Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08548


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Full Text
IA MI* ce 1847.
QuintaJeira 25
.- i i:.o.<* todns os dias, que nao
4 ern fcS,r',,.L.0, 'u admnlado,. Os an-
-- uraco a iiiui no ic
remfc?"'11 !,^in, admnladn,. Os an-
|OO.W. Ii q""^ieT' lupcios dos 'S: ^ em lyp0 ,ii(l>rnl', e a..
Wr. p1""'','., de Os que no f irem assig-
pelirues i'-;; 8(j"r> poi-|i,i,, e 100 em lypo
antes P*$"-'jb iiblicac'>o.
f
nuii
5"
nnntes p," ^ ,,l.licc
difieren!*, porcaaM
PI1ASES DA Li N0 MEZl DE SETE"BR0-
- I hora e 42 min. da larde.
M,nBo.nie, a ^^ 2g m.n d> ttrde
PAUTI\ DOS CORREIOS.fc. .
Uoianna e Parakvbt, as secundas escitas felr..
Bio-tirande-dn. .Norte quintas feiras aomeio-dia.
Cali", Serinlien, Rio-r'orihoso, Poito-Calvo e
Maceio*. nil.1,! n e Si de cada meZ.
Garxnhua e B mito, a 8 e 23.
Boa-Vi".a e Flores, a I! e J8.
Victori, s quintas feiras.
Oliuda, tollos os das.
PREAMA3 DE HOJE.
Primeira, is t horas e 42 minutos da raanha.
Segunda, is 4 lloras e 6 minutos da tarde.
ce SeemKX-
sr-R.
RUS.m SKMANA.
id Sigund. i. Eustaquio. Aud. do idos or-
Oh. do J. doc. da J v. e doJ. M. da 2 vara.
21 Terca. 8 S. Matliesu. Aud ilol flociv.da
I. v. e do I. de paz do 2 dist. de t.
22 Quart S. Mauricio. Aud. do I. do civ.
da 2. v. e do J. de paa do 2. dist. de t.
23 Quinta. S. Lino. Aud do J. de orpli. e do
J. municipal da I. vara.
2 4 ejil. S. Geraldo. Aud do J- do civ. da I.
v. e do J. de pat do I. dist da t.
25 Sabliado. S. Finoino. Aud. do J. do civ.
da l. v. e do J. de pal do t dist. oe t.
.26 Domingo. S. Cypriano.
CAMBIOS NQDIA SETRUfiRO.
Cambio sobre Londres a 21 d I,. l# r. a 60 di..:
. Pars 3b0r. por iranco.
> Lisboa IOS a 110 de premio.
Desc. do lauras He boas firma de -/.a IV. *
C/uro-O.rM l-esp.n!.ol.. 2S5"0 a 29JO t
, MoedaideflfOOvelh. 10*300 a 0*5"
. deOlOi'nov.. ICH a I6|3
-de 4f000 ...
Prata l'"tMfisasV
a l'eO.Ca*imnares..
Ditos mexicanos..,
Miuda.

9*000
l|980 a
ifinii a
fftOO a
11920
4H"
lfB
l|*S
Muida.o> **
Accies dacomp.do Heberibe de SOf000 rs. ao par
DIARIO DE PERMAMBUCO,

INTERIOR.
--------------
PARLAMENTO BRA^ILEIRO.
CMARA DOS SENHORES REPUTADOS.
SESSAO IM 17 DB AGOSTO DE 18*7.
Negociot de l'ernambuco.
O Sr. Urbano (continuando l:
Mis, Sr. presidontc, tom-SH feilo grande- bulha
com' facto do serom dous candidatos c9trnhos
provincia. A respeito do um. o nbro dcpulado sa-
ne que nflo Ihe he preciso'pedir um voto, que ter a
:s espontanoa volaeflo do partido praeiro, e a tora
mesmo nflo sondo presidente.
Sr. Uchoa Cavalcanti: Duvido.
O Sr. Urbano: Poloduvidar, mas a sua duvida
mo he acrcditavel. Me verdade que o nobre debu-
tado pela minha provincia, falto de r.ompaixilo, ja
teve a crueldade de lancar sobre nnssas cahpr;as n
maldiQTIode Dos Padre, por termos admittido dous
candidatos estranhos provincia. Mas nflo se lem-
bra o nobre deputadode quo osseus proprlos = ni i
gos tambem estilo incursos na mesma excommu-
nliflo, porque j admittiram cm 18*5 um candidato
estranho, o Sr. Thoinaz Xavier! A nobre oppo-
sieflo mesma nflo apresontou na elei^fio ultima um
cidadflo muito respeitvael e digno, o Sr Montezuma,
para senador pela provincia do Rio-de-Janeiro, sen-
do alias da Bahia? Para que, pois, tanta bulla?
Qualquer queseja a provincia a queperlencam esses
senhores, inculcam-se por grandes Pernambucanos;
e s nos o nflo somos Eu poderia, Sr. presidente,
deinonslrarque essa elciefio de senadores teria sido
approvada se o B'ar.lo da Boa-Vista fosse um dos pf
colhidos. '
OSr. I'retidtnte: Parece que o Sf. deputado
se vaiafastnndo um pouco da intcrpellacjlo; peco-
lhe que se cinja materia.
OSr. Urbano: -Ha Ta casa urna personagem
que pode bem dizerquem muito se irteressou por
esta escolha, dcclaraiido que a eleicao nflo encon-
trara duvida so fosie escollado o Barfo da Boa-
Vista.
Mas o nobre deputado quiz dar outros motivos pa-
ra reclamar a demissflo do presidente de Pernam-
buco. O met ,fim nflo lie de mancira nenbuma pre-
venir o juizo do governo. Sei que isto h(> da atlri-
buieflo do governo; respeito suas attribuicOos, o
deposito bastante coiinoncaem qualquer dos nobres
ministros; masomeu fim lie smente destruiros
iiiotrvos tlesairosos ao presidente actual, nosquae
o nobre deputado quer fundar a necessidade da sua
demissflo.
O nobre deputado disse que a provincia tem sollri-
do grandes violencias, o q'tfu a polica at mata a pre-
texto de resistencia Sr. deputado, urna aecusaeflo
tiesta ordem nflo se faz sem se apresentarem os fac-
tos...,-
O Sr. l'choa Cavalcanti: J apresentoi alguns,
c me comprometi a apresentar outros
O Sr Urbano: ....ese.ni comprova-los.
tado toma sob su responsabilidado os sentimen-
tos pailicosdcseus amigos o alliados em Pernam-
buco.....
O Sr. UcKoa Cavalcanti: Nilo tomo.
OSr. Urbano : ..., porque, senhores, desde que
foinomeado para l'ernambuco o presidente actuar-,
se falla em revolucflo lie verdade que at hoje nflo
appareccu anda, c eu tonho toda a esperanza e fe
le que nflo apparecer.
O Sr. Uchoa Cavalcanti: Falle com o Sr. minis-
tro da jiistiga....
O .Sr. Urbano : O que quer que falle com elle P
OSr. Uchoa Cavalcanti : .... que disse que ha-
via svmptomas. .
O Sr. Urbano : Sim, existem, c por isso he que
eu quizera que o nobre deputado tomasse sob sua
responsabilidado os sentimenlos pacficos de scus
amifeos o alliados em Pcrnambuco, porque so dellcs
he q .ie pode nascer a desordetn.
O Sr Mjhm Machado:Dcsejam, mas nflo podem.
O Sr. Uchoa Cavalcanti: -- Os nobres deputados
henuo desejam.
O.Sr A'unei Machado : Se sio homens, apresen-
lem-sB.
O Sr Uchoa Cavalcanti da um aparte que nao ou-
vimos. .'i,
OSr. Urbano: Ncnhum de nos pode desejar a
desordem. O nobre deputado quiz dar esta inler-
pretaeflo um aparte do mcu nobre amigo ; mas lie
errnea e injusta ; elle conhece bem os sentidos de
met amigo.
O Sr. Nunes Vach ido : l\esigne-sc, como nos
fizemos ; senflo, a autoridade Ihc ha de cahir em-
cima.
O Sr Urbano: Rasflo existe para tomar cau-
telas pela ordem publica, quando as folhas opposi-
cionistas de Pcrnambuco concitan, as claras a rovol-
ta.e alousam amcaqar o presidente com o assas-
JuIbo ter dito bastante para responder as intcrpel-
lacoes do obre dcpulado. AS resposhs que acabo,,
de.lar o nobre ministro do imperio me' sal.sl.=1
completamente. Deposito toda a confianca no gove -
o e eVlou persuadido de que elle obrara o que ji.l-
Bim.taconvOTlente, acertado e consen aneo com
"ordem ubic". com a paz e Mm d. prov.n-
.- nf^m a liherdade ila eleican. .
c,*inf~- ucvrE^ornr
don ler o regiment que marca a manera por q e
e proceder as in'.crpellacocs, e P**-
quorHe termina que depois d. respot do m-
nUlmaetisa a ordem .los requeriincnt. s. .leio,
renuerimentostopoiados. (.onstilloaV. Exc. aee
rScJdoclarando desde j que qualquer que 5ej.i
a sua opinifloeu a adopto.
aellccwletamhem marero lempo em que de-
ve ter lugar esta discussflo.
O Sr D Monotl: Senhores, nflo posso concor-
dar, bem a'meu pezar, com a opiniflo do nobre mi-
nistro do imperio, de que o nosso regiment seja
menos providente, quando perm.tte a qualquer de-
putad-o dirigir inlerpellacflea ao governo, nflo so so-
bre oualquer poni da poltica externa, senflo tam-
bem a respeito de objectos internos do*aiz. Nem me
convence o exemplo aponlado por S. EC. deque
em outros paizes essas intcrpellacOes de ordinano
se nflo fazem senflo acerca da poltica externa.
Primeramente peco licencaan Sr. ministro para
contestar a sua opiniflo a este respeito e para ol-
servar-lh que nesses paizes as interpellaeoes silo ra-
ras, he verdade, porque em geral so versam sobre
negociosos mais importantes, qur em relacilo a
poltica interna, qurem relaQflo a poltica externa.
Ora, eu tamho.n me record do facto aponlado por
S r\c, isto he, a interpellacflo fe.ta por um depu-
tado, nflo me lembro agora do nonio dclle; mas
leinbro-iiio do nonic -lo ministro que Ihe responden.
Ku me achava na Europa quando chegou a Pars a
noticia dos graves acontecimenlos occomdos na ci-
dadedeLyon. ftpovodc Pars seamot.nouc cer-
co,, o palacio da cmara dos deputados. l.as.nur
Perricrl que entilo era preaident.doconcellio de mi-
nistros, ouvio as nlerpellacOesa respailo daquclles
acontecimenlos, e rcspondcivpouco mais ou menos
tiesta maueira: lia factos que ja chegaram aooo-
nhecimonto do govcrno,e sobro estes posso ja dar
todos os esclarecimcnlos, porque lenho os documen-
tos cm mflo; eram o ofiicio do prefeito do Lyon o no
commandanle das frcas): ha outros sobre os quaes
nflo lonlioaiiida cabal inlormacflo ^flo querer
que a camafa lodos os das chamo os ministros para
Jar esclaiccimentos, mas enlendo que acerca dos ne-
liocios de Pernambuco toda a cmara, e especial-
mente os deputados daquella provincia deven, cha-
mar a altencflo do governo. Jjeala parle discrepo in-
teiramento da opiniflo do nobre dcpulado por Per-
ambuco, que d.sse que nflo se dajjia oceupar a ca-
na dos deputados senflo de negaos geraes Pos
os ado de l'ernambuco, do que nos fallou oSr mi-
it odajusticacomalgumsuslo, he objeclo pro-
vincial, "c olijeclo que nflo deva oceupar a tfciiCHO
da cmara dos deputados T
Aoenasouvi aquella proposito do nobre deputa-
doSu me dei pressa en. pedir a palavra -
bemneralgumasrencxoes acercadas ,ter,*lla-
v/ i?r ( iffajiu : ---.... uv,M i-vnipi"*"
tnlre os factos que anresenlou, le.nbrou-so desse
juiz de paz ou sen sohrinho .' Ora, nflo quer o nobre
dcpulado que a polica ande em perseguicflo do 110.-
mens pronunciados por crimes do iiiorle?
O Sr. Uchoa Cavalcanti : Depois de presos.
O Sr. Urbano : Quer que a polica Tuja, hnveii-
tlovrosistcncia? No imperio teem-se feilo assassmatos
com o pretexto de resistencia, ninguem o duvida-;
mas o que resta he que o nobre deputado prove qut
o mesmo se deu em taes factos ; porque do Tacto de
se lerem commetldo taes assassinotoa nao se podo
tirar urna conclusflo geral. lie dcploMvel. que isto
aconteca ; mas-he preciso justificar o facto e proces-
sar os individuos- Quautoao Tacto que O nobre de-
putado apresentou em Goianna, lormou-sc pro-
cesso. ,
O Sr. U. Cavalcanti: F. fo pronunciado o morlo
talvez.
O Sr. Urbano : Ora, foi pronunciado o morto 1
Nooutrodia, o nobre deputado, para comprovar a
sua proposieflo, trouxe folhas de Pernambuco. Se-
nhores, quomler as' folhas oposicionistas de Pcr-
nambuco lienria talvez persuadido de que sao innu-
meraveis os horrores all perpetrados; porque he
diflicil acreditar que se 'minia com tnMJWtjo.
Para a cmara avallar, porcm, o quesi.o as fo lia: a
opposicflo em Pernambuco a respeto. d fcil ida de
e despejo de mentir, apresentarc. somonte um facto.
Afolhamais seria daoppo88o, (JU*M***J
disse que nos praieiros linhmnos feilo P^'30"0
ministerio passado, porque o ministro inglez nos
tinha comprado para csselm,,; e nflo drssc ilo co-
mo brinquedo, mas com toda a seneJade. Ora urna
olba que. mente ossim nflo pode ser WW'Uda. IW-
tro artigo do Lidador diz que o Sr. Antonio AHOnM,
quando foi .para o Rio-Fonnoso, tinha mandado a-
zer foso sobre as familias que retiravatn.
O Sr. U. Cavalcanti: Nflo disso isto ; disse quo
tinham iiavido assassinalos.
O Sr. Urbano: Se lrmos examinar as mentiras
do fiasarma..... Mas nflo quero tocar nessa m11"-
i'orunto, senhores, .levo Jiaver multa cautela em
acreditaras folhas da opposQflo. bm geral, as lo*
Ihas polticas monten, mais o, menos, maaasaa op-
posieflo de Pcrnambuco menlem como nunca v,
mentir folba algn,a.
Fiquei satisfeito do v6r que o nobre deputado um
apresentou tambem receios d<, perturbare, o romp -
nenio na provincia ; estimo bem, 0 ate, seji 11 ouru meu nobre a|I||K0.
deputado 'me permittisse, eu lomara a^benJado dt ? ^^ na piiracira nterpcii.Sao, porque pa-
fazer-llieumainterpellac;ao,ohe s-nouro ubHu
rece-meque o nobro ministro deu as informaedes
que estavam ao seu alcance.
Sea primeira interpellacflo he .mportante, impor-
tanlissima he a segunda, esobre ella vou offerecer
breves considerados.
Nflo tenho intcneflo de usurpar altribu,Q0os do
poder execulivo; conheco o direito que tem o go-
verno na livre nomeaQflo odcmiao de seos dele-
gados ; mas nflo posso tambom desconhecer o direi-
to, que assiste.a um representante da naQflo, de aze,
reftexons, e censurar mesmo o ministerio quando
conserva um seu delegado, que, bem longo de preen-
cher as vistas do governo, trilhando. a estrada da
iustica e da imparcialida.de, lanca-sc mlciramenlo
nos l,aco> de um partido, constituc-so chefe, ou an-
tes instrumento delle, o divide se assim a provincia
em campos inimigos, c da ticcasiflo as tristes sernas
de que Pernambuco tem sido thealro. E nflo sera o-
brieacfliideumrcpresentaiiti'da naQflo clamar sem
Ccsar, levantara sua voz, e declrarao governo que
asna marcha he menos acertada quando insiste en,
conservar na provincia un, delegado como 0 presi-
dente de Pernambuco ?
Senhores, a ninguem he estranho quo en, Pernam-
buco existen, dous grandes partidos, entre os quaes
de dia em din cescea irritaeflo; ea ninguem be es-
trauho tambem que unido meos de acalma-la lie
enllocar na presidencia um homem albeio aos parti-
dos, que nflo tenlia cm mira vislas particulares, c
que siga o verdadeiro pensamenlo do governo de
que he delegado. Ora, depois de Pernambuco ter
passado pelas crises por que tem passado, sem du-
vida devidas a essa agitaeflo em que existem os egpi-
rilos, oquecompria ao governo? Mandar para all
um homem de leconhecida prudencia, que nflo iis-
pirasse senflo urna cousa unir a bem servir o seu
paU, ilesenipenliando Belmente a uussflo que Ihe
conflou o governo central.
O governo, senhores, nomeia para vice-presi.leiUe
de Pernambuco a um homem, cuja honestidade nflo
posso contestar, masquenem pelas suas lates, neni
pela sua posieflo, me parece que se achava as cir-
cumstaiicias de ser Horneado vicc-prcsidentc. Sao
conviccocs mnbas. Eu enlendo que urna provincia
como Pernanibuco deve ser governada por homens
de muilo lino a illuslracflo.e O Sr7 Teixeira nflo me
parece estar oeste cuso. O Sr. Teixeira era conside-
rado como o mais proeminente do partido na pro-
vincia; e assim, tomando ronta da adminslracflo.
oSr. Teixeira tralou de facilitar o caminho ao Sr,
Chichorro, faieudo un, sem numero do demisses,
em obediencia as ordens de alguns de sous correli-
gionarios, cujis ca becas sflo sem duvida superiores
a delle. Morque sedemorou o Sr. Chichorro na cor-
le por algn, lempo ? Para queoSr. Teixeira apla-
uasse as dilliculdadescom que llnha o lotar.
Mas o Sr. Chichorro, ebegando a Pernambuco, deu
logo provas do que ja so receiava pa corle, islo he,
do ser un novo chele, senflo um instrumento do par-
tido cha,nado praeiro. Desgracadamenle mol re
um respeiliivcl nieinbro da cmara vitalicia, o Sr.
Antonio Callos, o depois o Sr. Manuel Caetano; c
enlflooSi. Chichorro anhela oceupar uuia cadeira
na cmara vitalicia ; anhelo que acho muilo justo,
porque cieio que nflo pode um cidadflo aspirara
cousa maior ilo que a representar o seu paiz. O Sr.
Chichorro liga-se iiileirameule a este partido, o
qual por gralidflo Ihe offorece a candidatura.
OSr. Chichorro j aqu tinha recbalo algumas
instruccOes do alguns senhores que passam por mui-
lo inllueiiles no partido praieiro.
O Sr. l'rnidentedo Concelho : EstOU conscio do
contrario. ,
O Sr. I). Manuel : 0 caso he que, logo que clie-
uou a Pernambuco, inoslruu as maiores tendencias
uara o partido praieiro, e depois se ligou com elle na
niaioriutimidade. Nesla occasiflo nflo posso deixar
de me encher de indignaeflo, vendo que un, homem.
nue he meml-rodo un: tribunal, c queja oceupou o
earo de ministro de estado. Borneado pelo governo
ral i'ara presidir a tuna provincia c acalmara agi-
taeflo tiue la existi, se tornasso chefe, ou antes ins-
trumento de um partido, eduscesse assim de sua
dignidado, oceupando lugar inferior aquclles que
itam oceupadonasociedade.
O Sr. llego Monleiro Conhece os procedentes do
^Qr. S!vMel : l'erfoilainenle. Nao me obii-
gue a chamar para a discussflo a vida publica do Sr.
Chichorro, porque ..ella enconlrare prova .. o que
nintfuem sedevta admirar do que elle faz eiuur-
nhuco ; mas nflo quero, ale porque esta historia
hepeireitmente condecida do Sr. ministro do lu-
nario e do Sr. piesidentt! do concelho.
O Sr. 'residente do Concelho : Conhego a histo-
ria mas nflo conheco a deshonra della.
" us) /" Manocl: Deshonra .'..- acho urna pala-
vra lao genrica '. na poliljca do nosso paiz nflo se,
,c ha a chamada deshonra ; tenho mu.Mtduv.da tal-
vezPelo iuizo pouco favoravel que fac.o da poltica
,ln nosso paiz- Mas deixemos isto.
OS, Chichorro se ligou inleiramcnte ao partido
e te todo quanlo ello delerminou, as dem.ssOes do
Funres os mais insignificantes. Appa.ecom as elei-
seria ocioso, referir o quo aconleceu, os jo, -
do elle dcixar de ler urna carta, cu exig que a lesse,
que dissssotudo quanto sabia, e Ihe dei resposta
cabal. ?ia casa existm alguns collegas'que viram a
mancira-por quo desfiz esas miseraveis arguicoes,
o o governo central conheceu tanto como eu me ti-
nha portado na provincia, que me continuou a hon-
rar com a sua confianca. Ku desafio a todos para en-
traren! commigo em urna discussflo acerca de actos
de minha adminiatracAo ; so algum sabe de enmes
mcus, eu peco como especial favor pue se digne a-
presenla-los na casa.
Bu vou ao facto do senado .He aquella augusta c-
mara juslau.onle quem proferio um verdicl sobre ac-
tos da admnistraeflo do Sr. Chichorro, o quem dase
que o Sr. Chichorro, ligado coa, um partido, obede-
oeii.lnBSuasvo7.es, nflo poda governar Pernambu-
co. Tenho a iiieu favor essa decisflo, e tenho tamliem
dos homens imparciaes, que se nflo ligam a nen-
I, um dos lados, o cujo juizo ouvi tiesta casa, tachan-
do de impoltico o fafto tVese conservar en, Pernam-
buco o Sr. Chichorro depois da decisflo do senado.
Nflo he para partidistas que appello, he para os im-
parciaes. 1.a esta o Sr. Vieira da Cunha dizondo -
apioado-, hatendo rom a inflo no coradlo : ello nflo
ten, nada com negocios de Pcrnambuco, bem como
OUtros que estila na casa, dizendo lodos que nflo so
pode esperar nada de um governo que quer ser im-
pareial conservando homens taes. Mas nflo quero sr,
recordar a decisflo do senado ; vou buscar a autori-
dade do nobre ministro do imperio, que creio nflo
pode ser recusada por ncnhum membruda casa, prin-
cipalmente pela maioria.
Senhores, qual he o ponto talvoz mais importante
do prograutina do noBre ministro, quando S. bxc.
me fez a honra de responder BS inlerpellaces quo
eu Ihe l-.ava dirigido ? O pensamenlo do governo, o
sen proposito (irme he deixar 0 voto librrimo, e
nflo consentir que se ponlia obstculo a liberdadedo
cidadflo na eltcflo; nflo consentir ncm tolerar que
os delegados do governo abusem do seus lugares e
empregos para prtrom obstculo a liberdade de voto,
o a islo o nobre ministro do imperio logo aocrescon-
tou e se porventura ao ennhecimento do governo
chegar algum facto em contrario praticado por seus
delegados,cu scrci o primeiro cm pedir, corOa a
demissflo desse delegado. Senhores, ou appello
para a conscienca dos nobres deputados, e peco-llies
que me digam se pode haver voto librrimo na pro-
vincia de Pernambuco, quando ella he administra-
da por um presidente que est ligado a um partido
e execrado pelo nutro! so pode haver voto librri-
mo, quando esso presidente he candidato, equando
de mais a mais tem tomado a tarefa de fazer com
que por frtaseja eletlo um outro seu amigo, quo
javoio na lista sxtupla. F. poc;6 a qualquer ho-
mem imparcial que me diga solio possivel que seja
a elcicflofoila com a liberdade de voto que quer o
nobre ministro do imperio, quando o presidenta) da
provincia he chele ou instrumento de um partido.
A islo nflo se pode dar senflo tim resposla muito ob-
via c categrica nflo he possivel.
Ea eslou convencido de que o nobre ministro do
imperio tem litio os mclhores dusejos do mudares-
so presidente do accordo com o programma de S.
Exc. CU confio que S. EXC ha deempregar todos
os mcios para realisar, e para que nflo sejam me-
ras palavras Mas, senhores, se os Ilustres deputa-
dos por l'ernambuco ja nos aflanoaram que o sr.
Chichorro e Ernesto hilo do sor r eleilos, e ale com
maior numero de votos, porque insistem na consor-
vcflodoSr. Chichorro i' Nflo he muito mais airoso,
bello,-glorioso paraoSr. Chichorro sabir do Per-
nambuco, 0 depois dizer: Vdfl como fui oleilo,
apezar .lo nflo ser presidente.
Ora, o ministerio quo foi completado pela entrada
do nobre ministro do imperio entendeu que o sr.
Chichorro nflo llova ser mudado, e que era um desar
a mudanca delle depois de ter sido approvado o pa-
recer do senado. F.u enlendo do dilTerente manoira.
OSr. Chichorro mesmo, Mitotee conscencia alo
da necessidade que tem do mudar do ares (parece
que esta gravemente dodnte, o que esta cm tal Mia-
do de magreza, que hei|i>ns um esqueleto, e muttos
receiam pela sua preciosa vida seria o pruneiro a
pedir asna demissflo, nflo s para mostrar ao paiz
rnteiroque nflo se conserva cu Pcrnambuco como
Min de ser sonador, como para que a Vld" n"
corra perigo. Kntflo podor o governo n>otr ao
Sr. Chichorro que approva a sua """""f"' *
dar-lhcdcmonstracOes de considerado ln"'
porque o governo que quer o voto soja IMNM
011.0 que?o nobre ministro do .mpcr.o, nflo P. o
n.ais conservar em Pernambuco aquello V^f
sen, por os factos em coUnd,cCflo mam esta com M
palavras. I.is porque cu disse na casa wnJoeri
ministerial por ora: nflo me levo por ". 1
ro factos en, harmona com as nalav. > e"l,'0u;
.rancia do Kio-de-Janeiro. Por exemplo,.quem
i temos o ii iuuiiui auKi>..--n--- ___
m Sr, Oeputado : Muilo maisd.sseram da sua
eleicao para deputado pelo Itio-Crande-do-Norte.
O Sr. Munoel: -- Uuem 1
O Mesmo Sr. eputado : As folhas.
t) Sr. ). Manoet : -- Do Pernambuco i
O Htimo Sr. eputado : Sin,,
) sr II Munoel Nesla casa Uve o prazer de al-
e.'aKt5v =SoM ^K^e^ltio-de^iaVieiro-..aja voto Uberri-
aes ; temos um tribunal reapeitave qual o sena css(j Vcnos e,lo pres,de
du : ionios o tribunal supremo de jusl>c.a. Jm S). Uepulado-. Yerres !!...
*,


t'
i
Um Sr. eputado: Verres 1!.
O Sr. I). Manoel: Sun. Nflo retiro a expressflo.
fallo do presidente, c nflo do que actualmente
preside provincia do Riu-de-Janeiro, quo ho um
subordinado do presidente. ___
Sr. Munh Hrrelo : He lflo independenle com
olmura(U,depuUdo_ia o (ad^r q ^
fff^lX^^AAl^hn deputado ? He seu amigo.
#
MUTILADO
4
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**.,
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r
O Sr. Muniz Brrelo Ja um aparte que nflo ouvi-
mot.
O Sr. I). Manoel: l'ois ou nesl casa tambero
nSo c.ktumo defender os mous amigos?
Sen horra, cu ja disse na casa e repilo que n.lo po^-
da acreditar qusJimivcssp no nn'U paiz um ministe-
rio, que, depota Wu que tcir. habido acerca do Sr. Chi-
chorro, depois da ilecisiio do senado e do supremo
tribunal de justicn, conservasse um momento esse
delegado do poverno: eu jpjendia que sua honra,
os interesses do paiz cxijzjfm imperiosamente a de-
missflo, ou ao menos a remoeflo do Sr. Chichorro
para oulra provincia, onde podera ainda prestir
bous serviros, se porvenluia nao se ligara partidos
e ror impatcial para com todos.
Nem se pense que rusto que digo tenho cm vista
interesserneu particular. Oque me importa, par-
ticularmente Tallando, com a tlemissflo ou Conser-
va c lio do Sr. Chichorro? Tenho amizade com pitu-
cas pessoas de Pernambuco, mismo nao tenho rela-
efies naquella proMcia ; o que me importa que all
seja presidenlu o Sr. Chichorro? He-me ihdiftVieii-
te, nSo me gu 0.11 isto senflo pelo tem publico. He
verdadequeos nobres depuUdus nSo quercm que
crgamaqui a voz a respeito de l'crnambuco senao
os deputados por aquella provincia, c por esse moti-
vo Uve de quebrara miaba amizade com alguns, so
porque toniei aqui a liberdade de levantar a minlia
voz a favor de um amigo me, tantas
dido.
dedespracas incalcnlaveis. Eeu.seguindooexem-
jilo d- Escriplnra, lomo a berdadeVe dfeer ao no-
bre ministro (lo imperio, que rlamarei sem cessxr,
levanlarei a minha voz como urna tromheta, eaffir-
marei.sem medo de errar, que o bem ublico exige
imperiosamente ademissao do actual presidente da
provincia de Pornamliuco.
OSr. j>pn /Vello: Ao menos n3o fallou no di-
rcilo de resistencia.
O Sr. Ministro do Imperio -. Quero s dar urna bre-
ve esptetelo.
migos; a nacSo tinha odireUa de citar Luiz XVI alldeconformidadcom os riscos e orea men tos i
em seu pronrio throno, de flfe-Io descer delle, de I prvados; cncetar-se-hflo dous mezes depojs j-d"
cliama-lo abarra e dejulga-lo como criminoso de I lldado o contrato, e findar-se-pio ao cabo Hv
estado. Se a naco nflo livesse esse direilo, o direilo
'le trahir impunemente ospovos seria naconstitui-
eflo nova urna das pfBpgativas dos rcis I
Vemos, que,n.lo pudendo nenhuma lei escripta ser
applicada ao rei, e sendo seus juizes seus inimigos,
irflo pn lia haver julgamento, mas urna grande me-
dida de estado, devendo s a equidade debater os
motivos e dictar a sentenca. Que dizia a equidade e
vezes aggre-
Eu, porlanto, tendo s em vista os interesses do
paiz. recelando com o Sr. ministro da juslica graves
dcordens no norte, enlendo que o primeiro uieio a
cnipregar he remover as causas que podem producir
asdesordens, euma dellas he sen. duvida a con-
sei vacilo do presideote de Pernambuco. Eu enlen-
do que o ministerio deve oseolher para all um pre-
sidente imparcial que se colloquc no meio dos par-
tidos, que laca juslica a todos e que nao tenha pre-
teucocsa eleicOes. Se assim fizer, espero que a
marcha de Pernambuco ha de ser outra, que o esta-
do de irrilacflo em que esta actualmente se ira acal-
mando, e que volverlo a l'ei nambuco os bellos das
de pazelranquillidadc Mas, se ogoverno insistir
em conservar alli um presidente como o Sr. Chi-
chorro, que he cliefe ou antes Instrumento de um
partido, receio que alli a paz publica possa sofTrer
um pouco, principalmenlo no mci de novembro, no
qual se vai proceders eleicoes, que he natural que
se.renovcm astristes.sccnasdoai.no pMado, B oue
o presidente, nao querendo (car mal, leve tildo a
ierro o logo. Quandodigo aferr e rogo, nfio ge
segu que haja mortes, mas que 0 partido baja de I..-
yerapparecerem umafieguezia una poncotf de hu-
nieus armados, e com elles fazer oque quizer. lio o
que quero presidente, que hade emprogr os seus
*lorcos para virria bou.avenlurada lista sxtupla,
lia pouco se fallou em mortes, e eu horror isei-iiic
do que o nosso paiz tivesse chegado a tal estado da
desmoralisacffo, que um horneen acensado de ter fe-
to 30 mortes podesse obler os sullragos de seus
concilladnos para o cargo de juiz de paz. Isto de-
nuncia um mal gravisslmo niio s em Pernambuco,
senao lambem em todo o imperio. .Mas admira que
o governo nomeasse para vire-presidente de Per-
nambuco um cidadflo que ful aecusado de crime de
morlc, sentenciado, e COmmulada a pena em multa
pecuniaria. Admira que o governo, que devetei O
symbolo da moialidadc, praticasse um tal aelo. Um
hnmem aecusado de crime de morlc, e por elle sen-
tenciado, nao pode o menos por muilos minos......
O Sr. Gonraket Martin : utir.
V Sr. O. Manoel: Diz bem o ineu nobre ami-
go... nunca orrupar mu lugar eminente, como he
o de vicc-presidenle de urna provincia. He um dos
bellos feitoi do nobre ex-minislro do imperio.
OSr. /'residente do < oucclho : Apoiado.
O.Sr. Manuel:- Cois nfio SC deve vangloriai
com elle; nao llie ovejo a honra uein a glona.
UmSr /lepuladn. OBariio da lloa-Vislu o no-
meou chele de logiflo.
OSr. I). Manoel: Nos sabemos a facilidade com
queaeODiecm votos para entrar na, listas. Hojo oes-
pirilo de pailido lem chegado a (al auge, que basta
peilencer a um partido para ser milito bom ou mul-
lo ii,ao nao mu retiro a este ou aquello partido, tallo
de lodos,. O lu.mem o mais malvado, cheio do Cri-
mea, urna vez que he partidista, ludo seesquece, e
oslo hoinein vai ser contemplado para cargos da na-
lode tanta considei aeflo, como, poresemplo, o del
senador I He urna desgraca, um mal que ha detia-
zer ao paiz as mais luneataa consequenciaa. Eii poi-
que eu disse em um dos das passados que o paiz es-
la cm um estado o mala lastimoso, embora os relat-
nos o dem como satisfactorio. Quundo presencia-
mos estos fados, como mo havemos de tremer pela
seguranca do paiz, quamlo a immoralidade lem che-
;a.lo a uceupar o lugar que s perlence morali-
ade?
Similores, cu disse a alguns amigos, poucos das
depois deter ouvido o programma do Sr. ministro
do imperio, que um dos pi-muiros icios de S Ex.
seria u demissao do presidente de Pernambuco. Eu
anda uno perda eaperanca; confio que S. Ex., cm
cumplimento do seu programma, pora emoxecuefio
urna medida que julgo necessaria e indispeiisavel.
As pulavrasqueS. Ex. boje proferio reforcam a mi-
niia esperanca de que iquelle presidente sera mu-
dado.
i M~!%: fl",.r,',!l.m.C."l.l,.!,cast ??.?*' 1ue. P*1" Podia pronunciar, se o vencedor tem direi-
desarmado a pre-
culpado noespiri-
constrangimento moral ephy-
sico desuadeploravel situaco Y Era um tyranno?
NAo. Um oppressor do povo-? Nilo. Um fautor da
aristocracia? N.lo. Um i ni migo da liberdade? Nao.
Todo seu reinado testemunhava, desde sua'elevacSo
ao throno, a tendencia philosophica de seu espirito
e dos instinctos populares de seu coracilo para pre-
munir a realeza contra as lentacoes do despotismo,
enlhronisarasleis, pedir conselhos nag.To, fazer
reinar por elle e nelle os direitos e os interesses do
povo. Principe revolucionario, havia chamado a re-
volucSo em seu soccorro. Quizera dar-lhe muilo ;
ella quizarrancar mais: d'ahialuta.
{Contina1;.
y Sr. Ministro do Imperio: Este sobre que se
exige que cu responda nao he de grande impor-
tancia.
O Sr. I). Manoel: Enlendo que sim.
O Sr. Minis'rxdo Imperio: A interqellacjo versa
simples e nicamente sobre irregularidades as qua-
iificacSas, e tem por fim saber quaesas medidas lo-
madas pelo governo para que se compra a lei. Esta
exposicao dos motivos e fim da actual interpellacao
bssla para mostrar que ella no recabe sobre factos
importantes que eslejam fra da achilo ordinaria da
adminstracAo 'apoiado;.
Eu nao disse tamheyn que em outras partes se nao I
raziam ioterpellacOessobre negocios externos, masj
sim que s se tratara, por esse meio extraordinario,
de taes negocios quamlo eram de tal gravidade c
importancia que allectavam |irofundamenle a sooie-
dade, ecujo exame nao poderie ser adiado. I.em-
bra-me al que usei da expressao impropria so-
lemnes para designar bem a categora das ques-
toes internas, que, segundo oseslylos, podem ser
tratadas por meio das intcrpetlacds aos ministros.
lndar-serjjllo ao cabo
mezes. O pagamento realisaf-se-ha na frm
disposto no artigo 15 do regulamcnto das arrem
cOes. O prazo de responsabilidade ser de um
no. Fixar-se, emfim, o contrato com aqne||e ".""
concurrentes que pqr menor preco so' compro^/j
a fazer a obra. DA 30.
0 doestabelecimento de urna linha de omnih
que, na frm da lei provincial n. 191, faci|iUs'
transporte desta cidide a qualquer dos seus arrah!|
desea deUlinda.
Publicado n pedido.
Vistos estes autos, documento a f. 9, depoimento
las tealemunbaa de f. a f., e interrogatorio a f., jul-
go procedente a quei xa a f., e ottrgado oreo Jos
Gomes Villar a prisSoe I i va ment, por se adiar in-
enrso no \." do arligo 26t do cdigo penal. O es-
crivflo faca r"emessa -lestes autos ao juiz municipal
da primeira vara, como bode direilo, e pague o pro-
nunciado as rusias Subdelegada da freguezia de
Santo-Antonio, 17 desetembro de 1847. Assigna-
do Jutf Higinh de Miranda.
Variedades.
traiCAS'OS LIBERTOS EXISTID-TES AS DEZ FftEGUCZUS
HA CAPITAL DA BABIA.
Ilomens.................... 993
Mulheres...................1,515
Ua e tres anuos ja se passaram depois des-1
este problema agita anda a consciencia doi
ESTiipos mis romeos.
Juizo sobre a morle de Luit XVI.
(.'incenla
se da ; e e
genero humano e divides propria historia em dous
partidos: crime ou virtude, conforme o poni de
vista d'onde o consideran), esse acto nacional he
parricidio aos ollios de mis, caos deoutros he um
acto de juslica que a liberdade fez heroicamente por
suas proprias mflos, um ario poltico que escrevou
com o sangue de um rei os direitos do povo que de-
via lor Irreconcifiaveia a realeza ca Franca, o que,
niio (leixando a Franca compromettida oulra alter-
nativa sean soffrer a vnganca dos despotas ou ven-
ce-lns, condemnava a nacao a victoria pelrenormi-
dadn 1I0 illrage e pela impossibiliilaile do perdiio.
Quantoa nos, que devenios juslica docompalxffo
Total......2,508
hmprego.
Alfaiates 10, aerendedores .le la)npertes 19, buliei-
ro l, barbeiros3i, carregadores de Cadcira 124, C0-
zinheiros 24, calafates 24, carpinas 13, colchoeiros
3.earvoeiros ll.cavouqueiros 2, cliaruteiros 1, can-
teiros 3, coslureiras 7, carniceiros 32, engommadei-
ras4, ferreiros 4, funileiros 2, ganhadores666, lava-
deiras 45, mscales 19, marceneiros3, mendigos 57,
maritimos 42, negocios diversos 437, ourives2, pro-
tocolista 1, pintores 3, padeirs II, pedreiros"25,
pescadores 13, bulieiros 4, quitandeiros 452, rema-
dores de saveiro 40, servido de lavoura 304, servico
domestico'58, sapa le i ros 19, santeiro I, surradores
4, serradores 2, selleiro 1, cirgueiros 2, trabalhador
d'alfaudega t.tanoeirosS, torneirol, tamanqueiros.
1 Do Mercantil. )
Publicacoes Literarias.
PORTUGAL.
RecordacSe do anno dt IH12, peln principe Lieknonsk
traduzido do allemdo segunda edieo correcta e J'
notada ""
O consumo rpido da primeira edjcSn, e a u
procura por muitas pessoas que ncaramaemella'
induzio o traductor reimpresso d'esiaohra cu'
riosa, quo conlm aapreciacodos caracteres m
notaveis do paiz, dos seus aqfntecitnentos po|iij!
eos, monumentos e lugaresprincipaes feiu n0f
esse principe prussiano, que alli viajou no aiL
citado. Esta nle/nante obra, que contin 220 113
ginas, vende-se |pr 1,000 rs., na ra da Cruz
7, segundo andar.
n.
..%-,. -.: :itn."aiaaa
cvmmao
que, porem, tambnm llevemos juslica
s
Mas ha um ponto em que pego a S. Ex. licenca pa-
ra discordar de sua opinio. Quando se trata d'a po-
ltica externa, enlendo que toda a ciicumspeecao lio
necessaria, toda lie pouca e um depulado, inesmo
daopposicflo, develallai com mullo tino sobre laes
objeelos, poique a discussflo pode muilas vetea
compromelter o paiz com o 1 sli augeiro ; mas, quan-
do se trata da poltica interna, nloenxergo um ,
motivo de comproniellimeuto ; quero dizer quo nflu
enlendo que possa compromeller o paiz a voz de um
depulado que a levante para dizer ao governo: -
A conservacao de taes delegados VOSSOS lias provin-
cias be prejudicial trauquillidade publica. En-
tend) inesmo quo he umdever do depulado faze-lo.
embora conheca que o governo lem liberdade na'
ileniisslo e noineacffo de seus delegados; mus tal li-
berdade he circunscripta pela recta raafio e pelas
comlicOes dosystenia representativo; nunca ella he
jlliioilada. Enlendo mesmo que um deputady deve
lluatrar at o governo, deve nao presertver, mas 11-
dicnr-lhea marclia que llie parece a mais acertada.
Isto he al um preceko da Escriplurn, que nos or-
dena, pela vozdoprophela, que clamemos sem ces-l
sar, que alcemos a voz como una tronibeta, e que
annuiicienios ao povo seuscrimes. Assim, a naouo
diz anos, aeui representante, maioria e minora :
t.laiiii sem cessar, tunde em vista ineus interes-
ses; levanta) a vossa voz como una troinbela, au-
nuneui ao ministerio que a marcha que so segtaa he
E2r??-S-M|B,,lH,,eu Cl"" -s interesses que vos juras-
..." "^r !'" ll '*"'"* Ul2el luu marcha do go-
verno so podo precipiu-lo e ao paiz em um pelago
a victima
aos juizes, pcrguiitainos, ao terminar esta Tiielau-
rolica narraeao, quem devo >er aecusado, quem ah-
aolvido, o rei, seus juizes, a nacSo ou o destino? e
se podo ser imparTnl quem esta entornerido, esta-
elecemosa queslfin que faz hesitar a historia, du-
vidai-ajuslica, tremer hmnanidade.
Tinha a nncflo a direilo de julgiir legalmente a
Luiz \V| :'.\,-|() ; para ser juiz he preciso ser impar-
cial c desinteressado, e a naco nao era nem urna
neni oulra eousa. Nesse cmbale terrivel, poim
neeessai io, que ilavam com o nome de rcvolucflo a
realeza e a liberdade para a emancipacito ou subjei-
cao dos cidadfios, l.uiz XVI |i(;rsonilicava o throno, a
naciTu personillcava a liberdade : a culpa niio era
sua, essaenia sua iiiiturcza. Eram Vflas as tentati-
vas de iransarcao. A despeilodas vontades comha-
liam-sc asnaturezas Entre ossesdous inimigos, o
rei e o povo, um dos quaesdeveria querer conser-
vare o ou)ro arrancar os direitoada nacao, mo ha-
via tribunal que nfio losse o combate, juiz que niio
lusse a victoria. Nao pretendemos dizer com estas
palavrasque nao houvesse a cima dos dous partidos
nina moialiilade da causa e dos actos quo julga a
propria victoria. Essa juslica nSomorre no eclipse
das leise na ruina dos imperios ; mas nao tem tri-
bunal pina o qual possa citar legalmente seus acen-
sados : he a juslica de estado, a juslica que nflo lem
juizes nem leis escripias, mas pronuncia suas sen-
tencas na consciencia, leudo por cdigo a equidade.
LuizXVI nfio podiaser julgauo em politicu eem
equidade senao por um processo de estado.
I Ion a nacao o direilo le julga-lo assim ? He 11er-
gmitarse ella tinha o direilo decombale-lo e ven-
ce-lo : em outros le.....s, he perguntar se o despo-
tismo he inviolavel, a liberdade urna revolta, se nflo
ha jusliCBiioceosei.fi., para os res, senau ha paia
os povoa scnf.o o direilo de servir e obedecer s a
duvida ja he urna impiedado para com os povos.
A nacfio, tendo em si a aoborania liialjenavel que
repous na raafio, no direilo e na volitado de cada
Un dos cida.hlos, cuja ColleCCflO forma o povo, tinha
de ceiio a lacuidado de modificar a forma exterior
de,sua soberana, do nivelar sua aristocracia, de des-
appropriai sua groja, de rebiiixar ou mesmo sup-
primir seu II110110, para reinar por seus proprios ma-
gislradoa. Ora, desde que a nacao linha o direilo de
combaler e liborlar-se, tinha lamben) o direilo de
velar o consolidar os resultado de sua victoria.
Se pola Luiz XVI, rei mu recontemeiito desapos-
sado da omnipoteiicia, rei a quem qualquer reslitui-
eflo do poder ao povo dovia parecer decadencia, rei
pouco salisleito da parle do reinado quo llio restava
aspiralldo a reconquistar a outra parle, empuxado'
do um |ado por u o.a assembla inquieta eusuipa-
d.'ua, deoutro lado oinpusado por una mulber irri-
|tada, por urna nobreta humillada, porum clero que
fazia intervir o co em sua causa, por una emigra*
cao implacavel, poi seus innaos correntio toda a Eu-
ropa em busca de m migosa rov.ilucao; so l.uiz XVI,
re, disemos, pareca 1 nftcfio una conspiracao viv.i
conlra sua liberdade; sea nacflosuspeitava, com ra-
san, que elle linha vivas saudades do poder supre-
mo, voluulaiamento eii-endrava obstculos a con-
Alfantlega.
IIENDIMENTO 1)0 IHA 22...........
fescarregam hoje, 23.
Brjgue Olinda barricas vasias e arcos.
Rrigue fourad Trelo.
Iti igue -- Alheus mercadorias.
4:427,586
(aOMstilatio.
ItENDIMENTO 00 DA 22.
('.eral..........
Diversas provincias
1:286,930
77,749
1:364,679
VHiviim'iito do Porto.
Navios entrados no dia 22.
Liverpool; 39 das, brigue inglez Thomas-Baltersby,
de. 323 toneladas, Capitao Williain White, equipa-
geni 19, em lastro ; ao capitflo.
Boston; 56dias, brigue americano Olinda, tle 198
. toneladas, capitao James Poxton. equipagem 10,
carga glo o barricas vasias; a H. Fosler&Com-
panhia. Passageiros, Charles F. Davis, Horatio
I ron, Isaac Iron e Aunes C. W'hete com sua se-
nhra.
Lisboa ; 55 das, brigue portuguez Robin, de 134 to-
neladas, capitflo Antonio Jos dos Santos Lapa, e-
qnipagem 11, carga vinho mais gneros; a Tho-
maz de Aquiuo Fonseca. Passageiros, Antonio ito-
drigues Seto, Brasileiro ; Joaquim Goncalves, Por-
tuguez.
Navios tahidot no mesmo dia.
Havre; brigue francez Le-Yolof, capitflo Joffo Pe-
dro Mnunicr, carga assucar ealgodiio. Passagei-
ro, Joffo Pedro Arnol e um filho, Francezcs.
Liverpool; barca ngleza /:.ier-/lnn, capiUio Thomas
Hunter, carga assucar e algodflo.
Ote la rages.
A cmara municipal dcsla cidade faz sessfo ex-
traordinaria no dia 25 lo corrente o nesse dia se-
nt arrematados os ohjertos que constituem o seu
patrimonio, que o nflo foram na sessao passatla
taes como : casinhas da riheira da lloa-Vista e S.-Jo-
se, algumas lojas da praca da Independencia, di-
versos talhos dos acougues pblicos, casa da ra
Imperial c forneciineulo de azeite tle carrapato pa-
ra luzes da ratleia dcsla cidade.
A pagadura militar, em
JoExnf. Sr. presidente, em ollicio tle 20deste
Prospecto.
Um resumo da historia do Brasil, que pelo sen
preco possa chegar classe menos abastada do nos
so paiz, eque igualmente sirva para a leitura dos
meninos as escolas dejnstruccflo primaria- eis 1
empreza que tomou sobre seus debis hombro
professor publico Salvador Henrique de Albu-
querque.
Se a importancia da obra excede a capacidade
do autor, venceu esta difllculdade o desejo que ello
nutre de ser til ao seu paiz; e he ndubitavel que
ainda que elle nao desempenhe cabalmente a tarefa
de que se encarregou, todava o seu trabalho sempre
sera de alguma utilidade.
O resumo de que se trata, alm de contero mais
nteressanle da nossa historia, vai intermediado por
bellas estancias do poema Caramur composi-
Qflodo nosso patricio Fr. Jos de Santa Rita Dorio
e para darmos urna ideia da escolha que o autor
do resumo fez das estancias do poema, citaremos
a seguinte, collocada no lugar em que trata da mu-
danga do nomc de trra da Vera-Cruz dado pelo
seu descobridor Caoral para o de Brasil.
Terra, purm, depois chamou geme,
Do Hrasil niio da Cruz, porque aitraliida
D'outro tenho naj tintas fxcrtlente,
Se lembra menoi do que o foi da vida:
Assim ama o mortal o bem presente,.
Assim o nome esquece que o convida
Aos interesses da futura gloria,
Aos bens atiento s da transitoria.
Este resumo leva no fim quatro ndices chro- !
nologicos; um dos reis de Portugal, desde D. ATonso
Hennquesemll28alD. Joflo VI; outro dos gover-
nadores-geraes e vice-feis do Brasil, desde Thnm
desonza em 1549 at I). Marcos de Noronha e Brito
em 1808; outro dos papas desde Alexandre VI em
1492 at o SS. padre Pi IX, que actual e felizmente
reina ; e outro finalmente dos bispos e arcebisposdo
Brasil, com declaracflo dos bispados a que perten-
cem, as'datas em que estes foram creados e aquel-
les nomeados, etc.
Alm disto, acham-se tambem dous mappasesta
tisticos dos hachareis formados as duas academias
jurdicas do San-Paulo e de Olinda, e alinal a lista-
de todas as pessoas que sedignarem cdtribuir para
a impresso do dito resumo, a qual promeltc o
autor que ser a mais limpa possivel, em muilp bom
papel e era formato de oitavo francez.
Assigna-se para esta obra as livrarias dosSrs.,
Figueira, na praca da Independencia, e Dr. Couti-
iiho, esquina defronte do Collcgio, na ra da Cadeia
do Hecife, luja do Sr. Carduzo Ayre; eem Olinda,
ra de .Malinas Ferreia, em casa do mesmo autor.
O preco de cada assignatura ser tres muris
pagos ao reeebcr a obra.
Avisos martimos.
rumprimento da or-
den) do Exnf. Sr. presidente em ollicio tic 21
niez leu. de contratar o fornecimento d'agoa para
a fortaleza do Brum e do forte do Huraco desde o
primeiro do prximo mez futuro do outubro inclu-
sive ale o ultimo de junho do auno futuro de 1848
em que linda o prsenle auno linanceiro. As pessoas'
a quem este contrato convicr podem a presentar-
se na mesilla pagadura nos das 24 o 25 deslo mes-
mo mez das 10 horas as duas da larde, o queso
faz publico de orden, do Sr. coronel cmmissario
pagador Pagador.a m,|ur de Pernambuco, em
22desole.nbro de 1847 No -impedimento do^ es-
cnvflo.yoo rcenlo Barboza. i
m,mo-SgU."',J'-iJl,,ll'nu ,le 8,,arJs nacionaes do
municipio do rfWife precisa engajar dous cornetas
que tonham boa conduela : q^m estiver nosle caso
ra da Ca.lea, cm Santo-Antonio, n. 13.
dirija-.se
9^
stiluicrio nova, arinava lacos a liberdade, aU|grava-
e com a anarqua, desarmava a patria, desejava-lhe
secretamente remes, corrospondia-se com seus iui-
Lontrato, a celebrarem-se com a thesouraria das rendas
provinaaes no corrente mez de selembro.
DIA 25.
Oda conlinuacaoda obrado caes do llamos, ava-
llada em r.s 7.182,000. Os trabalos far-se-hflo
Para o Cear, tocando no Aracaly, seguir im-
preterivelmente alodia 5 do vindouro mez, o
brigue-escuna Henriqueta, mcslre Jos Joaquim Al-
ves ta Silva : esprelendentes qne ainda nelle qu-
zerem crregar, ou transporlarem-se, se entenderao
com o mesmo mestre ou na ra da Cadeia do Be-
cife, n. 17, Begundo andar.
Para a Babia sane a sumaca S-Antonio-de-Pa-
dua, pregada e Torrada do cobre, e bem condecida
pela rapidez de suas viagens : para carga e passagei-
ros trata-sc na ra do Vigario, n. 5.
Para o Aracaly lem tle seguir viagem, irfprctc-
rivelmenle at o fim to corrente mez, o hate Novo-
Olinda, lendo ja a maior parle do sua carga a bor-
do e Datada : quem aluda nelle quizer carregar, fal-
le com o mestre do mesmo, Antonio Jos Vianna, no
trapiche IIOVO
Para o Porto segu viagem o brigue porlugez
Maria-Feli* capitflo Lburenco Fcrnandes do Casmo:
quem no mesmo quizer tanegar, pu ir de passagem
dinja-se ao dito capitflo, na praga ou ao con-
signatario, Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
Vcnde-sc 0 hiato Tres-lrmcs, promplode um
ludo a seguir viagem : a fallar na ra da Cadeia,
luja tle Joffo Jos de Carvalho Moraes.
Para a Babia segu al o fim do corrente mez
o veleiro Hiato Tentador : para carga 011 passageiros,
trata-se con. Silva & Grillo, na ra da Motla, n. 11.
Para pAse a haica nacional Tentutv-Feti*esta
a sabir ate o dia 25 to corrente: para carga ou passa-
geiros, para o que tem os melhores coinmodos, tra-
ta-secoui Silva Grillo, na ra da JloCda, h. 11.
Parao Itio-Grantle-do-Sul lenciona sahir breve
o_ brigue Mercantil; pode reeebcr alguma caasa, as-
Slin como escravos 1; passageiros : quem no mesmo
quizer carregar pode euleiider-se com Amoriin li-
maos, ra da Cadeia, ni 45.
Avisos diversos*
Quem precisar de urna ama para casa de pouca
familia, diiija-su a ruado Cotoveilo n. 16.
MUTILADO I


ci
Fabrica do machinas e fund-
jao de ferro na ra do
Brnm, no Recife.
McCallt.m& Companhia, e.ng tas e.fundidores ** %SSXFu.
nunciBmaosSrs.^opriciano respeitavel
So "gorfes aKiecimenio de trro". n,o-
fho dejr'imoir. q^alidade para, a perfe.ta confcc-
co das majares pegas do machin.smo.
Habilitados para emprehender quaesquerobrasda
sua arte Me Callum & Cbmpanhia < esejam mais
particularmente chamar tfattencSo publica para as
seeiiintes porserem ellas da maior extraceflo nesla
provincia as quacs construidas na sua fabrica po-
den competir com as fabricadas em paiz estrangei-
ro, tanto em preco como na qualidade das materias
drimas e mito d'obra, saber:
Machinas de vapor.
Moendas de cannas para, engenhos movidas a va-
por, poragoa, ou animaes.
Kodas dyagoa e serranas.
Manejos independentes para cavallos.
Hodas dentadas.
Aguilhes, bronzese chumaeeiras.
CavilhOes c parafusos d? todos os tamanhos.
Taixas, erivos e boceas de fornalha..
Moinhos de mandioca movidos a mito ou por ani-
maos e prensas para a dita.
FogOes e Tornos para cozinha.
Canos de ferro, lorneiras de ferro o bronze.
liombas para cacimbas e de repuso.
Guindastes guinchse macacos.
Prensas hydraulicas e de parafuso.
Ferragens para navios, carros, obras publicas, etc.
Columnas, varandase grades.
Prensas de copiar cartas ede sellar.
Camas de ferro, etc. .
Alen da perfeiQfo das suas obras, Me Callum &
Companhia garanten a mais exacta conformidade
com os moldes e desenhos remcllidos pelos Srs. que
se dignaren de fazer-lhes encommendas; aprovei-
tando a ocensiflo para agradecer aos seus benvolos
amigos cfreguezes a preferencia, com queteemsi-
do por elles honrados, e assegurar.-lhes que nflo
pouparflo esforcos nem diligencias para continua-
rcm a merecer a sua confianca.
Furlaram, doeugenhoPindobinna nodistric-
todelpojuca, um quarto ruco, com marcas de
cangalha um pouco magro de muilo Irabalbado,
capado, poueaclina, eo principal ferro que tem
houmM c um B na perna direita, be ni dislinclo,
porque sobro a marca nasceran cabellos vernielhos,
ou pardos o que tem em algumas partes do corpo,
aor.de leve feridas.
SOCIEDJIDE
PHILO-DRAMATICA
O primeiro secretario avisa aos Srs. socios, que
os bheles para a recita do dia 25 do corrente, prin-
cipiam-se a distribuir boje em casado thesourei-
ro Outro sim, que a commissflo se achara reunida
para approvar os convidados no dio 24, pelas 7 ho-
ras da larde.
Laurea! Pug marceneiro
rancez
tem na sua loja da ra Nova n. 45, alera de um
grande sortimento do mobilia una porcio de vi-
dracase lileiros'de lodosos tamanhose dualidades,
muilo proprioi para loja por preco mu lo barato.
O mesmo precisa de 2 bous olliciaes de marceneiro.
--A pessoa que annunciou precisar de um roe-
nino brasileiro par* caixeiro de loja, dirija-so a esla
Izpograohia que se Ihe indicara o lugar onde o de-
ve de adiar. ..
- Precisa-sede um Porluguez capaz que saina
trabalbar de enxada, e tirar leite para estar em
um silfo muilo porto da praca: na ruado Augus-
ta, n. 60. ,
- Quem preeisar de um caixeiro para venda do
que ten bstanle pralica.e que prefere ir para lora
da praca ,eu mesmo para fra da provincia, anuun-
cie por esta folha. ...
- rtebatem-sc ordenados de empegados pbli-
cos sidos, congruas e loltrasde boas lirinas: tam-
ben d-se dinheiroa premio sobre hypothecas, por
menos do que ninguem e sem usura : na ra ui-
roita n. 50. .
Permuta-se um pequeo sitio, mul-
to prximo matriz da *arze,i, e ao rio
Capiharibe com casa de vivenda que
conlm .las salas, quatro quarlos e es-
tribara, com umitas ai vores fructferas,
e urna baixa, por urna casa terrea uesta
cidade ; volt, n convencional': quem Ihe
dirija-se* ra es-
Ireita do linxario, n. 19, onde se dir
cni o faz.
parte o que se
convier este negocio,
qu
l'oncc de
Antonio Carlos l'ereira de Burgos
Len faz publico, que inu.lou a sua residencia da
,ul) ieita, sobr don, 29. para Soledad-, sitio
d 8cSc'do Kxm. S-barnodeltamaraea; por -
lo atiera com elle sequizo' entender, din;ir-s<.-na
?lito sftio, ou nest!. ..raga a casa fcaoii procura
dor, o Sr. Manoel Jos de SanfAnna Araujo, na Ua-
vess.1 do Sarapatel, sobrado n. 16.
_VrocisB-ie de lima ama para u.na casa do pouca
familia : na ra da Paz, oulr'ora ra do Carino, ca-
'" i! Quem annunciou, no Piano n 209, precisa
de um caiseiro brasileiro o sendo de. fra da cida-
de diri --s a ra do Trapiche-Novo .... 6 que
aburlala un, que he de foVa desla provincia o
^^^^urrnoMonleiro.abeiradoHo
Canihar/Ee com duas salas, corredor ao nwioepur
tro ao ido 6 quarlos, um .lelles ten pratelhe.ras e
. ""..'f.'r.-'-.or'ser mullo p.Ho .
, mullos
'I^*'|uKa-seum bom sitio por ser m
roupa .afanar na ra da rraia,
Alqgam-soas se^uintes casas: duas pequeas
casas terreas, na ruado Sebo ns. 52e54 por oilo
mil rs. mensaos; urna dita terrea na- Soledade n.
35, com bastantes commodos para grande familia ,
por 12,000 rs. mensaos : a tratar na ra da Aurora,
n. 26, escriptorio de F. A. de'Oliveira.
-- OITerece-so um moco prtiguez para caixeiro
decadaria do queja lem pratica 011 para arma-
zemde assucar, ou mesmo para- algum'engonho
perto desta praca, o qual d fiador a-sua conducta ;
quem o pretender dirija-se ao pateo do Torco, n. 4.
/I mesa regedora da irman-
dade do SS. Sacramento da freguezia da Roa-Vista
manda convidara todos osirmflosda mesma irman-
dade para comparecerem no seu consistorio no
dia 10 de outubro futuro, pelas 9 horas da mandila,
para em mesa goral discutir-se o novo compromis-
so quo se pretende adoptar. A vista da importan-
cia do objecto espera a mesa regedora que lo-
dos concorram no Indicado dia. Consistorio 12
de setembro de 1847. O escrivflo interino Joti
Candido de Cartalho Madeirot.
Aluga-so um pretoidoso para vender agoa em
urna canoa nos Marlyrios dando-se-lhe o susten-
to e o jornal que se convencionar : na ra Augusta,
1. 60, ou no pateo do Collegio loja de livros, n. 2.
No dia terca-feira 21 do corrente das 6 para
7 horas da manhfla furtaram da sala do segundo
andar da casa n. 18 da ra do Vigario, dous re-
logios sendo um de ouro, saboneta suisso com
tranceln! chato e chave de ouro. O relogio tem a
mola que Taz levantar a raixa quebrada o mostra-
dor he do louca o o numero julga-se ser 72. O tran-
celn! est partido junto a argola. O outro relogio
he de sabonete de prala com cadeia grossa de ou-
ro das que prenden com gancho. Tambem leva-
ram outra corrente de ouro, feita en Lisboa; algum
dinheiro e outros objectos. Iiflo-se 100,000 rs. a
quem descubrir todo, ou parta do roubo e roga-so
a qualquer pessoa a quom seja offerecido qualquer
dos ditos objectos queira apprehende-los e leva-Ios
a dita casa no segundo ou terceiro andar, que re-
ceber a dila gratilicacno.
Precisa-sede um homem para administrador de
urna olaria pert desla cidade que seja isento de
praca, que seja prudente, que entenda bem da arle.e
que saiba 1er e escrever : na ra larga doRozano,
11.18. .
--Na ra do Trapiche-Novo, n. 8, primeiro an-
dar precisa-sede urna ama para dar leile a una
enanca mas que seja eserava.
Precisa-se de urna prela que saiba vender na
ra c fuzor o servico ordinario de urna casa : quem
a tver e quizer alugar, drija-se ra da Alegra,
Natlianiel Hathaway Suift, cidadito americano,
retira-so para os Eslados-Unidos.
Na ra do Trapiche-Novo 1. 8, precisa-se do
urna cozinheira que seja eserava.
Aluga-se a casa terrea n 7 da ra do Pilar, em
Fra-de-Portas nova envidiada, com quintal
e cacimba ; bem como as lojas do primeiro andar do
sobrado da ra da Guia n. 17 : a tratar com propr.c-
tario, Antonio Joaqun de Souza Itibciro.
Alugam-so duas casas terreas no sitio do l.or-
deiro urna margem do rio Capibanbe con com-
modos para grande familia estribara cozinha
fra e a outra no fundo do mesmo silio tamben
com commodos para familia : os pretendentes,
para ver, dirijam-se ao mesmo sitio e para tralar,
no pateo do Carino, n.17.
-- Quem precisar le um rapaz brasileiro, para cai-
xeiro do ra, o qual tem platica eda Conhecimcnto
dos patres que tem tido dirija-se a ra da Ca-
deia- Velba do Recife, n. 41.
POMMATEAU, CUTELEIRO NO ATERRO-DA-
BOA-VISTA,
mudou
-mu, c 1
A!
tem a honra de avisar ao publico, quo mudou o
seu estabelecimento da ra do Aterro-da-Boa-> isla,
n 5. para o sobrado novo, 11 16, da mesma ra.
Na sua loja sem pro o publico achara com; .le cos-
tme um grande sortiinenlodecutelerias (mas c de
todas as qualidades ; bem como pistolas de viugem,
o armas para caca. Continua a concertar todas as
qualidades de armas e ferragens c amla as quai-
las-feirasesabbados.
AOBOM TOM PAK1SIENSE.
ni a nova, n. 56.
Tcmp tte & C, alfaiale,
teem a honra de avisar ao respeitavel publico e
com especialdadeaos seus froguezes que muda-
m o seu estabelecimento sito na ra Nova, n. 7 ,
para a mesma ra n. 56, onde continuarao assi-
luos a servirem os seus antigos freguezes e aquel-
es que os quizerem honrar Aproveitam esta 00-
LOTTRIA DOTHEATRO,
O dia 1.0 de outubro prximo futuro he o designado
para o andamento das rodas desta Intenn, cujos bi-
Ihclcs se acriam a venda nos lugares do coslumo.
Devem os apatronados desto jogo concorrer para
que se roalisc eate acto naquelle dia, comprndoos
billietes que de resto existen, sem esperar que haja,
como as anteriores, urna socedade que os lomo a
s,ua conla ; porque, anda no caso de quo esta se or-
ganise, etique com os bilhetes flue reslarem, nun-
ca os vender por sua conla, porque para este lini o
thesoureiro da lotera nlo Ihopermitlr prazo al-
gnm, e far, andar logo as rodas.
ofricina de encaderna;ao que o padre F. C, dr
Lentos e Silva dlrije na ra de S.-Francitco, an-
(igamrnle Mundo-Novo, n 66, acha-ie provida
de lodo o necesiario para o bom dcieu^enho de
qualquer obra de encadernacao,por mais ric^ne eja :
.issim como tem e aprompta quaesque'r emblema ap-
propriados as mesmas obras.
Aluga-se urna grande casa, junto a ponte da
Magdalena, com duas salas. 8 quarlos, ptimo sotflo
com vista para o rio banho no fundo do quintal ,
o toda pintada do novo: a tratar na ra Direita ,
n. 3.
Desappareceu do trapiche do algodio em
julho p. p. urna canoa aberta quasi nova : quem
della soubcr queira dar noticia na na da Moeda ,
n. 11, que sera recompensado.
Se algucm se julgar com direilo do hypotheca,
penhora ou outro qualquer negocio na casada
ra de Agoas-Verdes, 11. 53, pcrlencente ao Sr.
Manoel Ignacio estabelecido na praca da Indepen-
dencia com loja de funilero declare por esla fo-
lha no pra/.o de tres dias.
Aluga-se urna boa casa terrea com grande quin-
tal, com muilos arvoredos de fruclo, figueiras, man-
gueras, romeiras e latadas de parreiras, com boa
agoa de beber, sita no principio da estrada dosAI-
flictos, ao pedoManguiiho : tambera se a luga urna
outra casa con solio corrido, no becco do Serigado :
a tratar na ra da Cadeia do Recife, n. 25.
Aluga-se a prensa, ou grande ar-
mazem, no Forte-ilo-Matlos, largo da As
semblen, 11. 7 : a trotar na rna do Viga-
rio, n 5, primeiro andar.
-Na nova loja da ra do Queimado, 11. 30, de Jos
Joaquim de Novaes, contina a haver um completo
sortimento de obras feilas com a mesma pcrfcicilu
como as de incommenda. Tamben ha un completo
sortimento, viudos pelos ltimos navios do Franca,
de chapos prctos muilos superiores, e da ultima
moda de Paris, bons chapos do Chile, ricos cortes
de veludo para eoletes, pelo barato preco de 5,000
rs., e muilo bons lencos para pesroco de hmeme
sen hora,
Jos Pradiues, culeleiro amo-
lador,
avisa ao respeitavel publico desta cidade, que se
acba estabelecido na ra Jo Cabuga n. 12, onde
semprc estar prorapto para fazer qualquer ierra-
menta ou instrumento de cirurgia trinchantes e
outros: tambem concerla espingardas, l'azfreios
para cavallos, esporas de todas as modas e ludo o
mais que for concernetitc ao seu olllcio. Amoln tas
tercas, quintas c sabbados.
Pelo novo deslino que deu ao edificio da sua
residencia na ra do Hospicio podera o doulor
Sarniento receber em sua casa tloentes que desejem
vir tratar-so nesta cidade. Serfo recebidos Dflo SO
os (lenles de qualquer sexo e condiciTo que sejam ,
mas tambem as pessoas, ou familias, que os qui-
zerem acorapanhar.
- Vendcm-se pedrasde amolar, brancas, aen.
hor qualidade que teem vindo do fr.o^de r
cisco a retalho e em poreflo por preco tomrnoao
na ra da Praia, armazem 11.18.
FABRICA
NACIONAL
* .-m..i
Os agentes do rap Andarahy nesla P"?8;*?"0^ *
aceitac^o e bom acolhiraenlo que tem merecido es
le rap desdo que foi exposto venda, promei
ten ler sempre rap fresco em libras e meas oras .
...depositod* ra do Trapiche. 1. 34 onde se ve
casillo para participaren que se achara prvidos de
ura bello sortimento de fazendas recentcmenlo Ole-
adas de Franca polo ultimo-navio como seja.n :
anuos pretosede cores para caigas ; casimiras-se-
m ; dita elstica : ludo do ultimo goslo : bem co-
,0 sedas, sel os, velludos, fustOes impressos e hor-
ados, proprios para colletes ; urna coraplela collec-
80 de figulinos das modas as mais recentes de
cadas de Franca polo ultimo-navio como sejam
oannos pretosede cores para caigas ; cas.miras-se-
tiin ; dila elstica : ludo do ultimo goslo : bem co-
- ....:.... ii,,.i..^ fuclAns muressos O ror-
dados
irtid"No8 raeso-"estabeleeimcnlo so encontrar
sempre um grande sortimento de roupa feta, para
todos ostan.ani.os, bonetes de velludo para senho-
a, proprios para inonlaria e varios obiectosdc
Dhantasia: ludo moderno eda mclhorqualidade.
V i; na pessoa, que sabe pe.foitamente ...usica
seofferece para ensinar pa.tict.larnienle esla bella
ndois casas de seus discpulos passar-lhes e
andar do sobrado u. 3 da mesma
quem iratar; ou entilo tenham bondad* deannun-
ciar auas moradas par serern pnfur"p 0|-
_ O distribuidor (leste Piano na Cidade deOIHta
da faz publico que ello se encarrega da entrega de
carias, -npeise pequeas encommendas para a mes-
ma-cidade, mediato urna pequea gralifcacao, a-
kra das cartas seren rranqueBdaa|fccumbe-se de
u'ar provisos para oratorio, Contm.lo e qualquo
outras: de obter despachos das autoridades dainesma
chinde e tirar certides de qualquer reparti9no ; as-
Cntnpraj.
Gompra-se urna esciava moca de bou ligura,
que saiba cozinliar 0 lavar, e nflo lenlia vicio: agra-
dando paga-se bem: na lloa-Visla, ra Velha, n. 18.
Quera a livor, deve apparecer das II horas da ma-
ullan s 3 da tarde.
Compra-SO urna poreflo detaboas que sirvam
para armadlo de vonda : na ra Direita, 11. 17. Na
mesma vendeni-se dous caixoc% pequeos fe i tos a
moderna, proprios para venda, o por prego com-
modo. .
Compra-se urna eserava moca que saiba nem
coser, engommar e cozinliar, sera vicios nem
achaques: na ra larg do Itozario, n. 48, primei-
ro andar.
Compra-so um marac de cascavel, de boa pra-
la, sem feitio o que esteja em bom estado :
quem liverannuncie.
Compram-sc 4 vaccas boas ulnas do pasto ,
que leen bastante leile, e que '
novos: na ra Augusta, n. 60.
lenlian be/.erros
''
Lotera do Hio-de-Janeiro.
Aos 20:000^000'de res.
Chegarain, pelo vapor San-Stbaslido, bilhele.se
meios ditos da priraeira leleria a beneficio do con-
servatorio de msica da corle que dever-a ser cx-
Irabida de 12 a 15 do crrenle na ra da Cadeia do
Recife loja de cambio do Vieira n. 24. A elles,
antes que chegue o vapor com a lista.
Vende-s* a propriedade decasas terreas sita
na roa Velha, n. 105. Juera se julgar com direito a
0DD6r-se a venda annuncie por esla olba ; e os que
a quizerem comprar dirijam-so ao Alcrro-da-lloa-
V,^8Vt'ndcni-so, na ra Nova, ... 44, fabrica de
as seguinles qualidades de chapeos : Jlo
chapeos
d. mola ; ditos de pellucia de seda fran-
simcomo'd cnduzir |peis de importancia
elle
o' rtira todos OS dias das 6 as 7 horas da manbaa.e no
a seU nte as mesmas horas dar soluc.So do que
?. ,or6e, carregado.As pessoas, que se quizerem ut.-
110 Recife 11 pinga
veuda n. 46.
I paro.
mermo ut -mua *--* i---- .
Mzesi ditos de massa sera pello braueos, paulse
con borlas; ditos de palha da lia ha, de copa ala,
nr" homens e para meninos e.de copa baixa 1 to-
nas estas qualidades chegaram ltimamente dt
i, nca e Sfio .la moda mais moderna Na ...esma
fabrica sempre se acba un bom sorl.ment de cha-
nos de lo las as qualidades, fabricados na mesma
tXiCS Unto em porga. como a retalho : tamben,
se venden lodos os perlences para o fabrico de cba-
nns or preco comniodo.
P Vcndem-se muilo bem fe.tas]arras ; pas para
preservar as formigas; vasos para flores; panelas
para doce; pequeos cacos, proprios para vender
8.. es: urna po.gao de botijas vidradas : ludas os-
las obras sao de muilo bom barro e ven; era-so por
ciego muilo cominodu : na ra da Florentina ,
n. 16.
de de 5 libras para cima o a retalho as lojasidos
Srs. Antonio Francisco de Moraes A. F. 1 mo
inflo, A. B. Yaz de Carvalho, Pontea & Mello, cu
nha& Amorim, Pontos Sampaio, na ra ua u-
deia do Recife; A. I, de O. Rago, na ra da Maore-
dc-Deos ; Campos & Almeida, e Costa & Wliaa-
rfles na ra do Queimado; T. A. Fonseca o IJmee-
lino Maximino do Carvalho na ra do V"""8" '
C. C. Bresketnfeld. na pragada Independencia ^ac-
iano L. Ferreira o Antonio Pereira da Cosa e i.araa,
110 Alerro-da-Uoa-Vista. .. .._,
Ven.iem-so, por metade de seu valor, ti1 caiici-
ras, i sufa, 2 banquiihas e 1 dita de meio desala,
ludo de Jacaranda o com muilo pouco uso: na rea
Augusta, sobrado de um andar, n.H.
A padaria d una SO porta junto ao sobrado
da esquina da ra Velha, iiovamcnlc ralilica m,
annuncios passados e coiiliniiaalcrbolacliinha.de
agoa e sal, de 24 em libra a 160 rs. a libra.
Vende-se estopa propria para saceos: na ra
do Trapiche, 11. 8 .
Vende-se cha prelo muilo superior, em **'*
de 16 libras proprio para familia : na ra o ira-
piche, n. 8.
Gaz.
Loja de Joo Chardon,
\lciro-da-lloa-Vista, nial.
Kesta loja acba-seum rico soi-liiueiilo de LAMPEOF.S
PARA 0AZ COIil seus competentes vidros, accendedo-
res e abaladorcs.
K.SlCS CandiOrOS < os "elhores e
mais modernos que ciistem boje : rocoinmendain-se ao
publico, lauto pela segurauca c bom goslo de sua boa
confeccao, como pela boa qualidade dalut, economa e
asseiodeseu srrvijo.
Na meSIlia loja os consumidores sem-
pre acbarflo um deposito dCAZ, de cujo se atlanca a
qualidade e em poicao baslaute para c',,"nl"- r.
Vende-so conforme a qualidade I 321 o 40U rs.
a ganara. ,
1 Vcndem-se superiores chapeos de
^SVcastor, pretosebrancos, por preco
muilo barato : na ra do Crespo, loja n.
12, ilc Jos Joaquim .la Silva Maia
=Vendeui-se moendas de ferro para engenhos deat-
iicar, para vapor, agua B bestaa.de diversos tamanlWW.
por prefo coiiimodoe igualmente tafias de ferro coado
e batid, de todos os tamanhos: na praca do Corpo-San
o, n. 11* e.n casa de Me. Calinoiil A Companhia, ou na
uade Apollo, armazcui, n. 0.
REFRESCOS.
Xarobe de grosellio foilo do verdadeiro summo
rindoderranca,a 1000rs.agarrafa; dito de do-
res delarangeira,a 1,000 rs. a garrafa; dito fcitoda
verda.leira resina deangico, que he muilo conheci-
do e approvado por as pessoas que padocem do pei-
to, por ja ler feito ptimos beneficios, a 1,000 rs. a
garrafa; ditos de maracuja, tamarindos, lin.floela-
ranja, a 500 rs. a garrafa : no Aterro-da-Hoa-Vista-
fahrica de licores, n 17.
Vende-se una eserava de bonita hgura, com
habilidades no pateo do Carino, n. 7, se dir quem
vendo.
-Vende-se um cscravo muito mogo e forle, que
be bom carreiro e traballiador do enxada, ma-
chado e ronce: na ra do Passoio 11. 1, se Jira
quera vende. ,
-Yonde-sc, por precisr.o, un escravo de nagao,
por 300,000 rs.; um pardo, por 400,000 rs. : na ra
da Sonzalla-Vollia, 11. 183-
Vende-se nina muilo boa eserava, de cor prela,
com i.la.le .le 24annos, que sabe bem engommar,
cozinliar o eozer chflo. propria para o servigo inter-
no de una casa, e bastante lie!: nflo se dtivida dar a
contento : na ra estreita do Hozarlo, n. 31, pri-
meiro andar.
Vende-se, na ra da
Cadeia, n. 37,ccraem ve-
las fabricadas no Kio-
de-Janeiro, en una das
melliorea fabricas ero
caixas pequeas, sorti-
S menlos no goslo do com-
prador, e por preco mais
barato tjualq'ier parce.
Viuho de Champanaia
ca superior o niuitoacreditada marca
Cmela,
ven na ra da Cruz, 11. 10.
__Vende-so carno do vacca salgada, em barr;
na ruado Trapiche, n.8.

'
f'
'"
TT*T


ka



Vende-se um nrotode 40 annos, pouco mais ou
menos, proprio para o sorvigo de campo : na ra do
Livramonto, loja de fazendas, n. 34.
Vonde-se, por prego commodo, para lora da
provincia, ou para engenho, urna prcta : na ruada
Cruz do Rccife, n. 57.
Na roa do Trapiche-Novo n. 18, casa .do Fre-
derico Robliard vcnde-se farinlia de trigo, amo-
ricana recentemenle chegada.
Vcndem-.se limas, mareas de todo os tamanhos,
para ourives : na ra da Cadeiu-Velha do Recife,
loja de ferragens, n. 53.
SSSF.
Vendem-se barricas e meias barricas de familia
SSSF de raminho: no armazm de Joaqum Lopes de
Almeida, caixeiro do Sr. Joflo Mallieus, atrs ido
theatro.
A
=^
_

bem feito, que carrega baixo, esquina, e he muito jcobre para forro.de navio; dispara cajdeirejro em
manso : na ra da Florentina, n. 16.
-~ VencJem-se varios pedacos]
de msicas para piano e canto-
na chegaclos recentemenle do
Rio-de-Janeiro por prego com-
modo : na* riia do Cabuga, loja
n. 6.
\a nova loja
blico.
do Passeio-Pu-
n. 17,
vondom-se casimiras de hla para caigas, a 1,000
rs. o covado ; cortes de cassa pHra vestidos, muito
modernos a 3,200 rs. ; ditos de chitas fixas, com 10
covados a 1,000 rs.; ditos muito linos, com 10 co-
vados a 1.800 rs.; pegas da chitas para coberta de
muito lindos padrOes e bons pannos, a 5,500 rs. e
o covado a 160 rs.; cassas dequadros e listras de co-
res, a 280 rs. o covado; cortes de pelle do diabo,
fazenda muito forte para calcas, a 1,280 rs. o corte ;
cainbraia lisa peca de 5 varas a 2/ rs. ; alpaca cor
ile caf muito lina., a 640 rs. o covado ; urna por-
eflo de chitas finas, a 4,500 rs. a peca; ditas tas
mais modernas que leem apparecido, a 12,000 rs. a
peen e a 320 rs o covado; lilas para vestidos, de
muito lindos padres a320rs. o covado; pannos
para mesa, a 1,120 rs. cada um ; urna fazcoda de
algodfto com qualro palmos de largura e muito for-
- tea 200 rs. o covado ; e outras muilas fazendas por
I>regomais commodo do que em oulra qualquer
parte.
Vendem-se os utensilios de um armazem de
nssucar, com deposito para mais de duas mil arro-
bas : bem como tambem se aluga o mesmo arma-
zem : urna e outra cousa por prego em conta: na na
do Vigario arma7.cm n. 22. No mesmo armazem
precisa-sedeum bom feitorpara engenho.
Vendem-se 3 cabras bichos), paridas de pon-
eos dias : na ra das Larangeiras, n. 18.
Vendem-se 3 escravos, sendo: um pardo de
HOannos bom vaqueiro e que be proprio de to-
do o servido decampo e da praga; um dito de 22
annos do mesmo servigo e com principio de olli-
ciodesapateiroeferreiro; una negrinha de 13nn-
nos que coscrhilo e cozinln o diario de una casa:
todos de bonitas (guras, e vendem-se muito em
conla por querer o dono retirar-so para fra da
provincia! na ra \1 Concordia, passandp^a pon-
tezinha, a direita. segunda casa terrea, se irr quein
vende.
-Vende-se urna prela de Angola, de 18 annos, de
muito linda figura e ptima para so acabar de edu-
car; urna mulatinlia de 18 annos com boas habi-
lidades, para dentro de una casa : na ra do l'as-
seio, loja n. 19, se dir quem vende.
Vendem-se 7 escravos sendo : 3 de 18 20 e
24 annos, de bonitas figuras proprios para o ser-
vido de campo e nesino para a praca ; 3 lindos mo-
lequcs ile 11, 13 o 16 annos proprios para ollieio ;
urna prela crioula de bonita figura, de 25 anuos,
com habilidades : na ra dnsC.ruzes n. 22, segun-
do andar.
Vonde-se sal do Ass ; cera em velas; sarga-
parrilha : ludo por prego commodo para se fechar
eontas : na ra da Moeda n. 11, a fallar ci m Silva
& Grillo.
Vende-se, no armazem do Bacelar defronte da
cscadinba da alfandega muito boa batata' a 1,600
rs. a arroba ; cha hisson em latas de 1 libra, a
2,400 rs
Vende-se, na ra do Queimado n. 30, loja de
alfniate de Jos Joaquim Novaes, um vestido de mon-
tara, para senhora de muito boa fazenda e do
ultimo gusto, por prego muito commodo.
Vende-se de urna familia que se retira ,|uma
esciava de nagiio insigne engommadeira perfei-
lalnvadeira do sabilo e varrella boa cozinheira
do excellente conducta : na ra da CruzJ, n. 49,
primalcc- andar, se dir quem vende.
Cortes de pelle do diabo, a
1,400 rs.
Vendem-se superiores cortes da fazenda Chama-
da pelle do diabo com 3 covados e meia ,'pelo ba-
rato prego de 1,400 rs ocrte, sendo da maissupe-
rioa que tcm apparecido : na ra do Collegip loja
n. 1.
Vendem-se escravos baratos, na ra das
Larangeiras,- n. 14, segundo andar: 2
molecotes, de bonitas figuras ; um bo-
nito prelo de 25 annos; um dito de 26
anuos por 450,000 rs. ; um pardo com
vindo no ultimo navio de Hamburgo; agoa de seltz
embotijas; azeite doce de Marselha finissimo
velas de cnnipusigao ; cha prelo^iysson operara-
charutos de'llavana eregalia. Adverle-so que tud
he excellente e por preco commodo.
Vcnde-se cera de carnauba de muito boa
qualidade, tanto a retalho como em porgo:
na ra das Larangeiras, n. 14, segundo andar.
Xa loja de Jos II a noel IMon.
leiro Braga na ra do Cres-
po n. 16, esquina que vira
para a na das Criizes, .
vendem-se ricos chapeos para senhora, cheeadn?
ltimamente de Paris do mui lindas e d Oferentes
,1 lc I. ,,.,.,.,x /la 6ilv cores; e igualmente, um completo sortimento ue
le JOSC IcaqillUl (la SU va ca9mras de todas as qualidadcs.e de padrOesmo-
dernos, tanto lisas como de listras equadros.
porgos grandes e pequeas : na ra de Apollo ar-
mazem n. 6.
Vende-se fio da India, proprio para coser sac-
eos : na ra do Trapiche, n. 8.
$a ra da Cruz do
Recife, n. 38?
vende-se o muito superior e estimado rap meio-
grosso e grosso da fabrica de Estevo f.asse, chega-
do do Rio-deWanoiro no brigue-escuna Galanle-
Maria, entrado o moz prximo passado: seu prego
he de 1,280 rs. de cinco libras para cima.
, Atten^ao.
Na ra do Crespo, loja n
1%
ollieio de pedreiro de linda (gura c de ptima
conducta ; um dito carreiro, de ptima conduc.la; 1
dito com ollieio de sapateiro, sem vicios nem acha-
ques, este troca-se por una pela que seja moga, e
naoseja achacada ; um prelo de nago, muilo forte,
por 400,000 rs ; um dito por 250,000 rs. ; urna pre-
la dr 25 annos, que coso muito bem sem virios
nem achaques ; urna mulalinhad 12 annos; urna
negrinha de 10 annos propria para ser educada;
urna prela muito forte, de boa figura o de 38 an-
nos por 260,000 rs. ; urna dita de naco que en-
lende de cozmha alguma cousa de muito boa con-
ducta esem vicios nem achaques, por 420,00.
A 1^000 rs.
As melliores I uvas de pellica brancas c clsticas :
na rua larga do Roza rio, n. 24.
Casimiras clsticas, a f $00 rs.
o covado.
Vendem-se superiores casimiras elsticas pelo
barato prego de 1,000 rs. o covado; dilas muito fi-
nas francezas a 1,280 rs. o covado ; di la de su-
perior qualidade elstica, muito fina, o prela a
3,500 rs. o covado na rua do Collegio, loja n. 1.
.a SSSF
do COI-
Atttncao!
Vendem-se superiores chitas francezas, de vara de
largura e de cores fixas a 280 rs. o covado; dilas
finas escuras e decores fixas, lendo algumns que
servem para luto a 5,000 rs. a pega ; meios chales
de cassa ile quadros a 440 rs.; cortes de lanzinha,
para senhora com 15 covados a 3,600 rs. ; panno
prelo fino para pannos de prelas a 3.000 rs. o co-
vado ; chales de lila e seda muilo finos a 5,500 e
7,000 rs.; z.uarte de vara de largura a 240 rs. o
covado ; cortes de cambraialisa muito fina e.com
6 varas o meia a 5,000 rs. ; superior brim tranca-
do pardo, de puro linho a 640 e 900 rs a vara ; di-
to amarello muito fino a 900 e 1,000 rs. ; dito
trancado de linho brauco muilo superior a 1,000,
1,280 e 1,600 rs. a vara; chadre7.es de linho para
jaqueta a 400 rs. o covado ; riscadinhos trangados,
n 240 rs. o covado ; hamburgo de linho, a 260 rs. a
vara ; meias para senhora a 240 rs. o par; c outras
muilas fazendas por barato preg : na rua do Col-
legio, loja n. 1.
Vende-se um temo de medidas de pao para
soceos, aindo novo, por diminuto prego-, na rua
Direita, n 23.
Vende-se, ou troca-se por moradas de casas
nesta praga ou por oulro qualquer engenho, o
engenho Manguiho, com duas ricas c grandes pro-
priedades ambas pertencentcs ao mesmo enge-
nho urna denominada Ahreu e a oulra a que cha-
mo Varzea-de-Una as quaos reiiitem animalmen-
te 1:385,600 rs silo na freguezia de Una l'oreiro
ao marque/ do lecife, e pagand o animalmente a
quantia de 110,000 rs. ; tem o embarque muilo per-
to; ( um quarto de meia leguaJ os paitidos tambem
sao muito perto ; lano assim que o mais longo he
de 8 caminhos, c pegaudo-se no t rabal lio ee.lo lar-
ga-so ao iiii'io-dia : a tralar com o doutor Jos
Antonio Pereira lbiapina.
Vendem-se caixas de cha hysson, de 13 libras,
cm porgoes ou a retalho ; caixas de velas do es-
permacete de 5 e 6 em libra : na rua da Alfandcga-
Velha n. 36, emeasa de Matheus Austin & C.
Casa da V
na rua estretta (Jo Hozario, 11. (i.
Nesle estabelecimcnlo acham-se a venda as bem
acreditadas cautelas da lotera do theatro publico
ilesla cidade cujas rodas audam no dia 1.* de ou-
tuhro. o caulelista espera que os Reus- freguezes
concorram a comprar o resto d.s ditas cautelas ,
as quacs se esperam boas nortes, pela excellente es-
culla que se fez dos nmeros para seren divididos
em cautelas. A ellas quesopoucase boas. Piceos
os docosluine.
Vende-se um cavallo alazSo, muito bonito,
Vende-se a veriladeira farin
de raminho chegnda no dia 5
rente : a tratar com J..J. Tasso Jnior.
POTASSA
Ven le-sc a verdadeira e superior po-
tis i da Russia a mais nova que existe
no mercado : na rua da Cadeia do reci-
fe, armazem 11. 12, de Balibar ck Oli-
veira.
Vende-se superior polassa nova : na' rua de
Apollo, armazem n. 18.
Vende-se um cavallo meo-rodado,
de
bons andares, c
gordo ; na rua lar*
(|ne esta
do Hozario
bastante
n. 5o.
?sSSF
Vendem-se meias barricas de farinha do SSSF de
raminho : no caes da Alfandega armazem n. 1, do
Guiniariles.
AosSEO:000#! Vendem-se meios bilhetes da primeira lotera ilo
conservatorio de msica do Rio-de-Janeiro, que fi-
cava a correr no dia 15 do corrente setembro : na
rua do Collegio loja n. 1.
Potassa
da Itussia.
zes
Cunta & Amorim leem para vender potassa da
Russia de superior qualidade : na rua da Cadeia ,
n. 50.
Lotera do Rio-de-Janeiro, a fa-
vor da nova freguezia de N.
S.-da-( loria.
Vendem-se bilhetes (testa lotera : em casa de J.
O. Klster na rua da Cadeia-Velha n. 29.
riXOHASAVKL-
Novo sortimento de chapeos l'rance-
finos, cliegados pelo ultimo navio
e por isso dos mais modei-
nos : bem como todo o sortimento de
fazendas finas : na rua do Queimado ,
loja novan, u A, de Itaymundo Car-
los Leite.
Vendem-so 6 escravos, sendo: um moleque
de II anuos; um prelo de 24 annos, do elegante
figura que he bom carreiro ; urna parda com ha-
bilidades ; duas prelas de nagiio ; urna dita criou-
la perfeila cozinlieira doceira o que engom-
ma : no pateo da Matriz de S.-Anlonio sobrado-
n.4.
Vendem-se 191 pegas dejeabo de Cairo: na rua
do Trapiche, n. 8.
Vondem-sc qualro niastros depinho: na rna
do Trapicho, n.8.
Maya,
vendem-s chapeos de seda para cabegas de senhora,
os mais ricos, o mais modernos que teem vndoa esta
praga; assim como se vendem chapeos de seda e de
palhinha para mennasdedousa 12 annos; toucas pa-
ra criangas, de muito lindos gostqs. Tudo chegado
de Franca pelo ultimo navio, e por muito commodo
prego.
Vende-se cal virgem em barris cliegados pr-
ximamente de Lisboa, por prego mais barato do quo
em outra qualquer parto: na rua da Moda, arma-
zem n. 17.
Medicina universal.
I'ilnhs vegetaes de James Morison.
A medicina vegetal universal he o resultado de 2o
annos de invesligagOes do celebre James Morison.
Por meo deslas pilulas conseguio seu autor inn-
meras e admiraveis curas, desde" as aflceges que
alacam as criangas de peilo at as molestias chro-
nicas do ancilo.
A Ruropa saudou esto remedio como remedio uni-
versal para todas as doengss c at boje anda nlto
foi desmentido.tal titulo.
Rsta medicina vem acompanhada de urna receita
que ensina o facilita a sua applicagflo. Consiste em
tres preparages a saber : duasqualidades de pi-
lulas distiuctas por nmeros, e um p: cada qual
goza de modose acgOes diversas.
As pilulas n. 1 sito aperitivas ; purgam sem abalo
os humores biliosos e vcosos', e os expulsam com
eUicacia.
As de n. 2expulsam com esses humores, igual-
mente com grande frga os humores serosos, acres
e ptridos, de que o sanguc se acha a miudo infecta-
do; percorrem todas as partes do corpo, e so cessam
de obrar quando tcem'expulsado todas as impurezas.
A terceira preparagflo consiste em urna limonada
vegetal sedativa : 'lio aperaliva, temperante e ado-
gante : torna-so em commum com as pilulas e facili-
la-lhes os melhorescffeitos.
A poflioflo social do Sr. Morison a sua fortuna in-
dependente ropcllom toda a ideia de charlatanis-
mo; cas admira veis curas operadas com o SCU
systema no collegio de sadede Londres, silo -mais
que garantes da efllcacia do seu remedio.
liecommcnda-seesta medicina, que nio pede nem
resguardo de lempo, nem de posicSo da parto do
iloenle a lodosos que, atacados do molestias jut-
gads incuraveis, se quizerem desengaar da sua
viriude.
Oxala que a humanidndefecheos ouvidos aos in-
lercssadoscm desareditar estes remedios tflo sim-
ples (fio commodos e tito verdeiros.
Vendem-se smente em casa do nico e verda-
deiro agente J. O. Elslcr na rua da Cadia-Velha ,
n. 29.
Na rna de Agoas-Verdes,
n 46 ,
vendem-se 3 moradas de casas na melhor rua dos
Afogados, com excellentes quintaes, por preco
commodo; urna dita em Olinda no Varadouro
com formidavel quintal.
Vende-se una cabra de 25 annos, de bonila
figura que cose, lava e faz todo o servigo de uma
casa com muito asseio: jio becco do Padre, n. 4,
Na rua do
11
Agoas-Verdes
. 46,
vende-se, para fra da provincia uro bonito pardo
perito oTlcial do alfa iata, de 20 annos; um bonito
moleque de nagflo de 15 annos;. um escravo bom
carreiro ; um dito de nagiio, proprio para engenho
um pardo bom pagem ; duas bonitas molecas de na-
giio de 11 a 13 anuos ; umaescravade nago, boa
qutandera que Icozinha lava e nilo he vicio-
sa, por 350,000 rs.; uma dita do 20 annos, que cose,
cozinha e tem boa conduela, por 430,000 rs.; una
dita do meia idado, boa lavadeira por 150,000 rs.
uma dita para engenho, por 250,000 rs.; um bo-
nito mulatinho, que he ptimo pagem.
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9
3)

Deposito de vinagre da fabrica
da rua Imperial, n. 7.
na fabrica de licores, de Frederico Chaves, no Ater-
ro-da-Hoa-Vista, n.. 17, onde se achara sempre
grande porgo e por prego commodo.
Frederico Chaves, fabricante
de licores chocolate .e 68-
piritos, no Aterro-da-Boa-
Vista, ii. 17,
tema honra de participar -ao respeitavel publico e
com particularidade aos seus freguezes que tem
sempre grande sortimento do bem conhecido cho-
colate de sade canetla haunilha e ferruginoso,
este muito approvado para as pessoas que padecem
diiestamagoefrialdade por ser muito tnico. O
bom conceiloqiie tem tido este chocolate, faz com
que hoje participe as pessoas que anda mo fizeram
uso delle e igualmente aos seus freguoz.es, que o
leem procurado e por inconvenientes o nao teem
adiado. Os pregos silo sempre os inesmos sade ,
canda e haunilha a 400 rs. a libra, o ferruginoso,
a 1,000 rs. Tambem vende ago'ardenle do reino e
Franca, de primeira qualidade; espirito de 36 graos,
somcheiro, cm garrafas e em calladas ; genebra
em botijas o em caadas; ago'ardenle de aniz o de
raima ; vinagre tinto agoardenle em pipas, nos
graos que quizerem ; licores cm garrafas prelas e
brancas com ricas tarjas douradas e bocea pratca-
da : essencia de aniz cm ongase garrafas.
Na rua ta Catteia-
Velha, n. 29, loja
de J. O. Klster;
vende-sevinh*d Porto, do diversas qualidadesj
dito da Madeira ; dito de Sherrv ; dito de Bordcaux ;
dito chaleau-la-rose ; dito de S.-Julien ; dito de Te-
nerife ; dilodo liheino; dito de Bucellas e Carca-
vellos; dito de Lisboa ; dito de Malaga ; dito San-
terne ; dito de graves; dito champanha sellery ;
ago'ardenle de Franca ; Kirschwasser extracto de
absintlie ; Cheri y-cordial ; agoa de flor de laranja :
frascos curo conservas de verduras ; ditos com fruc-
tas da Europa em calda de assucar ; ditos.de ditas
cm cognac ; dilo de moslarda ; sardinliasem latas
Vende-se ferro da Suecia ; folhas de Flandre; I e vidros; polits-pois; salame de superior qualidade
Vendem-sc os mais mo-
dernos chapeos francezes;
meias casimiras de novos
e lindos padrees, pelo ba- S
ratissimo preco de 640 rs. g
o covado: na rua do Quei- f
mado, nos quatro-canlos, W
casa amarella, n. !9. W
Lima Jnior & Companhia leem para vender
colla da Babia de primeira qualidade em barri-
cas de duas arrobase meia caita uma, chegadas ul-
tima mente : quem a pretender dirija-seao caes da
| Alfandega. Tambem vendem urna porgo de travos
do 32 a 40 palmos, o duas canoas.
Vende-se um moleclo de nago Angola quo
hecoziuheiro e tem proporgOcs para oulro qual-
querscrvigo que se proponha : na praciuha do l.i-
vramenti), n. 45.
Vende-se urna carteira de amarello de duas
faces, quasi nova, por prego commodo : na ruada
(iuia vonda n. 36..
Vedc-se urna cscrava crioula, bonita pega de
14 annos, quo sabe muito bem fazer lava.rinto, mar-
car, coser chilo soffrivel mente o que he reeolbida,
muito perfeila e u9o lem vicio do qualidade al-
gum : na rua Augusta, n. 50.
Vendem-so casaes de pombos grandes, pti-
mos batedores, e de cores muilo bonitas por pre-
go muito commodo : na rua da Florentina, u. 16.
Escrmos Fgidos.
de Kranca
Fugio, ha das, a cscrava Mario, mas -conde-
cida por Candencia crioula de estatua regular,
rheia do corpo, cor retia denles alvos; levu
vestido de chita roxa novo, saia prela d alpaca,
o panno fino prelo ; tem sido vista na rua do Itan-
gel, Boa-Vista Manguinho e l'onte-de-Uch
quema pegar leve a rua da Cadeia-Velha quese-
ra recompensado.
Ainda nilo apparcreu a cscrava crioula de mi-
me Barbara que representa ter 25 annos car bem
preta, estatura regular com todos os denles-da
frente olhos grandes ; tem urna pequea frula no
pe direito. Esta escrava foi comprada a Jos da Fon-
seca e Silva morador na rua Direita, n. 8j fugio
doCatuc, no dia 6 do Correle: quem a levar
aquello lugar, a Joo Histcr, sera bem recompen-
sado.
Acha-se, desde o dia 16 do passado, fgida a
pela Joanna, de nagto Benguela de 30 annospou-
co mais ou menos ; he bem conhecida por usar do
de vender sapalos para senhora, fruclas, bolos, etc.:
he alta, secca do corpo cor fulla rosto comprdo,
olhos fundos, nariz um tanto afilado denles lima-
dos beigos grossos ; tem uma marca anliga no la-
do esquerdo do roslo proveniente de uma denta-
da que Ihe deram bracos finos e com pidos, pes
seceos e tambem compridos, peinas chelas de veas
o encureadas; lio bastante ladina. Esta prela,por ter
muilosconhecmenlos,julga-se estar acuitada : per
isso prutesla-se usar de lodo o rigor da, le contra
quem admitli-la em sua casa e muilo se recom-
menda as autoridades policiaca capitesde campo
e mais pessoas do povo a captura da inesma cscrava,
proineltende-s-aos ullimos boa recompensa, sea
levarem ao Aterro-da-Boa-Visla ,n. 17 fabrica de
licores de Frederico Chaves.
pehn: t-k'-nv, dem. r.Bfc fama.1&'47 |


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