer utilisar sendo por preco commodo di-
rija-se ao beceo do Sarapatel, hoje travessa do Carino ,
n. 4.
--Ollerece-.se una mullier branca para ama de uina
casa de homem solleiro para lodo o servico de portas
a dentro : na ra da Alegra, n. 20.
Antonio Granon b Companhia sucessores do Sr.
Hebrard na ra Nova, n. 69, avisain ao respeitavel pu-
blico e particularmente aos seus freguezes que rece-
lierain de Franca, pelo ultimo navio pin completo sor-
timento deconservas salames, licores finos, fructas ,
jlelas mal meladas Vlnlins SUperOS de dillei entes
qualidades ; e outros arligos proprios do seu cstabele-
cimento, pelos precos mais rasoaveis
Precisa-se de um homem que emenda "perfeita-
mente do trafico de padaria para ajudar e dirigir uns
poucos de escravos: quein'estiver nestas circuinstau-
cias dirija-se a ra largado Rozarlo n. 18
Onerece-se uina crioula forra para ama de urna
casa de pouca familia : na ra do Arngo, n. 34.^
Pelo j 11 izo do civel da primeira vara se ho de ar-
rematar indos os dias da lei, dous escravos penho-
rados a Jos da Costa de Albiiquerque e Mello, por
execuco do coronel Joaquim Jos Luiz de Souza, cs-
crivao Motta.
Jos Joaquim do Reg Barros pelo presente an-
nunciu faz publico que tem constituido seu bastante
procurador aoSr. Rufino Jos Correia de Almeida, eos
foreiros dos terrenos das capeilas de S. Amaro e N. S. do
Pilar de Fra-de-Portas, com elle devem tratar qual-
quer negocio por se achar competentemente autorisa-
do para isso desde o dia 9 de fevereiro do corrente au-
no ; assiin como para promover todo e qualquer reparo
que julgar conveniente fazer nas duas capeilas. dasquaes
se acha de posse : ficiintlo revogada toda e qualquer
procuraran ou aiitorisaru que o annunciante tenha
dado, devendo tudo d'ora em diaute ser feito pelo actual
procurador.
a l u i se o armazem da rua da Cruz no Itecife, n.
27: os pretendentes ao inesmo dirijam-se inesma rua,
armazem n. 13.
Precisa-se de um bom cozinbeiro :
na rua do Trapiche, n. 19.
O abaixo assignado tem amigavelmentc dissolvido a
sociedade que tinha com leu mulo Joaquim Justiniano
Pinto Das de Magalhs, na loja de fizendas da rua _do
Queiinado n. 46, que gyrava coma firma de Magalhes
i Irinao, ficando o inesmo annuanciante subjeito ao
activo epassivo da mesma, que lhe licapertencendo u-
nicameote, por ir Europa tratar de sua sadc o dito
scu innao.
Juir Joaqmm Finio Dias de Magalhes.
Precisa-se alugar dous escravos para o servico de
uina casa : na'rua da Cadcia de S.-Autouio, armazem
i
sentar urna carta. Eate escravo foidoSr.
francisco Antonio GaiSo Jnior, senlior
do engenlio Buenos-.\yre, e lie muito
conhecido para as partes do norte : ter
pouco mais ou menos 3a anuos. Quein
o pegar, leve-o ao engenho das Maltas,
que ser bem recompensado.
Precisa-se de um bomcoiinheiro : na rua do Tra-
piche, n. 19.
ATERBO-DA-BOA-V1STA N. 16
i'ommalrau, ruldleiro armeiro
tem a honra de participar ao respeitavel publico que re-
cebeu de Franca pelo ultimo navio um sortimento de ar-
mas Irancezas, espingardas, pistolas de montara, supe-
riores espoletas de marca G, tudo qtianto pertcnce a cu-
tellana, linas n iv.ith.is dasquacs se garante a qualidade,
estojoscom lodos os pertence* para homem, brides, es-
poras, chicotes, bengalas, estribos, cabecadas, polvari-
nlios, chumbeaos, esponjas grandes, massa para aliar
uavalhas, potci de banha preparada para conservar o
lustro do ac e prohibir que se enferruge, fundas de to-
das as qualidades e feilios, assiin como outras mimas fa-
tendas, tudo por preco commodo.
A Iraca de fazendas.
Vende-te um Sitia rui llcberibe muito grande
terrona proprio de loda produeco
lar 50 cabecasde gado : cite sitio ha inultos nnn
M rv i denlro vareas de lelW ''

NOVO PAO DE PROVENgA.
Yende-se lodos os da*.
O proprielario da padaria e pastcaria lYanceu
9

do lerro-da-lloa-Vista, n. 50, desejando agradar J5
cada vez mais aos scus freguezes, resol ven oll'erc- v
ccr-lhcs um pao que se fabrica em Provenca por T.
um processo muito difireme do ordinario, e que, fib
exigindo farinha das mclhores qualidades, mere- ,-.
, ce i preferencia do publico pela sua alvura, (flr
pureza e delicadeza de sua fabricacao. i
S se farao pes de 40,80 e 160 rs., e ser fcil QP
c.iiihcc-li is pela sua forma oblonga e elegante. A
A'a mesma casa_ conlina-se Utinbcm a vender ~*
bolinhos para cha de todas as qualidades, e Um- M
_ bem a enfeitar bandejas ricas para bailes e sa- ,-v
@ ros. @
Perdeu-se no dia 5 do corrente,
desde o largo do arsenal de marinha ate
a Passagem-rJa-Magdalenj, tres cbavinbas
untas, em uina argolinba, e urna chive
grande, solta: a pessoa que as achar e
quizer restituir, traga a esta typographi.i
que se dir a quein sedeve entregar, e
pelo qne ser recompensado.
Compras.
Compra se ouro eprata mesmo ein obras quebra-
das : na rua do Queiinado n. 14.
Compra-seo livro intitulado Palinella, e a Claiisse
Harlouve Je Richard Sou: quem tiver annuncie.
leudas.
LADO
n.21.
LOTERA DO TIIEATRO PUBLICO.
O thesoureiro desta lotera, vista da extraer.io que
vai tendo a venda dos respectivos bilhetes, tem marcado
o dia 25 do corrente inez para o audamento in-
fallivel das rodas, que ser realisado em um s dia, no
consistorio da igreja da Concelcao dos Militares ; e pe-
de aquellas pessoas que teem feito encominenda de n-
meros sympalhicos, que os vo, ou inandem buscar. Os
bilhetes cominuam a estar a venda : no bairro do Reci-
fe, loja de cambio da Viuva Veir.t Si Filho > e no de S.-
Antonio, nas tojas dos Srs. Moraes o Gusmo Jnior &
liman, na rua do Queiinado; na venda do Sr. Manoel
Pequeo, no largo do Terco ; e na botica do Sr. Moreira
Marques, no pateo da matriz
Fugio do engenho das Mattas, da
freguezia do Cabo, ni dia segunda-feira,
3, do corrente, um prefo fula, de nome
Mauricio, baixo, grosso, cabello pegado ;
levou um quarto ruco-escur, alguma
cousa magro e carregador ; tambem fur-
tou urna cangalha e um facSo. Poucos-
dias depois foi preso em Santo- \ntSo,
mas pode conseguir soltar se, por apre-
Fatinha
a 34 rs a saca.- vende-se na rua da Cruz no Recife, ar-
masen! n. 13,
Vende-se, no armazem n. 3i da
rua da Madre-de-Dos, ao lado da al-
fandega, saccas com muito bom fcijao
mulatinho ; batatas ein arrobas ; azeito-
nas ; banha de porco refinada ; e muito
lions queijos americanos
Vende-se cha muito superior a 1700 rs. a libra ;
pratos e tigellas a 060 rs. a duna, bules pintados, a
51)0 rs. ; ditos brancos a 400 rs. ; chicaras piuladas, a
1/500 rs. a duzia ; ditas brancas a l/jt rs. ; bacas pin-
tadas a 500 rs ; ditas brancas a 320 e 400 rs.; vina-
gre muito forte PRR a 800 rs. acanalla e a 120 rs. a
garrafa ; azeitc doce de Lisboa a 480 rs. a garrafa ; di-
to de carrapato a 1/440 rs. a caada ; esleirs de per-
pery a 140 rs ; assucar branca, a 60 rs. a libra ; dito
niascavadu a 40 rs., de 4 libras para cima ; sebo de
Hollanda a 320 rs. libra farinha do Maranhao, a
lOO rs. ; e lodos os mais generes de venda por menos
preco do que em outra qualquer parte por scu dono
retu r -e : no beceo do Lobato, venda n. 92.
iolachinha regala.
A bolachinha regala doce s se vende cm tres tun-
cos desta cidade : Boa-Vista, praca da S.-Cruz padaria
de urna s porta aonde lie fabricada ; S.-Antonio es-
quina da rua do Collegio venda do Sobral ; Itecife ,
travessa da Madre-de-Deos, n. 13, deposito da mesma
padaria : seu preco he 3J0 rs. cada libra : sua qualidade
e bom goslo nas mesmas se encontrar. Na mesma pa-
daria ha, alin do excellentn pao biscouto doce e com
ovos filias I i ti i bolachinha de agoa e sal de 28 c 30
ein libra bolacha de dille-rentes tamanbos : tudo da
melhor farinha que ha no mercado : seu preco he mais
um vnlem cm libra do que o geral ; porin a sua qua-
lidade c bem torrada equivale ao biscouto da'mesiua es-
pecie.
Vendem-se dous candelabros de or-
rnoulu, com seis luzes enda um, e sitas
competentes mangas, para cima de mesa ;
e quiltro lustros de seise oito luzes, pira
mci (le sala,os mais ricos e elegantes que
se teem importado nesta praca: na rua do
Trapiche-Novo, n. 16.
Vendem-se dous exccllentes escravos sem vicios,
sendo un de IS anuos com ulliein desapateiro e o ou-
tro de Angola, de bonita figura bem reforcatto e acos
turnado ao Irabalho em armazcui de assucar ou outro
qualquerservico : na rua Nova, armazem u. 67.
. ~ Vende-sc una prcia que engomma cotinba, lava
desabo e varrella e faz renda tudo com perleicao :
ao comprador se dir o motivo por que se vende : na
estrada dos AlOictos, sitio da tamarineira.
Vendc-se um tanque de amarelio forrado de
folha, novo, que leva600 a 700galc.es de oleo por ba-
rate- preco ; bem como uina pedra de filtrar agoa com
seu banco c jarra : na Treuipe, sobrado n. 1.
A 80 Rs. O PAR.
Vendem se sapatospara meninos a quatro vintens o
par : na praca da Independencia, n. 33.
Vende-sc uina llanta prrla cun quatro chaves; um
methodo por Divicnne pelo diminuto preco de 12/ rs.:
no pateo do Carino, n. 17.
Vendem-se sapatos de marroquim
francez, a is'ooo rs. ; e de lustro a 1,160
rs. para senhora: na rua larga do Ro-
sario, n. i!\.
com
le pmlc lUteil-
i:on-
outroa anlinaei, e nao
-onsta l i inorrldu llgUiM de lii.gui. oul MHra i0'"1'
i|ii. cosluuia a dar : na rua da Senzalla-TVova vcnila
n. 7.
Vcndem-sc duas negras propnas
para qualquer servico de urna casa : na
rua doCabug, loja de quatro portas, do
Uarte.
Vende-ac um prelo 111090, inui aadio ptimo re-
finador de aiaucar eque he proprio para todo o aer-
V90 : na rua da Cruz, n. 43 : vende-ac ein coniequen-
cla de sen senhoi retlrar-ic para fra do imperio.
Vende-se um ptimo iniilalinho de 15 annoi ; doua
dilos de 24 anuos eoni bstanle pralica do servico de
campo; um bonito ioolei|ue de 14 anuos ; duas negrl-
nhaa muito lindas com principio! de costura ; oeicra-
vas mocas sendo 4 pardas : na rua llireila, 11. 3:
Vende-sc um pardo do 2 anuos com habilidades .
muito aadio e sem vicios : nasCiiico-Pontas, n. II.
Veude-sc iiinaarinaco de loja com todos 01 seui
pertcnces : na piara do Llvramento 11. 34.
Vendem-sc (i lindos inoleques de 16 a 18 annoa ;
5 prels de 25 a 30 anuos sendo 11 ni dellesacozinheiro ;
o pardos de a 2."> minos sendo um lieic m> cr-
reiro ; 4 pardas sendo duas de 7 a 14 annoi, com priii.
cipios de habilidades e duas de 17 anuos, com habi-
lidades c que silo propnas para mucama por screm.
de elegantes figuras ; I pretas de 2o a 25 anuos, algumas
com habilidades na rua do Collegio n. 3, se dir
quem vende.
Vendem-se os primeiro e segundo voliinies do I)i-
reilo mercantil, or Sot da Silva Lisboa; um dito do
Cdigo conimercial porlugnez ; um dito de coiiiiuenla-
rios sobre a legislar.10 portugueza acerca de ararla* ;
um dilo de Jurisprudencia do contrato mercantil por
Josrarrelra Oorges : lodos estes voluntes eslo em bom
estado por preco commodo : na rua do Crespo, loja
11. 2 A.
Vendcm-se espadas praleadas para ofliciacs da
guarda nacional: na rua Nova loja de ferragens do
Jos Luiz PereTra. ,
= Vende se luir preta de nacao de 20 anuos que
ciigomiiia com perfeifSo coiinha o diario de nina ca-
sa cose com perfeico qualquer camisa de liomeiu c
vesUdo de aenhora: na ..ua Nova, n 2!, primeiro an-
dar.
= Vemic-ae una parda de 20 annos de boa figura,
sem vicios c que he muilo fiel: na rua Nova, 11. 16.
Vende-se 11111 inoleque de naco Augoia de 18 an-
uos, de muilo boa conducta oque scxtanca ao com-
prador ; uina preta de 16 anuos, que 'cngumina coli-
nda, e he dejinuilo linda figura ; iiujp dita de 16 annos,
que engomma e cose solirivel ; uma'dit 1 de 30 anuo! .
propria para vender na rua por diso ter pratica na
rua Nova, n. 21, primeiro andar.
GIVOZEL.HA.
Vndese xarope do verdadeiro suiniiio de grozelha ,
nmi) de Fran;a .1 1/rs. a garrafa.: no Alcrro-da-Boa-
\ isla, fabrica de licores, 11. 17.
KOG.
Vende-sc, por preco commodo urna fabrica de fa-
zer palitos de fogo com todos os seus pertcnces neces-
sarios c Juntamente 16 libras de phosphoros de pri-
meira qualidade ; 20 pranciics de pinlio escull ido, pa-
ra palitos, e uuia porcaodcllea proinptoi; se dar igual-
mente as mclhores receitas para este fiui: e negocio
que couvm muito a quem quer ganhar dinheiro com,
poucos fundos empregados : no Atcrro-da-Roa-Vista ,
fabrica de licores n. I*.
ALUGV-SE
a nova e excellente casa da viuva Carioca, na rua do
Rangel, n. 45, de dous andares e sotao corrido bem
pintada e forrada (o segundo andar) a papel de bom
gusto com buns coinmodos, quintal cacimba, estri-
bara e casa para pelos por OllOrf rs. aunuats e rom
um fiador a contento : a tratar no Aterro-da-Boa-Vista,
11. 10.
Na rua da Cruz, n. 36, vendem-se saccas| com su-
perior farinha de mandioca ; sola ; couros ; cera de car-
nauba ; chpos de palha ; pennas de ema e mais al-
guns outros artigo* para liquidacocs de comas.
Vende-sc urna preta de miran boa cozinbeira :
na rua do Crespo, 11. 21.
-- Vende-sc urna preta de mcia idade que cozinha o
diario de urna casa e Irabalha de euxada : na rua da
L'nio penltima casa, ou na rua do Crespo 11. 16.
Vende-se uina mesa propria para adVogado escre-
ver, com gavelaoe armario em muito bom estado : na
rua Nova, n. 5.
Vende-se geometra dcLacrox c de Luclides : ua
rua de S.-Francisco, 11. 66.
Vendc-se mu quarto alazo muito uovo : na
rua Imperial 11. 39.
Vendem-se fazendas, por menos de seu
valar, na loja dos Qnatro-Canto? da
rita da Qneimado, n. 2a,
bem como: luvas pretas de seda para senhora, a 320
rs. o par ; bico de fil de seda preta, largo guarnecido
de cor de ouro proprio para armador a 40 rs, a vara :
ineias pretas de algodao curtas, com defeito a 40 rs. o
par ; sarja larga de la He cores, a 800 rs. o covado ;
cortes de casimira elstica fa/enda superior a 6/ n. ;
chlenle cambraia bordada a 640 rs. ; viseados ame-
ricanos a 100 rs. o covado ; brim branco de lslras a
300 rs. o covado ; castores para calcas a 200 rs. o cova-
do ; lencos brancos de casta com risca ein volta, a
200 rs. ; cortes de cambraia pintada para vestidos ,
fazcndanxa,a2/400ri. ; ditas mofadas, a 2/ra ; chi-
tas brancas de flores a fiurs.n covado; ineias para
meninos a 160 rs. ; ditas para meninas a 320 rs.; ditas
para senhora a 240 c 560 rs. ; lencos de seda preta para
grvala, a !# rs. ; ditos de cores em selim a 1/600 rt.;
suspensorios de fita, a 120 rs. o par ; peras de iu.id.i-
polo fino, a 3/500 rs. ; guardanapos para cha a 800
11. a duzia ; ditos para mesa, a 2/is.
Vende-seo o tratado de Geographia poi Urcul 3
v. por 8 rs. na rua da Madre-de-l)eos n. 18.
Vende-se superior cha brasileiro,
na loja de Guerra ISilva&jJ. > chegadoa-
gora do .Kio-de-Janeiro : na rua Nova,
n. 11.
na Vendem-se duas pretas, urna de 24 annos, que
cozinha o diario de una casa cose chao ; refina assu-
car e entend- de padaria c a outra de 20 annos que
cose cozinha, engoiuiua lava de sabao e varrella e
he de muito bonita figura ; nao tem vicios nem acha-
quei: o motivo por que se vende he por ter o senhor de
retirar-se para ra da provincia : na rua. da Concordia,
a dircii 1, segunda casa terrea, se dir quem vende.
finitos, agoardente, vinhos.
Continuamos a ter dos nssos varios e bem conheci-
dose superiores qualidades, do Porto, de Hespanha e
de Franca calguns vendem-se mais em conta para fe-
char comas; ha cm garrafas c em cascos para servir a
todos os bonslreguezcs : na rua do Trapiche, n. 40.
Vende-ac panno de algodao da trra multo lupe-
or : na rua do Crespo, n. 23.
Vende-se na rua do Crespo, loja n. 11 Arte de
fallar, ou tratado de rhetoricageral, por 1/rs.cada vo-
lunte.
-- Vende-ie uina bonita cicrava de 18 a 20 annos ,
com bastanteleite, e coin algumas habilidades > na rua
Direila, n. 93, segundo andar,


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Ve nde-se calcado mullo barato para saldar comas;
luvas de prllica. para homriii r senhora multo bara-
(a> : ua prai, a da Independencia, u. 30
=3 Vrndr-r urna rarr.iv* h vicio, c <|ur lir inulto diligente pura os arranjoi de
caa : narua do ','ci. uado, n. 40.
Vendc-jc una renda com ernto c tantol mil rs. de
fon dos, r rom comiuodo* para lamilla, na Passagcm-
d.v Magdalena .junto no sobrado grande da estrada no
va ii. 70 : a tratar na mrtme venda.
Vende-sc a venda do becco do Lobato que vende
diariamente itif a 20/rs.: vende-se por seu dono reti-
rarle para fura : a tratar na ineiuia venda.
Vende-sc, para o matto ou fra da provincia a di-
nheiro ou a prazo um bonito escravo mestre tanoei
ro de '2tl anuos ; o motivo da venda se dir ao compra-
dor : na rna do Sol, n. 13.
A 4/000 rs. CADA UM CHALE.
.Na toja que faz esquina para a ra do Coilegio, n. 5 ,
vendein chales de tai latana grandes a de padrecs cs-
curos pelo barato preco de mil rs. cada um.
Contina-se a vender a superior
manteiga ingleza, pelo barato preco de
1,000 rs. a libra : na ra estrella do Ro-
sario, venda n. 8.
Vendem-se masaos de fi tas de li-
nho trancas e ene ruadas, proprius pun
sclleiio, a Goo rs.; niassos de fio de sa-
pnteiro, a 85o rs. a libra: na ra do Ca-
bug, loja de cpiatro portas, do Duarte.
-- Vendem-sc na ra daPraia, ariiiazcm n. 20, lingoas
d" Rio-Grande pelo prc90 de 140 rs. cada uina, de boa
quaiidade.
Vrndrin-se queijos londrinos c prezuntos para (i-
anilnrs, cliegados pelo ultimo navio de Liverpool; crvi-
Iba proprlas para soupa; vassoras para varrer salas : no
armazein de l)avis fcC, ruada Crui, n. 7.
Vrnile-se um cavallo rodado, bastante gordo, anda-
dor de bailo at esquipar, eque tambeui he excellente
de carro por ser inulto ardigo e j. atar en!iu.do : na
ra da Aurora, n. 50.
Economa poltica.
Na livraria da esquina do Coilegio, eslo venda, che-
gadoi de prximo, algn; ejemplares da Importante
obra de Mr. Dunnoiyer, meinbro do Iustituto, que se
intitula :
Un libtrdiii do Irabalho, ou simples exposico das ron -
dicries, mediante as quaes se exercem mais poderosa-
mente as frca< Iluminas : 18-(i ~ preco 1^000 rs. : tam-
bero o Curso econmico de Mr. Chevalicr, 2 vol., 10/000
rrii.
A 1/500 rs. (.ADAUM.
Xc loia de GuimarSpa& Companhia na rna do Cres-
po, n. .i, vendein-ie chapeos de sol, de seda verde e azul
com armarao de ferro multo bons, pelo barato preco
de 4? rs.
Vrnde-se a venda da rna da Cruz, n. 37, com fun-
dos bastantes para negocio a diuheiro a vista a tra-
tar na mesilla venda..
Vende-se, por preco comiuodo, muito superior sa
do Ass : a tratar na ra da .Moda, u 11, com Silva &
Orillo.
Vendem-se dous voluntes da algebra de Lacroix; na
ra de San-Francisco, amigamente Mundo-Novo, u. 00.
\ende-se una casa terrea muito grande, sita na
na daMangueira, na Roa-Vista, n. 11, com grandes com-
modos, quintal muito grande e minios arvoredos de fruc-
tos, por preco o mais rasoavcl possivcl: trata-sc na ra
do AragSo, n. 27.
Vende-se um molequc de 10 annos, de boa figura,
e sem defeitos : na ra da Moda, no segundo andar da
casa junto a do Sr. Leopoldo.
Vendem-sc, por preco muito commodo para fe-
xar comas, charutos da llabia, regala, por preco com-
modo : na ra do Trapiche, n. .'Ii.
Vende-se a ollicina de lalueiro, na rna do Livra-
ineiito, n. 28, com todos os seus pe lencrs, e tamliem se
vende so a armarao da inesina, pro|>ria para qualquer
rslabeleciniento : a tratar na mesura.
J*-- Vende-se urna negra que engomina, cozinha, lava
de varella, ensaboa e faz renda, tudo com perfeico : ao
comprado* se dir a raso por que se vende : na estrada
dos Afilelos, no sitio denominado da tamanneira-
Vendem-se 12 escravos, sendo quatro moleques de
nacSo, se: vicies, um preto bom mestre de assucar e
carpina de riigenho, um pardo bom para todo o servico
de campo, um cahriuha de 14 annos. una nrgriulia mui-
to linda de II a 12 annos com principio de habilidades,
una prrta perfrila rngommadrira e cozinhrira, tres di-
tas hnas para todo servico de casa e ra,muito em couta:
na ra do Vigario, n. 24, se dir quem vende.
A Coo rs o par.
Vrndrni-se sapatss de courodc lustro para senhore ,
por terein perdido algum lustro a 600 rs. o par : na
praca da Independencia, n. 33.
ji .. i
(jumos, por menos dn que em otitra qual-
quer parte:, oa ruado Trapiche, arma-
xem n i-j.
Vendem-se sapatSesdecourode lus-
tro, pelo baratissitno preco de 2,56o rs. ;
ditos de bezerro de sola e vira, a i,ioo
r9., e superiores a i,6oo rs. : na ra da
Cadeia do Itecife, n g.
Na loja que faz esquina para a ra do
Coilegio, n. 6,
vende-sc princeza larga preta muito superior pelo
barato preco de 1/rs. o covado ; luvas brancas Anas, de
algodo a 120 rs. o par; alm dcstas fazendas ha um
completo sortiiiicnto,de todas as qualidades de fazendas,
tudoporpreco connnodo.
Vende-se una cscrava de Angola, de 20 annos
de boa figura que engomma, cose c cozinhu : na ra
do Passeo, loja n. 10.
Vendem-se caivetes finos; te-
souiasde unlias e de costura; ditas de
alfaiates, (citas em (uimaraes ; sacarro-
ibas de peuc caiiipain'uu Jo crc-s ex -
quisitas ; macliinas para ilhozcs a 1,200
rs ; c.sticacsde vidro a 2,^00 rs. o par :
na loja de qtl&tro portas da ra do Caliu-
g, n. 1 C* do Duarte.
sa.ioquada.iqos clisme a
saiJoa so as-peo '31400 epea suaniedaias ap n.i ud onu
-iinp o|ad scxij sa.ioa ,tp a sarupedsooM op apcpia
eisa r ,>|M >nii:iini 1 n sepi;8 n| 1 .. i .ii.iim 11 1 sussua scaou
sb as-iiupujA 'i; 'u omoiuv-'S 3P OOH oe jiuojjuod
' "J V f9pjounnf) ap vlo vu aijffj o
j gi/zsz p sasuffisuvdsvssvosooou$y
Vendem-se caixas para guardar
joias, pelo diminuto preco de 900 rs. : na
oj de quatro portas da rna do Jumig, n.
1 G do Duarte.
Vendem-se pecas do inadapolo com 20 varas, mui-
to largo e muito encorpado a 2^800 rs. e a rctalho a
140 e lOrs. ; pecas de chitas lintpas de multo bonitas
cures ile rosa e de muito bous pannos, a 5J50O rs : na
ra estreita do llozario, n. 10, terceiro andar.
Vende-se tuna cscrava de
Queijos londrinos.
Manocl Joaquim Goncalves c Silva na ra da Cruz ,
n.43, avisa a seus freguezes que, pela galera ingleza
Stcord-Fith iltimamente ebegada a este porto, rece-
beu um sortimento de gneros daqucllc pajz como se-
jam : superiores quejos londrinos de dilterentes tama-
nhos ; presuntos para fiambre ; conservas em vinagre
de dift'rrentcs qualidades ; lalinhas com biscouto com
o melhor asseio e muito proprio para presentes.
Vende-se uinaeserava crioula engommadeira, do-
ceira. lavadeira e cozinheira : na rna das Trincheiras
n. 19
Vendem-se quatro sitios de pouco valor, no lugar
da Capunga e diversos terrenos com alieerecs na Boa-
Vista ; laubeni vende-sc outro sitio muito perto da
pra(a: tudo adinheiro, ou a prazo: ou de oulra forma se
permuta por propriedade no Rio-de-Janeiro : quem este
uegocio convier, dirija-se ao Sr. Meroz, na praca da In-
dependencia.
Vendem-se saccas com niilho a 4/ rs.; nielas de
seda para homem prelas e de cores a 1/ rs. o pa.i
luvas para senhora das inesmas cores a(i40 rs. o par :
na na da Cadeia de S.-Antonio, aiinizein n. 21.
CAPACHOS.
Na ra do Qucimado, n. i<>,
vendem-se capachos de diversos tamanhos c de supe-
rior quaiidade por preco mais commodo do que em
oulra qualquer parle : sao chegados ltimamente a es-
te mercado e existe una pequea porcio em ser.
Com toque de avaria .
pecas de inadapolo largo e ptimo com um pequeo
toque de avaria de agoa doce a 2/800 rs. sendo a ava-
ria so em una ou duasdobras ; um grande sortimen-
to de fazendas finase grossas que se vendem por ata-
co e a retalho : no novo armazem de fazendas. de Ricar-
do Carlos Lelte na ra doQueimado, n. 27.
-Vende-seuma preta boa lavadeira e inulto possan-
te : na ruado t.respo n. IB esquina que vira para a
ra das Cruzes.
Vendem-se pautas das alfandrgas do imperio do
l'rasil iinpressas no Kio-de-Janciro : na ra da Cruz .
twSO.
-- Vendem-se jogos de bancas de amarcllo ; lavatorios
de dito: udonovo e bem fcito : na ra da Cadeia de
s.-Amonio n. 41. .... .
Vende-se cal virgem de Lisboa,
chcgadtt no ultima navio, em barra pe-
n'icao,
de bonita figura, de ida de pouco mais ou
menos de :8 a ->o anuos, sulia, sem ncba-
ques, nem vicios ; be rccolbida e lem ha-
bilidades, como sejam : engommar, cozer e
fazer lavarinto ; um molecote crioulo, de
i() a 50 annos, sem vicios, bera compor-
tado, bastante robusto, de bonita figura ;
e un molequiuho de 8 a 10 annos, boni-
ta figura e sado : quem os pretender di-
nja-se a ra do Crespo, ao p do arco de
Santo-Antonio, loja n. l\, que achara com
quem tratar.
Na ra da Florentina n. l, deronto da cocheira,
vende-se um escravo, bom trabalhador de Guiada e ma-
chado proprio para sitio ou engenho e que he ga-
nhador de na nesta praca que d JO rs. diarios e
tcm ptima conducta : vende-se para um pagamento.
f-3 -u omcioh op v9.ic| cuj su : opom
-moa oSaid jod 'soiajfqo iO||nui sojjno j sajorj a gaatll
' seiji ap --- > 111 11 i 111. se supo) ouio.a uuq .icpjoq ajas
-oa un 'iiu fu11 >-. o opo) moa mmi-iidi na maquic)
! sezaauej) seuq mm||h:c sen.iprp.i.iA sr .is-iiij|iii.< \ -
Vende-se urna mulalinha, tle i3 a
14 annos de idade, a qual sabe cozer cos-
turas chaas, fazer lavarinto c engommar
com pe l'eico : o motivo da venda se di-
r ao comprador : no largo do Coilegio,
no segundo andar da casa junto ao sobra-
do amarillo.
Bnlairdios para costura,
No Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 78,
vendem-sc stes bilaios por fiGo, 1,000 e
1,280 rs : sao tfto lindos, que quem os vir
nao deixara de os comprar.
caixas pequeas, e por preco mais com-
modo do que em oulra qualquer parte.
CHARUTOS CACADORES.
Chegaram da llahia ha poucos dias urna pequea
poreo (lestes afamados charutos, em caixlnliai de 125 ,
o que se vende a retalho em casa de rederico Robil-
iiard ra do Trapiche-Novo, n. 18, aonde lainbein ha
de outras qualidades em caixlnhas de 100 inulto su-
periores e porpreco commodo.
CDIGO PASSA-MAO'.
Vende-se a 320 rs. o Cdigo criminal pratico do seme-
rcpublica de passa-mao na Occeania organisado segun-
do os principios do projecto de uonstituicSo = Repu-
blico-deinaKogico = do doutor Marche-marche : na
praca da Independencia livraria ns. 8 e8.
Vendem-se bolSes amarellos, finos,
de P. II. ; ditos ordinarioa; ditos para
casacas ; ditos para cavallaria ; ditoa pa-
ra infantaria ; ditoa para libiii de pageos,
brancos e amarellos ; ditos pretos de bo-
nitos padroes ; ditos de vidro, para enfei-
I tes de roupas de menino : na loja de qua-
tro portas da ra doCabug, n. i C. do
Duarte.
Na ra das Cruzes, n. 22, segundo andar, vendem-
se 5 esoravas sendo duas pardas de 26 annos de bo-
nitas figuras que engommam, cosem chao cozinbam
e lavain de sabo ; 2 moleques de 10 a 18 annos para
lodo o servico ; urna crioula de 26 annos que cozlnha ,
lava r vende na rila.
Vende-se una canoa que foi de conduzir agoa ,
em milito bom estado propria para una barcaca por
le" 62 palmos de compiiniento c 7 de bocea que com
pouca despeza se faz a obra : no flin do llecco-Largo ,
no Recifc junto as taixas de ferro, onde foi tanque
d'agoa.
Vende-se a ioja n 17 do Passcio-Publico, com
fundos ou sem clles : a tratar na mesma loja ou na ra
do Crespo aop do arco de S.-Antonio, n. 4.
Scipatcs de tres solas,
a isooo rs.
No Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 78,
contina se a vender sapaloes de tres so-
las, a 1,000 rs.
- Vende-se cera de carnauba em porcao c a reta-
lho de superior quaiidade : queijos londrinos ; latas
com bolachinhas de araruta muito novas a 2/ rs.
latas com sardinhas ; ditas com 4 libras de marmelada
ditas com figos : tudo por preco commodo : na ra da
Cruz, no Rccife, n. 40.
gasto.
Cambraias de seda do ultimo
Na ra doQueimado, n. 40, loja de Jos Joaquim Piulo
Das de Magalhes, vendem-se cambraias de seda do
ultimo gosto ; inanias de barege coin lislras de seda
franja de retros ; corles de canibraia aberla a 4000
4#ft00 rs.; cassa lisa a 300 rs. a vara ; dila de lislras a
.'160 rs. ; luvas de seda para senhora a 500 rs. ; atoa-
Ihado de algod.io ,a 64ll rs a vara ; c outras muilas fa-
zendas mais baratas do que em oulra qualquer parte.
~ Vendem-se pretas, pretos c moleques de bonitas
figuras e com habilidades : na ra das Flores, n. 17.
Vendem-se chapos de palha, da
Italia, parasenhoras e meninas, a t,aoo
rs. ; barretes de padre e gollas de diver-
sas fazendas ; bonetes pilos de velludo,
a gGors. c de panno meado a G^o rs.
lencoa de garca a i ,ooo is. ; ditos de gr-
vala a i ,o.ni rs. ; luvas de algodao de c
cs,aaoo rs, o par; ditas de pellica, de se
nhora, a l,ooors. e para hoiuem a 1,600
rs. ; flores fiara enfeites de chapos; bicos
do Ponto, de ioo at 4oo rs. a vara; ditos fi-
nos, frunrezes e inglezes ; galoes brancos
e amarellos, linos; ditos ordinarios ; es-
pigilhas c rendas
treitos ; espedios
ditos de augmento
volantes largos e es-
dc parede a 1,000 rs. :
a 800 rs. : na loja de
quatro portas da ra do C'ibug, 11. 1 C- ,
do Duarte.
Contina-se a vender, na ra da
"Gadeia lio Uccife, n. 3t,'j*i8jer fabricadas em Lisboa e no Rio de Janeiro,
sorlimentos ao gosto do comprador, em
6G RORTASNd8
ELGLZ
so
!|3 0 dono deste estabelecimcnto.estando em cir-
^ cumstancias de Ihc ser preciso retirar-se para a
&3 Kuropa precisa primeiro pagar a seus credo-
S rcs.e para efl'eituar este pagamento o mais
j.' breve possivcl, ollerece algum abatiuiento a
S seus devedores que quizcreni saldar suas con-
'> tas assim como tem resolvido vender todas as
al 1. /i lid is por diminuios precos, a saber : pe^as
de inadapolo a 2/, 2^500, 2^800, 3/, USOO ,
3 .V00e 4# rs. ; ditas de chita, a5/. W>. 5/800
^ 0/e6/500 rs. ; pannos linos, a 4/, 4/500 e 5/rs. ;
KJ sarja de seda hespanhola, a 2/ rs. ; corles de
g| colletes de velludo setim e gorguro, al/, 2/
SS e ''' bretanha de Franja (que vale a 2/600
i^rs.)a 1/500 e 1/800 rs. ; cortes de cassa de pa-
jgg di oes novos e cores lixas, a 2/ 2#500 e 3/; brim
-.'.; iraucado escuro de algodao, a 100 c 200 rs. o co-
SSj vado ; algodao azul, a 180 e 200 rs. o covado ;
M ganga, a Sil e 100 rs. o covado ; cambraia bor-
ts dada de llores e de raningcns, a 400 rs. a vara ;
S cassa para babados, a 300 e 3J0 rs. a vara ; cas-
g*jj sa lisa fina, a 400 rs. a vara ; metim de cores, a
-,- 100 rs. o covado ; chapeos de sol, de seda a 4/ ,
yg 4/500 c 5/rs. ; ditos de massa para cabeja ,
^ a 2/ ; bonetes, n 400 c 480 rs. ; botos de abr -
. ji tura a 40 rs. ; suspensorios a 20, 40, 120 e 100
g rs. o par ; una grande porcode lencos de cain-
.r- braiacom bico em volta uns adamascados c
*:> oulros bordados de muitas qualidades a 320 ,
S400e480rs. ; e outras muitas fazendas que se
0i nao annunciam por oecuparem muito lugar ,
M as quaes se venderao todas ainda mesino com
| grande prejuizo : tanibem se vende o estabelc-
^ cimento no estado em que se acha, havendo
tj quem queira comprar ainda mesino a prazo g
j com Ir oras di firmas que agradein aosses ere- jg-
3 dores; e juntamente vende dous escravos, sendo g$
um preto de bonita figura de 30 annos mui- H
to bom ollicial de sapateiro ; e um cabra de
10 annos de bonita figura proprio para pa-
gem.
m
A is'ooo rs. ,
ancorelas com azeitonas superiores : ven-
dem se no caes da Alfandcga armazem
u. 7, de Francisco Dias Ferreira.
i Vendem-se 8!p>toa de marroquim
francez, a t^'ooo ra. ; e de lustro a is'760
rs., pan senhora : ni ra latga do Roza-
rio, 11. > -
. Na loja de Guirnares & C.
que faz esquina para a ra do Coilegio n. 5, vendem-
se pejasde cliitas de 38 covados a 3800 rs. a peca, de
soll'rivel panno e padres agradavpis. Dao-se as aiqos-
tras sobre penhores.
Vende-se cal virgem de Lisboa em barris de
arrobas chegada pelo ultimo navio, por preco commo-
do : a tratar com Almeida & Fonseca, na ra do Apollo.
Agoa de tingir cabello.
Contina-se a vender agoa de tingir cabello e suisias ,
na ra do Queimado, n. 31. O nielhodo de applicar a
eonp inha aus vidros.
Vende-se urna bomba de cobre em bom estado ,
propria para cacimba : na rna larga do Rozarlo n. 20.
Vende-se superior arroz com casca : na ra da
Praia.-n.3X .-. ... -.-..- -- -
-- a ra do Crespo, n. 21, vende-se o melhor cochi-
choque tem viudo a Pernambuco ; assim como varios
trastes para arranjo de uina casa.
~ No armazem de Francisco Dias Ferreira, o caes da
alfandrga. ha para vender por preco commodo saceai
com boa farlnha de mandioca, assim como latas com bo-
Isehinha de araruta.
Aoosa !||.m '-,
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- Vendem-se os melho'res cha-
rutos da Baha que teem chegado
at hoje. com a marca T S B: em
casa de J. O. Elster, na ra da Ca-
deia-Velha, n. 29.
ATTENgAO".
Na ra Direita, n. 53, vepda de Antonio Francisco
Martius de Miranda, vende-se manteiga inglesa mui-
lo superior a 1/200 rs. ; dita de porco, a 300 as. ; vinho
do Porto, multo superior, a 320 rs. a garrafa ; ateite do-
ce, a 400 e 480 rs. ; dito de coco a 280 rs. dito de car-
rapato.a lj'GOOrs. a caada e a 180 r. a garrafa; as.
sucar branco a /32G rs. a arroba ; e iouu s ''!> g.
eros de venda, tudo muito superior e em conta ; ai-
si ni como uina porcao de travs de boa quaiidade, de 35,
40 e 45 palmos.
p>s^d9
Vende-se um preto de uaco, mo-
co robusto e forte com oflicio ,
e que be muito hbil para qual-
qualquer servico: na ra Nova,
loja n. 23.

Cera de Lisboa /
Na rna da Cruz, n. 6o, veode-se a me*
Ihor cera que ha no mercado, ero caixas
de todos os lmannos, vuniade doa com*
pradores, e mais haralo que em outrj
parl. ^
Vendem-se barricas de superior farelo de Lisboa,
a 4/000 rs.: no armazem que foi do finado liraguez, ao
p do arco da Conceicao.
Vende-se urna mulata, muilo moca
e de lina figura, engommadeira e costu-
reira ; e um casal com urna cria de i5 a
16 annos : na ra do Crespo, loja n. a A,
se dir quem vende.
- Vendem-se ac^es da ex-
mela companhia de Pernambuco
e Paraliiba: no escriptorio de O-
liveira Irtnos & C, ra da Ciuz,
n. 9. -
Vende-se urna parda que engomma lavae cosinha
com perfeicao : o motivo por que se vende se dir ao
comprador: no Aterro-da-Boa-Vista, n. 42, primeiro
andar.
Escravos Fgidos;
Fugio, de bordo do briguc Eiptranpo, a 26 de ju-
Iho o escravo marinheiro de nome Benedicto de
naco da Costa -, representa 28 annos pouco mais ou
menos alto, magro, prclo ; tein o rosto lalhado ; le-
vou camisa e calcas de ganga azul; pertence ao Sr. loi
Francisco de Castro, do io-iandc-do-Sul: quem e
levar a bordo do dito briguc ou ans consignatarios,
Amorim at limaos, receber boa gratificaran.
Kugio, no dia29 do passado um preto, de nome
Antonio Benedicto de nacao de trinta e tantos annos
pouco mais ou menos ; lem pouco barba e um slgnal
na orclha esquerda de um loblnho ; tem um dedo pol-
legar e outro de uina das inaos sem unhas de um tiro
quesoffreu ; he fallante ; foi escravo do Sr. Joao Fran-
cisco Iinai ir que o vendeu ao doutor Alexandre Ber-
nardino dos Heis c Silva, no crino ., Boa-VsU CjUiu
o pegar ieve-o a seu senhor Manoel Antonio dos Pas-
sos e Silva na Hoa-Vista oitao da matriz, n. 28, pri-
meiro andar ,'quc ser gratificado.
Fugiram. na madrugada do dia 3 do correte, do
engenho Pindoba da freguezia de Ipojuca, dous es-
cravos sendo um cabra de nome Izidoro, e umapiv'
la, de nome Rita; o primeiro de edr trigueira altura
regular grosso do corpo queiio bastante saliente ;
he oflicial de carpina : a segunda de cor pela, altura
maior do que a ordinaria se cea do corpo, voz estre-
pitosa ; sabe coser engommar c coziuhar soflrivel-
mente : sao casados : quem os pegar leve-os ao dito en-
genho a seu senhor Luurenco de So a Albuquerqtie
Junii ou ao engenho Guararapes que ser genero-
samente recompensado.
Fugio, no dia 3 do eorrente o pardo Cbristovao,
de 20 annos pouco mais ou menos de altura quasi re-
gular, chelo do corpo, rosto redondo, olhos regulares e
empapujados, nariz bocea e orclhas pequeas pesco-
90 curto 1 enarcado de bracos e peinas ; levou cainiM
de algodao trancado azul, calcas de 15a amarella jbeai
usadas e chapeo de palha envernizado de preto i um
dos signaes por onde bem se conhece he ter. no rosto
muitas pintas prelas c nao ter barba nem siils'sas, >'
apenas alguus cabellos por todo o rosto : quem o pegar
leve-o a rna do Trapiche ariuazem de assuear n. 1*
ou na ra de Apollo n. primeiro andar que ser
recompensado. '
loo'ooo rs,. de gratificaco
Fugio, ha quatro anuos, [ no mez de dezrmbro de
1844 ; um preto, de nome Miguel crioulo, baixo, bem
grosso que at custa andar pernas um pouco arquea-
das de 3> anuos pouco mais ou menos; he boui cozi-
nheiro e gosta muito de patuscadas. Este escravo foi do
engenho Samba, no Porto-Calvo e vendido aqui pelo Sr.
Manuel Buarque de Macedo ; talvez que ande por U
nirsmo aonde tin'ha urna amasia, ou estela- em alguna
engenho das immediacdrs desse lugar visto que logo
que fugio andou por l Roga-se as autoridades ou ou-
t'a qualquer pessoaque dellesouber que o apprelic-
dain-e remcltain ao Aterro-da-Uoa-Vista, n. 10, casa ds
Snra. viuvaCarioca que se compromete a dar linnie-
diaUmenle 100/ rs a quem o touier ; assim como gra-
tificar qualquer noticia que le derru delle.
Fugio.no dia 21 de dezemoro prximo passado,
pardo Jacob secco do corpo cabellos estirados; tem
falta de um dente na frente, algumas marcas de b-
xigaseum pcijueno lallio no rosto; o mais visivel '6l
nal he ter a marca do Uina caustico as costas; quem
pegar leve-o a Jos Luiz Pereira, na ra Nova.
Peen.
NA TVP. DEB.
F. DEFARIA. 84
MUTIL