Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08509

Full Text
I*
Anno de 1847.
Sabbado
_ niJRIO poMle-r toHo os Ski, q.ie n3o
" ,,. ,.rH< opreco da "natura h d
r L nuarlel, pn dtanlattm. 0$ an-
n"nC L Un., em trpo dillerenle, as
'"'.''u P'l mel,,le- ,'ue n' f"rem ""lR"
SfwnPw: potada puMtatSo.
PHASES DA LA NO MEZ. DE AGOSTO.
.le 3 borne *0 miii. d manha.
M' oi' 16. 10 horas e 7 min.da manhiia
'"* nte' a I, as 2 horas e lmin. da manha
Cr" ...i.' a Ja. as l'or e mi"- dimaoha.
La cu'* '
PARTIDA D03 CORRRtOS.
(oiannaeParahvb, as segundas esextas feirM.
Rio-tirande-dn-Norte quintas feias aomeio-dia.
Cal.n, Serinliem, Ilio-Formoso, Poilo-Calvo e
Macelo, no I,, a 11 e 11 de cada mez.
Garanlmni e Bonito, a 10 e 21.
Roa-Vista e Flores, a Ila e 18.
Victoria, is quintas feiras.
Olinda, todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, s I horas 18 minutos da manilla.
Segunda, as I llorase 42 minutos da tarde.
de Agosto.
Anno XXIV.
N. i 73.
DAS d\ semana.
1 Secunda, 'i. Estcv.o. Aud. do J. dos o
pl.os ,1o I. do c. da ?v. edoJ.M.d* vr
5 Terra. S. trdlo. Aud. do J. do civ. da
t. v. e do i. de Paz do 2. dial, de t.
\ Ouarta S, Domingos de Oiisno. Aud. Un
> dociv.lv edoJ.de paz do 2 dist. del.
6 Quinla. S. Osvaldo. Aud -.lo J. le orpli.
e dtfJ. municipal da I. vara.
0 Seita. S. Xisio. Aud do I- do civ. da
I v. e do I. de par do I. dist de l.
7 Saldado. 5 Donato deLovoll. Aud. do I
dociv.da I. ve.lo J de paz do 1 dist. de t.
8 Domingo. S. Cyiiaco.
CAMBIOS NO DA 8 DE AGOSTO.
Canil.iosohreT^ndresaeV.d p. I#
, P.ris li.5 rs por franco.
I,ioa 105 de premio.
Deie.deleitm de Iwas lirin.s do/*!
0-ro-O.r.s lesp.nl.ol.... *
, MoedasdiM..OOvtlh ISJ.OO
, doOlOOiiov.. iCfni.n
!, de 1*000..... 91*00
Prala l'ataces......... ;j"<
ii pesos columnares... '#" "
Ditos mexlcauos... #'<"
Miud.............. '"
Accesdacomp.do lleberilw de iofOOO
ra.a o d.
/ no mez
a JttoOO
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:l i fino
, gjIOU
.#
a 1*91.0
. iJK'in
a l0
rs.ao par.
DIARIO DE PERRTAMBUCQ
PA*TE OFFICIAL.
..... ...... ^~~
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DA 26 DO PASSADO.
Qfljpjn Ao commandante das armas interino,
trsnsmittindo a guia tlosargento aggrcgado ao l.
haialhan decacadores, Joaqun Garca dos Santos,
oue Ihe fura remettdo pelo Exm. vice-presidonte das
Alagoas. Participou-so ao referido vice-presi-
denlc. .
ptoS Ao desembargador juiz relator da junta
deinstica, aecusando remossa dos processos de Can-
dido Rodrigues do Santa Rosa, Joo Evangelista, Jo-
su de Jess Jardim e Jolo Baptista de Souza.
Circular. Ao presidente da relacilo e. ao inspec-
, tor da thesouraria da fa7enda, participando que os
tachareis Antonio Borges Leal e Jos Pereira da Sil-
va liaviam sido nomeados juizes municipaes o d'or-
pliilos o i." do municipio d'Agoa-Preta, eo3.'da
comarca do Bonito. Tambem se participou sos jui-
zes de direito do Rio-Formoso e Bonito, e as cmaras
respectivas. .
Ofticio. Ao inspector da thesouraria .las rendas
provinciaes, ordenando o pagamonto do que se des-
pender com os presos pobres da cadeia do Limoeiro
m o mez de junho deste anno. Pai ticipou-so ao
chefe de polica.
Dito. Ao inspector interino do arsenal do man-
tilla eaocommandanteda escuna Leopoldina, scien-
ticando-os de liaver S. M. o Imperador resolvido,
que, na falla deoiTiriaesdc marinlia, sejam co nipos-
tos dos do ciercito os concelhos de guerra a que,
nesta provincia, tvercm de responder os individuos
que servirem na armada sem patente de odiciaes.
Dito. Ao administrador das obras publicas, de-
terminando mande organisar o orcamento e descrp-
eflo da obra do caes do Ramos pelo engonheiro Ro-
drigues da Silva. .
Dito. A' administragao dos estabeleci montos de
caridade, recommendando faca providenciar sobre
o quo, acerca do hospital dos Lazaros, pondera o
concellio geral de salubridado na parte do respectivo
relatorio que por copia Ihe remelle.
DEM DO DA 27.
Ofilcio. Ao Exm. e Rvm. bispo diocesano, soli-
citando o seu parecer acerca da parte espiritual do
compromisso da irmandade de Nossa Senhora da Paz
dosAfogados. .
Dito. Ao inspector da thesouraria da fazenda,
exigindosuaopiniflo a respeto docontedo em mu
requerimontodeManoel Francisco de Moura, almo-
charife do arsenal do marmita.,
Dilo. Ao administrador das obras publicas, ap-
provaudo a resolucao que tomara de encarregar ao
engenheiro Rodrigues da Silva a direceflo dos traba-
llmsda ponte da Tiicaruna.
Dito. Ao mesmo, dizendo incumba ao engennei-
rolJculhicr aorganisaeflo do orgamenlo, planta e
desciipcao da casa da cmara de Agoa-I'rela, dada a
liypothese de anda nlo havor feto este trabalho o
c\-cngenheiro Carvalhodo Mendonga.
DEM DO DA 28.
OUlcio. Ao commandante das armas interino,
scientificando-o de ler S. M. o Imperador determina-
do soja suspenso o recrutamento quando se proceder
:is prximas eleiges geraes. .
Ditos. Ao mesmo e ao coinmissano-pagauor,
communicando que o alfercs secretario do 8." bala-
lhao de cacadores, Antonio Jos de Sanl'Anna.obleve
seis mezes de licenga com sold, para vir a esta pro-
vincia ; e que o capitSo do cavallara de Maltu-Gros-
so, Antonio Jos I.ino de Oliveira, em servico na pro-
vincia do Ceara, rra mandado addir ao 6." bata-
lhao de cacadores. ,
Ditos. Ao presidente interino da relaQflo e ao
inspector da thesouraria da fazenda, inteiraiido-os
da remocao do bacharel Manoel Jos da Silva Neiva
do lugar de juiz municipal e d'orphfios do termo de
Goianna para os da Maioridade e mais annexos, no
Rio-Grande-do-Norte; e da nomeaQilo dos hacha-
reis Luiz Correia de Quciroz Barros e Venato da Cu-
nliaGouveia para servirem o referido lugar, o I. na
comarca da Boa-Vista, e o 2.' na de Goianna.
Portaras.Determinando, em cumplimento de
ordem imperial, que a Joaquim Luiz do Mello Cario-
ca se permita corlar cem duzias de pranxOos de ama-
relio ; oa Jos Higino do Miranda a mesma porcilo de
paos deamarello o sicupira.
MaaaaaaMi.............allll ,rr^af^*"*
ConHando S. S. no auxilio divino, persiste no sys-
tnma ailoptado para o melhoeamento dos negocios
pblicos, sem embargo dentro dos justos limites quo
a sua alta sabedoria lem lxado, ecom toda a madu-
reza dopensamento que urna obra tiesta nalureza
exige. Masseisto nao basta, encontrar-se-ha urna
nova prova das benficas intences do santo padre
na presente communicacSo.
Animado sempre S. S. do desejo do regular a mar-
cha da adminislracilo publica em urna ordem satis-
factoria, propoc-se elegere chamar a Roma urna pes-
soa dcada provincia, que por sua posicjlo social,
por sua fortuna o por seus conhecimentos rena as
quahdades apetecidas pelo governo pont.licio, o pos-
sua a conlianca o a estima dosseus concidadaos.
DsposicOes ulteriores determitiarao oscrvigo des-
ta assembla, seja para cooperar para a adminislra-
cilo publica, seja |>ara so oceupar do urna orgaiusa-
cDo melhor entendida dos concelhos provinciaes e de
outras materias anlogas. _
As pessoas que agora ou no futuro sejam eleitas
com este objecto polo sanio padre, rcsidirao na ca-
iiital dous anuos pelo menos.
Fcilmente comprehendereis quilo importante he
quo a eleiclo das pessoas em questo corresponda as
intencOes do santo padre. Estesdeputados nlo de-
vem ler outro movcl mais que obem pub ico, nem
outro objecto mais que o beneficio geral. Propondc-
me duasou tres pessoas desta especie entre as per-
lencentes a essa provincia, afim de que S. S. possa
lixar a sua esculla.
0 Ilustrado zelo que haveis demonstrado para se-
cundar as benficas intencocs do santo padre he urna
garanta segura do que se reprodu/ira em urnas cir-
cunstancias como as presentes, em que se trata de
urna medida que pode proporcionar grandes vanla-
gens a lodo o estado e a cada urna das suas pro-
vincias.
Roma, 11 de abril de 1817. ^
Oc**di*l Gizzi.
(Jornal do Commercio.)
PtlWAMBUCO.
EXTEnl B.
ITALIA.
ROMA, 20 DE ABRIL.
cicuLa dirigida ao* governadoret dai provincias pelo
governo pontificio para a convocando de urna
assembla de nolateii em liorna.
No meio da grande missao imposta a este pontili-
Pdo S S. naodeixa nenhu.n momento deseoecu-
;?a c'onl p ternal solicitude de lodos os melhoramen-
oue os dilierentes ramos da instruccao publica
sLr ultras ?r~ss s
berano.
JUHYO KECIFK.
2.' SESSO DA TE:RCEIRA ORDINARIA EM 5 DE
AGOSTO DE 1847.
PKESIDENCI* DO SENIIO FF.8BKIR GOMES.
As 11 e i horas, faz-se a chamada e veriica-se es
taren presentes 41 Senhores jurados.
6 Sr Juiz Presidente declara aberlaasessflo.e mu
ta aosSrs. jurados q ue faltaran), exclusive o Sr. Fran
cisco Anlonio de Sa Brrelo.
Sfo apregoados os reos o as lestemunh.is.
OSr.Jv'is Presidente diz que se vai proceder no
sorteio do concelho que lem de julgar a fieraldfl.Pe-
reira, processado porcr.modc foriinento., edcpois
de havor terminado o sorteio, e de ler o mesmo eoii-
celho prestado o juramento proscripto na le, faz. a<
reo o soguin te
iktehrocatorio.
Juii: Como se chama ?
Reo :Geraldo Pereira. .... .
Jui* Ondo se achava no da de setembro do
anno passado, na occasiflo em quo oi preep i
feo : Na ra das l.arangeiras.
Jui's : Porque foi preso ?
H0 por ter urna resinga com um camarade de
le"/il/z He verdac/e que nessa oocasiao ferio a Ma-
noel Alves do Nasciatenlo, seu companheiro.
114o Sim, Sr.
juz Con urna faca i
Uio : Sim, Sr.; depois dello me ter quebrado a
caheca
JU3
llt;n :
Juii :
leo
C*Dado por lindo o interrogatorio, passa-se le tura
das pecas do processo, o s allcgaces pro e contra
Terminadas essas allegacOes, faz-se o relatorio da
causa, c silo entregues quatro quesilos ao presidente
do concelho, que, recolhendo-se com este a sala das
confe oncia. reapparece pouco depo.s ..a dos deba-
es" coi" resposta afllrmaliva a terca parte dos rere-
''^sTju^l'residente, conformando-se com a deci-
Bo do'iurv, coiidemna o reo a um mez de pnsSo, a
multa^correspondente metade do lempo e n
UsS(9 i horas da tarde, levanta-se a sessio
Voss foi vistoriado ?
: NHo, Sr.
. Nem requercu para o sen'
. Nao Sr., porque me levaram logo para a
Illllil"- lili l'li.Uillimi.
BECH-E, 6 I AOOTO 1M 47.
Chegou boje do norte o vapor San-Sebaslido, com
"p? elle recebemos os diversos peridicos que se
KSSrlrG- vem datado do 28
^reffierdes'iatrovinciacontinuavaafuncc^
nar- mas, segundo colligimos das gazetas que ora
temos, vista, ou ell. nSo comprehende o alcance
da sua missao, ou, mui de proposito, malbfrata o
precioso lempo em negocios que mais aproveitam ao
inleresse privado deste ou daquelle membro da com-
niunh.-.oquo representa, do que ao bem geral dessa
mesma communhilo.
A lo ser um projecto quo dizia respeto a creaQflO
de mais urna cadeira de primeiras lettras para o se-
xo reminino da capital, e contra oqual Mpmil'
Ciara a presidencia ao dar o parecer que icerca dtl-
le Uto rr exigido, nenhum oulro e|,,,m''f '
auceslivesso incariiado osse ponsamento luminoso
que .leve de lovar o legislador a derramar or sobre
o paiz que o elegera toda a mstruco. todos os we-
llioramentos. lodo o beneficio a que no nenio aolual
tem direilo urna sociedade, seja qual for o numero
de nviduos de que se componha.
R para que se nao persuada alguom, que SSim nos
exprimimos, guiado por outro pharol que j
verdad, declaramos que entre asleis a decieur. cu-
lo objecto nos decidi a lazer semelliante juizo, lia-st
urna que aulorisava o governo a conceder a corlo ci-
dadfloe aos herdeiros deste o privilegio de cobra i,
por :10 anuos, 800 ris por cada re: que /i' molla, es-
Maila e etquartejada .em um edificio que esst odaddo
Iwucesse d> construir junto ao cual do acougue aa ci-
dade da Fortaleus. Foi lo censurada essa monstruosa
pretencio.uueaquelle a quen ella aproveitava, recu-
ouante a opiniHo publica, e em um roqueriinenlo
rejeitou a graca com que bondosos amigos qut-
riam preparar-Ihe urna renda afulladissima.
O Mi n. 37 traz um artigo em que o doutur Lile-
rato Carreira noticia ter-se servido, comSUCCessp.
da inhalacio doclhcr, por meio do instrumento ue
Charrire, en cerla prcla a quem amputara urna per-
na. Eis o que se colligo da narrativa
Ao cabo do 2 1 > minutos produ/.ira o cther o cuel-
lo desejado, pois que na enferma se manifestara le-
thargia profunda : o operador, apiovoitaiido-se to
ensejo, proceder immediatamente a amputado; e
em menos deum minuto, eslava I peina separada do
corpo, sem que a doenle lvesse dado o menor signal
de dr. Entilo, e quando o doutorse preparava a ser-
rar um osso, que, ao ligar as arterias, rcconhcOra
precisar dessa operaco, tornara I si a pesaos que la
solTr-la; mas o incansavel medico applicara-lhc lo-
go o instrumento, e dentro em pouco recobrara a pa-
ciente a insensibilidade que comecara a perder. Ape-
nas haviam decorrido de"nove minutos, e ia ludo
eslava concluido : no entretanto, anda a preta dor-
ma. Passados 35 minutos, despertara ella do lelnar-
go, e declarara que nada sentir en todo lempo que
eslivera a dormir; que lembrava-se de Ihe te-
rom applicadu bocea uma cousaqxw a hzera perder
os sentidos; que recordava-se de ler presentido um
som semclhante noque so ouve quando se esta ser-
iando algiim pedaco de madeira ; eqoelamDem
conservava na memoria as seguintcs palayras que
percebera .luanle o somno : estt osso faz mal.
Asfolhas do Maranbao alcancain a UdopredltO
mez.
A 15, dra-se em espectculo na assembla pro-
vinci.il a genio frentica, que.comitiandada em clie-
e pelo Sr. Angelo Muniz, he denominadaeamrtlto
pelos sectarios das Ideias de conciliario.
Nao leudo comparecido esse general, o Sr. Maciei,
lunar-lente de S. S.' a quem caba presidir
sessf.o, ullO a abrir at as II horas da manhaa, nao
obstante estarem presentes os deputados .pie preci-
sos se faziam para haver casa : caponas alias Ma-
rera declarara que nao poda veriliear-se a abertura,
por ter passado a hora que Ihe eslava marcada pe 0
lecimento. A maioria reclamara contra seraolnanie
decisao ; mas o valente campeflo da poltica mesqui-
nlia mo eslivera pela reclamacao o relirara-se da
casa rom os seus comparsas, entre os quaes acha-
va m-sc lies juizes de direito, um juiz municipal o um
commandante superior.
A'vista de tilo nsolilo procedimento, resolveram
os reclamantes encelar os trabalhos sol) a presiden-
cia doSr. Cromwcll, a quen compela dnigi-los na
ausencia do Sr. Maciel : e j cstavam funccionando,
quando este o os que o haviam seguido, de novo se
presentan na sala; proromperoem gritos; lailn:
as caleras que os apupan ; concorron assim para
oue seta ludibriado o poder legislativo da provincia;
u a todos estes actos de loucura addicionam o de reti-
rarem-se segunda vez, depois de haveren carregdo
de sobre a mesa os papis quo podan; habilitaros
adversarios a levarem a effeito a resolucao quoti-
uliain tomado.
Fsla estrategia ridicula levo o resultado que espt-
ravamosque aempregaram; pois que os partida-
rios da liga lambom se retiraran, ao reconhecer que
slavam baldos dos meios de que precisavam para
inulilisar o plano dos seus contendores, que consista
om protelar as discussoes, am deque lermiuasse a
sessfio sen ter-se votado a lei do orcamento.
Mas durou bem pouco essa Victoria mesquinha.
Reconhecido o lim principal de scinelhanle arliina-
nha o Exm. Sr. Franco de Sa prorogou a precitada
sess'lo at o da 22 do crrante agosto ; e Mdo-M,
em vrlude da prorogaefo, procedido a eleicflode no-
reco missfio de pulicia, fon ni dclla excluidos os
esforcados alhletas da camarilha, iforquanto a le-
fe ida commissUo lcou assim consliluida: presi-
dente, o Sr. desembargado.' Silva lavares; yice-
residcnto, o Sr. Cron.woll; 1. secretario, o Sr.
I ac 2." secretario, o Sr Costa K-rreira.
Asura que esses homens emperrados perdern a
direccao doslrahalhos legislativos, ja; nao poderao
ertu%a-los; pois que estilo eni completa minora.
Autorisado pela lei n. 233, o Exm. Sr Franco redu-
zra o corpo de polica a duas companhias, uelermi-
nando que cada uma dcssascompanhias se componha
de cem soldados, dous cornetas, oilo cabos, um fur-
riel, um prmero e tres seguudos sargentos, um alte-
res o um capitno; c que o estado maior e menor do
mesmo corpo apenas consto de um commandante
com a (traduaeflo do mejor, um capeltifo, um sargen-
lo-ajudanle eum sargento vago-mestre. Con esta
acertada medida, S. Kx. poupou a provincia alguns
cotilos de ris que se gastavam superlluamenlc. so
para ter-se um bal.ilhao de luxo.
Segundo ohalanco exarado em on.lM do iro-
qreew em 30 de junho prximo passado havia nos
cofres da lliesonraria doMaranhO o saldo de ris
20I-37MH6I, sendo 6:612^710 emnuro, I:377fj59em
cobre, 51:807^000 em notas, e 111:489^693 em let-
tras c bilheles a receber em dinrenles pocas.,
Bis os fructos de urna administracao econmica,
que nilo sabe esbanjar osdinheiros pblicos.
Ao partir pare aqui, o Exm. e Rewrendisslmo sr.
D. Carlos de San-los nonieara para governar o bis-
pado maranl.ei.se durante sua ausencia,,em 1.lugar
ao Reverendo mestre-escola Antonio Bernardo da
Encarnacfio: em -'.'. aoSr. arcipreste Joaqun J; da
Silva Sardinha; o em 3., ao Sr. conego Joso JoOo
dos Santos. ,.
Em Ical fra espancado Garlos Xavier dos Pas-
os. Procedra-sca corpo de delicio, etratava-so
de prender o delinquente. .
O nico jornal que se nos manda lo Para, chega
n 17 do precitado julho.
A provincia permaneca tranquilla.
\ 3 rallecra na cidado de Belm o commendador
Francisco Joso da Silva, que exercia as funecoes do
lliesoiirciro da fazenda.
Naa linhas que mais cima deixamos escripias,
gmenle transmiltimos aos leitores o que podemos
colher nos jornaes que nos Irouxc o vapor, o por
isso nao Ihus fallamos do Rio--Grandc-do-Norlo,
onde infelizmente anda nao lia puhlicacOes pe-
ridicas. Agora, p-orm, vamos oceupar-nos des-
sa provincia, extractando ..'esta pagina do nosso
Diario o que respeilo dola diz urna carta part.cu-
ar que temos entre-mnos, c que foi escripia aos 3
Prospera he o estado prsenlo dos Rio-Granden-
SC A Paovimwcu amerciott-sc dclles, e favoreceu-os
com invern tao copioso quo fez inmediatamente
renasce a abundancia de que os hav.a privado a
gecca deque lamben forera victimas em os annos
ltimos : e essa abundancia he Uto real, que a fari-
nhacomque o governo os mandara Mcronrer nao
cha compradores, nem mesmo ao proco de 2,400 is.
a sacca, que ltimamente selhearbitrou.
A esto srande ftvordo Autor de tupo se rene ou-
ao menos apreciavel, que multo |MB ('l"-rado
I para o bem-estar desses uossos irmBos ; isto he a
.residencia do Exm. Sr Casimiro Joso de MoraesSar-
M,'["'tc' prestante cidadflo nada tom poupado para
mell.orar a sorle do poyo que governa : jos seus es-
forcost sua dedieacSo, aosou mfat.aavcl zc o, devo
esse povo mullos beneficios, como por sen duv.da o
flos-egg, estrada quo tom de facilitara eommuni-
CRCO da provincia da Parahiha com a quo elle ha-
bita, e da qual ja se achara promptas duas "OgOaS;
-essa lole publica da capital, quas. conclu.., 0
que proporcionara aos Nalalenses agoa lmpida e pi -
,',.,,, daencharcadae porca queoutrora i-
n" ',, .. esss -asa, emfim, de escola primaria, que,
"endo sido principiada com a insignificante quant.a
de 700,000 rs., com que poderam socorrer oseo-
fres provinciaes. acha-se terminada .porque S. Exc.
Subscrovendo antes de lodos para obra ISOUtilj,*M-
,........s particulares a coadjuva-lo 00 nobre M
nhocoinquose alanava por dotar a cidade do Natal
de edificio publico, que tem 70 palmos do com-
DrimentO. 40 de largura, e C janellas de rieiilo.
' s ,. porm, noo obstante no falta quem faca op-
p he muilissimo injusta, pois que nao a merece o pre-
sidente que assim procede.
-----.i. nii'Hir _
Coiiiinuuicado.
Solemne respaila ao artigo do Diario-Hoto de 20 de
iulho, que se ituerm desmentido ao l)r. Joaquim
Manoel I ieira de Mello offerteida ao publico por
um amigo do mesmo Sr. Dr.edeseu irmaooSr. va-
noel llernardino J'ieira de Mello.
Ojuito quero de quem com uiio,
mas em paixdo me lea.
Muido proposito earteiran.ento altrihuio oami-
go do delego de Narerelh, ^Wj^ffifi
Andrade Lima,.......>sso amigo, oSr. i'-;**
noel Vieira de Mello, a msercao na .Sentnelia da Mo
narchia desse artigo, em que tem "^*t
nado por seu exceaso na prisflodo sargento Eugenio
A na ci, o por ...Uros seus desmandos: estava reser-
^ o a amigo do delegado, OU ao delegado am.go
desimeamor inquietar pola primeira vez essa paz
, i -ofenda, de que sempre tom gozado o nosso .Ilustre
imiKo, essa sua consciencia tilo sucegada, que tem
sido justamente adquirida por paga e resutado, em
premio mesmo do regramonto do sua exemplar con-
ducta publica e particular; estava reservado s a osse
valente general romper tito duradoura paz. Nao foi,
pois, 0 nosso Ilustre amigo, podemos afi".rma-lo, o
autor daquelle inserto, e nem teve nelle parte; la-
Ihaudo desta vez os dados atirados pelo delegado, o
queforam como o non causa pro cauta. Fingo
anida o delegado Porfirio ser causal desse epilheto
de excessivo, quo Ihe da o inserto da Sentinella, o
e.upenliocoin queS.S. buscou prendera Joao Alves,
assassiuo convicto do infeliz Soares, e quo omisado
estava no engenho Pedregulho do nosso amigo juiz.
SJ
<.


de direito; mas repare, S. S., que anda aqu temos
o non causa pro causa; pois nflo tendo nunca
S. S. ido, e nem mandado sua policia aquelle en-
genho, em diligencia desse, ou deoutros criminosos,
no so tcndo dado esse acto queS. S. expende,
tem, portanto, desappareeido essa rasiTo de represa-
lia, em supposto motivo de rixa.
S. S., atirando sobre o nosso honrado amigo com
a pecha de excessivo que Ihe couhe, traz a prisilo
de um tal Jos Borges, ordenada pelo juiz de direito.
Sentimos que o Sr. Delegado Porfirio, torcendo as
orciimstanoias desse facto, e revestindo-o de oulras
cores, se no lembrasse, que, indo Jos Rorges ser-
lanejo almoereve torear o corral de um lavrador
do engenho Pedregulho, para tirar um seu cavallo
all rerolhdoso apandado as lavouras desse lavra-
dor, tilo mal se ennduzio aquelle almoereve, amea-
gandoeom urna pistola e faca uua ao lavrador, que
preciso foi ao inspector usar de sua autoridade, fa-
zendo prender a esse insolente; e foi entflo na pas-
sagem do preso pela porta do nosso amigo, e de ca-
niinho para o engenho Crusah, residenciado entilo
delegado Jos Mara, quesoube elle do facto da pri-
silo, occorrido momentneamente o alguma dis-
tancia.
K quanlo insinuagflo que S. S. o Sr. Porfirio
larga sobre o destino desse e do oulros cavallos; di-
remos ao Sr. Porfirio, que esse aleive he de natu-
"7a tilo grave, com relagilo a pessoa a quern S. S.
quiz referir, que nfio tocaremos nesse tpico doscu
desmentido por julgarmr.s tambem a S. S
corrido do vergonha, procurando retirar suas loucas
e desapercehidas expressocs.
O Sr. Porfirio delegado aceita o epitheto de mi-
seravel -- confessando a pouquidado de sua fortuna;
o que por certose nilo compadece com a fanfarro-
nada de estar quite com a praga do Itecife, c com as
estagles publicas; faltnu que S. S. se referase s
pravas o agiotas de O.linda, Nazaroth o arrabahles,
E contente assim S. S. com o seu estado o fortuna
estacionaria, recrimina ao nosso amigo Dr, juiz de
direito no empenho em que se acha, por fazer pros-
perar sempre mais o seu estabelecimenlo; motivo
por onde nilo ousamos sustentar que e.steja elle quite
absolutamente com* a praga do Recife, afilrmando
smente que est quite com as estates publicas; o
que, se deve cas de Silva Castro, com que negocia
desdo 1835, procecleer.se seu debito deiima leltra a-
ceila no anuo passado por ajuste te contas, em que
se envolvein cerca de dez conloa do baver a dever,
Picando aquella lettra de um cont o duzentos mil
ris: logo, nilo pode datar esse seu debito da sua do-
putscilo, e menos proceder de abuso de confianza.
O Sr. delegaito Porfirio, torcendo sempre anatureza
dos fados, cmproslou anda a esse dos tres eontns
de res dosorplufos do Zuza rrtres, que Ihe nflo ca-
bem: receheu, he certo, o milito honrado e ineii a-
mgoSr. Manoel Bornanlino Vlelra de Mello, senhor
de engenho Olicina, tres ronlos de ris a juros de
um e meio por mez, e que perlencem aos orphfloa do
fallecido Zuza; rocebeu-os, porni, por 'despacho e
autoridade do Dr, Joaqun) lligino di Molla Silvei-
ra, juiz deorphfios interino a esse lempo, c na au-
sencia do Dr. Joaquim Manoel, que na corte eslava;
tendo pago o ineu Ilustre e honrado amigo ernar-
dio, por conta dos juros, ao mui digno tutor o Sr.
Antonio da Si) va Pessoa, eporconta de legitima do
orphflo emancipado, para mais de dous conloa de
reis : logo, claudicou o Sr. delegado apiesenlandu
como inleessa.loo Sr. Dr. Joaquim Manoel. e com
inlervenqfio nos despachos como juiz: logo, S. S. foi
menos exacto suppondo prejudcadusos orphlos, e
que um so real de juros nflo havia ainda percebido o
seu tulor.
Ainda mais o Sr. Porfirio, mu i digno irmio do re-
verendo Andrade l.ima, foi buscar o facto da si/a de
um escravo, a cujo pagamento sublrahindo-se o
nosso amigo, elle declara que para o fazer, foi-lbe
preciso desperta-lo, prclenden.lo assim provarS. S.
com esse adiado, que o nosso amigo nio perda
lempo para arrematar por lerceira pessoa quantos
cscravos de orphfloa iam alli em praga: mas o Sr,
delegado ainda desta vez se deixou apanhar; se
antes tivera ouvido ao.Sr. Joaquim Lobo de barros,
seu prente c lavrador licaria S. S. sabemlo que
08 cincuenta e cinco mil ris, que S. S. inamlou re-
ceber do nosso amigo o Sr. Dr. Vieira de Mello, per-
lenciam ao dito Lobo, resto de compra quo Ihe fez
de um escravo, e quanliaigual a com que aquelle
l.obodeveria entrar, como entrn, para o cofre sol
as vistas de.S. S.
Finalmente o Sr. delegado Jos Porfirio, querendo
arredar de sobre si a pecha de concubinato, que
be ni ou mal Ihe impuloii o correspondente da Sen-
linella, defendeu-so flacamente, ropellindo-a so-
bre o nosso Ilustre e honradisaimo amigo, Dr. Joa-
quim Manoel. Sobre o que acabaremos a defesa, a
que nos havemos proposto, dos noasos estimareis
amigos, interpondo recurso ao supremo c infallivel
tribunal do publico. Elle que, observando, como ob-
servado lom, o proceder dos nossos amigos, em con-
frontagao coifi o do Sr. .'os Porfirio, decida fran-
camente qunl o immoral, abjecto e relaxado.
Vm amigo dos Srs. Fieiras de .Vello.
tendeqne a confissto dessas tilo excellontes quali-
dadesqueornamaV. S., nio offende ao venerando
decreto imperial que profundamente acata e respei-
ta ; e confia que V. S. aceite a expressto franca de
seus sentimontos em prova da gralidfo c reconhe-
cimenlo pelos servigosque V. S. prestou dignamen-
te ao eommercio e ao foro desta cidade.
Dees guarde a V. S. .Sala da associagfo commer-
cial de Pernambnco, 5 do agosto de 18*7.Illm. Sr.
Dr. Jos Thomaz Nahuco do Araujo Jnior.Aio
rtnto de Lemos, presidente.Jos Jeronymo Montei-
ro, secretario.
Correspondencias.
Srt. Redactores. Itogo-lliesa insergflo da carta
quemo dirigi a associaciio commerrial desta pre-
ga, composta dos negociantes nacionaea e ostra n-
geiros, alheios pela maior parte s nossas diseoidas
polticas; c he met dever retribuir por eslo meio a
essa lllustrc associagflo e agradecer-lite cordiiilmen-
te n prova sendo que esla o as mitras inanifestagOes, que por
occasilo da ininha remogio lenbo receida dos habi-
tantes desta cidade, me sao tanto maisgratasellson-
geiras, quanlo he esta a nielhor dolosa que eu preso
apresenlar contra esse arlo que o goveruo imperial,
por mal informado, conlra iiiim exerceu. Estoii re-
signado porque tenho consf enca de baver pre-
enehdo meus deveres de magistrado, e porque
preso appellar, sem receio, pt*V,i o conceilo de ci da-
dlo* honestos de lodos os credos polticos.
Seu leitor,
J. T. tiabuco de Araujo Jnior.
a\ associagflo commercial desta praga, compeli
trada do dever, que Ihe corre, de dar por sua parle
leslemunho da verdade, nio pode liear silenciosa,
nem deixar de significar a V. S., agora que acaba d<-
receber a remogao do lugar de juiz do civel desta
cidade do liecii'e, a coulianga plena e alta conside-
rado que sempre Ihe mereceu. O aceito, reclidSo,
honra, presteza, vastidflo de conhecmicnlos o intel-
ligencia summa, com que V. S. uccidio as quesles
mercanlis, que tanto demambini ennhecimentos es-
peciaos e profundos, sobremodo necessarios c apre-
ciaveiscm urna cidade commercial, davam a asso-
ciagao e so eommercio seguros precisos para seu
apoio e incremento. A associagao commercial en-
Srs Kedactores. Quando os factos, por sua gra-
vidadc eeonsequencias, nlcressam ao publico, jus-
to he que nio passem desapercebdos, e muito con-
vem quo sel entreguen) ao publico, que (em direito
ib-aprecia-los e dellcs deduzir os corollarios, que
devem e convm tirar. Hamuitoquo em folhas pu-
blicas appareceram annuncios sobre a fuga deum
escravo de Jos Fernando da Cruz, comprado a Ma-
noel Galdino Wandorley l.ins, que, como picado, sa-
nio urna voz a molestar aquello annnnciante que, o
repello. Eslava ja esquecido ilisso, quando um lio-
mem sjfudo, todo melanclico, me narrou compun-
gido a soluglo desse negocio; e tal mpressflo me
rausouasua cxposigo. que logo assentei de faze-
la passar ao dominio do publico, rasio por quo pego-
Ihe a inscrgo deslas poucas linhas, e do auto de in-
terrogatorio que abaiXO se |.
Depois de reiterados avisos de estar o escravo f-
gido no engenho de Wanderley, incumbi Cruz a
pe.ssoa fidedigna, residente no lugar, e fazer appre-
hendor o escravo, o essa pessoa procurou colherin-
formages, o as obteve do crioulo Antonio Jos, mo-
rador licito do engenho de Wanderley mas nilo em
Ierras desle; e segundo essas informagocs, de facto
realisou a captura do escravo, quo interrogado do-
clarou o que consta do auto infra. Concluida a ap-
prohensllo, logo chegou aviso do haver Wanderley
mandado agarrar Antonio Jos, casado, pai de cinco
lilhos menores, e publicamente assassina-lo, pelo mo-
tivo de haver esle innocentemente dito onde vira o
escravo roubado. Causa horror ouvir dizer quec-
nunciar simnlesmente um facto verdadeiro he um
prime capital, he um facto que conduz norte af-
II ir ti va e barbara.
Causa il ver esbocar o quadro lastimoso, em que
innocentes lilhos, unidos com sua mfli,todos feridos
no mais intimo da alma, deploram amargamente sua
irrepaiavel perda, e angustiados levantan) vozes ao
eco pela inorte deseo pai o companbeiro, e lamen-
tan) som remedio sua desgraga, sua pobreza, seu
desvalimento. Ilorrorsa, assusta, abala asociedade
inleira ouvir declarar que o autor desses horriveis
icios o seus comparsas escarnecen! ufanos desses
terrogadoj preso noongenhoPeroira,' onvira di-
zer a todos alli, quo Manoel Galdino Wanderley
l.ins mandara por san filho Totonio c outro mora-
dor de nome Anastacio mataren) ao crioulo Anto-
nio Jos, morador do engenho Pereira; mas que nilo
sabia a rasilo porque. F. por esta forma houve o sub-
delegado as perguntas por lindas, e o interrogatorio
por acabado. E para constar mandou lavrar este au-
to em que assignou com o curador ad lilem e duas
testemunhas Manoel Cariolano da Silva Leitio o Sil-
vestre Ferreira de Carvalho.Keu, francheo Ferreira
Ramos f.ins, escrivflo o escrovi.Sou-a, Antonio
Francisco Martins, Manoel Cariolano da Silva /Ido,
Silvestre Ferreira de Carvalho.
fOMMERCIO,
Alrandrga.
RENDIMENTO DO DA 6........... 8:43,025
Descarregam hoje, 7.
Rrigue Cowperthwaiie mercadorias.
Brigue-escuna Or6(farinha c taboado.
IMPirTACAO'.
THEATRO PUBLICO.
GRANDK ESPECTCULO.
a."M3Kkal..JB>-^:ams^Ml^
Que j leve, hoje n3o tem.
AmanhSa, 8 do crranle, so ropresenta esla gran-
de pega a beneficio do director. A grandeza do dra-
ma, cujos ensaios, principiados as 7 horas da noile
em ponto, tecm acabado a una hora depois da meia-
noile, nao permitte que se Ihe ajunte divertimeato
algum, para mo acabar as tros da madrugada.
O desempenho dosecnario e vestuario a carcter
nao deixam ao director um momento de soliri para
ir offertar aos seus amigos, os camarotes e bilhetes,
como he costume. Espera elle, portanto, que os pro,
tendentes os procuren) no referido theatro ; e confia
que os mesmos seus amigos, eos amantes dascena
Ihe prestem prolecgao, habilitando-o a poder fazer
face s grandes despezas quo demanda tflo rico quan-
to intoressante espectculo.
Publicacoes Literarias.
ISahio a luz o resumo de arilhmetica, extrahido do
S. F. Lacroix, pelo prnfessor publico S. H. de Albu-
R.-F.-Lper, briguo americano, vindo do Philadcl-,querque : acha-se avnela na livrariado Sr. doutor
ihia, entrado no crranle mez, consignado a Joflo Coutinho, na esquina defronte do Collegio prego a
ilalheus & C, manifest!! o seguinle i G40 rs.
del
lamentos, oh immoralidade, ondevsdarcoma so-
eiedade ? Em quo insnudavel ahysmo a pretendes
laucar? Que Iropcl de ideias nio acodem no pensa-
dor, que impaicial observa estas COusas? Se Galdino
tinh.i cin seu poder o escravo apprehendido, c o li-
nda pelo modo enunciado no interrogatorio, com-
melou um crime bein definido as leisdo paiz. So
por si e seus agentes assassinou a Antonio Jos, com-
melleu um outro crime horroroso, revestido da cir-
eumslaneia aggravantc de concert entre mais in-
lividnos enearregados da cxecugo, circumstancia
que unida anuir eleva apena de morle. Em am-
bos os casos cabe o proceilimento ollieial da jsliga.
E ser possivel que o paiz leslemunho impassivej
esses honores, e que n impunidade escarneca das
leis Iflo inslita e ousadaniente ?
Nflo convm proseguir, o limito-me a estas pou-
cas linhas de quo servir de complemento o auto de
interrogatorio infra.
O Jispeclador.
i
Ma
1050 barricas farinha, 381 caixas cha, 88 fardos
algodilo branco, 300 barriquinhas bolachinha, 10
caixas cadeiras, .100 barra breu, 8 caderas do ba-
lango, DO barricas abatidas; aos mesmos consigua-
I irios.
Cowperthwaite, brigue americano, vindo de l'h-
ladelphia, entrado no corronle mez, consignado-a
Joan Matlicus & C, m.inil'eslou O seguinle :
5 caigas fazeudas de algodilo azul, 10 ditas ris-
cados, 97 fardos algodHo branco, 27 ditos riscados,
100 barra breu, 10*9 barricas farinha ; a Jo3o Ma-
Iheus 2 barricas e 1 caixa palaces ; a Henry Forstor
&C.
(onsulado.
ItENDIMENTO DO DA
I,
(eral..........
Diversas provincias
591,965
71,1*7
663,112
Breve comecar a distribuigflo pelos Srs. assig-
nantes.
Versos de Antonio Joaquim de Mello : as loj
jaslos Srs. FigueirOa praga da Independencia;
doutor Coutinho esquina do Collegio ; Cardozo
Ayres ra da Cadeia do llecife ; Santos & Cumpa-
nhia ra da Cruz.
VISOS lilil (litios.
iloviiiMMilo do Porto.
DOCUMENTO.
o Auto de perguntas c interrogatorio feito ao pre-
til escravo Antonio.Auno do nassimentn de Nosso
Senhor Jesus-Christode 1817 anuos, vigesaimo sex-
to da independencia do imperio do Brasil, aos
21 das do mez de maio do dito anuo, nesta villa c
comarca do Rio-Formoso, da provincia de l'ernam-
buco, em as casas da residencia do subdelegado sup-
plentc desta l'ieguezia.o lenle Joaquim Jos de
Son/a, onde eu cscrivao de seu cargo fui viudo, e
sendo ah em piesenga do curador ad lilem, o soli-
citador Antonio Francisco Martina, fui pelo dito sub-
delegado interrogado o prcto Antonio em sua ple-
na liberdade, pela forma o maneira seguinto :
Perguntou-lho qual o seu nome, naturalidades re-
sidencia e lempo della.~Respondeu chamar-ae An-
tonio, natural da freguuzia de Serinhilem, e mora-
dor ale o din 15 desle mez no engenlio Brejo-Novo,
uerlencenle a Manoel Galdino Wanderley Lina, onde
lora preso, do termo d'Agoa-Preta. Perguntou-lhe
quaea os seus moios de vida e profissao.Respojideu
que vivia de trabalhar para seu senhor.Pergun-
lou-lhequo idade tinha, que estado e nngo.Res-
ponden ler 26 anuos poueo mais ou menos, que be
solteiro oque lie crioulo --l'ergunlou-lhe de que.n
era filho.Responden que era fillio legitimo de Joa-
quim e Anglica, escravos de I). Anua Benedicta,
iiroprielaria do engenho Po-Sangue.Perguntou-
lhe de quern era escravo e a que lempo.Rcspondeu
que era escravo de Jos Fernandos da Cruz, mora-
dor na cidade do Rerife, proprietario do engenho
Pintos, ha tres anuos e meio pouco mais ou menos
Perguntou-lho se tem estado este lempo iodo em
poder do dito senhor.Rcspondeu que apenas esta-
ra dous anuos pouco mais ou menos.I'erguntou-
Ihe onde estove todo o mais lempo.Respodeu que
no engenho Brejo-Novo, em poder de Manuel Caldi-
llo Wanderley l.ins, seu anligo senhor.Perguntou-
llie por que maneira tinha elle interrogado vindo
para 0 poder de (lito Manoel Galdino. Responden
que, estando elle interrogado no engenho dos Pin-
tos de bou senhor Jos Fernaiidesda Cruz, alli foram
Andi Coclbo e Antonio Dias, moradores no dito
engenho Brejo-Novo, ..oduzi-lo da parte de Manoel
Caldillo, (lizendo-lhe que fugiSSO para sen poder,
que ao deriois Ihe comprara, e que depois de ca es-
lar que ningucm o tirara, ao que elle interrogado
nTio annuo, e depois de algum lempo alli foi pelos
dias santos de fasta do Nati, c appareccu nos Pintos
o pelo Simplicio, innio delle interrogado, escravo
de Manuel Galdino, com a mesma scdugHo da parle
de seu senhor imIIo Manuel Galdino, a cuja se.lugio
elle interrogado nao resisti, visto sur feila por um
seu ironflo, e assim l'ugio daquello engenho dos Pin -
los, eveiopara o poder de Manoel Galdino, que, a-
presenlaiido-se a este, Ihe disse que assim que li-
vesse dinhciro mandava compra-lo, e quepurisso
andasse oceulto, nio apparecesso a moradores do
inesmo engenho, e ordenou a ello interrogado que
o sen servigoseria fazer cinza as mallas,e que desde
quechogoo em poder do dito Manoel Galdino sem-
pre viven as maltas al o dia 15 do correte mez em
quo fui preso.--Perguntou-lhe se sabia de urna mor-
le que se havia feito no da 16 deste mez no enge-
nho Brejo-Novo.-Respohdeu, que, estando elle in-
Navios entrados no dia 6.
Para, Mar ninfo, Cear, Rio-Grande-do-Norte e Pa-
rahiba ; 16 dias, c do ultimo porlo 16 horas, va-
por brasileiro San-Sebastifa, de 2i0 toneladas,
commandante o priineiro-tenente Torrez.fo, equi-
pagem 30. Passageiros : para esta provincia, Fr
Serafn) da Catana, Jos Mendos Guimarles com
dous escravos, Antonio Jos Antunes deOliveira,
Eduardo Gongalves Valenlo, Joaquim de Azevedo
Pereira Maia, sua senhora, :t lilhos menores e a
criados, padre Dr. Leonardo Augusto Meira llen-
riqnes com um escravo, Manoel Jos de Medeiros,
Joaquim Dias Cardozo e 5 cscravos a entregar;
para o Rio-de-Janciro, padre Antonio Jos da Cos-
ta, Jos Mara Nogueira, Jos Joaquim deSiquci-
ra, 6 soldados, ? recrutas e 3 escravos a entregar.
Parahiha ; 6 dias, lancha brasileira Santa-Cruz, de 21
toneladas, capitn Antonio Manoel Alfonso, equi-
pagem 4, carga toros de mangue; a Joaquim do
Oliveira. Passageiros, Joaquim Marques Damazio,
Manoel Elias doAlmeida.
Philadelphia ; 52 dias, brigue-oscuna-americano H.-
I'.-Loper, de 167 toneladas, capitifo Andrcw I).
Evans, cquipagem 8, carga farinha, cha, fazondas
e mais gneros; a Malbeus Austin & Compauhia.
Passageiros, Charles D. Fredericks, Lusin D. Fre-
dericks, professores do dagucrreulypo.
Liverpool ; 42 dias, barca inglcza Cumbcrland, de
402 toneladas, ca pililo D. Power, equipagem 15,
carga varvifo; a James Ryder.
)o(*!;ii atos.
As malas do povorSun-Se6ati'du,coin
desuno aos porlos dosul, principiam-
se a fechar hoje '7), s 8 horas da nia-
Hbh> nliaa: e as correspondencias que forem
entregues ao correio depois dessa hora, paganfo o
porte dobrado al s 10 horas, e depois dessa hora
nio se recbenlo mais.
O arsenal de guerra compra azeito Je carrapa-
to e de coco fio de algodao e pavios : quern ditos
gneros quizer fornecer, mandar sua proposta a
directora do mesmo arsenal, al o dia 7 ;hojeJ do
roirente mez
Arsenal de guerra 4 de Agosto de 1847.
.lun Ricardo da Silva.
A administragilo geral dos eslabelecimcnlos
decaridade, tendo concluido os reparos das casa,
n. 7 da ra da ViracSo, ns. 17 o 19 da ra do Padre-
Florianno e n. 116 das Cnco-Pontas manda fazer
publico que no dia 9 do crranle pelas 4 horas da
tarde, irioa praga as rendas das preditas casas, pe-
lo lempo que decorrer do dia da arrematagao a 30
de junho de 1850. -- Administracflo geral dos esta-
helcrimentos de caridade 2 de agosto do 1847.
O cscriptuiario, /'. A Cavalcanli Coutseiro.
Contratos a celebrarse com a thesouraria das rendas
prooinciaes no niez de agosto corrente.
Dia II.
Oda illuminagao agaz das cidadesdo Itecife eOlin-
da, na forma do artigo 3. da lei provincial n. 191, de
30 do margo do 1847.
Dia 16. *
O do estabelecimenlo de urna 1 inlia de mnibus,
que, na forma da lei provincial n. 191, de 30 do mar-
go desle anno, facilite o transito desta cidade a qual-
quer dos seus arrabaldes e Olinda. Este contra-
to ser realisado depois que a presidencia assim o
determine, vista das propostas que por intermodio
da thesouraria Ihe forem apresentadas.
Para o Rio-de-Janeiro sabe muito breve o bri-
guo Sociedade, forrado o encavilhad'o de cobre, do
boa marcha, e de honscommodos para passageiros:
para carga ou passageiros, a fallar com Jos Fran-
cisco Collares, na luja de l'erragens, esquina da ra
da Cadeia, ou com o capitn Jeronymo Jos Telles. *
Para o Rio-de-Janeiro sabe lerga-feira, 10 do
crranle, o hiale Nereida : para passageiros, trata-se
na ruada Cadeia do Recife, botica, n. 61, doSr. V.
Jos de Urlo.
Para Lisboa pretende sabir, por todo o mez do
agosto, o muito superior brigue porluguoz Concei-
cdo-de-Maria, por ler grande parte de sua carga
prompta : para carga e passageiros, para o que tem
excedentes commodos, trata-so com o consignatario,
Thomaz de Aquino Fonseca, na ra do Vigario, n.
19, ou com ocapitao, na praga do Commercio.
Para o Cear sahe, nestes qualro dias, a barcaca
Felit-tearense: quern na mesma quizercarregar, po-
do dirigir-se a ra da Cruz do Recife, n. 43.
Para Lisboa sabe, com a maior brevidade, por
ler parle do seu rarregamento prompta, o brigue
porluguez San-Domingos; recebe carga a frele e pas-
sageiros, para o que lem excellentes commodos :
trata-se com os consignatarios, Mondes & Tarroso, nu
ra da Cruz, n. 54, ou com o capitflo, Manoel Gon-
galves Vianna, na praga do Commercio.
Avisos diversos
hscrnvo apprehendido pela policia.
Simplicio, que confessou perlencer a Jos Luiz,
morador junto a ponte do Recife. Acha-so na ca-
deia dosta cidade, para onde foi remellido pelo sub-
delegado de Sanio-Amaro-JaboalSo, c ser entregue
vista de ti lulos legaes.
N.fo entenda o Ilustre Pernambucano, autor do
annuncio inserto no Diario de hontem, que preten-
demos offendc-lo : no, bein pelo contrario damos
o devido aprecamento ao seu convite; mas desoja-
mos que nos diga, que nos declare peramploria-
inente, o com a lealdade quo suppomos baver de sua
parte, se um Pernambucano que jamis pode ser
praieiro, na quesillo da eleigo que se va i pleitear,
mas que deseja de todo o seu coragifo ver esta pro-
vincia salva da infamia e vilania com que a corte o
alguns miseravois pretenden) eiicbovalha-la, im-
.'ondo-lbe para senadores dous entes estranbos, so
esse Pernambucano, tornamos a dizer, podera ser
recebido nessa reunan, ou se ella lio urna sil.ola
para prepararen:-se aos verdadeiros amigos da honra
pernambucana procesaos de perseguigHo iguaus aos
queja vo apparecendo na comarca do Goianna, co-
mo he. de publica notoredade. Com a resposta do
Ilustre annuncanle, dcsapparerenfo os receios.
No deposito de charutos da ra larga do Ro-
zarlo, n. 32, acaba-so de receber um sorlimento dos
melbores charutos da Baha, viudos pelo vapor Im-
perutriz, de varias quididades, os verdadeiros San-
Felx, primores, rma llavana regala, cigarros de
l llavana, Irahuquelhos, e umitas mais qualida-
des: todos estes charutos leem merecido grande con-
currencia pelas suas bas qualdades. Os fregueses
achanto sempre boin sortiinento desta fazenda, por
prego rasoavel.
Francisco Cavalcante :de Albuquerque.l.ins
embarca o seu escravo crioulo por nome Zen'obio,
para'os porlos do sul.
lis escravos do abaixoassignado, om occasiSode
irem cortar lonha na malta do Monteiro alli en-
contraran) por varas vezes una prela que julgaram
estar fgida, e hontem na orcasiflo de avislarom a
mesma Ihe porgunlaram o quo fazia por all, rcs-
pondeu que eslava fgida, e pudendo os referidos
escravos reduzi-la vir a niinhtl presenga,dizendo-lhe
que eu a comprara, o chegamlo hontem pelas 7 ho-
ras da note, Ihe fiz algumas perguntas: disse oslar
fgida, ecbamar-se Delflna, uago Religela, e ser
escrava da senhoara I). Mara Ignacia Ferreira, o ler
sua senhora urna irmfia de nome Gertrudes Candida
Ferreira moradoras perto do Para ti he llugar do
Jardim;. Qucni se julgar com direito a referida es-
crava procure un run da Cruz-do-Rccife, n. 51, ou
na Passagoui.passando a ponte grande, a direita, se-
gundo porlifodo ferro, sitio do Eiras; que, dndoos
signaes cellos Ihe sera entregue, pagando alguma
despega que tiver feito, e licaudo certo que me nao
responsabiliso pela fuga.
Jodo Yaz de Oliveira.
Quern precisar de um destilador de ago'ar-
dente, que est acostumado a trabalhar segundo o
systcma moderno, annuncie.
Empalham-sc cadeiras o marquezascom muta
perfeig.'io e a prego mais commodo do que em oulra
qualquer parte: na ra das Larangeiras, n. 13.
(.'asa da JK
na mu e.streita do Bozario, n. 0.
Tend-sejtraiisferidoo andamento das rodas da
segunda parte da 17." lotera do theatro para o dia
13 do crrenle espera 0 cautelista da casa cima ,
que os seus Ireguezes concorram a comprar o resto
das suas cautelas que;seacham a venda certos de
que uellus tirarao boas sorlcs. A ellas, que sao pun-
cas e os pregos diminutos.
ii i, i.- i
J
MUTILADO |
^^^^^^^^M-^aaa^B
>


>
pe
Amanlifta, 8 do corrente,
las 10 lloras da ntairhfla, ha-
,er grande reuni&o na rua do
<.,iti-Rta, sobrado de un an-
dar, n.85, paratratar-sc de ne-
ff0Cfos elitoraes. Quem qur
me qoeira toiitr parte na a-
precia^aodesses negocios, e in-
dicar os ineios que inais pro-
prios Ihe parejea para que ase-
jP^es,a que ora se va i proce-
der, gejam tao legues quanto
compre, haja de comparecer
na inesma casa,certode quei se-
r mu cordialmente receido.
- Aluga-soa casn do Exm. Manoel do Carvalho
Paesde Andrado, sita no Corrcdor-do-Bispo, a qual a-
"hadesor desoccupa.la peloSr. F. H. I.uttkens: os
pretndeme drijam-so ao corrctor F. G. de Oli-
Fairica de machinas e fund*
cao de ferro na ra do
Kriim, no Uecife.
MeCallum& Companhia, engenheiros machinis-
lo.ie fundidores de forro, mu respetosamente an-
nunciam aos Srs. propietarios de engenhos fazen-
deiros, negociantes, fabricantes c ao respeitavcl
publico, que o seu estahelecimento de ferro, mo-
vido por machina de vapor.se acha em elleelivo
xercicio, e completamente montado com apparc-
Ihos de primeira qualidade para a perfetta confec-
co das maiores pegas de machinismo.
Habilitados para emprehender quaesquer obras da
suaarte.Mc Callum & Companhia desejam mais
particularmente chamar a atteneflo publica para as
seginntes por serem ellas da maior extrnceno nesla
provincia, as quacs construidas na sua fabrica po-
demeompetircom as fabricadas em paiz estrangei-
ro, tanto em preco como na qualidade das materias
drimas e mlo d'obra, a saber :
Machinas de vapor.
.Moeiulas de.cannas para engenhos movidas a va-
por, poragoa, ou animaes.
odas d'agoae serraras.
Manejos independentes para cavallos.
Itodas dentadas.
Aguilhes, bronzese chumaceiras.
Cavilhoes e parafusos ds todos os tamanhos.
Taixas, crivos e boceas de fornalha.
Moinhos de mandioca movidos a mito ou por ani-
maos e prensas para a dita.
logos e fornos para cozinha.
Canos de ferro, lorneiras de ferro c bronze.
Ilombas para cacimbas e de repujo.
Guindastes guinchos e macacos.
Prensas hydraulicas e de parafuso.
Kerragens para navios, carros, obras publicas, ele.
Columnas, varandase grades.
Prensas de copiar cartas e de sellar.
Camas do ferro, etc.
Alm da perfeiclo das suas obras, Me Cali un &
Companhia garantem a mais exacta conformidad
rom os moldes e desenhos reinettidos pelos Srs. que
sedignaremde fazer-lhes encommendas; aprovei-
tandoa nrcasiBo para agradecer aos scus benvolos
amigos e freguezes a preferencia com que tcem si-
do por elles honrados, e assegurar-lhes que nao
poupario esforcos nem diligencias para continua-
ren! a merecer a sua confianza. .
- O autor do annuncio, publicado no Diario n.
173, com as lettras iniciaes A. C. 9. que pede o pa-
gamento de iim mez e meio de aluguel .la casa sita
as Cinco-I'ontas, n. 63, queira declarar se se finien-
do o dito annuncio com Antonio Cablas da Silva.
- O Sr. Joflo Frcdcrico do Abreu Kego queira fa-
/er o favor de deixar, boje, a resposta da carta que
Iho dirigi Luiz Jos da Silva Guimaracs, na praca da
Independencia, loja de livros, ns 6e8, e se nilo o
lizer so declarar o seu contedo.
--- No da 31 dejulho. ao amanhecer dodia 1."de
agosto, na venda sita no Aterro-da-Boa-Visla, n. 44,
arrombaram o porta pela parle de tras, o furtaram o
seguinte: cem mil ris em dinbeiro o os inais
ohjectos abaixo declarados, que so acbavam empe-
nhados na niesma casa: um tranrellim de prata, fino;
um rozario, inda nao servido, de ouro; um annel de
ouro, com o peso de urna oitava; um par de (velas de
ouro, de ps, com charnciras de ferro, com o peso de
39oHjfes; urna redoma do ouro cortado, com cus-
todia do mesmo, com sobre-branca dentro e vidro,
com o peso de 7 \ oilavas e 9 gritos; urna dita de ouro
cortado, com a iiagem do Conceicilo.de pedra e vi-
dro, tudo com o peso de 5 i oitavas e 18 gritos; urna
ililn de ouro cortado, com custodia, com sombra on-
carnada e com vidro, todo com o peso de 5 i oitavas o
18 graos; urna dita mais pequea, de ouro cortado,
rom i na ge m e vidro, tudo com o peso de 4 oitavas
menos4 gritos; um brevo de ouro lavrado, com ima-
gem da Conccicflo e custodia, com 4 oitavas' menos
i; gritos; um par de cadeiados grandes, de ouro cor-
tado, com 5 oitavas c 18 gritos; um dito dito, com 4
oitavas e 25 gritos; um par de fivelas de liga, com
charneiras de prata comis de ouro cortado, ludo
com 3 oilavas e 18 gritos; um par de brincos do
ouro, com podras de lopazio, ludo com 2 oitavas o
32 gritos; um par de solitarios anl igos, com pedfiihas
de espelhotes no meio, tudo com i i oilava; i
lotera do thratro.
Apezarda grande extracto que teem tido os bi-
lhetes desta lotera todava nao poderam aa rodas
ter andamento no dia 30 do passado, como se nnntin-
eiou, por haverem anda alguns bilhetes por ven-
der, e em numero tal que nilo era possivel fazer cor-
rer a lotera. Em consequencia disto o respectivo
thesoureiro tem designado novamenle o dia (3 do
crranle mez para o referido andamento visto que
lio de esperar que a venda do resto dos bilhetes con-
tine rom a mesma influencia com que principiou.
Pede-se ao Sr. Manoel Jos Soaros, que declare
sua mura.lio, para se lhe fallar em um negocio que
leh diz respeito.
Por meio de um remedio, oDr. Casanova
cura radicalmente as dores de doutes, por
muito activas que sejam, em poucos minu-
tos. Cura lambem radicalmente as molestias
venreas, por meio de um remedio nao mer-
curial. Na ra Nova, n. 7, primeiro andar.
'*? JoSo Loubet participa a todos os seus'jhs
fregus, que recebeu ltimamente um grande sor-
limento de chapeos de sol, do ultimo gosto pari-
siense tanto para senhora como para hornera ; os
quaes se lornam mui recommendavois pola sua qua-
lidade e variacos de gosto sendo elles de boas
sedas e panninhos, pois se conservan! as suas cores.
lia neste mesmo eslabelecmento um grande sorli-
mentode boas sedas detodaj as cores e superio-
res panninhos trancados c lisos de milito boas
cores para cobrr chapeos de sol. Tambera se fazem
todos os concerlos que os mesmos precisarem com
todo gosto promptidflo e diminuto preco.
Tendosido apresentada ao abaixo assignado,
pelo bacharel Christnvito Xavier Lopes, urna leltra
de dous coritos de ris, sacada em 11 do janoro de
1837 por Joito Oamasccno o Silva, a prazo do oito
annos, e aceita de sua lirma, que he falsa, e lhe foi
furtada, por isso que nunca assgnou ou aceitou
lettra alguma, nem a mitra qualquer pessoa, o me-
nos por endosso ou negociado: por isso desde ja
previne ao respeitavel publico, que a excepcilo de
urna lettra que acaba de aceitar do dito bacharel de
quindenios mil ris, a prazo de seto metes, toda c
qualquer que apparecer aceita, eudossada, ou nego-
ciada, de sua lirma, be falsa e como tal protesta nilo
paga-la a quem qur que fr o seu_ portador, visto
quenada ilove por laes documentos: e para se nilo
allegar ignorancia, faz o presente.
Itio-Formoso, 15 de julho de 1847.
Jos de llosas.
Quem qiiizcr tomar lettra sobre a Babia, diri-
ja-se a ra da Cruz, n. 40.
-- Na ra deAgoas-Verdes, n. 26, precisa-se ala-
gardous moleques, ominas pretas para vcndereni
na ra c que sejam liis : tamben) se da do venda-
geni azeite de carrapato, pagando-sc urna palaca
por cunada.
Aluga-so urna padara no Becife, na roa do Bur-
gos, cojo aluguol so receber em pao : a tratar na
praca do Corpo-Sanlo n. 13.
Precisa-se fallar com o Sr. capitao do briguo
liona, vndode Loanda : annuncio sua moradae as
horas em que deve ser procurado.
A pessoa, queannuncipu no Diario n. 173 que-
rer tallar com Manoel Jos Soares, dirija-se a bordo
da barca ingleza, queso est desmanchando defron-
te do trapiche do algodito.
Precisa-se saber da morada da lllm." Snr.* D.
Francisca Escolstica Josepba da Costa para se
tratar de negocio que lhe diz respeito, ou ao Sr. seu
filho. Diriglr-se a ra das Cinco-Pontas n. 112.
Joiio Mauricio do Barros Wanderlcy propie-
tario do engenho Gindaby no municipio de Seri-
nheni. comarca do Itio-Formoso morador no dito
engenho .'ora residente nesla ciclado, declara qu
nada deve o que nilo ten) sacado nem aceitado let-
tra alguma e uo saca e nem aceita ; por |isso he
falsa toda lettra que apparecer sacada, ou aceita
por ello.
Pcrdeu-se, no dia 3 do corrente anoite, um
brinco de ouro, de lilagrana desde o largo do l.i-
vramcnlo at a ra do Amorim dentro do Becife :
quem o tiver adiado e quizer restituir a seu dono ,
dirija-se a ra da Cadeia loja de ferragens n. 56 ,
que ser recompensado.
-- No sobrado da travessa do Veras na Boa-Visla,
n. 15, precisa-sede urna ama de leite forra, ou
captiva.
Aluga-sc o segundo andar da casa n. 34 da ra
do Trapiche, com excellentes commodos, varandas
de ferro adianto e atrs, c bonita vista para o mar :
a tratar no armazcm da mesma casa.
Joho Frederco Abreu llego faz sciento ao Sr.
Manoel de Souza Lefio, Sr. do engenho Tmp que
seu escravocrioulo de nome Benedicto no dia fi
ilo corrente o procurou para o comprar: o mesmo
Sr queira mandar tomar conta do dilo escravo ou
delledispor; pois o anunciante so nao respon-
sabilisa pela fuga do mesmo escravo.
Precsa-se alugar um andar de urna casa para
urna familia, sendo as principaes mas do bairro de
Santo-Antonio: na travessa do Queimado, venda n.
3, se dir quem he que pretende.
-----O ministro da ordem terceira do San -Francis-
co da cidade de Olinda faz publico aos irmBOS ter-
celros da mesma veneravel rmandade, que no da
10 do crrante se proceder clcicjto da nova mesa
que tem de reger no anuo de 18*7 a 1848; o roga aos
ditos irmitos bajam do concorrer, para nao ser esta-
cada dita cleiQlo, o que ser em prejuizo da referi-
da ordem.
Pretapdc-se alugar um quarto pequeo em que
possa habitar um liomeni soltero prcferndo-so no
bairro de S.-Antonio em casa terrea por baixo de
sobrado ou parto de quintal quo seja arejado. Di-
rigir-so ra da Praia venda n. 42.
Alugam-se tres casas terreas, no
becco do Peixoto, pelo preco de cinco
mil ris cada urna : a fallar na na do
Crespo, n: i5, com A. da C. S. G.
Os abaixo assignados fazem publico, que ami-
gavelmento teem dissolvido a sociedado quo linliam
em as lojas de seleiro da ra Nova.ns. 5W28, e
da ra da Cadeia do Becife, n. 49, que giravam com
a lirma do Braga Silva & Companhia; cuja dissolucao
leve lugar no dia 31 de maio prximo passado, (loan-
do a mesma firma obrigada a liquidado da mesma.
Antonio Ferreira da Cotia Braga. Joo da Silva
IIraga. Antonio Joaquim Leite.
Joio Jos do Lima, testamenleiro e inventan-
ante do Jos Joaquim do Souza Castro, declara aos
credores do dito fallecido, que ello est procedendo
a inventario dos bens da heranca, e por isso se de-
vem habilitar para serem attendiflos; como tambero
que a ello inventarianle compele rocobor as dividas
tiue se deviam ao fallecido : e espera que os deye-
dores venhain satisfaze-las para lhe pouparem o ilt-
coinmodo e dosgosto de os demandar.
AVISO AOS AMANTES DA HOIITICULTURA,
No Atlerro-da-foa-Vitla, n. O, caso do Sr. Oliveira.
Amol Pcre & Fils memhfos da sncicdailo real
do Horticultura do Pars, ltimamente chegados a
esta provincia, teem a honra de participar ao publi-
co, que vfio expora venda una grande c bella col-
lecQio da plantas, flores o arvores de fructos, ta.s
como pereiras, macieiras, coregeiras, parreiras, etc.
etc., das nielhores origens da Europa; urna grande
vario lado de amarillo, dahlias, peouias um sorti-
mentO de graos de hortalicea o do flores: tudo mili-
to fresco e em perfeito oslado de eonaervacflo e por
procos os maiscommodos possiveis. Para facilitar as
conveniencias dos 8rscompradores, elles so oliri-
gam a fazer por si mesmos as plantacOes de lo.los
os productos quevenderem, dando assiin aos mes-
mos Srs. urna completa seguranca sobro a germina-
cao das sementes o reprodcelo das plantas.
Quem quizer alugar um tnoleque ptimo para
servente do podreiro, por ja ter muita pralica, ou
para outro qualquer servido, dirija-se a ra do San-
ta -Thereza, n. 22.
Oft'erece-se, para caixeiro de padara, um mogo
portuguo/. ilo 18 anuos quo tem muita pratica,
tanto de trabalhar na tendeira, como de vender na
sala, e que da fiador a sua conducta : quem o pre-
tender dirija se -Boa-Visla, ra do Pires, n. 23.
Lotera do Rio-de-Janeiro-
Aos 20,0007000 de rs.
na ra
da
Na loja do cambio do Vieira da Silva ^ Mq3
, Al
ssig-
idor
ao pagar dos premios. A enojantes'que se acabem
Cade.a-Velha.n. 24,vendem-8e bi heles e meio n.
da 22.' lotera a beneficio do thcatroS.-Podro do /vi
cantara do Bio-de-Janoiro, cojos bilhetes^vSo MWf
nados por Vieira da Silva.para clareza do com|
Compras.
Contina-so a comprar ferro fundido, robre e
bronze velho : na ra do Bru, n. 8.
Compram-se escravos do ambos os sexos ; com
habilidades e sem ellas, o alguns com ollicios de sa-
sapat^iro carpina e podreiro de 12 a 24 annos :
sendo de bonitas figuras pagani-se bem : na ra da
Concordia passando a pontezinha a direila se-
gunda casa terrea
Compra-so um jogo de bancas de Jacaranda ,
usadas, mas que sejam modernas: quem tiver an-
nuneie.
Na roa larga do Rosario n 48, segundo andar,
compra-so urna geometra de Lacrois.
Comprase um silio : paga-se bem, so for nestos
lugares : Moiulego Cotovelln ou Trompe : na ra
das Larangeiras, n. 14, segundo andar.
Compra-seiim oratorio que lenlia 8 palmse
meio decompriment,e que estoja om bom estado:
na praca di Independencia loja n. 7.
__Compra-se una osciava moca do boa ligura,
que saiba cozinharo lavar, o nao telilla vicio: agra-
dando paga-so bem: na Boa-Vista, ra Velba, n. 18.
Quem a tiver, devo apparecer das 11 horas da ma-
nlifia s 3 da larde.
e chegue o vapor com a lista. u_;i. vista
- Vende-se um moleque de minio bonita VMM,
proprio para pagem. e quo tem nlgu.n P""""0 ""
cozinha bem como um negro por barato proco. P
ter um pequeo defeito: na ra estrella do Rozario.
"'- Na nova loja de Francisco Jos Teisera Bas-
tos, na ra do Queimado nos quatro cantos, n. .
vende-se algodao da trra encorpado e largo, om h"
i;jn e a retalbo.
Casimiras elsticas
a t#rs. ocovado.
Vondem-sc supeiores casimiras elsticas, pelo
barato preco do 1,0011 rs., o covado ; ditas iranco-
zas superiores o do bonitos padrnes a j.000 rs. o
corto ; dita prela muito fina a 3,500 rs. o covado ,
panno preto do boa qualidade para pannos le pre-
las a 3.000 rs ; superiores brins trancados brancos
o de puro liulio pelo barato proco de 1,000, l.i i.
1,600 rs. a vara ; ditos amarellos de puro
muilo linos a 900 e 1,000 rs. a vara ; ditos de luirs
do cores a 880 rs. a vara; riseadinhos lraI,a"!'
propriopara meninos ,a 240 rs. o covado; a ntm
acreditada foseada chadrez dolinho, para jaqueas,
a400rs. o covado; zuai te do vara do largura a -w
rs. o ovado fazenda milito propria para proios;
alRodfles trancados a/ues de listraso moscla.tos a
220 e 240 rs. o covado ; suporioros pecaa nha de purolinbo muilo lina o com 6 varas o meta ,
a 5.600e 6,500 rs.; macedonia mesclada para cai-
cas i 440 o 500 rs. o covado; chitas escuras, linas
n de Odres fixas a 5,000 rs. a peca ; ditas francezas,
de vara de largura a 280 rs. o covado ; meios ena-
lo.dec.mbrain da quadros.t 440 rs ; l.amburgo
de linbo. a 2(10 rs. a vara; brim trancado pardoe.lo
linho a f.40 rs. a vara; moias para sennora a w
rs. o par; cortes de cambraia lisa com o varas o
meia muilo lina, a 5,000 rs. ; o outras multas. la-
zendas por proco muilo barato : na ra do t.olle-
ko loja n. 1. ... _
Na Boa-VIaU, ra da Gloria, no sobrado de va-
randas de ferro, n. 87, adianto do recolb.menlo das
freirs, vendem-so Pes do rraveiros braneos c encar-
nados, pequeos e grandes, de todo o prego o em
conta: quem quizer comprar dirija-se ao dito sonra-
do no segundo andar, que. achara com quem tratar.
Na ra da Cruz, n. 26, vendem-se caixaspara
rap, que imitam larlaruga.de todos os UMM
esteiraa eitasno Aracaty, em poredea e a retallo;
urna poreflo dfsapatos abotinados; sacras com fori-
Dha de mandioca, e sal que se acha a bordo da su-
maca Carlota.
Corra ni para o anuyo bara-
teiro, pois est torrando a-
zendas por todo o dinheiro.
Oanligo baraloiro-esla torrando por todo dinbei-
ro que como ello ninguem torra na sua nova lo-
ja do miudesas da ra do Collegio n 9. papel al-
maco, muito lino a 3,200 rs.; dito .3,000 rs. dito
mais inferior a 2,600 rs. ; dito a 1,600 rs. a resma;
torcidas para candieiro do todas as largUI,,
100 rs. a duzia ; eseovas para denlos, a 100 rs.; ai-
tas muilo linas, a 320 rs. ; ditas finas para fato ,
a 400 rs. ; ditas para eabello_, a i. cada
ponteada premier cabello
I
// quinta essenciu da iiuiconnerta,
ou o que ha de mais curioso na arle real,
sob o Mulo de
ANNAKS MACONMCOS:
cessita-soalugar dous andares de sobrado, 8 voluines pequeos em francs, emCO
I fe. Asa. &Ja *i cruz de. ouro, com 6 oitavas monos 9 graos; um eru- Crespo 11.
cificio de ouro lavrado, com 4 oitavas; um cordito seu lilbo u
que tenliain Uons commodos "sejam arejados o si-
tos em urna das seguidles ras do bairro de S.-An-
tonio : Queimado Cabug Cadeia, S.-Francisco .
pracinha do Livramenlo Larga do Bozario Crespo
c Collegio : na ra Nova, 11. 46.
Agencia d<;passaporls
Na ra do Collegio,'n. 10 c no Aierro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-so a tirar passaportcs tan-
to para dentro, como paralla do imperio; assini
como despachan! so escravos : tudo com brevidade.
OSr. Joo da Silva tem una carta na roa do
n. II viuda do Coar reinettida por
. _uc existe naquella provincia.
- Precisa-sede oiliciaes de alfaiale de
obra grande : na ra Nova, n. (>.
Contina-se a tomar lices de latim e inglez :
oiaiasr urna di'tacoin 3 palmos o 7 dedos, com 4 i na ruada Madro-de-l)eos, n. 34, primeiro andar, das
.,i ~ 3 .s 6 horas da larde.
Quem annunciou querer comprar um jogo de
pistolas do espoleta dirija-se a ra da MadreTile-
Deos n. 36, primeiro andar, que se dir quem
vende.
Coutimiam a estar para alugar as casas terreas
de ns.25, 27, 29 e 31, sitas na ra Boal, prxima ao
Manguinho as quaes teem muito bons commodos,
com quintaos murados e porto de embarque ; a Ira-
lar com seu proprielario Manoel l'oreira Teixeira,
morador prximo aquello lugar
__Precisa-se do dous olliciaes de charuteiro, que
grosso, com 6 palmos e 2 dedos, com argola para ra-
logio, com 14 4 oitavas o 9 graos; urna volla de cor-
dao grosso, com 2 { palmos, o com 5 i oilavas; urna
volta ddcordflo, com 5 palmos e 4 dedos, com 8 j
oilavas; urna dita com 3 palmos e7 dedos, com 4 i
oilavas; urna collar fino, com 9 palmos o 5 dedos, e
com7* oitavase 10gritos! utfia correntedbSan-Ben-
to,cor 11 4 oitavas menos16gr!tos;um collar grande
n grosso, com 4 varas e 3 dedos, com 35 i oitavas; um
relogio e urna corrente, tudo de ouro, com o peso da
corrente de 12a 15 oitavas. P01 tanto roga-se a todas
as autoridades policiars, o juntamente a todos os Srs.
ourives, para que, indo se vender alguns (lestes ob-
jectos, queiram fazer o favor de diligenciar a res-
pailo. Da-se a qualquer pessoa que descubrir dito
rouho com mil ris de giatiticaQro, e se prometle
guardar todo o segredo.
- Francisca Mara Xavier embarca o seu escravo
pardo, de nome Joo, para tora da provincia.
rarissinia, liojo exmela em Paria. Ven-
dse na rua do Hangel, 11. 59, segundo
andar
Vendem-se lencos de seda para meninos a
720 rs. rada um de padrOes os mais lindos possi-
veis ; corles de chitas finas a 3,200 rs.; cobertores
proprios para escravos a 1,000 rs. ; 08 melhores
chapeos do Cliili que ha, a 6,000 o 10,000 rs. ; algo-
ihfo trancado ; dito mesciado azul; dito cor do cafo;
picote de lislras, a 200 rs. o covado: na rua do Quei-
mado n. 11 A, loja nova do B. C. Leite.
Vendem-se quatro moradas de casas terreas de
conslruccSo moderna; sendo tro', na rua do l'ra/er.
0 una na rua doJasmim: no bairro da Boa-Vista, no
pateo da Santa-Cruz, n. 4, se dir quem as vende.
Vende-se urna preta do 18 anuos, quo cozinha ,
engomma e bode Don i la figura no armazn) de
fariuha da rua do Collegio.
__ Vende-se ral virgem de Lisboa, em
Larris, da melhor que ha no mercado, e
por preco muilo rasoavel : na rua do
Trapiche, n. 17.
Vende-se una venda com poucos fundos sita
na rua da Boda ; urna commoda de angico; una
mesa do meio do sala dito; um jogo de bancas ;
una cama de vento, do armadlo para colchflo; urna
porcao de palha do carnauba ; una caixa grande do
1 m>.ratlit mnn imwM .mu visiteras .le narir na rila
de la boa estreila a 80
; ca'ixas de agulhas francezas muito
unas, a 80 rs. cada caixinha ; meias minio finas, pa-
ra bomem e meninos, a 40 ra. o par ; pentes de
tartaruga, para .nrrala a !).0 rs. a pare ha ;, te-
souras linas, com IVrrugem para costura a 20 rs.
cada urna ; caivetes I i Ulpo de cabo de v.ado do
urna rolha.aaoo rs cada um ; oarapueas do algo-
da,, de eres, a 160 rs. cada urna; I uvas para me-
ninas, a 120 rs o |iar ; ditas de algodao de cores o
brancas, a 320 rs. cada una. Oh-que r.quiss.mas
lesouras muito linas, tanto para unha como para
costura. A ellas, antes que se acabem : dcpois, no
so quer bulla.
EVaiua da adeia-
Velha, n. 29, loja
de.I. O. Elster,
crin:; mi" '" <" '" 1 -------. ... 1,1,, <...
vellos dito de Lisboa ; dito do Malaga dito ian-
ti-ine- dito de graves; dito cbampanha sel ery ,
SW2 d FrancaJ Kirsc.nv^ser, .slraCto e
charutos de llavaua o regala. A v .rtc se quo iu
he excellonlee por proco commodo.
Deposio de vmag-c da fabrica
da rua Imperial, n. 7.
na fabrica de licores, de Frederico Chaves, no Ater-
ro-da-Boa-Vista, n. 17, onde se achara sempro
Brande portaO c por preco commodo.
._ Vcndoiii-so 191 pecas do cabo de Cairo : na rua
lo Trapiche, n. 8
Wnde-seestopa, propria para saceos : na rua
do Trai.iohe, n. 8.
Vende-se una preta de 24 annos de bonita h-
gura que sabe cozinhar o diario de urna casa en-
gommar liso lavar de sabilo c varrella, e relinar as-
sucar ; nao tom vicios nem achaques : o motivo da
ve ida se dir ao comprador : na rua da Concordia,
iiontezinha a direila segunda casa ler-
3

vi
i*
.i -

I
i I 'l **'
I
I1- i

\
fagam bastantes charutos por dia: paga-se a 180 rs. amarello ; u.na porca em vesperas do parir: na rua Ps"nJ 0Jfn^
ao ceoio: na rua de San-Gonsalo, n. 7. \ do Pilar, a. 66. I rea, se una quem vouu


Vendera-seesrravns baratos, na ra das
Larangoiras, n. 14, segunrlo andar: 1
molecotade nac-ilo, de 18 annos som
ticios nem achaques, comolllciodo co-
zinheiro; uin nmlequa de 13 annos,
milito esperto dous pretos de 25 annos, proprios
para o trabalho do campo; um pardo com officio de
sapateiro ; um preto por 230,000 rs. ; urna mulati-
nho do 15 annos com principios do habilidades ;
urna nogrinlm do 6 annos por 250,000 rs. ; urna di-
ta de 10 annos, propria para se educar; 2 pretos
para o trabalbo de campo ; c mais outros oscravos
queso mostraroaos compradores.
-- Vendem-se bilhetes da lo-
tera do Rio-de-Janeiro : em ca-
sa de J. O. Elster, na ra d>
Cadeia-Velha, n. 29.
Vendem-se i( harria com niel : na
ra da l'raia, venda u. 38.
Vende-se urna porcao dp livros no-
vos, em brochurae encado-nados cou-
sistindo em romances, Panoramas eou-
tras militas obras ; >. ninppas da cidade
do Lisboa : turto por menos preco do
que as lojas de livros : na ra do Qnei-
mado nos quatro-cantos, toja aniarcl-
ll, II. ><).
Vende-se madapo'o limpo com 20 varas ca-
da peca, a 2,400 rs., o a 140 rs. a vara : na ra es-
trella do Rozario, n. 10, terceiro andar.
Vendo-so una prota de nago de 14 a 15 an-
uos mucama de casa do bonita figura, com al-
gumas habilidades, sem vicios neni achaques : ven-
de-sc para o mallo 011 lora da provincia : o moti-
vo da vonda se dir ao comprador : na ra da Con-
a direiU posando a pontezinha segunda
cordia
casa terrea.
"safe!
Vende-se cera de carnauba da melhor
qualidade que tcm apparecido tanto a
retalho como em poicos : na ra das
Larangeiras n. H segundo andar,
junto a reiuacilo.
-Vende-so um sobrado de dous andares e sotflo
que rende 70,000 rs. mensacs por proco muito'
commodo : na ra das Larangoiras, n. 14, segundo
Vende-seuma venda no melhor lugar de Fra-
de-I'ortas, bem afreguezada para a lena com os
fundos a contento do comprador o com coinmodos
para familia : a dinliuiro ou a prazn com boas lir-
nias:o motivo por que se vende se .lira ao compra-
dor : a tratar na mesilla venda, n. 8G.
^ EM PRIMEIRA MAO1, ^
vendem-se caixas com velas de cera do Rio-de-Ja-
neiro e de Lisboa ; e tambem brandos boeias e
tochas : na ra da Scnzalla, armazem n. lio.
0 FINO PAN.NO DE LINHO DO PORTO
est se acabando a 800 rs. a vara; (em pecas de
15,16 e 19 varas, e o de 600 rs. he de 25 varas e una
terca ; excellentcs molas de algodno er ; ditas pe-
las para padre ; ditas Onissinus de linho na ra do
Queimado, loja nova de Raymundo Carlos Leite ,
-- Vendo-so a paitara das Cinco-Pontas de Ma-
nocl Joaquim Snares, ou aluga-so da mam-ira uuc
quizercmos protendentes: o motivo da venda he
porque o aniHincianle faz o trabalho na outra
tem na ra Direita i a tratar na mesma padara.
paizesonde a arte de cutelaria est in-
questionavelmente em grande adianta-
mento.
Tem ir.aisassupraditas navalhas a im-
portante circuinstancia de conservarem
por milito lempo a afiac5o, de cortarcm
com rapidez o cabello da barba e final-
mente de nao olendcrcm nem levanta-
ren! a pelle, oque astornam mui recom-
mendaveis.
Vendem-se nicamente na ra do
Crespo loja n. 8 de (ampos & Maya ,
onde nao se duviSa dar para os preten-
dentes as experimentaren!.
A 640 R.\
pares^ pontes do lartaruga de marrafa: na ra lar-
ga do~ozario, n. 24.
Na foja nova do Passeio, n. 15,
vendem-se cassas modernas, do cores fixas e largas,
a 240 rs. o covado ; chitas de novos padres e hons
pannos a 4,500 rs. a pega c a 120 rs. o covado ;
lera tiestas, ha um completosortimenlo dofazen-
das de todas as qualidados : ludo por prego com-
modo.
opoiuiuoo
ow.id jnd o sapupuenh se sepoj opsnpuazej op 01
-IIOlIMIJOS n].i|,Imn.l Uin SBISOp IU0[B D "SJ OOS't '
BOUUSrf Sllq O S.1JOO 3p -l!|ll|.' ''I1 n|u,ll|l||.|iislll.MI u
iuii opBAiu uin gpno -sj 08'l Op o5ojd oiiuvq 0|ad
B.ini.iB| op soiii|Bdoi)B ap 'aeueisijad azaouud ka
-ou c es-opue* 's u 'oiuoiuy-'S Vpoweoaeiuojj
-UOJ iMquiluio;) ^ mi| ir.i.is s.hj.i i:iii n- > ,t> efo| b\i
Venileni-sc caixas dech hysson, do C, 12e13
libras em porgues ou a retalho ; caixas de velas
de espermaceti deSe 6 em libra : na ra da Alfan-
dega-Velha n. 36, em casa de ilatheus Austin & C.
Vendem-se 6 pelas mocas, com habilidades, de
bonitas ligaras; pretos pardos, tambem mogos:
na roa Nova, n. 40.
Vendeni-se80 caixoes'vasios paraassucar, por
preco commodo: na ra do Trapiche, n. 17.
Vendem-se o alugam-se excellentes bichas de
llamburgo: tambem se vSoapplicar : na ra do Ro-
zario da Boa-Vista, n. 60, tenda de barbeiro.
Riiado nova loja dcsirgucro.
Lima
vende uniformes militaras para todas
as patentes de legiSo, cavallaria o in-
cautara da guarda nacional; galOes de
ouro e prata; chapos invernizados para
pagens.
\a novalojan.iy,
com frente para o
Passcio-Publico,
pinladade verde,
vende-seum grande sortimenlo de chitas finas de
cores multo fizase padres agradaveis, a 100 e 120
rs. o covado c a pega a 3,800 o 4,500 rs. ; pegas de
algodozinho largo, sem avaria e com 18 jardas, a
2/rs. j lengos de cainbraia para grvala padres
ricos, a 160 rs. ; duraque o alpaca cor de cafo mui-
to lustrosos, a 600 rs. o covado; e nutras multas fa-
/endas,ilu que ha grande scirlimeiito por prego
mais commodo do que em ontra qualquer parte,
para chamar a allcngOo dos froguezes.
3,200 e 4,000 rs. o covado ; alpaca prela muito fin
e ericorpada a 800 e 1,280 rs.; cassa chita de hom
gosto a 240 rs. o covado ; e outras muitas tazendo.
por menos prego do que em outra qualquer parto
Vende-so cal de Lisboa em barris pequeos
sendo da mais moderna que existe no mercado n
ra de Apollo armazem de Almeida & Fonseca.
Vende-se urna escrava : na ra das Cruz'es
n. 15. '
No Atterro-ila-Boa-Vista defronto da caluiie
est obarateiro torrando por todo o dinheiro um
completo sortimenlo de calgado novo-. sa patos
tanto para homnm como para senhora a 800 rs '
par; urna porgSo de sapates brancos, para hornera'
tanto por junto como a retalho ; ditos francezes de*
bezerro e de lustro, de urna e duas palas ; ditos'pa-
ra rapazes ; borzeguins gaspeados ; aapatos dn nur-
roquim cordovlo, couro de lustro e de setim, para
senhora; ditos de lustro, para meninas; sa'patos
de colchetes, de marrnquim e de luetro para me-
ninos; botins do marroquim e de lustro, para ditos"
pellesde couro de lustro; perfumaras: ludo por
prego mais commodo do que em outra qualquer
parte.
O Muito Pitloretco, jornal de instruego e re-
creio, ornado de bellissimas estampas: vende-se por
prego muito menor que o da assignatura, no segun-
do andar da casa n. 7 da ra da Cruz.
O Judio Errante, romance do Eugene Sue, tra-
duzido pelos Srs. Castilhos (Adriano c Jos) terceira
edicilo em folhetos pequeos: vende-se no segundo
andar da casa n. 7 da ra da Cruz.
Vonde-se a venda da Camboa-do-Carmo, n. 3;
a tratar na mesma venda.
Escravos Fgidos.
sctecentosrs. a
vara.
O barateiroda loja n. 4 da ra
do Crespo ao ji do arco de
8U 111(011 io, vende
um rico e novo sortimenlo de cambra.;as de cores ,
de padies escoce/es, o maravilhosamcljto estampa-
das, com cores mui fixas com 4 palmos de largura,
a 320 rs. o covado ; cortes de colines do fustflo pa-
dres novse cores fixas, a 500 rs. o corte; ditos
de setim lavrado c de velludo tambem lavrado a
3,000 rs.; ricos cortes de casimira franceza celas-
tica por muito burato prego ; muito superior casi-
mira prela franceza o elasfica a 3.000 rs. o cova-
do ; e em fin um completo sortiincuto de todas as
lazendas, por prego mais commodo do quo em ou-
tra qualquer paite. As amostrasso francas aos con-
currentes.
K :e:g:g;e:e:^:f5:@s
que
LOTERIx DO KIO-DE-
JANEUiO.
Vendem-se bilhetes e meios ditos
o." lotera do tlieatro de 8.-Pedro
Alcntara
Gomes.
da
de
na loja de cambio de Manocl
1
1
I
ffl
Vendem-se os mais modernos e superiores
chapeos francezes ; chitas de novos padres L|
e mais superiores que as imperiaes; risca- J-.
dos linissinios o de novo* padres ; bem co- H'
mo outras muitas fazendas do gosto: na ra i]
do Queimado loja nova de Jos Moreira l.o- M1
psC. Casa amarella, n 29. til
SAO1 QE PATENTE, a 3,200 rs.
Chapeos deso, dopanninho, basteas deago, me-
Ihoresdo que os que teem vindo.nao s pela sua boa
qualidade como por terem as capas de oleado; um
sortimenlo de fazendas finas de todas as qualidades;
casimiras decores, asmis modernas que ha: na
ra do Queimado loja nova n. 11 a, de Raymundo
Carlos Le te.
Vende muito bom cha hysson e pe-
rola em caixas de 7, 8 e 10 libras, em
grandes e pequeas porcoes, (bogado
ltimamente ; na ra do Vigario
zem n. 4, de Uothe & Bidoulac
ti
ammmsm
C|5
jjj Vende-se um sobrado do um andar esotiio,
j' acabado lia muito pouco lempo a troco de
Q dinheiro, ou de escravos de ambos os sexos: J!J
^ na ra das Laraiigeiras, n. 14, segundo andar j[
Vinho de Champanlia
da superior e uiuiloacreditada marca-
omela,
vende-se no armazem de Kalkmann & l'.oscnmund,
na ra da Cruz, 11. 10. '
Pareeem de seda.
Novo sortimenlo de chitas pretas assetinadas, a
240 rs. o covado os padres silo muito mais boni-
tos do que os das piimciras; chales de 18a, a 2,400;
novas mantas do seda, a 3.200, 4,000, 10,000, 14,000,
18,000c 20,01)0 rs. ; lindos lengos .le chal, com
franja de retro/ a 1,500 rs. na ra do Queimado ,
loja nova de Raymundo Carlos l.eile, n. II A.
Vnova loja ti. 17,
do Passeio-puhlico,
eoin frente pinta-
da de verde,
Na loja de fuimanes Serafim & Companhia ven-
de-so brini trangado francez bastante encorp.ido
e de puro linho, pelo barato prego de 700 rs. a vara.
Esta fazenda se torna recommendavel pela boa qua-
lidade.
Vendem-se pegas de madapolffo com pequeo
toque de avaria a 3,200 rs.; dito fino, a 4,000 rs ;
dito muito fino, a 4,500 rs. ; pegasde chita com
igual toque, a 3,500, 4,000 e 5,000 rs. : na nova
loja quefoi de Joilo Carlos, na esquina do Livra-
mento n. 1.
"Vende-se urna elegante canoa de carreira de
um s pao deamarello, muito boa de vara o leve
decora; os pretendentes com avista Hilo deixarfio
de agradar-se : na ra de Apollo, ;a Tallar com
Joo Estoves da Silva.
.Por 150^000 rs.,
vende-se ama canoa de conduzir agoa toda cons-
truida de amarelloe sicupira : os Dretendentes nfo
deixaro de fazer negocio'a vista do
ai in i-
PTIMAS NAVaLHAS
Pelo ptocesso das temperas das meJho-
resfabricas de Guimaules.
Kxcellente fabrica em Lisboa.
Estas navalhas sao ieitas do mais fino
ac da Suecia e temperadas em agoa que
contm os mesmos principios que se en-
coutiam na mui afamada de (iuimaies ,
e par a provar a sua superior qualidade ,
ha-tara saher-se que sao preferidas por
quem urna vez as experimentou, a mian-
tasveemde Inglaterra, Franca e outros
vende-seum novo sortimenlo do riscados francezes
de padres modernos escuros e muito largos, pro-
prios para vestidos por seren de cores lixas a 900
rs. o covado; novase ricas caui lira ia s escocezas de
cores fixas muito largas a 320 rs o covado ; urna
porcilo de cortes de chitas escuras o do cores lixas ,
con. 10 covados, a 1,000 rs.; chitas de raniagein pa-
ra coberlas de bonitas cores a 180 e 200 rs. o co-
vado ; e outras inultas fazendas de que ha grande
sortimenlo por mais co.'iimodo prego do quo em
outra qualquer parte. As amostras do-se com pe-
nhores.
Vendem-se dous tanques, feitos de muito boas
madeiras, bem construidos e proprios para enge-
nho, levando cada um 3,500 a 4,000 caadas de mol:
na ra da Cadeia de S.-Antonio serrara n. 13.
Vende-so um pardo sapateiro de bonita figu-
ra ; um dito de 10 annos; una negrinha de 12 an-
nos com principios de costura; 3 pretas de ele-
gantes figuras o com habilidades; urna dita de 18
annos, quo eugoinma e cose para fura da provin-
cia : no paleo da matriz do S.-Antonio, n. 4. se dir
quuin vende.
- Vendo-so urna escrava moga: na ra de S.-
fhereza, n34. I
negocio'a vista do* objecto e do pre-
go cima declarado quo be o mais barato possivel :
na i na da Sonzalia-Nova venda de Jos l'ereira se
dir quem vendo.
Vendem-se, por prego commodo, harria do pre-
gos cnixaes do Porto ; bezerros envernizados ; fio de
vela; chapeos de sol, de seda : na ra da Cadeia do
Recite, n. 38, escriptorio de Manocl Joaquim Ra-
mos o Silva.
Clif^wem ao barata.
Na nova loja da ra do Livramento, n. 14, vendem-
se chitas finase de cores lixas a 16i> rs. o covado ,
e a pega a 5,500 rs. ; dita muito superior a 200 rs.
o covado e a pega a 7,000 rs. ; madapolfo de boa
qualidade, a 2,400 a pega de20 varas ; dito, a2,800,
3,300, 3,600 rs. o muito fino a 4,000 o 5,200 rs. ;
bretanha muito fina com 20 varas a 4,000 rs ; al-
godAo encorpado, a 160 rs. a vara ; cassas escocezas,
muito finas, a 320 rs. o covado; panno de linho mili-
to fino a 520 rs.; hamburgo, muito fino, a 340
rs. ; corles de vestido de borra; ditos de colletes
de gorgorito; longos do chita a 160 rs.; c outras
muitas Tazendas a troco do barato.
Vende-se um mulalinho de 11 annos de mui-
to bonita figura proprio para pagoin : vende-se por
necessidade : na ra do Livramento, n. 21.
-- Vende-se muito superior panno de
algo So da Ierra, largo e encorpado : na
ra do Crespo n >3.
Vende-so una parda de bonita figura de 18 a
20 anuos quo cose cho e faz renda de todas as qua-
lidades : na ra da Cadeia do Recife, loja de Jofloda
Cunha MagalhHes.
Vende-se una ptima escrava a que se pode
entregar todo oarranjo de una casaj urna dita boa
qiiitandeira por 250,000 rs. ; duas molecas ; 3es-
rravas ; um bonito moleque ; um casal de escravos ;
umdito : todos aptos para lodo o servigo : na ra
do Agoas-Verdes n. 46.
Vende-so urna mulatinha de 12 annos; um
molcqiide 15 annos ; um cabritilla de 12 ; una es-
crava de 20 anuos, que engomma cose o cozinha ;
una dita de 15 anuos ; dous escravos ; duas escla-
vas de mcia idade : na ra Direita n. 3.
Vende-se urna escrava crioula com urna cria
do um mez : na ra do Rozario da Boa-Vista n. 53
primoiro andar se dir o que a dita prela sabe fa-
zer o o motivo por que se vende.
Vendem-se, na linaria da ra do Crespo, n.
11, os seguntes livros : Lexicn latiiium de Fon-
seca ; Diclionairc de Roquoto; Curso da historia de
plulosophia por V. Cousin 3 v. por 6,000rs. ;
Alagasin des enans, 4 v. ; Tratado da religiDo por
3,000 rs. ; Noticia verdica dos acontecimentos que.
tiveram lugar no cerco do Porto, por 1,000 rs. ; l'ri-
meiros elementos pratcos do foro civil, por M M
S. por 2,000 rs. : Tentativas poticas por 1,600
rs. ; Novo Testamento por 3,000 rs.
-- Fugiram, do engenho l'indoba da froguezade
Ipojuca em o da primeiro do correte dous es-
cravos sendo um preto de nome Affonso e una
prela, do nome Felicia : o primeiro representa ter
40annos, grosso docorpo ccalguma cousa fula,
e he coxo da perna esquerda : a segunda represen-
ta 35 annos alta, secca do corpo cor muito fula,
com marcas muito vsiveisde ferdas em urna per-
na. lia rasSo para crer-sc que fugiram para o sorto
dolpojuca. Roga-se as autoridades policiaes o-ea-
pilffes de campo,que osapprchendam e lovom ao di-
to ongonho, que serio gratificados.
- Acha-so, desde o da 23 de julho prximo pas-
sado, fgido o preto Jo3o da nacSo Quigam, de
35 annos pouco mais ou menos, do estatura alta ,
cheio do corpo bastante barbado; tem no alto da
cabega um grande calo de carregar; levou camisa
de chila azule caigas do ganga da mesma cor Ro-
commenda-se as autoridades policiaes e capities do
campo a captura do dito cscravo prometiendo-so
aos ltimos boa recompensa, se o levarom ao Aler-
ro-da-Uoa-Vsta n. 88 primeiro andar.
Sexta-feira, 6 do correte, desap-
pareceu um cabrinha, de nome Hercula-
no, cor escura; representa ter i4 a i5
annos de idade; levou calca e carniza de
algodao de lista, bastante suja de cozi-
nha; desconfia-se que fugio em compa-
nhia de serta nejo de Fajehu-de-Flores.
por elle ser dahi natural, e ter viudo pa-
ra aqui o anno prximo passado. Quem
o levara esquina do Livramento, loja de
seis portas, de Gabriel Gon?alves Lom-
ba, ser bem recompensado.
Fugio do bordo do patacho Vilicano um escravo
de nome Hoque, do San-Thom estatura baixa,
rosto redondo c sem barba, com ferdas as pernas,
vestido com camisa e caiga azul e barrete inglez.
Eslc escravo pertence a Jo3o Jos Pereira doAz'ini,
do Rio-de-Janciro. Quem oapprehender, queira le-
va-lo ra da Cruz n 66, casa de Caudino Agosti-
nho de llanos, por quem ser recompensado.
Anda se acha fgido, desde o dia 25 para 26,
o escravo Rufino, de iiago Congo de 40 anuos
pooco mais ou monos de estatura alta corpo me-
dio cor fula olhos grandes nariz e bocea regu-
lares barbado ; tem a poma direita cambada ; le-
vou caigas de estopa cra camisa de algodao azul,
e na falta desla roupa camisa e calcas de algodao
volho c bonete do gnuhador na cabega : quem o pe-
gar leve a J. F Ferreira na ra da Senzalla-V'elha ,
n. 98, quosor recompensado.
~ Fugio, no dia 2 do correte, um pretb ,dc nome
Joaquim, caraolho, cheio do corpo, ps grossos ; le-
vou camisa eceroulasde algodflo. Roga-se as auto-
ridades policiaes e captlfies do campo deopegnreme
levarom as Cinco-Pontas padaria n. 154, de Manocl
Joaquim Soares que gratificar*.
Fugio, no da 5 de julho, do engenho Rrejo ,
freguezia de tina, comarca do Rio-Formoso, ocriou-
lo Henriques de 26 a 28 anuos sem barba, bastan-
te alio cheio do corpo, desdentado do queixo su-
perior nariz chato, carancudo; quando falla he des-
cansado ; suppe-se andar em nlgunia praia, por ser
pescador; iiilitula-se forro em qualquer lugar que
ello so acha ; ha desconfiangas de ello andar em
alguina canoa, por s querer o servigo do mar, c uflo
o de campo. Roga-sc as autoridades policiaes o ca-
piteles de campo, que apprchondam e Ivcm ao
dito engenho, a seu senhor, Ignacio Antunes de Ma-
celo Lima ou nesta praga a Joaquim Antonio de
Santiago Lessa morador na ra doS-Rila n. 91,
que se pagarlo todas as despezas.
Ilesappareceu um preto, de nome Manoel,
crioulo, baixo e grosso, ps chatos, de 22 annos
pouco rnais ou menos ; levou camisa de madnpo-
1.1o caigas de algodao azul porm pode ser que j
tenha mudado de roupa, poi ter aqu um mano Re-
commenda-se as autoridades policiaes e capities
decampo a appreheiis.lo do dito-escravo e a sua
entrega na ra de Agoas-Vcrdcs n. 44, onde serSo
recompensados.
No dia 3 do crrante desappareceu da casa da
ra da Cruz, n. 55, um moleque crioulo, do nomo
Jos, qu3 ltimamente veio da l'arahiba para onde
sesuppn ter-se eucaminhado ; representa ter 12 a
13 annos ; he bem ldano ; levou caigas de riscajo e
camisa do algod.lo trangado de quadros miudos.
j.V'1 l'lia d() CresDo. loia ll. f de lt0&a-se s autoridades policiaes. capiUcs de cam-
., o mm "* po quo o pegem e levoni a casa cima, que sero
Campos Ot Miiytt, generosamente gratificados.
vendom-se os mais modernos e lindos cortes de
cambraia do listras abertas brancas e do coreado
ultimo gosto da rainha Victoria a 6,400 rs. ; flnis-
siuio merm preto, pelo muito barato prego de
PK11N
NA
typ. uem. F.pE ra,Bu.IS47- i
MUTILADO