Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08511

Full Text
ytMlO
de 1847.
Terca-feira 10
MARIO puMca-se todos o dias, que nlo
" a entra nre da assignalura he de
r""".', oi <|ii't 4j .los aiienante sin inseridos a ratio .le
punen* B|lt( 4n rs. em tvpo differanle, e as
'" "''iU n-l" meude. Os que DO f irem assiR-
"I*"' ,ir!o 80 rs por linda, elBOem tjpo
SES DA T.IH NO MEZ DE AGOSTO.
.. a | ll horae 40 min. da manha.
W'"!0""..'. l. hs 10 llorase 7 min. da manlia
|JH
nov
a lu,
a 19. as horas e Jliaiin. da manuSa
l'"SCf"ia' a ?,'" 3 lloras e 18 mo. damanhSa.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Paraliylia, s segundas eseitag feiras.
Rio-llrande-do- Norte quintas (eiras aomeio-dia.
Cilio, Serinliem, Bio.-Formoso, Pono-Calvo c
Macci, no I.", a 11 e i I de cada raez.
Garanhuns Bonito, a I0e2l.
Doa-Vitta e Flores a 13 e 58.
Victoria, as quiutas reirs.
Olinda, todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Priineira, s 3 horas iM minutos da manlia.
Segunda, s 4 horas e 6 minutos da larde.
Anno XXIV.
N. 177-
das da semana.
9 Se/unda. .1. Rofflio. Aud. do I. dos o
'(7S phos do J. d c. da 1 v. e do J. M. da I vr
in Terca. S, Loiiienco.
11 Ouarla. S. Tiburcio. Aud. dn .1. do civ
2 v. c do .1. da paz do 2 disl. .Ii 1.
12 Quinto. S. Ciara. Aud. do J. de orph. e
doJ. municipal da'1. vara.
U Seta. S. llypolito. And dn J- do civ. da
V V. e do J. tic paz do I. dlst de I.
i Sabbado. 8 Entablo del.ovolla. Aud. do I.
do civ.da I. v. c doi de MI do I disl. de I.
| Domingo. Assurnpco de NossaSculiora.
CAMBIOS NO DA 9 DE AGOSTO.
Cambio sobre landres a V d. p. 1$ r. 0 da.
Pars 3. rs. por Trinco.
Lisboa I O'i a 110 de premio.
Dcsc. de Icltra" de lioas fimuf de '/, I */ "f*
Ouro-Oucul-Mpanholas.... 28S0 a 21
HoedMdt i.-.nil vclli 16010 a
ilc .jfiiii' nov ICfnon a
de 4000..... 9*100 a
Prala Pataces ....... if!)M) a
Pesos colmmiircs... #9nu a
Ditos raezicauos ... i|76il
Miuda............. 1*910
10*200
icfinn
9j20H
90
940
II**
Aceta da comp. do lleueribe de 400000 r. ao par-
DIARIO DE PERHTAMBUCq
PERNAMBUCO.
JUKYDO RECIFE.
?. SF.SS0 DA TERCEIRA ORDINARIA EM 7 DE
AGOSTO DE 18*7.
PRESIDENCIA DO SKNIIOR FEHRF.IHA GOMES.
Asiiilioras da manhSa, faz-so a chamada e veri-
(ea-se cataren! presentes tantos Srs. jurados quantos
os necessarios para haver casa.
0 Sr. M* Presidente declara aborta a sessflo.
S3o apregoados os reos e as tcstemutihas.
0 .Sr Jui* Presidente lietcUrt qnu se vai proceder ao
sorteio doconcelho que tcm de julgar o reo Manocl
Francisco da Silva.
Sorteado o concelho, presta ojuramento doestylo.
0 Sr. Juiz Presidente faz ao reo o seguintc
ivrlulvOi; Animo.
f0
ram osdentes de Thom.z; ah no processo dizem, trina ; empreza que os ~ "SES
________..: I- a.____i.. .i. mrin -.,, divida nara a noitc. na espcianca de pouciem
Juiz: Qual he o seu verdadeiro nomo ?
Reo : Manoel Francisco da Silva.
Juit: Aonde se achava na noite om que
preso ?
Xa : Eu eslava ah no Aterro.
Jui: -- Em que lugar ?
Rio : Dentro de casa.
Juit: Nio foi preso no caminho 1
Rio : Eu fui encontrado por causa do um sujei-
toque ia par l.
Jui* : l'ergunto-lhe aonde foi preso f
Rio : Ouasi no lorreiro do casa he que fui preso.
Juiz: -- Isso foi no Aterro-dos-Afogudos, prximo
a una illia ?
Reo : Foi, sim, Sr.
Juit: Lembra-se do tragecom queestava na oc-
casi.lo em que foi preso P
Rio : Eu lembro-me i era um chambre e um
chapeo do patita.
Jui: He Tacto que eslava sem camisa nessa oc-
casiSo':
Ho : Eslava, sim, Sr. .
Juis : Equal a raslio por que assim estava {
Rio : A rasilo, Senhores, eu a digo : a raso de
cu estar sem camisa, foi porque um homem man-
dou-mc fazer um chapeo de couro; como se me aca-
basse o fio ea cera, fui fra para compra-la ; do lar-
do vou para fallar com um amigo que tinha as Cm-
co-l'ontas, defronto do um lugar que so chama uo
Padre-Cucete; enconlrei o homem; perguntou-me po-
lo chapeo, e eu disso-lhe que no estava acabado por
nao ter lio, e se elle o quera ver quo fosso com migo
para Ih'o mostrar; passmos a pingela, ola adi-
unlc pegn elle n'uiii paozinho ; porguntei-llio para
que era, e elle ilisse-me, que para nada ; depoisco-
inocou a dar-ine urnas pancadas, cu pdrguntei-llie :
Buaa pancadas silo de veras ? Ao que elle respon-
deu : Talvczsejam. ElUfio metti os pes, o elle pe-
gou-so commigo ; como a camisa de um pobre nun-
ca he boa, lasgou-m'a toda : entilo metti-lho o de-
do na bocea, mas nao sei se entilo foi quo me en....
Ouein matou esse tal caixeiro, ou nilo sei, noin nun-
ca o vi, na certeza de quo, se cu estou na cadea lio
porque nilo tcnlio um honieni da niinha lena que
falle por min), poi ateos meus papis xiue maudei
buscar meforam tirados.
Os Senhores poden hzer o que quizerem, poden
at queimar-me vivo, porquauto Nossa-Senhort e Je-
sus-Christo Silo que saben a falla quo eslou fazondo
a lu iiiha familia. .
juit;__Entilo brigou com Thomaz, e foi essa a
rasilo por que eslava son camisa '!
Rio : Poi, sin, Sr.
ju- __Diga-me, quando foi preso nilo eslava
com os dedos flidos ?
ro __Tinha un delles ferido nesse da.
Juit: Nilo era urna dentada ?
Rio : Nao, Sr.
ju: __|.; ,li! que proceden esse rerimenlo I
Reo NHo sei so fui com o paozinho, ou sofo-
que eu metti os dedos na bocea do morlo,
Juiz : E que fim levou esieThoinaz ?
Reo : Eu nilo sei. que ello nilo audava pegado
commigo, nem estava preso commigo.
Jujt -. Que fazia na ilha do Moruhim ?
Reo : Eu eslava trabalhando de enxada.
Juiz: A quem Irabalhava ?
reo ._ Trabalhei ao Sr. Vianna, e depois fui para
o sitio da mtilhcr aonde estava ha quinze dias.
Juiz: Do quem era esse sitio ?
Reo -. Aonde eu estava era de urna D. Mara, o
dono nilo cotiher porque a mulher do homem foi
quem tratoii commigo.
Juiz -. Lembra-ae de ler ido, nessa noito, a ra
do l.ivramcnlo comprar urnas razendas ?
Reo ;__No, Sr. nem nessa noite, nem om noito
nenhuma. -. g
jH: : Entilo nilo comprou fazendas r
Reo : Nilo.Sr.
Juiz Nilo se lembra de ter estado com o menor
de nome Adolpho no rancho das Cinco-Ponas t
Reo : Nilo, Sr.
Juiz : Lembra-se do ter estado na casa de Fran-
cisco Martina da Costa ?
Reo : ._ Nilo, Sr., passei por passar.
jUi-. N.lo so lembra disso ?
Reo ; Nilo.Sr.
Dado por lindo o interrogatorio, silo Mas as pecas
do procosso; e, acabada essa leitura, passa-so as allc-
gaces pro e contra o reo.
Terminadas essas allegacOes,
U Si: Juiz Presidente faz o relatono da causa, c on-
trega ao concelho os seguintes
tuna >-iiii*<*-*- j
aem duvida, para a noite, na esperanca de poderem
occupar-sedella sem sercm presentidos.
A' vista disl o deram-se as precisas providencias a-
fim de que todos os referidos presos fossom removi-
dos para a fortaleza do Bruin, onde, segundnos
informam, serilo con servados, aloque se tenha con-
certada a peca em que se achavam.
i.jiujj'ii ni'.!...:---------jI.''.w ""'""' '".....*"
Correspondencia.
Senhores Redactores. Rogo-Ibes encarecidamente
a insereno da caita, que inclusa Ibes remeti, o a-
proveitoaoccasi.lo e este mcio para agradecer cor-
dinlmento as pessoasque assignaram e me dirigiram
a dita carta a prova de consideraco que me ellas
deram. Son, Sis. Redactores, sen, etc.
J.T. Sabuco a"Araujo Jnior.
QUESITOS.
I.o 0 reo Manoel Francisco da Silva matou a Vic-
torino Jos Antunes? .;,.>
o o O reo commetteu o enme ilenoiie f
x'o o reo commclleu o crimo en lugar ormo ,
4.0 o reo commetteu o crime iinpcllido por moli-
VO/o1Vo o commetteu o crime com fraudo ?
6> o reo commetteu o crime com abuso de con-
fia"?EnxCisem circumstancias attonuantes a favor do
"'Temlo-se o concelho recolhido sala das confe-
rencias, volta pouco depois dos debates, respon-
deAol> quesito Sim por 11 votos.
Ao 2.
Ao3.
Ao 4."
Ao5.
Ao a."
Ao7
Sim
Sim "
Sim 10
Sim "
Nao 9
yao 11 .
OSr Juiz Presidente, confovwuto-se com adte-
iSo do jury, lavra e proferc aseguinlo
SESTENQ.
A'vista da decisfio do jury, comlemno o reo Ma-
noel F ancisco da Silva pona de gales perpl^ o-
mo ocurso no art 1911 do cdigo criminal: e pague 0
Bti toSS i^? ,cvanta-se a scss'
MEMORIAS DE UM MEDICO. (*)
por aieyannre J^umajs.
SECUNDA PARTE.
CAPITULO XVII.
O VAVIUtiO.
necolhendo-se. lard, delando-se depressa, o ador-
(*) Vide Diario n.' 17*.
RECIFE, 9 E AGOSTO E 18*7.
Um dos presos da enxova da cadeia desta chin-
de denunciou boje, que csses criminosos tratavam
de evadir-so pela latrina, cuja passagen llie seria
franqueada porcerto anombo que Ui.ham feto.
Rccebida a denuncia, passou-se a examinar, se as-
sentava em facto existente. Pelo examo reconheceu-
se quo havia anombo, o que, para elfoituar-so a e-
vasao, apenas restava serrar as grades da predita la-
_ HflBMCi-'.'- "?*
a hora pela situaeOO do sol c pelo calor de scus raios.
Correu, portanto, a consultar o seu i-elogio.
A pallidez da luz, quo allumava somente a cumia-
da do mais alio arvoredo, o tranquillisou ; em v'cz de
haver-sc erguido tarde, o havin eito multo cedo.
| avou-se c pentcou-se Cilberto na trapeira a pen-
sar'nosacontecimenlos da vespera, o expunha deli-
cioso a fronte ardente a fresca viraco da manlia ;
lembrou-so que Andreza habtava em urna ra vizi-
nlni porto do hotel d'Armenonvillc, e procurou acer-
tar om a essa em quo morava Andreza.
A vista das sombras quo descubra lhe fez lembiar
urna palavra de Andreza quo elle ouvira na ves-
Pe Teremosarvorcdos? perguntra a donzella
Nflotertollaescolhido o pavilhao deshabitado do
jardim? dizia Gilberto
Eesta reflexao o levou naturalmente a olliar para
esse pavilhflo.
Por urna extraordinaria coincidencia com o seu
pensamento, urna bulla e movimenlo desacosluma-
ilos Ihechamavam a altenciio pira osse lado. Milo
desgetosa ou fraca abalava urna das janellas do pa-
vihao, a qual parecia alias condemnada ha minio
lempo: as meias portas cediam por cima ; mas, uni-
das sem duvida pela humillado ao peitoril da janella,
resisliam a abrir-se em baixo.
Um abalo cmfim mais violento fez estalar as ma-
deiras.e as duas meias portas, mpellidas derepen-
e deixaram ver urna rapariga, anda avermelhada
' ___ i........I,. I',...'
i lllm. Sr. Enunciara verdade, do que como
pessoasdofi-ro somos lestemunhaa presenciaos, do
modo alcum se pode considerar oll'ensivo do respel-
lo que profundamente tributamos aos decretos au-
gustos de S. M. 1. ... ,,
A prompiido, inteireza, honra, zelo, intelligen-
oiae illustracflo, om queV. s. dignamente exer-
eeu as funccOcs de juiz ilo civel nesla cidade do Re-
cite, lhe dflo sem contradicho um distmeto lugar
entro os maisbellei ornamentos da magiatratura bra-
sileira; e a confissfio ingenua, que laxemos, deseas
cxcellentos qualidailes, no momento em que, pela
remoefio que acaba v. s. de recebar, tem de deixar-
nos, he pagar un Iributodo mrito.
i Digne-so V. S. en signal de gralidilo o reconne-
ci ment, aceitar esto nosso leetemunho comoho-
menagem a virludeo i verdade, .....
a lieos guardo a V. S. ele. Recite, 38 de Julho do
1847. lllm. Sr. Dr. Jos Thoma/ NabUCO de A-
raujo Jnior. Dr. Francisco de Paula BapUsta. ---
0 iilvogado Jos da silva fuimarfles. Antonio
Joaquim le Mello. Dr. Joilo Capislrano llandoira
de Mello. Jos Francisco de l'aiva. Jos Narciso
Camello. Francisco Carlos llrandilo. Joaquim
Jos da Fonseca. Antonio Joaquim de Moraes Sil-
va.Manoel JosPereirado Mello. Angelo llen-
riques da Silva. Jos Antonio Peieia Ibiaplna.
Vicente Pe re ira do llego. -= Bernardo Jos Vieira
Coiilinho. I.uiz Paulino Cavalcanle Vellez de Gueva-
ra. Joilo Jos rerrelra de Aguiar. Jos Bernardo
Galvflo Alcanforado. Alfonso de Albuquergue e
Mello. Filippc Menna Callado da Fonseca. Dr.
Antonio Vicente do Naacimento Feitosa. Joaquim
Jos Ferreira de Carvalho. Gaidino deOliveira
Jacome. Antonio Ignacio de Torres llandoira. --
Miguel Archanjo Posthumodo Nasciment. Pedro
Ignacio da Cunlia. Francisco Jos do Reg, Jo-
s Justino Fernandas Souza.Manoel Jos da Molla.
Joaquim Jos Pereia dos Sanios ---Caldino Temis-
loclesCal.ral de VaSCOncelloS. Jos Joaquim IV-
reira do Oliveira Francisco de Salles da Cosa
Monleiro. Manoel Antonio Coolllodo Oliveira. ~
Guilherme Palrioio Bezerra Cavalcanle, labelliflo.-
Francisco Ignacio do Altaydo, oscrivilo. Podro
Jos Nones. Francisco llorges Mondos. Fran-
cisco Antonio Rabellode Carvalho. Joo da Si -
veira Borges lavaros. Miguel Jos do Almoida
PeniambuCO. Domingos Jos Marques Manoel
Jos do Sant'Anna e Araujo. Joaqun de Alliu-
querque e Mello. Antonio Pinto de Barros.
Jos Antonio Corris Jnior, solicitador vitalicio. ---
Joilo Paulo Xavier de Sallo JuilO Joaquim de l-i-
gueireido. Jos Marianno do Albuquerque.- Jos
Francisco de Souza MagalhAes. Jos Joaquim 1 ei-
roira Bobello. Jos Joronymo Rodrigues Chavos.
Joilo Comes Martina. Flix Francisco de Souza
Magalhes. Joaquim Francisco do Albuquorque
Santiago. Filippo Copes Neto Snior. Victori-
no Jos de Souza Travasso. Manoel Antonio de An-
drado.: Francisco da Costa Anuda e Mello. --- Ro-
mao de Souza Lisboa. Manoel Poreira Magallulos.
Cilberto sollou um grito do admiracilo, e reco-
Iheu-se para dentro. Essa rapariga, anda oborreci-
da dosomno, equo se esprigaqava aoar, era Nico-
Nilopodia haver mais duvida. Na vespera, Filippe
aonunciara ao pai ca irma que Cabrio cNieolina
Ibes preparavam o alojanioiito. Esse pavilhflo era,
pois, o alojamento preparado. Essa rasa da ra Coq-
Hron.onde se haviam sumido os viajores, tinha, ppr-
lanto, os jardius contiguos :i trazeira da ra l'la-
0 iiiovimoiito de Cilberto havia sido tao forte, quo
soNicolina, alias milito distante, nilo cstivosse lao
embevecida nessa contemplacilo ociosa, quo so tor-
na urna ventura no momento do despertar, lena visto
o nosso philosopho, na occasiilo em quo se retira va
da trapeira.
AlasCilbcrto havia-ofeito com rapidez tan lo maioi,
quanlo lhe nilo convinha sor all descoborto por Ni-
eolina; se elle morasse em um prime!rq andar, e pe-
la sua janella aberla se podessem avistar ricas Upe-
carias, movis sumptuosos, la I vez lomease Gilberto
menos ser visto ; mas as agoas Tortadas do quinto an-
dar o classilicavam anda mais abaixo das inlenori-
dades sociaes, c elle, portanto, punha grande cuidado
em esconder-se. Alem deque ueste mundo ha sem-
ure urna grande vanlagoin om ver sem ser visto.
Manoel Lucas dos Santos c Oliveira. Rodolpho
Joilo Barata de Almeida.
Srs. Reductores do Diario de Pernambiico. Esta o
publico informado do modo porque conseguio a gen-
io dominante suspender a publicacflo do Nazareno,
sabe como oproprielrrio da typographia, Beroaido
Soares dos Beis,vendeu-a a polica,crom istonadaie-
nho,estava elle noseudireito. Essa cont, porem, tem
cspalhsdo que isto se fez de arcordo commigo, e ne
por esta rasfioque meapreaeotoanteo publico, para
protestar contra soinelliante aloive, o declarar que
entre mime tal gente ha um duello fle morte poltica,
a que nunca, qualquerque soja a situacHo da polti-
ca do Brasil, estarei de accordo com hnmens que
praticam lautas indignidades. I.cmhro-lhos que os
Exms Manoel de Carvalho e padre Alencar ja foram
condemnados a morte por materias polticas, c liojo
ostflo no senado, e scus algozes na nullidade om que
sempreiazeram. ...
Espero dos Sis. Redactores do Diario de Pernamou-
co a merco de inserirom em son intoressanle jornal
esta minha declaracflo e protesto.
Antonio llorges da honseca.
Cadeia, 8 do agosto de IS7.
PuhlGa^Ao a pedido.
N 235 udgero. A n. 88 do lvro caixa do ren-
dimenlos geraes do exercio de 18W al8i6, flea do^
hilado o thesoureiro da fazenda, Domingos Afloia^|
Non Ferreira. no valor de novecentos mil res, en-
tregues por o Dr Jos Bonto da Cunha cFigueiredo
as seguintes especies, a saber :
Artigo831. Notas. Rs. 90'"
- mportancia que havia recebido da ajuda de cus-
i" na qualidade de depilado aupplente por esta pro-
vincia, visto mo ter segiido para a o.Vte.
F, para constar so den oslo assignado pelo Sr. tlie-
sourairo e ose. iva... Pejrnambuco, 14a agosto de
1846, Domingoi Alfonso Ntrg Ftrrutn. Anselmo
Jos Pinto lie Soti:a Jumor.
Varicdade.
BIBLIGRAPHIA.
Considerares do duque de llroglie acerca da obra guc
tcm por titilo Do ys/eina penal, do systema re-
prtuivo em geral, e da pena de morte em particular
publicada pelo Sr. Carlos Locas.
A cada hora estamos nos vendo nospaizes mais
cultos oceuparm-se os grandes genios com impor-
lantissimas questdes do direito, propondo e resol-
vendo problemas com a maior vantagjmi para a sci-
encia; masesses livros de ouro, onde o linmem es-
tudioso o philosopho v.ii buscar grandercopla de co-
nhocimentos necessarios a maior paito dos usos da
vida, larde so vem a vulgarisar em o nosso naiz, em
que as notabilidades, voltando a sua altenciio as vi-
cissitudes poltica:;, quasi desprexam a scioncia.
As cuiisiiloiariV's do duque do llroglie, que for-
inaiii, por assim di/.or, um cxcellento tratado do di-
reito, ja eran contiendas om Portugal, mas por in-
relicidade nilo houvcra nesta torra quem se oceupasse
com tan interessante doutrina, vetlcndo-a -em lata
goagem nacional. .
Ha pouco rocebl umoxemplar da traduccao dcslas
consideracOes, com que me mimoseou o traductor
da cidade de Pemambuco, leudo a bondad? do me
pedir publicacflo dojnizo que l'orniasse em rela-
,10 a Co til li.ibalho. Por omito lempo hesatei se
o devia ou nflo azer, porque nao me pejo em con-
tessarsera pessoa monos competente para julgar do
una obra do tanta consideraeflo. No enlamo resol-
vi acceder aos desejos do Ilustre traductor, a quem
nflo ton,.o a vantagem deconhecer, somente para
dar mais ampia noticia do una lavro Lio proficuo a
sciencia, ,. ,
Pelo que diz respoito a traduccao, dn ei quo me pa-
:/,;..! i,llll|iJpilMJa*JJBJJBBJ
proximar-se ou desviar-se de Gilberto? (Wo era ella
dessa raca de mulheres quo sahem de um banho na
nresenca de um lacaio, ou do um camponez, por-
nue um lacaio ou om camponez nflo sao bomens.
MaaNicolina nao era dessa raca, e convinha evi-
Ela-ahi principalmente porque Gilberto se rolirra
tilo precipitado.
Mas nflopodia retirar-so para acar longo da janei-
la; chegou-se, portento, dovagarinho e affoutou-se
" Acabava'de se abrir oulra janella ao rez do chflp,
ustameute debaixo daprimeira, enella apparecaa
,na forma Manco; ora Andreza quo so havia erguido
e.n roupflo matutino, o procurava a cliinolla, queso
lhe escapara do poznho anda dormenle, e callara
debaixo do urna cadeira.
Debalde jurava Cilberto, cada vez quo va Andreza,
fazer urna triuchoira do seu odio, em vez do se dei-
xar levar pelo amor, o mosmo elteifo era reproduzi-
do pela inesma causa; vio-so obrigado a suster-se
na paredo, oooraoflo hata-lho a parlir-se, o essas
pancadas Ciziain-lhe fervor o sangue por todo o
le, deixaram ver urna raP-rig-, J-''? da'^ ^us proprfos olhos. Quo importad. Gilberto a
dos esforcos que acabava de fazer, e sacud.ndo o Pl^nd ^ em dia eUa mover uln pc para an-
das maos. *
corpo.
Todava, pouco c pouco as arterias do mancebo se
acalmaran, e o deixaram rellectr. Tratava-se, como
idissemos, de ver sem ser visto. Tomou elle, pois, um
nemais, se Andreza aoubosse que elle eslava alli.l vestido vellao^o ll.ereza, prendeu-o com um all.ne-
n:l0 seria acaso asso bastante para faze-la iniidai-se, le a urna corda que a ravessava a trapeira, e por tras
Su nflo passar pelo jardim ? dessa cortina improvisada pAde ver Andreza sem re-
Ai I que o orgulho de Cilberto o engrandeca an-1 ceio do ser por ella visto
.-.?... ..,.,......,.n.no ii,.,. mu,,.i-i ira i.iUu'iiu al Andreza imiloua Nico!
|.J .1, 11 I L,W, bl.U I..',',.
Andreza imitou a Nicolina ; estendeu os bellos e
alvos braqos, cuja tcnsio por um instanto lhe abri
s.\




w
'ece encllente, feita com todo o primor, com bel-
*o estylo, claro o conciso, e livre desses gallicismos,
que a cada passo seencnntram nessa alluvio de tra-
dceles que por ahi corrcni j mas faltara miuha
convicc^lo se deixasse de notar, que em partes me
nflo aerada a orthographia seguida pelo traductor,
como he, por excmplo, o uso do h na terecira pes-
soa do verbo ter, e no ndjeclivo um ; o que, quanto a
mim, nflo he autorisatlo, nem [>pIh etymologin, nom
por outra alguma ras fio plausivel. Este e ou tros pe-
queos defeitos provm de, por infelioidade, nflo ter-
mos um tratado pcrfeilo de orthographia, que nos
guie na maneira de escrever com acert.
Anda que mui pequeo no mundo scientifico para
julgar dasrascles de tilo sabio estadista como o Sr.
duque de Rroglio, una das capacidades mais nota-
veis da poca, sempre ilirei, que me nlo movem os
scus argumentos em favor da pena de morle.
Oautordas considoraertos, para demonstrara uli-
lidadedestapona,diz que ella evita a reincidencia,
e infunde o terror nos malvarlos, evitando desta sor-
te novos crimes: mas enlendo eu, que a reincidencia
se pode evitar por mu svstenia que tenlia fdrea de
tornar o criminoso anda um cidadfio til, como a
prisito segura, onde seja obrigado a trabalhos uteis,
queevitem a ocinsidade, etc. I', quanto ao tenor que
infunde o cadafalso. tambem dirci que a experien-
cia mostra o contrario, porque nrainariamenlc o
castigo niloho immediatoaociime; o quandoaquel-
lo vem a ter lugar, ja causa mais com palillo do que
outra cousa. He costume, quando um padecente he
conduzidoao lugar da execueflo, rounirom-se nume-
rosos grupos de observadores: pois ahi mesmo, em
presenca do maior dos castigos, apparecrin ratonei-
rosa ruubarrelogios, dinheiro, eoulrosobjeclos: cis
o terror que infunden) os cadafalsos !
Quanto quosto de legitimidade, nao tenho as ha-
bilitiiQocs precisas para delln tratar conveniente-
mente j nem he opporluno n'um simples artigo oc-
cupar-me das mais transcendentes questOes de ili-
rei to.
As observacOes que levamos feitas em nada des-
merecem o grande conceito em que deveiser lulas
as considcraciles do Sr. duque de Kroglie; antes
julgo de mxima ulilidade um traba I ho em que tanto
Iflleressa a sciencia; atormntese atlendermos a que
alli apparecem os mais luminosos principios de di-
reito, dephilosophia udc-moral, c bem assim a de*
monstraeflo das verdades mais notaveis do cristia-
nismo.
Este livro he digno do mais atuiado esludo para "o
jurisconsulto, para o philosopho, para o moralista,
e mesmo para o hoinem religioso; o milito bom ser-
vico prestou sciencia e as lellras o sabio traductor,
que se encarregou de tflo proficuo trahalho. -- Abril,
i" de 1847. Marianno Jos/i Ca~
Drclnrarops.
o
arsenal de guerra compra dous cadeados
grandes, bem fornidos: quom dito genero quizer
l'ornecer, mandara sna proposta, em carta feeha.la,
n directora do mesmo arsenal at o da 13 do cor-
rente. Arsenal de guerra (i de agosto de 187.
Joto llicardoda Silva.
Contratos a celebrarse com a thesouraria das rendas
provinciaes no mez tk agosto crtente.
Da 11.
Oda lluminacSo a gaz das cidadesdo Recite eOlin-
da, na forma do artigo .1.- da lei provincial n. 191, de
30 de margo de 187.
Dia 16.
Odoestabelecimento de una linha deomnibus,
que, na forma da lei provincial n. 191, de 30 de mar-
co desle anuo, facilite o transito desta cidade a qua I-
quer dos seos arrabaldes e blinda. -- Esto contra-
to ser realisado depois que a presidencia assim o
determine, vista das propostas qua por intermedio
da thesouraria Me forem apresenladas.
hscrar.os aprehendidos pela polica.
Cosme que, ha tres mozes, contessara pertencera
l'.ernardo Ruarle, do leo : Francisco, crioulo, de 18 a
19 anuos, que allega ser fono, mas que se reputa es-
cravo, por ter andado em companhia de ciganos, e
nao declarar tib certo, nem naturalidade. ~ Aeham-
se na cadeia de Nazareth ; c se nflo forem reclama-
dos dentro de 80 das, a contar de do crrente agos-
to, torilo deslino, sendo o primeiro entregue ao juiz
ile ausentes, e o segundo posto em lilierdade.
'ibral.
(Diario do (averno.
to\

tMC"-
t s
'O,
Alfatidega.
RENDIMIENTO DO OA 9 ...____
Descarregum hije, 10.
Brigue Vaxrperthuaiie -- familia e bren.
Rrigue-escuna -- Loper merendonas.
2:193,331
Consulado.
RENBIHENTO HO lil \
9.
Lista geni das cartas entradas em todo o mez de
julhodemi.
(Conlinuacflodo n. 176.)
Jenuirin Jos Tavares, Jenuino llarcondes Oli-
veira S, Joaquina Josepha Lopes, Joaquim Aurelio
Pereira Carduzo, Joaquim Antonio Oliveira, Joa-
quim Antonio Souza Carneiro, Joaquim Bernardo
la Cunha, Joaquim Cavalcanto Albuquerque, Joa-
quim Canuto Kigueireido, Joaquim Clemente de
Lomos, Joaquim Domingues Teodulo Viauna, Joa-
quim Ferreira de S, Joaquim Ferreira do Valle, Joa-
quim Francisco da Silva, Joaquim Goncalves Ayres,
Joaquim Comes llosa, Joaquim Jos Carvalho" 81-
queira V., Joaquim Jos Franco, Joaquim Jos Fer-
reira, Joaquim Jos l'imentcl, Joaquim Leocadio
Olivoira Cuimarfles, Joaquim Ltiiz Ferreira, Joa-
quim de Mello Gardozo, Joaquim Rodrigues de Al-
meida, Joaquim Rocha Oliveira & Companhia, Joa-
quim Silva Arouca, Joaquim Silva Lopes, Joa-
quim dos Santos Queiroz, Joaquim Vicente Mar-
ques, Joo AI vite Relio, Joo Albino Silva e Souza,
Joo Alves de Mello, Joo Alves de Souza, Joo An-
tonio Costa e Mello, Joo Antonio Fernandos Car-
valho, Joo Antonio Sou/a, Joo Blanco, Joo lap-
tista Castanha, Joo Baptista Ferreira Goncalves,
Joo Baptista dos GuimarOes Peixoto, Joo Bap-
tista Paes liarreto, joo Ra tisis Ribeiro, Joo Car-
Jcsus Muniz, Jos Maria Lobo, Jos Mendes, Aloieida,
Jos Machado Costa, Jos Marchado Freir Pereira
Silva, Jos Manuel Francisco Ramos, Jos Pereira,
Jos l'into Fonseca e Silva, Jos Pinheiro da Silva,
Jos Prado Xavier, Jos Rodrigues Salazar, Jos Ro-
drigues LoUIcr, Jos Santos Rraga, Jos Severo Gran-
je, Jos Silva-Araujo, Jos Silva Costa, Jos da Silva
Maia, Jos Siqueira Mano, Jos Souza Marques, Jos
Souza Pinto, Jos Sacramento Si lira, Jos Tbomaz A-
guiarO. F., Jos Venancio Pimenta, Jos Victorino
Silva, Jos Xavier Faustino Ramos, Jos Xavier Vi-
anna.
(Continuar-si-ha.)
Pnblicacoes Ltterarias.
Sabio a luz o resumo do arithmetica, extrahido de
S. F. I.acroix, pelo professor pubbco S. H. de Albu-
querque: acha-se a venda na livraria do Sr. doutor
Coutiiiho, na esquina defrontc do Collegio prego a
610 rs.
Krcvccomccar a distribuieflo pelos Srs. assig-
nantes.
Versos de Antonio Joaquim de Mello : as lo-
j.is dos Srs. Figueira praca da Independencia ;
doutor Coutinho esquina do Collegio ; Gardozo
Avies ra da Cadeia do Rocife ; Santos & Compa-
nhia roa da Cruz.
Deseripco histrica do Brasil Columbin e
Guiana, publicada por urna sociedade, e mpressa
em Lisboa, 2 volumes. Vende-sc na ra do Collegio,
luja, n. 3.
V visns martimos.
Coral..........
Diversas provincias
79 i. 910
.2,610
797,020
RACTIFI CACAO.
Na semana passada sacou-se ao cambio de 97d.
por 1,000 rs., e nlo ao de 27 I 2, cuino por engao
sedisse na revista mercantil publicada bontem.
Mmimciilo Navio entrado nn dia 9.
Liverpool; 39diaa, barca ingh-za H'ilHam-llusirll, do
300 toneladas, capitfloJnhn I). Goulding, oquipa-
gem 16, carga fazcmlas ; a Russell Mellors fc c '
t
Ionio Marques, Jos Antonio
Antonio Pereira Reg, Jos
Antonio Silva Jnior, Jos
le, Jos liento Freitas, Jos
rea, Jos Gaelanu Goelho,
KIMTA
Miguel Archanjo Monleirode Andradt ojficial da im-
perial ordem da liosa, cavalleiro da de Carillo, e ins-
pector da alfandega de /'ernambuco, por S. A7. o
Imperador, que Dos guarde, etc.
Faz saber que, no dia 10 (boje) do crrante, ao
nicio-dia, se ham de arrematar na porta da alfan-
dega 155 mantas de algodflo, para mesa, no valor de
173,000 rs., impugnadas pelo segundo osciiplinario
Francisco de Paula Gongalves da Silva, mi despacha
por factura ilo Cesar Kroger, sobn.511 : sendo di-
ta arrematadlo subjeita nos direitos.
Alfandega, 9 de agosto Miguel Archanjo Monteiro de Andrae.
oroupo; depois encostou-se ao peitoril dajanel-
la para ver mais voulade os jardins circumvi-
zinhos.
As suas feiges exprimiram entao una satisfcelo
notavel, ella que Io raras vezes sorria aos hoinens,
sorrio-sc sem segunda lengao as cousas. De todos os
lados lliechegava asombra das arvores, de toila a
parte eslava ladeada de verdura.
A casa de Gilberto altrahio as vistas de Androza,
como todas as oulras casas que cingiam ojardim.
Do lugar onde Andreza eslava s se poda ni ver as
agoas furtadas, do mesmo modo que s das agoaa
Birladas podiam ver Andreza. i\o I no atlrahiram el-
las, pois, a attenco. Que podia importar a orgulhosu
donzella quein morava la por cima ?
Ficou, pois,Andreza convencida,depois do sen 6X8-
nie, que eslava invisivel, o que nos limitcs.do tran-
quillo retiro nloapparecia nenhuin rosto curioso ou
jovial desses motejadores Parisienses to temidos
das mulheres de provincia.
Este resultado foi immedialo. Andreza, deixaudo
ajanellaaherta de par empar, para que o fresco da
manha podesse bauhar-lbe ale OS ltimos recados
uoquarlo, foi para achamin, locou a campainha,
e comegou a veslir-se, ou para melhor diz.er a des-
pir-sc na penumbra da cmara.
Nicotina appareceu, dcsatucou ascorreias de urna
caileiradccouro, queaindaera do lempo da rainha
Alina, urou um pente de tarlaruga, e desenrolou os
cabellos de Andreza.
Emum momento as longas trancas eosespessosi
ilnram como --
donzella.
los Bezerra Cavalcanle, Joo Cardozo Rebollo, Joo
Gancio l'ereira Freir, Joo Carneiro Silva lieltro,
JooC. Paes Audraile, Joo Carvalho Paos de Andra-
de, JoSo Fernandes Duarte, Joiio Fernandes Fafaye,
Joo Florentino Cunha Albuquerque, Joo Freitas ile-
zorrii, Joo Freitas Cuimares, Joo Fian cisco Duarte
Joo Francisco Oliveira, Joo Jacintho Moreira, loo
Ignacio .lo liego, Joo Joaijuim Castro Costa, Joo
Jos Uorel, Joo Jos .Miranda, Joiio Jos Pereira
Gabral, Joflo Jos da Souza Magalhilcs, Joflo Luiz Ga-
valcante Albuquerque, Joo Lopes Moreira, Joo
Marques Bacalhao Jnior, Joo Manuel Carneiro L-
cenla, jo Manoel Estoves oliveira, JofloManoel
Concia Moraes, Joo Manoel Corroa Viauna, Joo
Manoel l'ereira Abren, Joo Pereira Carago, Joo
Silva Cardozo INabuco, Joo Souza Arenellas, Joo
Soares Taneiro, Joflo Toixeira de Souza. Joflo Viei-
ra Galarln, Joflo Vieira de Mello, Jos Afro de Al-
buquerque M. Jos Almeida Cosa, Jos Alfonso
ten eir, Jos Antones de Oliveira, Jos Antonio Al-
isios, Jos Antonio Carvalho Braga,JosAn-
l'into Guiniaros, Jos
Antonio Seixas, Jos
Antonio Santos fon-
da Cunha, Jos Cor-
, Jos Cordeiro Carva-
lho Leile, Jos Cosa Foulos, Jos Carlos de Le-
iiios, Jos Gaelano Medoiros, Jos Camello liego
Burros, .lose Das Ferreira, Jos Esteves Vianna, Jos
fernandes bastos, Jos Ferreira Oliveira Santos, Jos
Francisco Azcvcdo Lisboa, Jos Francisco Itelm,
Jos Francisco Costa, Jos Fonseca Magalhfies, Jos
Fonseca Souza, Jos Fonseca Santos, Jos Gon-
calves Medeiros, JosGuedesSalgueiro, Jos Higino
de Souza Peixe, Jos Ignacio da Cimba Rebol lo, Jos
Ignacio SoaresMacodo, Jos Joaquim Firmino, Jos
Joaquim Gomes Brilo, Jos Joaquim Maria liamos,
Jos Joaquim Peixolo (.uimarcs, Jos Joaquim dos
liis, Jos Joaquim da Costa, Josel.eite de Oliveira,
Jos Luiz da Cunha Vianna, Jos Luiz Farias, Jos
Luiz Ferreira, Jos A. Ferreira de Oliveira braga, Jo-
s Miguel Costa, Jos Maria da Cruz, Jos Maria Cos-
ta Paiva, Jos Maria Ferreira da Cunha, Jos Mana
Gilberto sollou um suspiro abafado. Apenasco-
nhecia elle os bellos cabellosjde Andreza, que a mo-
da e i etiqueta acabavam de cubrir de polvilhos
mas reconbecia Andreza, meia despida, cem vezes
mais bella nessa negligencia, do que o fra com os
mais pomposos ornatos. A bocea confranzida uo li-
nha mais saliva, os dedos ardiam-lhe de febro, os
olhos extinguiam-se de tanto eslarem (ixos.
Quiz o acaso que Andreza emquanlo a penleavam
fitasse os olhos na mansarda de Gilberto.
Sim, sim, olha, olha, munniirou Gilberto,
mais que olhes nada veras, e cu vejo tudo.
Gilbertoenganava-se, Andreza vioalguma cousa,
era csse vestido flucluanle, enrolado em torno da
Cabeca do mancebo, e que lite servia de tuibanlo.
Apontou ella com o dedo a Nicotina esse eslranbo
objeclo.
Nicotina inlerrompeu a complicada larefa queem-
prehendra, e designando a Irapcira com o pente,
como que perguntava a sua ama se era esse com ef-
feilo o objec'toque lhe aponlava.
Lssa telegraphia, que Gilberto devorava c de que
se comprazia apaixonadamente, linha, sem quo elle
o pensasst, lerceiro espectador.
De repente, Gilberto sentio urna nio brusca ar-
rancar-llie da fronte o vestido de Thercza, e cabio
fulminado ao reconbecer Rousseau.
Quediabo faz Vm. aqui ? exclamou o philoso-
pho franzindo o sobrolho, curregando o rosto, e exa-
'.minando minuciosamente o vestido da inulher.
Para o Itio-de-Janeiro sabe muito breve o bri-
gue Mociedade, forrado e encavilbado de cobre, de
boa marcha, e de bonscommodos para passageiros:
para carga ou passageiros, a fallar com Jos Fran-
cisco Collares, na loja de l'erragcns, esquina da ra
da Cadeia, oucom'o capito Jeronymo Jos Tollos.
Para Loanda o brigue portuguez Rosa : quem
nelle quizer carregar alguma carga miuda ou ir de
passsgem, dirija-se ao capito Jos Francisco da
Costa Roxo ou aos consignatarios F. S. Rabclo &
Pililo.
Avisos diversos.
por
Jos Patricio do Carvalho. morador em San-
Jos de Maria-Farinha, faz sciente que se acha em
sen poder um cscravo por nomo Felizardo, crioulo,
com os signaos segujntes: bonita figura, o olhodi-
reito com una bel ida, pelo qual nada v, e coma
caneca raspada: por isso, quem se julgarseu dono,
dirija-se a ra do Queimado, loja n. 1, aonde eu
Patricio me acbo at amanha, 11 do corrcnle; e em-
bolcadoque seja das despezas feitas com o dito es-
cravo, duvida nonhuma porei em enlrega-lo ao seu
legitimo dono
O al.aixo BSSigntTdo, autor do annuncio no Dia-
rio de 'ernambuco ns. 175 e 176, acerca da prela Del-
lina, declara que esla foi pelo ahaixo assignado en-
tregue,em 7 do correle, ao Sr. Manoel Antonio Fer-
reira Gomes, subrinho da senhora I). Maria Ignacia
Ferreira, a quem a referiibr'prcta disse pertenec-; c
por eu reconbecer no Sr. Manoel Antonio Ferreira
Comes toda a probidade, lhe liz entrega da mesma
para a remeter referida senhora.
Jodo Yaz de Oliveira.
lima senhora de bons costumes se encarrega
da criaeflo de meninos de peito, impedidos e desim-
pedidos, e tambem recelie meninos para desmama-
lem-se, no que promelte esmerar-se : quem do seu
prestimo se quizer utilisar, dirija-se a ra Augusta,
na loja do sobrado que tem a frente cor de chumbo.
Precisa-se fallar a Mr. I'ugy : na ra de Santa-
Rila, n. 85, ou queira anntinciar a sua residencia
para ser procurado.
Aluga-so um sobrado de dous andares, sito na
praia do I .guildes, n. 25: a tratar na ra das Cru-
zes, n. 30.
- Os professores de daguerreolypo, ha pouco che-
gados a esta cidade, precisam alugar um primeiro ou
segundo andar, as ras da Cadeia, Collegio, pateo
do dito, Crespo, Queimado, ra Nova, ou alerro da
lina-Vista : quem quizer la/eresle negocio dirija-se
aos mesmos jirolessores na ra do Trapiche, casa de
Malheua Austin & Companhia.
--No deposito de charutos da ra larga do Ro-
zarlo, o. 38, acaba-so do receber um sor lmenlo dos
memores charutos da Baha, viudos pelo vapor Im-
ptralris,i6 varias qualidades, os verdadeiros San-
Felix, primores, fima llavana regala, cigarros de
la Havana, Irabuquelhos, c muitas mais qualida-
des: lodos esles charutos teem merecido grande con-
currencia pelas suas boas qualidades. Os freguezes
acharo sempre bom sortiment desta fazenda, por
prego rasoavel.
Francisco Cavalcanle de Albuquerque l.ins
embarca o seu cscravo crioulo ponime Zenobio,
para os portos do sul.
Quem quizer lomar leltra sobre a Babia, diri-
ja-so a ra da Cruz, n. 40.
wnuwrfgnaamu '- wi.w^pf-y icr.v.iiMT-i
Nada; para que entilo se esconda com este
vestido?
O sol me deslumbrava.
Nos estamos ao poente, e o sol deslumbra-o
quando nascei' tem Vm, os olhos bom delicados!
Gilberto balbuciou algumas palavras, e vendo que
cada vez mais se encravava, cobrio enilni o ros lo
com as m.los.
Vm. mente, c tem medo, disse Rousseau : loeo
obrava mal.
Lapos desta terrivel lgica, que acabou do ani-
quilar Gilberto, Rousseau poz-se descoberlo cm fren-
te da Irapcira.
Por um senlimento Io natural que nflo he preciso
explicar, Gilberto que anda ha pouco trema do ser
visto nessa Irapeira, langou-se a ella logo que Rous-
seau ah se poz.
Ah! ah disso este em ton'i que coalhou o san-
gue as veas dcGiIberto, o pavilhflo esta acora ha-
bitado.
Gilberto nflo deu palavra.
E por gente, continuou
LOTI-RIA do theatro.
No dia 13 do corrente andam nfallivelmente as
rodas desta lotera como tem sido annunciado, vis-
loquea venda dos respectivos bilhetes se acha'mu
adiantada pela influencia que tom havido em conse-
quenciado novo plano, que be na verdade muiln
vantajoso e o mais bem confeccionado. He, porm
preciso que esta influencia nflo arrefec,a o que os
amadores desle jogo concorram para que os mes-
mos bilhetes so acabom certos de que anda (can!
do alguns em pequeo numero sero entreguos na
vespera do andamento a sociedade organisada, e no
dia marcado as rodas nflo deixaro de fazer o.sru
gyro.
Aluga-so urna padaria no Becife, na ra do Rur-
gos.cujoaluguel s* receber empflo: a tratar na
praca do Corpo-Santo, n. 13.
~ Necessita-sc alugar dous andares de sobrado
que tenbaiii bons commodos sejam arejadns osi-
tos cm urna das segundes ras do bairro de S.-An-
tonio : Queimado Cabng Cadeia, S.-Francisco
pracinha do I.ivramento, Larga do Rozario Crespo'
e Collegio : na ra Nova, n. 4C.
-- Coutinuam a estar para alugar as casas terreas
de ns.25, 27, 29 e 31, sitas na ra Real, prxima ao
Manguind asquaes teem muito bons commodos
com quintaos murados e porto do embarque; a tra-
tar com seu propriclario Manoel Pereira Teixeira
morador prximo aquello lugar.
Alugam-se tres casas (erreos, no
becco do Peixoto, pelo preco
mil ris cada tima : a fallar
res cada tima : a fallar na ra do
Crespo, n. i5, com A. da C. S. G.
AVISO AOS AMANTES DA HORTICULTURA,
No Atterro-da-foa-Vista, n. 6, caso do Sr. Oliveira.
Arnol Perc & Fils, membros da sociedade real
de Horticultura de Paris, ultimamonte chegadosa
esta provincia, teem a honra de participar ao publi-
co, quo vflo expora venda urna grande e bella col-
lecflo de plantas, flores e arvores de fructos, laes
como pereiras, maciciras, ceregeiras, parreiras, etc.
etc., das melhores origens da Europa; urna grande
vare lade de amarilio, dahlias, peonas um sorti-
menlo de grflos de hortalices e de flores: ludo mili-
to fresco e em perfeito estado de conservagflo e por
precos os maiscommodos possi veis. Para facilitar as
conveniencias dos Srs compradores, ellos se obri-
gam a fazer por si mesmos as plantacOes de todos
os productos que venderem, dando assim aos mes-
mos Srs. urna completa seguranca sobre a germina-
cao das semenles e reproduceflo Jas plaas.
-- Arrenda-sr/o armazem da casa da ra do Col-
legio, n 18 : a tratar na alfandega com o Sr. Do-
mingos Caldas Pires Ferreira.
Precisa-sede um pequeo brasileiro para cai-
xeirode urna venda : prefere-se sendo de fra da
praga : atrs da matriz da Boa-Vista casa n. *.
Aluga-se urna preta para lodo o servico interno
de urna casa : quem a pretender dirija-se a ra da
Guia o. iii.
Manoel Gomes da Silva embarca para o Rio-de-
Janciro a sua escrava de nome Josepha do genlio
de Costa.
A pessoa que repetidas vezes annunciou querer
comprar cobras de viado vivas querendo urna
bastante grande e viva dirija-se quanto antes a ra
da Florentina, n. 16.
D-se dinheiro a premio sobre penhores de on-
ro e prata hypotheca ou boas firmas ; na ra es-
trella do Rozario, n. 30, segundo andar, se dir
quem d.
Aluga-se um prelo robusto c diligente, para
servente de pedreiro, ou qualqucr outro servido
nesta praca quem o pretender dirija-se a ra da
Aurora n. 42, segundo andar.
Furiaram, da destiladlo de Jos Goncalves Cu-
rado, na roa da Praia-de-S.-Rita n. 17, na noite do
dia 5 do corrente varias pegaso canos pertenren-
tes ao apparelho da destilaeflo continua de Derosne,
c tambem um grande capacete de alambique sim-
ples. Na mesma fahiica j o mez pussado se mu ba-
rato varias pecas tambem de alambiques, como fos-
sem lorneiras canos etc. Rog-se a quem tlver
comprado alguns destes ohjeetos, o favor de dar
parte na dita fabrica ,-que se pagar o quo por lles
liverdado ; bem como se gratificar a quem der no-
ticia aonde existem algumas deslas cousas.
Isidoro (Meiguo,' chegado de Paris, pelo navio
francez lieaujeu, tem a honrra de oflerecer os seus
servjcos as pessoas que desojaren! dar quaesquer
janflHnde cerimonia assegurando-lhesque teriio
lodo o lugar de lioarem salisfeilos ; pois que o an-
nuuciante,.leudo vivido bastantes anuos com Mr.
Verour do palacio real acha-se em estado de riva-
lisar com elle na arle culinaria : os pretendentes di-
rijain-sca ra da Cruz n. 19, escriptorio de Cals
11 nios.
O primeiro secretario da sociedade Philo-Tcr-
psichore avisa aos socios em geral, que boje (10) ha
reunifloda mesma sociodade.
Precisa-se de urna mulher para ama de casa,
que saiba bem cozinhar: na ra das Cinco-Pontas,
n 16.
.. -.,':.
Epuxou-o para a janella, pondo-o a descoberlo.
Oh nflo, senhor, nflo, pelo amor de Dos! ex-
clamou Gilbertoestirando-sc para escapar-se.
Has para escapar, o qua era fcil a um rapaz forte
e gil como Gilberto, era preciso travar urna lula,
e urna lula com Rousseau, una lula com o seu dos,
nao o permitlia o respeito.
Vm. conheco aquellas mulheres, disse Rous-
seau, o ellas o conhecem ?
Nflo, nflo, nflo, senhor.
Entflo, so as nflo conhecc, e Ibes he desconbeci-
do, porque se nflo mostra ?
Senhor Rousseau, Vm. algn* segredos levo
em sua vida; compadeea-se, pois, do um segredo.
Ah traidor, exclamou Rousseau,sim, conheco
os segredos desta especie, scrcatura dosGrimms,
dos Holbachs, lizeram-te aprender um papel para
me captares a benevolencia, inlroduziste-to em mi-
nha casa, e me entregas; oh! que sou lies vezes
tolo, oh! i stupido amante da natureza, que creio
pho, pergenie q cortee, a SB!5? ptaos i SSSL "'" """ "***+ C lrig P"ra ""
Um espino exclamou Gilberto indignado.
_cal,iram como mlnan^wl^^ por dSVar altensl0 do
1 Nada, senhor, disse elle, absolutamente nada.
a esto mostrando.
Gilberto, que vio que haviaavancado demais, fez
um mu Hlenlo para Irs.
Nem o movimeulo, nem a causa queoproduzra
escaparama Rousseau; comprebendeu que Gilberto
linha medo de ser visto.
Nflo, disse elle Iravando do punbo do rapaz
no, mcu joven amigo; aqu ha alguma trama, ao
desigtiarem esta mansarda; Taca favor de se ur
aqui. r
Dize-mec ; em quo dia me venders tu, Ju-
das ? disse Rousseau envolvendo-se no vestido de
1 liiTr/ii, com que machinalmente licara na mi, e -
julgando-so sublime de dr, quando desgracada-
ineute nflo era mais que risivel.
Senhor, Vmc. me calumnia, disse Gilberto.
Calumnio-lo, serpente ? bradou Rousseau,
quando te acbo oceupado em te corresponderes por
gestos com os meus inimigos, em contar-Ibes por


O LIDADOR N. 203
-.n, materias 13o interessantes, quoniio podemos
\l\r3r de recommendar a todos a sua letura.
_' OlTercco-so para o servido interno de urna casa
ipnouca familia urna mulher capaz : quem do seu
"restimo se quizer ulilisar, dirija-se ao boceo do Cal-
libouco, n- 22.
__ prccsa-se fallar com o Sr. testamenteiro do
fillecido Jos da Silva Botelho : na ra da Cruz, n.
2 011 aiinuncio sua morada por esta folha.
0
0
Repetidamente teem apparecido annuncios
,lo doutor Casanova, inculcando-so do perito @
...Mitiv de. llores Ha denles? mn nnuerme _
curador de dores de denles; mas pessoas

que, por demasiadamente crentcs, teem expe-
rimentado ns applicaces do Sr. doutor, por
!.!.. Inim 11 n i' 11 r 11>' 111 iln iliinl 1 i, t .11,<> <*
@
caridado teem obr.gacflo de declarar que es-
tilo assaz arrepondidas de sua credulidado.
m
1
_^4 i^-, _^ __ _____
..OSr. Jo3o da Silva tem urna carta na na do
Crespo, n- M < vindado Cear remettida por um
seu filho aue existe naquella provincia.
Aluga-sea casa terrea n. 101 da ra do Coto-
vello, por barato preco : na ra do Vigario, ns. 5 o 7.
,\ pessoa quocstverna possibilidade do onsi-
nar bem grammatica latina msica o piano, que-
icnilo ir para o matto, dirija-se a ra do Queimado,
n. 17, segundo andar, que ahi achara com quem
tratar; damio-se preferencia a algum Sr. reverendo
sacerdote, quequeira igualmente ajustar-so para
capellilo.
('asa da ir
na ra eslreita do Hoznrio, n. 6.
Tendo-so transferido o andamento das rodas da
segunda parte da 17." lotera do tbealro para o da
13 do correte espera o cautelist da casa cima,
me os seus freguozes concorram a comprar o resto
das suas cautelas que se achain a venda cortos de
que ncllas tirarSo boas sorles. A ollas, que sito pou-
cas e os procos diminutos.
__Aluga-se a casado EXm. Manoel do Carvalho
Paos de Andrade, sita no Corrcdor-do-Bispo, a qual a-
cabadeser desoecupada pelo Sr. F. H. Luttkens: os
prelendenles dirijam-se ao corretor K. G. do 01 i-
veira.
JoiTo Mauricio de Barros \Vandcrlcy_ propie-
tario do engenho Gindahy, no municipio do Scri-
nhflem. comarca do Uio-Formoso morador no dito
cngenbo, ora residente nesta cidade, declara que
nada deve o que no tem sacado nem aceWado let-
tra alguma, e nilo saca e nem aceita : por [isso he
falsa toda lettra que appareccr sacada, 011 aceita
por elle Rocifc, do agosto do 1817. Jodo Mauri-
cio de Barril Wanderley.
--Precisa-se de urna ama para todo o servico de
urna casa de pouca familia : na ra larga do Roza-
rio loja n. 12, se dir quem a quer.
FUNDICAO
r
^tfBft> >
I'erdeu-sc, no dia3do correntc anoite, um
brincodoouro.de tilagrana, desde o largo do ''-
vramento at a ra do Amorim dentro do Recifo :
3ucm o tiver achadoe quizer restituir a seu dono ,
irija-se a ra da Cadeia loja de ferragens n. 56 ,
que ser recompensado.
No sobradada travossa do Veras na Boa-Vista,
n. 15, precisa-sede urna ama de leite forra, ou
captiva.
PARA AS PESSOAS QUE TENCIONAM SEGUIR
VIAGEM.
Na ra do Rangel, sobrado n. 9 tiram-so passa-
portes para dentro o fra do imperio despachar-
se cscravos e correm-se folhas; tudo com muita
brevidado o a preco muito e muito commodo.
Aluga-se urna casa atrs do muro da Penha por
seto mil rs. mensaes : a tratar na ra do Queimado,
n.40, segundo andar. Na mesma casa se alugam
pretas para venderem azeite de carrapato.
Precisa-se de um caixeiro portuguez que te-
lilla bastante ^ratica de venda c di) fiador a sua
conducta : na ra do Rangel., n. 50.
--JosPradinex, cuteleiro, avisa ao respeitavel
publico desta cidade, que so acha cstabelecido na
ra doCabug n. 12, equis sempre estar promp-
to para fazor quaesquer forramentas ou instru-
mentos de cirurgia .trinchantes o outros: tamben
concerta espingardas faz freios para cavallos es-
poras de todas as modas, e tudo o mais que for
concernentoaoscu ollicio. Tambem amla as tor-
gas, quintas e sabbados.
Vende-so um bonito moleque peqa, do 17 a j
1 18 annos, do muito boa conducta, sem vicios |
I nem achaques, equo he ptimo para pagem ; ;|?
I na ra do Vigario, n. 24, se dir quem vende, p
irmmwmmmmwmm wwmmmwmmwm
Francisco Xavier das Ghagas Sicupira participa
ao publico, que, tondo aceitado urna lettra da quan-
tiade 373,0*0 rs. no (lia 3 do correte, acontoceu
que depors desellada levara descaminho por dijo
motivo Roa inutilisada e sem vigor algum, por j ter
aceitado outra com a data do dia : o para que n3o
baja llovida licara sem effeito algum a outra que
foi aceita no dia 3.
Compra.
C.SWRRJt]..,-l,ie1a,i.,8,;e*
anligoestabclecimento.avisamao.sseusfreguezeseao
publicoem geral, que ellos sempre teem um gran-
de sorlimento de moendas do lodosos tamanhos,
fabricadas em suas oflicinas, tendo, porlanto,a
fortidilo, solidez, boa construcQflo e melhoramon-
tos que a pi tica de longos annos tem mostrado
seren necessarios o que as obras de carregacSo
offerecidas aqui com tanto einpenho, nunca se
aoha. Possuindoosannunciantes para aperfeiQoar
assuas obras os anparelhos mais modernos o com-
pletos que a sciencia vai indroduzindo, nada deixam
a desejar ; e leudo adquirido com grandes dospezas
um crescido e indispensavcl numero de ollieiaes pe-
ritos as suas prolisses, c escolhidos de entre os
melliores da Europa achaoi-se verdaderamente
habilitados para offereceiem com pcrfeita con lia n-
ca aos Snrs. do engenho a grande vantagom de po-
ilerem sem receio apromptar qualquer obra com
aquellas brevidade e ponlualidado tio indispcnsa-
veis aos seus importantes inleresses. Nesla lubrica
tambem fazem-se rodas d'agon todas do erro ,
moendas machinas de vapor o toda qualidade
de ma'-.hinismo pormaior ou mais ditbcil que se-
ja. Advertindo-se que todas as obras sao garanti-
das, ofTerecendo desta nianeira a mais ampia se-
guranca de sua boa c liel execuco.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 31 da ra
do Trapiche com excellentes commodos, vaiandas
de ferro adianle c atrs, e bonita vista para o mar :
a tratar no urmazcm da mesma casa.
signaes talvez, quem sabe, o objocto da minha ulti-
ma obra ? ,.
Senhor, se cu viesse a sua casa para trabir o se-
gredodoseu tiahalho, teria procurado antes copiar
os seus manuscritos que csto no escriptono, do que
contar por signaes o objecto de que ellos tratam.
Era urna verdade ; o Rousseau reconheceu tanto
que liaviadito urna dessas enormidades que lhe es-
capa va m as suas monomanas de terror, que se
eufadou.
Meu amigo, disse elle, sinto ter-lhe dito o quo
disse ; masa experiencia me leni tornado severo ;
a minha vida tem sido composta de decepces ; te-
nlio sido trahdo por lodos renegado por todos,
entreguo, vendido, martyrisado por todos, bou, Vine,
o sabe.um dos Ilustres desgranados que os gove. nos
dcsterram da sociedade. Em tal situai.no he permit-
tido ser suspeiloso. Ora, Vmc. me he suspcito, poi-
tanto saia da minha casa.
Gilberto nao esperava por esta peroracno.
Elle, Gilberto, ser expelldo? _
Gerrou os punhos confrangidos, c um raio Ibe
oassou pelos olhos, quo fez tremer Rousseau.
Mas esse raio mo durou, o cxtmguio-sc som ru-
"cuberto refiectira, que, rctirando-se, ia perder a
ven'ura lio grata de ver Andrcza a cada instante do
dia, e islo poniendo a amizade do Rousseau ; era ao
mesmo lempo a desgrasa e a vergonha
Gahio, pous, do alio do seu orgulho cjunlou as
mSSenhor, ousa-me, disso elle, urna palavra,u-
mas.
-- Cjmpra-se Novo tnestre da lingoa
ingleza por Nicolao Jaku ; Diccionario
francez-ingloz e inglez-francei em a vo-
luuicsem oilavo ; variacoes para vioiao,
das mais modernas e bonilas : quem li-
ver annuncie.
Contina-sea comprar forro fundido, cobre e
bronze velho : na ra do Brum, n. 8.
Compra-se um sitio : paga-se bem, se for uestes
lugares : Mondego Golovello ou Trempe : na ra
das l.arangeiras, n. 14, segundo andar.
__Compra-se urna esclava moQa do boa hgura,
que saiba cozinhar e lavar, e nao tetina vicio: agra-
dando paga-so bem: na Roa-Vista, ra Velha,11. 18.
Quem a tiver, devo appareccr das 11 horas da ma-
ntilla as 3 da tarde.
(Jompra-se papel ou diarios para cmbulbo.a
120 rs. a libra : na travessa das Gruzes, 11. 10.
Gompram-se cscravos de ambos os sexos, de
12 a 20 annos com habilidades ou som ellas: sen-
do de bonitas (guras, pagam-sc bem: na ra ua
Gruzes n. 22, segundo andar.
Casimiro Garnier, rclojoeiro,
na ra Nova, n __,
acaba de receber, pelo ultimo navio francez um
bello e rico sorlimento de joias consstndo em
aderecos, brincos, alunles, aunis, cassolotas, gar-
gantilhas, pulseiras, tranceliiis lindos relogios pa-
ra aenhora. Igualmente lem um grande sortimento
do relogios de ouro e prata ; ditos patento inglez .
e suissos horizontacs ; elegantes corralos de boleo;
lunetas de ouro ; oculos de alcance ; ditos de 2 v-
dros. Os procos s3o os mais commodos; pois que o
annuneiante.reccbendo estes ohjectos directamente,
contenla-so com um rasoavel lucro. Na mesma casa
acha-so um rico sortlmenlo de relogios do cima de
mesae do painel com msica do ultimo goslo de
Pars ;eum piano de superior qualidade, o muito
commodo para viajar.
Vendem-se lengos de seda, para meninos, a
720 rs. cada 11 m de padrOes os mais lindos possi-
veis ; cortes de chitas finas a 3,200 rs.; cobertores
propros para cscravos a 1,000 rs. ; os melliores
chapeos do Ghili que ha, a 0,000 e 10,000 rs. ; algo-
dflo trangado ; dito mesclado azul; dito cor do cafe;
picote de lislras, a 200 rs. o covado: na ra do Quei-
mado 11.11 A, loja nova de R. G. I.eite.
Vendc-se calvirgem de Lisboa, cm
barris, da melbor que lia no mercado, e
por preco muito rasoavel : na ra do
Trapiche, n. 17.
Na ra da Cruz, n. 2(i, vendem-se caixas para
rap, que Imitan) tariaruga, de todos os tamanhos;
esleirs feitasno Aracaty, em porches e a retalbo;
urna porcjio de sapatos abotinados; saccas com fan-
nhado mandioca, esal que se acha a bordo da su-
maca Carlota.
Vende-se, na ra Nova urna boa loja toda en-
vidracada, c com proporces para se morar dentro
com familia : lambemse vende com fazendas, dan-
do-seo abate que se ajustar adinheiro OU com
boas letras : na praca da Independencia livraria
ns, 6 e 8, se dir quem vendo.
Vendem-se dous pardos, sendo um
perleilosapateiro, de 18 annos, de boa fi-
gura, c que be pi oprio para pagem ; dnas
pretas, de ao anuos, de elegantes figuras,
boas costureiras, lavadeiras, e que enom-
nuuii solVrivelmente ; nina parda, de >.i
anuos, com as mesmas habilidades
c ipie
eque,
J (/ninfa essenciu da macontwria,
011 o que lio de mais curioso na arle real
sob o Mulo de
ANNAliS 31A CON NI COS :
8 volumes pequeos em francez,
larissima, boje exmela em
ra
do
Rangel
eilicao
l'aris. Ven-
Si), seguinlo
de-se na
andar
Vende-se urna preta, de 20 c tan-
tos annos, que cozinba, engomma, lava c
be prop ia para vender na ra : na ra
do Cabug, loja de miodezas, n. 1 1).
Vende-se urna preta do Irinta c tantos annos,
que cozinba, lava e vende na ra, por prec.o com-
modo : na ra eslreita do Ro/ario, segundo andar,
n. 11. _
Na nova loja de Francisco Jos Teixeira lias-
tos, na ra do Queimado nos quatio calilos, n. 20,
vende-se algodflo da Ierra eucorpado o largo, em por-
(1o e a retalbo.
Sou inflexivel, respondeu Rousseau ; os bo-
mens me teem tornado com as suas injuslic.as mais
feroz do que um tigre. Vmc. corresponde-se com os
meus inimigos, v para ellos, nSo o impcc.o : li-
gue-se comelles, nao me opponhoa isso, massaia
de minha casa.
Senhor, aquellas duas mo?as nao s3o suas 1111-
migas; sao inadamoiseMc Andreza eNicoliua.
Quo he essa madamoisello Andreza, pergunlou
Rousseau, a quem esse nome, j pronunciado duas
ou tros vezes por Gilberto, nHo era inteirainente es-
tranlio, que he essa madamoisello Andreza, diga .
Madamoisello Andreza, senhor, he a fillia do
barflo de Taverncy ; he, oh perdc-me di/er-lhe
estas cousas, mas he porque. Vmc. mofla a isso,
lio aquella a quem amo mais do que Vmc. amou ma-
ilamoisi'llo Galey, o madama do Warens, a ninguem;
he aquella quo cu segu a p, sem dinheiro, sem
pflo al cahir na oslrada quebrado de cansaco e
partido do dr; be aquella que fui tornar a ver hou-
tem em Saint-Dcius, aps da qual corr ato a La
Muelte c a quem do novo acompanhei sem que me
ella vissede La Muelle al a ra vizuha a esta; be
aquella a quom por acaso dcscobn morando nesse
pavilh3o; he aquella, emfim, por amor de quem qui-
zera vir a ser um Turenne, ou Richclicu, ou Rous-
Rousseau conheca o corago humano, e o som
dos seus lirados; saba que o melhor conuco n3o po-
"dia ter esso accento acompanhado de lagrimas, com
que Gilberto fallava, e esse gesto febril com que elle
acompanhava as suas palaYras.
>
lie perita engomniadeira ; um mo
le 14 antios, pnuco mais ou menos, e un
mulatinlio de 7 annos: todos sem vicios
nem acbaipies: na ra do Crespo, loja
n. 1 A, se dir quem vende
/Idmiravel oavalha d_ ac
da China.
Tem a vantagem de cortar o cabello sem offenca
ila pello, doixandO a cara parecendo estar lia sua lu i-
Ihante mocidade.
Esic ac vimii exclusivamente da China, o so nono
Ira ha I ha m dous dos melliores e mais abalisados cu-
leleirosda nunca excedida ericacidaJe de Pekn),
capital do imperio ebim. ___
1 AUTOR SHAW.
N. B. He recommendado o uso destas navallias
maravilhosas por lodas as sociedades das sciencas
medico-cirurgicas, lauto da Europa como d'Amenea,
Asia o frica, nilo s para prevenir BS molestias da
culis, mas lambem como um meio COSMTICO.
la-sea contento, o responde-se pela sua boa qua-
lidade: pois s se vendem as vcrdadeii as, na ra larga
do Rozarlo, n. 2*.
REFRESCOS.
Xaropede groselhe, feilo do verdadoiro summo,
viudo ile Franca a IllOO rs. garrafa ; dito de llo-
ros de larangeira, a 1,000 rs.a garrafa ; dito leiloda
verdadeira resina do angico, que he mullo COnllCCI-
do e approvado por as pessoas que padecem do pel-
lo, por ja ter feilo ptimos benelicios, a 1,000 rs. a
garrafa ; ditos de maracoja, tamarindos, lin.noela-
ranja, a 500 rs. a garrafa: no Alerro-da-Boa-\ isla,
fabrica de licores, u 17.
Lotera do llio-dc-Janeiro.
Aos 20,000 000 de rs.
Na loja de cambio do Viera da Silva na ruada
Cadea-Velha.n. a4,vendem-so bilbeles e meios ditos
da 22. lotera a beneficio do llieatro S.-I'edro de Al-
cantarado Rio-de-Janeiro, eujos bilhetes v3o asig-
nados por Vieira da Silva,para clareza do comprador,
ao pagar dos premios. A ellcs, anles queseacabem,
e chegue o vapor com a lisia.
,: .-.-iBir.uweeHUi.T
Com que enlilo, disse elle, aquella mo?a he
madamoisello Andreza ?
Sim, senhor Rousseau.
l.ogo, Vmc. a conheco ?
-- Son lilho da sua ama.
Entilo, menla Vmc. quando ha pOUCO me ili-
ziaquea nao conbecia, oso nao be um traidor, he
um mentiroso.
_- Senhor, disse Cilbcrto, \mc. me rasga o cora-,
Cflo, e na verdade, faz-mc-bia menos mal se me
matasse ueste lugar.
-- Ahitemos a phraseologia ooestylo de Hide-
rot e de Marmontel; Vmc. he um mentiroso, meu
SC_!0pos bem sim, sim, disse Gilberto, sou um
Casimiras elstica
a l$rs. o covado.
Vendem-se supeiores casimiras elsticas, pelo
barato p,vr,o do 1,000 rs., o covado ; ditas Trance
zas, suporiorese do bonitos padroes, a 5,000 rs. o
corto ; dita preta muito (na a 3,500 rs. o covado ,
panno preto de boa qualidade para pannos degre-
tas a 3.IUI0 rs ; superiores b.ins trancados blancos
e de puro linho polo barato proco de 1,000, l.-H o
1,600 rs. a vara ; ditos amarellos do puro linloo
muito finos a 900 e 1,000 rs. a vara ; ditos de li ras
decorosa 8S0 rs. a vara; nscadinl.os irinpdo ,
propros para meninos a -2iO rs. o covado; a bem
acreditada fazonda chadroz de linho para jaquel",
a 100 rs. o covado; zuarlc de vara de largura a *v
rs. o covado fazenda muito propria para preio ;
algodes trancados azues de lislras o mesclados a
390eSUrs.o covado superiores pocas do nrea-
nha de poro linho muito lina e com 6 varas o meia ,
a 5.500*0 6,'500 rs.; macedonia mesclada para cal-
Cas a 140 o 500 rs- o covado ; chitas escuras linas
o de cores lisas a 5,000 rs. a peca ; ditas franeczas,
do vara de largura a 80 rs. o covado ; meios cha-
les de cambraia de qua.ros, a M0 rs. ; hamburgo
de linho, a S60 rs. a vara ; brim trancado pardo e do
linho a 610 rs. a vara ; meias para senhora a 210
rs. upar; cortes de cambraia lisa com 6 varas o
meia muito lina, a 5,000 rs. ; e mitras militas ra-
zondas por proco muito barato: na ra do t.olle-
eio loja n. l.
Vendem-se 191 pecas de cabo do Cairo i na ra
do Trapiche, n. 8.
Medicina universal.
Plalas vegetaes de James Morison.
\ medicina vegetal universal he o resultado do n
anuos de nvesUgacOes do celebre James Morison.
Por meio destaa pilulas conseguio sen autor inn-
meras o aimiraveis curas, desde as alleccOes quo
atacam as criancas de peito at as molestias chro-
nicas do ancjo.
A Europa saudou esto remedio como remedio uni-
versal para todas as docncas e ate boje anda nao
lo desmentido tal titulo.
Esta medicina vera acompanhada de urna roceila
que ensina o facilita a sua applieac>. Consiste em
tres preparacOes, a sabor i duasqualidados de pi-
llas distinctas por nmeros o um p cada qual
goza de modosoacQOes diversas.
\S pilulas n.l sao aperitivas; purgam sem abalo
os humores biliosos e vicosos, e os expulsam com
efllcacia. ...i
As den. Sexpulsam com esaes humores, igual-
mente com grande fiirc,a os humores serosos, acres
o ptrido--, de que o sangue se aelta a miudo infeeU-
do; percorrem lodas as partes do oorpo, e so ccssan
de obrar quando teem expulsado todas as imi^f8-
a terceira preparacSo consiste cm nmHvonda
vegetal sedativa: he operativa, tomperante* ado-
cante : torna-ao em commuui.com as pillas e facili-
la-lhes os molboreseffeilos. ..;,,
A pnsicno social do Sr. Morison a sua fortuna m-
dependente, repellein toda a ide.a de CharUUniS-
,..,.'; e as admi'aveis curas, operadas C6m O M
systemanocoUegiodosaidede Londres, sao mais
que garantes da elllcacia do seu remedio.
Recommonda-seosta medicina, quenSopede nem
resguardo de lempo, nem de posicffo da Mrte do
doente,a lodosos que, atacadosdcmolestia.sj.il-
gadasincuraveis, se quizere... desengaar da sua
V"oxhqiicahumani.laderecheosoiividos aos in-
leressadosom desacreditar estes remedios tao sim-
ples tao commodos e tao verdoros.
Vendom-se somonte em casa do nico o yerda-
dero agente J. U. Elsler, na ra da (.adcia-Vcllia ,
n. -29.
iwpvD' I '
Dli RAPE PINO
FABRICA
NACIONAL
A grande exlraccno que tem l.do este PM?
que Poi exposto a venda be prova MUMIdo
gomacollirmenloque tem merecMo. O "g
iH.silobe narua do Trapiche, n. 34, e a n.laino
' ,u le-se as lujas dos Srs J. I. de (Mlm
I F. Pinto* Irnfio a. B. Vaz de GarnUo. Cu-
nhai Amorim, l'onles & Sampa.o na ra da Ca-
,,,;., Jo Recite ; A. I, do olivera Reg a .ua da
Madre-do-Deos; Campos & Almeida, lid.ra do
Queimado; T. A. I onseea I mbcl.no Max m n,
''' Carvalho, na ra do Cabuga ; C. G. U eckcu.rudo
praea da Independencia ; Caetano I-. ierrena lio
nazi'. M. Estima, e Antonio l'cro.ra da Costa o
Gama, Aterro-da-Boa-Vista.
ijmmii jiimoan'>' iii'
oh tanto peior tura vos. Mas faz-so **%&**
desteso dia dehontem, nos dous lomos tr.nta pa-
ainaa a CODar boje. Alerta, Gilberto, alerta!
8,G"bertoPtra"ou da mOo 'do philosopho e levou-a
aos labios; tanto nao teria elle feto com i mo de
UMantesde sabir, c emq.iai.lo Cilberto comino-
Krvr4T.^
SS1o^
meTdioso.-enhor-, e' opeSor he no n7prh.derIiii^Jjg-.. J*.
Vmc. se.noll.ante mentira. Lm mmUnmmUM-] gjftg (1SS1; |tUsseau,
a minha velha ca-
vine. sciiioiii""".- ii"-"!.". -......,"., .,,., ,iC(,'__lira bem, isse nousseau, a iihium ivm.
aiaisaSR a__JS_s tf-Bas........""" "50' "SiUSl"" ""*
*W,V ___._.!_:..._ Mli.n nminrai n;i roiisc- la lUVtllll IIqUIcI. ., ____.
ha de para sempre deixar grande romorso na couaci-
'"nousseau passava a m3o pela barba a olhar para
esse mancebo, que tantas analogas tinha com elle.
Istohoum grande animo, ou um grande im-
nostor, disse elle; mas, emlim, se conspiran! con-
tra rnin, porquo nao licaroi cu na IBflO com os los
da conspirado.
Gilberto havia dadoquatro passos para a porta, e
com a mao na chavo esperava a ultima palavra que
oexpellissedetodo. ou de novo a chamasse.
N3o fallemos mais nisto, meu lilho, disso Rous-
seau. Se estis enamorado ao punto quo dizois,
a juvenil ligura.
Ob bella juvontude accresccnlou elle suspi-
rando:
Oquvontu primavera del eta.
O primavera quiventu del anuo.
I-, tornando a por no prego o vestido de-Thereza,
melanclico desceu a oseada seguindo os passos de
Gilberto, por cuja mocidade talvez nesse momento
trocara essa reputacSo queabalava adoVoltaire, o
partilhava com ella a adiniragio do muudo inteiro.
iContinuar-se-ha.)
L



M. J_J---------
Vende-se um pardo sapateiro de bonita figu-
ra ; um dito de 10 annos; urna negrinha do 12 an-
nos, com principios de costura; 3 pretas de ele-
gantes figuras e com habilidades; una dita de 18
annos, que engomma e cose para fora da provin-
cia : no pateo da matriz do S.-Antonio, n. 4, se dir
t]Uom vende.
Vendem-se caixas de cha hysson, de 6, 12 c 13
libras om porgos ou a retalho ; caixas de velas
de espermacete de.e6 em libra : na ra da Alfan-
dcga-Velha n. 36, em casa de Matheus Auslin & C.
O FINO PANNO DE I.INIIODO PORTO
est se acabando a 800 rs. a vara; lem pegas de
15,16 o 19 varas, e o de 600 rs. he de 25 varas e urna
terca ; excellentes mcias de algodo cr ; ditas pre-
tas |>ara padre ; ditas flnissimas de linho : na ra do
Queimado, loja nova de Raymundo Carlos I.oite,
ii. 11 A.
Vende mnito bom cb hysson c pe-
rola em caixas de 7, 8 e 10 libras, em
grandes e pequeas porcoes, chegado
ltimamente : na ra do Vigario, aun 1-
zemn. 4, de Rothe 6c Hidoulac.
Na loja nova do Passeio, n. I ,
vendem-se cassas modernas, de crires (ixas o largas,
a 240 rs. o covado ; chitas de novos padrOcs e bous
pininos a 1,500 rs. a pega o a 120 rs. o covado ;
alm destas, ha um completo torlimonto de fszen-
das de todas as qualidades: ludo por prego com-
modo.
opouiiiioo
odjJ jnd o s'.iprp||inh su snpoi op snpuaznj Bp tt\
-IlDUMpOS opuliiioo iui SBlBSp iuo|n o 'S.I OOC't i'
,SOOUld suoq o sajoo np SBiiq.) np oiuauiviosoao 11
lun opuAOj um RpRO -sj 0K?'l ep oJod oiiuiiq 0|3d
' i:.in.-.ii'| 9p s<'ni 1 i-ii ,i"i,is p 'evuaisjjsd izaouijd ha
-Ol B 9S-0pU8A 'C II OjllOHIV-'S P 09Jt (II! .11IOJJ
-uoD ijqufdaiop >o iiiyes saBJummo ap Bfo| v
0|)CA
-ODOSJ08r^I V
Vendem-se 80 caixes jvasios, rara assucar, por
prego commodo: na ra do Trapiche, n. 17.
y Vende-se um sobrado de um andar c solflo, ,
8 acabado ha muito pouco lempo a troco de &
ff dinheiro ou de escravos de ambos os sexos : jj
gj na rua das Larangeiras, n. 14, segundo andar m
Vnho de Ghampaiiha
da superior o muiloacreditada marca
Cmela,
vende-seno armazrm dcKalkmanii & Iloscnmiiiid,
na rua da Cruz, 11.10.
^ FMPRIMEIRA HkO, 3
vendem-se caixas com velas decorado Rio-de-Ja-
neiro e de Lisboa; e tambem brandos bngias e
tochas: na rua da Senzallu, armazemn. 110.
PTIMAS NAVaLHAS
Pelu p/ocesso das temperas das mellia-
resfabricas de Gtiima/aes.
Kxcellenle fabrica 0111 Lisboa.
Estas navallias sa leilas do mais fino
ac da ?necia e temperadas em agn que
conten os mesmos principios que se en-
conlram na mu i afamada de GuimarSes ,
e para provar a sita superior qualidade ,
bastar saber-se que sao preferidas. poi
quem urna vez as experinienlou, a tas veem de Inglaterra Franca e outros
paizcsontle a arte de entelara est in
questionavelmente em grande adiauta-
mento.
Tem u.aisas snpraditas naval has a im-
portante circumstancia de conservaren)
por muito tempo a afaco, de corta re m
com rapidez o cabello da barba c final-
mente de nao offenderem neni levanta-
rem a pelle, oque as torntil mu iccoin
mendaveis.
'Vendem-se nicamente na rua do
Crespo loja n. 8 de (ampos & Maya ,
onde nao se duvida dar para os prclcn-
dentes as experimentaren!.
' Vendem-se os mais modernos c superiores Jii
fp. chapeos francezes ; chitas de novos padrOes f|
i- c mais superiores que as imperiacs; risca- jfc'
Ira dos finissimos e de novos padrOes ; beni co- |Hj
fr nio outras muitas fazendas de gusto : na rua |h*
1TJ do Queimado loja nova de Jos Moreira |.o- (t
||_ pes&C., casa amarella, n 29. Llj
SAO' DE PATATE a 3,200 rs.
Chapeos de sol, de panninlio, basteas de a\o, mc-
lhoiesdo que os que teem viudo, nflo s pela sua boa
qualidade como por terem as capas de oleado; um
sorlimenlo de fazendas finas de todas as qualidades;
casimiras do cores, as mais modernas que ha: na
rua do Queimado loja nova n. 11 A, de Rayniundo
Carlos Lei le.
LOTERA DO RIO-DE-
JANE1KO.
Vendem-se bilheles e meios ditos da
22.'lotera do theatro de S.-I'cdro de
Alcntara : na loja de cambio de Manoel
Gomes.
Vendem-seescravos baratos, na rua das
Larangciras, n. 14, segundo andar: 1
.iV molecotede nagiJo, de 18 annos, sem
vicios nem achaques, comollciode co-
i zinheiro; um molequo de 13 annos,
muito esperto dous pretos de 25 annos, proprios
para o trabalho do eampo; um pardo com ofllcio de
sapateiro ; um prelo por250,000 rs.; una mulati-
nho de 15 annos com principios de habilidades;
una n.egrinha de 6 anuos por 250,000 rs. ; una di-
ta de 10 annos, propria para se educar; 2 pretos
para o trabalbo de campo; e mais outros escravos
que se mostrarSo aos compradores.
Pareeem de seda.
Novo sortiment de chitas prelas assetinadas a
240 rs. o covado os padrOes silo muilo mais boni-
tos do que os das primeiras; chales de lila, a 2,400 ;
novas mantas do seda, a 3,200, 4,000, 10,000, 14,000,
18,000 e 20,000 rs. ; lindos longos de chal, ooai
franja de retroz a 1,500 rs. : na rua do Queimado ,
loja nova de Rayniundo Carlos l.eilc. n. 11 A.
Vende-se una preta de naglo de 14 a 15 an-
nos mucama do casa de bonita figura com al-
guinas habilidades, sem vicios ne'ni achaques : ven-
de-se para o mallo ou lora da provincia : o moti-
vo da venda se dir ao comprador : na rua da Con-
cordia a direila passando a poulezinha segunda
casa terrea.
fWfear
Vende-se cera do carnauba da
qualidade que lem apparecdo ,
retalho como em porgos: na
Larangeiras n. 14, segundo
junto a relnagflo.
Vende-se um sobrado de dous andares e sotiio,
que ronde 70,000 rs. inensaes por prego multo
commodo: na rua das Larangeiras, n. 14, segundo
andar.
Vendem-se i( barris com niel : na
rua da l'raia, venda u 38.
Ven Ic-se una porco d^ livros no-
vos, em brochura e cnradeniados con-
sistindo em romances, Panoramas con-
tras militas obras ; >. mappas da cidade
do Lisboa : tu do por menos proco do
que as lojas mado nos qnalru-catilos, loja amarel-
la, n. 2(j.
Vnova loja n, 17,
doE*asseio-|>ui>lico,
com frente pinta-
a ile ven
vende-se um novo sorlimenlo do rispados francezes
de padrOes modernos escuros e milito largos, pro-
prios para vestidos por seren de cores lixas a 200
rs. o covado ; novas e ricas cambraias escoeczas do
cores lixas muito largas a 320 rs o covado ; una
porgo de cortes de chilas escuras < de cores lixas ,
com 10 covados, a l.ooo rs. ; chitas de raniagoni pa-
ra cocerlas de bonitas cores a 180 e 200 rs. o co-
vado ; contras umitas fazendas de que lia grande
sorlimenlo, por mais commodo prego do que em
outra qualquer parle. As amostrasdSo-se com pe-
nhores.
Vende-so una elegante canoa de carreira de
umspo deamarello muito boa de vara o leve
decoros; os pretndanles com avista nao doixarao
de agradar-so : na rua de Apollo a fallar com
Joiio Esleves da Silva.
Por I nO/OOO rs.,
vende-se urna canoa de conduzir agoa toda cons-
truida de amarelloe sicupia ; os pretendentes nao
deixarflo de fazor negocio a vista do objecto edo pre-
go cima declarado que he, o mais barato possivel:
na rua da Scu/alla-Nuva venda de Jos Pereira se
dir quem vende.
-- Vende-srt muito superior panno de
algodo da torra, largo e eucorpado : na
rua (Jo Crespo n ?3.
Vende-se urna parda de bonita figura, de 18 a
20 anuos que cose chao e faz renda de todas as qua-
lidades : na ruada Cadeia do Reeife, loja de Joo da
Cunta MagalhSes.
Vende-se una escrava crioula com urna cria
de um niez : na rua do Rozarioda Roa-Visla 11. 53,
primeiro ailar se dir oque a dita prela sabe fa-
zer e o motivo porque se vende.
Vendem-se, na livraria da rua do Crespo, n.
11, os seguales livros : lexicn latiiuim de Fon-
seca ; Dictionaire de Roquete ; Curso da historia de
pbilosopbia por V. Cousin, 3v. por 6,000 rs.;
Hagasin des enfans, 4 v. ; Tratado da religiao por
3,000 rs.; Noticia verdica doa acontec montos que
liveram lugar no cerco do Porto, por 1,000 rs. ; l'r-
meiros elementos pralicosdo foro civil, por M. M.
8. por 2,000 rs. : Tentativas poticas por 1,600
rs.; novo Testamento por 3,000 rs.

Va rua do Crespo, loj.-i o. i), de
Campos & lis.yji,
vendem-se os mais modernos e lindos corts de
cambraia de listras abortas brancas c de cores do
ultimo gosto da rainha Victoria a 6,400 rs. ; finis-
simo merino preto, pelo muito barato prego de
3,200 e 4,000 rs. o covado ; alpaca prela muito lina
c encorpada a 800 e 1,280 rs.; cassa chita de bom
gasto a'240 rs. o covado ; o outras muitas fazendas
por menos prego do que em outra qualquer parte.
Veade-se cal de Lisboa em barris pequeos ,
sendo da mais moderna que exisle no mercado : na
rua de Apollo armazera de Almeida & Fonseca.
Vende-se urna escrava: na rua das Cruzes,
n. 15.
: Vonde-se una boa venda sita em bom lugar,
e antiga na rua do S.-Cruz do bairro da Boa-Vista,
com bons commodos para familia, a dinheiro ou
a prazo e com os fundos a vontade dos comprado-
res, ou mosmo s a armagilo : adverte-se que o alu-
guol he muito diminuto o que tambem servo para
um principiante em rasflo de poder alugar a una
outra pessoa o primeiro andar.
Vende-so urna pardinha de 16 annos, que cose,
cozinhao engomma alguma cousa ; duas prelas,
que tambem cozinham e lavam : na rua do Quei-
mado, n. 33, com frente para o largodo Collegio,sc-
gundo andar, so dir quem vende.
Vende-se um palanquim desconcertado, pelo
prego de 15,000 rs.: na praga da Independencia,
n. 34.
Vcndem-sc casaos de pombos, muito bons bato-
dores grandes o de excollente raga ; bem como fi-
Ihotes muilo gordos : tudo por prego commodo : na
rua da Florentina n. 16.
Vendcm-se duas cscravas de nago Angola ,
que cozinham bem o diario de urna casa, o lavam
de satino e varrclla : na rua do Queimado, loja de
Antonio da Silva Gusma~o.
i\a novalojan. 17,
com frente para o
Passeio-Publieo,
piulada de verde,
vende-se un grande sorlimentode chitas finas de
Cores muito fizase padroesagradaveis, a 100 o 120
rs o covado o a pega a 3,800 e 4,500 rs. ; pegas de
algodlozinbo largo ,sem avaria e com 18 jardas, a
2ff rs.; longos do cambraia para grvala padres
ricos, a 160 rs. ; duraqnc c alpaca cor de cafe mui-
to lustrosos, a 600 rs. o covado; e outras muitas fa-
zendas, do que ha grande sortimento, por prego
maiscommodo do que em'ontra qualquer parte,
para chamar a attengilo dos freguezes.
A setecentosrs. a
vara.
Na loja deC,uiiriarres.Serafim& Companhia ven-
de-se brm trangado francez bastante eucorpado
e de puro linho, pelo barato prego de 700 rs. a vara.
Esta l'azenda se torna recoinmendavel pela boa qua-
idade.
Kun do nova loja desirguero.
Lima
vqnde uniformes militares, para todas
as patentes de legi1o, cavallaria c in-
tentara da guarda nacional ; galOes de
ouro e piala; chapeos invernizados-para
oagens.
Vende-se nina prela de 35 annos que sabe bem
lavar, noznhar fa/er' renda e eoser : tudo com
perfeigflo, por prego commodo : na rua deS. Rita,
n. 52. '
-- Vende-se um pardo de 23 anuos mestre peri-
to de sapaleiro por isso que faz bolins o sapatOes
de lustro com a niaior perfeigflo possivel; he pti-
mo coziiiheiro do diario de una casa, c be muilo
del,humildeede elegante vista: na praga da In-
dependencia, a 5.
Vendeni-se duas escravas mogas de 20 anuos
cada una pouco mais ou menos, por prego com-
modo : na rua do l.ivramento venda n. 30.
-- Vende-se por prego commodo nina canoa de
carreira que pega em 12 pessoas : a tratar na al-
fandega com Domingos Caldas Pires Fcrreira.
Vendem-se esleirs ; cnuriuhos miuilos; um
resto de sola ordinaria, para bohuleiro; charutos de
regala : na rua da Cruz U. 24.
Vendem-se ertes de
cambraia de seda,de no-
vos e ricos nadres, pro-
gg prios para bailes; lenyos
de cambraia de linho ,
bordados,mu ricos;pan-
nes finos e casimiras ; e
outras muilas fazendas
de gosto : tudo por me-
nos pi eco do que em ou
Ira qualquer parle : na
a nova loja de Jos Morei-
ra Lopes & C., na rua
do Queimado,casa ama- '
relia, n. 29
Vende-so um Mestre inglez, por Jaku n rua
de S.-Francisco, antigamento Mundo-Novo, n. 66
Vonde-se arroz branco, pela medida velha "ou
em arrobas por muito barato prego; dito de casca
pela mesma medida : na rua da Praia, n.'39. Na mes-
illa casa precisa-se de um pequeo portuguez 1
12 a 14 annos, o que. tenha alguma pratica do venda
o d boasinformagOesde sua conducta : prefere-se
dOS ltimos eliegados.
Q*\0*\0*10 +10 *10 I* *I 1010&
P Vende-se bolacliinha de agoa e sal, de 2o K
1 em libra, todas furadinhas.e muito boas
g>) para cha e caf; bem como de leite o ovos que
Ct servem mesmo para doentes, por n3o terein
0 composiges oleosas; bscoutos redondos,
^ doces o d'ovos ; bolachinhas; fatiasdos mes-
gmos : tudo foito com todo asseio e das me-
Ihoros rarinbas que ha hoje no mercado: ts~.
fjl bem se vai fabricar bolacnina de araruta : no i
pateo de S.-Cruz, padaria n. 6, defronle da Q
igreja.
<30\*@l*0fo0fo @i* && 0^ tfTtt (JPft 0Mt9
Vendem-se dous molecotesde 15 a 18 annos-
um ptimo mulalnho de 15 annos ; urna mulatinha'
do 12 annos que cose ch3o e faz renda ; um cabri-
nha de 12 annos : na rua Direila n. 3.
Vendem-se 8 escravos, sendo : protas e pardas
de 14 a 22 annos com habilidades ; pretos o par-
dos : na rua das Flores, n. 17.
Na'rua do Trapiclie-da-Alfandega-Velha, casa
n. 44, primeiro andar, escriptorio de FirminoJos
Flix da Rosa vende-se retroz do Porto sorlido
do todas as cores, por prego commodo; bem como
chumbo de munigito.
Vende-se um cofre do madeira, com chapas de
ferro e segredo dentro e ora, por muito commodo
prego : na rua das Trincheiras, n. 42, segundo an-
dar.
Vendem-se 3 cscravas, sendo :duas de idade do
16 a 18 annos, c.om habilidades; urna dka de 26 an-
nos, ptima quitandeira e lavadeira : na rua das
Cruzes n. 22, segundo andar.
Vende-se urna preta de naglo, de meia dado,
por prego muito commodo: na rua dos Copiares,
n. 27. .
Vende-se superior arroz branco da trra, lan-
o emsaccas como em alqueire por prego muilo
commodo : na rua da Praia, n. 46.
Vende-se, ou hypolhoca-se um sitio, em que po-
do ter-se 8 vaccas de leite e com casa : na rua do
S.-Jos, n. 54.
Vende-se urna boa escrava com bom loile
para criar, e quo sabe cozinhar e engommar na
rua do l.ivramento n. 3.
Vende-se. um sitio com bastantes arvoredos
novos e materiaes para fazor urna casa na Soleda-
de, estrada do Manguind : a tratar no mesmo lugar,
n. 19.
Vende-se estopa, propria para saceos : na rua
do Trapiche, n. 8
Vende-se fio da India proprio para coser sac-
eos : na rua do Trapiche, n. 8.
Escravos Fugidos.
No armaiein do Bacelai, no largo da
Alfundegn, n. 3, vendem-se latas com
superior bolachinli.i de aYarut chega-
das no ultimo navio, vindo do Kio-de-
Janeiro.
Vendem-se duas prelas, sem vicios nem acha-
ques, sabendo urna dellas cozinhar o diario do urna
casa ," ambas lavando de sanan e varrclla e sendo
proprias para todo o servigo ; urna parda propria
para lodo o servigo todas por prego barato: na
rua do Crespo, n. 12, a fallar com Jos Joaquim da
Silva Maya.
Fugiram, do engenho Pindoba da frogueza do
Ipojuca em o dia primeiro do corrente dous es-
cravos sendo um preto de nome Affonso e urna
preta, do nome Felicia : o primeiro representa ter
40 anuos, grosso do corpo cor alguma cousa fula,
o he coxo da perna esquerda : a segunda represen-
ta 35 annos, alta, secca do corpo cor muilo fula ,
com marcas muito visiveisde feridas cm urna per-
na. Ha rasflo para crer-se que fugiram para o sorUIo
de Ipojuca. Itoga-se as autoridades policiaca o ca-
plfles do campo,quo osapprehendam e levem ao di-
to engenho que serflo gratificados.
I'iigio de bordo do patacho Velicano um escravo
de nome Hoque, dp San-Tlioni estatura baixa,
rosto redondo e sem barba, com feridas as pernas,
vestido com camisa e caiga azul e brrelo inglez.
Eslc escravo pcrlcnce a Joflo Jos Pereira do Azeira,
do Rio-de-Janeiro. Quem oapprchender, queira le-
va-lo ruada Cruz n. 66, casa de Caudino Agosli-
nho de Barros, por quem ser recompensado.
Fugio, no dia 7 do correte o cabra Izidro ,
baixo ; levou caigas brancas, jaqueta deriscadinho
j desbotado e bonete azul na caliega : quem o pe-
gar leven seu senhor, Antonio Joaquim Rebcllo
Pessoa cm Ulinda no sobrado du dous andares,
conbecido pela venda do poni na esquina quo vai
do Amparo para o Rom-Sueesso que recompensa-
r ; assim como pede a todas as autoridades poli-
caos a captura do dito escravo, e protesta
com lodo o rigor da le contra quem o livor acol-
lado.
Fugio, no dia 3 do corrente da matriz da Var-
toa um pelo de nagfo ladino velho, baixo, ma-
gro quebrado ; foi escravo do Sr. Antonio Alves,
que tem silio no Remedio, onde elle estava ; he tra-
balhadordo enxada, c de nome Joflo ; levou caigas
de riscado, camisa de algodlozinbo collele c cha-
peo de palha : quem o pegar leve a rua de S.-Tlic-
reza. n. 20.
Acha-se, desde o dia 16 do passado fgida a
pela Joan na, de nagflo Rengela de 30 annos pou-
co mais ou menos ; he bem conhecda por usar do
de vender spalos para senhora, (rucias, bolos, etc.
be alta, secca do corpo cor fulla rosto comprido,
olhos fundos, nariz um lauto afilado denles lima-
dos heigos grossos ; tem urna marca antiga no la-
do esquerdo do rosto proveniente de una denu-
da que Ihe deram bragos finos o compridos |'J
seceos e tambem compridos, pernas cheias de veias
e cncarogadas; lie bastante ladina. Esta preta,por ter
muilos conhecimentos, julga-so estar acoitada : por
isso protesla-se usar de todo o rigor da lei contr*
quem admilti-la em sua casa e muito so rcconi-
menda as autoridades policiacs, capitflesde campo
o mais pessoas do povo a captura da mesma escrava,
prometlendo-s* aos ltimos boa recompensa sea
levarem ao Aterro-da-Roa-Vista n. 17 fabrica do
licores de Frederico Chaves.
Fugio, no dia 6 do corrente, um molcque de
nagflo, de nome Pedro, estatura regular, de 18 20
annos, ps grossos e apalhetados, nariz bstanlo
chato beigos grossos bstanle ladino ; mas, son-
do.interrogado com aspereza, principia a gaguejar.
Roga-sc as autoridades policiaes toda a vigilancia,
eaos capilflesdo campo, queo peguem e lbve.n a
Jos da Silva Oliveira na rua ireita, n. 2, segundo
andar, que gratificar generosamente.
PEKN.: KA TYP, DEM. F.DE PARIA.----1^4? >