Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08504

Full Text
Anno
de 1847.
Segunda-feira 2
O D/JRIO publica-se todos os das, ijnr n3o
ile guarda : o preco di asignatura he de
r.n(in rs. por quartel, jwsgor "diaaladot. Os an-
nfios dos assignanles sao inseridos i raslio do
"'!,, norlinli, lOrs. emlvpo dill'erente, e as
Letices pela mctade. Os que nao f.-rem assig-
"-trs'paMro 0 rs. porlinha, e 100 ein tjrpo
Siflero; porcad-publicacgo.
PI1ASES DA LA NO MEZ. DE AGOSTO.
Mineoan-., '' ''ra e 40m ? n"llll1^-
i nova, a 10, as 10 horase 7 mu. da manliaa
ivescenle, a I, as 2 horas e Umin. da manba
la clieia a 56, as 3 horas e 48 rain, damanha.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Cniannae Paraliyha, s segundas esextasfeiras.
Rio-Grande-do.Norte quintas feirasaomeio-dia.
Cabo, SerinhSern, Rio-Formoso, Poito-Calvo o
Maceiri, no I.", a 11 e 21 de cada mez.
Garanhuns e Bonito, a 10 21,
Roa-Vista e Flores, a 13 c 23.
Victoria, as quintas feiras.
Olinda, todos os das.
PREAMAIl DE HOJE.
Primeira, s 9 horas IS minutos da manhSa.
Segunda, as 9 horas e 42 minutos da tarde.
de Agosto.
Anno XXIV.
N. 170-
das da semana.
2 Segunda. S. KstevSo. Aud. do J. dos o.
fhos do J. doc. da 2 v. c. do J. M. il 2 vr
erca. 8. I.ydio. Aud. do J. do civ. da
1. v. e do J. de Paz. do 2. dist. de I,
4 Quarta. S. Domingos de Ousnio. Aud. do
.'. do civ. 2 v. c do J. de paz do 2 dist. de t.
5 Quinta, S. Osvaldo. Aud. do J. de orpli.
c do J. municipal da I. vara.
0 I-v. edo J. de paz do I. dist del.
7 Sanitario. S. Donato. deLoyolla. Aud. do J
do civ.da I. v. c doJ. de paz do I dist. de t.
8 Domingo. S. Cyriaco.
CAMBIOS NO DA M DE JDLHO.
Cambio sobre Londres a 20 '/, d. p. (S
a Pars JS.'i rs. por tranco.
i> Lisboa 105 de premio.
Desc. de lellras de boas firmas de '/, '
uroOncas hespanhol......29JIOO0
MoedasdcOjIOOrclli. I0?I00
a de 6*100 nov.. I|00
tle 4^00(1..... 9JM00
VraU Patace.......... IjIOAO
t Pesos coluinnares... If'.'iu
l Ditos mexicanos ... ifTCO
i Miuda............. 1*910
A cenes dacoinp.do lleberibede 50|000
rs. a 40 d.
% ao mez
a 29J&00
a ICJ200
a UflOft
a 9JII00
1*900
a >pM
a laitOft
l|920
rs.ao par.
DIARIO DE PERNAMBUCO
PERNAMBUCO.
TRIBUNAL DA RELACAO'.
JL'LGAMENTO NO DIA 31 DE JULHO DE 1847.
esembargador de semana o Sr. Feixoto.
Na appellacto civel, appcllantes Bernardo La cerr
coutros, appcllado Jos Mara da Costa Carvalho ;
mandaram dar vista ao Dr. curador geral.
Na dita dita, appellante Manoel Jos do Aloncaslro,
appellado Jofio Xavier Ribeiro de Andrade; despre-
saram os embargos.
Na dita dita, appellante Calharina Francisca do Es-
pirilo-Santo, appellados osherdeiros de Manoel An-
tonio da Silva; desprozaram os embargos.
Na dita dita, appcllantes Lenoir Puget c\ Compa-
nhia, appellada a fazendanacional; mandaram dar
sta s partes.
Na dita dita, appcllantes Domingos Rodrigues de
Carvalho e sua irmSa, appellados Jofio do Lima Ri-
beiro e outros; reformaran! a sentenca.
Na dita dita, appellantes Gonzalo Francisco da Cu-
nlia c outros, appellados D. Francisca de Alexandria
eoutros; julgarara nullo o processo.
Na dita dita, appellante Victorino de tal, appclla-
do Miguel Jos A Ivs como agente da companlna dos
vapores; desprezarum os embargos.
Ka dita dita, appellante Maria Pereira, appellados
Antonio da Cunta Lima e sua mulber; mandaram
descerosautosaojuizoda primeira vara do civel pa-
ra sci avahada a dizima, c voltaremao tribunal.
Na dita dita, appellantes Jos Maria de Jess Mu-
niz e outros, appellada a fazenda publica ; manda-
ram dar vista ao Dr. procurador da cora.
Na dita dita, appellantes I). Maria Francisca Dutra
e outros, appellado Francisco do Carvalho l'aes de
Andrade; mandaram seguir os termos independunte
ilcavaliacflo.
Na dita dita, appellante Ignacio Jos da Silva San-
tiago, appellado Jos Francisco de Lima Machado;
mandaram dar vista s partes.
Na dita dita, appellantes Joo Pereira Lagos e sua
mulber, appellado Ilcrculano Jos de Frcitas ; man-
daram dar vista as partes.
Na dita dita, appcliantc o padre Scbastio deMe-
nezese outros, appellado l.ui/ Ignacio do Oliveira e
sua mulber; mandaram dar vista s parles.
No aggravo civel, aggravante Marcelino Jos Lo-
pes, aggravado Jos Francisco de SouzaMagalhiles;
negarain provimento.
No dito dito, aggravante Pcdro;Cavalcanti de Al-
buquerquo Lins, aggravado Jolo Baptista Pereira
Lins; deram provimento.
,goa da povoacilo, e seu futuro genro: o estalajadeiro
com animo de comprar ago'ardente o rossolis, bebi-
das inilispensavcis no seu estabelecimento, e o mo-
. Ileiro com o de cobrar ura.pouco dedinheiroque lbe
appareceu sobro o isthmo de Olinda, "entro a fortale- Ideviam, ecom oqualrontava comprar alguna mimos
-Ipara Claudina, sua-tinda* roiva.
MAIS UM HOMICIDIO. IIAIS DHA VICTIMA DO ASSA9-
S1NO COBABDB.
Ao amanhecer do dia 31 do mez prximo findo,
_ DIARIO M l'HiVUllllCii.
RECirE, I," SE AGOSTO DE 1847.
o SF.NUOR IIODTOR JOS BINTO DA CDNUA FIGUEIREDO
VICTOBIADO PELO EXCELLKMISS1M0 E BEVEBENDISS1-
MO SENHOIt ARCEBISPO DA BAHA.
Seinpre que se tratar de addiccionar um florilo
roma de gloria que alguem baja conquistado pelos
sens merecimentos; sempro que houvcr occasiflo de
pagar um tributo ao cidadflo, que, qual esforcado
alblcta, lenba combatido peito a peito cm prol da
i'ausa da justica ; sompre que, emlim, se tiver de dar
victors ao campeflo da verdade, o Diario de l'ernam-
huco Tara echo com todos aquelles que, nrregimenta-
dos, oti solados, entoarem cnticos de louvorao ho-
rnera Ilustrado, a quem porventura caibam esse llo-
ilo, ese tributo, esses victrs.
Isto posto, he romo maiorprazer que vamos por
sob o dominio do publico o trecho de urna carta, em
que o distincto metropolitano brasiloiro, ao passo
queaecusa remossa dealguns cxemplares inipressos
da informadlo que dra sobre o direito, que teem os
liispos, de serem ouvidos acerca das croaces das
rfspectivas freguozias, pede ao amigo a quem ende-
reca essa carta, que, em seu nomo, agradeca aoSr.
Dr. Jos Rento a maneira porque, ao defender esse
Jimio na asscmbla legislativa desta provincia, pro-
curara esteiar-se na suaautoridade, equalifica de
solidos e luminosos os argumentos a que o nobre
defensor so soccorrra em tilo honroso certamen.
Kilo ha ahi juiz mais competente na materia, do
que o precalissimo arcebispo; oumavezque se el-
le assim exprime, o nossocomprovinciano pode ufa-
"ur-se de hav-la tratado ex-professo.
"trecho a que nos referimos he oseguinte :
Kaca-me o obsequio decumprimenlarde minha
" parte ao Sr. Dr. Jos liento do Figueircdo, e agra-
a dccer-lhe a maneira tSo honrosa, quanto pouco
merecida, com que me distingui na famosa ds-
cussflo sobre o direito dos bispos as creatjoes de
" freguezias. Sua defesa victoriosa, e que lite lera
" merecido grande louvor, pelusulidez.de seusargu-
" lucillos e vastidSo de suas luzca, nlo careca por
certo de um llo fraco apoio. Tadavia, parecendo-
me conveniente que todo o episcopado brasileiro
explique o tome parte em urna tilo importante
quesillo, julguei dever aproveitar a oceurrencia
do urna informaQiio assembla desta provincia,
para expender um pouco mais largamente a mes-
" na opinio, que tenho semprc sustentado sobre
" esta materia, que poderia ter maior e melhor des-
" envolvimento, se me n3o fultassem lempo efr-
cas. O vigario da Estiva mandou imprimir a dita1
informa^o, e ahi remello a V. S. oito exemplares,
dosquaester a bondade do ofTerecer dous ao Sr.
Dr. Jos Bcnto. "
za do Brum e a igreja do Pilar, o cadver de um po
bro homem, que, a julgar pelas anparencias, fra
niorto a cacetadas, pois linha a cabeca fracturada
cm diversas parles, o urna das mandbulas por tal
forma deslocada, que rasgou a pellc que A cobria, e
tornou-se visivel ao olho do espectador.
O infeliz era do estatura regular, trazia suissa, e
trajava sobre-casaca de morin pretu, com calcas o
colletoda mesmacr.
Nohouvequem Ibesoubesso onome; mas urna
pessoa empregada na polica declarou-nos terouvi-
do dizer que elle morava cm Nazarcth, o negociava
com gado.
Vai-iedarie.
O MOINIIO ENCARNADO.
Scisccntos mil eslrangciros acabavam de passaro
Rheno e de invadirs planicies da Campanbe e da
Borgonha, e como abutres famintos dirigiam os scus
passos contra Paris. P.etrocedia j a aguia franceza,
porm era diante de toda a Europa. A cidade de
Sens havia fechado as suas portas, o preparava-se
para resistir com o valor da dsesperacio, contando
com tres ou quatro povos vizinhos, onde ainda havia
guanuQo de gendarmes, e .donde esperava tirar as
Eroviscs. necessarias para resistir ao cerco. Os ba-
ilantes das outras povonces tinham fgido cada
iim para a sua parte, levando comsigo os seus mais
preciosos objeclos, e o paiz apresentava o aspecto da
dosolacSo o do terror.
No momento em que davam dez horas nos relogi-
os de Sons abrio-se urna das suas portas, o saino
por ella urna carreta puxada por um cavallo.
Era isto nos ins de marco; a imite eslava escura
e nebulosa, e nenhuma estrella hrilhava noco. Ao
longo viam-se de quando em quando algmis claros
vermelhos, procedentes dos bivaques inimigos.
Em cima da carreta de que j fallamos, dous
homens vestidos como os lavratloresdo paiz, um le-
vava urna espingarda de dous canos ao hombro, c o
outro guiava o cavallo.
Caminharam algum tempo pela calcada; porm, fa-
zendo depois umrodeio, tomaram um caminho de
atallio. At entilo nlo haviam fallado urna palavra
os caminhantes, contentando-se o da espingarda
com fumar silenciosamente n'um bonito caximbo
quetiiiha accendido aosahir da cdade.
Sabis o que vos digo, lio Rardon, disse o que
guiavo a carreta, que j nflo vamos pela estrada real,
e nlo fariamos mal em tiraras campanliias doca-
vallo,.'porque esta msica poda acarretar-nos a vi-
sita dos huanos.
Mas soldado erias tu, nieu rapaz, so tivesses
sahiilo.sortcado. Ainda nlo vislcs os bigodes desses
niilliafres, ej estis tremendo como se te picasscni
com as suas laucas.
He verdade; cu somprequzera ver" o que fa-
rieis com essa espingarda de dous canos se so aprc-
scnlasscm, apezar do bem que atiris.
Ouve!..... Desojas isso?... disse Bardon as-
sombrado.
He urna hrincadeira! Com mil demonios! mo
me falta va mais do que v-lo frente a fenlo com
esses energmenos.' Isto queria dizer que nlo esta-
ra eu muito longo, e entilo.....
E nSoacabou a phrase, porque tema explicar cla-
ramente o seu pensamento.
liem to cntendo, bem le enlcndo, met passa-
rinho, disse o to Rardon rindo.
Sim, sim, dcxc:sede gracejos; pois se acaso
appareccssem niio haviamos de pastar muito bem.
Isso viciamos mis, compadre; mas entretanto
nlo tremas desso modo, Periquillio, pois apenas po-
des j fallar. (Effectivamentc a voz do Pcriquilho es-
lava sensivelmente alterada). Vou tirar o peitoral
ao cavallo, pois que isto to socegar.
No tenho tanto medo como pensis; porem
na verdade, lio Bardon, nlo devenios desejar muito
que nos apparceam os taes cossacos.
Pois bem, pega por um momento nesta espin-
garda, e nflo des ao gatilho, porque est armada pa-
ra ambos os canos, e se se disparasse seram plvo-
ra e balas perdidas.
Acreditis que teremos necessidade deste au-
xilio?
Tudo pode acontecer, compadre.
Parou Periquillioo cavallo, apeou-se Bardon da
carreta, approximou-seao cavallo e tirou-lhe o pei-
toral. t
Porm, como o caminho come^asse a empeiorar,
subi o lio Bardon para a carreta, tornou a pegar na
espingarda, abri as cacoletas, e cerlificando-so de
que no tinha cabido a plvora, passou a unha pelas
pedcriieiras, e continuou a fumar com a maior tran-
quillidade.
Assenlado Periquillio com todas as prccaufOos do
lio Bardon, nSo deixava de fustigar o cavado.
Nflo castigues tanto o tordo, rapaz, que nos
la II a ni anula duas legoas, e he o peior do caminho.
Porm Periquiliio nada ouvia, e o cavallo, oxeila
do pelo chicote do conductor, audaWa o mais depres-
sa que poda.
Vamos explicar em duas palavras, porque so en-
coutravam aquellos dous homens n'uma hora tilo
avanzada da noile, ii'iim caminho do atalho, e n'um
paizoecupado pelo inimigo.
Bardon, que era estalajadeiro de Cevroy em pes-
soa, havia sabido naquelia manhla para Sons com
Pcriquilho, dono de um moinho situado a meia le-
par
No momento cerque os nossos viajantes cnegaram
Sens, souberam com scnlimoiito que tinham feito
urna jornada intil; porque, temendo-seas conse-
quencias de um sitio, cstavam todos os gneros a
um preco exorbitante, e ninguem quera venderos
;enerosde primeira necessidade. O pobre Periqui-
llo recebeu tambem um desengao; porque, tendo
ido a pedir o seu dinheiro, Ihe responden o devedor
que em circunstancias como aquellas nlo podia des-
embolsar uem um real.
Pois bem, disse Bardon, j que fizemos urna
viagom dobalde, vamos consolar-nos cometido como
bous amigos, depois metiremos o tordo na carreta
e voltaremos a Cevroy. Que to parece, Pcriquilho ?
Muito afleicoado era Periquilho a comer na estala-
gem do Leo-dc-Ouro onde serviam os viajan-
tes como principes, dando-lhcs a beber vinho do
molbor, e naquelia occaslo tentava mais a sua gula
o pensamento de que semprc seria o seu futuro so-
grooque pagasse; porrhTJor utra parte pensava
em que tinha que andar cinco legoas de noito n'um
paiz quasi sempreoecupado por inimigos dspostos
a rouhar c a assassinar os viajantes, e esta triste pers-
pectiva podia mais nelle que o desejo de comer. O
moleiro, que tinha abandonado o seu moinho com
perigo de que Ih'o roubassem ou queimassem, ora
de parecer de regressar logo, sem esperar que fosse
de noile.
Sabe o que lbe digo, to Bardon f disse Peri-
quilho, que o melhor ser voltar j para casa, por-
que assim nlo teremos que andar cinco legoas mor-
tacsdenoitoo por um paiz rodeado de inimigos e
de bosques pouco seguros. Bem sabe que hontcm,
sem ir mais longo, aliraram os cossacos um tiro ao
tio Calle!, o carreteiro, que teimou cm querer ir ve-
as suas vinhas.
Porm o tio Bardon quiz absolutamente jantar na
eslalagem do Leo-dc-Ouro ePeriquilho leve
que pr-se mesa de boa ou m vontade. Ainda que
a ideia dos cossacos nlo se aflastava um momento
da suaimaginacDo, e omedonio o deixava comer
comtudo, u iorca de tragos que bebeu, se he esquen-
tou a cabeca oni termos, que nfo olhou scqui'-r para
o rclogiodaestalagem, que ndicava dez horas.
Vamos, rapaz, olha se o cavallo j comeu a
raQio, e manda mctle-lo na carreta, porque silo dez
horas, e dentro de dez minutos fechario as portas,
ese nos descuidamos nflo poderemos sabir.
Quando Pcriquilho ouvio a rouca voz do lio Bar-
don, poz-se Iflo paludo como um morto
Mas, tio Bardon, disse elle, queris entrgal-
as nossas pellos nos cossacos Que diabo vos occorre
querer sabir s dez horas da noitc .' Nem por todo o
ouio Jo Pe ii me movo daqui.
Anda, prt-guicOSO, nao te ponhas com repli-
cas; bem sabes que promotti a Claudina voltar osla
noile, e nflo quero que esleja com cuidado. Vamos,
arriba .' Bebe mais este copo de ago'ardente, que le
dar valor.
Pcriquilho bebeu o topo de ago'ardente; porm o
que com ello conseguio foi tomar-se mais rallador,
e manifestar mais claramenle o son medo. Emprc-
gou todos os meios que a sua iiiiagina;flo Ihe sug-
gerio para convencer o seu futuro sogro; porm es-
to nflo ouvia rases, concluindo por dzcr-lhe que, se
se oiisima va em querer passara noile em Sens, con-
tara tudo a Claudina, o a exhortara a quo nflo se
casasse com um homem tilo cobarde.
Claudina, a lillia do estalajadeiro, era urna rapa-
riga alta e formosa, de luzentes o prctos cabellos, o-
Ihos pardos, um pouco ferozes o atrevidos, pello
branca c asselinada, lallie flexivel, ainda quo um
pouco masculino, com ludo o quo era a aldefla mais
encantadora e mais ntelligentodos arredores.
Apezar dos mutos prctendentcs que tinha litio,
havia permanecido indifferento a todos. Muitos ri-
cos rndenos haviam pedido ao tio Bardon a mflo da
joven para seus lilhos; porm elle Ibes respon-
der:
Eu nada intervenho nisso: Claudina lio abso-
lutamente livre para eleger o marido que quizer; ni
intelligcncia do que o seu gosto he o met, qualqucr
que foro quo esculla.
Apezar disto, he preciso confessar quo Bardon ti-
nha cerla preferencia por Periquilho, e do boa voli-
tado teria querido que participasse della sua lillia;
porque Periquilho era lilho de um anligo amigo seu
que a llorada morte lh'o tinha rcconimendado di-
zendo-lhe: Cuida delle; e se nossos lilhos che-
gareui um dia a aniar-se, casa-os, e tor-so-hflo
cumprido os desujos do teu anligo amigo, n
Periquilho, nao s amava Claudina, mas adora-
va-a, e de certo se tei a niellidii debaixo das rodas
do seu monillo antes quo renunciar mflo da sua a
manto. Comtudo, Claudina nunca lbe havia mostra-
do carnlio algum, e, o que he peior, niio Ihe havia
dadoesporancaalguma; porm o pobre enamorado
esperava, poique amar lio sollrer e esperar.
Periquilho no podia hesitar: ou partir inmedia-
tamente como lbe dizia o to' Bardon, ou expor-se
a passar por um cobarde aos olhos do Claudina, o
cntflo adeos illuses da sua vida. Sabia muito bem
3uc a caprichosa rapariga uilo se retractava quando
izia urna cousa, e pegando com as duas mflos no
seu valor, islo lio, bebeudo mais um ou dous copos
de ago'ardente, correu a melter o cavallo na car-
reta.
Ola! com quo afual dccedisle-to a partir, lhc
disse o tio Bardon, vendo-o sahlr.
garrado pelos cossacos, o estar seguro de ser pasto
dos carangueijos do rio....
Bardon deu urna risada, o pegando na sua espin-
garda, a carregou com quatro balas duas em cada
cano.
Quando Periquilho voltou a dizer que tudo eslava
promplo para parlircm, tinha o rosto animado e bri-
lliavam-lho OS olhos: era aquilloo valor do modo o
OS clfeitos das libaces da ago'ardente.
Agora sim. agradas-me, Ihe disse Bardon,
quando o vio tilo corado e tilo valenlo. A' carreta, o
parlamos.
Siislentoti-se o valor facticio do Periquilho todo o
tempo em que andn pela estrada realj mas, logo
que se vio n'um caminho de atalho, evaporou-so to-
do o seu herosmo, como se linha evaporado o espi-
rito da ago'ardente.
Detrs de cada moi I a ou de cada vallado julgava
distinguir o lu/.ir das espingardas o dos ferros das
lancas. o lio Bardon segua Imperturljavel, fumando
tranquillamente o se'u caximbo sem ao menos con-
siderar no perigo em que se achava, como esses ho-
mens de valor fri que so valenles sem o saber. Ha
individuos em quem nflo procedo o medo do cobar-
da, mas sim de flaqueza de ervos. Homens teem
havido, que, leudo um desalo, e nlo so sontindo
com valor para ir ao sitio indicado, se teem suicidado
de desesperaco.
0 caminho que seguiam os nossos viajantes, de-
pois do to Bardon ter tirado o peitoral ao cavallo,
eslava meltido entro duas escarpas cercadas por um
sello bastante espesso. Por detrs deste selto e a ca-
da lado dos eaniinlios so estendiam dous grandes ar-
enes robertos de espessos arbustos.
eriquilho, quo conheeia ter ehegado ao mais pe-
rigoso da jornada, pois que direta eslava urna al-
deiaoceupada pelos russos, linha os olhos o os ou-
vidos com doblado sentido, como acontece aossel-
vagens da America.
De reponte den um salto o cavallo; e arrimndo-
se amulado do caminho, conservou-se inunovel,
sem querer andar.
Periquilho, logo que vio isto, poz-se a tremer co-
mo um assombrado.
Que tem <> tordo 1 perguntou o lio Bardon.....
lalvez se tenha espantado de algum coelho ou rapoza
que tetilla sallado dosetto.
Periquilho nada respondeu, porque linha a hngoa
parausada.
Rapaz, ests morto ? Arruma-lho urna chico-
tada se nflo queres passar a note aqui.
Periquilho, a quem as palavras passar a noito a-
qu tinham restituido toda a sua energa, deu en-
tre as orelhas do cavallo urna forto chicotada. Oa-
iniiial deu um sallo que por pouco nflo fez voltar a
cairela; mas nflo avan^ou um passo.
Decididamente ha alguma cousa no caminho,
que lhc impede avancar. Talvez seja um eflo niorto.
Pega nesta espingarda, tino cu vou dcscer, para ver o
que he.
___NSo deseis, Ihe disse convulsivamente Peri-
quilho, agarrando-o por um braco; nflo deseis, por-
que vejoTuzir urna cousa do outro lado dos sellos:
OS cossacos estilo all.
Deixa-mc, rapaz, tomas as moitas por cossacos
c os dedos te pareccm hospedes.
Anda bem nflo tinha terminado estas palavras
quando se ouvio urna descarga de fuzilai a, o as bal-
las Ihe zuniram perto dos ouvidos.
___ Com mil demonios .' Tinhas raslo; silo clles..
Rom modo teem esses lanzudos do nos enviaros seus
cumprimentos.
Ilein lh'o tinha cu dito, tio Bardon, e nao
quiz acreditar-me. Estamos perdidos.
Anda nlo, exclamou o estalajadeiro, que a-
eabava de lirar do caminho a carreta ajuutando:
Nada de eslorvos! Estende-to de barriga para
baxo se nflo queres apanhar alguma cousa, o segura
o tordo, nflo Ihe d a vontade de ugir.
Espantado o cavallo da detonarlo o da luz do fo-
Bo, deu um salto c metteu ao galope. O tio Bardon
permaneca sentado na diantera com a espingada
preparada, esperando o desenlace daquella aventura.
Periquilho, cslentlido ao comprido na carreta, ha-
via abandonado as redeas caperlava convulsivamen-
te com a sua mflo drcita o cinchte; porm sem po-
der servir-se delle.
De repente tornou a engjbritar-se o tordo, sem
querer dar uni passo, porque dous cossacos que ti-
nham conseguido saltar o selto sem quo os vissom, o
tinham seguro pelo freio.
Bordn apenas vio islo, apontou por cima da cabe-
a do animal, e disparando os dous tiros, deisou os-
lendidos os dous cossacos,
vallo logo que se vio livro.
.artndo a corror o ca-
ovkHsoTirtao ii'uiaporco do tiros, o um delles
ferio o lio Bardon no peito.
Periquilho, que permaneca deitado, sentio que
Ihe cahiam algumas goltas do sangue no rosto, e ex-
clamou quasi morto de medo :
Tio Bardon, esta ferido 1
Crco que sim ; julgo que esses patifes mea-
pontaram bem.....Conserva seguro o tordo .... Veem
atrs de nos; mas, se chegarmos ao vo primeiro do
que clles, estamos livres, porque nflo se atreverio a
chegar al all.
l'.ilc Livainciiic ouvio-so no caminho um galope a-
prossado e o famoso grito de honra.
Alguns momentos depois chegaram Bardon e Pe-
riquilho ao vo ; o por certo que j ora tempo, por-
que o tordo comec,ava a recusar-sc ao servido.
Ao mesmo tempo sabia da pawoac.80 um destaca-
mento do gendarmes e urna multid.lo de paisanos
armados de foucos, chucos o espingardas, que, tendo
!
i MUTILADO
Iouvido os tiros, corriam a ver o que era.
Atravcssado o rio, no era imminento o perigo.
Bardon, que at entao havia conservado as suas for-
c

i b




cas, vio-seobrigadoadctar-so na carreta, alagan-
do-a de sangue.
Socega-te, Periquilho, queja passou o perigo : at
salvou-teo medo ; porm eu julgo que tcnho feito
o passaporto para o outro mundo.
Nao silo os rossaeos que me inspiram medo,
mas sim avossa ferida. Meu Dos, quanto sangue
perdis I Turto est oheio de sangue !
Hardon tinhn applicado urna das suas mitos feri-
da para detero sangue, porm os batneos da car-
reta Ihe fazam soffrer horrivelmente.
Para, Periquilho, disse com voz sumida : no
posso resistir mais..... J nflo ha nada a temer.....
Olha,j veem soccorrer-nos.
Periquilho parou a carreta, e Hardon desmaiou.
'.Munido o estalajadeiro parti de Cevrcy para Sens,
foi contra avontade desua Olha, que desde logo se
oppoz viagem; porm Bardon soube socoga-la ,
dizondo-lhe que no havia perigo, porque os eos-
sacos que por alli andavain nao se demorariam cm
apprehender urna carreta de lavrador, que nada Ic-
vava; de surte que por lim consentio, com a promes-
as formal de voltar no momento cm que termiuasso
osseus negocios. Almdisso eslava interessada asua
oiiriosidade e tafularia, porque Periquilho acompa-
nhava sen pai, e o enamorado moleiro no deixa-
ril de levar-lhe algum mimo.
Nal primeiras horas, que se seguiram partida de
Hardon e de Periquilho, nao pensou Claudina senflo
una rendas, grinaldas o outros enfeites, c na inveja
que i,i causar s oulras raparigas quando a vissem no
domingo na missa com os mimos doseu noivo. Tam-
bero peusava em mortifica-las mostrando-lho urna
por urna todas as COUsas que Periquilho deviu lovar-
lhc. Comtudo, quando chegou a noite e 11.1o vio sen
I ai voltar ; quando deram as oito, as nove c as dez
horas, foi terrivel a sua inquietaeflo. Sem poder es-
tar nem uro momento quieta n'uin lugar, continua-
mente chegava, ora a nina janella, ora a outra, para
ver se Olivia alguma cousa ; porm nao perecida
masdoque o montono qwm vem l das sentinellas.
Pela quarta vez tinba aherto a janclla do andar
mais alto, eajoelhada diante de urna imagem de Nos-
sa Senhora rogava aquella mfli dos afilelos, que pre-
servassescu pai de todo o mal. '
Entretanto deram as 11 horas, e entflo se persuadi
deque seu pai nilo linlia sabido de Sens, e que nflo
dovia espera-losenao na mandila seguinle.
Nestas conjecturas eslava quando Iho parecen ou-
vir ao longo urna descarga de fuzilaria. Desceu r-
pidamente a escada o sabio ra a informar-se; po-
rm, tendo visto urna companbia do gendarmes, que
corra a toda a brida, nao duvidou de que seu pai e
Periquilho tinham sido atacados pelos cossacos
Meu Dos, exclamou com a maior angustia, sal-
vai-os Tal vez eu lenba a culpa do mal que Ibes ha
succedido por um capricho pueril.
lima horadepois o tio Hardon, paludo e cnsangu-
cntado, eslava deitado na sua cama. I.ogo depois
chegou o medico do districlo ; porm, depois de ter
examinado a ferida, fez um gesto de inquietaeflo c
duvida. que Claudina pcreebeu.
Nada me oceulteis, senbor, Ihe disso esta em
voz baixa, pegando-lhe na mflo, e levando-o com
anciedade para a outra extremidade do quarlo. O
gesto que acabis de fazer me aterrnu..... Diga-me
com franqueza, senbor doutor, diga-me qual he o
estado de meu pai, sem temer nada; porque a minha
dor sera muda. Anda que sou mulher lerei valor e
o vingarei.
Vendo o medico a exaltaeflo da joven, acreditou
oslar posvuida de um aceasso de demencia, e pogan-
do-lbe as inflos Ib'as apertou meigamentc.
Pobre menina! foi a nica resposta que Ihe den,
e Claudina coniprehendeu logo toda a significado
destas palavras.
Periquilho eslava como louco, mettido a um can-
to, sem dzcr palavra,e tendo na mflo um len;o cheio
de sangue que havia servido para vendar a ferida do
tio Hardon.
O medico passeava com as mfios atrs das costas,
buscando um meo deaflaslar Claudina, porque, se-
gundo o seu calculo, o mais que o ferido podia vi-
ver era urna hora.
Assentada Claudina cabeccira doleilodeseu pai,
ouvia com anciedade aquella respirabilo rouca c scc-
ca, preludio da agonia.
ljn relogio de parede, que havia no quarlo imme-
dialo, deu tinas horas, e no mesmo instante pareceu
reanimar-se Hardon, como una luz prxima a upa-
gar-se.
Onde est Poriquilho i1 perguntou com voz
dbil.
Periquilho, disso Claudina, meu pai te chama.
I.evantou-se o moleiro como um anlhomato c clie-
Comprehendeu-a o medico, esahiodo quarto.
Meu pai foi cobardemente assassinado por es-
ses salteadores que talam e desolam os nossos cam-
pos. Pedro (era a primeira vez que Ihedava estono-
me), sentes-to com valor e forca para vinga-lo?
E tu sers minha mulher ?
Sim.
gou-sc a cama.
D-me a tua mlo, Ihe disse Hardon, fazendo
um esforco para levantar-se. Juntai as vossas duas
inaos na minha, porque ambos sois meus lilhos.
Ilouve um momento de silencio, porque o esforco
que iiiil.ii feito Bardon para levantar-se havia esgo-
tado as suas frcas.
J lenho mui poucos momentos de vida, e den-
tro em pouco ludo ter concluido para niiin.
Periquilho estremeceu, o apertou com frca a mao
de Bardon e a de Claudina.
Tranquillisa-te, Periquilho, a morle he pouca
cousa....: vista de longe espanta; porm de perto
nada he.
Meu pai'..... exclamou Claudina, e ossolucos
afogaram a sua voz.
NSo chores e ouve-mo, minha filha. Bcm sabes
que o meu maior desejo era ver-te esposa de Pe iqui- ceu : os cossacos, sempre dispersos para roubar e as-
lho, cujo desejo era tambem o do meu antigo amigo; sassinar, viram a pcrlida luz, e ouviram -o rumor do
porm de nenhum modo loria frcado a tua voiita-Jmoinhe. Os infelizes dirigiram-sc alli sem imaginar
de. Serapre has sido livre, e oes anda ; porm, se ao I que corriam a urna morle certa.
Dozc vezes se abri e se tornou a fechara desapie-
Esta palavra s acabava de fazer um milagro; co-
mecou a bater-lhe o coraeflo, que at entilo nada
mais tmha feito senflo tremer de medo, brilhou em
seusolhos um fogo sobrenatural de audacia, eap-
proximando-se do leito toinou entre as suas a ela-
da mflo de Bardon, e disse com voz solemne :
Meu pai, descansai cm paz, que seris dobrada-
mento vingado. Agora esta arma he minha ; epe-
gou na espingarda de Bardon que estava arrimada
a parede.
Aochegar aporta, voltou-se para a joven, cihe
disse:
Adcos, Claudina, quando me tornares a ver, se-
rei digno de ti.
Quando Claudina deixou de ouvro rumor de seus
passos, cahio de joelhos, exclamando:
- Meu Dos, prolcgci-o!
I oram estas as primeiras palavras da esposa.
Eram apenas cinco horas da mandila ; a custo se
distingua no horsonteuma luzduvidoss, e o moi-
nbo situado a mea logoa de Gevrey pareca sempre
deserto o abandonado. Todas as jancllas estavam fe-
chadas, as ms sem movment, .eaagoa corra si-
lenciosa o lentamente. Comtudo, um attento obser-
vador teria podido convencer-se deque amachina
nito estava abandonada, apezar daquella apparencia
exterior de solidio o rumor de um martelo e algu-
mas vezes o de urna serrrfazia presumir quealguem
trabalhaya em alguma reparaeflo; porcm a hora
avanzada da manhfla, as precauces tomadas por um
homcm que permaneca de senlinclla na pequea
ponte do mollino, e depois certa precipitagito no tra-
balbo, Ihe teriam feito conceber estranhas conjec-
turas.
Urna hora depois tudo estava tranquillo, e o ho-
mcm havia desapparecido.
Ninguem fixou a sua atteneflo na sbita desappari-
eflo de Periquilho, porque selratava de outro acon-
tecimento mais importante. O inimigo apertava ca-
da vez mais as suas linhas, e tinham mandado pedir
a Sens o destacamento de gendarmes que alli havia,
porque de um dia a outro temiain um assalto, do
qual haviamsido precursoras algumas bombas dis-
paradas contra a cidade polas bateras russas.
As dez horas da manlifla foi evacuada a margem
de Cevrey, e os habitantes acharam-se mcrc das
tropas ni migas. Toda a defensa era intil o at po-
rigosa.c cada qual se refugiou em sua casa, esperan-
do com anciedade o desenlace daquclle triste acon-
tecimento.
Passou-so todo o dia sem quo so visse nenhum
cossaco. Pela volla das nove horas da noite, alguns
(aviadores, que estavam dando de beber aos seus ga-
dos, viram com sorpreza oncher-so do espuma a
agoa, elevar-se e arrestar aps si tudo que encon-
trava. Se lvessem ousado dentro de alguns minutos
seguir sinuosacorrente do rio, teriam ouvido no
silencio da noite o rumor surdo das rodas do moi-
nho. As quatro rodas corriam com toda a velocda-
de, en'umajanella do monho brilbava una luz ar-
roxeada como una estrella perdida na nevoa.
Para inelhor conhecer a fria o espantosa vinganca
preparada por Periquilho, ser nenessario dar alguns
pormenores sobre a conslruccflo edisposico inter-
na do moinho.
Construido este na ponta de urna iihota, compu-
nha-sededouscorpos de edificio reunidos por una
pequea ponte grosseiramente fabricada. Entre es-
tes dous edificios, o por cima da pequea ponte,
achava-se estabelecido urna cisterna do quatro rodas
grandes e fortes, com as suas competentes ps. O
prmeiro corpo do edificio construido sobro o rio for-
mava una enorme massa de fabrica, na qu&l se
apoiava a cabeca da eclusa. No interior daquelle edi-
ficio era onde se haviam disposto as ms, os penei-
ros etoda a machina. L'm coberto destinado a abri-
gar as cavalgaduras conduzia a urna pontezinlu,
por onde se cntrava para o moinho. Para chegar alli
era absolutamente preciso passar pela ponte, Uebai-
xo da qual volteavam com um espantoso ruido as
qualro grandes rodas do moinho.
O homem, a quem temos visto ao amanheccr tra-
balhando na ponte, nflo era outro senflo Periquilho.
O amante de Claudina havia promettido urna vingan-
ca, e a preparava grande e terrivel.
S meia hora Ihe tinha sido bastante para levantar
metade do soalho da ponte e substitui-lo por urna
trampa que se fechava por si inesma por meio do una
vlvula interior. Feito islo, collocou dous grandes
canaes para a sabida da corrento; eesperou pela noi-
te para a sua vinganra.
As nove horas poz Periquilho umaluz najanella
mais alta do edificio, e no ngulo do lelhado poz ou-
Ira, como para indicar o caminbo quo deviam to-
mar. Verificado isto, corieu eclusa e levantou as
portas: saltou a agoa cheia do espuma, e as rodas
comuQaram a dar voilas com um rumor surdo e l-
gubre, que muloboni teria podido dizer-se que era
o canto de morle para as infelizes victimas que iam
ser immoladas.
Agora, exclamou Periquilho, lenho tres horas
para vingar Bardon : depois....., ser o que Dos qui-
zer, lerei cumprido a minha promessa, c Claudina
ser minha mulher.
O mesmo que Periquilho tinha calculado aeonle-
partireudesto mundo soubesse que algum dia ha-
vias eleito o lilho do meu amigo.....
E nilo pode acabar ; fecharam-se os "seus olhos,
e um suor fri, o suor da morle, banbou seus
membros.'
Minha Ulna!.... meu lilho.' ... Estas foramas
suas ultimas palavras, a sua inflo estava gelada, c
tinha exhalado o ultimo suspiro.
O medico, que eslava junto ao leito, Ibes disse :
Vinde, meus amigos ; j nada lendes que fa-
zer aqui.
Afastou-o Claudina, dizendo-llio
Deixc-me, senhor doutor, quero e devo perma-
necer aqui.
Nem urna lagrima brotou de seus ohos infiam-
madns com a febre, ou com o desejo da vinganca.
Voltou-se para Periquilho, que estava resando de
joelhos junto ao leito, c Ihe disse com voz firme :
Em p, e ouve-me. Bem sei que me amas.....
Ouviste a ultima vontade de meu pai, e inmediata-
mente serei tua esposa ; porm com urna con-
dieflo.
Dirigindo-se depois ao medico proseguio:
Doutor, ninguem mais do que meu marido de-
ve ou viro que vou dizer agora.
RENDIMENTO DO MEZ DE JULHO DE 1847.
Consulado de 7 p. c. '..,
2 .
" i .
36:576,183
13,000
8,912 36:598,095
dada trampa, e dozo cadveres foram esmagados pe-
las lerrivcis rodas Ainda nflo tinha dado meia-noi-
tc, hora em que o sacrificio devia tcrininar-se, e Pe-
riquilho, com o cabello cricado ccoma froiilc cu-
bera do l'rio suor, esperava o momento cm que ha-
via de cessar o seu ollicio de carrasco. Deu por lim
a hora, e para anniiiieia-la, as rodas se abr rain pela
decima terceira vez, edestruiram outra victima-. Tu-
do estava concluido, c os manes do estalajadeiro t-
veram a sua hecatombe.
No mesmo momento apagaram-se as luzes, fecha-
ram-se as portas, e tudo fieou no mais profundo si-
ioncio.
Quando Periquilho se apresentou a Claudina, esta-
va esta rosando junto ao corpo de seu pai.
Aorumor que fez a porta abrindo-se, levantoujsc||0 fxo 45N900
Claudina a cabeca, e vio Periquilho no meio do quar-{ h^ihisi" -/t!.
to em pe com os cabellos desgrenhados, e todo es-
correndo em agoa. Vendo-o tranquillo, apoiado no
cano da sua espingarda, poderia muito bem dizer-
se quo era um bravo esperando o seu salario.
A hora, pois, era perto da urna da noite,o silencio,
o cadver, certo cheiro sopullura que se dcixava
sentir na estancia, c o offeito da luz o da escuridflo, 43:410 118
tudo reunido dava aquella scena um ciraclcr cstra-
nho impossivel de descrever.
Pedro! exclamou Claudina com urna voz em
que havia urna mistura de assombro a de felicida-
de....., porm acompanhada de tristeza.
Queresseguir-me, Claudina! Ihe disse este com
voz grave.
Aonde quores levar-me?
A minha casa, junto aorio...... ao p dossal-
gueiros.
Claudina hesitava e tinha medo, porque a gelava o
olhar respeitavel do seu interlocutor.
Vero, vem, porque agora mepertences. E pe-
gando-lhe pela mflo a IcVou aps de si.
Claudina o seguio sem oppr a menor resistencia,
cedendo quelic irrcsistivel e myslerioso ascendente
que desenvolve o homem em eertos casos.
Em todo o caminho nSo fallaram nem urna pala-
vra. Quando chegaram ao poni indicado, abri Pe-
riquilho urna porta que conduzia s rodas do moi-
nho, c disse com voz grave :
He aqui. Entrai, Claudina.
Em seguida accendeu urna pequea Linterna.
Treze cossacos, com o corpo mutilado, estavam
morios sobre as lagos d iquello subterrneo.
Sem commoeflo o se ni sorpreza, approximou-se a
mimosa joven a contemplar de perto, ea luz da lan-
lerna quo segurava Pedro, os repugnantes rostos*
daquelles selvagens da Ukrania.
Teu pai est vingado, Claudina, disse Periqui-
lho, o o nosso desgranado paiz conta treze inimigos
de menos a quem eombater. Agora, ajuntou ajoe-
lliando aos ps da sua uoiva, deixa-me quo leve a
tua mflo aos meus labios. Tu Ozestes um homem de
um pobre menino limidoe medroso: falta lo va-
lor que sabe desaliar amorte nos campos de bata-
Iha, me inspirastes a energia e a vontade que faz ein-
prehender e executar urna vinganca. Talvez eu seja
um assassino, ajuntou em voz baixa, e como se o op-
primisso um scntiinenlo penoso, porm que im-
porta ? Os lius justifican! os meios.
Claudina compreheu tu Jo, eesteudeu-llic urna das
mflos.
Agora, disse ella, apartemo-nos deste horrivel
espectculo.
Sim, partamos, respondeu Periquilho ; porm
desappareca at o menor indicio do que aqui so
passou.
E pegando na lanterna, seencaminhou para urna
casa cheia de madeira, palha e outras materias in-
flammaveis.
Que vais fazer? perguntou Claudina espan-
tada.
Lancar fogo a tudo.
Fogo!
Para nossa mutua seguranza. Agora vem, Clau-
dina.
Dizendo isto, a tomou em seus bracos e desappa-
receu.
Alguns momentos depois, o incendio devorava o
moinho, easchammas reQeciiam na planicie com
urna luz arrxeada esinistra.
-r- Fogo no moinho do Pedro I gritavam os habi-
tantes daaldeia.
Os cossacos o incendiaram diziam outros.
Os russos fizoram as maiores pesquisas para saber
a sorlcdos treze homens que tinham desapparecido,
e cojos cavallos foram encontrados na mantilla se-
guinte, errantes no prado.
Acreditou-segeralmcnte que depois do terem en-
trado no moinho, edeterein bebido al embebeda-
rem-se, haviam aduiinecido, cquoaiii, no meio do
incendio causado pela sua imprudencia, haviam en-
contrado a morir. Esta supposiQao pareceu veros-
mil, e se Ihe deu crdito.
Emquunto ao sitio ondeantes exista o moinho,
e no qual nflo se viam senflo ruinas afogueadas, os
aldeaes Ihe chamaram desde entilo O Moinho en-
carnado.
Transporte. .
Tiivtrias provincias.
Dizimo do algodo da Parahiba 1:399,399
Dito do dito do llio Cranjlc-do-
Norle........- .....
Dito doassiic.ir do dito......
Dito do dito das Alacois.....
4IO,||8
Depsitos existentes.
Ditos restituidos. .
2(!,9->fi
10,265
800,917 9:337,537
45:747,655
3:759,713
*00,45
Pernambuco, 31 de julho de 1847.
O administrador ,
JoSo Xavier Carneiro da Cunha.
Assucar.
COMMEftCIO.
Alfrindega.
RENDIMENTO DO DA 31........... 23.913,502
Oescarregam hoje, 1. eagosto.
Brguo S.-George-- bacalho.
Brigue Conceico-de-Maria mcrcadorias.
Brigue -- Bom-Jesus fumo.
HENDIMENTO NO MEZ DE JULHO DE 1847.
Hendmento total................199.343,140
Direitos de consumo..............
Hoexporlacflo..................
Expediente dos gneros do paiz. i por c .
Expediente dos gneros com carta de guia,
5 por cento.................
Armazcnagem de mcrcadorias.......
Dita da poivora.................
Premio dos assignados, 1/2 por cont. .
Multas......................
Emolumentos de certides.........
195:559,518
73,723
49,912
159,170
704,387
40,500
2:536,102
213,508
6,320
Oescrivfloda alfandega,
Jacome Gerardo Alaria Lumachi de Mello.
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA 31.
Geral.
649,363
PIUCA DO nECIFE, 31 DE JUI.IO DE 18*7,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios. Pelo paquelo inglez Pelsrel, c
pela barra Sieord-Fish, fizeram-se
transaeces regulares a 27 o 26 :t 4
d. por 1,000 rs., flxnndo-soas ulti-
mas a este cambio, que se conserva
firme.
. Apenas entraran 76 caixas.
Embarcaram-se 378 ditas, 730 bar-
ricas, e 1,240 saceos.-- Existem nos
armazens 3,092 caixas. NSo teve
alterara" de prego, e as vendas fo-
ram pequeas.
Algodflo Entraram 107 saccas. Embarca-
ram-se 1,680.Existem em serstt.
Contina a ser procurado ao pre-
qo de 6,850 a 7,000 rs. a arroba do
de primeira sorte, e ao de 6,350 a
6,500 rs. a de segunda.
Ago'ardente.. Embarcaram-se 3 pipas, 3 bar-
ris e 6 garrafes. Nflo sotTreu al-
terago de preco.
Couros..... Embarcaram-se 50, c continan
ser eflorecidos de 105 a 110 rs. a li-
bra. Venderam-se mui pequea-
partidas.
Azcite doce ... Vendeu-sc a 1,800 rs. o galflo do
de Mediterrneo, e a 1,900 rs. o di-
to do ile Portugal.
Baca)ho. ... Chegou um earregamento com
1,632 tinas que foi vendidoa 13,200
rs., pouco maisou menos. As bar-
ricas e linas em deposito chegam a
3,600. O consumo foi regular.
Carne-sccca -- Chcgaram dous campamentos
com 18,000 ai robas da doltio-Gran-
de-do-Sul : e como nflo havia ne-
iiliiinia nos ltimos das da sema-
na, venderam-se 3,000 arrobas, ao
preco de 3,400 a 3,800 rs.
Farinha de trigo. O deposito esta reduzido a 300
barricas em primeira inflo. Ven-
deu-se a 25,000 rs. a barrica da a-
mericana.
Vnhos..... Veiideu-se de 115,000 a 120,000
rs. a pipa do de Lisboa da marra
I'IIH; e de 105,000 a 110,000 rs. a de
oulras iiun cas. O mercado estsup-
pi do.
Estro a frotar o ln igue hespanbol lilippe, e 0 brigue
mglez San-Jorge, de 138 toneladas. -- Entraran) de-
pois da ultima revista 7 cmbarcacOesesiibram 12-
Kxistem hoje no porto 20, sendo 9 brasileiras, 1 fraii-
ceza, 3 hespahholas, 4 nglezas e 3 pnrtuguezas.
llovmenlo do Iorto.
Ancoragem para fra do im-
porio................
Reslituicflo feta..........
Ancoragem para dentro do im-
perio................
de conhecimentos.
titulas.
Cerlidflo.....
Siza de 5 p. c. .
r 15 a .
4:705,087
206,100
4:498,987
1:485,406
5:984,393
76,400 534,600
2.200
19,880
95,000
175,950
Navios entrados no dia 31 do patsado.
Hamhurgo 45 das, barca ingleza Itanger, de 304 to-
neladas, captflo N. W. Paige, equipagem 17, em
lastro; a James Crablree & Companlua.
Aracaty ;40 dias, hiate brasileo l'Ir-do-fecife, ca-
pilflo Jos Machado Malheiros Braga, equipagem
5, carga sula, couros e mais gneros ; a l.uiz Bol
ges de Cerqueira. Traz 8 escravos a entregar.
Navios entrados no dia 1. docorreite.
Babia ; 5 dias, brigue brasileiroSocirdorfe, de 193 to-
neladas, capitao Jeronymo Jos Telles, equipagem
12, carga gneros do paiz ; a Jos Francisco Cola-
res. Passageiros, Barlholomeii Cuncri.ro, Jos
Thealini, Italianos ; Joflo Pedro Arnaud e Ollio,
Francezes; Tiburco Mara da Silva Ferreira com
dous lilhos menores.
Havre-de-C.race ; 36 dias. brigue francez Htaujeu, de
133 toneladas, capitflo Reduchand, equipagem 12,
caiga fazendas; a B Lassene& Companbia. Pas-
sageiros, Isidro Clerque, Charles Clerque, lilho,
Francezes.
Navios saliidos no mesmo dia.
Havre, com Bcala para o Par, barca franceza Julia
capilao-il. Beducluuit, carga algodflo eassurar.
Barcelona; brigue-escuna hespanbol Dois-ermanos,
capitflo D. Pedro Nagueroles, carga algodflo.
A cmara municipal da cidade de Olinda e seu termo,
em virtud* da lei, etc.
Faz saliera lodos os seus municipes, que o Exm.
Sr. presidente da provincia, em virtiide do impe-
rial aviso de 17 do junho prximo passado, lem de-
signado odia iv de setombro prximo futuro para a
eleicflo primaria para dous senadores por esta pro-
vincia, para preencherom as vagas dexadas pela
concelbeiro Antonio Carlos Ribeiro do Andrade .Ma-
chado e Silva e o coronel Jos Carlos Mairink da Sil-
va Ferrflo ; eo dia 19 de outubrosubsequcnlc para
a reuniflo dos collcgios cleitoraes para a eleicflo se-
cundaria. E para constar se passou o presente quo
sera alhxado nos lugares pblicos do costil me, c na
porta principal de cada urna das inatrizes deste mu-
nicipio, o das capailas curadas que Ibes sflo annoxas.
Cidade de Olinda, 17 de julho de 1847. -JosJoa-
aum de Almeida Guedes, presidente. Joto Paul"
terrena, secretario.
Deci
ar ac es.
OExm. e Rvm. Sr. hispo diocesano tem designado
odia 15 do corrente para que possam lucrar indul-
gencia plenaria, concedida por SuaSantidade, todas
as pessoas, que, dispostas com a conlissflo e rommu-
nhflo, visilarem a igreja iht rocolhiinciilo de Nossa
Senhora da Gloria, uoactoda missa solemne do men-
cionado dia, rogando a Dos pela igreja citbolica,
por Sua Sanlidade e por Sua Exc. Ilvmii. Na mesma
oceasao, porindullo da santa s, lamhcm dai Sua
Exc. Rvnia. a benefio papal. Recife, 1 de agosto de
de 1847. -^ O padre francisco Jos lavares da Gama,
secretario do Sua Exc. Rvma.
MUTILADO


=
?3!
===/ !==
i celebrarse com a Ihesouraria das rendas
C protinciats r.o mez de agosto crreme.
I)i:i 11.
a m luininario n gnz das cidades Jo RecTe c Ol'm-
.,', fniu do artigo 3.'dalci provincial n. 191, de.
30 ilo
marco do 18*7
Dia 16.
cimenlQ n looslabi-lcciineiHQ a una uulia de mnibus,
,,i forma lia lei provincial n. 191, to 30to mar-
l|U leste auno, facilite o transito ilesta culadeaqual-
<"lr jos sen arrabaldes e Olinda. Este contra-
er realisado depois
,nnine,-avista das pn,
ja lliesuuraria lhe forcrt apresentadas.
''"''^""raiisado depois que a presidencia assim o
lotermine, vista ibis propostas que por iutermedi
Cadeiras vagas dsprimeiras leliras.
A de Caruar, cujo concurso Jora lugar logo que,
contar do 28 de junho ultimo, se completar o prazo
Ti- io das.
ASS0CIACAO' COMMERCIAL.
A mcsadadirecc3o faz scienteaos socios da asso-
riacilo commercial desta praca, que hojo, 2 de agos-
ta lia reuniao de assemblea geral, ao meio-dia era
nonio na sala de suas sesses, aOm de so preen-
cherem as formalidades marcadas no artigo 5." do
capitulo 3. dos seus estatutos. Jos Jeronyno Mon-
t'tiro, secretario.
Escravos apprchendidos pela, polica.
Manoel, de naci Cacange, que diz pertencer a
Antonio l.uiz Correin deSant'Anna, morador no es*
cenlio Gamclleira, em Cariris-Novos. Ser entre-
gue na subdelegacia dos Afogados, vista de ttulos
lgaos.
Antonio, tambem. do naco Cacange, quo apenas
declarou ser de um engenbo Quem provar ser seu
senhor, receb-lo-ha na precitada subdelegacia. .
THEATRO PUBLICO.
PEDRO-CEM
quo j teve, hoja nio tem.
He bem sabido que o director do tbeatro publico
tem a arte de attrabir a seu bel-prazcr os especta-
dores, quando est (irme em Ihes apresenlar um bel-
lo drama, bem ensaiado, e em que a Musito se apos-
sedos respeitaveis concurrentes: lio chegada urna
dssas occasiOes, ea representacao do I'edro-cem, no
dia 8 do corrento agosto, far sentir aos espectado-
res as emoces adequadas a poca do reinado do
grande 1). Jos lp cm que tove lugar c.stc fado, na
cidadedo Porto.
Offorece-se urna mulher pUra ama do urna casa
de homem solteiro a qual so subjeita a todo o
srrvico dirijam-seao boceo do Sarapatcl, n. 13.
APOLLINKA
Os Srs. socios queiram remeltcr suas propostas
para convidados partida de 1* do corrento ama-
nhla, 3 do corrento pelas 6 horas da tarde na
casa da sociedade.
Casa (la F
Na ra dellortas, n. 9, existe um tintureiro,
que se propoe a tingir toda a qualidade de fazeniias
e obras de todas as cores, tanto do lila como do seda,
por precos com modos.
Por meio de um remedio, o Dr. C.nsanova
| cura radicalmonto as dores de dentes, por
g milito activas quo soiam, cm poneos minu-
g tos. Cura tambem radicalmente as molestias
venreas, por meio do um remedio n3o mer-
curial. Na ra Nova, n. 7, primeiro andar.
avisos martimos.
-Para o Rio-de-Janeiro segu viagem, por estes 6
das, por ter ocarregamento prompto, o hiato Ne-
reida : para passageiros, trata-se na ra da Cadeia
do Recite, botica n- 61, do Sr. Vicente Jos de Itiito.
Para Lisboa sabe, com a maior brevidade, por
ter parle do seu carregamento prompta, o brigue
portugus San-Domingos ; recebe carga a frele e pas-
sageiros, para o que lem excellcntcs commodos :
trata-se com os consignatarios, Mondes & Tarroso, na
ra da Cruz, n. 54, ou com o capiliio, Manoel Gon-I
calves Vianna, na praca do Commercio. .
Para Lisboa pretendo sahir, por todo o mez de
agosto, o muilo superior briguo porluguez Concei-
cio-de-Maria, por ter grande parte le sua carga
prompta : para carga e passageiros, para o que tem
cxcellentesconimodos, trata-so com o consignatario,
Tliomaz de Aquino Fonseca, na ra do Vigario, n.
19, oucom ocapilito, na praca do Commercio.
JLeia,
O corretorOlivcira far Icilllo, de grande e varia-
do sortimento de fazciulas, que se vndenlo por In-
do preco : tcrc,a-fer8, 3 de agosto, as 10 horas ta
mandila, no seu escriptorio, ra da Cadeia do Recite.
Avisos diversos.
LOTERA Di) THEATRO.
Apezardagrando extraccito que teem tido os b-
lliotcs tiesta lotera, todava nao podoram as rodas
ter andamento no dia 30 do passado, como se annun-
ciou por haverem anda alguns bilhctcs por ven-
der, e em numero tal que nao era possivel fazer cor-
rer a lotera. Em consequencia disto o respectivo
thesoureiro tem designado novamente o dia 13 do
corrente mez para o referido andamento visto que
lie de esperar que a venda do resto dos billietes con-
tino com a mesma influencia com queprincipiou.
Pretende abrir-sc um curso de pratica do es-
criptura?ito mercantil por partida doblada
cambios,reduccito de pesse medidas cstrangeiras,
e mais contabilidade neccssarla aos que so empre-
gam na prolissito do commercio, logo que se haja
subscripto numero suflicientc de alumnos: dirjam-
se praca da Independencia, n. 39.
-. Pelo novo destino que deu ao edificio da sua
residencia na ra do Hospicio, poder o doutor
Sarment recober cm sua casa doentes que desejem
vir tratar-so nesta cidado. ScrSo recebidos nito s
os doentes de qualqucr sexo o condicao que sejam ,
mas tambem as pessoas, ou familias que os qui-
zeremacompanhar.
Precisa-sealugarum pelo possanie para ven-
der fazendas com um homem na ra: sendo, bom da-
se al 14,000 rs. monsaes : a quem convicr annuncie,
ou dirija-se a ra Imperial, n. 37.
ATTENgAO'.
Furtaram, da matriz dos Afogados, na noile de 11
para 12 do junho do prximo passado mez deju-
nho um sino de 3. a 4 arrobas sem porca, por isso
que eslava amarrado com cordas. A pessoa concien-
cise que souber ou tiver comprado, queira de-
nunciar, ou participar ao sacrislo da mesilla ma-
triz. ,
Acha-sc urna canoa no mar grande : quem ror
seu dono dirija-se a Olinda praia de S.-Francisco,
casa de Antonio Themotio.
Peranlcolllin. Sr. Dr.juiz de orphflos vai a
praca por venda, nm sobrado de um andar, com
um erando slito, em muilo bom estado, sito na ra
do Amorim n. 12, boje, 2 deagosto, pelas 4 horas da
tarde : declara-so quo nilo vai por dividas, e sim a
reoucrimento dos herdeiros do mesmo sobrado :
quem o mcsmOquizcr comprar compareca as referi-
das horas, na porta do mesmo juiz, no Aterro-da-
Roa-Vista, pois foi avahado muilo barato. He a ul-
tima prat;a.
na ra estreita do Rozario, n. 6.
Tendo-soltransforido o andamento das rodas da
segunda parte da 17." lotora do theatro para o dia
13 do corrente espera o cautelsta da casa cima ,
3ue os seus freguezes concorram a comprar o resto
as suas cautelas que se acham a venda certos de
que nellas Uranio boas sortes. A ellas, quo sito pou-
cas c os procos diminutos.
Na ra Nova loja de ferragens .
n. 41, receberam-se, agora de prximo,
apparelhos de metal bronco, para cha ,
de differentes gostos.
Aluga-se um soto milito iresco e
em muito boa ra proprio para ho-
mem solteiro : a ti atar na esquina do
Livramento loja de 6 portas.
--.Oabaixo assignado, querendo evitar qualquer
duvida quo possa sussitar-sc a respeito do seu an-
nunco publicado por este Diario nos dias 21, 22 e
23 do corrento, relativamente s transaccoes quo
teve com o Sr. Jos Soares Pinto Corris, e mesmo
para que ao dito annuncio se d a devida intelligcn-
cia sobro a qual foi publicado, pssa a esclarece-lo
pela forma segunte :As 10 lettras, que o men-
cionado annuncio se refere, foram aceitas pelo abai-
xo assignado ao dito Sr. Soares em data de 5 de
agosto do 1846, pela compra que lhe fez do urna
sua taberna sita na ra da Santa-Cruz, n. 60, sen-
do 8 lettras do 100,000 ris e 2 de 120,000 res cada
una, o todas na importancia de 1:040,000 res, a
vencercm-se 5 lettras em 5 do agosto de 1847, na
importancia de 520,000 ris, o as outras cinco cm
5 do fevereiro do 1848, importando em igual quan-
tia ; oslas lettras tlcpois foram cedidas pelo Sr. Soa-
res a diversas pessoas, o como o abaixo assignado
pagasse urna das de cem mil ris, que tinha de ven*
cer-seem 5 de agosto de 1847, icou por isso debi-
tado em 9 lettras na importancia do 940,000 ris, e
ao dopois o Sr. Soaros, solicitando do abaixo assig-
nado para que lhe tornassea vender referida ta-
berna, e com algum. prazo, nenhuma duvida teve
o abaixo assignado em.vendcr-lh'a, como de fado
vendeu em 15 do abril do corrente auno de 1847 pe-
la quanlia de 1:114,588 ris, (cando esta quantia
em poder do Sr. Soares para pagamento dos 940,000
ris das 9 lettras, restando elle, como anda resta,
ao abaixo assignado desta transaccito a quanlia de
174,588 ris, ficando desde logo o abaixo assignado
descuerado do pagamento das referidas lettras, e
obligado o Sr. Soares ao'pagamenlo dellas em seus
vencimentos poras haver negociado ; e neste.sen-
tido lhe passou o abaixo assignado papel de ventia
da referida taberna condicionalmenle, alem de um
documento que dcste contrato passou o Sr. Soares
ao abaixo assignado, pelo qual se acha compromet-
ilo para com os possuidores das sobredilas let-
tras : e para que estos tenham sciencia de semelhan-
te negocio, e ao depos nilo allegucm ignorancia,
faz o abaixo assignado a presente declaraclo, com
a qual parece ter salsfeilo a exigencia quo lhe fez
0 Sr. Soares em seu annuncio que publicou em res-
posta ao do abaixo assignado.
Anlomo Fernandes de A-evcdo.
**
) Vende-se urna linda inulatinha, multo bem -J
educada e de bons costumes, de 11 annos,
com principios de habilidadc, e que he muilo 4
1 ,iesembaracada c hbil : na ra iloVigano, ?
& n. 24, so dir quem a vende.
Precisa-se de urna mulher de meia dado, que
saiba bem cozinhar, para ama do casa de homem sol-
teiro : quem estivor nestas circumstanciasannuncio.
Os senhores que anda nfiopagaram os buh-
les do beneficio da joven, queiram faz-lo ate o dia
10 do corrente, do contrario verito os seus nomes
publicados por extenso.
J0S0 Jos do Carvalho Moraes, agente, nosla
do contrato do.tabaco do reino do Portugal,
-Quem precisar do um rapaz bjariWro para cji"
xeiro de venda ou armazem de sucar, mesmo 1
ra casa do puntar, administrador, ou MW,
gumengen^do que tem bastante pratica dii
se a ra da Praia armazem n. 18.
- Aluga-sc o segundo andar do sobrado da ra
!\ova, n. 5 : a tratar na loja do mesmo sobrado
-OSr. Joao da Silva tem urna carta na ra do
Crespo n. II viuda do Ceara rcmettida por um
seu llho ouo existe naquclla provincia.
Alugam-se tres casas terreas, no
becco do l'eixoto, pelo preco de cinco
mil ris cada urna : a fallar na ra do
com A. da C. S. G.
11.
15,
um re-
Crespo,
-Furtaram, na noile do 25 do corrento
logo sabonete de praia patento .nglez com o
n 4,582 no interior do fundo da ca.xa Roga-se a
qualqucr pessoa a quem for offereo,do do o appre
hender levar fundlcUo da Aurora, quo recebera
10,000 rs. de gratificacito.
praga, _.
participa ao respeitavel publico, quo pelo ultimo na-
vio chegado do Lisboa recebeu ordem daquellc con-
trato, para do hojo em diante poder vender a retalho
o rap princea de Lisboa, a 3,200 rs cada bote, o
em caixas, a 3,000 rs., a dinbeiro a vista; bem como
declara que nito troca rap a pessoa alguma por ou-
tro motivo que nilo seja mofado.
Da-se um cont de ris a juros do dous por con-
t, sobro penhores de ouro ou prata tito sement :
quem precisar annuncie.
Precisa-so de um caixoiro para padaria : na ra
do Rozario, n. 48.
l)-so dinbeiro a premio com penhores, mesmo
em pequeas quantias; o compra-se ouro e prata,
mesmo em obras quebradas; na ra do Raugol, nu-
mero II.
OSr. Dr. Jo.lo Antonio Pereiralbiapina tem urna
carta do norto, na ra da Cruz, n. 21.
Aluga-so um sitio na ra do Cotovello, com
boa casa boa borla boas cacimbas bastantes ar-
voredos rio para banho ao p da porta : quem o
pretender dirija-se ra Nova loja n. 30, ou na
ra da Aurora 11. 62, terceiro andar.
AVISO PARA AS PESSOAS QUETENCIONAM SEGUIR
VIAGEM.
Na ra do Rangel, sobrado n. 9, continuam-se a ti-
rar passaporles para dentro o fra do imperio, des-
pachar-so escravos c correr-se follia : ludo com mul-
ta brevidade, e por proco muito e muito commodo.
Victorino do Castro Moura faz constar ao Sr. Jo-
s Joaquim Ribciro, ou a outra qualquer pessoa quo
preteniierallienar, comprar, hypothecar, ou permu-
tar o pequeo sitio que possue los da c^sl-alft,n;(}
nol
mos 1
onipras.
ligar da Capunga, que dito sitio tem em si 40 pal-
,...j pertenecntes ao annunciante, os quaes antlam
m litigio, quo j foi julgado pelo tribunal da relacao
a favor do mesmo annunciante: c supposto o dito Pin-
to embargasse o accordam, todava he destituido
do direito que lhe possa assstir. O resto do mes-
mo sitio esta subjoito ao pagamento das cusas do
mesmo pleito, quo montam amis do 100,000-reis.
E para evitar duvi.las ou ignorancia para o tu
faz o presento.
Fabrica-so chocolate superior e de varias qua-
lidadcs : no Aterro-da-Roa-Vsla n. 68, cas;
Manoel Joaquim Mlheros.
Precisa-so alugar una casa de um so andar, ou
casa terrea que tenha sotHo ; tambem se aluga um
andar que tenha pelo monos os commodos segmu-
tes:duas salas, tres q liarlos e coznha indepcden-
tc : quem tiver annuncie.
Amanhna, 3 do corrente mez, pelas 4 horas da
tarde, porta do Sr. Dr. juiz docivel da primera va-
dous
-Contina-sea comprar forro fundido, cobre e
hronzo velho : na ra do P.rum, n. 8.
Conipra-se um missal om bom uso : quem ti-
ver annuncie. .
Compram-soos ICfolhetos da novella intitula-
da Os Mysterios da Inquisicito o outras sociedades
secretas do Hosnanha : quem livor annuncio.
Compra-s urna cabra bicho ;, que seja boa
de lcito : na na da Roda loja do sobrado n. 17, ou
annuncio por osla tulla.
_Compra-se o segundo diccionario mgluz e por-
tuguoz da edicto de 1827 por Vieira : no Aterro-
da-Boa-Vista n. 24.
Comprain-se para urna encommenda, duases-
cravasonm nioleque : na ra Nova, n. 16.
-- Compram-so duas prelas quo saibain lavar,
coser o engommar perfeitamcote ; 3 pretos com ofli-
cios de sapaleiro pedreiio o carpinloiro poritos
no seu oflieio o quo sejam do 18 a 24 annos : na
praca da Independencia loja n. 3.
Compra-se um oratorio, quo tenha tros pal-
mse meio do cnmprimenlo o estando om bom
estado : quem livor annuncie.
Compra-se urna casa terrea que tenha bons
commodos c quintal, sendo no barro de S.-Anto-
nio, ouda Roa-Vista : na ra da Alegria, n. 46.
Compra-se nina preta ou parda, quo saiba
engommar e coser com perfecito o nito tenha vi-
cios nem achaques ; e um escravo do ollicio na ra
ta Alegria n. 46.
-- Compra-se urna vacca turma parida do novo ,
eque de 12 garras de leite : na ra da Cadeia do
Recito*; n. 54, loja de Joaquim ltiboiro Pon tes : na
mesma casa existen! untas cartas para os Srs. Ber-
nardo Jos de barros o Antonio Joaquim da Silva
Castro.
Vendas.
Vetulcm-se dons pardos, sendo um
^""Ipcrleitosapateiro, de 18 annos, de boa fi-
gura, c que be proprio para pagem ; duas
prctas de 10 annos, de elegantes figuras,
boas costureiras, lavadeiras, e que engom-
mam soll'rivebnente ; urna parda, de 11
O abaixo assignado rog aos chotes dos Srs.
arrematantes do imposto do gado, om Pernambuco,
que, no caso do exlraviarcm-se algumas guias, e la-
zer-se a appreliens5o das carnes, causando-lho com
isto muito transtorno, pelo grande numero do re-
guezes liados quepassariam sem ella, pode aos ve-
dores das mesmas guias, ou pessoa do povo, de veri-
licarcni, c no caso de nito haverem sido despacha-
das, obiiga-se por esto a pagar proinptamonlc a
quanlia de 50,000 rs., evitando por este modo a per-
da das mesmas. Jodo Jeremas Dubois.
O profesor de ingle/, e francez do collcgo de
Santo-Antonio ensina em sua casa, depois das onze,
ra so lulo de arrematar, por ser a ultima praca, dous
escravos e una escrava, ponhorados a Jofo Carnei-
10 da Cunha Albuquerqiie, porexecucito do l). Anua
Joaquina l.ins Wandcrley. A exequente v-sena 0-
brigaco de avisar ao respeitavel publico, que nao
d altencitoao annuncio, publicado por Jos Xavier
rneiro Rodrigues Campcllo 110 Diario de 14 do
prximo passado; porquanlo um semolhanto an-
nuncio nilo passa de um aviltre do annunciante, pa-
ra ver se embarace a arremalacSo dos ditos escra-
vos, sendo que os embargos de terceiro do mesmo
annunciante, ja om parte desattendidos pelo respec-
tivo juiz, nao passam de um meio combinado para
salvar da exccUQflo os escravos quo sao da posso e
dominio do executado ; nilo sendo pouco reprehen-
svcl o procedimento de argentaras pessoas que po-
derflo lancar nos escravos, o que traz inmediato pre-
juizo ao executado, quo em falla de arrematantes
ver os escravos adjudicados com o abato da le.
Mais a cxcquenlo, que nilo quor prcjudicarao execu-
tado, avisa ao respeitavel publico, que os escravos
teem bonita figura, c silo ptimos para todo o ser-
vido
Jos (ornes Villar, tendo sido sorprendido as
Cinco-Ponas por tres individuos que o lorcaram
com punhaes a aceitar duas lettras, sacadas contra
ello no primeiro de fevereiro do auno corrente, sem
que entilo apparecesse o nomo do sacador, e. amea-
cado de mortc se descohrsse a sorpreza, tendo sido
, nessa OCOasifiO tambem roubado cm urna Icltra de
a qualquer hora que for procurado, a fallar, osero- dous contos de ris, aceita por Jos Peres da Cruz.
ver traduzir as mesmas lingoas : quem to seu prCs- roubando-se-lhe igualmente um relogio quctra/.ia,
riia-so a ra Nova, n.2,ou e vinto mil ris em dinheiro, so vio obligado ac-
timo se quizer utilisar, dirija
ao Atcrro-da-Boa-Vista, n. 24.
Anda est fechada e para alugar a rasinha n.
22, na Soledade, ra de Joito-Fernandes-Vicira : na
ra Nova n 58.
Precisa-sede um caixeiro que seja hbil e dili-
gente, para tomar conta le una padaria por ba-
taneo, e que d fiador a sua conducta, ou provo o
seu bom procedimento a tratar na ra das Cinco-
Pontas,n.31.
Precisa-se de um official de charuteiro que fa-
ga bastantes charutos por dia : na ruado S.-Conca-
10, n. 7. .
Um moco porluguez, que tem bastante pratica
de venda, se offerece para caixeiro do alguma, mes-
mo por balanco : na ra do Amorim, sobrado n. 12.
--Quem precisar de urna mulher parda para ama
secca que lava engomma o coznha o diario de
urna casa dirija-se a ra do Pilar n. 44.
O Sr. lienjamim da Silva Araujo tem urna carta
na ra da Praia, n. 13, viuda do Itio-de-Janeiro.
Precisa-se alugar, para ama de casa, quem en-
lenda principalmente de coznha, qur seja forrb,
quer captivo: no pateo de Nossa-Senhora-do-Terco,
11. 16.
Um rapaz brasleiro, que escreve ptimamente
e com muila orthographia incumbe-se de lomar
toda o qualquer qualidade de papis para copiar,
medanlo urna pequea retribuicao. Todos aquel-
les Srs. quo se quizerem utilisar dos servicos do
annunciante aiinuiiciem suas moradas para se-
rem procurados.
lar, alim do poder dcscobrir um meio do averiguar
semclhanto alternado : agora, porm, he avisado por
parte de Leopoldo Jos da Costa Araujo, para paga-
mento tic ditas leltras, sendo elle Leopoldo saca-
dor. Villar protesta contra scmelhante fraudo c es-
telionato, o mostrar seu direito contra quem qur
que for quo tito vilmente o haja roubado. Seu cr-
dito commercial he muito seguro as pracas onde
tem elle, negociado, nara que alguem possa suspei-
tar conlra a verdade de suas declaracOcs ; o emquan-
to as lois do paiz lhe racilitarem, o Sr. Leopoldo sa-
cador demonstrar que transaccito fez com o Villar,
para o constituir seu devedor. Assim avisa Villar
a praca, que nao negocie taes lettras, sendo una de
um cont e quinhentos mil res, e outra de quinien-
tos mil res a seis mezes. Pernambuco, 1 de agosto
de 1817. Jos Gomes Filiar.
"jflr Joio Loubet participa a todos os seiis^^K
freKues que receben ltimamente um grande sor-
timento tle chapeos do sol, do ultimo gosto pari-
siense, tanto para senhora como para lliomem ; os
auaes se tornam mu rocommendaveis pela sua qua-
fidadc e variacoes de gosto sendo ellos de boas
sedas e panninhos, pois se conservan! as suas cores.
Ha neste mesmo eslabolecimento um grande sorti-
mento de boas sedas de todas as cores o superio-
res panninhos trancados o lisos de muito boas
cores para cobrir chapeos de sol. Tambem se fazem
todos os concerlos quo os mesmos precisaren!, com
todo gosto prompttdSo e diminuto preco.
anuos, comas mesmas habilidades, eque
ic perita engoinmndeira ; um moleque,
de 14 annos, pouco mais 011 menos, e um
mnlatinho de 7 annos: todos sem vicios
nem achaques: na ra do Crespo, loja
11. a A, se dir quem vende.
Vende-se urna linda prcta, do nacilo Angola, de
25 anuos, ptima para todo servido : cozinha o diario
do urna casa, lava bom tle varrclla, e he vendida por
precisto : na ra estreita do Rozario, n. 31, primei-
ro andar. ....
Vende-so nina negra, de nacio, de meia idade,
que engomma, cozinha muito bom, coze soffrivel, o
laz toda a qualidade de .locos una dita de 20 annos,
com algumas habilidades una dita de 13 a 14 an-
uos ; e 11 ni preto do 24 annos, bem reforjado na
ra do Vigario, n. 21, se dir quem vendo.
Admiravel oavalha do a$o
da China.
Tem a vantagem do cortar o cabollo sem offenca
da pello, dexando a cara parecendo estar na sua bri-
Ihantomocidade.
I'stc ac vem exclusivamente da China, o sO nello
trabalham dous dos melhorcso mais abalsados cu-
teloiros da nunca excedida e rica cidade de Pekim,
capital do imperio chn. AUTOR SIIAW.
N I!. He rccommeiidado o uso destas navalhas
maravilhosas por todas as sociedades das sciencias
ine.lico-cirurgjcas, tanto da Europa como d America.
Asia e frica, uo s para prevenir as molestias da
culis, mas tambom como um meio COSME! ICO.
Ii-se a contento, e responde-se pela sua boa qua-
lidade: pois s se vendem as vcrdadciras, na ra larga
do Rozarlo, n. 24.
-Vendeni-se pos do tmaras, do sapotis, delaran-
ieiras, edofruta-pSo : na ruadas Florean. 25, so
dir quem vendo, das 10 as 3 horas da tarde
__Vende-se cal virgen de Lisboa, em
barra, da melhor que ha no mercado, e
por preco muito rasoavel: na ra do
Trapiche, n. 17.
Vende-so una armaciio de venda com seus per-
tencos todos novos : na travessa da ra das Cruzes,
_I Vendcm-sc podras do amolar, brancas, da me-
lhor qualidade que teem vindo do rio de S.-Fran-
cisco a retalho e em porcilo por preco commodo:
na ra da Praia, armazem n 18.
Vende-sosal de Lisboa, linoe alvo, a 1,600rs.
0 alqueire pela medida vclha : na ra da Praia, ar-
mazem 11.18.
Vendc-sc estopa, propria para saceos ; na ra
do Trapiche, n. 8.
- Vende-se vinagre da melhor qnalidade, forte;
vindo do Lisboa, a 120 ris a garrafa, que at os se-
nhores boticarios bao do gastar para remedios: na
ra da Madre-de-Dcos, 11.18.
Vende-se urna preta de 18 annos, que cozinha ,
engomma o he de bonita figura : no armazem de
1 lamilla da ra do Collcgio.



l-------
*
Vende-se urna grande casa torrea, feitaa moder-
na por prego commodo; a tratar no principio da
ra Imperial, n. 9.
pares do pentes de tartaruga demarrafa: na ra lar-
ga do Rozarin, n. 24.
Vendem-se mui bem feitos vasos para llores ;
pias para preservar as forraigas ; pequeos cacos pa-
ra vender llores; jarras o outras obras : ludo de
muito bom barro e mais barato do que nos arma-
zensde Iouca desticidado : na ruada Florentina ,
n. 16.
Vende-se, ou permuta-so por casas terreas nes-
ta praca o sitio Agoazinba junto ao sitio do Sr.
doutor Coelbo, e perto do Forno-da-Cal, o qual lie.
muito grande, com boas torras para canna roja e
capim, grande cercado para gado, o com alguns pos
do larangeiras e coqueires muitos cajuciros e de-
dcnzeiros, passa um reacho por dentro e por isso
por grande que seja a secca, sempre tem bom pasto
paran criagiTo de gado, e,as trras silo proprias : a
tratar com Manoel Antonio da Silva Motta na ra
de Apollo, n.27, ou 3*.
-- Vende-se urna casa terrea na ra dos Copiaros
a tratar as Cinco-Ponas, na casa do rancho do Sr.
Francisco dos Reis.
Vende-so por precisSo e por prego commodo,
um preto de Angola de meia idade de bonita fi-
gura, sadioe sem vicios lio canociro entondedu
todooservigo de urna casa, e lie bom comprador:
na ra Nova n. 39, segundo andar.
1,600 rs. ; cassa oscampinada, propria para cortina-
dos, a 3,200 rs. a peca ; cambraia lisa muito fina a
610 ra. avara, l>3o-se amostras francas aos compra-
dores. Alm destas ha outras muitas fazendas moder
as, por presos rasoaveis.
- Vendem-se 80 caixOes Jvasios, para assucar, por
preco commodo: na ra do Trapiche, n. 17.
-- Vendem-sc pretas mocas, com habilidades, de
bonitas figuras; pretos c pardos, tambem mocos-
na ra Nova, n. 40. *
Vendem-se 2 casas terreas com quintaes e ca-
cimbas, sitas na travessa do Peixoto que rendem
8,000rs. mensalmente cada urna; e porhaverne-
cessidado vendem-se por 800,000 rs. cada urna : na
ra Dircita sobrado n. 29.
lotera do rio-de-
JANEIRO.
Vendem-se Lilhetes c meios ditos da
stima lotera a beneficio da construccao
e reparo das inatrizes : na ru da Cadeia,
loja de cambio, n. 38 de .Manoel Go-
mes.
cada um
Vende-se cera branca refinada muito supe-
rior, em gamellas por prego em conta : no arma-
Zem de Francisco DiasFerreira, ao pe da alfandcga,
oua tratar com Leopoldo Jos da Costa Araujo na
ruada.Moeda,n.7.
Na loja nova do Passcio, u. I 5,
cndem-secassas modernas, de cores lisas e largas,
a 24" rs. o covado ; chitas de novos padrOes o bous
pannos a 4,500 rs. a pega o a 120 rs. o covado ;
iilem desta, ha um completo sorlimcnlo de l'azen-
das de todas as qualidades : ludo por prego com-
modo. y
na
da
em
ra
lo.
ca-
da
- Vendem-se billieles
teria do Rio-de-Janeiro :
sa de J. O. Elsler,
Cadeia-Velha, n. 29.
--Vende-se umcaixilho envidragado, para i
janella : na ra do Collegio n. 10, primeiro andar.
Vende-so una canoa de conduzir agoa toda
construida de amarelloe sicupira, polo diminuto
prego de 130,000 rs., a qualpde servir para canoa
aberta tirando o convsfra, que he de taboas de
amarello ; os pretenden tes uo deixarao de fazer
negocio a vista do ohjeclo e do prego, quo he o mais
barato possivel: na ra da Scnzalla-ISova, venda do
Jos I'ercira se dir queni vende.
Vendem-sc o alugam-se muito boas bichas,
ohegadas ltimamente de llaniburgo : tambem vao-
se applicar, para mais commodidade dos prelenden-
: na ra eslreita do Ilozario, defronte da ra das
O harateiroda loja n. 4 da ra
do Crespo ao pe do arco de
S.-Antonio, vende
um rico e novo sorlimento do cambraias de cores ,
do padrOesescocezes, e maravilhosamcnte estampa-
das, com cores mui lixas com 4 palmos delargura.
a 320 rs. o covado ; cortes do coetcs de fustilo pa-
drOes novos e cores (xas, a 300 rs. o corte; ditos
desetnn lanado e de velludo tambem lavrado a
3.000 rs. ; ricos cortes de casimira franceza e els-
tica por muito barato prego ; muito superior casi-
mira preta franceza e elstica a 3,000 rs. o cova-
do ; com (im um completo sortimento de todas as
iazendas, por prego mais commodo do queemou-
tra qualquer pai te. As amostras sSo francas aos con-
currentes.
-Vendem-se casaes de pombos, muito grandes ,
bous batedores bonitos e de ptima raga ; bem co-
mo lilholes muito gordos: ludo por preco muito
commodo: na ra da Florentina, n. 16.
(padaria) vendejn-se juncos de superior
qualidade, em porcao e a retalho, e por
menos do que em outra qualquer parte
Vende-se farinha de trigo
americano, marea Haxall: no ar-
mazemdoSnr. Antonio Annes,
no caes da Alfandega.
- Vende-se um escravo de Angola de 32 annos ,
som vicios, e que he muito fiel, por commodo pre-
go altondendo um defeito que tem em um olho : na
ra que fica atrs da ra da Un i.lo primeira casa
que tem soto a fallar com o solicitador Rebollo.
vi W
p Vende-se um sobrado do um andar e soto,
!* acabado lia muito pouco tempo a troco de SS
33 diiiheiro, ou de escravos de ambos os sexos : $
j na ra das Larangeiras, n. 14, segundo andar M
Vende-se urna porc"o de livros no-
vos, em broebura e encadernados con-
sistindo em romances Panoramas e ou-
tras limitas obras ; a mappas da cidade
do Lisboa: ludo por menos preco do
que as lojas de livros : na ra do Quei-
mado, nos quatro-cantos, loja amarel-
la, n. 29.
Vende-se por prego commodo um preto,
proprioparaoservigodecampo : na ra da Praia ,
- Vende-se madapolaolimpo, com20 varas ca- L>ePos,O de
da pega, a 2,400 rs., o a 140 rs. a vara : na ra es-
trella do Rozado, n. 10, terceiro andar.
--Vende-so urna preta de naglo, do 14 a 15 an-
nos mucama de casa de bonita figura com al-
gurrras habilidades, sem vicios nem achaques : ven-
de-so para o matto ou lora da provincia : o moti-
vo da venda se dir ao comprador : na ra da Con-
cordia a dircita passando a pontezinha segunda
casa lorrea.
--Vende-se una preta que cozinha o diario de
urna casa c engomma na ra da Cadeia do S.-An-
tonio, n. 18.
a polka a 2,240 rs. cada um ; ditos mais pequeo,
1,60 rs. cada um ; copeiros de rame a 2,000 rl'
enfeitos dourados
lequesde seda com .
a 2,400 rs. cada um. Cheguom ao grande sortimn
lo de tamancos muito bous para o invern ; botiw
de madre perola para camisa a 480 rs. a rtot.
ditos forados, de metal, para calcas, a 320 rs a
""> grande sortimento do litas de todas as i
lidades, edebicos brancoso pretos, muito finos
dos quaesestarao sempre promptas as amostras
lles, Treguezes qu ao depois o andigo baraleirn
nloquerquebrigueni. n
IVa loja nova do
Passeio-publico,
n. 17,
vendem-se cortes de chitas suissas, de cores fijas
pannos andazes, a 1,200 ris com 10 covados
lengos de cambraia para m8o de senhora, a 320
res ; merino preto, muito largo e lino a 1 200
1,600, 3,000 e 3,200 rs.; cortes de caigas da afamada
P"e do diabo a 1,400 rs.; pecas de algodflo trun
gaco a 4,000 rs.
Vendem-se 191 pegas de cabo do Cairo: na ra
do Trapiche, n. 8.
Vendem-se qualro mastros depinho: na rnn
do Trapiche, n. 8.
Vende-se carne de vacca salgada, em barris
na ra do Trapiche, n. 8.
1 ""vf"de-se clia Preto muito superior, em paisas
oe 16 libras propno para familia : na ra do Tra-
piche, n. 8.
Larangeiras loja de barheiro, 11. 19.
Vende-se, na venda da esquina da ruada S.-
Cruz que volta para a da Alegra, muito bom v-
r.no da l'igueira a 180 e 200 rs. 11 garrafa ; mantei-
ga de vacca, a 400 480, 560, 64o e 800 rs.; saccas
de familia de mandioca com tres linarias da medi-
da grande a 3,200 rs. ; cha hvsson a 1,920, 2,240 e
2,500 rs. ; e lodosos mais gneros por pre.c.os mui-
to rasoaveis. '
__ 'opoiuuioj
ooaja jod a 'sapBp.qenbsBSBpoiopseniiaziiapoi
-uoiuiuos oja|dujoa uin saisap uio|b a sj ooi't b
souun.i suoq osajooap sBiii|j9p'oiiiaunijosoAou
um opsAoo uin apeo -sj osf'l op o5ajd o'lBJSq oied
BJI13J8I Op SOUJ|Bd OOS Op 'asUOISIJlid BZOOUUd BA
-OU B 0S-PU3A 'S -U 'OIU01UV--SOPOJJBOB1UOJJ
-uoj BjquBduioy v uiiiBjas sajjjBium:) ap fo| t
*0pi?A
-ooos.i085^| v
Vendem-se caixas de cha hysson, de 6, 12e13
miras em porgOes, ou a retalho ; caixas de velas
de. esperiuacete de 5 c 6 em libra : na ra da Alfan-
lega-Velha.n. 36, em casa de Matheus Auslin & C.
- Vende-se urna venda em bom lugar, e muito
liem afreguezada para a tena : na ruadaCuia, n. 9.
-\enifem-seduas cabras (bicho ), com cria: na
liueira do S.-Aiitonio defronte da praga de fari-
nha casa n. 7.
Vende-se urna bonita e vistosa prcla de naco
Angola, de 25 a 30 anuos, perfoita cngornmadei.a,
e quo lava muito bem, cozinha o diario de urna casa,
boa compradeira e vendedeira do ra sem achaques
nem molestias : na ra da Cruz, no Recite n. 18
segundo andar. '
^'ZV!em'Se, i c1scrav03 .' -legados do scrtno ,
sondo urna miilat.nha de 12 anuos ; urna crioula de
ISannos; um pardo de 13 a 14 anuos bem claro.
^'^.,r0pri0 Pila l",8.0,n. I'T saber bem mo.ilar
a cavallo; um pardo perito ollicial de pedroiro : na
ra do 1 rapiche, n. 36, terceiro andar
ruados Tanoeiros, armazem n. 1.
ou na
AOBAKATO.
Ka nova loja de Francisco Jo-
s lexeira Baslos, nos qua-
lro cantos da ra do Quei-
mado, n.O, que faz esquina
para a ra eslteila do Hoza-
ro, vendem-se
fazendas novas, bem como : brim pardo trangado
de pu.'o linho, a 200 rs. o covado ; dito superior^ de
c res as mais modernas, a 1,500 rs. a vira; a go-
vado Z^J* ,lst"s. "'encano, a 180 rs. o o-
vado dito cncorpado, a 200 e 240 rs. o covado
chitas escuras de cores fixas a 160 e 180 rs e finas
riaensVOa K"'a20rS- o; d"i impe-
rtu ai2n^"ifiraC0Vad0; ^,Us escuras e orMr
flm^'decores Ao0010 : crles de cambraia
in pre-
Vinho de Citampanha
da superior c muito acreditada marca
Cometa,
vende-se no armazem deKallimaiin & Roscnmund,
na ruada Cruz, 11. 10.
, SAO" DE l>ATE\TE a 3,200 rs.
Chapeos de sol, de panninho, basteas de ac, mo-
lliores do quo os quo teem vindo.nilo so pola sua boa
qualidade como por terem as capas de oleado un
sortimento de fazendas linas do todas as qnalidadcs-
casimiras do cores/asmis modernas que ha : na'
ra do Qucunado loja nova n. 11 A, de Raymundo
Carlos Le lo.
O FINO PANNO DE LINHO 1)0 PORTO,
esta so acabando a 800 rs. a vara ; tem pegas de
15, 16 e 19 varas, o o do 600 va. he de 25 varas e urna
terca ; excellentes meias do algodSo cr ; ditas pre-
tas para padre ; ditas (inissimas de linho : na ra do
Queimado, loja nova de Raymundo Carlos Leile
n. II A. '
Vcndem-se acedes daextinc^
ta companliia de Pernambuco e
Parahiba : no escriptorio de Oli-
veira limaos & Companhia, na
ra da Cruz, n.9.
Maya Hamos & Companhia ,
com loja na ra Nova, 6,
soientiflca a seos fregueies, que acaba de receber,
!o!,ll"K."av? fra,nce*, (>Mr- Unl "ello sorti-
mento de fazendas do ultimo gosto e qualidade,
como soja : um variado sortimento de luvas de pel-
"ca para senhora, com lindas guarnigoes adver-
tido que cada pardestas luvas vem em sua caixi-
nlia;outro igual sortimento de ditas curtas, tanto
para homcm como para senhora; sapatos de selim
minio alvos e de bonitas formas; ditos de marro-
quime couro de lustro ; ricas lan tornas de pede vi-
lo, "Pidadas o do ultimo modelo .lilas pequeas
compdoeuaainlM, proprias para piano; chico-
es de l.ali.a descoberta, de canna, junco e de ou-
rasqualulados para carro ; uin completo sortimen-
lo i cspelhos dourados, com bonitosquadros. ouc
endem por prego mui commodo; bandejas de
mandos, com bonitas pint-
la para meninos que anda
._ Vendem-se boas larangeiras da China, tangi-
rinaeda trra : no sitio grande envidragado na
estrada do Montetro, do dia 3 at lo do correte.
Vendem-se camas de armagilo, de oleo ; ditas
de amarello; toucadores do Jacaranda ; lavatorios ;
mesas de duas gavetas; ditas de mcio de sala;
moias-eoinmodasdeoleo; um fiteiro ; carteiras de
amarello de urna s face e diversos trastes mais ;
una iniagom do N. S. da Conceico com peanha e
redoma de v.dro : ludo por prego muito commodo :
na ruada Cadciadc S.-Anlonio, n. 18
vinagre da fabrica
da ra Imperial, n. 7.
na fabrica de licores, de Frederico Chaves, no Atcr-
ro-da-Boa-Vista, n. 17, onde se achara sempre
grande porgflo e por prego commodo.
Mcthodo acillimo, quarta
edicao, por Monteverde.
Estes livrinhoi tao procurados para instrucgodas
primeiras tdades chegaram livraria da esquina do
Collegio onde se vendem a mil rs.
-... ,u varas a 2,000rs.; dita de puro linho a 32
o\^ d^r'aVivrr8 ; S*$
a 3.000 rs. o S* a,.1'.28?.r.s: P"nn> fino preto
a 3,000 rs. o covado
nhdoliSIh.S|-a,"a""S' Cm l,"Us l'i"turas; sipatl-
nbosdelfla. para meninos que anda 11.I0 a.ulam
meias de seda para padre de muito boa qualidade'
l.emcompndase bstanlo clsticas ; ditas de lai
tambem para padre, as nielhores que podem haver
ueste genero ; chicotes com mui lindos castOcs, pa-
ra homein e senhora ; jarros do banha de novos mo-
delos, co.n o nomeque o comprador quizer ; casti-
ces de vidro lapidado o do bonitos gostos ; itas de
Iranja, as mais modernas que ha; ditas sem franja ,
do escolente qualidade; o outras muitas fazendas
uovas que em outra occasiao so annunciaro.
Aos 20,000^000 de rs.
Chegaram no vapor Paraense Mdeles e meios ditos
da lotera a beneficio das inatrizes do ltio-de-Jane-
ro, e esto a venda na ra da Cadeia do Recife, loja
do Vicira. A elles, antes que cheguc o vapor.
Vende-se manteiga ingleza muito superior,
aires patacas a libra; passas muito novas, a 240
rs. a libra ; bolachinha ingleza, muito superior, a
280 rs. a libra ; vinho de superior qualidade a 280
rs. agarrafa; dito da Madera engarrafado, tan-
to branco como tinto-, a 1,000 rs. a garrafa: no Ater-
ro-da-Boa-Vista, venda n. 54.
-- Vende-se um piano inglez, do autor Brodl;
urna preta da Coste, de 1 8 annos, do boa figura, que
az todo oservigode urna casa e tambem trabalha
nofiicio dechapeleiro : na ra Bella, n. 37.
-Vende-so urna escrava crioula, de 25annos,
racengommadeira e que cose bem ,
, doces e bolinhos : na ra Nova n.
quem vende.
ra da Senzalla-Mova, a. 3o ,
Vende-se cera do carnauba da melhor
qualidade que lem appareoido tanto a
retalho como em porgues : na ra das
Larangeiras n. 14 ; segundo andar ,
junto a refinagao.
Vendem-se escravos baratos, na ra das
Larangeiras, n. 14, segundo andar: 1
molecotede nagfo, de 18 annos sem
vicios nem achaques, comofflcio.io co-
zinneirojum moleque de 13 annos
muito esperto, dous pretos de 25 annos, proprios
para o trabalhodo campo; um pardo com ofcio do
snpate.ro; um preto por250,000 rs.; urna niulati-
niio de 15 anuos com principios de habilidades :
urna negrinha de 6 anuos por 250,000 rs. ; una di-
ta de 10anuos, propria para se educar; 2 pretos
para o Irabalbo de campo; e mais outros escravos
quo se mostraraoaos compradores.
- Vendem-se 3 canoas de bordlozinho proprias
para abrir, de 25 a 30 palmos, por 50,000 rs :
ra da Praia n. 62.
Vende-so
que ron
commodo
andar.
Escravos Fgidos.
na
ende-se um sobrado de dous andares e sol.lo,
ende 70,000 rs. mensaes por prego muito
na ra das Larangeiras, n. 14, segundo
e la-
-- Vende-se urna preta moca boa cozinheira
vadoira : na ra do Queimado n. 46.
- Vendc-se um ptimo escravo crioulo moi
bom ollicial do funileiro, muito fiel, no bebe es-
pirito do quahdado alguma: ao comprador se dir
o motivo da venda
Fugio de bordo do patacho Pelicano um escravo
de nome Roque, do San-Thom estatura baixa,
rosto redondo e sem barba, com feridas as pernas
vestido com camisa e caiga azul e brrelo inelez
Lstc escravo pertence a Joio Jos Pereira do Azeira!
do Rio-de-Janciro. Quem oapprebender, queira le-
va-loa ruada Cruz n. 66, casa de Caudino Agosti-
nho de Barros, por quem ser recompensado.
- Fugio, no dia 28 do passado do engenho Con-
gagary.o pretoJoflo, por alcunha Jo5o Banana,
que representa 30annqs; levou camisa e caigas d
algodSo tem altura ordinaria, urna cicatriz ao pe
do olho esquerdo, urna falta de cabello atrs da orc-
ha : quom o pegar leve ao dito engenho, ou na ra
Imperial, n. 39, quo so pagarilo todas as despezas.
"Ausentaram-sc, na noite do quinta-reira 28
do prximo passado, de casa de seu senhor, dous
escravos: unido nome Domingos, alto o secco do
corpo beigosum tanto grossos; tem urna marca
de ferida na testa e outra em urna das faces e em
urna das pernas, bstanlo ladino, risonho e bem
parecido ; representa 22 annos, bem feito de cor-
po ; levou caigas de riscado de quadros : o outro, do
nomo Jo3o, mais baixo e mais grosso, comais
preta e menos fallante que o Domingos com mar-
cas do leridas as pernas procedidas de bobas; re-
prsenla 20 annos; (em os peitos e nadegas um pou-
coMliontcs sem quo moslrem defeilos, rosto com-
mi,nc,.J S-Um,tant0 TOlumosos, ,)om ,adill0.
Z ennaCi'?;| m.JYn,T l.c J"n,ame"tc utna t,uas marimbas ,
wnhr ?. ,'^SteS CraV0S vierum ha lnczes ^ en-
cl: .12 \ a comarca d0 (:ab<>; portanto, hesu-
ceptivel te.em-so dirigido para dito lugar onde
e aranornoo1lU,nadS VVer' ^0Sl POdem
a viUU ZP0'S Parnciam "lar satisfeilos con.
a viua a piaga por Ibes ser muito
ga-se portanto aos Srs.
n.25.
na ra da Cadeia de S.-Antonio,
Vcndem-se, na ra do Crespo, loja do miu-
dezas, n. 11, charutos parecidos com os de Manill.a
dosiipenorqualidade o de varias marcas; oculos
dearmagSo, de varios pregos; toucas de setim
para criangas, de todos os pregos.
t-Ta
..... .u,a a.cuuab ue gosio : na ra ir.i "-*"
T do Queimado loja nova de Jos Aloroira I o- B\ P?uco ma
a pes& C. casa manila, n. 29. |jl S0? *^ 'hS grandes >
\ endem-se os mais modernos e superiores U
ltl cl'aPcos francozes ; chitas de novos padrOes lili
iji o mais superiores que as imperiaes; risca- j-
hl dos hnissimoso denovos padrOes; bem co- M
"P mo outras muitas fazendas de Rosto: na r:, Hi
Nao se esquecam do amigo
baratt iro, que elle est ven-
dendo por todo o dinheiro.
O antigo barateiro est vendendo por todo o di-
nheiro, na sua nova loja de miudezas da ra do,
Collegio, n.9, pontos de tartaruga, para prender1
cabello, a 2,000 rs. '...... -----'
com
mais leve. Ro-
- da polica capitilcs do
do K SSSSt, '^ S eo"hccam Principalmente
v" lg.rf""'"fd.tc. hajamdeos apprehcnder e lo-
InoMn an^' <:aldas ,i,,rret0- '> ecife, ra de
Apollo, n. 27, quo serflo bem recompensados.
ta"",rnUnm0"i?l,a,: d- Proximo Passado, urna pre-
ta d imo Ilrr.iiu ,10 in .------ .1.. 0 ^ecca .' |e_
lila
no.
do nomo Urgula, Ue 30 annos, alta
vou vesl.do de ganga azul saia de lila prela e pan-
no na i.osta : quem pegar levo a ra Bella n. 17.
ffPnhnU.gJ0'n2dia.23d0 Proximo passado, doen-
nm M,;a^a"nrHnue Uma escrava crioul no-
me Maicell.na altura regular grossa do corpo,
*^scarnado denles limados ; tem o dedo mi-
levT. 1 T!' "reLla cortado Pcla Primara junta;
lPr Ve,s,,d?ruo ch'ta rxa : quem a pegar low o
Aterro-dos-Afogados, sitio do fallecido Machado, ou
nos Afogados, sitio de S.-Miguel, ou no mesmen-
genho cima referido que ser bem recompensado.
n e7r'r,wda,S raCha '8'''0' desdo ia 35 Pa"- 26,
o escravo Rufino, de nagSo Congo, de 40 anuos
maisou monos, de estatura alta corpo me-
>riula,olhos grandes, nariz e bocea regu-
Darbado ; tem a poma diroila cambada; le-
ca cas de estopa crua camisa de algodSo azul,
ve'l'ho, hieS,laUpaCamisao calcas de a'eodno
Karleve ,1 v $* ga-'hadr "8 Cabca : 1ucm Pe"
t q 11 Ferrcira na rua lla Senzalla-Velha ,
n. 98, que sera recompensado
COmnrf.r-PareCe"',"0da30 de "^ > tendo ido
f;arnP;' o moleque Agostinho anda pouco
do ntnn Sl,a P/.a?a r'or lcr vind0 h poneos* dias
Si23S,de Ha".,ISPouco mais ou menps, ro-
0 mJ? corl'o J 'em a ponta do nariz meia roida
e em um dos pes uma cicatriz
relha ; trinchantes de cabo branco
o levaron
960 ls. ap c,.do-.soos ltimos boa recompensa
&tettm^$* aruado:o''egio, lojan.1.
carteiras do alg.boira, a 120 rs. cada uma ; charutei- =------~ ~ i i
ras de marroqum a 200 rs. cada uma. h que pc-
cl.tnchadertqutssimosfaqueirosderans.graV/Jl'KH^: A TtP. DEM. r.DE rAWA._l847


Auno de 1847.
Segunda fe ira 2 de Agosto.
fin ISIS
DE
PERNAMBTJCO.
(SOB 08 AUSPICIOS DA SOCIEDADE COMMERCIAL.)
N. 51
Subscreve-ae na. Praca da Independencia, loja de livros n. 6 e 8, por isleoo ris por anno, pagos adiantados.
PRESOS CORRENTES DA PRAA (Corregido Sabbado as 3 horas da tarde.)
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(2)
KXPORTACAO.
Agoardente Cazara
Algodo I. orle
2.
Assucar braoco ein ciiiu -
mascavado -
para em barrica r ou
em saccar, hranco -
mascavado
l.ouros seceos salgados. -
nleios do Sola m- -
Cbifres da trra -,
do Kio Grande
EXPORTS.
Rum ------
Cotton I, qualily -
Sugarin cases hile -
a brown .
lor barris or Begs .
whhe )
lirown. -
Dry salted hides -
Taime lude -
Oz-liorns -
PREfO DA PRAf POR
fOOO 4t.*ooo Pipa.
ffssso 7/000 Arroba.
Giiso o*
1*000 (IDO IfOuO 1 s.ferro
2J300 SJ300 IJ600
106 11& Libra.
IJI0O lliim.
jjjwon Ceulo.
2|01) 4S400 m
CAMBIOS.
Londres.........................a 20>/, d por 1/ rs. a 0 dias.
Lisboa.......................... 106 porcento premio, por melal efleclnad*
Franca......................... 366 ris por franco.
Rio de Janeiro....................ao par
PftATAiniuda................... IJI10 a I/B20.
Paiace* Brazileiros......... 19S0 a 10960.
Petos Columnaros......... Ifu40 a I48&O.
Ditos Mexicanos........... 14780 I#80(1
OURU. Moedas de 0J400 vellias... 18/100 I8J200
Ditas ditas novas... IBfOOO IBflOO.
Ditas de 4.J0OO............ 8#000 a 9JI0O.
Unca liespanholas........ 2000 a J9&00.
> Ditas Patriticas.......... 28J60O a J900O.
Letras....................... '/ Pr 00 ao mei
FRET ES.
ASSUCARi
Liverproi............... Caitas f S 1 0 t* > r_ */]
Canal; portos Inglezes...... Uito 400 j Como/,]
Dito, ditoeulrellainb.allavre. Dito II 0 f
Genova................. Saceos 1 16 o Com 10 %J.
Ilamhurgo caixas............... 1 10 0 l l
Ualtico........................ \ \
Triest..................Calta! 4 6 0 Com 5 / ]
Estados-Unidos................. hiim peso e 10 con tos por sacco. /
Portugal........................(l 200
Franca ..... ............. fia. 80 e 10 % de primagem
8
o
2
Portugal.............
Franca...............
Inglaterra............
Ilarccloiia,........ ...
ALGODO.
600 por (ffi sem prlmagemnominal
400 por @ e 10 p0/0ao camb. de 180 p-fr nominal.
718 p d. e 6 p
4 COris
/o de primagem,
COI) ROS.
Inglaterra Seceos
tranca..............
I Estados Unidos.......
i 4 0 0... por tonelada e i por cenlo, nominal.
........___. 70 flancos nor toneladas, com 10 n. r.i
, .._-------- r. ., .........
70 itlicos por toneladas, com 10 p. cento
Nao I
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Do da II de Novemliro de 1844 3.1 fiante pagar 60 p. c.o rapou tabaco
de yJ, os charutos ou cigarros, o fumo eio rolo ou em follia.
PagarSO p. eos saceos de canhamasso. grossaria 011 gimes da India, os cai-
vetes ein forma de punhal, as almofadas paracarruageiis, as pedras lavradas parala-
jjdo, as pedras decantaiia para portes, portas ejanellas, as pedras lavradas para
encanainentos, cepas, cunbaes e cornijas, o assucar refinado, crystalisado ou de qual-
quer maueira coiifeilado, o cli, a agoardente, a cerveja, a cidra, a genehra, o mar-
rasquino, ou oulros licores, e os viudos de qualquer qualidade e precedencia.
t'agar 40 p. e. as alcatifas ou tapetes, o canhamaco ordinario ou ross-ria. as
bataneas de qualquer qualidade, e roupa feita, nao especificada na tarifa, asearlas pa-
ra jogar, as escovas de cabo de marlim, o fogo da China em cartas, ou qualquer ou-
ro logo de artilicio, o papel pintado, prateado, ou dourado, sendo de qualidades
finas, o papel pintado para forrar salas em collecces ou paizagens, o papel de Ilol-
landi, imperial, ou outro nao especilirado na tarifa' a plvora, os sahoneles, o sabo,
o cebo ein velas, as velas de Slearina ou composico, as ameixas, 011 oiilras fructas
em frascos ou latas, seseas, em calda, ou em espirito, o chocolate de cacao ordinario,
o vinagre, os cari-indos, carruagens ou caixas jo;os, rodas, arreios para nina c 011-
Ira cousa as esleirs para forrar casas, os carros para condiizir gente, os sociaveis,
silhes, os areieiros e tinteiros de porcelana, e qualquer ohjecto delouca nao eojn-
prebendido na tarifa ; os lustres, os clices para licor ou vinho de vidro liso ordina-
rio, os de vidro moldado ordinario lavrado ou moldado, e lavradn ordinario da Alle-
iiunba e semelhantes os de vidro liso moldado ou lavrado, de fundo cortado ou liso,
o in molde ou lavor ordinario ; 01 clices'para Champanlie ou cervrja, as canecas,
copos direilos de 10 a I em quarlilho, as garrafas de vidro al I qiiarlilhc ou mais,
endo todos estes objectos de ns. le as garrafas de vidro pretas ou escuras da
inesma capacidade, coinprehendidas as que servein para licores ou Le-Roy ; os copos
apira tabernas at uina caada, os frascos de vidro ordinario com rolbas do mesmo
dl t libras ou mais ; ou sem rolha at 2 libras 011 mais, os de lioca lama com roldas
lo mesmo, al 4 libras ou mais, ou sem rolda para opodeldoc os vidros para a-
e upadas ou candeiris, as.taimas 011 folhas de niognoou outra madeira lina, c tras-
as de qualquer madeira.
PagaraoJS p. c. o ac, alcalro, zinco em barra ou em folha, chumbo ein barra
ou lencol, eslaulio em barra ou em vergiiinda, ferro em baira verguinlia, chapeo
linguarios para fundirlo, folha de Flandrcs, galha de Aiepo, lata em folhas, lalo em
chapa marlun, salitre, vime, bacalho, pcixe pan, e qualquer outro, aecco ou sal-
gado ; bolacha, carne secca ou de saluiniira, herva-doce. farinha de trigo pellicas
branca ou pintadas, cordoves ou edites de bczer.o para calcado, bezerros c couros
envernizados, couros de poico 011 boi, salgados ou seceos sola clara para sapateiro
o u corrceiro, coore e caparrosa. r
m.i.*? .?P- .'"'" m*PPMt 'ol>os geographicos, instrumentos mathe-
maucos, de physica ou chimica, orles de vestidos de velludos 011 damascos, borda-
dos ue prata ououro fino ; retroz ou irocal, e cabello para cahelleheiro.
.- ^Tr6 P,uC; Crn"!",- cord? He ll0' P'8'M. lieira, fio,, franjas, Ra-
HV.I. P lanujoulas, pall.et. rendas, c.darro, e lodoso mai, objec-
os desta natureza, sendo de ouro e prata fina. '
Paga-id 5 p, c. o Carvo de pedra, ouro para
ntensis de prata,
dourar, ou quaesquerobras e
Pagara 4 p. c, as joias deouro ou prata, ou quaesquer obras de ouro.
Pagar 2 p. c os diamantes e outras pedras preciosas solas sement!, plan-
'.'. raras novas de ammaes litis. p
/'aear 30 p. c. todos os mais objectos.
- J^.TT re"P0^dos ""*" Pa8So P- '''tos alm da armaze-
bl'VGeraU ? P *" PPv.cSo desta medid. pel.Assem-
Concedem-se livres de armazen.gens, porjdias, as mercadorias de Eslive. e
Twkr f""l0S4!,te' P'"0'' P'B"50.'/, P.c ao mezdor*.p3
Osrdireitosdasrazendas, quepago por vara, deve entenderle vara quadrada.
verao podera mandar pagar em moeda de ouro ou prata urna vigsima parte das que
tasa niaiores de 6 e menores de 40 p. c. dos precos das mercadorias, ou mesmo
dlminuil-os, segundo Ihe parecer. -.--
O Govenio est autorisadoa estabelecerlumldlreito ditTcrcncial sbreos geDeor
ile qualquer naco, que sobrecarregar os gcucros brasilciios de maior direito, qo
iguaes de oulra naco.
Os artigos nao especificados na pauta pago o direilo ad valorem sobre a factura
presentada pelo despachante 1 podendo poim ser impugnados por qualquer officiat
da Alfandega, que cm tai caso paga o importe da factura ou valor, eos direilos.
Aocasode duvida sobre a classificaco da mercadura, pode a parte requerer
arbitramento para designar a qualidade e valor da pauta, que Ihe compete.
nao usadas no lugar, em que foresi
Sioisentes de duchos as machinas, ainda
importadas.
EXPORTACAO Os direitos pago-se sobre a avaliaco de urna pauta sema-
nal na razio seguinte : Assucar 10 p c. Algodo, caf, e fumo IJ p c. Agoar-
denie, couros, e todos os mais gneros 7 p.c. Alem destes direitos pago-se as
lazas de 160 rs. em cada caixa, de 40 is. em cada fecho, de JO rs. eui cada barrica,
ou sascos de assucar, e de 40 rs em cada sacca de algodo.
Couros e todos os mais gneros sSo livres de direilos para os portos do Imperio, a
ezceprao do algodo, assucar. caf, e fumo, que pago 3 p. c. e as lazas por voliune-
Os metaes preciosos em barra pago de direitos p c. sobre o valor do mer
ido ea prala e o ouro amoedado nacional ou eslrangeii o paga nicamente '/, p. c
Os escravos exportados pago &|000 por cada um.
DI.SPF.ZA DO PORTOAs emharckces nacionaes, ou estrangeiras, que
uavego para fora do Imperio, pago 00 rs de ancoragem por tonelada: cas
nacionaes, que navegan entre os diversos portos do Brasil 9C rs. As que entraren
em, lastro e sahirem com carga e vice versa, pagar meiade do imposto supra e nm
terco as que entrarem, e sahirem em lastro; e mesmo as que entraren) por franqua,
ou escala, quer enlrem em lastro, quor com carga. Desta imposico pnrm icro
isentas as que imporlarem mais de 100 Colonosbrancos, e asqueentradrem por arribada
forrada, com tanto que estas nao carreguem, ou descarreguem s mente os gneros
necessarios para pagamento dos reparos, que fizerem.
REVISTA SEMANAL.
CAMBIO As Iransacries durante a semana, para o paquete Peltrtle Stcord-
fith, loro frecluadas a 27 e 20 /, d. por 1JO0O rs., feichando-se firmes ullina
quolacao.
fS'' Pequeas entradas, e poucas vendas aos precos quotados.
. ALGODAO Contina a ser procurado s quolaces, tendo sido as entradas
muito diminuas, por causa do invern.
COUROS Contiuuo a ser ofTerccidos, e pequeas vendas se effecturo da-
ranle a semana.
FARIKIIA DE TRIGO No'cbegou carregamento algum esta semana, eo
deposito esta redusido a cerca de 300 barricas em pi Imciras mJos
BAC*.LIlAO Chegou um carregamento com 1.631 Unas, que foi vendido a
cerca de 13*260 rs.: o deposito he de 3,000 barricas e tinas, e o consumo regular.
u-t'''l'VK ^E ''"A^Q^^ Chegro dous carregamentoscom 18,000 arrobas
do H10 Grande, e sendo o consumo bstame grande, aos precos quotados; est o
deposito heje redu/.ido a 15,000 arrobas.
Resumo ,las Embarcacct existentes neitt porto no da 31 de Julho di 1847.
Urasileiras............................................................ 9
rranceza.................?., ... I
Despalilllas.................................................... i..,, 3
I"Rl..........................................................'....... *
Portuguesas..................,..................,...................... t
A Provincia gosa tranquilidada.
Total
M
J


1
(5)
LISTA das Embarcares existentes neste porto al o dia 31 de Julho de 1847.
kitiuda.
1846 Setambro
Junho
I 47 Jo
l.o
1141 Jalbo I
,147 Julho
t
18(7 Julho
1817 Julho

DOflDK *
CASCO.
Babia
A11A.
*.carac6.
Babia
Uahia.
Rio Grande do S.
Rio de Jlneiro.
Haba.
Rio de Janeiro.
Havre (UGrace.
Cdiz.
Barcelona.
Barcelona e Mulag
Gibreltnr.
Lemciiik.
Caspa.
Hamburgo.
LUboa.
a
Loanda.
sumaca
sumaca
patacho
biale
lirigue.
brig ue
E alacho
ate.
brgue.
barca.
brig-cae,
brigue.
brigue.
oaca.
rigue.
brigue.
barca.
brigue.
a
brigue.
NACaO.
Brazil.
Franc
Uesp.
Ingl.
Port.
Nomu.
Santa Auna
Carlota.
Emulaco.
Nereuia
Sagitario.
Echo.
Laurenlina.
Boa Viagem.
Bom Jesui.
JuUl.
Doui Irmooi.
Jesusa.
Felippe.
Queeo.
Lucy Sharp.
Sao Gaorge.
Ranger.
Concedi de Mara
S. Domingos.
Rota.
TONS.
Si
64
110
87
140
160
110
%i
11a
t<
170
171
IOS
170
118
104
300
101
I
MESTR1
"J
CONSIGlUTABIOfl.
Jlo da Dos Pereira
Jos Goncalve* Suias.
Antonio Gomes Pereira.
Manoel Francisco d'Araujo
Jlo de Dos Pereira.
Manoel Luiz dos Santo*.
Jlo Martina dos Santo*.
M. do Sacramento Carnauba
Pedio Jos de Sale*.
Beduchaud.
P. Noguesolus.
Cipriano Anua.
Jos Gelpi.
Jernimo Colirno.
Hetor Me- Fie.
D Sancroir.
J. W. Page.
Ant Pereira Rorgr'Jnior
Manoel Goncalve* Vianna.
Jos Francisco da Costa.
Norae k C.
Lua Jote de SA Araujo.
Manoel Goncalves da Silva.
J. i, Fernandas Magalhies.
Antonio F. do* Santo* Braga.
Jo*e Pereira da Cunba.
Lourenco Jo* da* Mere*.
Jos Luiz de Sousa.
Guadin* AgMiinliO de Barro
B LasxiraSt C.
Nascimenlo St Asaorim
J. P. Adour&C.
J. P. Adour b C-
Olirrira'Irrao SsC
Johnston l'atef ax C.
Le Bretn Schraaa k C.
James Crabtree Si C.
Thomaz d'Aquino'Fonceca
Mendes & Tarrozo.
F. S. RaWUofe Xilho.
IHUTIHO.
Rio da Janeiro.
Atril
Pa:
Ra relona
a
Afretar.
Gibrattar.
Canal,
Afretar.
Lisboa.
Dito.
f
Pernambuco na TjpograpMa de M. F. de Faria.1847.