Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08519


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Full Text
Amo de 18*?.
Quinta-feira 19
ni min i.ul>lic-e todos os das, que nlo
O PMy ,i, o preco da asintuni he forem1'6 ""' ,rie|, p/"f adiantadot. Osan-
^}nno l.\,(" *P". n,nu tjo inseridos rnslio de
nuncios dos ^0 r_ ^ ,y|)0 diflerente, e as
}.) ts. l'."r'"','''inc[ade. Of que nao forem asiR-
lpe'1?*4 I -'o m porlinha, e 10o em lypo
1IASES D* LUA N0 MEZl DE A(iSTO-
3 II hora e 40 min. da minina,
Di;noanWi ^ ^ |0 hor(lt ? T mjn j, m,n|,ga
j,ua "0"' ^'sS liorna" e Umin. da manuSa
Cruce"!'' ,' s horas e 48 min. daminha.
Luche a ,
PARTID \ DOS CORRElOS.
(oianna r Parahvha, s segunda e sextas feiras.
Rio-Grande-dn-Norte quintas lenas ao meio- Cabo, Serinhem, llio-Kormoo, Poito-Calvo e
IMacetd. no I .*, a 11 a 11 de cada mez.
(>ara;ihuns e Bonito, a 10 e 21.-
Roa-Vista e Plores, a 13 e 58.
Victoria, ,-is quintas feiras.
Ulinda, todos os dias.
PRAMA DK HOJE.
Primeira, s 11 ho-is 42 minutos da mauha.
Segunda, s 12 horas e 6 minutos da tarde.
le Agosto.
Anno XXIV.
N. 185.
DIAS DA SEMANA.
IG Secunda, i. Roque. Aud. dj J. dos o.
iih5osdoJ.doc. da Iv.edoJ. U.
17 Terra. S. Mamede. A mi. do J do civ. da
I. v. edo I. de paz do 2. clist. de t.
18 Quarta. S. Floro. Aud. do '. do Civ.
Jv edo J. de pazdo2dist. IU Quinta. S. I.ui. Aud. do J. de orpli. a
doJ. municipal da I. vara.
20 Sella. S. lleruardo. And do l> do civ. di
I v. e do .1. de pa do I dist. de I.
21 Sahbado. S. UnibeimdeLovolla. Aud. doJ
do civ.da I. v. e do i de paz do 1 dist. de t
22 Domingo. SJoaquim Pai de iossa Seulioar.
CAMBIOS NO DA IR DE AGOSTO.
Cambio sobr.- landres a 27 d. p. 14 r. a da.
Pars S5 t. por franco.
. Lisboa Ida a i |f. de premio.
Dcsc. de icltra.- de boas (rias de >/, a I % o mez
)uro-O,ics hesp.nhola.....28jnm> a i8*S00
Modasde<.0OMlli. I?200 a lJ*
a dcC40i>nov.. 16*100 a
.. de 4>000..... 8#i00
Prala Palaccs.......... J940
u Pesos columuares... IftioO
Ditos mejicanos... i|f78il
Miuda............. IJ9I0 a
|C|M
nyjiio
iKeo
|f'J40
i sano
||920
Accoesdacomp.do Deberme de >0j000rj.o par
DIARIO DE F
PASTE OFFICUL__
Goverfio da provincia.
EXPEDIENTE DO DA 5 DO CBRENTE.
OfTioio. Aocommandanlo ras armas, scentifi-
enndo-o de haver sido cncaininhado secrularia do
pitado dos negocios da guerra o oflicio cm que S S.
Iratava do mo estado ila sa'do do soldado do 2.
hatalh&o de arlilharia a p, Antonio Miguel dos
Dito.Ao juiz relator da junta de Justina, trans-
ntittindo o processodo soldado Francisco Antonio de
(llivera. *
"Jto. Ao commandantc superior interino da
i urda nacional do municipio do Brejo, declarando
que dcixa de mandar pagar o que S. me. diz dever-se
ao corneta Simplicio Gomes Pe re ira : 1.", por nada
constar a respeito de semellinnte divida ; o.', por
pertencer olla a excrcicios lindos.
D10 Do secretario da provincia ao thnsoureiro
da Interia do Guadelupe, significando que a presi-
dencia approvra o novo plano da mesma lotera.
DEM DO DA 6.
Olllcios. Aos Exms. presidentes do Cear e Rio*
(irandc-do-Norte, devolvendo a cada um dous pro-
cessos itilgados pela junta de justica. Tainbem se
devolvern! sete processos ao vice-prosulenle da pro-
vincia das Alagas.
Rito. Aocommandanlo das armas, recommen-
dando fizesse por a disposicao do chefe de polica o
I recruta Francisco Jorge Ferrcira que pela junta de
I -.i. ir lora julgado incapaz do servieo do exorcito.
I Participou-se ao chefe de polica.
I Dito. Ao mesmo cominandante dos armas, dc-
Irlarando pode fazer conduzir para bordo do vapor
San-Sebaliiio seis remitas e dous desertores, que
llcem de seguir para o llio-do-Janeiro ; e bem assim
loscaixca de fardamento que so destmam para as
I provincias da Babia e Alagas. Olliciou-se a res-
peito ao agente da eoinpanhia das barcas de vapor.
Dito. Ao inspector Uo arsenal de mantillo, or-
Jdcnando a passagem de quatro recrutas para bordo
Ida barca de guerra Berenicc. .
\ Dito. Ao administrador das obras publicas, ui-
Izcndo que a planta e orcamento da casa da cmara
Ido Agoa-Prela deve ser organisadu com atlcncno a
Iquc essa casa lamben! ha deservir para assessoes
Idojurv. ... i
Dito. Ao agonte da coinpanlua das barcas de va-
f por, determinandp demorasse i sabida do vapor an-
\Sebasliiio para o da 10 dcste mez.
Dito. Ao mesmo, ordenando que, no suprareie-
rido vapor, fizesse transportar para a Babia ao guar-
da-niariulia Luiz da Costa Fernandes, como um dos
1 passageros de estado. I'arlicipou-so ao inspector
doarsenal de marinba.
DEM DO DA 7.
Oflicio. Ao Exm. presidente nomeado para a
provincia das Alagas, declarando, que, com o lim
desatisfazersuarequisicilo, ordenara fosan espa-
cada para o dia 10 do correle a sabida do vapor San-
Sebaiio. ,
Dito. Ao presidente do relacflo, cxigindo o sen
parecer acerca do urna pretentio de Francisco Anto-
nio Rabollo de Carvalho.
Bil. Ao juiz relator da junta de juslirn, trans-
miltindo os processos de Manocl Joaquim Poreira o
Manoel Joaquim de Oliveira.
Dito. Ao inspector do arsenal do marinha, atito-
risando-o a pagar a passagem do gtiarda-marinlia
Luiz da Costa Fernandos, que tinha de seguir para a
Babia no vapor San-Scbatlio.
Dito. Ao commandanto do brigue-cscuna de
guerra leopoldina, prevenindo-o de terem de lhe ser
devolvidos dous dos recrutas quo mandara para bor-
do da barca llerenice.
DEM DO DIA 9.
Oflicio. Aocommandante das armas, devolven-
do. julgados pela junta dejUStica, osdez processos
que S.S. remetiera para serem submettidos aoco-
nnecimento da mosma junta.
Dito. Ao inspector da thesonraria das rendas
provinciaes, ordenando que entregue pessoa auto-
risada peb cmara municipal do Cabo a quantia quo
se aclia destinada para compra de trastes e outros
objeelosque forem necossanos casa das sesscs da
inesma cmara. Participou-se cmara munici-
pal do Cabo.
Dito. Ao administrador das obras publicas, sig-
nificando que, deconformidadecom a sua inlorina-
Qilo ecom a da thesouraria das rendas provinciaes,
entende que o arrematante do primeiro [anco la es-
trada do Pao -do-Alho, Joo Francisco do llego Haya,
nilo tem direito i intleinnisacno que reqtiercu.
Dito. Ao agonte da eonipauhia das barcas de
vapor, rccomniendando fizesse transportar para a
Babia a Pedro Antonio da Silva, desertor do 4.' ba-
lalbfio de arlilharia a pe. Participou-sc ao com-
muudantedas armas.
PfRNASVlB^CO.
JUKYDO ftEClFE.
5.' SESSAO DA TEHCFIB V ORDINARIA EM 9 DE
AGOSTO DE 1847.
PRESIDENCIA 1)0 Sn. FF.BREIR COMES.
(Continuaco do numen 183.J
O Sr. Borges da Fontecn : Sen boros jurados,
compareco hoje ante vos como r0 mas, ceilainen-
te, os meus inimigos, por favor da Divina Providen-
cia, nunca, cniquanto u vida tiver, me hilo detrazer
ante oslribunaes do meu paiz, por lailrilo, por as-
sassino, ou por perturbador do soreg das lamillas :
tenho sido trazido militas vezes aos tribunaes do meu
paiz, ecomnromellido na minha Mguraneaipessoal
desdo 18^5, mas suientc por effeito de minhas opi-
niOes polticas j somonte porque nao creio, e nao
posso erar nesla actualidado, porque en nfflo creio,
nem posso crer na verdado dos principios da vollia
sociodado para reger, nnsecnlo presento, a nova so-
ciodade; para reger, sonhores, na tena americana.
He por ser republicano que eslou aqu ante vos, por
ser islo boje um crme, eum ciime atroz, pelo que
ou vejo, para os nossos asiticos; pois que tima nii-
vem pesa.la correu do Oriento do lia seto seculos por
sobre nos, e vcio obscurecer nosso horizonte ha pini-
co tfio limpo c trio esperanzoso. Sim, senhores, co-
mo, apezardessa nuvem que os ares tumnee, e que so-
bre nossim caberas appartce, eu ilesejo ver raiar sobre
o desdi loso Brasil a aurora da liberdade, sou crimi-
noso, e trazido ante vos para me julgai'des. .Mas nao
he possivel, que, tendo diante do vossos olhoa Heos
BJlll
Rl
l
MEMOKIAS Uli UM MEDICO. (*)
i-on aiejfanorc j^umaf
SEGUNDA PARTE.
>9Q3 3 A i 3 A ib o
CAPITULO XXI.
A VISITA.
N.1o secnganr Lorenza. Urna carruagem, que en-
Irra pela barreira Saint-Donis, o seguir em todo o
comprmanlo o arrabaldc do mesmo nome, voltara
no cnloda ultima casa, c percorna o bou/evard.
Nessa carruagem achuva-se, como o dissera a vi-
dente, Luiz do Roban, bispo de Strasburgo, que por
impaciente ia procurar, antes do prazofixado, ofei-
ticeiro noscuaulro. _.t.ll.
Ococheiro, a quem asmuitas aventuras galantes
do bello prelado aguerrir contra a obscundade, bar-
rancos e pericos de certas ras myslenosas, n3o he-
sitou um s momento quando depois de perpasaar os
louletard, Saint-Denis e Saint-Mart.n, anda .Ilumi-
nados o com gente, leve de entrar no deserto e escu-
ro bouleiard da Bastilha.
A carruagem parou na esquina da ra Sa.nl-Clau-
de no bouletard"nu-amo, o conforme as ordens do do-
no', foi-sc sconder sob as arvores, a v.nle passos
llalli.
(*) Vide Diario n. 183.
""i
o a le, como ha pouco acabastes de jurar, perjuris
para condemnar-me. So entretanto bouver ontre vos
alguna a quem o Nasamw touha por algum motivo
ou rasao causado desgostos e oflcitdido, o poderem
UIH rasos particulares, e demasiadamente subal-
ternas, mala do que a vossa consciencia, do quo a
saulidaile do juramento, eslou resignado, c nem por
ssohei de deixar os principios que adopici, oque
desde a infancia tonho seguido.
Senhores jurados, trata-se hoje una causa pura-
mente social- ou BOU arrestado pela accusac.ao pu-
blica a entrar em pormenores que eu desojara quo
nao fossoni lia/idos aqu; porque esta questao so se
devia ciflgir a don lacios, seoA'oioreno tem ultra-
jado ao Sr. I). Podro II, o se o Nazareno tem provoca-
do directamente os povos a rebellian para segregar O
norte da communhao biasileia. Ora, se a tceusacao
aecifrasse s aislo entilo, bem; essebicho de mil
esbecas se acabara, porque cu loria ante, vos esse
artigo do \aiareno, o depois vos entregara estj pro-
cesso, e vos diria:-IJe ulgar, que tranquillo ros es-
pero-; porque em tal artigonBose pode de maneira
alguma descobrir, nem injuria ao monarcha, nem
provocac,ao directa para :oinper-sc a unidadedo im-
perio. Mas o Sr. promotor publico, na sua aecusa-
OdO, vendo que eu estova na pcior coii.lic.ao que po-
de dar-se, na do reo, portou-se de urna maneira Ulo
indigna de S. S., qiianto aero para mim, indigna
de.....S. S. ; porquanto eu, que tenho como advo-
gadocuniprido com os deveres do meu cargo, e te-
nho pleiteado com s.s. poralgumas vezes, nunca
sahi lora dos limites da deconcia e da urbanidade.
Mas eu nao posso di/.er nada, porque sou roo, e por-
que, romo rallo de mim mesmo, posso estar Ido
chelo de amor proprio, que passe adizeroquo nao
deveria, o que nSo quererla: deixo aos meus ami-
gos que me di'lcndem o que me lie pessoal.
Entrando na materia, o nobre promotor ha de per-
millr, para niellior arranjo da defesa, que cu invor-
ta a accnsacSo, nao porque eutonda quo o mothoilo
della csteja errado, poreni porque assim me he mais
fcil.
O nobre promotor, senhores, na sua aecusacao me
apresontou a vossos olhos l8o disforme elao hedi-
ondo, que eu mesmo tremi de mim : elle apresen-
tou-me como um reprobo, como um monstro, e ger
man de toda a Immoralidade: ou ainda tremo, se
nhoros, e liorroriso-mc com tal ideia, porque na rea
lidadeser UTo inmoral quanto o diz ajustioa nubil-
ca, he bastante para me eu contristar, c desconfiar de
mim mesmo.
Eu, senhores, diz ajustioa publica, corromp a lio-
mons inexperientcs para doscarregar sobre ellos nina
responsabilidade quo ora minha! ...... Tomada essa
proposicfiO, nada posso dizer a respeito della. I as-
semos ao processo.
Senhores jurados, ou me ach.va, durante o mez do
selenibrode 1846, laooccupado, que nao poda .lar
allencao redaccflodo Natareno; he isto una verda-
de, be um fado que todos vos sabis: o leudo de .sa-
bir para a villa do Cabo, para tratar de um inventa-
rio, procurei urna pessoa que tomasse sobre si a ad-
ministracffoda ollcina, e pela redacQSo do jornal
respondesse; e que iz, deixando cuno impressor do
jornal e editor a Manoel Silvestre Pimental: mas o-
lo, nao sei porque rasos.... por suas molestias tal-
vez, ou oiiilm, Senhores, pelo que querque losse; p.n-
queeu me naojulgoautorisado, como a jusilla pu-
blica, para avahar as inlcuc/ics albeias, o para ir la
dentro "no coracflo dos homens arrancar-Ibes as suas
intenies; uo quiz mais sor o responsavol do jor-
nal e disso que eslava docnte. Abandonada assim a
Entilo o cardial de Bollan, cm hbitos seculares,
seguio ligeiro a. ra e Coi bater tros vezes porta dos
pacos quo havia fcilmente leconbecido pela des-
cripcao quo delles lhe lzera o conde de Fumix.
Os passos de l'ritz rosoaram no pateo, a porla
abro-se.
Nflo he aqu quo mora osenhor conde de Imo-
nlx? perguntou o prncipe.
Sim, meu senhor, respondou Frilz.
Esl em casa ?
Sim, meu senhor.
Pois bem, v annunciar-me.
Sua Eminencia, o senhor cardial de Rchan, nao
he isto, meu senhor i'
Ficou o prncipe attonilo. Olhou para si e em der-
redor do Si, a ver se alguma cousa do sou vestuario,
ou qualquer objecto que o ladeasse, poderia ter re-
velado a sua qualidade. Mas eslava so, e vestido de
secular. ,
__Como sabe vosse o meu nome:1 pcrgunlou
le.
Meu amo acaba de me dizer, nesle mesmo ins-
tante, que esperava S. Eminencia.
Sim, poim amanlula, depois d amanhaa i
Nflo, senhor, esta noite.
Seu amo dissc-lbc que me esperava esta noiicr
Sim, meu senhor.
Bem, annuncio-me enUlo, disso o cardial met-
iendo na nulo de Fritz dous luizes d'otiro.
EnUlo, disse Fritz, tomo V. Eminencia o m-
commodo de me seguir.
0 cardial fez um movimento com a cabera dando
entender que consenta.
Caminhou Fritz com ligeiro passo para a porla da
antecmara, allumiada por um candelabro de bronze
dourado, do doze velas.
Acompanhava-o o cardial sorpreso e pensativo.
Amigo, disse elle parando a porta da sala, aqu
ha sem duvda algum engao, e neste caso nao qui-
zcra ncommodar o conde, lio mpossivcl que me el-
le espere, pois ignora que eu devesse yir hoje.
Tenho a honra de fallar a S. Eminencia, o se-
nhor cardial de Roban, bispo do Straburgoi' pcrgun-
lou Fritz.
Sim, amigo.
-- Entilo lio a V. Eminencia mesmo que o senhor
conde espera.
E accendendo sueeessivamente as velas tle ouiros
dous candelabros, nelinou-sc, e sabio.
Cinco minutos decorreram, durante os quaes o
cardial, abalado extraordinariamente, exominou a
elegante mobila do salSo, e os oito quadros de mes-
tres suspensos as paredes.
Abrio-se a porta, o o condo de Fienix appareccu no
'"'^"l'toa noite, Emineutssimo senhor, disse elle
smplesmento. ,.....
Disseram-mc que me esperava, exclamou o
cardial sem responder a essa saudnc/io, que me es-
perava esta noite. He impossivel.
_ uera V. Eminencia perdoar, mas cu o espera-
va. rcaTpondeu o conde. Duvda talvez das minhas
pnlavras, aover a indigna reccpcHo que Ihefacor
nasehegado de poneos dias a Pars, apenas eslou
nstallado. Tenha V. Eminencia a bondade de des-
CU^80 senhor conde mo.esperava E quem o preve-
no da minha visita?
__V. Eminencia mesmo.
~ NacTparou'v. Emnoncia a sua carruagem na
barreira Saint-Denis?
Z Ntoech2ou o lacio, que tai fallar aV Emi-
nenca portinhola do coche ^
He verdade.
tvpographia, sem ler quem dtopuia*sc; digo, sem
ter quem obstasse a que se iiripremisse rosse que
losse. que lhe apresonlasse i|ualqucr pessoa; leuuo
de ir cu para fura, o nao podondo assim obstar e que
em urna redacclo, que eslava franca, so commottes-
aem abusos, t ve de procurar um impressor que io-
masse sobro si a responsabilidade do NasanM) en-
tilo pedi a meus amigos quo vissem um individuo que
quizesse tomar sobre si osseempenho; depois de ai-
guns dias se apresontou em minha casa o Sr I curo
Alexandrino Alvos, dizendo-me que tmham-inea -
lado alguna dos meus amigos dos Afogados, paraet-
e tomar sobre si a responsabilidade da typognvphia
nasarena, e que eslava prompto para isso. Eu nao
conhecia osle homem. ______
Perguntei-lhe ondomorava: respondeu-me quo
morava mesmo nos Afogados.
Perguntei-lhe que oflicio tinha: dissc-me que
eraalfaiate. Trabalha pelo seu oflicio:' nergun ei-
lhc entilo, eolio me disse: Sim, senhor lie casado:
Sim, senhor. Mas ello vnba mal vestido, o cu ollian-
do par* elle vi que era um recado que me (razia, o
lhe disse: a Vosse heolli.-ial de oflicio, o como anda
to mal vestido ? lie porque mo me appareeem o-
bras para fazer, eu son pobre, o tenho familia a sus-
tentar, respondeu-me elle. Esta bem, va vosse a
quem o mandn ca, o dig.i-lbo que me escrova a seu
respeito, quo eu a vista disso tralare com vosst.
Sim, senhor; mas lhe peco que nao trato romou-
tro antes do auehogar; me disse elle. Va descansa-
do, retorqui eu. Elle sabio, e velo com a resposta; eu
entilo lhe disse: Voss, homem, be um miseravcl, o
nao sabe 8 responsabilidade que vai tomar sonro
sous hombros; o veja bem que desdo odia om que o
sou nomo apparocer no jornal, as portas da cadeJaM
abrem para vosse. Tenho ludo pensado eslou
promplo, quem precisa niloolba para estas COUSaS,
disseello; mas, apparecendo assim rasgado na ra
sendo impressor do Nazareno, nao he bom; se me po-
desso adiintar alguma cousa para comprar urnas iou-
pas quo preciso, ora favor. Sim, senhor, lhe dis-
M v'!s, senhores, sabis quaes os meus meiosi, dei-
Ihc o que pude, ello.se rolirou dizendo-mc que y l-
tava no oulro da, como de laclo appareceu para
. tratar do seu engajamento Eu enlo he >**"
" i:lo bouver prisao, vohsi^ veuco mensalmente tanto,
" se bouver, tanto e o tratamento da sua lamilla.
Pergunlou-mo elle: O que Vine me den hontem
entra por conta dos meus ordenados ? Nao, senhor,
Ihorespondi. Eolio, muto sat.sfe.lo re irou-so: o
assim proseguioaredaccao do Nazareno tranquilla-
monto.
(lando eu vim da villa do Cabo pelas ferias do Na-
tal disseram-mc cm casa, que tinha sido procurado
por diversas vetes oSr. Pedro Alexandrino. Daln a
l-uiisdiasapparece-mc um ollicialde justica cha-
mado Alhinu, a perguntar-meonde morava Pedro a-
lexondrino Alvos. I.u disse-lhe que mo sabia dclle,
nue a polica pelos seus arrolamenlos he que devia
sab-lo. Depoisappareco-me tambem o administra-
dor da tvpographia a porgunlar-nie a mesma cousa,
ou dei-lie a mesma resposta: o como estivcsse a par-
tir para a Pa rali i ha para defender la a um amigo meu
que na.) eslava em eircumstaneas de pagar a advo-
ado ngrii. Na minha ausencia, se fez um processo,
dizendo-se que n;lo se sabia onde morava esse ho-
mem, o loi o processo feito como vou mostrar-vos,
sondo pronunciado esse Podro Alexandrino A ves. A-
ponas regresso, sou informado do quo elle eslava 00-
cultosecheguei.naoseiseem marco, se em abril,
oinlimnao-sei quando, por que nimba roniinisceii-
Eslava aqu. -n
O senhor condo vio-mo, c ouvio-me daqui i
Sim, Senhor.
Essa he bonita !
_ V. Eminencia nao se lembra de que sou reiti-
_Ah' he verdade, no me lembrava Senhor.....
como devo ou chama-Jo ? Senhor bar:lo Balsamo, ou
senhor conde de l'.enix? _,-
Em minha casa, Einiuentissimo senhor, nao te-
nho nome : chamo-ine o MESTRE.
Sim, be o ttulo hermtico. Com que entao,
mestro, o senhor esperava-me ?
Nilo ha duvda.
__Eaquocou o seu laboratorio?
O inoii laboratorio est sempre quente.
E o senhor pormitle-me que la entro .
_ Teroi a honra de la.condu/.ir a V Eminencia.
E eu o seguir!, mas sob una cndilo.
Z 8" queeme ha do prome.lor do mo nflj. por pejt-
soalmenta emrelaeBo con. o diabo. Tenho mu.to
medO de S. Magest'.de l.ucilerina.
Oh! Eminentsimo senhor.
N3o lhe disse
pelo ari abalde c bouletard Saint-Denw, palavras que
elle repeli ao bolieiro?
_- Assim he. Mas entao o senhor conde vio-me,
e ouvio-mo?
V-o, Eminentissimo senhor, e ouvi-o.
Estavaalli entao?
NSo, senhor, nao eslava la.
E onde eslava ?
Dl de ordnaTio "climam para tumjfditbo
miSRram es velbaoos guardas-francezes ref6%iados,
"""n1' .......:^. <.n.wiiimn:ii os. me
^ r o^ na con^ummados, que par. r
nre "nt em ao natural o papel do Satanaz massam
aP gente con, piparoles c pescoc,es depois de apaga-
"c o meus diabos, Eminentissimo senhor, dis-
se Balsamo rindo, nunca se esquecem dequetcema
honra do tratar com principes, e se recordam sempre
do dito dcM. de Conde que prometteu a um delles
obrgado a sabir dall
Bem, disse o cardial, sso me encanta; passe-
moa ao laboratorio.
Quer V. Eminencia lomar o incommouo ue
acompanhar-me?
Vamos. ,
{Conttnuar-st-ha).
MUTILADO
i "A


2
ca. quantoa pocas, hemuito iraca; e poucos diasdc-
pois de rhegar dizem-me que o tal homem se achava
preso: i Fulano preso .'digo en; nilo he possivel, por-
que entilo elle me toria communieado. Mas, nilo
obstante sso, fui eadeia nerguntar por elle: nilo fui
em segredo, senhores, o all mesmo nilo Ihe fallei em
segredo; fui para a sala do oarcereiro e mandei-o
chamar; respondeu que me nflo conheoia. Kstava o
Sr. juiz municipal supplcnte da primeira vara, Joa-
quim Luiz de Moli Carioca, mito procurador do tal
Alves, porque, dizia elle, era seu prente; saliendo
so entilo que esseAlves era solirinho de sua senhora,
ou cousa que o valha.
K porque, senhores, o Sr. Carioca, assignante do
Nazareno desde selembro al marco, lendo os Na-
zarenos, nflo conheceu que esse Alves era sobrinho
de sua senhora ha mais temno, e moran Jo nos Afo-
gnilos nflo conhecia csso prente, que murria a fnmo
tflo perto delle ? e s veio ronhccc-lo depois da pu-
blcacflo deste numero do Nazereno em quesillo ? I
Vede, senhores, do que se elle compoe.4 presiden-
cia de Pernambuen Temtica do Sr. Oxal Um (al l)r. Feitosa, etc. etc. etc.
e pois, rasfiu suflieieiitc havia para agora o Sr. Ca-
rioca conhecer o impressor
to apresentei responsabilidade de um editor nos ter-
mos da lei, que he Francisco Antonio Xavier: mas
nada so quer, porque a questflo he smente com
Antonio Borges da Fonseca. Inda, senhores, estou
maia garantido i eis-aqui a responsabilidade legal
do autor do artigo denunciado ; mas nem inda este
(leve servir nilo obstante toda sua idoneidades be
elle o Sr. Beroaldo Soares dos Iteis, a quem a poli-
ca acaba do comprar a lypographia nazareza. O nos-
so cdigo criminal he tilo providente, que, senho-
res.responsabilisou no$ 4. do artigo7.a o vendedor,
o distribuidor; e assim em caso nenhum fica o abu-
so da liberdade de communicar o pansa ment por
meio da imprensa sem um responsavel. Se o im-
pressor nflo he urna entidade distincta do proprieta-
rio do prelo, se o proprietario tom de participar
cmara o estabeleciment da olcina, quando ter
lugar a declaracode um falso impressor? So nilo
he cousa distincta, porque o pronrielario do Ditrio-
Novo l fecha scus impressos com o nome de Cami-
nha como impressor *
nitores, o ministerio publico argumenta, que,
'sim como cu enlendo,poda npresentar um tereci-
ro para impressor, e que esse terceiro poda ser um
condemnado, para livrar-me assim eilludir aaleis.
responsavel de um jor-
nal que publica artigo* taes. Nflo devo aos aini-lsiin, sciiiorcs,rciii poda apresentar esse condemna-
:ido o jilo; porm nilo O
gos indulgencia alguma porque fallo de toe,
ni indo. Mas, senhores, tttdo quanto se publica no.1 a un
Nazareno he meu ? Nilo por certo ; compre, entre-," maia
roncias, volta pouco depois dos debatos, respon-
dendo:
Ao 1." quesito Sim por 11 votos.
Ao 2." Sim n 9
Ao 3. Sim 6 ; isto he, existe
a favor do reo a circumstancia attenuante do nilo ter
bavido no delinquente pleno conbecimento do mal,
nem directa inteneflo de o praticar.
OSr. Juiz 'residente, conformando-so com a deci-
silo do jury, condenina o reo a um anno do gales, ao
pagamento de 5 por cento do valor roubado, o as
cusas.
-- O corretor Oliveira transfera o leililo anniui-
iado para o dia 18 do corrcnle. em coniicquenciti d
chuva, para o dia que se designar.
O corretor Oliveira far leililo de erando ev.
riado sortimento de fazendas, todas proprias des
mercado : boje, 19 do corrente, as 10 horas da mn
nhia, no seu cscriptorio na ra da dulca do Ke-
peife.
COMME^CIO.
Alandega.
RENDIMErtTO DO DIA 18.........
Ihscarrcyam hoje, 19.
Escuna Ida cadeiras e taimado,
barca ~ Etther-A mcrcadorius.
3:139,773
apreaontei, equem aprcsenlei fui
cdadflo com os requisitos que a lei exige;
tanto, assim hsercrer; vos, porn, juizes boje, no
entenderis deste modo, porque nilo levis prestar
altencflo aos alaridos dos partidos, nem trazc-los
para aqu
Senhores, a (1.15 deste procossu est o despacho
de pronuncia do Sr. subdelegado da freguozia do
S ntissimo Sacramento de Santo-Antonio, pronun-
ciando como responsavel do Nazareno a Pedro Ale-
xandrino Alves; a II. I" est a sustontaeflo desta
pronuncia, felta peloSr. juiz municipal da segunda
vara: ludo isto At 8 de marco de 1817, lempo em
que eu eslava na Parahih.i, como j VOS disse.
Aqui esta a follias 19 e em data de 27 de marco
um recurso interpostu por Pedro Alexan Irino Alves,
a cujo recurso deu provi ment o juiz de diroito da
segunda vara, o Sr Mondes absolvendo o recor-
rente, oordnanrfode se proceder contra inini como
proprietario da typographin nazarena; em ronse-
(|iiencia do que, esse mesmo juiz de diroito me nian-
ilou prender de potencia, apenas aqui cheguei; sen-
do procurador, senhores, de Pedro Alexandrino Al-
vos, para andar com os papis debaixo do braco o
Sr. Joaqaim Luiz de Mello Carioca, e advogado o Sr.
Ur. Feitosa
Para se autorisar a violencia que me fora feita;
para que eu nOo Dbtivesse da relaeflo o habea-corpus
que requerra, reviveu-so um processo lindo com
Pedro Alexandrino Alves, contra o disposlO na cons-
tituido, $ 12 do artigo 179, para se me devolve-lo,
e poder-se concluir a pronuncia antes do euscr pr-
senle a relaeflo,- pura o que trabalhou-se t quasi as
horas da noitc, Dito se dando a semelhante acto
toda aquella altencflo que elle exige : e assim he que
se me pronuncia porum novo cdigo, conhecido s-
inenie da facefio que me opprime.
Dcixai, senhores, que eu vos lea alguina cousa
dessas rosos de recurso do Pedro Alexandrino Al-
ves, feilas pelo doutor Feitosa, e talvez quo me con-
tente com isso, e nilo lea dada mais(M).
Senhores, nem vos Icio mais, porque nao quero
cansar a vossa paciencia, o ja vedes que se excusa o
inipressorcom o ignorar que elle era declarado como
tal no Nazareno Direi a isto smente que o Sr. Ca-
rioca, leudo lodos os Nautnnot de selembro a mar-
co, nunca conheceu que Pedro Alexandrino Alvos
(que vinha assignado em lodos; era sobrinho de sua
senhora, para avisa-lo de semelhante novidade. Di-
go que o Sr. Carioca lia todos os nmeros do Nasa-
reno, porque este Sr., leudo aqu um barulho com
una Inglezes, foi me pedir que eu tomasse a peilo a
sua quesillo, eque odefendesse ; e pois queeuas-
sentisso a defend-lo conlra os Inglezes, como de
laclo o defend, Ocou elle desde entilo feilo assig-
nanle do Natareno, cuja assignatura deixou depois
que sahio este Afosarme aecusado, e nelle aquelles
arligosquo ja vos mencionci. SeS. S. aqu esllves-
sc, justificara este lucio.
Pedro Alexandrino, senhores, ia minha casa ron-
liuuamente e dahi lovava rolhas para distribuir
cuinos BSsignantes dos Alegados, e para lr eou-
junctamente com scus amigos. Choio de enthusi-
asmo, no calor da leilura, se comprazia elle do sus-
pirado momento da mudanza da actual ordem do
COUSaa, para nielborar, para deixar seu ollicio, e
mais commodamenlo haver os mcios para manter
sua numerosa familia, como a nmitos acontecer,
nocrer delle. Nilo sei, senhores, se isto era Albo de
sua conviocllo He venlade que elle viva salisfcilp ;
porquanlo Ihe pagavaeu seu ordenado com ponlua-
lidade, para que o impressor do Nazareno nilo sen-
tisse necessidades, e nflo fosso por ellas levado i
corrupco peloouro dos meus mesquinhos adversa-
rios.
Senhores, eu sou pobre, muito pobre, e direia-
nda, sou miseravel; mas nunca relive ordenados de
ninguem : cmo quando tenho; compro quando
posso pagar; e quando nflo posso, nao voudizera
pessoaalguma = voss me lie isto ou squillo, que
logo ihe pagareis porque nSo sei.se, quando che-
gara poca, torei dinheiro para satisfazer o debito.
Assim, .senhores, nilo poda reler o jornal de um
miseravel anda mais miseravel do que eu, e de
quem os seus prenles s so lembraram quando me
quizeram fnzer mal. Foi a esle homom, senhores,
a quema justica publica diz que eu Ilud.... quo
perd lngindo-ine muito leal ......[Comndame] Se-
nhores jurados, por muito desgranado que eu seja,
por mullo til o mesquinhdj nunca abusei da con-
lianca de ninguem, e nunca procurei sacrificar um
meu semeibanle, smenle para satisfazer minha pai-
xo. i\o fallo aqui sopara vos, fallo para O meu
]>aiz me ouvir.
Senhores, eu espero anda un da obter justica,I
quando o terror desapparecer. I Nflo he de admirar
que ofjfasil sufra o reinado do terror] Comesla
historia quiz mostrar-vos que nilo sou esse malvado, I
esse reprobo, e digno de desprezo, como diz que
cu sou, e como quer que eu seja o aecusador pu-
blico ; assim como que quatro mezes que eu tenho
soflrido do prisflo nao teem assenlo na justica, nem
emnephuma coi.veniencasocial ; mas e smente
poique assim tem sido niistcr para satisfazer as pai-
xocsde meua gratnitos edespreziveis nimigos
Vou agora mostrar-vos, senhores, que um nro-
prietaiiode typograpltii qualquer nao be raspn-
lu, a tres cidadilos as condcOesda lei. A
doutrina que expende o ministerio publico he ab-
surda, be nsustenlavel, he prejudicial. Seo proprie-
tario de urna lypographia he o responsavel della,
(eremos que un" condemnado i prisflo perpetua podo
estabelacer urna oflicina typographica, e fazer escre-
crever nella ludo quanto quelra contra o oslado,
contra as familias, que no seu caso nilo ha mais ag-
gravar apena: as nossas leis penaos nilo ti rain a
ines condeinnados sousdireitos civs; ellespodem
fazer toda e qualquer transacc/io de compra ou ven-
da, podem ter propriedades ; o nesle caso, o com tal
ntelligciicia onde val a ordem social?
Senhores, vede qual seria o alcance d'uma doutri-
na (al ; vede que a lei seria Iludida, e que o resulla-
do que ella leve em vista esta va millo, e de niinbum
elfeilo; mas, como as intentos d'alguem nflo foram
ociimprimento, ou oxecueflo da lei, mas sim urna
perseguicllo directa e incarnic,ada conlra a minha
pessoa, eis pnrque, despiezando-se o justo o o hones-
to, so pr.......leu a meu respoitoeom u escndalo que
tenho mostrado; escndalo de que faz alarde a fae-
eflo actual que esta no poder, como a maior pro-
tervia.
Senhores, todo.> osdias se me amcac, com a illia
de Fernando; lodos os das se pede que me carre-
guein de ferros, que me assassinem : ludo isto pode
acontecer, e nem meassiista. Consternoii-me, po-
rm, muito a reflexflO de um agente da polica, feita
a um meu portador, no dia em que a polica havia
comprado a lypographia nazarena : O Borges, dis-
se elle, nada (em a temer, tem amigos entre nos, el-
lo ha de ser perdoado. Condoninai-me, senhores,
mas nao arrestado por semeibanle illusio. Todo o
mal espero desta aclualidado; paraniini nffoha leis,
nilo ha garantas, smente porque sou republicano ;
julgo aos actuaes dominadores capazos de commel-
terom todaatrocidadequanta podorem; que a pra-
tiquem livienienle, eslou resignado, nunca renega-
rei meus principios, nflo posso rencga-los, nflo os
devo renegar. F.a proposito de prisflo VOS vou refe-
rir um laclo de nossa historia contempornea.
Km 1821, foi remelttido para a corte do Rio-de-
Janeiro oveneravel llacleclill', o la leve de ser julga-
do. O desembargado!- Cruz, ja fallecido, sempre en-
iendeu que llacleclill' nflo devia soffrer a pena de
uiorle : o seu voto era esle ; mas, sabendo-o o Impe-
rador Pedro I, foi em pessoa casa Jo desembarga-
do!' Cruz, e Ihe pedio que coiidemuasse a morte es-
se vil tuoso Porluguez ; que elle Ihe dava palavra de
o perdoar; que era s para dar lugar aoperdflo qun
Ihe pedia isto. O desembargado!' Cruz, liando-sena
palavra real, da sen voto de morte...... mas, senho-
res, a palavra do monareba era fementida, e aolim
de tres dias peudurava-se na loica llacleclill'; o O
honrado desembargado!', vendo-se engaado, nunca
mais pode descansar; pubticou logo a perfidia real,
e morrn em descapercelo, vendo por toda aparte
o espectro do generoso marlyr da liberdade brasiloi-
ro. Por oslo o oulros factos beque desde minha in-
fancia abomino os lyrannos.
(Con('nuar-i-Aa.)
Ctisuiacio.
KKMHMK.NTO DO DIA 18.
(.eral..........
Diversas provincias
1:627,397
35,010
Lei Jo;-s.
Avisos diversos.
Muito reverendo Sr. padre mestre frei /odo de Sonto
lzabel Pavdo.
Tendo por um dos primeiros deveres do homem n
cumprimento de suas promessas, eu venho satisfa-
zer a que liz a Vossa Bcverendissima na minha caria
no Diario de Pernambuco n. 159, de 20 de julho'ih
do, de continuar a repetir-lhe o quo mais me
o respeilavel sacerdote, acerca das minhaspergii,--
tas dirigidas a Vossa Heverendissimn, e empcilhafci
a' minha memoria para observar a possivel
tiilfo.
exnc-
1:062,407
u
ecliiayoes.
O arsenal de guerra tem de remetter para o Rio-
Grando-do-Norte 12 arrobas de plvora, em 6 barrs:
quem sequizer encarregar de os conduzir compa-
icca na sala da directoria do mesmo arsenal das 9
horas da mantilla asduas da tarde do dia 19 (hoje)
do corrente moz, para se fuzerem os convenien-
tes ajustes. Arsenal do guerra, 16 de agosto do
18*7 Jodo Ricardo da Silva, amanuense.
11. SKSSAO DA TERCEIRA ORDINARIA KM 17 DE
ACOST DE 18*7.
PRESIDENCIA 1)0 SUMI FEHHRIIU GOMES.
As 11 i horas da mantilla, faz-se a chamada e veri-
lica-se estarem presentes 38 Senhores jurados.
OSr. Juiz Presidente declara uberta a Sessfio.
sci apregoados os reos e as testemunhas.
0 Sr. Juiz Presidente diz q ue se vai proceder ao sor-
leio do concelho que lem de Julgar ao reo Jos Mar-
ti lis de Carvalho, aecusudo de cuniplicidade em
roubo.
Sorteado o concelho, presta o juramento proscripto
pela le. '
O Sr. Juiz Presidente luz ao reo o seguinle
sayel por qualquer impresso que desta typograhi
sa.a quando ejlejustilique-se comoaSSl.! il e
volt" 6 7" C&U crimlD0, I"" P Icr-
^l' ^' Cu exigencia do l.o; lambem salisliz ao a.o, porquan-
IHTBBaOOATOMO.
Juiz: Como se chama ?
lino : Jos Martina de Carvalho.
Juiz : -- Qual a rasfio por que esta preso, sabe ?
Reo : Sr., eslava preso no cullaboueo docorpo
de polica quando ca soldado,quandoappareceu um
marinheiro que vinha preso por ter roubado o palrflo
delle a bordo; o que, (piando foi casa do subdele-
gado, disse que me linha dado para guardar com
mil res; cousa que nunca vi foi esse dinheiro, por
este falso be que fui preso.
Juiz : Quando eslava preso nao tinha em seu
poder una poreflo de cdulas?
Hio ;Tinha, sim, Sr. ; mas erain iniuhas, pois
eslava preso havia um anno.c recebia 16 000 ris de
meu sold como soldado, alm disso traballiuva pe-
lo meu ollicio, o podia ter rnuilo mais se nflo gas-
lasse.
Findo o interrogatorio, passa-se leilura das pe-
tas do processo e s allegacOes pro e conlra o reo.
Terminadas cssas allegacOes,
O Sr. Juh Presidente faz o rotatorio da causa, c en-
trega ao presidente do concelho osseguintes
yuiisiTos.
1. O reo Jos Martins de Carvalho recebeu do Ma-
noel Gomes Vieiru a quanlia do cento o vinte mil
res t
'o l- r0 soubu que dinheiro era furtado ?
do reo ?X'Slem Clrcuinsla,lcii,s attenuantes a favor
Tcndo-se o concelho recolhido sala das confe-
AV1S0 AOS SKMIOIIKS NEGOCIANTES DE
CASAS DE COMMERCI0.
O administrador da mesa da recebedoria de ren-
das geiaes internas, tendo fe i to um annuncio cm 26
de junho prximo passado, convidando aos caixeiros
estrangeros a virem pagar o imposto de 120,000
i's. ; declara que o referido annuncio nilo se entende
com os caixeiros, mas sim com as casas de coiiimcr-
cio, como determina a lei.
Recebedoria, 16 de agosto de 1817.
Cadeira vaga de primeiras lellras.
A de Caruar, cujo concurso lera lugar no dia 9
de selembro prximo futuro.
u)
cacos Litterarias.
RECORDACOES DE PORTUGAL
p o a
Alexandre Herculano.
Os senhores assignanlcs queram mandar buscar
ra da Cruz, casa n. 7, segundo andar, o segundo vo-
luble desta nterossante obra, cujo prc^o he o mes-
mo que do prinieiro (3,000 ris).
Aos pas (le familia, capiteles de navios^
fazendeiros e a todos em seral.
Organon c'e llalineniatiii, ou exposi-
(ocu das donliinas homoeopathicas, i vo-
Itintes peauenos.
Manual Je pai tic familia, do cnpituo
de navio o do lazendeiro, ou noticias ele-
menlaics da liomoeopathia, conlondo a
accao dos i!\ principaes medicamentos
homoeopathicos, i volunte pequeo.
Vende-se por pieeo commodo, no se-
cundo andar da casa n. 7. da lita da
Cruz.
A ROSKIKA.
Acaba de eliegar de Lisboa ra Nova, 11. 11, to-
ja de Guerra Silva & Companhia com este titulo,
um bonito romance, traduzdo do francez por
urna senhora Portugueza.
He esta pequea obra urna especie de compendio de
religifloe de boa moral, porque nella, debaixo da
frinn de romance, se inculca o amor e obediencia
aospais; moslra-se a recompensa que Dos d sem-
pre aos bous lilbos ; eao mesmo lempo se inculca
lambem a virtude da gratidflo, o se mostea com um
beni expresssvo exeuiploo castigo que recebemos
ingratos.
He igualmente este romance mu propro para
servir do um bom livro do letura as escolas pri-
marias de ambos os sexos : e por isso o recommen-
damos nao s 08 pas de familia para instrucQilo de
seus fiihos, porm aos Diestros o mcslras do ios*
trucefio primaria.
Vende-se por 640 rs.
vises mai-itiinoN,
-- A sumaca Curila, mestre Joilo Antonio da Sil-
va, segu viage/n para o Aracaly 110 dia 22 do cor-
rente ; s recebe algiima carga miuda e passageiros:
traU-se com o mesmo mestre, ou com Luiz Jos de
S Araujo, na ra da Cruz, 11. 26.
Para a Baha sahiraconi brevidade o veleiro pa-
lucho Dous-Amigos ; quom no mesmo quizer carre-
gar pode entendor-so com os consignatarios,Anio-
rim Irmilos, na ra da Cudeia, n. 45.
Para o Aracaty pretende sahir at 7 do rindo ti-
ro, com a carga quetivera bordo, o brigue-escuna
llennqucta, nieslre Jos Joaquim Alves da Silva:
quem nelle pretender carregar ou ir de passagem,
se entender com o mesmo mestre no Trapiche-No-
vo, ou na ra da Cadeia-Velhu, n. 19, segundo an-
dar.
Para l.oauda o biigue portuguez Rota : quem
uclle quizer carregar alguma carga miuda, ou ir de
passagem, dirija-se ao captflo, Jos Francisco da
Costa itoxo, ou aos consignatarios, V. S. Rabello
& Fiibo.
Seguindo o bom sacerdote a ligaQflo do seu discur-
so-, disse-me: He um concelho que nos d Jesus-
Christo, em S. Lucas, que nenhuma pessoa deve em-
prehender edilicar urna casa sem primoiro muito de
seu vagar fazer conla los gastos que silo necessarios
para ver se lem com quo acabar : esta mxima boa
rasilo mesmo: della sededuz que nflo se pode pruden-
temente pretender entrar em urna ordem religiosa
sem se eslar seguro primeiramente que s<; poder ser
bem succedido nessa empreza, e preencher os deve-
res deste estado Assim, untes de todas as outras cou
sas deve-se examinar bem a vocablo, ostmlar-sc 1
si mesmo, pesar com altencflo os encargos a quo se
vai ligar; e esta atlcnc/to he tanto mais necessaria
quanto essa ligarlo torna-se irrevocavel poltfprofis^
sio, e exige os maiores e mais continuos sacri"
dos. A vocaQilo he aqui, mais que em outrn qual-
quer estado, da maior consdcraQflo : o estado reli-
gioso he um estado santissmo cm si mesmo o em
suas praticas : elle contm poderosos soccorros pa-
ra a sade, e acoberta do muitos perigos a que es-
tamos expostos no mundo; mas aquelles que nflo
sflo.chamados a esse estado por verdadoira vocaco
encontran nella ontros perigos que nilo cncontra-
riam 110 seculo : os nieios do saritificaQio se tornam
muitas vezes cm engaos e principios de reprova-
giio. He es|a a origem orainarin dos escndalos que
dilo algumlis vezes os religiosos; os desgostos que el-
les sofTremjem um estado para o qual nilo eram fei-
tos : ellos (mesmos reconhecem esta verdade. E por
isso que (a profissilo religiosa lio um destesaccor-
dos, queso Dos pode fazer tomsr-se, pois que s
Dos pode razer sustentar asobrigaeOes; e, segundo
asconsequlencias, nflo he sempre, fcil distinguir 1
esterespeto overdadeiro espirito de Dos; seins-
tituio o noviciado, que he o tempo durante o qual
se olitem a pro va da vocaco o qualidades da pessoa,
que entra pa religiflo antes de admitti-la prolissSo.
Osantissiipo padre elemento VIII, ordenou quoent
(odas as ordens religiosas houvessem casas de novi-
ciado c d(| profissilo, fra das quaes nflo fosse per-
mltido fateer nem os exercicios e provas daquclle,
nem as praticas deste, sob pena de nullidade: (Const.
Clem. VIII, de 12 de marco de 1596 o mesmo sanlis-
simo padre lambem sabiamente determinou que os
novicos se conservassem cm lugar separado dosan-
tigos religiosos, sendo permittido smente encon-
trarem-sc'no coro, e nos exercicios da communida-
de intra claustra, por ser este o meio de melhor os
conter, di^ a Const. de Innocent. XII, de 15 de ullio
de 1693. Oj noviciado deve durar por um anuo inlci-
ro, um diaJdc menos invalida a profissilo, o o conci-
lio de Treilto na secc. 25 do regul. lem expressamen-
te ni llenado assim, c abrogado ludo o quo a este res-
licito era tolerado polo direto antigo, ou em contra-
rio permtido. Os novicos silo olirigados pratioa
da regia, 'mas nflo directamente, o pelo mesmo ti-
tulo que ns religiosos; pois que ellos nilo teem anula
contrahido a obrigar;ilo pela emissilo dos votos; mas
elles silo ligados regia pela obngacflo do seu esla-
do de novicos: tal he a doutrina do cap. 3.' destat.
moiach. Ora, na presenta destas doutrinas, he claro
que, sendp Vossa Hevorendissima o prelado que go-
verna nfloka provincia da sua religiflo, como a ca-
sa conventual desta cidade, cumpre-lhe evitar o es-
cndalo que est dando, permitlindo que os scus
novicos soltem fogo do coro da igreja conventual,
como soltaram por San-Joflo; nflo eslejam em rigo-
rosa clausura, misturando-se com os que jpfioss
novigos ; dcxando-os Vossa Heverendissima entre-
gues a si mesmos quando vai descansar para sua ca-
sa ; nao Ibes dundo a verdadoira educaco, pelo
exemplo, pelas praticas e pela restricta observancia
da regra ; porque he u regra tal qual be cm si insa-
nia, quo se deve fazer conhecer aos novicos, o nilo
tal qual ho praticada pelos religiosos quo teem ca-
bido em relaxacio; porque seria urna illusio insigne,
que podora dar lugar ajusta reclamacao, ooceultar
aos novicos toda a extenflo das obrigacOes, que el-
les devem conlrahir por a ptofissflo; e porque, ten-
do Vossa Heverendissima aceitado os novicos por ef-
reitosdali(.epa concedida pela le provincial 11. 15,
de7dema de 1836, que noarl. 1/ concede a re-
cepeflo de jo novicos brasileiros, com a coudicJo do
serem edu(:;ldos na mais restricta confonnidadocoui
o seu lnslilut0> Cumpre Vossa Rcvcrcndissima liel-
niente desumpenhar q cumplimento dessa le, s
he que Voisa Heverendissima niio tem em visluscon-
correr, pc|S mcios da relasaclto das regias, para
deixar de existir nesta provincia a religiilo cainieli-
taua da reforma. Mais me disse o reverendo anebl ;
mas eu me resguardo para repeti-lo a Vossa llevereii-
dissima em ouira, para oque desde j Ihe peco a ne-
cessaria licenc,u.
lieos leuha a Vossa Revercndissima em sua santa
guarda. De Vossa Heveieiidissiiiiamuito rcvcrenlo
criado.
O Devoto.
Urna senhora viuva e honesta ensina meninas a
lor, escrever, contar, cozer, bordar, fazer lavarlo-
(os oronda, pelo mais commodo preco mensal, quo
se pode fazer: no porto dos Martyrios, casa asso-
bradada, n. 37. Na mesma casa se engomma e co-
se tanto costuras de alfaiatc, como toda outra
qualquer costura de homom o senhora, lambem por
commodo prego.
Avisa-so ao Sr. esludante que est uevendo a
quantia de 9,080 rs., importe de sorvete, no bilhar
do Passeio, baja de, no pra/.o de 3 dias, ir pagar: do
contrario, vera seu nome por extenso nesle jornal.
Precisa-se de um moQO portuguez quotenha ba-
blidade para cuixeiro doaimazem, eque d fiador
a suu conducta. Quem ostiver nestas circuiiislan-
cias, upparega para justar, no Recife, na ra de Apol-
lo, n. 27. ^
\LEG\VEL I


.. a abaixo assignada, proprietaria e moradora no
obrado denominado armazem do sal na ra
fh fonccicao (la Boa-Vista declara pelo presente ,
nue'iio anno de 18*, em occasiao de fazer o seu tes-
is ment, um se" compadre, Antonio Matheus Ran-
L\ anreseiitiid-llieum papel escriptopara ella as-
sii'ini' dizondo-ltie que era para (icar dentro do
ieslamnto, ao que a abaixo assignada so prostou ;
Icnois lomando a mesma nova rcsolugSo, abri o
[estamento e n5o encontrou papel aljrum etendo
uor vezes exigido do dito seu compadreo referido
Loel es'-e com d'ffercntes subterfugios se tema
jgtonegado :e como pussa apparecer para o futuro
al"Uina questno com seus herdeiros.'a abaixo as-
siunada novamente declara como ja o lem feito por
ililerenlesvezes, que nadadeve a pessoa alguma ,
,icm fez venda, cesso, 011 qualquer outra transac-
jo quo tenha' de vesrficar-se depois de sua morte ;
outro sim, declara quo he falsa o milla toda e qual-
quer transaceflo, que apparecor do anno de 1845 por
diante, sem assignatura de seu bastante procurador,
joaquim Caldiuo Alvos da Silva.
Joannn Francisca da Silva.
Alugam-se cavallos bon carregadores baixos
e esquipadores: tambem se recebem para sercm tra-
tados :nacocheira de Joo da Cunta Rcis atrs do
tlieatro. Na mesma so da rancho a algum comboio
do serillo, ou a qualquer que se quizer utilisar.
Sr. Luiz Jos da Silva Guiniarflcs he o nico
aiitorisado para receber dos Srs. assignautes desto
iario do bairro da Boa-Vista quo se acham em
atrazo do pagamento.
D-se 1:500,000 rs. a premio sobre boas fir-
mas, ou pnnhores de ouro, ou piala: na na de
Aguas-Verdes, n. 60.
Paecisa-so do urna pessoa hbil, o que tenha os
precisos ciinliecimenlos para tomar conta e direc-
caode urna escripia coinmercial : na ra da Cadeia,
loja de ferragens n. .
Pedro Alexandrino do Barros Cavalcanli de La -
cerda Wmprou o meio bilhete n. 3053 da segunda
parlo da 17.* lotera a favor das obras do theatro pu-
blico desta cidade, para o Sr. Joaquim Bernardo de
Mondonga, morador na cidade de Macei.
~ Pcrgunlii'Si! ao Sr. queem cerla ra annuncia
dinheiro, a juros at em pequeas quantias, a rasfio
por quo nilo entrega os penhores que recebe quan-
dos os seus donos os vilo buscar, pagando o seu im-
porte ? Ser porque os tenha tambem empanda-
dos ou porque os tenha dentro do cofro do segre-
do de cujo perdesse a chave ? Isto deseja saber um
queja pagou e est esperando recebor os penhores.
O nicirinho que resta 28,000 rs, de urna cama
quecomprou com lianga, baja quanlo antes ir pa-
gar, se nio quizar passar por desgasto.
Jos da Silva Maya subdito portuguez, reti-
ra-se desta provincia, a tratar do sua sade.
Aluga-se urna casa com sotfio, na esquinada
ra do Nogucira com 4 quartos tres salas cozi-
nha fra quintal rom cacimba e portfio : na pra-
ga da Independencia, livraria ns. 6 e 8.
Quem precisar de urna ama do leite dirija-se a
ra do Pailre-Klorianno, n. 10.
A fabrica de velas do carnauba da ra de S.-
Ilila mudou-se para a ra do Nogueira n. 47, on-
de acliai,'m os freguezes as melhores velas desta
qualidade tanto em alvura como em boa luz por
prego na i 8 commodo do que em nutra [qualquer par-
le, tanto em porglo como a retalho.
SOCIEDaE
PH1LO.TERPSICNOKE.
O primeiro secretario avisa aos Surs.
socios em gcral, que, hoje, irjdocor-
renle pelas seis horas c meia da tarde,
lia leuniao da sociedatle, para se proce-
der eleico rio novo cnncelbo adminis-
trativo.
-Prerisa-se de urna pessoa apta para tomar con-
ta de taholeiro de fazendas linas e grossas, para
vender na na, de sociedade, prestando lianza id-
nea : na praca da Independencia, n. 39.
Qaem precisar de nina ama forra que tcm mili-
to bom leite para criar dirija-se a ra Nova, n. 9.
Aluga-se o terceiro andar do sobrado da ra do
Rozarte n. 36 confronte a igreja : a tratar na ra
da Cadeiu do Recife n. 44.
Os Srs. que ha dias quizeram comprara venda
defronle da matriz da Boa-Vista, debaixo do sobra-
do amarello n. 88 queiram apparecor, bem como
quaesquer outros Srs. ; pois o possuidor est resol-
vido a vender agradando-lhe as con.lices.
Precisa-sede um fcitor que traballic de enxa-
da : no Uto onde existe a caixa d'agoa.
-- Prccisa-sealugar dous inoleques, ou duas prc-
tas para vendereni na ra c que sejam fiis : na ra
de Agoas-Verdes, n. 2G. Na mesma casa se da a/.eile
de carra pato de vendagein, pagando-se una pataca
porcada caada que venderem.
Pede-se por favor ao Sr. fiscal dos Afogados.quo
lance as suas vistas sobro a casa quo se est rectifi-
cando no pateo da Magdalena.
Offcrece-so, para criada grave de qualquer casa
de familia capaz urna niulhcr de muito boa con-
ducta : quem a precisar dirija-so a casa junto a ty-
pograhia Unilo por detrs da na da Aurora.
O liacharel formado Francisco Pereira Freir,
advogado nesla cidade mudou sua residencia para
a ra Nova, n. 46, priineiro andar, onde morou o
doulor Jos Bcnlo o onde podo ser procurado a
qualquer hora do dia.
Sahbado, 14 do crrenle, das 9 para as 10 ho-
ras do dia da loja de Joiio Chaidon no Alerro-da-
oa-Visla n. 3, lurtaram una pulsen a de ouro, de
crrenlo chata com una podra azul de cada lado,
e urna perola no meio. Roga-se a quem for offereci-
ila detoirfa-la e manda-la a dita loja que se paga-
r odolirado valor do peso da dita pulseira.
Precisa-sc de um preto que eutenda de pada-
ria: na ra da Gloria, n 55.
Jos Joaquim deMequita aununcia ao publico,
que, tendo em seu poder una leltra sacada'por V.
I.etellicr, c aceita por Thomaz Pereira de Mallos Es-
tima e Caotano Luiz Ferreira, a vencer em 18 de no-
vembro do presente anno, a qual leltra passou por
transaceflo da niflo daquello V. I.elellicr para a do
annunciaiite, euiandaiido-a este a presentar aos ac-
ccitantes por um seu caixeiro de nome Maiioel o isto
por ter vislo o annuncio do dito Kslima exigindo a
sua apresentacio, para paga-la, nao obstante nflo
estar vencida, aconteceu que o dito seu caixeiro a
perdesse; e por isto o annuuciaute Taz o prsenle an-
nuncio, para que os aceitantes nflo paguem dita lel-
tra a quem a apresenlar, pois disto mesmo jaestao
setentas; 6 ninguem faga negocio a respailo dessa
lettra, porque ninguem tom direito a ella senao o
annuncianle.
R
LOTKRIA DO THEATRO.
No dia 27 do corrento mez andam impreterivel-
mente as rodas desta lotera, vislo que he de espe-
rar que para esse dia muito poucos "ou nenhuns bi-
Ihetes restein por vender. Em cousequencia do que,
o respectivo thesoureiro allinna novanienle que,
ainda ficando alguns bilhotesem pequeo numero
as rodas da lotera nflo dcixarflo do ter andamento.
Coneorram, portanlo, os quo ainda nflo teem]bilhetes
a se proverem delles emquanto he lempo tendo
em vista o plano que offerece muito bons premios.
Precisa-so do 300>000 ris a premio por 6 me-
zes, com boas firmas a satisfazlo : quem os quizer
dar, dirija-se a ra estreita do Rozario, em casa do
relojoeiro, que so lhedir quem quer.
m
W
Como por quatro mil ris se tcm
conheeimento com o especifico antio-
dontalgico do Sr. Ur. Casanova, nflo
ha na verdade nada mais barato: in-
flammagao, lluxflo, inchagflo, alises-
so, listula, carie carbunrlosa, cario
diruptiva, escorbuto, exostoso, spina
ventosa, fungosidades, necroose, etc,
ele., etc., etc., etc. Elle cura tudo,
ludo instantneamente: be com effei-
to mil vezes mais maravilhoso que o
maravilhoso elixir de Dulcamarre.
Correi.e apressai-vos vos todos,
queixos arruinados e padecentes; su-
bi ao priineiro andar da casa nova n.
7, da ra Nova; entrai no santo gabi-
nete do muito doutissimo; e entflo o
delicioso creusotle corroer vossas
gengivas, sua virtude pirogenea de-
volver immediatamento una deli-
rante sonsaeflo de adstricefio, aeom-
panhada de um allluxo mui agradavel
de lquidos salivaes, o una collossal
tuniefaceflo adornara una ou duas de
vossas Taces; e por tflo pouco desejo
que lenbais do voltar incgnito a
vossacasa, idesem pejo, porque cor-
tamente nflo tereis necessidade de
mascara.
Nflo ha nada mais barato torno a
ropotir, que o universal especifico.......
4,000 rs.___ por tima vez.......... be
de graca.
O cx-cara inchada.
mmtMmmmm
~ OSr. que lem una jaqueta empenhada na ra
do Vigario, venda n. 15, faga O favor de a ir tirar al
20 do correte-, do contrario, sera vendida por todo o
dinheiro para se pagar a divida.
Offerccc-se tima mullier de boa conduela para
ama de casa de pouca familia, ou mesmo para bo-
mem solteiro: na ra do Padre-Florianno, n. 68.
PERDA.
Domingo, 15 do crlenle, na igreja do rccolliimcn-
to da Gloria, perderam-se dous chapos deso, de
seda preta, proprios de senliora. Quem os achou,
querendorestitni-los, dirija-se a ra da IJiiifln, ul-
tima casa ao norte, ou ao reverendo capellflo do iiuj-
mo rccolhimcnto, que se gratificar.
Jos Joaquim Goncalves declara quo tem de re-
tirar-so desta para outra provincia, e por isso avisa
a quem nasua inflo tiver alguns colicortos, ouro e
ora la os vonha tirar no espato de um mez. Pede
tanilim as possoas a quem elle dever, tenliam a
bondade de Iho a presenta rem suas emitas para as
ir saldando com lempo. Boga tambem a varias pes-
soas que Ihe deveni, tenliain a bondade de Inc vir
pagar, no lempo cima marcado : do contrario, u-
sara dos meios que a justlca lhc concedo para quem
0 merecer. -
' oga-se ao Sr. J. I* M. t. o obse-
quio de tratar de seos negocios conuner-
Ciaea e particulares e deixar-sc de em
publico olender a capacidade de pessoas,
que por delicadeza algum respeito llic
rjevem merecer : cislo a S. S. pede um
Offendido.
Em dias dejulho prximo passado desenca-
minhou-se, depois de pago oscilo fixo e proporcio-
nal, o formal de paitilhas de .Manuel Pires Ferrei-
ra, oxtranido dos autos de inventarlo e partilhas dos
hens que (icarain por fallecimonlo de sua mfli I) (;e-
noveva Perpetua de Jess Caldas, escrivflo Cunta.
Roga-SO a quem o livor, queira entrega-lo a Filippc
Loi os Netto, na ra Nova, que gratificara.
Quem annuncioii precisar de um diccionario
ingle/., em 2 tomos procure na ra Dircita, n. 82,
segundo andar.
Empresta-se a quantia de 3:600,000 rs. a juros
de um e meio por cento ao mez pagos em trimes-
tres ,sobhypotliecBde alguma casa nesla cidade:
na ra Direita n. 36, priineiro andar.
Permuta-so a casa terrea n. S, sita ns ra do
Bom-Sucesso eniOlinda com sitio soffrivel, por
outra qualquer nos bairros de S.-Antonio, ou Boa-
Vista : na praca da Boa-Vista botica n. 6.
Tendo o abaixo assijinado
vendido a sua loja de miudezas ,
si la no Aterro-da-lioa-Vista, n.
54, aos Srs. Antonio de Azevedo Hamos e Caetano
Luiz Ferreira cuja venda lo i leila pelo consonti-
inento dos seus oradores ; por isso o abaixo assigna-
do previno ao respeitavel publico o em particular
aos ditos seus credoros, que d'oraein vante cessado
1 (Mil toda e qualquer responsabilidado que possa pe-
sar sobre o aliaixo asssiguado, nascida do suas tran-
saeges ciiiiimeiciaes at esta data ; pois que pas-
sou luda ella para os compradores, em virtude da
escriplura de compra e venda celebraba entro o abai-
xo assignado o os Srs. Antonio de Azevedo llamse.
Caetano Luiz Ferreira. Outro sim, previne a todo e
qualquer seu devedor que nflo pague seus dbitos
se nao ao abaixo a.ssignado.poisque todos ellos estilo
por conta do abaixo assignado o por isso he o ni-
co competenlo para recebe-tos edarquitaQflo.Itu-
cife, 6 de agosto de 1847. Thomaz Pereira de iUat-
lot Estima.
Aluga-se um escravo mogo o possante, bom car-
reiro pela mulla pralica que lem : quem o preten-
dor dirija-se a ra da Penlia n 3.
Antonio Lopes Ferreira, Portuguez, rotira-se para
Lisboa.
O TRIBUNO N. 5
est a venda nos lugares do costume, onde so subs-
creve a 500 rs. por mez Esle numero esta mais in-
teressante que odehnntem.
C3* Aviso anlicipado.-Sexla-fcira, 20 do corren
te, ser publicado un. 23 da Carranca, inleressan-
ssimo!.. sg$
Quem lem annunciado querer comprar bron-
zo dirija-sca loja de ferragens do Sr. Muraos, na
ra da Conceigflo, no Reeife quo la achara obra de
4 arrobas, ecom quom tratar.
.Carlota Joaquina Damas retira-se para. Lis-
boa.
jm Vcndem-se 2 molecotos de 20 a 22 anuos ; 1 {J
yi moleque de 15 anuos muito lindo sem vi- y
Vi cios; urna parda de 16 a 18 anuos; um mu-
J,\ latinho de 8 anuos : na ra do Vigario, n. 24, HQ
M se dir quem vende. jj
Prccisa-se de um homom forro para o servico
depadaria, que enlonda de masseira o tenha al-
gumas freguezias de vender pao para a Boa-Vista ,
em companliia de um preto que tambem tem al-
guns freguezes, ou mesmo so tiver freguo/.i.i em
S. -Antonio e Reeife, dando fiador: da-se-lbo bom
ordenado e sustento: na ra larga do Rozario, n. 48.
ftomppas.
Continia-sea comprar ferro fundido, cobre e
bronza voltio : na ra do Briiin, n. 8.
--Compra-so urna fazen la de gado, sendo em
boiuseilao : no becco do Sarapatel sobrado n. 16.
Compra-se una esclava moga do boa ligura,
Compra-so tuna casa terrea sita om boa ra
desta cidade, c que nflo exceda de un cont de ris :
em Fra-de-l'oitas, n. 87, ou annuncie.
que saiba eozinhar e lavar, e nflo tenha vicio: agra-
dando paga-so bem: na Boa-Vista, ra Velba, n. 18.
Quem a livor, devo apparecer das 11 horas da ma-
ntilla as :i.da tarde.
Compra-se para fra da provincia urna es-
crava crioula, ou parda de 18 a 25 anuos quo sai-
ba coser e ongommar com perfeioflo que tenha
bonita figura e sem achaques : nflo se repara prego ,
leudo as condigOes exigidas : tambem se compra
um ollicial de carpina que seja mogo : na ra da
Alegra n. 46, ou annuncio.
Coniprau-se 2 inoleques de 14 a 20 annos, com
principios de ollicio de sapateiro e sabendo me-
llior; tambem secompiam nflo saliendo], e urna preta
da mesma idade com habilidades sendo da boni-
tas Qguru e nflo tendo vicios nom achaques, nflo se
olba a prego : na ra da Concordia paasando a pon-
tezinha a direita segunda casa terrea se dir
quem compra.
Comprain-se, para una encominenda, algumas
escravas e moloques que tenliam de 12 a 20 anuos :
na ra Nova, loja de ferragens, n. 16.
-Compra-se, ou aluga-se urna preta com bom
leite para criar, e quo nflo tenha lillio : na ra No-
va n. 3.
las.
LOTERA DO R104)E-
JANEaO.
Na loja do cambio, n. 38, de Manoel (Jomes, cxislo
um resto ilc bilbctes e muios ditos da 22." nterin a
beneficio do tlieatro de San-l'edro-de-Alcaiitara, viu-
dos no ultimo vapor.
Atlas geographico de Gaultier.
Chegou este novo atlas de geographia universal
para servir de eXplicacSo as ligOes de geographia pe-
lo abbadeGaultier, traduzido da ultima edlcfio frau-
ceza, c accresccntado de mappas suppleinentaies
que nflo exisleni na edigflo franceza. Vende-sena
livraria 'la esquina do CoItCgiO, onde giialincnte
se encontra una colleccflo de obras geographicas c-
lemenlares dos mais recentes e acreditados autores,
para 0 esludo da seiencia.
Vendem-se (!ous lindos inoleques Je 18 a 20
anuos, sendo um delles ollicial de alfaite o cozinliei-
io ; dous pelos um ollicial de sapateiro C^outro
uroprlo para todo o servigo ; dous ;:ardos,,' sendo I
bom carreiro 0 o outro preprio para j^flgem de is
a 20 anuos ; duas pardas una uV 22 anuos com
habilidades c i outra de 12 .unios com principios
proprios para se educar ; ^pretas de 20 a 30 anuos,
com habilidades ; doju)- negrinhas com prin'oipiosde
habilidades do U-fl12 anuos: na ra do Collegio,
n. 3, segundo andar, se dir quem vendo.
__Vende-se urna negra de idade de 26 a 30 an-
uos, que sabe oem lavar roupa e fazer varrella : na
ra da Cadeia do Reeife, pur cima do cambio du
Sr. Vieira, 1." andar.
Na nova luja do Francisco Jo.-e Teixeira Ras-
tos, na ra do Queimado nos quatro cantos, n. 20.
vende-se algodflo da tena enoorpado e largo,em por-
gad c a retalho.
Vende-se una niiilatinba de 18 annos propria
para mucama do excedente conducta, e que en-
goninia ecose : na ra estreila do Rozario, 11. 31 ,
priineiro andar.
Vende-se urna venda com os fundos que con-
vierem 10 comprador a dinheiro o a prazo ; a qual
be muito afreguozada para a Ierra : em Fra-do-Por-
las, 11 2.
--Vende-se uina cscravn crioula de 22 anuos,
quecozinha, vende na ra e lava de varrella : na ra
do Hospicio n. 42.
Vende-se uina mulaliiiha de 12 anuos, com prin-
cipios de costura : no becco do Padre, n. 4.
-O Museu l'illoresco, jornal do instrucgflo o rccreio,
ornado de bellissinias estampas: vende-se, por pre-
go muito menor que o da assignatura, no segundo
andar da casa 11. 7, da ra dn Cruz.
Vende-se nina prelado 20 annos pouco mais
ou menos, boa coslureira lavadeira, e que esta
principiando a engonimar; he de boa conduela e de
boa figura; um n.ulatinhode7 anuos, proprio pa-
ra andar om casa com criangas; um pardo de loi.o
o servigo de casa o campo; una parda costureirs,
e que tem boa conduela: na ra do Crespo loja 11.
2, A, se dir quem vende
Vende-se um l'ardamento de cavallaria da guar-
da nacional, tanto ordinario como de grande gala; e
todos os perlences paracavallona : ra das Flores,
n. 17.
Vonde-se madapnlflo liinpo com 20 varas ca-
da pega a 2,400 rs. e a sete vintens a vara ; um
bonito inolecflo pega de 18 anuos do boa con-
ducta, o que se atianga : na ra estreita do Rozario,
n. 10, terceiro andar.
- Vende-so a Calera das Ordens Religiosas e Mi-
litares, (Iluminada com 50 estampas : na ra u
Queimado, n. 15. ._ ..,_
Vendem-sesaccas com arroz de casca de
porior qualidade ; fumo em rolo da llalli a, PorJ"
00 commodo : no armazem do Bacelar Jimio ao-
co da Conoeigflo ou a fallar com Jos Antonio ao
Magalhflcs Busto.
RA DO COLLEGIO, N." 9.
Dcso{ancm-se e tornem-sc a
desega na r,
que oantigo liarateiro nflo deixa de torrar na sua
nova loja de miudezas : caixas do tartaruga para
rap a 2,000 rs. cada urna ; ditas mais pequea* ,
a 1.600 rs. cada urna. A ellas, antes que so nCbein.
Caixinhasdeagulhas franre/as, muito finas, W
rs cada urna ; pentcs de tartaruga, para marraras ,
a960rs.a pnrelha ; caixiulias com pos de aliar na-
vallias, a 200 rs. cada urna ; botOes de madre pero-
la a480rs. a groza; ditos grandes, a 400 rs. a
groza ; magos de fita de linho com 12 pegas a W
rs. o mago ; dito de cordflo para vestido, de tortas
as grossuras, n 320 rs. o mago; cartas com urna groza
de pares de clcheles, do todos os nmeros, a 320
rs. cada carta ; torcidas para candieiro a 100 rs. a
duzia de todas as larguras ; papel almaco, a 1,600
e 2,560 rs. a resma ; linhas de marcar, azues e en-
ea midas, a 120 rs. a caixinlia ; lila de velludo, para
cabello, a 80 isa vara, e mais larga a 100 rs.; bo-
Wes de ac, para caigas, fuidos, a 200 rs. a groza ;
tesourss finas, com ferrngem a 190 e 200 rs cada
urna;calzas de madeirada raizdcbuxn, a 1.920 rs.
a duzia; penles de prender cabello, a 80 rs. cada
um ; luvaspara meninas a 120 rs. cada par ; esco-
las para falo, muito linas i 320 e 400 rs. cada uina;
.litas para cabello, a 240 rs. cada urna ; ditas para
limpar pentes, a80rs. ; ditas para lunpar denles ,
a 80 rs.; rarteiras do algibeira, a 120 rs. cada uina ;
a nutras multas coasas com que se contentara os
freguezes a vista do um i talo que estar patente com
os precos de todas as fazen las, tanto anminciadas
como fra do annuncio.
- Vendem-secBSticae8devid.ro, de bonitos pa-
drOes, a 1930 rs.; jarros para conservar llores, imi-
tando a porcellana; espelhos para parado, do varios
lamanhos; filas do setiin para giiarnigflo de chapeos,
vestidos, etc., as mais modernas que aqu existem,
e dos melhores gostos; tesouras linissimas para cos-
turas; linios agulhoiros de vidro de diversos fetios,
de 120 rs. cada um al 480 rs.; caixinbas de agu-
Ibas liancezes, a 320 rs. ; ptimos pentes de martim
para alisar o cabello; ditos de lialeia para o mosmo
elTeito, o para suissas; assiin como multas otitras
miudezas a procos muito commodos: na ra larga
do Rozario, junio a padaria do Sr. Manoel Antonio
de Jess.
- A padaria de una so porta com a fenle para
a ra do Sebo, na praca da S -Cruz, continua a ter a
venda alm do exeellento pao ludo o mais que be
proprio (lestes ostabelecimenlos bem como : a uoa
bolachinba d'agoa e sal, furadinl.a, de 21 e mais em
libra cloc do mesmo tamanlio : tui.o da mellior
l'aiinlia que ha no mercado c sem mistura que se-
ja nociva a qualquer oslado.
. Vende-se ptimo papel de peso e al mago; la-
cre muito lino para cartas; caivetes do una e duas
rutilas: escovas para cabello; ditas para roupa; mul-
lo finas; ditas para denles; ditas para podras; facas
e garios com cabo de OSSO pulido, que ncnliuma dif-
ferenca fazoni das de inarlim; caixinbas de pliosi.no-
ros, da mellior qualidade, a 40 rs. o a 20 rs.; suspen-
sorios para hoiiienso para meninos, de di.yersas qua-
lidados; ptimas navalliis para barbj!, quo mullos
leoin proferido as de SCO da Cliina; e oulras muilas
miudezas a precoa muito baratos: na ra larga i/f
Rozario, n 20, quasi ao p/' polica.
jIIZ.
Lo) de JoSo <:harclon,
li'i'i'o-da-lloa-Vista, n.5.
NeSla loja aclia-ieum rico sortuneiilo de I.AMPEOES
\il.\ liA/.coiii seus competentes vidros, acccndcdo-,
es o nliafadoi'cs.
Estes caudlciros os ii e
nais modernos queexlstem boje : rcconimendau-se ao
lublico, lento pelaaegurauea e bom gusto de sua boa
ourecco, como pela boa qualidade da lu, econoiuta e
Mielo de seu servico.
l\a llieSma loja consumidores sem-
,re acharo mu deposito dcOA'A, de cujo se alianja a
lualldade c em porcia bastante para consuiniiio.
Veudem-se seis bustos de gesso
.imito perfeitos,sendo Apollo, Diana, Si-
lena, Agrippa, Niobfl, e nmt cabeca de
.nenino, proprios pira aula de desenlio,
ou para outro qaalquer fim, por praco
muito barato: na ra larga do Rozario,
n. 20, junto padaria.
Attencao.
Na rua do Crespo, loja n. 1%
de .Jos Joaquim da Silva
AS a va.
ven.le.n-s'e chapeos de seda para eabegas do senhora
os mais ricos,.' mais modernos queleomvmdo a os a
nnica; assiin como se vendo... chapeos de seda e de
nallii.ba para meninasde dous a 12 anuos; toucaspa-
acrianc:is,.le...uilo lindos gostos. Tudo*chegado
do Franca pelo ultimo navio, e por muito commodo
preco. .
__Vonde-se a dinheiro, ou a prazo, a armacaoe
miudezas que se acham na bem conhecida toja que
fot do fallecido Arouca, sita na antiga rua dosQuar-
teis, n. 16, a qual offerece multa vanlagem a quem
quizer continuar com o mesmo estabelecimonto,
tanto por sua acreditada localidade e freguezia,
como pelos commodos que tem para se poder morar
na mesma ; tambem se vendo smente a armacSo:
a tratar na mesma rua n. 20.
Deposito de vinagre da fabrica
ta rua Imperial, n. 7.
na fabrica de licores, de Frederico Chaves, no Ater-
ro-da-lloa-Visla, n. 17, onde se achara sempro
grande porgSo e por prec,o commodo.
MUTILADO


% /
A.

Vende-se om bonito pardo de 14 annos, sem vi-
cios nem achaques; urna parda de mu i Id boa con-
ducta com principios de costura : na ra do Quei-
mado n. 40, segundo andar.
--Vendem-se, na ra do Crespo, loja de miude-
zas, n. 11, charutos denominados a Fama pois
sfo os melhorcs que teoni vindo a este mercado, pe-
lo diminuto prego de 1,600 rs. a caixa ; ditos de re-
gala nmto bons a 1,400 rs. a caixa; ditos de
mcia regala a 1,000 rs. a caixa. Os amantes de
bons charutos na"o devem perder esta mongiio, pois
que he o resto.
Na ra larga do l'ozario n. oa ,
vendem-se navallias finissimas para
barba, manufacturadas por JOSEPH
RODGEHS& SONS, hojeo mclhores
cuteleiros de Inglaterra; bein como afia-
dores de a e 4 couros, e caixinhas com
massa: tudofeito na mesma fabrica, e o
inelhor que pode liaver ueste genero
Vende-se bretanha da largura do 10 palmos,
unto enoorpada o de puro linho propria para Icn-
coes,a2,800 rs. a vara : no Aterro-du-Hoa-Vista .
n. 24. '
Vende-se doce de goiaba de boa
qualidade feito da casca da fructa, a
uoo rs. a libra : na venda n q, da na da
Madre-de-Dos, a primeira 30 entrar
pela ra da Codein.
Vende-se una loja de iniudczas sita no Ater-
ro-da-ltoa-Vista n. 5H com boas lirmas 011 a di-
nheiro sendo dcsta ultima mancha preferivcl, nara
o que dar-sc-ha o abatimento que for justo, segun-
do a boa dfaposicflo em que se acha o dono de re-
t rar-se para lora, por molestia; pelo que deseja
aboviar a venda da dita loja : quem a pretender di-
nja-se com brevidade mesma loja, antes que elle
se arrepenta c tome nutra dcliberagilo.
Vende-se, nalivraria da ra do Crespo, n.
11, M. Tulii Ciceronis littera; 3 v. em bom estado;
Chefs d'ocure de Voltaire 5 v. em bom uso ; gram-
malica pnrtugueza por Salvador II. de Alhuqner-
que ; Curso da historia de philosophia por V. Cou-
sia 3 v.; jogos de pistolas de cavullaria por 5.000
rs. cada un jogo.
Na loja de .los M a noel 11 on-
leiro Braga, na ra do Cres-
po, n. 16, (Sf(iiina que vi-
ra para a ra dasCruzes,
vendem-se riquissimos cortes de cambraia de seda ,
senhora padrOes os mais lindos
servico : na ra da Caricia-V>1 lia loja
n. 5o.
Vende-se cal virgem de Lisboa,
em barris da melhor que ha no merca-
do por preco muito rasoavel : na ra
ilo Trapiche, n. 17.
Vcnde-sc urna espada e um pardo dragonas pa-
ra offlcial da guarda nacional: na ra do Cabug,
loja do ourives n. 9.
Vendem-se caixas de cha hysson, de 6, 12e13
libras em porcOes ou a retalho ; caixas de velas
do cspermacotede5e6 em libra : na ra da Alfau-
doga-Vclha,n. 36, em casa de Matheus Austin & C.
opouiuio;)
o5ojd jod o sapcpnenh s gepoi apsspuozej op 01
-uouipjos oia|duioD iun seprap iuo[e 9 'sjooe't"
, souued suoq o sojod ap SBi|qo9p'oiU9UJ|iJ08 0Aou
uin opBAoa uin apeo -sj OSS'I ap o5ajd ojiucq o|9d
' l.'Jiir!.iiq ap SO(U|Hd 0],)S 0|) is-u.)is|.ii;d RZ3.1III.hI BA
-OU B OS-upU9A '5 II < OjllOIIIV-'S apODJB 0B91II0JJ
-iioj Biquiidiuoa v lOBWg saejuuim^ op efo| ey
'0|>BA
Vendem-se cadenas de pinlio a.
polka: airas do tlicitio, armazem de
Joaquim Lopes de Almeida, ciixciro do
Si. Joao Matlicus.
1
Vende-se nina preta de 25
ptima conducta o de boa (i^
& ta engommadeiri e cozinheira
?2 dita de bonita figura do 22annos
unos, de
11ra pori-
uma
boa
?)
- -
para vestido de
que hepossive
Vende-se, a bordo do briguc ero, fondea-
dona praia do Collegio sebo em rama ; saccas com
colla de superior qualidade, fabricada no Rio-Cran-
de-do-Sul, a preco em conla.
Vende-se un bom pelo de nagio, moco sem
vicios nem achaques : na ra do Collegio, n". 15, se-
gundo andar.
~-Vendem-se novas e ptimas cadeiras de jaca-
randa; ricos sophas; mesas do jugo, &c. : na ra
cstreita do Rozario loja de marceneiro 11. 12.
VeDdem-seescraros baratos, na mu das
l.arangeiras, n. 11, segundo andar: 2
molecotes do 18 annos de bonitas h-
ruras ; douspretos tic 25 annos pouco
mais "" menos ; dous ditos de 35 annos;
UIN pardo COm offii0 (le sapateiro le 22 anuos;
(este troca-se por uina\!,rela mova 'I'"' "n" tenna
achaques | urna lidda imililtinlla lle '> annos de
multo boa conducta ecomWWC'Plosde habilida-
des ; duaa preUs mocas, de natf" j mn:1 negrinha
de 10 annos ; un a dila de 6 anuos : ^^ ?8tea cs-
cravos vendem se por preco commou; P01s be pa-
ra liquidado de contas.
Vende-se vinbo de Cbaiiipanha d superio
qualidade, em cestos ; charutos de liavana; COD-
ser vas em latas; colla clara, muito propria \'ara
pintor: na ra da Cruz, n. 55. v .
A setecentosrs. a
vara.
Na lojadc CiiiinarncsScrafim& Companhia ven-
de-se brim trancado franco/. bastante encorpado
c de puro linho, pelo barato prego tle 700 rs. a vara.
Bala fazenda se torna recomniendavel pela boa qua-
lidade.
Islo he pe chincha !
Doce de caj muito superior em calda a 240 rs.
libra; charutos de. repula a 1,400e 1,600 rs.
a caixa ; manteiga franceza a 640 rs. a libra ; cha
hiacon a 9,340 rs. a libra; caf modo.a 160 rs.
a libra : nn ra Direita, n. 104.
Vende-se uin pequeo sitio na estrada da So-
ledatle quo vai para o Manguinho, com bastantes ar-
voredos no vos : a tratar na mesma estrada n< 19.
Vende-so um escravocabra de 16annos, sem
vicios: na praga da Boa-Vista n. 6, ou na ra da
S.-Cruz, n. 74.
IVanova loja n. 17,
do Passeio-puhlico,
eoiii frente pinta-
da de verde,
vende-se um novoBortimento de riscados francezes
de padrOes modernos escuros e muito largos, pro-
prios para vestitlos por screm de cores fixas a 200
r*. o rnvado; novas c ricas cambraiaa eseocezaa, de
cores fixas muito largas a 320 rs o covado ; urna
porcio tle cortes de chitas escuras e de cores lixas
com 10 covados, a 1,000 rs.; chitas de ramagem pa-
ra cobertas tle bonitas cores a 180 e 200 rs. o co-
vado ; e outras multas fazendas de que ha grande
intmenlo por mais commodo preco do que em
outra qualquer parle. As amostras dSo-se com pe-
n ores.
Vende-se um preto ptimo para o
Servico de campo, e para outro qualquer
y. rj nit.t tu- iitiniin ugura ue snfonnoa noa
? lavadi-ira urna linda mulatinhado 12
jj*i annos ; urna preta muito forte esadia ;
um lindo moleque de 14 annos ; um
ptimo parti com ollicio di pedreiro, $J
de 22 anuos e que teni muito boa con-
duela ; um dito, proprio para feitor, por
estar acostumads,e que nlo he mo car-
reiro : na ra das Larangoiras, n. 14, se-
gundo ailar.
Vende-se uma
na ra ta S.-Cruz ,
armacKo de uma venda sila
em um bom lugar, c col Ideada
em urna casa que offerece grandes commodos pura
uma familia .sendo osen alugucl muito em conla :
airas da matriz da. Boa-Vista, n. 4.
Casimiras elsticas, a f#00 rs.
o e ovad o.
Vendem-se superiores casimiras elsticas pelo
barato proco de 1,000 rs. o covado; ditas muito fi-
nas franre/.as a 1,280 rs. o covado ; dita de su-
perior qualidade clstica muito fina, e preta, a
3,500 rs o covado : na ra do Collegio loja n. I.
Ventlcm-se paliteros do bom gosto, viudos
to Porto por piuco commodo : na ra do Queima-
do, n. 37, loja do ourives.
>.<<-",. ::,:,..:;,: .....:.;.........:_,_,.._
i Na ra das l.arangeiras, n. 14, segando an- ;
j; dar, vendem-se seta cscravos, ebegados do i
i norte lia dous dias ; os quaes vendem-se mu- T
i lo em conla,por nao seren de ganbador.
i
Vende-se um niulatiulio de 16 anuos, de bo-
nita figura eque be ptimo para pagem : na pra-
r-a da Independencia, n. 3.
Vende-se urna grande balanca propria para
qualquer fstabelec'unento com pesos de 2 arrobas
a ineia quarta, por preco commodo: na ruadas
(j.iico-l'oiilas, n. 50.
Na loja nov.t do Passeio-Pu-
blieo.u: 19, de Manoel Joa-
quim Pascoal Hamos,
vendem-se riscados francezes de 4 palmas do lar-
gura o muito finos a 180e 200 rs. ?,'covado ; chila,
a 2,000 rs a peca e a 80 rs. o covado; chitas finas
listrailas, padrOes modernos a 120, 140 e 160 rs. ;
pecinlias de madaporRo a 1,500, 2,800, 3 000, 4,000
e 5,000 rs. ; bretanha de puro linho, a 800 rs. a vara;
ditas de rolo a 1,300 e 2,000 ; pecas de algodfiozi-
nho a 1,280 e 2,000 rs. o a jarda a 110 rs. ;|lcncos
do seda, a 1,440 c 1,600 rs. j suspensorios, a 100
rs. 0 par ; loncos de grvala a 160 e2i0 rs. ; pello
do diabo a 200 rs. ; lanzinba, a 330 rs.; pecas de
cambraia branca a 2,500 rs.; brim trancado de co-
res e tle puro linho a 1,000 rs. ; dito blanco o par-
do a l/e 1,200 rs. a vara; c outras muitas fazendas
mais baratas do quo em outra qualquer parle.
[\a nova loja n, 17,
com frente para o
Passeio-Publico,
pintada de verde,
vende-se um grande sorlimenlo de chitas linas lo
cores muito fixase padroes agratlaveis a 100 o 120
rs o covado e a pega a 3,800 e 4,500 rs. ; pegas de
algodiozinho largo sem avaria e com 18 jardas a
2/ rs.; longos do cambraia para grvala padrOes
ricos, a 160 rs. ; duraquo o alpaca cor de caf mui-
to lustrosos, a 600 rs. o covado; e outras muitas fa-
zendas do que ha grande sortimento por prego
mais commodo do que em outra qualquer parte,
para chamar a a'tlciigo dos freguozes.
Na loja nova do Passeio, n. 1 i,
vendem-se cassas modernas, do cores fixas e largas,,
a 2*0 rs. o covado ; chitas de novos padrOes o bons
pannos a *,500 rs. a pega o a 120 rs. o covado ; I
alm destas, ha um completo sortimento de fazen-
das do todas as qualidades : ludo por prego com-
modo.
Vendem-se dous fortos-pianos novos, com
boas vozos o de excellento obra, chegados ltima-
mente : na ra da Cruz, n. 55.
3* EM PRIMEIRA MA0', ^3
vendem-se caixas com velas de cera do Rio-de-Ja-
neiro e de Lisboa ; e tambem brandos bogias e
lochas : na ra da Senzalla, armazem n. 110.
Violio de Champanha
ta superior e muitoacreditada marca
Cometa,
vende-se no armazem deKalkmann & Rosenmund,
na ruada Cruz, n. 10.
Na ra da Cruz, u. 58 ,
acha-se a venda o superior e muito apreciado rap
princeza grosso o mcio-grosso da fabrica de Estc-
y-nodoCasse do Rio-de-Janeiro : seu prego be. de
1,280 rs. a libra em porgos do 5 libras para cima.
Admiravcl navalha de a da China.
Tem a vantagem de cortar o cabello sem o (Tenca
da pello, dcixando a cara parecendo estar na sua bri-
Ihante mocidade.
Esto ago vom exclusivamente da China, e snellc
Ira bal ha m dous dos melhorcs o mais abalsados cu-
teleiros da nunca excedida o rica cidaJe tle Pekim,
capital do imperio chim.
AUTOR SIIAVV.
N. B. lle recommondado o uso tiestas navalhas
maravlhosas por todas as sociedades das sciencias
moilco-cirurgicas, tanto da Europa como d'America,
Asia o frica, nlo s para prevenir as molestias ta
cutis, mas tambem como um meo COSMTICO.
li-sea contento, e responde-se pela sua boa qua-
lidade: pois s se vendem as verdadeii as, na ra larga
do Rozarlo, n. 24.
CIIECCEM AO BARATEIRO DA RA DO LI-
VRAME.NTO, N. 14.
Nesta nova loja vendem se chitas de coberta de
Creg fixas a 5,800 rs. a pega o a 160 rs. o covado;
ditas para vestidos muito (inas a 6,000 rs. a pega;
ricos cortes de cassa a mais moderna que ha no
mercado ; madapolOo de boa qualidade a 2,400 ,
2,800 e 3,200 rs., o muito fino a if c 5,200 rs.; chi-
ta linas de duas larguras a 280 rs. o covado ; bre-
tanha com 20 varas a 3,900 rs. a pega ; o outras
muitas fazendas a troco de pouco dinheiro.
i\a loja n. 17, do
Passeio-publieo,
ilendem-se pegas de algoduzinbo, com 22 jar-
das a 1,280 rs. ; dito com as mesmas jardas, sem
vefeilo algum a 2,000 rs. a pega.
$W^i^W ^l@ <&!0 %\0 f&\@ ^\0 $#^100
^.
@ Vende-so bolacliinha de agoa o sal do 20 ^
'% om libra, (odas furadnhas e muito boas 9
B) para cha e caf; bem como de leite e ovos que |
tt servem mesmo para loentes, por nlo terem 9
0 cnmposigOcs oleosas; biscoutos redondos, '^
^ doces o il"ovos ; bolachinhas; faliasdos mes- 9
mos : ludo feito com todo asscio e das me- '$
^> Ihoies faiinhas que ha boje no morcado: tam- 9
0 bem se vai fabricar bolachina de araruta : no ^
% paleo de S.-Cruz, padaria n. 6, defronte da 9
& 'groja. &
0Mt0r%#r*0A 01% tVM 9% 0% @\% &W$
Fr elle rico Chaves, fabricante
de licores, chocolate e es-
piritos, no Aterro-da-Boa-
Vista, i. 17,
lema honra do parLiripar ao respcitavol publico e
com parlicula,rfflade aos scus reguezes que tem
sempreaHriide sortimento do bem condecido cho-
coJaA*"do saude eanella baunilba e ferruginoso
t-sle muito approvado para as pessoas que padecen!
to estainago o frialdado por ser muito tnico. O
bom conceito que tem tido este chocolate faz com
que boje partcipe as pessoas que anda nfo fizeram
uso delle, e igualmente aos seus freguezes que o
leem procurado, e por inconvenientes o nito teem
adiado. Os pregos sao sempre os niesmos sade
eanella e baunilba a 400 rs. a libra, e ferruginoso,
a 1,000 rs. Tambem vende ago'artlente do reino
Franca, de primeira qualidade; espirito de 36 graos,
semcheiro, om garrafas e em caadas; genebra
em botijaseem caadas; ago'ardontc do aniz o de
caima ; vinagre tinto, ago'ardonte em pipas, nos
graos quo quizerem ; licores em garrafas prelas e
brancas, com ricas tarjas douradas o bocea pratea-
tla : essencia doaniz ,em engase garrafas.
Vcndc-se urna mulatinha que coso, cozinha
e engomma ; um cabra mogo ; duas prelas pro-
prias paito campo: na ra do Queimado, n. 33
com frente para o largo do Collegio, se dir quem
vende.
a pelle; borzeguins para homem,
a 3,600 rs.; sapatos de bezerro
a 1,600 e 3,000 rs. ?- sapatos rj
lustro, francezes e de Lisboa
para senhora ; ditos de duraqe
cordovo e marroquim francez
a 1,000 rs. ; e outras muitas qua.
lidades de calcado por prego
commodo : na ra da Cadeia do
Uecife n. 35, loja do Moreira.
Vende-se urna oscrava crTula, de 35 annos
que cose chito, cozinha bom engomma liso f,'
renda, ecuja conducta se afianga a : na ra de' S-
Rita n. 52.
Continua-se a vender o n, 1/ do i'rolethrio, m-
pressona tvpographia Liberal,-no Atorro-da-Boa-
Vista, loja do Raposo n. 84; na ra Nova loja ti0
Carneiro n. 47 ; no pateo do Terco loja do Aze-
redo Coutinho, n. 13 : prego 40 rs.
Cortes de pelle do diabo, a
1,400 rs.
Vondem-so superiores cortes da fazenda chama-
da pelle do diabo com 3 covados e meia pelo ba-
rato prego de 1,400 rs o corte sendo da maissupe-
rioaque tem apparecido : na ra do Collegio, |pja
n. 1.
Na loja da ra do Cabug, de
Francisco Joaquim Duarte,
ha muitoacrcdilada em botos de todas as las
modernamente tem reeobido pelo ultimo navio d
Franga as ultimas modas de bolOosem Paris, tan-
to de seda, sotim sarja o velludo, como para'libr
do pagensde marquezes, balos e outras dignida-
des da provincia ; bem como de Pedro II, os mais
bem douradosque aqu teem apparecido, proprios
para os Srs. milatares ; o tambom de vidro de diver-
sas cores, para vestidos de montara e de madre
perola de todos os lamanhos. As amostras se
achilo patentes para os Srs. compradores que so dig-
naren! de honrar esta loja.
AUcucao!
Vquilem-sc superiores chitas francezas, de vara do
largura e de cores fixas a 280 rs. o covado ; ditas
finas, escuras e de cores fixas, londo algumas que
servem para luto, a 5,000 rs. a pega ; meios chales
de cassa de quadros a 440 rs.; cortes de lanzinha,
para senhora com 15 covados a 3,600 rs. ; panno
preto (no para pannos do prctas a 3.000 rs. o co-
vado ; chales de lita e seda muito finos, a 5,500 o
7,000 rs.; zuarte do vara de largura a 240 rs. o
covado ; cortes de cambraia lisa muito fina ,ecom
6 varas o meia a 5,000 rs. ; superior brim tranga-
do pardo, de puro linho a 640 e 900 rs. a vara ; di-
to amarcllo muito fino, a 900 o 1,000 rs.; dito
trangado de linho branco, muito superior a 1,000,
1,280 e 1,600 rs. a vara; chadrezos de linho para
jaqueta a 400 rs. o covado; riscadinhos trangados,
a 240 rs. o covado ; homburgo de linho, a 260 rs. a
vara ; meias para senhora a 240 rs. o par ; o outras
muitas fazendas por barato prego : na ra do Col-
legio, loja n. 1.
Vcndc-se uma loja de couros, na ra Direita,
n. 61, muito acreditada no negocio : a tratarna mes-
ma loja.
Escravos Fgidos.
Fugio de bordo do patacho Pelicano um escravo
tic nome Hoque, do San-Thom estatura baixa,
rosto redondo e sem barba, com feridasnas perrtas,
vestido com camisa e caiga azul o barrete inglez.
Eslc escravo pertcnce a Joilo Jos Pereira de Ateira,
do Itio-de-Janeiro. Quem oapprehender, queira lo-
va-lo ra da Cruz n. 66, casa de (andino Agosti-
nho de barros, por quem ser recompensado.
-- Fugio, no da 13 do corrento o pardo Manoel,
de 30 annos cor clara e macelenta cabellos ras-
tanhosc crespos pea e mios um tanto grandes;
tem falta de denlos na frente o alguna podres Sem
barba ou muito pouca queixo um tanto eompri-
tlo falla um pouco descansada ; tem uma pequea
cicatriz no canto de um dosolhos; becbeio docorpo
e serrador, trabalba de mestrede assucarccntcn-
de de carpina. Esto pardo intitula-se forro e como
tal lalvoz oblivessepassaporle ou matricula em a\-
guma embarcag.lo ; anda bem vestido; ha presump-
gilo de ter embarcado para o sul ou norte; levoo
um bah com toda n roupa que tinha sua. Repare-
so para a bocea que he um tanto para dentro, e quan-
do sorrir faz pregas parecendo mais velho. Roga-so
as autoridades policiaes e pessoas do povo quo o
apprehcndam e levem a ra do Collegio loja u. I ,
que os ltimos seriio bom recompensados.
Acha-se, desde odia 16 do passado fgida a
piola Joanna, de nagio uenguela de 30 annos pou-
co mais ou monos ; be bem condecida por usar du
le vender sapatos para senhora, fructas, bolos, etc.:
he alta', secca do corro cor fulla rosto comprido,
olbos fundos, nariz um lano afilado tientes
mia-
dos beigos grossos ; tem uma marca antiga no la-
"Venuem-scduas pelas ptimas qntandeiraseldocsquordodo rosto proveniente de uma denta-
avadeiras de sahflo e varrella ; um moleque criou- daquelhe deram bracos'finos o compridos ps
s : na ra das Cruzes, n. 22, segundo seceos e tambem conipridos, pernas chelas de veas
o oncarogadas; lio bastante ladina. Esta preta,por ler
andar.
-- Vende-se, na ra do Queimado, loja n 30, de
Jos Joaquim de Novaos um vestido para senhora
montar a cavallo de muito boa fazenda e feito do
melhor gosto possivel, por prego commodo.
- Vende-se por precisfio, uma bonita moleca de
12 annos, com principios de costura; urna osera-
va para todo o servigo ; duas ditas para o mallo ; 1
moleque de 11 anuos; um bonito mulalinho tle 13
annos ; dous pardos bons para engenbo, por estarom
acoslumadosa esse trabadlo ; um bonito moleque
de nagio -de 18 annos ; dous escravos para todo o
servigo 3 moradas de casas nos Afogados por
commodo prego ; uma dita no Varadouro do Olinda;
um bonito e bem acabado sobrado de 2 lindares e
mirante : na ra de Agoas-Verdes, n. 46.
Vende-se um sitio ao entrar para a Caponga ,
do lado dircito : na ra da Roda tema do carpina,
a fallar com Antonio Raptista Clemente.
Venderse superior couro de
lustro, a 2,000, 2,500 e 3,000 rs.
muitosconhecimenlos, julga-se estar acoilada : P"r
isso protesta-se usar tle todo o rigor da rei contra
quem admilti-la em sua casa e militse recom-
menda as autoridades policiaes, capilaesdo campo
e mais pessoas do povo a captura da mesma escrava,
prometiendo-si aos ltimos boa recompensa sea
levarem ao Aterro-da-lioa-Vista n. 17 fabrica de
licores de Frederico Chaves.
Ausentou-se, da villa do Pajah-de-Flores, una
parda pertoncente ao juiz municipal daquelle ter-
mo de nomo Benedicta, tle 20 a 24 annos ; sup-
pe-so ler sitio desencamnbada para esta cida-
tle poi nos almocrcves que all foram vender agoa-
ardente ; he natural do Macei e foi aqu vendida
pelo Sr. Jos da Fonseca Silva em 30 do Janeiro do
1843 : quem a pegar levo ao dito lugar do l'ajahu ,
ao dito juiz municipal, ou nesta cidade a ra Nova,
casa do Sr. Jos Pereira Texelra, que se gratificar.
PEKN.: HA TYP. DE M. F.DK FABl.----1&471
1 -
MUTILADO


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