Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08544


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Full Text
Anuo de 1847.
Sabbado 18
f!o
L1l|HMJIMi>ll jMWIIf
PIIASES DA LA NO MEZ DE SETEMBRO.
MtagoMU. i. I"" R*Ad* urde-
1,,., nova. 18 m.ii.H t.rde.
PAUTIJV DOS CORBEIOS.
'.oiiniM e Paralivlia, > segundas esextas fein..
Rio-Orande-dn-Norte quintas feiras ao meio-dia.
Cabo, SeriiiliiiBm, lUo-Forraoso, Poito-Calvo e
Maceid. no I .*, a 11 c 21 de cada mez.
(iara:i!inns e llonito. a 8 e 23.
I).>a-Vita e Flores, allelS.
Vi loria, i quintal feiras.
Himia, todos os dial.
PREAWA.l DE 11JE,
l'riineir.i, as 11 horas et' minutos da manila*.
Segunda, i 11 horas e > minutos da tarde.
DIARIO DE
PERNAWIB^CO.
Cmara municipal do Kccife.
BESSAO EXTRAORDINARIA DE 30 DE AGOSTO
DE 1847.
PRESIDENCIA DO SR. CARNEIRO MONTEIRO.
Prsenles os Srs. Dr. Nery, Egidio Ferreira, Dr.
Aquino, Barata, e Camno, ahrio-se a sossfo c foi
Hila e approvada a acia da antecedente.
0 secretario leu ilous oflicios do Exm. presidente
da provincia, remetiendo copias de diversos avisos
expedidos pela secretaria do estado dos negocios do
imperio, sol) datas de 9 de julho, e 9 e 10 de agosto
crrente, solvendo duvidas sobre a lei regulameutar
da.seleic.0es.Inteirada, aecusou-se o recebiment,
e fizeram-se as convenientes communcac.oes.
Outrosdous, acensando os desta cmara queacom-
panharam as copias das actas da eleicilo para verea-
dores o juizes de paz dos differentes dislriclos do
municipio, e a lista dos cidadflos inclusos c exclui-
dos das qualilicacOes das Treguezias pelo concelho
municipal de recurso.Inteirada.
Oulro, atitorisandoa cmara a mandar pagar a se-
gunda lettra vencida, da quantia de 450,000 re., pe-
la indemnisagfio da casa da ra do Rozario da Boa-
Vista Inteirada, e expedio-se a conveniente or-
dem ao procurador.
Outro) dando aulorisaeflo para que a cmara pos-
sa aceitar leltras na importancia de 4:000,000 de rs.
rom o prazo de tres annos, nos termos do artigo 29
da lei provincial n. 129, de 2 de maio de 1814, afim
do ser pago o Dr. Joflo Ferreira dn Silva da exono-
ra^iio do terreno das Cineo-Ponlas.-- Inteirada, e
deram-sc as necessarias ordens no procurador e ao
contador.
Outrn, inlelligenciando a cmara de que a provi-
dencia do artigo 121 da lei das oleices, na parle em
que inipOeaos presidentes das provincias o dever de
remoller cmara dos Srs. diputados copias authen-
ticas das actas das eleices do eleitores do todas as
Vegueras, he extensiva reicAo do eleitores para
nomeacHu de senadores, o logo ordeuava o mesnio
Exm. presidente, que esta cmara llie enviasse co-
pias authenticas da eleicflo a que se lem de proceder
no da 19 lie setombro prximo.Inteirada.
Oulro do secretario da provincia, remoliendo d'or-
dem da presidencia os exeuiplares dos decretos do
governo, de ns. 499 a 512.-Inteirada, e iccusou-se
o recebiinento.
Oulro do procurador, fa/endo ver que o resto da
qnota designada na lei do ornamento municipal vi-
gente para dospozas de eleices he muilo inferior
OS gastos que se lem de fazer por occasiflo di elei-
cflo que se lia, de proceder no dia 19 de setcnihro.--
Inteirada, o olciou-sc ao Exm. presidente, expondo
oconledo no precedente cilicio, o pedindo-se au-
lorsacfto para as despezas que se liverem de fazer,
excedentes da respectiva coMignaeffa.
Oulro do cordeador, peilindo as necessarias pro-
videncias para que sejair. entregues as plantas da
Capunga u Manguinho que cxislem na reparlicao
das obras publicas, pentenconics acamara, visto a
islo se ler negado o administrador daquella repar-
ticAo, entretanto que as nicsmas plantas sflo aqu de
extrema piecisflo.--Que se ollicie ao Exm. presiden-
t, pedindo a expediento de suas ordens aquella esla-
c,flo para que sejam entregues as mencionadas plan-
tas.
Oulro do mesnio cordeailor aprescnlandoa copia
da planta do liairro do Recite, que tirara em cum-
FOIJETIM.
- -,. i^-igca_
primenlo das ordens que Uvera, para satisfago da
requisicio do es pililo do porto, e que llcava continu-
ando a tirar copias das plantas dos bairros deSan-
lo-Antunio e Boa-Vista.Mandou-se remelter ao ca-
pitlo do porlo, asseverando quu em breve lite se-
riam as oulras enviadas.
Foram lidos o approvados dous pareceres da com-
missflodoedilicagao, dados sobre as pretcnefies de
limhelina Mara dosPrazorcs, do Reverendo vigario
da freguezia de San-Jos, Joaquim de Souza Ribei-
ro, de Joilo Antonio da Silva, de Manoel Alves Guer-
la, de Antonio Alves Barbota, de Antonio l.uz Gon-
eaivea Ferreira, o de Nicolao Rodrigues da Cunha,
quepediam poraforamenlo terrenos de maiinba, e
de confu midade com os mesmos pareceres se man-
dou informar as referidas pretendaos.
O Sr. vereador Aquino Tez o seguinlo requormen-
to que foi unnimemente approvado, eomcouso-
quenca se olliclou a adininistragflo da companhia
de Bcbcribe, a qual se refero o mesmo requeri-
mclo:
Sendo inconteslavel quo foi do mi calcamcn-
lo mandado Fazer pela companhia de Bclicrihc as
ruasdoCahug,Nova. Santo-Amaro e prega da l'nflo,
que proveo a falta (lo nivelamenlo queso nota ties-
tas ras, do que resulta deposito de lama, requeiro
qucseofiicie a admnistracito da dita companhia,
para que com urgencia mande fazer o calamento
com sen competente nivel, alim de que o publico
nao fique por mais tempo suhjciio aos incommodos
que d'ahi provt>em. Sala das sessOes, 30 de agosto de
1847.Aquino.
Foi remellido commissflo de diflcacSo a peti-
cflodcNarcizo Jos da Costa, com as plantas que
so refere.
Mandou-scannunciar para o dia 2 desetemhro
segunda pracji para arremalac,lo dos objectos an-
nuuciados urna vez.
Despncbaram-se os requerimenlos de Antonio Bn-
tclho Pinto de Mosquita, Auna Candida Bastos, Fran-
cisco Alves da Cunha, juiz e mrsariosda inr.andade
das almas, Jos Joaquim da Cosa, losSoarcsPin-
t Crrela', Dr. Ignacio Nery da Fonseea, JofloMu-
niz de Souza, Manoel Pestaa, Manoel Ferreira dos
Santos Pimenlel, Manoel Figuelr de Faria. Eti,
Jao Jor Ferreira de Aguiar, secretario, a escrevi.-
Carneiro Monleiro, oro-presidente.Dr. Nery da lon-
seca.Ferreira.-- Aquino.trala.Oaudino.
PAnECERES A QUE SE REFERE A ACTA CIMA.
Os terrenos do marinlia, cujo albramcnto ro-
qiierem ao Exm. Sr. presidente da provincia o re-
verendo vigario da nova freguezia de Sau-Josc. An-
tonio Joaquim de Souza Biboiro, Jeflo Antonio da
Silva, Manoel Alves Guerra, Antonio Alvos Barboza,
Antonio l.uiz Goncalves Ferreira e Nicolao Rodri-
gues da cimba, nflo sao necessarios pare uso muni-
cipal; porquanlo, segundo os exames c iufnna-
coVs a que proceden a eommisso, alguns desles
terrenos se acham edilicados regularmente, e outros
cstHo destinados na plantada cida.le para ediliea-
eos particulares; o nao encontrando a couimissao
encarregada de examinar os requerimenlos dos pre-
tenden tes inconveniente afgum.be de parecer que
seiam clles informados favoravelmenlo. Sala das
sessOes, 21 do agosto do 1847,-Os vereadores liara-
la, llarrot .
Imbelina Maiia dos Prazeres pode por alora
ment ao Exm. presidente da provincia um ter-
reno de niarinha no lugar da ra da Florentina da
freguezia de S.-Anlonio : a comisslo, leudo proce-
dido aos precisos exames o informales vcnheou
une o terreno nfio he do mister para o uso munici-
pal visto como se acha destinado na planta
Setembro. Anno XXIV.
y. 210.
ni as d.-\ se*RAi
Snuefla. ;. MHppe. Auil it!> i.doe orph.
,!oi. doc. d? v. oJ. M. da ". ara.
Terra. S. Mnternn. Au.l do S lociv. da I.
v e ilo I. de pac do 5. dist. de t.
i.iiiuii.i. S. Nicomedes. And. do I, do eiv.
da 1. V. e do J. te paz do ?. di (.luinla. .S. Pedio de Ai (mes. Aucl. do J. di
oroli. e do J. rniiriici|al da l.vara.
Selld do ) doiiv. da I.
v. e do J. de uai do I. dist del.
Sabbado. Kuttorquio. Aud do J. do civ.
da I. v. e do J. de pa do I dist de t.
Domingo. S. Januario.
MIMOS NO DIA 17 M SETEMHRO.
Cambio i lira Umdtas a ?7 d p. l rs. a 6" dias.
P.,rs 3h0 rs. por franco.
I i. Lisla Iflla I"1' d"|'ieiiio.
Ocie, de latir di Loas lirm .1 da '/, I */., o '"
rjara-Obieupatpanboba....i|aM **?!?
a MoMaarfo ,;' ''' "'-' il1'"' *
,, t deOHM nov .11
del ao..... 9|i00 a
l'rala l'-laces ...... ifo'- '
ii Pesos coluuinares. l#Ht>0 a
Ditos mexicanos ... i#S"
Miada... ........ ''"
104610
i|4nn
l|V00
||U70
IJ820
1> .lliUUit ........#..
\ccesilaco.ii|i.dol!olieril.edei0}000is.aoprl
daeidade para oilificac^es particulares, o que a
commissilo jii em oulra occasiito mformou em um
semellianterequerimento.le Nicolao llodrtgues Ha
Cunha; a vista do que, he do parecer que nesta con-
rormidadese informe ao Exm Sr. presidente. Re
cito, 30 de agosto de 1847. -O vereador, llamla. *
nan
JURY DO RECIPE.
SF.SSAO EM 16 DE SETEMBRO DE 1847.
PRESUIENCIA DO SENHOR OOUTOR GERVAZIO r.ONCAL-
VES DA SILVA.
As 1t i horas faz-se a chamada, e vcriica-se cs-
larem presentes 38 sonliorcs jurados.
OSr. Jvi: Vruldenle eclsra iberia a sessfio.
Silo apregoadns os reos e as tesloniunlias.
n Sr Juiz 1'midfiile diz quo se vai proceder ao
sorleio do concelho quo tem do julgar ao reo Do-
mingos Adolpho Vieira de Mello, acensado por Ma-
noel Pereire La mego, como cmplice em crune de
furto.
Sorteado o concelho, presta o juramento do ex-
lylo.
O Sr. Jui 'residente faz ao reo o seguinlo
INTERROGATORIO.
Juiz: Como se chama ?
Hh : Domingos Adolpho Vieira de Mello.
Juis: QualO motivo porque foi preso pelo sub-
dci.'gado da freguezia de Santo-Antonio ?
H,0 :: O subdelegado disse que era para nina
IndsgacRo.
Juis: Quando foi preso nflo llie tiraram dous
botos da abertura t~ ....
,. : Esscs botfies ninguem m'os lirn, fuieu
DO08 dei quando soubo quo eram liirtados ; pois
oslinha comprado a um rapaz maiceneiro, queme
dissfl chamar-se Jolto Francisco de Paula.
lindo aqui ti interrogatorio, passa-se a leilura das
pecas do processo o as allegacOcs pro c contra o roo.
fallando por parte do autor o Sr. Dr. Joaquim Jos
da Fonseea, e por parle do reo os Srs. Drs. loilosa
e Camino.
Terminadas os allegaeflcs,
U br. Juiz l'retidenie faz o rotatorio da causa e
entrega lOquesitos ao presidente do concelho, que,
londo-so recolhido com esto sala das conferen-
cias, volla pouco depois ilos debates, com res-
posta aos mesmos quesitos.
O Sr. Juiz /'residente, conformando-so com a de-
cisto do jury, absolveoro, c condemna o autor
lias costas.
As 4 horas da tarde, levanla-se a sessao.
'HjElOEIAS DE UM MEDICO. (*)
pon glcvanure jE>unia3.
SEGUNDA PARTE.
-asea- -
CAP I TU LO XXIX.
A WOITG DE NUPCIAS SO DEZ.PHIM.
Abrifc o principe a porta da cmara nupcial,ou pa-
ra fallar com mais preciso, u da antc-camara que
a preceda.
A arehiduque/a, em longo roupfo branco. espera-
va no leilo dourado, apenas amolgado pelo levo peso
do corpo Iranzino e delicado : o eousa extraordina-
ria sclhepodcsseislor na fronte, atraves da nuvem
de tristeza que a cubra, dissorois que ah permane-
ca em vez da grata esperance da es| osa, o terror da
dozolia amcacada do um desses pongos, que as
constituices nervosas vOcm por prcsenlimcnlos, e
supporla.n algumas vezes com mais coragem do que
ellas o leein prosentido.
Junio o leito eslava sentada madama de Noailles.
As damas conse.vavam-se no rundo, ltenlas ao
(*) Vide Warfo n. 209.
-ig^gzMrtKJTiy*'Wi.''-"-^'*^"**a
primeiro gesto da dama d'honor, que as mandasse
retirar. .
Esta, fiel as regras da etiqueta, impassivol espera-
va a chegada do delphim.
Mas, como se desta voz houvcsscm de ceder a ma-
lignidado das circumstaueias todas as leis da etique-
ta c do ceremonial, acontecen que as pessoas que do-
viam introduzir o delphim na cmara nupcial, igno-
rando que S. Alteza segundo as disposicoes d ol-roi
l.uz XV devia entrar pelo corredor novo, o espera-
vam en'i oulia antecmara.
Na que o delphim acabava de entrar, ninguem ba-
via; ecomo a porta to quarlo do dormir eslava
soaberla, resultava que o delphim podia vroouvir
o que ubi so passava. .
Esperou ello, portento,olhando o esculando as fur-
la.ollas. ,
A voz da ilelphina elevou-so pura c sonora, posto
que um pouco trmula :
-- Por onde entrar o seuhor delphim ? pergun-
H_C |>oV esta porta, minha senhora, disse a duqueza
de Noalles. ,.
E uioslrava a porta opposta aquella em que se
achava o principe.
E que he islo que se ouve por esta janclla ?
accrescenlou a delphitia, como que parece bulla
do mar. .
__ Ho o sussurro dos innumeravcis especladores
quepass.ian, 1 claridade da illuniinnc.no, e esperom
uelo foco 'le vista. .... ,
lllumiuac.no repeli a delphina sornndotns-
lemenle ;;nilo foi ella intil esta noite, porque esta o
co boni lgubre. ,
Nesle momento, o delphim, aborrecido de esperar,
mpolllo brandamenle a porU, doitou a cabeca pela
nherlura. e pcrguulou se poda entrar.
A duqueza do Guilles sollou umgrilo, porque nuo
reconheceu logo o principe.
Mi Sabe o motivo por que esta presa T
Ri : Soi, sim, sonhor.
Juiz: Queira contar.
Ij,; Em algumas colisas nao me lemhro.
Juil: Pols cont 0 que soiibor.
/,, :... Urna negrinha que eu ensinava, qtieren-
do dar-lhe uns bolos, ella levantou-se para mim o
entilo dci-lhe...
juis Nilo fez ti m ron ment na cabeca dessa
menor!'
Re : Fiz, sim, sonlior.
Juiz: Com quo IV/. o ler i ment ?
/;,. .... Foi com a palmatoria.
jus. De que dado era esia pequea J
H De quartorzo annos.
Pind aqui o interrogatorio, passa-se leilura das
pecas do piocesso e as BllcgnqOes pro e contra a r.
Findas essas allegacOcs,
O Sr. Jui 'residente faz o rcla'io da causa e en-
trega os quesitos ao presidente do concelho, quo, ha-
vendo-se recolhido rom esto a sala das conferencias,
reapparece pouco depois .os debates, com resposln
aos mesmos quesitos.
O Sr. Juiz 'residente, conformando-so com a deci-
Silo do jury, absolve a r, o condemna a muniopa-
dade as cusas.
t)
respondencia.
Senhores Redactores Consintam, que, valendo-
mo da imparcialidade do son eslimavel Diario, res-
ponda ao Sr. redactor do Um dos finco Mil-- no son
n.4, que pelo que diz respeilo ao Sr eapitao Mano-
el Joaquim Comes 0 Xico niandiga, que me consta
serem Ido Rrasileiros como S. S., eu nilo respondo ;
mas polo que a mim Inca posso afona mente respon-
dcr-lne que tilo cncarregado eslou pelos guabnU
de promover suis elei^Oes como o estou pelos ]>rai-
eroi, se por cleiqOes quizer o illustre redactor en-
tender negocios no circulo dos que me oceupam ;
mas, so silo outrns asololcOos do que trata, doelaro-
Ihe : que o lempo me nao sobra para cuidar no que.
me nao compelo, como estrangeiro qUBSOUi lendo
alias valiosos amigos em anillos os partidos. Soja
i.sto dito por nina vez ; e pude 0 Sr. redactor do
Cinco Vil bater a oulra porta, |K>rqt*e na minha era
a sua labia, neni a prega do Sr. Barflo pegara SO Dos
qaizor, ele., etc.
yys Joaquim de Freilas t-uimaraes.
PuMicagAo a pedido.
SESSAO F..M 17 DE SETEMBRO DE 1847.
PRBSIDRUOIA OJ SEMIOR nOUTOR SERPA IIRAMIA.
As II lloras faz-se a chamada, C vorilica-seesta-
rem presentes 3 senhores jurados.
U .Sr. Juiz 'residente declara aborta a sessao.
Sao Biiregoadas a r e as lestemunhas.
O Sr. Juiz 'residente diz quo se vai proceder BO
sorleio do concelho que lem de julgar a re Luza
Francisca do Amparo, acensada de baver Rito rer-
nienlos graves na menor escrava, de nome l.nzia,
que era sua disopula.
Sorteado o concelho, presta o juramento UO0S-
lylo.
OSr. Juii 'residente faz ro SOgUlntO
ISTKKII0GATORIO.
Juiz : Como se chama !'
Il : Luza Francisca do Amparo.
a
A delpliina, a queni as successivas emoOcs poi-
que havia passado linhan levado a esse estado ner-
voso em que ludo nos assusta, travot do braco da
duqueza.
Sou cu, senhora, nao tenhais modo.
Mas porque veio V. Alteza por esta porta per-
gtintou a dama d'honor.
Porque, disse el-rei l.uz XV, mostrando a sua
evilica llgura pola porta soaberla, porque M. de La
Vauguyon, como vcrdoileiro jesuta que he, sane
muilo lalim, malhematicas e geographia, porem
mais nada. ....
Ao aspecto d'cl-rei apparecdo assiin inopinaua-
mcnle, deixou-se a delpliina escorregar do ledo, e
licou em pe, cnvolta no ampio roupfio, que a colina
dos ps ao nescoco, tno completamente como a oslo-
la das matronas romanas.
Est visto que he magra, disse l.uiz.XV entre
os denles. Leve odiaho a M. de Choiseul, que entro
todas as archiduquesas me foi justamente escoinor
esla. ,
V. Magestade, disse a duqueza,ha de notar que,
pelo que mo toca, a diquela foi estrictamente obser-
vada ; a falta he da parle de S. Alteza o seuhor del-
phim. '!
csponsabiliso-mc ,-ela mfracglo, disse Lu/
XV, c he muilo justo, pois fui eu que a liz commel-
tor. Mas como a ciicumstanca era grave, espero que
a querida duqueza m'a pcnloar.
Nilo entendo o que V. Magestade quer dizer.
Retirar-nos- hemos juntos, duqueza, e eu vos
conlarei isso. Agora, doilem-se esles meninos.
A delpliina desviou-so um passo do leito, e segu-
rou o braco da duqueza com mais terror quica que
da primeira vez.
ol I pelo amor de Dos, senhora duqueza, disse
ella ; morreria de vergonha.
__Seuhor, disse a duqueza de Noailles, a senhora
delpliina suuplca a V. Magestade que adcixcdci-
lar-se como "urna simples burgueza.
Luis Francisco Concia de tirito, escriido do juizo mu-
nicipal da trmetra vara desta eidade do Red fe, por
Sua Magestade Imperial a quem Deas guarde, etc.
Certifico quo, vendo os autos da qtieixa de quo
trata a polifilo tupra, nelles se acha a pronuncia do
que trata a mesina pelieflo do loor seguinte:
leudo 0 reo .loso (ionios Villar feilo inserir no Diario
de l-rmambuco n. 170, ile 2 de agosto do correnle
atino, junto aos aillos a II 4 0 5, um aiinuncio no
ijual allirma que a sua assgnatura col dtias leltras
po elle aceitas, as quaes representa do sacador
Leopoldo Jos da (osla Araujo, Ibe foi arrancada
com violencia a fdrea do puiihaos, polo que protesta-
va contra semelhanlc fraude e eslellionato, c avisa-
va a praea,que nao negociassetaes leltras; c nilo
leudo dadoo inosino roao quoixoso, 0 dito Leopoldo
Jos ila Costa Araujo, as explicacfles e esclarec meti-
los que acerca do dito annnncio Ihe foram pedidos,
como se v do documento a 11. 38; o constando ou-
trosim, pela responsaliiliiiade exhibida a fl. 30, que
o reo Jos Comes Villar lie o autor do annuiicioac-
Com olVoito! e lie a duqueza quo pede isto?
A etiqueta em pesaos ?
Beni soi, senlior, que lio isto contra o ceremo-
nial de Franca; mas olne V. Magestade para a ar-
chduqueza-----
Na verdade Mara Anlonicta, de pe,desbolada, sus-
lendo-se com enteiricado braco ao espaldar de nina
poltrona, pareca urna estatua do Terror, so niTo se
Ihe ouvra o ligeiro bater dos denlos, acompanhado
de suoros trios qu Ihe cahiam pelo insto.
Oh! nao quero contrariar a delpliina at esse
ponto, disse l.uiz XV, principo (ao inimigo de cere-
monias, quanlo l.uiz XIV era dolas acrrimo secta-
rio. Retiromo-nos, duquoza. Alm deque, as portas
leen recitadoras, c a eousa sera anda mais ongra-
cada. ,
Ouvio o delphim estas ultimas palavras, ocorou.
Tainbeni as ouvio a delpliina, mas nflo as cn-
lendeu .
O rei den um beijo na ora, e sabio levando com-
sigo a duqueza de Noailles, e rindo com esse riso
morador, lao triste para os que nao partilham a ale-
gra do quo ri.
Os demais assslentes saliiram pela oulra porta.
Os dous mocos acharam-sc a sos.
Ilouvc o ni momento de silencio.
Emfim o mogo principe cliegou-se para Mara An-
lonieta : balia-lhe violento o coraefio; aflluia-lhe ao
poito, as Ionios, as arterias das maos osangue revol-
lo da juvenliide e do amor.
Mas senta o delphim o av por detrs da porta, o
esscolhar impdico, que penelrava na cmara nup-
cial, o gelava tanto mais, qu mili era olio por iialu-
reza muilo tmidoe espantadiajo.
Sents algum ncomniodo, senhora, disse el le
a olbar para a archiduque/a, que vos vejo tilo paluda,
o como que trmula '
Nflo vos occullare, senlior, disse ella, quesin-
lo urna estranha ngitaqflo; alguma trovoada sera
i,
*
1,1
I


f>
55 sm^
cus8do, e pelas lestcmunhas Je fl. a (1. que o Dia-
rio de l'ernambuco he distribuido por inais de quiuzo
pessoas, pronuncio prisSo e livramcnto ao dito reo
Jos Comes Villar, co no nciirso no artigo 232, com-
binlo com os rticos 229 e 230 do cdigo penal, por
ter imputado aoqucix'-s" Tactos quo o suhjcilam a
aecusaeflo por parir .la juslica. O escrivfl.. lance
seu nomc no rol dos culpados, o recommende na na-
dis e compra no mala o sed regiment, pagas pelo
mesnio reo as cusas. Itecife, 6 de setnmbro de 1847.
Joaquii hnit de Vello Carioca. Nlo secontinhr.
mais pin dita pronuncia que eu escrivflo, no princi-
pio desta declarado, copiei dos proprios autos a que
me reporto, donde passei a presento que
q
por
mim escripia e assignada, aos 13 de outubro do 184
--Escrevie assignei. Luis Francisco Concia
llrito.

,lr
KME
-CIO.
Alfandega.
RENDl.MK.NTO 1)0 DA 17____.....
Descarrtgam huje, 18.
Patacho- Ksperancu mercaduras.
Cumie-- Attheus dem.
fi:118,031
quclles que tivercm qualquer genero de negocio,
ou industria de portas abertas, que d'ora em dianle
deverflo agoar as testadas do edificio, cm queso com-
prehenderem seu cstabelccimcntos, tres vezes ao
(lia, sendo as doz horas da manhfla, a urna e as qua-
tro da tarde ; conservando-as limpas at. ao meio
da ra, ou toda largura desta, sedo lado opposlo
nflo houver a mesma obrigaeflo: sob pena deserem
impostas aus contraventores as penas comniinads
no nrligo12, 1." e 2." das posturas addicionaes.
Rocife, 17 do setembro de 1847.
Ignacio Jos Pinto.
Consulado.
i:i:\i)iMi:,\T()i)ni)i.\ 17.
Ceral........
Diversas provine:
1:293,930
37,702
1:331,632
.lloviiueulo Id Porl.
Navio entrado no dia 17.
Baha ; 6 dios, hiato brasileiro Tentador, de 40 tone-
ladas, capitilo Antonio Jos arreiros, equipagem
5, carga varios gneros; a Joflo da Silva Grillo.
Navio sahido no mesmo dia.
Falmoutll; paquete nglez Penguin, commanilantc
Snrainson.
ISDIT.AE*.
Miguel Archanjo Monleiro de Andrade offlcial da im-
perial ordem da llosa, cavalleiro da de Christo, e ins-
pector da alfandega de l'ernambuco, por S. M. o
Imperador, que Dos guarde, etc.
l-'az saber que no dia 23 do crtente, ao meio-dia,
ji porta da mesma se hilo do arrematar em hasta pu-
blica as mercadoriaa ahaxo descriptas, existentes
testa alfandega, alm do lempo marcado no regu-
lamcnlo, e queja foram aniiuneiadas por edtal de
15 de j 111 lio do crrante anuo.
Alfandega, 17 de setembro de 1847.
Miguel Archanjo Monleiro de Andrade.
Armazem n. 4; a Nicolc, AN, 1 caixa com 100 li-
bras de lacro para garrafas, libra 300 rs. ; a Me.
Calmonl & C., 16 feixes de arcos de ferro arruina-
do, valor 6,000 rs.
Armazem n.5;/l\ns.l e2, 2 Caixas com 55 duzias
de barallios de carias de jogar, duzia 120,000 rs.; a
ordem, diamante D, I caixa copilSSgrozas de uo-
Wes de maasa, SO porcento, valor 30,000 rs.; ISM, l
eaixa com 44 duzias de voltas de massa para pes-
COCO, vnlor 20,000 rs.
Armazem 11. 6 ; a ordem, lil., 3 barra com viriho
ler.rancado, valor, cada caada 100 rs.
Armazem n. 7 ; a F. S. Itabello, A com trevessflo:
ns. le 2, 2 caixas com cal 11 ngas e loil$a, 250 pal i*
leiros, valor, um IOO rs.; 128 urinos para meninos
valor, um 120 rs.; 70 purs de lintel ros, valor 100 rs
ujogo.
Armazem n 8; aF. S. Rabel lo, 1 caixa com 128
folhetos pillorescos, valor 6,000rs.; a ordem, sem
marca, 12 I pipas com vinho derrancado, valor. Ca-
nad 100 rs.
Armazem n. 9; J. Fisher, sem marca, 1 pega de
abo arruinado, valor 2,000 rs.; a ordem, sem mar-
ea, ScaiXbles, 160 latas com 800 pilulas de familia,
urna 25 rs.; I.ll, 11. 303, 1 caixa com 3 resmas de pa-
pel de embrulho, 10policgadas, umaStrs.; a A-
damss & C, sem marca, 16 quartolas com cerveja
derrancada, valor, caada 100 rs.
Ignacio Jote finio, fiscal da freguezia da lloa-Visla, em
virtude da le, etc.
Fago saber aos habitantes da dita freguezia, a-
as trovoadas Iccm
HHBO
tcrrivel in-
duvida se prepara
lluencia sobre mim.
Ah! crides que estamos ameacados do u
Irovoada? diaseodelphim.
Obi estou certa, bem certa disso; Ircme-me
lodo o corpo, vede.
K com efl'eilo todo o corpo da pobre princeza pare-
ca abalado por um choque elctrico.
Nessc momento, como para juslilicar-lhe as pre-
visOes, urna pancada de vento furioso, um desses lu-
toes impetuosos que impellem a metade do mar con-
tra a outra metade, e varrem as monlanhas, romo o
primeiro grito da lempestade que se approxima cu-
chen o palacio de tumulto, de cstremecimentos e es-
talos intensos.
As folhas arrancadas dos ramos, os ramos partidos
das arvores, as estatuas derrocadas das peaiihas, o
longo e iinmenso clamor de cen mil espectadores
derramados pelos jardins, o mugido lgubre e infi-
nito que corra pelas galerias e corredores do palacio,
compozeram nessa ocoasilo a mais rustica e fnebre
harmona que jamis vibiou em humanos ouvidos.
Ao mugido succe.leu um tintinar sinistro dos vi-
aro que quebrados em mil pedacinhos cahiain no
niarmore das oseadas e cornijas, laucando cssa nota
saccudida c nervosa que range ao espalhar-se no es-
paco.
o vento liavia ao mesnio lempo arrancado una
geloza mal fechada, que tora bater contra a pare-
de, como a asa gigantesca de urna ave nocturna
Por toda a parle onde haviam janellas abeitasi ti-
lma o vento apagado as luzes
O delphim encaminhou-se para a janelfa, sem du-
den, d'eVdo ga,M"' maS de,"l'"U **
nelb. m,,'1.h^' ,,e, f"0' Uc l)cos' nfio "rais cssa ja-
nella, que so apagariam as velas,
Pela directora do curso jurdico se faz publico,
que o governo supremo sobre o collegio das arles
providenciou o seguintc:
Subi presenca de Sua Magestade o Impe-
rador o offico de Vossa Scnhoria, de vnte o dous
do mez passado, em quo pode providencias para
cessaro abuso do se nlo abrirem as aulas 1I0 oolle-
giodasarU desae curso jurdico no tereciro dia
til de feverero, como he expresso no artigo 6." do
capitulo 2 dos respectivos estatutos. 10 o mesmo
augusto senlior manda recommendar a V. S. a re-
ligiosa observancia dos ditos estatutos, segundo os
quaes devem as aulas menores abrir-sc imprelcrivcl-
inenle naquellc dia, sem que a esta disposeflo obste
a do artigo 9 do captulo 1., quo manda comecar os
oxames preparatorios no primeiro da til do men-
cionado mczj'porque, devendo smente reputar-so
impedidos os professores cffcclvamente oceupados
cm taes exames, bem podem, e devem os demais es-
tar no exorcicio das respectivas cadeiras; concili-
ando-sc ilesla forma as duas citadas disposiflOes dos
mencionados estatutos Dos guarde a V S. Palacio
do Itio-ile-Janeio, cm 4 de agosto do 1847. Fran-
cisco de Paula Souza e Mello. Sr. director interino
do curso jurdico deOlinda.
1 Sua MagesUde o Imperador ha por bem que nos
exanies preparatorios desse curso jurdico sejam em
primeiro lugar examinados os que osludarem no
collegio das aites, leudo preferencia os quo cslivc-
rem mais prximos a malricular-se no dilo curso;
e que om segundo lugar facam os respectivos exames
osestinlantcs dos lycos e aulas publicas, cando
paia o fin os que estiniareiii preparatorios particu-
larmente o que cemmunicoaV. s., parasen co-
llhccinienlo e execuc.no. Dos guarde a V. S. Pala-
cio doItio-ile-Janeiro, em 23 de agosto de 1847.__
francisco dt Paula Souza Mello. Sr. director do
curso jurdico deOlinda.
F, para que cliegue ao coiihecimcnto do todos,
mandou-so fazer publico pela imprensa.
Secretaria da academia jurdica deOlinda, 17 de
setembro do 1847.
Dr. Antonio Jos Cocino,
Director interino.
JVchiiHcS.
O arsenal de guerra compra 6 cadeiras com as
sent de paihinha; 1 sineta de hronze, de meiaar-
roba j C0 mantas de Illa, 60 pratos de p de pedra ;
24 dilos pequeos; 30 tigelas do dito; 21 ditas pe-
quenas ; 12 bules de p lo pedia ; 30 casaes de chi-
caras ; 8 nianteigneiras pequeas; 12 copos gran-
des de vidro para agoa ; 24 urins do p de pedra ;
1 almofariz de bronze, de 8 libras, com inflo ; 4 jar-
rus grandes, de barro, para agoa; 12 qiiarlinhas; 16
ventosas ; 12 varas do madapolflo : quem laes gene-
ros quizor fbrnecor mandar sua proposta em caria
recitada, cas amostras, a directora do mesmo arse-
nal al o da 22 do corren le mez.
Arsenal eguerra, 10 do setembro de 1847.
Joo llicardo da Silva,
Amanuense.
O arsenal de guerra compra 5,000 ps de laboas
epinito; 6 duzias de laboas deassoalho dolouro,
de 30 palmos de cumplimento, e 1 e 1/2 a 2 de lar-
gura : quem (al genero quizer fornecer, mandar sua
proposta 0111 carta fechada a directora do mesmo ar-
senal ate 0 dia 20 do convido mez. Arsenal do guer-
ra, 16 de setembro de 1847 -- Joo llicardo da Silva,
amanuense.
O arsenal de guerra compra 415 arrobas, 1 li-
bra e 1 quarla de plvora lina 830 arrobas c 2 li-
bras c meia ile chumbo em barras ; e 212 resmas de
papel cartuchinho : quem ditos gneros quizer for-
men, mndala sua p reposta em caria fechada, e as
amostras, a directora do mesmo arsenal al o dia 20
do crlenle mez. Arsenal de guerra, 16 de setem-
bro de 1847. Judo llicardo da Mlva, amanuense.
Contratos a celebrarem-se com a thesouraria das rendas
provinciaes no cor rente mez de setembro.
DIA 25.
Oda conllnuacfioda obra do caes do llamos, ava-
inedo.
O delphim parou.
o morreria eu de

tava-se o cimo das arvores da tapada agilar-se c es-
torcor-sc, como se o braco deanvisivel gigante Ihe
socudii a o tronco no meio das trovas.
A lluminuQao apagra-se.
Pode-se entilo ver noco logiOes degrossasnu-
vens negras, rolando em turbilhao, quaes csquadrAes
que se lancam a carga.
Otielphim conservou-se liranco e de p, com urna
nao encostada ao peitoril da ianella. A delphina ca-
lilo sobre nina cadeira soltando um longo suspiro.
Tundes mu i lo modo, senhora ? perguiitou o
delphim.
Oh! tcnlio; todava a vossa presenca me d
algiini alent. Oh: que tempestado! que tempesta-
de, senlior Todas as luzes se apagaiam.
Si 111, disse l.ui/., o vento sopra do su-sudoeste,
u he .> que annuncia as mais renhidaa tempestades.
So elle continuar, nao sei como solanlo o fugo de
artilicio.
Oh! senhor, e para quem o solanlo? Com se-
melhanle lempo ningiiem lie.ua nos jardins
- Ala senhora que nfio conheceis os Francezes,
nflo so irSo d'ahi sem ver o logo, ecste ha de ser
magnilico; o enge.uheiio me mostrou o plano. Ahi
leudes! ja vedes que me nao enganuva : l solta-
rain ospiiineiios fugeles.
Com effeilo, subiam ao co os prinieilos foguetes
1I0 anntiucio, hrilhantes como longas serpeles de
fogo ; mas ao mesmo lempo, como se atrovoada lo-
maase osses repuchos de fugo por uo> desafio, um
raio s; mas que paieca fender o co, gyrou cara-
colando cutre as pecas de fogo de artificio, eenvol-
veu o seu azulado fogo com o avernielhado dos fu-
geles.
Em verdade, disse a archiduqueza, he una im-
piedade do liomem lutar assini com Dos.
Esses foguetes d'aiiiiuncio haviam precedido s-
liade en res 7:182,000. Os trabalhos far-se-hfo
^ioconformidade com os riscoso orgamenio* ja ap-
frovados; encolar-se-ho dous mezes depois de va-
lidado o contrato, o findar-se-hilo ao cabo de seis
mezes. 0 pagamento realis.ir-se-ha na frma do
disposto noarligo15doregulamcnlodas arromata-
qOps, o prazo de responsabilidade ser do um an-
no. Fxar-sc, emfim, o contrato com aquello dos
concurrentes que por menor prego se compromeltcr
a fazer a obra.
DIA 30.
Odoestabelccimcnto de una linha do mnibus,
que, na formo do lei provincial n. 191, facilite o
transporte desta chinde a qualquer dos seus arrabal-
des e deOlinda.
Objectot que a rcpartico das obras publicas pretende
comprar.
Ouatro gatos de bronze : urna arrobo. chumbo
6 varas de 32 palmos de comprimenlo e um em qua-
dro; 18 plhastras do 7 palmos de comprimenlo e
um cm quadro ; 16 mos-travessas de 30 palmos de
comprimenlo ; 30 estivas de 21 ; 6 ditas de 32 ; duas
taimas de costadinho de amarello ; urna dita de as-
soalho de dito; 2 pares de dobradicas de chumbar ;
urna chapa-testa ; urna techadora grande.
Escrav o apprehendido pela policio.
Filippc que declarou pertencer a um tal Sr. Nojo-
za, residente no llairo. Na occasilo de ser preso
por um dos inspectores de qiiarteirflo da Varzea,
puxou por urna faca para o mesmo inspector; o por
isto lom de ser processado.
I'ublicagao jLitteraria.
PORTUGAL.
Recordaces do anno dt 1842, pelo principe Lichnonsky,
traduzido do allemdo segunda edieo correcta 1 an-
notada.
O consumo rpido da primeira ediefo e a sua
procura por militas pessoas que ficaram sem ella ,
indiizio o traductor reimpressilo d'esta obra cu-
riosa, quo conten a apreciadlo dos caracteres mais
notaveis do palz, dos seus aconlecimentos polti-
cos monumentos e lugares principaes feita por
esso principo prussiano que all viajou no anno
citado, lisia inlcrcssanle obra, que contm 220 pa-
ginas vende-so por 1,000 rs., na ra da Cruz n.
7, segundo andar.
\ visos martimos.
Para o Cear segu viagem, tocando no Araca-
ty, o briguo-escuna Henriquela, nicslrc Jos Joaquim
Alves da Silva ; os pretendentes a carregareni, se
cnlenderlo com o mesmo mostr no Trapiche-Novo,
ou na ra da Cadeia-Velha, n. 17, segundo andar.
Vende-so un batelfio com vela e remo novos
e queearrega-6 pessoas, por preco commodo : na
rus dos-Cuararapos, padara 11. 4.
Sane para Loanda, no dia 24 do corren te m-
pretcrvelmente, ohriguc porluguez Roza, de quo lio
capitilo Jos Francisco da Cosa Itxo : para o resto
da carga miuda ou passageiros, trata-so com o mes-
mo capitilo, ou com os seus consignatarios, Francis-
co Soveiiaiio Habcllo F1II10, no largo da Assembla
Provincial.
Para o Ass a barca nacional Tentativa-Velit est
a sabir al o dia 25 do concille: para carga 011 passa-
geiros, para o que tem osmelhores comniodos, Ira-
ta-se com Silva & Grillo, na ra da Slocda, 11. 11.
Para o Aracaly tem de seguir viagem, at o dia
24 do crlente, o hiato Novo-Olinda, por j ter gran-
de parto do seu corregimiento prompta! os mais
pretendentes a carregarem se entendenio com o
mestre do mesmo, Antonio Jos Viauna, 110 Trapi-
che-Novo.
Para o llio-Crandc-do-Siil tenciona sabir breve
o briguc mercantil; pode receber alguma carga, as-
sim como escravos o passageiros : quem no mesmo
qui/.er carregar pude enlendor-se com Amorim Ir-
mfios, ra da Cadcia, n. 45.
Avisos diversos.
llcnrique A ni;ule Chave tgiade-
ce ao Sr. Fernando de Lucca os bons
srrvcos que prestou ao seu estabeleci-
1111 uto: nao precisando de inais elogios,
pois elle he niuilo conhecido nesta pra-
ca.
A Ira vs da cortina que elle acabava de correr vi i,"<;"te.ill8u.,l!i minutos o logo de vistas, porquo o eil-
Hueineacauava de correr avis-lgenheiro va queeonvinha dar-so pressa, e poz fogo
fg.yw ...-.fz1gemfr-*.\2ic:L:'r:*^?.f. s priinciras peijas, que foram saudadas por um inir
menso clamor de alegra.
Mas, como sede fado houvesso lula entre o co e
a trra ; como se, segundo o disscia a archiduque-
za, houvesso o bomem commotlido urna impiedade
contra Dos, a borrasca, irritada, cobriocom oseo
clamor immenso o clamor popular, e ahruido-se ao
mesmo lempo todas as catadupas do co, precipita-
ra m do alto das iiuvens lorenles de chuva.
Como o vento liavia apagado a Iluminadlo, a chu-
va apagou o fogo de vistas.
Ah que dosgraca disse o delphim, ahi falhou
o fogo d'arlifieio !
Oh senhor, replicou tristemente liria Anto-
niela, o nflo falla ludo desde a minha chegada a
Franca P
Como assim ? senhora.
Vistes Verstiles ?
Sem duvida. F. nflo vnsapraz Versalhes.y
Oh sitn, aprazer-me-hia, se ello fra boje tal
qual o deixou vosso Musir avl.uizXIV. .Mas em
que estado achamos nos Versalhes t dizei. Por toda
a parlo lulo, ruinas. Oh! sim, sim, a tempestado
vai oem do accordo com os festejos que me fazem.
Nfio convm acaso que baja urna borrasca para c-
cultar ao nosso povo as miserias de nosso palacio ?
Nflo sera a noile favoravel e a proposilo para escon-
der cssas alamedas cobertas de herva, esses grupos
de TrilOes enlameados, esses tanques seceos, essas
estatuas-mutiladas? Oh .'sim, sim; sopra, vento do
sul; muge, tempestado ; amontoai-vos, espessas ni-
veos ; escondol bem a lodos os olhos a desusada rc-
copeflo que faz a Franca a una lilha dos Cesares, no
dia cm quo olla pe a inflo na do seu futuro re.
) delphim, a olhos vistos embarazado, porque julo
sabia quo respondesse a essas censuras, e sobreludo
a essa exaltada melancola tilo opposta ao seu carc-
ter, o delphiin, dizomos, sultou lamuem um longo
suspiro.
Alijo-vos, senlior, disse Mario Antoniela; to-
O LIDADOR N. 217
com 6 paginas, achar-se-ha vcndn ao meio-dia, pe-
lo pre^o do costume. Este numero, pelo que offerc-
ce o dia de amanhfia, de gloria ou de ignominia pa-
ra o nomo Pernambucano, contm diversos artigos
cuja leitura recommendamos aos amigos da digni-
dade da nossa provincia : traz o protesto queTai
nobre opposicflo pernambticana, e os nomes dos c-
dad.Tos que ella rocommenda para eleitores das di-
versas freguezias desta cidade.
Joflo Carlos Augusto da Silva nflo ignora quq
he subdito pnrtugucz, e como tal est inhibido de to-
mar parte nos negocios polticos doste paiz; e por-
isso nenhum passo tem dado em favor das prximas
eleicOes qur em beneficio de Pedro, qur de
Paulo se bem' que mu valiosos motivos o collo-
quem em posieflo muito mais vanlajosa do que a de
u.i-.iikm para por ees se taterssssr........
As sympathias por um lado poltico nflo confe-
remo titulo de cabalista, salvo se assim o enlende
1 por poucotolerante ) o autor do annuncio publi-
cado no Diario-Novo n. 202.
~ A Senhora D. Francisca Escolstica Josepha da
Costa quera quanto antes realisar o negocio que
nflo ignora com a irmandade do Terco.
Declara-so que os gneros annuociados a venda
por nSr. Ilenrique Amanto Chave nflo podem ser
vendidos, por estarem litigiosos.
Aluga-se urna preta de 18 annos que cozinha
o diario de urna casa engomma soffrivelmente o
faz o mais servico de urna casa : quom a pretender,
dirija-sea na estreita do llozario, n. 30, segundo
andar. .
Perdeu-se urna carteira de algibeira com al-
guns instrumentos de cirurgia algumas cdulas
miudas e varios papis : quem a quizer restituir,
drija-so a esta lypographa onde, alm da quantia
quecontinha, receber outra igual de graUBcaco.
Francisco Xavier Carnero Rodrigues Campel-
lo torna a annunciar, que d'ora em dianle se assig-
nar por Francisco Xavier Carnero da Cunba Com-
peli.
l'ermnta-se um pequeo sitio, ni .li-
to prximo nialriz da Varzea, e ao rio
Capiharihe com casa de vivenda que
conten duas salas, qualro quarlos e es-
tribara, com mullas arvores Irutiiferas,
e urna baixa, por urna casa terrea nesta
cidade ; volt, ndo-se de una ou de onlra
parle o que se convencionar : quem Ihe
convier este negocio, dirija-se rus es-
trella do liozario, n. 19, onde se dir
quem o faz.
Precisa-se de urna ama para cozinhar com-
prar e fazer o mais servio de urna casa: no Ater-
ro da Boa-Vista, fabrica de charutos.
Precisa-se do um pequeo portuguez do 10 a
14 anuos, para caixeiro, preferindo-so destes chega-
dos ha pouco : na ra larga do Kozaro.n. 32, se dir
quem precisa.
Ofl'erecc-se urna croula para ama com muito
bom lele viuda do mallo: na ra dos Cruzes ,
n. 41, segundo andar.
D-se dinhero a juros sobre penhores do ouro,
ou prola : no Atteiro-da-lloa-Vista n. 58.
OsSrs. Pedro Paulo dos Santos, Francisco Ma-
noel de Freilas o Joflo Manorl Pinto Chaves teem
cartas viudas do Rio-Grando-do-Sul na ra da
Cadea do Recife, n. 38, primeiro andar.
-- O capito Podro Ivo Redivivo remette para a Ba-
ha o cahrnha de nome Theodoro a entregar a
seu filho ,0 major Pedro Antonio Velloso da Silvera.
Cor execueflo de Francisco Xavier M. Bastos so
hade arrematar um osera vo penhorado aos her-
deiros de Manocl l.uz da Veiga boje, 18 do corren-
te, na praca do juiz do civol da segunda vara.
Quem annunciou no Di'ono n. 209, precisar
de um caixeiro brasileiro o sendo de fra da cida-
de dirija-se a ra do Trapiche-Novo n. 6 quo
ahi achara um que he de tora desta provincia o
da fiador a sua conducta.
-- Se alguem se julgar com direilo de hypotheca,
penhora ou oulro qualquer negocio na casa da
ra de Agoas-Veriles, 11. 53, pertcncentc ao Sr.
Manocl Ignacio estabelecido na praca da Indepen-
dencia com loja de funileiro declare por osla fo-
Iba no prazo do tres das.
Ilebatem-se ordenados do empregados pbli-
cos sidos, congruas e ledras de boas firmas: tam-
bom da-se dinhero a premio sobre hypotbecas por
menos do que ninguein o sem usura : na ra -
reita, n. 50.
WaHBMBM
Hmnmi
davia nflo julgueis que digo isto pororgulho, oh!
nflo, nflo he pororgulho. Porque me nflo mostra-
ra m ao menos esse Trianon tflo risonho, lfio umbro-
so, Iflo florido, cojos bosquetes, ai .' desfolha impla-
cavel a borrasca, o Ihe perturba as aguas? "Ter-mo-
hia contentado com esso engranado ninho ; masas
ruinas me aterram, repugnam a minha juventude, o
osla liorrivel lempestade as vai anda augmentar.
Novos IrovO sainda mais estrepitosos que os pri-
meiroa abalaram o palacio. A princeza ergueu-se
assustada.
Oh meu Dos .' dize-me que nflo ha perigo !
Dize-me, se o nao ha.....Fu morro de susto !
Nflo o ha, senhora. Versalhes com os toctos do
Icrraco nflo pode atlrahir o raio. So cabsse algun
sciia provavelmeiilo na capel la que lom o lecto agu-
do, ou no palacete que aprsenla asperezas. Bem sa-
bis que os objeclos ponla-agudos attrabom o flui-
| to elctrico, eos corpos chatos, pelo contrario, os
rcpellom.
Nflo exelamou Mara Antoniela, nflo sei, nflo
sei.
l.uz pegou da m.lo da archiduqueza, mflo palpi-
tante e gelada.
Nessc instante um coriseo inundou a cmara de
lvido o arrochcado clarflo. A archiduqueza sollo
um grito, e repello o duque.
Mas, quo leudes, son hora ? entilo oque ha?
pe guntou elle.
Oh .' elaridade desse raio parecestes-me palu-
do, dosfeil, ensanguenlado. Suppuz que va um
pnSinlasma.
He o reflexo do fogo de enxofre, dase o princi-
pe, e posso explicar-vos .... '
Um trovflo liorrivel, cojos cebos se prolongarain
gemebundos, at que chegados ao ponto culminan-
te coniegassein a perder-se ao louge, alalhou a sci-
entiflea cxpllcacflo que o mancebo ia dogmtico dar
a real esposa.
Tendo bom animo, senhora, disse elle depois


Fabrica de machinas e fund-
de ferro n* rua c|o
Bru, no Rficife.
nliiji. etl0.
respeitosamente an-
tjaf)
Me Callum & Companhia, engenhc.ros mach.n.s-
usc fu. dores de ferro, mu respeitost
nuncim osSrs. proprietarios de engenhos fazen-
e os, negocianles, fabricares e ao respe.tavcl
uico,nueo.seu estabelecimento de ferro. mo-
vP lo por machina de vapor.se acha en, effect.vo
sercciO, e completamente montado com appare-
llios de primeira qualidade para a perfeita confec-
ce das maiores pecas de machinismo.
Habilitados para emprehender quaesquer obras da
ua arte Me Callum &, Companhia desejam mais
particularmente chamar a atteneflo publica para as
secninles porserem ellas da maior extracQfo nesla
provincia, as quacs construidas na sua lal.rica po-
den, compotircom as fabricadascm naiz estrango-
ro tanto em proco como na qualidade das materias
dri'mas e mflo d'obra, a saber :
Machinas de vapor.
Moendasdecannaspara engenhos movidas a va-
por, poragoa.ou animaos.
Rodas d'agoae serranas.
Manejos independentes para cavallos.
Bodas dentadas.
AguilhOes, bronzese ebumaceiras.
CavilhOes o parafusos d? todos os taannos.
Taixas, crivos e boceas de tomaina.
Moinhosde mandioca .movidos a mito 011 por ani-
maos e prensas para a dita.
Fogoes e fornos para cozinha.
Canos de ferro, tomeiras de ferro o bronze.
Bombas para cacimbas e de repuxo.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hydraulicas o de parafuso.
Ferragens para navios, carros, obras publicas, etc.
Columnas, varandase grades.
prensas de copiar cartas e de sellar.
Camas de ferro, etc.
Alen da perfeiQiio das suas obras, Me Callum &
Companhia garantem a mais exacta conformidade
com os moldes c desenhos rcmettidos pelos Srs. que
scdignaremde fazer-lhcs encommendas; aprovei-
tando a oecasiflo para agradecer aos seus benvolos
amigosefreguezesa preferencia, com queleerasi-
dopor ellcs honrados, e assegurar-lhes que nflo
pouparSo esforcos nem diligencias para continua-
ren! a merecer a sua confianca.
Precisa-se de un menino brasileiro, de 12 a 14
annos, para caixeiro de toja : prefcie-sc que soja
de fra da cidado : quem esliver nestas. circums-
lancias annuncio.
Precisa-sc de um caixeiro para Maceio que en-
tenda de miudezase ferragens : na rua do Cabug,
luja de Francisco Joaquim Duarte.
Joaqun, l'eroira dos Santos Queiroz rctira-se
para a provincia do Maranhflo levando em sua
companhia dous osenvos crioulos de nome Ivo c
Filippo e declara que nada ica a dever a alguem
nesla pr(;a.
-- Dilo-sc 500,000 rs. a juros sobre hypotucca em
urna morada de casa para so morar [cando os ju-
ros pelo o aluguel, sendo a dita casa nos palcos do
Carmo, S.-I'edro Paraizo l.ivramenlo ras das
Cruzo, Rangel. Trincheiras o l.arangeiras : quem
nuizer annuncie.
--Jos Antonio Ribeiro retlra-sc para fora da pro-
vincia.
-Aluga-se o segundo andar solflo da rua do
Amorim 11. 13, por proco muito commodo : a tra-
tar na ruada Madro-de-l)eos, n. 36, primeiro an-
dar
Aluga-se urna grande casa no lugar da Capuli-
na com frente para o rio Capibaribe, com duas
salas, cinco quarlos, inclusive a dispensa cozinha
fra com dous fogOcs solflo com urna sala, 4 quar-
los e porto ila mesma casa urna estribara para 4
cavallos scnzalla para pretos o quarto para ter aves
de penna cacimba com tanque : a tratar na rua da
Madre-de-ueos, n. 36, primeiro andar.
Alugam-se duas casas terreas no silio do Cor-
deiro urna margem do rio Capibaribe com com-
modos para grande familia, estribara, cozinha
fra e aotilra no fundo do mcsino sitio, tamben,
com commodos para familia : os prcteiidcnlcs,
para ver, dirijam-se ao mcsnio silio ,- e para tratar,
no pateo do Carmo, n. 17.
Aluga-se o grande armazem 11. 34 da rua de
Apollo, com o extenso terreno que lem polo lado de
detrs. Os pretndanles dirijam-se a Jos Vellozo
Soares, na mesma rua. .
Maria Se.vorianna relira-se para Lisboa.
--Precisa-sede um caixeiro para a botica do pa-
lco do Terco n. 6 ainda niesmo que nflo ontenda
de pharmacia.
em
sm
de um momento de silencio, cu vo-lo peco ; dcixo-
nios osses temores para o vulgacho a agitacHo pl.y-
sica he limadas condices da natnreza, enil deve
admirar mais do que o socego, porque urna o outra
cousa so iuccedem; o soco
gilac."io, a agitaQiio lio arr
lim, Boliora, islo nao he mais do q
^3,
Perdeu-so um instrumento decirurgia a nue
chamam troate: quem o tiver adiado pquizer r('s"
lituir, o poder entregar na rua Nova, loja de ferra-
gens t'e Jos Pereira Teixeira, onde se dir n quem
pertence, e se Reara muito agradecido.
Atrs do theatro publico, da parto da maro, ha
urna cochoiraem que se trata muitoticm de cavallos,
do todas as pessoas do malto quo venhan, a pracji :
tamben, ha bons cavallos para se alugar.
Precisa-se do um andar para pequea fami-
lia, en, urna boa rua na Boa-Vista, ou S.-Antonio :
a tratar na rua da Cadeia-Velha, n.52.
Henrique Amante Chave queretvlo
liquidar o seo. estabelecimento arma-
zem de moldados, na rua do Trapiche ,
n. 3$, tem a honra de prevenir aos Srs.
a quem o mesmo estahelecimento seja
devedor, hajam de apresentar suas con-
LOTERA 00 THEATRO,
As rodas desta lotoria nflo podoram ter andamento
no dia 15 do corrento, para este IIm marcado, por-
que venda do reato dos bilhte que existen, qun-
si quo so iem conservado parausada. Com porto uo
melade do capital da lotoria em sor. nao he pouivoi
(azor andaras respectivas rodas, e por Uto ine-
sooroiro designa novamente o da 1 .leouliiDro
prximo futuro para o referido ando monto, cuja
realisac.To mais de urna vez so tem afllrmado que
s depende .la completa venda dos bilhctos, son, a
qual nlo pode a lotera correr.
F.SCl.ARF.CIMF.NTO.
Faz-se saber aos bons homens pescadores da
praia do S.-Jos, que se no deixem illudir pela
farca que entro ellesfez representar alguem dan-
do-lhes por domittido o respectivo ^capataz, Flix
Sua re de Camino, c nrvo.a...<> uc- moto proprio ,
snm para isso ter autoridado alguma o qudam
Vicente Ferreira da tan. A tanto nflo se estendo a
se
que
e por
os queira comprar por junto, o
fir com condices fnvornveis ,
preco vantajoso ao comprador
Sr Fernando de Lucca nao tem
estabeleimento.
mais
ingerencia
no
l'ei'uamhuco
iG de setembro de 18^7.
Chave aine.
Quem precisar de un, rapaz brasileiro, para cai-
xeiro de rua, o qual tem pratica c da conhecimento
dos pairees quo ten, tido dirija-se a rua da Ca-
dcia-Vcllia do '.ecifc, n. 41.
AO BOM TOM PARISIENSE.
RUA NOVA, N. 56.
Tempe lie & C, alfaiale,
tcem a honra de avisar ao respeitavel publico o
oomespecialidadeaos sous freguezes, que muda-
ran, o seu eslabelecimento sito na rua Nova, n. 7 ,
para a mesma ru n. 56, onde coiitinuarflo assi-
duos a servirem os seus antigos rreguozes e aquel-
los que os quizerem honrar Aproveitam esta oe-
casiflo para parliciparcm quo se acham prvidos de
um bello sorlimento de fazendas recentementeche-
gadas de Franca pelo ultimo navio como sejam
pannos pretos e de coros para calcas ; easimiras-se-
lim : dita elstica -. ludo do ultimo gosto : bem co-
mo sedas, SBtins, velludos, fnstes impressos o b(
lados, proprios para cohetes ; urna completa collec-
eflo de figurinos das modas as mais recentes .le
Paris No mosmo estabelcoimento so encontrara
sempre un, grande sorlimento de roupa feta para
todos os tamanhos bonetes de velludo para senho-
ra, proprios para montara e vanos objoctos.U
,hanlasia : tudo moderno o da mclbor laudado.
- Tiapassa-sc a loja da rua do Queimado 11. 18,
com as fazendas ou somonte com a armac.ao :
tratar na mesma loja.
- Aluga-seuina casa no Monteiro a beir
Atcrro-da-Hoa-
Iroqua ._
pojo quintal murado : a Halar
Vista n 37. teiciio andar.
- lu'ga-so, ou arrenda-se urna das melliores ca-
sas doCaineireiro, com quintal e cacimbam.mult
boa agoa de beber, con. cinco janell .s de frente, sa-
le fronte e duas alcovas, gabinete rom '^ ; SJ'
a do detrs con, dous quarlos c gabinete, jtint ao
sttio do Sr. Jos HiglM I Irata-se na rua do Que.mn-
do, n. 37.
POMMATF.A, CUTELEinO NO ATF.BH0-1U-
BOA-VISTA,
tem a honra de avisaran publico, que *****
seu oslnbolccimcnto da rua do Alcrro-da-Boa-Y isla,
n 5 para o sobrado novo, 11 16, da mesma rua.
Na sua loja sempre o publico achara como de eos-
tumo um grande sorlimento de cutelenas finas c de
todas as quididades ; bem como pistolas .leviagem,
e armas para caga. Continua a concertar
qualidades de armas o ferragens, e
las-foirascsabhados.
--Quem precisar de um bom eozniheiro, t
, perito na Sua arte, dirija-sea rua Velha, n.

freloeoo destruidlo. Oh .' cis-ahi porque tenho tan-
to nielo, porque lodo o presagio me parece um a-
V'!: o throno a que subimos, senhora, nao pode
he peri
todas as
mola nasquar-
quo
31
- Compra-so um cscravo que soja hom nJ'
moco, som vicios nem achaques; paga-so uom .
agradando,alendos mensiooados requisitos, n
typographia de Santos* Companhia no mHm*
' Compra-s ommoinM pequeo ^ m0,;rr'"|1 ,
Iho : na rua doQuelmado, n 4">, primeiro andar, ou ,,
annuncio. i..
-- Compra-so um silro porto dosU ci lado, que w
nlin arvores de fruoto, cojo valor no exce..a 00
2:400,000 de rs ; ou permuta-so por du.s casasjw
roas na freeuozia da Itoa-Vista: os pro.tend. tes
las para serem sadadas. O mesmo ar- ^|'^^0'dog%^deljados : ot carpaUzes de pes-
ma;em estar aberto todos os das, das io rndorosestilo soba direcca o inspocc.no do Sr ca-
1 1. 1 x j. --., i.iiodnnorto e sesto Ihos pode cassar o titulo:
horas da manhaa as duas da tarde aon-Jffi^t^daVlKuryNIi 4i Iw
de se vendero os eleilos que ti el le ha, o, n1o passa de um entremez etoitoral para illudir a
mais barato possivel,nao se ochando quem 33*^352111^^^
silo escravos de autoridado alguma e quo, volando
livremento.ciimprem o mais sagrado quosilo da nos-
sa constituicio, petante quem o rico o o pobre
leen, igual protecQno, e na observancia bel da qual
a autoridado (levo auxilio o nlo intervcncHo Clda-
dflos, pescadores o vosso capataz he o Sr. I'elix .Soa-
res de Carvalho. Um Vigilante.
Precisa-sede urna ama para dar leilc a urna
enanca : na rua Velha, ti. 9i.
Procisa-se arrendar um sitio que tonlia mallo
para se tirar Icnha o Ierras para plantajes de roca
ocapim, sondo em ApipuCOS e seus arralia
quem tiver annuncie, oudinja-sea rua do l.ivra-
menlo, venda 11.8.
Aluga-se, na povoacRo de Beberibe no cami-
nho que vai para 0 l'orto-da-Madoira um sitio com
bastante terreno ecasa devivenda para gratulo fa-
milia, com rio no fundo: a tratar na rua do
Queimado, n. -20, queso far lodo o negocio.
AVISO AO PUBLICO.
Pela tercoira vez so declara ao publico, quo nm-
guein compre a casa do Aterro dos-Afogados, per-
tencentc a Manoel Oomingues Barboza porque es-
to anida lino pagou o quo esta obrigado a ropor aos
herdoiros, e a mesma casa est o dito Barboza pos-
sulndocom esle onus cmodo formal do part-
Ibas se ver.
~ Antonio Pereira do Sou/.a Barrozo embarca pa-
ra fra da provincia un seu cscravo pardo, de no-
mo Antonio. .
.- Aircnda-se um sitio, que neja bem
prximo acidade de t linda oque le-.
nha rommodos para conservar pouca
voceas de Icile e madeira para lcnha :
dirijam-so a rua do Rozarlo da Boa-Vista
22. ou na Praoa.n. 0. fl..-i
Compram-se moias garrafas e diversos irasqut-
nbos vasios : na rua Nova, n. 42. .
-Compra-so, ou aluga-se. urna canoa de conuu-
zir agoa,que soja grande : na na Nova, ti. *2-
Compra-so tuna esetava moca do hoa mjurn,
que salha cozinhar e lavar, o nao UMiba vic.io: atra-
icm: na Boa-Vista, rua Velha, n. 18.
Quem a tiver, devo apparecor das 11 horas da
'iImii s 3 da tarde.
ma-
VtMidas.
quem tiver annuncie.
Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponco de
l.oon faz publico, que mudou a sua^ residencia ..a
rua Oircita, sobrado 11. 29, para
Solo.lado, sitio
i\a rua da Cadeia-
Velha, n, 29, loja
le J. O. Elster, .
ven.le-sevinhodo Porto, do diversas qualidades;
dito da Madeira ; dito do Shorry ; dito de Bordeaux ;
dito chateau-la-rose;.lito do S.-Julion ; dito de Te-
nerife j ditodollboino; ditode Btioollas e Carca-
vollos; ditodeLiSOOl ; dito de Malaga ; dito San-
terne ; dilo de graves; dito cbampanha sellery ;
aco'ardenle do Franca ; Kirachwasser oxiracto de
absintho ; Cherry-cordial ; agoa do flor delaranja;
fiascos com conservas de verdinas ; ditos com rruc-
lns da Europa, em calda do assucar ; ditos de ditas
em cognac ; dito de mostarda ; sardinliasom atas
evidroa ; potits-pols ; salame de superior qualidade,
viudo no ultimo na vio de llamburgo agoa desoltz,
embotijas; azeila doce de Marsellu, linissimo;
volas docomposicao; cha pelo, hysson operla;
charutos de Havanae regala. Advorte-ae que tudo
be excediente e por proco coinmodo.
Na ruada Cruz do
Rcrifc,n.S8'
vonde-se o muilo superior e estimado rap tiioio-
grosso o grosso da fabrica de EslevBo Gasse, cnega-
d.i do Itio-de-Janciro no briguo-escuna balanu-
Maria, entrado o moz prximo pasudo: seu preco
he de 1 ,80 rs. de cinco libras para cima.
Vcnde-se carne de vacca salgada, em barns .
ua rua do Trapiche, n. 8.
- Vende-so fio da ludia, proprio paro coser sac-
eos : na rua do Trapicho, n. 8.
-.-Vcnde-se cha preto muilo superior em caixas
de 16 libras proprio para familia : na rua o 1ra-
piclic, n. 8-
vessa do Sarapatel, sobrado ti. 16.
Jos Pra nes, culclciro amo-
lador,
i-a cavallos, esporas do todas as modas e ludo o
mate que for concemento ao seu olucio. Amla as
tercas, quintas c sabhados.
Ml ofliciiia do encadernafao que o padre F. C. do
A\^ 1 rmose Silva dirijo na rua do S.-Francisco, an-
^m: liuaiiiniU-Mundo-Novo, 11 60, acha-sc prvida
BJBI 1" todo o necciaarlo para o bom desempenho de
nualnucr obra do encadernafio.por mais rioaqiie eja
Gaz.
quatqi
aasini 001110 tom eaproilipta qiiaesi|iicr
propriados as niosiiias obras.
r.otnpras.
emblemas ap-
cego porque urna uuum. -gzr llosoutros res vi-
ogo t.o perturbado pela a- sei ameac-iuo poi pi>>* ,!, mnestados. O rao
eLida'pclosocogo. Cm- tt^^^*3!~TX nos
sonliora, islo nao 11c mais do que una trovoada, hca .1 nossos pts, u Mu
quo he um dos pbciiomonos maisnaturaes o frequen- he que o isnca o m(1
tos da cracno. Nao sci, porlanlo, porque deva as- ; IQIfC
Mistar. .
__01,; lalvcz mo niio assustassc assnn, se rosse
em qualquor (lia ordinario ; mas mo vos parece que
osla no mesmo dia das uossas nupcias he um lerri-
i el presagio juntnos que me persegucm desde a
minlia ontradn em Franca T
Que dizeis. senhora, exclamou odelphim, to-
mado, mo grado seu, de supersticioso susto ; presa-
gios, dizeis vos ?
Sim. sim, horrivcis, sanguinolentos!
__nizei-tne entilo que presagios sfo essos, senho-
ra dilo-me, cm gcral, espirito prudente c sereno ;
lalvez quo essos presagios que vos assuslam, lcnha
eu aventura de os combalcr o aniquilar.
._ A primeia noito que passei cm Franca, era
em Slraburgo, accommodaram-me em urna grande
cmara. A' luz das volas pareceu-mo ver que as pa-
redes vesliam sanguo ; tive, potem, o animo do exa-
mina-las com mais altencr.o, c recinheci que cssa
cravernielliada era de una Upearla que repre-
sentava amolle dos innocentes. Aqui.c all olha.es
conste 1 os, a morlecom olbos cbammojantos, por

disscrani.
F. auo vos predisseram i"
Oupara mclbor dizer que me fizeram ver.
Sim vi, digo-vos quo vi. e l0 profunda se me
consem na' idlla ossa imagem, que nflo ha da ou.
quo nao estremoca ..pensar nella, nem noite en,
quo em sonbos a nflo torne a ver. r-i-j,.
F. mo nos podis dizer o que vistes ? Lxigiram
de vos segredo?
Nflo, nada exigirn).
--_ Fntno, dizei, senhora. j.
_ ouvi.bo una cousa quo so nflo pode descra-
ver.cra urna machina, lafantadaen'JM.rCCom
mo um cadafalao, no qual eslay, .. xa.lo como
Irius altse aportados portaos, por entre os quaoa
MrHa um culito, urna machadinha. E ou va isso;
ro.sa espantosa via tao.bcm a iniuha cabeca DO
baixo desse ciclo, que corren pelos dota m a
baiSO, e me separou a raboca do carpo, a qual calno
erolou pelo chao. Eisoquovi, scnbor, foi islo
Pura ollucinacilo, senhora, disse o delphim,
conlmco quasi lodos os instrumentos com que so da
Viuorto, o esse nao existe lratiqu.ll.sa.-vos.
8 T a! disso Maria Anloniela, ai do m.m! que
no possa cu arugonlar esse odioso pensamento, por
"^^seguiSnsouliora, disse o delphim
Compra-se o terceiro tomo do Cimba Mallos e
a instrnceflo deMundin Pestaa; bem cotno duas
toalbas bordadas : no pateo do Terco, venda 11. t.
Sirnin appfaeej
' Ai repeli a archiduqueza deixando-se cahir
de novo sobre a cadeira.
Nosso momento, a porta pola qual o ilelphim havia
entrado abrio-se devagarinho, o um olhar curioso e
Vido.o Olhar de l.uiz XV, penetro., na penumbra
da vasta cmara, smenlo allumiada por duas volas,
cujas lagrimas corran, perennes
prala domada
A liria ove
d
I
I.oji de Jo-o Chardon,
,\lerro- Nosta loja aelia-so um rico soi limoiito de I.AMPEOES
PAlAGAZcom sous compelonlos vidrns, accendedo-
res e abafiadorea.
KSlCS CaildicirOS alo os melhore o
mais modernos qneeslatem boje : locommendain-so a
publico, tanto pelasegurauca c bom Rosto de sua boa
eonfecco, como pela boa qualidade da luz, economa e
asido de seu lervieo,
/Vil llieSma lt>ja os consumidores sem-
ine aeharfo um deposito de GAZ, de cojo so afianca a
qualidade O em porcSo bastante para consmumo
Vendo-se conforme a qualidade, a 380 o wuim.
L Vendcm-so duas esclavas de nn?flo, por preco
muilo commodo, propriaa para oservicodccampo :
na rua do llortas, sobrado de um andar, n. 1*.
SSSF. ,
Vendcm-so barricas 0 moias barricas de rannha
SSSF de raminbo: no armazem de Joaquim Lopes de
Almeida, caixoiio do Sr. Joflo Malheus, airas do
theatro. ,
ewsMS-- 'jMi"pf|BBiaaajBjB|
, quo uiundava a cmara polos vulros quebra-
dos e relleolia .10 assoalho, em azulados lencoos, os
coriseos nao nterromiidos durante algumashoras
Entretanto, lodo esse chaos se desembrulhou pela
manbfla ; os primeiros raios do sol
oos caaticaea de
, abaixo -
o re a bocea para formular som ciuvi-
laalauma exhorUcflo ao nelo, qando um eatrepi-
,o que so n-iopodoria exprimir, retii no palacio,
scoinpanhadodestawz do coriseo que das oulras
vozos bavia somp.o procodid......elonapio; ao mos-
mo lempo uma columna de cliamma esbranqnecada,
ttlnicaiadBtorde.se precipitou em nenio da a-
nol.fa/ondoeslalar todos os vidros, 0 osma^indo
urna estatua do baleflo, c dopo.s de espantosa dila-
coraeflo, lornou a subir ao co e se desvanecen como
"'"(I sojro do vento que se encanou na cmara apa-
bou as duas velas. 0 delphim, assuslado, vacilante,
deslumhrado, rocuou at a parode, a qual so con-
servo u encoslado
\delpbina, meia dosmaiada, fo. cal ir
Kraos.loge.iufluxorio.cah. I.cou absorta
m ui/ XvTuemulo. sup, oz quo a torra*ao he la a-
deba i iodos |.s, o correo, acompanhado de l.e-
iseu deserlo aposento
atravasaando a-
vcrm'e'Iid's 'novos,' patontoaram aos olbos os es-
tragos da tempestado nocturna. .
Veisallies eslava que muguen, o conhecia.
A ierra bavi,. ensopado esso diluvio d agoa ; as ar-
vores linl.am alist.rvido o diluvio do fogo ; so som
torcidas, calcinadas pela
nos do-
no mais
ja conheedmos, pinturas
XV a porta da ea
re tas para seren mo
llores, cristaes, e candelabros accesos.
Pe a lorceira vezdesdo a vespora empurro.. I.u.z
tmn nupcial, e estremecen1 ao ver
n.,rin abatida, pall.da o com os olbos rO-
^.'saa'ii
de cnteio o trigo nos campos. Asar.loz.as o eaculp-
luras linas dos edilioios, arrancadas pe impoluo-
sidade do vento, junlavam o estrago a deSOlSCflO.
A delphina, com a fronte as mflos.orava em so-.-....^.
\ "n''pinhimolhavasilencioso oinseusivel para aa-l
b delpbim olhava silencioso o inseusivel para a 1

asa n. .
somno emlim sus-
.eilorai as drt.es, c cojo vestido
ulavn con. religioso respeilo.
No fundo da cmara, em orna poltrona encostada
parode, repousava com os pos calcados de soda,
atendidos em urna poca d'agoa, o delphim do Fran-
ca, tilo paludo como a moca esposa, o como ella com
o suor do posadejo na fronte. '
O loito nupcial estava como o re o li.nha visto na
"'l'u.'/' W I. anzio os sobrolhos; urna dr como ella
nunca sentir Ihe atravossou como um ferro em bra-
sa a fronte gelada pelo egosmo agora mesmo que a
devassido a procurava reanimar.
Mcneoii a cabeca, soltou um suspiro, c rccoll,eu-s*
ao seu aposent, mais triste c aterrado lalvez doquo
eslivera donoile. .
(CQnl\nmr-H-M.
' I
H



por cima


Vende-se ii.n cavallo ruco-rodado,
tcm gordo, e de bons andares por pre
co cotnmodo : na ra larga do Noza rio,
n. 5o.
Na loa-Visla ra do Bozario ,
trnda de liarbeiro, n. 6o, vendem-sc e
ahigain-se inuito boas bicbas, viudas de
Ha ni burgo.
Vende-se urna negrinha de 16 annos, scm vi-
cio algum : na ra Augusta, n. 52.
f .Vende-so um sitio com arvorcdos ile frncto ,
abera do rio Capibaribe no corredor de S.-Jeito,
junto a matriz da Varzca na ra Velha, sobrado
n.18.
Vende-se um cxccllente violflo-ceo, eom
muito boas vozes c ptico usado : na ra da Cruz,
ac ..-i..--' i
>,.t.%t, |-i iiiii'iio andar.
Casa da F
na ra estrcitn do Boznrio, n. 0.
Nesto estabeleciment acham-se a venda as hem
acreditadas cautelas da lotera do tlieatro publico
dosta cidade, cujas rodas andam no dia l.'deou-
tubro. O cautolista espera que os seos freguezes
concorram a comprar o resto das ditas cautelas ,
nSs quaes se esperam boassortcs, pela excedente es-
culla que se fez dos nmeros para seren divididos
cm cautelas. A ellas que silo poucase boas. Piceos
# os do costuino.
-- Vcndem-se dous prelos um do servido de cam-
po e oulro bom canoeiro ; urna parda muito pren-
dada : todos se vendem por precisilo no largo das
Cinco-Pontas,, ra Imperial, n. 3
Vendem-se caixas deeb bysson de 13 libras,
cm porcAes ou a retallio ; caixas de velas de es-
permarclo de5c 6 em libra : na ra da Alfandcga-
Velha, n.36, em casa de Matheus Auslin &C.
]\a loja nova do Pag-
scio-I' ubico.ti. 17 9
vendem-se corles de Claudias para vestido de senho-
ra os quaes leem merecido goral aceitadlo em
Lisboa. Ksta fazenda be de b'ia, porditl muito fina e
de ricos padrOcs os mais modernos que leem ap-
parecido. A elles antes que se acaben), porque s
custam o diminuto preco de 8,00i) rs. Igualmente ha
urna porglo de cortes de colleles do velludo de cores
e de bonitos padroes, a 2,560 rs. o corte; bem como
um resto de corles de cassu de cores, a 2,000 rs.
^ I #000 rs.
As melbores luvas de pellica brancas e elsticas :
na ra larga do Itozario, n. 24.
Casimiras elsticas, a I#00 rs.
o covado.
Vendem-se superiores casimira; elsticas pelo
barato preco de 1,000 rs. o covado; dilas muito fi-
nas franeczas a 1,280 rs. o covado ; dita de su-
perior qualidade clstica, muito tina, c preta a
3,500 rs. o covado : na ra do Collegio loja n. 1.
fjj Na ra doSarapatcT, sobrado n. 16,vende-se I 55
s- casal ife esera vos do servico de campo, por
5g 800/rs., a pela tambem b< lavadeira e vendo-
03 deira; e por 300/rs. um prcto do servico de ij
ftj Mml>o. jg
- Vendem-se varios pedamos
de msicas para piano e canto-
na chgados recentmeuie do
RodeJaneiro por pceo com
modo : na ra do Cabuga, loja
11. 6.
Vende-so um pardo escuro, perito ofiicial de
sapale-ro, que be bm pagem e 080 tem vicio al-
gum : na ruado l.ivramento, n. 22, primeiro au-
dar.
Vemde-scum cavado alazfo muito bonito,
bem fcilo, que cnriega baixo, esqupa, e he muilo
manso : na na da Florentina, n. 16.
-- Vende-se um herco deangico, muito bem fei-
lo e bonito : na ra da Florentina n- 16.
%!teiico !
Vendem-se superiores chitas franeczas, de vara de
largura c de cores (xas a 280 rs. o covado ; dilas
finas, escurase decores fixas, lendo algumas que
servem para lulo a 5,000 rs. a peca ; nietos chales
de easaa de quadros a 440 rs.; cortes de lanzinha,
para senhora, com 15covados, a 3,600 rs. ; panno
preto fino para pannos de pretas 11 3.000 rs. o co-
vado ; chales de lila e seda muito tinos a 5,500 c
7,000 rs.; zuartodevara de largura, a 240 rs. o
covado ; cortes de cambraia lisa muito fina e com
6 varas e meia a 5,000 rs. ; superior brim tranca-
do pardo, de puro linho a 640 e 900 rs a vara ; di-
to amarello milito fino a 000 e 1,000 rs. ; dito
trancado de linho lira neo milito superior a 1,000,
1,280 e 1,600 rs. a vara; chadrezos de linho para
j aqueta a 400 rs. o covado ; risemlinhos trancados,
8 240 rs. o covado ; hainhuigo de linho, a 260 re. I
vaia ; meins para senhora a 240 rs. o par; c outras
multas fazendas por barato preco : na ra do Col-
legio, loja n. 1.
Cortes de nellc do diabo, a
1,400 rs.
Vendem-se superiores corles da fazenda chama-
ua pclle dodiabo com 3 covados e meia pelo ba-
rato preco de 1,400 rs o corlo, sendo da mais supr-
ima que lem apparecido : na ra do Collegio, loja
Vendem-se cscravos baratos na ra das
& I-iirangeiras, 11. 14, segundo andar: a
moleeotcs, de bonitas figuras ; um bo-
nito preto de 25 annos; um dito de 26
**"-< "'"'os por 450,000 rs. ; um pardo com
ofllcioile pedrmro, de linda figura e de oplima
conducta ; um dito carreiro.de oplima conducta; 1
(lito com oflicio de sapateiro, sem vicios nem acha-
ques, este troca-se por urna preta que seja moca, e
niloseja achreada ; um preto de nacAo, muito forte,
por 400,000 rs ; um dito por 250,000 rs. ; urna pre-
ta do 25 annos qi e coso minio bom sem vicios
nem achaques ; u:na mulatinhado 12 annos; urna
negrinha de 10 annos propria para sor educada;
urna pela muito forte, de boa figura e do 38 an-
uos por260,000 rs.; urna dita de nacSo que en-
tende de cozinha alguma cousa de muito boa con-
duela esem vicios nem achaques por 420,00.
SSSF.
Vende-se a verdadeira farinba SSSI*
de raminho chegada no dia 5 do cr-
renle : a tratar com J. J. Tasso Jnior.
POTASSA
Vende-se a verdadeira d superior po-
lassa da llussiu a mais nova que existe
no inereado : na ra do Cadeia do Heri-
fc armazem 11. 12, de Ballhar & Oli-
ven 1.
Vende-se superior polassa wova : na ra de
Apollo, armazeni n. 18.
Vondem-se meias barricas de Tarinha deSSSFdc
ramiuho : no raes da Alfandega armazn n. 1, do
Guimarfles.
\r* Vendem-se os mus mo-
a
y

^ demos chapeos francezes;
X, meias casimiras de novos
le lindos padrfles, pelo na-
,| rairssimo preco de 60 rs.
o covado: na ra do Quei-
j| mado, nos q un tro-cantos,
casa amarella, n. 9.
'0.

9

Vendc-sp linba de meada muito lina para bor-
dar cambraia,e toda a qualidade de panno lin;
bem como talagago pura buhados ; e outras mudas
colisas: na ra do Cabuga, loja do miudezas de
Joaquim Jos da Costa Fejoze,
Vende-se para lora da provincia urna preta
crioula de bonita finura que cose ensalma e co-
zinha o diario de una casa : no paleo do Terco so-
brado de um andar 11. 11.
Vciiile-.se a venda (ia ra da l'raia, n. 39, com
os fundos que ronvierem ao comprador, ou s a ar-
maeflo na ra do R.-mgrl, venda n. 50.
Vende-se urna esciava da ('osla ,
le 14 anuos, bastante alia, 1 donada e
de muito boa figura que lava bem de
sabao, cozinha"o diario de una casa, en
gonvma liso e arruma bem tn sala ,
uniu parda de ao annos, ipie lava bem de
sabfio cozinha bem o diario de nina ca
su, e be limito eutcndid e viva para
qualquer servico : tanto nina como 011-
tra au leem vicios nem achaque- de qua-
lidade alguma; o irictiro da vend se di-
r ao Comprador: na ra do Crespo,
d. 12.
Vende-se superior tabaco simonlo da Rabia,
em latas de urna c duas libras : em Fia-de-Portas ,
ns 145 e 147 vendas de Jos Goncalves Bcllrlo.
A os
Vendem-se tocios ludirles da primeira lotera do
conservatorio de msica do Itio-de-Janeiro, que li-
cava a correr no da 15 do corrate selembro : na
ra do Collegio, loja n. 1,
<>
Vende-sc una escrava de naojo do bonita
figura muito moca sem virios nem acha-
ques que lie porfeit vendedoira de ra
e lava r o Jipa de sabio e varrella ; duas ditas
que engoiiimam, cozinliam e fazem lodo o
mais arranjo lo urna casa, por estarcm a
isto acosliimadas, e quo tambem vendem na
ra, urna das quaes he muito boa rendeirae
carinbosa para meninos; 1 molequo de na- S
cilo de 16 anuos, mullo esperto; I pardo do !
'0 a unos,com cilicio de ulfoiaU',i; que he op- 53
limo pagem ; um cscravo de 22 anuos, do &
muito boa conducta sem vicios, e que esta 3
acoslumado ao servico de casa : na ra do p~
do Vigai io, 11. 24, se dir queni vende.
mmmmmmmmmmmmi
Vende-so um sobrado e sitio pequeo mura-
do com porlo o urna cozinha a niargem do rio
Capibaribe: na ra Non, n.52; primeiro andar.
Vcndem-se os neomparaveis charutos primo-
res ; cigarros le la llavana ; os verdaderos marca
de fogo ; trabuquellos ou mimos de moca ; regala
de S.-Felix ; e outras muitas qualidados, por pro-
co commodo : no novo deposito de charutos da Ba-
bia na ra estreila do Itozario, n. 45.
Vende-se, por proco commodo, um Sobrado
do dous andares e solfio em chaos pioprios sito
na ra da Guia 11. 55 : a tratar na ra Nova n. 65,
primeiro andar.
Vendem-sc 4 escravas sendo : urna parda de
SO anuos, que cozinha, cose, engomma, o tcm muito
boa figura ; urna preta de bonita figura de 28 an-
uos que he quiUndeira e lavadeira do varrella;
urna dita do 25annos, propria para qualquer sorvi-
Co.equeem principios de costura : um mulali-
nho de9 annos, proorio para pagem ou aprender
qualquer oflicin : todos som defeitos nom achaques :
no pateo da S.-Cruz n 10, se dir quem vende.
Vende-se, na porta da alfandega no arma-
zem n. 20, timajiorc3o.de saccas com caf do esco-
Iha e urna poreno de caixas com vidros, por preco
muito commodo.
Vendem-se, na ra do Crespo, loja de miude-
zas, n. 11, pistolas de alcance, a 4,000 rs.
Vendom-so c alugam-se bichas do llambur-
go : na ra do Rozario d Roa-Vista leuda de bar-
beiro, n. 60.
Vende-se um lindo moleque, de 11 annos, e um
piolo de 25, ambos bem parecidos, sem vicios, nem
achaques : no pateo da matriz de Santo-Antonio, so-
brado n. 4, se dir quem vende.
Potrtssa ca Russia.
Cunha & Amorim teem para vender potassa da
Russia", de superior qualidade : na ra da Cadcia ,
n. 50.
MUITO RARATO.
Vendem-sc os utensis completos da padara da ra
dos Rurgos (no I'orte-do-Maltos) a tratar na ra
a Sensalla-Velha, n. 142, primeiro andar.
VFLAS DF. CFRA DE LISBOA E DO RIO-DE-JANE1RO.
Vende-so completo soi tmenlo ao gosto do com-
prador, por baralo prego, para liquidadlo: tam-
bem ha brandos, bogias e tochas : na ra da Scn-
zalla-Vclha, armazem n. 110, de Alvos Vianna.
RAPE' l'RINCEZA NOVO-LISROA.
Cbegou, pelo ultimo vapor, urna porcTo deste ex-
cedente aap o vende-se no deposito dn ra da
Senzada-Velha, n. 110, o nos mais lugares j an-
n un ciad os.
Vende-so no armazem de Racellar, dcfronlo da
cscadinha d'alfandega, fardos muito frescos o mui-
to novos, pelo mdico preco de 3,500 rs. a barrica.
Lotera do Ro-de~Janero.
Yendcm-scbilhctc.se meiosditos da quinta lote-
ra a beneficio da nova freguezia ile N.-S.-da-Glo-
ria: na ra da Cadeia loja de cambio, n. 38, do
Manoel Gomes.
Attettco!
Na ra Direita n. 50, loja de- pintor, ha um
completo sorlimentn de vidros para vidracas ; ditos
com ac para espelho. O nicsino vdracciro se offe-
ro para bola-Ios por preco commodo, e tem lani-
bem urna poreflo do caixilhos, proprios para envi-
draear una loja.
Lotera do Sio-de-Janeiro, a fa-
vor da nova freguezia de N-.
S.-da-Gloria.
Vendem-se blheles desta lotera : om casa de J.
O Elstcr, na ra da Gadoa-Vclha n. 29.
Na ra de Agoas-Verdes, n. 46, vendemrse dous
moloques de na (lio Angola do 14 a 16 annos : 5 cs-
cravos para todo s servico ; 2 ditos de nagSo por
800,000 rs. ; um bonito pardo que cose mu bem
de alfaiale e cozinha ; duas bonitas molccas do na-
5!o de 11 a 13 annos; escravas para Indo o ser-
vico ; urna parda mucama que tem boas habili-
dades.
*......::. -:-.;: .-.;..
Vende-se cera de carnauba do muito boa
f} qualidade, tanto a relalho como cm por^fio : i
j na ruadas Larangeiras, n. 14, segundo andar.
Vendem-se, no armazem do Rraguez, ao pedo
arco da Conceicilo do Recifo saccas com farelo do
arroz viudas prximamente do Maranhao, por nro-
qo muito barato.
Vende-so por inulta preciso um escravo ,
que faz todo o servico o no tem vicios nem acha-
ques por 250,000 rs. ; urna preta lavadeira o qui-
tandeira por 150,000 rs, : na roa do Nogucira ,
n. 19, segundo andar.
PREGO USOAVKL-
Novo sorlimenlo de chapeos france-
zes linos, chgados pelo ultimo navio
de Franca, e por isso dos mais modei-
nos : bem como todo o sonitncnto de
fazendas linas : ni ra do Queiinado ,
loja novan, ii A, de llavmiindo Car-
los Leile.
Vendem-se 6 cscravos, sendos mogos.de bo-
nitas figuras, proprios para o servico decampo ou
mesmo para a praea e 3 lindos moloques, proprios
para ofilco dol, 12e 16 annos: na ra das Cr ti-
zos n. 22, segundo andar.
Champagne verdadeira,
marca cometa,
vende-sena na do Vigdiio, n 4, aima-
zetr de Rol he e Bid nlac.
PTIMAS NA VA LHA8,
pelo pioeessndas lemperasdas
mt'liiorcs fabrieastle tui
maraes.
EX.CELLKMR FABRICA EM
LISBOA.
Estas navalhas silo feitas do mais fino ac da Sue-
cia e temporadas cm agoa que conlm os mea-
mos principios que se enconlram na mu afamada
de Guimarles o para provara sua superior quali-
dade, bastar dizer-se que sao preferidas por quem
urna vez as expermentou a quanlas veem de Ingla-
lorra, Franca e outros paizes,ondo a arte do euleleria
esl inqucstionavelmente em grando adiantamcnlo.
Teem mais as supradtas navalhas a imporlanl
ciifiimslancia de conservareni por mudo lempos
aliarlo, de coilarem com rapidez os cabellos da bar-
bo e finalmente do njlo ofl'endcreir. nem levanta-
ren a pelle o que as torna mui recommnduveis.
Vendem-se nicamente na ra do Crespo, lojj
n. 8 de Campos & Maya onde niTosoduvidada-IoS
fara os pretendenles as experimentar.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
Aos 20:000^000 de ris.
Ghegaram, pelo vapor San-Seba$tiao, bilhettsn
meios ditOs da primeira lotera a beneficio do con-
servatorio de msica da corle que devena ser cx-
trahlda de 12 a 15 do correnle : na ra da Cadeia do
Recife loja de cambio do Vieira n. 24. A elles,
antes que choguc o vapor com a lista.
oi*i#i0 wswn.e^ttfw mf*w
g Vondo-se um pardo do 22 annos proprio f
H para todo o servigo : no praga da Indepen- J
2 rtoocia rrarfa ::s. Sos. 2
Otffttfi^^laM^ 01* 01* % &'l* afl* l%%
Na ra do Trapiche-Novo, n. 18, casa de Fe-
derico Robilliard vende-se muilo superior cerve-
ja preta em botijas, cada urna barrica com (res du-
zias.
Vendem-se superiores chapeos de
castor, prctosebrancos, por preco
muito barato : na ra do Crespo, loja n.
la, de Jos Joar|Hiii da Silva Ala a
= Vcndf iii-sr moendasde ferro para engenlios de ai-
lucar, para vapor, agoa c brstas.de diversos tamaitos,
por proco coiiiinod;e igualmente taixas de ferro coadn
e.balido, de lodos os tamanhos: ua praca do Cnrpo-Sau
lo, n. II, em casa de Me. Caltnont & Companhia, ou na
ra de Apollo, ariitazrin. n. 6.
Vendem-se pedras de amolar, brancas, da mo-
Ihor qualidade que teem vlndo do rio de S.-Fran-
cisco a relalho e em porcilo por prego commodo:
na ra da Praia, armazem n 18.
Vcndc-sesal de Lisboa, lino e alvo, a 1,600rs.
o alqueiro pela medida velha : na ra da Praia, ar-
mazemn. 18.
Escravos Fgidos.
Roga-se as autoridades policiaes, pessoas par-
ticulares e capilfles de campo a apprehensilodo mo-
leqne Flix, crioulo cor fula que boje representa
ter 16 annos, de bonita (gura sem deleito algum;
o qual be muilo fardla se acha fgido o! furla-
do desdo 28 do feverciro de 1844 c tem sido visto
andar pela villa do Cabo. Qneni delle soubcr e levar
a seu senhor, Antonio Aunes Jacomo, morador na
ra Augusta, sobrado n. 94, ser recompensado com
cen mil rs.
-- Fugio, no dia 8 do correte a praia da Costa,
de ame Felicia de estatura regular; da cintura
para cima he mais grossa do quo pira baixo peilos
grandes, cara bechigosa ; lem urna bordadora era
cima do hombro esquerdo quechera ataao espi-
nbaco ; tcm nina ai gola de lalfio cm um dos bra-
cos : quem a pegar leve a ra Imperial pederan.
43 defronte do chafariz, que ser generosamente
recompensado.
nesnppa'eceu, no dia 10 do correnle, da fcira
da cidado da Victoria um prcto crioulo de nome
Servo, do 20 anuos bonita figura, alio, delgado
do corpo, espadado, pernas finas e um tanto abor-
tas nosjoclhos, falla mansa, rosto um tanto redon-
do. F.ste prelo levou um cavado com gangalha, eum
par de saceos vasios O cavado lio do cor ruco-suja,
com pintas de pedrez e com forro no quarto di-
reito. Desconlia-se que fosse fultado. Roga-se as
autoridades policiaes o capiles do campo a_captu-
ra do mesmo escravo c sua remossa ao Si', subtelega-
do da cidade da Victoria, ou a seu senhor, klallieus
Jos do Almcida morador no Riacho-ilo-Padre ,
da mesma IVegue/ia ou no Recife, ao Sr. Antonio
da Silva Pnientel, coni venda na Punlc-Velha, que,
alm de so pagarcm todas as despezas se recom-
psnsar.
Fugio, na larde do dia 16 do correnle, um
moleque de nomo Joaquim mas que tambem res-
ponde pelo de Toby appellido que Iho Cordado lo-
go quo fui comprado cm 1840 u Antonio da Silva
Gusniilo mus quo nflo se ndoptou, por isso que foi
depois baplisado com o de Joaquim ; lio de naca"
Cabund de 18 anuos ; lem no peito dircto a mar-
ca FC, o na face um sitial redondo, alcm do
outros pelo corpo a que nilo se bolou sentido,
de altura regular, secco do corpo tosa peque-
ii8, odios grandes e vermclhos borheixas o hel-
eos grandes ; quando fugio eslava com a cabeca ras-
pada e achava-se bebado ; levou camisa do risea-
dodealgodilo izul americano ,. calcas da mesma
fazenda cen listras mus largas, porm j alguma
cousa apagadas ; quando anda cosluma a gingnr,
falla alguma cousa ingle/.; deconlia-sc que anda
pelo Itecifo. Quem o pegar levo a ra do Vigario,
n. 23, que ser recompensado.
Fugio, ha das, a escrava Mara, mas conde-
cida por Candencia crioula de estatura regular,
Chela do corpo, cor retinta, denles alvos; levou
vestido de chita rxa tio\o,saia prela de alpaca,
c panno lino prcto ; tcm sido vista na ra do lian-
gel, Roa-Vista Manguind c l'ontc-de-l'cha
quem a pegar leve a ra da Cadeia-Velha que se-
r recompensado.
-- Acha-se, desde o dia 16 do passado fgida a
pela Joanna, de uacHo Rengela de 30 anuos pou-
co mais ou menos ; do bom condecida por usar de
do vender sapalos para senhora, Inicias, bolos, ele '
he alta, secca do corpo crfuila rosto comprido,
odios fundos, nariz um lauto afilado denles lima-
dos, beicos grossos ; lem urna marca a litiga no la-
do esquerdo do-rosto, proveniente de urna denta-
da que Ihe ilerain, bracos finos e compridos | es
seceos e tambem compridos, pomas chcias de voios
e encarocaJas; he bstanle ladina Esta prela,por ler
muilosconheciinenlos, julga-se estar ucoitada : por
isso protestn-se usar de lodo o rigor da lei contra
quem admill-la em sua casa e muito se rcconi-
menda as autoridades policiaes, capules de campo
e mais pessoas do povo a captura da mesma escrava,
promctlendo-s* aos ltimos boa recompensa, sea
levarem ao Aterro-da-Boa-Vista n. 17 fabrica do
licores de Frederico Chaves.
ERRATAS
da correspondencia do Si: doutor Fericira.
Pag. -2 col. 1 lius. 90 posto que nao se deves-
seaoglo Icia-se s ao glo ; col. 2 lin.
27 tornaran) --- Icia-se lornavam.
pa*w x\ iKp, vtm. i.it Aitu.-- ib7'


Full Text
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