Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08547


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Full Text
Anno e 1847.
Quarta-feira 22
f) OH!! 10 puMica-se todos 05 dias, q.c ii!o
. .le eoiril : o preco di aisignalura he de
i|f,c. u.POl quartel, PaZ< ndiautadas. Os an-
"*" Hqs do* asis""''r' s"n> inseridos rns3o de
! uorlinli. 4 0 r. em typp diligente, .as
r" .i-M pila meUde. Os que oo I -re.il ass.-g-
dillcre"". porcad- p.ibhcair.o.
PIIASES DA LA NO HEZ, DE SBTEUBRO.
u nanle. 1, a l'Oras e 4J miu. da tarde.
, ,,0a, <** lar'le-
Cce.ite, a 17, s 5 horas d.. larde.
, chela a os C miu. da Uude.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Coiamiae Para!.vi, es segundas escitas feir.
Rio-Graude-dn-Norte quintis feiras aomeio-dia.
Cabo, Seriilic n, Rio-Formoso, Poito-Calvo e
Macci no I .*, a II e 21 de aiiii enez.
(ara.'il.Uiis eR>iiito. a 8 e 23.
Roa-Villa c Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas fciras.
Oliuda, todos os dias.
DIARI
rfe Setembra. Anno XXIV.
IV. 215.
Primeira, is 2 liorai e 51 minutos da u>auli.~a.
Seguuda, s 3 horas t 18 minutos .la tarde.
M|JBaaBMaKaarawnme**'*lJaajP.1 -m 'ik ** "
DIAS DA SEMASiA.
2J Soiiuuda. i. Eusuquio. Aud. do I. dos or-
pli. cloJ.dc. da 2 v. e doJ. M. >l rara.
21 Viva. B*. Mall.csu. Aud. do .1. dociv.ih.
I. v. e do I. de ptl do 2 diil. de t
22 OuarU S. Mauricio. Aud. lo J. lo civ.
.i i v. v. do I. da ptU lo 2. dist. de t.
23 Quima. 8, Lino. Aud. lo J. ile orph. c lo
J. municipal da I. vara.
2 *eti. S. Cernido. Aud lo 1 dociv. dal.
t. e dn i. de pac do I. dist del.
25 Sabhado. S. r'irmino. Aud. do J do civ.
da I. v. e do X. de paz do I dist de t.
26 Domingo. S. Cypriauo.
:a,u,uih.\'>i)I\2.!>k sr.TEUimo.
Cainl.io so!.,, Ui.drei I i|J d p. I n <""
t Paris 31.0 Tt. por Iraiico.
u LIsbM 10.'. a i |f. le premio.
(JuroQltBU 1 -c-!|i.in!iobs. -
a Mo.i.u.!<'.I veifi
., i, ,|e IflM uov
ile t (tOOO ...
I'rala PaUces........
a Pesos columnares.
i. Ditos mexicanos .
Miud
i i idjisoo
lefiea a i|3'in
Mulla............ '""" .
Accoei da comp. lo llb,ibe de 0#000 rs. o par*



FNTERI0R.
metilo ilo presidonle da provincia dn Pernam-
buco nesle negocio como se ve do aviso do 19 de
marco desteanno, as nnlavras evitara V. hxe.
esta quesillo, afectando acreditar que a duvida consis-
tia ele. Nao sei scV. Exc. j provindenciou al-
guinn cousa a este respeilo; cu onlondo que urna
quallicacflodesto niancira feila iao pode subsis-
tir, e que u mais conveniente seria que so mandus-
se proceder urna nova q ual i (icario a querer-se
(Miniar lielnicnlea lei.
NaqualihVac.f.odu fregueziado Rio-Formoso hou-
ve extraordinarios abusos. 0 juiz do paz e mais
dous membros da junta vram-se coagidos no livre
cxcrcicio de suas funecoes pelo delegado a ponto
tal que abandonarais a villa para rom fazer a qua-
lilicacfloem outro lugar, onde se pozeram a abrigo
das violencias da polica. Ahi acontecen mais que
um supplcnte do juiz de paz, reunido aos ontios
dous membros da junta lizesse outra qual.licacflo,
e assiiu apparecerain duas qualilicaeOcs.
Nflo sciqualdas edceshe mais legal; pareca-
me que ambas deviam ser consideradas llegaos o
proceder-se una nova qualificaejio dando-so ao
Eu enlendo tambeni cun o nobro ministro que a, juiz de paz ludas as garantas necessarias para que
' olio nossa livremento desempenliar suas lunches.
.\cstiTaviso do nobre ex-mnistro do imperio, que eu
acabo de citar, vem anida tima grave censurra, o
coinporlamenlo do Sr. Cheliorro,iiotando-se-lhe lor
elle ladeado una queslio que se Ibe prnpunlia e
"gualmcute o que passa ler (li:
.....Que, quexandu-se a tnaioria da junta de
qualilicagilo do oslar coacla, porque o delegado de
polica, pciadonaior5aasuadwpo8io.no, Ihootn-
bargra deliberar lvremenle, V l'.xc. parecer.du-
vidur das partes do juiz de paz e dos dous niembios
da junta, sem que conste que liouvosse lido sobro
o fado previos escUiracinieiilos ; e como se itso fura
pouco, nb autorisra o presidente la mesma junta
a pedir auxilio de outra frca que n3o Tosse a do
proprio delegado contra cujas violencias ella re-
presentara ; liniilando-se a ordenar 10 chore dd po-
lica que recominemiasse a esse mesmo delegado que
continuatc a manter a ordem etc.
Eucrcioque nenhuma deslas qualilicaOes co-
mo j dsse pode ser considerada vlida ; mas, so-
ja como for, compre que se de tima decuSo, par
evilar dilllculdadcs que hilo de sem duvida apporo-
cerno actodaelcieflo.
Na rreguczia le Una o escarnalo foi superior a lu-
do. Kepois do composta a junla, equando no da se-
gu lite linha de principiar os trabalhos, o juiz de
paz quiz excluir um dos inenibros dolas para al-
niittr um seu genio. A maioria dos nieinbros da
unta, oppoiido-seatfio inqualificavel prelcni;iio ,
representaran) ao presidente mostrando documen-
tadamente que por tienhum titulo poda esse genro
lo juiz le paz l'azer parte da junla ; mas leiulo o
Sr Cliicliorro ladeado a questSo na forma do cos-
lume resultou daln rorniarein-se duas jimias una
do juiz de paz o seu genro, e outra dos tres mem-
bros une llie erani oppostos. Esta ultima lu proCOS-
sada porcrimedesedicaoeati-ozuieiite perseguida,
comojpatentcecasa quaudo em outra ocCBSiao
me oceupei mais liudamente desles negocios.
Assim appareoe aomente qualiucagAo irnta pelo
iHizdepazeom o genro, que esta evidentemente
liulla Nao sei se o Sr. (ihicliorro lez cliegar estes
acontecimentosao conbcciinento do govemo ; do-
gejo tambem que V. l'.xc, me informo a este respei-
lo e das providencias que houver dado sobre o
caso.
PARLAMENTO BHASILE1RQ.
CMARA DUS SENHORES DEPUTADOS.
SESSAO EM 17 DE ACOST DE 1817.
Negociot de I'ernambuco.
OSr. Uchoa Cavalcanti: O nobre ministro dos
negocios do imperio quando apresentou nesta casa
osen programma, di'sse-nos, que, organisadoscomo
iiosnchamos, coma logislaciio que temos, nflo era
possvel haverem elcgOes peil'eilas; mas quo elle
furia de sua parte quanlo podesse pora que houvessc
a maior liberda.lc ilo voto, para que as elei;0es ex-
prmssem o mais que fosso possivel a vonUdc na-
cional. Hdese proceder milito breve clcicfo de
dous senadores pela minha provincia, o por isso
procurei esta occasiilo para recordar ao nobio mi-
nistro a sua promessa.
Kucnleiiilo tambem.........----- .....
nossa legislac.no, principalmente a que diz respeilo
a elcici'9, uilo lie a mais perfeita ; mas croio que o
maior mal queso tl entre mis provni do uso ou an-
tes do abuso que se Tuzlesla legislacoo. Por escul-
pi, era muilo rreqticntq, com o (m de organisar as
mesas clcitoraes de un nimio conveniente jo gover-
no, suspendercm-so os jui/cs le paz ou processa-los
por criiues le respoiisabilidade mis vesperas da elei-
eflo. A lei actual quiz prevenir este abuso, mandan-
do que os juizes de paz presidissem, anda que sus-
pensos ou piocessados por rrimes le responsaliiliila-
de; mas disto resultou um mal anda maior j em
lugar de se empeogar esse meio, emprega-se otilro
muilo mais violento : os juizes de paz silo proo'ssa-
dos por crimes em que nio se admille linnc.a, o as-
sim veom-sc obligados a fugirem ou a ircm para a
cadeia. Alguns Tactos destes se deram em minha
provincia, os quaes cu nilo mencionai ei.
OSr. Urbano : ilo bom dizer, porque nos que-
remos responder.
OSr. U. Cax'alcanti : Eu lembro-medo juiz de
paz de Taquariiinga o do juiz de paz da frcguozia de-
Ouricurury, o ainda alguns outros podena referir
de que agora me ntto record; mas supponlio |iic
ja estes baslam para provaroque venbo dodizer. Pa-
recia-me ilesneccssai io enlrar nessas individualida-
des, porque isso nilo pilo ser remcdialo pelo no-
ble ministro ; quero chamar principalmente a at-
tenQilo do nobre ministro sobre outros abusos que
poilcm ser providenciados por S. ICxc., c talvez ja
ocslejam, mas que eu ignoro.
Na qualifieaoO da rreguczia de Serinhilom derani-
se minio grandes irregularidades ; recunlieccu-se ,
depoisda formacHo da junla que tinliam concur-
rido para sua 'forniacflo eleilores de oulras ireguo-
zias. ()juizdepaz,iluvidandodo legalulade dcsc-
nielhanle junta, e so devia ou nfio proceder orga-
nisnodeoulra suspendeu os Irabalhos e consul-
lou ao presidente da provincia ; mas este tanto l'i-
giversou lacs voltas leu que 0 resultado loi ap-
I ai roer um quinto ou sexto supplente do um outro
dislrirto, que, usurpando o lugar do legitimo
juiz do paz, tomona presidencia da junta, c lez
como quiz a qualificaco.
0 nobre ex-minislro do imperio, pedindo mais
esclarecimenlos sobro estes toctos, acliou todava
motivo bastante para censurar logo o procedi-
ii-iairn'-f-"--""---- ""- ~- **!*
as rregueziasde (ioianna, da Kseaila e algiunas
nutras de que agora me nio record 0 prosidcnlo
da provincia exeluio os juizes do paz mais Votados
do presidirem as juntas qualilicadoias, sol) pretexto
de que.nf.o temi faitO alies por impedimentos oc-
corri.los) a convocacflo, nao podiam lepois assu-
mir a presidencia. O docreUr dp govorno de SW de
revereiro do corrente anno decidi esta quesUO em
sentido contrario, e entilo esses juizes de paz re-
QUeram ao Sr. Chichorro para marcar lia afim do
se organisar novas jimias, c nwerom-se novas qua-
lilicaciies, visto estareinillegao as primeir.is : co-
mo Slo seria lavoravel a oppoaicao eren, que o .sr.
Chichorro -recusou, mainlu tenho certeza. Se loi
afTeclo esse requerimento ao coiihccimcnlo do go-
verno desojo Igualmente aaber qual adeciaffoquo
tove e lindo aqu as minhas inlerpellacfles pelo que
diz respeilo sirregularidaiiesoecorri.las mis qual 1-
OcaeOes, porque nao lenho noliea do que se pas-
iou pelo interior da provincia, que tiveram lugar
nas proximidades da capital.
Agora desojarla lambem que o nobre ministro do
imperio livesse a bondade de dizer-me quaes as me-
di.lasque tom tomado o goveruo para que se nao ro-
produzain na prxima eleicflo de senadores as (r:iu-
los e violencias que se deram na passads. V. Ex.,
apezar le se adiar ento ausente do senado, ha ilo
sem duvida estar informado do que elle annulloii
essa eleicfio com esse fundamento,graveslaccusa-
Cfloa se lizeram contra o presidente la provincia, n.
onlretanto me parece que os collegas de V.^Ex. on-
tonderan eliorro. Sejaip ou nao rumiadas oslas accusacOos,
paroce-ma que o presidente da provincia do por-
nambuco nao he o malproprio para fazer umo se-
gunda eleicRo, apezar da se nos tor aoui afflrmado
que elle uo qu.-ria ser votado nossa eleieao, e que
se depois consentio nisso foi somonte por sondes-
cen.lencia pura com os seus amigos; como 01a para
hem le lodos, fez esse saorilieio. O Sr. Chichn u
he demasiadamente irrilavel, mesmo os seus amigos
conlossam iue elle lein esta qualidado.
O .Sr. iVr6ano : Nos o no confessamos.
OSr. U. Cavalcanti : -Natural he que estoja fu-
rioso depois da lecisno do senado, nlo peto que llie
diz respeit'o, mas por ver perdido o traball.o que le-
ve coma oleicSo lo noss colloga oSr. Ernesto, pela
0u.1l tanto se inleressou, e tato sem durldo tara com
no elle ompregiie os i.ia.ores esforcoi aflrn de oue
Jcandidatura lo nobre deputado nffo soja nu.llo-
arada
OSr. Urbano : Peco a palavra.
O Sr Uchoa Cavalcanti 1 Mas se lauta he gra-
nado da provincia de PernnmbucoaoSr. Chichorro
pelos seus reinantes serviros, se lana lie a >\ mp.itl 1.1
que Uto consagro, quo'o aleja anida mesmo contra
a volitado lolle ; se o nomo do Sr. l-.riiosio he
Poniambuco 18o popular, se he tal > preilfoio d que
olla ahi goza que a sua candidatura mi rcccbda co-
mo una grande honra : com que neeossulade con-
tiii.. Sr. Chichorro na presidencia? W*"
mata glorioso para ello c o seu amiga seren oleilos,
ostandoambos lora do poder e fora da provincia.
Panice-me, iois,quo a oonservaclio do Sr. Chicnor-
, he inloirainonlc intil, alm de que nflo Bei mos-
..:.:-.. alsuma lalla le
m
.
MEMORIAS DE M MEDICO. (*)
i-n aicyanive ?^uuui0.
SEGUNDA PARTE.
CAPITULO XXX.
AS TESYAS DA FIIA9A X> I.UIZ XV.
A 30 de moio scjitiinle, islo he, no dia posterior
a essa pavorosa noite, toclioia, comodissera Mara
Antonieta, de presagios c avisos, colobrava Pars por
sua vez as testas do casamento do seu futuro re.
Toda a populacho, por consegualo, se dirigi a pi ac
de Luiz XV, ondo so duva soltar o fogo do vistas,
com pie monto do toil^s as grandes solemnidades pu-
blicas, que o Parisiense recebe com zombaiia, mas
sem o qual nao pode passar.
lora o local bein escolhdo. Sescenlos mil espec-
tadores aln podiam circular vonlade. Em derredor
da estatua equeslre de. Luiz XV linham-se disposto
circularmenle inuitosaiulaiines, quoelevavam o fo-
go dez a dozc ps cima do solo, e perniitliam a lo-
dos os espectadores da praca o poderem vC-lo.
Na forma docoslumo.chegaiam os Parisienses em
bandos, e procuraram por muito lempo as .nellioies
posic,Oes, privilegio incontestavel dequem prinieiro
chega.-
(*) Vide Diario n. 210.
(Kiiieinnos acharam arvores, os homens serios,
frades do podra, as mullicros as grades dos fossos,
o palenques descobertos, armados por especuladores
cicanos, que somero lia em todas as teslas parisien-
ses, ea quem una rica magjnacffo permille mudar
de especulacio lodos os dias.
Pelas seto horas, c'negaram com os primeiroscu-
iososalguinas esquadras de archeiros.
Nio lizeram a polica as gnardas-franeczas, por-
uue a niunicipalidaile nflo quizara conceder a grati-
ucacflo de mil escudos exigida pelo commandant.-,
o morechal duque de Biron.
Este reginiento era ao mesmo lempo temido e
amado da populado, para a qual cada ...embio es-
se corpo passava por um Cesar ou por un Mandria.
\s juardas-fi aucezas, terriveis no campo de batall a,
inexoraveis no cmprimente de suas rui.cc.6os, l-
nlun en. lempo do paz urna horrorosa repuUctfo de
ladr"S ; sob o uniforme eram bellos, vrenles, ln-
irataveis, e as suas evoluCoes era,.. a,radav,M.- para
aaniiimeros.erospeitovois para o; maridos. Mas, 11
vos da disciplina, derramados pela populacho como
Simples particulares, tor..ava,n-se o Ierro,- daque les
a quem na vcspe.a causavan, admirado, o porse-
uiau. n.utas vezesaquellos a quem u.m no d.ase-
StaCmu";!clpalidade,ac..ando e,u seus vcl.ios re-
senimenlos conira esses vagabundos noeurnos o
h^n^^^
a: queso prepsrava, devia bastar a guarda ordinaria
ffiA repSdO10. couce dornas poicos e
S0'riUrdasn.ulberes, o ralhar Josto^eM
lastimar dos mercaderes a quem con.tam giatts bo
ftio so ha nisso algdma impoltica, alg
alteucflo para com a opiniflo publica. UM. i.n -
ohorro tom sido declarado prevaricador pelos p i-
nicirus iribunaes lo paiz : he reo convicto de tor
empregado a fraude o a vfolencia para se fazer el ge i
ISMK1;"!---
los o pastis, preparavam um liimullo Talso como
preliminar do verdadeiio tumullo que naturalmen-
te devla ler lugar quando sesrenlos mil curiosos os-
tivessem reunidos na praca, e aniniayam a soena U0
manoirs a offerecer pelas o.to horas la no.to na pra-
ea de Luis XV o original para um vasto painel de
Teniors com carantonhas franoezas.
Depois quo OSgaiatOS do Paris, os maisaprcssa.los
e ao mesmo lempo os mais pregulcosos do inundo co-
nbocido, se eollocaram, se Ireparam, e-os burguezos
e o povo tomaram psito, chegaram as cariuagcns
da nobreza o dos ricacos. 0m
xno se havia traeado itinerario, peanlo,.leso -
bocaram ellas sem ordem pelas ras da M.i lolei-
o oSWIonor, conduzindo aos ediflcios pblicos
aquellos que haviam recebido convite i-aiaas a -
las e baleos do governador. janellasc baleos don-
do se devia ver o logo adn.iravelmenle.
Os das carruagens que nflo eram convidados dei-
xaram-as ao voltar da praca o so conUodiramiii yo,
pocediilos pelos criados, na mullidao ja con. d,
nas que deixa seuipre lugar a quem o sabe c.n-
'''tr'dn.iravel como esses curiosos sabiam apr-
vo la o ,'ara a sua marcha ambiclosa.de qualquc
desiualda'do do terreno. A ra n.u.tu larga, n .s
hida nflo acabada, oue se dev.a chamar ra Royale
eriimuiealli coit.da de fossos pioluiulos, a CUJSS
/os I avian, amonloado cnlullios, cierra das.ex-
MvacOes EcVdi umadossii omnenoiis hav.ao
"S grujo, como una onda mais elevada no mel
Bhxrivss isane:
U"polasoto horas e ...ca, todos os oll.ares diver-
..,. s con ecaran. a d,igir-sc para o mesmo pon o,
l ffxaram no labiado .lo fogo de artil.c.o. Fo. en-
Ulo i ueoscolovelos, em continuoJogo, procuraram
scriamen en.anter intcg.iJade da posse uoteno-
no contra os invasores, que cada vez engrossavam
mata.
a s o ao seu amigo pelo nico juiz competente que
he o senado.
OSr. Urbano : Oseado nflo decidi tal.
OSr. Uchoa Cavalcanti: Nflo sei como so possa
concluir uutra cousa lo parecer, c la ilscussflo quo
liouve o semoHiaplo respeilo: o quando sflo taoa as
i.ccusuqOcs que pesatn sobro a cabeci do um emprc-
g.l.lo lessa ordem, julgo quo nonliuina gr.ii.t.a exis-
te em favorita liberda.le lo vol para aquellos que
nflo acreditam nesso desintorosse e abnegscjto que
so quer aUribuirao Sr. Clin-horro.
o nolne ministrado Imperio em rujasinccridade
muito acrodito, que nos prometteu fazer todos os
osl'oroos para que baja a maior liher.lade nas elei-
efles nflo sei so po.lor consmitir que Oque na pre-
sidencia de Pernambuco oSr. chichorro. Nflo sei
tambem se o nobro ministro do imperio julga possi-
vel a continuacSo do actual chefa de polica, o no-
bre ministro talvez ja tonlia visto ou tonba noticia
de urna circular qqc foi daqui mandada para apro-
vincia do Pornambuco, em que so ordena va a oslo
chofe de polica que ompregasse lodosos meiospa-
r vencer eleicflo o quo so servlsso da sua posicflo
ollieial | a-a esto llm, comuiissflo i.i que fui lielmento
desempenha.
O nobre deputado nflo ignora o oslado le violencia
a que. tem chegado a polica na provincia de Per-
nambuco. o nobre ministra ha do sabor deslas vi-
sitas domiciliarias que so teem desenvolvido em tilo
grande escala, desses monstruosos procesaos por
crl nos de sedicoo por quaesquer outros que sir-
vain le pretexto para oppimir a opposnjao ; e li-
nalinetile ha do tor milicia desses horrorosos assas-
sinatos praticados pela polica em dillerenles luga-
res, oqucvfloem urnaprogressflo espantosa t.
novonobre ministro queeom tees aul..ndades,
quo com a continuac,llo desse oslado violento o in-
leiramento oxcopciona.l, he impossivel. ja mo- digo a
realisacilo do sen programma, mas at naohavor a
menor sombra de liberdodc eloitoral ? Quaes sn,
, ,s, as medidas do que tem V. Ex. iancado nmo pa-
ra razer cfl'oclivas as suas proteiessasi
Seia-mo licito ainda lazer nina breve rcfiexilo te-
nho reparado com alguina oslranlieza. que, tendo-
se propalado a ideia de que os Srs. Emoato e VM-
chorro sflo candidatos da corft, e tendo islo sido por
vezes trazldo diseussio, anda neiilium dos no-
bres ministros so lenibrou do levantar-so para pro-
tostar contra soinelliaiito manejo. Eu eslou conven-
cido da falsidade dessa assoreflo, e vejo nella so-
mente Unta especie de coaccilo le que se tom que-
rido razer uso para mata fcilmente obler-se o resul-
lado da eloicfio lavoravel a esses candidatos, mas
acho muitopreludicialo emprego desse meio, por-
uuo leudo a marear o brilho da corda, inculcando
aue ella he capaz do descerda altura om queso acha
Ijilocaj, para apadriuhar nteresses ui.livi.luacs,
itervindoem ncgooio quo lio puramente da jomo*.
toncia do povo. Espero, portento, quo o nobro mi-
nistro do imperio aproveitera a nocasiflo para ro-
pellir essa calumnia.
E como cabe-me ainda una vez a palavra, guardo-
,ne para dopois do ouvir o nohre ministro e no cor-
",,: 'da discusso accrescentar anda algumasro-
OSr. PaulaSowui ministro do imperio):. Sr.
presidente, eu quizara saber qual ho a dtapos^odo
regiment da casa a respeilo dcsUs questoe, pa.a
me itrio ifaltar ilcllc.
o Sr Prniimu manda-lor os seguintes srligw.
a Art. 1." Quando o deputado quizer interpelar
Esse fogo de vistas, combinaeflo de Uuggieri era
destinado a rivalisar, rivalidado qne a rovotda da
anle-vespera alias tornara fac, era destinado a r -
? Iisar, lizemos nos, com O de Yo.sall.es, executado
, ongenheiro Tone Sabia-so om I ans que pou-
co l.av.a aproveilado em Versalhesa l horalldader-
lia une havia concedido cincoenta mil francos para
esse fogo, pois que a chova o apagara aos l'nmeiros
foRuotes/ocom fazia bom lempo na noite. dOJ
demaio, go"Vm onliclpadamento os Parisienses
do sen triuinpho cerlo contra os seus v.z.nhos do
BAJm disto Paris espe ava minio mais da velha po-
plaridade de Ruggieri, do que da nova reputacSo
Demais o plano de Uuggieri, menos pl.anlastico
e monos vago loque o do seu collega, velavain-
tencfiOS pvrotechnicas do urna orilein lotalinonte
distincta : S allegoria, rain!... itoSH poM. J sei-
sava com o mais ongracado ostylq :.rcii.UM;ionico,
, srmacffo do tablado Bgunva u yelho mptodeHy-
meneoTqueentro os Fnncezes nvalisa em juventu-
Sa "om o templo da Gloria; era ostentado por urna
columnata gigantesca, o crcula.lo de un. parapeto
om culos ngulos del|.....n de bocea escaucarada so
esoeravam oslgnal pira vomitar lorenles de cham-
mEm frente dos delpliins, se erguan, enisuas
urnas, uiag.'slosos o empolados,-;. I.O.ro, o l.lioue,
0 Sena o o Rhcno, es-e rio que nos porobstinaoio
aueremos naturalisar r.anee/, contra a vonlade do
utida ntoiro, e al contra a delle, aedevemosdar
crdito aos cnticos modernos dos amigos allomaos,
lodos qualro, lallanios dos ros, lodos qualro, d.ze-
nios nos, prestos a jorrar, em vez do agoa, fogo azul,
brsnco, vorde e cor de rosa no momonlo cmqueso
inflainmasse a columnata.
Oulras pecas d'ai tlico, ahrasando-se lambem no
mesmo instante, deviam formar enormes vasos do
flores no algrele do palacio do llymeneo.
l'inlim, nosse mesmo palacio, que tantas cousas
ilifterentes linhs a sustentar, so elevava urna lumino-
sa pirmide, terminada pelo globo do inundo; esto
globo, depois de fulgurar sereno, devia csiourar.
I



W"



2,
algum ministro fra das dscugOes das leis animaos
o da rospostn falla do tlirono, devora annuncia-lo
rom antecedencia de 48 horas pelo menos, c na hora
destinada para a leilura dos requerimentos, redu-
zindo a esrripto os ai tigos da iiitcrpcllagflo, e man-
dando-os i mesa para screm lidos pelo 1. secretario.
Art. 2 Soesliver presente o ministro, scr-lhe-
hflologocommunicados osarligos, ficando-lhe a li-
berdade de dar a rcsposla immediatamente, ou do
reserva-la para o din e hora que o presidente de-
signar.
Art. 3." Fslando ausento u ministro, ser-I he-
lifio transmiltidos por copia os artigos da inlcrpcl-
Jagflo com oQlcio do 1. secretario, ein quo se decla-
re odia hora que o presidente houvcr designado
para que ella se faca.
Se o ministro declarar que nflo podo ou ha in-
covenicnto em responder s interpellacOes, nao se
admttir discussflo, nem sedar seguimento a ellas
Art. 4." O dehate ser igual ao dos reauerimen-
iu.
OSr. Ministro do Imperio (movimento de cwiosidade:
profundo silencio ): Sr. presidente, cu pouco me
estenderei a respeito desta materia, ate mesmo por-
que nio estou bom de sai'nle. En podia dizer que o
objectodas interpellacOes podia ser dispensado, por-
que, ou ellas versam Sobra materiasquo j cslflo pro-
videnciadas, ousohre outrasquoo interesse publico
exige que nio sejam publicada*. Notara lamliem
que nos oulros parlan ei.los as intorpollacoes ver-
sam sobre assumplos nimio importantes, sobre ob-
jeelos, diyamo-lo assim, solemnes, c ninneiite so-
bre qiiesles duvidosas de poltica externa. Sobre
quosles interiores rarissinia ho a iutcrpcllagflo de
que cu lenha lembranea j algumas que tenlio li SfiO relativas a objectos impoitautissimos, por ex-
cmplo, a que leve lugar acerca do levante de I.yon
ein Franca. Sobre objectos do pura administragflo,
nao me record de ter litio intcrpcllagflo algumn.
Mas, como respeito milito a maioriu da casa, o como
especialmente leudo muita considerado e sympa-
thia, por mais de um titulo, ao honrado incmbro que
fez a interpellagflo.,..
O Sr. Uchoa Cavalcanti: Obrigado !
OSr. Ministro do Imperio: Vou dizer om pou-
cas pa la vi as o quo pens a respeito de Has. A 1.' he
a soguinle: Quaes as delihcrages tomadas sobre
as irregularidades que ti vera m lugar as qualiflca-
c/Jes das difluientes fregnezias da provincia de
ii l'ernanibiico.
Bu son ministro novo, posso errar em materia de
faci, poique ha pouco enlrei; mas niandci eolligir
os factos na secretara, e o quo posso responder es-
te respeito he que a todas quanlas questaes .obre ir-
regularidades foram presentes ao governo, nasqua-
lilicacoes nao so do Pernambuco como das oulras
provincias, em grande parte j se. tem dado solugo,
como se ve mesmo do rotatorio de meu antecessor,
edeolliciosque foram presentes a casa. I tes tai ou-
tras que conslam de duas consultas que boje mesmo
rccebl ; ha tres pareceres do procurador da COra o
mais quatro officios que ainda estilo om sen poder.
Tudo o mais tem lido solucao, tem sido impresso ou
remettldo as cmaras, i'ui tanto, o governo tem fei-
loo que podia. Eslas ultimas solugOos nao foram
ilailas por falta ile lempo. Ilojc he que vi eslas duas
consultas; nem disse bom que vi, porque apenas me
foram as mitos: falta ainda una que est no conce-
nto de estado ; lia tres com. parecer do procurador
da cora, e quatro sobro quo elle ainda nao respon-
den. Nao posso informar, porquo ainda nao t:ve
tempo de vrr lodos estes objectos, e de examinar se
todas san rola ti vas a Pernambuco, ou a alguma pro-
vincia maisJembra-mc, entretanto, quea maior par-
to perlenee a Pernambuco. Ora, o governo sobre
as qualificffCfJes nao pode fazer mais do que resolver
as duvidas; se pode ou nao annullar a qualiflcagflo
feila, iie objeclo de una das consultas ainda nao ic-
solvidas, e emquanto se nao resolver, nao quero in-
lerpdra minha opinilto.
Quinto aos demais actos que houverem porven-
lura occorrido na occasiflo das qualiOcacOes, exs-
tem recursos legaes. O governo nao pode arrogar-
se mais do que o direito do solver dimitas, e se abu-
sos liouvcreni no icio da qualilicacio, nao compete
ao governo providenciar, porque a le determina que
nilo haver procedimento algum senflo depois da de-
cisflo das respectivas cmaras
Pens que icnho respondido sobre o primeiro
quesito.
Qoanto ao segundo : Quaos as medidas de. que
i 0 governo tem laucado niao para que as cleicoes
sejam feitas com toda a liberdade; diroi que o
governo ha de obrar, ou por medidas de mera admi-
nistragflo, ou por medidas judiciarias, dclerminan-
irmii r i ii im\i\mm>mvtane>iita
como um trovio, em una massa do girndolas de
cores
Quanto ao ramalhele, reserva de rigor o tao im-
portante, que o Parisiense nunca julga um fngo de
vistassenflo pelo ramalhele, linha-oRuggieri sepa-
rado do coipo da machina ; eslava collorado do la-
do do rio, depois da estatua, em um basliflo coberto
de bolOcs do sobresalente, de BOrte que ainda a vista
ahi devia ganbar nessa elovacno superior de tres a
quatro bracas, que punha o grupo de logeles sobre
um pedestal.
Eis os pormenores de que l'aris scoecupava ; ha
via quinze dias que os Parisienses observavam ad-
mirados Ituggieri e schs BJudantesa passarem como
.sombras no fnebre clarflo dosscus andamies, es
jiararem com estranhos gestos para prem medias,
e examinaren! escorvas.
ie levaram as lanternas
do que se proceda sua applicagflo. Quanto a estas,
j cu disse que a lci o inhibe, e que nada se pode fa-
zer judiciariamente emquanto as respectivas cma-
ras nao decidirem sobre a validado ou nullidade das
oleiges. Quanto s medidas administrativas, a c-
mara bom v, que, qu.iosquer que sejam as que o
governo houvcr de tomar, nflo as deve propalar de
antcmflo, porque ointeresse publico pode sollYcrsc
forem do anlcmiio enunciadas, (lorias providencias
ila administroslo s devem em geral ser conbecidas
quaudo vilo ser levadas a effeilo. *
Eu cnlendo que lio da obrigagflo do todo o gover-
no que se quer conservar, promover tanto quanto ser
possa que baja liberdade as eleiges. O governo
est nesla Armo resoluco ; hSo de opparecor aclos
seds que isto coaiprovem. O que mais posso eu res-
ponder {apoiados; ? Todo o governo quo se quer con-
servar, por interesse proprio, o mesmo "para poder
conservar-se, deve sor justo; nao pode haver dura-
Q0o, permanencia re.nl cen injustica. !sto he, em
litse geral ; mas no caso do que so trata eu nio
uesso aflirmar que bouveram as irregularidades a
que se alludc na interpellaciio. O julgameillo do se-
nado annullando urna eleicflo nflo ho para ni i ni,
menibio do governo, um dado que mo decida o for-
me por si s ininba opiniao [apoiados). Podo ter lia-
vido engao. Se o sonado eslava no seu direito, por-
que ho do scu direito verificar os poderes do seus
nicmbros, o governo est lonihem no seu quando
julga dos objectos que lho silo incumbidos com sua
rasilo econsciencia apoiados,. He o que posso res-
ponder.
A prove lo a oceasio para dizer, que, anda quando
a discussflo contine, nflo posso comparecer na casa.
Est se discutindo no senado o projecto alterando a
le das eleicOes ; tenlio de fallar sobreest materia,
porque teulio um projecto meu a lal respeito. Ped o
adiamanto boje para vira esta casa, mas est dado
para ordein do da seguinlo e sou forgado a la estar.
Sesequizor mitra vea quo cu comprela na casa,
com um aviso do Sr. 1." secrelirio, pedire nova-
mente o adiamanto, e virei; mas, quanto a este ob-
jeclo, creio quo a cmara conliecer quo nio Icnho
mais iieccssidade de comparecer nal la apoiados].
OSr. Urbano: Sr. presidento, a cmara tem
observado que eu o os inens amigos temos durante a
presante sessRo fgido das occasiOes, quo nos team
ofTerorido alguns nbre? membrosda opposigflo, de
disculirmos os negocios particulares da provincia
de Pernambuco. Enlcndd quo he mais proprio da
cmara occiipar-se de negocios gernes ; quo he mais
proprio de um dopulado, una de duas: ou tendo
COIlfionga no governo, esperar pelos actos da admi-
nistraefio, ou nflo confiando no governo, fazer-lbe
opposigflo. Todava, Si. presidente, a iulcrpellago
i|iie se aprsenla tem um lal carcter de soleninida-
ile, que pareca obrigagflo nossa tomar paite na dis-
cussflo, 6 foi por isso que me apressei a pedir pa-
lavra.
Pouco diroi em rcsposla ao que o nobro deputado
acabou de dizer.
0 uobre deputado principiou reconlioccndo com o
nobre ministro do imperio ( e eu lamhein reconhe-
go, quea legislagflo actual nflo pode perinitlir nina
plena liberdade na eleicflo, nflo p6do dar logara es-
perar urna leicSo lito pura olivro como seria pana
desejar. Mas o nobre deputado disse que os majo-
res abusos nasciaui nflo da natureza da loi.esiin da
ma execueflo que se lho dva, Em venlade, Sr. pre-
sidente, podea isto ser exacto, u rasos teilllO para
pensar que a ma execueflo concurre pura nugmentar
milito os inconvenientes da legislagflo, c o nobre de-
putado ha de pormillir que eu va procurar alguna
exemplos nos altos executores da lci de eleicOes.
U nobre deputado se lia de lumbrar, por exeinplo,
que a le de elciccs nflo perniiltia recurso senflo das
rcclaniacesque fussom ilesattendidas pelas juntas
do qualiflcagflo; entretanto urna resolucRo do uiN
nislerio transado, tomada sobre consulta do conce-
lho do estado, admiltio igualmente recursos de re-
claniaces que nflo linhamsido apresenladas junta
qualicadora, o por consequci.cia nflo linham sido
altendidas nem desattendidas. O nobro deputado ha
de se lumbrai- de outro regula monto que admittia
toda a qualidadedo prova, nflo S testeinnuh.il, co-
mo simples attestados para comprovar os fados al-J
legados nos recursos; donde rosultou quo um re-
curso se presenten,segundo me di/.em, na relacflo
de Pernambuco, pedindo a exclusflo de 300 votan-
tes, comprovaiido-so o pedido por simples atlosla-
do do doua senliorcs do engenho; recurso quo foi
deferido. Estes abusos se teein dailoe so podum rt-
produzrem grande escala. Al me consta que bou-
ve inteneflo, ou mesmo ebegou-se a cunsultar no
concelho de estado no sentido de julgar o governo
autorisado para annullar todas as qualiflcacOesquo

cutondesse. Realmente, so o ministerio passado
continuasse a existir, ctotnassetal arbitrio, i.ienhu-
ma garanta restara p.ara a liberdade das eleicOes,
estando as <|iiallicaces todas na inflo do governo
para as annullar a scu goslo. Isto he contra todas as
regias c condigOosdo systoma representativo (.apoia-
dos.) Bem ve, pois, o nobre deputado que silo pos-
sives abusos nflo s da naluroza da legislarlo como
da mi execueflo. Mas ello me ha do permttir quo ou
lance una rpida vista do olhossobre os fados que
apresen ton.
Disse o nobre deputado que alguns juizes de paz
linham sidoprocessados por crimesinaliangaves pa-
ra os arredar da qalificacio. Eu ped que apre-
senlasso os fados, e aprosentou dous. Quando ao
juizdc paizde Taquarilinga, ou nflo espera va que o
nobre depulado o trouxesse a esta casa. O nobre
deputado deve conhecer que o juiz de paz.... (eu sin
lo ver-mo forcado a fazer urna declaracflo scmelhan-
lej he aquello sobre ruin cl)ppn np? p fama nnhliea
de algumas 30 moi tes, o nflo podia dexar do ser pro-
cessado por crimo inaliangavcl. O nobro deputado
nflo pode abonar tal boineni: he reo de crimes e cri-
mes muitoalrozes; nflo poda pois censurar quo.se-
melhantc bomcn fosse processailo. Depois pergun-
lare ao nobre deputado, quo grande inleresses po-
dian ter as autoridades ou o partido em arredar es-
sejuiz de paz por semelbanle mcio? Nflo sabe quo
essa freguezia tem apenas 8 ou 10 eleitores ? Qual
era esse grande interesse, quando nflo se procurou
arrodar o juiz de paz da freguezia do Cabo, que d
">0 ou 60 eleitores, o outros muitos ? Ucm ve que ha
via motivo forte, que foram os crimes que tinba esse
homem commotlido. A polica do lugar entendeu
que nilo devia ello continuar no habito que tinha
coulrabido de matar gente, e quo o devia processar.
Obrou bem (apoiados).
Falln tambein no juiz de paz da freguezia do Ou-
ricury. Eu, em verdade, nflo sei se elle foi arredado
da olccfio, nem sei mesmo se ha juiz de paz nessa
freguezia, legtimamente eleito. Aquella freguezia
lein andado em mysterio lal, que ningueni podo
^o momento em que
terraco do tablado, mo
convidados, entro as quaes bouvera a prccauQflo de
nflo deixar passagem, baviaui formado tres linhas
queso estundiain por um lado, do boulevard as Tu-
llidlas, e pelo outro, do boulevard i ra dos
Champs-Elyses, voltando como nina serpento tres
vezes enroscada.
Ao longo dessa triplica lileira de rarruageiis, va-
gueavam, como espedios as margena do Kslygio/
aquellos convidados que as carruagus dos seus pre-
decessores impadiam dealcancar a grande porta, e
que, aturdidos pela bulla, recejando, sobre ludo as
mulbercs vestidas c calcadas de selini, pisar as pul-
vurenlascalcadas, iam dar de encontr aos magotes
depovo, que osebasqueava acerca de sa delicade-
za, o procurando urna passagem entre as rodas das
.carruagena e os ps dos eavallos, se escorregavam
l como podiam al seu deslino, alvo tilo nvejado, co-
omentn que iiulieava estar pro
simo o de sollar o fogo, produzio viva sensaeflo nos
espectadores, e algumas lucirs dos mais intrpidos
rcuaram, oqueeausou tonga oscillacflo al aaex-
tremidades da multidfto
Continoavamascarruagens aehegar, einvadism
ja a propria praca. Os eavallos cncontiavam 88ca-
necas nos ltimos espectadores, que comci'avam a
inquictar-se com esses perigoso vizinlios. Em bre-
ve por detrs das carruagens so apinhuu a mullidfle
que cojilinuava acnscer, desorle que as carrua-
gens, cncaixadas poreasa inundaeflo compacta c tu-
multuosa, nao podiam mais retirar-se, ainda que o
quizessem. Enlflo, com essa audacia do Parisiense
que invade, a qual s se assemellia a Inngauinidadc
do Parisiense que So deixa invadir, subiram para ci-
ma das carruagens, como naufragados em roche-
dos, guardas-francezes, operarios, lacaios, &c.
A illumina^flo dosou/eea'rf lancava de longo a
luz avermelhada sobre as cabecas dos Afiliaros de
espectadores, entre os quaes brilbava como o raio a
baioncta de um arehelrc burguez Iflo rara como
a espiga que dea em p no campo que acabam de
ceifar. '
Nos cantos dos edificios novos, boje palacio Crtt-
yoneoCuarda-iloveis da cora, as carruagens dos
STB o i mo o he o porto em una tempestade.
'-I Una dessas carruagens chegou pelas
ovo horas,
islo be, alguns minutos apellas antes da hora marca-
da para su sollar o logo, equiz abrir passagem pa-
ra a porta do guvernador. Mas tal pietcucflo, Iflo
disputada ja hnvin algum lempo, lornava-sonaquel-
la oceasio so nflo impossivel ao menos temeraria.
Havia-sc comecadoa formarquarta linba, reforjan-
do as lies pi muirs, u os eavallos que del la fazistn
parte, atormentadosjiela multidrto, tornados de fo-
gosos furiosos, iitiiiivam direila o a osquerda,i
menor irrilacflo, couces que j linham produzido
alguns desastres perdidos no barulho e iinincnsida-.
ddosassslentcs.
Agarrado as molas dessa carruagem, que acabava
de abrir caminho por entro o povo, inarchava um
mancebo, arredando os que procoravam apossar-so
do benclicio dussa machina locomotiva que elle co-
mo que confiscara emseu proyeito.
Uuando o cochu parou, o mancebo poz-se de lado,
mas sem largar a mola protectora, na qual conti-
nen a ter segura una inflo Pdc, porlanto, ouvir
pelo c.iixilho da portinbola que eslava aborta a ani-
mada conversaeflo dos donos da carruagen.
Urna cabeea du inulliei vestida de branca u com al-
gumas llores naluraes no penleado appareccu fra
uesse caixillio. Iiniiiodialaueute llie griiou urna voz:
coinprcheiiiiero que por alli ha; tudo all be pbantas-
magoria.alexislem cnrlidOes do archivo da ca-
ntara municipal que declaram que nunca oxist iran
neni existem actas nem lisias de votac,flo, nem pa-
roclliacs nom secundarias.
O nobre deputado fallou tambem da qualificacflo
doltio-I'oiinoso, lina oSeinhflem. A este respeito
j o Sr. Villela lavaresrespondeu satisfactoriamen-
te. O quo posso accrescenlar he que a actuar ad-
mnislracflo da provincia nflo fez mais do que lein
feito o governo, nflo fez mais do que dar solugflo s
duvidas que apparccerain Os nobres deputados
sabein que as autoridades policiaes boje nflo teem in-
tervcngflo directa as eleQos: j so foi o tempo do
decreto de ^ de maio, em que os delegados c subde-
legados iutcrvjnhain directamento no processo olei-
toral. ii presidente da provincia foi consultado so-
bro duvidas que se suscitarain entre diversos mem-
bros das juntas qualificadoras, e as decidi como
entendeu, e coinmunicouasua decisflo ao governo
geral : o que mais podia fazer ? A urna das pergun-
tas feitas por urna das jimias o presidente respondeu
que executassem a le; c a rasflo be clara. O prc-
sidcnle sabia que a junta o consullava sem inlcncflo
de cumprir a sua dclerminacflo, e entendeu que de-
via evitar o ridiculo de dar urna decisflo que nflo se-
ria cumprida; nom elle poda mandar responsabli-
sar os individuos que forinavain a junta do qualili-
cagflo, o assim entendeu quo era mais convenionte
rosponder quea junta deliberasse na conformidade
da le Ha nislo algum abuso ou violencia ? O pre-
sidente communicou depois tudo ao governo, e as
decisOes do presidente sobre as qiialificacOes foram
quasi todas approvadas com urna ou outra excopeflo,
mesmo pelo concelho de estado. Tal fui o escr-
pulo quu leve o Sr. Chichorro, que mesmo duvidas
para cuja solugflo a lei o autoiisava elle commnni-
cou ao governo, nflo queremlo tomar sobro si a res-
ponsahilidado de. as resolver.
O nobre deputado tambem trouxe una decisflo do
presidente, que lho parecen abusiva o escandalosa,
e foi decidir o presidente que o juiz de paz que ti-
vesso feito a convocaeflo era competente para con-
tinuar em todo o processo da qualilicacio. O go-
verno, sobro consul'a do concelho da estado, deci-
di o contrario, porque o presidente communicou
esta decisflo ao governo, o o governo entendeu que
(titila sido mal decidido. Eu sou franco, e cnlendo
que o concelho de estado entendeu inelhor a lei, mas
nflo posso deixar de reconhecer quo alguma rasflo
tinba o presidenta.
A lci declara que o juiz de paz, que tverfeiloa
convocagflo, he em lodo o caso competonle para pre-
sidir eleicflo, ainda quo ontrein emoxercicio ou-
Andreza, nflo vos ponhais assim, bem mostris
quo sois urna provinciana, meu Dos 1 arriscai-vos a
levar um beijo do primeiro rustico que ahi passar.
Nflo vedes que. o nosso coche esla no meo desse po-
vooiiio no mcio de um ro ? Nos estamos n'agoa,
minha menina, e n'agoa suja ; nio nos moldemos,
A don/ella recollicu a cabeea.
He que daqui, senbor, nada se ve, disse ella;
ainda se os eavallos podcsscni dar una ineia volla,
vuriainos pela portinhola, o lcarianiosquasi tilo bem
como as janella.i do governador.
Volla, boliciro I hradou oharflo.
lie impossivel, senbor bario, rcsponduu osle ;
loria de esmagar dez pessoas.
Ora adeos, esmaga
Oh sonlior, disso Andreza.
Oh .' meu pai, disse Eilippe.
Qnem be esse barao quequor esmagar a pobre
gente ? gritaraiikalgumas vuzes amcacadras.
Essa he boa! son cu, disse Taverney, que se
mostroM pela portinhola, e cujo fitflo encarnado li-
cou por esse modo palele.
Ncsses lempos anda soTspcitavam os flOes, e
alos encarnados; rosmungararo, mas j cu. voz
mais baila.
Espere, meu pai, vouapear-mc, disso Filippe,
o ver se llavera modo do passar.
Toma i sentido, mano, queris ir procurara
inorle; nflo ouvis os relinchos dos eavallos que es-
tilo brigando /
Podis dizer rugidos, roplicou o bario. Vamo-
nos apear, dzei quo dem lugar, l'ilippe, para que
passemos.
Ah iheu pai uaoconheco mais 'Pars, disse Fi-
lippe. Esses modos altaneiros eratn bous emou'.ro
lempo ; mas hoje lalvez que nflo surtam bom efTeito
o meu pai nflo lia do querer comprometiera sua di g-
nidade..
Entretanto esses palfus saberflo quem cu sou
Fosso meu pai o proprio delphini, disse Filppu
sorrindo, ningueiii so arredaria por scu respoilo ; ao
menos receio-o muilo, sobrutudo agora que o fogo
vai coinecar,
tros juizes de paz. He verdade que de outro artigo
da lei se v quo o seu espirito foi excluir os juizes
de paz dados para novo quatrionnio. Nflo se pode
porm, qualficar de insustcnlavel a decisflo do pre-
sidente, porque mesmo a militas pessoas tenhoou-
vido pensar da mesma maneira. Nflo houvo, pois
espirito de partido. '
Mas parece-me quo o nobre depulado nflo linlia
rasflo em figurar irregularidades na qualificaciio,
quando ha do saber que quasi quo nflo bouveram re-
cursos ncnliuns da qualilicacio. Ora, se tantas ir-
regularidades ha va, deviam apparecer muitos re-
.cursos. O nobre deputado sabe inuito bom que
magistratura om geral, nflo s os juizes de direito
como os .municipaes, nflo cram pela maior parte
nossos correligionarios ; esses juizes municipaes dc-
viam fazer parlo dps con ceibos municipaes; tam-
bem os presidentes das cmaras municipaes nio silo
todos nossos, como o nobro dopulado sabe. As elei-
cOes fornm fitis no leoipodo Sr M.ircei'io de !ri-
to, em 1841; seus amigos venceram em muitos lu-
gares, e linham, por consequenca, muitos presiden-
tes do cmaras municipaes alm dos juizes : e por
que nflo interpozeram recursos P
Passemos aosegundo'ponto da interpeHagflo.
Pergunlou o nobre deputado, que providencias ti-
nha o governo lomado para acautelar a reproduc-
eflo das fraudes e violencias bavidas na primen a d-
loigflo de senadores. Se o nobre depulado' reparas-
so, ou lesso com allengffo o parecer da commssfio
de poderes do senado, oreio (|ue nflo faria esta per-
gunta. Quaes foram as fraudes e violencias que nes-
se parecer se indicai'am,cuja rcproducgflo o nobre de-
pulado nflo quer ver apparecer na segunda olcicflo.?
L'ma das violencias que servio de pretexto para a
annullagflo da oleigflo foi o fado de nflo tercm vota-
do no seu collegio os intitulados eleitores deOuri-
cury. Quo providencias queria o nobro deputado quo
o governo dsso sobre esse fado ? Quera que o go-
verno mandasso proteger uina.reuniflo do entes in-
vsiveiso imaginarios? O nobre deputado sabe bel-
lamente que tacs oledores deOuricury nunca exis-
tiram.
O Sr. Uchoa Cavalcanti:Sei perfeitamente o con-
trario.
O Sr. Urbano : Eu appello para todos os senlio-
rcs que teem passado por Pernambuco, c que teem
conversado com os alijados do nobre deputado; elles
que digam so nio confessflo que nunca existiram
taes eleitores.
U Sr. Uchoa Cavalcanti : Nao opoiado : eu ap-
pello tambem para os mesmos.
O Sr. Urbano.: Eu tenbo urna prova quo hade
satisfazerao nobre deputado e cmara.
O nobre depulado sabe que o Sr. Marcellino do
llrito nflo nos era afleicoadn ; nflo quero discutir ra-
sOes, mas cmfim nflo nos era affoicoado, eoSr. Mar-
cellino do Hiili) eslava em Pernambuco quando so
fez a eleicflo om 1844 ; elle sabe bem o que he esse
sonhado collegio, o declarou, segundo me consta,
que a acta do collegio do Ouricury nflo serva do nada,
que era um escndalo; e na a'puracflo,, que fez S.
Ex., das dfferentes bypolhcses que so linham dado
na eleicflo do Pernambuco, em nenliuma quiz in-
cluir o collegio do Pontal, que he o mesmo Ouricury;
ese assim o fez, he porque eslava cerlo do que lal
collegio nflo podia existir.
Oulra fraude imputada ao presidente de Pernam-
buco foi que elle (nha ordenado que asadas lho
fbsscm :::,,. .;,.!.. por llllcrracdto dos dclcgailos.
O que queria que fizesse o governo para evitar a re-
producgflo dessa fraude ? Queria que o presidente
cassasse cssas ordens em deferencia ao seado ?
Talvez o faca : elle nflo tem interesse em lho vrem
s inflos as actas; podnm os collegos remetl-las
para quem quizercm. O Sr. Chichorro he cidado
de muita probidade [apoiados), o incapaz do falsi-
ficar actas. Depois, todos snbem quo um argumento
muilo va lente foi apresentado no senado por um no-
iro ministro da cora : Como se hflo de falsificar
as copias das aulhenticas, quando os livros eslflo
as cmaras ? lem v o nobre deputado que foi
um mero pretexto para annullar a eleicflo.
Sr. presidente, V. Ex. se ha do recordar que no
principio de cada legislatura se recebem nesla rasa
muitos officios do govorno, remetiendo as actas das
diversas provincias. Fu ouco lodosos daslcrno
expediente: Quicio do ministro do imperio, re-
metiendo as actas de tul provincia ; note-se que
eslas "acias vcem aberlas, e algum da se suspeitou
quo ellas livesseni sido falsificadas pelo governo ou
pelos presidentes das provincias ? O Sr. Chichorro
tinha rasps para dar essa ordem, porque nobre de-
pulado sabe que una authonlica de eleicflo provin-
cial j foi falsificada dentro da secretaria do governo.
Entilo nflo veremos nada, disse Andreza com
mo humor.
Por culpa vossa, be bem feito! respondeu o ba-
rdo, gastastes mais de duas horas em vestir-vos !
Meu irmflo, disso Andreza, nao poderla eu to-
mar o yosso braco o collocar-me entre os mais?
Sim, sim, minba senhorinlia, dissera01 algu-
mas vozes de hoinens, tocados da formosura de An-
dreza ; sim, pode vir, que nflo toma muilo campo, o
arranjar-lhe-henios um lugar.
Queris, Andreza ? pergunlou Filippe.
Quero, disse Andreza E lancou-se ligeira sem
tocar no estribo da carruagen.
Seja assini, disse o liarflo ; mas cu que me nilo
importo com fogos de vistas, fico aqui.
lieni, fique, meu pai, disse Filippe; nos nilo
nos desviaremos muito.
Com efTeito, a multidilo sempre respotosa, quan-
do nio irritada por alguma paixflo, sompre ruspeitu-
sa ante essa rainlia suprema, chamada belleza, des-
viou-se edn lugar a Andreza casen irmflo, o un
bom burguez, possuidor com sua familia de una
baso do pedia, fez que a mulber e a llha des'sem un
lugar a Andreza entre ellas.
Filippe poz-se aos ps da irmfla, quo Iheeneostou
urna inflo no hombro.
Gilberto os havia seguido, ecollocado a qualro
passos dos dous mogos, devorava Andre'.a com os
olhos.
Estis bem, Andreza .' pergunlou Filippe.
As mil maiavilhas, respondeu a donzella.
Assim he que he ser bonita, replicn o eava-
Iboiro iindo-se.
Sim, sim, bonita, muilo bonita, murmurou
Gilberto.
Ouvio Andreza estas palavras; aa como sem du-
rida parliam da bocea do um homem do povo, nflo
n su oceupa um dos da
us p* deposita um pobro
vida parlL...
se oceupou dellas mais do que su oceupa un
Inlia da olfoila
paiia.
(Continuarse-ha.


O Sr. Uchoa Cavaloanti : -- He falso : tonho docu-
mentos que provam o contrario. .
OSr. Pfunes Machado : Foi o livro que fo. ralsi
l]COSr. Sonsa Ramos : Eolito ja se pode falsificar
VOSr!n. Manoel:-*lM* o argumento dolivro
"oirmSo: Tem muita forca.. Pode se falsi-
ficar a authontica de um colleg.o amigo com o qual
se cont, mas hfio de um collegio aSversano por-
que o adversario nlo vai reformar o l.'vrodas actas
vontado do ses inimigos. O collegio do Po-d A-
Iho tambem foi outra nullidade; o como sehayiade
evitar a sua reprodurcSo no caso de anda subsistir a
disposicOoqueautorisavaos eleitores de um colle-
cio a votarom em outro ? Talvczonobre deputado
se lenibrasse do prohibir o govorno que o primoiro
ex vicc-presidente fqssecom urna grande escolta de
eicitores polutur un coiiCgio a...co; rnasjs sg n.io
pode reproduzir esto abuso, o por isso pode o nobre
deputado oslar descansado.
O nobre deputado queria outras providencias;
mas eu estou persuadido dequo todas se reduzem
demissflo do actual presidente de Pernambuco, e
at entendeu que era essa demissSo consequencia
necessaria do parecer do senado. Ora, perguntarei
se leu noparocera seguinte conclus!o : que se an-
nulle a eleicSo, e quo se ofllcie ao governo ordenan-
do que dcinitta o presidente de Pcrnambuco.' NSo
vem isto no parecer, nem podia vir, porquo o sena-
do nSlo podo ilar ordons ao governo. Como, pois, lie
falla de deferencia para o senado a conservado do
Sr. Chichorro?
Diz o nobre deputado quo o senado declarou o Sr.
Chichorro prevaricador. Est engaado: apezarde
loda a ujuslca com que o senado votou, nfio fez tal
declaracto. Oque o parecer rizia era que na elei-
eilo tinhain havido irregularidades o fraudes ; mas
onde esta a proposito de que o presidente era pre-
varicador e tinha ompregdo a violencia ca fraude
na elecAo ? Semelliante proposic.no mo se pode de-
duzirdo parecer.
Mas o presidente devo ser demittido. Scnhores,
o governo pode deniittir qualqucr presidente ; mas
o motivo que o nobre deputado allega nOo ho pre-
ccdonle: porque? Porquo o presidente he candi-
dato ? O nobre deputado sabe como so fazem as
t'lcicoes em Pcrnambuco, sabe como se fez a passa-
iia, sabe quaessilo os nossos ostylos. Dirigimos una
circular a todos os eleitores, fallando aos seiilimon-
tos polticos e nloresses legtimos do partido: o
que faz-ah o prcsidenlo? Pis um partido que di-
rige assim politicamente a eleicfto precisa da inlcr-
vcncHo Jo governo ? O goyerno nlo da chapa....
OSr. Presidente do Consetho: -- Nlo d pilo-de-l.
O Sr. Urbano : .... nao d pao-.le-l, como diz
oSr. ministro; e entilo qual he a intervencHo na
eloicno ? Kilo nao se cnlendc com nenhiim dos ca-
balistas, mo manda chamar gente parase entender;
silo os chetas de partido quo oscrovem para que vo-
tem ueste ou naqiiclle sentido ; o o Sr. Chichorro
mo faz nada. Ku declaro, Sr. presidente, que nem
nos iidinitlimos que quaiquer presidente na nossa
provincia se ponha a testa da cleicfto ( apoiadot); nos
he que a (avernos de fazer. O Sr. Chichorro he
candidato, entra na chapa, porque nos o queremos,
o nflo por ser presidente : elle continuara a ser
nosso candidato, ainda depois de demittido, pois
que em quaiquer lempo havemos de votar nclle
para senador ( aflorado* ).
(Continuar-se-ha.)
__________iC
*5 fardos fazendas do algodlo, 7 caixas ditas de
dito; a J. CockshoXt.
2 caixas fazendas de algodiio 3 fardos ditas do
dito; aJ. Kellcr& C.
Consulado.
IIENDIMENTO DO T)l.\ 21.
230,260
.11 ovi ment do Porto.
Asocio entrado no da 2t.
Hamburgo ; 50 dias, brigue llamburguez Conrad, do
250 toneladas, rapililo J. H. Mariis, equipagem 11,
carga fazendas ; a N. O. Beber. Passageira, a Srn.
Presan Harn Yon Scholtan, Hamburgueza. .
EDITA I,.
A mesa ptrochial da fregueziaele San-Fre-Pedro-Gon-
calves do Hecife, em virtud da le.
Faz. saber que, nSo se podendo effectuar a eleieffo
da mnsma freguezia, em consequencia do occorrido
no dia 20, temdesignado o dia 2* do correte, pelas
novo horas da manhia nafa o referido fin em eonfor-
inidadc do artigo GO da Ici de 19 de agosto de 1816 ;
assim, convida a lodosos cdadflos votantes, alim de
comparcccrcm a darom seus votos no niesmo dia o
hora marcada.
Mcs.i parochial da freguezia de San-Frei-Pcdro-
Goncalves do Recito, 21 de setembro de 181". -
gnacio Antonio llorges, juiz de paz presidente.
Alexandre Rodrigues dos Anjos, membro da mesa.
Ladislao Jos Ferreira, membro da mesa. Anto-
nio Annes Jacome Pires.- Manoel Jos Femandes
Rarros.
Olinda, londo ja a maior parte do sua carga a bor-
do e tralada quem ainda nellc quizer oarregar, fal-
le com o mostr do mesmo, Antonio Jos Vianna, no
trapiche novo
Para o Porto segu viagem o brigue portugez
MariaFcli capitflo l.ourenco Fernandes do Carino:
quem no mesmo quizer carrogar, ou ir dopassagem
iliiija-so ao dito cap tilo na praca ou ao con-
signatario. Antonio Joaquim de Souza Itibeiro.
Frela-se tima barraca que conduza 20 a 30 pi-
pas de ago'ardente, para algum dos portos do norte:
a quem convier dirija-so ao Aterro-da-Roa-Vista ,
n. 18.
Para a Rabia sahe, no dia 22 do correte, a su-
maca Flor-do-Angelim; so recebe miudezas o passa-
geiros: trata-se com o mestre, Rcrnardo de Souza
ou com l.uiz Jos de S Araujo, na ra da Cruz
p. 86,
Vcnde-se o hiato Tres-lrmcs, prompto de um
ludo a segolf viagem a fallar nn rna da Cadeia ,
lojn de Jollo Jos de Carvalho Muraos
Para a Rahia segu at o fin do correte rnoz
o velei ro hiato Tentador: para carga ou passagoiros,
trata-se com Silva & Grillo, na ra da Moeda, n. II.
Para o Ass a barca nacional Tcntativa-Fcli*est
a sabir al o dia 23 do correle: para carga ou passa-
geiros, para o que tem osmelhorcs commodos, tra-
ta-se com Silva & Grillo, na ra da Moeda, n. II.
Para o Rio-Grandc-ilo-Sul tcnciona sahir breve
o brigue Mercantil; podo recebor alguma carca, as-
sim como esrravos e passageiros :. quem no inesmo
quizer carregar podo entender-se com Amorim Ir-
milos, ra da Cadeia, n.i5.
Deca raciies.
O segundo balalhio de guardas nacionaes do
municipio do Recito precisa engajar dous cornetas
que tcnliam boa conducta : quem-csliver ueste caso,
dirija-so a ra da Cadeia, em Santo-Antonio, n. 13.
Contratos a celebrarem-se com a thesouraria das rendas
procinciaes no corrente mes de setembro.
DIA 25.
Oda continuarlo da obra do caes do Ramos, ava-
hada em ris 7:182,000. Os trahalhos far-se-hlo
deconformidadecom os riscoso ornamentos j ap-
provados; encctar-se-lnlo dous mezes depois de va-
lidado o contrato, c Budar-ao-hlo ao cabo de seis
mezes. 0 pagamento realis.ir-se-ha na forma do
disposto no artigo 15 do regulamcnlo das arrcmala-
Qoes. O pra/.o de responsabilidade ser de um au-
no. Fixar-se, eiiifim, o contrato com aquello dos
concurrenlcs que por menor proco o conipi omeller
a fazer a obra.
DIA 30.
Odoestabelecimento do una linha de mnibus,
que, na forma da lei provincial n. 191, facilite o
Iransporte desta cidide a quaiquer dos seus arrabal-
des e de Olinda.
0
*CIO.
':
rVlandega.
HENDIMIENTO 1)0 1)1 A 21.........
Descarregam hoje, 22.
Ri igue Atheus mcrcadorias.
Hiale San-llenedicto charutos.-
71,120
UMKTACAO'.
Atheus, brigue ingloz, viudo do Liverpool, e"lr-
do no corrente mez, consignado a Rozas Braga & G.,
manifcslou o seguinte : ..
5 caixas fazendas de algodlo. 6 fardos ditas de di-
to, 2 caixas ditas de linho, 1 fardo ditas do algo-
do a Jones Patn & C. ,
47 fardos fazendas de algodflo, I caixa miudezas,
3 ditas linhas de aigadflo, 2 ditas fazendas (le liniio,
1 barrica ferragens ; a (; Keneworlhy & G.
12 caixas fazendas do linho, 6 fardos dilasdeal-
godflo, 12 caixas lencos do dito, 3 fardos fazenda do
l.l.i, 2 paeules ditaa com mistura ; a Itussell Mellors
& C. ,",..
145 fardos fazendas de algodiio, 6 caixas linhas
de dito, 2 dilas agulhas, 1 dita mercaduras, 52
ditas fazendas de algodiio, 1 caixa obras do sellei-
ro, 2 ditas miudezas, 1 dita 1 quadro pintado, 1
bahenfeitesdesenhora, 1 caixa livros e enfeitcs
de senhora, 1 dita conserva. 1 dita cha, I sueco as-
sucar refinado, 1 jarro corintas, 1 barril especies,
1 ineia barrica fariuha, 1 queijo, 1 barril batatas ;
a II. Gibson. ,
4 caixas fazendas de algodOo ; a Deane Voule
& G.
41 fardos fazendas de algodiio, 79 caixas dilas de
dito, 4 dilas dilas de linho. o algodiio, 50 barris
manteiga, 108 mol los pal do ferro ; a Johnslon I a-
1 pacote fa/eudas de lila, 2 ditos ditas de algodiio;
a James Crabtice & C. ... .
8 paroles fazendas do algodiio, ^ tordos di las de
dito ; a Fox Brothers.
2 fardos encerados, I caixa oculos; aC.kiuger.
15 fardos fazendas de algodiio, 20 caixas. ditas do
dito, 2 fardos ditas de linho ; a Adamson llowie
100 barra chumbo de municilo; a James Ryder
17 oros o 30 mcius ditos louca ; a ordoin.
H caixas fazendas de li.d.o, 2 fardo* ditas de di-
to, 19 pecas c 2 caixas machiuismo ; a Me. Calmoiit
& i'caixa fazendas de algodiio, 15 fardos ditas de di-
l5r;casSnidas;aA.V.daSi.vaBarroca
Sos fazendas de algodiio, 8 caixas d, as de
3 caixas ditas de Ia, 4 caixas.mhas^algo-
dflo.'i'.'ta'lVariinho, 3 ditas cha,
i JohnSlcwarl. .r,r..
19 pegas de macbinismo sollo de Ierro,
pedia ; a S. Johnslon & G.
1 caixa
1 caixa I
Avisos diversos.
Piiblicaciio Lliteraria.
PORTUGAL. "
RecordacSes do anno de 1842, pelo principe .ichnonsku,
iradusiilo do aliando segunda edicto correcta e an-
notada.
0 consumo rpido da primeira edicto c a sua
procura por muitas pessoas que (icaram sem ella ,
induzio o traductor rcimpressiio d esta obra cu-
riosa, que conten a aprcciacilo dos caradores niais
noiaveis do paiz, dos seus acontec montos polti-
cos monumentos e lugares principaos Tcita por
esso principo prussiano, que all viajou no auno
citado Esla inleressanle obra, que conten 220 pa-
ginas, vende-so por 1,000 rs. na ra da Cruz n.
7, segundo andar. %
Publica cao rcl|yiosa.
4> flovo IBcz de liara ,
ou o mez de maio consagrado gloria da Mili de
Dos por um sacerdote da diocese de .Bclley : no-
va edicilo conforme asegunda de Coimbra a qual
he accrosccntada com o appendico das oracoes da
missa, Iraduzidas do ordinario delln no missal ro-
mano o das oraces pina a conlissiio o coiniiiu-
nlnlo, tdcldas todas de palarraa extrahidas da Sa-
grada Escriptura o augmentada nesla nova edicilo
como melbodo para meditar os sagrados mystcnos
do Rozario da Sanlissima Virgem do qual podem
usar todos os Neis, especialmente os inscriptos na
confraria do Rozario Perpetuo estabelecida ha pou-
co na groja de N. S. da Penba desta cidade pro-
cedida da breve noticia da instituido desta devo:
ilo odas indulgencias que silo concedidas, mo so
aos devotos do Rozario em geral, como tambem aos
mcsinos confiados do Rozario Perpetuo ; novena
da GonceicJJo de Nossa Sonhora precedida da no-
ticia histrica acerca da origein o cfieitos da nova
medalha aborta cm honrada mesnia Sennora, ge-
raliiieiiteconbeci.la pelo titulo da Medalha Milagro-
sa; advertencia sobre o modo comnium de lazer
a novena da mesma Senhora da Ganceicfio ; c h-
nalineulc, oracoes do agradecimento a Sanlissima
Trindade pelos privilegios concedidos a Mana San-
lissima na sua Assumpco ao reo.
Da exposisilo que acabamos de fazer ve-sc que es-
la ediCld he a milis ampia que so tem tollo Ueste II-
vro precioso: toi executada em um frmalo mu
conimodo.e impresso com todo asscio na lypogra-
l>hir de Santos & Companbia c existe una poreflo
do exomplarcs elegantemente encadernados (
marroqu ib na linaria da ruada Cruz onde Mia-
rlo venda, al o (lm do correte mez, pelo dimi-
nuto preco do 1,200 rs. : dahi em diante se marca-
ra entilo proco maior que corresponda ao mereci-
monto da obra.
AFFONSO SAINT-MARTN, residente no principio
da roa dos Quarteis, por cima da lojn do miudezas
de Victorino de Castro Moura, n. 24, receben agora
pelo Ultimo navio viudo de Franca ricas mantas rte
soda, denovos padrdes o lio 'os gustos ; outras imi-
tacoes de cachemiras, minio ricas e elegantes; di-
tas de granadina, o outras de foulard. sendo todas
da ultima moda adoptada em Paris ; chales da seda,
emeios ditos de cines milito lindas; manteletas de
grosdenaple ondeado o liso, guarnecidas de franjas
de retro/, o outras com buhados onfcitados de tran-
cas de dito, as quaos eslilo no grande tom, nao SO
por se rom de geral moda, como pela gravidade do
costume ; cortes do seda branca e de edres, para ves-
tidos, sendo de boa qualidade e bonitas disposicOos
no gosto do lavrado ; chapos de seda para senhora,
armados na ultima moda, como 0 inCUlcam OS hgu-
rinos quo cm cada cartilo costumain a vir estampa-
dos ; ditos de palbinb.i abarla e lisa, enredados a sc-
niclhanca dos prograinmas de modas dos nicsmos
CantOes : corles d barpgc para vestido ; o um com-
pleto sorlimcnto de I uvas para senhora. As senhoraa
quo (lestes objectos precisaren!, e 08 quizerom ver
em suas casas. Ionio a bonda.le de, a quaiquer ho-
ra, mandar avisar ao annunciaiite, que iiiuncclinla-
menlo Ihcssoriio levados.
-- No dia terca-reira 21 do corrente das 6 para
7 horas da miinlula fiirtaiam da sala do segundo
andar da casa n 18 da ra do Vigano dous re-
logios sendo um de ouro sabonelo suisso com
traiiceliin chalo e chavo de ouro. O relogio tem a
mola que faz levantar a caixa quebrada o mostra-
dor he de louca e o numero julga-so ser 72. O tran-
celn) est partido iunio a argola. O outro rclogio
he desabnelo do prala, com cadeia grossa de ou-
ro das que prendem com gancho, lainbem leva-
ran! oulra corrente de ouro, feita em Lisboa; algum
ilinheiro o outros objectos. Dilo-se 100,000 rs. a
quem descobrirtodo, ou puto do roubo o roga-se
a quaiquer pessoa a quem soja olrerecido quaiquer
dos ditos objectos queira apprebcndelos e leva-Ios
i dita casa no segundo ou terceiro andar que re-
cbela a dila gratificacno.
~ Precisa-so do um menino brasileiro, do 12 a 14
alios para caixeiro de luja : |'icl'e:c-se que soja
do fra da cidndo : quem cslivcr nestas ciicunis-
lancias aniiui ci.
Quem annuneoii querer comprar una duz.ia
de caderas dirija-so a ra da Matriz da Roa-\ isls,
ir 33, segundo andar. ... ,
-Precisa-se do um homem para administrador da
urna olaria porto desta cidado que soja isenlo do
praca, que seja prudente, que enteinla bum da ar(e,c
qo saiba ler e oscrever : na ra larga do Rozario ,
n. i.
LOTERA D*>THRATRO.
O dia l.o de outubro prximo futuro he o tojWJO
para o andamento das rodas desta lotenaf CUjO W
Mieles seacham a venda nos lugares do eosturne.
Devom os apaixonados .leste jogo acorrer para
.uesciealiseosto acto naquellodia, inpranaooa
bilhetesque de resta exislom, Jem espen.i qe ,,JJa-
como as anteriores, una sociedade que os tomt a
sua emita ; porque, '' M0 de ,|".l> 1 n,,n
ganiso, o fique com os bilbetes que rostarem, nun-
ca os vender por sua conla, porque para esto lim o
tbesoureiro da loleria mo Iho permitlira prazo al-
gum, e fura andar logo M rodas. ___
Carlos Froderico S. Piulo prolesla contra
venda do sobradinho da rna da Roda, n. 44, poi se
adiar elle hypolbocado por. escriptura publica, em
10 dcjulhodo 1817. ., rnr
Aluaein-seduas casas terreas no sitio do .or-
deir'o urna : mrgom do rio Gaplhribe com eem-
modos para grando familia, estribara coznba
fra ca outra no fundo do mesmo sitio tanincrn
com commodos para familia : os prctenilcnies,
para ver, dirijam-sc aoinesmo sitio, o para tratar,
no pateo do Carino, n. 17.
Quem precisar de un rapaz brasileiro, para cai-
xeiro do ra, o qual tem pratica e da conhecimento
dos pairos que le ni lldo dirija-so a ra da i.a-
dcia-Velhado i'.eeife, n. II.
POMMATBAU, CITKI.F.IRO NO ATF.RRO-DA-
ROA-VISTA,
tem a honra de avisar ao publico, quo miidou o
sen oslabelecimonlo da ra do Aterro-da-Roa-Vista,
n 5, para o sobrado novo, n 16, da mesma ra.
Na sua loja sem pro o publico achara como de eos-
tumo um grande soVIimento do cutelcrias finas c de
todas as qoalidades ; nem cuino pistolas de viagem,
o armas para caca. Contina a Concertar todas as
qualidades de armas e torragons c amla as quar-
lai-lciras o sabbados
Aluga-se urna grande rasa, junto a ponto da
Magdalena, com duas salas, H quarlos, ptimo sotlo
com vista para o rio banho no fundo do quintal ,
o toda pintada de novo: n Iralar na ra Direila,
n. 3.
Desappareceu do trapiche rio algodiio em
julbop. p., urna canoa aborta, quasi nova: quem
dola SOIlber queira dar noticia na roa da Moeda,
n. ti, que sera recompensado.
- A rienda .so um sitio, que .seja hem
prximo o cidade le linda ' --Qu em aniiuncion querer Miar ao Sr. JoBo Luiz
doOlivoira Floros, dirija-so a ra da Cadeia-\clha,
n. 50.
-- Na ra do Trapiche-Novo n 8,
dar, precisa-so de urna ama para dar
crianca mas que soja escrava.
rimeiro an-
leite a uiua
son presti-
do Peixoto,
WUJ!
visos martimos.
a Rabia sahe a sumaca .S -Anlonto-de-Pa-
c foi ruda de cobre, c hem conhccida
para carga o passagoi-
dua, pregada
._ o 1 barrica ferragens ; a C,, Cox.
8caixas fazendas de algodiio, 8 fardos ditas de
dito; a R. P.oylc.
pela rapidez desuas viagons : para carga b p^- r-j
1-os tralu-so na ruado Vigario, n. 5. ""
_ Para o Aracaly tem de seguir viagem, morete- soba,
rivelnientoat o limidocorrente mez, o hiato iVoio-llano,
lm
riimmoilos
poiica*
lenha :
aia conservar
vaccos de Itiie e madeiro |>am
quem tiver annunce.
.Jos IVadines, culeleiro amo-
lador,
avisa ao respeilavel publico desta cidade, que se
acha eslabelccidona ra .lo Cabuga n. 12, onde
soiMirc estar prompto para fazer quaiquer forra-
nienta ou instrumento de cirurgia .trinchantes o
uniros: tambem concerta espingardas, lazlrcios
para eavallos, esporas de todas as modas e ludo o
mais que for concemento ao smi olfiew. Amol as
tercas, quintas e sabbados. .
- Pelo novo deslino que deu au edificio da sua
residencia na ra do Hospicio, peder o dovior
Sarment receber em sua casa docnles que desejem
vir tratar-so nesla cidade. Serio rccebidos mo so
os (lenles de quaiquer sexo e coudicilo que sejam ,
mas tambem as pessoas, ou familias, quo os qui-
zerom aroinpanhar.
- Aluga-so una boa casa terrea com grande quin-
tal, com muios arvoredos do fructo, Dgueiraa, man-
guras, romeiras datadas de parreiras,'com boa
;, a de bobcr, sita no principio da estrada dos Ar-
HiClOS,aO pdoManguinho: lamben) so aluga urna
outra casa cun sot.lo corrido, no boceo do Sengado :
a Iralar na ra da Cadeia do Recito, n. 96.
Aluga-so a prensa, ou grande ar-
io l-'ortc-do-Matlos, largo da As
mazem, i
scinblca,
rio, n 5,
ii. : u Iralar na
uriureiro andar.
ra Jo Viga-
ianc "as que soja csim.
Oll'oreco-se una mulher para ama de una casa
deportas para dentro; que faz todo o snico de
una casa mas mo ensalma quem de
mu se quizer utilisar dirija-sc a esquina
Precisa-se do urna prole que saiba vender na
ra c fazer o BerviC/) ordinario de urna casa : quem
a tiver e quizer alugar, dirija-sc a na da Alegra,
' Fin resposla ao autor do annuncio inserido no
Diario.de fernambuco n. 210, respeta aos gneros
annuneiados a venda, pertonccnles ao oslabelcci-
mentodoSr. Ilenrique Amanto Chave, ourorado
Sr Fernando de Lucca, declara-se que os ditos g-
neros nada lecm com o litigio que o autor do annun-
cio corro com o Sr. Lucra, visto que este Sr. fez en-
trega dos mesmos a seus credores ; e estes Hornean-
do una commissilo de enlre ellos para dispor dpi
ditos gneros, OS mesmos passaraui a vender ao di-
to Chave, o se aeharn do ludo pagos, como so podora
mostrar; aconaelhando-se ao Sr. do annuncio men-
ciooado, que, em lugar do tomar o tempo do publi-
co com uaa avisos, o querer por impccilhos no que
Iho.ino pertcnee, dirija-sc antes aos mais MOf,
aun, do baver dollcs o que. em raloio II e U cou,, u
esperar mclhor lempo para cobrar loda sua divida
-f^urtaram, na manhflado dia isdo corrente, da
casado abaixoassignado urna bandeja com espevi-
lador de prala, o um par de brincos do cornalinas ;
ii corteza detorsido este roubo tollo por un molc-
e cslranbo. Roga-so, pprUnto, as pessoas a quem
estos objectos forem ollcrccidos que os apprehen-
dam.eannuncicm a sua morada para seren procu-
radas. Josi Rodrigues Percira.
- Nathaniei Hathaway Suift, cidadOoamericano,
retira-so para os Estados-Unidos.
_ Na ra do Trapiche-Nevo",n. 8, precisa-sede
urna cozinbeira que seja escrava.
_ Aluga-se a casa torrea n" 7 da ra do Pilar em
Kra-de-Portas, nova, envidracada, com quintal
cimba ; hem como as lujas do prlmelro andar do
ado da ra da Guia n. 17 : I tratar com pioprio-
Antonio Joaquim de Souza Itibeiro.
- -Na nova ioja da ra do Quclmado, n. 30, de Joso
Joaquim do Novaos, continua a baver um completo
sorlimenlq de obras totas cun a mesma pcrtoic.lo
como as do iiiconimei.da. Tambem lia um completo
sortlmento. viudos pelos ltimos navios de Franca,
de chapeos pilos n.uilos superiores, c da ultima
moda de Paria, bous chapeos do Chile, ricos cortes
,lo vellido para coletos, pelo barato preco de 5,000
re., emuilo liona lencos para peseoco de homem o
senhora.
AOBOM TOM PARISIENSE.
Rl A NOVA, N. 53
Tenipi.ite & Ca, alfaiale,
toJn a honra de avisar ao rcspcilavel publico o
com ospecialidadeaos seus reguezes, que muda-
ra m 0 sen eslahlccimcnlo sito na ra Nova, n. ,
para a mesilla ra n. 56, onde eoiilinuar.lo assi-
duos a servireni os seos anligos freguezes o aquel-
los que os quizerom honrar Aprovcitam esla oc-
casiflo para pi.rliciparc.il que so ach^n prvidos do
um bollo sorlimeift de fazendas reeonlementcche-
gadas de Franca felo ltimo navio
pannos pidos o de coros para calcas
la elstica : ludo do ultimo gosto : hem co-
co ni o sejam :
casiniiras-so-
aemore um grandeaortimentode roupa
todos osta.n..hos, bonetes de velludo para sonho-
toita, para
nho-
e vai ios'objectos de
para cnsinar particularmente esta bella
as rasas de seus discpulos passar-lhes e
ra. proprios para montara ,
olan asia : ludo moderno o da mclhor qualidade.
1 .- Urna pessoa, que sabe porfeilame.ite|_ msica,
so offarece
lmr-dhea'Ticao! Igualmente se oflewce para ensi-
llar pi i unirs lellras, latim, ole. As pessoas, que se
miuoivin utilissr de son prostimo.tonbain a blinda-
do de dirigirle a ra tfo Rangel, que no primeiro
andar do sobrado n. 3 da mesma ra acbanlo com
quem tratar; ou entilo tcnliam a bondade de annun-
ciar suas moradas pura seren procuradas
-- Se alguem sojillgar com dircilo de hypotheca,
ponhora ou outro quaiquer negocio na casa da
roa do Aguas-Verdes n. 53 perlonceiitc ao Sr.
Manuel Ignacio, estibelocido na praca da liidepcn-
aencia com loja de fuuileiro declare por esta fo-
Iha'no prazo de tres dias.
I
T
W


wm
<

I' (

A
Precisa-se de urna ama para urna casa de pouca
familia : na ra da Paz, oulr'ora ra do Carmo, ca-
sa terrea, n. 30.
Quem annuiiciou no Diario n. 209, precisa
de urn raixeiro brasileo o sendo de fura da cida-
de dirija-se a ra do Trapiche-Novo n. G que
ah adiar un que he de fra desla provincia o
da fiador a sua conducta.
_Aluga-.seuina casa no Montciro, a beira do rio
Capiharibc, com duassalas, corredor ao meio eou-
tro ao lado fi quartos, um dellcs tem pratelliciras e
serve de dispensa, cozinlia fra, estribarla para dous
cavallos, um quarto com tari ni lia para pelos, e ou-
trq quarto no fundo do quintal, que sorve para des-
pejo quintal murado : a tratar no Atorro-da-Hoa-
>isla, n. 37, tereciro andar.
Antonio Carlos Percha de Burgos Poncc de
l.eon faz publico, que muilou a sua residencia da
ua Direila, sobrado n. 29, para a Slodado, sitio
da Cscala, do Exm. Sr. barSo do Itamarac; porlan-
lo quem com elle se quizer entender, di. gir-sc-ha
ao .lito sitio, ou nesta [iraca a casa de sen procura
dor.oSr. Manoel Jos de S.mt'Anna Arauio, nalra-
vessa do Sarapalel, sobrado n. 16.
Pcrintita-se um pequeo sitio, m.li-
to prximo matriz da Varzei, c ao rio
Gapibaribe com casa de vi venda que
conten iltias salas, quatro (piarlos e cs-
tribaria, com lilailas arvores frtictifdras,
e tuna baixa, por tima rasa terrea nesta
cidade ; volt ndo-se
parte o que se
ronvier este negocio,
treila do I ozario, n
faz.
-- Vende-se urna farda de panno muito fino e no-
va por 8,000 ris, para guarda nacional; 2 relogios
para cima do mesa, por 6,000 ris cada um ; eum
camiieiro do sala, quebrado, muito barato : na ru
Augusta, sobrado de um-andar, n. 94.
- Vende-se muito em conla para liquidar, 18 ca-
deiras, 1 mesa redonda com podra, tudo do jaca-
randa, e um espelho do parede : na ruadoQueima-
do, loja de lerragens n. 10.
Vondem-sc limas, marcas de todo os tamatihos,
para o un ves: na ra da Cadeia-Velha do Recife,
luja de ferragoiis, n. 53.
SSSF.
uccL-nim"S0-,"irricas c n"'ias '''"ricas de tortada
>S5f de raminho: no armazem de Joaquim Lopes de
Almeida, caixeiro do Sr. Joio Matheus, atrs'do
tbeatro.
\'a nova loja do lasseio-Pu-
bli>\ n 17,
venem-se casimiras de lila para caigas, a 1,000
lo
10
o i; de se dir
de nina oo (!e oulra
Convencional-: quem lito
dirija-se ra es-
quem o
Itebalem-se ordenados do empregados publi-
cas sidos, congruas e Icltras de boas firmas: tam-
bom da-se dinbeiro a premio sobre liypolheciS, por
menos (loque iiinguein e sem usura : na rui Di-
reila n. 50.
p n .
por proco com-
Compra-se urna esciava moca de boa figura,
que saiba cozinbare lavar, e nlo tonda vicio: agra-
dando paga-so bem: na Boa-Vista, ra Vellia, n. 18.
Quem a tiver, devo apparecer das 11 horas da ma-
ntilla s 3 da tarde.
Compra-se urna porcao do t.boas que sirvom
para irmacfo de venda na na Direita, n. 17. Na
mesma vendem-se dous caixoes pequonos feitos a
moderna, proprios para venda, c
modo.
Compra-se urna escrava moga que saiba bem
coser engommar e eozinhar sem vicios nem
achaques: narualarg do Hoz ario, n. 48. primei-
ro andar.
Compra-se urnas lloras Mariannas em qualquer
estado, com tanto que llie nao faitear folhas : na ra
do San-Francisco, anllgamenle Mundo-Novo, n. 66.
Compram-sc 12 cadeiras em meio uso, que uo
sejam de Jacaranda, nem de angico : quem tiver an-
nuncic.
rs.ocovado; cortes de casia para vestidos, mui
modernos a 3,00 rs. ; ditos de chitas (xas, com
covados a 1,000 rs. ; ditos milito finos, com 10 co-
vados a 1,800rs.; pegas de chitas para coborla de
muito lindos padres e bons pannos, a 5,500 rs. e
0 covado a ICO rs. ; cassas de quadros e listras de co-
ros, a 280 rs. o covado; cortes de pello do diabo,
fazenda muito furto para caigas, a 1,280 rs. o corto ;
cambraia lisa pega de 5 varas a 2r rs. ; alpaca cor
de cafe muito lina a 640 rs. o covado ; urna per-
cao de chitas finas, a 4,500 rs. a pega; ditas das
niais nio lernas que teeni apparecidn a 12,000 rs. a
pega, o a 320 rs o covado; laas para vestidos, de
muito lindos paiirOes a320rs. o covado; pannos
para mesa, a 1,190 rs. cada um; tuna fazenda do
algodflo com quatro palmos do largura o muito for-
te a 200 rs. o covado ; e outras muitas fazendas por
prego mais comniodo do que em oulra qualquer
parte.
Vendem-se os utensilios do um armazem dal
assucar, com deposito para mais de duas mil arro-
bas : bem como taiiibem se aluga o inesmo arma-
zem : una e outra cousa por prego em conla: na rtia
do Vigario, armazem n. 39. No niosuio armazem
precisa-so de um bom feilor para engenho.
Vende-so carne do serlilo muito gorda, a 200
rs. a libra : na ra das Cruzos, venda de Joflo Ja-
cintiio lloreira.
Vendem-se 3 cabras ( bichos), paridas de pou-
cosdias: na ra das l.arangeiras, n. 18.
Vendem-se 3 escravos, sendo um pardo do
30annos, bom vaquoiro, oque be proprio de to-
do o servigo decampo-eda pracaj um dito de 22
anuos do mesmo servigo e ruin principio de ofii-
cio de sapaleiro ererreiro; una negrinlia de 13 ali-
os que oosoclia"o e coz i n lia o diario de nina casa:
lodos de bonitas figuras, o vendem-se muito em
conla por querer o dono retirar-so para lora da
provincia na ra Ja Concordia
Rio-de-Janeiro por prego com-
modo : na ra do Cabuga, loja
n. 6.
Vende-so um pardo escuro, perito official de
sapaleiro, que he bom pagem o Hito tem vicio al-
gum : na ra do Livramonto, n. 28, primeiro au-
llar.
Vende-se um bergo de angico, muito bem fei-
to e bonito : na ra da Florentina n- 16.
jiara
. passando a pon-
tozmha, a direila, segunda casa terrea, se dir quem
vende.
Vende-se urna pela,de Angola, de 18 anuos, de
muito linda figura o ptima para so acabar de edu-
car; tima inulatinlia do 18 anuos com boas habi-
lidades, para dentro de urna casa : na ra do l'as-
seio, loja n. 19, se dir quem vende.
Vendcm-se 7 esclavos, sendo: 3 do 18, 20 e
24 anuos, de bonitas figuras proprios para o ser-
vigo do campo e mesmo para a praga ; 3 lindos mo-
loques de 11, 13 e 16 anuos proprios para ofiicio ;
una prela crioula de bonita figura, de 25 anuos,
com habilidades : na ra das Cruzos n. 22, segun-
do andar.
Vende-se sal do Ass; cera em velas; sarca-
parrilha : Indo por prego commodo, para so fechar
cotilas : na na da Sloeda n. II, a fallar ci m Silva
& Grillo.
Vende-se, no armazem do Bacelar defronte da
OScadinlia da alfandoga muito boa batata a 1,600
rs. o arroba ; cha hisson em latas do 1 libra, a
2,400 rs
Vende-so. na ra iloQueimado n. 30, loja de
alfaiate de Jos Joaquim Novaos, um vestido de mon-
tara, para sen hora de muito boa fazenda e do
ultimo gusto, por prego muilo coinmodn.
- Ven.Ir-so, delroiil.i do oitffo do l.ivramcnlo ,
botica que foi do fallecido Itrandfio nina porcao do
frascos grandes o pequeos, e mais algumaa coli-
sas : tudo muito barato por se precisar da casa pa-
ra oulBO negocio.
Vende-se um terno de medidas de pao para
seceos, aindo novo, por diminuto prego: na ra
Direita, u. 23.
Vende-se, ou troca-so por moradas d3 casas
nesta praga ou por oulro qualquer engonho, o
engenho Nanguinho, com duas ricas o grandes pro-
piedades ambas pertencentes ao mesmo enge-
nho nina denominada Abreu 0 a nutra a que cha-
mn Yar/.ca-de-IJna as quaesreudem annualmon-
to 1:385,000 rs sito na freguezia de l'na foreiro
no marque/, do llecfe, e pagand o unnualmente a
quantia de 110,000 rs. tem o embarque multo per-
lo um quarto de meia legua ) os paitidos tanibem
sao muito porto j tanto asaim que o mais Ionge lio
de 8 caminnos, e pegando-se no trabalho cedo lar-
ga-se ao mero-dia : a tratar com o doulor Jos
Antonio Pereira Ibiapina.
Vendo-so um molequc de 14 annos ; um dito
de 16 anuos ; um escravo bom cozinheiro, tanto
de lomo como de fogao ; um cabritilla de 10 anuos,
muito lindo; 3 miilalinbas de 13 a 14 annos, que
sao recolhidas; nina negrinhade 12 anuos, muito
lindaj una dita de 16 annos: na ra Direila .
n. 3.
Vendem-se cantas de cha hysson do 13 libras,
0111 porgos OU a retadlo ; caixas de velas do es-
permaceti: de 5 o 6 em libra : na ra da Alfandega-
Velha 11. 36, em casa de .Matheus Auslin & C.
usa ta E-e
na 1 na estrella do Bozario, n. (i.
Nesle estabelecimonto acham-se a venda as bem
acreditadas cautelas da lotera do tbeatro publico
desta cidade cujas rodas iindam no dia l.* de 011-
lubro. O cautolista espera que os setts freguezes
--Na ra do Trapiche-Novo 11 18 casa .1.. vrB |co,,cor,ani !l comprar o resto das ditas cautelas,
derico Itobilliard vende-se f'.rnl.a de iri,.,. fiquaes S,! W"an l,0M Orl0S' ',cla ellenlo es-
igo.anie-jcolhaquesofezdos nmeros para seren divididos
em cautelas. A ellas que silo poucas e boas. Precos
os do costume.
Vende-se um cavado alazo, muito bonito ,
bem fcilo, que carrega baixo, esquipa, e be muito i
manso : na ra da florentina, n. 16.
- Vendem-se varios pedacos
tle msicas Dar mano e canlo-
-IMencao!
Vendem-se superiores chitas francezas.de vara de
largura o de cores fixas, a 280 rs. o covado ; ditas
finas, escuras c de cores fixas-, tendo algumas que
servem para luto a 5,000 rs. a' pega ; meis chales
de cassa de quadros a 440 rs.; cortes de lanzinha,
para senhora ,com 15covados, a 3,600 rs. ; panno
preto fino para pannos do prctas a 3.000 rs. o co-
vado; chales de lila e seda muito finos, a 5,500 e
7,000 rs.; zuarte do vara de largura a 240 rs. o
covado ; cortes de cambraia lisa muito fina o com
6 varas o meia a 5,000 rs. ; superior .brim tranca-
do pardo, depuro linho a 640o900 rs. a vara ; di-
to amarello muito fino, a 900 c 1,000 rs. ; dito
trancado de linho branco, nluilo superior a 1,000,
1,280 e 1,600 rs. a vara; cliadrezcs do linho para
jaqueta a 400 rs o covado; riscadinhos trancados,
h 944 rs. o covado ; hamburgo de linho, a 260 rs. a
vara ; meias para senhora a 240 rs. o par ; e outras
muitas fazendas por barato prego : na ra do Col-
legio, loja n. 1.
Cortes de pcllc do diabo, a
1,4001*8.
Vendem-se superiores cortes da fazenda chama-
da pode do diabo com 3 covados e moia pelo ba-
rato prego de 1,400 rs o corte sendo da mais supe-
1 ioa que tem apparecido : na ra do Collegio loja
11. 1.
Vcndom-seescravos baratos, na ra das
fl Larangciras, n. 14, segundo andar: 2
_:/ molecotes, de bonitas figuras; um bo-
jeJfttf/ 'to Pelo de 25 annos; um dito do 26
( anuos por 450,000 rs. ; um pardo com
ofiicio do pedreiro de linda figura e de ptima
conducta ; um dito carreiro, de ptima conduela; I
dito com cilicio de sapaleiro, sem vicios nem acha-
ques, este Iroca-sc por nina prela que seja moga, e
no seja achacada ; um prelo de nacfto, muito forte,
por 400,000 rs ; um dito por 250,000 rs.; urna pre-
la dr 25 anuos, que coso muito bem sem vicios
nem achaques ; urna mulatinhado 12 annos; urna
negrinha de 10 annos, propria para ser educada;
nina preta muito forte, de boa figura e de 38 an-
nos por 260,000 rs.; urna dita de nagfto que en-
tetidc de cozinha alguma cousa de muilo boa con-
ducta escm vicios nem achaques, por 420,00.
nos : bem como
fazendas finas :
loja nova n. 11
los Leite.
todo o sortimento Je
na ra do Queirnado
A, de Raymundo Car-
1
Vendem-se os mus mo> g
demos chapeos francezes; J
meias casimiras de novos *
e lindos padres, pelo ba-
ralis-simo preco de 640 rs. J
o covado: na rnnrdoQuei- J
mado, nos quatro-cantos, *
casa amarella, n. 9.
A padaria de una so porla junto ao sobrado
da esquina da ra, Vclha novamente ratificaos
annuncios passados,e conliiina ter bolacliinha de
agoa e sal, de 24 em libra a 160 rs. a libra.
Vende-se estopa propria para saceos : na ra
do Trapiche, n. 8
Vende-se cha prelo muilo superior, em caixas
de 16 libras proprio para familia : na ra do Tra-
piche, n. 8.
Lotera do io-de-Janeiro.
As 20:000^000 de ris.
Chegaram, [icio vapor San-StbaHiao, bilheiesT
meios ditos da primeira lotera a beneficio do con-
servatorio de msica da corle que devoria ser ex-
trahida de 12 a 15 do corrente : na ra da Cadcia do
necire loja de cambio do Vieira, n. 24. A ellos.
antes que cheguo o Vaporeoma lista.
Vende-se um prelo de 40 anuos, potico mais ou
menas, proprio para o servigo de campo : na ra do
Livramento, loja do fazendas, n. 34.
Vende-se, por prego conimodo, para fra da
provincia, ou pura engenho, una piola : na ruada
Cruz do Recife, n. 57.
REFRESCOS.
Xaropc de groselhc feito do verdadeiro sumnio,
viudo de Franca a 1000 rs. a garrafa ; dito de llo-
res de larangeira.a 1,000 rs. a garrafa ; dito feito da
verdadeira resma de angico, que he muito conheci-
Uo e approvado poras pessoas que padeccm do pel-
lo, por ja ler feito ptimos beneficios, a 1,000 rs. a
garrara; ditos de maractija, tamarindos, limocla-
ranja, a 500 rs. a garrafa : no Aterro-da-oa-Vista-
labrica de licores, n 17.
Vende-se, na ra da
Cadeia, n. 37,cera em ve-
las fabricadas no Rio-
de-Janeiro, em urna das
melhores fabricas em
caixas pequeuas, soili-
memos ao ^sto do com
piador, c por prego mais
barato do que em oulra
qualquer parle.
A I?^000 rs.
As melhores Itiviis de pellica brancas e elsticas :
na ra larga do Itozario, n. 24.
Casimiras clsticas, a P#0 rs.
o covado.
Vendem-se superiores casimiras elsticas pelo
ba ralo prego de 1,000 rs. o covado; ditas muito fi-
nas, francesas a i,280 rs. o covado; dita de su-
perior qtialidade elstica, muilo fina, e preta, a
1,500 rs. o covado : ua ra do Collegio loja n. 1.
de
rente
Vende-se a verdadeira farinha SSSF
ra Ol litio cliegada no dia 5 do cor-
a t
alar
com J. j. Tasso Jnior.
POTASSA
Veinle-se a verdiideira e
Gaz.
Loja de Joao Chardon,
Alerro-da-Koa-Vista, n.3.
Nesta loja acha-je um i Ico soi tmenlo de LAMPE0ES
PAHA GAZ com scus compeleutes vidro, acceudedo-
res c abafadores.
Estes candiciros* os meihom(
mais modernos queexistein boje : recoimneiidam-se a
publico, tanto pela seguraufa e bom gosto de sua boa
confrc(o, como pela boa qualidadedaluz, ecoiiomiao
asseiodeseu servido.
Na niCSIlla loja oscoasuiiildorescm-
pre acharao um deposito deGAZ, de cujo se afianza a
qualidadc c nn por(lo bastante para consuinmo.
Vende-se conforme a. qualidadc, a 320 e 400 rs.
a garrafa.
Vendcm-se superiores chapeos de
castor, prctosebrancos, por preco
muito barato : naiiin do Crespo, loja n.
t2, de Jos Joaquim Ja Silva Maia
=Vcudein-c iiiiiriiitas iic ferio para eugenbos de as-
sucar, para vapor, agoa c bpstas.de diversos tamanhos,
por prefo cDiiiiiiiidi.,!- igualmente taixas de ferro coad"
e batido, de todos os lamanbos: na jir.iga do Corpo-Ssn
'o, .11, em casa de Me. Calmont S Companhia, ou na
ra de Apollo, armazem, n. fi
t.tss da Hussia
no mercado
fe, armazem
superior po-
a mais nova que existe
ilo lieci-
& Oli-
9
na ra da Cadeia
n. 12, de Bal Iba i
veira.
Vende-se superior potassa nova
Apollo,armazem n. 18.
na ra de
8S8F.
rarinha do SSSF de
armazem n. i, do
ricana
reccnleinenlo cliegada.
Vioho de Ciatnpanha
da superior e DUtiloacreditada marca
Cometa,
moSSTUwkmn ltosenmu.
iTJtftSMSttv;,cca salad-.t
na
pata piano e
chegados recenteinenle do
Vendcm-se meias barricas de
raminho no caes da Allandoga ,
(lUimarles.
Vende-se linho do meada muito lina para bor-
dar cambraia, o toda a qualidade de panno fino ;
bom como lalagage para babados ; o outras muitas
cousas: na ra do Cafcug, loja de niiudezas de
Joaquim Jos da Costa Kajoze.
AosSfiO:OOO^tlers
Vendcm-se meios bilheles da primeira lotera do
conservatorio de msica do Itio-de-Janeiro, que fi-
cava a correr no dia 15 do corrente selembro : na
ra do Collegio, loja n. 1.
Potassa da Hussia.
Cunda & Amoriin leoui para vender potassa da
Itussia de superior qualidade : na ra da Cadeia,
n. 50.
Lotera do Rio-de-Jaiteiro, a fa-
vor da nova freguezia de N.-
S.-da-(iIon'a.
Vendem-se bilheles desta lotera : em casa de J.
O. F.lster, na ra da Cadeia-Velha n. 29.
rrlliCOUASOAVEl..-
Mkmmmmmmmmmi
i
Vende-se cera de carnauba do muito boa
qualidade, lauto a retadlo como em porcilo :
na ra das Larangoiras, n. 14, segundo andar.
Vendcm-se 6 escravos, sendo :'um inolcque
de ti anuos; um prelo de 24 annos, de eloganlo
figura que be bom carreiro; urna parda com ha-
bilidades ; duas pretiis de nacilo ; urna dita criou-
la perfeita cozindcjra doceira e que engom-
la : no pateo 'da Matriz de S.-Aiitonio sobrado
n.4.
Vende-se um cavallo ruco-rodado,
de bous andares, e que est bastante
gordo ; na rtia larga do Hoza rio, n. 5o.
Vende-se de una familia que se retira, urna
escrava de naco insigne engommadeira perfei-
ta lavadeira de salan o varrella boa cozinheira o
do excedente conducta : na rua-da Cruz), n. 49,
primeiro andar, se dir quem vendo.
Escravos Fgidos.
jMovo soi 'lmenlo de chapeos france-
zes, linos, chegados pelo ultimo navio
de Franca, c por isso dos mais moder-
-- l'ugio, na tarde do dia 16 do corrente, um
molcque de nonio Joaquim mas que tambem res-
ponde pelo do Toby appellido que'lbo foi dado lo-
go que foi comprado em 1840 a Antonio da Silva
Cusml!o mas que nflo se adoptou, por isso que foi
depois baplisadocom o de Joaquim ; de de naca0
Cabund de 18 anuos ; tem no paito direitoa mar-
ca KC, e na face um signal redondo, alm de
outros pelo corpo a que nlo se botou sentido,
de altura regular, secco do corpo, testa peque-
a, ollios grandes e vermclhos bocbeixas e bel-
qos grandes ; quando fugio eslava com a cabeca ras-
pada e aedava-se bebado ; levou camisa de risca-
dodealgodiio izul americano, calcas da mesma
fazenda cetn listras mais largas, porm ja alguma
cousa apagadas ; quando anda cosluma a gingar,
falla alguma cousa inglcz ; deconlia-so que anda
pelo Itecife. Quem o pegar leve a ra do Vigario,
n. 23, que ser recompensado.
Fugio, da das, a escrava Mara mas conde-
cida por audencia crioula de estatura regular,
chela do corno cor retia denles alvos ; levou
vestido de edita rxa novo, saia preta de alpaca,
c panno fino prelo ; tem sido vista na ra do Hn"
gel, Boa-ViSta Manguind e Pontc-dc-L'cJia:
quem a pesar lev.; a ra da Cadeia-Velha que se"
r recompensado.
Anda nao appareceu a escrava crioula de li-
me Barbara que reprsenla ler 25 annos, cOr bciu
preta estatura regular com todos os demos na
fenle odos grandes ; tem una pequea feJ"la,
p dircto. Esta escrava foi comprada a Joseda roii-
secaeSilva, inorndor na ra Direita n. 3; lugio
doCatuc, no dia C do corrente: qucni a levar
aquello lugar, a Joio Histcr, ser bem recompen-
sado.
Pejj'8. >A TYP. IE.M. F.DE
FAlllA.- 1^47'


Full Text
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