Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08550


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Full Text

Anno tfe 1847.
Sabbado 25
Q DIARIO pul.lic- todos o di>> T,e "
,.c..ie Bai>. !>'e u;i,i^",,""',0l:V
nuncio, H ..*.-"> 'i""l,*',"
D.nles P^o r, Pf Bate. *
,dilleriiU, porcad. .ublujacao.
PIUSES DA LIn MEZ DE SET&UBRO.
Mingante. I. baM d' tard*-
, ,"\,ot., os 8 mlivd. Urde.
Cenle..-IT. .. 6 l.or. d. t.rde.
u chela ,4,o.Cmiil.d.Urde.
PART JA DOS CORREIOS.
Coiauin e Paralivba, s segundas escitas feir,
Rio-Ui-aiide-dn-Noria quintas feiras aomeio-dia.
Cali, SeriohSem, llio-Formoso, Poite-Calvo e
UacelA no I .*, a 11 e 11 de cada mez.
[;.ir.i i......s e Ronlo. a 8 e 23.
Roa.Vi'la e Floiui. a I J-e 8. ,
Victoria, s qui'iuj foiras.
Oliuda, todos os dias.
PRF.AMAA DE HOJE.
I'nmeira, as.'i lloras e 18 minutos da'manilla.
Segunda, it 5 lioraa e 42 minutos da Urde.
f'e SetemVo. Anno XXIV.
Ot. *I<*.
BUS D\ SEMANA.
JJ Secunda, i. Eustaquio. And. doJ.dosor-
1 pa. ilo J. doc da J v. edoJ. M. da i ?nra.
5| Terca. S I. v. e do i. de paz. do 2 disl. de t.
22 (JuarU. 8, Mauricio. Aud. do I. lo civ.
iIh V. v. e Jo J. de p.u do 2. disl, de t.
23 Quinta, S, l.ino. Aud do J. ce orpli. e lio
J, ir.uiiicipal da I. vara
54 Seala. 8. Heraldo. Aud do dociv. Jal.
v. e do J de.paa do I. disl de l.
25 ^abba.lo. S i-iinuno. Aud. do J. do civ.
- da l. t. e do J de pat do l dist. de t.
2(1 Domingo. S. Cipriano.
CAMBIOS NO DA i* DE SETEMBRO.
Cambio sobre landre, a M d. p.J#ri. di*.
t H.ns SbO H. |'nr Tranco.
ii Lisboa 1(1 -l 10 de premio.
I>.sc. de lettras de Ikms (irm.s de /.I Ve ''-
OurO..CS hespanholas.... *#&0 W000
a Modasdeii>O0Tlh. 1J0 ll
.de 4 J000.....
Prala Patecoet........
Pesos columnares...
Ditos mexicanos ...
Miuda............ I"
Acetes da conip. do Hrberibe de SOfMO rs. o per
iBflOD a j*|oo
O0O a 20li
|90 a I"
IJV40 l|0
l|S0 IJ850
INTERIOR.-.
niO-GRANDE-DO-NOKTE.
RF.PRF.SF.NTACAO
l tila pela autmblca legislativa frovincial do Rio-
Grandt-do-Norle a S. M. o Imperador.
Sfmiob! A assembla legislativa provincial do
Rjo-Crando-do-Norle, apenas reunida para dar co-
meen os importantes Iraballtos da ultima sessito
ordinaria da 6.' legislatura, julga do mais imperioso
devcr.'cmseu nome, e no da provincia que toma
honra de representar, fazer chegar ante o excelso
tlirono de V. M. I. a cxpressflo sincera do sou reco-
- enmonto o gralidflo para com o sabio e Ilustrado
go.-ivno de V. M.-l. pela conservaeflo do actual
presidento'dest provincia, o Dr. Casimiro Jos de
WoracSarment. Sim, Imperial Senhor, lia quasi
trifilo mezes que esta provincia, com satisfaeflo de
scus habitantes, goza de timaadministracno patrio-
tica, esclarecida e ju>la, e que a parda constilui-
cao e ilas leis, lem sabido manter a paz e a ordem
publica, gue constittiem o maior e ma'is universal
inleresse dos Rovos, a mais bem entendida o dis-
ciclaeconoinia dos dinbfiros pblicos, o zelo e so-
licitle na prompta ai recadaeflo o liscalisacno das
rendas publicas, a icalisaQio de algumas obras de
sutiima iiii|ioitan,cia ptyaa provincia, e o prompto
andamento de ouiras, apezai dos multiplicados em-
barticos.que ordinariamente se encoulranreni urna
provinciaJjalda de meios, e que, alcm disto, acaba
deexperifllenlaroselTeilos da terrivel secca que a
flagellou por mnis.de tres nnnos, o aecurado empe-
nho no inellioramcnto da instrucc,lo, a nomeaciio
decidadios benemritos paraos cargos deconlian-
ca, asmis proraptaseenrgicas providencias para a
captura e punicSo dos criminoss, e finalmente o
emprego de todos os meios lgaos para elevar-a'pro-
vincia au mais perfeilo oslado do prosperidade o
engrandeciinento; sao, alcm d'outros, os actos que
vcrdadeirainenle caracterisam a actual ailministra-
tjflo, e que niio podem ileixar de ser dcvidamenle
louvados e apreciados pela assembla legislativa
provincial.
gne-se, pois, V. II. I. benignamente acolncr
esta solemne e verdadeira demonstracao dos senti-
menlosda assembla legislativa provincial, como
um tributo de bonicnngem, gratidao e reconbeci-
menlo, devidos no paternal govci no de V. M. I. cao
scu delegado nesta provincia.
lieos guarde a V. II. I., como be mister ao Brasil,
l'aco da assembla legislativa da provincia do Rio-
Gramlc-do-Norle, 18 de selembro do 1817. Jvo
7'alenlim Uanlus l'inaj, presidente.Jos ilenrt-
gue de Oliveira, primeiro secretario. Joo Carlos
lfunderlcy, seguudosecrclario.
Mniieiiii mil iiiiniiiMwaii'if'M un" rn 11 ~rr ~ "'
PERNAWB* CO.
KI.KITORF.S DO
. KOMKS.
POCO-I) A.-PANELLA.
VOTOS.
1 Jos Camello do Reg Barros -.......297
2 Joilo Francisco Carnciro .Monleuo......,^7
3 Sobaslino Anlonio lio Rogo Barros-.....>
4 Francisr-o Cernido More ira Temporal.....JJi
5 Jo'io Francisco do Reg llaia.........w
6 Joo Baptisln l'creira Lobo......" Jkt
7 Antonio l.ins Caldas--------------........''
8 Joaquim Jos Carnciro Motileiro......- jb
l Francisco de Paula do llego Barros.....18*
10 Jos Francisco Carnciro Monteiro......JW
ir Jos Ignacio Pereira da Rocha.....------1'7
U Florencio Jos Carnciro Monteiro......J7
13 Manoel Coellio Cintra.....-.....- J7J
1* MonseiiborFranciscoMuniz lavares------------1 15 Franciscisco Antonio deSa Brrelo.....171
1C MunoelCaelanoSoaicsCarneiro Monteiro *
SPIM-KiNTES.
17 Vignrio Francisco l.uiz de Carvalho.....158
18 Paulino Augusto da Silva Freir.......1o6
19 Joo Ignacio Itibeiro Ruma..........13
20 Joflo Lcite Rodovalbo............"5?
i'l Nicolao Rodrigues da Cunba -........151
22 Antonio Avies Vellozo -.- -.......- *
23 Jos Antonio Goncalves de Mello -.....1*8
24 Francisco.Duarlc Coellio..........- **
25 Primo Feliciano da Costa----------------------1
2C Miguel Joaquim do Reg Barros-----------------
27 Podro Jos Carnciro Monteiro---------------
28 Francisco de Salles Cava lijante de Alhuqucrq.
29 l.uiz de Mello Albuquerque Pilla .----------
30 Francisco Belmiro da Cosa-------.----------
31 Jos Feliciano Portclla------------.......
32 Joso Pereira da Silva----------------------------------
137
114
96
54
41
41
26
'"DfllO Dli P8B.\AHBt'C0.
BECIFE, U M 8EXKMBBO DE 1'. .
Iloic, pelas 10 1/2 horas da manhHa, recebemos
nsasgazetasque nos trouxera o vapor Pemambu-
cana, chegado hontem a este porto, e cuja mala, se-
gundo nos informan), Wra coiiduzida para tena
pouco depois das TIuirasMa noilc. Vamos, pois, com-
> >^
\*os lcitores o resultado da revista dessas
As do Cear tcem por ultima data a de 10 do cor-
rente.
A 31 do mez prximo lindo encerrou-se a assem-
bla desaa provincia. Quanlo a nos, ella niio satis-
fea; a sua missflo, como por diversas vezes havemos
dito. -I'raza aos cos, que os Cearcnses, ao elegerem
os ovos mombros desse corpo legislativo, se nilo
deixcm levar de vitas promessas, e saibam negaro
voto aos que, mal comprehendendo os seus deveres,
maisscoccuparamde proteger si e aos seos aluna-
dos, do que de promover os interesses reaes dos con-
cilladnos que os tinham revestido do nobre carcter
de legisladores !
Depois de ter reduzido algumas familias misera
e afflieliva situaeo de mcnidgarem o pilo da cari-
dade; dopoisde ter domitlido a alguns emprea-
dos, cujos servidos, honradez e intelligcncia o pro-
prio Sr. Vasconcellos respeitrn, e cujos filhos, col-
locados cm derredor da carinbosa mili, com ella las-
tmalo o golpe que os privara dos meios de subsis-
tencia, amaldicoamlo ao mesmo lempo t miio des-
piedadaquedorechou esse golpe quasi mortal; de-
pois de ter revolvido a guarda nacional e a polica ;
depois de ter feito tudo isto, dtzemos, o Sr, Joilo
Chrisostomo de Oliveira, rctirou-se para o Aracaty,
e passou a administracao da provincia aoSr. Frcde-
rco Attguslo Pamplona, que he o segundo vice-pre-
sidente, e que he muito de suppor v ser o con-
tinuador da poltica anti-social e mesquinba, que
tende a escravsar o pensamento, que se afana por
conseguir que 0 homom, a imagotn do Daos-vivo na
trra, sacrifique a raso, com que fra dotado por
esse mesmo Dfcs, niciaduzia do vintens que re-
cebe dos cofres pblicos, e quenada mais silo do
oue a recompensa do scu Irahalhoquolidiano; po-
ltica tanto mai's cxecravel c perniciosa, quanlo po-
de ferir no irliino do coraefo os mesmos que a pr-
gam, pois que nilo lio possivel, nao est de accordo
coma ordem das colisas, que ellos sempre.se con-
serven! no poder, e no da em que deseerem du po-
siclodc vencedores para a do vencidos bao de ver
i esvalar por sobro sua cabeca a pesada o esmagad-
m cava que tilo deshumanamente agitavam Contra
os stfus adversarios; poltica tanto mais crimino-
sa e condemnavel, quanlo se oppOo mu i directa-
mente ao espirito doseculo em que vivemos, esse
seculoquese. diz da illustfac&o, e om que, por con-
seguiule, tudo se deve vencer pelo raciocinio, c na-
da pela persegtiicfio, cenada pela voxacilo, e nada
pela frca bruta.
Mas, nem por nflo estar na presidencia, o Sr. Joilo
Chrisostomo, deixa de dar largas ao sen genio: o
Pedro II c o Iris nfrmam, sem seren contestados,
que esse Sr., la mesmo no scu Aracaty, npoderra-
se de dous dos caixotos de granadeiras que daqui
conduzira o biate Maria-lirmina ; e que s diversas
observaces que I lio Riera o meslrc desse hiato, com
o fim do obstar qu so elle ficasse com os precitados
caixoles, fjfapoiulra com allirmar-lhe que era o
vice-presidente, e, como tal o rcsponsavcl por tudo
quanlo podesse occorrer.
NOo he, porm, scste omalcom que ora lula o
t:ear : formigam os processos ; esbanjam-so osdi-
nberos pblicos ; ha parcialidade no proprio paga-
mento do subsidio dos deputados provinciaes, pois
que os do peilo da gente dominante recebetn-no em
moda correnle, e os outros cm lettras a vencer;
gritn-se que a opposicflo quer revolucionara provin-
cia ; aprOveiia-se qualquer incidente que contri-
buir pnssa para aulorisar esse gritar; urna cha-
ve acluda naatnmcdiaQOcs da typograpbia do
Pedro II, que por acaso servia para abrir o deposito
do armamento, o cujo dono dentro em pouco appa-
recen, he motivo mais que suflieente para se decla-
rar na Itolli olHcial, que ooftnoaieionislastramam
resoluces; expedem-sc dcslaoamenlos para as co-
marcas centris ; esla tudo em continuo movimen-
to.
F, como nao lia de ser assim.se se vai proceder
all a eleicao do dous senadores Y 1". como nilo ha tic
ser assm, so ogoverno tem scus camlidatos a essa e-
loicao ? E como mo ha de cor assirn, se releva cm-
pregar todos os meios pura conseguir que esses can-
didatos sejam proferidos aos da parcialidadc que n.lo
pensa com o mesmo governo ? Semprc que a aulo-
ridade toma parlo directa nessos actos intciramon-
le populares," semprc que ella so aprsenla prote-
gendo a candidatura de um individuo qualquer, que
aspira a honra de ser representante da nae.to, lie
(juas impossivel que so nao deom abusos, he quasi
impossivel que nflo sejam empregados a favor desse
individuo os Mcursos que as leis teej.) reservado
pata a manuuncaoda ordem e .la paz, para a ani-
mnc'io do progresad, para a promoeflo, emfim, do
bem-estK da commundade cuja sorto essa auloii-
dade est incumhida develar,
No icmos 0 niininio inleicsse em canegar de
nesras cxes o quadro daaclualdadedo Cear : mo
- lliio
a/.ctas.
somos Coarnse, nao estamos nessa provincia,
ospada em punho, e frento dos caceleiros, o para
niloqualifirarde infamo este procedmento quere-
mos crer que liouvc perturbado, o quo a barafunoa
collocou este ofllcial cm somelhanto posicflo.'apar-
lando-o d'uma linha de soldados de polica que sup-
portava os caceleiros e os animava, tendo sido all
collorada provavelmenle para esto fim. Vio-so
esta linha, depois que os lgueiros mandaran vir
ardiles, que al entilo a lula fora quasi completa-
mente as escuras.
O apparecimento, porm, dochefe e outros em-
pregados de polica, a posicilo da frca que separavo
os grupos, a promessa deque pelas providencias das
autoridades se franqueara a passagem, os infatiga-
ves esforcos, sobreludo, do alguns chotes ligueiros,
foram parte para que alguma ordem so rcstabeleces-
se, interrompida todava de vez em quando por pe-
dradas o vozerias, at cerca do once horas ou meia-
noite. Mas entilo os caceleiros da carneruna, agitan-
ilo os seus cceles, dando vivas c morras, uxclaratn
do lado contrario um movimeulo igual, e nilo sendo
mais possivel cm tal tumulto conler a ninguem, fo-
ram derribadas e pisadas asduas lilas desoldados
do polica, eos adversarios vieratn de novos mflos,
e quando eslavam mais travados, cedeodo, porm, j
os camurilheros o terreno, urna carga execulada pe-
lo lenenle-eoronet Falcao a testa dos fuzileiros, pas-
sou-lhes por cima, c mpello toda a multidao para
a extreinidado opposta do boceo, e ra Ciando.
Kntilo as dtias forens de polica c fuxileiros, anparan-
do os dous lados, evilou todo o conflicto, ate que,
queimadoa os fogos de San-Joto, o pondo-se a tropa
em alas no largo para evitar o confliclo.deslllaram os
ligueiros, e lizeram o scu passeio pelas prmcipaos
, ..Wv,uu ...- mas d cidade, anda com 500 a 000 pessoas, porque
de 500,000 200,000 100,000 50,000 c quasi dous tercos se haviarn ja retirado fatigados de
esperar providencias da polica-
i. Consta-nos que entre os caceleiros havia solda-
dos de polica dejaqucla ; cusa acreditar um tacto
.lestes, e conven que a .utorida trale de vcrilica-lo
por lodos os meios a scu alcance.'
., lie ludo isto eonclue-se que houvcplano pre-
meditado da camarilba para este attentado ; nao foi
casualidade nem exaltac,fio, nflo ; embnagaram os
caceleiros, einpilharam podras, e excilaram-nos ao
(onibole. -, Nilo pode haver maior prova disto, ale.in
do rn.in .in oue a provocacSo reila em o numero do
lemlevi publicado nesseda, e quo logo reproduci-
remos. Agora s podemos escrever a prona estas li-
nlias : sirvam ellas de re.sposta provisoria ao Obter-
radur de bonlem, calumnioso o furioso cm todo o
extremo. O pretendido cahano puro depoz a mascara,
r enloou liymnos a camarilba, a par das mais furi-
bundaS vorireraces contra o presidente da pro-
'< Consta-nos que licaram contusos ou com a
cabeca quebrada mis vinlc o tantos ou trinla indivi-
duos to ambos os lados.nof tumullos da noile de de
selembro. .
u Na mcsnia note reuniram-so os dous parti-
dos no Rozaiio, na mellior ordem. A liga leve 500
pessoas, a can.ai ilha 30 -, por ser tao exiguo o nu-
mero, nfloioiHaram os seus adversarios que sahi-
ram a passeio. I'aieccquc a mesma causa foz com
que a camarilba nilo passeasse nesta cidade.
A 30 de agosto ultimo fra estuprada, na cidade
de San-Luiz, urna crianca de OITO MI.ZKS VA Ig-
nacio Vieira de l.ima, secrelario da capitana do Por-
to, era o doagracado que a fama publica indigitava co-
mo autor desse acto do extraordinaria deprava-
cilo .. Piredora-sc a corpo do delicio, e havia es-
peraiicaa de curar a desventurada croaturinha.
Nease mesmo da, um ladrfle assaltara da casa dos
Sr. Magalhfle Gul'maj-He o Silva ; mas. ao receber
um tiro de pistola quo llie disparouum dos caixei-
ros da mesma casa, esenpara-se sem quo tivesse sido
reconhecid.i.
O IVese de Maio do Para alcanca a 4 do mez que
corre.
A 15 do predito agosto, o Kxm. Sr. vicc-pres.den-
le abrir a segunda sessilo da quinta legislatura da
assembla dessa provincia.
Uma carta do Rio-Grande-do-Norto, escripia, alii
aos 18 (leste mez, oque ora temos a vista, habilta-
nos a (licor alguma cousa acerca dessa provincia.
Goza ella de abundancia : a farinba da ncelo Hca-
va a 1 440 rs por sacca; m is. isto nilo obstante, pouco
se venda, lano que existiam nos armazens para
mais de i.000 saccas.
uantoalranqnillidadc,4.a.la t.vcra ella do que
q,,eixa,-se a nflo appareccrem os desmandos do ex-
direeior dos Indios, que, quando anda em exerc.cio,
lenta.;, perturbar a orden, em Mur.u, distnclo de
Extremoz, masquefoi mniedialamenle chamado
rbita dos seus deveres por vinlc pracas que. a pre-
sidencia fez marchar para o indicado lugar. I'diz-
menteja esse turbulento se nflo acba em circums-
lancias de desenvolver o genio, pois que fra de-
millido pelo governo imperial, quo, segundos citada
caria, olnou bem cm dcstitui-lo, visto como nflo ha
ludios no Rio-C'ande-do-Norte, .; o nosso homem
s para ter gente sobre quo exercor sua autoridade,
e com que podosse contar para promover dislurbioa,
arregimentra alguns mestices ou mamelucos, que.
cram outros lautos bracos de que dispunha a sou
bel-prazcr. Logo que houvormos espaco, publica-
remos as pegas olllciaes que descrevem os porme-
nores da sua ultima tentativa.
temos compromissos com nenhum dos lados que
orase la debatom ; logo, nilo podemos ser suspeito
no que levamos dito : as paginas dos dous peridi-
cos, quo mais cima citamos, vcem invadas do narra-
tivas que mais que muito autbenlieam o que acaba-
mos do escrevor.
Ao terminar nossas reflexes acerca desse sujeto,
poiemos ante osolhos dos subscriptores deste Diario
a lista dos camlidatos do governo, que o Pedro II
publica no sen numero 647. F.i-la :
a l. Vigario Carlos Augusto Peixolo do Alencar.
' 2 Ministro da marinha Candido Baptista de
Oliveira.
3. Commandante superior Francisco de Paula
Pcssa. ,
4." Gregorio Francisco de Torres \asconccllos.
5.0 CapitflO Joflo Chrisostomo de Oliveira.
6." Commandante superior Francisco Xavier de
Sousa.
O Iris noticia queo juiz municipal c delegado do
Aracaty mandara palmatoriar publicamenlo a uma
miilher livre ; e que esse mesmo magistrado, poucos
dias depois de se baver nodoado com esse crime,
atravessra, em trages caseros, as ras da cidade,
acompanhado de dous guarda-cosas, procurara a
margem do rio, c ah cliegado disparara um clavi-
nolc, de que vnlia armado, sobre corlo miseravel,
que Ihedenunciaram terjle vadiaro mesmo rio com
um cavallb furlado.
0 colleclor do Ico fra saltendo na propria casa por
dous mascara Jos, JU Ibe roubaram 9:880,000 res
cm notas
20,000 rs.
0 Sr. Jos Diogo de Araujo Salles descobrira na
cordilhcra de Ipinpaba nlgutnas minas de ouro, fer-
ro, polassio e copa-rosa.
Os jornaes do Maranbflo ebegam a 9 deste mez.
Os fj-c/usieisasderam, cmlim, a mais terminante
provade quanlo sflo intoWranles, de quiinto desco-
nbecem as regias do civismo, de quanlo estilo o-
("mda Ilustrarlo que deve de caraetcrisnr os bo-
nfens do seculo XVIII. Insultaiam seus irniiios, no
din mais grandioso do Rrasil.'.'.....Levantnrnm nios
homicidas para seus mulos, no faustoso anniveisa-
ro da lAoiipr.vDExcu do iupkbio .'..... Fcriram scus
irmaos, lio sempre memoravel skti: oasauMaao .'....
Fizeram correr o sangue de seus irmfios, nessedin
que releva seja lodo leticia, todo prazer, todp con-
gratularlos para os que nascoram na tena da Sahta-
Criiz, ou ado|darani-no por patria !.....
Itecoiosos de omit ir alguma das circunstancias
desse fatal acontecimenlo, copiamos aqur o artigo
cm que o Publicador )la\anhense o refere :
O glorioso dia 7 de selembro nos ia sendo fu-
neslo.. Ambos os partidos, cm que ora se acba
dividida a provincia, assentaram de apioveila-lo,
fi'slejando-o, como meio poltico, e oceasiflo de dc-
iiionslracilo de frens, ltenla a proximidaile das e-
leees. A liga illuminou a gieja de Sanl'Anna, o
fez passcala ; a denominada camarilba illuminou a
de San-Joao, e confiando pinico na sua inlbiencia
piililiea, asseiiloudoallraliire'specladores, plantando
rogos de artificio na ra que dcaembocca no pequeo
ado desta groja. Fez maisainda, assentou de im-
pedir o liausilo da liga pelo pequeo boceo que do
adro com mullica para a roa Ciando e Sanl'Anna.
Foi um piojelo cm forma, empilliaiam podras, e
mesmo fundos de garrafas, como o resultado depois
provou pela abundancia de projectis que daquelle
ponto se arremessavam, ombriagaram desde s Ave-
llanas nina porcilo de miseraveis 'entre os quaes di-
zeni que bastantes oscravos do Sr. Jos Corsino, e
Brrelo Jnior ), o assm se pozeram de emboscada
no lal bcCCO, cuja entrada para San-Joao se bavia es-
trellado anda mais com um arco coherto de mura.
Os caceleiros so internaran! um pouco pelo beceo a-
vante, e eslavam n'um poni baslanl escuro.
(i A liga leve avisos pelo rumores quo corrlarh,
de que Setentava embarncar a sua passagem, mas
suppoz-so que nao iria a resistencia alm de Simples
alga/ana o empurros. No entretanto, os seus
chelos rccominetnlarain toda a moderacao o pruden-
cia, e po/.eram-se a frente da leuniao, quo seria de
1,500 pessoas, o marcharan! em pelolcs Je qaatro
a cinco pessoas de fente. A' testa ia a gente mais
moderada e sisla, no proposito de evitar toda a col-
lisiio, c a maior parle nem bengalas levava, cateo
primeiro peloUoanda era precedido pela msica de
fuzileiros. ~ Ao chegar-se no centro do becco, om
que, como su ve, llova licar logo engajada o apinba-
da nina grande inullidflo, avancou-se o Sr. Varella,
cdiriglndo-soaolir. Fnbio, o allegando ordens su-
periores e resistencia desesperada da parle da ca-
marilba, Ibe ivcoiiiinemlnva que relrocedease ; e no
enlantoqueoSr. FablO diaputava sobre esta incri-
vcl prolencfl ou ordem, um grupo do caceleiros ca-
bio dosorpreza sobre a gente do casaca que as pn-
meiras linhas se achva toda inerme. O primeiro es-
eancailo fo o Sr. Kgidio Laun, logo depois o Sr.
limidio Comes, o muili.s outros, accresccndo eutflo
aoa cceles os pojeclis rremessados de mais lof.gc,
do lado do San-Joo. Como era de esperar, a esta
Infame agreaaflo oppo/.-so logo resistencia por parle
da gente mais exaltada, posto que desapercebi.la, e
travou-se una lula, apenas eiilre urnas vinlc tantas
pessoas de cada lado, o nem a cstieiteza do becco
consenliria mais. Fomos entao lesteinunha oceu-
lardeum espectculo extraordinario, vimos o Sr.
Varella, tonclo do polica, carregar os ligueiros, de
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Tambem fura destituido do cargo de vice-presi-
dente o Sr. Andr do Albuquerquo MaranhSo. Essa
destiluieflo dora logara que loasen, nomeados para
o mesmo cargo: eni prlmeiro lugar' o Sr. JofioCarlos
Wandorley; em segundo, o Sr. Trajaoo Leocadio
de Medeiros Murta; em terceiro, o Sr. Joo do Oli-
veira Mendos; em quarlo, cinfim, o i-'r. padre Joan
Theotonio.
A estrada geral ja cHegava a Sai.-Jos-de-Mipihu,
quelicaanove leguas da capital; a tent da [tica
eslava concluida: ia encclar-se a construccfio da
casa de caridade.
Antes de eu.prehenderessas obras, o Exm. Sr. Ca-
simiro Jos de Moraes Sarment organisra una
companhia de trabajadores, quo ora se compilo de
298 individuos. ~ Esses operarios, a quem S. Exc.
proporclonou os ineios dganliarem opilo, sito in-
ca usa vils en. bcmdize-lo, camam-nocordinlmente
E nflo sito esses honiens do povo os nicos que
cstimamS. Exc, e volam-llie gratidio ; os da alia
Plana tamben, o aprecian, diadamente, tambem
lhe agradecen, os beneficios de que elle lia accun.nla-
do a provincia; a mesnia asseml.lca provincial o tem
en. foro de un. bal.il administrador, o rcconhecc
queS. Exc. se ha cslorcAdo por dosempenhar a mis-
sfio que lhe confiara S. M. o Imperador, como se t
da represeniacaoquecm oulra parte transerovemos.
entretanto, nOo sii|.ponba alguoin que o Exm, Sr.
Moraes Sarment ja consegu,, as sympatbias da mi-
nora queso lhe declarara em opposlcflo: essa mino-
ra be multo contumaz para recuarta* redo do ter-
reno em quo secollocra; o agora que seapproxi-
mam as eleices, verdadeiro pomo do discordia, lom-
ee tornado mais allaneira, na supposicfio, sen. du-
v.da, do que S. Exc. be un desses presidentes que
desce de sua dignidade, e abusan, do poder que as
leis lhe confiaran., a ponto de ir perturbar a popula-
lo no ejercicio do direito ito votar, que tAo solem-
nemente lite garanto o pacto fundamental do impe-
rio. Mas esta supposicfio lio infundada, be injusta :
S. Exc. tem a fclicidado do eonhecer quanto be me-
lindrosa a situacito de um funccionaiio publico da
sua categora ; o pois ha de esforcar-se por conser-
var-so na posicilo quo lhe convm, Isto he, ha de os-
tenta r-so imparcial : lodos os seus cuidados lmi.
tar-se-hfloa manter apaz, a consolidar orden..
Isto quanto aos candidatos que porvonlura sea-
presen'.em : quanto, porm, ao proprio Exm. Sr.
Moraes Sarment, que talveza opposicfto toma des-
cortinar entro os prclendentes deputaefio, oslamos i
autorisados para declarar, quoS. I.xc,, que, como a
inesma posicilo sabe, aiuila nilo solicilou essa hon-
ra, 11.1o esta disposto a solicita-la ; e que, coniquai.lo
a aprecie muito, entende, todava, que s lera de
vangloriar-se dola, quando a provincia Iba confe-
rir espontanea e livreiiienle.
1<
Varicclade.
DA SUCCESSO NA MONAUCIIIA DlNAMAItl.H l;z.\,
rsPKCIALMENTK CONSlIlRnAIU OIANTO O IHREIT0
FUSUCO.
Sabor a que so reduzirflo os ducados de Schleswig.
Holstein, boje parte integrante do reino da Mina-
marca, caso o actual her.leiro presumplivo da corOa,
o principe Frederico, ilho do Chrisliano VIII, uo
deixe herdeiro do sexo masculino, como ludo nos le-
va a crer; saber ao que, nessecaso, se reduzirflo os
ducados do Schleswlg-Holstein, ilizemos, he urna
das quesles que, ha alguna anuos, mais seriamen-
te oceupam a altenclo publica no norte da Allema-
nli.i. A despeito do direilo cscriplo oda tradico,
pretende o gabinete do Cnmpenhague, que os duca-
dos e a Dinamarca propriam nte .lila silo una e a
mcsina cousa, oquealci de suecessilo que rege as
provincias dinamarqui-zas deve de reger tamboin as
provincias alloinfias da monarchia ; que, tan tu n'um-
as como n'outras, a lii.liageii. fominiiia teera direito
a cora, na falta de descendencia i.iasrulina ; e que
as prcscripcOcs da le slica sempro foram dosco-
nhecidas ahi. Nos ducados, onde O sent ment da
nacioialdade allemfia cada dia se pronuncia rom
mais vigor, invoca-se, ao contrario, o texto da lei
salten c todas as IradicOesdu familia do Oldenbourg
para demonstrai-se, que se, nos termos de lei do rei,
a cora real da Dinamarca passa linliagem tem i ni-
na serepre iiue for interrompida a descendencia va-
ronil directa do C.hristiano do Oldenbourg, assin.
nflo succedo em Scbleswig e em llulslein, onde o di-
reito de successo soberana he em ludo favoravcl
a casa deSchleswig-Augustonl.ourg, ramo oolhile-
ral da casa real do Dinamarca, mas proceden' de
varoes.
Estas mui arduas questOos de direito publico teo.n
sido elucidadas em grande porefo debscriptos pu-
blicados na oulra banda do Itheno, o lidos com avi-
dez pelos povos mais i m mediata mente intcressadds
i.a solueflo desta conlestacfo dyuaslica. Tendo-MOS
certa pessoa feito o obsequio do enderecar-nos un.
ezemplar da obra cujo titulo acabamos do por ante
os olhos dos loitores, concehemos o projoclo do oc-
ciipar-nos della o mais cedo que nos fosse possivel I
mas oSr. Cirlheuscr, publicista cujo nomo goza de
merecida celebridade nos ducados de Schleswig-
tlolstein, advogado em Scbleswig, e um dos bomens
en. que boje se personalisa o partido da independen-
cia e do progrosse nesses paizes, o Sr. Carlheuser,
dizomos, poupou-ns o tfabalho fazendo cbogars
nossas n.f.os urna refutago mui arrasos da dessa
lirochur, cujo prologo muito se afana por n.agnfi-
poiz. Com grande prazer, pin's, vamos deixa-lo fal-;
lar sobre urna questfo de que a imprens* dos duca-
dos nflo pode tratar libremente, que a diplomacia
esforca-se muito por confundir, o alravs da qoal
evidentemente se occnltam os mais graves nleres-
sesenropeus.
O autor anony.no se i.fio d, u an trabalho do fazo,
largas reflexes sobre as consequencias provaveis .lo
una miidanca na actual orden, do cousas ^ limitou-
sea notarans leitorps,que nada influira lio equili1
bro europeo a futura divisfio da monarchia dina-
marqueza en. dous estados, o que ella nao traria mo-
dificarlo alguma essen-al ao que se aclia estaoele-
ci.lo na Europa palos tratados de 1814 o 1815, urna
vez que as grandes potencias europeas nflo pretn-
dalo intervir na solucfio dessa questfo. Assegura-
nos, e nos o acreditamos, que longo o consciencioso
examc 11te Irouxera a convierto intima de quo as
grandes potencias europeas nffo lorian, justas pre-
tendes parle alguma da monarchia dinamarque-
za,so por acaso si' exlingjsse a linliagem masculi-
na ila casa reinanle de Dinamarca. I'ara elucidar es-
sa complicada ediffiril quoslio, aprsenla um bos-
quejo histrico dos faetos, seguido de urna averigua-
(Bo das consequencias quo dimanan, driles, son.en-
te quanto ao direilo publico.
Quanto ao quo so refere questfo diuan.iirqueza,
depoisdo baver oxposto o disentido o direito o-a or-
dein desuceossilo em rada unta das quatro parles
territiiriaes mui distinetas, de que se compoo os dous
ducados, 1. a parte milr.ora real do Scbleswig, 2.
a parle oulr'ora ducal do Scbleswig, 3.* a parle ou-
Ir'nra real do llolsleill, *.a parle outr'oVa ducal do
Hi.l-loin, conclne o sabio publicista, que depois da
extinccAodo9 varoesda liuguagon. mais vello.,
A. A linhagem feminina dessa casa, a qual igual-
mente porloncoa suecessilo aoll.rouo da Dian.arca
proprian.ei.te dita e de suas dependencias'a Iba
d'lsiaodia, as libas Kro, e as colonias iuaDmarquc-
zas na America, Asia o frica', devoria siiecedor na
parle ducal do Schleswig sita ao ii.oio-dia e em parte
do centro do paiz eiitrolauto que
II. Os varoes da linliagem real mais moca, islo he,
O duque d'Aiigstenibourg, chefedo ramo mais velho
da linhagem real mais moca, seriam chamados
successAo na porcilo real do Schleswig (silo ao nortee
em parle do centro do ducado), assin. como
f',. Ku parle real do llolslein que sobreludo coni-
prehende a parle occidental do paiz), e anda
I). Na parle ducal do llolslein (sita, sobretudo, na
parle oriental.do ducado).
Quanto ao condado de l'innenberg (llolslein-
Sehanonbourg) ao meio-dia do paiz c a'margem di-
reilado Riba, adquirido (1646; a titulo de parle in-1
legrante do ducado de llolslein, suslonla o honrado]
escriplor, quo este Condado esta subjejto ao mesmo
direito ea mcsina orden, de suecessilo que a anliga
parle real do proprio ducado, excepto o pequeo
oondado de Itanzau (1694, vendido pelo conde de
Gottorp ao conde de Itanzau !lt49), cujo fill.o nico
legou-o l(it!l)ao rei de Dinamarca, para guardn-lo,
mi dispar dellea favor doiiu. mou.bro de sua fami-
lia. Por consequeucia, segundo a opinjfu do no-
bro autor, o duque dMugusleubourg succodera no
condado de l'ii.iionberg as.siin como na parto real de
llolslein, entretanto que o condado de Itanzau'pas-
sara a linhagem feminina da casa reinante de Dina-
marca.
Taes sito, em resenta, as consequencias quo o
anouymo indica como dimanadas naturalmente dos
proprios principios da que.slfio. Nao admitlimos a
evidencia dos fictos em que se basa a opi'nfSo i\w.
elle emillo acerca da succcssSo eveuliial as iluas
diversas parles do Schleswig^ Nflo concordamos
com ello a respi'ito do titulo de acquisicao. oblido
en. 1640 pela linliagem real mais velha do condado
do Pinnenberg, ou antes da parle real do mitigo con-
dado de Scliancubourg, a que tambem so eiainou
l'iniiembeig. Mas, sendo esta quoaUlo ultima ex-
tremamente complicada, ede importancia secunda-
ria, absternos-hemos de tratar delta f), para oecu-
par-nos tilo smeute da suceossfio us ditas diversas
punes dn Schlesirig.
Em primeiro lugar, lie evidente, e o proprio autor
confessa, que os Halados de 1750 e 1773, en. virtud
dnsquaes o rei do Dinamarca (que anda nflo |.ossuii
senf.o de fado a parle ducal do Schleswig, por ler-se
apoSBftdo della a forc;a em 1713) obteve urna renuncia
formal e solemne da parlo dos principes quccnirui
representiivam os diversos ramos da dynaslia de Got-
torp, he evidente, dizomos*, que esses tratados nflo
.'.Iteraran, nein podiaiu alterar em cousa alguma o
direilo o a ordein de suecessilo, lacs como se aeli.i-
vam est.'ibelecdos para aparte real do Schleswig.
Mas, pretende o nosso adversario que o mesmo se
nflo da a respailo da parte ducal ito paiz,onde he possi-
vel que pelos inesmos halados fosse introduzida un..i
nova orden, da suceossfio; porquanto, do um lado,
Adi.lplio-I'reilerieo, chamado ao ihrono daSuecia,
na qualidade de chelo do ramo mais velho da linha-
gem mais moga de Gollorp, consentio(1750) en. re-
nunciar, por si e pelos descendentes masculinos, a
favor do rei de Dinamarca e de sua descendencia mas-
culina, parte ducal do Schleswig, mediante a som-
ma de 200,000escudo, caso o sen lamo fosse cha-
mado a suecessilo, eaecder, no caso indicado, a
parlo ducal dojlolstein, pertenecnte (desde 1676) a
linliagem real mais velha, en. troca dos dous conda-
dos do Oldenbourg o Dolmenhorst.
D'ontro lado, o grio-duquo Paulo I Polrowitsch,
chele da linliagem reinante mais volita da casa de
Gottorp, lanlo completado a idado. da n.aioridado,
de conformidade com o tratado provisional de ll-2a
de abril de I7(7 adberio, pelo tratado delinilivo de
21 do inaio-^.rimeiro dojunbo.de 1773 a couvengilo
que. iliiranleaua minoridade, se concluir enlru sua
mfi, a imperali iz Oall.aiina II, e o rei de Dinamarca,
Cbislbjno Vil, assigi.audo o acto de renuncia quanto
'ao ducado de Schleswig, salo) camo oacu deetssio
quanto a parle ducal do llolslein. No acto do renun-
cia est exarado que o grlo-duque, por si o (orseus
lierdeiros, renuncia a quacsqucr*dirilus que possa
ter ao ducado de Scbleswig, e parlicularniote a
parto ducal desso ducado, em favor do ro de Di-
nainarca e de seus herdetros e suceessores ao Ihronu
real l', entretanto que pelo acto decesso odu-
qoe declara, cm seu nomo o no deseos lierdeiros
" e descendentes," que nlo cede sua parte do ducado
' de Holslein ao rei de Dinamarca e n seus detcenden-
* tes masputinns, cu, na falla destet, ao principe Frede-
" rico, pa do re, t sua descendencia viril. Em com-
I 'ils.kT.ii, o rei cedeu ao gflo-tfuque e a 9eus des-
cemientes inusciilinns. eomu por troca, os condados
deOldenboiirge Delmei.borst (boje gro-ducado de
Oldenbourg:, erigidos en. ducado pouco tempo de-
pois.
Estando assim verificados os resultados dos refe-
ridos tratados, quanto ao direito e 'orden, desuc-
cesso at entilo em vigor, n s na parte ducal de
Scldeswig como tambem nos dous ducados e.n geral,
o grffo-duquo, segundo o leor do precitado acto,
lenunciou expressnmenle em favor do rei de Dina-
marca e dos lierdeiros do sua corda. Dist concluo
o nosso adversario, que a renuncia foi em favor da li-
nhagem feminina da Dinamarca; c que, por consequen-
eia, derra ter effe.ilo emquanlo subsististe a linhagem
masculina da dynaslia da Rutsia ; porquanto se, con-
tra toda a probabilidado, se oxtitguisse a linhagem
mais velha da liussia, o principe de Wasa, cujo avd
nilo renunciou aosseusdireitos senoam/iiordosva-
rOes da casa reinante do Dinamarca, seria chamado
suecessilo noSclileswig oulr'ora ducal..
Entretanto, por forma alguma basta ao direito es-
sa limitacilo ou restricefio da suecessilo feminina/
dado ocaso mprova>vel da cxlincgilo da linhagem
mais velha da casa do Gottorp. Ao contrario, os mais
clebres publicistas da Allcmanlia opinam unni-
memente, que, depois da extinc^ilo dos varoes da li-
nhagem real mais velha do Dinamarca, a linhagem
real mais moca (representada pelo duque de Augs-
tcnboiirgj seria chamada a succoder na parte ducal
de .Schleswig, assim como aparlo real desse duca-
do; o opina.n assim, louvando-so no quesepassou
oinl72t. O rei ['rede-rico IV, depois dehaversido
garantido pela Franca o pela Inglaterra na porglo
ducal de Scbleswig, resolver reassumir a posse
da parte quo coubra ao duque Carlos Ercderico
de Gottorp e reunir o incorporar a sua a pro-
dita parle : > e declarara solemnemente essa reso-
lu?fo pelas cartas regias do 22 de agosto de 1771.
Com esse lito, fez con. que prestassem juramento
dofidelidado a a elle smente os anligos vassallos
do duque de Gottorp, os oobros e os proprietarios de
Ierras sonboriaes, quo at entilo arnda estavam sob
dominio da regencia commun dos dous duques, e
quo tinhan. jurado lidelidade a ambos antes de have-
rem elles subido ao Ihrono. Como o proprio rei reu-
nir e incorporara sua a parto ducal, segue-se quo
aquello quo for chamado a succeilcr na parte real,
succedera tambem na parle ducal. '
Quanto i renuncia do grlo-duque, so rifo pode
admitlir que fura feita, em termos claros o formaes
orn favor da-linhagem feminina da Dinamarca, e
se altonder que, sobretudo nos seculos decimo.se.
timo edecimo-oitavo, era uso diplomtico nilo em-
pregar termos mui exactos quando so Ira lava de suc.
cessores hereditarios de urna monarchia coinpost
de muitas partes principaes o distinetas. O act0 j
renuncia conten o termo genrico hordeir0s da
cora, u Ora, segundo o precitado uso, as palavras
corda, Ihrono, reino, devem do ter signilcacf0 e-
lastica: ou ha de ser extensiva, e applicar-se-ha a'
una monarchia composta de muitas partos sepaiW
das una da oulra ou do mu i tos territorios distinc-
tos ; ou entilo ha de ser restrictiva, e nilo se appliea-
r mais do que a um reino propriamento dito. No
caso de que Q trata, toda a diflicuidadu esta eni sa-
ber-sequal o sentido, exclusivo ou restrictivo, que se
deve do dar a esla expressfio do acto do renuncin .
lienioiros da cora. Mas, na duvida, he evidente
que.devede preferir-se a nica significaQfo compa-
tivcl com o direito feudal, e conform ao direilo de
suecessilo estabolecido nos ducados pelos antigos
pactos de fa'nilia, especialmente pelo acto de Iran-
saccffo feito em Oden-.ee no anuo de 1579, entre to-
dos os duques de Sel.leswig-Ilolsloin, quo nessa
poca ain.la vivan., acerca da suecessilo reciproca
das difTereiites linhagens cujos varOes tinhan. rece-
ido a investidura comn.um, o at validado pelo es-
tatuto real ou lei fundamental da succesfio dos du-
cados, de 24dojunl.o do 1650, que o proprio Frede-
rico III denominou a lei eterna e constante da linha-
gem real da casa ducal de Schleswig-Holslein ; esse
mesmo Fredorco que regulou a suecessilo ao Ihrono
da Dinamarca pela lei constitucional do 1665, quo
ordinariamente se cita sob o nonio de Lei real
(l.oxregin ) (2). Logo, ho claro quo a signilicacffo
restrictiva lio aqu iuteirainente incompsAlvel com a
natureza dos feudos, onde a descenduucn feminina
nlo era admillida a sueceder, anda mesmo na falta
absoluta ila descendencia masculina Por conse-
gunte, releva que se entenda pora lierdeiros da co-
ra aquellos que houvcrom de sueceder nos duca-
dos como parte da cora ou da monarchia dinamar-
queza.
Anda masso reconheccia a justoza desta inter-
pretagfto so se considerar, quo, nein nos lempos pas-
sados ueni na aclualidadn, jamis so mahfestou n
inteneo de occasonar a mono.- alleragfto no direito
le suecessilo estabelecido uesses lempos, o at boje
conservado em vigor. E, na verdade, fura ucrivel
na mesma poca cedeu, em seu nanic e no (iP
seus herdeirose descoidentes. si.a parte do ducado
de Holslein ao rei do Di ra marca e a seus '''csct-nrlenti
mascul.nos, ou, na falta destes, no principe 'rtlcrico
irmo do rei, e sua descendencia masculina, '
l'ma renuncin nilo he una bessao", nern 'pdela,
os mesmos efleitos : a ressfto ho o tilu'o parlicui.'
trai.slativo do direito do ce le ule : cessionaro r
renuncia nada/nonos he que o abaudonode um n'rj1
tencilo en. favor de umlcrceiroquo pretende o dir'.jf"
com oxclusflo de qualquer outro concurrente, eom0
se lhe elle perlencesso, ou que qiier desviar u'm 0|.U
lacillo, para que esse ilreto possa produzr efleto
Disto se segu que-o ressionario subsliluo o ceden
lo no cxcrcicio do direito, entretanto quo o afcan"
donatario,ou aquello a favor de quem se taza renun"
cia, limita-se a fazer valer seu proprio lireito, poi
quetnhaum que lhe partencia. Applicandoesi'a,.;.8
tinccflo ao caso do que se trata releva iJizerqUe^
re da Dinamarca, que a frga se apoderara da j,,r.u
ducal do Schleswig, que a possura por 60 aniM)e
( 1713-17J3 ], o quo so fizera garantir na perneu,,5
dado pela Inglaterra o pela Franca, garanta dentr
em pouco seguida da conlirniagiloj|b iniperajor
da Allemanha, nada mais linlia a .esejar do nU(.
unta renuncia dos diversos ramos da casa de i,'/
torp. Mas, quanto parle ducal do Holslein, era-lh
precisa urna Cessfo, para poder por sob seu dominio
exclusivo essa mesma parta ducal, e por esse nicio
reunir todo o Holslein, como oulr'ora reunir o du-
cado de Scbleswig. A nf ser assim, o rei, seus
lierdeiros e succossores ao Ihrono real da Dinamar-
ca jamis reprcsenlarfo, na narte ducal do Sclilet
wig, osdireitos dos varoesda linliagem mais velha
ile Gottorp ou da dynaslia da Russia, o emquanto
esta existir, a linhagem feminina da Dinamarca, quo
nffo ten. direito algn, hereditario aos ducados,' nflo
mais podera adquirir sobre cJIes.A Ululo de ceu'ao
um direito de suecessilo eventual, pois que esla, da-
da a extiiiccfo dos varos da linhagem real mais ve-
lha, he devolvida aos vi.resjla linhagem real mais
moca, tanto na parte oulr'ora ducal do Schleswi '
como na parte rea/dosse ducado.
CAIITIIEIJSER, advocado bm Sclswio.
( Le Coinmerce)
------- uni mi i mimbj__^^
COMMMCor
,(') Quanto ao que di/, respcilo sii|.rai.ie..cioi.ail.idoa-
rao do condado de Itanzau, Ihititar-nos-hmos a ubser-
car as tendencias conciliadoras. Cremos, pois que var 1'"" ''"',0 *''' oonflrinafiio do Imperador Leopoldo I,
nosdevemos limitara dexar fallar o nosso inhm ,,a,!"10 de 18 de Jolo de 1671, declara xpreisaii.ote,
correspondente. Jurisconsulto eminente, esereve o ?"fl!"'ll"-
trancez com tal laeilidade, que nos c.nve.ico de que
essal.ngoa so vai tornando, do dia para dia, o ins-
trumento mais poderoso da civilisaco o da liberda-
de; e pois que elle, horneo, do .Norte, conseguio
j.nita-ta tflo be'.-n, eremos lirinemento, que
como
IlOS disse, ama tanto ,,, !,-. _. ramos, o da liussia, o da Sueca, o do 01<
.e, ama lano a nossa ranea como ao seu ] conforme o direuo feudal c de priu.ogeuilua.
11 .i -i- ii I i ii.i do con-
de, surederao no coiNado de Haucau o rei, si us l.er-
dei.iis e slice..ni es, de cu.ilniniid.ide eom o direilo I', u-
il.d 'Stint Ei be [ micri'ssorna j n der lleyierung uwl l.eluu
Erbtn ). Dada a ealjl.cco da lii.bagei.i real mais vc-
llia, ns sin ceisoroa, nos ducados de Schleswig e de lluLs-
iiin sanos da Hnhageiu real mais moca, e drpoia os
varoes da casa de (ollu p que enlao Hncela emires
ramos, o da liussia, o da Succia, o de Oldenbourg,
que, a respailo de urna piulo de Sdileswig, so pen-
sasse ao menos em Introduzir na ata real um novo
direito do suecessilo para toda a descendencia, cpir
masculina, qur feminina.
Mesmo suppondoque n renuncia do griio-duquo
Paulo se tivesso eventualmente verificado cm favor
da linliagem feminina da casa real da Dinamarca,
jamis se podera concluir disso, quo, nocasodeex-
tinguir-sea liul.agbm masculina mais velha, a linlia-
gem feminina da casa reinante, chimada entilo ao
ll.rono da Dinamarca, deva sueceder tanibeni na
paite ducal de Schleswig, o, por assin. dizer, repre-
sentar ah osdireitos dos varos da linhagem mais
velha deCollorp ida dynaslia da Itussia), emquan-
lo subsistir; porque o griio-duquo renunciou { pelo
acto da renuncia ), por si e seus lierdeiros o descen-
dentes, a lodos osseusdireilos sobre o ducado de
Schleswig, e principal mente sobre a parte ducal des-
so ducado, cm favor do rei o dos lierdeiros do sua
coi'i: ntas nlo cedeu seus direitos sobro o ducado'
de Schleswig, como polo actd da mmo, assignado
a Bartholomco Francisco de
Alaadega.
RNDIME.NK) DO DIA ......... 836,490
Oetcarregam'hojt, 25.
Hiato fl.oa-fajem "farinha ecfiarutos.
ftrigue Courad mer"cadorias.
Itrigue -- Jlohim dem.
Brigue Olinda idorn. *
Brigue -r Alheus taixas e machinismo.
IMI'UTACA'.
llobim, brigue portuguez, vind de Lisba, entra-
do no corrente mez, coi signado a Mioma/ de Aqui-
no Fonseca, manifestoii o seguinte:
6 barris drogas, 1 caixa ditas, 2 barricas cevada ;
a JofloSoum.
i barris chouricas; a Antonio Sebastiao dos San-
tos.
1 caixilo figuras para prosepios, 1 caixo semen-
es ; a Manuel Joaqun. Foix da Cosa.
7 barris drogas, 2 Tardos ditas, 1 eaixa ditas, 1
dita vidros para fabrica; a V. Bravo & Compa-
nhia. '
i caixa drogas
Souza.
2 caixas rap princeza em latas; a Joo Jos de
Carvalho Moraos.
500 mullios de ceblas ;. a Polycarpo Jos Laymc.
* barris azeito doce; a Antonio Joaquim da Silva
Maia.
852 mullios de ceblas, 416 resteas d'alhos, l'pa-
cote ignora-se ; a Manool Caetano Pereira doMen-
donca.
10 caixas toucinho; a Jos Francisco da Silva.
12 pipas vinho linio,25 barridito branco, 6 moias
pipas vinagre. caixas cera lavrada : a Firmino Jo-
s Flix da Roza.
15 pipas vinho linio, 30 barris dito branco; a
Francisco Severianno Rabello.
61 pipas vinho limo, 23 barris dito dito, 65 ditos
dito branco, 20 pipas vinagro, 20 barris azeile, 2 tar-
dos drogas, 10 barris ditas, ScaLvas ditas*. 11 ditas
cha, 1 lata ignora-so; aThomaz de Aquino Fon-
seca.
1 caixotinho livros impressos ; a Thou.az de Aqui-
no Fonseca Jnior
80 barris cal virgeni em pedra ; a Almeida & Fon-
seca.
5 barris vinho tinto, 11 ditos dito branco ; a f)oa-
nc Youle& Con.pa nliia.
50 barris azeile doce; a Francisco AI ves da Cu-
nts,
10 pipas vinho tinto, 50 barris dito dito; a Joilo
Lucio Marques.
2 ancorelas cal virgen, em podra, 26 pipas vinho
tinto, 15 barra dito dito, 10 ditos dito branco, 1 sac-
caalfazeina, 1 fardo capachos; a Antonio Jos dos
Santos Lapa.
3 barris plantas, 5 guilas pussaros ; a orden..
Consulado.
ItENDIMENTO DO DA 24.
ti eral.
1:139.524
BSP
(I) Nooiiginal allemao est i-scripto Kro.ic iben.
|ue, lradu/idu ao pe da lellra, querdiicr: herdnros da'
ro un.
f/2) Km virlude da qual rile declarou a cora de l.ina-
...arca hereditaria para loda sua descendencia, ,.,.,.
masculina, qu,r ten,mina, de conformidade eo.....,|,1T1.
to de pr.mogeiilU.ra m, de modo que n* [oe admillida
a tteicerutrnea feminina, irnao nn /Vi/u ahfnluln th dCen-
drncia masculina Den.nis, segundo d estatuto real de
ibjl), a siicccssao nos dous ducados l.p regalada confor-
me o direilo de prlinogenltura, de sorleqn, os vtties sao
chumados a succesmo. rom excluido dui mnlheres, e deve ter
Mniit-m'iil do 4'orlo.
Navios entrados no dia 24.
San-Blas, no Mxico; III .lias, galera iugleza Vicor-
of-Bray, de 281 toneladas, capilfio Thomns Saw-
yers, cquipagom 14, caiga madeiru delingir; ao
capito. Ven. refrescar o seguo para Londres.
Ilamburgo ; 63 .lias, patacho dinninarquez Apoura-
de-l'ackel, de 150 toneladas, capilfio I. J. Hcmmot,
cquipagem 8, carga differonles gneros ; a Kalk-
u an & lioseumun.l. Pssageiro, Amnelo Pires
Comes, natural da Balita.
Londres; 56 dias, escuna ingleza Uebe, de 197 tone-
ladas, capillo William Watts Donlan'd, cquipagem
i, carga carvSo de podra, barricas vasias o serve-
ja ; a Dean Youlle 6; Compai.l.ia.
sempic a preferencia o uinu, mais tetlio da linhugem tambem
man velha. Ale o presente, ten. sido lielu.e.Ue observado
Doclaiat.ots.
o estatuto de 1650.
De ordein do Sr. coronel conimhtario pagador
I so declara, que o annuncio para o coi.lralo do for- f



i3~
necimento d'egon fara a fortaleza .lo Brum e do Bu-
raco publicado no Diario do 23 paraos das 24
o25uoate.inez, soenteodapara os l.as27 e 28 lo
mesmo.-- Pa^doria .ilirarde 1'crm.n.bueo, 24 de
siembro rie 18*7. -Na ...pednculo do escribo ,
JoOo Arccaio llarboza. >
As malas do vapor Pernambucana, com
,l(.S""i ijs |>>rlo*lo8ul pnucjpiam-
k^sea techar hfcje f|5 M l,oras da.
ilianhaa : as correspondencias que fo-
ilrogurs no corroio depois dessa hora sga-
nlo o porto duplo, at urna hora da larde e de-
pois losla nilo se recbenlo mais.
-- O segundo batalhio de guardas nactonaes do
municipio do liccifo precisa engajar dous corneta
que tonham boa conducta : quem esliver neste Caso,
dirija-se a ra da Cadeia, em Santo-Antonio, n. 13.
Contrato* a celebrartm-u com a thesouraria das rendas
provincia*! no corrente mes de sclcmbro.
HOJK.
O la eontinuagilo da obra (lo caes do Ramos, ava-
llada em ris:f:l82,000. Os trabalhos rar-s-hflo
doronrormida.decom os riscoso orcamentos j ap-
provados; encetar-se-liilo dous mere depois de va-
lidado o contrat, o findar-sc-hilo So cabo de seis
mezes. O pagamento realisar-se-ha na formado
disposto no artiga 15 do reguUmenlo las arremata-
ces. M prazo do rosponsabilidade sera de um au-
no. Ftxar-se, cmfim, o contrato com aquel le dos
riincurrontes que pO'r menor prego se compromeltor
a fazera obra.
DA 30.
O do estabeleci ment de urna linha de mnibus,
que, na forma la l' provincial ,n. 191, facilite o
transporte desta cil'ide a qualquer dos seus arrabal-
des e de Olinda.
' THBATRO PUBLICO.
Domingo 26 locorfente nlo pilo ha ver espec-
tculo ; lica transferido o beneficio do Sr. Jos Al-
ves Monte i ro para domingo, 17 de outuliro.
Quinta-reir, 30 lo corrente, a beneficio do um
particular, so 'representar o rriagesloso drama
Walterem Morinbf ., o a torga o Tonenle
casanientciro. .
Publicacoes Luteranas.
PORTUGAL.
RtcnrdaeSes do anno de 1842, pelo principe l.ichnonsky,
tradusitlo do aliando segunda edieo correcta e an-
notada
O.consumo rpido da primeira edigio e a sua
procura por muitas pessoas que ficaram som ella ,
imluzio o traductor reimpressilo d'esta obra cu-
riosa, qun conlm aaprecagio dos caracteres mais
notaveis do paiz, dos seus acontecimientos polti-
cos monumentos e lugares principaes fcita por
esso principe prussiano que all viajou no auno
citado. Esta interessanto obra, que contm 220 pa-
ginas vende-so por 1,000 rs., na ra da Cruz n.
7, segundo andar.
Acaba de sabir do prelo um novo compendio do
Chronologia exltahido ds diferentos autores por
L. P. Cavalcante Yellez de Guevara. Vende-se na
pinga da Independencia livraria ns. 6 e 8. Prego
juo rs.
Avisos martimos.
Para o Cear.i, tocando no AracaHy, seguir im-
Erctcrivcl mente al odia 5 do vindouro mez o
rigue-cscuna Henriquela, mostr Jos Joaqulm Al-
vos la Silva : os prclendentes que ainda nolle qui-
zorem carregar, ou transportarem-se, se ontenderio
com o niesmo mestre ou na ra da Caileia do Ite-
cife, n. 1", segundo andar.
Para a Babia sahe a sumara S-Antonio-de-Pa-
dua, pregada e forrada do cobre, e bem condecida
pela rapidez desuas viagens: para carga e passagei-
ros kala-sc na na do Vigario, n. 5.
Para o Afacaly lem de seguir viagem, imprete-
rivoimculo at o lit.i do"corrente mez, hiato Itovo-
Olinda, tendo ja a maior parte de sua carga a bor-
do e imiada : quem ainda nellequizer carregar, fal-
le com o mestro do mesmo, Antonio Jos Vianna, no
trapiche novo
Vende-se o hiato Tru-lrmos, promptode um
tudo a seguir viagem ^ a fallar na rua da Cadcia ,
luja de Joio Jos de Carvalho Maraes.
-- Para u Babia segu ateo Um do corenle moi
o velciro liiate Tentador: para carga ou pnssagciros,
trata-se com Silva Si Grillo, na rua da Modn, n. II.
Para o Ass a barca nacional Tenlaliva-Feli* esla
a sabir al o da 29 lo corrente: para carga on passa-
geiros, para o que tcm os inolhores coinmodos, tra-
ta-se com Silva & Grillo, na rua da Mocda, n. 11.
^aa"-i^-S-P-HW-^BBtJ
Avisos diVCISOU.
M." Cingue Kreres, j bem conhecidos em Per-
nambuco. resolvern! estabelocerum hotel na rua
la Gndeia n 30, onde se cncarregaruo de ipron.p-
laralmogiis e jaulares para fra a moda, de Paria,
e por um prego raseavel. Ignalrrfcnle se olferecom
para oigan isa ro promplificar qualquer banquete,
com todo o esmero asseio e as verdadoiras regias
lia arle culinaria. Os iiiiuuuciaiiles precisam
alugar dous pelos que qiieiram aprender a co/i-
iihar.
O abaixo assignailo, morador no segundo an-
dar do sobrado n. 16, em a rua de S -l'incsco, gra-
tificara geii&vosainenlc a quum Uto l.ouxer ou der
noticia corla do bou eseravo de nome Jofio, que,
andando no gando da rua, fugira no dia 23 do cor-
rente, cujossignaessiloossegulntes : de naglo An-
gola representa 20 anuos, lo estatura mediana,
sem barba secco, falla grdssa c reconcentrada,
denles perfeilos, olhos pequeos nariz chato, o
venlte um potca sobresabido sema uuha do de-
do plice.' du p esquerdo; levou cargas brancas
de brim j velhas e aperladas camisa azul, cha-
peo de palha bastante vellio nao levou suspenso-
rios cuslcma prender as caigas com um longo,
que amarra mi barriga ; be muilo condecido tiesta
piara por ter estado aprendendo n cozinheiro ,
porto Je 6 anuos, em casa do Sr. Francisco, e por
ler estado ligado aoSr. mnjor Mayor, vigario Bar-
Precisa-sede um amassador, que jaiba bem,
o do um mogo para caixeiro :. na padaria da praga
di S.-Cruz junto ao sobra !o da esquina da rua Ve-
Iba.
Pfocisa-ssiln urna ama "t>- ltnha bom teito,
preferiudo-se u que nilo tiver menino: na rua do
Jar I i, n.43.
Alugam-so dous sudares esoto da casa da rua
la Guia, n. 36 com iiastantes commodos para qual-
quer familia : a tratar no armazem da mesma casa.
Aluga-se una casa terrea na rua dos Pescadores,
n. 18, oom duas salas, dous quarlos cozinha fra ,
quintal murado, cacimba propria: a tratar com o
seu proprielario, na rua da Cruz no RecifeJ, n. 12.
O Sr. Francisco de Assis Oliveira Maciel tenha
a bondade de dirigir-se a Fra-de-Portas, ruados
Goararapcs sobrado n. 2, a negocio do seu inte-
resse.
Aluga-se urna casa no Pogo-da-Panella na ra
duQuIabo com 4 quarlos e cozinha fra : a tratar
na rua da Senzalla-Velha n. 140.
ATTF.NCAO.
No dia 22 do corrente pelas 9 horas da mandila ,
um menino, de nome Gabriel dos Sanios Montciro,
de 14 a 15 annos moreno da cor cabellos casta-
nhos e crespos as ponas com jaqueta do rscafc,
caigas brancas bonele pardo alugou um cavallo
rugo,'gordo bonito j vclbo furado no queixo ,
com marca de ferro, quo parece urna forquilba e
lie muito rinchlo. Roga-se a todas as pessoas que
souhcrem do dito menino e cavallo hajam de par-
ticipar na coedeira atrs do theatro ,-ou uo Montei-
ro, a Joio da Gunha Reis, qoe gratificar.
Oabaixo assignadoest autorisailo para rece-
ber ascontas da casa de estabelccimento do Miguel
Esteves AlvesScCompanbia : por isso podo nos sis.
que tonham contas com a mesma caaa, para nlo en-
trega rem os seus importes aos caixeirose mais em-
pr.egados lelil, e smentc ao abaixo assignado ,
quo he o competente.
Joaquim Antonio de Paria llarboza.
Aluga-se o primeiro andar do sodrado la rua
doRangel, defronte da bolica : a tratar na ruado
Cabuga, toja de Joaquim Jos da Costa Fajozc.
-- Precisa-se de um caixeiro para venda que te-
nha platica e que d possoa que afiance a sua con-
ducta : na rua do l.ivramenlo, n. 38.
Ainda estilo para alugar as casas no sitio do
Cajueiro para quemas quizer por anno, ou por
fosla com bando perto das casas : a tratar no mes-
mo sitio.
Jos Ribeiro de Rrito embarca para os porlos do
suido imperio o seu cscravo Benedicto, prelo afri-
cano.
D. Bernardina Barboza de Sena Rrito embarca
para os portos do sul do imperio o seu cscravo Joio,
prelo africano.
Manoel Poreira Teixeira embarca para os por-
tor do sul do imperio o seu eseravo prelo africano,
denome Amaro.
ROBO.
Da sala da frente do primeiro andar da casa n. 28
da rua das Cruzes, roubaram, na manhiia do dia 23
do corrente, os seguiutesobjeclos : urna casaca de
panno azul. com gola de sarja o bolOes ainarellos ;
um palitou de merino verde-escuro com gola e
punhos do sarja do Ostras ; urna caiga de panno pre-
lo ; outra dila de casimira cor de ganga, com qua-
Irinhos miudos; um chapeo branco sem pello;
urna camisa de madapolilo lino, com peito de pre-
gas miudas tendo em una das ponas da fruida as
iniciaba J. C. M. A. ; um par de holes de ouro, de
punho, lavrados ; dous hotoes de camisa, com pe-
d inhas verdes ; um pardevelas do prata, lavra-
das, em uns suspensorios, ja usados; um collcle
desetim pretoe outro de fustflo branco bordado,
com a competente livela do prata; um longo de se-
da encarnada de grvala, com barra branca; o um
nitro de grvala (ambem de seda azul, com lis-
tras cor de ouro. Quem dos referidos ohjeotos sou-
bcr eos quizer levar a casa cima sera gratihca-
do :eprcvino-seque se protesta contra quenj for
adiado em seu poder qualquer dos ditos objerlos
'- Furtaram, do engenho Pindobinha no ilislric-
todelpojuca, um quartao'rugo, com marras de
cangnlha um pouco magro de muito Irabalbado,
rapado, pouca dina eo principal forro-que lem
lie um M euniBiia peina Jireita, bem distinelo ,
porque sobro a marca nasceraui cabellos vernielhos,
ou pardos o que lem em algumas parles do corpo ,
aonde teve feridas.
Latirn! Pugi inarceiteiro
Irancez
lem na sua loja da rua Nova n. 45, alm de um
grande sortimento de mobilia una porgSo do vi-
dracasc fiteirosde lodosos tamaitos e qualidades,
minio proprios para loja por prego muito barato.
O mesmo precisa de 2 bobs olliciaes de marceneiro.
Precisa-sede um l'ortuguez capaz que saiba
(rabalbardo enxada otilar leite, para oslar em
um .-riti muilo perto da pruga : na ruado Augus-
ta, u.60.
-Quem preeisar da um caixeiro para venda lo
que tcm bastante pralica, e que prrfero ir \">rn fra
da pinga ou mesmo pata fra da provincia, annun-
cie por esla folba.
Itfbateni-se ordenados do empregados pbli-
cos sidos, congruas o lettras le boas firmas: lam-
bemda-se dinbei.ro a premio sobre hfpolbccas, por
menos loque ninguom o sem usura : na rua lii-
reila n. 50. ...
I'trimiita-8e um pequeo silio, in.ii
to prximo matriz da Vanea, e ao rio
Oapiharibe com rasa d.' vi venda que
roiiim ilnas dalas, qnalro qn.uios e rs
tribjria, rom miiilas e iua baixa, por una rasa terrea uesla
cidade ; voli inlo-se de onta ou de outra
parle o que se eofiveneionur : quem llie
onvier este negocio, dirija-se rua c .s-
trela do liozario, n. if). onde se dir
'[iiciii o i'ar..
Antonio Garlos l'ereira de Burgos l'onco do
I,con faz publico, i|iio inuilou a sua residencia da
ua l)ircita,.albradon. pan. a Soledade, sitio
da Cscala, pxm. Sr. bffio de lUwaraca; porta li-
to quem com elle se quizc entender, dirigir-su-ha
ao dito sitio, ,.ou nesta praca a casa de seu procura
dor.oSr. Manoel Jos dcSanl'Anna Araujo, na Ira-
vessadu Sar.ipalel, sobrado n. 16. .
Aluga-se um bom silio por ser muilo perlda
boa-casa, baixas para capim, minios
e lavar
i sit
reto o Mnnool Silwira, e niesmo por andar em rom- praca ,con. l.oa casa naixas para .y, (
.nhiauo alAixo assignado desta praga para o seu arvoredos de fructo boa agoa para beber *
]lZv7--fooAnl0n)o filia-Sel^. Iroupa a fallar na rua da l'rai. venda ... 46.
LOTERA,WCr THEATRO.
O (lia 1." de ontOJiro prximo futuro de o designado
para o andamento das rodas dosta lotera, cujos bi-
IhiMes so acjiam a venda, nos lugares do costumo.
jtev n os apaixoriados desto jogo concorrer para
.ue se i ealise oslo acto naquolle dia, comprando os
bilhetesquedo restoexistem, sem espetar qoe baja,
como tus anteriores, una soriedade que os tobie a
sua ronia ; porque, ainda no caso do q'ue osla se oi*-
ganise, o fique rom osJiilbetcs que restarom, nun-
ca os vei.'ler |>or sua conta, porque liara este fin o
tliesoureiro da lotera nio Iho permitlir prazo al-
gum, e far andar logo as rodas. j
Lendo no Diario-Novo de ix do
corrente, n. ao!>, um annuncio de en-
contr tl.esoura de ao do corrente, pre-
vino ao autor do tal annuncio que a pes-
soa que S. S. lao descorlezmenle olen-
de nao tem parle alguma na tl.esoura, e
at ignora quem seja oeti autor.
O Felominense Prccisa-se de urna ama para urna casa de pouca
familia : na rua da Paz, outr'ora rua do Carino, ca-
sa terrea, n. 30.
Aluga-se una casa no Montciro a beira do rio
Capibaribe com duas salas, corredor ao meto e ou-
tro ao lado fi quartos, un delles tem pralell.eiras e
serve de dispensa, cozinha fra, estribara para dous-j
cavallos, um qunrto com turunba para prelos, eou-
troquarto no fundo lo quintal, que serve para des-
pejo quintal murado : a Inilar no Atorro-da-Boa-
Visla n. 37 tercoiro andar..
Alugam-se as segiiinles casas : duas pequeas
casas terreas na rua do Sebo ns. 52 o 54 por oito
mil rs. mensaes-; una dita terrea na Soledade n.
35, cut) bnsianles commodos para grande familia,
por 12,000 rs. mensaes a tratar na rua da Aurora,
n. 26, escriptorio de F. A. de Oliveira.
-- Oll'ertce-so um mogo porluguez para caixeiro
de padaria lo que ja tem pralica, ou para arma-
zem do assucar, ou mesmo para tlguui onget.bo
perto desta praga, o qual da Dador a sua conducta;
quem o pretender dirija-so ao paleo do Toroo, n. 4.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da rua
Direila, n. 20, tendo las excollcnles salas, qualro
quarlos; e juntamonte urna Irapeira com una sala,
Ires quartos e cozinha muito grande ; e tamben, un.
mirante nfito grande com um sabio e muito boa
vista : adverte-se quo o sobrado bola a fronlc para
a rua Direila, e retaguarda para o pateo da Penha :
quem o pretender dirija-se ao mesmo sobrado no1.
andar, das oito horas da manhiia as cinco da tarda,
que achara com quem tratar.
--Na rua do Trapiche-Novo, n. 8, primeiro an-
dar precisa-sede unta ama para dar leite a nma
enanca mas que seja escrava.
Desappareccu -do trapiche do algodilo em
julhop. p. urna canoa aborta quasi nova: quem
della souber queira dar noticia na rua da Moeda ,
n. 11, que sera recompensado.
-- Se alguem sejulgar comdirclo do hypotheca,
pandara ou uulro qualquer negocio na casa da
rua lo Agoas-Verdes, n. 53 pertcnceule ao Sr.
Manoel Ignacio estadcleculo na praga da Indepen-
dencia com loja do funileiro, declare por esta fo-
lln no prazo do tres dias.
Precisa-so alugar um preto que seja diligente :
noPasseio-l'udlico, casa quo tcm bildar.
Antonio Jos Mallteiro retira-se para o Bio-
Grande-do-Sul.
O Sr. J. R. S. queira ir, ou man-
dar pagar, na cidade de lind. : ma de
Lnlhias-rYrrcira o que deve e isto
al o dia aS do corrente ; ese > nao fi-
ler, pausar pelo dcogoslode ver o mu
nome por extenso \ pois que desde j se
pro testa'tifio se ter maisatlenro.
AO BOM TOM PARISIENSE;
RUA NOVA, N. 56.
Temj>t lie & C, alfaialc,
teem a honra le avisar ao respeitavel publico e
rom especialidadcaos seus freguezes que muda-
ramo seu estahelecimento sito na rua Nova, n. 7,
para a mesma rua n. 56, onde coulinuarilo assi-
luos a servirem os seus auligos freguezes e quel-
les que osquizerem -honrar. Aproveitam esta oc-
casiio para participarem que se achnm prvidos di
um bello sortimento de fazemlas recentemenleede-
gadas Ir l'ranga pelo ultimo navio como sejaui :
pannos piolse do cores para cairas ; rasimiras-se-
tim ; lila elstica : tudo lo ultimo gusto : bent co-
mo sedas, solios, velludos, Instos impressos o bur-
ilados, proprios para colletes; urna completa collec-
go de tignrinos das modas as mais recentes de
Paris. No mesma estabeleeimento se encontrar
sempreum grande sortimento de roupa feili, para
todos os tamandoa, bonetes de velludo para sendo-
ra, proprios para montara e varios objectos de
pbanlasia : tudo moderno e da mellior qualidade.
lima pessoa, que sabe perfcilamentc msica,
se olU-rere para ensinar paiticuliirmonle esla bella
arte, indo as casas de seus discpulos passar-lbes o
toinar-lhrs lig;lo. Igualmente so offerece para ensi-
llar priideiras lellias, laliin, etc. As pessoas, que se
Precisa-se Je um
homem para administrador do
umaolaria, Verto lesta cidade que g'"ne,;
praga, quo soja prudente, que entenda, bam j "plJe
que saiba ler e escrever : na rua larga do Rozar.o,
"'-8Navua dqj Trapiche-ovo,... 8, precisa-se do
urna co7.inl.eira que seja escrava. ......mida
- Precisa-se altftar uu.a prota ladina. que tenna
oralica de vender na rua azeiU> >/arrpalo e ou
tras quaesquor cousas : j.a rua do Agoas-verues .
' Procisa-se de costuroiras: no Aterr-da-Boa-
Vista casa de modas francezas n. 1.
U-se azeile de carrapato de ven-
canada : na rut
;
lagem ,
Direila
a t, i ao ra. a
venda n 72.
luga-se um grande soto
muito fresco e em muito boa
rua, propriopara homem solter
ro : na esquina do Livramento ,
loja de G portas.
Precisa-se alugar urna casa do dous andares,
com commodos sulllcientes para una grande fami-
lia em algumas das ras principaes da Boa-Vista ,
ou S.-Antonio : quem a tiver annuncio ou dirja-
se a livraria da praga la Independencia ns. 6 e 8.
-- Desencaminhou-so, no dia 22 do correnle, ao
annilecer, da rua Direita confronte ao neceo da
Penha estando o portador comprando um abano
na venda da esquina do mesmo becco um cavallo
rugo-sujo tirando a rodado nin muito vclho an-
da carnudo dinas o cabo pelos ten. una espe-
cie do sarna na sarnelha e eslava carregado com
doiiscassiiaes contundo o soguinte : um garrafilo
com duas ranadas e tanto de vinbo tinto ; uin (lan-
dres com 3 libras o lano de mantolga; um dito com
urna libra ilo cha ; una porgio de ceblas ; um mo-
ldo de albos ; uinombrulbo com duas libras de bo-
lachinba ingloza; um dito com 3 litas de biscouto
doce ; um sarco com 24 libras do bolacha o 480 rs.
de|ifles; 4 libras do si. hilo; 10 cocos do comer;
um ditO le beber agua ; 2 arrobas o 1 libras do car-
ne do Cear; um boceado de sul; mil e tanto rts em
diuhoiro, seiido'mil rs. em cdula ; e mais alguns
objectos lo portador, quo se ignoran.. Roga-se as
autoridades e pessoas particulares que apprendam
citinpensiKlos, e se pagarfo as despezas que lenham.
Perdeu-seuma letlra do 1:132,000 rs. impor-
tancia de gados comprados para o consumo a qual
so venecu no dia 21, o ja est paga sacada por \ ir-
ginio Horario do Frailas o aceita por Jolo Jos d Al-
buquerque : quem a acl.ar pode entrega-la na ,rua
Impenal,n. 14. Advcrtc-sc a qualquer que a no ne-
gocio .10 caso do ser apresentada. O prazo da lat-
ir era de 15 dias.
Compras.
~ Compra-se urna escrava moga de boa ligura,
quo saiba c07.inl.ar e lavar, e no tenha vico: agra-
dando pagase bem: na Boa-Vista, rua Velha, n. 18.
Quem a tiver, devo apparecer das 11 horas da ma-
nhiia s 3 da tarde.
Compra-so urna porgio le taboas que sirvan,
para armagio do von/la : na rua Direita, n. 17. Na
mesma vendem-so dous caixes pequeos fettos a
moderna, proprios para venda, e por prego com-
moilo.
-- Compra-se um marac de cascavcl, de boa pra-
ta sem feitio e que estoja em bom estado :
quem tiver annunce.
-- Compram-sc 4 vaccas boas lilhas do pasto ,
que deem bstanlo leite e que lenham bezerros
no vos: na rua Augusta, n. 60.
Conipra-sc nina preta boceteira : tendo as qua-
lidades que se desejam paga-se bem : na rua da
Senzalla-Velha, n. lio.
Compra-se urna casa terrea no bairro da Bqa-
Vista sendo em bom local e boa rua o que tenha
quintal murado c cacimba 1 na ruada Semalla-No-
va venda 11 7.
Comprain-se duas esclavas de 12 a 20 annos,
de boas (guras e sem achaques: na rua da Man-
gueira, n. 16.
Vendas.
Medicina universal.
de James Morison.
qnjzeroni ulilisaide sen preslimo, lenham a bonda-
Jo do dirigir-se a rua doRangel, que no primeiro
ailar lo sobrado n. 3 da mesma rua nchaiio rom
quem tratar; ou entilo tenhaiu a bondade do aniiun-
ciarsuai moradas pura seren procuradas
--Aluga-se um pelo idoso para vender agoa em
urna ranea nos IMrtyrios lando-se-lde o susten-
to e o jornal que se convencionar : na rua Augusta,
11. 60, ou no pateo do Coliegio loja de livros, 11 2.
POMMATEAU.CUTKI.KIHO, NO ATERHO-DA-
I10A-VISTA,
tem a donra de avisaran publico, que mu don o
seu estahelecimento da rua do Aterro-da-Boa-\ jsta,
o :>, para o sobrado novo, n 16, la mesma rua.
Na sua loja sempre o publico achara como de cos-
lume um guinde sortimento le cutelcrias (as c de
ludas as qualidades ; bem como pistolas de viagem,
e armas para raga. Contina a concertar todas as
qualidades de armas o ferragons c amla .tas quar-
las-leirasesabhndos
Precisa-se de una prela que saiba vender na
rua o taaor o M-rvico ordinario de uini. casa : quem
a tiver e quizer alugar, dirija-se rua da Alegra,
n. 11.
Pillas vegelaes de James
A medicina vegetal universal he o resultado Icio
annos de investigagoes do celebre James Morison.
Por uieio deltas pilulas conseguio seu autor inn-
meras e edmiraveis curas, desde as aflecedes que
atacamascriangasde peito at as molestias cliro-
nicus (lo anciio.
A Europa saudou esto remedio como remedio uni-
versal para todas asdoengas, o at hoja ainda no
fui desmentido tal titulo.
Esta medicina voni acompanliada do urna rcceila
que ensina o facilita a sua applicagito. Consiste ein
tres preparagiles a saber : duas qualidades de pi-
llas distinctas por nmeros, e um p: cada qual
goza de modoseaoges (versas.
As pillas 11. 1 sfioaperitivas; purgain sem abalo
os humores biliosos e vicosos, e os cxpulsam com
eflicacia. .
As le n. 2cxpulsam con. esses humores, igual-
mente rom grande rorca os humores serosos, acres
e ptridos, de que o sanguc so acha a miudo infecta-
do; percorrem todas as partes do corpo, e so cessam
de obrar quando toemexpulsado todas as impurezas.
A terecira preparagao consiste em urna limonada
vegetal sedaliva : he aperativa, temperante e ado-
rante : (orna-se em rominuin rom as pilulas e racili-
la-lhes os molhorosoffoitos.
A posigilo social do Sr. Morison a sua fortuna 111-
depoiidento, repellem toda a ideia de charlatanis-
mo; o as adiniraveis curas, operadas com o seu
systema no collegu do sade de Londres, silo mais
que garantes la eflicacia do seu remedio.
Hrcoiiinienda-seesta medicina, que nilo pede nom
resguardo de lempo, tem de posigilo da parte da
lente a lodosos que alacados do molestias jul-
gadas incuravois se quzeroin desengaar da sua
virlude.
Oxala que a I111maui1b.de feche os ouvidos aos 11-
leressado'scm desacreditar estes remedios tSo sim-
ple). tilo commodos e t.lo verdeiros.
Vondem-se smente en. casa do nico e verda-
deirO agente J. O. Elster, na rua da Cadera-Velha ,
u. 2.
j MUTILADO

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fcfe
I
1*

Vende-se, na ra da
Ca.leia, n. 37,cera ei ve-
las imbricadas no Ri-
de-Janeiro, em urna das
melhores fabricas em
caixas p^queuas, srti-
mentos ao gosto do com
prador, e por preco mais
barato do que em outra
qualqner parle.
fiJG
Itraga
nagiio
i\a ra da Cruz do
Kecife,n.38,
vi'iulc-se o milito superior c estimado rap ntoio-
grosso o grosso da brica de Kstevfifl (;isse, chinga-
do do Itio-de-Janciro no briguo-escuna t.atante -
Mana, entrado o mez pr.ixrmo passado: son meco
he da 1,280 rs. de cinco libras para cima.
Vende-se fio da ludia, proprlo para coser sac-
eos : na rna do Trapiche, n.8.
Lotera do Ro-d-Janeiro.
Aos 20:000^000 de ris.
Cliegaram, pelo vapor Stin-Sebattio buhles o
moios ditos da prlmeira lotera a hendido do con-
servatorio de msica da corle que dever ser ex-
trahida de 12 a 15 do correle : na ra da Cadeia do
Recite, loja de cambio do Vieira, n. 2*. a riles,
antes que chegue o vapor coma lisia.
Vendem-se sellins inglczes o franeexes para
montara de homcm e scnbora ; cabecadas roligas ,
ingle/as ; ditas de couro de lustro pretn e branco
estribos de metal branco o de lalio ; perneiras
guarda lamas de lodos os feilios ; chicotes para
montara de horneen e senhora ; bezerros do lustro
de superior qualidadc para calcado; marroquins
de Indas as cores ; couro de Instrpara caolines de
criados : tambern se cobrem sellins de couro in-
gloze francez licando como novos e concerlam-se
oulros; ludo por mdico prego. Na mesma loja tain-
liern se vendem barretinas para ullioiacs e soldados
de cavallaria e infamarla de guarda nacional; la-
una e cananas de couro branco e prelo ; espadas de
metal branco, de roca o sem ella ; bandas ricas o in-
feriores ; liis ditos; corrciarnes de lustro para sol-
dados ; estrellas; globos; apparelhos para barre-
tinas ; ricas molas para espadas douradas c de la-
uto; e oulros muitos objeelos por preco commo-
do. Na ra Nova, n. 5 loja de Jos da Silva
defronte do oitilo da matriz.
-- Vendc-scum moleque de 15 antros, de
Angola; un dito de 12 annos ; um cabrinba do 10
uniros: 3 escravos de nagiio;'nina negrjnha de 12
annos muito linda ; 3 niulalinhas recolbidas, com
principios do costura ; 4 escravas de 16 a 30 annos
ilo boas figuras e com varias habilidades nr ra Di-
roita, n. 3.
--- Vende-se junco a relalho, por prego commo.
dn: na ra da Cadeia do bairro de Santo-Antonio
n. 18. '
Vende-se urna muito boa escrava, do cor prela,
eoni idadc de 2i annos, que sabe lx-m engommar,
co/inhar o cozerch'io, propria para o servigo inter-
no de una casa, c bastante liel : mo se duvida dar a
nudillo: na ra cslreila do lio/ario, n. 31, uri-
meiro andar.
-.Vcndo-se urna escrava do bonita figura, com
habilidades : no pateo do Carino, n. 7, se dir quera
vende.
Vondc-se um escravo muito moco e forte que
I 10 bom carreiro e Iralialhador de enxada
chado c foucc: na rna do l'asscio :i. 19,
tem vende.
Vende-se, por prceisfo, um eacravo do
por 300,000 rs.; um pardo, por 400,000 rs. :
da Senzalla-Volha, n. 132.
Vendem-se muito liem feitas arras ; p
preservar as formigas; vasos para llores; pniicllns
para doce ; pequeos cacos, proprins para vender
llores; un,a porgiin de botijas vidradas : loilas es-
las obras sao de limito bom barro e vendem se por
proco muito commodo na ra da Florentina
n. 16
Vendem-sc casaos de rombos grandes, pti-
mos batedoret, e ue cores muito bonitas, por pro-
co multo commodo : na ra Fda lorentina, n. 16.
\cmlem-se 5 proirriodados.de rasas, sendo
urna de sobrado en. Olimla, na luadoCoxo; urna
.lita de sobrado e sotilo na ra da Scnzalla-Nova ,
n.37; urna .lila tilica, no boceo los MarlyrioH, n.
4; una dita na ruados Pescadores do beirrode S.-
Antonio n. 7; urna lita dita meia agua nos fun-
dos desta cima n. 8,; a tratar na ra da Cruz .
o. 54, com Alendes & Tarrozo, que se ncham eom-
perontementeautorisados para esta venda, por cun-
ta de queni perlencer.
Vende-se Iridia fina de bordar de
linho loa I lias eguardunapos de mesa ;
nieias dejinho: na na do Cahug, loja
de miiidezas, do (iiimaii s
Vende-se um tronco imiiio folleo seguro de
sicupira com techadora de sogredo : na ra da
Senzalla-Nova venda n. 7.
Vendem-se breves tingos de poelica a 1,000
rs,: na praca da Independencia Imana ns 6 a 8.
\cndcm-so, na ra Nova ir. 44, fabrica di
chapeos, as segrales qualidades de chapeos: de
merino d.'mola; ditos de poliuria de seda, fron-
rezes; ditos de massa sem pello brancos, pardos e
com borlas; ditos de palha ila llal.a, do Jopa alia
para Iramcns e para meninos ojdo copa baixa : to-
dasBstas qualidades dragaran! .illi.na mente de
r i'. Si'" a """la ""' "'"deina Na mesnia
. loica Smpre.se ada um bom sorlimonto .le cha-
v&&sssr,,ara rabrico i,e K
ii.a-
nagito,
na ra
as para
Venderse, por proco commodo, para fra da
provincia, nu para engenho, urna prela : na ra da
Cruzdollecife, n. 57.
Na ra do Trapiche-Novo, n. 18, casa do Fre-
derico Hobilliard vende-so faripha de trigo,.amo-
ricana reccirlcmonle chegada.
Venlem-se limas, marcas de todo os tamaitos,
nara ourives : na ra da Cadeia-Velha do Rocife,
loja de ferragens, n. 53.
SSSF.
Vendem-se barricas o meias barricas de farinba
SSSF de raiiiinbo: no armazemdc Joaquim Lopes de
.Mnenla, Caixeiro ilu Sr. Joilu Matlieus, atraslo
llteatro.
Vendem-se 3 escravos, sendo: um pardo-de
30 annos bom vaquoiro e que he proprio de to-
do o servico do campo c da praca; um dito de 22
annos, do mesmo servico, o com principio de ofTl-
ciodesapateiroeferreiro; urna negrinha do Han-
nos, que cose chira o cozinha o diario de urna casa:
todos do bonitas figuras, e vendem-se muito em
conta por querer o dono retirar-so para fra da
provincia: na rita Ja Concordia, passando a i.on-
lozinha, a direta, segunda casa terrea, se dir quera
vendo.
Vende-so urna prela de Angola, de 18 annos, de
muito linda (gura e ptima para so acabar de edu-
ear; uma niulaliuhado 18 annos com boas habi-
lidades, para dentro do unta casa na ra do l'as-
seio loja n. 19, su dir quem vcirdo.
--Ven.Icra-se 7 escravos sondo ^ 3 do 18,20 c
2-4 anuos, de bonitas ligui'as proprios para o ser-
vico de campoeWsino para a praca ; 3 lindos mo-
loques do 11, 13 o !G annos, proprios para offlcio
urna prela crioula do bonita ligura de 25 annos
com habilidades : na ra das Cruzcs n. 22, segun-
do andar.
~ Vende-se sal do Ass ; cera em velas; sarga-
parrill.a : tu.lo por proco commodo para se fechar
contas : na ra da Moeda n. II, a fallar cim Silva
& Grillo.
Vrnde-se, no armazem do Bardar defronte da
escadinha da alfandeg'a muito boa btala a 1,600
rs. a arroba ; cha hisson em latas de 1 libra, a
2,400 rs
Vende-so, na roa InQucimado n. 30, loja de
alfaide de Jos Joaquim Novaos, um vestido de mon-
tara, para senhora de muito boa fazenda e do
ultimo gusto, por preco muito commodo.
Utencao !
b
Vcndom-se superiores chitas francezas, de vara de
largura e de cores fitas, a 280 rs. o covado ; dilas
finas escuras e decores (xas, tendo algumas que
servem para lulo a 5,000 rs. a peca ; raeios chales
de cassa de quadros a 440 rs.; corles do lahziuha,
para senhora com 15 covados a 3,600 rs. ; panno
prelo lino para pannos de pelas a 3.000 rs. o co-
vado ; chales do lita e seda muito linos, a 5,500 e
7,000 rs.; ziiarle de vara de largura a 240 rs. 0
covado ; cortes le eambraia lisa muito lina o com
6 varas e meia a 5,000 rs. ; superior brim tranca-
do pardo, de puro linho a 040e900 rs a vara ; di-
to amarello-, muito fino, a 900 e 1,000 rs.; lilo
trancada de linho branco muito superior a 1,000,
1,280 e 1,600 rs. 8 vara; ehadiezes de linho para
jaqueta a 400 rs ocovado; riscadinhos trancados,
a 240 rs. o covado ; liantbuigo de linho, a 260 rs. a
vara ; meias para senhora a 240 rs. o par ; o mitras
mAilasfazcndas por barato prego : na ra do Col-
legio, loja n. 1.
Vendem-se caixas lecha hysson de 13 libras,
em porgues, ou a relalho ; caixas do velas de es-
permaecte de5 e 6 em libra : na ra da Alfandega--
Velha n. 36, em casa le Matlieus Austin ('itsa da F
na ra <.-.tmla do Io/.ario. n. ti.
Neste eslabolccimento acham-se a venda as liem
acreditadas cautelas da lotera do thcatro publico
di-sla ciliado cujas roilas andam no ilia 1." de ou-
lubui. O caulelisla espera que os seus freguezes
eoncorram a comprar o resto las dilas cautelas,
as quaes se esperara linas sorlos, pela oxcellcnle es-
culla que se fez dos nmeros para serem divididos
em cautelas. A ellasquesflo pouca.se boas! riegos
os do roslumc.
Vende-scum cavado alazflo, muito bonito,
bom feito, qne car raga baixo, esquipa, c he muito
manan : na ra da Florentina, n. 16.
Vendein-se las canoas de carrolra e alguns
escravos cxcellentes de ambos os sexos pe ten-
centesa uma pessoaque se retira : na rita daSen-
zalla-Velha n. 110.
Cortes de p'cilc do diabo, a
1,400 rs.
Vendem-se superiores curtes la fazenda chama-
da polle do diabo com 3 covados e meia pelo ba-
rato proco de |,4oo rs o corte sendo ila maissupe-
noa quclemapparcciilo : na rita do Collegio loja
Vendem-se escravos baratos, na ra das
f Larangclras, n. I*, segundo andar: 2
\J inoleeotes, de benitas liguras j um bo-
' Hito prelo de 25 anuos; un dito de 26
:~.Lm. anuos or 450.non r* um
jMir, anuos por 450,000 rs.
oulciotle podrelro, do linda ligara
conducta ; Uffl dito carreiro, de
dilo com ..(lirio de sapalciro,
ardo cora
c de ptima
ptima conducta; I
sera virios tem acha-
ques, osle Irnca-SC por uma pela que soja moga, e
nfloseja achacarla ; un prelo de nagiio, muito forte-,
por 400,000 rs ; um dito por 250,000 rs. ; unta pre-
la dr 25 anuos que cose muito bom sem vicios
noroachaques ; uma mulatinhadu 12 anuos; uma
negrinha de 10 annos propria para ser educada ;
unta preta muito forte, de boa ligura o le 38 an-
nos por260,000 rs. uma dita de nacjt que 011-
tende de coznha alguma cousa de muito boa con-
ducta eseni vicios nein achaques, por 420,00.
As melhores
na ra larga do Ho'zario,"'n. 24.
A I^OOO rs.
uvas de |iellica blancas o clsticas
Ciisfiiras fihislieas, fffOO rs.
o covado.
Vendem-se superiores casimiras- elsticas pelo
barato prego de l.ooors. o covado; ditas muilu ti-
nas francezas a 1,280 rs. o covado ; dita do su-
perior qualidadc clstica riiuilo lina, o preta-, a
3,500 rs. o covado : na rna do Collegio loja n. 1.
Na loja nova 11. 17, do l'asseio-l'ublico, vendem-
se corlo de casimira de. I, muito forto e do muito lindos padr5ps para caigas,
a 2,000 rs o corte; chales de cassa, muito linos e
com listras do soda y a 4,000 rs. ; ditos de 1,1a, a
2,000 rs.
SSSF.
Vrnde-se a'verdadeira forinha SSSF
de raminho chegada no da 5 do cor-
rente : a-tratar com J. J. Tasso Jnior.
POTASSA
Vende-se a verdadeira e superior po-
tassa da Russia a irais nova que existe
110 mercado : na rus da Cadeia do Heci-
fe, armazem n. ia, defialthar & Oli-
ve i i'a.
Vende-se superior potassa nova : na ra de
Apollo, armazem n. 18.
S8SF.
Vendem-sc meias barricas de farinha de SSSF de
riiniinho : 110 caes da Alfandega armazem n. 1, do
l.uimarflcs.
vos 20:000$ de rs
Vcndem-se meios hilbetesda primeira loleria do
conservatorio de msica do Itio-de-Janeiro, que II-
cava a correr no dia 15 do correte selembro : na
ra do Collogio, loja n. 1.
Potnssa da Itussia.
Cunha & Aniorini leem para vender potassa da
Itussia de superior qualidadc : na ra da Cadeia,
11. 50.
-- Vendem-se muito superiores cordas de tripue
bohloes para vinillo c rabeca ; papel pautado para
msica: ludo chegado de prximo : na praca da
Independencia luja 11. 3.
Lotera do Kio-de-Janeiro, a fa-
vor da nova freguezia de N.-
S.-da-Gloria.
Vendem-se hilbetes desla lotera : em casa de J.
0. F.lsler, na ra da Cadeia-Velha n. 29.
PKLCOUASOAVEL-
I i ment de chapeos france-
cliegados pelo ultimo navio
e por isso dos mais moder-
como todo o sorlinicnto de
ni ra do Ooeimado
A,
de Bavmundo Car-
Novo soi
zes finos,
de Franca,
nos : liem
azeiidas finas :
loja nova n. 11
los Leile.
Vendem-so 6 escravos sendo um moleque
le 11 anuos; um prelo de 24 annos, do elegante
ligura que he bom carreiro; uma parda com ha-
bilidades ; duas pretas de nagito ; uma dita criou-
la perfeila cozinheira doceira e que cngoni-
ma : no paleo da Matriz do S.-Antonio sobrado
11. 4.
Vende-se madeira de Jacaranda lano a rela-
lho enmoom duzias c meias duzias bom como ca-
nias de augico ; ditas de amarello ; meias-conimo-
das de dilo ; mesas de mcio de sala de oleo c con-
duri ; uiarquezas da angico e condurii; cadeiras
le oleo : ludo por prego o mais barato possivel :
na ra da Camboa-do-Caimo 11. 8, casa de marce-
nciro.
~ Vende-se uma bonita escrava do nagito Ango-
la de 20 anuos que engomma bem, cose e coz-
nha o diario de una casa; na ra da Cadeia, n. 19.
- Veinlo-se uma escrava de bonita ligura, com
habilidades : na ra do l.ivramento n 38. Na m. -
na casa precisa-so de capimpara urrr cavado, .dia-
riamente : quera quizer vender o afreguezar-se, di-
rija-sea dita casa.
Vcndom-se 2 pardos, 11 ni de 22 anuos, o o nu-
tro do 30 sendo um bom vaquoiro o o outro com
principios de Oilicial de sapalciro : osles escravos
vendem-se por uma grande prccisln o dfo-se mui-
to em conta islo he por 390,000 rs. cada um nfio
leem virios nem achaques o silo do bonitas figu-
ras : na rita da Concordia, passando a ponlezinha,
a dlrcita segunda casa terrea.
Vende-se uma completa armaglo para venda ,
por barato prego, por se ter lirado do lugar: no
Forle-do-Matts, casa nova sem numero de fronte
de Joaquim Alom.
Vende-se, pelo inesnio prego, a acromalagnodo
dizimo dos cocos do municipio do Serinhncm por
3 anuos, contados do primeirn Icjulhnde 1846 at
o ultimo do junho de 1849 a tratar 110 palco da S.-
Cruz II 8, ao pe da botica.
quersorvigoque se proponha : na pracinha do ij.
vramento, n. 45.
Vende-se uma carteira do. amarello, de duas
faces, qnasi nova, por prego commodo : na ruad
Guia venda n. 36.
Vemle-se urna escrava crioula, bonita pega de
14 annos, que sabe muito hem fa/er htvarinln, m'iir.
car, coser chilosotfrivelmente, e qu ho reeolhidj"
muito perfeita e nfio lem vicio de qualidadc a|l
gura : na ra Augusta, n. 50.
AGENCIA DA FlINDIC\0' DE KOW-MOOlt.
Na ra da Senzalla-Nova n. 42, contina a haver
um completo sorli ment de moendas c machinas de
vapor para encentras de assutar : bem como (ai-
xas de ferro batido e coado de lodos os lamtuvlios"
tudo por prego commodo.
Na rna de A goas-Verdes
n /ifi ,
veniem-se 3 motadas ;!c casas na iiii'nor ra dos
Afogdos, com exccllont'es quintaes por prego
commodo; uma dita em Olinda no Varadouro
com formidavel quintal.
Vende-se uma cabra de 25 annos, de bonita
figura que coso, lava c faz todo o serVieo de uma
casa com muito-asseio: no becco do Padre, n. 4.
Na la d< AgoasVerdes ,
n 46,
vende-se, para fra da provincia um bonito pardo
perito ofFicial de alfa ate do 20 annos ; um bonito
moleque do nagiio de 15 annos ; um escravo bom
carreiro ; um dilo de nagito, proprio para engenho;
um pardo bom pagem ; duas bonitas moleeas de na-
giio de H a 13 anuos; uma escrava de nagiio, boa
quitandeira que icozinha lava e nfio he vicio-
sa, por.350,000 rs.; uma dita de 20 annos, que coso,
cozinha e tem boa conducta, por 430,000 rs,; unta
dita do meia idado, boa lavadeira por 150,000 rs.
uma dita para engenho, por 250,000 rs. ; um bo-
nito inulatinlto, quo he ptimo pagem.
m
>j. V'endem-se os mus mo-
'-jv demos chapeos francezes;
g meias casimiras de novos "
'ij e lindos .padrees, pelo ha
W ralissimo prego de 640 rs.
o covado: na ra do Quei-
^ mado, nos quatiq-cantos,
.S^ casa amarella, n. 9.
i
m
Vendem-se saccas com 3 .arrobas de farelo,
muito novo ltimamente dragadas : no armazem
do Bacellar, no caes da Alfandega, ou na ra da
Cruz n. 52, ou na rita Nova no porto das canoas.
Vende-se a propriedade de casas terreas sita
na rna, Vellta n. 105' Quem so julgarcom direilo a
oppdr-se a venda annuncie por esta foiia ; e os que
a quizerem comprar dirijam-se ao Aterro-da-Boa-
Vista, n. 12
Vendem-se 3 lindos moleques de 18 a 20 an-
nos, sendo um dclles ofiicial de alfatte, o co
zinheiro ; um prelo de25 annos, oiTtcial de sapa-
lciro ; dous pardos, un bom carreiro, e o outro de
16 annos proprio para pagem ; duas pardas uma
de 20 anuos, com habilidades, e a outra de 12 an-
uos, propria para so educar; 3 pretas de 20 a 30 an-
nos con. algumas habilidades ; 2ncgrinhas do 11
a 12 annos, com principios do habilidades : na ra
do Collegio n. 3, scgUHdo andar, so dir quem
vende.
Vende-se um relogio.de ouro, por prego com-
modo : no boceo do Sarapalel, sobrado n. 16, casa
do procurador S.-Anna Aiaujo.
Vende sea vendada ra do Cal-
dciiciro, n. yq : a tratar na mesma
venda.
Vcn.lom-se bichas pretas, muito boas, vindas
de Lisboa .a 16,000 rs. o cento : na ra da Cruz ,
n. 62.
Vendem-sc 26 Iraves decamassari e louro, de
1-30 e40 palmos: na ra da Madre-de-Deos, n. 9.
mmmmc
{; Vende-so cera de carnauba de muito boa '
K qualidadc tanto a relalho como em porgiio : B
j| na ra das Larangeiras, n. 11, segundo andar. B
Xa loja de .los Alanoel on-
leiro ira.a lia rna do Cres-
po., o. Ifi, cs(|iiina (jue vira
para a rna das i,v.izcs,
Escravos Futidos.
vendem-se ricos chapeos para senhora, dragados
ltimamente de Poris de inui lindas e diferentes
cores; o igualmente um completo snrlimenlo de
casimiras de todas as qualidades e le padrOes mo-
dernos, tanto lisas en ras equadros.
-- Lima Jnior .V Companhia leem para vender
coila ila l'.ahia de primeira qualidadc, em barri-
cas de duas arrobas o meia ea.la nina, ebcgailas l-
timamente : quem a prewder lirija-seao caes da
Alfandega. Ta.nbeni ?endem uma purgfiu de Iraves
de 32 a 40 palmos, e duas canoas.
Vende-se um niulecAo de uagilo Angola que I
ho cozinheiro ,e tcm projiorgOoS para outro qual-1 piua.
-- Fugio, ha dias, o escrava Maria mas conhe-
cida por (;audcncia crioula decstlura regular,
enca do enrpo cor relila denles alvos; levou
vestido de chita rxa novo gara prela do alpaca ,
o panno fino prelo ; tem sido vista na ra do llan-
gel, boa-Vista Manguinho e l'onlc-de-Lcha :
quem a pegar leve a rna da Cadeia-Velha que se-
r recompensado.
Fugio, no dia primeiro de selembro, um es-
cravo, porletirenlo a testamentaria do fallecido An-
tonio Machado da Cunha dd mime Manuel, de na-
giin Calabar, cont uma chaga grande ho pe do tor-
iiozclo lo pe direilo ; tem uma bolilla em un olho;
luyial encarado ; representa 40 anuos, poiicq mais
ou menos : quent o pegar leve ao pateo da S.-Cry^,
n.8 ao p da botica.
- Fugio, nanoile lodia 21 do correte, do en-
genho ueluz cm Ipojuca, um prctu, (le nomo
Antonio de estatura alta de bom corpo oilios
grandes e avermelliados com o olhar um tanto es-
pantado alguns cabellos ja. brancos ; levou cami-
sa de Chita azul do quadrinhos, ccroulas de algo-
doziiiho branco, ou de bamburco, chapeo de palha
novo e mais alguma roupa c urna enxada nova en-
estada : quem o pegar leveao dito engenho ou a
casa de Francisco Antonio deOliveira na loa-Vis-
ta ra da Auroro n. 26 quo ser grrtilicad.i.
--Fugio, no dia 20 de selembro, do engenho
Congocary um escravo, de uoine Antonio de na-
;:io Augico ; Kpresunt-i 30 anuos, um pouc baixo,
ara lalhnda corpo reforgado ; levou camisa e ral-
eas de algodao da tena : quem o pegar leveao lito
engenho, ou a *ua Imperial n. 39, que sera recom-
pensado.
!==
NA
1 ?'. Di M I-
HE
IAPIA. 1J47'
MUTILADO


m
Anno de 18*7.
Seg-anda-feira 27
O DIARIO pulilica-se loddajas das, que nao
4rcm 'le unMi i o pr*|o da assignatura lie tic
jfiOT> rs. por quarte!, fagot adiantadot. Os n-
iiuncios ilos nssi;nantes sao inserido i raso do
Jflrs. porhv.'ia, 4 0i. em typo diOerentc, ai
renelices pala melado. Os que nao f.irem aastg-
naitespaBar3o 80 a por lirA, e I6U era lypo
difl'erente, poicad pubiieacao.
PUASES DA LA NO MEZ. DE SETEMBRO.
jlinHoanle, a I, horaac 42 min. da Urda.
I.ua nova, a 8, os 28 naja.da tarde.
Greicanle, a 17. as 5 horas da tarde.
La cheia a 24, aos 8 mip. da tard.
PARTIDA DOS CORREIOS.
OoiannaeParaliyba, ai segundas e sectas feln.,,
Rio-rande-dn-Norte quintas feiras aomeio-dia.
Cabo, Seriubcm, Uu-Formcso, Porto-Calvo ei
l accio, no I .*, a 11 e 21 de cada mez.
Garanliugs e Bonito, a 8 e 2J.
Boa-Vi.0' Flores, a 13 e 28.
Victoria, as-quintas f'eira.
plinda, todos os das.
PREAWAR DE HOJE.
Primeira, 0 horas e 64 minuto, da manh;.
Segunda, as 7 horas e 18 minutos da Urde.
de Setembro. Anno XXIV.*
n. sao.

das da semana.
27 Segunda. S. Eliziario. And. do I. dos or-
(ili. do J. do c. da ? v. e do J. M. da 2 vara.
Cerca.!*. Venceslao. And. do J. dociv.dn
I. v. e do I, de paz do 2. dist. de t.
2a Quarta. }< S. Miguel Arclianjo. A mi. do J.
do civ.ila Vr. edo J. de paz da 2. di-.', de t.
3D Uuini. S. Jeronymo Aud. doJ. deorpii,
c do J. municipal ila I. vara.
1 Sexta. S. Verisiimo. And doJ- ilociv. da I.
v. do J. de paado i. dist. de I.
2 Sabbado. S. I.eodegario. Aud. do J. do civ.
da I. v. e do J. de paz do I dial, de t.
3 Domingo. O SS. Ilozariode lNoss Senhora
CAafClOS NO DA 25 DE SETEMBRO.
arabio sobre LoaoVe a 2T d. p. I# r. a 60 dia.
u n Pars 3-.0 rs. por Iranio.
)i Ufhoa 106 a U& de premie.
1 >cs de Ultras de boas iirmas de V, l /, ao mea
()uro-tticMl.ejwnbols....2i''!> a 23JOOU
MocdasdelOJvelli. I63ii a
a de 04/400 nov.. ICjfOO a
de ifobo..... 9O00 a
Pratd l'atacea.......... I#980 a
Pesos eolumii.ires... I|9>0 a
Ditos mexicanos.... lf800 a
.Miuda............. 1*920
Acoes da comp. do Hcberibe de 50f 000 re. ao par*
(i 500
|6|300
9J20II
l#80
iftiO
Hit
DIARIO DE
,l>T#a-
J0 V U\J.
EXTERIOR.
FRANCA.
A COMMISSA DA OPPOSICAO CONSTITUCIO-
NAL A SELS CORRESPONDENTES.
PARS, 3 DE jrjNHO DE 1847.
Senhare*
No mez de(tost de 1846, pelos meios que lodos
sabem, o corn promessas violadas logo depois de
fritas, o poverno obleve do corpoeleitoral urna mai-
oria consideravol; o pela vez primcirai a contar de
<834, siiccedeu que as eleictSes fossem adversas
oppi>sicffo. Era essa awccasiflo em que o ministerio
devia destruir porfacitis as aecusaces dos adversa-
rios, o assegurar ao paiz, todo o'progresso, todos
os llene-lirios, que, segund sedizia,. Iiaviam de-il-
lustrar para sempre a poltica conservadora, apenas
terminasse a lula. Vos sabis, qual a indolencia,
qaal a paralysia, que, ao contrario, saltearam a c-
mara e o ministerio desde que estrearam. Nilo ha
umas medida til, proveitosa, verdaderamente li-
beral tu nacional, que, durante os trabadlos de urna
longasessHo, haja dimanado da iniciativa ministerial;
ao revez, nflo lia reforma poltica, fnanecira, admi-
nistrativa, queos bomens da governanca nfio te-
nhein oppaplo resistencia obstinada, systcmatica,
invencivej,f addiconai a tudo islo o abandon rxis-
sivo eraTculado de nossa influencia, essa mesma
que se pretender tornar solida e duravel por urna
allianca do familia,; addicioivai a tudo isto a desor-
den! .sempre crescento das flnanc.as e un de/ipil de
quinbentos milhOes, em cujo provimento nem ao
menos se pensa ; addicionai a ludo isto, emfim, em
qualquer dasadministracOes, urna incuria doplora-
vel, ilissipacOes vergonhosas, e esses escndalos p-
blicos, que, manifestando-so successivamente, le-
vam a tristeza e o lerror ao intimo d'alma de toda a
gente honesta, e tereis o computo exacto das vanta-
gens, dos beneficios quo-a Franca devo poltica mi-
nisterial. Cremos que, desde que ha governo repre-
sentativo, ainda so tifio vio cousa semclhante, e que
anda nilo houve cmaro quo se encerrasse, como se
va i encerrar a actual, sem que livesse satisl'cilo a
urna opiniflo, a m interesse qualquer.
E quando taes silo os fructos de urna victoria com-
prada tilo caro, deve alguem maravilhar-se de terem
apparecido dissencOes c desconlontamcnlos no seio
damaioria? Devo alguem eslranhar, que, tanto na
enmara como fura della, os maisnolavcis, os mais
eminentes membros do partido conservador come-
cum a perguntar-sc qual o alvo a que'osconduzom,
o se o ministerio actual nflo est destinado, como
um nutro ministerio da Rcslauracio, a perder cau-
sa que pretende, defender ? Deve alguem admirar
que o proprio ministerio se sinta abalado, enfraque-
cido, e que, para consolidar-se, para fortilicar-se,
i recorra a remedios que, sem curar o mal, denuii-
Iciam-noao publico P Acabamos de passar por urna
crise em que de um dia para outro foram despedidos
por scus collegas o ministro da goerra, o da mari-
1 nba e o das finanzas Por essa brusca refoluefo, re-
I conheceu o ministerio, que o exercito, a inarinha c
[as finanQas haviam sido mal administrados al en-
tilo, e que a Mica nacional soflVia em seus ramos
principaes t He hojo o mal menor, o pode-se, por-
ventura, dizer quo o ministerio reconsltuji'o tem
mais unidade, mais habilidade emais pode}* Ques-
Riiir no-la vereda, e que nilo recuar ante revezos
momentneos, sejam ellesde quequalidade frem.
Mas, devtmos repetir-vos: para que a opposico par-
lamentar cheguc promptamente aseualvo, releva
que a opposiQo nflo-parlamcntar Ihe presto um a-
poio firme, activo, presistente. O partido ministe-
rial remita e se fornece as trevas o no silenoio,
pela dislribuicfo quoliiliana dosempregos, dossc-
corros, dos favores de toda casi, c pelo padreado
intoressado quo excrec sobre os individuos sobre
as localidades. A opposiclo nilo pode vver, medrar
e triumpbar, sem que a opiniflo publica constante-
mente a' fortifique o nutra. Quando a opposicao nflo-
parlamcntar conserva-se muda o inerte, a parlamen-
tar perde immcdiatamento urna parte das respectivas
frcas. Ora, em Franca, onde ainda se nilo acbam
enraizados os costtimes dos paizes lvres, ha milito
quem crea, que, no intervallo de urna oulra olei-
cffo, os bons cidadflos, sejam ou nflo eletores, nflo
mais se devem importar com os negocios polticos,
sf-nio para assislirem, como a um espectculo, aos
debates da cmara e aos acontecimentos que se Ibes
seguem. He essa una ideia completamente falsa,
oque, mais do que qualquer oulra, contrihue para
enervar o corromper as insttuicOes representativas.
Ao contrario, he indispcnsavel que enlrc o dcpulado
o aquclles, de que ello he orgilo o representante,
haja urna troca continua, nflo de servicos particula-
res, mas do opnies, de imprcsses, de manifesta-
ras polticas; he indispensavel que nilo appareca
na tribuna urna medida importante, sem que aqucl-
les que a approvam ou conlradizem-na hajam feito
persentir o seu parecer; he indispcnsavel, alfim,
que, gyrando do centro para as extremidades, c das
extremidades para o centro, a vida poltica excite o
alimente em todas as partes urna energa, una ac-
tividade salutar, e constantemente despert o senti-
menlo vivo dos interessesnacionaes.
tione-se a esto sujelo, nflo a opposiclo, mas'a maio-
[ria, e ficar-se-ha certo deque, no pensar de lo >s,
_.t..!~ft^..!_ __^J... _.!n .1.. ...ir. i-.i ii Iw i l I nitll -
.1-
rial
10
o ministerio perdeu mais do que ganhuu com
ma metamorphose. Na verdade, a crise min,
ainda dura, e ningucm podo prever quando K
acabar.
Seria digno de estranheza, que a opposicld u
mnasse ou fraquejasse no momento em que vi! ju
tificados os seus receips e as suas prcvisOes. El
nilo proceder assni, e cremo-nos com diieito
: allirmar, que, na sessfio que esta a lindar, a oppo-
siclo parlamentar nilo faltou a'nenliuin dos seus
deveres. Nilo S", em muitas occasOes, denunciou os
vicios e osdefeilos da poltica actual, tanto noque
diz respeito ao interior como no que se refere ao
exterior*, mas sempre se esforcou por indicar ore-
medio quo podia promover a cura do mal, logo que
lolubrigava.
Assim, ao projecto de reforma parlamentar, que
lapresentra na sesso antecedente, juntou ella' um
Iprojccto de reforma eleloral que completa a primei-
Ira, c que, seria e vehementemente discutida, oceu-
Ipurid'oraetn dianle, o lugar quo lhe compete en-
|lrc os niclhoramentos legislativos que a OpposiQflO
|tcin em vistas.
Assim, po% diversas propostas que a maioria as-
I senlou di'abafar, buscouella, tanto quanlo Iho era
Jlossvel, j reawbclecer a iinpareialidade na coni-
posieflo das listas do jury, j restituir esse tribu-
nal as altribuicOcs que lhe coneriram a lei de 1819
e a carta do 1830, o du quo fia despojado por urna
interprclacao artificiosa.
Assim, ella propoz ou sustentou reformas econ-
micas e fianceiras, quo tcndiaui a moderar o im-
I posto etorni-lo mais justo.
A' face, pois, da poltica negativa ou Iliberal do
ministerio, desenvolveu a opposicflo sua propria po-
ltica, com os urogressos e melhoramentos que com-
porta, oque parecem iminediatamentorcalisaveis.
Alm dialq, perseguio, sempre quo as pode alcancar,
as pratop funestas que leem por fim l'azer com que
o inlcresscs privados sejam anteponas aos interes-
se geraes, desnaturar o viciar profundamente o gor
llverno representativo. Comprazemo-nos de annun-
l( hr-vos que loa\ opposi^o est resovida a prose-
'
Nfio pretendemos, alias, iii V -tr-vos aqui quacs
os meios que releva emprega reconhocemos que
clles devem do ser sempre 'Tdinado certas
conveniencias locaes e |es' .s: todos silo bous
quando proporcionan! opimuo ptiKica una occa-
siflo legal de manifcslar-so sem rrasordem. Mas,
alm tressas manifestacOes por demasiado raras em
Franca, ha urna operaeflo annuat, c-rja imporlancia
he incontestavcl, o qoie em caso algiim devo de ser
desprezada. Vos o sabis, urna legislacSo defeituo-
sa confero aos prefeitos o exorbitanae direilo de re-
loca rom todos os annos as listas eleitoraos, e de inse-
rirem nessas listas ou fazerom desapparecer dellas
provisoriamente certos nomes. Ora, a experiencia
tem mostrado que mutos prefeitos abtisain desta fa-
cuidarle, c que, nilo satisfeitos de enxergare.il bem
oumal, segundo os clculos da poltica, excedem-se
al ao nonio de applicarem regras dilTercnles a cda-
dlos cuja posico he exactamente a mesma. A ex-
periencia prova lambcni que, em tempos de apathia
e indilTerenca, nSo poucos leitores se nilo importan
com isso, c dcixam do reclamar duranle os prazos
em que, segundo a le, podem recorrer das decisOes
dos prefeitos. le ludo isto resulta, que, pela astu-
cia de uns e pela indilTerenca dos outros, as lisias
sempre silo mais ou menos ralsilicadas, mais ou me-
nos imperl'eitas. He uin vicio que, com outros mui-
los, concorre para seja corrompida a sinceridade
das elcc<3es, para que seja iludido o voto do paiz.
Qual o remedio para este mal ? Um s, quanto a
nos: cin cada distHcto, algtins cidadflos zelosos,
reunidos em comniisslo, cncarrcguein-sc de notar
os erros da adininislracno, c de-solicitar a emenda
desses erros, por todos os meios logacs; adquiridos
ossSocumcntos necesserios, pecam em seu proprio
nomc, como Ibes permiti a lei, a inscripcilo, ou a
inadiaclo dos eleitores cuja posico ui.) tenha sido
ipreciada devidamente ; fac,ain, ullim, pelo partido
liberal o que a adminislracfto faz pelo partido minis-
terial, c ri'stabolccam um certo equilibrio entre nos
! ssos adversarios. Demais, seria muito para de-
'scjafi que, para dar comeco a semelliaiite trabalho,
le n|o esperasso pela publicacilo das novas listas,
romi^mnilas vezes se leem pralicado. I'de-se,
destfagora, pesquizar e descubrir os eleitores que
teem sido excluidos das listas, ou nellas inscriptos
indevidamente. Logo que se lenham oblido essas
informacoes, pde-se provocar ofliciosamento as
rcclificaccs do que essas mesmas listas parecam
susceptiveis, c reduzir os prefeitos a alternativa de
repararem erros involuntario^ ou do commctlcrem
rcvoltnnlesinjuslicas, com conscencia dellas. Quan-
do, bem longo de se seguir esta senda, espera-se
pelos mezes de agosto o setembro, corre-so o risco
de chegar demasiadamente tarde, e de perder utu
anno inleiro. Ora, no estado actual do paiz, da c-
mara e do mHlislero, ninguem pode allinnar que
nilo sejam necessaras novas eleices, desde o prin-
cipio do anuo de 1846. He, pois, da- maior impor-
lancia, que as listas sejam bem fotas c que nao se-
ja excluido dellas um s dos eleitores lineaos.
'formulando, nos vo-lo repelimos, he pelos pro-
prios resultados que S poltica ministerial se acha
hoje condemnada ; o desses quo at aqui a teem sus-
tentado, inuitos a abandonam o della se desligam.
A opposic-lo deve, pois, mais quo nunca cerrar as
suas lucirs e redoblar de zel o dedicacio. Mais
que nunca dovo trabadla* por constituir em todos os
pontos da Franca centros dejeeflo, que, colligando
as frcas esparcidas, atlensjian -o coniponsem al
corto ponto os inconveniente poltico centra-
lisacflo. Segundij declaramos na circMn' de 3 se-
tembro ultimo, nos romos OS prlmeiros a dar-vos o
cxemplo, cstalielecendo um,scriUono central de
correspondencia, sempro promplo para rornecer e
rcccbcr as informacoes quo possam api oveitar nos-
sa causa. Sobretudo, nos parece islo importante
nos districtos que sao representados por um dopu-
tado ministerial, o que, quasi sem defensa, se scham
entregues aos arbitrios da adminislracilo. So esses
districtos quizerem communicar-se com nosco, prn-
mettomo-llies que havemos de ter em muta consi-
deraQflo suas queixas justas, e que, casiweja preciso,
as faremos valer, quema tribuna, quf na impren-
sa. Ainda urna vez: oque, lia alguns anuos, tem
compromeltido a causa liberal ho o nilo termos sa-
bido fazer por ella o quo os nosso? adversarios fa-
ziam contra ella; he o nilo termos defendido os inte-
resses pblicos com o mesmo ardimento c perseve-
ranca com que outros advogavam interesses particu-
lares ; he tambem o haver-nos faltado muta vez
accordo e unirlo, por no9 termos conservado dividi-
dos e subdivdidos em fraceOes, quasi hoslis urnas
s oulras. Es quo se approxi:na a quadra de de-
senvolver urna conduela inteiramente diversa, e ler
constantemente os olhos filados no exemplo de
1827. Como nessa grando poca, sejamos unidos,
activos, perseverante* e seremos bem succedidos.
Em nome da commisslo central da opposicflo
constluconal,
Onu.ov RB0T, Dcvercier BE Hauranke,
Custave he Ueauvont, I.kon he Malevilik.
Chambaron, ehtfi dty tstriptorio rfa conei-
pondencia.
( Le Commerct. )
NOTICIAS DIVERSAS.
Nflo lia iruito .compareceu ante a polica correc-
cional una vellia que vergava sob o peso dos annos.
Para poder sentar-sc no banco, cscorou-se nos bra-
cos de dous guardas. Ao comcc,ar o interrogatorio,
diz-lhe o Sr. presidente, que se conserve sentada.
Como vos chamis? l.uiza Malpincon, viuva
Durand. Vossa idado ? Otcnta annos, met bom
juiz, orienta annos.Tendes nlgum estado:'Ja
nflo vejo, je nilo ando, lio bem triste stuaclW, pro-
siga V. S. "infim, nilo trabalhais mais? Nflo
posso.: "mlipais no paleo de una igreja ? lio
verdat*
fez p-
vej
con,
mais
n prender-me. Quem foi quo v^s
/ pobres do Sr. cura, que teem in-
qu os devotos sfo mais liberaes
. iom elles. T-enlio cu culpa do ser
.e da a cenic?Qual o motivo por
que nao ..wifitart, como os outros, a permissilo nc-
cessaria para*'p' : pnssais estacionar no prtico de
urna igreja? Sohcilci-a, negaram-m'a ..... Certo
mendigo carcunda, que lem osacrisllo por si, fez
com que eu nilo fosse admillida, porque nilo tem
niais que sessenla e dous annos, o os scus cabellos
a'nd se niloacliam bstanle encanecidos Sou a cul-i
pada de eslar tilo vclha ? Quo vos responderam,
quando solcilasles esse favor? Qio nilo havia }
mais lugar. Ah Dos rio libndade j nilo ha luga-
res donde se pecam estillas, Nfio lendcs algiim
nicio do vida?A misericordia do Heos. Nilo
leudes familia?Morreram todos.'..... Devra ler
morrido-anlesdclles. O tribunal proteger-vos-haj
tanto quanlo Iho fr possvol. Mulo obrigada,
met bom senhor, vou pedir a Dos que vo-lo recom-
pense. (Hitadat.)
O tribunal condemnou a velha mendiga avintee
qualrn horas de pristi, e orilonou que, cuniprida a
senlenca, recolhcm-sc-nn aoasylo do mendicidade.
lima senhora, que se ochava entre os espectadores
e que viera depr em cerla demanda, appoximou-sc
da viuva Durand,ti passnu-lhes mfios urna peque-
a quantia que acabava de tirar do banco, o Vamos,
vamos, (lisse a r, ainda ha boas almas ueste mun-
do, i,
-- A fera d'Anzn acaba do ser assignalada por um
dos mais tristes accidentes. Os saltimbancos, que
sem desfruelar esse termo as diversas festas que
todos os annos teem ah lugar, coslumam levantar
barracas sobre tima das orlas do raminho de Sl-A-
mand Valenciennes entro a casa da cmara o a do
Sr. I.andricux. A multidilo, attrahida peloalardoe
pelos maravilhosos annuncos desses hstroVs, a-
grupa-sc por sobre a estrada, c nflo s cobre o pas-
seio como a orlaopposta, do mancira a tornar ogy-
ro njtii rlillicil, o mesmo algumas vezes mpossivcl.
Certa noile, grando porcflo do passeadores c curio-
sos atravancava a estrada d'Angin, c cresca do ins-
tante a Mistante.
Lentamente e com didlculdade tinham podido
abrir-SO pauagem at ah as seges que atravessavam
a estrada. Urna dellas devra ter regressado. Ase-
ge do Si". Emilio Serrcl, que, segundo dizcm, a pa-
ra a casa do Sr. I.andriotix, ja titdia rassado atravs
de numerosos grupos que se parar ni-se, por sem
dmida, para abrir-Ibescaniiiilio, quando a parelha
se empina, espantada pelo movimenlc de rotaco
commiineado aos cursis de madelra denominados
cavallos marinhot, e pelos gestos dos tiradores de
aigolinlia que oscavalgavani. O Sr. Serrct c oulra
pessoa que com elle so achava na sege deram-sc
pressa a descer.. O Sr. Pirard moco, que eslava
uo interior da mesma seg, doixou-se ficar o orde-
nou ao cocheiro que lizesse andar a parodia llo leu-
(.inionle quanlo fosse possivcl.
O colheiro obedece o consegue qUo os cavallos
moderem os passos; mas, no momento em que a
sege se achava pouca distancia da barraca, um dos
histriOes faz soar estrondosa o repentinamente o
grando tambor quo tinha dianle do si. Ao ouvirem
o ruido, enfurecem-se os cavallos, c nilo mais obe-
decen! ao frcio. O Sr. Pirard esforca-.so por cont-
los, o cocheiro coadjuva-o. Silo baldados os esfor-
Cns de ambos: os animaos deitam a correr o preci-
pitani-se no mcio da onda docrminoso. Acotovcl-
lam-se, gritam; cahem uns por ierra, c oulros pisam-
o'os. Iluscam, porm de balde, refugiar-se as casas
vizinlias: a multidilo que se agglomera torna impos-
sivel o entrar-so nessas casas. Emfim, passa-se
urna dessas scenasde terror quo se nao podem dcs-
crever. Felizmente, consegue-se, alfim, acalmarofo-
go dos cavallos o faze-los entrar no pateo do Sr. Lan-
drieux. Rcstava cuidar das victimas do accidente. So-
te eram as pessoas Teridas e contusas; o Sr. pharma-
contico Delzant, a cuja botica foram ellas trasportar-
das, prodigalisou-llies immcdiatamento os niaisac-
curatlos cuidados.
A cour d'auittt de Riom acaba do julgar o indi-
viduo de nomc Sorlo, que a 29 re abril ultimo dora
algumas punhaladasno soldado i\<.' polica Hyberto,
em plena audiencia do tribunal correctional do Cler-
mont-1'ernand. Sorlo pretenda que foro oondem-
nado pena mais forte do que aquella que mereca,
e no seu furor escalara a balaustrada que separa
dosjuzes o banco dos ros, laucara inflo do um pu-
nhai que eslava sobre a mesa, juntameiito com ou-
tras pocasde conviccSo, o com elle em punho qui-
zera aiiemessar-se sobre o presidente. Ao lutar
com o soldado, dcscarrngra-llie tres golpes no bra-
co, que tornaratn necessaria o anipulaojn rlesse
menibro, o a cujas conscqucncias succunibio Uyber-
lo. A'os debates, procurou Sorlo attenuar o crime :
allegou que, leudo desesperado de sua posicilo, apo-
derara-so do punlial para sucidar-sc, c que, quando
lentaran inipcdi-lo disso, ferira dircila e es-
querda sem saber o que fazia.
Foi condeninado a trabadlos forjados por toda a
vida.
Leonardo Lavalcllc, operario mecnico, de
vinte oito annos de i dado, ha mulo quo entretnha
intimas rclac Dome Josephina. Os dous amantes viviam om conti-
nuas t xas, porque Leonardo l.avalelle era cioso, o a
prulissilo de sua barregila proporcionava-lhe mutos
motivos de ciuiiic. Essas nxas eram quasi sempro
compauhadas de grosserias odiosas, o o digno par
s se roconcilava depois de ter chegado s vias do
facle.
Islo posto, Leonardo l.avalette foi com a compa-
nheira casa de certo mercador de vinlios doquar-
leito Saint-Marcel; os dous amantes fizeram-so
servir do vinbo, de licores, c dentro cin pouco suas
cahecas se transtornaram. Exaltado porlibaces re-
pelidas, censurou Leonardo barregila o hav-lo el-
la trabido. Debaldc buscou a rapariga acalma-lo ;
emfim, cada vez irais exasperado, apossou-se Leo-
nardo le um culelloque eslava sobre a mesa, o ali-
rondo-sc por sobre Josephina, desfochou-lhe mudos
trolpes no peilo e no dorso.
Ebrio de furor, cada voz mais so irrilava Leonardo
contra a sua victima, ca feria a golpes redobrados;
j a pobre niulhcr havia rolado aos ns do seu san-
[guinario assassino, e, crivada de feridas, com urna
profunda cbaga no pedo, debatla-se soltando agu-
Idissimos gritos, quando lancou-se sobre Leonardo
o mercador de viudos em cuja casa se passava esta
acea horrivel, o, ajudado pelos viandanlcs, conse-
guio apodeiar-se desso. desesperado, quo espumava
re raiva.
Leonardo foi conduzido immcdiatamento casa
docommissario de polica. Quanto Josephina, o
seu estado he mntissimo consumador.
(Idim )
iim or.
lUO-CRANDE-DO-NOBTE.
Illm. t Exm. Sr. ~ Passo s mitos de V. Exc. as
inclusas pecas olliciacs que ha puncas limas recebi
do subdelegado municipio da villa de Extremoz : dellas ver V. Exc.
que porordem do intitulado director dos Indios da
mesma villa, Joaquim Jos Pinto, se rcuniram estes
em numero de84, no quarteirilo da Itarra-do-Quri,
no dia 13 do correte, em casa do ludi Miguel Jos
Caetann dos Itcis que os capitancou, armados de
espingardas, baraniartes, facas do ponta c cceles,
para Ibes ser feita a leitura doum papel, cujo con-
texto anda se ignora ; porm, depois que sodissol-
vau essa Ilcita rcunifio, os Indios declararan) que
recobcram ordem para nfio obdeccrem s autorida-
des locaes, sob pena do sercm rigorosamente casti-,
gados, e por isso ufanos e chcios da maior audacia
principaram a fazer esbarruntus, o a incommodar
os pacficos habitantes daquclle lugar, j esbulhan-
do-os dos lugares do suas habitacoes, c j plaurjan-
do entro si o uieio dseassenhorearcm das melho-
res propriedades quo alli existem, como verbalmen-
te me informo!! o dito subdelegado, que foi o mes-
mo portador ros o lucios ; escudo os referidos In-
dios assaz insubordinados c desordeiros, eja tondo
de oulras vezes aderado o socego publico, commet-
lendo graves atlentados, alem do grandes prejuizos
aos propietarios all residentes : eu meapressoa
levar ao conhecimonto de V. Exc. para dar as provi-
dencias que julgar acertadas em sua sabodona, afim
de, cmquanlo lie lempo, prevenir-se qualquer fu-
nesto acontooimento. Releva rlizer mais a V. Exc,
quo o subdelegado he urna das victimas que est
amcacada, c nilo tem frca com que so defenda, o
nem sustento a ordem publica. Por so nflo achar
nesta capital oebefo do polica, he que levo por
met Intermedio ao conhccimenlo de V. Exc. o ob-
jecto deque venho do tratar.
Dos guarde a V. Exc. por muitos annos. Delega-
ra de polica na cidado do Natal, 24 de agosto de
1847. Illm. o Exm. Sr. Dr. Casimiro Jos do Mo-
racs Sarniento, presidente desta provincia. Q de-
legado supplenle,. Jodo Lint de Albuquerque.
.. A'vista dque Vmc. communicou ao delega-
do do polica desta cidado, em seu ollieio de 2-2 des-
to mez, que agora me foi transmitlido com os que
Vm. enderecaram diversos iuspectores de quartei-
ILEGVEL I NUMERACO INCORRETA

4
7"
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- I
Jjf
1
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T


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=
rito do seu distrirto, farei partir amauhAa demanhAa
sun disposig lo o furriel de polica Jos Feliciano
fronte devinto pracas armadas o municiadas com
30 cartuchos embalados cada una,- com as quaes te-
r Vm. n neeessara torga para contei1 os Indios que
tecm (cito e fi/orem desordens; cumprindo que Vm.
faga inmediatamente dissolver qualqucr rcunAo,
que dellosse ("ormar, omprogaudo primeiramenle os
meios bran dos e prudentes, eso depois de escota-
dos estes todos infructferamente os fortes, prenden-
do os que forem canecas de motim, am deserem
processados na forma da lei, recrutando os quo es-
tivercm no caso ileservirem no excrcito ou na ar-
mada, e empregando todos os domis meios legacs
queestivercm ao seu alcance, oVm. julgar profi-
cuos e convenientes, para que se restabelega ile lo-
do osoeego quo aliiselem gozado sernpre. Devc
Vm. cuidar em deseganar a esses pobres bomens,
(|ue Joaquim Jos Pinto nao lie, como se inculca, di-
rector parcial, porque es!:1, presidencia iia appro-
vou, e porque est suspenso para ser rcsponsabili-
sado por crlmcs de prevaricagab, fazendo-os capa-
citar de que esse inesmo Pinto, e outros que os exa-
cerban! sao seus Yerdadeiros inimigos, e que os que-
rem perder, urna vez que os excitam a desordem e
anarchia. Estes meios lalvez surtam melbor cffeito
do que os fortes, que todava Vm. podcia usar, se
'o houvor outro remedio. Participe sem demora
ludo o que for occorrer.do, e se a forca for diminuta,
declare para ser soccorrido com o necessario re for-
ro. Me quanlo por ora julgo conveniente delermi-
nar-llie, esperando do .seu zelo, uclvidado e patrio-
tismo, que, no se afaslando dos meios lgaos, e
neni da rllia de una arrasoada moderadlo, sbe-
la iinpr respeito aos turbulentos eanarcliislas, e
conservar inalteravel a paz.
Dos guarde a Vm. Palacio do govoruo do Itio-
Cramle-df.-Norte, 24 le agosto do 1847. Dr. Casi-
miro Josi de Moran Sarniento. Sr. Bernardo Jos
da Costa Gadelha, subdelegado Blipplente de Muri.
lllm. e I.Mn, Sr. Em cumplimento das res-
poilaveisordens do V. Ex. porotlcio de 24 do cor-
renle, aoqual acouipanhou a escolla commandada
pelo furriel Jos Feliciano, dei as necessarias provi-
dencias afim de capturar os seductores da reuniao
dos Indios; poivm apenas pude prender qualro dos
intitulados cabecas, e nao cnconlrei resistencia al-
guma, restando-me anda pegar os dous principaea
da reuniao,que sfio Miguel Jos CaetanO dos Res, Vi-
cente Carneiro, e os mais constantes da rolacffo-;
aquellos licam presos at (|uc V. Ex. delibere so devo
ou nao abrir processo contra ellos, e os mais que se
acham em fuga, os quaes continuo a persogoi-los;
supposlo que dos mosmos quatro que eslfto presos
alguns os considero sem culpa. Ilcuiotlo dous recru-
las,AntonioManocl doNascimento cJos Ferroira de
Andradc.llbos dos mesmos indiciados, que at ago-
ra be o que tenho podido pegar, porque desde o da
que ellos commelleram o son al tentado quedormem
no mallo Quanto aoque V. Ex. me ordena em olli-
cio de 25 do andante, lico intoirado.
Dos guarde a V. Ex. Subdelegada de polica do
dislricto de Muri, 2< de agosto de 1847. llltn. e
Exm. Sr. D. Casimiro Jos do Montes Sarniento, pro- i
.sidenle desta provincia. llernardo Josi da Cosa
Gadelha, subdelegado supplenlc.
N. 29. Fico intoirado de ludo quanto V. me.
me participa em seu ollicio datado a '28 do cadente
mez; cumprindo dizer-Jhe que sollo inmediata-
mente os individuos que prendla, o que nao deve-
ria ler feito sonao no caso delles continuaren) a fa-
zer reunios, e a perturbar a orilem, conforme o que
llie ordeno em meu ollicio de 2 deste mez. Quan-
to aos que fugiram nao os faga seguir, porque a sua
vigilancia deve lao somonte ser para que senAotor-
nein a reunir co:n o intento de fazer desordena.
Finalmente muito I he rcoommendo toda a modera-
filo e prudencia em tudo quanto V me. houvor de
obrar. Osrecrutas quo me envin lerflo o conveni-
ente destino.
lieos guarde a V. me. Palacio do governo do fio-
Craiulc-do-Nortc, 28 do agosto do 18i7. Dr. Ca-
simiro Josi.de Mofaes Sarniento. Sr. Bernardo Jos
da Costa Gadelha, subdelegado supplenle do dis-
lricto de Murii.
Ulm. e Exm. Sr. Nao me leudo sido possivel
conseguir a capturado dos dous prineipaes cabecas
cheles da reuniao dos Indios, os quaes sao Miguel
JosCaclano dos liis e Vicente Carneiro, quaes por
noticias que tive (iz sabir na no i lo do da 2(1 una dili-
gencia para a praia de Carnaubas, como coinmiini-
quei a V. Ex. em meu ultimo ollicio, o outra na imi-
to do (lia 28 do mesmo para o sitio Tamandu, e ten-
do estas so rocolliido sem xito algum, remeti por
tanto pola escolta do qualro guardas naciouaes, a
cargo do soldado deprimeira liuba Luiz Eetc, os
quatro que foram presos na primeira diligencia da
noito dodia25, ja mencionados no men sobredito
oOlcio de 26, c os seus nomos vera V. Ex. na relagao
junta, os quaes nao foram aqui processados, por nao
ter lulo resposta do esclarec ment que ped a V.
Ex. a tal respeito em meu citado ollicio do 36 do
mencionado mez : he o que por hora tenlio a conj-
municar a V. Ex. sobre o que mandara o que for
servido.
l)coe guarde a V. Ex. Subdelegada do dislricto de
Muri, 29 de agosto de 18*7. lllm. e Exm. Sr. Dr.
Casimiro Tose de MorasSarment, presidente desia
provincia. Bernardo Joei da Costa Gadelha, subde-
legado supplenlc de polica.
N. 231. Sollci inmediatamente que aqui ohc-
garam os Indios que V. me. me remellen presos, vis-
to que n."o liaviain sido capturados em ajiinlamento
Ilcito, caso nico em quedcvia V.-me. prende-los,
se niio accedossoin a*suas o\<>i tacos, para que so
dispersassom. Jstofoi o que ine delerminvi no meu
primeiroollicio, no segundo queacompanhou os
i'ccrulas, e he o que ora reilero, esperando (|iie Vm.
atienda nielhor os ditos ollicios, para cillgir-sc el-
los, c nilo continuar aprender fra dos casos devi-
dos, exacerbando, quaudo compre suavisar a irrita-
ciio em que se achavam esses homens ignorantes,
e Iludidos por Pinto, Arco-Verde e outros cspirilos
vertiginosos. Mandei salislazer aos guardas nacio-
naes que conduziram os dous recrutas.um dos quaes
sollci por sor incapaz de servir, visto que era lor-
io de umolho. Tanto que este reecher, faca V. me
regressar de/, das vinte pracas que para ab destaca-
rain ; fcando apenas dez e o furriel, paradar-lbe
por mais algum tempo a rga precisa. Desic modo
respondo o seu olficio antes de honlem datado, e ho-
je rccebido Devem vollar os soldados de polica, e
Jcaros de hntia.
Dos guarde a V. me. Palacio do governo do Rio-
Grnde-uo-Norte, em 31 de agosto de 1847. r.
Caiimiro Jos de Moraes Sarment. Sr. Bernardo
Jos da Costa adelha, subdelegado de polica do
dislricto de Muri.
lllm. e Exm. Sr. Em solugAo s ordens do V.
Ex.,desgnadascmsousofficiosde21 o 31 do mez l-
timamente findo, cumpre-me scientiGcar aV. Ex.,
que,.estando na intelligoncia a referisse ordem de
V. I A. de 24 do mesmo mez prisfo dos cabogas do
motim, ou ajuntamento que lizeram os Indios neste
dislricto, tive em consequoncia dissn de fazer as
mencionadas prises, e anda mais porquo depois
mesmo que foram dispersos do sua primeira tontali-
va com a presenta das enrgicas medidas que V. Ex.
scdignouexpodir.conlinuaramafazeremdifferentcs
partes alguns pequeos ajuntamentos nocturnos, de
maneira que s depois das prises he que cessou de
urna vez a alterado, o permanece o socego ctran
qullidade; no entretanto, devo allirmar a V. Ex
que apenas reecti no verdadeiro sentido da supra-
mencionada ordem, deixe intnramente de fazer a
mais pequea prisilo. Quando tive de tomar as ne-
cessarias medidas ilc prcvengAo, foram poi' mim ap-
prchendidos tres bacamartos, para torem o seu devi-
do destino, comotambcni urna (listla. A'csteacom-
panliam as pracas por V. Ex. exigidas.
leos guarde a V. Ex. Subdelegacia de polica do
dislricto de Muri, 2 de setemhro do 1847. lllm. c
Exm. Sr. Dr. Casimiro Jos de Moraes Sarment,
presidente desta provincia Bernardo Jos da Cos-
ta Gadelha, subdelegado supplenle.
PERNAMBCO.
TRIBUNAL DA KELACAO'.

JULGAMENTO O PA 25 DE SETEMBRO DE 1847.
Desembargudor de semana o Sr. Bastos.
Na appellacHo civel entre Manoel Fortunato Rbci-
roeaviuva ram os embargos.
Na dita dita entre D. Manuella Francisca Monteiro
llegadas c Manoel Jos Pereira deAvllar, confirma-
ran) asentenca.
Nadita dita entre Thomaz Cavalcanti da Silvcira
Lise Antonio da Silva .-Companhia, receberam os
artigos ile habilitoslo.
Na dita dita entre Manoel Elias dcMoura e I). Ma-
ra llosa da Conceicilo deMesquita Veira, viuvade
Domingos Jos Vieira, e outros, julgaram provados
os artigos de habililaQo
Na dita dita entre a fazenda publica c Jos Joaquim
do llego Barros, mandaran) que as parles requeres-
sein o que fosse a bem do direito,
Na dita dita cnlro o juizo e Francisco Ignacio
le Olivcira c outros, julgaram procedente a apel-
laao.
Na dita crime em que sao partes-a justica c Fran-
cisco Ignacio de Atahyde, nao tomaram conheci-
menlo do recurso.
Na dita dila cmque s.lo parles o juizo c Domin-
gos Jos da Costa Muniz, mandarain dar vista s
parles.
pesprezaram os embargos as seguintcs appclla-
qOes civeis:
Na de Francisco Ignacio de Atahyde V Domingos
Antonio ti. Cuimaraes ;
Na de Joaquim Vieira Bramlo c Flix Francisco
de l'.rilo;
Na de Jos da Fonscca Corroa e Silva e Deane
Vinillo & Coinpanhia.
Mandaram dar vista as partes lias seguidles appel-
laces civeis:
Na de Jos Roberto de Moraes e Silva o outros;
Na de Francisco Jos Carneiro Leal e Manoel Joa-
quim Ferroira eoulros;
Na de Elias Emiliano Hamos e Carlos Frcderico da
silva Pontos;
Na de Antonio Joaquim de Mello e Me. Calmonl
& Companhia e outros.
Vaiiedade.
do S. Jofo de LatrSo: e catholicsmo era o solo.
mesmo da Italia. J
Assim, em Franca o catholieismo se navia mantido. (
porque se ligava organisaQ.lo da municipalidades-
dos meslres, das corporaQOes populares: em Hespa-;
nha, porque recordava as tradices da patria victo-
riosa ; na Italia, cmfim, porquo seus mithos, seus
symbolos, suas ceremonias se annexavam sua ad-
miravcl historia das artes. S vive o que he popu-
lar: as fragois nstituicOes que as circunstancias
polticas fuiulam, desapparecem na marcha dos
lempos, mas o quo se liga s ideias populares, ao
solo e a|historia de um paiz, s ideias que teem sua
raz na conveniencia humana, resislem a essas pe-
queas tempestades dos caprichos polticos.
A Inglaterra via sua igreja territorial consagrar-
so pela revoluclo de 1G88 o clevacio de Guilhorme
III; a mudanga quollcnriqu'e VHI violentamente pre-
parara" dava entilo sous fructos, porque a-revojuc3o
.van! ....... i.l m(
llIVIt' ** O
CARCTER DAS OP1NIOES DA EllllOPA-1688 A 1690.
[Conlinuacio do numero 218.)
Na Italia, porm, nao erain j esses coslumcs gra-
ves to llcspanliol; o c.itholismo nao se ligava a es-
sas tradices de glorias e do independencia: a reli-
gao da Italia se confunda com a historia ta arto;
so sen grande poeta liuba cantado a libertacflo do
sepulchro de Cbjislo, sous pintores, seus escultores,
o l'orugno, Rapbael, Miguel Angelo, o o mesmo Sal-
vador Boza, com sua feroz independencia, crearan)
o culto vivo, poolisaram o magnifico symbolismo
das oscriptnras. Antes do retiasc/mentu as pinturas a
fresco do Campo-Sanlo-do Piza nurravan todos os
fados da Sanla-Bililia desde a ciciiqo, em (|tic ap-
paroce a face radiante deJehovah, al a esse melan-
clico'jardim dasOlveiras, ondeo Cbrislo chora po-
la grande expiaCAp da Cruz ; Bapliael Sanzio, o pin-
tor divino, tinha fdealisado para o povo a anglica
figura da Virgem, com o rosto bollo e magestoso,
com essas foieOes de bow'ade c de indulgencia,'que
dcsaliam todas as lagrimas, todas as consolaoOes; o a
Magdalena do Ticiano, cssa magnifica imagem do
amor que se transviou al aos errores ; a Magdalena
comseu arrepeudimento, com seu corpo meio n,
com sous cabellos sollos, na dura penitencia sobre a
podra do deserto, no moio das torrentes selvagens,
nlo he o symbolo deste desespero que entra pelo
coraeao, que o murcha e que o avilta aps o trasma-
Ihar da vida e O desengao solemne do inundo ? A
pintura italiana esbozara ludo ; sea alma sublimo
de Kaphael concebe a divina virgem ntercedeudo
para com seu lilho, Miguel Angelo produz o julga-
inento final, esla horrivol scnlnca do juiz nexora-
vel, esse pequeo numero de justos, esse inferno
anude caben) do envoltao mo ricocom sua bolsa
de ouro, as mulhcrcs luxunosas, e re corado; e
o co, que se abre resplandecen te para os pobres e
uiarlyres do inundo, admiravel compcnsacAo das
iniquidades da sociedade humana.
A llalla uo poda, pois, dcixarde ser catbolica sem
olvidar toda a sua historia c seu passado do poesa o
de arto : o calliocismo havia creado tudo o que fal-
la va sua viva maginacAo: a gi ando msica, a pin-
tura, os inmensos monumentos de marmoreede
ouro que engrandecan! Florones., PizacKoma.
circo do veiiio imperio, os templos destruidos do
paganismo, Panlhoon, santificado pelo culto do to-
dos os Santos, cram dcixados curiosidade de al-
guns eruditos; mas o italiano s viva o senta em
seus artistas. S Pedro de Boma fazia seu rgulho
e sua gloria ; c quando os festivos passeios del Cor-
so, c seu carnaval de mascaras c loucuras cessavain,
a populacho corra ao Slabat Mater oin S. Pedro ad
Vincula, seslaijoes da cruz no coliseu, ou baslica
A igreja angllcana com seu rico e poderoso episco-
pado, com seus barOcs livros, possuidores das antigs
abbadias, recebia sua frc,a e consagracAo da en-
tlironisac,.to de um re vivamente^ interessado em
combater o oatholicismo. O principe tornava-so o
chele da rcligiAo do estado; quando o cloro de West-
minster ou do Canterbury, com suas ricas alvas,
cntoava em voz gravee severa os psalmosda Escrip-
tura, nelles murmurava o nomo do re, o chefe pode-
roso da igreja estabelecda: a organisago pplilica e
religiosa se confunda em um commum systema e
em urna mesma vida, e he o que Ihe dava energa e
duracAo. A coroecAo de Guilherme 111 prestava urna
acQfio mais enrgica s sctas dissidentes. No lem-
po em que se prgou a reforma em Inglaterra, appa-
receu urna mullidAo de opIniOes diversas: os san-
tos de Cromvell, soldados puritanos cobertos de
seus bra?aes e de suas pesadas couracas, tinham
dcxado numerosos partidarios naEscossia: assoi-
tas graves e pacificas dos Quakers, enthusiastas me-
rodistas, so haviam cspalhado pelo solo da Ingla-
terra ; as relacOes mais intimas com a llollanda e os
Paizes-Baixos haviam favorecido os progressos do
calvinismo e do socialismo, duas opiniOes que do-
minavam entAo Amsterdam c Haya.
As guardas hollandezas que acompanharain Cui-
Ihcrmo de Orange ao seu desembarque no territorio
iugloz era ni calvinistas. Tamhem o eram os emi-
grados que haviam dcixado a Franca em consequon-
cia da revolucAo do edicto de Nantes ; estos bravos
dalgos gasedes, normandos, positevinos, professa-
vam a religiAo de Calvino; O ministro Juneu era
seu representante corgo junt deCuilherme Esta
alta influencia deJuricu para como novo re de In-
glaterra se explica assm,-ello reprosentava a opi-
niao calvinista, partido poderoso quo sustentava a
rovolugAo do 1688.
A Irlanda permanecer catbolica, e por conseguin-
tc devotada a Jacques II, tanto ainda nessa poca era
enrgico o principio religioso! Estas populac-oos
confundan) jia mesma antipathia a reforma c a raca
inglcza, a igreja eslabelecidacm Canterbury, e a
opprcssAo eslrangeira : o papismo para ellas era o
svmbolo da independencia de sua parochia : o dizi-
mo ecclesiastico era sua dadiva religiosa e volun-
taria; paga-lo a bispos ou a ministros nnglicanos
era o mais triste dos in)postos. A populaijAo da Ir-
landa desde a revolucAo de 1588 eslava em comple-
ta resistencia com os actos de Guilherme. O.Irlan-
dez nfio dexra de saudar o volho estandarto de Jac-
que II; o svmbolismo de sua f : urna expedirlo in-
gloza o ameacava, mas o povo eslava decidido a ven-
der bem enra a liberdade de suas opinies religio-
sas, esua Iealdade poltica. Mais tarde, se Guilher-
me III favorecesse as sediges das Cevennes, I.uiz
XIV armara seus navios para, preparar um desem-
barque na Irlanda.
O destino das opinies na llollanda se ligava cn-
tflo revoluijAo da Inglaterra; os dous estados se
achavam completamente unidos em sentimentos e
principios. As populaccs nAo se amavam, nao ha-
via simpalhia entre o barAo inglez, altivo e orgulho-
so senlior terrilurial, e o negociante hollandez, eco-
nmico e modest ; aallinidade de opinies smen-
te aproximara seus interesses. Os Hollandezcs eram
calvinistas ou puritanos: este territorio, ha pouco
povoado de grandes e bellas grojas, s via entAo a
simples predica do palabras austeras. Emquanto os
Paizes-Baixos hespanhes conservaram as magnifi-
cas calbedraes de Antuerpia e Bruges.as cidades de
Atnsterdah) oda Hayasadmiltiain templos do mu-
i albas caiadas e apenas ornamentadas em os das de
testa. O sombro e fero calvinismo exclua as ima-
gens fabricadas, como objecto de idolatra; o os
bellos quadros da escola bollandeza, os magnficos
retratos de Van Dyck, as festas o bacchanaes deli-
rantes de Homan de llooge ou do Rubens so orna-
vam os edificios pblicos, a casa commum da anliga
municipalidade. O espirito meditativo dos Hollan-
dezes dirigia-se para todas as operaces mercantis;
para excitar essas maginaces frias e absortas, cram
necessarias as scenas do festim, graves anda, mas
sempre ruidosas; algumas vezes a caricatura insul-
tante ou as grandiosas orgias da arte, taes como a
tcntacao de Santo Antonio de Callot, a mais espan-
tosa composicao dessas pocas zombeteira c ja lao
sceptca.
A Dinamarca que enleslava com a llollanda,
nianlinha-so com perseveranca as opinies da re-
forma lulherana o carcter saxonio e germnico
destas populagOes revelava-sc nissO. Dous estados
tinham assim permanecido firmes na reforma tal
como I.difiero a ensillara ; a Dinamarca e a Suecia,
adouiinaoSo territorial da nobreza, o espirito feu-
dal que extremava anda as diversas fraeces dos
povos, contribuan) para preservar a reforma dos
desvos c dos excessosdas opinies muito progres-
sistas. Na Alleinanha.o luthcranisnio era poderoso
pos cloitoraJos ; o ducado de. Brandebourg augirien-
lava-sc a ponto dse querer constituir em monar-
chia : c isso se explicava. A cora imperial porma-
necando catbolica, opniAo da reforma na Allema-
nlia devif* achar sua organisacAo propria, sua ino-
narebia, em redor da qual cedo ou larde ella so lia
postar. Quando existe em um estado um partido
forte, ello oeva naturalmente o poder que se cons-
tituc sua expressAo c orgAo; lio o que olevou a
Prussia a inonarchia : o elcitor de Brandebourg se
tinha constituido, desdo o seculo XVI, como o de-
fensor da reforma, e esta trruiuphaiile lia. Inglaterra
com Guilherme de Orange leve do preCtrTir novos
esleios no continente; a revolucAo do 1688 teve,pois
seu eco na Allemanba. Em poltica, lio dillicil que
urna rovolugAo dyiiaslica nAo cria outras roalozas
em derredor. Cina"dyiiastia quo so funda necessila
deexemplos e de acorogoamento para se justificar.
Assim, a monarchia prussiana sabio do conflicto das
opinies ; olla foi a organisagAo do protestantismo.
' A Suissa, como a Allemanha, ofl'oruce um mixto
do ideias catholicas o reformadas : todava o calvi-
nismo dominava as oulras crencas com a suprema-
ca de Gonebra, sabia metropole do Calvino. Collo-
cada as fronteiras da Saboia e da Franga, Gonebra
exercia urna certa influencia de opiniAo om toda a
I o lia do montanhas que se estende dos Alpes s Ce-
venas. No pncaro dcstes rochedos escarpados exis-
tiaai familias de humildes pastores^paisanos meios
selvagons que am s predieas com todo o fervor dos
lempos primitivos : desd os das da pcrsoguigflo
esle zelo parecer desperlar-se mais enrgico. Es-
tas colonias do pobres de espirito o de corpo invoca-
vam a palavra do ministro como o mann celeste.
No tempo das porseguiges apparecem sompro ho-
mens inspirados, prophetas que annuncm das mc-
lhorcs, e preparam assim esperanga. O calvinismo
tilo rgido, tao profundamente inimigo dos milagros
teve ontAo prophetas ; a montanha repeli palavras
brilhantes, pobres mulhercs, mogas, comoa pastora
d Crest, movidas pelo Espirito Santo, prgavam no
meio dos suppliciose dos tormentos : todas tinham
o don! da vista beatifica ; enxergavam deslacasieii.
Tos de milicia, ou de dragos encarregados de exe-
cutar as ordens imperativas de Luiz XIV : ellas pre-
veniam aos fiis quo se occultavam pelas cavernas;
e em quanto o soldado, vido de rapia, queimava
as chocas, e pilbava os bois, estes piedosos monia-
nheze'csculavam a predica dos ministros austeros
ou das virgens inspiradas ; cram at vistos rallando
das maravilhas o bondade de Dcos, em face das
chammas quo se desenhavam pelas chogas nesles
paizes selvagens.
Taes eram as opinies ; os factos polticos tinham
marchado.
( Diario do Goterno de Lisboa)
CQRIMEBCIC. ~
AI fan degn.
HENDI.MENTO DO DA 25........... 2:759,468
Descarregam hoje, 27.
{late Boa-Fiagem farinha de trigo.
Irigue -- Yarmouth cirvAo.
Brigue. Atheus -- mercadorias.
RrigueCourad-- idem.
Brigue Hobim -- idem.
Patacho Apourade-Packet ~ farelo.
Brigue --Hete barricas yasias.
IMPORTA CAO'.
Hele, escuna inglcza, viuda "do l.rondtes, entrada
no cofrentc mez, consignada a Deane Yo)Ule & Com-
panhia, manifestou o seguinle:
1 caixa chitas; a ordoin.
18 toneladas de carvo do podra ; a J. B. Moreira.
1 caixa com urna chaleira de prata, ldila.com
urna dita de costura, t dita de jogo do prata e um l-
vro, 420 barricas vasias, 1 caixa com urna cadeira,
1 dita com um banheiro e urna caixinha para guar-
dar cousas, 1 ditaeojn vares para banheiro;a Deane
Youlle & Companhia.
34 barricas cervja ; a F. Robilliard.
1 pcole com coberlas do mesa do oleado ; a Fox
Brothers.
Consulado.
RENDIMENTO DO DA 25.
Geral........
Diversas provincias
899,761
127,681
1:027,681
PRAGA DO BECIFE, 25 DE SETEMBRO DR 1847,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios Fizeram-se transaeges regula-
res a 27 d. p. 1,000 rs.
Ajsodfio.....Entraran! 331 saccas sahiram
12, e ficaram nos armazens 579.
Vendeu-se ao prego da semana an-
terior, isto he, a 7,000 rs. a arroba.
Assucar.....Entraran apenas 12 caixas; sahi-
ram 239 ditas, 344 barricas, o 1:527
saccas ; houvo cmfim algumas
vendas do branco encaixado a
1 050 rs. por arroba sobre o ferro.
Aco'ardente. -lEnibarcaram-se48pipas,34bar-
\b ris e 50 garrames. Conscrvou os
precos de 45,000 a 48,000 rs. a
pipa. ,
(nuros .... Exporlaram-se 5:980. -- Vende-
ram-se algumas partidas ao prego
de 105 a 110 rs. a libra,
lticalho Em consequoncia de sehav.crem
exportado 600 barricas para a Ba-
bia o mercado ficou reduzdo a
800. Retalhou-so de 13,500 a
14,500 rs.
Carne secca. -O consumo foi de 12:000 arro-
" bas, c existen 20:000.
Farinha de trigo-Entraran, da Baha 160 barri-
cas, que estAo om ser. O deposi
lo em primeira o segunda nao#nao
oxcede de 300 barricas.
Farelo...... Vcndcu-se a 4,500 rs. a sacca.
Entraran) 8 cmbarcagOes e sahiram 6. EslSo an-
coradas no porto 32, sendo 1 americana, 17 brasi-
leiras, 2 dinamarquezas, 1 franceza, 1 hamburgue-
za, 5 inglezas, 4 portuguezas o 1 sarda. -
Mviiuenlo do Porto.
Navio entrado no dia J5.
Macei ; 6 horas, barca inglcza William-Rutsell, de
298 toneladas, capitao John Goulding, equipagem
15, carga algodAo e assucar; a Russelt Mellors.
Navio'fahido no mamo di.
Partos do sul; vapor brasleiro l'ernambucana, com-
mandanto Joao Militao lleuriques. -- Alm dos
passageirosquetrouxo dos pollos do norte para
os do sul leva a sou bordo : para Macei, Bernardo
Pereira do Carino ; para a Baha, Calharina ua
ConceicAo, preta, forra, madama Hunelte cno-
nard.HoracioIron, Isaac lron, Ames C. VVhelc co n
com sua senhora ; para o Bio-de-Janeiro, ionn
Dunlze, e2 desertores para a Babia.
.Navios sonidos no dia 26.
Londres; galera ingle ricar-of-Bray, capitao
Thomas Sawyers, carga a mesma que trouxe. ,
Liverpool; barca inglcza WUHam-ltussell, capiw
John Goulding, carga a mesma que trouxe.
MUTILADO
>;


-m
Rio-Crande-(**ul; briguebrasileiro Mercantil ca-
p ao Antonio da Silva Soares, r?,a e
aWardento. Passageiros, Antonio lose Malhe.ros,
Portuguez; e 4escravos a entregar
Oeclara^ots
Contra* a celebrarse com a thesaurariadds rendas
provinciaes io corrale me: de selemoro.
#> DA 30.
O Jo estabelecmento do urna lint de. mnibus,
que, na forma da le provincial ir. 191, hcilile o
transporte destacidnde a qualqner dos seus arrabal-
des e do Olinda'.
. THEATUO PUBLICO.
Quinta-feira, 30 do crreme a beneficio de A-
delo Alves da Silva se representar-a pega -- Jos
li imperador da Allcmanha, emMurnof; no flm
da' mesma o actor Santa-Kosa cantar a muito
applaudida aria que tem por titulo -- dizem que eu
sou borboleta ---com novas quadras jocosas, lindan-
do todo o divertimento com a jocosa farca Tenon-
te casamentei ro.
Publicares Luteranas.
"PORTUGAL.
Rtcurdaces da anno d$ 18*2, pelo principe Lichnonsky,
traduzido do allemdo segunda edicto corrida e an-
nolada.
O consumo rpido da primeira edicto, e a sua
nrocura por muitas pessoas que ficaramsem ella ,
induzio o traductor a reimpressiiod'esta obra cu-
riosa quo conten a apreciacSo dos caracteres mais
notaveis do paiz, dos sous acontecimeqtos polti-
cos monumentos e lugares principaes feita por
osse'principe prussinno, quealli viajou no anno
citado Esta intoressante obra, que contm 220 pa-
ginas, vende-so por 1,000 rs. na ra da Cruz n.
7, segundo andar. '
A LOCICA POPULAR do-Mr. Ad. Lecomte acba-sc
traduzida em portuguez pelo padre Jono Barbosa
Cordciro, que a deu ao prelo no Ceara. A simplici-
dade, clareza e concisflo dcsta obra a^fleni ao al-
canse de qualqner intelligencia, .por mediocre que
seia e a torna de stimma ulilidade anda aquellas
nessoBS.quonio podem frequenlar aulas publicas,
ncm pagar a mcslfes parlicularcs pura Ibes darex-
nlicacOes: o seu titulo mostra o que ella he, c dis-
pensa qualquer outra recommendagflo Acha-se a
venda na loja de livros dobairro do Recite, ruada
Cruz n. 56 ; era S-Antonio, na pra^a da Indepen-
dencia, loja de livros do Sr. Figueira, n. 6 e 8; em
Olinda, ra dos Quatro-Cantos, loja do Sr..Domin-
gos, pelo mdico prego de 1,280 rs., cada exemplar.
Avisos'martimos.
__Para o Aracty segu viagem o biate Duvidoso.
quem no mesroo quizer carrogar, ou ir do passagem
entenda-se com o mestre, Jos Joaqui m Alvos, ou ao
lado doCorpo-Santo, n. 25. .
Para o Cear, locando no Araeaty, seguir im-
pretcrivclmente al odia 5 do vindouro mez, o
brigue-escuna Henriquela, mestre Jos Joaqlm Al-
ves da Silva : os prelendentes que anda nelle qui-
zerem carregar, ou transporlarem-se, se entenderlo
com o mesmo mestre ou na ra da Cadea do Re-
cife, n. 17, segundo andar. /
Para a lt dua, pregada e forrada de cobre, c beo conliecida
pela rapidez desdas viagens : para carga e passagei-
ros Irata-sc na ra do Vigario, n. 5.
Para o Aracaly lem de seguir viagem, imprctc-
rivelmenle at o fin o correnlo mez, o lnalo Novo-
Olinda, tendo ja a maior parte de sua carga a bor-
do e tratada : quem anda nelle quizer carregar, tal-
le com o mestre do mesmo, Antonio Jos Vianna, no
trapiche novo. **.
Vende-se o hiato Tres-Irm-ics, prompto de um
ludo a seguir viagem : a fallar na ra da Cadea ,
loja de Joflo Jos do Carvalho Moraes.
Para a Babia segue at o fin do correnlo mez
o velciro biate Tentador : para carga ou passageiros,
trata-se con. Silva & Grillo, na ra da Moeda, n
Avisos diversos*
Anda estilo para alugar as casas no silio do
Cajueiro para quemas quizer por anno, ou por
festa ,^com bnho perto das casas : a tratar no mes-
mo sitio.
Jos Ribeiro de Itrlto embarca para os porlos do
suido imperio o seu escravo Benedicto, prelo afri-
cano.
Pelo novo destino que deu ao edificio da sua
residencia na ra do Hospicio, poder o doutor
Sarment receber em sua casa doentes qae desejcni
vir tratar-ge nesta cid"do. Sero recebidos nao so
os doentes do qualquer sexo o condigio que sejam ,
mas tambem as pessoas, ou familias que os qui-
rerem acompanhar. '
Precisa-sede um amassador, que saiba bem ,
e de um moco para caxciro: na padaria da praca
da S.-Cruz, junto ao sobrado da esquina da ra Ve-
llia. .,
-Precisa-spdcuma ama que tenha bom lene,
preferido-se a que nHo tiver menino': na ra do
Jardn,, n. 43.
Jos Pradnes, cuteleiro amo-
lador,
avisa ao respeitavel publico dosla cidado, que se
acha eslabelecido na ra Jo Cabug n. 12, onde
sempre estar prompto para fazer qualquer ferra-
menta ou inslrumento de cirurgia trinchantes e
outros: tambem cencerta espingardas, razfrcios
para cavallos, esporas de todas as modas, e ludo o
maisque for concernente ao seu officio. Amoln as
tercas, quintas e sabbados.
Alugam-so dous andares e sotllo da casa da na
da Guia, n. 36 combastantosicommodos para qual-
quer familia : a tratar no armazem da mesma casa.
-Aluga-se una casa Ierre na ra dos Pescadores,
n. 18, com duas salas, dous quartos cozinba fora,
quintal murado cacimba propria : a tratar com o
seu propietario, na ra da Cruz no Recifej, n. 12.
Aluga-se urna casa no Poco-da-Panella na ra
do Quiabo com quartos e cozinha fora : a tratar
na ruada Senzalla-Vclba n. 140.
ATTLNCAO.
No da 22 do corrente pelas 9 horas da manbila ,
um menino, de nome Gabriel dos Santos Monteiro
de 14 a 15 anuos moreno da cor, cabellos rasia-
nbos e crespos as ponas com ja queta de riscao,
calcas brancas, boneto pardo alugou um cayallo
ruco, gordo bonito j vclbo turado no queixo ,
coin marca de ferro, quo parece urna forquilba|, e
be muito rinchao. Roga-se a lodas as pessoas quo
souberem do dito menino e cavallo hajam de par-
ticipar na cocheira atrs do thealro ou no Montei-
ro a Jo5o da Cunba Res, que gratificar.
- O baixo assignado est autor.sado para rece-
ber as contas da casa de estabelecmento de Miguel
Esteves Alves&Companhia i por isso pede aosbrs.
uno tenham contas com a mesma casa, para nao en-
iregarem os seus importes aos caixeiros e mais om-
pregados della e sement ao abaixo assignado ,
que be o competente. ; __
Joaquim Antonio de Tana Barooza.
-Aluga-sooprimeiroandar do sobrado da ra
do Raugel. defronte da botica : a tratar na ra do
Gabuga, loja de Joaquim Jos da Costa Fajozc.
Aluga-se um grande solo
muito fresco, e em muilo boa
ra, propriopara horacm soltei-
ro : na esquinado Livramento ,
loja de 6 norias.
-- Na ra do Trapiche-Novo, n. 8, precisa-sede
urna cozinheira que seja escrava.
- Precisa-se alugar urna prcta ladina que tenha
pralica de vender na ra azeile de carrapalo eou-
tms quaesquer cousas i i.a ra de Agoas-Vcrdes ,
n. 58. ,
D-se azeitc de carrapato de ven-
trem ai,i2ors. a caada: na na
Direta venda n
lotera do xheatro.
O dia 1. deoutubro prximo futuro he o designado
para o andamento das rodas dcsta lotera, cujos hi-
Ibcles se acham a venda nos lugares do coslumo.
Devoro os apaixonados deslc joco concorrer para
fa se rcalise eslo aclo naquellc da, comprandoos
betes que de resto existen, sem esperar que haja,
como as anteriores, urna sociedade que os tomo a
sua conlu ; porqu, anda no caso de que esta se or-
ganiso.e fique com os bllhetes quo restarem, nun-
ca os vender por suaconta, porque para este lim o
thesoureiro da lotera no lhopermitlira prazo al-
gunt, e far andar logo as rodas. .
Fermuta-se un pequeo sitio, m.n-
fo prximo matriz da Varzea, e ao rio
Capibaribe com casa de vivenda que
contm duas salas, quatro quartos e es-
tribara, com mtilas arvores fructferas,
e urna baixa, por urna casa terrea nesta
cidade ; voltando-se de urna ou de outra
parte o que se convencionar : quem lhe
convier este negocio, dirija-se ra es-
treita do Kozario, n. 19, onde se dir
quem o faz.
" Antonio Carlos Pereira de Burgos gonce de
Len faz publico que mudou a sua residencia da
na Direta, sobradon. 29, para a Solodado, sitio
da Cscala, do Exm. Sr. bario do Itamaraca; portan-
to quem com elle se quizer entender dingir-so-lia
ao dito sitio, ou nesta praca a casa de seu_procura
dor.oSr. ManocIJos de Sant'Anna Araujo, na tra-
vessa do Sarapatel, sobrado n. 16. .
-Aluga-se urna casa no Monteiro, a beira do no
Capibaribe com duas salas, corredor ao me 10 e ou-
troao lado ,6 quartos, um delles tem pratclheiras e
servo de dispensa, cozinba fra, estribara para dous
cavallos um quarto com tarimba para prelos, e oii-
tro quarto no fundo do quintal, que serve para des-
pejo quintal murado : a tratar 110 Alcrro-da-Hoa-
Vista n. 37 teiceiro andar.
- luga-se 0 segundo andar do sobrado da 1 ua
Direta, n. 29, leudo duas excellentes salas, quatro"
quartos ; e juntamente una trapcira rom una sala,
tres quartos e cozinba muilo grande ; e tambem um
mirante muilo grande com um salto rmaito bM
vista : adve te-se que o sobrado bota a f ente para
ama Direta, e retaguarda para o palco,da Pe ha :
quem o pretender drija-se ao mesmo sobrado no .
andar, das oito horas da manliaa as cinco da tardo,
que achara com quem tratar
ndaws
'!lCKpa!v|s^
- Precisa-se alugar urna casa do dM ^
.m.nn.^ndossullicientes-para na,1?na.visl >
lia ,cm algumas das ras P~_
ou S,-Antognio : quem a U* ^S
72.
I'O.MMATEAU, CUTELEIBO NO ATERllO-DA-
BOA-VISTA,
lt I MI 111 NOPASSEIO.
Alv^aras, freguezes.
Chenou o gto c com elle se vai fabricar boje
das 6 horas em diante e todos os inais das os dse -
jados sorvetes, bem feitos c boa medida a 200 rs.
cada copo, dinheiro, ja se sabe, avista.
rj* Jos Mendcs Cuimaracs faz scicntc ao publi-
co Que, por haver outro de igual nome, se assignara
,,o'r Jos Mendes Salgado Guimarncs.
1 Caotano Jos Rabello, subdito portuguez, retr-
ra-se para a provincia da Babia.
M Clerguc Freres, j bem conhecidos em l'er-
nan.bco. resolvern, estabelecerum hotel na ra
da Cadeia n 30, onde se cncarregaro de apron.p-
tar almocos c jantares para fora a moda do Pars,
eorum preco rasoavcL Igualmenle se olTerecen.
paraorgaisare promplificar qualquer Imiquele ,
com todo o esmero asseio e as verdadeiras rogras
da arte culinaria. Os annunciantes precisam
alugar dous pretos que queiram aprender a cozi-
nhar. .
Aluga-se urna boa casa terrea com grande quin-
tal com muitos arvoredos do fructo, ligueiras, man-
ouiras, romeiras e latadas de parreiras, com boa
acoa de beber, sita 110 principio da estrada dos Af-
lictos ao pdoManguinho : tambem scalugauma
outra casa com sotilp corrido, no becco do Sengado :
a tratar na ra da Cadeia do Becifo, n. 25
Nh nova loja da ra do Uueimado, 11. 30, de Jos
joaquim de Novaes, contina a haver um completo
sorlimcnlo de obras feitas com a mesma pcrfcicSo
comoasdeincommenda. Tamban ha um completo
sorlimenln, viudos pelos, ltimos navios de V ranea,
de chapos pretos muitos superiores, e ta uW.rna
o?. So Pars, bons chapeos do b,le neos^ crtes
lem a honra de avisar ao publico, que mudou o
seu eslabclccinicnto da ra do Atcrro-da-Boa-\ ista,
n 5 para o sobrado novo, 11 16, da mesma ra.
Na sua loja sempre o publico achara como de cos-
lumo um grande sortimento de culelerias finas e de
todas as qualidades ; bem como pistolas de viagem,
o armas para caga. Contina a concertar lodas as
qualidades de armas o ferragons e amla as quar-
las-feiras e sabbados.
ROUBO.
Da sala da frente do primeiro andar da casa n. 28
da na das Cruzes, roubaram, na manhfla do da 23
do corrente, osseguintesobjectos: urna casaca de
nanno azul. com gola de sarja o bolOes amarclos ;
um pautando merino verde-escuro com gola e
iiunlios de sarja de listi as; urna caiga de panno prc-
AU BOM TOM PARISIENSE.
RA NOVA, N. 56.
Tempoe& C, alfaialc,
leem a honra do avisar ao respeitavel" publico o
comespecialidadeaos seus freguezes que mudn-
ram o seu cstabelecimcnto sito na ra Nova, n. 7 ,
rara a mesma ra n. 56, onde continuara^ BMl-
luos a servirem os seus antigos freguezes ; c aquel-
es quo osquizerem honrar. Aprovc.tam esta oc-
casilo para parliciparem que se acham prvidos de
um bello sortimcnlo de hundas reccnteniente h -
rig, ,ie Franca pelh ultimo navio como sejam i
pannos pretos e de cores para caigas ; NatamMa-
im ; dita elstica : ludo do ult.mo.gosto : bemiCO-
mo sedas, setins, velludos, fustOes improssoa c bor-
dados, prprios para colletes ; urna completa collec-
clo ce figurinos das modas as ma.s recentes de
Paris No mesmo estabelecmento se encontrara
semnre um grande sortimento de roupa leita para
odosos lamanhos, bonetes de velludo^paro sen ho-
ra prprios para montana e vanos obiertoa de
DhUsia ludo moderno c da mclhor qualidade.
P'- 1 liapessoa, que sabe Meilamcnte musica
seofTerece para ensinar particularmente asta bella
arle, indo as casas de seus discpulos passar-lhcs e
tomr-lhcs lieao. Igualmente se offercee para ensi-
rprimeinis lellras, latim, ele. Mmo
nu7cr"m ulilisardeseuprestiino.tenluima bonda-
3cde dirig -sea ra do Itangel, que no pnme.ro
andar lo"obrado n.-l da mesma ra jcharOo com
quem iratar; ou entilo tenham a bondade deannun-
riar suas moradas para serem procuradas.
11 Antonio Jos Malheiro ret.ra-sc para o Rio-
Crande-do-Sul.
_ OSr. J. R. S. qucira ir, ou man-
dar pagar, na cidade de Olinda : roa de
Latbias-l'crreira o que deve c isto
at o dia 28 do corrente e se o nao li-
zer, passar pelo dcagostode ver o seu
nome por extenso ; pois que desdeja se
protesta nao se ter maisattenrao.
1 l)csencamnhou-se, no da 39 do errante, ao
anolecer, da ra Direta confronte ao becco da
ou dirij"
so vencen .10 dlaSl ,eja ^a paga,, saca wg ,^
BiniollorarioaoFroiUaeaceiUpor i ruB
buquerquo : quem a adiar podo e traga ne_
Imperial,... I. Advcrtc-se a qualquer que a ^
gocio no caso de ser aprtsenlada. O praro
tra era de 15 das.
Aiencia de passaportes.
.NaruadoCollegio, d. 10 A'^eVtan-
Vista, n. 48, continuam-so !.^f*"nerio; ssim
lo para dontro, como P ?"? evidada.
como despacham so escravos: ludo com nre
- No dia 23 do corrente, das 6 as 9 horas u-
cm Olinda, desappareccu um re I o rio dQ.ouro^ P_
tente suisso, do prego do 140,000 rs. ,'cni
trostemosseguintessignaes : napa lo i'n?fe.
lampa tem gravada a figura de Venus, e na 1
riora do Mercurio Je ambos os lado abro-se co
a mesma mola : desappareccu igualmenle com1 e
urna co. rente de ouro, baslantc grossa d^usto
do 60,000 rs. Iloga-se a quem o tirou, que, ae o
por grara quoira restitui-lo, e a quem1 ^e"f"'rc%'
leve-oem Olinda, ra da Ribeira, ou annuncie,
quesera muilo bem gratificado.
' -Un mogo brasileiro bem conhecido nestaipra
ga se otferece para caixeiro de ra ou me no
para cobrar dividas pelo mallo, do que tem baaUo
le pralica, e da fiador a sua conducta quera uo
seupreatimo.se quizer utlisar '">.-..,.-
-Nicolao Machado Freir pede instaAM*J
lodos os Srs. .,ue lhe devem din he, o^J o.^rlo do
-M^e=^rSo,o^rVta
publicados por esla follia. ibo
' -Aluua-se urna grande casa errea com aolto .
cozinha Tora cacimba, eatr.bana, ^gt**
para pretos eoutros commodos, sita ua ,""*
'om frente ,'ara o rio; a tratar na roa da Madre-
ile-Deos. n. 36, primeiro andar. .
--Alug Ise urna casa terrea sita na estrada da
MaKda en com quintal murado poco d agoa, ca-
s P, a pelos, cozinha fra: a casa he nova, e
anda se esla pintando: a tratar na ra da M.dre-
'l::^s^s^=^^soinoda.sa^
rua do Amorim n. 13 : a Iratar na ra da Madre-de
lieos, 11. 36, primeiro andar.
- Na venda do largo do Livramento. n. M,, pre
nsa-sedoum caixeiro que tenha bastan e praU
ca escreva bem, o d fiador a sua conducta: dar-ae
llic-ha bom ordenado.
Compras.
"_ Compra-seuma venda que faga aejOClo, Unto
para trra, como para o mallo, e que tenha ilguma
rri>ii07ia ; aucm tver annuncie.
- Co,p?a-seuma esc.ava moga de boa figura,
,,1,nVl,nram-sdee4vaccasboas, filhas do pasto
quodSmb.sl.nte leite, e que tenham bezerros
lidades que se desejam-, paga-se bem : na rua ua
^SSSS ""i-"- terrea no bairre, da *>>-
Vial. sendo em bom. local e h0'^'^,^
quintal murado c cacimba : na rua da Senzalla no-
M:Com;ram-seduasescravasdel2 a 20 annos
de boas figuras e sem achaques: na rua da Man-
gueira lt. 16.
Vendas.
punhosdcsaradelistras; urna caiga de panno prc- ano tecc', a comprando um abano
o; outra dlU de casimira cor de ganga, com oua- Pe.iba e'tan P smo bccco um cavallo
drinhosmiudos; un chapeo branco sem pello ; n*enJd^ velbo.ain-
m. camisa de madap_o.fio tino, com .-o^pro- ?Zo^ etl-o p'retos lem una espe-
cas miuda's tendo em urna das ponas da fralda as
iniciaes J. C M. A. ; um par de bolOes de ouro, de
p.inlio, lavrados ; dous bolOes de camisa, com pe-
urinhas verdes ; um par de velas de prata, layra-
das, cm unssuspensorios, ja usados; um collcle
de setim prelo e outro de fustfo branco bordado,
com a compleme velado prata; um lengo de se-
da encarnada de grvala, com barra branca; 0 um
outro de grvala tambem de seda azul, com lis-
tras cor de ouro. Quem dos referidos objectossou-
bcreosqoizerlevara casa cima, sera gratifica-
do : e previne-se quo se protest, contra quem for
achado cm seu poder qualquer dos ditos pbjeclOS.
"' Precisa-sede um Portuguez capaz que saiba
lraball.ardeenxa.la, e tirar leite, para estar em
un silio muito porto da praca = na ruado Augus-
l"'-nD6(en.ardina Barboza de Sena Brjto embarca
para os porlos do sul do imperio o seu escravo lodo,
prelo africano.
-Mauoel Pereira Teixeira cniba/ca para os por-
lordo sul do imperio o seu escravo prelo africano,
de nome Amaro.
Na rua do Trapiclie-Novo n. 8, pr.meiro an-
dar, precisa-se de urna.ama para dar leite a urna
crianca mas que soja escrava.
--Desappareceu do trapiche do algodSo em
dedo'sarna'na sarnelha eeslava negado com
douscassuaes contendo o scguintc : u: 11 g.irr.11. o
com duas caadas o tanto de vinlio Unto ; M Un-
dres com 3 libras e lano de manteiga; um di,ta com
urna libra de cha ; urna porcilo decebo .' /
Iho de albos ; um embrulho com duas lilnMeJ
lacbinlia ingleza; um dita com 3 ditas. .lo bisc.nito
doce ; um sacco com 24 libras de bolacha o 80 r
depiles; 4 libras de sabdo; 10 cocos de mm ,
um dita de bober agoa ; 2 arrobas c 4 libras de car
no do Cear; um boceado do sal; mil c, ti uto e s em
dinheiro, sendo mil rs. em cdula ; e roaw alguns
obiectos lo portador, que se ignoram. Roga-st as
SBrid.de. o pessoas' particulares qO. Pg^
leven, a rua do l.ivramento n. 20 que sei ao re
Cmpensados, o se pagarfloas despezas que tenham.
'fc'^K^^^W.%^|ttKf^^^
>
Idella souber queira dar noticia na rua da iroeda ,
duela : oara do Livramento, n. 38.
i'rccisa-se alugar um piciu h".-j.
InoPasseio-Publico, casa que tem biinar.
Os Srs "socios hajam de mandar sus propos-a
las para convidados apartida do 9 de outul.ro, n
asa da sociedade no da 28 do corrente pelas 6
horas da la'rde. .,
- Quem precisar de urna ama para o servico urna casa de pouca familia, dinja-se a padana do
Manguiubo.
-Vcndcm-se 4 escravos, sendo um nipleque poca,
com 5 a 16 anuos, que oozinha bem o diario de un
casa -urna negra com 22 a 24 annos; o um negro de
, e a'dade: todos sem afeito, nem.ch.que. : asjun
como compra-te um negro ou negra que1 saiba pr
r.Miameiite cozinhar. No pateoda S.-Cruz, n. iu.
Ull'"ve de-s um tear para fazer bordados; urna du
z. de caderas de Jacaranda.-MM f -nmo da
Mlae um ioeo de bancas, obras muito bem lenas,
urna <-rtai. agde amareilo, de um. s. face, e diverso.
trastes, por prego commodo : na taja de trastes da
mu da Cadeia de S.-Antonio, n. lo.
-Ve de-so um armazem de sal, com poucos
fundos' com lodosos seus portences ,e quetarn-
bem tem commodos para morar familia : vende-so
o, seu dono"querer relrar-sc para fra da provin-
cia : a tratar na rua Imperial, u. 51.
-1 Vcndc-sc urna canoa nova, para condcese-de
familia airas dos Martyrios no estaleiro de Ma-
n Vndeme os seguintcs escravos todos de
mui enantes figuras, sem vicios nem achaques:
iimmoleuucdc 18 annos f um dito de \ >nnos,
uS.pret.de 18. 20 annos, com> algn,.*1 hbil.-
a-ules nuesedirflo ao comprador; 3 paras, sen-
Kl, e .luas'de 18 a JJ{^ muh-
Unhode7para8 anuos, propno paia a:ndar com
criangas : na rua do Crespo loja n. 2 A se d.ra.
''"'-Vendem-se 7 escravos, sendo: 3.mocos, de
cri..lade25annos, com habilidades: na rua das
^Sidc^um^oju pela do 20 anuos, oua
engomma, cozinha, cose lava de aabflo e v.rrefla,
o he muito propria para o serv.go interno de uina
casa : na rua estreita do Uozano n. 31, primeiro
_ Vcnde-se um jogo de Breviarios romanos, em
muito bom oslado-, neadernacao bem feita, edi-
elo de 1800, com os'cadernos dos Santos novos se-
rficos; um Biblia em bom estado: na praga da
Independencia, loja do cncadernacilo 11. ti.
- Vende-so um preto da Costa cozinheiro e que
tem boa conducta : ua ru. da Cadeia do S.-Antonio,
n. 19. .
___Vende-se lenha do olaria posta no porto da
Tacaruna : no pateo da S.-Cruz, na Boa-Vista, ven-
da n. 3.



i



i
\endem-se scllins ingtozes o francczcs, para
Jiioniana do homem o senhora ; cabo?adas rolicas ,
inglozas; ditas do couim de lustro pretcTe blanco !
estribos do metal branco e de latao; perneiras e
guarda lamas do todos os Celtios ; chiclos para
montana do homem o senhora ; bezerros de lustro
do superior quaiidade para calcado; marroquins
do todas as cores; couro do lustro para canhes do
criados: tambem se cobrem scllius do couro in-
"'i'T" ,1Can!,0 como novos e concertam-se
h,"m i ludo.Pr1mo(J'CO preco. Na mesma loja tain-
lvallarhe'?-arrre,tnaSJ,',raoflCat'S e "**dm
Un fP Pn !infaDUr,a de g""Ja nacional; ta-
Jinse cananas de couro branco e preto : espadas de
Tero esraZ'.d/,r0Ca 6 S6m e,la band** -c. c in-
da, \Z:s'l'e'?.dltO9;ic0feiames de lustro para sol-
t!n.'r?"t.re"a? 8|obos: aPParelhos par barre-
teo. 2T m0lB? para Padas douradas c de la-
do 'Nr"ar0vmu,l08obJeclos' Pr Pre?o comino-
defrnnJT "?.?' ?' 5 loJa do Jos<> d'Silva Braga .
ueironte do oitflo da matriz.
do""naVrnd?rSe/>j,nco ? rclalhl>. por preco comino- I
do.^na ruada Cadeia do bairro de Santo-Antonio,1
cenes a urna pessoa que se retira : na ra da Sen-
zalla- Velha n. lio.
Cortes de pclle do diabo, a
1,400 rs.
Vendcm-so superiores cortes da fazenda chama-
da pello do diabo com 3. covados e moia pelo rl-
rato preco d 1,400 rs o corte, sendo da maissupc-
noa quo tem apparecido : na rua .do Collegio loja
Casimiras elsticas, a 1^00 rs.
o covado.
Vcndem-se superiores casimiras elsticas, pelo
barato prego de 1,000 rs. o covado; ditas muito fi-
nas, Trancezas a 1,280 rs. o covado; dita de su-
perior qualidade elstica, muito fina, e preta a
J.500 rs, o covado : na ra do Collegio loja n. 1.
Na loja nova n. 17, do Passeio-Publico, vendem-
secortes de casimira de lila do imperio, fazenda
' -.es ue casimira de lila do imperio, fazenda
hn", de"S8um cscrvo, muito moco e forte, que o l(!forte $ (!e m"il,indo" P"rte8 para calcas,
r;,5nOCra^^e,r0;et^8balha,,0, d en"d! ""-iJftW.i'Jl-.V^P' o"*" <>o casaa. muito "< e
dir l'slrasde seda, a 4,000 rs.; ditos de 1,1a, a
16 annos proprio para pagem ; duas pardas, urna
de 20 annos, com habilidades, e a outra de 12 an-
nos, propria para so educar: 3 prctas de 20 a 30 an-
nos rom algumas habilidades ; 2negrinhas de 11
a 12 annos, com principios do habilidades :na ra
do Collegio n. 3,.i3guno andar,,so dir quom
vende.
Vende-se um relogio de ooro por preco com-
modo : no becco do Sarapalel, sobrado n. 16, casa
do procurador S.-Anna Aroujo.
VenUe-sea vendada ra do Qal-
deireiro, n. 9$ : a tratar na mesma
venda.
Vendem-so bichas prelas, muito boas, vindas
de Lisboa a 16,000 rs. o canto : na ra da Cruz ,
n. 62.
=Vendem-se mocndaide ferro para eneenhoB de as-
ucar, para vapor, agoa e beMas.de diversos tamanboi,
por preco commodo;e igualmente taixas de ferro coad"
e batido, de todos os tamanbos: na praf.i do Corno-San
lo, n. 11, era casa de Me. Calmont & CompanJiia, ou na
ra de Apollo, armazein, n. 6.
na
n.adoPasscio.n. 19, sed^ 0"rf
chado e fouce
m vende.
OT^rv??"86 mUl bpm feitas arras P
Tradoro r. rm'gaS;VaS0S ,ara "ores'; panellas
;, q?10,8 C8C0S' pro',rios i,ara ve,,,|(,r
t i.. : Tcade boliJas vidrndas: ,odas s-
","l)rV s.a, ,le ">uito bom barro e vendem-so por
pieeo muito commodo : na ra da Florentina ,
mZK?"dem"se casaes 'leDombos grandes, pti-
mos batedorcs,e de cores muito bonitas, por prc-
V0 muito commodo : na na F da lorontina, n. 16.
Zl cnrte,m-se 5 proiiriedades de casas, sendo
di? a sobrado ."' Olinda na ra do Coxo ; urna
dita de sobrado e sold na ra da Sonza I la-Nova ,
a. ., "m.f "'a terrea, no becco dos Martyrio, n.
*, una dita na na dos Pescadores do bairro de S.-
";0.ni0' n-.7> urna dita dita meia agoa nos fun-
08 dcsta n. 8 : a tratar na ra da Cruz .
,'atJr.'. Mcn<'es & Tarrozo, que se acham com-
petentemente autorisados para esta venda, porcon-
ta de quem perlenccr.
Vcnde-se liaba fina de bordar de
linho ; toalhas e guardanapos de mesa ;
meias delinho : na na do Cabug, loja
de mitidezas, do Guimaraes.
Vende-so um tronco muito forte e seguro de
sic.ip.ra com Techadora de segredo: na ra da
Senzalla-Nova venda n. 7.
Vende-se, por proco commodo, para foro da
provincia, oU para engenho, urna prata : na ra da
Cruz do Recife, o. 57.
-Na ra do Trapiche-Novo, n. 18, casa de Fre-
lerico Robilliard vende-se farinha de trigo, amo-
ricana., recentemento chegada.
~Vcndem-se limas, marcas de todo os lamanhos,
para ourives: na ra da Cadeia-Vclba do Recite
loja de ferragens, n. 53.
SSSF.
aX i m-se.bfncas o meias barricas de farinha
>r do raminno: no armazem de Joaquim Lopes de
tiicatro' CaiXe'r0 d0 Sr' ,oa Ma'heus, atrs do
Vendem-se 3 escravos> sendo : um pardo de
jo annos, bom vaqiiciro, oque he pronrio de to-
do o servico do campo oda iraca; um dito de 23
annos do mosmo servico c coiii principio de olli-
co de sapateiro e ferreiro ; nina negrinha do 13 an-
nos. que cosochfloocozmha o diario de una casa'
todos do bonitas figuras, o vendem-se muito em
coma por querer o dono retirar-so para fora do
provincia na na Ja Concordia, passando a pon-
vende' a eila? sSi""lacasa terrea, se dir quem
---Vendo-sc urna preta de Angola, de 18 annos, de
muito linda figura ,e ptima para se acabar deedu-
car;umamulalinl,ade 18annos.com boas habi-
lidades, para dentro de una casa : na ra do Pas-
scio loja n. 19, se dir quem vende.
.^-nOI"''.'~sf sald0 Am6 ccra cm velas; sarca-
liaiiiilia : ludo por preco commodo para so Techar
& Crffl!M rUa 'la Moed" H a fal,ar ctni s"'va
-ycndc-se, no armazem do Bacelar deiroote da
escauinhada alfcndcga muito boa btala a 1,600
* 400 m" ^ 5 ''SSOn em 'alaS nlf:Jfn.('erSP' ?arua dQ"eimac]o n. 30, loja de
allaiate de Jos Joaquim Novaes, um vestido de mon-
lar a, para senhora de muito boa fazenda e do
ultimo gosto, por preco muito commodo.
SSSF*
Vende-se a verdadeira farinha SSSF
de raminho cliegada no dia 5 do cr-
lenle : a tratar com J. J. Tasso Jnior.
Gaz.
Attcncao!
Vendem-so superiores chitas franeczas, de vara do
flnr"e decoref^s,a280 rs. o covado; ditas
linas, escurase decores lisas tendo algumas que
r!.P"ir' IUl,' a 5'000 rs" a Pea i meioa c"'w
f^r, k q-adros a ** rs- i cortes dc lanzinha,
p.wa senhora com 15 covados a 3,600 rs. ; panno
pelo fino para pannos do prctas, a 3.000 rs o co-
vado ; chales do lila e sed muito finos a 5,500 e
7,000 rs.; zuarte de vara dc largura, a 240 rs o
covado ; cor es de cambraia lisa muito fina ecoin
i.varasomeia,a5,000rS. ; superior brim tranca-
do pardo depuroJinho a 640e900rs a vara di-
to a marello mu.to lino^ a 900 o 1,000 rs. ; lito
\mi rnn r".'10 bra"C !"uil suPorior a .00
1.280 e 1,600 rs.,a vara; chadrezes de linho bar
*t' a 40 rf f0^!'0; riscad""s trancado^
a 240 rs. o covado ; hamburgode linho, a 260 rs. a
vaia i meias para senhora a 240 rs. o par o oulias
*Eo!S|5a n i"8 Pr barat PrC?0 : "a nla
em Sm'SC Mixas dc c,,a hIon .le 13 libras,
em porcOes ou a rclalbo ; caixas do velas de es-
vXTVfie;5e60,n,,ba: "a,Ua da AlfandegeaS-
vcitia ii. 36, em casa dc Matheus Austin 6; C.
'asa da F
na rua estreita do Rozario, n. G
^^-rjimrnr-.idTK^^
POTASSA
Vende-se a verdadeira e superior po-
lassa da Rtissia a mais nova que existe
no mercado : na rua da Cadeia do Heci-
e, armazem n. ia, de fiafthar & (Jli-
veira.
Vcndem-se muito superiores cordas de tripue
bordos para violilo o rabeca ; papel pautado para
mi.sica: ludo Cegado de prximo: na praca da
Independencia loja n. 3.
Lotera do Kio-de-Janeiro, a fa-
vor da nova fre^uezia de N.-
S.-da-Gloria.
Vondem-e bilhctes dcsta lotera : om casa dc J.
i). I-lslcr, na rua da Cadeia-Vclha n. 29.
S8SF.
Vcndem-se meias barricas de farinha de SSSF de
Erlcs "aeS da Alf"u,e^a a,n,;'zcm n. 1, do
\os 20:000^de rs
Vcndem-se meiosbillietes da primeira lotera do
conservatorio de msica do llio-de-Janeiro, que li-
cava a correr no dia 15 do corrente setembro : na
rua do Collegio, loja n. 1.
---Vendcm-so 6 esernvos, sendo: um molcque
de II annos; um prelo de 24 annos, de elegante
igura, que he bom carreiro; urna parda com ha-
bilidades ; duas pretas dc nacilo ; urna dita criou-
la pcrfe.ta cozmheira doceira e. que engom-
ma: no pateo da Matriz de S.-Antouio sobrado
Vende-so madeira de Jacaranda, tanto a rela-
mo como cm duzas e meias duzias i bom como ca-
mas de angico ; ditas de amarello; meias-comn.o-
< as do dito ; mesas de molo de sala de oleo c con-
duru; marquezaa de angico o conduro; cadeiraa
de oleo: ludo por prreo o mais barato possivcl :
m rua d? Camboa-dVfiarmo n. 8, casa de marec-
- Vcnde-se urna bonita cscrava do nacSo Ango-
la de 20 annos quq engomma bem, cose e cozi-
Loja de Joao Chardon,
AteiTo-da-Ioa-Vista, n.5.
IVesta leja acba-se um rico sortiinenlo de LAMPEOES
1'AItA GAZcoin seus competentes vldros, accendedo-
res c abafadores.
Estes candiciros *ao 0
mclhores e
mais modernos queexlsum hoje : recommendain-se ao
publico, tanto pela segurauca e bom gosto de su'a boa
conreccao, como pela boa qualidade da lu, economa e
asscio dc scu servico.
Na mesma loja o consumidoresttin.
SSLfiSf1*' "'" dePsito de'GAZ- de cujo M aflanca a
quaiidade e em porc.io bastante para consamino.
tonde-se conforme a quaiidade, a 320 o 400 rs
a garrafa.
i. ~ Vendom-se pedras de amolar, brancas, de ma-
Ihor quaiidade que teem vindo do to de ST-Fran-
cisco, a retalho c em porcto por preco commodo:
na rua da l'raia, armazem n. 18.
Vendcm-so, por metadedeseu valor, 12 cadei-
raa. 1 snra, 2banqunhas c 1 dita de mco desala,
ludo de Jacaranda ecom.muilo pouco uso: na rua
Augusta, sobrado de um andar, n. 94.
Vende-se carne devacca salgada, em barris-
na ruado Trapiche, n.8.
Vendem-se 191 pecas dejeabo de Cairo: na rua
do Trapiche, n. 8.
--- Vendem-se qualro mastros de pinho: na rna
do Trapicho, n, 8. '
Vcnde-se ferro da Suecia ; folhas de Flandre ;
cobre para forro de navio; dito para caldeireiro em
porcOes grandes e pequeas : na rua deApolio. ar-
mazem n. 6.
Vende-se fio da India proprio para coser sac-
eos : na rua do Trapiche, n,. 8.
Vende-se cal virgem em barris chegados pr-
ximamente de Lisboa, por prego mais barato do quo
cm outra qualqucr parle: na rua da Moda, arma-
zem n. 17.
e vidros; petits-pois ; salame de superior qualidado
vmdono ultimo navio de HamburgLkgoa de aahV
embotijas; azeito doce do MariffllTf flniafmn'
h,n.d?T.POS,COj ch. pret0' Dy Srma
charutos de llavana o regala. Adverto-so quo tu.ln
hecxcellentde por preco commodo.
Vende-se estopa propria para saceos : nar.
do Trapiche, n.8 narua
-Vcnde-se ch preto muito superior, em c.
dc 6 libras, proprio para familia: na ruadoTr,"
piche, n.8. uu ,ra-
Na rua da Senzalla-Nova, n. 30
(padaria) vendem-se juncos de superior
quaiidade, em porcao e a retalho, e por
menos do que em outra qualquer paite
Vendem-se 2 prctosrie 22 annos, mui-
to humildes, sem vicios; douspajpos
de 20annos, um com cilicio dealfaia-
te, e ambos ptimos para pagens, por
sercm de elegantes figuras ; um molc-
que de 8 annos, muito esperto; urna
negra de nacilo perfoita vchdedeira de
rua; duas ditas que coziuliam, cngoni-
mam, lavam e vendom na rua; todos
esles escravos n.lo teem vicios nem
achaques: na rua do Vigario, n. 24
se dir quom vende.
a t tenca o.
nha o diario de urna casa; na rua da Cadeia, n 19
.vTi """i8 |,ard0"' um de -2 a,lnos c o ou-
trodc 30 sendo um bom vaqueiro e o outro com
princpuis dc olficial de sapateiro : estes escravos
vcndem-se por.una grande preciso e do- e iZ-
oem conta islo he por 390,000, s. cada um, n"o
ras"- n,CrVri-aChaqi?!S'e Sl d0 ""tas lig-
ias, amada Concordia, passando a pontezinha
a direita segunda casa terrea. nwwuiia ,
Vende-se, pele mesmo preco, a arrcmalacnodo
d.z.mo dos cocos do municipio do Serinnacm or
3 anuos, contados do prmeiro dejulho de 846 at
o uinmode junho de 1849 : a tratar no |atco da S -
Cruz n. 8, ao pe da botica.
AGENCIA DA IINDICAO'I)F. LOW-MOOft
^a rua da Senzalla-Nova, n. 42, contina a haver
um completo sonimonto dc moendas e achinas de
por, para engenhos do sanear bem comS la?
xas de ferro batido e coado dc todos os (an.anhos
ludo por preco commodo.
IVit rua do Crespo, loja ti. I!,
de Jos Joaquim'da Silva
iMaya,
vendem-se chapeos de seda para cabegas de senhora,
os mais ricos, e mais modernos que teem vindo a esta
praca; assim como se vendom chapeos de seda e de
palhinha para meninas de dous a 12 annos; toucas pa-
ra enancas, de muito lindos goslos. Tudo chegado
preco.
Deposito de vinagre da fabrica
da rua Imperial, n. 7.
na fabrica de licores, de Fredcrico Chaves, no Ater-
ro-ua-lioa-Vista, n. 17, onde so achara sempre
granuc porcao e por preco commodo.
Vende-se um sobrado de um andar,
novo, com 37 palmos de frente e 100 di-
tos de fundo sito na rua do Hospicio,
antes de chegar ao quartel tendo por-
ta larga para carro elegante entrada ,
urna rica sala forrada de lindo papel,
guarnecida de dourados, com listantes
commodos bom quintal com cacimba
de muito boa agoa de beber, estribara ,
e que est livree desembaracado : a tra-
tar com^| dono na mesma casa ou no
Aterro-da-Boa-Vista, loja n. /,o.
DEPOSITO DE CAL VIRGEM.
Na rua do Trapiche n. 17, ha sem-
pre cal virgem de Lisboa, cm barris pe-
queos, e ltimamente chegada mui-
to superior e por preco rasoavel.
Na nova loja do Aterro-tfa-
Boa-Vista, n. 78,
vendem-se bonetes para homem, a 500 rs. ; ditos de
panno c velludo para meninos; sapatOesde bezer-
ro para homem, a 1,440 rs.; bahusde pinho.com
fechaduras c bonitas pinturas, que servem para
guardar ouro, loupa de enanca, etc., a 640, 1,000,
1,280, 1,440, 1,660, 2,240 c 2,500 rs. ; sapatos de
couro de lustro para meninos, de 2 a 12 annos ; sa-
patos para senhora a 1,000,l,120e 1,200 rs.; bo-
tmsdebezerro para homem, a 3,520 rs.; marro-
qu m, a 1,600 rs.
Vendem-so pecas de madapolfo limpo, com
20 varas, a 2,400 rs. e a selo vinlens a retalho :
na rua estrella do Rozario, n. 10, terceiro andar.
Escravos Fgidos.
Vendem-se os mais mo-
dernos chapeos francezes;
meias caitmirat de novos
H e lindos padroes, pelo ba-
' ralissimo prego de 640 rs.
o covado: na rua do Quei-
j mado, nos quaro-canlos,
casa amarella, n. 29.

c@@a
Frederico Chaves, fabricante
de licores, chocolate c es-
piritos, no Atcrroda-Boa-
Vista, u. 17,
tema honra de participar ao respeitavcl publico e
com particularidade aos seua ffoguezes que tem
sempro.grande SQrtimento do bem conhecido cho-
colate de saude canella baunilha e ferruginoso,
este muito approvado para as pessoas que padecem
d" cstamago e frialdade por ser muito tnico. O
bom conecito que tem tido eslo chocolate, faz com
que boje participe as pessoas que a inda'"nilo fizerain
uso delle, c igualmente aos seus freguezes que o
teem procurado, e porinconvenienteso mo teem
adiado. Os precos sao sempre os mesmOs sade ,
canella e baunilha a 400 rs. a libra, c ferruginoso
a 1,000 rs. Tambem vende ago'ardenlc do reino e
nanea, do primeira quaiidade; espirito de 36 graos,
semcliciro, cm garrafas e cm caadas; genebra
em.iioiijaseem caadas ago'ardenlc de aniz e de
caima; vinagre tinto, ago'ardonte em pipas, nos
graos que quizerem; licores em garrafas pelas c
brancas, com ricas tarjas douradas e bocea pratca-
ua ; essencia de aniz em oncas e garrafas,.
Vendem-se sarcas com 3 arrobas de fardo
muito novp ltimamente chegadas no armazem
dollacellnr, no caes da Alfandega ou na .rua da
wut,n. 52, ou na rua Nova no porto das canoas.
vendem-se 3 lindos mnleques do 18 a 20 an-
n dellcs oillcial dc alfaiate, e co-
Na rua da Cadeia-
#VeIlia, n. 29, loja
de J. O. Klster,'
,u1'!1drSV1nh0do,Porl0' ,,c diVflrsas qualidades;
dito da Madeira dito dc Sberry ; dito do Bordeaux
daoxhateau-la-rosejditodeS.-Julien; dilode Te-
nerife; ditodolheinojditode Bucellas o Carca-
vellos; ditodeUabOi ; dito de Malaga; dito San-
terne dito de graves dito cliampanha sellery
ago ardente de Franca ; Kirschwasscr extracto J
absii^lie;(.herry-cordial; agoa de or dolronla
rseos com conservas de verduras ; ditos com frue-
r.^^
-- Fugio, na noilo do da 21 do correle do en-
genho Que uz em Ipojuca, um preto, de nome
Antonio do estatura alia do bom corpo olhos
grandes o avermelhados, com o olhar um tonto es-
pantado alguns cabellos j broncos; levou cami-
sa de cilla azul dc quadrinhos, cerouias do algo-
daozmlio branco, ou dc hamburco, chapeo dc palba
novo c maisalguma roupa o urna enxada nova en-
cavada : quem o pegar leve ao dito engenho, ou a
casa de Francisco Antonio deOliveira na Boa-Vis-
ta rua da Aurora n. 26 que ser gn lineado.
rugio, no dia 20 do setembro, do engenho
C ongacary umescravo, dc nome Antonio do na-
cao Angico; represen!.. 30 annos, um pouco baixo.
cara talbada corpo reforcado Ic'vou camisa eal-
cas de algodflo da ierra : fliicm o pegar leve ao dito
engenho, pu a rua Imperial-, n. 39, quesera recom-
pensado.
Ausentou-seda casa do abaixo assignado, n
da 24 do correnlo, um escravo pardo, de nome
Joiio Grande, do 18annos pouco mais ou menos;
oceupa-sceiii condu/.ir canoa d'agoa ; tem propor-
cocs para ser bastante alto; be mijito esperto; tem
no nariz una grande cicatriz : quem o pegar levo ao
baixo assignado que gratificara generosamente.
Jos Joaquim de Miniiuia.
--Fugio, na noitcdodiai25do corrente, da ca-
sa do abflfxo assignado, o scu escravo, de nomo
Joao, cahfo : reprsenla 35 annos, alto, corpo re-
gularla vai (cando careca ; tem os denles da parte
inferior grai.des o dos da superior alguns podrisjfal
la alguma cousa fanlioso c descansado. F.ste escra-
vo o annuociante touxe-o do Aracaty.aonde o arre-
nialoucui hasta publica c j esleve, preso na ca-
deia desta cidade, cm consecuencia de um embar-
go a requerimento de Joaquim Manocl Carneiro
da Cunlia da Paraliiba, que diz te-io co,mprado e
de cuja pristi foi tirado a requerimento do annun-
cianle, que provou perantcojuiz da segunda vara
do civcl desla cidade o seu dominio e posse, pres-
tando fiancn almdislo, como ludo'consta dos
respectivos autos no curlorio do escrivo P.ego
lioga-sc a todas as autoridades policiaes, capi-
tfles de campo, ou outra qua|quer pessoa que o
apprehendam e levem a rua do Trapiche n 6 quo
scnlo generosamente grelificados.
Antonio t'ranicseo da Silta Carrito.
Fugio, no dia 23 do corrente, o escravo Manocl,
que representa 2j^i 30 annos baixo, reforcado do
corpo cor nSo pela ; tem os dedos de um dos ps
ruidos olha atravessadA ; costuma andar, quando
foge, pelos Apipucos, l.uca Oltnda ele. Quem o
pegar levo a casa do Sr. Pedro Teixeira Guimariies,
morador na rua do Caldeireiro ou na rua de ABoas-
Vcrdes n. 46.
US!
D rARl*< J.U47-


Anuo de 1847.
Segunda fera 587 d Setcmbro.
N. 39-
DE
PERNAMBCO.
(80B OS ASPICieS DA SOCIEDADE COMMERClAL.)
Subscreve-ae na Praca da Independencia, loja de livros n. 6 e 8, por lasooo ris por anno. pagos adianlados.
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PRESOS CORRENTES DA P|1AA (Corregido Sabbado as 3 horas da tarde.)
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EXPORTAQO.
EXPORTS.
Agurdente Casaca -
Alodio i. torte '- -
a i. ..... -
Assucar brauco em caxas -
a mascavado _
* par. cu barricar ou
umsaccar, branca -
mascavado -
Couros seceos salgados. -
Meios do sola -
liifr i do llio Grande -
Itum --____
Colln I. qualily .
3. -
Silgar iu cases vrhile -
lirown .
i lor barris or Hags
wlule |
brown. -
l)ry salleil liides
l'anne liides
Ox-horiu -
PREfO DA PRAg
4 6|looo
i,'"un
I? "II"
2J300
I".'.
s#ooo
48J0O0
lj/000
0?00
I,)".'."
i/oo
IflOll
I400
110
IJ200
IJSIpO
POR
Pipa.
A rroba.

I s. ferro
Libra.
Hmn.
Ceulo.
CAMBIOS.
Londres......................... 27 d porlf rf. 60 dial.
Lisboa..................... i(i6 a 106por cenio premio, por reetal efl'ecluado
Franca.......................... 360 ris por franco.
Kio de Janeiro....................ao par
PKATA iniuda................... 1/920
> Palaces Urazileiros........ 14980 a 131DO
Pesos Coluinnaiios......... I|!'i0 a 14O
a Ditos Meiicanos........... I800 a l|86l>
OURO. Moedas de 80400 velbaa ... ll/)i 1 IBibOO
Ditas ditai novas... 160306 a I6J400
Ditas de 4 000............ OfOOO a 9,1200
a Duras bespanbolas........2*000 a 280600
Ditas Patriticas .. ......JBjOOO a 28S.0O
Letras....................... "/. I""' <0ao mea
* i> t? rW Z?. 2
ASSUCAR.
I.ivcrprol...............Canas 1. 10.
Canal, porlos Inglczes...... Od-i 2.15
Dito, diioentrellaiiib. e I larri-. Dito
Genova.. .......,......Saceos
I lamino -o caisas......,,,.,,,., 2. 10
italtico.:......................
Trieste.................Calas i i.
'Estados- Unidos.................
Porluga 1....................... 160
franja........................ t0 lis.
Com 5*/,
Com> /
Com ii'/
ALGDAO.
Portugal............,...... nofl por @ em primagemnominal
Franca.................... 400 por (g> 10 p.0/" aocamb. de Ito p-/r nominal' A
Inglaterra.................. "/, d' r :. p. ",' de primag.m, -*>
111 li.i I lllfl rli.
llnrccloiia.................. 4C0ri(
COUROS.
Inglaterra Seceos............
Franca.....................
Estados-Unidos.............
por tonelada el por cenlo, nominal.
70 bancos por toneladas, com 10p. cento
Dio lia.
WR\
lia da II de Nnveinbro de 1814 !;n liante pagarn 60
em p, os cliarutoson cigarros, o fumo tiu imIo OU em liillia.
p. c.o rape 011 tabaco
CagaroO p. c. os saceos ilecanliain vetes em lnm de punhal, asalmofadas para cari uageus, as pedras lavrada para la-
godo, as pedras decantaiia para portes, portas e jaurllas, as pedral lavradas para
iicanaineiilos cepas, cimhac c cornijas, o assucar refinado, ci'vstalisado mi da qual-
quer uianeira confcil.-ido, o cha, agurdente, a cerveja. a cidra, a genenra, o mar-
rasquino, ou outros licores, e os viubos de qualquer qualidade e precedencia.
Hagarao 40 p. c. as ale.tilas 011 tapetes, o canhamaco ordinario 011 granara, as
tul inris de qualquer niieldade, e roupa leita, nao especificada na tarifa, as carta! pa-
ra jogar, as esenvas de cali de marliin, o logo da China em cartas, ou qualquer mi-
tro logo de artilicio, o papel pintado, prateado, BU domado, sendo de realidades
finas, o papal pintado para loriar salas em collccces nu paizagens, o papel de Ilol-
Jmdi, imperial, ou nutro nio especificado na tarifa a plvora, os saluiicles, o labSo,
ocehoein velas, as velas de Sleariiia ou composico, as amelles, nu outras finetas
111 Irascos 011 latas, se as, em calda, 011 em espirito, o chocolate de cacao ordinario,
o Vinagra, os carimbos, carruagens ou caixas. jogoi, rodas, arreios para nina c ou-
t-a ousa as esloras para forrar casas, os carros para condii/ir gcnle, os sociaveis,
, sil,mes, os areiciros e lintciroi de porcelana, e qualquer ohjecln de louca nao com-
preliendido na tarifa os lustres, os clices para licor 01. vinbo de vidro liso ordina-
rio, os de vidro unid 1 1 ordinario lavrado ou moldado, e lvenlo ordinario da Allc-
ui.nlia e seinelliantcs os de vidro liso moldado ou lavrado, de fundo corlado 011 liso
011 molde ou lavor ordinario ; os Clices para Cbampanlie 011 eervrja, as canecas'
ecopos direitos de IH a I em quartilbo, as garrafas de vidro at I quarlillic 011 mais
mudo todos estes olijectos de ns. le as garrafas de vidro pretal 011 escuras da
de qualquer naen, que sobrecarregar os geueroi brasileiioi d maior direilo, qua
iguaes da oulra naco.
Os arligns nao especificados na paula pago o direilo ait valorem tohre a factura
apraaantada pelo despacbante 1 podendo porm ser impugnados |ior qualquer oflicial
da Allandrga, que em tl caso paga o impone da factura ou valor, a os direilos.
\o caso de duvida sobre a classificaco da mercacjpria, pode a parle requerir
arbiti amento para designar a qualidade e valor da pauta, que I fie compete.
San jsentas de diieitos as macbinas. anda nio usadas 110 lugar, em que Torca
importadas.
EXPOI1TACAO Os direltos pago-se sobre a avaliaco de urna paula semi-
nal na razAo seguinle : Assucar 10 p. c. Algodo, caf, e fumo 12 p e. Agoar-
dcnle, couros, c todos os mais gneros 7 p. c. Alem desle direilos pago-se as
lasas de 160 rs. em cada caita, de 40 is. em cada fecho, de 20 M. eiu cada barrica,
ou ia:cos de assucar, e de 40 rs em cada sacca de algodo.
Couros e todos os mais gneros solivres de direilos para 01 portos do Imperio, a
eicepco do algodao, assucar. caf, e fumo, que pago 3 p. c. e as lasas por volme*
Os metaes preciosos em barra pago de direilos 2 p c. sobre o valor do mer
cado, ea prata e o 011ro amoedadn nacional ou estrangeuo paga nicamente '/. p. c
Os cscravos exportados pago sono por cada un.
D_KSPF,XA DO PORTO As emharctres nacionaei, ou esdrangeiras, .,ir
fora do Imperio, pago 00 rs de anenracem pc/r tonelada
\S Ai
Ma I i ..
ees le Ci,"deiroi, HSjtalioas ou lolbas de mogiio ou ontra mideira lina, c Iras-
jualquer madeira.
Pagarn 2.'. peo eco, Iteatrio, zinco cm barra ou em follia, clmmlw em burra
011 Icncol, estanlio em barra ou em verguinba, ferro em liana verguinba, chapa o
lingiiados para fuidie 10, follia de Flandres, galba de Alrpo, lala em lolbas. leltoetn
chapa, marhin, salitre, vime, bacalbo, pcueiio, e qualquer 0111ro, secco ou sal-
ado ; liolacba, carne seeca ou de sahnoura, berya-doce, larinba de trigo, pellicas
ranea ou piuladas, cordovoes ou Clines de lie/.erln para calcado, bezeri-os e couros
envernizadoi, duros de poico ou hoi, salgados oif seceos sola clara para sapaleiro
011 coneeiro, coure e caparrosa. 1
Pagar 20 p. c. o Irigo cin gra>>, barrilha, canotilbn, espiguilha, ficiras, fios,
franjas, lanlijoulas, palhctas, passi*mnes sendo de ourooii prata entrefina, ordina-
ria ou falsa : galoes da inesuii iialurezi, ou tecidos com reiroz, buho, algodSo ou
leda, rendas 011 entreineios de. algodtf ni, bordados ; leudas de lilri, as de algodo,
retro ou tracal ; lenco* de camliraia de linho ou algodo, e bandas de retroi de
malha.
Psgar 10 p c. os llvrus, mappas e globos geograpliicos, instrumentos matbc-
maticos, de phvsica ou chimica, coi tes de vestidos de velludos ou damascos, borda-
dos ue prata ou ouro lino ; relroz ou lineal, e cabello para cabelleirciro.
Pagarn 6 p c. o Cauulilbo. cordo de fio; espiguilha. Boira, fios, franjas, ga-
lio de fio ou palbeta, lanlijoulas, palbeta. rendas, cadarcos e lodoso mais objec-
tos dcsta nulureza, sendo de ouro e prata fina,
Pagario a p. c. o larvo de pedra, ouro para dourar, 011 quaesquer obras c
utemii de prata,
Pagari 4 f. c. as joias de ouro ou prata, ou quaesquer obras de ouro.
Pagar 2 p. c. 01 diamantes e outrai pedras preciosas loltil, sementes, plan-
tar e raca novas de animaes uteis.
Paear^O p. c todos os mais ohjectos..
Os gneros reexportidos ou baldeados pago I p. c. de dir tos alm da'armare-
nagsm; e o despachante presta lisura ht a approva^o desla medida pela Assem-
blea GeraU
C'oncedem-se livres de armatenagens, por 15 diai,',ii mercadorias de Estiva, e
dous mezes as outras e lindos estes praios, nagar '/, p. c. ao mezdoreipec)
va nlor.
Os direilos dl "aiendil, que pago por rara, dere entenderle vara quadrada.
Os direilos d podem ser augmentadoi dentro do auno inanceiro mal o Go-
verno poder inaniArr pagar em moeda de ouro ou prata urna vigsima parte daa que
forem maiore de 6 e menares de SO p. c. doi precos das mercadoriai, ou mesino
diminuil-os, legundo R-e pirecer.
O Governd. est utoriadoa eiUbelecer un direito dQereocial sobreo geneor
isenlas as que imporlarem mais de 100 Colonosbrancos, e as queenlraorem por arribada
Toreada, com tanto que estas nao carreguem. nu descarreguem I mente 01 generoa
uecessarios para pagamento dos reparos, que fizerem.
REVISTA SEMANAL.
CAMblO. Transaccdes regulares a 27 d. por 14006 rs.
ALGODAO Entiio 331 laceas, e coniina a ser procuradoaos precos qno-
tados.
ASSUCAR. Diminuta entrada, e poucas Iramaccei aos precos qnoUdos
COUROS. FTcctiiro-se vendas de algumas partidas de 10 a 110 ri. a libra.
FAR1NHA IU. TRIGO. Enlrro 160 barricas vindas da Balda, as quaei an-
da se nao vendero, sendo a existente total, em primeiras e segundas mos, acerca
de 300 barricas.
RACAl.llAO. ^o entrou nenhum rarreg menlo, e, lendo sabido 600 barricu
para a Haliia, o deposito nao .excede a 800 barricas, e contina rclallio aoi precos
quolados.
CARNE DE CHARQUE. Nao bouvero entradas as vendas teem sido regu-
lares, sendo a existencia acerca de 20,0li0 arrobas.
Resumo dai k'mbareacei txislentes neste porto no dia 2S de Stlembro de I84T.
Americana............................................................ I
brasdeiras............................................................ 17
I lina marque/. 1......................................................... X
Franceta............................................................. I
llamlmr^utv.i..........' *>> f
W".................................................................
Porluguezaj.......................................................... 4
lSrd...... Mit.(.,.liiiiil.iiMi.M,,Mnilnll,lll,,,,,l,,,ll,t I
Total "
A Provincia'gota tranquilidad.
i


i (5)_______________________
.....ni i rmmrrrT-^~~"^
LISTA das Embarcares existentes neste porto al o dia 25 de Setembro de 1847.
NTnADA.
IM7 Selembro 21
IS4 Setembro 4
1147 Julbo 27
Agosto II
Agosto 18
i*
25

0
SeKnihrn 19
II
M
-- ] 17
10
24
DONDE VM.
Iloston.
Bahia
Rio Grande do S.
1! io G raudo do S.

liba de Femando
Rio Grande do S.
IIio de Janeiro.
litan.
!!io Grande doS.
Bahia.
Rio de Janeiro
Rio Grande do S.

Rio da Janeiro
Rabia
Aracaty.
Babia.
Setembro 3
Agosio 27
Selembro SI
Setembro 1
"
. I
Selembro 20
24
Julbo 50
. 24
5
Setembro "
Agosto
11
.
CISCO
brigue.
sumaca
brigue
brigue.

lirig-esc.
brigue.
Trieste.
Hamburgo.
Harrede Graee
Hamburgo.
Glasgow.
Liverpool
landres.
boa ii da.
Port.
Lisboa.
Lisboa.
Manta*.
brigue.
tumaca
Ealacbo
rigue
Estecho
rigue
hiala.
blata.
a
brigue.
patacho
brigue.
brigue.
brigue.
barca.
brigue
barca
escuna.
brigue
brigue.
barca,
brigue
barca.
UUfJAu.
.mer
Brazil.
MOMES.
Dinam
Franc.
lia mi.
Ingl.
Port.
Sarda.
O inda.
Santa Anna
Rcho.
Mercantil.
ero.
llenriqueta.
Paquete de Pcrnarobuco,
Viajante
Novo-Ooda.
Feliz.
S. Autonio de Padua.
Esperanza
Arijos
Kmiliana
D. Pedro II
Tentador
I lavlo lo.
Bo a-Viagem.
Fortuna.
Apenrad] Packet.
Nlie Matbilda
Conrad.
Yarmouth.
Olinda
Atbens
Hopowoll.
Ilebe.
Roa.
Mara Felii.
Ligeira.
Robin.
Crelo Segando.
T0N8,
171
9
550
IS8
191
134
190
i4s
!6
181
78
91
187
(20
217
0
41
10
551
IftO
197
250
1SI
345
5.S5
329
197
I2S
134
2S8
KB8TRK.
James Paztou.
Joo de Dos Pereira
Manoel Lufa dos Santos.
Antonio Jos Soares.
Joan." Pedro de S e Faria
Jos Joaquina Alvos.
Joo Goncalves Rocha.
Antonio Jos de Araujo.
Antonio Jas \at.iia.
Jesuinn Jos de Souxa.
Manoel Jos Ribeiro.
Joaq. Ant G. dos Santos
Manoel Alves Marques
Valentn Ribeim
M. J. Monteiro Vianna
Antonio Jos Barreiros
Jos Joaquina Alves
Jos Amonio de Soma.
H. II Rothe
P. J. Hemenet.
Joo Kantista Guilbrrt.
J. II. Ilarns.
Wm. Forsylb.
Henry Tbompson
Wm. Alien
James Newton.
Villiam Watts Dosland.
Jos Francisco da Costa.
Lourenco Feroandes da C.
Antonio Joaq. Rodrigues.
A. J.S. Lapa.
Sicardo.
/
CONSIGNATARIOS.
Henry Froster tt C.
Novaes k C.
Jos Pereira da Cunha
Amorim lrmos.
L.J. do Cosa Araujo.
Francisco Joaq. Pedro da C.
Leopoldo Jos da Cos A.
Amorim lrmos.
Kraoraco Joaq.m Pedro da C.
F. J. Flix da Roza.
I.uiz Bornes deSiqueira.
Manoel Joaq. Ramo* a Silva
Amorim lrmos
a
Joo Francisco da Cruz
Silva Si Grillo
Jos Manoel Martin*.
Jos I.uiz de Souza.
Rothe Si Bidoulac.
Kalkmenn Si Resenround.
DRSTIItO.
j. P. Adour&C.
N. O. Biel-er C.
Adamon Howie Si C,
Jame* Byder Si G.
Roza* li Braga
Jame* Ryder StC.
Deane Youle G.
F. S. Rabello Si Kilho.
A. J. de Sorna Ribeiro.
F. S. Babello k Filho
Thomaz d'Aquino Konseca.
J. Pinto de Lemos Se FilhcA
Rio Grande do Sul.
Rio da Janeiro.
Anead a Cear.
Aracati.
Bahia.
Babia.
Hamburgo.
Havre de Graca.
Al re lar.
Canal.
Llverp.por Parah.
Canal.
Angola.'
Porto.
Lisboa.
Gen. te o fin dol
i
/
Ptrnambuoo na Typogranhia da M, F. da Faria.1847.
r
Imutilado

N


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