Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08549


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Full Text

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Anno de !gi7.
,lillerente, |io
PI1ASES DA LA NO MF.Z. UE SEMBR
i.u.\ no**. "s58 m,n- Luacheia .J4,ojemia. d.u-1..
Sexta-feira 24
- "PART JV DOS CORREIOS.
'('.oianiia Peral, vba, '. segundes scxtw feir*,.
Ro4raade-di> vorte quinas feiras no meio-dia.
Cal>r>, Serinlicm, Itiii-Formoso, Poilo-Calvo e
UaceU > i.''. i l'l e Jl Jecada uiez.
O araiihuns o I! mito, a 8 e ti.
lI,i-Vi-Oi e Floi-J, "13 e 8.
Victoria, as quintal Cebas.
Oliilda, todos OS dial.
PIlEAMA.l DK HOJE.
Prlmeira, i 4 Itorai e JO minutos da maulla.
Segunda, l 4 lioral e14 minute* da larde.
de Setembro. Anno XXIV.
f.-tl*.
^
DAS DA SEMANA.
2 J Segunda, F.uslaquio. Auil. do 3. doi or-
ii!i. do J. de da ? v. e doJ. M. da : Tara.
J l Tero. >B 3. Meibeeu, Aud do i lo civ. da
I. v. e do J. de paz do i dilt. de t.
}2 Quarta. S. Mauricio Aud. do J. no eiv.
da V. v. ido I. le paz do 2. dilt. le t.
53 Quinta. S. Lino. Aud lo i. de orph. e do
J. municipal da I. vara:
24 *et. S. (ieraldo. Aud do J dociv. da I.
v.ado J. de pedo ,'. dist de t.
25 Sabliado. S. Firmiiio. Aud. do J lo civ.
da 1. v. edo J. de paz do t dilt. de t.
'.'(i Domingo. S. Cypriano.
CAMBIOS NO DA 28 UE SETEMBRO.
Cambio iol.reTindre.a27 d. p. I* rs.e 60 diaS.
Paril 3b0 n. por franco.
,, tishoa 105 a 110 de premio.
Desc. de leltras de boas fiemas da V, a I WJ"5
Oero-Onca bespenholes.... S8S0 *?"
" Moldas do CjiOD vell. 16*380 a WS00
, deSftOOiidV.. io#ino !#]
, le 4|000.....
Prata l'atacve*.....t-
a Pesos columnares...
a Ditos mexicauos....
Miud.............. U910
Acetas d. comp.do lleberibe de SOfOOO rs.aa per
9*100
||90 a
Ij'.iiu a
ifSOO a
9j2ild
11930
IfOMl
l|8SO
Correspondencia.
Diario Xovo n. 20* romeqou a sa propaganda conlra
rnim por calumniar-mo -desbragadamente, atlnbu-
imlQ-nie o lercu dito na cmara los Srs. doputados,
me a fama publica imputava a morte do infeliz Joso
lavares (lomes ,1a Fonseea aoSr. Barflodu Suassuna.
leia-seo met discurso na cmara, o rcconheccr-se-
ha a verdade do que digo, e outrostm o de quo so tt-
vo chiflo por fim c limitei-rao a censurar a rac.lida-
de ou imprudencia admiiiislraliva.com que se li/.cra
urna nomeaeflo de enramando poneos .lias depois
danuelleassassinio, apezar do rumor a que a I tutu,
infelizmente havitlo al o dia dessa nomeaeflo ; ru-
mor sobre 0 qual desdo entflo na cmara ass.m d.sr
corr Eu nflo soi, nem digo se a voz publica era
oo nflo fundada em verdade, mas exista ; bem poda
ser ouo fosse injusta, que o cidadflo aponlado fosse
innocente; desgraca.l&menlo nflo sera a vez pri-
meira que imputado Iflo/orle e effacl.va se desse
contra um inrroccntc,,cq'uo mesmo anda mais lo-
se se cstedesse conlra o prcveni.lo : cu nflo taco
ecusaeflo, non assevero;'redro o faci, tal qual
acontecen. Hoje depois la Untura e circulaijflo do
impressoassignado pelo Sr. Jacintho Moreira Scye-
riano da Cimba, e segundo os principios do Sr. Me-
morandisla, diga-o S. S., c o pubhco So cr, ou nao
infundado e injusto esse. rumor. -
Quanto sduas pretextadas preval icagoes mullas,
do qu tanto se de e recorda o Sr. Mt-morandiia,
don parabons minlia tena pelo progresso moral
e inestimavel acquisi^flo da escrupulosa consciencia
ccatonismo desse Sr.; porque esta visto, juizando
pelo que elle senlc e prega a meu rcspeilo, queja-
inais a sua pureza se niacular votando ou consen-
tindo que se voto em tantos amigos o correligiona-
rios seus, aecusados de assassinios c prevartcapocs,
sem que jamis se "tonbam justificado, nflo tatito por
meio de (lbale entre ai par le emjuiso, mas nem se-
quer ao menos por qualqucr contestaeflo pela im-
prensa; se antes oSr. Memoranditla farisaicamente
nflo lem por iim o arredar-me da eleicflo.
Nflo procuraroi, itefendendo-mc, alliciar o voto*
conversflo do Sr Memorandis/t a meu favor, nflo; h-
ca-lhc o campo franco, guei reie-mc a scu goslo.
Seguro em minba consciencia, appello para lodos
os que me conhecem, e me tt-em tratado ; e ao sr.
Florencio Jos Garneiro Monteiro rogo encarecida-
mente que me faca o cspecia'lissimo tavor de publi-
car ludo o que colbeu conlra mim, o todos os docu-
mentos qu provem as minbas prcvancaQcs, que
elleentflo referi; cque lamnem porservico a mo-
ral publica se digne depositar todas cssas mlorma-
cOes c documentos em nulo do Sr. Lu/ Ignacio Iti-
beiro liorna, dequem itflrt lie de esperar que se ne-
gu a este til sorvlco) e delle os podera o Sr. e-
morandisla rcecbcr, publicar, commentar a sua U-i-
efloegosto, Iraiismitlir ao aecusador publico, de-
nunciar-me, fazcr-mie ir a juizoemlim. Por ultimo,
declaro que'sobre este assumpto nflo respondere
mais a anonymoS. v.i,-(
Itogo-lhes/Srs. Redactores, o favor da pubhcacflo
dcstar .
Scu &c.
Antonio Joaqvim de Mello.
trumonto da morte era lgico. Rolicspierre o disse;
masoquehecmlodasaslingoas o inslrumcnto da
morte, ilepois do combate, e crindo um liomom de-
sarmado, em nome dos seus inimigos? Um assassina-
to de sangue fri, sem desculpa, desdo que lie des-
necessario, em urna palavra una immolacflo.
DeporLuizXVl, banni-lo do solo nacional, ou con-
serva-lo na impossibilidado de conspirar e de fazer
mal, eis o queesigiam dos convencionaes a salvar
eflo da repblica, a seguranca da ravolut}ao. -\ mi-
molacflo de umbomem preso c desarmado nao era
mais que urna concessao a colera ou una concessuo
aomedo. Viiigauca nqui, cobarda all, cruel.lude
sompre. Immolar um vencido cinco mozos depois
da victoria, anda que esso- vencido fosse culpado,
anda que fosse perigoso, era um acto sem compai-
xflo. A compaixflo nflo be urna palavra vfla entre
os homens; be um instincto que adverte a forca que
abrande a inflo proporeSo da fraque/.a o da adver-
sidade das victimas : be urna justica generosa do co-
raeflo humano mais perspicaz e mais infallivel que a
justica inllexivcl do espirito. Por isso todos os povos
lizcram dola urna virtude. Sea ausencia da compai-
xflo lieiirn crime no despotismo, porque sera virlmlo
as rcpublirasPO vicio ca virludo miidam de nomo,
mudando de partido? Os povos esto dispensados de
ser magnnimos? Sosscus inimigos otisarian pre-
lendc-io, porque quereriam deshonra-Ios sua pro-
pria Torca Ibes ordena mais generosidade que a seus
tyranuos.
Finalmente, a morte do re, como medida do sal-
vacflo publica, era necessariai1 Pcrgunlariamos
primeiro, se era justa, porquanlo o que he injusto
ems nflo pode ser necessario a causa das micOes.
O que constiluc o direito, a belleza e a santi. nde la
causa dos povos, he a perfeila moralidado de seus
actos. Se ellos bdicam a juslica. deixam de ter Dan-
deira; nflo sflo mus que libertos do despotismo,
imitando lodos os vicios le seus Iviannos. MWI
ou a morte de l.uiz XVI, destronado o preso, n.io ti-
nba o peso J urna baionela de mais ou de monos na
babanca dos destinos da repblica: seu sanguo ora
nnia declararlo de guerra mais certa que sua opo-
si;flo; sua'morte era ccrtamenln um pretexto i-
hostilidade mais especiosa que sua prisflo nos con
ceibos diplomticos las cortes inimigas d
ditaram esses que a liberdade era tflq an a que jus-
tifica vapor sua fundaeflo o que raltava a ju.t.ac e
scu voto, e tflo mplPcavel aue exiga delles o sacri-
ficio de sua propna compaixflo .
Knganarnin-se todos. Todava, a historia nflo- po-
de desconhecer que no me.o de todas as WW*f"-
cas polticas, crueis para o sentinumlo e ftaes^pa-
ra a libcrdatle do supp icio de l.uiz X\ I, nflo liouves
e una o e.nea naquelle ca.lafalso. Fo. a potencia
dos partidos desesperados e das resolucocs sem le-
SE^TAto votava a Franca ttaM
dos turnos o lava ass.m a repblica a Wi w >l-
culavel das nacOes, a lrga do W ^J
o comprel.endeu. A Franca responden. Cesaaram
as uansaccoes, as indecisdes, as nogoc.aQOes; o
as iransaccoirs, -s mu.^.^--,------r.- i ;, vvi
morte, leudo em urna mflo o ferro que le io !,.iu XV ,
a badcira tricolor na oulra, fo, p muco ogoc,i-
dor, o iuiz nico entre a uio.iarcli.a o a repblica,
(Mitre a eseravidflo o a liberdade, entre o passado o o
futuro das nacoos. ..
A. deI.amaiitsnr : Mstoire des bironaini.
(Uiari* du Kio-de-Janeiro )
CREACAO DA liNIVF.USlDADK F.M FI\AN'.A.
O novo volume da historia do consulado e do im-
perio so compile de tres livros: Dlm e Tialagal ;
Atistei lilz ; C.mlederacflo do Uheno. Toda a historia
imperial, desde agosto de 1805, depois da partida de
Unlo.iha.nte-agosuxlo 1806, vspero da canipanha
dal'russia.contem-so nesles tres grandes tiluli.s,
que commemoram os maiores feitos deste glorioso
periodo. A guerra e a diplomacia nflo occtipam ox-
clusivamcnteessa parte da historia: a adm.n.stra-
Cflo interna, as IInanea, as instiluicOes civis, os es-
labelecimontos uteis, os arormoscamentos .lo capi-
tal, nada listo escapa a activdade leste geMo ar-
donte o Inapirado, que lrige os destinos da Franca.
|,o ultimo livro do tomo 6. exHaliimos algn a
DgBRen sobro a reacio ta universidad. Apewi
a una dala de 40 anuos, anda vem boje a; proposi-
to entrar no conliecmento dos motivos que doiam
origem a esta insliluieflo nacional.
K todas estas creacOes Napolcflo ajunlou outra,
- talvez a mais bella do seu reinado, a universidadc .
- Sabe-scouosvslcma do educaeflo adoptou ello-em
_ _____.. .....\..,..,,i,w ,1.1 iinva socie.-
ceibos diplomalicos das corles in.migas da .evo u- W-ws -,-..? ^0. da nova socie-
cto, Principe gasto o despopol.nsado por q...tro gSXWSgOTCto, que a
annos do lula desigual com a naeflo, victima vinte ^.^"^"ftjio fcLigat. Viea u.nas rbo-
vezesd.irriaaodo.lioyo.sem_ rred. o sobre os so c ouo ha fe ..o.n,_ ^ ^ ^
Variedades.
^
ESTIIDOS HISTRICOS,
Juizo sobre a morte de Luix XVI.
(ContinuacSo ih> numero antecdanlo)
Ncsla luta, nem ludo era irreprebensivcl la par-
lo do re. A incoherencia e o arrependimcnto las
medidas fallan, a fraquezac tinhan. muilas vezes
motivado as violencias c os attentados do Povo. As-
sim Iuiz XVI havin convocado os estados geraes, e,
Z endo limitar o direito le deliberaeflo, a .nsur-
rVcflo moral do juramento de Jeu de taumi Ihe U i-
cVra a mflo. Alrevet.-se a intimidar a assemb eu
ronslituihte com tima rooniflo de tropa em Nersa-
ll? o., novo de l-aris tomo,, a Bast.ll.a ecorrom-
peu os guardas fia.uM-zes. Pcnsou em mudar da
capital a rertrSn da assembla nacional, c o povo do
Nr marcho., sobre Versall.es. forcou scu f ,
malnu seu) guardas, prcndcu sua familia as Tutho-
ria,i Tentn fugir'para oseio lo seu cxercilo, e
mesmodeumexeicitoeslrangeiro.ea naeflo o.ts-
liluio oncadeado ao throtio, e impoz-lbe a conslilui-
rnodeOI. I'arlapientou com a emigracao C comas
res, ses vinfcadores, o a 'populaba le Pars fez o 20
de junho. Ilecusou sua sanceflo a leis exigidas pela
vontade do povo, e os Gerondinos unidos aos Jaco-
binos lizeram o 10 do agosto:
Conformo 0 espirito com que se consideran! as
vicissiludesde seu reinado, desdo o principio ta rc-
volucSo, ha motivos para accusa-lo ou para lastma-
lo Nao era neo, de todo innocente, nem de todo
culpado; era sobre tudu infeliz.' Se 0 povo poda
cxobrar-lbe traaos elle pod a, elle que era re,
rvundirar ao povo v olenc.as cruefS. A ac...o c a
re co o .laqueearesposta se tinham succe, ,do
dViiarlo a parte com tal rapidez, c.omoem urna der-
ic luec,^ limeifdizerqucm. dera primero. Os
noseram recprocos, assuspr-ilas mutuas, os pe-
rLl s umres Uuem tinba direito de jn gar o oulro
VUX08 Ufl IITIOHU uO.Uwvw, avsn .------- -
dados ; carcter cuja fraqoeza e indecsflo tantas ye
zes So ha va sondado, que bavia descido do humilla
gao en, humiliacflo o degrao por degrao do alto do
tbrtino at a prisao, l.uiz XVI era o tunco principe de
sua ruca a quem nao fosse possivel pensarem reinar.
Fslava desacreditado fra, no par/, seria o penbor
paciente o inoflensivo da repblica, o ornanu-n o de
scutriumpho, a prova vivado sua niagnanlniKla.le.-
Sua morte, pelo contrario, *llh?irava da causa rM-
ceza essa parle immcnsa das popvlMOMM naojul-
a dos acn tccimeiilos humanos acuno pelocoracflo.
Anatureza humana he patl.etca; a repblica o
esnusceu, deu realeza alguma cousa do marlyr, a
liberdade algtima cousa da vinganca: preparen as-
sim urna reaceflo conlra a causa republicana, e poz
do lado da realeza a sensibilidade, o mteiesse, as
lagrimas de urna parle dos povos. Quem pode ne-
na r uuc o enternccimenlo sobro a surte de l.uiz X\ I
o do sua familia nflo leve grande parlo na recrudes-
cencia da realeza en, Franca alguns annos dcpoisf
As causas perdidas leem relroccssos, cujos-motivos
nro se devem procurar muitas vezes seuflo no san-
gue das victimas inmoladas pela causa opposta. O
sentimento publico, urna vez commov.do por urna
iniquidade, nflo descansa sonso quando, por assim
diztr, se absolve por alguma reparaeflo esUondosa e
inesperada. Ilouvo sangue de l.uiz XVI en, lodosos
tratados que as potencias da Europa contrataram
entre si para criminar e sufibear a repblica; bou-
ve sangue de l.uiz XVI no oleo que sagrou >apoleflo.
tiio pouco lempo depois dos juramentos a liberda-
de; bouve sangue de l.uiz XVI no entliusiasmo mo-
narchico que reviven en, Franca a volta dos llour-
bous na restaurago; al mesmo cu 18:10 bouve
saniuedel.uizXVIna repulsflo ao nomo de rep-
blica uue lancou a iibcSo indecisa nos bracoe de
ouliadynastia. S3o os republicanos os que mais
deven, deplorar esse aantfue, porque sobre sua causa
he que elle lem cabido semprc.e a ella deven, a pe-
da la repblica. .
Quanto aos'juizes, s Dos 16 na consciencia os
individuos; a historia s lena consciencia do Par-
tidos. S mtonCTO conslitue 0 er.me ou da a cx-
caeflo de laes actos. Una votaran, por urna pode-
losa convicciTo da neeessidade de "PP1m ""
da realeza, abolindo a propna realeza; outros por
um intrpido-desali aos res da Europa, que nio OS
acreditanam bastante repubjicano paf sugic..-
remumrei; estes liara lar aos povos subjoito um
&Te umwmj que Ihe^crmmuBicasse aju-
dacia do livrar-se da superst.cflo dos mis, MaellM
por urna linno pcrsuas.lo das Ira.cOes de Luiz XVI,
Lea nnproiisaea tribuna Itiea pin avan,.'
cometo la revolncflo, cno conspiradorj Iguns
por impaciencia los perigos da |atru ; outros, co-
mo os Girondinos, con. pelar e pela r.val.dade de
... __~:., ;-i>niincit
- I'OVO I UCH llliiiu iciiu nii it,-* -t------------- .
h rava.npeloantigo rgimen, contras estavam des-
conlenles do novo, sem todava querer voltarao an-
ti"i Nspoleflo emprebendeu formar, por me.o da e-
ducaefio, una geraeflo nova, propria para nossas ins-
tituicOes modernas, e creada por ellas.
l'm lugar das escolas centraos, que eram cursos
pblicos, aos quaes os mancebos, nutridos no se.o
las fainiiasc nos collegios particulares, assisliam
5-ouvian, os prolessores nainar, segundo seus.a-
nriellOS ou as ideias do lempo, as scienc.as physicas
muilo mais que as Icltras, .Napolcflo inslitu.o, como
vimos, casas en, que a mocidade aquai telada e nu-
trida recebia das maos'do eslado a inslruccao cae-
ducaeflo, conde as leltras recobraran, o lugar que
nunca deveriam ter perdido, sem que todava as sel-
encas perdesscni aquello que liaviam conquistado.
>upoleao, antevendo quantos clamores serian, pe os
preconceitos c pela malevolencia levanta.los contra
t.scstabclecimenlos iue acabara le fundar, instituto
indos prop.ios para seis mil, o desta forma enchet,
(leauloriddejmas deauloridade tonolica^a popu-
lacaodos novos collegios, que passaram a ter o nu-
me de lycos.
Uns abortos rccenlemcnlc.e outros quo nflo c-
ran, senflo antigs casas transformadas, aprescnla-
ram ja em I80 o espectculo de ordem, bous cos-
lum'csoestudosinlcressanles. Seu numero erado
vinlce nove, mas Napolcflo qtuz eleva-lo a cem.
Trezentaso dez escolia secundarias, estabelccolas
por municipios, igual quantidade de escolas secun-
darias aberlas por particulares, aquellas onngaiias
a secuir as regias dos IjrceOS; e estas a mandar para
elles seus discpulos, comjdetaram o lodo dos novos
estabelecimentos. Fste systema tinba ir.umphado
completamente. Os emprel.cndedores de collegios
particulares, os pas dominados por preconceitos e
os adroa visando a conquista da educaeflo publica,
calUniramosIycoos. bizianj que nelles nflo se
nrofessava senflo as math-maticas, porque nflo se
Icsej.va razer senflo n.ililares; que a rcl.gtflo era
tidaemdcsprczo; eoscostumes corrompidos. Na-
ca menos exacto do que essa censura porque
linliahavidocxpressa .nteneflo de bonral o culto
das leltras, este grande fim havia-se conseguido. A
Misilo era cnsinada por capellfles, e.cpn tanta san-
k .de quanto tlllha | odi.lo consegu.-lo a vontade
lo tr da concordata, o com o succosso que f*t-
miUM espiritdo aeculo. Finalmente, urna vida
austera, quul militar, o exercic.os continuos, pre-
crvava ncM estabcleeimentos a mocidado do
naixocs prematuras; o quanto aos coslumes dos
rycos oram certamonte preferiveis aos collegios
1,aIlACpe/alrSdas calumnias dos interessados,' e des-
conl, nlamenlo dos pa.tidislas do passado. esjeses-
Ul elecimeiiloa lizcram .apidos progrcss<.s. A mo-
---------------------
e o bavia fcila com a profunda conviceflo de que a
toda sociedade convj;m urna religiflo, nflo como
mcio subsidiario de polica, mas como urna salisia-
eflo devida aos mais nohrcs sentimentos d'alma.
Entretanto elle nflo quera abandonar o cuidado
de formara nova sociedade ao clero, quo em seus
a (Terrados preconceitos, amor do passado, aversflo
do prsenle, e terror lo futuro, nflo poilia deixar lo
infiltrar no espirito da mocidade as mesmas paixoos
das gerc,fies que desappareciam. A mocida.le (levo
ser formada segundo o modelo da sociedade na
qual he destinada a viver ;-convem q.ucclla ache no
oollego o espirito de familia, na familia o espirito
da sociedade, com coslumes mais puros, habito
mais regulares o trabatho mais sssiduo ; convem,
en, urna palavra, que o collogio seja a propna socie-
dade aporfeicoailn.
Se ni a menor dilTcreiic.ii entre urna o oulra, se
a mocidade ouve seus pas e leus mestres fallarem
lingoagem diversa ; se ella ouve preconisar una 0
quo outros censuran,, dah nascc un. tcrrivel con-
traste que Ihe pe. turba o espirito, o a fez ou despre-
sar os mestres se confian, mais nos pas, ou despie-
zar estes se conliam mais naquelles.
A segunda paite da vida he empregada en, des-
truir a crencado que se aprendeu na pnmeira. A
religiflo mosma, se he imposta con, alteclacflo em
lugar de ser professada com rcspeilo na presenca da
mocidade, nao heais que um jugo, ao qual o man-
cebo, que se torna lvre, se esferca por subtraon-
coino a todas as outras olrrigacOes do collegio. Taes
loram as consideracOesque fizeran, Napolcflo recuar
peranto a deia de confiar a moci.lade ao clero. Dina
Ultima rasflo .acabou de decidi-lo. F.ra o cloro apto
l^ara educar judeus e protestantes? Seguramente
nflo. Logo, nflo so poderla educar junlamenle, ju-
deus, protestantes, calhocos, para delles lazer urna
mocidade esclarecida, tolerante, amante do paz o
apta para todas as carreiras, urna, embm, como con-
vii.lia que lossc a Franca moderna.
F.nlielanto.soao clero faltavam as qualida.es
necessarias para dcsempenbaresla trela, oulrasli-
nha elle de grande valia, que mcreciam ser apro-
priadas. A vida regular, laboriosa, frugal eimodes-
ta, era urna condieflo indispensavel para a educaeflo
da mocidade, porque para tai missflo nflo podoriam
satisfazer os que de improviso so ofTerecessem sem
outros precedentes que os caprichos do lempo e os
hbitos de urna sociedade dissipada. Mas era im-
possivel dar a leigoa certas qualid.ides que possi.e
o clero f Napolcflo pcnsou que nflo, e a experiencia
moslrou que tinba rasflo. .
. A vida estudiosa tem mais do urna analoga com
a vida religiosa ella he compatvel com a regular.-
dado le coslumes e com a mcdriocridade do fortuna.
Nepoleflo julgava que por va lo reguhimcntos poda
crear-se um corpo magistral, que, sem professar o
celibato, se emprepar.a na educaeflo da mocidade
com a mesma applcacflo, nexo e constancia de vo-
ci'cflo, oue caractersa o clero. Ha todos os annos
as geraces que oliegan. dado adulta, como as
searas crescendo sobre a trra chegan. a madyreza.
urna poreflo do espiritos que conlraliem o goslo do
esludo, o que pertenec, a familias sen, lortuna.
Reunir esses espiritos, submetle-los a pravas
preparatorias e urna disciplina comiuum, chama-
lose conserva-Ios pela expectativa de urna carrera
modesta, mas certa, tal era o problema a reso ver,
oNapoleilo nflo oconsiderot insoluvel. Elle t .ha
fe nospirit" le corpon.Qflo, c lava-ll.e vaha. Fina
expressflo que mu.las vezes repeta, porque conlmli.i
lima das ideias que mais mpressuo Ihe tinham feto
no espirito, era que a socedade eslava redunda a
p. Era natural que Ihe produzsse este senti-
mento o aspecto de um paiz em que nao bavia ma.s
nem nobreza, nem clero, nem parlamento, nem
corporacao. _
De continuo dizia aos homens da revolugflo :
. Sabei constituir se queris defemlcr-vos, porquo
vede como se defendem os padres e os emigrados,
animados apenas pelo ultima sopro los grandes
corpos destruidos. File quera dar um corpo, quo
tivesse vida c soubesso defender-se, c cuidado de e-
ducar as geracOes futuras: rosolvou, fe-lo, e loi
cordado de successo. .
Napolcflo cstabeleceu a univers.dade sobre os
seguint.s principios: urna educado especial para
os homens destinados ao professoralo, com exants
preparatorios antes de se tornaren, profesores; en-
trada depois destes exames e.n urna vasta <'orpoia-
ido, sem o juizo da qual sua carrera nao poda so,
.nterrompida, nem desviada, progrcd.ndo ne U. ac
gundoaanligudade o merecunento de cola un a
Frente destacorporaco um wncel^sdMrfwcom-
posto do prolessores, que so t.vessem dial i gu ido
por seu talento, encarregadodo appl.car a regM e
dirigir oensioo; emflm, o pr.v.log.o da (Md
publica, attnbuido exclusivamente a *"*M-
cio eoiii urna dolacflo sobro as rendas do estado, o
Sue'dev?- .juntar a energa lo espirito de cojora-
?So a energa lo espirito de pruspcridade : taes fo-
rmas ideias, segundo as quapa Napo.leflo qu quo
a unlveraidade fosse constituida.
Mas, experimentado como era, ello nao inseno
lodascias d.sposicOcs en, urna le.
< Pazendouso, com urna inlclligonea profunda,
Ja confianca publica, que Ihe pennitlia aprescnlar
leis multo geraes, as quaes cllocomplelava depois
por meiode decretos, segundo aslici'.es que colhia
da experiencia, cncarregou Mr. Fourcioy, admims-
sorpicideocoraeaoe faz abandonar a vola de ou-
S con,o abandona a sua ; o "laior .,uu,.r., em- ^J^i.',,
nra,.to^^S0a^srpoTo da ,sol- Napoleflo linha app
em da crueldade da.pena, nem mesmo d
tracaua --~jZZZ era preciso crear um interior, de red.g.r um
'',eC n e,ta ma das queslies.a qual se apenas tres arligos.
corpo mag.st.al. ca em """"i___ Si.J*.. \ oruneiro dir-si
licadO o espirito com a firmeza
le o caracteriswvii em ludo,
a Confiar a educagflo aos padres era cousa a seus
liautfl un lliati u.yiw !...-., --" .......--------
interior, de redigir um projecto de le, que conlivcs-
b No primeiro dir-sc-h.a, que ticuna formada sob
o nome de faieersidui/c Imperial urna corporagAo
magislral encarregada da educac/o publica em lodo
_'. _^___...,in ..,....- iiionilii'ii. < I ocla i'i ti*

i
I
riSSHESiSi :,oS^sr!::ssscs nss&smr&^m*.
1 u' i


PM


.
Pornefloconlrahiram obrigacOes civis, especiaes e
temporarias (esta palavra era empregada para ex-
cluir'a idea Jos votos monsticos:; no teroeiro, que
organiMgo tiesta corporaciio, rotocada segundo as
iicoea da experiencia, seria convertida em lei na ses-
sao de 1810. tvno he sonflo com esta latitude de ac-
cao que so razem as grandes cousas.
Este projecto apresentado no dia 6 de maio foi
adoptado como todos os antros com confianca c s-
onc.o; ,as no*nao aconsel haremos que soadop.
t.n.assim as leis, senlo quando houver um tal ho-
(Mario do Governo de Lisboa).
,
O sityhinmas econmico* do Sr.
ilttxilat.
Km economa sorial, m.lis a inda do que em poli-
tica nao poderam snhrevivcr revolueflo de 1830
" I,0?""8 rur-?mp", nC(-r!,t'vs da escola ilr,,.,,;.
..sas .:.,,-,-mi. feriii, nimia ha muitos economistas
emperrados que afllrmam que o laisser faire e laisser
pantt he por s. so suflireutc para enriquecer as na-
caos eos individuos, c inaugurar na lera a dnde
d miro, o remado da ordem e da justica, assim como
anda ox.stem publicistas que proclaman, que a sci-
enria do governo consisto em nflo govemar < dei-
xar correr ludo ao acaso ; mas estas dnulrinas este-
ris estilo um pouco desacreditadas. Nflo era possi-
vel que os espirites serios aceitassem una neucffa
lupia como a ultima patarra da cconomia o
Itlica.
K
da
po-
li ao que scTicha rcduzi.lo essa escola do 1 -R Sav
onlroratl.. numerosa o compacta, fffn absoluta
sem sens principios, tilo arrogante em suas afflrma-
coes, tilo ardfmte na polmica? Ah olla se dissol-
veu apenas fallecen o mestre. E entre tantos disc-
pulos enlhusiastas que daramlflo bellas esperan-
cas, nflo hpurc um so que sollcilasse a boma d.
ceder ao illnstre lel'unto. Uns. elevados
------ ......." "'"i mimiuo pela
lueno as Honras o ao poder, tormiram-se nimei
suc-
revo-
...o.liata-
mente optimistas; ou'.ros, ( os mais intolligonles)
tiveram a sagacidade de envolverle no moyimento
contemporneo, moilificar-se convenientemente c
declarar-so eclcticos, pelo menos, A espera le n!e-
iiior moncito; depon resolveram-se a buscar em
oulia parle a solueflo positiva dos problemas eco-
nmicos.
Entretanto, alguns veteranos, c estes mu poneos
cnnservaran.-se lirmes em torno da velba bandoira
Sao anula boje os mesmos que eram ha vinte ou
Dlnla annos; bsongeam-sedonflo liavorcrtj esoue-
cido um so dos erros antigos, do nfto haverom apren-
dido urna so das verdades modernas, (Tesorero sem-
prooa liberaesda vclha rostauracSro. Para esses lib-
mens, a revolueflo do 1830 lio una simples mudaiica
dedrnastia. Nem pinino eonjecturam a metamor-
pliose, que, dessa poca para c. ha tdo lugar no
mundo das ideias, qur em philosophia. qur em
poltica, querem economa sorial: silo sempre os
representantes da geraeflo que passou.
Ha vinte anuos, achavam-se -Ilesa frente do mori-
mentoj a principio seiHaram-se beira da estrada
depois adormecern! ahi roesmo, no entretanto me
a columna avancara semprec os deixava airas Ho-
je, ei los que desporta ni ao cabo de prolongado som-
no, semelhantes aos rmlos dormiloes da legenda
e, como se nao vissem ninguein em torno de si, di-
zem uns aos outros: ai ma estamos na vanguarda
dentro em pouco seremos alcancados pelo rosto d
tropa. Esperando, agitam-sesem arancar marcaro
opassosem mudar do posleflo. Se alguoin cari.lo-
samenle Ibes exclama : mas caminbai, vos estis
presentar-se na vanguarda, de publicar cartas as
gflzelas, de mostrar-se no conflicto, do ameacar com
a penna quem qur que ousou atacar os prejuizos de
sen partido; sempre se eonservou firme na estaca-
da, prestes a fazer fogo de todos os lados : aroumen-
lalnr uiraqut corm frrient!
Em Horde.iux, onde, ha trnta annos, a liberdade
de commercio ho reclamada pela associaq.To com-
ineroial e pelos comicios agrcolas, o Sr. Hastial eri-
ge-se em Cohod-n. v dos destroces da junta tinicole
aairondia organisa urna pequea liga; depois rc-
gressa a* Paria para auxiliar a ereaplnd sociedade
nos cambiadores livres.e, onlrcmentos.rcdige pro-
grammas, publica mauireslos. Certo, para recom-
pensar tanta dcdeacflo, os eleilores da tiirondia o;i
La,n,l,'s ll<>vm levar o Sr. Bastiat cmara,
ao adoptamos as opinifles econmicas do Sr.
Hastial, mas louvamo-lhe essa aclvdado perseve-
rante que so pode provirde una ennviceflo sincera,
sympathisamos com todn.s os liomens que sem ro-
5" .nia*,il''stani suas opiniios, e corajosamente
uefendem sua bandeira. A peor de lodasas cousas
ueste mundo be a covardia intcllcctrial, a falla d
COnviccfiO ou de principios, a neulralidade ou a nul-
lulade, tanto na economa como na poltica. Quan-
do se trata rom homens francos e decididos, que
pleitean! sem ambages c Tcstrircoes, sabe-so logo
qual o alvo a que clles nos querem conduzr, c p-
de-se ajuizar dosysteina, jquanto nos principios, ja
quahlo as conscqiiencias.
Essa livrinho dos sopbismas econmicos leve o
merecido acolhimeiito Se nfloconfm argumentos
e deias, que j uo lenliam sido urna e militas ve-
zes dilucidados pelos escrplores da escola liberal ;
todava, a clareza e a fdrea da aigumenlaclo, a for-
ma piiboresca que em inuiasVcasiOes reveslr a lu-
gares comnnins, tornamagradavcl a sua'lcftura, e
comprovain que o escriplor lem meiito real' o
incontostavol,
heais, osse livro foi, sobre tildo, escrpto para
lo la a gente, a saber : povo, burguezes, legislado-
res, mais ou menos estraulms a economa, e cuja
intelligencia anda se acha obstruida de velhos ure-
jlllsoa. Por isso, pois, nAo censuramos ao Sr. Has-
tial o haver combalido erros antigos que ha mullo
lempo nflo teemautoridado na sciencia. Mas, seo
Sr. Bastiat, hoiivesse escrpto para os economistas
propriamcnleditos, certoIho nflo perdoramoso ter-
se dado ao intil trabalho de refutar o svstoma da
balanca e as II.eorias caducas da escola mercantil,
porque ha hem um seeulo que l.uesnav reduzio a
po todos esses BOphismas.
O Sr. Hastial rcfulou os economistas do seeulo'
pasudo ; o que, quaulo a mis, era quasi superfino :
resta-ibo responder nos economistas modernos, que
no nosso pensar, tcetntacado, leemal aniquilado
completamente a theoria da escola liberal. Os im-
portantes adversarios da liberdade commereial ab-
soluta, ou da desorden econmica, nflo sao os Srs
Uugoaud, Kciner, de Saint-Gricq, Saint-Chamans o
outros ; sao, ntreos theoricos, os liomans que nao
creom na Infallibilidade da concurrencia e do laisser
luir, como meios le conciliar os nleressesoppos-
los, de constituir a ordem e a Justica econmicas, e
que propoem outroabllrioquoniloaconservacilo das
prolubieoes, a restajirscfio dos mostrados edos an-
ligos rogitlamontos, ou que nflo a estril e com-
moda formula do lamer faire ; he, para nao fallar-
nos dos socialistas que oSr. Bastiat declara mo ter
podido comprchendor, e que Ulvez anda nao leu
lio, illzemos, uro anligo discupulo d'Ad. Smilh.
Sr. de Sismondi, que ao depois rofutou em parle as
doiflriiias Ueseu mestre, assim cornos as de lodosos
discpulos desse mestre, que se constituirn! libe-
raos e fatalistas.
-->i >-.....rain os am-
iciososa rcunirem-seem derredor do estandarte
do salario o da concurrencia.
rFatava-so de reconstituir o halalhiio sagrado, de
eslabelecer um jornal para propagar os bous princi-
pios, para tra/ei a rusilo, de um lado os socialistas e
innovadores, do mitro os adversarios da liberdade il-
liinilada do commcrcio.
A puiclamaciio foi envida j mas, quando se reu-
nirn! para delineronlo plano de balallia.quando se
auuitaran as queslOes de principios, appareceram
imniediatamonlo graves dissencocs, e a discordia
invadi o campo dos membros da nov cruzada. Os
veteranos propunbam pura e Slmplcsmenle o pro-
gramma doutr'ora; us mocosouoriam, ao contra-
rio, que se modificasse o symbulo anti-o, e se adop-
lasse um novo programma. I'revalceeu a opiniflo
dos velbos; os outros relirarain-se dignameitlo. e
obraran! hem. liesde entiio, essesacliismalicos pas-
saram a ser considerados como hereges pelos ve-
lhos, passaram a'ser mullo menos estimados por el-
los do que ale entilo o baviam sido Islo, porm, foi
pordemais compensado pela opinifld publica que
udquiriram e pelo progresso que l/.eram na sci-
encia.
Abandonada pelos Ilustres campees com une
mais conlava, a escola a.itga poz-se, todava, em
mqvimenlo, o intrpida navou a lula, mas sem fra-
gor o sem successo. Tin lia apenas conseguido que
se rallasso dola, quando de repente Iho chegoii do
centro da (asconha corlo joven auxiliar, enrgico
como um noophyla, impetuoso, halalliador, e que
nada mais solicitava que dar provas de coragein:
essejoven he oSr. Hastial
rrcceiar-so de doscor de sua dignidado por entrar
emlica com Uto nobie c Ilustre cainpeflo! Ife verde-
de que o Sr. de Sismoudi pouco sopliismou, e que,
islo sup| osto. as suas obras Uoviaoi de sor excluidas
do quadio e do programla do Sr. Hastial.
Pola hem.' he um novo trabalho a emorehende*
rabslbo difllcil, ante o qual teem recuado at o pc-
ente os econoiiiislas contemporneos ; porm dig-
io, a todos os respetos, de tentar a coragem de um
hornero convencido, que aspira a cuJebridade. Dou-
ttircs da escola liberal, o Sr. de Sismondi mino.,
rosan doulpnas pela base, reduzio toda a vosa
sciencia a quesu.o ; oppoz principios novos aos ros-
sos principios; condeiiinou vossa famosa theoria
das franquas, vossas illusOessobre a liberdade ab-
soluta das trocas ou permutas de gneros, &c, Uc ;
e, 'losde 1817, anui-
da leudes
Vnliuina hi.ca teem contra o Sr. de Sismondi vos-
sos raciocinios sobre a escassez c a abondancia, so-
bre o obstculo o a causa, sobre o osforco c o resul-
tado, sobre o lm e os meios, &c., &C.J ferem-vos, po-
I 0111 nim iltrooliininnlii a._____
, mu directamente os argumentos do Sr. de Sis-
mondi, a respeto da concurrencia c do salario, das
machinas das rendas, da necessi.lade de equilibrar
a prodcelo e o consumo, &c. &c. Logo, sntiores
da escola liberal, deveis delVnder-vos, porque estis
en. completa derro. Todas s vossas Toreas reu-
nidas nflo sflo demasiadas, nao sao mesuro sulccn-
tes para resistir ao Sr. de Ssmoiid
t", a loi reformada garante ao productor inglcz o
premio de 1 f. 25 cent, de hectolitre, quanto aos c-
rcaos, ( exclusive as.despezas detransporlo Jonde
%. qiiantoaos objectos manufacturados!
Quanto ao famoso Acto de navcgcflo, qu ha poT
derosamento contribuido para augmentar o poder
martimo ecnmmorcial da C.rfo-Rretnnha, no foi
corrgido pela reforma. Heleva, pois, mo altlrmar
que o parlamento nglez tcm adoptado os principios
dos theoricos da liberdado dos permutas dos gene-
ros : elle nada mais fez que modificar as tarifas das
ilfandcgas, o que he muito diyerso !
Poder-se-lia fazer a contra-partida dos sopbismas
do Sr. Bastiati e acompa"uha-lo passo a passo ; mas,
para jaso, seria preciso escrever um volumo. E nos
I,un hem nos educamos nos principios da liberdade
do commerrio Ha quinze annos, ouvmos os pro-
prela'rose negociantes da Girondia atacar o rgi-
men prohibitivo e as alfandegas; temos ouvido re-
clamar a aboglo dasalfandegasdo nortee da meo-
!:;: da Franca ; tennis coiWcido toitos esses agita-
dores cujas astucias hilo feilo lano barulho ; temos
disentido com olles; sabemos o que cnlendem por
interesse geral, por principios do urna verdadeira
economa, &c., &c.; o tambem sabemos quaes os
meios de obter pnpularidade entre ellos.....
A respeto de cconomia, o primeiro livro qno li foi
o Tratado de J.-II. Say; o segundo, o Curso de J.-f.
.S'a/. Oh! entilo, parecia-me indispulavel a theoria
liberal, e, clico do conviceflo, voluntariamente hou-
vera emprehendido, como o Sr. Hastial, sustentar,
ante c contra todos, adoutrina do laisser faire. Im-
mediataincnlc depois, li Ad. Smth, e minha f vaci-
lou ; em seguida li Sismondi, o desabusc-me com-
plelamente, odesappareccram as nimbas ultimas il-
lusoes. Ao depois li muitos escrplores da escola li-
beral, sem que nunca os scus argumentos me po-
dessem convencer, sem que tvessem outro elTcilo
que o de iiipressonar-ine por alguns momentos o
espirito. Tenho visto mullos liberaos transforma-
rem-socm crticos, eclelicos, scepticosesocialislas :
anda nflo vi um economista seguir oulra vereda,
c slo he milito natural, porquanto o movimenlo
das ntelligencias he sempre progressivo c nunca re-
trogrado.
Pode algucm eslrear pelo liberalismo; pode, mes-'
mo, passar de umsyslema puramente negativo a
um systerm positivo qualqucr, e, na ordem das
Ihcorias positivas, abandonar nina por mitra; mas
qoem qurqu"0 se livor compenetrado das ideias po-
sitivas, quero qur 'que houver coniprehenddo pela
prur.eira vez a impotencia dos meios negativos, os
inconvenientes da concurrencia e do salario, por
exomplo, junis regressar theoria do laisser faire,
jamis admillii que as cousas possam per si mes-
illas camiiihar do inelhor modo possivel, jamis con-
ceder que o papel do economista deva limitar-se a
veri li car fados, que a sciencia do estadista consisto
Uro conservar-se neutro, de bracos cruzados, e cin
consentir que os abusos e a desorden) so desenvol-
vam, que o mal empeiro, que a miseria invada to-
do o mundo
Esta ovoluoflo lgica e natural, a cuja frca nos e
outros muitos nao podemos resistir, segundo nos
parece ser inevitavelmenle seguida pelo Sr. Bas-
tiat. Pode alguem ser sectario do liberalismo por
poneos momentos, mas uo he possivel que o adopte
para senipre.a menos que a inlellgcnca estoja muito
(aligada de indagar, csinta necessidade dorepousar
atodoocusto, anda mesmo sobre o Iravisseiro da
negac/io puro.
Esta moscn vencidos de que, cedo ou tarde, o Sr.
IJaslialcomprehcndera, que, para melborar a. sorte
dos nossos semelhantes, augmentar a riqueza, crear
a abundancia e chamar toda agente a participar pro-
gressi va mente do bem-estar, dos beneficios da edu-
caefio, dos go/.os socaes, cumpro trabalhar e traba-
Ihur muito, e nflo deixar que as cousas caminilein
per si mesillas; comprehen.lora que releva saliere
prever, dirigir e velar, organiaST enifim, a nflo aban-
donar tudo ao acaso, aventura, imprudencia, e
nao por-se iiteiramenle a disposLcilo dos nteresses
privados que se chocaiu entre si, da ignorancia, da
incuria, da na volitado de cada individuo; comprc-
heudor que a liberdade da permuta dos gneros por
ile ser um resultado, mas nunca sera um ineio, que
ella pressutqie garantas de ordem c de justiga,
instiluieoes ocoiiouiicas que anda nlo existem;
i-oinpioiiendera,- allim, que essa liberdade commer-
eial absoluta, que boje solicla, he e ser urna uto-
pia, e uina utopa pcrjgosa, pois que podo inlrodu-
zir a perturbado na industria, occasionar calastro-
pbes, deslocar a riqueza para cnriquczar a uns a
cusa dos outros, comprometiera existencia de mui-
tos milhOes de individuos.
Os economistas liberaos -nflo tallam senflo de ba-
raleZa e abundancia Ah certo, cumpro multi-
plicar todas as especies de riqueza, porque nunca se
as multiplicara de mais; cumpro prodozir muito,
producto do seu trabalho quotdiaoo, que nfo r>
dem consumir seno depois de terem produzidn
polo que houverem produzido ; nfto comprPliemlL"
emrimVqueabstrahir dos productores para cbns '
ra-los como meros consumidores, nada mcno i
que sacrificar o interesse da maioria ao da ininnri
tomar por interesse geral, ou ao monos do m, '"
numero, o interesse de alguns privilegiados
E agora venham accusar-no* do derenderrtio
sysiema prohibitivo, de advogarmos a causa do nri
vilegio e do monopolio. Repellimos a priori o svsi
ma negativo da liberdade absoluta, exigimos lci,
regras; mas n:1o queremos que a lei. aiitorisc iln!
a viverem a cu.-.ta dos outros,- tolere a injuslea
consagre abusos. No mundo em quo vivemos tL
hostilidado flagrante entro os inleresses d/verso?
Emquanto se mo houver descoberto o meio de toa!
nar solidarios esses inleresses, o nico arjltre a
doptar he recorrer as transacQOcs, aos compromi,"
sos, impor a cada um dnsobrsacrBii ...
concorrer para o bem da cominun'dade.''"presemo''
mente, acham-so asnagOos em ostado de guerra in
dustnal, o essa guerra podo fazer lanas vctim.
como a dos campos de balalba. As a lan dogas for
mam urna buha do dolosa, destinada a abrigar dra
assaltosdosnvaes estrangeiros Suma parto de nn
sos compatriotas, o todos nos contribumos ni.i.
ou menos, para as despozas desse systema dofn
sivo, assim como contribuimos para a sustentad
- dos cargos do estado.
do exercito e
He til, li
tarifas, diminuir os direitos tanto'quTnto poderme
sem amarar n krii< cnmn>nn.nii. ..:-_.. K utl"ios
HeuliJ, be at rasoavcl modificar devida mente as
sem arriscar c sem comprometter os inleresses reae
dopaz ; he justo que se acabe com esses premios
exorbitantes
a ex
mu' reli.l!!nSk>n H,*rMP"'e,.' ^a-J simplificar as despezasVos"pr!>cossos d^prodcco;
.-A.L.. ..."".!. .&! .. mas isto nao basta: releva que ao mesmo lempo se
concorra par que, por seu trabalho, posea cada ho-
niein conquistar o diroitp de participar dessas rique-
zas, visto como contribue para crea-las Ora, para
consumir, no basta ter desejos, he tambero neces-
ario disprde meios. Caresta o barateza sao termos
relativos. Sempre que eu nada possua, o pilo sera
caro para miro, anda que estoja a um centesimo por
kilogramma I Emquanlo os gneros e mercaduras
se vendereui e se uo dcreni, que itiiporla a niin,
operario, a abundancia de que fallis, se niio tenho
rendiinenlo alg'um, se me faltam os meios de consu-
mir, se nilo aclio em que ganhar a vida? Que me im-
Mucado como lodos os SCUS compalriolas, nos
principios de J.-H. Say, alanou-se por hvpolhecar
ios inleresses da volha economa as primicias do
seu tlenlo. Pela diceflo foile, peloeslylo militante e
provocador, pelo enlhusias.no audaz das convic-
',-oes, pode elle galvanisar a coragein dos irmflos, c
le/, com quo por alguns nionienlos se olhasse oom
Jiuciu;iloparaoy<.rna/rfo5 Economistas. Dentro em
poucosaudaram oSr. Hastial como o chele futuro
.HveihH escola regenerada u guardava-se apenas
v Z','.xt" l'l-uaivfl ,,ar,i se lile aburen, de par
w.S.' "d0i,l,ird0,,r PomposameiUe o autor dos
' r""""'?' tr'Clor dos principaes dis-
'V |S"'lu fervoroso da liberdade com-
ocos mli",ei,m ,c"l|,,, I"*" d0 ^<>^ M
ambiciosos, o indicar-lhes a yuruda quttcon-
duz as honras ucaie
nucas, a academia das scincias
Sr ; lie ,U' i r ,:,'0""""a- nos juslica Vste
vel,eenlee0^ifiL^r".cf'e.V'"- '-s
w Bra^sseraff-js^.
Allegis r.quenleniente o exomplo da (riio-Bre-
lanha ; lalhus da le dos crcaos e das reformas ef-
ectuadas |ielo ministerio nglez, como se a Ingla-
terra estivesse disposla a abrir os portos eos merca-
dos aos navios e aos productos de lodos os paizes
como se a CrSo-Bretanha n.iofossua Ierra classica'
da protecci.oedasreslricces; como se o Acto da
navegado houvesse sido abolido. A Inghlerra tero
pregado o aconselliado aos oulrus povos a liljenlade
commereial, aim de augmentar a respectiva ex-
portuc/io por isso que a sua existencia esta toda de-
pendente da coHdirflo de ser-lhe possivel provor o
glol>o .los productos da sua industria ; mas a hurla.'
lena anda -
coro
'I'"'"".....i"^ *':l rvuuia, rnuuzo mas mo supi
os direitos sobre os estofen d algo.lo e oulras uier-
.. ....^ ,.,.,...,,.-, ua gUa niuiiMi o. j nas a lugla-
ra aind.i nao poz ero pralica os principios que rc-
iimenda as oulras iiacrtes. A reforma das tarifas,
acabado ser votada, reduzio mas nilo supprim.o
. CUJOS
dimentns so conservan! os mesmos, aos que vivein
desuas leudas, aos que niio pajeisam de trabalhar
para viver! So chamis ao trabalho um obstculo, e
se vos propoudcsa estabelecor una machina para a-
niquilai esse-obstculo, ducdo-mc pela vossa opi-
niflo, com tanto que o trabalhador,. cuja funCcflo vai
ser inulilisada, Ijuue curo proporgOes para poder vi-
ver a cusa de seus bracos ou sem trabalhar, ou so-
ja admitalo a pai ticipar dos productos da machina
poique, se o operario lem de (car reduzdo a inor-
rer a fume, ver-me-hei na necessidade do deplorar
a perda -do obstculo d'oulr'ora, e de auialdicoar
vossa inveneflo quo supprimo c sacrifica hoineus
s'ob o pretexto de economisar despezas .'
Quando os economistas liberaos dizoni : Toda a
gente nflo produz, mas toda a gente consom ; logo
- iolercsso do consumidor he o interesse geral
rimantes que enriquecen) certos csnecula-'orea
pensas do publico; que, por meio do tratado?
os povos regulcm entre si as trocas dos gneros c
mercaduras ; mas fra una loucura decretar a|m-
licflo das alfandegas, sacrificar nosso cbmmercio e
nossa industria ao comniorcio e industria de nos
sos rivaes. Cumpro que caminhemos pera senda das
rerrroas, o nflo pela vereda das revolucOcs.
Concedo que, em definitiva, os productos tro-
jueiii-so sempre por productos, que cada povo ven-
da lauto quanto comprar, e que, por conseguinte a
nac.io, considerada abstractamente; nada perdera
com a liberdade das trocas ; mas essas compensa-
cOes de cifras me nflo podem satisazer. Concedo
que, sob o regiipon da liberdade, a Franca venderla
aos lnglozcs lautos vinhos e manufacturas de Pars
quantos fossein os estofas de algodflo e quincalhn-
rias que Ibes comprasse ; concedo qiio os nossos vi-
nhaloirosocoinmissarios, que os mercadores e fa-
Uncanles inglczes, conseguiran! grandes e recpro-
cas vanlagens ; concedo aipda, que o vinho viria a
"btor tflo bomprecocm Inglaterra quanto a tcia de
algoduo em Franca ; concedo, emfim, que os estalis-
HC0S poderam verificar orgulhosos um augmento
e.n nossas importmoes o exporlaces, e exelania-
rem : > a Franca enriquecen
Mas uergunto : qual a ndemnisaQflo que destinis
aos industriosos arruinados c a todos os pobres ope-
rarios que perderm os meios de ganharein o pflo ?
Conlcntar-so-hflo com dizei-lhes : Na verdade es-
tis redozidoS miseria, compadeeemo-nos since-
ra mente do vossa sorte ; mas os mercadores de vi-
nhos o de raridades ganharainmas do que isso quo
perdestes, oqo para o paiz he compensaeflo mais
quesulh'ciente, Agora, safa-vos do embarazo como
poderdes. Procurai trabalho : o vadlos sflo os ni-
cos quo o nflo acham Mudai de officio e resiu"iica,
se assim he preciso ; transforma i-vos em vinhatei-
ros ,-ido para o Meiodia, onde a agricultura prs-
pera; ido para mido quizerdos. Domis, uflo esta-
mos obrigados a curar de vossa exisloncia.
Hesponderilo os economistas liberaos, que o quo
ora solicitan! ho una simples reforma. Islo'he
verdade; nao ha um soque boje reclame a applica-
cilo (inmediata da liberdade Ilimitada. Mas nflo he
menos corlo-, que Ijo smente em nomo dos princi-
pios que combtenos o seu systema, se assim se o
pode chamar. Quanto a ellos, sendo a concurrencia
una cousa excellenlo em si mesma, seria para de-
sojar que se tornasse geral, universal, que se podes-
se praticar de hacflo na^flo assim como do imlvi-
duo a individuo, sem reslriccflo, sem censura ; se-
ria para desojar que o laisser faire absoluto vesse a
ser a le suprema da industria e do commercio : cn-
tflo, a lber.fade nasceria do excosso da desordem e-
conomica, mas sem isso ella nilo podo subsistir.
Eis vosso idei.il .'-Mas nflo he o nosso.
Coinpi'ji/.emo-nos de acreditar que os economis-
tas da escola liberal teem as melhores ntonces,
obedecen a scntmenlos nobres e generosos ; mas
eremos que ellos levam caminho errado, que, om
vez de approximarom-.se, desviam-se do alvo; ere-
mos quo a felicdade bumun.i niio depende exclusi-
vamente da liberdade das permutas; cromos al,
que, ao presente, nflo ho nislo que consiste a vcr.la-
eira quesillo ccoiiQmica.
Terminando, diremos ao Sr. Hastial:
Ero economia, assim como em poltica, onde nilo
existe ordem he mpossivel que baja liberdade. bia
vira em que despertis de vossas illusocs ; da vira
em que comprehendais quo cu.npre estabclccer a
ordem na produceflo, a juslica na dstribuicao, que
releva regularisar as permutas. A verdadeira liberda-
de he essa de que lodo o mundo pode gozar, quo he
garantida pelas instiluicOes e pelos- coslumos ;hc a
liberdade positiva e permanente,- a liberdade na or-
dem ou a liberdade organisada. Qiauto oulra, es-
sa que desojis, lio a lcenca, he a desordem. he a
anarchia. Pois bem/ a anarchia industrial e com-
mereial nflo li preferivel a anarchia poltica. Ella
nao pode aproveitar senflo a alguns, sin he, a mino-
ra, o damnificar aos outros. ,
Dadas certas circiimstancias, a anarchia pode ser
loleraycl; mas csiaholece-la como principio, apre-
senla-ia cooio p deial de ua sociedade perfeita, ho
cousa incouiprchensivel.
F. FlD*L.
. (I'resse.)
unisi'ixosnn> T cU,l,lla,'0Jl! 8,,(J?,r *"V* luado os economistas assim so oxprmem "di/o-
- SSSS^^!STtJ^-dW^ T ^"'T' -1"ece,.,,"qune,osdV6
li-uaiouidiemer, e, islo i^io obstan-dos consumidores nflo teem oulra rouda senflo o I
CAItACTEll DAS OI'IMOeS DA EUltOI'A16S8 A 1690.
A marcha das opinics he o mais solemne esludo
[da historia: os govornos, os-factos, os incidentes
politiOOS giavilaiu dehaixo desta poderosa energa
das opinies, e estas se modilicam, so transforman
no circulo invaravel da aiiloiid.ide oda liberdade,
dualismo eterno que entre si dispula o mundo.. O
17. seeulo tinha visto grandes esforeos, una reac-
CflQ enrgica do calholicismo contra a reforma em
Franca, a revogaeflo do edito de Nantes; em Ingla-
terra, a tentativa deJacqiins II para reslabelecer o
papismo. So o poder absoluto de I.uiz XVI linha
conseguido ferir a reforma, os Stuarts l se acha-
vam no exilio, porque a roacgflo que .clles medita-
vam tinha encontrado muitos nteresses lioslis ao
icstaheliciinonto da hierar%hia romana; (uilherme
III o a rwolurflo de 1C88 haviam sido a exprossflo t
desta resistencia das opiniOes e dos fados contra os '


45
predecios de um principe que os ofTendia de fronto.
A unidadecatliolieaquasi que absolutamente II-
nha vingado em Franca, a organisac!Io da igreja se
conservara cm toda a sua torca emsuas vinlc e pill-
eo mclropoles desdo l.yon o Roims, as antigs pn-
ma/ias, at a diocese.de Pars, nwisdo prximo ele-
* i. _i ..i..,tw.iini. nicnifn fia
vada s honras do so metropolitana. Qunndo os
viajantes percorriam as provincias francezas dos
Peryncos ao Rhoiio, encontravam en. todo o paizo
aepcto catho'lico ; as cidades, os monumentos, as
pracas, as mas, as reiras, os mercados, ludo tinlia o
nome de algiim Santo, ludo s abrigava sob sua aii-
tiga. proteccito. Rata, tenaz organisagao religiosa
coniprehondia os pensamentos e as emoces da vi-
da. As festas solemnes, os rocreios da mocidade,
as fraquezas e as dores da velha idade, a poregrina-
eflo as oratorios, a corporacio da oidade, bem co-
mo a associaco dos ntidos, ludo su ligava ao pen-
samentu calholico, de que a calhedral era o vello
symbolo no rucio de 'Suas popuia^os prOVtliCittva.
Ksta grande.linha de baslicas, esta longa e magni-
fica ourla -do naves, le egivas coreadas do cruzes,
de Santos de setef o porte, de virgens adoradas, esta
pelrificaqes, por bem dizer, de toda urna crenca po-
pular, fa'zia da Franca um paiz essencialmente ca-
tholico.
Por alm dos Pyrcneos, a mesma crenca se
niantinha poderosa. Na llespanha o calholicismo
se confundir com a, reslauraclo das liberdades
narionacs. Nilo eram os Mouros senhores de Cas-
tella, de Aragio, de Valencn o de Granada, quan-
do alguns nubles e bravos cavalleiros chrislitos,
sabindo das montanlias das Asturias, libertaram
a llespanha da dominaeio eslrangeir ? Tudo so
constituir de entilo om virludc do principio ro-
ligioso; a pomposa calhedral de Burgos, toda de
marmoro clieia do lampadas de ouro por cima
dos tmulos dos condes de Castella, ora um mo-
numento que recordava as niil facanhas do povo;
era seu orgulho e gloria! Do Sevilha a Valcnca,
do Granada a Salamanca, ~quasi todas as igrejas
.laviam saliido das mosquitas; os minaretes donde
o muezzin cliamava ha pouco os crentess oraces
do crepsculo, rcpiliain entilo o som dos sinos
loviiisenlo de prata. Os relicarios eram incrustados de ouro
com o rico punho da cimitarra, ou a podra pro-
ciosa que brilhava no turbante dos Abcnccragcs,
os ininiigos dos christos de Hespanha. O orato-
rio de S. Jacquos do Compostclla era o antigo
hospital onde os cavalleiros so curavam das fon-
das que baviam recebido pela defonso da patria.
S. lgqaco de Loyola nio era um bravo guerreiro
derribador de Mouros? Nilo existia, pois, igreja
que nilo fosso una reminiscencia nacional, urna
bandeira dos grandes dias da liberdade: nilo ha-
via urna iiistituico quo uo respirasse este espi-
rito, mesmo at a inquisic30, especio de polica
introduzida dopois das lulas violentas do povo
contra a usurpacilo eslrangeir. Todo o systoma
triumpbanle trata os vencidos como a inimigos,
qnando o nico signal de reconhecimonto para
a salvacflo da patria era a cruz, nio era do admi-
rar que urna polica cruel persoguisse as eonsccn-
rias duvidosas, esses falsos ebristilos quo faziam
votos polos Mouros da frica Qunndo a conquis-
ta entra violentamente por um povo, e o expel-
i de suas posscsses, estabclcco-sc naturalmente
um systoma de alta vigilancia o de inquisic.lo,
porqu esle >ystoma est ligado 11 seguranQa do
estado. Fui poltica, como cm opinics religiosas,
lia tribiinaos extraonlinarios para as circtinislau-
cias excepcionaes; a frga defendo a sua obra.
Os govenioS precisam do velar em sua conserva-
cto; os Mouros eram inimigos; proscreviam-os,
porque o islamismo ostava ainda poderoso, e bou-
vera de tentar novas invasoes na llespanha. Os
Turcos assediavain Vencza, os Mouros da frica pu-
djam entrar pela Andaluzia c subj'uga-la como o ba-
viam fcilo seus gloriosos avs, o os llespaiibes cjue-
riam evitar as catastropbes.
O principio catbolico devia dominar na llespanha,
porque se ligava a victoria, grande poca da liber-
dade, c esta coiifprmiddo de opiniOes devia na suc-
ccssodos teHiposabaixaros l'yrenros As repug-
nancias entre Franceses e llcspanlies nasciam ilc
cireiiinstancias polticas; zombava-s dos soldados
rastelhanos desde a liga, nos dias em que Conde prc-
cisava bate-Ios em campo aberto de Flandres, ou da
l.orena; masa llespanha conservava diversos pon-
tos de contacto com a Franca.- Fallava-so o hespa-
nhol no corte', suas infantas se liaviam sentado no
tlirono, sua litteratura dominara os coslumcs e o es-
pirito do sceiilo 16." e 17.; accrescenle-se a con-
l'ormidade de crenca, eentno se explicar a felici-
dado com que as armas de Frauga expel iran as dos
archiduques o as dos Inglczes na Pennsula por oc-
casiilo.dasqueslesdo 'testamento de Carlos II; as
reminiscencias da casa de Austria e do Carlos V nao
poderam linar contra a intimidado religiosa e a in-
lelligcnca do mesmo culto que animavam as popu-
larles dos dous lados dos Pyineos.
( Conlinuar-se-ha. )
De ordein do Sr. coronel commissario pagador
se declara, que o annunco para o contrato do for-
necinienlo d'agoa para a fortaleza do Rrum o do Bu-
raco publicado no Diario de 23 para os dias 24
e 25 dcste mez se enlenda para os dias'27 e 28 do
mosmo. I'agadoria militar do Pernanibuco 24 de
setonibrodc 1847. No impedimento do escrivilo ,
\JoHo Arcenio Ha/boza.
O segundo ha la I lio do guardas nacionacs do
municipio do Itecife precisa engajar dous cornetas
que lenhain boa conduela : quem esliver nesle caso,
dirija-so a ra da Cadeia, em Santo-Antonio, n. 13.
Natiot entrados no dia 23.
Para ; 17 dias e 19 horas, o da Parabiba do Norle 12,
paquolo de vapor Perrtnmbucana, de 240 toneladas,
commandantc Jofio Mili tilo Henriques, cquipagem
29. Passagoros : para esta provincia, Jo.o Paulo
Gomes de Paiva o Pinlio, padre JoIIo Barboza Cor-
deiro, Manool Jos Cantoso, Brasileiros ; Augiislo
Zictz, Suisso; Joaquim da Silva Coelho, Joaquim
Pereira (iuimares, Portuguezes; o seta escravos
a entregar: paraosul, oescriviio da armada na-
cional Francisco Coelho da Costa, Brasileiro ; Do-
mingos Jos da Costa Freitas, Portuguez ; e qua-'
tro recrutas para a marinha o exercito.
Liverpool; 46 dias, galera ingleza lelilia, de 408 to-
neladas, cap tito Edward Thorp, equipagem 19,
carga carv.in de pedra.
Kavii sahidos no mesmo dia.
Babia; sumaca brasileira Flor-de-Angelitn, capitilo
Bernardo deSouza, carga varios gneros.
Liverpool por Macci ; barca ingleza Isabel, capitilo
William Webster, carga lastro de assucar.
Rio-de-Janeiro pela Baha ; barca ingleza Lelilia, ca-
pitn Edward Thorp, cargaa mesma.
Macci; briguo nglez Thomas-atlertbij, capilo
William Wliito, carga a mesma.
Observacdo.
Kntroii para o Mosqueiro a barca ingleza
vell, capitilo James Newton.
lcclararos.
Contratos a celckrarem-se com a Ihesouraria das rendas
provinciaes no corrente mez de setembro.
DIA 25.
Oda continuaco da obra do caes do Ramos, ava-
llada cm ris 7:182,000. Os Irabalbos far-se-ho
de eonforniidadecom os riscoso ornamentos j ap-
provados; encetar-se-hilo dous mezes depois de va-
lldadoo contrato, o lindar-se-blo ao cabo de seis
mezes. O pagamento realis.ir-se-ha na formado
ilisposto no artigo 15 do regulamenlo das arremata-
rles. O prazo de responsabiliilade ser de um au-
no. Fixar-se, t ni fin, o contrato com aquello dos
concurrentes que por menor preco se compromelter
aTnzer a obra.
DIA 30.
' Odoeslabelecimento de urna linlia do mnibus,
que, na forma da le provincial n." 191, facilite o
transportodeaU oidide a qualquer dos seus a
desodcOlindu,
vi'ii!i.p. m/^r.r
COWMEfv.;S0.
A!(;
ruri
w-
m:NDI.MK.\TO 1)0 DIA 23........... 3:064,208
l>escarregam>hojr, 24.
Brigue fourad mercadorias.
Ilrigue ~ llobim idem.
Ilrigue OUnda barricas abat Jas e em p.
Briguo Atheut mercadorias.
IMJ'OUTACAO'.
OUnda, brigucamoricauo, vindo d Boston, entra-
do nesle mez, consignado a Hcoriqoe Forsler, mani-
fOSlotl O segunde:
114 toneladas e 685 libras glo, 7 caixas relogios
de parede 'e seus pertenece, I cailcra da China, :i
barricas farinlia de trigo, 2518 barricas abatidas, 5
caixinbas diversos ohjcclos, 1 barril ganchos c ilhs
de ferro, 9 caixinbas e 3 embrulhos machinas, 8
anulos, 1 barrica el raixinha candio-iroa, 3 caixas
liedlas de sepultura, 1 caixinha mediein 155 bur-
Pnblcncot s ^/literarias.
PORTCCAL.
Recordares do anno de 1842, pelo principe f.ichnonsky,
traduzido do allemdo segunda edieo correcta e an-
notada.
O consumo rpido da primeira edicjtp c a sua
procura por militas pessoas que ficaram sem ella ,
nduzio o traductor reimpressilo d'esta obra cu-
riosa, qun onlm aaprcciaftodo caradores mau
notaveis do paiz, dos seus acontecimrntos polti-
cos monumentos e lugares prineipaes reita por
esse principo prussiano que all vinjnu no auno
citado. Esla inleressanle obra, que cnntm 990 pa-
ginar, vonde-se por 1,000 rs. na ra da Cruz n.
7, segundo andar.
-- Acaba de sabir do prelo um noto compendio de
Chronologia extrabido de dill'erentes autores, por
L, P. Cavalcante Velle de Guevara. Vende-so na
pruna da Independencia livraria ns. 6 o 8., Proco
500 rs.
Avises martimos.
O baixo assignado ost autorisado para reco-
ber as cuntas da casa de estabofecimonlo de Miguel
Kslevos AI ves & Conipanbia : por isso pede aos Sis.
que tenbamconlas com a mesma casa, para mlo.en-
trrgarem os seus importes aos caixeiros o mais cui-
pregadosdelta, e smente ao abiixo assignado,
que he o competente.
Joaquim Antonio de l'aria Uarboia.
Aluga-so o primeiro andar do sobrado da ra
dollangel defronte da botica : a tratar na ruado
Cahug; Inja de Joaquim Jos da Costa Fajoze.
Precisa-so de um caixoiro para venda que te-
lilla pratjra e quo d pessoa que afiance a sua con-
ducta : na ra do l.ivramento, n. 38.
D-se 1:800,000 rs. apremio, sobre firmas a
contento, ou sobre penhores do ouro ou prata : na
ra da Concerno da Boa-Vista, m 9 se dir
quem d.
Ainda estilo para alugar s casas no sitio do
Cajueiro, para quemas quizer pqrnno, ou por
fesla com banho prto das casas a tratar no mes-
mo sitio.
Por execucilo de Francisco X. Martins Bastos se
ha de arrematar na primeira praca do Sr. doutor
juiz do civel, um cscravo do finado Mauoel Luiz da
Veig*.
Por execucilo de Jos Goncalvcs Ferreira e Sil-
va se hilo de arrematar na primeira praca do Sr.
doutor juiz do civel da primeira vara varios mo-
vis pcnhnrados a Mauoel Francisco Soares.
--Jos Rilieiro do Brto embarca para os porlos do
Hopei- sul do imperio o spu escravo Benedicto, prelo afri-
cano
-.- D. Bernardina Barboza do Sena Brito embarca
para os porlos do sul duimperinoseu escravo Jolo,
prelo africano.
Mauoel Pereira Teixeira embarca para os por-
lor do sul do imperio o seu escravo pelo africano,
de nome Amaro.
ROUBO-.
Da sala da frente do primeiro andar da casa n. 28
da ruadas Cruzes, roubaram, na inanha do dia 23
do correte, osseguintes ohjcclos : urna casaca de
panno azul. com gola de sarja e boloes amarellos ;
un palilou de merino verdo-cscuro com gola c
piinlios de sarja de listras ; nina calca de panno pre-
10 OUlra dita de casimira cor de ganga, com qua-
drinhos miudns; um chapeo branco som pello;
urna camisa de inadapoiio lino, com peito de pre-
gas miudas leudo em limadas ponas da fralda as
inlciaes J. C. M. A. ; um par de bolOes de ouro de
piinlio, lavrados ; dous botos de camisa, com pe-
d inhas verdes ; um par de livclas do prata, lavra-
das em uns suspensorios, ja usados; um collelc
de seliin preto'e nutro de fustilo branco bordado,
com a competente fivela de prata ; um lenco de se-
da encarnada do grvala, com barra branca; e um
nutro de grvala, tamhom de seda azul, com lis-
tras cor de ouro. Quem dos referidos objectossou-
ber eos quizer levara casa cima, sera gratifica-
do : c previiio-se quo se protesta contra quem for
adiado em seu poder qualquer dos ditos objeclos
Fiirlaram, do engenbo Piidobinha no dislrie-
to de Ipojuen um quarto ru?o, com marcas de
eangallia um pouco magro de milito trabaihado,
capado, pouca dina eo principal Ierro que lem
lieuniM i'mu', ua perna diralla, bem distincto,
porque sobre a marca nasceram cabellos vermellios
ou pardos o que tcm cm ligninas partes do corpo ,
anude leve feridas.
Laurht Piigi, marcenciro
rancez
tem na sua loja da ra Nova, n. 45, alm de um
grande snrtiinenlo di: midiilia urna porciio do vi-
diacase lileiros de lodosos tamanhos o qualidades,
muto proprios para loja por preco multo barato.
(i mesmo precisa de 2 bous oloiacs demarceneiro.
Precisa-sede um Portuguez capaz, que sai ha
Iralialhar de enxaila e tirar leite, para estar em
um sitio milito porto da praca: na ruado Augus-
ta, II. 60.
- Quem precisar de um caiseiro para venda Uo
que tem bstanle pratica, e que prefere ir para lora
da praca ou mesmo para fra da provincia, aiinun-
cic por esta folha.
Bebaleni-se ordenados de empregados pbli-
cos suidos, congrua le tras de boas firmas: lam-
bern da-se (linheiroa premio sobre hypolhecas, por
menos do que nlnguein c sem usura : na ra Di-
reila n. 50 ...
Permuta-te un jequeno sitio, m .li-
to prximo matriz da Varzea, c ao rio
Capibarbe com casa de viwnda ci<-
conten duas salas, (|iialro quartos e cs-
triliria, com militas aivorcs IVucfiferas,
c nina Ijaixii, jior nina casa lenca nesla
cidade ; volt..ndo-se de tima ou de onlra
parle oque se convencional': quem llie
convifi' este negocio, dinja-sc i na cs-
Ireita do luzario, n. y, onde se dir
que ni o lii/.
Antonio Carlos Pereira de Rurgos Ponce de
Lenn faz publico, que mudoii a sua residencia (la
tua Ilireila, sobrado n. 29, para a Soledade, sitio
da Cscala, do Kxm. Sr. harode Itamaraca; portan-
rahal-
-sc com Silva & Grillo, na ra da Moeda, n. 11.
- Para o llio-Crande-do-Sul tenciona sabir breve
ricas com lampos, 1 sarco com 44 pesos, 1 roda del 0 hrigue mercantil; podo receber alguma carga, as-
esleiras da India, 1 embrulliocom tres pe?as de pan- sjm como escravos e passageiros : (|uem no mesmo
quizer carregar pode entender-se com Amorim Ir-
inns, ra da Cadeia, n. 45.
Para o Cear, tocando no Aracaty, seguir im-
pretorivclmente atodia 5 do vindouro mez, o
brigue-escuna Henriguela, mostr Jos Joaquim Al-
ves da Silva : es prelendenlcs que ainda nelle qui-
zerem carregar,bu Iraiispnrtarem-se, Be entenderlo
eom o mesmo mestre ou na ra da Cadeia do Ite-
cife, n. 17, segundo andar.
Para a Babia sabe a sumaca S.-Antonio-de-l'a-
dua, pregada c forrada de cobre, e bem condecida
pela rapidez de suas viagens : para carga e passftgci-
ros trata-80 na ra do Vigario, u. 5.
Para o Aracaty tem de seguir viagem, impretc- j [""quem com elle se quizer entender, dirigir-se-ba
rivelmente al o fin do corrente mez, o hiato Novo- .l0 j(() stj0j oll ne8(, .,racA (..,s:, de sen procura
OUnda, leudo ja a maior parte de sua carga a bor-i(lor Sr MnnocUos de SanfAnna Araujo, na Ira-
do e tintada : quem anda nelle quizer carregar, fal- vcss., ()o sarapatel, sobrado n. 16.
le Com o mestre do mesmo, Antonio Jos Vianna, no i preeisa-se de urna ama para urna casa de pouca
trapiche novo. I fanrlia na ra da Paz, oulr'ora ra do Carino, ca-
Veude-se o hiato Trrt-lrmhc-t, promplodc um{ga|errea n. 30.
ludo i seguir viagem : a Tallar na rua da Cadeia ,, Aluga-SOUina casa no Montciro a bcra do rio
loja de Joilo Jos de Carvalho Jloraes. Capibarbe,"com duas salas, corredor ao mcio eou-
Para a Babia segu aleo (ni do corrente mez lr ,o lado ti quartos, um dellcs tem pratelheiras e
o veleiro hiato Tentador : para carga ou passageiros, S(,rvi. j,, dispensa, OOtinba fra, estribara para dous
trala-se com Silva & rillo, na rua da Moeda, n. II. cav:l|los, umqiiarto com lariniha para prctos, eou-
ParaoAss a barca, nacional Ttnlativa-Feli* est troquarto no fundo do quintal, que serve para des-
a sabir nleo dia 25 do crrenle: para carga ou passa- .,: (.jnia| murado : a trillar no Atcrro-da-Uoa-
geiros, para o que tem osmelhores commodos, Ira- Vista n. 37 lerc'ciro andar.
LOTERA DOTIIEATliO.
O dia l.odeoutubro prximo futuro ho o designado
para o andamento das rodas desta lotera, cojos m-
Ihotes soacham a venda nos lugares do coslumo.
Devem os apaixonados desle jogo concorror para
quosorealiseesle icio naquellc lia, comprandoaOS
bilhetes que de resto oxislern, sem esperar que baja,
como as anteriores, una socedade quo os tome a
sua sonta ; porque, anda no caso do quo esta se or-
ganiso, eliquo com os bitbets quo resta rom, pun-
ca os vender por suaconta, porque para este fim o
tbesoureiro da lotera nilo llie pcrmillir prazo al-
gum, e fara andar Jogo as rodas. |
-- Desappareceu do trapiche do algodo em
julhop. p. urna canoa aborta quasi nova: quem
delta souber queira dar noticia na rua da Moeda ,
n. 11, que sera rocompensado.
-- Se algucm se julgar com lircilo do hypocca,
penhora ou mitro qualquer negocio na casa da
rua de Agoas-Vcrdes, n. 53 perloncente ao Sr.
Manoel Ignacio estabelecido na praca da Indepen-
dencia com loja de funilciro declare por osla fo-
lha no prazo de tres dias.
-- O Sr. Benjamn) Frankolim de S Cavalcante fa-
Cfi o obsequio de apparecer na Boa-Vista no arma-
zn: da Senbora I). Joanua que um seu patricio lijo
quer fallar, a negocio de seu interesad.
~ Precisa-se alugar un preto que seja diligente :
no Passeio-Piiblico, casa que tem bilbar.
Antonio Jos Malbeiro retira-se para o Rio-
Grande-do-Siil.
Claulino Jos Pereira Pacheco acaba de rceo-
ber um complete sorlimonto decalcado do milito
acreditado autor Pacovio : bem como urna poreflo do
borracha em dilTeientcs formas pmvi diversos usos :
ludo por preco comino lo : i tratar na na da Ca-
deia-Velha loja de fazendas, n. 32.
O Sr. J. II. S. queira ir, ou mau-
lar pagar, na cidade de Olindi : rna de
deve
pagar,
itliins-lcrieira
que
c isto
al 6 dia u8 do corrente e se >> nao li-
zer, passar pelo deugoslodc ver o seu
nome por extenso ; pois que des io j se
protesta n3o se ler inaw altencao.
-- Atugam-se duas casas terreas no sitio do Cor-
deiro una margem do rio Capibarbe com com-
modos para grande familia, estribara, cothlha
fra o a oulra no fundo do mesmo sitio lamhem
com commodos para familia : os prelendentos,
para ver, dirijain-se ao mesmo sitio Q para tratar,
no paleo do Carino, lifl7.
\U BOM TOM PARISIENSE.
RIJA NOVA, N. 56.
Tetr.pi lio & C, alfaiatc,
le.-in a honra do avisar ao respeitavel publico o
com especi.ilidadcaos seus freguozes que muda-
rain o seu estabclecimonlo sito na rua Nova, n. 7 ,
para a niesnia rua n. 56, onde continuarilo assi-
duos a servirem os seus antigos fieguezes o quel-
les que os quizernt honrar. Aprovoitam esta oc-
casilo para pai'licinarem que se acbam prvidos <.;:
um helio sortimenlo do fazendas recentenicnlecbe-
gadas lie Franca pelo ultimo navio comosejam :
pannos pelos e de cores para calcas ; casimiras-se-
lim ; dita elstica : tudo do ultimo gosto : bem co-
ino sedas, setins, velludos, fustoes impressos o bor-
dados, proprios para colletes ; una completa collcc-
eflo do ligiirinos das mOilas as mais recentes de
Pars. No mesmo ostabelocimonto se encontrar
sempro um grande sortimenlo do roupa feila para
to.los os tamanhos, bonetes de velludo para senbo-
ra proprios tiara montarla c varios objeclos de
pbanlasia : ludo moderno o da mellitir qualidade.
lona pessoa, que sabe perfeitamenlc msica,
seoflerece paraensinar particularmente estabella
arte, indo as casas de seus discpulos passar-lhes o
loniar-lhes licao. Igualmente se offeroce pin ensi-
llar primen-as lellras, latim, etc. As pessoas, que so
quizerem utilisar de seu preslimo, tenliam a bonda-
de de dirigir-sea rua do Itaugel, que no primeiro
andar do sobrado n. 3 da mesma rua achario com
quom tratar; ou entilo lenhain a bondade do aiinun-
cisrsuas moradas para seren procuradas.
Oueni precisar de um rapa/ brasileiro, para cai-
xeiroderua, o qual tem pratica oda conhecimento
dos pairos que lem lido dinja-se a rua da Ca-
dcia-Velha do '.ecife, n. 41.
Aluga-se um preto idoso para vender agoa em
una canoa nos Marlyrios dando-se-lho o susten-
to e o jornal que se convencional-: na rua Augusta,
u 60, ou lio pateo do Collegio loja do livrs, n. 2.
'- NO dia lerca-leira 21 do corrente das 6 para
7 horas da mauliita furtaiain da sala do segundo
andar da rasa 11 18 da rua do Vigario, dous rc-
losios sendo um de miro sabouele suisso com
trencelln eludo ochavo de ouro. O relogio toin a
mola que faz levantar a ra Xa quebrada olnostra-
dor he de louca o o numero julga-sc ser
celim osla pailido junto a argO|8.
uo de !mili",
latios.
I caixinha semenles; aos coiisigna-
Consulado.
lipNDIMENTO DO 111.\ 2*3.
Coral..........
Iiivetsas provincias.
1:662,947
1 4,762
1 ;827,709
Avisos diversos.
Quem precisar de nina ama para casa do pouca
familia, dirija-so a rua do Cotovillo, n. 16.
-- Oqumto do bilbi'le n. 2131 a beneficio da \.
F. de N. S. da Gloria do Rio-de-Janeiro pe tcnce ao
Sr. Jo'aquim Marques Damasio u Parabiba.
Aluga-soum bom sitio por ser muilo perfoua
pra^a com boa casa haixas para capim mudos
srvoreiiosde fructo, boa agoa para beber e lavar
roupa : a fallar na rua da Praia venda n. 46.
Alugam-seas seguintes casas: duas pequeas
CBSas terreas, na rua do Sebo ns. 52e54 por oito
mil rs. mensacs ; una dita lerrea na Soledade ,11.
35, com bastantes commodos para grande familia,
por 12,000 rs. mensacs : a tratar na rua da Aurora,
n. 26, escriptorio de F. A. de Olveira.
11 esla parnuu jumu F'b"1"- P uulio lelogio
he desabllele de piala, com cadeia grossa do ou-
ro, das que prendein eom gancho. Tambem leva-
ra m oulra crlenle de ouro, feita cm Lisboa; algiim
dinbeiro e outros objeclos. Dio-sc 100.000 rs. a
quem descobrir lodo, ou parte do rouuo e roga-so
a qualquei possoaaque.u seja oirerec.do qualquer
dos ditos objectos queira appreheiid-los e leva-ios
a dita casa no segundo ou lerceifO andar que re-
cebera a dita gratificarlo. .
-Precisa-se do um hornera para administrador do
una olaria pe lo desta cidade que seja isento do
praca, que seja prudente, que entenda bem da arte o
que saiba le- c cscrever na rua larga do Rozano ,
"-l8'precisa-se de urna prela que saiba vender na
rua efazero servico ord.nario de una casa : quem
a tlver o quizer alugar, drija-se a rua da Alegra,
'_ \athaniel Hathaway Sufl, cidadSo americano,
retira-se para os F.stados-Cnidos.
- Na rua do Trapiche-Novo, n. 8, precisa-se do
urna co/.inbeira que seja escrava.
PIIMMATICAU, CUTELEIRO NO ATERRO-DA-
DO A-VISTA,'
lem a honra de avisar ao publico, que mudou o
seu cstabelecimento da rua do Aterro-da-Boa-Vista,
n 5, para o sobrado novo, n 16, da mesma rua.
Na sua loja semprc o publico achara como de cos-
Ollerece-seummoco portuguez para caixcirol turne um grande sortimenlo de Helenas finas c do
de padaria, duque ja tem pratica. ou para arma- todas as qualidades bem como pistolas de viagem,
zeiode assucar, ou mesmo para algum ciigeiiho e armas para caca. Continua a concertar todas s
pe (o desta praca, o qual da fiador .a sua conducta ; I qualidades de armas o Terragons c amla as quar-
quein o pretender Uinja-se ao pateo do Terso, 11. 4. i tas-feiras c sabbados.
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Desencaminhou-Sf, no dia 22 do correnlc, ao
nnoitocer, da ra Dircita confronto ao becco da
Pon lia estando o portador comprando mu abano
na venda da esquina do niosmo becco um cavaHo
ruco-sujo tirando a rodado nao muito vdho an-
da carnudo cunase cabo prctos tem urna espe-
cie de sarna na sarnelha e eslava carregado com
dous cassuaes contendo o seguinte : um garra filo
com duas caadas e tanto de vinho tinto ; um (lan-
dres com 3 liliras e tanto do mantclga; um dito com
una libra do cha ; urna porgilo de ceblas ; um m-
Ihodcalhos; um embrulho com duas librasdebo-
lachinha ingleza; um dito com 3 ditas de biscoulo
doce; um sarco com 24 libras de bolacha c 480 rs.
depiles; libras de sabflo ; 10 cocos do comer;
um dito de beber agoa ; 2 arrobas e 4 libras de car-
ne do Ccar; um boceado do sal; mil o tanto ris om
dinhoiro, sendo mil rs. cm cdula ; e mais alguns
objectos do portador, que so ignoran). Roga-se as
autoridades e pessoas particulares que upprcndam
elevomaruado l.ivramcnto n. 20 que serlo re-
iimpensados, e se pagarflo as despezas que tenbam
Vende-seum molequedc15 annos de nacflo
Angola; um dito de 12 annos ; um cabriiiba do 10
anuos ; 3 escravos do nagitn ; urna ncgrinlia de 12 tbeatro.
para homens e parn meninos cjde copa baixa : to-
das estas qualidades chogram ltimamente de
r ranga o silo da moda mais moderna. Na mesmo
fabrica semprese acha um bom sortimento de cha-
peos de todas as qualidades, fabricados na mes una
fabrica tanto cm porgao como a retalho : tambom
se vendem todos os pertences para o fabrico de-ch-
peos, por pregu commodo.
Vendo-so um pretode 40 annos, pouco mais ou
menos, proprio para o servigo de campo : na ra do
Livramcnto, luja de fazendas, n. 34.
Vende-se, por proco commodo, para fra da
provincia, ou para cngeiilio, una preta : na ra da
Cruz do Itecife, u. 57.
Pa ra do Trapiche-Novo n. 18, casa de Frc-
derco Robilliard vonde-se farinha de trigo, ame-
ricana recentemenlo chegada.
Vendem-se limas, marcas de todo os tamaitos,
para ourives: na ra da Cadeia-Velba do Rccifc,
loja do fcrragons, n. 53.
SSSP.
Vcndom-se barricas o. meras barricas de farinha
SSSF do raminho: noarmazemdo Joaquim Lopes de
Almcida, caixeiro do Sr. Joilo Malheus, atrs [do
annos muito linda ; 3 mulatinhas recolliiilas, com
principios de costura ; 4 cscravas do 16 a 30 annos ,
de boas figuras c com varias habilidades : nr ra Di -
roita, n. 3.
--Pcrdeu-sc urna lettra do 1:132,000 rs. impor-
tancia de gados comprados para o consumo a qual
sn yonceu no dia 21 c ja est paga sacada por Vir-
ginio Horacio de Froitas c aceita por Joilo Jos d'Al-
buquerque: quem a adiar pode entrega-la na .'ra
Imperial,ii. 14. Adverte-se a qualquerque a niTo ne-
gocio no caso de sor aprcsenlada. 0 prazo da let-
tra era do 15 dios.
Compras
Compra-se urna cscrava moca de boa Bgura,
3ue saiba cozinhar o lavar, o nilo tenha vicio: agra-
ando paga-so bem: na Boa-Vista, ra Volita, n. 18.
Quem a tiver, devo apparecer das 11 horas da ma-
nliila 9 3 da tarde.
Compra-se umarftorc<1o ile t a boas que sirvan)
para armagflo de venda : na ra Dircita, n. 17. .Na
Dicsma vendem-se dous caizos pequeos feitos a
moderna, proprios para venda, e-por pceo com-
modo.
Compra-se urna cscrava moca que saiba bem
coser, .engommar o cozinhar, sem vicios nem
achaques: narualarg do Itozario, n. 48, primei-
ro andar.
Compra-se um marac de cascavel, de boa pra-
ta sen feitio e que esteja cin- bom estado :
quem tiver annuncio.
Compram-se 4 vaccas boas filhas do pasto ,
quedem bastante Icite, o que lenham bezerros
novos: na ra Augusta,)). (0.
-- Compra-se una preta boceteira : tendo as qua-
lidadesqueso desejam paga-sc bem: na ra da
.Senzalla-Vcllia, n. 110.
Compra-se urna casa terrea no bairro da lioa-
Vista sendo em bom local e boa ra o que tenha
quintal murado e cacimba : na ra da Senzalla-No-
va venda n 7.
Vendas.
Loteria do Ro-de-Janeiro.
Aos 20:000^000 de ris.
C.liegaram, pelo vapor San-StbaHido bilheles e
meios ditos da primeira loleria a beneficio do con-
servatorio de musica da corle que devenn ser cx-
traliida ile 12 a 15 do crrente : na ra da Cadeia do
Herir loja de cambio do Vieira n. 24. A ellos,
antes que oheguc o vapor coma lista.
Vendem-se 26 travos de camassari c louro, de
30 o 40 palmos : na ra da Madrc-de-Deos, n. 9.
Vcnde-se junco a retalho, por prego commo
do : na ra da Cadeia do bairro do Santo-Antonio,
n. 18.
Vende-sc.uma muito boa cscrava, de cor preta,
com iilade de 24 annos, que sabe bem engommar,
cozinhar e cozer dio, propria para o servido inter-
no de urna casa, e bastante lid : nilo se duvida dar a
contento : na rna estreita do Itozario, n. 31, pri-
meiro andar.
Vendc-sc urna cscrava de bonita figura, com
habilidades : no pateo do Carmo, n. 7, se dir quem
vendo.
Vcnde-se um cscravo muito moco e forte que
he bom carreiro c trabalhador de enxada ma-
chado e fouco : na ra di Passcio j). 19, se dir
quem vende.
Vcnde-se, por prccisilo um cscravo de-nagflo,
por 300,000 rs.; um pardo, por 400,000 rs : na ra
laScitfalla-Velha, n. 132.
vendem-se muito bem feitas jarras ; pias para
preservaras l'ormigas; vasos para flores; panellas
para doce ; pequeos caros, propiios para vender
llores; uir.a porgilo de botijas vidradas : todas os-
las obras silo de muito bom barro c vendem-se por
pceo muito commodo: na ra da Florentina,
n. 16. *
Vendem-se casaos de pombos grandes, pti-
mos balcdores, e de cores muito bonitas, por pre-
go muilo commodo : na ra Fda lorenlina, n. 16.
--Vciulem-sc 5 propriedadBs de casas, sendo
una de sobrado om Olinda na ruadoCoxo; urna
dita de sobrado e sotflo na ra da Senzalla-Nova ,
n.37; urna dita terrea no becco dos Martyrios, n.
4 ; lima dita na ra dos Pescadores do bairro d"e S.-
Antonio n. 7; urna dita dita meia agoa nos fun-
dos desta cima n. 8: a tratar na ra da Cruz .
n. 54, com Mendes & Tarrozo que se acham com-
petentemente autorisados para esta venda, por cun-
ta tle quem pertencer.
Vende-se linlia ina de bordar de
linho ; toallias cgnardannpos de mesa ;
meias delinbo: na na do Cabug, foja
demiudezas, do Giiintaraes
Vende-seum tronco iniiito fortee seguroT de
sicupira com fediadura de segredo : na ra da
Senzalla-Nova venda n. 7.
Vendcni-se lireves noroes de potica a 1,000
"''' pri'?a dM ,nael'endoncia livraria ns. 6 e 8.
Vendem-se, na ra Nova n. 44, fabrica de
chapeos, as soguinles qualidades de chapeos: de
merino de mola; ditos de pcilucia do seda IVan-
cezes ; ditos de massa sem pello brancos, pa.dos e
com borlas; ditos do patha da Italia, do copa alta,
i\a nova loja do lasseio-Pu-
hlico, n. 17,
vondem-se casimiras de lila para calcas, a 1,000
rs ocovado; cortes de cassa para vestidos, muito
modernos a 3,200 rs. ; ditos de chitas fixns, com 10
covados a 1,000 rs. ; ditos muito linos, com 10 co-
vados a 1,800 rs.; pecas do chitas-para cobert* de
muito lindos pa driles e bous pannos a 5,500 rs. c
o covado a 160 rs.; cassas de quadros o listras de co-
ros, a 280 rs. o covado; cortes do pelle do diabo,
fazenda muito forte para calcas, a 1,280 rs. o corte ;
cambraia lisa peca de 5 varas a 2/ rs. ; alpaca .cor
de caf muito lina a 640 rs. o covado ; urna por-
Cto de chitas finas, a 4,500 rs. a pega; ditas das
mais modernas que leem apparecido, a 12,000 rs, a
pega e a 320 rs ocovado; litas para vestidos, de
muito lindos padrOes a 320 rs. ocovado; pannos
para mesa, a 1,120 rs. cada um; una fazenda de
algodflo com quatro palmos de largura e muito for-
te a 200 rs. o covado ; e outras militas fazendas por
proco mais commodo do que cm outra qualquer
parte.
Vendem-so 3 escravos, sendo: um pardo de
30 annos bom vaqueiro c que he proprio de to-
do o servido decampo e. da praca j pin dito de 22
innos, do mesmo servigo e com principio de olli-
cio de sapateiro e ferreiro ; urna negrinha de 13 an-
nos que rose dio e cozinha o diario de una casa:
todos de bonitas figuras, e vendem-se muito em
conta por querer o dono retirar-so para fra da
provincia: na ra Ja Concordia, passando a pon-
teziriha, a direila, segunda casa terrea, se dir quem
vende.
Vende-so una preta de Angola, de 18 anuos, de
muito linda figura e ptima para so acabar de edu-
car; urna inulalinlia de 18 anuos com boas habi-
lidades, para dentro de urna casa : na ra do l'as-
seio, loja n. 19, se dir quem vende.
Vendem-se 7 escravos sendo : 3 de 18 20 c
24 annos, de bonitas (guras proprios para o ser-
vico de campo o mesmo para a praca ; 3 lindos mo-
loques de 11, 13 e 1G annos, proprios para ofllcio ;
una preta crioula de bonita figura, de 25 anuos,
com habilidades : na ra das Cruzcs n. 22, segun-
do andar.
Vcnde-se sal do Ass ; cera em velas ; sarga-
parrilha : ludo por prego commodo, para sefechar
conlas :na ra da Moeda n. 11, a fallar ce m Silva
& Grillo.
Vende-se, no armazem do Bacelar defronte da
escadiulia da alfandega minio boa batata a 1,600
rs. a arroba ; cha hisson em latas de 1 libra, a
2,400 rs.
Vende-so, na ra doQueimado n. 30, loja de
alfaiate de Jos Joaquim Novaes, um vestido do mon-
tara, para senhora de muito boa fazenda e do
ultimo gosto, por prego muito commodo.
Attencao.!
Vendem-se superiores chitas franeczas, do vara de
largura e de cores fixas, a 280 rs. o covado; ditas
finas, escuras c de cores lixas tendo algumas que
serven) para lulo a 5,000 rs. a pega ; meios chales
de cassa do quadros a 440 rs. ; cortes de lanzinha,
para senhora com 15 covados a 3,600 rs. ; panno
preto lino para pannos do prctas a 3.000 rs. o co-
vado ; diales de lila e seda muilo linos a- 5,500 c
7,000 rs.; zuartc de vara de largura, a 240 rs. o
covado ; cortes de cambraia lisa muito fina ecom
6 varas o meia a 5,000 rs. ; superior brim tranca-
do pardo, de puro linho a 640 o 900 rs a vara ; di-
to amarello muito lino, a 900 e 1,000 rs. ; dito
trancado le linho blanco, muito superior a 1,000,
1,280 e 1,600 rs. a vara; cliadrczes de linho para
aqueta a400rs ocovado; riscadinhos trancados,
a 240 rs. o covado ; hainburgo de linho, a 260 rs. a
vara ; meias para senhora a 240 rs. o par ; o outras
militas fazendas por barato prego : na ra do Col-
legio, loja n. 1.
Vendem-se caixas de cha bysson de 13 libras,
om porgOes ou a retalho ; caixas de velas de es-
permacete de 5 e 6 em libra : na ra da Alfandc.ga-
Velha ii. 36, cnicasa de Matheus Austin & C.
('asa da F
na ra estreita do Hozarlo, n. 0.
Nestc estabelecimcntoacliam-sea venda as bem
acreditadas cautelas da lotera do tbeatro publico
desta cdade cujas rodas andam no dia 1. de ou-
tuliro. O caiilelista espera que os seus fregueses)
concorran a comprar o resto das ditas cautelas
as quaes se esperan) boas sortcs, pela excelleute cs-
collia que se fez dos nmeros para seren divididos
cm cautelas. A ellas que silo poucase boas. I'regos
os do costme.
Vende-seum eavallo alazfo, muito bonito,
bem feito qnc carrega haxo, esquipa, c he muito
manso : na ra da Florentina, u. 16.
- Vendem-se varios pedamos,
de msicas para piano e canto-
na ehegados recenlemeote do
Rio-de-Janeiro por preco com
modo : na ra do Cabuga, loja
u. 0.
Vendem-se iluas canoas de carrelra e algun.s
esclavos Medientes de ambos .os sexos perten-
ec, les a urna pessoa que se retira : na ra da Sen-
zalla-Velha n. lio.
Vendc-sej de urna familia que so retira ,|uma
cscrava de nagflo .insigne engommadeira perfoi-
lalavadeira de sabio e varrclla boa cozinhoira c
de excelleute conducta : na ra da Cruz!,- n. 49,
primeiro andar, se dir quem vendo.
Cortes de pelle do diabo, a
1,400 rs.
Vendom-sc superiores corles da fazenda chama-
da pelle do diabo com-3 covados e meia pelo ba-
rato prego do,1,400 rs ocrte, sendo da maissupe-
rioa que tem apparecido : na ra do Collegio loj
n.1.
Vendem-se escravos baratos, na rus das
Larangeirs, n. 14, segundo andar: 2
molecotes, do-bonitas figuras j um bo-
nito preto de 25 annos; um dito do 26
annos por 450,000 rs. ; irm pardo com
offlciode pedroiro, de linda figura e de ptima
conducta ; um dito carreiro, de ptima conducta; 1
dito com ollicio do sapateiro, sem vicios nem acha-
ques, este troca-so por urna pieta quo seja moga, e
nilo seja achacada ; um preto de nagito, muito forte,
por 400,000 rs ; um dito por 250,000 rs.; una pre-
ta dr 25 annos, que cose muito bem ,' sem vicios
nemachaques ; urna mulatinha do 12 annos; urna
negrinha do 10annos propria para ser educada;
urna preta muito forte, de boa figura o de 38 an-
nos por 260,000 rs.; urna dita de nagito que en-
lende do cozinha alguma cousa do muito boa con-
d neta e sem vicios nem achaques, por 420,00.
A I #000 rs.
As mclhores luvas de pellica brancas c elsticas :
na ra larga do Itozario, n. 24.
Casimiras elsticas, a 1#00 rs.
o covado.
Vendem-so superiores casimiras elsticas, pelo
barato prego de 1,000 rs. o covado; ditas muito fi-
nas franeczas a 1,280 rs. o covado ; dita de su-
perior qualidadc elstica, muito fina, e preta, a
3,500 rs. o covado : na ra do Collegio, loja n. 1.
farinha SSSF
dia 5 do cor-
a trolar com J. J. Tasso Jnior.
de
rente
Vcnde-se a verdadeira
raminlio chegada no
POTASSA
Vende-se a verdadeira e superior po-
(assa da Rnssia a mais nova que existe
no mercado : na ra da Cadeia do Med-
ie, armazem n. la, de.fiaUhar & Uli-
veira.
, Vendc-se superior potassa nova : na ra de
Apollo, armazem n. 18.
SSSF.
Vendem-se meias barricas de farinha deSSSFde
raminho : no caes da Alfandega armazem n. 1, do
f.uimarcs.
\os<20:000?Mers
Vcndem-se meios bilheles da primeira loleria do
conservatorio de msica do Rio-dc-Janeiro, que li-
cava a correr no dia 15 do correntc selembro : na
ra do Collegio loja n. 1.
Potassa da llussia.
Cunha & Amorim tecm para vender potassa da
Itussia de superior qualidado : na ra da Cadeia,
n. 50.
Loleria to Rio-de-Janeiro, a fa-
vor da nova freguezia de N.-
S.-da-Gloria.
Vendem-se bilheles desta lotera : em casa de J.
O. Elstcr, na ra da Cadeia-Velba n. 29.
I'REO KASOAVEL-
muito forte c de muilo lindos padroes para caigas
a 2,000 rs o corte ; chales de cassa, muito finos e
com listras do seda a 4,000 rs. ; ditos de lita
2,000 rs.
Vendem-se 2 pardos, um de 22 annos, e o ou-
trode 30 sendo um bom vaqueiroo o outro com
principios do ofllcial d sapateiro : estos escravos
vendem-se por una grande precisfo, o dito-se mu
to em conta isto he por 390,000 rs. cada um nilo
tecm vicios nem achaques e sSo do bonitas figu.
ras : na ra da Concordia, passando a'pontezinha
a direita segunda casa.terrea.
Vende-se urna completa rmagio para venda
por barato prego, por so ter lirado do lugar: no
Forte-do-Maltos, casa nova som numero, defronte
de Joaquim Alm.
Vende-se, pelo mesmo prego, aarromatagflod0
dizimo dos cocos do municipio de Serinhlom n0r
3 annos contados do primeiro dojulho do 1846 al
o ultimode junho da18,49: a tratar no pateo daS.-
CrZ n. 8, ao pe da bo'lica.
lllk4MttHu8l&^&M 4MN&J91M
Vendc-sc cera de carnauba de muito boa
qualidado, tanto a retalho como em porgan :
na ra das Larangeirs, n. 14, segundo andar.
Xa loja de Jos Ifanocl AVoii-
teiro Braga na ra do Cres-
po n. 16, esquina que vira
para a roa das Cruzes,
vendem-se ricos chapeos par senhora, ehegados
ltimamente de Paris de mui lindas e diflerentes
cores; e igualmente um completo sortimento de
casimiras de todas as qualidades, e de padrOes mo-
dernos tanto lisas como de listras e quadros. %
Na na de Agoas-Verdes,
ii 46 ,
vendem-se 3 moradas de casas na melhor ra dos
Afogados, com cxccllentcs quintaes por prego
commodo; urna dita em Olinda no Varadouro,
com formidavel quintal.
Vende-se urna cabra de 25 annos de bonita
figura quo cose, lava e faz todo o servigo de uina
casa com muito asseio: no becco do Padre, n. 4,
Na ra de Aguas-Verdes ,
n 46 ,
vendo-se, para fra da provincia um bonito pardo,
perito oilicial de alfaiate de 20 anuos; um bonito
molcque de nagilo de 15 anuos; um escravo bom
carreiro ; um dito de nago, proprio para engenho ;
um pardo bom pagem ; duas bonitas molecas de na-
gito de 11 a 13 annos ; una cscrava de nago, boa
quitandeira que (cozinha lava e nilo he vicio-
sa, por 350,000 rs.; urna dita de 20 annos, que cose,
cozinha c tem boa conduela, por 430,000 rs.; urna
dita de meia dado, boa lavadeira por 150,000 rs.;
una dita para engenho por 250,000 rs. ; um bo-
nito mulalinho, quo lie ptimo pagem.
^
*4#
5ft
Vendem-se os mais mo-

demos chapeos francezes;
:
Novo sortimento de chapeos france-
zes finos, ehegados pelo, ultimo navio
de Franca, e por isso dos mais moder-
nos : licm como lodo o sorlimento de
fazendas finas : ni ra do Queimado ,
loja novan, ti A, de Kayniundo Car-
los Eeile.
Vendem-so 6 escravos sendo : um inoleque
de 11 annos; um preto de 24 annos, do elegante
figura qtie he bom carreiro ; urna parda com ha-
bilidades; duas piolas de nagilo; urna dita crioli-
ta perfeit cozinhoira doce ira e que engom-
ma : no pateo da Matriz do S.-Antonio sobrado
n. 4.
Vende-se madeira de Jacaranda tanto a reta-
lho como cm duzas o meias duzias : bem como ca-
mas de angico ; ditas de amarello; meias-comnio-
das do dito ; mesas de mcio.de sala de oleo e con-
dur ; marquezas de ngicp c conduru; caileiras
de oleo .tado por prego o mais barato possivel :
na ra da Camboa-do-Carmo n. 8, casa de marce-
noiro.
Vende-so urna bonita oscrava de nagflo Ango-
la de 20 anuos, que cngoinma bem, cose e cozi-
nha o diario de una casa; na ra da Cadeia, n. 19.
Vendc-se una escrava de bonita figura com
habilidades : na ra do l.ivrmenlo n 38. Na mes-
ma casa precisa-se de capim para um eavallo, dia-
riamente : quem quizer vender e afreguezar-se, di-
rija-sc a dita casa.
-- Vendem-se muito superiores coi-das de tripa e
bordOes para violilo e rabeca ; papel pautado para
musir : ludo choga.Io de prximo : na praga da
Independencia luja n. 3.
-- Na loja nova n. 17, do Passeio-Publico, vendem-
se cortos de casimira de lila do imperio, fazenda
t.
e lindos padroes, pelo ba-v^
l ralissimo prego de 640 rs. g
*| o covado: na ra do Quei- ||
mado, nos quatro-canlos, ^~
casa amarella, n. *2d.
f SS9
-- Lima Jnior &. Campanilla leem para vender
colla da Babia do primeira qualidadc, cm barri-
cas de duas arrobase meia cada una, chegada? l-
timamente: quem a pretender dirija-seao caes da
Alfandega, Tainbcm vendem urna porgilo de travos
de 32 a 40 palmos, o duas canoas.
Vendc-se um molrco de nagflo Angola que
he coziuheiro e tem proporges para outro qual-
quer servigo que se proponha : na pracinha do l.i-
vramcnto, n. 45.
Vende-se uuia crlcira de amarello, de duas
faces, quasi nova, por prego commodo : na ruada
Guia venda n. 36.
Vendc-se urna escrava crioula, bonita pega de
14 annos, que sabe muito bem fazer lavarinlo, mar-
car, coser chito soITrivelmcntc e que he recolhida,
muito perfeila e nflo tem vicio de qualidade al-
gum : na ra Augusta, n. 50.
AGENCIA DA FUNDICAQ' fK LOW-MOOlt.
Na ra da Senzalla-Nova ir. 42, contina a- haver
um completo sortimenlodc moendas e machinas de
vapor para Cngenhos ile assucar : bem como tai-
xas de ferro batido e coado de todos os tamaitos :
ludo por prego commodo.
Escravos Fgidos.
Fugio, ha dias, a cscrava Mara mns conhe-
ciila por Candencia crioula de estatura regular,
elida ilo carpo, cor retinta, denles alvos; levou
vestido de chita rxa novo saia preta de alpaca ,
"o panno lino preto ; tem sido vista na ra do llan-
gel, Boa-Vista, Manguinlio, e Poiile-ite-Uchoa :
quem a pegar leve a ra da Cadoia-Velha que se-
r recompensado.
Fugio, no dia primeiro de setembro um cs-
cravo pertencente a testamentaria do fallecido An-
tonio Machado da Cunha de nomo Manuel, de tta-
cJlo Calabar, com una clniga grande o p do tor-
nozdo do pdiicilo ; tem urna belida em um olho;
he mal encarado ; representa 40 anuos, pouco mais
ou menos : qurm o pegar leve o pateo da Swruz,
n.8, ao peda'botica. .' '
pekh; ka. tvp. dew. f.i>b jara.-
-ib47>


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