Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08522


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Atino de 1847.
Segunda-feira 25
n DIARIO pul.Hc-e todos os dias, que nao
0"w'" o preoo da asignatura he de
fnrem >le guara i i tuiianlajaw q, ,n.
4JnOt> r. poi 1"j;,rna,;,.5 ,3 inseridos i ras.'o de
nuncios dos n fl n em ,yp0 Hiflerenlo, e its
!U rs. |>r ""' ,mrtKh. Os que n3o forem ss.'R-
rpeti;" P- 80 r, por linhn, e 100 em lypo
PIIASES DA LA KO MEZ DE AGOSTO.
i. al a l'ora e 40 min. da manli'a.
msoanie.^ ^ ^ |o horas e 7 min. da mantilla
'"' "nte' a 19. is 2 lloras e 34min. da manlia
t'r"C ..' a 26. horas e 48 min. dainaiili.
La ciiw '
PARTIDA DOS CORREIOS.
(oiannae Parahvha, as segundase sextas feiras.
Hio-llrande-dn.Norte quiutas (eiras aomeio-dia.
Cabo, SerinliHcm, Ro-Formoso, Porto-Calvo e
Maceid. no l.. a \ I e 21 de cada mcz.
Garanhuns e Bonito, a 8 e 23.
Roa-Vista e flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas feirai.
Oliuda, todos os dias.
PREAMAr? DE HOJE.
Primeira, as 2 horas a 64 minutos da manha.
Segunda, ss 3 boras e 18 minutos da tarde.
W
-
Anno XXIV.
n. i:
DIAS D\ SEMANA.
23 Segunda, j. Lilwralo. Aud. do J. dos o.
pitaos do I. doc da 7 r. e do J. M. da 2 v.
24 Terca, iff S. Bartholonieo.
?(. Quarta. S. Luiz rei de Franca. Aud, do J.
dociv.. 2 v edo J. de paz do 2 dist. de t.
20 Quima. S. Zeliiiuo. Aud. do J. de orpli. e
doJ; munici|ial da l.vara.
17 Seila. S. Jos de Calaian*. Aud do I* do civ.
da I. v. edo J. de pai do I. tlisl de t.
21 Sabhado. S. Agostiuho. Aud. do i dociv.
da I. v. e do J. de pai do I lili, de t.
29 Domingo. O Sagrado Coraco de Mara.
CAMBIOS NO DA 2i DE AGOSTO.
Cambio sobre Londres *T d p. I# ra. a t diae.
' a Pars 3SSrs. por Tranco.
a Lisboa IOSa 110 de premio.
Desc. de latirs de boas limus de '/,a I /o ate
Onro-Onr.sl.espnhol.s....2Onn a HtfN
, Moedas de MN. vell. 16*200 a I8,.n
I de 6#400 ui'v I
. de 4 JOOO.....
Pralfl Pa taces.........
Pesos columnares...
Ditos mexicanos ...
Miiid-i.............
OflOO a
9fl00 a
lf40 a
I '.100 a
l|780 a
I|9I0 a
|0|20O
9>20O
I #9111
||940
|#8fll>
t|20
Acetes da comp.do Ueberibe dei0|00O rs.ao par"
DIARIO DE FEUAMBUCO
___ PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO 0 IMPERIO.
Continuaco dos despachos que liveram lugar por occa-
' o da vingem de S. M. o Imperador ao norte da pro-
vincia do Rio-de-Janeiro, publicados por ordem do
mesmo augusto Senhor no fautitsimo dia 23 dejulho
d> 1847, annivertario da declaracio de suamaiori-
dade.
CORTE E CAS IMPEMaL.
Titulo di concelheiro.
O medico da imperial cmara, Dr. Joaquim Vicen-
te Torres Homem.
Veador da casa imperial.
* Manocl Ilygino de Figueiredo.
ORDEM DE SAN-DBNTO DE AVIZ.
Commendador.
Olcnente-cororrel de engenheiros, Ernesto Au-
gusto Cesar Eduardo de Miranda.
ORDEM DP. CIIRISTO.
Commendadores.
Jos Joaquim Lcilo GuimarSes; Joaquim Jos Nu-
iles ; o presidente da cmara municipal do Cabo-
Fro, Jos Antonio Guimarfles; o lazendeiro do mu-
nicipio de Cabo-Fro, Manoel de Souza Teixeira ; o
en pililo Francisco AntunosMarinho ; Joaquim Fran-
cisco Alvos lira neo Muniz Brrelo ; Joaquim Jos de
Souza Breves ; Basilio Jos Marinho.
Cavalleiros
Candido Jos Rodrigues Torres ; Manoel Jos Ro-
drigues Torres ; Antonio Jos Rodrigues; Dr. Ber-
nnrdino Jos Rodrigues Torres ; Francisco Ray-
niundo Correia de Feria Sobrinhp ; Jofo Alves de A-
zevedo Macedo ; Jos Carlos Percira Lobo; Anto-
nio Jos Goncalves Bastos; o vigario da vara do
Macoll; Jos de Frcitas Caldas ; o vigario de Quis-
samaman ; Domingos de San-Bernardo Rocha ; o
padre Joaquim Conexivos Porto ; o major de legidOj
Joaquim Jos do Albuquerque; o capitilo Jos Cus-
todio Cutrim da Silva ; o tencnte-coronel Carlos
Jos Marinho; o dito, Thomaz Rodrigues .Ferrei-
ra; o major Manoel Antonio Pientznawer; o presi;
dente da cmara municipal de Marica, Antonio Jos
Fcrroira de Monezes ; o vigario Eduardo do Andra-
de Lima; Jos da Silva inaudito; o tcnenlc-coro-
nel Francisco Candido da Fonseca linio;-Nuno Lula-
lio dosReis; Dr. Manoel Joaquim da Silva;_o le-
nontc-coroiiel Manoel Alves de Andrado ; l'irmmo
JosMoreira.
ORDEM DA ROSA.
Dignitario.
O concelheiro Jos Bernardino Baplista Percira-.
Commendadores.
G coronel de legiio, Joo Hilario de Menezes; o
dito, Jolio Comes Biheiro .le Avellar ; o prcsnienie
da assembla provincial do Rio-de-Janeiro, Dr. un
maz Gomes dos.Santos ; o presidente da cmara imi-
nicptl de Nitherohy, Manoel do Fras e Vascon-
cellos,
Officiaei.
vico-presidente da provincia do Rio-de-Janeiro,
JSU Maria da Silva Paranbos; tcnente-coronel da
guarda nacional, Antonio de Souza e Silva; co onel
de legino, Joaquim Aniito Cesar de Ainlradc; Antonio
Joaquim da Costa; o juiz de direilode Itaboraliy, Ve-
nancio Jos Lisboa; Manoel Teixeira de Carvalho;o
vice-presidente da assembla provincial do Rio-de-
Janoiro, Joaquim Jos Toixoira; Andre. Gongalves da
Graca; Antonio Leopoldino Ribeiro; Pedro Lu.z do
Souza; Joaquim Ignacio Garca Terra; Jos Luiz de
Souza; Manoel Marlins do Couto Res; coronel de le-
Kiao Francisco Antonio Ribeiro de BulbOes; o chee
de polica, Francisco do Paula Monteiro do Barros.
Cavalleiros.
dr Alves l'ereira Ribeiro Cirne; o vigario Tito Pe-
reira de Carvalho.
Secretaria de estado dos negocios do imperio, em
23 de julho de 1847. Josc de Paiva Magalhes Cal-
ve!.
PERNAMB'JCO.
O
Jos
Capitilo Jos Filippe de Freitas Castro; o comman-
dante interino ce legiflo, Antonio hOOtaolMfloj fi
subdito portuguez, Manoel da I'onseca Silva 1.a-
cisco de S Piulo de Magalhfles; o vice-consol portu-
guez, Antonio Ferreira de Olivcira; Antonio Ribeiro
Bastos; Antonio Jos do Souza; Antonio Joaquim l lo-
res; Joaquim Marques da cruz; tcnente-coronel da
guarda nacional, Manoel Barboza Riber.; Manoel
Jos Gomes Percira do Macedo; major da. guarda pa-
cionaLJoflo Teixeira Meirelles; lenente-coroncIda
guarda nacional, Jos da Silveira Hennque* Dutra;
major da guarda nacional, Francisco Goncalves Bai-
rel os; Jos Lopes de Azevcdo; capitSo Joaquim Ro-
Srgues Braga; dilo, Joaquim JO5 ^w.' > a*g .,
tes-Manoel Joaqtiini de Caslilho; capitilo Autora Um
Ja bosta Bernardes; dilo. JoHo Duarte Loure.ro; d.- balea,
to, AntonioJoaqu.in Sudre Cocino; o major da guar-
da nacional, Joaquim Jos Antunes; dito de leg.io
Inlono Joaquim da Cosa, ^*S?g%.
dos Santos; Dr. joaquim, Manoel de IbeMH*"
rssin,o dos Sanios; major da guarda oMNmI, gTe
riuoJosde Abren; rapitao Manoel Ferreira uou
U iVdito, Firmino AlTonso Rodrigues; c.rurg.ao-
mr, JSquini Hermenegildo da Franca; major Jos
Antonio Horgcs; capilOo JoSo Dulra Correia; Dr. Ma-
xi SrAn.oniolde A.at.joo SHva; JOflo ArtM
Fernandos Pinheiro; tencnte-coronel Thomaz j(,se
deS.queir.; major Alexandre {o^de S.queira, w
pitno Luiz Joaquim da Costa; Jos Antonio da Silva
,lll()nio de Siqueia; Manoe toHpmrjjn
TRIBUNAL DA RELAGAO'.
JUI.GAMENTO NO DIA 21 DE AGOSTO DE 1847.
Desembargador de semana o Sr. Bastos.
Na appollaco civel entre Manoel JosQuintella o
D. rsula Maria das Virgens, receberam os em-
Na dita dita entre Ignacio Peroira de Mello o Fran-
cisco de Paula Cavalcanti, mandaram dar vista ao
Dr. procurador da coroa.
Na dita dita entre Jos Joaquim do Reg Barros en
fazenda nacional,Tformaram a seiilenca.
Na dita dita entre D. Maria F. de Mello e a viuva
ofilhos do Antonio Jos Teixeira Bastos, receberam
os embargos.
Na dita dita entre Jos Rodrigues dos Santos e sua
mulhcr c Joaquim Nunes de Magalhes o sua mulher,
mandaram dar vista ao Dr. procurador geral.
Na dita dita entre Antonio de Carvalho Jnior o
sua mulher e Joflo de Mello Azedo e sua mulher,
mandaram darvisla ao Dr. procurador geral.
Na dita dita entre a viuva Seve & Filhos e D. Mana
Joaquina -de Castro Peretti eoutros, reformaran, a
SeNaedUa dita enlreJoilo doMedeiros o Manocl Pe-
rcira da Silva Ramos, confirmaran! a sentcnca.
Na dita dita entre Manoel Joaquim de Castro o ou-
tros e a viuva Seve & Filhos, mandaram dar v.sla ao
Dr. curador geral. uiin >
Na dita dita entre Rita de Castro Pcssoa do Mello o
Jos Fernandes da Cruz, nio tomaran conhecimen-
lNaViUdilU entro Sebasliio Jos Jo Castro c sua
mulher c o cnsul inglez, confirmaran, senlenca.
Na dita dita entre o juizo o Lu.zConcalvcs do Me-
nezes, mandaram averbar o imposto.
Na dita dU entro o juizo C Jos Gomes do tal, re-
formaran, a senlenca. ,
Na dita dita entre Antonio Joso do Olivera, Ma-
noel Joaquim dosPassos e reo Jos Goncalves de
Miranda, mandaram dar vista as partes.
Nr dita dita entre F.lias Coclho C.nlra elranc.sco
Jos do Souza Andrea, mandaram averbar o n
P0Nadita dita entre Jos Lope Roza c Joaquina Mi-
chaella do Castro Axiole, mandaram dcstei os au-
tos nara se iulgar os embargos.
U,Uta dita entre Jos Carlos Teixeira e Joaqun
JoiPere.ra deSunl'Anna, mandaram dar vista a,
PaNa dita dita entro Antonio de Paula Mello c Joflo
Ferreira dos Santos, conlirmaram a senlenca em par-
te e reforma rain en parte. uo*U
Na diU dita entre Izabcl Goncalves da llung.ia e
oulros e Jos Homflo o oulros, desprezaram Os em-
b"fdiu dita entre M. A. Villares o Sanios Pinto
eoutros; mandaran dar vista ao Dr. procurador
g,'.V, dita crimo em quesflo partes o reo *"V*a
Domingos. dosPassos c Silva e a jusilla, julgaiam
mprocedenle a appellaqo.
JURY UORECIl'E.
5.' SESSAO DA TERCEIRA ORDINARIA EM 9 DE
AGOSTO DE 1847.
PRESIDENCIA DO SR. FERREIRA GOMES.
(Continuardo do numero antecedente.)
O Sr Horges da Fonseca (continuando): Sem
anoalroplie, cu vos desalio a demover urna maiona,
qua do eS eserava do sen partido. Tena, um pou-
co usar con a gente que jauta em casa de Pasquia,
o a?Mogis.no, oenlhimemV Dou-vos todas as hgu as
.i.^Sini.n m.los os tronos deDumarsais.e lo-
de Quintiliano, todos os tropos de Dumarsais, e to
do o.sublime de Longino, .de itaojr Co \^p ^
Poyjv de Cene. Induzi a Marcassus, incj diia.Mai
cellu. com a metaphora,aant.tl.ese,ttaBMm
catachrese ; poli vosso estylo, e i ^
mus a frca do cntendimcnlo un a harmona iniu
semvossos periodos, para ncanUr o, ouv.do.do,
un prefeilo, ou para levar o CoracS de um lliniOT o
a (er piedacedeseu paiz,
, Koim teres elonn, guand vous seres au bout,
fe ne lu avvir ren persuada- de tout.
10 nao vos escutar ; vos veris a justiQacam-
balear, o ministerio esmolar-ae, a barnga aaOa i -
wr sus necessidades. Assim disse o veneravel Pau-
lo Luiz Courier.
Ja vedos, pois.que o met proposito, senhores, he
darconta do mim ao mcu paiz; nflo nutro outras cs-
nerancas : os que comem na casa do nosso pequoiio
l'amiier, os que ouvem ao Kodin hrusileiro, se nflo
demoveruo ; mas a gente sensata e honesta do paz
ah esta para julgar-nos. O que quero ho que o paiz
saba que aceilci muito humildemente o posto, a que
me elevara o deputado Irbano, de chafe do partido
Republicano no norte do Brasil ; e cettei^nao^or-
e" nim reconheca Wrcas paraUto^ empe-
nho mas pare que se nflo diga que recuo antei a
erVetiva dos griHiOes con qne meamoaca s.fae-
''VrsPr. ;,., ,i mnnarrl.ia. Ass ni.pois,cumpre-me
continuar, mesmo exhausto de.ttrcas como me acho.
Sr. doutor juiz dedircito, a muito tom de me le-
var a imprudencia do aecusador publico; V. S. ve co-
mo estou abatido, nflo poderoi continuar, se me nflo
consenle a graca do fallar sentado.
O Sr. Doutor juiz de Direito:- Podo sentar-se e con-
tinuar. ,'', ,
O Sr. Borges da Fonseca : Esta aqu, senhores, o
i). 26 do Nazareno, publicado em 28 de abril (leste
anno ; e he do principio at ao lim um atlentado
contra a ordem publica. Eu publico, diz o ministe-
rio publico, Uina carta assignada pelo MonarchisUi,
que elle diz ser apocripha; eu lovvo a revotucao le
1817; estigmatiso o dia 25 do marco; insulto a ra.nlia
do Portugal, que he pcssoa da familia imperial lo
Brasil; proclamo 0 regicidio..... c i3o sei maisque.
He muito acabrtinhar-me .' .
Senhores, os partidos do Brasil nflo teem Juizo ;
andam senipre no poder diamotralmentc oppostos
ao que proclaman quando na opposirjflo ; c civem
que o povo niiopcnsa. A imprcusa, que he a mal da
civilisacflo, o esteio da liberdade, ganha logo o odio
da gente que governa ; e ludo que delta sabe he pa-
ra promover a licenca, a anarchia. Valha-mc Dos .
O Sr. promotor leu, com riso sardnico, a segua-
lo passagem da carta do Umarchista : \osse esta
destinado para serum dos primeros homens da re-
generacilo deste infeliz paiz. Sci que estas e oulras
dcmoostracOes, que me fazem n.eus patricios, muito
incommodan aos mcus algozes ; mas, senhores, el-
las sSoexpontaiieas, e iiciihum motivo teem os mcus
amigos para me Iisongearem. Que lhes possoeu la-
y.er ]' Se o juizo do Monarchhlu tcm em si algn va-
lor, certo boje nflo o podemos saber, isto a Dos per-
lence. PerdoaoSr. promotor tudo quanto me laz ;
porque elle nflo sabe o que faz : mas nflo lhe posso
pordoar o que lizer aos mcus amigos.
O acensado.- publico esta muito habituado a entrar
na consciencia alheia, cesto seu habito o levou a dl-
zer: Quein nflo v que isto aqu he una irona, um
insulto Coito a S. M. o Imperador? E leu o segu.n-
tc: Mas isto nflo tem relacSo com as nossas COUaas:
temos un monarcha Ilustrado, cuja cducac.flo foi sa-
biamente dirigida, quando.menor, por homens ana-
lisadosassciencias oconhecimentoshumanos,como
o Sr. marque/, de Itanhaem c oulros varoesde rcro-
nhecido mrito o saber, na dillicultosa sciencia, etc.,
etc. lie muilo desojo do insultar, senhores, a pes-
soa de S. Magcstade, que aqu demonstra OW. sam-
paio, pois que semprc traduz ecrovelmenreaspar-
tes rais respeilosas a S. M Imperial, de umjmodo
digno da laccao a que tflo ohed.entcmcnte e ve I..,
senhores, proteslo contra esta inversflo Ocripto
do meu niiRO do Rio-de-Jane.ro ; pwtesto^ra
es
quanto basta pa...
na monarchia constitucional ao Imperante.
Senhores, eu vos direi agora, quo, pelo contra. 10,
sou amigo da pessoa do nosso Imperador; por multas
veza o fazareno ten. dito que S. Magostada he nos-
so patricio, he Americano, e leja disse o JVawormo :
Senhor.' sedeo nosso Washington, proclamai a re-
publica e vivereis feliz, vos c vossa descendencia, no
meto deste povo, que vos idolatrar como o seu me-
Ihor i. inflo. Isto he de quem quer mal
Quer-se t aniquilar a historia ; he crime atroz
usar da critica para vero passado, "ver o presente, e
determina-lo para um melhor futuro. He um en me,
e um crime atroz, para a facgflo actual o lembrar-se
ao povo que em 1817 a tyrannia real assassinou a
muitos dos nossos compatriotas, atroc.dou a mul-
los outroe, e tousou surrara homens l.vres. Sim,
he um crime .' O' tmpora < mures !
Manes de Theolonio, de Antonio Hennque, de Le-
opoldo, de Peregrino, de Tenorio, de Martins.de An-
tonio l'ereira, do Roma, de Miguelinho, de Ribeiro,
de Mendonca c de tantos outros martyrcs sacr.hca-
dos a sanha brutal do tyranno Joflo VI, juro por to-
dos vs, que primeiro irei habitar comvosco, mies
do qHe deixar de recordar o vosso memorando le.to.'
Oh .' se he crime commemorar a rcvoluQi.o do 1817,
tambem he crime commemorar a independencia,
que tambem toi outra igual revoluto contra 0 ty-
ranno dos Portuguezes. Mas, senhores, islo solem-
hraafaccflo descrida quo procurnaKarrar-scao po-
der custa doquanta i.nmoral.dade Mr : MpnUr-
me-hia se outro rtra o seu proceder. De ftito, os
n.eus algozes nunca amaran a liberdade, nflo a co-
nhocems desde a sua infancia que *
peior de todos os tyrannos, de suas paiv es, de suas
levassidese deseus crimes. O reprobo teme a luz,
teme a verdade, teme o t\^*JSSl
povo o repellem, visto como so adm.tlem antes. 0
'"tw^diat'do marco de 1817/ Salve, Pernam-
buco/ Foi este o dia em que tu proclamaste ante o
diverso a liberdade do Brasil ; en. que, bngaste .
Viva a repblica acabe a tyrann.a real I .. Rilaste
este acto social com osangue de tuiveias, eDos
disso que seria derramar osangue gMi *.r
ramasaoo do seu igual: osangue dos filhos-o povo
taWlflSfft muito contentamento se
frcoEnado, porque slenu.iso o primeiro da
para se me fazer justic, para se crer que cu no sou
um instrumento de faccfloalguma ; que tenho eren-
cas, e una alma muilo robusta para arrostrar todos
os Irabalhos que me possam vir noprov.menlo dos
meios para chegar aos meus fins. Nos estamos na
desorden, lie misto.- nina cousa nova para nos tra-
zer a orden e a paz. Nflo vira ? Pens que so enga-
a o aecusador publico, c se nflo esqueca do axioma
latino, que cnperra milita moralidade : nee semper
tilia llorent.
Fallo em Pornmbueo. Foi nesta (erra que segun-
da \&/. a tvrannia real orgueu cadafalsos.e assassinou
a distinctos compatriotas nossos; lo. aqu o theatro
da carnelicina do primeiro Imperador. Kslais esque-
cidos? Manes de Caneca, de Agostmho, de Nicolao,
deFilgueiras', deTristflo, de Racleel.fr, de Rogers o
de tantos oulros martyres, apparecei e d.ic. a esta
facgflo cruel o atroz que meperaegue, que foi quo
vos deoepou as canecas. Ahi estilo os fastos da pro-
vincia, ide lrnelles a inslallaeflo dessa comm.ssilo
militar, que nos fez tantas victimas aqu no Leara.
Por Heos .' una conslituic.flo, quo nos toi imposta
por sen.ell.aiite modo, nunca lera o meu assentimen-
to, embbra o ctelo do Sr Sampa.o.
Odia 2.", demarco de 1823 foi aquello en que o
fundador do imperio nos den esta rarfa, que inda
boje nos rege; o cumpre, senhores, nao confundir
as n.usas. Unta consttMcao he obra do povo, cujo
governo quer constituir ; se o povo nflo fez aeons-
rituieflo, e se esse acto, que o constitue "oob do
un. Toinem audaz e aventure.ro que deslumhra.o
povo o o submetle, essa obra nflo se pode dar ono-
e nconstiMeao; oque lhe bepronrio b oomm
de crin Ja ...ostrei como 0 Sr. I>. Pedro 1. usurpara
a soberana nacional; e pois, (co.no sabis ...Ule
que,,. ..os den a curia ; porquf, quando a naeMim
Constitua, S. MagesUde allei.talor.amcnte dn*olvcu
a assembla constituinle, pelo restabelcc.menlo da
qual tanto ten. instado o ffiasarrao. mo,a
Resuniirei, senhores, lodosos meus pensamentos
a respeito desse dia, lendo-vos o paragraplio que
tambem leu o ministerio publico :i<) :
, Dia fatal! dia de se.npre melaneo|ica recordaeflo
para lVrnambuco, para as provincias do Lquador.
Elle trouxe a nossos lares a devastadlo ea morte ;
u e nosso:, pala, prenles e amigos ahi cahiramno
tmulo, victimas do punhal o do bacamartc do
prfido Imperador.
'o frenes do accusailo, diz o Sr. promotor, lio
(al contra todos os iris, que, em sua iminornlidadc,
nerrf respetou um rei tflo sabio como o da Manca, a
nem mesmo a nossa augusta patricia a ranilla do
l'ortugal, desco.iheecndo ate que he ella pcssoa da
..." ____*>.. J. MAMna ,.i,,i' ii i. llllliji|"l_
en lores, protesto contra eti.i im>u..- '"',',," |>(,r[U.-al dcsconheccndo ate que he en a pcssoa na
lomen amigo do o-deJane.ro ; ^sto^o 5^^*35 iro8a ,1o ... sso adorado Impera-
sla malevolencia do promotor publico. Ja u sst fo .^ dljs(J
luanto basta para conhecerdes como eu considero eitraotlQ modo do argumentar he esto.
BSSMSS SSaTa 5X=K=,asm,p.,,u*pr-
Senhores, estranho modo de argumentar he esto.
O que admira que eu soja contra os lyrannos que
nagellam o mundo;' A humanidade he solidarte. N
renovacSo da creaeflo dcpois do diluvio universal,
1)0084(880 a Ifo c a seus hlhos, segundo-o Cii,
.-apiliilo verso 1.a : desee., e multiplicai-vos, o
,.',!., a Ierra, a E nSo esceptuou aun. so para pri-
vilogia-lo, antes disse : Eu tomare, v.nganea de
lodosos animaos quo tiveren. derramado o vosso
sangue; ovngarcia vida do homem da mao do
homem que iba livor tirado,ou elle aeta^sed .r-
mflo o soja qualqucr estranho. ,Vc.so j.) As-
sim pis, sol tena he nossa. se 80 a amb.cao c o
orralhodos filhos do .Sara noderam crear essa va-
riagdade denacoea, estremandp o homem um do ou-
s t dos nevemos combate,- pela regeneraeflo
mnu'isal, c guerrear 08 lyrannos, qualqucr que soja
n iiio-irem tiuc tvrannisem. .
i" os, natHeia a senhora 1). Maria da (tena.
Poucose me 'da disto, se ella Ivrannisa opovOpTrtu-
mipz esse novo quo a mclteti em si e lhe deu um
U roo sondo estrangeira. Hoje a rainha do Portu-
Snol" maisBrSiloira, nflo pertenc fc tamil.
hni erial do Brasil. Mas oiVosoreao^Kreve contra s.
nossos homens, que serven ao pode, de noje, ii,no
rarem o que se passa em sua Ierra, o que se paasa na
America, para so >e dar... ao exame das couita o
veThcmundo. Infelizmente cu ignoro a historiad*
lodosos paizes, incluido o nosso, por raa.s esforg
g aolmmorlaBocage, oestes v;,sos quo os deyo
ter na lembranca o aecusador publico:
Oentendimentoqtie as verdades abre,
Moteja a fama de patranhas mestras.
Todava, senhores, permitti-mc lembrar ao minis-
terio publico, que em Portugal quem ten tollo a re-
brasieiro, Sl.S DE MARCO DE 1817 'o'^Ko^m todos os lempos la sido eMte e o rei e
Concluo este ponto com a seguinte copla o nym w v ^ ^^ s(,mpro n> dcfensiva. lnfa
no Marseillais : .. = SR piMie reSuscitar o direilo divino dos res..'.
rhrentblez1Vrans, et louspc fl eS para matar, como D.
Tal he minha 'raiya contri a ordem publica, diz o
mini teo publico, que trato o dia 23 de marco;crue-
h^ mmente, s pirque nos deu esta cons .tu.cflo
queTenms; donde so ve que eu tenho em vislas 0 a-
niaulamento da ordem actual.
Seia-o assim. Onde, porrt, o meu cnrr.e 1 Eu pro-
curo o cstabelecimento de urna nova ordem de cou-
sas, nflo haduvida, ja de as rasoes do meu proce-
der; c me parece, que, bem ou mal, disse bastante
hoje se. pou.
Tanto direitotinhaD. Miguel para matar, como D.
Maria. A verdade he que o povo portuguoz foi levado
a tancar mio das armas contra o despotismo de Ca-
bial- o o despotismo hojo, sendo excepcional, he
que ho o revolucionario. Venceu o povo; a rainha
applaudio a victoria nacional; e quando a nacSo la
entrar no gozo da sua liberdade, a rainha se revolta,
e manda derramar o sangue do povo s para vulgar
ao seu va/ido. Taes silo as ideias que cu tenho dos

|
mm


^
2

I

|o mu i tus.
e o queira
oral, ui'in re-
negocios de Portugal. A liberdade, senhores, he da-
diva do oo, e nflo a devenios querer smenlo para
nos; vcnliaclla para todo o tntm.lo. E fique certo o
Sr. promotor, que o povo ha do ser vingado, porque
Dos dase:
Todo o que derramar o sangue humano ser cas-
ligado rom a cITusflo do seu proprio sangue; por-
n queo homem foi (cito a iniagom doOeos.
Inda, senhores, me figura o ministerio publico co-
mo mi) reprobo. -< Este homem, diz elle, he lito fe-
roz, que proclama o regicidio, como so um rci nflo so-
ja homem.
Ninguem nega que-um rei hehomom: so nega o
proprio rei, porque se er descender de urna race, dis-
tmetae privilegiada. Mas o homem tem igual drei-
to um sobre o outro; o se o rei pqde matar, pelo
mesino direito, tanihem pode ser morto. O regicidio
he urna sentencia decretada pela naci; e ningueni
piule contestar nacflo o dircilo que Um para malar
um rei que abusa dos scus poderes, o fuer avassalla-
la.Esta doulrina est militolucidamlHte sustentada
peloSr. Lamartine, e ninguem aecusareste grande
homem de immoralidade. He uiinlia opiniito, que a
nacflo pode matar o rei, sempre que elle llie soja trai-
dor, c queira aniquilar os scus dircitcfde soberana;
porque, em taj caso, he maisconsentalpo com a ra-
sito, que um s se perca para salvacfl
por ter este pensamento, por mais q
ministerio publico, me nto julgo m
probo.
Nada cscapou. K para que tanto trabalho no aecu-
sador publico, quando as ordens estilo dadas, o bai-
le preparado, e o vapor ahi a espera, fazendo tanto
dispendio, para levar amanhfla a noticia de minha
oondomnacflo.' Dsejo mais que vos que ella v, c
qnesesaiba na corte, que em um dia a polica rou-
bou a typographia nazarena, e que no outro dia fui
eu condemnado. E eondemnado porque? Nflo, se-
nhores, por esse su pposto delicio queaqui me traz;
mas porque o Nazareno tem fulminado contra em-
pregados corrompidos, e prevaricadora, e venacs.
He istouma pe lidia I
Eu vos desafio a vos todos contra quem o Nazareno
tem escripto, para que o chamis individualmente
responsabilidade. Tendes eonsciencia de que sois
calumniados? Vos, iuizes, nflo sois uns prevarica-
dores, e que vos subjoitais a peitas ? Entilo porque
recuais, e vindes procurar vinganca cobrindo-vos
com o manto imperial ? Declaro mui formalmente
que tenho escripto, de met proprio punho, quasi to-
dos eases artigos de censura contra og em pregados
prevaricadores e concesionarios; c, se quizerem
provar como sito honestos, tomarei o trabalho de
virremelles a este tribunal: assim he melhor. He
melhor anda, senhores, se leudes dignidade, e vos
julgais olTendiilos em vossa honra, que todos juntos
procuris pessoalmente desaggravar-vos, accitjo o
repto; do que queiuginenteis vossas prevaricafAes
com mais esta, que aqui pralicais, de empenhardes
os meiosque vosoonfereo vosso cargo, para obte.-
desum assassinato jurdico contra miro. Certo, he
melhor, he mais honroso assim, do que essa vossa
intoleravel hypoerisia.
Senhores, jurados, eu disse: > Nada escapou; e
foi assim. Inda o ministerio publico Irouxe para esta
questflo o Nazareno de 30 de mao n. 38, para dizer
que o communicadoassignado pelo Nortistu he mais
una prava de minha constante proclanac-flo contra
a inlegridade lo imperio. Ye-se hem quo esse artigo
nao he meu, c nem eu sei quem seja seu autor, por-
que m'o remetteu em carta anonyma, e eu quiz Irn
quearo Nazareno a essa peuna hbil, porque vi ahi
nroveilo para a causa publica. Foi assim queo l'it-
blic Mvertisser publicou as carias aJunins, sem que
nunca se podesse conhecer o autor do escriptos tito
profundos, que s elles imporlarn a historia consti-
tucional, econmica, linanceira e administrativa de
Inglaterra. As verdades escripias pel Norlista sito
inconcussas; e se nflo, o aecusador publico que as
conteste Pormitti-me que vos loa um periodo, re-
lativos estas provincias do norte: 7c)
Obacamarle, o punhal, a fonic, a horrorosa fo-
me, dizimaui scus filhos, despovam suascidades,
e vilas do litoral, alulhan de espectros, de cada-
veres as nas e pracas desuas en pitaes; os gritos
destes desgi acedos chegamao co, mas nao con-
niovem os coraejoes dos bomens do aj; iiisullam
o suamiseria esua lome; e, tratando-os mil vezes
petardo que aos aniroaes, Ibes mandam vender
l'eijflo e familia podres /
Verdades eternas, e he para que seas nflo publi-
que) que eu devo ser condemnado. Tristes de vos no
dia em que matardes a imprensa.' Quando o senli-
mento do povo se nflo poder manifestar; quando a
vossa tyrannia abafar no coralito do govo a voz da
eonsciencia, tcmei, e tremei.........a explosflo ser
muito mais terrivel. Ide la tapar no Vesuvio a bocea
desuas crteras, cesperai pelo resultado.
Senhores, antes de ler-vos o discurso do Sr. minis-
tro lUj imperio, quero ler-vos a opiniBa do Sr. Rivera
a respeilo da imprensa) e veris que boje esta fac-
eflo, de cuja he orgflo o ministerio publico, quer aca-
bar com a nossa liberdade, para submetter esta pro-
vincia i corte, como se toem a mesma faceflu subinel-
lido Eiso que diz o cscriptor citado:
A liberdade da imprensa consiste no exercicio,
que tem o homem, de escrever, imprimir e publicar
livrementoseus pensainentos eopinipsem neces-
sidade de exame, revisao ou censura algiuna anteri-
or sua publicaeflo.
A faculdade de pensar depende da organisio do
homem, ca de Iransmittir o pensamento consiste em
sua cbnfbrmacjio: assim, a iiiauilcslacflo do pensa-
mento he urna conscqucncia cssencial da natureza
liumana, ea liberdade de einittr seus pensamentos
pela palavra, por escripto, ou pela imprensa, consti-
tue em parte o direito natural.
Esta liberdade nflo he una conscqucncia da so-
ciedade, nem urna concessilo das leis; mas urna pro-
priedade inherente ao homem, romo emanada de
sua mesma organisaeflo, assim como emanain dclla
SUaS arene,.
A felicidade publica depende da liberdade da
imprensa, porque ella he o fundamento da soeieda-
de edcsuapcrfeco. A faculdade de transmittro
pensamento he indispensavel para que haja socieda-
de: sem ella os homens s poderiam ofFender-se, po-
m nflo enlender-sc, c por conseguinte nunca pode-
que he geral o estave!, do que ao quo he excepcional
e transitorio.
Quo as medidas quo se tomem contra o erro nflo
devern prejudicar em nada acirculacito da verdade
pelo melhor meio, que be a imprensa.
Que para i.stn he indispensavel que as leis, que
lenham por objecto impedir o orro, sejam puramente
represara*, e nunca preventivas; isto be que nunca se
di rija m a impor 0 menor emb naco publicaeflo de
um escripto, porque isto expolia a impedir a circu-
lacflo da verdade, ou effectivamento impedi-la-hia.
Finalmente quo quanto se possa dizer em favor
da liberdade da Imprensa se reduz ao desenvolv-
menlo desta regra Nilo impedir a cireulaeo da
verdade, para impedir o erro ; sim impedir o errro, pa-
ra que circule a verdade.
Como se comprehende esta doulrina entre nos !
como.....
O Sr. Hr. Juiz de Direito : Nflo posso mais con-
sentir que o acensado falle sentado; o seu discurso
prova que seu estado de safide nao he tal, que se (le-
va Continuar aconcessfloque llio fra dada.
t .Sr. Ilorgei da Fonseca : Paciencia! farei esfor-
co para acabar o que tenho do dizer; o se nflo poder
ir ao fim, os meus amigos ahi estilo para me nflo doi-
-fxarem iiidcfesn.
EJ Senhores jurados, vos vedes como estou abatido;
o.'c pois continua! a dispensar conynigo vossa benevo-
lencia. Inda contino com a leilura doSr. Rivero.
Agora se oceupa elle dos delictos da imprensa.
Erradamente, ou de proposito se ha confundido
a natureza dos delictos da imprensa.
(i Nao se tem considerado que a mprensa nflo
conslituo delicio por si, mesma ; ella s faz crear
elementos desonviceflo, queservem para eslabcle-
cer a prova de um delicio : assim, um escripto, por
sedicioso que seja, nflo he um delicio, como nflo 0 be
o punhal de que se ha servido um assassino ; c as-
sim o escripto.conio o punhal, apenas he um instru-
mento, cuja existencia, solada de toda circunistan-
cia, he urna cousa ndinerente em s mesma.
o O delicio consiste na sedicilo que provoca o
escripto publicado, assim como no assassinato para
o qual se ha usado do punhal ; porque, seeucscre-
vo, e guardo o escripto, a le nao pode casligar-uie,
por mais que podra elle haver provocado a sedieflo,
no caso de publicar-se.
Logo, (leve ler-se mu presente a distinceflo en-
Ire O delicio eseu iiislrumento, sendo a mais im-
portante das eonsequencias naluraes desta distinta
cao : que em juslica s pode haver a provocado
directa, nica queconslitueo delicio, cuja prova
he o escripto ; de sorte que fazer resollar del le oulro
didiclo aleiii deste, he violar todas as regias de urna
Sita legislacito.
A provocaeflo directa s p.le ter por objecto a
desobediencia a lei e auloridade, ou otranstorno
do governo estabelecido, ou a guerra civil; fra des-
tes tres casos, nenhuin escripto podo rasoavelmente
vir a sera prova, uu a \>ctu de convic^ito de um de-
licio.
Tambem se ha creado a provoeaQflo indirecta
que os governos despticos lifo altribuido a censura
de seos actos, ou aos escrplos que se dirigem contra
o despotismo judicial, contra os erras de um tribu-
nal, contra a magistratura emlim.
Atacar us abusos dos governanles, os defeitos
de urna lei, os vicios de urna instituieSo, nao he in-
duzr a relielliflo, au Iranslorno do governo, ou
guerra civil: antes, se os ataques desses escriptos
sito merecidos, o governo conbecera seos erros, o os
evitara ; o se s-o injustos, sua inellicacia far resul-
tar a saoedoria das medidas atacadas, e depojs desta
prava a utilidade deltas se conbecera mais feral-
mente, e a na^flo se dispora melhor a confirmar-se
com as mesnias.
A doulrina das provocaefles indirectas he dcsas-
0 Sr. Borges da Fonseca : -- Pode sor que sim.' Vos,
que me ouvis, dizei se tenho declamado. Os senho-
res tachgrapnos nos estilo ouvindo, o os debates a p-
parncer.lo nos jornaes ; o paiz nos julgar.
Senhores, est demonstrada a falsidade da aecusa-
eflo; est demonstrado como nflo a justiQ.i, nas
o capricho he quem me trazante vos. Os agentes do
poder ncsla provincia nos lyrannisam, e dizem as-
sim hem servir ao Imperador : todos isto vem, e is-
to sentem, e se o nflo dizem he porquo nflo quorcm ;
o se o contrariam he porque querem ir contra a ver-
trosa osubtil : autursa o governo a fazer coiulem-
nar os escriptos mais indilTercntes ; a impedir pu-
LcaQIo de verdades uleis; a oppr-se illusliacilo
iio povo, respeilo a seus verdadeirus inleressos; ea
apagar inleiramonlo as luzes, se assim conviesse a
scus designios.
Seapietext de provocares indirectas aead-
mitte a necessidade de reprimir a uianifeslaQito das
opiniOes, henccessaiio ou que a parto publica obre
judicialmente por leis lixas, dictadas para ooffeito ;
ouqueseestabclecam medidas prohibitivas quedis-
pensem oemprego de medidasjudiciaes.
No prmeiro caso, as leis serfio Iludidas, pois
nao ha cousa mais fcil do que apresenlar urna opi-
niito debaixo de formulas tflo variadas, quo nflo pos-
sa cliegar a ella uouhuma le, que estoja concebida
em termos precisos.
No segundo, so se concedo autordade a ac?flo
de prohibir a nianifestacto das opinies, d-se-lhe
o direito de determinar sus eonsequencias, e do de-
duzir induces ; de raciocinar sublilmente ; e, em
nina palavra, do por os raciocinios no mesmogro
que os fados ; o que he consagrar a arbitrarcd.-ule
em toda sua laliludc, nflo podendo-se sabir jamis
desla dilllculdade : os bomens, a quem so confia o
direito dejulgar as opiniOes, nflo sao tflo suscepli-
vois, como os antros, do injuslica, ou de erro?
i Entretanto, fcil be, na provocacSo directa, de-
terminaros dolidos, porque ontao nao so necessila
iraiasublileza de espirito para se distinguir
osmatizesoomqua se hbilmente ha pintado urna
aecusacao, nem para seguir os raciocinios capciosos
deum fiscal, que lera empregado militas semana* em
desecar um limo, para exlrahir Melle phrases, que com
ojuda dainducOos sophislicas so esforgara para apre-
senlar como iniJireclamente criminosas: so existe
-na provocago directa nflo haver necessidade de
utas luzes para aprecia-la. Todo homem que, de-
is deterouvidoa leilura doescriplo denunciado
sinta diaposto aarmar-se contra o governo, o
urna provocago directa nflo haver necessidade de
multas '
poi
se
contra os seus concidadflos, so encontrara sulficien-
temenle convencido, opinar sem deler-se, o nflo to-
ra necessi lade da profunda illuslracflo de um lettra-
dopara pioiiunciar-se;poicm,.so depois do haver lido
o uscrilo, nao se sent inclinado a commetter o at-
lenliK, he porquo nflo ha tul delicio ; he porque o
escripto nflo he peijgoso,e a sociedade nflo tem entilo
direito para pedir conla del le a seu autor.
Esta siioutriHa basta para coiideinnar-vos, Sr.
promotor publico, c para condemnar a essa gente
mesquinha, quusuppe poder malar a liberdade, e
do "enSir o EnSfi ^^^^.^^7 W* Hernambuco, que hC a sede da democracia
lade dos fados, contra anuido que he patento,
quo o pi inciro ministro de S. M. o Imperador apro-
ga do alio da tribuna brasileira. Nos vivemos em
tyrannia.
Nflo so quer que haja liberdade de imprensa, nflo
so quer que a democracia tenha orgflos de sua opi-
uiflo no paiz, c torga he matar o Natareno ; mas bo-
je, felizmente, vai contra esta niquidade o honrado
Sr. Paula Souza, que declara ser conveniente que ha-
ja meios para que eada fum dos lados possa pleitear
sua opiniito peranto o tribunal competente, e 0 tri-
bunal competente ho a nacflo, e os meios sito os que
S. Exc. imlicoo, voto publico, a tribuna e a im-
prensa.
Por xjucfalalidade se quer matar a imprensa em
Pcrnambuco ? Ser isto conforme comas vistas do
governo imperial ? Nflo he o nosso systema actual
composlo (los eleuienios monarchico, aristocrtico
e democrtico ? Entilo nflo queris que haja entre o
povo brasileira um orgflo dessa.elemento democr-
tico? Entilo queris -a destruieflo da constituido ?
liste elemonto desanparecido, torna-se a constitui-
eflo smente monarchco-aristocratica, e (leamos to-
dos avassallados ao Imperador e aos fiilalgos. Atlen-
la bem no que fazeis, vede que o povo jconheco a
liberdade, e pode dizer-vos : Oh l olhem que eu
tambem sou cnlidade nesla monarchia brasileira ;
cu tambem tenho direitos, nflo hes o Imperador
quo os tem, e depois......
O Sr. r. Promotor ; A que vem isto T
O Sr. Horges da Fomeca : A que vem 7
J disse, senhores jurados, e vos fallo com a mi-
nha alma, lie para iniui penoso ter sido levado a es-
ta discussflo, mas fui-o pela imprudente accusac.lo
do ministerio publico; cmesm'o pela imprudencia
de meus gratuitos inimgos, quo roubaram 15 dias
de sessflo na cmara dos senhores deputados para me
alacarem, e, como j vos disse, declaiarem-me che-
fe deum partido poltico; e he por essa causa que
assim me aprsenlo (liante do vos, aliui de respon-
der-lhes. Nflo Icnho por fim incomniodar-vos, o
nem o mnimo desojo posso ter de incommodar-vos,
quando nio acho mais incommodado que vos todos,
0 inteiramente extenuado. Vejo que vos mostris en-
fadados; tende paciencia : nao fui eu quo me collo-
quei aqui, trouxoram-me, arrastaram-me coberto
do grilhOes para virante vos; he, pojs, preciso que
eu diga ao meu paiz, que vos diga a vos que me des
julgar, o porque aqui eslou, o que he que liz, quaes
sito mous crimes, para que vos me julgueis devida-
mente, e para quo a opiniito publica possa avaliarL
vossa decisflo.
(Continuar-se-ha.)
hiri he PEi\mineo.
do, entendido, econvindo em algumas verdades, iw
tauue a inmuta perfoclibilidade do espirito humano
se desenyolva em beneficio da sociedade; e nada po-
de contribuir melhor para este desenvolvimcnto, do
quea liberdade de imprensa, que he o melhor meio
de communicacao.
Ella he tambem um meio de propagar o erro-
porem a verdade prevalece sempre: o objecto da ra-
bilo he a verdade, e nflo o erro; a verdade he geral, o
i f. hl"ma.excePC,"o; os erros passam com os secu-
los; a vrdade se sobropOe sempre a ellos
Disto resulla que deve ter-se mais atteneflo ao
do Brasj
Ja vou muito fatigado, senhores jurados ; sinlo to-
dava que o orgflo da juslica publica me nao preste
aiteucflo, e esteja a nasseiar. Senhor, posto que con-
tis com "o deci eto da admiuJsTnigfio para conde.n-
nar-ine, posto que" confiis nos jurados, quo foram
a(|u chamados por urna wlaclo de algibeira, sem-
pre a docencia:pedc que alfecieis interesso pela cau-
sa, c que Ihe deis atteneflo.
O ir. r. Promotor : -- Kstou na casa ; o nflo posso.
estar aturando a massada : o reo tem levado o lempo j Terminada a dscussSo do predito orcamento, tra-
'tra-se' de oonsiderar o da fazenda; e, segundo
RECIFB, 22 DE AGOSTO DE 1847.
Pelo vapor Pernambucana, chegado boje dos portos
losul, recebemos jornaes doRio-de-Janeiro ato \-2
do corren te.
SS. MM. o AA. II. continuavam no gozo do perfoila
i-ii ir.
Oannivcrsario do S. M. a Imperatriz viuva eo de S.
A. I. a Scnhora D Izabcl foram festejados como sem
se-l os de qualquer membro da familia impe-
rial.
A '23 do jullio prximo passado, S. M. o Imperador
mandara publicar os despachos que na parto olficial
transcTDvemos; e que nada menos sito que aconti-
nuaoflo dos que tveram lugar por occasiflo da via-
geni do mesmo Augusto Senhor ao norte da provin-
cia do llio.
As scsses do senado eslavam pouco curiosas.
O cdigo commercial, de cuja segunda parle tiuham
sido approvailos cin segunda discussflo os litlos
5." e 6., com as emenda-s da commissflo especial ;
a resoluc.no quo reforma em algumas de suas partes
a uovissinia le de eleiees, ca proposta do governo
|ue cria um concelho naval, sito, quanto anos, os
objectos de maior transcendencia, deque essa c-
mara se oceupava : pois que os'domis, ou dizem
respeilo a interesan especiaos de certas* localida-
des, ou aos de blguns individuos. Nesta ultmTi
classe esl, por sem duvida, comprehendida a roso-
uqo que reconheco em Antonio Perelra HcbouQas
as habili lacees uecessarlas para advogar em todo o
imperio, independente de lcenca dos presidentes
das rcl.ic.oes, e que passra em terecira discussflo.
Assim,"porem, nflo qualificaremos os trabalbos da
cmara dos Srs. deputados, onde tomara assenlo o
Sr. conde do Rio-Pardo como supplcnte pela provin-
cia do Piauhy, em conscqucncia de haver o Sr. Sou-
za Martina sabido com licenca para a Franca, afim
de tratar da sua saiide. Entre csses trabalbos al-
guna ha de summa importancia.
Ao discutir-se ah o orcamento da guerra, declara-
ra o Sr. Goncalves Marlins, que a opposicflo dara
seu voto ao ministerio, se olle se nfloapartasso dos
principios que o Exm. Sr. Paula Souza proclamara
em o discurso que inserimos em o n." 172 deste
Diario.
Esta deelaracto eoneorrera para quoS. Ex. cntras-
se em lafgas explicares, e para que, entre oulras
cousas, dissesse :
Quo o gabinete pensa que be de alio interesse
para o paiz arredar a magistratura das lulas e intri-
gas^nditicas, estando entretanto disposto a conciliar
osla necessidade com a vantngem deaproveitarem-
se os talentos e habilitares professionaes quo se croacenteesegura prosperidado d^nranVcopaiz,"
encontram na classe (ios magistrados, e aceitando quo as esclarecidas valas de V. M. promeltom bri-
aflirma o Jornal do Commercio, as volacdes ani-
se verificando de manera a convencer ao paU quo a
cmara est disposta a acompanhar o prmeiro mi-
nistro da cora as ideias de economa que ello tflo
positivamente manifestara.
Grande sensaeflo produzra na casa o contedo da
scguintt carta, que fra lida pelo Sr. Campos Mello:
Amigo o Sr. Jos Lomos Ribeiro.
Estou certo do tudoque me communcou na sua
e ludo se far convenientemente. '
Nesta mesma occasiflo llio va o titulo de dclc-
gado ahi do.Marom, acompanbado do' ollico do
" demissflotlo quo eslava nesso emprego.
Consta-meque o Monteiro va para a corte e
convert que se llio faca por ahi algum proces'so
crime, afim de o impedir; cat mesmo seriaBom
i queo mandassem prender antes da formaeflo da
culpa, que podo bem fazer-se depois da prislto.
i l'olguei muito de me dizer o nosso amigo Roto
que fcilmente se linha ai aojado a suhscripcfl
dos quatro cotilos do res, que j foram remeiti-
i dosao nosso amigo Barros Pimentel para deseai-
baracar-se do dispendio em que se comprometteu
para conseguir a minha rointegraeflo e dos outros
vice-presidenles.
Adeos, que estou assoberbado de afazeres.
Esta lie do seu amigo, respeilador e obrjgado__
Jos Francisco de Uinezes Sobral. < Sergipe, 9 d0
jiillio de 1847.
N. 13. Sello 160 rs. Pg. ccnlo e sessenta ris
Collecloria da villa do Maroim, 14 de julho do
1847. Freitts.
o Reconheco ser verdadeira a firma da caria retro
por ter conhecmentodo assignado nella: do quo
dou f. Rozario, 14 de julho de 1847. Em testemu-
nho de verdade Manoel Joaquim Vianna.
Finda a leilura, o Sr. Barros Pimentel, a quem, co-
mo todos reconhecerflo, o negocio tocava muito de
perto, requeren que esta carta fosse remetlida a
urna commissflo especial para dar o seu-pareccra
respeilo da sua authenlcdade. Al a ultima da^
ta, o precitado Jornal do Commercio nflo trazia esse
parecer.
Arequermento do Sr. Antflo, decidra-se quea
proposta, que esse Sr. apresentra o anno passado, -
cerca das eleices directas, fosse encaminhada
ennimissflo do eonsliluirflo, am de que esta redu-
zisse a projecto as reformas constitucionaes indica-
das na referida proposta.
Tinlia sido approvada a rcsolucflo que manduva
vigorar o orgamcnlo actual at que se passasse o
que se discuta.
Das disposicOes do ultimo dos mencionados orca-
m cutos, que ja ha vi a m passado em segunda dSCU8-
sflo, entendemos dever mencionar aqui a que
determina quo o cha estrangeiro pague sempre a
tacha cstahelecida pela tarifa actual, qur esteja
em bom estado, qur nflo; o bem assim, a que sen-
tados direitos de exportaeflo o sabflo fabricado no
paiz.
Quando se apreciava a resolueflo cuja approvacflo
acabamos de noticiar, disse o Sr. Barboza, que c-
mara quatriennal ora em exercicio caba bem o se-
gunteeptnphio :
a Nasceu da fraude e da violencia, vveu no servi-
lismo, acabou no opprobrio.
OSr. Marinho, que se encarregia de responder ao
Sr. Barboza, concluio o seu discurso, mimoseando
com est'outro epitaphio o grupo a que o mesmo Sr.
Barboza pertenco :
Aqui sentou-se n'oulro lempo um grupo:
11 Nasceu opposicflo, foi governista,
a Votou e uesvotou questes as nesmas ;
11 Servidos ofTereceu a seus contrarios,
Morreu emlim; ninguem Ihe inveja a heranca.
Ao discutir-se um projecto que autursa o governo
a formular um regulamento especial para organisa-
eflo das guardas naconaes dasfronterasdo imperio,
apparecra a segu inte emenda:
A assembla geral legislativa resolve :
Artigo i.' O governo he autorisado a crear as
provincias fronleras do ini|ierio una frca publica
sob a denominaeflo de guarda nacional das fron-
teirS, decretando um rcgulamenlo especial para
a sua organisaeflo c disciplina.
Art. 2. Esta frca ser composla de cidadflos,
que, nflo sendo qualificados guardas naconaes, o
nem leudo cm seu favor alguma das excepces da
lei de 18 de agosto de 1831 c decreto de 25 de outu-
bro do 1832, nflo pirtencam igualmente primeira
linha do exordio.
Art. 3. O dito regulamento poder ser proviso-
riamente executado ; mas ser submettido a appro-
vacflodocoipo legislativo na sua prxima reunan.
Paco da cmara dos deputados, 11 de agosto de
1847. Carvalho. "
Terminara a eleicflq do um senador pela provincia
do Bio-dc-Janero. Os tres cidadflos mais votados
eramos Senhores Saturnino de Souza e Oliveira Cou-
tinho; viscondedeSan-Salvador-de-Campos; cMa-
noel Jos de Souza Franca.
Chegra a corte, e fra recebido no pago de San-
Christovilo, em audiencia publica, lord Howden, en-
viado extraordinario c ministro plenipotenciario da
Grflo-Bretanha junto ao governo imperial.
Ao entregar as credencaes a S. M. o Imperador ,
lord Wowden proferir o segunte discurso :
Souhor. -- Ao apresenlar a V. Al. I. as minhas cre-
dencaes, meu dever tito urgente como agradavel lio
assegurar a V. M. I. a viva e constante amizade do
quea rainha minha soberana aclia-so animada para
com V. M; l.
Na audiencia particular que me foi concedida
antes do minha partida, cncarregou-me S. M. Bri-
lannica de expressar estos senlimentos a V. M. I. pe-
la manera mais formal.
- Minha augusta soberana faz os mais sinceros vo-
Ws pela sniide e felicidade de V. M. I,, o do toda a
sua familia. S. M. Ilritannica deseja ardentemehtc a
por conseguinte as ideias que melhor formuladas se
presentaron para seronsegurcm esles importan-
tes lins.
( Que o governo er que ho indspcnsavel faze-
rem-se no orcamento as modificaces^ne-eessarias
para flear equilibrada a despeza com a receila, o por-
vontura haver algum saldo como recurso unko para
occorrer a qoalqucr emergencia que exija despeza
extraordinarias.
a declamar.
.... promeltom _..
Ilianlo futuro. Scus recursos e riquezas se desenvol-
yerflo sob a benvola influencia de V. Si. F. O mundo
intero nflo poder com sso dexar de ganhar, c eu
rogoa V.M I se persuada intimamente de que lu-
do quanto podo augmentar o bem-eslar do paiz em
quo tenho a honra de achar-mo, ser sabido com sa-
tisfaeflo por aquelle que tenho a honra lie repre-
sentar.
Senhor! Eu me ufano e felicito por ter ser sido
escolhido para apresentar estas segranos a V. M.
I., o V. M. I. pode estar certo de que nada omittirei


3
. estrcitar cada vez mais os lacos que neme
"i > m semprc unir o lirasil o a Inglaterra. O meu
'. '0 assmeomo o meu principal deverhe lor-
mS mi'nlia residencia nesta corte agradavel a V.
M I "
' (|gnou-se do responder nestos termos:
T0nlio estado sempro persuadido dossentimen-
"hneVolosdcamzadequc animam minha charis-
ma irmna a rainha do Inglaterra : vossa mssao,
sr ilowden, he urna nova prova delles, eestou bem
' '._ ,|e que a maneira amigavel por que a dirigiris
'ontrihuir para cstreitar os lacos vigorosos que u-
nem felizmente o meu imperio a Gr3o-Bretanha.
O Sr. conego Jos Antonio Marinho, acha-so no-
moalo protonotario apostlico. S. Exc. o Sr. inter-
nuncio deS. Sautidade na corte do Brasil, ao con-
ferir aoSr. Marinho tSo honrosa dignidade, decla-
rou-lhe quo'ella nada "mais era do que o testemu-
nhu da considerarlo em que eram tidos pela santa
sosserviQOS quoS. S. Reverendissima ha presta- i
lo a religiSo, j na tribuna sagrada, j no parla-
OSr. Diogo Hartley trata de estabelecer em pon-
to grande, em Andarahy-Pequeno, urna fabrica do
tenlos. !
Ao noticiar-tSo louvavel ompreza, assim so expri-
me a Ctela Oficial
0 Sr Diogo Hartley, nosso compatriota, filho do
finado capitalista, do mesmo nomo bom conhecido
nesla corte, moco de 27 annos, do geniomprohen-
deilor e dotado do sentimentos patriticos, conce-
beu o projecto, om cuja oxecircSo so acha j muito
adianlado, de ostabelccer em ponto grande urna fa-
brica de tecidos de algodfo, servindo-se dos me-
Ihoramcntos que este ramo do industria tom adqui-
rido em outros paizes. ,.,.,,
So lugar de Porto-Vermelho de Andarahy-Pe-
nueno um dosarrabaldes mais notaveis desta cor-
te pela salubridade do clima e abundancia de a-
co'as acham-sc construindo o j muitoadiantados
os edificios proprios para o estabelecimento oreado
em mais do 60:000,000 de-rs.
Constam esses edificios de um sobrado com 116
nsdeconiprimento sobre 54 de largura, contendo
70 iancllas, no qual serflo collocados 120 teares da
mais moderna invenc3o. Urna casa do 25 ps de com-
nriiento sobre 50 do largura para a machina do va-
por cuja caldcira lem o peso de 300 quintaos, sen-
do rorca desta do 25 a 30 cavallos, construida nos
Estados-Unidos, de onde acaba de chegar no bngue
lmine, de prsenle no trapiche do Sr. Antonio Fcr-
reira Alvos, na Gamboa. .
t O lerceiro edificio, destinado para residencia
dos trabajadores, consta de urna espacosa casa de
175 ps de comprimento sobre 36 do largura, com 2
iancllas. .
Os operarios destinados ao scrvico doeslaDelc-
rimenloacham-sej nesta corte, mas estilo porem-
nuanto na Ponta-do-Caju por terem viudo mais cedo
do que o emprezario esporava, antes de linalisauos
os trabalbos da construcc3o, apezar de ter nella cni-
pregado cerca de 200 ofliciaes.
Silo s3o pouco dignos de louvores os esforcos
feitos por este nosso compatriota em prol d urna
industria, que, tendo a materia prima no par/., pode
sersusceptivel do mais ampio desenvolvnnento fu-
turo; enom parecer fra de proposito invocar em
apoio de sua nascenle empreza a cooperario das
pessoasque estao no -caso do-apreciar seu merec-
ment e vantagem. .
Consta-nos quo na cxeeuc3o deste projecto o em-
prezario tudo tem feito cem seus proprios moios.
O Jornal do Commercio, referindo-se a osla noti-
cia, assegura que no lugar denominado Santo-Ale;-
xo, as margeos do rio Mag, dera-se comeco a um
estabelecimento da mesma especie, e tambem em
grande escala.
Os proprietarios desses dous. estabelecimentos li-
nham impetrado auxilio dogovemo: o do primeiro
solicitando oempreslimo de urna quantia igual a
quo'lcm despendido, o houver de despender ate que
a fabrica comece a trabalhar; o do segundo pedm-
do privilegio exclusivo. Sobre ambas estas pre-
tenceshava sido consultada a seccao doconcclho
de estado dos negocios do imperio.
Fura aposentado no lugar de ministro do supremo
tribunal do justica o Sr. senador Caetano Mana Lo-
pes Gama.
Mandra-se proceder cleic3o do um senador pe-
la provincia de San-Paulo, afim de ser precnchida a
vaga l que dera lugar o fallecin.ento do v.sconde de
San-I.copoldo. .
O Sr. I)r. Angelo Moniz da Silva Perra z pedir e 00-
livera dispensa da commissSo por quo se Ihe encar-
regra aconfcccao de um projecto de le que regu-
lasso o processo militar.
OSr. concelheiro Fernandos Torres eslava Hornea-
do desembargado!- da rolarlo desta provincia.
Forain removidos : para a relacHo dcll.o-dc-Janei-
ro, oSr. Cerqueira Leite, desembargador da desta
provincia, eoSr. Pimenta Buena deseinbargador da
do Maranhao; da stima comarca de San-Paulo para
a de Paran, em Minas-Ge. aes.o Sr. juiz de d.re.lo Jo-
s Bernardo do Loyola ; o da primeira das mencio-
nadas comarcas para a do Piracicaba, o Sr. juiz de
dircito Jos de Salom Queroz-
Foram nomeados: juiz de direito da stima co-
marca de San-Paulo o Sr. Joao Marcellino de Souza
Conzaga, juiz municipal da villa de Pindamonban-
gaba; commandanto interino do br.gue-cscuna 11-
raj, o Sr. 2." lenle Romao Miguis; tamandan-
ledo brigue Brasileo, Sr. capitao-teneute Ernesto
Alvos Branco Moniz Barreto; dito .la fragata Paragu-
ats, o Sr. capitao de mar e guerra Jo3o Baplista de
Souza; ditodo brigue-escuna Olinda, o Sr. capitao-
Irnente Jos Eduardo Wandenkolk; dito do trans-
porto Desterro, oSr. a. lenle Theotonio Hay mun-
do de Brito; dito da escuna Cassapara, o Sr. 1. l-
ente Jos Manoel da Costa Picaneo; I.* escnptun.no
damesa do (wnawjado desta provincia, o Sr. Joao
Francisco Regs Quintella; prdfeurador-liscal da llio-
sourariadeMatto-G.osso, o Sr. Manuel Pereira Mon-
des- inspector da mesma thesourana, o Sr. Manoel
Jos de Araujo; cscrivaoda mesa de rendas da c.da-
dedoPenedonas Alagas, o Sr. Jo5o Pereira Hy-
polito; cirurgiao ajudanta do 5.- balalhao de fuz.lci-
ros o Sr. Jos Joaquira Machado; commandanto
interino do districlo tillar do Baixo-Paraguay
em Motto-Crosso, o Sr. major graduado de ca-
va liara Joflo Jos Gomes; almoxar.fe do raen
de guerra do Para, o Sr. tenente-noronel da ext.ncta
2." linha, Domingos Simes da Cunha; 3. escritu-
rario da thesouraria da mesma propicia, o Sr. Ber-
nardino de Sena Xavier de Alcantarayo inspector da
thesouraria de Goyaz, o Sr. MfPfcel Alejandrino de
Brito.
O Sr. Jos Gaspar da Silva Lisboa fra aposentado
no lugar de secretario da relajo da corte do P,io-dc-
Janciro, com o ordenado por inteiro.
O Diarto do /lo diz que se indigitava monsenhor
Silveira parar o bispadode San-Paulo; o Sr. desem-
bargador Valdetaro, ouo Sr. Pimenta Bueno para a
presidencia desta provincia; e oSr. doutor Carvalho
Moreira para a de Sergipe : mas que ha presumpcOes
deque nenhuma nomcac3o.politca se far antes do
encerramento das cmaras. Entretanto, suppomos
queessas presumpcOes se n3o realisarSo, porquanto
jo Jornal do Commtreio annuncia a nomea<;ao do
Sr. Joaquim Jos Teixeira para a ultima das indica-
das presidencias.
Fra exonerado docommando das armas do Rio-
Grande-do-SuI, o Sr. brigadeiro Jos Joaquim Coe-
Iho ; e designado para substitui-lo o Sr. Jo3o Fredc-
rico Cardwell, com promoc3o effectividade do pos-
to de brigadeiro.
Emquanto estiver impedido o Sr. ministro do im-
perio, far as suas vezes n secc3o do concelho de
estado dos negocios da fazenda oSr. concelheiro
hispo do Anemuria.
OSrs. segundos tenentes Domingos Jos Marques
de Souza o Panphilio Franco Volasco obtiveram tres
annos de lcencapara servirem fra da armada na-
cional: o I." namarinhadoS. M. Britannica, co2.
na de S. M. o rei dos Francczes.
Depoisde ouvir oconcelbo supremo militar, (diz
0 Diario do Rio) ordenara o governo, que, sernpre
que a guarda nacional se adiar conjiinctamente com
a tropa de linha, em parada, ou qualqucroutro ser-
vico, o o commandanto das armas quizer-lomar o
commando dessa frca, o coinmandante superior
da guarda nacional, qualquerque soja a sua paten-
te, ah la mesmo superior a do commaudanle das
armas, ceda logo o commando rcliraudo-sc da
linha.
Constava haver sido admitlido na marinha roal
britannica o guarda-marinba da armada brasilcira,
Nicolao Neto Carneiro Leo.
Expedra-sc ordem aoSr. presidente do Rio-Gran-
de-do-Sul, para fazer vender em hasta publica a bar-
ca de vapor Cattiopea.
O Jornal do Cammercio declara infundada a noticia
que'por alguns dias correr de ter chegado d'Afri-
ca a um dos portos da provincia do Rio-dc-Janeiroo
Sr. conde doBomfim.
Determinara se ao presidente da academia impe-
rial de medicina, ensaiasse o averiguasse o remedio
preparado om Inglaterra pelo doutor Amslrong para
cura da morpha, e que fra remetlido, em urna la-
t, pelo cnsul do Brasil noChili.
A Senilne/a da Monarchia de 2 deste mez traz a se-
gninle noticia :
No dia 25dejulho prximo lindo, casou pela
1 quera vezl). Maria Thomazia de Oliveira, residento
I na villa da Parahiba-do-Sul, tendo eenlo equalorit
annos de idade : foram padrinhos Domingos Garcia
Puga e D. Eufrazia da Cunha : o noivo chama-so Joa-
qun) Jos de Sant'Anna. Casou-se aquella senhora a
primeira vez, na idado de 17 annos, estovo casada
37 e viuva 4 : a segunda esteve casada 26 o viuva 4 :
a t'crceira estevo casada 24 ; ha dous que he viuva
de Jos AntuncsLeao; tem, portanto, passado por
todos os estados, contando 17 annos de solteira, 87
de casada e 10 deviuva. Conserva-se no gozo delu-
das as suas faeuldades iutellecluacs, o prometi vi-
ver ainda largos annos.
O Sr. capitao de fragata Joaquim Manoel de Olivei-
ra Figueirodo e o Sr. primeiro tenenle Severiano u-
tios foram incumbidos do.engajar individuos para o
corpo de imporiaes marinljeiros : o primeiro na pro-
vincia do Para ; e o segundo na do Maranhao.
Tencionavamos rematar esta parte do nosso resu-
mo de noticias com as da America do norto esu"
com que deparamos as gazetas, cuja reccpc3o mais
cima acensamos; porm voloz corro o lempo, ha
bem um quarlo d'hora quo ouvimos soar meia-noi-
te ; c por isso reservamos essas noticias para outro
numero, e vamos ver o quo nos dizem os peridicos
da Babia.
Alcancam elles a 19 do mez em que estamos.
A provincia continuava a aprosentar aspecto pouco
Jisongeiro.: P13o-Arcado anda lulava com asdesor-
dens das duas familias que so esforcam por devorar-
se ; os partidos conservaram-so em cfforvescencia :
grande porc3o de folhas pequeninas e rocheiadas de
insultos nundavam a cidade de Santo-Amaro: o
proprictaro do Commercio ao recolher-so para casa,
nanoitede2, foi espancado por certo sujeito, quo
o sorprender, o pozera-se om fuga logo depos de
descarregar sobre ello a primeira cacetada : e, para
cumulo de males, um tal negro Lucas, especio do
famigerado Malunguinho quo outr'ora habitara o
nosso Catitea, infestava com quadrilhas as estradas
que conduzem {villa da Feira-de-Sanla-Anna, o
tornava-se famoso noroubo e no assassinato.
quem Ihe apraz ; da mesma sorto merecer.lo as he-
aos eos hymnos de gratidao desta confiara, que
muito se ufana por encontrar em seu gremio urna
pessoa lao benemrita, cujo cxemplo servir em to-
dos os lempos de cdidcacSo c de iit>eja aos que sa-
liem apreciar a liberalidade, a virluile e a religiSo.
Digne-se, pois, V. S. do aceitar os ardentes votos
que levamos aoco pola prosporidado.pela existencia
e felizos destinos de V. S., por sso quo nos honra-
mos de considerar-nos, com o mais intenso prazer, o
com a mais ingenua gratidao,
DeV. S.
Irmaos, os mais ltenlos e reconhecidos
Jote Joaquim de Oliveira, juiz.
Francitco Augusto da Cotta GuimarHes, cscrv3o.
Francisco Joio de Barros, thosoureiro.
Consistorio em mesa aos 22 do agosto de 1847.
COMMERCIO,
Alfandega.
RENDIMENTO 1)0 DI \ 21 .......*. 8:683,866
Descarregam hoje, 23.
Rarca William-Russell -- mercaduras.
Rarca Esther-Ann dem.
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA 21.
;Cral .................... 193,246
_________1
PRAGA DO RECIFE, 21 l)tf~A*GOSTO DR 1847,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios Fizeram-se algumas transaeces ao
cambiode.27d. por 1,000 ris.
AlgodSo Conservou o preco do 7,100 a 7,200 rs.
a arroba Entraram 244 saceos ; salii-
ram 397; e existen) 440 nos armazens.
Assucar. Apenas enlraram 64 caixas, eembar-
caram-se 34 ditas, 1 fecho, 756 barricas
c 5,802 saceos. Ficaram em deposito
3,126caixas. As vendas foram diminu-
tas, o os preqos de 1,000 ris por arro-
ba sobre o ferro do branco eneaixado; de
900 ris por dita sobre o dito do musca-
vado dito ; do 2,200 a 2,300 ris por dita
do branco enharricado e ensaccado ; o de
1,400 a 1,5000 rs. por dita do niascavado
dito.
Ago"aidcnte-Contina a vender-se ao preco de res
45,000 a 50,000 [a pipa. Embarcaram-
se79 pipas e 2 barris.
Couros -Vendcram-se de 100 a 115 ris a libra.
A exportacao fo do 9,312.
Bacalho. Odeposito est reduzdo a 2,000 bar-
ricas, que se tcem rctall.ado ao preco .le
12,000 a 13,500 rs.
Carne secca-As vendas da semana foram avultadas
ao prcc,o de 2,400 a 3,200 res a arro-
ba. Em consequencia de ter entrado
um carrcgiimento, ticaram boje em de-
posito 28,000 arrobas.
O movmento do porto foi bem pequeo esta sema-
na : pois s enlraram 4 navios o sahiram 3. Es-
tao fondeados 31 ; sendo 16 brasileros, 1 Irancez, 3
bespanbes, 1 kuyphauseno, 5 inglczcs, 3 porluguo-
zcs, 2 sardos o I sueco. Esta a frotar-se paia Ce-
nova ou Trieste a barca sarda Crele, de 258 tonela-
das ; c para Marselhaou Genova o bngue hcspaubol
Hlippe, de 175 toneladas.
RIO-DE-JANEIRO.
CAMBIOS WO DU 11 0E AGOSTO DE 1847.
Cambios sobro Londres.......27
Paris.........345
llamburgo......640 a 645
Virtudes, de 21 toneladas, capitao Elias^do Rosario,'
equip.gom 4. carga toros de MHM-5 o P'
130. Passageiros. Pedro Jos Machado, Aniomi
Manoel Fcrrcira, Brasb-iros
Rio-Je-Janeiro, Baha e Macelo ; 10 das e 4 oras o
do ultimo porto 21 horas. W}^}"*gl
hueana. commandanto Joao Militan leonques. I aa-
sageiros : para osla provincia, o alfer-es de caca o
,,s Moxanino Caetano,le Olinda. **Jgm
clSco dos Santos, Sabino Jos,- do Souzi. Br"'/^_
ros; Joaqun, Coucalves Fraga, Portuguez ^
lao Antonio, e C.hert, Americanos ; e um CIW
entregar: para o no, te, Jos Joaquim de Al me, da,
o segundotenonte da armada nacinna Joatr.mm
nardo de Santarc-n, o cadete do ai t.lhai .a Jost \n
Ionio Froz, Brasileros.
I NOTICIAS MARTIMAS.
Navios chtmtos ao Rio-de-Janeiro, procedentes de
| J'erriomftweo. 1847.
Agostos -> Patacho .V/Aeroy.
u 3 Vapor Imperador.
9 Brigue-escuna Phara.
< 10 Briguo Feliz-Destino.
Navios sahidos do liio-de-Janeiro para Pernambuco.
Agosto 8 Bfrca Atrevida em lastro.
Brigue-escuna de guerra Legaltdade.
NavlM annunciados para Pernambuco.
Escuna Galante-Maria.
Patacho Eiptnnca.
Brigue-escunl. Amasnos. ______^^^^^
Ifc.liraroos.
O vapor Pernambticana fecha as ma-
jas para os portos do norte, hojo (23)
* s 3 horas da tarde.
O arsenal de guerra compra duzenlas vassou-
fts do timb: quem dito genero ,,,,,/er fomecer
mandar sua proposta ea, carta fechada a directora
do mesmo arsenal, al o dia 26 do eorronto mez.
Arsenal do guerra, 21 do agosto de 18V7.
Joilo Ricardo da .ulva,
Amanuense,
- O arsenal de guerra compra 34 costados do pao
d'olho en. pranchoes de 28 palmos de-con.pi-.men o
e um e meio dito de largura; 48 <>uM de UnM
surtidas; 4 ditas de limates do 4 pollegadas ; unja
arroba de verde crome ; ce.n pelles de cabra t MH
ditos gneros quizer fornecer mandara JP?
posta encarta rochada, a directora do mes-,o ar-
senal, at o dia 23 l.cje) do correte ^-aflMIl
de guerra. 19 do gosto de 1847.-Jooo R.cardo da i,l-
MiWmX'raCflo geral .los estahclecinientos de
caridade manda fazer publico, queMdMVW
do eorrente, pelas 4 horas da tarde, na ""
sessoes, ir a praca a renda das casas aba xo de-
claradas pelotc.i.poquedecoirerdod.a da arre-
iiutacloa 30dejunho de 1850.
Ra da Virlc.no, n. 7 ; iravessa de 8.-JOM<, "
,;,,le Manuel-Coco,,, 32 ; ra do Padre-Horia..-
no. n. 47 ; en Fra-dc-Poi tas, n. 73.
.Vdmiuistracao geral dos estahclec.mentos de ca-
ndado 16 de agosto de 1847.- hranesco Antonio
Cavalcanle Cousseiro, escr.pturano
n --------1
JLcilo.
Metaos. Oncas hespanhlas.
i, da patria ....
Pesos bespanbes.. .
.. da patria .'. .
., Pegas de 6,400, velhas.
Prata .........
Apolccs de 6 por ccnlo. .
' provinciaes
29,000 a 29,500
28,000
1,950 a 2,000
1,850
16,700 a 17,000
100
83
81
[Jornaldo Commercio.)
... Richard Royle far leilllo, por intervengo do
eorrelor Oliveira, de grande aortimento de fazendas
inglczas, todas proprias do mercado : quarla-lci.a,
5"d coment, as 10 horas da manlia, no seu ar-
de Alfa ndega-Vcllia.
mazom, ra
Avisos diversos
Puhlicaco a pedido.
Illm. Sr. commendador Angelo Francisco Carneiro.
A mesa aetual da irmandade do SS. Sacramento
da freguezia de San-Frei-Pedro-Goncalvcs do Rcci-
fe, penetrada dos mais puros e fiis sentimentos de
gratidao, n3o podo deixarde levar ao-conhecimento
de V S., quanto se acha penhnrada, pela religosi-
dade e vordadeiro espirito, que o chrislianismo tem
sabido infundir as aeces de.V.S. para com a igre-
ja matriz desta nossa paroebia. Sm, Illm. Sr., des-
de alguns annos passados que V. S. era crodor des-
ta irmandade por 2:381,^020 ris, sem premio algum
e recebendo agora V. S. um cont de ris em dinhei-
ro; passando, como passou, recibo por saldo decon-
tas, acaba de ccder-lhe desta forma a avullada quan-
lia de rs. 1:381^020, dcixando de os recebor, como
Ihe pertencam, para que sejam em pregados a prol
lesta nossa matriz. Este rasgo de goterosidadn reli-
giosa, em lempos taes, he urna prova cxhuberanle
dos pos sentimentos quepredominam o coracDo de
V S. : o assim como teem elles de receber a recom-
pensa feliz daquelle que distribue as riquezas por
BAHA.
CAMBIOS NO UlA 18 DE ACOST DE 1847.
Londres.............27 i .
pars ..............335 o franco
Hambiirgo ............640 o marco
Lisboa..............lOOalOop.c.depr
Oncas licsponblas........30,000
mexicanas.........29,500 a 29,800
Pecas de 6,400.........16,400 a 16,500
Moedas de 4,000.........9.100
Prata...............100 a 105
Apolices do governo 55 por cento de descont.
Aeces do banco 20 por cento de pr. nominal
(Do lllercantil.j
Movate"lo do Port.
Navios sahidos no dia 21.
Philadelphia ; briguo americanoR.-F.-Loper, capitao
Andrcus I). Evans, carga assucar.
Lisboa ; brigue portuguez San-Domingos, capitao
Manoel Goncalvcs Viann, carga assucar. Passa-
geiros, Aluanoda Fonseca Cruz o Jos de Oliveira
Maya.
Acarac ; patacho brasiloro Emulaco, Capipo An-
tonio Gomes Pereira, carga varios gneros. Passa-
ueiros, Jos Pacheco de.Medeiros, Fr. Lino do Mon-
fe-Carmollo, Fr. Jo3o de Santa Rita, TrajanoJoso
Cavalcanle com ,foUs crfcdos, Jo3o Antonio Ca-
valcante, Francisco Raymundo Cavalcanle com
um criado, Francisco Pereira Pmenlel rom um
criado, Francisco Antonio l.nlians Jnior com
um criado, Caldillo Francisco Linhans, Miguel
Antonio do Miranda com dous criados, Jeronynio
Jes Figueira de Mello com um escravo, Bened.c-
lo Torres Pacheco, Jos Comes Rodrigues de Albu-
querquo, Antonio Jos de Lima, Jos Fredonco do
Andrade, Francisco da Costa Femandes.
Navios entrados no dia 99.
Rio-de-Janeiro eliahia ; 14 dias, paquete ingluz Sea-
Gull, commandanle Dickens. Traz 17 passagei-
ros, 15 dos quaes segueta para Flmouth, o 2 veem
para aqui.
Paraliiba; 6 dias> hiate brasileiro Concei'cdo-For-oai-
Convidase a todos os Per
nanibucanos amantes d i dignida-
de de sua ptovincia, e em geral a
lodos e quaesquer Brasileiros.para
assistireon reunio eleitoral que
ha de ter lugar no dia 2 do corra-
le, pelas U horas da manha, era
Olinda, casa do eidado Antonio
Joaquim de Almeida Guedes AI
canlorado, ra do Boni-Pim.
O L1DADOR N. 208,
traz um importante discurso do Sr deputado Gon-
calvcs Martina, 0 varios artigos de interessc.
Na porta do juiz da primeira vara do civel so
haodearVemalar.impreterivelmento no da 23 do
crrente, 25,queijos londri.ios e 25 presuntos dos
mais iiovos que ha no mercado.
--Jeronynto Joaquim Fiusa de O -vena emliarca
para os portos do sul o seu escravo Jos de nacao
C- Manoel Rufino subdito l.espanhol, com sua
familia vai a Lisboa. ____..._t
- Jos Nortes de Abren Hrasilelro, retira-se para
Portugal, a tratar de sua sade.
Compras.
.Compra,u-sedascscravasde 20 a 30 annos :
na^m5ne-sonenchcr7os de .arangeira de em-
ME53SS um diccionario da lingoa porlu-
gueza, por Constancio, em bom uso : na ra da Ca-
dcia do Itecife, loja n- 37.
Vendas.
Vende-se um terrono com 200 palmos do Trente,
om segu ment da ra da Aurora, cornos fuios
al a ra do Hospicio, com algumas fructeras, o com
una pequea casa e olaria : tambem se troca por
casas terreas. A fallar com a viuva de Francisco Joso
Marinho, na ra larga do Rozario, n. 26, primeiro
andar.
__Vende-so um cavallo rodado, novo, gordo, de
bonita figura o sem achaques, carregador. esquipa-
dor e brioso : na ra Velha, sobrado, n. 18.
__Vende-se una carleira grande em meio uso,
propria para umescriptorio* na ra do Padre Flo-
rianno, n. 72.

I
i
:,:' .i
4'1


u

\
_i^.



,A
4)
11
Vendem-se muito bem feitos vasos para llores ;
jarras ; pias para preservar as formigas ; pequeos
cacos para vender flores ; c outras muitas obras : lu-
do milito bem feito e mais baralo do quo as lojas
de louga desta cidade : bem como tambem se vende
urna porgo de botijas proprias para azeitc ouou-
traqualquorcousa : na ra da Florcntrna, n. 16.
Batatas nglczas,
as mais superiores e novas que existem no merca-
do, a 2,000 rs. cada una arroba: no armazcm do
Braguez.
Vende-se bretanha da largura do 10 palmos ,
muito encorpada e de puro linho propria para len-
ces a 2,800 rs. a vara : no Aterro-da-Boa-Vista ,
n.24.
opotuuioo
oboia jod o sapiipuenbsBsnpoi opsepuazej ap oj
-uaiuiijos op|diuoa un SBisap uii>ie~9 -sj nos'*
, souimd suoq o sajoo ap seiupop oiuoiuujosoaou
lun i opBAoa um pna -sj 08S'l ap o5ajd o^Bjcq 0|ad
* bjii8jb| ap soui|Hd aias ap osuaisiJBd B/oauud ua
-oub as-apuaA 'c u 'ouioiuv-'S apoojB OBajuojj
-uoo Bqufidiuo3 V unjejas sarueuiino ap Bfo| \f
OpUA ;
-09 0-M09SI^I V
Vende-so ou troca-sc um bonito cavallo pre-
to, muito gordo, proprio para carro: na ra do
I.ivramento, n. 14.
AO BOM E BARATO.
Na novaloja de Francisco Jos
Teixeira Bastos, nos qualro-can-
108 da ra do Queimado, n. 20 ,
vende se panno preto miiilo fino
de orello branco, a 3, 4 e 5#is.;
dito azul, a 3, 4 e 5fj> rs. : di-
to cor de cafe e verde, a 4,?rs :
do-se amostras para os com-
pradores mellior conhecerem a
sua boa qualidade. Na rnesma
loja ha um completo sortimento
de outras muitas fazendas
prego commodo.
Vendem-se batatas muito boas e novas, a 1,600
rs. a arroha : no armazem do Bacelar, defronte da
cscadinbn.
Vende-sejiotassa russiana por muitocommo-
do prego; urna porcHode vinho do Rordeaux om
caixas: na ra da Cruz, armazem n. 5 ,de JosJoa-
quimde Oliveira.
Vendeni-sochapeos linos de castor, por5,000
rs. : na ra da Alfandega-Vclha, n. 5.'
Na ra das Larangeiras, n. 14, segundo an- |
dar, vendem-se sete escravos, chegados do 5
norte ha dous das ; os quaes vendem-se mui- jj
to em conta,pornilo seren do ganhador.
por
/
Vende-so cera de carnauba, de muito
boa qualidade, tanto a retalho como em
poreflo : na ra das Larangeiras n. 14 ,
segundo andar.
Vendem-se escravos baratos, na ra das
Larangeiras, n. 14, segundo ailar: 2
molccotes de 18 anuos do bonitas fi-
guras ; dous pretos de 25 annos pouco
mais ou menos ; dous ditos de 35 annos;
um pardocoin oflicio de sapaleiro de 22 anuos;
(este troca-se por una preta moca que nHo tenha
achaques) urna lidda mulatinha de 15 annos.de
muito boa conducta p com principios de habilida-
des ; Bas pretas mocas, de nagiio ; urna negrinha
de 10 annos ; un a dita de 6 anuos : todos estes es-
cravos vendem se por preco cpmmodo, pois he pa-
ra liquiducSo de contas.
A setecentosrs. a
vara.
Na lojadoGuimarfcsSeraliin& Conipanliia ven-
de-se brim trancado francez bastante cncorpado
e de puro linho, pelo barato preco de 700 rs. a vara.
Esla fazenda se toma rccommcndavel pola boa qua-
lidade. .
Vendem-se caixas de rhhysson, de 6, 12el3
libras em porgoes ou a relalhu ; caixas do velas
deespermacctcde5e6 em libra : na ra da Alfan-
dega-Velha n. 36, em casa de Matheus Austin & C.
Admiravcl nayalha
da China.
Tem a vantagem de cortar o cabello sem oflenca
da pelle, deixando a cara parecendo estar na sua bri-
litante mocidade.
liste ac vem exclusivamente da China, c so nelle
trahalham dous dos melhores e mais abalisados cu-
teleiroada nunca excedida e ricacidaJe de Pekim,
capital do imperio chim.
AUTOR SIIAW.
N. B. He recommendado o uso destas navalhas
maravilhosas por todas as sociedades das sciencias
medico-cirurgicas, tanto da Europa como d'Amerca,
Asia e frica, nfo so para prevenir as molestias da
cutis, mas tambem como um meio COSMTICO.
b-soa contento, e responde-se pela sua boa.qua-
lidade:;pois soso vendem as verdadei/as, na rualargs
do Rozara, n. 24.
Vende-se cal virgem de Lisboa,
em barris da mellior que ha no merca-.
do, por preco muito rasoavel
do Trapiche, n. 17.
de ac
Vende-so urna armagilo de urna venda sita
na ra da S.-Cruz em um bom lugar, e col locada
em urna casa que ofTerece grandes commodos para
urna familia sendo o sen aluguel muito em cotila
atrs da matriz da Boa-Vista, n. 4.
Casimiras clsticas, a f#00 rs.
o covado.
Vendem-se superiores casimiras elsticas pelo
barato preco le 1,000 rs. o covado; ditas muito li-
nas francezas a 1,280 rs. o covado ; dita do su-
perior qualidade elstica, muito fina, e preta, n
3,500 rs o covado : na ra do Collegio, loja n. 1.
Na loja nova do Passeio-Pu-
hlico.n, i), de lia noel Joa-
qun) Pascoal .Ramos,
vcndcni-so riscados franeczes, de 4 palmos do lar-
gura e muito finos, a 1H0c200 rs. o covado; chibi,
a 2,000 rs a pega e a 80 rs. o covado; chitas linas
lstradas, padrOes modernos, a 120, 140 c 160 rs.;
pecinhas de madapolflo. a 1,500, 2,800, 3 000, 4,000
1 5,000 rs. ; bretanha de pun linho, a 800 rs. a vara;
ditas de rolo a 1,300 c 2,000 ; liegas de algodiioz-
nho a 1,280 c 2,000 rs. o a jarda a 110 rs.; lencos
do seda, a 1,440 c 1,600 rs.; suspensorios, a 100
rs. o par ; longos do grvala a 160 c 240 rs. ; pelle
do diabo a 200 rs.; lanzinha, a 320 rs.; pegas do
cambra a branca a 2,500 rs.; brim trangado do co-
res e do puro buho a 1,000 rs.-; dito branco e par-
do a 1/c 1,200 rs. a vara; c outras muitas fazendas
mais baratas doqueem outra qualquer parte.
Vinho de Champanlia
da superior e muitoacreditada marca
Cometa,
vende-se no armazem de Kalkmann & Rosenmund,
na ruada Cruz, 11.10.

Cortes de pelle do diabo, a
1,400 rs.
Vendem-se superiores corles da fazenda chama-
da pelle do diabo com 3 covadose meia pelo "ba-
rato prego de 1,400 rs o corto, sendo ta mais supe-
rioa que tem apparecido : na ra do Collegio, loja
n. 1.
~ Vende-se, na ra do Queimado, loja 11. 30, de
Jos Joaq 11 i 111 de Novaos, um vestido para senhora
montar a cavallo de'muit boa fazenda c feito do
mellior gosto possivel, por prego commodo.
Vende-so um sitio ao entrar para a Capunga,
do lado direito : na ra da Roda leuda de Carpios ,
a fallar coip Antonio Raplista Clemente.
eiicon ; Diccionario de Boquete ; ConcideracOcs
sobre a legislagSo civil o criminal do imperio do
Brasil; o Vade-mecum do cirurgiflo ou tratado de
simptomasj em porTuguez obra muito interessan-
te para qualquer curioso poder curar sem aprender,
om um volume.
Attencao!
Vcndem-sq superiores chitas francezas, de vara de
largura e decores fizas, a 280 rs. o covado ; ditas
finas, escuras e de cores fizas, tendo algumas que
servem para luto a 5,000 rs. a pega ; meios chales
de cassa do quadros, a 440 rs.; cortes do lanzinha,
para senhora com 15covados, a 3,600 rs. ; panno
pelo lino para pannos de pretas a 3,000 rs. o co-
vado; chales do I fa e seda, njuito finos, a 5,500 e
7,000 rs.; zuarte de vara' de largura a 240 rs. o
covado ; cortes de cambraia lisa muito fina e com
6 varas e meia a 5,000 rs. ; superior brim tranga-
do pardo, de puro nho a640e900rs. a vara; di-
to amarello, muilo fino, a 900 o 1,000 rs. ; dito
trangado de linho branco, muito superior a 1,000,
1,280 e' 1,600 rs. a vara; chadrezes de linho para
jaqueta a 400 rs. o covado; riscad
a 240 rs. o covado ; hamburgo do
vara ; meias para senhora a 240
muitas fazendas por barato prego : na' ru do Col-
legio, lojan. 1.
!Ya ra da Cadeia-
Velha,n. 29, loja
de J. O. Elster,
vende-se vinho do Porto, de diversas qualidades ;
dilo da Madcira ; dito de Sherry ; dito de Bordeaux ;
dito chateau-la-rose; dito de S.-Julien; ditodo Te-
nerife; ditodo Rheino; dito de Uucellas e Carca-
vellos; dilo de Lisboa ; dito de Malaga; dito San-
terne ; dilo de graves; dito champanlia sellery ;
ago'ardentc do Franca ; Kirscliwasscr .extreto de
absinlhc ; Cherry-cnrdial ; ag'oa do flor do laranja ;
Irascos com conservas de verduras ; ditos com fruc-
tas da Europa em calda do assucar ; ditos de ditas
em cognac ; dito de mostarda ; sardinhasem latas
evidros; petts-pois ; salame do superior qualidade,
vindo no ultimo navio de Hamburgo ; agoadeseltz,
embotijas; azeito doce de Marsolha finissimo;
velas de coniposigfio ; cha preto, hyss'on operla;
charutos de Hilvana e regala. Advoi te-so quo tudo
he exccllento e por prego commodo.
livraria da esquina do Collegio, onde igualmente
se encontra urna collecco de obras geographjcas c-
lemenlares dos mais recentes c acreditados autores"
para o esludo da sciencia. '
Deposito de vinagre da fabrica
da ra Imperial, n. 7.
na fabrica de licores, de Frederico Chaves, no Ater-
ro-da-lloa-Vista, n. 17, ondo se achara sempro
grande porgao e por prego commodo.
m
Vetidem-seos mais ricos cortes
de cambraia de seda, dos mais
moderaos pdroesque tcem ap-
parecido e muito propri i.s
para bailes -, crep de todas as
cores 5 cortes de chitas muito fi- g
idinhos trangados, ^. as e de novo* padrSes, que pa- ^
rs.rpa?;2e60ou?raas g cern seda ; lencos de cambraia f
de linho, para senhora ; chapeos W
de massa franceza da mais supe- 'J
!0 f$10 %0 ejjf aj0 l#]tf0
Vende-se- bolachinha de agoa e sal, de 20
em libra, todas fradinhas.e muito boas
para cha e caf; bem como de leite e ovos quo
servem mesmo para doentes, por nflo terein
composigOes oleosas; biscoutos redondos,
docese d'ovos ; bolachinhas; faliasdos mes-
los : tudo feito com lodo asscio e das me-
lhores familias que ha boje no mercado: tam- &_
beb se vai fabricar bolachina de araruta : no %
pateo de S.-Cruz, padaria n. 6, defronto da &
igri'ja.
<3#0%#r** 0!<& 0<& &1% 0M @'* Pft
na ra
5^ EM PRIMEIRA MA0', *3
vendem-se caixas com velas de cera do Bio-de-Ja-
neiro e de Lisboa; e tambem brandOes nocase
na ra da Senzalla, armazem n. 110.
lochas
Islo he pe chincha !
Boce de caj muito superior, em calda
i-ir charuto de -
*ll.il'' 'ha7t08 e rc8alia> a <.W0e 1,600 rs!
liisson a 2,240 rs. a IMira ; caf moido a 160 rs.
n. 104.
a libra : na ra Direita.
Na loja nova do Passeio, n. 1S,
vendem-se cassas modernas, de cCites lixas e largas,
a 240 rs. o covado ; chitas de novos padrOes e bous
pannos a 4,500 rs. a pega e a 120 rs. o covado ;
alm destas, ha um completo sorliiiiento de fazen-
das de todas as qualidades: ludo por prego com-
modo.
Vonde-so urna mulatinha que cose, cozinha
c engonima ; um cabra mogo ; duas pretas pro-
prias para o campo: na ra do Queimado n. 33 ,
com frente para o largo do Collegio, se dir queiu
vende.
Vende-se urna linda negrinha de 11 annos, com
principios do costura ; um iiiulalinho de 10 a 12 an-
uos de elegante figura ; 2 pelas para lodo o servi-
COj una dita porfeita cozinlieira : no pajeo da Ma-
triz de S.-Antonio n. 4, se dir quem vende.
Vendem-se no armazem do Rraguez muilo
boas btalas inglezas pelo prego de 2,000 rs. a
arroba.
Vende-se um casal de pombos mariolas, mui-
lo grandes e bonilos, por prego muito commodo:
na ra da Florentina, n. 16.
Vende-se una preta de 25 anuos, de
ptima conduela e de boa figura, peri-
ta ongiiiiimadeira e cozinheira ; una
dita de bonita figura de 22annos boa
lavadeira ; una linda mulatinha de 12
anuos ; una pela muito forte o sadia ;
um lindo molcque de 14 annos ; um
ptimo pardo com ollicio d pedreiro,
de 22 anuos o que lem muilo boa con-
ducta ; um dilo, proprio para feitor, por
estar acostuinads.e que nao lio mo car- fclji
reiro : na na das Larangeiras, n. 14, se-
gundo andar.
Vendem-se portadas completas com vergas e
soleiras de pedra de Lisboa para cocheira ; o lages
de pedra mai more : na na da Aurora, n. 26, escrip-
toriodcF. A. do Oliveira.
I Vendem-se barriste diver-
sos (amanos com niel, no ar-
mazem do trapiche Ramos : a
tratar na ra do Queimado, loja
... 29.
A l^OOO rs.
As melhores luvas de pellica brancas o elsticas :
na roa largh do ItoV.ario, n. 24.
Vende-se, ua livraria da ruado Crespo,"n. 11,
Grammatica italiana e portuguez, i v.; Fonseca ;
Vendem-se pedrasde amolar, brancas, da me-
llior qualidade que teem vindo do rio de S.-Fran-
cisco a retalho e em porcSo por prego commodo:
na ra da Praia, armazem n 18.
-- Vende-se sal de Lisboa, fino e alvo, a 1,600 rs.
o alqueire pela medida velha : na ra da Praia, ar-
mazemn. 18.
= Vendcm-se moendas de ferro para engenlios de a-
ucar, para vapor, agoa e bestas, dedlvorsos tamanhos,
por preco coiuinodo ; c igualmente taixas de ferro coadp
e balido, de todos os tamanhos : n.i pi-.-n_-.-i do Corpo-San
to, n. II, em casa de Me. Calmont o Coinp.iiilii.-i, ou na
ra de Apollo, armazem, n. 6.
Na ra da Scnzalla-Nova, n. 3o ,
(padaria) vendem-se juncos de superior
qualidade, em porcao e a retalho, e por
menos do que em outra qualquer parte
Vendem-se superiores chapeos de
.^S^castor, pretos ebrancos, por preco
muilo barato : na ra do Crespo, loja n.
t 2, de Jos Joaquim da Silva Maia
Vende-se ferro da Suecia ; folha de Flandres ;
cobre para forro de navio ; dito'para caldcireiro em
porcoes grandes e pequeas : na ra de Apollo ar-
mazem n. 6.
--Vcnde-se cha.preto muito superior, em caixas
de 16 libras proprio para familia : na ra do Tra-
piche, n. 8.
Vende-se carne do vacca salgada, em barris :
na ra do Trapiche, n. 8.
Vendem-se quatro mastros depinho: na ma
do Trapiche, n. 8.
Frederico Chaves, fabricante
de licores, chocolate c es-
pirites, no AteiTo-da-Doa-
Vista, n. 17,
tema honra de participar ao rcspeitavel puldico o
com particularidade aos seus freguezes que lem
empre grande sortimento do bem conhecido cho-
colate de sade canella baunilha e ferruginoso ,
este muito approvado para as pessoas que padecem
dii cstamagocfrialdade por ser muilo tnico, o
bom conecito que tem tiib) esto chocolate faz com
que boje participe as pessoas que anda nao fizeram
uso delle, o igualmente ios seus freguezes, que o
teem procurado, c por inconvenientes o n"o teem
adiado. Os pregos silo sempre os mesmos, sade,
canella e baunilha a 400 rs. a libra, e ferruginoso,
a 1,000 rs. Tambem vende ago'ardentc do reino e
Franca, de primeira qualidade; espirito de 36 graos,
semcheiro, em garrafas c em caadas; genebra
em botijaseem caadas; ago'ardentc de aniz o do
can na ; vinagre tinto, ago'ardentc em pipas, nos
graos que quizerem ; licores em garrafas pretas e
brancas, com ricas tarjasdouradas e bocea pratca-
da ; essencia de aniz em ongas e garrafas.
rior qualidadce de bonitas for-
mas; bem como outras umitas fa-
zendas finas: tudo mais em coti-
la do que em outra qualquer
parte : na nova loja de Jos Mo-
rda Lopes, na ra do Queima-
do, nos qualro-cantos, ca-a ama-
relia, n. 29.
s*
%
O Muteu l'itloresco, jornal de instruceflo e recreio,
ornado do bellissimas estampas : vende-se, por pre-
go muito "menor que oda assignatura, no segundo
andar da casa n. 7, da ra da Cruz.
Escravos Fgidos.
Atlas geographico de Gaullier.
Chegou esto* novo atlas de geographla universal
para servir de explieagao as ligos de geographia pe-
lo abbade Caultier, traduzidoda ultima edigo fran-l i~'
ceza, o aeaTDseentado de mappa.s supplomentaresl
que n.lo existem na edig1o franceza.g Vende-se na I i'i-\s.
Fugio de bordo do patacho Pelicano um escravo
de nome Roque, de San-Thom estatura baixa,
rosto redondo esem barba, com feridas nas pernas,
vestido com camisa e caiga azul e barrete iuglez.
Eslc escravo pertenco a Joilo Jos Pcrera do Azeira,
do Ro-de-Janeiro. Quem oapprchender, queira le-
va-lo- ra da Cruz n. 66, casa de Gaudino Agosti-
nho de barros, por quem ser recompensado.
Fugio, no dia 13docorronte o pardo Manoel,
de 30 annos, cor clara o macelenla cabellos cas-
tanhose crespos ps e mos m tanto grandes;
ter falta de dentes na frente o alguns podres sem
barba ou muito pnuca queixo um lanto compri-
do falla um pouco descansada ; tem urna pequea
cicatriz no canto de um dos ol los; hecheio docorpo
e serrador, trabalha de mestre de assucar e onten-
dedecarpina. Este pardo iuliluia-se forro o como
tal talvcz oblivessepassaporte", ou matricula em al-
gumaembarcaco ; anda bem vostido; ha presump-
g/lo do ter embarcado para o sui ou norto; levou
um bab com toda a roupa quo linha sua. Repre-
se para a bocea que he um tanto para dentro, e qun-
do sorrr faz pregas parecendo mais velho. Roga-se
as autoridades policiaes c pessoas do povo,queo
apprehendamelevema ruado Collegio, loja n. 1,
que os ltimos serio bem recompensados.
Fugio a preta l.ui/a, crioula, estatura baixa, cor-
po delgado, um poueodentuga, queasvezesem bri-
aga-S. e tem 30 lautos anuos. Est ausente ha um
mez da freguezia de Ipojuca do engenho que se es-
t levantando, denominado Japarandubu. Paga-se
bem a quem a levar ao referido engenho, ou no sitio
de Jos Gomes dos Santos Percira de Raslos, na es-
trada do Joflo-de-Barros.
--Fugio, do engenho MaranhSo, no dia 25 de ju-
Iho docorrente auno um preto crioulo de nomo
Bartholomcu conhecido por Bert : l|e carreiro,
de estatura alta, barbado, com falta do dous ou tres
dentes ; tem uns calombos de carne bastante cresci-
dos nos pelose costas; tem cravos e Tachaduras nos
ps, c signal de chicote, por j ter sido surrado ;
bem como marca de caustico em urna banda : levou
furlado um cavallo melado com cangalha ; jiilga-
se ter fgido para o serlflo. Boga-se as autoridades
policiaes capilitos de campo ou outras quaesquer
|iessoas,que o prendam o levem ao dito engenho Ma-
ranh.lo na freguezia de Ipojuca a seu senhor, Joilo
de Souza Leio 011 nesla praga, na ra do Apollo,
n. 23, a Rodrig da Costa Carvalho, quo generosa-
mente recompensar.
Fugio, no da 11 docorrente, a preta Julianna,
de 45 a 50 annos, de nsgflo Mogambique, alta, ps
torios e inchados ; levou saia de algodo vellw, o
panno da Costa azul, novo: quema pegar leve ao
engenho Ucha, freguezia dos Afogados que ser
recompensado.
-- Fugio, no dia 19 do corrente um molcque
crioulo, de 9 a 11 annos pouco mais ou menos,gros-
so.cabega chatajquando falla carreg no R; levou cal-
gasde estopa e camisa de madapollo ; tem marcas
do bexigas e urna cicatriz em um dos lados do ros-
to : quem o pegar ou delle der noticia sera re-
compensado na ra da Madrc-de-I)eos, n. 14.
Fugio. no dia 17 do corrente urna escrava de
nomo Flonnda, de nagilo Costa estatura regular,
cor fula, com alguns talhos junto aos olbos; levou
vestido de chita azul com (lores amarellase panno
da Costa. Iloga-soasautoridades policiaes, que, no
caso de sur encontrada a mandem conduzir ra
da Cadeia loja n. 41, de Joo Cardozo Ayres.
Fugio, em lins fie oulubro de 1844, o molcque
Marianno: linha 15 anuos quando fugio; he baixo, o
grosso do corpo ; tejn cahuga redonda, pescogo cur-
to e enterrado nos nomhros ,-ps largas, cabellos
um lanto avermelhaojos em circo inferencia da testa;
tem em um dos bracos nina marca de queimadura,
que principia do pulso al o cotovello.ps um lanto
largos adianto, cara chala e lustrosa, falla um tan-
to apertada nos denles he bem fallante, muito la-
dino caraolho : quem o pegar leve aos Afogados ,
sitio de S.-Miguel, ou mu Clnco-Pontas, sobrado
do Luiz Gomes ou no ajSIrro-dos-Afogados, sitio do
fallecido Machado q recompensado com
50,000 rs., ou mais, conformo o trabalho.
NA T*P. DE M
. F.DE FAMA.----l8\"]'.y
*.
r-f
.


X uno de 1847.
Segunda fe ira 'i5 de Agosto.
DE
PERNAMBUCO
(SOB OS AUSPICIOS DA BOCUDA DE COUMERCIaL.)
JN. 54.

@S4&
Subscreve-se na Praca da Independencia, toja de livros n. 6 e 8, por ias"ooo ris por anno? pagos adianlados.
PUJAOS CORK BN TES DA PttA?A (Corregido Sabbado as 3 horas da tarde.)
s
Jl*
-

I
O

a
o
a
o
H
ce
1
i .S
lia
&

41
[iij
O A
ii--fMiy-i-.^...iii
>- -r -

.5
l11|

rt
T3


< I
*~ J
-a b
2 -1
a
o
z
" 2 "
>*

f *2
ir*1*
<-.== c *
3 0 O T $ ? "*#* ^
^ re O ec *
H
< "*

CCOOOOOOO C 3 3 .
? O W ------- o > 940^A(i
h -T fl ^) C h t* OO

F o o
t 3 3 O
-*-*- r
3 3
WfC
o> as -
-="3
o 2
o = a a
S B O I
*
* e*
.-So
o o o
O c
** P
* *-^
re
-- o e s = coooc
OO-r *-3o=ir*0>
-
5 s

d
O (O o
& .o o
o
o
; *- o o o o c o
SO O C O 1 9* 3 O
o OOor-rJ
#t ti -

* '* a"
o o o o
ao a o
^ ** -Si
** re c*
oJS
< t
Vi
r- a a w o 9*
** ^
w O.

Si
o c o e i
#|i ii
-. o n r r* --------** ^ ^. ^
c cooocoa
- ?. r* -c r*
31S2
^ .-. o
o a o -n c = O
** O = O ^ i s
'O; 5 9
e o e 9
o o o
C f
O i. O
II tt O
O c o
c o o c c
C C O C O
cscc. CO -*CO
sooec ojo
oceco ce
fl'fl'flf C core
as ao -
Si s
o o c o
c o o a
O O O O 0
* c -
I I I I I I I I
I I
I I I
II'.
lilil
lili
I
f I I
I
?.4
c
,1
E
o
<
o-

l "< I I i" I ""t i I ti'
* i i .s S = a 5 i S
Jk
I I I I I I
k y

MlJ::r.:iti : I1:::
liJgi-s-"l
5
E ,
i i i i i
i i i i
i i i
i i
.

4
I I s
2
i t
3 5
rif|
'MI
nilo.
*_J a
?% 2 -
B i *
* S ac
1,
a
"

(i|J
i i i i i i i i i i i
i i i i i 5 i i i i i
' eo I 1 I I I I 6 I
'JUZL.
a=sxa.-.
I. lf.. -
i 8 5*' 1
-2"SU 5 "
If i
i
l
l
,*,,
o .1 m
. 2 o s '-'
3
8-=3 ** l*
' S 'i '
2 i i i j i
3 i ^' i 3 ,
M.f;
11111
3

i i i
i
se. o
Jlt. 8

i s.
1 i!l --si
iifiie
j |i; 1511 I fjfa Ij i
i : 1
rs4| i
? i i '.
I

p"
8 !2 v *
5
...
c.
o S
si
o
---------3
COS
- e-=
X ... >K
, I
i
S 5 eo
Ca, i. :: ^. ^.
g si
._- u-
I |I| ij IftB

CC^

- o o o
reo ". /-
_ O r* m o
3 O O a> C -O ^ e. i-
rarerere -*
5

C
3 -:

V
o o o
3 r*
O O O 3 O
o o r = C4 co i
2
a
C3Q~03C0C0
C3-0 3-OC03 SO
"3-'soaooc =
J^^I2'^1?53?
5=
0 = 030000
*
o o o O
o o o o
O oc S o
-o -rt re
'* 3 3 S 3
o o o o O
c c c r*
.-? so re re
r*
o o c o
S3 C 3
O -r --
ce *
#* O f ^
COCO
I C O 3 3
e
t -, pq ' K
c e 3 3 e
^ ; e c i 3
ia a e i- c
c o
>^=a>.
- *6r *Si
JT,
o 5?ooocsa
eo o v V r* o
>* ~" "^ .* .-_
c oco eo
ce ce
*> 3- (003
*a >^tt-aaa, **,
re r- r te A
o i o
o c o o o
* as *o w
r, O) --> >k
C- f
I I
I
I I I I
ti i iu.:
lili.**
i f
l
erte
. "8 ; i L
m i il11 ij. !
i' 'i'


i i.....'i
I I "0 i i I m m i
E S 2
. ; 'ais ?
'11jllllli
I I I I I I I
, g .
:-tE-
i
ii
i i i i
i
i i i i i
iiiiii
-i-r-rv
i i
orlos-
M
i-3 8 a
i '
"O
S'iis 1
i E" '
&j.&s JSe a g g-i|. 8 -a --s a J| -i s j --
^< s ei a -'.!H
ss
sr;.!
._, jj i uj a 'j d i.
, i i 5 i i 2
Y'h'iUi
5 5-2 5 -8 g
."."., i2 .
V
I


,


s
(*>
EXP0RTACA.0.
EXPOKTS.
^!
Agurdente Cuaca -
Algodo I. loe le- -
1. -
Assucar branca ciu ca xas -
mscarado -
]>> em bandear ou
em saccar, branco *
a ina&carado -
Couros seceos salgados. -
(Iteio* ilo sola -
Chifrts da trra -
> do ll Grande
Itiiiii ------
Colln I. qualily -
3. a -
Sugar in cases while -
brovrn .
lor barris or llags .
wliile 1
a broirn -
Dry salled liidrs -
Taime ludes -
t-borns -
PREfO DA PRAf
4i#ooo
7*100
6*600
1*000
900
2*200
If400.
100
3 ((ollO
j|ooo
50*000
7200
ufiOO
2*300
l|M0
ii.-.
4*i(i0
POR
Pipa.
Arroba.
I s. ferro
Libra.
IIiiiii.
Ccnlo
CAMBIOS.
Londres......................... a 27 d porlf rs. a 40 dias.
Lisboa..................... 104 a 106 |>or cenio premio, por metal eflett*o
Tranca.........~p............. Jo ri* por franco.
Rio de Janeiro....................ao par
PllATA liuda................... 1*910 a I/M0.
a Pauces Brazileiros........ 1*950 a 1*980.
a l'esos Columnarios......... IfvSO a 1*940.
a Ditos Mexicanos........... 1*710 l#S0O
OURO. Moedas de 6*400 velhas... 16/jwi 16*100
Ditas ditas novas... I6|I00 16(000.
a luas de 4*000............ 90100 a 9*200.
Onras bespanholas........ 28*a00 a 29(000.
a Ditas Patriticas.......... 28*uoo a 2JJ50O
Beiras....................... Vs e Pr IU0 "ICT
fk Bies.
assucar .

l.ivcrpol..............Caltas 2.
'Canal, porlOS Ingle/.eS------..' Illtu
Dito, dimeutrellaiiil). ellarre. to
Genova................. Saceos
Ilainhurgo caitas...............
Bltico........................
Trieste.................Caita*
Estados-Unidos.................
Portugal....................... 160
frailea........................
Con :>7,
Com 5 %
ALGODO.
t sein piimagem nominal
e 10 pV" aocamb. de to p-|r nomina/ %
Vo de primagem, f
Portugal................... 600 por
Franca.................... 400 por _
Inglaterra.................. '/, il.eiu
Ii.iu.-lon.i.................. 460 reis
COU ROS.
Inglaterra Seceos* 4 4 00 ... por tonelada e 5 por cenlo, nominal.
rranca............................ 70 bancos por tonelada*, comlOp. ceote,
Estados Unidos...................... Nao lio.

:dKi
Da dia II He Novemhro de IIM4 tn lianlc pagarn 00 p. c. o rap ou tabaco
de y/, os charutos ou cigarros, o fumo t.u cito ou cm Iblba.
faga rao 50 p. c. os saceos de canhaiu.sso. grossaria ou gimes da India, os cai-
vetes em Mima de puillial, as alinoladas u.ra carruagens, as pedras lavradas para la.
gdo, aa pedras de cuitan.) pira |iorlues, portas ejaurllas, as pedras tarradas para
encanamenios, cepas, ciinbaes e cornijas, o assucar refinado, crystalisado ou de qual-
quer maueira confeitado, o cha, a agoardente, a cerveja. a cidra, a geneora, o mar-
rasquiuo, ou outros licores, e os vinlios de qualquer ipjalidade e precedencia
fagard 40 p. c. as ale .lilas ou tapetes, o Cinhamaro ordinario ou grojsriia, as
balancas de qualquer qualidade, e roupa feita, nao cspecilicada na tarda, al carias p
ra jogar, as esoovas de cal de m irlim, o fogo da Chin cm cartas, ou qualquer ou-
ro logo de arlilicio, o papel piulado, prateado, ou domado, sendo de qualidades
linas, o papel pintado para loriar salas em collccces ou paizageus, o.papel de Hol-
ln.11, imperial, ou outro nao especificado na tarifa a plvora, os (abneles, o sabio,
o cebo em velas, as velas de Slearina ou couiposico, as amcixas, ou nutras fructas
em frascos ou latas, sebeas, em calda, ou em espirito, o chocolate de cacao ordinario,
o vinagre, os carrinhos, carruagens ou caixas, jogos, rodas, arreios para urna e nu-
tra cousa as esleirs para forrar casas, os carros para couduzir gente, os sociaveis,
j sillines, os areieiros e tinteiros de [H>rcelaua, e qualquer ohjecto de louca nao coin-
prehendido na tarifa; os lustres, os clices para licor ou vinho de vidro liso ordina-
rio, os de vidro moldado ordinario lavrado ou moldado, e larradn ordinario da Alle-
msnha e semelhanles os de vidro liso moldado ou lavrado, ile fundo corlado ou liso,
i. ni molde ou lavor ordinario ; os calices'para Chainpanhc ou cervrja, as canecas,
ecopos direitos de 10 a I em quartilho, as garrafas de vidro al I quarlilhc ou mais,
mudo todos estes ohjectos de ns. I e 2 as garrafas de vidro pretas ou escuras da
aesma capacidade, coinprehendidas as que servem para licores ou Le-Roy ; os copos
dir tabernas al urna caada, os Irascos de vidro ordinario com rolhas do mesmo
t 3 libras ou mais ou sein rolha al 2 libras ou mais, os de boca larga com roldas
do mismo, al 4 libras ou mais, ou sem rolha para opndrldoc os vidros para a-
r. upa las u.i rni.l.'ir i.s, as la lio i. n i folllas de moguo ou oulra madeira lina, e tras-
es de qualquer madeira.
Pagano 25 p. c. o ac, alcatro, lineo em barra ou em rolha, chunilioem barra
ou tencol, estanto em barra ou em vergninha, ferro em liana verguinha, chapa o
linguados para fuudico, tulla de Flaudres, galha de Alepo, lata cm folhas, laloem
chapa, marlim, salitre, vime, bacalho, pcixe pao, e qualquer outro, secco ou sal-
fado ; bolacha, carne secca ou de sabnoura, herva-doce. lunilla de trigo, pellicas
irauca ou pintadas, cordnvej ou corles de liczerro para crIchiIo, hezerros c couros
enreraizados, couros de poico ou boi, salgados ou seceos ; sola clara para sapaleiro
ou correeiro, cobre e caparrosa.
<*agar6 20 p. c. o trigo em grao, barrilha, canolillio, esp;;uillia, feiras, fios,
fraujas, lanlijoulas, pallietas, passainaues, sendo de ouroou prala entrelina, ordina-
ria ou falsa : galues da inesm* nalureza, ou tecidos com reros, linho. algodo ou
seda, rendas ou entremeios de algodo nao bordados ; rendas de fil, as de algodo,
reros ou trocal lencos de cambraia de liuho ou algodo, e bandas du retioi de
nalba.
'liarn i o p. c os livrus, inappas e globos geographicos, instrumentos mathe-
malicos, de physica ou chimica, coi tes de vestidos de velludos ou damascos, borda-
rlos de prala ou ouro lino ; relroz ou trocal, t cabello para cahelleireiro.
Fganlo 6 p. c. o canutillio, cordo de lio, espiguilha, lieira, fios, franjas, ga-
Vfj ilc fio ou palbela, lanlijoulas, palhela, rendas, cadareos c lodoso mais objec-
os desta nalureza, sendo de ouro e prata lina.
Pagar i p. c. o carvo de pedra, ouro para dourar, ou quaesquer obras e
Btensii de prata,
PagarO 4 p, e. as Joias deouro ou prala, ou quaesquer obras de ouro. '
Pagar 2 p. c. os diamantes e outras pedras preciosas solas semeutes, plan-
as e raras novas de animaes uteis.
/acareo 0 p. c. todos os mais ohjectos
Os gneros reexportados ou baldeados pagan I p. c. de direitos alm da armare-
"jS0t\ e o despachante presta flanea al approvaro desla medida pela Assem-
hla (ical.
Coiieedem-se livres de armazenagens, por'IS dias.'.as mercadorias de Estiva,re
dous mezes as nutras e lindos estes praics, pagar^'/, p. c. ao niez do respec
'O ^valor.
( rdireitos das faaendas, que pago por rara, dere euleuder-se rara quadrada.
Os-u'.reilos nao podem ser augmentados dentro do anno financeiio ; masoGo-
Terno poder mandar pagar em moeda de ouro ou prata urna vigsima parte das que
Mrem maiores de 6 e menores de 10 p. c. dos precos das mercadorias, ou mesmo
dlminuil-os, segundo Ibe parecer.
O Govemo est autorisado a esUbeleccr um direilo diD'ereiicial solireo];geeor
de qualquer nariio, que sobrecarregar 01 geucros braiilcitof de niaior direito, qaj
iguj.es de oulra naro.
Os artigo* nao especificados na pauta pago o direilo ad valnrem sobre factura
presentada pelo despachante i podendo poim ser impugnados por qualqurr ofiiciil
da Alfandega, que em Il caso paga o impone da factura ou valor, os direitos.
Ao caso de durida sobra a classificaco da meicadoria, pode a parle requertr
arbitramento para designar a qualidade e valor da pauta, que llie compete.
San lentas da diieitos as machinas, ainda nao usadas no lugar, em que foress
importadas.
EX PORTACAO O direitos pago-se sobre a avaliacSo de unta paula sema-
nal ua razo seguinle : Assucar 10 p c. Algodo, cale, t tumo l p c.. Agoar-
denie, couros, e todos os mais gneros 7 p. c. Alein destes direitos pago-se as
laxas de 160 rs. em cada caixa, de 40 is, em cada fecho, de 20 rs. eui cada barrica,
ou saceos de assucar, e d* 40 rs em cada sacca de algodo.
Couros e todos os mais gneros sao livres de direitos para os Mirtos do Imperio, a
excepro do algodo, assucar. caf, e fumo, que pago S p. c. as lazas por voluar
Os metaes preciosos em barra pago de direilos 2 p c. se
cado, e a prala e o ouro amoedado nacional ou eslrangeiro paga
Os escraros exportados pago afOOO por cada uin.
DESPEZA DO PORTO As embarcacoei nacionaes, ou eslrarigeiras, que
narego para fora do Imperio, pago 00 rs de ancoragem por tonelada : eas
nacionaes, que narego entre os diversos portos do Brasil 9G rs. As que entrares*
em lastro e sahirem com carga e vice-versa, pagar meiade do imposto supra e um
terco as que entrarem, e sahirem em lastro; e mesmo as que eutrarem por franqua,
ou escala, quer entreo em lastro, quer com carga Desta mposico porm sero
isenlasas que importaren)mais de 100 Colonosbrancos, e asqueenlradrem poi arribada
forrada, com lano que esla uo carreguern, ou descarreguem s mente os genero*
necessario* para pagameuto dos reparos, que rizerein.
sobre o valor do mer
nicamente / p. c
REVISTA SEMANAL.
CAMBIOAfumas transacedesao Cambio quotado, e somas arulladas.
ALGODO Aos precos quoudos.
ASSUCAR As entradas coutiuuo a ser diminnlis, e poucas reuda* boure-
ramaos precos quolados
COilKOS Venderam-sc ao* precos quolados-
FARINUA DE TRIGO Wo entrou carregamemo algum ; e o deposito he
de 400 barricas. *
HACALHaO^ochegou carga alguma: o deposito he de cerca de 2,000
barricas.
CARNE DE CHARQUE Entrou um carregamento, eom o qnsl o de-
posito he de 26,000 arrobas : durantes semana houvero bastantes vendas aos pre-
cos quolados.
Resumo da Embarcacci existentes neste por/O no di 21 de di Agallo 1847.
Brasileira* .......-.........." r*
Francesa............................................................
Despatilllas........................................................
Knipliauseii................................................
lugleza
Poriuguez
Sardas...
Sueca
Total J
A Provincia gota tranquilidad*.


(3)
____________.........______j
LISTA das Embarcages existentes neste porto at o da 21 de Agosto de 1847.
dHtilIfi
ui6 etembro 1
" jualio *<
,Jt1 J"||K)
1117 Agost
Agosto
I47 Ag"0
27

59
31
I
I
1(1
II

i2
i
17
DONDE W.
1847 Julho ^
,837 Agosto 11
1847 AB0,t0
> I"
Agosto 6
Agosto
16
1817 Jullio *

1847 Agosto II
1847 Agosto 1*
Babia
Ana.
A carac.
Rio Grande do S.
Rio de Janeiro.
Rio de Janeiro.
Arcati.
Baha.
a
Riada Janeiro.
Rio Grando do S.

Rio de Janeiro.
liba de Fernando
Rio Grande do S.
I la i re de Graoe
Barcelona.
Barcelona e Malag
Montevideo
Bri Liverpool.
Liverpool.
a
Liverpool.
New Port.
Lisboa.
*
Lotnda.
Nantes
g.lmouth.
CiSCO
Gollemliur
I-
sumaca
sumaca
patacho
brigue
Catac lio
rigue.
hiate.
brigue.
palaebo
lii.te.
brigue.
a
a
hrig-esc.
brigue.
brigue.
bigue.
brigue.
polaca.
barca.
barca
galera.
I arca.
brigue.
brigue.
a
brigUe .
NACA(3.
Bras.il.
mus.
Santa Anua
Cariota.
Kmulaco.
Echo.
I.aurenlina.
Rom Jess.
Flor do Reclfe.
Sociedade,
Dona Amigos.
Mari Firmina.
Mercantil.
ero.
Flor do tos.
Henriqueta.
Paquete de PernafUbuco.
Fraile. Keaujin.
Hesp.
Iugl.
Kuipli,
Port.
Jesusa.
Felippe.
Joven Dolores.
Paullne Hongl.ton.
Ciwnberland.
Wm. Ruasell.
Columbas.
Esther Ana.
Enigket.
Conceiro de Mara
S. Domingos.
Rota.
barca. Sarda
brigue.
Sueca
Coxelo Segando.
Monte-Carmello.
Ida.

TOH8.
91
84
120
2 so
no
211
191
I0T
117
199
191
176
114
190
US
170
171.
117
760
401
(00
170
794
I4M
100
109
17a
t&9
219
114
MSTRE.
Joo de Dees Pereira
Jos Goncalves Suias.
Antonio Gomes Pereira.
Manoel Luiz dos Santos.
Joo Martinsdos Santos
Pedio los de Sales.
J. M. Machado Malheiros.
Jernimo Jos Teiles.
Bernardo Augusto Lopes.
Joo Bernardo Rosa.
Antonio Joi Soares.
Joaq." Pedro de S e Farie
Jos Ignacio Pimenta.
Jos Joaquim AI ve
Joo Goncalves Rocha
Beduchaud.
Cipriano Arana.
Jos Gelpi.
R.Colo
W. [Vichles.
D. Power
I. I) Gouldlng.
Daniel Greea.
Thomas Hunter.
Brassen.
Ant Pereira Horres Jnior
Manoel Goncalves Vianna.
Jos Francisco da Costa.
Sicardo.
C ral) rara.
C Hydrn.
C0SSIGJIATAIU09.
Norte* & C
Luis Jos de Sa Araujo.
Mainel Goncalves da SVa.
Jos Pereira 'da Cunha
Lourenco Jos das Neves.
Gua.iino Agostinlio de Barros
Luiz Borgesde Sequelra.
Jos Fracisoo Collares.
Amorim & Irmos.
Jos Antonio Bastos.
Amorim Irmos.
L. i. do Cosa Araujo.
Amorim Ifiaoa
Francisco Joaq." Pedro da C.
Leopoldo Jos da Costa A.
B. LasserrettC.
J. P. Adour&G.
J. P Adoor Si C-
I. Pinto de Lemoe S Filho,
Le Bretn Sehrann le C.
James Hvder Se C.
Russell Mellon 4 C.
Me CalmontJtC.
Jam* Crabtree 8t C.
Lcooir Puget k C.
Thomas d'A quino Koneeca
Mendes k Tarroto.
F. S. RabelloiKilhe.
J. Pinto de Lentos St Filho.
l.enoir Pugtt k C.
RottM at Brdoulac,
MUTItrtV
Areeatr.
Ac rae .
H.ranhe.
Rio ato Jataairo.
R oto JatMiro.
Babia.
Ctara Araeaty.
Havre de Grace.
Barcelona
Afretar.
Batana.
Loadret.
Liverpool
9)
Falmonth.
Lisboa.
a ateo da.
Aogolla.
Aftt. p" Oto. onTr.
GenPa.
Rlo> Janeiro.
Perntmbuco na Typograpala de N. F. de Fsria.1847.
\


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E12GXS31O_QBLOFU INGEST_TIME 2013-04-26T23:21:46Z PACKAGE AA00011611_08522
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES