Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08516


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Full Text
__
Atino de 1847.
Segunda-feira 16
ni AMO pobltWae todos os dias, que n3o
lforcn;l. o. a'""*1- P"""" <\dian.'adV- T
4,00l> >w "1, ;,.n,ntes s5o inseridos i ras.io He
-:. fias '"' .__. _inr._- .
nuncio
40 rs. em ypo dilTerentc, e as
~ i forcm
e 160 em tjpo
"r 'a* mctadV. "tW BO forcm'.ssig-
ASES DA LA NO MEZ. DE AGOSTO.
. 3 a 11 liorae 40 mili. da inanha.
I MinS0"11"' s |0 horas e 7 min.da inanhaa
I i, nO. ^ (0> ^ |lora, e 2i,nin. da inanlia
| frese*"' ,,' M 3 boros *8 iniu. damaul.a.
La "* '
PARTIDA DOS CQRREIOS.
Goiannae Paralivba, s segundase sextas Tetras.
Ro-GrnnHe-do- Norte quinlas tetras aomeio-dia.
Cabo, Serinliaem, Hin-Kormoso, Poilo-Calvo e
Macei, no I .*, a 11 e JI de cada me/..
fiaranhuns e Bonito, a 10 e 21.
Boa-Vista e Flores, n 13 e 38.
Victoria, s quintas fcira.
Olinda, todos os Hias.
PRF.AMAH DE HOJE.
Prime-a, as 9 horas a 18 minutos da mantia.
Segunda, s 9 horas e 41 minutos da tarde.
Anno
DAS DA SEMANA.
16 Segunda. 3. Roque. And. do I. dos o
pl.Sos.loJ.doc.d'.Jv.edoJ.M.da.vr
17 Tere. S. Mame.te. Aud. do J do civ. da
I. v. e do J. de l1' do aM- ,de ':
ID Quarta. S. Floro. A.!, do .. do c.v.
5 v. edoJ.dei.azdoId.sl. de t.
19 Quinta. S. I.ni. Aud do J. de Ofph. c
doJ. municipal da l.vara. .
jn eil. S. Bernardo. And do *' do cur. M
Iv.edoJ.deua do I. dist. del.
51 Sabbado. S. UmbeliuadeLovolla. Aud. doJ.
do civ.da I. v. e do J de pal do I dist. de t,
52 Domingo. S Joaquim Pai de Nossa Seutioar
XXIV. N. 18.
CAMBIOS NO DIA 14 DE AGOSTO.
Cambio sobre Londres a M <- ? 6" dM-
P.ris Ikb rs. por franco.
LislK) IOS a 110 de premio.
Descrieteura, de ^^IfatV.^
.IcOlOOUOV..
, de 4 fOOfl .....
Prald Pataces..........
Pesos coluinnares...
Ditos mexicanos...
Kccesdacmp.di'lJbe'rib; de &f090 rs..0 pr
CflOO
91200
,|60
1*9*0
IJ80O
J920
DIARIO DE PEMAMBUCCX
.________________________________------------------ -T. -:.-. -
PERNAMBUCO.
TRIBUNAL DA RELACAO'.
j,,! (ASIENTO SO DA 1* DE AGOSTO DE 1847.
Desembargador de umana o Sr. Villares.
Ni uppell"o civel entro Joo Lopes dos Santos
c Francisco Barreiros Rangol, desprezaram os em-
l)a\ndita dita entre Francisco Xavier de Souza o sua
molher e Luii Ignacio de Andrade e sua mullier,
confirmaram n sentenca. *'
Na dita dita entre oju.zo e Jos Quintilianno da
Kiva. mandaram desceros autos aoju.zo da prime-
ra varadcslacidado, para ser averbado o imposto de
2 Nadita dita entro o juizo e Jos Antonio de Men-
donca, desprezaram os embargos.
Na ti i la dita entre Caelana Franc sea de Barros
Wanderley como tu tora de um menor, e Antonio Joa-
nuim de Mello, como cessionano de Joaqun. Correa
dcAiaujocoutros, desprezaram os embargos
Na dita dita entre D. Hita de Cassia l'cssoa de Mel-
lo'c Jos Fernando da Cruz, receberam os em-
'Sa'diia dita entre Joflo Camello Cavalcanti c Joflo
Thcodoro de Mello, desprezaram os embargos.
Na dita dita onlre Jos Joaqiinn da Tnndade e sua
mulher c Pedro Moraes Magalhfles e outros, manda-
ram continuara rcvisflo. .
Na dita dita entre D. Anna da Paz Quinlella e Ma-
noel Antonio dos Santos, nao tomaram conhecunen-
to da appcllacao.
Na dita dita entre Vicente Joaquim Nuncs Pimen-
teleManocl Pontes Jnior esua mulher, reforma-
am a sentenca appellada.
Na dita dila entre Candido Jos de Salles e Fran-
cisco JosTcixeira Bastos, confirmaram asenteiiQa
recorrida. ,
. Mandaram dar vista s partes as seguintes ap-
pcllacOcs civeis: .. ,1 .
NadeJosJoaquim da Costa Maciel e Joilo Alves
doCarvnlho Porto; i
Na de Domingos Jos Pcreira e Lourenco Jos das
Nevos
Na de Manocl Pinto dos Santos o Manoel Jos;
Na do reo alian?ado Mximo Jos dos Santos An-
drade o outros e Joo Antonio do Reg ;
Na de Antonio Jos da Coala e Jos Joaquim da
Snfdo jVro Alves de Carvallio Porto c Jo0o Evan-
gelista de Castro Silva; .
Na de Joaquim Teixcira Pe.xolo e Domingos N. de
NaCldVFrancisco Jos Barbosa e Antonio Gomes
MuflU Crtme entre a mesa regedora tebmnta-
dcdeN. S. dollosario do bairro de Santo-Antonio
nesta cidado o Crispim Marques.
Negaran provimento aos segundes recursos de
elcicOes:
Ao do Candido Jos de Carvalbo;
Ao do Joflo Alves da Silva;
Ao de Eslcvao Jos Barbosa de Moura ;
Ao do Francisco de Souza ;
Ao de Joflo Baptista Maciel.
Cmara municipal do Rccifc.
SESSAO EXTRAORDINARIA BE 26 DE JULHO
DE 1847.
rllESlDENCIA DO S. EGO ALBUQ.UBHQ.UE.
Presentes os Srs. CarneiroMonteiro, l)r. Nery, Ba-
rata eCaudino, abrio-se a sessilo 0 ro lida e ap-
urovada a acta da niilecedcnte. .
1 O secretario leu um oflicio do Exm. presidente da
provine a remetiendo por copia os 2 avisos expedi-
dos ao nresidento do Rio-de-Janciro e ao juiz de paz
XSffi da junta de qualigcaQflo da ill.a do Gover-
nadorTolvcndo duvidas acerca da le. rcgulamcntar
da? ele Sea. -Intelrada, aecusou-se o recebimen-
to e leram-se as convenientes P^[Pf- .,
Outro do secrclario do gaverno rMMttMdo d o -
dem do mesmo os ejemplares dos decretos do 11.
MaMsTdaladoadcS, 7, 13,16, 21 e 22 dcjane.ro
ultimo. Inteirada eaceusou-se 1 recepcao.
otro do mesmo secretario, remetiendo o exem-
plar dos actos legislativos dcsta provincia de n. 188
a 200, promulgados na acasilo do corrento anno. -
Inteirada e aecusou-sc o recebnnciito.
Outro do juiz de paz presidente da junta de quali-
ficacilo da feguezi!. dos Afolados enviando o lirro
da niesma qualilicaciio. Inteirada.
O o do juiz de paz da Vanea, informando que
miuell d stricto leve um augmento roaultanto das
desmeml r..coca feltrt roguetla do Poco-da-Pa.,el-
fa deBareiros, Pesqueiro, Brum e Santo-Cosme;
c UKueaiaa de Santo-An.aro-Jahoatflp e San-Lou-
encoT-MatUa .los lugares denominados Combe e
5^in.CWt.'e omelo de Jo correnleje
Sr a elei^>r}!SrSX designado, pois que nflo
^uTo do fisca. da Boa-Vista, a=nUndo as g
esgoto do agoas estagnadas.e com oentupimontodos
buracos existentes na estrada do Manguinho, con-
forme s ordena que para esse fim recebeu; e pedin-
doa expcdiQflo da conveniente ordem para o paga-
mento da mencionada despeza. Mandou-se passar
mandado. ,
Outro do mesmo fiscal, participando o contrato
quefizeracom o tbesouroiro da irmandade do Se-
nhor Bom Jess da Via Sacra, para .0 cnterramcnlo
dos cadveres que forem encontrados naquella fro-
guezia, por a quantia do #800 reis. Inteirada.
Outro Jo dito fiscal, informando, conforme Ihe foi
ordenado.que a obra edificada na estrada de Joao-ilc-
Barros junto ao sitio da Cscala est WU com m-
Wes dobrados conforme inandam as posturas. in-
teirada. ,
Outro do fiscal doSan-Josc, informando ravoravol-
mente a pretengflo do thesoureiro da hWMW*
San-Jos, o qual pedia o pagamento de 15#C0O r. 18
pelo enlerramcnlo em dita igreja de cinco cadveres
apparecidos em diversas partes daquella rreguc/.i.i
Mandou-se passar mandado. .....
Outro do dito fiscal, informando o requonmmlo
de Jo3o Thomaz Pereira que pedia licenca para odi-
llcar um telhciro na ra da Praia de Santa Rila, paiu
estabelecerumestaleiro. Inteirada.
Foi li.lo e approvado um parecer da commissuo ul
edificaeflo, dado sobre orequerimonto de Joaquim
Tcixeira Peixoto, pedindo por aforamenlo un1 leiit-
uo de mari.ilia sito na ra Augusta, onde tem edil -
cado urna sua casa ; e no sentido do mesmo parecer
foi informado dito requerimciilo.
Foram rcmettidos mesma commissio os requeri-
menlosde Antonio Alves Barbosa, Joaquim Teixura
Peixoto, Fraucisco Ludgero da Paz, Francisco Ici-
xeira Peixolo, e do vigario da freguezia de San-Jow,
Lourenco Correa do S. .
Tambem foi lido um ofiicio do fiscal de San-Jos,
participando terem rendido-as multas impostas no
inezpassado a quantia de 58'000 res, e pedindo o pa-
gamento .lo 3^-200 rs. para o cirurgiflo Joao Wtninguea
da Silva, de urna corrida de sado feta em dilo mi.z.
Inteirada e mandou-so passar mandado.
Despacbaram-se os requerimenloa de AnlonioUOh
Santos Fcrroira, Anastacio Xavier do Cont, Aolo-
n o Jos /-acarias de Carvalbo, administradores do
patrimonio doaealanelecimcnlo* de candada, TI o-
ma/Pursser, Delf.no dos Alijos Teixe.ra, Franc.,c.
ranla Concia de Araujo, Joflo Jos Rodrigues Lo-
Her Joaquim Ignacio de Carvalbo Mc.uloi.ca Joflo
Tbomaz Pereira! I.uiz Jos da toUta,to
Pcreira Dias, Manoel Figucira do Fana, M.iitnili
osiaSIveira. E eu, Joa Jo$ Ftrmra deAgmar,
sccre ario a subsernvi. llego Jlbuquerqur presi-
dentc. Carnero Monteiro. Borola.- Cntra Ma-
mel_ Jarro. Dr. Nery da lonseca.
O Sr. Barga da Fow* Eu creio que esto no
mou dircito; estou dodu/.VnoOJis rasOes que tonho pa-
ra dar por suspeito a V. 8.%%^roio quoeate he o mo
mento-opportuno e nflo N^Mtt^*Ilf,VP?
suabondade ao menos, jaquete MWihJlVJ
queveio, deve conceder-me qttu aprsenlo estas
rasOos: se eu me oxceder, esperlT que V. 8. o no
consinta, c poco aos Senboros jurados. 1um por un ,
merepilm seo., me exceder daqmllo que I e 1,
reito c V. S." so poder contor, o com si a fne.a me
:,!,:, sotrrer; peco aos Sonhorea M"'"?,^
um, me repillam, como incapaz de esta, ai ju de.a
qui pod.-radvogaro mou direito : mas nflo fazendo
isto tenl.o direito do ser ouvido, porque eslou de-
duzindo as causas que tnlio para 1" N-^r h "
clare, por sua p.opria honra, por W*"g
tagflo, suspeito, c Taca chamar o seu .m.ncd.ato.Ora,
Senhores, dizia eu.... ,..
OSr ImsPmUmu.-k le quer, que, quando
se houver de dar por suspeito o juiz, laso m ftc^ por
cscripto: tem essa faculd.de, pode WW;
ma quo determina o art. 250 do "toMJ
esteomeio nflo posso consentir que MmWMH
suspeicflo poroulra forma ; be porewnpto, dedtt-
zida por artigo*, etc., como he expresso no ...ligo
OSr. Borges da Fomeca: Bom, vou fazer o reque-
Aocabo de alguna minutos o mesmo Sr. Borges,
le e manda ao Sr. juiz o segumto
PARECER A QUE SE REFERE A ACTA CIMA.
Joaquim Teixcira Peixolo solicita do Exm. pre-
sidente la provincia o titulo de terreno de mal Bba
sito ". ra Augusta, onde ten. cd.licado ...na s a -
ss A COmmiSSffO cncarregada de examinar a preten-
eflo do requerente, o de dar sobre ella o sen parecer
entende que nehuma duvida se pode appor a dita
n?e neflo visto como o Ierren., esta oceupado com
um predio c situado em anuamente regular, e con-
sequentemenle ncnbuma exigencia poda a cmara
"er. Recife em 26 de jull.o de 1847. 0 vercador,
Barata.
JUKYDOftECIFE.
5 SESSAO DA TERCEIRA ORDINARIA EM 9 DE
AGOSTO DE 1847.
rRESIDENcfll 1)0 SR. FERREIRA COMES.
As 11 horas da manhfla, faz-sc a chamada c verifi-
ca-so estarem presentes 44 Srs. jurados.
O Sr Juiz /'resllenle declara aborta a sessOO, e im-
pfle a multa de 10,000 rs. a cada um, por nflo lere.n
comparecido, nem aprescutado escusa legal, aos srs.
doutorCaodido Gongalveada Rocha, Anton.o Han-
cisco de Moura e Joaquim Antonio de Castro Nuncs
Sflo aprecoodos os reos c as testemunbas.
OSr. Juiz I-residente diz que se va. proceder ao
sorteio doconcell.o que tem de jugar a Antono
Borges da Fonseca, indiciado em enme de abuso.lo
libcrdadc de imprensa.
O Sr. Borges da Fonseca pede a palavra, c scndo-lho
ella concedida, assiin se exprime : i,ikbI
Sr. doutor juiz de direito, traz.do ante o tribuna!
dos jurados, para responder por abuso do expi n r
os pensamentos por meio da imprensa, que ainiin
mnutaoi nflo lio possivel, nflo be de accordo com a
ios leg slacflo, ifloesta mesmo de accordo com os
pacidos da moral, que o Sr. -outor V^nlo Jer-
reir Gomes, quo se acha ah nessa cadeira, pies ua
ma sosflo na qual se tem de julgar interesses gra-
ve"e que medien, respeito, epar. IMMWH
ds quaes o mesmo Sr. doutor ViCentewreiM Oj-
mes ten. empenbado tudo quanto lie u *.ido po-
"l empenhado j como simples individuo, ja co-
mo magistrado, logo, nflo he compat.vel con. a rasflo,
quc o mesmo Sr. doutor seja meu juiz.
q o mundo todo, Senhorea, (nflo be ja so Pernambuco,
he o mundo todo) sabe, nflo ha quem '"ore, quo en-
re Antonio Borges da Fonseca (...felizmente) o o
,ms. doutor Vicente Ferreira Gomes, quo ho e
uer presidir a esta sessilo, rascs ha do inimizade
Z capaes, Uo Caras, Iflo manifestas Uo. sonhe-
cidas, que eu filiara ao meu dever, se "^ m
monto consentissa que essa "a seab.isse para se
fazer um sorteio, presidido por V. S. bu, pois ...
O Sr. Juis Presidente: Mas....
REQUERIMENTO.
,< Um. Sr. doutor jai: de direito substituto- Sflo
tflo publicas as rases de inimizade capital entre An-
tonio Borgos da Fonseca eoSr. doutor jotamuntoi-
pal e substituto daprimpira vara, ***JVm
rs Gomos, que en chamo em mou favor b conscion-
cia, o corico do mesmo Sr. juiz doutor Vicente Fer-
'^.r'ltecso'; suspeito o Sr. doutor Vicente Ferreira
Gomes, como mou inimigo capital o eu MJW.
. Se bom que vai na minha persegu.cao ra -
culo, e porUnto que o mesmo doutor juiz recusado
jamisd'eixar a cadeira, para de.xar quo IIWUM
corran, ordinariamento ; mas ao mono. Oque Como.
un. protesto este ...cu acto, e comoum appeilo paro
todos os Srs. jurados, em cuja consc.encia o bonesli
''"fll'ec'i't'rnasala das sessoes do jury, HumlD
de 1847.- Antonio Borges da Fonseca.-O advogado, Af-
fonso de Albuqucrque Mello, a .niiMil
O Sr Juiz Presidente : Mo rcconhCQO a suspe-
eflo I e vou proseguir nos termos do julgamcnto
^ ..ocele-seaosortciodoconcclhojoqua .depo.sde
Usvrom sido recusados 11 Senhores JUdos Ijc s
Borges da Fonseca c outros tantos pela just.cj. pu
blics llca composto dos Senhores i -- Antonio d Aj
simpe;a Cabra llellarmiuo de Anuda Cmara Jos
noel da Silva Nevos, l.u.z Cezario do lego, lliomi
CaSosPerotti Manoel Eugenio da Silva, Joaqun,
C|aUdiO Monteiro, Ladislao Jos ^J*Jg-
nando da Cruz e Joflo lleriiardino de Vasconcellos.
Constituido assimo conccll.o, presta o juramento
proscripto na Ici ; e logo dcpois tem lugar o se-
gu uto
IRTEBR0OATOR1O.
OSr Juiz : Era dono da typographia nazarena
no mez de ovembro do anno passado, quando fo.
imoresso o Piazareno n. 64 V ,
OSr Borges da Fomeca Sim, se..hor...Lra dono
da tvpographla nazarena em novembro ; mas, -..no
J dedo continuar na administrado da %*%*+
nriedade, porque me achava oceupado, na villa do
abo, com o inventario da casa do Calecido Jos.quim
Canddo (lomes, nomeei para imprcsspro edito.,
na forma do cdigo criminal, a Pedro Alcxandrino
Uves morador na povoacBo dosAfogados, ecass-
do is.o en. sete.nbro, segundo me parece: e que
isto assimse passou, nflo s saben as tes te mu has
que ja estflu na casa, como lamben e com cv.den-
n o ir Juiz municipal supplenteda primera vara,
Jnamiim I.uiz de Mello (.arinca.....
OSr >r Promotor. -Eu nflo quero empecer a de-
fesa ; mas em tudo so requer quo se guardo,,, as^for-
mulas uue estilo marcadas as les. O reo aero aw
rogado antes dos debates ; mas essa^ acuh lado
e co-nnete ao Sr juiz he proscripta pela lei.e nel-
atXo at as wlavras quo so deven empre-
ar sflo peguntas ...uito concisas. 0 reo pdead-
5og.ro seu direito en occasiflo Wto0; de-
io milito uue elle esteja mullo prevenido, que lanco
nao de Xs os meto que entender poden ajjro-
veilara sua defesa ; ..So a quero to le ; >se dirt_
.,. hp emnrcsaerado poren nflo he esta a oca
tfSS miiuciosUdc O molhor e.isejo^a-
ra isso foi oda formaeflo da culpa, o o reoaprovi.i
tou-aa uclle, como Ihe conveio : reserve, oou, fn
n dbale a repelieflo daquillo que entende aer-lhe
UtLn nortanlo a V. S., que, a bem da ordem, nflo
eoSa^ea!sto,cominu'oqassim; a.ias, nfloacaba-
remos em an,a_n..fla. |ro ^ enlo Q
mo'or: o reo pode continuar ; mas peco-toa que
o artigo do n. 64 do peridico Nazareno, que tora ac-
cusado, ehooscguinte:
C. A PRESIDENCIA DE PERNAMBUCO.
chorro, eanomeacflodoSr. Cos a Pinto, e so^ nSo
verifico,.. Disse-se ao depo.s que linha a Prc*'dt"V'*
aidooflerecida aoExm.Sr. Podro de Araojo L ma. vis
conde de Olinda mas que este rejetara e. auo as
sim estemos condemnados a soffrer >'ldu.r";"
Sr Antonio Pinto Cbicl.orro da (lama oomnanhe.ro
do Papa Aurelia.K. do Avinhflo, esse mal.liaa, couro
d'anta quo atroelda s provincia do n'?-^-/'"e';
Temos entendido que a corte impone queresgo
tar nosss paciencia, e levar-nos a um acto Mirn o,
porque a corte est desejosa de um movimonto.,ua!
qner paradistrabir o sent.menlo publico, afim que
nflo pensemos ..;. acerl.idado de nossos, m'c*-
rteincrivelquc. nflo ade o governoiWJ
para presidir esta provincia c quo, P"r "c
ciosi'lade do actual presidente, crea ntelUorCOO-
sorva-lo. 0 que lio verdado he que Wf*
governa, e be cscravo do pandcmon.ee.queNMM
emSai.-Christovflo, sol, ^"T^tt^S".
Dorauosoassim podo ello vilmente usufruir as ni
CSlsresullantes da pOSSO d.S pasta. <**-
mente emporoalhadas, e indignes do un liomein
de bem, omquanto durar esto rgimen g
B trapa ;., emquanto a corea OaliverJWbordiwda
inliuencias anti-constitueonaes. Njloao acha tt
homem para presidir Pernambuco! ? Ond "
torio pode acl.ar igual ao Exm. v.sconde de Goi-
"" |,o.,rado a toda a prova, ^onarchiala iilustr.do
e firme, de nstruccjSo supper.or, super nr pato |
mo Peuambaoano puro e choio do virtudes, ne
urna qm.li.lade Ihe falta das que se carece par. ser
presidente e bou. presidente. Porque, po.s, se nflo
lauca mito de tflo eximio Brasilero ?
Trna s rasflo vemos nos para MM
presidencia do nobre v.scondo de >"' ",'*c.^a
ria com as lulas dos par dos ..esta Provincia o a
rariaentrar ..as vias ordinarias do^traballo anos
melhor.met.to matoriaea e moraes 2eU",
carece esta provincia, o proc.samento l.e isto o quo
, conven a faceflo immoral que n^"?0^
deslinos .leste desgrasado Imperio, ^"J*
gundo um escriptor mo.iarch.sta, e dasen, a dos.
est caberlo com manto cor de sangue. &*
evidencia Jos lacios, tanta he a torca d* *?! d'd-d,
Pois bem. tenha o ministerio paciencia. GranUo
he a co. llcVacflo en. que lomos as pessoss dos ac-
uaesCministros9; >rem .-^^.SiatS
publica e pelo bem dopa./; e, como sua assii tencw
,o ministerio nos he fatal, te.l.am a bondade ea-
ceitara nosss opposicfloco.no um mwiIIcio feto
ao bemeommum. Por muito lempo osperamos, bem
quu nossas conviccOcs eran, do que o mm aU.no
actual nada poda, quando se curvava ante o Impe-
rador, o humildemente o tratava por soberano, por
multo lempo esperamos contra nossa vonla.le, e so-
mole por cedermoa a renexesde amigos; baata,
que nflo Lavemos ver mudo e quedo oertaurtotm-
peno cobertocom manto cor le sangue.. e ass.m mesmo
lemagogo como nos chaman,, ludo omponharemos
p ra n,aP..lermos a orden, c a V\***
nos sea m.sler, no .lia do desengao, dize. ao poro .
he lempo, s armas antes morrer do que se escra-
vo do niela du/.iado tratantes que dominan, o paz !
Venca o povo, ronca a democracia, o para isto hia-
denos unsonos --Viva a confederaeflo do equador,
viva a independencia do norte.
Sim, senhores, asa... o faremos, ecomtodia
franqueza oloald.de, no da da aai"? loPovo;
boje todos os nossos esforcos sflo pela paz, sflo.pete
SSdade do Imperio, porque em verdado desojamos
tato sacrificar para alcanca-la. Oxala nos outo
OMSOCharo Imperador para salvar-se salvando-nos.
eo o illmi..ePe o faca'conhccer que dore -our.r oj
clamores do povo pernambucano, e mandar para
'veri a-lo o nclito visconde de Go.anna um dos
mnislaes defensores da mona.cha constitucional o
da actual dynastia.
O Sr. Borges da Fonseca, em resposta a pergunla
do Sr juiz presidente, acclara que o peridico.ac-
ensado fora'distribuido por mu.to mars do qu.n^e
neasoss: o em consequencia dcsta declaracao, no
I s,e s.do odepoimento das testemunbas que vi-
nn.n urarquccssadistribuicAoso verificara.
OS l>r- Promotor: O reo, Senhores, este in-
curao o artigo 93,SV'd0 codlgS" com~-
binado con. o artigo 24-2, o n.a.s noalo 90, com
binado com o artigo 08 do mesmo cdigo, PM>nctO
I havcrit'iuriado atrozmente, no per.od.con. 64.1o
L-ar,no de -27 de novembro do anuo passado, a S
^^Z~to*^j CSS espec.fi-
"f^m^SK^o^iciossemfsc-
l: V^'S'nro qualquer depositario ou agente de
autoridade publica, en. rasflo de seu ofiicio.
S M o Imperador he depositario e agente de au-
toridade publica; as injurias foram-ll.e irrogadas na
qualidade do pHmeiro magistrado da nacflo: por
consequencia est o reo comprch.yid.do as penas
marcadas nos artigos citados.
O artigo 90 diz assim: a Provocar directamente
uorescriptosimpressos, lithographados, ou grava-
dos, que se dstribuirem por mais de 15 pessoas, aos
crimes especificados nos artigos 68, 85, 86, 87, 88 o
89 Penas, etc. O reo, como ja vos disse, provo-
cla directamente a destruirlo da forma do gorerno
estabelecida, e a desmembrarlo das provincias do

'
la.Ud, c a uCTiiivii...,.. r.~.-
. Havia-se-nosasseguradoademissflodoSr.Chi-lnorte. Por consequencia inco.reu igualmente nu



m
i1
1
penas estabolecidas pi artigo 68, que diz: Tentar
directamente, p..... fados, destruir a independen-
cia, ou a integridado do imperio. Penas de pristi
com trahalliop'orSn 15 annos. Porm estas pe-
nas nilo Ihe silo applicaveis, porque n provocagflo
por meio de escrintos impressos di (Tero milito da
("xenico, o pnr iss he que o cdigo distinguios pe-
nas, impondo, no casocm quesillo, a do la 4 anuos
de prisffo.
Passarei agora a 1er o libello, e depois mostrarei
que o ico commetteu os Crimea de que he aecusado,
e para isso analysarei o peridico em que se hasa
aecusaoflo; ilomonstrarei com toda ovidencia, que
esse peridico, alm do crime indicado, conten in-
jurias gravissimas, o atrozes pessoa de S. M. o
Imperador; o ullimamento mostrarei que orco nflo
poda deizardoser trazidn no tribunal como respon-
savel por esses abusos. O libello diz (/<).
Senhores, vos ouvislesler as pecas do processo;
mas cu nfio posso dcixar do Irazer do novo vossa
lembranca esses ponlos que fazem o objecto da ac-
ciisacflo. cssas palavras escripias pelo aecusado, son-
de se cnconlram as injurias maia atrozea, dirigidas
contra o monarcha brasileiro, contra a pessoa sagra-
da o irresponsavel do chefe supremo da nacflo, que
devecm todos os casos ser respeilado, porque he
esse um artigo de nossa f constitucional e dos lios-
as juramentos; porque em a nossa eonstituicfo po-
ltica se acha o artigo 99, que diz: A pessoa do
Imperador he inviolavel e sagrada: elle nflo esla
suhjeilna responsabilidade algumii. Logo, vedes
que o Imperador nflo esta suhjeito responsabilida-
de, massim os seus ministros como executorea do
poder real, pelos abusos que se commettererri; e por
isso he que, como vos sabis, un acto do poder exe-
cutivo s pdc ter forca de obligar depois de refe-
rendado |>elo ministro competente: perianto nao
lie rcspnnsavel a pessoa do Imperador por aclo al-
gnni; e todas as vezes que um peridico o acensa co-
mo responsavel por qualquor acto do poder executi-
vo, esse peridico tem infringido o preceilo consti-
tucional consagrado no artigo 99, e como tal deve ser
supprimido.
I'assarei, Senhores, leitura do peridico acensa-
do (/).. X
Nota i hem estas expressOes do peridico acensado,
nellas se nfio diz que 0 ministerio, que 8888 inventa-
da camarilha que o reo denomina Joanna, scjain a
causa dos males, que, na sna mente, aflligeo o patz;
diz-se milito claramente que o responsavel por esses
malos nflo pode seroutro sendos. M. o Imperador,
porque no peridico accusad.ise diz que be a corto
imperial,e he sabido quea corto imperial nenhuma
ingerencia legal pode tor na direegilo dos negocios
pblicos: a corte nao tem allribuigcs iiiagostaticas,
daquellasque silo conferidas ao supremo chele da
nacflo; logo a injuria be dirigida pessoa do Impe-
rador, e nem pode ser contra oiilrcm, porque o ae-
cusado diz: Rmquanto a corda estiver subordina-
da a enOuencias nli-coostitucionaoa, etc.
K qual be I corda de que falla o aecusado ? Serilo
os ministros, como agentes do poder cxeculivo ?
Nflioj porque esses silo separados do poder ir res-
ponsavel : logo a injuria he Caita a esse poder.
O poder cxeculivo todos os publicistas reconhe-
cem (e Disto fazem consistir a excellencia do svs-
tema ropresenlativo-conatitucionalj como inteira-
mente separado desse poder neutro, ou conservador,
como Ihe cbamain os publicistas; e dahi he que vem
esse adagio poltico : t Orel nflo pode fazer mal;
sua pessoa he inviolavel o sagrada : principio ron-

zer que o Imperador he subordinado, influenciado
por essas influencias anti-constitucionaes, e que
nilo podem ser mitras senflo as que veem dessa fac-
gilo immoral a que o reo alinde, he sem duvidn ir-
rngar-se-lhe una injuria atroz, e isto independen-
te da menor analyse.
Senhores conlinuarci no examo das provas da
arcusagflo o vos lieareis convencidos de que esse
trecho do artigo censado envolve urna gravissima
o atroz injuria dirigida a S. M. oimperador, oque
deve ser severamente punida ; porque, se a injuria
contra um simples particular, sobre quem nlo exor-
ce una missflo tilo importante na sociedade. deve
ser punida, como privar-so a cora, porque he co-
rda, da satisfaefo desse direito ? Por certo que nlo
so podo querer tal ; o eu, que estou certo dos vossos
sentimentos monarehicos, perguntarei ao aecusado
seomonarcha, independente desla qualidade, nflo
be um homem ; c se como lal nflo tem os mesmos
dircitos na sociedade quequalqucr outro; e estou
quo o nflo negar : como, pois. suppr-se que um
homem qualquor pode vir ajuizotrazer o seu ca-
lumniador, fr/-lo condomnar, e o monarcha nflo
tenha esse direito ? O primeiro chefe da nagfo, por-
ventura, por ter tal qualidade, pode estar privado
desse direito quo compete aomais intimo de todos
os homeos? Por certo ninguem Ihe contestar esse
direito, a nflo ser o aecusado, cosque, como elle,
levados do maligno intento de transtornarem a or-
dem publica, possuidos desses falsos principios de
nina liberdade a seu goito modelada, e revltados
contra sua Inoapacldade que Ibes veda assumir um
dia, |ielos meios legtimos, aos primeiros cargos do
estado; s esses, digo, poderfto assoalbar taes dou-
trinas.
{Continuar-se-ha.)
8.SESSO DA TERCEIRA ORDINARIA EM 13 DE
AGOSTO Di: 1847.
PaaHIDEffCU DO MMIIi FERRIRA GOMES.
As 11 I horas da manhfa, faz-se a chamada c veri-
Oca-se estarem presentes 38 Srs. jurados.
OSr. Juii 'residente declara liberta a sessfio, e mul-
la aos Srs. Joaquiii Claudio MonteirocManoel Fran-
cisco le Paula Cava lean ti de Alhuqiierque, por nfio
terem comparecido, nem apreaentado escusa legal.
San aprogoadoa os reos e as testemunhas.
O Sr. Juiz 'residente t\'\v. que se vai proceder ao sor-
leio do concelho que tem de julgar ao reo Domin-
gos Jos do Kspwito Santo.
Concluido osorteio, presta o concelho o juramen-
to proscripto pela le.
O Sr. Juiz 'residente faz ao reo o seguinlc
sagrado na conslitiiieiio poltica de todos os povos,
e donde igualmente nasce o principio do que os mi-
nistros s-jan os rspons*reis pelo abusos que so
comnietlerem : logo H'palavra corda que so
refere 0 artigo acensado, nao pode nunca entender-
se pelo execulivo, embora o Imperador seja o che-
lo do poder cxeculivo; porque, se assini fosse, so
eaaa rasflo tiveaae loica, seguir-se-hia, que, pelo
laclo de ser o podeMegialalivo derivagfln da nacffn
ou do povo, seria o povo o mesmo poder legislativo;
mas nlo he assiiu : he preciso, pois, nilo confun-
dir colisas que silo distinclas: por conseguinto a
corte imperial nao pode dizer-se que seja oulro po-
der que nflo o moderador, e nem se pido tomar a
cora se nao pela pessoa do re, perqu ella he o
m n helo da realeza.
Senhores, a aecusagio, para quo por um meio
mais seguro avalle das inloncOes do aecusado, e
para corroborar as provas dos autos, trouxc-vus al-
guna nji meros do meamo peridico, que passari a
ler; edeliea veris que o proposito do aecusado be
aompre desacreditar aS. Al., para tirar-lhe a forca
moral,expo-loao odio, ou desprezo publico. Aqui
esl um artigo, assignado pelo Uonarchla, inserto
no jornal de. 28 de abril do 1817, que diz isto: Con-
tinuo, derrote de urna vez esta sucia, a qucchainam
ounna de Sao-Christovflo, que indirectamente ar-
rastra o Brasil aos maiores horrores, etc. Mais a-
baixo diz : E no, por cxcmplo, porque he uionar-
cha um moco imbcil, quero dizer mu monarcha
governado por mecberiqueiroa desavergonhados.que
nflo tem deliberando propria.quo he um mero chico-
te com quo os da sucia fastigain os seus adversarios,
sem rasflo, neo justiga; em urna palavra, meu a-
migo, tanto me importa que se chame o monarcha
Carlos, Tiberio, Frederlco, como Napoleflo; quero
que a magilo tenha um chele, e nflo um sombro co-
barde tyran no, que se inlrincheia do .seu casteilo
para ferirosque silo desaleigoados de seus sobera-
nos domsticos, etc. Quem ler isto conheeor evi-
dentemente, quea intcncAo do autor deslo escripto
fo injuriar a pessoa sagrada e inviolavel de 8 U ;
porque so diz quo ello se submetle s ordena dessa
camarilha, no leudo O discern meo to preciso para
conbecero mal, que, na opiniflo dorq, ella faz a
nacflo. E que representaeflo, senhores, poderia go-
zar o monarcha que se deixasso governar por tal
forma, c obedecesse cegamculu aos caprichos de tal
camarilha? .Nenhuma; nao seria isso proprio de um
monarcha Ilustrado como o nosso : eis-aqui por-
que eu digo que a intencilo do reo foi injuriar o
imperador ; e nilo podem servir de defesa ao reo as
palavras que so segueui : urnas isto nao tem rclaco
com as nossas cousai, temos um monarcha alustrado,
etc.;porque todos reconhecem o sentido irnico
destas palavras, o lim para que ellas forain aqui
postas: eaprova aqui esla mais no artigo queja
li.eno qual o reo diz muito expressamente que o
paz nao pode ter felicidade cinquaiilo a corda esti-
ver influenciada por influencias anti-constitucio-
naes. Ora, sera mislor anda interpretar eslas pala-
vas ,io aecusad*)? Por corto que nilo : acorda nflo
pode ser, como ja disse, senflo a realeza, lodosos
puuiicistasao menos assim oentendem.
secaui* !Zr' ", 'advo"Jo do Sr. orges da Pon-
seca) da urna risada.
niTBRBOOTOIIO.
Juiz : Como se chama ?
leo : Domingos Jos co Espirito Santo.
Juiz: Sabe a rasflo por que est preso ?
tro : Vejo dizer, nflo que me lenibre.... Saber
o.Sr. doulorque nflo me lombro.
Juii : {com impaciencia! sabe a rasflo por quo es-
t preso f
Ico : Por una impulacilo de morte ; mas que
cu me lembre, nfio.
Juiz : A morte foi feita no pelo Manocl, escla-
vo de Pedro de Alcntara, nflo i"
Ico : {Jim, Sr.
Jusi Ondevcase estacra no dia em que houve
essa morte ?
ll,o : Sr., cu habitava dentro da ribeira da Boa-
Vista.
Juii : No acougiH' ?
Ito : Si ni, Sr.
Juiz: Na niesina casa em que foi feila essa
morte i'
Reo : Sim, Sr.
Juiz -. Na hora, em que esse homem morreu,
vosse eslava uoacougue '!
Ho : Sr. doutor, saber V. S.', que osoulros di-
zem que eu estava: porm quo eu me lembre, nflo;
porque estava muito lomado.
Juiz: Entilo eslava muito ebrio ?
Ho : Sim, Sr.
Juis: Nunca ouvio dizer que alguem malou a
esse homem ?
Reo : Ja disse a V. S.', que os oulros me disse-
rain i|ue lu eu; mas que eu me lembre, nflo; poique
eslava muito tomado de una grande bebedeira.
I'indo o interrogatorio, passa-se leitura das pe-
cas do processo e asallegac,des pro e contra o reo.
Terminadas essas allega^Oes,
O Sr. Juiz 'residente faz o rotatorio da causa, e en-
trega ao presidente do concelho os seguintos
UESITOS.
1, O reo (ez o ferimento constante do corpo de
delicio P
2." o reo commetteu o cri me por motivo repro-
vado, ou frivolo ?
3. O reo commetteu o crime sendo superior em
armas ao offendido'
4." O reo eommelleu o crime cen sorpreza ?
." Existcm circunstancias atlcnuantes a favor do
reo ?
6." Est provado que o reo he maior de GO anuos ?
Tcndo-se o concelho recolhido sala das coiife-
rencias, volla algum lempo depois, respondendo:
Ao I." quositoSim por 11 votos.
Ao 2." Sim
A o 3." u Sim i)
A o 4." Sim a
Ao 5." Ndo 7 i)
Ao ti." i) Sim 10
OSr. Juiz 'residente, conforniando-se com a deci-
sflodojury, lavra e profero aseguinto
SENTENQ.
A' vista da decisflo do jury, condemno o reo Do-
mingos Jos do Espirito Sanio priado perpetua
com traba I bo, por se achar incurso no grao mximo
do art. 193 do cdigo criminal, combinado com a
disposioflo do } 20 do art. 45 do mesmo cdigo.
Sendo 4 horas da tarde, levanta-se a sessflo.
le Diario nunca soffra a mais pequenina mingoa no
crdito quo goza ; corto nos nlto deramos ao tra-
balhodc responder observa^iio, ou censura, que se
dignou do fazer-nos ocommunicador a quo mais ci-
ma nos referimos : mas, como esso emponho o esse
desejo mais quo muito nos dominam, nilo podemos
escusar-nos de rcdarguir-lhe.
Anles de ludo protondeu o communicador incul-
car, que, ao noticiarmos o ferimento doThereza Ma-
ra de Jess, mais tivemos em mira apresentar como
calamitosa e falta de seguranza a poca actual, do
puc transmittir aos nossos subscriptores urna oceur-
rencia que julgmos dever ser levada ao seu conhe-
cimento; depois contestou que esse ferimento fosse
feilo por Juvencio; econcluio tachando-nos de pre-
cipitados.
Urna vez por todas, declaramos mui solomnee ter-
minanlemenle, que, desde que nos adiamos na re-
daccilo deste peridico, a inda nflo nos deixmos levar
pelos principios polticos que particularmente pro-
fessamOB, quando temos de cscrever algumas linhas
para o publico; pois quo entendemos quo a lingoagem
mais adaptada a urna gazcla como esta he a da impar-
cialidade, eternos para nos que nflo he possvel que
usem dessa lingoagem aquellos que, no sagrado mi-
nisterio de escriplores, nitosabem abafar o espirito
departido. Guiados, pois, por essa regra que a nos
mesmos prcscrcvOmos, jamis procuramos aprovei-
tar-nos da posiQflo em que actualmente nos adia-
mos, para afeiar o oslado das nossas cousas. O com-
municador, portanto, foi muito injusto comnosco
nessa parte do seu reparo; o esperamos, que, vista
ile tilo ingenua declararlo, retirar o juizo que de
no- i o i ni 11 ii ; juizo quo desde j nfio qualilicamos
de precipitado, porque queremos ser mais generoso
do que elle.
Itepellida assim a insinuadlo pela qual se procu-
rou pdr em di'ivida a Ihancza que felizmente nos ca-
racterisa ; passemos aos domis pontos da censura,
em que ao principio tocamos, por serem os capitaes.
Bom longe estamos nos de possurinos essa falta de
prudencia que nosemprestou o communicador: te-
mo-la, gracas a Dos; e temo-la no grao necessario
para discriminar o boato fallaz da noticia viridica, e
para distinguir o falso do verdadeiro informante.
Isto supposto, tendo-nos assegurado, no dia 13 do
andante mez, urna pessoa quo nos merece muito e
muiloconccito, que di versos individuos, quo, na noite
de 12, estavam no palco do Carmo quando se tratava
de capturar Juvencio, indicia rain este escravo como o
autor do ferimento em quesillo; havendo-nos esla pes-
soa allirmado, que, lendo ido, nessa occasiflo, casa
de Thereza, para certificar-so do facto, testomunh-
ra denunciar ella ao Sr. Firmino Jos deOliveira,
inspector do quarteirilo em que o crime se perpetra-
ra, que fra do mencionado Juvencio o braco que a
ferra, accrcscentando que a desgranada prcta Ihe
repetir, na mauhfla do precitado dia 13, as mesmas
palavras que na sua prescuca dirigir ao Sr. Firmi-
no ; lendo-so ludo isso passads cerno narrado fica,
dizemos, nenhum escrpulo tivemos em publicar
que Juvencio tentara contra a vida do Thereza ; e
eremos quo nem o proprio communicador o tivora, a
nflo ser um desses bonicos que nilo acredita ni senflo
no quo veem, equo por isso vivom quasi sempre em
estado de duvida, pois que nem ludo podemos pre-
senciar.
Terminaremos aqui, asseverando ao communica-
dor, que o mais que se le no artigo censurado nos
foi revelado pela pessoa do quem j fallamos ; o que
ella est na (irme disposieflo do sellar com o jura-
mento a informacilo com que nos obsequiou, se a
lano a quizerem frcar os inlcressados na defesa de
Juvencio.
Queiram, Senhores Redactores, om abono da ver
dado e signal do amizade, publicar om seu Diario es"
tas resumidas declaracOes do do Vmcs. attento vens
rador cobrigado criado,
Irancisco Goncalves da Silva.
COMMEBCIO.
Alfandega.
RENDIMENTO DO DIA 1*........... 3:306,41o
Descarreqam hoje, 16.
Barca -- William-Husieil mercadorias.
Escuna da tabeado.
Galera Columbus ~ mercadorias.
IMPORTA GAO'.
Columbus, galera inglcza, vindadoLiverppol.cn-
trada no corrente mez, consignada* a Me. Calmom
& Companhia, manifestou o seguinte :
5 quintaes e5 toneladas ferro em barra, 16 bar-
ricas ferragens ; a V. da Silva Barroca.
1 caixa calheteres, 2 barricas, i fardo o 1 cesto
drogas, 2 caixas instrumentos de cirurgia e louca i
caixa pilulas e pos de sedlits; a V. Bravo & Compa-
nhia.
52 caixnsfazcnda dealgodflo, 1 fardo dita de di-
to elfia, 46 ditos dita de algodfio; a DeaneYoule
& Companhia.
15 caixas fazenda dealgodflo, 1 dita dita de lila
75 barris manteiga; a J. Cockshote.
4 caixas fazenda dealgodflo, 11 fardos dita de di-
to, 1 caixa dita de linho, 2 ditas pannos do lila a
John Stewart.
1 caixa papel; a Le Bretn Schramm & Compa-
nhia.
1 caixa armas do fogo; a M. Joaquim Ramos o
Silva.
Coricspoikicncia.
uni iig i'y.uiikmo.
r.ECIi'E, 1 5 DE AGOSTO DE 1847.
IJuus jmliiv rns no rommimiendor do lila-
i'io-noeo de 14 lo con-eutr.
nueh^lrSm' nobro ai'vogado ri-se, por- i Se nflo fra o empenho que pomos em conservar
2?-! !'!0.' _c na credita nestas cousas ; i'tSo pura, quanlo cumpre que soja, a nossa reputaeflo
Senhores Rcdacloru. Tendo lido.cm um papel in-
titulado o Vuk-do, urna historia ou narracilo do
modo por que o Sr. doutor Jos Bento da Cunta Fi-
gueiredo vcio na companhia do Sr. bispo D. Tho-
niaz deNoronha, (desaudosa memoria) contraria ao
que muitas vezes ouvi dizer ao dito Sr.; em abono
da verdade, deve repetir ingenuamente o que sei
a (al respeito.
Passando S. Exc. pela tena do dito Sr. doutor Jo-
s Bento, conheccu o pai e a sua familia, que viviam
com gravidade e decencia : este apresentou o illio
a S. Exc. dizendo-lhe queja sania ler eescrever, e
estudava latim, e o queria ver sacerdote, para o quo
pedia a S. Exc, que o trouxesse na sua companhia,
e que S. Exc. o dirigisse nos estudos ecclesiasticos. S.
Exc, depois de O tratar e ver que tinha boa loltra, o
haliilidadc para os esludos, promptamonto se pres-
lou proposta do pai, de que nunca se arrependeu,
pois se portou_sempre muito hem a todos os respei-
los, e desempenhou as commisses de que o cncar-
regava com zelo e probidade ; principalmente a de
secretario particular do S. Exc, em que foi em pre-
gado durante todo o lempo que com ello estove.
E tanto o Sr. doutor Jos Benlo nflo veio para es-
ta cidado na qualidade que Ihe empresta o referido
peridico, que trouxe comsigo um escravo, o asr-
deos necessaras para que o fallecido negociante
Bento Jos da Costa Ihe fornecesse mesadas, como
em verdade foram l'ornecidas, e o podem attestar os
livros dessa exlincta casa, segundo sou informado.
Quando S. Exc se retirou para Lisboa, o deixou
continuando os estudos do seminario com previa rc-
commendacflo; mas, como Ihoconviesse melhorse-
guir os estudos da academia, niatriculou-se e conti-
nen sempre com aproveitamento, al que toniou o
grao de doutor, o he ha annos lente da mesuia aca-
demia.
Portanto, nflo he exaelo o quo em dilo papel se diz
que veio por criado do servir, e quo dopois de S. Exc'
Ihe darordens menores o lizera matricular na aca-
demia.
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA 14.
(.eral...........
Diversas provincias.
490,112
3,105
493,217
PIUCA DO RECIFE, 14 DE AGOSTO DE 1847,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
entender senflo pela pessoa do Imperador :
A verdade lio que S. Exc. soubc muito depois de
estar em Lisboa, que o seu recommendado se tinha
matriculado na academia, e quo se tinha formado o
que o mesmo Sr. muito estmou; e regressando a es-
ta capital, sempre Ihe deu provas de atbelo, estima
ecoufianca, como ullimamento a de nomea-Io seu
teslaiiieutciro, bem persuadido de quo as suas ulli-
masdi-deconcoricrcouitodasasnosiasfrcasparaquees-lpiidas. '""
Cambio......Fizeram-se algumas transaeces
a 27 d. por 1, Algodilo.....Entraram402 saccas, sahiram 174,
e existem 593. -- Os precos subiram,
pois houvo vendas de 7,100 a 7,200
rii a arroba do de prinieira sorle,
e de 6,600 a 6,700 rs. do do segunda.
Assucar...... Sabiram lOcaixas, 1568barricas,
e 3864 saceos.Entraram apenas
68 caixas ; mas", isto nflo obstante, o
deposito he do 3,096. Fizeram-so
pequeas transaeces; eos precos
foram os mesmos da semana ante-
cedente.
Ago'ardente. Embarcaram-se 115 pipas, ecin-
co barris. Nflo sollreu alteradlo
de prego.
Couros......Pouco procurados. Trata-so da
xporlacilo do 3,200 quecstflo com-
prados.
Alcatrflo.....Vendeu-so a 10,000 ris o barril
dodeSuecia.
Barricas.....dem a 1,000 ris as vasias em p,
e a 800 rs.as abatidas.
I Ureu........dem de 4,800 a 5,000 rs. o barril.
7 fardos fazenda dealgodflo, 19 gigos, 38 meios
ditos e3 caixas amostras e louca; a Fox Brothers.
1 barrica ferragens, 8 caixas fio do algodilo, i cai- \
xa ferragens; a W. C. Cox.
9 barricas ferragens, 5 caixas fio de algodilo; a
Brender a Brandis & Companhia.
10 caixas fazenda de algodilo, 2 fardos dita do di-
to ; a Keller & Companhia.
12 caixas fazenda de algodilo, 2 ditas dita de dito
e Ifla, 2 dilas dita do sedu lila, c algodilo; a Ridguay
Jamison & Companhia.
1 caixa fazenda de algodfio; a J. P. Adour & Com-
panhia.
1 caixa com um piano, 1 dita utensilios para co-
zinha, 1 gigo vidros e louca, 1 caixa com urna ca-
deira, 1 dita perfumes e cutilaria, 1 dita encerados,
2 ditas miudezas, 1 dita livros; a M.S. Masn.
10 fardos fazenda dealgodflo, 1 caixa com urna
casaca o un par de caigas; a Latham & llibbert.
. 2 fardos fazenda de Ifla, 19 ditos dita dealgodflo,
4 ditos dita de linho, 11 caixas dita de linho, 15 di-
tas dita de algodilo, 1 dita mcias; a Jones Patn
& Companhia.
22 fardos fazenda dealgodflo, 9 caixas dita de di-
to ; a Russcll Mellis & Companhia.
14 caixas fazenda de algodfio, 8 fardos dita de di-
to, 2 ditos dita de lila; a Rozas & Braga.
1 embrulho papel; a C. Starr Companhia.
30 fardos fazenda de algodo ; a James Ryder &
Companhia.
31 caixas cha ; a W. E. Smith.
1 caixa papel; a N. O. Bieber & Companhia.
1 caixa obras de selleiro, 1 dita o 1 embrulho:
a J. G. Taylor.
10 fardos fazenda dealgodflo, 75 barris manteiga,
3 caixas fazenda do linho e algodilo ; a Johnslon Pi-
tar & Companhia.
34 fardos fazenda dealgodflo, 1 dito dita de iTnho,
34 caixas dita de algodo, 4 ditas dita do linho ; a
Adamson Howie & Companhia.
24 fardos fazenda de algodilo, 1 embrul lio pistolas
e bacamartes, 1 carneiro, 3 barricas cerveja, 1 barril
lingoas; a R. llover.
1 embrulho livros, a Secy Pernambuco Letras.
7 fardos fazenda de lila, 52ditosdila dealgodflo,
6 caixas lio de dito, 1 barrica ferragens, 4 caixas fa-
zenda de linho, lt ditas dita de algodilo, 1 embrulho
papel; a Gcorge Kcnworthy & Companhia.
288 volumes barricas vasias, 1 caixa cordas para
piano, 6 ditas com um orgflo, 1 dita tinta do cscre-
ver, 1 barril manteiga, 25 fardos fazenda doalgodSo,
28taixasde ferro, 3 caixas machinismo, 2 ditas len-
cos de seda, 1 dita conservas, 35 ditas fazenda de al-
godilo, 1 dita caimas, 2 barricas pregos de cumposi-
eflo, 2caixas papel, 34 toneladas de pegaras; a Me.
Calmonti Companhia.
24 prozuntos, 2 caixas conservas, 1 dita mostar-
da, 2 ditas biscoutos, 4 jarras passas, 40 queijos;
a Fon tes.
25 prezunlos, 6 caixas arenque, 25 queijos; a
Garlet.
/


~A-
*
i hinha .. dem a 5,000 rs. a barriquinha.
ii n Venderam-se na semana cerca de
licain"- 400Darrcllsaretalho,ao preco de rs.
12,500 a 14,000. O deposito hojo he
de 2,500 barricas.
cca _o mercado est sullicientomcnto
Carnes supprido deste genero, por terem
chegado tres carregamentos esta se-
mana ; os quaes concorreram para
que o deposito subisse a 32,000 ar-
robas. As vendas regularam de
2,600 a 3,200 ris a arroba.
i mbo Vendeu-se de 14,000 a 16,000 ris
1,11 *' o quintal do quoveio cm lencol, e
do 18,000 a 18,500 rs do do munico.
,. ko dem a 600 rs. a libra do de cal-
Cobre...... deireiro. '
rarinba detrigo. -O deposito he de 1,000 barricas.-
" Vendeu-se a retalho ao preco de ris
24 a 25,000 a barrica da americana.
,,sa .... N3o ha.
"vora.".____Vendeu-se a 280 rs. a libra da in-
gleza, captiva a direitos.
Freles -Para Liverpool 210 por
assucar om caixas.Para o Canala
3_ -, pelo referido genero, e
3/4 d. por a I goda o.
Entraram depois da ultima data 10 embarcarles,
e shiram 4. F.xistcm boje no porto 30, sendo 2 a-
mericanas, 14 brasilciras, 1 franceza, 3 hespanho-
las, 4 inglezas, 3 portuguezas, sardas e 1 sueca.
jmTiDcnto do Porto.
Navios entrados no dia 15.
N,.w-Port;47das, brigue knighansen Einigkeit, de
16* toneladas, cauitao I. C. Brarens, equipagem
9, carga carvflo dn>cdra ; a I.enoir Puget & Com-
MaccVtM horas, brigue-escuna de guerra nacional
imnerial Fidtlidadt, commandante o primeiro l-
ente Luiz da Cunha Moreira. Passageiros, Mano-
i lJosTexeiradcOliveira. alfercs Manool Caval-
oant l.ins Walcacer, lente do primeiro batalhflo
Amcrico Ferreira da Cunha, Claudino AlTonso de
Urvalho, 7 soldados do primeiro batalhao de ca-
ladores c 1 preso dejustica.
Navio lahido no mesmodia.
Itio-Je-Janeiro, brigue portugucz San-Manoel-Pri-
meiro, capitao Jos Francisco Carnoiro, carga a
mesma que trouxe. Leva 47 passageiros.
Manoel Bernardino Motta, Manoel Casta, Madoel
Cruz Alves, Manoel Goncalves Teixeira, Manoel J":
s Costa Helio, Manoel Jos Coutinho, Manoel Jos
.Nascimento Silva, Manoel Jos Paiva, Manoel Jos
Pereira Paulo Lemos, Manoel Jos Soares Matlos,
Manool Marques Nevos, Manoel Teixeira e Moura,
Manoel Peixoto do Freitas, Manoel Rodrigues de Car-
valho, Manoel Iteis Saraiva, Manoel Silva Cuima-
r3es, Manoel Seabra, Manoel S. da Assumpcao.
Narcizo Antonio do Campos, Narcizo Antonio de
Oliveira.
Pedro Jos Ribeiro A.
Raymundo Pinto Ahreu.
Simao Caetano Silva, SebastiHo Jos da Silva.
i\ visos martimos.
Para I.isha sahe, impreterivelmente no dia 22
do corrente, o brigue portuguez San-Domingos; ain
da recebe alguma carga miuila, assim como passa-
geiros, para o que tem excellentes commodos : tra-
ta-se com os consignatarios, Mendos & Tarroso, na
ra da Cruz, n. 54, ou com o capitao, Manoel Gon-
calves Vianna, na praca do Commercio.
Para o Havre segu com a maior brevidade pos-
siveloT>riguo franccz Heaujeu: quem nelle quizer
carregar, ou ir de passagem dirija-so aos consig-
natarios B Lasserre & Companhia na ra da Sen-
zallaA'elha 138.
Para o ('.cara o Aracaty segu viagom at o fim
do corrente mez o hiato nacional Maria-firmina:
para carga c passageiros, trata-so na ra da Cadeia
do Recite, n. 34.
-- A barcaca S.-Caetano recebo carga para Macci
e Pcnedo.
Avisos diversos
-Oarsenalde guerra compra tnnla arrobas de
plvora grossa : quem dito genero quizer fornecer,
mandar sua proposla, em carta fechada, c a amos-
tra a directora do mesmo arsenal, ale o da 17 uo
corrente mez. Arsenal de guerra, 13 de agosto de
1847. loio Ricardo da Silva amanuense.
O arsenal de guerra tem do remclter para|a pro-
vincia do Cear quatorze caixOes com armamento,
cinco ditos com corroiamc ell ditos com fardamen-
lo : qualquer senhor capitao de navio, que estiver
do prximo a seguir viagem para aquella provincia,
e quizer contratar a conducc/io de taes objectos,
coinpareca na sala da directora do mesmo arsenal,
das nove horas da manhaa as duas da tarde dos das
16 lioiei, 17 e18docorronte mez, para se tazerctn
os convenientes ajustes. Arsenal de guerra, 14 de
agosto de 1847. Jodo Hicardoda Silva, amanuense.
Conlratoi a celebrarse com a Ihesouraria das rendat
provinciaes no mes de agosto corrente.
Iloje.
O do estabelccimento de urna linha de mnibus,
que, na forma da lei provincial n. 191, de30 do nar-
co dcsle auno, facilite o transito desta cidade a qual-
quer dos scus arrabaldcs eOlinda.--Kste contra-
to ser realisado depois que a presidencia assim o
determine, vista das propostas que por intermedio
da Ihesouraria lho forcm apresentadas.
Dia 18.
O da arrecadacSo do dizimo do gado vallar nos
municipios de Roa-Vista e Exu, avahado em 299,9JU
mil ris annuaes.
Objectos que arepartieo das obras publicas pre-
tende comprar.
Vlnte o cinco estivas, de 25 palmos do compri-
mento o 6 de largura ; S barra de cimento ; 2 ca-
noas de aroia ; 1 pedra do cantara, com P
lo largura e 8 do comprmelo ; 15 lagos de Lisboa,
com dous palmos em quadro; 5 algueires de cal
branca ; 1 arrobado chumbo.
Lista das cartas viudas do Porto pe brigue San-Ma-
noel, cm\3do corrente.
Antonio Duartc Fcitosa, Antonio Azevedo Maya,
Antonio Alves Valongo, Antonio FernandesNe loso,
Antonio Joaquim de Araujo, Antonio Jos lian-
cisco, Antonio Luiz da Cunha, Antonio Lopes de Me-
nezes, Antonio Lopes Pcreira do Mello, Antonio Pe-
reir Mendos, Antonio Pereua Pretes.
Caetano Jos P Pereira
Domingos Jos da Costa Guimaraes.
Francisca Firmina de Abrcu, Francisco Alves IV
nho, Francisco Domingucs Affonso, Francisco Jos
Ferraiw Gotmartes, Francisco Perca, francisco
Yieiradss Neves.
Heni iqne de Oliveira Soares.
Justino Antonio Pinto, Jacintho Das Pereira, Joa-
quim Alves de Almeida, Joaquim lO'W"
Joaquim Antonio Cardozo, Joaquim Francisco Sva
Paciense, Joaquim Jos da Costa, Joaquim Martins
Fcrrera, Joaquim Moreira Gucrrdo, Joaquim Un-
to Lana, Joaquim Seabra d'Assumpcao, Joaouu-
lliocs da Coala F JoBo Boto Rocha, Joao Costa
Noves Joao Cruz Pinheiro, Jo3o CosU Torres, Joao
Goncalvea Reisr Jo.lo Jos Correia Costa, Joao Jos
lobesSilva, Joiol.uiz Ribeiro, Joo Luiz Salgado,
onoMngalhnes.JoaoMaria Ferrcir, Jo.lo O .vena
cuirnarfles. Joflo Quorino Aguilar, Jos Azeyedo An-
K! Jos Azevedo Maya, Jos Antonio Altes Nei-
va, Jos Antonio Costa e S, Jos Antonio M. Gu>
miraos Jos Caetano Pereira, Jos Ruarle Co.iti-
. I LJias do Carmo, Jos Fcrnandes Ferreira,
t?vSS San.s e'silva, Jos Goncalves Du-
? e Jos Gomes Fernandes, Jos Joaquim Cosa e
Silva, Jos Joaqun. Costa Maciel, Jos Joaquim Car-
O LIDADOR N. 205
est a venda as 3 horas da tarde. Traz interessantos
artigos, e sobre ludo urna carta do Sr. Urbano, cuja
leitura reconimendamos
__ Manoel da Silva Gaspar, de hoje em diante, se
assignar Manoel Gaspar da Silva.
__ Aluga-seum preto para todo servico de urna
casa: quem o precisar dirija-se a ra Nova, loja n. 58.
Perdeu-se, noPasseio-Puhlico, una caixa ama-
rclla de larlaruga, a qual he redonda, e tem a lampa
enfoitada com raminhos de ouro, o no meio as lot-
tras iniciaes M 1G L. Roga-sea quem a achou o fa-
vor de a mandar entregar na ra larga do Rozario,
armazcm de louca n. 28, que ser generosamente
recompensado. .
-Precisa-sede um caixeiro que cntenda de loja
demiudezas: na ra larga do Bozario, n. 20.
Aluga-se o segundo andar da casa n 46 da ra
da Cadeia do Kecilc, o qual tem um grande sotao e
ho bastante fresco : os pretendentes dirijam-se a lo-
ja de chapos da dita casa.
__Aluga-se um prelo diariamente nos das uteis :
as Cinco-Pontas, n. 71.
A pessoa, que quizer dar 400,000 rs. a premio
com boa lirnia, dirija-se a ra Augusta, casa terna,
n. 18.
Alugam-se tres casas terreas, no
becco do l'eixoto, pelo preco de cinco
mil ris cada una : a fallar na ra do
Crespo, n. i5, com A. da C. S. G.
-Precisa-sede um rapaz para caixeiro de urna
venda quetenha, ou n3o pratica : atrs da ma-
triz da Boa-Vista n. 4.
Precisa-sede urna niulher para ama de casa,
que saiba bem cozinhar.-na ra das Cuico-I ontas,
' D-se um cont de reis a juros de um o meio
por cento por lempo do um auno, sobre penliores
de ouro : quem quizerannuncic. ,
O Sr. Ezequiel deSouza Cavalcante queira di-
rigir-seapraca da Independencia, livrana ns. 6e8,
a negocio do sen inleresse.
O Sr. A. J. F. G. queira ter a bondado de vir n-
car, no deposito de charutos da na larga do Boza-
rio, ii. 32, 4,000 ris, importe do urna caixa de cha-
rutos que abonou por um scu camarada, e sendo
pelo mesmo salisfeito da dita quantia nao a tem, por
niais que se Ihc peca, querido satisfazer; por isso
adverlc-seao mosmoSr. que, nao o fazendo dentro
do prazo do tres dias, passar pelo desgoslo de ver o
seu nomo por extenso.
O Dr. Jo3o Capistrano Bandeira de Mello re-
melle a sua escrava Anna, por motivo de molestia,
oara o Acarac, no patacho EmulacSo.
lTerecein-so 3,000 rs. por cima do aluguel que
rende a casa sita ao p do theatro publico, para a-
brir-se casa de negocio sendo convenha ao proprie-
tario, annuncie sua morada.
Alusa-se urna casa na ra Bella, com duas sa-
las, 3 alcovas, cozinha fra, quintal e cacimba : na
ra do Collegio, n. 15, segundo andar.
LOTFRTA DO THEATRO.
Existe ainda urna porefo de bilhetos por vender,
c que montam a pouco mais de de/, contos de res ,
umt*co do total da lotera. Com urna quantia uj
por arrecadar n3o ho possvel fazor andar as roui!,
no dia 13 do corrento mez segunda vez para esa
lim marcado; o por isso o respectivo thesoureiro
nova mente designao dia 27 deste mesmo inez.na ex-
pectativa de que os'blhetes se acabem, ou quando
acconteca ficarem alguns seja em numero tal que
n3o sirva de obstculo ao andamento das rodas, o
qual se realisar infallivelmente nesse da. .
-Precisa-sealugardousmoleques, ouduas prc-
tas para venderem na ra e que sejam liis: na ra
do Agoas-Verdes, n. 26. Na mesma casa se da azeite
decarrapatodevendagem,pagando-se urna pataca
porcada caada que venderem. t
- Tendo o abaixo assignado
vendido a sua loja de miudezas ,
sita no Atcrro-da-Boa-Vista, n.
54, aos Srs. Antonio do Azevedo Ramos e Caetano
Luiz Ferreira cuja venda fi feta pelo conscnli-
mento dosseuscredores ; por isso o abaixo assigna-
do previne ao respeitavel publico o em particular
aosditosseuscredores, qued'oraem vanto cessado
tem toda o qualquer responsabilulndo que possa pe-
sar sobre o abaixo asssignado, nascida de suas tran-
sacQOes commerciaes at esta data ; pois que pas-
sou toda ella para os compradores-, em vntude da
escriptura de compra c venda celebrada enlro o aliai-
xo assignado c os Srs. Antonio de Azevedo Ramos e
Caetano Luiz Ferreira. Outrosim, previne a todo c
qualquer seu devedor quen3o pague seus delntos
se nao ao abaixo assgnado.pois que todos ellos eslao
por conta do abaixo assignado e por isso he o ni-
co competente para rccebc-los e dar quitacao.ito-
cire,6deagostode18t7.-rAoma; i'ereiro tos Eslima.
Precisa-se de um homcm forro para o servio
de nadarla aue entenda de masseira e tenha al-
gumas rreguezias de vender pao para a Roa-Vista ,
em companhia do um preto que tambem tem al-
guns freguezes ou mesmo so tiver freguezia em
S.-Antonoe Itccife, dando liador : ordenado c sustento: na ra larga do Bozario, ti. 48.
Agencia de passaporles.
Na ra do Collegio, n. 10 c no Aierro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-se a tirar passaporlcs tan-
to para dentro, como para fra do imperio; assim
como despacham se escravos : tudo com brevidade.
Pelo novo deslino que deu ao edificio da sua
residencia na ra do Hospicio, podera o doulor
Sarment receber cm sua casa doentcs que desejem
Vlr tratar-se nesta cidade. Serijo recebulos nao so
os doentes de qualquer sexo e cndilo que sejam ,
mas tambem as pessoas, ou familias, quo os qui-
y.erem acoinpanhar.
Arrenda-se ou vende-se urna fazenda com urna
legoa quadrada de extensno, sita na freguezia do
Rom-Jardim, comarcado Liinoeiro, com una gran-
de safra, no campo, dealgodao, fejHo, nullio, se-
ment de carrapato e roca quem pretender dirja-
se ao escriptorio de F. A. de Oliveira, na ra da Au-
rora, 11. 26. .
Quem quizer alugar um preto cozmheiro, mul-
to Del, para comprador, e que sabe tratar de um ca-
_ JacinTho Jos de Souza, com venda na Povo*
dorAp.pucos adverto as pessoas que teem ido pa*-
sar a feTa na mesma povoacao, l.ajam do ir pagar o
que .car. ", devendo na sua taberna, no yiraxo^do
15das do contrario, aenlo os seus nomos pul cas
dos por'extenso nesta folha. O -J"18 -
nessoas quo ainda Ihc devein de 184j a 1846
' Precisa-so de um rapaz portuguez de,19, a U
anuos c que tenha pratica do venda : na ra Nova,
n. 55.
Compras.
-Compra-se umeandiciro de meio de, sala de
urna so luz, ou mesmo a armado: na ra estrena
do Rozario, venda n. 47. r.iniij(io cobre o
-Contina-sea comprar ferro fundido, conree
bronze velho : na ra do Brum, n. 8.
- Compra-se urna fazenua de gauo jm nao em
bomsortao: no hecco doSarapatel sobrado^16.
Compra-so urna escrava moca de boa llgura,
quo saiba cozinhar e lavar, e nBO ten ha v. .o: agra-
dando paga-se bem: na Boa-Vis a v'hal"-"l
Quem a tiver, devo apparecor das II horas da ma
nhaa s 3 da tarde. ,
_ Compra-se uniacarteira de maso
face, que esteja era bom estado: na praca
do Commercio, o. 4- ...,0
-Compra-se o oitavo lomo da Becreacao ph.loso-
nhica pelo padre Theodoro de Almeida em se-
Knda'niaoe estando em bom uso: na ra da FIo-
W- Comjrae para fra da provincia, um. es-
crava crioula, ou parda .le 18 95nSOOMjJV
ha coser o engommar com perfo.c.lo, que ^",d
imnit i finura o sem achaques : nao se repara prego ,
SlTSSSti gW i fmbam se compra
umolllcial decarpina, que soja moco, na ra ua
Megria n. 46, ou annuncie.
t>:rl.'S.
Vendcm-se doos bonitos e corpolentos mo- i-
lequcs de 17 a 18 anuos, sendo um dellcs do Hl
nacao, que cozinha bem o diario de una ca- ^
sa eho muito hbil e esperto, e o outro fjlj
ptimo para pagem por estar a isto acos-mi
i turnado e ter inulto boa conducta ambos ji
sao muito proprios para palanquim ou ca- M;
!T1 deirinha, porserem muito reforcados bem *r
,il parecidos da mesma estatura, e sem vicios |t
g ncm achaques : na ra do Vigano, n. 24, se ^j
ll dir quem vende._______________
. Albano da Fonscca Cruz subdito portugucz
I
vaoiVrj-Vc"a''raNovariojadcCucrra, Silva &
Companhia. .
- nao-se cem mil rs. a premio sobre penliores de
ouro ouprata : na ra Kireita, n. 69.
__Precisa-se de urna mulher j de idade, para a-
zer companhia a urna senhora casada, e mesmo aju-
dar a fazer alguns servicos, sabendo cozer c cozi-
nhar, dando-sc-lhe o sustentoe casa para morar, e al-
gum vestuario quando precisar, e que seja pessoa ca-
paz, dando para isso conhecimcnlo da sua conduc-
ta, uein estiver nestas circunstancias c queira su i-
leitar-se, dirija-se a ra da Cruz no Melo, sobrado
n. 7, terceiro andar, que achara com quem Halar
_- Achou-se, no dia 8 de julho prximo passado,
urna canoa de carroira, indo por agoa abaixo. Unen,
fr seu dono dirija-se a Fra-dc-Portas, ra do Pi-
lar, n. 101,que, pagando as despezas loitas.selne en-
r--"achado & Pinheiro mudaram a sua residen-
cia, da ra da Cruz, n. 23, para a ra da Cadeia do
Itccife, n. 37.
- A pessoa, que quizer dar 300,000 rs. por nypo-
theca em urna boa morada de casa terrea, annun-
cie por esta folha, para ser procurada.
Deseja-se fallar com os Srs. Jos
Pinto e Joao Luiz de Oliveira Flores,
ambos vindos do Porto, na barca Espiri
to-Santo; existindo cartas para Ibes se-
ren entregues: na ra do Vigario, n. 4-
Sr Filippe Nery de Oliveira
lem una carta na praca do Commercio,
n. 4-
- Precisa-se alugar urna preta ou moleqiie que
seja fiel para vender azeite e outras vendas na
ra : na ra Direita, deposito deassucar ii. ,8.
-Precisa-sede um caixeiro de 16 a 20 annos ,
que entenda de venda, ou reflnacSo e de Mora
sua conducta : na ra Direita, deposito de assucar ,
n. 78. .
__Precisa-sc de um rapaz portuguez que lenlia
pratica de venda : em Fra-dc-Portas, ra do I .lar,
n. 86, ou na ra do Queimado, n. 2.
-Precisa-se alugar umfcitor para um sitio perto
da nraca : na ra Mova n. 14.
- bacharel formado Francisco Pereira Freir,
advogado nesta cidade mudou sua residencia, para
.ruaSo.. n.46, primeiro andar. on,fo mo ou o
LOTERA DORIO-E-
JANEIRO.
Na loja de cambio, n. 38, de Manoel MM^g^
un. rosto do biHietes o meios ditos la ^lotera a
beneficio ,1o theatro de San-Pedro-de-Alcantara, vm
dos no ultimo vapor. ,... o,.
-Na nova loja de Francisco Jos re>",ran%
tos. na ra do Queimado nos qua ro cantoS;, n. i.
vende-se algodilo da torra encorpado c largo,om por
cao e a rctallio.
RIJA DO COLLEGIO, N 9.
Doscp:auem-sc e tornemsc a
deseganar,
que oantigo barateiro nBo deixa de torrar na sua
ova loja de miudezas : caixas do tojUrag, P
rap i 2,000 rs. cada urna ; ditas ma.s peque as ,
a .600 rs. cada urna. A ellas, antes que se acabe,n
Caixinhas de agulhas francezas JM?
rs cada urna ; pcnles de tartaruga, alI*
.MOra. a parelha ; caixinhas com pos de, afla-na
valhas a 200 rs. cada uu.a botos ue madre pero
la, a480rs. a groza ; ditos grandes, a 400 rs. a
groza ; macos de lita de linho com ii; pecaa a 900
r< o maco dito do cordilo para vestido de todas
sgro a 320 rs. o maco; cartas comi urna groza
de pares de clcheles, de todos os nmeros,ia 320
rs. cada carta ; torcidas para candie.ro a ". a
duzia .le todas as IsrgMas ; papel almaQO, 1,600
e2,56rs.a resma; lin.as do marcar, aMes ara-
rarnailas, a 120 rs. a caixinba ; fita de vePudo, para
cabello, a 80 rs a vara c ma.sargami too rs.,, bo
toes do ac, para caigas, forados 11200 rs a groaa,
losouras linas, con. ferrugen. a 120 o 200 nc.ii
uma ; caixas ,1c madeira Jo raz de buxo, a11.WO ".
a du/in ; petes de prender cabello, a 80 ra. cada
um luvas para meninas a 120 rs. cada par esco-
Z para fat',, muito finas a 320 e 400 rs da um-;
ditas para cabello, a 210 rs cada in aid. Us para
limnar nenies. a80rs.; ditas para limpar denles ,
'SfsTerUr.. de ^^^JtSlSV
c outras militas cousas com que se conlontar.io os
frcSctes a vista do um .olulo que estara patento com
osprL"osdotodasas fazendas tanto annunc.adas
como fra do annuncio.
Vende-semadapolaol.mpo, com 20.varasca
da peca a 2,i00 rs. c a seto vinlens a "
bonito molccao peca de 18 annos ^ 9a"
ducta.oquescalianca: na ra estrella doltozar.o,
"nJnd^dSmoleques de 15 annos; 3 es-
cravos de nacao; 4escravas, tendo uma dallas lt
.... .---------' a ra >0Va, n. 4, pnnicnv "" > .....- ------,-
Me tocolomb povoacao dos Afogados do lado do
SSSeT qu/quer pessoa que se achar com algum
dfreMoa^ielmacasa, queira declarar por esta mes-
ma folha no prazo de 8 das da dala deste
--Aluga-seum sotao com muito bons commo-
dos par^pequena familia ou Lomen, aollo.ro.con,
muito boa visto c muito fresco : na ra Direita, n.
^^flma^nboracom abundante e bomlicito pro-
nfie-se a criar cm Fra-de-Portas, n. 135.
P -Quem empcnhou,ha lempos, urnas pulse.ras
de ouro na ra Nova, venda n. 65, queira, no prazo
de 15 dias ir tira-las ; do contrario scrBo vendi-
das para pagamento do principal e juros.
- O Sr. Jos Mara Peixoto da Fonseca quoira di-
rigir-searuadovramento, n. 21, pnmeiro au-
dar, a negocio de seu inleresse.
publico que Antonio Seram de Dos ; meslre sa-
nateiro no becco de S.-Pedro dcsta c dado infa-
fn'ou annunciante dizendoquelhe tinhaJurlado
2.000 rs. en. dinbeiro e urnas colheres de, prala.
Einvirtudo desta calumnia fra preso o faze do a
polica as indagacoea nccessar.as e conhecendo a
nnocencia, o niandou por emliberdade; e assim,
comludo, pede oannunciante ao dito Serabm, quo
conhecendo o erro quo comelteu baja de Ihe resti-
tuir scu crdito por esta mesma folha senao pas-
sar pelo desgoslo do sofTrer uma denuncia de in-
juria o que protesta fazer e fique corto o publico,
aue elle Seram o queria culpar, pois se ignora que
elle taes colheres possuisse i era para ver se poda
fazer este arranjo, pois quando a necess.dade entra
pela porta a virtudeaahe pela janella.
K r Ignacio Moreira de Mendonca.
- Quem annunciou querer comprar o compen-
dio -PilotoInstruido -, dirja-se a ra do Pilai,
n.104.
anuos
na ra Direita, n. 3.
b 6 portas mse,
13 '.
a loja vendem-se chilas ue coros flxas,
a 140 rs. ocovado; ganga azul mu o encor-
pada e propria para escravos.,,a.100e 120
fs.; luv'as de pellica para homem a 640
rs ditas para senhora a 320 o oo rs.,
meias para meninas, a 200 rs. ; e outras fa-
"''n.l.s'lnias bem como : corles e col ele
de setim do cores, a 2.240 r ; ditos o vel-
ludo a 4,500 rs. ; sedas de cores, para ves-
UJo de senhora a 1,000 rs. ; me.asd-crtres
(ingindo soda, a 400 rs. ; e outras multas fa-
zcndas^jjorbarami.r^^
_ Vende-se um bom sitio no Aterro-dos-Afoga-
,1na com 122 palmos de frente c 180 ditos de fun-
do 'para so edificar propriedades o o sitio com
o.j.) palmos de frente, e mil ditos de fundo, todo
murado com varios arvoredos o urr. bom viveiro :
a tratar com Francisco Uibeiro Pavao, na ra Direi-
* I." Vende-se uma prelado 20 annos pouco oais
ou menos, boa coslureira, lavadeira, e que esto
principiando a engommar; he do boa conducta o de
boa figura ; um uiulatinhode7 annos, nropro pa-
ra andar em casa com criancas ; um pardo de todo
o servico de casa o campo ; uma parda costureira,
e que tem boa conduela: na ra do Crespo loja n.
2, A, se dir quem vende.





ir

A
-
Vendem-se cadeiras de pinho a
polka: atrs do llieatro, armazem de
Joaqun Lopes de .Almcida, caixciro do
Sr. Joo Matheus.
Vendem-se caixas dechhysson, do 6, 12el3
libras cm porces ou a retalhb ; caixas do velas
de espermaccte do 5 e 6 em libra : na ra da Alfan-
dcga-Velha, n. 36, em casa de Malhcus Austin & C.
opomuioj
oiojd .iod a sopBpnenh su sepoj opsapuazBj Dpoi
-uaiujijos oia|(liuo3 uin seisap iuo|b o s.i oo<;'r
, soiiiibiI suoq osajpoop siniipop'oiiiauiiJosoAou
uin opsAOj uin bpbo -sj 08?'l 3P o5ojd o'iBJBq o|od
* jnnjB| ep soni|Bd ops op ssuaisund nzoouud ba
-Ol B 0S-UpU8A 'S U 'OUIOIUV-'S OpojJB OB 1U0JJ
-iioo tiqutdiuoQ V uiyias saejuuimo op -oS o ^oftoSS V
Vendem-se 8 escravos, sendo: protas o pardas
de 14 a 91 annos com habilidades ; pretos e par-
dos : na ra das Flores, n. 17.
Vnova lo ja n. Itf,
doPasseio-publico,
com frente pinta-
da de verde,
vendc-se um novo sortiinento do rispados francczes
de padroes monernos oscuros e milito largos, pro-
prioa para vesti rs. o covado ; novas e ricas camltraias cscocezas de
cores (isas inuilo largas a 320 rs o covado ; una
poreflo de cortes de chitas escuras c de cores fitas,
com 10 covados, a 1,000 rs. ; chitas de raniagom pa-
ra cobertas, de bonitas cores a 80 e 200 rs. o co-
vado ; e outras multas fazendas de que ba grande
sortimenlo, pormais commodo preco do que em
outra qualquer parte. As amostras dilo'-sc com pe-
n hores.
3 palmos de largo chegadas agora da
America : atrs do theatro armazem de
Joaquini Lopes de Almeida caixeiro do
Sr. Joo Matheus A ellas que" sao
poucas
- Ycnde-se vinho de Champanha de superio
qualidade cm cestos ; charutos de llavana ; con-
servasen! latas; colla clara, muito propria para
pintor : na ra da Cruz, n. 55.
Vende-se um balclo para venda em bom uso;
douscanteirosbem reforcados, para pinas : na ra
estreita do Rozado vendan. 47.
-- Vcnde-se um torno de tornear, que ainda nflo
deu sorvico.proprio paraourives,ouparaoutro qual-
quer servido de madeira, pela sua boa construc-
?lo: no paleo da S.-Cruz, n. 8 ao pe da botica.
A setecentosrs. a
vara.
Na lojadcGuimar?esScrau'm& Companhia, ven-
dc-sc brini trancado francez bastante encorpado
c de puro linho, pelo barato preco de 700 rs. a vara.
Esta fazenda se torna recoininendavel pela boa qua-
lidade.
Vendc-sc una caixa de ouro, para tabaco,
com 17oitavas : no largo do Carino, venda n. 1.
O Wfc#fc!# *'J0 (J0 V0 W<& %0 WJ0&0P
.. 1
@
A
V
Por 150^000
rs,
com
che lia-
vende-so urna canoa de conduzir agoa toda cons-
truida do nmarello c sicupirs : os pretendenlcs nflo
deixarfio de fazer negocio a vista douhjcrto o do pc-
eo cima declarado que he O mais barato possivel :
na ra da Scnzalla-iVova venda de JosPereira ,se
dir quem vende.
No armazem do liacelai, no largo da
Alfandrga, n. 3, vendem-se latas
superior holachiiilu de aramia el.*
das no ultimo navio, viudo do Kio-clc-
*J uieiro.
Vende-se o Curso de historia da philosophis ,
por V. Cousin traduzido em porlugucz: na praca
da Independencia, livraria ns. ti e 8.
Vendc-se una preta de25annos, de bonita fi-
gura, que sabe cozinhar, engominare lavar de sa-
bflo e vai relia Dflo tem vicios nem achaques: o
motivo da venda se dir ao comprador: na ra da
Concordia passando a pontezinlia direila segun-
da casa terrea se dir quem vendo
Vende-se una armario de una venda, sita
na ra da S.-Cruz, em um bom lugar, e collocada
em urna casa que derece grandes commodos para
urna lamilia sendo o sen aluguel uiuito em conta :
atrs da matriz da Itoa-Visla, n. 4.
Na toja n. i
Passeio-puldeo,
vendem-se pecas de algodflozinho, com 22 jar-
das a 1,280 rs. ; lito com as inesmas jardas sem
deleito algum a 2,000 rs. a peca.
Na lojanova do Passcio, n. 1 5,
vendem-se cassas modernas, de cores lixas o largas
a 240 rs. o covado; chitas de novos padresc bous
pannos a 4,500 rs. a peca c a 120 rs. o covado ;
alm destas lia um completo sortiinento de fazen-
das de todas as quididades : ludo por proco com-
modo.
Vendem-se dous fortes-pianos novos, com
boas vozes ede excellenle obra, chegados Ultima*
mente : na ra da Cruz, n. 55.
Z&> EM PRIMEIRA MAO', ^
vendom-se caixas com velas de cera do Rio-de-Ja-
neiro e de Lisboa; e tambem brandos, bogias c
tochas : na ra da Seozalla, armazem n. 110.
Yinho de Champanha
da superior e muitoacreditada marca
Cmela,
vende-se no armaze de Kalkmann & Iloscnmund,
na ra da Cruz, n. 10.
Na ra da Cruz, n. 58 ,
acha-se a venda o superior c muito apreciado rap
prineeza grosso o meio-grosso .la fabrica de Bstc-
viiodcGasse do Rio-de-Janeiro: seu preco he de
1,280 rs. a libra, em porgues de 5 libras para cima.
Cortes delan/Jnlia,
a 3#00 rs.
vendem-se superiores cortes de lanzinba com
15 covados para vestidos de senhora a 3,600 rs.
na ra doCollegio, n. 1.
Vende-seumpretodeaa annos, muito refor-
caoo; um preta da mesma idado, que cozinha
engomma muito bem, cose alguma cousa vende
na ra e nSo lem vicios ; um cabra -perfeito cozi-
nheiro e que he ptimo pagem ; um mulalinho de
8 apnos muito lindo : na ra de Vigario, n. 24, se
dir quem vende. '
Vendem-se taboas d pinho de i a
Vende-se" bolachinha de agoa c sal de 20
em libra, todas fiiradinhas c muito boas
> para cha e caf; bem como de leite e ovos que
^ servem incsmo para doentes, por nio terein 0
0 composlcoes oleosas; biscoutos redondos %
^ doces e d'OVOS ; bolacliinhas; fatiasdos mes- &
rb inos: tudo feito com lodoasseio e das me- %
5& Inores familias que ha boje no mercado: tam- (9
0 bem se vai fabricar bolachina de aramia -. no ^
$> pateo de S.-Cruz, padaria n. 6, defrontc da #
0> igrela, ;
do; percorrem todas as partes do corpo, e s cessam
de obrar quando teemexpulsado todas as impurezas'
A terceira preparaQo consiste em urna limonad,
vegetal sedativa : he aperativa temperante o ado
cante : torna-so emeommum com as pilulas efacili
ta-lhes os melhoreseffeitos.
A posieflo social do Sr. Morison a sua fortuna n-
dependento, ropellem toda a ideia de charlatana
mo; o as adiniravcis curas, operadas com o se
systemanocollegiodesadode I,ondres, sfio mais
que garantes da ellicacia do seu remedio.
llecommenda-seesta medicina, que nSopede nem
resguardo de tempo, nem de posieflo da parte do
doente a todos os que atacados do molestias ju|
gadasincuraveis, se quizerem desengaar da sin
virtude.
Oxal que a liumanidadc foche os ouvidos aos n.
teressadoscm desacreditar estes remedios 13o sim-
ples tSo commodos e to verdeiros.
Vendem-se smente em casa do nico e verdi-
deiroagentoJ. O. Elster,na ruada Cadeia-Volha
n. 29.
-- Na ra Nova, n. 18, loja de M. A. Caj, ha pa-
Casimiras elastieas
a !$rs. o covado.
--Vende-se um banheiro de folha dohrada pin-
tado e com carro ; tem 7 plidos do comprimento ,
3 e in0 de largura e 2 u meio de altura : em l'ra-
dc-l'oilas ra do Pilar, casa terrea, n. 30.
i\a novalojan. 179
com frente para o
Passcio-Publico,
pintadade verde,
vende-se um grande sortiinento de chitas linas, de
cores muito lixas o padroes agradavois, a 100 e 120
rs. o covado c a peca a 3,800 e 4,500 rs. ; pecas do
algodfiozinho largo, sem a varia e com 18 jardas, a
9/rs.; lencos do cambraia para grvala, padroes
ricos, a igo rs.; duraque c alpaca cor de cafe mul-
lo lustrosos, a GOO rs. o covado; e outras militas fa-
zendas do que ha glande sf/itiineiito, por prego
mais commodo do que em outra qualquer pacte,
paca chamar a atiendo dos freguezes.
5& .
Vendem-se cortes de
cambraia de seda,de no-
vos e ricos padres,pro*
prios pata bailes; lengos
de cambraia de linho ,
bordados,mu ricos;pan-
nos faos e casimiras ; e
outras militas fazendas
de goslo : tudo por me*
nos piecodo ira qualquer parle : na
nova loja de Jos M o rei-
r Lopes & C., na ra
$js do Queimado,casa ama- ^k
relia,. 89 M
Vendem-se dous lindos molequesde 18 anuos,
um serrador e o oulro cozinheiro c olllcial de al-
faiale ; um dito de 12 anuos ; dous pretos de 24 an-
nos, um oflicial dcsapateiro e o oulco proprio para
qualquer servifo ; dous pardos ptimos paca pageos,
sendo um dellcs perito oflicial de marceneiro, de
18 a 20 anhos ; duas pardas, una de 22 anuos com
habilidades o a outra de 12 annos com principios
propcios para se educar ; 3 piolas de 20 a 30 anuos ,
com habilidades ; duas negeinhasde 11 al2anuos,
com principios de habilidades : na ra do Collegio ,
n. 3, segundo andar, se dir quem vende.
Vendc-se um pelo e nina prela ambos j do
dado e de nacflo : o prcto licgauhador de cua, e a
perla he quitaudeira : na ra do Itozario da Iloa-
Visl.i, n. 2.
Vende-se una cscrava crioula muito moga, de
bonita figura e de boa conducta com nxcellente
leite, c quecozinha o diario de urna casa,engomma e
lava : em Oliiula na ra de Matliias-I'erreira, sobra-
do grande de va candas de ferro, cm que morou o
fallecido tenente coronel Antonio Joaqnim Cue-
des.
Vendem-se duas pretasquo engommam, cozi-
nhain e l'.izeni lodo O mais servico de urna casa; um
preto, por 240,000 rs. quo serve muito bem a urna
cesa, a lie bom para Irabalharo botar senlido a
um sitio : no pateo do Carino, loja do sobrado n. 7.
Vendem-se saceos com arroz branco, de boa
qualidade por preco commodo : na ra da Madro-
de-Deos n. 9.
Vende-se urna carteira nova, de dous corpos ,
muito bem foito, toda de amarello, com o seu co'm-
Yendcm-sc supeiores casimiras elsticas, pelo
tralo proco de 1,000 rs., o covado; ditas france-
zas superiores e de bonitos padrOes, a 5,000 rs. o
corte ; dita preta muito fina a 3,500 rs. o covado ;
paiino prelo de boa qualidade para pannos de pre-
tas n 3,000 rs ; superiores brins trancados brancos
e de puro linho pelo barato proco de 1,000, 1,280 e
1,600 rs. a vara ; ditos amarcllos de puro linho e
multo finos a 900 c 1,000 rs. a vara ; ditos de lialras
decorosa 880 rs. a vara; riscadinhos trancados,
proprios para meninos a 240 rs. o covado ; a bom
acreditada fazenda chadrez de linho para jaqueles,
a 400 rs. 0 covado; zuartc de vara de largura a 240
rs. o covado fazenda muito propria para pretos
algodrjes trancados azues do listras o mescludos a
220 e 240 rs. o covado ; superiores pe^as do breta-
nlia de puro linho muito lina e com 6 varas c meia
a 5,500 e 6,500 rs.; macodonia mesclada para cal-
cas a 440 e 500 rs-o covado; chitas escuras, finas
o de cores fixas a 5,000 rs. a pega ; ditas francezas,
de vara de largura a 280 rs. o covado ; meios cha-
les de cambraia de quadros a 440 rs. ; hamburgo
de linho, a 260 rs. a vara; brim trancado pardo e do
linho, a 640 rs. a vara ; meias para senhora, a 240
rs. o par; cortes de cambraia lisa com 6 varas c
meia muito fina, a 5,000 rs. ; e outras muitas fa-
zendas por proco muito barato : na ra do Colle-
gio loja n. 1.
Vendc-sc umanegrinha de 11 annos, de elegan-
te figura com muito bons principios de costurae
lavariiilo : no pateo da matriz de S.-Antonio sobra-
do n. 4, se dir quem a vende.
Vende-so urna marqueza c 6 cadeiras; ludo
novo : na ra do Trapicho n. 19.
Na venda nova de 3 portas na ra do Rangel
defronte do Itecco do Trem,vende-se azeile de carra-
pato a 1,280 rs. a caada, pagos a visla ; viudos de
boas qualidados, a 1,600 alel,920 rs. a caada, ea
garrafa a 240 rs. ; azeile doce a 4,000 rs., e a gar-
rafa a 520 rs. ; e oulros muitos gneros de venda
por preco mais commodo do que cm outra qualquer
parle a dinheiro a vista para se acabar logo.
Vendem-se pedral de amolar, brancas, da me-
Ihor qualidade que tcem vindo do rio do S.-Fran-
cisco a relalho e em porclo por prego commodo:
na ra da l'raia, armazem u 18.
Vende-se sal de Lisboa, lino c alvo, n 1,600 rs.
o alqueirc pela medida velha : na ra da l'raia, ar-
mazem n. 18.
Deposito de vinagre da fabrica
da ra Imperial, n. 7.
na fabrica de licores, do Fredcrico Chaves, no Ater-
ro-da-l!oa-Visla, n. 17, onde se achara sempre
grande porcSo e por preco commodo.
Fredcrico Chaves, fabricante
de licores, chocolate c es-
pirites, no Atcrro-da-Boa-
Vista, n. 17,
tem a honra de participar ao respcitavel publico e
com particularidade aos seus freguezes que tem
sempre grande sortimenlo do bem condecido cho-
colate de sado "canella ha un i Iba e ferruginoso,
este muito approvado para as pessoas que padecem
do eslamago e frialdade por ser muito tnico. O
bom couceito que tem lido este chocolate, faz com
que boje participe as pessoas que ainda nflo fizeram
uso delle e igualmente aos seus freguezes, que o
leem procurado e por inconvenientes o mo teem
adiado. Os pregos silo sempre os mesmos, sade,
canella e baunilha a 400 rs. a libra, o ferruginoso,
a 1,000 rs. Tambem vende ago'ardcnlc do reino e
Franca, de primeira qualidade; espirito do 36 graos,
semcheiro, cm garrafas c em caadas; genebra
em botijas o em caadas; ago'ardentc de aniz o de
canna; vinagre tinto, ago'ardentc em pipas, nos
graos que quizerem; licores cm garrafas pelas e
brancas com ricas tarjas douradas e bocea pratea-
da ; essencia de aniz em oiiQas e garrafas.
ledciiia universal.
Pilnlis vegetacs de James Morison.
A medicina vegetal universal he o resultado de 2o
anuos de investigaces do celebre James Murison.
Cor meio destas pilulas couseguio seu aulor inn-
meras e admiraveis curas, desde as afl'ecgoes que
atacain as criancas de peito al as molestias chro-
icas do auciflo.
A F.uropa saudou este remedio como remedio uni-
versal para todas asdoencas e at boje ainda nflo
foi desmentido tal titulo.
Esta medicina vem acompanhada de urna receita
quo ensina e facilita a sua applicacflo. Consiste em
Ices preparacAes a saber : duasqualidades de pi-
lulas distinctas por nmeros e um p: cada qual
goza de modoseaccOos diversas.
As pilulas n. 1 silo aperitivas purgain sem abalo
os humores biliosos o vicosos, e os expulsam com
efllcacia.
As de n. 2 expulsam com esses humores, igual-
mente com glande frca os humores serosos, acres
e ptridos, de que o sanguo se acha a miudo infecta-
pctenle moto com assentode falhinha : na ruada
Praia n. 74, armazem de Francisco Jos da Silva
Maya.
Vende-se um escravo de 15 annos, do bonita
figura : na ra da Cruz, no Recife, n. 43.
Na loja nova do Passeo-Pu-
blieo,n. 19, de Mauoel Joa-
quim Pascoal Ramos,
vendem-seriscados francezes, de* palmos de lar-
gura o muito finos, a 180 e 200 rs. o covado; chila,
a 2,000 rs a peca e a 80 rs. o covado; chitas finas
lislradas, padres modernos, a 120, 140 e 160 rs.;
pecinhas de madapolilo a 1,500, 2,800, 3,000, 4,000
c 5,000 rs. ; brelauha de puro linho, a 800 rs. a vara;
ditas de rolo a 1,300 e 2,000 ; pecas de algodozi-
nho a 1,280 e 2,000 rs.. o a jarda a 110 rs.: loncos
deseda, a 1,440 c 1,600 rs. ; suspensorios, a 100
rs. o par; lencos de gravata a 160 e 240 rs. ; pello
do diabo a 200 rs.; lanzinha, a 320 rs.; pecas de
cambraia branca a 2,500 rs.; brim trancado de co-
res e de puro linho a 1,000 rs.; dito branco o par- ra vender um grande sortimenlo do obras feitas.de
do, a 1/e 1,200 rs. a vara; e outras muitas fazendas Ifaite, tanto superiores como mais inferiores 0
mais baratas do quo em outra qualquer part. I de todas as qualidades; bem como toda e (yjalquor
j fazenda para qualquer obra de encommenda, que se
patentearfo aos pretondentes. As obras sorSo feitas
muito a vontado de sous donos.
Vende-se ferro da Suecia ; folha de Flandres
cobre para forro de navio; dito para caldeireiro, enj
porches grandes e pequeas : na ra de Apollo, ar-
mazem n. 6.
= Veudem-ae moradas de ferro para engenhos de ai.
,ucar, para vapor, agoa c beatas, de diversos tanianhoi,
por pref o commodo ; e igualmente taixas de ferro coad0
e. batido, de todos os tamanhos: na praca do Corpo-San
(o, n. II, cm casa de Me. Calmon^& Companhia, ou na
ra de Apollo, armazem, n. 6.
Vende-se o superior o acreditado farclo de
arroz cm barricas: no armazem do Dragucz, junio
ao arco do Conceicflo.
Vcnde-se carne devacca salgada, em barris /)
na ra do Trapiche, n. 8. '
Vondom-se qualro mastros do pinho: na rna
do Trapiche, n.8,
Vcnde-se cha preto muito superior, em caixas
de 16 libras, proprio para familia : na ra do Tra-
piche, n. 8.
Na ra da Senzaila-Nova, n. 3o
(padaria) vendem-se juncos de superior
qualidade, em porcao e a relalho, e por
menos do que em outra qualquer parte
I Vendem-se superiores chapeos de
^Sfccastor, pretos e brancos, por preco
muito barato : na ra do Crespo, loja n.
12, de Jos Joaquim da Silva Maia
Admiravcl navalha de ac
da China.
Tem a vantagom do cortar o cabollo sem offenca
da pelle, deixando a cara parecendo estar na sua bri-
Ihantemocidade.
Kste ac vem exclusivamente da China, e s nello
trabalham dous dos melhorcs o mais abalisados cu-
telcirosda nunca excedida c rica cidaJe de Pckim,
capital do imperio cliim.
AUTOR SHAW.
N. B. He recommendado o uso destas navalhas
maca vi Diosas por todas as sociedades das sciencias
incdico-cirurgicas, tanto da Europa como d'America,
Asia e frica, nio s para prevenir as molestias da
cutis, mas tambem como um meio COSMTICO.
I>-sca contento, o respoudc-se pela sua boa qua-
lidade: poisssevendem as verdadei/as, na ra larga
do Itozario, u. 24.
CIIECUEM AO BARATEIRO l)A RIJA DO Ll-
VRAMENTO, N. 1*.
Ncsla nova loja vendem-se chitas de coberta de
cores fixas a 5,800 rs. a peca e a 160 rs. o covado;
ditas para vestidos muito finas, a 6,000 rs. a peca;
ricos cortes de cassa a mais moderna quo ha no
mercado; madapolflo de boa qualidade, a 2,400,
2,800 e 3,200 rs. c muito fino a4/e 5,200 rs. ; chi-
ta linas do duas larguras a 280 rs. o covado ; bre-
tanha com 2D varas a 3,900 rs. a pega; o outras
muitas fazendas a troco de pouco dinheiro.
Vendem-se 130 a 150 barricas vasias sendo de
Trieste e americanas a 1,000 rs. cada urna : na ra
larga do Itozario, padaria n. 48.
Escravos Fgidos.
Fugio de bordo do patacho Vcltcano um escravo
de nome Roque, do San-Thomc estatura baixa,
rosto redondo o sem barba, com feridas as pernas,
vestido com camisa e calca azul c brrelo inglez.
Eslc escravo pertence a Jofo Jos Pereira do Azira,
do Rio-de-Janeiro. Quem oapprelicnder, queira le-
va-lo a rua da Cruz n. 66, casa de Caudino Agosti-
nho de Barros, porqueni ser recompensado.
-- Fugio, no dia 13 do corrcnlc o pardo Manoel,
de 30 annos cor clara e macclenta cabellos cas-
lanhos c crespos pes c mitos um tanto grandes;
tem falta de denles na frente o alguns podres sem
barba ou muito pnuca queixo um lano compri-
do, falla um pouco descansada; tem urna pequea
cicatriz no canto de um dosolhos; he cheio docorpo
o serrador, trabalba de mcslre de assucare enten-
dedecarpina. Este pardo inlilula-sc forro e como
taltalvczobtivesscpassaporte, ou matricula cm al-
guma embaccaeflo ; anda bem vestido; ha presunip-
co de t.cr embarcado para o sul ou norte; levou
un bahu com toda a roupa que linha sua. Repre-
se para a bocea que he um tanto para dentro, e quan-
do sorrir faz pregas parecendo mais velho. Roga-su
as autoridades policiaes e pessoas do povo que o
apprehcndam e levem a rua do Collegio loja n. 1 ,
que os ltimos serflo bem recompensados.
--Fugio, no da 13 do corren te ,-um escravo, de
nome Manoel, crioulo natural do Ico boa estatu-
ra ; tem um talho por cima doolhodireilo os Sos-
sos da nuca sabidos para lora ; levou camisa de ris-
cadoazul ceroulasdealgodflo grosso chapeo de
palha pintado de preto velho; masjulga-so ter mu-
dado do trajes por ter roupa fra do casa : quem o
pegar leve a Fra-du-fortas, n. 92, auo ser recom-
pensado.
P&KN.I 1NA TVP. DEM. l'.DE FAH1A.----1^47 '
/


T .
Anuo
de 1847.
Segunda 16 fcira de Agosto.
N. 55.
&S^g
@42*
DE
PERNAMBCO.
(SOB 09 AUSPICIOS DA SOCIEDADE COMUERCIaL.)
gubscreve-se na Praoa da Independencia, loja de Jivros n. 6 e 8, por lasooo ris por auno, pagos adiantados.
pBBfOS CORKE1NTES DA PRA^A (Corregido Sabbado as 8 horas da tarde.)
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EXPORTACAO.
EXPORTS.
pREgo DA PRAiJ
Agoardente Caraca -
Agodo I cortil -
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Assucar branca em caitas -
a maicaTado -
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rm saccar, hranco -
inascavado -
Couros seceos nalgudos. -
Mcios do sola -
tlulrta da trra -
do Itio Grande
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Silgar iu cases wbii
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Drv salled hides
Taime bids
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Pipa.
Arroba.
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Libra.
Hum.
Ceuto
CAMBIOS.
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IOS a 106 i'or cenlo premio, por i
S44 ris por franco.
ao par
Londres...............->
Lisboa..............-
Franca.....,...........
Itio de Janeiro. ....
PHATA miuila.................
a Paiecoes Brazileiros.....
Pesos Columnarios.......
Ditos Mesicanos.........
OUR.U. Moedas de 6*400 vellias... l6/7n Ditas ditas novas... I6||0G
Dlasde4#000............ 9I00
Oncas hespanholas........ 28#M>0a 29fOOO.
a Ditas Patriticas.......... ilOOO a 28*400.
|.,.,,.,,.......................'/ Pr IU0 Miel
ictal efleetued
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1*940 a
Ifuto a
1*7811
1/920.
I|960.
1*9*0.
I f 80(1
18*300
IBfttOO.
9*200.
FUETKS.
ASSDCAR.
Liverpol...............Caitas t 2 10 >. Com 5 Va
Canil, poi tos 1 n-icz.es ..... Dito
Dito, dilociilreHainli.e Havre. D.lo
<;enora...............Saceos J 0 0 Cun 10 /o
llamburgn caitas...............
Bltico........................
Trieste.................Caitas aim s Va
Estados-Unidos................ hum peso e 10 ceutos por saco.
Portugal....................... l *"'
fraiie......................... fis. 8 e io "/, de priman
Portiieal.. .*
Franca.......
Inglaterra............
ll.ni'celona. .....
Inglaterra Seceos
I" I .lie..............
Estados Unidos......
ALGODAO.
..., 600 por @ sen primagem nominal
.... 400 por @e l0p0/ aocamb.de 180 p Ir nominal.
... /i '' P */o de primagem,
... 400 ris
COUROS.
4 0 0 ... por tonelada e 4 por cenlo, nominal.
...... .. 70 li bucos por toneladas, com 10 p. cealo
... Ps'o lia
ivwisbsi vymc:
a-<:
Da dn. II He Novembro .le l 11> Han* Ptgf6 80 P r|* ou'taltaeo
rj h". oscbariitosoicigarros, o fumo eiu olo ou em lolba.
fagar40 p. eos saceos de canliam-un grossana ou gimes da India, os cal-
reles em l.irma de punhal, as almofadas iMfa carruaitens. s pedras laVIMIaa par la-
sedo, as pedral de caifla pira portos, portas e Burilas, as pedras lavradaa para
eiicannientos cepas, cualiaes e cornijas, o assucar refinado, crysialisado ou de qual-
q>l x inaueira conleilado, o cb, a agoardente, cerveja a cidra, a seora, o mar-
rasquiuo, OU uniros licores, e o viulios de qualquer qualidade e |.rcct'deucia
famr 40 p c. as almilas ou tapetes, o canhainaco ordinario ou gross-ria, as
bataneas de qualquer qualidade, e roupa Caita, nao eipecilicada na tarifa, asearlas pa-
ra |ogar, as scovas de cabo de marlim, o fogo da China em cartas, ou qualquer ou-
ro fo'O de artificio, o papel pintado, prateado, ou domado, sendo de 'nulidades
finas, o papel pintado para loriar salas em collecces ou paizagens, o pape! de llol-
lanth| imperial ou outro nao especificado na tarifa a plvora, os sahoiiele, o sabio,
oceho em velas, as velas de Sleirina ou composico, as ameixas, ou onlras Inicias
em frascos ou latas, sebeas, em calda, ou em espirito, o cborolate de cacito ordinario,
o vinagre, os carriulios, carruagens ou caias jogos, rodas, arreios para urna e ou-
ra consa as esleirs para foirar casas, os carros para conduzir gente, os sociaveis,
sillioes, os areieiros e tintciroi de porcelana, e qualquer olijecto de louca nao com-
prcheudido na tarifa ; os lustres os clices para licor ou vinlio de vidro liso ordina-
rio, os de vidro mldalo ordinario lavrado ou moldado e lavradn ordinario da Alle-
manha e semelliantes os de viiiro liso moldado ou lavrado, de fundo cortado ou liso,
o ni molde ou lavor ordinario ; os clices para Cbainpanhe ou cervrja, as canecas,
copos direitos de IU a I cm quartillio, as garrafas de vidro at I quarlilhc ou mais,
inndo todos estes ohjectos de ns. 1 e 2 as garrafas de vidro prelns ou escuras da
aesuia capacidade, compreliendidas as que serveui par licores ou Le-Ruy ; os copos
c'na tabernas al una caada, os frascos de vidro ordinario com mllias do niesmo
t 1 libras ou mais ; ou sem rolda al 2 libras ou mais, os de laica lana com roldas
do inclino, li 4 libras ou mais, ou sem rolda para opodrlloc os dnM para a-
e upa las oj cauJeiris, as taimas ou Toldas de mognoou oulra madeira liua, e tras-
o de qualquer madeira.
fganlo 24 p. c. o ac, a lea ir o, lineo em barra ou em follia. chiiuilneui barra'
ou lenco!, eslaulio em barra ou era verguiiha. ferro eui baira verguinlia, chapa o
liaguadosparaiuiiuic.au follia de Fiaudres, gallia de Aiepo, lata em folhas, laloem
chapa, 111..1 hm, salitre, vime, dacaldo, peite pao, e qualquer outro, secco ou sal-
Eado ; bolacda, carne secca ou de valinoura, derva-doce. f^rinda de trigo, pell cas
rauca ou pintadas, cordoves ou cortes de hezerro para calcado, dezerros e couros
nvemizados, couros de poico ou boi, salgados ou seceos sola clarapara sapateuo
ou correeiro, coin e caparrosa.
^agario 20 p. c. o trigo em grao, harrilha, canolilbo. espi;;iiillia, feiras, fios,
franjas, lanlijoulas, palbetas, passamaues, sendo de ouroou praia eulrelina, ordina-
ria OU falsa : galoes da raesnia ualureza, ou teciilos com retros, lindo, algodo nu
aeda, rendas ou eutremeios de algodo nao bordados ; leudas de fil, as de algodo,
retrot ou troc.il lencos de camliraia de lindo ou algodo, e bandas de retroz de
malba.
*agarad 10 p c os litros, inappas e globos gengrapdicos, instrumentos matbe-
malicos, de physica ou chimica, edites de vestidos de velludos ou damascos, borda-
dos de prata ououro lino retroz ou Uocal. e cabello para cahelleiieiro.
Paga ri B p. c. o canutillio, cordo de no. espiguilba, lima, fios. fran]a9, ca
1(0 de fio ou palheta lanlijoulas, pallieta, rendas, cadarcos e lodoso mais olijec-
loi desta nalureza, sendo de ouro e prata fina.
Paga- 4 p. c. o carvo de pedra, ouro para Honrar, ou quaesquerobraa e
Uensis de prata,
Pagar 4 p. c. as joias de ouro ou prata, ou quaesquer obras de ouro.
Pagarn 2 p. c s diamantes e outras pedras preciosas solas semenlrs, plan-
ts e racas novas de animaes uleis.
/ararifi 10 p. c. lodos os mais objeetos.
Os gneros reeiportados ou baldeados pagao I p. e. do dire'tos alm da armare'
r_.3m; e o despachante presta naneantes approvarlo delta medida pela Assem-
blea (eral.
Coucedem-se livres de armasenagens, por'14 dias, as mercadorias de Estiva, e
dous meses as outras t Rodos estes praios, pagar,*/, p. e. ao mes do respec
valor.
a rdireitos das fasendas, que pago por vara, dte entender se vara quadrada.
Os -,-ireiloi nao podem ser augmentados dentro do anno financeiro ; masoGo-
verno podar mandar pagar em moeda de ouro ou prata urna vigsima parta das que
Sram maiores de 6 e menares de 40 p. c. dos precos das mercadoriss, onmeMio
dlminuil-os, segando Ihe parecer.
O Governo est aulorisadea eiubelecer| umjdireilo difTereucial sbreos' geneor
igiiacs de oulra naro.
)s arligos nao especificados na paula pago o direilo nvr valnrem sobre a (actura
aprcsenlada lelo despachante podemlo poim ser impugnados por qualquer oCciil
da Alfaurirea, que em tal caso pagao impone da faclura ou yalor, eos direitos.
Ao caso de dnvida sobre a elassificayl" da meicadoria, ndea parte requerer
irbilrameiilo para designar a qualidad. e valor da pauta, que Ihe compete.
Sao sentas de duchos as machinas aimla nao usadas no lugar, coi que loteas
impoi taitas.
EX P0RTACA.0 Os direitos pago-se sobre a avallaco de urna paula sema,
nal na razan segtiinte : Assucar l'l p C Algodo, caf, e fumo 12 p c. Agur-
denle, conrea), e lodos os mais gneros 7 pe. Alem destes direitos pagao se as
tatas de 160 rs em cada caita, de 40 is. em cada fecho, de 20 rs. em cada barrica,
ou sa xos de assucar, e de 40 rs em cada sacca de algodo.
i mais gneros sao livres de direitos para os portos do Imperio, a
issucar. caf, e futro, que pago p ce as tasas por volunte-
Couros e todos os i
etcepeo do algodo, assucar.
Os metaes preciosos em barra pago de direitos Id c. sobre o valor do mer
cado, e a prata e o ouro amoedado nacional ou estrangeiro paga nicamente '/, p. e
Os esclavos portados pago 4J0U0 por cada un.
DKSPEZA DO PORTO As embarcaces^lacionaes, ou eslrangeiras que
navego para fora do Imperio, pago 00 n de ancoragem por tonelada : e as
uariniiaes, que navego entre os diversos polios do Brasil 9C rs As que entraren)
em lastro e sahirem com carga e viceversa, pagaro meiade do imposto supra e um
terco as que eiitrarem, e sahirem em lastro; e mesmo as que entrareis) por franqua,
ou escala quer entrera em lastro, quer com carga Dest imposico porm serio
isenlas as que importaran!mais de 100 Colonoslirancos, e as queenlrarem |>oi arribad
Toreada com tanto que eslas nao carreguem, ou descarreguem s mente os gneros
uecessarios para pagamento dos reparos, que fizerem.
REVISTA SEMANAL.
CA VBIOAltitmas transaccocs ao Cambio quinado.
ALCODAO Eotrrio 40S saccas, vendas s qnol-ces.
AS-DCAI As entradas conlinuo a ser pequeas, com pouess transaeces.
11)1 liOS Abunilanles, e pouco procurados
FAItlMIA DE TRICO Nao enirou carrega ment algum durante a emana:
o depr-sito he de crea de 1,000 barricas
IIACH.llAO ^aoc'.ogou carga alguma o deposito be de cerca de 2,400
barricas: vendas pequeas aos precos quotados.
CARM DK CUAROUE EntrrSo tres carregamenlos, com os quiei o
deposito he de 32.000 arrobas : vendas regulares aos precos quotados.
Ilesnmn las h'mbnreaeSe$existentes neste pino no dia ti de di Afoslo
847.
Alnei ic.in.ls.........
Mrasileiras ........
Fianecia ...........
Ilespanholas.........
Inglesas... .
Poi tugelas..........
Saldas..... ..
Sueca.............

..... .
...*..
.,*
Total
2
14
I
I
4
I
2
I
30
A Provincia gees Iranqui i lade.
-


(5)
LISTA das Embarcares existentes ueste porto at o dia 14 de Agosto de 1847.
,6 Setembro
' I un 10 'I
Junlio

lili J""10

II
I
,111 Agosto
11
19
ti
II
l
lili As010
II31AKO.IU '
Bull
A6-
Acarac.
Rio Grande do a.
llio de Janeiro.
Babia.
Rio de Janeiro.
A r.-culi-
Balii.
a
llio de Janeiro.
RioGrandodoS.

Rio de Janeiro.
HavredeGrace
Barcelona
Barcelonae MaUg
Montevideo
,111 AgoW
a
lili Julho g

I MI Agto II
1141 Agosto II
Bristol.
Liverpool.
Liverpool.
Lisboa.
Loauda.
N. mes
g .Imoulli.
iloltemburg
sumaca
sumaca
patacho
brigae
Ja tacho
laU
l>ri|(U.
Iii.l.
hrigue.
palacbo
hi.ie.
hrigue.
brlgue.
higue.
I igue.
polaca.
liare.

barca
galera.
Iirigue.
a
biigue
b.rci.
brgue
Santa Auna
Carlota.
EmulacSo.
Echo.
Laurentine.
Roa Viagem.
Boin Jess.
Flor do Rcife.
Sociedade.
Dous Amigo.
Maria Firmina.
Mercantil.
ero.
Flor do Mil.
Frane
Hcsp
Ingl.
Port.
Sarda
Sueca
Rea ii j i n.
Jesusa.
Frlippe.
Joven Dolores.
P.ullueHougUon.
Cumberland.
Wm. Rusell.
Columbus.
Ooceicao de Mara
S. Domingos.
Rota.
Cselo fugando.
MoiiU-Carmello.
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JoiodeDeos Pereira
Jos Goncalves Suias.
Antonio Gome Pereira.
Manoel Luiz dos Santo.
Joio Martin dos Santo.
M do Sacramento Carnauba
Pedio Jos de Sales.
J. M. Machado Malbeiro
Jernimo Jos Talles.
Bernardo Augusto Lopes.
Joo Bernardo Rosa.
Antonio Jos Sores.
Joaq Pedro de S e Fana
Jos'Ignacio Pimenla.
Beduchaud
Cipriano Arana.
Jos Gelpi.
R.Colo
W. Nictioles.
D. Power
.1 I) Gonldlng.
Daniel Green.
Wor.es & C.
Luis Joe de S Araujo.
Manoel GoncaUes da Silva.
Jos Pereira da Cuaba
Loarenco Jos da Nave.
Jos Lu de Sousa.
Gua.tino Agonismo de Barro*
Luii Borge de Sequeira.
Jos Franciaco Coliare.
Amorim k Irrao.
Jo Antonio Bastos.
Amorim Irmos.
L. J. do CoU Araujo.
Amorim limaos
B. LasserretC.
J. I>. Adour&C.
J. P AdourfxC.
I.PintodeLemolfcFilho.
Le Bretn Sebrann k C.
Jame Ryder S C.
Russell Mellor&C.
Me CalmontfcC.
*.nt Pereira Borge Jnior
Manoel Goncalve Vianna.
Jos Fraucuco da Cota.
Sicardo.
Crabrara
C Hydrn.
Thomax d'Aquino Foncec
Mendes k Tarro.
F. S. RabelloStFUhe.
J. Pinto de Lemos fc Filho.
Lenoir Puget b C.
Rothe k BiJoulac.
Aracaty.
Maranbio.
Babia.
Rio de Jneiro.
Rio de.Janeiro.
Havre de Grace.
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Londres.
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Afrt. p" Gen. ouTr.

Pernambuco na Tvpograp.!. de M. F. de F.ri..-I.
-


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