Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08493


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Full Text
- nlJRlO publi<*- tortoj OJ das, que nao
0 iinh I,rcr0 ''" a,"Rn"11""'' lie '"'
o*1" 'le amrtel, fiant adinnlados. Os an-
rtl0H IM j^ninte s^> meridos rns^o de
lnune105 | iia "lors.einlvpo dillercnte, e as
|j'-.C n- met.de. Os que nao f.-rem assig-
r'P'warfo 80 rs por linha, e 100 em typo
pllASES
DA LA NO MEZ.D-E JUI.IIO.
. ,0 hora c 23 mu. da manlia.
1 |V ] :> horas e I .' in.n. da manlia
's 10 horas e3l rain, da manlia
. M as 7 horas e 47 niin. da tarde.

Terga-feira 20
PAflTIDA DOS CORREIOS..
Goiarma e Parahyba, s segundas enetas feiras.
Rlo-Orande-dn*Norte quintas feiras aomcio-dia.
Cabo, Serinliem, llio-Formoso, Poilo-Calvo t
Macelo, no I.", a 11 e i i de cada mez.
(raranluins e Bonito, a I0e2l.
Roa-Vista e Flores, a 11 e 18.
Victoria, s quintas feiras.
Oliuda, todos os das.
I |.im'""."
I Cres
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, as 10 horas e 54 minutos dimanlila.
Segunda, s II horas e 18 minutos dlarde.
deJuIho. Anno XXIV. N. *Sg-

DAS da semana.
9 Segunda. S. Arscnio. Aud. do J dos orph
os iloJ. doc. da ? v. edo J. M. da I.
70 Terca. S. filias. Aud. do J. do civ. da
I. v. e do .!. de Paz. do 2. disl. de t,
:>l Quarla. S. Prxedes.. Aud. do '. do civ.
? v. e do J. de paz do 1 dist. de t.
22 Oninta. S, Meneleo. Aud do J. de orph.
edoJ. municipal lia I. vara.
23 Seita. S. Apollinario. And do J do civ. da
I v. e do J. de pal do I. dist de t.
24 Sabbado. S, Clnstina. Aud. do I do civ.
da I. v. e ilo I de paz do I dist. de t.
51 Domingo. S. Tiago.
CAMBIOS NO DA 18 DE JUI.IIO.
Cambio sobre Londres a 20'/, d p. I
a a Part S rs. por franco
Lislwa IOS de premio.
DeaC.daleltralde boas finn.sde a/,a
Oiiro-Onras hespanholas.... 29#0O0
MoedadeOlOOvelh. 10*000
v de Ofloo nov I6#00H
,. de 4*000;----- O 00
(rala l'atacoes.......... I10
Pesos columnares... I|i0
Ditos mexicanos... >#700
Miuda............. U">
Acres dacomp. Jo llcberibede 50*000
rs.a 00 d.
|%omez
29OO
llijUMI
I6fl00
9J20O
|MIO
l)40
, I800
. I20
rs.aopar.
DIARIO DE PERKTAMBUCa
EXTERIOR.
LISBOA.
MINISTERIO DOS NEGOCIOS DA FAZF.NDA.
SF.CRETAMA DE ESTADO.
Uei por bem prorogar al ao din vintt) Jo corronle
meI n niazo marcado pelo artigo 5." do decreto de
vinte c tres de aliril tillimo para a converslo das
apoliecs do cmpreslimo denominado dos mil c dez
conlosde ris, que o inesmolecreto se refere. O
conde do Tojal, par do reino, ministro e secretario
je estillo dos negocios da fazonda, o tenha assim cn-
londidot'ficacsectitar.
Paco dos Ncccssidades, em seto de maio de mil oi-
loeentos equarenta o sele. Rainha.-- Cond do
Tupi {Diario do Governo.].
POKTO.
i.' DE JNIIO.
I'm fado da maior transcendencia o da maior gra-
vidaile, e que para sempre deshonrar o gabinete
nglez, acaba de sor prnticado contra a nagilo portu-
gueza face da Europa e do mundo civilisado.
Pela tima hora da tarde do dia 81 de maio, os cn-
sules (IcSuas Magestades Britannica e Calholica cn-
trogavam ao vicc-prcsidenle da junta provisoria nina
caria datada de 20 do mesmo mez, na qual estas duas
nncoes declaravam a guerra nacflo portugueza, re-
presentada pela junta, se esta no concedesse um
armisticio ao governo rebelde de Lisboa, einquanto
as nacOcs alliadas nlo tomavam conbecimenlo dos
negocios de Portugal.
Como as duas nocOes no pretextarnm a guerra
tmii nenliuma olTensa particular que tivcssem reco-
liiiln da nacilo portugueza mas s arrogando-so p
direilo de dictar a Portugal as consliluiQoes, os go-
vernos e as leis que bem Ibes parecesse, he evidente
que o acto hostil destas naces 00o pode ser justifi-
cado i face do direilo internacional da Europa, e que
do ficto a independencia de Portugal (cot exlincta,
que a rainha de l'ortugal niio fica sendo senflo um
empregado do governo hritannico, como um commis-
lirio das ilhas Jonias; ou um empregado do gover-
no hespaiihol, comoumcapitao-general da ilha de
('.tilia.
Mas esto foclo linha sido precedido de um outro
de nmito maior gravidade, nico e novo i.a historia
dos povos civilisados.
Pelas 4 horas da manhfla, c antes que a junta lives-
se recebido a inlimacflo, as frcas navaes de Suas
Magestades Britannica e Calholica, que seachavam
como amigas collocadas ao pe de nossa esquadra,
do rcpenle, inesperadamente, sem nenhum motivo
nem pretexto, falsa f, c pela mais vergonhosa
traicJIo, sem previa dcclaracfio de guerra, cercaram
com frcas muilo superiores a nossa esquadra, que
scachava dusupcrcebida e confiada na paz que nfo
linha sido interrompida, ordenando-llio mperiosa-
inciile c com a ameaca de lbo fazer fogo, que se col-
lasse asrdeos do governo inglez, e debaixo da ar-
I tildarla da esquadra inimiga, impedindo-a de exc-
I cular a brilliunle opera?ilo que a junta lite linha or-
| donado.
Os nossos vasos de guerra sobre screm poticos a-
cliavani-se pejados com as tropas expedicionarias, c
em halagados com os transportes de vela, c como
tinham sido cercados de repente, e u falsa f, nlo po-
diam resistir s forjas navaes muito superiores que
Inscercavam. Kiitfio o nobre conde das Antas entre-
gOU-se prisiqneiro da Inglaterra com toda a sita es-
quadra e divisfio expedicionaria, protestando contra
.urna scinclliaiite violceo do direilo das gentes, e
contra um altentado, que, como diz o mesmo condo,
deshonrara para semprc aiiuclla poderosa liac^ao.
I.ord l'almeiston, faltando boa le que deve diri-
gir o ministro de una nacflo civitisada e grande, or-
lenou una nigua aggressflo contra a nacflo portu-
gueza, depois de Icr dito em parlamento, que se nlo
tlnvaocaso do tratado da quadrupla allianea, oque
mor isso nenhum direilo havia para inlervir nos ne-
gocios de l'ortugal.
Em nosso entender, o ministro saciilicou a honra
da Boa na^Ho aos interesses de una familia o da ca-
niiirillia inglcza.
Se no nos engaamos DO alto conecito que faze-
liiius lin pailamenlo inglez oda nohreza edignidade
Ida na(S britannica, um semelliante acto de violon-
Icia, (|iie apenas se poderla tolerar n'um pirata, me-
lucera a inaisfornialcoiulemnac.no daquella assem-
bli'ii c daquellaAac.lo. Ncstc feito indigno a honra
Inglcza, como dizia Shcridan, cscorreu por todos os
poros.
i Com este crime o governo hritannico fez o maior
Jdcsscrvigo corn e dynaslia. Nenhum rei digno
Ideste nomo coiisentiria q'uo a handeira nacional fos-
Isc abatida aos ps dos esti angeiros, sem empunhar a
lespada e se collocar a lenle do scu povo para ven-
Icer ou morrer com elle.
Al aqui a junta provisoria do governo supremo do,
[reino leih sabido com igual sabedoria c constancia
[defender a liberdade e a honra do povo lusitano.
Itoguenios a Dos que continu a Iluminar os scus
ooncclhos, e dar a seus membros a lirmeza e o valor
ireciso para continuar a dirigir os negocios publi-
os com a necessaria nohreza edignidade.
Fortifiquemos a junta com a nossa conuanea c co-
ladjuvaefio; nao Ihe suscitemos embarazos de nenhu-
lina especie. Mostremos que nenhuns revezos ou m-
Ifortunios podem alterar a nossa tranquillidae e a
I ossa constancia. SHo deshonremos a mais santa e a
[\ais bella das causas por nenhum excesso que possa
deslustrar-nos. A moderacio, a nobroza* do nosso
comporlamenlo nos ganbar as sympalhias da Eu-
ropa e do mundo civilisado.
Os cstrangeiros que no meio de nossas agitagOes
civis, e na vespera da guerra estrangeira que seus
proprios govemos tilo iniquamente deelaram a Por-
tugal, nflo duvidaram conllar-se lcaldade do povo
porluguez e protecg3o da junta, ii/.eram nisso a
mais pungente oansura ao comportamcnlo do seus
proprios governos, e o mais brilhante elogio da nos-
sa civilisacSo e da nossa lcaldade. Honremos esses
nobros cstrangeiros como nossos amigos; abracc-
nio- los como nossos irmilos ; respeitemo-los como
nossos hospedes. Cada um de nos ser seu guarda
do honra ; as suas pessoas o as suas propriedades es-
tilo debaixo da salva-guarda do povo portuguez.
Depois do armisticio podemos ter a paz ou a guer-
ra. Se a Providencia tiver reservado este povo para
novos infortunios, esobre as calamidades da guerra
civil tiver anda do supportar as da guerra estran-
geira, he preciso terminar todas as dissenrOes in-
testinas, o convidar nossos Irmilos dissdentes, os
queainda forem dignos do nomo de Portugueses, a
viretn receher o abraco de urna reconciliago since-
ra, t, a alistarem-so debaixo ta handeira da indo-
pendencia nacional. Quem o niio lizer assim seja pa-
ra sempro havido por traidor sua patria, por infa-
me e deshonrado.
Pela proelamacifo que o nobre conde das Antas di-
riga aos habitantes da Extremadura, se ver que era
para all que se destinava a expedcilo, e se conhe-
cer quo s pelo modo traicociro que UBaram os go-
vernos inglez ehespanhol, beque se ifos poda tq-
lher o prompto triumpho da nossa justa causa; pois
que ninguem poderia embarazar aquella excellente
divislo a entrada na capital. Aqui damos boje como
um documento histrico essa prnciamaco.
Habitantes da provincia da Extremudara San a
barra da invicta cidade do Porto, Ircntedc urna va-
lenlissima divisffo do exercito do mcu commando
i.m-u iilertar Su Magostado a rainha da coacc3o, em
que a teem posto os implacavcis immigos da hberda
de publica
a Esta divisOo vem chela da maior dcvoQo, cora
gem e patriotismo.
( Rabero aue o co corar com a victoria os esror-
Tenho a honra de ser vosso obediente criado
/'. Maitlend.
Copia n. 2. /t. I'.xm. Sf. Acabo de recc-
ber o ollicio que V. Ex. me dirija nesta data, c cerca-
do por forc-as mullo superiores s do mcu comman-
do, considero-me prisioneiro do guerra. Protesto
altamente contra a infracQio violenta do direilo das
gentes, o o protesto que immcdfalamenle vou lavrar
ser visto com horror pelas naeOos civilisadas j he a
guerra sem declarac.no previa a urna nacao amiga;
ho o abuso maior que jamis se fez da forca, reves-
tido decircuinstancias suinmainente aggravantes i
he, Exm Sr. um acto que deshonra para sempre a
poderosa Inglaterra. Digne-se V. Ex. dar as suas or-
dens sobre o destino ulterior da Mrca do scu com-
mando. .
Dos guarde a Y. Ex. Bordo do Mindeilo, em lien-
te da barra do Porto, 31 de maio de 18VT. lllm.
e Exm. Sir Thomaz Maitlend. Conde das Aulas.
Est conforme.-- II. J. Garcez, major (luarlel-mcs-
t re-general.
Copian. 3.Para S. Ex. o conde das Antas.
Senhor. Como as tropas debaixo do vosso com-
mando estilo agora prisioneras de guerra, com o
fin de prevenir um innutil derramamento desan-
gue, en tenho a pedir-vos que deis as necessanas
direccOes para que ellas tleponham as armas; por-
que de nutra surte terei do usar dos mcios a minha
disposicfio, para obriga-las a fa/.e-lo. (AssignadOJ
Maitlend.
Legacfio britannica em Lisboa. Lisboa, -20 do
maio de 18*7. Sr. Condo. Outra vez me cum-
ple dirigir-me a vos, animado das niesmas inten-
cesque dictaran a minha primeira carta.
Nella vosdisseeajiintado Porto, que no caso do
vos nSo annuirdes a urna suspensfio de hostilidades
por mar c por torra, at a resolucfio dos governos a -
liados, seriam enipiegadosontros incios que sejul-
gassem necessarios, para por termo a
eJTuslo de sangue em l'ortugal.
A"esWdj.-a de S. MagesUde tinha recebido orden
para ilmiueaTTbWa^.Porlo, o impedir a entra-
da c sabida de embarcacesdelSW'rra, ou quaesqiioi
e, seu corajosu scu gimiuc ....,.
Espero que nossos gloriosos Irabalhos vilo ter um
prompto e feliz remate. Mas desojo que os lenes ha-
bitantes da Extremadura veiiliaiu neste linimento su-
premo pagar urna divido sagrada sua patria, cor-
rendo s armas com a sua impetuosa e cotilleada
bravura.
Viva Sua Magestadc a rainha !
Viva a liberdade constitucional!
Viva a junta provisoria do governo supremo do
reino !
Viva a nacilo portugueza !
Quartcl-general a bordo do vapor de guerra Min-
deilo, 30 de maio de 1817. Conde das Antas. *
Tcndo-se-nos dado copia de todos os documentos
olliciaes que hontem se trocaram tanto nomnr, en-
tre o commandante das frcas navaes inglezas, co
general condo das Antas, como cm Ierra entre os
cnsules de Inglaterra ellespanha, e a junta provi-
soria, apressamo-nos a leva-Ios ao conhecimento do
publico para satisfazera sua justa anciedade.
Vilo pela ordem em que se succederam, e por ah
se ver que s depois de prisioneira a nossa esqua-
dra o a divisSo expedicionaria, ho que se fez a dc-
claraco de guerra, dolada do dia 20 !! !
Foi una Iraico infame, c um acto de cobarda
dos agentes de Inglaterra c llespanha.
lllm. tExm. Sr. Quando medispunba esta ma-
nlia a partir rom a forra expedicionaria ao deslmo-
que niesma frqa ordenoua junta provisoria dogo-
verno supremo do reino, recebi a inlimacao do cho-
te das freas navaes biitannicas em frente da barra
do Porto para suslar aquello moviinenlo e me
conservar ancorado debaixo da sua artilharia.
Recusei, como devia, exigindo que qualquer de-
rhuacao me toase fcita porcscriplo, e que* leudo e
cumprir como militar asrdeos da junta, soineiite
Torga maior mo renderia. Itcccbi entilo communi-
caefio verbal de que o comniandanlo inglez empre-
garia a frtrea, c logo depois o oflicio copia n. 1. es-
tes circunstancias, cercado pelos vasos de guerra m-
glezes, muito superiores nossa forca naval, impos-
sibilitado por outra parte, com avultado numero de
soldados de Ierra, para combata- erepelhr a forca
com a forca, declarei-me, pelo modo constante do
oflicio n.-2, prisioneiro de guerra, c fui ohrigado-a
entregaras armas, lavrando de ludo protesto por co-
pia adjunto, contra a injusta aggressao foita a Portu-
gal, o que levo ao conhecimento de V. Ex. para cons-
*r junta do governo.
Dos guarde a V. Ex. liordo do vapor Mindeilo, 31
de maio de 1847. lllm. e Exm. Sr. Jos da Silva
Passos. Conde das Antas.
Copia n. 1. Bordo do navio de S. Magestade,
Amrica, fra do Porto, 31 de maio de 1817. Sr.
Conde das Antas. Tenho a honra- de informar-vos
que as minlias ordens sSo terminantes para lomar
posso dos navios de guerra da junta, tropas, te,
escolles inmediatamente nao ancoram perlo da
.imerica, eu serei compellido, lodovia com repug-
nancia, a usar da frqa.
Ill Ulll CUIIUIUHJ llllim.
Cumpre-me mais dizer-vos, anda que julio isto
desnecessario, que o governo de S. Magostado consi-
derar a junta, tanto collcctiva como individual-
mente, o bem assim todos os olliciaes militares e ci-
cvis asrdeos da mesma, responsaves por qual-
quer acto de violencia para com as pessoas c bens dos
subditos de S. Magestade.
Finalmente declaro-vosque a cessacHo de hostili-
dades por parle das frcas da junta corresponder
igual ccssacio (le hostil idades por parle das loicas
de S. Magestade Fidelissima, assim por mar como
por tena.
Aproveito esta occasio para prolestar-vos a mi-
nha mais alta consideraeflo para comvoscp. --< H-
Sejmour, ininstrode S. Magestade Britannica.
NOTA dotmbaixador hespanliol, entregue junta urna
hora da tarde do dia 31 de maio de 18i7.
Legacfio de llespanha em Lisboa. Senhor conde.
-Consequentc com as vistas e scnlimenlos que live
a honra de manifestar a V. Ex. na minha primeira
carta, he para mi ni um dever fazer presente 4 junta
eslabelecida nessa cidade, que o desattender a ex-
hortacffoque Ihe toi dirigida para suspender todas
as operacoes de guerra por mar 0 tena, einquanto to-
mavam conhecimento doactuel estado dos negocios
os governos iliiados, -aria lugar a algumas medidas
precursoras de oulras que poderia ser necessario em-
pregar com oliui de por termo a guerra civil que
lanos males esta causando a este reino.
Alguns dos navios da armada dcS. Magestade Ca-
lholica rcceberan ordem para impedirn que en-
trem c saiam pela barra do Porto os navios de guer-
ra da junta, e quaesquer uniros que se achem empe-
ntados na causa de mesmo; fazendoextensiva esta
medida aos demais pontos da costa, que igualmente
Ihe prestem obediencia, e adoptan lo nutras precau-
crtes que a prudencia aconselho para prevenir eu-
conlrns 6 Combates que nao podem dar mais resil-
lado qu'e o de una estril o deploravol ellusilo de
i:"l')evo'tambcm cumprir o dever, para mira anda
nais grave lodavia, de declarar a V. l-.x. da maneira
masfornial, que'o governo de S M. rainha de
Hesnanha a/.a junta do Porto responsavel, collocti-
vae ndivulualuieiite, como lamben, aos emprega-
los militares eeivis dependentes da mesma, de qual-
que-"dan.no ou violencia que possa causar-so as pes-
soas e propriedades de scus subditos.
Declama V. Ex. por ultimo, que a suspensilo dos
I y. r..\. j'" ui",u' "i .
movimenlos militares da junta corresponderao com
goal con-fteta as tropas do govcnm dcS. M. F
Ite-
cordo a V. Ex. o testeniunho a mii.na ...ais olla
COnsboaa, 20 de maio de 1817. Exm. Sr. B. I, M. ,
do V. Ex. seu altonto e seguro servidor. ~ Lwz Lo-
pes de la Torre Ayllon.
Copia.lllm. Sr.O ahaixo assignado levou ao co-
nhecinienlo da junta provisoria do governo supremo
doieinoacartadeSirC. H. Soymour dirigida ao seu
presidente o condo das Antas em data de-20 do cor-
assignado do proleStJrrna prese5TG> 'g___
neira mais solomnoo autlicntica,contra esta nWhtti
Lie violacilo do direilo das gentes, o contra esto ins-
lito altentado feito contra a independencia da na-
co portugueza. E como por infelicidade de Portu-
gal, este reino niio conlm senflo um pequeo nu-
mero de habitantes, e pela Inttmacflo do Sir C. H.
Soymour, se nlo ceder accoitaeo do armisticio,
ello he amoscado por una guerra estrangeira quo
Ihe deelaram las poderosas naces, militas vezes
mais poderosas do que a ncelo portugueza, enten-
d; a junta, que sem quebr da honra da nnoSo, quo
a junta mais que ludo tem a peilo conservar Ilesa,
podia ordenar como ordenou ao ahaixo assignado
que participa .-se a V. S., que a junta, cedondo unica-
monte a torca e violencia, e protestando sempro
contra ella,siil.jela-se toreada aoarniist.cio por mar
e Ierra (ue Ihe he imposto pelos governos do Sua
Magestade* Britannica e de Sua Magestade Calholica,
licaudo na certeza de que se realisar a promessa
feitaporSirG.il. Seymour, de quo as torcas do go-
verno de l.isba cessarfio latnbem todas as hostili-
dades por mar e por tena. V. como antes da recep-
co da carta de Sir G. II. Seymour, e inmacffo rel-
ia a esta junta para receher o armisticio que Ihe era
imposto pela torca, o commandante das torcas na-
vaes de Sua Magestade lliitannica em frente do Por-
to, sem previa declarar/m de guerra, nem commuiii-
caclo da iiiti'macaoque a junta se Diera depois, com
a mais inslita e inoxporada violencia do direilo
das gentes, e por um procediinento novo e inaudi-
to na historia dos povos civilisados, o dito comman-
dante das IV.rc.as de Sua Magestade Britannica nflo s
apriaionoua esquadra da junta, mas lamban a va-
lente e brilhante divisfio que nella scachava embar-
cada debaixo do iiniiiedialo cominando do marechal
do exercito conde das Antas, o ahaixo assignado re-
ceben ordem da niesma junta para protestar, como
de laclo protesta, da maneira a mais positiva o so-
lemne contra semelhante altentado praticado contra
lodos os principios dos direilos das gentes, o queso
nflo poderia esperar de una nacao inimiga, c mul-
to menos da naca., que foi sempre considerada a
mais antiga o fiel alliada de l'ortugal, altentado tilo
ollousivo da independencia de l'ortugal como pre-
judicial a liberdade civil e politica do povo ortu-
1 ........ii... ;..,....I,. linlenliiiueiile de 0.11-
ruez porque se Ihe impeli violentaniente de om-
regar as suas loicas da maneira a mais conveniento
rente, c que boje foi entregue pelo cnsul do Sua
Mageslade Britannica na prsenos do cnsul de Sua
Magestade Calholica ao ahaixo assignado, vico-pre-
sidente e encarrogado dos negocios cstrangeiros da
mesma junta, e por elle aborta em virtude da auto-
risaeflo de Sir Seymour, datada de Lisboa cm 21 do
corrente, na qual carta S. Ex. dizque oler a junta
deaattendido i exhortaefioque Ihe rol dirigida para
suspender toda a operaeflo de guerra por mar o por
Ierra, einquanto os governos amados tomam conhe-
Cimcnto do actual estado dos negocios dar lugar a
algumas medidas precursoras de outraa que poderia
ser necessario empregar para evitar 0 intil deira-
mament de sangue, accrescontando quo a esquadra
le Sua Magestade Britannica receben ordem para fe-
char a barra do Porto contra ngresso a egresso
le lodos os navios de guerra e outros eccupadOS cm
operacoes de guerra, que iguana modidasae leva-
rfiO a efleilO nos portes e haldas que reconhecem o
governo da junta, ou se loinarfio oulras piecaucOcs
que a prudencia aconselhar, para evitar desnecessa-
rias collisoes, tomando a junta individual o conec-
tivamente, bem como rs suas autoridades, respon-
saves por qualquer icio de violencia contra os sub-
ditos e propriedades brilannicas, terminando por
Bssogurar que a iloscontnua?flo das operaefles de
guerra da junta sera correspondida por outra igual,
das loicas do governo de Lisboa. O ahaixo assigna-
do fez presente a junta provisoria do governo supre-
mo do reino a inlimacfio que com smeacade guerra
em nonie das potencias alliadas Ihe toi tolla por Sir
C. II. Seymour, ea mesma junta eucarrega ao aliai-
xo assignado para cominunicar a V. S., como repre-
senlanle do governo de SiwHageslado Britannica na
cidade do Porto, que a mesma junta protesta da ma-
neira mais frmale solemne contra esta intervenga.)
nos negocios domsticos de Portugal, que como
nacflo livre e indopondente tem o indisputavol iiiroi-
to de se constituir pottfeanienle o gnvernar-se pe-
las leis do paiz, o ufliKpostas pela torca das in-
coes estrangeiras, qu'lfclc sentido vai rodigir o
seu protesto que dirigir ao governo de Sua Mages-
tade lli itannica, a toda'as corles da Europa, e lara
publicar pela imprensa, afim de se manioc lllesa no
conceito do inundo civilisado a honra o o cretino do
.ve, port'.iiMiez. F. afiaquanto este protesto se nflo
redigo e publica, a incsm;" unta eucarrega o abaixo
_Aa.'V S., da mu-
protesto especial que fara reinctlcr as cortes das na-
eOos da Europa, o publicar pela mprensa para co-
iihecimento do mundo civilisado.E como pela in-
timacao de Sir C. II. Seymour os olliciaes da mari-
nha britannica so teem ordem do scu governo para
impedir a entrada c sabida dos navios do guerra, no
caso da junta se recusar a Subjeilar-se ao armisticio
que Ihe lie imposto pelos governos de Inglaterra o
llespanha, he evidente que a divisflo embarcada na-
quelles vasos nflo pode por mais lempo ser conser-
vada prisioneira de guerra ; primeiro porqu-as or-
dens do governo de S. M. Britannica sflo restrictas
aos vasos de guerra, o nflo s toreas do trra que
ncllcsse acham embarcadas; segundo porque, ten-
do-so a junta suhjeilado ao armisticio, o havendo
leessado o pretexto pelo qual se praticou um seme-
lhante acto de violencia, deve ser permiltido aos
Imesmos vasos recolher para dentro do rio Douro
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com a su.-i guarnigfo c passagpiros.no estado em que
se arhavam antes de serem aprisionados ; tereoiro
porque aquella expedidlo navogava debaixo de boa
fdeqne a independencia de Portugal seria respai-
lada, edas repelidas seguranzas do governo de S. SI.
B/ilannira, de que o mesinn governo uflo interferi-
ra ueste negoeio sen.to de urna inaiieira amiga vcl,
cantes que o general commandantc daquclla frca
tivesso reeebido as ordens tivesse recebido a iiitimagfo.Por todos estes moti-
vos o abaixo assignado, em nome da junta, recla-
ma da maneira a mais positiva e solemne a entre-
ga da sua divisfio espedieionaria debaixo do com-
mandn do marecbal conde das Antas, injustamente
aprisionada, bem como a entrada para dentro da
barra do Porto da sua esquadra c transportes, da ma-
neira que cima so expoz.Oabaixo assignado apro-
veita esta occasifo para renovar a V. S. os protestos
da sua mais alta estima e considerago.Porto e pa-
lacio da junta provisoria do governo supremo do
reino, em :il de maio de 1847Illm. Sr. EdwinJ.
Johnston. cnsul de S. SI. Britannica no Porto.--Jo-
s da Silva l'assos.
Illm. Sr. Tenho a honra de aecusar a recep-
Cio da carta que recebi do Exm. Sr. I). I.uiz de
la Torre Ayllon, ministro plenipotenciario de S. SI.
Catholca, datada de 20 do corrento, e dirigida ao
presidente da junta provisoria do governo supremo
i'"reino, o Exm. Sr. conde das Antas, e que abr
couio vicc-presidente da mesma junta.
A lirevidade do lempo nilo ined lugar para mais
do que enviar a V. S., para fazer presente ao mesmo
Exm. Sr. Ayllon e ao governo de S. SI. Calholica, a
copia do olTicioquo escrevo tiesta data ao cnsul, de
S. SI. Britannica, acerca da inlimagffo que lie feita a
junta, a do inaudito allomado platicado no meio da
paz, e sem previa deiiaracfo de guerra, contra a es-
quadra da junta, e contra a divisfio nella embarcada.
F.mquauto nfo envi os protestos contra a violencia
que se tem fcito nagfio porlugueza, peco a V. S.
que receba corno protestos da junta os que dirigi
ao cnsul de S. si. Britannica, na parte em quelite
sfio applicaveis, nu certeza de que a Europa vera
com profundo sontimentoos proeedimentos arbitra-
rios e injuriosos havidos contra a nagfio portugueza,
cuja independencia, proclamada em 16*0, e depois
roconhecida por toda a Europa, acaba de ser inespe-
radamente ofTendida. Aproveilo esta occasifo para
renovara V. S. os protestos da mais alta considera-
cao e estima.
Porloe palacio da junta provisoria do governo su-
premo do reino, em .11 de maio de 1817. Illm
Sr. l). Bernardo Rodrigues Puentes, cnsul de S. M.
Catholica no Porto. Jos da Silva fastos.
{Do Nacional.)
hespaSha.
Recebemos jurnaes de Sledrid at 6 de maio,
No senado foi discutido e approvado o projecto
sobre o cbatiiatnento as armas de vinte e cinco mil
homens.
O Congresso reunio-se no dia 5; depois de se ter
dado ao expediente o competente destino, o presi-
dente do conccllio de ministros leu o seguinlc de-
creto:
Usando da faculdade que me concede o artigo
26 da constituirn, hci por bem resolver que se sus-
pndanlas sesses das cortes. Dadoent palacio, aos
5 de maio de 18*7. Itaiulia. I). Jos Pacheco.
Em consequencia, o nresidenle levantou logo a
sess.To. >
a II!-----
,riim citiare unir asiraecocsao partido moderado; e
mullos dcllcs, antes de publicada a suspensiio das
sesses do parlamento, ja annunciavam esta provi-
dencia, como auxiliar das negociages que se pre-
tendan! eutabolar com a opposigflo moderada.
Das provincias consta que as facgOcs reunidas
ile Trislany, Erles c oulros conseguiram sorpren-
der una columna de tropa; porm que foram se-
veramente castigadas. Todava parece que liouve
peda consideravel ile parle n piule, principalmente
na tropa sorprendida pelos facciosos.
{Diario do Governo de Lisboa)
KMlr-a*Krogan^iTHrai"yTi,^'an:Betifri"ifi7rTK', rr .' mi
"PER NAM BUCO.
_______ ____g
Tcndo-seo concelho recolhido k sala das confercn-Ja contar de 28 de junho ultimo, se completar o prazo
cias, volta pouco depois, respondendo : Ido 50 dias.
Ao i.' quesito. Ndo por unanimidade.
Ao 2. Nao
Ao 3." Nao
Ao 4." Nao
O Sr. Jui: Presidente, conformando-se com a deci-
sfodojury, lavra e proferea seguinle
SENTENQA.
Avistada decisflo do jury, absolvo o reo Antonio
Jos da Silva Lins docrinie ile que he aecusado ; e
pague a municipalidadn ascustas.
Sendo 2 horas da tarde, levanta-so a sessflo.
PUMO DE PEH\.11IIIUCI).
ntcn, 19 DE JU&HO DE 1847.
Brindaram-nos boje com um exemplar do /Vaco-
na/do Porto, do 1. de junho ultimo, e facultarant-
nosa Iciluradc urna carta escripia nessa cidade, a 6
do citado mez, por pessoa mui fidedigna.
Ito peridico deixamos copiado em outro lugar o
que de mais importante elle continha, isto he, o ar-
tigo em que a respectiva redacgflo, juntamente com
oulros fados, noticia o deter-se o conde das Antas
entregado como prisioneiroaochefo da esquadra in-
gleza, os actos olliciae que precedern! a essa en-
trega, c o protesto que, em nonio da junta rebelde,
se I he seguio.
Da carta couslava qucS.ildanha achava-se nos Car-
va Utos, queda referida cidade apenas distam duas
legoas ; o que a predita junta, ao passo que conlinua-
va a ostentar-se forte, nfo se dcscuidava de prepa-
raras tropas, que sob sitas banderas ntiltam, para
qualquer acollo em que, porventura, lenliam de em-
penhar-se.
3CI0.
Objectos que a repartido das obras publicas pre-
tende comprar.
Urna corrente com tres brabas; um cadeado; oto
taboas de costadinbo do amarello; seis canoas de
areia; dezalqueiresde cal pela; duzentos tijolos
dealvcnariagrossa; um barril com cimento; duas
echaduras grandes com aldrabas; oito pregos pro-
prios para cssas fechaduras; duzentos ditos caibraes;
um macho.
Aisos mailimos.
Para o Ass segu, prefixameno em o dia 3 de
agosto prximo o brigue brasileiro Sagitario: pa-
ra carga ou passagem trata-so noarmazcm ao la-
do da cadeia, n. 23.
Para o Rio-C.rande-do-Sul pretende sahir bre-
ve o brigue Austral, por ter o sou carregamento en-
gajado; pode, porm, receber alguns escravos A fre-
te, cassim lambcm passageiros: para estes a tratar
com ooaptflo, e para aquellos com Aitioriin Irntos,
na ra da Cadeia, n. 45.
Le loes.
Alfandega.
RENDIJIENTODO DIA 19.........
Descarregam hoje, 20.
(alera Sword-Fish mercadorias.
Itarca Julia idom.
Brigue l'elippe dem.
Brigue arkhill bacalho.
8:598,663
.MIWtTACAO'.
Ilarkhill, brigue ingloz, viudo de Terra-Nova, en-
trado no corrente mez, consignado a James Crabtrce
6; Companhia, manifestou o seguinto :
2,330 barricas com bacalho ; aos consignatarios.
Consulado.
REMH.MENTO DO D
(era i...........
Diversas provincias.
2:167,959
217,233
2:385,192
essRsnasa
.tfovimcnto
do furto.
Navios sahidos no dia 19.
Macelo e Babia ; brigue de guerra brasileiro Caliopc,
commandantc ocapilflo-tnenle Eliziario Antonio
dos Santos.
Una ; lliate brasileiro San-Jos-Glorioso, capitfo Sla-
noel David, carga varios gneros. Passageiros,
Joaquim deSouza Cunlia, Jofo Jos Barbosa.
IDITA h.
TIUBUNAL DO JUBY.
12. SESSAO KM 16 DE 1ULHO DE 18*7.
Presidencia do Sr. Dr. Gervasio Gonralvet da Silva.
Ao mcio-ilia, feita a chamada, verifica-sc estarc!
presentes 38 Srs. jurados.
O Sr. Jui' Presidente declara aborta asessfo.
Sfio apregoados os reos c testemunhas.
OSr. Juiz Presidente diz que se vai proceder ao
sorleiodo concelho que tem dejulgar o reo Antonio
Jos da Silva Lins, aecusado de uso de armas de-
fesas.
Sorleado o concelho com as formalidades da lei,
presta o juramento do cstylo.
O Sr. Juis Presidente faz ao reo o seguinle
* I NI I HHli.l I(111,11.
Juiz: Como se chama ?
Rio : Antonio Jos da Silva J.ins.
Juiz Em que lugar foi preso?
llo : .No engenho Floresta.
Juiz: Qual foi o motivo de sua prisfo?
Reo : Foi porque nos abrimos una porteira do
dito engenho.
Juiz. Km que lugar do engenho foi preso?
llo : Encostado as maltas.
Juiz: Quando foi preso, nao lhc foram tomadas
algumas armas?
Rio : Tinha um jogo de pistolas o meu compa-
nheiro.
Juiz: K urna faca ?
Rio : Senhor, nao; nfo tinha faca.
Chegado a este ponto, o interrogatorio he dado por
lindo; c passa-se leitura das pechas do processo, e
as alh-gagOcs pro e contra o reo.
OSr. Juiz Presidente, terminadas essas allcgages,
faz orelalorio da causa, e entrega ao presidente do
concelho os seguintes
QUESITOS.
! O reo Anlonio Jos da Silva Lins praticou ofac-
to de ter usado de urna faca de pona ?
2. Existem a favonio to circumstancas allcnu-
antes ?
3.' 0 reo Anlonio Jos da Silva Lins praticou o
facto de ter usado de um par de pistolas?
4. Existem a favor do reo crcutustaucias attenu-
antes ?
A cmara municipal da cidade de Olinda c seu termo,
em rirtude da lei, etc.
Faz saber a todos iis MUS inunicpes, que o Exm.
Sr. presidente da provincia, em viilude do impe-
rial aviso de 17 de junho prximo passado, tem de-
signado o dia 19 de sclcinbro prximo futuro para a
eleigfo primaria para dous senadores por esta pro-
vincia, para prceiicherein as vagas deixadas pelo
concelheiro Antonio Carlos Rlboiro de Andrade Ha-
chado e Silva e o coronel Jos Carlos Slairink da Sil-
va Ferrflo ; eo dia 19 de oulubro suhscquenle pan
a rcunifio dos collcgios eleitoraes para a eleigfo se-
cundaria. E para constar se passou o presente que
ser alxado nos lugares pblicos do costumo, e na
pnrla principal de cada una das matrzes (leste mu-
nicipio, e das capellas curadas que Ibes silo annexas
Cidade de Olinda, 17 de julho de 18*7. Jos Joa-
quim de Almcida Guedes, presidente. Joo Paulo
Ferreira, secretario.
UtiHaracoes.
0arsenal de guerra compra, para a companhia
dos aprendizes menores, tres covados eduas tercas
de panno azul; quinhentOS equalor/.e covados d
ganga azul ; cento o cinco covados de brm liso ; o
seisecntose setenta e cinco covados de riscado ame-
ricano : quem ditos gneros quizer fornecer manda-
r sua proposla em carta fechada, e as amostras
directora do mesmo arsenal at o dia 22 do corren-
te mez. Arsenal de guerra, 19 do julho de 18*7.
Joao Ricardo da Silva.
0 fiscal da fregiteza de San-Jos, aulorisado
pela cmara municipal desta cidade, contrata oen-
terramento de cadveres de mendigos, apparecidos
em lugares de sua jurrsdicciio,^com o administrador
de alguin templo da inesmb freguezia, ou da de San-
to-Antonio, que por menos o (izer : quem o quzcr,
dirija-se a casa do annunciante, na ra Augusta, nu-
mero 19.
Xrrematafdo a effectuar-se na thesouraria das rendas
provinciaes no dia 11 de agosto prximo futuro.
A illiimiiiicfici a gaz das cidades do Bccife e Olin-
da, na forma do artigo 3.' da lei provincial n. 191, de
30 de margo de 1847.
Cadeiras vagas deprimeiras Ultras.
A de Caruar, cujo concurso lera lugar logo que, iMillochau, no Aterro-da-lloa-Vista, n. 1.
Olcilfio doquejos, anttunciado para o dia 15, na
travessa da Sladre-de-Dcos, n. 9, ficou transferido
para quarla-feira, 21 do corrente, na porta do arma-
zn! doSr. Dias Ferreira, no caes da Alfandega.
Gcorge liumell, capito da barca ugleza cA/-
les, legalmentc condemnada ueste porto, far leilflo,
em presenca do Illm. Sr. cnsul de S.M. B., porcou-
ta e risco de quem pertencer, e porintcrven^lo do
correlor Olivcira, do casco da dita barca (o qual p-
denlo os prelendentes examinar com antecedencia
no lugar onde seacha Tundeado}, dos seus botes,
mastreacao, cordoalha, veame, e todos os mais per-
lences, inclusive os mantimontos : quinta-feira, 22
do corrente, s 10 horas da manhfia, no armazem em
que leve prensa oSr. Manoel Ignacio, no Forte-do-
Slattos.
mam'Maammmmtm- ijwwesgggaswagMHB
Avisos diversos.
Sluito Reverendo Sr. Padre Mestro Fr. Jo.lo de S.
1. P. Como V. Revcrendissima nlo se dignou u-
sar para commigo da caridade, quolhc suppliquei,
de responder-me s pergunlas que V. Bnveren-
dissima liz nos Diarios de Perhambuco ns. 142 e 147,
de 30 de junho lindo 6 de julho corrente, deixan-
do-mc licar com a minlia consciencia agitilhoada de
remorsos; ou, quo nfio desejo intibiar a minha devo-
cffo, vendo que o Hdalo uo mo podia satisfazer,
nfio s porque prometlia cousas de rir e ciorar ao
mesmo lempo, como porque devia estar agora muito
perseguido do sineiro, dirigi-ino a um Reverendo
Sacerdote, homem respeitavel por suas ciias, e que
me disseram ser enlendido em materias eclesisti-
cas e litteralo; e, consultando-o a respeito das mi-
tilias perguutas, elle me fez urna exposicilo lo or-
thodoxa, e em pbrases tao.cJafrS C tifo persuasivas e
convcnieritcSj-que peCo licenca a V. Reverendissi-
para Ih'a repetir, para que V. Reverendissima
pense sobre a doutrina que conlm, c faga a applica-
?io conveniente para bem de V. Reverendissima e
dos novos lilhos do Carmello, quo cu muito desejo
Ver elevados perfeiQflo que da vida claustral deve
resultar. Pissc-me o Reverendo Sacerdote:
Oeslado religioso, considerado em seu verdadeiro
ponto de vista, nilo pode fazer senfo milita honra
religiflo que inspira sentimentos tao nobres, tilo ele-
vados alm da biimanidade, o conduz a um genero
de vida lio perfeita. Como qur quo elle seja com-
posto de um grande numero dj sociedades particu-
lares, todas, mo obstante a diversidadt! das instituir
(fies, fazem una profissfio solemne de renunciar o
mundo, c a todos os bens sensiveis o pereciveis,
para nfo viverem mais senfo para Dcos, o tifio so
oceuparem senao das cousas eternas. Pouco conten-
tes da simples observacHo dos prercitos do Evangc-
lho, os religiosos se fazem urna lei das mesmas cou-
sas que nao passam de conselho e de pcrfeicOo. Por
isso as ordens religiosas, a medida que se foram es-
tabelecendo na igreja, foram sendo acolhdas pelos
soberanos o as repblicas chrislfas com o maior
empenho. Os instituidores orimi santos, e seus
primeiros discpulos perfeitos religiosos, c nfio
lie senfo a este titulo, que ellas teem obtido a pro-
tecQao dos poderes temporal e espiritual; porquan-
to nfo ha sido pelo nomc, tem pelo habito, que se
Mies teem accordado essa protccQfo; porm pelos es-
tatutos taes como foram propostos em sua origem; e
aquellos religiosos que teem degenerado do fervor
ilcssa primitiva instituido devem tanto mais ser
censurados, quanto he una especio do viola^fio pu-
blica da promessd que lizerain a Dcos pela proflssflo
da regra, a que os distingue; igreja, que tem appro-
vado essa regia, ca tem autrisado, c nflo as teem
adoptado no numero dos corpas religiosos senfo a
favor e sob o imperio dessa regra; eitifim aos sobo-
ranos, que nflo os tccni recebido em seus estados
senfo sob a qualidade de religiosos subjeilos a essa
icgra particular, c s constituices que a acompa-
uliam. Daqui se segu que se lites faz o maior
servigo quando se modestamente eensuran, e desta
arle dispertam aos deveres e vida da pureza do seu
primeiro instituto, para assim setornarem mais dig-
nos da prolecc,So dasleisesses corpos tfio respeita-
veis de sua naturza, tflo gloriosus religiflo, tfio
vnntajosos niesnio na ordem da polica temporal,
Jielos servicos que fazem socedade, os exemplos
e virtude, i|iie lhc devem dar, a eflicacta de suas
presses, o mrito do suas boas obras, o a manuten-
gflo da f c dos bous coslumes.
O estado religioso he um genero de vida eslavcl o
permanente, approvado pela igreja, o pelo qual um
christflo pronietle tendercontinuaniento perfeigflo
pela observacao dos votos solemnes do caslidade,
pobreza e obediencia: estes Ires votos sfio da essen-
cia de toda a ordem religiosa: votos tflo solemnes
e tfio importantes mereciam bem ser precedidos por
um lempo de provag o de noviciado, e li deste^ot-
juctoquecm primeiro lugar so deve cuidar.
Slais cousas me disse o Reverendo Sacerdote, que
muito me compenctraram; mas esta minha carta vai
sendo ja eslenca, c cu nfo desejo enfadar a V. Rove-
rendissima, sendo por isso que Ihe pego licenga para
tornar outra vez a entrcte-lo com a repetgflo do que
me recordar que me disse o boui Sacerdote, porquo
espero que V. Reverendissima nao dcsaprovar.
Dos iunlia V. Reverendissima em sua santa
guarda. HcdcV. Reverendissima, muito reverente
criado. O Devoto.
- Precisa-sede costureiras em casa de madama
Jos Rodrigues de Arau-
jo Porto niiidou o seu estabe.
Iccimeuto c residencia,da casa
n. 50, da ra da Cadea-Ve.
iba nata a de n. 55 da mes>
uta ra.
Consciencia.
Ao Sr. que ha pouco mais de um mez compro,,
duas saccas com caf no armazem do Sr. f i
Ferreira, vendidas por o Sr. Joaquim Jos de Seijas
acontecendo que o caixeirodo dito armazem ilei'
xassede Ibes dar sahida, roga-so tenba a bondade
dse aecusar a elle caixeiro; que, alm da cons-
ciencia dello comprador ficar tranquilla, lcar-lhc-
ha o dito caixeiro agradecido.
Na loja do barbeito da praga da Independenria
n. 36, vendem-so o alugam-se bichas, das melhorcs
que existem nesta provincia, e por menos prc^onn.
em outra qualquer parte: e bem assim vilo por-soas
mesmas lidias a prego commodo; tiram-se, pem-
see chumbam-sedentcscom a mclhor perfeigflo
O Sr. Joflo de Andrade Lopes declaro a 8Ul
moradia, para ser procurado a negocio do seu nie-
resse.
Roga-so a qualquer pessoa, principalmente aos
Srs. sapateiros, sitrradores, etc., ou a quem frem
offerecidos70a 80 courinhos de cabra, em molhosdc
5 ou mesmo avulsos, cujas capas de fra teem amares
2 de tinta, e 2 meios de sola, sondo um sem marca e
outro com a marca S, o favor do os apprehender por
serem furtados, de 18 para 19 do corrente, do arma-
zem n. 22, da ra do Trapiche: e quem deste rouho
der noticia, se lho daA de gratilicagflo a fazenda quo
roubaram, ouo valor dclla, pois s se deseja saber
quem he o ladrflo; para oque poderfo dar parte na
ra dos Tanoeiros, armazem n. 1.
Precisa-so 3e um menino quequeira aprender
o oflicio de latueiro ou funileiro : na ra das Cruzej
do Santo-Antonio, n. 33.
D. Maria Joaquina Slartins embarca paraoCea-
r o seu escravo, de nomc Alexandre, de nagHo Re-
bollo.
O abaixo assignado tem a responder anSr. Jo-
s Francisco de Souza, ou antes aos Srs. Dupcrroni
Companhia, com a ullima phrase do seu annuncio,
isto he : os freguezes estilo alii, elles que fallcm,
e avaliem qual dos dous fabricantes merece maiscrc-
dito ,alllrmandoao mesmo lempo que nflo toma-
r mais lempo ao publico com respostas aos mesmos
senhores. Frederico Chaves.
X) abaixo assignado, -juiz de direlo da comarca
do Brejo-d'Ara, roga pessoa que tem demorado
em seu poder o seu escravo Albino, pardo, sapalei-
ro e cozinheiro, quo fugio no dia 15 de junho pr-
ximo passado (como se annunciou no Diario de 18,
28 e 30) para procurar oulro senhor, que apparefa
quanto antes para ajustar; e caso o nflo queiracom-
prar, haja de o mandar entregar na ra do Jardim,
casa n. 43. Previne os mescres" e oIRciacs sapatei-
ros. sssim como tambetn s pessoas que teem solici-
lado cozinheiro, que nflo o admittam a trabalharoc-
cultamente, como consta ter elle procurado, occul-
tando ser escravo ; antes o agam conduzr logo, o
entregar ao annunciante quo recompensar genero-
samente. Antonio Joaquim da Albuquerque Mello.
Precisa-se alugar um ou dous pretos quesai-
bam trabal liar cm padaria, ou mesmo nfo sabendo :
paga-se bem no palco da Santa-Cruz, padaria n. 6.
-- Aluga-se o segundo andar da casa n. 3*, da I
ra do Trapiche, com bastantes commodos, eumi
excellente vista para o mar, varanda do ferro nal
frente e parto detrs : quem pretender dirija-se aol
armazem da mesma casa.
No dia 17 do corrente furtaram urna casaca,
nova, de panno fino verde-escuro ; unta caiga de ca-
simira franceza, de lislras ; um colletc de setim prc-1
lo, c oulras pegas de roupa de menos valor : da-sea
gratficagflo de 10,000 rs. a quem tiestos tros das
descobrr o furto, ecaso j esteja empenhado ou
vendido far-se-ha o resgate ou restttuigao depreco,
na ra Direila, n. 2, primeiro andar.
0 primeiro secretario da sociedadPhilo-lcrn-
sichore avisa aos socios em geral, que hoje, !0, h>
sessfloda mesma socedade as 6 e 1/2 horas da larde.
Oflerece-scuma croulapara ama de Icite: na
ra de San-Francisco, n. *6.
-- Desde odia 12 do corrente que se pagama
cautelas da casa da Fortuna, na botica do Livraincn-
to, n. 22, por se adiar molesto o proprielario.
Aluga-se, por prego commodo, una iiisiilf'-
rea, sla na ra Augusta, sem reparlimeuto, propm
para tenda de inarcenero, qu cocheua, por ter pora
a fallar com I.uiz Jos Slarques, na n
larga
Rango
prcta.
aonde tambetn vende una porgao
decil
Di: O capitfo I. de Souza. da barca franceza Jutle, w
da arribada da California paraagoae mantin^i
para seguir viagem para o Havre-de-Crace, prcci.'i
mar a risco, BObre o casco, apparelhos e cit('S*lllc
to da dita barca, a quanta de dous con tos de rn
pouco mais ou menos, para supprir as dcspczasio
nislro c salvamento do referido navio, e0"IK'1
tiesta barra. Os prclendenles farflo favor do (iirigi
se ao consulado de I/ranga, no dia quarta-rena.
do corrente, as 11 horas da matthfla, para scr
contratado com quem lizer a proposta mais
lente. u
--OSr. Joao da Silva tem una carta na roa
Crespo n. 11, viuda do Ccar remettida |">'
seu filho que existe naquella provincia.
Frederico Chaves, com fabrica de licores-
aaitdo-lhcqu'
caixeiro do Sr. E Dupern, para mclhor vender
----i i i k i i n ii \ .ii.i .-*, wii lomiv -
Atcrro-da-lioa-Vista n. 17, conslatido-lheq^
II
I i con
com nomc"
res da fabrica do dito Sr., secoiue c-..
dito Chaves, dizendoser seu caixeiro, e os
de sua fabrica por terem est.-s melhor ''%;
declara aos seus freguezes o mais pessoas qu
queiram fazer a honra de gastar dos s?usl' ^j
espritos, chocolateechaiopcs, que a nica i*
incumbida para clleiluar as vendas dos tn ^
objectos cima declarados fra do sua aMIc i
o Sr Antonio Percira Vellozo com quem u
rao entender. mU
- Precisa-se do um rapaz porluguez pa 0
conta dentina venda por balanco.ou IH, 8|.
dando-se-lhe sociedade : na ra do Rangel, ((
JofloJos do Carvalho Sloracs, agente,
praga, do contrato do tabaco do remo de |0llbnJ.
participa ao respeitavel, publico que pelo uiui je
vio chagado de Lisboa recebeu ordem '"^^
contrato parado hoje em diante poder vciiuxr
talhoo rap princeza de Lisboa a 3,20U r. .
bote, o em caixas a 3,000 rs. a dinhetro a >
bem como declara que nao troca rape a pe-
gutna por outro motivo que nflo seja mofauo.
I
+



OTBBA DO THEATRO.
A os 3 e6:00OO0Ors.
mcressivo augmonto, que va temi a venda
\bj|hetes deU lotera, habilita o respectivo the-
0...,
nara assegurar que as roilas da 2.' parte da
"""Sw-w andarSo imprelorivelmente no dia 30 do
'"'' nio- o para que mais se aceelere esto acto, roga
amadores deste jogo que concorram a comprar
,0 todos bilhetes que existem, e que estilo a venda
"vinares do costume.
noslugare 0 j.iDADOR N. 197,
iutios artigos de interesse, contm resposta
Hisfactoria ao Sr. senador pelo Maranhao, Costa
Ferreira.
ATTENCAO' .'!
ma pesa que sabe bem 1er, escrever e con-
. seoff.'rcco para caixeirodc escnpturacHo ou
iirincasdealguma casa nacional, ou estrangei-
sto ter ja bastante pratica para qualquer urna
^mencionadas cousas. Todos aquelles senhores
! ociantes que se quizerem utilisar dos servicos
I ,anunciante annunciem suas moradas para se-
rados. O annunciante declara que lem
nesta praca para afianzar a sua
rein procun
pessoa idnea
COIIlD-s dinheiro a premio com penhores mesmo
m'npiiueiiasquantias : na ra do Rangel n. 11.
O abaixo assignado, tanto por desejar mudar a
residencia para esU praca, como mesmo porque
'losa de dinheiro para saldar contasa seus erado-
vende por todo odinheiro, duascazmhas com
ffriveiscmmodos, a un pequeo sitio a margem
3nroCDbribo: a tratar noMonteiro, com o mos-
,o abaixo assignado. -- iodo da Cunha Rt.
O abaixo assignado, com cstabelccimento no
unteiro ha bastantes anuos, sempre tem cumprido
l as tratos at boje, para o quo desala a quem d.s-
scr o contrario; porm acontece de presento que,
Lia contratado vender o dilo ostabelccimento,
I habido parte da quantia por que o liavia ven-
ala e com esta quantia e mais alguns recursos
Minorado oulro eslabelccimenlo dentro desta praca,
inotcnha podido realisar o primeiro, nem concluir
o'sccundo, cm consequencia do Ilustre proprietano
Lir obstculos ao traspassoda casa, tendo muito om
antesannuido as duas partes contratantes, e alcm de
conheceros prejuizos que o abaixo assignado tem
as bemfcilorias que fez, no valor de quatrocentos
c tantos mil ris, que nada disto lho ora levado em
conta equeoabaixo assignado de commum aecordo
eedia: perianto julga do scu rigoroso dever azer sci-
cnte ao respeitavel publico, para que em tempo al-
Lum se faga mojulzo, caso acontega alguma cousa
filha do circumstancias imprevistas.
Joo da Cunha Ret.
mulher
ro
pre
cbi
to
sem dilferenca
cas
da ra da Uniilo.
Jos Gomes Villar e sua
Jacintha Mara de Abreu,abaixo asigna-
dos, declaram que de commum aecordo
jfizerain a sociedade, por escriptura, com
Gaspar Antonio Viira GuimarScs, na lo-
[ja de fazendas, na ra do Queimado n. i ;
le se he preciso de novo ratifican! a di-
ta csciiptura e sociedade, para ter lodo o
cumplimento e valia, sem que em tempo
alguni se Ibc possam applicar os annun-
I cios que teem sabido.
Hecie, i5 de jiilho de 1847-
Jos Gomes Filiar.
Jacintha Maa de Abreu.
-- l'recisa-sc de umeaixeiro para venda, menor
I de 16 anuos, com pratica, ou sem ella: na ruada
S.-Cruz, n. 36.
NO .lia 30 dojunho prximo passado, desappa- PJJ5" V?
recen da eainboa do Sr. Miguel Carneiro urna canoa I
iberia, que por motivos da ebeia all se lluvia amar-
rado para se mandar retirar nodia seguinte, porem,
ndo-se procurar nlo se acbou mais, pelo quo se sup-
pfle ter arrebentado a amarragn. Esta canoa tem
no (rilo da segunda caverna da proa uin gato de fer-
ro atracando una racbadurado encolamento; tem no
banco do mcio um pedaco da corronte fechado com
cajeado; lie'um pouco compriil eestreita, e as to-
boag da falca ifiO um pouco declinadas para fora.
Ouem della tiver noticiase quizer dar parto a sen do-
no, dirija-se a ra dos Quarteis da polica, n. 18, quo
tora una gnililicagfio pelo sen trabalho.
Exislem na ra do Calinga toja n. 6 .tres
cartas para serem entregues.uma aoSr. Joo do llego
Uarros, cx-capilo do corpo de polica outra ao
I Sr. Antonio Jacnlbo Cavalcanti l'essoa e outra ao
.Sr. Francisco Jos l'creira professor de prnieiras
lellras de S.-Aniaro-Jalioalfo.
Desappareceram. desde domingo, ti do cor-
rcnlc dous capados j crescidos ambos com o ca-
bo corlado : um delles tem urna nialha branca ate a
barrica e O oulro lodo prelo com una nulo bran-
ca : julga-sc terem sido furtados : quem delles sou-
ber dirija-se a ra da l'raia armazcm n. 35, que se-
r recompensado.
-Aluga-se um primeiro e um segundo andar, com
commodos para familia, cm Fra-de-l'ortas, por
cima da primeira venda : a tratar na mesma venda.
Offerece-sc urna crioula para ama de leite: as
Cinco-Pontas, n. 16.
Na casa de modas francezas, no Aterro-da-
Uoa-Vista n. 1 primeiro andar, recebeu-se pelo
navio Ceiar um lindo sortimento de modas, como
sejam : chapeos e toucados para senhora ; vestidos
de casamento baile c passeio ; mantas o lencos de
parca, de milito ricas cores; chales; tarlatanas;
creps; ricas e boas sedas para chapeo de senhora;
collarinhos ; camisinhas; cabegiVs ; gunnpes e boc-
hados ; bicos de blonde muito largos ; um escol l-
menlo rico de litas e flores as mais em moda em I a-
i is; chapeos do palha; luvas ; bicos ; verdaderas
rendas ; trancas c franjas ; lencos de aillo i **>
as anal dedes ; e outros muitos objeclos de toilette
dassenhoras. Madama Millochau lluessard conti-
nua sempre a azer chapeo, .vestidos toncas, etc.,
or prego commodo e da ultima moda.
P !fondo-se ausentado o Africano Juvenc.o quo
representa25 annos, de estatura batoi, *"
regular olhos afumacados sobrancelbas fechadas,
Precisa-se de um feitor que saiba tratar de hor-
taliza pomar e nchortar : no Aterro-da-Boa-Vis-
la,n.43.
Precisa-se de um caixeiro portuguez de 10 a
1* annos que saiba ler e escrever para fra da
praca : quem se adiar nestas circumstancias di-
rija-se a ra da Cruz, n. 52.
Furtaram, da ra de S.-Francisco, palacete no-
vo urna massaneta de latSo do corrompo da esca-
da : quem aachar, ou della der noticia no mesmo
palacete ser generosamente recompensado.
Na noitedel3para!4 do correnle jullio des-
appareccu da estribara do sobrado junto ao colle-
legio S.-Antonio um cavallo rodado, inteiro e
em boas carnes. Pertenco a Bernardino Freir do
Figueiredo Abreu e Castro.
AVISO PARA AS l'ESSOAS QUE TENCIONAM SEGUIR
VIAGEM.
Na ra do Rangel, sobrado n. 9, tiram-se passa-
portespara dentro e fra do imperio, despacha m-so
oscravos e correm-so folhas: ludo com muita bre-
vidado e por prec,o muito o muito commodo.
-- Na travessa da Bomba, n. 3, ha urna mulher
queso olerece para amado casa do homem soltei-
ro, ou de pouca familia. Na mesma casa lava-sc e
engomma-se com pcrfeigio.
Precisa-se de una ama para casa de pouca fa-
milia : na ra do Cabug toja de ourives n. 9.
Aluga-sc urna grande casa terrea, na
ra Augusta com bous commodos, para
grande familia, pelo preco de dez mil ris;
a fallar com A. da C. S. G., na ra do
Crespo, n. i5.
Aluga-s%o segundo andar do sobrado da ra
Imperial n. 67, com muito bous commodos, pintado
do novo : na ra Nova, n. 42, a fallar com Dellino
Congalvcs l'creira l.ima.
Para que nlo se tome por illusao a descubcrla
pela qual tornam as agoas para seu deposito como
j annunciado foi pelo Diario de l'ernambuco em o
mez prximo passado, tem deliberado o annun-
ciante convocar aosSrs. do engenlio que essa ne-
cessidade tenham a assignarem por" esto Diario ,
ou por.viadeseuscorrcspondentes.seus nomes, en-
genho e lugar, para a. vista do numero dos preten-
dentespodero annunciante ir tratare ver as locali-
dades o depois de tudo visto e examinado concordar
com quanto poder cada Sr. engenhn entrar para a
caixa, da qual ficar encarregado um Sr. de engeiiho
que o annunciante indicar; certos de que o annun-
ciante iio quer pagamento algum se nao pozer em
pratica.
Alugam-se tres casas terreas, no
l'eixoto, pelo preco de cinco
cada urna : a fallar na ra do
* com A. da C. S. G.
Erna noite do dia 13 do corrento julbo, desap-
pareceu do quintal da casa do coronel Francisco Jo-
s da Costa, em o Aterro-da-Boa-Vista, um cavallo
com os seguintes signaos ruco pombo capado,
camhito das pernas, com esta marca -- G --no quar-
lo direito: quem do mesmo tiver noticia, leve a ra
da Aurora, n. 60, primeiro andar, que ser recom-
pensado.
Precisa-se de 1:500.1 rs. a premio de um e meio
por cento ao me/., com seguranza em 3 casas ter-
reas feitas a moderna : quem quizer dar annuncie.
- Aluga-se um grande soto,
com muitos commodos e muito
fresco em boa ra : a tratar na
esquina do Livramento loj.i de
6 portas.
O distribuidor dcste Diario na cidade de (Hui-
da faz publico que elle se encarregji da entrega de
cartas, papis o pequeas encommendas para a mes-
ma cidade, mediante una pequea gratiheacao, a-
lem das cartas serem franqueadas; imcumbe-se de
tirar provisoes para oratorio, conlissilo e qualquer
oulras; de obter despachos das autoridades da mesma
cidade c tirar cerlidOos do qualquer reparticito ; as-
sim como de conduzir papis de importancia : elle
parlir todos os dias das G as 7 horas da manhfia.eno
dia secuinte s mesmas horas dar solucflo do que
Ihe
lisa
for encarregado.As pessoas, que se quizerem uti-
r de scu prestmo, dirijam-se, no ecifo a praca
da Independencia, livraria ns. 6 o 8, a qualquer hora
do dia, o em Olinda, na sua residencia, ra do Am-
paro. .. .
Jos Gomes Villar, negociante nesta cidado,
fazscienteao respeitavel publico desta mesma ci-
dade, que, tendo feito sociedade commercial, por
seis anuos de lempo, com Gaspar Antonio Mena
Guimariles em urna loja .le fazenda, sita na ra OO
Queimado, ajustando o dito "Villar do ser manobrado
o dito negocio nelo dilo Gaspar, e ser este o nico
Armante, dcbaixo da (Irma de Gaspar Antonio Vioira
(iumanles & C. ; tendo o dito Villar dado para a
dita sociedade a quantia de dczaseis enntos de res,
dcbaixo da condigno de, no caso de smistro a respeilo
do dito negocio, nlo ser o dilo Villar rcsponsavel
para com os credores do mesmo negocio, com mais
do que aquella quantia de dezaseis contos de rea,
com que entrou para o mesmo negocio; e outro sim
declara o dito Villar, que mo podera tirar do dito
negocio, mediante o lempo da referida sociedade,
acnfloa quantia de duzentos mil res mensalnicnte
para .lespezas do sua casa; o que tudo consta de una
escriptura publica que ambos os socios lizcram,
i:>,
becco do
mil ris
Crespo, n.
Francisco Pinto da Costa
Lima, alfaiate, morador na
ra larga do Rozario, n. "40, precisa de ofllciaes de
seu cilicio e costureiras: tem para vender pannos
pretos, azues e verdes; bons brins, ve ludo e cha-
malote; bolOesdeossopretoe .raneo; l.nhadecai-
retel, de cabeca preta e branca; hollandas para forros
ealgumas obras feitas. .
-Manuel Ignacio da Silva Te.xeira., compadai.a
na S. Cruz, junto ao sobrado da esquina da ra \o-
"ha.com a frente para a ra do Sebo, continua-
damente tem a venda alm de excel ente P3o .bo-
lacha do difirante, tamanhoa e ^0v^,^o-
prodestesestabelecimentos; urna nova "*
Llachinha de agoa e sal, de 20 e majm lifcM,
o pela recommendacao que
escriptura pul
exarada, em um do correte mez, no
tabclliao Francisco de Sales da Costa Monteiro, n
ra dasCruzes. .
__Hoie 20 do correnle mez do julho, as on-
horas da manhfla o engenheiro MILET pretende
abrir sua aula de CIIYMICA. As licoes terao lugar
as mesmas horas, tas tercas, quintas o sabbados de
cada semana.
-Vendcm-secanaslrascom albos, "^^^
chegadas, por prego commodo : na ra do Vigariu,
armazcm n. II. n._
- Vendem-se escravos muito bons, proprios, pa
raengenlio, por seren a issoacostumados, son.o
quasi todos canoeiros o um oleiro de lema nB
canoa para familia ; duas crnicas urna do carregar
pipas e outra para lijlos tendo ambas os seus
pertences : na ra das Agoas-Nerdos, n. 60.
Vendo-so por scu dono no poder razer ai-
guns concertos o sobrado do 3 andares da rua.uu
Amorim n. 29 com armazeui o undos para a ra
da Mocd : o prego convidar ao comprador I na ra
da Assumpcfio muro da l'enha n. 56.
-Na loja da ra do Queimado, n. 30, do Joso
Joaquim de Novaes alm ito sortimento ja annun-
ciado de obras feitas o fazendas ha chapeos da ul-
tima moda chegados ltimamente de Franga ; mul-
to boas casimiras ; chapeos do Clnli minio linos ;
caixasde perfumarlas surtidas muito proprias pa-
ra toucador do senhora pelo barato prego de 5,000
rs.; longos de cassa para inflo de senhora e pescogo
de homem; muitos bous corles do chita
Vcndem-sc milito baratos, na loja n. 4, ao pe do
arco de Santo-Antonio, cortes para collete de gor-
urSo, de seda e de velludo, de todas as cores o do
muito bom gosto; asslm como superiores pannos pa-
ra mesa, de gosto chine/, tanihein ha um sortimento
de casimira elstica, de gosto moderno.
Vende-se um sobrado de um an-
dar e solio, na ra do Hospicio, junto ;i
venda do LeSo de (Juro, feita ha tres an-
nos, construida das melhores madeiras;
tendo porta larga para carro, elegante en-
trada, una rica sala forrada de lindo
papel, toda dourada, e lodos os mais
commodos, com asseio, ecom bonita vista,
tanto pela frente como pelo fundo; tendo
cen palmos de fundo, c trinla e sele de
frente, quintal de cenlo c vinte palmos;
tendo um grande parreiial, cacimba com
muito boa agoa de beber, estribara, e
mais airanjos. Este predio est livre c
desembaracado: yende-se por seu dono
tencionar ir para Portugal: a tratar com o
proprietario na mesma casa.
Ilebrard, com botiqium francez na ra Nova,
n. 69, lema honra de avisar que pelos ltimos na-
vios cliegarani-lhe de Franga salchichoes; um sorti-
mento do conservas, como ervilhas, sardiuhas, fructas
i oiitras; vinhosde llonleaux.em quartolase garra-
'r.
* .
v
i
a continuar a esmerar-se em ter sem-
e cousa "ap.Z de se apresenlar em mesa para ca J,
,e naradoentes, sempre faquinha e >>"
dos os dias, apezarde poder-so conservar mc/.os
ilguma
_.r eisTe deV. criado e de duas criadas, para
sade familia: a tratarla ra Formosa esquina
FUNDICAO
n'AVn-'
Compras.
- Compra-se um preto de 16 a 20 anuos, com ofTi-
cio ou sem elle, de. bonita gura sem vicio nem
achaques ; paga-se bom : na ra das l.arange.ras ,
n. 29, casa das aferigOes.
- ompram-se os Mystenos de Londres : quem ti-
ver annuncio.
Compra-so urna preta de nagilo que-soja mo-
ca de boa conducta e saiba fazer com pcrfoigHo
todos os doces massas ; quem tiver annuncie.
Compra-se papel para embrulho ( diarios) : na
S.-Cruz padariade urna so porta o na travessa da
Madrc-de-Deos n. 13. .
Compra-se una eserava que sai ha cozmliar, cn-
gommar, lavare fazer o mais arranjo do una casa :
na CamhOB-do-Carmo, venda, n. 46.
Compra-so umatipoianova,ou om bom esta-
do : na ruado Calinga n. 3.
.. (ompra-se diariamente caada o meia.de
leite naa-se logo na occasiilo de se receber o loto:
na ra larga do Hozarlo, n. 34, botiqun) da Cova-
'^-'compra-seo n. 188 do Lidador : na ra de S.-
Francisco, antigamente Mundo-Novo, n. 86, pri-
meiro andar.
Conipram-se os Marios de l'ernambuco, do mez
de ulho de 1836 e todos os deste anuo bom como
os dos anteriores: na praca da independencia, I
vraria ns. 6 e 8.
Vendas.
as: st. Julien e Rossillon om caixas; moscatel de lli-
es-altes; cognac muilo vclho; verdadeiro marea-
ra
kinsdeZara;Vbsintho de Suissa; uzeito lino de S,
Plagnol do Marselba; agoa de flor de laranja. No
mesmo estabeleciment ha um deposito de choco-
.ate de MaranhSo; dito desaude, edebaunllha:ludo
se vende por prego commodo.
Vende-sc urna padaria
no Recife, que est bem afre-
guezada: a tratar no Recife,
na ra da Cadeia, n. 0.
__Vende-so um molequc pega, da 20 annos que
he ganhadorde ra sem vicios nem achaques : ao
comprador so dir o motivo da venda: na ruadas Mo-
res ii. 11, ou na ra do l IHPERI.IL
DE A PE l'IMl
rr
FlBHK'l
NACIONAL
^rm.j
A grande exlraccdo que tem lido esto rape depois
que foi exposlo a venda he prova ...contestavel do
DOm acolh.IT.entO que tem merecido. O nico de-
u. i i c a
psito he na ra do Trapiche ii. ', ;;-
vendo-se as lojas dosSra J. J. de tarvalhoMoraes,
de
C.arvalho Cu-
na ra da Ca-
C. STARH & (. proprietario; deste
So ortimeiuo de Jonda. de todos os Um.nT.0.,
fabricadas em suas ofllcmas, tndo,JrtMtO, a
fortidfio, solidez, boa construegao e BrihoM
tos.v-.uoa pratica de longos anuos tem mostrado
srem necessarios 0 que as obra, de carregagno
olTerccidas aqu com tanto e.npenho ,
aeha. Possuindo osannunciantes para apeifeigoar
as suas obras os apparelhos mais modernos ci com-
pletos que a scicncia vai mdroduzuido, nada deixam
a desejar ; e tendo adquirido com grandes despezas
um crescdo e indispensavel numero de ollicaesi pe-
ritos as suas profissOes, c cscolhidos de entre os
me.)res da Europa acham-se verdaderamente
habilitado, para oflrecerem com perfe.ta> conhan-
ga aos Snrs. de engenho a grande vantagor, do po-
uercm sem receio apromptar qualquer obia com
Juellas brevid-deepontu.lid.de ^o .ml.spen a
veis aos seus importantes intercsses Nel. r-bricj
lambem fazem-se rodas d'.go. todas de ferio
moendas machinas do vapor o toda htUdtdi
de maehinismo por maior ou mais d.Hicil que so-
ja Advertindo-se que todas as obras sSo garanti-
das, offerocciido desta maneira a mais ampia se-
forro
varas
A. F. l'iutoK lrinao \. 11 Vea
iba & Amorim Pontea & Sampaio
deiadoRecife;A.D. doOliveir. R??o. na ra
Madre-de-Dcos Campos* Almoida, na i
Queimado; T. A. Fonseca, llmbelino
de Carvallio, na ruado Cabuga
da
do
Maximin,
C. c. Breckomfeldo
VENDE-SE, A SF.TE VtNTENS A VARA,
madapoln limpo e muito forte proprio para
0 roupa de meninos, toalhas ; e pegas com 20
a 8,500 rs. : na ra estrella do Itozano n. 10, CC-Ven'dem-se 250 oitavas de prata sem feilio : no t
caes do Collegio loja do Francisco Congalvcs.
~- Vende-so un negro de idade de 36 anuos, mili-
to sadio, proprio para sorvigode campo; una mula-
ta de bonita ligura, propr.a para todo o servioo de
casa, na ra da Cadeia do Recife, loja de Joo da
Cunta Magalhiles. .
- Vcndem-se os verdacleiros
da
praca da Independencia ; Caotano L Ferreira Tho-
na/l'. M. Estima, e Antonio l'creira da (.osla o
Gama, Aterro-da-Boa-Visla.
Vendem-se 200 palmos de terreno silo na ra
da Aurora ate ao Hospicio, com urna pequea casa
uma holaria o alguras arvoresde tructo -. a tallar
a ra do Rosario larga, 11. 26, primeiro andai. Na
mesma casa vende-se una canoa cm meio- uso.
r7 cr'osso, bocea pequea com o beico superior
Is JBS'ueo oulro', .pouca barba, o de, o,ni-
estirado
mmcdialos aos mi-
sobre
com-
suranca de sua boa c fiel cxccuco.
- Alugam-se pretos e uiole<;-:cs para vendorem
na ra : quem os tiver dirija-se a ra Direita, n. 2,
sesundo andar.
- Quem quizer dar 800,000 rs. a premio
hvpotheca om una ptima casa terrea com
355 para uma grande familia comacond^o de
morar nella licando os juros por os alugueis ou
sem dita condigno annuncie. -,_.. nueira
- O Sr. proprietario da casa .d FoJ" r 1S
uessoeque o encontrar de o appre.i..u<.. >~r-r- ..aclarar oa e horas em que esta disposlo apagar as
ra ^ha sobrado n, 18, que se recompensa, a ge- J^;,0^,,.^,,,,, que s veoderam em sua casa,
llorosamente.
11a
nlrardeoapprehendei o levara
charutos de Havaua : na rua
Cadeia-Velha, loja de J. O. Els-
ter, i).
29.
_ Vende-se um pardo ollicial do pedreiro : na rua
,,0lTVende^an! cabra (bicho, com urna cria : .
rua Formosa, derronte de uma venda, na tercena ca-
SflleAT)MIRAVELNAVAIJIA DE AfO DA CHINA.
Tpma vanlacem de cortar o cabello sem ofTenga
da pcT.e, dixifndo a cara parecendo estar na sua
brllhante mocidade. ____A_ M^m m ci. ncMe
los Cll-
Pekim,
Este ac vem exclusivamente da China, c si
balhau. dous dos melhoics, e mais at.al.sa.
oiros da nunca excedida erica cidade de !
AUTOR SIIAVV.
uso deslas navalhas
t
tra
tel
capital do imperio chim.
\ B. He recommendado o .
maravilhosas por todas as sociedades das scienc.as
mXo-cirurgicas, tanto da Europa como da Ameri-
ca, Asia, o frica, n.lo s para prevenir as da cutis, mas tambem como um meio COSME l ICO.
Vendem-se nicamente na rua do Crespo, n. 8,
loja do Campos & Maya, a 2,000 rs. cada urna.
- Vende-se urna linda mulatinba de 10 anuos,
sem vicios nem achaques na rua do Collegio,
PECIIINCHA /
Vende-se uma boa loja de in.udezas, muito pro-
ri, ,ara principianle, pela excellenle posigao em
ues a"l' 'ara negocio : vende-se pelo dono-ret.-
r-se nara lora, ecom v.nUgem ao comprador :
1 oAtern.-da-ltoa-Vista,... 58. Na mesma
juros, sobro penhores deouro,
a tratar
casa seda dinheiro a j
" Vende-se OU troca-sc por I molequo ou
cade 14 al 5 anuos; una preta di
q
mole-
mci'a idade, boa
Juml n. ani^iottozariodaBoa-Visla,,,^
, Contlnu.-se a vender chocolate novo a 280
a 110
,, caf muido a 160 rs. ; dito em gro^a m
I boa mantoiga a 8, 400 500 NMMNrs ;
ri iKa 111*111 ix-1 j" 1 --- --- -
.a'n'l.a de porco a 360 rs. ; velas de carnauba do
eoem libra a 320 rs. ; cspcrmacetc de 0 em
a 800 rs. ; bolachinha inglcza a 2*0 rs. ;
a 240 rs.; toucinho de Santos
6,7
libra .
passas moscateis _
novo a 240 rs. ; bom. cha liysson a 2,000 c 2,j60
rs doce degoiaba em caixOes de 6 cm arroba a
900'rs ; charutos regala de bom gosto a 1,360 rs.
a caixa ; arroz de casca pela medida velha, a 2,880
rs ; dito branco pilado a 10,000 rs.; paios novos,
a 2,560 rs. a duzia ; queijos uamengos novos e
muito rrescaes, a 1,400 rs.; e todos os mais gneros
de venda por menos que em outra qualquer par-
le : no pateo do Carino esquina da rua de Hortas ,
lado direito n.2.
Vendem-se cobertores do algodfio bem encor-
pados proprios para oscravos a 800 rs. cada um:
no Atcrro-da-ltoa-Visla n. 60, loja de 4 portas.

I MUTILADO


'

s



A
Vendem-se caixas dechhysson, do6, 12,e13
libras om porgOes ou a retalho ; caixas de velas
de espermaccte de 5 e 6 em libra : na ra da Alfan-
dega-Velha n. 36, em cusa de Matheus Austin & ('..
Vendem-se7escravos sendo : 2 pardos, de
bonitas figuras, sendo um dcllcs proprio para pa-
gem ; urna prcta que cozinha cngomma e coso ;
una dita boa lavadeira de varrella ; urna dita de
elegante figura com habilidades; nm moleque olli-
cial de pedreiro; una preta de 18 a 20 anuos, quo
lio engommadeira o costureira para fra da pro-
vincia : no pateo da matriz de S.-Antonio sobrado
i.*.
Vendem-se porcommodoprego, excelenles
compendios de msica : na praga da Independencia,
livraria n. 6 e 8 e na lojn de cneadernago n. 12.
.AO KA HATO.
Na nova lo ja de Francisca Jo-
s Teixcira Bastos, nos qna-
tro cantos da na do Quci-
mado, n.20, que faz esquina
para a rua estreila do Boza-
rio, vendem-se
fazendas novas bem como : brim pardo trancado
do puro linho, a 200 rs. ocovado ; dito superior, de
cures as mais modernas a 1,500 rs. a vara; algo-
dio trancado de listras americano, a 180 rs. o co-
vado ; dito encorpado a 200 o 210 rs. o covado ;
rliilas escuras de cores fixas a 160 c f80 rs.|, e linas
do novos padrOes a 200 rs. o covado; ditas iinpe-
riacs a 300 rs. o covado ; ditas escuras o ordina-
rias, ii 120 e 140 rs. o covado ; cortes de camhraia
fina, decoros a 3,200 rs.; pegas de bretanha de rolo
com 10 varas a 2,000 rs. ; dita de puro linho a 320
rs. a vara ; dita muito lina a 640 rs.; merino pre-
til fino e do cores a 1,280 rs. ; panno lino prcto ,
a 3,000 rs. o covado e de outras cores e qualidades ;
meias para meninos a 80 rs. o par ; ditas para me-
ninas a 200 rs.; ditas prctas u curtas a 120 rs. ;
ditas muito finas a 280 rs. ; ditas para senhora a
210, 320 e 400 rs. o par ; mantas do fil do linho a
1,600 ra. ; cassa escampinada, propria para corlina-
dos, a 3,200 rs. a pega ; camhraia lisa muito lina a
610 rs avara. Dao-se amostras francas aos compra-
dores. Alm deslas lia 'outras multas fazendas moder
lias por procos rasoaveis.
Vendem-se duas casas terreas, com
lioas commodidades, edificadas na traves-
sa do Marisco, por mdico preco: trata-se
na rua Dimite, sobrado 11.29.
(rande aenco !
ptimas meias prctas compridas muito finas ,
proprias para padre nffo so pela cor lixa como pe -
lo extraordinario taniauho : vendem-se por prego
rasoavel, na rua do Qucimado, loja nova n. 11 A.
Vende-se cera do carnauba da
qualidade que tem apparecido ,
retalho como em porgoes : na
Larangciras n. 14, segundo
junto a rcfinagfo.
Vende-sc urna preta de 24 annos de bonita fi-
gura que lava de sabilo e varrella o cozinha o or-
dinario do urna casa ; na rua da Concordia pas-
sando a pontozinha a direita, segunda casa terrea.
Vinnho de Champanha
da superior e muito acreditada marca
Cometa,
vende-sc no armazem de Kalkmann & Rosen mund,
na rua da Cruz, n. 10.
Cassas de cores a 200 rs. o
covado.
Na rua do Qucimado, loja n. 9, continuam-se a
vender as mui apropriadas cassas para cortinados ,
e outras muitas fazendas baratissimas.
Vende-se na cocheira do becco da rua da Ca-
deia un cavallo bem gordo, proprio para carro e
sella.
Vendem-se ealugam-so oxcellcntes bichas, che-
gadas prximamente na rua do Rozario da Boa-
Vista loja do barbeiro, n. 60.
Mecerlo que so vendem charutos de regala os
mais superiores que ha no mercado, a 1,400 rs. a
caixa; cha hysson a 2,320 rs. a libra; caf ora ca-
rogo a 140rs.; dito moido, de 4 libras para cima,
a 160 rs. pois he o melhor que pode haver : na rua
Direira, n. 101,
Vcndcm-sc 2 cscravas mogas com boas habi-
lidades por prego commodo : no pateo do Carino,
loja do sobrado n 7.
iiicar, para vapor, agoa e bostas, de diversos tamanhos,
por prof o commodo ; c igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os tamangos : na praca do Corpo-San
to, n. II, om casa de Me. Calmont & Companhia, ou na
rua de Apollo, armazem, n. 6-
3* EM PRIMEIIW MAO', ^g
vendem-se caixas com volas de cera do Rio-de-Ja-
neiro e de Lisboa -. na rua da Senzalla, armazem
n.HO.
Alten cao.
Na rua do Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaquim da Silva
Maya,
vendem-se chapeos de seda para cabegas de senhora,
os mais ricos,o mais modernos que teemvindo a esta
praga; assim como se vendem chapeos de. seda e de
palhinha para meninas de dous a 12 anuos; toncas pa-
ra criangas, de muito lindos gostos. Tudo chegado
dcFranga pelo ultimo navio, e por muito commodo
prego.
Vende-sc fio da India proprio para coser sac-
na rua do Trapiche, n. 8.
PICHINCHAS.
;:i loja do miudozas
melhor
tanto a
rua das
andar
ATTENCO'!
Frederico Chaves, fabricante de gaz hy-
drogeneo liquido, com fabrica de li-
cores, chocolate e espiritos, no Aterra-
da Boa Pista, n. 17,
tem a honra de participar ao respcitavel publi-
co, c com particularidade aos Srs que usam de ean-
dieiro degaz, que na sua fabrica somprc acharao
grande porgiio de gaz hydrogoneo liquido, de boa
qualidade, pelo diminuto prego de 320 rs. a garrafa
A 640 n
paresde pcnles de tartaruga demarrara: na rua lar-
ga do Rozario, 11. 24.
- Vende-se azeite doce en-
gaTrafado.de superior qualidade, chegado recente-
mente de Marselha : emeasa doj. O. Elsler, na rua
da Cadeia-Velha, n. 29.
I
rW*'
Vendem-se os muito procurados crtese
de sapatos a turca bordados de muito di S*
versos gostos; fil de linho liso e lavrado &
muito lino; cortos de cassa-chila a 2f rs. ;
ditos de novos padroes e cores finas 1 3,200
rs.; ricos longos de setim de cores, para' se- #
nhora ; panno de puro linho proprio para <>
lenges, com 10 palmosde largura, a[2,700 rs.; ?
0 dito com 12 palmos, a 3,200 rs.; damasco Sr
# de lita 0 seda, o melhor que tem apparecido; &
9 bramante de puro linho, muito lino; um com- #*
to pleto sortimento de pannos pelos e de todas j
"* as cores e qualidades; meias casimiras, fin- ,.
(* gindo casimira em padros e qualidade, mui- p
H tocm conta : bem como um completo sor- $
jft lmenlo de fazendas finas o grossas : ludo por menos prego que em outra qualquer par- ?
le: na nova loja de Jos Moroira Lopes & ^
fj) Companhia na rua do Qucimado nos qua-
? tro-cantos, casa amarella.n. 29 a
tej"
Na rua do Cabug loja de miudozas, de Fran-
cisco Joaqun) Duarte vendem-so botes de, seda ,
relroz e duraque a 240 rs. a aboloadura ; ditos
para caigas a 300 rs. a groza ; ditos brancos e ama-
rellos, proprios para libr de pagom a 640 al
1,200 rs. a duzia; ditos para guarda nacional de
cavallaria, defino dourado a 2,000 rs. a duzia ;
ditos de Pedro II os mais finos que teem appare-
cido; lindas rom um pequeo toque de avaria, a
640 rs. a libra ; litas de linho encarnadas e rxas,
a 600 rs. o mago com 12 pegas ; fio de sapateiro ,
dealgodflo a 400 rs. a libra; phosphoros de pen-
lo contendo 104 palitos que nao falham a 20 rs ;
litas de lila, a 180 rs. a pega ; pentes de marrafa a
00 rs, o par; couro de lustro do muito boa quali-
dade, a 38,000 rs. a duzia ; luvas curtas para senho-
ra, a 120, 160, 240, 320, 640 e 800 rs. ; ditas compri-
das a 1,000 rs, ; tesouras com um pequeo toque
de ferrugem a 100 rs.; papel prateado, a 80 120
o 6*0 rs. a folha ; estampas de Santos a 120 o 160
rs.; capachos para 01 nar salas a 640 rs.; botOesdo
ferro para caigas de prelos a 80 rs. a groza; linhas
de carretel, brancas a 240 rs a duzia; marcas de
cobrir a 100 rs. a groza ; pomada franceza a 80
rs. o pao; relroz azul-ferrete ordinario,a 6,000 rs. ;
caixas de barba a 300 rs.; litas de lago de sapatos ,
a360rs. a pega; balaiosdo costuras, proprios para
senhora a 800 rs.; caixas 3o obreias, a 60 rs. ; pa-
pel de peso ealinago, a 2,600 rs. a resma; agoa de
Colonia, fina a 1,800 rs. a duzia; pennas do es-
crever, a 9,000 rs. o inilheiro ; bonetes de palha a
100 rs.; fil de linho liso a 240 a vara ; torcidas de
candioiro a 100 rs. a duzia ; suspensorios de boni-
tos padres a 200 rs. a duzia ; fitas a 80 e 120 rs. a
vara ; o outras muitas miudezas baratas que se ail-
annunciarffoa proporgflo de sua extracgfio, nr-
mente botOes, que os senhores alfaiates devem apro-
veitara occaisdo : tudo so vende barato trazndo-
se dinlieiro.
Vende-se urna casa terrea sita no Mondcgo ,
n. 81 com 31 palmos de fronte duas salas, 4
quartos, cozinha fura quintal murado com alguns
arvoredos e cacimba livre e desembaragada c
que est em bom estado : na rua Direita, 11. 26, se
dir quem vende.
Vende-so, por detrs da rua Imperial, da parte
domar, una morada de casa edificada a moder-
na com 23 palmosde frente oitesdobrados, com
2 quarlos duas salas cozinha fra quintal c ca-
cimba com muito boa agoa ; na rua da Concor-
dia, no ultimo armazem de madeiras.
Latispercnne do Hozario.
Vende-so na pinga da Independencia livraria ns.
6c8, por mil rs. um livrinhn conlondo o novo
Hez de Mara novena da Concciglo c o l.auspere-
nedo Hozario de N. Senhora.
eos
Gaz.

^ I O "i
S m -p S =
i
Vendem-se saceos cem arroz da trra, por pre-
go commodo na rua da Cadeia-Velha armazem
Vendem-se 3 escravos mogos, do bonitas figu-
ras ; uma porgao de calcado para homem sapatos
e uotins ; uma porgao de esleirs c saccas com mui-
lo boa farinha de mandioca por prego commodo
na rua da Cruz ,n.26.
-tailoilasiMciCrtiii, fundeada na volta
uo horlc-do-Mattos, vende-se muito bom sal do As-
mi por prego commodo : a tratar no mosmo bordo,
ou na rua da Cruz n. 26.
Vonde-so cera do carnauba e cera amarella
porgao e a retalho : na rua da Cadoia-Vclha
venda de Jos Gongalves da Fonto.
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SJ.S E2
em
n. 2,
Vonde-se farro da Suecia 5 folha de Flandres ;
cobre para forro de navio; dito para caldoireiro em
porgues grandes e pequeas : na rua de Apollo ar-
mazem n. 6.
Vende-sc estopa propria para saceos : na rua
do Trapiche, n. 8.
Na loja nova do
Passeio-publico,
n. 17,
vondem-se pegas do algodiozinlio sem avaria a
1,600 c 2,000 rs.; riscadinhos a que chamam linho,
para camisas de escravos com 4 palmos de largura,
a 120 rs. o covado ; e outras muitas fazendas mais
baratas do queem outra qualquer parte.
= Vendein-ae moenas de ferro para engenlios de ar
Loja de Joao Chardon ,
\ terro-da-Boa-Vista, n. 5.
Kcsta loja aclia-sc um rico sortimento #c LAMPEOES
l'AHA GAZ com seus competentes vidros, accendedo-
rei e abafadores.
ISteS CaildiCrOS <> mclhore e
mais modernos que existem hoje : recommendam-se ao
publico' tent pela scguraii(a e bom gosto de sua boa
confeceo, como pela boa qualidade da luz, economa e
asscio de scu scrvico.
Na inCSIlia loja os consumidores em-
pre acharao um deposito de GAZ, de cujo se aftanca a
qualidade. e em pnrcao bastante para consumo.
He desengaar que
as peehinehas do
antigo barateiro
ninguem dcixa de com-
prar. *
O antigo barateiro est torrando por todo o dlnhei-
ro na sua nova loja de miudezasda rua do Colle-
gio, n. 9 papel almago, muito fino a 3,200 rs. a
resma o nieia dita a 1,600 rs. Cheguem antes quo
se acabo. Pentes de tartaruga para marrafa a 960
rs. a parolha. Estilo no resto. Riquissimos loucado
res a polka, chollados ltimamente de Paris; cs-
covas para facto muito finas a 400 rs. cada uma ;
ditas para cabello a 240 rs. cada urna, para acabar;
carapugasdealgodilode cores a 160 rs. cada urna ;
luvas de algodiio de cores e brancas para homem e
senhora a 320 rs. cada par ; luvas de seda para
meninas, a200rs. o par, de todas as cores; luvas
prctas para senhora a 480 rs. o par, silo muito li-
nas; pentes de prender cabello de ti ataruga, para
senhora, a 2,000 rs. cada uma; caixinhas de agu-
Ihas francezas muito finas a 280 rs. cada uma cai-
xihha ; luvas de seda brancas o do cores, para ho-
mem proprias para bailes'; trinchantes de cabo
branco a 800 rs. cada trinchante sendo faca gran-
de e garfo com mola; riquissimos caivetes os mais
finissimos que ha nesle mercado de 1, 2 c 3 folhas.
A ellos, freguezes, antes que se acabem: depois nao
digam que o barateiro nao avisa. : Vende-se um preto do nagao que he refin
dor de assucar, cozinha o diario de uma casa i"
30annos pouco mais ou menos, do boa fiEut
bstanlo possante : na ma da Cadeia-Velha" n \oe
loja de Cimba & Amorim. ou'
-wmmm^M
na rua
Nesta loja, alcm do um grande sortimento de fa !
zendas de todas as qualidades acba-se um rico sor-
timento de obras feitas, como sejam: casacas e
sobre-casacas de panno merino e alpaca ; pa I i tr, -
de panno e lila; robes-de-chambre; cohetes- cai31
gas; lengos paragravata ; chapeos de castor, bran!
eos e pretos ; botOes pretos de massa proprios pa-
ra ofilciaes de cagadores, por terem cora por nn>
go barato. K
Vendem-se dous moleques, do 20 annos; (|0Us
pretos de 24 annos, proprios para todo o servido
um pardo de 20 annos bom carreiro ; duas pardas'
uma de 22 annos com habilidades, e a outra de |?
com principios proprios para se educarem ; 4 prj! j
tas de 20 a 30 annos, com algumas habilidades-
urna negrinha do 12 anuos, com bons principios'
na rua do Collegio n. 3 segundo andar, so dir
quem vende.
Vende-se uma venda na rua de S.-Jos, com
poucos fundos e com commodos para familia: ,
tratar com Antonio Francisco Martins do Miranda (
Direita, venda n.53.
Vendem-se escravos baratos, na rua das
Larangciras, n. 14, segundo anclar: i
preto de elegante figura, de 22 anuos, I
sem vicios nem o mais pequeo acha-
que, com ofilcio de cozinheiro; umdilu
de bonita figura de 20 annos com ofilcio do pe-
dreiro ; um moleque do 13 anuos muito esperto c
sadio, som vicios nem achaques ; um pardo de
annos de boa conducta com ollicio do sapat-'iro,
ou troca-se por uma .preta moga, anda mesmo que
niotonha habilidades; um preto do meia idade,
por 250,000 rs. ; 3 pardas de 15,18 22 annos, cora
algumas habilidades ; duasnegrinhas do 7 a 10 an-
nos proprias para screm educadas ; 3 pretas mui-
to fortes que estilo acostumadas ao trabalho de
campo; e mais alguns escravos que se mostraroaos
compradores.
Vcndcm-sc, na livraria da rua do Crespo, n.
11 ,os seguintes livros : Curso da historia da philo-
sophia, 3.(v.,por V. Cnusin, por 6/rs.; Diccionario
do Roquete ; o Judeu Errajile 10 v., por 9,000 rs.;
Historia do Inglaterra por 2,500 rs. ; Virgilio, por
2,500 rs. ; Selecta por 1,000 rs. ; as mulhercs que
se lornam celebres pelos seus amores, 1 v., por
240 rs.; Telemaque, por 1,280 rs.; a Scicncia das
sombras de desenlio, a 1,600 rs.; Cornelio, porl
800rs. ; Arithmetica por llesout, por 1,280 rs.;
Diccionario iuglez, por .Ni o ira. Venham ver as j>e-1
chinchas emquanto nilo so acabam.
Vende-se um sobado de dous andares c soto.l
por prego muito em conla o qual rende 70,000 rs.[
mensaes: na rua das l.arangeiras n. 14, segundo!
andar.
Vendc-sc uma pedia para filtrar agoa na mal
do Torres, n. 16.
Na livraria da esquina do Col-
leojo, vendem-se
diccionarios do Moraes da quinta edicilo ; ditos de
Constancio da terceira cdigio ; ditos francezes de
Napolen Laudis cdigio nona de 1846 : todos de
boas encailernago.
Vcndem-sedous mulalinhos de 12 a 14 annos ;
um moleque de 16annos; dous escravos de naglo;
4 escravas mogas : na rua Direita, n. 3.
Refrescos.
Xaropede groselhc feito do verdadeiro summo,
viudo dcFranga, a 1000 rs. agarrafa ; dito de flo-
res de larangeira, a 1,000 rs. a garrafa ; dito eito da
verdadeira resina de angico, que be muito conheci-
do e approvado por as pessoas que padecem do pei-
to, por j ter feito ptimos beneficios a 1,000 rs. a
garrafa; ditos de maracuja, tamarindos, lin.loela-
ranja, a 500 rs. a garrafa : no Atcrro-da-lloa-Vista,
fabrica-de licores, n 17.
B:a-s;s::s:e: ^5e5:j:g:^^E
\cndc-se um sobrado de um andar e m
sotiio, acabado ha muito pouco tempo todo 2;
corrido,em chios proprios, sito em uma boa 5k
rua do bairro de S -Antonio a troco de di- QJ
nheiro, oude escravos de ambos os sexos, %
idades e qualidades : na rua dasLarangeiras, "w
m n. 14, segundo andar. ffi
Vendem-se os seguintes escravos : una parda
de bonita figura de 18 a 20 annos ; 2 pardos sapa-
teiros muito mogos sendo um t'elles excellenlc
para pagem ; um moleque de 12 a 14 annos ; um
lindo mulatinhode7a 8 annos: na rua da Cadeia
de S.-Antonio n. 25.
Vende-se bolachinha do araruta; biscouto
doce, de ovos e sem cllcs; falias; biscouto d'agoa
bolachinhas d'ovos proprias para cha ; as muit
|
Escravos Futidos.
..----...... ,s ,,,,,, ,U3 fidia i-na ; as muito
afamadas bolachinhas d'agoa e sal, do 20 em libra
todas furadinhas c feitas da melhor farinha que exis-
te hoje nesta praga : tudo por mais barato preco
quo em outra qualquer parte: na padaria do pateo
da S.-Cruz n. 6, defronle da igreja.
Vende-se um sitio muito bom, e que tem
commodos para familia por ser porto desta praga
e dom arvores de fiucto de todas" as qualidades'- a
tratar na venda n 24, denlro da ribeira da Roa-Vis-
ta confronte ao agougue.
-Vonde-se um rico quadro da revolugilo do Mi-
no por 7,000 rs.: na rua Nova, n. 35.
Fugio de bordo do patacho Pelicano um csnvivn |
do nome Roque, de San-Thom estatura baiu,
rosto redondo o sem barba, com feridas as prMl,
vestido com camisa e caiga azul e brrelo ingles.
Este escravo pcrlcnce a Joao Jos Pereira de Anin,
do liio-de-Janeiro. Quem oapprcliender, queira le-1
va-lo rua da Gru n 66, rasa do Gudino Agosli-1
nho de Rarros, por quem ser recompensado.
Dcsapparcceu, no principio da semana sania
prxima pasuda do eiigenho Camorim o esersw
Pascoal, crioulo que representa ter 29 a 30 aniius
pouco maisou menos cor pouco prcta estatura |
mediana cabega e cara redondas, bous denles
adianto, nariz chato o grosso beigos um I1"'10
grossos; falla na garganta c alguma cousa grossa;
tem urna orclha finada para brinco, anda com as
pernas um pouco aberlas pelo-costume de assar-sc
entro ellas ps n3o grandes e limpos; gesta bas-
tante das dansas dos outros prelos e quasi sempre
esla cantar as suas cantigas; he bastantemente
dado a pretas ; loma (abaco e fuma as vezes e ca-
cti imbo ; bebe agurdenle mas niTo que se embe-
bede; mello-sea prosista ; mas os seus modoso na-
neiras assemelham-se mais as de um Africano doqije
as de um crioulo ; tem muito pouca barba c spelo
queixo e por cima do beigo isto que pouco avulta;
o son corpo he proporcionado ao tamanho; lovU
caigas c camisa de algodiio baila encarnada j M*
da chapeo velho quo hnvia sido do pollo O""1
pegar leve ao dito engenho.ou no Forlc-(ln-Mal|l)5'
prensa do Joaquim Jos Ferroira que ser iW"1'
pensado.
Desappnreceu no dia 13 do correle, o ?rel
Paulo de 10a 45 annos, do gonlio, estatura regu-
lar; tem cora na cabega. de carregar, testa in-
prida sem os dentos superiores o beigo inferior
fovciro. pellos de pombo; he bem ronbecido fel"
appellido do pato, por andar sempre a vender sapa-
tos ue couro preto : quem o pegar leve ao becco to
Tambia, n. 18, que ser generosamente recompen-
sado.
- Fugio no dia 18 do corrente da casa de scu
senhor, Joaquim de Azcvedo, o crioulo Valerio
18 a 20 annos sem barba grosso, barrigudo, UStt
muito pequea cabega e cara redondas lhos pie-
tos o pequeos, falla descansada-e apaulistada, por
sor natural de Cohiba pouco ligeiro no andar, pw
pequeos c chatos; levou calcas novas de algodao
riscadodeazulo branco, camisa do di,porm BM
azule do chadrez miudo ; suspensorios o rllele
semi-escuros: quam o pegar levo a rua da Cruz,
noltecib, n. 49, que sera bem gratificado: c se
protestara contra quem I lio der coito, ou patronato.
Ipbrn.- sa tvp. de m. f.
DK FAF.1A. 1^-7J
MUTILADO 1


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