Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08517


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Full Text
,nno de l847'
"C M*r5 O rs. por hub,
PASES DA LA NO MEZ DE A.GOSTO.
Sal '"ora "> m'n- da manhfia.
Mi,oanie, ^ |0|KWMe7 in.d, niantaSa
M> I,, |9 As 2 liortn J4min.d mtnlma
Cr""' 58' a 3 uorai t 48 iuip. daminhia.
Ter$a-feira 17
'"? | asii>inteJ ta BBiarMM a r,o de
I mic,M r! 4 rs. em typo dillerentc, e a
I W'-.Pnv"la'nieU ,peu:oes PJ >n fj or Uub, e l0 em typo
PAUTIDA DOS COHRBIOS.
Goianna e Paralivlia, as segundas sextas feiras.
l\io-(iraude-fl Cabo, Seriolicm, Uio-Formoso, Podo-Calvo e
M aceiA, un I .*, a 11 e 21 de cada mez.
(iaranliunf e llnnito, a 10 e 21.
Boa-Vista e Flores a l e 28.
Victoria, s quintas feiras.
(Himla, todos os das.
PIVEAMAR DK HOJE.
Prioieira, as 10 horas 6 minutos da manba.
Segunda, s 10 horas e 30 minutos da Urde.
de Agosto.
Armo
DAS DA SEMANA.
8 Sesuda. 8. Roque. Aud. do dos o^
pliJos doJ. .loe ti W. S. M.mede. Aud doJ.dociv. da
i, v' e do J. de paz do 2 dist. de t.
18 Qu.rU. S. Floro. Aud. do. do e.v.
I y e do J. de paz do 2 dist. .le t.
I Quinta. S. LuiL And .lo J. te orpli. e
doJ. municipal da l.vara.
20 Sarta. S. lieruardo. Aud do ) .lo civ. da
Ir.edoJ.depaz do I. disl. de t.
21 Sabbado. S. UiobeliuadeLovolla. Aud. doJ
do civ.da I. y. e doJ de paz do I tlist. de t.
22 Uomin((0. S Joaquim Pai de Nossa benoar.
XXIV. N. 185.
CAMBIOS NO DA 14 DE AGOSTO.
Cambio sobre Londres a 27 d. p. li rs. 6 dial,
a Paiis S5 rs por franco.
Lisljoa 105 a I ir, de premio.
Dse, .le kHtrJUi de boas lirmas .le V,, a I /. ""
Uuro-Onr.S I.espanbola..... 28#000 *MO
MoedasdcOj.O.lvelh. I8#200 a I0I&0O
deSftOOnov..
de 41000.....
Prola l'ataces.. .......
Pesos columnares...
Ditos mexicanos....
Mi ii da
IGflOO
aioO a
l|940 a
1*9110 a
iJTTSU a
1*910 a
16*200
9*200
lIMtl
,J04O
1*100
1*920
Acfes da comp.'d Be'beVibeda SOfOOO ra.ao par-
DIARIO DE PHfl AMBUCO
EXTERIOR._____
PORTUGAL.
LTIMOS ACTOS DA JUNTA DO PORTO.
Aiunta Provisoria do governo supremo do reino
i or bem, em noma ",/anprovar.e mandar cumprir e executar por to-
d'as'as autoridades civis, militares, o por lodos os ci-
riadSos portuguezes subjeilos mesma junta, a con-
vlncao feitaemGramylo no dia 2 do corronte pe-
los commissanos da junta, marquez de Loule, e vis-
ronde de Carril, com os representantes das naedes
licsnanhola e ingleza, que vai ser publicada cora o
- sent decreto. As autoridades a quom competir
r,m utenham entendido. Palacio da junta prov.so-
i do irovorno supremo do reino, no Porto, em 30
ucionhodol87.-yoiitoSi P. vice-presi-
dentfl. ~ fmnciico de Poujo Lobo o" Avila. JutUno
Fortn Finio Bati.
0 lente general l>. Manoel dla Concha, conde
,le Cancellada o o coronel Buenaga como represen-
tantes da llespanha, o coronel Wylde como repre-
sentante da GrSo-BreUnha, o marquez de Loule, par
do reino, e o general Cesar de Vasconcellos, como re-
presentantes da junta provisoria, reunidos em Gra-
nudo como flm de concertar as necessanas medi-
das para dar pacifico cumprimento s rcsolucOes das
potencias olliadas, concordarain em que a cidade do
Porto se submelteria obediencia do governo de S.
11. F. com as condiQOes esUbelccidas nos Sartigos
quevflo escriptos no timda acta.
Por esta occasillo, os commissanos da Hespanlia e
Grao-ltretanha declararam que a honra militar do
esercito da junta e da anliga, tnuito nobre, sempre
leal e invicta cidade do Porlo eslava completamente
salva, e que ellcs folgavam de fazer esta declaracfo
em favor da honra e valor dos soldados portugue-
ses; o marquez do Loul o o general Cesar de Vas-
concellos disseram que a junta confiava a sorto do
uaizboa f dos governos alliados, eque pela tm-
possibiiidade de obter melhores conUwjOes para os
scus subordinados anda niesnio dopois do encarni-
zados combates, cllasejulgava no caso do aceitar
as niodificaces que os commissanos das tres poten-
cias fizeramaos arligos primitivamente- aposenta-
dos pelo marquez de Loul e general Cesar de vas-
conccllos. .
Os commissanos da junta provisoria propozoram
quo os olliciaes de primeira linha ao scrviQO da junta
l'ossem equiparados as promocOes ja fcitas pata o
exerrito de Lisboa, e as que de futuro se hzerein,
aosoniciaesdaquelleexcrcito segundo a sua anu-
guidiide: os commissarios de llespanha e Inglaterra
declararan! que sentiam muilo nSo coubessenas su-
as allribuicOes tomar conhecimento(leste objeto,
quealiasll.es pareca muito justo, porem que tile
confiavamque o governo de S. M. V. lomara este
negocio na devida coiisideracSo.
Artigo 1. O fiel o exacto comprimen o dos qualro
arligos da medcaco incluidos no PImo^ !
do maio dcste anuo he.garantido pelos gove.nosal-
IrUco 2 As tropas do Sua Magestado Catholica
cxclusWamente Sp Jia 3,n &fc
cidade do Porlo. Vill-Nova-de-(.ava, e todos os rol-
les e reductos do um o oulro lado do rio, wqnnto
a tranqu.llidade nflo estiver compltame- le c-,1 bc-
locida sem recelo de que possa sor nltrada peliviHH
ausencia, licando na cidade do Porto u.na brtogWHw
nicSo das frtreas alliadas, emquanto eUs se coiun -
varcm em Portugal. No mesmo lempo o castello da
Foz ser oceupado por tropas inglezas, e no Douro
eslacionarfio alguns vasos de guerra das potencias
alliadas.
Artigo 3." A apoca da entrada das tropas porlu-
guezas na cidade do Porto ser marcada pelas poten-
cias alliadas. .
Artigo 4. A propriedado e seguranca dos liam tan-
tos do Porto, c do todos os Portuguezes em geral,
licam confiadas honra, protecc^o e garanta das
iiotencios alliadas.
Artigo 5. As torcas do oxercilo do Sua Magestade
Catholica recebcrHo as armas dos corpos de linha o
voluntarios quo obedecen! a junta, entregando-se
guia ou passaporte gratuito s possoas que tiverem
de sabir do Porto para as Ierras da sua residencia, o
ilando-se baxa aos soldados de linha que tiverem
completado o lempo de servico.e aos que se alista-
ram durante esta luta para servirem so ate a sua
conclusilo. .... .
Artigo 6.o O excrcito da junta sera tratado com to-
das as honras deguorra, sendo conservadas aos olli-
ciaes as espadas o cavallosde propriedade sua.
rtico 7. Concoder-se-hlo passaporlesa qualquer
pessoa quo deseje sahir do reino, podando vollar a
cllequando Ihe convenha.
Artigo.' Astros potencias alliadas emprngarao
osseusesforqos para com o governo de Sua Mages-
tade 1-idelissima aflu de melhorar a condiQao dos
olliciaes do ntigo exercito realista.
E approvados estes artigos julgaram os commi ssa-
rios das potencias alliadas e da junta provisoria ter-
minada a conferencia, da qual se lavrou esta acta em
qualro exotnplares assignados pelos mosmos com-
missanos. Cramido, 29 de junho de 18*7. Mr-
quez de I.oulr Manoei de Vi ConcAo Celar de Va$-
concellos W. Wylde.
ger estes reinos, om nome da nacao e de S^M. a rai-
nha, llio tenha grangeado a est.macao do povo por-
tuauez o do mundo civilisado. al,
^ junta considera terminada a sua miao d urna
aneira nobre o honrosa. A junta vai W^M.
Seusmcmhros, vollando do aovoo o*av da
narticular lovam couis go a convic?ao de quosem-
K desejaram o"bo.n, a liberdadc o a gloria do povo
P0>a'.fqCuerem m.ior galardao do que lb|pM
recordaca.., de que por tanto lempo pres.d.ramao,
Snosdopovo'mais benigno, mais virtuoso, ma.s
heroico e mais nobre da Ierra. ir,
K rarao sempre os ...ais sinceros votos nel gloi 1.1
de S. M. a ra.nha. pela sincera reconcliagao de mus
sudilos, e pela liberdadc e felictdadc do povo por-
tUpaUlacio da junta provisoria do overno supremo do
reino no Porlo, 29 de junho de 1817. J "
fastos, vice-piesidente.- Juimo berrera Ptntollan-
to. Francisco de Paula Lobo de Amia
(Do Nacional.)
PERNAMB ?CO.
JUUY DO UECIFE.
5.' SESSAO DA TEIICEIRA ORDINARIA EM 9 DE
AGOSTO DE i847.
PI.ESIDENCU DO SR. FEBREIR COMES.
(Continuardo do numero antecedente.)
OSr Dr Promotor(contnuando):--Senhores,javos
diss que por todos os modos que so encare o tpico
. J ......i ..!* c ...'..i un.inAi' i corda, de
Portuguezes ~ A junta provisoria do governo su-
premo do reino, pelos seos representantes, o marque/,
lie Loul e visconde do Carril, celebrou em Granudo
urna convencao com os representantes de llespanha o
Crffo-Bretaiiha para o fim de por termo a guerra ci-
vil, e reunir toda a familia portugueza em voltado
throno constitucional deS. M. a ranina.
O liel e exacto cumprimento dos quatro artigos of-
ferecidos pelas potencias medoadoras, lie por ellas
^Emonsequencia, a junta, otea eiercito, luto*-
dades e dovo destes reinos e tilias adiaceiitos, y.lo
Star l.nmediatamente na obediencia const.tuc.o-
nal de S. M. Fulelissima. .,
A un a, az sinceros votos, para que, respe, ado o
lhro.0 como por todos o deve ser, e"<*-
berdade constitucional ^P^JS^SSSJX
mais veamos os leaessubditos deS. Magestade, os
daadaoi "lestes reinos, armados u.is contra osou-
Irna nplciaiido uina guerra l.atr.ciua. .
'^.K ZoLa pelas pghlM^
ras a fiel execucao da carta constitucional, i .10 po
talS^ esperar que as -MjR^
assegurem lambe.n a s.nccndadc,'.a legal.d.ido e a
l,bHe1.oisnSe.s.1e'campo, en, que se combate com o
raciocfin" o nflo com o ferro, que lodo ocorpo elei-
[ora le chamado a defender os seus pr.ncip.os, e
Procu'ar l'ara as suas opiniOes polticas um Int.m-
pbo nobre e incruento. ,, nnr
V A junta, felicitando-scas.propr.a ea nacflo,jpor
ver rminada u.na tilo longa e fa*tW!?!
civil, espera que nenhum Portuguez que H'guiw. >
sua bandeira conserve a lembranca de fldM
gravo, que, durante a mesma guerra, possa ler rc-
.IjlUa lisongeiasodequo o seu comporUmento
duranle os difiieeis lempos em que foi chamada a ic-
; ^xf.-e
r^r'Wi
do artigo acensado, nao se pode BUppor a cora, de
que nelle se falla, senflo a pessoa do Imperador: nflo
he ititellgcncia dada por mini, he intelligencia dada
uor todos os publicistas-, por Benjamn Lonslant,
por Macearen, pelo parlamento brasileiro ; e o mes-
mo aecusado lera mais de u.na vez dado essa accep-
eflo palavra coran -: e por isso digo, que, quan-
doseaflirraa que a corda est subordinada a urna
camarilha, se faz injuria ao Imperador} porque O
que he estar subordinado? Subordinado he o narti-
cinio do verbo subordinar : um homeni subordinado
a nutro, Ihe est subjoito : ora, um imperador su-
bordinado, suhjcitoauma camarilha, que respeito
poderia ter? Nenhum, porque elle estara na onn-
gacaodenssignar os decretos e or.lens ma.s escan-
dalosas, quelho dictasse tal camarilha; elle rece-
beria ordens, assigna-la-hias de cruz, desse poder
(.oculto dessas influencias malignas : como me
chama o artigo, mas isto importa od./er-se que o
Imperador he incapaz de reflexflo, de criterio, e nflo
pode deixar isso de expr o digno n.onaj;cha, brasi-
Iciro aoodioedesprczo publico ; porque nada ma.s
indigno para quem governa, do que dizer-sc que el-
le fecha os ouvidos as vozes da sua conscicnc.a e do
seu eoracflo, nflo atiende a prospendade publica, e
(Hva-se ovar smente por urna camarilha immorai
o infame, como Ihe chama o aecusado. Mas, senlio-
res, essa intelligcncia que d a accusa?ao a essa
parto do artigo aecusado anida se toma mais mani-
lesta na segunda parte do mesmo artigo. Diz elle
't)
" Vede que o reo, depois de fallar de um Pernambu-
cano, que julga digno para exercer o cargo de presi-
dente da provincia, falla do servilismo, ou quer que
soja, em que diz estar o ministerio para com o Im-
perador; censura essa homenagem que o governo
he presta; c diz directamente que isso he que
tcm contrariado a felicidadc publica ; que o gover-
no nflo tem obrado segundo scus desejos, pelo con-
annaaaH!;a iBaM^az^awre^-waaa^aBBWfawaBiaaa.
MEMORIAS DE UM MEDICO. (*)
po aiejrantjre jBuma*.
SEGUNDA PARTE.
CAPITULO XX.
BUFX.A XISTMaCIA. A TIOIXX*.
Assimqueosolhos de Lorenza recobrarom a sua
aclividade, lancou ella um rpido olhar cm derredor
denSois de examinar todas as cousas, sem que urna
so dessas bagatellas, que fazem a alegra das mu-
ll.eres, mostrasse desenrugar-lhea grav.dade desem-
blante, poz a moca os olhos em Balsamo com doJo-
rT.fsmomesenmudta alguns passos eslava atiento.
_ Ainda Vi. ? disse ella rccuaiido.
E lodos os symptomas de terror se Ihe pinar am
do nato os labios descoraram, osuor aljofrou-Ihe
ua fronte.
Balsamo nflo respondeu :
Ondeeslou eu? pergunlou ella.
Vida Diario n.' 179.
- A senhora bem sabe donde vem, disse Balsamo,
oquedeve leva-la naturalmente a ad.v.nhar onde
Se-hSim, tem rasflo de'recordar as minhas lembran-
cas, ecoin efleito me lembro Sei que tMtoddopor
Vm uersesuida, atormentada e arrancada dos bra-
Josda real medianeira que escolhra entre Dos e
m!^' Entflo sabe tambem que essa princeza, por mais
poderosa que seja, nflo pode defcnde-la.
- Sim, V'm.venceu-a por alguma violencia mgi-
ca, exclamou Lorenza juntando as mflos. Oh meu
Jess! meu Jess! livrai-medesledemonio
Emqueacha a senhora que sou demonio? dis-
se Balsamo encolhendo os hombros; seja dito por
urna vez para sempre, deixe.por quem he, essa equ -
uaiem de crticas pueris trazidas de Boma, e todas
ffiriolelras supersticiosas e absurdas que trouxe
comsigo do convento.
._ uh meu convento! quem me dera o meu con-
vento exclamou Lorenza debulhando-se em la-
trario se tem subjeitado a vontade U"B^5
do queS.M. he orgflo ; e que por essa ftW *
ministerio, he que se nflo realisou a nomeaeflo des
sePcrnambucano: c fallando .lcsse supposto pre-
dominio que se rene em SanrLhristo\flo "."*
loTososTnales parten, doli n'^mS;X-
conseguinlc directamente da pessoa do i 0""c'la.
porque ja se disseque todos esses na les partiam da
ionVnasem que o ministerio presta ao Imperador
TzmtlSoScbusadoTt). I'enni.ta:me o aecusado
nue Ihe di"a cm resposta a este periodo, que antes
^nwoaXnr*mume**ia onde os autores
Testes pP. "incendiarios lenban, a menoringeren-
cia na administraqao dos negocios nublicoa ; sim,
antes mil morles, do que ogoven.o dclles, porque
.c facto^averiguado, que aquelles que ma.s se apro-
sentam como estrenuos defensores da causa do povo,
Sflops seus p. meros algozes, logo que cmgolgam o
Plmas, senhores quo interesse pnderilJlfjjr
na mi.da ca da ftirma do nosso governo? Senliores
questflo poltica tem chegado ao ultimo grao de
deienvolvimen.,.; ninguem boje s(. oceupa Mlt *-
so, a sce.icia poltica ten chegado ao ponto que era
de esnerar; e una grande parte dos esenptores do
maio!'t.ota'convnio.n que o govemo**
representativo seja o governo mai adapUdkipara
lazer arclicidade do povo mas eu dexare de par-
to essa uesiao ; ella est cm conform.dade .cornos
Seut?rnc?piOS etem en, seu apo o a op.nujo ge-
ral dos Braiile ros que mam a felicidadc de seu
pai Mas quero mesmo suppor que nflo seja exacta
minha p?oposo ; que nao seja o overno cuns-
tiluciona -representativo o mais adaptado para ra
/-.a te cidade publica ; mas eeso governo fo. adop-
tado espontneamente, ha mais de 20 annos, pela
nacao todos os Brasileiros o teem reronhccido,
s as'se a elle boje cm um facto ha longo lempo
cZsunn do; un, laclo do toda a importancia : creio
So? taso OMrninguem,de boa f, podera desojar urna
, ca u; quer na forma do governo; poraue se-
, a is od.vUlar da sal.edoria o patrio ismo dos c,-
1 dao que organisaran. nossa eonstltulcfiO politi-,
ca almde que, ha l.oje geralmente sabido que a
boiidado de um governo qualquer nao consiste so-
ma, le as formulas, neo ha governo, que nflo W*-
sa fa/er a felicidado publica, urna vez que os che-
fes desse governo sejampessoas bem intencionadas,
cdcse.emde coracao o bein do pan. Dcmais, preci-
remosnos de mais libcrdade do que a quo nos
ol Vn-a nossa constituiQao ? Qual sera, pois, o in-
eresse de una mudenca? Nenhum certamente.
Eutao nao sei para que ver correr o aangue.dei nos-
sos irmaos, a nflo ser para que um ou outro empel-
la Hio se aprovoito tlcssc estado do desorganisac3o,
e possa pescar as agoas torvas. Nao duv.do, po.s.
eni all, mar ,iue n0 havera hoje um so cidadilo bra-
se roque de boaf queira que se acarrclem sobre
seupaizos horrores que a,.os s. traze.n taes mu-
aancas, para satisfazer a ambicflo de homens sem
meritoj porque s.flo, como disse, os que podem ti-
rar nroveito de taes mudancas.
Dh ainda o aecusado no mesmo artigo : Basta,
que nflo Lavemos de ver mudos e quedos o cadver
o imperio coberto com o manto cor de sangue ; o
ss mesmo demagogo como nos chaman,, ludo
on, '.haremos para mantermos a ordern e paz pu-
da ate que nos seja mister, no da do desenga-
o di/ora i povo: He lempo, as armas, etc.
ueauer dizer o aecusado com este appello ao
povo, com esses vivas a confederatlo do equador, a
fndependencia do norte ? Nao sera conc. lar-o_ povo,
nrovocar directamente a deslruiQflo da forma do go-
verno'' Nflo sera isto dizer que o povo se levanto
en massa para destruir urna das bases da nossa
cnstiluicao? Nao he provocar directamente jides-
uawejaiMaJTOii!iiaan|"W
gT- Na verdade, disse Balsamo, um convento he
cousa de que so deve ter multas saudades I
Lorenza lancou-se para urna das janellas, abri as
cortinas, levanlou a gelosia, e a inflo estenditla eu-
controu urna barra da aportada grade coberta de urna
rede de Trro, escondida por flores, que Ihe faziam
perder muito da sua significacflo, sem nada Ihe tirar
de sua oflicacia.
Prsflo por prisfle, disse ella, antes quero a que
leva ao co, do que a que conduz ao inferno.
Eimpcllio furiosa a rede com os delicados pu-
nlU'se voss fosse mais rasoavel, Lorenza, acharia
na ianella flores smente e nflo grades.
i! Nao era eu rasoavel, quando Vm. metrancava
nesa outra prisao movedica com esse vampiro, a
quem chamaPAlthotas? Sim.; mas Vm. n3o me perda
de vista, tinha-me como sua pnsioneira, e quando
me deixava soprava-me esse espirito que me possue,
e que eu nflo posso combater! Onde esta esse n,c-
donho volho que me faz niorrer de terror? Ah em
algum canto semduvida ? Calemo-nos ambos, eou-
viremos surgir da trra a sua voz de phantasma .
A.senhora atormenta a imagmaeflo como urna
enanca, disse Balsamo. Allhotas, meu mestre, meu
amico, meu segundo pai, he um velho inoflcnsivo,
que nunca a vio, nunca se Ihe approximou, ou que
se alguma vez a vio nao deu atteneflo alguma a se-
nhora, porque vive absorto na indagado da sua
A sua obra, murmurou Lorenza, nflo me dir
qual he a sua obra ? .
Procura o elixir da vida, que todos os espirites
superiores teem procurado ha seis mil annos.
E Vm. quo procura ?
Eu? a perfeicflo humana. ....
_ Oh! que demonios 1 que demonios! disse Lo-
renza erguendo as mflos aoco.
Bom, disse Balsamo levantando-se, e ah esta
voss outra vez com oseuaccesso.
__ O meu accesso ?
Sim. o seu accesso; ha urna cousa, Lorenzn,
que voss ignora: he quo a sua vida esta separada
om dous periodos iguaes : n'um he voss meiga e
boa, rasoavel; n'outro belouca.
E he sob o vflo pretexto dessa loucura que Vm.
"' Yie isso forcoso minha querida Lorenza I
Olhe' seja cruel, brbaro, desapiedado; pren-
da-me, mato-me, mas nflo seja liypocnta, e mo
mostr ares de lastmar-iuc, quando me dilacera.
Diua-me, replicou Balsamo sem agastar-sc e
. a1 __ ___. ..aaaa *. ., I n UnKilnx
Essas grades estao ah por interesse da sua vi-
da, ontendo Lorenza ?
Oh! exclamou ella, elle faz-me morrer a fogo
lonto, e diz-me que pensa na minha vida, que toma
interesse por ella _.. ,m
Balsamo chegou-sc para a moja, e comi gesto, ami-
avcl quiz pegar-lhe namflo; mas ella recuando,
como se urna serpete se Ihe approximasse:
Oh! nflo me toque! disse ella.
Voss eutao aborrece-me, Lorenza f
Pereunte ao padecento se ama o sou carrasco.
_ Lorenza, Lorenza, bu porque /' "f^
que Ihe coarcto un, pouco a liberdadc. Se vosa* po
desse andar sua vontade, (piern poderia sebero
que Voss faria em m dos seus momentos de lou
U" OqMOtthri? Seja eu livre um dia, eVm..
Ve^:Lorenza, voss trata mal o esposo que escolheu
perante Dos. ,.
_ Eu escolhi-o? nunca fiz tal.
Entretanto voss he minha mulher.
_ oh' ah he que esta a obra do demonio.
_ Pob'ro insensata! disse Balsamo com torno
'!^r'Maseu sou Romana, disse Lorenza, e umdia,
um dia hei de vingar-me.
Balsamo meneou bruvdamentea caDeca.
- Voss diz isso para me amedrantar, nflo he is-
so? perguntou elle sorrindo.
Nflo, nao, fa-lo-hei como o digo.
Mulher christfla, que dizes tu? exclamou Bal-
samo com autoridade admiravel. A tua religiflo, que
manda retribuir o mal pelo bem, nflo ser mais do
que bypocrisia, visto quo dizes seguir essa religiflo,

J MUTILADO
%


I
mpmbragflo (Ihs provincias do norte ? Entretanto o
art.go 90 do codito julga este arto criminoso: e
coniquantoorosequeira acobertar com o que diz
maisabaivo no mismo artigo, isso nito o livra da
responsabilidad.;, porque, levado pelo impeto de
6as paixoes descohrio-so depois inteiramente ,
quando disse : He tempo, s armas, antes morrer
'loqueser oseravo ile meia duzia de tratantes, etc.
Oreo poda fazer esse appcllo as armas, nflo era
para ja, depara i|iiando COOgasse esse diado desen-
gao; mas todos conhecerflo a maneira porque o
reo quer chegar a seus fins, e vos nflo deveis aualv-
sar as.suas palavras isoladamente, mas sim segun-
do as regras da boa hermenutica; e se o flzerdes, ro-
connecereis que o reo leve em vista concitar os
povos as armas para a desmcmb'agflo das provin-
cias do imperio, o destruigflo da forma do governo :
e nem isto he nocessario, se attender.lcs que estas
Silo as ideasdo acensado, e asque se publican) sem-
pre em seus peridicos: que......, de nma vez tem
dolas leito alarde, tem dito mesmo ante os tribu-
naes, que elle he republicano, que nflo cessar de
pregara bondade desse systcma, para fazer com que
"l>ovo se convenga dclla, e destrua a forma de go-
verno actual! Portanto entendo aue nflo precisare!
. ----- --...... ,a.i.wiiu<# i|(i>' 11,111 ucriMn
tornar mais prolongada a analyse dos pontos da ac-
cu.sogflo, porque ella por si so esta sullicientemen-
' demonstrada com a simples Icitura do artigo
aecusado.
Est provado que o ro injuriou o Imperador, e
nem assim que commetleu o crime qualilicado no
artigo 00 do godigo, isto be, que provoeou directa-
mente por esenptos impresaos, diatribuidos por
mala de 15 pessoas, a destruigflo da independencia e
iniegndade do imperio ; por consequencia, deve
igualmente SOlireras penas do referido artigo.
Sennoras jurados, todos os publicistas, aindaos
mata estrenuos defensores da liberdade de im prensa,
nao approvam em caso algum os seus abusos, nflo
queremquedemodoalguin deixem de ser punidos
esses desmandamentos da imprensa; todos con-
cordan) em que as leis repressivas sao nccessarias e
indispensaveis, para que urna liberdade regrada nflo
venlia a degenerar em nina licenga desenfreada : e
nem podia jamis o ministerio publico descouhe-
cer as grandes vantagens da imprensa : nao, se-
iihorcs. Estou realmente convencido deque a liber-
dade de imprensa n'um paiz constitucional be ja
nao digo necessaria, porm ndispensavol para o
boin andamento dos negocios pblicos; mas isto. se-
nhores, nflo be dizer que os abusos commettidos
pela imprensa deixem de ser abusos, deixem de ser
urri delicio, como o sao os de outrra qualquer nalu-
roza. Todos 08 publicistas, similores, silo de opi-
nifio.que, quaiulo uestes abusos l'orem envolvidos os
particulares, smente a estes compete o direitode
chamaros seus a ul ores aos liibunaes; mas que,
quando forem ellos contra a organisaefio poltica de
um poyo, ou contra a pessoa do seu ebefe, os igaos
da justica ilevein promover a accusacflo ; devendo os
abusos, nesses casos, ser punidos, por isso que elles
tendei a all'rouxar os lagos de obediencia c rospeito
devidosaochefedanacflo, sobre os quaes semdu-
vida assenta a ordem publica.
.Nflo he, Senhores, smente ueste peridico que is-
to succede; em todos os nmeros do Nazareno se
niostrain injurias as mais alrozes, nflos contra S.
*'..? Imperador, mas contra lodos os niembros da fa-
utembro, anda contina a ultrajara memoria do au-
gusto fundador do imperio, e nflo satisfeito ainda
com lautos insultos, injuia atrozmento a S. M o
Imperador no artigo assignado pelo monarrhista; c
conclue dizendo que o Brasil ser salvo quando fr
republicano.
Senhores, nflo param aqui os desvarios doaecusa-
do: levado por csso odio que tem contra a realeza
emgeral, nflo se limitou smente a S. M. e a seu au-
gusto pai, o immortal fundador do imperio; nflo
poupoo mesmo a sua augusta irmfla a rainha de Por-
tugal; assentou de fazer causa commum com esses
revoltosos do Porto, e nem era para admirar que as-
sim lizesse, porque a cansa do aecusado he a da re-
volta, o basta para nflodesmentirelleoseu program-
ma; masa decencia mandava ao menos, que fosse
respeitada a pessoa da rainha, que contra ella se
nflo apresentassem insultos Ufo desabridos; lembras-
se-se o reo que fallava de urna senhora, a quem todo
homem bem educado deve rospeito o acatamento,
quando nflo bastasse o faeto de ser esta augusta se-
nhora tflo estreitamente ligada, pelos lagos do paren-
tesco, com S. M o Imperador.
Vamos ao artigo: Sim nos confiamos muito nos
scnlimcntos que dominam os Porluguezes nesta lu-
la. Os direitos dos Portuguezes foram ospesinhado;
e calcados; o mais cruel despotismo foi exercid
pela selvagem I). Mara,etc. Muito mais adianto,
o aecusado diz ainda.....Porm basta; nflo direi mais
nada: podia sympatisar com a causa da revoluto,
mas laucar improperios, sarcasmos c injurias contra
a pessoa da rainha, certamento quo nflo. Se essa rai-
nha fosse estranba inteiramente a nos, so nflo fosse
un ramo importante da familia imperial, ainda se
poderla desculpar tal procedimento; mas sendo-o,
nao se pode dar maior desarafo.
Mas, Senhores, o que se torna mais ridiculo lie ver
o modo por que o acensado quer estabelccer entre
nos o systema republicano .' Se o aecusado fosse de
boa fe, setivcsseumsystema, e quizesse realisa-lo
no paiz a frca da discussflo, nos Ihe perdoariamos;
porque devein ser respeitados lodos aquellos que pro-
ressam um systema qualquer, urna vez que cstejam
de boa fe, urna vez que se conlenham nos limites da
decencia, c qjie respeitem as conveniencias da socie-
dadoem que vivein ; porque um cidadflo nflo po-
de ser punido porque pensa desta, ou daquella liir-
ma: mas o cidadflo que advoga a causa da revolta,
que proclama directamente contra a forma do go-
verno establecido no paiz.. essecommetle um cri-
me e nao pode deixar de ser por elle punido: um ci-
'adao qualquer pode adiar melboro svstema repu-
milia imperial, sen) cxcepgflo:e apezardo que este-
ja corto de que a maior parte dos senhores jurados
estao convencidos dessa minha proposigflo, eu peco,
oomtudo, licenca a casa para ler alguns nmeros
desse perjodico.
Vejamos o n. 50, de 7 do sefembro de 1846, que
diz isto: lloje todos sadam este chamado primei-
ro diado imperio do Brasil, o s nos o lamentamos;
e so nos, recolhidos em nos mesmos, sentimos todo
opesjcom que elle nos acabrunlia; nos os dem-
cratas, nos os republicanos, que sabemos ler sido
um mal, um grande mal sua existencia, porque com
elle, coexiste a monaichia, esta monarebia que nos
lem encbdo de males, etc. Altribucos males da
nagflo a n.onarchia; provoca directamente a destrui-
gflo da forma de governo existente.
Mas, Senhores, o acensado nao fica aqui: levado do
inferna] intento de acabar com a realeza, e de ver
destarte o paiz entregue aos horrores da guerra ci-
vil, nflo se satisfaz s com injuriar, o monareba, vai
mais adianto, revolve as cinzas.dos morios, e sem
nenhum respeito as virtudes do grande monareba
fundador do imperio, o Sr. I). Pedro I, de saudosa
recordaefio, ultraja a sua memoria de um modo bru-
tal, talvez s com o fito de n.agoar o coragflo do seu
augusto lilbo. Ingrato .' que se nao Icinbra dos bene-
licios que fez a seu paiz esse principe magnnimo .'
>ejamosoqueoaoeusadodi/doSr I). Pedro I no
mesmo artigo: A essa quadrilba scassociou o trai-
dor principe portuguez Pedro de Alcntara de lira-
ganga e Bourbon, o nos insensatamente, etc.
O reo, em um artigo, que se inscreve o dia sele le
Seeusou um nigromante, um feiticciro, nflo
oliendo a sociedade, insulto a Beos. E porque ontfio,
se insulto a Beos, Dos que basla fazer um signal pa-
ra me fulminar, nflo seda ao liaba llio de castigar-
me, cdeixa esse cuidado aos liomens, flacos como
cu, como cu sujeitos a erro?
Elle esquece, lolera, murmurou a moca, espera
que Vm. se reforme.
Balsamo sorrio-so.
-- I DO entanto, disse elle, Beos aconselba-a que
traia o seu amigo, o seu bemfeilor, o seu esposo.
dicano; mas, por ser republicano, nflo "est dispensa-
do de respailar as leis estabelecidas, e tflo pouco au-
lonsadoa desacatara pessoa inviolavel csagrada de
S. M. o Imperador.
E como be que um homem, que quer mudara
lorma de um governo, que quer que o seu paiz flure-
ca, o se regenere desse estado de corrupgflo, em
que, na mente do acensado, se acba actualmente o
imperio, principia propalando as doutrinas as mais
absurdas e anti-sociaes, pregando aberlamente o as-
sassmatoe a desobediencia as leis." Oreo, na ulti-
ma parto do artigo citado, nao aconselha o regici-
0107 K llavera republicano de boa le, que diga que
nao he en me matar um re f u bavor proposigflo
mais immoial e indigna de um homem que tem pre-
lencoes de reformar a sociedade em que vive?
Uin re, Senhores, deixara, porventura, de ser ho-
mem / l.se qualquer individuo tem direilo sua
consurvacao, so o re ser delle privado:1 lie com ef-
roltu bem inesquiuha a sorte de um rei /! Mas o ae-
cusado proclama, aconselha a moito da rainha de
lonugal; aconsulhu o assassinalo: e be sobre essas
bases que pretende estabelccer a sua decantada re-
pblica, do que Dos nos lia de livrar.
Tratare! da ultima parte da accusacSo, e mostrare!
que o aecusado be o impressor do peridico em
questoo, o por isso responsavel pelos abusos nelle
conimetlidos; mas para isto nflo poderol deixarde
aiiblysar o processo desde o acto da formacffo da
culpa.
A justica publica requereu a noliHoacSo de Pedro
Alejandrino Alves, que esUva assignado como im-
pressor do peridico do acensado; nao foi elle en-
contrado, e isto mesmo consta dos autos, nem mes-
mo se sabia o lugar de sua residencia; em conse-
quencia iluso requereu-seaojuizo fui-mador da cul-
pa, que visto como o crime era inafiancavel, queso
proseguase na ormacSo da culpa indepondenlemenle
da resistencia do reo; ecom efleito assim se proce-
deno -lepois de pionuncia.lo, foi capturado o roco-
Ihidoacadea desta cidade; depois do que recorreu
da pronuncia, pelas rasos que constam de suas al-
legagoos de follias: o juizo ad qwm recouheceu, em
vista dessas allegagOes, que elle nflo era o impres-
sor, que Tora una sorpreza que o reo Ihe preparara,
da niesnia forma por que o lizera quando deu como
impressor de sua foi ha o Sr. D. Mauocl Mendos da
.unha e Azevedo, juiz de direilo do crime desta ci-
dade; porquanto o aecusado nflo apresentou respon-
sabilidade, Dorescripto, desse mseravel Pedro Ale-
xandrino, victima dos manejos do aecusado, e a sor-
te do cidadflo nflo deve estar merc das espe-
culacOes e desvarios do aecusado: em consequen-
cia do quo. dando-se provmento ao recurso,
foi dito Pedro Alexandrino posto em liberdade.
Mas no peridico eslava escripto o nomc do reo, na
qualidaJe iledono dessa typographla nazarena ; es-
tava seu nome, em virtude do art. 307 do cdigo do
processo, inscripto no vro da cmara municipal des-
[ ta cidade, como tenio estabelecido essa ofllcina de
impressflo; elle estav.i da mosma maneira inscripto
no peridico aecusado : logo era o acensado o verda-
deiro impressor da foIha;eem vista do 1. do ar-
tigo 7. do referido cdigo, elle era oprimeiro res-
ponsavel, na qualidade de imprensor, e como tal es-
tava subjeito a responder pelo abuso, emquanto nflo
apresentasseresponsabilidaile, por escripto, do edi-
tor, k nem se diga quo a lei licaria satisfeita com
a imposigflo da multa de que falla o artigo 305 ; por-
que, a admittir-se este precedente, seria Ilusoria a
punieflo dcsscsdelictos. Etanlo he verdadeira essa
intelligencia que damos ao 1 ."do artigo citado, que
o legislador nflo exigi para o imprensor nenbnm
dos quesitos quo se exigem para o editor, ou autor,
e disse no artigo 312 do cdigo do processo crimi-
nal, que, quando noscrimes de liberdade de expri-
mir os pensamenlos o autor, ou editor, nflo tiver
meios parasatisfazera multa em quefor condemna-
do, o imprensor fique responsavel satisfaeflo. Ora,!
seria fcilmente Iludida essa disposieflo, seo im-
pressor podesse ser um individuo quo nem ao me-1
nos offerecosse essa garanta da olficna, que sem-
firc lie um valor, o por conseguinte, na falta de ou-
tro, um meo de satisfaeflo. Km virtude dsso foi
o reo notificado para ver corrorem contra elle os
termos do processo, como legitimo impressor; com-
parecen em juizo, oproduzio sua defesa no interro-
gatorio, como consta dos autos: cumprindo obser-
var que nesta oceasiflo nflo se lembrou o reo dea-
presentar responsabilidade de editor, ou autor, e
s quando se interpoz o recurso desse despacho do
juiz municipal da segunda vara, querevogou a pro-
nuncia decretada contra o reo pelo juizo formadorda
culpa, he que se apresentaram laes responsabilida-
des do Francisco Antonio Xavior, um completo anal-
fabeto, cuja boaffra Maqueada ; pois que da de-
claracfloden. assignada pelo reo, consta quo elle
assim oaflirmra em presenca do delegado do pri-
meirodistricto; accrescentando mais, que, so sou-
besso que o nazareno coiitinba injurias a S. M. ja-
mis concordara em tal !
Finalmente, senhoros, passarei a provar a existen-
cia da circumstancia aggravanle mencionada no li-
bello, que he a do 4." do artigo 16.
A aecusagao tem provado que a intengflo daaecu-
sado he destruir a forma de governo cstabclecida, e
por isso be que dirige esses ataques a pessoa augus-
ta de S. M. Imperial, para ver se cunsegue tornar
een-
Juis : Ouvio dizer o que ?
Re : Ouvi dizer que tinhabrigado com Sr/ti.
mina, mas cu nflo me lembro.
Dado por lindo o interrogatorio, passa-se leitun
das pegas do procosso e s ajlegagfies pro e coni
a r. *.. *
Terminadas essas alfegagOes,
0 Sr. Jut Prtsidente faz o relatoro da causa
trega ao presidente do concelho osseguintes
QUESITOS.
l.o A r Mara Francisca das (hagas fez os ferimen
tos constantes do corpo de delicio ?
2. A r commetleu o crime de note?
3. A r ontrou na casa da offendda com o flm da
commellerocrme ?
*.o A r fez os ferimentos em defesa de su pos
soa ?
5. A r fez os ferimentos tendo certeza do mal que
se propoz evitar?
fi.o A r fez os ferimentos, tendo falta absoluta de
outro meo menos prejudicial."
7. Ar commetleu o crime, nflo tendo provocado
a offendda?
8. Existem crcumslancias attenuantes a favor
da r?
Tcndo-se o concelho recolhdo sala das confe-
rencias, volta depois de 1 hora dos debates, res-
pondendo:
Ao 1." quoslto Sim por unanmidade.
Ao2." Sim ,
Ao3. Ndo 11 votos.
Ao4.* i> Sim 8 -..
Ao5. Sim 9
Ao6. Si
Ao7.* Sim 10
Ao8. a Atoo-- 9
OSr. Juiz Presidente, conformando-se com a deci-
sflo do jury, lavra e profere a seguinte
SENTENg.
A' vista da decisflo do jury, absolvo a r Mari''
Francisca das Chagas do crime de quo he aecusada
e mando que a seu favor se passe al vara de soltura.'
Pague as custas a muncipaldade.
Sendo 2 horas da tarde, levanta-se a sessSo.
III.1RI0 DI l'EliMHIIIJCO.
- .. j ~u
Crcia-me, pega a Dos que nada faga; doscon-
he dessas cxaltagilus romanescas, Lorenza, fallo-lbe
como amigo, ouga-me.
Ilavia na voz de Balsamo tanta colera reconcentra-
da, nosollios tflo sinislro foo, a branca e musculo-
sa inflo se confrangia por modo tflo estranho a cada
una das palavras que elle pronunciava lenta e quasi
que solemnemente, que Lorenza, aturdida no cumu-
lo de sua rebelda, mao grado seu escutou.
Voss bem v, minha iilha, continuou Balsamo
sem que a voz nada perdesse de tflo aineagadra
seu nome odioso ao paiz, para chegar um da a seus
fins. E, pois, esl provado que o motivo que levou
o aecusado a commelter odolicto heassaz reprova-
do ; o por isso deve ser condomnado no grao mxi-
mo das penas pedidas no libello.
Tenho concluido a aecusagao, e s me resta dizer-
vos, que he lempo do reprimirdes os excessos do ae-
cusado, ede mostrar pelo vosso proceder nojulga-
mento om questfio, que os homens honestos da pro-
vincia repellen) esses escriptos incendiarios, e nflo
sanccionain os desvarios do aecusado.
(Conlinuar-se-ha.)
9'SESSO DA TERCEIItA ORDINARIA EM 14 DE
AGOSTO BE 1847.
PaiSIDBNCIA U0 SENIIOR FERREIRi GOMES.
As II horas da manbfla, faz-se a chamada e veri-
fica-so acharem-se presentes lanos Senhores jurados
quanlos os necesaarioa para haver casa.
OSr Juiz l'residenle declara aberta a BOasfiO.
Saq,apregoados os reos e as lesteinunhas.
O Sr, Juiz Presidente diz que se vai proceder ao sor-
teo do concelho que tem de julgar a re Mara Eran-
cisca das Chagas, aecusada pelo crime do ferimentos
leves.
lie nomoado para defensor o Sr. doutor Cabral.
Sorteado o cncelho, presta o juramento prescripto
pela lei.
O Sr. Juiz Presidente faz a r o seguinte
ISTEnnOGATORIO.
Juii :
R :
Juiz
R
Juiz :
R :
Como se chama ?
Maria Francisca das Chagas.
Sabe a rasflo por que foi presa '!
Eu, nao, Sr.
Nem nunca ouvio dzer?
Ouvi dizer.... eutinha bebido um boca-
dinho de ago'ardenle, e quando amanheceu estava
dentro do callabougo.
RECFE, 16 DE AGOSTO SE 1847.
Obsequiaram-nos com os ltimos nmeros do AV
cional do Porto, e com alguns excmplares do Holi-
tim O/ficial de data mais moderna que a dos que li-
nhamos, pois que alcangam a 12 do prximo passado
julho. Nestes nada vimos que se faga digno de espe-
cial mengflo; naquelles, porm, alguma cousa li-
mos, que nos habilita a orientar os subscriptores -
corca da maneira porque se effeitu ara a entrega da
predita cidade s frcas hespanholas que pugnavara
pelos direitos magestaticos da rainha de Portugal;
porquanto ah deparamos com as condgOes sob as
quaes resolver a junta provisoria que essa enlrega
se cifeiluasse, e com a proelamaeflo em que ella in-
teirra o povo da existencia de semelhantescondlgoes:
o que tudo deixamos transcripto na parte exterior.
A referida junta dissolvra-seaos 30 do precitado
julho, por dcliberagflodos respectivos mnmbros.
Ao taunpo em que senegocava o convenio que
precedeu a essa dissolugflo, houve um tiroteio em
Gaya e outro em Monte-Pedral, entre as frcas do
duque de Saldanha cas dos revolucionarios. Des-
tes tiroteos, o prmeiro leve resultados mais dolo-
rosos que o segundo, pois que occasonou mortes, e
a ruina de algumas casas.
CGMME8CIO.
curado poupar-lbe esse contacto.
He verdade, Vm he casto, e be a nica compen-
saeflo que me foi concedida s mnhas desgranas.
Oh 10 016 vira obligada u supportar o seu a mor !....
O'mysterio! mysterio impenetravel! murmu-
rou Balsamo, quo mais pareca proseguir o seu pen-
sa ment, do que responder ao de Lorenza.
Terminemos com isto, disse Lorenza ; porque
me tira Vm. a liberdade?
Porque a quer Vm. tomar outra vez, depois de
m'abavcrdado de bom grado? Para que foge da-
quelle que a protege? Para que vai pedir auxilio a
urna pessoa estranba contra quem a ama? Porque
aincac* de continuo a quem jamis aameagou, de
revelar segredos que nflo sflo seus, e cuio alcance
voss ignora?
! disse Urenza sem responder a interroga-
llahitue-se a minha presenca; ame-mo como um
amigo, um irmfla. Tenho grandes desgostos, con-
fiar-lh'os-hei ; terriveis decepgoes, algumas vezes
um sorriso seu me consolara, yuanto mais eu a vn
boa, allenciosa, paciente, mais Ihe alargarei as gra-
des da celia; quem sabe? talvez que dentro de um
auno, dentro de seis inezes, osteja voss tflo livre
como eu, bem entendido, sem queror roubar-me
mais a sua liberdade.
Nflo, nflo, bradou Lorenza, que nflo poda com-
prebender quo urna tflo cruel resolugflo su alliasse
com tflo meiga voz, nflo mais prumessas, nao mais
mentiras, Vm. raptou-me, raptou-meviolentamente,
cu sou minha e minha s ; restitua-me, portanio, ao
menos a Dos, se nflo quer restituir-ine a miin mes-
illa. Atqui tenho tolerado o sou despotismo, poique
me lembro que me salvou dos salteadores que iam
deslioniar-me, mas ja.este reconheciment enfraque-
eflo o tirru ,,,'"<"--------T---- ,"",'"B- <>uiiii-iiic, mis jdcaie iceoiiiiecimeulo eniraque-
o 1he* o assal ,?,?. ^"flem,;"l ser ?' *n>Pre ce. Com mais alguns dias Je prisao revolto-me, e Ihe
mam do u, .S ?.* e tti"? ',,n. me h:' de "rei ...ais obligada, e depois, denois, lome sen-
- Porqsuu forlu,^'eu *m.i?1fan e' 'tul0' l.alvez c"tBUB a *> ^ v'"- tS mysleno-
se Balsamo com nn 'o f'-'f *! Loren" dls- sa* reta0es com os salteadores.
- Nflo sei, mas pelo menos percebi signaos, pa-
lavras.....
-- Pcrcebeu signaes, palavras! exelamou Bal-
samo empallidecendo.
Sim, sim, disse Lorenza, percebi-as, e as sei,
c as conheco.
Porm nunca as dir; nunca as repetir al-
ma viva, lecha-las-ba no mais intimo da sua lem-
branga, para que ah inorram abaladas.
Oh! pelo contrario! bradou Lorenza, satis-
feita, como so cosluma (car na colera, quando se
acba emfim o lugar vulneravel do sou antagonista.
Guarda-las-bei essas palavras devotamente na me-
moria, repiti-las-bei devagarinho todas as vezes
que estivers, e alto na primeira oceasiflo; j as
disse.
-- E a quem ? pergunlou Balsamo.
A' priuceza.
Pois bem! Lorenza, ouga altentamento isto,
disse Balsamo apertando-lhe asearnos para auagar-
ll.e a eirervesconcia, e moderar-lhe o sangue'revol-
tado.se as disse, nflo tornara a dize-las mais; nflo
lomara a dize-las mais, porque terei as portas fe-
chadas, cerrare as barras deslas grados, levanlarci
se preciso for, os muros deste pateo tflo alto como
os da torre de Babel.
Ja Ihe disse, replicou Lorenza, de toda a pri-
sao so escapa, principalmente quando o amor da li-
berdade so reforc com o odio do lyranno.
Alramlega.
RENDIMENTO BO DA 16........... 1:722,865
Dtscarregam hoje, 17.
Escuna Ida taboado e ferro.
Barca Esther-Ann mercadorias.
Galera Columbus idem.
IMPORTACAQ\
Ida, escuna sueca, vinda do Gothemburgo, entra-
da no correle mez, consignada u Rothe e Bidoulac,
manifestou o seguinte.
864 barras de ferro, 240 cadeiras de pnho, 2604 ta-
boas e 6 vergontoas do dito ; aos consignatarios.
""nrasBi
- Maravilbosanienle, pois, saia, Lorenza; porm
ouga mais urna cousa : voss s lom duas vezes a sa-
bir daqui : pela primeira castiga-la-hei tflo cruel-
mente, quo voss derramara todas as lagrimas do
corpo ; pela segunda, tflo desapiedadainente a feri-
rei, que voss derramara lodu o saugue das veias.
Meu Jess mou Jess elle he capaz de me
assassiuar.' ululou a moga no ultimo paruxysmoda
colera, arrancando os cabellos, e rolando sobre o
tapete.
Considerou-a Balsamo por um instante, enlrecol-
rico ccompassivo. A compaixflo, einlim, como que
sobrepujou a colera.
Ora bem, Lorenza, disse elle, torne em si; se-
rene-se ; um dia vira em que voss seja grandemen-
te recompensada do quo tiver sofTrido, ou julgado
soflrer.
Presa.' trancada.' grilo Lorenza sem dar ou-
vidos a Balsamo.
Paciencia.
Fe ida .'
lio um tempo de nrovangas.
Louca 1 louca !
Voss se curar.
Oh .' metta-me j n"um hospital de alheados.'
feche-mo nleiramente em urna verdadeira prsflo !
Nflo ; voss me prevenid muito bem do que fa-
ria contra mim.
Pois bem bradou Lorenza, a inorto entilo, a
morte j .'
E crguendo-se com a floxbildade e ligeireza da
fera, atirou comsigo .para esmagar a cabega de en-
contr parede.
Mas Balsamo nflo tevo mais que estonder a mflo, e
pronunciar do intimo da vontade, ainda mais quo
com os labios, urna s paluvra para suspende-la : Lo-
renza, parou de repente na carreira, cambaleou, e
cahio adormecida nos bragos de Balsamo.
O extraordinario encantador que pareca haver
subjugadu todo o lado material dessa n.ulber, mas
que em balde iutava contra o lado moral, suspendeu
Lorenza nos bragos, o levou-a para a cama ; enlflo
depostou-!he nos labios um longo beijo, corrou as
cortinas do leto, depuis as das jauellas, o sabio.
Um soiniiu brando u benfico envolveu Lorenza,
como o .nanto do urna boa mili envolvo o menino tei-
moso, que se tem atormentado, e chorado em de-
masa
r (Continuar-st-iu.)
i
MUTILADO


T
Consulado.
RENDIMENTO DO DA 16.
Coral.
4:151,493
lioviniento do Porto.
Navios entrados no da 16.
, .rnool; 35 das, barca ingleza Esther-Ann, do 264
ailadas, capitao Thomas Hunter. equipagem 14,
rtl fazndas ; a James Crabtree & Companliiu.
.ih.deFinando; 21/2 das, brigue-oscuna brasiT
leiro Uenriquta, do 134 toneladas, capitao Jos
joaquim
Alvos da Silva, equipagcm 12, carga pe-
ira a Francisco Joaquim Pedro da Costa. Con-
!Iii 2 pra?as de pret, 16 ex-presos de justica e 13
"" .nciados com suas mulhores e fillios.
n 2 dias, hiato b.asileiro Flor-do-Rio, de 27 tone-
ladas capito Thomaz Gomes de Almeida, carga
inadeira; ao capitSo.
Navios sahidoi no mesmo dio.
Canal; brigue inglez St.-George, capitao Daniel I.an-
irnir carga assucar.
rrk uFalmoutli; barca ingleza Alexander, capi-
tao Thomas Primrose, carga a mesma que trouxe.
"edita i.
Salgado, JoSo deMagalliHes, JoSo daMotta Botelho,
Jo3o Mara Ferreira, JofloOliveira GuimarSes, Joao
Querino do Aguilar, Jos Azevedo Andrade, Jos An-
tonio Maya, Jos Antonio Alves Neiva, Jos Antonio
Costa S, Jos Antonio S CuimarSes, Jos Gac-
tano Pereira, Jos Dias do Carmo, Jos Ferreira Fon-
tes, Jos Fernandes Ferreira, Jos Goncalves Braga,
Jos Goncalves Duarle, Jos Gomes Fernandes, Jos
Joaquim Costa e Silva, Jos Joaquim de Garvalho
Vieira, Jos Joaquim Moraes Costa, Jos Joaquim
llamos, Jos Mara, Jos Martins Ayres, Jos Mon-
te! ro de Almeida, Jos Mendes de Almeida, Jos
Rodrigues de Parando, Jos Sousa Belchior, Jos
Vieira deFigueiredo.
I.uiz Gonzaga Santos.
Marcos Antonio Rodrigues Sousa, Miguel Ferreira
Albuquerquo B., Manoel Almeida G., Manoel Bap-
tista Carneiro, Manoel Bernardino da Molta Ma-
noel da Cruz Aldcao, Manoel Goncalves Tcixcira,
Manoel Jos Cunha Bello, Manoel Jos Coutinho,
Manoel Jos Pereira Pinto, Manoel Jos de Paiva,
Manoel Pereira Marques, Manoel Rodrigues do Car-
valho, Manoel R. Saraiva, Manoel Seabra Assump-
c8q, Manoel Silva, Manoel Seabra, Narcizo Antonio
deliveira.
Pedro Jos Itibeiro Alvares.
Raymundo Pinto Abreu.
Serafim Goncalves F. Cunha.
Thereza Goncalves de Jess Azovedo, Tertuliano
Costa Sineiro.
Umbelino Tiberio Silva.
n aballo assignado, juiz de paz e presidento da
ssembla parochial da freguezia dos Afogados, era
virtude da lei que actualmente rege as eleicoes, o
nlens da presidencia transmitidas pela cmara mu-
nicin! convoca aos eleitores e supplcntes da mes-
ma reguezia, e nella actualmente moradores, para
comnarecercn na matriz, as 9 horas do da 19 do se-
-mbro prximo futuro, para a organiaacilo da me-
t narochial, sob nena do seren multados aquelles
aue sem motivo justificado, dcixarem de compare-
cer : assim como tambera convida aos cidadiios qua-
lificados a coraparecerem a darem seu voto, queren-
do, visto nao ter a lei fulminado pena alguma aos
qu'efaltarern.
Afogados, 13 do agosto de 1847.
Manoel Joaquim do Reg e lbuquerque.
i visos martimos.

Drclaia^fxs.
--O arsenal de guerra compra trinta arrobas de
plvora grossa : quem dito genero quizer fornecer,
mandara sua proposla, ora carta fechada, e a amos-
tra a directora do mesmo arsenal, alo o lia 17 tnoje)
do correte mcr. Arsenal de guerra, 13 de agosto de
1847 ~ Iodo Ricardo ia Silva amanuense.
O arsenal de guerra tem do remoller para',a pro-
vincia do Geara quatorze caixoes com armamento,
cinco ditos com corrciame ol ditos com fardaraen-
to qualquer senlior capitao de navio, que osliver
de prximo a seguir viagom para aquella provincia,
e quizer contratar a condcelo de taes onjeclos,
comparece na sala da directora do mesmo arsenal,
das nove horas da manlula as duas da tarde dos das
17 (hoje) e 18 do corronle mez, para se lazercn.
os convenienles ajustes. Arsenal de guerra, 14 de
agosto de 1847. ~ Jodo Ricardo da Stha, amanuense.
-O arsenal de guerra tem de remetter para o Rio-
Orande-do-Norte 12 arrobas do plvora, em 6 barra:
quem se quizer encarregar do os conduzr, compa-
reea na sala da directora do mesmo arsenal das J
horas da inanhSa as duas da tardo dos das 17 (boje),
18 e19 do corrento mcz.para se fazerem os conven-
entes ajustes. Arsenal de guerra, 16 de agoslo de
1847. ~ Joo Ricardo da Silva amanuense.
-Faz-se saber aos subditos hrilann.cos res.dcn-
* tes neata cidade, que no da tcrca-feira, 24 do cor-
rente pelo mei-dia ter lugar no consulado Bi I-
ta.mico, ra do Trapiche-Novo, um ajM&WMMto
dos incsmos.nara toinarem em considerado n. gocios
concernentcs a capella britannica. Consulado
britannico 16 de agosto do 1847.
A: Augustos Cowper cousui.
AVISO AOSSF.NHORF.S NEGOCIANTES DE
CASAS HE COHMERCIO.
O administrador da mesa da recebedoriai de ren-
das geraes internas, tendo tollo um anuuncioem -b
do unlio prximo passado, convidandoi aos cdixeiios
estrangeiros a virem pagar o im.poito^laO.MO
rs.; declara que o referido annuuco njoaeentoode
cora os caixoiros, mas sim com as casas de commcr-
cio, como determina a le.
Recebedoria, 16 de agoslo de 18*7.
Contrato a celebrarse com a theiouraria das rendas
piovinciaes no mez de agosto crtente.
Dia 18.
?O da arrecadacSo do dizimo do gado cavallar nos
municipios de Boa-Vista o Exu, avahado era 299,930
mil risannuaes.
Para o Havre segu com a maior brevidade pos-
sivel o briguo francez Reaujeu : quera nelle quizer
carregar, ou irdepassagem dirija-seaos consig-
natarios B Lassorre Corapanhia na ra da Sen-
zalla-Velha 138.
Para o Geara e Aracaty segu viagom ate o lira
do corronte mez, o hiato nacional Mara-firmina :
para carga e passageiros, trata-se na ra da Cadea
do Recito, n.34.
Abarcaba S.-Caetanorecebo carga para Macera
e Penedo. _
-l'aral.oandao brigue portuguoz Rosa : quem
noilequizer carregar. ou ir de passagem, dirija-se
ao capitao, Jos Francisco da Costa Roxo
consignatarios, F. S. Rahelloft Filhu.
Avisos diversos
ou aos
0 TRIBUNO N. 4,
est a venda nos lugares do costume, o esta folha
nropriamonto do povo, que a nao deve perder. A-
vul'oa 40 rs.; para os que nss.gnarem salura mus
commodo, po s que a lerilo a 500 rs niensaes: suhs-
evo-senos lugares era que se vendem, eos distri-
buidores tambera ostao encarregados de tomarem
assignaturas, recebendo os nomes, moradas, e nu-
"'r?: Aviso anticipado.-Sexta-toira, 20 do corren
te/ser publicado o n. 23 da Carranca, interessan-
l! noubarSde bordo da barcaca San-Caetano-IJi-
Ugente, na noite de 15 para M do correntc^tres -
se
TttJSEZTVuwdelle. souber, dirija-se a
'"^EoTS-deju.ho prximo passado desenca-
minhou-se, depois de pago o sello fixo c propowSo-
!?.i .? rV.l ,ln nartilhas de Manoel Pires Ierroi-
'enlario e parlillias dos
anto de sua mai D Ge-

Itoga-se a quera o liver, queira entregHo a Filippe
LopesNetto, na ra Nova, que gratificara.
o ai\ J. I*, lu. u. o
obsc-
tou;a-se a
quio de t.alar de seus negocio commer-
c;aes e narlici.lares e deixar-se de em
blico oliendo a capacidade de pessoas,
or delicadeza algum respeilo llic
e isto a S. S. pedo um
Offeddo.
- Precisa-sealugar urna escrava para o servicode
una casa
engommare
Tifio sendo muito moca
n. 32. ou annuncie.
pul
que p(
devem merecer
LOT'RIA DO THEATRO.
Existe ainda urna porcSo de bilhetes por vender,
e quo inontam a pouco mais de dez contos de ras ,
um terco do total da lotera. Com urna quantia ia|
por nrrecadar nao he possivel fazer andar as rodas
nodia 13 do correntc mez segunda vez para este
lim marcado; o por isso o respectivo thesoureuo
novamento dosigna'o dia7 deste raesmo incz.na ex-
pectativa de que os'billieles so acabora ou quando
acconteca ficarem alguns soja em numero tal que
n.1o sirva de obstculo ao andamento das rodas, o
qual se realisar infallivelraento nesse dia.
- Precisa-se fallar aos Srs. I.uiz de Franca o Mol-
i Jnior, Elias Marinho FalcSo de Albuquerquo Ma-
rangflo e Paulino Ferreira Nunes, a negocio do seus
intoresses : no largo do Carmo, venda t.
A pessoa, que annunciou pelo Diario, ns. 178 c
179, querer permutar urna formidavel propriedade
nosta praga, por um sitio, querondo um peno da
praca com as proporces que exigo dirija-so a
ra daMadrc-do-Doos, n. 14.
--Precisa-sealugarurna boa casa, ou um bom
andar com commodos para urna pequea lamina
cslrangeira, que soja cm ra publica o frosca pro-
ferlndo-so no bairro do S. Antonio, ou Boa-Vista :
na ra do Trapicho, n. 40.
- Alugam-se tres casas terreas, no
becco do Peixoto, pelo preco de cinco
mil ris cada urna : a fallar na na do
(irespo, n. i5, com A. da C. S. G.
Ainda se acha por vender o armazem que se an-
nunciou por preco comraodo na praia da I onle-
Velha.aopda fabrica do finado Gervazio Pires
na ra da Matriz da Boa-Vista sobrado n. 33.
-- Peranle o doutor juiz do civcl da segrala vara,
a porta da casa do sua residencia na ra estrella
do Rozario, tem de ser arrematada em praca, no da
18 do correte, a mobilia de casa, penhorada a
Madama Kcnotto por execuQilo de Manoel Fer-
reira Ramos as 4 horas da larde por ser a ultima
praca; contendo a mobilia boas cadoiras do jaca-
randa um piano o mais trastes: os prelendontes
comparec!ni ao lugar o horas indicadas.
--JosJoaquim Umbelino do Miranda previno a
quem nteresse tiver, que ello tem penhorado a Joao
Thomaz Pereira ura terreno de marrana que lti-
mamente Ihc rara concedido poloP.xm.Sr. presiden-
te da provincia sito no fundo de suas propnedades,
na rus da Praia e quo por isso ningucra contrate
sobro compra, permuta, OU qualquer oulro ne-
gocio com o dito terreno, sera que primen amen e
nao desembarace, ou se obrigue pela execucao do
annuncianle, que corre pelojuizo da pnmeira vara
do civel desta cidade esenvao Cunha.
- Quera quizer alugar una escrava para casa ,
quo tem todas as habilidades dirija-se a ra da
Praia, casa do Vianna n. 43. ,.
- Manoel da Silva Gaspar, de hoje era diante, se
assignar Manoel Gaspar da Silva.
- A fabrica de velas .lo carnauba da ra doS-
Rila inudou-se para a ra do Noguena n. 47, on-
de acharffo os freguezes as molhores velas desta
qualidado tanto em alvura como em boa luz poi
preco mais commodo do que em mitra qualquer pai-
te tanto em porcHo como a retamo. __
I-Os Sis. que ha dias quizerara comprara venda
defronleda matriz da Boa-Vista debaixo do sobra-
do amaiello n. 88 quciram apparecer, bera como
quaesquer outros Srs. ; pois o possuidor esta i esol-
vido a vender agradando-llie as condices
-Prccisa-sodSumtoilorquo trabalhe de enxa-
da : no sitio onde existe a caixa d'agoa.
- Precisa-so de ura rapaz para caixeirode urna
venda, que tenha, ou nao pratica : airas da ma-
triz da Boa-Vista n. 4. .
- Da-seum cont de res a juros de um o mera
por rento por lempo de um anuo sobre ponliorcs
de ouro : quera quizer annuncie.
-OSr Fzcquiel deSouza Cavaleante queira di-
rigir-se praca da Independencia, livrana ns. 6 o 8,
a negocio de sen interesse. .
-- O Sr. A. J. F. G. queira ter a bondade de vir na-
Gompras.
lcompra-so ura "^3?*
do sertaneio do coi.ro 'ncluimlo uraa .
cabo do prata faca, de. pona com ba.nn r ^
o esporas tambora de prata quein h n#_
parte destas cousas, dinja-sc a i ua do .mp
bom sertao
part------------
hecco do Sarapatel, sobrado n.ur^
ia vicio: agra-
Velha, n. 18.
horas da ma-
Quem a tiver, devo apparow ""'
"'^Vra-se oilavo tomo da Recre.J0 pbHoso-
rC--lCompnra-se para tora da provincia, urna es-
crava crmula, ou parda de .8 a 25 anno^ quosa.
ha coser e engomraar com pertoi$ac>, Jue J
bonita figura o sera achaques : nlo f "P"app.r"SBf;
tendo as condices exigidas : tambera W
uraolT.cial docarpina, quoseja moQO. na ra ua
Alegra n. 46, ou annuncie.
Y codas.
LOTEKIA DORIO-OE-
JANEIKO.
Na loja de cambio', n. 38, do Manoel WMjW*
ura resto do bUhetese meiosditos de i. J^TSiZ
beneficio do theatro de San-Pedro-le-Alcantara, vin
dos no ultimo vapor. T*ai- Ras-
- Na nova loja de Francisco IOS* Te,*eil,an,w
tos. na ra do Queiraado *ff**>2
vonde-se algodo da Ierra cncorpado c largo, ora por
cao o a retallio.
RA DO COLLEGIO, N. 9.
Dcscgancm-se e toriicni-se a
deseganar,
deixa de torrar na sua
tartaruga para
pequeas
que oantigo barateiromlo (
nova loia de miudezas: caixas de
? 2 000nrs. cada urna ; ditas mais pequen.:,
a .600 rs cada urna. A ollas, antes que so bem
Calxinhas de agulhas francews, muitu, fln a wo
rs cada uraa ;pe,.les.de tartaruga P ^!
oeArs i narrllia: caixmhas com pos ao *""' ""
v5.. tficid. nma;botoesdo medre po o-
, i'sors. a groza ; ditos gra.ules a 400 .
Mdeliuaolinhocomljpea.^
de'pouci familia que saiba cozinhar
fazer os mais arranjos de urna casa
na ra larga do Rozarlo
- Um moco brasilciro se oftorece para caixeiro
, qualquer eMabeleciinento e jnntamente para co-
jancas dando fiador a sua conducta quem dt
seu prestimo se quizer util.sar, an''u'c,e. _ras ....
- Aluaam-so duas pequonas casas torreas na
Trem c ra do Sebo ns. 52 e 54, por 8,000 rs. men-
SatratarnoescriptoriodoSr. Francisco Anto-
caixinliascom pos
a 200 rs. cada nina ; botes do
a groza; ditos grandes a
groza ; macos de lita (
duzia do todas as larguras ; .P^J^^^ ^h-
cada
esco-
ma;
ditas para
os
saes
niodeOliveira.
Obitctos que a repartido das obras publicas pre-
tende comprar.
Vinte c cinco estivas, de 25 palmos de compri-
mento e 6 de largura ; 3 barris de cimento; 2 ca-
ndas de aroia ; 1 pedia de cantara com 1 palmo
do largura e 8 de oomprimento; 15 lagos de Lisboa,
cora duus palmos en. q.radro; 5 alguc.res de cal
branca ; 1 arroba de chumbo.
Lista das cartas entradas do 1 .o a 13 do corrente mez.
Augusto Duartc Foitosa, Antonio Azevedo Maya,
Antorno Alvos Valongo, Antonio Ferreira Braga,
Antonio Joaquim do Araujo Antu
nha, Antonio Lopes Monczes, AnH
Garvalho C, Antonio Pereira Prete.
Bernardo Jos da Cunha.
Caetano Jos Pereira Porto.
Diogo Machado Portel la,
Domingos Jos da Costa Gui
Francisca Firmina de Aii
Plnho Francisco Antonio Freir, Francisco Gomes
deFigueiredo, Francisco Pereira, Francisco Regs
USo Carneiro, Francisco Vieira Neves.
Henrlqne Oliveira Soarcs.
Izidoro Jos Rocha Brasil .
acinlho Dias Pereira, Jac.ntho Faustino Agu.ar
Joauuim Alves de Almeida, Joaquim Antonio Cor-
U.in Joaquim Antonio Mendes, Joaquim Antonio
- '__!.:- i-..lm Fifliiciseo Silva Paciencia,
im Jos da
--M loeUeMedeiros Dorias faz scientc ao res-
neiuv ""publico que pessoa alguma compro a D.
o uencaMaraede Lins a escrava de nomo Lu ,
iue R--oriedado do raesrao co.nprada cora ciza
n'aga desde o anno de 1842, a qua escrava tem esla-
lo em casa da dita Senhora oceulta >po ^W
vezesque tem sido corrida a casa teni-sc podido
evair'a mencionada escrava, e ag ora evo^por no-
ticia ouc foi mandada vender por um Porluguez, ul
nomeqBenovides.paraPanellas-dc-M,rand^
isso oabaixo assignado protesta ^K*"
com sotao, na esquina da
Antonio Luiz da Cu-
Antonio Morcira de
Duartc Nunes Madeira,
ma riles.
Abreu M Francisco Alvos
Juilas.
ruTJoSue'iraT'comlquartos tres salas coz,
nha roia'quinta'icon. ccimb. o portao : na pra-
ca da Independencia, iivraru ns. 6 e 8.
-Quem precisar de uraa ama do leite, dirija se a
ra doPadro-Florianno, n. 10. hnialhlo de
- Roga-so ao segundo cadete do 6. ba
_ > (i nllQ lllll'l 111* I
mais que se Ihc peca, querido sati.-faze n01P ISSO
adverle-seao mesmo Sr. que, ralo o fue ido dentro
do prazo de tres dias, passara pelo desgosto de \ci o
seu nome por extenso. ____
- precisa-se de uraa pessoa apta para tomai emi-
ta de tabolciro do fazondas linas e grossas, para
vender na ma, de sociedade, prestando banca id-
nea : na praca da Independencia, n. 39.
- Oiiein precisar de urna ama luir que tem mul-
to bou. Icite para criar dirija-se a ra Nova, ..9.
- Aluua-se o tercoiro andar do sobrado da ra do
Rozario %. 36 confronte a igreja a tratar na ra
da Cadeia do Recito n.44.
- 0 Dr. Joao Capistrano Bandeira do Mello re-
melle a sua escrava Auna, por motivo de molestia,
para o Acarac, no patacho ^mulacdo.
- Oirerecc.n-sc 3,000 rs. por cima do aluguel que
rende a casa sita ao p do theatro publico, para
brir-se casa de negocio : sendo convenha ao pi op. ic-
tario, annuncie sua morada.
- Aluga-se urna casa na ra Bel a, cora duaa sa-
las, 3 alcovas, cozinl.a tora, quinta e cacimba: n
ra do Collegio, n. 15, segundo andar
-Albanoda Fonscca Cruz subdito porluguez
re tira-se para fra do imperio.
- onerecc-so, para criada grave de qgorpc"a
de ramilia capa/., uraa mulher de mu.to li
duct
pograhi
ua Nova,
Huzia pentesde" prender cabe,.,, 80 rs.
um luvas para meninas, a 120 rs. cada par e.
S para fato, multo finas a 320 e 400 rs. cada U
^H4MStm2
:"--=^fKnr^r^
"l^ndrrdouimoleque.^
cavos de naCao?4esclavas, tendo urna dolas u,
,r^-VS-S.dbnl.... Religiosas e Mi-
llluminada com 50 estampas na
E.A..II. G.
que haja de pagar ao al-
n.6
e familia capa/., uraa mulher de Mito noe-con-
ucta quera a precisar dirija-se a casa junto a t>-
ograhia nlBo, por detras da ra da Aurora
.- Precisa-se de ura rapaz portuguc de 12 al*
____ ___,> ion! mal ea de venda : na ra [Nova,
loja
Pinto Serodio, Joaquim Francisco Silva Paciencia,
Joauuim Ignacio Itibeiro Jnior, Joaqui
rosta Silva, Joaquim Martins Ferreira, Joaquim Sea-
fcra Jo o Bento Rocha, Jo3o da Cunha Neves Joao
da frox Pinheiro, Joao da Costa Torres, Jo3o do
ja (,roz > i""^' ,,,; ,Urhn7a r.ordeiro. Joao
ffidTlfSodrColiegioT ".T, o toitio-dasobras
que deve; do contrario? ver o seu nome publ.ca-
U0PV&Ttocorrente, portado Sr. doutor
uiz do civcl da segunda vara, se hade arrematar
{,or ra ultima praca, urna casa de campo, s. a
no lugar do Caldeireirt., penhorada ao Coronel
Francisco Jacintho Pereira por execu^o dos ne-
Bociantes Me. Calmont & Companhia.
.- A padaria de una s porta cora a frente para
, ra do Sebo, na praca da S -Cruz, continua a ter a
ven "a ,lm do excellento po ludo o niaia que he
" i' .lestes estabelccimentos, bem como : a boa
EffinWaJ."!. furadiiiha, de 24 em_a.se,u
libra
anuos e que tenha pralica de venda
"' "precisa-se de um caixeiro que entend.i de
de miudezas i na ra larga do Rozario ..20.
Aluga-se um pelo diariamente no* das uteis
T^SSWwU d8r *00'00ta "casn'^ni0
m ,oa lirma, dirija-se a ra Augusta, caa terna,
cora
n. 18.
Aluga-se um preto
para todo servico do urna
- loja n. 58.
tixa ama-
;." ," Tn oprcciiriri .-s..Ko. <
litares, illummada com ju vu...,--------- ra
QU VedeSeume mulatinha do 18 annos, propria
para SST. encllente conducta e que en-
gomma ecose : na ra estrella do Rozario, n. Ji,
P,,"vmto-seuraa venda com os fundos que con-
he ...uito areguezada para a trra em rora ao-ror
U- Vende-so urna bonita moleca sem achaques nem
i..iin* duiscscravas para todo o scrv.co ; um
Afogados por preco commodo
um bem COL-
ra do
, ura diU em Olm-
,oin construido sobrado de
, em boa
que cozinl.a, vende na ra o lava do v.rrella na ra
,l-"v:i;nn.u.a,..,dei2annoscomprin-
ciplos de costura : no c"d* '''M.Via" daguar-
" 17;, m sircas cora arroz do cascado su-
--Vendem-se sacras c da ^ por pre.
perior qualidado fumo i UaceUr, junto auar-
SSSSStfrff fa"rcom J0S Anlonlodo
d,os' C" 1 edilkar proprioddes e o sitio com
& SSSoTdefrente, e mil ditos do fundo, todo
.^palmos de frente, bQm y.|veiro
rtt^SSSfSU P-vao, naruaDirei-
U-Ven'de-seuma prelado 20 annos pouco mais
boa costureira lavadeira, e "
-TSel formado Francisco Pereira Freir i boa figura
SSS3S ESfS^^"'*****
doutor Jos Bento, e ondo pode ser procurado ajo4
ioa cosiuic .o.------, -_9.ue
... a engomraar; he de boa coi
um u.ulatinliode7aunos, propno pa-
casa cora enancas ; um pardo de toen
casa e campo ; urna parda costu ra,
... boa conducta, na ra do Crespo
2,^A, se dir quem vende.
loja n.
i
: :
U


13
ti

Vendern-se taboas de pinho de i a
.3 palmos de largo cliegadas agora de
America : airas do ihealro armazeni de
Joaquim Inopes de Almeida caixeiro do
Sr. Joo Matlieus A ellas que sao
p*bucas
-Vende-se vinho de Champanha de supcrio
qualidade om cestos ; charutos de liavana ; con-
servas em latas; colla clara, muito propria para
pintor : na ra da Cruz, n. 55.
A setecentosrs. a
vara,
Nalojador,umaiaesScrafim& Companhia, ven-
de-se bnm trancado, francez bastante encornado
e de puro linho, pelo barato preco de 700 rs. a vara.
isla fazenda se torna recommendavel pela boa qua-
Iidade. '
Q%)0V\0WJ9 10 %0 +]0 0 *0*I0
0
1
|
9

I
|
Vende-se bolachinha de agoa o sal, de 20
em libra, todas fuiadinlias, c muito boas
para cha e caf; hcm como de leite e ovos que
servem mcsmo para .lenles, por nilo tereni
composicOcs oleosas ; biscoutos redondos ,
doces e d'ovos ; bolaohinhas; faliaadoa mos-
mos: ludo foito cori iodo agseio e asa Jhe-
Ihores familias que lia boje no morcado: lam-
bem se va fabricar bolaehina lo acanita : no
pateo de S.-Cruz, padaria n* 6, den-oote da
s. af^l i
v>Wi$t@l'*\% e>\% @>\% e>,% &% &;<& &w>
Vendem-se cadeiras de pinho a
polka: airas do tlieatro, armazem de
Joaquim Lopes de Almeida, caixeiro do
Sr. Joo Matlieus
Vendem-se caixas dechhysson,*do6, 12o 13
libras om porges ou a rctalho ; caixas de velas
de espermacete de 5 e 6 om libra : na ra da Alfan-
doga-Velha n. 36, em casa de Matlieus Auslin & C.
. "OpoiUlllOJ
oiajd jod o sepepnsnh e aspo] ap sepuazej ap oj
-iioui!)jos oppliuoj u:n sejsap m.i[ o s.i oos't
, SOUUd SllOq OSOJOOip SBlll|JOp'oill.1lul1.IOSOAOU
lun opbaoo uin upuj sj ohz'\ ap oaaid oiiueq opxl
bjii3jb| ap soiu|iid ojas ep esil9|8M>d nza9iii.nl ba
-ou b os-apuaA 'f ii 'onioviv-s apoa.iB OBajuojj
-uoj u!i|URduio3 39 ui jejas WBJBUJina ap nfo| bjj
OptM
-o o-u 088^1 V
Vendem-sc 8 escravos, sendo: pretas c pardas
de Ha 22annos.com habilidades ; pretos e par-
dos : na ra das Flores, n. 17.
Vnova lojan,l{7,
doPasseio-pufrico,
coiu frente? pinta-
da de venle,
vende-se um novo sorlimento de riacadoa rraneczes
de padrOes nio.icrnos escurse muito largos, pro-
prioa para vestidos por seren de cores (xas a 200
rs. o rovado; novas e ricas cambraias escocezas de
cores flxas, muito largas, a 320 rs o covado; urna
porcBO de cortes de chitas escuras o de cures lixas
con, 10 covados, n 1,000 rs.; chitas do raniagcm pa-
la cobertas, de bonitas cores a fto e 200 rs. o co-
vado ;eoutras multas fazendas de que ha grande
smlmenlo, pi-mais commodo preco do que em
outra qualquer parte. As amostras dflo-se com pe-
nhores.
t& Vendo-so o Curso de historia da philosophia
por V. Cousin traduzdo em portuguez : na praca
da Independencia, livrarfa na. 6 e 8.
Vende-se urna preta de25anuos, de bonita fi-
gura que sabe cozinhar, engommar e lavar de sa-
lifloo varrella n.1o tem icios nem achaques: o
motivo da venda se dir ao comprador: na ra da
Concordia passando a poiiteziuha direila segun-
da casa terrea se dir quein vende.
Vende-se urna armacSo de urna venda, sita
na ra da S.-Cruz em um bom lugar e collocada
em urna casa que offerece grandes commodos para
urna familia sondo o seu auguel muito em conla :
atrs da matriz da Itoa-Vista, n. 4.
Vende-se urna cscrava Crioula muito moca, de
bonita (gura e do boa conduela com cxcclleulu
leite, o que cozinha o diario de una ra.sa,engomma o
lava : em CHinda na ra de Mathias-Ferreira, sobra-
do grande de varandas de ferro, em que morn o
fallecido lente coronel Antonio Joaqnim Cue
des.
Vendem-seduas pretas que engomman, cozi-
nliame fazem lodo o maia servico de una casa; um
prelo por 240,000 rs. quo serve muito heui a urna
casa, e he bom para trabalhare bolar sentido a
um sitio : no pateo do (.'armo, loja do sobrado n. 7.
Vende-se urna carteira nova, de dous carpos
muito bem feito toda de amarello, com o seu com-
petente moxo com assenlo de palhinha : na ruada
l'raia n. 74, armazem de Francisco Jos da Silva
Maya.
o Vende-se um escravo de 15 anuos de bonita
Iigura : na ra da Cruz, no Recfe, n. 43.
Na hija nova do Passeio-^u-
blieo.n 10, ce Manoel Joa-
qun Paseoal aillos,
vendem-se riscados francezes, de 4 palmos de lar-
aYSoo r'nl0n"nS' ,80e 200 rs' covad <*.
irada?'ni.,,S'e".Mr"-0 COVado c,,itas ,ina
iisirauas, padrOes modernos, a 120. 140 e 160 rs
eWfe ^500,2,800,3 00!) 4 OO
e a,000 rs. bretanha de puro linho, a 800 rs. a vara-
d tas de rolo a 1,300 e 2,000; pecas do algod
.nho, a 1,280 e2,000rs.,0 a jarda a lio rs.^iencos
de seda, a 1,440 o 1,600 rs.; suspensorios, a 100
rs.opar; lengos degravata a100e240rs. pello
do diabo a 200 rs.; lanzinha, a 320 rs.; pecas de
cambraia branca a 2,500 rs.; bnm trancado do co-
res e de puro linho a 1,000 rs.; dito branco o par-
do al/e 1,200 rs. a vara; o oulras muitas fazendas
inais baratas doquoem outra qualquer parle.
i\a no va loja n. 17-,
eom frente para o
Passeio-Publico,
pintada de verde,
vende-se um grande sortimentode chitas finas do
cores muito fixase padrOes agradaveis, a 100 e 120
rs. o covado e a peca a 3,800e 4,*500 rs. ; pegas de
algodflozinho largo ,sem avaria o com 18 jardas, a
9#r.J lencos do cambraia para gravata padrOes
ricos, a 160 rs. ; duraque c alpaca cilr de caf mui-
to lustrosos, a 600 rs. o covado; e oulras muitas fa-
zendas, do que ha grande sortimento, por proco
maiscommodo do quo em outra qualquer parte,
para chamar a attenclo dos freguezes.
Na loja nova do Passeio, n. I>,
veiulem-secassBS modernas, do cores lixas e largas
a 840 rs. o covado; chitas do novos padrOes o bous
pannos a 4,500 rs. a pee o a 120 rs. o covado
alera destas, ba um completo sortimento de fazen-
das de todas as quulidades : ludo por preco com-
modo.
Vendem-se dous fortes-pianos novos, com
boas vozesodeexcellente obra, chegados ltima-
mente : na ra da Cruz, n. 55.
KS* M PRIUEIRA MAO', ,*
vendem-se caixas com velas de cera do Rio-de-Ja-
neiro e de Lisboa; e tambem brandOes bogias e
tochas : na ra da Senzalla, armazem n. 110.
Vnlro de Champanlia
da superior e muitoacreditada marca
Cometa,
vende-se no armazem de Kalkmann & Rosenmnnd,
na ra da Cruz, n. 10.
Na ra da Cruz, n. 58 ,
acha-sea venda o superior o muito apreciado rap
princesa grosso e meio-grosso, da fabrica deEste-
vio .le Casse do Rio-de-Janeiro: seu preco lio de
1,280 rs. a libra em porcOes de 5 libras para cima.
o do puro linho pelo barato progode 1,000, 1,280 e
1,600 rs. avara ; ditos amarellos de puro linho e
muito finos, a 900 e 1,000 rs. a vara ; ditos de I tras
.le cores a 880 rs. a vara; riscadinhos trancados,
propnos para meninos a 240 rs. o covado ; a bem
acreditada fazenda chadrez de linho para jaquetas,
a 400 rs. o covado; z liarte do vara de largura, a 240
rs. o covado fazenda muito propria para pretos ;
algodes trancados azucs do iistras o mesclados a
220e240rs. o covado superiores pegas de breta-
nha de puro linho muito fina e com 6 varas e meia ,
a 5,500 e 6,500 rs.; macedonia mesclada para cal-
gas a 440 e 500 rs. o covado; chitas escuras, finas
o de cores fixas a 5,000 rs. a pega ; ditas francezas,
de vara de largura a 280 rs. o covado ; meios cha-
les de cambraia de quadros, a 440 rs.; hamburgo
de linho, a 260 rs. a vara; brim trancado, pardo ede
linho, a 640 rs. a vara ; meias para senhora a 240
rs.opar; cortes de cambraia lisa com 6 varas o
meia muito fina, a 5,000 rs.; e outras muitas fa-
zendas por prego muito barato: na ra do Colle-
gio, loja o. 1.
Adiniravel navallia de ac
da China.
Tem a vantagem de corlar o cabello sem oflenga
da pelle, deixando a cara parecendo estar na sua bri-
Ihante mocidade.
Ksto: ago vem exclusivamente da China, o s nello
Irabalham dous dos melhores e mais abalisados cu-
teleirosda nunca excedida o rica cidaJe de Pekim,
capital do imperio chim.
v n AUTOR SHA W.
N. II. lie recommendado o uso destas navalhas
maravilhosas por todas as sociedades das sciencias
mcdico-cirurgicas, tanto da Europa como d'America,
Asia e frica, uno so para prevenir as molestias da
culis, mas tambem como um meo COSMTICO.
Iia-se a contento, e responde-se pela sua boa qua-
lidade: poisso sevendem as verdadeias, na ra larga
do Rozario, n. 24.
dito da Madeira; dito de Sherry ; dito de Bordeaur .
dito chateau-la-rose; dito de S.-Julien ; dito do tV
nerife; dito do Itheino ; dito de Bucellas o Cari."
vellos; dito de Lisboa; dilo de Malaga- ditos
temer dito de graves; dito champanla sellerv"
ago'ardento do Franga ; Kirschifasser.extracto H
absinthe ; Cherry-cordial; agoa dollor do larani
frascos com conservas de verduras ; ditos com frii/
tas da Europa, em calda de assucar ; ditos dedihT
em cognac; dito de mostarda ; sardinhasem lata
ovidros; pctiU-pois ; salame de superior qualidads
vindo no ultimo navio de Hamburgo; agoa de selt '
embotijas; azeite doco de Marselha fiiissim/'
volas do composigflo; cha preto, hysson aperla'-
charutos de Havana o regala. Adverte-se que tud
he exccllente e por prego commodo.
VendWseescravos baratos, na ruada.
Larangeiras, n. 14, segundo andar- o
molecotes de 18 annos, de bonitas l
guras ; dous pretos do 25 annos pouco
___ mais ou menos; dous ditos de 35 anuos-
um pardo com oflicio de sapatero, de 22 annos-
(este troca-se por urna preta moga que nflo tenh
achaques) urna lidda mulatinha de 15 annos i
muito boa conducta o com principios de haliilj'da
des ; duas pretas mogas, de nagflo ; urna negrinha
de 10 annos ; uiradita de 6 annos : todos estes es-
cravos yendem so por prego commodo, pois he pa-
ra liquidagSo de contas.
-- Vende-se um prelo ptimo para o
servicode campo, e para oulroqualquer
servico : na ra da Cadeia-Velha loia
5o. J
Cortes de lanzinha,
a 3#60 rs.
vendem-se superiores cortes de lanzinha com
15 covados para vestidos de senhora a 3,600 rs. :
na ra do Collegio, n. 1.
Na loja n. 17, do
Passeo-publico,
vendem-se pegas de algodSozinho, com 22 jar-
das a 1.280 rs. ;dilo com as mesmas jardas, sem
deleito algum a 2,000 rs. a pega.
no-
vos e ricos Liadroes, pro-
prios para bailes; lencos
de cambraia de linho ,
bordados,mu iicos;pan-
nos finos e casimiras ; e
outras muilas fazendas
de gosto : tudo por me,
nos piecodo que em ou
Ira qualquer parle : na
nova loja de JosMorei
ra Lopes & G., na ra
do Oueimado.casa ama-
relia, ii. 29
--Vende-se una negrinha de II annos, de elegan-
te figura, com muito bous principios de costurae
lavarilito no paleo da matriz de S.-Antonio sobra-
do n. 4, se dir quem a vende.
Vende-se una marqueza e 6 cadeiras ; tudo
novo : na ra do Trapicho, n. 19.
-- Na venda nova do 3 portas na ra do Rangel .
defrontc do becco do Trera,vende-se azeite de carra-
pato a 1,280 rs. a caada, pagos a vista ; vinhos de
boas quulidades a 1.600 ate 1.920 rs. a caada e a
giirala a 240rs. ; azeite doco a 4,000 rs., ea gar-
rafa a 520 rs.; e outros mu i tos gneros de venda
por prego mais commodo do que em outra qualquer
parle a dinheiro a vista para se acabar logo.
CHEGUEM AO HARATEIIIO DA RIJA DO Ll-
VRAMENTO, N. H.
Nes a nova loja vendem-se chitas de coberta de
cores lixas a 5,800rs. a pega e a 160 rs. o covado;
ditas para vestidos muito finas, a 6,000 rs. a peca
ricos cortes do cassa a mais moderna que ha no
mercado; madapolSo de boa qualidade, a 2,400.
2,800 e 3.200 rs., e muito fino a \f e 5,200 rs. ; chl
a linas de duas larguras a 280 rs. o covado ; bre-
.! LT S0,v"ra* a 3'900 rs" a Pca o"
muitas fazendas a troco de pouco dinheiro
:- Vendem-se 130 a 150 barricas vastas sendo de
Trieste eamericanas, a 1,000 rs. cada urna : na ra
laiga do Rozarlo, padaria n. 48.
OBOMBAKaTEIRO.
Na loja de miirdezas da ra do
Cabug de Francisco Joa-
quim Diiarle ,
vemlem-se ligas de borracha, a 120 rs.: luvas de
Z prP!r* nenmas- a 12 n.; ditas para homem ,
decores e brancas, a 240 rs. ; ditas de pellica, a
Indo < J clcheles a 400 rs. ; fitas de vel-
oo ,20 ,l vi7; C L 200 Jardas a 700 rs- J agulheiros
levidro, a200 rs.; caixas do obreias a 60 rs ;
r l,n0Lde borrac,la. 80rs. baiaiospara cos-
tura a 800 rs.; papel almago e de peso a 2,600
rs. a resma; capachos para ornrselas, a 600 rs. ;
mas no imho, leudo o mago dozepegas.a 200 rs
franjas brancas, para cortinados a 160 rs.; poma-
da .a nceza a 80 rs. o pao ; bocetasde pinho, re-
dondas e grandes a 800 rs. de meio a 600 rs. e
.led.irerenteslHmanhos,do80a400 rs ; phoaph'o-
ros contendo 104 palitos que nflo falham a 20 rs ;
,.. m '"-quo. 320 rs. a groza ; ditos de seda
a i.oouis. ,-ijni sortimento completo de bicos de
rWunW,Ldad,! CaXaS dc li,,l,a rossa ,le marca.
cale "s a nn T \'>S ,6. r8'; boWes fi,,os P'
caigas ,a J00rs. ; brincos dourados a 200 rs o par,
pentea linos de prender cabello a 100 rs.; ditos d
ai taruga, para marrala, a 1,200 rs. o par ; aljofares,
-O 'S. O ho.
Vende-se cal virgem de
em barris da melhor que ha no
do por preco muito rasoavel
Lisboa,
merca-
na ra
do Trapiche, n. 17.
Vende-se doce de goiabn de boa
qualidade feito da casca da fructa a
200 i-K...a libra : na vendan 9, da ruada
Madre-de-Dos, a primeira ao entrar
pela ra da Gadeia.
Na loja de Jos Manoel Won-
teiro Braga, na ra do Cres-
po, n. 16, esquina que vi-
ra para a ra dasCrjnzes,
vendem-se riqussimos cortes de cambraia de seda
para vestido de senhora, padrOes os mais lindos
que hepossivel.
Vende-se, a bordo do brigue ero, Tundea-
do na nraia do Collegio, sebo em rama ; saccas com
colla de superior qualidade, fabricada no Ro-Gran-
de-do-Sul, a prego em conta.
Vende-se um bom preto de nagilo, mogo sem
vicios nem achaques : na ra do Collegio, n. 15, se-
gundo andar.
--Vendem-se notase ptimas cadeiras do Jaca-
randa; ricos sophs; mesas de jogo, &c. ; na ra
estreita do Rozario loja de marceneiro n. 12.
Escravos Fgidos.
Casimiras elsticas
a l#rs. o covado.
Vendem-se supeores casimiras elsticas, pelo
ba.aio prego de 1,000 rs., o covado ;" ditas frnce-
crt'e SZe.r,0r? e dc bonilos P,drt>M a 5'000 "
na ino'nrp^rf mu,,01,i1na -a 3,500 rs. o covado ;
tes a?SMm b""iulitlle. pr pannos de pre-
tas a 3,000 rs.; superiores brins transados brancos
! a 120 1
~ Ve."l|c-se estopa propria para saceos : na ra
do Trapiche, n. 8.
Vendc-selio da India, proprio para coser sac-
eos : na ra do Trapiche, n. 8.
--Vendem-se ll pegas de cabo de Cairo : na ra
do Trapiche, n. 8
A t lencao.
Na ra do Crespo, loja n. VI,
de Jos Joaquim da Silva
Maya,
vendem-se chapeos de seda para cabegas de senhora,
os mais ricos, e mais modernos que leein vindo a esta
praca; assimeomoso vendem chapeos de seda e do
pilhinlia para meninasde dous a 12 annos; toucas pa-
ra cnangas, de muito lindos gostos. Tudo chegado
de Franca pelo ultimo navio, e pqj- muito commodo
Gaz.
Loja de Joo Churdn.
Ueiro-da-lloa-Vista, n.5.
.. ^ef f- !^a acl,a-se "" *" aortimento dc I.AMPEOES
UlUGAcoiii leus competentes vidros, acceudedo-
res i- abafadores.
fslc's candieiros sao o cibores e
nai modernos que existen, hoje : rcco.nmendam-se ao
PUWIco, iBiilopelaseBurauca e bom gosto de sua boa
conrecfao, como ,,ela boa qualidade da luz, economa c
asseodc seu servico.
Fugio de bordo do patacho Pelicano um esoravo
de nome Roque, do San-Thomc estatura baisa,
rosto redondo esem barba, com feridas as pamas,
vestido com camisa e caiga azul e barrete inglez..
Este escravo pertence a Joilo Jos Pereira de Azcira,
do Rio-de-Janeiro. Quem oiipprehender, quoira le-
va-|0.a rua,'a Cruz n. 66, casa de Caudino Agosti-
nlio de llanos, por quem ser recompensado.
-- Fugio, no dia 13 do corrento o pardo Manoel,
de 30 anuos cor clara e macelenla cabellos cas-
tan los e crespos ps o miles um tanto grandes;
tem falla de denles na frente o alguns podres sem
barba ou muito pnuca queixo um lanto compri-
do ralla um pouco descansada ; tem urna pequea
cicatriz no canlo de um dosolhos; hecheo docorpo
e serrador, Iraballia de meslre de assucar e enten-
ded.; carpina. Esto pardo intilula-se forro e como
tal talvcz obtivesscpassapoite ou matrcula em al-
ginna embarcagilo.; anda bem vestido; lia presump-
giio do ter embarcado para o sul ou norte; levou
um bahu com toda a roupa quo tinha sua. Repare-
so para a bocea quo ho um tanto para dentro, equan-
do son ir faz pregas parecendo mais velho. Itoga-se
as autoridades policiaes e pessoas .do povo, que o
apprehondamelevema ruado Collegio loja n. 1
quo os ltimos serilo bem recompensados.
-Fugio, no da 13 do crrante um escravo, de
nome Manoel, crioulo natural do Ico, boa estatu-
ra ; Icm um talho por cima do olho diroito, os 2 os-
sosda nuca sabidos para ra ; levou camisa de rs-
cadoazul ceroulasdoalgodSo grosso, chapeo de
pama pintado de preto velho; mas julga-so ter mu-
dado de trajes por ter roupa ra do casa: quem o
pegar eve a Kora-de-Portas, n. 92, uuo ser recom-
pensado.
Acha-se, desde o da 16 do passado fgida a
pela Joanna, de nagflo Benguola de 30 annos pou-
co mais ou menos ; he bftm conhecida por usar do
tle vender sapatos para senhora, fructas, bolos, etc.
be alta, secca do corno cor fulla rosto comprido'
olhos fundos, nariz um tanto alilado, denles lima-
dos, begos grossos ; tem urna marca anliga no la-
do esquerdo do rosto proveniente de urna denta-
da que Ihe deram, bracos linos o compridos nos
seceos e tambem compridos, peritas cheias de v'eas
eencarogaJas; he bastante ladina. Esta preta.por ter
mudos conhccimenlos, julga-se estar acoitadai Dor
isso protesta-se usar de todo o rigor da le contra
quera adm.tti.Ja em sua casa e muilo se recm-
menda as autoridades policiaes, capitflesde campo
e mais pessoas do povo a captura da mesma escrava,
Niproincttendo-siaosullimos boa rccomueiisa
a mesilla lOja o consumidores ,e.n- evarem ao Aterro-da-l!oa-Vsta 11. 17, fabrica do
acharao um deposito de GAZ, de cuio se aH,.,... llC0res de Frederico Chavos.
" n9^USC"|0U"Se'.da vi."a de 'ajah-dc-Flores. urna
parda, pertencenlo aojuiz municipal daquello ter-
,?A.'cd*,"0nMBe?cdicla- de annos; sup-
poe-so ter sido desencum.nhada para esla cida-
Je por uns almocreves que all foram vender agoa-
aideiile; lio natural de Macei, e foi aqui vendida
pelo Sr. Jos da Konseca Silva em 30 do Janeiro do
18*3 : quem a pegar leveao dito lugar de Pajah ,
ao dito juiz municipal, ou nesta cidade, a ra IVova
casa do Sr. Jos Pereira Teixeira, que se gratlicar.'
n,..aiHha.rSou"",epos-i'odeGAZ' de CUJ auca
qualidade e em porcao bastante para consummo.
JVa ra d Cadeia-
Velha, o. 29, loja
de J. O. Elster,
vende-sevlnhodo Porto, de diversas qualidades;
pih>.: na i, mm. .jwjrAnu___1047. '


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