Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08606

Full Text

Auno XXIV.
Quara-feira fc
O DIililO publlca-sc todos os (liasque no
forrm de guarda: o prefo da assig natura he
de 4/000 rs. por quartel, pngotndiantndot. Os
aununcios dos assiguantes sao inseridos
aso de 2l) rs. por tintn, 40 rs. e.m typo dif-
.'i'iite, o as rrpotices pela mctadc. Os nao
_ssignantes.pagarao SO rs. por linha e 160 rs.
ein typo ditferente, por cada publicado.
PUASES DA. LA NO MEZ DE AGOSTO.
Crctcrale, a 7, a 37 mi. da uianli.
luaehria, a 14, s 5 horas e 56 min.datard.
Sl:nqannle,*i\, a 1 horae 48 min. da tard
La nova, a 28, s 4 hora* e 42 min. da tard.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianoa e Parahiba, s segs. e sextas-feirns.
Ro-G.-do-Norte.i|Untas-feira8 ao mcio-dia.
Cabo, Serinhem, Rio-Furmoso, Porto-Calvo
e Macelo, no 1., a 11 e 21 de cada mez.
Garnbuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas-feiraa.
Olinda, todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, s 7 horas e 42 minutos da manh
I-Segunda, s 8 horas e 6 minutos da tarde.
de Agosto de 1848.
N. I O.
DAS DA SEMANA.
31 Segunda. S. Ignacio deLoyolla. Aud. do
J. dosorph.doJ do civ.e do J. M. dn2. v.
1 Terca. S. Pedro ad innruia. And. do .1. do
c. da 1. v. e do J. de paz. do 2. dist de t.
2 Quarla. S. (''.stevoProtomartyr. Aud.do
J.doc. da2. v. e doJ.4epn4oSdbi.da i.
3 Quinta. S. Lydio Purpurado. Aud. do J.
dosorph.e do J. M. da 1. v.
4 Sexta. S. Domingos de Gusmo Aud. do
J. do civ. e do J. de paz do 1 dist. de t.
5 Sabbado. N. S. das eves. Aud. do J.do
c. dal v. edoJ.de paz do ldist. de t.
6 Domingo. Transfigurafo de Christn.
CAMBIOS NO DA DE 1 AGOSTO.
Sobre Londres a25e25'/2d.p. 1/ rs. a60d.
i) Pars a.U'i e 350 rs. por franco Non.
Lisboa 112 por ceuto de premio.
Desc. de leu de boas firmas a V/.X ao mei.
Acfcsda comp. de Keberibe, a50/rs. ao p
Ouro.Oncas hesnanhol.i 31/0 00 a W'"n
Modas-de (i/400 17/200 a 1V400
de 6/400 n. 16/MO a 10/600
de 4/000...' 9/500 a 9/700
PrataPataces brasileiros 2/020 a 2/140
Pesos coluinnarios. %f020 a 2/04
Ditos mexicanos..... #850 a l/WJO
Mluda.................. 1/920 a 1/930

PARTE 0?FIC3
LE N. 205, t 26 BE iuLnu DE StS.
(Declara quaes os terreno!: que se comprehendem no mu-
nicipio e freguezia de Agoa-Preta.
Antonio da Costa Pinto, presidente da provincia
de Pernambuco.-Fao,o saber a lodos os seus habitan-
tes, que a assemhlca legislativa provincial.decretou,
e e'usanccionei a resolucUrseguinte.
Artigo nico. O municipio e freguezia do Agoa-
Preta comprehende todos os terrenos ao sul do rio
Scrinhflem, que estilo dentro da linha que parlo do
engenhoLopes, na margen dorio Una, aoengenho
rweirinh, na margem do mosmo rio Serinhaem,
at o ponto em que a mesma freguezia de Agoa-Pre-
ta confina com a de Bonito, inclusive a proprieJade
da Cachoeira-da-Furada, de Antonio Teixeira das Ne-
vos ; ficando assim interpretado o artigo 2 da lei n.
155, de 31 de marco de 1846.
i -..--. i rc.vogadfis as Icis e disposicues em con-
trrio.
''' Mando, portanto, a todas as autoridades, quom o
conhecimontoe execuefio d referida resol uciiopcr-
tencer, que a cumpram e faijam cumprir tilo inteira-
monte como nella se contm. O secretario interino
desta provincia a faca imprimir, publicar e correr.
Cidado do Recife de Pcrnambuco, aos 20 dias do mez
de julhode 1818, vigesimo-setimo da independencia
edo imperio.
L. S.
Antonio da Costa Pinto.
Carta de lei, pela qual V. Exc. manda executar a re-
solucao da atiembla legislativa provincial, que houve
por liem sanecionar, declarando que o municipio e fre-
guesia de Agoa-Preta comprehende todos os terrenos ao
sul do rio Se'inhAem, que estao dentro da linha que
parte -do tngenho j>pes ao engenhn Pereirinha, at o
poni em que a mesma freguezia de Agoa-Preta confina
com a de fonito ; ficando assim interpretado o artigo 2
da lei n. 155, de 31 de marco de 1846, ludo como cima
se declara.
Para V. Exc. ver.
Antonio Leite de Pinho a fez.
Sellada e publicada nesta secretaria da provincia
de Pcrnambuco, aos 26 de julhode 1848.
Francisco Xavier e Silva.
Registrada a fl. 45 do livro 2. de leis provinciaes.
Secretaria da provincia de Peinambuco, 31 de julho
de 1848.
Domingos ose Soares.
tes, que a assembla legislativa provincial decretou, i lidiara a p, /Jarlos Filippe de Souza Munit e Abrcu,
C eu Saccionei a lei seguinte. \<"e cha em servifo na provincia da Habla.
Artigo nico. O subsidio dos membros da assem-1 il- Ao Mimo, (declarando que 8. M. o Imperador
hlon !?!s!a.tivf* nrovinrini i\o l^niahuc* nnr.i a
I
LR1 N. 206, DE 26 DE JULHO DE 18*8.
Slanda pagar ao arrematante dodecimo-terceiro lauco da
estrada da Victoria, com o descont de i 5 por vento,
a parte do importe da mesma arremataedo, que devia
flear constituida divida provincial.
Antonio da Costa Pinto, presidente da provincia
de Peni.mbuco. l'aco saber a lodos os seus habitan-
tes que a assembla legislativa provincial decretou,
eeusanccionei a resolucao seguinte.
Artigo 1. O presidente da provincia mandar pa-
gar ao arrematante do decimo tereciro anco da es-
trada da Victoria, com o descont de quinze por cen-
to, aparte do importe da arrematarlo do mesmo lan-
o, que, na forma do artigo 2. da lei provincial nu-
niero 115, de 8 de maiode 18*3, deveria ficar cons-
tituida divida provincial.
. Artigo 2." Na lei do orenmento para o anuo finan-
ceiro de 18*8 a 18*9 se consignarlo os fundos neces-
sarios para o pagamento da mencionada divida.
Artigo 3.' Ficam revogadas todas as leis c disposi-
ecsem contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades, quem o
ennhecimento e execueoda referida resolucao per-
tencer, que a cumpram o fagam cumplir tSo inleira-
mente como nella seconlm. O secretario interino
desta provincia a faca imprimir, publicar e correr.
Cidade do Recife de Pornambuco, aos 26 de julho-de
18*8, vigesimo-setimo da independencia o do im-
perio.
L. S.
Antonio da Costa Pinto.
Carta de lei, pela qual V. Exc. manda executar a re-
solucao da assembla legislativa provincial, que houve
por bein sanecionar, mandando pagar ao arrematante do
dteimo-terceiro lanco da estrada da Victoria, com o des-
cont de quinze por cento, a partedo importe da arrema-
'ro do mesmo lauco, que, na forma do artigo 2." da
lei provincial n. 115, // 8 flear constituida divida provincial, como cima se de-
clara.
Para V. Exc. ver.
Antonio Leite de Pinho a fez
Sellada e publicada nesta secretaria da provincia
oe l'ernambuco, aos 26 de julho do 18*8.
Francisco Xavier e Silva.
Registrada a 11. 46 do livro 2.*de leis provinciaes.
Secretaria da provincia de Pernambuco, 31 de julho
'le 1848.
Domingos Jos Soares.
III N. 207, DE 27 DE JIMIO DE 184*.
marca o subsidio dos membros da assembla provincial,-
na prxima futura legislatura.
,|*nlonio da Costa Pinto, presidente da provincia
^ i ernambuco. Far;o saber a todos os seus habitan-
proxima vindoura legislatura ser de cinco mil ris
diarios, como regulou a lei provincial n. 128, de 30
de abril de 18*4.
Mando, portanto,'* todas as autoridades, quem o
conhecimento e execugflo d.i referida lei pertencer,
que a cumpram c facam cumprir Lid inteiramentc,
como nella se Conten). Osecretaaio interino desta
provincia a faga imprimir, publicare correr. Cidade
do Itecife de, Perhambuco, aos 27 dias do mez de julho
de 18*8, vigesimo-setimo da independencia e do
imperio.
L. S.
Antonio da Costa Pinto.
Carta de lei, pela qual V. Exc manda executar o de-
creto da assembla legislativa prov ncial, que houve por
bem sanecionar, marcando o subsidio dos membros da
mesma assembla para a prxima vindoura legislatura,
romo cima se declara.
Para V. Exc. ver.
Antonio Leite de Pinho a fez.
Sellada e publicarla nesta secretaria da provincia
de Pcrnambuco, em 97 do julho de 18*8.
Francisco Xavier c Silva.
Registrada a fl. 47 do livro 2. de leis provinciaes.
Secretaria da provincia de Pcrnambuco, 31 de julho
de 18*8.
Domingos os Soares.
GOVliltNO DA I'IIOVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 15 DE .IUNHO.
(Mli. o. Ao Exm. l.* vice-presidente Domingos Ma-
laquiasdc Aguiar Pires Ferreira, convidando- apres-
tar juramento na assembla legislativa provincial o
inais breve que llie lsse possivel.
Dito. Ao commandantc das armas interino, trans-
mittindo a guia do soldado desertor do li balallio de
cacadores, Jacob Jos da Silva. Participou-se ao Exm.
presidente das Alagoas que remetiera a mencionada
gula.
Dito. Ao mesmo commandante das armas, scienti-
llcando-ode haver S. M. o Imperador concedido passa-
gem para o 5." batalhao de fmileiros ao cadete do 5." de
cafadores, Francisco Xavier Cavalcantu de Albuquer-
que.
Dito. Ao mesmo, inlcirando-o de ter oblido passa-
gein para o I." batalhao de fiuileiros o segundo cadete
segundo sargento do 6. batalhao de ca9adores. Thoinaz
Antonio Alvares de Azevedo.
Dilo.Ao mesmo, in(elligenciandn-o de haver o segun-
do cadete e sargento ajudaute do (i. batalhao de caca-
dores, Jos dos Santos Caria Jnior, alcatifado passa-
grm para a companhia fixa da provincia do Kio-rande-
do-Norte.
Di(n. An mesmo, c'nmunrandn que S. M. o Im-
perador permittra que o cadete do corpo fixo da pro-
vincia de Saii-i'aulo, Carlos Mara de (iliv.ua, passe pa-
ra .a companhia iixa de cavallaria desta provincia.
Ditos. Ao mesmo c ao commissario-pagadoi', decla-
randoque S. M. o Imperador concdela passagun para
i ii it.illi.ni .1,- i,i i iui i s ao all'ercs do 6 da mesma
arma, Carlos Frederico Avcllos Goes de Brilo. '
Ditos. Aos inesinos, participando que. S. M. o Im-
perador approvra a nomeaco, que a presidencia rize-
ra, do testte coronel o estado maiur da primeira cias-
te, Antonio Gomes Leal, para exercer interinamente as
funeces de director do arsenal de guerra, emquanlo
cunvi.-rao bem do servico.
Dito*. Aos mismos, declarando que S. M. o Impe-
rador approvra u demisso do commandante do forte
do Buraco, que fra dada ao capito da terceira classe,
Jlo Hibeiro Pessa de Lacerda, e mandara nomear pi-
ra subsiitui-lo interinamente no mesmo eliminando ao
major graduado do estado.maior da primeira classe,
Sergio Tertulia no Cas tello-i'ranco.
Ditos.Ao presidente da relaco e ao inspector da
tlietouraria de fatenda, scienlificaudo-os de haver con-
cedido tres mezes (le liceiifa, com os respectivos venci-
mentos, ao juit de direilo chefe de polica interino Ma-
nuel LibnioPereira de Castro, afnii de ir provincia da
Babia tratar de sua sade.
Ditos. Ao inspector do arsenal de marinha e ao res-
pectivo contador, coininuiiicando que S. M. o Impera-
dor mrndra addlcionar a gralifcaco animal de qua-
renta mil ris ao ordenado que percebe o continuo da-
quella contadoria, Jos dVs Passos dos Santos.
Dilo. Ao commandante da corveta Eulerpe, ore-
nando faca distribuir pelas euibarcaces de guerra, es-
tacionadas no porto desta cidade, cem pracas do corpo
de imperiaes marinheiros, vindas da corte no vapor U-
ni'ana.
Portarla. Noineaodo o coronel reformado Jou Joa-
.|lino daCuuha Reg ilarros para substituir o comman-
dante superior da guarda nacional do mnicipio de Goi-
anna, euiquanto esliver impedido.
DEM DO DA l.
Ollicio. Ao Exm. i'crnardo JosQufiroga, acensando
recibida a coinmuuicaco de haver S. Exc. entrado na
administrafiio da provincia de Minas, na qualidade de
vice-presidente ; e oH'ereccndo-lhe os seus servicos.
Ditos. Aos F.xins. presidentes de todas as provin-
cias do imperio, remetiendo dous exemplaresdo relato-
rio que dirigi assembla legislativa provincial ua a-
beriura da sessao ordinaria dcite anuo.
Dito. Ao commandante das armas merino, trans-
ncedra passagem para o 2 batalhao de artilbaria a
pe. e no posta de sarsentoajudant, an primeira cade-
te do 1. de cacadores, Jos Manoel Teixeira Ros.
Ditos. Ao mesmo c ao commissario-pa^ador, intei-
raudo-os de baver concedido tres mezes de licenca com
sold ao alferesdofi. batalhao de cafadores, Joaquim
Jos dos Santos Aranjo.
Dilos. Aos mismos, scientilicando-os de haver sido
approvada por S. M. o Imperador a nomeafao que a
presidencia fizera do capito Salvador ( oelho de Dru-
niond para ajudaute da directora do arsenal de guerra.
Ditos. Aos mismos, communicanilo que S. M. o Im-
perador concejera passagem para o 5. batalhao de fu-
xilciros ao alferes do 4. da mesma arma, Goncalo de
Mallos Rocha.
Dilos. Aos inesmos, ntelligenciando-os de tero al-
feres do2. c batalhao de fuzileiros, Manoel Raptisla Ri-
beiro de Faria, oblido <|uadro mexes de licenca de t .-
vor, para vir esta provincia tratar de negocios de sua
familia.
Dilos. Ao presidente da relacao c ao inspector da
Ihisuuraria defazenda, participando que S. M. o linpe-
radot iiui deoretu de 2ti de liau uluiao, uomeara Juls
municipal e d'orphos do lermo de Flores ao hacha-
re! Estevao de Albliquerque e Mello Montenegro.--Tam-
liein se parlicipou cmara de Flores, ao respectivo
juiz de direilo, ao supplentt- do municipal e ao Ho-
rneado.
Dito. Ao inspector da lliesouraria de fazenda, orde-
nando o pagamento de 252^(320 rs. ao majar Joaqulin
Ignacio de Carvalho Mendonca, enoarregado da obra da
casa destinada ao curso jurdico de Olinda.l'arlicipou-
se ao mencionado major.
Dilo. Ao juiz relator da junta de juslica, transmil-
tindo o proeesso do soldado do 2. batalhao de artilba-
ria a p, Prudencio Jos.
Dilo. Ao capilo do porto, derlarando remella ao
comniandaule das armas inieriuo o recruta Flix Cor-
rea de Olivrira que, segundo S. Me. deelarou em ofli-
cio de 15, fra julgado incapaz do servfo da armada.--
Parlicipou-se ao commandante das armas interino.
Dilo. Ao director interino do arsenal de guerra, or-
denando forueca ao major graduado commandante da
cotiipauhia de cavallaria de primeira linha o grande
c'o pequen uniforme a vencer. -Parlicipou-se ao coni-
in mi.na.- das armas interino.
mitlindo a guia do anspecada do 2 batalhao de arli-
Iharia a p, Feliciano Jos Madeira, recebida do Exm.
pri-sidente da provincia das Alagoas.-- Participou se ao
referido Exm. presldeule.
Dilo. Ao mesmo commandanle das armas, sclenli-
licaudo-o de haver concedido baixa ao cabo-d'esquadra
da lerceira companhia do (i. batalhao de cafadores, Je-
surti Pedro de Soma, pr ter linalisado o seu lempo de
servico e recommendando a expedifao das conveni-
entes ordens, para que se Ihe d a competente escusa.
Drto. Ao mesmo, prcvenindo-o de haver obrido do
govergo iinpeii.il qualro mezes de liceiifa com sold,
para vir rsla provincia, o capitn do L* bualaao de ai-
ASSEMBLA PROVINCIAL..
36.' StsSO ORDINARIA EM 28 DE JULHO
DE 1848.
mESIDKNClA DO su. VICARIO AZGVEDO.
(Conlinuac&o do numero antecedente.)
OSr liigotic Loureiro : Sr. presidente, <|iiando hon-
tein st: discuti pela primeira vni i projeclo n. 3?, na
o 'mili iii ;' porque, leudo deliberado esla casa contra
o min \ i i.i quese dispensasse a impresso deste pro-
jecto para a primeira discussao, e leudo sido elle dis-
tribuido honlem pelos membros da casa, na occasiao
einquese la discutir, eil nao live o lempo necessario
para relleclir sobre as medidas que elle propuuha e nao
eslava habilitado para o combater ; agora, porm, que
j relecd um pouco, nao posso drixar de expr .i ca-
sa quaes as rascs por que tenho de volar contra esse
rtrojecto.
lisie projeclo, Sr. presidente, ofl'erece duas medidas:
reforma a Ihesouraria das rendas provinciaes e satisfaz a
urna necessldade, (ambem urgente, isto he. propor os
lucios de chegarmos ao couhcciiucnt dp alcance que
se danos cofres da Ihesouraria ; mas mi allinge a ne-
nhutu desses dous lins,
Pelo que rrspeta primeira parle do projecto, vejo
que se limita a mudaiifa do nome, determinaeao do
numero dos ciupi-egdos.quc deve ter a repariifo, e
lixafo dos seus ord nados ; e quanlo iiegunda ron-
teuta-se com autorisar ao presidente da provincia a
marcar o servifo dos empregados, por via de certas
inslrucfes. Ora, pergunto eu, Sr. presidente, be com
laso que se satisfaz as necessidades que se aprcseiilam ?
llesiimente com isso que se remediar o mal ? Nao, Sr.
presidente : he geralmenle reconlrecido boje que na
ihesouraria provincial nada eslava escripturado regu-
larmente, e que, naquillo que respeita enntabilidade
c escriplurafao, ludo eslava eu um perfelo cabos :
entretauto, he Isso que coiistitue as bases de urna ad-
iiniii .na. ,io de reccha, a guarda e a fiscalisafo da una
reparlifo como esla : e emquanlo se nao lixar um
nielo para que esses negocios tenhain urna marcha se-
gura.....
O Sr. Cabra! : Isso pertence ao regiment.
.I/i/iiik Si... cpulados :--Apoiado.
O Sr. Trigo de Loureiro : -- Destruain logo os mena
pensamenlos, nao eslejam a aparlar-ine da arguiueir-
lafSo. Osapar(es me desorienlam. Se quercm 'contes-
tar o que digo, pe.;.un a palavra.
Sr. presidente, descobriram-se agora grandes defei-
tos na ihesouraria provincial ; mas, segundo o mrii
modo de pensar, elles se deveriam ter previsto. Quando
se creou essa reparlifo deierminou-se que, quando el-
la fsse ni.ma,la, se regesse pela lei de 4 de outubro de
1831 e pelas leis geraes da fazenda que lhe fsseiu ap-
plicaveis : deixou-se,porianlo,,ao arbitrio daquelles que
c dirigissem o empregar eslas ou aquellas das Icis apun-
tadas. Entretanto, Sr. presidente, como que nada disto
se fez.
A le de 4 de oulubro de 1831 creou o ihesouro pu-
blico nacional que he urna reparlifo summamenle
grande...
OSr Roma : Apoiado.
0 Sr. 2'nyo de Loureiro : ... devia, portanto, Sr. pre-
sidente, ser simplificada a respeito dessa reparlifo. Is-
so porm. nao se fez ; e o que resnltou dahi ? Resul-
toir um perfrilo cabos na escriplurafao .
OSr. Rama:O que esl em discussao he o artigo
priuieiro do projeclo.
OSr. Trigo di Loureiro : Ku julgo que posso discu-
lir assim. porque j apresenlei una raso mu forte, e
fo que honlem nao live lempo de esludar o projecto
quando elle foi distribuido. Estou no mea direilo ;
BUCO.
creio que o projeclo nos nao satisfaz e he o que estou
mostrando. Pode ser que concorra dest' arle para que
apparefa algum projecto que satisfafa melhor as vis-
(as que a casatem; pude ser at, que esleja fallando
sa&ta ariititi, i>ara ,..!.. apraiitar um h iii uiio que
j se aeha promplo, c trago commigo.
r. presidente, o projecto em discussao nao nos satis-
la/., porque nos nao nos devenios limitar smente a mu-
dar o nome da actual ihesouraria e designar os empre.
gados que ella deve ter; nao devenios descuidar-nos das
necessidades mais vitacs e conU-nlarmo-uos com sub-
jeita-las ao crilcrio do presidente da provincia, recom-
meudando-ihc que a ellas proveja por meio de ins-
lrucfes. O que se devra ter feto era eslabeleccr um
mediodo de escriplurafao, designar os llvros -que de-
vem de haver na casa, o servif o, ou mlsler a que cada
um desses livros vai ser destinado o rgimen da con-
(abilidade ; mas para que possamos tomar essa medida,
cumpre que exijamos dos empregados, nao scouhecl-
mentos graniinalicaes da lingoa nacional, seno i un
liem de escriplurafao pur partidas dobradas, e de cal-
culo mercaniil, que he o que se exige na lei de 4 de
outubro de I83l, e no regiiiamento e inslrucfes de2(
de abril de 1832
Vejamos a primeira parte do primero arligo do pro-
jecto. (C) Ora. anui leinn? n099*n?&t miidiHo o ne-
ne da EjepartleSo, porque ihesouraria das rendas pro-
vinciaes e lliesouraria da fazenda provincial expiiui
una e a mesma cousa.
Vamos segunda parte. (L.)
Eis-aqui, Sr. presidente, nui chefe de reparlifo exer-
cendo ao mesmo lempo as funcfes de chefe e de su-
balterno, lie iuipossivel, Sr. presidente, que elle satis-
fafa as obrigaf oes de chefe para uns encargos e de ofli-
(al-inaior para ou(ros : como chefe, elle teul do assis-
lir aos despachos, de determinar o servico aos empre-
gapos, c de examinar se esse servifo he feilo regular-
mente : como oHicial-maior, lem de dar conta de una
escriplurafao que deve ser feila regularmente pela or-
dein chronolngica, e sem allerafo aiguma ; porque, se
a reccita ea despeza nao seguirein regularmente os seus
turnos, apparecer un cabos igual ao que existe actu-
almente na ihesouraria que se quer reformar.
Sr. presideute, o livro diario he um livro cm que teein
de ser consignadas, nao s todas asoperafes do thesou-
relro. mas lambem todas as operaf oes simples relativas
receitac despeza lie um livro que deve ser escriptu-
rado segundo a ordem chronologica : o livro inestre dis-
pe, por classes, a despeza d mesmo genero : ora, di
um empregado as nrdens necessarias para os pagamen-
tos que se leeina fazer, distribua diariamente o servifo
que cada um dos outros empigados deve fazer, exami-
ne se esse servifo esl bem feilo, c ao mesmo lempo se-
ja obligado a escriplurar dous livros que por si s oc-
cnp i ni seriamente as atleiifes de um homem : isto be
absolutamente impossivel. Ja defin o que era diario,
e deliui conforme o que est inserido no reguiamento
de 2(i de abril de 1832 e as inslrucfes da mesma da-
la : o regulainenlo he relativo escripturafo, e as ins-
trucees rrlcrem-se conlabilidade : portanto, repilo,
he absolutamente impossivel que um contador laca
servifo que lhe compele, e de mais a mais d contada
escriplurafao de dous livros lo importantes. E noten
mais 01 nobles depulados, que a lei de 4 de outubro de
1831 n.ioila olTirial ni.ni.i seno as grandes thesourarlas,
que precisem dividir-se en duas secfes, e neste caso
jer que elle teja o chefe do urna, c o ...... i.;.., .i. .
Ira ; mas aqui mo ha nreessidade de um ollicial inaior;
esta reparlifo lem mu chefe commiim : a contadoria,
a inspectora, etc., sao parles integrantes da lliesoura-
ria: o chele he o inspector, e o contador he o seu in-
mediato : quanlo escripturafo, he isso da compe-
tencia de amanuenses, e nao he do chefe da contado-
ria : portadlo he inteiramentc disnensavel o lal ofli-
cial inaior, porque a contadoria he muila pequea.
I'or consequeucia noto que o projeclo nao satisfaz as
uri-t-sMuades da provincia. A nossa primeira < mais pal-
pitante necessldade he regular a escripturafo c a con-
labilidade, mas sobre isi nein una palavra se d ; de
sorlc que, quando a provincia espea de nos algum
remedio essa iieeessidade urgente, nada se fas, aupas-
so[que se niio cuida de una medida lambem cssencial ;
quero dizer, ao passo que se nao decreta sejam alguns
empregados noiiieados por concurso, cin que deeni pro-
vas de saber grainnialica da lingoa nacional, escriptura-
fo por partidas dobradas e calculo iiiercautil.
Em viriudcde ludo quanlo hei exposto formule! um
novo projeclo que mando mesa como substitutivo ao
que se acha em discussao. Supponho que este ineu tra-
balho remedia os Inconvenientes que hei aponlado.
O Sr. I.* Secretario le o seguinte
Projsrlo substitutivo do de\i. 37.
a A assembla legislativa provincial de Pernambuco
decreta:
Arligo I." Fica exlineta a ihesouraria das rendas
provinciaes, c substituida por outra repartifo, coma
denoininafo de thesouroria da fazenda provincial.
b Art. 2." Os empregados desla nova repartifo, em-
quanlo a experiencia nao mostrar que deve ser augmen-
tado ou diminuido o seu numero, sao os srguinles:
inspector, contador, thesoureiro, fiel do thesoureiro,
procurador-fiscal, dous pi imeros c dous segundos es-
cripturarios, dous amanuenses, um porleiro c um con-
tinuo.
a Ari. 3." O primeiro dos dous piimeiros eseriptura-
ros far as vezes do contador, quando este substituir o
inspector, ou cstier legtimamente impedido. O pri-
meiro dos dous segundos escripluraros accumular as
funcfes de secretario, e o primero dos dous amanuen-
ses as funcfes de cartorario.
Art. 4." O inspector vencer o ordenado annual de
2:000^1)00 de ris; o contador e o thesoureiro, cada um
1:600/0(0 ris; o procurador-fiscal e os dous piimeiros
escripluraros, cada um 1:000/000 de ris; os segundos
cscj'ipturarins, cada um 800/000 ris; oel do thesou-
reiro c o primeiro dos dous amanuenses, cada um 000/
ris; o segundo amanuense e o porleiro, cada uu 500/
ris ; e o continuo 300/000 ris.
a Arl. 5 O presidente da provincia Hornear paraos
cargos de inspector, contador, thesoureiro e procurador-
fiscal a quem julgar mais apio para cada um de I les den
Ir os Krasileros naseidos na provincia, oufradella;
exigir, porm, do thesoureiro l'ianf a idnea e bastante.
c nomear para fiel do thesoureiro a pessoa que lhe fr
proposla pelo niesuio thesoureiro sb sua responsabili-
dad!-, uo etlgindo oulras condifes no proposlo alm
da naciiin.ilnl.iili' brasileira e iiladc de 21 anuos para
i cima.

'li'
i
.,r
-





,," A"- c* Os lugares de prlmeiros e segundos escrip-
," "!V c de amanuenses sero prvidos provisoiiamen-
-alejfue, dado a esia repartido um regulamento os
penal, ej9m prvidos arles dcnulilvamenle por meio
concurso os prricndcuies quemis setivereni dWlin-
gul.lonelle sobre os principios dagrainmaiioa da liugoa
nacional, escripluraco por partidas dobladas c clenlo
mercantil, e que reunjrcm -a cssas hablitacrs belleza
flfiellra, boa conduela moral e id ule da21 anuos para
cima, preferindo, ein igualdade de circumstancias, os
que licni casados.
Ar. 7. Os empregados nomcados provisoriamente
nao pagarao novoi c velhos dircilos; e nem lambem os
pagarao os empregados da exlincta thcsourarla, que f-
rcni nomcados para a nova reparlico, salvo se tivcreni
naior ordenado que o que danirs linham, cm cujo caso
smnente os pagarao do excedente.
Arl. 8.* Einquanto nao se organisar o regulamento
deque falla o artigo 6, a nova thesourarla c seusem-
p regados te rrgrro pela lei geral de 4 deoutubro de
IMI, e regulamento e instuitfcs de 26de abril de 1832,
dado para a contabilidade e escripluraco das thcsotira-
rias do imperio, c mais leis geraes de fazenda, no que
Ins fijr appllcavel.
Art. SL* Fica autorisado o presidente da provincia
para dar a esta repartico um regulamento especial, ein
que determine as altribuiccs, funeces e garanlias de
cada uiii dos seus empregados, podendo augmentar ou
diminuir o numero dos que ora sellied, segundo o
pedirem as necessidades dosel vico e o interesse da fa-
zenda publica, tn qu pruvrjH peio lucidor modo pos
slvcl arrecadaco, distribuico, adminislraco c fiscali-
sacao das rendas provinciaes, determinando aoinesmo
tempo o numero de livros quodeve haver na reparlico,
o Bill que he destinado cada um delles, e tildo que
rispcita a contabilidade, escripturaeo por partidas do-
nauas, c conciir>u para os lugares declarados no ai-
ligo 6."
(i Art 10. Frito o rgiilaturnto de que trata o artigo
antecedente, o presidente da provincia o mandar logo
observar na nova tliesonraria, e o siihiurtter a definiti-
va approvaco da assembla legislativa provincial na sua
piiiiirira minino posterior.
Art. 11. O presidente da provincia, logo que fr pu-
blicada a presente lei, Humear una coininssiio para
examinar indas as conlas C escripluraco da cxlinct.i
lliesouraria, desde a sua crraio al o presente, sendo
mu dos seus prlmeiros trabalbos a liquidaran) dos fundos
dos cofres da inesuia lliesouraria.
n Arl. 4i. A commissao, concluido o exime, dar ex-
acta e circumstanciada conta do resultado dille to pre-
sidente da provincia, e depois, encerrando os livros da
mesilla exuncta lliesouraria, os entregar por inventa-
rio com todos os mais papis ao Inspector da nava llie-
souraria, o qual os mandar archivar e lereni boa guar-
da com o inventario delles, assignado por elle, c pelos
memliros da commissao.
Art. 13. O presidente da provincia, avistado resul-
tado do extrae da commissao, que mandara publicar pe-
la imprensa, tomar as providencias que, sendo recla-
madas pelo interesse, moralidadc e crdito da fa/.enda
provincial, estiverein comprclirndidos na esp era das
suas atlribiiices, c reclamar du assembla legislativa
provincial as.qur julgar necessarias, c para que nao es-
tiver autorisado,
Art. \4. Se algum saldo se liquidar pelo rxamc dos
cufies da exlincta tbrsomaria, o presidente da provincia
o far entrar nos cofres da nova lliesouraria, onde ser
considerado conio receita do anuo linaiiceiro em que a
entrada se verificar, proveniente daquella fonte.
n Arl. 15. Osmembros da commissao deque trata o
artigo 11.", vencero urna gratilicaco proporcionada ao
Irabalbn de que sao encarregados, a qual Ibes ser alla-
nada pelo presidente da provincia.
Art. lt, Concluido o inventario, c feita a entrega
dos livros e papis da exlincta lliesouraria, na forma do
artigo 12, e reinetlida ao presidente da provincia una
copia autlirntica do uiesino Inventario, assiguada pelos
mrmhros da commissao e inspector da nova lliesoura-
ria, se haver por dissolvida a coiuinisso,
(i Art. 17. Ficam revogadas todas as leis e disposicrs
cm contrario.
Paco da assembla legislativa provincial, 27 de ju-
llio de 1848. Trigo de Lourtiro.
Apoiado, cnlra em diseusso com o artigo,
O Sr. Jos Pedro se v nos inrsmos c tuba rae os que sen-
lira quando cm una das srsscs anteriores a casa deci-
di, contra a sua opinio, que na segunda diseusso do
artiga l."de un piojrcto se adinitlisse como emenda ou-
tro projecto subslitulivu. Dado irraelbaulr pusso, juig.i
ooiadorquc a assembla deve de ler proi i diiuonlo igual
com o projecto que se acaba de ler, e por conseguinte
remell lo a urna commissao, para que, coinbiuando-o
COin o que se discute, aprsenle sen parecer a respeito,
pi r ser islooque se praticou com o projecto da fixaco
da torca policial e os que appareceram como emendas
a elle.
Sr. Trigo de Loureiro: Sr. presidente, o projecto
ton ursino a epigraphc de projecto substitutivo un de n. 37 ;
nao lie substitutivo ao artigo, mas sim ao projecto, c por
laso lein esta rpigraphc....
Cm Sr. Depulado; ~ Knlo derla ser apresentado ein
primeira diseusso.
II Sr. Trigo de Loureiro : -- Sr. presidente, seinpre que
alglUII inenibrn desta casa emende que um projecto nao
satisfaz ao seu fin, na segunda ou terceira diseusso po-
de apn sentar un projecto substitutivo ao que se discu-
te ; e a casa decidir euto, nina vez que jnlgue que o
projecto lie objecto de deliberaco, se se deve dar para
ordem do dia a queslao de preferencia. A este respeito
j o oobre diputado que me preceden, apresentou o cx-
emplo do projrcio da frca policial, En j mostr! que
o projecto n. 37 nao consigue oa los a que se prope, e
que cumpria occorrer a certas necessidades que elle
nao prov; maso subsiitulivo que acabo de oll'erecei,
teiule a supprir cssas Jallas, e j foi apoiado; logo ape-
nas resta decidir secahe-lhc as honras de ser julgado
objecto de debberc8o, para se poder entrar na queslao
de preferencia, que j me refer, aflu que possa elle
entrar lll diseusso em lugar do outro, ou seja rejci-
tado,
V Sr. Tiburlino: Sr. presidente, nao sei como, pode
Jiaver duvida sobre a votaco do projecto que acaba de
ser apresentado como substitutivo o que se aeha cm se-
gunda diseusso. 0 arllgo 117 do regiment he bem
clai,o: (l) eiilrclanlo, m> pasto que o projecto n. 37 j se
acha ein segunda diseusso, tenho ouvido tralar-se da
utilidade dille; oque nao he adiuissivrl, e, para assim
dizer, inlrodtiz a anarqua na diseusso, (Apoidos enao
apoiados.) Oh! Scnhores, pois, nao nos achamos em a
narchia, sempre que procedemos contra s disposicrs
do regiment? liavendo urna lei que regula os nossos
tiabalhos, podemos despreza-la sempre que qutennos,
e proceder como nos parecer ?
I'ni Sr. Diputado :-- foian nao se pdeiu remediar os
inconvenientes?.,..
0 Si. Tiburlino: Pde-se, sim, senluu ; mas na oc-
casiiioemque o permille o regiment da casa : ao con
trrio, nunca estaramos fura da ordem, anda inesmo
quando nos apartasseiiios das regias desse rrgimeuto.
(Ao apoiados.) Entretanto he certo que scmclbantes re-
gras eslo sendo atropelladas....
OSr. Cunan Machado: A mesa nao conseute em tal.
O.S'r. Tiburtino: Eu nao quero aecusar a mesa : meu
fitu he provarque o nobre deputado nao devia Halar ago-
ra da utilidaJe do projecto n. 37, porque nao he isto o
que esl cm diseusso.... ,
OSr. i'unha Alachado: l'raiava de apresentar um p.o-
jecto .substitutivo, podia justiiica-lo....
0 7'iliurlino: lias cu supponho que ess projecto nao
pode ser considerado seuao como emenda il) alfigo I."
do outro....
O Sr..Trigo de Loureiro: A todo elle.
OSr. TibuHino: Como o regiment manda que se
discuta artigo por artigo; e eu vi apresentar-se um pro-
jecto quando se apreclava um artigo, entend que nao
estavamos na ordem. ..
OSr. C tulla Machada: I ar i o nobre deputado tirar
easa GOUttluao, be preciso que prove que nSn tennis o
dirello deapiesentai um projecto s jstitutivo, em qual-
quer una das diseussdM,
O Sr. Trigo de Loureiro: Sr. presidente, o nobre de-
putado que acaba de fallar, prevalecendo-e de um arti-
go do regiment,quer concluir que se nao deve admillir
o meu projecln subsiitulivo. Segundo elle, esse projec-
to deve ser cousiderado urna emenda, e como tal entrar
cm diseusso, coiijunctamente com o outro. Ora, Sr.
presidente, pois um projeito substitutivo nao tende a
emendar outro projecto ?
L'm Sr. Depulado: Porni he no todo.
O Sr. Trigo de Loureiro '. fcsle projecta nao he mais
do que urna emenda ao outro. Disse o nobre deputado
que na segunda diseusso se nao pode tratar da utilida-
dc. Pelo nosso regiment, nunca se trata da questo de
utilidade, trata-se da vantagem ou inconvenientes do
projecto....
O Sr. (linda: Isso he que he utilidade.
O Sr. t'erreira Gomct: Sao questdcs de nouie,
OSr. Trigo de Loureiro: Na primeira diseusso, a-
preciam-se as vantagens do projecto; mas isto be nina
questo que lambem podemos ventilar na segunda e na
terceira diseusso. (A'iio apoiados.) liu o vou provar. De
que heque se trata na primeira diseusso? Trata-se de
ver se o projecto he ou nao vantajoso em cada un de
seus arligos, para ser adoptado, se por ventura se Ihe
judicial: logo, nessa diseusso apreciarse a ulilidade do
paojeeto em geral, e na segunda e terceira bnsca-se exa-
minar a vantagem ou desvanlagein de cada artigo, isto
be, trata-se de apcrfeiroa-lo em cada Ulna de suas par-
tes ; mas como se o poder aperfeicoar.' Por mel de
emendas, cojo .nitor tem obrlgapo de justifica-las, pro-
bando a desvanlagein do artiga a que se ellas referen!.
Como, pois, dizer-se que na segunda diseusso de um
projecto qualquer se nao pdeni apreciar as vantagens
dellc? Aprcciain-se, Scnhores i e uoso na segunda, se-
nao tamben! na terceira diseusso. Pprlanto, o projec-
to que Uve a honra de ofierecer consideraeo da casa,
que leude a aperfeicoar o de n. 37, e que anda nao sof-
lieu oppotleao, esl no caso de ser discutido jiiulamcnte
com elle, ai tigo por artigo.
A iiiinha preien;ao he apadrinhada |ior um precedente
estahilicido pela casa, quando, ao discutir-se pela se-
gunda vez o projecto da lixafo da frca policial, aduiit-
tio alguns que Ihe erain substitutivos; e se nao pero que,
como estes,,seja rcmetlido a nina cominisso o que aca-
bo de ofierecer. para ser considerado irntainenie com o
outro, he porqu nao quero proielar a diseusso.
O Sr. Jos Carlos : Sr presidente, de ludo quanlo ha
dito o nobre deputado que me preceden, colleg eu que,
approvado osen projecto substitutivo, fica iuutilis.iilo o
que ora se discute : entretanto, pens que o Ilustre de-
putado pode ofierecer nina emenda a este ou aaquelle
artigo do mencionado projecto, mas nunca propr outro
que o aniquile no lodo....
Alguns Srs. Depiladas. J passou o precedente no
casa.
OSr. Josr Carlos: --Passou o precedente, mas prete-
me que na oiivi fallar em projecto substitutivo.,..
CmSr. Depulado: llouve tres.
O Sr. Jojc Carlos : Lu nao l'allei na occasio, para nao
dizer-se que proceda atSilll, porque quera que nao fs-
KH os cutios discutidos. Pens que, em srgunda dis-
eusso, um projecto qualquer deve de ser disentido ar-
tigo por artigo. (Apoiado ) Mas, como vejo ncsla casa um
projecto que quer intililisar outro, ao passo que apenas
se trata do pruueiro artigo deste, assenlei de Icvantar-iiic
para oppr-nie a islo.
Vao mesa e su apoiados os seguimos requeri-
menlos ;
Requelro que a casa me conceda retirar o projecto
substitutivo ao projecto u. 37. Trigo de Loureiro.
(i Ucqnoiro que se mande imprimir o projecto ulli-
mamente apresentado, e que com o outro se depara a
ordem do dia, aliin de se discutir a preferencia. Jos
fedro.
0 Sr. los l'edro : Adopto o projecto que o nobre de-
putado rrtiroti.... Itequero que se m'o mande para as-
signa-lo. ,
He mandado o projecto, c o Sr. diputado assigna-o.
Siibineltido o rrqneriniriito do Sr. Trigo de Loureiro
votaco, he approvado.
0 projecto he entregue ao Sr. Trigo de Loureiro.
0 Sr. Jos Pedro : -- Sr. presidente, lie prtica nao sd
desta assembla, mas de todos us parlamentos, poder
um deputado adoptar i|iialquer projecto ou requenincn-
to que outro houver apresentado, e ao depois retirado
he isso oque acabo de fazer; supponho que leudo esse
direito, porque enteiulo que em ideias nao ha propric-
dade. Ku poda ler concebido as mesuias ideias que o
nobre deputado ; acho boas as que elle consignnii nesse
projecto, adopto-as como innhas : parece-ine que posso
fazi'-lo.....
O Sr. Trigo de Loureiro : Nao ha duvida.
O Sr. .los i'cdro : llem : he o que fiz. Agora aprsen-
lo o projecto, e o requerimenlo que eslava na mesa.
OSr ('unha Mochado: Sr. presidente, leudo a as-
sembla approvado o requeriinento do nobre autor do
projecto, fazendo Ihe entrega dille, parece-ine que,
vencido islo, nao pode agora resolver que se entregue o
mesino projecln ao nobre depulado que diz querer adop-
la-lo, eque se siibjeile VOlSco esse sin roquerimento,
j prejudioado ein vrlude daapprovaco do priiueiro.
Esl vencido ipie se entregue o projt cto ao seu autor ;
em virtude desta dolibciacao realisou-se a entrega, e co-
mo a casa agora ha de resolver que se d IslO por nao
felto, ese entregue o projecto ao oulro nobre deputado
para adopla-ln como seu ?
' L'm S>-. Depulado : lie um novo projecto.
O Sr. Cnnltti Machado : Como se pode fazer cssa dif-
ferenca ? Como he que o mesiiio projecto que a casa rr-
solveii se enlregasse a seu autor, eque com efi'eilo se
acha entregue, pode ser considerado novo pelo simples
facto de haver qtiem o qurira adoptar sem assentimenlo
de seu dono ? [\iio he islo possivel, porque importar
urna deliberaco contraria ao que foi decidido, e tcr-se
ha de votar sobre um requeriinento j perjudicado.
0 Sr. 'os l'edro : -- Eu comecarri, pergiintando se te
nho direito de apresentar um projecto?
Alguns Srs. Drpulados : Miiigucn lii'o pode negar.
O Sr. Jos Pedro : -- Pergunto mais se algneni me po-
de privar de apresentar um projecto com ideias iguaes
s de qualquer outiu?.....
Vozes : Nao, nao.
O Sr. os Pedro : llem ; cntao cu posso apresen lar
agora um projecto igual ao do'nobre deputado, porqu
nada ha que se oppouba a que eu eoucebesse o inesmo
plano que elle, visto como nao ha proprirdade de ideias.
Oisse-sc. porin, que a casarejeitou um projecto idn-
tico, eu observo que nao : a casa, por deferencia ao no-
bre depulado, concedru-lhc que elle rclirasse o projec-
to, c nao o rejeilou ; ao conlirio iiuha-o aceitado, nao
o tiuha reconnecido intil ; porque, se nsiim uo fura,
nao o teria adinittido mas, anda inesmo que a casa o
lionvessi- reeonhecido intil nessa occasio, poda agora
mudar de opinio por um motivo qualquer, tal como o
de haver meditado mais rcflectidainentcsobre elle. Eu
posso apresentar um projecto, o direito que tenho para
isso he inconteslavel aprsente!, este, submelia-o V.
Bxc. ao conlieeimenlo da casa : quero ver decidida esta
questo, quero mu precedente, para que uo fiquemos ua
duvida se nos compete ou nao apresentar p rojee tos Cm
segunda diseusso.....
" Sr. Cnhtt Hachado : Para inin, nao ha duvida.
O Sr. Jos Pedro : llem : cstabeleca-se o que se de-
ve estabelecar. he riso o_i|t>c eu quero. TeiJio 9>i!ireUo
de apresentar projectos, usei dellc : alciu disto fiz um
requeriinento : releva que a casa resolva a respeito,
O Sr. l'anha Machado : Entendo que a pilmeira
ipu .tan, que se Jtve resolver, he, se se tendo entregue
o projecto que e acha sobre a mesa a seu autor, elle
pode ser adoptado, na mesma occatISo, por outro depu-
lado, ser apnlado pela casa, c siibinettido diseusso.
projecto estara apoiado, seu amor le um requeri-
nteiiln pedindo a sua retirada, c MU requerinieiilo foi
approvado ; o nobre deputado, porm, levanla-se c diz
Eu o adopto e o aprsenlo como substitutivo ao projec-
to n. 37. Eis a questo que com preferencia deve ser
ventilada e resolvida ; e em que se o faca, nSo e po-
de pMsar diseusso da nova questo suscitada pelo uo-
bre deputado. A questo nao consiste por hora, ein a-
ber-sese se pode ou nao apresentar projectos substitutl-
voscm segunda diseusso ; nisto nao tenho eu duvida
nenhuma; entendo qne, se se pode na segunda dUcussiio
ofierecer emendas a todos os arligos de u-n projecto
ra discuss
e vaulagens de um projecto qualquer ; na segunda, po-
rm, he que se trata do sen aperteicoamento, e este a-
perlrifoamenlo pode operar-se por nielo de emendas,
arligos addllivos, c projectos substitutivos que nao sao
ouira cousa mais do que emendas, porque tendem ao
inesmo 001. A este respeito nao ha duvida nenhuma,
poique nao se pode duvidar, fin IW do regiment,
que, na segunda diseusso, se possa ofierecer emendas,
e consrguinlementc projectos substitutivos....
OSr. Jo Pedro: Ento podia eu apresentar esle._
O Sr. Cunha Machado : Mas ha urna onlra questo
preliminar, una questo prejudicial, e he esta : Se,
leudo a casa concedido ao seu autor retirar o projecto.
na insina occasio pode o nobre deputado adopla-lo c
ofierecc-lo.. ..
O Sr. los Pedro : He prtica de todos os parla-
mentos.
OSr. c7iin/in Machado :- Mas, se elle nao perlencc a
caa, e sim ao seu autor ; se foi-lhe entregue, e est
ni lie ..sua firma, como-se o privar agorada sua pos-
se, como esbiilha-lo do uso .de sua propriedade para
consentir se que o nobre deputado o adopte como seu ?
Porm diz o nobre deputado que podia ter as mesillas
ideias, e por conseguinte ter ofiereeido um projecto
idenlieo que contivesse as mesinas disposices, e que,
neste caso, nao podia a assembla deixar de reccb-lo,
de apola-lo e subjeita-lo deliberaco e diseusso ,
eoncluindo daqui, por paridade de rasao, ser-lile indis-
pulavel o direito de adoptar um projecto retirado a re-
queriinento do sen autor; mas, Scnhores, isto de um
verdadeiro paralogismo, lie um sopdisma que salla aos
odos de lodos...
O Sr. Jos Pedro: -- Aonde est o sopdisma ?
O Sr. Cunha Machado : Est no facto de querer o no-
ble depulado ia/.er urna isuncco inadmissivei ; ein
estabeleccr urna analoga inleiramente imaginaria, ar-
gumentando sobre urna dypotdese diversa daquella de
que se trata, e que se nao verifica....
O.S'r. JoiPdro : -Quera he que diz que nao se veri-
fica ?...
O Sr. Cunha Machado : Portanto, Sr. presidente, en-
tendo qne V. Exc. deve consultar a casa a respeito. desta
|iteslo preliminar ; e, depois della resolvida, ento ve-
remos o que convelo fazer. Quanlo a mini cstou con-
vencido que nao se pode tirar o projecto da posse do
ICU autor.
OSr. 'Trigo de Loureiro : Sr. presidente, se, quando
eu liz o ineu requeriinento casa, c. anles que esta o
decidiste, o nobre depulado houvesse adoptado o pro-
jecto. ninguem Ihe podia contestar esse direito ; se ein-
quanto eserevia esse requeriinento e a casa o decida, o
nobre deputado, ou outro qualquer livesse adoptado o
projecto como seu, ninguem Ihe podia disputar esse
direito, porque eu j tiuha manifestado a minha vonta-
le.j tiuha delarado que quena retira-lo, c nesse caso
o projecto j nao era meu, e sim da casa; mas, depois
que esta deferio ao requeriinento, o projecto deixoil de
estar sb o seu dominio, passou a pertenecr-mc de no-
vo ; por eonseguiite o negocio depende s de inim : se
eu consentir que o nobre deputado adopte como suas as
minhas ideias, e aprsenle como seu o prnjrtHo que re-
colbi, ninguem o pode privar dioso ; entretanto, vc-
jo-ine na necrssldade de nao dar-lhe semelliante con-
cesso ; porque, como j declare!, pretendo usar dellc
para propr os seus arligos como emendas ao do pro-
jecto n. 34, quando se me ofierecer occasio...
O Sr. Jos l'edro : A questo est na propriedade do
nobre deputado.
O.Sr. Mavlg/ticr: -- Sr. presidente, o que est-em dis-
eusso nao he materia de ordem, he urna queNto que
coiivin decidir. Aprcsenlou-seaqui un projecto,seu au-
tor pedio liceuca para relira-lo, esla licenca foi-lhe con-
cedida ; iilslo nao ha duvida : mas agora pergunta-se,
se outro qualquer deputado pode apresentar essai mes-
mas ideias. Higo que sim : aprsenla de novo essas mes-
illas Ideias, e sao ellas as que ettSo consignadas nesse
inesmo papel : he islo una cousa que se prtica em to-
da a parle, lem-se platicado aqui e cm todos os parla-
mentos, segundo tenho visto e lido. l'm tanto uo ha
nada novo; o projecto esl adoptado, e ale assignado,
agora a casa pode, ou uo reeeb-lo : a casa esl no seu
direito se nao o quizer considerar coujuuctainenle com
o outro, islo he questo diversa ; porin direito ha.
Tamben! son de opinio que se pdem apresentar
projectos substitutivos cm segunda diseusso; porque
files uo sao mais do que emendas que, adoptadas, pre-
jodicaui ludo mais- Tambein ha inultos exemplos dis-
to : tenho visto apresentar projectos ejn terceira dis-
ctlsfSo, c seren adoptados. Aqui nao ha uan novo, as-
slm como o uo ha em serrn adoptadas por um depu
lado as ideias que oulro cousignoii em seu papel.....
O Sr. Ilarroso : E a propriedade do autor ?
O Sr. Joaguim miela: A pi oprieda'de be de urna
Tolda de papel nicamente.
OSr. Mavignier : ~- A propriedade, perdru-a : o papel
he da casa, Iva de ir para a acta, epara o Diario, quan-
do se publicaren! os tiabalhos : urna vez tirado o pa-
pel da algibeira, acabou a propriedade.
O Sr. Presidente consulta a casa, se o Sr. Jos Pedro
pode adoptar o projecto apresentado pelo Sr. Trigo de
Loureiro.
A assembla resolve negativamente.
Contina a diseusso do artigo l.do projecto n. 37.
Vai mesa c he apoiada a seguinte emenda :
a Art. 1.* (substitutivo). Fica exlincta a lliesouraria
das rendas provinciaes, e sub*lluida por ouira reparli-
co com a dcncuiinaco de lliesouraria da fazenda pro-
vincial.
Art. 2." laddith-a ao {trmetro doprojeclo). Os em-
pregados desta nova repartico, einqiianloa experiencia
nao mostrar que deve ser augmentado ou diminuido o
sen numero, so os seguintes : inspector, contador, Ihe
snureiro. fiel de thesooreiro, procurador-fiscal, 2 pri
nuil os e segundos cscripturarios, 2 amanuenses, 1 por
teiro e I continuo.
Art. 3. (addilivo ao primeiro do projecto). O primei-
ro dos2 prlmeiros escriplurarios far as vezes do conta-
dor quando esle substituir o inspector, ou csliver legti-
mamente impedido ; npiiinciro dos 2 segundos escrip-
lurarios acciimular as funeces de secretario, c o pri-
meiro dos 2 amanuenses as funeces de carlorario.
Trigo de Loureiro.
O Sr. Trigo He Loureiro: Sr. presidente, mande i me-
sa um artigo substitutivo ao artigo primeiro que se dis-
cute, acompanliado de dous arligos tldanos.
Essa emenda menciona os mesmos empregados de-
clarados no artigo doprojeclo, menos o official-uiaior,
que nenliiima ulilidade tras em una contadura to pe-
quea como esta ; as grandes convin que baja cssa
rutidade, porque he necessario dividir a repartico em
duas sectiles, sendo chele de nina o omcial-maior, las
sempre dcbaixo da diircco cm chefe daquelle enaprc-
gado que dirige' a repartico a que pertence a seC5"o, o
ijuai be o cnntadur-----., *---- --. =
Ueinais, ftr. presidente, no artigo iinpe-sc a este of-
ficlal-uiaior-eootador a obrhjaco de escripturar dous
livros, islo lie, o livro iiicstre e o diario, que devem ser
cscrlplUradoa em ordem cluonologica, e andar cm dio ;
o que uo succedia actualmente : estes livros sao para
escripturar as operacoes do Ihesourelro : por coneqU(.n.
ca j se v que o einfoegado que o tiver a seu cargo l,,
de er subalterno do thrsuiirciro ; e nolein 0s nobrf,
depuiados que tanto isto he assiin, que o thesourriro dos
ordenados e O thesooreiro gira! ftern um rs.-ipiun,rl
junto a si para lanrar no livro diario aquillo qUe ,\t,.\
receben! e pagam no dia : o-ruipregado, pois, q, ,
de escrever no livro de receita e despea do llirsouiei.
ro, nao pode deixar de Ihe ser subordinado. E nao texi
una conlradlefo stibjejlar o contador ao thesoureiro }
O contador que he o clifi* dn conladoria ? He por certo
nina conlradicco multo palpavel. Mas nao he lmente
a isto que cumprc allender : releva cousiderar que |,e
absolutamente iiiipossivel qne o contador pirene ha as
funeces inherentes ao seu cargo, e ao uiesmo lempo es.
cripture dous livros de tanta importancia.
Portanto vo(o pela minha emenda, e contra o artigo.
Encerrada a diseusso, he o artigo primeiro do projec.
(o approvado, sendo rejcltada a emenda c arligos audi-
tivos do Sr. Trigo de Loureiro.
O Sr. Trigo de Loureiro : Hcqueiro a V. Exc. mande
lancar na acta que en requer expiessumenle se decla-
rasse nellaque votel contra o artigo (priiuciro dcstt
projecto. \
Mapdou-se lancar.
Entra em diseusso o artigo 2.
Vao mesa as seguintes emendas que, sendo apoij.'
das, entram em diseusso :
.-iiniiiiicn ao ariiyu 2.5 repartico regular-se-
ha pela lei geral de i de outubro de 1831, asSim no que
diz respeito aos trabalhos da mesma reparlico, como no
que toca categora, attributces e regalas de seus em.
pregados.
ii O pi estlenle, pnrui. dar mu reguiamriito em que
preencha as lacunas da referida lei. e da parte della que
tem de fiear ein vigor. S. R. Mavignier.
a Artigo segundo substitutivo. Fica autorisado o presi-
dente da provincia para dar esta repartico uin regula-
mento especial, ein que determine as attribnicdes, fune-
ces e garantas de cada um dos seus empregados, pu-
liendo augmentar ou diminuir o numero dos que ora se
Ihe d, segundo o pedirem as necessidades do servico e
0 interesse da fazenda publica, e em que proveja, jclr>
melhor modo possivel, arrecadaco, distribuirn, a.
ininistraco e tiscalisaco das rendas provinciaes ; deter-
minndolo mesmo tempo, o numero de livros que deve
haver na reparlico, o fim a que he destinado cada un
delles, c ludo que respeita contabilidade, escriptura-
co por partidas dobradas e concurso para os lugares de
prlmeiros segundos enrrininrarioj e HinanucSi-a u-
bre os conliccimentos da grainmatiua dallngoa nacional,
escripluraco por patudas dobradas e calculo roar-t
cantil.
Segundo (subsiitulivo) -- Einquanto nao fr organisa-
ilo o dito regulamento, ella se reger pela lei de 4 de
outubro de 1831, rcgulamenlo c nslrucces de 26 de
abril de 1832 e mais Iris geraes de fazenda, noque Ibefor
applicayel. -- S. R. -- 7'riuo dt Joureiro.
O Sr. Mavignier : O artigo segundo diz o seguinte.
(L.) Ora, eu embique! com este Ihe r applicavel. O que
quer diier applicavel 1 Oa maneira por que este artigo se
acha redigido, combinando-o com o quarto, ningurui
pode saber o que elle tem por fim ; quero, pois, que se
me diga o que quer dizer este applicavel, e ao piesmo
tempo se me explique se regulamento t instrurcts he una
c a mesma cousa. Nada de ambiguidades, ludo betn
claro; para que nao sueceda o que tem succedido al
aqui, isto he, nao se saber o que he que he applicavel
da lei de 4 de outubro. A minha emenda tira toda a
duvida, e por isso supponho que esl inulto no caso de
ser adoptada.
O Sr, Roma : Quando o nobre deputado que acabou
de fallar, se Jevantou e antearon- nos com nina grande
tempeslade, eu pensei que nos quera annunciar a gran,
ile icvolurao eoinii.iiiiista contra a assembla nacional
de Franca, ou a priso de Alberl e de Daibs, on a proi-
cripeo de Luiz Napoleao, etc. Felizmente, porin, nao
foi nrnhuuia dessas calamidades; limitou-se apenas
a notar alguma falta de clareza no arligo em diseusso,
islo he, que nao entenda as segu tiles pala vas : ella st
reger pela lei de \ de outubro de 1831 e regulamenlos respec-
tivos, miquillo que Ihe fr applicavel.
Ora, a lei de 4 de outubro de 1831 e regulamenlos res-
pectivos,, sao os que regulam a eso iptiu a\nn do ihesou-
ro publico elhesourai'ias da fazenda; todas grandes re-
1 un iis: est visto que, uiandando-se que laes regu-
I iincntos sejain applieados s pequeas thesourarias da
fazenda provincial, que sao repartices multo menores,
lleve .ia--mili nte na parte que Ihes disser respeito, e
nao em todos os casos que a lei ni.in.nu para aquellas
grandes repartices; portanto tem nue liiu-i da i<
regulamenlos respectivos aquellas deteruiiiiaedcs que
freni compativeis com esla nova e pequea reparlico.
Sei que muitos livros auxiliares Ihe deveui ser d.sne-
ces sano., assm como tilias mullas disposices.
No artigo 4 deste projecto v o nobre depulado que o
presidente da provincia esl autorisado a dar insiruc-
ces esta reparlico, e eu estou beni certo que elle por
si, e ln ni informado por pessoas entendidas, fara uin
regulamento vista da lei de 4 de otilubro de 1831 e dos
reg o lamen ios e m.i i nenies respectivas, que nao ilcixe
nada a drsejar. e que prevlna tildo : portanto nao vejo
ueste arligo a confuso que nota o nobre deputado,
Creio que, einquanto o presidente nao der uin regu-
lamento para a nova lliesouraria da fazenda provincial,
esl milito beui prevenido que esta repartirn se ,e\a
pela lei de 4 de outubro de I83i c regulainento-. resppfp
tivos, miquillo que Ihe fr applicavel: (expresses com
que tanto embirrou o nobre depulado) ora, o nobre de-
putado sabe que esla reparlico que se quer crear, he
omito mais pequea que aquellas creadas pela le de 1
de outubro de 1831 ; que nao carece de tantos emprega-
dos de d mi untes categoras, nem de tantos livros; por-
taiilo, cscusando-se ninas cousas e admilllndo-se minas,
esl claro q ue s se deve applicar da lei e regulaurnlns
aquillo que fr necessario e compativel com o tamanho
e contabilidade deste pequea repartico, e he isto o
que quer dizer naquillo que Ihe fr applicavel.
Tambein outro Sr. deputado que se assenta deste Isdo,
follando ha pouro, disse que a escripluraco era tilin-
to pesada, porque era em ordem chrono/ogica, alm de
que no diario se escrrviom todas as operaces de conta-
bilidade, pertencentrs ao thesoureiro, tanto de entradas,
como de sadidas, e as da eontadoria. Sr. presidente,
csc iptutaeao nao se torna mais pesada porque srja fri-
ta em ordem chrohologira, lodos os livros sao rscriplo'i
toda a escripturaeo he feita em ordem chronologlca.
Um Sr. Deputado: He escrever em dia. .
OSr. Roma : Islo mesmo, Sr. deputado, he oque di-
go : escrever ein da he o que se faz em todas as reparti-
ces que esto bem montadas, cxcepcSo desta que a-
il.uii....
Ninguem cscreve as operaces (ellos hoje anles do
que as de quatro, seis ou.oito dias passados, e nem creio
que baja uesta reparlico que se quer crear lana es-
cripluraco como na lliesouraria da fazenda desta pro-
vincia : portanto julgo bem explicado o que quer dizer
no que Ihe fr applicavel, e a escripturaco em ordem
chronologica ; julgo mais que o numero dos emprega-
dos para esta repartico he maisque sufficienle, com
clavan ao Iralialho.
OSr. Mavignier : Por causa do applicavel na lei q"e
eieoii, he que nunca houve ninguem que a cntendesse.
O Sr. Roma: F.nlo, nao souberam applicar a lei de
4 de outubro de 1831 na thcsourarla f Cielo que sahlsni,
c s.ibi un de mais; a falla foi na escolha dos empregados;
nomeiil-se bous empregados, piobos e entendidos na
escripturaeo, c est remediado o mal; nBo-lffaiidemp"-
ra nina repartico homens que entendain tanto della,
como cu de fazer sapatos..., .'_^
O Sr. Mavignier : O nobre inembro eitreipondeaao
.i duvida ciiin a ipesina duvida.. '
"OSr. orna.Qual jieaduvida? "Eu nao cstoures-
pondendo pela execuco da lei e nem fazendo '",l"1).,1
ccs ; cstou mostrando que a lei de 4 de oUtubrodc i \.
pode inulto bem. ser em parte appltcsda esta nova r -
parlico.


1'
. .
91


t
'__________ Ji-
O Sr. Blaeignier: E regulamento be o mesmo que
illStl-ni-i,l""'-. ?
O Sr. Roma: -- A dille-renca lie pequea, porquanto
ambo* servcui para boa eiecucao da lei, rom adi.tlnc-
co de que o n-gu-mii-iilo taictt ur ulollaata'o '"a ca-
ultra e as nstrucfes pdem ir dada* pelo presidente
sem necessldade desta autniisafo. Eu creio que o no-
bre dcpuiado J estar convencido que nao existe rusa
duvida que enxergou nu principio, e co persuadido
que volar pelo artigo.
O Sr. Trigo de Loureiro : Sr. presidente, mandel
casi um rtico substitutivo a este artigo segundo. Nelle
digo eu : Emquanto scnJo d a eata repartljao uin
regulamenlo especial. iNote-se que aprimeira parte
do artigo substitutivo he relativa ao artigo quarto ;
quauto a este segundo, he t quando cometa emqu au-
to, etc. o mais reserve-se para o artigo quarto, porque
cntendo nue, te nao se declarar na le o que essa parte
da emenda conten, nada se conseguir. 0 artigo do
projecto falla na lei de 4 de outubro e seus reglamen-
tos- mas, nShavendo senao um regulamento e lns-
truccoes, pode iluvidar-se te estas instrucefies ficam mi
viaor O regulamento he relativo a contabilidade, as
iostruccoes diiem respeito escrlpturacSo; cllando-se,
pois o regulamento lmente, tem-se providenciado
nuanto contabilidade, mas nao quauto a escripluracao.
Logo o artigo nao satisfat- e se o votarmos, votarerhos
um artigo suininamente manco visto como nao_ s se
nao mandam obiervar as iustrucfles, como se nao re-
commenda que se appllqiiem as leis geraes de razenda,
enirrtauu que lia muitaj dessas leis.e eniquauto se nao
formular o regulamento especial, nao se saliera como
providenciar acerca dequalquer occurrencla que por-
venturaappareca. O artigo, Senhores, he suniiiiamente
manco, como ja disse ; e vista disso nao posso adop-
ta-lo.
O Sr. Sot Carhi: Scnhor presidente, rcconher.o que
nao tenho a instrnceo nccesiaria para bera fallar na
materia de que se trata ; mas, como qur que alguma
cousa lessc quando se tratou dcste projecto, e-alm dis-
so alguqia'Cousa livesse lido antes, nao duvidei pedir a
palavra para defender o artigo segundo, c por conse-
guidle combaler as duas emendas apresentadas.
Dlsse-sc que o artigo dcixa ludo em coufusao : nao ha
tal. Emquanto se nao d a esta reparticu uin regula-
mento especial, ella se reger pela lei de 4 de outubro
de 31 e regulamsiilos respectivos, no que Ihc frapplica-
vel. E nao he isto diftcil, porque essa lei tanibein creou
thesourarias de segunda ordem, c pde-sc muito bem
appltcar de que tratadlos aquellas de suas disposifdcs
relativas a essas thesourarias, que por ventura lhe qua-
ilrarem. Deuiais, esse regulamento de 1832 cspeclficou
as oDrigacoes de cada mn dos empreados, e eaUbeleceu
a marcha di escripturarao, etc. ; est tildo bem defenl-
do. Apphque-sc, pois, o que t'r possivel e conveniente,
c remediar-se-ha ludo.
Voto pe artigo segundo.
O Sr. Trigo de l."ureito insiste na sua opim.io, susten-
ta a emenda, e procura demonstrar as fallas que se do
no artigo do projecto.
Val mesa e he apoiada a seguinte cuieuda : .
ii Depois das palavras rrgulanientos respectivos
diga-se Instrucces e ordens : o mais como no ar-
tigo. S. R. Tekceira.
Encerrada a discussao, li o artigo approvado com a
emenda do Sr. Jos (.'arlos, sendo rcjeliadas as dos SrS.
Mavignicr c Trigo de Lonreiro.
O Sr. Trigo de Loureiro requer que nao s a respeito
deste artigo, cuino acerca dos outros que se fdreiu vo-
tando, iuslra-se na acta a declara9.n0 que fez quanto ao
artigo primeiro.
Entra em discussao o artigo tc'rceiro.
Vai mesa e he apoiada a seguate emenda :
Snliilitulivu ao artigo 3.. O inspector vencer o or-
denado annual de 2:000/000 ; o contador e o ihesourei-
10. cada -um 1:6000000; o procurador-fiscal c os dc-us
primeiro* escriturarios, cada um 1:000/000; 03 segun-
dos cscrlpturarios, cada nm 800/000 ;o fiscal do thesou-
reiro c o primeiro dos dou's amanuenses, cada um 600/
o segundo amanuense eo porteo, cada um 500/000 ; c
o continuo 300/000. Trigo de Loureiro. >
O Sr. Trigo de Loureiro observa que a sua emenda ap.e-
das difiere do projecto em dous pontos, isto he, em dar
m .is 200^000 ao contador e no thesoureiro, e em suppri-
inirat obrigafcTea desles empregados, por isso que se
nao delinem as dos outros.
Jlgada a materia discutida, he o artigo approvado, e
rrjeitada a emenda doSr. Trigo de Loureiro.
Futra em discussao o artigo quarto.
O Sr. Trigo de Loureiro oTerece como emenda a este ar-
tigo a parle da emenda que offereceu ao artigo segundo,
c que mandn reservar.
Considerada apoiada, entra em discussao.
O Sr. laurMino: Sr. presidente, pedi a palavra s-
inente para diier que nao posso dcixar pastar assini a
exigencia que o nobre depnlado fax para que se fi^a
um concurso para os lugares dos empregados de urna
reparto de fazrnda. O nobre depulado quer se pro-
ceda em urna rcparl9o desta especie como no provimen-
to de nina cadelra de intriu^ao publica? Isso nao he
possivel, porque nos sabemos que o individuo, por ter
muito boa lettra e poder ser milito boin escriplurario,
nem por iso est inhibido V ser e mullas vezes he utn
grande velhaco. Ora, sendo os lugares dados por con-
curso, srgulr-se-ha que qualquer velhaco. tendo rales
conheclmentos que o nobre deputado exige, ter de
ser prvido no em prego; o que por errto nao he muito
conveniente. ,
Levantei-me para fazer estas observaffles, e declaro
que nao posso adihiltir aopiuio da nobre deputado:
por consegninte voto contra a sua emenda.
O Sr. Trigo de Loureiro: Sr. presidente, o nobre de-
putado, fallando contra a niinha emenda, foreou-iiie a
defend-la: eu estou muito consadu, tenho boje fallado
muito; porin nao posso deixar de responder.
Sr. presidente, o nobre deputado combate a minina
emenda, poique emende que no concurso se pode pro-
ver a velhacos; utas, se o nobre deputado redrctissc
que a niinha ruliida nao exelue as boas quaildades, a
capacidade necessaria, nao dira isso. Sr. presidente,
o concurso he compativel com as qualjdades nccessarlas,
e o nobre depulado nao deve diter que os velhacos po-
dein aprrsentarsc c ser prvidos. Vejao nobre deputado
que a lei de 4 de outubro assim te exprime: (te) ora, ja
v o nobre deputado que o concurso uo adiuitte velha-
cos, porque a lei prcvenlo esse caso.
Hejuigada a materia discutida, c approvado o artigo,
sendo rejeilada a emenda do Sr. Trigo de Loureiro.
O Sr. C. Machado: Tambem quero facr niiiihas de-
clara9oes; requeiro que se lance na acta que votei a fa-
vor dcste artigo 4. substitutivo.
Mandou-se declarar.
Entra cni discussao o artigo 5.
O Sr. Trigo de Loureiro: Sr. presidente, eu nao man-
- do emenda, mas levantei-me para combaler as palavras
desdeji: ellas envolvi-, um absurdo, purquanto toda a
lei obliga dcpols de sauccionada, excepto siuente a do
orfamenlo.
Sr. /loma explica o sentido em que a coipniisp em-
pregou as palavras desde j, e sustenta o artigo.
Vai mesa, e he apoiada a seguinte emenda :
Fica supprlmidc o artigo 5.' do projecto JCdi)r
JLopet.
O Sr. Cabral sustenta o artigo, explica as Ideias da
_ cominissao, e combate algumas exprcss6es do Sr. Trigo
de Loureiro.
"
He lida e apoiada a seguinte emenda :
a Emenda substitutiva. Supprlma-dfc do artigo 5.* tao
sdmrnte ai palavras Esta lei teri o su.eff1to desde J"
e fique substituido pela disi presidente da provincia autorlsado a nomcir 01 embre-
gados creados pela lei presente. S. R. Cunha la-
chado.
O Sr. Trigo de Loureiro Insiste as suas1 ideias, c res-
ponde ao Sr. i.abral.
Encerrada a discussao, he approvado o artigo com a
emenda do Sr. Cunha Machado, sendo rejeltada a do Ir.
Xavier Lopes.
O Sr. Presidente d a ordem do da, e levanta a sessao
depois das 3 horas da tarde.
IIIlili 11 DE PEBNAMBIJCO.
RKOlTB, 1 DX ACOST DE IMS.
A asiembla deixou de trabalhar hoje, porque s coin-
pareceram 18 Senhores deputados-
Hoje, pelas 5 '/i horas da madrugada, pouco maisou
menos, evadirain-se da cadeia, prla jan ella da respecti-
va enfermarla, os sentenciados pena ultima Mathias
Teixeira de Soma, Manuel Joaquim de Jess Ventana e
Manoel Vicente dcAraujo.
O primeiro dos fugitivos lanfou-se ao mar ; mas foi
malsucccdido : afogou-se, e s 9 '|j horas da manha a
correnteza das agoas conduziram-lhc o cadver para o
caes que guarnece o largo do palacio da presidenda pe-
lo lado de leste.
Nao nos consta que se saiba cousa alguma acerca" do
destino que os outros toinarain.
CoiTespoii A HOMOEOPATIIIA EM l'ERNAMUUCO.
Preeumpca e agoa benta cada um loma a que quer-
Como de ludo se aproveitain os chu-lataes para, illu-
ludindo a credulidade do povo, adqulrirem dinheiro,
nao era possivel qne de visitas feilas por quatro ou cin-
co mdicos, uns collegas ou condiscpulos, c outros cu-
riosos, se servisse o nosso inmortal Dulcamara II, para,
sb a capa da gratidao, aununcia-los aos habitantes do
bello paiz dos Vidacs e Negreiros, no que fez nao pou-
co servico aos mesinos doulores Kcom el'eito, grande
he a importancia que tcm o nosso hoincm dos glbu-
los, queso por seu nome e pela novidale de suancicn-
cia, doutrina, inethodo ou industria, allrahio-a hospe-
darla em que se acha s sopas do consultorio central,
c (quem sabe) debaixo de certa protecSo fiscal, tantas
capacidades medicas, que se fran humilhar diante des-
se colosio de sor una !
Sim, Sr. Dulcamara, a cousa he digna de admiracao, c
serve de prova importancia sua e ib: sua hoinwopathi-
ca profisso ; e nao era possivel que, nos tendo abando-
nado os ravallinhos do circo deixnsso S. S, de OC-
cupara altencn publica !! Agora, mcu amiguinho, so
lhe Talla publicar com iiomes suppostos artigos cni
louvor seu c de sua Industria homreopathlca, e obter
una ponto de attestados : assim he que proeedem na
Europa os charlatcs inals importantes, e assim he que
procedeu nesta abencoada Ierra da credulidade o dou-
tor dos calos, que merecen as honras de uin aitigoou
correspondencia do nosso CarapuMiro, que aiuda hoje
anda lo desenfadadamente como todos aquellesque
porsuasinaos passaram, enaltas despejaram suas algi-
beras. Viva a patria, mcu doutor, ecante a musa.
O lnimigo doi Impoilorei.
lQJWtHO|ij.
AlraixJeHO
RBNDUtENTO DO DA 1"..........8:050/046
Dticarregam hoje, 2 de agosto.
EdwarA farinha.
Veloz pipas vasias.
Tarujo I lagedo.
Tlwmas-Mfllori inanteiga e barricas aba
tdas.
nura mcrcadorias-
Escuna /f/eaTiMdr-'Arime dem.
Galera Stcord-Fish deiu.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DI 1.
4
Hrlgue
lirigue
rigue
Karca
lirigue
Geral.......
Diversas provincias
CNSUL U)!'
RENDIMENTO DO DA 1 .
, l;90i/BM
235/803
2:227#793
PHOVIiNCIAL.
0........1:202/161
RENDIMENTO TOTAL NO ME7. DE JULIIO DE 1848.
Direitos de exportafao de 3 por cento I5:63R/S02
Dito dito de 5 por cento..... ". !:{Sff3
Taxa .-......... l:4o.r/260
Capatazia............ *$.
Dcima urbana.......... f?SfiS
Meiasiza.............. ,:S53S2
Escravos despachados......... J.^ooo
Passaporte de polica..... IsETE!
Novos e velhos direitos ...."... 141)^044
Olaria ............. gffiO
Fabricas de tabaco......... byOIIO
Ditas de chapeo.......... ggj
Matriculas de grammatica latina .... 40/000
ileio sold e sello de patentes da guarda na-
cional .............
Multas a>............
Juros
Rcstituiocs .
Lquido .
344/100
93/790
42/311
... /-------
39:140/791
3U/000
39:110/791
Mesa do consulado provincial, 31 No impedimento do cscrivao,
Jos uedes Salgueiro.
HovimeiUo (In Porto
Salios entrados to dial.'
(iuar-w|iiil ; O das, barca americana l.uismna. de 3uu
' toneladas, capllo S. S. Atewod, iquipagem II, carga
racau ; ao eapitao.
liosion ; 39 das, barca americana Or*. de 243 toneladas,
eapitao Azariah Doaue, equlpagcm 9, carga laboado o
vrrgaine; ao. eapitao.
Rio-de Janeiro ; fragata americana //rann'y-lr'iii. com-
inandantc o caplUo Doorman. Traz a seu bordo o
commodore da esquadra G. W. Slorer.
Navios sahidos ao mesmo da.
Rio-Grande-do-Sul; briguc braiilciro Eiperanea, eapi-
tao Jos Alves C. carga assucar e ago'ardente.
Gibrallar; escuna inglcza Atice, eapitao Frcderlco W. de
Garis, carga assucar.
Marselha ; baica franceza Gaspar-Monge, eapitao V. Re-
de!, carga assucar.
Una ; Mate brasileiro Santo-^ntonio-F/or-do-/lio, eapitao
Andr de Souza Mcsquta, carga varios gneros.
asesaos
Ileclarnyes.
0 arsenal de guerra compra para as diversas esta-
edes militares azrlte de carrapato dito de. coco velas
de carnauba lio ae algodao e pavios : qurm ditos g-
neros quizer fornecer mandar sua proposta a directo-
ra do incauto arsenal coinparecendo no dia 3 do pr-
ximo vindnuro na sala da inesma directora afini de
se realisar a dita compra. = Arsenal de guerra 31 de
julho de 1848. = O escriplurario, F. Serfico de Assis
Carvalho.
O arsenal de guerra compra para os aprendizes
menores do mesmo arsenal, 5 resmas de papel almaeo,
600 pennas de escrever, 6 duzias de Lipis 6 ditas de
i'Tvics, 6 garrafas de tinta 20 taboadas de iiiiiiin,i;io,
18 caivetes : quem ditos gneros quizer fornecer man-
dar sua proposta e as amostras a directora do mesmo
arsenal coinparecendo no dia 3 do prximo vlndouro ,
na sala da inesma directora afim de se realisar a dita
compra, m Arsenal de guerra, 31 de julho de 1848.
O cscripturario,
F. Serfico de Assis Carvalho.
Foi apprchenddo, na freguezia da Boa-Vista um
cavado caslaoho-andrino, cxcessvainente magro : quein
se julgar com dirclo a elle, dirija-se a subdelegada da
lucarna freffttozla que, dando o outros slgAau, y rc-
ceber. = boa-Vista, 29 de julho de I81S.
.1 m'..u/o Pires Ferreira.
__Parante o concclho de admlntstraeio naval tein de
contratarse, s i2 horas ila maiihaa do dia 3 do corre-
te, o forneciinento de pao c bolacha para os navios da
armada c enfermara de niarnlij.- pelo que, sao convi-
dados lodos aqualk's a quein possa convir tal ornec-
neuto lapresentarera suas propostas em carta fechada,
em a qual dcclareiii o menor preco e quem seus fia-
dores.
Sala das sesses do concclho de adminslraeo, l." de
agosto de 1848.
O secretario do concclho,
Chrislovo Santiago de Oliveira.
xmmt
Avaos maritimos.
-- Para Lisboa sahe, iiiiprrterivehnente no dia 15
irrente, o briguc portuguez Sublime, capitp Joo Frr
Amor .-para carga e passageiros a tratar
Irinos 8 C. ou com o eapitao na pra
do
I-an-
coin
praca do
mobllla.chegada prximamente d' H,ro.bu'f1?iuaa?_
si.tindo em con,..,.dts, mesas de todos 9","'a*?.'
Jamar e adornos de salas, lavatorio*, armarios para -
(ros guar-roupa, leilo, loucadore* jrtaJMJ*
to lindo. optl.no. pianos de varios prefW. lud,
depare .es appai.-il.o. e va.o.de vldro de cAr V*"!"'
br.-.,sae para llores, ditos de porcelliua ',
burras de ferro, eoutros objectos de fcoin goiio "
lu como a n.obila em pouco uso pertencente a urna
familia que I11 pouco lempo se retlrou desu F*^
quima feira, 3 de agosto, as 10 horas da inanhaa na
sua casa, ruada Cruz. _..
- Richard Rovletransfiiio, por causa da cnova, o
seu Icilo de iazndas. que devra ter lugar no^rll"rl"
ro, para sexta feira, 4 iL> crreme, as 10 horas aimi-
nha, 110 seuarmazeni, ra doTrapiche-Novo.
. if.-.,C7rr.iijaJ"a
Avisos diversos.
corr
cisco de
Oliveira
Commercio.
Para oRlo-dc-Janeiro sahe, quarta-feira. 2 do cor-
rrntc pelas 6 horas da manhaa iiiiprclcrivelmente, a
barca brasileira Tnolua-Flix : pode receber smente
escravos afrete e passageiros ,,para o que oft'erecc os
inelhorescommodos: a tratar com Silva 8c Grillo na
ra da Moda, n. II, ou com o eapitao, Antonio Silvera
Maciel Jnior na pra9>a do (.'ominercio.
Para o Ccar sahe, em poneos dias ; por ter a maior
parte de sua carga a bordo a sumaca Flor-do-Angelim :
para o restante c passageiros trata-sc com o inestre,
Bernardo de Soma 011 com Lulx Jos de S' Araujo, na
ra da Cruz, 11. 26
__Para a Bahia sahe com multa brevidade a veleira
escuna Calante-Alaria forrada e pregada de cobre : pa-
ra o resto da carga e passageiros, para oque tcm bous
commodos trata-se com Silva & Grillo na ra da Mdc-
da, n. 11, ou com o eapitao, Jos Mendo de Souza.
.__Os .srs. carregadores da galera portuguea Frafaao-
ra quelram levar seus conhecimentos a casa de Manoel
Joaquim Ramos c Silva afim de se podrem legalisar os
manlfestos da inesma galera.
Vende-sc a escuna americana (Jutesu forrada de
novo de cobre c mullo veleira com capacidade de pe-
gar em sele mil arrobas pouco nias ou menos: quema
quizer comprar dirija-se ao cseriploro dos Srs. llenry
Forster 81 (Jontpanhia tu ruado Trapiche, 11. 8, at o
dia 6 do crreme mez ; do contraro seguir para Bos-
tn porto de onde veo.
Para o Aracaty sahe, com multa brevidade, por ter
a maior parte da carga pronipla, o patacho Anglica : pa-
ra o restante c passageiros,para o que tcm bons conniio-
dos, trata-se com o capiuio, Manoel Antunes de Oliveira,
ou com Lui* Jos de S Araujo, na ra da Cruz, n. 26
Para o Aracaty seguir com mulla brevidade, por
ter grande parle do seu carregamento prompta, o hate
nacional Tniarfor, forrado e pregado de cobre : para o
restante trata-se com Silva 8t Grillo, na ruada Horda,
'Para o Rio-de-Janeiro segu, at o dia 30 do cor-
rente o patacho nacional flotio-TBirario: para o res-
to da carga, trata-sc na ruado Vigario, n. 5.
Para o Rio-Grande-do-Sul sahir breve o brigue
Leo, eapitao Antonio Rodrigues Garcia, o qual un
cainrnfc piide receber passageiros e escravos : quein no
mesmo quizer embarcar pode contratar com o sobredllo
capillo, ou cont os consignatarios, Amoriin Irmaos, na
ra da.Cadeia, n. 45.
Para o Rio-Grande-do-Sul pretende sahir em pou-
cos dias o brigue E.pirnapa, caplao Jos Alves Carneiro;
o qual pode receber alguns passageiros e escravos :
quem pretender pode entender-se com o sobredlo ea-
pitao, 011 com os consignatarios, Amoriin limaos, na ru
da Cadeia, n. 45.
Para o Rio-Grande-do-Sul segu com brevidade o
brigue-cscuna ^loria: recebe alguma carga e escra-
vos a (Vete : quem quizer carregar enlenda-se com Leo-
poldo Jos da Costa Araujo, na ra da Moda, n. 7.
""-- Para Lisboa partir, 110 dia 20 do corrente mez de
ago3lo, o bem conhecdo brigue portuguez Tarujo-Pri-
meiro.sie que he eapitao Manoel de Oliveira Faneco. 1 em
grande parte de seu carregamento engajada : para o
restante de seu carregamenlo, assim como para passa-
geiros,a quem oflerece asseiados commodos c'bom trala-
mcnlo, trata-se com o dito eapitao na pra{a, ou com o
consignatario, Firniino Jos Flix da Roza, na ra do
Trapiche, n. 44. .
Para o Aracaty tcm de sahir coin inulta brevidade
o hiate Novo-Olinda, por estarem j tratados alguns car-
regadores : quem nelle pretender carregar anda, se cn-
tendw com o respectivo inestre, Antonio Jos Vianna,
no trapiche Novo, ou na ra da Cadeia-Vrlha, n. 17, se-
gundo andar.
Para o Maranhao sahe, ateo fin d. presente sema-
na, o Briguc-escuna Laura : ainda recebe alguma carga
e passageiros, n* 1uc ,em bon* eo'""""1,05 ******
com o eapitao abordo, ou cm Novaes 4t tompanhia,
na ra do Trapiche, 11. 34.
inrt -^-w (**a?a^fc. ia sa Ttna
Leild s.
Kalkmann & Rosenmund farao leilo por inter-
veh9o do cndor Oliveira do mais rico sor tinten to de
LOTERA DO TIIEATRO PUBLICO.
O thesoureiro desta lotera, vista da extrac9ao que
vai tendo a venda dos respectivos bilhetei, tcm marcado
o dia 25 do crreme mex para o andamento in-
fallivcl das rodas, que ser rcallsado em um s dia, no
consistorio da igreja da Conce^ao dos Militares ; e pe-
de aquellas pessoas que tccni feto encomnienda de n-
meros sympaihicos, que os vio, ou mandein buscar. Os
bilhetes conlinuan a e.lar a venda : no bairro do Reci-
fc, Iota de cambio da Viuva Vielra St Filho ; e no de S.-
Antouio, as lojas dos Srs. Moraes e Gusinao Jnior &
Irniao, na ra do Quelraado ; na venda do Sr. Manoel
Pequeo, no largo do Ter90 ; e na boiica doSr. Morera
Marques, no pateta da matriz
Manoel Fuado Goveia, Portuguez, retira-se para o
llio-Grandc-do-Sul, levando em sua companhla o seu
criado de nome Jos do NaScimento.
Domingos Jos de Lima bem certo est que nada
deve nesta praja e se alguein se julgar seu credoc 1
queiraaprcscotarsua coula para Iminediatainente ser
paga.
ASSOCIACAO" COMMERCIAL.
A mesada direefao faz sciente aos .ocios da aisocla-
9o coinmercial desta pra9a que, na quinta-feira, 3 de
agosto ha reuuiao da assciiibta geral, ao mcio-dia em
ponto, na sala das suas sess<"es afim de se preenche-
rcm as formalidades marcadas no artigo quinto do ca-
pitulo tereciro dos seus estatutos Jos Pires Ferreira ,
secretario,
O menor Joo Vicente Alilano vai a Babia.
Manoel Joaquim Gon9alves e Silva, Portuguea, val
- i-o uig ii tratar csua sae, <.ixi,-.do gerente c sua
casa de negocio ao Si. Jos de Mello Albuquerque Mon-
tenegro, c por seus bastantes procuradores os Sr. Joao
da Costa Lima Jnior e Joo Baptista Fragoso Jnior.
-Antonio Pereirade Miranda retira-se para fra do
imperio e julga nada dever pesia prr9a ; comtudo, se
alguein se julgar seu credor aprsente sua cunta, no
pra/.o de oito das, para ser paga, sendo legal.
fenles artificiaes.
J. A. A. Jani, artisn, tein a honra-de avisar ao res-
peitavel publico, que tcm voltado do norte e se acha
resldindo na ra estreita do Hozarlo, n 22, primeiro
andar aonde contina a por denles artificiaes dt por-
cellana, composifao esta iuteiramente isenta de cor-
nipeao : como bem tira as corles dos ualuraes calsa
com ouro e prala. O annunciaute declara a todas as pes-
soas que se qnlzerein utilisar de seu prcsthno que nao
exige receber paga alguma se por acaso nao_ ficarem os
ditos denles arliliciaes tao bem postos que nao se possa
dfferencar dos proprlos naturaes sendo os mesmni
postos sobre ebapa da ouro c sobre tarracha os quaes
ficam lio seguros que se pode masllgar toda comida coin
clles sem causar a menor dr
Roga-se ao Sr. A. J. C. do R. que liaja quanto an-
tes mandar pagar na ra do Crespo ao p do arco de
S.-Anlonio a diminuta quantla de 8^960 rs. que sua
mcrce' ha perto de 18 inezes est devendo ; porque o ca- ,
xrro que poltica c civilmente tein ido a sua casa pedir I
ditaquantia centenaraes de vetes depois de ter gasto
igual sommas em pares de sapatos entendeu que l nao
devia voltar. visto que sua inerc entendeu em sua alta
grosseria e estupides que mu pagamento do que devia
e do trabalhodo dito caixeiro, devia dar-lhe uut sem
numero de descomposturas c Boieagas, e isto porque
quetu l o mandn nao est resolvido a aceitar o desafio
que sua mcrce lhe fez.de Ih'oir pedir pestoalincnte, por-
que nao tcm grosserias eestupideza para lhe darem troco:
isto se Ihc avisa para que sua mercJ mi.. tenha de ver
seu nome por extenso estampado nesta folha e por
que, se sua merc continuar a dizer que pagara quando
quizer se usar de incios mus indecorosos para sua
merc.
Sabbado. 29 de julho pelas 11 horas da noite a
diante da Cru-dc-Almas buscando a Casa-Forte, fu-
gio un1 cavallo castanho coin sellim, manta e felo ;
cujo cavallo lie bem conhecdo pelo nome pntenla, e
tein una bexiga no espinhaco: quemo tiver pegado le-
ven a S-Anna, del'rontc do Sr. Jos Venancio, ou 114
ra do Cadeia de S.-Antonio, armazem n. 21.
O N. 2 DA REFORMA-
est a venda na piafa da Independencia loja o. 12, na
cypographia Nazajena c as unios dos distribuidores :
bem como o primeiro numero.
Jos da Silva Campos Jnior vai a Portugal.
Ilartholoineu Francisco de Souza embarca para, o
Rio-deJaneiroo seu escravo Agoslinho, preto, de nafao
Angola.
Aluga-se a casa terrea 11. 13, na ra da Trempe ,
com sumcientrs commodos por nre9o rasoavel: a tra-
tar na ra larga do Rolarlo n. 14, primeiro andar.
No dia 5 do crreme se ho de arrematar 5 caixas
com assucar suineno depois da audiencia e horas do
cnstume penhoradas por execuao pendente na segun-
da vara. A ellas, que hepechincha.
__Precisa-sede um cont de res, sobre hypotheca
cni urna casa terrea que rende 12/ rs. inensaes : na ra
do Cabug, loja de mudezas, n. 1 D, se dlra quem pre-
cisa ,
#-Josc Joaquim da^unha Guimaraes retira-se para
fura da provincia.
Jos Luli da Cujiha Vianna retira-se para fora do
imperio. 1.
A viuva Carioca vai proceder ao inventario de seu
casal na qaldade de testaineutera e mica herdeira
de seu marido : r se bem que nada aqu dev roga com
tudo a quem se julgar credor, que baja de apresentar
a sua coma ou titulo no prazo de tres d.as para Ie-
galisar-se, no Aterro-da-Moa-VIsta, n. 10.
Perdeu-sc um vale de lOO/ rs. de cobre passado
pelo Sr. Antonio Manoel Ramos, prra pagar ao portador:
por isso prevlne-seaomcsinoSr.de o nao pagar .senao
a Lui. Jos eSi Araujo; assim como ninguem o pede-
r receber em pagamento.
Antonio Josc'da Silva Eiras retira-se para fora do
""f OUerecc-se um rapaz brasileiro para caixeiro, nao
s nesta provincia como em outra qualquer, para es-
critorio, despacho ou cobranSai, do que tudo tein
bastante pratica c d pessoa idnea para seu fiador :
quem de seu prestimo se quizer utilisar, dirija-seso
Alerro-da Boa-Vist. n. 21, ou annuncle.
Joaquim Azevedo de Andrade vai a Portugal.
Aluga-se um soto com varanda para frente e coin
commodos para pequea familia na ra Nova, n.. 5: a
tratar na loja do mesmo sobrado.
Aluga-se um preto que saiba trabalhar de enxada,
dando-se-lhe o sustento e 3J0 rs. diarios para traba-
lhar em um sitio : nos Afosados, largo da Pa n. 74, ou
na ra do Caldelreiro, n. 62.
Perdeu-se, no da 30 do prximo passado das 6 as
8 horas da manhaa da ra do lozano da Boa-Vista, rna
do Pires ateo palacio da Soledade um argola de dia-
mantes encastoada em ouro :' quem a achou, querendo \ j
restituir, dirija-se a dita ra do Rosario, n. 44, que *e
lhe apresentar a Irmaa e se recompensar. ,
\\
f


Miguel AiiIodIo di CottM e Silva retira-sr para fira
do i r 1111 11,, a tratar dr na ancle, dclxandn sua rasa con*
ilill.inili) un ,, .mu gyro ililrcgllc a ItU Ml|lli o >l
Joo Narciso di Fooirca c por i*ui procuradores un
!' .u.ciro lnc,ar o uir.iiiu Si. Funavca tianoci Juaijuim
Ramos p Silva e Jnsc Antonio de Carvallio.
I'recivi-ie alujar mu preto padeiro : lias Cinco-
fuen 38
Km piara ra vara, r lia di- arrciuaUr, lindo ni din da le. un.a
casa dr sobrado de tre andares, lila na ra do Trapl-
elie u. II, (-!" i'mi iii'.in ti.- Leopoldo Jos da Costa A-
raujo contra sen dcvedor Jpit1 Gomes Villar, scudo di-
ta propricdadc avallada ein 14-.OOOfOOO rs. ricrlvao
Reg.
0aballo assignado tem amigavelmcnte dissolvido a
soeied ni i|iie ti lilla coiil sen unan Joaquim Jnstiiiiaiui
Pinto Das de Magalhes, na loja de. faz. ndas da ra do
Sucimado n. 46, que gyrava coma firma de Magalhes
Irmao, ficando o incimo annuaneiante lubjeito ao
activo e passivo da mesilla, que Ihe lic.i perlencendo u-
uicaiueiite, por ir a Europa tratar de sua sade o dito
sen irmao.
Joii naquim l'into Dint ile Magalhiiei.
O abaixo assignado tendo de ir Europa tratar de
sua sade, deixa encarrrgado de srus negocios parti-
culares a gen irmao Josc Joaquim Pinto Dias de Ma-
galhes.
Joaquim Juilininno Pinto Diat ilr Magathiies.
-- Aluga-se un pelo com platica de paduiia : na ina
da Madrc-dc-Dcos n. 36, primeirn andar.
--Aluga-se um sobradiuho de um andar naCamboa
do-Carino por cima da venda n. 3 : a tratar na ruada
Calcada, n. 6.
Precisa-se de um fcitor para um. sitio perto desta
piara que cnlenda de planlacdes e seja de conducta
abonada : na ruado Aniorini, n. 15.
Urna pessoa com pratica de escripia
comniercial, e bonia lttra, propde se i
esrriver as horas vagas, nos domingos
e dias sontos, com I i m poza, mediante m-
dico estipendio : qnein precisar, anuuncic.
DENTISTA.
M.S. Mawson, rirurgiao dentista, leni a honra de an
itinrinrao respcitavel publico que contina a exercer
todas as oprraroisiiilioroules a lisa profisso, como se-
jam : tirar denles, chumbar coiu ouro e piala collo-
cji dijui.- ...".vos n.ji (lifcu o Juradores o que o*
proprloi naluraes: ludo coma maior perfeieo pnssivel.
e cmii a maior couiniodidade em precos na casa de
sua residencia ua ra do Trapiche-Novo, n. 8.
Aluga-sc o segund andar do sobrado da ra das
Trincheiras, n. 46 :a tratar no priiuciroandar do mes-
mo sobrado.
Aluga-se a casa terrea sita na ra de Jnfo-Maria,
por detrs da ruada Aurora com bstanles conwiodos
para familia : a tratar na ra do Crespo, n II.
-- J. II. da Fonseca Jnior embarca para o Hio-dc-Jn-
neiro a sua escrava crioula de nomc Francisca, com
una cria dol mezes.
Oll'erece-se una parda de bons costiinies, com al-
gumas habilidades, para ama de casa de um liomein
soltciro oii de pouei familia : quein de seu preslimo
se quizer uiilisar dirija-se a ra Augusta n. 40.
Quera for dono de um cachorro inglez dirija-se a
largo do Pilar do lado esquerdo n. 12.
Um rapaz brasileiro, de boa con-
ducta se ollerece para caixeire de ra de qualqucr ca-
sa de conimrrcio para o que d tiador idneo qurm
do sen preslimo se quizer ulilisar dirija-se a ra dos
Martyrios, n. 142, primeiro andar, ou aiinniicie.
Precisa-se de pelas para venderrin pao pagando-
se- Ihe, a vendagein sendo sb responsalnlidadc de seus
aenhoreii na ra Direita, padaria n. 26.
-- D-se dinheiru a premio sobre penhores, a um c
meio por cento ao niez com trato passado a termo ; na
ra larga do Hozarlo ns.6 e 8, se dir quem d.
- Precisa-se alugar una OU dual, pretal para ven-
derem na ra : pagando-se-lhes 10/ rs. itionsacs edan-
do-se-lhes o sustento : na ra do Queimado n. 40, se-
gundo andar.
Aluga-se um prelo e um mulatinho para o servico
de padaria os qn.ics sao liis : na ra da Manguelra ,
i d-'
outr'ora becco da Gioria. n. 16.
ti
NOVO PAO DE PROVRNCA. 8
@

O prnprielario da padaria e paslellaria franceza
do Alrrro-da-lloa-Vista, n.60, desejando agradar
cada vez mais aos seus freguezes, resol ven oll'ere-
cer-lhes um pao que se l'abriaa em l'rovenca por
un procesa*! milito difireme do ordinario, e que,
exigiudo larinha das miihores qualida.les, mere-
ce a preferencia do publico pela sua alvura,
pureza e delicadeza de sua fabrioacao.
S se aro pes de 40, 80 e 160 rs., e ser fcil
conhooiMos pela sua forma oblonga e elegante.
Principia a vender-se lerca-frira,25 do corren-
te julho de 1848.
a mesHia casa contina-se tainbem a vender
bnlinhos para cha de tudas as quahdades, e tmn-
hem a enfeitar bandejas ricas para bailes e sa-
raos.
^S A pessoa, em poder da qual existir una carteira
?ue desappareeeu da ra Nova, veuda n. 65, de 28 para
9 dn corrente mezde julho. conlendo nina ordem de
30^000 rcis, passada por iA.1.11., varios papis de Im-
portancia c mais 14/000 rs. em cdulas miojas, que-
rrndo restituir a seu dono a dita carteira e os papis,
os mines s servem ao legitima dono, pode ficar com o
dinheiro. edeitar a carteira e mais papis por dcbaixo
'I>a "porta da dila vendn, s horas que Ihe convier.
Urna parda sadia c com milito bom leite se otterece
para criar ein algiima casa capaz : quem do seu prestidlo
ic quizer utilisar, dlrija-sc defronle da ribeira da fcri-
iiha, casa n. 1, que l achara com quem Iralar.
Para as pessoas que teuco-
liara seguir viagem.
Na ra do Rouget, n. 9, continuam-se a lirar.pns-
saporles para dentro o fra do imperio, despacham-
se escravos e colrem-se folhas ludo com brevida-
de, e por preco muito e muito commodo.
t Aluga-se o primeiro andar c armazem da ra da
Cruz noRecIfe, n. 63, proprio para recolher fatendas e
escriplorio' de casa cstrangeira, sendo o armazem todo
ladrilha.lo c pintado de novo: no segundo andar da
mesnia.
Fugio do engenho das Maltas, da
freguezia do Cabo, no dia segundu-leira,
3, do corrente, um preto fula, de norne
3luricio, baixo, grosso, cabello pegado ;
levou um quartu ruco escuro, algnui.i
cousa.magro e carregador ; tambem ftir
tou urna cingalba e um fac5o.' Pouco
di-is depois fui preso em Santo-\n(5o,
mas p le conseguir soltar se, por aprc
sentar urna carta. Este esrravo foidoSr.
Francisco Antonio Gaiao Jnior, senhor
do engenho Buenos- \yres, t- |,e muito
conhecido para as paites do norte : ter
ponen mais ou menos 3a anuos. Quem j
O pegar, leve-o no cngcnlio i!as Maltas, |
(mip irri ben rfComprnarlo.
Preci>a-se de uin bom coiiulieiro : na ra do .Tra-
piche, u. 19.
Ulleiece-se um rapaz brasileiro de idade de 14 an-
uos para caixeiro de qtialqner esiabeleclmento, nqual
j tem i^lguma prnlica de venda quem dr seu presumo
se quizer utilisar dirija-se ra Imperial, n. 103, de
parte do uascente.
O abaixo assignado ensina primelras lettras, dou-
iriu.i chrislaa, arllhmelica c grammatica poilugueza
com o maior telo e c actividade possivcl assim como
ofl'erece-se para dar licoes em casa particular : quem
do seu presumo se quizer ulilisar dirija-se ra da
Roda, n. 42.
JoSo enromo .tildo.
ATE RRO-DA-BOA-VISTA N. 16
l'ommaleau, cuttlteito e armeiro
lema honra de participar ao respcitavel publico que re
cebeu de l'i m pelo ultimo navio um sorliuicnlo de ar-
mas fraucezas, espingardas, pistolas de monlaria, supe-
riores espoletas de marca G, tudoquanto pertence a cu-
tellarla, linas navalhas dasquaesse garante a qualidade,
estojoscum lodos os perteuces-para liomein, brides, es-
poras, chicotes, bengalas, estribos, cabecadas, polvari-
i.hos. ciinnihpii-o, esponjas grandes, massa para aliar
navalhas, p,otei de bauha preparada pira conservar o
lustro do ac e prohibir que se ciiferruge, fundas de to-
das as qualidades e feilios, assim como outras muias fa-
zcudas, ludo por preco commodo.
- Hug, marecneiro liancez,
na ra Nova, n. 45, acaba de rocclinr, pelo navio ti-
lia, um sortimento de trastes .le mngno, domis
moileino gosto ; bom como folhus le jacar.in.lii,
mngno o outras mailcirns do fulear ; forra mentas
proprias de marceneiro ; e papel de lidia. O mesifio
se encarrega do fa/er toda a qualidade de inoliilia,
que su poder desojar, por ler recebido dcsenlios das
mobiliaj nioiloriias que agor se useni cni Franca
AVISO SATISFACTORIO.
O abaixo assignado, agente dodoutor Brandrcth, fai
cenle no respcitavel publico, que, neja a escuna ame-
ricana Onteric entrada a 16 do crreme tem recebido
nVQ m'v.ii.i ni .o |uni- vegetara de sen piuj.iiu au
tor : estas clebres pillas s rrcomnicndadas por mi-
niares de pessoas como bem demosirn o receiluario que
ne.iuipaiilia as caixinlias, a quem ellas lem curado de
tilica, Influencia, caanos, ItidigestOei, dispepesia, dilles
de cabrea dres ou peso em ,i nuca, que gcralnieiile
sao simplonias de apnplexia, Ictericia, febles internii-
lenles, bilis, escarlatina, febre auiarella e toda a classe
ile febres, asina, gola, reumatismo enfermidades ner-
vosas, dores nos ligado, pleuresa debilidade interior,
ibaliiiiento de espiiitoroliiras, iiillaiiini.ifes, ineliaces
dos olhos accidentes, paralisia, hidropesa, bexiga sa-
raiupo, cnfcrniidades dos meninos lossc de lda a qua-
lidade clicas, cholera-inorbiis dr de pedra lom-
brigas, desinleria surdez, vagados de cabeca erisi-
pela, ulceras algumas ile 3(1 anuos, canearos tumores,
iu.ehaco'ei nosps e peruas alinorreiuias rrupcao de
pede, sonhos horriveis pe.adellos toda a qualidade
de dores e molcsli is de mulheres como obstriices ,
relaxafdes etc. He um medicamento iiiieirameiite inof-
fensivo podeudo applicar-se al as i riancas rccein-
nascidas. C'lliinameiilc se lem applicado a nina enfini-
dade de molestias julgadas Incuravel de cuja applica-
cao se leein lirado tao lelizes resultados, que parece cada
vez mais resolvido o problema de um remedio univer-
sal. Vende-si. na ra da Cadeia-Velha botica n. 61.
Fcenle Jone de //rilo.
(asa de modas frantezas.
A. Millochnu.
No Alerroda-lloa-Visia n. I, primeiro andar por ci-
ma da loja fechada.
Neslc cstabcle'ciinpnto de modas, fazeni-se chapeos ,
toncados, camisfnhas. collerinboa, vestidos de baptisa-
do de baile c de casamento do ultimo gnsio e com
prnmptido por ter una modista novameiite ehegada
de Parll. As senhoras acharan sempre para escolher um
lindo sorlimenlo de chapeos de seda de todas as cores;
lindas toncas ; chapeos de palhinlia de todas as quali-
ilades ; collerinlios e camisinlias bordadas e punlios os
mal em moda ; cambraia de llnlio ; bicos blancos ;
cambraia ecntre-meos bordados llores luvas de re-
troz e de mala aberta ; llnhaa de todas as qualidades e
nmeros ; lilas de Mullo e de algodo lustroso lainbem
ha ludo o que he preciso para luto fechado; mantas;
visitas e manteletes; aedaa ebanialotea trancas j bi-
cos prctos e franjas.
Alllga-seurna preta para o servico de urna casa:
quem a pretender dirija-se a ra do Rotario da Hoa-
Nista u. 24.
Contina a andar fugido desde o dia 9 do crten-
le jnllio o preto JoSo, crioula o qual eonduzio do ( ca-
ra para esta praca o ir. Frederico Jos Pereira no vapor
/iiionvifrii chegado a este pnrlo em 17 de junho pr-
ximo passado; he alto bastante, fula de 22 a 24 annos.,
spiii barba, falla moderada ; levou camisa p calcas de
algodfinziiihoriscado c suspensorios de lita. Roga-sc
a qualquer pesso ou capitao de campo que do dito
escravo tiver noticia, ou possa encontrar, o. prenda
e leve-o a ra da Cadeiade S.-Antonio, n. 25, que se
gratificar gencrosa.T.rnle.
.-- Jos Mendcs de Freilas retira-ie da proviucic.
Os ci odores do fallido Antonio Jos
Aiilunes Guimaraes previnem aos deve-
dores deste. que Ihe nao pagtiem seus
debiios, ipir de c'onta de livro, tiur por
lettras que llie aceitassem : porquanto,
tendo sido arrest-idos seus bens, lettras e
livros, nao pode o niesino vlidamente
receber quantia alguma de seus credores,
mas tudo deve ser recolhido ao deposito
em mao do cor-rctor liveira, como bens
dos mesinos credores : o que se faz pnlili-
co para que ninguem se chame igm
rancia, elique acautelado contra omosmo
fallido, que coiisl> ter desapparecido dista
praca, para ver *e colhe aloum dinheiro
de seus devedores, contra quem proles-
l.i mi os mesmos ce Joros haver oque inde-
vi.iamenle pagarem.
K'nsiiift-se porras.is particulares as
piimeiras lettras, a 3,ooo rs mensaes
mais de um alumno, com todo 3 esmero :
quem quizer, annunce.
Precisa-se aluga'r dous escravos para o srrv irn da
una casa : na ra da Cadeia de S.-Anlouio, armazem
ii.2l.
*
Tresse fabricante de orgtios e realeivs
no Aterro-da-BoaSi"t, // 2 I,
tem para vender realejos com tambor t trombela .com
a v.u.i igem de sercm msicas todas Teitas no paiz, ooino
hem 11 nnlkf a ,,,,.... i. earailns r1-.,. ..:.., i.
Zg^ ----------..-------------------- -
Concerta dito instrumento r pOe marclias novas. Na mes-
illa casa com|.ram-ii realejo! usados.
- Amonio Carloi Pereira de llurgoi Ponce de I.enn,
pelo pre.enle, participe a leus amigos c a quem convier,
ipn elle ihiiiIuii a sua morada para a ra lilreila, sobra-
do de mu andar n. 16. que faz esquina para a travrssa
de San-Pedro; c contina a receber po-respondencia
ilos senhorrs de engeuho que quliereni comignar-lhe
as .111. safras.
Precisa-se de urna ama de leite que
o tenha em abundancia, para criar um me-
nino de seis mezes : na ra do Hngel,
n. 56.
Deieja-se faltar com oSr. JosSoares da Costa, yin-
do ha pouco da Uahla a negocio de seu inleressc : na ra
Direita, n.oh,
"A-toTado amigo baratelro da ra do Colleglo, n.
9, contina a vendrr bichas grandes, a 800 rs. cada urna,
e lanihem alug-i, a 240 rs. dando-se dobrada porcao pa-
ra serventa das que precisaren).
O gerente, nesta prava, do ermtrat do rap prln-
ceza de Lisboa contina a veuder sli boa pilada em
eaixas e a retalho a dinheiro a vista : assim como roga
a lodos os que tecm levado algumas libras nadas quei-
ram mandar salisfa/.cr sua importancia pois que nao
lem eaixeiros para os empregar em taesrecebimentos ;
do contrario se Ihesno entregar mais rap pois no
he genero du spu eslabelecimer.lo.
Oirerece-sc urna criada porlugueza para o servifo de
urna casa de poucafamilia, a (|iihl he de boa conducta ,
che fiel: ua ra do Trapiche-Novo, n. 3b, segundo
andar.
Agencia clepassaportes.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aterro-da-Boa-
Visla, n. 48, continuam-se a tirar passaportes tan-
to para dentro, como para fra do imperio; assim
como despachan se escravos: tudo com brevidade*
fUNDICAO
Vende-te, por pirco commodo, um alambique a
serpentina de cobre, de 12 caad! com pouco uso
um i ai neii n biler, proprio para montarla de menino ,
por ler muito mamo : animal este mullo dillerente dos
i-arnclros d-.> palz : com o men (nmbm Vpjrle um
.ano de bnni lamanlio que n dito carnelrn puxa con, V.
toda facilldade Ineimo conteudo um peso enorme : na
ra estrella do Rotario n. 22, primeiro andar.
Vende-ie manleiga ingiera, multo superior, pelo
barato preco de lf ri. a libra : na ra estrella do Roza-
rlo renda n. 8.
Vende-se urna preta multo moca de bonita figura,
que cuzinlia lava de sabao e var.ella, vende na ra, c
he mullo carinhoia para crlanyai: na ra estrella do
Rozarlo n. 4, defronte da igreja por cima da loja de
barbelro.
Vendem-se 11 eicravos, sendo: 4 bonitos inole-
que de najan, de bonitas figuras, de 14 a 20annos sein
vicios ; uin bom preto de naco bom ganhador do
qual le aliauca a boa conducta e que ganna diariamen-
te 480 rs. ; uin. dito de niela idade ptimo para sillo ,
eque seda por prefo multo em conta ; um cabrinha de
Hialinos, bom pagriu ; nina preta perfeita coiturel-
< ra engommadeira cozinheira e que he inulto hbil
para todo o servico ; 3 dltai para todo o servico de casa
e ra ou para o campo i na ra do Vigario, n. 24, se
dir quem vende.
-- Vendem-se dous nioleques de 15 annos, muito
lindos; 3 pardas de 22 annos ; 3 negrinbas de 12 a 16
annn* ; l escrava mocas com habilidades : na ra Dl-
reisa, 3.
C.Starr di C, cngenlieiros, com run.lirao de ferro e
bronze. e ferrarla, ludo em ponto grande, movido por
.loas ii.achinas de vapor, montadas lias casas novas na
ra da Aurora ein Santo-Amaro avisam aos seus fre-
guezes, c ao publico em geral, que teein acabado dea-
prointar para vender varias iiiachinas de vapor de bai-
xa e de alta presso, e de diversos tauanlios : estas ma-
chinas s.io prvidas de bombas para supprir a caldelra
com agoa j quelite, c com vlvulas com os seus arrau-
Joi muito simples para regular aquaulidade da mesnia
agoa; mas oa aniiuncianies, lo nge de inculcaicn estas
iiivcnccs como suas, adverlein que a prinieira foi adop-
tada pelo celebre Savary em 1698, e a segunda inventa-
da por llrindlev j mais qHc cem anuos passados, e
ambas iutrodiizidas nesta provincia em S3.4 pelos an-
iiiiuciaiiles na machina de vapor do engenho Carauna
(o primeiro fabricado ueste imperio) o qual ainda est
ni efiectira operafao, e desde eulo se ha exlrahido
ii'iio de urna duzi i das iiiesmas machinas, feilas nesla
fabrica, conteiidu os mesmos apparelhos, e com suinuio
aproveiaiiienlo dos compradores ; porlanlo impingir
isto agora como cousa nova, era impostura. Os aiinun-
ciantes tecm shn a satisfazlo de iiiuiui.ir o respeitavel
publico, que lio conseguido um nielhorainento de nao
pequea importancia, e verdaderamente novo neslc
paiz, que he por meio de urna modiiicavo da caldeira
e um simples arranjo de canos e regislos, aproveitar
o fogo superfino do assenlainento para fazer mover a
machina de vapor sein mais gasto de combustivcl de-
pois do engenho ler ganho sua marcha : esta muito til
leinbranca lem lldoexperimentada com bons resulta-
dos ein os engenhos Trapiche c Jardlin. Esta fabrica es-
ta sempre surtida de
Itloeudas de tambores abertos para huchas de ina-
deira. grandes e pequeas, eo". seos pertences."
hilas com agiiillim-, acunhados chamadas meias
moendas, de todos os lmannos ejeom rodetes de ferro
ou sein ill.s, para agoa ou animis.
Ditas inteiras, toda* de ferro, endependente, com a-
inarras diagonaes de gaucho, invencao dds amiuiiciau-
tes, e muito approvadas pela sua fortido e ladlidade
d'arniar e desaguar.
Alambiques uVferro, cousa nova e muito approvada.
M. inhiis c prensas de mandioca e forno> defariuha.
ai i iis de nio e arados de Ierro.
(irande sortimento de hronres, aguilhdes, chumacei-
ras, parafusos e mais pertencei*de engonho.
loda.s e rodetes de varios tamaitos.
boceas e crivos de fornalha.
Ruchas para crnicas, seria dajo para serranas.
Huillines, broiizes c lol.lanas^i ira navios.
Os aniiiiiicianies, pelos longos annos de pratica nes-
le paiz, pela grande capacidade c coinniodos de seu
novo estaheli'ciun mu, e pelo crrscido numero c umita
i xperlencia e pericia dos seus operarios e einpregados,
ollerecem aos freguc/.es vantagens nao possuidas por
nenhuina oulra fabrica nesle imperio, e eslo, porlanlo,
verdadeirameme habilitados a, emprehender e execu-
lar rom a maior proniplidao perfeifo qualquer obra
de engranarla ou machimsmo.
Cmdorns.
Conipra-se um moleque de 14 a 16 annos, eujo
valor nao exceda de 400/ rs. : na ru Direita, sobrado
de um andar que faz esauina para a traressa de S.-
Pedro.
--= Compra-se urna preta de meia idade ,| que cozinhe
o diario de nina casa e nao tenha vicios iiem achaques:
na ra da Gloria n. 85.
j.-nr-.-. -.-rJ^^
Vendas.
LE DF. 18 DE AGOSTO DE 1769.
Vende-se esla lei coimnenlada por Correia Telles se-
guida de uin discurso sobre a equidade'e regras da in-
trrprctaco dos contratos pelo prefo de 800 rs. : na
livraria da prapa da Independencia. ,
(Jontini'ia se a vender, n ra da
Cadeia do Hecife, n. 37, rera em Velas,
l'ibi iradas em l.isbaeno Hio daslaneiro,
sorlimentos ao gosto do comprador, em
c.mus pequeras, e-por pi'co mais com-
modo do cjfe em outra qualquer parle
Vendem se resmas de superior pa-
pel almasso de 'primeira sorte, azul, por
prco commodo: na ra da Aladre de-
Deos, n 18.
= Vendem-se tinas violas francesas com o seu com-
petente nirtliodu de Caruli pitido com pouco uso pul
prejs cotaaedo; a ras K07S, s. 35.

UM TERRENO.
Vende-se um terreno com cem
palnios de frente e quinhentos de
fundo, no lugar da Fassagem-da-
Magd llena, entre as duas pontes,
c defronte da casa do Sr. Caneca : a
tratar na rua.Nova, loja n. a3.

9,
e
4R
Cambraias de seda do ultimo soslo.
Na rr.a doOurimadc, n. 46. leja de !sz Jcsqr.ir,, Finio
Das de Magalhes veadem-sc cambraias de seda do
ultimo gosto ; mantas de barege com lislras de spda e
franja de retroz ; cortes de cambraia aberta a 4J0O0 c 4v
4^.ri00 rs.; cassa lisa a 360 rs. a vara ; dila de-llstras a /
360 rs. ; luvas de seda para senhora a 500 rs. ; atoa-
Ihado de algodao a 640 rs a vara ; e outras. inultas fa-
zendas mais baratas do que em oulra qualquer parle.
Veude-sc um violan lranee/., novo com mullo boas
vozes por preco comuiodo : na ra eslreita do Rozado,
loja de miudezas, n. 1S.
Vende-se salsa-pan illia vinda iil(imamentc do
Para de muito superior qualidade : na ra da Cruz, n.
I 0, casa de Kalkiiianu & Rosenmiind.
Vendem-se 6 moradinhas de casas, com dous quar-
tos duas salas c quintal ; una dila com 87 palmos dn
cnnipr unen lo c 32 de largura issu.il liada e com SOlo
indepeiidente das lujas : na ra Augusta, n. 58.
-Vende-se um 'rico piano vertical de nao vulgar
modelo fabricado pelo melhor autor de Paria o inui-
lo afamado Mr. Alfonso Ulondelle, comlruido positiva-
mente para paiz calido e hmido: na ra do Queimado,
n. 32.
Vendem-se 10 escravos de ambos os sexos e cores ,
de bonitas figuras alguns dilles com ofiielo e de dif-
ferentes idades viudos do Aracaly : defronte do Cor-
po-Santo loja de massaliies, n. 95.
-- Vende-se um moleque de 13 a 14 annos por seu
senhor retirar- sr para fra da provincia : n ra do
l.ivraineiiio, sobrado n. 1
Vende-se urna escrava moca, de muito bonita fi-
gura que cozinha a diario de una casa, lava muito
bem, tem principios de engommado, e he ptima ven-
dedeira : na ra de lionas n. 9, primeiro andar.
* Vende-se um relogio de ouro, com corrente de bom
goslo : na ra do Queimado, n. 33
Vende-se, na ra do Queimado, loja n. 46, ulna ar-
te latina ; Vollaire ; Geographia de (lanllier; Telemaco;
Fbulas de La Fonlame ; Salustlo ; Potica; Geruiez ;
Arilhmetica de Larroix ; Pope; Fbulas de Phedro ;
Ovidio; liisloiia amiga ; Maguum Lexicn: tudo em
mullo bom estado e por preco cominodo.
--Vendpm se Uns perlences de um armazem de sec-
eos proprios para qualquer principiante, por pjrfo
coimuodo : na praca da S.-< ruz n. 8, ou ao pe, arma-
zem junio a botica.
Na ra das Cruzcs n. 22, segundo andar, vendem-
se 6esclavas, sendo: duas lindas pardas de 26 annos ,
que enguinniain, cnsoin clian layain de sabao; 2 mo-
lientes de n,ir;io Angola de 16 a 18 anuos proprios
para todo o srrvi(o ; urna crioula de 26 annos que co-
zinha lava e vende na ra ; nina negrinha de na cao
Angola de 14 anuos que cose chao, lava de sabao, ,
he recolhida e por isso ptima para andar com crian-
fas.
Vende-se arrovroos em barris, de muito boa
qualidade por preco commodo : na ruada Crin, n. 40.
Vendem-se botoes amarellos, fino,rf^
de I' II. : ditos ordinarios; ditos para
casacas,; ditos pira caviillr,ria ; ditos pa-
ra infanUria ; ditos para libr de pagens,
brancos e amarellos ; ditos pretos de bo-
nitos padroes ; ditos ile cidro, para enfei-
les de toupas de*menino : na loja d qua-
tro portas da ra do Cabug, n. t C- > do
Duarte.
Vcnde-se a venda u. 5 do largo ala ribeira de S.-Jo-
s bem afreguezada tanto para tf-'tttra coma para o
mattb com os fundos a vontade do comprador : a tra-
tar na iiiesini. venda.
Livraria da ra da Cruz, do bairro do
Hecife, n. 56.
Acabam de chegar referida livraria ande se ven-
dem por preco coimuodo alguns exemplares das obras
seguimos iinprossis no Rio-de-Janeiro; Correia Telles,
doutrinas dasHccfles ; Carvalho, prinieiras linhAs sobre
o processn orphanologico ; Gouvcla Pinto tratado so-
bre os testamentos e successdes ; Gouvcla Pinto ma-
nual de appellacdcs c aggrjeros ; t.orrria Telles ma-
nual do labellino : todas estas obras accommodadas a
legislaran brasilelra ; Manual do cidado brasileiro;
Advngado dn povo ; (^onsliiuic.-io poltica do imperio;
Cdigo criminal ; lligpslo brasileiro; Alvar de 10 de
oulubro de 1754, seguido de mitras dispnsici s relativas
a eioolinnentos ele. ; Couselhciro fiel do povo ou col-
lercao de l'oruiiil is para qualqiipr pessoa saber regular-
se em seus negocios ; compendio da historia do Brasil ;
Diccionario do bom goslo ; os Dous Renegados ; Paulo e
Virginia lindissiina edirao rom bellas estampa colo-
ridas; l'liilarco brasileiro ; Thesouro de meninos com
eslampas ; Livro dos destinos; Proverbioi, Ainexios, etc.
da lingoa porluguera; Hermani ou a honra castellana.
{.or Vctor Hugo; Manual da sade ou livro de lodos ;
icconailo de medicina popular por Cheruovii,'etc.
Vendem-se lingeas muito superiores, do Rio-
Grande-do-5ul: na ra da l'iaia, n. 20.
PsfiK. : f> TW. CE ?. DIFAMA. >84t8