Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08514

Full Text
Anno deI847.
Sexta-feira
n llAniO puhlica-se todos o dias, que n5o
m.le arda, opreco d.
a w>! "artel. W* "diantadnt. Os an-
los uinantei alo inseridos i raso de
nc"" rlinlii n em '?I'0 dilu-rentc, e '
" ",';-L pl metad. Os que n3o forsM assig-
"'l ;M.r;o >" porlinha, e 16.) em typo
USES DA LA NO MEZ DE AGOSTO.
pilo-
le 3, nor" e n,'n" da manha.
jlinjoi i^ j^^,,, |0horte7 ma.da manha
|,ua a |9_ j |10ras e J4inin. da manbaa
Cre,C1l.' a 11. as 3 horas e 48 min. damanha
PARTID \ DOS C0RRF.10S.
(ioiannae Parahyha, s segundas esextas reirs.
Rio-(irande-dn.Norle quintas feirns aomeio-dia.
Cabo, SernHScm, Rio-Formoso, Poilo-Calvo e
Macelo, no l., a 1 i e it de cada me/..
Garanliuns e Ronito. a 10 e 21.
Roa-Vista e Flores, a 13 e 18.
Victoria, s quintas feiras.
Olinda, todos os dias.
PRF.AMAd DE HOJE.
Primeira, s 6 horas 51 minutos da mauha.
Segunda, s 7 horas e 18 minutos da tarde.
de As-osto.
Anno XXIV.
N. 80.
DUS DA SEMANA.
9 Segunda. 3. Rom.0. Aud. do J. dos o.
phos do J. do c. da Iv.edoJ. M. da vr
10 Terra. > *. Lon.enco.
11 Quarta. S. Tilmrcio. And. do.', do civ.
I v. e do J. de paz do I dist. de t.
t? Quinta. 3. Ciara. Aud do J. de orph. e
doJ. municipal da l.vara.
13 esta. S. Ilvpolito. And do do civ. da
f. e do J de pai do I- dist del.
i. Sabhado. 3. Hinchi del.ovolls. Aud. do .1
do civ.da l..v. c doJ de nal do t dist. do t.
5 Domingo. Asiumpco (te NossaSenliors.
CAMBIOS NO DA I! DE AGOSTO.
Cambio sobre Londres a 27 d. p. U r
Paris 3.SS rs por franco
Lisboa 105 a llfi de pre
Desc. de lettras de lx9 lirin.j de /,,' '
Ouro-O..cs hespaubolas.... 28JSU0
MoedasdeOOelli. 18*180
de afino nov.. lefonn
de 4*000..... Sf'nn
Pralrt Pataco.. ....... *
Pesos coluuiinres... *w"
Di* mexicanos ... #""
Muida............ *">
i. a Go dias.
Accoes da comp.'do lleberibe de &0|000
n o.
/ ao meI
a 29*000
a lJO0
a I|I00
a WJ0
a 1|
a l|9
a I *><>
a U0
rs.aopar
DIARIO DE PERKTAMBUCCL

PERNAMBUCO.
JUHTDO RECIPE.
6SESSO DA TERCEIIH ORDINARIA EM 11 DE
ACOST DE 18*7. ()
PRESIDENCIA DO SENIIO* rEBnP.UU GOMES.
Ao meio-dia, faz-se a chamada e verifica-se esta-
rem presentes l2Srs. jurados.
0 Sr. Juiz Presidente declara aborta a sessfo o mul-
ta aos Srs. Francisco de Paula Cavalcanli de Albu-
nuerque, Candido Gongalves da.Rocha o Manoel u-
arte de Paria, por nflo terom comparecido, nem apre-
senado escusa legal.
Sao apregnados os reos e as testemunhas.
OSr. Juii /'residentedeclara que se vai proceder ao
sortcio do concclho que tem de julgar o reo Jo3o
Paulo de Soua, aecusado de crimu de homici Concluido osorleio, presta o concclho o juramen-
to proscripto pela lei.
0 Sr. Juiz Presidente faz ao reo o seguinlo
IKTERROaTORIO.
Juiz : Como se chama ?
Ha : Jo3o Paulo do Souza.
Juiz: Sabe a rasfo por que vem a este tribunal ?
Reo : -- Sr., saber V. S.", que n3o sei.
Juiz Nunca ouvio fallar da morle de Antonio
Jote do Sacramento?
Ilo : Nunca.
Juiz: Conhecc a Jos Joaquim de SanfAnna ?
Ho Nao, Sr.
Juiz: Nem conheco as testemunhas que jura-
ra m no processo P
Reo : N5o, Sr. .'...'-
Juit: Niloconheceu tambem a Pedro l.cite Fer-
reira ?
Reo : N3o, Sr. ,
Juiz: Enlflo n!So conheceu a ncnhuniii destas
pessoas ? ,
fen : Sabcra V. S.', que nflo COlthocp ncr.V.uma
dellas. .
Juiz: Onde morava quando foi morto csse no-
mem, Antonio Jos do Sacramento?
Reo : EmTapugy, na rreguczia do Cabo.
Juia : Desde que tempo morava la .
Reo : Fui morar para la desde 1832.
Juit: Kntflo,diga-me, l ouvio Tallar na morte
do tal Sacramento ?
Rio : N3o, Sr. .
Juiz: Entao voss nflo sabe quando ro que mor-
reo esse horneen, morando ueste lugar ha tanto lem-
po, como diz ? .
Rio : Nao, Sr. : cu nunca conheci a esse ho-
mem. Eu morava nessa Ierra, porm nHo ui eu que
commclti esso crime; e so estou preso fot por um
falso tcsteniunho que me levantaram, 0 lazem it
mezos que cu estou gramando na cadea por esse
falso. .
Juiz: Mas nunca ouvio imputar essa monea
outra i'i'sstia ? .
Reo : Sr., como eu havia de ouvir se nunca su-
be dessa morte? E se fosse cu quo a li/.esse essa moi-
te, nroviiiha todos os dias ao Recife.
Juiz Onde morava antes de ir para lapugyi'
Reo -Eu morava.... morava.... ( O reo pde-se a
pensar como se procuiasse recordarse de urna cousa e
que em poca mui remota Uvera ideia., Sun, morava no
sitio Camorim em San-l.ourenco-da-Malta.
Juit: De quem era o engeiiho em que vosse mo-
ke O dono be o Sr. bario deSuassuna.
yi Mas quem eslava feito administrador des-
se ciigcnbo A-_, iAm,
Rf* Administrador?... OSr. Vidal.
Findo o interrogatorio, passa-sc a leiiura das pe-
ras do processo e as allegarles pro e contra o reo.
Terminadas rssas allcga^Oes,
0 Sr Juh Presidente faz o relatono da causa, o en-
trega ao presidente do concelho os seguintes
QUESITOS.
1 o o reo commelteu o crime de que he aecusado?
2> o reo commelteu o crime por motivo repro-
Va5"o o "reo cmmetlcu o crime con, superiodade em
01 T.o^xistem em favor do reo circumslancias atte-
""Tendo-se o concelho reeolhido sala das confe-
rencias, volta, depois de urna hora, a das debales,
respondendo :
Ao 1.' uucsilo Sim por 10 votos.
Ao2." -M- 7. "
im 8
Ao3. (..Vo 6
QSr''iut9 PrmdtnU, conformando-se com a deci-
sTi'odo'jury, lavra e profere asegumte
SENTEDLA.
A'visU dadecisHo do jury, condemno ortu*
Paulo de Souza a G anuos doprisSo com trabajo
por so achar ocurso no grao minino doart. 193, o
mffm de duas horas da Urde, .evanU-se a
sessSo.
mw $ muiwcj
BECIIX, 19 M AGOSTO DS 18*7.
A galera ingleza Columbus trouxe-nos jomaos de
2 de junhoaado jullio ultimo.
A rainha Victoria, com a sua c.'irto o familia real,
permaneca no palacio do Buckingham, onde rece-
hra os principes Osear da Sueoia, Waldcmar da
Prussia e o principe hereditario dn l.ucci em "
a Londres; e abi se achava ainda o gfBO-auque
Constantino da Russia, visitndoos prineipaes esla-
belecimentos daquella capital. Cada um destos prin-
cipes chogra a ella em dilTurcntes occasirtes.
S. M. B. tambem fizera urna visita real a umver-
1 siilade de Cambri.lge, na qual exerec sen augusto
consorte, o principe Alborto, o cargo de chancclier.
A casa dos cominnns orcupoti-se, na su a sessao
do 1. de jtinlio, com a discussao de urna indteacao
do conde de Lincoln para se enderezar urna inensa-
gem rainha, supplicando-lhe queso dignas qe
tomar na mais seria coiisideraqSo os meios de tor-
nar a colonis.ac.ao subsidiaria de oulras iiieduias
para o melhoramenlo da condlcao social da Irlanda.
Depois di; varias interpellaces >obre a interven-
gao das* potencias alliadas nos negocios polticos
de Portugal, feitas ao governo cm ambas as casas do
parlamento inglez, em dias quasi continuos, ence-
tou Mr. Hume, na casa dos.cominuns, sexta-lfira,
lldejunlio, o debate, que tontinuou nos das suli-
sequenles. ,
No dia U, deu Mr. Duncombo r.oticia de quo na
primeira occasiflo opportuna, durante c debate li-
diado sobre os genocios de Portugal, proponadle
como emenda a moclo do honrado membro por
Monlrosc: a Que, havendo a Crao-Bretanha toma-
do parte na intorvencao armada estrangeira quo ti-
nha porfimpr termo guerra civil, ora infeliz-
mente cxislento em Portugal, era opmiflo la casa,
que, achando-so restabrlecida a tranquilidadc, in-
cumbira ao governo britannico odever de procurar
por todos os moios justo!} ao sen alcance garantir ao
povo portugus o pleno gozo dos seus dirertos e pre-
rogalivas constitucionaes.
Continuando no dia 15 o mesmo debate e orando
o Dr Bowring a favor da resoluto do Mr. Ilumc,
que era realmente um voto de censura ao ministerio
inglez, como diz o Times, propoz um ^bto,,.
Ncvvdecalc, queso contasse a casa, cnaoha>endo
40 membros presentes, loi ella ainda adiada, pouco
antes das 8 horas da noile.
Constava-lhe que eslava presente lord Palmerston.
e elle mesmo com o chanreller do exehequei esla-
va m na casa dos lords, c nao poderam yoltar delta a
tempo de assislir contazem. Coiielmo Justllcan-
do o carcter do coronel Wylde, das injustas asper-
sfles que Mr. Hume havia laucado contra elle.
SirJ Crahainridiculisoua ideia deMr. Hume, de
nueSir II. I'eel fizera um discurso cbeio de absur-
dos, e facetamente explico.! a preferencia que dora
ao sen jantar sobro aeloquencia do Di'. Bowring, o
qual fAra a causa da sua ausencia.
Mr. Slaflbrd O'Brlen, atlendendo a que a casa era
tao pequea e a qucsiao lamanha, agradecen a Mr.
NeWdOgate o hav-la contado na noite precedente.
Que, soalguem mereca censura pela inopinada con-
clusilo do debate, era o governo cujo devr-r era con-
servar casa cm todas as occasiOes. Aqu lindoii a
conversaeao.
Na sessflo de 17, propondo Sir Grey, que se lesse a
ordem do dia para se tratar em cnmmlsslo do b'it
para I legal ailniinistracao dos pobres, hzeram ilil-
ferentes membros a lord Palmerslon urna variedade
.lointerpellages, relativas k continuacllo do Wo-
queiodo Porto, continua.la sUppressBO da libor-
dade de imprensa, c de oulras prerogativas const ,-
tucionaes do povo portuguez, por um decreto arlu-
trario da sua rainha convenga.) de sollar-se o
Antas e a sua tropa da prisa.) no castello de San-J.i-
liao, logo que sesoubesso cm Lisboa da entrega .la
jimia, a infraccao dosartigos 1., 15, 17 e18 .lo
tratado de Lisboa, de julho de 1848, da parle da rai-
nha do Portugal, pelo que muitodamno se tlnha
causado aos negociantes inglezcs e a aceitagao de
con.lecoragoes poituguezas por OlTieiaea mglezes,
i._ ._ ...^-..1,,.. i.nriM'ili t\(\ l*l(i

nevla e honrosa, he de bom agouro para a causa da
liher.la.1c constitucional em Portugal, e presta um
dos melhores testemtmhos que se podem dar das in-
tengOesda rainha c dos seos actuaesconcellieiros rte
perseverarem n-umsystema de governo nacional o
constitucional. .. ..,.
Lord John lluss-ll annunciara a benvola intencao
rieS M II. de conferir urna pensao animal de 100 li-
bras aos filhos do fattecido Thomaz llood, esse au-
tor de elevado, mas infeliz talento. ,
S M B tamben conferin, segundo noticia o Ub-
sener, ao Bev. Theobaldo Malh.-us, esse homem po
o justo, mais coohecido por padre Kl^OWaH
tolo.la leu.perangat.uma pensao annual de 300 libras
Lord John Bussell, que communicou o faci ao ve-
nerando sacerdote, di/.a-lh.. que S. M. Ihfl COoterM
esse signal de sua real munificencia em altengao aos
sacrificios que ello Huera para promover a morahda-
de.caosservicos quo desfarto prestara as clames
indigentes ou .mi-s, a todas as classos dos seus
compatriotas. A mauei.a generosa por quetoP*
go este bem merecido tributo as; virtudes Pbiloe
particulares daquelle digno varBo red,..d no maor
crdito oara O obre lord que oaconselliou; o toda
aonraPo gloria hedevida a s. M. B. por acceder a
deliberagaSdos seus ministros uestes negooiO,*
sanecionar com este fiat da sua >Kpnnto "s,lnr"',ap
11,08 do Ilustro prgador na causa da MWM o
bumanida.de. Assim se exprime o mesmo nrwtf.
L ,iia .' de julho chegra de Pars a l>MhMl^
bouse o duque de Broglie, para mira"MC^
deembaUador do Franca em Londres em> lugar
coi.de de Si Uilair. No mosmo paquete all chega-
wm oconde eacondessa deJarnac. Constav. que
o,",,,!,, e a c.ndessa de SI. Aulajre^te.icionavam
ZTZES^ttS .rvICOS A Tejo o coime e a ^^&3itt *****
eDouro. Todas estas interpellagoes loram salisfac- Pjl ^^'^Xnac releria a sua posicSo na em-
e respondidas porS.BX. .__ h.sVaul. no obstante os boatos em contrario.
na
r*i Breve ser publicada a 5.' sessilo, que he-a
cifradas asrespoctivas notas tachigraphica^ ^
mes uas o hu us o >""-- ... ,,,1,,..
No mesmo dia, porm, propoz lord BUDUqr,
casados lords, ao concluir un, eloquenaslmodu-
curso sobre o predito assumplo.a WKUinle Indica-
Cflo : a Que os documentos apresentado. a a, bas ..
casas do parlamento por orden, de S M. n.oj s
.ilicavam'na opiniffo da casa, a recen .nte. e. -
cia da Inglaterra, frga de armas, nos negocios
internos de Portugal. ....
E depois de alguna discursos do condo ue w n-
cbilseo en, favor da indicagao, do nwnuez dedi
.lowne, duque de Wcllingtoii, conde de St.-(.ti i ...,
lord Bcaumoi.t c lord Gri.nv.lle em anoio lo gover-
no, foi ella rejeilada por 66 votos contra 47-nia.o-
ria a favor dos ministros 19. ...
Nasessilode 16, occorreu na casa dos commu.is
tuna conversagao de algum inteicssc, M N
quencia de te. Mr. Bortl.wick pergunlado a Mi Dun-
conbe, se, no caso do nao insistir Mr. Humo na s.
resoluclo, ainda lencionava elle Pr^"'r*n"*
emenda como in.licaga., subrtitutjva,?Uto provo-
cou uma.esposla.la parte de lord J. Russcll, quo
qur Mr. Duncombe lizesse a sua mogao quer nao, o
governo dcS. II. B. julgavado seu tlcver enipici,ar
toda a sua justa influencia para a manuteng.,., dos
direitos couslilucionacs do povo portuguez. Mi.
Duncombe accrescontou, que, como cnciHia.UL
sua emenda eslava v.rlualniente adoptada depola.da
declarago do ministro de S. M., dava-se por sal s-
reito; mas que elle lamben, desejava jaboro que
lora feito da virtuosa ind.gnagao do partido dopalz,
que dra luga, a contar-so a casa na noile prece-
Jeute. Este reparo induzio Mr. Newdcgale a just.Ii-
car a sua conducta, di/.endo que, quando hvi. a sua
mogao, nao eslava na casa ministro algum do ga-
binete' c que elle mesmo achava-se sous nos ban-
cos da opposigiio. ,.
Mr. Hume disseque nao poda crer quo a au -
ma.ia solugao do dbale na noile anterior hou-
vesse tido lugar sen. previo ajuste ; 0 que pouco a-
credilava a casa. Que elle Uvera mullo dee o de
Responder ao discurso de Sir R. Pee, oqj
erainaisdoqueum lecido de absurdos, t julgara
necessario contraria-Io na occas.ao, porque na. c -
lava os documenlos exactamenle. Que pareca
que o contarse entao a casa fra arranjado de pro
osito, eque se nss.m era, pouco decoro a va tm
.balTar-so urna quesiao lo .mportanle. e. >*'"
ferlr sobre ella decisBo algoma Sg1*
medio senfio renovar a sua noticia ; mas que nflo
vioutilidade en. faze-lo, quando a casa eslava t.,o
indiposU para a materia.
Lord John Russell recusen fazer re vi ver ddbate
sobre a mogao de Mr. Hume, ou defender Sir II. Peel;
maadisse que muguen, liona perdido lano com o
.opinado ncerramenlo do debate como os ...inis-
lios de S. M.; porque a maior.a, que certan.entc le-
r a sido a se favor, fra para eles urna van agen,
que laviatt, perdido'. Que nao havia precedente nos
lempos modernos de urna intervengo tal como a
,ue exercra llr. Newdcgale; e que a nada se asse-
mMhva tanto como aosystema adoptado pelo deo-
aeadaan guidade, que'ca.regavan. os mus hroe.
toriamente respondidas p........-.
Na sessilo de !8, fez Mr. Borlhwich urna exposigHo
algum tanto'extensa, para mostrar quo i,a tmha
sido inexacto, como dissera Mr. Macaulay, quando
declarou n'OOtra se^no, que a j.mlr. nao Uvera su -
Ocente aviso da InlencHo do governo britannico de
atacar a sua esquadra c tropas, se salusse.m do I or-
lo ; e conrluio di, igindo a lord Palmerston duas in-
lerpellagOes, das quaes a primeira era, se elle tmha
rece bulo algumas participaeflea de Portugal de que
u governo prfrtuguez cm clnrormidado daseslipula-
rfles da recente intervenga.) I.ouvesse mandado al-
gum vaso para reeondiizir de Angola os prisionr-iros
de Torres-Vcdras ; e a segunda se as potencias alna-
das liiiham accordado em retirar a frga hespanho-
la que marchava para Portugal.
I ord Palmerston fez entao urna COntra-expOSlCflO
mostrando que a noticia das Hostilidades dada a jun-
ta fra completa. Oueelle nflO recebera partic.pagao
alguma acerca da primeira quesillo ; mas que l.nlia
RsatisfacSO -le alllrmar a casa que. lora informado
naquella larde pelo ministro portuguez residente
em Londres de que a 10 daquelle mez publicara
o aovemo portuguez de Lisboa aquella amnista ab-
soluta quo prometiera, quando ainda nao tmha re-
Cebido pailicipagriodasubmissa.) do conde das An-
tis Sobre a segunda quesillo declaro., elle, que o
Hovcrno inglez nOolinha lambem recebido partici-
parao da entrada de tropas hesnanholas em Portugal,
a excepeflo doum pequeo destacamento, que entao
oceunava Valenga. Oexercito hespanholsob ocom-
man.lo do general Concha nSo devia entrar em l'or-
luaalat 10; ejulgava que apenas o general Loncha
soubesse dos successos do Porto, era provavel que
uspendesso a sua marcha.
Um Jornal inglez, 0 lltannia, albrmara como fac-
i averiguado, que seria mistar differir a proroga-
efio do parlamento para un, periodo mais remoto do
que aquello que ha pouco fra annuncado. Sexta
reir, 23 de julho, en o dia que mu.to provavelmenle
veria o termo da Seaeflo. A respeilo da dissnlugao,
era isso objeclo de n'iaior incerteza, e dependera, em
grande parte, do lempo. Se as uiesses amadureces-
sem rpidamente, seria mistar que fossem recomi-
das antes que se lancasse o paiz no marullin do una
eleieflogeral; eneaaeoaao nflo everiBcana a dis-
aollICfiO, sen, que o oulono eslivesse bem adiantado :
mas,' se a ceila fsse tardia, se apiove.tar.a o inler-
vall co.nparativa.nenle ocioso, o segur-se- na a
dissolugao imme.liata.uente a prorogagao. Todava
o Times de II dejunho anntincia que a cleigflo geral
haveria lugar dessa data a 5 ou 6 semanas; eja pa-
ra ella se fazia.il disposices.
0 mesmo Jornal natania tambem annunciou que
S \1 a rainha lencionava ira Escocia antes de lindar
aVslagao, c que .luanle o real progresso seria o
marque-/ do Abercoi n honrado com urna visita da
"No'diaaOdeiunho fra celebrado o dcimo anni-
voraario da exaltagr.o deS. M. a rainhai Victoriamo
llll0I10 daCrflo-Brlanha, ao qual ^petapn-
iieiravezem 1837; dando ao n.e.o-dia salvas rda
osches -. I'ark e Tower, e dcsenmlando-se 0
pavili.ao real sobre lodos os edificios publ.cos e cam-
panarios de fferentes .grejas.
l-.eleie oulm jornal inglez, o Observer, que a ra.
nha de Ponuga escrevra urna caita de seu propr o
p ,ho ao duq'ue de Palmella ^J^J^S&
emlondrOs, reommendando-lhe do modo ornas
ten no a sua volta para Lisboa, allm de reassuu r
, nuslcflo quo lano lempo e tilo dignamente oceu-
{CnS co,,ce.hos de S. M. K.,_antesJ<. r dem -
baixada, ..ao obstante os boatos em contrario.
I i-so no Times de 25 de. junlio o seguinte
Kmumi* na HMMOO. Teve lugar ">'"-
po t cao do 111 saceos, de um genero reMUtaaMnta
ni,-duzi. nosle paiz, sob a ***&*
a le mandioca de Pernambueo, produccio da
merleado8uT Por um.. orden do U.esotu-o pe-
dida le. nouco tempo, por ocoaiiuo m > ~
I le ,no lagaodo Ma'ai.l.ao, foi esto genero de-
' ado ivre dodireilo como.snbslanca alimenta-
ra, ate o I. de setembro prximo futuro, i
MAIS UM nWUH CONTKA A SEOUSAMgA IND.VIDUAL !
Hontem pelas 7 3/4 horas da noile, Juvencio, es-
cr, vo le um dos mulos Cruzes que n.oram no pa-
taodotUmo. deu urna lacada '" There Mar,. d
Jess, pela forra, que d.as If Ng
decidida a quebrar para sempre asrelagOes .metas
que com ello eiitrotinha!
NSo obstante a gravidado da renda, da qual con o
quejorro gue, R6de a preta .cancjr^ aqueffi
uascaaaa do referido palco, em.qu hab ta, i S,r
"'."p'ura do desalmado que Icntra arrancar-lhe a
"penas'ainreliz informou o Sr. subdelegado dos
mol vos uue a levaran, a sua presenga, deseen ello as
es as ;' coadjuvado por um taWUm^
Srosdeauarteirao, poz-ae em demanda do de
i nte q en.lin, encontrou na propna residen
Kosenho'. o fez conduzir para a cadea dMta c-
J"lo? horasacabavam de soar, o j a pobre Thereza
,,, "a Sabida o sacado vutico, que fra mandado
scar pelas pcssasquo a tratavam.receioaas de que
ES ella do durar mui poneos momen, port-
.Tcrado em periga de vid. o -^J^Jgfc
..,,.,. 0 entretanto, at boje pela manhaa, v.cu
1" da sensualidade ainda nflo liona suecumbido
ni/em-nos quo mo he esta a primeira occas.ao
B.wtfJsS352
por mais esta vez fica elle impune, tendo sido pitso
quasi em flagrante!
VARIEDADE.
IX 'XfSSSTfSSSa faccrosos e corruptos
aue acairelaran, a Portugal tanta deso,dem o cala-
midad". O duque de Palmella, diz aquello jorna ,
(6 a sempre decidido amigo da l.berda.le. consl.lu-
cional, pela qual pugnou e arrisco" ludo na uta
entre os defensores da causa da ra.nl.a eas preten-
cOcs de D. Miguel, do cujo governo usurpador c des-
.... quando se acliavan. em "'80^.^ V ; -j 0>ma|or'e mais lirme .migo a.
sr.iTo% dam ui ,,mem-do uma mane,ra
132? '-j ^5 l?ailI2i3J>3ll,IB2ilB
t)o csoiriliinllsiiu v lo niac-
rlallHino.
OconhecimentosuppOc-se sempre dous termos;
umobiecloconl.ccc.lorcoulro conhec do. Nos se-
os se ni re osque conhecemos, mas o objeclo conhe-
Sdo var'.. Por pouco que medite e profunde, todo o
lio.neu, de bom sonso distingue ao primciro golpe
de vista dous mundos iguaes, mas distir.clos, vis-
tos com os olhos de intelligencia. Ao mesmo tempo
que percebe com os sentidos os objectos matenaes
exteriores, informa-se do que passa dentro em si;
mo pelos sentidos, porque he impossivel, mas sim
poroulra via. Se goza, se padece, se duv.da, se ere,
se desoja, sabe que percebe estas sensages, como sa-
be que os objectos exteriores sao redondos ou qua-
drados, grandes ou pequeos, etc. De sortc quo to-
do o homem sabe o que passa dentro delta como v
os objectos exteriores; masconhecedo diverso mo-
do uestes dous mundos. No mundo exterior conhecc
com o auxilio dos cinco sentidos: no interior nao
necessita deste recurso. V o mundo exterior como
um espectculo frente a Trente do sua intelligencia;
o ainda que nao possa tocar nem ver nenhum uos

(i



T
v phenomenos que passm no seu interior, nem por
(san doixa de conheoe-lns.
Tornamos ropeti-lo: tnilo o homem do hom son-
's so dislineue, c nflo peder deixar do admiltir como
censas inonntestaves estes dous meos que tem a
inlolligencia de veras colisas; nm exterior pola mi>-
dincffo ilos spntiilns. e ontro interior pelo sentimen-
to. som intermediario aleum.
Mas nem lo los os homens fazem igual uso deslas
duas facilidades ila indiligencia. Examinemos, por
exompln, um naturalista:cornilo objecln queestiid
he pxtPrior, observa e analysa Fom os sentidos- linio
o que apremie o percebe por esta via, e a sua atten-
cflose concentra inteiramente para esta direccfio,
retirnndo-se absolutamente da perspectiva interior.'
Continua sem iluyida a saber o quo so passa nelle;
mas informa-se disso sem deseja-lo, e at sem per-
cehe-lo. Acostumado como esta a nflo dar importan-
cia alguma senfio aos descobrimentos feitos por
meio dos seus sentidos, cnnclue por osquecer-se
que ha outro mundo noqual podem elTectuar-se de
outra maneira diversa. Como que vio 011 tocou tildo
oqueencontrou cerlo, acaba por associar-se exclu-
sivamente as percepefles da vista e do tacto, ideia
da certeza, e a persuadir-se por cotiseguinto de que
uno ha nada certo senlo o que ve ou palpa
Siippunhamos, pelo contrario, que nos approxima-
mos a um homem como Desearlos, que passa a su
vida a observar om si mesmo o tiabalho do pensa-
mento, o jopo das paixes. as molas que determinan!
as nossas rovolucOos, as causas que engendran) 09
llossos hbitos; nm daquelles homens quo nfu aban-
donan) as suas moditnces interiores niais que du-
rante o lempo que gaslam nna necessidades inate-
riaesda vida, e que vivem no mundo som ver, sem
ouvireseui observar nada, visto eslarein absortos
na conlemplacfiodoqiie Ibes acontece; suppunha-
nms, tornamos a repetir, um homem desta classe, e
vr-se-ha como tanihcm obra nelle o plenoineno
que sent o naturalista; mas de una maneiru abso-
lutamente divera. Em voz de retirar a sua altoncfo
da consciencia para a (ixar nos sentidos, retira-se
uestes para lixar-se na consciencia. Toda a sua 11-
Para o homem que ere no que percebe com os sen-
tidos ecom a consciencia o que sent dentro de si,
ha, como dissemos, duas nrdens de dienomonos di-
versos, mas reaes. No exterior estilo a extnsio, a
solidez, a lisura; e no inlerior o prazer, a pena, o
pensamento, ayuntado o a actividad. A convicco
telligoncia se concentra naquclla nspeccfto interior.
Os seus sentidos o informan) da proximidadoe na-
tureza das cousas exteriores que o cercam; mas ro-
cebe esta informado sem apercebnr-se disso. A t-
nica cousa que sabe a fund) he o que sent om si
mesmo: all he onde v a realidade palpitante toda
cheiadevida, de otaridadee do evidencia; o mala s
o v distante como urna vaga sombra; concluindn
por encontrar s na consciencia a nica fonte da
verdadeira sciencia, da solida certeza, nflo se Mando
seiifo no que Ihe mostra o lestemiinho de seus sen-
tidos, e algumas vezes lendo Iciitaces de crer que o
mundo materiallu; urna illiiso.
Se propozessemos a estes dous homens a questflo
de Descartes: < ha alguma conga que possamos saber
lecerlo?' he evidente que o naturalista pensar
logo nosohjectos exteriores que peroeheni os seus
sentidos, e a mente do metaphysico se h'xara nos phe-
noniPiios interiores que a sua 'consciencia Ihe revela.
fcis-aqui o germen das duas soluecoos oppostas ao
problema fundamental dos caracleros da verdado.
Nflo diremos que todos os naturalistas neguein a
certeza do sentido intimo, nem que lodos OS mela-
physicos zombem dus sentidos; e so queremos dizer
que aos olhos dos primeiros n.lo poder apparecer
tilo grande a autoridado do sentido intimo como a
dos sentidos, e viceversa nos segundos. Dizemos
mais: cromos que 80eilCOIltrarflO ende mis e outros
alguna eapirilostflo sudases, que por una parle 110-
gai-Ao a certeza dos phenomenos interiores, e por
outra das causal malcraos. Finalmente, julgamos
que.seseemponhassea discussflo, cada partido a-
charia tfio absurda a pretenefio do partido oppnslo
quesemeomroodaria, qunlilicaria delououra acrenea
ue seus adversarlos, penetrando-se man elusiva-
mente da su, e coneluindo por cier, de lodo o cors-
ean, que be a nica verdaileira, porque esta be a
COiidiclo do espirito humano no caminho dos sysle-
mas eda intolerancia.
Nao entrare.....s agora a disputar se a opini.ln do
naturalista be mais bem fundada ou mo que a do
metaphysico. As necessidades do menino allraem a
sua intelligcncia para osobjectos exteriores; forma-
se nelle o habito de conhecer por meiu .los sentidos,
o iiecessitam-se muitos anuos de mndilacflo para
rompe-lo o passar a outro habito diverso, lie isla o
que faz rom que poucos homens se acostumem a o-
Itiar interiormente; c que anula os que o consc-
gtiem, nao perca ni absolutamente a sua primeira
coiitmnca no teslemiinho dos sentidos. Outra das
rasos que ha em pro desta oplnino vem a ser a pre-
nsffoem que estilo de acudir aos objectos exterio-
res pidas necessidades da vida c pelos devores da so-
ciedaile; e ncslas digressOes sobre as meditacOos me-
aphysicas ganh em crdito a realidade exterior so-
hrea do espirito.
Mas oque iienbum homem rasoavel admiltir, se
quizer diir-sc ao tiabalho de reflexionar um mo-
mento, beque urna deslas opinioes he menos exclu-
siva que a outra. Nao podemos conhecer o que se
passa em nos niesmos com as niflos nem com os o-
Iboa, porque nem estes o vom nem aquellas o pai-
pnm, c a nossa intetligencia uo pode ser informada
do mesmo modo, dos objectus interiores e dos ex-
teriores. He,j>ois, necessario que umsinta e outro
veja, sendo absolutamente necessaria esta dilTerenca
nosmeios, porque se estendea ambos os mundos.
Mas, ou se perecba com os olhos o exterior, ou se re-
flexione sobre O interior com a consciencia, o caso
he quesempre he ella a que condece. Se se revoca o
seu conhecimento n'uin caso, uo podara liar-se
della n'outro. Crer nos sentidos o nffo crer na cons-
ciencia, ou crema consciencia e nffo crer nos senti-
dos, he crer e no crer n um mesmo lempo na intel-
igencia, heconsenlir n'um absurdo; e o naturalista
que poe toda u sua certeza nos sentiaos, e o incta-
physico que a pe na consciencia, silo tilo exclusivos
e tilo ridiculos um como o outro.
Damos, pois, a elegeraos nossos leitores estas d-
osopinioes, se adoptam a primeira se fazem natu-
ralistas, e espiritualistas so admittem a segunda.
N9o aeremos nsosque oigamos que estas duas
opinioes representen! com exaelidilo o que ordina-
naniciieseenlendepof materialismoe por espiri-
'uansmo: o materialismo, na verdadeira aceepefio
la palavra, consiste em negar a existencia do espi-
mo.coespiiitualismocm nfio admiltir a da mate-
ra. Diremos sim, que quem toma o partido de nffo
et senao nos seus sentidos se coiidennia ao inale-
iiaiismo, asMincomose condemna ao esplritualis-
mo o que no ere senao na sua consciencia.
resdavoM st,lu,-"oes(,l'l'ostasquesiaodos carnetc-
eT;lVvKC:U.i:'ad'.'',Hua".'=''' PT consequen-
iiilia a do
nffo se iletm nisto, penetra mais adiante. Cr que a
extenadn, a solidez o a figura uiin sflo vilas apparen-
eias nurtuantes no vacuo, mas que ha alguma coli-
sa de que estes phenomenos nffo silo mais que as pro-
priedades : ere, pois, cm alguma cousa, e he isto o
que se chama materia. Do mesmo modo, pensando
un pouro, Ihe he impossivel suppr que o gozo e o
padecimonto nffo se referen) a urna cousa quesoflVc
e goza ; que ha entro nos volitado, pensamento c ac-
tividad*, sem haver nlgunia cousa que pense, e que
obre. Quer dizer que admittem realidade, tanto nos
phenomenos exteriores como nos interiores; e como
nffo so parecen) nada estas duas ordena de phenome-
nos, creem que sfo dilleicntcs as duas realidades que
Ibes manifeslain.
Existein, pois, para o homem do bom sonso duas
relidadesigualmente incontestavels; urna que ve no
interior c a outra que sent interiormonte.
Figuremos agora dous homens ; um que nasca pri-
vado do todos os sontidos, c outro desprovido de
lodo o sentimonto do que se passa nelle. Oprimci-
ro destes homens ignorara a melado das cousas, o
exterior o com elle a materia e todas as suas pro-
priedailes ; o segundo a outra melado, o interior, o
espirito com todas as suas modilicaedes, e suas ope-
ra coes : nem um nem outro podoriam crer noque
igiioram, o a ambos se figurara que n.lo existe mais
ilo que sabe, ou espirito, ou materias, ou o mundo
exterior, ou o interior. Qual ser, pois, a rasao de
oslaren) tao mutilados nelle o conhecimento e a
crenca .' Onlto possuir mais quo urna das duas ma-
neiras de conhecer que recebemos da natureza. lio
esta a historia do materialismo o do esplritualismo.
O espiritual isla leni sentidos para no crer no quo
Ihe demonstrara ; o materialismo lein una conscien-
cia, mas no er no que ella Ihe faz sentir: he co-
mo se um no tivesse sentidos, nem o outro consci-
encia. e ve-s que se forem consequontes obrara
como os dous homens que antes suppozomos ; um
negar a materia, e o outro o espirito.
Mas, desgracadamenle para a regulaiidade lgica
.los syslemas de pliilosophia, o pbilosopho jamis
se remonta sobre o homem. Quando o hom sonso
diz urna cousa c a sciencia outra, lio raro que o es-
pirito mais misado no tenlia alguma consideracffo
com o primeiroe que nffo faca algumas concessdes.
So os espiritualistas fossem consequentes, uo se te-
riam OCCupadoda materia, nem at leriam proniiu-
ciado o seu nomo j porque, sendo para ellos os sen-
tidos cuino se nito exislissem, o mais natural seria
tifio se ineoinmodarem em averiguar so se sabe as-
saz exteriormente. Outro tanto acontece com os
materialistas : como para estes os phenomenos in-
teriores silo paradoxos, nao deveriain oceupar-sc
delles nem al pronunciar os notnes do espirito e
materia. Mas os primeiios leen) oliios, o os segundos
sentem a vida interior. A crenca coiifmun faz e-
cboar nos seus ouvidos os nomos do alma edema-
loria, ente ellos niowiios nffo podem suQbear intei-
ramenleum resto do sonso commum que lula se-
cretamente contra a intolerancia do seus princi-
pios. Em vez dededuzir simplcsmenlo de suas opi-
nioes respectivas a existencia exclusiva do espirito
ou da materia, os materialistas sentirra a necessi-
dade de explicar no seu systoma o que so chama es-
pirito, eos espiritualistas no seu, em que consiste
aquella outra cousa quo se chama materia. Vio-se
aos primeiros buscar a alma com os olhos ecom as
mflos, e aos segundos buscar a materia com o senti-
do intimo, o he aqu onde apparece mais palpavel o
ridiculo do espirito humano quando chega a desvai-
rar-se porum systoma exclusivo
O habito to concentrar toda a sua intelligcncia
nos olhos o lias mfios produz no materialista o mes-
mo eflbito que o habito opposto no espiritualista.
So ha para elle una realidade que comprelienda,
que sinla bem e vem :i ser a materia ou substancia
solida, extensa e figurada. Para elle o lypo be toda a
realidade, e nfio eoiupreheiide que poss haver una
cousa sem solidez, sem figura insensivel, semoc-
cupar paite alguma no eapnco, cuja essencia s st>ria
obrar,sentir cconhecer. Com ludo, islas palavras
deveni re| resenlar alguma cousa no seu pensamen-
to : ao investigar estas nperacoea diz-so que pode-
ro inspirar-lhe esta ideia estranba, e al que grao
de veruade deva reduzi-Ios a um examc severo Fiel
Como o espiritualista, tem 08 seus hbitos intellec-
luaes, eassini vai descubrir a alma com os olhos e
com as mfios, e s cncontra que o mundo he um con-
jiinciode corpos, em cujo numero aeencontra o ho-
mciii. Todos estes corpos posstiem os mesmos al-
tributos constitutivos; todos se conipoem departes
figuradas, extensas, etc. Mas, alm destes altribu-
los physicos, todos manifestaiu plienoiiionos, islo he,
oque so produz em si, lauto interior como exterior-
mente, iiiovunenlos diversos Assim a planta vegeta
e a podra uo ; o animal digere o a planta tifio : co-
mo uestes corpos se operam diversos movimenlos
he islo o que os separa. Ouando se investiga porque
osles phenomenos se oporam em una corpos com
outros nao, acha-se que as partes quo compocm os
corpos so (lilTerencian iiuias das oulnis em dous con-
ceilos, pela sua i alureza e pela sua oiganisacilo He
essa a raso por que lodos os corpos que aprsen-
la m os mesmos phenomenos seconipOeni das mes-
illas paites, dispostas pida mosma maneira ; c pelo
contrario, os corpos que apresenlam phenomenos
diflerenles, cooipoem-se de parles diversas, ou de
partes iguaes, mas distinctamento combinadas. O
quo realmente distingue os corpos-, e o que faz que
mauifcslcni diversos phenomenos lio a natureza das
parles, e O seu arranjo, ou, dizemlo melhor, asna
organisaeflo
ca inev.tavel a negaeflo da materia, e a o
espirito. E.s-aqui a rs.,P por qe o grai
lie assim que os espiritualistas o os materialistas
explicaram o interior pelo exterior, ou viceversa ;
be assim como, nffo consentindo uns cm veros phe-
nomenos das materias mais que nos efl'eilosque pro-
iluzem interiormonte, o OS outros os do espirito mais
que no niovimento exlerior que manifeslan, iden-
tificaran) os phenomenos da materia com os do es-
pirito, ou os do espirito com os da materia; c dc-
poisde lercm fcilo a imagem do objecto, ou ao con-
trario, podcraui concluir, os primeiros quo nao h
muteias, eos segundos que nao ha almas.
E porque nos devenios dcssombrar (leste resul-
tado i1 O espiritualista que para nada so serve do seus
sentidos busca a maln dentro em si e niioa encon-
1ra ; o materialista que nffo faz uso de su conscien-
cia busca a alma onde tifio esta. O primeira assom-
bre-se do que baja pessoas que possam crer na m a te-
men*, um privado dos sentidos, e o outro da cons-
ciencia. O espiritualista o o materialista tifio silo mais
ino duas motados de um hmnom, ou, mais pronria-
menlo fallando, dous homens completos na realida-
de ; mis que so mutilan) philosophicamp'nte, e tie-
pnisdetor-sn mutilado, mutilam o mundo cornos
seus syslemas.
A tnolhor roputacffn do materialismo he o espiri-
tualis-no, o a melhor ropulagTo do esplritualismo he
o materialismo. Para comprohender o absurdo de
urna deslas opinioes hasta situar-se no ponto de vis-
ta de opi ni fio contraria. Como os materialistas nlto
consentem no senti ment interno, querem absolu-
tamente v-loc toca-lo; de sorto que, nffo podendo
comprehend-lo desle modo, porque lio inpalpu-
vel o invisivel, cstfo reduzidos a imagina-lo ; e co-
mo nfio so imagina mais que o que se sabe, viram-se
obrigados a crea-lo iuiagom do que vem o palpam.
Resulta, pois, disto, que o interior he para el los um
conjiincto do phenomenos quo resultan) da natureza
e da coordenaefo das partes corpreas. Nada ha
mais singelo que esta marcha, nom nada mais ine-
vitavel quo esta conclusfo. Aqu tomos a alma dos
espiritualistas rcduzida a mo existir mais que a col-
leccflo de phenomenos interiores, ou a collecQfo das
partes nattiraes de que estes phenomenos emanan.
Isto he magnifico ; mas quereromos julgar da lide-
lidado desla pintura do mundo interno creado pela
imaginacjlo dos malerialiatas.' No facamos caso,
nem do nossos olhos, nem de nossas mos que nfio
podem penelrar tiesto mundo interior ; consintamos
um sonti-lo; em nina palavra, ponhanio-nos, no pon-
to de vista dos espiritualistas. Entilo veremos des-
vanecer-so a chimenea descripcilo dos materialistas
na consciencia intima desto mundo estranho a nos-
sas mfios e aos nossos olhos, e lero para nos urna
claridade e urna evidencia irresistiveis duas convic-
cOesque scn.pro teremos, anda que obscuramente
no estado ordinario ; u de nossa casualidade o da
nossa simplicidade.
Nem o pensamento, nem a actividade, nem a son-
saclo scrio para nos phenomenos abstractos sepa-
rados, quo a iraaginaeflo pode explicar e regular co-
mo queira; sentiremos viver em nos o que pensa,
oque obra, o que sent; em urna palavra, o ser,
que he nos nutro, o que por isso chamamos u, o
sentiremos obrar na actividade, sentir na sonsaQfio,
o conhecer no conhecimento, porque tem consci-
encia do que he elle quem pensa, quem sonto o
quem obra. Nffo s sonto o mesmo na variedade dos
phenomenos quo produz ou quo experimenta em
um momento dado, mas em todos os momentos,
porque se recorda de quo ha sentido, porque prev
O que sentir, o jtilga quando chega o futuro que
previo bem ou mal. Que diremos do principio sim-
ples o idntico de nosso^ponsamentos o de nossos
actos, deslo assumpto simples e idntico de nossas
sonsacos? Que faremos no systoma dos materia-
lisias, ou, dizendo melhor, ondo o encontrare-
mos na sua descripcilo do mundo interno ? Este que
he o objecto de uns e a causa dos outros, he a col-
Iqccffo das sonsacos, das ideias, dos actos; em urna
palavra, dos phenomenos do mundo interno ? He a
colleccflo das partes corpreas, inertes, extensas,
figuradas, solidas, oque so sonto simples, nico e
activo; oque nfio se sent nem figurado, nem ex-
tenso, nom solido ; o que nao suspeilaria sequr
que existirn) molculas mtennos, nem extensilo,
i.em solidez, a no sabir da coiutcinplaQilo de si
mesmo para olliar ff'.ra de. si ? A quem haveinosde
referir-nos para saber o quo he mais, que a elle
mesmo i* Nao he elle o principio inlelligenle ? Nffo
be quem ensina aos materialistas que ha corpos e
quaes sfo as suas qualidadesf Nffo se liatn de seu tes-
temunho tiesta informiicilo ? Com que. dircito que-
rem faz-lo imagem do corpo quando protesta
contra osla imaginaefloe se sonto outra cousa? O
que ha de. positivo be quo nao querem que se sintn;
mus que so veja e se toque materialmente como
vem o loca m os corpos; e como vendo o tocando
nflo encontram mais que corpos, o nunca o tu, tla-
qui conclucni que uo he mais quo utu corpo, sup-
primindo-o com a sua ohslinacio cm nilo querer
que se encontr tal e romo he.
Por ontro capricho no monos estranho, nilo con-
sontoin os espiritualistas eniqueo principio inlel-
ligenle busquo a materia onde existe, islo he, fra
doli ; uns que, polo contrario, querem que a bus-
que em si iiiesmo. O mundo exlerior nflo heais
quo urna ideia em nossa intelligcncia j assim como
o objecto que reflecte em um espelho nflo est no
mesmo espelho ; massim a sua iniagem. Nilo ha em
1)08 ixlemo, nem forma, nem solidez real; nfio
ha mais que ideias disso. Se a inlolligencia nflo v
a materia mcsina, e ssini se limita a contemplara
ideia da n.alerin, nfio he esta para ella aquella rea-
lidade dintincta de nos, que existe por si inosinn to-
ra de nos, tal como lodo o homem de bom senso o
Concobe ; a materia nflo he mais que una ideia, que
um phenomeno interior que se desvanecera se pe-
recease a intelligencia, e que por cunseguiute nflo
existe mais que uellae por olla. Asarvorcs, as ca-
sas e as monlanhas nfio sao, pois, mais quo ideias
em nos sem que baja nada do realidade exterior.
Soque, como n.lo produzimos nos estas ideias, he
preciso que outra causa, isto he, outro principio,
lio-las d. Assim o que lomamos pelo mundo exte-
rior nffo he mais que urna phantlsmagoria,cujothea-
to be a nossa intelligenci, som que fra de nos
soja mais real quo o mgico que a produz.
Aqui temos o corpo, a materia co mundo exterior
perdidos sem recurso. Mas para que nos estamos a
apuran' Esta sentonca dos espiritualistas nflo he mais
irrovogavel quo a dos materialistas contra a alma.
Para sabir deste apuro basta appellar da consciencia
para os sentidos, islo he, da intelligencia contem-
plando-se a si mesmo e uo encontrando em si mais
quo ideias do materia, a intelligencia que observa o
exterior o enconlra fra do si a mesma materia. Nffo
a detenhamos mais no mundo interior, empregue-
inos os olhos e as mflos, o entilo se ver c tocara esta
realidade material que nflo se cncontra na conscien-
cia por meio destes urgflos, que nao silo oculos de
urna cmara obscura por onde nffo se ve mais que a
sombra, mas sim janellasabcrtas da sua pristi que
deixan ver toda a natureza exterior.
ehe tinham milito talento; um celebre nhilononho
daantisriiidade pertendeu unir a ortica a sua oni-
niflo, tanto que os sous disninuloi se viam obrizas
a conto-lo, para que nffo desse com a caheca cnntr
asnrvores eo?e lificios. Masque conseiziiiran rm
ludo isto ? A quem persuadirn) estes Brandes ta|*n
tos deque nfio havia cornos? Que religifn ou np
crenc fundaran) ? Quo oniniffo deixaram dalles im
mundo? Tal ha o imperio da verdadn sobre o espr.
to humano, quo, urna voz demonstrada, nada p,|e
destrui-la.
Outro tanto se pode dianr da oniniffo contraria
\ssomosfilhos deum snculo noqual omateriais.'
mo foi pregado, professadn o diffundido por todas a*
partes al em coplas. Que resta de tantos esfnrcns?
Sabe o povo mais do que sabia ? V na opiniffn que
recebeu outra cousa mais que um contacto entre ni
timcffo, oque s prova que seria mui gratn ao*
queviveram mal morrer como os animaos; oniui
que nffo passa de ser um mo desojo o nfio urna con-
vicQo.
EfTectivamente, apezar das predicefles de alguna
philosoplios, nffo podem supprimir-se nem aconsci-
encia nom os sentidos, e emquanto a inlolligencia
conservar o senlimonto do mundo interior e a vista
do exterior.lhescr impossivel confundir o que sen-
te com o que v, o que v com o que sent. Os ar-
rasoados ila philosophia poderffo embaracar ou se-
tluzir o vulgo; mas nunca podorfio convonce-lo.
He esta a rasffo por quo cm todos os seculos vimos o
bom senso do genero humano permanecer em equi-
librio entre os syslemas oppostos da philosophia e
obstinar-se em crer na materia e na alma, apezar do
nflo ter mimes bom precisas nem de urna nem de
outra
Vamos a terminar esta discussffo, que nffo pro-
longamos mais que para concluir, se he possivol,
com os syslemas, anda choios de vida, depos de
dous mil anuos de existencia, oque nfio obstanlo
isso nilo necessitam para o seu completo descrdi-
to mais quo ser porfei la mente comprohondhfos.
*Reunindo, pois, o que queramos dizer, julgamos
comtudoter exposto de urna manoira inlellgivel
para todos a origom, natureza, as consequencias e
a vaidadedas duas primeiras o mais celebres soluc-
ofii-s dadas pela philosophia moderna a questo su-
prema e fundamental dos caracteres da vordade
proposta por Descartes. Segundo os espiritualistas,
somonte he certo o que osla attestado pelo sentido
intimo; segundo os materialistas, o certo e o ver-
dadeiro vom a ser o que nltesta m os sentidos corpo-
raos: soluccOes incompletas o contradictorias como
propostas polos philosophns. Segundo o commum
sentir dos homens, tifo corto o vordadeiro lio o quo
est allestado polo sentido intimo como pelos exte-
riores : aqui temos a solucQiio completa dada pelo
sonso commum. que conciba as duas soluccOds dos
materialistas e dos espiritualistas, incompletas o
por Ciinsogii i uto contradictorias.
Dcstas duas soIucqos incompletas, cada urna das
quaes nflo reconhoce por verdadeira mais quo me-
lado da verdade, resoltan) dous mundos incomple-
to, cada um dosquacs nfio compreliende mais que
nielado do mundo real.
Os espiritualistas teem contra si ueste grande de-
bato os materialistas e o resto dos homens judicio-
sos, eo mesmo cabalmente acontece aos materia-
listas.
.___ij__
4.GVliVI CO.
Alfamlega.
IE\I)I\IE\T0 1)0 DA 11........... 3:893,288
DEM DO DA 12................. 4:818,195
Deicarregam huje, 13.
Brigue-escuna Loper farinlu o breu.
Barca William-Kuuelt alcatrflo, breu e pixe.
Barca Cumberlatid -- carvflo do pedia.
Iliate Miria-Urmina iiiorcajorias.
Galera Columbui-- idem.
IMPnTAGAO'.
Cumberland, barca ingleza, viuda de l.ivorpool, en-
trada ueste mez, consignada a Jamos Bydor, niani-
fesloil O seguidlo. -
2G6 toneladas de carviio de podra; u Joaqun) Bap-
tisla Morcira.
Consulado.
ItENDIMENTO DO DA 19.
(eral............
Diversas provincias. ;
1:722,927
2,250
1:725,177

l'.fleclivanienle, desde o momento cm que consen-
timos em olliar e palpar os objectos exlerot es, des-
vanece-so como o fumo lodo o excoplicismo dos os-
pintualislas. As formas que percebomos nflo sflo
ideias de oxtensflo ou de solidez, mas sim a exten-
sa en mesma solidez das formas reaes. Ha anda
mais alguma cousa, distinguimos perfuitamenle o
objecto que percebemos, e que he estranho da ideia
de.sto. objecto que he interior, e que por isso mesmo
sentimos. Quer dizer que o objecto existe indepen-
ileiilc de nos, que o encontramos, mas nilo o forma-
lloviiMonto do Porto.
A'ai-o entrado no da 12.
Rio-de-Janero; 15 das, hrguo brasileiro Flr-do-
Sul, de 176 toneladas, capilfo Jos Ignacio l'imen-
ta, equpagcinl2, carga carne; a Amorim Irmflos.
Navios sonido? no mesmo dia.
Liverpool; hrigue nglez Black-Prince, capitffo Ed-
ward Martin, carga a mesma que trnuxe.
Ito-de-Janeiro; hiate brasileiro Nereida, capitffo Ma-
noel l.uiz dos Santos, carga varios gneros. Passa-
geiros, Jos Francisco, e Petlro Augusto Tavares,
Itrasileiros ; Augusto Muller, Prussiano, e 6 es-
cravos a entregar.
Parabiba ; hiate brasileiro S.-Crus, capitffo Antonio
Manuel Alfonso, carga varios gneros.
w
EDITAS..
une iieuiic na, e o segundo de que se poss crer na alma : am- mos: que a ideia nffo existe
1I1U llllihl. I lineen f.llk ... ..^_ __ > > .
oais (juiTcn nos e por
m^Stasduaswfe c JSa ali^/eque objecto persiVte"'e'"ilUT.1.tTmP"re^
... \V!' V. ""e o-| man, natural do mundo, mas ao mesmo lempo a I mesmo. qur Osemos ou nilo nelle allencfio
... ------------------' "'" \r iixil
lucao materialista e deio/up
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade o/ficial da im-
perial ordem da Rosa, cavalleiro da de Christo, e ins-
pector da alfandega de l'einambuco, por S. M.o
Imperador, que Dos guarde, etc.
Faz saber que, no dia 17 do corrento, ao meio-dia,
na porta da alfandega, so hfio do arrematar em basta
publica 3volumes, contend) 16 mil charutos, no
valor de 20,000 mil ris o railheiro, apprehendidos
no mar, sem licenca, pelo guarda Manoel da Fonse-
ca de Araujo Luna : sendo a arrematado livre do
direitos ao arrematante.
Alfandega, 12 de agosto de 1847.
Miguel Archanjo monteiro de Andradt.
JiclaiH^oi'S.
Exislom na ndiniiiislra(,-o do correio desta pro-
vincia duas cartas seguras para os Srs. Ahrahffo dos
mais rulieiila i.io h. k:.i.i. .1 ...,.- ......--,..-..,...,. ..-... cllc all(.vau. ivincia uuas canas seguras puia os;
mais nuitu. Lata he a historia de nossos dous lio-1 Berkeley era um graude lgico; Hume e Malebran-1 Santos Sa o Jos Esteves de Oliveira.
/


Contrato a celebrar-te com a thrsouraria das renda/
provinciaes no mez de agotlo oorrente.
Da (6.
fldoestabelecimnnto de uma linha de mnibus,
.IIPi na forma da le provincial n. 191, de 30 do mar-
?n desta anno, facilito o transito riesta cidadea qual-
^UPr dos seus arrabaldes e Olinda. Esto contra-
to ser realisado depois que a presidoncia assim o
determine, vista das propostas qun por intermedio
ja thesouraria Ihe forcm apresentadas.
THEATROPBLICO.
.tl.lltl.i DE .II.i:,Vt.lSTItO.
DOMINGO, 15 DO CORREDTR.
Beneficio de Joo Joi Lopes,
que envidar todas as su.is fnjas, coadjuvado pe-
lo director, para ser dosempenhada em represo n-
tuclo a decoraQOns o mnlhnr possivel. A senhora D.
francisca e o Sr. Santa Roza cantar.lo no lugar com -
ptenlo as cancOes que peile seu autor. Rematar o
esucctaculo com a escolenle farpa
y O lardo na Atdia.
Fiiblicacoes Litterarlas.
Snhio a luz o resumo de arithmetica, axtrahdo de
S. F. Lacrois, pelo profossor publico S. II. de Albu-
qiierque: acha-se n venda na livraria do Sr. doutor
Coutinho, na esquina defronto do Collegio proco a
640 rs.
(trove comecar a distribuicflo pelos Srs. assig-
nantcs.
NOVO DICCIONARIO DA L1NC0A NACIONAL.
Um diccionario niio he obra que de urna vez possa
sahir perfeita : as diversas ediccoes, c os variados au-
tores que existem, provam o que deixamos dito,
para se tocar a mxima perfeiclo, o anda mesmo
Para se r apurando, exigem-seos trabalhos succes-
svosdo mulos homens eruditos e laboriosos. Sem
noscomprebendermos no numero destes, comtudo
nos atrevemos canegar uma pedra para este mo-
numento, e so nilo innovamos cousa alguma aoque
ja existo, ao monos compilamos em uma s obra o
que est espalhado por muitas, c demanda cabcdul
avullado para se possuir.
Vamos, pois, hincar ao prelo um novo diccionario
da Ungoa nacional, que tove por baso a ultima edic-
eflo do diccionario do omito digno litterato oSr.
Moraes, publicaila em Lisboa no anno de 1844, e que
por corto niio tem as faltas que o Sr. Constancio Ihe
notou na guaediccilo de l'aris de 1845. Segumos
em tudo osystema daquelle eximio lexicographo,
porque sua autoridade, j por si s bastante res-
peitavel accrcsco hoja a ediccjlo sobre que funda-
mos nosso trabalho, a dos Ilustres Kr, Francisco de
San-I.uiz Souza Monteiro e padre Castro. Ajunta-
mos-lhe alguns vocabulos que se acham em o Sr.
Constancio, o em outros autores mais antigo; e
bem assim um diccionario dos termos homnimos, e
oulro ele synonimos.
Porm, pequeo ser o resultado da existencia de
tima obra tilo til como a de queso trata, so o seu
preco niio for tal, que habilito a lodos para poderem
oble-la. Comtudo ainda nos ufanamos por ler conse-
guido a resoluefiu deste problema, por isso que o
preco por assignalura ser o de 20,000*rs., pagos em
tluas prestacOes.
Assigna-so em casa do editor, na ra Formosa, nu-
mero 2.
visus martimos.
Para o Maranhflo seguir, em poucos dias, o pa-
tacho Laurentina, captfloe pratico Joaquim Martins
dos Sanios Carduzo; ainda recebe alguma carga c
tem ptimos commodos para passageiros : a tratar
com Loiirenco Jos das Neves na ra da Cruz ou
com J. Baplista da F. Jnior, na ra do Vigario ,
n. 25.
Para o Aracaly sai, em poneos dias, a sumaca
Carila inestre e pratico Joflo Antonio da Si I ve ,
por ler a sua carga quagi prompta: para carga e
passageiros trata-se com o mesmo mestro, ou com
Lili/ Jos de S Araujo, na na da Cruz, n 26.
Para Lisboa sabe, impretcrivelmonte no dia 22
do corrente, o brigue portoguez San-Domingo*; ain
da recebe alguma carga miiida, assim como passa-
geiros, para u que lein excedentes commodos : tra-
ta-se com os consignatario, Mondes 4r Terroso, ai
ra da Cruz, n. 54, ou com o capilflo, Manoel Gon-
calvcs Viaiuia, na praca do Commercio.
Para o Rio-dc-Janeiro sabe, com a maior brev-
dade possjvel, o inuito veleiro brigue nacional llom-
iesus, por ter a maior parte do seu carragamenlo
prompta: para carga e passageiros, a tratar com
Caudino Agnslinho de Itarros, ra da Cruz, n 66.
Para o Rio-de-Janeiro sano milito breve o bri-
gue Sociedade, forrado e encavilbado de cobre, de
boa marcha, c de bons commodos para passageiros;
para carga ou passageiros, a fallar com Jos Fran-
cisco Collares, na loja de lerragens, esquina da ra
da Cadeia, ou com o capilflo Jeronymo Jos Tollos.
~ Para o Havre segu com a maior brevidade pos-
sivel o briguo francs lleaujeu : quem nelle quizer
carregar, ou irdepassagem dirija-se ios consig-
natarios B Lassorre & Companhia na ra da Sen-
zalla-Velha 138.
O Dr. Casa Nova, lendo o annuncio publicado
no Diario de iodo corrente, pelo qual so poe em du-
vida a efflcacia do especifico de que ello usa para
curar as dores de denles, nao se pode escusarde di-
zer ao annuncianle, que falta a verdade, quando
qualilica o dito especifico como ineffieaz, e ainda
mais, quando allirma que as applicacOes feitas nflo
tem produzido os resultados que se esperavam; por-
quanto um crescido numero de pessoas existem nes-
ta cidade, que teem sido radicalmente curadas das
dores de (lentes que padeciam, com a nica applica-
Clo do referido especifico, e ellas bastam para des-
mentir o indicado annuncio.
Entretanto, cumpria que o annuncianle, antes de
argir um remedio que elle nSo conhece, livesso a
circumspeccflo de averiguar as causas por que elle
deixou de produzir cffeito nocaso que menciona.
Nilo he possivel quo se possa obtor por meio de
um s remedio a cura do todas as enfermidades, que
podem affectar os denles, e assim he fra do duvida,
que se ador que elles experimentaren!, proceder de
uma inflammaciio do tecidogongival em toda a sua
O TRIBUNO N. 1
est a venda ao meio-dia, na praca da Independen-
cia, ns. 6e8, 40 rs. cada exemplar. Defensor do
povo e de seos direilos innalienaves, contm esta
numero artigos dignos la seria alinelo de lodosos
queainam a este Pernambncn e a llberdada. O Tri-
buno he cosmopolita defende a bordado de to-
dos os povos que habilam o mundo conhecido.
Jos Lucio Monteiro da Franca faz ver a essas
pessoas, que lano so interessam saber da sua natu-
ralidade, que podem satisfazer essa curiosidade,
recorrendo ao livro do baptisterio da freguezia do
Santissimo Sacramento de Santo-Antonio desta ci-
dade,do anno do 1820; c cmqoanto a de seus iranios,
podem tambem recorrer mosma freguezia aos
baptisterios do anno de 1822, e a deSan-Frei-Pedro-
Concalvos, no anno de 1817 o 1819. Declara mala,
que be falso que elle tenha dito ser natural da Para-
hib i; o que, porm, disse a alguem em resposla a
uma pergunta curiosa, foi que seus pranles por
parte materna silo natnraes da Paraliiba, pois que
sua fallecida mili he lilha legitima .lo fallecido dou
dor nos denles.
Se, porm, esta dr fr propriamente nervosa, le-
ra entilo toda eilicacia, o produzir inevilavel resul-
tado o especifico lo que se trata, e para po.lcr o an-
nuncianle argui-lo de ineffieaz, cumpria quo extre-
masso suas idoias neste sentido, o provasse que em
um caso de dr de dente nervosa elle mo produzir
resultado, o que nflo fez, e por isso o seu annuncio
nflo passa de uma Invectiva, que bem longe de de-
sabonar as virtudes do especifico apontado, mauifes-
ta apenas a sua ignorancia em semelhantes mate-
rias.
AVISO AOS AMANTES DA HORTICULTURA,
No Allerro-da-lloa-Vista, n. 6, cajo do Sr. Oliveira.
Arnol Pero & Fils, membrosda sociodado real
de Horticultura de Pars, ltimamente chegados a
esta provincia, teem a honra de participar ao publi-
co, que vilo expora venda uma grande e bella col-
leccflo de plantas, flores earvores re fructos, laes
como perciras, macieiras, coregeiras, parre!ras, etc.
etc.,das mellones origens da Europa; uma grande
varie.lado do amarilio, dalilias, peonas um sort-
mento de grflos de bortalices o do flores: tudo mili-
to fresco e em perfeto estado de_ conservadlo o por
precos os mais commodos possives. Para facilitar as
conveniencias dos Srs compradores, elles seobri-
gam i fazer por si meamos as plantacOes de todos
os productos que venderem, dando assim aos mes-
mosSrs. una completa seguranca sobre a germina-
eflo das semenlcs e reproduceflo das plantas.
D-se dinheiro a prendo sobre pcnbores de ou-
rooprata, hypotheca, ou boas firmas: na ra es-
treita do Rozario, n. 30, segundo andar, se dir
quem d.
Precisa-sede uma mulher para ama de casa,
que saiba bem cozinhar : na ra das Cinco-Ponas,
n 16.
Alnga-se uma padaria noRecife, na ra do Bur-
gos, cojo aluguel se receber empBo: a tratar na
praca do Corpo-Santo n. 13.
Jacintho Jos de Souza, com venda na povoaejio
dos Apipucos adve te as pessoas que teem ido pas-
sar a festa na mcsiiia povoacSo, bajam de ir pagar u
que licaram dovendo na sua taberna no prazo de
15dias; do contrario, serflo os seus noines publica-
dos por extenso nesla ful ha. O mesmo adverto as
pessoas que ainda Ibc devem de 1845 a 1846.
Quem precisar de um liouiem para o servico
de campo ou feilor, dirija-se a ra de S.-Bom-Jo-
sus-das-Crioulas, n 18.
-- Quem precisar de uma ama com lcite, dirija-se
ao becco da Caivalha, n 9.
Quem precisar de urna ama de leite, dirija-se
a ra das Cruzes, n. 12.
Fazem-se costuras, lava-se, e engomma-so com
perfeicflo e por proco commodo:no Recife, becco
dasMiudinhas, n. 8, segundo andar.
Convidn-seao lllin. Sr. doutorOliiida,que man-
de pelas encommendas e aartaa vindasdo Rio-de-
Janeiro na roa do Pilar, n. 104
Quem aniiuncioii querer comprar o compen-
dio Piloto Instruido dirija-se a ra do Pilar,
ii.IO.
Avisos diversos.
--- Urna innlher do bonscostumes se offerece pa-
ra ama de casa de familia capaz. Quem precisar di-
rija-sea travessa do San-Jos, n. 16.
Alugam-se tres casas terreas, no
heceo (Jo l'eixoto, pelo preco de cinco
mil ris cada uma : a fallar na ra do
Oespo, n. 15, com A. da C. S. G.
Agoiiria de passaporles
Na ra do Collegio, n. 10 o no Aierro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-se a tirar passaportes tan-
to para dentro, como pura fra do imperio; assim
como despachan! se escravos : tudo com brevidade.
Pelo novo destino quo deu ao edificio da sua
residencia na ra do Hospicio, podera o doutor
Sarmcnloreceber emsua casa doentes que desejem
vir tratar-so nesla cidade. Serflo reccbdos nao so
os doentes de qualquer sexo c comlicflo que sejam,
mas tambem as pessoas, ou familias que os qui-
zeremacompanhar. .
-Precisa-sede um rapaz para caixeirodc uma
venda que tenha ou nflo pratica : atrs da ma-
triz da Boa-Vista n. 4.
extensflo, ou circumscripla membrana = altelo- tor Manoel Jos Monteiro da Franca natural da-
denlaria = nflo podo o indicado especifico aprovei- quo||a ciilmlo. Protesta a tnl respeito nflo dar mais
lar; porque ser de mister remover a causa da in- cavaco;pois, so alguom se interessa por semelhantes
llammacflo, nica que ueste caso faz desenvolver t|ninhariaa, oceupe nisso o seu lempo, quo o an-
nuncianle tem mais em quo se oceupar.
Arrenda-se ou vende-se uma fazenda com urna
legoa quadrada do extensflo, sita na froguezia do
Bom-Jardiui, comarca do Limoeiro, com uma gran-
do safra, no campo, de algodflo, fcijflo, inilhn, so-
monte do carrapato u roi;a : quem pretender dirija-
se ao cscriplorio do F. A. de Oliveira, na ra da Au-
rora, n. 26.
Um interessado na casa de Frecheira da fre-
guezia da l'.scada comarca da cidade da Victoria,
declara que so vai proceder divisflo dos bens per-
tencentesa mesma casa amigavol, ou judicialmen-
te, c por isso avisa a todas as pessoas quo tiverem
transacQes dependencias, ou outros quaesquor
negocios com a dita casa que licarflo do nonhum
cffeilo lodos os actos posterioras a esta declaradlo ,
visto que o annuncianle nflo presta a sua .signatu-
ra a i ti- ii ti ii ni deaaes actos protestando desde j rc-
vendicar todos aquellos bens que forem, ou livorem
sido alheados da dita CiSB, pois que nenhiun her-
deirn podia nein pode dispr dallos sem que se faga
a divisflo de que se vai tralar.
AOS CAIXEIKOS DESARRUMADOS.
Na ra da Cadeia do Recife havia um certo cai-
xeiro, que boje he patrflo o quo censurava milito o
Cascflo por trataros caixeiros mal; porm o rneu
amigo hojo licou em bigardo dito Cascflo, e s a
paciencia do caixeiro que l existo ha que o tem
.limado : por isso se roga a todos os rapases quo 68-
tflo desarru mados de procurarem o tal individuo,
pois breve licarflo logares vagos,assim como Icein li-
cao por valias vezes.
Manoel de Medeiros Dorias faz sciento ao res-
peitavel publico, que pesaos alguma compre a I).
LourpiicaMameilc Lins a escrava do lime Luisa ,
que be propriedado do mesmo comprada com ci/.a
paga desde 0 anuo de 1842, a qual escrava tem osla-
do em casa vezas que tem sido corrida a casa, tem-80 podido
evadir a mencionada escrava e agora leve por no-
ticia que foi mandada vender por um Portugus, de
nome Renevides, para Pani-llas-de-Miranda : e por
isso o abaisn asignado protesta por qualquer venda
feita pelo dito Ronevidos ou qualquer outra pes-
soa aem que sej pelo balso assignadOi procu-
rando lodos os meiosque a loi Ihe concede. Re-
cife, 12 de agosto du 1847. Manoel de Medeiros
Dorias.
Piecisa-se fallar aos Srs. Luiz do Franca o Mel-
lo Jnior Elias Marinlio Falclo de Albuquerque Ma-
rangSo e Paulino FerrairaNunea, a negocio ue seus
iuleresses : no largo do Carino, venda I.
Fabrica oY inaohinas e fund*
9A1) (fe ierro na ra do
Brum, 110 Recife.
Me Callumft Comnanhia, engenheiros machinis-
tasc fundidores de forro, mui respeitosamente an-
niinriam aos Srs. proprietarios de engenlios fazen-
deiros, negociantes, fabricantes e ao respeitavel
publico, que o seu eslabelecimento de ferro, mo-
vido por machina de vapor se acha em elfectivo
cxercicii), e completamente montado com appare-
Ihos de primeira qualidade para a perfeita confec-
co das maiores pe^asde macliinisuio.
Habilitados para eniprehender quaesquer obras da
sua arte Me Calliim particularmente chamar a atlencflo publica para as
geguinles poraerem ollas da maior extrac?flo nesla
provincia as quacs construidas na sua fabrica po-
dem compotrcom as fabricadas em paiz cslrangei-
ro tanto em preco como na qualidade das materias
diinias e inflo d'obra, a saber :
Machinas do vapor.
Boendas de canoas para engenhos movidas a va-
por, porngoa, ou aninuics.
Bodas d'agoa e serrarias.
Manejos independenles |iara cavallos.
lindas dentadas.
Aguilhoes, bronzese cbuniaceiras.
Cavillioes c parafusos ih todos os tamanhos.
Taisaa, crivos c boceas de fornalha.
Moinhos de mandioca movidos a mflo ou por ani-
niaes o prensas para a dita.
Foges e fomos para cozinha.
Canos de ferro, tomeiras de ferro e bronze.
Rombas para cacimbas e de repuxo.
Cuindastcs, guinchse macacos.
Prensas hydraulicas e de parafuso.
Ferragens para navios, carros, obras publicas, ole
Columnas, varaiuiase grades.
Prensas de copiar cartas e de sellar.
Canas de ferro, etc.
Alem da perfeicflo das suas obras, Me Callum
Companhia garantem a mais exacta conformidado
com os moldes e desenlies romctlidos pelos Srs. que
sedignaremde fazer-lhcs encommendas; aprovei-
tandoa occasiflo para agradecer aos seus benvolos
amigos c freguezes a preferencia com que teem si-
do por elles honrados, e assegurar-Ihcs que nflo
pouparflo esforcos nem diligencias para continua-
ren! a merecer a sua confianca.
__Precisa-so do uma mulher j de idade, para fa-
zer companhia a uma senhora casada, a mesmo aju-
dar a fazer alguns servicos, saliendo cozer e cozi-
nhar, dando-se-lbe o sustentoe casa para morar,a al-
gmn vestuario quando precisar, e que seja pessoa ca
paz, dando para isso conhecimenlo da sua conduc-
ta. Quem esliver neslas circunstancias e queira suh-
jeitai-se, dirija-se a ra da Cruz noRecife, sobrado
n. 7, terceiro andar, que achara com quem tratar.
Achou-se, no da Sdejulho pr*'nnp,SnS^m'
uma canoa de carreira, indo por agoa abaixo. guwp
fr seu dono dirija-se a Fra-de-Porlas, ra don
lar, n. 10l,que, pagando asdespezas foi tas, se I he en
'-'A'passoa. que annunciou pelo Diario, MjIH
179, querer permutar urna formidavol propriona11<-
nasta praca por um sitio, queren lo um mu 10 pec-
io da praca, com todas as nroporeflos que exige, oi-
rija--e ao Aterro-da-Boa-Vista, 11. 21.
Machado ii Pinheiro mudaram a sua resuien-
cia, da ra da Cruz, 23, para a ra da Cadeia tro
Recife, n. 37. ._
A pessoa, que quizer dar 300,000 rs. por hypo-
theca em uma boa morada de casa terrea, annun-
cie por asta folha, para ser procurada.
. Furtaram, no dia quarta-foira da semana pas-
sada.da casa do Fauslina Luisa do Franca, na traves-
sa que vai da Casa-Forte para o Poco-da-Panella, as
obras de ouro sagnintes : 2 voltas de traucelim com
umamadalha, um par de brincos da ouro com lio-
res, um alfenete de senhora, qualro aunis, temi
dous diamantes, dous pares de boles pequonos,
um botflo de abertura, duas argoliohas lisas o mais
algumaa oouaaa miudaa, e um dedal de prala : quem
descobrir, participe na referida casa quesera recom-
pensado.
Precisa-se deum rapa/, portuguez para caixei-
ro do venda, que tonha pratica e de. pessoa que abo-
ne sua coiidncl.i: na ra do Livramenlo, n. 38, ven-
da junto ao lampallo.
Procisa-se do um hoiiiem forro para o servico
de padaria que onlonda do masseira o tenha al-
gumas freguettaa de vender pflo para a Boa-Vista ,
para ir com um preto que tambem tem alguns
freguezes e de fiador a sua conducta : paga-se-lhe
bom ordenado e da-so-lbe o sustento : na ra larga
do Itozario, padaria n. 48.
Permuta-se, por um sitio pe lo desta praga, que
tenha terreno sullicionle para pequea criaglo aplan-
tacilo de caimas .casado vivenda uma formidavol
propriedade nesla praca que rende 44,000 rs. men-
saes em cliflos propriOS livro c desombaraQida :
a pessoa deste negocio profere o campo, por nflo go-
zar sanle a su:i familia. Quem esto negocio quizer
fazer annuncio.
Muga-se um primoiro andar, por 10,000 rs.
monsnes, silo na travessa da Madre-de-Doos, n. 5 :
a tratar na praca da Independencia, n. 13.
?' ^
'TI Vendem-se dous bonitos e corpolento 1110 ji_
T2J leques de 17 a 18 anuos, sondo um del loa de U
I}! naQflo, que cosinha bem o diario de urna ca- !}-
I^i sa elie milito hbil e esperto, e o oulro
pi ptimo para pagem por estar a isto neos- m
lil
Ti
I
lmado .e ter niuilo bort conducta ambos
sflo niuito proprios para palanquini ou ca-
derinba, poraerem muilo reforjados, bem -
parecidos da mesma estatura, o sem vicios |^L
nem achaques : na ra do Vigario, n. 24, sa
dir quem vende.
- Una senhora com abundante e bom loito pro-
pe-se a criar : cm Fra-de-Porlas, n. 135.
Offcrece-se uma parda para cozinhar comprar
c fazer o mais servico de uma casa na ra do Fugo,
loja n 27.
-- Precisa-se alugar uma escrava para o servico de
urna casa de pouca familia que saiba cozinhar,
engommare fazer os mais uranjosde urna casa,
nflo sendo muito moga : na ra larga do Rozario,
n. 32, ou annuncie.
Un moco bras'lciro so offerece para caixeiro
de qualquer estabelcciinenlo e juntamente para co-
branzas dando fiador a sua conducta : quem de
seu preslimo se quizer 11 ti 1 isar, annuncio
Antonio Francisco de Azovedo Campos comprou
meio bilbetc n. 2,830 da lotera do thcatro, o urna
cautela n. 2,338 da mesmr lotera, por ordem do Sr.
Antonio Comes Ribeiro da freguezia da Escada.
Precisa-se alugar urna preta ou molequeque
seja fiel para vender azeite e outras vendas na
ra : na ra Dircita, deposito dcassucar, n. 78.
--Precisa-sede um caixeiro de 16 a 20 unos
que cntenda de venda ou refinaeflo e d fiador a
sua conduelo : na ra Dircita, deposito de assucar ,
n.78.
Precisa-sede um rapaz portuguez que tenha
prulica do venda : em r'ra-dc-l'orlas, ra do Pilar,
11. 86, ou na ra do Queimado, n. 2.
Precisa-se alugar umfeitor para um sitio perto
da praca : na ra Mova n. 14.
Amanhfta, 14 do corrente porta do Sr. dou-
tor jtiis dorivel da segunda vara, se ba do arre-
malar por ser a ultima praca uma casa de campo,
sila no bigardo Caldeirero penhorada ao coronel
Francisco Jacinto Percira, por execueflo dos nego-
siantes Me. Calmout & Companhia.
Compras.
Compra-se umeandieiro de meio do sala, de
uma s luz, ou mesmo a armaeflo : na ra estreita
do Rozario, venda n. 47.
"Coiiliu i-sea com>rar ferro fundido, cobren
bronze velho : na ra do Brum, n. 8.
Compram-se 9 escravas de 20 a 30 annos na
ra da Florentina 11. 7.
Compra-so urna fazenda de gado, sendo em
bom sertao : no becco do Sarapatel sobrado n. 16.
Compra-se uma escrava mocji de boa figura,
quo saiba cozinhar e lavar, c nflo tenha vicio: agra-
dando paga-so bom: na Boa-Vista, ra Velha, u. 18.
Quom a livor, deve apparecer das 11 horas da ma-
uhfla s 3 da tarde.
* c!H!as-
LOTEUU DO RIO-DE-
JANEHO.
Na loja de cambio, n. 38, de Manoel Comes, oxisto
um resto do bilbeleso meiosditos da 22* lotera a
beneficio do tbeatro de San-Podro-de-Alcantara, viu-
dos no ultimo vaior.
Na botica da ra do llangel, vendem-so os re
medios segiiiules, dosquaes a experiencia tem con
firmadnos melhores elleitos : denlilico que lema
propriedade de limpar os dentes cariados o resti-
tuir-Ibes a cor esmaltada em multo poucos dias;
o uso do dito remedio fortifica aa gengivaa e tira o
man cheiro da bocea proveniente nflo s da carie,
como do trtaro que se une ao pescoco destes or-
gfloa ; o remedio he designado pelos nmeros pri
meiro c. segundo orchata purgativa mui til as
enancas eas pessoas de toda e qualquer idade; he
com posta de substancias vegetaes nflo contm
mercurio, nem droga alguma quo possa prejudicar
remedio para curar calos, em poucos dias; dito pa
ra curar dores veneras antigs, e que teem resistido
ao tralamento geralmonto applicado ; dito para pro
vocara menstruaeflo ,e accelerar acejiodo more
idade de 20 anuos, muilo forte; um dito de 18 anuos*
nos liarlos natnraes em que nflo se precisa das ma-
nobras scientificaa da arte ; dito para resolver tu-
mores lymphaticos vulgo glndulas ; ditos para
curar hobas o cravos seceos o mais elllcaz que se
conhece al aqui ; dito oximel de ferro, muito til
nascl1loro7.es vulgarmente chamadas frialdades;
pos anli-bilinsosdeManoel Lopes, capsulas de ge-
latina contendo balsamo de cupahiba ; ditas da
oleo do recinos purificado; ditas de cubebas em po
fino; ditas de assafetida ; ditas com pos purgantes ;
ditas de millardo da China; dilas de sulphato de
quinino do I e 2 graos cada capsula ; algaleas ; pitil-
las de sal de cabacinho ; verniz de gomma copal, da
primeira qualidade, vindo da FranCB ; remedios quo
ciiram arialdadc dentro do 40 dias mesmo estan-
do mellado ; oleo muito bom para conservar o ca-
bello, que, alin de nflo deixar cahir o cabello, lim-
pa a raspa e cujo uso continuado faz reapparecer o
cabello perdido pilulas especificas para curar as
g.....irrheas chronicas quando a lesflo nflo passa da
urela ; igualmente um xaropo anti-bemorragico ,
applicado nos casos em que se deilasaiiguo pela boc-
ea. ( preco de todos os remedios he mu rasoavel ,
o os bons resultados da sua applicacflo he que devem
fazorsua apologa.
Vendom-so lencos de seda para meninos a
720 rs. cada um de padres os mais lindos possi-
ves ; cortos de chitas linas a 3,200 rs.; cobertores
proprios para escravos a 1,000 rs. ; os melhores
chapeos do Chili que ha, a 6,000 a 10,000 rs.; algo-
dflo trancado ; dito mesclado azul; dito cor do caf;
picle de lis tras, a 200 rs. o covado: na ra do Quei-
mado 11. 11 A, loja nova de R. C. leite.
Vendein-sc muilo superiores curdas do tripa ,
bordos para violflo o rabeca, papel pautado para
msica, de todas as qualdadesepor menos preco do
que em outra qualquer parle. Na praca da {depen-
dencia, n. 4.
Na ra estreita do Rozario, n. 13. vende-se fa-
rinha de trigo de superior qualidade, em barricas e
meias ditas, peneiras de rame, condecas, pilulas de
familia,bichas deliamburgo que tambem saalugam;
tudo por menos preco do que em outra qualquer
parte.
9
i''
l
t


r

A
Vendem-se duas arrobas c meia de muilo boa
ce.-a de carnauba ; cen formas para fazer velas de
dita cera por metailedo seu valor sendo do 6t 7,
8 e 9 em libra : na ra larga do Ituzario, n. 48.
Vende-se un escnivo le 16. 17 anuos, de mui-
to bonita figura se ni vicio alguin c com oflicio de
sapateiro : no largo do Carino, venda n. 1.
Vendem-se biuzeguins gaspeados para ho-
mem a 3,000 rs ; botina de Lisboa, a 3,000 rs. ;
lucios ditos de dita a 2,000 rs.; sapatos de lustro
para senhora a 1,600 e 2,000 rs.; borzeguins para
liornem a 6 e 7,000 rs ; ditos para senhora a 3,500
c 1,000 rs ; sapa toes ngleze* a 3,000 rs. ; ditos de
entrada baixa a 2,600 rs. ; sapates de lustro para
lioincm, a 4, 5e 6,000 rs ; e outraa muitas quali-
dades de calcados, <|ue serao vendidos por comnio-
do proco: na praga da Independencia, ns. 13 e 15. -
Na loja n. 17, do
Passcio-pulriico,
vendem-se pegas le algodnziiiho, com 22 jar-
das a 1,280 rs. ; dito com as mesmas jardas, BOiti
defeilo algum a 2,000 rs. a peca.
Vende-so mu mappi da" costa do Brasil,
acompanhando uin caderno do explieagos ao mes-
mo, eitl Ingles : na ra doQuchnado loja de for-
ragens, n. 37 A.
Na loja nova do Passeio, n. I>,
rendem-se oaaaaa modernas, de cores lixas e largas,
a 2*1' rs. o covado ; chitas do novos padres e bous
pannos a 4,500 rs. a peca e a 120 rs. o COvado ;
alm destas, ha um completo sorliuiento defazen-
das de todas as qualidades : ludo por prego com-
modo.
I V
opoiuuioj
o5.ud jod o sapopjienb r sepoi opsRpu,)/Kj op o]
-u.)'.u|i.ios oi.i|,iiiin.) ||u sinsap ui.i|B o "s.i os't,:
, SOIIII Hil KIIO(| O S0JO0 iip Sljip ep OplOlIljIJOS OAO U
uin i opu.\o.) uin apao -s-j os'i ap oiajd 0)8jeq ojad
' lun.-jb| ip soui|Hd ai.is op 'esuoisijad iiz.ijiiijiI i.\
-Ol B S-jpi|.IA 'O U 'l)IIIUplV-'S apOO.IB 0.t|IIOJJ
-Uoj BiquiNluio;) ? mmijav,' sanjuuiin:) ap afO| M
optu
Vendem-se caixas de cha hysson, de 6, 12el3
lihras em porgues, ou a relalho ; caixas de velas
de espermacete de5e6em libra : na ra da Alfan-
dega-V'elha.n. 36, em casa de Matheus Austin & C.
Vinho do Champanlia
da superior c inuiloacredilada marca
Cometa,
vende-se no armazem de Kalkmann & losenmund,
na ra da Cruz, n. 10.
^ KMPBIMEIBA MAO', ^
vendom-ac caixas com velas de cera do Hio-de-Ja-
neiro e de Lisboa ; e tanibem brandos bogias 0
lochas : na ra da Scnzalla, arinazcni n. 110.
Nanova loja n. 17,
doPasseio-puldico,
com frente pinta-
da de verde,
vende-sdum novo sortimento de riscados francezes
de padrees modernos oscuros e muito largos, pro-
prios para vestidos por seren de cores lixas a 200
rs. o covado ; novas o ricascambraias escocezas, de
cores lixas, muito largas, a 820 rs o covado; una
porgiio do coitos de chitas escuras o de cores lixas ,
com 10 covados, n 1,000 rs. ; chitas de ra-nagotn pa-
ra roberas, de bonitas odres a 180 e 200 rs. o co-
vado ; e nutras multas fazondas do que ha grande
sortimento, por mais commodo prego do que em
ontra qualqucr parlo. As amostras Uo-se Com po-
nhores.
Vendem-se cortes de
cambraia de seda,de no-
voa e ricos uadrdes pro-
prios para bailes; lencos
de cambraia de liiiho ,
bordados,mui n'cosu>aii-
nos finos e casimiras ; e
outras militas fazendas
de poslo : ludo por me.
nos pi eco do que em ou
Ira qualijuer parle : na
nova l r Lopes & C., na ra
do Queimado.casa ama-
relia, n. 29
Por 150,^000 rs.,
vende-se urna canoa de conduzir agoa toda cons-
truida de amarelloc sirupira : os pretndanles n.lo
tlcixarao de fazer negocio a vista do objecto edo pre-
go acuna declarado que he o mais barato possivel
na ra da Senzalla-Nova venda de JosPereira .s
dir quem vende.
Vendem-se 8 escravos, sendo : protas c parda?
de 14 a 22 anuos ,com habilidades ; preloa e par-
dos : oa ra das Flores, n. 17.
n. 44, primeiro andar escriptorio de FirminoJos-
Folix da llosa vende-se relroz do Porto, sorlido
de todas as cores por prego commodo ; bem como
chumbo de munigo.
Na nova loja n. 17,
eom frente para o
Passeio-Publico,
pintada de verde,
vende-se um grande sortimento de chitas finas do
cures muito lixaso padres agradaveis a 100 c 120
rs. o covado c a pega a 3,800 c 4,500 rs. ; pegas de
algodoziuho largo so ni a varia e com 18 jardas, a
2/ rs.; longos de cambraia para gravata padres
ricos, a 160 rs. ; duraque o alpaca cor de cafe mili-
to lustrosos, 600 rs. o covado; o nutras muilas fa-
zondas ilo que ha grande sortimento, por prego
maiscnmmodu do que em ontra qualqucr parte,
para chamar a attongo dos fregucz.es.
No armazem do Ncela!, no largo da
Mfandega, n. 3, vendem-se lats com
superior bolacliiuha de araruta chega-
las no ultimo navio, viudo do Hio-de-
Juneiro.
Veudc-se cal virgem de Lisboa, em
liarris, da mellior que lia no mercado, e
por preco muito rasonvel : na na do
Trapiche
Vende-se urna armagio de urna venda sita
na ra da S.-Cruz em um bom lugar, c collocada
SOI urna casa que offerece grandes commodos para
urna familia sondo o son aluguel muito em corita
atrs da matriz da Boa-Vista, n. 4.
Na ra da Cruz, n. 58 ,
acha-sea venda o superior e muito apreciado rap
princeza grosso o moio-grosso, da fabrica de Este-
rilo de Gasse do Rio-de-Janeiro : seu prego he de
1,280rs. a libra em porgesde 5 libras para cima.
Cortes delanzinha,
a 3 vendem-se superiores cortes de lanzinha, com
15 covados para vestidos de senhora a 3,600 rs. :
na ra do Collcgio, n. 1.
<-jQi00&l# Waf %|af t|# fcl# ^ia? W%lf
n.
7-
A seleeentosrs. a
vara.
Na lojado GuimarSesSerallm & Conipanhia, ven-
do-so hrini trancado franco/. bstanlo cncorp.-.do
o de puro linlio, polo barato prego de 700 rs. a vara.
Esta fazenda se torna recommendavel pela boa qua-
lidade.
Vendem-se Liboasdc pinito de i a
a .5 palmos de largo cliegadas agora da
America : alias do llieatro armazem d
opes de Almeida caixeiro do
Matheus A ellas
Joaqun)
8r. Joiio
ioncas
ri tic sao
Vende-se bolachinha de agoa e sal, de 20
* em libra, todas furadinhas, e muito boas @
j$ para cha e caf; bem como de leito e ovos que *$.
a servein mesmn para doontes, por nilo terem 0
> composiges oleosas; biscoutos redondos, Q
v"S drese d'ovos ; bnlachinlias; fatiasdos mes-
mos : tndo feito com lodo asseio e das me- %^
Ibores farinlias quo ha boje no mercado: tam- O
@ bem se vai fabricar bolachina de araruta: no ^
>) pateo de S.-Cruz, padaria n. 6, dofronle da Q
'$@\^>&@\'^&$tk #m gm #10/k ffl* 9W&
Vendem-se superiores chapeos de
,castor, pretos e hrancos, por preco
muito barato : na na do Crespo, loja n.
t 2, de Jos Joaqnin da Silva Blata
REFRESCOS.
Xaropedc groselhe feito do verdadeiro summo,
viudo del" ranga a 1000 rs. a garrafa ; dito de llo-
ros de larangeira, a 1,000 rs. a garrafa ; dito feito da
vordaileira resina de angico, que he muito conheci-
do c approvado por as pessoas que padeccm do pei-
to, por ja lor feito ptimos beneficios a 1,000 rs. a
garrafa ; ditos de inaracuja, tamarindos, lin.aoo la-
ranja, a 500 rs. a garrafa : no Alerro-da-Boa-Vista,
fabrica do licores, u 17.
tancio ; dito da academia franceza ; Curso da histo-
ria da philosophia, porCousIn, em Francez; Cur-
so do philosophia, por Damiron ; Primeiro e segn
doanno de mathematicas, por Besout; I icOcs il
phrenologia por Broussais : todos estes livros el
toquasi novos, e vendem-se por muito commodo
prego : na esquina do Mundo-Novo venda do N.
colo.
Na ra de Agoa-Verdes,
n. 46,
vende-se um bonito escravo de 20 annos de reco-
nhecida conducta bom pagem e que carreia bem
um molaquede nacfto, de 18 annos, proprio para
todo o servigo ; um casal de escravos, proprios p>.
raengenlio; um preto de nagSo, de 30 annos, bom
comprador oque he muito fiol; urna bonita mole-
cade 12annos; duas escravas para todo o servigo.
urna dita de nago, exeellente doceira e com mai
nutras prendas; tres moradas de casas nos Afola-
dos, na principal ra, bem construidas, e que
rende cada urna 6,000 rs. monsaes; urna dita em
Olinda, no Varadouro com bons commodos, o
magnifico quintal.
--Vende-se um hanheiro de folha dohrada pin-
tado e com carro ; tom 7 palmos de comprimento
3 e mio do largura e 2 e meio de altura : em Fra-
de-l'orlas ra do Pilar, casa torrea, n. 30.
Vende-se cera do carnauba; dita amarella
om porgilo c a relalho : n i rua da (! idei.i-Vcllia f n.
2, venda'le Jos Gongalves da Fon te.
Vende-se um preloe urna prnta ambos j de
.la le c de nagilo : o preto he ganhador derua, e a
prola he qultandeira : na rua do Rozario da Boa-
Vista, n. 2.
Vonde-se urna mulatinha recolhida de 18 an-
nos com habilidades : na rua eslreita do Kozario,
n. 31, primeiro andar.
Livro medico.
Chegou o
Rua doQueimado,i]. I0,(
nova loja desirguciro.
Lima
vendo uniformes militaros, para todas
as patentes de legiito, cavalaria a in-
rantaria da guarda nacional; galOes de
ouro o prata; chapeos invornizados para
pagens.
Vendem-se 3 casinhas de laipa no Aterro-dos-
Afogados om torras do Sr. PavRo com sotis (|iiin-
tacs bom plantados tendo o terreno 60 palmos do
liento e 100 de fundo : na na do \morim n. 22.
Vende-se um palanqulm usado : na rua do Col-
lcgio n. 2, hija de niaieonoiro
Vende-se urna parda do 17 annos, que ensalma
bem,eenlendedoarranjo do urna casa; solio om
barricas por commodo prego : na rua da Cruz
n.3.
Vondem-so, no engenlio Vinagro, sol bois man-
sos de carro e gordos.
- Vende-se um piano muito om conla : na rua
da Florentina, n. 8, das duas horas da tarde em
(liante.
Vendem-S0 dous lindos moloques de 18 anuos,
iim serrador e o nutro cozinheiro o oflicial do al-
faiate ; um dito de 12 anuos dous pretos do 24 an-
nos, um oflicial desapaloiro o o onlro proprio para
qualqucr servigo ; dous pardos ptimos para pagens, I,
Sendo um dellcs perito oflicial de marcenefro, de
18 a 20 anuos ; duas pardas, tima do 22 annos com
habilidades o a outra do 12 annos com principios
proprios para se educar ; 3 pelas de 20 a 30 anuos ,
com habilidades; duasnegrinhasde 11 a 12anuos,
com principios de habilidades: na rua do Collcgio ,
n. 3, segundo andar,'se dir quem vendo.
IHI'ERIAL
DE KAPE FINO
rj"
F.IBRir.t
NACIONAL
^m.:
.jm.:
.Na l< ja de Jos Xlanocl Won-
leiro Bra^a, na rua do Cres-
po, n. 10, esquina que vira
para a rua das4.ru/es,
vendem-se ricos corles do cambraia de seda da nl-
tima moda para vestidos de senhura padres in-
Iciramenle mais novos que todos quo tecm appare-
A grande extracglo que tem tido esto rap, depois
que foi exposto a venda heprova inconlestavol do
bom acoliiimenln que tem merecido. O nico de-
posito he na rua do Trapiche, n.3*, e a rctalho
vende-se as lojas dos Srs. J. J. de Carvalho Moracs,
A. F. Pinto & Irmflo A. B. Val de Carvalho, Cu-
nta & Amorim Pontos & Sampaio na rua da Ca-
doia do Recifc ; A. I). deOlivcira llego na rua da
lladre-de-Ueos Campos ex. Almeida, na rua do
Queimado; T. A. Fonscca, Umhelino Maximin,
do Carvalho, na rua do Calinga ; C. G. Breekemfeldo
praga da Independencia ; Caelano L. Ferroira Tho-
inaz P. M. Estima o Antonio Pereirj da Costa e
Gama Atcrro-da-Boa-Vista.
Vende-se carne de vacca salgada, em barris :
na ruado Trapicho, n.8.
Na rua da Scnzalla-Nova, n. 3o ,
(nadara) vendem-se juncos de superior
oualidade, em porcao c a retalKo, e por
menos do que em outra qualqucr parte
Vendem-sc qualro maslros depinho: na rna
do Trapicho, n.8.
Vende-se cha preto muito superior, em caixas
de 16 lihras proprio para familia : na rua do Tra-
picho, n. 8.
Vende-so um prelode22 annos, muito refor-
gado ; urna pela da inosma dado que coziulia ,
ongomma inuilo bom cose alguma cousa vendo
e no tem vicios un cabra perfeito cozi-
nheiro c que he ptimo pagem ; un inulalinlio do
8 anuos muito lindo : na rua de Vigario, n. 2i, se
dir quem vendo.
Vendom-se dous fortes-pianos novos com
boas vozes c de exeellente obra, chegados ltima-
mente : na rua da Cruz, n. 55.
Vende-se vinho de Champanha de superior
qunlidade om costos ; charutos de liavana ; con-
servas em latas; colla clara, muito propria para
pintor : na rua da Cruz, n. 55.
Vende-se nm hincan para venda em bom usu;
dous canloiros bem reforgados, para pipas : na rua
eslreita do Itozario venda n. 47.
Vonde-se urna venda com poneos fundos ou a
vontade lo comprador ; faz-se todo o negocio, em
raslo do dono lor oulra occupagHo : na rua du Con-
cordia n. 26.
Vende-so potassa branca e preta superior ; f-
culo nesla fazenda; cliamalole de lislras de muilo; chaduras grandes de broca, para porla d
-.-*. rua do Trapiche-da-Alfaudega-Velha, casa Ida caa te^reaTso ^q^m voiuJe:
boa qualidade ; 0 outras n uitns fazendas linas,
-- Ycndem-se cailnosde 3o a 5o pal-
mos de madeira de le e porro delles,
proprios para fazer csli iba ia e para e.s-
leios por preco rommodo : na rua Hel-
ia, n 4o.
Vendem-se sellins inglezes superiores, de cou-
ro de porco, para montara do senhora ; ditos els-
ticos, do patente para homem os melhoros oue ha
no mercado ; loros; litas para cilhas; estribos de
casqunha ; carneiras brancas, etc. : na rua da Cruz,
n. 2, casa de (co. Kenworthy ti Companhia.
Vende-seo Curso de historiada philosophia,
por V. Cousin traduzido em portiiguez : na praga
da Independencia, liviana ns. 6 e 8.
Vende-so urna prela do25anuos, do bonita fi-
gura que sabe cozinhar, engonimar o lavar de sa-
baoevarrella n1o tem vicios nem achaques: o
motivo da venda se dir ao comprador: na rua da
concordia passando a ponteziiilia direita segun-
do arma-
zem ; cal virgem de Lisboa em barricas grandes o
pequeas; feixes de arcos do pao para barricas;
pillas de familia; sabao om caxos : tudo por pre-
go commodo : na rua do Vigario, armazem n. II.
Vonde-se um torno de tornear, que anda nflo
dou servigo,proprio para]ourivos,ou para outio qual-
qucr servigo de madeira, pela sua boa conslruc-
gilo : no pateo da S.-Cruz, n. 8 ao pe da botica.
Vendo-so, por precsao um mulatiulio de II
annos de bonita figura proprio para pagom : na
rua do l.ivraiuonto n.2l.
Vonde-se o superior o acreditado furolo de
arroz em barricas : no urmazein do Braguez, junto
ao arco do Conceigflo.
Vonde-se una caixa do ouro, para tabaco,
com !7oitavas : no largo do ('.armo, venda n. 1.
Vendem-se cadeiras de
do medico pratico, publicado reren teniente em Pa-
rs pelos doutores Moure e Martins comprehenden-
ilo a therapeutca especial ; a pharmaceutica e a
pharmacologia 1 v. do mais de 600 paginas. Nada
tiremos sobre o morlo e prest rno desto livro me-
diclo qual ilillieilmente. pode conseguir-se em
Pars os poneos exemplares que estilo venda na
livraria da esquina do Collegio. Fspora-so todava
que os Srs. facultativos e pharmaecuticos para cu-
jo uso elle foi particularmente destinado ( sem ex
clus.lo, porm.de outras pessoas) acharSo nelle urna
acqusigilo preciosa.
Admiravel uavallia de ac
da China.
Tem a vantagem de cortar o cabello sem. offenga
da pelle, deixando a cara parecendo estar na sua bri-
Ihanto mocdade.
Este ago vem exclusivamente da China, o s nello
i i-.-i i i i ii :i ni dous dos melhoros o mais ahalisados CU-
teloros da nunca excedida e rica cdaJe de Pekim,
capital do imperio chim.
AUTOR SHAW.
N. B. lie recommendado o uso dcstas navalhas
maravilhosas por todas as sociedades das scicncias
medico-cirurgicas, tanto da Europa como d'America,
Asia e frica, nflo s para prevenir as molestias da
cutis, mas lamhem como um meio COSMTICO.
Iia-se a contento, e responde-se pela sua boa qua-
lidade: pois.so.se vendem as verdadeiras, na rua larga
do Itozario, n. 2*.
Casimiras elsticas
a l$rs. o covado.
Vendem-se supeiores casimiras elsticas, polo
barato prego de 1,000 rs., o covado; ditas france-
zas superiores e de bonitos padres a 5,000 rs. o
corte ; dita preta muito fina a 3,500 rs. o covado ;
panno preto de boa qualidade para pannos de pre-
tas a 3,000 rs ; superiores brins trangados hrancos
e de puro linho pelo barato prego de 1,000, 1,280 o
1,600 rs. a vara ; ilitos ainarollos de puro linho o
muilo finos a 900 e 1,000 rs. a vara ; ditos de listras
decores a 880 rs a vara; riscadinhos trancados,
proprios para meninos a 2i0 rs. o covado ; a hem
acreditada fazenda rhadrez de linho, para jaquetas,
a 400 rs. o covado; zuarle de vara de largura a 2*0
rs. o covado fazenda muito propria pura pretos;
aigodoes trancados azues de lislras e mesclados a
220 o 240 rs. o covado ; superiores pegas de breta-
nha do puro linho muito lina e com 6 varas.e mcia ,
a 5 500 e 6,500 rs.; macedonia mesclada para cal-
gas a 410 o 500 rs. o covado ; chitas escuras, finas
e de cores lixas a 5,000 rs. a pega ; ditas francezas,
de vara de largura ,a 280 rs. o covado ; meios cha-
Ios do cambraia do qoadrns a 440 rs. ; bamburgo
de linho, a 260 rs. a vara; brim trangado, pardo edo
linho a 640 rs. a vara ; ineias para senhora, a 240
rs. o par; corles de cambraia lisa com 6 varas e
ineia muilo lina, a 5,000 rs.; o oulras muitas fa-
zendas por prego muilo barato : na rua do Colle-
gio loja n. 1.
Vende-se por pouco dinhoiro (por querer aca-
har-se urna porgilo dorlas do Hainhurgo, todas
juntas, ou separadas, entre ellas algumas mestigas
o todas mui boas criadoiras; assim como algumas
gaiolas grandes e novas, paia as mesillas. Na iraves-
sa do Veras, sobrado n. 13.
pinito a
polka : atrs do llieatro, armazem de
.ln.iiliiiiii Lopes de Almeida, caixeiro do
Sr. Joo Matheus.
Vende-sc um diccionario portuguoz, por Cons-
ISscravos Fgidos.
Fugio de bordo do patacho Pelicano um escravo
de nomo Boque, do San-Thom estatura baixa,
rosto redondo o sem barba, com feridas mis nemas,
vestido com camisa e calca azul e barrote inglez.
Este escravo pertence a Joflo Jos Pe re ira doAzeira,
do Rio-de-Janeiro. Quem oapprohender, queira le-
va-lo rua da Cruz n. 66, casa de (andino Agosti-
nho de Barros, por quem ser recompensado.
PKI1IV.; NA TVP. DEM. F.DEFARIi.- ft<8_4*7"