Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08512

Full Text
Anno de 1847.
Quarta-feira 11
O DIARIO pulilic-se todos os diaa, cpie n!o
frem 'le guarda o preeo da aRnalura ha de
.,,,0f> is. P' qrtel, patj adiantadnt. Os an-
cos rl< assijfnanles s5i> inseridas i rasiio de
"'I, pnrlinli, 40 rs. em typo diflerenle, e as
neti-e pe' metadc. Os que nSo fnrem assig-
ui P8aro 80 rs por liuhn, e IGO cni typo
3P r
crenU?"porcada pubm^o
PI1ASES DA LA NO MEZ DE AGOSTO.
u- enante, a S, a 11 hora e 40 min, da mahhSa.
i nova, a 10, as 10 horas e t min. da manhaa
';"'' ote, a 19, s 2 horas e 24rain. da manhaa
i cli'ia a ti, t 3 horas 48 min. dainanha.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Ooianna e Paraliyba, as segundas espitas feiras.
Rio-Orande-dn.Norte quintas feiras aomeio-dia.
Cabo, SerioliSem, llio-Formoso, Poito-Calvo e
Macelo, no l., a II e 2i de cada mei.
Oaranliuns e Bonito, a 10 e 21.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 18.
Victoria, s quintas feiras.
Oliuda, todos os dias.
PREAMAS DE HOJE.
Primeira, s 5 horas a 18 minutos da manha.
Segunda, s a horas e 42 minutos da tarde.
de Agosto.
Anno XXIV.
N. 178.
das da semana.
9 Segunda. S. I'ioni.o. Aud. do I. dos o
pilaos do I. do c. 0 Terra. S. Louieujo.
II Ouarta. S. Tiliurcio. Aud. do, do civ.
2v edo J.dep7. do 2 dist. de t.
U Quinta. S. Ciara. Aud. lo J. de orph. e
doJ. municipal da I. vara.
13 Satta. S. llypolito. And do J' do civ. da
i-v. edu.I 14 Sabbado. S l.iuclim dcLoyolla. Auil. do J
do civ.ila I. v. e do J de paz rio I dist. de t.
15 Domingo. AssuinpcSo ile NossaSenliora.
CAMBIOS NO DA 10 DE AGOSTO.
Camino sol.re Londres d. p. H rs. a 60 dias.
P.r.s J.S5 rs. por Tranco.
Lisboa 105 a I tfl de premio.
Dcsc. de leltras do Ikms lirmas de /,a 1 / "**
Our0-Onc.sli,p.nhol.s....28&no a 19,000
MoedasdoU*i00 velh. lfKIO a
de 60100 nov.. |0o a
da 4*000..... 9#I00 a
Prata l'ataces......... 10940 a
Pesos columiiares... I|9ii0 a
Ditos raeiicauos.....'"" '
Miuda............. 10
emoo
|6|II>0
9SJ0C
insn
'I940
1*800
l#tJO
Acedes da comp.do lleberibe de 50#O00 ri. ao par
DIARIO DE PERWAMBUCO
PAKTE OFFICIAL.
Governo do provincia.
EXPEDIENTE DO DA 30 DO PASSAD0.
Oflicio -- Ao Exm. Sr. Jolo Crispi Soares, aecu-
shiiiIo recebido o oflicio de 6 do abril deste anuo, em
que S. Exe. eommunicou haver tomado posse da pre-
sidencia deMatto-Crosso.
nito AoExm. vice-presidentc das Alagas, de-
clarando que o commandante das armas desta pro-
vincia o informara de achar-se com parte de doente
o l)r. Manoel Adriano da Silva Pontes, cirurgiflo-aju-
dante do primeiro hatalhSo de cacadoras ; e signifi-
cando que flcam expedidas as precisas ordens para
! je esse Dr. se recnlha ao referido corpo, logo que
cstiver restabelecido.
Dito- Ao mesmo, deprecando a permisslo neces-
saria para que Francisco Rodrigues Sacavem effeiltie
a venda de 20 a 25 duzias de taboas do costado, em
pranches de amarello de 28 a 32 palmos de compri-
milo e de 19 a 22 de largura, que contratara com
o arsenal de marinha desta provincia. Participou-
seao inspector interino do precitado arsenal.
Ditos -- Ao commandante das armas interino e ao
eommissario-pagador, scientificando-os de ter sido
licenciado por tres mezes, para vir a esta provincia,
o segundo tenentedo terceiro hatalho de artilharia
a p, Bernardo Jos Pereira do Carmo.
Dito Ao inspector da thesouraria da fazenda, de-
terminando faca proceder aos reparos precisos ao e-
dilicio em que se acha estabelecida a secretaria do
commando das armas; declarando que esses repa-
ros, cujo ornamento Ihe envia, devem de ser dirigi-
dos pelo segundo tenenle lo imperial corpo de on-
genheiros, Jos Bazilot Nevos Gonzaga ; e recom-
mendando que de ludo isso d parle circumstanciar
da ao governo deS. M. o Imperador. l'arlicipou-
se ao commandante das armas.
Dito Ao Inspector da thesouraria das rendas pro-
vinciaes, deelarando-se scientc de ter o arrematante
da obra da cadeia do Brejo contratado a construc-
eflo do segundo andar da mesina cadeia.
Dito--Ao eommissario-pagador, inteirando-o de
liaver S. M. o Imperador concedido seis mezes de h-
con'ca com vencimenlos ao escrivlo da pagadoria sob
sua direceflo, Joaquim Marinho Cavalcanti de Albu-
(juerquo.
Dito Ao commandante superior da guarda na-
cional do municipio do Kecife, inlclligenciando-o de
ter concedido ao secretario do respectivo quarto ba-
talhflo, Manoel Antonio Alves de Brito, a reforma
que solicitara no requerimento porS. S. informado
a 21 desle mez (julho).
Portara Suspendcndo do exercicio das respecti-
vas funeces os vereadores da cmara municipal 00
llio-Formoso, exclusive o bacharcl Christovflo Xavier
Lopes e Jos l.uiz Pereira da Silva ; ordenando que
os suspeiisoB sejam substituidos pelos que Ibes fo-
rem inmediatos em votos ; e dando como motivo da
yuspensflo : terem os referidos veroadores deixado
dereunir-seporquasi um anno, segundo participa-
ra m os dous que silo oxcluidos della, c denunciou o
delegado do termo ; e bein assim nio liavcrem cum-
prido diversas ordens da presidencia, das quaes nem
ao menos aecusaram recepeflo. Olliciou-se e res-
peito ao juiz de direito do crime da comarca do Rio-
Formoso, determinando-sc-lbe que procedesse con-
tra os veroadores suspensos.
Dita Recmmendando as autoridades legaes coii-
sintam que Deniz Jos Herculano, propnetario do
engenbo Santo-Elias, corte al 500 pranches de a-
marello, que pelo governo imperial fra auionsado
a vender.
DEM DO DA 31.
onicio.A'cmara municipal do Recife, deela-
rando-se scionte do conledo na 1 parte do sou
odicio de 26 dasto mez C julho ); e dizendn quanto
segunda, que dove de dar as precisas providencias
para que se faca eleicio primaria na freguezia da
Varzea, sob presidencia do juiz de paz do 2. ilistric-
to; salvo.se, no entretanto, for resolvido o contra-
rio pelo governo imperial, que a presidencia tem
consultado a semcllianle respeito.
Dito. Ao commandanlo superior da guarda na
cionadcsla cidade, dispensando o respectivo 5." ba-
talbflo de fazer, nos domingos, oservigo da guar-
nirlo da |iraca.
Dilo. Ao mesmo, significando que, por causa
da deficiencia do crdito marcado para as despezas
da nstrucciloda guarda nacional, deixa de nomear
instructor para o esquadnlo de cavallaria da 2." le-
giSo.
Dito. Ao administrador das obras publicas, de-
clarando que, no ajuste de contas ao ex-arremalali-
te da ponte da Tacaruna, deve considerar como re-
cebida n pedra que na mesma ponte empregra o
respectivo administrador.
Dito. Ao presidente e membros da administra-
Qo da companhia do Beberibe, dando-llies facul-
dade para fazorem na ponte do Kecife os trabalbos
requeridos pela continuaQo do encanamento das
agoas, sob a condi(o de inaudarem reparar os dai-
nos que desses trabalhos lujam d provir.
EXTERI-.tR.
MEMORIAS DE UM MEDICO. (*)
por aicvanure quinis.
SEGUNDA PARTE.
CAPITULO XVIII.
A OAA A BDA 8AIWT-C1.A0BB.
A ra Sainl-Claude, qual o conde de Fcenix con-
vidara a vir o cartlial de Roan, nSo era naqui-lla
poca tao dilleienle do que he boje, que se nflo pos-
sain ah achar ainda os vestigios das localidades que
vamos tentar descrever.
Coniecha ella, como actualmente, no bouletard e
terminava na ra Saint-I.ouis entro o convenio uas
recolhidas do SS. Sacramento e os pacos de Voysins,
quando termina hoje por urna igreja e um armazem
deesRcciaria. .
Unia-sc, como agora, ao boulevard por urna ia-
deira bulante ingreme.
Possuiu quinzecasas, osete lampeoes.
Notavam-se-lhedousbeceos seinsahida.
Um esquerda, ficava ilharga dos pacos de voy-
> "r Vide Biario a.' 177.
ESTADOS-UNIDOS.
Pllll.ADEl.PIIIA 10 DE JUNHO.
(COBBESPOSDENC* DO PUULIC I.EDGKB.)
Waihinglon, 8 dejunho de 1847.
As noticias do Mxico, posto quo apparentemr-nto
pacificas, sflo todava incertas quanlo ao resultado
das negociares de Mr. Trisl e do general Scolt. fe-
lino antes rasOes para pensar que as ultimas noticias
s3o desfavoraveis.e que ser dilllcil ao general Scott
obteruma audiencia.
Os Mexicanos sSo cortamente um povo singular.
Seni coragom moral ou vontyde para oppor obslactr-
los fortes ao progresso das nossas Iropas, som ener-
ga ou meios, elle oppfle todava s nossas tenden-
cias pacificas urna resistencia passiva, a qual provo-
ca a coerc.no, e servo de obstculo instiperavel a u-
ma composieflo amigavel das nossas difflouldadea
com elle. Ha ainda um bello prospecto deoutra ba-
talha entre o general Scott e Sant'Aiina, se bein que
o partido da paz vai rpidamente crescendo, e o da
guerra est baldo de armas, mullicos ou dinlioiro
Oulra dilculdade, que se oppe a urna composi-
Qilo amigavel, parece ser a anarcliia que iimeaca o
paiz, e que tifio cessar sem que SaiifAiu.a soja com-
pletamente destruido. Emquanto ello livor a niais
leve esperanca de conservar-se a fronte do piulido
que quera gtiorra, ouorganisandooxen'itns OU gucr-
rilbas, os partidistas da paz o realidade nflo OUSarSo
um pronunciamenlo, temendo ser a coda momento
denunciados como traidores e covardes, o entregues
a todo o furor da plebe.
Nflo entra em duvida, que os preliminares de paz,
que Mr. Trist lovou da reparlicflo do interior, (qur
idmitlidos ollicialmenli', qur nflo, isso nilovm ao
caso] silo milito niais moderados do que os quo at
aqui teem sido eflorecidos ; e que Mr. Trisl tem ins-
truccOes at para consentir em alguma pequea res-
triccaod'elles; todavia a dilliculdBde esl oni fazer
com que o Mxico consinla no abandono de alguma
mMmm&mammMeammm Mrwsggj.-? BECTMgamaamtJu.-
sins ; o outro direita, conlinava com a grande cer-
ca das recolhida do SS. Sacramento
Este becco assombrado direita pelas arvores do
convento, era terminado esquerda pelo oillo es-
curo de urna cusa da ra de Saint-Glande
Esse oitfio, wmelhante casa de um Cyclope, ti-
nba s um ollio, ou, se assim apraz mais aos nossos
leltores, uina s jauella, e essa mesma, armada do
varOes, grade crede, era abominavelmcnte oscura.
Por baixo justamente dessa janclla que nunca ae
abra, como era claro vista das teas de aranlia quo
a cobriam, bavia una porta guarnecida do grandes
pregos, e que indicava, nao que se cntrava, mas quo
se podia entrar por aquelle lado da casa.
llabitacoes nflo haviam nesse boceo; mas dous ha-
bitantes somonte alti existiam : um remendflo den-
tro de urna barraca de taboas, e urna palmilbadoiru
dentro do urna pipa, ambos abrigados pelas espon-
jeras do convento, que desde as 9 horas da manhaa
derramavam ampia frescura no solo pulverulento.
A' noite a palinilliadeira retirava-se para o seu do-
micilio ; o remendo trancava o seu palacio, o nada
mais sabrevivia no becco, excepto o olho sombro e
triste da janella do que fallamos.
Alm da porta que dissemos, a casa que procura-
mos descrever o mais exactamente possivel, tinha
uina entrada principal na ra de Saint-Claude. Esta
entrada, que era urna porta-cocheira com esculturas
de um relevo querecordava a architectura do lempo
de l.uiz XIII, era ornada de um marlello de cabeca
de grypho, que o conde de Fcenix havia indicado
comosignal infallivel aocardial de Rohan.
Tinha tambem a casa janellas que deiiavam para o
boulevard, e ficavam ao nascente.
Paris, naquella poca, e principalmente nesto
quarteirilo, nflo era muilo seguro. Nfio era, portanto,
para admirar que as janellas ahi livessem grades, c
que as paredes fossem erizadas de cravos de ierro.
Dizomos isto, porque o primeiro andar da casa do
que tratamos nflo deixava de carecer com urna ior-
porcSo do seu territorio, qur por urna considera-
vel compensado, qur sem ella. Os dominadores Me-
xicanos, sem terem a virtus mililaris dos Roma
nos, possuem todava a vir lude de algumas mulberes
que nunca cedem, ainda quo estcj.im engalladas ;
n'uma palavra, em balde se oppor o Mxico a que nos
mantenliamos a posse do alguma parto do seu terri-
torio que nos queiramos administrar, para nos m-
demnisarmos das despezas da guerra; mas ello dilli-
cilmonte consentir nisso do boa volitado. He elle so-
bremodo vailoso para o consentir E bem poda a
adminislraco manifestar a sua iiitcnefio acerca da
permanente occupacSo de urna porcSo co Mxico,
sem esperar que o clamor publico o exigisse, cm
voz do evitar o locar na questio. At O general Tay-
lor, na sua carta ao general Gaincs, pronunciou-se
a favor do arbitrio de so tracar urna Imha, oceupa-
la c dcfendo-la; ao quo so o Mxico accodesso paci-
ficamente, estara resolvida por urna voz toda i ques-
tfo; porquanlo tonho profunda conviccHo de quo
Mr. Trist e o general Scott teem plenos poderes para
negociara paz sobre uina tal base, pagandu-e aq tul-
lo quo o general Taylor prope guardarse comodevi-
do aos Estados-Unidos. .
Devenios adoptar tima poltica lixa o manilosla-la
francamente ao mundo. A nossa reputacio como
iihq;u) exige este paaso, som nos mpor'.ar qual soja
o grito anti-nacional a respeito delle. A guerra uao
est jnas cm questio. Nos a temos.estanios no
mel d'ella, e nao podemos retroceder sem gravo
deshonra nacional. Tomemos do Mxico tanto quan-
to for justo, e de-racildigcslflo;-e depois aguar-.
demos tranquillamouten'um dos lados da fronleira
o resultado do problema poltico do Mxico. I.ntie
os varios individuos quo o baloucardas ondas revo-
lucionarias trouxor superficie, o laucar na praia .lo
poder, por sem duvida ha do haver algum de avo-
ravol disposicao paraum tratado. Temo torca, po-
der, e, mais doquenonhum outro povo da taco da
torra, toiiipo a nosso favor.
Ofiii/ioui/emeiicom o Brasil he de urna natureza
tflo delicada, que he melhor por ora nada dlzer a-
corci dello. Todava, a prosporidailo oommercial do
Brasil he inteiranioiitc dependente dos Estados-Uni-
do como mercado para 08 seos principaes gneros,
assucar e caf. O caf brasiloiro raras vezos sera
consumido n'outro paiz que nao n'oste, por haver
osvslema hollando/, do premios conseguido excluir
at o caf do Cuba dos mercados conlineiitaos da
Europa, e por tei crescido tanto a producclo do assu-
car do Java do anno a anno, que o reexportado da
Inglaterra lom-se tornado urna das grandes addi-
ees da sua exprtatelo. /
0 Imperador do Brasil he o muco principe'ame-
ricano que existe desde o f.aho-Horn alo. a Bahia-de-
Pundy, e he do esperar quo olio possa viver em paz
com a repblica. .... -, i
Emquanto a conducta da llespanha a respeito do
corsario mexicano e o Carmelita, ludo foi exacto, e
de conformidade com as estipulasOes oxpressasdos
tratados. Todavia sera inisler pr-se oin execueflo,
a primeira noticia, 0 plano dosocreta'o ..a niaruilia,
isto he, mandar-so outru osquadn. .ara O Mediter-
rneo.--0 ObSehvauok.
o CN*I- I>E StEZ.
o Schmllpost hollandez refere quo est finalmente
resolvida a abertura do istlimo de Suez. As condi-
cOes desla empreza, em que esta combinada a Eu-
ropa, sf.o as seguimos : -1." o Egypto fica sendo
umesla.lo neutral, u sua neutralidade e indepen-
dencia aereo garantidas pola Porta, Franca, Ingla-
terra e Austria. 2." A l'russia, Bussia, America-do-
Norle e as potencias do segunda ordem serflo convi-
dadas a reconbeoer esta neulralidado. 3.' Al'ian-
irnwiiiiTi ------ .m^usBismsama
taleza. Contra os inimigos, ladroes eamantes offore-
cia ella varandas de ferro com mil ponas le torro
erado ; um profundo fosso cingla o edificio do la-
do do buulecard, e para ehegar pela rua a esse forte,
seriam precisas oseadas de trinta pos d altura. O mu-
ro da frente tinha 82; eencobria.ou, para melhor di-
zer, enlerrava o paleo da entrada.
Todavia essa casa, ante a qual boje todo o vian-
dante parara admirado, inquieto e curioso, nilo^ ti-
nha em 1770 um aspecto muito extraordinario. I elo
contrario eslava de accordo com oquarteirflo, ese
os bous habitantes da rua Saint-I.ouis e os nao me-
nos bons da de Sant-Claude fugjam de approximar-
se dola, nao era pela propria casa, pois a sua repu-
tadlo eslava anda intacta, mus sim por caUsa do
buulecard deserto da porta Saint-I.ouis, que tinha
rum lama, o da ponte dos Choux, cojos dous arcos,
laucados sobre um canal de despojo, parecanla todo
o Parisiense um poucoenfarlnhado as tradiccoes
asintransilaveis columnas dcCadix.
Com effeilo, o bouletard por esse lado la dar nada
menos que Baalitha. ko seviamah dez casas no
espaco de um quarto de legoa; o por isso, i.3o tondo
a admnistraeflo das obras publicas julgado a propo-
sito Iluminar esse nada, osso vacuo, era elle, cpois
das oto horas no verflo.e das qualro no invern, um
verdadeiro chaos, af'.ira os ladroes.
Foi, entretanto, por esse bouletard, as 9 horas da
noite, queentrou urna rpida carruagem, IIros qaar-
los d hora, pouco mais ou monos, depois da visita
deSanl-Denis. ,
As armas do conde de Fcenix ornovam-lhe a caixa.
O conde a preceda uns vinto passos, montado cm
Dierid, que acoulava a longa cauda, aspirando o ca-
lor opaco do pavimento coberto de poeira.
Na carruagem, com as cortinas cerradas, repousava
Lorenza adormecida sobre as almofadas.
A porta abrio-se como por encanto ao estrepito das
rodas, e a carruagem, ao sabir das escuras profnde-
la, a Inglaterra c a Austria farflo a abertura sua
custa, o imporao una tonelagem, at que so indem-
nisem da despoza. 4.* A oxecucilo da obra nflo po-
llera ser interrompida aind* mesmo pelo rompimen-
to do guerra entre as partes contraanles. A Austria
emprehendo fazer navcgavcl o Nilo at Damictto,
ondo deve de haver um porto minenso a superin-
tendencia desta parto da obra ser dada ao capitflo
Moringdos engenbeiros austracos, multo cooneci-
do pela sua residencanos Estados-Unidos;; a In-
glaterra tem de comprar a torra uecessara em Suez,
eo mesmo canal deve de ser aborto pela Franca o
Inglaterra juntas. i
'Pubhc Isdger.)
MXICO.
MOV1MENTOS DO EXERCITO AMERICANO.
' Ireierickurg, Va. 30 de maio.
Chegaran a Nova-Orleans ilutas de Brazos at iodo
COrrenle. O l'icayune publicara urna caria datada de
Walnnl-Spriiigs a 3, a qual dava o boato de quo a
forra do coronel Dmiiphan Tora atacada ii'ura passo
chamado Sierra-Gorda, quaai a meio cammlio entro
Saltillo e Chihuahua, por una frea mexicana do Du-
rango. eommandada pelo general Rieze. A baUliia
dora em resultado a derrota do coronel Donipnan
com gravo porda, o tomada de loda a sua artilharia.
Um cavalheiro ingle/., que cliegara a Saltillo a 3, di-
zia quo o coronel Doniphan se partir de.ninua-
bua no 1 de abril em marcha para San-Jose-cl-
Osnera) Cadwalader eoseu estado maior esta-
vam em Palo-Alto; edevia seguir imuicdiatamenle
com a torca sob seu commando, excepto osdragOes,
paia Vera-Cruz, a rel'nicar o general Scolt.
O ultimo n. do l'ioneer de Monlercy annunciara
quo o general Tavlor projectava ummovimento con-
tra San-Luis. Renava em todasaa reparlir;os do seu
exercito extraordinaria aCtividade.
O general rrea publicou urna proclamaQflo exigin-
do genio e contribui?0es pecuniarias; e o tlag de
Matamoros dizia em data de 15, que elle partir para
a cidade do Mxico. '
As datas do Vera-Cruz chegavaui ale Ib it nuiU,
mas nada fornociam mais rcenlo do general Scolt.
SANTA-FB'.
PUltburg, 30 de maio.
Becoberam-se datas deSanta-F at 27 de abril.
A populCflO mexicana eslava all muito exaltada, e
mostrava diapoaicflo para a revolta, ern consequen-
cia do procedimento do tribunal americano em Taos,
que tinha examinado, convencido e executado onzo
P<0s Indios de Puebla e Camanche estavam descon-
tonlcs- estes linliam comecado actos manifestos
dehoslilidade, oaUcaram uina partida de negoci-
0 coronel Price tinha comsigo no Novo-Mexico
urna loica deSOOpracm, quo so julgava sulciento
para oppr-se a qualquor accidento imprevisto.
Frcdciicksbury, Va. 3 dejunho.
Chegou do Vera-Cruz a Nova-Orleans o vapor Pa/-
milto, trazando datas al 93 do pasudo.
0 general Worth entrou em Puebla na tarde de 15,
dopois deuma renhida escaramuce com urna parti-
da de lncenos expedida para se oppor ao seu pro-
gresso. I 'orara morios qualro Mexicanos ; mas ne-
iihum Americano.
zas da rua Saint-Claude, desappareceu no pateo da
casa que acabamos de descrever.
A porta tornou-sca fechar immediatamente.
NSo havia, porm, porcerlo necessidado dotao
-raudo myatorio, nlloeslava II nnguem que visse
entrar o conde de Fcenix, ou que o ncommodasse
em cousa alguma, trouxesse elle de Saint-Denis o
thesouro da abbadia noscalxOes da carruagom.
Digamos agora algumas palavras acerca do inte-
riordessa casa, quo nos importa fazer conhece-la
aos nossos leilores, visto quo temos a inteneflo do os
l levar por mais de una vez.
Nesse paleo de que fallavamos, e ondo a berva, ira-
balhando como urna mina continua, procura va com
incessante lida desconjuntar as podras do pavimen-
to, va-so a direila a estribara, a esquerda a cochei-
ra e ..o fundo um poial que dava i una porta, para
a qual se podia subir por qualquer dos lados por urna
oseada duela de dozedegros.
Eb.ixoou.npunl.a-so o aposento, ao menos na
parle accessivel, do urna inmensa antecmara, de
uma sala de jantar, notavel pelo grande luxo de
'/alaria itulhada nos aparadores, e cmfim de um sa-
ilo motilado recontomente, talvez de proposito pa-
ra rceber os seus novos locatarios.
Ao sabir desta sala, eao entrar na antecmara, da-
va-se cm nina grande escada que ia ter ao primeiro
andar.
Compunha-se este de tres cmaras bem ornadas.
Mas um gemetra hbil, mediudo a olho a circum-
ferencia do edificio, c calculando-lhe o dimetro, ad-
mirar-sc-hia de achar lo pouco alojamento em se-
melhante extensflo.
He quo nessa primeira casa apparente existia ou-
tra oceulta, e condecida smente daquelle que a ha-
bitava.
Com efleito, na antecmara, ao lado de uma esta-
tua do dos llarpocrates, que com o dedo nos labio
pareca recommeiidar o silencio, de que elle de o ernr
bleina, abria-se, posta em movimenlo porumamo-
. MUTILADO



as
^"^"
Sant'Anna estava naquclla occasilto na cidade;
mas inmediatamente saliio eseguio para a capital.
Corra que o general Valcuria eslava cnlre Puebla
ea capital, frente de 14,000 homens para se oppr
* iiossa marcha ulterior.
Mo se sabia anda o resultado da eleicilo presi-
dencial. Entre outros eram candidatos Sant'Anna,
Eliriaga e Herrera.
Dizia-se ter Sant'Anna consideravel frga comsi-
go, quando passou por Puebla, aqualera diversa-
mente calculada de 1,500 a 10,000 homens.
O capitn Mayo, da tiiarinha, governador de Alva-
rado, parti a 13 para Taliscoya, a qual cidade so Ihc
rendeu sem resistencia. Na volto fizeram logo sobre
asuaforca, eforam gravemente feridos o guarda-
marinha Pringle e cinco marinheiros.
Foi sorprendida e capturada junto a Vera-Cruz
urna guerrilha de 15 homens.
Morreu a 15 o capitilo Maison dos tiradores. .
O Picayunt, publicado extraordinariamente ua lar-
de de 27, continha urna correspondencia de Mr. Kon-
dall, at o meio-di de 21.
Tudo estava tranquillo em Puebla.
O povo pareca satisfeilo com o governo do gene-
ral Worlh.
Corra que Sant'Anna fizera alto em San-Martn,
28 milhas distante de Puebla ; mas tinha-se geral-
da civlisIo,ro Brasil por suas circumslancas pecu-
liares nilo permittia anda a rreacflo daquelles csta-
belecimentos, que as nacoes cultas os teem elevado,
e permaneca assim oceulto as trovas, quando um
brado magnnimo e generoso se ergue a prol da in-
dependencia pela bocea do inmortal fundador do
imperio, ha quasi cinco lustros, as margens do Ipi-
ranga; seguindo-selogo, comoconsequencianecessa-
ria desse aconteeimento memoravel, que na histo-
ria das nacoes cosloma dar pasaos gigantescos, o da
11 de agosto que veio do ontrolado dos mares sur-
gir radiante desde as margens do Prata at oAma-
zonas E assim eslreou no Brasil tifo gloriosa carreira
esse genio prodigioso, qual outro Napoleilo na Eu-
ropa, convencido, sem duvida, de que sem a cultu-
ra das sciencias, de quem a civilisncito he o germen
fecundo, nenhum povo pode engrandecer-se e civi-
lisar-se. Ao nnsso adorado e actual imperador, a es-
se nohre o vqso ramo de arvore tilo fecunda, de-
ven) os Itrasileiros, nflo menos que a seu augusto
pai, a bem fundada esperanca do engrandecimento
e solida prnsperilade do imperio, pela dedicaciln
com quo se ha tornado liberal patrono das sciencias
parles, j dotando-as le bons edificios, j adornan-
do-as le professores distinctos, e j finalmente pelo
cuidado de preparar com actos bem visiveis minios
dos necessarios elementos, afimdequo um dia.quc
mente concedido que o grosso da sua torca l'osse de.' tnlvez nilo esteja longe, o Brasil se ponha, oeste im-
12,000 homens em Rio-Fro, onde se elle preparava portante ramo da admnistracio, de nivel com as
para outra outro combale ueste ponto naturalmente
forte. Tinha elle comsigo quinzo batalhOes da guar-
da nacional, que haviain sido completamente orga-
nisados na capital. Era por muilos considerado co-
mo certo o prospecto do outro renhido combale.
Tambem corra que o general Worth ia em perse-
guido de Sant'Anna alin de Puebla.
Mr. Ti si anda estava em Jalapa ; mas guardava-se
segredo sobro o objeclo da sua missiln.
Na achilo com a guerrilha perlo de Vera-Cruz To-
ra m morios Ires dosgucrrilheiros, ferido um e prf-
sionciros nove. Apprehendeu-se ao inesmo lempo
um grande numero de cavallos, espingardas, pisto-
las e iminiccs. s prisioneiros iam ser processados
e tratados severamente. '
A cidade de Nantala tinha-se entregado ao capitilo
da chalupa de guerra Oermantown ; mas fura retoma-
da por 300 Mexicanos.
A escuna h'raiernity Tora em .Nantala abalroada,
despojada da sua carga e incendiada por 30 homens
armados.
Tinha chegado de New-York a Vera-Cruz o me-
jor Dinnerld, com porgues do quinto csexto de in-
i'antara.
Tinha a 22 chegado a Vera-Cruz o coronel Sowers,
com olliciosdo general Scolt.
llavia receios de que os ollicios do general Worth
tvessom sido interceptados; visto como nenhum se
rocebera delle nem em Vera-Cruz nem em Jalapa.
(Uicknetl's Reprter.}
Ciiiiiiimicauis.
2>'. 1L ^1S __^-C^Oj
O' gloria do Brasil! O' gloria tanta
Dequen) promove os bens da humanidade '.
Do Orflo Manarcha, e do prestante adjunto
Quo a nacio representa !
Salve, Pedro Immortal, Crio .Monarcha.
Das mais saudaveis leis as bases dictas .'
Por ti novo esplendor exorna O inda !
Que, os bracos estendendn ao pego undoso,
Convida os povos do Brasil ao centro
Donde vem dimanar fulgentes luzes.'
Quantoh justo o prazer que nos inflama
Tilo fausto dia alegres memorando .'
Exultai, exultai, Brasil potente !
0 mundo sabe o denodado valor vosso,
E que vem de hroes o povo brasilero !
Desde a fundacfto primitiva de corporales si-ini-
tificas que as facilidades de di re lo teem sompre for-
mado o ramo niais importante de nstrucc.lo publi-
ca, e desde as mais remotas eras que ellas teem me-
recido a solicitude e especial proteccilo da Ilustre
cas de Itraganca. He facto histrico que em 1308 es-
taheleccu D. Diniz, augusto avoengo dess.i Ilustre
familia, a famosa universidade de Coiinhra, que an-
da existe em Portugal, a qual depois foi nielhor or-
ganisada por el-rei I), fose.
Mas, ao pasto que Portugal, bem como as nacoes da
Europa cvilisada inarcbava na gloriosa carreira
aiaM8aiMB.lti-A>:MiLMe'..x>. .
la, urna pequea porla encoberla pelos ornatos da
architectura. Esta porta clava accesso para urna esca-
ria medida no corredor e da largura dcllc, a qual na
altura pouco mais ou menos da outra itava n'iim
quarlinho allnmiado por duas janellas com grades,
e quedavam para um pateo interior.
Este paleo era a caxa que continha e esconda a
todos os olhos a segunda casa.
O tal quartnho a olhos vistos era de homem. Ao
p da cama, e ante as poltronas e canap haviain pel-
los das mais magnificas que a frica c a ludia for-
necem. Eram de Iroes, le orinas, de pantheras, com
olhos brilhantes e denles anda ameacadores. As pa-
redes forradas demarroquim, com grandes e har-
moniosos desenos, eram decoradas de armas de to-
da a especie desde o tomahawk do Hurn ate o krik
do Malaio ; desde a espada em cruz dos anligos ca-
valleiros at ocangiar do Arabo; desde o arcabuz
embutido de marfil do sculo XVI al a espingarda
marchelada de ouru do XVIII.
Em vilo se procurara ah outra sabida que nfio fos-
sea da escada ; ttlvez houvesse urna ou muitas, po-
rm secretas, invisiveis.
Un criado allemao, de 25 a 30 annos, o nico que
ha alguns diasapparecia na immensa casa, fechou a
ferrolho a porta cochera e abrindo a poi tinhola da
carruagem, cujo cocheiro Ihe tirava impassivel os ca-
vallos, tirou de dentro Lorenza adormecida, e a le-
vounosbragosate a antecmara, onde a poz sobre
urna mesa cubera de um panno encarnado, e dis-
creto abaixou-lue ate os ps o longo veo branco uue
envolva a linda duuia. M
Depois tomou luz as lanternas da carruacem e
accendeu um candelabro de sete luzes.
Mas, em quanto elle fra buscar a luz, por menos
ecido qUC *"laMe "va Lorenza desappa-
Com elTeito, aps o criado entrara o conde de Foo-
nix, tomara Lorenza nos bracos, e a levara, pela por-
ta e escada secretas,*para o quarto das armas, leudo
nacoes mais adiantadas, excedendn-as al pelos re-
cursos quea natiireza Ihes prodigalisa.
O dia, pois, que com tilo justo enlhusiasmo memo-
ramos, he o anniversario da creaglo das academias
de sciencias jurdicas e sociaes emascidades IcO-
linda eSan-Paulo no Brasil ; elle, portante, he bem
recommendavel para ser apreciado por lodo o impe-
rio pela emancipac"o das luzes ; o cuja importancia
nilo lem sido esquecida pelos BCtuaes acadmicos de
Olinda, que o pretendem applaudir e festejar com
urna ri'presentacfio dramtica notheatro da mesina
cidade em 0 dia 91 do corronle mez, sto por nilo
Ihes ler sido possivcl em o proprio dia anniversario,
em rasio de haveradoecido um dos acadmicos, que
lem de desompenhar o papel principal da pega, sen-
do ella desempenhada pelos proprios acadmicos,
precedida de um drama anlogo ao dia, e de algunias
produccOes poticas que nos intcrvallos pretendem
recitar alguns acadmicos amantes das musas ; ten-
do sido convidadas muitas familias da capital e pes-
soas dediStinccSo, oque muito coucorrer certa-
mente para mais abrlliantar o acto.
Brioso corpo acadmico! Quanto vos tornis digno
dos respetos c admirac.no dos vossos irmios brasi-
leros, quando corris pressuroso de todos os a lig-
los do imperio a demandar as ledras que cultivis a
troco de vossa tranqnillidade e fortuna, separado de
vossas charas familias, cortando assim lucos que o
amore oscostumes linham feito indissoluveis.' Res-
la, pois, que em quanlo he lempo vos aproveiteis das
silas doulrinas e grave educaejo com que vos edifi-
ca esse respcitavel corpo do sabios que vos dirige; e
que sigis os exemplos que vos dilo aquelles de vos-
sos irmilos acadmicos, que ja com proveito princi-
pian) a servir o estado Assim vos esperara um futu-
ro brilhantc que vira corar vossos trabadlos, assim
viris a merecer as henchios da patria, de quem sois
as mais doces esperances. Longe e bem longe, po-
rm.de vos, ja que vos nao imhaca anda obafo pes-
tpilero da poltica interesseira, essas dislincgOes,
esses ciumes ridiculos, s proprio* d'almas acauha-
das. Todos somos membros de urna meante familia
a lirasileira. Desdo ol'rata al o Amazonos, somos,
portento, todos irmios, tados amigos, todos interes-
sados na iberdade eprosperidade du palria, que he
o Brasil todo.
Aceita! Analmente estes mal ataviados pensamen-
tos, como una homeiiagem solemne, que, em dia tilo
memoravel para vos, vos otl'erece em holocausto tri-
butado ao amor das sciencias e ao que a vos consa-
gra um dos vossos collegas mais indigno
M. t'irmino de Mello.
tos a lei nos chama a desempenhar, he tSo sensivel,
como manifest a todo o Pernambucano digno deste
nome heroico e glorioso; especialmente na presente
quadra, em que parece se querer offuscar nossa glo-
ria, menoscabar o rome pernambucano, e mesmo
degradar-nos aos olhos de nossas irmflas, as demais
provincias da communhlo brasileira Hoje em que,
fallemos francamente, meia duzia de ulicos, de pa-
lacianos sem nome, o s distinctos por seu fufo or-
eulho esoberba insuoportaveis, ousando al querer
dominar a conscienca pernambucana, proclaman)
muito positivamente, quo Pernambuco nilo lem dous
A ELEICAO DOS SENADORES.
Mais urna OCCBSiSo seoll'eicce a Pernambuco para
galardoneo iwito de seus lidias, remunerar seus
servicos, e exanersuas virtudes cvicas. Esta do no-
vo designado o dia dezanovo do fucluro oulubro pa-
ra se proceder nesta provincia i elcicOo dos dous se-
nadores, que hilo do enclier as vagas deixadas pelos
fallecidos Antonio Carlos II i lie i ro de Audrade Ma-
chado e Silva e Jos Callos .Mainuk da Silva Ferro
Approxima-se, pois, esse momento solemne, em
que o povo pernambucano, chamado a exercer una
de suas mais santas e augustas l'uncces, umdosdi-
iutos mais importantes, que nos oulorgou a consli-
tuieflo do imperio, lem de levar urna a expreasSo
liel ile sua vonlade soberana- A transcendencia e al-
ia maguitude da missfto sagrada, que por inoinen-
o cuidado de fechar logo asporlas, por onde passra.
Ahi com a pona do p carreguu elle urna mola ao
lado da eluniine, bastante alta, e inmediatamente
rulou sobre silenciosos gonzos urna porta, que era
a propna placa dessa cliamin : o conde passou, lor-
nou a lechar a niysteriosa porta com o p, e desap-
pareceu.
Do outro lado achara elle outra escada, c depois de
ter subido quinzo degraos tapecadus do velbutina.
chegaia ao limiarde um quarto forrado deseiim la-
Vrado de nres, coyi tilo .vivas cores e tilo bem de-
senliadas lornias, que se tomaran) porfiles na-
luraes.
Oa movis eram de madeira domada ; dous gran-
des armarios de tartaruga, imbutidos de cobre, um
cravo e um toucador de magno, urna bella cama to-
da malizada, e portellanas de Sevres compunham a
parte indispensavel da mobilia ; cadeiras, poltronas
esofas, dispostos com symelria em um espaco d.
trinla ps quadrados, ornavam o demais do aposen-
to, que s se compunha, de um gabinete de vestir e
de um carnario), contiguos a cmara.
Ilecelna esta cmara a luz por duas janellas en-
cubertas de espessas cortinas; mas, como a essa hora
era noite, nao linham as cortinas nada que en-
cubrir.
O gabinete e camarim mo linham janellas, e e/atli
.i 11 o manos por alampadas, onde da e noite arda a-
zete perfumado, e asquacs gubiam pelo forro, e a
eram preparadas por mfios invisiveis.
Nessa cmara nilo bavia o menor sussurro, nem
umsopro; dissereis estar a cem legoas do mundo.
Mas brilhava ahi o ouru do todos os lados, bellas
pinturas cubriam as paredes, e longos crista.es cor-
lados, de Bohemia, so illuminavam cuino olhos n-
fUiniiiados, quando o conde, leudo posto Lorenza
u um sufa, mal satisfeito com a trmula luz do ga-
llineto, tirara Togo desse estojo deprula, que lauto
admirara Clberlo, e accendCra dous caudelubrus da
cliamine, carregadusde velas cor do rosa.
filhos dignos da primeira magistratura do imperio .
Dous nomes merecedores de tilo subida honra /
Pernambuco?.' A nclita Maurica que, como mm
bem disse o nosso Ilustre patricio, o Exm. Hollanda
Cavalcanti, tem capacidade para formar um senado
nteiro.'.... Nesta conjunctura, pois, quando o
bro e o amor proprio pernambucano se acham tito
profundamente feridos; quando tamanha injuria ir-
rogada a nossa chara patria, foi como que confirma-
da; he dever de todo cidado honrado, de todo pa-
triota vcrdacleiro, de todo aquello, emfim, em cujo
coraco anda arde urna sonlelha do fogo sacrosanto
lo amor da trra que o vio nascer, unir seus esfor-
qos, envidar todas as suas forcas, afim de rcpellirmos,
de um modoem tudo digno do nome pernambuca-
no, o insulto atroz o revoltanlc, que se nos acaba
de fazer. Cada um de ns'dove prestar o seu contin-
gento para a grande obra do desaggravo da patria, e
sufTocandoquacsquprconsideracOes, concorrer para
que as glorias pernambucanas, os verdadeiros orna-
mentos de nossa patria, levados anda esta ve?, a au-
gusta presenta do monarcha brasilero, sejam o des-
mentido mais aulhentico, que se possa dar a esses
homens temerarios, que se atrevem a assim provocar
um povo grande e brioso. He penetrado desta ver-
ilade, e na firme convieclo de que Taremos um as-
signalado servco a nohre causa que se pletea, que
nos, remiendo cutios ao mrito e ao saber, virtu-
de o idustraciio, levantamos hoje a nossa voz, pela
segunda vez, assim como fizemos em 18 de marco do
anuo prximo passado. pelas paginas leste mesmo
jornal, para roeommendar aos suffragios do povo
pernambucano o nome Ilustro e veneravel do nos-
so muito distincto patricio, o Exm. concelhoiro, o
ministro do supremo tribunal dejnsl ira, Thomaz An-
tonio Maciel Monteiro, barSo leltamarac.
As eminentes e eximias qualidades, que ador-
nan) tilo conspicuo cidadilo; suas virtudes, seu saber
profninlo, seu carcter nobre, franco e generoso, o
mais que tudo a independencia em que o colloca a
pnsicflo lsongeira em que se acha constituido o no-
bre ha rilo de Itamarac, silo tilo conhecidas, to apre-
ciadas de Pernambuco e de todo o Brasil, quo nos
dispnsamele tecer-lhc quaesquer encomios a res-
peilo; pois que seu nomo cima do todo o elogio, es-
to nome venerando; este nome que simbolisa a vir-
tude, que exprime o mrito, que significa o saber u-
nido experiencia; osle nome, que recorda servicos
relevantes prestados em todas as pocas, durante
urna vida inteira de sacrificios ededica<;o em bene-
ficio de seu paiz e da humanidade, uSo carece de
mais nada, exclue qualquer outra recommendaQ.lo
em seu favor; e he por si smente a garanta mais
que sullicicnte,que, apadrinhandoa sua candidatura,
justificar no porvir o acto acertado de nossa esco-
Iha. Si ni, Peruambucanos, o nome do nobre barlo de
Itamarac he tilo glorioso nos fastos da humanidade,
necupa um lugar UIo uolavel entre os dos nossos
mais benemritos compatriotas, desperta no verda-
deiro patriota recordaces tilo lisongeiras a bem do
nossa chara patria, ensoberbea e ufana lano Per-
nambuco de conta-loem o numero de seus filhos,
que, a serem levidamente medilailas as considora-
i,es que levamos expendidas, ellas nos constituem
na rigorosa obrigafilo de fazermo-lhe a lionra de
nosso voto, na prsenle eleicio de senadores I agora
principalmente que o bro pernambucano, tito pro-
fundamente compromedido nesta lula, cumpre
que saia della com toda a gloria condigna a sua hon-
ra e alto renomc; depositando, ante o Himno ex-
celso le nosso augusloJ'moiiarcha, o testemunho
mais memoravel do seu nunca desmentido patrio-
tismo. Oxala quedesla vez, mais que todas, os Per-
uambucanos em geral se compenetren), j niio di-
zemosda maguitude da grandiosa questilo que ora
se debate, pois uiiiguem ha que a lesconheca; mas
das circumslancas do momento, que, a ser possivcl,
hilo como que clevailu-a a maior altura .' Oxal que
elles, aitentando as verdadeiros intoresses da sociedade
pernambucana, comprehcudain que a lula actual
lie toila nacional, nilo he urna queslo de partidos,
mas nina lula em queso debate a honra de um po-
vo nteiro, a honra du Pernambuco /.....Se assim
fr: oh .' entilo a patria triuinphara; e o nome do no-
bre baro do llamarac, fulgurando entre os escolla-
dos da provincia, provara ao Brasil eao mundo to-
do, que Pernambuco sabe premiar a virlude, e re-
Voltuu elle entilo a Lourcnza, e pondo ante ella
um joclho em trra sobre almofadas:
Lorenza disse elle.
A niuca, a este chamado, levanlou-so sobre um
cotovello, anda que com os olhos fechados, mas
nilo respondeu.
Lorenza, repeli o conde, voss dorme o seu
somno ordinario, ou o magntico ?
Dormo o somno magntico respondeu Lo-
renza.
Entilo, poder-me-ha responder, se a eu inter-
rogar i
Creio quo sim.
liem.
Ilouve um instante de silencio ; depois continuou
o conde :
h- Olhc para o aposento da princeza Luza, que
deixmos ha tres quartos d'hura poucu mais ou me-
nos.
Eslou olhando, disse Lorenza.
E ve r
Vejo.
Esta l anda o cardial.do Bollan ?
N;lu o vejo la.
Quo faz a princeza f
Faz orac3o antes de se melter na cama.
Odie para os corredores e pateos do convento,
ediga se v S. Eminencia i1
Nilo o vejo.
Olhe sea sua carruagem anda esl porta.
No est l mais.
Siga a estrada quo nos tomamos.
Eslou-a seguiudo.
Vecarruagens nella ?
Oh sim, algumas.
E ve em alguina deltas o cardia ?
Nao.
Approxime-se ^e Pars.
A, Kstou me approxunando.
Mais.
conhecer o mrito e os servicos de seus filhos bene-
mritos .' Ah.' nos assim o esperamos de um povo
livre......
*
CO&MERCIO.
Alandega.
RENDIMENTO DO DIA 10............ 13:016,713
Deiearregam hojt, 11.
Urigue-escuna Loptr mercadorias.
Brgue Cotcperlhtcaite farinha e breu.
Consulado.
BENDIMENTODODIA 10
Geral.
796,383
i____
IMovimento do Porto.
Navios entrados no dia 10.
Mar-Pacifico, tendo sabido de Nantucket ha *3 me-
zes, galera americana Catamba, de 335 toneladas,
capitilo William Coleman, equipagem 22, carga
azeite de pexe ; ao captao.
Rio-de-Janeiro; 17 dias, biate brasilero Maria-Fir-
mina, de 137 toneladas, capitilo JoSo Bernardo da
Boza, equipagem 9, carga carne e mais gneros; a
Jos Antonio Bastos. Traz um escravo a en-
tregar.
Liverpool; 39 dias, galera ingleza Columbas, de 320
toneladas, capililo Daniel Creen, equipagem 21,
carga fazendas ; a Me. Calmont& Compinhia. Pas-
sageiros, Dr. Morson com sua senhora, Thomns
Nash, John Kenneday, Inglezes.
Baltimore ; 56 dias, barca americana Baltimore, de
247 toneladas, capitilo John Le Bron, equipagem
H, carga farinha e fazendas ; ao capitilo.
Navios sahidos no mesmo dia.
Macei, Babia e Rio-de-Janeiro ; vapor brasileroS.-
Sebastio, commandaute o primeiro tcnente Torre-
zSo. Alm dos passagoros que trouxc dos por-
tosdo norte para os sul leva a seu bordo : para Ma-
cei, o Exm. Sr presidente Flix Peixoto de Brito
e Mello com um criado e urna escrava.'e Cuilher-
mc Augusto Rodrigues Sede ; para Baha, Joflo
Keller. o guarda-marinha I.ni/, da Costa Fernan-
dos, Antonio Jos Fernandes, dous desertores e um
lito do quailo lialalli.ni de arlilliarin com sua mu-
Iher; para o Rio-de-Janeiro, Joaquim DiasCardo-
zo, Fr. Francisco de Santa Candida, e 6 recrulas.
Macei ; brigue-escuna de guerra leopoldina, com-
mandante o primeiro tenenle Candido Jos I'cr-
reira.
Dt'daraQoes.
hscravos apprehendidos pela polioia.
Cosme que, ha tres mezes, confessara pertencera
Bernardo Duarto, do Ico : Francisco, crioulo, de 18 a
19 annos, que allega ser forro, mas que se repula es-
cravo, por ter andado em companhia deciganos, o
nSo declarar ufe certo, nom naturalidade. -- Achar-
se na cadeia de Nazarelh ; e se nto forom reclama-
dos dentro de 30 dias, a contar de 2 do corrento agos-
to, terflo destino, sendo o primeiro entregue ao juiz
do ausentes e osegundu posto em liberdade.
Lisia geral das cartas entradas em todo o mes, ds
jutho de 1847.
( Continuado do n. 177.)
Laurino Angelo de Alenla, Luiz Cactano Bnrges,
~- Sim.
Anda mais.
Ah l o vejo.
Anude Y
Na barrera.
Esl parado ?
Para ueste momento. L desceu da trazeira um
lacaio.
Falla-lhe ?
Va fallar-lhe.
Escuto, Lorenza, lmporta-mo saber o que o
cardial diz a esse homem.
Porque nilo mo ordenou que escutasse en)
lempo. Mas, espere, espere, o criado falla ao co-
cheiro.
Que Ihe diz elle?
A' run Saint-Claude, no Marais, pelo boule-
vard.
Bem, Lourcnza, obrigado.
O conde escreveu algumas palavras n'um pap'1!
lolirou-o e enrolou-o n'uma chapa do oobre, sem
duvida para lar-lho peso, locou urna campainha,
calcou um botilo, por baixo do qual se abri urna
porlinhola, deilouahi o bilhete, ea portinhola fu-
chou-se do novo.
Era a maneira por que o conde, quando eslava no
seu aposento interior, se corresponda com Fritz.
Depois vollando a Lorenza :
Obrigado, repetiu elle.
Estas satisfeito commigo ? perguntou a moca.
Sim, uiinha querida Lorenza.
Poisentfio quero a niinUa reconi|iensa.
Balsamo sorrio, e chegou os labios aos de Loren-
za, cujo corpo estremeceu tudo ao voluptuoso con
tacto. -
Oh! Jos! Jos! murmurou ella com um sus-
piro quasi doloroso, Jos quanto te amo !
E estendou os bracos para cerrar Balsamo sobre o
coracilo.
(Conlinuar-ti-Aa.)
11
0 arsenal de guerra compra dous cadeados
grandes bem fornidos: quem lito genero quizer
fornecer mandara sua propsta, em carta fechada, '
a directora do mesmo arsenal, at o dia 13 do cor-
rente. Arsenal de guerra 9 de agosto de 1847.
Joo II i cardo da Silva.
Contratos''a celebrarse contra thesouraria das rendas
provinciaes no mes de agosto corrente.
Moje.
Oda lluminaQ.lo agazdascidadesdo Recifee Olin-
da, na forma do artigo 3.* da lei provincial n. 191, de
30 de marco de 1847.
Dia 16.
O loestabelecimento de urna linha de mnibus,
que, na forma da lei provincial n. 191, de 30 de mar-
ro leste anuo, facilite o transito desta cidade a qual-
quer dos seus arrabaldes e Olinda. Este contra-
to ser realisado depois que a presidencia assim o
determine, vista das propostas que por intermedio
da thesouraria lhe forem apresentadas.
MUTILADO I i


Leo
nardo Bezerra
Siqueira Cavalcante, Leonardo
Lourengo Taborde Mene-
p la i z da Cunha, Luiz de Carvulho Brandflo, I.uiz
v'.'nra e Mello, Luiz F. Muniz Tavares, Luiz Fran-
co Paos Brrelo, Luiz Leger Vauthier.
^"a anglica FalcSo, Maria Conceigflo Nazareth,
u ra Carolina dos Santos,t Maria Francisca de Al-
,a Maria Joaquina,Maria Magdalena SM. Ma-
osa Azevedo Ponles, Magalhes & Coelho, Men-
V* \morim, Miranda & Pefeira, Marques & Vie-
Uarlinho Costa Agr, Miguel Augusto de Carva-
Sn Miguel AffonsoFerreira, Miguel Accioli Wander-
v Miguel Felicio Silva, Miguel Francisco Frota,
i/noel r Manool Alves Cardozo, Manoel Azevedo
,,*. jianocl Antonio Azevedo, Manoel Antonio Pe-
i a'liimos, Manoel Antonio Viegas, Manoel Baptis-
t Hitarte (Jomes, Manool Bernardo Motta, Manoel
ulrnadinoMonteiro, Manoel Bento Teixeira M., Ma-
,e| Dias Aguiar, Manoel Duarte Costa, Manoel Fer-
"lir Comes, Manool Gomes, Manoel G. Leal, Manoel
niauim Brandao. Manoel Joaquim Costa, Manoel
inaouimC. Maia, Manoel Joaquim Reg Albuquer-
ZeManoel Joaquim Azevedo Maia,Manoel Joaquim
rusia Araujo, Manoel Joaquim Chalaga, Manoel Joa-
n'uim Ferrcira, Manoel Joaquim de Lima, Manoel
Luuim MagalhSes, Manoel Joaquim 'Martina Silva,
Maiioel Joaquim Rodrgaos, Manoel Joaquim Souza
i'aiiieiro Manoel Joaquim Silva Lordollo, Manoel
Luiz Gonzaga, Manoel Marques .Vmaral, Manoel u-
os Piros, Manoel Ribeiro, Manoel Pires Das, Mano-
el pereiia Figueiredo, Manoel Pereira Moraes, Ma-
noel Souza Pereira, Manoel Peregrino Silva, Manoel
Rodrigues AbreuCuimarnes, Manoel Rodrigues Ne-
vos Manoel Rodrigues Villares, Manoel Silvestre de
arauio. Manoel Sa Araujo, Manoel Silva Souza, Ma-
noel Xavier Carneiro Cunha, Manoel Xavier Paes
Brrelo, Manoel Velho Barreto, Manoel Vicente Cu-
" Novaes&Bastoa, Narciso Jos Francisco. \
Policarpo Luiz Gonzaga, Pantalefio Siqueira Ca-
valcante, Pedro Augusto Martina Silva, Pedro Jos
-iheiro Alvos, Pedro Jos Silva Guimarncs.
'"llosa Francisca Souza, Redactor do Correio, Ro-
bert Senglehurst & Companhia, Rodrigo Costa Car-
valho, Raymundo Florencio Vaz, Ricardo Jos Ribei-
"silva Cardozo Novaes, SebastiSo Jos Oliveira M.
ThomazGardner& Companhia, Tliome Francisco
Costa, Thumaz Jos Fcrreira, Theodnro Machado
lotera do thbatro.
Nodia 13 do correte andam infallivelmente as
rodas desta lotera como tem sido annunciado, vis-
to que a venda dos respectivos billielos soacha mui
adiantada pela influencia que tem havido em conse-
queneado novo plano, que he na verdade muilo
vantajoso e o maia bem confeccionado. He, porm,
preciso que esta influencia no arrefega, e que os
amadores deste jogo concorram para que os mea-
mos bilhetos se acabem certoa de que anda Mean-
do alguns em pequeo numero, serio entregues na
vespera do andamento a sociedade organiaada, e no
dia marcado as rodas nao dcixarflo de fazer o seu
gyro.
-- Guilherme Sette de partida para
a Alagas no vapor S.-Salvador, des-
pede-se por este tneiodosseus amigos.
Permuta-se, por um sitio perto desta praca, que
tenha terreno sufllcienle para pequea criacSo eplan-
tagaode cannas .casa de vivenda, urna formidavel
>U- 1-, -------
Casa da F
na rna estreita do Hozario, n. 6.
Tendo-so transferido o andamento das rodas da
segunda parto da 17." lotera do theatro para o da
13(iocorrente espera ocautelista da casa anima,
3ue os sena froguezes concorram a comprar o resto
as suas cautelas que se acham a venda certos de
que nellas tirarlo boas serles. A ellas, que sao pou-
cas c os precos diminutos.
Aluga-se a casado F,xm. Manoel do Carvalho
Paes de Andrade, sita no Corrodor-do-Bispo, a qual a-
cabadescr desoecupada peloSr. F. II. l.ullkcns: os
pretendentes dirijara-se ao corretor F. 0. de Oli-
veira.
~ Precisa-se do urna ama para todo o servigo de
urna casa de pouca familia : na ra larga do Roza-
rio loja n. 12, se dir quem a quer.
Alugam-se tres casas terreas, no
becco do l'eixoto, pelo preco de cinco
mil ris cada urna : a fallar na ra do
. cada uma : a fallar na ra
propriedade nesta praca, que rende 44,000 rs. men- ,, .. o n
saes em chaos proprios livree desembarazada : Crespo, n. i, com A. da U. a. u.
rompram-se escravna de ambos oa Jot ,.
12 a 90 annos com habilidadesosen,.e\M da$
do de bonitas figuras pagam-se nem
Cruxes n. 22, segundo andar.
___ Vende-se uma preta,
Freir P. Silva, Theodoro do Oliveira Bahiano.
ViuvadoSr. Victorino, Veguer, Wanderly, Victo-
rino Augusto Borgcs, Victorino Moreira Souza, Vic-
torino Lopes Barros, Virissimo Santos Siqueira, Vi-
cente Teixeira Coimbra, Vicente Zerenno Cunha.
Zeferino Costa Bastos.
THEATO PUBLICO
O director faltara a um dos mais sagrados deve-
res, o da gratidio, se n!o agradecesse ao respeitavel
publico expontanea concurrencia com que se dig-
naram protegc-lo no seu beneficio, e mais que tudo
a atlengaocapplausosqueprestaram ao drama Pe-
dn-Cem; este drama grandioso.estudado so com seis
ensaios porque sendo os nossos actores emprega-
dos em scus misteres durante odia s dedica m as
noitcs para os trabalhos dramticos, Pedro-t.em su-
bir a sceua com seis ensaios He um prova assaz
exuberante dos desejos, que teem os nossos artistas,
de satisfazer as exigencias do publico, que So sor-
fre repetigoes de uranias e quer ver vonos o uo-
iningosdifferentesespectculos: comtudo seis en-
saios apoiados pela attcncio publica, silo sullicion-
tes para subir acea difllciiltosos espectculos ,
muito mais agora que o Sr. Gama, com a escola do
Sr. Joiio Caetano, desse insigne artista veio animar
e por em norma os nossos debis actores. Gracas a
atlengSo do respeitavcl publico, que muito coope-
ro u para que o director ufano possa dizer anda urna
vez.quo, quando Ihe apraz.sabe captar a ltenlo do
publico ealrahi-lo a esto theatro.
Publicares Litteiarias.
Sabio a luz o resumo de arithmelica, extrahido de
S. F. Lacroix, pelo professor publico S. li. de Albu-
querque: acha-sc a venda na livraria do Sr. doutoi
Coutinho, na esquina defronte do Collegio preco a
640 rs.
Breve comear a distribuigiJo pelos Srs. assig-
nantcs. ., ..
Descripcilo histrica do Brasil Columbio e
Cuiana, publicada por urna sociedade, o impreeM
em Lisboa, 2 volumes. Vende-so na ru do (.ollegio,
loja, n. 3.
PARA AS PESSOAS QUE TENCINAM SEGUIR
V1AGEM.
Na ra do Rangel sobrado n. 9, tiram-se Pasa-
portes para dentro e lora do imperio despacha m-
se escravos o correm-se follias; tudo com mu na
brevidade o a preco muito e muito commodo.
JosPradinex, cuteleiro, avisa ao respeitave
publico desta cidade, que se acha ostabeloc do na
ra doCabug n. 12, e que sempre estara promp-
to para fazer quaesquer l'erramcnlas, ou instru-
mentos ile cirurgia .trinchantes o outros : tamtin
concerta espingardas, faz freios para cavallos es-
poras de todas as modas, o tudo o mais que lor
concernenteaoseu olllcio. Tambum amla as tor-
cas, quintas e sabbadus.
% Vcndc-soum bonito moleque pe?a, de 17 a |
3S 18 anuos, de muito boa conducta, sem vicios ;j?
I nem achaques, e que he ptimo para pagem ; ;f>
i| na ra do Vigario, n. 24, se dir quem vende.
Francisco Xavier das Chagas Sicupira participa
ao publico, que, tendo aceitado uma lettra da quan-
tia de 373,640 rs. no (lia 3 do corrento, acontecen
que depois desellada levara descaminho por cujo
motivofica inutilisadae sem vigor algum, por ja ter
no
que
a pessoa deste negocio preferc o campo, por nflo go-
zar sade a sua familia. Quem este negocio qmzer
fazer annuncie.
~ Furtaram, da destilac^o de Jos Gonalvcs Cu-
rado, na ra da Praia-de-S.-Rita n. 17, na noito do
dia 5 do correte varias pecas o canos pertencen-
tes aoapparelhoda destilacflo continua de Derosne,
e tamben um grande capacete de alambique sim-
ples. Na mesma fabrica j o mez passado se rouha-
ram varias pecas tambem de alambiques, como fos-
sem torneiras canos etc. Roga-se a quem tlver
comprado alguns destes objectos, o favor do dar
parto na dita fabrica que se pagar o que por elles
tiver dado ; bem como se gratificar a quem der no -
ticia aonde existem alguinas destas cousas.
A pessoa, que quer fallar a Mr. Pugy, dirija-sc a
ra Nova, n. 2, primeiro andar.
-A pessoa que annunciou precisar de uma ama
deidade, para o servico de urna casa de horneen
solleiro dirija-so a ra da. Penha, tenda de barbei-
ro que se dir com quem deve tratar.
~Doseja-se fallar com os Srs. doulor Bahionse,Jose
Maria de Castro Nunes e Elias Marnho Falcio do
AlbuquerqueMaranho, a negocio que Ibes interes-
sa : o porque a pessoa que llies quer fallar esta
dnento, pedeaos ditos Sis. que se dirijam ao pa-
leo do Carino, venda n. 1.
Agencia de passaportes.
Na ra do Collegio, n. 10, c no Aierro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-se a tirar passaportes tan-
to para dentro, como parafra do imperio; assim
como despacham se escravos : tudo com brevidade.
-Polo novo destino quo deu ao edificio da sua
residencia na ra do Hospicio podera o doulor
Sarment receber emsua casa doentes que desejem
virtratar-se nesta cidade. Ser.W recebidos no so
os doentes de qualquer sexo o cndilo que sejam
mas tmbenlas pessoas, ou familias, quo os qui-
zeremacompa nhar.
Arrenda-se ou vende-se uma fazenda com uma
legoa qua.lrada de extensio, sita na freguezia do
Boin-Jardiui, comarca do Limoeiro, com urna gran-
de safra, no campo, dealgodSo, fejao, milho, se-
mente de carrapato e roc.a : quem pretender Uinja-1 oxercicio e completamente montado com appare-
seaoescriptoriodo F. A. de Oliveira, na ra da Au- )hos de primeira qualidade para a perfeita conlec-
dc ao e tan-
tos annos. que cozinha, engomma, lava e
:.e propria para vender na ra : na rua
do Cabug, loja de mindezas, u. I V-
Vende-se urna prcta de trin e tantos annos,
que co'zTnha lava o'vende na rua, VVff
modo : na rua estreita do Rozario, segundo anuar,
"--N.nova loja de Francisco '* Te^ir. B-
tos. na rua do-Queimado nos qua ro ":
vende-se algodao da lena encornado e largo,om por
c,So e a retalho.
Casimiro Garnier, rclojoeiro,
na rua Nova, n *1%
acaba de receber pelo ultimo navio francez um
bello e rico sortimento de joias conistindo eni
adorecos, brincos, alfinetes. aunis, cassoietas, gar-
ganlilhas, pulseiras, trancelins "ndo?rriof!^(,Jt'"
ra aenhora. Igualmente tem um grande sortimento
de relogios de o uro e prata ; ditos patente iigiei.,
c suissos horizontaes ; elegantescorrento de boleo,
lunetas de ouro;oculos de alcance; ditos de 2 vi-
dros. Os precos sao os mais commodos; poiaque o
annunciante.recebendo estes objcclosiUrecUmentL
contenta-seco.n um rasoavel lucro. Na mesma casa
acha-seum rico sortimento de relogios do cima do
mesa e de painel com msica, do ultimo gosto le
Paria; eum piano de superior qualidade, o muito
aceitado outra com a data do dia 4 : e para que
hajadnvida, licara senieffeito algum a outra
foi aceita no dia 3.
Fabrica de machinas e fundi
cao de ferro na rua do
Brum, no Kecife.
McCallum&Companhia, engenheiros machinis-
tase fundidores de ferro, mui respetosamente an-
nunciam aosSrs. proprietarios de engenhos fazen-
deiros, negociantes, fabricantes c ao respeitnvel
publico, que o seu estabelecinicnlo
vido por machina de vapor.se
commodo para viajar.
m\ Vendem-se superiores chapeos de
^MiL..castor, prctosebrancos, por preco
muilo barato : na rua do Crespo, loja n.
ia, de Jos Joaquim .la Silva Maia
Na rua da Cadeia-
Velha, n. 29, loja
de J. O. Elster,
vende-se vinho do Porto, de diversas qiialidados ;
dito da Madera ; dito de Sl.erry ; dito de Bordeaux. ;
dito chateau-la-rose ; dito de S -Jul.en ; dito de Te-
nerife ; dilodo Rheino; dito de Bucellas B 0W-
vcllos; dito de Lisboa; dito de Malaga ; dito San-
dito champanha sellery
de ferro mo-
acha em elTcctivo
terne; dito de graves; dito cnai.ipan.u. s. ..j,
go'ardente de Frai.Qa ; Kirschwasser .extracto de
absii.the ; Cherry-cordial ; agoa de I lor "'M f >
- ascos com conservas de verduras ; ditos com fruc-
,s da Europa c.n calda de assucar ; ditos de di as
m cognac ; dito de mostarda ; sard.nhasem atas
v.dros ; potits-pois ; salame de superior qualidade,
indo no ultimo navio deJlamburgo ; agoa de seltz,
Os proessores de daguerreolypo, ha po
gados a esta cidade, precisan! alegar um pri
segundo andar, as ras da Cadea, Colleg
visos inuritiiuos.
__Para o Rio-de-Janeiro sabe muito breve o bri-
cue Sociedade, forrado o cncavilhado de cobre, de
boa marcha, e de bous commodos para passageiros.
naracargaou passageiros, a fallar com Jos Ha n-
c.sco Collares, na loja de lerragens, esquina da rua
daCadeia.oucom o capitn Jeronymo Jos Tulles.
_ Para Luanda o brigue portuguez Roa : quem
nellequizercarregar alguna carga in.uda, ou ir de
p.s8agem,dirija-se ao cap.tilo Jos Francisco da
Costa Roxo ou aosconsignatarios l'.S. Rabelo &
Para o Havre segu com a maior brevidade pos-
svel o brigue francez lleaujeu : quem nelle quizer
carregar ou ir.de passagem dirija-se aos consig-
natarios B Lasse.re&Companb.a
zalia-Velha. 138.
rora, n. 26. ,
Precisa-se fallar com o Sr. testamntelo 'do
fallecido Jos da Silva Bntlho : na rua da Cruz, n.
52, ou annuncie sua morada por esta folha.
OSr. Joao da Silva tem uma carta na rua do
Crespo, n. II viuda do Cear remettida por um
seu lilhoaue existe naquella provincia.
Aluga-se a casa terrea n 101 da rua do Coto-
vello, por barato preco : na rua do Vigario, ns. 5 c 7.
" ha pouco che-
imeiroou
llegio, pateo
do"dito, Crespo, Quemia^ r'ua Nova, ou Aterro-da-
Boa-Vista : quem quizer fazer este negocio dirija-se
aos mesmos professores na rua do Trapiche, casa de
Matheus Austin & Gompanliia.
AVISO AOS AMANTES DA HORTICULTURA,
No Atltrro-ia-Ooa-Viila, n. 6, caa do Sr. Oliveira.
Arnol Pero & Fils, membros da sociedade real
de Horticultura de Paris, ltimamente chegados a
esta provincia, teem a honra de participar ao publi-
co que vilo expora venda uma grande o bella col-
Icccno de plantas, flores earvores de rniclos, laos
como pereiras, macieiras, ceregeiras, paneiras, etc.
etc., das melhores origens da Europa; uma grande
varie.ladede amarillo, dahlias, peonas um sorti-
mento de gritos de l.ortalices o de flores: tudo mul-
to fresco eem permito estado de conservacHo e por
precos os mascommodos possiveis. Para facilitar as
conveniencias dos Srs compradores, elles M pon-
as plantacOcs de todos
assim aos mes-
re a germ i na-
na rua da Sen-
Avisos diversos.
0 abaixo assignado, autor do annuncio no Dia-
rio de Pernambuco ns. 175 e 176, acerca da preta Dol-
lina declara que esta foi polo abaixo assignado en-
tregue em 7 do corronle, ao Sr. Manoel Antonio Fer-
reira Gomes, subrinho da senhnra D. Maria Ignacia
i^ph -w- __f^_:.l. (. dieta nprlanda1 O
Fcrreira. a quem a referida preta disse pertencer ; c
or eu lconhecor no Sr. Manoel Antonio Ferreira
Gomes toda a probidade, Ihe I entrega da mesma
para a remeter referida senhora.
' JoO Vaz de OUveira.
... Uma senhora de bons costumes se encarrege
da criacilo de meninode peito. impelidos o desim-
ne.lidos, e tambem recebe meninos para desmama-
ren -se no que promette esmerar-se : quem do seu
SSkno se quier ulilisar, dirija-se a rua Augusta,
P, lo a do sobrado que tem a frente cor de chumbo
--A uga-sc un. sobrado de dous andares, sito na
251 a tratar na rua das Cru-
nl
praia doFagundos, n
zcs, n. 30.
!'- Muga-se um primeiro andar, por 10,000 rs.
mensaes sifo na travessa da Madre-de-Deos, n. 5
a tratar na praca da Independencia, n. 13.
gani a fazer por si mesmos
os productos que veuderem, dando a
mos Srs. urna completa seguranca sol)
eflo das somentes e reprodcelo .las p antas.
-Precisa-so de um pequeo brasileiro para cai-
xeirode una venda: prefere-se sendo de lora da
uraca : atrs da matriz da Roa-Vista casa n. 4.
-Aluga-se urna preta para todo o servico interno
de uma casa: quem a pretender d.r.ja-se a ruada
-! Ma"oel' Gomes da Silva embarca para o Rio-de-
Janeiro a sua escrava de nome Josepha do gento
llC-A8pssoa que repetidas vezes annunciou querer
comprar cobras de viado vivas querendo uma
bastante grande e viva dirija-se quant.o antes a rua
^-FEeldinl.e,ro6a premio sobre penhores de eu-
ro e nrata hypotheca ou boas firmas : na rua es-
[reltadoRozario, ... 30, segundo andar, se dira
qU-mpreciia-sedoumnmulher para ama de casa ,
que la'ba bem cozinhar : na rua das C.nco-Pontas,
" -luga-ae uma padaria noRecife na rua de.Bur-
gos, cujo aluguel se receber cm pflo : a tratar na
nraca do Corno-Santo n. 13
V -Gontinuam a estar para alugar as casas terreas
do ns.25, 27, 29 e 31, sitas na rua Real, prxima ao
MaiiKUnho as quaes teem muito bous commodos,
com quintaes murados e porto de embarque ; a tra-
tar com seu proprielario Manoel Pereira Teixeira,
morador prximo aquello lugar.
- Precisa-se de um caixeiro portuguez quo te-
nha bastante pratica de venda, e d fiadora sua
conducta: na rua do Rangel, n. 50. .
- Aluga-se una casa atrs do muro da Penha por
sete mil rs. mensaes : a tratar na rua do Que.mado,
n 0 segundo andar. Na mesma casa se alugam
pretas para venderem azeite de carrapato.
cao das inaiores pegas de machinismo.
Habilitados para emprehender quaesquer obras da
sua arte Me Callum & Companhia desejam mais
particularmente chamar a atteneflo publica para as
seguintes porserem ellas da maior oxlraccilo nesta
provincia as quaes construidas na sua labrica po-
donicompetircom as fabricadas cm paz estrangei-
ro tanto em prego como na qualidade das materias
drimas e milo d'obra, a saber :
Machinas de vapor.
Mocndas de caimas para engenhos movidas a va-
por, por agoa, ou animaes.
Bodas d'agoa e serraras.
Manejos ndependentcs para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguilhoes, bronzese ebumaceiras.
CavilhOes o parafusos de todos os tamanhos.
Taixas, crivos e boceas de fornalha.
Moinhos de mandioca movidos a milo.ou por ani-
maos e prensas para a dita.
Fogocs c fomos para cozinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro e bronze.
Bombas para cacimbas o de repuxo.
(iiiindastes guinchse macacos.
Prensas hydraulicas e de parafuso.
Ferragcns para navios, carros, obras publicas, etc
Columnas, varandase grades.
Prensas de copiar cartas e de sellar.
Camas de ferro, etc.
Alem da perfeigao das suas obras, Me Callum &
Companhia garantem a mais exacta conrormidado
com os moldes e desenhos renicllidos pelos Srs. que
se dgnarem de fazer-lhcs cncommendas ; aprovei-
tando a occasiao para agradecer aos seus benvolos .
amigos efreguezes a preferencia, con. que teem si- e- s"s^u,t
dopor elles honrados, e assegurar-lhcs que mo doRozano, u. M.
pouparDo esforgos nem diligencias para continua-
reni a merecer a sua confianga.
frascosco'm'con'servasde verduras ; ditos com^fruc-
tas da Europa em calda de assucar ; ditos ded. as
cm cognac; dito de mostarda : B
e i
vine
em botijas ; a/.eito doce
velas de enmposigao ; cha prelo, tiysson operla;
charutos de Havaiiae regala. Advcrtc-se que tuao
he excellente e por prego commodo.
-Vendem-se lengos de seda, para meninos, a
720 rs. cada um de padrOes os mais lindos possi-
veis ; cortes de chitas linas a 3,aoo rs. ; cobertores
escravos, a 1,000 rs. ; os melhores
algo-
de Marselha linissimo;
Compras.
lingon
da
Diccionario
em 2 vo-
--- Compra-se Novo mestre
ingleza por Nicolao Jaku ;
francez-inglez e inglez-francez
lumesemoilavo ; variacoes para violao,
das mais modernas e bonitas : quem ti-
ver annuncie.
-Contina-sea comprar ferro fundido, cobre e
bronze velho : na rua do Brum, n. 8.
- Comprase um sitio : paga-so bem, se foi nestes
lugares Mondego Cotovello ou Trempe : na rua
das Larangeiras, n. 14, segundo andar. .
- Compra ...-se peinas de cma para pennachos .
na rua cstnila do Rozariu n. 34'. primeiro andar
Na mesma casa trocam-se duas imagcns sendo u na
de S. Jos e a outra de S. Joaquim ambas de palmo
6 -CVmparam-Se 2 escravos de 20 a 30 annos: na
ruada Florentina n. 7.
- Compra-se urna fazenda de gado, sendo cm
bom sertSo : no becco do Sarapatel, sobrado n. 16.
__Compra-so uma esciava moga de boa hgura,
mir- sa ba co/inhare lavar, e nflo tenha vicio, agr- com familia : lamnem se venue rom nau, uau-
TJ.^Pagase bem: rBoa-Vista, rua Velha, n^ 18. do-so o abato que se amalar ad.nhe.ro, ou com
Quem a tiver, devo appareccr da's 11 horas da ma-[boas leUas:^ na praca ^ ndependenc.a, linaria
'*
chapeos d Chili que ha, a 6,000 e 10,000 rs. ; algo-
dfio trancado ; -lil mesclado azul; dito cor le care;
picote de lislras, a -200 rs. o covado: na rua do Quei-
iado n. 11 A, loja nova de R. C. Leite.
Na rua da Cruz, n. 26, vendem-se caixas para
rap, que imitan, tariaruga, de todos os tamanhos;
esleirs reilasno Aracaly, em porgOes e a retalho;
urna Dorcfio de sapatos abotinados; saccas com rari-
nha de mandioca, o sal que se acha a bordo da su-
maca Carila.
Admiravcl navalh.i de a<;o
da China.
Tem a vantageni de cortar o cabello sem oflenga
da pello, deixando a cara parecondo estar na sua bri-
Ihanle mneidade. ..
Fste ago vem exclusivamente da China, o so nelle
tnnll.aiii dous dos melhores e mais abalisados cu-
telcirosda nunca excedida o rica cidade de Pekim,
capital do imperio chim. AUT0R SHAW.
N B. He recommendado o uso destas navalhas
maravilhosas por todas as sociedades das sciencias
medico-cirureicas, lauto da Europa como d America.
Asia e A.ica. no s para prevenir as molestias da
cutis, mas tambem como um meio COS.Mfc.ilLU.
Iia-se a conlnto. o responde-so pela sua boa qua-
m as verdadeii as, na rua larga
Vendem-se dons pardos, sendo um
perfeilosapateiro, de 18 annos, de boa fi-
gura, e que he proprio para pagem ;duas
pelas, de ao annos, de elegantes figuras,
boas costureiras, lavadeiras, e que engom-
mam solfrivelmente ; uma parda, de 11
anuos, com as inesmas habilidades, e que
be perita engommadeira ; um moleque,
de \l\ annos, pouco mais ou menos, e um
m.ilntiribo de 7 annos: todos sem vicios
nem achaques: na rua do Crespo, loja
n. a A, se dir quem vende.
Lol< ra do Rio-de Janeiro.
Aos 20,000,^000 de rs.
Na loja de cambio do Vieira da Silva na rua da
Cadea-Velha.n. 24,vendem-se bilhete.se meios ditos
da -'2.' loleria a beneficio do theatro S.-Pedro de Al-
cantara do Rio-de-Janeiro, cujos hilhetes vSo assig-
uados por Vieira da Silva.para clareza do comprador,
ao pagar dos premios. A elles, antes que 9e acabem,
e chegue o vapor com a lista.
Vonde-se, 11a rua Nova uma boa loja toda cn-
vidragada o com proporgOes para se morar dentro
com familia : tambem se vende com fazendas, dan-
%
*

ulula s 3 da tarde.
[ns, 6 e 8, se dir quem vende.
/.


*a-
Vepde-e um pardo sapateiro de bonita figu-
ra; um dito de 10 anuos; una negrinha do 12 an-
nos, com principios de costura; 3 pretas de ele-
gantes figuras e com habilidades; urna dita de 18
annos, que engomma o cose para lora da provin-
ciano pateo da matriz do S.-Antonio, n. 4, so dir
, J quem vendo.
Vendem-se caixas de cha hysson, de 6, 12e13
f- libras om porcOes ou a retalho ; caixas de velas
de espermacete de 5e 6 em libra : na na da Alfan-
dega-Velha, n. 36, emeasa de Matheus Austin & C.
Vende muito bom cha hysson c pe-
rola, em caixas de 7, 8 io libras, em
grandes e pequeas porcoes chegado
ltimamente ; na ra do Vigario, arma-
zn n. 4, de Rothe & Bidoulac
Na lojannva do Passeio, n. I5,
vendem-se cassas modernas, de cores fixas e larcas,
a 24 rs. o covado; chitas do novos padroes o bous
pannos a 4,500 rs. a peca o a 120 rs. o covado ;
alem destaa, ha um completo sorlimento de fazen-
das de todas as qualidades: tudo por prego com-
~**U ~A OpOUlUIOD
odoj jod o sapepiinnb e sspoi op sepuazni op 01
-uoiuiiJps ui|duio3 utn sejsop uiiqe o s.i OOE'*
.souimil suoq 8 sajoj op seiiqa op oiuntunjosoAo 11
um opBAW uin Bpiu -sj 085'l op o5ojd ojujeq o|ad
JiiajEj op soui|nd oas op asuaisi.iBd Bzaouud ka
-ou b M-opuaA *c u 'onionivs a'pO0JBOB)UOJJ
-uoa i.'ii|ui.'(]iiio') ^ ujijBjas sagjvaiinoop fo| bn
*OpOA
-ooo sj 0g8 1 v
Vcndem-se80caix0cslvasios, para assucar, por
preco commodo: na ra do Trapiche, n. 17.
Vinho de Champan ha
- da superior e muitoacreditaila marca
Cmela,
vende-senoarmazemdeKalkmann & Rosenmund,
na ra da Cruz, u. 10.
r^" EM PRIMEIRA MAO', *gX
vendem-se caixas com velas de cera do Rio-de-Ja-
neiro e de Lisboa; o tambem brandos bogias c
na ra da Scnzalla, armazn n. 110.
fruida de amarclloe sicupira : os preten(fentes nSo
deixar.lo de fazer negocio a vista do objecto edo pre-
go cima declarado que he o mais barato possivel :
na ra da Senzalla-Nova venda do JosPereira se
dir quem vondo.
Vende-se muito superior panno de
algodao da trra, largo e encorpado : na
na do Crespo n. s3.
Vende-se urna boa venda sita em bom lugar,
eantiga na ra deS,-Cruz dobairro|da Boa-Vista,
com bons commodos para familia a dinheiro ou
a prazo e com os fundos a vontade dos comprado-
res, ou mesmo saarmago : advertc-se que o alu-
guel he muito diminuto e que tambem serve oara
um principiante em ras3o de poder alugar a urna
outra pessoa o primeiro andar.
Vende-se urna pardinha de 16 annos, que cose,
cozinha e engomma alguma cousa ; duas pretas ,
que tambem cozinham o lavam : na ra do Quei-
mado, n. 33, com frente para o largodo Collegio,sc-
gundo andar, se dir quem vende.
tochas
PTIMAS NAVaLMAS
Pelo processo das temperas das melho-
res fabricas de Guimares.
Rxcellenle fabrica em Lisboa.
Estas navalhas sao leilas do mais lino
ac da Suecia e temperadas em agoa que
conten os mesmos principios que se en-
conliam na mu afamada de GuimarSes ,
c para provar a sua superior qunlidadc ,
bastar saber-se que sao preferidas por
quem nina vez as experinientou. a pan-
tas veemde Inglaferra Franca e oulros
paizesomlea arte de tutelara est 11-
questionavelinente em grande adianta-
niento.
Tem n.aisas snpradilas navalhas a im-
portante circunstancia de conservarem
por muito lempo a afiacao, de cortarem
com rapidez o cabello da barba e final-
mente de nao olFendereni nem levanta-
reni a pello, oque astornain mni recom
mendaveis.
Vendem-se unicanienle na ra do
Crespo loja n. 8 de (ampos & Maya ,
onde nao se duvida dar para os prcten-
deutes as experimentarem.
Pareceni de seda.
Novo sortiment de chitas pretas assetinadas a
240 rs. o covado os padres silo muito mais boni-
tos do que os das primeiras; chales de lila, a 2,400 ;
novas mantas de seda, a 3,200, 4,000, 10,000, 14,000,
18,000 e 20,000 rs. ; lindos lencos de chal, com
franja de relroz a 1,500 rs. : na ra do Qucimado ,
loja nova de Ray mundo Carlos l.cite, n. II A.
Vendein-se 16 barris com niel : na
ra da l'raia, venda n. 38.
Vendem-se cortes
cambraa de seda,de no-
4 vos e ricos padroes, pro-
^ prios para bailes; lencos
de cambraia de linlio ,
bordados,mui ricos; pan -
nos finos e casimiras ; e
oulras muilas azendas
de gosto : ludo por me-
nos pi eco do que em ou
^5 Ira qualquer parle : na
m$ nova loja de Jos Morei- S@
J ra Lopes & G., na ra
do Queimado, casa ama-
relia
-- Vendem-se casacs de pombos, muito bous bate-
dores, grandes e de escolente raga; bem como li-
lliutes muito gordos : tudo por preco commodo : Ha
ra da Florentina n. 16.
Vendem-se duas escravas de nago Angola,
que cozinham bem o diario de urna casa, o lavam
desahilo c varrella : na ra do Queimado, loja de
Antonio da Silva Gusmilo.
IVanova loja n, 17,
doPasseio-publico,
com frente piafa-
da de verde,
vende-se um novo sorlimonlo de riscados franeczes
de padroes modernos oscuros e muito largos, pro-
prios para vestidos por screm de cores lisas a 200
rs. o covado ; novas e ricas canibraias eseocezas, de
cores xas, muito largBs, a 320 rs o covado; una
porco de cortes de chitas escuras o de cores fixas,
com 10 covados, a 1,000 rs. ; chitas de raoiagcm pa-
ra cobertas, de bonitas cores a'180e 200 rs. o co-
vado ; e outras multas fazendas de que ha grande
sorlimento, por mais commodo preco do que em
nuoresqUalqUer P*rl0" AS amostra8llfl"-s com pe-
.,T"Aende",8e um'legante canoa de carroira de
umspaodea,arello, muito boa de vara e leve
* JralL^aI,relen'Je"^S cum avisla ni1u 'leixnrlo
&K;rSaS'!rv.rra de Apo,,'a fa,Ur co,n
*oM30060rs.,
veade-se ama canoa de COnduzir agoa tQa> cons.
Va nova loja n. iy,
com frente para o
Passeio-Publico,
piulada de verde,
vende-se um grande sorlimento de chitas Tinas de
cores muito fixas c padroes agradaveis a 100 e 120
rs o covado, ea peca a 3,800 e 4,500 rs. ; pecas de
algodoziuho largo, sem varia o com 18 jardas, a
|9/rs.; lencos do cambraia para gravata padroes
ricos, a 160 rs. ; duraque e alpaca cor de caf mui-
to lustrosos, a 600 rs. o covado ; e outras muilas fa-
zendas, do que ha grande Bbrtimento, por preco
mais commodo do que em outra qualquer paite,
para chamar a attenefio dos freguesas.
No armazn du Bacelai, no largo da
Alfaudrga, n. 3, vendem-se latas com
superior bolacbinlia de aramia ebega-
as no ultimo navio viudo do Kio-de-^
Janeiro.
--Vendem-se duas prelas, sem vicios nem acha-
ques saliendo urna deltas cozinhar o diario de urna
casa e ambas lavando de sabiio o varrella e sondo
proprias para todo o servico ; urna parda propria
para todo o servico todas por preco barato: na
i ua do Crespo n. 12, a fallar com Jos Joaquim da
Silva Maya.
A seteeentosrs. a
vara.
Na loja de Guimares Scrafim & Companbia ven-
de-se brim trancado ", francez bstanle encorpado
e de puro linbo, pelo barato preco de 700 rs. a vara.
Esta fazendase torna recommcndavel pela boa qua-
lidade.
-- Vendem-se duas escravas mofas de 20 annos
cada urna pouco mais ou menos, por preco com-
modo : na ra do vramenlo venda n. 30.
Vendom-se esleirs.; courinhos miudos; um
resto de sola ordinaria, para bohulciro; charutos de
regala : na ra da Cruz n. 24.
Vende-se um Mestre inglez, por Jaku : na ra
deS.-Francisco,antigamenteMundo-Novo, n. 66.
Vende-se arroz branco, pela medida velha ou
em arrobas por muito barato preco; dito de casca,
pela mesma medida : na ra da Praia, n.'.'). Na nies-
ma casa precisa-se de um pequeo portugus de
12 a 14 annos, e que tenha alguma pratica do venda
o de boas nformacOesde sua conducta : prefere-se
dos ltimos clicgados.
Vendem-se dous molecotes de 15 a 18 annos ;
um ptimo inulalinlio de 15 annos ; urna mulatinha
de 12annos quo cose chao e faz renda ; um cabri-
tilla de 12 annos : na ra Direita n. 3.
Vendem-se 8 escravos, sendo: pretas e pardas
do 14 a 22 annos com habilidades ; pretos e par-
ios : na ra das Flores, n. 17.
Na ra do Trapiche-da-Alfandega-Velha casa
n. 44, primeiro andar, escriptorio de Firmino Jos
Flix da Rosa vende-se retroz do Porto sortido
lo todas as cores por preco commodo ; bem como
chumbo de munico.
Vendo-se um cofre do madeira, com chapas de
ferro e segredo dentro e fra, por muito commodo
preco : na ra dasTriuchciras, n. 42, segundo an-
dar.
Vendem-se 3 escravas, sendo : duas de idado de
16 a 18 annos, com habilidades; urna dita de 26 an-
nos, ptima quitandeira e lavadeira : na ra das
< '.i u/es, n. 22, segundo andar.
Vende-se superior arroz branco da trra, tan-
to em saccas como em alqueiro por prego muito
commodo : na ra da l'raia, n. 46.
Vende-se, ou hypot!ieca-se um sitio, em que po-
de ter-se 8 vaccas de leite e com casa : na ra de
S.-Jos, n. 54.
Vende-se urna boa cscrava com bom leile
para criar, o que sabe cozinhar e engommar : na
ra do l.ivramento, n. 3.
Vende-so um sitio com bastantes arvoredos
novos e inalcriaes para fazer urna casa na Soled a-
de, estrada do Manguinho : a tratar no mesmo lugar,
n. 1!).
Vende-se carne de vacca salgada, em barris :
na ra do Trapiche, n. 8.
Na ra da Senzalla-Nova, n. 3o ,
(padaria) vendem-se juncos de superior
qualidade, em porco e a retalho, e por
menos do tfue em outra qualquer parte
Vendem-se quatro maslros depinho: na rna
do Trapiche, n. 8.
Vende-so cha preto muito superior, em caixas
de 16 libras, proprio para familia : na ra do Tra-
piche, n. 8.
"$:0;0 0 Vende-se bolachinha de agoa e sal, de 20
em libra todas furadinhas, e muito boas
0 para cha e caf; bem como de leite e ovos que
| servem mesmo para doentes, por no terein
0 composicOes oleosas; biscoutos redondos,
^ doces e d'ovos ; bolachinhas; fatiasdos mes-
0 mos : ludo feito com todo asseio e das me-
$ Ihores faiiiihas que ha boje no mercado: tam-
P born se va i fabricar bolachina de ararula : no
' pateo deS.-Cruz, padaria n. 6, defronlo da
/ igreja.
<2>^;^0<3i 0i e>\^ ei% 0\% 0i 0W3

Gaz.
:ciinia(lo,n. 10M
nova loja riesirgiiciro.
Urna
vende uniformes militares, para todas
as patentes de legifio, ravallaria c in-
fantaria da guanta nacional ; gales de
ouro e prata; chapeos invernizados para
pagens.
Vende-se urna preta de 35 annos que sabe bem
lavar, cozinhar fazer renda e coser : tudo com
perfeicao, por preco commodo : na ra deS. Rita,
n. 52.
Vende-se um pardo de23 annos, mestre peri-
to de sapateiro por isso que faz bolina e sapaleg
de lustro com a maior perfeicao possivel; he opti
"io coziiiheiro do diario de una casa, e he muito
bel, humilde e de elegante vista: na praca da In-
dependencia, n. 5.
Loja de Joao Cliardon,
' tcrro-da-Boa-Visla, n.5.
Nesta loja acha-se um rico sorliuiento de LAMPE0ES
l'AH A GAZ com scus competentes vidros, accendedo-
res e abafadores.
Estes caiidieiros meibowa e
mais modernos que existen! hoje : recoinmendam-se ao
publico, tent pela seguran(a e bom gosto de sua boa
rniii'i-ci .o, como pela boa qualidade dalu, econoinia e
asseio de seu servif o.
Na IIU'SHia loja os consumidor>em-
prc acharao um deposito de GAZ, de cujo se afanca a
qualidade e em porco bastante para consummo.
O BOMBAR aTEIRO.
Na loja ele miudezas da ra do
Cabug de Francisco Joa-
quim Duarte ,
vendem-se ligas de borracha a 120 ra. j luvas de
seda, para meninas a 120 rs.; ditas para homem ,
de cOres e brancas, a 240 rs. ; ditas de pellica a
480 rs. ; cartas de clcheles a 400 rs.; fitas de vel-
ludo ,a I20e 160 rs. a vara; linha de carretel, a
240 rs., o de 200 jardas a 700 rs. ; agulheiros
ievidro, a 200 rs. ; caixas do obreias a 60 rs. ;
trancelins de borracha, a 80 rs, balaios para cos-
tura a 800 rs.; papel almaco e de peso a 2,600
rs. a resma; capachos para ornar salas, a 600 rs. ;
fitas de linho leudo o maco doze pecas a 200 rs ;
franjas brancas, para cortinados a 160 rs.; poma-
da l'ranceza a 80 rs. o pao ; bocetasde pinho, re-
ilondas e grandes a 800 rs. de meio a 600 rs. e
de dilferenles tamaitos do 80 a 400 rs ; phospho-
ros conlendo 104 palitos que uo falham a 20 rs ;
botOes de duraque a 320 rs. a groza ; ditos de seda,
a 1,600rs. ; um sorlimento completo de bicos de
diversas qualidades; caixas de linha grossa de marca,
conlendo 16 novellos a 160 rs.; botOes linos para
calcas a 300 rs.; brincos dourados a 200 rs o par;
nenies linos de prender cabello a 100 rs.; ditos de
tartaruga, para marrafa, a 1,200 rs. o par; aljofares.
a 120 rs. olio. '
Vendem-se tBboasde pinho de i a
a 3 paliuot de largo chegadas agora da
America : atrs do theatro armazem de
Joaquim Lopes de Almeida caixeiro do
Sr. Joo Matheus, Aellas, que sao
puncas
- Vendem-se duas arrobas e mcia de muito boa
ceva do carnauba; cem formas para fazer velas de
dita cera por mtade do seu valor sendo de 6, 7
8 e 8 em libra : quem quizer annuucio.
Vende-se um eseravo de 16 a 17 aunos, de mui-
to bonita figura, sem vicio algum e com oficina
sapateiro : no largo do Carmo, venda n. 1.
Vendem-se borzeguins gaspeados para .
mem,a3,000rs ; botins do Lisboa, a 3,000n
meios ditos de dita a 2,000 rs.; sapatos de lu,i''
para senhora a 1,600 o 2,000 js. ; borzeguins n?
homem, a 6 e 7,000 rs.; ditos para senhora, a swi
e 4,000 rs.; sapatOes inglezes a 3.000 rs.; ditos d
entrada baixa a 2,600 rs. ; sapatOes de lustro nar
liomcm a 4, 5e 6,000 rs.; e oufras muilas qUai'
dadesde calcados, que sero vendidos por commr
do preco : na praca da Independencia, ns. 13 e 15
Vonde-se urna morada de casa de dous anda
res, sita na ruado Rangel ,11. 26, em chilos nP0!
prios : no Aterro-da-Bon-Vista no primeiro andar
da casa de Bernardo Jos Carneiro Montciro.
- Vende-se um mappa da" costa do Brasil
acompanhando um caderno de explicares ao me.'
rao, em inglez : na ra do Queimado loja do fer.
ragens, n. 37 A.
Na ra de Agoa-Verdes,
n. 46,
vende-se um bonito eseravo de 80 annos, sem acha.
ques nem vicios, e quo he carreiro e faz o servico
de pagem ; um moleque de 18 annos de nacilo, de
bonita figura ; um casal de escravos proprios para
o servico de campo ; um preto Angico bom com-
prador e que faz todo o servico de urna casa ; una
bonita moleca de 12 annos ; duas escravas para lo-
do o servico urna dita ptima quitandeira o lav.i-
deira, de 28 annos por 250.000 rs.; 3 moradas de
casas na povoacflo dos Afogados, na principal ra,
por un cotilo de 1 os ; una dita no Varadouro, em
(Minda com muitos asseiados commodos, e mag-
nifico quintal.
Na loja 11. 17, do
Passeio-publico,
vendem-se pecas de algodozinho, com 22 jar-
cias a 1,280 rs. ; dito com as mesmas jardas, som
defeilo algum a 2,000 rs. a poca.
Na botica da ra do Rangel, vendem-se os re-
medios seguintes, dos quaes a experiencia tem con-
firmado os melhoresefieitos: dentifico que lema
propriedade de limpar os dentes cariados e resli-
tuir-lhes a cor esmaltada em muito poucos das;
o uso do dito remedio fortifica as gengivas e tira o
mocheiro da bocea proveniente no so da carie,
como do trtaro que se une ao pescoco destes or-
gos; o remedio he designado pelos nmeros pri-
meiro e segundo : orchata purgativa mu til as
enancase as pessoasde toda e qualquer idade; lio
composta de substancias vegetaes, no contm
mercurio, nem droga alguma que possa prejudicar:
remedio para curar calos, em poucos dias ; dilo pa-
ra curar dores veneras antigs, e que teein resistido
ao tralamento geralmcnteopplicado; dito para pro-
vocara menstruacHo e accelerar a acclo do tero
idade de20 annos, muito forte; um dito de 18 annos'
nos partos naturaes em que no se precisa das ma-
nobras scientificas da arte ; dito para resolver tu-
mores lymphaticos vulgo glndulas ; ditos para
curar boubas o cravos seceos o mais eficaz que se
conhece at aqu; dito oximel de ferro, muito til
as chlorozes vulgarmente chamadas frialdades:
pos anli-bihososdeManoel Lopes, capsulas de ge-
latina conlendo balsamo de cupabibn ; ditas do
oleo derecinospurificado; ditas de cubebas em p
fino; ditas de assafetida ; ditas com pos purgantes;
ditas de ruibardo da China; ditas de sulphato de
quinino de 1 e 2 graos cada capsula ; algaleas; pun-
as de sal de cabacinlio ; verniz de gomma copal, da
primeira qualidade, vindo da Franca ; remedios que
curam a Irialdade dentro do 40 dias mesmo estan-
do luchado ; oleo um i t<> liom para conservar o ca-
bello, quo, alm de no deixar cahir o cabello, lim-
pa a caspa e cujo uso continuado faz reapparecer o
cabello perdido ; pi I tilas especificas para curaras
gonorrheas chronicas quando a leso no passa da
ureta ; igualmente um xaropo anti-hemorragico ,
applicado nos casos em que se deitasangue pela boc-
ea. O prego de todos os remedios he mui rasoavel,
e os bons resultados da sua applicaco he que dovern
fazer sua apologa. *-
Vende-se cal virgem de Lisboa, em
barris, da nielhor que ha no mercado, e
por preco muito
Trapiche, n. 17.
rasoavel: na ra
do
Escravos Fgidos.
Fugio de bordo do patacho Pelicano um eseravo
de nome Roque, do San-Thome estatura baixa,
rosto redondo esem barba, com feridas as pernas,
vestido com camisa e caiga azul c barrete inglez.
Este eseravo pertence a Joo Jos Pereira doAzeira,
do Rio-de-Janeiro. Quem oappreltender, quoira le-
va-lo ra da Cruz n 66, casa de Gaudino Agosli-
nho de Barros, por quem ser recompensado.
Fugio, no dia 7 do crtente o cabra Izidro,
baixo ; levou caigas brancas, jaqueta deriscadinho
j desbotado e bonete azul na cabega : quem o pe-
gar leve a seu seiilior, Antonio Jouquim Rebollo
Pessoa em Olinda no sobrado de dous andares,
conhecido pela venda do ponto na esquina que vai
do Amparo para o Bont-Sucesso que recompensa-
r ; assim como pede a todas as autoridades poli-
ciaca a captura do dito eseravo, e protesta
com todo o rigor da Ici contra quem o tiver acol-
lado.
Fugio, no dia 3 do correnle da matriz da Var-
zea um preto de nago ladino volito, baixo, ma-
gro quebrado ; foi eseravo do Sr. Antonio Alvos,
que tem sitio no Remedio, onde elle eslava ; he tra-
balhadordu enxada, o de nome Joo ; levou caigas
de riscado, camisa de algodozinho collete e cha-
peo do palha quem o pegar leve a ra do S.-The-
reza, n. 20.
Fugio, no dia 64o correnle, um moleque do
nago, de nome Pedro, estatura regular de 18 20
annos, ps grossos e apalhetados, nariz bastante
chato beigos grossos bastante ladino ; mas, sen-
do interrogado com aspereza, principia a gaguejar.
Roga-se as autoridades policiaes toda a vigilancia ,
e aos ca pitaes de campo, que o peguem e lovei a
Jos da Silva liveira na ra Direita, n. 2, segundo
andar, que gratificar generosatuenU.
PERK.: 4 TYP. DEM. F.DE FAU1A. 1&47"