Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08609

Full Text

Armo XXIV.
Sabbado-
0 DIARIO publica-so todos os diasque n!o
forem do. guarda: o preco da asignatura he
de4/000 rs. por qurtcl, pagos ndiantadnr. Os
ai.nuncios dos aJJJgnvitrx' sao -inseridos
1 rasgo de 20 rs. porlinha, 40 rs. ein typo dif-
ferente, e as repelieres pela inetade. Os nao
assignantes pagaro 80 rs. por linlia e 160 rs.
em typo dinferente, por cada publica;fio.
PHASES DA LA JJO MEZ UE AGOSTO.
Creante, a 7, a 37 inin. da manh.
Luacheia, a 14, s fi horas e 56 miu.datard.
M'.nqoanle, a 21, a 1 borae 48 inin. da tard
La nova, a 28, s 4 horas e 42 inin. da tard.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Parahiba, s segs. e sextas-feiras.
Rlo-G.-do-Sortc, quintas-feiras ao meio-dia.
Cabo, Serinhaem, Rio-Formoso, Porto-Calvo
e Macei, no 1., a II e 21 de cada n.ei.
Garanbuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas-feiras.
Olinda, todos os dias.
' PREAMAR DE HOJE.
Prlmeira, s 10 horas e 0 minutos da manhaa.
Segunda, s 10 horas c SOminutos da Urde.
de Agosto ce 1848.
V. ITi.
DAS DA SEMANA.
31 Segunda.S. Ignacio dcLoyolla. Aud. do
J. dosorph, do J do civ.odo J. M. da2. v.
1 Terca. S. Pedro
O. da 1. v. e do J. de paz do 2. dist de t.
2 Qua'la. S. KstevaoProtomaityi-. Aud.do
J.doc. da2. v. e do J.depazdn2dist. de t.
3 Quinta. S. I.ydio Purpurario. Aud. do J.
dosorph.e do J. M. da 1. v.
4 Sexta. S. Domingos de Gusniao Aud. do
.1. do civ. e do J. de paz do l di.i. de t.
5 Sabbado. N. S. das Neves. Aud. do J. do
c. da 1 v. c do J. depazdo 1 dist. de t.
6 Domingo. Transfigurado de Christn.
CAMBIOS NO DA DE 4 ACOST.
Sobre Londres a 25e25'/ad-P- M- W)d-
Paris a 315 e 350 rs. por franco. Nom.
Lisboa 112 por cento de premio.
Desc. de lett de boas firmas a 1'/,%' ao mcz.
Acedes da comp. de "eberibo, a50/rs. ao p.
Ouio.-Oncas hrspanliolas 31/0 00 a 30/500
Mo.das de 6/400 v. 17/200 a 17/400
. de /400u. 16/500 a 16/U00
de 4/000... 9/500 a 9/700
PratePatacoes brasileiros 2/020 a 2/040
Pesos columnarios. 2/020 a 2/040
Ditos mexicano...... 1/850 a 1/900
Muida.................. 1/920 a 1/9:
AMBUCO.
PRTE OFF1CIAI.
BISPADO de pernambuco.
V. Jolio da Purificaco Marques Perdigo, conego regrani
tlt Santo Agn$tinho,i>or graca de Daos e da santa s apost-
lica, hispo de Pernambuco,9o concelho de S. t. 1- o C,
etc., tic.
A todos os nossos dicesanos sade, paz e beneflo,
em ii(imi; de Jess-Christo.
A confusSo e desordem propagada com espantoso
e rpido progresso, e admiravelmente dilatada co-
mo urna inundaco de insupportaveis aconlecimen-
tos, sob os quaes actualmente gemem os habitantes
do orbe, por effeito da corrupcSo do coraefo huma-
no, deve necessariamente ter sensibilisado os ni-
mos dosverdadcirosehrrsltos, unidos oelo viuculo
dacaridade fraterna, igualmente ornados de sentj-
mentos conformes com o Evangelho, embora a lei-
tura deste divino cdigo, que lauUs invoca loin e-
vilisado, nflo lenha promovido a sensaclo que devia
ser commum a todos que o professam.
Convencidos da urgencia desupplioar a Omnipo-
tente Providencia sua celeste proteccilo em favor da
sociedade humjtna, confiemos tambero em sua mise-
racSo, pela previa retractaefo ou conveniente repara-
cao dos abusos ; meio elicaz para suspender a emi-
nente indignagao que sua justa disposicflo onvia ao
genero humano para o argir dos crimes perpetra-
dos, promovendo benignamente sua correnlo.
Esta confianca, sempre louvavel em todos os tem-
pos, quando fundamentada no procedimento ver.la-
deiramonte christSo, mais recommcndavcl, porm,
na presente poca em que a universal calamidadc
consideravelmente opprime os povos, e mui particu-
larmente aquellos que, por intermedio das leis os go-
vernam, he a nica taboa de salvaqo que nos pode
animare confortar, para esperarmosa preservagao
do tormentoso naufragio e procelloso tufSo, tjujos
resultados ora e no porvir devemos temer; pois
que nos podo designar victimas da deploravel catas-
trophe em quo muitos teem sido comprehendidos,
permittida pela Providencia para instruceflo dos que
se constituem reos de iniquas cogitarles, envolvidos
no abysmo em que o'proprio e voluntario infortunio
os precipitou. .
Jamis se pode duvidar que, para se verificar a
confianca mencionada, seja mis ter o exercicio da
oraefio vocal, preceptiva em todos os tempos, com o
intuito He implorar o divino auxilio em soccorro dos
militantes sobre a trra, contra os speros e acerbos
suecessos, remotos da publica espectculo, todava,
porm, inseparaveisdo desterro em que estamos de-
tidos.
Os Tactos prticados n crise-universal, os mais
extraordinarios e silicios do-commum, raciocinio,re-
clamam este pi exercicio, excitando a creatura a di-
rigir supplicas a Creador, autor de todo^dom per-
feto, para, na occasiao opportuna, ser protegida, em
virtude do recurso a orac.no, mais menlorja e atten-
divelno lempo da tribulac3o supportada.
Este o motivo por que o apostlo e todos os santos
padres nos recommendam a incessanto oragao, con-
vencidos do que sem este poderoso presidio nao pode
o clistao resistirs perseguiqOcs, vencers gra-
ves difliculdados que continuadamente sollreni os
que pamente vivetn da l de Jesus-Christo.
Se, pois, somos obrigados a orar, principalmente
pelos que exislem (luctuantes sobre as furiosas on-
das da prseguicilo, resultante da exaccilo nos pro-
prios dveres, ou proveniente do ardente zelo das
observancias legaes naquellcs a quem o rgimen
dos povos est confiado, levantomos as niSos ao co,
proslrando-nos na benigna, affavcl e aprazivel pre-
senga de Jesus-Christo, protector dos collocados na
adversidade, para que se digne proteger o seu viga-
rio sobre a trra, o santissimo padre Pi IX, chef da
igreja universal, pai commum de todos os liis, suc-
cessor do principe dos apostlos, columna inabala-
vel da f, como declara o concilio d'Epheso, pedra
fundamental da religiSo, segundo o commum senti-
mento do de Chalcerionia, fundamento, diz Santo
Agostinho, sobre o qual a santa igreja foi edificada,
e persevera at ao fim dos seculos, a travs das vexa-
cOes e contrariedades que tem soffrido desde seu ex-
ordio; sempre, porm, brilhante e triumphante pela
virtude de seu fundador.
Nos recommendamos e supplicamos com toda a
toreado nosso espirito esta oracilo, qual o santissi-
mo padre tem especial direito, para cujo fim havemos
por conveniente delerm inar que os reverendos sacer-
dotes recitem as missas quotidianns a oragao Pro
Papa-, em consequencia da^artcipaco que nos oi
enviada pelcrExm e Itevm. delegado da santa se, na
capital deste. imperio, *m data do 1.* do corrente,
communicando-nosadesditosa noticia de estar o so-
berano pontfice attribulado sobremaneira, por cau-
sa dos recentes acpntecimentos nos seus estados.
Confiamos que os nossos diocesanos imittein fiel-
mente o Tervor dos primaros chrislSos, filhos da nas-
cente igreja, orando sem intermissao pelo principe
do collegio apostlico, como os actos dos apostlos
deelaram.
Palacio da Soledade, -Ji de julho de 1848.
. Jk'u, hispo diocesano.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
39/ StSSAO OBDINARIA EM 3 DE AGOSTO
DE 188.
PRESIDRNClA D0 SR. VICARIO AZEVEDO.
Simm i'.iD. Concluslio da segunda discusso do projeclo de
orfamenlo municipal. Dispensa de intersti-
cio para que elle entre na ordem do dia da ses-
so seguinte. Approvacao, em segunda dis-
cussao, do projecto n.20, que manda construir
tima pona de madeira sobre o rio Una.
As 11 e niela horas da manhaa, faz-se a chamada e ve-
rifica-se estarem presentes 20 Srs. deputados.
O Sr. Presidente declara abena a sessao.
O Sr. 1." Secretario 16 a acta da*sessao anterior que
he approvada.
Nao ha expediente.
ORDEM DO DIA.
Continuacau da segunda discanto doorcamento mu-
nicipal.
Entrara em discussao e sao approvados sem relexao
alguma, osarligos 3., 4.*, 5." e u. O prime 1ro, autori-
sando a cmara da cidade de Olinda a despender 3:316/
ris; o segundo, dando faculdade acamara de Iguaras-
s para despender 813/960 ris; o terceiro, designando
acamara de Goianna para suas despezas a quanlia de
I;487/000Veis ; o quarto, ciniini, habilitando a cmara
de Nossa-Senhora-do-O' a gastar 385/O00 ris.
Entra em discussao o artigo 7. que autorlsa a cmara
de Po-d'Alho a despender 946/^00 ris, e he approvdo
com a seguinte emenda :
Gom o porleiro 80/aOO ris. l'ailre Vicente.
Declara-se em discussao o artigo 8."
He approvdo, tendo sido rejeitada a seguinte emenda:
.S'iiyililulicd ao artigo 8.a (j 1." Com o ordenado do
secretario 200/000 ris. Xavier Lapas.
'O artigo 9. que autorisa a cmara da villa do I.imoei-
ro a despender 1:128/480 ris, he approvdo depols de
simples i cIIcm'ii-s dos .Sis. Mavignier e Tiburtino.
O artigo 10, autorisando a cmara da cidade da Victo-
ria a despender 4:072/000 ris, lie approvdo, depois de
algumas oliservacoes do Sr. Mavignier, -acerca do ? que
trata da astignatura do Diario, e tendo sido rcjcit^dA a
seguinte emenda:
Substitutivo ao 8 do artigo 10. Gomaassignatura
do Diario 12/000 ris. Xavier Lopes, n
O artigo 11, autorisando a cmara de Serinhaem a des-
pender 330/000 ris, he approvdo.
Igualmente he approvdo narligo 12 que autorisa a
(.un ir.i di) Rio-Kormoso a despender 1:614/ ris coma
emenda e o artigo additivo, aps urna pequea diseus-
sae acerca do artigo additivo mu que lomaram parte os
Srs. Trigo de Lourciro, Jos Pedro, Laurentiuo e Xavier
Lopes.
Emenda. Artigo 12, J'l.* Com o ordenado do se-
cretario, 200/000 ris. Alves Ferreira o
Jdditivo ao artigo 12. Com a assignalura do Diario,
12/000 ris. _V' Lopes. ..
He approvdo o artigo 13, autorisando a cmara do Bo-
nito a gastar 952/000 ris.
O artigo 14, que autorisa a cmara do Urejo a despen-
der f>60/000 ris, he approvdo com a seguinte emenda i
Paragrapho para se collocar onde convier. Com a as-
signatura do Diario, 12/000 ris. Ferreira domes.
Approva se sem discussao o artigo 15 que autorisa a
cmara dcGimbres a gastar 410/000 ris.
O artigo 16. autorisando a cmara de Garanhuns a des-
pender 730/ ris, he approvdo com a seguinte emenda:
Com a assignalura do Diario 12/000 ris. Ferreira
liomes.
O artigo 17, que aulorisa a cmara de Flores a despen-
der 1:178/160 ris, he approvdo com esta emenda:
Gom a assignalura do Diario 12/000 ris. Ferreira
(Jomes.
O artigo 18, autorisando a cmara de Floresta para
despender 532/000 ris, he approvdo.
Tambein he approvdo o artigo 19, que autorisa a c-
mara da Boa-Vista a despender 894/0OO ris.
Entra em discussao o artigo 20 que autorisa a cmara
de Agoa-Preta a despender 375/000 ris, e he approvdo
com o seguinte artigo additivo :
Com aassignatura dol>/arfo 12/000 ris. Xavier
Lopes.
Entra em discussao o capitulo 2.*, isto he, o artigo
21 eseus 16 parrgraphos.
O Sr. Jos Carlos, depois de fazer algumas considera-
res, manda mesa a seguinte emenda:
.. Elimine-se o 7. Teixiira.
O Sr. Tiburtino oppoe-se a esta emenda, e justifica sua
opposi^ao.
OSr. Jos Pedro tambera faz algumas considerares
geraes a respe!to deste paragrapho, notando que, para
evitar engenhos do sertao.
Vai mesa e he apoiada a seguinte emenda :
a Artigo substitutivoao 7." do artigo 21. Txade2/
ris sobre as engeuhocas que nao pagarem diznnos e
mais direitos fazenda. Reg Dantas.
O Sr, Dantas sustenta a sua cuieuda.
Vao mesa c sio apoiadas as seguintes emendas :
. Dlga-.e taxadea/OOris sobre .MengenboeA
da provincia, que s faiem rapadura e mel. S. R. -
Padre Vicente.
<. Bmndau6llulioa. 2/000 ris sobre engenhoca6 c
engenhos nos municipios de Flores, lloa-Vista, Tacaralu,
Brejo e Garanhuns. Barroso. >
O Sr. Rnrroso fazalgumasconsiderac5csafavor.de sua
emenda, c busca demonstrar que dasoutras pdem re-
sultar inconvenientes.
Tambein vai mesa e he apoiada a seguinte emenda:
.4o7." Diga-se laxa de 2/000 ris sobre os en-
gcQhos e engenhocas doseriao. S. R. Tiburlino.
Encerrada a discussao, sao rejeiladas todas as emen-
das, ficando subsistente o *que he approvdo com os de
mais e com o artigo respectivo.
Entra em discussao o capitulo 3."
O artigo 22 he approvdo, depois de algumas reflexcs
do Sr. Jos Pedro.
O artigo 23, que extingue o diiimo de mluncas, he
approvdo sem discussao.
Entra em discussao o artigo 24, que declara nao have r
direito para cobrai-se mercado publico a laxa arbitraria que ora cobra o arre -
matante das medidas, chamadas da cmara municipal do
O Sr. Jiuc f'edr pede que a medida consignada neste
artigo se fafa extensiva a todos os municipios, para evi-
tar que se dem certos abusos que cita.
Vai mesa, c he apoiada a seguinte emenda:
Fica extincta a arremataco das medidas, feila pelas
cmaras, e nutro qualquer imposto a titulo de medida s,
excepto o d'aferiyao. ~ Carvalhn.
O Sr. CaurmlilM sustenta a sua emenda,cmanifesla-sc
pelas (deiai do precedente orador.
Vai a mesa c he apoiada a seguinte emenda :
As cmaras inuniclpaes forneceriioquellesque le-
varem ao mercado publico o seu genero para vender, as
medidas; pelo que cnbrarao a laxa de 40 ris por um
temo desmedidas legaes, em cada dia S. R. Ma-
vignier.
O Sr. riourfino sustenta o artigo, e oppi5e-se s emen-
das apreenladas, historiando a origem deste imposto
as comarcas de fra da capital.
O Sr. Alutiionier desenvolve algumas rasocs em abono
da sua emenda.
O Sr. Trigo de Loureiro tambera justifica, c manda
mesa a seguinte emenda '
> Art.24 (substitutivo.) Os arrematantes das medidas
das cmaras municipaes s pdem cobrar 40 rs. de cada
um dos parliculares que, trazendo praf a publica fari-
nha ou qualquer oulro genero, qui/.ereui voluntaria-
mente medir o seu genero antes por ellas que por qual-
quer oulra que seja ollrecida. 7'rjo de Loureiro.
Apoiada, entra em discussao.
O Sr. Mavignier sustenta de novo a sua emenda.
. Encerra-sc a discussao, e he approvada a emenda do
Sr. Trigo de Loureiro, (cando prejudicados o artigo e
as demais emendas ollerecidas.
Entra em discussao o artigo 25, redigido assiin :
A quota designada na plsenle le para pagamento
das CUStas dos processos orlininaet, ser smente appli-
cada para aquelles processos que livcrcm lugar dentro
do anuo da nicsina lei.
Vao mesa c sao apoiadas as seguintes emendas:
Artigo aditivo. O pagamento das custas desses pro-
cessos ser feilo de urna s vez a todos os fuucciouarios
pblicos que nelles tenham intervindo, ou s partes
quando mosirem por documento j terem salisfeito aos
Sesmos. S. R. Tetxeira de tiorba.
a Depois das palavras aquelles pi ocesosi> que rteca-
liirera deulio do anno da mesma lei.-rei.rrira de llorb'i >
Supprima-se o artigo 25. os Pedro.
O Sr. Jos Pedro oppe-sc ao artigo.
OSr. Tiburtino, respondeudo ao precedente orador,
sustenta o artigo em discussao.
Encerrada a discussao, he o artigo submellido vola-
cao e approvdo com as emendas do Sr. Bol ba, sendo
rejeitada a do Sr. Jos Pedro.
He tambera approvdo o seguinte requeriinenlo:
Requeiro dispensa do intersticio do regiment, pa-
ra oue seja dado para ordem do da d'amanbaa o projec-
lo n. 25 que acaba de passar em segunda discussao
6'unna Machado.
He approvdo em segunda discussao o projecto u. 26
que manda construir nina ponte de madeira sobre o rio
Una.
O Sr. Presidente d a ordem do dia, e levanta a sessao
s 3 horas da larde.
Trampcrle .......15/573/503
F.xcrcicio /iiva.
GERAL.
2'decima de mnomorta.........1:1*3/96!)
Imposto de casas de modas....... 300/000
Liccnca de despachantes da nlfandega 100*000
Applicatlo ro papel i/w/dit.
Imposto de lojas ahertas........ 3:7221800
Dito de sBgesecarrinhos........ 10/000
Dito de barcos do interior....... 28/800
Taxas de osera vos........... 1:122/000
Total. 22:263/062
Rocehedoria, 1." de agosto de 18*8.
No impedimento docscriv.lo, O 1." escripturario,
Joo Rodrigues de Miranda.
Relataf das diversas rendas arrecadadas pela collecli-rin. do
municipio do HioFormoso. no anno de exercicio fiado, de-
corrido do\." de julho de 1847 no filmo de junho de 1848 -
\ saber :
lleceita geral.
Importe de siza de hens de rai..... 2:715/018
dem do sello lixo do papel....... 057/6WI
dem do imposto sobre as lojas e tabernas 940/800
dem do sello proporcional do papel 330/040
dem da dizlma de chancellarla..... 869/965
dem da meia siza das embarcarles nacionaes 2(>')/uOO
dem da laxa de 2/000 rs. por escravo 150/000
dem do cofre dos orphos da comarca SO/000
dem de novos e velhos direitos ..... 35/260
dem de meia siza de escravos anterior
1833.............. 18/500
Souima. Rs. 5:732/213
Reeiita provincial.
135/068
Importe de meia siza de escravos .
dem de decima urbana de 1838 a
1842 ..........
dem dilade 1842 a 1843 .
dem dita de 1843 a 1844. .
dem dita de 1844 a 1845 ....
dem dita de 1845 a 1846 .
79/920
35/100
45/360
69/120
16/4411 411/008
Somma total. Its. 6:143/221
Soiiiuia a quntia cima de seis conlos cenlo e qua-
rcnla c tres mil duzcnlos c vinlc c um ris.
Rio-Formoso, 10 de julho de 1848.
O colleetor do municipio,
Jos Lu: da Silva (iuimaraes.
MIRIO i)E PIRNIBIICv.
RECITE, i DE ACOST DE 1848.
RRNDIMENTOS ARKECADADOS PELA RECEBEDOR1A
DE RENDAS INTERNAS GERAES DA PROVINCIA
DE PERNAMBUCO, EM TODO MEZ DE JULHO PRO-
JUMO FINDO.
A SABER :
Anno corrente.
GERAL.
31/053
2,500
11:855/*77
187/213
5/0*0
Foros do terrenos de marinha .
Laudcmios..........'
Siza dosbensdoraiz........
Direitos novos o velhos.......
Ditosde chancellara ...;....
Dizima da mesma...........,-S
Sello ixo ............;S2!
Dilo porporcional .............
Premios dos depsitos pblicos.
Licenca de despachantes da alfandega .
Emolumontos de certides ...
Applicadoao papel moeda.
Utnposto.de lojas aberi;asy .......
1:198/020
5/353
100/000
*/!00
80/000
^5-&73|593
Somos o priineiro a reconhecer a sobrada rasao con)
c|ue o lllm. Sr. descmbaigador Manorl Rodrigues Villa-
res se resolveu a romper o silencio cmque sempre se ha
conservado, para aprescnlar-se ante o publico, repellin-
do cora a coragem do boincra de honra os insultos com
iiie por mais de una vci tem buscado marear-lhc a bem
fundada reputafao esse i inmundo papel que, para ver-
gonha de Pernambuco, ahi corre impresso sb o titulo,
que Ito mal llic quadra, de Fot do Brasil ; mas, isto nao
obstaiitc, lmente para dar mais una prova da impar-
cialidade com que redigiiuos este Diario, publicamos
ueste numero delle a caria com que o Sr. Dr. Francisco
Carlos Brandio assenlou de responder outra que o so-
bredltoSr. desembargador nos enviou, e usj inse-
rimos.
Explicado assim o motivo que nos levou a accilar a
correspondencia do Sr. Dr. Biaudao, releva que diga-
mos alguma colisa a resuelto dessa gaselinha, cuja pater-
nidade he rejeitada por toda a gente .honesta, e cujas
ideias sao to srlvagcns, to absurdas, e to poueo acre-
diladoras de quera quer que asemilla, que toda a im-
pensa da provincia como que se erguepara estigmalisa-
las, protestando alio e bom som que as nao compartilha.
Desde que subilo, c quasi que das trevas surgi entre
ns esse papeluxo, presentimos que elle iria aggravar
anda mais a situaco melindrosa em que nos acharaos,
c que se constituira um novo pelourinho onde haviam
de ser retalhados todos quantos porventura incorressem
no desagrado daquclles que o linbain basteado ; e se logo
nao levantamos a voz para recomnieuda-io execracao
publica, lie porque evitamos o mais possivel entrar em
polmica com quem costuma responder a raciocinio
com insultos asquerosos. Entretanto, chegou o momen-
to de por para o lado todas as consideracOes pessoaes, e
de soltar um brado de reprova9ao contra o pasquina,
embora o marlyrio que nos espera, rao grado atre-
lictida desroiiipMBva Com trar j-comamos, -teste
momento chegou porque desgrasadaraente as barbarse
i
'


I
- -'-'---.
IWHL' '

\\
doutrinas da pseurlo fot do /nuil j aortiram os uunca
assaz dcpioravei acoiiteciincnlos8e26 c27dcjunho ; e
he pira recriar que ainda urna vez jos provoque, visto
como cid um dos seus ltimos nmeros leve o desfaca-
mento de prometter scenas idnticas s que nesses mal-
fadados dias enluclaram esta to bella, quauto impor-
tante cidade.
Mas nao he esse o nosso nico proposito ; tamben*
queremos fazer um appello rasoavel aos redactare e
olloboradores dos jornars diguos desse nomc, que sa-
hein do9 prelos, aqui ciisteiitea.
Sim ; de parte essas questdes de inleresses iudividuaes
comquequasi quotidianainente se oceupam estes jor-
nacs ; suspndase porum poucoessa briga continua
en que se eonscrvam essas folhas deem-sc ellas
tregoas, para de coininun aecrdo, e quaca outios in-
terpretes do verdadeiro "ernambuco, do Pernanibuco
sensato e Ilustrado, clatuarem contra o papel que pa-
rece subornado por alguem que tein desejos de faier-
nos passar dentro e fora do paiz como um povo brba-
ro, que se esmera em retrogradar, ao passo que outros
e cmpenhain por acompanhar, anda que de longe, as
naccscivilisadas da Kuropa nessa carrelra de progrea-
SO, civilisaco c inoralidade, cin que uta galliardaiiiciite
caminham.
Kacam nscoiiteuipoiaiiros esse importante servico
ierra que os vio nascer afanein-sc por abrir os olhm a
alguna dos noasos Incautos iruinos que, eiigodados pilo
canto das ierelaa( como que correm preaaurosoa para o
abysnio que os ha de devorar. A nuvrui negra que ahi
embatia o nosso horizonte, deve de ser destella a costa
dos maiores sacrificios; principiem, pois, os collegas
por este que ora Ihca propomos, e que nio delxara de
Ihei ganhar grande renome.
Recebemos o Soliciadar-Parahibano, de 20 e 29 de in-
ilio ultimo.
A Paraulba ficra tranqnilla ; r, o que mala he, na es-
perance de permanecer assim, cmquanlo eatlver sb a
presidencia do prudente cidadao que a administra.
Do mercado, nada podemos di/.er ; porque o Noticia-
ilor conserva-sc silencioso asemelhante respeito.
O briguc lliaujeu trnuxe-nos do Havre difieren tea jor,
naes france/.es dos quaesiim lcanca ate 24 de jubo.
Paria Acara tranquillo. O ministro da justica Mr. Cre-
inleua bavia dado a sua demlsso, c tlnba sido sobatiiuido
por Mr. Iiethuiont.
Graves disturbios haviam occorrido emCreuse: os
cainponezes levantarain-se por causa da percepeo do
imposto de 4$ c, e dii igii.im-.se sobre a cidade ; mas en-
con(rar'ain-se com a guarda nacional que havia avnncailo
pela estrada de Molina. Um oouflicto aaugulnolento se
seguio: dea caiiiponcua frain mortoa, <: nmitos Boaram
morlalmeote feridoa.
Em Tilines, Perpinhao c tiirone, tambein liaviaui oc-
corrido serias desordena.
rim Riiinaiis (l)roinc) urna malta de 300 a 4110 ubrrirns,
rom o titulo de Forner. sahiram a campo com o lirine
proposito de por em contrlbuic'io as casas ricaa do pala,
Os domicilios de muitos cidadaos toraui invadidos por
esta malta de desordeiros, que lodos diziaiu ser pala de
familia, sem pao uein para si nein para aeua lilhos. A
polica c a forra armada os perseguirn! inultos fraui
presos tendo anda coinsigo o dinlieiro que haviam cx-
toiquido; outros l'orain encouiradus ebrios as estradas.
. i mo al.uU Napoleo noiiaparlc, o extracto (lile va-
mos fazer das sesscJes da sssembla, de lo e 16 de juulio,
poni os leitores a par do que ba occorrido i respeito
dclle.
O presidente da asscmbla nacional cm a sessiio do dia
15 leu a seguintc caita
a londris, 14 ra jumio nF. 1848.
u Sr. presidente.
ii I ii ia partir para o ineu posto, quando soube que
iniiha eleico serve de pretexto a disturbios dcpioravei
c a erros funestos.
- Ku nao solicitei a honra de ser representante do po-
vo, pois sabia que era objeeto de suspeitas injustas, I
Uicnoa anda proeurei o poder. Seo povo me impuzrr
deveres, eu os cumprirr i. (.Woriiwno geral. -- ^.rciniui-
C6>a em miiiloj iioneo.) Mas eu deaapprovo todos aquelles
que me t'iiipicstam InteiicSea ambiciosas (|ue nao tenlio.
Meu nome be um sjmbnlo de ordein, de nacionalidade,
de gloria, c aeria com a inais viva dor que eu o vera ser-
vir para augmentar as perturbares e dilaccraeocs di
patria. Para evitar nina tal desgraca, eu quitera antes
permanecer exilado. Kstou proinpto a fazer lodos os sa-
crificios para a felicidade da Franca.
Tende a bondade de connniiniar esta carta a mcus
collegas.
" Ku vos remello nina copia de mcus agradecimentos
aos eleitores.
Recebei a segurau;a de ininha estima
(Assignado) uii Napideo.
Esta leitura foi seguida de nina mu viva aglac.ao. Os
deputalos deixam seus lugares em tumulto, e coiuniu-
aleara uns aos outros as suas hnprcssea em conversa-
ffles estrondosas
Mr. Cavaignac, ministro da guerra, sobe a tribuna, os
deputidos voltam a seus lugares.
(.dadnos, diz o ministro, um incmbio do governo
provisorio vos di/.ia, ha alguna (lias : u So urna peaaoa
nesta discusso nao ronipeu o silencio. Ksle silencio
acaba de ser interrumpido. Com agilaeo.) A emoco
que me agita nao me permitte exprimir aqu toilo o
ineu pensaineulo : mas o que eu reparo sobretodo
nestapecaqne se tornar histrica, he que a palavra re-
publica nao be iidla proniinajiada. (HaM I sim! hcvir-
dade. Sensacap prolongada.)
He esta prca" a nttencQ da asseuiblca, a atteoefio da Franca
inteira. [Muilo bem inulto bem'. Gritos de': Vira a re-
pblica! aahera de todos os bancos )
M. Iteaue, depois de esperar muilo tcuipo que se rrs-
tabele esse o silencio isse :
Cidados representantes, eu venho por miaba vez
em nomc da repblica, protestar contra esta declarado
de guerra de um pretndeme. (.Wm'io bem I muilo bem'./
Ku desejo que se saibtaqui, que se saiba em toda a
Franca, de que modo este joven imprudente ha corres-
pondido a generosidade da Franja ; estas ameajas bem
como a9 dos pTetendeuiea, quaetquer que ellea sejam.
empallidecerao diante de nosso desprezo. (Sim, iii!
jMuk. btm I i.
Mr. Antonio Thaurtt: Cidadaos, n'o nieio da emocao
que noa domina, importa provar que ueste recinto nao
ha senao defensores da repblica. (Sim timl Viva a re-
publira'.)
Reparai nesta phrasc : Se o paiz me iiupozessc de-
Tetes, eu saberia cumpr-lus. He isto uin convite > 11.
a revolta. ( Sim / si /) Ku requeiro que declaris j e
j I.uiz llouapariR traidor patria. ( Sim .' Jim I.unga
agitaeo,)
O presidente, dominando o tumulto diz, com una e-
moco cheia de dignldade. .
Cidadaos, cnlretanto que discutimos, c no momento
y tic ia consultar a aaaembla sobre a qurslau de saber
se quera otivir a leitura da pe{a que est jiinta carta
que vos bel conimunicadorecebo....alrevem-sc a diri-
gir-me urna ameaca asscmbla nacional, una amea-
ca aos representantes da Franja ( Longo tniirmiirto"
de tndignaedo.) Eis-aqui est a auicac3, cujo aulor eu qui-
zera couliccer.
AO PRESIDENTE DA ASSEMBLE'a NCIONAl.
i Cidadiio. Se nao led'es os agradeeiincntoa aos elei-
tores, eu vos declaro traiador patria (Rxploiao de mur-
murios. )
Augusto frum,
Autigo alumno da escola polytechnica.
Nnmeroiai voset: -- Prendam-no fechem-ac as por
tas Ninguem saia !
O l'rtiidenle ( depois de alguna instantes ).... -Esta
carta que no pode ser obra seno de um Insenaato, me
tinha sido annunciada como vinda de um homein que
oceupa um emprego publico. Parece que com elleito he
um insensato...... Kste bouiein deu a carta a tltn criado,
dizendo-llie (|iie m'a entregasse.
Votes de todas as panes : Para (hareton para Clia-
reton I
Mr. Cavaignac : Deixemos este incidente que nao
passa de ridiculo. ( Sim sim he verdade ) No ineio da
einoffio que nos domina, eu desci da tribuna sem nada
concluir; venho agora propr-vos pura e simplesmen-
tc que levantis a sessiio e deixeis a eonllliuacSo da dis-
eusao para amanba. ( Sim / aiin Nao '. nao! Wnmor.)
l/r. fc'. Aragn sobe tribuna,
ir. j. Pal ir .-.r dirige tambeui pura ai.
Muitas vozes : Julio Favre Julio Favre !
Mr. 1. Favre : Nao ha nesta asscmbla senao um
semi ment.
Urna voz : Isso nao he seguro. ( Murinurioa. )
Mr, J. Favre : Aquelles que me inleiioiiipein nao
pensam que ultrajan) ueste momento o senlimeuto da
assembl.i e a Franca inteira ; este seiilmento be o da
indignaciio causada pelas ameacaa que bavela ouvido.
Quindo, ha alguna dias. eu vos propuz, cm nomc da s-
tima cominisso, i|iie validastes.. .
Mr. David (d'Angers) fcoin vivacidade ) .. Ku ti-
nha protestado na coinmissao !
Mr.-I'ilio Favre : Quando eu vos propuz a admissfio
do cidado Luis Itouaparte...
I'ma voz : Elle nao he inais cidado I Kilo '. tino! )
;W. .1. Favre : Ku vos peco que mo facais neste re-
cinto suoceder a lingoagem da paixfio a da raso. (.Sim '.
sim he verda'le J Ku o repito, quando eu vos propuz a
ailmisso do cidadao Itouaparte, nao foi, grande Dos .'
por amor do sen intercise, mas i^iii respeito para com o
tiloso desali asscmbla nacional, be do nosso dever,
lie do dever de lodos mis respondcr-lhe. ( A'im itm I j
Ku nao crea que n asscmbla se deva separar sem
haver tomado una deCiaSo, a (|ual prove que, se ella
reapelta o di re lo, est proinpta para se levantar contra
quem qur que o dcsconbec.a.
QuantO a iiiiii cu o lenlio dito, o cidado Luis Hona-
parte deveria ser perseguido, se tentaaae perturbara
paz publica relo, pois, que devenios ordeuar que a
carta que acaba de ser lida c o documento que a acom
panha sejam depostos en as nios do ininislro da jus-
lija.
0 ministro da fazenda sobe tribuna.
Mr. Vctor Consideran!: He por uiciu de un decreto
que a aisembla se deve pronunciar.
Mr. huclrrc [ ministro da l'.izenda )... : A pessoa
que acaba de dcscer desta tribuna disse-nos que, no ino
ment em que bavia proposto, em nome il.i stima coin-
missao, a aduiisso de Luis llonaparte, n;io conheeia as
lisposic.is diste principe para com a repblica. O go-
verdo, porin, as conheci.i, o foi por isso que vos re-
querir precisamente que suspeudestes pelo menos
durante alguna dias esta admisaao. Agora peco-VOS que
nao deliberisdebaixo da inipreao do l'ucto que acaba
de ser prodlizido. ( .Vo ail Sim! im )
Lina dilaeiio de allomas lloras nao he perigOS, crein
que lie digna.... ( Mnilr.hnn muita bem !}
Nadada' colera ; seria demasiada lionra.....( Viva ap-
provafXo.)
Numerosa votes i Pira ainaiiba para aiiianha !
Mr. Pascal Ouprat \ He Ulna peca que conten um
penaatlienln faccioso ; ella nao deve passar pela asscm-
bla ; eu requeiro que a asscmbla, reservando em sua
sabedoria o esscnci.il da qucsto para ainaiilia, decida
que a cari i aos leitores seja suppriinida... ,'Sim.' Jim
.Yii'i! nin Fien e langa agitaeo.)
I'm mui grande numero de membros : Para amaiiha !
liara ainanha!
Mr. (,'. Thomas : Propoe-Se-VOS que deixeis o nego-
cio para amanba ; pois bem, seas iiilbrinaces que le-
nho recibido sao exactas, talvea aeja urna btalos que
devercis ter amanba. (Movimento pro-'ongado.)
F.siais promptoa para a discusaaop Batis promptos
para a batallia'!
De todas as parles : Sim sim.
Mr. C. l'homas : Requi'iro enlo (pie a asscmbla
declare traidora patria todo o cidado que ousar pegar
em aunas por um despula. (.enyuriio. J
rViniurosas vozet : Para ainanlia para aniaiiha .'
4/r. EsUi'o >lrao;o corre para a tribuna.
Em grande numero de membros: Nao! llalla! Para
am inliiia!
O presidente, depois de observar que era da diguid.idc
da asscmbla nada mudar na ordem de seus trabalbos,
e que ella poda confiar nos botnens a que liuba delega-
do o cuidado de vigiar na seguranc'i publica, levaulou a
sesso.
Km a sesso do da 10 o presidente dirigio-ac asscm-
bla da maiieira seguintc :
Tenho que fazer-vos una coinmunicaco. Urna nova
carta... (n u/i i do cidado Lula ilonaparle me foi en-
tregue esla nianlia.
Tenho tomado todas as preraucoes necessarias
para mo assegurar dasinceridade destacarla, lilla
he, em verdade, do cidadao Luiz Bonn parle.
Lila me foi otitrcgue por urna pessoa que me de-
clarou que o cidadSo I.uiz Bonaparle Ibe bavia da-
do em Londres, honleni a noite, para me a trazer ; cu
inandei esta pessoa assignar o Beu nome, e collti
della inmediatamente indicac/ies que jtllgo dever
coinmimicar assembla ..
De todas as parles : -- Oucatn oiicam !
O Presidente Sobre a tnatieira por que esta caria
filia entregue pessoa de que se traa, esobre a inn-
neira por quVme chegar as mios.
Esta carta foi entregue hontoin tarde a M. I'rede-
rico lilil',! ull, domiciliado em Londres lia muitos an-
uos, e actualmente em Pars, ra da Paz, hotel de
Hollando., lista pessoa parti hontein s oilo horas e
meia da noite de Londres para Dovers, e chegou a
Uina horada manhfia en Itolonlia. Parti as tres horas
elees q liarlos de liolouha, e chegou sdez horas e
meia cm Pars.
liis o lexto da carta:
. LONDRES, 15 0BJUNHOUE I88.
Senhor presidente. Ku me ufanava de haver
sido eleilo representante do povo em Parse em lies
outros departamentos. Era isto, aos meus othos,
urna ampia re'paracfio para trinCn anuos deoxiKoe
seis de capliveiro; porm as suspeitas injuriosas qiie
a minha eleiQao tem feito nascer; as perlurbafOes
que ella tem servido de pretexto ; n hoslilnlade
do poder executivo, me mpem o dever de recusar
uina honra que se acredita haver sido obtida pela
intriga.
a Ku desejo a ordem e i maqijtencflo do urna re-
pblica sabia, grande, iutelligente; e pois que invo-
iiintaiament favortico desordem, deponho cm
vossas mos, nao sem vivotajezar, a minha demssao.
o Acalma, en espero, breve renascera, c ser-me-
ha penniUido entrar em Frunza como o mais simples
dos ciuadOTj porm lainbem como um Jos mais
devotados ao repouso c prosperidado de meu paiz
Recebei, etc
Luis llonaparte.
Quero, accrescentou o presidente, submetter a
considerarle da assembla urna simples observaeflo.
A admissflo do cidadiio Luiz llonaparte nao tinha
sido pronunciada de urna maneira definitiva, pois
s aeleicao bavia sido validada ; a admissao havia
sido adiada at a prodnccSo de pecas que provas-
sem a idade e a nacionalidade.
Todava, creio que he bom transmittir pura e stm-
plesmenteesta carta, quecontm umademissao pu-
ra e simples, ao ciado ministro do interior, ahm
do que elle proceda de conformidade com adeciso
da assembla nacional.
De toila as partes : Sim Sim!
Mr. Recourt, ministro do interior, dirigi a todos
os prefeitos a seguintc circular
PARS, 17 DE JUNIIO DE 1848.
Cidadao prefeit A repblica, consagrando
. igtialdadc de dircitos pava todos os cidadaos, lia
elevado eengrandecido os develes dos funecionarios.
O governo deve esperar daiittelles quem tem as-
sociado a sua missao mais zelo, mais devotacHo do
que delles poderia exigir um poder de privilegio,
inimigo da liberdaJe.
ii a monarcma viveii oe uesconnan^a u ourrupi^nu
A repblica reemnmenda a rectidfio, c convida para
a confianza.
Actualmente o governo deve repousar sobre
assontmento da na^fo toda ; gmente com esta con-
digno n auloridade sera forte, legiiima, inabalave*
por isso que 08 cidadaos hilo de comprehender que
ella mo ha senao una ematiacSo de cada um delles,
e defend-la-hao como sua propria obra, como a ex-
pressao verdadeira de sua vnnladc collectiva. Cida-
dao prefeit, os vossos administrados teem odireilo
de esperar tnuito de vos; pois o eminente postoque
oceupais suppoc o mrito, e o mrito deve ser pro
vado, nao s pela cscolha que de vos sn fez, como
Lamben! pela sabedoria dos actos de vossa adminis-
traejto.
Vos estaris tal vez ainda por longo lempo col-
locado entre dous esclitos, os quaes sempre so en-
Contrain em o curso das revolur;0cs : de urna parte
euuuulrareia as impaciencias e uu asomos temera-
rios; da outra ascendencias para um passado que
nao pode mais renascer : ambos estes cscolhos pde-
nlo ser lerriveis. Dcscnvolvei urna energa intelli-
gente e sabia, mantondo-vos resolutamente na linha
de vossos deveres para com a patria, que nenhum
delles otTerocer perigos.
Falla-se de reaego; masque poder a teima
inlciessada do algutis homeits contra 0 assentimen-
t popular, contra a VOZ da generalidade dos cida-
daos, quesadaa repblica como o nico governo
possivel, ecomo unta heranc.a legitima que por es-
paco de Cincenla anuos nos havia sido roubada ?
Nlo o esquecais, cidadao prefeit, s nossas fallas
poderiam olTerecer probabilidades reaccilO : seja a
uossa administrado firme, digna, honesta,que lodos
os inleresses, todas as opinioesso reunirlo em tor-
no da repblica.
i Quanto aos republicanos impacientes, fazei que
comprohendam que nao se colhem os fructos senao
depois de um longo trahalho. Foi preciso que pas-
sassemos por numerosas provas antes de chegar-
mos i constituieflo de um governo popular. Novos
progiessos sem duvida sedevem cumprir; mas n.lo se
salla eih um dia o espago de muitos anuos-.
Os homens dcdevotagilo firmemente affeigoados
a repblica, vos csculariio ; a vos pertence conven-
ce-los de que ardores loucos devem cQmpromet-
l-la.
Kntrelanto, se ambiciosos, qualquer que seja a
sua bandeira, quizerein explorar, cm vantagem pro-
pria, a vivacidade das esperangas prematuras de uns,
as saudades insensatas de outros, vos Ihes provareis,
por urna prompta repressao, que o governo do esta-
do nao pode todos os dias ser posto em questao. As-
sim como devenios garanlias liberdade, nos as do-
vemos lamhcm n ordein publica. He daconsciencia
desle duplo dever que haveis de tirar, cidadao pre-
feit, a regra exacta de vossa conducta.
Mais tarde-terei que mais especialmente entre-
de vossas palavras fagam amar a repblica ; nao seja
a revolugao um Iranstorno estril, mas urna reno-
vago bonefica. Seja o governo popular o fortaleci-
incntoda familia oda propriedade, essas duas bases
indestructivas do edificio social; entilo lodos os in-
leresses unidos, todos os sentinclitos em harmona
fardo de nossa gloriosa repblica um monumento ci-
vilisador que ha de durar para sempre.
Sade e fraternidado. O ministrodo interior,
u" Hecourt.
Km o numero segunte acabaremos de dar aos le-
lores as noticias que da Europa recebemos.
.'urrcsj.o.Hiendas.
Sn, Redactores. Chegando s minhas nios o n
45 de um papel sujo, que anda por esta cidade com
o titulo Vos do Brasil, deparal com um pedido ao
Kxm. Sr. desembargador Antonio da Costa Pinto,
presidente desta provincia, para que S. Ksc. inan-
dasse proceder a un* balango no cofre da thesouraria
geral, por apparecerem, ha dias, varios rumores que,
a seren exactos, muilo se leria de lastimar a sdrle
dos diulieiros do estado : ( assignado II B. B.) e co-
nhecendo que o seu autor s leve por fim ferir a bem
firmada reputagao do honrad thesoureiro, o lllm.
Sr. Domipgos Alfonso Nori Ferreira, toinei a peniia,
uocomo filo de defender o Sr. Neri Ferreira, pois
issoscria rebaixu-lo; mas nicamente para dizer|duas
palavras, e fazer uina pergunla ao aulor do pedido
que me oceupa.
Comecarei, declarando que moro tambem nesta
cidade, que taes rumores uo me chegaram aos
ouvidos, e que um sem numero de pessas me lulo
afiancado outro tanto ; do que concluo que, a terem-
o ellestlado, devem a paternidado ao autor do pedi-
do ; porque he bem sabido o rjfo qtiodrz :Julga o
ladrao que lodos o sao ; e perguntarei. quem tem o
carcter de ap'piicar o pitia bordo aos Iortugue/"s,
para no dia li, como dizem, procura-Ios dentro de
gavelase carteiras, c rouba-los escandalosamente;
quem tem o carcter de proclamar o exterminio de
lodos os Portuguezes que aqni soacham, vendo
no dia 26 apparecer o fructo de seus esforgos, cscon-
,de em su a propria casa tO ou mais l'ortuguezes a
3D0#000 o 400/000rs. cada um ; quem tem- o carcter
de escrover correspondenuias contra Portuguezes, e,
como he voz publica, ipandar-lhes mostrar o original
antes do ser impresso, e dizer-lhes : so n3o quizeij
que v ao prelo ha de dar 400/000,500/000; quem se
nao peja de, segundo se diz, pr-sede emboscada
na noite do dia 26, para sorprender a alguns Portu-
guezes, que, shihdo dos escondrijos m que so he.
viam conservado durante a desordem do dia, bus-i
cavarn abrigar-se a bordo de algum navio, e nessa
occasi.1t) roubat-lhcs lodo o dinheiro que levavam
comsigo ; poder sytnpalhisar com o Sr. Neri Ferrei-
ra' De i xa ra de lhe ter ogerisae rancor P Nao, cer-
tamente.
Concluirei, dizendo ao autor do pedido, que a re-
putagao doSr. Nori est baseadan'umasuccesslod
tactos bem notorios, e que jamis ser urna penna
corrupta e prostituida, como a do autor do pedido
capaz do marea-la.
Dignem-se, Srs. Redactores, de inserir no seu
jornal eslas liuhas, com oque muito Iheagrade-
cer
Um amigo do Sr. Iferi.
Srs. Redactores. At o Sr.desembargadorVillares
me calumnia !! At elle julga airoso descer da alta
posigilo em que so acha, para aggredir-me corr .
inaudita atrocidado !!' !\iiose d miseria igual: Mas
quo motivo tem o Sr. Villares para fazer de mimo
alvo de suasaleivosias, de seus insultos dosuasa-
nimosidades ? Que rasSo o obriga a nflo respeitara
sua categora e a vomitar contra mim expressOes
virulentas que fariam corar a qualquer homemdo
honra? At o presente ignoro; entretanto, examina-
re i a correspondencia que elle fez publicar em o n.
165 desta folha, e veret se posso descobrr a'causa
que o impeliio a deiratuar sobre o meu nome toda
sua alrabills.
Supposlo que cssa correspondencia nada mais
contenha do quo una accummulagflo de palavras
offensvas, sem nexo-nem concluso clara e bem
definida comtudo pareco-me divisar que a inlen-
ajlo doSr. Villares fra attribuir-me a redacgfiodo
peridico Voz do Brasil e a paternidado de
tim artigo que contra S. S. satura luz em on.45
do mesmo poriodico.; neste sentido, pois, me expli-'
carei. Se o Sr. Vitares, ouvindo a algum dessesmi-
scraveis intrigantes que cruzam as ras desta cida-
de, c de quem talvoz se ufane ser amigo, cntendo
que eusou o redactor da Voz do Brasil, eque fui o au-
tor do artigo quo cima fica mencionado ; sea este
respeito tem a prova ainda a mais insignificante iM/k
mesmo tem indicios que revelem a veracidade da
iinpulagao c-ue me faz, cu o desafio para que osa-
presente, ahm de que, confundindo-me, alcMice so-
bre mim una victoria decisiva. Creio que a sua
reputagao lhe merece algum cuidado, e por isso en-
leudo que n."io deve despiezar o meu desafio: no en-
taulo, para que o publico fique saliendo que eu nun-
ca tve parte na redacgilo do peridico Voz do
Brasil -, e que nem para elle escrev artigoalgum,
como calumniosamente d a entender o Sr. Villares,
aprsenlo os documentos quo abaixo v3o trans-
criptos, e pego a todo aquclle que tiver provas em
contrario, que as fornega ao Sr. Villares, para que
elle possa dar a ras fio do procedimento que acaba de
ter para commgo.
Quo S S. se defendesse das argugOcs que lhe
sao feitas, era niturol; mas que, envolvendo o meu
nome em sua correspondencia, me'insullasse com
tanta deslealdade, procurando expor-me ao odio pu-
blico, he o que na verdade n3oesperava ou doSr
Villares ; mas se ello em um despacho monumental,
proferido nos dias etn que foi ctiefedc polica, leve
a infeliz lembranga de assacar gravssmas injurias
sobre um corpo que executava suasordens, como
nao commetteria o excesSO de calumnar-me? Saiha,
porin, o Sr. Villares, que se eu houvesse cscripto al-
gum arligo a seu respeito, se fsse o redactor da
Vos do Brasil ou de qualquer outra folba, tinha
coragom bastante para exhibir o meu nome, pois
que assim o tenho feito em circumstancias mais ciif-
hceis.
Concluindo esta, direi que na verdade fui tres ve-
zescasadoSr. Villares; a primeira, levar-lhc urna
carta do Sr. "ex-ministro Campos Mello, ,e as duas
ultimas explicar-lhe o equivoco que apparecia entro
o meu nome c'o do-doutor Serpa. Barndflo; entao
nao sabia eu quem S. S: era, mas agora tenho a for-
tuna de eonliecer o seu carcter, que certamente
vemos.
bolsa
rega em sua
i~.
jblicidade a
ussignai
Francisco Carlos frando.
lllm.Sr. Justiniano Rodrigues Pereira. Como
me dizem que Vm. trabalha na typographia da Vos do
Brasil, vou rogar-lhe que, por obsequio verdade.
queira declarar-ine ao p desta, se lhe consta fue
eu seja o redactor da dita flha, ou mesmo separa
ella tenho escripto algum artigo; assimcoino.se
me vio alguma vez na referida typographia. Des-
te favor lhe licar ohrigado o seuvenerador o criado
Francisco Carlos Brand&o.
lllm. Sr. Dr.Nunca ouvi fallar, na typograpliia
da Voz do Brasil, em que trahalho, que fsse Vin. o
redactor da dita folha, o antes consta-me o contra-
rio; c tambem nunca vi Vm. na mesma typographia,
nem uella appareceu artigo seu; oquejurarei, se fr
necessario. l'ode Vm. usar dests minha respos-
ta. Sou de Vm. seu vonerador o criado.
* Justiniano Rodrigues Pereira.
a Recite, 29 de julho de 1848-
lllm. Sr. Ignacio Bento de Loyola. Rocife, 28 de
julho de 1848. Como seja V. o-propietario da
typographia do peridico Voz do Brasil, vou rogar-
Iho que, por obsequio verdade, queira declaiar-rne
ao pe desta, se ou sou ou fui em algum tempo o re-
dactor do dito peridico, ou mesmo,, se para ello
tenho escripto algum artigo sobre qualquer materia.
Peco-lhe que me falle com toda a franqueza, por-
que carego de suas declaragOes para desmasca rara
calumnia que contra mim se levanta. Sou de V. S.
respeitadoi' e criad o. -Francisco Carlos Bramido.
lllm. Sr. Dr. Francisco Carlos BrandfloRespon-
dendo n sua carta, tenho a dizer-lheque Vm. nun-
ca fpi nem he o redactor da Voz do Brasil, que cor-
re por minha dircego, He infame e calumniador
todo aquelle que lhe atftibue a rodaccSo- da dita fo-
lha, porque outros sflo os redactores della, e esto
promptos para apparecerem quando fr lempo; e nem
Vm. escreveu nunca arligo algum para ella. Tenha
Vm. paciencia, porque ou tambem son victima dos
malvados que injustamente mo porsegucm; e, se ca-
recer, esliirei prompto para isto mesmo afilrmarde-
baixo de um juramento; podendo usar desta respos-
ta e mesmo publica-la. Souseu venerador e en?- (
do. Ignacio Bento de Loyola.
Bord do Calliope, 29 de julho de 1848.
N. R. I'M a correspondencia se acha ba dias em uoaao
poder, que por falta de espaco tem delaada de aer pu-
blicada.
O Asi.
MUTILADO




^ssf
>
7:949/845
Alaidg..
*RENDIMENT DODU 4. ...... .
Descrregam hoje, 5 di agoito.
Escuna ahinls-Maria mercaduras.
Escuna Altsandtr-Cockrmt dem.
Hrigue Edward familia,
litigue Puiam dem.
Briguc Beaujiau Jdein.
Marca Thomai-Uellon dem.
I^PITACa'.
^leiondr-Cocftroiw, ecuna ingleza, viuda de Liver-
pool, entrada no correte me, consignada a Dcane
Yuttle U C. inanrestou o seguinte : .....
50-toneladas carvo de pedra. ,1 caixas algodao de cor,
1 dita linlio branco, 12 fardus e b caixas fazendas de at-
endi, 4 fardos algodao de cor,7i fardos e H caixas do
brauco, 4-dlas cambraias de cor, 2 fardos ch.las, 1,274
barricas em p e abatida ; a Dcane Youle 8t C.
""2 fardos liiiho brauco a Me Calniunt.
14 fardos algodn brauco, I dito dito de cor, caixas
dito branco. 1 dita camisas de algodao ; a II. Gibson.
1 caixa selllin e bride ; a Fox llrothers.
15 Tardos fazendas de algodao a R. Roylc.
2barris manleiga, 6 fardos algodao blanco, em-
brnllios livrns e amostras ; a i. Crablree & C.
26 laixas de ferro a I). \V. Howtnaii.
2 caixas fundos de cobre ; a Me Calmont 01 C.
10 caixa algodao ile cor a R. Jamissoii A C.
48 fardos fai.-ndas de algodao, 4 caixas algodao de cor;
a Rozas & raga. -
42 taixas de ferro ; a S. P Jolinslon t C.
50 barrls mauteiga ; aS. Cocksholt fcC.
V CONSULADO GE RAL.
RBNDIMENTO DO DA 4.
fiera........: .........'^SfiS
Diversas-provincias............. lo/rzoi
i, ~:446#8I5
COMiUSlICIO.
f
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDlMEYfO DO DA 4..........1:085#854
ovinclito d? Porto
Navios enlradoi no dia 4.
Sidney ; 92 das, birca Ingleza Pandora,, de 297 tonela-
das, capilaoCharles Cobb, cqupagein l4, carga laa ;
ao capilao. Vetn refrescar e segne para Londres
Liverpool ; 42 das, barca Jngleza Ilopetcell, de 392 to-
neladas, capitn James Newton, cqupagein 17, em
lastro ; a Me Calmont S Companhia.
Ilh i de Fernando ; 4 dia, brigue-esruna brasileiro
(linda, capitn Manoel Marciano Frreira, carga pe-
dra ; ao capilao. Passageiros, o tenente Manoel Jos
da Silva Leitc com sua familia, Bernardinn de Sena
Argimlno Soares com sua familia, Anguslo Jos Leo-
poldo, JosPereira, 1 sargento c 9 presos que acaba-
ran! o tempo.
Cainaragibe ; 2 dias, liiale brasileiro Novo-Otinda, de
21 toneladas, capilao Estevao Ribeiro, equipageiii3,
carga assucar, couros c taboado a Jos Manoel
M.ii luis.
Navio sahidos no meimo dia.
Londres ; barca ingleza Pandora, capilao Charles Cobb,
carga a inesina que trnuxe.
Warren barca americana Hoogly, capilao II. G. Toco-
'nond, carga a mesma que troiixe.
Una ; liialc brasileiro Sanio Anionio-FIor-do-Rio, capilao
Andr da Sema Mesquila, carga varios gcneos.
-EHT \ L.
Jlo Xavier Carneiro da Cunha '/dalgo cavalleiro da
casa imperial, cavalleiro da ordem de Chrislo, e admi-
niilrador da mesa do consulado desla provincia, por
S. M. ^Imperador, que Dos guarde, ele.
Faz saber que, no dia 10 do crrenle inez, ao tneo-
dia, se ha de arrematar em praca, i porta da mesma,
una caixa de assucar inascavado n. 29, do engenho
Macaco, da pro iucia das Alagoas. consignada a Manoel
loncalVes da Silva, apprehendida por falsificacn da la-
impelo guarda los -trrela, Leal, agente no trapiche
d-i llar i,o/..i : 'sendo a arrematarlo livre de despezas ao
arrematante.
Mesa do consulado de Pernambuco, 5 de agosto de
1848.
O administrador,
Joo Xavier Carneiro daCunha.
.. i ________________________'________________________-________________________ I
beclaracdcs.
0 Exm. e Rvm. Sr. bispo diocesano lem designado o
dia 15 do correnle para que possam lucrar indulgencia
pintara, concedida por S. Sanlidade, todas as pessoas
que, riispostns com a confissao e communhSo, visilareni
a igreja do recolhimenlo de Ndssa Senhora da Gloria,
no acto ra missa solemne do mencionado da, rogando a
Dos pela igreja catholica, por S. Sanlidade e por S
Exe. IWiu. Na mesma occasiSo, por indulto da sania s,
lamben! dar S. Exc. Rvm. a bencao papal. Recife, 4 de
agosto de 1848.
O padre Francisco ot lavares da dama,
Secretario de 8. Exc. Rvm.
-- Fol apprehendldo esla madrugada na frcguezla
da Hoa-Vista um cavallo alazu: quem se achar com
dieitoa elle, dinj i-se a sjJbdclegacia da mesma fre-
gueiia,, que o receben dando os cultos signaes. Sub
delegada da Boa-Visla, 4 de Agosto de 1848.
Antonio Pires Frreira.
TU KA UtO l>UltM<:0.
O director participa a todos os amantes da scena que
recebeu da corle do Rio-de-Janeiro una calleccao de
uovos dramas taduccao'frauceza cutre os quacs avul-
lam os seguinli-s : Lniza deLinherol ; os Suspcilos ; os
Conspiradores ou o retrato de muilos dos nossos ; c as
liu.is horas de um principe. Dramas estes de limito
criierio c jocusidade segundo o gosto francez. Esle ul-
timo Duas huras de um principe, subir a .scena o
mais breve possivrl logo que esleja suficientemente
ensatado.
muJt-i.u"ai ii i_w^wawwHW
Avisos martimos.
3
cisco de Amor .-para carga e passageiros a tratar com
Ollveira fruaos k'C. ou com o. capilao ua "jirafa do
Commercio.
Para o Ceara sane, em poucos dias por ler a maior
parte de sua carga a bordo a sumaca F/or-do-^nge(m -
pa o restante e passageiros trata-se com o inejtrr,
lern.irdo de Sou/a ou com Lu/. Jos de S Araujo, na
ra da < rus, n. 26
Para a Itahia sahe com multa brevidide a veleira
escuna Gaianle-A/ario forrada c pregada de cobre : pa-
ra o reslo da carga c passageiros, para o que. tcm bous
coiuinodos trata-ise com Silva 8i Grillo na ra da Mo-
da, n. II, oti com o capilao Jos Mendo de Souza.
Vende-se a escuna americana. OuImu forradade
novo de cobre e muito veleira com capaeidade de pe-
gar e,m sete mil arrobas pouco mais ou menos : quem a
quizer comprar dirija-se ao escriptorio dos Srs. Henry
Forster & Companhia nn ra do Trapiche, n. 8, at o'
dia 6 do crrente inez ; do contrario seguir para Bos-
ton porto de onde veio.
Para o Rio-Grandc-do-Sul segu com brevidade o
brigue-escuna olearia: recebe alguma carga e escra-
vosa frele : quem quizer carregar cnlcnda-se com Leo-
poldo los da Costa Araujo, na ra da Moda, n. 7.
__Para Lisboa partir, no dia 20 do crlente inez de
agosto, o bem conheeido brigue pnrliiguez fn^M-
meiro.e que lie capitu Manoel de Olivcira Fancco.Tcm
grande parle de sen carregamciito engajada : para o
restante de seu carregai:;cnlo, assim como para passa-
geiros,a quem olicrcce asseiados commodos c bom trata-
inenlo, nala-se com o dito capilao na praca. ou como
consignalariu, Firmino Jos Flix da Roza, na ra do
Trapiche, n. 44. .
-- Paran Aracaty tem de sahir com milita brevidade
o hiale \ovo-Olinda, por estarem j tratados alguns car-
regadores : quem nelle pretender carregar ainda, se en-
tender com o respectivo ineslrc, Antonio Jos Vianna,
no trapiche Novo, ou ua ra da Cadtia-Velha, n. 17, se-
gundo andar.
__O patacho Kmu/apiio segu viagcui para Acaracu
at o illa 20 do correnle : quem no uiesiuo quier carre-
gar ou Ir de passagem, dirija-se a bordo do uiesnio, a
tratar com o capillo ou ooin Manoel Goncalvcs da Silva
em sen escriptorio na ra da Cadcia do Recife.
Para o Maranhao e Para partir, com a maior bre-
vidade possivrl, o bem conheeido brigue-escuna fros,
capitn c pralico Francisco Reinaldo de Mallos, por ler
parte -do seu carregainenlo abordo, eoutro engajado:
para o restante c passageiros, para oque tem expelien-
tes cominodos e tratainento. trala-sc com o mencionado
capitao, ou com o consignalariu. Firmino Jos Fclix da
Roza, na ra do Trapiche, n. 44.
it--as;r--rTr..
. i- -.!.,: rtr. v. ir.-5%3jan l--
Lela
Kalkmann 8 Rosenmund continuarlo, por inler-
veiiffio docorretor Ollveira, o seuleilao de magnilicos
trastes novos e crjstaes, viudos prximamente de Ham-
burgo e tanibeui de urna mobilla com pouco uso :
na quarta-feira 9 do correntc s 10 horas da iiianhua,
na sua casa, i ua da Cruz
...... ___ 'lAKtt. ;-.----a.J-- .^-J-.t,7.ae.ra
Avisos diversos.
__Choinel AgapitoGuilliermc, Fiance, retira-sc para
a l'ahla. '
= Jos Goncalves dos Reis relira-se para tora da pro-
vincia.
-- No dia 5 do correnle se lio de arrematar 5 caixas
com assucar sumeiio depois da audiencia e horas do
rostume penhoradas por execucao pendente na segun-
da vara as quacs se acham depositadas no trapiche do
Peloiiriuho : quem quizer arrcinala-las pode l ir v-las.
Manoel A. Fernandos Eiras retira-sc paralara da pro-
vnola.
__ liornard no Jos Pereira val a Portugal tratar de
suasaude.
= Jos.lacinlho Guedes retira-sc para fura do impe-
rio.
= Jos Thoinai retlra-ae para frada provincia.
ASSOCIACAO' COMMERCIAL.
Nao coinparecendo numero sulliente de associados na
reuuio annuociada parao dia 3 do correnle, licoii a
mesma transferida para o dia 7 ; e adverte-seque nesta
segunda reuniao se considerar haver asscinbla geral
com os socios que ento se acharem presentes como
dispdc o artigo 5 do capitulo I.*. Jos Vires Frreira,
secretario.
Precisarse nlugar urna escrava pa-
ra o servico interno de una casa de pouca familia, eque
saiba bem ensaboar comprar na ra e cozintiar dan-
do- sc-llie o sustento e 12^ rs. mensaes : na Soledale ,
indo pela Treinpa, do lado esquerdo, segunda casa no-
va, n. 42, jundo dasdoSr. Uerciilano.
Tiram-se ell'eelivainenle follias corridas passa-
portes para dentro e forado imperio, inesmo para cs-
cravus e mais documentos que se lizerem necessarios
a bem de qualquer pessoa : na ra eslreita do Rozario ,
loja de encadernacao, n.6 se dir quem tira ou ira
ra Augusta n. 23."
Alugam-se 3 cscravos muito fiis e proprios para
todo e qualquer servico juntos ou separados : afian-
ca-se a fidelidade dos mesinos : na ra Helia n. 40.
__Prerisa-se de una mulher de bons costumes que
saiba perfeliamentc coser, lavar ecngoinmar, para ser-
vir a tuna senhora eniuina casa de familia : na ra Hel-
ia, n. 37.
Guilherme Riddcll, subdito ingle, retua-se para as
provincias do norte.
Joaquiui Rodrigues dos Santos' tcm aberlo em sua
casa Ulna aula de prmeiras Icttras : quem de seu pres-
talo se quizer militar sendo por preco comniodo di-
rija-se ao becco do Sarapalcl, hoje travessa do Carino ,
n. 4.
Suciedade Apolhnea.
Acommissao administrativa recebe as propnstas pa-
ra convidados parlida de 26 do correnle no dia 8, pe-
las (i horas da tarde na casa da mesma sociedade.
Claudino JosPereira Pacheco rclira-se para fra
do imperio.
-OB'erece-seuma mulher branca para ama de una
casa de nomem solleiro, para rodo o servico de portas
a dentro : na ra da Alegra, n. 20.
Antonio GranonSi Companhia, sucessores do Sr.
Ilebi.'ii'd na ra Nova, n. 69, avisam ao respcitavel pu-
blico e particularmente aos seus freguezes que rece-
herom de Franca, pelo ultimo navio um completo sor-
timenlo de conservas salames, licores finos, frtelas ,
jaldas n, u meladas vinhos superios de dill'ereulcs
qualidades ; e outros artigus proprios do.seu estabele-
ciuicnto, pelos precos mais rasoaveis
Precisa-se de um honiein que entenda perfeita-
mente do trafico de padaria para ajudar e dirigir uns
poucos de escravos: quem esliver nestas circuinsliii-
cias dirija-se a ra largado Rozario n. 18
Antonio Paes de Helio vai ao Rio-Grande-do-Norte,
levando em sucompanhia o eu escravo de nouie Lu-
cas crioulo,
___Ofl'erecc-se uina crioula forra para ama de una
casa de pouca familia : na ra do Arago, n. 34._
Pelo juizo do eivel da primeira vara se bao de ar-
rematar lindos os dias da le, dous esclavos penho-
rados a Jos da Costa de Albuquerque e Mello por
execucao do coronel Joaquina Jos Luz de Souia. es-
crivao Motta.
..JosJoaquin. do Reg Barros pe o presente an
--Para Lisboa sahe, impreterivelinente no dia 15 do
correntc, o briguc portugue Sublime, capillo JooFran-
3o" par TZ 'Jesdeodia' de^vereiro docrrente an
T olsim como para promover todo e qualquer repar
no ; asilui.como para prouioyer
1___________ ----- --.....- +-*
que julgar conveniente fazer as duas capellai. das quacs
se acha deposse: ficando revogada toda c qualquer
procuracao ou autorisaclo que o anbuncianlc tenha
dado, devendo tudo d'ora an dlantc ser feito pelo actual
procurador.
joo Mara Frreira faz saber a iodos os seus da-
dores que, leudo sido chamado a juizo pela Ma credors
a viuva Carioca, por alugueis do seu estabeleciiuento
ao dito Sr. e senhora : roga portauto aos seus sredores
ou a quem couvicr que reside, por favor, na ra Diieita,
n 26.
Aluga-se o armazem da ra da Cruz no Recife, n.
27 : os prclendeutes ao incsino dirijam-se mesma ra,
arinazciu u. 13.
., Precisa-se de um bom cozinheiro :
na ra to Trapiche, n. 19.
TACH1GR APHIA.
O professor de tachigraphia, querendo concorrer com
o que est ao sen alcance, para a propagacao da arte que
exerce, tem resolvido abrir um curso theorico e pra-
lico da mencionada arte, que dever comecar no pri-
meiro deselembro do correntc anuo, e lindar no ulti-
mo do auno vindouro, com eiolusio do inez de fesla ;'
e isiu com o estipendio mensal de 6#000 rs, |>agos adian-
tadamente cada mej, sendo as lices diarias com excep-
V'o dos dias feriados, e de hora e mcia cada urna. A
matricula abre-se 110 dia 7 do cnenle me/., e linda no
dia 20. As pessoas que se qulzere'llt apiovcilar dcsle cn-
sino, dirijani-se a ra Fonnota, n. '1.
A MENTIRA N.4
est a venda na typograpltil Nazarena, ra do Nogueira
ti. 1 Compras.
Compram-se crurados novos, a M r. : na esquina
do Livrameiiiu, ioja >!<- i'1"*- ... -in
1 ompra-se um n.olequc de H a Ib anuos eujo
valor neo exceda de 40(1/ rs. : na ra TMreita .obrado
de un andar que faz esquina pira a travesa ae a.-
Pedro. 1
Conipram-sc dous voluntes da algebra de Lacroi ,
em mel uso : na ra larga do Rozario 11. 20.
= Coiitpra-se.ojialuga-seiiinaprelade meta lUiae ,
que seja coziuheira : na ra de S.-Hit 1, n. 85.
--Compram-seescravo de 15 a 30 anuos, saSios j
seitt vicios : na ra do Cmeitnado, 11. 30. pi iineiro anda,
das 6 s 10 horas da ntaoliaa e das 4 s 6 da larde.
t.nmpra-se ago'ardente (|ualquer porjao que seja ,
paga-sea 320 rs. a caada sendo de 20 gfaos para ci-
ma : no engenho Novo do Cabo.
fe
6
NU\ 0 PAO DE PROVENGA.
Vende-sc lodos os dias.
O proprietatioda padaria epastellaria franceza
do Alerro-da-lloa-Vist.i, n. 50, desejaudo agradar \)
cada vez mais aos seus freguezes, resolveu otlere-
cer-lhes un pao que se fabrica etn Provenca por
um processu milito dillerente do ordinario, c que,
exigiudo f.trinha das tuelliores qualidades, mere-
preferencia do publico pela sua alvura,
pureza e delicadeza de sua fabricacao.
S se farlo pes de 40, 80 e 160 rs., c ser fcil
conhec-los pela sua furina oblonga e elegante.
Na mesma casa conlia-sc laitibeiu a vender
-- jiiiiii"""* f*>i**i f*!i* !r," Isififa! ft
VC
0
'si-
pa ra cha de tonas as qual
benv a enfeitar bandejas ricas para bailes e sa-
laos.
111 111 Clin HU udiimt jilo ut-ua |iunt 1 "I' ^N
los. J
@----5^
__Pcrgunta-se ao autor do annitncio inserido no llia-
rin-de-l'ernambun ti. 171, se se entende com Jos Oran
diio Jnior (aliador.)
D. Haran na Joaquina da Silva embarca para o Hio-
de-Janeiro o seu escravo Custodio, naci Costa.
O abaixo assignado tem aiiiigavcliiicnte dissolvido a
soeiedatlei|iie tiitha com sen IrmSo Joaqulm Justiniano
Pinto Das de Magalhae.s, na loj.t >le fazendas da ra do
Queimado n. 46, que gyrava com a lirni.i de Mag.ilhes
\ Irmao, ficando o uiesinn aniiiianciante subjeito ao
activo epatslvo da mesma, que lite licapertencendou-
uioamente, por ir Europa-tratar de sua sode o dito
seu irmao.
, Josi ioaq'iim Pinto Dias de Magalhaes.
__Precisa-se alugar dous escravos para u servico de
unta casa : na ra daCadels de S.-Antonio, arina/.eiu
11.21.
LOTERA DO THEATRO Pin L1CO.
O Ihesoureiro dcsUa lotera, vista da exlraccfio que
vai leudo a venda dos respectivos bilhriei, tcm marcado
o dia 25 do correnle inez para o andamento in-
fallivel das rodas, que ser realisado em um s da, un
consistorio da igreja da Codceiclo dos Militares ; e pe-
de aquellas pessoas que teein feito encomiiieoda de 1111-
iiieros syinpatllicos, que os vio, ou manden) buscar. Os
bilhetes conlinuaiu a estar a venda : 110 bairro do Reci-
fe, luja de cambio da Viuva Vieira S Filho ; e 110 de S.-
Antonio, as lujas dos Srs. Mnrues e Gttsniiio Jnior &
Irmao, na ra do Qielmado na venda do Sr. Manoel
Pequeo, no largo do Terco 1 c na botica do Sr. Morera
Marques, 110 pateo da niatiu
Hoga-se ao Sr. A. J.C. do R. que naja qiiantn an-
tes mandar pagar na na do Crespo ao p do arco de
S.-Antonio, a diminuta quantii de 8#!Ki() rs. que sua
merca ha perto de 18 meses est devendn ; porque o cal-
xeiro iiiic poltica e olvllmenie lem ido a sua casa pedo
difaquailtia centenar.es- de vezes depois de ler gallo
igual somnias em pares de sapatns enlendeu que 1.a nao
devia voltar. visto que sua inerr entendeii em sua alta
grosseria e estupidez que em pagamento do que devia
c do trabalbo do dito caixeiro, devia dar-lhe um iein
numero de descomposturas c ameacas, e isio porque
quem l O mandn nfio est resolvido a a -citar o desali
que sua mrrclhe fez,de Ih'oir pedir pessoalmentc, por-
que nao teill grosserias eestupide/.a paralbe darem Hoco:
islo se Ihe avisa para que sua merc nao tenha de ver
seu noille por extenso estampado nesta folha e poi-
que, se sua merce continuar a dizer que pagara quande
quizer se usar de meios mais indecorosos para sua
merc.
Ftigio do engenho ilas Maltas, da
freguezia do Cali, no din srguiidi-rci.ii,
3, do correnle, um pelo fula, de nome
i>luiritio, Ijaixo, grosso, cabello pegado ;
levoii um quarlu ruco escuro, alguma
cousa magro e canegador ; taoibem fui
ton una cangallia e um facao. Pouco-
dias depois fo preso em Santo- HitSo,
mas p le conseguir soliar se, por apre-
sentar urna carta. Este escravo oi d Sr.
Francisco Antonio (aiao Jnior, senlior
do engenho Buenos-.\yres, c he muito
conheeido para as paites do norte
pouco mais 00 ineno- 39 anuos,
o pegar, leve-o ao engenho das Maltas,
que ser bem recompensado.
Precisa-se de um bom coiinlicico : na
piche, 11, 19.
ATERRO-DA-HOA-VISTA iN. 16
l'ommateau, culelleiro e armeiro
tcm a honra de participar ao respcitavel publico que re-
cebeu de Fraiifa pelo ultimo navio um sortinento de ar-
mas francezas, espingardas, pistolas de montarla, supe-
riores espoletas de marca C, tudoquanto perlence a cu-
tellaria, linas navalhas dasquaes se garante a qualidade,
eslojos coip lodos os pertences para hoinein, brides, es-
poras, chicotes, bengalas, estribos, cabreadas, polvari-
r.hos, chumbeiros, esponjas grandes, massa para aliar
navalhas, pole de banha preparada para conservar o
lustro do ac e prohibir que se enferrnge, Tundas de to-
das as qualidades e feilios. assim como outras iniiuas fa-
zendas, Indo por prefo coinniodo.
HOTKfi-CUMMERCl.
Achaudo-se augmentado esic estabelecimento pela
posie do segundo andar ,,|eiii seu proprletario a hon-
ra de oirerccer ao respcitavel publico excellentes c in-
depenilenles commodos, com a precisa decencia para
hojpcdagcm. Seus precos serlo mais em coma que cm
oulro qualquer estabelecimento.
ter
Quem
do Trar
E ''.-wwrrjr-
Vendas.
Vende se urna escrava crioula engoinmadeira. do-
cclra. lavadclrac coziuheira: na ra das Trinchciras ,
n. 19
-- Vendeni-se ipialro sitios de pouco valor, no lugar
da Capunga e diversos terrenos com alicerces na Boa-
Vista' lainbem vi-nde-s nutro sitio muito perto da
praca: tudo a dnbelro, 011 a prazo: ou de outra forma se
permuta por propriedade no Rio-de-Janeiro : quotii este
negocio convler, dlrija-se ao Sr. Meroz, na Braja da In-
dependencia.
Ftirinha
a 3 rs a sacca: vende-se na ra da Ou* no Recife, ar-
ntaiem o 13,
Vende-se, no armazem n. 3i da
ra da Madre-de-Oeos, ao I ido da al-
faudega, siecas com muito I1001 IcijSo
mulatmlio ; batatas em arrodas ; azeilo-
nas ; banha de porco refinada < mu'to
bous (jucijos americanos
Vende-se cha muito superior a 1/700 rs. a libra ;
palos c ligcllas a 060 rs. a duzia ; bules pintados a
ftOO rs. ; ditos braucos a 400 rs. ; chicaras pintadas a
I#j00rs. a duzia ; ditas brancas alf rs. ; bacas pin-
tadas a ou rs ; ditas brancas ,a 320 i. -JOO rs. vina-
gre muito forle l'RR a 800 rs. a caada e a 120 rs. a
garrafa sxelle doce de Lisboa a 480 rs. a garrafa ; di-
to de carraa lo a l#440 rs. a caada ; esleirs de per-
perv a 140 rs ; assucar brauco a 60 rs. a libra ; dito
mascavado a 40 rs., de 4 libras para cima ; sebo de
Mollanda a 320 rs. 11 libra; farinha do Maranlllo, a
00 rs. ; dudosos mais generes de venda por menos
prego do que em mina qualquer parte por seu dono
retirarse : no becco do Lobato, venda 11. 92.
Bolachinha regala
A bolachinha regala doce s s'e vende em tres buti-
ros desla cidade : Boa-Vista, praca da S.-f.ruz, padaria
de unta s porta aonde he fabricada S.-Antonio es-
quina da ra do Collegio venda do Sobral ; Itecife ,
travessa da Madre-dc-Deos, n. 13, deposito da mesma
darla : seu preco he 3*0 rs, cada libra : sua qualidade
;

dade e bem torrada equivale ao bisenuto da'niesitia es-
pecie.
Vend ni-se dous candelabros de /-
muah, com seis luzes cad i um, e suas
competentes 1, angas, para cima de mesa ;
e quatro Inslros de seis e oito luzes, para
mcio de sala,osniais ricos eelegante.": que
se tecm importado nesta praca; na ra do
Tr.picbe-iSovo, n. 16.
com bastante leitc, c com algunias habilidades ; na ra,
Direita, n, 93, segundo andar.
/i loja nova de livros do pateo do Col-
legio, n. 6, de Joo da Costa Doma-
do, acaba de receber os seguintes U-.
tiros :
Otra de Frreira liorget. Diccionario jurdico, Corligo
co......ercial portugue/., Fon le prxima do cdigo com-
merci.il, Contrato mercantil, InstltuIcSo de direito cam-
bial, Comentarlos acerca dos seguros malriinos : L0M0.
utas to civil de Portugal, Gouei'a Pinto. Tratado do testa-
mento. Cori'i" ra Itiiclia. Direito civil, Liz Teixeira. Cur-
so de direito civil, feira. Memorias orphanalogicas, A.
('. Memas. Pralica dos inventarios e julio divisorio as-
sim romo Reporloslo coinmercial por um anligo ma-
gistrado. AssentO da casa de suppllcacSo : umitas dille
rentes novellas c romances entre estes o .ludeu errante
a Salamandra : vende-se por prec.0 muito coinmodo.
Vende-se um tanque de amarello forrado de
folha, novo, que leva 600 a 700 gales de oleo por b-
talo prreo; bem como urna pedra de filtrar agoa com
sen banco r jarra na Trempe, sobrado n. I.
A 80 Rs. O PAR.
Vendem se sapatospara meninos a quatro vintens o
par : na praca da Independencia, n. 33.
Vende-se unta flauta preta com quatro chayes mu
nethodopor Divienne pelo diminuto preco de \lg rs.:
10 pateo do Carino-, 11. 17.
A troco de fazendas.
Vendc-sciiinstoeinBebcribe muito grande, com
terreno proprio de toda produccaio c que pode susten-
tar 50 cabreas de gado :-stestio ha nimios annos corj.
serva dentro vaccas de leile c outros aniinaes, e nao
consta t rmorrido algum de tingiti. 011 outra molestia
que costumaa da.: na ra da Sen.alla^ova venda
n. 7.
Qiiei/o* londrinos.
Manoel Joaquim Goncalves e Silva na ra da Cruz ,
n 43, avisa a seus freguezes que pela galera ingleza
Sword-Fieh ltimamente chegada a este porto, rece-
ben um sorlinienlo degenerosdaquelle pais como se-
jam 1 superiores quejos londrinos de dlfl'erentes tama-
itos ; presuntos para fiambre ; conservas em vinagre,
de dillerentes qualidades ; Istinhas com biscouto com.
o inclhor asseio c muito proprio para presentes.
Vendem-se duas negras proprias
para qualquer servico de urna casa : na
ra do Calinga, loja tic quatru portfnr^d^
Duarte.
'
1
!'






Bz=zl: -._. -------------------
~ Vendem-se ti esrravos, sendo : 4 bonitos mole-
que de iki;o, di' liunilas figuras, d 11 a 20anuos soin
vicio* um bom prelo de naro, bom godiador do
qual re .mima a boa conducta r que ganfia iii.u laincii-
te 480 ra. ; un dito di- mcia idade, upliiiin para sitio,
eque scil. por prefo muito cm conta ; mu cabritilla do
16annos, bom pagein ; una prrta perfeita costurei-
ra engommadera cozinheira e i|uc he inuilo liabil
para todo o scivifo ; 3 ditas para todo o servido de cata
e ra ou para o campo i na ra do Vigario, n. 24, se
dir quein vende.
Vendem-se sspatos de marroquim
francez, a i.s'ooo rs. ; e de lustro a is'760
rs., para senhora : 111 ra larga do Boza-
rio, Di >. 'i.
Vendem-se caitas de macarrao muito bom a 3^000
v calza de 23 libras : no armazem de Francisco Das Fer-
reira.
' ouRzoy op nn\ una bu : -na 'eAoosa set||e;.eu 'bj
-nosj) ouioj eqaeq e jjzej bjbJ ojibssjdju o opuai
-U03 "1 igl I \ BiEd SI : I > I-1 -i n i] n > -1M4ESS.IOJU SE
uij|iiija .is ni.ni ni t i : i>).i.ii'.|i, i i 11 n 1111. no i'[iu.i/i i jjnb
i ni' IL'i.lC'111 Bfo| no 01.1 l nimio i ip i si > .1. > 111 > i o i'
ead jiaus um moa se.iaqdejSod.d si-xiea m:.......
i ountii sb oiaid oinujunp jisj iod js-uupuj_\
'SJ jff JOJ
"-- Vendem-se os melhores cha-
rutos da Baha que teem chegado
al lioje, cora a marca T S B : em
casa de J. O. Elster, na ra da Ca-
deia-Vellia, n. 29.
. Na lo/a de Guimarles & C.
que faz esquina para a ra do Collcgio n. 5, vendem-
se pcf as de chitas, de 38 covados a 3a800 rs. a peca d e
soll'iivel panno c padrocs agradaveis. Dao-sc as amos-
tras sobre penhores.
Vende-sc cal virgem de Lisboa em barril de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por preco comnio-
(lo : a tratarCOUI Almeda i Fonseca, na ra do Apollo.
Vendem-se saccas com milho a 4tf rs. ; hielas de
seda para homeni pelas c de cores a 1^ ra. O pa.i ;
luvas para senhora das mesinas cores a 640 rs. o par :
na ra da Cadcia de S.-Antonio, arumzcui n. 21.
CAPACHOS.
Na na do Queimado, n. iC,
vendein-sc capachos de diversos tamanhos e de supe-
rior qualidade por pref o inais commodo do que em
outra qualquor parle : sao chegados ltimamente a es-
te mercado c existe una pequea porc.no cin ser.
A is'ooo rs. ,
ancoretas com azeitonas superiores : vpu-
dem seno caes da Alfandega armazem
n. 7, ce Francisco Dias Ferreira.
Vende-se. cervrja hamburgueza ,
bocea d bno de Claret, Xeres e Porto, em caixas
de urna duzia cada urna ; e Champanlia
da verdadera marca Cometa, nltiina-
nienlechegada : na rua da Cruz, n. i~,
armazem de C. J. Astley.
__Vendem-se pefas do madapolao com 20 varas, mui-
to largo e muito encorpado a 2/800 rs. e a relalho a
140 e 160 rs. ; pefas de chitas lulipas de inulto bonitas
cores de rosa e de milito bous pannos, a 5J500 rs : na
rua eatrelta do Rozario, n. 10, terceiro andar.
Vende-se urna cania de angico com enxergiies :
urna duzia de cadeiraa e can nape ; 2 bancas de colunia ;
de pao d'oieu ; uuiacarlcira para escriplono de ama-
relio um armario dous lavatorios de canto ; una cai-
xa de realejo, que toca cinco picas ; una pedia branca
de inaruiore com 38 pollegadas de largura para consolo ; urna pedra quadrada e grns-
sa de moer tinta com seus dous in.oedores ; una cal-
xa de aman lio de secreta : ludo por preco commodo :
na rua Direita na loja do sobrado do um andar, na es-
quina que vira para S.-Pedro.
Vende-se urna escrava de na cao,
de bonita figura, de itlade pouco mais ou
menos de 18 a ao annos, sulia, sem acha-
ques, nem vicios ; he recolhida e tem ha-
bilidades, como sejam : engommar, cozer e
fazer iavarinlo ; urn inolecote ciioulo, de
19 a 20 annos, sem vicios, bein compor-
tado, bastante rubusto, de bonita figura ;
e um molequinho de 8 a 10 annos, boni-
ta figura e sadio quem os pretender di-
rija-se a rua do Crespo, ao pedo arco de
Santo- Antonio, loja n. !\, que achara com
quem tratr-
-- Vendem-se 6 lindos moleques de 16 a 18 annos ; 4
pretas d2ia 30 anuos, sendo una cozinheira ; 3 pardos
de 16 a 25 annos sendo um de 11 es bom carreiro ; 3 par-
das de 7, 14 e 18 annos, com principios de habilidades,
sendo una dellas propria para mucama por ser de
elegante ligura ; 3 prelas de 20 a 25 annos com habi-
lidades: na rua do Coliegio, u. 3, se dir quem vende.
Vendem-se pretas, pretos c moleques de, bonitas
figuras, e com habilidades : na rua das Flores, n. 17.
Vendem se chapeos de pallia, da
Italia, para senhoras e meninas, a ,2<>o
rs. ; birretes de p-idre c gollas de diver-
sas fazendas ; bonetes pelos de velludo,
a 960 rs. e de panno rascado a GJo rs. ;
lencos de garca a 1,000 rs. ; ditos de gr-
vala a i,ooo rs. ;luvas de aigodo dec-
es, a >.()!) rs.opar; ditas de pellica, de se-
nhora, a 1,000 rs. e para homem a 1,600
rs. ; flores para enlates de chapeos; bicos
do Porto, de 100 at \oa rs. a vara; ditos fi
nos, francezes e inglezes ; galoes brancos
e amarellos, finos ; ditos ordinarios es-
piguillas e renda* ; votantes largos e es-
treitos ; espedios de parede a 1,000 rs. :
ditdSde'ugmento" a"*8ob rs. : 'na'loj*a"d
quatro portas da rua do Cabug, n. 1 C- ,
do Duai-tc.
n

Vende-se panno de algodio da trra multo supe-
rior : na rua do Crespo, n. 23.
Vende-se una parda que engoiiuna lavae cozinha
com perfci(o : o motivo por que se vende se dir ao
comprador: no Atcrro-da-Boa-VIsta, n. 42, prlmciro
andar.
Vende-se, ou troea-se um prelo de 22 annos cozi-
n6eiro sadio c sem vicios, por nina preta que saiba
engommar coiiuliar nao tenlia vicios c seja conbeci-
da : quem pretender aniiuncie.
Vendem-se aceftes da ex-
mela companhiade Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, rua da Cruz,
n. 9.
Cal virgem de Lisboa.
Cunha & Amorim vendein ancoras com 4 arrobas
deca virjjem de superior qualidade, chegada no ul-
timo navio de Lisboa Tarujo-frtmeiro por preyo mais
commodo loqucemoulra qualquer part : na rua da
Cadcia do Recife n.50.
Cera de Lisboa
Na rua da Cruz, n. 6o, vende-se a me-
Ihor cera que ha no mercado, em caixas
de todos os tamanhos, vontatlc dos com-
pra.lores, e mais barato que em outra
parle.
Vendem-se barricas de superior farelo de Lisboa,
a 4^000 rs.: no ariimzciu que foi do finado Dragues, ao
pej 1I11 arco da (onceifao.
Vende-se superior cha firasileiro,
na loja de Cuerra bilva& C. chegado a-
gora to Rio-de-Janeiro : na roa Nova,
n. 11.
Vende-sc urna mulata, muito moca
e de boa figura, engommideira e cosju
reir ; e um casal coai urna cria de i5 a
16 anuos : na rua < 1 Crespo, loja n. i A,
se dir quem vende.
Nn arina/.ini de Francisco Dias Ferreira, no caes da
alfandega, lia para ven:ler por prego conimoilo hasaccas
.em boa i inli.i de mandioca, assiin como latas com bo-
lachinha de araruta.
Vendem-se eslojos com 2 navalhas de barba in-
glesas as quaes se trocam as que nao servirem a 2/
i s. cada estojo ; oculos para todas os idades ; loucas
pan meninos ; meias de algoclfio pretas c brancas, pa
ra senhora, a480 ra. o par, peanas para secretarla a
320 rs. o quarii'irao ; thesouras linissimas para ho-
mem e senhora ; collares pretos agua de Colonia de
Piver ; escovas para joias ; pinceis e sabonetes para
barba ; colheres para sopa c cha, de metal do princi-
pe ; urna mulatinha de 12 anuos com principios de
costura : ludo para liquidaran de cuntas: na rua larga
do ii/.iri". loja do Lody, u* 35.
Finitos, ago'ardente, vin/ios.
Continuamos a ter dos nossos varios e bem conheci-
dns e superiores qualidades do Porto, de despalilla e
de Franca aalguns vemicin-se mais em conta para fe-
char contas; ha em garrafas e em cascos para servir a
lodosos bonslrcguey.es : na rua do Trapiche, u. 10.
Vende-se na rua do Crespo, loja n. 11 Arte de
fallar, ou tratado de rhetorica gcral, por 1/rs. cada ro-
ame.
= Vendem-se iluas prelas, una de 24 annos, que
cozinlia o diario de una casa cose chao rclina assu-
car centende de podarla ea outra de 20 anuos que
cose cozinha. engomnia lava de salan e varrella e
de multo bonita Hgura ; nao tem vicios nem acha-
|ueS: o motivo por que se vende he por ter o senlior ile
rclirar-se para fi'ira da provincia : na rua da Concordia,
a direili, segunda casa terrea, se dir quem vende.
ATTENQaO'.
Na rua Direita, II. 53, venda de Antonio Francisco
Martlns de Miranda vende-se manteiga inglesa mui-
to superior, a 1^200 rs. ; dila de poico, a 360as. ; vinlio
do Porto, uinito superior a 320 rs. a garrafa ; a/eile do-
ce, a 400 e 4S0 rs. ; dito de coco a 280 rs. ; dito de car-
rapaln.a If280 rs. a caada e a 160 rs. a garrafa; as-
sucar bramo a 1/020 rs. a arroba ; e todos os mais g-
neros de venda, ludo limito superior e em cunta; as-
siin cuino uma porfi de travs de boa qualidade de 35,
40 c 45 palmus.
-- N'a rua do Crespo, n.21, vende-se o mclhor eochi-
choque lem viudo a Pernambuco; assim como varios
trastes para arranjo de una casa.
Ajiftii de fingir cabello.
Conlina-se a vender agoa de Ungir cabello c snissas ,
na rua do Qiieimado, n. 31. 0 melliodo de applicar a
companha aos vidros.
Vende-sc nina bomba de cobre em bom estado ,
propria para cacimba : na na larga do Rozario n. 20.
Vende-se superior arroz com casca : na rua da
Praia, n. 37.
00.Q:''
$

Vende-se um prelo de naefiOi mo-
fo robusto e forte eoill olTicio ,
i- que he muito liabil para qu.il-
qnalquer servico : na rua Nova ,
loja n. 23.
O 0 g@ O, B. @ 0: S ^
Corn loque de muirla
pecas de madapolao largo e ptimo com um pequeo
toque de avaria de agoa doce a 2#800rs. sendo a ava
ria so em uma ou duasdobras ; um grande soninirn-
to de fazendas finase grossas que se vendeui por ata-
co ea retalho : no novo armazem de fazendas de Ricar-
do Carlos Lcite na rua do (Jucimado, n. 27.
Vende-se una pela boa lavadeirac mullo possan-
te : na ruado crespo n. 16, esquina que vira para
roa das Cruzes.
Vende-se Li/.ia potica, ou colleccao de poesas mo-
dernas, de autores portuguezes publicadas lio Rio-de-
Jaueiro por Jos' Ferreira Minteiro cometido o pri-
inelro volmne 52 nmeros em 312 paginas; prefo 2/
rs. Hecebcm-se assignaturas para o segundo volume ,
conslando todoo auno de 48, dividido em 52 nmeros:
na rua da Cadcia do Recife loja de Joo da Cunha Ma-
galhacs aonde j se encuiitraro os ns. 1 a 9. Na mes-
ina loja se couliuiiam a receber assignaturas para
Ckromca-Ulttria, jornal de instrucfao e recreio por
preco de 6/ rs. por auno por52 nmeros.
Vendem-se jazendas muito baratas 'nos
Quatro Cantos da rua do Queituado,
loja n. 20, de Teixeira Bastos & Jr-
ntdo ,
como sejam : castores encorpados para calcas, a 200 rs.
O covado ; lenyis*branCbs de c.a'&a com risca em volta ,
a 200 rs. ; curtes de cambraia pintada para vestidos ,
fazenda fixa a 2/400 rs. ditos com algiim mofo a ij
rs.; caasa chita ha e muito larga a 200 rs. o covado ;
dita superior, a 400 rs.; riscados largos, em cassa, com
ilgiim mofo a 200 rs.; chitas brancas de flores a I0
rs. ; ditas escuras, altiO, 200 e 240 rs. o covado ; meias
nara menina a 80 e 160 rs. o par ; ditas para meninas ,
.jan --. ditas "ara seuh^ri de 40Q a 560 rs. n P*r I
Icnfosde seda prrta para grvala a 1/280 r. ; ditos de
cores fin seliui, para grvala, a i/BOO rs.; ditos de fran-
ja para senhora a 25<)0 rs.; luvas pretas bordadas a
800 rs. o par ; camisolas de mria americanas, muito
boas, a 1/600 s ; c outras multas fazendas por pre-
co commodo.
Vendem-se pautas das alfandegas do Imperio do
lirasil impressas no Rio-de-Janciro : na rua da Crut ,
n.20.
Vcndcm -se jagos de bancas de amarello; lavatorios
dedito : tudonovo e bem fcito : na (ua da Cadeia de
S.-Antonio n. 21.
Vende-se cal virgem de Lisboa,
chegada no ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em outra qual-
quer parte : na rua do Trapiche, arma-
zem n j-
Vendem-se 4 escravos de lionilas figuras; uma pre-
ta de 16 annos, boa costureira e engommadeira e que
he propria para mucama ; 3 ditas com habilidades, sen-
do uma dellas quitandelra ; um moleque de 16 annos ;
unaaegrinlia de 10a 11 annos: no pateo da matriz de
S.-Antonio, sobrado n. 4.
Na loja que faz esquina para a rua do
Coliegio, n. 5,
vende-se princeza larga preta muito superior pelo
barato prefo de 1/rs. o covado ; luvas brancas Anas, de
algodo a 120 rs. o par; alin destas fazendas ha um
completo sortimento de todas as qualidades de fazendas,
ludo por prcfo commodo.
Vende-se una escrava de Angola de 20 annos ,
de boa ligura que engoinma, cose e cozinha,: na rua
do Passeio, loja n. 19.
Vendem-se sapatdesdecourode lus-
tro, pelo baratissimo preco de 2,56o rs. ;
ditos de bezerro de sola e vira, a 1,200
rs., e superiores a 1,600 rs. : na rua da
Cadeia do Recife, n o.
= Vcndem-*e6 duzias de cadeiras com assento de
palhinha e que sao muito fo.itcs todas ou a duzias :
pa rua das Trineheiras, n 36.
Vendem-se caivetes finos; te
souras de nnhas e de costura ; ditas de
ilfaiates, leitas em Guimaraes ; sacarro-
Ibas de patente ; campainhas de cores cx-
piisitas ; machinas para ilbozes a 1,200
s ; cbsliracsde vitlro a 2,^00 rs. o par :
na loja de quatro portas da rua do Cabu-
g, 11. i C* do Dimite.
s.i t.n(ii.ni .1.11 |ik clisme a
sol loa so as-oi!(i -aupa opea su.ieml ajas ap oSajd ojnu
-jiinp o|.ni suxi) s.noa ,ip a s loipr.i su.111 ,i|, .i|ic|n.i
v\u B j|ii.iiUL'iiii||n s|>e8ii[o sjsujisned sbssbo bbaou
sb as-uiapujA 'q 'u oraoiuy-'g ap osjb oe aiuojjuoa
' 'D t sspjowmQ p ola/ vu aijoo o
su oi/c>i(. t> s9sujtsi.ivdsvssi)3st)aousy
comprimento e 32 de largura assoalhada e com soii0
indrpendente das lujas : na rua Augusta, n. 58.
CHARUTOS CACA DORES. *
Chegaram dallahia ha poucos dias, urna pequera
pnica.i destes afamados charutos, em caiziuhas de 125
o que se vende a retalho em rasn de li lederico RobiU
liard rua do Trapiche-Novo n. 18, aoude tambein ha
de outra qualidades em calxlnhai de 100 inulto su.
periores e por preco commodo.
Contina-se a vender, na rua da
Cadeia do Recife, n. 37, cera em velas,
fabricadas em Lisboa e no Rio de Janeiro,
sorlinicntos ao goslo do comprador,' em
caixas pequeas, e por preco mais com-
modo do que em outra qualquer parte.
guardar
Vendem-se caixas pira
joias, pelo diminuto preco de 900 rs : na
)ji de qmtro portas da ruado Cabug, n.
1 C do Huarte.
Na rua da Florentina n. 16. defrontc da cocheira,
vende-se mu escravo, bom trabalhador de enxada e ma-
hado proprio para sitio ou rngenho c que he ga-
nhador de rua nesta pra'ca que d 560 rs. diarios e
lem ptima conduela : vende-se para um pagamento.
j.g mi tii 11 v | op b3ie| ItLI cu : opoui
-moa .i'. i ni aod 'soiajfqo soimu sojino 3 sjjo|| a SBAn|
SM1U ap aapspiieph rb SBpoi ouioa maq! jepioq ajas
-oa bjciI niujiiiiuos o opoi moa sc.ii.'i ic.i ma uuquiBi
si'zaauBJ) sbuij St||nSe seJ|8ppjA sb ,>s-iiupuJA
Vende-se una excellcnte casa terrea na fieguezia
la lloa-Visla, com muito bous commodos grandequin-
lil com iiiiitos arvoredos de fructo : na rua que atra-
viesa para a Gloria casa do lampeao.
Vende-se urna mulatinha, de i3 a
i 'i annos de idade, a qual sabe cozer cos-
turas chaas, fozer lavarinto e engommar
com perfeico : o motivo da venda se di-
r ;> o comprador : no higo do Coliegio,
no segundo andar da casa i unt ao sobra-
do amarello.
Balainhos para costura.
No Ateiro-da:Boa-Vista, loja n. 78,
vendem->e estes balaios por 56o, 1,000 e
1,18o rs : siio tifo lindos, que quem os vir
nao deixara de os comprar.
SUIT.IIIOR FAUEI.O, A *,000 rs.
Vemlem-ae saccas com farelo fino de Trieste, che-
uailo ullimamcnte, o qual he o uielhor do todusquo
a.|ni tem aportado, or ser u mais nutritivo: 0111 cusa
UoJ. i. TasaoJunior, rua doAmorim, 11. 35.
Cambrtiias de seda do ultimo gosto.
Na rua doQueimado, n. 46, loja de Jos Joaquim Pinto
Dias de Maglhaes vendeui'sc cambraias de seda do
ultimo gosto; manas de barrge com listras de seda e
franja de retroz ; corles de cambraia aberta a 111)11 e
i. .'ion rs.; cassa lisa a 360 rs. a vara ; dila de lislras a
800 rs. ; luvas de seda para senhora a 500 rs. ; atoa-
Ibado de algodao a 640 rs a vara ; e outras umitas fa-
zendas mal baratas doque em oulra qualquer parte.
Vcudc-sc um violao francez, novo com muilo boas
vozes por preco couiuiodo : na rua eslreita do Rozario,
loja de miudezas, 11. 18.
-- Vende-se manteiga ingleza, muito superior, pelo
barato preco de 1# rs. a libra : na rua eslreita do Roza-
rio venda n 8.
Vende-sc urna preta muito moca de bonita figura,
que cozinha lava de sabao evar ella vende na rua e
lie muito carinhosa para criancas : na rua cstseila do
Hozarlo 11. 4, defroute da igreja por cima da loja de
barbeiro.
1= Vende-se urna escrava crioula, de 14 a 15 annos
que cose alguma cousa e sabe fazer o mais servico de
una casa : o motivo porque se vende he por ter a se-
nhoia de retirar separa forado imperio: no pateo da
rlbeira de S.-Antonio, n. 25.
Vende-se a casa terrea sita na rua do Padre-Flo-
rianno, n."33 para Ver c tratar, na mesma casa.
Vende-se uma preta perfeita eiigomiiiadrjra e cozi-
nheira tanto de forno como de fogo e que faz doces
de todas as qualidades 1 vende-se por sua Senhora ret-
r.n se parafia: quema pretenderannuncie.
Vendem-se 6 moradinhas de casas, com dous quar-
tos, das salas e quintal ; uma dita com 87 palmos de I
J UM TERRENO.
Vende-se um terreno com cem
"r palmosde frente e quihhentos de
* fundo, no lugar da Passagem-da-
3- Magdalena, ntreos duas pontea,
%. e defronte da casado Sr. Caneca : a
^ tratar na rua Nova, loja n. a3.
Vendem-se botoes amarellos, finos,
de P. 11. ; ditos ordinarios; ditos par
[casacas ; ditos paro cavallaria ; ditos pa-
ra infantriria ; ditos para libr de pagens,
brancos e amarellos ; ditos pretos de boy'
nitos padroes ;ditos de vidro, para enfei-
tes de roupas de menino : na loja de qua-
tro portas du rua do Cabug, n. i C. do
Duarte.
Vende-se salsa-parrilha viuda ltimamente"^
Para de muito superior qualidade : na rua da Cruz, v.
10, casa de Kalkmann & Rosenmund.
Sapatoes tic tres solas,
a 1 mido rs.
No Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 78,
continj se a vender sapates de tres so-
las, a 1,000 rs.
CDIGO PASSA-MAO'."
Vende-se a 320 rs. o Cdigo criminal pralico do seme-
republiea de passa-mao na Occeania organlsado segun-
do os principios do projecto de constituicao = Repu-
blicu-dciiiagogico = do. doulor Marcli-maiche : ua
pracada Independencia livr-ria ns 6e8. .
Ha para vender, a loja de Maya fa-
mos & Companhia os seguintes //'-
vros, chegados ltimamente d Lis-
boa :
os Sete peccados mortaes romance original portuguei,
em2v. ; Eugenio, romance martimo 1 v- por Fran-
cisco Mara liordalo ; I'ecciola, obra Interessante e prc-
niada pelo instituto de Franca, traduzda em pnrtii-
guey., 2 v. ; Re ou impostor, drama original portugus,
em 5 jornadas por Francisco Mariallordalo ; colleccao
de mximas e pensamentos, pelo consclhcii o Hastos 2
v. ; Medilacdes ou discursos religiosos pelo consellifl-
ro Castos, 1 v. ; Estado actual da monarcla portugnea
c das cinco causas da sua decadencia I v, ; urna col-
lecfo de retratos lilh. das pessoas mais nolaveis de
Portugal:'tudo- por preco commodo na rtia Rota,
n.6.
Escravos Fgidos;
O escravo Joo, de nac.au Angola, de 30 annos pou-
co mais ou menos, de estatura baisa rosto descarnado
olhos oboloados na llor do rosto ; tem pouca barba f
um dente de um dos lados quebrado ; temnio hombro
direlo alguns cortes de chicote, e uma cicatriz na pa-
dega do inesmo lado ,'que diz o dito escravo ter sido
urna einpingem, porm bem parece ter sido de algum
castigo ; i n.iiiin.i nao separar sede urna bolja de conro
a m ai iilln, e as vezes por balxo da camisa ; levou cha-
peo de couro surro e na roupa urna camisa de iliiVra-'
chadre que muitos cliamam chlla ; foi comprado a
9 de junhb prximo passado a Pedro Antonio Cafliscde
S.-Pedro llorador na fa/.enda Cachoeirlnha dislricto
de Agoas-Bellas e fugio a 3 de crreme jullio ludo
no andante anuo de i848 : quem o prgarleve-oa casa de
seu senhor o cnpilo Joaquim de Faria Lobo Labasat,
em Corurlpc ou cin Maceiem casa de Jacasem, llar-
boza & Companhia, ou em Pernambuco, em casa de
Amorim Irmos que recompensarao.
Fugio, de bordo do brigue ' Iho o escravo marlnheiro de nome benedicto de
naco da Costa ; representa 28 annos poucp mais ou
menos alto magro,' preto ; ion o rosto talhado ; le-
vou camisa c caifas de ganga azul ; perlence ao Sr. Jos
Francisco de Castro, do llio-t.i anilc-do-Snl : quem o
levar a bordo do dito brigue ou aos consignatarios, ,
Amorim & Irmos, receber boa gralieacao.
Ausentou-sc, na uianhaa do da 15 de julho da
ruado Hospicio, um pardo, de nome Ravmundo que
representa 50 .a 05 annos, chelo do corpo, balso, bem
claro cabellos crespos, bem sollos e com parte dellei
j brancos bastante barba e j quasi toda branca ; lea
um pequeo deleito em um dos olhos que bem se ve
Su indo cucara para qualquer pessoa ; tem falta de M'n
cdo pollegar em uma das inaos que julga-se ser o d
direita ; levou um surro ; julga-se ter tomado a estra-
da doserto do Ccard, donde elle foi viudo ou inesmo
a de outroserto de qualquer provincia : luieni o pegar
leve-o ao engenho do Meio na freguezia da Varzea, ou
na rua do Hospicio, n. 44, casa do doulor Figutlra de
Mello.
Fugio, no da 2 do correte, um moleque, de no-
me Francisco estatura de sete palmos pouco mais ou
menos rosto cumplido e com pannos ; levou caifas de
ciscado a/.ul com assento blanco, oulra dita de estopa ja
velha por cima da azul, e camisa de riscadiuho tainbrin
azul: quem o pegar leve-o a rua da Praia, defroute oa
fibeira ns. lie II, casa de Joo de Grito Crrela.
Fugio, no dia 29 do prximo passado pela un
hora da larde um moleque ci ioulo de uom Manoel .
bastante secco do corpo rosto descarnado de 13 a H
aunos cor niela fula, falla fina e multo daembaracaila--
levou camisa e caifas de algodaorlnho ; he bastante i"n
dio por isso julga-se addar dentro desta prafa : o pegar leve-o a rua da Cadeia de S.-Antonio n. *>
que ser gratificado generosamente.
ERN. : NA TYP. "DE M. F. DE FAIIIA
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