Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08534


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Full Text
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-..no de S*i- ,.
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4non rs.porq .,,,, ,5nnsados rnsode
nuncio' "??,'' ",o rJ. cm tvpo dill'crcntc, e as
31> ,5. por V ;nl!t,dc. Os que no foria ,,;,..
repet:"-' P 80 rJ p0r|nbn, e 160 ein typo
ni:"cii;f,Brca:U|.hIcac-.o.
(jillcreiite, por- t '
PIIASES DA LA NO MEZ, OK SKTEMBRO.
i. a l a C liorase 41 mi. da tarde.
'lSoa,''C' '.osJSmin.d.t.rde.
K.'il'.'Mos'-.^^e.
^egiiiiua-feira 3
PARTID\ DOS COURlilOS.
(oiannae P.unlivlia, as segundase sextas fein...
Kio-Gwde-div Norte quintas feiras aomeio-({ia.
Cali, Serinliem, llio-Forrnoso, Poito-Calvo
Uacei. un i .', ii e 51 de cada mei.
Gaiauliuiij e Bonito, a 8 c S3.
li.ni-YM i e Flores, a 13 e 8.
Victoria, s quintas fciraj.
Ulinda, todos os das.
PREAMAu DE HOJE.
Primeara, s 2 horas fi minutos da larde.
Soguuda, s 2 doras e 30 minutos da manlia.
DIARIO DE
<\c Setembro.
a m ni an'iiiw" i i'
DAS DY SUMAN A.
Segunda. '->. I.ihnia. Aud. do '. iloi or-
uliios (!oJ. dor. da t v. c do J. M. da v.
Tere. S. Pampliilo. Aud. do J ilo riv. da
I. v. o do J. de paz do !. dist. de t.
Quarla. S, >J.>J< NitivMiide de No'sa Se
ntiora. S. Neitor.
Quinta. S. Sergio. Aud, ilo J. de oruli. c
doJ. municipal da I*. Tara.
-eata.S. Poliauo. \n.l v. e do .1. ile (la,/- 'lo dU de l.
Salihado. 5. Prolo. Aud. do .1 do civ.
da I. v. c do .1. di- paz do I dlst. de l.
Domingo. O SS. Nome de Mara.
ano XiX, ; 2
onfiiosvir \ i ')' SKTFMK.
: i
'iiiiilno whrtla**nrs a i7 d p. IJ a
, P.rii : i' rs, por '
a Lislioa iC.'. I Ifi
Dc.d*JUra?da boas liria '
OuroDnras l-espanol^s ...
i. Moedas do v
., i deOJIin-' iiov .Id
de s*00o .....
Pr.ito Palacoes.......... I*
u Pesos coluinnares... l|l""
a Ditos mexicano.... 1'fSaS
Miuda............. I*"
Accoesdacomp.do llclieriliede S0f000r*.o par.
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Vuiomez
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HAMBUCO
ADVERTENCIA.
Xa correspondencia do Si\ Jos Francisco Pinto
(uimaniPS, publicada com o n. 192 deste Diario, ha
0's errosque abaixovuo notados, coma respectiva
emenda in fronte,
ERROS. EWMhjfS,
Pag. 2.' col. 2." I.' 30 eu nos.
7374cu nos.
Tpqueol que com olio o tumor
lumor pareca ler adquir-! pareca ter adquirido.
V do com elle {
Pag. 2.* col. 2.' I.'88 V. Mott. O Sr. Dr. V.Mott.
3.' 23quejque por nos foram
foram por nos receitados roceilados.
Pag. 2.' col. 3.' I.* 35Sum Soum.
a
>
nha ni
Pag. 2." col. .
incas
iiJuvencio Luiz.
a 66 -- um .un caso.
\.' 15expu-lexpunha.
I.' 2t-croh-|cbronicas.
i
PAKTE OFFICIAL
Governo da provincia..
O presidente da provincia, om virtudodo 1.do
artigo 21 da Ici de 12 de agosto de 1834, lia por
bcni convocar a nova assembla legislativa provin-
cial para se reunir na prxima sessfio de 1848; e
manda que se expecamas necessarias ordens para
se proceder s respectivas eleicOes na mesma occa-
siio om que se fr/erem as dos depulados futura le-
gislatura, c na Turma da le numero 387, de 1!) de a-
goslo de 1846.
Palacio do Pcrnambuco, 31 de agosto de 184".
I'inlo Chicharro.
Commanrio das Armas.
(Jvarlfl do co:rr.ar.do das armas na cidaili d lizcifc,
4 de utembro de 1847.
N. 24. oiioem adiiiciomal *' no da.
Devendo solemnsar-se com a maior pompa possi-
vel ovigcsimo-scxlo annivorsario da nossa emanci-
pacao poltica, os corpos da guarda nacional, tropa
de linba, c polica, que, na forma da le, o das ordens
para este lim expedidas pelo Exm. S. conccllieiro
presidente da provincia, tecm de formar na grande pa-
rada do dia SETE DE SETEMBHO sempro memo-
ravel e de grata rccordacSo para ttido o peilo onde
palpita um cora^fio brasilero, so acharfio postados,
pelas 10 horas da mantilla, na praga da Boa-Vista,
pela manoira seguinlo? um corpo do atradores
cavallo, da frca de melado da companhia (xa de
(avallara de linba, commandado pelo respectivo
Sr. capitfio, com as davinas em punho na inflo di-
rcila, formar aguarda avanzada e collocar-se-ba
narua do Aterro, dando a dreita.a esquina da ra
da Aurora. Na mesma linba, a vinto passos de dis-
lancij deata guarda, formar a primeira brigada
commandada pfeloSr. coronel dolegiflo Jos Peres
(aimpcllo, coinposta doesquadr.lo, 1.,2e 3.*, bi-
tallicsda guarda nacional. Em seguida a 2." briga-
da commandada pelo Sr. tenente-coroncl que Tor
inais antigo, composta dos balalboes 4." e 5.' da
guarda nacional. Estas duas brigadas formarfio a 1.'
divtso, cojo commando be commettido ao Sr. co-
ronel de legilo Francisco Joaqun Percira Lobo. Os
batalhOos 6." c 1." de Ollndo da guarda nacional
lormarao a 3.* brigada, commandada pelo Sr. coro-
nel dcligiao Jos Joaquim de Almeida Guedes. O
batalbflu S.Jde cacadores do excrcito, c o corpo de
polica, formarilo a 4 brigada couuiiandada pelo
Sr. leneule-coroncl Antonio Carnero Macha lo Itios,
o estas duas brigadas a 2" divisan, da qual tomar o
commando o Sr. coronel de legilo Joaquim Canuto
de Figueircdo. Oulro corpo de atradores a cavallo,
composto da outra melado da companhia lisa de ca-
vallaria do linba, commandado pelo respectivo Sr
lenle, formar, a vinto passos de distancia, na es-
'luerda'de toda columna, a guarda da retaguarda.
l-m parque de 4 pec,as de aitilhaiia servidas pelas
pracas da companhia de artfices, soh commando do
Sr. mejor Sergio Terteliauo Caslel-Branco, se col-
locar no largo da matriz da freguezia de Santo-An-
tonio, o lomar lugar na marcha entre as duas divi-
sOes.
OSr. teen te-coronel Antonio Gomes Leal servir
de ajudantc-general, o o Sr. major Jos da Silva
i.uinarflcs de quartel-moslrc-gcnoral, e ambos cs-
rolherlo os seus nssistcnlcs. Os Sis. coininandaii-
iledivisOes c brigadas oscolberlo, para seiviicni as
siias ordens, os olliciaes qu nos seus respectivos
coimnandos consideraren! inais aptos para este coi
prego. OsSrs. capillo de cavallaiia da guarda na-
cional Jos Francisco Pires, e 1.'lenlo do .* ba-
talhilode artilbaria a pjofio Anto.nio doVillagrain
Cabrita, servirilo de ajudatitesdc campo do comman-
danteda columna: os duinais Seuliores olliciaes do
estado-inaior dos cor.pos da guarda uacional, que
naolivorem lugar destinado na linba, so apresenta-
roasoi horas do dia noquaitel do commando das
armas para marcharcm as suas ordens, assim como
oSr. tapitSo do referido 2 batlbao do artilliaiu
a pJofodo Reg Barros Falcflo,
Ocomiiandantedas armas as dez horas passar
i'ovisla do costume, c assumir 6 commando da
lumna. Se comparecer na parada o Sr. commaii-
ante superior Francisco Jacintho Peroira, tomara o
eoiumanuo de toda tropa, emquanto se no apre-
sentar o commandanle das armas, e pela negativa o
Sr. commandanle da divisao inais antigo. Os Srs.
commandantes de corpos deverflo com antecedencia
enderezar os necessarios-pedidos para o lornecimen-
lo do cartuxamc desembalado, para as tres salvas,
advertindoqueo parque ter de dar tres salvas de
vintee um tiros cada urna. Os Srs. commandantes
dos corpos darloaos respectivos Srs. commandan-
tes de brigadas um mappa da frca cm parada, estes
o seu mappa da brigada aosSrs. commandantes de
divisan, que scmelbantemcnles exibirflo os seus
mappasaoSr. ajudante-general.
O commandanle das armas convida, em nomo do
governo da provincia, os Srs. olliciaes das quatro
classes do excrcito* que no marcham, a compare-
cer!!) pelas 11 horas do indicado da no palacio do
governo, alim do assistirom a parada e ao cortejo
que se tem de fazer a efigie de Sua Magostado o Im-
perador.
Feliciano ese Nevet (onzaya.
Cmara municipal do ltccife.
SESSAO EXTRAORDINARIA DE 25 DE AGOSTO
DE 1847.
rRESIDENCIA DO Sil. REG ALBUQUERQUE.
Presentes os Srs. Carneiro Monteiro, Cintra, Egi-
do Fcrrcira o Barata, abro-se a sossSo e foi lida c
approvada a acta da antecedente.
O secretario leu um ollicio do Exm. presidenle,-
exigindo com urgencia saber se alguna cidadiios
done termo apresentaram requerimentos do recur-
so ao respectivo concelho municipal, e se foram at-
tendidos ; c que no caso allirmalivo se lhc enviasse
'urna rclacilo nominal delles, por freguezias e dis-
trictos. Inlcirada, o foi satsfeilo!
Oulro do juiz de paz da Yarzea, requisilando urna
lista dos cidadiios que foram qualllicados votantes
pela junta qualificadora da freguezia dos A Togados,
e que perteneiam ao segundo distncto. Inlcirada,
c foi salisfeito
.Oulro do mesmo juiz de paz, requisitando nma
copia da acta da eleicio dos jizes de paz daquella
freguezia ; c bem assim o numero dos eleitores que
deu a parochia dos A fugados, cm o anuo de 1842. -
Inlcirada, c foi satislcilo.
Oulro do fiscal da freguezia do Santo-Antonio,
participando serem da quanlia de 2-4,000 rs. as mullas
impostas por iHfracC4)es, cm o mez de junho ulti-
mo. Inlcirada.
Outro do fiscal do Poco, participando ter-so con-
cluido o concert da estrada de Saut'Anna, em o
qunl se gastou a quantia de 99,200; c pedindo a ex-
pedieflo da conveniente ordem, para que fos-
se paga dita quanlia. Inlcirada, o mandou-sc pas-
sar mandado.
Despacbou-se orequerimento do provedor da ir-
mandade tc Sant'Anna, erecta na groja da Madre-
de-l)eos, < alguna mandados de pagamento. Eu, Jao
Jos lerreira de Ayuiar, secretario a subscrevi. fle-
go Albuquerque, presidente. Carneiro Montero. --
Harala. Ferreira. r. Piery da Fonseca. A. de
Barros.
JUHYDO KECIFi:.
l. SESSAO DA QliARTA ORDINARIA DE 1847.
PRESIDENCIA DO SENHOR OERVAZIO OONQALVKS DA SILVA.
A 1 hora da tarde faz-se a chamada, evcrilica-se
estarem presentes 37 senhores jurados.
O Sr. Juiz 'residentedeclara aberta a sessflo e mul-
ta em 10,000 rs., cada um dos senhores dnutores A-
gostinbo da Silva Nevos c elemento Fcrrcira da
Costa.
O >r. Juiz Municipal da i.'vara faz entrega dea
processos, que no seu juizo haviam sido prepara-
dos, e annuncia quo em breve- enviara inais dous
que licavam cm andamento.
Nos processos entregues, he autora a Justina pu-
blica, c sflo reos:
l.uiza Francisca do Amparo.
lenlo Constantino Alves do Nascimento.
Beroaldo Soarcs dos Reisfdods processos.)
Domingos Adolpho Vieira de Mello, sendo autor
nesle processo ( alem da juslica publica ) Manocl Pe-
rera Eaincgo.
O Sr. Juit 'residente, depois de ler mandado tirar
esto ultimo processo dentro os aprescnlados, decla-
ra quo se vai proceder ao sorlcio do concelho que
tcmdojulgar a Domingos Adolpho Vieira do Mello.
U Sr. Adoogado dadefesa pede a palavra o pondera
o Sr. juiz presidente, que, estando o'kcu cliente a-
liando, (levo ser julgado depois que o tiverem sido
os reos presos, segundo ordena a lei.
O Sr. Juiz Presidente diz qucescolbeu o processo
cm quesillo, porque elle j eslava designado para ser
julgado' na sessfio prxima linda; mas que, para no
haver qualquor embaraco na decisilo do jury, a ll-
uvia observaeflo que se Ihe lizera.
Em seguida declara, que como os de mais reos,
me tinham de ser jnlgados, nao bavam conser-
vado em seu poder os Huellos aecusatorios por tan-
to tempn quantoo quo Ihos d a lei, deixava de ha-
ver qualquor julgamento: e que por sso Icvantava a
Sessiio convidando aos senhores jurados ase rciiui-
rcm de novo no dia 6, as 10 horas da jnanhiia,
Iul>Hca Copia. (*;- Diz Francisco da Costil Amida o Mello,
solicitador da fazonda provincial, que, no llio sendo
fcil rerelicr os porccnlos que llio competom das
execucoes, por mflo das partes, om raso da hrevdade
com queso procede as contas para Culi rada do di-
nheiro as competentes cslaces, o supplicante tem
leinbrado-se de autorisarao contador do juizo, para
recebor os porccnlos quo Ihe pe lencercm na inesma
occasiflo cm que contar o feilo, o fr pago do su
contagem.
Outro sim, pondera osupphcanlo a V.S. seja ser-
vido mandar que o respectivo escrivo no remella
os autos a contarem-se, quando requercrem as par-
tes para entrarein com as rendas, ou tolalidade da
execucSo, sem que seja a presentada ao supplicante
a peticiio, ou despacho de V.S., alim de fazer reco-
Iber ao cartorio as noliftcacOea e mandados, que se
acbarem lora, para evitar s parles augmento de
custn9, e a l'azenda a brevidade da cobranca, sendo o
deferimentode V. S. intimado ao eserivaoc ao con-
tador. Pedo a V. S., Illm. Sr. Dr. juiz do civel da se-
gunda vara, assim o mande. E. R. M. Francisco
da Costa Anuda e Mello. Como requer. Itecfe,
20 do agosto de 1847. -- Serpa. Conforme. le-
dro Jos Cardos.
vuviijubm;.
ARSE.MA GtlILLOT.
[Continuacilo do numero antecedente.,
A senhora do Picones, que nilo tlcscjava oulra
colisa, parti inmediatamente com o medico para
casa da enferma.
Ja/.ia ostadoitadu n'uina boa cama que llio linba
enviado a senhora de Pennos, e toda a mobilia da
habllacno consslia n'uma mesa c tres cadenas de
palba. Eslava liorrvetnicntc pallida, ocomosollios
iuTlammados : linba um braco lora da cama, le ido
c. pisado cocho o resto do corpo Quando vio entrar
a senhora tic Pennos, levanten a cabeca, o Ihcdlssc
com um sorriso inoigoe triste :
Bem sabia eu, senhora, que rrois vos a que
se tiuba compadecido de mim. Disseam-me que
linba una protectora, o nao sci porque, desde
logo me persuad que era a senhora quo encontr!
em San-Roque.
Como a senhora de Pienncs linba a prelencao de
conheccr pelo semblante os gonlimentos das pessoas,
no momento em quo descubri na sua protegida 1,1o
bom juizo, so redobrou o seu interesse para ella.
Estis mal aqui, pobre menina, dase, drigin-
do seus olliares mobilia ea liabitacflo. Poique nflO
lorflo na/ido cortinas!1 He preciso que Raptista tra-
ga ludo que aqu faltar.
Multo obligada, iiiinha senhora ; nada me fal-
ta. ... Que me importa estar um pouco melhorou
pouco peior ? E voltando a cabera comcc,ou a cho-
rar.
Sofl'ics milito, pobre menina, disse a senhora
de Picones sentando-se cabeceira da cama.
-- Muilo nao, senhora.... S nio parece quootico
Sempro rxzuido do ar (]uc me roQava os ouvidos
quandocahi, e depois a pancada que dei no chflot
Porem agora estis arrependida dessa lou-
cura i'
Sim, senhora, porque, quando una pessoa he
desgracada, nflosabe o que faz.
Sinto milito nao ter sabido antes a ni posi-
Clto em que eslaveis'; porni, ninha lilha, nao de-
venios entregar-nos a desesperncflo em nenhuma
circumstancia da vida.
Conbece-se que fallis com o saiiguo fro, se-
nhora, disse odoulor que cstava escrevendo nina
receita. Coobece-se no nlo sabis o que he perder
um bom rapaz. Porem com mil demonios.' para
correr atrs del le nao era preciso atirar-se pela ja-
nella Tora.
Ora, nao digis isso, doutor ; talvez tenha si-
do esse o motivo que menos tenha influido para.....
Tenho litio tantos I Ojiando morreu mifiha mfli
recebi o primeiro golpe, depois vi-mc abandonada
sem que ninguem se interessasse por mim......Por
ultimo, senhora, um liomem, cm quem pensava inais
que cm todo o mundo, at esqueceu o met nonio ;
porque eu chamo-nic Arscnia Gullot, g, u, i, II, com
II, e cscreveu-me com y.
Beindiziaeu que indavam ainorinhos mistu-
rados ueste negocio, disse o doutor. lira vamos, es
quoceis-vos disso, poique um liomem sem memo-
ria nilo merece que ninguem se lenibrc delle. E ti-
rando o seu relogio, proseguid : Olla, sao horas
do ir ininba conferencia Senhora, dcsculpai-me,
mas nao posso tora honiadoacompanbar-vosa vossa
casa. Ora vamos, animo, minha lilha ; isto nao se-
r nada, e haveis do dansar com esta peina lambein
como com a outra. OuciT, enferiuoirii, va a botica
com esta receita, e faca o mesmo que hoiilem.
Omedicooaenfermeira saliiram, c a senhora de
Picones (con so com Arscnia, um pouco assHJlada
do encontrar urna historia de amor ein vez daquella
que tinba forjado na sua phanlasia. Depois de um
momento de silencio disse:
Com que, lem-na engaado, pobre menina
Nfio, senhora. Gomo queris, quo ninguem
engao a urna miseravcl como ou ? A nica cousa
que ha be quo se tem aborrecido dn mim ; e tem
rasto, porque clie necessita de outra cousa. I'.lleloi
;*: Hoa pedido do Sr. Pedro Jos Cordoso, que
publicamos o ollicio que cima lica exarado.
Os 1(11.
seiupre nobre e generoso para commigo; escrevi-
Ihe dizendo-lbe onde cstava, e se quera que fosso
ler com elle; escreveu-me enlao unas cousas......
urnas cousas quo sent multo, oulro dia, quando
vollei a casa, quobrei um espclbo que me hava da-
do ,e disse commigo, s isto me fallava .' Isio hesig-
nal de que tildse acabou. F. como era u nica cou-
sa que possufaj porque todas as ininbas joias csta-
vam empenliadas, tomei a resojncflo de alrar-mo
dajano'llaabaixo, si'i por viugar-mo, porque sabia
que o bavia de sentir quando o snubesse.
-- Porem, minha lilha, o motivo era to frivolo,
como criminosa a acco.
lie verdade ; mas que queris!' Quando nina
pessoa osla desesperada nao tem lempo para refle-
xionar, lio limito fcil s pessoas que sao feliZCS di-
zer asoulras que lenliam juizo.
Reinsei que a desgracia he na consclheira: po-
rni lia cousas que nao devem osqueccr-se aimla no
nieio das mais crois provas A religiao deve con-
ter-nos seinpre, querida amiga, porque d conso-
lacoes inuito saudaves. A nossa vida linde Reos, a
nao lomos direito de tcnlar contra ella. Porem,
estou obrando mal dizendo-vos islo depois do ar-
repondimentO que moslrais! Vamos, leude confian-
za ein lieos.
Arscnia baixou a cabeca, c algumas lagrimas Ibe
molliaram as laces.
'All senhora, disse dando um suspiro, julgais-
me niclhordo quesou. Se me vistes na igrejaen-
commendando um sirio, sabei que nao loi por doVO-
Qilo, mus sim por nao saber o que bavia de fazer....
Mas eunflotonhoa culpa de que nao melentiam
inspirado esses sentimentos.
Em lodo o caso, he bom pensaniento dirigir-so
a leos as precisOeS B as desgiaeas.
~- Tiiiham-me dido que ofTcrecessi- um cirio a
San-Roque.... porem nflo, nina senhora como vos.
nilo sabe, nci cuida de saber o que leni a fazer nina
pessoa quando nao possue um real.
Ter valor, c.sobretudo, rogar a Dos.
r.mliin, seja o que fflr, nao quero la/ei-me
onfedonlia, ncm fa/.cr-vos acreditar que sou urna
santa. Senhora, seria rouliar aos infeiizcs o aceitar
os benelicios que me fazeis sem me. conheccr.... F.ti
son urna desgnn.ail.. rapariga ; porem noatc mondo
cada um vive como pode... Em conclusao, senhora,
oflrcci um cirio a San-Roque, porque me tiulia a-
bandonadoohomom queaiuava, c poique linba ou-
vido dizer, que, dirigiiido-nio ao santo, encontrara
oulro antes do oilo das. Porem, quem me ha do
querer com este aspecto de munna i So :ne reslava
morrer, c ja tenho feilo mais de nielado.
Tudo isto dito rpidamente com voz cntrocosla-
da |iclos solucos, c com um tom frentico, nspi-
rava a senhora do Pienncs corto horror, lauto quo
all'asiou involuntariaiiie asna cadoira da enmarada
anfwma. Talvez teria dcixado a babtaclo, se. a hu-
inaiiidaile, mais lorie que o desgosto quo senta, nTo
Ibe livesse laucado em rosto O seu abandono n'uma
stuacao tflo critica. Depois de um momento do si-
lencio, proseguio a enferma :
Bem vejo, scnjiora, que vos causo repugnan-
cia, porem eu nao tenho a culpa. Yus leudes sido
bem educada, e nao baveis soffrido no mundo, por-
que sois rica; e s pessoas ricas Ibes lio fcil ser
honradas: tambom eu o teria sido; porem como
lia de ser! Tenho litio varios amantes; porem s
hei amado um. Comprohendeis o quo he para urna
desgracada como eu experimentar esse sent ment
puro, melgo, que d nova vida a alma, oque enebe
o nossocoraQflo de inelfaveis delicias ? So tivesso
sido rica ler-mc-bia casado com elle, c teria sido
honrada: norcm como son pobre, abandonou-me.
Bem vedes, senhora, que vos Tillo com franqueza,
ipezai deque conheco que pensareis mal de mim:
porem pareccia-me tilo boa, tilo caritativa, que disse
cominigc mesma i nimia quo SJiba.o que eusou,
estou certa de quo se compadcela do mim. Euvou
morrer, e so vos peco una cousa, e lio quo mandis
dizer nina missa pela minha alma na primeira igre-
a cm quo vos vi. i
Nlo,<*iao-moirereis, pobre percadora, excla-
moii a scnbofa do Pennos ; Dos se compadecer
do vos, vistoqnc vosarrependois dos vossos passados
erros. Mfio leudes (oda a culpa das vossas desgracas,
mas sim as pe.-soas quo vos educarain tilo mal. Va-
mos, he preciso estar mais socegada para curar o
corpo, que da alma eu mo ajparrego.
Dizemlo estas palavras, fevaiilou-se, enrolou en-
tro os seus dedos um papel que conlmha alguna
lu/es, c ajuntOU :A
Aqui tandes, para se procisardes de alguma
cousa. E mellen debaixo do travisscjro o sen
iiilimi. ,,. ,
.\ao, senhora cxclajnou Arscnia repellmdo
impetuosamente o cmbriilbo; eu nada quero mais
do quo o que me haveis olTeiecido. Adcos, senhora,
peco-vos o favor de me mandar trasladar para um
hospital, porqiio quero morrer sem ser pesada a
ninguem. Estou contente com que urna grande se-
nhora como vos roguea Dcos por mim.
E vollando-se quanlo Ih'o permttia o apparcllio
que Ibe tinham posto na peina quebrada, escon-
deu a cabeca na al mofada para pao vor cousa al-
guma.
Ouvi, Arscnia, disse a senhora do Pienncs com
um tom grave ; cu pens reslituir-vos vossa pro-
pria estima, fazendo que sejais urna niulhor honra-
da. Estou segura do vosso arrepeudimonto ; virei
ver-vosa mudo. Talvez um dia mo agradecais isto.
Eapcrtou levemente a mito do Arsenia.
Isso he milito, senhora; tendes-me. aperlado
a mode urna manciraque nunca csqueccroi.
H antes que a senhora de Pienes podosse retirara
sua mio, a agarrn a joven c a cobrio de Mijos o
Je lagrimas.
MUTILADO

] NUMERACO INCORRETO,
^
i -
11 i
I..
p



Socegue, minha amiga, ie disse a senhora do
Pennos, j se bastan' Desde j me constituo cm
medico dessa cabeca, dossa m cabera. Exijo (ue
me obedeza em ludo como ao dotitor: primeirn
que tudo vou enviar-ll'e um "eclesistico, meu co-
nhecido, p bons livros para que leia nelles.. Tambcm
conversaremos ali as vezes ; e quaado estiverdes
bou, entilo trataremos do vosso futuro.
Kntrou nesta oecasiiio aenfermeira oomuma gar-
rafa que trina da botica. Tomou a senhora de Pen-
nes a apenar a mita de Arsenia que coutinijava cho-
rando, pozo cartucho d0lui7.es om cima da mosi-
nha, o saino tal voz inais disposta a favor da sua pro-
tegida, que antes do ter puvido a sua estrsnha con-
tisso.
Enviou-lhe um sacerdote, comolhe tinha promet-
tido, para a exhortar ao arrependioiento; mas o ar-
repondimento era cousa acil pobre Arsenia, que
excepeflodo algumas horas do tempestuosa alegra,
su tmlia condecido miserias. So disserem a um des-
gracio : Tens ncorrido nesta falta, (cara con-
vencido; porm, se ao mesmo tompo so adorar o en-
cargo prodigalisando-lhe alguma consolarlo, vc-lo-
hilo abencoar amaoque Ih'a dirige, o prometter sor
mais cauto para o futuro. Um poeta disse :
Adeos Hospital e mretrt,
Sepultura de homem vivo,
Onde te amnntam os guapos.
K se perdem 0$ amigo:
i) que traduzido om prosa quer dizer que a des-
grana nos faz doceis o mansos como cordeiros. O
sacerdote dizia a senhora do Pennos qu Arsenia
era ignorante ; mas que tinha bom fundo eqticcs-
perava alcntara sua salvadlo. Effocti va mente, Ar-
senia o Olivia com attonclo e respeito, e lia 011 pedia
que Ihelcsscm os livros que he tinham prescripto,
trio pontual em obedecer senhora de Picones, co-
mo om seguir os preceilos Jo facultativo. Porm o
que acabou do ganhar o coraefio do bom acordte,
eoquo parecen sua protectora um signal decisivo
de cura moral, foi o uso que Arsenia fez do dinhei-
ro quo Ihe tinha dado, mandando dizer urna missa
cantada em San-Roque pola alma de sua irifii Pamel-
la Guillot.
I na manh3a, a senhora de Pennos se oatava ves-
lindo, quaiidu oi um criado bater discretamente
porta do seu quarto, o deu sua criada Josephina um
bilheto que um homem acabava de Ihe entregar.
Logo que o leu a senhora do Piennes, exclamou
-- Max em Pars! Dizei no senhor de Salligny,que
me espere na sala.
Um momento depoisouviram-se na sala risadas o
gritos abafados e Josephina vllou ao quarto da
sua ama muito corada e rom sua touca amurro-
tada.
-- Que ho isso ? pergunlou a senhora de Pen-
nos.
Nada, senhora; he que o Sr.de Salligny se
ompenhou em sustentar que eu tenho engorda-
do muito.
KuVctivmenle n gordura de Josephina era capaz
de sombrar a Salligny, que haviadous an'nos que
andava viajando. N'outro tompo tinha sido um dos
favoritos do Josephina e um dos admiradores de sua
ama. Sobrinho de urna ta intima amiga da senhora
de Piennes, ia a casa desta com muta frequoncia ,
cm companhia de sua lia, e era a nica casa formal
que froquentava. Max de Salligny tinlua peior re-
potaeflo do inundo : gozava da faina de iogador.
extravaganteeespadachim, oque fazia desesperar
sua ta, a senhora de Aubrce, que apezar disto o
udornva. Militas vezes tinha pensado em ti ra lo da
vida que levava; mas sempre os mos costumes
tinham triumphado dos sabios conselhos. Max ti-
nha dousannos mais que a senhora de Picones;
tinham-se conhecido desde crancas, equanJo esta
se casou, aquello a olhavacom bous olhos.
A senhora de Aubre costumava dizer do Pien-
nes, cntiio Misa de Gucicard : Minha querida ,
ninguem mollior do que t poderifi domar, se qui-
zesses, o carcter desse cstoovado. Jalvez Elisa
tivesse lomado sobre si tHodilllcil empreza, porque
Max era 15o alegre, Uto folgazfo, tilo complceme
ii'uma salac tilo infatigavel n'um bailo, quo do cor-
lo loria feito delle um bom marido; porem os pa-
1 entes do Elisa tinham oulras Idatas. At a mesilla
senhora de Aubro nfio respontfnmuito por seu so-
brinho, e veio completar a m opiuiflo que delle
havia o ler-se sabido que tinha dividas, e amanto, o
um duollo escandaloso por urna actriz dogymnasio;
assim pois, se declarou como impussivel o casa-
mento que a senhora Aubrce, tinha desejos de ulti-
mar. Apreentou-so entfio o Sr. do Piennes, caval-
loro grave e moral, rico e do muito boa casa. Fal-
lavapouco; porm quando abria a bocea ora para
dizer una grande verdade incunleslavel. as ques-
tOesduvidosas nbstinha-se de dar o seu voto, do
sorteqoese nao ajuntava um novo encanto as re-
unios que frequentava, no eslava domis em
nenhuma parle. Em todas o eslimavam muito, e so-
lhe fazia-bom lugar em respeito a sua mullier; po-
rm leve a desgraca do morrer pouco lempo depois
de casado, e desde entilo via-sc a sua viuvu em mui-
to poucas partes e em nenhuma reun80.
'i'endo aeabi'do de vestir-so a senhora do Pieunes
sahiodeseu loucador um pouco coafmovida, por-
que a chegada de Max de Salligny Ihe' recordara
recento morte da pessua que mais a tiaha amado,
guando eslava j perto da sala ouvio com assombro
urna bella voz do baxo que cauta.va alegremente,
ao piano esta barcarola napolitana :
Iijo Teresa
- "i^*- -JmWaddio,
Al mi 11 torna
Ti spesero.
Abri entilo aporta e interrompeuo cantor es-
tendendo a inflo direila dlzcndo-lhe : ,.
Oh Sr. Max, quarllo me alegro de vos v
Maxlevantou-se apressadamenle e apcrtou-lhe a
mijo, om achar paluvras para lho responder.
NSo sabe quinto tenho sentido, proseguio a
senhora do Piolines, nao ter podido ir a Itonia quan-
do inc coustou que sua lia.adoecra. Sei muito tem
os cuidados que leve com ella, e agradlo Ihe pela
sua ultima recorduco que t ove a bondade de en
viar-me.
O rosto de Max, geralmente alegre por nflo dizer
risonho, tomou urna repentina expresso do tris-
teza.
Atao ultimo momento, disse, fallou-mc de
vos. Vejo que lendes recebido o aunel eo livro de
oracOes.
Sira, Max, e de novo vos agradeco a lcm-
branca.
tenha que fazo-lo as menos vezes possivdif. E ve-
lo que vejo, senhora, preencheis muito mal s vos-
sas funcQOes
Oh agora vou ter um henaficio simples.- Dis-
seram-mo que estaveis judicioso e regulado: ser
verdade?
Sim, senhora ; promett a minha l)a corrgir-
fne, e ....
Cumpreis a vossa palavra '
Farei o possivel para o conseguir. Caminhan-
do he mais fcil, que permanecendo om Paris: com-
tudo.... Con sideral, senhora, s ha poucas horas que
estou aqu, ej hei (ido que resistir a algumas lon-
tacOes Quai.do vinha para vossa casa encontre um
dos meus anligos amigos, que me eoiMdou para
jantarcomum raricho deestouvados orecusei.
, Muito bom feilo.
Sim ; mas se hei do dizer a verdade foi por contava com que vos me convidarieis.
Que desgraca llojo janto fra; porm ama-
nlia....
Nesse caso nio respondo por mim, o vos sois
rcsponsavcl dojantarquocu tiver.
Ouca, Max : o que importa he principiar bom.
Nio v jantar com esses loucos; ou janlo em casa da
senhora Drsena); v l esta noitc, o fallaremos.
Sim ; mas senhora Darscnay he um pouco en-
fadonha, e fai-mo-ha com mil pcrgunlas. Estarei
bastante incommodado, c he fcil que diga alguma
necedado : alm disso tcm urna filha alta e bella,
que talvcz inda nitocasasse, e...
Ho urna menina encantadora.
Ser o quo quizerdes; porm se me aprsenlo
boje recentemente chegado, offendo-las-ha a minha
pressa por visilar as pessoas.
Faga oque lho parecer; mas olhc, Max, q"uo
como amiga de sua lia tenho direito para lho fallar
francamente e vou fazo-lo. He preciso guo rompa
com as suas antigs relacdes; na nossa idnde he pre-
ciso lerju izo. Porm deixemos os conselhos eos ser-
mOcs, o fallemos do que tom feito des.lo quo nos no
vimos. Sei que esleve na Italia e na Allemanha ; po-
rm nada mais.' s recobi duas cartas suas em dous
annos, e bem v que pouco terei podido colligir
dolas.
He verdado, senhora ; porm bem sabis que
sou muito preguicoso. Comecei mais de 20 cartas pa-
ra vos ; porem quo podia dizer-vos de interes-
so? Alm deque, tenho um capricho, e he que me
aborrece escrover cartas. Se vos tivesse eacrip'to to-
das as vezes cm quo tenho pensado nisso, nilo me
loria sido sufficicnte todo o papel da Italia.
Mas entao, que fez ? em que oceupou o tompo?
-* Occupar o lempo Ilcm sabis que desgracia-
damente em nada meoecupo. Nilo fiz mais que cor-
rer e ver. Tinha pensado dodicar-me pintura ; po-
rem a vista de tantos e tilo bellos quadros me cu-
rou felizmente da minha paixilo. Depois o volb i\ib-
by empenhou-se eui fazer-me antiquario: frca
de instancias obrigou-me a que mandassp fazer urna
escavacio, na qual se achou um cachimbo quebrado
eunspedacosde um vaso, que, sogundodiziam, va-
liam muilo. Em seguida recebi em aplos algumas
"icoes de canto ; porm adiantei muilo pouco.
No me agrada muilo, que seja msico, par-
que assim se pora em contacto com possoas cujas
rclacOes deveria.cvitar.
Bem vos entendo; porm quando eslava em
aples nao havia nada a temer: a prima do ana pe-
ava oito arrobas, e a segunda tinha uflV bocea -co-
mo um forno e um nariz como o pico Ge Tenerife.
Eiijim, o cio lio que passei dous annos sem saber
como, e sem fazer nada.
Oiii/era v-lo oceupado em alguma cousa, e
que tivesso goslo decidido por ella, porque temo
muito a ociosidade
Se hei do dizer a verdade consegu isso viajan-
do, porque sem fazer nada nilo eslava absolutamen-
te ocioso. Quando qualqucr v cousas formosas nflo
so enfastia, e quando me enfastio costumo fazer al-
guma asneira. A minha pobro lia pagou as ininlias
lvidas, e liz proposito do uo contrahir outras. Vos
rides ? Pois ouvi urna prova que vos dove conven-
cer : Famin, esse amigo, que vos disse me couvidou
para-janlar, quiz vender-me o seu cavallo, bollo ani-
mal, por 5,000 francos. 0 primeiro impelo que Uve
foi comprar-lh'oj porm, louibrando-mc de que nao
era bstanle rico para gastar 5,000 francos 11un ca-
pricho, prefer licar a pe.
lo adiniravcl, Max; porm sabe o que preci-
sa agora para nao fraquejr em tilo bom caminho?
Casarse.
Casar-me! Com muilo goslo ofaria; porm o
caso he que sou mao de contentar, o ho muito pro-
vavel quo no encontr urna mullier do mea gosto.
S por goslar djniim, parecc-mo que no gostarei
cu dola.
Quo loucura .' e porque .'
Hecordo-mo do que disse Olello para justli-
car-se das suas suspeitas contra Desdemoua : ~ a He
preciso que esta inulher seja caprichosa, c que te-
nha um goslo depravado para enamorar-se do mim,
3ue sou um preto. s Pois quasi o mesmo posso eu
izer; porque, so nilo sou prcto, tenho muito ma fa-
ma nosso inundo de lieos.
He verdade que lendes sido um estouvado,
mais que cstouvado; porm nao fallis assim, por-
que haver pessoas que o acredilem. Eu, pela mi-
nha parle, eslou certa dequcsoalgum dia vos a-
masseis urna senhora.... quo vos amasse tambom....
enlSo.
A senhora de Piennes tinha alguma difliculdade
em terminara sua phrase; o Max, que aolhava (xa-
mente com extrema cui iosidade, nflo eslava com a-
nimo de ajuda-la a encontrar o fin do perodo.
Entilo, queris dizer, disse elle alinal, que se
cu estivesso realmente enamorado, merecera a pe-
na e que me amassom ?
Do ceito, entp seriis digno de ser amado por
vos mesmo.
Mi.' so nao fra preciso senflo amar para sor a
rodo.'.... Nao" lie liio exacto isso como ilizei, se-
nhora. -- Krrtwlanto, procurai-me urna mullier que
me convOnba, e caso-nie. Comanlo que nilo seja
feia.,.. Pois quo eu nilosou tnovelho, o..,, Km fien,
dcixo isso vossa -oleicflo.
(Conlinuar-se-ha).
7 a 7,100 a arroba de primeira sorte,
ea 6,500 a de segunda.
Assucar.....Entraram 103 caixas; os preces
sflo os mesmos da semana anterior ;
o nilo houve vendas. Exportara tu-
se 73 caixas, 810 barricas e 2,706
saceos ; desmancharam-e 305 cai-
xas; eo deposito icou rcduzido a
2,690.
Cauros......Houve vendas ao preco do 105 a
115 res a libra.
Ago'ardcnte. .Contina ao prco do 45 a 50,000
a pipa A exportaeo foi do 3*
pipas.
Arroz....... Vendes-So do 9 a 10,000 rs. o quin-
tal do pilado a vapor.
Azeile-doce. dem a 1,800 rs. galilo do do Medi-
terrneo, e a 2,100 rs. do de Por-
tugal.
Bacalho. Como chegou um carregamento
esta semana, o deposito consta de
3,400 barricas. As vendas areta-
llio effectuaram-se ao preco ders.
13,500 a 14,000 por barrica.
Carne secca. O consumo ndo foi exlradrdinaro;
e as vendas regularam de 2,600 a
3,300 rs. a arroba. O deposito he
de 18,500 a 19 mil arrobas; e islo
por ter entrado um carregamento na
semina.
Familia do trigoExistem em primeira mito 1,660
barricas da de Trieste, trszidas pelo
briguc Fortuna, e que anda esto a
bordo.
Presuntos. -Vendou-se de 10 a 11,000 rs. a ar-
.roba dos do Porto.
Salsa parrilha. -dem de 19 a 20,000 rs. a arroba.
Existem no porto 31 ombarcacOes, sondo 15 bra-
sileras, I dinamarqueza, 2 francezas, 2 hespanholas,
singlezas, 1 knyphausen, porljjguezas e 1 sarda ;
entraram 8 e sahiram 3.
a
5=HH
-CMMEftCIQ.
iovment lo Porto.
Navios entrados no dia *.
Rabia ; 5 dias, brgue francez Yolof, do 136 tonela-
das, capitflo Mornier, quipagem 10, carga lastro :
a B. I.asserre & C.
Pro.ton ; 50 dias, barca ingleza Isabella, de 303 to-
neladas, capito W. Kebster, equpajteni 14, car-
ga carvito de pedra ; a Me. cal mont & C.
A'avi'o sabido no mesmo dia.
Aracaty ; hiato brasleiro Maria-Firmina capilil
Joflo Berna'rdoda Hoza, carga varios gneros. Pas-
sagoiros, Manoel Antonio da Rocha Jnior, padre
Jos Candido da Guerra Pasaos, JuliHo Antonio
Cuimarles, Manoel Dias com sua fama, Eduardo
Concalvos Valente, Joflo Goncalves Valente, Delfi-
- no Josdo Amaral., Jos Goncalves Valente, Anto-
nio do Azevedo Pereira, 1 fillio memoro 2cscra-
vos, Pedro Jos Gregorio, Brasleiros.
Navios'entrados no dia 5.
Ilha de Sumatra por Santa-Helena; 100 dias, o do
ultimo porto 15, galera americana Talmer, de 300
toneladas, capito J. Collins, equipagem 1*, car-
ga pimonla; ao capitflo.
Gui (na Costa d'Afrca); 19 dias, caico hespanhol
Calumnia, de 29 toneladas, capitSo Joze Rivers,
.equipagem 1-2.carga lastro e algumas caixas de bi-
chas ; a"Joilo Pinto de l^mos.
Macei; 2dias, brigue-cscuna de guerra nacional
imperial Andarinha, com mandante o capilito-te-
nenle Haphael Mendos do Moraes Valle.
Navios sahidosno mesmo dia.
Ilavana ; brigue hospanhol Juven-Dolores, capitSo
Romflo Colle, carga a mesma que trouxe.
Bahia e Uio-de-Janero ; paquete iiiglez Swlft, com-
mandanto Tory. I'assageira para a Bahia, A. Sun-
ders, Ingleza,
Antuerpia ; galera americana Talmer, capilil J. Col-
lins, carga a mesma quo trouxe.
signado faz publico, para intelligencia do commer-
cio desta praca, o do quem mais possa interessar
que, Mvendocessado o motivos porque foram^
claralas em estado do bloquoio a. barra do DiOrDniro
easde Vianna e Setubl, (ioam estas cmo d'antes
alienas navegaclo.
Consulado do Portugal em Pernamhuco, aos2dc
getembrode 1847.
O eonsul,
Jo&o Jlaptisla Moreira.
lisia geral das cartas existentes na ndminislrac~o do
comi, entrados tm todo o me; de agosto de 1847,
Antonio Fradel, Alexandr'o Antonio Pereira Di/is,
Alexandre Jos de S, Aloxandre M. Eving, Andr
Jos Antonio, Andr D. Dogo, Augusto Duarte Fei-
loza, Augusto Jos Fguoiredo, Augusto Pater Cezar
Alvino Pacheco Ferreira, Antonio Azevedo Maia, An-
tonio Azevedo Radios, Antonio Fernandos Cordelro,
Antonio Fernandos Sandin, Antonio Ferrofra Rriga'
Antonio Gomes Pereira, Antonio Gomes Rocha, An-
tonio Joaquim Carneiro, Antonio Joaquim Coneei-
co e Silva, Antonio Joaquim Souzn ltibero, Anto-
nio Joaquim Silva Santos, Antonio Joaquim Sanios
.Antonio Jos Alves Vasconcellos, Antonio Jos Coim-
bra Guimarfles, Antonio Jos Duarte Jnior, Antonio
rreira Jnior, Antonio Jos Francisco, Anto-
nio Jos Fernandes, Antonio Jos de f.ima, Antonio
Jos Martins Farias, Antonio Jos Miranda Oliveira.
Antonio Jos Silva Eiras, Antonio Jos Silva Chrs-
pim, Antonio Jos de Souza, Antonio Jos Verissimo,
Antonio Uiiiz da Cunha, Antonio l^apes de Almeida,
Antonio Lopes Menetes, Antonio l.eite, Antonio Mo-
reira Carvalho Castro G., Antonio Morcra Vinliaes,
Antonio Martins Farias, Antonio Olinda Pereira, An-
tonio Pereira Miranda, Antonio Pereira Souza, Anlo '
nio Rocha Compasso, Antonio Rodrigues'Crnaniles'
Vieira, Antonio Hibeiro Ferandes, Antonio Rilieiro
Santos, Antonio Silva Jnior, Antonio Silva Lamei-
ro, Antonio S Pereira Santos, Antonio Silva Torres,
Antonio Souza Silva Cunha, Antonio Santos Ferrei-
ra, Antonio Vicente da Cruz.
Barbara Francisca Xavier Mello, Bernardo Jos
Pinheiro, Bernardo Rodrigues Gramoso Costa Ber-
nardino Sena Lina, Balthazar Pereira' Diegues,
Bento Francisco Prac, Bento Jos, Bento do. Mello
Pereira, Bento Silva Machado. -
Claudino Gomes SoaresL., Catano Jos Poreira
Pinto, Casimiro Rodrigues Pinto Rocha, Casimiro
Silva Pereira, Cunha & Companhia.
[Continuar-se-ha.)
EDITA ES.
O Dr. Lviz Duarte Vertir, juiz de orpnoL tautenlet
supplente da cidade do Ilecfe e seu termo, por S. ^f.
I. eC, que Dos guarde, etc.
Faco saber que por esto juizo foi julgado Joito Bap-
tista Herbstur interdicto na administracilo de cus
bens o pessoa, e nomeada sua curadora ad bona sua
mullier l.ui/.a Margarlda Herbster, e por isso so faz
publico pelo presento para ninguem com ello con-
tratar sobre seus bens, pena de nulidade ; e esto so
passou por bem da minha sentenQa proferida nos
respectivos autos, que so cumprir.
Recife, 26 de agoslo do 1847.Francco Joaquim
Pereira de Carvalho, o liz escrever.
Luis Duarte l'treira.
Ao sello 200 rs. Valha sem sello, ex-causa.
Duarte.
O cidadao Jlo Baptitta Pereira Ijibo, ui dt paz pre-
sidente da meta parochial do l'oco-da-Panella, em
vi ilude da lei, etc.
Em cumprimento' da ordom do Exm. Sr. presi-
dente d provincra, do 3 do corrente, declara, que,
tendo deixado do pertcncor esla froguezia os cida-
dflos do9." e 10. quartcirOcs dola, que passaram a
perlcncer a nova froguezia da Varzca, o numero dos
eleitores desta froguezia ho 16, o nflo 21 como ha-
via publicado.
E para constar maudei fazer o presente edjtsl, que
ser affixado nos lugares pblicos e publicado pela
mprensa.
Froguezia do Poco-da-Panella, 4 de setembro de
1847. Eou, Franeitao Jos Alvet Gama, eserivfloju-
ramenlado'oescrevi.
Judo lluptista Pereira Lobo.
Jico15
racocg.
PliACA lid ItECUL, 4DPSETEMRP.0 DE 1847,
AS 3 HORAS DATAlilli:.
Revista semanal.
Cambios..... Fizerani-sc UansaccOcs regulares
a '27 d. por 1,000 rs.
Quando minha lia eslava doonle, costumava|AI Exportaram-ae 552'saecas; entra-
dizer-me: Km morrendo^s lelica ascuhora der ram 434, o licaram nos armazenS
I'icnnes para ralbar comtigo : cuidado com que 1 263. As vendas rcgularum de ris
Iloje, 16 do correle, ha scsslo extraordinaria
na cmara municipal desta cidade, c tora lugar a ar-
remafa^flo das rendas annunciadas.
O arsenal de guerra compra quatro caixas coiji
folhas do Flandres o mais duas ditas com ditas
dobladas : quem dito genero quizar fornecer, man-
dara sua proposta em carta fechada o amostra, a
direcloriaolo mesmo arsenal, at o dia 9 do corren
teme/.. --Arsenal do guerra, 2 de solembro de
1847. O amanuonsc, Jo.io Ricardo da Sika.
\D0 Di: l'OUTLCAI..
Por ordem dd governo de S.^M. %F., o abaixo as-
ContrMos a celebrarem-tt com a tkttouraria das rendas
provinciaes nocorrentt mez de setembro.
DIA 25.
Oda conlinuacoda obrado caes do Ramos, ava-
liadacm ris 7.-f4,000. Os trabalhos far-se-hao
deconformidadecom os riscoso ornamentos j ap-
provados; encetar-se-ho dous mezes depois do va-
lidado o contrato, e findar-se-hfio ao cabo de seis
mezes. O pagamento roalisar-so-ha na forma do
disposto no artigo 15 do regulamonto das arremala-
cOes. 0 prazoderesponsabilidade ser do um an-
uo. Fixar-se, cmfnn, o contrato com aquello dos
concurrentes que por menor preco se comprometter
a fazer a obra.
DIA 30:
Odoestabelecimento do urna linha de mnibus,
niip. na fTn .da lei provincial n. 191. ftcMeo
transporte desta cidnde a qiralquer dos ses arrabal-
des e a do Olinda.
Cadeira vaga de pritneiras Ultras.
A de Caruar, cujo concurso lera lugar no dia 9
de setembro corrente.
Do dia 6 do corrente em diantc sera
2,000 rs. o proco das canoas d'%goa na ponto (la
Boa-Vista Escriptorio da companhia de Bclicri-
he ,2 de setembro do 1847. O secretario B. Joi>.
Fernandetde Barros.
Publicarlo Iliteraria.
PORTUGAL.
RecordacBet do anno dt 1842, pelo principe l.ichnonsky,
traduzido do aliando segunda edicto correcta e'sn-
notada. *^ "^^"
O consumo rpido da primeira edico e a sua
procura por inuitas possoas que flcMm sem ella,
induzio o traductor reimpresslio d'esta obra cu-
rios, quo conten a apreciacito dos caracteres mais
nolaveis do palz, dos seus acontecimntos poli ti-
cos monumentos e lugares principaes foila por
esse principo prussiano quealli viajou no anuo
citado. Esla ntcrossanle obra, quecontm 220 p-
ginas, vende-se por 1,000 rs., na ra da Cruz 0.
7, segundo andar.
visos martimos.
Para Lisboa a muita veleira eljlabohecida
barca nova portuguesa Ligeira do quo ne ca pililo
Antonio Joaquii ues, pretende sabir rom
toda a brevidade : quem nella quizer carregar, ou
ir do passagem dirija-so ao mesmo Capillo, 011 a
Francisco Scverianno llabello ; Filho, no largo da
Assemlila provincial.
Para a Bahia sabe, por estes dias. o hiato
Vigario, n. 5.
Para o Cear tom de seguir viagem o I
cuna Henriquet'i Joaquim
>ilva : queninolln protonder cai-rc. t|0
mesmo mestre, no trapiche novo,
deia-Velba 11. 19, segundo an
-Para o Aracaty l
Novo-Olinda, mostr Antonio quem
nelle pretender dirija-sr mes-
tro no trapich
Para o Porto
12 do corrente a ve! 1 ; "''
cebe ainda alguma carga
geiros para o que tom cxcei! modos, tra-
ta-secom Silva Grillo, na ^^Htdo, n. JJ
Para y ou Coi
S-;4.n de pusagem,xlirija-e a ra do Vigario, m 5.


UdL.
_ Obr.gue francez Ar,^-MbA.W. capitno GuU-
hcrt, prnde seguir par* o Havr*-de-C
25
d
: Comp
.7t.p=c seguir para,o H^-dc-Gra^ no ,.
Companliia, ruada Cruz, n. 21.
O TltlHUNO 15,
o.li a venda as 9 horas nos lugares docostume. Re-
commcnda-so a Icitura deste numero ao povo, a
(,uom muito intcressa ello.
Na nova loja da ra do QUeimado, n. 30, de Jos
Joauim de Novaes, contimiaa haver um completo
sorlimonto de obras follas com a mesma pcrfcicao
como as de incommenda. Tambom ha um completo
orlinyuto, vlndos pelos ltimos navios de Franca,
de chapeos pretos muitos superiores, o da ultima
moda de Paria, bons chapeos do Chile, ricos cortes
le veludo para roletcs, pelo barato preco de 5,000
is. o muito bons lencos para pescoco de homem e
senhora. '
Na ra do Trapicho n. 6, se dir quem vende
l cscravos sendo urna bonita mulata de 20 annos,
nue cose, engomma, eboboa rendeira ; urna pre-
ta de 28 anuos que he quilandeira e lavadeira ; um
mulatinhode 11 annos, do bonita figura.
Precisa-so de urna ama para o pequeo servi-
co interno o externo de urna casa : na ra de Hor-
lus ,n. 16, primeiro andar.
O Sr. Jos Mara do Amaral teni urna carta na
na do Quumado, n 55.
S. H. T.
A direceflo do theatro de Apollo, de conformidado
rom o $ 18 do artigo 38 dos estatutos, avisa aos Srs.
socios m gernl, que os bilbetes para a recita do dia
Tdocorrentemezso principiara a distribuir desde
o dia at 6 do mesmo, desde as 4 as 6 horas da tar-
de excepto no dia 5. em que, por ser domingo, so dis-
tri'buirflo em todo o dia no salilo do mesmo theatro,
pelo respectivo thesoureiro, que seacha autorisado
para isso; bom como para receber, nesse acto, ludo
manto os mesmos Srs. estiyerem devendo. Igual-
miMilo queiram mandar ate o referido dia 7, as 10
horas da manhaa, suns propostas, incluindo os bi-
lhetes para convidados, cm carta fechada e assigna-
da declarando, alm dos nomes dos referidos convi-
dados, a qualidade, estado, oceupaejio, e onde sua
moradia, entregando a mesma carta ao respectivo
thesoureiro no mencionado salSo, afim de que em
tempo competente sejam approvados pola referida
direccilo, que formalmente declara, nao recebera as
mencionadas propostas, que n.1 vicrem na forma
supradoclarada, nein tao pouco sesubjeitara a appro-
vai convidados depois daquella hora marcada, 10
horas da manhia do dia 7, seja qual Mr o prelexto
que para isso se aprsente, muilo principalmente na
noitedo espectculo, afim de se evitarem abusos ja
platicados ni algumas das anteriores recitas.
--Precisa-se de urna mulhcr quo saiba cozinhar,
e que seja de boa conducta, para ama, a qual s se
pretende para cozinhar : no paleo de N. S. do Terco,
n.16.
Conlinuam a estar para alugar as casas terreas
Iens25, 27, 29 e 31,.sitas na ra Real, prxima ao
Manguind asquaos teem muito bons commodos ,
quintal murado o porto de embarque : a tratar com
son propietario Manoel Pcreira Teixeira mora-
dor junto aquello lugar.
Quem annunciou querer comprar quatro cai-
xas de casca de tartaruga, para rap, que fossem do
Aracaly, dirlja-se a ra da Cruz, n. 10, que achara
das mencionadas caixas.
Jos da Costa Moreira e sua senhora reliram-se
para Portugal, a tratar de sua sade.
Jos P rail i nos, cutcleiro amo-
lador,
avisa ao respeitavel publico desla cidado, que so
acha estabelecido na ra Jo Cabug n. 12, onde
sempre estar prompto para fazer qualqucr larra-
menta ou instrumento de cirurgia trinchantes e
outros : tatnbem concerta espingardas, taz ircio
paracavallos, esporas de todas as modas e ludo o
maisquo fprcOnccrncntoao seu olllcio. Amoln as
tercas, quintas e sabbados.
Alugain-scduas pequeas casas terreas, sitas
na Trampa na ra do Sebo ns. 52 o 54, por 8,000
rs. mensaes : a tratar no escriptorio de F. A. de Oli-
veira na ra da Aurora, n. 26.
Vende-se um liom escravo, perfeilo coznneiro,
-born copeijp, c ni vicio algum da-so a conten-
to : na ra do Vigario, n. 24, se dir quem vende.
-Aluga-seuma casa grande, junto a ponto
Passagem toda envidracada e pintada de novo],
com oiloquartos, um ptimo slito com vista para
o rio bom banlio no fundo do quintal : a tratar na
ra Diroita, n. 3.
Aluga-so iim bom sitio por ser minio perlo da
nraca.com boa casa estribara o cochcira Ierra
para plantar, baixaspara capim boas cacimbas,
e minios arvoredos de fructo: a tratar na r
uga-se nm solfo, ou andar acabado de novo,
com muir per-feicao e asseio proprio para nina fa-
milia decente com 4 quartos, -> salas boa coz-
nln, umquarto dobaixo da cscada quintar e ca-
cimba na ra da Palma nos fundos do sobrado de
Manoel 1-rminoFerreira : a tralar com o mesmo.
O Sr. Jcft Cavalcanli do Albuqucrque que ha
das annunciou achar-sc em sua casa um niulatinho,
de nomc Manoel tenha a bondade de declarar a
sua morada, para ser procurado
Vicente Ferrcira Caminha morador no lugar
da Serra no engenbo Novo do Cabo faz scientcao
Sr. Antonio Rufino da Motla Souza, morador en.
Inhanuim, quecm seu poder existe o seu escravo
Kilkipc pode.ndo manda-lo buscar por pessoa com-
alentemenlo autorisaila O mesmo declara que nao
se responsabiliza pela tugado dito escravo.-
-A pessoa que annunciou, por este Diario, que-
rer comprar esclavos para fura da provincia, quo-
rendo um ilo 1H a 19 annos, eozinheiro o muito
bom comprador, masque s se vondo para fora da
provincia, dirija-se a ra da Florentina, u. 16,.
Cnumniit, dourador, na
ra nova ii S* fabrica de
cindieiroa de gazconlros, doura, pralea e branca
de ditTerentes cores todos os mcUes, sejam de igreja,
mili ares, ou particulares; concerta o torna a por de
novo todos os'objcclos de metal; pOo os candidos
!le azete promptos para gaz; troca e compra todas as
; qnalKlades de bron/.e, por preco "*"*..
- Alusa-se urna casa terrea com bons commodos,
sitan iravessa do **l. e pintada: a tratar na ra Urre.ta sobrado n. 29.
Precisa-so fallar com o Sr. Jeronymo dos
los Braga para se lhe entregar una carta, viuda
Para e a negocio de seu inleresse : na rua da Cr
...........,........ :.. 5
lotera do theatro.
Novamcntc tcm o Ihosourciro desta lotera desig-
nado o din 15 do corrento mez para o nfallivcl an-
damento das respectivas rodas, pelas rasOes conti-
das no annuncio precedente. Dependemlo smente
da concurrencia dos compradores de bilbetes a
completa extracefo (lestes espera o mesmo the-
soureiro que scmelhante concurrencia no ser
desta vez Ilusoria, o quo o publico respeitavel- se
convencaquoassobreditas rodas nio dcxarilo de
ter andamento anda mesmo (cando alguns bilhe-
tes, em pequeo numero, porque estes passarilo ao
dominio da sociodade creada, e a lotera exlrahir-
se-ha inmediatamente.
Aos raos de San
Jos 0 secretario da irmandade do patriarcha San Jos
d'Agonia, erecta no hospicio da Penha, autorisado
pela mesa actual, convida aos irmaos em gcral, com
especialidade quelles que j oceuparam cargos na
referida irmandade, para comparecer no dia quar-
ta-feira, 8 do correte, pelas 9 horas da mantilla, a-
lim de, emmesageral, approvar-se a avaliacSo das
hemfeitoras da irmandade o tralar-se do mais ro-
lalivamento transferencia da mesma.
-- Jos Antonio de Karia, subdito portuguez, reti-
ra-se para Lisboa.
A pessoa que pretende tomar 300,000 rs. a ju-
ros, sobre hypolheca em urna casa, sendo quo a mos-
tr livro e desimpedida, pode dirigir-se a rua do A-
raglo, n. 38, que ahi se dir quom faz este negocio.
Oabaixoassignado avisa aos carregadores do
hialcbraslleiro San-Jodo do que be mestre Urba-
no Jos dos Santos, que seguia viagem para a Babia,
e arribando, a este porto, por forca maior, descar-
regou-se, o acha-se a carga cm seu poder, que no
prazo de oito das da data ilesle comparecam para as
receber, o pagar as despezasque so fizeram com
a mesma. Pilimb 2deselembro de 1817. -- 0
subdelegado Jodo da Coila llezerm.
Ilebrard, com botiqum francez na rua Nova
n. 69, tem a honra de participar ao publico, que, pe-
lo ultimo navio, chegou-lhc de Franca um bello sor-
tmenlo do conservas, como : sardinhas, hervilhas,
linguiqas rechcadas do trutas, azedas, presuntinhos,
frutas conservadas dentro de licor e charape, vinhos
deRordeaux, em quarlolas e garrafas, Roussillon,
St.-Julienem caixas, cognac muito velho, vcrdadei-
ro marrasquino do Zara, absintho, kirch do Suissa,
azete fino de l'lagnol de Marselha, agoa de llor de
laranja, ago'ardente de Dautzie e dila agoa-ouro.
POMMATEAU, CL'TF.I.F.IRO NO ATEIIKO-IU-
BOA-VISTA,
tem a honra de avisaran publico, que niudou o
seu estabelecimenlo da rua do Aterro-da-Boa-Vista,
n 5, para o sobrado novo, n 16, da mesma rua.
Na sua toja sempre o publico achara como de cos-
til me um grande sortimento do cutelenas linas e de
todas as qualidades ; bem como pistolas do viagem,
e armas para ca$a. Contina a concertar todas as Tirar delicadamente um dente, ou urna laz
qualidades de armas o ferragons.e amla nas quar- sangrar delicadamente, por da vez
tas-reiras e sabbados. Apartar pcrfe.lamente os quatro denles int.
Roga-so a lodas as pessoas quo. teem levado li- sivos lo queixo superior
vros emprestados da loja de encaderna^ao da praqa
da Independencia tenham a bondade de os ir en-
tregar o mais breve possivel
-- Perdeu-so um par de oculos do armaco de aro
de ouro os quacs teem em um dos vidrosuma la-
Iba ,ou pequeo taco: quem o achou podo res-
tituir napraca da Independencia, livrana ns. 6 e
8, que se gratificar.
Precisa-sc de um trabalhador de masseira : na
rua larga do Rozario, n. 48.
-I)cseja-se fallar ao Sr. Francisco de Azevedo,
IIU rua do Vigario n. 3, a negocio do seu inleresse.
abaixo assignado declara que 01 annuncios
fcitos por Manoel Jos do Souza no Diana de I er-
nambuco ns. 198 e 19, declarando d'ora em diante
assignr-se por Manoel Jos do Souza Favela, nao se
ontendem com Manoel Jos do Souza com loja de
fazendas na rua do Crespo, n 23.
ManoclJosideSouia.
Precisa-so de 2 prelos para serventes : na r
Nova, n. 9. se dir quem precisa.
Roga-se ao Sr. Quintino Galhardo que baja de
annunciar sua inorada para ser procurado.
San-
do
Cruz,
P
n. 10.
Manoel Jos do Souza faz publico que, haven-
do outro de igual nomo dora cm diante so assigna-
r Manoel Jos de Souza Favella.
Pieeisa-so alugar um sobrado de um andar,
que seja grande e tenha quintal em as ruis man
publicas do bairro de S.-Antonio ou Boa-Vista os
mesmo algum sitio com bons commodos sendo
no Hospicio, Corredor-do-Bispo F.stancia ou em
algum lugar moito perto desla preea-. na esquina
ilo l.ivramento loja do 6 portas do Sr. Cabriol
Concalves Lomba, se dir quom precisa.
Quem annunciou querer comprar urna fazenda
de gado sendo queira urna com 4j vaceas pouco
mais ou menos, o sua respectiva prodcelo, pasto
proprio, terreno no melhor scrt.lo c porto, diri-
ja-se ao Sr. Luiz Antonio da Cunta, na rua do Cres-
po loja do Sr. Castro.
O dentista e sangrador,
Jos Adelo, tem a honra de annunciar ao respei-
tavel publico, o especialmente aosseus freguezes e
amigos, quo elle so acha prompto para pralicar
qualquer operaco pertencente a sua arte, para o
que poder ser procurado das 6 horas da mantilla as
6 da tarde, em sua casa, na ruaDstreita do Rozario,
n. 7, junto a igreja.
O aiiniinciante toma a liberdade de declarar ao
mesmo publico, que a longa pratiea que tem, de 16
annos, o tem habilitado a execularqualtiuer das di-
tas operacOes com toda a delicadeza o perlcico, mes-
mo peranlu qualqucr medico ou cirurgiilo. Outio
sim, para obviar qualquer duvida, o mesmo aiiiiun-
ciaiilejulgaconveiiienlodeclararaqui os presos por
quo se obliga a fazer qualquer das operaces refe-
ridas; acrcescontanao, que, quando o mandarem cha-
mar para este Hm, lhe deverao mandar a indicacflo
do lugar quo be chamado, nonio da rua, numero
da casa, etc., vindo logo adianlado o importe, da o-
peracao quo se quizer alim de que vonha mais
proinptamonte : nao olistante, porin, liea livre a
a quem quizer usar de generosidade depois de pla-
ticada a mesma operadlo. Advcrto tambom, que, sen-
do chamado e indo ao lugar ao qual ochamarein, e
ahi nao platicando a operario, por mo ser mais pre-
cisa, ou por alguma circumslaucia independen te da
sua volitado, lemganho o seu jornal.
'retos das operafots yraligadas nos bairn do llecife,
Iloa-VittaeSun-Jost1.
4,000
4,000
Na rua da Cruz Ao
Itecife, n. 38*
* .
e esti'oi 1 i
vende-se o muito sueerior e eslima.ii rape mcio-
(rross e grosso da fabrica de Estovan (. i*u -
do do Rio-de-Janeiro no br.^u.-- Mara, entrado o mez prximo passado: seu pn<,
hedo1,2SOrs. de cinco libras para euna.
Ven.lc-s.. sal de l.isha a bordo da Hkiip
tugueza /.igtira no escriptorio de lranei,eo Scno
Vianno Rahello .\ I'ilho. ..--_
Vendem-so tresvasilhas para ,dft*5:
pato, levando una 147 caadas, outra 1U e^mu
70, lio muito proprias por se terem esyas ado ui
tiinamcnte. Vendem-sc muito em conta na rua do a
r"---'Vendo-so urna porc*. de sacras com rTO
bratico, debu* qutldade, par muito comsnopa
co : na rua da Madrc-de-Heos, n. 9.
Veidem-so 260 libras de rape principe
rial, poi
qualquer'
ja de miu|
impe-
preco, 'l";! r2/' c"nlatoa.
na do Crespo lo-
alirieante de rapi-
lezas ,n. ti.
na n
)antigobarateiro
nova loja de miudezas da rur
, boles de retro/, tinos, para fa
des o pequenos; assim como tranca para as mesmas,
rinuissimos botOes-de varios padroes, de retroi;-
tem na sua nova loja de miudezas da rua do Colle-
gio, n.9, boles de retro/, tinos, para farda, gran-
e.
.laVe'mes.no'de metal douraito para casaca ; "*,;f"
como retroz de lodas as CQrCS, a 30 rs. a 0lU
outros muios objectos e gala.ilanas que se vendem
por preco comino lo.
Na ruadas Agoas-Vcrilcs, n. 46,
nacflo, saliendo
vende-se
famosa eserava
da
de boa
o cn/i-
praca.dfl 30 anuos de idade.
-Vende-se urna iiegriuba de 12 annos
figura, que lom principios de c1""'
nha O diario de uma casa ; um mulatinhode l* au-
nse um dito de 16 anuos J.ons parapagons. p
saberem bem ion
Tirar delicadamente um .lente, ou urna ra/
Sangrar delicadamente, porcada vez
Apartar perfeitamente os quatro dentes inci-
sivos do queixo superior lO.Ooo
dem do queixo inferior 10,000
Chumbar um dente com qualquer metal
branco ].m>
dem com ouro, sendo preciso 5,000
Por cada apnlicacflo do ventosas sercas, ou
sarjadas l1.""
Prtfo dus mesmas operaedes no Imirio de S.-Antonio.
2,000
2,001)
8,000
8,000
4,000
.->,0(Ki
16 annos nnns p |"w i--
ianerem nein montar a mallo, 011 para *V**-
rem qualquer ofii:'!.. ; um moleque de 18 annos ue.
bonita figura: todos sen vicios nen. achaquo a
ponle/inha a
i na da Concordia passando a ,
;,sa terrea, so d.raq.iemveude.
Icroseirasde todas as quali-
Trompe ao peda
reita segunda es
Vendein-se pes (
la-les : na Soledade indo pe
igreja casa n."
qualquer metal
II. S. Jiawso, dentista bem
coiihccido
nesta provincia, leudo agora chegado da Europa o
leudo visitado as capitaes de Londres o Pars, don-
de trouxe os melhores objectos da sua prolissao que
al boje seconhecem como novos instrumentos,
denles o mais necessarios para qualquer opcracjlo
da sua arte; olereceseus servicos aos illustrcs ha-
bitantes desla cidado conforme a sua tabella tixa ,
e prometi fazer todos os esfrcos para agradar as
senhoras ou senliorcs, quo o quizerem procurar ,
das 9 horas da maulia ate as 3 da tarde na rua do
Trapiche no Recife n. 4, segundo andar.
Agencia de passaprtes.
Na rua do Collego, n. 10, olio Aierro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-se. a tirar passapories tan-
to imra dentro, como parafra do imperio; assim
como despacham-se escravos : tudo com brevidado.
--Aljiga-so o segundo andar da casa n. 34 da rua
do Trapiche, comcxccllentes commodos, varandas
do ferro adiante o airas, e bonita vista para o mar :
a tralar no ai mazcm da mesma casa.
-Quem quizer dar 300,000 rs. a premio sobre
hvpothccaem urna boa morada de casa, annunme.
-- Aluga-se o sobrado de dous andaros om ora-
je-Portas n. 83 com muilo bons commodos pin-
tado e concertado ha pouco : a tratar na mesma rua,
n. 85, com Joilo .Marques Correia.
Na rua do Trapiche-Novo, casa n. 8, prec.sa-se
de urna mulher que saiba cozinhar.
Precisa-se alugar urna preta para vender na rua:
na rua das Trincheiras n. 32.
Precisa-se de um oflicial do barbeiro em ora-
ra-de-Porlas, rua do Pilar, u. 114.
--precisa-so doum caixoiroqiie tenha conheci-
mcntossunic'ioiites para tomar conta do urna pada-
ria por balanco ; sendo hbil d-se bom salario : na
rua Imperial, n. 37.
Pelo novo deslino que deu ao edificio da sua
residencia na rua do Hospicio poder o doutor
Sarment receber em sua casa doenles que desejem
vir Iratar-se nesla cidado. Serao rccebidos nao so
os doenles dU qualquer sexo c condidlo que sejam,
mas lambein as pessoas, ou familias, quo os qui-
zerem acompanhar.
dem do queixo inferior
Chumbar um dente com
branco
dem com ouro, sendo preciso
Por cada applirac.to de ventosas seccas, ou
sarjadas. ,0'000
l'reeos das mesmas operaedes platicadas em casa.
Tirar delicadamente um denle, ou una raz 1,000
Sangrar delicadamente, por cada vez 1,(100
Apartar perfeitamente os quatro denles inci-
sivos UO queixo supe ior
dem do queixo inferior
Chumbar um denlo comqualquer metal blan-
co, de 1,000a
dem com ouro, sendo pieciso
Por cada applicac"io de ventosas seccas, ou
sarjadas .
N.B. Sondo chamado fora da cida.lc vencer na
rasan de 10,000 rs. porcada legoa, aleni dos preces
da operaco que lizer, que serao os mesmos que cm
casa.
Na mesma casa cima se acha |venda a muilo a-
credilada lia Europa, agoa imperial, do Mr. Cariot,
ex-eirurgiao dentista do rei da llcspanlia.a qual lie o
melhor especifico que se tem descoberto para a lim-
peza e asseio dos dentes; a qual, conscrvando-lhcs o
esmalto 0 dando consistencia os gengivas, dexa na
bocea um cheiro agradavel 0 provino as dores de
denles.
Cada frasco vai acompaiihado de um impresso
qu*entina o melhodo porque se deve usar da refe-
rida agoa.
Vende-so nicamente na casa cima n
1,28o rs. o Frasco.
ja casa u. .. ,
Vrndem-se Inlioas e pramiiues ilc
pinbo da Sirecia,as mais lindas que teem
apparecido neste mercado, projirns para
quem livor bom goslo forrar suas sa-
lis e assoalho, por n8o terem no, e sc-
rem de fo a 3o palmos de eomprido, as-
sim romo americanas de i a 3 palmos de
largura \ cadeiras de pinb.0 a polka, pro-
prias para tomar o bom ffeaeo nos si-
tios, debaixo dos arvoredos. A ellas que
sao poucas, ao depois nao Laja descosto
de q8o terem ficado servidos. A airas co
theatro, armazem de Joaquim J^opes de
Al.m-ida, caixeiro do Sr. Joao Mallieus.
- Wilcl. Bravo & C." acabara do receber dirccta-
(.0(10
6,000
j, uno
5,000
6,000
mente de Paris um poreo de frascos dahm a-
oa hembstatiC* do firouliier, decii|as virtudes o
Jornal do Ci.mmeic.o do Rio j tora tratado emd.l
IVrentes artifloS mui eireumstanciaila..iento.
Kste
singular medicamento he verdadeiramento especi-
Bcoe nrtllivel no curativo de lodas *'"''* "
i... nii. .,<.!,. iiKiriinicnlo corlante, sojam poi ar-
jam ellas pelo inslrui.iento corlante, sejam
mas de hito, ou provenientes de queimaduras.
, e uer'qe sejam os accidentes que as com-
Dlimicm, lo losellesdesapi.aiecem com un ma fa-
ci;!l'ul.' saraudo a ferida lentro de poneos fhas sem
suporoclo, sem nllammac..,. o sem do MM ha a nenia de substancia e fer.mentos das maiscon-
Xaveis arterias, o,.no a cartida WOtn.inao
g a peda de substancia se recupera WlkM^
rhagia arterial esta curada dentro de .10 ., 0.
los;,egeera.,do-so as lunicaa da ^^fl
pormelo de un trabalho orgnico prUMtar; BOo
he menor a eflloacia do mesmo medicamento n.is he-
(t preco de cada frasco be do
Compras.
Compram-soas inslruccoes militares de caval-
laria : na rua da Cruzn. 10.
Compra-sc urna cacliorrinlia do reino, tem
pequenina : quem tiver iinnuncie.
Compra-so urna commoda o um oratorio ; tuuo
em bom uso: quom tiver aiinuncie.
-Compra-so, para (era da provincia aig^um
escravo, ou eserava : na rua Imperial, n. 9.
Compra-se um preto ou preta coznheira : na
rua daCadcia-Vellia, n. 29
Compra-so um preto moco e sadio que seja
bom official do sapatero : na rua da Aurora, escrip-
torio n. -2fi. de Francisco Antonio do Oliveira.
Compra-se urna eserava moca do boa iiguia,
qub saiba colindar e lavar, e nao tenha vicio: agra-
dando paga-se bem: na Boa-Vista, rua \elha, n. 18.
Quera a liver, deve appareccr das ti horas da ma-
-"comp- urna prola que tenha leitc, c som
lilho : na rua Nova loja n. 3.
compram-se barra de 4 e de 5 om pipa chc.os
de mcl : na rua do Trapicho n. 6.
. --Compra-so um boto para o servico de um na-
vio estando om bom estado : na rua do Trapicho,
n. 44, ou a fallar com Kirmino J. K. da osa.
extensflo necassaria a n
denles diijam-se a rua da Madro-de-Deos, botica
""--'venje-se urna preta que engomma, eozc. c eo-
zinha muilo bem : na rua do l.ivramento, venda .,..-
m-r03Llc-se salsa-parrilha, muilo nov., e^era
boa condicao. por preco cmimodo : no armaxeWde
F^:^m.o:serfftode,r,1.z, proprio P- **
por preco commodo : noarmazem de limando J.
Braguez.
7 escravos, sendo :
di- 18 anuos, e ontro
dous bonitos pardos, de |6 a 18
sendo um ellcs bom sapateiro,
tara payens; um pardo,
Je 3o aimos pouco mais ou menos, c de
todo o servieo le casa c campo ; urna
parda da mesma idade,quecoze solrivel
e faz renda e um mu-
andar
V cride m-sc
um moleque peca.
de i;
annos,
ambos propnos
com maneas em
Vendas.
mente, lava roupa
latinbo, de 7 annos, proprio para
casa : na rua do Cres-
,cnde.
Vonle-se a Historia de Portugal, em bospanhol,
1 volume ; dita de f.ilbras; grammatiea-franceza;
"" l".izctas de Lisboa de 180T,; 1 llanta terca ; 1 relogio
ras de l.sbOa, muilo linas, proprias
'm^mmm^ po, loja n. -i A, se dir quem os v<
~ i -- Vende-se a Historia de Portugal, em hesi
boa
I rua
Vende-se um nieto crioulo do 20 annos, de ordinario ; lesouras de i.isooa, mimo "n"l"?V"?l
a tigu bom carreiro e va. uero no lint da para costura : ludo por preco commodo. Na rua do
fa da Aurora, n. 4. I l.ivramento, n. 23.



i.

w




J.,
M
Vendem-se ps col) jados :'-> autor Mirand. do Ro.-de Ja-
neiro por 8,000 rs. : a piara da n-
, iiv lia, as. 6 e 8
ontH
dependencia liv ra, ns. 6
Vendo-se una eslava cioula, moca
ma para o servico" interno 8 existi do -iiii; casa Jo
familia : na riic do Liv*meii'c, 3o.
Vende-se um su|ierior, cxoellentee muilobem
acabado ciironomotro, feito por um dos -primeiros e
distinguidos fabricantes de Londres sendo este o
nico em Pernambuco, que nnda por OITO DAS:
quem quizercompra-loo v-lo podcr dirigir-se a
bordo da galera ingleza Columbui, aondo so acha
presentemente, aim de sor regulado.
YO ROM E BARATO.
Na novaloja de Francisco Jos
Teixeira Bastos, nos quatro--c3a
tos da ra do Queimado, n. 20 ,
vndese panno preto, verd, cor
de caf eazul, de superior qua-
lidade e por preco mais com-
modo do cjuem outra qualquer
parte. Na mesma loja ha um
completo sortimento de fazendas
por precos rasoaveis.
-- Vendem-se 5 iteiros
por preco umita commodo
Cabug, loja n. G.
Vemdem-scO escravos mocos, do bonitas figu-
ras ; sendo alguns delles bons vaqueiros e carrei-
ros e que nfio tecm vicios nem achaques: vendem-
so para pagamento de dividas, o muito cm conla ,
por no seren de ganhadores : na ra da Concor-
dia passando a pontezinha, a direita, segunda ca-
sa terrea se dir quem vende.
para loja ,
na rtia do
vende-so urna parda do muito boa conducta '
moca, e quBCoactfoftVv:! c engo'nina liso : na ra
do Queimado, n. 40.
Vendem-se 5 escravos sendo, dous moloques ,
iim ie 18aunse outro de 10 e3 eseravas muito mo-
cas, rom habilidades: na ra das Crozes, o 22, se-
cundo andar.
Vende-se una preto da Costa de 18 a 20 on-
nos.coiii urna criaiic 3 i.-iezes, o que he quitan-
deira : 114 ruada Cruz, n."26.
Vcndem-sc dous cavallos do carro, proprios
para carraca : na cocheira do largo da matriz de S.-
Antonio.
Vcude-so urna preta de nocito boa lavadoira ,
engommadeira e cozinheirn ; na ra do Encanta-
mento, a tratar na venda de Francisco Xavier Mor-
'.ins Bastos 011 na ra do Queimado loja n. 2.
Casimiras clsticas, a l#00 rs.
o covado
Vendem-se superiores casimiras elsticas, pelo
barato preco de 1,000 rs. o covado ; ditas muito fi-
nas francezas a 1,280 rs. o covado ;.dita de su-
perior qualidade elstica, muito fina, o prcta n
3,500 rs o covado : na ra do Collegio, loja n. 1.
Lotera do Rio-dt -Janeiro
Buhles o meios ditos da oitava lotera a bene-
ficio do theatro da imperial cidade de Niclherov :
vendem-se na ra da Cadeia-, n. 38 loja de cambio
de Manocl Comes.
Na
ra do Crespo,
11. 11,
vende-se pelo baratissimo preco da 3,500 rs a pe-
ga de cambraia de cOres com 13 varas, muito pro-
pria para vestidos e cortinados de cama.
('asa da F
na na estreita do Kozaro, Ti. 6.
Neste estabelecimonto acham-sc a venda as beni
acreditadas cautelas da lotera do theatro publico
desta cidado cujas rodas andam 110 dia 15 de se-
tembro. O caulclista espera que os seus fregueses
concorram a comprar o rosto das ditas cautelas ,
as quaes se espora boassorles, pela escolente cs-
iolha que se fez dos nmeros para serem divididos
coi cautelas, A ellas que s3o poucase boas : l'rccos
os do costuine.
A ttencao!
Vendem-se superiores chitas francezas, do vara de
largura e de cores lixas, a 280 rs. o covado ; ditas
finas, escuras c decores ixas tendo algumas que
servem para luto a 5,000 rs. u peca ; meios chales
de cassa de quadros a 440 rs.; cortes do lanzinha,
para senhora, com 15covados,a 3,600 rs. ; panno
preto fino para pannos do pretas a 3.000 rs. o co-
vado; chales do 1.1a e seda muito finos, a 5,500 c
7,000 rs.; zuarte de vara de largura o 240 rs. o
covado ; cortes de cambraia lisa muito fina o com
ii varas o meia a 5,000 rs. ; superior brim tranco-
do pardo, de puro liulio a 040 c 900 rs a vara ; di-
to amarello muito lino, a 900 o 1,000 rs. ; dito
trancado de lnho bronco muito superior a 1,000,
1,280 e 1,600 rs. a vara; chadrezes do linho para
jaquela a 400 rs. o covado ; riscadinhos trancados,
:i 240 rs. o covado ; hamburgo do lnho, a 260 rs. a
vara ; meias para senhora a 240 rs. o por; c oulras
muitas fazendas por barato prego : na ra do Col-
legio, lojan. 1.
v
Cortes de pelle do diario, a
1,400 rs.
Vendem-se superiores cortes da fazenda chama-
da pclledodiabo com 3 covadose meia ,pelo ba-
rato prego do 1,400 rs acorte, sendo da mais supo-
rioaquo temapparecido : na ra do Collegio, loja
n. 1.
Vendem-se duas masseiras para aroassar po,
muito bem feitas de amarello, com as 'competen-
tes tapadoras ; 11111 rologio de parede com caixa ;
dous cabidos com 24 la boas para deitar pilo; urna
balaca de pesar familia com diferentes posos ; e
outrosobjectos pertencenles pavaria : ludo por
commodo proco : na na da Cadeia do S.-Antonio,
serrara 11. 13.

Na loja nova do Passcio-Pu-
hlico.n. 19, de illanocl Joa-
qun) Pascoal Hamos,
Aendem-sc pecas de madapolo, a 2,000 o 2,400 rs.,
o a vara a 100, 120 e140 rs.; chitas, a 120, 140 e
160 rs o covado ; pelle do diabo a 200 rs ovova-
do ; chales de metim a 1,000 rs.; pecas do algo-
diozinho, a 1,280 rs. ; riscados Trancozes a 200 rs.
o covado ; princeza muito fina, a 1,000 rs. o cova-
do ; o oulras muitas fazendas que pelo seu diminu-
to preco nao desagradado aos seus froguezes.
{jjj Na ra Diicita, sobrado n. 29, vende-so um Qfl
j. casal de escravos do servico de campo, por j
800/rs., a prcta lambem lio lavadeirae vendo- ;
5(3 deira; c por 300/ rs. uni preto do .servico de |$J
$ can,po. $
Vendcni-sc duas cscravasjnocas na ra da
Cadcia-Velha, n. 33, se oir quer vende.
Ya loja nova do Pas-
seo-P ii Mico, n .17,
vendem-se cortes de Claudias para vestido de senho-
ra os quaes teem merecido gcral aceilago em
Lisboa. Ksta fazenda be de loa, porm muito fina e
de i icos padrOcs os mais modernos que teem ap-
parecdo. A elles antes que se acabem porque s
ciislam o diminuto preco de 8,000 rs. Igualmente ha
una poreio de cortes de colletes de velludo de cOrcs
o do bonitos padrOes, a 2,560 rs. o corte; bem como
um resto do cortes de cassa de Cores, a 2,000 rs.
'Vende-se, por prccisio, um preto do meia
dado, de boa figura, sem vicios, o que lio ^ro-
prio para lodo o.servico, por proco commodo:
na ra do Queimado, n. 18, paimeiro andar com a
entrada pela ra do Hozarlo.
Lindos
cassa-"
cortes de
13200
No Atcrro-ila-lloa-Visla ti. 10, prmoira loja de
i a yendas, indo da ponto vendom-sc cortes do cas-
sa de muito bonitos padroes, a dez>aUcas cada
corlo.
Yemlem-ae accoes da exlincla com-
panliia de J'crnamlitico e Paralaba : na
ra da Cruz n g, escriptorio de Olivei-
ra I nuil os & C.
Vendo-se enmar, pixur e sarca-parrilha de
superior qualidade o muito nova viuda directa-
mente do l'ar pelo ultimo vapor, em pequeas e
grandes porcOes : no armazendo Rraguez, junto
ao arco da Conccicno ou cm casa de Manocl Uuartc
Rodrigues na ra do Trapicho n. 26.
L:'.:
Vendem-se i lindos moleeotcs de 16 a
20iiunus; um nnilatitiho muito lindo,
o esporto de 8 anuos ; 5 escravos, mui-
lo nfficus, ecom habilidades que se di-
rilo ao comprador, muito ruadoVigario, n.24,se dir quem vonde
Vendem-se, por barato preco, as
obras seguintes : Kecreio das Familias,
5 v. ; Poesas de Jos Mara da Costa e
Silva, i v. ; ( rimesnglezes, i v. ; Dic-
cionario jurdico, de Fe'rreira Borges, i
v. ; Tratado de testamentos, por (iou-
veia Pinto ; Tratado da religio 3 v. ;
obras de Bocage ,5 v.j Castello de
Grasvle, 4 v.; obras de Camoes, a v. 5
o Cambista universal, por Kelly, 2 v.
Km francez La "Marquisc de Dangcau,
6 v. ; Jerme, 4 v. ; Ka Folie espagno-
" 3 v. ; Monsicur Botte !\ v. ; Une
cinto : duas pretas, que engommam e cozinham ; 3
pardas, una do 17 anns outra de 25 e a outra
com cria c bom lete : no pateo da matriz do S,-An-
tonio sobrado n. 4, se dir quem vendo.
No iiterro-da-Boa-Vista, loja
n. 78, vendem-sc .
superiores bahuszinhos de madeira com lindas
pinturas que servem para guardar roupa do crian-
cas costura, ouro, etc. a-480, 640,-1,000 1,280,
1,760,1,920, 2,240 e 8,560 rs., todos com fecbadu-
ras o muito boas.
-- Vende-se cera em velas, de Lisboa muito su-
perior cm caixotes, sortimento a vontade do com-
prador ; mercurio iloce de Lisboa em caixinlias
de3e5omlibra; calvirgemem pedra de Lisboa;
vinlio tinto do l'orto, em caixotes de 18 garrafas:
na ra da Cruz, do Recife, n; 54, primeiro andar.
Vendom-so 4caixas de trinmg; muito boas,
viudas doAracoly : a ra do Queimado, n. 39,
loja de Antonio da Silva (insinu.
Vcnde-se urna preta crioula, do 25 minos, quo
engomma, cozinlia o lava, por preco commodo:
na ra da Traa, n. 20.
Vende-so, por400,000 rs. um elegante ees-
perto molccole de nac<1o Quicam, de 15 annos,
sem vicio algum isto por se nlo ter preciso e se
terrecebido em pagamento : para ver e tratar, na
na larga do Rozarlo, ao pedos quarteis, n. 8, pri-
meiro andar.
Vende-se um balcao de amarello
envernizado e feito a moderna para
escriptorio por metade de seu valor :
vende-se al boje : ru Direita sobra-
don. 29.
Vende-se urna morada de casa ,
na bica de S.-Pedro, n. 3 ( ao descer) ,
em Olinda feita a moderna, com cor-
nija 3 quartos, sala de detrs cozinba
lora : a tratar na mesma cidade, ra do
Amparo, sobradinbo n. 5o.
Vende-se um preto moco, de bonita figura : na
ra Imperial, n. 39.
- Conlinuam-so a vender superiores velas do car-
nauba de 6, 7 o 9 em libra,a 240 rs., tanto em libra
como cm arroba : na ra do Rozarioda Boa-Vista,
n. 2.
-- Venderse macarro talha-
rim e aletria de superior quali-
dade : 110 armazem de Jos Ma-
ra Palmeira, no largo do Gorpo-
Santo
--Vende-se urna mulatinha do Uanngs, reco-
Ihida e quo tem principios de costura; urna ne-
grinbade 16 annos, quecozinha o diario do ums
casa ,coso elova : um ptimo mulatinho muito lin-
do de 11 annos ; mn escravo bom cozinheiro ; um
moleque de 12 annos: na ra Direita n. 3.
sempre grande sortimento do bem conheeido cho
colate de sade canella baunilha c ferruginoso
este muito appr"vado para as pessoas que padecen!
doeslamago e friaMade por sor muito tnico, o
bom conceito que tem tido esto chocolate % kz con-
que hoje participos pessoas que ainda nfto fizeram
uso deue e igualmente aos seus fregoezes, que o
teem procurado, e por inconvenientes o nilo teem
adiado. Os precos silo sempre os inesmos, sade
canella e baunilha, a 400 rs. a libra, e ferruginoso'
a 1,000 rs. Tambem vende ago'ardente do reino
Franca, de primeira qualidade; espirito de 36 graos
semcheiro, cm garrafas o em caadas; genebr
em botijascem canudas; ago'ardente de aniz e de
canna; vinagre tinto ago'ardente em pipas, nos
graos que quizerem ; licores cm garrafas pretas c
brancas, com ricas tarjas douradas e bocea prttea-
da; essencia de aniz em oncase garrafas.
Loja de Toao Chardn,
<\ tcrro-da-Boa-Vsla, ir. 5.
Nesta loja aclia-scum rico sortimento de LAMPEOES
PARA CAZ com seus compelemos vidros, accendedo-
res e abafadore.
Kstcs candicros meihor ,
mais modernos queexlstem hoje : recommendam-se ao
publico, tanto pela seguran;* e bom gotto de sua boa
confecfo, como pela boa qualidade da lu, economa r
asseio de seu servico.
Na mCSma loja consumidores aein-
pre acharo um deposito deGAZ, de cujo se alianca a
qualidade c em porciio bastante para coasuinino.
Vendo-se conforme a qualidade, a 390 o 400 rs.
a garrafa.
Bolachinha de ara-rula
da
Macetlonie, 4 V. ; Fableau de socicl ,
3 v. ; Les Sept Maiiages 3 v. ; 11 is-
toke ele fiabrielle 3 v. ; Le Gubias de
la revolution 4 v. ; Les Voleurs
Lotera do ltio-de Janeiro.
Aos!O:000,OOOderis.
Na ra da Cadeia do Recife, loja de cambio do
Vicira yendem-se bilbelese meios ditos da oitavo
lotera a beneficio do inipeiial theatro .la cidade de
Aictheroy. Estes bilhekttvfio ussignados por Vieira
da Silva. A elles antes que ebeguo o vatwr coma
lista.
an-
glais iv.; Les Mil e une nnils avec
3G figures 8 v. : ua na Bella, n. 4o.
Na loja nova do Atciro-da-
Boa-\ isla; n. 78, vcndem-sc
sapatOes de bezerro, a 1,440 e 1,600 rs. ; marro-
quim a 1,760 rs.; botina de bezerro, obro muito
boa a 3,520 rs.; courodc lustro cordovOs e be-
zerro inglez, muito superiores; sapatos para sonlio-
ra, a 1,000, l,120e I,20rs.
Conlina-sea vender muito'afamada bola
cbinliade8goa esal, de 20 o mais em libra ,-bis-
conto doce e de ovos ; futas ditas e aguadas; al-
gumaa <|mu 11ila.fes de doces ; bolachiuhas de nani-
ta, fabricadas no mesma padaria do pateo da S.-
Cru/. n. (, confronte a igreja o no deposito da
ra estreita doltozario, n. 39,ondc su podciu receber
algumas encommendas.
Vendcm-ae 6 escravas, sendo i urna negri-
jiha de 11 annos cem principios de costura e lava-
superior o nova : no primeiro armazom do caos
Alfandcga, confronte a oscadinha.
*- Vendem-sc ligas de seda e
agulheiros de marfm pan se-
nhora;-dados dedico, de olho
grande; superior-couro de lus-
tro a 2,000, 2,500 e 3,000 rs. a
pelle : na ra da Cadeia-Velha ,
n. 35, loja do Moreira.
-- Vende-se urna porgfo de canos de zinco mui-
to bem feilos e quaSl novos proprios para conduc-
t1o d'agoa, por preco mutissimo commodo: na
ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 13.
A I #000 rs.
As melhores I uvas de pellica brancas o olasticas :
na ra larga do Hozario, n. 24.
A setecentos rs. a
vara.
Na lojadoCunnriiesScrahm& Cpmpanhia, ven-
de-se brim trancado francez bastonte encorpado
e de puro linho, pelo barato preco de 700 rs. a vara.
Esta fazenda se torna recoinmendavel pela boa qua-
lidade.
Vendem-so caixas do cha hysson, do 13 libras,
cm porcOes ou a retalho ; caixas de velas de es-
permacetc deSe Cem libra : na ra da Alfandcga-
Velha, n. 3C, em casa do Matbeus Auslin & C.
Vendem-so pecas de madapolo limpo com 20
varas a 2,400 rs. e a seis vinteus a retalho : na
ra estreita do Rozario n. 10, terceiro andar. .
Vendcm-se pedras de amolar, brancas, da mc-
llior qualidade que tecm vindo do rio de S.-Fran-
cisco a retalho cem porciio por proco commodo:
na ra da Praia, armazem n. 18.
Vende-se sal de Lisboa, lino e alvo, a 1,600 rs-
o alqueire pela medida vclha : na ra da Praia, ar
mazemn. 18.
=Vendem-se inoenJasdc Trro para engenhot de a-
ucar, para vapor, agoa c bestas.dc diversos tamanhos,
por preco commodo; c igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os tamandoa: napraca do Corpo-San
lo, ii. 11, em casa de Me. Calniont A Compaubia, ou na
i ni .le Apollo, armazem, n. 6.
Vendem-se superiores cbaps de
^SVcastor, pelos e blancos, por preco
muito barato : na ra do Crespo, loja n.
i a, de Jos Joaqnitn da Silva Maia
Frederico Chaves fabricante
de licores, chocolate e cs-
piritos, no Aterro-da-Boa-
Vista, n. 17,
tema honra de participar ao respcitavel publico c
com particularidade aos seus freguezes que tem
>c.\}^3)0I,Vi/VjV*v>:
DEGPORmSN^
Ncsta loja vendcm-se pannos linos, pretos o de
Cores, a 2,500, 3,000, 3,500, 4,000, 4,500 e 5,000 rs.; e
muito fino, prova do limlo.a 6,000,7,000 e-ty'rs.; se-
tlm maco muito superior, a 4,000 o 5,000 rs.; sedas
decores, a 1,000 rs.; lencos brancos grandes com
bicocm volta, a 640, 800 c 1,000 rs.; ganga azul, a
80 e a 100 rs.; urna grande porcSo do chitas do cores
fixas, do 140 a 160 rs ; e oulras muitas pechincbas
povas que avistados freguezes so farflo patentes.
Deposito de vinagre da. fabrica
da ra Imperial, n. 7.
na fabrica de lieores,- de Frederico Chaves, no Atcr-
ro-da-Boa-Visla, n. 17, onde se achar sempre
grande porQo e por preco commodo.-
IflPEItlAL
DE RAPE FINO
3W
FABRICA
NACIONAL
^m.j*
Os agentes do rap Anda rali y ncsta praca, vendo a
aceilaco o bom, acolhimento quo tem merecido es-
te rapo desdo quo foi exposto a venda, promel-
tem ter sempro rap fresco 6m. libras o meias libras .
nodepositoda ra do Trapicho, n. 34, onde se von-
de de 5 libras para cima e a rolulho as lojas dos
Sis. Antonio Francisco de Moraes', A.F.Pinto & Ir-
mio A. B. Vaz do Carvalho, Ponles & Mello Cu-
nta & Amorim Pontosi Sampaio, na roa da Ca-
deia do Recife; A. I), de O. Rugo, na ra da Madre-
dc-Ueos ; Campos & Almeida, e Costa i Guima-
riles na ru do Queimado ; T. A. Fonseca e Um be-
lino Maximino ,1o Carvalho, na ru do Cabug ;
C. C. Breskcnifeld. na praca da Independencia ; Cae-
tano L. Forreira e Antonio Perorra da Costa o Cama,
no Alerro-da-Roa-Vista.
Vende-se cal virgeni de Lisbia : no
escriptorio de Francisb Se vera uno
.tabello & Filbo.
Vende-se urna escrava de bonita tigura, que
engomma perfeitamente, coso cnSo lava hcn ,
lanto do varrella como de sabilo cozinba sofTrivel-
mente o diario de urna cosa : na Boa-Vista ra da
(loria, n 87, primeiro .andar, a qualquer hoa do
dia que so di i a porquo'sc vendo.

Escravos Futidos.
~ No dia 2 do correntc, fugio ou foi sednzido do
casa de JoSo Fredcrieo Abren Reg um mulatinho
de 14 anuos, de nomo David cem os signaes se-
guintes : cabellos enroscados e nilo" pjelos.cr fe-
chada rosto redondo cilios grandes nariz chalo,
denles limados; levou caltas de casimira parda ji
velhas camisa de algodflozinho chapeo de pallia:
a muitas suspoitasqun foi sedu/ido pois era mui-
to bem tratado. Proineltc-se boa gralificacllo a
quemo pegar ou dcscobri-lo e leva-loa Boo-Viu-
gom a liento Jos licrnardcs. Este mulatinho foi
do Aiacaty.
>'o dia 2 do corronle setombro fugio do poder
do abaixoassignado a escrava Luihiviiia, crioula do
18 a 20 annos, alta, de bonita gura, beigos dobra-
dos, olhos empapujados c pequenos ; tem s costas
bastante surradas, 'dos piimeiros senhores; consci-
vandodisso marcasaii|igas,bem como signaos do-An-
gola : tem os pos apallietados ; levou vestido saia do
ponnoazUl c comisa do algodo grosso ; podo, po-
rein, ter mudado ilo traje, por ter levado trouxa com
vestido do riscadu dosbolado, camisa .de madapolo
fino o panno da Costa usado. Os approhensores a p-
denlo levar a Olinda, ra de Mathias-Ferreira, sobra-
do grande de varaiuia de Ierro, ou na ra do Vigario
do Recife, n. 24, que aerio generosamente recom-
pensados. Luii Paulino Cavalctnle f tiles de Gue-
vara.
)

PeRN.C NA TYP, D'EMi F.DE FAMA.-* 1847"


Anuo de 1847.
Segunda feira 6 de Setembro.
N. 5.
8Q&"S"5.
S4^
HE
PEftNAMBUCO.
(SOB OS AUSPICIOS OA SOCIEDAD! CO.MMERCIaI..)
II limii
II'IIIKI Hl>l|
gobscrere-se na Pra^a da Independencia, toja de livros n. 6 e 8, por lasooo ris por anuo., pagos adiautados.
pKEfOS COR-RENTES OA PRAA (Corregido Sabbado as 3 horas da larde.)
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Pipa.
A noba.
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Libra.
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Cenlo.
t CAMBIOS.
Londres......................... 27 d-porlf ri. a 80 dial.
Lisboa.....................106 a loo por ceiilo premio, por taclal efi'eouudo
Franca......................... 166 res por franco.
11 io de J aneiro....................
ao par
ia6o
l|U40
asno
PlUTAioiud
Ptlace Braiileiro........
Pesos Columuario.........
Ditos Mesicanoa...........
OURO. Moedas de 6J400 velbaa... I6/30H
a Ditas ditas novas... if.JvoG
Ditas de 4<000............ 9Ji00
a Dunas liespanholas........ 2846OO a 28000.
Ditas Patriticas.......... 2TJS00 a 28iiO0
Letra..................... .. '/ Pr l" "iez
iiii m
1/BI0.
I870.
I|860.
1/84(1
I6J600
I6|300.
200.
Flllfi TES.
ASMJCMI.
Liverpiol............... Caras { 2. 0,
Caual, |ioi'tos 111 (liv.es...... Di.o
Dito, diloeiilrellainii.e Havre, i, o .
Genova................ Saca '
llamhurgo caitas. ..,.v*>
Ballico .......................
Trieste.................Canas
Estados- Unidos.................
I'"Un.;.. I....................... ICO
franca........................
Com 5%
Com S /
Portugal............
Franca............
Inglaterra............
Un 1 culona............
Inglaterra Seceos I
Kranca..............
Estados-Unidos.......
AI.GODAO.
.... 600 por ( sem |>i imageni nominal
.... 400 por (ge 10 p0/ aocamb.de 160 p|r awmiae,
,... */, d e 6 p. */ de F"maseaa,
.... 4 00 luis
COL ROS.
i 4 0 0 ... por tonelada e1 por cento. nominal
............ 70 bancos por toneladas, coinlOp. cent.
............ Nao lia.
:?
1.
lia di II de Noienbro de 1814 a.n limite pagar 60 p. c.o rapeou tabaco
1 aV-i charutos ou cigarros, o fumo cid rilo ou em Iblba.
CagaroSO p. c. os saceos de calillan..o grossari 011 gimes da In.lia, os cai-
vetes em lorina de puiihal, as alila.las uracairuagcus, as pe. I ras lavradas parala-
ie.lo, as pedras decanlvia pira portes, portas e jaiirlla, as pairas laviadas para
eiicauamentoe cepas, cmihaes e cornijas, o assucsr retinado, cryatalisado ou de qual-
qucr maiieira cnnfeilado, i> cli, a agurdente, a cerveja. a cidra, a gene.ira, o mar-
rasquino, ou outrxslicores, e os viudos de qualqucr qualidade e precedencia
Cagar 40 p c. as ale .lilas ou tapetes, o caohamaco ordinario 011 grossaria
lauca de qualquer qn 1I1 l..de. e milpa feita. 11S0 etueciheada na tarifa, asearlas
as
ipeciiicaila 11 tarifa, asearlas pa-
Wgar, as scova .le cabo .le m irlim, a togo (ia China em cartas. 011 qualquer 011-
,rn logo de artilicio, o papel piulado, praleado. mi dourado, seudo de qoalidade.s
linas, o papel piulido para fon.r salas cm collccces ou'paitasen, o papel de Hol-
ln la, imperial. 011 nutro uo eipecilicido na tarifa a plvora, os saboueles, o saino,
ocebo em acias, as velas de Slearina ou ooiaposieo, as ameizas, 011 ontras fructaa
.infrasona 011 Utas, senas, en calda, 011 tai espirito, o chocolate de caca o ordinario,
i. vinagre, os carrinlios. carruageus 011 caitas jogo, rodas, arreios para urna e ou-
t-a cousa as esleirs para Ib. rar casas, os ca ros para condimr Rente, os sociaveis
4 silhocs, os areieiroa e liulciros de porcel.-m... e qualquer objecto ile louca nao com-
prehen.li.lo na tarda ; os lustres os clices para licor ou afra de vidro liso ordina-
rio, os .le vidro molda lo ordinario lavradoou niold ido. e lavrado ordinario da Alle-
m.iiha e semclliantes os de vidro liso moldado ou lavrado, de fundo corlado 011 liso
o 11 molde 011 Iflvnr ordinario os clices para Chainpauhe 011 Mirria, as canecas
ecopos direilos .le 10 a,1 111 quarlilho, as arralas de vidm al I quarlilhc ou mais'
muo todos estes ohjeclos de ns I e 2 as garrafas de vidro pretas ou escuras da
sesma capacidade, comprehendida as que seivem para licores ou Le-lloy ; os copos
d.ra laliernas ale urna caada, os frascos de vidro ordinario com rolhas do mesnio
le 3 libras ou irais ou san rolda ale 2 libras ou mais, os de boca lara com rolhas
do .ursino, s-le 4 l.liras 011 mai, ou sem rolli. para opodebloc os vidros para a-
em nadas ou caudeir.s, as^lalioas ou Iblhas de inogiioou oulra madeira lina, e Iras-
es de qualquer madeira.
PagarSo 26 p. c. o ac. alcatro, ilnco em borra ou em l'olha. chumbo em liarra
mi Icncol, est-ul.o ew Larra ou em verguinha. rorro em bal 1 a verilltaba, chapa o
l1usiuadospar.lund.9ao. follia deFlaudres. gallia d. Alrpo, l.la em folbaa, l.loe...
eiiapa, illa, un, salilie. vime, bacalho. pene pan, e qualqucr omito, secco ou sal-
gado ; bolacha, carne secci ou de saltnoura, herva-doce. farinlia de trigo, ih-IIcbs
branca ou piuia.ias, cor.lovoes ou cortes de becno para Calcado, heaerros e couros
eavenuzados, ciuroi de poico 011 boi, salados ou seceos sola clara para sapaleiro
011 Cbireeuo, cooree caparrosa. r
.'agaro 20 p. c. o trij.o em grao, barrilh
de qualquer naco, que sobrecarregar os gneros brasikiioa de inaior direiio,
igiiaes de oulra uarao.
"Os arli..ms nao especificados na pauta pagio o direilo ad vaInrtm sobre factura
(presentada pelo despachante 1 jiodeudo poim ser impugnados por qualqurr official
da Alfandeaa, que em tal caso pagan importe da faclura ou valor, coa direitoi,
.Vi caso de llovida subre a classificaco da mercadoria, pddea parte requerir
arbitramento para designar a qualidade e valor da pauta, que Ihe compete.
so senlas de diieitos as machinas ainda nao usadas 110 lugar, em que foresa
mpoi tartas.
I'.XPOBTA^AO O direitos pago-ae sobre a avaliacSo de urna paula sema-
lal na raiAo seguiule : Aasucar (0 p c. AlgodAo, caf, e fumo II p c. Agoar-
ienle, couros, e lodos os mais generas T p. c. AleiB deslea direilos pago-se as
lasas de 160 ra. em cada caita, de 40 is em cada fecho, de 20 ra. em cada barrica,
ou sa :cos de assucar, e de 40 rs em cada sacca de algodo.
Couros e todos os mais gneros sao livres de direilos par as porto do Imperio, a
eicepcao do algodo, sanear, caf, e fuu'O, que pagiu 3 p. c. a aa tala por volua.e
Os metaes preciosos em barra pago de direilos 2 p c. sobre o valor do mer
cado, e a prata e o ouro amoedadn nacional ou eslrangeiio paga niramenle '/) P- 6
Os cscravos exportados pago 6|000 por cada un.
DKSPEZ4 DO PORTO Aa embarckebes naciouaas, ou estrangeirai, que
navego para fora do Imperio, pago 00 rs de ancoragem por tonelada ; eaa
uacionaes, que navegan eulre os diversos pnrlos do Brasil 8c r. As que entrar
em lastro e sahirem com carga e vice-versa, pagar rnetade do imposto supra e un
Ierro as que entraren), e sahirem em lastro; e mesnio as que enlrarem por franqua,
ou escala, quer entrein em lastro, quer com caiga Pesia impnaico porm serio
iscntasas queimporlarenimais de 100 Culonosbrancos, c as quee utradrem pot ailad
forrada, com lauto que estas nao carreguem, ou descarreguem s mente o genero
uecessario para pagamento dos reparos, que fierem.
"agario 10 p e os Tro, m.ppas e globos geographicos, instrumentos malhe-
nalicoa, de physica 011 chun.ca, edites de vestidos de velludos 011 damascos, borda-
dos ue prata ou ouro lino ; retro* ou Irocal, t cabello para cahelleireiro.
' Pagra p c. ocanutilho, cordlo de no espiguilha, li.-ira, lios Iranias
Ii delioou palbela lanlijoulas, pall.ela, rendas, cadarros e lodoso maisiol'iiec-
ntenai <
Paa.ni 2 p e os diamantes e outr.s pedras precios solas semenles, plan-
iaes iil*!
os desta uaiureza, sendo de ouro e piala lina.
?aga-d 6 p. c o caiv.o de pedra, ouro para dourar, ou quaesquerobra e
tisis de prata,
PagarO lie as joias deouro ou prata, ou quaesquer obras de ouro.
I outras 111
*'' raras novas de animaes uteit.
/aearojSO p. c. lodos os mais objeclos.
Os genero rce|H>rtados 011 baldeados pago I p. c. de dir tos alm da armare
**V Geru. ,""'e Pre,U """"* PProvafo de.l. medida ,*la As.em-
-Ocedeui-se livres de rmaaenagens, por IS dias.l.a mercadorias de Estiva. .
gva'lorT U eSle* P^"0', """'Va P- o re.pcc
* rdireito das f.iend.s, que pagJo por Tara, dere ruteuder-ae vara quadrada.
O -o'.reitoa nao podem ser augmentados dentro do armo (mancebo j mas o Go-
verno podera mandar pagar em inoeda de ouro ou prata lima vigsima parte da que
sJrem maiores de 8 e men.res de 60 p. c. do preco daa mercadoria, ou n.esi'no
dlminnil-o, segundo Ihe parecer.
O (itiverno est eutoriaado eslabelecer uro direito diferencial aoureo; geoeor
REVISTA SEMANAL.
CAMBIO Transarces regulares o cambio quotado.
ALGODAO F.iilri-o 431 accas, e as vendas regularo aoj precos quolados
AS-TICA lt Entradas mui diminutas, e nao lera havido veodaa.
COBROS Tem havido vendas aos precos quolado.
F AKIINIIA DF. TRIGO Em arimeir mo, baapena 1660 barricas, viu-
das de Trie*te no brigua Fortuna, a* quaea anda nao desembarciao e nem foro
vendidas.
BAC4LHAO Cliegou um carregamento. com o qual fioeu o deposito eleva-
do a 8400 bairiras. o qual esto retailiando .os precos quolado.
C'AHiNE DE CHARQUE Entrn nena semana um carragamtoto, con
o qual ser boje o deposito 18600 a 19008 (g ; o consumo be regular, e esli reu-
deudo aos precos quolado.
Resumo das Embarcacei existentes ntstr porto no da i di di Setembn 1147.
r?^asileir".............................................................*
llinamarqueza....................... ................................ 1
Franceza..
Despalilllas............
liiglezas................
Kiiiphauscn............
Por logueras. ...,
Saida...........,.....
...........*..........
.......
......
....*,....
Total
A Provincia gota Iranquilidade
II
f
a I

n 1
""-


(5)
LISTA das Embarcares existentes nesle porto at o da 4 de Setembro de 1847.
|HT1U>A1.
18*6 Setenibro 5
l147 Julho
AgoU>
I
Agosto

*
12
Ifl
17
75
26
79
so
Seieasbro t
1847 Setembro *
ll7 Agosto "
Selemhro 4
H41 Julho I*
Agosto >
1147 Agosto <
Agosto lo
38
30
fterobro 1
Agoto
15
|||7 Jullio l(
J
> 2*
18
Ilt7 Agosto ll
DONDE V.
Baha
Rio Grande do S.
Ar-cali.
Rio Grando do S.

Rio de Janeiro,
liba de Fernando
Rio Grande do S
Rio He Janeiro.
Ati.
Balda.
Rio de Janeiro.
Rio r, r.o.te do S.
Bahia.
Maranbo.
Ti i le
Havre de (iraoc.
B.I...
Barcelonae Malag
Montevideo
Liverpool.
Liverpool.
Londres.
New Carliile.
Glasgow.
CiSCO
New Port.
Lisboa.
I .osuda.
Porte.
Lisboa.
Nanles
sumaca
brgue
hisle.
Iirigue.
>rig-esc.
brigue.
Eataclw
i. le
sumaca,
escuna,
brigne.
iirmaca
brg-eac.
brgue.
brigue.
brigue.
brigue.
polaca.
galera.
IWIC4
escuna
brigue.
brigue.
brigue.
brigue.
brigue.
barca.
barca.
NACAO.
lira sil.
Dinam
Fr.nc
KOMIS.
Ingl.
Knipli.
Port.
Sarda.
Sania Anua
Echo.
Flor do Recile.
Mercantil.
ero.
Flor do Sal.
Henriqueta.
Paquete de Pernamboco,
Viajante
Novo-linda.
Flor do Angelim.
Galante Mana.
Feliz.
S. Autonio de Padua.
Laura.
Fortuna.
Ntlie Mathjlde
Yolof.
Felippe.
Joven Dolores.
Col um bus.
Eil'ier Ann.
Re landos.
Palmus.
Yarnaoutb.
Enigkel.
Cooceico de Mara
Roa.
Mara Feliz.
I.igeir.
Crelo Segando.
TONS.
SI
150
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IS7
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It
113
701
151
16*
300
114
IS6
748
MUTRE.
Joo de Dos Pereira
Manoel Luiz dos Santos.
J. M. Machado Malheiros.
Antonio Joi Soares.
Joaq.m Pedro de Si e Faria
Jos Ignacio Pimenta.
Jos Joaquina Alvos.
Joo Goncalves Rocha.
Amonio Jos de Araujo.
Antonio Jos Vianna.
bernardo de Souza.
Jos Mando de Souza.
Jtiuino Jos de Souza.
Mahocl Jos Rbeiro.
%. F. da Silva Santo*.
H.H.Rothc
Joo Rapliiia Guilbrrt.
i. P. Mornier.
Jos Gelpi.
B. Col.
Daniel Green.
Thomas Hunter.
Pliiip Blampied.
J. Piln.
Wm. Korsylb.
Brass
Ant. Pereira Horgr Jnior
Jos Francisco da Costa.
Lourenco Fernandei da C.
Antonio Joaq." Rodrigues,
Sicardo.
CONSIGNATARIOS.
Novae & C.
Jos Pereira da Cunha;
Lulz Borges de Sequeira.
Amorim Irmoft.
L. J. do Costa Araujo.
Amorim limaos.
Francisco Joaq.m Pedro da C.
Leopoldo Jos da Costa A.
Amorim Irmos.
Francisco Joaq." Pedro da C.
Luis Jos de Si Araujo.
Silva & Grillo.
F J. FelU da Roza.
I.uiz Borges deSiqueira.
Novaes h C.
Rotba St Bidoulac.
J. P. Adour&C.
B. Lalaerre & C.
J. P. Adour k C.
I. Pinto de Lemos St Filho,
Me. Calmontlt C.
James Crabtree St C.
Chrstophers St Donaldson.
Me Calmoni St C.
Adamiou Ilowie St C,
Lenoir Pugel St C.
Tliomas d' A quino t oncees
F. 8. RaMIoSi Hilho.
A. J. de Souza Ribeiro.
K.J. Ha bello Se Filho
J. Pinto de Lemos Je Filho.
1N0.
Porto.
Afretar.
Havana;
Liverpool,
Afretar
Falmonth.
Lisboa.
Aogolla."
Afrt. p* Gen. ou Tr
Perna-bueo o. T,po,r.|.lU de M. F. de F.r..-I847.
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