Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08536


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Full Text
Anno de l847.
n MAMO pul.lic"-"- <"}<< o W h
O Imiiiwp ^ e(.o u aisnllr |,e At
oran R",r | pal,os ndianladnt. Os an-
(ijnoo rs.poi q"nte, si inferidos i fa'aSo de
nuncio* dos em tyno HilTfrente, e a
,u f..l'rl'";|.,m(.t,He. O que n-,o (nm as,iR-
r,peii?>e P^.o g0r, porlinh, e 160 em lypo
Quiuta-cira 9
de Setoqibro. Anno XXIV.
PHASES DA LA NUMEZ D 3ETEHBRO.
.1. a I a 8 hora e 41 mi. da tarde.
,;U'^w a 1T, a. hora da tarde. .
PART I)\ bS CRREIOS.
Goiaaae Paral.yba, s segundas escitas reirs.
Rio-(rande-iln-Norte quintas feirns aomeio-dia.
Ckba, SerinliSem, Rio-Formoso, Po.lo-Calvo a
Macelo, no l., a 11 sil de cada mtx.
(iaranhuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 18.
Victoria, as quintas leiras.
Ulinda, todos os das.
DAS D\ SEMANA.
PREAMArt DE HOJE.
IVimaira, is 4 horas 30 minutos da larde.
Segunda, s I horas e M minutos da manha.
1* A 1> a*%
n. 202.
G Sc.nda. ''. Libante. Aud. do J. dos or-
phSot do J. doc da ? v. e do J. M. da I .
7 Terca. S. Pampl.ilo. Aud do J do cy. da
I. v! e do i. de paz do J. dist. de t.
* Ouarta. S. ** Natividad de No ii una. S. Nstor. _
0 Quinta. S. Sergio. Aud. iloJ.de orph, e
doJ. municilial da I. vara.
10 ?etl.S. Poliauo. Aud do J dociv. da I.
T. e do J. de pal do I. dist del.
11 Sabbado. S. l'roto. Aud. do J". ilo civ.
da I, v. e do J. de paz do I dist. de t.
1 Domingo. O SS. Nome de Marn.
CVMIUOSNODIAT DESETEMDRO.
Cambio ioI.re landres a 7 d p. l# rs. a 50 dias.
a P.ris Ibi rs. por franco.
a a Lisboa 105 a 110 de premio.
I lose, de lettras de lx>as lirm.s de %al'/.""
Oara-Onou heapanhoto..... (&0 '9
a Moedasdcfljioovelli. I*" <
a da 61100 or .
de tfOOO .....
Prala Pataces.........
Pesos columna, es...
u DitOS me tiranos----
Mi'iil i
Itl#l00 a
9fl00 a
lj'900 a
l|940 a
ifSOO a
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riese
||M
Ac^oes dacomp.'do'lif ba'rib" de iOfOOO r. ao par

1)11810 DE PKnlAIRDCO.
RECITE, DI SKTXamKO DE 1847.
O BARCO COMalEKCIAI. DA BAHA.
Esse estBjjelcciment, que tflo provejloso se ha
tornado provincia em que se assertou do fnda-
lo, pois que, ao passo qtlc desconta lettras a premios
moderados, atlianla dnheiro osagricultores, me-
diante o mdico juro de 8 por cento ao anno, o coma
ventajosa permissflo de amorlizar-se o capital, se-
gundo o consentirem as frcas pecuniarias dos to-
madores desses dinheiros; esse estabeleemenlo,
dizemos, vai prosperando de mancira a convencer
aos possuidores do grossos fundos, que o melhor
mcio deapplica-los he concorrer para aapparic.no
de otitros bancos que com ello so parecam pois que,
procedendo ssim, sem que solTram 'o mnimo pre-
juizo em scus inleresses particulares, cooperarflo
para queo commercio, a lavoura, e at mesmo a in-
dustria, tonham un ponto doapoio a que recorrer,
qtiaiulo porventura se sintam enrodados as diUl-
culdadcscom quesem lutar, quando so acham bal-
dos de numerario.
0 que ora vamos dizer, e que cojhmos em um dos
expropiares do Commercio, mais que muito aulhen-
tic.1 asasserc.Ocs que cima ficam exaradas.
[So quarto semestre da sua oxistencia, islo lie no
queuecorreu do l. de Janeiro ao ultimo de junho
desto anno, o banco, de que fallamos, descontou
l,07l lettras no valor de 4.028:151,556 ris, e alguns
recibos no de 48:729,139 ris : o qtio fez com que o
tola! dos descontos clicgasse a 4.076:880,695 rs., que
prodtiziram o lucro de 134:826,953 ris do qual,
tleduzidas as despezas, resultou para as 15,000 ac-
clin, niifl MtirO emillidas, o ganlio de 86:250.000 M .
queden para cada urna de 100,000 res o de 5,750,
ou 5 3/4 por cento, exclusive oquantitalivo que se
dostinou para reserva, o que a elevou a 27:611,440
ris.
He para notar que era de 2.673:855,893 ris a im-
portancia das lettras, que, em numero do 723, bavia
em ca xa a '31 do dezembrn du 1846; e de ris
3.375:734,824 a das 893, que ah se achavam no der-
radeiro mez do precitado sojncslre, durante o qual
cobraram-so 901, no valor de 3.336:272,824 ris.
Comnuinicado.
Al.AGOAS.
ICntrcpatnos boje ao dominio do publico a cerres-
pondenca ollciaJ, que leve lugar entre o juiz muni-
cipal de Macci eo digno juiz le dimito, e entro ci-
to e o vice-presidente da provincia, a respeilo da ap-
pellaUi de despronuncia fpelo enme da soniiaua
spdicfio) que o promotor publico quena que o re-
ferido juiz anda recebesse, apezar de Mayor a sen-
tenca panado emjulgado, eser a ultima instancia
Por' esses olllcios vero nossos lcito.es a maneira
rtiKna de todo o elogio, por que se comportou o hon-
rado magistrado, que, despiezando s amcacas que
s.icni finpregar uestes caso*os bomens do poder, so
leve emanas decisoes por uuasolaa le osuacons-
ciencTa :oSr l)r. Telles moslrot a pardo maior a-
caamenlo presidencia ai ideias niais luminosas de
direito o da nossa legislaco respectiva; e conti-
nuando a marchar scmpreassini muito merecer do
paiz e de um governo recto.
Sentimos, poim, n,to poder diier outro tanto
desso estonlcado que seassigna de juiz municipal
no officio abaixo transcripto : he mister iiKii ter pun-
donor : i|So ter conscienca de sua dignidade, da om-
prego queoecupa ; cmrim, mo prezar-se, e so ser-
vir para outros cavaigarem, para lanzar ipOo da peo-
na, e dirigir-sc a una auloridade superior nos ter-
mos quoemprogou cssa alimaa: uoacre.litara-
mos, aeo nflo vsscii.o; mas com asna publicacno
vamos abalar a f a mais grantica, e tirar todas as
duvidMj ponjue, na verdad.-, esse eslylo bordalc-
eo uo he o desenlo actual, neni le homem fina educacio, oque lem um groo scicnlilico por
urna academia de direito. Mas o que esperar de um
bacharel, que, quando estiidantc, desacatan em um
templo lesta ciddc um respcitavel ministro do al-
iar pelo que io\ txcommungado ? Anda mais, uu
MCtou-se de haver dado guarida em sua casa aos
facciosos .Moraes, quando sen aogro era subdelga-
lo- o que lio um nonio de gloria em sua vida pu-
a eum braaSo para o escudo de sua nobreza 1
te um bacharel, eml'm, quo alen de ter urna igno-
ranc loverbial. nao Sabfl tamben, que no caso
Sertnle nao he licito athnittir n.,is recurso de ap-
noS c uetii de revista, o que he fundado em lo-
Sos o "Vcstos as nossas Icis enm-uaes como
I;!, ms 'conttnos, e fy**&JS
...> ..veesso devido sem duvula a um pioceiiiuiti.
foTno h^;d. Irle .le urna auloridado. que nos
provoca e insulta tto arectamenlo. Unho
Trata esse mseravel o capilo Manocl Agosunno
de prelo : he verdade que este dislincto cidadao lio
homem de cor, e nflo he fitho do sol e ntlo da la, co-
mo o Sr. Ituarque;. mas nflo se Ihe negu a qualida-
de de brioso evalento militar, que lem merecido a
considerarlo de todos os presidentes, inclusive o
proprio Campos Mello, al quando precisou de seu
preslimo para campar na cOrte do bom administra-
dor ; fez lmannos servicos pela sediQflo, que na pro-
vincia alearam o Sr. Ituarque, o seu amigo e correli-
gionario Vicente de Pula, que foi elevado ao posto
quetcm no exercilo, pelo ministerio de 2 do feve-
reiro, quo nflo lio suspeto aos nossos adversarios;
e leve a honra de haver merecido de S M. Imperial
a condccoracflo do habito do Cruzeiro, que de certo
nao orna o peilo de um ente oi7 e abjecto, enteude
Sr. Buarque?......Mas quem ignora que osles mes-
mosservQos relevantes sfln a causa de lanos does-
tos, de tflo grandes injurias ?
Qtianto qualilcagilo tle mala-presidenie, com quo
mimosea Sr. Buarque os .lesproniin.'iailos, absle-
ino-nos do fallar nella ; lijo nos queremos degradar
como fez ossa cousn grande, juiz municipal o d'or-
phflos do Macei, cssa cholera-inorhus companhei-
ra do tal Judeo Errante, que pap la mandou o Sr.
Fernatides Torres, lalvez as melhores intciiQOes, a
pedido dospalriofai Campos Mello e lavares Baslos :
mas estamos persuadido, que, se o actual Sr. minis-
tro da jusliea lanzar as vistas sobre esse cort>o de
delicio, emendar o erro de sen antecessor; porque
do certo a digna magistratura brasileira nflo deve
possuir om seu seio um membio tflo podre, tflo po1-
luto.
Diremos alguma cousa do vice-prosidente. Com
quanto reconhoriamos no respcitavel anciflo um fin
do de bondade e boas intengOcs, todava, pelas pes
soas que o ccrcavam, via-se muitas vezes Iludido
e prestando sua assignatura cousas ii.juslas, al
que inlerpoz o Dr. promotor publico da comarca da
senlenca com quo absolveu varios pronunciados em
crime dosedic.no por dous motivos, segundo se po-
de colligir do dita sua resposta e vemaser: pri-
meiro, porque no 2. do arligo 78 da le de 3 do
dezembro de 1841 existo a clausula mu especial res-
trictiva o claramente oxpressi, nos casos om que
Ibes compete havor por lindo o procesan ; a vista da
qual consi.lera Vine. inexaQli a supposic.no do ser
permltti.lo o recurso de apnellaQflo de sua dita sen
tenca ou decalo, smenlo porque tinlia o carcter
de denilva, ou porque, diz Vmc, venha causa-
tivamente a terminar oproeesso, cdaln lira acn-
clusflo de que a diapoWo> do citado 2. so lem lu-
gar, e lio applicavol a cerlos casos, como o da p^remp-
eflo da aceflo, ou de prescripQflo, porquecnlflojulga.n
os iuizos de direito com carcter dfflortivo, e mi-
pre em prlmira itislancia : s-gund), porqno pela
siiadecisnojiilgouem segunda o ultima instancia a
improcedencia .la aecusaeflo por crimo lo tentativa
le sediQflo, o so lirma paraisso em os avisos do 8 de
abril do 1813 e 30 de janoiru do 1845. E consi.le-
rando anda sobre a materia, antes de Halar do res-
to de sua resposta, tenho descienlilica-lo, quanloa
pr. .eir rasflo por Vmc. dada, que o fuii lamento,
quo Vmc. aprsenla, lie todo especial e (11 lio de sua
maneira do pensar, enlondeinlo quo aquellas pala-
vras citadas nos casos em que Ibes compelo haver
por lind. o processo, smenle podm dlzerrespei-
0 toaos casos que Vmc. Indica, c nflo a..oros, oque
1 importa fazer na lei urna yerdadeiradistiiiccilo, quo
a Vmc. c a ninguem he permittido fazer coulorme o
. direito, e que so compete a outro poder; pois que,
,. exprimindo-se a mesnia lei naquellas palavras do
. um modo geral, nflo disstf, nem distingui, que os
casos om que se .levo jnlgar por lindo 0 processo pe-
l..s docises dojuizde direito, sejam esses somcu-
e prestando sua assignalura a cousas m.jusas, at- u ,-- o ^
lenta sua ignorancia, servia ao^planos .o ?", a e ,' o e s,'m dovida algma se poz lm ao
'.CIll.l 3IIH l(i,lliiii'i, awa rw ,........- --------------
adversarios, sem o querer talvez; entretanto nflo
se devia fiar o Sr. Costa nessa camarilha que o ro-
dcava, e que tambeni dominava o seu antcccsso
Campos Mello ; a qual, constando dos Mendont-as
, se trata, em quo sem duvida alguma 80 poz hm ao
. processo, como o disso o aviso n. 41, de 17 do j.ilho
,le 1843, (loando declarou a i.atureza doelleito-do
recurso da pronuncia: e mais claramente anda
Campos Mello ; a qual constando dos Mendona, .^ '^^'J ^ '^ le\ "de novembro do n.es.no
litara, Lisboa, Joo Paulo, e c. salta por sobretudo l >ou .o av.o o t T 8 ^ ^
-aracheg.raseu.nn, anua quedesacredUada .- ^ peU> ua .Ic J^ ft Wnca
pnrachegaraseusfins, aluda que desacreditada .- -"> s a feri rtntenCa
queaprimeiraautondado da provincia. So se sals- npvei,pew>P<^nJ" Ktei-'oslo da pronuncia, ex-
fazen, essesSrs com oano-ao. ^ffriment^ mas g^g^'j^ffiSg -UtLm
thesequo tal senlenca se considera como d.-huili-
va e com ella (inda o ofilcio do juiz : pelo quo vendo-
l'l'l'lll t.l.lil.M.1 -'>*----------------------------------- --------------------------" <
conntenham-se, porquo nem aompre doimnariio
nflo so persudalo que por estarcm ligados ao par
tido nrafiro jamis perderflo o poder, porquo um
lia, que talvez nflo tarde em raiar, soara a hora de
nossa regencraeflo das garras dessas harpas ....
Por ultimo devenios tambem fallar no promoto
publico de Macei, como um dos prologoinstas des
se drama all representado: somos de upinmo que o
Sr. Dr. Jos Angelo nflo est no caso de, para elevar-
se, servir lo instrumento s mesquinbas vmgancas
do partido perseguidor, o mesmo nflo se entregue
muito aoSr. Tilara, que s Habalha para si; he o
conseibo que Ihe damos, apezar de o nao haver pe-
dido, c com o qual so nflo achara mal. ^ ^ ^
Rcci fe, agosto de 1847.
DOCUMENTOS.
N. 1 .-lllm. Sr.-Nfo niandei soltar o prelo Manon
A"ostinho e outros mata-presiden le, absolvidos por
V. S., por duas rases: a primeira por nflo ter a sen-
lenca passado ainda ombligado, e a segunda pur
estarem ellos prosos orilem do Kxni. presidente da
provincia, e uo ter esto ainda mandado onlcm pa-
ra screm sollos, em virlude da participaeflo que Ihe
fiz do lerem sido estes criminosos absolvidos por
V. S.
cusaeflo que me fazem os lcs mata-presidenle. Dos
guarde a V.S., etc. Macei. 27 de julho do 1847.--
Illm. Sr. Dr. Jos Telles de Monez.es, Juiz de direito
la comarca.O juiz do municipal o or|.hr.os,,Infomo
lluarque de Outmdo.
(Estam reconhecidas a Ictlra e a firma.!
I.KSPOSTA 1)0 JUIZ l>E DIREITO.
a lllm. Sr.-Lendo o ofleto de V. S., datado de he-
le, vi que V. S. diz que nflo tem soltado osabsolvi-
dosporestejuizo : l.'por nflo ter passado anda a
senlenca em julgado e 2." por estarem presos a or-
dem lo Exm. Sr. prcsi.lente da provincia.
Ouanloao 1.", nque seientihcado V S., queda
lecisflo deste juizo no caso vc.tente nflo se da mais
recurso algnn, nem de appellacj.o e nem de revjat ,
avista da 1,-gislac.flo em vigor: islo be Casomaftde
una vez julgado em os tribu.iacssuperiorcs da corle,
. lo me admira que V. 8. e o Sr. Dr. promotor nao
osaibam, visto sercm hachareis em que reeonheco
tlenlo mais que stifllcienlo para o ^^f"n]e'
e portan to uo pude V. 8 reler nenhun. do "s
sol. este fundamento, n.ormentc leudo eelejuizoja
negado a appeHacAe duas vezes requerid., pela m -
,8promoto..a. guanlo ao 2 caso, comojaw--
div.di.os sflo militares, nada lenho a ebaeryar Sobre
as ordena do Exm Sr. presidente da provine "Resta-
ci por crimo de tentativa de sed.SiTo ao cap.1,,0 q
depnmeira linha do exercilo Mauoel Agostlnho da
Si Vil MU C ti ouuua. i^ui' t>.....- -.
OTdeiuitW ''e 1847.--Sr. Dr juiz municipal-^
nllesde Mene,, juiz de direito da comarca de M.,-
cei.
N. 2 'oi-nie
.. r..c,msiH nue leu lempo, como he recra eomesinlia de dneilo pratico,
^T^J^^SWt^AVm Unto mais quanto e.le appellou em lempo: em se-
JeTaquai declara" qe^nao permiuio a .ppellacao', gundo, que se con, a concessflo de quaesquer recur-
sos nenhum projuizo cauhva Vmc. s parios, como
diz, por nflo tere.n elTeito siisnoosivo, ontflo om du-
vida se.mire os devera conceder co:uo lio estatuido
por direito cousueludionario, o nunca naga-Ios.
Ten lo, pois, tr.lado extensamente de todos os pon-
tos do sua rosposta, c mostrado quo devora Vmc.
em todo o caso ter concedido a appellac.no requerida
peloDr. promottor ; lio mou dovor claramente (azer
senlir a Vmc,que de modo algu.n Ihe lio licito de.xar
decu.nprir e respeilar nina deeisno em caso tal do
presdeme de qualquer provincia, quo, so'.ro estar
na posse do expedir decisoes para casos do tal n,,J'j-;
re/a, a respeilo da reg.ilaridade dos negocios pbli-
cos, sem entrar jamis no morocimonlo lacausiou
quesUJo principal em materiasju liciaes, se acha buje
expressamenteautorisado pelo artigo 199 do ruguia-
meiito ,1o 30 de Janeiro de 1812 para dar esclarec^
monto as proprias autoridades criminaes.o na s-
menle policiaos, indispensavels aobom an lamento
dos negocios publicps. aoque Vmc. de sua parto .le-
vo alten ler, para ciimprir esses esclarec montos,
como ordons lgaos do anlori lado legitima. Pelo
que, ordeno a Vmc., quo tome recurso de ippella-
eflo intentado em lempo.pelo Dr. promotor publico,
sob sua immediato-rosponsabilidade: ca este de-
termino agora, que requira o que so fizer a bom da
iusllca para tal (Sm : e o poder competente, o tribu-
nal da relaeflo, quo decida como for do direito. D.ios
guardo a VmcPalacio do governo das MagAas em
Ifacoio, 2 de agosto de I8i".-Prdr,i Ulomo da Cu-
ra.-Sr Dr. Jos Tollos de Monczos, juiz de direito
dcsta comarca de Macei.
N. .i.-IUm. eKxm. .Sr.-Digno-se V. RtMe per-
nieltir-mo ainda a honra do responder no oHicio que
em data do 2 do crrente fo V. Exc. servido de ex-
pedir, ordenando-moque tomasse o recurso do ap-
pellacno, intentado pela promoloria, do dospacho pe-
lo qual, preceden lo recHrso do jur/.o municipal, lo-
mei eu coi.hecimeuto, na qualidadede juiz do dircilo,
de una causa crime, em grao de pronuncia. Nflo
sublilisci, ou liz dislinccao alguma nflo cabida, para
concluir que o 2." do artigo 78 da ledo 3 do de-
zembro de 1841 cxcluc o caso om que loi intentada a
a ppellacao: quiz, smenlo om deferencia e respeilo
a V Exc', demonstrar a ajustada applcacao que liz
ia leij o visto quo V. Exc. me proporciona occasiio
para ainda o fazer, u que mullo grad.>co, espero
dcixara V. Exc. couvoncido desla verdade.
Vil : I Ulll CHrt Hiiun v# vMawaw-----j i .
se iiie o mesmo he |>r fin. ao processo por meio
da uma deeisno ou senlenca -;uc limar rom ella
0 ollirio do lulct oslando, pois, assnn demonstrado
quo o governo imperial considera o caso do decisflo
sobre recurso como um daquellcs em que se pOft
lima., processo; i.no he a Vmc quo compete dis-
tinguir e conl.ccer se esse caso cabo na comprchen-
sao das palavras loxliiaes do declarado 2. do ar-
tigo 78 da lei quando de mais lio obvio pela inte-
gra o contexto lo incsino aviso.que. se essa sentones
de quo tratamos nflo he reformavej pelo propno
juiz que a proferio', devera se-lo ao menos por ou-
tro, qual a relacfio do districto que conheco das sop-
lencas dos iuizos de direito. Quanto segunda rasflo,
que da ainda Vmc, de ter decidido em segunda
instancia o recurso sobre a improcedencia da aecu-
saeflo, firmado nos supraditos avisos, compre hizcr-
Ibc ver queo raso lo que so trata he de rccjirso
em sentido lato, visto que so appellou de sua deci-
sflo. c nflo ile recurso em sentido estricto, como \ me.
rece dar a entender para poder chamar a sua
senlenca do ultima instancia porquanto, so a ma-
teria fosse de recurso cslricto,,iiflo poda da senlenca
mais lecorrcr-se, porni a instancia para o caso de
appello 1-omec.a das sentencas de Vmc., por lerda-
do sent...... final, pondo lim ao processo, eomecan-
do a instancia da sua decisflo, como he bem eviden-
te, do final do aviso de 30 dojane.ro do 1845, por
Vmc. citado, o como j se fez ver no ofilcio ao Dr.
promotor publico, que por copia se acha en. seu
poder; sendo para notar que Vmc. chainasse em a-
poo de sua decisflo o aviso de 8.le abril de 1843, que
trata do caso especial em que ha condemdacflo po-
ojury, eemque, tendo urna das partes protestado
para novo julgamento, que. ia aproveitar-so de outro
recurso, sendo-lho isso vedado por le, qual o arti-
go 88da de 3 de dezeuibro, que compria ao governo
fazer vigorar, nflo atlendendo Vmc, que ah nosse
mesmo aviso ...ni claramente se determinou a dene-
RacflO de recursos, quando fossom csles exprossa-
inente prohibidos ; enlre.taiilo que a especie verleji-
le nao esta no caso daquello artigo 88, <- mullo Ion.
"e esl de ser o recurso le appellaoflo intentado
expn-ssamente prohibido por le, para que Vine po-
lesscapplicaro aviso na queslflo, para denegar tal
1 ppellacao. quando alias, estando em duvula, deve-
ria Vmc. concede-la, mesmo se aitcndesse para esse
aviso, em cujo final se l a declaraeao de ser a .su-
perior instancia quera conheco das rasfles que po-
deui abonar a justica dos recursos; em sentido lato
o se allcndesse mais no aviso do 30 de Janeiro ao
modo por que se propoz a duvida, se os recursos de-
riam ser interpostos das decisflos, ele e a (orina
or nue so den a decisflo, 80gue-S0..... que nflo leve
.'__.. :........,,,.l,, nuim sor no Ir. .:..<..
LTSSlt^W KT: "hmc,Vn.m assim se/ao tribuna.
VI r mn liz V S f, o llcio, quando principia superior a quem compele lomar ConliecImenU.de
^^ll^^M^^**' taes queslOes. Agora quanto ao resto de son olbeio,
'J^S^^^^t^^^V19^^ Cumpw estar Vmc certo : om.,.rinie.ro hmr, de
nial.i-piesidei.ii.. .fj; .,......, __ ,;/,; uc ideia de nflo passar e... julgado sua dec:sflo,
ue Vmc repelle, nflo foi bem compreliendidn por
^ V-* mr^oqueeategoverno qu.zdiztr e ros-
Silva Moiena outros. iitus o' ..... ,!.{ o mandou ouvir, foi que, estando o
filie., l'ui^uv v .[... ~~*~ D.^...- -,------------------
.filo, quando o mandou ouvir, foi que, esta..do o
.romotor impedido de proseguir na appcllacno,scin
lecisflodeste governo, para elle nflo devia correr
.Nflo rela V. Exc, que en me ache por maneira
alguma em estado de duvida a tal respeilo. o que me
losse neeessario argumentar enm esteou aquello a-
viso do governo imperial, a nflo ser pela simples ra-
sflo de .lispciisarcni elles una discussflo do princi-
pios, quo tornarla mais longa a minba primeira re-
posta. Do sysloma do nosso cdigo do processo cri-
minal e maisdiaposieoes legislativas que o hflo re-
formado e explicado, V-Be que, Mo so pela appel-
lacflo, como tambem polo recurso dilo em sentido
estricto, passam as causas lo conhecimenlo do juiz
inferior para o do juiz do categora superior, e por
conseguidle para nova instancia: ve-soque, quan-
do em primeira instancia compele decidir ou julgar
a autoridades infe'riores ao juiz do direito, para esto
juiz sflo os recursos interpostos, c por tanto sflo elles
a segunda instancia; esquando pelo mesmo juiz
do .Incito ou chefe lopolica he dada a decisflo ou
proferido o julgamento em primeira lugar ou pri-
meira instancia, beque sobe a causa, mediante um
ou outro recurso, ao tribunal da relaeflo: v-SO ain-
da que o recurso (Je appellacflo prescindtndo agora
do I -'.' do artigo 78 da lei citada ) tcm sempro lugar
das sentencas definitivas, isto he. daquellaa que,
post.n.iiona primeira instancia, j.ilgam a causa no
ultimo estado, iqud nessa instancia pude ella che-
gar, segundo o procesa, respectivo; de surto que, so
em rolacflo a menos importancia da causa fr este
primeiru jiikainciilo definitivo proferido por auto-
ridades inferiores ao juiz de direito, conslilue-se
este o tribunal do appcllaco; mas, se a causa adia-
se no estallo de conliecer-so smente da procedencia
ou improcedencia da aecusaeflo, isto he, em grao de
pronuncia, que nunca he o ultimo estado, outro re-
curso tambem nflo Ihe cabe, sendo O assim chama-
do em sentido estricto, seje qual frenlrotantoa im-
portancia da causa, soja enibora para o juiz do direi-
lo, ou para a propria relaeflo que se tenlia ello de in-
terpor, conforme livor sido decretada a pronuncia
em primeira instancia pelo juiz de dircilo ou chefe
de policia,.... polas autoridades inferiores. J do ex-
postopdeV. Exc conlieeei: I.', que o que faz que
o recurso o intentar, emum caso dado, seja um ou
outro dos dous de que se trata, nflo he a categora
do iuiil le quem .... para quem so elle intorpOe; mas
si.n o calado da causa, em que a le permiti cssa
orovocaeflo para o juiz superior de que nella cntao
despachava; /, que, por menos elevada que seja a
cal.-'oriada autoridado quo despachou ou julgou,
nunca so ve figurado o caso lo duas provocaces
uccessivas, urna las autoridades menores para o
juiz le direito, e nutra logo deste para a relac.no.
Chegados este ponto, lera V. Exc. a bondade de
;iermiltr quo Ihe cu faca observar quaes as rases
jurdicas em que so basca o sysloma apuntado; o Silo
os segi.intes: 1.', que a causa julgada em segun-
da instancia oslado todo ultimada, salvo em alguns
casos o recurso de revista, que nflo conduz nova
instancia; >.*, que, nflo havendo mais que segunda
instancia para as causas ainda as mais moinentosas e
no estado o mais Importante e delinilivo de seu jul-
gamento, milito menos o pode haver quando se a-
eham no estado de pronuncia; 3.*, quo em um mes-
mo estado, ou ponto da causa nflj podem dar-sesem
coiitradicc.nn dous recursos dillerenlos, nem simul-
tneamente, nem um depois do outro, e ambos com
0 elle.lo de mudar de instancia.
Se, porm.o 2.do artigo 78 da lei citada permit-
aflMa


fsf>np[>rl!iiC'fn de mirna decisia no puso vortpnte,
loriamos fjno o tj 3 do mesoio rtico tifio fra es-
orii'lo polo Ipcislnilnr sen lo para ponler imiih rppp-
lir.tn intcirnoionle rspnnd ; lerinmns em spptuid"
l"sr. (Mu- o i, .:i| do artigo 70, nnndp sp faz wenefto
rfo recurso de pfln-i roninifia nn prinips iIp respnn-
snhili.'(lp. pjir riln ptr pin nprfeila antinomia
poro < 111. I. dito $ 2 *, ilovia tambom pprmiltir o n'-L
curan ilpnpppiip:io. p nflo o recurso, em Reidlo
<"lrip|n,dojoizn tal paso o jiiiz (Ip d reilo, dppidndo pnm frc. le de-
iniliva, ahsolvendo o acensado pOp fin ao processo;
enlrplanlo qup o nico recurso, que cabe, pola rasflo
do sor despacho da prniiunpia, embota finde causati-
vamente o prnpessn, he o recorto no spnlido estricto,
e nunca jamis o de apppllaeflo, nem ex-officio, tem
por inlerposcffn das parles : teamos finalmente tim
absurdo, permitta-me V F.x. a exprossfln que. he pro-
pria, qual o de ndmittir-se em materia de. diroito
criminal, que unta das parles, em um mesmissmo
estado da pausa, viesse a ler um recurso com o ef-
elo de leya-la a novo Irilninal e nova instancia,
sem que alias do mesmn reenrso se podesse servir
a ottlra parlo, e parte acpitsada, so o despacho, as-
sim pomo foi dedpsprnnunciii, fosee do pronuncia.
Sim, Kxm. Sr. so njuiz dedircilo tivesse confirma-
do a pronuncia fazia voltar o procesan ; porque da
segunda instancia nao ha para onde seguir. Julgan-
do-a, pnrm, improcedente, como ter a ottlra parle,
o parte aecusadra, niais um recurso somonte sen,
pelo qual so visso o inexplicavel nconleeinicnlo do
estar tima questflo jttdiciaria decidida ent segunda
eullima instancia, sem parar nem voltar atrs, e
tendo.aillos do seguir para um mitro tribunal que
nflo he o de revisla, o nom o podo ser, vista do ar-
tigo 90 i.o da le citada ?! Desloa meamos principios
conhecor V. F.x., que nem ojuiz do di re lo, nom
algum oulro juiz ou tribunal podo em urna tnesma
causa e no mesmo estado dola sor tido como juiz, a
um mesmo tpntpo, de segunda o primeira instancia,
segundo Y. F.x. suppoz nadecisfio com que leve de
responder sduvidasda promoloria no caso verten-
te. A diflerenca qup j urna vezapontei entre a nt-
trlhuitto positiva de haver por lindo o proc. sso,
que anudo sem a menor duvida e mu jurdicamente
o t 2.0 do artigo 78, o a circumstancia de lindar o
procesan em consequeneia de ter lindado a pausa,
nflo he feita por mim, est sim nestes mesmos prin-
cipio* do diroito que servem de constante base a nos-
sa legislacflo, c tic mais disso as prnprias palavras
ospressas na le, una vez que nao baja omissflo ou
descuido em applicar devidamenle os principios de
hermineutiea no comparar entre si as exprossoes de
cada unidos |.', 2.* e 3. do mesmo artigo 78, e
todos os oulros lugares correlativos da le citada o
regulamenlo respectivo, com aquello mesmo 2.
ilo artigo 78, e>$8." do artigo 490 do rcgulamebto
dilo Portento iiRo lie o mesmo, nem textualmen-
te, nem quanto aoseireitosjtii dicos, o. mandar parar
um processo, recusando-se a juslica ao cn.il.ecimeu-
to da causa, e o decidir a mesilla causa oxercetiilo-so
eUeclivamcnte um juramento favoravel ou nao so-
bre ella.
Neate segundo casoseguem-se os recursos confor-
me o cslailo da causa, em que a dccisfio for dada, e
sendo-o em segunda instancia nao poder caber se-
nflo o de revisla: em aquello primeira, porm, pon-
do-se siloncn ao feilo, boni so ve que decido-so
sempre definitivamente; e quando fr o juiz de di-
roito quem der essa definitiva em primeira instan-
cia, por j nflo ter sido ila.la pelo juiz municipal na
hypolheaedo artigo 35 d Ici.cltada, o recurso que
vom a caber ho o do appellacflo, em virtu.le cuino
do $2 doarlioTO: quando, porm, lio o juiz muni-
cipal quem julga, por isso que a deoisflo doli, se-
gundo n mesmo artigo 35, he definitiva, cabe ao juiz
de diroito jnlga-la em grao de appellacflo, edesse
st-u julgado tem entilo lugar a revisla, segundo
.irlgo90$1.' F.s-ahi o porque njuiz de diroito e
chore.o polica do Saiila-Calliariua fez aogoverno
imperial a pergnnla que dou lugar ao aviso do 30
do Janeiro de 3845 ; o seo Kxm. ministro diz em rea-
posla, quena hypntbeso do artigo 78 S soba ap-
ptllaiflo do juiz do diroilo quando elle julga em pri-
meira insianeia, e nin em segunda, por nflo haver
.pi cllacao de appellacfio ; o lonibra laiiibem que n"io
podo lia ver recurso de recurso, assini como nflo lia
nggravo do aggftvn, sem que enlroanlo ralle, romo
V. Kx. nolou, de nflo haver appellacao do recurso ;
he porque appellacao de recurso lie meio nao s
ilosciinbcciilo, como anda iiieiraincnte repellido
pela nossa Icglalacflo, como destructivo do noaso
syslema do instancia*; e nao poda o Exm. ministro
da juslica fazer dcllo moncflii sem quebra de su.i re-
ptitacJo de saber em materias jurdicas, o sem offeil-
sj a um juiz de diroito, que pela maneira deper-
guntar nflo mereca que se Ihe attribuisse tal igno-
rancia.
reos que anda so nflo achem presos, e quo sendo o
recurso devidamenle niernosio e prvido resulta
deale pr el monto absolvi, l plena. O outro aviso de
II de nnvpinbro, tanihpni .Ip 1843, permita V Ex
dizer, no nlo.tem anidioncflo algnma ao caso ver-'
tente. Quanto aos reriirsosom sentidii estrelo, quo
lenegnei, he porqpp nflo foram requeridos nos casos
pela forma que as les oquerem; j live a hoitfa
den dizer a V Kx. e moroco ser acreditado, tanto
mais quinto a responsahilidado, que dahi podesse
provir, recaniria sobro mim.
Resla-me anda, F.xm. Sr., declarar mu respei-
tosamcnloaV. Exc, que nflo me considero obliga-
do pelo artigo 499 do regulamenlo de 30 do Janeiro
do 1842, ou qualquor outra legislaqilo, a cumprir,
como magistrado, nstruoeflo alguma do V. Exc ,
quo estoja em desharuionia com os nossos principios
como a da jurisprudencia dos recursos, onde se traa
llenada menos que da extensfln e limites da altri-
iniices do poder judicial io, de seos ministros o a-
gentes Se V. Exc como mu beni o diz em son ul-
timo ollicio, nflo podo obstar que passo em julgado
uma deciaflo como a do caso de quo so trata, lera a
bondade do pennittir lambom, que eu insista em di-
zcr que a uinlia ileoisflo passott em julgado ; porque
a promoloria dentro do lempo que poda entender, e
entondou ser opportuno para roquerer, nunca esleve
impedida de o fazer, pelo contraro o fez, e obteve
despacho ndeferitido, o que he colisa mu dilTerenle
dolor estado impedida ou privada de exercer sitas
altribiiicoes, ou tlireilo que julgasso compctir-lhe ;
B a mesilla proinotoria ja ilesistio do recurso do ap-
pellacao, n ler pondo por duas vezea recurso no sen-
tido estricto, que nflo admitir, por se nflodaremosca-
os dos artigos 281 e 285 do cdigo do processo cri-
minal, como ludo consta das pelicd'S quo mandei
juntar aos autos respectivos Kinalmente dire'i a V.
Exc, que nflo posso obedecer ordem, quo V. Exc.
me da, de lomar recurso de appellagflo, pela promo-
loria intentado,de umadecisflq deale juizo em segun-
da e ultima inslancia; porque, ueste caso, nem mesmo
a ordem escripia do V. Exc me poderia sentar de
desconceilo c reaponsabilidade
i. Hoitoro o pedido, que live a honra de fazer a V.
Exc, de levar ao condec ment do governo imperial
o nieu ollicio do 1. do correle, assim como este.
Dos guardo a V. Exc. Maceio, 4 de agosto de 1847.
Illin. e Kxm. Sr. vice-presidenle da provincia, Pe-
dro Antonio da Costa. Jus Telles de Metieses.
proco nflo for tal, que habilito a todos para poderem
oble-la. Contludo anda nos ufanamos por ter conse-
guido a resoluQflo rleste problema, por isso que 0
prego por assignalura ser o do 20,000 rs., pagos em
iluas prestacOos.
Assigna-so em casa do editor, na ra Formosa, nu-
mero 2.
Prospecto.
l!m resumo da historia do Brasil, que pelo seu
preco possa chegar classe menos abastada do nos-
so paiz, e que igualmente sirva para a leitura dos
meninos as escolas de instrucQflo primaria; eis a
empreza que tomou sobro sous debis hombros o
professor publico Salvador Ilenrque de Albu-
querque.
Se a importancia da obra excede a capacidado
do autor, vencou esta dilUruldade o desejo que ee
nutro de ser til ao seu paiz; e he indubitavel que
anda que elle nflo desempenhe cabalmonto atarefa
de que se encarregou, todava o seu trabalhb sempre
sera de alguma utilidadc.
O resumo de que se trata, alm de contero mais
inleressante da nossa historia, vai intermediado por
bellas estancias do poema Caramur composi-
eflodo nosso patricio Fr. Jos de Santa Rita irurflo;
o para darmos unta deia da escolda que o autor
do resumo fez da estancias do poema, citaremos
a seguinto, collocada no lugar em que trata da mu-
danza do nome de terrada Vera-Cruz dado pojo
seu descubridor Cubrid, para o de liras.
Aioiuucfitu do 1oiU.
A'arto entrado no dia 7.
Rio-do-Janeiro ; 27 das, patacho americano Furesl,
de 179 toneladas, capitflo John Allridge, equipa-
geni 7, carga caf ; ao capitflo. Arribou a este
porlo por causa do inao lempo, rofez-su d'ugda e
manlimentos, e segu para New-York.
Navio fallido no tnesmo dia.
Baha e Ro-de-Janeiro; caico liospanhol Calumnia,
capilflo Jos Rivera, carga a mesmn que trouxe.
Terra, poro'iii, depois cliamou agente,
Do llraiil nao da t'rui, porqngt aitrahida
U'outro lenbo as tintas excellentc,
Se leuibra menoi do que o foi da vida!
Assim ama o mortal o bem presente,
Assim o nome esquece que o convida
Aos ntei issis da futura gloria,
Aos bens aliento s da transitoria.
iJClili atoes.
Contrato a celebrarrm-tc coma Ihesouraria das rendas
prorinrian no correnle me:- de selembro.
DIA 25.
Oda ronlinuaefloda obra do caos do Hamos, ava-
llada em ris 7.-i82,ooo. Os ira balboa far-se-hflo
do eonformidaili'Coni os riscos e oicamentos ja ap-
nrovados; cncotar-se-hfo dous mezes depnls de va-
lidado o contra lo, e liiidar-ac-hflo ao cabo de seis
mezes. O pagamento realisar-se-ha na formado
disposio no ai ligo 15do regulamenlo das arromala-
qOos. O prazoderesponsabilidade sera do timan-
no FiXar-se, emfim, o contrato com aquello dos
ci.iictii rentes que por menor proco se compronfeller
a la/era obra.
Ill\ 30.
0 doestabeleeimonto de urna linhn do mnibus
que, na forma ta le provincial n. 191, facilito o
transporte tiesta cididea qualquer dos seos arrabal-
des e a delilinda.
Esle resumo leva no itn quatro ndices chro-
nologicos; um dos res de Portugal, desde D. Affonso
llenriquesem 1128 al l). Joflo VI; outro dos gover-
nadores-geraes e vicc-resdo Brasil, desde Thom
de Souza em 1549 at D. Marcos de Noronha e Brto
em 1808; outro dos papas desde Alexandre VI em
1492 at o SS. padre Po IX, que aclual e felizmente
reina ; o outro finalmente dos bispos e arcebispos do
Brasil, com deelaraeflo dos bispados a que perten-
cem, as datas em que estes foram creados e aquel-
les nomeados, etc.
Alm disto, acham-se tnmbem dous mappasesta
tisticos dos bahareis formados as duas academias
jurdicas do San-Paulo e de Olinda, c alnal a lista-
de todas as pessoas que se dignarem contribuir para
a impressao do dito resumo, a qual prometi o
autor que ser a mais limpa possivel, em tnuito hom
papel e em formato de otavo fraticez.
Assigna-se para esta obra as livrarias dosSrs.,
Figueira, na praca da Independencia, e Dr. Couti-
nho, esquina defronte do Collegio, na ra da Cadeia
do Itecife, lujado Sr. Cardozo Ayres ; e em Olinda,
ra de .Malinas Ferris, em casa do mesmo autor.
O preco de cada assignalura ser tres mil ris
pagos ao receber a obra.
\ visos martimos.
Cadeira raga de primeiras Ultras.
A de Carnal, cujo concurso lera lu
de selembio coi rente.
ar boje, 9
rll!>
(Nicois Lilterarias.
'0RTDGAL.
Recordares do mino de 1842, pelo principe. I.ichnonsky,
iraduido do allemiio segunda edifo corneta e an-
Mtada
,0 consumo rpido da primeira edieflo, c a
procura por muitas pessoas que ficaram sem ella
induzo o traductor a reimpressao d'esta obra cu-
riosa, que conlni a apreciaeflo dos caracteres mais
nolaveis do paiz, dosaeua acontecimentos polti-
cos, monumentos e lugares principaes feita por
esse principe prussiano, que all viajou no anuo
rilado, bala inleressante obro, que conten 220 pa-
ginas vende-so por 1,000 ts. na ra da Cruz
7, segundo andar.
ii.
"He por isso que ritoi aquello avso.o mais porque
a promotor!* pareceu tieaconhecer que en, lomando
conhecimentn doum recurso de pronuncia, decida
em segunda inslancia. Cilei o aviso lie 8 de abril de
1843, nflo por entender quo fosse elle expedido em
Ulli caso idntico ao que teai occupado a aHencao de
V Ex., mas Mmenle para mostrar que nenliuuia
autornlade pod jamis obrigar-me a admillir re-
cursos que as leis nfloperuiilleo. I.oiubra V. Ex. ,
que e.-se aviso diz que o juiz de diroito nflo pode a
isso ser obt gnito quando as les expressauunte -
negam Drecurso: assim he, Exin.Sr mas lenha
V. Ex. a bondade de notar que a appellacao no caso
voiiente he excluida ereprovada pelo ayatema de
nossa legislacflo e principios de juiaprudencia em
que elle se funda ; e que, se no Capitulo 11 da loi do
.1 de dezeiiibro de 1841 se nao acha una proposiefio
expressa negativa deale recurso, he porque todo elle
esla leiiigidocm propositos alli malivas ; e he pa-
ra estes casos que so faz unlispensavel o conheci-
tnenlo de direilo. Releva anda dzera V. Ex. como
ja nina vez live a honra deassoverar, que, anda
quando eu duvidasse da inlelligencia da le, nflo pos-
so duvidar dos Casos julgadoa, que conbego, dos Iri-
bunaes superiores do paiz. Dignou-se V. Ex. de
observar que o aviso de 30 de Janeiro, por mim mes-
mo citado, s diz que se nflo lomara couhecimenlo
dos recursos, sem jamis dizer quo se nao a.Imilla
a iuleriosiQflo dilles: lie una oulra quesillo mera-
mente de redaccSo, a qual, sem rerortei-so a prin-
ctpioa, responde-se logo com as proprias palavras
do suiiinariodo mosuio aviso, que lanibem sflo ac-
to uo governo, segundo o regula ment respectivo,
as quaca se le nflo devem ser inlerposlos -.
U principio repelido no aviso de 8 de abril que
ilovein os juizes ser facis em admillir recur-
sos- mo aeua por mim guardado, e sim pos-
itrgano, .se eu em materia cruno me atievesso a
ft^a^^wy5tA^sss^ar,,^,,-,..............'<
NOVO DICCIONARIO DA LING0A NACIONAL
l'in diccionario nflo he obra que de una \i-7 possa
sabir perreila : as diversas ediccAes, e os variados au-
tores que existenj. provam o quo deixamos dilo
para se locar a mxima perfoieflo, cabida mesmo
Para se trnpuiando, exgem-se os trahalhos succes-
stvos de minios homens eruditos e laboriosos. Ssm
DOS coinprehendermos no numero dcsles, comtudo
nos atreven,us a ca regar urna podra para esle mo-
nunienlo.e se nflo innovamos cousa alguma ao que
ja existo, ao menos compilamos em urna s obra o
que esla espaldudo por muilas, o demanda cabedn
avullado pam se possuir.
Vamos, pois, laucar ao prelo un novo diccionario
da tingou nacional, que levo por base a ullitna edc-
CflO do diccionario do ttiuilo digno ltterato o Sr.
Moraes, publicada em Lisboa no anuo de 1844, e qu
por corlo nflo tem as Taitas que o Sr. Constancio Ihe
nolou na sua ediceflo de Pars de 1845. Segumos
em ludo osyslema daquclle eximio lexicographo
porque a *ua auloridade, ja por si s bstanle res-
petavel accresce hoje a edicefto sobro que runda-
mos nosso irabalbo, a dos Musites Fr. Francisco de
San-Luiz Souza Hoilleiro e padre Castro. Ajunta-
mos-lhe alguns VOCabulos que se achain em o Sr.
autores na
i diccionario dos termos I
svnoniiiios.
- ParaoCear, tocando no Aracaty, vai princi-
piar a Currogar o hrigue-esciina enriqueta. mostr
Jos Joaqum Alves da Silva : os prelendenles a car-
regar para ambas as parles se entendorflo com o
mesmo mostr, ou na ra da Cadcia-Velhu, n. 17,
segundo andar.
Para Lisboa partir imprr terivolmente no dia 9
do crtenle o biiguc Concei(do-de-Mara. Os similo-
res canchadores ipjeiram ler a bondade de man-
dar os sous conliecmenlos, para se poder conferir o
navio.
Para Lisboa a muita velera e j condecida
barca nova portuguesa l.igeira de que he capilflo
Antonio Joaquim Rodrigues, pretende sabir com
toda a brevidade : quem uclln qtii/er carregar, ou
ir de passagem drija-se ao mesmo capitflo, ou a
Francisco Sevcranno Rabello & Filho, no largo da
Asscmbla provincial.
Para a Babia sabe, por osles das, o hiato l'lor-
do-ltecife: quem quizer carregar, dirija-so a ra do
Vigario, n. 5.
--Para o Aracaty tem de seguir vagem o hiato
NovoOlinda, mostr Antonio Jos Vianna quem
nelle pretender carregar drija-se ao mesmo mos-
tr no trapiche novo.
Para o Porto salto, nipreterivolniente al o da
12 do conente a velera escuna Galanle-Maria re-
cebe anda alguma carga : para a mestna o pssa-
geiros para o que tem oxcellenles conimodos, tra-
ta-se com Silva & Grillo, na ra da Moedade, n. II.
Para o Aracaty ou Cear subir, a sumaca
S -Anlonw-de-ladua : quem quizer carregar, ou ir
de passagem, dirija-se a ra do Vigario, n. 5.
brlgue francez Rlie-Mathilde, capitflo Gul-
hcit, pretendo seguir para o llavre-de-Grace no dia
25 do correnle : quem nelle quizer carregar, ou ir
de passagem, dirja-sc aosco/isignalarios J. P. Adour
c Compauliia, ruada Cruz, u. 21.
Avisos diversos.
A CARRANCA N. 25,
sabio boje, 9 do con ente: trar o artigo do dia SFTF
O volante conclue niagislralmentc o seu cxcellonte
artigo; os bocadiulios d'ouro sao linos; o violflo sem-
pre rente tem !. o 2.'parles.
~ l".<.>!!i.?_B.:!le.s'Ia. Fonscc advoga tanto no
ivel, como nocriiiie, e pode ser consultado, a uual-
uer diae dora, na cadeia publica desta cidade ti-
co metteu a perversidade de seos mesquinhos' ini-
migos. Para a assignalura dos papis, lem colletms
advogados, que, por am.zade, e quercrecn facililarl
Ihe os meiosde subsistencia, se prestam a assignar
na obra Uo ult. comYa\I^leZ^r^7^\^T^0',t,rt'f
os actos que carecer..! de a'ssgntu7"de adlogado
visto estar suspenso do exercicio das funccOes ad'
vogattc.as o mesmo Borgcs da Fonseca. Contina
enlielanto.. consultar o advogar en. favor de qual-
quer- bomein do povo, que nflo pode pagar a advoga
do, como sempre foi seu cosluine.
-Coiilinuaina eslai para alugar as casas terreas
de ns 25 27, 29 e 31, sitas na ra Real prxima ao
Manguind, asquaes leo.n muito but.s cotntnodos
quintal murado e porto de embarque : a Halar con!
seu prop.ietario, Manuel Pereira Texe.ra mora
dor junio aquello lugar. """"
- Vende-se um bom escravo, perfeito cozinheiro
-ope.ro, e sen. vico algo...: da-so aconten-
ruido Vigario, u. 24, se dir quem vende.
Maria da Purificacflo e Silva vai para Portuo!
tratar do sua sade, e leva em sua companhia iln
(ilhas menores. s
Quem precisar |de urna parda, de boa condn
la, para fazer todo o servico de cozinha, do qual (!."
muita pratica, po'r ter servido em casasestrangoiras
dirija-se ao Aterro-da-Hoa-Visla, n 60, ouannunci'
para ser procurado. e
AO BOM TOM PARISIENSE,
Rl'A NOVA., Ti. 56.
Templle & C, atraate,
teem a honra de avisar ao rospeilavel publico
rom especialdade aos seus freguezes que muda
rnm o spii estabolecment'j sito na ra. Nova n 7"
para a mesma rita n. 5i, 0111U3 continuarlo nss'
dos a servirom oa seus ."niigos freguezes, e qi.C|
les que osquizerem ho-irar Api oveltam esla 0c-
casiflo para parliciparom que se acham prvido] jl
um bello sorlimento de fazendas recentementechfr
gadas de Kranga pelo ultimo navio como sejam -
pannos pretose de cores para caigas ; casimras-so-
lim ; dita elstica : ludo do ultimo gosto bem co-
mo sedas, setins, viudos, fustOes impressos o bor-
dados, proprios para col leles; urna completa collec-
Qflo de figurinos das modas as mais recentes de
Paris. No mesmo estabeleeimento so encontrar
sempre um grande sorlimento do roiipa feita, par
todos os tamanhos, bonetes de velludo para senlio-
ra proprios para montara e varios objectos de
phanlasia : ludo moderno e da molhor qualidade
Aluga-se utna casa naMonleiro a boira do ro
Capiharibe.com duas salas, corredor ao meioe ou-
lro ao lado 6 quartos, um delles tem pratell.eiras e
serve de dispensa, cozinha fra, estribara para dous
cavados, um quarto com tarimba para pretos,eou*
troquarlo no fundo do quintal, que serve para des-
pojo quintal murado : a tratar no Atcrro-da-Boa-
Vista n. 37 terceiro andar.
Precsa-se de urna ama pira o servico externo
de urna casa de pequea familia e quoseja de bns
costil mes : na ra do Caldeireiro, n. 66.
-- O Sr. doutor Simplicio Hemeterio Machado faca
o favor de ir receber urna caria na ra da Cadeia 1I0
Recife, n. 55, que s ser entregue pessoalmente.
Manoel Baptisla Duarte relira-se para fra do
imperio a tratar de sffus negocios deixando por
seu bastante procurador sen primo, Ricardo Jos de
Freitas Rbeiro.
Na ra do Trapicho n. 6, se dir quem vendo
3 esclavos, sendo urna bonita mulata de 20 annos,
que cose, engomina, e he boa rendeira ; urna pe-
la de 28 annos, que hequtandeira o lavadeira ; um
mulalinhode 11 annos, do bonita figura.
Retratos coloridos de daguer-
reotypo.
Carlos D. Fredricks lem a honra de annunciar ao
respeitavel publico,que, estando breve a seguir va-
gem para a corte desta imperio com os ltimos des-
cohrimcnlos desta famosa arte, s so peder de-
morar nesla cidade por um curto espaco de lempo :
e por isso toga a lodas as pessoas e particularmen-
te as familiasque estilo para relirar-se da cidade,
aprovetem-se desta bella occasiflo para tirarem
os seus retratos de urna maneira a mais perfeila que
se ha vislo.
O artista, para que o publico conheca o merilo de
seus trabalbos.so pode dizer que na cidade do Mara-
nhflo ,' de onde se retirara ha 3 mezes) tirou mais do
tres mil retratos.
Retratos copiados c lambn, se liram retratos pa-
ra meilalhas o alfinetes. Trabalha-se com a mesma
facilidlde com sol ou sem ello das 9 horas da ma-
ntilla as duas da tarde.
As pessoas que quizerem podem ir examinaros
retratos que sempre tem amostra em sua casa,
na ra da Cadea-Nova, n. 26.
-- O Sr. A. F. S. M. que deve a quantia de doze mil
res em urna casa que nflo ignora, oque deixou
una capa da irmandade do Sr. dos Passos de Olin-
da, quena ir pagar a mesma quantia ; do contrario,
se rara ver ao Ibesourero da dita irmandade para
bayer do dito irmflo cima a capa ; pois que, tendo-
a pedido da ma.s de um anuo, inda nflo a entregou.
-- A pessoa que quizer engajar-se para acabar o
lempo de prac,a de outrem, dirija-se a ra do Padre-
Floriano, n. 31, para seajuslar.
Perdeii-se, no dia 4 do correnle, desde a ra do
Collegio al o principio da ra larga do Rozarlo, urna
leltra da quantia de 50,000 res, sacada por Manoel
Jos Marlins da Costa, e aceita por Manoel Antonio
Tavares : quem a achou, quera leva-la a ra Augus-
ta sobrado, n. 94.
Caumont, doiirador, na
ra [>ova n. d*t, (abnca de
candieiros do gazo oulros, doura, prata e bronza
dedifferentes cores todos os melaes, sejam de igreja,
militares, ou particulares; concerta e torna a pdr-do
novo lodos os objectos de metal; pe os candieiros
de azeite protnptos para gaz; troca e compra todas as
qualidades de bronzo, por preco rasosvel.
- Jos Antonio de Faria, subdito portuguez, rcl-
ra-se para Lisboa.
--Oabaixoassgnailo avisa aos carregadores do
hiato brasileroA'an-./o no Jos dos Santos, que segua vagem para a Baha,
e arribando, a esle porto, por frca maor, descar-
regou-se, o acha-so a carga 0111 seu poder, quo no
prazo de oito das da dala desle comprelam para as
receber, c pagar as despezas que so fizeram com
a mesma. Pitimin 2 de seteinbro de 1847. O
subdelegado Judo da Cosa llezerra.
PO.MMATEAU. CU1KLFIRO ,) NO ATERRO-DA-
BOA-VISTA,
tem a honra de avisar ao publico, que mudou o
seu eslabelccimentu da ra do Aterro-da-Boa-Vista,
n 5, para o sobrado novo, 11 16, da mesma ra.
Na sua loja sempre o publico achara como do cos-
tume um grande sorlimento de eutelerias linas c do
todas as qualidades ; bem como pistolas de vagem,
caimas para caga. Contina a concertar todas as
qualidades de .-tinas o ferragens, e amula as quar-
laa-feiras e sabbadoa.
--0 abaixo assignado declara que os annuncios
re.tos por Manoel Jos de Souza no Diario de l'eir-
nambuco ns. 198 o 199, declarando d'ora em diatite
assignar-se por Manoel Jos de Souza Favcla, nflo se
entenden. com Manoel Jos de Souza, com loja de
fazendas na ra do Crespo, 11. 23.
Manoel Jos de Soma.
Aluga-so o sobrado do dous andaros, etn Fra-
de-Portas 11. 83 com muito bous commodos piu-
lado e concertado ha pouco : a tratar na mesma ra,
n. 85, com Joflo Marques Corroa.
I


CASA DE MODAS FRANCEZAS.
fuadoAUrro-da-noa-ns.a.n. i, prro andar.
M. Millochau,
i narticinar a suas freguozas, que
^rreX^Sitosorlimonto -le modas
h^Vomo cortes-le vestido do melhorffosto.de
I,' cambroias, baro?e-> garcas do seda o
5o.Mae de casamento*; collarino. e cam.s.nhas
decambraiaede ni; eabecfles bordados, multo
ricos; bicos de blonde; chapeos para senhora, de so-
daTcepe, bieo, etc. ; ditos do palha de todas as
uus'lidades declina de arroz do Italia,, do pa-
lha aberta o lisa ; ditos para meninos o meninas do
alhada Italia lisos e enrollados ; bonetes de dita
para meninos de 2 a 10 annos; toucas para bailes;
lencos de cambraia da linho, bordadas o lisos; lu-
vasde milha aberta ; fitas para cinTOra c chapeos ;
caponas ile Urangoira llores unas ; guarmgOos de
botrtes, novas para vostido : fil de so la c de linho
branco preto e de todas as qualidados ; crep; ren-
das ; bicos ; e mais fazendas quo todas se vndenlo
por'pregorasoavel.
Fabrica de machinas e Fundid
cao de ferro na ra do
Brum, no Recife.
McCallum& Companhia, engenheiros machinis-
tas e fundidores de ferro, mui respeitosamente an-
nunciam aosSrs. proprietariosde engeiihos fazen-
deiros, negociantes, fabricantes e ao respeitavel
publico, que o seu estabelecimento de ferro mo-
vido por machina de vapor, se acha em effeclivo
exercicio, e completamente montado com apparc-
Ihos de primeira qualidade para a perfeita confoc-
gjodas matares pegas de machinismo.
Habilitados para emprchender quaesquer obras da
sua arte Me Callum & Companhia desejam mais
particularmente chamar a attenclo publica para as
seginntes por seren ellas da matar extracgo nesta
provincia as quaes construidas na sua fabrica po-
demeompotircom as fabricadas om paiz estrangei-
ro, tanto em prego como na qualidade das materias
drimas e mflo d'obra, a saber:
Machinas de vapor.
Moendas de caimas para engenhos movidas a va-
por, poragoa,ou animaes.
Rodas d'agoa e serraras.
Manejos independenles para cavallos.
Kodas dentadas.
AguilhOes, bronzese chumaceiras.
CavilbOes c parafusos ds todos os lmannos.
Taixas, crivos e boceas de fornalha.
Moinhos de mandioca movidos a inflo ou por ani-
maos ,e prensas para a dita.
FogOes e fomos para cozinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro e bronze.
Bombas para cacimbas e de repuxo,
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hydraulicas e de parafuso.
Ferragens para navios, carros, obras publicas, ele
Columnas, varandase grades.
Prensas de copiar cartas e de sellar.
Camas do ferro, ele.
Alo.m da perfeicflo das suas obras, Me Callum &
Companhia garantem a mais exacta conformidade
com os moldes e desenhos rciueltidos pelos Srs. que
sedignnremde fazcr-lhes encommendas ; aprovei-
tandoa occasiflo para agradecer aos scus benvolos
amigos efreguezes a preferencia, com que teem si-
do por elles honrados, e assegurar-lbes que nflo
pouparflo esforcos nem diligencias para continua-
ren! a merecer a sua confianga.
O distribuidor ileste Diario na cidade de Olln-
da faz publico que ello se encarrega da entrega de
cartas, papise pequeas encommendas para a mes-
ma cidade, medanle una pequea gratificaeflo, a-
leiii das carias serem franqueadas; incumbe-se de
tirar provisOos para oratorio, conlssflo c qualquer
outras; de oliter despachos das autoridades da mcsnia
cidade e tirar cerlidOes de qualquer repartidlo ; as-
sim como deconduzr papis do importancia : elle
parlir lodos os das das 6 as 7 horas da manhflj.eno
dia seguintes mesmas horas dar solugSo do que
lbe for encarrcgado.As pessoas, que se quizerem uli-
lisar de seu presumo, drijam-se, no Recife praga
da Independencia, livraria ns. 6 c 8, a qualquer hora
lo dia, e om Oiinda, na sua residencia, ra do Am-
paro.
?ii
LOTERA DO THRATRO.
Novamente tcm o Ihesoureiro desta lotera desig-
nado odia 15 docorrente inez para onfallivol an-
damento das respectivas rodas, pelas rasOs emiti-
das no annuncio precedente. Dnpendendo rnenlo
da concurrencia dos compradores de bilhclcs a
completa extracgo desles, espera o mesmo Ihe-
soureiro quo scmelliante concurrencia nflo ser
desta vez Ilusoria, e que o publico respeitavel se
convenga quo as sobreditas rodas nflo deixarflo de
ler andamento ainda mesmo ficando alguns bilhc-
les, em pequeo numero, porque estos passarflo ao
dominio da sociodade creada, e a lotera extrahir-
se-ha inmediatamente.
Oabaixo assgnado, procqrando un moio ho-
nesto com oqual lirasse algum interessu para coad-
juvarasdespezas quo faz com a subsistencia de sua
pesada familia, encarrogou-so da cobranca das
subscripgoes do Diario de Pernambuc, no bairro da
Boa-Visla. Deu principio a sua tarefa, assaz pesada,
persuadido de obter bom resultado, enganou-so ;
apezar das boas maneiras com que se tem portado,
nada tcm conseguido; apenas alguns Sis. leem pago,
e quanto aos mais ludo sflo promessasc nada de
realidado : por isso v-so obrgado a publicar os no-
mes dos queso persuadom quo o Diario deve sor dis-
tribuido jrali's, e stose realisar at o fin do cor-
rente mez, so antes nflo pagarem.
Luj oti da Silva Guimar da.
M.S. Mawson, dentista bem
conhecido
Vende-se no armazem de Bacellar, defronte da
escadinlia d'alfandega, farelos milito frescos e inul-
to novos, pelo mdico preco de 3,500 rs. a barrica.
--Vende-se urna ncgriulia de l anuos, de boa
figura, quo tom principios do costura, o cozi-
nha o diario de urna casa ; un mulatinho do 1* au-
nse um dito do 16 annos bous para pagens por
saberem bom montar a cavallo, ou para aprende
rom qualquorolTirlo ; ummnluquc de 18 annos ,de
bonita figura : todos sem vicios uem achaques : na
ra da Concordia passando a pontozinlia a d-
roita segunda casa terrea, se dir quomvondc.
Vondom-so ps de roseiras do todas as quali-
dados: naSoledade, indo pela Trompo, ao peda
groja casa n. 7.
Vende-se, por motivo de molestia urna loja
de miudezas com poucos fundos bem sortida ,
e bem afreguezada sita em bom local a dinheiro,
ou a prazo com bo.is firmas, o promette-se va 11-
tagem ao comprador : a tratar no Atcrro-da-Boa-
Vista, n. 58.
Vendom-so pedras de amolar, brancas, a me-
llior qualidade que teem vindo do ro de S.-rran-
cisco a retalho o em porgo por prego commodo:
na ra da Praia, armazem n. 18.
Vende-se sal de Lisboa, finoe alvo, a 1,600 rs.
o alqueiru pela medida velha na ra da Praia, ar-
mazemn. 18.
=Vendeiii-e moendas de ferio para engeulio den-
mear, para vapor, agua c bfsta,de diversos tamanhot,
por prefo coinmodo; e igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os tamanhos: na praca o Corpo-San
lo, n. II, em casa de Me. Calmont & Companhia, ou na
ra de Apollo, armazem, n. 6.
Quaesquer que sejam os accidentes que as fa_
pliquem, todos elles desapparocem com suma
eillade, sarando a ferida dentro de poneos '"
suporaeflo, sem inflammagio esemilor. ai 11
hija perda do substancia e fenmentos das mais cu
sideraveis arteras, c >mo a cartida ou ouira,n
s a perda do substancia se recupera, mas nem
rhagia arterial est curada dentro de 30 a 40 muiu
tos,
a arterial esta curada uemro u > 7-',..,.1.
regencrando-se as tnicas da arteria o Tend ib.
por nielo de um trabalho orgnico P'rttouW
nesta provincia, tendo agora ebegado da Europa e
lendo visitado as capitaes de Londres e Pars, don-
de Irouxo os melliores objectos da sua profissflo que
at boje se conlieccm como novos instrumentos,
denles ornis necessarios para qualquer operaeflo
da sua arte; offerece scus servigos aos Ilustres ha-
bitantes desta cidade, conforme a sua tabella lixa ,
e prometi fazer todos os esfargos para agradar as
senhoras, ou senhores, que o quizerem procurar ,
das 9 horas da manhfla ate as 3 da tardo na ra do
Trapiche no Recife, n. *, segundo andar.
Precisa-so alugar um sobrado de um andar,
que soja grande e tenha quintal em as ruis mau
publicas do bairro deS.-Anlonio ou Boa-Vista os
mesmo algum sitio com bous commodos, sendo
no Hospicio, Corrcdor-do-Bspo Estancia ou em
algum lugar muito perto desta praga : na esquina
do Livramento loja de 6 portas, do Sr. Gabriel
Congalves Lomba, se dir quein precisa.
Aluga-se o segundo andar da casa 11. 34 da ra
do Trapiche, com excellentes commodos, varandas
de ferro adianle cairas, cbonita vista para o mar
a trotar no armazem da mesma casa.
Pelo novo desuno que deu ao edificio da sua
residencia na ra do Hospicio, poder o doulor
Sarment receber em sua casa doentes que desojen)
virtratar-se nesta cidade. Serflo recebidos nflo so
os doentes de qualquer sexo c condigno que sejam,
mas tambemas pessoas, ou familias, que os qui-
zerem acompa 11 liar.
Na noile de 7 para 8 do corrento furtaram
da ruada Concordia de junto do sobrado do Ma-
nuel Kirmino Kerreira cinco travs de louro, com
as marcas A I Q L : quein Jas mesmas soubcr quei-
ra nai ticipar ao mesmo Kcrreira que gratificara.
a ra da Gru do
Recife, n.38.
vende-se o muito superior e estimado rap meio-
grosso e grosso da fabrica de F.stevflo (asse, chega-
do do llio-de-Janeho no brigue-escuna Galante-
Maria, entrado o mez prximo passado: seu prego
he de 1,280 rs. de cinco libras para cima.
Vende-se um cabra muito lindo o corpolen- |||
lo.de 18annos, ptimo para pagom que ,
esl acoslumado a lodo o sorvigo de campo, J
I e nflo lom vicios ; dous escravos muito mo- &
gos, e que sflo habis para todo o sorvigo ; H|
3 escravas mogas com algumas habilidades : gs|
na ra do Vigario n. 24, se dir quem ^
vende.
Vende-so um moleque muito lindo e corpq- J-
lento, de 18 annos, que engomma perfei-f^J
j- lamento, cozinha bem o diario do urna ca- 1
ijjl sa razdocet lem principios de sapateiro I)
[Pl e lie muito' "hbil e esperto o nflo tem \j,
L51 vicio algum o que se afianga : ao compra- jJ
dor se dir o molivo por que se vende : bem A\
como um escravo muito mogo perfeito co- jH
Kj zinbeiro ; urna mulatinba do 18 annos, que 1T
fflj cose pe feitamente, engomoja e faz todo o \u
|r?l mais arranjo de urna casa, por estar a isto l.
|TL acoslumada ; Um pardo de 18 annos com j-|
tj offlcio de alfaiate : todos estes escravos sflo ~
[H o mellior possivcl: na ra do^Vigario n. 24 |*1
olHcina de encadernacao que o padre F. C. de
Lemos e Silva dirijo na ra de S.-Krancisco, BU.
tigainenie Mundo-Novo, n C(i, acbaic prvida
_Jde todo onecoisaiio para o b'im desemponho do
qualquer obra de encadernacao,por mais rica que soja :
assim como lem c aprompta quaesquer emblemas ap-
|>ropriados as mesillas obras..
/^
Compras.
-- Compra-se um ponteiro de ouro bom, sem fe-
tio: no pateo do Tergo, sobrado de um andar, 11. II.
--Compra-se una boa casa de sobrado em boa
ra do bairro do Recife ou S -Antonio a dinheiro :
tambem dflo-se em pagamento alguns escravos, e o
resto em dinheiro : na ra Nova, n. 52, pnmeiro
andar.
-- Compra-se cobro, dando-se premio: na ra
larga doltozario loja de miudezas, 11. 35.
-- Compra-se urna commoda c um oratorio ; ludo
em bom uso: quem livor annuncie.
-- Compra-se urna esclava moga de boa liguia,
que saiba cozinhar e lavar, e nflo tenha vicio: agra-
dando paga-se bem: na Boa-Vista, ra Velha,,11. 18.
Quem a tiver, devo apparecor das 11 horas a ma-
nhfla s 3 da tarde. i.;>.
- Compram-se barris de 4 e de 5 em pipa clieos
de mel : na ra do Trapiche n. 6.
Compra-so um boto para o servigo de um na-
vio estando em bom estado : na ra do I rupiclio ,
n. 44. ou a fallar com Firinino J. F. da Rosa.
Vendas.
!38 38389
Vende-se una escrava de 16 anuos com lio
nita figura quo lava bem desabflq v cozinha o dia-
rio de una casa : no pateo da S.-Cruz, n 8.
Vende-se urna linda escrava de nagflo Angola,
de 28anuos, com habilidades : o motivo da venda
se dir ao comprador : na ra estreita do Rozario,
11. 31, prime i ro andar.
Vcndc-sc cha preto muito superior em caixas
de 16 libras, proprio para familia : na ra do Tra-
piche. 11. 8.
Vendem-se 3 mulatinlias de li annos, muito
lindas, recolhidas eque teem principios de costu-
ra; um ptimo moleque de 14 annos; um ca-
brmlia de 12 anuos ; duas negrinbas de 16 a 22 an-
nos ; 3 escravos de nagflo : na ra Direila, 11. 3.
Vende-se um moleque ci ionio, de bonita li-
gura, proprio para engenho, por ser muito robus-
to o sem achaques de 16 annos potico mais ou me-
nos : na roa dn-Quoimado n. 11 A
Vendem-se tres escravas mogas : na ra da
Cadela-Velha, n. 38, sedir* quem vende.
Vende-se urna parda de 18 a 1! annos com
habilidades ; a qual veio do mallo lomada em di-
vida : na ruada Cadeiado Beiil'e n. 20, segundo
andar, ou na Iravessa da Madie-de-lleos, arma/em
" 10- 1
B| Vendem-se siiperioies chapeos tic
JL.castor, pretoseblancos, por preco
inulto barato : na na do Crespo, loja 11.
12, de Jos Joaqtiiin la Silva Jlaia
Gaz.
Loja de Joo Chardon,
Atcrro-da-oa-Vsla, n.5.
Nesta loja acha-se um rico sorliinenlo de LAMPEOES
PAllAGAZcom seus competentes vidros, accendedo
ros c abafadores.
EsleS Cailflieil'OS >o os melhore
mais modernos queexistem boje : rocomniendam-se ao
publico, tanto pelategurauca e bom goslo de sua boa
confeco, como pela boa qualidade da lun, economa t
asseiode seu servifo.
Na mesma loja a'ooM*i*oft%itm-
ATTF.NCAO: acharo um deposito de GAZ, de cujo se aanca a
Veilde-SC Ulna preta do gento ue Allgoia, uc, _ua||,|al|c e ein ,,ori-,0 bstanlo para coiisuinmo.
15 anuos, a qual lava, coze, engomma e cozinha o Vende-se conforme a qualidade a 320o 400 rs.
diario de una casa : na ra do l'ilar, 11. 87. a ar|.ara.
-Na nova loja da ra do Queimado, n. 30, de Jos
Joaquim de Novaes, contina a haver um completo
sorlimento de obras feilas com a mesnfa pcrreigflo
comoasdeiiicomnienda. Tambem ha um completo
sorlimento, viudos pelos ltimos navios do Franga,
. de chapos pelos mullos superiores, o da ultima
moda de Pars, bous chapos do Chile, ricos corles
de veludo para colotes, pelo barato prego de 5,000
rs., o muito bous lengos para pescogo de bomein e
senhora.
JosPradines, cnleleiio amo-
lador,
avisa ao respeitavel publico desla cidade. que so
aoha estabelecido na ra Jo CabugA n. 12, (nido
sempro estar prompto para fazer qualquer ferra-
oienta ou instrumento de cirurgia trinchantes e
outros : lambem coiicerla espingardas, lazfreios
para cavallos, esporas do lodas as modas e ludo o
tnais que for concei nenio ao sen officio. Amla as
lergas, quintas c sabbados.
Agencia de passaportes
Na ra do Collegio, n. 10, c no Aierro-da-Boa-
Vista, n.48, continuam-se a tirar passapqries tan-
to para dentro, como para lora do imperio; assini
como despacham se escravos :tudo com brev.dade
-Quem annunciou, no Iarw n. 190, querer
,mprar urna commoda o um oratorio, dinja-sea
ua do Padre-Florianno, n. 70.
Vende-so urna escrava de bonita figura c com
habilidades : em l'ra-de-l'ortas, casa n. 86, junio ao
becco largo.
__Vende-se um-preto crioulo do 20 annos, de
boa figura, bom carreiro e vaqueiro : no fim du
ra da Aurora, n. 4.
Vende-se farelo de arroz, proprio para cavallos,
por proco conmodo : no armazem de Fernando J.
Braguez.
Vende-se a Historia de Portugal, em bespanbol,
lvolume; dita de Gilbras; granimatica franceza;
gazclas de Lisboa de 1806 ; 1 flauta tercia ; 1 rclogio
ordinario ; lesourasde Lisboa, muito finas, propnas
para costura : ludo por prego commodo. Na ra do
Livramento, n. 23.
Vende-se nina obra de Breviario ,
em bom estado : na praca da Indepen-
dencia, livraria ns. 6 e 8.
Vendem-se tresvasilhas pura azeile de carra-
pato, levando urna 147caadas, outrall.j, ooutr.i
70, sflo muito propnas por so lerein esvasiado l-
timamente. Vendem-se muito em conla na ra do A-
ragflo 11. 38. .
Vendem-se 260 libras de rape principe impe-
rial, por muito commodo prego, que faz conla a
qualquer fabrica ule de rap : amado Crespo lu-
ja de miudezas 11. II.
Vende-seunrlindqjiioleqiKi dol annos, bom
cozinliciio sem vicios e muito sadio : na ra da
Aurora, n. 50;
a garrafa.
Na na da Senzalla-Nova, 11 .o ,
(nadara) vendem->e juncos de superior
qualidade, em porco e a retalho, e por
menos do que em ouira qualquer parle
NSo
pormeio de um iranaiuo rgano u v_"\--~ g.
he menor a ellicacia do mesmo medicamento as n
morrhagias internas, como sangue pola bocea,
proveninente da bexiga, o sobretudo as "emorr.
gias de tero, quofazcm a desesperagilo u ^
cose o tormento dos doentes. as instrucQflesipr,a
ticas, que so vendem com o remedio, se vera com *
extensilo necossaria a mancira de aPP'lc-'hefl ?*
casos em quo convm. O prego do cada frasco ne1 u
3,000 rii/e das inslruccfies 2.000 res. (>s prWeo
denles dirijam-so ra da Madro-de-Deos, botica
numero 1. .
Vendem-se 7 escravos, sendo :
um moleque peca, de 18 annos, e outro
de 12 ; dons bonitos pardos, de 16 a 1
annos, sendo un delles bom iapateiro,
ambos proprios para pagens; um pardo,
de 3o annos pouco mais ou menos, e de
todo o servico de casa e campo } urna
parda da mesma idade,que co/.e solfnvel
mente, lava roupa e fa/renda e um u-
latinbo, de 7 annos, proprio para andar
com criancas em casa : na ra do ( res-
po, loja n. a A, se dir quem os vende.
- Vende-se salsa-parrilha, muito nova, o em
boa condigno, por prego coinmodo no armazem a
femando J. Braguez.
Na ra da < ladeia-
Velha, n. 9, loja
de J. O. Elster,
veude-scvinliodo Porto, do diversas qualidades ;
dilo da Madeira ; dito de Shorry ; dito de Bordeau*: ,
dito chateau-la-rose; dito de S.-Julien ; dito ''-
nerfe; ditodo Bheino ; dilo de Bucellas e TM-
vellos; d.lodel.isbOa; dito de Malaga; dito in-
terne; dito de graves; dito el.anipanha, sel erj ,
ago'ardento de I-ranga ; Kirscl.wasser .extracto do
absinthe ; Cherry-cord.al ; agoa de I or '^"J8Lf
frascos com conservas de verduras ; ditos COin WOC-
tas da Europa ..em calda de assuonr 5 dHMJ*
em cognac ; dito de mostarda ; HrtwkM^em laU
e vidros ; petils-pois ; salame de supe, .or qualida le,
vindo no ultimo navio de llamburgo; !"'"!"*
em botijas; azeito doce de Marselha 1'nn.simo ,
velas do composieflo; cha preto hysson e pe ola^
oharutos de llavanae regala. Adverto-se quo luo
lie excellente e por prego commodo..
REFRESCOS.
Xarope de groselhe fcito do verdadeiro aaomio,
vindo le Franga a inoo rs, a garrah ; dito res de larangeira.a 1,000 rs. a garrota ; dito fe.to da
verdadeiro resina de angico, que he muito conhec -
do e apnrovado por as pessoas que padeceni*>P*;
to, por a ler eilo ptimos benehcios, a 1,000 rs a
gnala; ditos do maraeuja, tamarindos, HkMM-
ranja,a:,00 rs. agarrafa: no Aterro-da-Boa-Vista,
fabrica de licores, 11 17.
Oantigobaralero,
lem na sua nova loja de miudezas da ra do Coito-
Lio Vi, bntoes do retro/, linos, para farda, gran-
Ses'ePequeos: assim como tronga para as mesmas;
r u ss os bodes de varios padroes, de relroz e se-
.: osn.o de metal dourado para casaca ; assim
! '.o retroz de todas as CrcS, a 120 rs. a oitava ; o
utios muitos objectos e galanteras que se vendem
por proco commodo. ,
_- Vendem-se taboaa e pranchOes de
pinl.,1 da 8uecia,aa mawliudaa que teem
anpa.ecido ueste mercado, proprias para
quem tiver bom goslo forrar suas sa-
ls c assoalbo, por nao tercm n, e se-
rem de 10 a 3o palmos de comprido, as-
sim como americanas de 1 a palmos de
largura; cadeiras de pinlio a polka, pro-
prias para tomar o bom fresco nos si-
tios, dcbaixo dos arvoredos. A ellas que
siio poueas, ao depois n3o baja desgosto
de Mlo tercm licado servidos. A airas do
llicalro, aruiazeni de Joaquim Upes de
Al.neida, caixeiro do Sr. Joo Malbeus.
Atlencao.
Na ra do Crespo, loja n. i)l,
ele Jos .li.aqtiiiii lia Silva
Maya,
vendem-se chapeos de seda para cabegas de senhora,
os mais ricos, o mais modernos que teem viudo a osla
praga; assim como se vendem chapeos de seda e de
palhiiiba para meninasde dous a lennos: toucas pa-
ra criangas, de muito lindos goslos. Tudo chegado
de Franga pelo ultimo navio, e por muito commodo
nreco*
-- Wilrli Bravo & C." achbam de receber directa-
mente de Pars uma porgan de frescos da famosa a-
goa hemosttica de Brotibieii, de cujas virtudes o
Jornal do Cummercio do Bio ja tem tratado em dif-
forentes arligos mui ciicuinstanciadaiiiente. Kste
singular medicamento he verdaderamente especi-
lioo e infallivol no curativo de todas as feridas, se-
jain ellas pelo instrumento crtanle, sejam por ar-
\mas de fogo, ou provenientes de queimaduras.
ISPtlIlH
I1IIRKV
NACIONAL
DE nAPK H>0
Os agentes do rap Andamhy nesta praga, vendo a
aceitacfloebom acolliimento que lem merecido es-
to rapo desde quo foi exposto a venda, promet-
tein ler sempre rap fresco em libras e meias libras,
no deposito da ra do Trapiche, 11. 3, onde se ven-
de de :> libras para cima c a retalho as lojas dos
Sis. Antonio Francisco de Moraes A. F. Pinto & Ir-
mflo, A. B.Vazde Carvalho, Puntes & Mello, Cu-
nha&Amorim, Pontos & Sampaio, na ra da Ca-
llela do Recife; A. I>. de O. Reg, na ruada Madre-
le-Dos ; Campos & Almeida, e Costa & Guima-
rRes, na ra do Queimado; T. A.Fonseca o Umbe-
lino Maximino de Carvalho na ra do Cabug ;
C. G. llr.'skeinfeld. ua praga da Independencia ; Cae-
tano L. Fe 1 reir e Antonio Pereira da Costa e fiama,
no Alerro-da-Boa-Vista.
1 MUTILADO

i\
I

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m
Jk>
I
.-.
;1
---Vpndpm-seduas masspiras para amansar pito,
miu'to bom fi>iliis di" amarpllo rom as pompcten-
tes tapadoras ; uin roloirio de parede com caixa ;
dnus eahidcs rom 24 tahons para licitar pflo ; nina
balanza Jo posar familia rom difforcntes pesos ; e
oulros ohjoclos perlencenles a padaria : ludo por
eommodo proco : na ra da Cadeia de S.-Autoniu ,
serrara n. 13.
IVa ra do Crespo,
ii il
vende-se pelo baratissimo prego de 3,500 rs > a pe-
ca de cambraia decores ,com13varas, milito pro-
pria para vestidos e cortinados de cama.
Casa (ia F
na rna rslrrite dr> Hoznrio, n. 6.
Neste estaheleci monto acham-se a venda as bem
acreditadas cautelas da lotera do theatro publico
dosta cidade, cujas rodas andam no da 15 do se-
teinbro. O caiitelista-ospera <|uc os seus freguezes
concorram a comprar o resto das ditas cautelas ,
as quaes se espera boassortes, pela expeliente es-
colha que se fez dos nmeros para serpin divididos
cmcautplas. A ellas quesflo poucas e boas. I'reeos
os do coslumc.
l\a loja nova co l*as-
scio-PubIco,n.l^,
vendem-se cortes de Claudias para vestido de senho-
ra os quaes teem merecido geral aeoitagilo em
Lisboa. Ksta fazonda he de lila, porm mu i lo lina e
de ricos padrOes, os mais modernos que tecm ap-
parecido. A elles antes que se acabem porque 80
custam o diminuto proco de 8,000 rs. Igualmente ha
urna porgfio ilc cortes do rolletes de velludo de cores
e de bonitos padros, a 2,560 rs. o corte; bem rumo
um resto .le cortes de cassa .le core*, a 2,000 rs.
- Vomdem-sc f escravos moros, de bonitas lisu-
ras ; sendo a|guns dell.-s bous vaquoiros e carrei-
ros eque nao teem vicios nein acbaques : vondoni-
se para pagamento de dividas, o milito em cunta ,
por nao seren de garihadores: na ra da Concor-
dia passando a ponle/.iiiha a dircita, segunda ca-
sa terrea se dir quem vende.
~ Vende-se um superior, excellentoe milito bem
acabado chionomelro, feito por un dos primeiros e
distinguidos fabricantes de Londres sendo esto o
tnico em IVriuimbiicn, que anda por OITO DAS:
quem quizer compra-lo o vo-lo poder dirigir-so a
berilo da galera inglesa Culumbu, aondo se acha
|iresenten.ente, alim de ser regulado.
AO BOME BAUATO.
> a nova loja ele Francisco Jos
Teixeira Bastos, nos qualto~can
tos da ra do Queiiuado, n. 20 ,
vende se panno |>r< lo, vcnle, cor
de caf e azul, de superior qua-
Jidatle e por precio mais eom-
modo do (jueem on(ra oualquer
parte. Na mesina loja ha um
completo sortimento de fazendas
por precos rasoaveis.
Ca mirasclaslicas, a P#00 rs.
o covado.
Vendem-se superiores casimiras elsticas pelo
barato proco de 1,000 rs. o cuvado ; ditas milito fi-
nas, francesas, o i,280rs. o corado; dita de su-
jierior quali.lado elstica, multo tina, o preta, a
3,500 rs. o cnvinlo : na ra do Collegio loja n. 1.
f*P;:??:gs:s:s:^:fi:f;;i:g:s::s:gs:gs
covado ; cortes de cambraia lisa muito fina e com
fi varas o meia a 5.000 rs. ; superior brim tranga-
lo pardo, de puro linbo a 640 o 900 rs a vara ; di-
to amarello, muito lino a 900 e 1,000 rs. ; dito
trancado do linlio branco muito superior a 1,000,
1,280 e 1,600 rs. a vara; cbadrozes de linbo para
aqueta a 400 rs. o covado ; riscadinbos trancados,
ii 240 rs. o covado ; hamburgo de linbo, a 260 rs. a
vara ; metas para senhora a 240 rs. o par ; e outras
muitas fazendas por barato prego : na. ra do Col-
legio, loja n. 1.
Cortes de pelle do diabo, a
1,400 rs.
Vendem-se superiores corles da fazenda chama-
da pelle do diabo com 3 covados c meia pelo ba-
rato preco de 1,400 rs o corte sendo da mais supe-
rioa que tem appareeido : na ra do Collegio loja
n.l.
Vende-se, por400,000 rs. um elegante e es-
pprto molecntc de naglo Quigam, do 15 annos ,
sem vicio algum isto por se nfio ter precislo e se
ter recehldo em pagamento : para ver e tratar na
ra larga do Hozarlo ao pe dos quarteis, n. 8, pri-
meiro andar.
Vendese una morstla de casa ,
na bira de S.-I'edro, n. 3 ( ao descer) ,
em Olinda feita a moderna com cor-
nija 3 (filarlos-, sala de detrs cozitilia
fra : a datar na mesmn cidade, ra do
Amparo, sobradnlio n. .'o.
Vendem-eo pecas do madapnlfo limpo com 20
varas a 2,400 rs. ,e a seis vintn* a reta I lio : na
ra estrella do Rozarlo n. 10, lerceiro andar.
Vendem-se lijjas
a^ulliciros de marfitn
nliora ; dados d dito
c
>ari se-
de ollio
de lus-
tra ule; superior couro
tro a 2,000, 2,500 e :,000 rs. a
pelle :- na ra da Cadeia-Velha ,
n. 35, loja do i\] ore ira.
-- Vende-se una porgilo de canos de zinco mili-
to bem foitos e quasi nuvos, proprios pan coiiduc-
Cflo d'agoa por prego mutissinio eommodo: na
ra da Cadeia de S.-Anlonio n. 13.
\ 1^000 r.
As mellinres loras da pellica brancas e
na ra larga do Hozarlo, n. 24.
elsticas

ti
Ctf
\'a ra Dircita, sobrad.) n. (I, vende-so um
casal de escravos do servigo de campo, por ...
800/rs., a preta lambem lie lavadoira e vende- S1.
deira; e por 300/rs. um prelo do servigo de fj
campo. jj
Vendeni-ne neefies da rxtinctn com
yianhia de I
ma da (.ruz n
ra Intuios i ij.
- Vendem-se 6 escravas sendo : urna nogn-
iilia de II anuos cem principios de coslura e l.iva-
rinlo : duas pretas, que engommam e cozinham; 3
pardas urna de 17 annos outra de 25 e a outni
com cria e bom leilc : no puteo da matriz do S.-An-
tonio sobrado n. 4, se dir quem vende.
eriinmlitno e l'ar hita : na
9 esniptorio de Olivci-
loja de
do cas-
Lindos corles
cassa-diaa
No Atorro-da-lina-Visla n. 10, primeira
fazendas in !o da ponte vendem-se coitos
sa de muito bonitos padrees, a dez patacas cada
corle.
Vende-se c:imar, pixuri e sarga-parrilba de
superior qualidadc o muilo nova viuda dilecta-
mente do Para pelo ultimo vapor, om pequeas o
grande! porgos : no armazn) do Braguez, junto
ao arco d;i Coiieeigilo ou em casa do Manocl Duartc
Rodrigues, na ra do Trapicho n. 26.
Mcncio!
Vendem-se superiores cliilas francezas.de vara do
largura e de cores flxas, a 880 rs o covado; ditas
Unas, escurase de cores lizas, leudo algumas que
serven, para lulo a 5,000 r*. a pega : meios diales
de cassa .lo quadfoa a 440 rs. corles de lanzinha,
para se.iliora.com 15 covados. a 3,600 rs. ; panno
piolo lino para pannos do pretas a 3.000 rs. o co-
vado; diales de 1,1a oseda, muito finos, a 5,500 e
7,000 rs.; zuafte do vara Ue largura a 240 rs o
setecentos rs. a
vara.
Na
ijadcCuimarAesScra(im& Companlifa, ven-
do-sc brim Irangado IVanoez bastante encorpado
0 do puro linbo, pelo barato prego ,le 700 rs. a vara.
Esta i'azenda se torna recoinineudavol pela boa qua-
iidade.
Vendem-se eaixas decli liysson, ilo 13 libras,
eui porgos, ou a relalho ; eaixas do velas de es-
porinaceledeSii 6 em libra : na rna da Mfanllcga-
Vellia ii. 3(i, em casa de Malbeus Austin & C.
Vende-se cal virgem de Lisbfta
escriptorio de Francisco
Kabcllo & Tillio.
no
Scverianno
pardos, um bom carrelro, eo outro de 16 annos ,
proprio para pagem ; duas pardas, urna de 20 an-
nos, coni habilidades oa outra de 12 anuos, pro-
pria para se educar ; 4 pretas de 20 a 30 anuos com
a I gu in as habilidades ; duas negninbas de 11 a'12 an-
uos, com principios de habilidades : na ra do Col-
legio n. 3, segundo andar, se dir quem vende.
POTASSA
Vende-sp a verdadeira e superior po-
(assa da Rnssio a mais nova que existe
no mercado : na ra da Cadeia do Beci-
fe, armazem n. la, de Balthar & Oli-
ve ira.
nemachaques ; urna mulatinhado 12 annos; urna
negrinhadclOaiinos, propria para ser educada;
urna preta muito forte, de* boa figura o de 38 an-
nos por 260,000 rs.; urna dita de nacflo que en-
tende do cozinha alguma cousa de muito boa con-
duela esom vicios nom achaques por 420,00.
Lotera do Ilo-de-olaiieiro
Vende-so um resto de bilhetes irileiros da oitavo
lotera a beneficio do thcatro da imperial cidade
de Mclheroy ; os quaes vender-se-hlo por menos
do que se tem vendido para acabar antes que che-
gueovapor: na ra da Cadeia, n. 38, loja do cam-
bio de Mannel Comes.
Vende-se superior potassa nova na ra de
Apollo, armazem n. 18.
Vendem-se escravos baratos, na ra das
f l.arangciras, n. 14, segundo andar: 2
aU molecotes, de bonitas figuras ; um bo-
p$/ nito prelo de 25 annos; um dito de 26
,...XC-+ annos por 450,000 rs. ; um pardo com
ollieio do pedreiro de linda figura e. (f ptima
conducta* ; um dito carreiro, do ptima conducta; 1
dito com ollieio de sapateiro, som vicios nem acha-
ques, este troca-se por una preta quo seja moga, e
no seja achacada ; un prcto de naglo, muito forte,
por 400,000 rs ; um dito por 250,000 rs.; urna pre-
lado 25 anuos que coso muito bem, sem vicios
mmmMm&>mM mmmmmmmmm&
>% Vende-se cera de carnauba de muito boa tt
qualidado, tanto a retalho como em porgilo : p
| na ra das l.arangeiras, n. 14, segundo andar. |
! wwwmwmwmmwwwmmmmmm*
Vende-se um tanque que leva 50 pipas de li-
quido todo de amarello c com travessilo de si-
cnpra, 0 qual se pode desn.anchar e lornar-sc a le-
vantar, por ser lodo de cunhas e nilo precisar ca-
lafeto nem pregos o he proprio para, mel por
ser muito seguro : na ra de Apollo n. 27, primei-
ro andar, a fallar com .Manuel Antonio da Silva
Molla.
Vendem-se barril que foram do oleo do li-
nbaga, proprios para azeito de coco.ou de carrapato:
na ra larga do llozario, n. 36.
Vendo-se uni prelo, proprio para o servigo de
campo : na pragada Independencia n. 40.
Vende-se muilo boa qualidadc de bichas pelas,
por prego eommodo : na venda ouc foi de Manocl de
AzevedoMaya, no Aterro-da-Bua-Viata, n. 44.
Deposito de vinag"C da fabrica
ta ra Imperial, n. 7.
na lubrica do licores, de l'redcrico Chaves, no Atcr-
ro-dii-lina-Vista, n. 17, onde se achara sempre
grande porgilo.e por prego eommodo.
Vende-se
de i niintii
rente
Fredeiico Chaves, (abricanle
de licores chocolate e e$
pililos, no Aterro-da-Boa-
Vista, n. 17,
tema honra de participar ao respoitnvcl publico e
SSSFiCom pailicularidadc aos seus freguez.es que tem
sempre grandesortimento do bem condecido cho-
o toi-, co|ate je sacle canella liatiniltia e ferruginoso,
a tratar com .1. .]. [asso .lunior., este muito approva.lo para as pessoas que padecein
'do cslamago e frialdade por ser muilo Inico. O
negada
io0Qsaic]J
'
O'

0
0'
O
O:
m
Vonde-se o maior e mclbor sortimento '**?;
de corles de cambraia do seda, de ricos :(SV
padroes; fil do lindo liso c lavrado; cor- *r'
lea de edita de novoa padrOea lingindo ,^^
seda ; divas dn pellica bordadas, parase- fJjl
llhora ; moias casimiras de bonitos pa- ,'
pu'ios para caigas; alpaei muito fina; cor- ^j
les do sapalos a turca ; pannos linos pie- *r
los 0 de cores ; chapos demassa, franco- &
tn, da ultima muda bom como um sor- '*
timonlo completo de fa/endas linas : tudo Jpj
mais barato do que em outra qualqucr
parte ; na nova loja de Jos Moreira
Lupes & Companhia na rna do Queima-
do, nos quatro-cnnlos, casa amarella
n. 2!.
m
ce
\i
8089OS880M
Vende-so superior panno fino prelo doorollo
branco a 5,000 is. o covado ; dito omito fino cor
do caf, a 4,800 rs. ; merino piolo, de superior
qualidadc n muilo fino, a 3,500 o 4,000 rs. o covado :
na nova loja da esqu ra da pracinda do l.ivramen-
lo n, I, que fui de Jofio Carlos.
Vendo-so una arniagfio para boticario, ou
droguista corrida de 711 gavetas 0 em bom estado :
na ra Aova, n. 56.
Va loja de Jos 'II a noel Mon*
teiso tafi lia ra do Cres-
lo, n. 10, (H(|uiita ((lie vira
para a rna das ruzes,
vendem-se os mais ricos chapeos de seda para se-
nhora de mu i ricas cines c prximamente che-
gados de flanea.
Vendem-se aos ceios c a reUlho, bichas de
Lisboa c hambiirgiiezas : tainbem se aliigam e se
vilo applicar para comiiiodidade dos pietendentes :
na rila da Cruz no Itecifo n. 43.
- Vondem-se Iros lindos moleques de 18 a 20 an-
nos sendo um delles ollcial de alfaiate e cozindei-
ro ; um prelo do 25 anuos .ollicial de sapateiro; 21 q'ue garantes da "filcacia do seu remedio.
bom conceito que tem tido este chocolate faz com
que boje participe as pessoas que ainda nfio fizeran
uso dellc c igualmente aos seus freguezes, que o
teem procurado, e por inconvenientes o mo teem
adiado. Os pregos sito sempre os meamos sade ,
canella e baunilha a 400 rs a libra, c ferruginoso,
a 1,000 rs. Tainhem vemlo ago'ardenle do reino e
Franca, de primeira qualidade; espirito de 36 graos,
semcheiro, em garrafas e em caadas; genebra
em botijas eem calindas ; ago'ardenle de aniz o de
caima; vinagre tinto, ago'ardenle ein pipas, nos
graos que quizerem ; licores em garrafas pretas e
brancas com ricas tarjas domadas e bocea pratea-
ila : cssencia de aniz em oncs.se garrafas.
Medicina universal.
l'ilnhs vegelaes deJnmes Morison.
A medicina vegetal universal he o resultado de 2o
anuos de invosligagrtes do celebre James Morison.
I'or ineio doalas pilulas conseguio sen aulor inn-
meras c admiraveis curas, desde as alleogOes que
alacam as criangas de peito al as molestias cliro-
nicas do aneio.
A Kuropa saudoo esto remedio como remedio uni-
versal para todas asdoengi.s o at boje ainda mo
foi desmentido tal titulo.
Ksla medicina vert acomnandada d,e urna receita
que ensina o facilita a sua applieagito. Consiste em
tres preparagoos, a saber : duas qualidados de pi-
llas distinctas pornumeros e um p : cada qual
goza de modo.seaegAes ilivorsas.
Aspilulas ii. 1 silo aperitivas; purgam sem abalo
os humores biliosos e vicosos, e os expulsan! com
eflicacia.
As de n. 2]cxpulsam com Bises humores, igual-
mente com grando frga os humores serosos, acres
o ptridos, de que o sangue se acha a miudo infecta-
do; percorrein ludas as partes do corpo, e s cessam
de obrar quando tecm'expulsado todas as impurezas.
A lerceira preparagflo consiste em una limonada
vegetal sedativa : de aporativn, temperante o ado-
gante : torna-sce*mcommum com aspilulas efacili-
ta-lhes os melhoieseffeitos.
A posig.lo social do Sr. Morison a sua fortuna in-
dopendenle repellcm toda a ideia de charlatanis-
mo; e.as adiuiravcis curas operadas com osen
ayaleimi no collegio do sade de Londres, silo mais
Recommerula-seesta medicina, que-nito pede nem
resguardo de lempo nem de posigito da parto (|0
doente a lodosos que, atacados do molestias jui.
gadasincuraveis so quizerem desengaar da sua
virlude.
Oxal que a bumanidade fcheos ouvidos aos n.
teressados om desacreditar estes remodios tilo sim-
ples, lito oommodos c IHoverdeiros.
Vcndom-sc smento em casa do nico o verda.
deiro agente J. O. Elstor, na ra da Cadoia-Vclha
n. 29.
Vende-se estopa, propria para saceos : na ra
do Trapiche, n. 8
Vende-se carne do vacca salgada, em barris
na ruado Trapiche, n.8.
Vende-se fio da India, proprio para coser sac-
eos : na ra do Trapiche, n. 8.
Vendem-#quatro mastros de piribo: na rna
do Trapiche, n.8.
-- Vendem-se.191 pegas de cabo de Cairo: na ra
do Trapiche, n. 8
Vende-se cera om velas, de Lisboa muito su-
perior em caixotes, sortimento a vontade do com-
prador; mercurio doce, do Lisboa, em caixinhas
de 3 o 5 em libra ; cal virgem em pedra de Lisboa
vinho tinto do Porto, em caixotes de 18 garrafas'
na ra da Cruz, do Recite, n. 54, primoiro etidar.
Vinho de Champan ha
da superior o muitoacreditada marca
Cometa,
vende-se no armazem de Kalkmann & llosenmuml,
na ra da Cruz, n. 10.
___
Escravos Fgidos.
Nodia 2 do corronte setembro fugio do poder
do abaixoassignado a escrava l.uduvina, crioula do
18 a 20 annos, alta, de bonita figura, beigos dobra-
dos, olhos empapugados e pequeos ; lem as costas
bastante surradas, fdos piimeiros senhores) conser-
vando disso ma reas a 1.1 i gas, bom como signaos de An-
gola : tem os ps apalbelados ; levou vestido saia de
panno azul o camisa dcalgodlo grosso ; podo, po-
rm, lor mudado de traje, por ter levado trouxa com
vestido do riscadu desbotado, camisa de madapolflo
(no c panno da Costa usado, s apprchensores a p-
denlo levar a Olinda, ra de Maldias-Ferreira, sobra-
do grando de varanda do ferro, ou na ra do Vigario
do Recife, n.24, que serilo generosamente recom-
pensados. /.mx Paulino Cava/cante fellez de Gue-
vara
Desapparcceudestn praga, nodia 2 do correte,
urna preta de naglo do nome Catdarina, altura
regular, secca do corpo, cara redonda ps c mitos
pequeos, odos lambem.pequeos, barriga em-
pinada e nadegas sabidas para fra ; levou vestido
de chita roxa j desbutado panno da Costa azule
novo corrido.com duas ordens de matamos pelas
ponas; anda va vendendo azeite de carrapato em
(landres com prato o lampa qucbrada,e levou mais 1
pratinho tambem de (landres na mlo. Quem a pe-
gar leve ao pateo da S.-Cruz, n. 6 que ser gene-
rosamente recompensado.
No dia 30 do prximo passadu, pelas 3 horas da
larde desapparecou urna negimlia da Costa de
nomo Anua, de 13 a 14oniios, cornos signaes se-
guidles : secca do corpo, cara redonda, olhos gran-
des c muilo fallanlc; levou um laholeiro com ta-
pioca vestido de riscado encarnado com quadroi
brancose pretos, e panno da Costa azul; anda con-
tinuadamente pelas estradas dn .Manguind Cruz-
de-Almas, Casa-Forte, e Lstrada-N-ova. l'cde-se en-
carecidamente as autoridades policiaes, .capilfiesde
o ni liai cagos o lianas de viga trulla ni luda vigilan-
cia ; c bem assim aos capil.les de campo ,' a quem
so gratificar o trabalho, levando-a a traves-
sa do Lobato, n 2, ou a ra do KOrln n. 6 ou a
Casa-Korle, sitio de Anaslacio Francisco Cabial.
Acha-se, desde o dia 16 do pasando, fgida a
pela Joanna, de naglo Rengela de 30 anuos pou-
co maisou menos ; he bem conhecida por usar do
de vender sapatos para senhora, fruclas, bolos, ele.
he alta, secca do corpo cor fulla rosto comprido,
olhos fundos, nariz, um lauto afilado denlos lima-
dos beigos grossos ; lem urna marca enliga no la-
do esqu ido do rosto proveniente de urna denta-
da quelite ilera in, bragos finos e cumplidos, ps
soceos e tambem compridos, pernos cheias de veias
o cncaroga.las; he bastante ladina. Esta preta,por ter
muitoscoiihecimenlos,julgn-se estar acoitada : por
isso protesla-se usar de todo o rigor da Ici contra
quem admitti-la em sua casa e muito se recom-
menda as autoridades policiaes, capules de campo
e mais possoas do povo a captura da mesma escrava,
promettendo-s'nos ltimos boa recompensa, sea
levarem ao Atorro-da-lloa-Vista n. 17 fabrica de
licores de Frederico Chaves.
Fugirram na noile de 5 para 6 do correle do
en gento l.imoeirinho, da freguezia da Kseada: co-
marca de S.-Aut.lo, 2escravos pelos, um do Anco-
la de nome Jlo alto corpulento, bom barbado ;
representa ter 30 a 35 anuos : o outro crio'u o da
nomo Joaquim, alto.secco, sem barba cara redon-
da olhos brancos ; representa ter 18 a 20 anuos ;
o primeiro foi oscravo no Cear e comprado no
Recite ao Sr. Madoel Ignacio de Oliveira Lobo, o o
segundo he do Ico c foi comprado lambem no Re-
cite ao 8r. Manoel Peroira La mogo. I'ede-se a todas
as autoridades policiaes capHSesdo campo equal-
quer pessoa que os encontr o favor de os. levar ao
ditoeiihenbo ou no Recite na rna do Queim.-'d;
n. 6, que ser generosa mente gratificado. Adver-
so que os dilos]cscrav(is 1'oro niunladus a cavallo,
um cm cavnlln rugo-ponibo eo oulio em cavallo
augo pedrez : ambos os cavallos com ferro.
-- Roga-se as autoridades de polica c a qualqucr
particular, que hajam de apprelieudcr um escra-
vo, que so ada fgido, de nomo Tlioinc do gen-
to de Angola, bem prelo da cor, estatura recu-
lar, peinas linas, ps pequeos, orelhas tambem
pequeas jcostuma fallar com cara de riso; levou
camisa eceroulas doalgodilo da Ierra c chapeo do
abas largas oleado de p-oto Pelo presente se pro-
testa usar de lodo o rigor da lei contra aquello coi
cujo poder elle se adiar, e pelo pagamento dos dias
de servigo. liste escravo foi encontrado einS.-Auui-
ro Jaboalu que segua pela estrada de S.-Anlfio,
c dissera que ia levar urna carta a mandado da se-
nhora. yuciii o levar ao Ciquia, casa de I. Maria da
Conceigfio Pereira ou a ruado Padre-Florianno ,
sobrado u. I, recel>era bo gralilicaglo.
PSBNti ISA TV P. DE10. F.DEFA1UA
.14/./
t .


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