Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08605

Full Text
Anno XXIV.
0 DIARIO publica.se toilo o> din que nao
forero de guarda-: o preco da asignatura he
de 4/000 r. por quartrl, pnqnt adanladoi. Os
annuncios doi assignante* sao inserido* i
ri raso Je 20 i. |uii ii.ilij, 40 la. em lypo dif-
* ferente, eas repetcocs pela incluir. Os na
assignantes pigarao 80 rs. porlinhae 160 rs.
era typo amrente, por dada publicacao.
PIUSES DA. LA NO ME/. DK AGOSTO.
Crescenle, a 7, a 37 inin. da manh.
Luacheia, a 11, s,') horas e 56 mln.datard.
Minqoante, a 21, a 1 liorac 48mln. da tard.
ua noM, a 28, s 4 hora* e 42 inin. da tard,
Tertja-feri
PARTIDA DOS CORREIOS.
Ooianaa t Parahiba, s srgi. e sextas-feiras.
Rio-G.-do-Norle.'quinUa-felrtl ao rncio-dia.
Cabo, Serlnhnn, Rlo-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, no 1., a II e 21 le cada niel.
Garanlimise Bonito, a 8 e23.
Boa-Vista i' Florea, a 13'e28.
Victoria, s quintas-Oirs.
Oljnda, lodos os das.
PREAMAE DE HOJE.
Prima ira, s 6 boras e 54 minutos da inaobaa
Segunda, t 7 boras e 18 minutos da tarde.
de Agosto de 1848
N. M.
DAS DA SEMANA.
U Segunda. S. Ignacio del.oyoll. Aud. do
J. doiorpa, do J do riv. do J. M. da2. v.
1 Terca. S. Pedro admenla. Aud. do J. do
c. da 1. v. e do J. de piw. do 'A dist di' t-
2 Quarta. S. l-.stevau Pioioiun tu Yud.dn
J.doc. da 2. v. e do J. denudo? dist.de t.
3 Quinta. S. I.ydio Purpurarlo. Aud. doJ.
dosorpb. e do J. M. da I. v
4 Sexta. S. Domingos de Gusniao Aud. do
. do civ. e do J. de paz do 1 dist. de t.
5 Sabbado. N S. das Neves. Aud. do J. do
c. dal v. edoJ. de paz dn 1 dist. de t.
6 Domingo- Transfigurado de Cbristn.
___
CAMBIOS NO DA DE 31 JULHO.
Sobre Londres a S5e'/ia.P->- *"1 "J*
Pan a 315 c 350 rs. por tranco Nom
a Usboa 1 ii por c-nto <> "T*;,*"'"*
Oesc. de leu de boas firma a l'/j .. "
A^oesda couip. de i'eberlbc,Sal'ngfo
Ouro.-Oncas lietpauholaa W a fJ^_,
- Modas d 6/400 v. 17/400 a 7JM0
. detyiOOti. 16/500 a 16tt00
. de4>)00... 9/600 700
PraloPatacdes brasilciros 2/020 a 4fJM
Pesos columnarios. 2/20 a W
a Ditos mexicanos..... 1/858 a ifvw
. Miuda.................. 1/920 a 1/9J0
....... ----------------------------------------------------------
DIARIO DE
BUCO
PARTE OFFICfi
I Mando, portanto, a todas as autoridades, quem que neni todos apreientam a necessarla aptldo para o
O conliecirijento e execuco da referida rcsolucSo esludo das scicnciM positivas, sendo perianto de inlsicr
I ^_ ..!._. ~ ...I......a 'i,iiiiiii,i.- .tu., iv.iii i- iiiii^li.i.i tamil-
. LE N. 202, DE 26 DE JULIIO DE 18*8.
Autor isa o presidente da provincia a conceder permuta
aos professores e professoras de primeiras le/tras.
Antonio da Costa Pinto, presidente da provincia
de Pernambuco. Facosabera todos os sous habitan-
tes, que a assembla legislativa provincial decrette
o eu sanecionei a resolucSo seguinte.
Artigo nico. Fica o presidente da provincia au-
torisado a conceder as permutas feitas entre os pro-
fessores de primeiras leltras, tanto do sexo masculi-
no como feminino, quando os mesmos requeiram.
Ficam revpgadas ladas as leis e disposicoes em
contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades, a quem
o conhecimento e execntjo da referida resnluQSo
pertencer, que a cumpram e facam cumprirtfo in-
leiramentu como nella se contm. O secretario inte-
rino lii-ni.i provincia a faca imprimir, publicar e cor-
rer. Cidade do Recite de Pernambuco, aos 26 de julho
de 1848, vigesimo-selimo da independencia c do
imperio.
L, S.
. Antonio da Costa Pinto.
Carla de lei, pela qual V. Exc. manda execular a re-
solucBo da assembla legislativa provincial, que hdftve
por bem sanecionar, aulorisando o presidente da provin-
cia a conceder as permutas feitas entre os professores
de primeiras letlras, tanto do sexo masculino como do
feminino, como cima se declarar
ParaV. Exc. ver.
Antonio Leite de Pinito a fez.
Sellada e publicada nesta secretaria da provincia
de Pernambuco, aos 26 de julho de 1848.
Francisco Xavier e Silva.
Registrada a fl. 43 do livro 2. de leis provinciaes.
Secrotaria da provincia de Pernambuco, 28 de julho
de 1848.
Dominaos Jos Soares.
LEI N. 203, DE 26 DE JULHO DE 1848.
Transfere para a apella filial de Nogsa Senhora do
O' a sede dafreguezia de Ipojuca.
Antonio da Costa Pinto, presidente da provincia
de Pernambuco. Fago saber a todos os seus habitan-
tes, que a assembla'legislativa provincial decretou,
eeu sanecionei a resolucSo seguinte.
Artigo nico. Asede da freguezia de Ipojuca fica
transferida para capella filial de Nossa Senhora
doO'.
Ficam revogadas. todas as leis e disposicoes em
contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades, quem o
conhecimento e execuQflo da referida resoltiQito per-
tencer, que a cumpram e facam cumprir tilo inteira-
mente como nella se contm. 0 secretario interino
dcsta provincia a Ta^a imprimir, publicar e correr.
Cidade do Recifo de Pernambuco, aos 26 de julho de
1848, vigsimo-stimo da independencia e do im-
perio. '
L. S.
Antonio da Costa Pinto
Catt de lei, pela qual V. Exc. manda execular a.
resoluctto da assembla legislativa provincial, que hou-
ve por bem sanecionar, trunsferindo a sede da "freguezia
d Ipojuca para a capella filial de Nossa: Senhora do O",
come cima se declara.
Para V. Exc. ver.
Antonio Leite de Pinho a fez.
Soltada e publicada nesla secretaria da provincia
de Pernambuco, aos 26 de julho de 1848. ,-
. Francisco Xavier e Silva.
Registrada a fl. 44 do livro 2." de leis provinciaes.
Secrotaria da provincia de Pernambuco, 28 de julho
(le 1848.
Domingos Jos Soares.
perleiicer, que a cumpram e facam cumplir tfioin-
teiramente como nella so contm. O secretario in-
terino dcsta provincias faca imprimir, publicare
correr. Cidade do-Recife de Pernambuco, aos 28 d-
as do mez do julho de 1848, vigesimo-setjmo da in-
dependencia edoi mperio.
L. S.
Antonio da Costa Pinto.
Carta de Lei, pela qual V. Exc. manda execular a
resolveos da assembla legislativa provincial, que Itouve
por bem sanecionar, elevando categora de villa a po-
voacaS de Correntt, na comarca de Garanliuns, marcan-
do os limites do respectivo termo, e mandando perten-
eer freguezia de PapacaQa todo o territorio designa-
do para a nova villa, passando-se paro esta a sede da
mesma freguezia, tudo como cima se declara.
Para V. Exc. ver. ,
Antonio Leite de Pinho a fez.
Si'ii.'iii'i a nijhijenrin fiesta secretaria d provincia
de Pernambuco, aos 26 de julho de 1848.
Francisco Xavier eSilvu.
Registrada a fl. 44 v. do livro 2 de leis provin-
ciaes. Secretaria da provincia de Pernambuco, 28
de julho de 1848.
Domingos Jos Soares.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
35- SESSlO OnDINABM, EM 97 DE JULHO
DE 1848.
PRESIDENCIA DO SB. VICARIO AZEVE0.
Sommamo. Acia. Expediente. Redaec&o'di 4 projec-
loi. Parecer da commisino iepttices sobre
urna preleneo do haehnrel Antonio de Artujo
Ferreira Jacobina. ^pprouariio do projeeto
ii. 13, em terceira dUeuuSo, com aamnas
emendes, e do de. 37, em primeira. 0-
/inisa -de intersticio para a tnjand-i diicuiiad
deite projeeto e do deorcamentoprovincial e mu-
nicipal. Adopco, em segunda, do que ap-
prova o compromieio da irmamlude de Notia-
Senhora-do-Som-Despacho.
sllcmeia horas da manha, faz-se a chamada c ve -
rifica-se estarein presentes 19 Srs. deputados. %
O Sr. /'residente declara abena a sessao.
t Sr. 2. Secretario l a acta da sessao antecedente, que
he approvada.
O Sr. 1. Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Un ofticio do secretario da presidencia, communican-
do que se ha expedido ordem para que sejam proporcio-
nados aos Srs. deputados Luiz Roma, Olinda t'ampello
e I'liiu lino os esclarecimentos do que elles carecerein
para se constituirem em estada de podrem eileltiiar o
exame nos cofres da cmara municipal desta cidade.
Inteirada.
Outro do mesmo, participando que estao expedidas as
convenientes ordens para que si-j.nn Tranqueados os co-
fres e caixas em que se depostalo os dinlieiros pblicos
provinciaes aos inembros noitieados pela assembla para
examinar os mesmos cofres. Mandou-se orticiar a S.
animar e proteger aquelles que nellas uiuslidin deaen-
volvimento e talentos, e que" finalmente o fillio do peti-
cionario, pelos seus honrosos precedentes, est as cir-
ciMnM.-im-i.is de incKcer desta assembla a grac.i pedida
de un Pernambucano que pode no futuro ser de mui
tissima utilidade ao seu pas, emende por todas estas
consideracc9, que se lhe delira com a seguinte reso-
lucao:
A assembla legislativa provincial de Pernambuco
resolve:
Artigo 1. Fica o presidente da provincia autorisa-
do a mandar abonar ao cidadao brasileiro Antonio de
Araujo Ferreira Jacobina Jnior, que ora frequenta o
quarto anno do curso mathematico na universidade de
Coimbra, a mesada de 28/000 re i s (inocda de Portugal)
at que elle, concluido o referido curso, obtenha a sua
carta di bacharel formado.
Art. 2." Fica, outro sita, autorisado a mandar abo-
porque, se ello seoompenetrar do espirito desta lei, lia
de lorinular un rrgulaincnto que csteja de acedrdo
com as -iirinnsUi,u!a do eatabeleciinento. Perianto,
voto contra todas as outras emendas apresentadas.
O Sr. Trljo de Loureiro: Sr. presidente, ped a pa-
lavra para me oppr emenda,recntenteme apreseata-
por seu pai, concoriendo assiui para o aperfeiconmeato' da; porque, comquanto ella xija o conhecimento da
lingoa fianceza, camtudo so o exige ataoquarlo anno,
ou quando o alumno liver de tirar o titulo, e he quando
eu o julgo iu.iis desnecessario. Eu entendo que o fran-
cez (leve ser un preparatorio ; porque reconheco que o
individuo que somente tiver o conhecimento da lingoa
nacional nada ter; porque nao ha adquirido o grao de
atlenfo que reclama o estudo das diversas disciplinas
que se viio ensinar na escola Industrial, iodos nos sa-
bemos que os i-suidos malliematicosreclainam multa at-
tenciio e reflexio; g'etn teta nada, absolutamente nada se
conseguc : a attencao, Sr. presidente, he urna qualidade
de nossa alma que carece de ser reforcada ; aquelle,
pois, que apenas houver esludado graminatica da lingoa
nacional nao ter a rellenan uecessaria para as mathema-
ticas ; ,i .si ni nao acontecer, poriii, ao que tiver estu-
tlCa v -'niiui'
os alumnos in-
LEI N. 204, DE 28 DE JULIIO DE 1848.
Eieva categora de Villa a povoacSo do frrente,
na comarca de Garahhtths.
Antonio da Costa Pinto, presidente da provincia
de Pernambuco. Faco saber a todos os seus habitan-
tes, que a assembla legislativa provincial decretou,
c eu sanecionei a resoluciio seguinte.
Artigo 1. Fica elovada categora de villa a po-
voacao de Crrante na comarca de Garanliuns : o
seu termo, com os seguintes limites: principiando
do lugar denominado Cannivete, onde confina esta
provincia com a das Ala'gas, subir 'ahi pelo rio
Canhoto at Agoa-Vermelhaye d'ahi pela estrada
quevai pelo Parafuso at Po-Ferrp, seguindo dcste
ponto pela estrada da Ponte-Quebrada ao Canhoto
cima at Poco-do-Boi, na direcciio da estrada que
vai para Santa-Rila ; edo lugar (leste nome seguir
pela estrada que se dirige para a Gachoeira. d'Antas,
e desta cortar para o Timb do Jos Victorino, o
d'ahi, seguiido o caminho que vai a Mella, prosegui-
r em linlia recta al Campestre ed'aqui pola estra-
da cima al Cacimbas, 'seguindo desto ponto em
direcciio para o poente, a encontrar o Riacho-Secco,
e por este abaixo at a extrema da provincia com as
Alagas.
Artigo 2. Fica pertcncepdo freguezia de Papaca-
ra todo o territorio designado para a nova villa, pas-
Ex. esclarecendo o engao que houve na indicacao de
din dos membros da conunissao.
Un requerimento, em que Jos Gon;a)ves Guerra, ar-
rematante do imposto das agoasardentes no municipio
de Nazareth, pede que a assembla adopte um regula-
mento em virtude do qual se faca a arracadaeo do re-
ferido imposto, e declare qual a porcao que se deve con-
siderar venda por giosso as fabricas. A'commissao
de Icgislaco.
He lida e approvada a redaccao de 4 projectos:
O 1., aulorisando o governo a mandar construir una
ponte sobre o rio floit, no engenho San-Joao.
O|2.0,|cncarregando ao presidente da proviocia o man-
dar observar por um hbil engrnheiro o curso e pro-
fundidade do rio Una desde o lugar em que elle deixa
de ser navegavcl para canoas e jangadas; assiin como
oir.iiis.ii' a planta do mesmo rio, e explica-la emuma
memoria demonttratira, acompanhada do orcamento
das despezas da abertura do rio at onde for praticavel
a sua navegaeo.
O 3., incorporando a freguezia de Murlbeca ao mu-
nicipio do Hi'cilV-
O 4.", erigindo eii) comarca a villa dclguarass, e as-
signando-lhe como limites os mesmos da villa, que fica
desannexada da comarca do Recife.
He lido, julgado objeclo dedeliberaco e mandado
imprimir o seguinte parecer:
A commissao de petiedes, encarregada de dar o seu
parecer sobre o requerimento do bacharel formado An-
tonio de Araujo Ferreira Jacobina, que esta assem-
bla supplica proteccao para uin seu filtro de igual ne-
nie, que actualmente frequenta o quarto anno do curso
mathematico na universldae de Coimbra, concedendo-
sc-llic una mdica mesada para ir a Parispraticaraen-
genharia, visto Ihefaltarem os recurso* pecuniarios pa-
ra csse ti tu, exaininou com alterno os documentos que
o peticionario ajuntou para provar que seu. dito filho,
sobre ter bom cinportamento, se ha dislinisuido nos
seus estudos, de sorle que na adjudlca9o dos premios
pela congregado respectiva, bem mereceu nps dous
prlmclros annos as honras do priineiro acceuit, e no ler-
ceito o priineiro pceiuio. .
A commissao, attendendo que a provincia se rejen-
narao mesmo cidado a mesada de300 fr.em Pars, pa-j dado urna lingoa estranha, vistp como para sab-la ha
lido preciso de recorrer aos diccionarios para pr-se ao
correnic da sigu cacao das palavras, r por conseguinte
lem-sc habituado a fixar inais seriamente a attencao, c
leva o espirito mais preparado para a meditaco reque-
rida pelas scieucias positivas. Detuais, as melbores obras
se acham escripias cal liancei, porque essa lingoa esta
iiiuito vulgarisada ; e entretanto cu reconheco que ho
de aproveilar muito pouco os esludautes que ae cifra-
ran ds explicaces dos lentes, c se nao derru ao traba-
Iho de consultar os mclhores autores....
lint Sr. Deputado : Se livercni lempo c dinheiro para
os comprar.
O Sr. Trigo de Loureiro : Ao menos, seiupre hao de
poder ,'ilr.ui, :n um expositor....
O Sr. Ilavignier: I', ho de ter lempo para lelo.
O Sr. Trigo de Loureiro: Portanto, eu entendo que,
seu) isto, os alumnos, aochegareiu ao quarto anno, pou-
co mais adiantados eslaro do que ao encelarein o pri-
ineiro....
-lioum Sr. Deputados : Oh !....
O Sr. Trigo de Loureiro:Sim! Ao menos assiin o en-
tendo : o que nao tiver este preparatorio, nao pode fa7*r
um jiii/.n perfeito acerca das materias da escola....
O Sr. farroo:Tcemquatro annos para esludar o pre-
paratorio....
t Sr. Trigo de Loureiro: Ora! O que se allega he a
despeza e o lempo mas cu vejo que, uina vez que o
francez nao seja como preparatorio, nao pode aprovei-
lar inuilo. Portanto, voto contra a emeuda pelas ra-
ses j allegadas.
Olanlo a .ni,.ha emenda para o concurso dos adjun-
tos, creio i|ue ella pode passar ; porque, estando os ca-
thedraticos uomeados, esses j pdem serjuizes do con-
curso para os adjuntos, c he a falta dessesjuizes que me
faz votar para que os lentes proprictarios nao sejam tam-
lniii nomcados por concurso. E nao baja receio que
nao cun un,mi pretendentcs, porque o ordenado nao lia
de ser to pequeo, que os nao convide : nao, genitores ;
nao hao de fallar concurrentes.
O Sr. Barroso: Sr. presidente, nao sel se poderei sus-
ii mar a i Hienda que apresentei ; mas, como autor del-
la, me vejo na necessidade de diter alguma cousa em
respuaia ao que .aventurad o nuiic denutado que me
precedeu.
Parece-me, Sr. presidente, que nao he cousa nova a
dispensa de alguma aula considerada como preparato-
rio, para sedar no ullimo anuo. O nobre deputado dis-
sc que por meio dos preparatorios he que o nosso espi-
rito adquira um reno grao de attencao. F.u ..ao neg
isto, iieui o posso contestar ; mas attendendo que, o
projeeto ii ni em vista facilitar ustrueco classe do
artistas, ou aperfeicoar essa classe que entre nos se a-
cha muito ana/..ida, ao mesmo lempo se compde de
gente pobrissima, c que nao poderla dar-se ao estudo
dos preparatorios e ncni mesmo procurar os livros
para as consultas sem que primcirainente se apai-
xonasse pela escola e a l'rcquentasse com gosto : atten-
dendo a isio, digo, entend que o francez devia de ser
reservado para o ultimo auno. E nem se diga, repito,
que isto lie cousa nova : quando se abri a academia de
Olinda dspeusou-se o inglet, a gcographla e a geometra,
at ao quinto anuo eu fui um dos que se aproveia-
rain dessa dispensa.....
O Sr. Soma Uandeira : Isso nao tetii coinparacao
com a dispensa do francez.
Sr. Barroio: Se os hachareis emdireto. quedevein
sahir da academia aptos para exercerem funeces im-
portantes na sociedade, fram dispensados de taes pre-
paratorios, qual o motivo por que os ai lisias o nao po-
der ser desse a que se refere a minha emenda ? Sempre
que se cria una escola nova, um estabeleclmento qual-
q ui r. l'aeih i uii-se ao povo os unios de o poder goxar. A
ficar o projeeto tal qual passou, isto hs, a se resolver
que o francez seja considerado com un preparatorio,
diflicultar-se aos artistas u matricularan-si" na escola ;
porque talvez nao haja entre ns meia duzia de artistas
que saibam francez... '
O Sr. Trigo de Loureiro : Tambem nao bavera meia
iliw.i.i de artistas que saibam grainmatica da lingoa na-
cional...
O Sr. Ilarroeo : Nao duvido, c por sso mesmo he '
que[nao devein ser obrigados a esludar a lingoa fran-
ceta : aprendam uiu.i para se matricularen!, e estudein
a mura jumamente com as materias de que se compde
o curso. Isto se fez na academia a respeito de ndvi-
i a onde dever seguir logo depois de sua formatura em
Cofcnbra.aum de cursar a escola c po '
durante 3 annos, da mesma forma que
temos desta escola.
Art. 3. O alumno, no fim dos 3 annos, passar In-
glaterra, ou Allemanha, no Inleresse de visitar as
difterentes obras e ouicinas, no que empregir um
auno.
a Art. 4 O presidente da provincia impor ao alum-
no as condiees que julgar conducentes para que possa
bem preencher o fim a que se propoe, exhibndo, entre
oulras provas do seu aproveitameiito, a apresentacao
de lodos os trabadlos feitos na escola de Paris.
Art. 5 t As viagens de Portugal a Franja, e para a
Inglaterra ou Allemanha e d'ahi para esta provincia se-
rn tamban por canta da fazeuda provincial.
Art. Ii." Ficam revogadas todas as leis em con-
trario.
c Sala das commissSes da assembla provincial, 27 de
julho de 1848. Jos Carlos. Teixeira Uorba. Camello
Ptssoa. a
ORDEM DO DA.
iionimu.icao da terceira discussao do projeeto n. 13
3ue manda crear una escola industrial, junta ao lyccu
esta cidade, das emendas approvadas em segunda dis-
cussao e das apresentadas ua sessao anterior.
Vo mesa e sao apoadas as seguinles emendas :'.
O francez ser exigido como preparatorio para tirar
O titulo. S. R. fan:.!'.
a Em vez de dixer-se a primeira c a sexta cadeira
sero as existentes no lyccu diga-se apriniciva e
sexta cadeira podero ser as existentes no lyccu. n
Barroso.
o Para matricula do 2. c 3. annos da escola basta to
smente a frequencia c exame dos annos anteriores.
S. R. Carvalho.
a Artigo substitutivo ao 4. A escola ter professores
proprictarios eadjuntos, aquelles pela primeira vez de
iioineai; jo (lo governo, e estes por concurso ; e, paisadoi
4 annos, preferirao nos concursos, cm igualdadc de cir-
cuosla ncias, os alumnos da escola. S. R. Trigo de
Loureiro.
Os professores do segundo anno e seguintes sero
uomeados proporco que n primeira aula for dando
alumnos para as matriculas seguintes. S. R. Car-
valh.u. ii
OSr. Mavignier : Sr. presidente, hontem principiou-
se a discutir este projeeto, e cu tvc occasio de fa'llar
sobre elle ; porni cedi da palavra para que se podesse
volar ; assiin pois, boje nao oceuparei a attencao da ca-
sa, seuao para resumir o que dsse hontem, alini de ver
se consigo po-la deaccordocuui as minhas ideias, e com
alguinas das emendas, porque assinto a algumas dcllas.
Eu disse hontem que concordava com a emenda que
exige o cxainc de grammalica da lingoa nacional, e as
4 opera, lies, mas smenle quanto esta parte opponho-
uie, porm, segunda parle dessa emenda, porque me
parece que ella val perturbar a escola em seus los.
Reconheco as boas intcncoes do nobre meinbroque re-
digio a emenda, porm nao posso concordar com elle,
quanto a exigir o francez logo cm comeco, porque isso
equivale a cstorvar a marcha j estabelccida, porque
isso he o mesmo que coucorrer para que se nao abra a.
escola.
Concordo com a outra emenda, isto he, com aquella
que propoe, nao possa o alumno tirar o titulo, sem que
j tcnlia dado o francez; e concordo porque essa medi-
da nao vai fechar as portas do estabelecimento.
Quanto s outras emendas, que hontem se apresenta-
-un ao artigo 4. talvez, nao srja esta a occasio de
discutir as vantagens que resultam do provimento das ca-
deiras por concursos, ou por nomcacao directa : qual-
quer destes sysleinas tem suas vantagens e seus incon-
venientes ; entretanto sempre direi, (porque a experi-
encia no-lo tem demonstrado) que a Humearn directa,
sendo bem feita, he muito inclhor. Achoque a emenda
apresentada para que sejam as cadeiras prpvidas por
concurso, he contraria a execuco dcsta lei, que deixa
no presidente a faculdade de nomear: se queremos se-
rn".e^fi,,,a.qUe0prOJeC'OSerr^e'n;1H''eTnOS l"''sqe deslinam a funeces multe importantes;
crear estse outros embarazos : que depois dos 4 an- ---------:------------- -
sando para esta a sede da mesma freguezia.
Artigo 3. Ficam revogadas todas s lis e disposi- te da falta de habis engenheiros que touieiu sobre st u
Oes em contrario. J dlreccflo das grandes etrrprezas que o seu solo offerece,
nos seja a nomcacao por concurso quanto aos adjunc-
tos, bem; mas querer que desde j se provejam as cadei-
ras por esse pieio be o mesmo que matar o projeeto:
(mo apoiado) para ah nao vou eu, porque he o mes
ino que nao votar nada.
Eu tenho provocado os nobres deputados a se expri-
inlrein com franqueza : se as primeiras nomcaces nao
fdrem directas, repito, o projeeto como que nao ter
cll'cito : nos devenios crer que a nomeaco ser bda,
se fr directa ; mas talvez que assiin nao aconteca se
ella preceder concurso....
O Sr. Xavier Lopes : Isto nao he raso.
OSr. Mavignier : Bem : eu appello para o futuro ;
quero ficar tldo por propheta falso : digo pois que,
se passar tal precedente, o projeeto licu sem efieito.
Aprescnla-se hoje nina sobre-emenda, alterando par-
te de una emenda offerecida em segunda diseusso.
Eu a adoptare!, porque ella tende a facilitar o ngresso
para a escola, sem que tire ao presidente o poder de
procurar"e" escolfier as pcsSoas mais habilitada*! (Tara se-
icui providas una cadenas.
Quanto ao mais, deixeino-lo ao arbitrio do governo
dispensou-se, como j disse, a geographia, a geometra e
al o inglcz......
Vm Sr. Deputado : O inglez he luxo.
OSr. Barroso : Pois um bacharel nao deve saber In-
glez?...
O Sr. Trigo de Loureiro : O francez he bastante...
O Sr. Barroso : Pois elle nao pude exercer o lugar
de secretario do governo, e ter de receber rnelos em
diversas lingoas ?...
O Sr -Voui Uandeira : Por essa raso, deve saber
todas as lingoas.
O Sr. Barroso : Todas nao pode ser ; mas as dos
paizes com que temos maiores relaeoes, he urna neces-
sidade.... neniis, a naco nao pode carecer de empre-
ar um bacharel no cargo de ministro de utna nacao
eslrangeira f...
O Sr liorna : Emprega o que tiver esses conheci-
mentos....
OSr, Souia ondeiro : Ento, precisa sabe,r taubejn.
d*alletnVo, a lingoa russ*. e utras : emfim, todas...
O .Sr. Barroso : As dos paizes com que nos temos
mais relafdes ; .absolutamente todas, nao he pouivel v
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atfa



2




eu creio que a Inglaterra nao lira naco cota que cu-
tamos Minios relaecionados.
I'ortanto, julgn que lie coma que se piule mulla
bclu diprli.u IIAIlCfl '01 dt^uil anuos, au Hit-nos
ein i|ii.iiu.i m artistas nao lomain gusto por esta escola ;
elle* lio pobres, paisana o da coni o'producla do tra-
ballio do aiiircrileiilc, sein que inulta vez possain des
causar durante a noitc pois nn he poisivel i|tic vo
frecuentar una escola para que se exijam .uutos pre-
paratorios: a nsistir-se ein seinelhanle exigencia, ma-
tar-se-li.i a imliluico....
O Sr. Trigo de l.ouriiTo : Kuto admittam-se lainbeiii
aquelles que nao soubcreui ler nein cscrever.
Alguns Sri. eputados : Ha paites cin que assiin se
pratica...
Or. Barroso : ls- o nao ht: poisivf 1 j nao se pdc
crear una escola para quem uo sabe ler.
I'ortanto, eu entendo que a emenda est multo no ca-
so de ser approvada : pode muito bein ser dispensado o
francez ; pnrt!m no quarto anuo, ein que o alumno vai
aprrndendo essa lingoa ao passo que j tem desen-
volvido gosto pela leitura', adquirido meios de com-
prar livros, e constituido-se em circumstancias de en-
tender o expositor, ento imponha-se-lhc ,1 nlur.i .m
de ser examidado nella : antes dess poca nao posso ad-
mittir semelhante exigencia.
Voto pela emenda.
OSr. Mavignier: Sr. presidente, tem-sc dito tudo so-
bre esta exigencia do frailee?, romo preparatorio, e por
rnnsequencia pouco se peder acerescenlar, que possa
adlantar ideia ; mas eu lenhn urna duvida que quizera
me esclarece9sem, e versa ella solire o lempo em que os
artistas hao de ler esses livros escriptos em lingoa cstran-
jeira : dedia nao pdem, porque he justamente quan-
do se appllcam ao trabalho, donde Ihes.provm a subsis-
tencia ; de noite vo pira a aula : quandu he, pois, que
riles hao de estudar nao s o compendio, como, de mais
a mais, o expositor? Nao sei : s se nao quizerein que
cllrs durinam. O nobre drputado, como eu j disse, tem
a cabeca cheia do curso jurdico : l pode cxglr-sc lu-
do, porque o estudantc nao tem outra vida mas oulro
tanto nao succede ao obreiro, que vai habililar-sc para
poder ganharno futuro mais alguina colisa pelo seu of-
lieio : portante se elle fi)r floreado a isso, nao se instal-
lar a escola 110 prlmeiro anno ; c no dia em que o aliim-
nn fizer rame, ser justamente o ultimo em que abrir
un livio de francez.
Srnhorrs, aquclle discpulo que comprehender bem o
sru compendio, ser um bom estudantc : cu sou estu-
dantc desde a idade de cinco annos, c por mim o posso
diera quando me quena metler em camisa de i varas
he que a minha rabeca mais se perturbava. Quando o
alumno tem adquirido a chave da scieucia, tem metldo
na cabeca o resumo della, ento he que.prensa ler 011-
tros autores alm do compendio : elle ufar.....
(Ha muitos apartes.)
OSr. Mavignier : O honrado membro he lente de
uina cadeira com multa honra ; ha de ler reconhecido
,i ii<- os srus melhores discpulos sao aquelles que se teem
limitado a perceber bem os compendios. Islo he o que
prova a experiencia : sou llho de duas academias, vi
capacidades assombrosas, esludunles talentosos, c al-
gun Urasili iros, que nao tiuham graude iivraria ; ape-
nas se limitavain ao seu compendio, e s instrueces do
professor : mas eram grandes esludantes cat depois
orara convidados pela faculdade a entrarem no concur-
so das eadeiras vagas. Posso apontar miiilo* exemplos,
nao s de Brasileos, para honra desle imperio, como
de alguns Pernambucanos que deram provas de muita
inlelligencia c aptidao : os que me succederam as aca-
demias, piidem apresrniar exemplos mais modernos.
Porlanto, me parece que o nobre membro nao tem ra-
siio de insistir lano na sua ideia 011 emenda ; este pre-
paratorio pode espacar-sc al o din do curso : quando o
alumno qu/er tirar o seu titulo, quando j se achar
graduado, com ares de doutor, ento sini, deve ser obri-
gado a faier o exame de francez, para adquirir mais al-
guns conhccimcntos. At ahi von eu : e aiuda assim ha
multo que diier conlra ; mas rmfim a discussao j trin
sido muito prolongada, c por isso absler-inc-hri dr fal-
lar a rrspeilo. Vamos a outra emenda que he a do arti-
go 4.'
Por ella pareee-me que o nobre membro quer rejeit
o seu primriro rilho : na acho boin que o pai rejeile o li-
Iho, mas einfm cada um obra como llie parece conve-
niente. F.ntrctanto, entendo que as rmrndas torntil
peor o artigo. O honrado uirmbro quer que esta iosli-
tuicao progrila, mas quer pr-lhr peas nao entendo
isso, Eu lenho ennhecido muito bous artistas, que coiu-
tndo quasi nao saben) ler 1 ha mullos que nunca viraui
um abeedario, e comtudo sao bous ofliciaes : nao se re-
cri, pois, que aquelles que eslivcrem nessas ci/cums-
taneias, rlrixem de tirar provelo do cslabrlecimenlo.
Todava nao irci to longe como alguns : nao qucio que
se admittaui na escola os que nao souberrm ler ; mas
tamben) nao se difficulte a entrada, a ponto de afiigemar
anuellrsa que ella hedest nada. A ininha emenda que he
to boa, que ainda iiingiiein combateu, entendo que de-
ve passar ; porque habilita o governo a licar com as
inos livres para poder obrar, para poder dar escola
um rrgutmento que a torne proveilosa, nao s a pro-
vincia, seno tambe ni a todo imperio.
Ha outra emenda, cuja primeira parte nao combato,
porque ella pode considerar-sc como urna reeouiiiien-
dacao ; e cuja segunda parte, isto he, aquella em que
dispensa o exame para trr lugar a fYequencia do anuo
srguinte, nao contm idria que se nao possa aprovritar,
porque s 110 fim do curso he que o es I luante conhece
o jogo da seiencia e tem feito seu o indo: por conse-
gulule, pdc muito bem conceder-se que, senhor da
seiencia, faca elle ento um exame do todo ; mas esse
exame deve de ser vago : nada de ponto, porque isto he
uina historia. Entendendo-sc assim a emenda, voto por
ella.
O Sr. Laurenlino: Sr. presidente, eu muito de caso
pensado, nao lenho qurrldo, al ao presente,tomar par-
te na discussao desle projeclo ; ainJa nao disse ncm a-
lavra. Quando o ouvi ler, fiquei desde logo convencido
que elle se fundava em ulilidade publica, em utilidad
da gente mais pobre do paii: depois, com o decurso da
discussao, tenho visto quealguns nobres drputados teem
querido ao iiiesmo tenipo dar-lhe uina dire.cc.ao coiiti-
ria, porque nao posso comprehender como, tratando-se
ilc niel limar a surte dos ai listas, de facililar-lhes os
lucios delles se aperfeicoarem ein suas prosrdes, ao
inesino lempo se Ibe eligen) preparatorios como a quem
vai para uina academia. Nao sei a que lini vea o fran-
cs na ordein de preparatorios para um carpina, um pc-
dreiro e outros: se he para que us nossos artistas sejam
muito ladinos e Ilustrados, isto ha de ser o resultado de
seu genio, gosto e circumstancias, quando estiverem
inulto adianiados, frein muito bons ofliciaes, c. toma-
ren) gosto lilleratura: se liverem para isto lempo, el-
les aprendero a francez para consultarem os autores
que Ihes parecer; mas exigir que saibam o francs, e
islo em preparatorio, he o mesnio que dlzer, nunca se
cstabeleca seiuelhante aula: islo he contrario ao lim
com que se apresentou esle projecto.
Agora quanto emenda, direi que entend ser conve
nicnie o declarar-se que o presidente nomeasse os lentes
s depois de haver alumnos para elles, para que nao fs-
seni nomeadns de una vei, e se tizesse o dispendio sem
provelo.
Quanto outra, foi um lapso de penna : cu quiz dizer
frequeneiat exame; accrescenle-se esta palavra, e tenho
feito a emenda.
Encerrada a discussao, he o projeeto approvado com
as emendas do Sr. Laurenlino, a do Sr. Mavignier e as
do Sr. Barroso, sendo rejeitadas todas as mais.
Primeira discussao do projecto n. 37 que reforma a
thesouraria provincial.
He approvado sem discussao.
Vai iTTiesa e he approvado o srguinte requerimenln :
Requeiro dispensa do intersticio para ser dado na
ordein do dia de alnanha o projecto n. 37 deste anno,
que acaba de passar em primeira discussao. Podre Vi-
ente.
Entra ein segunda discussao o projecto que approva o
compromisso da irmandade de N.-Sra.-do-Bom-Drspa-
cho em Alaga-Secca.
OSr. Movanter pede que antes de ludo se decida a
quesillo previa, Isto he, se ai compete casa approvar
n comproiuissos; ou se declare que a aycuibla errou,
I" nulo em marco de 1840 dlssc que Ihe nao competa
semelhante approvaco Ein concluan, ola o orador
que deeisej de tal nalureza drvrm ser Irrevogavris,
para que se nao diga que assembla he Inconsequcn-
te, ou nao tem f em seus actos.
OSr. Laurenlino : O nobre deputado pede csclarc-
ciincntos acerca do motivo por que nao foi iuipresso es-
le comproinisso, para se"r distribuido na casa, na fima
do regiment; mas para isso seria preciso que o no-
bre deputado provasseque a mesa era obrigada a man-
dar Imprimir todos os documentos que acompanham a
quBlqurr negocio quevemacasa ; mas isto nunca se faz:
ento como se quer a iinpresso do compromisfo.que nao
sr pode encarar seno como documento unido preten-
co dos peliconaiios ?
A prlica da casa, Sr. presidente, cm vista do regi-
ment, he mandar -se imprimir o projecto; mas essa Im-
presso foi dispensada pela casa : est agora da parte
do nobre depntado examinar esses documentos, e for-
mular o seu juio para votar couscienciosamente. Per-
ianto creio que por este lado tenho satisfeito a sua rc-
quisico.
Responder! ao nnhre deputado vislo querer a virga
frrea puxar-me para esta discussao.
Diz o nobre deputado que ou a assembla actual er-
ra, ou a passada errou quando declarou que perlencia
ao governo approvar estes coinpromissos. Digo ao nobre
deputado que nao existe tal erro, nein com uma nein
com outra. CrelO que ha no archivo da casa um pare-
cer da cominisso declarando pertencer ao governo a
approvaco de coinpromissos ; mas, vista do 10 do
artiao 10 do acto addicional, nao pJc o governo con-
lirma-los seno por delegaco, eo nobre deputado nao
pode provar que, pelo faci da delegaco, lique exlinc-
lo o poder do r >ganle. O nobre deputa 'o sabe que
era predicado do imperante, quando legislador, nter-
vir ueste e cm oulros actos religiosos; sabe que, pelo
acto addicional, passou essa atlribuico para as assem-
blasprovincaesque teem poder de legislar sobre quaes-
quer assocaces religiosas,' existentes deudo da provin-
cia : logo parece-me que he urna queslo infundada
querer o nobre deputado a forliori que esta assembla
ullrapassc a rbita de suas atlribui(es se por ventura
approvar coniproinssos : o que acontece he que, uma
vez autorisao o presidente, se i fr un coiiiproinisso
lica approvado, e se vier a casa fica approvado; aquel-
lepor autorisaco, este por poder proprio...
OSr. Mavignier: Ento un dia siui, ontrono.
O Sr. Laurenlino : Todas as veies que se dclegam
poderes, o delegante nao lica privado desses mesuios
poderes...
OSr. Mavignier: Nao delegou. julgou-sc incompe-
petenle ; e iiiesino nao pdc delegar.
OSr. Laurenlino: Pois o nobre deputado nao yo
que pelo kcIo addicional as assemblas provinciaes sao
as competentes para legislar acerca de confrarias e ir-
maudadesc sobre quaeiquer assncla{es religiosas'...
USr. jtfai>iynirr:--Sobrea existencia, ou nao,existencia,
sini, Senhor.
O Sr. Laurenlino : E como existe urna socedade re-
ligiosa antes de ser sanecionada a lei que a cria, e que
Ihe d existencia ? Para ella se considerar existente,
precisa de um aelo legislativo que approvc a sua lei
orgnica. Bem v o nobre deputado, que sem coinpro-
uiisso nao ha irinaudadcs: nao pude haver compromis-
so sem approvaco, ningucni o pode approvar seno o
poder legislativo : negando, ou coiicedendo a approva-
co, esle tem legislado sobre a sua existencia, ou uo-
exstencia.
Voto.Sr. presidente, pelo parecer.
O Sr. Xarier Lopes: Sr. presidente, a discussao que
se tem agitado nesta casa a respeto da approvaco do
coiiiproiuisso da irmandade do llom-Uespacho, tem sido
abundante, quando, na realidade, a queslo he muito
Simples. 0 iiobrc drputado que impugna o projeclo,
pergunta se he ou nao da altiibui(i> desta assembla o
approvar coinpromissos. Ora, a respeto da approvaco
de comproiuissos nao ha nada mais obvio, nao s ein res-
prito aos fados passados, mas principalmente em refe-
rencia a lei. O acto addicional que he a lei regulaiiien-
lar da materia, porque he aquella que crcou as assem-
blas provinciaes, diz muito rxprcssainrnle, no arl. 10
10, que ellas tccni auloridade para legislar a respeto
de quaesquer associaces polticas ou religiosas ; por cou-
sequencia a queslo se deduz a estes termos 1 O conipro-
misso ein questo he de ussuiijcao poltica ou religiosa?
He de associaco 1 el giosa : logo, em visla da lei, esta
assembla tem poder de legislar sobre elle.
Mas o nobre deputado funda a sua iuipugnaco em
una deciso, tomada anteriormente pela casa. Entre
tanto, anexar de ler sido o propro que vemilou a ideia,
apezar de haver lido bastante lempo para apresrnlar-nos
mu do. umenio que prove icr-se tomado semelhanlc de-
ciso, ainda o nao fez.
Quanto a mim, nocareco desse documento para pro-
ferir a iiiinha opinio a respeto : entendo que a assem-
bla provincial nao poda lerdemttido de si um poder
toexpressamenlc consignado na lei de sua creaco, e
que, se o fez, nos nao devenios estar por semelhante ac-
to, por ser abusivo e errneo: se a assembla tomn
tal rcsoluco, ella nos nao pode servir de norma, por-
que se uppe lei da creaco desla casa. Mas aqui esf
o que coii9ta ter havido. (U.) lie un ofclo que diz lia-
verse remelllo uus comprouiissos ao presidente da
provincia para app'rova-los ; mas eu nao vejo uma s
raso plausivel que se opponha a que as assemblas
provinciaes nao possam, nos termos do artigo 10, 10
do acto adaicional, approvar ou rejeltar coinpromissos.
Todos nos sabemos que as Iris regulamenlares desta ir-
niandades licam subjeitas a duas inspecces ; quanto d
parte ecclesiastica, dependen! do diocesano ; c quanto
parte civil, o seu conhecimento compete ao poder legis-
lativo ; o comprouisso em queslo tem a approvaco ta
parle ecclesiastica, logo falta-llie a da parte civil, que
lie a que pcrlciice a esta assembla, como hei demons-
trado.
Se acaso a assembla, em annos anteriores, demtlio
de si (o que nao he de supprj esse dirrito, isso nao nos
pode servir de regra, repito ; porque ella nao podia des-
pir-se de urna atribuicu to importante como esta. Es-
sa deciso nao tem vigor, e esta assembla est no seu
direito resolvendo em sentido contrario. Por isto voto
pela approvac'io do compromisso, que est revestido dos
devidos caracteres, e j foi validado pela auloridade ec-
clesiastica.
OSr. Mavignier : Sr. presidente, cu nao me oppo-
nlm a que se discuta hoje, ou amanha, o compromisso
de que se trata : o caso uu he esse ; o que eu quero he
saber, se compete ou nao casa approvar esses coin-
promissos.....
Votes : Compete. -
O Sr. Uarignier : Bem : logo esta casa errou ein ou-
tra occasio, quando disse que Ihe nao competa essa
approvaco ; logo os actos desta casa nao teem consis-
tencia : em um auno diz que sim, no auno seguinte diz
que nao ; para o auno dir outra vez que sim..... -
(Ha um aparte que nao ouvimos.)
U Sr. Mavignier : Nao neg o all'orisuio ; mas elle
nao tem applicaco ao caso : nao, Senhor ; o que he fac-
i, he que esta casa, por semelhante proceder; iuostra
que os seos actos nao teem Consistencia, que sao l'alli-
veis : e, em materia desta ordein, islo he un mal, por-
que sao materias de competencia, ou nao competencia...
O Sr. Aorta: A infallibilidade s compele ao papa.
Votes : Em materias religiosas.
O Sr. Mavignier : Oeste dilema, nao se pode sabir:
mi errou antecedentemente, ou erra boje ; daqui o que
se segu he que as decises desta casa nao teem consis
lem ei, nao mei ecciii t : Ulna irS feti.. est*: .into-, pude
ser revogada e emendada para inelhor no anuo seguin-
te ; mas decises desta nalureza ilevem de ser irrevoga-
vris, para que se possa ler f no que a casa diz, para que
se nao supponha que ella est ditposta a julga-se boje
competente para aqulllo inesino que bontem entenda
eslar fra de sua aleada.....
OSr. Xavier Lopes: --He boa tuanelra de sustentar
en os.
O Sr. .Wiirii;iuri : Eu nao quero sustentar erros ;
quero que se me tiren "Stai diivldas
Quanto a mim, emendo que esta casa s pode aulo-
risara exlsienrla, ou 11I0 existencia drssas sociedades, e
nao pode legislar cerca do seu rgimen Interno ; e se
assiin nao he, por que raso nao teem vindo a esta casa
os estatutos de tantas sociedades polticas que por ah
ha, untas clandestinas, outras publicas?
OSr. Cunta Machado : As clandestinas sao prohibi-
das : a policia deve fazer dissolv-las, e punir os seus
membros.
O Sr. Mavignier : Porque nao leein vinao aqu esses
estatutos? A le nao distingue.....
Vm Sr. Deputado 1 E ba sociedades polticas ?
O Sr. Mavignier : Dizein que sim.....
O Sr. Xavier Lopes : R isto ser explicacao ?
0 5r. Mavignier: Tome l no sentido que quzer.
Estou fallando na materia, porque tenho direito a isso 1
como estamos aqui para fallar, estou fallando : todos
teem faculdade de o fazer, e nilo sei porque nao se quer
que cu use desse direito ; elle he feral, todos pdem dl-
zer verdades, absurdos, ou nao absurdos :cada um, con-
forme Dos o ajuda, diz o que entende.
Entendo que, para nao apparecer inconsequencia, con-
vm que se ventile mais a questao; porque depois temos
de discutir o compromisso artigo por artigo, visl" uoiuo a
discussao englobada he contra o acto addicional. Quero
ver como isto se resolve.
OSr. Trigo de l.ourtiro : Nao ha duvida ncnhuina,
como disse o nobre deputado, que ein 1840 a assembla
legislativa provincial decidlo, sobre parecer da com-
missso ecclcsjastica, que o competente para approvar
compromisos era o pecsidente da provincia, e fundou-
se a commisso na lei de 22 de setembro de 1828, que
he a que extingui o desembargo do payo, e a mesa da
cousciencia e ordens ; mas essa deciso parece deve de
ser revogada, porque ataca e oflende o art. 10 10 do
acto addicional.
Nao ha duvida nenhuina, Sr. pjesidenlc, que, segundo
a consttuico da antlga monarchia, quero dizer, as leis
de Lamrgo, e de outras cidades do reino, em que, reu-
nidos o clero, nobreza e povo, estabeleccram algumas
regras constilucionaes, ein rigor quem governava era
a ventado do imperante, porque reuna ein si todos os
tres poderes, e era supremo julgador: portanto, antes
da adopeo do systeina representativo, esse negocio de
appravacS de comproiRtUOS pcrtcocla, pHo r?gul-
menlo do desembargo do paco; ao mesmo tribunal No
regulamento do desembargo do paco, que vem na or-
den 1 ao do livro 1.", se v um artigo que d ao m sino
desembargo a atlribuico de approvar coinpromissos ;
mas, exmelo este tribunal, foi necessario distribuir
por cenas autoridades as altribuices que a elle com-
pelan); e, coinquanto o poder legislativo reconheces-
sc que o approvar coinpromissos era uma atlribuico
proprlameiilc ^ua, a deu ao poder executivo, porque
eutendeii que o lempo era muito precioso, eque qua-
irn mezes que aconstituifo marca para as sessdes or-
dinarias annuars, era pouco para satisfazer s necessi
dades oceurrentes ; c por isso, repito, delegou uina
parte deste poder, como o faz frequentememe, quando
nao pode desempenhar todas as suas attribucdes, ou
por falta de lempo, ou por mil 10 motivo ; mas appro-
var comproinissos, ningucm pode dizer que nao he ac-
to que pertence ao podar legislativo ; porque, sendo el-
les a le de urna socedade religiosa, essa lei pode oflen-
der os interesses da socedade geral, c por consegulnte
deve de ser examinada e revista cuidadosamente. Mas
a lei de 22 de setembro de 1828 transferio ao governo
altribuices que, pelo regulamento do desembargo do
paco, competan) a esle tribunal, pelas rases queja dei.
Entretanto, note o nobre drputado que esta lei he de
1828, que o acto addicional he de 12 de agosto de 1834,
e que por conseguinte he o poder constituinte, he a na-
fao representada por seus commissarios, 011 por as pes-
soas noineados para a representar, que, no 10 do art. 10
do relerido acto addicional, ds assemblas provinciaes
o poder de legislar sobre sociedades religiosas : logo es-
le acto he de um poder superior ao legislativo ordina-
rio, e foi este poder que revogou a le de 22 de se-
tembro de 1828 na parle em que d ao governo a altri-
buiro de confirmar os coinpromissos.
Note mais o nobre deputado que o governo, em enn-
sequeuca disto, nao tem mais o direilo de approvar
coinpromissos, seno na provincia do Rio-de-Janeiro,
na parle pertenceute ao municipio neutro, porque a as-
sassiblca provincial nao legisla para esse municipio : o
governo, pois, pode, era virtude disto, appwvaros coin-
promissos das irniandades desse municipio, mas os das
de outras nao.
Seuhores, aonde a lei nao distingue, ninguein pode
distinguir: a atlribuico que nos da a lei he genrica';
lugo nao se pode fazer a dislincco que quer o nobre
deputado.
O Sr. Mavignier : Mas a irmandade de San Pedro
mandn seu cnmproiiiisso ao governo geral para o ap-
provar, e elle approvou-o...
O Sr. Trigo de Loureiro : Isso nao pode ser ; mas
se o governo geral procedeu assim, obrou contra o ac-
to addicional. Demais, esse faci nada prova conlra a
a doulrina.
Encerrada a discussao, he o projecto approvado em
segunda para passar terceira.
Soapprovados dous requeriinentos pedindo dispen-
sa do intersticio para seren dados para ordein do dia de
niauha os orfainenlos municipal e provincial.
O Sr. Presidente d ordein do dia, e levanta a sesso s
3 horas da tarde.
36. SESSO ORDINARIA IM OB JDXHO
DE 1848.
PRESIDENCIA DO SR, VIGARIO AZEVEDO.
Summabio. Acta. Expediente. Pareceres. Projecto.
Ordem do dia.
As II horas c '/a da manha, fcita a chamada, verifica-
se cstareni prsenles 22 Scnbores depulados.
O Sr. Presidente declara abcrla a sesso.
O Sr 2." Sfcrsario l a acta da sesso antecedente, que
lie approvada.
Or. i. Sorrrlurie d contado seguinte
EXPEDIENTE.
Um requerimento de Jos Antonio da Costa Azevedo,
propietario do eugenho Babilonia, sito na comarca de
Nazareth, pedindo que na le do orcamento municipal
se designe quota para que a cmara municipal daquella
comarca pague ao supplicante o foro que est adever-
Ihe do terreno em que est assenlado o acougue publico
d villa. A commisso de ore.miento municipal.
He lido c approvado o seguinte parecer :
A commisso de legislaciio, examinando devidamrnte o
requerimento de Juaqulin Goncalves Vieira Guimares,
no qual pede esta assembla o aforameuto perpetuo
ou cuucesso temporaria do terreno junto a alfandega
para construir um arinazem, he de parecer que se Ihe
indelii 1: porque, sendo este terreno adjacentea reparti-
rn da alfandega, conslituindo mesmo parle integrante
desse edificio, e sendn-lhe indispensavel para maior
piara na importaco, exportaco e deposito das merca-
dorias, nao pode por conseguinte ser delle desappro-
priada a alfandega, sem grande prejuizo docoinmerclo.
Alm de que, sendo o terreno pretendido proprio nacio-
nal, nao pode esta assembla legislar acerca de beus de
lal nalureza, sem infringir o disposto no artigo 11 $ 4.
do acto addicional. .
. Sala das commissdes, 27 de Julho de 1848. Cordei-
ro. Uuaru Pereira. barroso.
He lido e flea adiado, por pedir a palavra, o Sr. Ca-
bral o seguate parecer:
A commisso de leglslacao, confrontando attent.i-
inenle os requerimento? de Vicente Fe.reir da Costa
Miranda e Bernardo Antonio de Miranda, nos quaesopri-
uieirn.rnmn arrematante do imposto dabarreira do ('-
changa allega soffrer prrjulzo.coin a conservar o da bar-
relra 'unto a dita pon-, e pede a esta asstmbla esclire-
clmenlos, se aquella barrelra ou outra qualquer em que
baja uma ponte, he essenclalmrriie Inherente e s rela-
tiva a rila, 011 tanibem comprehensiva das estradas con-
tiguas; e o segundo como cnnsrnhor dotigeuho nruin
enclavado naquellas Immedlacoes, representa inesma
o prejuizo que se Ihe cansar* com a transferencia da
barreira para a encruzilhada das estradas da Varica e
Barbalho, por assim flear obrigado a pagar a Uta di
barreira da estrada as reiteradas vlagens de seus car-
ro* e aulraaes em lempo de moagein, e o grvame que
soffrem 01 Individuo* que transilam pela estrada sem
passarcm pela ponte, etc.; be de parecer que nao se
tendo completado at aqui nenhuma das duas estradas
principars de Santo-Antaoe Po-d'Alho, nein ao menos
se concluido o melhoi amento dos leos existentes, e
nao tendo por conseguinte o presidente da provincia
marcado as barreiras das mermas, quantitativos dos iin-
poslos, etc., como se requer na le provincial n. 9, de 10
de junho de 1835, art. 26, nao existe por ora barreira de
estrada, e por isto nao tem o peticionario arrematante
direilo de exigir dos individuos que, paliando pela es-
trada, nao passam pela ponte, o pedagio taxado na lei
lei provincial numero 73 de 30 de abril de 1839,
jrtigo 36, j 22. Alm de que, sendo regra flxa que o
arrematante arrecada o que arrematou, irada mais des-
coinmunal do que ler o peticionario arrematado to J-
mente a barreira da ponte pensil do Cachang, e querer
cobrar o imposto duplicado de ponte e estrada, em gra-
ve detrimento da fazenda c proveilo proprio: c multo
menos deve ser a barreira trasladada para a encruzi-
lhada indicada; porque, sendo da ponte, deve estar jun-
to a ella e nao apartada.
. Sala das coinmlsses, 27 de julho de 1848..-Cord#i-
ro.--Barroio.
He tambem lldoe adiado, por pedir a palavra o Sr.
Jos Carlos, o seguinte parecer :
A commisso de leglslacao, tomando na devida con-
sideraran a representacao dosparochiano* de Muribeca,
na qual, expoodo que. querendo ediear no terreno ein
que assenia essa povoajo, sao obstados pelo propicia-
rlo do mesmo, Jnaqitiin Machado Portella, e pedem
esta assembla uina medida legislativa ou providencia
que sane os males que denotain soflrr, entende que,
para dar seu parecer de um modo mais cnrlal c funda-
mental deve ser previamente ouvido o proprietarlo de
quem os peticionarios se queixam; e assim se rnele da
parte da assembla ao Exm. presidente da provincia, pa-
ra por seu intermedio serein-lhe ministrados os dados
que anda nao tem.
Sala das commissdes, 27 dejulho de 1848. Cor-
diiro. Duarte Pereira. Barroso, a
(Continuar-u*ka.)
DIARIO DR PRRNARBDCO.
COfflMERCIO.
AI tandega.
V
-4
RECITE, 31 DE JUX.HO DE 18*.
A ordem do da para a se*sao d assscmbla, amanhaa
(1. de agosto) he a inesma da de hoje.
RENDIMENTO DO DIA 31..........7:617/418
Uesrarregam hoje, I." de agosto.
Brigue aura fogo da China.
Hrigue Edward farinba de trigo.
Brigue Torujo / lagedo.
Escuna OalsnttvJfOBJI plp vastas.
Escuna ylifiriindrr-focnran taitas de ferro.
Rrigue Frlor mercadorias.
Galera Sword- Pish dem.
Brigue Suoim dem.
RENDIMENTO TOTAL NO MEZ DE JULHO DE 1848.
Rendimento total......... 162:767^90
Resllluces ..."....... 407/720
16^:359/864
Direilos de consumo ....... 158:777#365
Expediente dos gneros do paiz, 1|2 p. c. 76/104
JMto dos gneros estrangelros com carta
de gula, 5 p.c.....','.... 123/722
Armazenagem de mercadorias 587#737
Dita da plvora.......... if 2
Premio dos asslguadns ...... ':'$r'51
Multas ......... 839/425
Emolumentos de certides t 7/7W1
R*. 162:359/864
-
IMPOKTACAO'.
do
CONSULADO GEBAL.
RENDIMENTO O DIA 31.
Ger
in'eM .'.'.". V..... 4/M
3:6711855
Diversas prov
IVEND1MENTO TOTAL NOMEZ DE JULHO DE 1848.
A SABER :
.Consulado de 7 por cento .
a de 2 por cento .
de l|2 por cento .
Ancoragem para forado Impe-
rio............
para dentro do dito. .
"ello lixo.....'......
Dito de ttulos........
Certides..........
Siza de cinco por cento
38:377
* 38:5251.58
3:813/723
1:910/148
6:723/87
534/280
2/800
wjjso
SlftO
"45:0W879
f
O escrivo da alfandega-,
Jacome tierardo Mara Lumachi de Mello.
Edward, brigue dinainarquez, vlndode Trirsle, entra-
n o crrenle mes, consignado a N. O. Beber li t-.,
manifestou o seguinte :
1,650 barricas farinba de trigo; ao* consignatarios.
3:657/113
1


?*
^^s^Bes=rr -jrg ___
Transporte.......
Dirtriai provincias.
Dlilmo ii<">!- ds provincia
. Jt Alagoas.........
f)ili Jo algodo da provincia da
1'aradlba..........
Dilo do dilo da provincia do Rio-
ftiande-do-Nurle......
45:028/879
1:892/572
280/000
6/UII
2:178/583
47:207/462
Deposito exilenle
Ditos restituido. .
7:5,0*
O administrador,
Joio Xavier Carneiro daCunha.
.-__.__
. CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMP.NTO DO OLA 31 .........2:102/477
fifias ,. amor parte recentemente despachadas: hoje,
da agosto as 10 horas da manhaa fin ponto no seu
armazem rna da Alfandeg.i-Velha.
-- Knii.in.anii k Rosrniiiiiud arao iriio |iui r.cr-
venco do corrrtor Oliveir.i do mais rico sortlmento de
tnobilia chegada prximamente de Hainburgo con-
slstindo em commodag mesas de todoa as qualidades ,
jantar e adornos desalas lavatorios, armarios para II-
vros guar-roupas lellos toucado.es espelhos mul-
to lindos ptimos plana* de varios precos quadros
de paredes, appa> elhos e vasos de vidro de cdr para so -
bre-mesa e para llores ditos de porcellana gaiolas ,
burras de ferro e outros objectos de bom gosto ; as-
slm ooino a mobllla em pouco uso pertencente a urna
familia que ha pouco tempo se retirou desta praca
quinta-felra ,3 de agosto, as 10 horas da manhaa, ni
sua casa, ra da Cruz.
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Avisos diversos.
lloviineiito (lo Porto
Navios mirados no da 31.
Ilha de Cicilia/porto de Trapani) 64 dias, patacho In-
gles Susanah-Coltings, de 197 toneladas, capitao \\ il-
liiiiiis Croscomb, equipagem 10, carga sal ; a Jojinston
l'alcr Si 'mipanhia. <
Genova ; 52 dias, barca saiil.i Babilla, de 195 toneladas,
enpao n. Knrrsro, equipagem 12, em lastro: a Oli-
veira Irmaos.
Navios sahidos no mesmo dia.
Falinoutll ; paquete Inglez Peterel, coinmandante Cres-
ser, Passageiros, os inesmos que trouxe do Rlo-de-
Janciro.
I'arahiba hiate brasilciro Espadarle, capitao Victorino
Jos Percira, carga sal e inais gneros.
Baha e mais portns do Imperio brigue inglez Susanah-
Coltings, capitao WiUiams Croscombc, carga a mesma
que trouxe.
Falmouth ; brigue inglez fary-Ctark, capitao Charles
J, Colbrok, carga assucar.
ObservaeSo.
Fundeou no Lameiro, para acabar de carregar, o bri-
gue inglez Janus-tiihsan, capitao Frederiek Greeo.
E
Oeclaracoes.
Foi apprehendido, na freguezia da Hoa-Vista uin
i-avallo castanho-andrino, excesivamente magro : quem
se julgarcom direito a elle, dirija-se a subdelegacia da
inesiiia freguezia que, dando os outros signaes o re-
ceberi. boa-Vista, 29 de j til lio de 18 >8.
Antonio Pires Ferreira.
Peran'.e o conceldo de adininitraco naval teiii de
eontratar-se, s l2 horas da manlia do dia 3 do crten-
le, o fornecimento de po c bolacha para os navios da
armada e enfermara de marinlia; pelo que, sao convi-
dadas todos aqu.illes a quem pmsa convir tal forneci-
mento a apresentarcm, suas propostas em carta fechada,
ein a qual declama o menor preco e quem seus fia-
dores.
Sala das sesses docoiicelho de administracao, 1. de
agosto de 1848.
O secretario do concedi,
Ckrislovo Santiago de liveira.
Avisos fuaritimos.
Para Lisboa sahe, impreterivelmente no dia 15 do
corrente, o brigue porluguez Sublime, capitao Joo Fran-
cised de Amor .'para carga e passageiros a tratar com
Oliveira Irmos & C. ou com o capitao na praca do
Coinmercio.
-- Para o llio-de-Janeiro sahe, quarta-feira, 2 do cor-
rente pelas 6 horas da manhaa iiiipreterivelinente, a
barca brasileira_7Vn escravos a frele passageiros para o que offerece os
unidores coinniodos: a tratar com Silva & Grillo na
un da Mu.11, n. II, ou com o capitao, Antonio Silveira
Maciel Jnior
Antonio Jos dos Santos Braga retlra-se* para fra
do imperio, com sua familia. -
LOTERA DO THEATRO PUBLICO.
O thesourelro desta lotera, vista da extraccao que
val ti'Miln a venda dos respectivos bilhetes, tem marcado
o dia 25 do corrente inez para o andamento in-
fallirel da rudas, que ser rcallsado ,,: iiiii so dia, uo
Consistorio da igreja da Conceicao dos Militares ; e pe-
de aquellas pessoas que tceu fello encommenda de nu-
mero* syinpathicos, que os vo, ou inandem buscar. Os'
billincs i mu mi na a estar a venda : no bairro do Reci-
fe, loja de cambio da Viuva Vieira Si Fllho ; e no de .">.-
Antonio, as tojas dos Srs. Maraes e Gusinao Jnior &
Irmo, na ra do Quetnado ; na venda do Sr. Manuel
Pequeo, no largo do Terco ; e na botica do Sr. Mpreira
Marques, no pateo da matriz.
Manoel Fuado Goveia, Portugus, retra-se para o
Rio-Graude-do-Sul, levando em sua companhia o seu
criado de noinc Jos do Nascimento.
Domingos Joi de Lima bein certo est que nada
deve nesta piara e se alguein se julgar seu credor
queiraapreseniar sua conta para iimuediatamentc ser
paga.
ASSOCIACAO' COMMF.RCIAL.
A mesada direceofazscientc aos socios da associa-
co <-onniniii.il desta praca que, na quinta-feira, 3 de
agosto, ha reunan da assemblageral, ao meio-dia em
ponto na sala das suas aesses afun de se preenche-
m ni i. hiiii.,1,,1...!, .uiiH.iui:, nj,i[iiiii quinto du isa*
pitulo terectro dos seus estatutos Jos Pires Ferreira ,
secretario.
O menor Joo Vicente Atilano va a Hahia,
Manuel Joaquim (innealves e Silva, Portuguez, vai
a Portugal tratar de sua sade, deixando gerente de sua
casa de negocio ao Sr. Jos de Mello Albuquerque, Mon-
tenegro, e por seus bastantes procuradores os Srs. Joo
da Cuita Lima Jnior e Joo Baptista Fragoso Jnior.
O redactor do lirilo-da-Patria exhorta a todos os
homens livres c honestos, brasileiros ou estrahgeiros,
que assignem o referido peridico, na typographia Na-
zarena, ra do Nogueira n. 19, e na praca da Indepen-
dencia, loja n. 12. Moje contina a cobranza vista do
recibo iiupresso.
O LIDADOR N. 306
acha-se a veoda nos lugares do costuine,
--Amanha, ao meio-dia, peranteaoSr. doutor juiz'
do civel da primeira vara na sala c|as audiencias se
ho de arrematar duas casas terreas sitas no aterro
dasCinco-Pontas ns. 46 e 48, penhoradas a Francisco
Xavier das Chagas, por execucu de Joao Filgueira de
llene/es c OUtl'OS.
Antonio Pereira de Miranda retira-se para fra do
imperio e julga nada dever nesta prrea ; cointudo, se
alguein se julgar seu credor aprsente sua conta, uo
prazo de oito das para ser paga, sendo legal.
Quera lhe fallar un menino, de notue Manoel de
9 anuos, c que diz ser forro, dlrija-se a ra Imperial ,
sobrado n. 39.
Jos Joaquim da Gunha Gu i maraes retlra-se para
fra da provincia
Jos I41Z da Cutiha Vianna rtira-se para fra do
imperio.
A viuva Carioca val proceder ao inventario de seu
casal na quajidade de testaiiienteira e nica herdelra
de seu marido : e se beni que nada aqui deva roga com
tudo a quem se julgar credor que baja de apresentar
a sua conta, ou titulo no prazo de tres das, para le
gaii*ar-se, no Aterro-da-lloa-Vista, n. 10.
Perdeu-se um vale de i00/ rs. de cobre passado
OiTerece-seuma laulher pira ama de casa capar,
de portan a dentro : quem precisar dirija-se .1 ra da
Llngoeta, 11. 3, que se dir quem he.
Drs.-jasc fallar 00 Sr. Bulla Rodrigues Scixas:
na ruado I.ivramento,sobrado n. 1.
Aluga-se um sobradinho de um andar na Camban
do-Carino por cima da venda n. 3 : a tratar na rua da
Calcada, n. 0.
Aluga-se o sitio bem conhecldo da estrada do t.'or-
delro de Nuno Mara de Seixas a pessoa que tetilla
tralameuto 1 osqusitos que o tornam preferente sao co-
ndecidos : a tratar com o mesmo proprletario na rua
do Amorim, n. 15.
Precisa-se de um fellor para um sitio perto desta
praca que emenda de plantacdes e leja de conducta
abonada : na rua do Amorim, n. 15.
Os credores do fallido Antonio Jos
Antunes Guimaraes prvinem aos deve-
dores deste, que lhe n3o psguem seus
dbitos, qur de conta de livro, qur por
lettras que lhe aceitassem : porquanto,
tendo sido arrestados seus hens, lettras e
livros, nao pode o mesmo vlidamente
receber quantia alguma de seus credores,
mas tudo deve ser rccoliiido ao deposito
em mao do corretor Uvcira, como bens
do mesmos credores : o que se faz publi-
co para que ninguem se chame igno-
rancia, e fique acautelado contra o mesmo
fallido, queconst ter desapparecido desta
praca, para ver se colhe algum dinheiro
de seus devedores, contra quem 'protes-
ta tn os mesmos credores haver oque inde-
vidamente pagarem.
Urna pessoa com pratica de escripia
commercial, e bonita leltra, propoe-se a
escrever as horas vagas, nos domingos
e dias sanios, com limneta, mediante me-
dico estipendio : quem precisar, annuncie.
4.
~0n"erece-ar urna criada porluguei.p*" o Jf rvlco de
una casa de poucafamllia, a qual he de boaJconducla ,
e he fiel: na rua do Trapiche-Novo, O. 38, sigunao
a.!r. '
Arrenda-ec o sitio da cscala, na Soledade, com
ptima casa de sobrado lauque estribarla e .com seu
pomar de larangciras e oulras diversas fruettf : a tra-
tar na rua de Hortas, n. 140.
Compras.
Compran
Joaquim Jos 1
ram-se as Odes de Horacio traduzidat por
da Cot e S F.lplno Durienne ou tro-
cam-sc por autores da philosophla moderna como se-
jam : Mele, Dainiron .Cousin, I.eibniu c outros mul-
los que naoccasio se mostrar.io os quaes tambera se
trocam pelos classicos latinos e francezes assitn como
se veiidein os mesmos clasicos latinos a saber : Selec-
ta, Fbulas, Virgilio, Salustio, Tito Livio, diccionario
Maguum Lexicn e tambein de fbulas e de composl-
co por Fonseca Salustio traduzldo ao p da lettra ,
l'.utropii latino e francs e outros muitos latinos ; Te-
lemaco .tlicciooarlo francs, por Fonseca, ele. : na rua
de S.-Francisco outr'ora Mundo-Novo, 11.66.
t.'ompra-se um moleque de 14 a 16 annos eujo
valor nao exceda de 400/ rs. : na rua Direita sobrado
de uin andar que faz esquina para a travessa de S.-
l'edro.
Vendas.
na praca do Coinmercio. I pe!o Sr Amonio Manol Ramos, prra ncar ao'n>taWr'
Para o Ccara sahe, em poneos dias por ter a inaior r _. .......c. a. J _=____!______
parte de sua carga a bordo a sumaca Flor-do-Angetim
Sara o restante e passageiros Irata-se com -o mestre,
ei nardo d Soura ou com Luiz Jos de S Araujo, na
rua da Cruz, n. 26
Para o Aracatv sahe, com inuita brevldade, porter
a inaior parte da carga prompta, o patacho Anglica : pa-
ra o restante e passageiros,para o que tem bons coiiuno-
dos, trata-secoin o capitao, Manoel Antunes de Oliveira,
ou com Lula Jos de S Araujo, na rua da Cruz, n. 26
Para o Aracatv seguir com mulla brevldade, por
ler grande parte do seu carregamento prompla, o hiate
nacional Tentador, forrado e pregado de cobre 1 para o
restante trat.t-.se com Silva 8t (aillo, na ruada Moda,
n. 11.
Para o Rio-de-Janeiro segu>, at o dia 30 do cor-
ente o patacho nacional A'ouo-'remi'raro : para o res-
to da carga, trata-se na ruado Vigario, n. 5.
~ Para o Rio-Crande-do-Sl sahir breve o brigue
Leo, capitao Antonio Itodrigues Garca, o qual ni-
camente pde-receber passageiros e esclavos: quem no
mesmo quizer embarcar pode contratar com o sobredito
capitao, ou com os consignatarios, Amarim Irmaos, na
rua da Cadela, n. 45.
Para o Rio-Grande-ilo-Sul pretende sabir em pou-
co* das o brigue Eiperanca, capitn Jos Alves Carneiro;
r> qual pode receber alguns passageiros e escravos :
quem pretender pode entender-se com o sobredito ca-
pitao, ou com os consignatarios, Amorim Irmaos, na tu
da Cadela, n. 45.
Para o Rio-Grande-do-Sul segu com brevidade oj
lirigue-rsciina Alegra: recebe alguma carga c escra-
vos a frete : quem quizer carregar enlenda-se com Leo-
poldo Jos da Costa Araujo, na rua da Moda, n. 7.
Para a Babia em poneos dias o hiate-Fior-do-AVei/,
forrado e pregado de cobre? para carga e passageiros,
trata-se na rua do Vlgarlo, 11 5.
Para Lisboa partir, no dia 20 do corrente mezde
agosto, o bem conhecido brigue portugus Tarujo-Pri-
aero.de que he capitao Manoel de Oliveira Faneco. Tem
grande parte de seu carregamento engajada : para o
restante de seu carregamento, assitn como para passa-
i'ros.a quem offerece asseiados couiinodos e bom trata-
ment, trata-se com o dito capitao na praca, uu como
consignatario, Firmino Jos Feliz da Roza, na rua do
Trapiche, n. 44.
Para o Aracaty tem de sahir com umita brevidade
hiate Novo-Olinda, por estarca j tratados alguns car-
fegadores: quem nelle pretender carregar anda, se en-
lender com o respectivo mestre, Antonio Jos Vianna,
"o trapiche Novo, ou na rua da Cadeia-Vellia n. 17, se-
gundo andar.
Para o M aran ho sahe no da 5 de agosto o pata-
cho nacional Laurentina : para o restante do carrega-
uicoio, trata-se com Antonio Germano das Neves na
'na da Cruz, n. 64.
Para Maranho sahe, at o fim d presente sema-
", o brigue-escuna Laura : anda recebe alguma carga
e passageiros, para o que tem bons commodos : trata-se
foiii o.capiSo.a bordo, ou com ovaes (t Companhia,
Aguado Trapiche, n. 34.
p
Lcilo s.
" Richard Royle far lello, por Intervencao do cor-
'etor Oliveira de grande sortlmento de fazendas in-
por isso previne-seao mesmo Sr. de o nao pagar seno
a Luiz Jos de S Araujo; assim como ninguem o pulie-
ra receber em pagamento.
Antonio Jos da Silva Kiras retirarse para fra do
Imperio.
-Precisa-se alugar urna prela que saiba enzinhar o
diario de nina casa c entenda alguma cousa de en-
gommado: na rua Nova, n. 21.
Ksta venda, nos Lugares do costuine, o n. 6 do
Capibaribe assim cuino o n. 5.
Ollcrcce-se uin rapaz brasileiro para caixeiro, nao
s nesta provincia como em outra qualquer para es-
erptorio despacho ou cobrancas do que tudo tem
bastante pratica c d pessoa idnea para seu fiador :
quem de seu presumo se quizer utilisar dirija-se ao
Aterro-da Hoa-Vista 11. 21, ou annuncie.
Joaquim Azcvedo de Andrade vai a Portugal.
Aluga-se um sotao com varandd para frente e com
commodos para pequea familia ,na rua Nova, n. 5: a
tratar na loja do mesmo sobrado.
Aluga-se um preto que saiba trabalhar de enxada,
dando-se-lhc o sustento e 320 rs. diarlos para liaba -
Ihar em um sitio : nos Aloyados, largo da l'at n 74, ou
na rua doCaldeireiro, n. 62.
Perdeu-se, 110 dia 30 do prximo passado das 6 as
8 horas da inaiilia da rua do Hozarlo da Hoa-Vista,. rua
do Pires ateo palacio da Soledade ,-um argola de dia-
mantes encastoadaem ouro : quem a achou, querendo
restituir, dirlja-se a dita rua do Rozarlo, n. 44, que se
lhe apresenlar a irma c s^ recompensar.
- Miguel Antonio da Costa e Silva retira-sc para fra
do imperio a tratar de sua sade, deixando sua casa con-
tinuando no inesinu gyro, entregue a seu sogro o Sr.
Joao Narciso da Fonseca ,e por seus procuradores, em
primeiro lugar o mesmo Sr. Fonseca Manoel Joaquim
Hamos e Silva e Jos Anionio de Carvalho.
Preclsa-se alugar um preto padeiro : as Cinco-
Poulas n. 38. ^
Precisa-se de urna ama com inuito boin lelle pira
urna casa franceza : na mu da Cruz, 11. 19, tercero an-
dar.
Em praca do III01. Sr. Dr juiz do civel da primei-
ra vara, se ha de arrematar, fiados os das da le, urna
casa de sobrado de tres andares, sita na rua do Trapi-
che 11. 44, por execuco de Leopoldo Jos da Costa A-
raujo contra seu devedor Jos Gomes Villar, sendo di-
ta propriedade avahada ein 14:000/000 rs. escrivo
Reg.
Oabaixo assignado tem amigavelmctile dissoivido a
sncied.ide que linda com seu ir mao Joaquim. Justiniano
Pinto Das de Magalhes, na loja Oueiuiado 11. 46, que gyrava coma firma de Magalhes
& 11 ino licuado o mesmo anniiuuciaote subjelto ao
activo epassivo da mesma, que lhe ficapcrtencendou-
nicainente, por ir Europa tratar de sua sade o dito
seu irmo.
Jois Joao'iim Pinto Dias de iiagalhies,
Oabaixo assignado tendo de ir Europa tratar de
sua sade, deixa eocarregado de seus negocios parti-
culares a seu irmo Jos Joaquim Pinto Dias de Ma-
Joaquim Juslninno Pinlo Dias de MagalhSes.
Joao Maria Ferreira participa aos seus devedores
qu no prazo de 30 das q'uelrat mandar satlsfazer as
quantias de que lhe sao devedores; do contrario, usar
dos mcios competentes.
DENTISTA.
M.S. Mawsoo, cirurgiao dentista, tem a honra de an
1111 n ciar,ni respcitavel publico que contina a excrcer
todas as operacoesinherentes a sua profisso, como se-
jam : tirar denles, chumbar com ouro e prata collo-
car denles novos mais perfeilos c duradores do que os
propriosnaturaes: tudo com a maior perfeieo possivel,
e com a inaior commodidade em precos na casa d
sua residencia na rua do Trapchc-Novo, 11. 8.
Knsin-se por casas particulares as
ptimeiras lettras, a 3,ooo rs. mensaes
mais de om alumno, com lodo o esmero :
quem quizer, annunce.
Precisa-se alugar dous escravos para o servico d-
urna casa : na rua da Cadela de S.-Antouio. armazem
11. 21.
Achou-se um dedal de ouro : quem for seu dono ,
pode procurar na rua da Trempe, voltando para a Sole-
dade n. 31, que, dando os signaes cerlos lhe ser en-
tregue.
Tresse, fabrican le de orgftos e realejos,
no Aterro-Ha-Boa-Sis\a9 n i\,
tem para vender realejos com tambor e trombeta com
a vantageiii de serein msicas todas feilas no paiz, como
bem a polka, a masuika cavatina Casta diva etc.
Concerta dito instrumento e poc marchas novas. Na mes-
ma casa cuiupruni-sc realejos usados.
Aluga-se urna escrava fie), sem vicios, que saiba en-
goinmar, colindare tratar de 11111 menino, e um eseravo
fiel, para todo o servido de casa e rua, para urna casa cs-
traiigcia 1 na rua do Trapiche-Novo, n. 8, terceiro andar.
Antonio Carlos Pereira de l'urgos Pnnce de Len,
pelo prsenle,' participa a seus amigos ea quem convier,
que elle mudou a sua inorada para" a rua Direita, sobra-
do de um andar n. 16, que faz esquina para a travessa
de San-Pedro ; e contina a receber correspondencia
dos seuhores de engenho que quierem coiisignar-lhe
as suas safras.
O Sr. Manoel Jos de Souza Luna he rogado a ir
a rua Direita, sobrado de um andar que faz esquina pa-
rala travessa deS.-Pedro, que ha quem quera falar-llie.
I'recisa-se de urna ama de leite que
o tenba em abundancia, para criar un me-
nino de seis mezes : na rua do Hangel,
n. 56.
Deseja-sc fallar ao Sr. Policarpo, que teve venda na
rua do Rosario larga, e hoje mora no Manguinho : atrs
"do thealro, armazem de taboas de pinho.
Dcseja-se fallar com oSr. JosSoares da Costa, vin-
do ha pouco da Baha a negocio de seu interesse : na rua
Direita. n. 69.
Ollerecc-se um Portuguez de 18 a 20 annos, para
feitor de qualquer sitio : quem de seu preslimo se qui-
zer utilisar dirlja-se as Cinco-Pontas, n. 82.
A loja do antigo barateiio da rua do Collegio, n.
9, contina a vender bichas grandes, a 800 rs. cada urna,
e tambera aluga, a 240 rs. dando-se dobrada porco pa-
ra serventa das que precisaren!.
O gerente, nesta praca, do contrato do rap prin-
ceza de Lisboa contina a vender esta boa pitada em
caixas e a retalbo a dinheiro a vista : assim como roga
a todos os que tecm levado alguinas libras fiadas.que-
ram mandar salisfazer sua importancia, pois que no
tem eaixeiros para os empregar em taes recebimentos ;
do contrario se Ihes nao entregar mals rap pois nao
he genero do seu estabeleclmcnto.
O abaixo assignado faz sciente aos
seus amigos e freguezes que mudou a sua
loja de relojoeiro para a rua Direita, loja
do sobrado n. 29, junto botica do Sr.
Dr. Ignacio Nery da Fonseca.
Joo Antonio de Saboia .
Na tarde do dia 26 do corrente, furfarain, do se-
gundo andar do sobrado n 3 da rua do Aterro-da-Ba-
Vista, un relogio horizontal de ouro com corrente do
mesmo metal. O dito relogio tem o vidro quebrado, e
nao anda por precisar de algum concert. O ladro he
um pardinho que tinha sido criado da casa, e a prove-
tou-se da occasio que os donos jautavam no solo pa-
ra introduzr-se no andar inferior, tirando da camella
uina grade que elle cerrara de antemo ; ao passo que
um sen campan licito eiitreiinba o dono da casa no an-
dar de cima. O tal companheiro he preto. alto e ma-
gro : o officio, tanto de um como de outro he o de al-
faiate ; mas pens trabalhain uo officio..... Roga-sc as
pessoas a quera for apresentado o relogio para cmpra-
lo, que o mande levar na rua do Aterro-da-Boa-Vista,
n. 3, na loja do Sr. Chardon, que gratificar
Precisa-se de uin menino para caixeiro de urna loja
de fazendas : no Alerro-da-Iloa Vista, n. 24.
Aluga-se uin preto cora pratica de padaria : na rua
da Madre-dc-Deos n. 36, primeara andar.
LE DE 18 DE AGOSTO DE 1769.
Vende-se esla lei coinmentada por Crrela Telles se-
guida de um discurso sobre a equidade e regras da in-
terpretado dos contratos pelo preco de 800 rs. : na
livraria da praca da Independencia.
Legislacad brasileira, annos e lSfli e 1M7 e outros
que se vendem avulsos.
Dierinnarios dos vertios irregulares da lingoa franceza,
por 1/600 rs.
Tratado de escripluracao' mercantil dedicado a asso-
cacao commercial do Pono, obra nova escripia com
i ni-1 la idi i e clareza, por -i"' '"' rs.
Colleccoens de charadas novas c milito cugenbosas,
1848, por 640 rs.
O confidente dos amantes, ou nova collecco de mui-
tos c dilli entes modelas de cartas por 646 rs.
Ilrevc tratado 111 iionlu /o a matiz c petit point ornado
de um mappa dascrescom os nomes mais couhecidos
para geral e melhor intelligencia acompanhadodo cu-
rioso syinbolo c significaco das cores: offerecido ao
bello sexo por M. V. de bastos Teixeira, por 2/560 rs.
Tratado dos denles, contengo observares importantes
sobre a conservaco e limpeza dos mesmos sobre a sua
extraccao e utilidade de os chumbar e do modo de col-
loe.irtlenies artiliciaes por Huinareille, cirurgiao den-
lista, por 640 rs.
Traduceoens livres e ao p da lettra de Horacio Tilo
Lirio, Phedro, Selecta etc.
Irr/ileu jii.(ill/ni completo e ciictilel ll.iiln 7 V.
Taboas dos logarithmos do senos e tangentes etc., assim
como taboas deredueco.
Vende-se na livraria da esquinado Collegio.
Na rua do Rozario, venda do Pocas, vende-se tnaii-
teiga ingleza da nova c superior, a 1/120 rs. a libra.
mmm
DE6 PORTAS NJC8
L.
O dono deste estabelecimento,estando em cir-
cumstancias de lhe ser preciso retirar-se para a
Europa precisa primeiro pagar a seus credo-
res e para cffeituar este pagamento o mais
breve possivel, oil'erece algum abatiraento a
seus devedores que quizereiii saldar suas coa-
las assim como tem resolvido vender todas as
fezend.is por diminutos precos, a saber: pecas
de madapolao a 2/ 2/500, 2/800 3/, 3/500 ,
3^800 e 4/ rs. ; ditas de chita, aj/, 5/500 5/800
w/c /500 i s. ; pannos na, c. \S, 4/500 e 5/ rs. ,
sarja de seda despalillla, a 2/ rs. cortes de
colleles de velludo setim e gorguro, a iff 2/1
e 3/ rs. lucanb i de Franca (que vale a 2/500
rs.} a 1/500 c 1/800 rs. ; cortes de cassa de pu-
dines novos e cores fixas, a 2/, 2/500 e 3/j briiu
trancado escuro de algodo, a 160 e 200 rs. o co-
vado ; algodo azul, a 180 c 200 rs. o covado
ganga, a 80 e I un rs. o covado ; cambraia bor-
dada de flores e de ramagens, a 400 rs. a vara ;
cassa para babados, a 300 e 370 rs. a vara ; cas-
sa lisa lina, a 400 rs. a vara ; inetim de cores, a
160 rs. o covado ; chapeos de sol, de seda a 4/,
*/500e5/rs. dilos de raassa para cabera,
a 2/; bonetes, a 400 e 480 rs. ; botes de aber-
tura a 40 rs. suspensorios a 20, 40, 120 c 160
rs. o par ; una grande porcuode lencos de cam-
braia com bico em volta mis adamascados e
outros bordados de minias qualidades a 320 ,
400 e 480 rs. ; e outras umitas fazendas que se
no an mi ni i uu por oceuparem mu lo lugar ,
as quaes se vendern todas anda mesmo com
grande prejuizo : tambera se vende o estabele-
cimento no estado era que se acba havendo
quera queira comprar ainda mesmo a prazo
com lettras de firmas que agraden! aos seus cre-
dores; e juntamente vende dous escravos, sendo
um preto de bonita figura de 30 annos mui-
B to bom olliei.il de sapatelro ; e um cabra de
63 16 annos de bonita figura proprio para pa-
'0 geni.
Mmmmwmmmmm
Contina-se a vender, na rua da
Cadeia do Kecife, n. 3*/, cera em velas,
fabricadas em Lisboa e no Rio de Janeiro,
sortimentos ao gosto do comprador, em
caixas pequeas, e por pre90 mais com-
modo do que em utra qualquer parte.
' I'll TERRENO.
>
r Vende-se um terreno tfom cem
v palmos de frente e quinhentos de
* fundo, no lugar da l'assagem-da-
* Magdalena, entre as duas pontea,
e def ron te da casa do Sr. Caneca : a
* tratar na rua Nova, loja n. 23.
E
Vendem-se resmas de superior pa-
pel almasso de primeira sorte, azul, por
preco commodo: na rua da !>ladre-de-
Deos, n, t8.
J
\
v\
\,
I
-1",
\m






-- Vende-se urna porcio de couros salgados, por pie-
(0 barato por seren proprlos para fazer colla : o ar-
nazein de Manoel Jos do Santos ua ra dos Taiiocl-
roi, ou na ra da Croa, n. 10
= Vendem-se duas violas francesas com o sen com-
petente inethoilo de Caruli: ludo com pouco uso por
preco coiiiinodo: na ra Nova n. 35.
Vende-se cal virgo ni de Lisboa,
ebegada no ultima navio, eni barris pe-
queos, por menos do que em outra qual-
quer parte: na iuadt) Trapiche, arma-
lem n. -j.
Vendem-ie 4 eicravo de bonitas figuras; urna pre-
ta de 10 anuos, boa costureira e engoinmadcira c que
be proprla para mucama ; 3 ditas com habilidades, sen-
do unadellas qiiitandeira ; um moleque de 16 annos
urna negrinha de 10a 11 annos: no pateo da matriz de
S.-Antonio, sobrado n. 4.
Vende-se a padaria da ra daSenzalla-Vdha, n. 90,
bem afreguezada : na ra Dirrita, n. til
Vendem-se sapates decourode lus
tro, pelo baratissitno preco de 2,56o rs. ;
ditos de bezerro de sola e vira, a 1,200
rs.. e suneriores a 1,600 rs. : na ra da
e superiores a 1,600 rs.
i.utiuiu do iiCOnc, i y.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
aos io:ooo'ooo de rs.
Vendcin-se biiheles e meios ditos da lotera a benefi-
cio da fabrica de papel: na ra da Cadeia do Recite, nu-
mero 56.
= Vndem-sc6 duzias de cadriras com assento de
]> illihili-i e que sao inuito folies todas ou a duzias
lia rua das Trineliciras, n 36.
Vetidem-s caivetes finos ; te-
snuras de unbas e de costura ; ditas de
alfaates, feitas em (nimaraes ; sacarrn-
llias de palente ; campainhas de cores ex-
quisitas ; machinas para ilhozes a 1,200
rs. ; cst'rcaes de vidro a 2/100 rs. o par :
na foja de qualro portas da rua do Oaltu-
g, n. 1 O do Duarte.
CHARUTOS,
Os melharcs que ha no mercado : acham-se a venda na
ra da Cruz no Recife, armazein n. 13.
Veri Je-se um escravo
bomcanoeiro f.-r preco coinniodo : na ra do Livra-
mento, loja n. 14.
m lindo molecote de naco, de iH
anuos de idade, ptimo cozinheiro e bom
copciro ; um dito de^idade de 20 annos ;
um dito crioulo, com principio de sapatei-
ro ; duas negras de meia ida le, por pre-
co commodo ; um lindo pardo cliro, de
idade de 22 annos, ptimo pagem; um di-
to de 25 annos ; mu dito de meia idide,
por 25os'ooo rs. ; urna negra que emgom-
ma, cose e cozinha una bonita pardl-
nha ; urna preta de meia idade, boa la-
vadera, tanto de sibao como de varrella;
urna preta de nacao Costa, e outros es-
cravos que se mostraro aos comprado-
res : na ra das Larangciras, 11. \!\, se-
gundo andar.
A isooo rs. ,
aurrelas com azeilouas supe, orea : v*ii-
dem-se no caes da Alfandega armazeni
11. 7, de Francisco Dias Ferreira.
A sublime bartha jranceza.
Anda existcni alguns potes desta sublime banha, con-
trnducada um i libras, por 1/600 rs. : na ra larga do
i', o/ario, n. '24.
SUPKIUOR FAHEI.O, A 4,000 rs.
Vcn gado ltimamente, o qual he o melhorde todos que
aqu tem aportado, por ser o mais nutritivo: 0111 casa
doJ. J. TassoJunior, ra do Amorim, n. 35.
1/Z '
oiiezo^ op e8iei boj eu : 'aia mi asa sei||e/.i'u 'b
-nosai ouioa eqjeq b Jazej Ejed ouessaxiu o opuai
-ii" > ui.ifliMA ried sendo 11] si: 11.me.1 sci.ii:ss.i:>.mi S8
ui.ipujA as uiaquivi : oaafqo janb|Bnb no Bpu.17.111 i.mli
-|enli JE3JBU1 v["<> 1 no ni.1.1.1 Minio.) .ip su.) j.inli|i;iili
c4Ed ajaus uin moa seaiqdeiSodi sexieo seuessjd
-ni oiinm se "'.mi oiiiiiiiiiip .ir..-.) joil .is-in,)|iii.i\
'SJ f JOJ
Vende-se urna ptima morada de casa terrea ,
sita na ra Augusta coin meia-agoa para a ra do Ale-
crn! ; uin terreno junto a dita com alicerces para
duss casas ; cento e quarenta, palmos de terreno com
cerca de dous mil palmos de rundo desde a ra do
Alecrimat a beira do rio : tullo por preco muitn com-
iiinilo : a fallar com Joaquiui Teixeira l'ciioto na ra
da Concordia, n. 25.
Vendem-se acedes da cx-
tincta companhiade Pernambuco
e Paraliiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, ra da Cruz,
n. 9.
Cal virgem de Lisboa.
Cunba & Amorim, vendein ancoras com 4 arrobas
de cal virgein de superior qualidde, chegada no ul-
timo navio de Lisboa Tarujo-Primeiro por preco mais
commodo do que em outra qualquer parte: na ra da
Cadeia do Recife n.AO
Vendem-se, para fechar una conta 414 rtelos de
sola, por preco cominodo na ra dos Tanoeiros, n. 5
No ("un d ra da Aurora, n. 4, vende-se um jogo de
tambores autigos aguilhVs, rodetes duas mcias cal-
deiras tudo por muito barato preco.
era de Lisboa
Na ra da Cruz, u. 60, vende-se a me-
Ihor cera que ha no mercado, em caixas
de t(hw os lmannos, *vfJutade*rJds com-
pradores, e mais barato que em outra
parte.
Vende-se cal virgein de Lisboa em barris de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por preco commo-
du : a tratar com Almctda S Fonscca na ra do Apollo
sjioqujdjqos rjisouib a
SJ1103 SOaS-OBQ ,111(1.1 EpB3 SUJuleil ,i)JS "(l u.Vud O lili
-lllljp 0|jd si.\i| s.nii.) ip 3 saiupt.il so.u.i .ip aprpi.i
Ita B .1111.11111 11111111 ipc8.)l|.) MJSU.USMCd SBSSB3 SBAOU
SB .' in.ipil.iA "5 -U OIUOIUV- S" JP 03JB OB J1U0JJU03
4 'O ^ SJ&JDiumQ p vlo vu 9jgo o
'U Ottjt v sasuaistjvd smsuosvaou sy
Vendem-se caixas para guardar
'oias, pelo diminuto preco de 900 rs. : na
oja de quatro portas da ra do Cabug, n.
1 C do Duarte.
Vende-se Lizia potica, ou colleccao de poesiaa mo-
dernas, de autores portuguezes publicadas no Rio-dc-
Janeiro por Jos Ferreira Monteiro cociendo o pri-
ni. ir" voluinc 52 nmeros eom 312 paginas ; preco 2/
rs. Recebem-se assignaturas para o segundo volunte ,
constando todoo anno de 48, dividido em 52 nmeros :
na ra da Cadeia do Recife, loja de Joao da Cunha Ma-
galhes aonde j se encontrarao os ns. 1 a 9. Na mes-
illa loja se emit un.un a receber assignaturas para a
rfinmiai-/.i>') i,i, jornal de instrueco e recreio por
nreco de if rs. uor anno uur52 nmeros.
Vendem-sefanendas muito baratas nos
Quatro Cantos da ra do Queiwado,
loja n. 20, de Teixeira Bastos & Ir-
m&o,
como sejam : castores*ncorpados para caifas a 200 rs.
ocovado ; lencos brancos de cas coin risca em volla
a 200 rs. ; cortes de cambraia pintada, para vestidos
fazenda lixa a 2^400 rs. ditos com algum mofo a 3/
rs. ; cassa chita fina e muito larga a 200 rs. o covado ;
dita superior a 400 rs. ; riscados largos eill cassa com
algum mofo a 200 rs. ; chitas brancas de (lores a 120
rs. ; ditas escuras a 160, 200 e 240 rs. o covado ; incias
para uu-iiiu a 80 c 160 rs. o par ; ditas para meninas ,
a320rs. ; ditas para senhora de 400 a 560 rs. o par;
lencos de seda preta para grvala a 1^280 rs. ; ditos de
cores cmsctiin para grvala, a 1600 rs. ; ditos de fran-
ja para senhora a 2#5C0 rs.; luvas pretas bordada* a
800 rs. o par; camisolas de meia americanas, muito
boas, a 1/800 rs ; e outras multas fazendas por pre-
co commodo.
Vendem-se pautas das alfandegas do imperio do
Hrasil impressas no Rio-de-Janeiro : na ra da Cruz ,
n. 20.
Vendein -se jogos de bancas de ainarcllo; lavatorios
de dito: udo novo e bem fcilo : na ra da Cadeia de
S.-Antonio n. 21.
Na ra da Florentina n. 16, defronte da cochelra,
vende-se un escravo, bom trabalhador de cnxada e ma-
chado proprio para aillo ou engenbo c que he ga-J
nhador de ra ncsla praca que d 560 rs. diarios, e
tem ptima conducta : vende-se para um pagamento.
{ j". u o 1K71) j| op r1 H'| IM1.I cu : opom
-uion o.) ul .un 'soiaafqo soimiu sojing 3 sajorj a si.miii
SBiy ap sapEp!|Enb se sepoj ouioa uiaq jBpjoq 3 jas
-03 i.'.u.'il o) II huimos o OpO) lili) > se 11 i| II.) lll.i 111 .)(' 1
! (B133UBJJ senil sei||ii.1e seiKipepi.iA SB ,is -mjpu.i \
Vendem-se caixas de macarro muito bom a 3/000
e caixa de 25 libras : no aruiazem de Francisco Das Fer-
reira.
Vende-se una excedente casa terrea na freguezia
da Uoa-Vista, com muito bons coiiunodos grande quin-
tal com inuitos arvoredos de fructo : na ra que atra-
vessa para a Gloria casa do lampeao.
A 3s'8oo rs. a peca.
Na loja de Guimares & C.
que fazesquina para a ra do Collegio n. 5, vendeni-
se pecas de chitas de 38 covados a .800 rs. a peca, de
soflrivcl panno e padres agradaveis. Dao-sc as amos-
tras sobre penhores.
Na loja que faz esquina para a na do
Collegio, n. 5,
vende-se princeza larga preta muito superior pelo
barato preco de 1/rs. ocovado ; luvas brancas finas, de
aigo.io, a 120 rs. o par; alcm destas fazendas ha um
completo mu lmenlo de todas asqualidades de fazendas,
tudo por preco commodo.
Vende-se una cscrava de Angola de 20 anuos ,
de boa figura que engoninia, cose e cozinhn na ra
do l'.i-s, i loja ii. 19.
Vende-se inanleiga ingleza nova e de primeira
qualidde, a 1/380 rs. a libra : na ra estreita do Ro-
zara venda que faz esquina para o pateo do Carino.
Vende-se una escrava de naciio, multo vistosa boa
co/iulicira eque eiigomniu, lava de sabo varrella:
na ra do -ebo, n. 30.
-- Vfndem-seos melliorescha-
rutos da Bdiia que teen cliegado
at boje, com a marca T S B : em
casa de J. O. Elster, na ra da Ca
deia-Velba, n. 29.
Vendem-se saccas com milho a 4/ rs.; niel is de
seda para hmnem pretas c de cores a 1/ rs. o p 11 ;
luvas para senhora das mesmas cores a640 rs. o par :
na ra da Cadeia de S.-Antonio, ariuazem n. 21.
Vendem-se ancoreas coin azeilouas, a relalho: na
ra da Madre-dc-eos.arinazem n. 26, ea Halar na ra
da Cadeia do Kecife loja de ferrageus n. 44.
No nnnazcm da ra Nova, o. 67, acha-sc um
griindfl sorlimonto de movis consislimlo cm um
grande snitimeuto du cadeirns de palhinha bem
construidas aduziaa 24/, 30/, 5/, 50sf,72/e 8*/ ;
su{>hs, tanto du oleo como do Jacaranda ; bancas;
camas; mesas; espelhos; eslojos para navalhas;
ricas carteiras para viagem ; e outros amitos ohjc-
tos: ludo por preqo muito commodo, que a vista
do comprador se f.tr patente.
Bu la iu los para costura.
No Ateiro-da-Boa-Vista, loja n. 78,
vendem-se tstes batatos por 56o, i,ouoe
1,180 rs : sao tao lindos, que quetn os vir
nao deixara de os comprar.
No Kterro-da-Boa-Vista, loja n. 78,
vendem-se bahus proprios para guardar roupa de
enanca e para costnra, de 1/ a 2/500 rs. ; bonetes de
varias qualidades, para meninos, a 800 rs. ; aluda res-
i.uii alguns bonetes de marroquim de muito bom gos-
to ; bonetes de riscado, a 320 rs.; sapatos de lustro e de
marroquim, tanto para huuiein como para meninos.
Vendein-se e alugam-se as verda-
deiras bichas hamburguezas, por preco
mais commodo que em parte alguma, e
fniliLMii se is'v'ao ip'picar a qualqtier ho-
ra do dia ou da noite, para inaior com-
modidade dos pretendentes : no antigo
deposito de Joaquim Antonio Carneiro,
na da Cruz, n. 43.
Vendeni-e ptimos presuntos pura fiambre, cheaa-
dos ltimamente : no armazein de Kalkmann U Ko-
e n ni u mi, ra da Cruz, n. 10.
Colla da Baha,
de primeira qualidde : na ruada Cadeia do Recife, n.
44, por preco commodo.
Vendem-se ricos capachos redondos e compridos i
ricos chapeos enfeilados para baptisado de meninos ;
couro de lustro francez, inulto bom ; navalhas inglesas,
muito finas e j escolhidas, das quaes'se garante a qua-
lidde ; caivetes de urna a tres tolhas inulto fi us, por
preco commodo; ditos de urna folha, a 200, 240 e 320
rs. : na ruado Queimado, n. 24, e noLivramento, n. 52,
ao pe do nicho.
i= Vendem-se 15 escravos, sendo : 8 inolequea de na-
cao, de (4a20annos de bonitas figuras, c sem vicios ;
um cabrinha e uuimulatinho de )4 a 18 annos pti-
mos para pagens ; um preto de meia idade ptimo para
sillo por preco multo em conta ; 4 pretas sendo urna
deltas perfeita engommadeira, costureira e cozinhelra;
una dita de 13 annos muito linda, he iccolhlda e tem
principios de habilidades; 2 ditas de nacao, ptimas pa-
ra lodo o servil o de casa c campo: na ruadoVigario ,
n. 24, se dir quem vende.
Vende-se cerveja hamburgueza ,
bocea de prata, em barriofs e cestos : vi
lino de Clarct, Xeres e Porto, em caixas
de una duzia cada umn ; e Ghampanha
da verdadeira marca Cometa, ltima-
mente chegada : na ra da Cruz, n. 17,
armazcni de C J. Astley.
Aos apreciadores da boa pitada.
Vende-se, em Pedras-de-Fogo as lojas do Sr. Joa-
qii 1111 da lia nc;i Cmara encllente c multo superior
rap grosso c meio-gros6o da fabrica de Estevao Gasse,
do Rio-de-Juneiro : seu preco he o mais commodo pos-
sivel por se receber directamente do deposito geral
do Recife.
- Vende-se urna cadeirade armar muito rica equa-
si nova ; um palanqulin da llahia j usado ; raixilhns
de janellasde peitoril de amarellosuperior e feitos hal
atrooa : do 1 iniaiih" exigido as posturas municipars ;
encerados novos ; pregos geloza; lemes para caixi-
Ihos; pedras de aliar, do Porto; papel para copia de car-
tas por machina ; c diversas outras fazendas para liqui-
dar : na ra do Amorim 11 15.
Na ra de 4goas-Verdes n. 46,
vende-se urna linda e honesta inulatinha de 16 annos ,
excellente mucama cujas habilidades se faro ver ao
comprador ; 2 bonitos moleques de naco, de 15a 16an-
nos ; duas boas esclavas para Indo o servico e outros
escravos que se faro ver ao comprador, os quaes se ven-
dein por necessidade.
CAPACHOS.
Na na do Queimado, n. iC,
vendem-se capachos de diversos tamanhos c de supe-
rior qualidde por preco mais commodo do que era
outra qualquer parte : sao chegados ltimamente a es-
te mercado e existe urna pequea porcao em ser.
Aos omjou.sooo de r9.
Acaba de chegar neste ultimo vapor do.sul uin
completo sortimento de cautelas da lotera do Rio-de-
Janeiro, em quartos, oitavos e vigsimos, acham-se
i oiiiiniiaiiaiiieeie a venda (io nico lugar ji por vetes
annunciado ra do Queimado n. 16, loja de Jos Dias
Slnies it Coiupanhia. Adverte-se que o seguinte vapor
liar a lista geral da extraceo destas cautelas.
Vendem-se pecas do madapolao com20 varas, mui-
tn largo e muito encorpado, a 2/800 rs. e a retalho a
140 e 160 rs, ; pecas de chitas limpas de muito bonitas
lores de rnsa e de muito bons pannos, a 5f500 rs.: na
ra estreita do Rozario, n. 10, tercero andar.
-- Vende-se um casal de burrinhos ; urna burra ani-
mal ; um pnrio de ferro proprio para sitio ; uma col-
cha branca bordada de ouro ; duas bandejas de casqui-
nli i : ilini- |i ai oinetiii os ; um oculo de alcance; dous
h.inheirns e duas talhas de folha j usados i uma por-
c.in de linica porcellanea : e diversos outros Objectoa
liudos : na ra do Vigaio, n. 7.
Vende-se uma bomba de cobre, em bom estado :
na ra larga do Rozario, n. 20.
Vendein se 12 pranchdcs de cedro de 12 a 14 pal-
mos de eonipi i ment e ln ni largos, por preco commo-
do : na ra do Queimado, loja de ferragens, n. 10
Vende-se, por precisan, um escravo pardo de 22
anuos canoero e pescador de tai rala ; sem achaques :
as Cinco-Fontas, n. 71.
Vendem-se duas latas de doce de tamr.'indos coin
8 libras cada uma : na ra de Apollo, venda n. 21.
Vende-se um par de rodas novas de cinco palmos
e lucio de altura proprias para carioca de cava lio : no
fin do Recco-Largo', no Recife junto as laixas de ferro,
onde foi tanque d'agoa : lainbcni se vende, por pouco
dinheiro unid bomba de ferro com 21 palmos de
eom pi ment c que se pode emendar para mais com-
pimento.
Vende-se um relogiodc ouro, patente inglez, mul-
to bom regulador: na roa do Queimado n. 11.
Cliegou um lioni sorlimento de louca da Rahia ; o
bom simme de Cachoeira, em latas de libras, ptimo
para os amantes da boa pilada; abanos em milheiins:
ludo por preco commodo : lia ra da Lapa, no B orte-
do-Mattos, armazein, o.6.
Vende-se urna cama de angico com enxerges :
una iln'ia de caderas e caunap ; 2 bancas de colunia ;
de pao il'oleo ; urna carlelra para escriptorio de ama-
relio um armario ; dous lavatorios de canto ; uma ca-
xa de realejo, que toca cinco pecas ; uma pedra branca
de inarmore com 38 pollegadas de compriinenlo e 18
de largura para consolo ; uma pedra quadrada e gros-
sa de moer tinta, com seus dous moedores ;- uma cai-
xa de amarello de secreta ; ludo por precio commodo :
na ra Direita na loja do sobrado deum andar, na es-
quina que vira para S.-"~
Veiidem-se chapeos de palha, da
Italia, para aenhoras e meninas, a i.ano
rs. ; brreles de padre? e gnllas de diver
sas fazendas ; bonetes pelos de velludo^
a o6ors. e de panno riscado a 64o rs.
lencos de garca a 1,000 rs. ; ditos degra-
vata a 1,000 rs. ; luvas de algodao, deca-
es, a aoo rs.opar; ditas de pellica, de se-
nhora, a 1,000 rs. ,e para homem a 1,600
ra.; flores para enfeites de chapeos; bicos
do Porto, de 100 at 406 rs. a vara; ditos fi-
nos, francezes e inglezes ; galdes branco
e amarellos, finoV; ditos ordinarios ;es-
piguilkas e renda* ; volantes largos e es-
treitos ; espelhos de paredea 1,000 rs. :
ditos de augmento a 800 rs. : na loja de
quatro portas da ra do Cabug, n. 1 C.,
do Duarte.
Vendem-se (i escravas sendo duas pretas uma de
30 annos com habilidades e a outra de 14 annos de
nayau c recihida c leca habilidades; a preto d
naco de 30 annos, bom ganhador e proprio para ir-
nia/.ein de assucar ; um pardo com principios de alfait.
te ; una parda que vende na ra e faz todo o mais ar-
ranjo de uma casa de familia ; um inolatinbo de 11 an-
nos multo liiiiio : todos sem vicios nein molestias: no
paleo da S.-Cruz n. 14, se dir quem vende.
Vendem-se 6 lindos moleques de 16 a 18 annos ; 4
pretas de26a 30 annos, sendo nina co/inhrira ;-3 pardos
de 16 a 25annos sendo uin driles bom carreiro ; 3 par-
das de 7, 14 e 18 annos, com principios de habilidades,
sendo uma dellas proprla para mucama por ser de
elegante Agura ; 3 pretas de 20 a 25 annos coin habi-
lidades : na ra do Collegio, u. 3, se dir quem vende.
Vende-se uma flauta preta, com 4 chaves ; uin ine-
thoilo por Dcvienne tudo em bom estado, e por bara-
to preco : no pate do Carino n. 17.
Vendem-se, na praca da Independencia, n. 12, os
seguntcs livros em bom estado : Felit Independente do
inundo e da Fortuna, 2 v., por 5/ rs. ; a Viagem da
Polonia 1 v. por 1/600 rs. ; Estrangeira 2 v. por 2#
rs. ; SlmSode Naotaa, v., per !/ rs ; Rsviia hist-
rica de Portugal 1 v. por 1/ rs.; Thcsouro da nioci-
dade portugueza, 1 v. por2/rs. ; Amigo dos homens-js)
4 v. por 6/rs. ; Amor e melancola, 1 v., por 2/ rs.;
Jlisloiia sagrada, 1 v. por 3l rs. ; a Orpnaa portu-
gueza e seu tutor ,4 v,, por 4/ rs.; Universo Pittoresco,
o v. i on leudo li anuos, por 25/rs, ; a Koseira 1 v." ,
por 400 r.
Vendem-se pretas, pretos e moleques de boniss
figuras e com habilidades : na ra das Flores, n. 17.
-- Vende-se panno de algodo da trra, inulto supe-
rior : na ra do Crespo, n. 23.
Vende-se uma casa com frente de pedra e cal no
Cachang : a tratar no pateo de S.-Jos, n. 43.
Vendem-se, na ra da Cruz, n. 26 saccas com su-
perior farinha de mandioca ; sola ; couros ; cera de car-
nauba ; chapeos de palha ; prunas de cia ; e mais al-
guns outros arligos para liquidcdes.
-- Vnde-so uma parda que engomma lavae cozinha
com perfeleao ; o motivo por que se vende se dir ao
comprador: no Atcrro-da-Boa-Vista, n. 42, primeiro
andar.
Vende-se, ou troca-se um preto de 22 annos, cozi-
n6eiro, sadioesem vicios, por uma preta que saiba
engommar, coiinhar nao lenha vicios e seja conheci-
da : quem pretender annuncie.
Vendem-se, na ra do Crespo, loja n. 11, os segua-
les livros : Dicionario da academia franceza sexta edi-
ao 2 v. ; Elementos de tedeolugia terceira edifo ,
v. ; curso de philosophia porCousin 3 v. novos e
encadei nados por 8/rs. ; tratado dareligio 3 v. cn-
cadernailos e novos, por 4/ rs.
Vende-se
-Pedro.
uma escrava
de
imcao
de bonita figura^ de idade pouco mais ou
menos de 18 a qo annos, sadia, sem acha-
ques, era vicios; he recolhida e tem ha-
bilidades, como sejam : engommar, cozer e
fazer lavarinto j uin molecote crioulo, de
ni a 30 annos, sem vicios, bem compor-
tado, bastante rubusto, de bonita figura ;
e um molequinho de 8 a 10 annos, boni-
ta figura e sadio : quem os pretender di-
rija-se a ra do Crespo, ao pedo arco de
Santo- Antonio, loja n. 4, que achara com
quem tratar.
= Vende-se a venda sita no pateo dos Marlyrlos n. 8,
por seu dono querer retirarse para fra da provincia :
a tratar na mesina venda.
Vendem-se uns toueis grandes de amarello, novos
e que servein para qualquer cousa por lerem servido
de deposito d'agoa ; juntamente urnas canoas grandes :
ludo por preco commodo : ha ra do Trapiche defron-
te do caes da Liugola, n. 30.
I
Escravos Fgidos;
Ausentou-se, na noite do dia 8 de novcinbro de
1847, o escravo llerculano, de cor fula que parece ca-
bra cabeca pequea cabello ralo olhos pequeos,
grosso docorpo pouca barba estatura nKuiar ; lfQ>
urna cicatriz no hombro esquerdo que pode ter 3 a
4 pollegadas de compriincnto ; costuuia embebcdar-ie
e neste estado se intitula por llerculano Jos dos Sao-
tos Tranca-Una ; quem o pegar leve-o a cidade de Olln-
da, na ra da Roa-Hora, a seu senhor Jos Ferreira
Mii niii, que gratificar generosamente.
O escravo Joo, de nacao Angola, de 30 annos pou-
co mais ou menos, de estatura baixa rosto descarnado
olhos abotoados na Uor do rosto ; tem pouca barba e
nm dente de um dos lados quebrado; tem no minino
direito alguna cortes de chicote e urna cicatriz na na-
dega do inesino lado que diz o dito escravo ter sido
tuna i 11, pin-;.io, porin bem parece ter sido de algum
castgo ; costuma nao separar sede uma bolfa de couro
a liracollo, e as vezespor baixo da camisa ; levou -.Is^vk
peo de couro sur rao e ua roupa nina camisa de lindo-'
chadrez que mu tus chamam chila ; ful comprado a
9 de junho prximo passado a Pedro Amonio Catlised
S.-Pedro morador na fa/enda Cachoeirinha distrlclu
de Agoas-Bellas', e fugioa 3 de crreme jullm tudo
no andante anno de i848 : quem o pegar leve-o a casa de
seu scnlmr ,o capitao J.oaquim de Fara Lobo Labasat,
em Coruripc ou em Maceiem casa de Jacasem, Bar-
boza S Coiupanhia, ou em Pernamhuco em casa de
Amorim Irmos que recompensarao.
Fugio. no dia 22 do passado noite do Hospicio,
uin preto baixo, muito retinto com uma malln branca
mi calca nli ii do p esquerdo e as cosas urnas marcas
de sua trra ; he de Loanda, mas velo pequen por fo-
so _quer passar por crioulo; he nielo capadoco; he
iimcial de sapateiro; velo do Maranlnio no penltimo
vapor Imperatrii mas fol criado nesta cidade : quemo
pegar leve-o a ra do Hospicio, n. 4, ou na alfandega s
Aicenio Fortunato da Silva.
Fugio no dia 21 de dezembro prximo passado ,
o pardo Jacob, de 18 annos, secco do corpo, cabellos es-
tirados ; terh falta deum dente na frente, algumas mar-
cas de bexigas e um pequeo t.ilho na maca do roslo :
o mais visivel signal he ter a marca de uin caustico as
costas : quem o pegar ou do inesnio der noticia, diri-
ja-sc a ra Nova loja de Jos I,ni/ Perelra.
Fugio, de bordo do brigue Kiftraitfa, a 26 de ju-
Iho o escravo marinliclro de nonio Benedicto oe
nafio da Costa ; representa 28 annos pouco mala oU
menos alto, magro, prclo ; tein o rosto talhado ; le-
vou camisa e caljas de ganga azul; pertence aor. Jos
Francisco de Castro, do Um-t .i aiule-do-Snl : quem
levar a boruo do dito brigue ou aos consignatarios,
Amorim 8c Irmos. receber boa gratifteacn.
-- Fugiram, na madrugada do dia '.'4 do prximo .pas-
sado o engenho Plndoba da freguezia de Ipojuca ,
dous escravos sendo un cabra de iionic Isidoro, e
una preta, de nome Rita o primeiro de cor triguera,
altura regular, grosso do corpo', queixo bastante sa-
liente ; he olBcial de carpina : a seguuda de cr prel ,
altura maior do que a ordlnarn secca do corpo v7'
estrepitosa, sabe coser, engommar c coiinhar sonri-
vehnente ; sao casados : quem os pegar leve-os ao "''^
engenho a entrega-Ios a seu senhor," Louren?" Jj*s
e Albuquerqur Jnior ou ao engenho Guararapes, que
seri gratificado. -
Per/*. : na typ. de m. f,j>e
FARIA.1848
;