Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08520


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Full Text

Sexta-feira O
n
...incios ?. (o rs. ni typo dilitrente, e as
5 ..^"'""ij'meiarfe. <*s WH n>' nrem isirg-
repel'^" rV so rs porlinhn, e 100 em tjpo
rllASES
DA LA NO MEZ DE AGOSTO.
PAHTrfA DOS CORREIOS.
Goianna e Paralivha, t segundas espitas feiras.
Rio-tlrande-di* Norte quintas feiras omeio-.li.
Cali, Serlnliem, iiin-Formoso, Porto-Calvo e
Mncei. no 1.a, a II el de cada m.
'laranjuins e Rnuito. a 10 21.
Roa-Vista e Flores, 13 e 28.
Victoria, s quintas feiras.
((linda, lodos os dias.
,j a 11 liorae 40 min. da
Minaoanie. 10|,orasoT min. da
10, as
da manli'a.
manliaa
l.ua n0 .o' i 2 horas e 24 min. da manhSa
C"*T. ,' a 2fl, hora e 48 min. damanha.
Lua *
PRfeAMAA de HOJE.
Primeira, as 0 horas e SO minutos da manha.
Segunda, as 0 horas 54 minutos da tarde.
de Agesto.
Anno XXIV-
DAS d\ SEHANA.
dos o
16 Seuunria. i. Roque. And. db J.
phos ilo J. do c. da 2 v. e do J. M. da 2 Yf
17 Terca. H. Mamede. Aud. do J do civ. da
l. v. e do I. de |ia7. do 2 dist. de t.
18 Quarta. S. Floro. Aud. du do
2 v edo J. de paz do 2 ilist. .fe t.
10 Quima. S. I.uii. Aud do J. le orph. e
doJ. municipal da ,1. tara.
20 SU. S. Bernardo. And do I- do civ. da
l-T.edo de paz do I. dist. de t.
* 21 Sabbado. S. UmbeliuadeLovoll. Aud. doJ
do civ.da I. v. c doJ de pal do I dist. de t
22 Domingo. S Joaqnim Pai de Nona Sentioar.
CAMUIOS NO DA 1 E AGOSTO.
Cambio sobr.- Londres a 27 d p. i rs. a Btat.
ii P-ris f4 rs por rranco.
Lisboa IOS a 110 de ,.1-e.mo.
Deso.delettna de ixiafinn-jd. '/a I /, oo me
Ouro-O.,slesp.nhol.s....28#000 a 28,500
, Moda,dcC>OOvelb. l*0. M;4
, de 6*100 nov iSflOO a l|<">
, det'oOO..... .00. 9120
Pnta P-tacoei ....... '#940 ?*?
. PewMcoluii.nnres... lf00 a l#0
Ditos mejicanos ... .# 11
alinda............. I#H> "'
Acedes dacomp.db llcberibe de SOf000 r.ao par
DIARIO DE PEEMAMB
PERNAMBUCO.
JBYDO RECIPE.
SESSAO DA TEIICEIRA ORDINARIA EM 9 DJ
AGOSTO DE.t 847.
P8ESIBEHCU 1)0 SU. FEHBRIRA COMES.
(Continuarlo do numero antecedente.)
OSr. forges da Fotueea (continuando): Senho-
res jurados, o nobre promotor public, querendo
provar a sua accusacJo, disse que n.lo s no artigo
cm questflo se injuriav a pessoa de S. M., mas que
em mu tos oulros nmeros isso se repeta, o que pro-
vavaa intenclo do escriptor; isto lie, fez-me respon-
savel por artigos que talvez nflo sejam meus, e que
tenham responsabilidade de alguem, na forma da
lei- entretanto he opiniSo do Sr. Dr. promotor, quo
tudo quanto est no Nazareno be mou. Vos, porm,
que aqui estis para jiilgar esta causa, tendes de
examinar smente o artigo que faz o objecto da ac-
cusclo; esendoassim, a julgardescom o vosso co-
racao, vos nflo acharis em dito artigo essas injurias
que se (igurou a justica publica, e se entenderles
que os ha, deveis entender que o responsavel, como
vosfiz ver, nao he a pessoa que aqui se acha; porque,
aqui esta a responsabilidade do editor; porquanto, na
formado artigo.0 do cdigo, nesteseri mes nlo* ha
rtimplieidndo: donde se deduz, que, na qualidade de
impressor, como tal considerado o proprietario,
nflo posso ser julgado criminoso senflo na falta de
responsavel.
Senhores jurados, o aecusador publico acha neste
artigo A presidencia de Pernambuco injurias con-
tra S. M.. : eupasso a fazer-vos a leitura dello [leo $
1.0). Ora, por corlo nflo haverquem diga que aqui
eotisa algtima existe contra S. II. : falla-so de-dous.
funecionarios, de dousagentes do governo imperial;
mas esses agentes mo silo o Imperador: mas os artos
de taes agentes silo actos do poder awministrativo, insuma que
do poder responsavel; e, por mais elevados que He- n|,eca minha
jam, uno tem por elles responsabilidade o Impera- pelo desla ,
Vdela: aconstituiQodizque o titulo 5. he do
Imperador: e entretanto tem esse titulo o capitulo
1 .o do poder moderador; o capitulo 2. do poder execu-
tlvo; o capitulo 3.0 da familia imperial e sua dolaeo;
o capitulo 4." da sucess'w do imperio; o capitulo 5. da
regencia; o capitulo 6. do ministerio; o capitulo 7.
do eoncelho de estado; e 0 capitulo 8. da Jorca militar.
Diz-se-hia, admittido o principio: E pois que o re-
ferido titulo se inscrevo com o dstico o impera-
dor quem porventura fallassc da frca militar,
fallara do Imperador. Miseravcl absurdo !
Qundo so trata da administracio, nunca se falla
com o Imperador, falla-sc com os agentes responsa-
ves. O nosso cdigo criminal, quando trata das ca-
lumnias ao Imperador, o Ibes decreta penas no art -
go 24:2, nSo pode jamis considerar a S. M. como de-
positario de autoridado publica: esta intelligcncia
Tora fatal a monarchia, em vista do artigo 234 do
mesmo cdigo. Vos dizeis que tpnlio calumniado ao
Imperador como depositario da autoridado publica;
mas, neste caso, me d a lei faculdade para provar o
facto criminoso imputado: como entrareis nesla dis-
cussao, se a pessoa do Imperador he inviolavcl e sa-
grada? Que tentativa tilo perniciosa a oidcnvactual
e ao Imperador lsso empenho de tomar quanto se
djz dos agentes responsaveis para o Imperador, nao
pode jamis ser de monarchistas sinceros; he so-
niente desses demagogos infernaes, quo boje, por
mal do paiz, secobrem com as vestes dos corteznos.
Eu nao sei se explico bem o meu pensamento: eu
quero dizer, senhores, que somprc que se trata da
administrarlo, qualquer que soja o termo que se cm-
ai mmisiraeiio, qtiaiquei quucjauw",""i-~-- .,.. "..
pregue thrno, corda, imperador -, os Tactos se anda I!*""
r. ______________i__,;., oi.,r ul o nunna an nn- U !>r. I1T. rfomow
te, as barbas do ministerio, as barbas mosmo da
Joanna, diz dossa Joanna tudo quanto ella merece, e
no seu excessivo mor pela ordem e pela monarcliia
declaron que o Tiraiil he um cadver caberto com o
manto cor de,angue. Ora, senhores, se fosse possivol
dar-se injuria contra S. M. o Imperador, como depo-
sitario da auloridade publica, s em urna tal p*y>l'o-
siQno so a poderia achar; quanto a min, porem, na-
da ha abi de consuravol.
Mas nHo he smento no Rio-de-Jflneiro onde lie
grande, extraordinario, o furor contra a faceto uli-
ca, contra a corto, contra a Joanna : em todas as pro-
vincias do Rrasil se fazem as mesmas queixas ; Mi-
nas, San-Paulo, Rio-Grande, Bahm, Scrgipe Ala-
oas, Pernambuco, Parabiba, Rio-Grandc-do-Norle,
Ceara, Maranl.no, pelo Brasil inleiro be geral o cla-
mor contra a influencia Jos corteznos e dos vali-
dos : e todos, senhores, leem fallado mata loque cu
dessa faccao perniciosa, que tanto mal na rcito a na-
ci e ao Imperador: entretanto, nao sei porque fa-
taiidade, S eu lio que son o losponsamlisatlo "
proeessadn, o julgado, e talvez logo o condem nado .
[Com irona: Mas parece-mc que essa Joanna los ou-
tros periodiqueiros nfio he a minlia, a minha he o
Imperador..... Deixemos por ora isto, ovamos ao
penltimo paragrapho (/<).
NH-. tivo a rortuna de ouvir nesta parte a aecu-
sacao...... .
O Sr. Dr. Promotor K nem a aecusacao loi por
palavras, senhor : nao levanto castellos no ar (com
dtsdem).
O Sr. Ilorgt da Fonceca (com bonomia): -Eu estou
relatam semprc ao poder ministerial, e nunca ao po
der real e neutro, e nunca ao augusto que esta sen
lado na cpula do edificio social, gmente para regu-
lar a sua marcha, gmente para observar que as fol-
ias se nao encontrem, pois que do encontr tem de
vir o aniquilamento do edificio. Se nao me exprimo
bem ainda, os homens da gciencia me compr-
bendem.
jam, ii.iv icm pui circo iw|uh..-.....-." ,,""*V"
dor: logo, como suppor-se que o artigo falla ue S
M. ? Nilosei.
\. f No sei. He sabido que os imperantes nunca esiaoem con
Vejamos agora o paragrapho 2. (J. Falla-se aqui taclo com agente do pojo !^t^?ubUifimMt
smnte em crte imperial. Senhores, disse o aecusu- monarchico n.lo he P^^*SLSJSSSS!aS!f
dor publico, que quem diz corte diz imperador que de urna nobreza revestida fcW*W^f2
corle imperial he synonymo de imperador. Oh Se- sem o aco.npa.ihamento do Pt''0'0.8^ "ln'_ "?
nl.ores, nao falto para vos, fallo para o pan: -isto
lie urna blaspbeniia, be contra a constituisno do im-
.___: i____A..,-.. .... -.. nn.tinu Icwln4 os dios.
perio, he contra o que se pratica todos os das
Senhores, vos sabis que, todos os annos, no ilia 3
de maiose abre a assembla goral legislativa do Bra-
sil; que S. M. he quem 16 o discurso da cora, a quo
tambem se chama falla do throno: sabis tambem
que essa falla vai a urna commissao das cmaras, e
que solre semprc tonga e calorosa discussilo. Entre-
tanto, segundo o preceito constitucional da inviola-
biiidade de S.%., para o entender da faccao todo
esse trabalho e toda essa discussao sao injuriosos ao
Imperador. Gerto que as cmaras brasileiras nao
procuram desmerecer e alto carcter do Imperante,
cerlo que ellas teem muito diante dos olhos a consli-
luicSo, o que jamis admilliriam urna pratica preju-
dicial aos principios conslitiicionacs. Adoulrinauo
aecusador publico he nova, he urna inverso dos
principios, he urna blaspbcmia. O promotor, entre-
tanto, esta hoje autorisado para improvisos de toda
ordem, ou mesmo para leraqui essa discussao havi-
da na cmara dos deputados a meu respailo, ue i a
ldojulho: e neuwcom isso ter alcancado a verda-
de, e nem com isso estar nos principios conslitu-
cionacs que devem ser mui respeitados pelos monar-
chistas, por seu proprio intoresse. Quando fallo da
corte imperial, fallo dos agentes responsaveis, dos
consolbeirosdo Imperador; fallo principalmente dos
agentes do elemento aristocrtico, c talo comprc-
hende todo homem de ras3o e honesto. E pois que
s3o estas verdades Uta palpitantes, conlento-me com
estas rellexes sobro este paragrapho, para vos tero
que se segu, e que ha justamente aquello om.quc se
diz que ha injuria a S. M. o Imperador.
Eis o paragrapho 3.o (W). Eis-aqui, senhores, a in-
juria N3o he novo no paiz esse empenho de contun-
dir a Joan,.essa faccao monstruosa, com o Impera-
dor. A cora he o Imperador! Sempre a mesma con-
fusta, sempre o mesmo sophisma .'.' Pouco .enleudo
destag materias de direito publico; mas sei quanto
basta para conheccr que o poder real he um poder
neutro, que esta ba da accao da responsabilidade
legal: e pois jamis poderia chamar a discussao S.
M. I. Todos os publicistas dallo Jos (pie eu leio, c
nao dos publicistas que loo ministorio publico) fa-
zem urna divisao bem extremada do poder real edo
poder ministerial, e a nossa constiluicao a Tez.
poder real, ou, como oulros ebainam, o poder
conservador, he o nosso poder moderador; e sim-
plesmcnte he elle, que, segundo o artigo 98 da co.is-
iLuicflo. bo a chave de toda a organisaCo pollina, a
delegado ao Imperador para que locessanleiiieiilc
vele sobre a manutoncao da independencia, oqu.li
lirio e harmona dos mais poderes polticos. Do ou-
. .. ____-_ ...'..! .,(,.,.li.r a inariarch a OOIISllr
.. an unknroa vede se eu estou no meu diiei-
Senhores, son agora olivado a conlar-vos urna los. ABO'^i.en ^b; J^eloru ~ra 0 que d2 H ,ei.
histeria que todos vos sabe,., para que o paiz co- o., aiitnei nem,:sr.j T mostrarlos
queatSO de tanto empenho para os meu. i sido iniprudenlcmcnlo aprcsenUdo
' i. .,___-.i ......,,, ,.i,..r.. ,ln iiiilnlii re
uiiipanliamenio no privilcg.
porque, sem este corpo intermedio, o imperante, di
emos monarchistas, nao poderia sustenta i-sccni
tao alto grao de elevado ; liem.ster, MHHIM4
que o esplendor do throno nffO fira unmed.otamcn-
to os olhos do povo, que se pode deslumhrar : e pois,
entre o povo e o monarcha devo haver urna ordem
..itermcdiaria, essa dos corteznos, dos nbMtt-
dalgos. Em consequencia destes principios estflo
seinpre os reis cercados de algumas di.z.as de cria-
dos, de maneira que se mellen, no centro de seis
palacios, osotornam inaccessiveis ao povo. he ai-
'iiiii do povo quer apresentar suas queixas ao re.,
tem primeiro do dar seu nomo a um desses criados,
Beste tem de passar o pobre nomo por unja ficira
dolas qucestnoposlos pelas nnteramanis dos pala-
cios rcaes; se infelizmente esse nomc he un dos qne
estilo no livro negro, se esse nomc he de algum pros-
cripto, olacaio o despede inmediatamente, porque
S. Magestade nao pode fallar : e eis a voz do horncni
do povo embargada, e eis a ventado expell.da doao
VUFMa triste condicno lio a de todos os imperantes
da trra, quo multas vezes silo mais cscravisados e
tvrannisadoa do que o mesmo povo, a quem imag.-
nam governar ; c de tao Insto condujo, desgrac. (la-
mente, nao pode escapar S. M o Imperador do Bra-
sil, lie, pois, certo que S. Mageslade. estando no mu
gabine e'tem do ser necessin ament engaado por
seus criados; c que estes nao dao ...gresso aos do
povo que lito vSo fallar, e sola dcixam Petrar8oa
idula. ores o aos embuslciros, que a seu bel pniM
s:1o estas verdades tao palpitantes, coiiieiiiu-...= <.... auuiauores o aus ='""*"-' ".-."-#' .
estas renexoes sobre este paragrapho, para vos taro dno exeeuco a seus Pg^SSS^^mSS
.----------u Ka f|.Hm og )V0S e Boando indineienles aos,mua^ ci
mores, urna vez que podem obstar que se elles ap-
roxima do throno .ara fazer ouv.r os seus amen
08 Seistuassimsepassa; ese contra islo he qut
clamamos, onde a aceito do Imperador, para que o
S ?mo or publico diga que Joanna he synonuno
de imperador tato que vos di^o, seores no he
urna escapatoria, porm sim umaverdade, aasiin
como he verdado que o Nazareno n3o injUriou a S.
Mageslade; e o Nazareno, bem que ..ao seja amigo
da monarchia, sempre guardou euuidade.
Senhores, eu nao vinha preparado pai a tantas ag
grSsoS Inem o meu oslado do saude me permitid
"'SSEpho^oi^be umaprova doespirilo
de o.ta'm queme anima ; nelle indijitoi^W-
dente deala provincia ao nobre Visconde deGman-
: c porventura be esta a matar P^Jf ;""'
que teem do artigojneus gratuitos iniB. *- "''"
fie disto prova este paragrapho 5..tf). O quequero ^M^iScfBioaO pode despo ar de sua supre-
mmmmm wsmmm iiilf
b..- f _'...____ r...-;,>'i.,. i>l:iiic.tiialincilte no PO-
tucional; de apira serie HnR^*-- -. ^Tt'ii^m o niaior crin.. que teiil.o com- "^SSST3Z ibertawr o soberano
da constitu.cao. ido c0lUnl a faCc(0 que esta aclualmente no po- ^"X^Z de toda a ordem, sem perif o
chr4^
SSisffa
V^S&SSX -SSlS **^^22&lJ^'V2& SI3S esu cost1tuicno,naojobradi, iiac^o, mas imposta
'* fin a toda a lufa perigosa entro os pod
^V I ____nn:n mtll'A ^lll'S. I
nila por paiavrus ....
OSr. Dr. Promotor :-Sim, porem vai por para-
graphos.
O Sr. forges da Fomeca : --Sim, senhor, eu o vou
snlisfazcr; porm, como tcnbo aqui o cdigo crimi-
nal, vou primeiro ver oque elle diz no artigo 8.
t SerBO interpretados segundo as regras da boa
hermenutica, e nao por phrases soladas e dcslora-
das; i. diz a lei, queassim se devem julgar os escrlp-
a ... _____I...... .,. Lu mi einll i II'H.
lt*S, *'U Ifliliu ?ni"iii'|"'"-"'" ---- -
cmara baixa do Brasil como chefe do partido repu-
blicano aqui, ou no norte ; he mister quo eu, assim
elevado a tal eminencia sem o merecer, sustente o
posto que me dilo meus adversarios, e compra o que
devo ao meu paiz. Se gastar nisto multo lempo, te-
nham paciencia, nao me collocassem nesta situarlo.
Vos, senhores jurados, leudes assislido a d.scussOes
caprichosas de causas insignificantes, como essas de
por ser aquelle que immediatamento deriva da so-
berana; ecerto.se a algum dos poderes so podesse
denominar soberano, s este altributo caben". at> le-
gislativo. Porque verdades de simples intuicno nojo
se dizem injuriosas a pessoa augusta, sagrada o in-
violavcl deS. M. o Imperador? Esta hora, mesmo na
Turqua, se mo ouvem blasphemias deste porte,
porque o progresso marcha leudo a sua frente.o sut-
13o. Senhores da" dominacao actual, he tarde; nada
de presente fara retrogradar o genero humano, e
principalinenlc c na America, onde as verdades so-
cines se acham estabelecidas, embora coiisiaais con-
demnar-me; o que, segundo as apprehdUMes da
cidade, esl decretado.
Nao be menos absurda a segunda parte da acensa-
cao. Dizer-se quo aqu ha urna provocarlo directa
para romper a nlegndade do imperio he escarnc-
cer-se o bom sonso, ou antes he mostrar o aecusador
publico e quem o manda representar este papel,
que Ibes falla smso cominum. O cdigo criminal diz
no artigo 0: provocar rictamenle por esenptos
impressos, etc. : c no caso de que ralla o aecusa-
dor publico, diz o cdigo criminal no artigo 68:
tentar directamente:sempre directamente, seniio-
res; de modo que o mo sendo, mo ha responsabili-
dade, e consequentemente nao pode haver aecusacao,
nem punic.lo: c directamente quer dizer sem lOUw-
rja, inmediatamente, de modo que o faci seja con-
sequencia inmediata e nrompta da provocado; e
nfio sendo assim, mo so d a provocarlo directa.
Eu tace sempre um voto pelo bem e pela prosperi-
dade do meu paiz, cu respeito profundamente as
verdades di ereacao ; e pois procuro ver o direito 00
homem como Dos o esloboleceii, o o direito social
como as necessidades da orgaoisacno do homem o
teem dclcrminado.e o devem determinar : mas isto
nunca me fe/ Di olea Ir um voto de sai.goe, nunca mo
le/ crer na frca do canhao; quero a convicc.10, o
nfio a aubmissao c poi tanto nao promovo urnai rc-
voluc.no. Scoqtie cucomprehendo he a verdado,
cedoou larde alcancarci viclori ; e se Mta, clama-
rei sempre no deserto, porque so a vordade beque
prevalece, porque ella fio (Iba do ceo, e nao da ail-
l..i idade. Se 0 que comprendido he. a vordade nao
a suuocarcis jamis enenreorando-mo; antes chama-
reis sobre ella mili jaiMM, antas eris lugar a sen
exame, porque o povo nao ha de ver calado e im-
passivei o meu marlyrio. ..,.
O uue, porm.peem luita a sua luz a ma Te do mi-
nisterio publico, be o final deste artigo aecusado (>.
A redaccao do Nazareno, comprehendendo S. M. tal
qualellchc, tal como dove ser, tem mostrado sua
Otadioa0O 10 individuo que os poderes reaes exerce,
e isto se ve em todos os rtigos om quedirectamen-
ia tido mister de fallar aS M. Eu o declaro
aoinifli, c scmelhantes, e sempre ron. atteneno es- muj termniiniemcnte, Islo he, senhores, a re-
pero que hoje muita mais prestis nesta causa tao ( do Aosareno, ceuquasi sempre a confundo
sena e tao grave. commigo : tal be o poder das preoccupacOes, que a
He ueste paragrapho, senhores, que n aecusador (,>,.,,., ,tl, 0 ri.[>etirem os meus i.iimigos
iblico vio nao s injuria inda conlra 8. M., como m(i ^fundo S1M
niblico vio uno so inju....... .
rovocacao directa contra i nlegndade do imperio
nem urna nem nutra cousa ah esla.
A injuria, segundo a cota que aqu esta, consiste
cmdizcr-se- quo o ministerio securvava ante o
Imperador, e o Ira lava por soberano. Tanto pude urna
imaginacao exaltada .' Nao ha duvidii que he tima m-
dignidade curvar-sc qualquer ante 0 Imperador; mas
tambem nao ha duvida que o di/ei-so isto n0 im-
porta una calumnia contra o Imperador. !\ao lia .lu-
vida, senhores, que o Imperador. nflo be soberano no
Brasil s be soberana a nneao; chamar, pois, sobe-
rano ao Imperador ieum orientalismo ISo ridiculo,
como um allenlado conlra a constitui?ao do impe-
rio: ei-la aqui :
Dos poderes ertprtscntacHo nacional.
ArtiKO 9.o A divisao e harmona dos poderes po-
lticos he o principio conservador dos direilos dos
cidadaos, e o mais seguro ineio do fazer eflect.vns as
(arantias que a constituico offerece.
Art 10 Os poderos polticos rcconbccidos pela
constiluieflo do imperio do Brasil Silo qualm : o po-
deHegislalivo, o pode, inoderador, o poder esecu-
tivo e o poder judicial. .
Art. II. Os lepresentantes da nacao brasileira
s;".o o Imperador e a assembla geral.
Art. 12. Todos estes poderes no imperio do Bra-
sil sao ilolecaces da nacao.
Voqui be evidente que a soberana pertence, a, na-
ca, e nao a neiibum dos poderes, enBo ***$*
dos ramos da represenlacilo nacional. BasU s IM;i-
sc o que he soberana para reconhecer-se comonfto
pode ella perlencerao Imperantof iafterania hca su-
n em cia da vontado geral sobre a dos particulares
A volitado Jo Sr. I). Pedro II. sera, porventura, a voli-
tad" s ngular e suprema, que ...ande absolutamente
%&*&. no imperio do.JrsU f Njnguem o
dirA nem inda o mais baixo c vil lisongeuo.
Se'todos o" poderes ..esto imperio ao delegacOes
danacao, do que ninguc.n pdeduv.dar, porque o d /.
e st iurcao. segue-sc que a soberana nflo podo
esta no delegado, ...as no poder delegante; porque
rsobeaahe i.ilransmissivel, urna e indivisivel
i, .,lme."te se eomprehende a ntransm.ssib.hdadc,
smenlo do artigo 98 da constituidlo.
i MUTILADO

eu mesmo
me confundo semprc nesla doaignac*). Sim, a ro-
d.ireao do Aa.-areno be aqui muilo positiva, ella diz :
Roie todos osnossos esforcos sao pela paz, sao
pela unidade do imperio, porque em verdade ludo
deseiamos sacrificar para alcanca-la. Oh o
como assim se provoca directamente contra a inte-
gridade do imperio! Mr, ha duvida, di-o o aecusa-
dor publico, esle Sr. Sampaio, que, na pbrase de um
eseriplor que agora me nflo record, por sua esper-
leza teria leilo trancafiar os sote sabios da Orecia,
como anarehistas e pertu fiadores. A redaceflo do
Nazareno faz aqui votos para que S. XI. o Imperador
aouca, para salvar-sesalvando-nos: -Deosoil-
tarante, diz-so aqui, fallando no augusto Impera-
dor) e o laca conheccr, quo .leve ouvir os clamo-
resdopovopernanibiicano, e mandar para gover-
a.|i) o! nclito viscoi.de de (inhuma um dos mais
., leaes defensores da monarchia constitucional oda
actual dynastia. Em verdade he bollo modo
este de calumniar alguem; he bello modo este do
provocar dircclamenle por impressos contra a mte-
gridade do imperio.
Senhores, sede francos, c dize.: Estamos com-
pletamente arruinados na opinild do povo, carece-
mosilludi-lo; e com este homem, com este Borgea
da Fonscca solt, o nao taremos, o lercinos as eiu
cocs perdidas. Esla he quo he a verdade. lio ros-
te.- que se cubra esta iniquidade com o manto im-
perial, heniisler fallar em ^.''J'"*1".
para atitorisar o meu assass.nato jurdico, unid vez
uedelletandas necessidnde par.as P>
cOes- I mistar, ainda mais vos digo, impreque
no inateis. A plicia j roubou-me a !"
que eu mo falle ao povo ; mas, la mesmo-nocu^,
rn minlm liiiL'oaeem para meus ini.aos sera mais vi-
n ^rresVoSwtfKtarao I a Porque .meltestea na
taubre masinorn. o nosso iriiu.. Uta tenoceotaj-
mo nos,' !: vos Ibe nao daris resposta ; co povo.
eaanineus tamfios todos voscondemnarao.
^H e lenquadroque nos api esenlam semprc e
po oda a parte as desencadeadas paixes polticas ;
triste he*sempre Sao nuadro, principalmente cm
urna sociedade nova, excepcional e anmala como
a nossa ; porm aqui em Pernambuco as paixocs sio
rnuito mesquinhas e inslgnilicanles, e tudo se trata
muito pessoalmnta. Miseria das miserias! Muito
grande tem sido a ininlia boa fe : ella he que me
traz certamcnle aqui; porque nao Icnho podido crer,
com Moliere, que os liomens assaz vis, acelralos o
perversos, para fazerem urna injusliqa patente, cla-
ra, evidente.
u Les hommesassesvils, scelerats etpervers,
a Pour faire uneinjustice auxyeux de l'univert.
Os homens que governam, senhores, porque os
mais. o povo, sno semprc victimas da fraseara dos
^r*aci!^,oeVi.atimm^amiho era seu nata constitualo, Wfli ^StaTSal- m vados, que, apelados na frca bruta, zombam do
^^.^^~ sffi2-H!rSKS: s5WaK^.iysft,. .s-#h*-.......-.......
nflo crem, porque


suppfiem tudo ncslc mundo obra do acaso, ludo oli-
jecto de preza, tudo elemento de depredae.no. Os ho-
mens que governam..... e nflo preciso dizer cu nuii-
tos lidies, tenho aqu o discurso do Ettn. Sr. minis-
tro do imperio, o nobre senador Francisco de Pabla
eSouza, que Iroveja do alto da tribuna, c rm quali-
dade de ministro do Imperador, contra esta artuali-
dade desptica, contra esta tyrannia, contra este
absolutismo de lioje ; mas fique isto para logo, pois
que tenho de vos lr esta pega, que me niaravillion,
e que me deu esperanzas deum futuro para ornen
paiz, victima continua da inconsistencia dos princi-
pios, da incoherencia dos homens, da versatilidade
aellas, que raras TOZOS no poder representain os
sentimentos que uutriam quamlo povo.
Senliores jurados, verdade he, como ja vos tenho
dito milis de una vez, que ineus principios silo repu-
blicanos : esses principios me Sflo cougenitos, mas
foraffl desenvolvidos no meio das revoluQfles do mea
paiz, que se esforcava por derribar a tyrannia realj
eaobaervaoSo dos Tactos, roforcando minhas dis-
pnsicOes naluraes, todos os dias me convence da
verdade dos direitos do bomcm- Pouco tenho lido:
Rousseau me onthusiasmoii milito : Vdlney, esse
genio profundo e raro, me fez mais compenetrar de
mcus principios : Montetquieu me mostrou verda-
des que meu coracSo senta, mis que meu espirito
ii,1o sabia, e neni sabe inda desenvolver ; esse in-
mortal Espirito das kii lie obra de um genio, e s du
genio de Montesqnieu : Tracy muilo operou ein
mili'; o sen commentario, eu o devore! cum urna so-
frequidfio, que me admirou, porque eu sou natu-
ralmente preguicoso. Tenho lido uno sei mais o que.
Olhei para as obras de padre du Pradl, e nao as pos-
so lersem una dinpcuciracfln tilo profunda, que
me jnlgarieis affectado dn espirito de Jos Balsa-
mo.....lyila Mucdoria pralica e Ihoorica, tanto ver
as cousas do mundo, tanto prever osen futuro,'....
Mas nada disto me tem guia lo, apezar que muilo
reopeite a esses escriplores profanos, e a oulros, que
lioi podido conhecer. Queni me per.leu, gdnliores,
foa Escrillura sagrad i Vejo un Velhn-Testamtnt >, o
livro dacreiCjlO, esse Gnesis, que nos diz que Dos
fez o homem para presidir sobr os oulros animaos,
para dominar em toda a trra, o nfiodesignou den-
tre osbomens um para dominar, e nao creuu urna
raca privilegiada. Vejo sompre a vonlade de lieos
manifestada contra o estabeleciinenlo dos rcis; os
povos sempre victimas delles; Reos sompre os cas-
tigando poressa loucura. Vejo em o Novo-Testamento
a sinagoga, em nome dos rcis. rondeinnando a Je-
sus-Cliristo, e elle proclaman lo a gualdado, o os
Sel apostlos pregando ao povo : tVos amnes f>aires
eslis. VOS todos sois rmiios l'orniai nina S fami-
lia, Vejo, senliores, drzer-se no Nooo-Teslamtnto ao
povo: Volite tlnun&B, qui occidunl corpus, anima
aulem occidere non possunl.n E conclu) que CStou
hem com Dos, sendo republicano Que me Impor-
ta, pois, estar por isto nial com os homens ." Itacte-
fica-sc cstarem presentes tantos Srs. jurados quan-
tos os necessarios para haver casa.
OSr Juiz 'residente declara berta a sessflo.
Sflo apregoados os reos e as testemurihss.
O .Sr. Juiz 'residente diz que se vai proceder aosor-
leio do concelho que lem de julgar ao reo Francisco
Antonio Vieira de Mello, aecusado pelo crimedo fc-
rimentos.
Concluido o sorleio, presta o concelho o juramen-
to preseripto pela Ici.
U Sr. Juiz 'residente faz ao reo o seguinte
INTEMIOCATOMO.
Jui ; Como se rhnma ?
Francisco Antonio Vieira do Mello.
Navios tahidos no mesmo dia.
Rio-de-Janeiro ;|.barca americana Globe, capitflo Ni-
cols Rsling, carga a mesma quo trouxe.
Babia ; hiato brasileiro foa-Viagem, capitflo Jos Ma-
ra da Silveira, carga varios gneros. Passagciro,
Tbeodoro Francisco dos Reis.
Parahiba ; hiate brasileiro Pureta-de-Maria, capitflo
Joflo Francisco Martins, carga varios gneros.
cliff, quando ia dar caheca ao algoz, disse do alto
da furca : .
ii Quid mihi mors necuil ?
Vii tus posl faca virescil :
a Nec servil gladio, perit illa, tyranni.
Se isto em niim he loucura, todos os homens gran
des desle Brasil teeui sido loncos. A molleja nos
levou o Sr. Antonio Carlos, ello tambern la esleve na
Babia rom os grandes bonicos da revolUQO de 1817;
mas isio fique para logo, jaqueo nosso promotor
vtjoaqui lera colleccflo inleira do Natareno, pen-
sil mo ser mister para convencer-voa de meu republi-
canismo. Esses grandes homens mudaram ? Que me
importa a num isto ? Se modiflearam seus princi-
pios, levados por um egosmo malentendido, nflo
sou disto responsavel; elles se illudiram, e foram
victimas de sua illusflu ; e eu live occasiflo de dizer-
lbes: SofTre, porque s culpa he vossu porque vos
por vosso OrgUlllO sacrilicasles o paiz.* -No meio
das viscissiludes por que temos passado, eu live op-
poiliinidade para ser grande, para ler essa grandeza
que vos deslumhra; mas eu disse aos meus amigos,
c grande parle delles felizmente inda vive-, sede
n VOS os grandes, eu sou e bei de ser pequeo; por-
que sou do povo, e nlo quero deixar de ser do
povo. Eram estes e sflo os meus principios ; nflo
quero ser grande vendo massacrados os meus ir-
mflos, os meus iguaes.
Senliores, quando entend, bom ou mal, que as
cousas do meu paiz levavam caminho errado; quan-
do nie convenc que meus moios eram impotentes
para chamar ordem as nossas cousas, eu disse
francamente aos meas amigos que estavam no po-
der : u ludo estii perdido, vos sacrilicasles a nossa
patria. lie illusflo vossa, me disseram os aini-
" gos, vos nflo des bom caminho; deixai-o, pedio
que quizantes; porque vos nflo podis deixar de
lerludo de nos. K assim era, pois que eram el-
les meus amigos, o inda o sflo muitos d'olles. Mi-
nhaiconviccoes, porm, eram mui profundas, eeu
I bes respond : Nada quero de vos; conlinuaiei
perdido, dixai-nie ea smente commigo, sim-
pies unidade, nullidade como son ; uo quero
ser gramte com os vossos novos principios, que-
ro seguir a mlnha carrea. Esta he a verdade:
se eu quizesse estar com elles, O nunca me segregar
delles ; se nimba dcvocflopelo povo nflo fosse since-
ra o cordial, eu nflo estara cortamente aqu agora.
Uir. I)r. romiior: Estara no throno '.''.
O Sr. forges da Fonstva : Nflo podia estar no
llirono, (com voz pautuda) porque um republicano
noolha para o throno, porque um republicano nao
enxergl degraos para pudor subir ao throno, pisa
smente na Ierra coininun, naquella que Dos fez,
e deua Adflo, para que a enchesse, o alivisse suhjeia
a si e a seus lillios : por cima da tena, por cima da
caheca do homeni s vejo a Dos. Mas poda estar em
alguma presidencia,como alguna oulros, que me silo
inferiores, estflo e teeni estado ; podia oooupar al-
gum lugar, que lizesse tremer tambern ao Sr. pro-
motor, como boje leme; que o lizesse Sacrificar sua
consciencia, como boje sacrifica. Quer o promotor
certilicar-se disto ? Pe aquellos de quera lie instru-
mento, que procurem saber la pelas secretarias o
eslado se eu lenho rojeilado lugares, que elles nun-
ca rejeitariam nena hilo de rejeitar, o quo por
muitos felizes se dariain su ospodessem boje mes-
mo alcancar. Nao fallo do Sr. promotor; poique,
cerlamente, quem serve como S. S. o lugar que oc-
cupa, nflo pode rejeitar emprego algum, qualquer
que soja sua categora.
Senhores, fui toreado esta declarado pelo apar-
le do ministerio publico.
(Continuar-se-ha.)
Jui: Sabe a rasflo por que est processadn *
leo : Por dar unas pancadas em um Inglcz, ou
Americano ; nflo sei o que era.
Jui: ; No da 3 de setenibro doanno passado nflo
leve una altercacflo com esse liomcm ?
Reo : Nflo, Sr.
Jui;-: NAO se lembra quo nesteda, depois de
ler urna altercacflo com esse homem, Ihc foi toma-
da urna bengala por Joflo Jos Ferreira ?
llro : -- Nflo, Sr.
Pind o interrogatorio, passa-se letura das pic-
eas do processo D 8 allegacOes pro e contra o reo.
Terminadas cssas allegaeOes,
O Sr. Jui- 'residente faz o relalorio da causa, e en-
trega ao presidente do concelho os seguintes
QDBSrros.
i." Oreo francisco Antonio Vieira de Mello com-
meiieu os ferimentosconstantes do aulo da vistoria?
i." Existen] circumslaucias atlenuantes a favor
do reo?
Ten lo-se o concelho recolhido a sala das confe-
rencias, volts algum lempo depois dos debates ,
respondendo:
Ao l."quesitoSimpor 11 votos.
Ao S.* Sim is'.ohc, exis-
ten) as circumslaucias alPmuanles de ler o delin-
quonte commcltido o crlme em defosa da propria
pessua ; e de ler precedido aggressilo da parte do of-
fendido.
OSr. Jui: 'residente, conformando-so com a deci-
sfiodojury, lavra e profere a seguinte.
SENTENCIA.
A' vista da decsflo do jury, condemno ao reo Fran-
cisco Antonio Vieira de Mello a um mez de prisflo, o
mull correspondente a melado do lempo, grao m-
nimo do artigo 201 do cdigo criminal; o as cusas.
KDITAES.
: ,-'>
Al(an niC.NDIMFNTO DO DIA 19 .......... 1:007,05*
Descarregam hoje, 20.
Barca Esther-Ann mercaduras.
Galera IMumbus ferro e lagedo.
Escuna da-- mercadorius.
IMPOUTACAO'.
Esther-Ann, barca ingleza, viuda de Liverpool, en-
trada no crrante mez, consignada a James Crabtree
v Coinpaiihia, iiianil'eslou o Seguidle :
50 barris chumbo, 7 feixes rame de ferro, 31 bar-
ril fernagens, 93 barriszinhos ditas, 200 fogarei-
ros, 30 barricas cerveja, 12 c.iixas fazendas de algo-
dSo, 33 lardos ditas de dito, 1 eaixa varios objeclos,
35 voluntes aduellas para barricas e 12 feixes d'ar
eos; bG. Kenwortby & Companhia.
50 barriszinhos chumno, 3 barricas eslanho, 6 len-
(cs chumbo, 20 fardos fazendas dealgodflo; aja-
mes llyder & Companhia.
1 caixa e 1 einbrullio impressos; a M. S. Masn.
2 caixas diversos objeclos ; a A do Mornay.
20 toneladas de forro bruto; a Chrislophers ; Com-
panhia,
I caixa fazendas de algodflo, 3 fardos dila de dito ;
a l'ox lirothcrs Ov Companhia.
3 caixas linbas do algodflo ; a Wolphopp k Com-
panhia.
3 barris ago'ardenle de franca c assucar refinado
do man tntenlo do navio, ~ fardos fazendas de algo-
dflo ; a Jones l'alon e Companhia.
1 caixa fazendas de algodflo, i fardos ditas de di-
to ; a J.Slwart.
14 laixas de ferro, 4 caixas e 38 pecas de machi-
nsmo, 2 fardos e 3 caixas fazendas de linlio, 12 far-
dos dilas do dito ; a Me Calinont & Companhia.
17 fardos fazendas de algodflo ; a Uussell Mellors
& Companhia.
2 caixas o 2 fardos fazendas de algodflo ; a Kcller
100 toneladas de carvflo; aJ. II. Moreira.
! fardos fazendas de liuho, 100 ggos o 1 cesto lou-
08 ordinaria, 28 fardos fazendas de algodflo, % ca-
xas ditas lie lindo e algodflo, 5 barricas e 2caixas
ferragens e vid ros ; a lolinslon l'atcr & Companhia.
12 lardos fazendas de algodflo, 4 caixas ditas de di-
to ; a Adamson llowie & Companhia.
luanlos fazendas dealgodflo, 4 ditos cobertores
de dito, 50 caixas fazendas de dito, 7 fardos dilas
de 18a, algodflo e laia, 10 gigos louQa ordinaria; a
James Crabtreo& Companhia.
10 fardos fazendas de algodflo, 14 barricas bauni-
lia, 1 lardo pecas de panno ; a Deanc Youle & Com-
panhia.
36 prezuulos, 50 queijos, 1 barril frutas, ele, 5
barris Sal, 2 barris cerveja, 12 caixas conservas, 1
ita tinta de escrever, 1 dita su hilo, 3 barris c6
meiosditos batatas, 1 sueco pregos, 1 meio barril fa-
milia de centeio, 2 barriszinhos dita do aveia, 2
caixas iguora-se ; a diversos.
Consulado*
RENDIMF.MO DO DIA 19.
Gei
1:838,725
DUODCIMA E ULTIMA SESSAO DA TERCEIRA ORDI-
NARIA EM 18 DE ACOST DE 1847.
PRESIDENCIA DO M.Mlim FEBREIKA GOMES.
As 11 i horas da manhfla, faz-se a chamada e vcr-|
iUnviiiH-mo do i*orlo.
Navios entrados no dia 19. .
Camaragbe ; 2 dias, hate brasileiro Novo-Deslino,
do 21 toneladas, capitflo Eslevflo Ribciro, equipa-
gem 13, cargs assucar, arroz e couros salgados;
a Jos Manuel Martins.
I'biladelpha ; 53 dias,
. barca americana Globe, de 260
toneladas, capitflo N. Esling, equipageni 13, car-
ua larinha, cha e mais gneros do paiz ; a L. G.
Ferreira.
Miguel Archanjo llonteiro de Andrade oficial da im-
perial ordem da losa, cavalleiro da de Christo, e ins-
pector da alfandega de Pernambuco, por S. M. o
Imperador, que Dos guarde, ele.
Faco saber que no dia 20 (hoje) do corrente, ao
meio-dia, om hasta publica, se ha de arrematar um
corte do vestido de seda, no valor do 13,000 res,
impugnado pelo segundo escriturario Antonio
Francisco de Moura, no despacho por factura de R.
Jamison & Companhia: sendo a arremataeflo sub-
jeiti a direitos.
Alfandega, 19 de agosto de 1847.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
Miguel Archanjo, ele.
Faco saber que no dia 22 do corrente se ha de ar-
rematar, em hasta publica, porta da mesma, ao
meio-dia, urna barrica com bacalbo, bo valrelo
6,000 res, apprehemlida pelo soldado Querino Jos
Pereira sendo a arrematarlo livro de direitos.
Alfandega, 19 do agosto de 1847.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
O cidado Joaquim-I.uis de Helio Carioca, juiz muni-
cipal supplente da primeira vara do termo d Uecife,
preparador dos processos que leem de ser submetlidos
ao jury, por $. M. I. e C, que Dos guarde, tic.
Faco saber que pelo doutor juiz de dreito interi-
no da segunda vara do crimo, Gervazio Goncalves da
Silva, me foi teita a parlcipaeflo de hayernesle ter-
mo convocado para o lia 2 do prximo mezvindou-
ro, pelas 9 horas da manhfla, a quarta sessflo ordina-
ria do jury (leste auno, para a qual sal iran sortea-
dos os 48 "senhores jurados que se seguem :
O commendador Francisco Ludgero da Paz.
Francisco de Paula Freir.
i) Manuel de Almeida Calanho.
de Paula Goncalves da Silva.
Adriano Xavier Pereira de Brito.
Jos Maria de Jess MUniz.
Lourenco Jos das Neves.
Joflo Rodrigues de Miranda.
I Honorato Jos de Oliveira Figueiredo.
Manuel Paulo Quintella.
Joaquim Luiz de Mello Carioca.
Pedro llalbino Jos da Molla.
Francisco Luiz Maciel Vianna.
Joflo Antonio Ribero.
Goncalves da Silva.
Major Fiiippe Duarte Pereira.
Ignacio Francisco da Silva.
Joflo Jos Lopes Guimarfles.
Ignacio Alves Monteiro.
Capitflo BraZ Ramos Chaves.
Dr. Manoel Jos Pereira de Mello.
Francisco de Amorini Lima.
Jos AJTonso Ferreira.
Tenentc Pedro Jos Alfonso.
Joflo Bernardiuo do Vus^concellos.
Jos Duarte Rangel.
Antonio Jos da Costa.
Jos da Rocha Paranhos.
Jeronymo Cesar Marijho Palcflo.
Prxedes da Fonseca Coulhiho.
Miguel Correia de Miranda.
Dr. Joflo Ferreira da Silva.
Jos Fclicianno Porlella.
Jeronymo de Sousa Limoeiro.
Antonio Francisco de Vasconcellos.
Joflo Manoel do Castro.
Manuel Joaquim da Costa.
Jos Luiz Pereira.
Dr. Ignacio Martins da Fonseca.
Flix Rczerra de Mello Lcitflo.
Jos Forraz Beltrflo.
Luiz Jos Nunes de Castro.
Herculano Jos de Freitas.
Joaquim Coclho Cintra.
Jos Francisco de Paula.
Constancio da Silva Noves.
Francisco de Paula MoreiraVVanderlcy.
Jos Lopes Guimarfles.
Os quaes hflo de servir durante a referida sessflo,
para o que sflo pelo presenteedital convidados : de-
vendo comparecer, assim como lodosos nteressa-
dos, no da 0 hora designados, sob as penas da le.
15 para que chegue a nolicia a todos mandei pas-
sar o presente quesera publicado pela imprensa, e
allix.ido nos lugares mais pblicos desle termo.
Recite 18 de agoslo de 1847. Eu, Jos Affonso
Guedes Alcanforado, escrivilo o escrevi.
Joaquim Luiz de Mello Carioca.
va ou a conquista de Granada cavalleiro de Flo-
rean em 2 v. om 18, boa edieflo. Anda se receben
assignaturas ao preco de 2,000 rs. pelos dous volu-
mes.
Os Srs. subscriptores podem receber o primeiro
volumo, na livrara da ra da Cruz no Recife n
56 O segundo voliime apparecer no principio' d
setembro prximo.
HISTORIA DE PORTUGAL
POR
Alexandre Herculano.
Os senliores assignantes queiram mandar buscar j
ra da Cruz, casa n. 7, segundo andar, o segundo vo-
lurrie desta inlcressanto obra, cujo preco he o mes-
mo que do primeiro (3,000 res).
Aos pas de familia, capiteles de navios
fazendeiros\e a todos em geral.
Organon de Ilalinemnn, ou exposi-
coca das doutrinas liomoeopalficas, i vo-
luines pequeos.
Manual Je pai dcamilia, do capilar,
de navio c t!o fazendeiro, ou noticias ele-
mentares da homoeopatnia, contendo a
a cea o dos aq" principaes medicamentos
homoeopathicos, i volume pequeo.
Vende-se por preco commndo, no se-
gundo andar da casa n. 7. da ra da
Cruz*
Mee I a raides.
O arsenal de guerra compra 24 costados do pao
d'olho em pranchOes du 28 palmos de comprimento
e um o meio dito de largura ; 48 duzias de limas
surtidas ; 4 dilas do limatOos de 4 pollegadas ; urna
arroba de vente crome-; cem pelles do cabra : uuem
ditos gneros quzer fornecer mandar sua pro-
posta em carta fechada, a directora do mesmo ar-
senal at odia 23 do corrente mez. Arsenal de
guerra, 19 do gosto de 1847. ioao Ricardo da Sil-
va amunucse.
A adminislracflo geral dos cstahelecimenlos do
caridade manda fazer publico que no dia 23 do
corrente, pelas 4 horas da tarde na sala das suas
scsses ir praca a rendadas casas abaixo-de-
claradas pelo lempo que decorrer do dia da arre-
matadlo a 30 dejunho de 1850.
Ra da Viracflo, n. 7 ; travessa de S.-Jos n. 11;
ra deManoel-Coco, n 32; na do Padre-Florian-
no, n. 47 ; em Fra-de-Portas, n. 73.
Adininistrarflo geral dos eslabelecmentos de ca-
ndado 16 do agosto do 1847. Franciico Antonio
Cavbante Cousseiro, escri ptursro
Cadeira vaga de primeiras Ultras.
A de Caruar, cujo concurso lera lugar no dia 9
de setembro prximo futuro.
Publicacoes Littciarias.
--Sabio a luz o primeiro volume da tradcelo do
exceilento romance histrico Goncalo de Gordo-
A ROSEIRA.
Acaba de chegar de Lisboa ra Nova, n. 11, te-
ja de Guerra Silva & Companla com este titulo,
um*'bonito romance, traduzido do francez por
umasenhora Portugueza.
He esta pequea obra urna especie de compendio de
religifloede boa moral, porque nella dcbaixo da
forma de romance se inculca o amor e obediencia
aos pas; moslra-se a recompensa que Dos d sem-
pre aos bons lilhos ; e ao mesmo lempo so inculca
tambern a virtude da gratidflo, o so mostra com um
bem expresssivo exemplo o castigo que recebemos
ingratos.
He igualmente este romaneo mu proprio par
servir de um bom liwu de letura as escolas pri-
marias de ambos os sexos : e por isso o recommen-
damos no s os pais de familia para nstrucciio do
seus lilhos porm aos mstres e mestras de ins-
IrucQflo primaria.
Vende-so por 640 rs.
THEATROPBLIGO.
BENEFICIO DO MESTIIE DE MSICA,
MANOEL FILIPPE.
SAIlllAlK) 21 DO CORRENTE,
representar-se-he a grande peca JOS II no tribu-
nal de Witombcrg, ou a justica exemplar. A
msica bellica preenehern sobren scena os interval-
los, rematando o espectculo com a linda larca
O CEG FINGIDO
\ visbs martimos.
A sumaca Carlota, mestro Joflo Antonio da Sil-
va, segu viagem para o Aracaly no dia 22 do cor-
rente ; s recebe alguma carga miuda e passageiros:
trata-so com o mesmo mestre, ou com Luiz Jos do
S Araujo, na ra da Cruz, n. 26.
Para a Rabia sabircom brevidade o veleiro pa-
tacho Dous-Amigos quem no mesmo quizer carro-
gar pode entender-so com os consignatarios,Amo-
rim Irmflos, na ra da Cideia, n. 45.
Para o Aracaly pretende sabir aXv 7 do vindou-
ro, com a carga que tiver a bordo, o brigue-escuna
Henriqueta mestre Jos Joaquim Alves da Silva:
quem nelle pretender carregar ou ir do passagem,
so entender com o mesmo mestre no Trapiche-No-
vo, ou na ra da Cadcia-Velha, n. 19, segundo an-
dar.
Avisos diversos.
A
^
Peniamhueanos.
Domingo, 22 do corrente, pelas 10 horas da ma-
nhfla, llavera reuniflo na sala da sociedade Piui.o-
TmirsiciioBE, ra da Praia, n. para tratar-se da
cleicflo dos dous senadores que esta provincia tem
de apresentar escolha do poder moderador, afim
de se precncherem as vagas deixadas pelos falleci-
dos concclbeiro Antonio Carlos Ribeiro de Andrada
Machado e Silva, e coronel Jos Carlos Mairink da Sil-
va Ferril. Todos os Pernambucanos, que, empenha-
dos em sustentar os foros, a dignidade e a considera-
do da patria, cnlcnde.ni doscu devernflo subscrever
ao seu abatimenlo e humilhaQflo em assumpto de ta-
manha importancia, mas sim defender a liberdade
do votoem todas a sua pureza, e pelos meios cons-
tilucionaes preservar Pernambco do aviltamento e da
infamia, que se Ule preparam, impondo-se-lhe can-
didaturas odiosas em detrimento do suas affeices
loca es; sflo convidados por este a assistira essa legal
reuniflo,qualquer que seja o lado poltico que per-
tcncam, e a discutir o importante objectoda mesma,
com toda a franqueza, lealdade e decencia, deque
nos dfloexemplos os paizes maisadiantados ncar-'
reir da civilisaeflo.
G. M. S. Cunba, professor examinado lias ln-
goas latina e franceza, prop0e-se a dar licOesdis
referidas lingoas por casas particulares, o de gram-
matica,portugueza ; assim como a ir para qualquer
engenlio ensinar meninos: quem Mplcnder utili-
sar-se do seu prestimo, queira dirgese a sua mo-
rada, na ra do Collegio, n. 10, afim de ser procu-
rado.
Francisco Scveriano RabeUu. embarca para o
Rio-de-Jnciro o seu escravo menor, por nome Joflo.
--- O Sr. que foi a prac,a da Independencia, 34,
ver uma clarincta, querendo pelo que olfereceu, ap-
pa roca.
Precisa-sc deum preto que entenda de pa*r*
ra; na ra da Gloria, n. 55. -.
MUTILADO L


*.
O T1UBUN0 N. 5,
se adiar oceupado o prelo, nfto podo sahir
hnntom mas hoje esla a venn nos '"Bares do cos-
tume- est multo cheio do artigos pequeos, pro-
pios da occasino.
1 A CARRANCA N. 23.
O votante do S-Jos compara os factos de 1817
rom a expectativa de 18*7.'!! Traz bocadinhosdo
ouro e o constante violSo afinado serficamente.
Compreui para nflo dizerem: NSo sabia.
..AmanliHa, 21 docorrente, pelas* horas da tar-
do porta do Sr. juiz municipal substituto da se-
.'iiida vara do civel, se ha de arrematar, de renda
animal, o sobrado de um andar, sito na ruada
Gloria, avahado em 750/rs. por anno, a requeri-
mento "o depositario Manoel Pires Ferreira.
.. Furtaram. no dia 18-do corrento as 7 horas da
nianha da casa n. 49, na ra dos Guararapes em
Fra-de-l'ortas, de dentro de um bah um bahu-
/jnliodcpo, coberlo de tartaruga, que continua
dentro quatro colberes de soupa, com 16 oitavas ca-
ri urna ; 12 ditas de cha ; urna dita de tirar assu-
car: tudode prata. Roga-se a pessoa a quem ditas
colberes forem oTerecidas, quo as tome e leve a dita
casa ,quo ser bom recompensada.
Roga-se ao Sr. director interino da sociedade
Instruccflo e Recreio o obsequio de attender de
nrompto s reclamaces que Ihcs teem sido feitas ,
por parle de alguns socios para convocar ( como
lia limito devra ter feito ) a sociedade afim de Ihe
apresentar o estado da mesma as conlas da sua
administraclo c proceder-se eleiciio da nova di-
recebo : isto Ihe pede um socio, em nomc de muitos
uniros, que usarSo dos meios competentes, se o
inesino Sr. nfo cumplir oscu dever.
O tfgario Lourcnco Corrcia de S pretendo com-
prar o sobrado ti. 15 I). 8, de dous andares sito na
ra de S.-Rita pertcncente a viuva do fallecido An-
tonio Jos de Figueircdo : quem com diroito se jul-
garao mencionado predio faija publico por esta fu-
SOCIEaDE
RECREIO JUVENIL.
O primeiro secretario avisa aos Srs. socios em go-
ral, que domingo, 22 do corrente, ha sessiio da so-
ciedade, as 5 horas da tarde na casa da mesma so-
ciedade,
__O Sr. J. R. S. queira, al o dia 25, ir ou mandar
pagar oque deve na cidade de Olinda ra de lia-
thias-Ferieira ; do contrario passarn pelo desgos-
to de ver o seu nome por extenso.
--Jcronymo Joaquim Fiusa de Olivcira embarca
para os portos do sul o seu escravo Jos de nacfio
Costa.
Jos Joaquim Goncalves declara que tem de re-
tirar-se desta para outra provincia, o por isso avisa
a quem na sua mo ti ver alguns concertos, ouro e
prata, os venha tirar no espaco de um moz. Pede
lambem as pessoas a quem elle dever, tenham a
bondade de Ihe aprescritarem suas contas para as
ir saldando com lempo. Roga lambem a varias pt s-
soasque Ihe devem, lenbam a bondade de Ihevir
pagar, no tempo cima marcado : do contrario, u-
sara dos meios que a justica Ihe concede para quem
o merecer.
OSr. que tem urna jaqueta empenhada na ra
do Vigario, venda n. 15, faga o favor do a ir lirar at
20 do correte-, do contrario, sera vendida por lodo o
dinheiro para se pagara divida.
I'ERDA.
Domingo, 15 do corrente, na igreja do recolhimcn-
to da Gloria, perderam-so dous chapeos dosol de
seda preta, proprios desonbora. Quem os achou,
querendo restilui-los, dirija-se a ra da Unilo, ul-
tima casa ao norte, ou ao reverendo eapelliio do mes-
mo recolhimeiito, que se gratificar.
I'recisa-se de 300/000 ris a premio por 6 me-
zcs, com boas firmas a satisfcelo quem os quizer
dar, dirija-se a ra estreita do Rozario, em casa do
relojoeiro, que se Ihe dir quem quer.
Aluga-se um escravo iiioqo e possante, bom car-
reiro pela muila pratica que tem : quem o preten-
der dirija-se a ra da Penlia n. 3.
Antonio Lopes Ferreira, Porluguez, relira-se para
Lisboa
Avisa-se ao Sr.esludante que est devendo a
quantia de 9,080 rs., imporle de sorvete, no bilhar
do Passeio, haja de, no prazo de 3 dias, ir pagar: do
contrario, vera seu nomo por extenso ueste jornal.
Alugam-se cavallos bou carregadores-baixo
o esquipadoies: lambem se recebem para seren tra-
tados : na cocheira de Jofio da Cunha Reis airas do
tbeatro. Na mesma so da rancho a alguin comhoio
do serlfio ou a qualquer que se quizer ulilisar.
Precisa-se do urna pessoa hbil, e que leona os
precisos conhccimenlos para tomar conla e direc-
to de urna escripia coinmercial : na ra da Cadeia,
loja de fasendas n.
Jos da Silva Maya subdito porluguez, reli-
ra-se desta provincia, a tratar de sua sade.
Os Srs. que lia dias quizeram comprara venda
defrbnteda matriz da Boa-Vista debaixo do sobra-
do amarello n. 88 queiram apparecer, heni como
quaesquer oulros Srs. ; pois O possuidor est resol-
vido a vender, agradando-lbe as coihIqocs.
Pede-se por favor ao Sr. fiscal dos Afogados^que
lance as suas vistas sobre a casa quo so esla rectifi-
cando no pateo da Magdalena.
O hachara formado Francisco Pereira Freir,
advogado ncsla cidade mudou sua residencia para
a ra Nova, n. 46, primeiro andar onde morou o
doulor Jos Bento e onde pode ser procurado a
qualquer hora to dia.
Nao se podendo reunir a ii manda-
da de San Jos d'Agonia, em o dia i5 do
corrente, para tratar definitivamente de
sua transferencia para o convento do Car-
ino, como oi annuuciado, por nao ter si-
do possivel ao provincial daquelle conven-
to mandar no mesmo dia os arligos em
resposta aos que se Ihe olertceram ; o
secretario da mesma irmandade de novo
convida a todos os irmaos, especialmente
aquellos ejaje j oceuparom differentes
cargos, a comparecerem impreterivelmen-
te em o dia 32 j o.i>."., ofim le. i'm mesa eeral, se
lotera dotheatro.
No lia 27 do corrente mez andam impreterivel-
mente as rodas desta lotera, visto que he de espe-
rar que para esse dia muito poneos ou neiihuns M-
meles restem por vender. Km consqueneia do que,
o respectivo thesoureiro alllrma novamente qpo,
anda (cando alguns bilbetesem pequeo numero ,
as rodas da lotera nlo deixarao de ter andamento,
ooncorram, portanto, os que anda no tcem'bilhetes
a se proverem delles emquanto he tempo tendo
em vista o plano que offerece muitu bons premios.
Manoel l.uizda Veiga, Ienrio no Mador de 18
docorrente, n. 206, o artigo Noticia --, nlo podo
deixar de agradecer ao autor de tal artigo a publici-
dadodoquesepassoucom elle Veigase varias pes-
soas, em boa harmona, com o Sr. subdelegado do
Reare :e posto seja verdadeira a exposicJlo de sua
Pnifl Poltica, declara em abono do mesmo Sr.
subdelegado, que, conhecendo-o bem doperto, sa-
liendo que elle declarante como empregado da poli-
ca nlo abusa do lugar para obrigar o voto de outrem
as prximas eloicOes, pois que a sua poltica nfio se
envolve com asobrigaces da polica, niloodemittio
como inculca o mesmo artigo. Se assm obrasse, 11-
dicariaquerer obrigar o seu vol, quo he livre.
Arrcnda-se o sitio denominado Cascata
no lugar da Soledadc, com diversas arvores de fruc-
to, o urna elegante casa de sobrado, com muitos
bons commodos, estribara, tanque, e muito boa a-
goa de beber; tendo, alm disto, outros arranjos pro-
prios para grande familia, ou algum senhor nego-
ciante, por ser muito perlo da praea.-- trata-so na ra
dellorts, n. 140.
Jos Joaquim de Mosquita annuiicia ao publico,
que, tendo em seu poder urna leltra sacada por V.
Letellier, e aceita por Thomaz Pereira de Mattos Es-
tima e Caetano Luiz Ferreira, a vencer em 18 de 110-
venibro do presento anno, a qual leltra passou por
transacefo da milo daquelle V. Letellier-para a do
annunciante, o mandando-a este apresentar aos a-
ceitantes por um seu caxeiro de-nome Manoel e isto
por ter visto o annuncio do dito Estima exigindo a
sua apresentaeflo, para paga-la, nao obstante nflo
eslar vencida, aconteceu que o dito seu caixeiro a
perdesse; c por isto o annunciante faz o presente an-
nuncio, para que os aceitantes nlo paguem dita lel-
tra a quem a apresentar, pois disto mesmo j est.lo
scienles; o ningucm faga negocio a respeito dessa
leltra, porque nliiguem tem direito aellasen.l o
annunciante.
Sabbado, 14 do corrente das 9 para as 10 ho-
ras do dia da loja de Joilo Chardon no Alcrro-da-
Roa-Visla n. 3, furtaram urna pulseira de ouro, de
corrente chala com urna pedra azul de cada lado ,
e urna perola 110 meio. Roga-se a quem for offereci-
da de toma-la e manda-la a dita loja que se paga-
r odobrado valor do peso da dita pulseira.
Gcorge Burnell, que foi capitAo da barca ingle-
za Achules, Condemnada ueste porto, pretende reti-
ra r-se para Europa,e pede que se Ihe aprsente qual-
quer conta da dita barca, dentro do tres dias, no es-
criptorio de Me. Calmonl&C, no largo do Corpo-
Santo, n. 11, afim de scrajustada: na falta, nao
so responsabilisa.
Quem tem annuneiado querer comprar bron-
zo, dirija-se a loja de ferragens do Sr. Moracs, na
ra da Concciclo, no Recife que brochar obra de
4 arrobas e com quem tratar.
D- Carlota Joaquina Damas relira-se para Lis-
boa.
Vendem-si! -2 molecotcs de 20 a 22 annos ; 1 Q
moleque de 15annos, muito lindo, sem vi-
cios; urna parda de 16 a 18 anuos; um mu-
lalinho de 8 annos : na ra do Vigario, n. 24,
3s se dir quem vende.
Agencia de passanorles.
Na ra do Collcgio, n. 10, c no Aicrro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-se a lirar passaporles tan-
to para dentro, como parafra do imperio; assim
coinodespacham se escravos : tudocom brevulade.
Pelo novo destino que deu ao edificio da sua
residencia na ra do Hospicio podera o doulor
Sarniento receber em sua casa doentcs que desejem
vir tratar-so ncsla cidade. Serflo recebidos au su
os doentes de qualquer sexo c condieo que sejam
mas lambem as pessoas, ou familias, que os qui-
zerem acompanbar.
Arrenda-se ou vende-se urna fazenda com urna
legoa quadrada de extensflo, sita na freguezia do
Bom-Jardiiii, comarca do Limoeiro, com una gran-
de safra, 110 campo, de algodflu, feijilo, niilho, se-
ment de carrapato e roca : quem pretender dirja-
se ao escriplorio de F. A. de Olivcira, na ra da Au-
rora, n. 26.
Aluga-sc o segundo andar da casa n. 34 da ra
do Trapiche com excellentos commodos, varandas
de ferro adiante e atrs, e bonita vista para o mar :
a tratar no armazem da mesma casa.
n
Vendas.
Esta medicina vem acompanhada de urna
receita
Vendem-se dous lindos moloques de 18 a 20
anuos, sendo um delles odleial de alfaitc e cozinhei-
ro ; dous pretos um olTicial de sapateiro e o outro
proprio para todo o servico ; dous pardos sendo 1
bom carrclro o o outro proprio para pagem le 18
a 20 annos; duas pardas urna de 22 annos, com
" abilidades e a outra do 12 annos com principios
proprios para se educar ; 3 pretas de -20 a 30 annos,
com habilidades ; duas negrinlias com principios de
habilidades, de 11 a 12 anuos: na ra do Collcgio,
11.3, segundo ailar, so dir quom vende.
Vende-sc una negra de idade de 26 a 30 an-
nos, que sabe bem lavar roupae fazer varrella-. na
ra da Cadeia do Recife, por cima do cambio do
Sr. Vioira, 1." andar.
-- Na nova loja de Francisco Jo Tcixcira Ras-
tos, na ra do Qucimado nos quatro cantos, 11. 20,
vende-se algodo da trra uncorpado e largo, em pui-
Qlo e a reta I lio.
Yemdcm-se ptimos guardanr.pos de puro li-
ndo, os mais modernos quo teem viudo de Portugal,
a 800 rs. cada um; e um novo soriimeiito de pannos
"nos de todas as cores, por diminuto preco : na lu-
ja nova do Raymundo Carlos Leilo, ra do Queima-
do, n. 11 A.
Vende-se um preto de 20 annos, de elegante
figura, sem vicios nem achaques, por proco muito
commodo: no paleo da matriz do Santo-Antonio,
sobrado 11. 4, se dir quem vende.
Vende-se urna venda com os fundos que con-
vieiein ao comprador a dinheiro o a prazo ; a qual
be muito afreguezada para a trra : em Fra-dc-Por-
tas, n 92.
-Vende-se urna escrava crioula de 22 anuos,
que eozinba, vende na ra o lava de varrella : na ra
do Hospicio n. 42.
Vende-se una mulatinba de 12 anuos, com prin-
cipios de costura : no becco do Padre, n. 4.
O Museu l'iUaresco, jornal do instrueclo o recreio,
ornado de bellissimas estampas: vende-sc, por pro-
co muito menor quo o da assignatura, no segundo
andar da casa n. 7, da ra da Cruz.
Vende-se una prelado 20 annos pouro mais
ou menos, boa costureira lavadeira. e quo est
principiando a engommar; he de boa conduela e de
boa figura; um u,ulalinhode7 anuos proprio pa-
ra andar em casa com crianzas; um pardo de todo
o servico de casa e campo; urna parda costureira,
o que tem boa conducta: na ra do Crespo loja 11.
2, A, se dir quem vende
Vende-se madapolio limpo com 20 varas ca-
da peca a 2,*00 rs. e a sete vinlcns a tara; um
bonito molecHo peca de 18 annos de boa con-
ducta, o que se aianca : na ra cstreita do Rozario ,
n. 10, terceiro'andar.
Vendem-se raslicaes de vidro, de bonitos pa-
dres, a 1920 rs. ; jarros para conservar flores, imi-
tando a porcellana; espelhos para parede, do varios
lmannos; litas de setim para guarniefo de chapeos,
vestidos, etc., as mais modernas que aqu existem,
edos melhoresgostos; tesouras linissimas para cos-
turas; lindos agiilbeiios de vidro de diversos feitius,
deMSOr*. cada um al 480 rs.; caixinbas de agu-
Ihas franceses, a 320 rs. ; ptimos paites de mailini
para alisar o cabello; ditusde balea para o mesmo
effeito, e para suissas; assim como mu tas outras
miudezns a procos muito commodos: na ra larga
do Rozario, junto a padaria do Sr. Manoel Antonio
de Jess.
Na ra da Cadeia-
Veia,n. 29, loja
de J. O. Elster,
vende-sevinhodo Porto, lo diversas qualidades ;
dito da Madeira ; lito de Shan ; lito de Bordenux ;
dito chatea'u-la-rose; dito de S.-Julien ; dito de Te-
nerife ; ditodo lihcino; dilo de Ruadlas o Carca-
vellos; dito de UsbO ; dito de Malaga; dito San-
terne; dito le graves; dito ebampanlia sellery
icina vem aiuiii|r, ...... ... ... ^n
que ensilla o facilita a sua applicacfiu. <-ons'1 _
rp-':--^--:'^^:-;l,irrno,,SiqSai
llt'S |>ri-|i,ii,i(,-iirs --------'a /miiIb O
lulas distinetas por nmeros, e um p0 : caua i
goza de modoseaccOes divorsas. 0hin
As pillas n. 1 silo aperitivas; purgam sema
OS humores biliosos e vieosos, c os expulsan! com
efllcacia. ,.i.
As den. 9 expulsam com esses humores, igi'
mente com grande. Mica os humores serMM*"^T
c ptridos, de que 0 sangue se aeba a muido iiiimi
do; percorrem todas as partes do eorpo, e so
do obrar quando teem'expulsado todas as impu"*
A lerreira preparac.no consiste em nina >""0"""*
vegetal sedativa: be aperativa, temperante o auo
cante : torna-se emroininum com as piluias i*-'
la-Ibes 08 mellioreselTeitos. ..;,
A posicKo social do Sr. Morison a sua fortuna, in-
dcpendente.repelleinlndaa ideia de chariaianis
niojens adiniraveis coras, operadas com_ o seu
syatemanocollegiodesadede t.undres, sao mais
que garantes da ellieaeia do si'U remedio.
Kecommenda-se esta medicina, que niio pede nem
resguardo de lempo, nm do posic.no da parlo no
lente a lodosos que atacados de molestias jiii-
gadas incuraveis. se quizerem desengaar da sua
virtude.
Oxala que a bumanidade leche os OUVldOS aos MI"
teressadosem desacreditar estes remedios tflo Sim-
ples, ISo commodos e tilo verdeiros.
Vndem-se somonte em casa do nico e yerda-
deiro agente 1. 0. Elster, na ra da Cadeia-.VelM ,
n. 29. ,
... Vende-se a dinheiro, ou a prazo, a annaciioe
mludezas que se acham na han conheclda loja quo
foi do fallecido Arouoa, sita na amiga ra dusQuar-
leis, n. 16, a qual offerece muita vantagem a quem
quizer continuar com o mesmo estabelocimonto,
tanto por sua acre.lita.la li.ealidu !e e freguezia
como pelos commodos que tem para se poder morar
na mesma ; lambem se vende somante a annaelo:
a tratar na mesma ra n. 20.
VeiideiD-se seis bastos de gesso
muito perfeitos,sendo Apollo, Diana, Si
Aariiwa, *Niobc, < urmeabecade
i im lula Iquer fim, por pre?o
arga do Rozario,
ago'anlente de Franca ; Kirscliwasser extracto de
absintho ; Clierry-cordial ; agoa de flor do laranja ;
frascos enm conservas de verduras ; ditos com fnic-
tss da Europa em calda de assucar; ditos de ditas
em cognac ; dito de inoslarda ; sardinhas om latas
evidros; petits-pois; salame de superior qualidade,
vindo no ultimo navio de llamburgo ; agoa descltz,
embotijas; azeite doce de Uarselha, Omsslmo;
velas do enmposioflo; cha preto, hysson e perola;
charutos de Havana e regala. Adverte-so q.uo ludo
heexcellentee por preco commodo.
_ Vende-sc estopa, propria para saceos : na ra
do Trapiche, n.8.
_ Vende-se fio da ludia proprio para coser sac-
eos : na ra do Trapiche, n. 8
.. Vendem-se 191 pecas de cabo do Cairo : na ra
do Trapiche, n. 8
Compras
s.
da manhaa, afim de, em mesa geral,
tomar urna deciso final.
- Permuta-sea casa terrea n. 3, sita* na ra do
... 3_ n.. t:.i. IiaIaii n A
Conlina-sea comprar ferro fundido, cobre e
bronze velho : na ra do Brum, n. 8.
f,ompra-se una fazenda de gado sendo em
bom serillo i no becco do Sarapatcl sobrado n. 16.
Compra-se una casa terrea sita em boa ra
desla cidade, cque nflo exceda de um cont de ris :
em Fra-ds-Portas, n. 87, ou annuncie.
Compra-se urna esciava moca de boa figura,
que saiba cozinhar e lavar, o nflo lenha vicio: agra-
dando paga-se bem: na Boa-Vista, ra Velha.n. 18.
Quem a tiver, deve apparecer das 11 horas da ma-
nilla s 3 da tarde. *
Comprain-se 2 moleques do 14 a 20 annos, com
principios de ofiicio do sapateiro e sabendo me-
Ihor; lambem secompram nlo saliendo', e una preta
da mesma idade, com habilidades: sendo do boni-
tas figuras c nlo tendo vicios nem achaques, nao se
olba a proco i na ra da Concordia passando a pon*
tczinha, a direita, segunda casa terrea so dir
quem compra.
Compram-se, para urna encommenda, algumas
escravas e moleques quo tenham de 12 a 20 annos
na ra Nova, loja de ferragons, u. 16.
-- Compra-s8 ou aluga-se urna preta com bom
leite para criar, e que.nao tenha filho i na ra No-
va n. 3. ,
Compra-se um ponteiro de ouro bom : no lar-
go do Terco, sobrado de um andar, n. 11.
Comora-se urna casa terrea que esteja em bom
*.. ___^.. a .ni., I mi,-t
Vista: na prac,a da Boa-Vista, botica n. 6.
estado, nao preciso
quintal murado o cae
em bom local: quem tiver aanuncie
de concertos e quo tenha
Vende-se, na ra ta
Cruz, ti. 23, cera era ve-
las, re superior (jualida-
de, fabricadas no Rio-de-
Janeiro, em caixas pe-
quenas, sortimenlos ao
gOSt do comprador,
e por preco mas bralo
doqueeinoulra qualquer
parte.
Medicina universal.
Pillas vegetaes de James Morison.
lis. a gro/.a ; dltOS gran.les a *ou is. a
nacos de lila .le lude, eu.n 12 peCM a 200
,co; dilo de corddo para vestido le todas
ena. -\gnppa,
menino, prtprion |
ou para nutro qn
inulto barato: na ra
n. ao, unto padaria.
RA DOCOLLEGIOiN 9.
Desegancm-se e tnrnem-se i
de.seganar,
que oantigo barateironSo elxa de ion-ai- na sua
nova luja de miudezas: caixas de tartaruga para
rapo, a 2,000 rs. cada urna ; ditas mais pequeas ,
a 1 600 rs. cada urna. A ollas, antes que se acaDem.
Calxinhasdeagulhas francezaa, muito linas, a 280
,s cada una; pcotes do tartaruga, para marraras ,
a960rs. a parelha; eaixinliaseom pos do aliar na-
valhaa, a 200 rs. cada uma j botos de madre pero-
la, i 480 rs. a gro/.a; dilos grandes S
groza ; na
MgTOMurss, a 320 rs. o maco; cartas com uma groza
de pares de clcheles, de lodos os nmeros a 3.0
rs. cada carta ; torcidas para candie.rn, a 100 rs. a
duzia de todas as larguras ; papel almaco, a l.ooo
e->560rs. a resma; lindas de marear, azues o en-
carnadas, a 120 rs. a caixinha ; lila de velludo, para
cabello a SO isa vara o mais larga a 100 rs. ; bo-
tfies de aeo, para Calcas, filiados, a 200 rs. a groza ;
lesouras linas, com ferrugem a '.20 o 200 rs cada
urna caixas de madeira de rai/. de liuxo, 8 1.920 rs.
a duzia,; pontea de prender cabello, a 80 rs. cada
um; luvaspara meninas, a 1211 rs rada par 5 esco-
vas para lato, milito linas a 320 e 400 rs. cada urna;
lilas para cabello, a 20 rs. cada urna; ditas para
liinpsr pontos, a 80is.; ditas para h.npardenles ,
a SO rs. ; eaileiras de algibeira, a 120 rs cada urna ',
o outras muitas cousas com que so contenUrtlo os
I,,.....ezes a vista de um 1 ululo que estar patente com
os procos de todas ss azendas, tanto annunc.adas
como fura do annuncio.
.. NB botica da ra do llangel, vendem-se os re-
medios seguintes, dosquaes a experiencia tem con
nrmadoos melhoreaelfeitos: denliljco que lema
Droprodade de limpar os dentes cariados o rest.-
LJ-Hies a cor esmaltada, em muito poneos das;
0 uso do dito remedio fortifica as gengiyas e tira o
micheiroda bocea provenientenflos da carie,
Tm0 do trtaro que se une ao pesooc destes or-
en os- 0 remedio he designado pelos nmeros pri
Seiro e sogundo -. orchata purgativa mu til as
cr anease as pessoas de toda e qualquer idade ; lie
..osia le substancias vegetaes, nflo conten
remedio .ara ei.rarcalos, en. poneos das ; dito pa-
curar dores veneras antigs, a que teem rwust.do
?o traumento geralmente applicado; dito para pro-
vocHr a meiistruaeao o acceerar a ace: o do ulcre
1 de% annos muito forte; un. dito de 18 annos,
partos nalnraes en. ,,,,0 nao se nreeisa das na-
SXas scientifleas da arle; dito para resolver tu-
mores Ivmpbalicns vulgo ^"^"S
curarbouh.se cravos seceos, o n.a,>el,.a/ qu. so
eonhecealaqui; dito oximel de Ierro, multo uiu
, honUs ilgarmente cha.......I**1*^
s ;t.biliososdeManoel Lopes MK"^!.*?.*
latina contendo balsamo de .-..pah.la d.us ao
a caspa e cujo uso continuado faz reapparecer o
cbeHo pedido pillas ospcC.cas para curar as
mnorrheas ebronieas, quando a lesSo nao passa da
ureta ; igualmente um xarope, aiil.-liemorragico ,
ojinlicado nos casos em que se deilasangue pela boc-
ea (> preco de todos os remedios he mu rasoavel ,
La,l.r .. .. i;.....,'. In.i.mu vim
e os bons resultados da sua applicacHo he que devem
fazer sua apologa.
Vendem-se pedras de amolar, brancas, da me-
de S.-Fran-
A medicina vegetal universal he o resultado de 9o
annos de investigaces do celebre James Morison.
for meio destas pilulas conseguio seu.autor^.nnu- ,~.--~ ^ dQ ^ dfl s .Fr n_
nicas do aiic.So. .,: I Vende-se sal de Lisboa, fino e alvo, a 1,600 rs.
fis ss :.r^r,drr?4r.t;:do -A ~.......* -
jfoi desmentido tal titulo. I mazem n. 18.


'

j~.ja
A
Vende-se nalivraria da ra do Crespo, ti.
11, M. Tul Ciceronis titterae 3v. em bom estado;
Chefs d' matica portugueza por Salvador II. de Alhuquer-
que ; Curso da historia de pbilosophia por V. Coa-,
sin 3 v.; jogos de pistolas de cavallaria por 5.000
rs. cada um jogo.
Vende-sc um bonito pardo de 14 annos, sem vi-
cios nem achaques ; una parda de muito boa con-
ducta com principios de costura : na ra do Qtici-
mado n. 40, segundo andar.
Vende-se bretanha da largura de 10 palmos ,
muito encornada e de puro linho propria para len-
ccs,a2,800 rs. a vara : no Alcrro-da-Roa-Vista ,
n.24.
Vende-se doce de goialn de boa
qualidade feito (Ja casca da fructa, a
200 rs. a libra : na venda n 9, da ra da
Madre-de-Dos, a primeira ao entrar
pela ra da Cadeia.
opomuioa
o5a.nl .iod o sopnpnnnl> ce sepoi opsspuazsj ap o)
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Yi-rfde-sc urna loja de miiidezas sita no Ater-
ro-da-Boa-Vista n. 58 com boas Urinas ou a di-
nheiro, sendo dcsla ultima mancha preferivel, para
o que dar-se-ha o abatimonlo que for justo segun-
do a boa disposigao em <|iie se aelia o dono de re-
tira r-separa lora por molestia; pelo quo desoja
abeviar a venda da dita loja quein a pretender ili- I
rija-so com hrevidade a mesma loja, antes que elle
se arrependa etomeoulra deliberoslo.
TVa loja de Jos lanoeS llon-
Icro Braga, na.ra do Cres-
po, 11. 16, sfiiiia que vi-
ra para a ra dasGriizes,.
vcndeni-se riquissimos corlea de cambra a de seda ,
para vestido de scnliora, padres os mais lindos
que he possivel.
Vende-se, a bordo ilobiiguo i\ero, tundea-
dona praia do Collegio, sebo em rama; saccas com
colla de superior qualidade, fabricada no Rio-Cran-
de-do-Sul a prego em con la.
~ Vendein-se, na ra do Crespo loja de miude-
zas, n. 11 charutos denominados -a Fama pois
s3o os melliores i|iie teetn viudo a este mercado, pe-
lo diminuto preco de 1,60rs. a eaixa ; ditos de re-
gala muito bons, a 1,400 rs. a eaixa; ditos de
meia regala, a 1,000 rs. a eaixa. Os ornantes de
bons charutos nao devem perder esta tnongio, pois
que he o resto.
/Va ra das l.arangeiras, n. 14, segundo un- m
dar, vendem-se seto escravos, chegados do g
norte ha dous das ; os quaes vendem-se mu- i
lo em contador nao seren de ganhador.
Vende-so urna armaglo de urna venda sita
na ra da S.-Cruz em um bom lugar, e collocada
em urna casa que offerece grandes commodos para
nina familia sendo osen aluguel muito em conta :
atrs da matriz da Roa-Vista, n. 4.
Casimiras elsticas, a I#00 rs.
o covado.
Vendem-se superiores casimiras elsticas pelo
barato proco de 1,000 rs. o covado; ditas muito fi-
nas, francezas a 1,280 rs. o covado dita de su-
perior qualidade elstica, muito lina, e preta a
3,500 rs o covado: na ra do Collegio, loja n. 1.
l\a loja n. 17, do
Passeio-piiblico,
dendem-se pegas de algodiozinho, com 22 jar-
das a 1,280 rs. dito com as mesmas jardas sem
vefeito algum a 2,000 rs. a pega.
Vendem-se palteiros le bom gosto, vindos
do Porto por prego coinmodo : na ra do Qucima-
do, n. 37, loja de ourives.
Vende-se un miilatinho de 1G anuos de bo-
nita ligura eqne he ptimo para pagein : na pra-
ga da Independencia, n. 3.
--Vende-so urna grande balance propria para
qualquer estahelecimento com pesos de 2 arrobas
a meta qnarta, por prego commodo : na ruadas
Cinco-I'ontas, n. 50.
do Passcio-Pu-
de Maioel Joa-
Na !oja nova
blicoj 'K
q ii i ti i Pascoal
Ramos,
do lado direito na rua da Roda tenda de carpina ,
a Tallar com Antonio Bajilista Clemente.
Vende-se superior couro de
lustro, a 2,000, 2,500 e 3,000 rs.
a pelle borzeguins para homeni,
a 3,000 rs. ; sapatos de bezerro,
n 1,600 e 3,000 rs.; sapatos de
lustro, franceses e de Lisboa ,
para senhora ; ditos de duraque,
cordovo e marroquim francez ,
a 1,000 rs. ; e oulras nimias qua-
calcado por prego
na rua da Cadeia do
fecfe n. 35, loja do Moreira.
Vende-sc urna cscrav.i crioula, de 35 annos ,
que cose chito, cozinba bcm.engomma liso, faz
e cuja conducta se afianga a : na rua do S.-
lidndes de
eommodo :
renda
Mita
n. 52.
Cortes de pelle do diabo, a
MOOrs.
Vendom-so superiores cortes da fazenda chama-
da pello do diabo com 3 covadose meia pelo ba-
rato prego de 1,400 rs o corte .sendo da maissupe-
lioa quo temapparecido : narria do Collegio', loja
ii. 1.
!0ej0*!aY %0 S10 S>10 ]# %i0 tMaY 8
b

<07.ario
11. 2 2

i \ 4
i /
r.Vs-to
Na roa larga do ,
vendem-se naval has llnissimas para
barba manufacturadas por JOSEFH
RODGBRS& SONS, bojeos melhores
culeleiros de Inglaterra; be ni como afia-
doies de ? o ? cooros, e caixinhas com
tnassa: fifdofeilo na mesma labtica, e o
mellior |ue pode haver ueste genero
Vendem-se escravos baratos, na rua das
l.arangeiras, n. 14, segundo andar: 2
moleeoles de 18 anuos, de bonitas fi-
guras; dous pretos de 25 anuos poueo
mais ou menos ; dous ditos do 35 annos;
um pardo com oflicio de sapalciro do 22 anuos;
(este troca-se por una preta muga que nao ten lia
achaques) urna lidda uiulatinha de 15 annos de
muito boa conducta e com principios de habilida-
des ; duas pretos mogas, de nagiio ; una negrinha
de 10 anuos ; un a dita de G anuos : todos estes es-
cravos vendem se por prego com modo pois he pa-
ra liquidag.to de contas.
A setecentosrs. a
vara.
Na loja de CuimarfcsScrani & Companhia ven-
de-se brim trangado francez bstanle cncorpado
c de puro linho, pelo barato prego de 700 rs. a vara.
Esla fazenda se torna recoinniendavel pela boa qua-
lidade.
Islo he pichincha !
Doce de caj muito superior em calda a 240 rs.
a libra ; charutos do regaba, a 1,400 e 1,600 rs.
a eaixa ; manteiga franceza a 640 rs. a libra ; cha
hisson a 2,240 rs. a libra ; caf modo a 160 rs.
a libra ; na rua Dircita, n. 104.
--Vende-se um pequeo sitio na estrada da So-
ledade que vai para o Manguind, com bastantes ar-
voredos novos : a tratar na mesma estrada D> 19.
Vende-se umescravocabra de 16annos, sem
vicios: na praga da Boa-Vista, n. 6, ou na rua da
S.-Cruz, n. 74.
Vende-se cal virgem de Lisboa,
em barris do melbor que ba no merca-
do, por preco muito rasoavel : na rua
do Trapiche, n. 17.
"SUSf&t** ,,ni spada e um par de dragonas pa-
ra olllcial da guarda nacional: na rua do Cabug ,
loja de ourives 11. 9.
,. Vendem-se caixas dechhysson, de 6, 12e13
llr*s om prgoes ou a retalho ; caixas de velas
deespermactede5e6em libra : na rua da Alfan-
dega-Velha n. 36, em casa de Matheus Austm & C.
vendem-se riscados francezes de 4 palmos de lar-
gura c muito linos a 180 e 200 rs. o covado ; cbila
a 2,000 rs a peca o a 80 rs. o covado; chitas linas
Nitradas, padres modernos, a 120, 140 o 160 rs.
pecinhas ue madapolilo. a 1,500, 2,800, 3 000, 4,000
e 5,000 rs. ; bretanha de puro linho, a 800 rs. a vara;
ditas de rolo a 1,300 e 2,000 ; pecas de algodozk
nho a 1,280 e 2,000 rs. e a jarda a 110 rs.; longos
deseda,a t,40e 1,600 rs. ; suspensorios, a 100
rs. o par ; lengos de grvala a ICO e 240 rs. ; pelle
do diabo a 200 rs. ; lanzinha, a 320 rs. ; pegas de
cambraia branca a 2,500 rs.; brim trangado de co-
res e de pdro linho a 1,000 rs. ; dito branco c par-
do a 1/e 1,200 rs. a vara; e oulras militas fazendas
mais baratas do quo em outra qtialqucr parte.
, Hija ^2 P^kLv^B m^S^^S.
( Vende-se una preta de 25 anuos, de
ptima conducta o do boa figura, peri-
ta cngoinniadeira o cozinheira ; una
dita do bonita ligura de 22aunos boa
lavadeira ; nina linda uiulatiiilia de 12
annos; una preta muito forte e sadia;
um lindo moleque de 14 anuos ; 11 in
ptimo pardo com ollicio d pedreiro,
do 23 anuos c que tem muito boa con-
duela ; um dito, proprio para feitor, por
estar acostmads,c que llSo be im'io car-
reiro : na rua das l.arangeiras, n. 14, se-
gunJo andar.
i
e.

^fe%&^^'^^
Vendem-se dous fortes-pianos novos, com
boas vozes ede cxcellente obra, chegados ltima-
mente : na rua da Cruz, 11. 55.
3* KM PRIMEIRA MAO', ^^
vendem-se caixas com velas decorado Itio-de-Ja-
nciro e de Lisboa; e tambero bramidos, bogias e
tochas: na rua da Senzalla, armazcm n. 110.
Vinho de Champanha
da superior o inuitoacrcditada marca
Cmela,
vende-se no armazcm de KalUmann & Itosenmund,
na ruada Cruz, n. 10.
"fl na da Cruz, n. 5 ,
acha-se a venda o superior o muito apreciado rap
princesa grosso o meio-grosso, da fabrica deEstc-
vflo.de Gasse do Rio-de-Janeiro: seu prego be de
1,280 rs. a libra em porgos de 5 libras para cima
Admiravel navalha de ac
da China.
Tem avantagom de cortar o cabello sem ofTenga
da pelle, dcixando a cara parecendo estar na sua bri-
Ihante mocidade.
Este 800 vero exclusivamente da China, c snelle
trabalhsm dous dos melhores e mais aba Usados cu-
leleiros da nunca excedida o rica cidaJe de Pckini,
capital do imperio chim.
AUTOR SIIAW.
N. II. Me recommendado o uso destas uavalhas
maravilhosas por Indas as sociedades das sciencias
medico-cirurgicas, lano da ICuropa como d'Amenta,
Asia e frica, nao s para prevenir as mole>tias da
cutis, mas tambem como um meio COSMTICO.
I>a-se a contento, e responde-se pela sua boa qua-
lidade: pois s se venden as verdaderas, na rua larga
do Roy.ario, n. 24. *
Na loja nova do Passeio, n. Ii$,
vendem-se cassas modernas, de cores (ixas e largas,
a 240 rs. o covado ; chitas do novos padres e bous
pannos a 4,500 rs. a pega e a 120 rs. o covado ;
alm destas, ha um completo sortiment de fazen-
das de todas as qualidades : ludo por prego com-
modo.
Vende-se urna mulalinha que cose, cozinha
o engomma ; uin cabra mogo; duas PTetss. pro-
prias para o campo: na rua do Qucimado n. 33 ,
com frente para o largo do Collegio se dir qiiem
vende. ,
i Vendem-se duas pelas ptimas quitandeiras e
lavadeiras de sahSo e varrella ; um moleque crioii-
lo de 12 anuos : na rua das Cruzes n. 22, segundo
andar.
-; Vende-se, na rua do Queimado,-|oja n 30", de
Jos Joaquim montar a avallo de muito boa fazenda e feilo do
meiiior gosto possivel, por prego commodo..
vende-so um sitio ao.entrar para a Capunga
Vende-se bolachinba de agoa c sal de 20
em libra, todas ftiradinhas, e muito boas
para cha e caf; hem como do leite o ovos que
servem inesnio para doentes, por nfo terem 9
composiges oleosas ; biscoutos redondos Q
doces c a'ovos ; bolacbinhas; faltos dos mes- 0
mos: ludo feito com lodoasseio e das me- %
Ihorcs familias que ha boje no mercado: tam- 0
bem se vai fabricar bolachina de araruta : no '*
pateo de S.-Cruz, padaria n. 6, defronte da 0
igreja. %
O0\^^\%0^Sf[% #1^ 0m #i% fctr 01* strW
j*
I
Itenciio!
Vendem-se superiores chitas francezas, de vara de
largura e decores (ixas, a 280 rs. o covado; ditas
linas* escuras e decores (ixas, tendo algumas que
servem para lulo ,a 5,000 rs. a pega ; meios chales
de cassa de quadros a 440 rs.; cortes de lanzinha,
para senhora com 16 covados a 3,600 rs. ; panno
preto lino para pannos do prclas a 3.000 rs. o co-
vado; chales de la oscila muito finos, a 5,500 e
7,000 rs.; zuarte de vara de largura a 240 rs. o
covado ; cortes de cambraia lisa muito fina ecom
(i varas e meia a 5,000 rs. ; superior brim tranga-
do pardo, de puro linho a 640 e 900 rs. a vara ; di-
to amarello muito lino, a 900 e 1,000 rs. ; dito
trancado de linho branco, muito superior a 1,000,
1,280 e 1,600 rs.a vara; chadrezes do linho para
jaqueta a 400 rs. o covado ; riscadinlios trangados,
a 240 rs. o covado ; hamburgo do linho, a 260 rs. a
vara ; metas para senhora a 240 rs. o par ; o oulras
muilas fazendas por barato prego ; na rua do Col-
wjfio, lojan. 1.
PAIRICA
NACIONAL
ISPER1.U
DE KAPE FINO
^m. j*w eT^kv:
A grande extraego que tem tido este rap, depois
que foi exposto a venda heprova incontestavel do
bom acolhiniento que tem merecido. O nico de-
posito he na rua' do Trapiche n. 34 c a retalho
vende-senas lujas dosSrs J.J.de Carvalho Moraes,
A. F. Pinto & Irmflo A. I. Vaz de Carvalho Cu-
nta & Amorim Pontest Sampaio na rua da Ca-
deia do Rccife ; A. I), de Olivcira Reg, na rua da
Madre-de-Debs j Campos & Almeida, na rua do
Queimado; T. A. l'onseca, Um bel i no Maximin,
do Carvalho, na rua do Cabug ; C. C. Breckemfeldo
praga da Independencia ; Caelano L. Kerreira Tho-
maz I'. M. Kstima e Antonio Poreira da Costa c
(ama Aterro-da-lloa-Visla.
REFRESCOS.
Xaropc de groselbe feito do verdadeiro summo,
viudo de Franca a 1000 rs. a garrafa ; dito de flo-
res de larangeira ,a 1,000 rs. a garrafa ; dito feito da
verdadeira resina de angico, que he muito conheci-
iloe approvado por as pessoas que padecem do pci-
lo, porj Icr feilo ptimos beneficios, n 1,000 rs. a
garrafa; ditos do maracuja, tamarindos, lirr.loola-
ranja, a 500 rs. a garrafa : no Aterro-da-lloa-Visla,
labrica de Jicorcs, n 17.
Vende-s ierro da!Soccia ; folha de Flandres ;
cobre para Torro de navio ; dito para calikireiro em
porgos grandes e pequeas : na rua dc'Apollo ar-
mazn n. 6.
= Vendem-se iiiorndasde Trro para ragenlios Uc ns-
iiicar, liara vapor, agua c bpstas, de diversos tatnanlios,
por preco commodo ; c igualmente taixas de ferr coado
e hatido, de todos ol t.imanhos: apraja do Corpo-San
lo, ii. II, em casa de Me. Calmont & Companhia. on m
ruado Apollo, armazeiii, n. 6.
Na rua da ^enzalla-Novn
Vendem-sechapeos finos de castor, porsoon
rs. : na rua da Alfandega-Velhn, n. 5.
Btalas i tibiezas,
as mais superiores e novas qe existom no morca-
do, a 2,000 rs. cada urna arroba: no trmazem do
Bregues.
Vende-se urna negrinha de 13 annos, que cose
chito efaz renda ; uin molecotede 15 annos: dous
inulatinhosdeliannos ; 6 escravas mogas do bo-
nitas figuras ; 2 escravos de 35 annos : na rua Dire"
ta, n. 3.
Vendem-se muito bem feitos vasos para llores
jarras; pias para preservar as formigas; pequeos
cacos para vender flores ; e outras muitas obras : lu-
do muito bem feito e mais barato do que as loi,n
de lougadesta cidade : bem como tambem se vende
umaporgflode botijas proprias para azeite, ou ou-
tra qualquer cousa : na rua da Florentina, n. 16.
Vende-so urna lindo negrinha de 11 annos, om
principios de costura ; um mulalinho do 10 a lan-
nos de elegante figura ; 2 pretas para todo o servi-
go; urna dita perfeita cozinheira : no pateo da Ma-
triz de S.-Antonio n. 4, se dir quem vende.
Vendem-se no armazem do Braguez muito
boas batatas inglczas, pelo prego de 2,000 rs. a
arroba.
Vende-se um casal de pombos maridas, mui-
to grandes c bonitos-, por proco muito commodo-
na rua da Florentina, n. 16.
--Vendem-se pipas com arcos de ferro proprias
para agoada do embarcagao : na rua Imperial, so-
brado n. 39.
Vendem-se portadas completas com vergas e
soleiras de podra de Lisboa para cocheira ;lagos
de pedra marmore : na rua da Aurora, n. 26, cscrip-
toriodoF. A. do Oliveira.
Livro medico. '
Cliegoii o
do medico pralico publicado recentementeem Pa-
rs pelos doutores More e Mai lins comprebenden-
do a Hierapeulica especial ; a pharmaeculica, o a
pharmacologia 1 v. de mais de 600 paginas. Nada
diremos sobre o mrito e prestimo deste livro me-
dico, d qual difficilmchte pode conseguir-se em
Parisos poucos exemplarcs que estilo venda na
livraria da esquina do Collegio. F.spcra-se todava
queosSrs. facultativos c pharniaeeulicos para cu-
jo uso elle foi particularmente destinado ( sem ex
cluslo, poim.de outras pessoas) acharflo ne|lc urna
acqnisigflo preciosa.
Vende-se ptimo papel de peso o almaco; la-
cre muito fino para cartas; caivetes do urna eduas
fullias; cscovas para cabello; ditas para roupa; mui-
to finas; ditas para denles; ditas para pedias; facas
e garlos com cabo de osso pulido, que nenhuma diT-
ferenga fazeni das de marlim; caixinhas de phnspho-
ros, da melbor qualidade, a40is. e aSOra.; suspen-
sorios para houieiis e para meninos, de diversas qua-
lidades; ptimas navalhas para barba, que minios
livm proferido as do ago da China; e outras muitas
miadozaa a procos muito baratos: na rua larga i/f
Rozario, n 20, quasiaopda polica.
Vendem-se saccas com arroz-de casca de su-
pcrrorqualidado ; fumo em rolo, da Rabia, por pre-
go commodo : no armazom do Bacelar junto ao ar-
co da Conccigilo ou a fallar com Jos Antonio de
Magalhites Rusto.
Vende-se um fardamentode cavallaria da guar-
da nacional, tanto ordinario como de grande gala; c
todos os pertcnces paracavallona : rua das Flores,
n. 17.
Escravos Fgidos.
iza
(padaria) venderh-;&e jneos de
qualidade, em porcao e a retalho
menos do que em ontra qualquer
Companhia, ou na
3o ,
superior
, e por
parte
Vendem-se superiores chapeos de
-A^.castor, pretos ebrancos, por pretJ
muito barato : na rua do Crespo, loja n,
12, de Jos Joaquin Ja Silva Maia
Vendem-se btalas muito boas e novas, a 1,600
rs. a arroba : no armazem do Bacelar, defronlo da
escudinha.
Vende-se potassa russiana por niulocommo-
ilo prego; umo porgHo de vinho de Bordeaux em
caixas : na na da Cruz, armazem n. 5 ,de Jos Joa-
qun! de Oliveira
Fugio de bordo do patacho Vecano um escravo
de nome Roque, do San-fhom estatura tiaixa,
rosto redondo c sem barba, com feridas as pernas,
vestido com camisa o caiga azul e bailete inglez.
Este escravo porlenee a Joo Jos Pcrcira de Azcira,
do Ro-de-Janeiro. Quem oapprehender, qu'iira le-
va-lo rua da Cruz n 66, rasa de Caudillo Agosti-
nbo de Barros, por quem ser recompensado.
Fugio, no da 13 do crranle o pardo Manoel ,
de 30 anuos cor clara e maccleiita cabellos cas-
tanhos e crespos ps e mios um tanto grandes;
tem falta de denles na frente c alguns podres, sem
barba _. ou muito pnuca queixo um lano compri-
do falla um poueo descansada ; tem una pequea
cicatriz no canto de um dosolhos; hecheio docorpo
e serrador, Irabalha de mestrede assucare enten-
ded rnrpina. Este pardo intitula-sc forro e como
tal Calvez oblivesse passaporte ou matricula em al-
gumacmbaroagTo ; onda bem vestido; ha presump-
gilo de ter embarcado para o sul ou norte; levou
um bab com toda a roupa quo linha sua. Repare-
so para a bocea que he um tanto para dentro, e guan-
do sorrir faz pregas parecendo mais velho. Roga-sc
es autoridades policiaca e pessoas do povo que o
apprehendam c leveni a rua do Collegio loja II. 1,
que os ltimos scro bem recompensados..
Fugio a preta l.uiza, crioula, estatura baixa, cor-
po delgado, um poueo dentuga, queas vezes em bri-
aga-so. e tem 30 lautos annos. Est ausente ha um
moz da freguezia de Ipojuca do cngeulio que se es-
ta levantando denominado Japaiaudiiba. I'aga-so
bem a quem a levar ao referido engenho, ou.no sitio
do Jos Comes dos Sanios Pereira de Bastos, naes-
tradaiio Joo-de-llarros.
Fugio, do engenhoMaraiihfo, no dia 25 de ju-
Iho docorrenle anuo um preto crioulo de nomo
Bartholomcu condecido por Berlo : he carreiro,
de estatura alia, barbado, com falta de dous ou tres
denles ; lerh uns catombos do carne bastante cresci-
dos nos peitos e costas; toni era vos e Tachaduras nos
ps, e signa! de chicote, por j tur sido aurfado;
hem como marca de caustico em urna banda : levou
furtado um cavallo melado, com cajiga I ha ; julga-
se ter fgido para o serillo. Itoga-so&s autoridades
policiaes capililos do campo oa outras quaosquer
(cssoas.que o prendan) e levein ao dito engenho Ma-
ranh.'.o na freguezia do Ipojuca a "Seu sonhor, Joito
de Souza Le1o oti tiesta praga, na rua do Apollo ,
ti. 23, a Rodrigo da Costa Carvalho que generosa-
mente recQmpoii.ar.
w
jPI'.ltv.: NA TV. DEM. K.Hi: FAKIA. 1^47'J


Full Text
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