Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08553


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Full Text
-
Auno de 1847-
O DI4RIO publica-se todos os das, Me nao
i. .1- nnln o |>reco d iisnatura lie da
z r. ^;.i'w I"*"*?; !'-"-
* J. Jubilantes sSo inseridos ras.iode
?:rort1i:"Vor>.^typodi1.r.,tc!ea,
pala.metade. Os que uao loram
nantes"psrSo <> Perlinfo e 180 e>n lTu
-3
w w
Quinta-feira 50
rrat'ists ptla-nwWde. Os que nflo forem assig-
diflerente', porcada |>iibbcsc..o..
PJIASES DA LOA NO MI DE SEPE VIBRO.
MinitoanWi '. 6 I""""* *l miu- |,, or. min.de t.r.ie.
Cresceiile, -17, as i horas da Uirde.
La clieia a. os 0 miu. da Urde.
PARTIDA DOSCOHREIOS.
Ooiannae Parahyba,s segundas eseitas ieir,..,.
Rio-(irnnde-di>- Norte quintas, le ras ao meio-dia.
Cabo, Serinliaem, Rin-Eormoso, Poilo-Calvo e
_ Macelo, no l.*, a I! e Ji decada nm.
(aranhuns e Dimito, a 8 e 28.
Boa-Vi-ta e Floread a I a e J8.
Victoria, s quintas feira.
Olinda, todos os dias.
PKEAMArt DE HOJE.
Priineira, s 9 horas e 18 minutos da rnanba.
Segunda, i 9 horas e 42 minutos da tarde.
de Setembro. Anno XXIV.
N. 290.
das da semana.
27 Segunda, Eliziario. Aud. d.i.i. dos or-
ph. do J. doc. da 7 v. c doJ. AI. da vara.
2 Terca. S. Venceslao. Aud. do ,1 dociv.da
I. v.'e do J. de paz do 2 dist. de t.
2! Quarla. St S. Miguel Arcliaujo. Aud. do I.
do civ.da 2v. e do J. de paz do 2. dist. 30 Quinta. S. Jeronymo Aud. do J. de orpli.
e do J. municipal da I. rara.
1 Setla. S. Verissimo. Aud do J- dociv. da I.
v. c do J. de paz do I. dist de t.
2 Sabbado. S. I.eodegario. Aud. do i- do cir.
da I. v. e do J. de paz do 1 dist de t.
3 Domingo. O SS. Ko/.m iude Noasa Senhora.
CAMBIOS NO DA 29 DE SETEMBRO.
Cambio sobre Londres 27 d p. t rs. a 80 dio*.
Paris SO rs. por Tranco.
Lisboa 105 a 110 de premio.
Desc. de lelrras de boas lirmas dt"//a me7.
DuroOucaf bespanliola.;..#"" 20J&00
ModasdeOjiOOvelb. lfl#3M a lojtf.0
* de 61100 iiov.. I6#l01 a H|2oo
de 1*00(1____: 9(100 a 9j200
rala Palacoes....... ... if 000 a 21010
Pesos oolumnares... 1/960 a l#970
Ditos mexicanos.... ifgao'a l|S40
, Alinda............. 1JW0
Aeces da coinp. do lleberrbe de iujsoo rs. M ps*
DIARIO DE PERN AMBUCO
~
EXTEMOR.
AMERICA.
NEW-Y0UK, 8 DE JUI.H0 DE 18*7.
NQO DE 0I.HOS SOBRE O PRESENTE E FUTURO DA
GUERRA DO MBXlCO.
'.i
Sehouvcssc loitor paciente que lesso hoje os ar-
tigos, as apreciares,-as prilcr;0es, os commonta-
rios que 'lia por da' publica ha quinzo mezes a im-
prensaquotidiana relativamente guerra do Mxi-
co, char-sc-hia, quando chegasso ao fim dessa re-
capiltilaQ, muito mais desorientado do que eslava
antes de emprehend-la. Procurando a luz, chogaria
>o chaos.
A que ser isto devrdo t Porque ho que os homens
qnc tomaram por niissio dirigir, Ilustrar a opinilo
publica, nlo teem apresentndo sobre esta questfo se-
noapalpadcllas sm fim, previsOes constantemente
desmentidas lie porque a imprensa, que tcm por
tarefa escrever a historia, ir, por ora, commettor o
mesmoerro que cenmetteram todos; he que todos,
desdos homens polticos al os disculidorcs do
bivouac e dos cantos (Fas ras se transviaram, quo-
rendojulgar a guerra do Mxico dobaixo do ponto
de vista de urna guerra ordinaria.
A historia, que regista e commenta urna serie de
fados consummados, acha no seu encodeamentoo
lio conductor quo deve guia-la em suas aprecia-
res. Mas quando se he obrigado a seguir os succes-
sospassoa passo, o primeiromovimcnlodo espiilo
humano he o dejulgaro futuro pelo passado, procu-
rar analogas, suppr que todos os fados da mesma
ordem podem Irazer-se a um typo quasi uniformo ;
e he isso o quo se fez na circumstoncia actual.
Aquellos que julgavam pelas apparencias, o a d-
minislracflo que ileclarou a guerra foi a priineira u
faz-Io, nfoviram na luta emqueseempeiiliavam os
Estados-Unidossono a historia dapaiiclladc barro
e da panclla de ferro : a seus olhos ora una quesillo
de alguns mezes quando muito, o certissima a p.az
depois da primeira victoria.
Aquellos, porm, que pretendan) conliecer o M-
xico, prodizjam constanlemento urna segunda edi-
(;;io da guerra da llespanha.
Os Brimeiroscsporavan um tratado dopois da ba-
talhado Palo-Alio; esperaram-o depois da tomada
de Matamoros, depois da de Montercy,; depois da ac-
Qilo de Duea-Vista : contaram coni elle depois da
occupaco de Vera-Cruz, depois da victoria de Cer
ro-Cordo : hoje eslUo eml.a-Puebla, e ainda espe-
ram; amanhfla cstarflo no Mxico, ondo contnln
consegui-lo, e onde provavelmente verflo oulra vez
mallogradas stias esperanzas
Os segundos seguiram absolutamente a mesma
marcha, beni que debaixo de ponto do vista dille-
rente: a pos cada revez que goffiia o Mxico, pre-
viam urna subleva^ao geral; em cada gucnilha que
surga, viam o principio de uina nsurroicSo nacio-
nal, e ainda hontem caula va m o triunipho de sua
opinifio ao rfleeberem a noticia das escaramuzas do
Paso-de-Obejas e da Puenta-Naconal.
E ornis he que a mis e outros ministraran) os
succdssDS numerosos argumentos em favor da sua
opinilo. Esse povo que a principio so submette
pacficamenlc, o que rrOpois senle velleidades de sa-
rudirojugo; esse cxercilo que fogo em debandada
a pos cada derrota, e que sbitamente se rene ; 08-
sa capital que successivamente parece querer abrir
suas portas oti tentar os osforcos de una resistencia
desesperada, ludo isso so presta com maravilhosa
eloslicidaile s pradicOes niais contradictorias. Por
so ler querido tirar-de cada felo indueces den:a-
siadamente lgicas, lie que todos nos lisiados-Uni-
dos teem marchado, de um anno a esta parte, do sor-
prez! em decepQo.
Hoje finalmente comprehendem alguns espiritos
esclarecidos que ease's succosos de que forca se
queriam tirar conscqueiiciasnHoeran senfln elfcito
de urna causa latente; e em vez de procuraren) o
segredo do futuro as peripecias da guerra, procu-
ra m-o na historia intima, e, se assim so podo dizer,
na physiolo'gia do povo mexicano. Rcconhecem
tambem que a situagao nada linlia de normal, nada
3ue podesse prestar-se a conjecturas lgicamente
eduzidas; cm urna palavra, que nesta .guerra nilo
se poda esperar cousa regular, seguida, possivel de
prever.
Do feito, a nac&o com quem os Estados-Unidos es-
t cm luta nlo tcm noiibuma consistencia, nctihuma
estabilidade. Semclhanle a esses terrenos leves c
arenosos cujas molculas so tocam sem adherir urna
outra, os elementos heterogneos quo compem o
povo mexicano nao formam esse todo compacto que
serve de base* nacionalidado: he um solo movedi-
zo sobre o qual nada pido subsistir, no qual em vfio
se tentara tancar osaliceres do um edificio.
Assim he qut se falla, sobretudo decerto lempo
para c, em partido da paz, em partido da guerra no
Mxico. He um erro, seno na ideia, polo menos as
palavras. He gente que desoja urna ou outra destas
cousas; mas para reunir aquellos que a esto respei-
to teem um s pensamento para quo podessem formar
um partido, fra mister uina frca do cohcsio que
nlo existe. Talvez que a inmensa maiorados in-
dividuos seja pacifica; lalvcz tambem que haja mui-
los homen9 enrgicos capazo* de emprehemlcr una
luta cornos Estados-ruidos; mas uns o outros es-
tilo em grupos separados, que, seas vezes e por um
inalante se unem, se toinam logo a separar.
A consequencia natural destesestado de cousas he
que a luta un que os Eslados-Unidos so acham en-
peiihados he um ddalo de queso o acaso pode dar
o fio. Al o dia eut que urna peripecia deliuitiva
hoje impossivel de prever, rena os partidarios da
paz em niaioria forte, perpeluar-se-ha a guerra po-
lo simples facto de que ser impossivel lermina-la
por um tratado; c essa expedicito, emprehendida
no mez do abril de l84como urna especio de pas-
seio militar que nlo devia durarsenlo alguns mezes,
degenerar assim om urna oceurrencia iiidennida.
J'ara ovilar esto resultado, que sb vantagens ap-
parcnlos oceulta mais de um inconveniente grave,
propoz-se c disse-se que o governo de Washington
lencona nstallar no Mxico um governo de facto,
com o qual possa concluir esse tratado impossivel, o
comtudo indispensavel para por termo guerra.
Has o menor inconveniente desle expediente beque
no dia em que o exercito umericano dcxarde pinar
na capital, vira urna nova administiaeflo, que rasga-
r o tratado celebrado pela espada.
Encarando a sltuaco debaixo desle ponto de vis-
ta, somos levados a perguntar, nlo sem inquictazio,
qual ser o destecho que o futuro nos reserva. Por
longa quo seja a oceupazilo do Mxico por parte dos
Estados-Dudos, forzosamente ha de ter um termo,
a menos quo so pretenda' absolver todo esse paiz.
Ora, qual ser esse termo ? Quem o ha de deter-
minar. .
He essa urna qustlo demasiadamente grave, af-
fastada e hypothetica, para que seja necessario ou
possivel examina-la na aclualidade. Comtudo, aca-
ba do ser agitada n'um hrochura, que, segundo re-
feren) os correspondentes, causou inaior sensazilo
em Washington.
Esta brochura, escripia pelo coronel Malta, ofliclal
mexicano prsoneiro de Cerro-Gordo, impressaem
Nova-Orle'ans e publicada em Vera-Cruz, tem por ti-
tulo : Heflexei obre a guerra entre os Eslados-Onidos
e o lxico, e tobrt as suas consequenciai. Depois do es-
bozar a historia e o paiallclo dos dous partidos be-
ligerantes, explica o autor as rasfies por que ambos
se enganaram nesta guerra. Uns creram empenliar-
se em urna empreza decuria duraeflo ; os outros en-
tendern) a principio que a guerra seria de protoco-
los e de arlgos de jornaes, c posteriormente que o
Inimigo nunca chegaria ao corae,lo da sua repbli-
ca. Ponsavam, diz elle, que suas dissensOes inter-
nas Ibes tinhain ensinado a-arte da guerra, esquo-
condo que o liabilo das desordena he o peior elemen-
to de defensa. Phraso notaVcl por sua concisflp e
enrgica justeza.
Esto err dos dous povos lancou-os em urna estra-
da funesta, da qual, porm, nem um ncm oulro que-
rera agora recuar. Emquanto os Americanos persis-
lirein em impor a paz, os Mexicanos com 0 seu sys-
toina de guerrilhas envenenarno a* animosidades e
tornarl'oodesfechn mais difiicil. A guerra soelor-
nisar nesta situazSo.
O coronel Malta chega, pps, s conclusocs o que
nos negamos, bem que por va dill'erenle. Nilo
para, porm, ah; leva suas prevsflesal as ulti-
mas consequencias da oceupagao americana.
Em sua opinilo, casas consequencias serflo a in-
lervenzlo europea e o estabelccimento da realeza
no Mxico. No Alexico nunca ileixou de existir o par-
tido monarchico, onde tem ainda raizes prorundas.
Silencioso hoje, levantar a voz logo que vira nac&O
cansada do jugo que sobre ella pesar. Proclamara en-
lilp a iulcrvenziio europea como nico remedio pos-
sivel a essa occupazo imiinnla; lanzara a rcppubli-
ca moxicana nos brazos das vclhas moiiarchias, que
saivarao sullbcando-a. Rnois os Estados-Unidos,
eniprehendeiido esta guerra, lerio lirado ascasla-
lifaai do fogo para que tiutrem as coma.
Esta perspectiva de urna intervenzo europea no
continente americano he lauto mais ameucadoiu, na
opiniao do Sr. Malta, quanlo, chegando a por o j
no Alexico, rio parara all a realeza, o sentir a pro-
l'iu l nulo oM'il'i-itos da sua vizinhaiiQa. A guerra,
levada as suas ultimas consequencias, dcixaria,alm
disso, no*Estados-Unidos: um germen falal dedis-
solucio : o espirito de ambiQio f do conquista que
fez perecer todas as antigs repblicas.
Esta exp6sizio, quo abraza o passado e o futuro
da quesl3o mexicana, termina por um appello aos
homens judicosos do ambos os paizes. A clles cum-
pro reparar o erro que se commclleu, e prevenir as
consequencias que elle prepara, primoiro no Mxico,
c depois em toda a America.
Estamos longo de aceitar no seu todo o Irabalho,
alias notavel, do coronel Malta. Estamos, porm, de
perfeito acord com ello sobro dous pontos: 1 quo
dcsgrazadamenle a estrella da paz nao brilhaia Iflo
cedo no horizonte; 'J., que a guerra he contraria
aos nlersscs do ambos os paizes, o que, quanlo
mais se prolongar, lauto iuMs dillicil ser prever
conseguir o sou desfecho.
(Courrier des Elats-Unis.)
{Jornaldo Commercio.) -
I'OUTLGAL.
DOM JER0NTM0 OS DA COSTA RRBELLO, POR MEHC DE
DOS E DA SANTA Mi APOSTLICA, RISPO DO PORTO, BO
CONCEI.IIO DE SDA MAGVSTADK HDH.ISS1JI A PAR DO
REINO..
Aos reverendos parochos e clero; aos habitante desta
cidade, e todos os outros fiis,.nosss diocesanos, paz,
gracu e bencSo em nome de Dos l'adre, de Jess
Chrislo, Nosso Salvador, e do Divino Espirito Conso-
lador.
Muito desejavamos, amados irmflos o filhos, que
licassem sepultados em eterno esquecimenloos fu-
nestos c calamitosos uconlccimentos que teom oc-
corrido nesta cidade. em loda a nossa amada dio-
cese, eem varias provincias destes reinos, desde a
pavorosa noito de nove do outubro do anno prxi-
mo pagado!...- Quererktmos, ao taeuos, que no
grande livro da portentosa historia da tilo monar-
chica e sompre leal nacflo. portuguoza se nlo re-
gislassem successos tilo deploravcis e revoltosos, ou
que nos fosse permittido rasgar as negras paginas,
ondo ellos se acham ja exarados, para quo as gera-
cOes futuras os ignorassem, e nem mosmo suspeitar
podessem a possibilidadeda sua existencia !...
Algum astro do maligna influencia passou naquel-
la fatal noile por'cima desta desditosa cidade!...
Nuvem medonha e procellosa, carregada de materias
inflammaveis, assomnu sobro olla, dilutou-sc o per-
maneceu sobranecira no longo espazo do quasi nove
mc/es, despedindo do seu negro bojo a prumo e
para larga circumferencia raios destruidores, no
meto do horroroso estampido da guerra, e alagando
com um diluvio de males e desgragas o solo porta-
guez!. Foi terremoto que abalou cm seus funda-
mentos o nosso edificio social.'... Foi voleao em
Irabalho, quo na sua lava rpida e ardente levou a
devastadlo e I ruina toda a parle onde rliegou .' ..
Em ciicumstancias Iflo allliclivas e atribualas,
ora para crer que o Dos do AtTonso Henriques havia
revogadoassuas promessas, equeem seus altos o
incomprohensiveis juizos. decretara o exterminio
desta infeliz nazflo, descarregando sobre ella, tflo
pesadainenle, os torrivois golpes da sua ira, para
castigar a crescente corrupeflo dos costumes a
conlinua transgressflo dos preceitos da sua leia
frequenle profanagflo dos seus templos a espan-
tosa dcvassidflo a desenfreada libertinagem a
audaciosa impiedade o a pessima educaeflo da
mocidade, contaminada de. doulrinas incendiarias
o perniciosas, bebidas cm fonles avenadas o impu-
ras, eestudadas en livros c escriptos subversivos,
onde a religio he tratada de impostura, para Ihe
substituir o iiidifl'erentismo a virtude e o vicio
como um mero calculo de intoresse pessoai, para
que reino oepicurismoondo ho atacado o poder
dos uionarchas o dos chefes supremos das nnces,
para tiiumphar a demagogiaconde finalmente a
lei he avahada como um jugo tyranno,^ consciencia
como urna chimera, e a clernidadc como urna illu-
sflo .'...
Pareca mesmo, amados irinos o filhos, que esta
cidade havia desmerecido a especial prcdilecc/ilo o
vaiioso amparo, quo a Sanlissinia Virgom sempre
Ihe tcm prestado as occasiOos mais temerosas e
arriscadas, em desempenho do glorioso titulo de
Cidade da Virgom o que a linha agora de todo a-
bandonado, relirando-lhe a sua proleczilo.'...
Ainda quo espavoridos c consternados no meio
do terrfico c violento espectculo, quo apresentava
continuamente esta misera cidade, algemada e op-
primida; anda quo profundamento maguados
visla dos acerbos niales o calamidades da patria,
julgmos, comtudo, que era dever rigoroso do nosso
ministerio pastoral O permanecer nesta capital da
liossa diocese, e tifio abandonar m lances de lana
angustia e de lautos perigos o rebanho que a Divi-
na Providencia confiou ao nosso cuidado o vigilan-
cia, para actidirmos mais fcil c proniptamenle com
as consolazOos o remedios cspitiluaes as ovelhas
qucdellcs necessitassem.
E huinilliados debaixo da poderosa nulo do So-
nhor, e prostrados entre o vestbulo e o altar, como
outr'nrii o grande bispo de Alilflo, Santo Ambrozio,
em ci ise semelhante, enviavamos ao co fe vorosas
rogativas, dirigamos incessanles c burnilu, sup-
plicasao Deqs das misericordias, e imploravamosa
valiosa ntcrcessflo da Saplissima Virgom, pedindu,
com lagrimas o gemidos, perdilo c clemencia .'...
a renovazao das antigs promessas o acallntenlo
da desastrosa e fratricida guerra civil o restae-'
Icciiricnlo do respeito e acatameuto devidos ao
throno dos uossos monarrhas e a inteira sub-
missflo o obediencia, cm lodo o reino, real auto-
rulado da nossa augusta soberana ao seu governo^
constitujzflo vigente do estado, ao imperio d lei e
s autoridades legtimamente constituidas, alim de
renascerii ordem legal, o do so realisar a tilo desejaj
da uniflo, harmona o concordia entre todos os Por-
tuguezes, e o inaprecavel bom da paz e publica
tranquillidade.
Seja, pois, bemdto ,o Senlior Dos de Israel, e
pai de toda a consolacflo, que nos visitou, ese com-
padecen benigno das nossas desgragas o infortu-
nios. Elle que tem na sua mflo oscbracOes dos reis
que tira dos seus thesouros os venios c as tem-
pestades (1; que multiplica as nazOes easdesltoo,
o destruidas as reslitue ao seu primoiro estado. (2)
Elle, emlim, que forma a luz c cria as trovas,
"que faz a paz egera a guerra 13; depois de ter
excitado intrpidos guerreiros, valerosos alhletas,
dignos herdeiros do herosmo e renome portuguez,
e dspostos lodos a morrer antes, como os Alacha-
heos, com as armas na mflo, do quo ver a sangue fri
os malos e desventuras da patriamelius est nos
mu i m btllo, quam videre mala gtntis nosl/ne (*) de-
pois do have.r destinado nos /cndilos arcanos da
sua infinita sabedoria, quo as nazOesalliadas vies-
sem em nosso opportuno auxilio e soccorro, para
torminar breve, o por urna vez, luta iflo porfiosa,
sanguinolenta e fratricida, recordando-se das suas
antigs promessas e misericordias, fazendo brilbar
aquello admiravel concedo de justice e clempncia,
quo conslituc um dos seus mais bellos atlributos, a-
caba de nos conceder e liberalisar aquellos 13o de-
sejados bens e tilo almejados beneficio*, compellin-
do, por um modo verdadeiramonto prodigioso, e
sem o hotrivcl ferir dos combates, a que cedesse s
armas da legalidade a mais pasmosa obslinacflo e^
inexplicavel tcnacidade.
I Jerem. cap. 10, v. 13.
(2; Job cap. ia, v. 23.
3) lz. cap. 43, v. 7.
i*j Macliab. cap. 3, y. 59,
Porm quo incalculaveis e gravlssimos males nSo
temos ainda que-sentir e lamentar por largos an-
uos;'!., tv.ie desastrosas e duradouras corfsequen-
cias se teem de seguir do horroroso e prolongado
calaclysmo politicoque acabamos dosofirer?!.. A
sania igreja, mili commun dos fiis, que nunca vd
sem dr armados uns contra outros, os que ella uno
ao seu seio pelos vnculos da mesma f e da mes-
ma esperanza, chora, como a terna Hache!, a morte
de lautos dos seus filhos!.. Quantas viuvas desam-
paradas.'.. Qiiantnsorphos desvalidos o abandona-
dos!.. Que numero crescido de familias roduzidas
penuria o miseria !.. Quantas vidas cheias de vi-
gore robustez, hoje enfraquecdas, enfermas e abre-
viadas torra de desgoslos, de homisios, de cadeias
e de exilios! Os estabolecimcntos pos e de cari-
dado fechados por haverem cessado os moios da sua
subsistencia ~ a moral publica o particular estra-
gadas--os scnlimentos religiosos corrompidos
os hbitos do roubo, to crime e dos vicios tenaz-
mente arraigados as tilo prove losas casas de cr-
dito arruinadas por lerem sido os seus caplaes vio-
lentamente arrebatados o paltimonio das viuvas
e dos orphios, existcnlo nos depsitos pblicos, ini-
quamente gasto c desbaratado. a divida interna e
externa do paiz coiisidcravelmenle augmentada
inmensos valores improductivamente consumidos
a agricultura dofinhada pelo assolamento dos cam-
pos o ruina das propriedades o commcrcio para-
usado c entorpecido as suas IransacQes a indus-
tria esmorecida e quasi aniquilada as acade-
mias, as escolase todos vehculos de instruc'ciosom
exercicio o carcter portuguez, symbolo da leal-
ilade, sempre tflo nobre, refulgente o eslimado em
lodo o mundo, hoje, infelizmente, desfigurado, de-
negrido, aviltado o pervertido cm alguns degenera-
dos filhos da patria.'..
Sanio Dos.'... Em que profundo abysmo se nflo
despenha um povo, quando se aparta da estrada da
virtude oda ordem legal, quando qtiobra os dous
eixosem qucgyro e so inove a machina social, os
dous caracteres do verdadeiro discpulo do evan-
gelho, na lingoagem do principe dos apostlos = a
temor de Dos, que he o principio da sabedoria, e a
vonerazlo do throno do imperante Deum Uniste,
reyem fionoiificalc (Ij; porque o chrislflo, que teiiio
a Dos, e escuta e observa os sous preceitos, tambem
obedece autoridade legitima, e respcila o throno,
que forma tima como rcligiflo da segunda magesta-
de, na phraso de Tertuliano.
Meus miados* diocesanos, imitai a prudencia da
serpentc, de quem se diz que tapa osouvidos para
se nlo doixar attraliir pelas vozes do encantador (2;.
Cerrai lamhem os vossos s prfidas e seductoras pa-
lavras dos falsos sabios, infatuados improvisadores
de goyernos, que, embebidos cm theorias esteris o
especiosas, desprezando a preciosa heranes da bis- '
loria c a salutar experiencia das geraces passadas,
nica guia segura no embarazoso caminho das ro-
frmas inciso dos melhoramenlossolidos e perdu-
raveis das nazOes, seerigem em consores dos reis,
em agitadoies dos povos, que procuram Iludir com
phanlasticas promessas, tondo, porm, s a mira nos
sousinleresses pessoacs, na suaelevazflo e ongran-
deciment, cm satislazerem a insaciavel ambiflo de
governar que os devora. Sao nuvens sem agoa, quo
os ventos levan) de una para outra parlo arvores
dooulonosem fructos estrellas errantes e on-
das fui iosas do mar, que arrojam s praias a espuma
das suas ubuminazocs 9). Allendei bem aos amar-
gosos fructos da duvaslazio, do pranto e da morte,
que produzco) as rcvolucAes, o Iranstorno da ordem
lgale a desobediencia ao legitimo governo.
Soberanos o potentados da Ierra, investidos da al-
ta, espinhosa, mas consoladora missSo de promo-
ver a seguranza e a felecidade dos vossos subditos,
governai-os com amor e justiza distribui-lhes com
rcclidflo o mpartalidado os premios eos castigos
radicai e fortalecei nelles os soutimentos e os vn-
culos da rcligiflo, que he o mais poderoso auxiliar
dos govrnos legtimamente constituidos, a mais
segura garanta da ordem social, e a do Jesus-Chris-
to he a rcligiflo civilisadora do universo, ea nica
digna ccompalivel com as insliluizcs de um povo
livro acautelai-vos contra as tflo gabadas luzes
sublimes do socolo, que ou levantam incendios que
reduzem ludo a ciuzas, ou scassemclham ao paludo
clarflo das lampadas fnebres que ardem junto dos
tmulos, e que smente esclarecem desfruices,
ruinas e despojos da morte aproveitai bem as se-
veras e dolorosas lizOesda experiencia -eruditini,
qui judicatis terram.
Kixemos por um pouco, amados irmflos o filhos,
nossas vistas o ailencoes sobro este monlflo de rui-
nas quo aprosenta este desolado paiz!.....Entregut-
mo-nos por alguns momentos s graves e melanc-
licas relexOes quo essas ruinas oxcitam ; e depois
de paganinis a bumanidadeo justo tributo das nos-
sas lagrimas, reclamado por lautos estragos, por
tanto sangue portuguez derramado -- depois de ha-
vermos gomido sobre os espantosos llagellos que
acaliam de assolar a nossa chara patria vamos pre-
surosos render ao Todo-Poderoso perennes ac^Oes de
gi ..cas pelos incoiiimcusuraveis benelicios, de have-
rem cessado os horrores da guerra civil dsea-
char reatabelecido em todo o reino o governo da
rainlia fidelissiuia, e restaurada cm toda a parte a
ordem legal e a obediencia s legitimas autorida-
des, a que se ha de irsegundo a consolidazflo do
bem da paz e da geral tranquillidade, sem o qual ne-
nhuiii oulro podo subsistir.
.Mas debalde loriamos bbtido aquel les tflo valiosos
-benelicios, se nflo conseguissemos tambem do Su-
---------------------------------------------------------- "!
11) Petr. I.' cap: 2." v. 17.
(2) Psalm. 57 v. 6.
;)) Epist. Colli. Jud. cap. i.' y. llj eseg.


'," -
j I. 1 ,

/
r
i,
.
premo Autor de todo o bem a continuaQfio e perma-
nencia dos mcsmos ; para isto he ndisperrsavcl
n quo milito cfllcazmoiite vos recommendamos, e
com a maor instancia pedimos) a mudanca de vida,
reforma de costumes, fiel observancia dos preceitos
da le do Srnhor oda sua igreja, un comporU ni o li-
to digno omtudo do bom christfio c'do bom cida-
dlo eque se fecl o por urna vez o hrrido abys-
mo dos bandos, e dissenses antigs e recentes en-
tre Portuguezes, lilhosda mesma patria; sacrifican-,
do cada um no altar da rcligifio os seus odios e re-
sentmentos particulares, nilo s pelo cnnipriment
do preceito da caridado evanglica, que seestende
oos proprios inimigos, mas lambem porque o espi-
rito da intriga e da vinganca impede que se conso-
lide o tilo aprcciavel bem da paz, deque comeca-
mos a gozar. Imitai o sublimo e generoso oxomphi
da nossa augusta soberana, que, esquecendo-se das
gravissimasofJfensas e criminosos attentados, com-
petidos contra a sua real autoridade, lembrando-se
smente que be a ruinhn ea mili de guezes, pfle do parte o direito que tinba de castigar,
segu nicamente os Impulsos do sen maternal eo-
raofio e natural clemencia, e liberalisn, nos dias
iluto e oito de abril e nove de junho ltimos, aos
perpetradores daquellas oflensas e attentados, o aos
que se desvairaram do caminho legal, a mais ampia
. 'iiistia-eosquecimcnto do passado. Para darmos,
pois, as devidas gracas ao Dos das misericordias ne-
jos Iranscedi nles benelicios receidos, determina-
mos quo na s calbedral so celebro un solemne
'lt-l>tum, e que o niesmo so pratiquc ein todas as
Igrejas dos conventos e das parocliias desta cidado
c de toda a nossa diocese, e que noespaco de um
niez, depois ilo da cin que tbr celebrado om cada
nina das mesillas igrejas, se diga as missas a ora-
r/fio pro paee.
Os reverendos parochos publicarfio osla cintres
dias festivos iestaefio da missa conventual, e a rc-
gistarfio no livro competente.
Dada no pago episcopal do Porto, sob nosso signal
e sello das nossas armas, aos 5 de julho de 1847.
Jeronymo, bispo do Porto,
lugar do sello.
(Diario do Governo.
O GENERAL, CONCHA.
MADBID, 29 DE JULHO DE I87.
O Correio publicou bonlem o seguinle documen-
to, que contm a renuncia, foi la pelo general Con-
cha, da merco de grande da llcspanhacom que o hon-
rara S. .V. Acreditamos qne o governo nao aceitar
scmelhanle renuncia, e por rnnseguinlc que o ge-
neral Concha nfio insistir nella, receber a merco e
o lilulo une lhe foram conferidos,
liis-aqu o documento quo o Correio publica :
F.xrn. Sr. Recebi a real ordeni de 5 do correnle,
que V. Ex. se servio transmiltir-me na mesma data,
pela qualS. M. se digna fazer-me merre de grande
de llespanha de primeira classe com o titulo de inar-
quez do Douro, para mim e meus successores, em
recompensa de meus servidos como general em che-
te do eorpo do exercito de operaces em Portugal.!
Profundamente reconhecido a tilo honrosa dslinc-
efio, rogo a V. F.x. que deposite aos pea do throno
da minlia augusta soberana os protesios da mala vi-
va gralidfin com que recebi esta nova prova de sua
real munilicencia; mas ao mesmo lempo suppllco a
S. M. encarecidamente so digne dispensar-me de
urna graca de que me nilo considero merecedor. A
passagem da coudicfio particular para a elevada ca-
tegora com que me quer honrar S. M., tem sido
constantemente assignnlada por mritos transcen-
dentes c servidos de alta importancia feitos ao esta-
do; e quando, ainda em nossos dias, existen) gene-
raes que na guerra contra o imperio francez c na
America adquirirn) merecida repataefio, sustentan-
do com gloria o nome hespanhol em cen combates,
como lie possivel comparar a os seus os meus Traeos
servicos. Dignc-se, pois, S. M. acolher benigna
esta minha respeitosa supplica, bascada em consi-
di-racOcs de restricta Justina: os meus servicos 68-
to mais que suflicientemcnle recompensados, o o
muro galardiio a que aspiro he quo S. M. se mostr
salisfeita de meus debis estoicos, a par de meus ar-
renles desejoe pela prosperidad.edpseu reinado c pe-
la honra das armas hespanholas. Lisboa, t5 de julho
de 18t7, Manuel de la Concha.
(Heraldo.)
FKAlNCA.
iif.trospf.cto poltico do 1." a 15 de jl'i.ho.
Pflrts, 1", de Julho de 18*7.
lia alguns dias que todas as prcoecupaccs, todos
os pensamentns seconcentram no drama judciario
que se reprosenta na cmara dos pares. F.sle inleres-
se exclusivoTaz-nos recordar do que cscrevia mada-
medeSovign a respeito do processo de Fouqiiet.
Nfio se falla n'outra cousa, dizia ella a madama de
Pomponne; todos raciocinan), tiram consequencias,
contam pelos dedos, cnlerneccm-se, temem, dese-
jam, admiram, moslram-se tristes, acnbrunhados,
Exceptuando a admiraefio, todos esses senlimentos
tecm agitado a consciencia publica. A curjosidade
maligna que de ordinario despertam os processos c-
lebres foi substituida boje por urna dOr sincera, pela
mais profunda tristeza. A posiefio social dos aecusa-
dos, a gravidade das aecusaces que pesan) sobi e el-
las, a lula inevitavel, que, a despeito desuas primei-
ras inlences, seempeuliou entro elles, o contraste
de seus caracteres, ludo concorro para levar ao sen
cumulo a emoefio do todos. Eis-ahi um tcnenlc-ga-
neral, par de Franca, ex-ministro, collocado entre
duas accusacOes, das quaes una o cobriria de igno-
minia so se tivesso conlirmado. Felizmente desvane-
ceu-se. Todos respiraran) quando se provou, que, se
preoccupacrjesdeploraveis Hnliam feitocommelter
grandos erros a um militar que cingra, nao sem
honra, a espada do cnmman.lo, nfio tinba o general
pelo menos deenvergonhar-se de um desses actos
que a opinifio publica tifio perda ncm pode perdoar.
Aseulado achamos entro os aecusados um homem
quo foi elevado a una das primeiras dignidades da
magistratura, o que leve assenlo lambem nos con-
celhosdacor. Aquelle que cabio de tilo alto em
iflo hornvcl abysmo debatou-se com inconcebivel
energa. De que immensos recursos den ello provas
durante o seu interrogatorio! que inesgotavel estro
da advogado As respostas du secutado eram oulros
autos arrasoados successivos. Quaulo mais grave se
lornava a aecusaefio, quaulo mais terreno ganhava,
o lano maiores eram os esorcos de arle consumina-
da, desenvolvidos pelo orador que quera repelli-la.
Conitudo, ha um homem que asaisle a essas lulas
Mo reiilndas com uina especie de calma sardnica :
fallamos do terceiro aecusado, do autor do todo o
mal. Anda nao foi dada a senlcnca, e esse homem
he j objecto de umjuizo silencioso e unnime que
selle tem ares de ignorar. Finalmente,ha um quar-
to aecusado cuja ausencia tem sido o texto de mil
eommentarios o pareca autorisar as mais injuriosas
suspeltas : nao quiz ficar sob o peso do taes suspei-
tas, e sem reapparecer desviou-as de cima de si, por
meio de communicacfles dirigidas ao tribunal dos
pares. Todos sabem que triste luz Iancaram esses
(loenmontos sobre os debates do tribunal ca que ac-
to do desesperacio so entregou aquelle dosaecusa-
dos para quem essas novas provas eram "aniquila-
doras. Ainda serfio precisos mais detalhos doloro-
sos, mais incidentes trgicos? Deba milito que nilo
temos um processo que em tflosubido ponto excitas-
se a anxiedade publica.
He que este processo, tilo notavel pela dramtica
variedade de seus aspectos, tem lambem urna im-
portancia social que fraceguera desconhecer. Es-
te processo he escr cada vez mais, as mfiosdos
homens de partido, um acto de aecusaefio contra o
poder, contra a sociedade. Jsedisse e com mais
lorca se repitir quando urna sentcnca solemne tiver
dado un carcter de authenticidade a'cortos fados,
i|ue a corrupcflo nos mina, quo penetrou as entra-
nlias do corno social e as regios mais altas do po-
der. J se pode prever o redobro das accusacOes
apaixonadas. Ilns perguntarilo com ar de triumpho
se jamis se vio cousa scmelhante durante a reslau-
raefio, se nos quinze anuos que ella duroii se vio o
espectculo de ministros do re aecusados no tribu-
nal dos pares por crime de corrupcilo. Comparar-se-
lio as duas pocas para ehogar conclusilo de que
no rgimen que preceden 1830 os costumes pblicos
eram mais puros e as queslOes que entilo preoccu[ia-
vam a opinillo publica mais elevadas c mais nobres.
Doiilro bulo opporflo os radicaos a cortos escndalos
a pureza Idcinl dos costumes e dasinslituicAe demo-
crticas : dirilo qne, se estamos corrompidos a este
ponto, a culpa lio da iiionarchia constitucional Kig-
ali i o thoma que ser desenvolvido do mil manei-
ras; e eis como, tomada entre dous fogos, ser a
sociedade de 1830 earregada'de accusacOes pelos
partidos extremos que rovindioarfio s para si todas
as honras da mo/alidade.
Seoppomos a realidade a estas cxageracOes, ve-
mos que ha dezasete annos a sociedade franceza,
que alguns espiritos ardentes queriam arrestar a
bcllicosa iinilago da repblica e do imperio, prefe-
rio a pa'Z guerra, os trabalhos da industria fjlo-
ria das armas, o dcsenvolvimenlo da sua prosperida-
de interna a perigosas aventuras. Moje todos os re-
gknens tecm oseuexcesso. as sociedades indus-
triaes, o amor do trabalho nfio se separa do amor do
lucro, oeste ultimo sentinicnto pude ser levado a
avidez. Se se reconhece que a riqueza he boje para
os povos modernos um instrumento de liherdaile
disseminando o bem-estar entre as massas, cumpro
coufessarque he tainhem, tanto para aquellos que a
querem conquistar como para aquellos que a pos-
suem, una seducefio e um escolho. lie ao mesmo
lempo um movel poderoso nos destinos de um gran-
de paiz, o una provoeacfio irritante para as paixOes
individuaos. A Franca pacifica e industriosa em 18J0
nSo se prcseiyou dealgumas tendencias mas; dei-
xou em demasa que o egosmo, que os clculos do
interesso pessoal imprimfssem em seus costuu.cs o
scu triste lypo.
Nao be esta a primeira vez que assignalamos taes
inconvenientes. Quando o anuo passado, vista da
i inmensa maioria que a urna eleilnral acaba va de
dar ao partido conservador, diziam algtimas pessoas
que nilo haveria mais discussOos polticas, e sim
queslOesdO negocio, escreviamos nos quo os deba-
tes polticos nao Urdariam a reapparecer, e que fo-
a para sentir que podesseul ser supprimidos pela
irepotencia de um materialismo que s se oceupava
com os interesses pecuniarios.
.Nunca, pois, lisongiinos o materialismo em suas
pretences iinmoderadas ; mas, quando ouvimos ho-
mens ile partido envolver em urna reprovaefio sem
reserva os actos e US costumes da Franca de 1830, e
denunciar ao mundo a sua corrupeflo monstruosa,
consideramos do nosso dever assignalar ludo o que
essa lingoagein tem do inexacto o de excessivo. Me
sobrctuuo na bocea dos homens que at boje nfio ti-
nham marchado de acconlo com os partidos extre-
mos que mais deve sorprender essa lingoagein. No
ardor com que guerrean) o gabinete nao vram que
ultrapassavam o lim. Nfio he sobre o ministerio que
recabem suas accusacOes ; be sobre o paiz, sobre as
classcs medias a cuja frente se collocaram. Se fosse
verdadeque essas classes cstivcssein corrompidas,
que seria da Franca '! Felizmente nao he assim ; nao,
a Franca nao lie pra exclusiva do mal; longo disso ;
os InstinclOS bous, as tendencias nobres, os senli-
mentos generosos vencen) o egosmo e a cubica.
Comparcm-se as opiniOes das geraces novas com as
dos homens que eram mocos na poca do Directo-
i o, c ver-se-ha de que lado esta a delicadeza do sen-
tido moral.
Todava, nilo se deve dissiiiiiilar que as exagera-
coes que combalemos, por destituidas queaeiam de
fundamento, tecm seus perigos. Os homens ilustra-
dos, o.s homens de boa le a quem nao cga o espiri-
to de partido, recoiihecem o sen nenhuin valor ; mas
quanlos ha Bbi que as repetein sem sedarao trba-
me de as rectificaren). F. depois. quando os partidos
biadam em voz alia que teem o monopolio da prf.bi-
ilade, quando com oslontacilo pOeni a virlude na or-
denado da, tem essa lingoagein una apparencia de
desiteresse que acaba por Ihesdaralguma lulori-
dade. F, pois nfto deven) os representantes'do poder
desprezar certas deelaraces, acreditar que onde
nilo ha exacta verdade nascotisas nilo ha perigo alT
gum. Oerio seria grande; seria mesmo um novo
perigo. Quando os pbHoaoplios observan) o julgam
as cousas humanas do fundo do seu retiro, poitum
encerrar-se om urna surte'de despiezo contempla-
tivo ; mas esse desprezo nfio conven) a homens po-
lticos. Estes sao obligados a prestar atteneilo ao
que se diz, ao que oceurre em derredor de si. O ver-
dadeiro papel do governo consiste em distinguir
com tino a exageradlo da verdade, as inquielacOes
legitimas da opiniao, e as declarares do espirito do
pai lulo. Faclos que so teem multiplicado de urna
maneira depluravel concorrerain para estabelecer a
conviceflo de que alguns funccionaios faltaran
primeira obrigagAo du homem publico, as leis da
mais estricta probidad*. Ao governo cumpre mos-
trar-so mais einpunhado queiiinguem om verilicar
a verdade nos casos que foram assgnalados, e pela
severidade la sua vigilancia e firmeza da sua lin-
goagein fazer um appello enrgico, ante os seus a-
genles, para aquilina que daremos o nome de reli-
gifto do dever. Os ataques dirigidos contra a admi-
nisiiac/io teem sido lories oatroantes. Porque nilo
farau poder, por meio det-i.Citares, umusojudi-
Coso e opporluuo da publicidado para illuslrar a o-
pnilo sobre os pontos om que pdfl ter sido desva-
rada, para pi ovar a sua soliciludo em manter cima
da SUkpeila a inlegidado da' administradlo ? Na nos-
isa poca,- nfio basta que o poder faca o hem, he pre-
|ciso que diga e quoprovo que o faz. Obrar dnTercn-
I lemento he condemnar-se inferioridade ante os
^ partidos, que n3o perdem occasiam de levantar a
vozc dose vangloriarem demritos quo nilo teem.
Responder com umaactividado previdente a difli-
culdade das circunstancias, prepararum complexo
do medidasque possam na prxima sessfio oceupar
o sntisfazeras cmaras, eis-ahi o que recommendam
ao gabinete os seus melhores amigos, embora des-
pertem algumas siisceplibiljdados e parejam dar
armas por um momento aos seus adversarios. Kssos
pequeos inconvenientes desapparecem, em nossa
npinifio, ante a immensa vantagem que ha sempre
em aconselhar o poder com franqueza e indicar-lho o
quo o paiz espera delle. Aindamis: esta puhlici-
daile leal da critica he a /mica que podo dar valor e
autoridade A approvacHo. Nos nossos dias a impar-
cialidadequo se exprime sem pusillanimidade e sam
arrogancia he a nica que tem peso.
O governo tem uecessidado do provar pelos seus
trabalhos, pelos seus actos, que tem um pensamento
de progresso, inlencfio de reformas judiciosas no
que toca nossa organisacilo administrativa e finan-
ceira, por isso mesmo que sobre duas qucstOcs po-
lticas tomou a alliiude da resistencia e da immobi-
lidade. A opposiQfio acaba do bastear a bandeira da
reforma eleitoral e parlamentar. He esso d'ora om
diante o seu santo. A opposicfiO' parece invocar ho-
jea reforma, do mesmo modo porque bradava du-
rante a reslauracao: Viva a carta! A opposic1o sus-
tenta lambem quo nada scassemelha mais a 1827 do
que 1847, o que a vinte anuos do distancia nos adia-
mos em urna siluaQiloque reproduz os meamos peri-
gos e os mcsmos deveres, lisie ponto de vista re-
trospectivo nos parece mais engenhoso do quo ex-
acto; mas aiqda nssim, merece alguma allcncfio. Se
estamos em posicHo anloga n do 1827, tem a Franca
diante de s um novo ministerio Villcle ao qual deve
querer substituir outro ministerio Martignac. A
consequencia he rigorosa. Nao teremos a simpl-
cidade de enumerar om detalhe todas as differencas
que distinguen) as duas pocas : a opposieao as co-
nhece tilo bem como nos; mas cnlcndeu que 4he
convinha, e ueste ponto n.1o se enganou, langar na
polmica urna analoga especiosa. Approximandu
a sagacidadedcsla tctica a todos os symptomas, a
todas as dilliculdades polticas quo nos rodciam,
descubrimos para o governo novos motivos de to-
mar sobre lodos os pontos a altilude e a iniciativa
de um poder activo c resoluto. Anda nfio ha fac-
los positivos que devam inspirar serios temores pa-
ra o futuro; mas ha signaes, indicios a que cumpre
attnder, avisos que inuto importa comprchender
o governo ainda he senhor da situadlo, o isso be
nina causa justa de seguranca ; mas, por outro lado,
toda a negligencia, a menor perda de lempo, podc-
ri:iiii ser funestas, e nisso lio que est todo o peri-
go-
( Kevui des deux Mondes, j
(Jornal do Commercio.)
DEM, 6 DE JUNHO.
Os homens dafiituacfio, os activos sustentculos
dosse rgimen do enrrupcao c monopolio que se en-
thonisou definitivamente no poder com o ministerio
de 29 de outubro, comee.am a conhecer sua immen-
sa impopularidade, e a temer os perigos de sua po-
sic.lo. Ilontem repoUSBVam em completa seguran-
za. Como ludo Ibes ia bem, como todos os-eventos,
ainda mesmo os que parecan) destinados para per-
l-los, concorriam para o seu cngrandecimenlo,
gracas habilidade de sous chefes ; como ganha-
vain sempre nessa grande partida cm quejogavanj
contra os verdadeiros e liberaos interesses do paiz,
tinham, emfim, acreditado na cternidade de sua in-
solente fortuna. Seinelhantes a esses jugadores co-
jos dedos agois esaga-zes saben) dirigir os lances da
sorte, que se preparan) beneficios certos, e que
l'Orea de corrigireni o acaso, o de verem seus adver-
sarios maravilbarem-se de sua felicidade, no entre-
tanto que essa felicidade nada mais he que urna trii-
pacaria. chegam a persuadir-se da legilimidade do
ganio : esses homens eslavam altivos, ostentavam-
so seguros, faziam alardo da mentirosa paz de sua
consciencia,
Mas, cis que raia einlim o da da paz e da juslica.
Algumas revelacOcs soladas, c depois una serie de
faclos ruidosos, vieram apresenlar ao paiz esses ju-
gadores felizes, sob o seu verdadeiro aspecto. Um
grito inmenso de reprovacao soou de todos osla-
dos; chamarari-n'os pelos proprios nomes, e boje os
vimos sorprendidos, turbados, chcios de espanto e
terror, interrogarem-se uns aosoutros, contempla-
rem-sc, e mostrarem-sc dispostos a renegara parte
que cada um dellcs tem na obra commuin, alim de
poderem escapar-se grande reacefio que amoaca
seu partido.
Ilontem, ira cmara dos deputados, umdelles re-
sumi perfeitamente, em algumas pbrasesdo cyni-
ca Ihaneza, esse espanto, esse terror Ha algn)
lempo, dsse elle, nos adiamos em maioria; o paiz
olha para nos como para um bando do salteadures
quedepredam o governo representativo, lista situa-
dlo nao pode subsistir; releva que a luz penetre nes-
le antro... Sejaiior que vereda l'Or, estou resolvido a
sabir desta inloleravel situaefio.
Abstrahindo da alacridade extra-parlamentar da
expresso, toda a genio reconhecer que o Sr. con-
de de Mornoy disso na tribuna o que se diz do una a
oulra extreiiiibulo da Franca desde o mez de julho
do anuo do 1816, desde osse auno ISo fatal morali-
dadu publica, om que as influencias ministeriacs in-
feccionaran) todo o paiz legal com a lepra da corrup-
to, invadindo ao mesmo lempo lodos os collegios
eleitoraes que se liaviam reunido para procederem
s elciges goraes Al%nlfio, encerrado as altas re-
giessociaes, occujtosob a cor brilhanlo das ron-
paguns da aristocracia poltica o linaneoira, escapa-
ra o mal a una vcrilica^o material e'palpavel. Iva
Uiilicil observar-lhe os symptomas; presenliam-no,
adivinhavain-iio ; a iinprensa, essa guarda vigilante
da moralidade publica, fra a nica que o reconhe-
cra : mas tachava-su de exagerado o nosso diag-
nostico, o attribuam-se nossas queixas a possimis-
mo systomatico.
Decorrem alguns mezes depois das eleicOes ge-
raes ; anda ela na eslra a legislatura que resol-
to u do escrutinio de 1846 ; a grande maioria mi-
nisterial Imclo do systeina denunciado e perse-
guido pola opposii;o, apenas ha lido lempo de con-
tal-se, e ja o mal se desenvolve, se manifesta, e r-
benla com furor em lodas as partos. Ja se nao pode
negar sua existencia : todos silo l'Oiajados a reco-
nhecer as devastagOes^iue olio tem feito.... mas cui-
da-se seriamente do lhe suspender os prog'essos?
Sumelhaiile ompreza nfio he para os homens que
so acliam no poder, pois que conseguirn) a direc-
e.io dos negocios pblicos u nella se consurvain pelo
eutorpucimeutu do espirito publico, pelo reinado
das.ideias matoriaes, da cubica, do egosmo, da d-
visfio despartidos, da corrupeSo ; eo romodio para
o flagello que nos devora s pode nasccr da recom-
posiefio d'um enrgico espirito publico, do retroces-
sos granitos ideias nacionaes, do desiteresse, da
deilicaqfio ao paiz, da .moralidade c honestidnde no-
caos e polticas. Os quo nos go\........>. !><, silo '
evidentemente inleressados cm pai
fargar toda a extenso desse mal.adormeeii fun-
<;a n'unia seguridade falsa ; o so no primero :no-
mcnlo desorpreza Ibes escapam algumas cohfs..
sOes; se, aturdidos com o grito de reprovaefio qne
se eleva de todos os lados contra 0 seu systcma o
contra ossuasdoutrinas, alguns dentro ellrs affec-
tam um empenho Fingido de introduzirem a luz
nesse antro de corrupto,- (icai certos que, pj_
sado o xtasis, elles so ligarfio de novo para abafa,
rom essa luz investigadora, para renovaren) as tro-
vas as depredadles c os traficas. .
He anda necessario enumerar aqui lodosos tac-
tos, todos os actos, todas as previo-icacOes quo ha
tanto lempo manchan) a peona dos publicistas a cu-
jo cargo est a organisaefio das nossas tristes ehro-
nicas quotidanas? Releva cominomorar estes nu-
merosos processos, em que se tcom demonstrado
que cm todas as eleicOes houve compra de votas?
Ante o jury do Mainc-et-l.oire, provou-se que se ella
dora as eleigOes para depula los; anto o jury da
Creuse, provou-se quo se ella dora as elcices'para
osconcelhosgeraes; ante a cour d'aaites do Herault,
provou-so que so ella dora as elciccs munici-
paes.' Levantaremos o veo atravs do qual ge occul-
ta a instriirc.no de um processo em que certo* ex-
ministro lio aecusado de haver querido'corromper
um eoncelho de ministros, e de ter dcixado escapar
m um carta confidencial, que d'ora em,diante ser
uina peca histrica, as seguintes palavras caracteris-
ticas de urna poca : O governo est em mfiosvi-
das e corrompidas ? Colhercmos aqui e all as
nossas columnas, e enfeixareinos esses mllhares ile
episodios dos nossos usanzas politicas, administra-
tivas c industriaos, segundo as quaes a moral e a
boa f, eslendidas sobre o lejto de Procrusle- (*j, or;
leein sido mutiladas, e ora deslocadas, afim le .se-
ren postas a disenefio dos interesses illegitimos,
que com ellas especulan)? Anticiparemos, allim, o
desfecho desse ultimo negocio, que um doputado
periodiqueiro, at hontom conservador o somonte
hoje momentneamente oppoiicionisla, como elle mes-
mo declarou, ha provocado por urna moia-rcvela-
efio que deixaaperceber ludo o que nfio contm, o
que arranca a mascara deausteridade ao nico ho-
mem do 29 de outubro, que, no meio da corrupefio
geral, conservava a repulacao de integridade domes-
tica?
Emprehender pela sogunda vez essa viagem peno-
sa, tornar a entrar nesse trilito de dores .publicas e
dedo nacional, fra nfio dizermos.nada de novo aos
nossos leitores. Um expedientq nico nos resta, bnjo
que os mais fortes, os mais corajosos, os inisdedi-
cados, os mais habis, nao poderiam combater,
nein, por consegu uto, restaurar o edificio social so-
breas bases em que actualmente a asenta-: desviar -
mososolhos desse espectculo ei'uel; deixarmos
abandonados a si mcsmos todos os homens que estilo
fulminados pela cegueira e pela vertigem; esperarmos
que os proprios excessos de urna corrupto, quo j
se nfio pode suspender, produzam a queda do rgi-
men a qUc eslamossubjeilos; e, no recolhimento
do espirito,lia medilaefio das cousas boas o hones-
tas, prepararmo-nos para odia (cm cuja proximade
inuto eremos { em que as reformas e os progrossos
poderem entrar no dominio do possivel.
(I.e Commerct.)
COMMgft&G,
Alfatulega.
RENDI.MEWTO DO DA 29........... 6:575,345
Descarregam hoje, 30.
Brigue -- ftoom albos eceblas.
Patacho Apourade-Packet mercaduras.
Barca Zilia dem.
Patacho Providencia idem.
IM-I'OUTAGaO'.
Apourade-Packet, escuna dinamarqueza, vinda do
Hainburgo, entrada no correnle mez, por franqua,
consignada a Kalkniaiin & Rosenmund, manifestou
o seguinte :
20 barricas botijas de genehra, 20 cestos ditas de
dita, 39 caixas miudezas, 200 barras de ferro, 1 ca-
xa chapeos de sol, 5 ditas fazendas de lila e algodfio,
34 ditas ditas de dito, 2 ditas ditas de lila, 3 ditas pi-
anos, 4 ditas materiaes para escriplorio, 3 ditas tin-
ta para escrever, 3 fardos papel,.50 caixas queijos, t
dita chapeos e bonetes de palha, 1 dita carueiras de
lustro, I dita fitas, 69 ditas ferragens, 1 dita lujo-
te; ia-, 10 saceos zimbro, 5 caixas fazendas de seda
o algodo, 2 ditas ditas de dito e seda, 1 dita ditas
do linlio, editas ditas-de dito e algodfio, Idilaoh-
jectosde latfiou zinco, 142 cadeiras do pao, 40 cai-
xas garrafas vasias, 2,ditas calcados, 1 dita coulas
do vidro, 2 ditas frasqueiras, 2 ditas fazendas do se-
lla, 3dilasvidros, 35 ditas espingardas, 18 barricas
ferragens, II caixas cadarsos o suspensorios, 1 dita
vinho, 3 ditas nielas, 18 e i duzias de cadeiras,
5 caixas varios objectos, 10 fardos hervadoce, 50
presuntos, 1 fardo fazendas de algodfio, 200 saceos
farelo, 2 baris alcatrao ; aos consignatarios.
7 caixas fazendas de linlio e algodfio, 2 ditas ditas
do lila o algodfio ; a Scliaflieilliu & Tobl'cr.
1 caixa faia, 1 dita diversas miudezas ; a "
Zimmer.
5 caixas faias, 1 dita diversa miudezas, 2 fardos
papelao, I caixa goiiiina-laca, I dita diversos objec-
tos, -1 ditas matoriaes para chapeleiro ; a ordem.
1 caixa pcllucia ; a Joaquim deOliveira Maia.
3 caixas oleo de amendua-docc, 3 ditas dito de
cino, 6 bilhas bichas ; a J. Tegetmeier.
2 caixas safdinlias, 1 dita hervilhas; a A. Quist.
ilo re-
(^ousulado.
ItEVpiUENTQ DO DA 29.
iloral........................ *W.
(*) Procrusle foi salteador famoso na Altica. Estenjlia
os hospedes ein um leilo de ferro : se acaso estes lule-
llzes llnliam as pomas mais compi'idas que o leilo, cor-
lava-HS elle pels en-emidade, lano c|uaulo era necessa-
rio para fazer desappareccr o excesso ; e se, pelo con-
trario, as (inhaiii iiiaij curtas, eslicava-as com coras,
al lu na-las lao cMcnsas como o iiksiiin IcIlO. rol
riieseu uuciii den lim a scmelhautc uionstro.
5 O traductor,
f
J


P
- .0
!! minenlo do Porto.
Navios entrados no da 29.
onov* 51 il as, patacho sardo Providencia, de 181
toneladas, capHlo Marco Ivolicho, equipagem9,
car^a marmore, massas, btalas, azeitc-doco e
mais gneros ; a Jos Sporitc. -- Desfaz-se de
parto da carga, e segu para,* Baha.
Marseillo ; 35 ilias, polaca sarda Constante, do 218
toneladas, capilAo Bartholomeu Ramoguciro, c-
quipageni 12, em lastro; a I.enoir Puget & C.om-
pannia.
Rio-do-/aneiro; 29 das, hrigue brasileiro Alberto,
de 222. toneladas, cap'tilo Christovflo Pedro de
Carvalho, equipagem 18, carga nssucar e caf ; a
A mor m. Irmfos. Arribou por causa d'agoa e
miintlmcnlos, e segu para o Porto com passa-
geiros.
KIHTAkV
anaci dos Res Compeli, fiscal da freguezia de San-
Jos em virlude da lei, ele.
Faz saber aos proprietarios de casas situadas em
dita freguezia, "quo pola lei doorcamento municipal,
que ro por diahte, esto obligados a concertar os pas-
seios, ou calcadas de suas propriedades.
F. para quochegue a noticia a quem convier man-
dn publicar o presente.
Freguezia de San-Jose, 29 lo selembro de 1847.
Ignacio dos feis Compeli.
jeclaracoes.
__O arsenal de guerra compra 889 covados de
baclilh**? quem dito genoro quizor fornecer man-
dar sua proposta em carta fechada e a amostra a
directora do mesmo arsenal at o dia 2 do prximo
futuro niez de outubro.
Arsenal do guerra, 28 de selembro de 1817.
Joo Ricardo da Silva,
Amanuense,
0 arsenal de guerra compra um Ijvro crh bron-
co, paulado, de 200 folhas : quem o mesmo livor e
quizer fornecer mandar sua proposta cin caita fe-
chada a directora do mesmo arsenal al o dia 2 do
prximo futuro mez de outubro.
Arsenal de guerra, 5s8 do selembro do 1847.
Joo Ricardo da Silva,
Amanuense.
O arsenal do guerra compra cincoenta resmas
de papel carluchinho : quem dito genero quizer
fornecer mandar sua proposta em carta fechada, .:
a amostra, directora do mesmo arsenal, at o dia
1. de outubro prximo futuro.
Arsenal de guerra, 27 de selembro do 1847.
Joo Ricardo da Silva.
Amanuense.
Contratos a celebrarse com a thesouraria das rendas
provinciaes no corrente mez de selembro.
hoji:.
Odoestabelecimenlo do urna linha do mnibus,
qno, na forma da lei provincial n. 191, facilito o
transporte desta cidado a qualquer dos sctis arrabal-
des e de Olinda.
Para a Babia segu com brevidade, por ter mais
demetadeda carga, o hiate S.-Renediclo : para o
Testo da carga epassageiros Uala-se com o mos-
tr, a bordo, ou na ra do Amoriin, il. 19.
A barcaca Natalense saho poro o Rio-Granda-do-
Norle no dia 4 do outubro impretorivelmc. te: quem
nclla quizer carregar, en(enda-se com Sehasliflo
Jos Gomes Penna, na ra do Gollcgio.
Lei lo s.
Hoje, 30 do corrente haver leilflo do canas-
tras com albos na porta do armazem do Bacelar.
- Schafheitlin & Tobbler farflo leillo por inter-
veneflo do corretorOliveira, de um explcndido sor-
timonto do fazendas, todas proprias do mercado :
soxta-feira, 1. de outubro, as 10 horas da manhfla.
io 5C irnii-iii, i ii.i da Cruz.
-- Russell Mollors & Companhia', farflo leililo, por
intervenQo docorretor Oliveira de variado sorti-
mento de fazendas inglezas : hoje 30 do corren-
te as 10 horas da manh.la no seu armazem da ra
do Vigario.
Avisos diversos*
hscraros apprehendidos' pela polica.
Manoel e Virginia que se suppOc sercm fgidos.
-- Acham-se, um no callabougo docorpo policial, e
a outra na cadeia desla cidado.--novcni de ser re-
clamados na secretaria de polica. ."
Um prelo que parece ser da costa da Mina, diz cha-
mar-se Benedicto, c jamis quer declarar de quem
he eseravo.Foi apprehciidido no Ferriio, Ierras
de A pioncos ; est na cadeia desla cidado ; e deve de
ser reclamado na subdelegara do Poco-da-Panella.
THEATRO PUBLICO.
Hoje 30 do corronte a beneficio do Ade-
lo Alvos da Silva se representar a peca Jos
II imperador da Allemanha em Murinof; no lim
da mesma o actor Santa-llosa cantar a muilu
appliiii.liiln aria que tem por titulo dizem que ou
sou borboleta --com novas quadras jocosas, lindan-
do todo o divertimanlo com a jocosa farcu Tencn-
te casamenleiro.
IHEATHO DJ APOLLO.
GRANDE CONCERT VOCAL E INSTRUMEKTAI.
.DADO PBLO TROESSOR DE RADECA
Sabbado, 2 de outubro as 7 e meia huras
da tarde.
Os bilhelcs vendem-se em casa do concertista, na
ra do Torres no Recife, n. 8, segundo andar, das
10 horas da manhfla as 2 da larde, e das 4 as 6.
PfiESEPIO NUTHEATRO publico.
O director do Ihcotro tenciona presentar esto
anno em scena o mais brilhante presepio, que ato
agorase tenha visto : dividido em tres partes sendo :
Primeira o Iriunipho dcMardochco, Escriptura
Sagrad, Eslher, decap. l.'at cap. 14 $$2*.
Segurle: a cegueira .le Tobas, cap. 2.ale cap. 12
Terceira o nascimento do Mcssias Seg. S. Lucas uo
cap. 2." al 20.
Para execuco desles Ires dramas, convida a todas
as pessoas quo quizerem dar as meninas a quarenta
mil ris, os meninos a trinta mil res, a coniparecc-
rem no theatro do 1de outubro at o dia 30 do
mesmo. Sendo que lano meninas como meninos
hilo de cantar ; o nflo podero lovar em sua compa-
nlna mais do quo una pessoa que as dever condu-
zir : nenhuma outra lera entrada na cnixn do thea-
tro, soja qual fOr o pretexto, dobaixo dcsta cndilo
he que o director d dez mil ris do mais do quo
o anno passedo. A decencia e recato j observados
nos seusdous presepios anteriores, silo.mais que
sufliciento garante que olTerece para seguranza dos
jovens de ambos os sexos, que soconliatarcm no
presente presepio.
Sorvetes.
Das 5 o horas da tarde emaliante, haver sorve-
le todos os diasno boliquim ao p do theatro, bem
feitoe com muito asseio.
Prccisa-se alugar um prelo que so subjeite a
todo o servico 1 na ra de S. Rita, n. 85.
Narcizo Jos da Costa embarca para ollin-de-
Janoiro a sua escrava crioula, do nomo Jacintba.
-- Aluga-se, ou vende-se urna escrava recolliida ,
que sabe lavar cozinhar coser e engommar com
toda a perfeicilo : na ra Imperial, n. 9.
Quem precisnr de novilhos para amansar o le
va ceas com crias para tirar leite dirjase ao sitio
da Mangueira na freguezia lo Agoa-Preta 011 ao
sitio do Cordeiro do Sr. Gabriel Antonio, casa gran-
de na margem do rio Capibaribe.
Pergunla-so ao Sr. liscal do Recife se esl au-
lorisado para conservar no fundo lo Recco-I.argo
umaquantidade delaixas, quoalii se ajunlam ha
muilo lempo, com prejuizodos moradores queja
iiil podom tolerar a immundiceque turna inahita-
vel aquelle lugar.
Qucmannunciou no Diario do quarta-feira,
29 do correle querer comprar urna venda bem
afreguezada para a praca e para o mallo dirija-se u
ra da Cadcia-Vclha, 11. 9, que se dir quem tem.
Precisa-so alugar um sitio pequeo, perto da
praca desde o Manguinho at a Ponle-do-Ucha ,
ou Solcdade, no lugar maispovoado : quem tiyer
dirija-se a ra das Cinco-Pontas n. 13.
Aluga-so o armazem e primeiro mular da*casa
da ra do Torres, n. 16 : a tratar na ra do Trapi-
cho armazem n. 19.
ORDEM TERCEIRA DO CARMO DO RECIFE.
Tondo sido enviados pelo Exm. e llevo!. Sr.
pispo diocesano -actual mesa regedora os artigos
de concordata entre mesma ordeni e os reveren-
dos religiosos do convento do Carmo, deliberou
referida mesa sutmietter a discussio e approvacSo
dos mesmos ama mesa conjuncta na forma dos
sous estatutos para a qual s.1o pelo presente con-
vidados todos os Snrs. charissimos irmilos cx-me-
sarios a comp.arccerem no domingo, 3 de outubro,
as 9 horas da manhfla no' respectivo consistorio
da igreja alm le emitirem suasopinies o deli-
beraren! como mais acertado cntenderem.
A mesa roga aos referidos Srs. charissimoi irmflos
nao deixem de comparecer a um lim 18o justo o in-
teressante ao.bcm geral o uniflo das duas corpo-
rales. Secretaria, 28 do selembro do 1847. An-
tonio Leandro da Silva secretario.
Clcrguc Irmflos, j conhecidos em l'ornain-
buco, acabam de estabeleeer no Recife, ra la Ca-
deia 11. 30, una casa do pasto moda de Pars,
na qual, desde o primeiro do outubro servirfio al-
l I mocos c jantaresa todas as pessoas quo uuizo-
rem ser suas freguezas e que quizerem honra-Ios
desde as 9 horas da manhfla ateas 6 da tarde com
todo asseio e por um proco mdico.
Os mesmos tunibem se encarregam de apromplar
jintares para tra 110 gosto das pessoas quo quizo-
rom dar algum banquete de luxo. Nos ditos acha-
nto as habilitacOes necessai as para o melhor des-
empenho ao modo francez. Se algumas pessoas
quizerem conliar-lhes prelos para cnsinar-lhos u ar-
lo culinaria receben! dmente dous
DA-sedinhciroajuros da quanta de 2,000 rs.
para cima compenhores de ouro, ou fprata : na
ra do Veras 11. II.
Deposito de bous charutos .
no Roifc, ao sahir da na
da Cruz, ti. SI,ladodireilo.
Joaquim Bernardo dos Reis avisa ao publico, que
abri um deposito de charutos da Bahia, do todas
as qualidades com todp o asseio onde serve aos
freguezes com todo agrado o promptidflo para me-
recer do todas as pessoas aceita?flo. Contendo nes-
te deposito todas as qualidades do charutos como
sejam : so vordadeiros do, S.-Flix, regala marca
de fogo, llavana sigai ros de la llavana ditos de
la fama mimos de mocas, regalas do todas as qua-
lidades que apnarpm no mercado. O annuncian?
prometi sempre conservar boas qualidades do cha-
rutos para merecer aceitado publico.
Precisa-so de urna ama quo saiba engommar
o cozinhar, para casa de homem solteiro : quem es-
tiver nostis circumslancias, dirija-se a ra da Praia,
armazem n. 66. .
-- Precisa-se fallar com a sonhora lilha legitimada
do Tallecido padre Rento Loito Cavalcanto, que foi
vigario na freguezia d'Agoas-llellas, a negocio de
sou interesse, atsabbado, 2 de outubro; o passan
do leste dia nflo encontrar mais a pessoa quelite
desoja fallar : na travessa do Carmo, n. 11, ou no
largo, venda n. 1.
Perdeu-so, na noite de 26 do corrente, urna car-
teira com. di versos papis, 8,000 rs. em cdulas e um
hilhcle da lotera do theatro, que est annunciada
para correr no I.' de outubro, n. 1386, estando as-
signado no vor'so por Antonio los Santos, Jos Te-
veres, Antonio Joaquim Bomardo e Joflo Leite: quem
a achou, querendo-a restituir com os papis eo bi-
Ihete, dirija-se a ra dos Cuararapes, n. 17. Roga-sc
ao Sr. tbesoureiro, que, no caso de sahir premiado o
bilhele, nflo pague senao ao assignado Antonio dos
Santos.
O Sr. Romflo Lourcnco de Medciros, ou seus
hordeiros, queiiam dirigir-so a ra da Cruz, n. 11,
para negocio do seus interessos.
OSr. Joflo llaptista llerbster retira-sc par os
porlos da Europa, para tratar la sua saude.
Precisa-se de officiacs de altaiate,
k obra miada e graudit: na ra Nova ,
11. ;!.
' Antonio Monleiro Correia de Oliveira retira-so
para lora da provincia a negocio, o deixa por seu
procurador o Sr. Francisco Joaquim Duarte.
Perdeu-so, no lia 24 do corrente desdo a ra
da Cruz at a Bou-Vista urna carteira de marro-
quim encarnado com duas ordens una sobre Jo-
s Antonio de Magalhaos Basto, e a outra sobre Joflo
Jos dcGoveia mais oulros papis una ce.lula
de 60,000 w. duas de 20,000 rs., una do 10,000
rs. o urna poreflo de 5, 2 o 1,000 rs- Roga-sc a
quem a achou ou dola soubcr baja de a entregar
a Jos Antonio do Magalhaes Basto que recompen-
sar com 50,000 rs.
A pessoa que amiunciou, no Mario de 27 do
crlenlo querer comprar urna venda bem afregue-
zada tanto para o mallo como para a praca,
ja-so a ra da Trompe sobrado n. 1
Joflo de Dos Franco, subdito portuguez
tirn-so para a provincia do Cear.
Na ra da Lapa, n II, lava-so eengomma-se
roup. ,
Fredricks, profes-
Precisa-se de clici es le alfa ale,
miuda : na ra Nova,
de Mendonca tem urna
l'arahilia na ra Njvn,
Avisos martimos.
de ol 1 1 grande e
SOC1KDADE
riIlO-TEKPSICHORE.
Hoje, 30, lia sessflo do concclho administrativo
para approvacflo le coi.vidados a partida do 9 de ou-
tubro prximo : e previne-so aos Srs. socios, qut.',
passado boje nflo so admiti convite algum mais
para esta partida.
O Sr. Sebasliflo Jos
caria viuda la cidado da
11. 33.
'__' Guimarfles Seralim & Companhia teeni autori-
sado 00 Sr. Joflo Augusto llenriques da Silva para
cobrar as suas dividas nesta praqa, amigavcl o ju-
dicialmente.
PARA AS PESSOAS QUE TENCIONAM SEG1.TR
VIAGEM.
\ ra do Rangcl, sobrado n. 9, conliiiua-se a ti-
rar passaporles para dentro c fra .lo imperio, despa-
ham-'so esclavos e conem-sc fulhas, ludo com bre-
vidade, e por preco muito o muilo coiiiinedo, lo
que j so tem dado exuberanle prova no decurso do
seto unnos.
A' RAI'ASIADA.
' A cocheira da ra da Roda recebo cavallos para
tratamenlo, e prometi o administrador lodo o zelo
c cuidado em bem pensa-los. Tambcm tem bous ca-
vallos de afiJguer, arreios novos, etc. : os senheres
freguezes de fra>da praca encontrarflo em dita co-
cheira bom agnsalho para os seus cavallos c para pa-
sero se necessario fOr. ..,'-, ., ,
__Aluga-so o sitio que foi do fallecido Jos Car-
los Teixoira, na estrada da Cruz-de-Almas, proprio
para grande familia, por ler escolenlescommodt :
diri-
rc-
orclteslra as
Carlos I)
sor do dagucrr'eotypo,
contina a tirar retratos coloridos las 9 horas da
inaiibfla at asdiiasda tarde, na sua residencia,
ra da CadeU-Nov'a, n. 26.
Estando prximo O lempo das duas losloviila-
,les na matriz do Corpo-Santo a primeira d Sc-
nbora do Rozario em o dia 10 de outubro o a se-
gunda do Sr. dos l'assos, em 17 do mesmo mez ; as
mesas do ambas irmaudades, desejosas de satisfa-
zer aosbons senlimentos dos diversos correspon-
dontes.que na :i i testa rom em os Danos pblicos
dcsta capital, .10 mesmo lempo quo tem do Ibes agra-
decer as sinceras expresses com que brindaran! ao
sou Ihesoureiro doclaram quo vito sempre pOrem
execucao a nova missa em msica a dous coms ,
com solos lo todos os principaes instrumentos ,
cmaos tu es pressa monte pelo compositor italiano
JosopliFacbinetti rom o titulo do Sr. I). Pedro II,
Imperador lo Brasil. O coro sera de 56 dos mais ha-
bis c distinctos profossores desta cidado, dooito
senhores amadores que se dignaram fazer parto da
mesma orchestra c do qualro meninos que sflo dis-
tinados para canlarem o Sanctus depois do Credo.
O mesmo compositor por pedido dos mesmos se-
nhores o do seu muilo digno o hbil mostr. <
verendo Sr. padre Primo, roger a
duas festevidades.
No lia 22 do corrente pegou-se um cavallo
com cangallia: a quem perlencer dirija-se as Cinco-
Puntas, 11. 89, que, pagando a despeza e dando os
signai-s cortos, Iho sera entregue.
Ainda cstflo pura alugar as casas 110 sitio do
Cajueiro paro quem as quizer por anno, ou por
festa com banho perlo das casos : a tratar no mes-
nio sitio.
POMMATEAU, CLTEI.EIItO NO ATEHRO-DA-
ROA-VISTA,
tem a honra de avisar ao publico, que rnudoii o
seu estabelccimcnto da ra do Aterro-da-Boa-Vista,
n 5, para 0 sobrado novo, n 16, da mesma ra.
Na sua loja sempre o publico achura como le cos-
tme um grande sortimento de cutelerias linas c do
todas ns qualidades ; bem como pistolas le viagem,
o armas para caca. Contina a concertar todas as
qualidades de armas o ferragons e amla as quar-
las-feirascsabbados.
Precisa-sede um Portuguez capaz que saiha
trabalhar de enxada e tirar leite para estar em
um sitio muito porto da praca: na ruado Augus-
ta, n. 60. ,
Aluga-scunia casa no Monteiro a beira do no
Capibaribe com duas salas, corredor ao meio e ou-
h 11 ao lado quartos, um delles tem protelbeiras e
serve le dispensa, cozinba foro, estribara para dous
cavallos, unt.quarlo com tarimba para prelos, eou-
Iroquario no fundo do quintal, que serve para des-
pejo quintal murado : a trotar 110 Atcrro-da-lloa-
Visla n. 37 tcrceiio andar.
Appareccu to engenho Tomataupe-de-1'lores
LOTFRIA DO THEATRO.
O dia 1. de outubro pfotfo futurohe,j desune
paro o andamento das rodas de ta b tena, cu
IheteS scacbam a venda nos tugarc? u p(irR
lleven, os apsixenadoj desta, fcfo c^Sni,0 os
que so rcaliso eslo acto naquellc din, compra
bilhetes que le rosto existem, som esperar que nej ;
como as anteriores, urna sociedad* que osi lome
sua conta : porque, ainda 110 caso do sun_
ganise.ofiquo com os bilhetes que restsrem, nun-
ca os vender por sua conta, porque V**"* "",.
tbesoureiro da lotera nflo hc*erm gum, e far andar logo as rodas. ,apca de
- Francisco Xavier das Chagas S.cupira^preei
3:000,000 le rs. a juros por dous outres anaos, w
hvpotheeas em casas livres e 'mJ,,"^na:
quem quizer fazer este negocio annunc.e, ou .unja
8fta JfMjSnrtsj != r= do R88 hr
sorve'teVd'rfuctasVhoje'.dase horas da tarde em
diante, eem todos os mais lias, em quanto houve
gelo : c paro algumas familias ha urna s PJ*P*
rada .cuja entrada ho muilo franca pela venca.
AO BOM TOM PARISIENSE.
RA NOVA., N. 56.
Tempette&C, alfaiatc,
teem a honra de avisar ao respeitavel publico e
comespecialidadeaos seus freguezes que muua-
ram o seu estabeleciment sito na ra Nova, n. i,
para a mesma ra n. .V>, on.lc continuarflo assi-
duos a servirom os seus antigos rreguozes e aquei-
les que os quizerem honrar Aproveitam esta oj--
casiflo para participaren) que se acham prvidos i.,
um bello sortimento de fazendas recentomento ene-
jadas de Franca pelo ultimo navio como sejam .
pannos prelos e de cores para calcas ; s,min\s-*e~
lim ; dita elstica : ludo do ultimo gosto : bem_ co-
rnil sedas, solios, velludos, fustoes impressos e bor-
dados, proprios paro colletes; urna completa collec-
eflo de ligurinos das modas as maityecentes ue
Varis. No mesmo estabeleeimento SO encontrara
sempre um grande sortimento do roupa leita paia
todos os taannos bonete* de velludo para senno-
ra, proprios para montara ovarios obiectosuc
phantasia: ludo moderno o da molhor qualidade
- Prccisa-se alugar um sitio para urna lamina es-
irangeira quo nflo seja muito grande o quo1 te-
nha boa casa de vivonda boas arvores de fructo ,
e militas de sombro, que soja perto da praca : pre-
rere-se a beira du rio at Magdalena ou Ponte-ae-
Ccha : quem o liver, querendo alugar, dinja-sea
praca da Independencia, liviana ns. 6 o 8 que se
dir sonde se leve (rotar.
Permuta-s n pequeo sitio, m.u-
to prximo matriz da Varzea, e ao rio
Capibaribe com casa de vivenda que
conlcm duas .salas, qualro quartos e es-
tribara, com multas arveres fructferas,
e tima liaixa, por urna casa terrea nesta
cidade ; volt.,n.!o-se de urna ou de outra
parle o que se convencional-: quem lite
convier este negocio, dirija-se a
treita do liozario, n. 19, onde
quem o faz.
X mesa regedora da irman-
dadedoSS. Sacramento da freguezia da Boa-Vista
manda convidara todos os irmilos da mesma irman-
dade para comparecerem no seu consistorio no
ilia 10 do outubro futuro, pelas 9 horas da innime,
para em mesa gorol liscutir-sc o novo compromis-
so quo se pretende adoptar. A vista da importan-
cia do objecto espera a mesa regedora que Io-
dos concorram no indicado dia. Consistorio \s
de selembro de 18*7.-0 escrivflo interino, Jos*
Candido de Carvalho Mrdeiros.
*- Para a Bahia segu, at o lim do correlo mez ,
o hiale Tentador, para carga, ou passogeiros,trata-se
com Silva & Grillo na ra da Moeda, n. 11.
------ EoS de d Ua-eaom os. um qua'rlao a.azflo : quem for seu donopodo ,.ro-
_____ qU!" ,al!a J ( oelho subdila poitugucza, retira-se cura-lo que, dando os s.gnaes Uto sera entregue.
TT "Ku^Sicia. Aluga-so u segundo andar aotlo da casa da
ra es-
se dir
Compras.
- Compra-so urna escrava moca, boa costureira ,
engommadeira o cozinheira : na ra larga do Ro-
zario. 11. 48, primeiro andar.
--Compra-s umangulliB de marcar, para andar
,la algibeira : na ra da Senzalla-Velha. n. 132.
_ Compra-so una venda que laca negocio, tanto
para tena, como para o mallo, e quo tenha alguma
freguezia : quem liver annuncie.
Compra-so urna escrava moca de boa figura,
que saiba cozinhar e lavar, e nflo tenha vicio: agra-
dando paga-sc bem: na Boa-Vista, ra Velha, n. 18.
Quem a liver, devo apparecer das 11 horas da ma-
nhfla s 3 da tarde. .
- Compram-sc 4 vaccas boas lilhas do pasto ,
quedeem bstanlo leite, e que tenham bezerros
novos: na ra Augusta, 11. 60. ,, .
Compra-so urna preta boceteira : tendo as qua-
lidades que so desojam paga-se bem: na ra a
Senzalla-Velha, 11. 110.
Yendas.
l'8-- KqteiSeUo Cardozo retira-sc para a C0r-|rua do SjorUji. :_tratar na ra da Madre-.le-
te do Itio-de-Jaiieiro.
I Dos u. 36, primeiro andar.
Lotera do Kio-de-Janeiro.
Aos 20:000^000 de ris.
Na ruada Cadeia do Recie, loja de cambio do Vi-
cira. cstflo a venda bilhetes o meios ditos, da lotera
a beneficio da matriz la cidade de Niclheroy : a el-
les antes quochegue o vapor.
__Vomlo-so cera de carnauba muito boa, tanto a
retalho, como em porcOcs : na ra das l.arangeiras,
11. 14, segundo andar.
PARIDLOS.
Vendem-se nos armazens do Cacs-da-Alfandega,
ns. 1 o 3, saccas muito grandes com fardos de tri
go por 1 iei;o muilo commodo.
Cheguem freguezes, antes que se acabem.
No deposito da padaria da ra estreita do Roza-
rio n. 13, vendem-se, por lodo o preco bichas de
Ha ni burgo; peneiras de rame ; piulas de familia;
e um grande sortimento de"oondec,as de todos os
lamanhos ; tudo por barato preco.
A 3,500 rs.
Mantas para meninas, superiores : vendem-se na
na ruu do Queimado, beco da Copgregaso, a. Al.
1



"TW.
A

I
C
Vendem-se os seguintos escravos, todos de
mu" elegantes (poras sem vicios nem achaques:
um molequode 18nnos; um uito de 12 annos;
urna preta de 18 a 20 anuos, com algumas habili-
dades que se dirSo jo com -ador ; 3 pardo., sen-
do um de 14 annos e dous de 18 a 20; um mula-
linho de 7 para 8 annos, proprio para andar com
eriangas : na ra do Crespo, Ioja n. 2 A so dir
quem vende, fe
Vendem-se muito boas bichas chegadas lti-
mamente de Hamburgo, tanto aos centos como a re-
talho, e tambem sealugam; vflo-se applcarpara mais
commodo dos prcteadentes : n ra estreita do Ro-
zarlo, defronte da ruada Larangeiras, Ioja n. 19. Na
mesma casa vende-so urna bonita mulatinha de cin-
co annos.
Vendem-se dous escravos cabras, um pedrei-
ro, e outro muito moco, alf.iiate : os pretendentes
dirijam-se a Ioja de Manoel (.encalves da Silva, na
ra da Cadeia do Recite.
Vendem-se 26 travs de camassari o louro, de
30 e 40 palmos : na ra da Madre-ricos, n. 9.
AVISO IMPORTANTE.
ltencao!
O abaixo'assignado agente do doulor Brandroth,
toin a satisfcelo do annunciaraos scus Ireguezes e
aos habitantes em geral desla provincia, que pelo
briguc americano Otinda, vindo do Boston entra-
dado nodia 22 de setombro lliechegoii um caixo-
te com caixinhas de pilulas vegetacs do doutor
ltrandretli. O iiiesmo abaixo assignado aanga ao
respcitnval publico que silo as nicas e verdeiras
pilulas vegetacs do seu proprio autor. He desne-
cessario repetir a boa aceitadlo e acolliiinento que
teem ohtido as verdadeiras pilulas do doulor llran-
dreth ncsla provincia polo que o abaixo assigna-
do deixa de o fazer. Vende-so na ra da Cadeia-Ve-
Iha, botica n, 61 a prego de 800 rs cada caixi-
nha com o competente reccituario.
Vicente Jos de frilo.
Lotera do Rio-de-Janeiro, a be-
neficio#da matriz da cidade
de iN'iclheroy
Vendem-se bilhetes desta lotera : om casa de J.
O. F.lster, na ruajla Cadeia-Velha n. 29.
Na ra da Cruz no Recita, n. 26 vendem-se,
em porgo, couros de cabra; sola; sapatos, e botins,
feitos no Aracaty, o melhor possivel cera de carnau-
ba; esleirs ; chapos de palba; sebo ;qucijos: o ou-
tros ohjectos por prego commodo.
Vcndo-se, por necessidade, um preto de meia
idaile, pelo diminuto preco de 280,000 rs ; he ca-
noeiro de proissflo entendede plaotacfio de sitio,
bom comprador do arranjo deuma casa, nflo tein
vicios nem achaques e bode boa figura : na ra
doQueimado, n. 18, primeiro andar, com a en-
trada pela ra do Rozario.
--Vende-se urna cadeirinha de arruar, das me-
Ihors desta cidade quasi nova, proprin para qual-
qjier senhora sahir'cm das de funegoes por proco
commodo : na ra do (Jueimado, n. 18, primeiro
indar, com a entrada pela ra do Rozario.
escravos excellcntes, de ambos os sexos porten-
Gentes a urna pessoa que so retire : na ra -da Sou-
zalla-Velha.n.llO. x
Cortes :Ie pelle do di abo, a
MOOrs.
Vendem-se superiores corles da fazenda chama-
da pelle dodiabo com 3 covadoso meia pelo ba-
rato preco de 1,400 rs o corte sendo Ta mais supe-
rioaque lm apparecido : na ra do Collegio Ioja
n. 1.
Casimiras clsticas, a f^OO rs.
o corado.
Vendem-se superiores casimiras elsticas, pelo,
barato preco de 1,000 rs. o covado : ditas muito fi-
nas irancezas a 1,280 rs. o covado ; dita de su-
perior qualidado clstica, milito fina, e prcta a
3,500 rs. o covado : na ra do Collegio Ioja n. 1.
"Va Ioja nova n. 17, do Passeio-publico, vendem-
se corles de casimira do Ida do imperio, fazonda
muilo forte c de minio lindos padres para caigas,
a 2,000 rs o corte ; chales do cassa, muito finos e
com lis tras de seda a 4,000 rs.; ditos do lila a
2,000 rs.
Vende-se, pele mesmo preco, ii arroma lagflo do
dizimo dos cocos do municipio de Scrinhfcm por
3 annos contados do primeiro dcjulho de 1846 al
o ultimo ilc junhn de 1849 : a tratar no pateo da S.-
Cruz n 8, ao'p da botica.
AGENCIA DA KU.NDUCAO'DEI.OW-MOOR.
Na ra da Senzalla-Nova n. 42, contina a. haver
ii ni completo sortimenlo de moendas c machinas de
vapor, para engonhos de assucar : bem como tai-
xas de ferro batido e coado de todos os tamaiihos
ludo por prego com modo.
SSSF.
re n le
Vende-se a verdadeira familia SSSF
rominlio cliegada no (lia 5 do
cor-
a tratar com J. J. Tasso Jtinior.
POTASSA
VenJi
e-se a verdadeira e superior po-
tassa da Russia a mais nova que existe
no mercado : na ra da Cadeia do Kcci-]
e, armazem n. la, de liallhar & Uli-
ve ra.
Vendem-se saccas com 3 arrobas de farelo ,
muilo novo ltimamente chegadas : no armazem
doBaeellar, no caos da Alfandega ou na rita da
Cruz n. 52, ou na ra Nova no porlo das canoas.
feSSF.
Casa da F
na ra estrella do Rosario, n. (i.
Neste eslabclecimenloacham-sea venda as bem
acreditadas cautelas da lotera do (licafro publico
desla cidade, cujas rodas andam no dia 1. do ou-
tubro. O cautelista espera que os seus Ireguezes
concorram a comprar o reato das ditas cautelas,
lias quaes se esperam boas surtes, pela cxeellente es-
culla que se fez dos nmeros para seren divididos
em cautelas. A ellas que sflo poucase boas. I'regos
os do coslume.
-- Vendem-se sellins ingle/es c france/.es, para
montara de homem e senhora ; cabogadas roldas ,
inglezas ; ditas de couro de lustro prelo e branco
estribos do metal branco e do lalio; perneiras e
guarda lamas de lodos os feilios ; chicotes para
montara de homem o senhora ; bezerros de lustro
ile superior qualidado para coleado; marroquins
do todas8 cores J couro do lustro para CSnhOeS do
criados : tambem se cobrem sellins do couro in-
glezo francez (cando como novos e oonccrlam-se
oulros; ludo por mdico prego. Na mesma Ioja tam-
bom se vendem barretinas para olliciaes e soldados
de cavallaria e nfanlaria de guarda nacional; ta-
lins e cananas de couro Illanco e prelo ; espadas de
metal branco, de roca e sem ella ; bandas ricas o in-
feriores ; liis ditos; correiames de. lustro para sol-
dados ; estrellas; globos; opparelhos para barre-
tinas ricas; molas para espadas domadas c do la-
ta" o ; e oulros muitos objeclos por preco commo-
do Na ra Nova, n. 5 Ioja do Joilo da Silva Hraga ,
defronte do oitao da matriz.
Vende-se junco a rctalho, por prego commo-
do : na ra da Cadeia do bairro do Sanlo-Antonio,
n. 18.
SSSF.
Vendem-sebarricas e mcias barricas de familia
SSSF de ramnbo: no armazem de Joaquim Lopes de
Atmeida, caixeiro do Sr. Joflo Malheus, alias do
Iheatro.
Vendem-se caixas de cha hysson, de 13 libras,
em porgoes, ou a retalbo ; caixas de velas de es-
permacete de 5 e 6 em libra : na ra da'Alfandcga-
Velha n. 36, em casa de Matheus Austin & C.
AI ten cao !
Vendem-se superiores chitas francezas.de vara de
largura e decores fixas, a 280 rs. o covado ; ditas
fina^, escuras e decores fixas, lendo algumas que
servem para lelo a 5,000 rs. a pega ; meios chales
de cassa de quadros, a 440 rs.; cortes de lanzinha,
para senhora, com 15 covados a 3,600 rs. ; panno
preto fino para'pannos de pretas a 3.000 rs. o co-
vado; chafes do lila e seda muito linos, a 5,500 c
7,000 rs-.; zuarte de vara de largura a 240 rs. o
covado ; cortes de eambraia lisa muito fina e com
6 varas o meia a 5,000 rs. ; superior brim tranca-
do pardo, depurolinbo a640e900rs a vara ; di-
to amarello muito fino, a 900 o 1,000 rs. ; dito
trangado de tinho branco, muito superior a 1,000
1,280 e 1,600 rs. a vara; chadrezes do lindo para*
jaqueta a 400 rs o covado ; riscadinhos Irangados
a 240 rs. o covado ; hamburgo de lindo, a 260 rs. a'
vara ; rheias pira senhora a 240 rs. o par; e oulias
muilasfazenda por barato prego: na ra do Col-
legio, Ioja n. 1.
Vende-se, por prego commodo, para rra da
provincia, ou para engenho, una preta : na i ua da
Cruz do.Recite, n. 57.
Vendein-so duas canoas de carrelra e alguns
Vendem-se meias barricas de farinha de SSSF de
raminho : no caos da Alfandega armazem n. I, do
CuimarTcs.
--Vende-se madeira de Jacaranda fanto a rola-
Iho como cin duzias e meias duzias : bem como ca-
mas de angico ; ditas de amarello-; moias-commo-
das de dito ; mesas de meio de sala de oleo o con-
duru ; marquezas de angico e conduru; cadeiras
de oleo: ludo {tur prego o mais barato possivel:
na ra da Camboa-do-Carmo n.8, casa de marce-
neiro.
\ endem.se 2 prelosde 22 minos, mui-
to humildes, sem vicios; dous pardos
de 20 anuos, um com cilicio de atraa-
te e ambos ptimos para pageos, por
serom do elegantes figuias ; um molo-
quedo 8 annos, muito esperto; una
negra do nag.lo pciteila vendedeira de
ra; duas ditas que cozinham, engom-
inaiii, lavam e vendeni na ra : lodos
estes escravos nao leom vicios nem
achaques: na ra .do Vigario n. 24,
se dir quem vende.
rs. o covado; brim oscuro liso de linho, muito fino,
a 200 rs. o covado ; fustflo pintado a 320 rs. 9 co-
vado ; cassa lisa a 280 rs. a vara, e a 2,700 rs. a
poca; chapeo de massa de aba estreita a 960 rs. ;
chapos de sol, de seda, a 5,500 rs. : na ra do Quei-
mado Ioja n. 8, de Castao Jos da Silva.
Vcndem-se os seguinles livros 1 os Animaos
fallantes poema de Joflo Baplista Cortes, 3 v.; os
Martyres, pooma portFiluito Elisio, 2 v. ;,Naufragio
do Sepulveda poema por Corto Real ,-S v,; Mala-
ca consquistada poema porS do Menezes,'! v. ;
NoitedoCaslello, poema por Antonio F. de Casli-
Iho, ly.; Vida da Veneravel Madre Theroza da
Annunciada, 1 v.; um melhodo para viol8o;um
violio de muito boas vozes; um rico pandeiro com
parafusos para nliiincfo ooberlo de pergaminhn,
proprio para presepio : tildo por prego muito com-
modo .- na ra larga do Rozarlo, n. 46.
~ Vende-se urna escrava de bonita figura criou-
!a i|uusHbeiavarecozinliar em Fra-de-Portas,
ra do Pilar, n. 80.
Vende-se superior arroz branco: na ra do
Queimado Ioja de fazendas n. 44.
Vende-se um sobrado de dous andares o so-
tlo, sito na ra de | Agoas-Verdes, que ronde
0,000 rs. mensaes : a tratar na ra das Larangei-
ras, n. 14, segundo andar.
Vende-se umsellim inglez em bom estado :
no Atterro-da-Roa-Vista n, 24.
Vendem-se escravos baratos, na ra das
Larangeiras, n. 14, segundo andar: 1
indo pardo de 22 annos, sem vicios
nem achaques de boa conducta e que
lio ptimo para pagem ; um dito com
olliciode sapateiro, este troca-se por nma preta
moga ; um molecoto de 18 annos, com oflico de al-
faiale; dous molecotes do 18 annos ,-bons para o
Irabalho de "campo ; um preto de 25 annos por
150,000 rs.; um dito-de 36 annos muito forte e
que ho canoeiro., por 400,000 rs*; um dito, por
250,000 rs. ; una parda de cor escura bastante
corpulenta, de 2 annos, com algumas habilida-
des esta cscrava vende-se muilo em conla por ter
um pequeo defoiloj urna mulatinha de 12 annos;
urnanegrinliade 13annos que cose, engomma ,
coznha e serve bem a um mesa ; urna negrota de
de20 anuos, que cosee coznha o diario de urna
casa ; urna dita de nago de ptima conducta, por
t2,000 rs.; e mais alguns escravos.
Vende-so um molcque crioulo de 9 a 10 annos 1
na Passagem-da-Magdalena no becco que vira para
o Remedio, venda 11. 29.
Vcndem-se pianos iuglczes ,
de patente de
Collard & Collard, os muito celebres fabricantes
de Londres em casa de Ceo: Kenworlhy & C., na
ra du Cruz 2.
Vende-se um escravo pardo, ptimo official de
sapateiro ecoznheiro, o que he muilo bom pagem:
na ra do Jardm n. 43.
Vcndem-se pegas.de madapolflo limpo, com
20 varas, a 2,400 rs. e sele vintens a retaldo :
na ra estreita do Rozario, 11. 10, terceiro andar.
Vende-so superior sarga-pairilha viuda ul-
rmtament do Par : no armazem do Rraguez.
Vende-se urna venda muito afreguezada no
melhor lugar dos Qiiatro-Cantos da cidade de Olin-
da com os fundos que agradaren! ao comprador :
vende-se por seu dono nflo lograr ahi sadc : a tra-
tar na mesma venda rom Andr Manoel da Mocda.
DEPOSITO |)E CALV1UGEM.
Na ra
pie ca'
Na maftova, n.6, Ioja de
Maya Hamos & C ,
vcndem-se riquissimas guarniges de flores, para
vestidos de noivado chegadas pelo ultimo navio
de Franco ; lindas caiiellas brancas, do melhor gos-
to e qualidade que ha ; ramos de ores (odas de
velludo, proprios para chapeos de senhora; luvas
de pellica, com guarnidles o melhor que tom ap-
parecido neste genero sendo enda parcm sua cai-
xinlia ; ditas curtas, muito elsticas c bemalvas;
corles do seda furia-coros branca e preta, de
lindos postse de ptimas qualidadcs; sedas para
chapos de todas as cores ; sapatos de selim bem
alvos ; ditos de couro de lustro marroqufn cor-
dovAo o duraquede Lisboa; chapos ocmassa, fran-
cezes, da ultima moda a 7,000 rs ; mantas de se-
da para senhora as mais modernas que ha presen-
temente ; ditas matizadas, de muito lindos padres;
vestimentas para meninas de 3, 4 5 anuos, pelo
diminuto prego de 4,000 rs ; luvas de soda de todas
' as qualidadcs para senhora ; ditas de pellica de
seda de cores e de lio da Escocia, para homem;
I bandejas do todos os tamaitos com jindas pinlu-
! ras e do excellenle qualidade ; espedios do parode,
muito proprios para ornar salas ; chicotes de ba-
I lea bastante grossos para carro ; ditos de caima ,
junco e de pao; um completo sortimenlo de per-
I, Turnaras do iliclhor fabricante que ha em Pars,
1 Mr. Pver.
Vendem-se 12 travos de mangue com 40 pal-
mos : na ra da l'raia, a fallar com Jos lliginio de
Miranda.
Vendem-se, na livraria da ra do Crespo, 11.
11 ,os melhores folhelosque teem apparecidof bem
como : Historia da iuiperatriz Prcinia; Roberto do
i Diado ; Magalouu ; oragOes ; um rico sortimenlo
j de cotrcniozes ; Prinieiros elementos praCOS do
foro civil pelo diminuto prego de 2,000 rs.; obras
completas de Voltairo, por 3,000 rs. ; Tratado da
religifio, por 3,000; Hoiacio, por 3,000 rs. ; Tele-
maco, por 1,280 rs. ; Aritbmelea por Uesout, por
1,280 rs.; Virgilio, por 3,000 rs.
Na ra de Agoas-Verdes, n. 46, vendem-se, por
precisfio o por prego commodo, 3 moradas de casas
na melhor ra dos A Togados, com os sous compel
lentes quintaos; una dita no Varadouro, em Olindn.
Superior cha hysson, em la-
tas de urna libra, a 2,400 r*.,
muito ptimo para casas particulares ou para fura
da praga pelo bom acondicionamento: vende-se
no armazem de Antonio Teixoira Bacelar no largo
da Alfandega, n. 3.
~ Vendem-se se Wins nglezos elsticos, de pa-
tente forrados de couro de porco; ditos sem serem
elsticos, Trancezcs para montara de homem e
sonhoraj.cabegadas rolgas inglozas ; ditas de cou-
ro de lustro preto e branco; estribos do metal bran-
co ede latao; perneirase guarda-lamas, de lodosos
cilios; riiicoios para montana c nomem esenho-
ra ; bezerros de lustro do superior qualidade, para
calgado; couro de lustro para canhes do criados.
Tambem'secobrem sellins do couro inglez eTrancoz
(cando como novos e concertam-se outros; tudu
por mdico prego Na mesma Ioja tambem se ven-
dem barretinas para olliciaes e soldados do cavalla-
ria e intentara da guarda nacional; lalina o cana-
nas de couro branco e preto; espadas do metal
branco, de roca esom ella; bandas ricas e interio-
res ; (ieis ditos; correiames de lustro para solda-
dos ; estrellas;globos ; apparelhos para barretinas
ricas; molas para espadas douradase do lalilo ; o
outros muitos objectos por prego'commodo. Na ra
Nova, n. 28, Ioja antiga do Antonio Ferreira da Costa
Braga, derrouto da ligreja de N. S. da tonccgo dos
militares.
Vende-se urna preta sadia qu he propria pa-
ra o servigo de urna casa, pelo barato prego de 300/
ou Iroca-se por um molequo, voltando-vso o
n. 33, so dir quem
do Trapiche n. 17, lia sem-
virgem de Lisboa, en
c ltimamente
larris pe-
, mui-
e por preco rasoavel.
chegadn
o lenos.
lo superior ,
Na 11 va lojn do Aterro-da-
Bo;i-V*la, 11. 7J,
vcndem-se bonetes para homem, a 500 rs. ; ditos de
panno e velludo pura meninos; sapatoesdo dezer-
ro para homem a 1,440 rs.; ha luis de pinito, com
fechaduras e bonitas pinturas, que servom para
guardar ouroj roupa decrianga, ele., a 640, 1,000,
1.280, 1,440, 1,660, 2,240 e 2,500 rs. ; sapatos do
como do lustro para meninos, de 2 a 12 annos ; sa-
patos para senhora a 1,000, 1,120
linsdebezerro para homem, a 3
quim, a 1,000 rs.
Vende-so um escravo bom cozinheiro ; dous
moloques ; 3 escravos do servigo do campo; 3 es-
cravas do 12 a 20 annos ; 3 inulalinhas muito lin-
das ; duas esclavas do meia idade: ua ra Drcta.
n. 3. '
No liiu da ra da Aurora n. 4, vcndem-se
moendas de engenho, antigs, e rodetes por prego
commodo; e um crioulo de 24 anuos, bom carrei-
0 c vaqueiro.
rs.
re slo : na ra da Cadeia-Velha
vende. .
Venderse urna commoda urna secretaria, (i
cadeiras do asstnlo de palhinha, 4 bancas, urna ca-
ma de armagflo, 14 quadros comtemplando em si
os 14 pastos, um espelho de parede dous jarros
de flores, um parde mangas de vdro: na ruada
Cadeia-Velha, n. 9, se dir quem vende.
-- Vende-so urna parda de 20 annos de figura ,
e ptima para mucama quo engomma, cosecliilo,
lava de salino, coznha alguma cousa e faz renda: no
Aterro-da-Boa-Visla, sobrado n. 5.'
Vendem-se borzeguins para homem, a 3, 5
e 7,000 rs. ; sapatOcs de lustro a 4, 5 e 6,000 rs ;
botins frmcezes, a 4.500 rs. ; meios-ditos, a 7,000
rs. ; sapatOes inglczes o 3,000 rs.; snalos, a 2,560
rs. ; sapatOes de Nantcs, de pala; ditos de sola
grssa laixeados ; botins de Lisboa a 3,000 rs. ;
meios ditos a 2,000 r9. ; borzeguins para senhora,
a 3,200 e 4,000 rs.; sapatos do couro do lustro, pa-
ra senhora, francezesede Lisboa; ditos de selim
e duraque, francezes e de Lisboa ; ditos de marro-
quim e cordovo ; sapatos para meninas do todos os
lamanhos,-de lustro e marroquim ; ditos de cl-
cheles de todos es tamaitos; sapales de luslro
para meninos ;.botins de marroquim; c (ultras
muitas qualidadcs de calgados : na praga da Inde-
dependencia ns. 13 e l, Ioja do Arantes..
--Vend-se cha preto muilo superior, em caixas
de 16 libras, proprio para familia : na ra do Tra-
piche, n.8.
Escravos Fgidos.
fia casa do abaixo assignado onde eslava para
ser vendido fugio, no dia 23 do corrento o escra-
vo Manoel, do nagilo, perlcncente ao Sr. Pedio Tei-
xeira Gumai fles com os signaos seguinles; re-
presenta 25 a 30 annos, taixo, reforgadodo Corpo ,
cor nflo muito prcla ollios atiavessados ; tem os
dedos deum dos pos ruidos ; quando foge, costuma
ir para as partes do Apipncos, Luca Olinda Boa-
Vista e estrada do-Joflo-de-llarros. Pede-so encare-
cidament as autoridades policiaes, espitaos do
campo e pessoas particulares, que apprcliendain e
levem a ra de Agoas-Verdes, n. 46, quo receberflo
20,000 rs. de gratificagflo.
^ Joo frederico de Abreu litgu.
1-oIach! ha de araruta, em
latas ,
muilo superior e nova': no armazem do -Bacelar, no
caes da Alfandega coiifronle a escadinha.
QUADrOS.
Na ra do Cabug, Ioja de iniudezas,
de Francisco Joaaum uarlc, lia um
completo sorlimeniodc quadros de San-
tos, em moldura doiraifa, de dilFerentes
lanianhos de 80 al A00 rs.
Vende-se um escravo fe nagio
o servigo do campo, ou engenho,
pratica : na ra da Lingoeta, 11. 3,
vende.
Vende-so ou aluga-sc una canoa de car reir
que pega em 10 a 12 pessoas Tambem aluga-se o
proprio para
por ter disto
so dir quem
Oo 1 200 rs .'|J(JJrmazemda casada ra do Collegio, 11. 18. A datar
,520 'rs.; mrro^ ^"J^Sr. Domingos Caldas Pires Eerwij, ua al-
4. hampa ni) a de superior ((iia-
lidadc ,
Cruz, n. 38, armazem de
vende-se n ra da
Schaflieitlin& Tobler.
---Vende-so um molcque de 16 annos, de bonila
figura, oque nao tem vicios: nas Cinco-I'ofitas,
n.71. Na mesma casa compra-se um escravo sapa-
Vendem-se cinta de asaeolo ooberlo, a, 80' teiro. '
Fugio 110 diu 25 do correntc, o pfclo Paulo ,
do nagflo Angola, de 50 omos, estatura baixa, cara
engilliadii, leudo cm una das, faces um buraco,
procedido de um tumor ; lovou raigas do estopa ,
camisa de algodaozinho, de mangas curtas, cabel-
los corlado rento de pouco lampo ; he conhocido
pelo appellidode pap-yoyo. Hoga-se as autorida-
des policiacaccspitaes decampo, que o approben-
dam o levem a ra da Cadeia do liecife, n, 25, quo
serflo recompensados.-
-- Acha-se, desde o dia 16 do passado fgida a
pela Joanna, de nagflo Uenguclo de 30 anuos pou-
CO mais ou menos ; he b.em conhecida por usar do
de vender sapatos para senhora, Crudas, bolos, etc.:
lie alta, socca do corpo cor fulla, roslo comprido,
olhos fundos, nariz um tanto afilado, denles lima-
dos, beigos grossos ; tem urna marca antiga no la-
do esquerdo do rosto proveniente de una denta-
da que Ihe deram, bragos finos e compridos ps
seceos e tambem comjiridos, peinas chelas de veas
e cncarogadas; lio bastante ladina. Esta preta,por ter
muitos coiihecimenlos,ulga-se estar acoilada : por
isso piotosla-se usar de lodo o rigor da lei contra
quem admitli-la em sua casa e muilo se iccom-
meiida as autoridades policiaes ca pitaos do campo
0 mais pessoas do povo a captura da mesma escrava,
promettendo-sj aos ltimos boa recompensa se a
levarcm ao Aterro-da-lloa-Vista 11.17 fbrica de
licores de Frederico Chaves.
- Desappareceu no dia 28 de setembro a es-
crava Thoniazia, de cor fula; alta, cheia do corpo;
representa ter de 20 a 24 anhos ; andava vondendo
pflo. Ksta escrava lio natural da Serra-do-Marlins,
provincia do Ccar e ah foi escrava de llerculano
Torre de Lima. Quem 11 pegar levo a rua-das Cru-
zas 11. 30.
Auseutou-se ua noiludo dia 26 do corrente a
preta Hita de nagflo Itcbolo do 25' anuos alta ,
1 eforgada, cor preta, cordada do carregar poso ; tem
las costas cufeiladas com signaos e golpes de sua na-
gflo bons denles bocea grande becos grossos ,
seio pequeo; levou camisa de algodfloztoio no-
va vestido de ristado ilo quadros oscuros, ja des-
botados panno da Costa usado o sem estar a-
hainhado. llogn-.se as autoridades policiaes e capi-
Ifles de campo, que o apprelieiidaui e levem ao ctfcs
da Alfandega 11. 5 ou cui Ofinda ra de S.-Beu-
(o, n. 3.
Pkrn: v\ tvp. de m. e. de faiua.1847*


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