Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08543


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Full Text
A mo de 1847.
o diario {wwtewi S:Th."S
aria ,,.r,l- i o prejo hwjWSnTJil
,001 rf.po. qn.rtel, W -*225^_2fci
20 ^porIb*.,J e(',' y M rrc, ,g.
dillcrcnte.porcaHap.l.licaf".
puases da Wk Mansa M SBTEHBRO.
Hinso.pt., 6 borue M *J* twd..
Crcsc.nl.. 17. s & bora da laide.
Luacbeia J, aos 6 mu,, da larde.
Sexla-feira 17
PART 3\ DOS CORREIOS.
(oianna <- Paralivba, s segundas esextas Mru
llio-drande-dn- Norte quintas feiras ao meio-dia.
Caito, Stfiohfem, Rio-Farinoso, Poito-Calvo e
Maccio. to i.", ;i 11 e 21 de cada mez.
Garanliutis e Bonito, a S c 23.
Roa-Vista c Flores, a 13 e 28.
Victoria, as quintas feiras.
Uliuda, todos os ili.i,.
fe Setembro. Auno XXIV.
N. 209.
.- vjmmmmiem
PREAMAA tS HOJE.
Primeira, s 10 doras e &t minutos d mauhaa.
Segunda, s II boras e II minutos da tarde.
DAS D\ SUMAN A.
13 Secunda. 3. Filippe. Auil. ilj 1. dot orpli.
cloJ. 14 Terca. S. Materno. Aud. do J. (lociv. fia I.
v e do J. de paz do 2. dist. de t.
15 Qu.rU. S, Nicomedes. Aud. ilo I. do civ.
da 2. v.c do I. ile paz do 2. di-t. de t.
IC (Jubila. S. Pedio de Aibuea. Aud. do J. i!e
orpli.edoJ. municipal da l.vara.
17 Seila. S. Conidio. Aud do Idociv. da I.
v. e do J. de pat do I. dist de t.
Sabanlo. S. uslorquio. Aud. do J. do civ.
da I. v. e do J. de paz ilo I dist. de l.
U Domingo. S. Januario.
cunaos no oa iJB skteyiiiru.
Cambio sobw Londres '-'7 .1 p. \ rs. '" *
a a Pars 31,0 rs. por franco.
I Lisboa IOS a 110 de premie,
ilcsc. do lettr de boas firoi.....- Vi a I % ao me/.
0ro-One.be.panhl>Ua..iyl#''" *J
MoSdnsdoUl Olvelli. I6'400 MU.'1
i> de C#40i> nov IttfOO
de 4<000..... 9I0O a
/'rato Patnces......... l#8S0
n Pesos coluinnares... IfUOO
a Ditos mexicanos ... "JSOO a
Miuda............. <#9
Acedes da comp.ilo lleberibe de 40f 000 r. ao pr
|8|400
8i0<'
I9H
i)nu
l82{>
uuu
PASTE OFFICIftl.
Govcrim da provincia.
EXPEDIENTE DO 1. DO COMIENTE.
(illicjo__Aocommandanle das armas, declarando
que de conformidad com a sua informagflo de 30
de agosto prximo findo, e na forma da lei o ordens
dogoverno, conceder tres mezes de liecnca ao al
feres ilo 6. batalhflo de cogedores, Berardo Joaqtiim
Corroa, o permiltra que ello fossu pagando o que
deve caixa do batalhflo com a consignagflo mensal
de 10,000 rs. Participou-se ao commissario-pa-
garior.
Dito Ao inspector da thesouraria das rendas
-ovinciaes, recommendando n expcdigflo das con-
venientes ordens, para que, por conta da quota vo-
tada para roparo dos predios do patrimonio dos es-
tabelecimentos decaridade, sejam dadas as quantias
que a respectiva commissflo reqursilar para levar a
effeito esso reparo. Participou-se administracio
dos estabelecimentqs de caridade.
j)l0 Ao mes mu, ordenando que, vista da con-,
ta que se lhe remet, faca pagar o que, lm dos 600
francos que so enviaram para Pars, se despendqu
com a compra, despacho o" conriucgflo dos objectos
mandados virpara o concelho gcral de salubrida-
de. Participou-se ao presidente do referido con-
celho.
Dito Aomesmo, autonsando o pagamento da
importancia da lotiza e dos pregos mandados vir de
Inglaterra para a obra do thcatro publico por Alfre-
do Willcrs. I'articipou-se ao administrador do thc-
atro publico.
Dito Ao director interino do curso jurdico de
Olinda recommendando faca entregar ao Itevm.
prefeito do Hospicio do Nossa Senhora da Penha do
Recite, os livros que se acbam inventariados como
pertencentes ao inesino hospicio, e bem assiiu todos
os que liverem a marca l'cnjia. Pai tcipou-so ao
supramencionado prefoito.
Dito Ao administrador das obras publicas, de-
terminando fllcie u eiigeuheiro Lioutnier, para que
vao tormo doLimociro, e de intelligcncia com o
respectivo delegado examino o estado da cadeia des-
6e termo, e orce a despeza que precisa se faz para
que iquo ella cm ciicumstancias de conter os pre-
sos cm seguranca. Participou-se ao chefe de po-
lica.
Dito Ao juiz de paz do Nazareth, significando
que iccebra a acia da 8.* reunflo da junta qual i des-
dora respectiva.
Dito Ao juiz do paz do 1 districto da frcguezia
do Cabo, ordenando que informe com urgencia, se
lia alguma diflrenga entro a lista das pessons cujos
recursos foram allendidos, a SlJlC. remeltida pelo
respectivo concelho municipal, e a que se exiirou no
livro de qualilicaciio na forma do aitigo 37 da le rc-
gtilainentar das eicgoes ; assim como entre a que se
aflixou na igreja matriz e a que so inserio no men-
cionado livro.
DEM DO DA 2.
Oflicio Ao commandanlc da ilha de Fernando,
recommendado prohiba o estrago das mallas da mes-
ma ilha, eeinpregue os meios necessarios para que
sejam conservadas, visto como est reconhecidoque
ellas concorron para a regularidade das estages, e
para a fertilidade, nao sodas lenas cm que estilo,
como das que Ibes lcam contiguas.
Dlo A'odminislragflo do palrmomo dos or-
phiios, recommendando faga proceder aos concer-
tos de que neccssila a cosa do respectivo collegio,
de conformidade com o oicamenlo que llie devolve.
-- Parlicipoo-so ao director do collegio dos or-
phfos.
Portara Demiltindo Ignacio Alvo da Silva San-
tos do lugar de delegado do concelho gcral de salu-
bridad^ na comarca do Itio-Foimeso. Participou-
se ao inspector da thesouraria das rendas provin-
ciaes c ao presidente do predi lo concelho.
DEM DO DA 3.
OfficioAo presidente interino da rolagflo, de-
clarndole inteirado da nomcacio do desembarga-
dorManoel Rodrigues Villares para relator da junta
de juslica, c do desembargado!1 Agosliiiho Krmelin-
do de Ledo para vogal da mesina junta.
Dito Ao ilesembargador juiz relator da junta de
justiga, Iransmittndo o processo tlcManoel Viris-
simo de Jess.
Dito A' cmara municipal do Rio-Formoso, exi-
gindo urna relago dos respectivos vercadores or-
linarios.
Ditos A' mesma, ordenando que informo sobro
ocontido nosoflicios quo lhe remeti, de Francis-
co da Rocha Barros W'anderlcy, Manoel Heni iques
Wandcrley o Jos l.uiz de Caldas Lins.
Dito Ao administrador das obras publicas, au-
torisando os colicortos das pontes do Recifc, Afogu-
dose Tacaruna.
Portaras Demiltindo a Virssimo dos Santos Se-
queira do lugar de cirurgi,io ajudante do corpo do
polica, e nomeando para substitu-lo a Antonio
Ferroira do Almeida. Parlcipou-so ao inspector
da thesouraria das rendas provnciaes, ao com man-
dante geral do corpo de polica c ao nomeado.
^RNAMBUCO.
JBYDO BECIFE.
SESSAO EM i4 DE8BTCHBR0 DE I8i7.
PRESIDENCIA DO SENHOil nOUTOR CKnVAZIO GONgAL-
VES DA SILVA.
As 2 horas da larde, faz-se a chamada, c verifica-
se estarein presentes 39senhores jurados.
USr, Juiz l'residenle declara abarla a sessfio o mul-
ta oSr. Jos Maria Seve em 10,000 rs., por haver
faltado sem causa participada.
Silo apregoados os reos e as teslcmunhas.
O Sr. Juiz Praidente declara que se val proceder ao
sorteio do concelho que tem de julgar ao reo Joflo
Jos Comes do Oliveira, aecusado de haver inlrodu-
zido cdulas falsas na circulagito.
Sorteado o concelho, presta o juramento exigido
pela lei.
O Sr. Juit Presidente faz ao reo o seguinte.
de dousalres das.... So nao as cntreguei, fui por
nunca adiar o Villar em casa. '
Findo aqu o interrogatorio, passa-so a leilura das
pegas do processo, e s allegagocs pro e contra o reo.
Terminadas essas allegagocs,
O Ar. Juis l'residenle faz o relatorio da causa e
entrega 4 quesitos ao presidente do concelho, que,
havendo-sorecolhido com este sala das conferen-
cias, volla depos de algum lempo a dos debates,
com resposla aos mesmos quesitos.
O Sr. Juiz l'residenle, confonnando-sc com a de-
ClsSo do jury, condemna o reo n 16 anuos de ga-
les na ilha de Pomando-de-Noronha; a multa cor-
resDondcnte a metade do lempo ; e as cusas.
As 5 horas da tarde, levanta-se a sessiHi.
MEMOlllAS DE UM MKDIC. (*)
pon aieyanire ^uma0.
SEGUNDA PARTE.
CAPITULO XXVIII.
SO QUE ACOMTXCIU A Mr. DE XA TAUOirTON,
PBBCEFTOB OS PRINCIPES DE FRANCA, Bf A
N01TE DO CASAMENTO DO DXEPBIM.
Os grandes successos da historia so para o ro-
mancisla o que as montanhas gigantescas sBO para
oviajor. Contempla-as, anda cm roda debas, eas
sa.la de paSsagem, mas nao as sobe.
Assim vamos nos olhar, rodear c saudar essa ma-
gestosa ceremonia do casamento da delphina, em
(*) Vide Diario n. 207.
INTEnnOGATOMO.
Juit: Como sCchama?
Ito : Jolo Jos Gomes de Oliveira.
Juis : Onde se achava qiianilo foi preso
fco Aqui na alfandcga.
Juiz: Qiial fol oninlivo da sua prisflo7
Ho : Dizem que foi por dinhciro falso que a-
cliaram no minha gavela. ,
Juit: O Sr. passuu, ou passava esto .linheiro ao
povo ?
leo : N3o, Sr.
Juis: Quem lhe deu este tlinheiro falso 7
leo : Foi Jos Gomes Villar. .... ,
Juiz: Para que fin dou-lhc elle este dinlieiro 7
llo : Passando eu pela casa do Villar, pcigiiii-
lou-me elle como eu a do negocio, icspoiuli-lhe que
mal. Est bom, cu tenho uin negocio para lhe dar
dissc-nic elle elle ; o no outro dia, ao oscurecer, ro
minlia casa levando un embrulho, o dissc-ineque
eu visseaquillo, e depois que lhe desse a resposla :
quando cu fui vero que era, vi que eiam unas cdu-
las, que meu socio me disse que eram falsas; eu en-
tffo. no outro dia, fui a casa do Villar, voltando la
na is duas ou lies vezes, c nunca o encontre; e lo-
go no outro dhi, meu socio me fui denunciar.
Juiz : O Sr. nlto passava eslas cdulas com o ga-
ndo de 50 por cento, como confessuu quando foi
preso ? .
I0 Kilo foi que me disse que o negocio era de
mals de 50 por cento.... a ules de me entregar as c-
dulas.... Slas eu uno as live cm minlias mflos mais
mm^airsmmismBK.- -|nmM
Veraalhes. 0 ceremonial de franca ho a chronica
que nicamente so deve consultar em semclhante
caso. .-,,' ii
Niio he, com effeito, nos esplendores do Versa Ins
de I uiz XV, na descrpgiio dos vestidos de corte, li-
bios o ornamentos pontificos, que a nossa historia,
modesta criada que por tiilho desviado costea a
grande estrada da historia de Frange, adiara que
galibar'. ,
Deixemos ocabar-se a ceremonia aos raios do sol
ardento de um bello dia de maio ; deixemos que se
relirem os Ilustres convidados cm silencio, e v.io
contar ou commentar as maravilhas do espectculo a
que acabam do assistir, o volvamos aos nossos acou-
lecimentos, s nossas persouagens, as quaes, por-
que silo histricas, tecm um valor que Ibes Impro-
prio.
Fatigado orei da represenlagilo e sobretudo do jan-
tar, que havia sido longo o pautado pelo ceremonial
do jantar de bodas do grande delphim fillio de Luiz
XIV, retirou-sc ao sen atiosento s nove horas, e
despedios toda a corle, deixando s comsgo a Mr
de La Vauguyon, preceptor dos prncipes.
Esse duque, grande amigo dos jesutas, que elle
esperava conseguir que voltassem a Franga, pelo va-
limenlo da condessa Dubarry, via una parte da
ma tarefa terminada pelo casamento doduquo de
e\iio era, poim, essa a parte mais escrabrosa, pos
lhe fallava completar a oducago dos condes de Pro-
vence e d'Ai tois, de idade, a esse lempo, um de IS
e outro de 13 anuos. Era o conde de Proveucc dissi-
mulado e indmito, o d'Artois indmito e cslouva-
SI-SSAO EM 1 5DE SETEMBRO DE 1847.
rasSiDENCiA uo SRNiioa oooto gervazio coxgAi.-
vf.s ha silva.
Ao meio-dia, faz-se a chamada, c verifica-sc esla-
rem presentes 39 senhores jurados.
0 Sr. Juiz l'residenle declara aborta a sesteo.
Sao apregoados os reos e as lestemunhas
O Sr. Juiz l'residenle iliz que se vai proceder 80
sorteio do concelho que tem de julgar ao ico Jos
Vctoriaiino da Silva, acensado do crime de eslellio-
nato. .
Sorteado o concelho, presta o juramento do cs-
lylo.
6Sr. Juis l'residenle faz ao reo o scgulnle.
IXTElUlOGATOUlO.
Jttit i Como se chama ?
Rif :Jos Viclorianno Juiz: Lombra-se (|uando foi preso ?
IU ;_ pin0 me lembro, Sr., nao.
/uis:Qual l'oi o motivo da sua prisao ?
Heo : fui preso a Ululo de eseravo.
Juiz Voss nao se ajuslou com Malinas Ra lio-
sa para o liui l lio <> vender, e repai tireiii entre si o
producto da venda i"
/(,. : N;"io meajuslei, nao, Sr.
Kinduaqui o interrogatorio, passa-so a leilura das
icgas do piocesso e s allegagOes pro 0 contra 0 reo.
Fmdas essas allegagocs,
O Sr. Jui- 'residente la* p rebino da causa e en-
trega 10 quesitos ao presidente do concelho, que, na-
vendo-se recolhido com est a sala dasconlerencias,
volla pouco depois i dos debales, com resposla aos
meamos quesitos. .
O Sr. Juiz Presidente, conforniaiido-se com decl-
sSo do jury, condemna o reo s 4 mezes e 90 das de
prisflo simples, 5 porcenlo do valor do eslellioualo
em quesillo, enas cusas; grao mnimo do artigo
86* do cdigo penal combinado com os rtigos J*,
35 e 4!) do inesiiio cdigo.
As horas da tarde, levanla-se a sessao.
(Jorrcapoii delicias.
Temi oSr. Dr. Ferroira remettido para a typogra-
phia uautograplio da correspondencia que abaixoso
10, sem haver numerado as respectivas paginas, suc-
cedeu que os oflciaes as compozessem na ordem in-
versa d'aquella quo elle quizera que livessem. isto
concorreu para que a predita correspondencia rqsst
exarada em o n. :!78 if< Diario, de modo a nflo
poder ser cntendid em algumas de suas parles: e lie
para remediar este incidente, que damo-nospres-
su em publica-la de novo.
Srs eductores. l'crcor.-cndo o Diario do quiu-
ta-feira, 2docorrcnte, com admiragflo depare)i com
urna correspondencia assignada pelo Sr. Jos Fran-
cisco Pinto GuimarOes, na qual me tacha de inexacto
na observado que publique, nesle mesmo Ihano
em o numero 167. Esta accusagflo julguei de tai la
monta, que, nflo obstante a repugnancia que tenho
do ; e de mais o delphim, alffl das ^>|^|>>
que o tornavain discpulo precioso, era delphim, is-
lo he, a primeira personagem de Franca depois d el-
rei l'dia. pois.l.a Vauguyon perder muito poniendo
sobre tal espirito a influencia que lalvez urna mu-
Iberia conquistar.
Ouandoarei o convuloii a demorar-se, eiilendeu
elle qno S. Magostado reconheoia essa porda e que-
ra indcinnisa-lo com alguma recompensa. De or-
dinario, acabada una educagio gralihca-se o prc-
CC|'st.)''levou o duque de La Vauguyon, homem mui-
tosensivcl, a duplicar do scnsibilidade : durante o
jantar nflo fallara sem o longo nos ^P'PJ!!"
fostar o pozar quo lhe causava a porda do discpulo.
Ao acabar do aWl solugavn ; mas, achando-se so
emlini. licou mais socegado.
A chamada do rei tirou-ll.e de novo o lengo da
algibeira, c trouxe-lho as lagrimas aos olhos.
--- vinde c, mev pobre La Vauguyon, disse cl-io.
estendendo-sc vontade em um espnguiceiro : vin-
de c, e conversemos.
- EatOO s ordens de V. Magestade, respondeu o
"~ Senta-vos ahi, querido amigo, que deveis es-
tar cansado. *
-- Scntar-me, senhorr
__ Sm, aqu, sem ceremonia, ah tendes.
E Luiz XV indicou ao duque um tainboreto collo-
cado do tal maneira, que as luzes davam na cara do
ireccplor, emquaiito a delle fleava no escuro.
__Ora bem, charo duque, disse Luiz XV, eis-alu
una educago acabada.
de entrar em polmica com o Sr. Pinto, atientas as
relagOes de amizade que entre nos existem, nSo pu-
de dcixar de responder o moslrar-lhe, quo prezo
multo a minha honra e o meu crdito, para publicar
factos que nflo estejam revestidos de todo criterio da
vordade. Quandodei a luz aquella observaglo, nflo
tivo outro lim senflo levar ao conhccimcnto do pu-
blico um faeto, que, |or milito extraordinario e le
nina inmensa importancia pela sua raridado, mere-
ca ser conliecidoj porque, nflocxistiniio militas ob-
servagoes de grandes aneurysmas curados por a-
quclle mclhodo, era de minha obrigagflo expiar a
historia e o tralamenlo seguido, para que outros
collegas em semolhanfcs casos o empregassem com
mais conflanca. Son o primoro a confessar, que, nflo
leudo tomado olas diarias acerca da molestia do
Sr. Polycarpo, podia acontecer eseap.irem-mo algu-
mas pequeas circumstancias, ou enganar-me no
dia que sobrevol alguma mudanga na molestia;
mas de reilo me nflo eng.inei no essencal da obser-
vacflo, 0 se liouve nexactidflo em dizer que o Sr. Po-
lycarpo nao quiz subjeitar-so a oporagfio, ella fui
devida 00 Sr. Pinto, que, sendo convidado para vOr
odoente por cpnselho meu, e lendo-o visitado nos
ltimos Icu.ipos em nieus impedimentos, nflo quiz
parlicipar-meossa oceurroncia, nflo obstante ser cu
o assislento; e lambn) ao Sr. Polycarpo, que de-
pois da segunda conferencia uiandou-me chamar por
militas ve/es para perguntar se julgava que nflo
suecumbiria das consequenciss da laqucagflo, ao
que senipre lhe respond: que a ligadura era o meio
mais seguru de obter a cura, mas quo a sua senleu-
ca de vida ou moriese decidira cm poucos das; e
que me pareca, que, nflo leudo o tumor augmenta-
do de vplume, e as pulsacOes aprcseulando-se mais
liaras, nflo tnha desesperado de 0 salvar com a-
quelle mesmo tralamenlo proscripto; masque, to-
mando em considcragflo o parecer dos nieus llustros
collegas, decidisse de sua livre e espontanea vonla-
,!(.. (i sr. Polycarpo constantemente alllrmou-me,
que, urna vez que lhe nflo garanta o resultado feliz
da 01 erogtlo. nflo quei ia subjeilar-sc a ella, e prefe-
ra inorrer do progesso da molestia, vivendo mais
algum'lempo, do que expor-se contingencia do
soeciinibir em poneos das, caso a operagfio nflo li-
vesse o resultado desojado. Bis 0 que sabia. E quan-
do live de publicara observagflo, primeiranicntc a
lino Sr. Polycarpo, quemo allirmou estar em ludo
exacta, e agora mesmo depois que sabio a corres-
pondencia doSr. Piulo.
Espero, perianto, que o Sr. Polycarpo dar as de-
vidas oxplfcagoes. 0 Sr. Pinto, do facto de ter eu di-
to que a laqueadlo se nflo fez por se oppr o Sr. do-
cnlc, o ter elle libado curado sem ella, deduz que a-
quella auerfo le ineulir no publico, quehouvi da
mrle dos que a proposeram dcsiju de fa:er ovcrarOes, ou
ignorancia da materia. Confesso que nflo esperava
esta lingoagom do Sr. Pinto; porque ninguem ha
quo se persuada que so fazein uperagOes por divor-
limento, ueiii quejulgue ignorantes os Srs. laculta-
livos que assistirain as conferencias, por nflo torcm
o mesmo pensamonlo; a ropulagflo que merecida-
mente goza ni, no numero dos quacs contemplo o Sr.
Pinto, era mais que sufliciento para nflo se poder a-
venturar urna somelhante proposito. Picaral aqu
na paite da correspondencia que mais me custou
responder, portor de tratar de fados pessoaes, o
que nada tecm com a importancia da obsorvaeflo. A-
gora passarei a provar o que disse no communicado,
relativamente a cura do aneurysnia, e que o Sr. 1 m-
tu conlestou. .
SeauizesseescrovercomooSr. Pinto, diriatam-
beui que nflo foi exacto em sua emenda; porque,
n0 sendo o assistenlo, nem visitando o ponto
nflo nas conferencias, c qussi no lim do tratamento,
sendo eu que dirig o curativo, diz: -queomal leve
de ceder ao tralamenlo que lhe aVpozemus,a vnnayio
com a intrnedo de o curar, e no fa com iiW
para a mesma operado. Como he que o Sr. I mo clia
ma a si a dirccgflo, e doscreve a historia sem tei as-
sistido ao tralaronto desde o principio,
Na primeira conferencia lu do parecer, com os
Sim, meu senhor.
E La Vauguyon auspirou. ,,
Uellaeducagflo, por minha fe! continuou Lu-
iz XV. :
V. Magestade he a summa hondauc.
Eque multa honra vos faz, duque.
V. Magestade me confunde. -.Ib.
o delphim he, ao que pens, unidos pnncipes
sabios da Europa.
Assim ocreio, senhor.
-- Sabe bom a historia T
Muito bem.
Z TSSSVSS'delpblm, nhor, 1ntto
por sisearas, que un. eugoi.l.eiro nflo levantar,..
_ Tornea adiniravelinenle. _____
Ah senhor, esse cumplimento perlence a ou-
trem, e n'flo fui eu que lhe cnsinei isso.
Nflo importa, sabe-o ello:
Maravilliosamenle.
Ea relojoara, hem..... que destreza'.
__ He um prodigio, senhor.
lia seis mezes a esta liarte, que todos os meus
elogios correal uns aps oulros, como asquatro ro-
da de um coche, sem se poderem reunir. Pois bem.
ho elle soquemos regula.
-- Isso he do dominio da mecnica, senhor, e
dovo ainda confessar que nenhuma parle nisso
Sm, porm as malliomalicas, a nayegagSo ?
__ Alil senhor, essas so as sciencias para as
uuaes sempre impelli u S. Alteza.
E lie ncllas muilo versado. Outro da ouvi-o

I
*t


i
'"

MUTILADO
r '



2,
.i
*

outros meus Ilustres collegns, que se langasse mfo
dos meios quecu j havia proscripto, das sangr-
as, glo, dicta tenue, ele., c quo se nlo se conse-
guirse curar por esle meio, entilo so empregaria a
galvano-punrtura, para o quo mandara vir una pi-
Iha ipropriada do Pars. Hnm so v, que, tendo de
mandar buscar em Franca urna pilha para esto (im,
nilo podia sor do opiniilo quo se pratcasse a galva-
no-punctura na inesma occasiilo, como quer dar a
entender o Sr. Piulo Qucrendo provaro Sr. Pin-
to que o aneurysrna do.Sr. Polycarpo tinha sido
una arterite, diz que se inclina a crer que fosse pelas
raides seguintes: 1., por urna especie de febre que sem-
pre nolou no Sr. docnte, excessivas dores que experi-
mntala no tumor, e exlremidade inferior correspon-
dente, enfiltraco desta mesma extiemidade, etc. Pcrmit-
ta-me que no partilhe o sen modo de pensar, com-
quanto apoiado em llicorias de autores respei-
taveis Pens que a inflammagilo cm qualqucr
orgflo nu tecido pode causar-lhcs tac iiiodi-
cacocs, que os predsponham a contrahir qual-
quer molestia, produzir diversas alteraces o at
degonereeencas; mas querer ludo explicar por
meio da inflammac se lombra ; c applicando ao caso actual, lembro ao
Sr. Pinto, que, quando vio o doente ao principio, an-
tes de entrar em tratamenlo, nao exista esta especie
de febre, a dr no tumor e no inembro ora modei a-
da, o a enlltragloera a consequencia necessaria da
rompressilo dos vasos na passageni da venilla, o que
anilla boje existe cm pequeo grao, por ler diminui-
do o volunte do tumor, mas existir'o ncleo, que
embarace a livre eirculaclo dos lquidos no metn-
bro, devendo atlribuir-se a dr que senta ao princi-
pio compressilo dos ervos pelo tumor, e a deslen-
guo do mesmo, o depois a acgio do fri do glo, que
causa dores insupportaveis, oque por isso muitos
doentes o abandonan), e lodos os autores concordam
em mandar suspond-lo por momentos para mitigar
os padecimentos dos doentes, e ltimamente reac-
cHo, que apparcceu cm consequencia da suspcnsio
do fri; foi este o malivo de cu dizer na observado,
que nao leria ob'.ido semclhante resultado, se o Sr.
l'olycnrpo, com constancia pouco natural, nao tives-
80 supporlado o Iralanienlo. A. segunda rasilo do Sr.
I'mlo para provar a nalurcza iiillaiuniatoria expri-
mc-se pela forte contusrlo que elle soffn'ra algum lempo
antes no mesmo lugar, onde se desenvolveu o tumor aneu-
r asmtico, etc. o Se. I'inlo onganou-se emattribufr
a una conlusilo, porque o doente nunca confcssnu
ter soflrrido alguina violencia sobre a verilha; e lano
assim foi, que o Si. Pinto na primeira conferencia,
nao podendo atinar com a causa, inclinava-se a crer
que o vicio escorbtico linba sido a causa do amol-
lecimento das membranas da arteria, e propoz oxa-
rope anti-cscorbutico. molestia esla que est mili-
to longo de sor inflammatoria; o quando mesmo
liouvesse este golpe no lugar, nilo ora urna rasilo para
cicr-se a natureza inflammatoria, porque he eral-
mente admitlido, nesses casos, queacontusilo obra
mais dilacerando as membranas, alterando a sua
textura, e produzindo o aneui ysma pelo cITeito phy-
sico, doquo pela inflammagilo consecutiva. A tel-
ena rasilo foi dizer o Sr. Pinto: pela exasperado
o tratamenlo antiphlorjisticn sedativo ou calmante, logo
que aquello foi suspendido. Nosle terceiro argu-
mento, que produzio o Sr. Piulo para piovara na-
lurcza inflammatoria do aneurvsma, cabio cm una
contradicciio manifesta: tendo dito ao principio,
luecoiicordoiimjf mprfforprnci>a.rn/e o trata-
ment antiphlogislico, (sanguesugas, sangras, Cge-
lo, etc.) nao quer depois considerar o glo como an-
tiphlogislico, nao obstante llroussais, que, coin-
quilino livesse o cerebro bastante irritado, para-ver
inflatninaces por loda a parle, e que o Sr. Piulo c-
toiiem bou apoio. nilo dcixasso de aconsolhar o g-
lo; mas nesla parto o Sr. Pinto apai tou-se da dou-
Irina do citado aulor, cquizqueo glo fosse exci-
tantes antiphlogislico ao mesmo lempo. A'vista
dislo, creio que o Sr. Pinto dcixou-se prcoecupar,
por ter interpretado mal o sentido das mnhas pala-
bras, e por isso quiz combaler-me sem rasilo, e sus-
tenta que o glo exaeerbou a molestia, porque eu
navia dito que Linba sido o principal agente da cura.
I os a drque naturalmento produz o glo, c quo eu
relate! na observado, he urna oxacorbacQo da mo-
18811? A diininuiciio do impulso das palpilaces, a
maior dureza do tumor nilo lie una melhora, posio
que nao se devesse ao glo ? Quando se faz a injec-
caodeiun liquido dentro da cavidad lunica vagi-
nal, para curar nina bydrocellc, a dr que apparece
em consequencia do contacto do liquido sobro a se-
rosa he una exasperacao da molestia i" A inflamma-
co consecutiva, necessaria para fazer adherir as
duasfolbas da membrana, lie um mal? No trata-
mento do aneurysrna os anliphlogislicos, que se
costumam empregar, mloleem por (im combalera
inflammagilo imaginaria, com raras excepges; mas
com a sangra quer-se diminuir massa do sanguo
o o calor, tornar o impulso do coracilo mas fraco, o
repouso favorecer a extagnacio do sanguo no tu-
mor, a dieta tirar o principal agente da reparago do
sanguo o do calor, e com o Trio causar nos vasos um
embarace no movimento dos glbulos sangu-
neos, como provam as experiencias do Iliinteredc
Mr. Poiscuille. Oa, no se conseguindo a cura dos
aneurysmas senilo pela obliteraco dos vasos dila-
tados, claro est, que quanlo menor fr a quantida-
de do sangue que circular o impulso quo o fizer gy-
rar, e maisforle o meio de obstar-lho o curso, eao
mesmo tempo favorecer a formaco dos coalhos,
mclhorscr o tratamenlo; assim fosse elle sempri'
seguido do bom resultado. O Sr. Polycarpo foi bs-
tanle sangrado, applicou glo sobre o tumor, con-
servou-se om dicta muilo tenue por espago de mez
e meio pouco mais ou menos, e com esto tratamenlo
forniaram-sc coalhos- de sanguo dentro do tumor,
antes dedesapparecer complctamentn a circulagio,
como observou oSr. Pinto no dia 21 de maio, e que
quiz altribuir ao augmento do tumor, no obstante
cu o echar mais baixo, c terdilo aos Srs. Antonio
Luiz c Antonio Gongalvcs, que tinha mullas espe-
ranzas do salvar o Sr. Polycarpo, vista daquclle
estado: verdade he que nessa occasiilo jase havia
suspendido o uso do gio, e que a rcaccilo proveni-
ente da suspcnsio do fri, como ordinariamente
acontece, tinha j apparecido, e causado urna irrita-
co nosacco aneurysmatico, e uina dr intensa em
toda perna ; mas esta reacgflo s servio de acabar
do completar a oblileragilo da arteria, fazendo aecu-
mular novas carnadas do febrina sobre aquellas que
j exisliam, e lornaram a oirculagio difflcultosa,
como se observava antes da suspensilo do glo.. Toilo
este tratamenlo sendo empregado ao mesmo lempo,
como se pode separar a parle quo teve o tratamen-
lo debilitante da" do glo,' como fez o Sr. Pinto ?
Equc nilo salisfeito com osla uistinccilo, quiz cha-
mar a si a gloria da cura, quando cabe a todos ; mas
que Ihccdo a minlia parle, no lho permitlindo
porm que julguo ter o blidodo linimento com mor-
ihina com que mandou fomentar a perna para cal-
mara dr, quando eu j havia feito, empregando-a
pelo melhodo endermico; assim como aapplicagilo
das bichas no anos, e a agoa de louro cerejocm be-
bida; podendo apenas aquellas servir de benefi-
cio na cura, e o mais como meios pallialivos. Una
oulra injustica do Sr. Pinto foi rebaixar a galvano-
puuctura, quando foi o mesmo quo instou commi-
go para a por em execucilo, dizendo-mo queexperi-
mentasse com esla mesma pillia que aqu exista,
una vez que nilo havia tempo de esperar pela que
dovia Chegar da Europa, e isto depois da segunda
conferencia, por se nao querer subjeitar laqueando
o Sr. doente j bpara melhor formar o sou juizo a
respeito, oSr. Pinto pedo-mc as gazelas medicas de
Pars, cm que vinham as observages do emprego
da galvano-piinclura no tratamenlo dos aneurysmas,
o que Ihefranqdoei com prazer. OSr. Pinto, tendo
lido diversos casos do cura, e apenas alguns revezos,
disse-me que julgava esta questilo estar na ordem
da liiliotripsia para com a taina, isto he, que a gal-
v.ino-punctura I tic pareca una operago do mui
grandcimportancia,iiiasque, cmquanto senitoaper-
leicoassein os meios, nlojulgava applicavel em to-
llos os casos, o que a ligadura abranga a maior par-
te, mas que assim mesmo nao repugnava enipregar
naquellu circunislancia. Este juizo he digno do vor-
dadeiro pralicoqueoomiltio, octiopaitilho com-
pletamente. A'visla doquo lenlio expendido, julgo
ter provado que nilo fui inexacto na observacilo,
nem (ve InlencflO, com aquella publicagflo, de des-
acreditar alguem ; c se combato aqu asopinesdo
Sr. Pinlo, he porque, lendo-mo chamado discussilo,
nilo podia deixar de aceitar; o ao mesmo lempo que
sou o primeiro a l'azcr-llie a devida justica, que me-
rece como dislinclo facultulvo.
De muitos outros pontos da quesillo que suscilou
o Sr. Piulo poderia tratar; mas, os considerando de
pouca importancia, nilo lomarei o trabalho de dis-
cut-Ion para nilo tornar mais extensa esla minha
resposla, ja bstanle fastidiosa. Iteservo-me para
dizer mais alguma cousa, se 191- a isso compcllido
por qualqucr contcslacio que o Sr. Pinto se digne
dar. Kspcroquc 0 Sr. lnlo repeliere esta resposla
com a mesmfl benevolencia com que acolhr as suas
reflexOes. Queiram por obsequio,-Sis. Redactores,
dar publicidade a estas minhag obsorvaces, com
que muilo obrigarao ao seu assignanlc
Dr. Judo Ferreira da Siha.
Itccife, 6 de setembro >!e 1847.
Publicarn a pedido.
Usta dos cidados em que os opposicionistas da fregue-
zia de San-Jos tem resolvido votar pira eleiiores,[no
dia W do correrte.
Os Sonbores:
1 Racliarel Joaquim Elviro do Moraes Carvalho, ad-
vogado..
2 Jos Lopes Roza, emprogado publico.
3 Joaquim Mara de Carvalho, proprietario.
* Jos Lourcnco Bastos, dito.
5 Joaquim Clemente dos Santos, artista.
6 Francisco JosVianna, proprietario.
7 Joo de Rrito Coj'reia, artista.
8 Manoel de Almeida Lima, proprietario.
9 FranciscoMartins dos Anjos Paula, artista.
10 Capilfo Joaquim Lucio Monlciro da Franca, ne-
gocio.
11 Francisco Baptista de Almeida, depositario go-
ral.
12 Amaro Benedicto de Souza, negocio.
13 Jos Hyglno de Souza Peixe, pharmacoutico.
14 Manoel Jos Teixeira Bastos, negocio,
15 JoSoSaraiva do Araujo Galvflo, dito.
16 Joflo Domingucsda Silva, cirurgiilo.
17 severino Hcnriques do Castro Pimentel, negocio.
18 (aciano Pinto de Veras, empregado publico.
19 Alfercs Ignacio do Reis Campello, dito.
20 Jos Lucio Monteiro da Franca, negocio.
21 Tencnle Thomaz Percira Pinto, dito.
22 Joilo Rodrigues de Moura, negocio.
23 Joaquim Pedro dos Santos Bczerra, empregado
publico.
24 Loiz Francisco Moreira do Mcndonca, artista.
25 Antonio Francisco Xavier, empregado publico.
26 Juo Baptista de S, artista.
27 Antonio Francisco Das, empregado publico.
28 Jos Carlos de Souza Loubo, dito.
29 Manoel Ferreira Acciole, dito.
30 Joaquim Jos dos Santos, dito.
31 Joilo Moreira de Mendnnca, dito.
32 Miguel Jos da Silva, artista.
33 Manoel Flix Alves da Cruz, negocio.
34 Joilo de Dcos Caliral, dito.
*.-. .-ra^r-'i
QCYIMEnaO,
Alaudega.
RENDIMIENTO DO DI V 16........... 10:445,493
Descarregam hoje, 17.
Patacho Esperanca sabiTo.
Brigue Tarmouth mercadorias.
fallar com do Laprouse a respeito de cabos, enxar-
cias, mastros, vergas.
Todos os termos martimos..... sim, senbor.
Falla nisso como Joilo Bart.
O cerlo lie que nisso he muilo foi le.
E no enlamo he a vos quo devo ludo isso.......
V. magestade me recompensa muilo cima do
meu mrito, altribuindo-me urna parle (bem pe-
quena que ella he; as preciosas vantagens que S.
Alteza tirou do estudo
A verdade he, duque, que cu creio queodel-
phim de facto ser um bom rei, bom administrador,
e bom pai do familia. A proposito, senhor duque,
repeli o rei carrejando uestas palavras, ser elle
bom pai de familia ?
Oh senbor, respondeu ingenuamente La Vau-
guyon, eu presumo, que, estando todas as virtudes
em germen no coraco de S. Alteza, essa l dove
existir encerrada como as oulras.
No me entendis, duque, disse Luiz XV. Per-
gunto-vos, so elle ser um bom pai de familia.
Srs. Redactores.Li cm o Lidador n. 215, de 13 do
crtente, urna correspondencia assignada pcloSe-
rinhOensc', na qual se me ompraza a responder so-
bio um artigo inserto no Yolciio, cm que se diz ter
u mandado pegar nm oscravo que oSr. Dr. Alvaro
Barbalho comluzia para o Rio cm resposla, pois
sou a dizer que he falso ter eu mandado pegar cscra-
voajgum ndito Sr, Dr.; o que he verdade, he que,
sendo eu consenhor do engenho Mscalo, lidindo-
se extraviados diversos esenvos portcncents fa-
brica do mesmo engenhe, e constando-mo quo um
dolles se achava nesla cidade. o mandei pegar, o que
de facto se vericou na ra Dreila, isto em o auno
de 1843.
lie, Srs. Redactores, oquetenho a responder ao
Sr. Serinhacnse, e em esclarecimcnto ao publico.
Sou, etc.
Gabriel Antonio.
Senhor, respondeu, um grande rei
lie ludo o
que quer. *
Perdoai, senbor duque, insisti o rei, vi
nos nilo entendemos muilo bem.
Mas cu, senbor, faco oque posso para entender.
I.nili ni, disse o rei, vou fallar com mais clare-
za. Dizci-mc, vos conheceis o delphin
lilho, no he assim?
Oh por corto, senbor.
As suas inclinages?
Sim, meu senbor.
As suas imixdcs?
Oh! Soiihor, quaui 10 oulra
1 delpbim como vosso
cousa, se
Soiihor, quanlo s paixcs, isso lie
S. Alloza as tivera, lli'as hornera 1
cu ox-
Confesso, senbor, que nao comprehendo o que
v. Magestade quer dizer, Em quo sentido me faz es-
sa pergun la?
, 77 0r,8>,nomolido..... nosenlido... vsnflodei-
xastes de lr a Biblia, senhor duque ?
torcerlo, senhor, que a tenho lido.
1 os bem, entflo conheceis os palriarchas?
Sem duvida.
0~dSauVon.Znar!,Priral'Chai' ,. ., devra elle casar. Mas, benque eHe"noleba"pi:
ebro;e dando voUasaochiprnasmios0!'0*"*'' 'C"dm Atr*ttat''
lirpado pela raiz. Mas nao tive csse trabalho, feliz-
mente ; S. Alteza nilo tem paixes.
Dizeisfelizmcnle?
Pois no he urna ventura, senhor?
Com que entilo no as lem ?
PaixOes, nflo, senhor.
Nem urna i1
Nem una, espondo por isso.
Poisbem! uis-ahi justamento oque cu tcinia.
O delpbim sera ptimo rei, ptimo administrador;
mas nunca sera um bom patriarcha.
Ai I Senhor, V. Magestade nunca ino recom-
mendou que induzisse o senhor delpbim ao palriar-
chado.
Elizmal. Devia-me terlembrado, que um dia
Consulado.
RF.NDLMENTODODIA 16.
Kcral..........
Diversas provincias
507,000
22,828
roba ; 60 mantas do lila, 60 pralos de p de pedr
24 ditos pequeos ; 30 liglas de dito; 24 ditas pe-
queas ; 12 bules de p de pedra ; 30 casaos de chi-
caras ; 8 manteigueiras pequeas; 12 coposgran-
des de vidro para agoa; 24 urins de pode podra-
1 almofariz de bronzo, de 8 libras, com mfo ; 4 jar-
ras grandes, de barro, para agoa; 12 quarlinasjir,
ventosas ; 12 varas de madapolfjo : quem taes gene-
ros quizer forneccr mandar sua proposta em carta
fechada, e as amostras, a directora do mesmo arse-
nal al o dia 22 do corrento mez.
Arsenal de guerra, 16dcselembro de 1847.
Joo Ricardo da Silva,
Amanuense.
O arsenal de guerra compra 5,000 ps de taboas
de pnho ; 6duzias de taboas dcassoalho do louro,
de 30 palmos do comprmanlo, c 1 e i/2 a 2 de lar-
gura : qnem lal genero quizer fornecor, mandar sua
proposla cm carta fechada A directora do mesmo ar-
senal al o dia 20 do corrento mez. Arsenal de guer-
ra, 16 de setombro do 1847. J0S0 Ricardo da Silva,
amanuense.
O arsenal de guerra compra 415 arrobas, 1 li-
bra e 1 quarta de plvora fina ; 830 arrobas e 2 li-
bras o meia de chumbo em barras ; e 212 resmas do
papel cartuchinho : quem ditos..genero8 quizer for-
neccr, mandar sua proposta cm caria focnada, o as
amostras, directora do mesmo arsenal ateo dia 20
do enrenle mez. Arsenal de guerra, 16 de setom-
bro do 1847. Jodo Ricardo da Silva, amanuense.
O administrador da mesa da recebedoria do
rendas geraes internas avisa aos collectados pelo
imposto de caxeiros estrangeiros dos bairros de
Santo-Antonio o Boa-Vista, para vrem pagar o quo
estiverom a dever do dito imposto,, do anno prxi-
mo (indo, al o ultimo do corren te mez, sob pena
de se proceder cobranca executivamento.
Recebedoria, 14 do setembro do 1847.
Francisco Xavier Cava/cante de Albquerque.
Contratos a celebrarem-se com a thesouraria das rendas
provinciaes no cor rente mes de setembro.
DIA 25.
Oda continuaciloda obra do caes do Ramos, ava-
hada cm ris 7:182,000. Os trabalhos far-se-hfio
deconformidadecom os riscoso ornamentos j ap-
provados; cncctar-se-hllo dous mezes depois do va-
lidado o contrato, o findar-se-bilo ao cabo de seis
mezes. O pagamento realiiir-'se-ha na forma do
disposto no artigo 15 do regulamcnlo das arremata-
res. 0 prazo de responsabilidade ser do um au-
no. Fixar-se, omfim, o contrato com aquello dos
concurrentes que por menor prego so compromeltcr
a fazer a obra.
DIA 30.
Odoestabelecimento do urna linba do mnibus,
que, na forma da lei provincial n. 191, facilito o
transporte desta cidide a qualqucr dos seus arrabal-
desedeOlinda.
529,828
.tlovitjjeiil do Iorlo.
Navio entrado no dia 16.
.iverpool; 42 dias, brigue ingle/. Athens, de 252 to-
neladas, capitSo William Alien, equipagom 11,
carga fazendas ; a Rozas & Braga.
Atavio sahido no mesmo dia.
Porlo; escuna brasilcira Galante-Mara, capitfio Jo-
s Mendos de Souza, carga assucar carro/.. Pas-
sageiros Jos da Cosa Moreira, sua senhora e 2
meninos, Manoel Joaquim deOliveira Cuimarflcs c
Joo Marques Dias Braga.
EDITA L.
Miguel Archanjo Monteiro de Andradt official da im-
perial ordem da Rosa, cavalleiro da de Christo, e ins-
pector da alfandega de i'ernambuco, por S. M. o
Imperador, que Dos guarde, etc.
Faz saber que no dia 17 (hojej do correntej ao
mcio-dia, c na porla da mesma, se tifio de arrematar
50 mullios do arcos de pao com 2,600 arcos, no va-
lor de 30,000 rs,, impugnados pelo amanuense Gon-
zalo Jos da Cosa eSA, no despacho por factura de
Jos Affonso Moreira, sendo dila arremalacilo sub-
jeta ao pagamento dos dircitos.
Alfandega, 16 de setembro de 1847.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.

lleciaracoes.
O arsenal de guerra compra 6 cadeiras com as
sonto de palhinha; 1 Bnela de bronze, de mciaar-
Apprehensdo feita pela polica.
A 7 deslo mez foi apprehendido pela subdelegada
da Roa-Vista um cavallo pequeo. Ser cntreguo
a quem qur que der os signaes cortos dellc.
Publicaco L i Iterara.
PORTUGAL.
RecordacBet do anno dt 1842, pelo principe Lichnonsk//,
Iraduzlo do allemo segunda edico corneta e an-
nolada.
O consumo rpido da primeira edicflo, o a sua
procura por muits pessoas que ficaram sem ella ,
Induzio o traductor -reimpressilo d'esta obra cu-
riosa, que conten a apreciaclo dos caracteres mais
nolaveis do paiz, dos seus acontccimcntos polti-
cos monumentos e lugares principacs feita por
esse principo prussiano, quealli viajou no anno
citado. Esla interessante obra, que contin 220 pa-
ginas vende-so por 1,000 rs., na ra da Cruz n.
7, segundo andar.
Avisos martimos.
Para o Ccar segu viagem, tocando no Araca-
ty, o briguc-cscuna Henriqucla, meslre Jos Joaquim
Alves da Silva ; os prctendentes a carrcgiirem, so
entenderffo com o mesmo meslre no Trapiche-Novo,
ou na ra da Cadeia-Vclha, n. 17, segundo andar.
Vende-se um batel.lo com vela c remo novos ,
cquecarrcga6 pessoas, por prego commodo : na
ra dos Guara rapes, padaria n. 4.
Sabe para Loanda, no dia 24 do crrenle im-
pretcrivelmente, obligue portuguez Roza, de quo lio
capitfio Jos Francisco da Costa Rxo : para o resto
da carga miuda 011 pnssageiros, trata-socom o mes-
mo capilo, ou com os seus consignatarios, Francis-
co Severiano Rabcllo & Filho, no largo da Assembla
Provincial.
~ Para o Ass a barca nacionalTenlaliva-Feliiest
a sabir at o dia 25 do crtenle: para carga ou passa-
geiros, para oque tem osnielhores commodos, tra-
ta-secom Silva & Grillo, na ra da Moeda, n. 11.
1J xes.
Quero dizer, quo o nilo julgais incapaz deas
ter para o futuro.
Tenho modo, senhor.
- Pois leudes medo?
Em verdade, disse lastimoso o pobre duque,
V. Magestade pe-me a tormentos.
M. de La Vauguyon, exclamou o rei que come-
ce va a impacientar-se, pergunto-vos em termos cla-
ros, so com paixes ou sem ellas, o duquo lio Rerrv
ser bom esposo. Ponho de parto a qualilicagilo de
pai de familia, e abandono a de patriarcha.
Isso, senhor, he oque no poderei dizer com
precisilo a V. Magestade.
Como he o que mo nilo podereis dizor ?
Mi, por cerlo, porquo o nilo sei.
Nilo o sabis exclamou Luiz XV com lal pas-
mo que fez oscilar a cabelloira na cabega de La Vau-
guyon.
S. Alteza, senhor, vivia sob os toctos de V.
Magestade, na innocencia do menino, que estuda.
Oh i meu senhor, esso menino nao estuda mais
casou-se. '
Eu, senhor, era o preceptor doS. Alteza......
Justamente, senhor meu, cumpriaensinar-lhe
ludo o que elle devia saber.
E Luiz XV recostou-se noespriguiceiro, cncolhen-
do os hombros.
Bem o desconfiava ou, accrescentou elle suspi-
rando.
Meu Dos!
senhor.....
Sabis a historia de Franca, nilo, senhor du-
Iquo?
1 Assim o acroditei sempre, senhor, o conlinua-
lo-bei a crer, se todava V. Magestade nao 'me disser
o contrario.
Poisbem, entilo deveis saber oque me acon-
teceu a mim, na vespera das mnhas nupcias.
No, senhor, nSo o sei.
Ah meu Dos, mas vos entilo nlo sabis nada!
Icnha V. Magestade a bondade de transmitir-
me esse ponto, que me ficou desconhecido.
Ouvi, o sirva-vos isto de ligilo para os meus
dous outros netos, duque.
Ouvirei a V. Magestade.
Eu lambeni fui educado, como educasles o dcl-
phim, sob os toctos demeuav. Tive por preceptor
M. dcVilleroy, homem de bem, muilo homem de
bem, tal como vos, duque. Oh quem dora que ello
me bouvesse deixado mais vezes na socidade do
meu to o regente Mas nilo, a innocencia do estu-
do, como vos dizeis, me fez negligenciaroestudoda
innocencia Entretanto caset-me, e quando um
rei so casa, senhor duque, ho cousa seria para o
mundo.
Oh.' he verdado, senhor, comeen a jompre-
hender. ,
Ora, ainda bem, ho una felicidade. Contino
pois. O senbor cardeal fez sondar as minhas dispo-
sigesao patriarchado. Minhas disposiges eram per-
fettamente nullas, o a esso respeito era eu do una
candura a fazer recejar que o reino do Franga ca-
hisso em mSos de mulheres. Felizmente, o cardeal
consultou o duquo de Hichclieu a esso respeito; o
caso era delicado, liras Riclielicu era grande mestre
na materia, o teve urna ideia luminosa. Havia urna
rapariga chamada Lemaurc, ou Lemoure, nfio me
/
MUTILADO 1


3
- Para o Aracaty lem de seguir viagem
at o (lia
EfeSSATSES 9% .S/
C'-Npl? o Rio-Grande-do-Sul tenciona sahir breve
obrio5fiA7; podo roceber alguma carga, as-
So escravos passagc.ros : quem no mesmo
quizer carregar pode entender-se com Atnonm Ir-
mflos, rua da Cadeia, n. 45.
Para o Rio-Grande-do-Sul e Porto-Alegro pre.-
tende sahir em pouces das o briguo Flor-do-Sul, o
anal recebe unicamento escravos a frete : quem pre-
tender pode entender-se com Ainonm Irmitos, rua
da Cadeia, n. 45.
__Para a Babia sabe com minia brevidade a su-
maca Flor-do-Jngelim: para carga e passageiros,
trata-sc com o mestre, Bernardo de Souza, ou con
j.uiz Jos de S* Araujo, na ra da Cruz, n. 26.
Avisos diversos.
O TRlbUNON. 20
j est] venda nos lugares do costume, e muito in-
terossanle.
Perdeu-so urna carteira de algibeira com al-
guns instrumentos de cirurgia algumas cdulas
miudas e varios papis : quem a quizer restituir,
dirija-se a esta lypograpbia onde, alm da quantia
quecontinba, recebera oulra igtial do gratiticaeflo.
Francisco Xavier Carneiro Rodrigues Campel -
lo torna a annunciar, que d'ora em diante se assig-
nar por Francisco Xavier Carneiro da Cunha Com-
peli.
Aluga-se urna boa casa terrea com grande quin-
tal, com mu i los arvoredos de fructo, (igueiras, nian-
gueiras, romeiras e laudas de parreiras, com boa
agoa de beber, sita no principio da estrada dos Af-
ilelos, ao pedo Manguinho : tambem so aluga urna
oulra casa com slito corrido, no becco do Serigado :
n tratar na ra da Cadeia do liedlo, n. 25.
Permuta-se uin pequeo sitio, ni .li-
to prximo matriz da Varze.r, e ao-rio
Capibaribc com casa de vvenda que
conten duas salas, qnatro quartos e es-
tribara, com militas arvores fructferas,
e urna baixa, por urna casa terrea nesta
cidade ; volt iulo-.se de una ou de onlra
parlo o que se convencionar: quem Ibe
convier este negocio, dirija-se ra es-
trella do Hozario, n. 19, otde se dir
quetn o faz.
AVISO PARA AS PF.SSAS QUE TENCIONAM
SEGUIR VIAGEM.
Na ra 1I0 Rangel, sobrado n. 9, contina-se ti-
rar passaportes para dentro o fra do imperio, des-
pacharse escravos o correr-se folhas, ludo com bre-
vidade, e por prego muito c muito commodo: do que
se lem dado exuberante prova no decurso de seto
anuos.
Precisa-so de urna ama para cozinhar com-
prar c fazer o mais servigo do urna casa: no Ater-
ro da Boa-Visla, fabrica de charutos.
Precisa-sedeum pequeo portuguez de 10 a
14 anuos, para caixeiro, preferindo-se destes chega-
dos lia pouco : na' ra larga do Rozario.n. 32, se dir
quem precisa.
OfTcrecc-so urna crioula para ama com muito
bom leilc viuda do mallo : na ra das Cruzes ,
n. 41, segundo andar.
-Na nova lojada ra do Queimado, n. 30, de Jos
Joaquini de Novacs, contina a haver um completo
sorlunenlo de obras feilas com a mcsina perfeicio
como as do incommenda. Tambem ha um completo
sorlinienlo, viudos pelos ltimos navios de Franca,
ile chapos pretos muitos superiores, e da ultima
moda de Paris, bons chapeos do Chile, ricos cortes
de veludo para colotes, pelo barato prego de 5,000
rs., o muilo bons lencos para pescoco do homem e
senhora.
Alnga-sc u prensa, ou grande ar-
mazcni, no Forte-do-Matlos, largo da As-
scmbla, 11. n : a Iralar'na ra do Viga-
rio, 11 5, prirneiro andar.
Pelo novo destino que dou ao edificio da sua
residencia na ra do Hospicio poder o doulor
Sarment roceber em sua casa doentes que desejem
vir tratar-se nesta cKladc. Serio' recebidos nSo s
os doentes do quolqucrsexoo condicilo que sejam,
mas tanihcmas pessoas, ou familias, que os qui-
zer.em acompanhar.
O proessor das lingoas franceza e ingleza do
collegio Santo-Aiilonio propc-so a ensinar o cur-
so das nicsmas lingoas particularmente : as pes-
soas que quizerein ficquentar, podein dirigir-so a
sua casa, na ra do Hospicio, n. 13.
D-se dinliciro a juros sobro penhores do ouro,
ou prala : no Alterro-da-l!oa-Vista n. 58.
lotera dotheatro.
As rodas desta lotera nflo poderam ter andamento
no da 15 do corrente, para esso fim marcado, por-
que a venda do resto dos bilbete's que existem, qua-
sl que so lem conservado parausada. Com porto de
melade do capital da lotera em ser, nflo he possivd
fazer andaras respectivas rodas, o por isto o llic-
soureiro designa novamente o da 1 deodlubro
prximo futuro para o referido andamento, cuja
raalisaclo mais (le urna vez so lem afllrmad que
s dependo da completa venda dos bilhetes, sm a
qual nflo pode a lotera correr.
D Mara Magdalena Popp da Sil-
va, viuva de Jos' Antonio Al ves da Sil-
va, de accordo com os demais berdeiros
dcsle, tem resolvido continuar as mes
mas relacoes commerciaesque linba o fi-
nado, sob a firma Viuva A Ivs da Sil-
va & Pilhos sendo socio gerente seu
genro, o bacharel Francisco Joao Carnei-
ro da Cunba.
Joaqum Francisco Lima, Portuguez, relira-se
para o Rio-Grande-do-Sul.
Precisa-se de um menino brasileiro, do 12 a 14
annos, para caixeiro de toja : prefeie-so que soja
de fra da cidado : quem cstiver nestas circuns-
tancias annuncio.
Precisa-se do um caixeiro para Macei que en-
tonela do uiiudczas o ferragons : na ra do Cabug,
loja de Francisco Joaqum Duarto.
Joaqum Poreira dos Santos Queiroz retira-se
para a provincia do Maranhflo, levando em sua
companhia dous escravos crioulos de nome Ivo e
Flippo ,.e declara que nada fica a dever a alguem
nesta praga.
Rojo a tarde se houver praca a porta do Sr.
doutor Silva Ncves na ra Nova ser arrematada,
ou adjudicada a casa do finado Miguel Ferrcira de
Mello sita na ra do Vigario, j por vezes annun-
ciada.
Offerece-se urna mulher forra para ama de ca-
sa de homem solteiro, ou do casa de pouca familia :
na ra de llortas, n. 28.
--Dflo-Se 500,000 rs. a juros sobre hypolheca em
urna morada de casa para se morar ficando os ju-
ros pelo o aluguel, sendo a dita casa nos palcos do
Carmo, S.-Pedro Paraizo Livramcnto ras das
Cruzes, Rangel, Trnchciras c Larangeiras : quem
quizer annunce.
O secretario da iemandade de N. S. do Rozario
do bairro da Itoa-Visla, segundo o estatuido no com-
promisso convida aos irmflos para comparecercm
no da 21 do corrente, pelas7 horas da manhfa, 11:1
dita igreja paraos volos da nova tiesa._
Jos Antonio Ribeiro retira-se para fra da pro-
vincia.
Furto.
Furtaram na noitc do da 14 para 15 do corrente,
do copiar da casa n. 8, da ra do Sebo duas toa-
Ihasde madapalflo duas ditas de brim,uma dita
de alg.dflozinho trancado, unas com a marca 11 D P
e as outras IIP, um chapeo prcto, 4 frangos e urna
gallinha prcta. Roga-sc a qualqucr pessoa que for
offerecido quaiquer destes objecloa ,*que 0 appre-
henda : bem como a quem descobrir o autor, que
avise na mesma casa, 011 no Atcrro-da-lloa-Vista ,
n. 14, quo se gratificar. Promotte-se guardar se-
gredo.
-- O novo proprietario da barca dos
banhos tem a honra do fazer scicnle ao respetavel
publico que sua barca So acha pintada de novo,
o com 4 banheiros promptos com muito asseio fal-
lando os das senhoras os quaes Picando promptos,
se aiinunciarii por este jornal.
-Aluga-se O segundo andar sotflo da ra do
Amoriin n. 13, por proco muito commodo : a tra-
tar na ra da Madre-de-Doos, n. 3G, prirneiro an-
dar.
Aluga-se urna grande casa no lugar da Capun-
ga com frente para o rio Ca piba ribo, com duas
salas, cinco quartos, inclusivo a dispensa cozinha
fra com dous rogos slito com urna sala, 4 quar-
tos eperto da mesma casa urna estribara para 4
cavallos, senzalla para pretos e quartopara ter aves
de penna cacimba com tanque : a tratar na ra da
Madre-de-Deos, 11. 36, prirneiro andar.
~ Precisa-so alugar una prcta captiva quo sir-
va para vender o comprar na ra : quem livor diri-
ja-se a ra da Alogria 11. 11.
Alugam-se duas casas lerreas no sitio do Cor-
deiro urna margem do rio Capibaruo com com-
modos para grande familia, estribara, eozinha
fra o a outra no fundo do raesmo sitio tambem
com com modos para familia : os prctendentes,
para ver, dirijam-so ao mesmo sitio e para tratar,
no palco do Carmo, n. 17.
Aluga-se o grande armazem n. 34 da ra do
Apollo, com o extenso terreno que tem pelo lado de
detrs. Os pretondenles dirijam-sea Jos Vcllozo
Soarcs, na mesma ra.
Miftil MU !
lembro mais ao certo, a qual fazia quadros admira-
veis ; encommendaram-llic urna SDrie de scenas, cn-
tende 7
NSo, senhor.
Como vos hei de cu dizer isto? Scenas cam-
pestres.
No genero dos quadros de Tcnicrs, talvez?
Melhor do que isso ; primitivas.
Primitivas f
Naturaes. Creo que emfim achei o termo ; en-
tendis desta vez ?
Como.' oxflainou Lu Vauguyon corando, ou-
saram a presentar a V. Magostado.....
K quem vos falla do me apresentar alguma cou-
sa, duque.'
Mas para que V. Magestade podesso vir.....
Era preciso que a inhiba magestade olhasso ;
nada mais.
E entilo!
Entilo! olhei.
_ p
__E como o homem he essencialmenle imita-
dor.....imitei. ...
.Certo, senhor, o mcio he ongenhoso, infalli-
vel, excellente, posto que perigoso para um man-
cebo.
O rci olhou para o duque de La Vauguyon com es-
so sorriso, que chamaran) cynico, se nflo se mani-
festasse na bocea mais espirituosa do mundo-
Deixcmos o perigo por hoje, disse elle, o voltc-
mos ao que vos resta a fazer.
Ah
Sabis o que he ?
Nflo, senhor, e V. Magestade me far grande
honra em m'o indicar.
Pois bem eis-aqui : vos dos ter com o dcl-
phim, que recebe os ltimos cumprimontos dos ho-
mens, emquanto a delphina os recebo das mu-
Ihcros.
Sim, senhor.
Tomai una luz, o chamai de parto o delphim.
Sim, senhor.
Indicareis aa vo$o discpulo, o rci carregou nes-
tas duas palavras, indicareis 00 vosso discpulo que
a sua cmara fica no fin do corredor do hispo.
Cuja chave ninguem tom, senhor.
Porque a guardei, senhor uieu, eu previa o que
boje acontece, aqu est cssa chavo.
La Vauguyon tomou-a tremendo.
Quero vos dizer, sonbor duque, a vos, conii-
nuou o rei, que essa galaria conten uns vinle qua-
dros quo l mandei collocar.
Ah! senhor, sim, sim.
Sim, senhor duque, abracareis o vosso disc-
pulo, abrir-lho-heis a porta do corredor, passar-lhe-
heis a luz, dar-lho-beis as boas noiles, edir-lhc-
hcis, que deve gastar vinle minutos em chegar
porta da sua cmara, um minuto porquadro.
Ah! entendo, senhor.
-- Ainda bem! Boa noite, senhor de La Vau-
guyon. .... a
-- V. Magestade tera bondade dodesculpar-me 7
__Talvez o nflo morecesseis; se nflo fra eu, lo-
riis feito bellas cousas na minha familia.
K porta fechou-so aps o duque.
0 rei tocou a sua companhia particular.
Mara Sevorianna retra-se para Lisboa.
.Precisa-sede um caixeiro para a botica do pa-
teo do Tcrgo n 6 ainda mesmo que nflo cntenda
de pharmacia.
'Henrirpic Amanto Cbave queremlo
liquidar o seu estabelccimeulo arrna-
zem de rnolliados, na roa di Trapicbe ,
11. 3j, tem a bonra de prevenir aos Sis.
a quem o mesmo estabelccimento seja
devedor, bajam de apresentar snas emi-
tas para seren saldadas. O mesmo ar-
ma7em estar aberto todos os das, das io
borasda manha as duas da larde on-
de se venderao oselTeitos que nelle ba, o
mais barato possivel,n3o se adiando quem
os queira comprar por junto o que se
fir com condic5es favoraveis e por
preco vanta-joso ao comprador
O Sr_ Fernando de Lucca nao lem
mais ingerencia rio estabeleimento.
Fernambuco 16 de setembro de 1847.
Chave aine.
Quem precisar de um rapaz brasileiro, para cai-
xeiro de ra, o qual tem ortica ed conhecimento
dos patres que tem tido dirija-se a ra da Ca-
dcia-Velha do P.ecife, n. 41.
Perdeu-so um instrumento de cirurgia a que
clianiam trcate: quem o tiver adiado c quizer res-
tituir, o poder entregar na ra Nova, loja de ferra-
gons de Jos Pereira Teixeira, ondo so dir a quem
pertence, e so Picar muito agradecido. .
Atrs do lliealro publico, da parto da mar, ha
una cocheiraem que se trata muito bem de cavallos,
de todas as pessoas do mallo quo venham a prac^i :
tambem ha bons cavallos para se alugar.
-- Jos Gomes Leal, como procurador do tenentc-
coronel l.ourcnco Dantas'Correia dcGes, da pro-
vincia da Parahiba, embarca para o Rio-de-Janciro,
o seu Cscravo pardo, do nomo Candido.
AO BOM TOM PARISIENSE.
IU'A NOVA, N. 56.
Tempdle & C, alfaiale,
toem a honra do avisar ao respetavel publico c
com cspecialdadcaos seus freguezes que muda-
ramo seu estahelecimento sito na ra Nova, n.7,
para a mesma ra n. 56, onde continuarflo ass-
duos a servirem os seus antgos freguozes e aquel-
los que os quizerein honrar. Aprovoitam esta oc-
casiflo para participaren! que se acham prvidos de
um bello sorlmento do fazendas recentemenloche-
gadas de Franqa pelo ultimo navio como sejam :
pannos prelosede cores para caigas ; casimiras-so-
lim ; dita clstica : ludo do ultimo gosto : bem co-
mo sedas, selins, velludos, instos inpressos o bor-
dados, proprios para collctcs ; urna completa collec-
eflo de figurinos das modas as mais recentes de
Paris. No mesmo estabelceimento so encontrar
sempreum grande sorlimenlo do roupa feita para
todos os tamanhos, bonetes de velludo para senho-
ra proprios para montarla c varios objectos de
phantasia : ludo moderno e da melhor qualidade.
Precisa-se do um andar para pequeiia fami-
lia, em urna boa ra na Boa-Vista, 011 S.-Antonio :
a tratar na ra da Cadcia-Vclha, n. 52.
- Aluga-se, parase passara festa, una casa ter-
rea, na ra de San-Francisco da cidade de linda, a
qual he muilo perlo dos banhos salgados : quem a
pretender falle naqueila cidade com o nscrivio da
dcima, na rua do Bom-Successo.
No dia 5 do corrente mez, pelas 9 horas do dia,
descncaminhoii-se da rua de S.-Francisco um me-
nino crioulo, de nome Saturnino, de 10 a 12 anuos,
chcio do corpo bocea grande, beigos linos; quan-
do falla pestaneja bastante ; levou camisa do 111a-
dapolflo, o caigas de casimira j rotas e curias. Es-
te menino em pequeo padeccu de ar do vento, do
que ainda hoje he affectado. Quem o pegar leve a rc-
finagflo do pateo do Hospital.
Trapassa-se a loja da rua do Queimado n. 18,
com as fazendas ou rnente com a armagflo : a
tratarna mesma loja.
Prccisa-se de una ama quo salba bem cozinhar,
para ser empregada nesso nico servigo : om N.-S.-
do-Tergo, n. 10.
Aluga-se urna casa no Montciro, a beira do rio
Capiharibc, com duas salas, corredor ao mcio eou-
tro ao lado 6 quartos, um delles tem pratelheiras c
serve de dispensa, cozinha fra, estribara para dous
cavallos, um quarto com tarimba para pretos, e ou-
Iro quarlo no fundo do quintal, que servo para des-
pej quintal murado : a Iralar no Atcrro-da-Boa-
Vista n. 37 terceiro andar.
Aluga-se urna casa terrea na rua Bella com
duas salas, 3..quartos cozinha fra, quinta! e ca-
cimba: a tratar na rua do Collegio, n. 15, segundo
andar.
i Mij mmiM*LVr>--^< -,--r.z
I.ebel appareceu.
O mou caf, disse o rei. A proposito, I.ebel.
Senhor.
Dopois quo me Irouceres o cao, vai airas de M.
de La Vauguyon, que sabio para dcspedr-sc do se-
nhor delphim.
L vou, senhor.
Espera, lio preciso que te diga para quo has de
ir atrs delle. ,
He verdado, senhor ; mas o zelo de obedecer a
V. Magestade he tal.....
Muilo bem. Seguirs, pois, a M. do La Vau-
guyon.
Sim, senhor.
Elle est tilo perturbado o pezaroso, que tenlio
modo do seu enternecimonto pelo senhor delphim.
E que devo cu fazer, senhor, so elle se en-
ternecer? .
Nada ; viras dizer-me ; he so isto.
Lebel pozo caf junto d'el-re, que o foi sabore-
ando lentamente. ..,..
Depois o histrico criado grave sabio, e d all o
um quarto d'hora toi'nou a apparecer.
Entflo, Lebel! pergunlou o re.
Senhor, M.de La Vauguyon foi ale o corredor
novo, com S. Alteza pelo brago.
Bem, quemis?
__ Nao me pareca l muito enternecido, muito
pelo contrario como quemerolava os olhoscheios
d'alcgria.
Bem, e depois ?
Trou urna chave da algibeira, deu-a a S. Al
leze, que abri a poita, e metteu o pe no corredor.
- Precisa-se de um Portuguez sol eiro, para f
lorsar o servigo de campo, dando fiador a su
conducta : na run Nova, botica do Sr. I mo.
-Prccisa-se de um rapaz de 14 a 16 annos1,, para
caixeiro do venda, o que tenha pralica de nefsocio.
na rua da Senzalla-Nova, 11. 7 se d.ra quem pre-
--' Jos Fernandos Ribeiro faz sciento ao rema-
tante do consumo do apo'ardente quo desdo o ui
24dejunho prximo passado nflo vende mais o
dito genero, como fez ver ao mesmo 8,r. em o aia
prirneiro julho, do quo aprsenla testemunnas.
-I). Mara Claudina do Jess Lima retira-se para
fra da provincia levando em sua companhia urna
(Iba c dous (ilhos menores.
- Aluga-se, ou arrenda-se urna das mclhores ra-
sas do Caldeirero, com quintal e cacimba de muito
boa a^oa de beber, com cinco janell isde frente, sa-
la de ironice duas alcovas, gabinete com alcova, sa-
la de detrs com dous quartos e gabinete, junto ao
silio do Sr. Jos Higino : lrala-se na rua do Queima-
do, n. 37.
POMMATEAU, CUTEI.EIRO NO ATERRO-DA-
B0A-VISTA,
tem a honra de avisar ao publico, quo mudou o
seu estahelecimento da rua do Aterro-da-Boa-Vista,
n. 5, para o sobrado novo, 11 16, da mesma rua.
Na sua loja sempro o publico adiar como de cos-
tume um grande sortiment doculelerias finas e de
todas as qualidades ; heni como pistolas de vagem,
e armas para caga. Contina a concertar todas as
qualidades de armas o feragons, o amla as quar-
las-feiras e sabhados.
- Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponco do
Len faz publico, que mudou a sua residencia da
rua IlirciU, sobrado 11. 29, para a Soledade, sitio
da Cscala, do Exm. Sr. barflo de llamaroca; portaii-
to quem com ello se quizer entender, dirgir-so-ha
ao dito silio, ou nesta praga a casa de seu procura
dor.oSr. Manoel Jos do Sant'Anna Araujo, na tra-
vessa do Sarapatel, sobrado n. 16.
r.ompntvS.
Compra-se o terceiro tomo de Cunba Mallos, e
a instrucgo de Muiidin Pestaa ; bem como duas
toalhas bordadas : no pateo do Tcrgo, venda n. 7.
Compra-se um mnnho pequeo do moer mi-
Iho : na rua do Queimado, n 40, prirneiro andar, ou
annuncie. ,
Compra-se um sitio perto desta cidade, queie-
nha arvores de fructo, enjo valor nflo exceda le
2:400,000 de rs : ou permuta-se por duas casas ter-
reas na freguezia da Boa-Vista : os pretondenles
dirijam-so a rua do Rozario da Boa-Vista casa n.
22. ou na Praga,n. 6 ,. ,
'-- Compram-se meias garrafas e diversos rrasqui-
nhos vasios : na rua Nova, n. 42.
--Compra-so Tito Livio, traduzdo ao pe da let-
Ira : quem livor annuncie.
-Compra-se, oualuga-so urna canoa de condu-
zr agoa.quc seja grande : na rua Nova, n. 42.
Compram-se dous pranches de tres costados ,
quo sejam de amarello lomo oiticica cedro ou
pao-carga ainda que scjan pedagos que lonham
de 12 a 15 palmos : na rua do Queimado, 11.18.
Compra-so urna esciava moga do boa hgura,
que saiba cozinhar e lavar, o nflo lenha vicio: agra-
dando paga-se bem: na Boa-Vista, rua Velha, n. 18.
Quem .Vtiver, devo apparecer das 11 horas da ma-
nbfla s 3 da tarde.
\ ('n.
SSSF.
Vendcin-se barricas c meias barricas de farinha
SSSF de raminho: no armazem de Joaqum Lopes do
Almcda, caixeiro do Sr. Joflo Matheus, atrs do
tlicalro.
AtleneSo.
Na na do Crespo, loja n. 1,
tic Jos Jcaquim da Silva
Maya,
vendem-s'e chapeos de seda para cabegas de senhora,
os mais ricos, c mais modernos que tecm vindoa esta
praga; assim como se vendem chapeos de seda e de
palhinlia para ineninasde dous a 12annos: loucas pa-
ra criangas, de muito lindos goslos. Tudo chegado
de Franca pelo ultimo navio, c por muito commodo
prego.
Vendcm-se duas esclavas de nagflo, por prego
muilo commodo, propiias para o servigo decampo :
na rua de lio ras, sobrado de um andar, n. 14.
Vendo-so ferro da Suecia ; folhas de Handrc;
cobre para forro do navio ; dito para caldeirero em
porges grandes c pequenas : na rua de Apollo, ar-
mazem n. 6. ,
Vendcm-se qualro mastros de pinho : na rna
do Trapicho, n.8.
vi
do
Que mais?
Depois o senhop duque passou o casiigai para
mito do S. Alteza, e disso-lhe dcvagarinho, mas
o Unto que cu o nflo podesso ouvir : .
Senhor, acamara nupcial lica na exlremida-
dedesla galera. El-iei deseja que V. Alteza gasta
nte minutos em chegar a cssa cmara.
Como! disse o principe, vmto minutos, quan-
3 a penas vinle segundos bstanlo?
-Senhor, responden M. de La Vauguyon, aqu
expira a minha autoridade ; nflo tenho mais l.gesa
dar-lhe, porm falta-mo um conselho, que serj o
uirno! olhe bem V. Alloza para as paredes a direi-
la o esquerda desla galeria, c asscguro-lhe quo a-
char em que empregar os vmte minutos.
Nflo s sabio maf.
Kntflo, senhor, M. do La Vauguyon fez urna
grande cortezia, sempre acompanhada de olhs mul-
to accesos, que pareciam querer penetrar no corre-
dor, c deixou S. Alteza na porta.
ES. Alteza entrou.nflo?
L est, senhor, veja V. Magestade a luz na ga-
leria. Ha un quarto de hora pelo menos que ella al-
i gyra.
Ora vamos la ei-la que desapparece, disse o re,
depois de olhar por alguns instantes pela vidraga.
Tambem a mim, me havam dado vinle minutos, mas
so bem me record, ao cabo de cinco eslava cu com
minha mulher. Oh Quem sabe sedirflo do delphim
0 quo sodizia do segundo Racino : Haonelo de
seu av!
1 (Con(inmr-$t-li9.
H



H


M
Vende-so, por proco muilo commodo, um jo-
po de bancas c urna mesa de meio de sala, moder-
na ; duas mesas de .imarello, que servcm para 60-
gommar: na ra de S.-Francisco, no segundo an-
dar do sobrado da esquina do boceo do Ouvidor, de-
fronte da serrara.
Vonde-se una negrinhu de 1G annos sem vi-
cio aigum : na ra Augusta, n. 52.
Vende-so um sitio cotn arvoredos de fructo,
abeira do rio Capihariho no corredor de S.-JofiO,
junto a matriz da Varzca : na ra Velba, sobrado
n. 18.
Vende-se umsellm para montara desenlila,
quasi novo: na ra da Alfandega-Velba, hotel
Pistn.
Vende-se un excedente violSo-collo com
muilo boas vozes e pouco usado na ma da Cruz,
n.26, primeiro andar.
Ca$a na ra Mfreita do Rozario. n. (i.
Meslo estabeleeinicnto acham-sc a venda as licm
acreditadas cautelas da lotera do Ihcalrn publico
desta cidade cujas rodas andnni no da 1. de ou-
tubro. 0 cautelista espera que os sous rroguezcsl
conconam a comprar o resto das ditas cautelas '
naa quaos se esperan) boas sortcs, pela escolente cs-
eollia que se fez dos nmeros para sercm divididos
em cautelas. A diasque silo poucasc boas. Piceos
os do costuine.
-- Vondem-sc dous prclos um do servico de cam-
po o oulro bom canociro ; urna parda muito pren-
dada : todos se" vendein por preciso no largo das
Cinco-Ponas, ra Imperial, n. 3.
Vendem-se caixas do cha liysson de 13 libras,
cin porgOcs ou a relallio ; caixas de velas de es-
permacete de 5 e 6 cm libra : na ra da Alfandega-
Velha n. 36, emeasa de Matheus Austin &C.
I\a loja nova do Pas-
seio-PubIco,n. 17
vendem-se corles de Claudias para vestido de senho-
ra os quaos teem merecido geral accitago em
Lisboa. F.sta fazenda lie de lila, porm muito lina C
ile ricos padrOes os mais modernos que teem ap-
parecido. A elles antes que se acabein porque s
CUStira o diminuto preco de 8,noo rs. Igualmente ha
urna porclo tic cortes de collets do velludo do cores
e do bonitos padroes a 2,560 rs. o corte ; bem como
um resto tle cortes de cassa de cores, a 2,000 rs.
Vende-se, na ra da
Cadeia, n.37,ceraem ve-
las fabricadas no Kio-
de-Janeiro, em urna das
melhores fabricas em
caixas pequeas, soiti
menlos ao gosto do com-
prador, e por prego mais
barato o que em ouira
qualquer parle.
A 1#000 rs.
As melhores luvas de pellica brancas e clsticas :
no ra larga do ltozario, n. 24.
Casimiras elsticas, a I #00 rs.
o covado.
Vendem-se superiores casimiras clsticas pelo
barato preco de 1,000 rs. o covado; ditas muito fi-
nas franeczas a 1,280 rs. o covado ; dita de su-
perior qualidade elstica, minio lina, o prela a
3,500 rs. o covado : na ra do Collegio loja n. 1.
QJ Na ra doSarapatel, sobrado n. 16,vende-se t J
5 5 casal de escravos do servio de campo, por ii;
i1* 800/ rs., a prela larobem he lavadeira c vende- \
[$ deira; c por 300/rs. um preto do servico -de C
jj campo. $
Vcndcm-sc duas canoas de carreira quasi no-
vas ; um sellim para montana de senhora; urna
espingarda de dous canos ; e ditTerentcs cascos va
sios : na ra da Senzalla-Velha, n. 110.
i Itcncao!
Vendem-se superiores chitas franeczas, de vara de
largura c decores fixas, a 280 rs. o covado; ditas
linas escuras e de cores fixas leudo algumas que
servcm para lulo a 5,000 rs. a peca ; meios chales
de cassa de quadros, a 440 rs. ; cortes de lanzinha,
para senhora com 15 covados a 3,600 rs. ; panno
preto fino para pannos do prelas a 3,000 rs. o co-
vado ; chales de Lia e seda muito linos a 5,500 e
7,000 rs.; zuarto de vara de largura, a 240 rs. o
covado ; cortes de cambraia lisa muito lina c com
6 varase meia a 5,000 rs. ; superior brim tranca-
do pardo, de puro linho a 640 c 900 rs a vara ; di-
to amarello muito fino, a 900 e 1,000 rs. ; dito
trancado de linho brauco muilo superior a 1,000,
1,280 e 1,600 rs. a vara; ctiadrezcs 3o linho para
jaqueta a 400 rs. o covado ; liscadinhos trancados,
a :!'yi rs. o covado ; hamburgo de linho, a 260 rs. a
vaia ; meias para senhora a 240 rs. o par ; e outras
muitas fazendas por barato pceo : na ra do Col-
legio, loja n. 1.
Cortes de peJIe do diabo, a
1,400 rs.
Vendem-se superiores cortes da fazenda ella ma-
lla pelle do diabo com 3 covados c meia pelo ba-
rato preco de 1,400 rs o corte sendo da mais supe-
noa que tem apparecido : na ra do Collegio, loj-
n. 1.
Vendem-se brincos domados, d ornis moder-
no e delicado gosto que tem apparecido, pelo di-
minuto preco de 640rs. cada psr: na ra da Cid01""
Vellia, n. 5.
Vcndcm-se escravos baratos, na ma das
I.arangciras, n. 11, segundo andar: 2
molecotes, do bonitas figuras ; um bo-
nito pelo do 25 annos; um dito do 26
anuos por 450,000 rs. ; um pardo com
ollcio de pedreiro de linda figura e de ptima
conducta ; um dlo carreiro, de ptima conducta; 1
dito com ofiicio de sapateiro, sem vicios nem acha-
ques, este troca-so por urna preta que seja moca, e
nio seje achacada ; um preto de naclo, muito forte,
por 400,000 rs- ; um dito por 250,000 rs.; urna pre-
ta do 25 annos que cose muito bem sem vicios
nemachaques ; nina mulatinhade 12 annos; urna
negrinhadclOannos, propria para ser educada;
urna preta muito forte, de boa figura, o do 38 an-
nos por 260,000 rs.; urna dita de nacao que cn-
lendc de cozinha alguma cousa de muito boa con-
ducta c sem vicios nem achaques por 420,00.
SSSF.
Vende-se a verd'ackira farinda SSSr
de rominbo cbognda no da 5 do cor-
renle : a tintar com J. J. Tasso Jnior.
POTASSA
Vende-se a verdadeira e superior po-
lassa da Russia a mais nova que existe
no mercado : na ma da Cadeia do lied-
le, armazem n. 12, de lultliar & Ol
veira.
Vende-se superior potassa nova : na ra de
Apollo, armazem n. 18.
SSSF.
Vendcm-so meias barricas de farinha doSSSFde
raminho : nocr.es da Alfandega armazem n. 1, do
GuimarHos.
Witcll Rravo& C." acaba m de receber diiccla-
mente de Pars urna poreftn de frascos da famosa a-
goa hemosttica de Brouhieri, de cujas virtudes o
Jornal do Commercio dollioj tem tratado em dif-
ferentes arligos mui ciicunistanciadainciitc. Este
singular medicamento he verdaderamente especi-
fico einfallivel no curativo de todas asferidas.se-
Jam ellas pelo Instrumento cortante, sejam por ar-
mas do fogo, ou provenientes de queimaduras.
Quaesquer que sejam os accidentes que as com-
pliquen), lodos elles desapparecem com summ fa-
cilidade, sarando a ferida dentro de poneos dias sem
suporaco, sem inflamroeQlo escmdor. Anda que
baja perda de substancia e feriinenlos das mais con-
sideraveis arterias, cuno a cartida ou outra, olio
sa perda de substancia so recupera, mus a hemor-
rhagia arterial est curada dentro de 30 a 40 minu-
tos, regenerando-se as tnicas da arteria offendida,
por meio le um trahalho orgnico particular. Nio
he menor o ellicacia do mesmo medicamento as hc-
nioirliagias internas, como sangue pela bocea, ou
proveninenlcda bexiga, e sobretudo as licmorrha-
gias de tero, qiiofazem a desesporaciio ilos mdi-
cos e o tormento dos iloenles. as inslruccOes pra-
ticas, que se vondem com o remedio, se vera com a
extensao necessaria a maneira de applica-lo o os
casos em que conven). O preco de cada frasco he de
2,000 res, e das inslruccOes 2,000 res. Os pretcn-
dentes dirijam-se ra da Madro-dc-bcos, botica
numero 1.
Vonde-se a venda da ra da l'raia, n. 39, com
os fundos que convierem ao comprador, ou s a ar-
macilo : na ra do llangcl, venda n. 50.
Vcnde-sc arroz branco pilado, superior, a 8,000
rs. o alquere da modula velba : na travessa do Quci-
mado, n. 3.
Queijos do Al entejo,
muilo frescaes: vendem-se no
armazem do caes da Allandeg,
ll. I. confronte aescadinba.
&tftdfeAKHlltflMtMMMI Ma^ifrlfta^lfcnaliflhlrr'
I
jj Vende-se cera de carnauba, do muito boa
r qualidade, tanto a rotalho comocm porclo:
^ na ra das I.arangciras, n. 14, segundo andar.
Vende-se urna escrava de nacao de bonita
figura muito moca sem vicios nom acha-
ques quo he perfeita vendedeira de ra
c lava roupa de sabfio o varrclla ; duas ditas
que engonimain, cozinbanie l'azcm lodo o
mais arranjo de urna casa, por estarcm a
alo acostumadas, e que la ni bem veirtlem na
ra, uma dasquaeshe muito boa rendeirae
carinbosa para meninos; 1 molequo do na-
Cilo de 16 anuos, muito esperto; 1 pardo de
20anuos,com ollicio de alfaiatc.e que lio p-
timo pageni; um escravo de 22 anuos, de
muito boa conducta sem vicios c que est
acostumado ao servico do casa na ra do
do Vigario, n. 24, so dir quem vende.
PTIMAS NAVA LHAS,
pelo procesando* lemperasdas
melhores fabrcasele Gui
maraes.
EX.CELLENTE FABRICA EM
LISBOA.
Estas navalbas silo feitas do mais fino ac da Slie-
cia e temporadas em agua que conten os tnes-
nios principios que se encontram na mui afamada
de Guimarnes, e para provara sua superior quali-
dade, bastara dlZcr-SO que sao preferidas por quem
uma vez as experiinentou a quantas veem de Ingla-
terra, Franca e outros paizes.onde a arto de culclei ia
est iiiquestiouavcliiieiileeni grande adiantanicnlo.
Teem mais as supraditas navalbas a importante
circunstancia de conservarem por muilo lempo a
afiaco, de cortarem com rapidez os cabellos da bar-
ba e finalmente do nio oflendeiem nem levanta-
rom a pelle ; o que as loma mui recommendaveis.
Vendem-se nicamente na ra de Crespo loja
n. 8 de Campos & Maya onde nio se duvida da-las
para os pretondenles as experimentar.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
Aos 20:000^000 de ris.
Cbcgaram, pelo vapor San-Sebastio bilhclcse
meios ditos da primeiro lotera a beneficio do con-
servatorio de msica da corte que deveria ser ex-
traliida de .12 a 15 do crrenle : na ra da Cadeia do
lenle loja de cambio do Vicha, n. 24. A elles,
untes que chegue o vapor com a lista.
Vonde-se por preciado, urna preta de 28 an-
nos, sem vicios nem achaques, que cozinha o dia-
rio de uma casa, e he muito boa quitandera : na
ra do Cotovcllo, n. 85, das 6 horas da nianhfia os 3
horas da larde.
Francisco Xavier das C.hagas Sicupina vende 21
muradas de casas, entro grandes e pequeas sendo
no balrro da Boa-Vista ra de Colovello, n. 19;
ra de S.-Thcrcza, n."17 ; ra Augusta, ns. 53, 55,
57, 59 n 61 ; ra Imperial, ns. 44. 4G, 48 104 106 ,
110,112,114,116,118,120,122, 124 e 126; aca-
noas; uma libra do ouro em dvorsas obras; uma
escrava de nomo lria, presa na cadeia e penborada
por decimas de casas ; um chile proprio ...i cidade
de Olinda com alcerces cm a ra de Mathias-
Fcrrcira, com oitilo meeiro com a Senhora Dio-
niza : ludo livre edesembaracado : a tratar na ra
Imperial, n. 01.
Vendem-se bichas prctas muito baratas aos
ceios e a retalho, viudas do Lisboa: na ra da
Cruz, n. C2.
-- Vende-se urna escrava da ('osla ,
le 14 annos, bastante alia, reforcada e
de muito loa figura que lava bem de
sabao, cozinba o diario d urna casa,en-
gomma liso e arruma bem um sala ;
unlo parda de 20 annos, que lava bem de
sabio cozinba bem o diario de uma ca
su e be muito entendida e viva para
qualquer servico : tanto uma como ou-
ira nao teem vicios nemacbaque- de qua-
lidade alguma: O motivo da vend.i se di-
r a o comprador: na ra do Crespo,
n. 12.
Vende-se superior tabaco simonle da llahia,
em latas do uma c duas libras : em Fra-de-Portas ,
ns 145 o 147 vendas de JosGoncalvcs Bellrilo.
os20:000#fdcrs
Vendem-se meios bilhclcs da primeira lotera do
conservatorio de msica do Itio-de-Janeiro, quo li-
cava a correr no da 15 do correlo selembro : na
ra do Collegio loja n. 1.
Vende-so um sobrado o sitio pequeo mura-
do com porlito e uma cozinha a margem du rio
Capjbaribe : na ra Nova 11. 52; primeiro andar.
Vendcin-so os incomparaves charutos primo-
res ; cigarros do la llavana ; os verdadeiros marca
de fogo ; trabuquellos ou mimos de moca ; regala
de S.-Felix ; e outras muitas qualidades por prc-
co commodo : no novo deposito de charutos da Ba-
ha na ra cstreita do Rozario, 11. 45.
Vende-se por preco commodo, um sobrado
do dous andares c so.ta"o cm chitos proprios sito
na ra da Guia 11. 55: a tratar na ra Nova n. 65,
primeiro andar.
Vende-se um pardo de bonita figura, por pro-
co commodo: 110 caes da Alfandega armazem do
Bacelar.
Vende-se, na porta da alfandega no arma-
zem n. 20, uma porclo de saccas com caf de esco-
Iha e uma porclo de caixas com vidros, por preco
muito commodo.
Vendem-se na ra do Crespo, loja de miude-
zas, n. 11, pistolas du alcance, a 4,000 rs.
Vendom-so ,ealugam-se bichas de Hambur-
go : na ra do ltozario da Boa-Vista tenda do bar-
beiro, n. 60.
Venuem-se 4 escravas sendo : urna parda de
20 annos, qne cozinha, cose, engomla, o tem multo
boa figura ; uma preta de bonita figura de 28 an-
nos que be quilandera o lavadeira do varrella ;
uma dita de 25 annos propria pura qualquer servi-
cio, oque lem principios do costura: um mulati-
nho de9 annos, prprio para pagem ou aprender
qualquer ollicio : lodos sem defeitos nem achaques :
no palco da S.-Cruz, 11. 10, se dir quem vendo.
Fotassa da Itussia.
Cunha & Amorim teem para vender polassa da
Itussia de superior qualidade : na ra da Cadeia,
n. 50.
MUITO BARATO.
Vendem-se os ulensis completos da padaria da ra
dos Burgos (no Fortc-do-Mattos) : a tratar na ra
da Sensalla-Velha, n. 142, primeiro andar.
VI.I.AS DE CERA DE LISBOA E DO HlO-DE-JANEIItO.
Vende-so completo soilimentoao gosto do com-
prador, por barato preco, para IU)Ud8CSo: tam-
bem ha brandes, bogias e tochas ; na ra da Sen-
zalla-Velha, armazem n. 110, de Alves Vianna.
RAPE' 1'RINCF.ZA NOVO-LISBOA.
Chegou, pelo ultimo vapor, uma porcSo dcste cx-
ccllcnte aap o vende-se no deposito da ra da
Scuzalla-Velba, n. 110, e nos mais lugares j an-
nu ociados.
Vende-se um lindo molcque, do II annos, o um
prelo de 25, ambos bem parecidos, sem vicios, nem
achaques : no pateo da matriz de Santo-Antonio, so-
brado n. 4, se dir quem vende.
Vende-se uma preta de nacio de bonita figu-
ra sem vicios e que cozinha bem engomma, la-
va de sabSo o varrella be muito Hele tem muito
bom genio : o motivo da venda se dir ao compra-
dor : na ra do Cabug esquina da ra das Laian-
geiras primeiro andar de varan Ja de ferro.
Vendem-se caivetes de mola para aparar pen-
nasdeumas vez; botOes pretos para casaca os
mais modernos ; caixas de tartaruga, quadradas e
redondas a 3,000 rs. cada uma; suspensorios do
borracha ; pentes virados para prender cabello ; sa-
bonetcs para barba; luvas prelas para seuhora;
relogos dourados a 200 rs. cada um para meni-
nos ; esporas para salto; botOes para camisa do
ultimo gosto ; caixasde-baleia grandes, para ta-
baco; brincos o collares para luto; meias prctas
para senhora ; oculos do 2 o 4 vidros para todas as
vistas : ludo muilo em conla por ser para liquida-
CSo; na ra larga do Rozario, loja do mudezas
baratas 11. 35.
Vende-se no armazem de Raccllar, defronto da
escadnha d'alfandega, farelos muito frescos e mui-
to novos, pelo mdico preco de 3,500 rs. a barrica.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
Vendem-se bilhetese meios ditos da quinta lote-
ra a beneficio da nova freguezia de N.-S.-da-Glo-
ria: na ra da Cadeia loja de cambio, n. 38, de
Manoel Gomos.
Atlenco!
Na ra Direita, n. 50, lja de pintor, ha um
completo sortimento de vidros para vidracas ; ditos
com ac para espcllio. O mesmo vidracciro so offe-
ro para bota-Ios por preQO commodo, e lem lam-
bem uma porclo de caixilhos, proprios para envi-
dracaruma loja.
Lotera do Rio-de-Janeiro, a fa-
vor da nova freguezia de N.*
S.-da-Gloria.
Vendem-se hilhetes desta lotera: omcasadeJ.
O Elster na ra da Cadeia-Velha n. 29.
JL
RKGO "RASOAVEL-
Novo sortimento de cliapcos franec-
zcs tinos, cliegados pelo ultimo navio
de Franca, e por isso dos mais moder-
nos : bem como todo o sortimento de
fazendas finas : ni roa do Queiinado ,
loja novan. 11 A, de Raymundo Car-
los Leile.
Na ra do Agoas-Verdcs, n. 46, vendem-se dous
moloques de nacao Angola de 14 a 16 annos: 5 es-
cravos para todo s servico; 2 ditos de nacao, por
800,000 rs.; um bonito pardo que cose mu bem
de alfaiato o cozinha ; duas bonitas molecas do na-
Co do II a 13 anuos ; 4 escravas para todo o ser-
vico ; urna parda mucama que lem boas habili-
dades.
Vendem-se, no armazem do Braguez, ao pedo
arco da Conceic.lo do Recifo saccas com farolo du
arroz vindas prximamente du Maranhlo, por pre-
go muito barato.
Vondo-se, por milita prccislo, um escravo,
que faz todo o servico, e nio tem vicios nenvacha-
ques,por 250,000rs. ; uma preta lavadeira e qui-
tandera por 150,000 rs. : na ra do Nog'ueira,
n. 19, segundo andar.
Vendem-se 6 escravos, sendo 3 mocos, do bo-
nitas figuras, proprios para o servico do campo uu
mesmo para a 1 raga e 3 lindos molcqucs, proprios
para ofiicio dol, 12 e 16 annos: na ra das Cru-
zes n. 22, segundo andar.
Vende-se uma boa escrava croula de 27 annos,
quo cose, engomma e cozinha o diario de uma casa !
no pateo do Carino, casa n. 6
Champagne verdadeira,
nunca cometa,
vndese na ra do Vigario, n 4i a'D,a<
zem de Rolbc e Bi.b idac.
Vondem-sc, por metade de seu valor, 12 cadei-
rag, 1 suf, 2banqunhas o 1 dila de meio do sala,
ludo de Jacaranda c com muito pouco uso: na ra
Augusta, sobrado de um andar, n. 94.
Vende-se cal virgem em barris cliegados pr-
ximamente de Lisboa, por proco mais baralo do que
em outra qualquer parle : na ra da Moda, arma-
zem 11. 17.
Vendem-se 191 pecas de cabo do Cairo: na ra
do Trapiche, n. 8.
Escravos
u indos.
Ao amanhecer do dia 8 do crrenlo desap-
pareceu de bordo do brigue Paquete-de-Pernam-
buco, fundeado na praia do Collegio um escravo
marinbeiro j idoso.de nonio Felicianno bastan-
te alto com suissas brancas; levou roupa suja do
alcalino : quem o pegar leve a bordo do mesmo bri-
gue ou na roa da Mocda 11. 7, que sera recompen-
sado.
Fugio, no da 14 do correle a escrava Izido-
ra, croula de 29 anuos, baxa, grossa, olhos gran-
des e ompapucados, sobrancelbas fechadas, nariz
chato bocea grande, becos giossos os denles su-
periores podres ps pequeos o dedos curtos ; tem
uma cicatriz no braco dimito e outra na testa; le-
vou vestido de riscado azul o mais roupa. Roga-so
as autoridades policiaca o capilics de campo, quo
appichendam e levem a ra do Hospicio n. 26, quo
scro generosamente gratificados.
Roga-se as autoridades policiacs, pessoas par-
liculares e capilics de campo a apprehenslodo nio-
leqnc Flix, crioulo cor fula que hoje reprsenla
ter 16 annos de bonita figura sem defeito algum;
o i| na I he muilo farcola se acha fugido 011 furta-
do desdo 28 de foverciro de 1 844 c tem sido visto
andar pela villa do Cabo. Qncm dclle souucr c levar
a seu senhor Antonio Aunes Jacomc, morador na
ra Augusta, sobrado n. 94, ser recompensado com
(ni mil rs.
-- Fugio, no dia 8 do correte a piala da Cosa ,
de nomo Felicia de estatura regular; da cintura
para cima he mais grossa do que para baixo poitos
grandes, cara bechigosa ; lem una bordadura em
cima do hombro esquerdo quechegaat ao espi-
nhaco ; tem urna aigola de lalfio em um dos bra-
cos : quem a pegar leve a ra Imperial padaria n.
43,dofronte do chnfariz, quo ser generosamento
recompensado.
-- Fugio, no dia 9 do corrento, o escravo Ray-
mundo, crioulo; representa ter 30 anuos; levou
calcas de estopa camisa de algodo azul e chapeo
depalha oleado ; he alto, de boa grossura ; tem os
ps e maos grossas : quemo pegar leve ao becco
do Veras, casa n. 15, quo ser gratificado.
PBIlfti ^A TKP. DEM. F.Dti FAMA.
-184^
i


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