Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08546


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Full Text
Anno de 1847.
Ter O DIARIO pul.lica-je lodos os das, q "*
rcm Me Ru,H, o ,>ro da"**"*
4,00. rs.po. qn.rtel. pp. ?rf'a^7' .03.
dilIereiH, porcad. publiCHf.o.
PHASES DA TobdE SBTEMBRO.
m ,n..iie a I. a 6 l"> e 4J ,nin- da Urde-
Crcer.te, 1">F" ,d* 1"rde-
Tchela a, o. Gima, da larde.
PAHTID\ DOS CORREIOS.
Coiennae Paralivlia, s segundas esextas fln..
l\io-Grande-dn. Norte quintas ftiras ao meio-dia.
Cabo, Serioliem, llio-Formoso, Poito-Calvo e
Macet, nt,I.', a 11 e 21 de cada mu.
(Vira.ilimis e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, ai quintas feiras.
Oliud.i, todos os dias.
PREAMArl DE HUJE.
Primeira, is 2 lioras e 0.minutos da manha.
Segunda, i 2 lioras e 90 minutos da tarde.
ce Setembro. Anno XXIV.
n. tu:
DAS DA SEMANA.
30 Segunda, t, Eustaquio. Aud. do I, dos or-
pb. do J. doc. da 3 e doJ. M. da 2 rara.
21 Terca. 83 S. Matbesu. Aud. do J. rio civ.da
I. t. e do J. de pM do 2 disl. de t.
22 Quarta. S. Mauricio. Aud. do I. do civ.
da 2. T. edo J. tle paz. do 2. diil de t.
28 Quinta. S. Lino. Aud. do J. de orpb. e do
J. muuicipal da l.vara.
24 Seila. S. Geraldo. Aud do I- do civ. da I.
v. e ilo J ilc pai do I. dist de t.
2> Sablwdo. S hirmino. Aud. do J. do civ.
da I. v. e do J. de paz do 1 dist. de t.
2G Domingo. S. Cypnaoo.
CAMfilOS ISO DI V 20 I)F. SETEMBRO.
Cambio sobre Londres *7 d p. IJ r. 8" dta.
P.ril !i>0rs. por franco.
Lisboa 106 a i ir, de premio.
Desc. delettras de boas firin-s de /. a I / ao mez
Oero-Onc.s l-espanholas.... 28i"0 a 20J000
.. MocdasdcOflOv.lb I8?300 a IJgOJ
x i deSflOOnov l * detOOO..... fOOO a 9J20C
/Vola-P.taces..'....... I#M0 !#
x Pesos columnares... l#40 e lf0
Ditos mexicanos ... i#S0 a 11850
Muida............. U910
Acedes da comp.do Ucberibede SOfOOOrs.eo per
.. '"
DIARIO DE PERHTAMBUCO.
PARTE OFFICIAL.
Goveruti il provincia.
EXPF.DIENTE DE 6 DO CORRENTE.
Ofllcio--Ao Exm. presidente das Alagos, secu-
tando recepto da guia de Jos Morques, soldado do
sexto bntalhfo do cocedores. -- Ordenou-so ao com-
nandanto do brgue-escuna Andorinha pozesse o
soldado disposielo do commondante das armas ;
e participou-se a este a oxpedicito dossa ordem,
trartsmittindo-se-lho a precitada guia
Dito Ao presidente interino da relaefo, exgin-
do copia das provos da culpa dos reos Manoel Tci-
xeira e Manocl Vicente, que foratn condemnados
nena ultima pelo jury de Nazarelh, ecujos actos se
acliam, por appellacao, no tribunal sob sua presi-
dencia ; afim de liabilitar-sq a cumprir o imperial
aviso de 26 de junfco prximo passado.
Dito Ao inspector da thesouraria das rendas pro-
vnciaes, delorminando faca pagar ao carcereiro da
cadeia tiesta cidade u quanl do 618JJ740 ris, que
so despendeu no mez de agosto prximo fndo com
os presos do mencionada cadeia.--Ordenou-so ao
commissario-pagador indemnisasse o referido carce-
reiro de 125/240 ris que se gastaram no predito
mez com os presos vindos do Marnhao e d'Alagas ;
e participou-se ao chefe de polica.
Portara--Nomeando Antonio de Amula Cmara
1 supplcnlc do juiz municipal e d'orphflos do termo
de Goianna.Fizcram-so as convenientes particips-
ces.
dem no da 9.
OfllcioAo Exm. presidente das Alagas, necu-
sando recebidas as guias do capilfo Manoel Agosli-
nho da Silva Moreira o do alferes Joaquim Jos dos
Santos Araujo, do 6." b'atalhilo de caladores, vindos
para esta provincia com a prar,a por homenagem ;
e bem assim as de dous soldados que os acompa-
nharain na qualidade de camaradas.Transmitti-
ram-sc as guias ao commandante das armas.
DitoA'cmara municipal do Bonito, inleirando-
a de huver concedido 3 mezo* de licenca sem venci-
iii-iius .ni respectivo protesto! de piimciras lettras.
DEM 1)0 DA 10.
OfllcioAo commandante das armas, autorisan-
do-o a proceder ir'rcspcito do capellfio Bernardo Lu-
cio Peixoto, de conformidado com o que propoz no
nllieio CID que dille SC OCCtipOU.
Dito--Ao inspector da thesouraria das rendas pro-
vinciacs, ordenando que, sob responsablidade da
cmara municipal de Goianna, mande adianlar
1:00/000 de ris a Jos I.uiz do Silva, arrematante
da obra da cadeia dessa cidadc.--PartCi|)OU-so re-
ferida cmara municipal.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, recom-
meiidamlo encarregue ao respectivo patrio-mr o
servido do registro do porto, emquanto estiver im-
pedido o lenle Manoel do Mello e Albuquorque,
que, na qualidade de cleilor supplentc, tcm de com-
parecer na matriz da Boa-Vista, em o da 19 do cor-
rente.
DitoAo commissario-pagador, determinando en-
tregue pessoa autorisada pelo director to arsenal
de guerra a quantia de 30/000 ris para as despezas
miudas do mesmo arsenal.Participou-se ao direc-
tor do arsenal de guerra. ;
DitoAo comman.laiito superior da guarda nacio-
nal dos municipios daSerinhaem e ino-lormoso,
scienliticndo-oda reforma do major do respectivo
corpodeartilharia.Eranciscoda Rocha de Barros Wan-
derley ; 'la nomeaeflo do major da 2 legiao da mes-
illa guarda nacional, Francisco Machado da Cimba
Pedresa, para o posto que vagou cm conscquencia
tiesta reforma ; e da de Joaquim Jos de Azevedo
para oss a Cuja vaga den lugar urna somelhanto no-
neatjiSo.Fizeram-sc as demais parlicipacOes do
estylo.
EXTERIOR.
M0TIC1AS DIVERSAS.
OM TELECRAPHO DE CONTRABANDO.
Orlecns, 27 dtjunho.
Os iornaes de Lyon annunciaram ha .lias a pristo
de dous correctores daquella cidade. listes tlotis in-
dustriosos tinham inventado um systema telegra-
phico, por moiodo qual sahiam muito antes da clie-
gada do correio a l.yon as operacOcs da praca ue Pa-
rs inH o um B Ibes indicavam a alta e a bana de
cer'tos ttulos de valor na capital. Segundo so asse-
eura j tinham realisado estes senhores grandes lu-
cros,' quando a polica veio suspender a sua fraudu-
lenta manobra.
nescreveremosagora esse systema telegrapbico. I)e
Pars parta todas as tardes um individuo pelo cami-
li lio de ferro de Orloans, o tra/.ia a esta cidade a prcci:
osa nocia tilo impacientemente esperada, o daqu.
era ella Irasmltida de torre em torre por ineio de um
foeacho que accendiam os sitenos, a quem se re-
compensava bizarramente. Amestrados estes na ma-
noh a entrcgaram-s-lhes os aprestos nccessar.os, e
uarcou^e obdi.emquoo lelegrapho dev.a prlnci-
a a "rahalhar. Estes aprestos compunham-se de
duas caxas de abete, pintadas do pelo por fura, re-
donu" porinchanfradas na parte menor. Nessas
ciixas collocava.n-se lampadas d'Argahi. cuja luz se
rene cu'ia eugmei.l.v. de inlensidade por rneode
don reverberos do cobro plateado. A prinnW *-
Jas caxas, que projecUva urna luz avertuclliada, ii -
''"cava qu ossineiros esUvaot a postos; a segunda
Iransmittia as noticias da alta e dabaixa deParis,
quo devam guiar os nossos industriosos as suas
especular;Oes na praqa de Lyon.
A primeira eslaefo telegraphica era em Orleans ;
a torre de S. Bonto servia o sen turno do obervato-
rio; depois vinhamas altas torres de S. Brisson no
nosso departamento.
0 dia 92 de majo, ves^ora de Ponteosles, foi o
da designado para dar comeco aos trahalhos, e s
onze horas da noite fizeram-so os difTercntes ilg-
naes. EuiGion foram vistos esses signaes por milita
gente e motivaram os boatos mais absurdos.
Hisse-sc que por meio dessa luz se entenda o cu-
ra do Cien com os curas das froguezias viznhas, c
que. estabelecida a communicatjHo, recitavam todos
as mesmas oraches, as mesmas conjuraefles para
impedir que chovesse, para que houvessem cheias
maiores do quo as dos annos anteriores, para que
apodrccessein as batatas, finalmente, para Inducir o
povo, forca de penuria o de calamidados, a derri-
bar o govorno actual O cura tes boatos, interrogou o sinero, o qual lhe respon-
den que do feito tinha subido na vespera torre,
mas quo fra paraapanhar pombas O cura deu cr-
dito a ossa explicaQilo, e noite, em una instruccSo
paternal e benvola, procurou destruir esses boatos
absurdos.
Continuavam, porm, os espiritos agitados, quan-
do, passados alguna dias, apresontou-se o sineiro no
prcsbylerio, dear contrictoe perturbatlo, para con-
tar ao'cura o que tinha ido fazer torre na vespera
de Pentecosts, accrescentando que recebra por
csse trabalho um relogio e dinheiro, o que julgra
nilo obrar mal nem comprometter-se do manoira al-
guma. NHo foi, potm, essa a opiniflo do procurador-
regio. A rcquisicHo sua foi chamado o sineiro pe-
ranle a autoridadecompetente, deu-se busca em sua
c*.sa, apprehenderam-se todos os aprestos, e deu-se
principio ao processo. O sineiro do S. Bento'teve a
inesina sortc.
M0RT0 TRES VEZBS E SEMrRE VIVO.
Um jornal francez refere a seguinte maravilliosa
historia de um militar francez fu?.ilado, enforcado
e afogado, e sempro vivo. Esse ofllcial he o Sr. Mo-
net, que faz parle do rstado-maior do marcha!
Soult :
Na primeira guerra da llospanha, o Sr. Monet e
o destacamento que commandava foram eitos pri-
sioneiros por urna guerrilha, que, depois de ron liar
os nossos pobres soldados, os poz em lileira c Tez ro-
go sobro ellos como fara sobre urna manada de lo-
bos. Cahram todos, e foram-se os giicrrilneiros
persuadidos de que nenlium tinha escapado a morle.
Ancuas, porm, se afastou o inimigo, levantoti-se o
commandante Monet d'enlre os morios. Nao Un lia
recebdo a menor ferida, e ao anoitecer conseguio
reunir-se a um corno de tropas francezos.
Passado algum empo, teve novamciite a de.
graca o nosso invuliieravel comniaiidanlc de caliir
as mfl.is de oulra guerrilha. Desla vez pozeratn-o
cm pello cenrorcaratu-oem tima arvorc. Nao esle-
ve pendurado, porm. sen3o alguna segundos; ap-
pareccu logo um piquete de cavallana franceza que
poz em fuga os Hespanhos e despendurou o Sr. Mo-
net, que proniptamcnle tornou a si.
Ja eram duas. A que vamos referir he cousa
mais seria. .....
Foito prisioueiro a terceira vez, teve a inreilciaa-
de de cahir lias garras da guerrilha que julgava te-
lo fuzilado alguna dias antes Grande foi a adnn-
racilo dos Hespanhes, que perfeitamente o reconhe-
ceram nilo s pelas insignias da sua patente, como
pela sua figura de Hercules. Assitn, depois de o
despirem, como despiram a lodos os prisioneiros,
destinaram-lho urna morte, que, segundo criam, os
livrara parasemprc do lo da sua espada, com a qual
mais de um llespanol lnha feito conhecimeiito.
Pozeram-o, pois, como lieos 0 creou, ligaram-lhe os
ps, amarrram-lhe as nifios atrs das costas, o nes-
se estado o deilaram a un ro largo e profundo que
corra all ao p.... ,
a O commandante Monel, depois de ter ido ao Tun-
do, veio naturalmente lona d'agoa atordoado pela
nuda. eixou-se ir ao som da corrente, immovel
como um cadver : e vendo que da margem do rio
nrocuravam os seus inimigos assegurar-so de que
eslava realmente morto, foi boiandoassim por mui-
10 lempo. Quando se vio fra do alcance dos gucr-
lilhas, tratou de desatar as niAos : este trabalho loi
lonco e dilllcil, porque a agoa tinha feito lucharas
curdas: mas, como era forte e vigoroso, conseguio
soltar as mos e os ps, e ganhar a margem do rio.
Poucas horas depois estava no mcio dos seus i rmaos
de armas contando esla terceira aventura, da qual
lodos concluiilo quo he i inmortal.
( Do Courur du Havre.
( Jornal do Commercio.)
iitiii) iie p.mibm"
se div saram no rosto das pessoas, que, curiosas ue oru.upi.ru.. .c-...... i""'"- ". ". -~-
sahcre.n. a causa dcscmell.aiitcalvorolo.apparereiam candura, que caraclorisava I hon.lade da poca e so
........____... iitituireciam banca-ioleirns, imis que em lodosos
se den hoie ah, que nos nilo be possivei deixar do corre lodosos aunis da eadeia, hSo penetrado com
mencionar e lamentar ao mesmo lempo. rapidez nos diversos pontos do territorio ; e com-
sncionar e lamentar ao mesmo tcmpo. lupiuct iwi i' "" ""'"""i
Era pouco mais ou menos, meia-hora depois de quanto no soja inlencao nossa desapreciar os im-
ao-lia miando alcuns dos individuos que sea- morlaca trahalhos de um Colbcrt, a quem he em
I .1 l" llUUtU UIUI "M lll""!----------------------------
meio-dia, quando alguns dos individuos que so
chavam na matriz prorompem cm altanada vozen
promovem gravssimo tumulto, e, no meio da con
fusilo, ariujnm-scsobrea mesa em que estava a tir
na, fracturam aquella, conduzem esta para a ra d
t; tHliUll'l IIU" J*J" Hll' IH,I>" SlWItJll UbOH|>a w*-- -------
- mortaes trahalhos de um Colbcrt, a quem he em
, grande parte devida a ordenanza para o commercio
- terrestre tic I.uiz XIV, tle 1673, assim como os esfor-
,- (os do marques doPombil, que durante asuaad-
la mnistraeo fez promulgar muilas leissohreo com-
__... Hala Jaa _>!- a aaslaasa! Ja i> l> II i I I
na, iraciurara aquene, ronm,",,, "*" i- ,............, *i r r, ^ ------- ,.,>.!
Cruz c ao cabo do nilo poneos minutos a restituem mereio, dictadas pela mais esclarecida sabedor
.'. roftiiinln diremos tiuc todos esses traba los e le
a igreja.
Apenas rhegou parochia de Santo-Antonio a no
ticia desle Tacto escandaloso, pela primeira vez pra
.. i._____..i....... ........I,, i*i'i,t>n .1
comtutlo diremos que lodos esses trahalhos e leis,
- que alias ero sullieientes para as necessidades do
- mesmo commercio nsquelle lempo, nilo podem ho-
'_ ...___'_ __a __aaa!lna> v I >. v> # I i i'i.nr nccn (itl_
ticia desle laclo escandaloso, pela primeira vez pra- mesmo commercio naqueHe lempo, nilo podem ho-
ticado na capital tle PwnamhUCO, grande grupo de je servir-nos proveitosamente para extirpar esse can-
gente correu para o lugar em queso elle passra ; c ero das banca-rotas, que. corroe o curaca o do,co n-
l l i tim i lili | i < i *' -"----------- ^
g ente correu para o lugar em que so elle passara ;
essa carrciraemedronloii portal forma aos homen
pacficos, que quasi lodas as portas se fecharan! co
mo de improviso, e nao equvocos signaes de susto
se divisaran! no rosto das pessoas, que, curiosa:
c ero das banca-rotas, que corroe o coracSo do coin-
s mercio moderno, e paiticularmonte do brasileiro
- as diversas provincias do imperio
Em Otilio lempo os costumes dos negociantes
eram puros: remava entre siles essa boa f, essa
as varandas.
DIREITO COMMEHtilAL.
AS 0CF.BBAS K BANCA-IOTAS.
I
A peste dos faumentos o banca-rolas foi em ou-
tro lempo', c anda hoje lie, a vergonha do commer-
cio da mor parle das nacOes, principalmente de Por-
tugal e da Franca, sendo por isso quo milito se tem
censurado do nossas leis relativas n esto assumpto.
Quando cm 1808 appareceu o cdigo comniercial
francez, os homens verdaderamente honestos sen-
tiram a mais viva satisfacao, pois qu viram reali-
sadas as suas espeancas na par'.e concernente as
medidas repressivas, proprias a fazerem parar essa
torrente devastadora do quehras c banca-rotas, que
desde o principio doseculo passado levara seus es-
tragos aoseio das ramlas as mais probas e res-
peilaveis. ... <
Sim, a grande familia comniercial, cujas ramilica-
eoes seestendem por todos os pontos to globo, n-
gosijou-se com a spparioBo daquelle cdigo, e leve
nistt) rastro, porque al entilo nao havia appa.eeido
um corpo de disposiqOes relativas s quebras e ban-
ca-rolas, que lio ainplamentc abrangesse seme-
ntante materia. ii
He verdade que em alguns paizcs jase liavia le-
gislado sobre este assumpto, porm o cdigo fran-
cez foi, som duvid, o prmero que syslematisou o
procctliniento que so devea ter para com os banca-
loleiros dequiilquer especie, e o racionalidadc tle
suas di.sposic.fles fez com quo a boa f, quasi sompre
trabilla o vilipendiada, se animasse a denunciar es-
sas i ni mensas e numerosas hanca-rotas, que diaria-
mente se uiiiltplichvain em uns espantosa progres-
so geomtrica, e que se esteudiam e dilalavam a
todas as tibias do corpo commeicial, ameacaiulo-o
le urna inevitavel aniquilaofio.
hallara seus tratos eempenhos os mais sagrados,
ai n-tillar o balaiiQt) do activo e passvo, e nclle n-
troduzr falsilicac,Oes de diversos gneros, tinba-se
ornado um ohjeclo de pura especulado, em urna
palavia, um verdatleiro svslema de fraudar impune-
mente a seu.s credores, que em ultimo resultado
viam suas fortunas roubatlas, sem terem, ao menos,
a consolacflo de vercni jazer as cadeias aquellcs
que assim haviam trahido a sua boa le esinceri-
Mas, no obstante o cuidado com que o legislador
francez tratou de reprimir esse mal quo allltgia o
corpo comniercial, nfio foi possivel conseguir que
elle desapparecesse, e antes tcm-se visto com gran-
lc espanto, que as hanca-rotas anda avultam em
'ranea, sem embargo da severidade com que sao
ratados os banca-roteros fraudulentos, pudendo
d'aqui concluir-se que essa especio de criminosos,
por isso mesmo que s trabadla em illutlir a legisla-
cao, com olim do appropriar-se da fortuna libela,
exige particular vigilancia da parle da autoridade
ublcaea niaor aust, ridade na applicago das pe-
nas que lhe devem ser impostas, pois que do con-
trario nao podera o commercio chegar ao grao de
prosperidade de que he susccptivel.
O Brasil, assim como oulros pazes, vai proporcio-
na I mente solfrendo os iiicsmos estragos, quo acuna
ficam apontados.
nEcir, ao xs sexsmmo be i'.
Acora que podemos bler as informacOes que no
fall.rvamhonte.il quando notician.os a organisacao
das mesas parochiaes, vamos d.zer aos le.lorcs
uuaes os cidadflos de que se acha co.nposla a de San-
Fiei-Podro-Goncalves. -- Ei-los :
PreidenteoSr. Ignacio tomUitWg**-
MembrososSrs : l.uiz Antonio,_V.ei a,MU Ib-
naci do Olivcira, Filippo Aulon.o de Barro o La-
*&SSlSS*** o que temos de referir ,
ceca das cleicoes dessa Ireguezia i uoia occurreac.a
tanto para ah. ruin campo iiviea,)seaitui,iS ..u- v ';:"", b" a plhidade o bun
dez e Sa mi f, ^jgCUSSXSES K m qule^'^o pode prosperar o c
SaS : UIIS liSlBHUltl-ciaiii ,......------ -----
fortuna sobre os destrocos e azares da fortuna dos
melhores commercianles : oulros, porem, anda
ia audazes, e nao menos Mizcs, explorndola for- M
nado um meio de enriquecer, liavendo apenas da
parlo daquelles quo assim enriquecen) o cuidado de
desfigurar a origem de sua fortuna.
Em diversas pocas se lia visto reventar impune-
mente na capital do Brasil, e simultneamente as
apparecam banca-roteiros, pois que em todos os
lempos liotiverain homens perversos, salteadoros e
lad.Oes, aopiniaopublica os folminava, e quando
ellos podesseiii escapara puilicflOlegal, nao podiam
Iludir a essa mesma opiniao, que anda nos luga-
res os mais remolos os delatava como iiifaint s o ra-
tonnos; mas boje as cousas inudaram : o progros-
so ta civlisaciin acarretou romsgo oprogressoda
velliaca. a : furla-se sem rehuco, enriquece-se por
meio do furto ; raputs-se necio auelle que pudendo
fui lar deixa de o fazer, c a vista dislo, como he nos-
sivel que possa ser siilliciente para a prosperidade
do commercio a legislarlo promulgada ha um ou
dous seclos?
As leis devem acompanhar os costumes, ou para
reformarlos, ou para conformarem-so rom elle, e
ningiietn dir que os costumes desta poca sflo os
mesmos que cxistan no lempo de Colbcrt, ou do
marque/, tle l'ombal
Felizmente, porm, anda ha entre nos negocian-
tes honestos e honrados, quo vilo alimentando essa
tal qual vitalidade que anda lem o nosso commer-
ein; mas emquanlo ellcs assim proced m. emquanto
l'azem os mais generosos cxfurqos para elevarem o
corpo commcrcial categora que lho compete, e
reveslirem-no de todo o prestigio e considerarlo
que Iba perloncem, os banca-roteiros fraudulentos,
piolcgidos pela imbeclidade das leis, e em muilas
occasiOes pelas proprias autoridades que asexecu-
tam, vilo zonibantlo de ludo, a ponto de fazorom at
alarde tle seas criminosas especulacOeS, resultando
de ludo islo, que o negociante honrado, bem longe
de ter um premio pela sua honradez, he punido em
consequenoia della, nao spelos calotes dos trafi-
cantes que vivem fazondo clculos sobre suas fortu-
nas, como pela falla de allencHo que ha a seu ros-
eito ta parto da aiiloridade publica.
Em verdade, he lora de toda duvda que os ne-
gociantes honestos nao sHo hojo tratados com
aquella considera^ao que em outro lempo Ibes da-
vam os diversos membros da atlniinisIraQifo publi-
ca, e esta he una rlsfio de mais para quoobanca-
roteiro fraudulento encontr sernpre protoccilo e
actilhimenlo, apezar da infamia do seu procodi-
meiito.
Urna ordem tic cousas ISo anormal como esla, om
que o ladrilus pelo faci doler dinheiro goza das
mesmas, ou de mais atlencoes, que o honiem do
bem; em que o commercianle que trabalha dia e
noite, que exptie sua fortuna aos azares das diver-
sas operacOes mercantis, nilo hedilferencado do es-
peculador, quo vive laucando os dados sobre a ri-
queza alhea; urna semelhaiile ordem de cousas,
litemos, nao polo ceitamente subsistir; e com-
quanlo se allegue, que aquello quo procedo licita-
mente encontra na opiniao publica o premio do suas
aeces, comiedo ninguem negar que esta ras3o ho
militas vezes lallvel, e que, .mando mesmo gozasse
deinfalibilidade, nao era por siso sulbciento no
presente estado da sociedade, porque todos sabem
que quando o homeiii tem vivido com honestidadc,
e ha exercidocom honra a proRssBo que se dedica,
mormeiite sendo ella de urna ordem superior, como
a do commercio, quer gozar, alm do concoito pu-
blico, das atlencoes que lliesflo devidas como niem-
bro estimavel da OorporaclTo, ou classe, a que per-
lenco ; e islo no podo ter lugar totlas as voies que
so da ao banea-roleiro fraudulento, que se levantou
...-... ,,|| ni,..... ciiiiside-
T.I'rVIe'rs'iiMrevolucoes por quo havemos passa- com o dinheiro alhcio, a mesma o
iitoldiMI sMe^bsorvondo em seu vrtice racao do ,,..e o negociante, em cuja vida sen.lo
Hlcs.lt, lOai (<- ij>. _____ ___.....,.t.,a. ..^ p.iirnnl r.i ii m su arto .Ule O desacrcd
" ;,CS!le T "o" aiduos"comoT. fJHtmas encontra um .ct?u To dsacredile.eomo desgra-
vio lento nao so 2>^B2I2?^5K2! .admente vai acontecendo em nosso paz .
ais bem ^^Mii^SlMiStmMtS' M, pola,' de absoluta necessidadeurna logs aeflo,
metaos preciosos, si bstituindo-os por_ umjwpoi > abrociando as dilleren.asexisten-
moda sen valor intrnseco, ou real e isto foi I a K^SlMiiriJo e o velhaco; que
U^vmuh^wmm^jhn^fO^J^ HSKe a probd.de o honra me.-
perar o commer-
- proporcional s
esordens, una proteccao vigilante aos credores,
m freioforniidavel a pessima conducta e a fraude;
linalmente una solida garanta aquelles que exer-
mi co lisura a prolsafio do commercio.
Sim, he necessaria una le, que, mo sendo multo
ustera para a deV'aca, seja ao inesuio lempo seve-
a liara a ma f ; he necessaria una providencia
ue arrbale o commercio das unios de lanos espa-
dadores doshonrados, equo o rodOo de una pro-
B ..-.a.!... l..BtJll I. Illlllll :Ll l,\llll II COI! *d_
na publica, foram em um instante collocados no
tiio da riqueza e opulencia.
A desmoralisacao ha subido a lal ponto ueste paz, a
dio de melhr sorte, que o velhaco enriquecido ra
com os despojos do cabedal all.o.o encontra sem- q.
\ ___,........ i- liitvpmlii alienas ta
Sabemos que em materia 13o espinhosa n3o lie
possivel sttiugir a mxima perfeicSo, pois queufio
lia na cao- que se possa galur tle ter urna legislado
perfeila; mas ao menos erocure o legislador con-
templar, da alta posc,ao einquo se ada, o ruinoso
estado do nosso commercio, examino as causas da
mente na cainla do Brasil, e simultneamente naa rauuu "" > ......---,--, ~,. .7.
fSciM martimas e commereiaes, espantosas mult.pl.cidade de banca-rotas iraudulentas.e da m-
nuebras *b ca-ro as, as quaes, da mesma mane.- solenca dos banca-rolo.ros, altenda a pl.ys.onom.a
r quT.faiwa lectrica, que ao mesmo lempo por- da poca, e com estes dados organ.se um corpo de
f
1
f
.



disposiges, que, quando nSo previnam absoluta-
mente semellianle mal, ao menos nllinjam penas
inevilave s aos seus autores, fazendo assim melho-
rar o estado em qiieaclualmenteseaclia o commer-
cio a semelliante respcito.
Vublicicao a pedido.
--Fique Vmr. na inteligencia de que o tenhoi'is-
pensailo de escrever nesta secretaria, visto nlo me
merecer confianga algunia. Dos guarde a Vmc.
Secretaria da polica, t9 de selembro de 1847. --
Antonio Affunso Ferreira. Sr. Joaquim Jos dos
Santos.
-Illm. Sr. Pico entendido de ler-meV. S. dis-
pensado da escripturagfln que me oceupava na se-
cretaria de polica a cargo de V. S., por rulo Ihe me-
recer confianga algumn, como me communica em
portara E para que nilo passepelo paz essa minha denus-
sSo como verdadeira e justa, e fillia do espirito pa-
tritico, que talvez julgue cm V. S; he de roen dever
dizer a V. S., para conhecimenlo de todos do impe-
rodo Brasil, quo fui demiltido por no quercr-me
privar da liherdade de voto, nem suliordinar minha
provincia da Baha ; c mesmo por me parecer que
os dous candidatos impostos pelo llio-dc-Jaiioiro a
Pernamliuco nflo teem as qualidades corresponden-
tes ca.leira do senado brasileiro: a vista, pois, do
eom que acaba de honiar-me, os parabensde minha
pessoa. Dos guarde a V. S. Recite, SO do selem-
bro tic 1847. -- lllm. Sr. Dr. Antonio Airos Fcr-
reira, ebefe de polica. Joaquim Jos dos Santos.
Vaiiedade.
0 PAO
FXPOSIC>0 DOS DIVERSOS MKTHOOOS QUE, NO FABMCO UO
PAO, Sl.ll.M OS PAIIEIKOS DAS PIIINCIPAKS
CIDADES DE FHANg, E ESPECIAL-
MENTE OS DE PARS.
Muito se tem fallado rescripto acerca do pilo.
Esta questiTo ho vasta cm seus principios, e mais
vasta ainda em seus resultados.
I.emlira-se toda a gente dos graves incidentes que
ltimamenteappaiecam cm Franca o nos principaes
paizesda Europa, em consequenca da extrema pe-
nuria que nos rrduzirnm a3 collieitas. Esla espe-
cie de fome chegou ao ponto de produzir asmis
funestas consequencias. Oceasics houvo em que
parecen ameacar ao mesmo lempo a existencia dos
povos eoequilibrio dosgovernos.
Podramos tratar dos preliminares desla impor-
tante quesillo, se nilo estivessemos circumscripto
aos limites de um artigo. Mas nosso lim he expr
em poucas palavras, os procesaos, de que actual-
mente se usa no fabrico das dversas especies de
|o.
A theoria he a mili da platica.
Ao prsenle, sao as sciencias a propriedade com-
ino m ; por mais ridas e inuleis que ellas sejam,
tornam-se o mais poderoso foco de gozos c recur-
sos.
Isto, porm, nao obstante, e principalmente de
alguns anuos para c, a industria mal entendida se
tem aproveilado das cubigosas disposigoes de certos
mercadores para ludo sophisticar, para falsificar o
proprio.pflo, alimento indispensavel e absoluto das
tresquartas partea da populacho do globo.
Quolidiaiamente se propon aos padeiroa habilta-
los a obler maior poreflo de pao por mcio de niuci-
lagens (1 ), fculas e differentcs saes de potassa ou
de c(d)re, ou a lomar a massa mais alva o solida com
osoccorro do arroz ou da ped a-hume ( i); propa-
rages criminosas, cuja receila envolvem com a ca-
pa dos myslerios, mas cujas vanlagens asseguram
com audacia inaudita.
CremosquesAo geralmcnto repellidoa esses bofa-
rinheiros ile pralicas secretas; entretanto una ola,
que, o anno passado, Cora publicada nos jomaos de
llouen, pode levar-nos tsuppor que se consegu- II-
ludi os padeiroscom oengodo.de um ganho ho-
nesto.
Quasi na niosma poca, fraudes scmelhantes ap-
pareceram em liocheior, e a Justina lumou couheci-
ineiitu dellas
Cumpre ao poder supremoe he da ohrigagflo do go-
verno velar sobre essas manobras oecultas, arcanos
temiveia quo muito podem damnificar a sante pu-
blica.
Os melhodos at boje seguidos no fabrico do pSo
silo ouasi os niesmos em todas as partes. Cuino cul-
tura compreheudem dous ramos de industria iiilei-
rameute distinctos
O primeiro e mais usual procede das tradigocs o
pralicas antigs. Compo-se dos padeiroa que
vendem o pilo ao prego fixudo pelo syndicado do lu-
gar eao peso legal, sem ascontravengoes verificadas
e sem oulras multas, que, anda em maior numero.
passam inclumes.
A segunda classo comprehende os investigadores
a substancias pbilosophues, -- especie de alchimislas
deformes, que, sob o pretexto deservir a humanida-
d, esforgam-sc por transformar seus engrimancos
cm barra de precioso metal.
He a esses prophetas quo devenios a miraculosa
juncgiiodas familias, com as fculas, ervilhas,
t'eijOes, -polpa de beterraba, -- hlala eonlros mui-
tos simples.
Se esses homens formassem melhor ideia da
sciencia e do futuro, do que a que formam de si mea-
mos, mo fariam do povo o objeclo indefinido de suas
inlerminavcis e absurdas experiencias.
Edeveo pilo, em geral, ser composto de outras
substancias que nlo o frumento puro? Se nos fal-
ta o trigo, so nossascolheitas sao ms, se certos ve-
getaes adoecem ou silo atacados de rachitismo, tudo
isto pro.vem nicamente dos differenles melhodos
de cultura, que, at o presente, nflo teem sido devida-
mente coniprehendidos, nem devidamente estuda-
dos. l'hilosophos, edescobridores <\edahliasasues,
he ahi que est;lo todos os elementos de urna solugto
racional,em nenhuma outra parte os adiareis I
Sabem-se as perturbacoes, que, ne reinailo de Ca-
tharina de Mediis, suscitou a appariglo dos pflos-
sinhos deleite, chamados entilo: pues da rainha Os
fautores dessas perturbngOes I a terem consciencia
do fado que pralicavam j deveriam ter presentido
todas as fumadas insalubres que depois nos prepa-
araiii.
Nao chamaremos progresso para a arle de padejar,
a inyeneflo de certas especies do pifo, e principal-
mente os condecidos pelo nome de cevadinhas, vien-
nezes e provenrars.
Hedoauppdr que os cevadinhas sejam feltos das
llores de farinha. (lerlo, esles piles seriampreforiveis
aos oulrosse sempre fosseni puras as cevadclhas de
que o fazein. Entretanto, ainda mesmo admitlindo
que o pilo revado seja exclusivamente composio de
flores, reconhece-se que, fabricado como na actua-
llilade, he elle inferior, porque, para o lornarem
mais leve, inlroduzem Ihe grande quanlidado ile
materia fermenlescente. Alem disto, cumpre obser-
var de paasagem que as fnrindas de primeira qvali-
daie viudas do centro da Franga nilo contem menos
gluten que aa terlnhas inferiores: apenas nasprV-
uieiras ha maior qnantidade ile amido, entretanto
que lias segundas he o amido substituido por muci-
lagens, semeas e outras substancias heterogneas.
O amido que abunda as farinhas de primeira sorle
concurre, na verdade, para tornar o pflo mais alvo,
mas lio tambem a causa do se lornarem tilo duros,
ao cabo dealgumas horas, os piles de cevadinlia,
particularidade que sobre tudo he devida preson-
Ca dos principios gommosos conledos as flores de
farinha.
Os piles viennezes fabricam-SQ por muio de cer-
tos fermentos mui d'anle milo preparados e poslos
em fermontaguo com cavaduras misturadas com
leito e saes ammoniacaes.--A anliguidade dos fer-
mentos he o quo principalmente constilue aqu o
agente chimlco necessarlo aocrescimento da mas-
sa mas com detrimento da sanidade e da homoge-
ueidade. Este estado ptrido produz na massa da
panificaefio urna evaporagflo eonsideravel do gaz,
como o corbureto de hydrogeneo, o acido carbni-
co, etc., que, escapando-se, affectam aa partes nu-
trientes constitutivas do pito,
dos estes componentes. Esta substancia he o an-
nel que liga o reino vegotal ao animal. O homem
que so alimentar com pilo feito de farinhas de Odes-
sa nutrir muito mais'e com menor quanlidado de
po, do que aquello que comer o fabricado com as
farinhas da llencia, ou com as de Brie.
O quasi exactissimo quadro comparativo das fari-
nhas de Franca eOdessa, queahaixo apresentamos,
he devido s experiencias de Vanquelin. Ho sabi-
do que as mclhores farinhas da Franga nilo contcm
mais que 15 partes sobro 100 de gluten secco :
Farinhas de Franca.
Farinhas de Odtssa.
Humidade...... 10 | Humidade...... 6
(iluten secco..... 10' Gluten secco..... 23
Amido seceo.....73 | Amido secco..... 60
Assucar....... 4 | Assucar....... 5
Comma........ 3 | Gomma........ 6
100
100
Depois que estes fermentos seaoliam assim pre-
parados, os cqmbinam com a farinha ; e entilo de-
conipe-secstanlancamonle o gluten que he a alma
do pao. Kxaniiiiharido-se com um microscopio urna
fatiade pilo viennez, v-so una iulinidadc de hura-
quinhos produzidos pela evaporadlo dos gazes du-
rante o cnsimeiilo, e que fazem com que csse mise-
ravel pilo so aasemelhe a pedacosde renda: tuda a
substancia nutriente ha ilesa pparecido; elle passa
pelo estomago como por um crivo, sem Ihe deixar
aroma nem loica. Nflo tem principio alimental al-
gum e nao hesitamos em dizer quo o pilo viennez
he mais nocivo ao homem que qualquer dosoutros.
Os piies provenraes sao o inverso dos viciinezes :
silo rotes, solidse indigestos; us fermentos, que
entram na sua prepara(flo, silo baldos do que se po-
de chamar t-raedo (i .--Nflo se procura adelgazar a
massa ; o alomo feculante se sobrepOee pesa co-
mo se chumbo filia ; no interior, apercebom-ae-lhea
buracos enormes, separados por lilamenlos com-
pactos, cque, por assim dizer, servom devigamon-
to a essas cavernas, os temperamentos delicados,
que, logo que este pSo appareceu, o experimenta?
rain, abandoiiaram-iiu i m media la monte. He o pilo
das na tu rezas fortes, quando o nflo podem ohter de
inelliorqualidade. Algumas vezes iulroduzem f-
culas as massas provenga da para as lomar mais al-
vas, beiu como o amido ; mas esta substancia ho
neulra, o nflo nutre ; emsumma, nos o repetimos,
estes pfles teem o gravo inconveniente de lomara
digeslilti lenta e penosa.
lia padeiroa meslicoa, r)Ue nflo fabricam oles vien-
NMS,ueiu provenyits, nem cevadinhas, mas que,segun-
do Ibes parece, os baptizan! com qualquer desses no-
mes : para estes, pois, nao ha regia precisa, e a el-
los-, mais que a qualquer dos outros, se dirigom nos-
sas observa i,'Oes.
A' vista de quanto lica dito, torga be reconliecer
que, lia mu i tos seculos, couserva-se' estacionaria a
Le de padejar; pois que esses pretendidos piles de
e
(1) As farinhas de certos graos gozam da proprledade
de abtorver con.sidpi-avel quantidde il'agoa, -- beiu co-
mo a farinha do grao de iintio. -- As ementes da mor
parte das (rucias (ainbem teem esta propriedade: as
mais nuca veis ao as de marnelo, que apresentain um
plieiioineiio de ab.ui \ai vcrdadeiramciilc prodigioso.-.
;ii;uiiani-se inucilageiis essas diversas especies do fari-
dia que teem a propriedade de absolver maior ou me-
nor quantidade d'agoa.
Quando as massas sao combinadas com certas lllUCl-
lagens, augiiienlaiii com a agua o respectivo peso; e com-
quauto durante o cosiineiilo se evapore grande pmcu
dessa agoa, todava o po, (piando salle do temo, ainda
a trat fin grande quantidade.
(2) O pao quecontm pcdra-liumeagarra-se lingoa ,
c deixa na garganta um gosl(, amargo c alguma COUM
adsti ingente.
K porfa de sulplialc de aluininia c de potassa ( de pe-
laimlias varfa entre e Sgra.nmas por kilogiam.na de
pao. Parase poder coiiueccr a prelenca deste sal, es-
imgallic-se un pedazo de pao-duro em agoa tria des-
iilaaa, compriiiia-sea massa viscosa, e liltre-te o resul-
taau dessa eonipressiio. Depois deiramc- no licor
una dissolUao de clmrhydiale de bai yte, por xem-
pl, e iHiiiiediataiiieme se apereeber tuna especia de
luxo mais pe teiicein a paslelariii do que. ella,
alias nio testilicain progresso alguiii.
As divtrsascombiiiaeOes, a que boie subje.ilam a
massa, de inaneira alguma a|uoveilam ao verdadeuo
pao, ao (|ue deve nutrir o rico o o pobre, ao quo nao
admitue aristocracia, poique he o alimento quo fa-
lalmeote nivela a lodos.
Depois do ter aconselhado, que, as sopas, se sub-
Stituao p;lo pela alotria, pelo macarrfio, &c., termi-
na assim o Sr. Kaspail em o scu Tratado de Medicina
papular: Puresse ineio evitar-se-ha, que, com o
execravel pao quo ora nos fabricam, se desnature
um escolente caldo substancial.
Seria, pois, de sumina ulilidado qo homens con-
scieuciosos, ecompenelrados de tflo deploravel si-
luaeo, se prestassem asoccorrer as antigs urli-
cas, e esl'oreassom-se por dar inpulso a arle de pa-
dejar.
A mor parle dos padeiros ainda ignora que a fari-
nha he un. composlo de gluten, anud, assucar
o gemina, oque o gluten he o mais nutritivo do lo-
(l As levaduras primitivas resultam da [ermtntaco na-
tural de urna parte da propria massa: occaaioea lia
em que esta fermentaciio he provocada pela levadura
de cerveja. Alm dos tres corpos simples que sao com-
niuns a todo o reino vegetal, a farinha que se extrahe
do trigo conten., como certos vegetaes, un. terceiro
corpo simples chamado iciiic Este a/.nie be o elementa
das levaduras, ou antes da fermenlacao das levaduras.
As carnes tambe. conlccm, mas em proporeors dill'e-
rendes, os i|Uali o corpos simples constitutivos do trigo.
Na farinha, deve a subslaucia azotada, poru.ua mace-
raeao natural, contribuir por si s para o c.v:,ciici.to
da massa, da iiiesma sorte que na morli/leafo dai car-
nes concorre o principio uotadopara lorua-las mal ter-
nas, spidas e sabulosas.
Nal carnes, chama-se vtarao a esse maior ou menor
grao de sabor.
A partir daijui, explicar-sc-ha faciliiieutc o sentido
.ii.ii'iu lu .!.,< .... .,.'-------........,-----" -!- "ti n |>.(i ni <(.(.((. c iiicar-se-ua i u iiiiiran- o se.ii.uu
lieara a Z! mam estar no licor, e (iuc tvsli- em qu nos servimos do te, ...o tMftfo, con. referencia aos
SuWeiUd alsta ev'ne'I' al10 du7p%c pitado P,'tla' P "a,Ura' n" l>r"|l,l>e.quai.io no pao o gluteu lie equivalente os-
| ma/.ouiii na carne.
0 que precede he bastante para atinar-se com o
motivo porque morreria infallivclmente quem se
alimentasse com amido o fcula, pois quo ellos nflo
conlem azoto, c nilo podem servir para nutrimento
habitual do homem as substancias destituidas das
desse corpo.
Completemos esto pensamento com o de um dos
distinctos chimicns d'Allemnnha, que assim se ex-
[irimo: Podem sor divididas em duas classes as
substancias alimenticias do homem : em alimentos
azotados e alimentos nSo asolados. Os da primeira clas-
se teem a propriedade de convorter-se cm sangue ;
aos da segunda falha urna tal propriedade. As subs-
tancias alimenticias, capazes de produzir a sangui-
ficaeflo, tlflo origom s partes constitutivas dosor-
ilos; as outras, no estado normal, servem para o
enlretenimento da respiragilo, isto he. para a pro-
(liiccilo do calor animal. Chamaremos alimentos
plsticos at substancias azotadas, e alimentos respi-
ratorios as substancias nao azotadas. Os alimentos
plsticos silo: a fibrina, a albmina, a substancia
inodora dos vegetaes, o gluten, o sangue, a carne
dos animaes; os alimentos respiratorios silo : a gor-
dura, o amido, a gomma, .os assucares, a cerveja, o
vinho, a ago'ardente, &c. o
intimamente orgimisou-se urna companbia com o
fin deemprehender um panificagflo a gluten, oque
effecti va mente tem introduzido no pilo demasiada
porcio degluten Eis, pouco maisou monos, a des-
cripeo das operagdes que ella pratca para chegara
seos fins :
Por meio de um mecanismo simples, chamado la-
vag*m, amollecem em (ios continuos d'agoa fria urna
porgilo dada de farinha de frumento puro ; o amido
lie levad pela agoa a um plano inclinado, e sobro a
peneira dessa lavagem lica urna massa qun be o glu-
ten ; substancia esverdinhada-escura, muito clsti-
ca quando anda esta hmida, o entilo susceptivel
de esteuder-se om compridas lindas, que, ao que-
hrar-se, so contrahem ; solida, quando dessecada
jielo ar, mergulhada no alcool, ou posla em contacto
corn o acido stilphurico; insoluvel n'agoa; pouco
mi i/ii'isi mi la miIiim'I no ummoniaco, acido actico
o acido clilorhydrico ; mas que est quasi completa-
mente subjeita a accilo de qualquer dos qualro ci-
dos phosphoricos conhecidos.
O gluten, bem como, o amido, reside nessa subs-
tancia, que,'a olbo n, he branca o farinienta, e
cliama-sc perisperma. O gluten he o tecido celu-
lar do perisperma, dos cereaes, exerce as inesmas
luncces nos orgilos em quo se manitestam os seus*
vestigios, e varia pbysicainenle segundo as especies
desses cereaes.
Domis, por suas experiencias, provou Beccaria ,
auo a mesma especie do cereaes p lo dar ou deixar
ar gluten, conforme a nalureza do solo e as es-
pecialidades do lugar em que se faz a colheila.
Para se poder comprehender o que so vai dizer,
basta o quo explicado tica.
Oblido o gluten, cumpre mislura-lo com as fari-
nhas : nessa mistura u agoa, as levaduras e as amas-
sadura silo reguladas como no fabrico ordinario.
F. o que succede entilo ? Como por sua nalureza ,
o glulen lie rebelde a qualquer especie de manipu-
liicao mecnica, necessariamenle acontece nao ser
homognea a mistura, o se nilo poder conseguir o
principal Om. Supponhamos, pois, que a mistura
apresauta a apparencia de combinaciio ; o que llave-
ra de vaulujoso no resultado / Na.la, porque esta
coinhiiiaelo he intima o absoluta; he o gluten h-
mido coberlo do urna carnada do farinha, mais ou
menos espessa, e nada mais ; c segundo o que aca-
bamos do dizer, o gluten s est subjeilo aegilo do
acido phosphorico.
Para que um alimento seja nutritivo, cumpre que
possa ser dissoWido pelos cidos, ou por outros
reactivos tiaturacs que su produzem no bolo 'ali-
menticio no momento cm que comega a diges-
t! o : a digcslilo be urna verdadeira decomposi-
cflochymica. Ora, os fluidos, qur lquidos, qur
gazosos, segregados fela economa, nilo contcm
painoipio algum de acido phosphorico; logo, he
impossivcl que no corpo dohonicm se opere a do-
composigilo do gluten, cm estado de mistura facti-
cia. Este processo, pois, em nada do mais vanla-
joso que os j condecidos ; ~ pelo contrario, cau-
sa urna perda real ao consumidor, pois que aug-
menta peso do pflo com o do gluten.
Assim, pois, pode ser que, ao tentar a empreza,
livesse esta compendia boas iutencOes, mas, como
se v, silo contrarios aos interesses pblicos os re-
resultados a que ella chega. Antes de dar comc-
qo s operages, esta companhia consultara, som
duvida, ccrla memoria, onde assim se acha exara-
da a opiniilo de um sabio :
O homem que smente comesse gluten nutrira tan-
to quanto se comesse pito e carne.
O pao por si s seria seguramente preferivol ;
mas deixomos isso de parlo e vamos adianto.
Est passagem nos lembra certa descoberla de
que ha poucos dias so oceupra a academia. Pro-
pozera um dos membros desla curporagflo, que,I
em certos casos, se introduzisse as massas alimen-
ticias a xiloide exlrahida do algodo fulminante.
Quando traamos das farinha de Odessa disscnio
que erain mais nutritivas que todas as oulras, por-
quo continham mais gluten do que ellas. Como expli-
car, pois, a contradicgflo queapparenlemente se di
entre esse dito o o quo acabamos do notar? Mu
fcilmente, se altendermos quo, lias farinhas natu-
raes, acha-sc o gluten em estado de combinagflo es-
pecifica, de combinagflo divina.' 0 tomo de
gluten he acompanhado de tomos especiaos, ni-
cos agentes, que, ebegada a poca da digeslflo,
provocam a sua decomposigflo.
E, como filia qUasi assignalado pelo Sr. Liebig
cumpre que um alimento.qualquer seja ao 11)081110
lempo composlo dos elementos plsticos e respira-
torios; o homem preenche conj unca mente essas
duas funcgOes, que Iho sflo igualmente importantes.
Por outra, queremos dizer que he milla a ayol
thesecbimica, sempre que se trata do reconstituir
os corpos que smcile.a natureza tem a faculdmlo
do produzir. Onde, pois, chimicns famosos, est o
o vosso poder? A quanlos seculos quebris o era-
neo para fazer surgir del le um crystalzinho de enr-
vo-puro, nna parc.illa visivol do diamanto'
Vossas analyses teem o cunho da incerteza; e, is-
to nilo obstante, pretendis formar corpos dolados
de soxo, locomogflo e vida !
0 hbmm devo aceitar os fados que Ihe legou o
creador, c dcllcs partir para chegar a um ponto mais
longincuo.
O mais simples e sobretodo o mais eflicaz de to-
dos os meins a que devenios recorrer para proveito-
samente misturar o gluten com as farinhas o trna-
las melborcs, consisto apenas em resolver a questflo
geral das culturas; em regularas condigOos da la-
voora segundo as diversas constituigOns do terrono
a natureza das eslrumes, a distrihuiQilo uniform
e progressiva das agoas no interior do solo, as n,
fluencias dos climas e do rotear dos campos; a ordein
e a disposieflo das colheitas, emlim, qur uniformes
qur variadas, &c. Depois, com o soccorro de Dos'
tudo ir bem. '
Terminando, dizemos quo apenas ha urna especio
le bota pilo ; o que he feilo de boa farinha, quo ho
i exlrahida do bom trigo. Qualquer mistura ou
juncgilo, por maior ou menor que seja, he urna ten-
tativa criminosa quo deve ser severamente reprimida
pola autoridad. ( Nilo fallamos do pilo das compa-
nhias, cujas farinhas sflo unas misturas de diversos
cereaes, o isto por certas rasOes particulares. ; in-
til he accrcsccntar que a manutengilo deve ser igual-
mente desprovida de qualquer especie de artificio o
processos ullrachimicos.
IIENRIQUe IMBERT
( Preste)
CGMMEftCIO.
1:OI,452
Alandega.
IIENDIMENTO DO DA -20.........
Descarreqam hoje, 21.
Hiato Puvidoso farinha e albos.
Hiato Tentador -- mnreadorias.
riguo Atheus dem.
Consulado.
HENDIMENTO DO DA 20.
(eral..........
Diversas provincias
314,035
32,870
346,905
linimiento do Porto.
Navio entrado no da 18.
Babia ; 6 dias, liiate brnsileiro San-Benedicto, de 44
toneladas, capitil Joaquim Jos da Silveira, equi-
pagem 4, carga varios gneros. l'assageiro, Joo
Cordeiro de 01 i ve ira.
Navios tbidos no mesmo dia.
Macoi e Canal; brigue inglez Patruns, capitflo John
Petrie, carga lastro do assucar.
dem e Trieste; escuna ingleza Deslandet, capitil
Philip Blampeld, carga lastro de assucar.
Babia ; hiato brnsileiro flor-do-Red fe, capitflo Igna-
cio Marques da Fonseca, carga varios gneros.
Navio tahido no dia 19.
Maranhflo; brigue-escuna nacional Laura, capito
. Antonio Ferreira da Silva Santos, carga mcrcado-
rias c assucar. Passageiros, Jos Thom Rodri-
gues, Antonio Thom Rodrigues, Dr. Joilo Capis-
trano Bandcira do Mello, Dr. Alexandre Bernardo
dos deis com sua familia, Antonio dcMirandeO-
z.orio, Joaquim Pereira dos Santos Queiroz com
dous escravos, M. Fernando Biheiro, I). Mara Ca-
rolina de Jess com sua fillia Carolina e 2 lilhos
menores, e um caervo a entregar.
Navios entrados no dia 20.
Aracaty ; 54 dias, diate brasileiro Duvidosu, de 43 to-
neladas, capitil Jos Joaquim Alves, equipagem
6, carga sola e farinha de trigo; a Jos M.moni Mar-
luis. I'assagoiios, Manuel Barboza doSouza, An-
tonio Gurgel do Amaral, Alexandre Baymundo da
Cruz, Brasileiros, e 7 escravos a entregar.
Liverpool; 52 dias, barca ingleza Hapemell, de 392
toneladas, capitflo James Newton, equipagem 16,
em lastro ; a J. Ilydcr & Companhia.
Navio sabido no mesmo dia.
Porto-Alegre; brguo brnsileiro Flor-do-Sul, capi-
til Jos Ignacio Pinienta, carga gneros do paiz,
ugo'aidente e assucar. l'assageiro, Joaquim Fran-
cisco de Lima, Porluguez, o 6 escravos a entregar.
EDITA I,.
Ignacio Josa Pinto, fiscal da fregueza da loa- Villa, em
virtude da le, ele'.
Fago saber aos habitantes da dita freguezia, a-
quclles que tiverem qualquer genero de negocio,
ou industria de portas abertas, que d'ora em dianlo
deverflo ngoar as testadas do edilicio, cm qiiesocom-
prehenderem seus eslabclccituenlus, tres vezes ao
dia, sendo as dez doras da mandila, a una o as qua-
tro da tardo; conservando-as limpas ate ao meio
da ra, ou toda largura desta, se do lado opposto
nilo houver a mesma obrigagilo : sob pena de screin
impostas aos contraventores us penas comniinadas
no artigo 12. 1." e 2." das posturas addicionaes.
Becil'e, 17 de selembro do 1847.
Ignacio Jote Pinto.
JJuclaraQoes.
0 segundo batalhilo de guardas nacionaes do
municipio do Becife precisa engajar dous cornetas
que tenham boa conducta : quem esl^er neste caso,
dirija-sc a ra da Cadeia, cm Santo-Antonio, n. 13.
Contratos a celebrarem-se com a thesouraria das rendas
provinciaet no correntemezde selembro.
DA 25.
Oda continuagfloda obra do caes do Ramos, ava-
llada em ris 7;182,000. Os trabalhos far-se-hfl<


*
=1
3.

do eonformidade com os riscos e orcamentos ja ap
provados; cncetr-se-ho dous dPX d se<
idado o contrato, o Bildar4-Me O W-J^Jg
mes. o pagamento rcalisar-se-ha na torm o
disposto no artigo .5 do regu.amen.o das rrcmata-
r' iOiSES-trato"S"qeil. &
S^nSa*"Sr menor prego so compromellcr
afazeraobra.
DIA 30.
O do estabelecimento de urna linha do mnibus,
que, na forma da lei provincial n. 191, ranlitoo
transporte desta cdade a qualquer dosseus arrabal-
des e de Ulinda.
Objteloi que a repartieo das obras publicas pretende
comprar.
Quatro gatos de bronzo ; nina arroba de chumbo ;
C varas de 32 palmos de comprimenlo e um em qu.i-
dro 18 pilhastras do 7 palmos de comprimenlo e
um m quadro ; 16 mflos-travessas de 30 palmos de
comprimenlo ; 30 estivas de 2t; 6 ditas de 32; duas
taimas do costadinho de amarello ; gma dita de as-
soalbo de dito ; 2 pares de dobradigas de chumbar;
urna chapa-testa ; urna fechadura grando.
Escroto apprehendido pela polioia.
Filippc que declarou pertencera um taISr. Nojo-
za, residente no airo. Na occasiflo de ser preso
por um dos inspectores do quarteirflo da Varzea,
puxou por urna faca para o mesmo inspector ; o por
isto teni de ser processado.
Publicares Litteiarias.
pobtugal.
Recordactei do atino de 18*2, pelo principe Licknonsky,
traduziilo do allemo segunda edieo correla e an-
notada.
O consumo rpido da primeira edigflo e a -sua
procura por muitas pessoas que ficaram sem ella ,
induzio o traductor reimpressflo d*esta obra cu-
riosa, que conten aaprecagfodos caracteres mais
notaveis do paiz, dosseus aconlecimontos polti-
cos, monumentos e lugares principaes feita por
esse principe prussiano, que all viajou no auno
citado. Esta interessante obra, que conten 220 pa-
ginas vonde-se por 1,000 rs., na ra da Cruz n.
7, segundo andar.
Para o Ass'a barca nacional Tentntiva-Feli*est
a sabir at o dia 25 do corrente: para carga ou passa-
geiros, para oque tom osmelhores comniodos, Ira-
U-se com Silva Grillo, na ruada Mnedn, n. 11.
Para o Itio-Crande-do-Sul tcncinna sabir breve
o_brigue Mercantil; pode receber alguina carga, a.s-
sim como escravos *> passageiros : quem no mesmo
quizer carregar pode entender-se com Amorim Ir-
hijos, ra da Cadeie, n. 45.
Prospecto.
Um resumo da historia do Brasil, que pelo seu
preco possa chegar classe menos abastada do nos-
so paiz, e quo igualmente sirva para a leitora dos
meninos as escolas de instrucgflo primaria; eis a
empreza que tomou sobre seus debis hombros o
professor publico Salvador Henrique de Albu-
querque.
Se a importancia da obra excede a capacidade
do autor, vencen esta difllculdade o desejo que elle
nutro de ser til aoseu paiz; e be indubitavel que
ainda que elle nflo desempenhc cabalmente a tarefa
de quo se encarregou, todava o seu trabalho sempre
sera de algumn utilidade. -
O resumo de que se trata, alm de conter o mais
interessante da nossa historia, vai intermediado por
bellas estancias do poema Cramvr composi-
ciodo nosso patricio Fr. Jos de Santa Hita Durflo ;
o para darmos urna ideia da escolha que o autor
do resumo fez das estancias do poema, citaremos
a seguntc, collocada no lugar em que trata da mu-
danca do nomo de Ierra da Vera-Cruz dado pelo
seu descubridor Cabral, para o de llrasil.
Terra, porm, depois chainou agente,
Do tfnu/i nao da Crut, porque atlrahida
D'outro lenlio as linlas excellente,
Se IemI)i .i lucilos do que o foi da vida:
Assim ama o mortal o bein prsenle,
Assini o nomo esquece que o convida
Aos interesses da futura gloria,
Aos lieiis ltenlo su da transitoria.
Este resumo leva no im quatro ndices cro-
nolgicos ; um dos res de Portugal, desde D. Alfonso
llenriquesem 1128 al 1). Joflo VI; outro dos govcr:
nadores-geraes e vec-rois do Brasil, desde Thome
deSouza cin 1549 at D. Marcos de Noronha e Brito
em 1808; outro dos papas desde Alexandre VI em
1492 at o SS. padre Pi IX, que actual e felizmente
reina ; e outro finalmente dos bispos o arcebispos do
Brasil, com declaragflo dos bispados a que perten-
cem, as datas em que estes foram creados e aquel-
les nonicados, etc.
Alm disto, achnm-se tnmbem dous mappasesta
tisticos dos hachareis formados as duas academias
jurdicas do San-Paulo c do Diinda, e alinal a lista-
de todas as pessoas quo se dignaren) contribuir para
a mprcssflo do dito resumo, a qual prometi o
autor que ser a maislmpa possivel, em muitobom
papel eem formato deoitavo fraucez.
Assigna-se para esta obra as livrarias dos Srs.,
Figueira, na praca da Independencia, e Dr. Coiiti-
nho, esquina defronte do Collegio, na ra da Ciidcia
do Hccife, loja do Si. Carduzo Ayres ; eemOlinda,
ra de Mathias Ferreia, em casa do mesmo autor.
O prego de cada assignatura ser tres mil res
pagos ao receber a obra.
Avisos diversos.
AFFONSO SAINT-MARTN, residente no principio
da ra dos Quartcis, por cima da loja de niiudezas
de Victorino de Castro Moura, n. 24, recebou agora
pelo ultimo navio viudo do Franca ricas mantas de
seda, de novos padrOcs o lin los gustos; outras Imi-
tacoes de cachemiras, muilo ricas e elegantes ; di-
las do granadina, e outras de foulard, sendo todas
da ultima moda adoptada em Pars ; chales do seda,
e meios ditos de cores milito lindas; manteletas do
grosdenaple ondeado e liso, guarnecidas de franjas
de retroz, o outras com bailados enfeitados de tran-
LOTERA dothratro.
O dia l.o de outubro prximo futuro he o designado
para o.indumento das rodas desta lotera, cujos lii-
Ibeles seacham a venda nos lugares do eoslume.
Deveni os apalionados deslo logo concorrer para
4e se real isa cite sel naquelfe-dia, comprndoos
bilbeles que de resto existen, sem esperar que baja,
como as anteriores, umasociedade que os tome a
sna conla ; porque, ainda no caso do que esta se oi-
ga niso, e fique com os bilbetes que restaren), nun-
ca os vender por sua conla, porque para esto iim o
thesoureiro da lotera nflo llio permitlir prazo al-
gum, e far andar logo as rodas.
~ Aluga-so urna grando casa, junto a ponto da
Magdalena, com duas salas. 8 quarlos oplinib sotAo
com vitll para o rio banlio no fundo do quintal,
o toda pintada de novo: a tratar na ra Uireita,
n. 3.
Desappareocu do trapiche do algodflo em
jiilhop. p., urna canoa abrrta, quasi nova: quem
della souberqueira dar noticia na ra da Mocda ,
n. II, quo sera recompensado.
- Na ra do Trapiche-Novo, n. 8, precisa-sc de
urna cozinbeira que seja escrava.
de retroz, c outras com babados enlejiados de tran- urna cozinbeira que seja escrava.
casdedito, as quaes..eslo no grando tom, nflo so, Aluga-so a casa terrea n 7 da run do Pilar, em
por serem de gcral moda, como pela gravidade do Fra-de-Portas, nova envi.tragada, com quintal
costme ; cortes de seda branca e de core, para vea- ,. cacimba ; hem como as lojas do primeiro andar do
liil.w emulo il lina niinli.lniln i' lionil as disnns'.coes snlirmln il. na .U l'uin n 17 'almiar COI1I lirOITC-
coslume ; corles de seda branca e de cores, para ves- e cacimba ; hem como as lojas 00 primen
lidos, sendo de boa qualidado e bonitas disposigOcs sobrado da ra da Guia n. 17 : a talar COI
no gosto do lavrado ; chapeos de seda para senhora, (ario, Antonio Jnaquim do Souza Itihciro.
armados na ultima moda, como o neuleam os ligu- | .. Quem precisar de um bom eozinhero o que
rinos que em cada carillo costumam a vir estampa- be perito na sua ai le dirija-se a roa Velha n. 31.
dos ; ditos de palbinha aberta c lisa, enfeitados ase- Precisa-so ile urna ama para dar leite a urna
melhanca dos programmas de modas dos incsmos crianca : na ra Velha, n. 94.
carlOes ; corlea de barege para vestido; e um com- _. Aluga-se na povoagflo do Bcberibe no cann-
pleto soi tmenlo de luvas para senhora. Assenhorasj nhoque vai para o Porto-da-Madeira, um sitio com
que destes objectos precisaren!, eos quizerem ver| bstanle terronn ceas
em suas casas, lerflo a bondado de, a qualquer lio- '- --
U mmMdAM BmIaMM i... ...M.UII.'i I tlt t. MILI' I II III U I I I I I I ; I -
ra, mandar avisar ao annunciante, que mmediala-
menlc Ihesserflo levados.
O abaixo assignado avisa aos Srs. directoiesde
theatros desla cdade, c mesmo de outras provincias
onde chegar a noticia, quo Dito receban) nem cou-
linlfim representar em seus theatros a tragedia
Branca -, em quatro actos, por ter sido ruriada
aoahaxo assignado, o qual protesta proceder judi-
cialmente contra o usurpador, logo quo.saibacom
certeza quem elle be.
/V. os de Santa Mara Cleofas.
Precisa-se do urna preta quesaiba vender na
ra o (azor o servico ordinario de una casa ; quem
a tiver e quizer alugar, dirija-se ra da Alegra,
n. 11 ..
-- Emresposla ao autor do annuncio inserido no
Oaro de fernambuco n. 210, resucito aos gneros
annuncados a venda, pertenccnles ao eslabeleci-
mentodoSr. Henrique Amante Chave, oulrorado
Sr. Fernando de Lucca, declara-sc que os ditos g-
neros nada leem com o litigio que o autor do aiinun-
cio corro com oSr. Lucca, visto que estebr. Icz en-
trega dos inesmos a seuscredoics ; e estes Humean-
do urna commissfo de entre ellos para dispr dos
ditos gneros, os mesmos passaram a vender ao .li-
to Chave, e se acham de ludo pagos, como se podera
mostrar ; aconselliando-sc ao Sr. do antuincio men-
cionado, que, em lugar de tomar o lempo do publi-
co com lacs avisos, equerer por impecilhos noque
Ihc uno pertence, dirija-se anles aos mais credores,
afinidchavcr delles o que em raleifl Ihe tocou, ou
esperar melhor lempo para cobrar toda suu divida
do Sr. Lucca. >
- Fuiiaram, na inanliia do da 18 do concille, da
casa do nbaixo assignado urna bandeja com cspevi-
lador de prala, e um par do brincos de cornalinas ;
ha certeza de ter sido este roubo feito por um mole-
que eslranho. Boga-se, portento, as pessoas a quem
estes obieclus forcm offorecdo que os appiehen-
dam.eannuncieni a sua morada para seren procu-
radas. -- Jos Rodrigues Perctra. .
- bcseil-SO rallar com o Sr. Joao l.u.z de ( livei-
Ca Flores : por isso queira aniiunciar sua morada.
- Henrique Amante Chave agradece u>Si..l nando de Lucca os bons servicos que prealou ao sen
estabelecimento. ......
- Carlos Fredejico S. Piulo protesta contia ..
venda do sobradnl.o da ra da Boda, n. U, por M
adiar elle hypolhecado por escriplura publica, em
10 dejulbode 1847. *
- Aiueain-se duas casas terreas no sitio do l.oi-
deiro urna im.rgem do rio Capibaribo com coro-
modos para grande familia, estriban!), coz.nha
fura e a outra no fundo do mesmo sitio lemoem
com coininodos para ramila os prelendeiilcs,
para ver, dirijain-se ao inesnio tillo e para talar,
no palco do Carino, n. 17.
-- Quem precisar .le un rapaz, brasileiro, para cai-
xeiroderua, o qual leni pralica 0 da conhecimcnto
dos patres que tcm tido dirija-se a ra da Ca-
doia-V'elhado r.ccife, n. 41.
AU BOM'TOM PARISIENSE.
lU'A. NOVA, N. 56.
Tempe Me & C, alfa a le,
sos mttiiioios.
--Para o Porto segu viagem o briguc portugez
llaria-Feli* ,'capitflo l.ourengo Fernandes do Carino:
quem no mesmo quizer carregar, ou r de passagem
dirija-se ao dito capiliio na praga ou ao con-
signatario, Antonio Joaquim do Souza Bibeiro.
__Frcta-sc'iiina barcaga que condiiza 20 a 30 pi-
pas de ago'ardente, para algum dos portos do norte:
a quem convier diija-se ao Alerro-da-Boa-Vista ,
n. 18.
-- Para a Baha saho, no dia 22 do corrente, a su-
maca Flor-do-Angelim; s recebe miudezas e passa-
geiros : trala-se com o mestre, Bernardo de Souza ,
ou com Luiz Jos de S Araujo na ra da Cruz ,
' Vende-se o hiato Tres-IrmUcs, prompto de uno
tudo a seguir viagem : a fallar na ra da Cadea ,
loja de Joflo Jos de Carvallio Moraes
Para a Babia segu at o-fini do corrente moz
o veleiro hiale Tentador : para carga ou passageiros,
trala-se con. Silva & Grillo, na ra daMoeda, n. 11.
- Para o Cear segu viagem, tocando no Anica-
iv o brigue-escuna llenriquela, ineslre Jos Joaqun)
Alves da Silva ; os pretondcnlcs a car.egarem, se
cnlendcrflo com o mesmo mestre no Trapichc-^ovo,
ou na ra da Cadeia-Velha, D. 17, segundo andar.
tom a honra do avisar ao espeitavel publico o
com especialidadeaos seus freguezes que muda-
ran) o seu estabelecimento sito na ra Nova, n. 7,
para a mesma ra n. 56, onde continuara assi-
dilOS a servirem os seus antigos freguezes e aquel-
los que os quizerem honrar Aproveitam esta oc-
casifio para participaren) quo se acham prvidos de
um helio sortiinenlo de fazenilas reccnteiiientcche-
gadas de Frang pelo ultimo navio como sejam :
pannos pelos e.le cores |.ara calcas ; casimiras-sc-
tim ; dita elstica : ludo do ultimo gosto : hem co-
mo sedas, setins, velludos, TustOes impressos e bor-
lados, proprios para colletes ; urna completa collec-
nflo do ligurino das modas as mais recentes de
Paria. No mesmo estabelecimento so encontrara
semine um grande sortiinenlo do roupa feita para
todos os la manilos bonetes do velludo para senho-
ra proprios para montara e vanos objectos de
phantasia : ludo moderno'e da melhor qualidade.
POMMATEAU, CUTELEIBO NO ATEBltO-DA-
BOA-VISTA,
tem a honra de avisar ao publico, quo mudou o
seu estabelecimento da nua do Aterro-da-Boa-\ isla,
u 5, para o sobrado novo, n. 16, da mesma ra.
Na sua loja sempre o publico adiar como de cos-
tme um grande sortiinenlo de outeleriiis linas c de
todas as qualidades ; bem como pistolas de Viagem,
e armas para caga. Contina a concertar todas as
qualidades de armas o ferragons, e amla as quar- l
las-feirasesabbados
Precisa-se arrendar um sitio que (i
pn
sa de vivenda para grande fa-
milia com rio no fundo: a tratar na ra do
Queimado, n. 20, quesefar todo o negocio.
AVISO AO PUBLICO.
Pela lerceiravez.se declara ao publico, que mu-
guen) compren casa do Aterro dos-Aogados, per-
lencente a Manoel Doniinguos Barboza porque es-
te anda nflo pagou o que esl obligado a ropor aos
herdeiros, e a mesma casa est o dito Barboza pos-
sulndocom este onus cmodo formal de pard-
illas se ver.
- Armidu-se um sitio, que seja bem
prximo a cid.ule lo Olinda e que le-
nha COR)modos para conservar poucas
voceas de leite e madeir para leulia :
quem tiverannuneie.
-Aluga-se o segundo andar sotflo da ra do
Amorim n. 13, por prego muito commodo : a tra-
tar na ra da Madre-de-Deos n. 36, pnnieiro an-
dar.
lima pessoa, que sabe perfcitameiilc msica,
scofTerece para ensinar particularmente osla bella
arte, indo as casas de seus discpulos passar-lhes 0
tomar-Ibes lgflo. igualmentescouerecepara ensi-
llar primoiras ledras, latiin, etc. As pessoas, que se
quizerem utilisar de seu presumo, tciiham a honda-
de de dirigir-sca ra dollangel, que no pnmeiro
andar do sobrado n. 3 da mesma ra adiar;".) rom
quem tratar; ou enlilo tenham a byiidadc do aniuiu-
ciar suas moradas para seren procuradas
Precisa-se i'.e urna ama para una casa de pouca
familia na ra da Paz, oulr'ora ra do Carino, ca-
sa Ierren, u. 30. ...
Declara-so que os gneros annuncados a venda
por o Sr. Henrique Amante Chave nflo pod.m ser
vendidos, por eslarem litigiosos.
Aluga-se una preta de 18 anuos que cozmlia
o diario .le una casa engomma soiTrivelmente e
faz o mais seivigo de urna casa : quem a pretender,
dirija-se a rus estrellado Rosario, u. :io, segundo
andar.
__Permtita-sc um pequeo sitio, m.u-
to prximo matriida Vanea, e ao rio
Gapibaribe com casa d<- vivenda qn
conlm .las salas, quatro quaitos e es-
tribaria, .com muias arvorea fructferas,
e nina baixa, por una rasa tenca tiesta
cdade ; volt ndo-se de una ou de oolra
parlo o que se convencionar: quem Ihe
convier este itf{j;nt'io, dirija-se ra es-
Ireito do I czario, n. 19, oi.de se dir
quem o taz.
Antonio Curios Percha de Burgos Moneo de
Icn faz publico, que mudou a sua residencia da
roa Dircita, sobrado 11. 29, para a Soledade, sitio
da Cscala, do Esm. Sr. barflo de Itamaraca; poi lan-
o (ineiii mu elle se quizer entender, dirigir-se-ba
ao dito silio, 011 nesta praca a casa de seu procura
dor.oSr. Manoel Jos de SanfAniia Araujo, na ira-
vessa do Sanrpatol, sobrado 11. 16.
Aluga-se una rasa no Monteiro a beira do rio
Gapibaribe com duas salas, corredor ao me 10 e ou-
tro ao lado 6 qunrtos, um delles tem pratelbciras c
serve de dispensa, cozinha fra, estribara para dous
cavados, um quarlo com tarimba para pretos, eou-
troquarlo no rundo do quintal, que servo para des-
pejo, quintal murado : a Halar no Aterro-da-Boa-
Vista, n. 37 torceiro andar.
Tiapass.i-sc a loja da ra do Queimado n. 18,
com as razendas, ou smente com a srmacBo: a
tratar na inesma loja.
-Quemannunciou, no Diarta n. 809, precisa
de um caixeiro brasileiro e sendo de fora da cda-
de dirija-SO a ra do Trapiche-Novo n. o que
ah achara um que he de fora desla provincia e
da fiadora sua conducta.
Se alguem se julgar com direilo de livpollieca,
penhora ou outro qualquer negocio na casa da
rus de Agoas-Verdcs, n. 53, perlcncenle 10 Sr.
Manoel Ignacio estabclec.lo na prega da Indepen-
dencia com loja do funileiro declaro por esta 10-
Iha 110 prazo do lies dias.
Bebatem-se ordenados do emprogados pbli-
cos sidos, congruas e leltras do boas firmas: tam-
ben, da-so dinheiroa premiosobre hypotbecas, poi
menos do quo iingucm e sem usura : na ra III-
r"- ''islribuidor desto arfa na cdade de Olin-
da faz publico quo ello so encarrega da^jtrega de
.arlas, papis o pequeas cncommendas pflW ames-
na cidade, medanle una pequea gral.bcagflo, a-
lem das cartas serem franqueadas; imcumbe-se de
tirar provisoes para oratorio, conlissflo e qualquer
outras; de obler despachos das autoridades dainesnia
idade e tirar certidOes de qualquer repai ticao ; as-
Usar de seu prestimo,'dirijam-se, no Bccre i P
da Independencia, livrara ns. Se8, a quaIm er ora
do dia, e cm Oliuda, na sun res.denc.a, ra Uo
paro.
Fabrica de machinas e fund'
cao de ierro na ra do
llriini, no Uccife.
McCallum&Companhia, engenheiros mac,unis-
taa o fundidores de ferro, inui respeitosamenie an
nunciam aos Srs. propriotarios de engenlios '"""-
deiros, negociantes, fabricantes e V^P m"
publico, que o seu estabelecimento de ierro,, n "
vido por machina de vapor.se arba em "e"';
oxercico, e completamente montado com appre
Ihos de primeira qualidade para_ a permita conree
giio das maiores pegas de niachinismo.
Habilitados pura emprehender quaesnuer oDras .
sua arte Me C.allum o; Companhia desojam mais
particularmente chamar a atteneflo pubUca para as
segumtes por serem ellas da imiior "*uf?")*
provincia, as quaes construidas na sua ra linca po-
den) eompelircom as fabricadas em paiz cstranV'"
10 tanto em proco como na qualidade das materias
driniase inflo.Il'obra, a saber :
Machinas de vapor.
Moendas de caimas para engenlios movidas a va-
por, poragoa,ou anima...
lloJas d'agoa o serraras.
Manejos in.lepeudeiiles para cavallos.
Bodas dentadas.
Aguilhoes, bronzose chiiinaceiras.
Cavilhoes o para tusos .1 todos os lmannos.
Taitas, crivos c boceas de l'ornalha.
Moinhos de mandioca movidos a inflo OU por ani-
maos e prensas para a dita.
h'ogocs e (oraos para cozinha.
Canos de ferro, tornciras de ferro e bronzo.
Bombas para cacimbas o de ropuxo.
Guindastes, guinchse macacos,
Prensas bydraulicas e de parafuso.
Perragens para navios, carros, obras publicas, etc.
Columnas, verandase grades.
Prensas de copiar cartas e de sellar.
Camas de forro, etc.
Alora da pcrfeicflo das suas obras, Me Callum &
Companhiagarantem a mais exacta conformidade
com os moldes e descubes remellidos pelos Srs. que
se dignaran de l'azer-lhes eiieoinniendas ; apfovei-
tandoa occasiflo para agradecer aos seus benvolos
amigse freguezes a preferencia, com que leem si-
do por ellos honrados, 0 assegurar-lhes que nflo
pouprfio esforcos nem diligencias para continua-
rom a merecer a sua conliaiiea.
, sendo em Api puco* e seus arrabaldes
quem liver annuneie ou dirja-sc 8 ra do l.ivra- d
ment, venda n.8.
J'oipras.
-Compra-se, 011 aluga-se nina canoa de condu-
randa na rus Nova, n. 4.
Zll ngoa.ouu r|.i ifiauun n .........> -
C0mpra-se urna esciavs moga de boa hgura,
que seiba cozinhar e lavar, o nflo Unhs vicio: agra-
dando pagare bem: na Boa-Visla, ra \elha,n. i.
Quem a livor, devo apparecer das II boraa na ma-
nlifia as 3 da tardo. _
Compra-se umaa lloras Manannas em qualquer
estado, com tanto que Ihe nflo fallen folhas : na ra
de San-Francisco, amigamente Mundo-lSovo, n. 06.
Compiain-so 1-2 cadeiras em meio uso, que nflo
sejam de Jacaranda, nem de angico : quem ti ver an-
nuneie. '_____

Lotera do Rio-de-Janeiro.
Aos 20:000#000 de res.
Cliegaram, pelo vapor San-Stbutiao, bilbetes e
meios ditos da primeira loloria s beneOcio do con-
servatorio do msica da corle que devana ser ex-
trahida de i> a IS do crranle na ra da Cade.a do
necife, loja de cambio do Vieira. n. M. A enes ,
antes que cheglIO O vapor com a lisia.
- Na 111a do Trapiche-Novo n. 18, casa do Ire-
derco.Bobilliar.l vende-so muito superior cerye-
a piola em hulijas, cada una baruca com tres du-
Iial" Vendem-se duasescravasdenacHo, por prego
muito commodo, sendo urna proprfs para vender
na.ua o comprar .. diario de ...na ca., t OUtrn
muito moca, propria para sor iducada : na ra do
HorUs, sobrado de um andar, 11. I*. .
- Vendem-se 191 peqasde cabo de cairo: na ra
do Traiiich.yii.
MPGRIiL I
\BRI(\
HhMOflSAI.
-Precisa-se arrendar um sitio que tenha mallo c u.u ... -^ -t, j m|)0rlacia elle
,ara se tirar lenl.a e trras V&*!*2&JS?. Z\iZud s di.sdas's.sT horas da manl.fla.eno
sim como uc uuuuutii r..r~------->-- .
partir lodos os dias das 6 as 7 horas da inanliaa.eno
dia seguinte as mesmas horas dar solugflo do que
Ihe for encarregado.As pessoas, que se quizerem uli-
1)E hape fino ^63!
Os agentes do rap Andarahy nesta praca, vendo a
acetale bom acolhi,nonio que tem "Woei-
le rap, desde que foi exposto a venda proniel-
m er'sempre r'ap IVe,o em librase meiaslibras
no deposito da run do Trapicho, n. S, onde H^
de de 5 libras para cima, e relai ^ do
Sis. Antonio francisco de oraos A. I. rmo ir
mflo, A. B. Vazde Carvall.o, Ponles & Mello CU-
nha Amorim, Pontos & Sampaio, ns r .a ca
,1(.,a,lnlteeire;A. D. deO. Bago,
tanl I-eneira e Antonio Pcreirada Costa e Cama,
no Alerro-da-Boa-Vista.
N roa da Cruz do
ltccife,n.8
vende-sc o muito superior e estimado rap meio-
grosso o grosso da fabrica do l'.stcvflo (lasse, cliega-
do do llio-de-Janeiro no brigue-escuna Caanle-
Mana, entrado o mez prximo passado: seu prego
he de 1,280 rs. de cinco libras para cima.
Vende-so carne de vacca salgada, em barris :
na ruado Trapiche, n.8.
Vende-solio da India, proprio para coser sac-
eos : na ra do Trapiche, n. 8.

1
f
I


Medicina universal.
1*1*lulas vegetaes de James Morison.
A medicina vegetal universal he o resultado de 2o
annos de investigages do celebre James Morison.
Por meio destas pilulas conseguio seu autor inn-
meras e dmiraveis curas, desde as affecges que
atacam as crianzas de peilo al as molestias chro-
nicas do anciSo.
A Europa saudou esto remedio como remedio uni-
versal para todas asdoengas o at hoje anda mo
foi desmentido tal titulo.
Esta medicina vem acompanhada de urna receita
queensinae facilita a sua applicago. Consiste em
tres preparares a saber : duasqualidades de pi-
lulas distinctas por nmeros, eump: cada qual
goza de modosc acgOes diversas.
As pilulas n. 1 silo aperitivas; purgamsem abalo
os humores biliosos e vicosos, e os expulsam com
elTicacia.
As de n. 2expulsam com esses humores, igual-
mente com grande frca os humores serosos, acres
c ptridos, de que o sanguc se acha a miudo infecta-
do; percorrem todas as partes do corno, e s cessam
d\01bril"a"!.e.e.^eAP-UiS?d.0 l.jfa?. fjTO?!?* I m'oden i 3..00 rs. ; ditos de chitas (ixas,' com 10
candieirodesala, quebrado, muito barato: na ra
Augusta, sobrado de um andar, n. 9*.
Vende-se muilo om conla para liquidar, 18 ca-
deeiras, 1 mesa redonda com pedra, tudo de jaca-
randa, e um espelho do parede : na ra do Queima-
do, luja de ferragens n. 10.
Vendem-se limas, marcas de todo os tamaitos,
para ourives : na ra da Cadeia-Velha do Rccife,
loja de ferragens, n. 53.
VE LAS DE CERA DE LISBOA E DO RlO-DEWANEinO
Vendo-se completo sortimento ao goslo do com-
prador, por barato prego, para liquidacSo: lam-
hem ha brandos, bogias e tochas : na ra da Scn-
zalla-Velha, armazem d. 110, de Alves Vianna.
SSSF.
Vendem-se barricas o mcias barricas de farinha
SSSF de raininho: no armazem de Joaquim Lopes de
Mnenla, caixeiro do Sr. Joiio Matheus, atrs Ido
theatro.
Na nova loja do Passeo-Pu-
blico, n. 17,
vendem-se casimiras de Ifla para calcas, a 1,000
rs. o covado ; cortes de cassa para vestidos, muito
'
A terceira preparagito consiste em urna limonada
vegetal sedativa : he aperativa, temperante o ado-
bante: torna-scemeommum com as pilulas efacili-
ta-lhcs os mclhoreseffeitos.
A posgilo social do Sr. Morison a sua fortuna in-
dependenlc rcpcllom toda a ideia de charlatanis-
mo ; cas admiraveis curas, operadas com o seu
systemanncollegiodcsau.dede Londres, silo mais
(ue garantes da eflicacia do seu remedio.
t Itecommenda-seesta medicina, que niiopede ncm
resguardo de lempo, ncm de posigilo da parto do
doente a lodosos quo atacados do molestias jul-
gadasincuraveis, se quizerem desengaar da sua
virlude.
Oxal que a humanidade feche os ouvidos aos in-
teressadoscm desacreditar estes remedios tilo sim-
ples 10o commodos e tilo verdeiros.
Vendem-se smente em casa do nico e verda-
dero genlcJ. O. Elster, na ra da Cadeia-Velha .
n. 29.
AttencSo.

Na ra do Crespo, loja n. I!l,
de los Joaqun) da Silva
Maya,
vendem-se chapeos de seda para caberas do senhora,
os mais ricos, e mais modernos que teem viudo a esta
praga; assim como se vendem chapeos de seda e de
palhinha para meninasde dousa ISannos: toncas pa-
ra crianzas, de muito lindos gostos. Tudo chegadoi
deFranga pelo ultimo navio, e por muito commodo
prego.
Frederico Chaves fabricante
de licores, chocolate e es-
piritas, no Alerro-da-Boa-
Vista, n. 17,
tema honra de participar ao respcitavel publico e
com particularidade aos seus freguezes que lem
sempro grande sortimento do hem conhucido cho-
colate de sade, canella baunilha e ferruginoso,
este milito approvado para as pessoas que padecem
do estamago e frialdade por ser muito tnico. O
bom conceito que tem tido este chocolate niz.com
que hoje'participe as pessoas que anda niio fizeram
uso delle e igualmente aos seus freguezes, t,ue o
teem procurado e por inconvenientes o nao teem
adiado. Os procos silo sempre os meamos, sade,
canella e baunilha a 400 rs. a libra, e ferruginoso,
a 1,000 rs. Tamben) vende ago'ardentc do reino e
Franca, de primeira qualidade; espirito de 36 graos,
semcheiro, em garrafas e em caadas; genebra
cm botijas cem caadas ; ago'ardentc de aniz e de
caima ; vinagre tinto, ago'ardente em pipas, nos
graos que quizerem ; licores em garrafas pretas c
brancas com ricas tarjas douradas e bocea pratca-
da : essencia de aniz em ongas e garrafas.
Na ra da Cadeia-
Velha, n. 29, loja
de Ja O. Elster,
/ vende-se vinho do Porto, do diversas qualdades;
\ dito da Madcira ; dito dcShfn y ; dito de Bordeaux ;
dilochateau-la-rosej/lTtfl'de S.-Julien ; dito de Te-
nerife ; dito doJVtattio ; dito de ucellas e Carca-
vellos ; ditMi Lisboa ; dito de Malaga ; dito San-
tenip"; ,'nto de graves; dito champanha sellery ;
ago'ardentc de FranQa ; Kirschwasser, extracto de
.ibsintlie ; Cherry-cordial ; agoa do flor de laranja ;
frascos com conservas de verduras ; ditos rom fruc-
ias da Europa em calda de assucar ; ditos de ditas
em cognac ; dito de mostarda ; snrdinhasem latas
evidros; pntits-pos ; salame de superior qualidade,
viudo no ultimo navio de llamhurgo ; agoa de scltz,
embotijas; azeite doce de Marsclha finissimo;
velas de composicHo; cha prclo, hysson eperola;
charutos de Havana c regala. Advcrlc-sc que tudo
he exccllente e por prego commodo.
Vende-se ferro da Sueca ; folhas de Flandre ;
cobre para forro de navio; dito para caldeireiro cm
porches grandes e pequeas : na ra do Apollo, ar-
mazem n. 6.
Vendem-se quatro mastros depinho: na rna
do Trapiche, n. 8.
Vendem-se, por metade de seu valor, 12 cadei-
ras, 1 sul'a, -J lianquinhas c 1 dita de meio desala,
ludo de Jacaranda e com muilo pouco uso: na ra
Augusta, sobrado de um andar, n. 94.
covados a 1,000 rs. ; ditos muito finos, com 10 co-
vados a 1,800 rs.; pegas de chitas para coborta de
muito lindos padres e bons pannos a 5,500 rs. e
o covado a 160 rs.; cassas de quadros e Jislras de co-
res, a 380 rs. o covado; cortes de pelle do diabo,
fazenda muilo forto para calcas, a 1,280 rs. o corte ;
cainliraia lisa pega de 5 varas a 2/ rs. ; alpaca cor
ile caf muito lina a 640 rs. o covado ; urna por-
clo de chitas linas, a 4,500 rs. a pega; ditas das
mais modernas que teem apparecido a 12,000 rs. a
pega e a 320 rs o covado ; lilas para vestidos, de
muilo lindos padres a320rs. o covado; pannos
para mesa, a 1,120 rs. cada um; urna fazenda de
algodfio com quatro palmos de largura c muito for-
te a 200 rs. o covado ; e outras muitas fazendas por
prego mais commodo do que em outra qualquer
parte.
Vendem-se os utensilios de um armazem de
assucar com deposito para mais de duas mil arro-
bas : bem como tambetn se aluga o mesmo arma-
zem : urna e outra cousa por prego em conta: na ra
do Vigario armazem n. 22. No mesmo armazem
precisa-sede um bom feilor para engenho.
Vende-sc carne de serillo muito gorda a 200
rs. a libra : na ra das Cruzcs, venda de Joilo Ja
cntho Moreira.
Vendem-se 3 cabras ( bichos), paridas de pou-
cosdas : na ra das Larangeiras n. 18.
Vendem-se 3 escravos, sendo: um pardo de
30anuos bom vaqueiro, e quo he proprio de to-
lo o ser vigo decampo e da praca; um dito de 22
anuos do mesrno servigo e com principio de oT-
cio de sapaleiro e ferreiro; tima negrinha do 13 mi-
nos, que cose chito ecozinha o diario de urna casa:
todos de bonitas figuras, e vendem-so muito em
conla por querer o dono retirar-se para fra da
provincia.' na ra Ja Concordia, passando a pon-
tezinha, a direita, segunda casa terrea, se dir quem
vende.
Vende-se urna preta de Angola, de 18 annos, de
muito linda ligura e ptima para so acabar de edu-
car; urna mulatnha de 18 annos com boas habi-
lidades, para dentro de urna casa : na ra do'l'as-
scio loja n. 19, se dir quem vende.
Vendem-se 7 escravos sendo:. 3 de 18,20 o
24 annos, de bonitas liguras proprios para o ser-
vigo de campo e mesmo para a praca ; 3 lindos mo-
Icques de 11, 13 o 16 anuos, proprios para officio;
una preta cnoula do bonita figura, de 25 annos,
com habilidades : na ra das Cruzcs, n. 22, segun-
do andar.
Vende-se sal do Ass ; cera em velas; sarga-
parrilha ludo por prego commodo para se fechar
contaa : na ra da Moeda n. 11, a fallar ci m Silva
& Orillo.
Vende-se, no armazem do llar-dar defronte da
cscadiuha da alfamlega muito boa batata a 1,600
rs. a arroba ; cha hisson cm latas de 1 libra, a
2,400 rs
Vende-se, na roa doQueimado n. 30, loja de
alfaiate de Jos Joaquim Novaes, um vestido do mon-
tara, par senhora de muito boa fazenda, e do
ultimo gusto, por prego muito commodo.
Ven.le-se, del'roiito do oitito do l.ivramcnlo,
botica que foi do fallecido liramlfo urna porgilo do
frascos grandes e pequeos e mais algumas cou-
sas: ludo muito barato por se precisar da casa pa-
ra oulro negocio.
Vende-so um terno de modidas de pao, para
seceos,'indo novo, por diminuto prego: na ra
Direita, n 23.
Vende-se, ou troca-se por moradas de casas
nesta praga ou por oulro qualquer engenho, o
engenho Manguind, com duas ricas e grandes pro-
piedades ambas pertencenles ao mesmo enge-
nho una denominada Abreu e a outra a que cha-
mo Varzea-dc-Una as quacs rendem annualmen-
to 1:385,000 rs sito na freguezia de l'na foreiro
ao niarquez do Hecife c pagaud o animalmente a
quanla de 110,000 rs. ; tem o embarque muito pel-
lo; ( um quarto de nieia legoa ) os paitidos tambem
sito muito perto ; tanto assim que o mais longe he
de 8 caminos, e pegando-se no trabalho cedolar-
W-SC ao meio-dia : a tratar com o doulor Jos
Antonio Pereira Ibiapina.
Vende-se um molcquede.14 annos; um dito
de 16 anuos; um cs"cravo bom cozinheiro, tanto
de forno como de fogio ; um cabrinha de 10 annos,
muito lindo; 3 mulatiuhas do 13 a 14 anuos, que
sito recolhidas ; urna negrinha do 12 anuos muito
linda; urna dita do 16 anuos: na ra Direita,
n.3.
Na Boa-Vista ra ilo Bo/aiio ,
leuda de liarbeiro, n. 6o, vendem-se e
alugani-se muito boas bichas, viudas de
Uamlmrgo'.
('asa (la V
Na ra da Senzalla-fVova, n. 3o ,
(]iad.in;i) vendem-se juncos de superior
qualidade, cm porcao e a retal Lo, e por
menos do que em outra qualquer parle
Vende-se cal virgem em barra chegados pr-
ximamente de Lisboa, por prego mais barato do que
em outra qualquer parlo : na ra da Moda, arma-
zem n. 17.
Vende-se urna farda de panno muilo lino e no-
. ..,.r W I !(>( i...!.. ......_ ________.__._:.. ~ _
Vende-se um cavallo alazlio, muito bonito,
bem fcito que carrega baixo, esquipa, e lio muito
manso : na ra da Florentina, n. 16.
\Ta loja nova do Pas-
seio-P ii Mico, ii. 17
vendem-se cortes de Claudias para vestido de senho-
ra os quacs teem merecido geral aceilagflo em
Lisboa. Esta fazenda he de lita, porm muito fina e
de ricos padres, os mais modernos que teem ap-
parecido. A elles antes quo se acabem porque s
custam o diminuto prego de 8,000 rs. Igualmente ha
urna porglo de cortes de cohetes do velludo de cores
c de bonitos padrOes, a 2,560 rs. o corto; bem como
um resto do cortes de cassa de cores, a 2,000 rs.
A 1^000 rs.
As melhores luvas de pellica brancas o clsticas :
na ra larga do Bozario, n. 24.
Casimiras elsticas, a f^OO rs.
o covado.
Vendcm-sc superiores casimiras elsticas, pelo
barato prego de 1,000rs. o covado; ditas muito fi-
nas francezas a 1,280 rs. o covado ; dila de su-
perior qualidade elstica, muito fina, e preta, a
3,500 rs. o covado : na ra do Collegio, loja n. 1.
- Vendem-se varios pedacos
de msicas para piano e canlo-
ria chegados recen le mente do
Rio-de-Janeiro, por prego com-
modo : na ra do Cabuga, loja
n. 6.
Vende-se um pardo escuro, perito ofllcial do
sapale'ro, que he bom pagem e n.to tem vicio al-
go m : na ra do Livraraento, n. 22, primeiro su-
dar.
-- Vende-se um hergo deangico, muito bem fci-
to e bonito : na ra da Florentina, n- 16.
A Itcncao!
Vendem-se superiores chitas francezas, de vara de
largura e decores fixas, a 280 rs. o covado; ditas
finas, escuras e decores fixas, lendo algumas que
servem para luto a 5,000 rs. a pega ; meios chales
de cassa de quadros a 440 rs.; cortes de lanznha,
para senhora com 15covados, a 3,600 rs. ; pannoJ
preto fino para pannos de pretas a 3.000 rs. o co-
vado ; chales de lita e seda muito finos, a 5,500 e
7,000 rs.; zuarte do vara de largura a 240 rs. o
covado ; cortes de cambraia lisa muito fina e com
6 varas o meia a 5,000 rs. ; superior brim tranga-
do pardo, do puro linbo a 640 e 900 rs a vara ; di-
to amarello mUito lino, a 900 e 1,000 rs. ; dito
trangado de linho branco, muito superior a 1,000,
1,280 e 1,600 rs. a vara; chadrezes de linho para
jaqueta a 400 rs. o covado ; riscadinhos trangados,
a 240 rs. o covado ; hamburgo de linho, a 260 rs. a
vara ; meias para senhora a 240 rs. o par; e outras
militas fazendas por barato prego : na ra do Col-
legio, loja Ir. t;
Cortes de pelle- do diabo, a
.1,400 rs.
Vendem-se superiores cortes da fazenda chama-
da pelle do diabo com 3 covados e meia pelo ba-
rato prego de 1,400 rs o corte sendo da maissupe-
rioa que tem apparecido : na ra do Collegio, loja
n. 1.
cousss: na ra do Cabug, loja de miudezas da
Joaquim Jos da Costa Fajoze.
Vende-se superior tabaco simonle da Baha
em latas de urna e duas libras : em Fra-de-Portas'
ns 145 o 147 vendas de JosGongalves Boltro. '
A os 2 0:000$ de rs
Vendem-se meios bilhetes da primeira lotera do
conservatorio de msica do Rio-de-Janeiro, que fi.
cava a correr no dia 15 do correhte setembro na
ra do Collegio loja n. 1.
Fdtassa da Russia.
Cimba & Amorim teem para vender polassa da
Russia, de superior qualidade : na ra da Cadcia
n. 50. '
Vendem-se os mais dio
!| demos chapeos francezes;
m
m

s
meias casimiras de novos
e lindos padrees, pelo ba
ratissimo preco de 640 rs.
o covado: na ra do Quei-
mado, rtos quatro-cantos,
casa amai ella, n. !i9.
es-
i
i
Vendem-se escravos baratos, na ra das
Larangeiras, n. 14, segundo andar: 2
molecoles de bonitas ligaras ; um bo-
nito preto de 25 annos; um dito do 26
annos por 450,000 rs. ; um pardo com
officio de pedreiro de linda ligura e de ptima
conducta ; um dito carreiro, de ptima conducta; 1
dito com officio de sapaleiro, sem vicios nem acha-
ques, esle Iroca-se por una preta que seja moga, e
nitoseja achacada ; um preto de nagito, muilo forte,
por 400,000 rs ; um dito por 250,000 rs. ; urna pre-
ta dr 25 anuos que coso muito bem sem vicios
nem achaques ; urna mulalinhad 12 annos; urna
negrinha de 10annos propra para ser educada;
urna preta muito forte, de boa figura o de 38 an-
uos por 260,000 rs. ; urna dita de nagito que en-
lende de cozinha alguma cousa d muito boa con-
ducta csriii vicios nem achaques por 420,00.
SSSF.
Vende-se a verdadeira farinha SSSF
de raminho chegada no dia 5 do cur-
re ule : a tralar com J. J. Tasso Jnior.
POTASSA
Vende-se a verdadeira e superior po-
lassa da Bussia a mais nova que existe
no increado : na na da Cadeia do Beci-
fe, armazem n. la, de Baltbar & (.ili-
veira.
Escravos Fgidos.
Vendo-se um pardo de 22 annos, proprio
para todo o servigo : no praga da Indepen-
dencia livraria ns. 6 o 8.
@0fe0r%0I*it 0tft 01Q 0.% 0ft en* t?P&$
Vende-se superior polassa nova : na ra
Apollo, armazem u. 18.
na ra c.slreita du Bozario, n. (i.
Neste estabeleciment acbam-se a venda as bem
acreditadas cautelas da lotera do theatro publico
desta cidade cujas rodas andam no dia 1." de ou-
tubro.* caulelista espera que os seus freguezes
concorram a comprar o resto das ditas cautelas ,
as quaos so espera m boas sorles, pela exccllente es-
culla que se fez dos nmeros para serem divididos
em cautelas. A ellas que silo poucase boas. I'regos
os do cosluinc.
Vendem-se caixas do cha hysson de 13 libras,
. em porgues, ou i retallto ; caix"as de velas de et-1
va por 8,000 res, para guarda nacional; 2 rclogiosl prriiiaccle de5e 6 em libra : na ra da Alfahdoga- [dar cambraia, e toda a qualidade do panno fino ;
jiara cima de mesa, pw 6,000ris cada um ; e um | Velha, ti. 36, em casa de Matheus Auslia & C. j bem como lalagage para babados; e outras muitas
de
Vendem-se meias barricas de farinha de SSSF de
raniinlm : nocacs da Alfamlega armazem n. 1, do
Gumaries.
- Vendo-so linha de meada muito lina para bor-
mwmmw&
Lotera do Kio-de-Janeiro, a fa-
vor da nova freguezia de N.
S.-da-Gloria.
Vendem-se bilhetes desta lotera: emeasadej.
O Elster, na ra da Cadeia-Velha n. 29.
Si P'HEGORASOAYfiL-
Novo sortimento de chapeos france-
zes finos, chegados pelo ultimo navio
de Franca, e por isso dos mais modei-
nos : bem como todo o sorlimento de
fatendas finas : na ra do Queiinado ,
lojanovan.u A, de Raymundo Car-
los Leile.
Vinlio de Champanha
da superior o muiloacredtada marca
Cometa,
vende-se no armazem deKalkmann & Bosenmund,
na ra da Cruz, n. 10.
Vendo-se cera de carnauba, de muito boa
m qualidado, tanto a retalhocomoem porglo:
3 na ra das Larangeiras, n. 14, segundo andar.
Fugio, na larde do dia 16 do corrente, um
moleque de nome Joaquim mas que tambem res-
ponde pelo do Tohy appclldo que Iho foi dado lo-
go que foi comprado em 1840 a Antonio da Silva
Cusmito mas que nito se adoptou, por isso que foi
depois haplisado com o de Joaquim ; he de nagito
Cabund de 18 annos ; tem no peilo diretoa mar-
ca FC e na face um signal redondo, alm de
oulros pelo corpo a que niio se botou sentido,
de altura regular, socco do corpo testa peque-
a, olhos grandes e vermelhos, bocheixas e boi-
cot grandes ; quando fugio eslava com a cabega ras-
pada, e achava-se bebadu ; levou camisa do risca-
do de algodito azul americano, caigas da mesma
fazenda cem listras mais largas porem j alguma
cousa apagadas ; quando anda cosluma a gingar,
falla alguma cousa inglcz ; deconlia-se que anda
pelo Itecife. Quem o pegar leve a ra do Vigario ,
n. 23, que ser recompensado.
Fugio, ba diiis, a escrava Mara, mas conhe-
cida por Candencia crioula de estatua regular,
cheia do corpo, cor retinta, denles alvos; levou
vestido de chita rxa ,novo,saia preta de alpaca,
c panno fino preto ; tem sido vista na ra do Itan-
gel, Boa-Vista Manguinho e Ponle-de-Ucha :
quem a pegar leve a ra da Cadeia-Velha que se-
r recompensado.
Ainda n.to apparcceu a oscrava crioula de no-
nie barbara que representa ter 25 annos cor bem
prela estatura regular com todos os denles da
frente olhos grandes ; tem urna pequea ferida no
p direito. F.sta escrava foi comprada a Jos da Fon-
seca e Silva morador na ra Direita n. 3; fugio
do Catuc no dia 6 do correte: quem a lovar
aquello lugar, a JoSo Histcr ser bem recompen-
sado.
Acha-se, desde o dia 16 do passado fgida a
pela Joanna, de nagito Benguela de 30 anuos pou-
co maisou menos ; he bem conhecida por usar de
de vender sapatos para senhora, fruclas, bolos, etc. :
he alta, secca do corpo cor fulla rosto comprido,
olhos fundos, nariz um tanto afilado denles lima-
dos, beigos grossos ; tem urna marca anliga no la-
do esquerdo do rosto proveniente de urna denta-
da que Ihe deram bracos finos o compridos ps
seceos e tambem compridos, pomas chcias de veas
e encarogadas; he bastante ladina. Ksta preta.por ler
muitosconhecmenlos,julga-se estar acoitada : por
isso protesla-se usar de todo o rigor da lei contra
quem admilt-la em sua casa e muito se recom-
menda as autoridades policiacs capilesde campo
e mais pessoas do povo a captura da mesma escrava,
prometlendo-s* aos ltimos boa recompensa, sea
levarem ao Aterro-da-Boa-Vsta n. 17 fabrica de
licores de Frederico Chaves.
PUBBi NA IVPi'DEM* F.DE FAR1A.1847.
MUTILADO _l


Full Text
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