Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08538


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Full Text
A tno de 1847.
Sabbado II
O.D4RIO pul.lic.-se lodos os rites, que n5o
iditteiTDW, porcd- publtcac.0.
pASES DA WWKBl* SETEMBRO.
. ^.nt I a ho e *in da ""'''
CreVeote,".'4 bora.d tarde.
PARTID* DOS CORREIOS.
(ioiannae Parahyb, is (lindas e sextas fein.*.
[\lo.(ratlde-dn. Norte quintas ieiras aomeio-dia.
ilalm.'SeriuliMeni, Rio-Fonnoso, Pono-Calvo e
Maceiri no l.", a 11 e i i de cada mez.
(araiiliume Rnuilo, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores a I3t !s.
Victoria, s quintas Ieiras.
Uliuda, todos os das.
PREAMAR DE BOJE.
I'iimeira, s G horas e i minutes da manliia.
Segunda, s 6 horas t JO miuut os da tarde.
de Setembro. Anno XX l\.
N. *o*
DAS D\ SEMANA.
6 Segunda, i. Ultima. Aud. do .1. dos nr-
ph'iOS ild I. ii.t c i1 1 v. i- do J M. da 2
7 Terca. S. Pttinphilo. Aud ao J lo civ. da
I. v e r! i 1. de paz. do 3. dUl. de t.
8 Oii.ui i I, >>< Naiivi.lade de No.sa S;
nhora. S. Nstor.
9 Quima. S. Sergio. Aud. do J. de orph. e
do J OMatWpal ta i. vara.
0 Sesla.S. Pnli.iii". Aud do 1- dociv. da I.
v.ado J. de paz do I. dist. da t.
II Sabbado. S. Piolo. Aud. do .1. do civ.
da I. v. e do J. de paz do I tlist. de t.
2 Domingo. O SS Notne de Mara.
CAMBIOS NO DA 10 DE SETEMBRO.
Cambio sobre Londres a **T d p. II rs
P*ns 3i rs por franco
u Lilm* IU a H0 de ure
Desc. de Ultra) de boas finius de Via I
'urounos l'Mpanholal JHS'*
MotdaideSl no velh 16**00
iie6ftnt> nov mlzO
. de 4 *0l>0.....
Prola l'aUcues .......
l'esot columnares...
Ditos mexicanos ...
Mutila
9f.00
Kill.ll
l|0
ifaOO
11920
. a 6n das.
o.
/ ao roe
29iO0O
I8SM0
iii li'ii
9J20O
I 970
I|M0
IJR40
Acces da comp. do llebonbc de SOtjfOOO rs. ao pr.
DIARIO DE FERNAMBUCO.
PARTE OFFICIAL^
Governo d provincia.
EXPEDIENTE DO DA 26 DO PASSADO.
onicio Ao Exm. presidente das Alagas, decla-
rando ter recebido o seu oflicio de 21 deste mez (a-
goslo) com a rpia do aviso que concede baixa ao
soldado do 6.* nalalhao de cacadores, Jalhias Jos
da Trindadc. Transmttio-se a copia ao comman-
dante das armas.
Dito Ao desembargador juiz relator da junta de
justica, aecusando remessa do processo de Geraldo
Kerreira Gomos.
Dito Ao commandanle das armas, significando
que encaminliar secretaria de estado dos negocios
da guerra o oflicio om queS. S." faz algumas consi-
derncOes a respeito da execuco do aviso de 30 de
junho prximo passado. qu manda dar baixa do
servido ao sargeuto-ajudanle Miguel Jos de Moracs.
Dito. Ao mesmo, inteirando-o de haverem sido
declarados nhabeis para o servido do exercito os
soldados Domingos Moreir, Joilo Francisco Primei-
io, Antonio Joio Freir Vital e Matbias Jos da Trin-
dade, estedo6"balalhflo de caladores, e aquelles
do 2. de arlilharia a p.
Dito Ao inspector da thesouraria da fazenda,
exigindooseu parecer sobre oc'ontedo em um rc-
3uerimento do encarregado do lelegrupho desta ci-
ado, JosSoaresdeOliveira.
Dito A'cmara municipal destacidade, dando-
lhe faculdade para aceitar, na forma do arl. 29 da lei
de 2 do maio de 18,4*, algumas lellras na importancia
de quatro contos de ris em que so acha debitada
com o doutor Joilo Ferreira da Sjlva pela cxappro-
priaco de'um terreno que llie pertencia.
Dito-- A' mesma, aulorisando o pagamento da
letlra que passra para indemnisadlo da casa da ra
to Rosario da Roa-Vista, oque ja est vencida, na
importancia de 450,000 rs.
PortaraOrdenando que so passem patentes, de
majordo 4. batalbo da guarda nacional do Cabo a
Joaquim Pedro Patriota Jnior, e do commandanle
do2.0esa,uadrno decavallaria da mesma guarda na-
cional a Theotonio da Silva Vicira. Participou-se
ao conimandantc superior da guarda nacional do
Cabo e aos dous cidadaos supraincncionaios.
DEM DO DA 27.
Oflicios -- Ao commandnnte das armas e ao com-
missario-pagador, prevenindo-os da ebegada da ar-
dozia que se cncomincndra para a coberla do paiol
do forte do Huraco.
Dito Ao inspector da thesouraria da fazenda, ac-
ensando remessa de urna copia do decreto de 11 de
jullio ultimo, por que S. M. o Imperador aposcnlou
o guarda da alfaudega desta cidade, Jos Clemente
Pereira dos Santos.
DEM DO DA 28.
Oflicio Ao commandanle das ni mas, recommen-
dando a execugao do aviso de 22 do jullio prximo
lindo, que manda dar baixa do servico a Joo Alves
Chaves de Laccrdo, soldado do 6.' balalhfio de ca-
ladores.
Ditos Ao presidente darelacaoeoo inspector da
thesouraria da fazenda, inteirando-os de haver con-
cedido tres mezes de licencia para ir corte ao des-
embargador Francisco de Paula Cerqueira l.eile.
Dito -- Ao desembargador juiz relator da junta de
justica, transmiltindo o processo de JoSo Roque Ja-
cintho.
Djto Ao director do collegio dos orphaos, de-
clarando que concede mais tres mezes de licenca ao
educando Soriano Calisto Juca.
c quiz-inr dar com ella, nessa lula ferio-se a si
mesma.
Juiz: Diga-me... O Sr. estava ta parto de fura da
porta, ou dentro ?
io ; Estava da part de fura.
Juiz: E quando essa mullid* o atacou, com que
se defendeu f
Reo : Com as minhas mSos.
Findo aqui o interrogatorio, passa-se leilura das
pecas do processo, e s allegaces pro e contra o reo,
tomando tambem parte na defesa o Sr. Oxal.
O Sr. Juiz treiidente faz o rclatorio da causa o en-
trega ao presidente do concellio os seguintes
QtjESITOS.
l.o O reo Benlo ConstantiiTO Alves doNascimcnlo
piaticou o facto de ferir a Silvcria Mara da Cun-
cei?lo ? .
2. Do ferimento resullou deformidade ?
i.' O reo fez o ferimento em defesa do sua pes-
4. Oreo fez o forimento em defesa do seus di-
reitos ?
5.* O reo linha certeza do mal que se propoz e-
vitar ? .
6. O reo leve falta absoluta de outro meio menos
prejudicial ?
7." Houve da parte do reo provocarlo, ou delicio
que occasionasse o conflicto ?
8. Existo contra o reo a circunstancia aggravan-
to de ter sido o crime commettido de noite ?
9. Existe contra o reo a circunstancia aggravau-
te de ter entrado na casa da ofl'endida com o lim de
commelter o crime ?
10. Existe contra o reo a circumslancia aegravan-
te da tentativa de entrar na casa da ofl'endida com o
lim de commelter o crime?
11. Existem a favor do reo circumstancias allc-
nuantes '!
Tendo-se o concelho recolhido a sala das confe-
rencias, roapparece na dos debates ao cabo de duas
lloras, respondendo :
Ao 1, quesito --Stm por 9 votos.
fk \ftn__ nnunitni
PERfAMB^CO.
JUUYDO KECtFK.
SF.SSA0 EM 9 DESETI'MItltO DE 1847.
PRESIDENCIA 00 SENHOR DOUTO CERVAZIO CONCAL-
VES DA SILVA.
Ao meio-dia, faz-se a chamada, e verifica-so es-
tarem presentes (Oscnhores jurados.
OSr. Juiz l'residenle declara nhtita a sessilo.
S3o apregoatlos os reos e s leslemunlias.
OSr. Juiz Prndenle diz que ge vai proceder ao
sorteio tloconcelho.que lem tle julgar ao reo Bcnto
Constantino Alvos doNascimer.to, aecusado pelo cri-
me de ferimetilos.
Sorteado o concelho, presta o juramento do cos-
til me.
Etn seguida, encarrega-se da defesa um Sr. aca-
dmico.
O i>'r. Juit Presidente faz ao reo o seguinte
INTEBR0OAT0RI.
Jai'i: Como se chama ?
Reo : Bento Constantino Alves do Nascimento.
Juiz Aonde estava na noite do dia 9 de maio
deste anno
Reo : Na Boa-Vista.
Juiz: Em que lugar?
Reo : Na ra da Ponte-Velba.
Juiz : Estava na ra, ou em alguma casa ?
Reo : Na ra.
Juiz: Qual foi o motivo da sua prisflo ?
Rio : Foi porque a senhora Silveria mandou-
me chamar para ir buscar unas cousas minhas que
Mnha levado; e quando clicguei na porta comec,ou
.'sulUndu-me Ue palavius, foi buscar um a cade ira,
Ao2.
Au 3.=
Ao 4.*
Ao5.
Ao6.
Ao7."
Ao8.u
AoO."
AolO.
Aoll.
Mo
Nao -
A'oo
Nao
Nao
Sim
Sim
Ndo
Nao
Sim
unanimidade.
7 votos.

II o
11
II II
8
10
it

6
isto he, existe a
favor do reo" a circu'mstancia alten'uante de nao lia-
ver no delinquente pleno conhecmienlo do mal ,
neni directa intencBo de o pralicar.
O Sr Juiz Presidente, conformndose com a de-
cis.lo do jury, lavra c proferc a seguinte
SEflTENC.
A' vista da decisifo do jury, condemno o reo Ben-
to Constantino Alves do Nascimento a (. mezea e
meio de prilflo, multa correspondente a melado
do lempo e as cusas.
As 5 horas ta larde levanta-se a sessilo.
ni ni i o ue i-Eimuiin:.
BECIFC, 10 DE SETEMBJB.O DE 187.
01HEITO MAUITIMO AIiMI MSTRATIVO.
(ozavam oscapitilos das embarcages mercantes,
que se dirigiam aos porlos do Brasil, da faculdade de
poilerem aecusar nos respectivos manifestos a Talla,
ou accrescimo de alguns volumes, que por qualquer
cvcntualidade naolivcssem sido nelles comprt'h.'ii-
didos; com a obrigaco, porem, de juslilicareui a
causa dessa diminuidlo, ou accrescimo, para que se
n3o duvidasse tle sua boa fo e sinceridado; e esta
faculdade, que por coslume de longu data era quasi
diariamente exercida pelos referidos c*pitaes, se
Chava consignada na legislacao de diversas pocas,
quando o presidente do tribunal do Ihesouro.em da-
ta do 1." de maio do corrente anno, le/. Itaixar una
portara prohiblndo semeihante faculdade, sob o fun-
damento de ser ella contraria ao regulamento de 22
de junho de 1836, e ordem n." 108, de 9 de setembro
de 1842, razendo apenas a excepto do caso de lOrca
maior, nico que nos termos da indicada portara
he reputado legitimo, para ter lugar declarares
addicionaes do accrescimo, ou dinnnui?ao das iner-
cadorias mettidas a bordo.
Este acto do presidente do thesouro publico, sen-
do, como he, doumaconsequencia desastrosa para
ocommerco nacional e estiangeiro.ecouteudo rna-
nifesla illegalidatle. merece ser analysado, e lie luu
que nos propomos a fazer pela seguintc forma :
O direito.que leem os capitaes dos navios mercan-
tes, de azerem declara^ao de alguns volumes accres-
cidos aos seus carregamentos, e nflo comprehendi-
dos na integra dos manifestos, assim como do acecu-
saiem as diminui(,Oes occorridas as niercadorias
meltidas a bordo, juslilicando a sua boa r e probi-
dade, sem com tudo ser necessario allegar e pruvni
o caso de fortuna de mar, ou qualquer outro Mi-
tro, he fundado em tlisposic.es multo positivas e
terminantes da legislado de dilTcrentes datas, que
nao pode ser abrogada por urna simples portara
emanada do presidente do tribunal do thesouro.
Con. effeito, ja no artko 4." do decreto deSOdfl
dezemhro de 1831 se achava establecida a regra de
Doderein oscapilaas, ou mestres daseuiDarcacoc:,
mercaules, zw as declarasoes dos volumes uao
comprehendidos na integra dos manifestos respecti-
vos, com as circumstancias cima especificadas; e
sendo aquello decreto revogado, e substituido pelo
de 4 de dezembro de 1832, licou sempre subsistindo
a mesma regra, como parte essencial tle suas dispo-
scoes, segundo se v do artigo 5." Tambem no re-
gulamento de 23 de abril de 1832, eadditamenlo de
23 tle agosto do mesmo anno, deque faz mencSo a
lei de 3 de setembro de 1833, se achava consignada
a mesma ideia, como um direito substancial conce-
dido ao cominercio martimo, e com especialidade
aos capitaes dos navios mercantes. Poranv, porem,
totlos estes decretos e regulamenlns julgados in-
sullicienles paraa boa liscali.sac.ao dosdireilos que
se arrecatiam pelas all'andegas, e teve o govenio im-
perial aulmisacfio do corpa legislativo, pela citada
le de 3 de setembro do 1833, c3t de ouluhro de
1839, arligo 13, para refundir em um sti regulamen-
to todas is ordena e decretos expedidos anterior-
mente sobre a materia, formando um coi po homo-
gneo de disposicoes, pelas quaes iiivaiiavelinoiito
se regulasscm as alfandegM do imperio, o em virtu-
tie do semeihante autorisadio apreseniou o mesmo
governo, em 22 de junho de 183, o novo regulamen-
to, que, sendo mais ampio que os antecedentes, an-
da boje prevalece, c nelle, assim como nos anterio-
res, anda apparece a mesma regra, omesmoprin^
cipio consagrado e convertido em disposicBo perma-
nente, em faculdade positiva concedida aosCapitSes
dos navios morca utos.
Em verdade, atlenda-sc ao artigo 148 do regula-
mento apontado, e ver-se-ha que nelle nada se al-
terou das antigs concessoes fetas aos referidos ca-
pitaes : he nelle que seacbam as seguintes pala-
vras :......efar (fallando do caplQO) toda as mais
declaracOes (ue entender convenientes para sua seguran-
co e boa (, mesmo acensando alguns roliimes, que Ihe
faltem, vu crescam no manifest, unificando u causa da
diminuirdo, ou accrescimo, &C. oa*., B oslas palanas
sao asmesmissimas queempregam os precitados
decretos o regulamentus de 20 do tlo/oiiibni de 1881,
ai ligo 4." 23 de abril e 23 de agosto de 1832, e t de
dezembro do mesmo anuo, arligo 3.
Ora, se foi sempre lecouhecido o direito, que tcem
os capitaes dos navios mercaules, de poderem tazar
declararlo, na occasifio da entrega dos manifestos,
do accrescimo, ou diminuidlo de alguns volumes
que se acharen) a bordo, sem reoeio de raiponeabili;
dade, edcincorrciem as multas establecidas, una
vez que jusliliqucm a sua boa f c inciilpabilidade,
como he possivel que pretenda o presidente do tri-
bunal do thesouro por meio de urna simples porta-
ra acabar com semeihante direito, e alterar a doutrl-
na croque se elle lundava ? N3o! t!m regulauenlo
da na tu reza do de 22 de junho tle I83l nao pode ser
abrogado ao arbitrio do chefe do thesouro pu-
blico.
Esseregulamento, assim como outros que leem
sido feitOS por expressa atilorisacao do poder legis-
lativo, faz parto da loflislacfio permanente do
paiz, eso pode ser alterado por actossemelhantes
aquello, que os estabcleceram : suas disposicoes
iiao conlcem um direito transitorio porque, a sim
assim, ocqmmercio merilno estara sempre vaci-
lante, oporisso nao pudo o chefe do tribunal do
thesouro modilica-lo, ou allera-lo a seu bel prazer,
por meio de actos emanados de sua nica aulori-
dade.
Sim, o regulamento das all'aiulcgas, leudo sido
decretado em execucao do aitigo 2,u da lei do 3
ile setembro tle 1833 e do aitigo 15 ta lei tle 31 de
outubrode 1835, nao esta subjoitoa contingencia de
ser revogado no lodo, ou em parte, segundo a viuda-
de do ministro da fazenda; mormente leudo sido
o submellido i approvacao da assembla geral le-
gislativa, como foi: portante lie lora de duvida, que
.ssa portara de que temos tratado, pola qual foi
llcrado o artigo 148 do dito regulauenlo, e nullili-
cada a faculdade que elle conceda aos mestres tas
embarcacOes mercantes, be (Ilegal, e por consequen-
cia nao dove ser executada.
O proprio governo imperial nos ollerecc um exem-
plo que mulo coadjuva esta nossa argumcnlacao.
Kuteiuleiido elle que devia Iterar o S 6. do aiti-
go 145 do regulanienio apontado, na parte relativa
ao prazo em que se deverio facer as declaracOos
dos acorescimos, ou diminuicoes aos manifestos,cx-
pedio o decreto n. 203, de 22 de julho tle 1812, no
qual determinava que as ditas declaragOes rossem
eitas no acto da visita, e nao 24 ho-as depois della,
como dantes so praticava: nao usou, pois, de una
pin aria; porque vio, sem duvida, que ella nflo era
um acto legitimo, para por seu intermedio resolve-
rem-sequestOes de tamanhagravidade.e entretanto o
assumpto, do que so Iratava, nao era de lana Irans-
ooiiilciicia.comooque faz objeclo da portara de
que havejiiios fallado.
Sim, o'gHverno imperial, querendo lazer urna li-
geira nioditicacao a um artigo do regulamento indi-
cado julgou que para isso era necessario um decre-
to, em queinterviesseaassignatura do Imperador, e
a referenda do um dos seus ministros; mas o presi-
dente do tribunal do thesouro, que teve em vistas
acabar com um direiio, suppricar urna cuidad-,,
concedida por esse mesmo decreto, pelo regulamen-
to citado, o por muitos oulros anteriores, julgou-se
autorisado para o poder fazer por sua propria auto-
ridade, e por meio de urna portara, em que apenas
se depara com a sua assignatuia !.'! TO grande
contrasenso n3o podo na verdade ser couipreheu-
dido.
Urna portara, diz um dos mais eminentes juris-
consultos do seculo, (o Sr. Borges Carnciro ) fun-
dado mis alvars de SS de setembro de 1601, o de 13
de ezembrode 1604, he un acto que apenas pode
ter.autoridade secundaria e restrictiva, quando se
nao oppOe as dtsposic.es do urna lei, ou decreto,
pois que, ncsla ultimo hvpoltiese, nenhuma forca o-
brigatoria pode ter, sondo antes nullo tudo quanto
ftVr praticado em virtude della. Ora, se he este o ca-
rcter das portaras, c se ollas podem to smente
ter vigorem casos expressos c declarados, e quan-
do n9n olTendcni au que se acha legislado em um
decreto, ou lei anterior, como he possivel que tenha
autoridade e forrea coercitiva essa que ex pedio o
chele do tribunal do thesouro, alterando, ou para
melhor di/ei, abrogando o artigo 148 do regulamen-
to do 22 de junho de 1830, mandado execulai* pelo
decreto da meaina data ? Como he possivel que por
um simples acto do mesmo chefe do tribunal do the-
souro venha a licar nullilicida urna disposicffu ox-
pressa, emitida em um decreto assignado pelo lin-
perdor, e approvado pelo poder legislativo ? Certa-
muntcque, se esto precedente passasse, se elle nilo
fosse contrariado, a legislacao fiscal serla em poueo
lempo um labirynlho mais complicado do que ja o
he, oocoininoirio l'ugiria para longo de nosso paiz,
com recelo de ser inquietado pelos caprichos da-
quelles que oceupassem a presidencia do tribunal
do thesouro.
He verdade que no artigo 319 do rcgulamonto
Bobredito o governo imperial reservou para si o di-
reito de poder alterar as disposicoes do mesmo re-
gulamento, quando o bem do servico assim o ex-
gisse; mas he porventura o presidente do tribunal
do thesouro o governo imperial ? He elle quom fez
esse regulamento, quemo maiidou executar, e quem
para si reservou a faculdade leo poder alterar? N3o,
cortamente,
O governo imperial be o podt'r executivo, e C9le
heesercido pelo Imperador, que he o seu chefe, por
intermedio dos seus ministros, de ir.aneira que o
presidente do tribunal do thesouro, obrando isola-
dainente,embora teja ministro da fazenda, u5o po-
de ser considera do romo governo imperial, e por
consequeiifia autorisado para revogar, alterar, ou
simplesmento modiflearos decretos o regulamen-
tosexpedidos em nome e rom assignalura do Impe-
i ador: porUntO aquello arligo do regulamento, que
aoinia li.a citado, nao pode jamis legalisar o proce-
dimento que tivora o dito presidente do tribunal do
thesouro, quando expedir essa iniqua portara, cu-
ja illegalidatle acabamos tle demonstrar.
Ileduzida, pois, a evidencia a invasoc abuso de
poder, pratfcadoa pelo presidente do tribunal do the-
souro com eipedjlo de semelbanle portara,
resta-nos mostrar que ella traz consequencias des-
astrosas ao cotnniercio uiaritimo, e que contm em
si manifest tyrannia.
Nunca em paizalgum se prohibi urna pratica,
OU uso cnmmercial observado ha muitos annos, sem
que dahi se nao seguiasem consequencias funestis-
slmaaaocommercio terrestre e martimo desse paiz.
ffwpe-ra, diz o Sr. Kent, fallando aos legisladores a-
nieticanos, os un* antigs do commercio ievossa pa-
tria, tnmai-iis por liase de rostas leis, tenido veris co-
mo o mismo commercio prosperara j sombra ta eonfi-
onea i/ue ros nelle depositardes; parm, te seguirdes Mi-
tra renda, se allerardrs em roisot concelhot a pratica
eotesti/los, se estabelecerdes nocas rrgrns coi oppoiicdo
a uxmlytoi, rereis com grande magna o commercio de-
/iniutr, a con flanea desapparecer, e os homtnt de ntgocio
rtlirartm-iedo vosso territorio para outros paizet, mu-
dando os seus estabe/ecimentos, assim como as abelhat
mudam as suas colnu'as.
Estas verdades enunciadas pelo boineiu o mais
versado na jurisprudencia americana, ja haviam si-
do bem comprehendidas pelos legisladores das na-
Cfles mais cultas da Europa, lauto que todos elles
reconheceram a necessidade de fazer guardar os an-
tigOS usos commerciaes, mandando ate que elles
servissem de regia, na falta de legislecSo positiva, e
ueste sentido zoram inserir militas disposicoes nos
seus cdigos, em referencia aos Usos e estjlos, quo
enton se achavam em vigor.
O proprio legislador portuguez. nao se afastou des-
ta regra, eantes observou-a com amis oscrupulosa
exactidao, como se v de muitas de suas lois, o entre
ellas, dos alvars de 19 de uulubro de 178e 16 de Ja-
neiro de 1793, nos quaes se acha reconhecida a im-
portansia dos eslylose usos das pravas, em materia
de commercio ; e"esta doutrina, que foi coutempla-
da como principio inenntroverso da legislacSo pa-
tria, servio por muitos seclos, e anda boje serve.
para por ella rogularom-se oajuizea o tribunaesem
muitos casos, em que.n.lo existe direito esenptoe
positivo.
Ora, sondo isto assim, he evidentsimo que o pre-
sidentedo tribunal do thesouro com o sua portara
infringi as regias que mandam observar os usos e
estvlos do commercio martimo, pois que alterou a
pratica cslabelecid.i lia muitos anuos, e reconhecida
pela le, de poderem os mestres de embarcacOes mer-
cantes addicionar a integra dos manifestos a de-
claracfio do accrescimo, ou falta de alguns volumes ;
e do semeihante alteracSo resulta necessariamente,
nao so a falla de eoiiliancu no governo do paiz, co-
mo urna vexadlo inanifesta para o commercio nacio-
nal e estrangeiro; porquanto lio sabido por todos
quo se applcam a este ramo de indusLtia, e que
leem conhecimento das operac.oes mercantis, quo
muilissimas vezes os mestres dos navios mercantes,
ja pelo lelardamenlo imprevisto, c nao cogitado das
viagens, ja por muitos oulros motivos lcitos, se
veem obligados a admllir a seus bordos volumes
nao comprehendidos nos manifestos, ou mesmo, a
deixar em ierra outros que nelles se acham decla-
rados, sem que nada disto seja feilo por m f, nem
com iuleiicno de prejudicar os direitos nacionaes :
entretanto o chefe do thesouro publico desconheceu
tudo islo, e apenas lembrou-se do caso de torca
maior, que, poi sua nalureza, be sempre excluido
das regias geraes.'
Se, pois, a iuiiovadlo feitapela prcciUtla portaran
M

W


Al

dourina do artigo 148 do regulamento das alfande-
gas, prejudica da maneira qup Pica dllo a liherdade
do commercio martimo e terrestre, pela restriocfio
odiosa (| e estaheiece em manifest desproveit da
inipnetacilo e expuetacao das mercaduras, que silo
a rniti> das oncearnos oommeeriaps ; e se o vexame
que resulta d'aquelle arto do chefe ilo thesouro pu-
blico be tal, que em muilos casos os mestres das
embarcarles serSo compellidos a mo reeeher a seu
bordo volumcs, que, sendo de grande vaiitagem pa-
ra diversos mercados uacionaes e estrangeieos, da-
ran) lugar a nmilas transacertes em beneficio do
commercio ; he ovllente que ncnhum bem, e antes
grandes males fez ao mesmo commercio a referida
portara, e debaixo desta consideracHo, que alias
oeve ser attendida por um governo justo e esclarec-
do, nao pode ella ser executada.
Temos, pois, demonstrado a illegalidadee inconve-
niencia do acto do chefe do lliosouro publico; te-
mos provado que elle invadir atteibuices quelite
So competen), e abusara de sua aulorldade, quan-
do expedir a portara, de que temos feto mencao;
resta-nos mostrar que ella contm manifesta tvran-
nia.
Quando se organsou o decreto de 0 de dezembro
de 1831, leve o governo imperial a prudencia, milito
Lem entendida, de declarar no artigo 12, queassuas
disposicoessnseriam exequives para as embarca-
res que vessem da Europa e costa oriental da Ame-
rica, e occidental da frica, nove inezes depois da
sua publicarlo, e dezoito inezes para as que vessem
decabos a dentro. Igual declaradlo fez O mesmo
governo quando altcrou as disposices do i fi." do
artigo 145 do regulameiito do 22 de junho de 1836,
determinando expressamente pelo decreto de 22 de
julho do 1842, que aquellas alleeaees so fossem
obrigatorias para os navios mercantes que seguissem
los cabos da Boa-Esperanca e llurn, dezoito niczes
depois da publicaeflo do mesmo decreto, e nove para
as domis embarcares que vessem da Europa, cos-
ta oriental da America, &c, &c. Esta lembranca do
governo imperial provava altamente a sabedoria
que reinava nos concelhos da coroa n'aquella po-
ca; e alem disto mostrava a equidade e generosida-
deque anda baviaem favor do commercio: pocm
o presidente do tribunal do thesouro em 1847 o nao
entendeu assim !! Elle altern o regulamento das
alfandegas em um dos pontos os mata essencacs, c
nem ao menos cstabeleceu um prazo, para dentro
delle podercm os capitiTes dos iiavins marcantes que
seachamem portOSestrangerc.ssaber desensillan-
te alterae.no. O que,.pois, significa istoi' Oque pre-
tenden o chefe do thesouro publico i' Cortamente
nao leve em vistas senilo lyrannisar o commercio e
prejudicar os mestres das embanaces mercantes,
que, acostumados a trazerem a seu bordo um ou ou-
tro volumedemais alem dos nianifestos, segundo a.
intiga pratica dopaiz, tivessem de vir dos porlos es-
trangulaos.
Ena verdade, comparc-se o procedimento do go-
verno imperial nos decretos que licam apuntados
como do chefe do thesouro na sua portara, e ver-
se-baque este ou nao comprehendeu a importancia
do objecto deque tratara, ou quiz adrede otTender
interesses lcitos, e prejudicar anda nias o commer-
cio nacional.
Anda o repetimos: a ominosa portarla que tem
sido o objecto de nossas observacOes, pelo laclo de
onteruma sensivel altcracilo, ou em outros termos,
urna formal abrogacSo do artigo 148 do rogulamen-
to das alfandegas, ainda sendo legal, nao podia ser
executada, senilo depois de passado um prazo con-
veniente, para delta haver noticia nos portos estran-
geiros; e o contrario disto he urna perfeita tvrannia,
he urna citada, he urna traiciio foita ao coiiiinercio
martimo, e aos subditos das nacoes alliadas, que a
elleseapplicam.
Coasta-nos que ja no porto desta cidade se vflo ve-
riheando as consequencias deploraveis desse ac-
to do presidente do tribunal do thesouro, e que os
capitaes de dous navios, um britannico e outro por-
tuguez, se teem achado em dlliculdadescom a all'an-
dega e thesouraria, por ell'eilo da Ilegal portarla
que nos serve de assumpto. Dos Ilumine o entcn-
diniento do actual chele do thesouro publico, para
icvoga-la quinto antes, e assim emendar o erro do
seu antecessor, e tirar de sobre o commercio e na-
vegaeflo mcrcanlc esse llagello, que, alm de muilos
outros, actualmente o opprinic.
Mo findaremos esto nosso artigo, seni fazermosa
Bflguinte observaciio :
O presidente do thesouro publico entendeu que
a ordem n. 108, de l de selembro de 1842, citada em
sua perniciosa portara, poda servir de fundamento
inabalavel ao que na mesma portara se acha esta-
tuido isto he, podia autorisar a alterucBo, ou re-
vogaefio, que elle fez, do artigo 148 do regulamento
das alfandegas ; mas parece-nos que elle enganou-
se redondamente, porque nessa ordem apenas trata-
se das penas que se deven) impr aos capitfies dos
navios mercantes, quando nao justificaren! de\ida-
mente osaccrescimos, ou diminuicOes das mei
rias, referindo-seaos artigos 158 c 13 do mesmo
regulamento, e nema dita ordem, nem oulra ante-
rior, ou posterior, nem mesmo decreto, on regula
ment algum fez limitacilo do sobredito accrekcimo,
ou ilimiiiucSo das mercadorias, ao caso de loica
maior, como entendeu o indiesdo chefe do tribuna
do thesouro. Pelo contrario, na orden,, de que elle faz
menefio, se acham as seguintes expresadas genricas,
alie bem denotam a extensfioda faculdade COncedi-
a aos mestres das embarcacoes mercantes......guan-
do o cominandun te de embarruno declara Irtizer u stM
bordo mais, ou menos mercadorias, do que as Wntantet
dos mam/estos, tic., &/., e a generalidade le seme-
Ihantes expresses he mais que bastante para mos-
trar a falsidadeda nlelligcncia que den o referido
chefe do thesouro publico a mencionada ordem, as-
sim como a ^subsistencia do fundamento em que
se firma a sua portara.
De tudo quanto havemos dito resultan) as conclu-
soes seguintes :
1." Que ajiortaria do presidente do tribunal do
thesouro, de que temos at aqui tratado, ott'endeti
directamente os usos martimos observados nos
porlos e alfandegas do imperio
2." Que ella sanecionou una trafilo aos capitfies
dos navios mercantos nacioriacs c cstrangeros, que
se acharen) fra do Brasil.
.' Finalmente, que revogou o artigo 148 do regu-
lamento .las alfandegas, o decreto n. 203 de 22 de
julho de 1842, e toda a legislado, usos e costumes
anteriores, concementes a materia, sendo por isso
illegal, tyranmca, c digna de ser, quanto antes, re-
yogada, como assim o esperamos do actual chefe do
tribunal do thesouro, cujas vistas devem ser oais
benignas ao commercio, do que foram as do seu an-
< 'o mm u u cario.
Estando aqui na capital, e Ion lo o Mano-Roen ns
182 c 183, entre os avisos livnrSOl iliiparoi cutn duns
c is, que, alm de po loros iment insultan-m a va-
nas pi'ssnas da opposicffo na comarca i|p Coinnna,
vilo tocarem nutras do partido dominante, entre as
quaps he atroz nviperinamente mordida a reputa-
ran de met mano, o banharel Domingos Lourencn
Yaz Cinado: e a maneira acrimoniosa, porque foi
elle assim offendiilo, impr-lle-me a romper o silen-
cio, cm que nos temos conservado, o a demascarar
o seu prfido detractor.
Nio tomo a cargo urna s palavra dzer cm favor
do ppssoaalginia da opposc.lo visto que nenio
conpete delTeiide-lus; porm nao posso solTrer
que a reputacio de mcu mano, e lo meus amigos,
os tenentes-coroneis llenriquc l.uiz da Cunha e Mel-
lo e Manoel Xavier Carneiro da Cimba, soja too ag-
gredida por nina pessoa daquclla comarca, disso
mal, por um niiseravel all ilesacreditado pelas suas
torpezas, sem que peranto o publico os justifique;
por que do contrario vria cu a sor surdo aoamor
fraternal e ao dever de amizade, quo altamente re-
clmalo semelhante ohrigaQiio.
Sei.que, defendondo aos meus charos amigos, vou
otTender o amor proprio do ingrato, do refolliado,
do falsario e inconseqiiente Manoel Paulino do Co-
vcia, por ser ounicod'alli aquem devo atribuir a-
qupllas asquerosas pocas ; tenlia elle, pois, paci-
encia, leia e ouc.i, j que se tem tornado um calum-
niador tfio infame, utn sycoplianta tfio dcsprczivcl.
'"inhpcodor da sua virga-forrea, e d'outros potenta-
dos de igual jaez: nilo serflo, portanto, suas labias
jiip mais o llndam .: nilo ser esto labn de guab-
, que desaniodadamente quer S. S. tirar nos seus
b-fpn^nrea, que o faca irritar contra elles.'e bem po-
'o contrario contras. S., porque ah mesmo elle o
"nnsidera como um falsario e nqiio calumma-
lor: no sorlo, emfim, sous immundos bailes dados
adrede, quo o possam conduzir para a horda de seus
escravos. Sim, o povo brioso deCoiannaest olhan-
>ln com escarneo para essas torpezas, para essas fis
declamaQoes ilo S. S., p prepara-so, qual outro leilo,
nara trihutar-llioa mesma sorte, que por muitas ve-
zo tem dado quolles que, como S. S.. hilo querido
alli ser sulto: e ja nfio importa o plano despeitoso
de immensos processos que S. S. projeCtou, o que
ja vaiapparecendo por ah; eiloa nada recua, he
ntrnpdo para atra-lo de novo ao eatrumo doPo-
Aniarcllo donde sahio.
Cnm elTeito, nada tilo asnatco do que querer o
Sf. Paulino persuadir ao povo de Goianna, o mesmo
desta capital, que todo aquello, que se declarar em
npposicfio as suas asquerosas masellas o infamias,
f/Mo fado he guabir .'.'.' Que tal E nao tem vorgo-
nha !
Sr. Paulino, nao soja tilo egosta, nao supponha
nms a reunido de todas asposcOesdo partido domi-
nante, segregue alguma colisa de s, e quando esli-
ver com esta phantasia menos escallada, d rasaos
quemnaojulga S. S. com hahlitacfies precisas pa-
ra Ser tao impostor, o entilo diga, lanzando fra
sta mascara, quo quer persuadir existirem outros:
todo aquello que so oppozer as minhas aeces, vai
Principiou o Sr. Paulino por ilizcr que mu mano lile encontr a elevacffo de meus srdidos nteres-
reno'do Antonio Muniz Machado, na ra do Brum
para o norte, at a fortaleza desse%nome, se poilor
querenar barcacas, canoas o quaesquer outras em-
barcacles miudas, soh pena do screm impostas os
infractores, por fazoram oss.- servico em qualnUer
outro lugar, as penas infligidas pelo rogulameuio
das capitanas.
Capitana'do Porto do Pornambuco, 11 de setemtw,,
do 1847.
Rodrigo Theodoro de Frtiltu,
Ca pililo do porto.
Miguel Archn,o Monleiro de indrade oficial da im-
perial orden da Hosa, cacalleiro da de Chriso, t ins-
pector da alfandtga de 'ernambuco, por S. ti. 0
imperador, que Dos guarde, ele.
Faco saber que boje, 11 do corenle, se hffo de
arrematar em peaca publica poeta da mesma, 0
meio-dia, 1UC liveos em beanco, no valor de 130,000
rs., 4 pecas do cambraia dclinho, no valor do80/
rs., 4 duzias de le)eos de lindo para algibeira, no
valoe de 30,000 es., duas duzias e meia de caxs(|e
taetaeuga fundida para' tabaco, no valor de 25,000
rs., e duas duzias o meia de caixas paea tabaco, de
feitio de taetaeuga, r valoe de 30,000 es.; tudu
impugnado pelo 1. escriptueaeio Manoel Iptiigerin
da Silva, no despacho poe factura de Dedier Colum-
bioz & C: cuja arromatacilo he subjoita a direilos.
Alfandega, 10 de selembro de 1847.
Miguel Archanjo Monleiro de Andrade.
JJticluracofiS.
tecesor.
se achara em um club do Barfio de Boa-Vista, onde
fra asalariado para guerrear a candidatura dos
Exnis. Sis. Chirhorro e Ernesto, sol as bandeiras ilo
partido praieiro; tachando-o, Analmente, de falsario,
tratante c degenerado!!!.' Oh! Sr. Paulino, paea
que tanta miseeia, para que lauta infamia ?!! Assim
he que S S. procura desaccilitar a una pessoa, em
cuja vida publica o privada se nao encontram epi-
sodios deshonrosos ?!! N1o v quo por. ahi vai mal,
porque minha voz, posto que fraca, porm ajuda-
ila pela de nossus amigos, altamente, e sem temer
suas bravatas e violencias, esta preparadr para dizoe:
o Sr. Paulino he um calumniador, be um misera-
vel, he um despeiloso e sobre elle he .quo justa-
mente ilevo recairo titulo defalsario, tratante o de-
generado ~ por ser um d.iquelles entes que, paia
llagello nosso, nao cora, quando mente '!!-- Sim,
ou explcitamente digo:-- o Sr. Paulino he um peri-
goso e audaz minliroso, o seu elemento dominante
he a calumnia; meu mano nfiu tem aberrado dos
principios polticos, que desde sua infancia professa;
elle I'i e contina a ser praieiro, embora prompto
a guerrear aquellos de seu lado, que, cobertos e es-
i'iidados com o nomo de piaieiros, qucronialli pra-
licar quanta infamia a immoralidade do lempo tem
podido inventar, para gmente promovreni o eu
interesseparticular; c seo Sr. Paulino tem provax
i'in que (Irme as odiosas assercOea que despeilosa-
nii'nle atira sobre meo mano, ou 0 desafio para que
as exilia; sim, faco-llie mu desali solemne, por-
que mejulgocom a precisa coragom paea oacom-
panbae, e prometi na"0 trepidar peanle suasl'aii-
forrices.
Em verdade, meu mano tfio Injustamente aggredi-
do pelo partido praieiro, para cuja prosporidado
nunca ri'cuuu pernote sacrificio algum, parece que
devia relirar-se, e, unindo-se a opposicfio, tomar
urna vinganca : mas mo; elle nao lie o Sr, Paulino,
que em-sua vida poltica deixa ver un papel inmenso
de contradiccoes; elle tem um pegamento, e um
obrar mais liebre; o assim, pois, acha-se collocado
na inesnia posiQilo de praieiro, porque vio, o com
aceito, que aquellos de seus Correligionarios, que
tao injustamente o perseguan), haviam renegado
do programma instituido para o progresso do parti-
do nacional, e que por cimseguintoIrilhavan a mes-
ma vereda, que parecern) em principio, denodados
guerreando^}, Em oppoai(So, sim, a esss se tem
elle posto, e mais pessoas da comarca de Goianna,
porque observam nelles um papel dosgracado de
(.....iiadiccoes o nao querem incorrer na mesma
censura.
E porque, Sr. Paulino, toma S. S. meu mano e ou-
tras pessoas dessa comarca para objecto de suas qui-
glas, sendo ellos pra cieos .\m> sera, porque el-
los se hfio apresentado em opposicilo aos seus des-
mandos, uuerendo obstar que s. S. faca de Goian-
na um feudo, onde sejam gmenle ouvidassuas eis,
suas dfrccces, suas infamias e perversidades, a de
seus infamessatelliles?.NaovS.S.,quo ellos, assim
obrando, eslfio em sen direito, porque osla con-
sideraefio injusta, de que tanto S S. abusa, Ihc foi
daila por ellos mcsiiios, quando ah por Goianna era
tfio condecido e conceituado, quanto a historiadas
bruchas em Portugal, e que por conseguinto a po-
dem tirar ? Sim, S. S. conhece bem da rasfioque
Ibes assiste mas quer ver se debaixo .las bandei-
ras do partido nacional pode renovar em Goianna a-
quelle mesmo lempo, em quefiguraram ceetos man-
does, que nfioresi eilavam o direito do cidadfiofra-
co, que tudo violavam para guslontac&o do seu po-
dero infernal : mas engana-so, o povo de Goianna,
Como mesmo S. S. diz, he brioso, sabe apreciar sua
libeidade, e nao a nsentequc de la das bagaceiraa
do Pao-Amarelloeleve um hubo violento e audaz a
i, para, incluindo-ono rol de sua fabrica, chi-
-lo, e depois com earad'asno pedir favores.
Repito, o povo eGi.launa be brioso, he livie, e
poriaao neaaao conserva aberta a edaga que s. s.
tez em um eidaeSo oo seu teio, quando Mlegal e lor-
pemeute foi a easa desea riotibo cidadfio, (Antonio
Alvos Ferreira o ah lazendo a papel de.....(gran-
de lieliguim
i!e mise i a si. Paulino.".'
de bciiguini (estarla ueesa occasio no reinado da
la, ou gozando agarrou-o pelo biaco e o eoodtisio a cadeia, onde
recebcu aquellas niosmas algesias, cunta as quacs
tanto S. S. declama, gmenle por nio lar querido
eurvar-se peranto o orgulho do novo hacha, e assim
obedecer ios seus nefandos caprichos. Elle condece
milito bem, que, quando nao foi respailada a exis-
tencia do infeliz Joaquiui Bellarmino/parentemul-
lo ebegado de S S.j como aecusa a voz publica,
inuito menos sera ebe respeitado. Elle lem vislo de
urna nianeira muilo clara, quaes sao suas iileiiccs,
quanilo amcuga aludo com chicote, equaiulu om
lim diflua do um modo positivo, quea faca de
pona e bacamarte sao os nicos meios de supprir a
l'raquesa das leis. (Que legislador sanguinario." )
Elle, finalmente, he testemunlia da guerra desabrida
qucS. S. fax a lodo aquello, que, por amor delle, e
gmente por amor delle, a I lea a voz contra seus
en veis o crueis desmentios. E como lio que aln-
ada'quer, Sr. Paulino, lludraesse povo tao barba-
I ramcnle espesinhado por S. S. a seus asseclas ? Por-
Iventura puosa que elle esta na ordem du seus foroi-
ros, ou de seus escravos ? NSo : elle j est milito
sos, o do meus dignos lilhos, o por conseguinte u-
ma guerra de morlo,eu, anda mesmo coxeando, Ihe
asseguro o protesto, porque meu coraefio nfioama
a patria, nutresmente a idoia de semelhanles inte-
resses, ellos sao o nico dolo.a que adoro, o tudo
quanto nao concorrer para esse lim, he guabir,
est om opposicaoao governo, eeu, osbofando-me,
usarei contra elle da minha particular doulrina--,
calumnia e torpezas, ou entao faca de pona e ba-
camarte : assim doscobrir S. S. aamago de seu
coraefio, e nao buscar manchae a honesta eopula-
cao ri aquel les, que com ancia peopeia de hydropho-
lio ilesapiedadamento morde.
Concilio, finalmente, dlzendo do novo ao Sr. Pau-
lino, j que gmente S. 57, o mais pessoa alguma,
ousa manchar a reputacfio honesta do meus charos
amigos, exhiba as provas cm que so firma para dizer
que elles estilo completamente guabin'is; porque
do contrario ningucm o devera acreditar. Deve sa-
que, quo ainda est milito recente a infame edes-
peitosa calumnia com quo S. S. buscou illudir o
Exm. presidente quando pedio a destiluioflo de
meu mano; c S. S. bem sabe que quem lem pre-
cedentes de scmolliante natureza nunca fui acredi-
tado. E nao devo ainda suppr, que, quando disse
que a cmara dessa cidade so reunir para entregar
a presidencia da mesa eleitoral ao teiienle-coronel
de Jacar, produzra grande prova cm favor do seu
dito; pelo contrario, uemonstrou mu i evidente-
mente que a opposicao dahi ja o julga tao desacre-
ditado e immoralisado, que mo recuou em procu-
rar as posicoes que do milito haviam perdido. Sim,
apresente-se, Sr. Paulino, e fique na iulolligcncia,
no promplo se achara para o desmentir o pulveri-
sar
U Bacharel Honorio Fiel de Sigmaringa Vascurado.
Alfandega.
RENDIMENTO DO DA 10..........
Uescarregam hnje, 11.
Brigue -- Maria-l'eli alhos.
Escuna feslandes carvilo.
Brigue l'atriceus bacalho.
Brigue Fortuna farinha.
Brigue Yiirmoulh mercadorias.
Consulado.
l!i:\DI\IENTO DO DA 10.
Coral.......................
Diversas provincias.............
17:986,211
1:499,839
2,717
1:526,556
tiviiifenlo Navio entrado nodia 10.
Bio-de-Janeieo ; 16dias, patacho beasilcieo Espean-
Ki. de 93 toneladas, capitn Joaquim Antonio Gon-
galves Santos, equipagem 8, caega varios gneros ;
a Manoel J. Ramos e Silva. Passageiros, Juno Fa-
moso Rama e Joaquim Famoso llhagcs, llespa-
ii lio 1.
Obserraco.
0 beigue pnrtugucz C.onceico-do-Maria, capullo
Antonio Peeeira Borges Jnior, que sahira no dia 9
do corenlo para Lisboa, fundeou no Poco por causa
do vento, e seguio boje.
~ inrraaim i'i -.%sstt
ETilESr
Rodrigo Theodoro de Freitas, oficial da imperial ordem
da llosa, cavatleiro da de San.-Hento-d1Avit, condeco-
rado com a mtdalha da restauraedo da llahia, capitdo
de mar e guerra graduado d armada nacional e impe-
rial, inspector do anenal de marinha desta provin-
cia de '.'ernambuco, e nella capitdo do porto, por S.
M. o Imperador, que Dos guarde, etc.
Faz saber a quem convier, que tem designado pa-
ra ancoradouro das alvarongas, lanchas e canoas,
que se empregam dentro do Mosqueiro em diversos
servicos dos navios, aparte do mesmo Mosqueiro,
que dea ao sul do ancoeadoiieo dos navios cm des-
carga'em seguimonto do canal que vai para a Bar-
reta ; e para ancoradouro, no hairro do Recite, pe-
lo lado da maro pequea, das embarcares em pre-
gadas em ditos servicos a parle, que existe nos fun-
dos do arsenal de marinha, para o norte, atea praca
publica, projectada pela cmara municipal, na ra
do Briini: pelo que, deverilo os respectivos proprie-
tarios fazo-las remover dos lugares, em que se a-
cham, para os cima mencionados, no prazo impro-
jogav.d do lees dias, contados da data desto, s'ob po-
na dse Ihes imporem as declaradas no reyulimenlo
das capitanas.
Faz saber mais que gmenlo uo bairro do Itecife
pelo lado da mar pequea, no espaco desde o ler-
Con tratos a celebrarem-se com a thesouraria da* rendas
provinciaes no corrente mez de selembro.
DIA 25.
Oda continuadlo da obra db caes do Ramos, ava-
hada em ris 7:182,000. Os trabalhos far-se-hio
deconformidadecom os riscoso orcamentos j ap-
peovados; encetae-se-hao dous mezes depois de va-
lidado o contrato, e fiudar-se-hilo ao cabo de seis
mezes. O pagamento realisar-se-ha na forma Ao
disposlo no artigo 15 do regulamento das arremala-
Qes. 0 prazo de rosponsabilidade ser de uman-
no. Fixar-so, ciiifim, o conteat'o com aquella dos
concueeentes que por menor proco se compronieller
a fnzera obra.
DIA 30.
Odoestabelecimento do urna linha de mnibus,
que, na forma da lei provincial n. 191, facilite o
transporte desta cidade a qualquer dos seus arrabal-
des e de (Muela.
THEATRO PUBLICO.
A M AMIA A, 12 DF. SETEMBRO,
a beneficio de um parliculae, subir a scena a grando
e applaudida peca
D0ZE ANNOS 01! A VIDA DE UM DEPUTADO.
Finda a pera, cantar o Sr. Santa Roza una nova
aria polka, pela primeira vez cantada em Poenam-
buco, e depois seguir-se-ha a farQa l'intor Ambi-
cioso cm a qual o Se. Santa Roza dosemponhaeaa
parte do menino. Entrara o espectculo a chegada do
S. Eic.
Publicado Liltcraria.
PORTUGAL.
RecordacBes do anno de 1842, pelo principe Lichnonsky, I
traduzido do aliando segunda edico correcta e an-
notada.
O consumo rpido da peimeira edic5o, e a sua
peocuea poe muitas pessoas quo Picaramsem ella,
induzio o traductor rcimpeessao d'esta obea cu-
eiosa, quo contm a apreciaeo dos caeacteees mais
nolaveis do paiz, dos seus aconlccimentos polti-
cos, monumcillos e lugares principies foita por
esse principo prussiano, que alli viajou no anno
citado. Esta interessanle obra, que contm 220 pa-
ginas vende-se poe 1,000 es., na ra da Cruz n.
7, segundo andar.
i Visos martimos.
Para a Babia sabe com milita brevidade a su-
maca Flor-do-Angelim: para carga o passageiros,
trala-secom o mostr, Bernardo de Souza, ou com
l.uiz Jos de SAraujo, na ra da Geuz, n. 26.
'Para o Ass a barca nacional Tentntiva-Feli*e*\i
a sabir at o dia 25 do correle: para carga ou passa-
geiros, para o que tem osmclhores commodos, lea-
ta-se com Silva & Grillo, na eua da Moeda, n. 11.
Paea o Rio-de-Janeiro sahir com a maior bre-
vidade possivcl o brigue Aero; recebe carga eecea-
vos a fele : quem pretender qualquer das cousas,
entenda-se com Leopoldo Jos da Costa Araujo, na
ra da Moeda, n. 7.
Para o Porto sabe, imprelerivclmcnte al o dia
12 do corrente a velcira escuna Gatanle-lUaria ; en-
cobe ainda alguma caega: paea a mesma e passa-
geieos paea o que tem excedentes commodos, tra-
ta-secom Silva & Grillo, na ra da Mocdade, n. 11.
ParaoCearn, tocando no Aracaty, vai princi-
piar a ca regar obligue-escuna Uennqueta, meslrt
Jos Joaquim Alves da Silva : os prelcndunles a cir-
eegae paea ambas as palles se entendcc;"o com o
mesmo mesleo, ou na eua da Gadei-V'elha, n. 1",
segundo andar.
O beigue feancez Nilic-MathUde, capitno GuN-
bert, pretende seguir para o llavre-de-Grace nodi
do corrente : quem nelle quizor carregar, ou ir
do passagem, dirija-se aos consignatarios J. P. Adour
& Gonipanhia, ruada Ceuz, n. 21.
Avisos diversos.
O LlDADOR N "214
leaz interessantes artigos, ea continuaQlo doqu-
dro da qualilicacao do bairro do .Recite. O numero
anterior acha-se tamboin a venda.
Acha-se justa e contratada a compra da casa
terrea da ra do Aeagfio, n. 16, pertencento ao Sr.
Antonio Nobre de Almeida, e por isso se faz o pre-
senle annuucio, alim do obstar qualquor duvida que
por ventura para o futuro possa apparecer.
Antonio Carlos Percha de Burgos l'once de
Len faz publico, que mudou a sua residencia di
eua Dieoita, sobrado n. 29, para a Soledade, aiU
da Cscala, do Exm. Sr. barflo de 1 tamaraca; portan-
to quem com elle aoquiwr entender, dirigir-sc-ha
ao dito sitio, ou nesta praca a casa de seu procura-
dor, o Sr. Manoel Jos de Sanl'Anna Araujo, ua trf
vessa do Saraputel, sobradojn. 16. (


- Convida-se a todos os Per
nambucano amantes da dignida
de de sua provincia, e
ral
em gerai a
todos equesquer Rrasilelros, para
assislire.n reunio eleitoral que
ha de ter lugar amantifi, U do
correte, pelas 9 horas da ma-
nha, em Olinda, casa do cidado
Antonio Joaquim de Almeida
Guedes Alcanforado, ra do Bom-
Fim.
Jos Mendes da Silva, por haver outro de nome
igual, muda o seu para Jos Mendes da Silva Cui-
ma riles.
Jo3o Marques Dias Braga retira-se para o Porto
na escuna Galante-Mari.
L. de C. Paes de Andrade, como procurador de
seu pai, o senador M. de C. Paos de Andrade. propie-
tario do sitioCampo-Verde, situado no Corrcdor-
do-Bispo, tendo sido approvado pela cmara muni-
cipal o plano das mas e travessas, que tem de ser a-
bertas no mencionado sitio, propoc-se a aforar por
pregorasoavel todo o terreno destinado a edifica-
oOes, segund es localidades escolhiclas pelos pre-
tendemos, do confortnidaile com o referido plano.
Oannunciante chama Ballenero do publico para a
oxcelloncia da lociilidade e elevaQiio do solo (que
dispensa aterros!, e finalmente para a indispula-
vcl vantagem de nSo ter futuras contestaqOes com
a cmara municipal, no que toca ao alinhamento das
ras, etc. etc.; pois que estas j se acliam projecta-
dfs e teem de ser brevemente alinhadas pelo cn-
genheiroda municipalidado. Os pretondenlesdiri-
jam-se a na do Hospicio, casa n. 12, das at G ho-
ras da tarde. ._....
Perante o Dr. Cervasio Goncalves da Silva, juiz
supplento da segunda vara to civel, se ha de arre-
matar um escravo,, cxccutailo a l. Mara Rila do
Mello, eserivfloRogo, boje, II do corrente, por ser
ultima praca na ra Formos, as 4 horas da tarde.
__Jofio Le i te de Azcvodo faz scienle ao publico,
que Bernurdino Pinto de Menezcs deixou de ser seu
caixeiro-desde o dia 8 de selembro, declarando que
nflo foi por haver difleienca alguma, o que sabio
para ir cuidar no seu negocio.
Oabaixo assignado faz scienle a Sra. I). Joaqui-
na Pereira Vitoria, que as nansas por ello passadas,
licam sem effoito; podendo exigir uutras de seus in-
quilinos.Recife, 5 de selembro de 18*7.
Joo Bernardino de Vusconcellos.
Avisa-se a todas as pessoas que liverem cori-
tas com o brigue hespanhul I'elippe, capitiio Celp,
hajam de apresenla-las al hoje, 11 do corrento,
as 4 horas da tarde, para serem pagas, em casa dos
consignatarios J. P. Adour & C, poia que se nflo res-
ponsabilisam porqualquer quantia, logo que dito
navio tenba sabido.
Conlinuam a oslar para alugar as casas torreas
de ns 25, 27, 29 e 31, sitas na ra Real prxima ao
Manginho, asquaos teem multo bons commodos ,
quintal murado c porto de embarque : a tratar com
seuproprietario Manuel Pereira Tcixoira i
dor junto aquelie lugar.
Maria da Purificado e Silva vai para Portugal
tratar do sua sae, e leva em sua companlua duas
lilluis menores. .
Quem orecisar de urna parda, de boa conduc-
ta, para fazer lodo o servido de cozmha, do qual lera
muila pratica, por ter servido em casaseslrangeiras,
dirija-so ao Ateiro-da-Boa-Visla, n 60, ou annunciu
para ser procurado.
Precisa-so de um caixeiro para venda de 14 a
16 anuos o que tenba pralka da mesma e de fia-
dor a sua conducta : na ra Direila relinaqflo n. 2:.,
se dir quem precisa.
l'ugio um cavallo pequeo castanho do me-
nino : quem o pegar leve ao silio do Leflo na ra
do Hospicio que ser bem recompensado.
-- Arrenda-se a casa do sobrado da ra Direila ,
n. 29 no bairro de S'.-Antonio com mullos com-
modos, por ser de dous andares sotflo e mirante :
a tmlar na ra,da Cadeia do llocio com o Sr. Ma-
noc] Congalves da Silva, ou coui o seu propnea-
rio no Atorro-da-Boa-Vista.. .
Ilcnriuue Jorge participa ao respeilavol puWl-
co, quoMiguoldoOliveia Cardozo deixou de ser
seu caixeiro desde o dia 10 do corrente mez ao sc-
C-Precisa-sedeumapcssoa habilitada para vn-
denla ra com dous taboleiros de fazendas finase
grossas de sociedade eque dC .ador a sua con-
ducta :' na pras da Independencia, n. 39.
-OsSrs. Jos Eustaquio Maciel Monteiro e Ma-
noel da Silva Ferreira queirain du ign-se a ra lar-
ga do Rozario, n. 24.
O abaixo assignado, tendo comprado 6 bar-
ricas com bacalhao, do tina no dia 9 do corrente,
entreeando-as a um prcto ganhador para as couduzr
para a venda acontece que o dito pelo so deu con-
tando fin a urna; pelo que o abaixo
Attencao! ttencao!
A GRANDE TEMPESlADE!
Peridico de arromba-charola, em grande fr-
malo sob a epip.raphe Vinaar os amigos e des-
mascarar os contrarios, Segund-feira so marca-
r a hora da sabida. Quem quizer ter urna vez dn
desabafo, prepare 80 rs.
O primeiro secretario da sociedado Philo-Dra-
matica pede o favor de Iho ser entregue um chapeo
de sol de soda que um dos espectadores da repre-
sentarlo de 4 deste mez deixou por esquecimento
no theatrinho.
Jos Antonio de Faria, nflo podendo, pela bre-
vidade com que se resolveu a embarcar para Portu-
gal despedir-sc de todos os seus amigos, recorre
a este meio nflo s para Ihes pedir desculpa, mas
tambem para alli Ihesofferceroseu prestimo.
Miguei de flliveira Cardozo avisa ao respeitavel
publico, que deixou de ser caixeiro *do Sr. Ilenri-
que Jorge, desde o dia 10 do correle.
--Manoel Joaquim Ramos e Silva embarca para a
Babia ososcravos Manoel e Antonio porordom de
Eduardo Nenenshuander.
Quem precisar de urna mulher j idosa para
ama de casa, quoengommao cozmha ptimamen-
te om masas eslrangeiras dirija-se a ra da Roda,
na loja do sobrado n. 17.
Aluga-se um armazem airas do theatro es-
colente para ollicina de inarccneiro, ou outra qual-
quer oceupaejio por ser grande: a tralar na ra
do Crespo, loja n. 15, de Antonio da C.unha Soares
Guimarfles.
AU BOM TOM PARISIENSE.
RUA NOVA, N. 56.
Temptlle&C, alfaiatc,
teem a honra de avisar ao respeitavel publico e
eom especialidadeaos seus freguezes, que muda-
ra m o seu estabelocimento sito na ra Nova, n. 7 ,
para a mesma ra n. 56, onde continuaran assi-
luos a servircm os seus antigos reguezes, e aquel-
Jes que 09 quizerom honrar. Aproveitam esta 00-
casiflo para participaron que se acham prvidos de
um bello sorlimento de fazendas recentementeohe-
gadas de Franca pelo ultimo navio como sejam .
pannos pelosede coros para calcas ; casimiras-se-
tim ; dita elstica : ludo do ultimo goslo : bem co-
mo sedas, setins, velludos, fustOes impressos o bor-
dados, proprios para colletes ; urna completa collee-
Sflo de figurinos das modas as mal rcenles de
Paris. No mesmo estabeleeimento so encontrara
sempreum grande sortimento de roupa feita para
todos os tamanhos bonetes de velludo para senho-
ra proprios pura montara e varios objeclos do
phantasia : ludo moderno c da mclhorqualidade.
Aluga-se una casa no Monteiro a beira do rio
Capibaribe com duassalas, corredor ao meio e ou-
tro ao lado 6 quartos, um del les tem pi atelheiras e
serve de dispensa, cozinba fra, estribara para dous
cavallos, um quarto com tarimba para pretos, eou-
iroquarlo no rundo do quintal, que servo para des-
pejo quintal murado : a tratar no Atcrro-da-Bua-
Vsla n. 37 lerceiro andar.
Na noite de 7 para 8 do corrente furtaram
da ra da Concordia de junto do sobrado de Ma-
nuel Firmino Ferreira cinco travs do louro, com
as marcas A I Q I-: quem Jas mesmas souber quei-
ra participar ao mesmo Ferreira que gratibcara.
-- Na ra do Trapicho n. 6, se dir quem vendo
3 esclavos sondo urna bonita mulata do 20 anuos,
nue cose, engomla, e he boa rendeira ; urna pro-
la do28anuos, que hoquitandeira o lavadeira ; um
mulatinhode 11 anuos, de bonita hgura.
Relalos coloridos de daguer-
reotyp.
Carlos D.Fredricks tem a honra do annunctorao
resncilavel publico, que, estando breve guil
ce mra a corte deste imperio com os ltimos des -
cobri,nont..sdoSla famosa arte, so so peder de-
LOTf RA DO THEATRO.
Novamenle tem o thesoureiro desta lotera desig-
nadlo o dia 15 do corrento mez para o nfallivcl an-
damento das respectivas rodas, pelas rasos cunti-
das noannuncio preceilente. Deponiendo gmente
da concurrencia dos compradores do bilhetes a
completa extraerlo (lestes espera o mesmo the-
soureiro que semelhanlo concurrencia nflo sera
ilesla vez Ilusoria, o que o publico respeitavel se
conveiiQa quo as sobreditas rudas nflo dcixarflo de
ter andamento anda mesmo Picando alguns hilhe-
les, em pequen numero, porque estes passarflo ao
dominio da sociedade creada, e a lotera exlrahr-
se-ha inmediatamente.
CASA DE MODAS FRANCEZAS.l
Ruado Atrrro-da-Boa-Pista,n. 1, primeiro andar.
M. Millochau,
tem a honra de participar a suas freguezas que
acaba de receber um bonitosorliinontu de modas ,
bem como : cortes de vestido do mclhor goslo do
guimgomp, cambraias, bareges garcas de seda e
do 13a ede casamentos; collarnhos e eamsinhas
de cambraia ede fil; eahocoes bordados, muito
ricos ; bicos de blonde; chapeos para sonhora, de se-
da crep, bico, etc. ; ditos do pal ha de todas as
Dualidades de dina de arroz, do Italia de pa-
los aborta elisa ;dilospara meninos e meninas de
palhada Italia lisos e enfetados ; bonetes de dita
para meninos do 2 a 10 anuos ; toucas para bailes ;
lencos do cambraia de linho, bordados o lisos ; lu-
vas do mulla aberla ; filas para cintura c chapeos ;
capellas do larangcira flores finas; guarnieres do
holoes, novas para vestido : fil de soda o do linho
hranro prcto e de todas as qualidades ; crep; ren-
das ; bicos ; e mais fazendas que todas se vndenlo
por preso rasoavel.
M.S.Mawson, dentista bem
condecido
nests provincia, tendo agora chegado da Europa e
leudo visitado as capitaes de Londres o Pars, dun-
do liouxo os melhores ubjectus da sua prolissflo que
at boje so conbocoui, como novas instrumentos
dontos e mais necosssrios para quaUpier operaeflo
ila sua ai to ; olTerecc seus servidos aus Ilustres oa-
bilanles desta eidade, conformo a sua tabella lixa
o prometi fazer lodos os esforcos para agradar as
senboras, ou sonhores, que o quizercm procurar
das 9 horas da mauhfla at as :i da tarde na ra do
Trapicho no Recife., n. 4, segundo andar.
POMMATEAU, CUTEI.F.IBO NO ATERltO-DA-
BOA-VISTA,
tem a honra de avisar ao publico, que niudou o
seu estabeleeimento da ra do Aterro-da-Boa-V isla,
n 5, para o sobrado novo, n 16, da mesma ra.
Na sua loja sempro O publico achara cuino de cos-
tme um gratule sortimento de culeleras finas c do
todas as qualidades ; bem como pistolas do viagem,
e armas para esca. Contina a concertar todas as
qualidades de armas o rerragens, o amula as quar-
las-feiras e sabbados.
Vcndem-se brincos dourailos, i ornis rauuu-
lelioado goslo quo tem apparecido, polo Ol-
io preco de 640 rs. cada p ir: na ra da t.aea-
"sses retratos druma'manejra a mais' perfeita que
"oartista! para que o publico conhecao mrito de
seus trabiilbos.s pode dizer que na enlacio Un Mara-
nhflo (de onde se retirara ha 3 mezes) tirn mais de
tres mil retratos.
Retratos copiados c tambem se tiram rclratos pa-
ra niodall.as o alunles. Trabalha-se com a nesma
facildade com sol ou stm elle das 9 horas da ma-
nhfil as duas da laido.
As pessuas quo quizerem podem ir examinar os
relalos tque sempre tem amostra cm sua casa,
na ra da Cadoia-.Nova, n. 26.
--Um rapaz de 25 anuos, que entende bstanle
de coinmercio.de caixeiro de loja c de esenpturacao
uuo ten. muito boa letlra, eque be hbil para ludo,
Hoflerece a quem do seu prestimo se quizer utili-
ar Dirigir-se a ruada SonzaIla-\elba n. 1.
-'- Ouem quizer alugar algun.a casa para passar
sla ou .ostabeleccrasade, c esta na povoacfln
sar.
trege por
do, que Ihe agradecer. A barrica tem no
mais largo um F de tinta.
haguim Das ernandes.
- Aluga-se um primeiro, ou segundo andar de
sobrado ,em ra que nflo for muito particular, pa-
ra urna pequea familia e cujo aluguel nao exceda
de 8 a 10,000 rs. : quem liver annuncie.
-- Os devotos de N. S. do Rozario do nicho do arco
o Varadourodacidadu de Olinda esperan) dos ca-
tholicos a quem dirigram cartas para concorre-
rem com suas esn.olas para a fasta na capella da
i-reja de S.-Sebasliflo, queiram corresponde)
com o quo as suas posses e dcvoQflo permittirem.aflm
Se se fazer o concert e a Senhora sor/econduz.da
au altar o festejada com a pompa que for gotwvel,
comobedecostu.no, visto aproximar-seo lempo
da fesla da mesma Gloriosa Senhora.
JosPradims, cuteleiioamo-
lador,
avisa ao respeitavel publico desta cidado que se
achacslabelecidona ra Jo Gabuga n. 12, onde
Lmpe oslara promplo para ^^m9^l
mei la, ou instrumento de cirurgia iincliai i
outros: tambem concert ^P^"' 'd/.*
nara cavallos, esporas do todas as modas, e ludo o
mais quo for conce. nenio ao seu ofllcio. Amla as
tercas, quintas e sabbados.
da Boa-Viagom, onde ha hanhos d'agoa doce esal-
ll? dirija-sJaruadoQuoimado,... 91, torceiro
andar, coma oseada no largo do Gollcgio, a fallai
com Vicente Ferreira Gomes.
Troca-se. ou vende-sc urna morada do casa no-
va do pedra e cal com 35 palmos de frente o 600
dilos d ierra para quintal, na nova ra que va.
nara o novo porto do desembarque no luga) oa i.a-
uunaa : l.oca-se por out-.a nesla praca anda nao
estando no mesmo estado por son dono ter-sei
fra : quem esl
negocio quizer fazer
de pouca fa-
reliiar para
annuncie.
~ Precisa-so do urna ama para casa
milia : na ra do Vipario, venda n. 14.
-Precisa-se de una ama que salba bem coznhar,
para sor empregada nosso nico servico : em .^.-S.-
do-Ter?o, n 16.
Caumont, dourador, na
ra Nova n. 5t fabrica de
candieiros de gaz o outros, doura, pralea e bronzea
do dilTerentes cores todos os metaes, sejam de igreja,
tr.ililares, ou particulares; colicorta o torna a porte
novo lodos os objeclos de metal; pOo os candieiros
de azoite promptos para gaz; troca e compra todas as
qualidades de brnnze, por preso rasoavel.
Afeude* te Tarrozo mudar-un p seu ar-
inazcui de aauucar, da ma do Apollo pa-
ra a ra do firtim.
VELAS DE CERA DE LISBOA EDO "'-nE-,ANE'^'
Vendc-se completo sorlimento ao ROjJ0.^. '0,ra-
pra.lor, por barato preco. para liquiilacao-
hem ha brandos, hocias e lochas : na ra u"
zalla-Velha, armazn, n. 110, de Alvos Vianna.
RAPE' PRINCEZA NOVO-I.ISBOA
Cbegou, pelo ultimo vapor, urna POJC*?"'* 05
relente aa, e e yeude-se .... deposito dai ra w
Senzalla-Velha, n. 110, e nos mais lugares ja ai-
nunciadns.' !-
Vende-se um carroca nova para um' "
o ou para um boi: a caixa he de 'nrel'0' "
rodas do sicupira venladeira e os varaes )e cun
ru madeira esta dimeultosa : na ra Formosa ,
venda n. 1. ;!<>
Vendom-seduasmulatinlias, com principas
de costura e que sfln proprias par* q"l(luernrYnr"
viso; umapretado 16annos tambem com pnu
cipios de costura e cozin'.ia : na ra do Queunauo,
n. 46. *
. Vcndom-se 3 sacadas de pedra da trra ; a pa-
res de dobrdieas de chumbar; um bahu usaao ,
urna fechadura com sogrodo para sala; urna ca-
ma do angico usada com os seus competentes col-
chos o cortinados ; 14 quadros do sala ; urna res-
friadeira oliltradeira; urna frasqueira ; um seilim
Osado ; urna porsflo do frmas de sapatos ; um ar-
mario ; urna hacia d.i rame grande ; un) taixo ae
cobre ; urna caixa do pinho; urna flauU ; urna mr-
queza; 2 tomos das Noites de Vyoung ; 4 tomos aa
Medicina domestica : oa ra da Concordia, l). 3.
---Vendeni-secordoos deouro, modalhas, anne-
lOos, brincos e dedaes i na ra do Rangel, U-11-
Vcndom-se brincos dourados, domis moder-
no e de
minuto preso
Volha, ii. 5.
Vendo-so um palanqun desconcertado por
prego commodo: na prac/ da Independencia, n. 3.
QN0V0VK9 %i# W0 *\0 %1# VI* %!at*l*
p Vendo-so u.n pardo de 22 annos propno ^
| para todo o servido : no praca da Indepen-
0 deucia, livraiiaiis.fi o8. ^_5
>:;^*Ji%^^#liSa?r% ^* 0.^ <*>& **''
Vendem-se caivetes de mola para aparar pen-
nas de urna SO vez; botOes pretos para casaca, o*-'
mais mudemos ; caixas do tartaruga, quadradas e
redondas a 3,000 rs. cada um ; suspensorios de
Un racha ; penles virados para prender cabello ; sa-
bonetes para barba; luvas protas para seuhora ;
i elogios domados, a 200 rs. cada un) para meni-
nos ; esporas para sallo; botoes para camisa do
ultimo goslo; caixas de baleia grandes, para ta-
baco; brincos e collares para luto; meias prctas
para senhora ; oculos do 2 o tvidros para todas as
vistas : ludo muito em cunta por ser para liqmda-
Sflo; na ra larga do Rozario, Muja de miudezas
baratas n. 35.
Vende-so nm COfflBo grosso, com *6 oitavas :
na Iravessa da Uadre-de-Deos, n. 5.
Vende-se urna escrava .le nasflo, de 20 anuos,
propria para so educar : na ra do Hurtas, sobrado
do um andar, u. 14.
Vende-se a iojd do fazendas da ra doQueima-
do, n. 49, com pouros fundos : a tratar na mesma
loja.
SSSF.
Vendom-sc barricas o meias barricas de farinha
SSSF de raminho: no .-irmazem de Joaquim Lopes de
Almeida, caixeiro do Sr. Joflo Matheus, atraz do
thcairo.
-- Witil. Bravo & G." acabam de receber directa-
mentedo l'aris urna porsflo de frascos da famosa a-
goa hemosttica de ttrouhieri, do cujas virtudes o
Jornal do Commercio do Rio j tem tratado om dif-
leroutes artigos mui ciicuiiistanciadame)ite. Este
singular medicamento he verdaderamente especi-
lieo o n.fallivel no curativo de todas as feridas, se-
jam ellas pelo instrumento cortante, sejam por ar-
mas do fugo, ou provenientes do queimaduras.
Quaesquer que sejam os accidentes que as com-
iliquoiu, lodos ellos desapparecem com summa fa-
cildade, sarando a forida denlro do poneos dias sem
suporacao, sem iuammasfio o sem dor. Anda que
baja perda do substancia o l'erimentos das mais con-
sideraveis arterias, c .mu a cartida ou outra, nflo
so a per.la do substancia so recupera, mas a hemor-
rliagia arterial esta curada dentro de 30 a 40 minu-
tos, regoneai.do-so as tnicas da arteria olTendida,
por meio de um liabalho orgnico particular. Nflo
lio menor a efllcacia do mesmo modicameulo as he-
morrhagias internas, como sangue pola bocea, ou
proveimiento da hexiga, e subretudo as hemorrha-
gias de ulero, que fozem a desesporacflo dos mdi-
cos o o lorniento dos doentes. as inslrucsOes pra-
licas, queso vendemcuin o remedio, se vera com a
extensa., necossaria a inai.eira de applica-lo e os
casos em que convm. O preco de cada frasco he do
2,000 res, e das inslrucsOes 2,000 ris. Os preteu-
denles dirijam-se a ra da Madre-de-Deos, bolica
numero 1.
Veode-se urna llanta, nova, com
oito chaves de prata, sendo de bano,
c coa cxcellenles vozes; assiin como um
ovo inethodo para
preco coniiodos
(jueia annuneiar por esta folha.
Vendc-se urna parda de 18 a 19 annos com
habilidades ; a qual veio do mallo tomada em di-
vida na ru da Cadeia do Recife n. 20, segundo
andar, OU na Iravessa da Madre-de-Deos, armaiem
"'' Vende-se verniz claro o prelo, em barris
propno nara navios; esUnho em rarguinhaii.
cliumbusrtidoomloncol: na ra do Vigano, .
23 casa de Russoll Mcllors A; Companlua.
Cbampffguc verdadeira,
marca cometa,
vende-se na rua do V gario, n 4, arma-
zem ile Uolhe e Bid< ulac.
Vende-se no armazem de Bacellar, defronte da
escadinha d'alfandega, fardos muito frescos e mui-
to novos, pelo mdico preco de 3,500 rs. a barrica.
Vende-se una nogrinna de 12 annos de boa
figura que tom principios de costura e cozi-
nba o diario de urna cas ; um mulatinho de 14 an-
nos e umdilo de 16 annos bons para pageos, por
saberem bou. inonlai a cavallo, ou para aprende-
lein qualquerofflclo ; um moleque de 18 annos ,de
ni do 18 aunse o outro de 10, o 3 escravas iiiui- bonita, figura : todos sem vicios nem achaques : na
lomosascom habilidades: na rua das Cruzes, n. [rua da Concordia passando a pootezinha.a
22, segundo andar.
m UJ
L"1 Vende-sc um moloquc muito lindo o corpo- JiJ
li! lento, do 18anuos, quo engomma perfei- &
'-i' lamente, cozinha bem o diario de urna ca- fa
\t sa faz doce tem principios do sapaleiro Ijt1
fjtj e lie muito hbil e esperto, e nao
iTl vicio algum o que se afanca : ao cu
jL' dor so dir o motivo por queso vende: bem U
li}! como um escravo muito moso peifoilo co- -
\Yfl zinheiro; urna mulatmha de 18 anuos, que
ni cose perfeilamento, engomma faz todo o
ihl mais arranjo de urna casa, por oslar a isto
fjl| acostumada; um pardo de !8 anuos, com
" nllirin lie ull';li:lle loiluS CSlOS OSCI'aVOS SOO
jo tem |j
amura- '"'
-!
illaiatc : todos osles esclavos smi ^
mssivol: na rua do Vicario n. 34 ,.
li
W o niclhor possivol : na rua do Vigario n. 34
M.TIieaid,
com casa de modas, na rua Nova, n. 32, primeiro
andar, tem a honra de prevenir ao rdspeilavol pu-
blico, o particularmente los sous freguezes, que
acaba de receber pelo ultimo navio, chegado
Franca, ( NMe Mathilae) um borne lindo sortimen-
to do chapeos de seda e palhinha para senhora ;
tas de setiin o llores sortidas para chapeos ; luvas de
pellica o de soda superior, de diversas cures o guar-
necidas para senboias. Na mesma casa so la/eui
chapeos evestidos de senhora, da ultima moda d
Pars, ludo por preso muito commodo.
Compras.
Cotnpra-se um paliteiro do prata sem foilio
no largo do Carino, venda n. 1.
Compra-so, urna agulha de marcar em hom
uso ; dous sellins usados, sendo baratos: na r
da Cruz, no Recife armazem n. 43.
~ Gompra-se um mclhodo para flauta, cm Hom
estado : na prasa da Independencia n. 23.
Compra-se u ma lilora om bom estado : na
rua da Praia, n. 25, ou annuncie.
Gompra-se urna boa casa de sobrado em boa
rua do bairro do Rccifo ou S -Antonio a dinheiro :
tambem dflo-se em pagamento alguns escravos o 0
resto em dinheiro : na rua Nova n. 511, primeiro
andar.
__Compra-se urna escrava moca de boa Hgura,
que saiba coznhar e lavar, e nflo Umita vicio: agra-
dando paga-so bom: na Boa-Vista, rua Vellia.n. 18.
Quem a liver, devo apparecer das 11 horas da ma-
uhfla as 3 da tarde. .
Gonipram-se barris de 4 e de 9 em pipa chcios
de mel : na rua do Trapiche 0. 6.
fas.
eli-
da
Vende-se um lindo moleque dol annos, bom
cozinheiro sem vicios e muito sadio : na rua da
Aurora, n. 50.
Vende-se um preto crioulo de 20 annos,
boa figura bom carreiro e vaqueiro : no fin)
rua da Aurora, n. 4.
Vende-se urna casa na principal rua da Casa-
Forle, com duassalas u tres quartos, cozinba lora,
o quintal com alguns arvoredos : os pretendenles
dirijam-so a rua Vellra, sobrado n 49.
Vendem-se 5 escravos, sendo dous moleques,
a mesma, ludo por
I
i
i.
ruada Concordia passando a poolezinha, a
reila segunda? casa terrea, se dir quem vende.
w


A
1
Vendem-se taboa* e pranchps de
pinho da Suecia,as mai lindas que teem
apparecido neste mercado, pro- r s para
quem tiver boro gosto forrar suas sa-
ls e assoalho, por nao tr-rem n, e se-
ren de 10 a 3o p Irnos e comprido, as-
sim como -americanas de i a 3 palmos de
largura; cadeiras de pinho a polka, pro-
prias para tomar o bom fresco nos si-
tios, debaixo do9 arvoredos. A ellas que
sao poucas, ao depois nao baja desgosto
de niio terein ficado servidos. A atrs do
theatro, armazem de Joaquim Lopes de
Al.neida, caixeiro do Sr. Joao Matbeus.
Veiiiu6n-se 6 escravos mogos, de bonitas figu-
ras ; sendo alguns delles bons vaqueiros e carrei-
ros e que nffo teem vicios nem achaques : vendem-
se para pagamento de dividas, o muito em conta ,
por nSoseremde ganhadores : na na da Concor-
dia passando a pontezinha a direita, segunda ca-
sa terrea se dir quem vende.
Ra loja nova do Pas-
seio-PubIico,n.l7,
vendotn-se curtes de Claudias para vestido de senho-
ra os quacs teem merecido geni I accilagflo em
Lisboa. Esta fazenda he de lila, porni muito lina e
de ricos padroes os inais modernos que tcom ap-
parecido. A clles antes que se acaben), porque 80
custam o diminuto prego de 8,000 rs. Igualmente ha
urna porgfo de cortes de colleles do velludo de cores
e de bonitos padroes, a 2,560 rs. o corte; hem como
um resto de cortes de cassa de cores, a 2,000 rs.
AO BOHE BAKATO.
Na nova Toja de Francisco Jos
Teixeira Bastos, nos quatro~cnn-
(os da ra do Queimado, n. 20 ,
vende-se panno prelo, verde, cor
de caf eazul, de superior qua-
lidade ; e por preeo mais com-
modo do queem outra qualquer
parle. Na niesma loja ha um
completo sorlimento de fazendas
por precos rasoaveis.
Casimiras elsticas, a I #00 rs.
o covado.
Vendem-se superiores casimiras clsticas pelo
barato prego de 1,000 rs. o covado; ditas muito ti-
nas ftancezas a 1.280 rs. o covado; dita de su-
perior qualidade clstica, muito lina, e pela, a
3,500 rs. o covado : na ra do Collegio, loja n. 1.
i\a ra do Crespo,
ii. 11,
vende-se pelo baratissimo prego de 3,500 rs. a pe-
ca de cambraia de cores com 13 varas, muito pro-
pria para vestidos e cortinados ile cama.
Casa da F
na i ua estrella do l'ozario, n. ti.
Neste estabeleciment acham-se a venda as bem
acreditadas cautelas da loteria do theatro publico
dcsta cidnde cujas rodas amlam no dia 15 de se-
tembrn. U caulclista espera que os seus l'rcguezcs
concorram a comprar o resto, das ditas cautelas ,
nas quaes se espera boassortes, pela encllenle es-
culla que se fez dos nmeros para servil) divididos
em cautelas. A ellas que silo poucas e boas. Pregos
os do costume.
s::g:^e:s::5:f?36tgs:s:g::e::g:ss
Qfl Na na doSarapatel, i-obrado n. <6,vende-se 1 |M
j- casal de escravos do servido de campo, por i-.',
W 800^ rs., a prcta tambem he lavadeira e vende-
Q deira; c por 300/rs., um prelo do servigo de (j
35 camP- $
fiB:B:&:B::e::ei:g:@;ge:g:fj:g;gs
Vendem-se acones da exmela com-
paiihia de 1'ernambuco c Parahiba : na
ra da Cruz n. y, cscriptorio deOlivei-
ra I mi i "ios & C.
Vendem-se 6 escravas, sendo urna negri-
nha de 11 annos cem principios de costura elava-
rinto : diins prelas, que engommam e cozinham; 3
pardas urna de 17 anuos outra de 25 e a outra
rom cria e hom lerte : no pateo da matriz do S.-An-
tonio sobrado I. 4, se dir quem vende.
Lindos corles de
cassa-chilaa 3204
No Aterro-da-lioa-Visla n. 10, primeira loja de
fazendas, indo da ponte vendem-se cortes de cas-
sf de muito bonitos padroes, a dez patacas cada
corte.
Vendc-se urna morada de casa ,
na bica de S.-Pedro, n. 3 ( ao descei) ,
em Olinda eita a moderna, com cor-
nija 3 (piarlos, sala de detrs cozinlia
fura : a tratar na inesma cidade, ra do
Amparo, sobradinlio n. fio.
finas, escuras e de cores (xas, lendo algumas que
servein para luto a 5,000 rs. a peca ; meios chales
de cassa de quadros. a 440 rs.; cortes de lanzinha,
para senhora com 15 covados a 3,600 rs. ; panno
preto fino para pannos de pretas a 3.000 rs. o co-
vade-; chales di-lila e seda muito finos, a 5,500 e
7,000 rs.; zuarte de vara de largura a 240 rs. o
covado ; cortes de cambraia lisa muito fina e com
6 varas o meia a 5,000 rs. ; superior brim tranca-
do pardo, de puro linho a 640 e 900 rs a vara ; di-
to amarello muito fino, a 900 o 1,000 rs.; dito
trancado de linho branco, muito superior a 1,000,
1,280 e 1,600 rs. a vara; chadrezes de linho para
jaqueta a 400 rs. o covado ; riscadinhos trancados,
a 240 rs. o covado ,- hamburgo de linho, a 260 rs. a
vara ; meias para senhora a 240 rs. o par; e outras
militas fazendas por barato prego na ra- do Col-
legio, loja n. 1.
Cortes: de pec do diabo, a
1,400 rs.
Vendom-se superiores corles da fazenda chama-
da pelle do diabo com 3 covados e meia pelo ba-
rato prego de 1,400 rs o corte, sendo da mais supe-
rioa que lem apparecido : na ra do Collegio, loja
n. 1.
Vondeni-so pecas de madapolflolimpo com [20
varas a 2,400 rs. e a seis vinlens a retalho : na
ra estrella do ltozario n. 10, lerceiro andar.
A l?000 rs.
As mclhores luvas de pellica brancas c clsticas :
mi ra larga do Hozarlo, n. 24.
Vendem-se caixas decha hysson de 13 libras,
cin porgues ou a retalho ; caixas de velas de es-
pcrmacele de5e 6 envlibra: na ra da Alfandcga-
Velha n. 36, em casa de Matheus Austin & C.
virgen de Lisboa : no
Francisco Severianno
sapillos para senhora, a 1,000, 1,120 e 1,200 rs.;
bolinsde bezerro a 3,520 rs.; fitas de rolroz de
todas as cores.
Na ruadas Agoas-Verdes, n 46
vendem-se, por procisio duas escravas de nagSo ,
que fazem todo o servigo de urna casa, e n.lo sflo
viciosas, por 800,000 rs.; duas molecas de 12 a 15
anuos por820,000rs.; umaescravade 30 annos,
que boa lavadeira, por 180,000 rs. ; urna dita para
engenho, por 250,000 rs. ; um bonito e excellente
pardo de 18 annos, eque he ptimo pagem ; dous
escravos de nacfio,de23 a 24 annos, por 800,000
rs. ; um hom escravode nago Angico, de 30 an-
nos por commodo prego ; 3 moradas de casas nos
Afogados por prego muito cm conta.
Vendo-se a armagSo collocada na loja n. 14 da
ra larga do Rozario, propria para qualquer esta-
helecimenlo por ser em uina das principaes ras
a tratar na mesma ra n. l.
Vende-se cal
escriptorio de
tabello & l'illio.
SSF
Vende-se a verdadeira familia SSSK
de raminho chegnda no dia 5 do cor-
rente : a tratar cjm J. J. Tasso Jnior.
0@d@@&
i
(Gt
0
Vendse o maior e melhor sortimento
de corles de cambraia de seda, de ricos
padroes; filo de linho liso e lavrado; cor-
les de chita de novos padroes (ingindo
seda ; luvas de pellica bordadas, para se-
nhora ; meias casimiras de bonitos pa-
prOes para caigas; alpaca muito fina; cor- r*
les de sai alus a turca ; pannos finos pie- >J3
tos c de cores ; chapeos de massa, trance- tn*
zea da ultima moda : bem como um sor- w
tmenlo completo de fazendas linas : ludo fl
mais barato do que em outra qualquer *
parle : na nqva loja de Jos Moreira f""
l.opcs & Companhia na ra do (.lueimu-
do, nos quatro-canlos, casa amarellu ,
n. 2!).
>@@@f
i-..----------------------------1 ^^^=^
e batido, de lodo es tamanhoi: na pra^a do Crpo-Sn
o, n. 11, em casa de Me. Calmont & Companhia, ou ni
ra de Apollo, armazem, n. 6.
PTIMAS NA VA LHAS,
pelo processodas tempraselas
melhores fabricas de Gui-
mares.
EXCELLENTE FABRICA EM
LISBOA.
Estas nvalhas sUo reitas do mais fino ago da Sue-
cia e temperadas em agoa que contm os ines-
mos principios que se encontrm na mui aamada
de Guimariles, o para provara sua superior quali-
dade. hair d|Zer-so que So prcfc.-iJaa por *uui
urna vez as experimentou a quantas veem de Ingla-
J torra, Franga e ouiros paizes,onde a arte de cuieleria
Xa loja le Jos Ufa llOel -HOIl" 'est inquestionavelmenteem grande adiantamento,
Teem mais as supraditas navalhas a importante
circumslancia de conservarem por muito tempoa
afiagSo, de cortarem com rapidez os cabellos da bar-
ba ,"e finalmente de n.lo offenderem nem levanta-
rem pelle; o que as torna mui recommendaveis.
Vendem-se uniAmenle na ra de Crespo, loja
n. 8 de Campos & Maya onde nSo se duvida da-las
para os pretendentesas experimentar.
Vendem-se duas canoas decarreira quasi no-
vas ; um sellim para montana do senhora; urna
espingarda do dous canos ;e difiranles cascos va-
sios : na ra da Senzalla-Velha, n. 110.
Vende-se urna preta muito possaute que faz
todo o servigo de urr-a casa e he ptima lavadeira
quem a pretender annuncie.
leiro Braga na ra do Cres-
po, n. 16, esquina que vira
para a rita das Cruzes,
vendem-se os mais ricos chapeos de seda para se-
nhora de mui ricas cores, e prximamente che-
gados de Franga.
Vendc-se um bom escravo de nago por pre-
cisio pois o seu dono se retira : na ra do No-
gueira.fn. 19, segundo andar.
Vendem-se 400 c tantas oitavas de prata velha,
em pegas miudas : ao pe dos quarteis, II. 8.
Vendem-se, por muito commodo prego, dous
armarios de pinho sendo um repartido para rou-
pa branca e papis, e o outro com arranjos para
guardar roupa de panno, dependurada, ambos
quasi novos e com fechaduras; um pistn fran-
cez,em muito bom estado, e dos mais afinados
que teem apparecido; um diccionario de Constan-
cio quasi novo ; uina casaca de panno preto nova;
una sobre-casaca de panno verde-garrafa, com
gola de velludo, tambem nova por sahirem largas
a sen dono : ua i ua da Cruz no Itecife, u. 43, das
6 as 8 Loras da manliila e das 11 as 3 da larde.
Na ruada Cadeia do flecife, n. 48, armazem
de James Ityder & C. vende-se chumbo de muni-
gao,em bom sortimento; dito cm lengcsje es-
tanto em verguinhas.
Vende-so (landres em folha em muito bom
sortimento: na ra da Cadeia do Itecife n. 48, ar-
mazem de James llyderoi C.
Vendem-se, para o mullo, duas pretas de 40
annos pouco mais ou menos por prego commo-
do : na ruado Pilar n. 107.
Vcnde-sesag de primeira qualidade gom-
ina de aramia ,t apioca do Maranhio c cevada, por
prego commodo : na ra das Cruzes, n. 40.
sapatOes de bezerro para horneen a 1,600 rs. ; lia-
htiszinhos de pioln, com ricas pinturas, a 480 ,
640, 800, 1,000, 1,280, 1,760, 2,000, 2,240 e 2,560
is. ; litas de sedasen pona para enfeites de tou-
cas para meninos ; niarioqiiiin a 1,600 rs. ; cou-
_..lro de lustro; bezerro ingloz ; bonetes de velludo,
largura e ce cores xas, a 280 rs. o covado; ditas I de panno e de outras qualidades, para meninos j
& lien cao!
Veirdem-se superiores chitas frarieezus, de vara de
Vendem-se Ircs lindos moleqiies de 18 a 20 an-
nos sendo um delles oftlcial de alfaiate e cozinlici-
ro ; um prelo de 25 anuos .luciaI de sapateiro; 2
pardos, um bom carreiro, eo oulro de ie annos ,
proprio para pagem ; duas pardas, una de 20 an-
uos com habilidades cu outra de 12 anuos, pro-
pi ia para se educar ; 4 prelas de 20 a 30 annos com
algumas habilidades ; duasnegrinhas de 11 a 12an-
nos, com principios de habilidades : na ra do Col-
legio n. 8, segundo undar, se dir quem vende.
POTASSA
Vende-se a verdadeira e superior po-
tassa da lussia a mais nova que existe
no mercado : na ra da Cadeia do Red-
fe,, armazem n. 12, de Bullliar & Oli-
ve i i-a.
Vende-se superior polassa nova : na ra de
Apollo, armazem 11. 18.
Vendem-se escravos baratos na ra das
l.arangcirus, n. 14 segundo andar: 2
inulecoles de bonitas figuras ; um bo-
nito prelo de 25 annos; um dito de 26
anuos, por 450,000 rs. ; um pardo com
pedreiro de linda figura e de oplima
; um dito carreiro, de oplima conducta; 1
dito com ollicio de sapateiro, seni vicios nem acha-
ques, este lioca-su por uina pretu que seja moga, e
niio seja achacada ; um preto de nago, niuilo forte,
por 400,000 rs ; um dito por 250,000 rs. ; una pre-
ta do 25 anuos, que cose miiilo bem sem vicios
nem achaques ; urna mulatioha de 12 aunosj urna
iiegriuha de 10 anuos propria para ser educada;
11111a preta muilo lorie, de bou figura e de 38 an-
uos por 260,000 rs. ; una dita de nago, que eu-
leiule de coznha aluuin.. cousa de muito boa con-
duela e sem vicios nem achaques, por 420,00.
y Vende-se cera de carnauba de muilo boa [..
.!! qualidade, tanto a retalho como em porgilo : ^
j; na ra das Larangeiras, 11. 14, segundo andar, gj
Que peclunclia!
Va nova loja do Alerro-da-Boa-Vista n. 78, ven-
dem-se bonetes para homeiii, a 500 rs.
f*t /
olficio de
conduela
ricos chapeos de palhb para enhora ,
com enfeites o sem elles ; creps de
lodas as cores ; os mais lindos cortes de
cassa de seda, que teem viudo ao mer-
cado; luvas de pellic, de meiobragoe
curtas com enfeites e sem elles para
senhora; sapatos francezes, de setim
branco, de lustro eduraque preto pa-
ra senhora ; horzeguins dito ; lindas
mantas de seda; lengos de seda para
pescogo de senhora; e outras muitas
fazendas de gosto : na ra Nova n. 8,
loja do Amaral.
Vendc-se urna parda sadia com habilidades,
c que be muilo boa cozinheira doceiru de toda a
qualidade de fruclu e tambem de massa, e cose
chiio : na ra de Hurtas, 11. 90.
Vende-se 11 m pequeo sitio sem pensilo de foro,
com casa de taipa por acabar, no lugar da Capunga-
Nova o qual divide com duas estradas, sendo uina
a que vai para S.-Jos-do-Manguinho : a tratar no
mesmo sitio com seu proprielario, loan Salgado
de Castro Accioli.
SSSF.
Vendem-sc meias barucas de familia deSSSFde
raminho : no caes da Alfandega armazem n. 1, do
(uimarnes.
Vendein-se 7 escravos, sendo:
un inolcqne peca, de e8 annos, e outro
de 12 dous bonitos pardos, de 16 a 18
annos, sendo um delles bom sapateiro,
ambos proprios para pagens; um pardo,
de .''mi annos pouco mais ou menos, e de
todo o servico de casa e campo ; urna
parda da mesma idade,quecoze solfrivel
mente, lava roupa e faz renda ; e um mu-
latinbo, de 7 annos, proprio para andar
com ci iancas em cusa : na ra do Cres-
po, loja 11. a A, se dir quem os vende.
Vende-se um moleque crioulo, de bonita fi-
gura, proprio para engenho por ser muilo robus-
to o sem achaques de 16 anuos pouco mais ou me-
nos : na ra do Queimado n. II A.
Vende-se umaescrava de 16 anuos, com bo-
nita figura que lava bem de sahiio o cozinha o dia-
rio de urna casa : no pateo da S.-Ouz, n. 8.
No Aterro da-i5oa-Vsla loja
> 7ft, vendem-se I
Vende-se um cabra muito lindo e corpolen-
t to, de 18anuos, ptimo para pagcui, que
S est acoslumado a todo o servigo de campo,
fe mo lem vicios ; dous escravos muilo mo-
gos e que silo habis para todo o servigo;
3 escravas mogas com algumas habilidades :
kg na ra do Vigario, n. 24, se dir quem
j5 vende.
Escravos Fgidos.
Fugiram, na noite de 5 para 6 do corrate, do
engenho Limoeirinho, da freguezia da Kscada, co-
marca de S.-AntSo, 2escravos prelos, um de Ango-
la de nome Joilo alto corpolcjilo, bem barbado ;
representa tor 30 a 35 annos : o outro crioulo, de
nome Joaquim, alto, secco, sem barba cara redon-
da olhos blancos ; representa ter 18 a 20 annos;
o primeiro foi escravo no Cer e comprado no
Recifeao Sr. Madoel Ignacio de Oliveira Lobo, e o
segundo he do Ico, e foi comprado tambem no Ite-
cife ao Sr. Manoel Pereira I.aniego. Pcde-se a todas
as autoridades policiaes capitfles de campo e qual-
Soerpessoa que os encontr o favor do os levar ao
ito enhenho ou no Itecife na ra do Queimado ,
.6, que ser generosamente gratificado. Adver-
se que os dilos'cscravos forilo montados a cavallo,
um cm cavallo rugo-pombo e o outro em cavallo
augo-pedrez : ambos os cavallos com ferro.
Roga-se encarecidamente as autoridades poli-
ciaes, capilles de campo e qualquer pessoa do po-
vo a apprehensSo de urna escrava, de nome Thcrezi,
de nagoRelmlo, bstanlo alta, de bonita figura,
rosto redondo; tem as costas acalombadas com
signaes artificiaos ; ho bastante ladina ; levou dous
vestidos um de chita rxa e outro de chila azul de
quadros miudos, e panno da Costa com listras lar-
gas, brancas, encarnadas e azues. Esta pela j ven-
den fazendas quando escrava do Sr. Jos Saporiti.
Quem a pegar leve a seu senhor, Manoel Paulo Qun-
tela na e%trada dos Alllictos, ou a recolha a cadeia,
que ser recompensado.
Fugiram, no dia 6 do corrente do Catuc i
escravos sendo um preto de nome Antonio e urna
escrava crioula, de nome Barbara. O escravo he de
boa estatura secco do corpo, cor preta; tem um
signaldequcimadura na inflo direita, e tambem
nas pernas, que anda estilo frescas. A preta he bai-
xa grossa do corpo, cor bem prcta. Quem os pegar,
ou delles der boa noticia ter boa recompensa le-
vando-osao mesmo lugar do Catuc ao seu senhor,
Joflo llytera. Quem pegar o escravo deve saber on-
de existe a escrava pois sahiram juntos.
Fugio, na noile do dia 8 de setembro, m pre-
to crioulo de nome Jos, de 40 anuos pouco mais
ou menos, alto, ebeio do corpo, bem barbado; le-
vou camisa de algodo de listras azues e caigas
tambem azues, chapeo de couro. Este escravo veio
da cidad do Ico remullido pelo Sr. Victorino Pin-
to Nogueira ao Sr. Joo da Cimba MagalliHes para
aqu ser vendido. Iloga-se as autoridades do centro,
ecapilflcs de campo, que o apprehendam o levem a
ra do l'asseio-l'ublico lojas ns. 9 e 11, de Firmi-
anno Jos Itodngues Ferreira que gratificar com
generosidade.
Acha-se, desde o dia 16 do passado fgida a
ptcla Joanna, de nacSo Benguela de 30 anuos pou-
co mais ou menos ; he bem conbecida por usar de
de vender sapalos para senhora, fi uctas, bolos, ele,:
he alta, secca do corpo cor fulla rosto comprido,
olhos fundos, nariz um tanto afilado, denles lima-
dos begos grossos ; tem urna marca antiga no la-
do esquerdo do rosto proveniente de una denta-
da que Iho deram bragos linos e compridos ps
seceos e tambem compridos, pernas cheias de veas
e enea rogadas; ho bastante ladina. Esta prcta,por ter
muitosconhecimenlos, julga-se estar acoitada : por
isso protestu-se usar de todo o rigor da lei conlra
quem admitti-la em sua casa e muilo so recom
menda as autoridades policiaes capules de campo
e mais pessoas do povo a captura da mesma escrava,
promeltendo-se aos ltimos boa recompensa, sea
levarem ao Atorro-da-Boa-Visla 0.17 fabrica de
licores de Frederico Chaves.
Fugio, no dia 23 de agosto do corrente anuo ,
da casa de Pedro de Alcntara dos Santos em Peo-
ra, municipio da ciliado de Macei, provincia das
Alagoas, o seu escravo, de nome Joaquim ( por an-
thonomasia do ltio ), de 40 anuos pouco mais ou
inerfos, baixo grosso, bem empernado, ps gran-
des e largos, rosto grande, testa curta, bocea gran-
do um tanto feioso; he ladino de mais, tem a
curiosidade de saber arranjur urna coziuha : seu
trage ordinario he camisa e ceroulas, jaqueta preta
e bonete : elle tem mais roupa, e anda com um
surro de ovelha branca, e que lalvcz lenlia algumas
pintas de pie lo,mas muito poucas. Quem o lever ao
dito seu senhor, sera bem recompensado.
Ao iimanhecer do dia 8 do correnta desap-
pareceu de bordo do brigue Paquete-de-Pernam-
bueo, fudeado na praia do Collegio um escravo
::iai inliero ja idoso, de nome I'elicianiio bastan-
te alto com suissas brancas; levou roupa suja do
alcalro : quem o pegar leve a bordo do mesmo bri-
gue ou na ra da Mooda n. 7, que sera recompen-
sado.
=Veudem-se mocudasde ferio para cogenlios ile as-I
mear, para vapor, agoa c beslas.de diversos tainanhoi,
por pre;o couiuodo;e igualmente tainas de ferro coadn I PCHN.
HA TYP. DE M. F.DK FAltU


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