Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08487


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Full Text
-"
j\nno
d 1847.
Quarta-feira 14
,..-;/() pul'lica-se todos os dias, que nao
I. ,uard'. o |reco da a5siRnat,ira he He
O
roe1,
41 -dos assi-naiieJ s;n> inseridos a rasao de
i>nCl0S 1 linlia, "0 '" ein l'l>0 diirerentc. e a'
"' l'lSai P"l "ll!la "l*.wir3o 80 rs. porlinl.a, e 160 em lypo
IIASES DA LA. NO MEZ DE JULHO.
a 5 '""'''' 2:l '"'" c';1 lnHn''~a-
(] :o:illU'^ ^1 ^ 9 borj|S e |5 mjn l)a ,,!,;a
l,Ua oo'i ^*> j |0 |lora, ej| ,(. da rnanlia
Cl"Che' ,7> "5 1 llora e 47 m'D' d' t,rt-
PARTIDA DOS CORRE108.
Goiannae Paraliyba, s segundas escitas feiras.
Rio-Grande-do- Norte quintas feiras aomeio-dia.
Cabo, Serinliem, llio-Formoso, Potto-Calvo e
Macei. no I.", a 11 e 21 de cada me/.
Garanhuns e Bonito, a f 0 e 21.
Boa-Vista e Flores, a 13 e J8.
Victoria, s quintas feiras.
Oliuda, todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, as 0 horas a 6 minutos da maulia.
Segunda, as C horas e 30 minutos da tarde.
de Jullio.
Annd XXIV.
N. iM.
das da semana.
H Segunda. S. Niiuor. Aud. do J. dos orphos
13 Terca. S. Anulclcto. AuJ. do J. do civ.
da I, v. e do J. de Paz. do 2. dial, do t,
H Quarta. S. Iloavcutura. Aud. do .'. do ciy.
2 e do i. de paz. do 2 dist. de t.
n Quii. S. Camillo. Aud do J. de oruli.
e do J. municipal da I. vara.
IC SctU. S. Ililurino. And do J- do cir. da I .v.
e do J. de paz do 1. dist de t.
17 Sabbado. S. Aleixo. Aud. do J. do civ.
da I. e do J de paz do 1 dist. de t.
18 Domingo. S. Marinna.
CAMBIOS NO DA 3DE JDI.UO.
Cambio sobre Londres a 26'/, d p. U rs.
Pars 345 rs. por franco.
Lisboa IM de premio.
Desc. deleltrai de boas lirmis de 3, ,a I /
Ouro-Oic.s hespaiiholaf.... 2*0n0 a
MoedjsdcdhOOvell.. 16(1000 a
l de 6JI00 uov.. IGfOOO a
deljOOO..... 9*100 a
Piala Patacoes ....... I#9i0 a
Pesos columnares... 1/920 a
Ditos mexicanos ... i|i<0 a
Miuda............. IJ9I0 a
60 d.
aotnez
2JS00
lejllfli
|6|I00
91200
,#to
i#04O
IJ80O
||920
AccesdaconTp.do lieberibede SOJOOO rs.ao par.
DIARIO DE PEMTAMBUCO

:i
PEBNAMBiiCO.___
TRIBUNAL DO JURY.
RECTIF1CAC0.
Nos trabalhos da sessflo de 9 do corrente, publica-
dos no Diario n. 152, pag. 2.', col. 2.*, lindas 21 e
25 cin vez do gales perpetuas leia-so gales.
OITAVA SESS.lO KM 10 DE JULIIO DE 1817.
Presidencia do Sr. Dr. Gervasio Goncalve da Silva.
Ao mcio dia, faz-se a chamada verilica-se eslarem
presentes 38 Srs. jurados.
O Sr. Juii Presidente declara aborta a sessto.
S3o apregoados os reos o testemunhas.
OSr. Juiz 'residente declara que va i proceder-se ao
sorteio do concelbo que tem dojulgar o reo Manoel
Jos Fontes da Annunciacilo, aecusado como intro-
ductor de moeda falsa.
Sorteado o concelho com as formalidades da lei,
presta o juramento do estylo.
OSr. Juis Presidente faz ao reo oseguiute
1NTEB.H.GATOMO.
Juis Como se chama ?
Rio : Manoel Jos Fontes da Anunciac/lo.
M No dia 5 do outubro do auno passado foi
a Tigipi ?
lito : Fui, sim, senhor.
Juiz: Em que se oceupava nesse tempoi1
Reo : Vendiaropa feita.
Juiz: NHo foi, nesse mesmo da, a casa de Ma-
noel Thomaz Cavalcanti?
Reo : Sim, senhor.
Juiz: Que foi fazer l ?
Reo : Fui offerecer-lho roupa feita.
Juiz: Niopretondeu comprar-lhe umcavallo:
Reo : Nao, senhor : elle oHe-receu-m'o.
Juiz: OSr. nao deu a Manoel Thomaz Cavalcan-
ti urna cdula de com mil ris?
Reo : Teudo-meolTerecido o cavallo, eu Ihe dis-
6c que o quena ; ao que me respondeu que como era
de grande proco, nao sabia seodinhelro era bom,
ou ruim : ao que cu Ihe respond. Poisenlao man-
de ver sebe bom, ou nflo. ManoelThomaz man-
dou a cdula em casa do inspector, esle lomou-a Al-
zando que era falsa. ..
Jui V. o Sr. sabia que a cdula era alsa :
Reo : Eu, nao, senhor; linha recebido em mul-
to boa fu.
Juiz De quem recebeu esta cdula:
Ho : De um homem do matto, do sul.
Juit Cuino a recebeu, em troco, ou em paga-
mento?
Reo : Em pagamento.
Juiz: Deque:'
Ho : Do roupa feita.
Juit: E vendeu cem mil ris de calqas.
Reo : Nao, senhor: vendi 47 pares, o dei o3 mil
ris de troco. ,
Juis Em que lugar fez o negocio com csso lio-
llll'lll I'
Reo : Na ruada l'raia. ,
Dado o interrogatorio por lindo, passa-so a leitura
das pecas do processo, c depois as allegac.Ocs pro e
contra o reo. ,, -_ _
USr. Jui~ Presidente, findas cssas allegac.oes, laz o
relalorio d causa, -.entrega os quesitosao ix-esiden-
tc doconcelbo, que, lendo-se rccolhulo sala ua
conferencias, reappurece na dos debates responden-
do negativamente a todos os referidos quesitos.
O Se. Juiz Presidente lavia e procre a seguinte
SRNTE.NQA.
\vistadadecisaodojury, absolvo oreo Manoel
Jos Fontes da Annunciacao do enme de que he ac-
cusodo, c condemnoa municipalulade as cusas.
Sendo 5 horas da larde, levanla-sc a sessio.
hao de vigorar ahi, nSo obstante o fervor com que
as guerrea o pugillo do descontentos e ambiciosos,
que, cansados de ataca-las de emboscada, resolve-
ram-se a agredi-las pela imprensa pm um jornal que
crearam sob o titulo de Estandarte.
A7dojunho ultimo fra demillido do cargo de
inspector do thesouro provincial o Sr. Paulo Nunes
Cascaes ; e nomeado para substitui-lo o Sr. Dr. Ale-
xandro Theophilo de Carvalho Leal.
Em Pratinha, a 7 legoas da Chapada, Carolino Itay-
mundo dos Reis assassinra a Antonio Pereira.
Tratava- se de capturar o homicida para se Ihe formar
o competente processo.
Tinha-se verificado que fra praticado por um pre-
to da fazendade l.uiz Marcellino de Mello o assassi-
nio do feitor dessa fazenda.por nos referido em o ul-
ano n. 131. Ue18dopredilo junlio: mas anda se
nSo haviapodido captura-lo, nHo obstante as umi-
tas diligencias da polica.
As gazetas do Para trazem como ultima data a e
23 do mo'z que acabou.
A provincia conservava-so tranquilla.
Por portara do respectivo presidente, expedida a
28 de maio antecedente, fora ella dividida em 18cir-
cuios eleitoraes.
Commuuicado.
A LEGISLACAO COMMURCIAL NO BRASIL.
Sendo assaz mesquinha a legslacao portugueza
acerca docommercio, a jirovidentissima le de 18 de
agosto do 1769 fez da legslacao das nacOcs ciyilisa-
das da Europa, em materias commerciaes, subsidio
da patria. i
Pela loi da assemblea constituinte do imperio do
Brasil, de 23 do outubro de 1823, se adoptou toda a
legslacao portugueza ; assim como para os casos
omssos nella a legislaQao das nac,ocs cultas e mais
adantadas em civlisa?ao do que a brasileira, que a-
i nda ha poucos annos encetou a carretea de nacao ti-
vre c indepondente: he, pois, forQosamente subsidia-
ria no imperio do Brasil a legislacflo cstrangcua.por
virtude daquella lei de 18 de agosto de 1769
Donois do 21 anuos da publicado do cdigo com-
mcrfial IVancez.appareceu o cdigo commercial hes-
panhol. publicado em 1829, c apos este o cdigo com-
mercial 'po'tuguez, publicado em 18 de setembro de
1833.
ao trafico terrestre o martimo, nio so incluio ah as
fraudes o usuras das lottras de cambio ou da troca,
e outras transacQes commerciaes quo se dovem
bem definir, e em systema uniforme o coherente,
para se excluir" toda aduvda e precaver as irregu-
laridades nos tratos e as contradictorias deeises dos
juizes, o que assaz tem deslzalo o esplendor do im-
perio do Santa-Cruz. .
Clama a f publica para que seja rquissima com
especialidado a legslacao sobre as quebras Irau.lu-
lentas. quo diariamente esto apparecendo, Ucanao
os quebrados inais solidos do que antes de fa/.erem
banca-rota. Desenganemo-nos por umavez, as leiscivis operara sobre o povo para que loram
promulgadas : ellas s rcsenlem neccssariamente
da influencia doseus costumes, de sua organisaciio
poltica o de seu clima. Masas Icis docommercio
mtereasam O universo inteiro, no qual oscominei-
canlcs l'orinain, por assim di/.er, urna ea mesma la-
milia ou nacSo. Oala que em todo o orbe mercan-
til nao houvessc mais que um nico cdigo; e len-
do-se installadu tantos congressos scienlihcos poi-
que fatalidade anda ninguem se lembrou de rurmar
um commercial, para onde cada na^ao mandasse um
deputado, e ahi se disculisse a le universal com-
mercial ? i
O espirito destas leis commerciaes nao so pude
mudar tao fcilmente, como se muda mas demarca-
c.0es territoriaes -. na sua providencia hospitalera,
ellas nao dovem offerecer maior garanta nos nacio-
naesdoque aos eslrangciros; e urna sabia c reitera-
da experiencia nos tem, por mais de urna vez, en-
sillado que a sua injustiQu, sendo punida com mais
horrorosas reaeqoes, excita o fogo da discordia, e
dahi o da guerra de urna a outra extieinulade da
trra. .
A estabilidad-'das leis he o maior beneficio que
um soberano pode conceder a scus poros : o com-
mercio, sobretudo, nao he possivcl prosperar no
meio de oscilla^Ocs perpetuas de legslacao.
O aporto, em que por vezes se tem adiado o impe-
rio do Brasil, tem provindo em grande parle da tai-
ta absoluta de una lei reglamentar do eommercio
o navegaefio, que segure de urna maneiia eslave e
n3o problemtica, constantemente, o
ver
tura
com
ras
As nossas actuaos c.rcumstanc.as uigum \ o i m
scmell.anle cdigo, nflo so para servir de d.reiloru
as essoasda caraira mercantil, para a reguandade
IHUilO DE PKH.XAUVUUI.
JtHO DE 187.
RECIFE, 13 DE
Temos entre maosos peridicos que nos trouxeo
vapor Pernambucana, chegado boje dos portos
norte.
Os do Cear alcancam a 7 desle mez
A 2 Uvera lugar a abertura da assemblea legislati-
va dessa provincia.
A 13 de maio prximo passado um cscravo de pes-
soapertcncentc familia do delegado do Ciato as-
sassinra com urna focada a Jos l'eneira, quo ten-
tara arrancar-lhe das maosuma misera niulncr, que,
pelas duas horas da tarde, eslava elle espancando em
lima das ras da villa : masde.xou de ser peiMgiii-
do e sabe-se quo se acha em casa da senliora, segun-
do'icfcro urna carta publicada no Leartme.
As folhas lo Maranhflo chegam a 2 desle mez.
Os partidarios da ligacstavam em minora na as-
semblea provincial ; e por isso jatinbam conseguido
re luzira leisalgumas das medulas propostas pelo Sr.
Franco de S no relatorio de que em o
fa'SeSias deconciliacBo ganhavam cada vez mai
terreno "o engenho Pindobal, termo de Guimaraes,
efeil a-sc un.a reunido de diversos membros pree-
11 nentes das parcialidades,queiotttgni Jai.0m
naram catana cbemtev,, com o fim do dsrem as
maos para se coadjuvarem no louvave emuen 0 dt
fazer valer a conveniencia que resu lar pode di a
dopcao dessas ideias generosas, que, temos para nos
mente opposta aquella. Daqui proven, ao Brasifum
enorme mejuizo annual, pois que se desvia de nossos
5oZ"porJ,i.r.an.aneira espantosa, o eoromercioes-
raiigeiro, pela incerteza dosjulgados ^nraseja
Mtta -clicao desla cidade e so dputor JosThoma
Nabuco deAraujo Jnior, que Uo *****?
direito com espanto dos cnlendi
Hilvogados,
camente abracados com
o dos domis advogados. que pela '0[Prle "*"
a ordenacao, julgam coi
el'a defender seus clientes, quando oscoiiipromet-
'em, F?or nao estudare.n o direito commercial, a quo
" :ocor'P!i.C magistratura se attribue a necessi-
da.le de ter a sua cncycloped.a jurdica, ao corpo do
commorcio c iiiariliinos tambera Ihe cuu.pre le a
sua cncvclopedia terrestree martima, nesU reparti-
cantil. Em verdade, por tal cdigo n3o se podom re-
solver umitas questoes difdcies o importantes das
transaccoes das pracas.
Suppostoque o cdigo hcspanhol seja mais am-
pio eexplicito, anda que muito imitativo do cdi-
go francez, comlmlo s pode considerarle como ro-
culamento supplementar. Tendo sido organisado
em mais tranquilla poca, he, a nosso ver, mais pon-
derado, ainda que naocompleto, o sem a liboralidade
conveniente 80 nosso systema constitucional. Um
despula presidia cnt.lo aquello povo heroico.
Bonaparte projectava faier estsoionana a espiri-
tuosa nacao rranceza, para faro-la parar na car-
reira dos mellioiameutus BOCiaes ; o porlanlo nao
quizque se alterassa consideravelmcnte, emseu no-
vo cdigo de commercio a autiga legslacao do
paiz, antes fez desfalcar muito dasordenancas da
marinliade Franca Je 1681, desapparecendo o titulo
dos cnsules, que alias sao agentes c.rainorciaes
que muito concorrem para estendor as relceos do
commorcio eslrangeiro. Pretendeu, mas era vilo,
sompreter, quanto possivel Ihe foi, omdisunoiae
incommuncabilidadea Pranca rom aterra classica
da liberdad,' e a tribuna ta Europa, que llio desoon-
ceitava de continuo seus mais agigantados planos
tamonarchiauniversal. Sobem que ......com vis-
tas tao avulta.las como as do imperador soldado,
iguaes ideias dominaran, o legislador da Pennsula
Ibrica, e por isso o cdigo liespanhol quasi que par-
ticipa dos meamos defeitoa que o francez, nao estan-
do por esta rasSoem proporcBo com o progresso das
luzes do seclo e do .losenvolvimento ?comorcio,
que he a mais interessante paite da vida dos poros,
nna circunstancia noUbilissima he, que as coi tea
de Portugal, congregadas depois da tormenta revo-
lucionaria do 21 de agosto de 1820 B*HMtoepnH
ectodoum cdigo civil, nem anda adoptawom o
cdigo Napoleao -...civil, rnenos oaeucod1g.i de
commercio, nao obstante que lano proclama em
osdireitos do homem da reyoluap fr>ceza{ oape-
nas flzossem um novo regulamento para \| seguros de Lisboa, e oulro sobro regulamento das
-varias, quo todava nfio foram promulgados.
cdigo commercial portugus, se nflo he o me-
nor que at boje tem apparecido, pelo menos nao
, Xio aos anteriores em data, nem melborw os
no de commercio,
sua eney
a^ojffiffl-c. he assaz uesfavorave.nesU parte
o poeriudicial; pois quelemnoton.menteeclisa-
do
nciro o i) supremo tribunal dejustics
lo^S.o^nac^^snera.Aindapendccon^^
ntre o tribunal da junta de commercio ilo llio- tJa-
ncro e o supremo tribunal dejusliw, j ""
navegabilidade de un. navio, e da ^ dova-
lor egurado com dolo ; o que ten. v***"*
trbes forenses em desaulor.dadc reciproca, pelain-
cerleza do direito positivo em taes objeclos.
S i? ? que a arte nomotelhica seja da compe-
tencia do legislador ; todava neo transcen.le a es-
S do estudioso em direito com mere., o Iman-
ar sua dbil voz, e fazer eolio, onde compot 11, da ne-
eessiiladedaproinulgagaodo cod,gocommercial bia-
,HAmaiOf parto das regras do direito commercial
sao excepces do direito civil ou commum, e sao
ludadas'na pratica das nacfles mais conmerc.n-
a boarasflo e recta economa, alem dosexom-
belecera conlinnca---
criticas circumtancias em quo se acha o estado, pela
mi.iROU de relacOes commerciaes, eameaca dedes-
inembracao do imperio emnorloe sul.
Supposto que o cdigo commercial bras.le.ro, m-
uiriente nara os nossos usos e mesqu.nho em mui-
SSlria^sid^ueXescipTura- e pape, do crdito,
e banca-rota, que fazem parto de dispos.coes ligadas
prezas, relacOes, coiideinnacoes, represalias, aeicn-
COes, etc., etc., etc. lie scmell.ante maneira se pro-
veniriam mil conflictos, desagrados, prejuizos: luuo
islo mais ou menos nos falta ; e he daqui que p.oct-
dem tantosciumes, desintelligenc.as, indignidades
o perdas incalculaveis. Ninguem Imagine quetouos
oscoromereisntes e maritimos estrangeiros, e a.ma
nacionaes, se provam do cdigo civil do imperio,
quando algum dia vier luz do dia ; n
perar que se roslrinjam ao codi
para terem a regra de seus tratos.
So fosse nroposlo que, em quanto nao houvesse es-
pecial cdigo de commercio ou regulamento com-
imrcial hrasileiro, se decidesseui as causas morcan-
lis o martimas pelos cdigos da Franca, Hespsnna,
Portugal, Blgica, llollanda, Prussia e Itussia, ou de
mitras nacoes, como leis subsidiarias nos casos 0-
missos na legslacao patria, seria admissivel essa
providencia legal, ainda que mo iiecessarin, por es-
tar isso ja prevenido pela lei, ainda nao derogada,
de 18 de agosto de 1769. Mas estabelecer-so como re-
gra, que as academias jurdicas onsinem, eos juizes
fulguem as ditas causas pelo cdigo docommercio
da Franca, 0 quando alias ja ex.stem mais ampios e
inelhorados os cdigos de Hespanha e Portugal, e is-
osein previa ofDcial traduccBo do original rrancez
na lingoagem nacional, o sem preliminar discus-
sflo as cmaras dos deputados c senadores, na cou-
rormidade da constituigflo, nao pode entrar em jus-
ta duvida, que tal decisao definitiva seria inconsti-
tucional, esem excmplo em nacao alguma culta.'' Is-
lo, em nosso humilde pensar, sena pioslrar a rssao
publica, e de um modo derogatorio damagestadee
independencia nacional.
Se, porem, considerar-se o tal cdigo, o que nega-
mos, do urna preeminencia singular, que justifique
essa preferencia naluralise-se palrise-se pelos
transmites constitucionaesj mas nao se imponiia aos
corpos acadmicos, ao povo hrasileiro c ao poder ju-
dicial um encargo nunca vislo. Nem a le dasdez
laboas dos Romanos, nem a intitulada lei martima
dosRhodios, (ibtiveram jamis tao extraordinaria e
exclusiva prerogaliva
Ainda que o cdigo commercial francez, seja ex-
folenlo pela sua clareza 0 condonsacBo, o sorvisse
de modelo aos cdigos do Hespanha e Portugal, com-
ludo traz coinsigo o cunho da precipiUc8o, cercea-
monto e espirito revolucionario. O despola militar
que o ordenou, at exerecu a esse respoito o seu im-
petuoso carador, assignando aos comnnssarios cur-
to prazo para a conclusSo, o que motivou a segrate
replica de um dos collaboradores as conquistas se
fazem i pressa, as leis de vagar.
Nesse to ramigerado cdigo o titulo da compra e
vsuda mercantil, de tao universal uso, be mcsqui-
nho c inconsideravel : cortaram-se-lhe outros inul-
tos titules uleis o de commum pratica. A originali-
dadeque all apparecc, como mnovacao de antigos
estylo, nao valla apena, como a de abolir os das
de Braca ou cortezia as lettras cambiaos, e a do ell-
gir deciaracao da dala do contrato as apoliccs de se-
guro, antes ou depois do meio-dia.
Os diversos publicistas francezes, entre os quaes
estar sempre a fenlo o nunca.assaz louvado Pav-
dessus, commutadores do cdigo, recoiihecem que
elle he antes urna rcdaccHo mais inelhodica dasor-
que posteriormente se teem publicado; oi iwcetrmul-
las regras que subsequentemen e oram adoptadas
pelos iiovos cdigos da Blgica e llollanda.
Nel.'e (Lv. l. l-) so estabelece o segunto pnn-
010 direito civil, nflo sendo contrario ou especialmen-
te derogado pelo presente cdigo, he applicavel aos
negocios 0 materias commerciaes; e esto principio
rom justica loi adoptado nos cdigos da Blgica e
Hollanda, porque nada ha mais justo do que ser a
loi civil subsidiaria da commercial, e nflo esta da-
quella, como dispoo os cdigos commercial francez o
hcspanhol. ...
o mal da usura s tem sido posto em questfo, nes-
lu que se diz seculo das luzes ou do progresso; a sua
proscripcaoheattribuidaajuizes irromos de dadas
barbaras e nacoes rudos. .:, ,
Dadas estas nnroos sobre os diversos cdigos de
commercio existentes, passaremos a alguna deta-
ll.es e consideracoos menos abstractas, para provar-
issidadfl do cdigo commercial hrasileiro,
le certas medidas que nello se dovem
elemento de prosperidade da riqueza
lo commorcio vamos Tallar
j, USUra; 00 juro convencional, que tanta ruina tora
causado ao paiz.
A
nhelro era slylo estipular o mutuante ao
"io ojuro de 5 por cont ao anuo,... 6 por Nto
re commerciantes, ainda ..ao havendo fstiplac8o.
lie uso de todas as pracas comcesr-se a vencer o_ cha-
na uro da lei de 5,,. reculo do capital depois do
esio da lettra nHo paga, e de igual premio de re-
nios a necea
es urgencia d
con ter, como
nacional, e pro}
iisauo ao pai'- .
A regia da prai;a,em outro lempo, era esl
ir |oi civil, ou uso mercantil; no cmpresii
stal.clccida
rao de di-
muluata-
emauaconta os ditos juros da demora at sen reem
bolso.
as companhias de seguros, fJ*Mf ^
lugar o storno do contrato,
tambem, por
8 csl,'a"Sdo capital se-
geral uso
segurador
tem o direito de reler meio por
Tundo scestabelcceu o banco do -"^
s se pormittio ..ello o descont desuai notas a meio
pof cento ao mez da quantia descontada.
A Ord liv 4, Til. 17 prohibe nos cmprest.mos
civto lo.al. ,'ento usura, que se eutende pelo excesso
do loro estipulado alem da laxa da le, c ate nflo per-
KojWal,sem ser oxpressamente estipulado
''Ttalvara^o Udo Janeiro de 1757 s concedeu o
OXiTir-ae 5 por cento do capital, nao podendo o mu-
tuante demandar o mutuatario so nao depois de um
auno decorrido; o at no cambio martimo ou di-
nneiro a risco nao permiltio aestipulacflo de maior
juro ou premio. Outras leis posteriores contirmaram
estas disposiQOea.
Depois que a c.Vlc de Portugal so traspassou para
o Brasil, logse reconhecea a inconveniencia da pro-
hibicao, quanto aos fundos emprestados a cambio
martimo, visto que sao de tanta variedade; o por isso
se deixou a estipulado do premio convenci das
partes contratantes. Usavamos at e.ntao daquollo
direito. __
Depois do estabelccimonto do banco do Brasil no
isdT673 01681 no reinado de Luiz XIV, do Itio-de-Janciro, comecou-se a introdzir o abuso
que substancial melhoramonto na legislado mer-1 nos scus directores, nSo so emilt.ndo notas despro-

TI"



i

porcionadas s necessidadesdaquella pra?a ;(cujore-|algum do liberdade exorbitante e indefinida contra
aullado fo a sua enorme desapreciacflo, do queaiu-lo interesse e lireito publico, quo de forma alguma
da si'ex|ierimpntam os pessimos efTeilos) mas tam-riiflo pode ser pervertido pelos [tactos dos particula-
liem a ronvorslo do beneficio em maleficio; porque,'; res, segundo a regra de jurisprudencia universal.

M

cm vez ile se facilitaren! as transaecdos mercantis
polos emprestimos edesco'ntos, ao moilerado juro de
6 por rento ao anuo, ou uicio por cento ao inez do
capital adjuntado, os maiores accionistas, ou amigos
favoritos, ohtiveram real c escandaloso monopolio
dos fundos da caixa do instituto, receliendo della as
quantias que desejavam, e emprestando-as aos 011-
tros a um e mais por cento ao inez. Fataes circums-
lancins, que entilo occorrerum, fizeram tilo devassos
os contratos usurarios, quenflo houve mais regra
se nflo a praticahilidade da extorclo dos necessita-
dos e avontiireiros.
Sendo, pois, t3o notorio e detestado esto escnda-
lo queassaz teni occasionado tantas simulaQes, in-
dignidades, quebrus e ruinas, o que anda he mais,
nos meamos usurarios, foi proposta a indicacilo no
senado, alim de se dar plena liberdade ao contrato
do emprestimo, iguala quo ja se liavia dado ao do
cambio martimo pelo alvnr de 5 de maio de 1810.
A magistral obra do concclheiro Jos Ferreira Bor-
ges Jurisprudencia do contrato mercantil de so-
ciedade no prefacio pag. 5, diz: as doutrinas de
usinas, que encheram tantos livros, sumiram-se no
p desses livros as estantes das bibliotliecas: a ana-
lyse philosophica do contrato geral do troco modili-
cou as regras, etc.
I'orm logo, na parto 1." 7 pag. 10, diz: -- quando
se empresta dinheiro para cm prego commercial, o o
einprestador estipula participar dos lucros, mas nflo
responder polas ohrigacoes do socio, o contrato he
Ilegal, e por tanto millo. So o omprestador csli-
piilaroquinhoarde urna quantidade de lucro alm
dos juros, sem responsahilidade a perdas, o contrato
lie usurario.
lis o abalisado escriptor igualando o contrato
usurario ao contrato leonino Eisreconheccndo ha-
rerem contratos usurarios que a justica nilo deve
sustentar/
No 8 pag. 11 diz a inda:quando so celebra por
eseriptura um contrato de sociodade, e nelle um so-
cio adianla por emprestimo dinheiro lirina, com
cstipulacilo mais forte do que juros, 0 contrato nilo
lie usurario; porque, sendo o omprestador rospon-
savel a terceiio como socio, a cstipulacilo mais avul-
tada dos lucros ii.lo viola o contrato.
Que palpnvel contradioeflo com a doutrina antece-
dente Por quein seria autorisado aquelle escriptor
para urna tul decisfio, estando em inteiro vigora Ici
patria, queaiinulla o trato feitocom cstipulacilo do
premio alm da laxa legal t
A boa rasflo dicta, una taxa racional do premio do
capital emprestado, o assim he reconhcciio por lo-
dos os legisladores da christandade: ella he do into-
resse reciproco de ambos os contrallantes, e faz tuna
parte csscncialissima da moral publica: oque be
contra os bons cosliimes considora-se, em direito,
que n.1o o podemos fazer.
Nflohaquem nfio julgue iniquo o usurario, e nilo
louye o capitalista quo guarda a lei, que, sondo de
equidade, ao mesmo tempo assegura assim melhoro
rcer boleo do capital e juros. Tantea justica lie li-
gada com a ulilidade e bem entendido interosse.'
Por mais que se pallie a usura, ningucni desojar
ser victima della. He impossivel extinguir-se a cons-
cioncia do genero humano I
Diz anda o cilado jurisconsulto porluguez, Jos
Ferreira orges :-a Ord. do l.iv. 4.,Til. 67doscon-
tratos usurarios, no seu inicial destruira o com-
mcrcio por sua base, so podesse observar-sc; o os
seus *5, 6 e 7 silo inintelligiveis ao jurisconsulto
commercial; e este be o caso de dizer lilteralmen-
te que os compiladores nilo soubcramo que escre-
veram, nem entenderain oque legislaran!, ice., &c.
Diz mais em ola na pag. 12 :-seum jurisconsulto
olhar simplesmeiile para as palavras do alvarade 16
de Janeiro de 1773, quo no 4 diz quo sao usura-
rios os contratos cujos ttulos tivercm clausulas usu-
rarias, ambiguas, c taes que nflo facam logo visi-
vel a sua legitimidade, a nflo relleclir que estamos
tratando do direito commercial, condemnar inme-
diatamente a doutrina do texto.
Este eximio escriptor mercantil, sendo dotado de
to bom senso, nto so pode eximir de reconheccr a
enormidade das usuras, anda que acoberladas com
simulares de sociodade; e tanto assim be, que na
parte 2." da rilada obra, $ 86,pag. 98, lirma a regia -
o individuo que empresta dinheiro a uma pessoa em
negocio, por mais do que os juros legaes, he respon-
savel como socio para com terceiros.
Evidentemente se prova quo elle abraca a doutri-
na do grande mestro Pardessus, trasladando-a cm
nota desse paragrapbo.
Ora.esto sabio professor da cadeira de direito com-
mercial em Paris, assim se exprime :os principios
do contrato de sociodade seriam violados, se reu-
nisscra circunstancias que demonstrassem que a
sociedade ora um mero acto simulado, destinado a
cncobrirum emprestimo usurario. A nalureza dos
contratos jamis deve confundir-se. Se so quera
nesta eslipulacflo formar o contrato de sociedade,
lie da essencia desla conveneflo, que as entradas
respectivas nilo possam ser retiradas pelos socios, se
as perdas da sociedade silo taes que absorvem todas
as entradas. So se quer um cmpicslimo, os inte-
resses devem ser certos, de maneira que se possa
saber se so excede a laxa legal. Nflo he permitti-
do estpula-Ios em forma allialoril : esta faculdade
soso concede no emprestimo a cambio martimo,
que differe essencialmente do mutuo ou emprestimo"
a juro. O cambio martimo nflo se accorda como
juros senflo porque ao mesmo tempo o dador ou
mutuante se sujeita ao risco de perder todo ou parle
de seu capital.
0 mesmo Ferreira Borges tambem rcconhcce po-
' haver abuso as lettras do cambio, inserindo-se
Sem duvida que a citada Ord. do Llv. 4. Til. 67 he
ta siimmo rigor, e portanto de aumma injuria em
varias disposieflos, especialmente pela iniquidade
(que brada ao co) de punir igualmente com o usu-
rario a triste victima da dureza de seu coraeflo, e
Todava ella nflo he Iliberal, antes justa para o com-
rnorcio; porque salvou o direito cambial, declaran-
do a liberdade da conveneflo as verdadeiraa lettras
de cambio, prevenndo os abusos.
Sogiie-se necossariamento quo a dita ordenaeflo
s admitte revisflo c reforma, conformo as legisla-
rnos das nacOes mais coinmerciantes e Ilustradas em
instituicOes; mas nunca total revogago (segundo
nosso fraco entender) que s servira de largar as
rodeas monstruosa cobica humana de rcaesleos
das pracas do commcrcio.
O cdigo civil da Franca, dando ampia liberdade
i conveneflo das partes no contrato de compra e
venda de bens movis, abolindo a excepeflo de le-
sto pela quotidiuna variaQfloda alta e baixa dos va-
lores preciosos circulantes, fixou comludo com a
taxa legal de 5 porcento os juros de dinheiro d'em-
prestimo. O cdigo commercial francez. pelo con-
trario,foi ommisso a respeito dos empeestimos entre
coinmerciantes ; e este, em nosso humilde entender,
he um dos seus graves defeitos. Comludo, no l.iv.
1. S 186, no recambio de lettras do cambio, nao
aulorisa no resaquo senflo o premio do curso da
praca do mesmo resaque, sendo certificado por cor-
retor publico, o na sua falta por tres negociantes do
lugar.
O cdigo commercial da llespanha foi sem duvida
mais providente, consagrando o seu Liv. 1." Sec. 3,
Tit. 5, as disposices sobre os emprestimos o seus
rditos legues. Eli" os fixou a 6 por cento ao anuo
do capital da divida no Art. 397; e deixou livre
conveneflo das partes as lettras de cambio pagaveis
ordem na conformidadedo Art. 400. He, porm,
notavel (ue no Art. 399 declarasse ser provisional a
fixacao do rdito, tanto iegal como convencional,
oque (caria subjeito s reformas 'que se facam por
lei expressa.
He, portanto, manifest que esta materia reclama
a maior circumspecc&O ilos legisladores, at por-
que d'alguma forma implica com opinioes religio-
sas, que, apezar da corrupeflo do noaso seculo das
luzes c do progresso, anda fazem grande peso as
possoas de timorata consciencia ; mormente alton-
dendo-se que os governos da Franca e Grflo-Hreta-
uba, por anthoiiomasia intitulados os dous olhos da
Europa, anda nflo adoptaram a to decantada e
apregoada (Ilimitada liberdade as convcncOes dos
em|irestimos, descontos, &c
He do absoluta necessidade terem os legisladores
vista a sabia regra do po Montesquicu no seu Es-
pirito das leis :~a verdadeira liberdade lio irreconci-
liavel com o espirito de liberdade extrema ; o daqui
resulta a necessidade da (irosciipcflo das usuras, at-
iento o estado de criso do imperio, lio iucoutesta-
vel, quo a usura nunca foi mfli, mas sim madrasta
da agricultura ecommercio, que por ora sfloos nos-
sos nicos ramos da arvore da industria Difficil-
mente lias lavouras ordinarias e trras de mediana
ferlilidado ella dar o rdito annual liquido do 10
por cento. Se nos emprestimos lavoura, fr li-
vre a estipuladlo de premio do capital adiaplado,
que superior seja ao dos juros da lei, nenhuina van-
tagem, mas nl'allivel |ierda, vira ao agricultor. So
so permiltir ao credor demandar o capital antes do
anno, a ruina he infullivel, porque a colheita ou sa-
fra annual he o scumeiode pagamento. Se, des-
de j, se autorisasse a execucao, anda do juro le-
gal, (indo o prazo, sendo calamitosas as actuaes cir-
cumstancias do paiz, o resultado cerlo seria o tras-
tasso das propriedades do poder dos agriculloros
para o dos seus credores; seria isso mal equivalen-
te i lei agraria, que faria revolueflo as fortunas, e
traiia revoluciio no estado, sendo os exequenles
iguacs nos senhores duros quo pretendem eolher
onde nflo planlaram.
He do pcssissinio agouro um plano que s foi
proposto c adoptado na revolueflo da Franca pela sua
aasembla nacional. O mal foi logo immenso pelo
uso d'aijiotagem das pravas, com que os arehilectos
de ruinas coiisummarum, com os proprios talentos,
a destruiefo do paz, e quasi occasionaram a de-
composieflo da sociodade civil. Logo que se conse-
guio o reslabclecimenlo da ordem em todo o estado,
em o novo cdigo civil so reslabeleceu a taxa legal
do juro nos emprestimos.
Tem-se apregoado, c anda ha corifeos quo o
Todava, nos nflo encontramos semelhante den-
udado de rasflo, antes pelo contrario summa diapa-
ridade entre um c outro contrato. Pelo monos nflo
.atinamos com a arto do igualar cousas designaos.
At na sagrada Eseriptura se dizperigos de mar
quem narrar?A novissima lei de maio de 1810, a
semelhante respeito, nflo revogou o direito marti-
mo o geral estylo das pracas de commercio, quo,
nflo se pagando o principal o premio, Undosos ris-
cos, na conformidade da convncelo, s comecam a
correr, em pena da mora, os juros da lo.
Silo de mui recentes datas as legislacOes d'assem-
bla brasileira, que no estabelecimonto da caixa
d'amortisaQflo da divida publica s autorisou o
premio de 6 por cento do capital, pelo juro e annui-
dade. pola lei das emprezas de obras da municipa-
lidade do Rlo-de-Janeiro se limita o interesse do
fundo despendido a 5 por cento. Tal ha sido at
entilo o censo da legislatura !
Todo o systema econmico das leis patrias assen-
tava sobre esta base. A taxa, pelo menos, lie til
para facilitar e terminar liquidacOes de contas com-
plicadas, o de fructos naturaes e civis dos predios.
A referida indicacilo nflo s deroga leis, mas tam-
bem derroca polos alicorees todo o edificio que
igualmente obrlgava o rico e o pobre, wque paupe-
ribus prodest, tocupletibus (eque, e que se tem conso-
lidado por seculos. He de boa rasflo nflo separar
os inleresses doscidadflos, mascomprchender a to-
dos na mesma equidade, segundo a regra moral do
nsul romano :boni civil esteommoda civiumnon di-
veltere, sed omnes cadem wquitate continere.Cic. de
Ugibus.
Tal ho nossa conviceflo, e taes foram nossos de-
sejos, antes da fatal lei de 21 de. outubro de 1832.
As desgracas'que ella tem occasionado sfloincal-
culaveis; e se um* promptaderogaeflo nfio vier sal-
var o Brasil, nilo sabemos onde ir parar...
O nosso poronne vol he que prevalece o que fr
do verdadeiro interesse nacional; e noste caso se-
guimos a regra de pura moralidade civil:
Mais o publico bom que o seu desoja. CamSet.
Lusiad.
Heos salve o Brasil e a augusta familia imperial.
Amen.
Correspondencia.
der
pactos usurarios; o o exemplifica assim na sua obra
da synopsis jurdica do contrato de cambio marti-
mo, $ 24 pag. 64, em nota :-o pacto de que as let-
tras de cambio saccadas por ordem do credor fi-
quem a risco do trocador, he ueste caso injusto e
exorbitante. Elle chocara a natureza do contrato
que o desonera do toda a divida desde o momento
que, cessando o risco, satisfaz o seu empenho, pa-
gando o capital como interesse convindo ; osera
usurario, porque o aggravaria com uma responsahi-
lidade Ilcita de ulteriores inleresses, cmquanlo
que, desdequepagao cambio naulco no lugar do
termo lixado, nflo pode mais ser aggravada a sua
condiQo. -Piantanida.
Fica, pois, demonstrado com a maior evidencia, c
lie mais claro do que a luz meridiana, que, sem into-
icnvel despotismo Iliterario, nflo ho possivel con-
acinnar e ridicularsar os quo sustenlam a lei uni-
versal que reprova as usuras mordentes e vorazes
dos que fazem do commcrcio trafico de palliada ini-
quidade, a titulo de livre uso da propriedade e con-
veneflo; .iflo havendo, nem devendo haver, ramo
sus-
tenlam, que so com a liberdade absoluta das con-
vnceos se pode exterminar o mal da usura, pela
concurrencia dos capitaes e rivaiidade dos usura-
rios. Urna triste experiencia ha desmentido que a
usura tenha a virtude que a fbula refere da lauca
d'Achilles, que curava as proprias ferdas quo fazia.
Concluiremos com as seguintes ouservaces do
pi Pardessus, que passou pelos trances das varias
pilases e calastiopbes das liberdades gallicanas As-
sim so expressa elle no prefacio da cima referida
obra, pag. 25 :-vendo-seo grande principe Luiz XIV
exhortar aos commerciantes a nflo despiezar a salva-
?flo de suas almas porum vil interesse, ou por amor
d'um ganho srdido, n a propr como regras de co-
uda os principios da moral evanglica e o bem da
sociedade, senle-se nflo sei quo venoreflo pela no-
bro simplcidade desses lempos antigos, em que o
legislador, nflo temendo admittir o nomo de Dos
as suas leis, fallava antes como moralista que de-
soja persuadir o tocar o coraeflo, do que com aulo-
ridade soberana que commanda, e quer ser obede-
cida. O infeliz monareba Luiz XVI projectou um c-
digo civil uniforme, o se oceupava do aperfeicoar a
legislacflo commercial, quando a revoluto, SCme-
Ihanleaun rio caudaloso, veocom as suas desgra-
cas cabir sobre a Franca. Um trabalho, que exige
tantas reflexOes e lauta imparculidade, nflo poda
ler executado em um tempo de crimes e anarchia,
e em que o espirito de partido marcava lodos os pas-
sos da legislacflo por innovaces mal combinadas,
e por funestos ensaios. Mostraudo-se aos commer-
ciantes o que as leis commerciaes proscrevom ou
prohbem, beque o jurisconsulto Ihes pode dizer:
nflo fagis especulaces arriscadas ; as vossasem-
prozas sejam prudentemente proporcionadas aos I
recursoada vossa forluna ede vosso crdito. A rui-|
na, que vos acarrelaria o vicio do jogo detestavel da
agiotagem, nflo ho considerada pela lei como urna
simples desgraca imprevista, ella s ahi v impru-
dencia e ni conducta, dignas de seus castigos.
Na proposla que tyitflo se fez em o nosso senado,
Srs. Redactores. Rogo a Vms. queiram repetir o
an nuncio que me fizeram o favor do publicar, no seu
Diario de sabbado, 10 do correte, acerca do estado
mental de mcu marido, o Sr. Jos Gomes Villar, que,
tocando o estado de allionacflo mental, cercado de
m gente, tem comprometido eva aggravando a
soito futura de sous fillios, com ropetidos saques de
lettras eordens contra sua casa, em proveito de al-
guns especuladoree que, reconhecendo a fraqueza
da rasflo do dito mcu marido, tecm sobre elle basca-
lo calculo de Ihe extorquirem todo o dinheiro que
quizerem.
E para prova evidente, tanto do estado mental de
mou marido como das especulaces indicadas, ofTe-
reco ao publico o aviso inserto no Nazareno de 12 do
corrento em meu nome, contrariando o meu annun-
co de 10, quando eu para o Nazareno nada escrevi,
nem escreveria uaquelle sentido, porque faltara a
verdado e aos meu aagradoa deverea como eaposa e
mfli, e a quem religiosamente incumbe velar na
sorto do marido e dos lilhos. Aproveitoesta occasiflo
liara sceutificar aos inquilinos de minhas casaste a
outros quaesquor devedores, quedeverflo pagar os
alugueis e dbitos somonte avista do recibo meu;
protestando por qualquer recibo que nflo seja por
inim passado ou assignado.
Ilogo outro sim a Vms. o favor de publicaren!
aquelle meu annuncio por tres vezes, sendo a pri-
me ira publicaeflo logo emseguimcnlo dcsta corres-
pondencia.
Jacintka Marta de Abreu.
D. Jacinlha Mara de Abreu, mulher do Jos
Gomes Villar, pelo presente faz publico, que seu ma-
rido se acha cm estado de allienacflo mental, assg-
nando lettras, e sacando ordens contra sua casa sem
rasflo alguuia sufliciente para o fazer, compromet-
iendo assim a sorte futura de seus filbos; e protesta
nflo pagar leltra ou ordem alguma sacada pelo refe-
rido seu marido na prisflo,omboraantedalada, como
todas o leem sido, em proveilo do especulares cri-
minosas de individuos, que, aproveitando-se da de-
bilidadc do espirito do seu marido, por ameacas e
terrores teem obtulo dclle vorios saques e quan-
tias. "
6 caitas dita delinho, 2 fardos dita dealod"ln
Jones Patn & Companhia. >a
178 pocas canos de ferro, 3 caixas objoctos <1
dito, 3 sellins de dito, 50 peejas de machinismo 6 viv
lumes ferro de latflo, 8 canos de ferro, 8 pecas d
dito ; a companhia de Beberibe.
118 fardos fazonda de algodflo, 10 caixas dita 1
linho, 77 ditas dita de algodflo, 3 fardos dita de Hn
1 dito dita de lila e algodflo; a Russoil Mellors'&
Companhia.
25 fardos fazenda de algodflo, 13 caixas chale
de algodflo; a R. Jamisson & Companhia.
1 caixa livros; a livraria ingleza.
I caixa ignora-se, 1 dita vidros ; a G. T. Snow
6 fardos fazenda de algodflo, 6 caixas 1 inbas de di
to, 1 fardo bonetes de marojo ; a J. D. Wolphopn
Companhia.
II caixas fazenda de algodflo, 7 ditas dita do li-
nho; a J. Cockshott & Companhia.
3 caixas, 2 barricas e t fardo objeclos de botica
a V. Bravo. '
11 fardos fazenda de algodflo, 2 caixas meias, i d_
ta fazenda de linho c algodflo, 5 ditas dita do seda e
algodflo; a Fox Brothers & Companhia.
4 fardos fazonda do algodflo; a J. Jeronymo Mon-
teiro.
9 caixas fazenda de algodflo, 4 fardos dita de dito
6 caixas miudezas, 2 volumes pares de fazenda d
algodflo, 6 caixas fazenda de 13a, 1 dita garrafas de
molho ; a J. Stewarl.
13 fardos fazonda de algodo, <0 caixas dita de
dito; a Kalkmann & Hosenmund.
25 gigoslouca, 1 caixa e 2 barricas tinta e livros
de copiar, 10 barricas ferragons, 1 caixa ditas; aF
Itobilliard.
4 fardos fazenda do algodflo, 25 caixas dita de di-
to, 1 dita tecidos de dito,65 ditas folhas deFlandres-
a Rozas Braga Si Companhia.
1 caixa machinismo; a J Nash.
20 barricas ferragens, 3 toneladas de ferro cm
chapa, 10 ditas de dito cm barra, 10 quintaes defo-
Iha deFlandres, 2 barricas de arcos de forro; aV. S.
Barroca.
9 barricas ferragens ; a C. Coz.
3 barricas ferragens, 10 ditas enxadas; a Brender
a Brandis & Companhia.
1 caixa fazenda de seda ; a Ridguay.
1 embrulhoaderecos; a Ryder.
6 fardos fazenda de algodflo, 18 caixas dita de di-
to, 4 fardos dita do ISa e algodflo, 17 caixas dita de
11 nlin ; a James Crabtree & Companhia.
20 fardos fazenda de algodflo, 1 caixa contendo
sachronomelros, 2 thermometros e 2 vidros; a
Latbam.
17 caixas fazenda de algodflo, 2 ditas quincalle-
ras ; a Deane Youle & Companhia.
4 caixas cuteleria, 3 barricas el gigo louca, i far-
do fazenda de algodflo; a N. O. Bieber & Compa-
nhia.
1 caixa garrafas devidroja S. P. Johnslon & Com-
panhia.
4 caixas fazendas de algodflo ; a H. Gibson.
1 caixa com uma sella, 4 ditas linhas, 9 fardos fa-
zenda de algodflo, 30caixas dita de dito; a R. Iioyle
& Companhia.
Consulado.
RENDIMENTO DO DA 13.
Geral..............'........... 2:012,335
Diversas provincias............... 118,645
2:130,980
RECTIFICACA.
Entendemos dever declarar quo porum engao
dissemos em nossa ultima revista, que o carvflo da
pedra se vender a 14,000 rs. o quintal, na semana a
que se ella referia; assim como, que sabemos que a
ultima poreflo desse carvflo que aqui se negociou.e
que foi trazida pelo lapid, lora vendida a 12,000 ris
o quintal.
Alandega.
IlENDIMENTO 1)0 DA 13........... 3:260,790
Descarregam hoje, 14.
Briguc Pulidora merendonas.
Brigue Jesusa vinho e azeito.
Calora Swurd-t'Uh mercadorias.
impoutacao'.
Sword-Fish, galera ingleza, viuda do Liverpool, en-
trada no correnle mez, consignada a Me. Calmont
& Companhia, manifestou o seguidle :
7 feixes de rame do ferro, 6 toneladas de arcos
de dilo, 51 fardos fazendas de algodflo, 20 caixas fa-
zondas de dito, 1 dita lencos do seda, 5 barricas fer-
ragens, 3 caixas ditas, 2 fardos eordas, 7 caixas li-
nhas de algodflo, 38 barris e 28 barricas pregos de
ferro, 1 caixa objectos doselleiro, 1 dita conl'eitos
1 dita quincalhanas, 5 ditas fazendas de linho: a G.
Kenworlhy & Companhia.
50 laxas de forro, 17 pocas do dito, 2 caixas ma-
chinismo, 30 ditas vinho, 7 dilas fazenda de algo-
dflo, 6 lardos dita do linho, 20 pipas, 10 meias ditas
e 20 barris azeite do oliveira, 100 barricas de fa-
rinha, vasias ; a Me. Calmont & Companhia.
4 fardos fazenda de lila, 32 ditos dita de algodflo,
39 caixas dita de dito, 6 ditas lencos de dito, 10far^
dos fazenda de linho, 3 caixas dila de lila e algodflo,*
1 dita e 1 fardo amostras; a A. Howic & Compa-
nhia.-
1
.lltiviiiiento do Porto.
Navios entrados no dia 13.
Havre ; 48 dias, barca franceza Julia, de 168 tonela-
das, capito B. Beduchand, cquipagom 12, carga
fazendas; a 11. Lasserre & Companhia
Portos do norte ; 17 dias e14 horas, e do ultimo por-
to 22 lloras, vapor brasilciro Pernambucana, de_iM
toneladas, commandante John II. Otten, cquipa-
gem29. Passageiros : para esta provincia, Manoel
Antonio da Rocha Jnior, Manoel Mendes da Cruz
Guimarflcs Jnior, Manoel Rodrigues das Seves,
Jos Mariano Alves Serrflo com um cscravo Jo-
quim Francisco Alvares, Joilo Chrisostomo l'ires,
Antonio Gamillo de Hollanda, Joflo Ai.tonio Fer-
nandes de Carvalho, Dr. Jos da Cosa Mach".
Jos Luiz Perelra Lima, Dr. Graciano Adolpho Ci-
valcanti de Albuquerque-, Dr. Maximiano Lopes
Machado, Antonio Alvares de Souza Carvalho J-
nior, Carlos Francisco Grangeiro Lima, Antonio dos
Santos Coelho, Brasilciros, 4 escravos a cnlrcgar,
um preso c dous policiaes, ; para o Rio-de Janeiro,
Josd'Aviila Bitancourt, Francisco da Silva nibei-
ro, Brasilciros, 17 pracas de pret e 4 oscravos a en-
tregar.
iVatiio tahido no mesmo dia.
Canal; galera ingleza Serafina, capitflo John Taylofi
carga assuCar. Passageiros, a senhora do Sr. Luu-
kinscom sua familia, Charles Red, Sr. Ruy.
KD1TAL
caixa fazenda de linho, 6 fardos dita de algodflo,
112 caixas lencos, II ditas razenda de linho o algodflo,
2 fardoa dila do lila o algodflo, 1 dito tpeles de Ifla,
7 barricas ferragens, 1 dila miudezas, 1 caixa ferra-
gens, 1 barrica vidros, 34gigos o 60 meiosdiloslou-
Ca, 3 fardos fazenda do linho, 1 caixa papel, 1 dita
., quadros,20 ditas fazenda de algodflo, 4dilasditade
preiLimcu-M! equiparar o contrato do emprestimo dito o linho, 8 ditas dita delinho e algodflo 1 em-
d2dedomnnmrltin,0,-q"e ,a t*'" Pr.lei aliber- brulbo objectos de escriptorio; a Johnslon Paler
oarles principal a aprazimento das & Companhia. .
p 111 caixas fazenda de algodflo, 2 fardos dila de lfl,
A cmara municipal desta cidade do Ree'.10
faz saber que pelo Exm. presidente da provincia
Ihe foram communicadasas convenienteaordens,em
olicio de 8 do prsenlo por virtude do aviso da se-
cretaria de estado dos negocio do imperio, dala''0
de 17 do mez findo para que se proceda em o d"
19 de setembro prximo vindouro deconform1'?'
de com a lei n. 387, do 19 de agosto de 1846 a clei-
Clo primaria para se elegorcm 2senadores por?s-
la provincia pelas vagas deixadas na rcspccn
cmara peloconcelhoiro Antonio Carloa Rihciroue
Andrade Machado o Silva e Jos Carlos Mairinck ua
Silva Ferrflo,visto ter-se o senado conformado com
parecer do sua commissflo, quo considerou nuil
cleicao ltimamente felta para csso mesmo fim-
para quochcguuao conhecimonto do todos, ">'"'
dou a mesma ca,mara publicar o presente. ,attxj\
municipal do llecife, 13 dejulho de 1847.-'"^'
noel Joaquim do Reg e Albuguerqae presidente.
Joio Jos Ferreira de Aguiar, secretario.


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Declarares.
Ovapor Pernambucana, vindo dos por-
tos do norle, fecha as malas para os do
sul no dia 15, as 11 horas da mantisa
do mesmodia.
arsenal de guerra compra dezoito livros em
hranro paulados, sendo: um de 150 folhas, cinco
S 100 rol has,dezde50 ditas, e dous de 200 ditas;
.. resmas de papel almago; dozo cadernos de pa-
"iiileilollanda; doz cadernos de dito mata-borrao;
vL folhas de papelSo; dozo garrafas de tinta de es-
rreverquatrocentas pennas; tres duzias de lapis;
vintee'quatro macos de obreias; cem folhas de lixa
, napc|; ,iuas libras de gomma-laca; sois ditas de bu-
rhode pescada; dous milhoiros de pregos do guarni-
do pequeos; um nnlhelro de taixas do bomba
i'randes; um milheiro de pregos caneca de pipa;
umaduziadeverrumasde guarnigSo; duas duzias
de ditas ripaes; duas duzias do ditas caixaes; urna
duzia de ditas caibraes;seis grozas chatas; seis ditas
meias cannas; seis goivas direilas, de tres quartas do
nulle-aila de largura; seis goivas curvas, da mesma
[irura; seis ditas direitas, de urna quarta de ptillc-
m de largura; seis ditas curvas, da mesma largura;
seis formes, d urna quarta de pollegada de largu-
ra- sois ditos de meia dita dita; doze limas triangu-
las de cinco pollegadasde comprimonto; doze ditas
ditas deseis ditas do comprimento; seis duzias do
narafusos, de urna pollegada de comprimento; duas
caadas de verniz preto paraenvernisar ferro; duas
libras de esmeril; Ires caadas de azeite doce; um
alqneircde sal; seis pedagos de pedra de amolar;
dous milheirosde unhas de boi; urna duzia de limas
chatas, e meias cannas de 9 pollegadas; urna dita de
ditas dita do oito ditas; urna dita de ditas de seto di-
las euma dita do ditas de 14 ditas; setenta e cinco
oitvas de prata fina; meia quarta degommajdez ar-
abas de oleo de linhaca; duas arrobas do pos protos,
turna dita de cecante; seis brochas Je pintar, o seis
\itasmenores; meia arrobado cera branca, e meia
dita de cera amarella; urna arroba de brou; urna ar-
roba de farinha do trigo; urna caixa desedas de sa-
pateiro; oito libras de sabfio, e urna arroba de fio fino
de sapateiro: quem taes gneros quizer fornecer
mandar sua proposta cm carta fechada e as amos-
tras a directora do mesmo arsenal, al odia 16 do
crrente mez. "
Arsenal do guerra, 13dejulho de 18*7.
Joo Iticardo da Silva.
0 lllm. Sr. inspector manda fazer publico, que
pela thesouraria da fazenda desta provincia se ha de
arrematar por um trionnio, por quem major prego
offerecer, a casa e lelheiro contiguo, sitos na cida-
de de linda, que serviram de cavallarice doex-
tincto regiment de artilharia.
As pessoas que se propozerem mesma arrema-
tadlo comparegam a sala das scssOes da mesma the-
souraria nos das 1* (hojo] o 16. K para que conste a
quem convier so mandou publicar esta pela im-
prensa.
Secretaria da thesouraria da fazenda do Pernam-
buco, 9dejulhode 1847. Antonio Luiz do Amoral
e Sitta, ollicial da secretaria.
0 labellio do registro geral das hypothecas
desta comarca do Recite, abaixo assignado, faz
scicntoa quem convier, que as escripturas de hy-
potheca anteriormente feitas creacSo da lei do res-
pectivo registro so comegarSo a contar os seusef-
fcitos legaes e conservarilo os direilos que a esse
lempo houverem adquirido, depois de competente-
mente registradas, oni face do que mui termi nan-
temente dispOem osartigosHo 17 do regula men-
t de 14 de novembro de 1847.
Iulgencio Infante de Albuquerque e Me lio.
Krrematacao a efectuar-te na thesouraria dat rendas
provinciaet no dia 11 de agosto prximo futuro.
A illuminacao a gaz das cidades do Flecife c Olin-
da, na forma do artigo 3. da lei provincial n. 191, de
30 de margo de 1847.
Cadeiras vagas deprimeiras leltrat.
AdcCariiar, cujo concurso lera lugar logo que,
a contar de 28 de junho ullimo, se completar o prazo
de 50 dias.
THEATROPBLIGO.
DOMINGO, 18 DO COMIENTE,
beneficie do autor Jos Bento Ltilo.
ir scena a mui applaudida pega
A RETIRADA DE SANTAREM,
a qual muito satisfez ao respcitavel publico na noilc
do beneficio doSr. Santa Rosa, o qual prometle cm-
pregar todos osseus esforgos para bem descuiponliar
a parte que j fez do gracioso l'r. Jo3o, e que Ihe
grangeou tantos applausos.
Ter lugar no lim da peca a jocosa e mui diverti-
da aria que tem por titulo
LUiNDUM ROMNTICO
ou
Disem que sou Borbolela,
cantada pelo mesmo Sr. Santa Rosa.
Terminar todo espectculo com a linda torca
denominada o Pintor ambicioso, ou o Defunlo fingido.
lublicacao Luterana.
Sabio luz a lerceira HvracSo do romanso Ai
Sete Cordas venda, bem como as primeirac segunda hvraces, na
loja do Sr. Cardozo Ayrcs, J-ivraria da praga da Inde-
pendencia, ns. 6 e 8, c na loja do S. J. E. Chardon :
prego do cada lvragfio 200 rs.
n. 9, se far leilSo de urna porgHo dequeijos, mui-
to bons para se partirem por conta o risco de quem
pertencer : hoje, 15, as 10 horas da mantilla.
Avisos diversos.
Avisos manlimos
Casa da F
na ra cstreita do Kozario, n. 6.
Neste eslabelecimento pagam-sede hoje em dian-
te os premios quosahiram na lotera do thoatro; e
principam-se a vender as cautelas da segunda parte
da 17.'da mesma lotera. Os pregos silo os do cos-
ame.
Aluga-se
um sobradinho pintado de novo na ra da Praia-
de-S.-Rita, n.22, comcommodospara pequea fa-
milia e por diminuto prego: a tratar as Cinco-Pon-
tos, n. 63.
O L1DADOR N. 196,
as 10 horas do dia : nesle numero vero os leitores
como se honra o lugar do vice-presidente de provin-
cia. Tambem seacha a venda o numero 195 que dei-
xou do ser aun iniciado.
Roga-so por muito favor aoSr. J. F. A. R. de
mandar pagar a quanla de 59/820 res, resto de du-
zentos mil ris, que o mesmo Sr. devia, para o que
fo chamado, em o annode 1844, aojuizde paz.e que
deixou correr a revela caso o nlo faga em tres
dias, se far publico, de que he proveniente esta di-
vida, aiim de ver se seenvergonha e manda pagar.
Precisa-se de um eaixeiro para venda, que seja
bom e d fiador a sua conducta : na ra Augusta ,
venda da esquina n. 58.
Alugam-se dous pretos para todo o servigo, um
dos quacsest acostumado a servir de criado, co-
pciro e at he bom bolieiro: tambem aluga-se outro
que he de todo o servigo e principalmente para co-
zinha, em quo he perito; no Atorro-da-Boa-Vista ,
n.40.
O abaixo assignado, morador na rua de Agoas-
Verdes n. 46 participa ao Sr. Jos Roberto do Mo-
raes e Silva propretarro do engenho Conceigao, vo-
nha ou mande tomar conta de um escravo pardo ,
de nomelnnocencio ,e um moleque de nome Je-
ronymo.que no dia 13 do crrente o procuravam
para os comprar: nao se responsabilisando o abaixo
assignado pela fuga dos mosmos -- Recite, 13 do ju-
Iho de 1847.-- Joo Frederico de Abreu fego.
-Aluga-se o primeiro andar da casa da ruada Ca-
deia do Recite, n. 5 : a tratar na loja da mesma
casa.
~ D-se dinheiro a juros com penhores de ouro o
prata : tambem se rebatom sidos e ordenados : na
ra do Rangel, n. 36, primeiro andar.
Precisa-se de urna mulher branca, nacional,
ou estrangeira quesaiba bem coser, engomniar c
cozinhar, para dirigir una casa de pouca familia :
na ra Nova, loja de ferragens n. 25, se dir quem
precisa.
Na ra do Sol, n. 13, aluga-se um escravo fiel
para servir a urna casa estrangeira o qual sabe tra-
tar de cavallos, he hbil para governo do carimbo,
servir mesa, comprar e he bom para o servigo
do casa : a vista dos pretendentes mais so dir.
Pelo novo destino que deu ao edificio da sua
residencia na ra do Hospicio, podor o doutor
Sarniento receber em sua casa doentes que desojem
virtratar-seneslacidado. Serffo recebidos nilo so
os doentes de qualquer sexo o condiglo que sejam ,
mas tambem as pessoas, ou familias, quo os qui-
zeremacompanhar.
-O abaixo assignado faz sciente ao respeitavcl
publico o principalmente ao commorcio, quo a sua
loja de miudezas na ra da Cadea do Recite, n. 51,
administrada por seu sobrinho, Antonio francis-
co de Moraes, at o dia 30 de junho p p. foz tras-
passoda dita loja com todos os fundos existentes na
mesma ao dlo seu sobrinho ; e por isso que des-
da aquella data lica gyrando em nomo do mesmo
sou sobrinho. -- Recite, 12 de julho de: 1847.
Jodo Jone de Garvalno Moraes.
Agencia de passaportes.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aierro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-so a tirar passaportes tan-
to para dentro, como para fra do imperio; assim
como despacham -se escravos : tudo com brcvidado.
Fabrica de machinas e fundi
calo
de ierro na ra
Brnm, no Kecife.
do
Segu para o Rio-de-Janeiro com muita bre-
vdadeolirigue-escuna Phara, recobo carga e es-
cravos a fretc; tem bons commodos para passagei-
ros: dirijam-se a Jooo Francisco da Cruz, ra da
r-- Para o Ro-Grande-do-5ul sal ir cm poucos
-TTras o briuuc Santa-Mariu-lloa-Sorte, por ter seu car-
rcmento proinpto : pMe receber escravos o passa-
sngeros, para o que entendam-se com o capitflo lo-
sJoaqun Dias dos Prazercs, ou com Amonn. Ir-
mQos, ra da Cadeia, n. 45.
**Jlc Callum &Companhia, engenheiros machinis-
tase fundidores de ferro, mu respetosamente an-
nunciam aosSrs. proprietariosde engenhos fiizen-
deiros, negociantes, fabricantes e ao respe.tavel
publico, que o seu eslabelecimento >e ferro ..mo-
vido por machina de vapor.se acha em elfcctivo
excrcicio e completamente montado com appare-
Ihos de pr'imcra qualidade para, a perfe.ta confee-
go das maiores pegas de machimsmo.
Habilitados para emprehenderquaesquer obras da
sua arte Me Callum & Companh.a c esejam mais
particularmente chamar a attengflo publica^ para as
seguintes porserem ellas da moior lrfc ne*U
.rovincia, as quacs construidas na sua fabnca po-
demcompcti.com as fabricadas cm pa.z estrang.'.-
ro tanto em prego como na qualidade das materia
primas e mito d'obra, a saber :
Machinas de vapor.
Moendas do cannas para engenhos movidas a va-
por, por agoa, ou animaes.
Rodas d'agoae senarias.
Manejos indenendentes para cavallos.
Rodas dentadas.
AguilhOes, bronzese churaaceiras.
CavilhOes e parafusos d? todos os tamanhos.
Taixas, crivos e boceas de fornalha.
Moinhos de mandioca .movidos a mito ou por ani-
maes e prensas para a dita.
Foges o tornos para cozinha.
t Canos de ierro, torneiras de ferro e bronze.
Bombas para cacimbas odercptixo.
Guindastes guinchse macacos.
Prensas hydraulicas e de parafuso.
Ferragens para navios, carros, obras publicas, etc.
Columnas, varandas e grades.
Prensas de copiar cartas e de sellar.
Camas de ferro, etc.
Alm da perfeigo das suas obras, Me Callum &
Compaahia garanlem a mais exacta confori
pouparSo esforgos nem diligencias para continua-
rem a merecer a sua confianga.
Jos Xavior Carneiro Rodrigues Campello faz
publico, para que alguem se nlo achejenvolvido em
alguma demanda, quando menos queira, que tem do
ir praga, paraserem arrematados por venda, tres
escravos seus de nome Jos, Qugam; Manoel, Baca;
Antonio, Rbnguella, e as bomfoitorias do engenho
Mogainbique, tudo penhorado a roquerimento del.
Anna Joaquina Lins Wanderley, na supposigao de
pertenecrem esses bens a seu devedor Jolo Carnei-
ro da Cunta Albuquerque. Notc-se quo o annun-
ciante j apresentou embargos delerceiro sonhor
pssuidor e prejudicado, e foram recebidos; mas, co-
mo correm cm auto apartado, a execugflo progride, e
ter o aun uncanle afinal de haver-se com o arrema-
tanto. Anda nota mais o annuncianle, quo elle lio
consenhor as Ierras do engenho Mogambiquc, par-
to das quaes pertencem a unsorphlos. O annunci-
ante j protestou judicialmente contra a penhora o
agora o faz contra a arrematagilo.
Joo Pires de Atmcida Lopes tendo de seguir
viagem para tora da provincia, faz publico quo na-
da se persuade devor nesta praga: todava se al-
guma Dessoa se julgar seu credor queira apresentar
a conta at o dia 14 do correte para ser devida-
mente paga.
Alugam-se tres casas terreas, no
becco do Veixoto, pelo preco (le cinco
mil ris cada urna : a faltar na na do
Crespo, n. i5, com A. da C. S. G.
Aluga-se urna grande casa terrea, na
ru.i Augusta com bons commodos, para
grande familia, pelo preco de dez mil ris:
a fallar com A. da C. S, G., na ra do
Crespo, n. i5.
Aluga-se um sobrado na ra Augusta, com
muito bons commodos para familia; 3 casas ter-
reas na travessa do Viveiro, feitas agora ; 3 canoas
ahertas ptimas para carregar lijlo : a tratar no
arcoda Conceigao n. 66, primeiro andar.
Perdeu-se na ruado Livramento urna cra-
teira com varas cdulas, e urna letlra da quantia
do 229,000 rs. acoita, em 27 de maio de 1847 pelo
Sr. JosJoaquim da Costa oendossada pelo Sr. Joa-
quim Jos da Costa Fajozes a vencer em 27 de no-
vembro do 1850 pcrlencente a Ricardo Jos da Cos-
ta ; ooutra lotlra aceita pelo dito Sr. Jos Joaquim
da Costa que esta inutilisada. Roga-se a quom as
achou, de as mandar a praga da Indepenpencia li-
vrarians. 6 e 8, em carta fechada visto que estilo
scientes o aceitante e endossanto para a nao paga-
rom senflo ao referido Ricardo Jos Ja Costa.
Aluga-se o se l'\o do sobrado da ra
Nova, n. 7, defrontc do oitao da matriz,
com muilos commodos e boa vista por
preco muito mdico: a tratar na ra do
Gabug loja n. 6.
FURTO.
Furtaram na noite do dia 9 para 10 do corrento ,
do um quintal da casa'terrea, nova, e ojie tem sotflo,
na ra do Hospicio 2 lenges novos o do 3 pannos,
sendo um de panno do linho c 0 outro de brelanha,
marcados com as leltrasM.G. C. S.; un vestido de
chita rxa, que foi lavado a primeira vez; una galo-
la pequea com duas rolas sendo urna branca e
outra parda. Roga-so a quom for offerecido o dito
furto, de apprehcndere levar a dita casa, que se
gratificar.
- Roga-se anda ao>r. L)r. Lourenco
Bezerra Garnciro da Gunlia de ter a bon-
dade de dirigir-se ra ireila, sobrado
n. a9, oad". ha ernem Ihe queira fallar, com
urgencia, a negocio que Ihe diz respeto.
___ I'edro Jos Ribeiro Alvares reti-
ra-se para fra da provincia quem do
mesmo se julgar credor, queira apresentar
suas contas, para ser pago, na rua do
Hangel, casa n. i5.
Precisa-se de um eaixeiro para tomar conta do
urna venda por halango : na rua estreta do Rozario
defrontc da rua das 1 arangoiras, a tratarla mesma.
-- Arrenda-se animalmente urna grande casa per-
to dosta praga, com qualro viveiros de peixe,
oom bastante peixo : a tratar na rua
Dos, n. 36, primeiro andar.
luaa-se urna preta boa cozmheira, para o ser-
vigo interno dequalqucr casa .- na rua da Madre-dc-
Dcos, 11. 36, primeiro andar. ,,.
__No- dia 30 de junho prximo passado, dcsappa-
receu da camboa do Sr. Miguel Carneiro urna canOa
aberla, que por motivos da chcia all se havia amar-
rado para se mandar retirar no din segmnte, porm
indo-se procurar nflo se achou mais, pnloque M sup-
po ter arrebentado a amarragao. Esta canoa tem
no vilo da segunda caverna da prAa um gato de fer-
ro atracando urna rachadurado cncolamento; tem no
banco domcio um pedago da corrente fechado com
cadeado; he um pouco compridn c estrella, o ae 10-
hoas da falca sao um pouco declinadas para roa.
Quem delta tiver noticias o quizer dar parte a seu do-
no, drija-se a rua dosQuarteisda po icia, n. 18, que
ter urna gralificagao pelo seu traballio.
Precisa-sede urna ama para o pequeo
go interno e externo do urna casa: na rua
tas n. 16, primeiro andar.
-O abaixo assignado declara pelo presento an-
nuncio que se nflo responsanilisa absolutamente
or nada que tomarcm em seu nome em lojn, venda,
oucm outro qualquer eslabelecimento, som que
naraistoapresentem bilhetc firmado pelo mesmo
abaixo assignado ; e roga a toda e qualquer pessoa
viar sua conta ,
da Cadea deS.-
Quem annunciou ter seis burros e um cava'lo
para vender, dirija-se a rua Diroita n. 121.
Precisa-sede dous amassadores para urna pa-
dara : na rua Direita dos Afogados.
Na rua da Cruz, no Recifc, n. 49 primeiro an-
dar, se dir quem compra 3 ofiiciaos de carpinte-
ro para fra da provincia sendo.2 do obra branca,
e um de riliera ; pagam-so bem, agradando as Ir-
guras e pericia.
Joseph Ridguay ,sua senhora 3 filhas e duas
criadas inglezas, retiram-se para a Europa.
Precisa-sede 1:500,000 rs. a premio de um o
meio por cento ao mez com seguranga em casas
terreas, livres edesembaragadas : quem quizer dar
annuncie.
ATTENCAO'.
Os senhores negociantes que tiverem boas din-
das fra dosta praga oquizerem que o abaixo as-
signado as v cobrar, para o que se julga eminente-
mente habilitado pois mo paga a advogado po-
dem dirigir-so ao advogado Jos Narciso Camello,
cujas dividas j cobrou o abaixo assignado ,0 ah
iluixarcm seus nomes por cscrpta para o abaixo as-
signado os procurar. Joaquim Fiancisco Baptista
de Mello Oxal.
= Alugam-se pretas o moloques para vonderem
azeite na rua quem os estiverdirja-sc a rua .Di-
reita n. 2.
Precsa-se alugar um moleque coznheiro que
seja liel; na rua Direita padaria n. 26.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da rua
Imperial 11. 67, com muito bons commodos, pintado
de novo : na rua Nova, n. 42, a fallar com Dellino
Gongalvcs Pereira Lima.
Aqu nao lia usura.
D-so dinheiro a premio sobre penhores de ouro,
em maiores, ou menores quanlias : na travessa dos
Martyrios, 11. 2, at as ti horas, c das 2 em dante
lima crioula forra, com muito bom. lei lo, se of-
ferece para amn : quem a pretender, dirija-se a Cam-
boa-do-Carmo, n. 32, para tratar do ajuste.
O engenheiro MiLurensiia na sua easa, rua do
Crespo, nf 14, primeiro andar, as seguintes scien-
Cias:-----AKITIIMETIC, GEOMETRA, AU-.EDKA, CHYMICA
C IMIYSICA.
Compras.
todos
da Madre-de-
servi-
de llor-
Que se julgr seu credor queira e a conta
* t v ._ .. I..,,,,, ., ata PI
*.,---------------
com os moldes edesenhos remctlidos pelos Srs. que
se dicnarem de fazer-lhos encommendas ; aprovei-
tandoa occasiSo para agradecer aos seus benvolos
amigosefreguezesa preferencia, com queteemsi-
"No^rm^m-dalravessa da Madre-de-Deos ,|do por elles honrados, e assegurar-lhes que nao
l.ea.
na casa de sua residencia na run
Antonio 11. 13 primeiro andar, para ser paga. --
Recire!l2dejull.o de 1847. -Antonio francisco de
M~ Os Srs. Joaquim Pereira da Silva e Bernardino
Jos I citilo teem cartas na rua da Cadea do Recito ,
loia n.5, viudas do Rio-de-Janeiro pelo vapor.
-.Quen precisar de 300,000 rs. a juros, dirija-sea
rua do Lvramcnlo, n 1, que so dir quem da^
.-Gaudino Lopes de Oliveira Jnior de xou
ser eaixeiro do rua, da casa de Eduardo B0II1.
------ andar
de
Compra-se um compendio do Piloto Instruido ;
na rua da Matriz da Boa-Vista sobrado n. 33, 80-
gundo andar, ou annuncie.
--Compra-se 1 bom cavallo passeiro c mesmo car-
regador baixo, sendo gordo, de bom tamanho e no-
vo : no Aterro-da-ltoa-Vista ao sabir da ponte, o
segundo sobrado da porta larga da parte da maro.
Compra-se um preto de 16 a 20 annos, com olll-
clo ou sem elle de bonita figura sem vicio nem
achaques; paga-se bem : na rua das l.arangeiras ,
n. 29, casa das aforigOes. .
-Compram-se, effoctivamcntc escravos de aTn-
bos os sexos do 12 a 2o annos ; sendo do bonitas
Qsurai pagam-se bem: tambem so comprain alguns
olllciaes de sapateiro : na rua da Concordia, pas-
sando a pontezinha a direita segunda casa terrea.
-- Compra-se, ou aluga-se um moleque, que seja
reforgado o sadio embora nSo tenha habilidades:
na rua da Cruz, no Recife n. 21.
Compra-so urna preta de nagao que seja mo-
ga de boa conducta, esaiba fazer com perfeigSo
lodos os doces masis; quem tiver annuncie.
Compra-se um par de brincos, de muito bom ou-
ro, sendo dos do franja o modernos: nesta typogra-
pha. ,
Compra-so urna venda com poucos fundos, que
tenha freguezia para Ierra o. seja em bom lugar:
quem tiver annuncie.
Vendas.
-- Vendem-se finos chapeos do Chylo : na rua do
Trapicho, 11. 8.
Vende-se, na loja
rua da Cadeia do Kecife, n. u
de miudezas da
r.
plcto sorlimenlo de bcngallas, que fingen*
perfeU&meole canna da India, pelo m-
dico preco de G^o rs. cada nina
__ Vendem-se botina com sola grossa,
ptimos para os dias de chuva, a 5sooo rs.
o par : na praca da Independencia, ns.
i3, e r5, loja do Arantes.
- Na botica da rua do Rangel, vendem-so os re-
medios seguinles, dos quaes a experiencia tem con-
firmado os melboros erfeitos : dentitico que tema
nropriedade de limpar os dentes cariados e resti-
luir-lhes a cor esmaltada, em muito poucos das;
o uso do dito remedio fortifica as gengivas o tira o
mi clieiro da bocea proveniente nSo so da carie,
cmodo trtaro que se une ao pescogo (lestes r-
enos; o remedio he designado pelos nmeros pri-
meiro e segundo : orchata purgativa, mu ulilas
enancase as pessoas de toda e qualquer idade; ho
composta .le substancias vegetaes, n
me
rem
ra curar dores veneras antigs, e q
ao tratamenlo gcralmente applcado ; dito para.pro-
vocara nienstruagao.caocclerar a aceto do u ero
idade de 20 anuos, muito forte; um dito de 18 annos,
nao se precisa
jrcurio, nem droga alguma quo possa prejudicar :
medio para curar calos, cm poucos das ; dito pa-
,., ,tr.. imnnraa ruvtiiras. e que teem resistido
das ma-
nos partos naturaes em que nao se p.c..>- -
obrP.s scientilcasdaarle; ^SS^^SZJSi
mores lympbaticos vulgo B^"',u'"ffl' dJl"
curar boubas c cravos seceos o m ^clhca/. quo se
conheceataqui ; dito oximel de ferro, muito til
as cl.lo ozes, vulgarmente chamadas frialdades ;
Zl an.-b liosos de Manoel Lopes capsulas de ge-
atina contando balsamo de cupah.ba; ditas do
nleodrecinospurilieado; ditas ue cubebas em p
tino : ditas de assafetida ; ditas com nos purgantes ;
ditas de ruibardo da China; ditas de sulphato de
ouinino de 1 e 2 graos cada capsula ; algaleas; pilu-
|as de sal de cabacinho; verniz de gomma copal, da
primeira qualidade, vindo da Frange ; remedios que
curam a frialdado dentro do 40 dias mesmo estan-
do inchado ; oleo muito bom para conservar o ca-
bello, que, atm de nHodeixar cahir o cabello, lim-
pa a caspa e cujo uso continuado faz reapparecer o
em al-1 cabello perdido ; pilulas especificas para curar as
Aluga-se um sitio no luga
rua de S.-Miguel, n. 39 : a tratar
ceiqao da Boa-Vista n. 58.
/MUTILADO




'M I


n
i''


A
Vendem-se caixas dechhysson, de 6, 12e13
libras em porpes ou a retalho ; caixas de velas
de espermacete de 5 e 6 em libra : na ra da Alfan-
dega-Velha n. 36, em casa de Matheus Austin & C.
fNa loja nota de Raymundo Carlos Ixile, ra do
Queimado, n. 11 I,
acha-se uro completo sorlimento de fazendasfinas
de todas as quali.lados, assim como um excellente
panno de algodilo, proprio para saceos e roupa de
escravos, a 260 rs. a vara, cujas pecas teem 25 varas;
lindos lencos de seda, proprios para meninos, a 720
rs.; finissimos chapeos do Chile chegados ultima-
mente, e novos padrOes do brins trancados do lis-
tras: tudo baratissimo.
I MKsim panno da lnho do
Porto, a 600 c 800 rs. a
vara :
as pecas do de 800 rs. silo de 16 varas, e as do de
600 rs. de 25 varas e nina terca: meias de algodilo
cr, as mais finas que teem apparecido; um lindo
sorlimento de chitas linas, as mais modernas que
ha em cortes de vestidos, a 3,000 rs. : na ra do
Queimado, lojan. 11 A, de Raymundo Carlos i.eite
Parecem de seda.
Novo sorlimento das chitas prctas assetinadas,
muito bonitos padrOes, a 240 rs. o covado; meias
finissimasde linho para homem ; inanias de seda ,
para senhora e meninas, a 3,000 rs. cada urna: na
na do Queimado, n. 11 A, Joja do Raymundo Car-
los Le i te
- Vendeni-so 4 prelas sendo nina dellas de An-
gola, de 20 annos, que engomma, cozinlia, faz to-
do o servicode urna casa ; o nflo tem falta alguma ;
um molcque lie Angola do 16 anuos que cozinha
o diario de una casa : na ra do l'osseio, loja n. 19.
No Aterro-da-Boa-
Vista,lojan, 2>ft,
vcnilem-se chitas muito boas a 4.000, 1,500, 5,000,
6e7,000rs. cada pega de 38 covadbs, e a retalho a
100, 120,160, 180 e 200 rs.: ineliin preto com al-
gn) mofo a 160 rs o covado, porin he muito en-
corpado c serve para se fazer calcas ; brins de listras
de cor de bonitos goslos, a 320 rs. o covado ; al-
paca por todos os p.-ecos, a 800, 1,000, 1,600 e
2,400 rs. brim branco de superior linbo, c muito
bem feJto pelo baratissimo prego de 1,000 rs. a vara ;
dito cor de palha a 720 800, 1,000 c 1,200 rs. a
vara ; lencos de seda tanto para algiheira como
para grvala, por serem estes de chadrez ; eoutras
muitas fazendas que se vndenlo por baratos presos.

Veudcm-sc varios terrenos
aterrados, no alinhamenlo da ra da Concordia,
ra do Palma ra da Aurora e ra do Seve por
prego commodo ; bem como 600 palmos de terreno a
margem do rio Capibaribe, que estflo aforados a d-
vercos.e que renden annualineulc o foro de 210# :
(para interesso he melhor do que urna proprieuado; n
Tallar na travessa da ra da Concordia .sobrado de
um andar, n. 5.
Vendem-se, na ruada Cruz, n. i0,
venda de Lmz Jos de Sa A raujo, sac-
ras com mu i lo boa familia de mandioca,
por pirco commodo.
Vende-so um sobrado de dous andares e sotfo,
sito em urna boa ra do bairro de S.-Antonio, e que
rende nicnsalmente 70,000 rs. ; vende-sc muito em
conta : na ra das Laraugeiras n. 14, segundo an-
dar.
Vendcm-se escravos
I.arangciras, n. 14
lindo preto de 22 anuos,
de sapaleiio e cozinlieiro
ollicial de pedreiro de 20 annos ; um
pardo de 20 anuos com oflicio de sapaleiro e que
tem boa conducta ; um piolo de 22 annos, de boni-
ta figura, que est affeito an trabalho de campo; um
dito proprio para o trabalho de algum silio por
250,000 rs. ; 3 pardas com algumas habilidades ,
de 16, 25 e 28 annos ; 4 pelos de 9,16, 18 e 24 an-
nos ; e mais alguns esclavos que so mnstrarfio aos
pretenden Up.
baratos na ra das
segundo andar: 1
com oflicio de
um dito bom


Vende-se um sobrado novo de um andar
o sotilo todo corrido, em chitos proprios c boa
ra a troco de dinheiro ou escravos de am-
bos os sexos : na ra das Larangeiras, n. 14,
segundo andar.
Vendo-sc urna preta rozinlicira de boa con-
ducta, moga; una parda engommadeira, cozinheia
o coslureira, propria para ama de casa por ter boa
conducta c ser sadia; um lindo molcque de 7 an-
uos proprio para brincar com meninos : ludo he de
pessoa que se quor retirar da praca por doente : na
rus larga do Rozario, loja de miudezas, n. 35, se di-
r quem vende.
Vendc-se o engenho da llana, na freguezia de
Nazarelh, distante 15 legoas desta praca e 8 da
cidado de Coiauna de boas estradas; tem una
famosa casa de purgar, com todos os seus perlen-
ces; casa de farinha lamben prompta ; 3 casas de
vivenda ; urna capcla, com todos os scus ornamen-
tos: tudo sobre o rio deScrgipe; (onde nunca fallou
agoa apezar das grandes seccas) um assude opti-l
mmenlo construido; maltas de boas madciras;|
barro jarcia; lenha para toJo o servico, e mullo
perto ; Ierras baixas de muito producciln ; os parti-
dos mili perto do engenho; (asegura-se 2 mil piles,
r.as cannas ja criadas e linipas; ) 10 bois, 10 bestas ,
2 carros novos, ele. Quem desojar fazer urna boa
compra e possuir um bom predio, dirija-se ao mes-
mo engenho a tratar com o sen proprietario, o ca-
pitlo Jos do Barros Cavalcante Marinho 'Paleto e
uesta praca para maior informagio na loja de fa-
zendas da ra da Cadeia, n. 41.
Vende-se urna porcao de lages de pedra do Lis-
boa por preco muito commodo : na ra da .Senzal-
la-Nova, venda de Jos l'ereira, se dir quem vende.
Nendo-sc, porseu dono querer largar, urna
canoa grande do conduzir agoa com pouco uso ,
bem construida de amarello e sicupira, por 250/
fs.; urna dita usada, construida da mesma raade-
ra por 130,000 rs.; as quaes nodem servir para
canoa aberta tirando o convs fra que he de .ta-
imas de amarello: tambem se trocain por alguma
casa terrea em Olinda, voltando-so conforme for o
valor da casa: na ra da Senzalla-Nova venda de
Jos Pereira so dir quem faz este negocio.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
Vcndem-se bilhetes c ineios ditos da
ii.* lotera a beneficio do Monte-Pio ,
que tem de correr no correte mez: na
ra da Cadeia loja de cambio, de Ma-
noel Gomes, n. 38.
Na venda n. 1 da ra da S,-Cruz na esquina
quevolta para a ruada Alegra vende-so vinho da
Figueira a 200 rs. ; dito de Lisboa, a 240 rs.
outros gneros deste estabelecimento por preco
commodo.
Vendem-se duas pardas, perfeitas
engommadeirase costureiras de 18 a 20
anuos e que teem muilo boas figuras ;
um mulatinho de 7 annos pouco mais 011
menos proprio para andar com meni-
nos em casa : na ra da Cadeia de S.
Antonio, n. 25.
NOVA PECHINCHA .'
Vilo a loja de miudezas n. 48, no Aterro-da-Roa-
Vista que achanto bocetas grandes e pintadas com
lindas eslampas a 1,000 e 1,500 rs.; cscovas finas,
para casaca a 800 e 1,000 rs.; cartas de alfinelcs
para vestidos e cortinados a 20 rs. : luvas prelas de
seda com dedos e bordadas a 800 rs. o par ; ditas
sem dedos a 400 rs. ; fitas de seda lavradas a 120
rs. a vara ; filas pretas de garra para luto, a 160
rs. a vara.
Vende-se urna boa casa na povoaciio dos A Toga-
dos, com grande terreno para um sitio, o qual he
proprio e de grande prodcelo: na ra da (loria,
sobrado n. 70.
Vende-se farinba de Trieste da
marca SSSF, verdadeira e frescal, do ul-
timo cariegamenlocliegado a esta praca :
110 armrzcm de Jo:iquim Lopes de Almei-
da por detrs do theatro.
Ya loja nova de Ma-
nocl Joaquim Pas-
coal liamos na ra do
Passio-Pubico, n. 19,
vendem-Se pegas de chila.a 2// rs.,e a 80 rs. o covado;
pecas de chita de assento coberto a 4,500 rs., e a
120 rs. o covado ; dilas muito finas c de padres mo-
dernos a 180, 200, 220 e 240 rs. ; dilas para cobcr-
la a 6,000 rs. a pe?a e a 160 rs. o covado ; pecas
tle algodfiozinho a 2,000 rs. e a jarda a 105 rs. ;
pecas de mudapoliio, u ,400 o 3,900 rs muito lino,
e mais fino a 300 rs. a jarda; urna porefio de lan-
zinha para calcas, que muito bem imita a casimira,
a 320 e 1,200 rs. o corle; lencos de seda a 1,440
e 1,600 rs. ; pecas de cambraia lisa a 2,501) rs., e a
vara a 400 rs. ; lencos para grvala a 200 rs.; ditos
para senhora a 320, 100 e 480 rs. ; brim trancado
branco de puro linho a 1,000 e 1,200 rs. a vara ;
ditos de quadros c listras a 1,000 rs. a vara ; meia
casimira a 640 rs. o covado ; suspensorios a 100
rs. o par ; ciles de chitas linas, a 2,000 e 2,400 rs. ;
pelle do diabo a 200 rs. ; bretanlia de pufo linho ,
a 640 rs. ; pegas de bretanha com 10 varas a 1,280 e
2,oo rs.; corles de cambraia decores a 2,400rs.,
e a 200 rs. o covado ; pegas de ganga azul, a 1,120
rs. cortes de fustOes paracollete, a 1,000 rs. ; len-
cos de iclroz da ultima moda a 3,500 rs.
AOB.il. ATO.
Na nova loja de Francisco Jo-
s lexeira Bastos, nos qua-
tro-cantos da ra do Quei-
mado, n.O, que faz esquina
para a ra estreila do Boza-
rio, vendem-sc
fazendas novas, bem como : brim pardo trancado
de puro linho, a 200 rs o covado ; dito superior, de
cores as mais modernas a 1,500 rs. a vara'; algo-
dflo trancado de listras americano, a 180 rs. o co-
vado ; dito cncorpado a 200 e 240 rs. o covado ;
chitas escuras de cores (xas, a 160 e 180 rs |, c linas
de novos padrocs a200rs. o covado ; ditas impe-
riacs a 300 rs. o covado ; ditas escuras e ordina-
rias a 120 e 140 rs. o covado ; cortes de cambraia
fina, de cores a 3,200 rs.; pegas de bretanha de rolo
com 10 varas a 2,000 rs. ; dita de puro linho a 320
rs. a vara ; dita muito lina a 640 rs. ; merino pre-
to fino o de cores a 1,280 rs. ; panno fino preto ,
a 3,000 rs. o covado e de outras cores e qualidadcs ;
meias para meninos a 80 rs. o par ; ditas para me-
ninas a 200 rs. ; dilas prelas e curtas a 120 rs. ;
ditas muito finas a 280 rs, ; ditas para senhora a
240, 320 o 400 rs. o par; mantas de fil do linho a
1,600 rs. ; cassa escampinada, propria para cortina-
dos, a 3,900.1-8. a peca ; cambraia lisa muito fina a
6i0rs avara. l)ilo-se amostras francas aos compra-
dores. Alm destas ha outras muitas fazendas moder
as por precos rasoaveis.
- Vet>demse saccas dealquei.
re de muito suneiior farinha de
do em arroba a 160 rs. : palha apparelbada lim-
pa e prompta para trabalhar a mil rs. a libra : na
na Nova,armazem de trastes defronle da ra do
S.-Amaro. .
- Vendem-se, na ra Augusta n. 34 casaes de
rolas brancas de Hamburgo por prec commodo.
A 140 Bs.
Na loja de 3 portas de Francisco Jos Pereira
Braga na ra do Crespo n. 3, ao p do arco de
S -Antonio vende-se superior chita de padrOes es-
cures, pelo diminuto preco de 140 rs. o covado;
dita imitando cassa a 160 rs. o covado.
Vende-so cera do carnauba da melhor
qualidade que tem apparecido Unto a
retalho como em porcoes na ra das
larangeiras, n. 14 segundo andar ,
junto a rcfinacffo.
Oh que pechincha
tem oantigobara-
teiro da ra do
Collegio, n, 9.
Um grande sortimento de tamancos noves muilo
bem feitos e mais baratos do que em outra qual-
quer parle. Cheguem a pechincha antes que se
acabo.
Vende-se ummolecotede nacflo, de boa con-
ducta, oque he muito humilde; urna negrinha de
13 a 14 annos com principios de costura o engom-
mado e quo sabe cozinhar ; urna dita de 28 a 30
annos de muito boa conducta que engomma o co-
zinha muito bem o diario de urna casa e lava: na
i ua do Vigario, n. 24, se dir quem vende.
Aos amantes da boa pitada.
He ebegado do Rio-de-Janeiro e exis-
te a veudana loja de miudezas de Joa-
quim llenriques da Silva ao p do ar-
co de S.-Antonio o excellente e novo
rap lino principe do Gro-Par a 1$
rg, a libra.
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S.-Malheufi: no escriptorio de
Alanoel Joaquim Fiamos e Silva ,
na ra da Cadeia do ftecfe ,
n. 'S.
Vondem-se por com modo preco, exccllentes
compendios de msica : na praca da Independencia,
'ivraria n. 6 c 8 e na loja de cncadernac>1o n. 12.
Vendem-se 6 burros c um cavallo de sella, por-
ximamente chegados do sertao mui proprios para
senhores do engenho: em Olinda, na ladeira da
Misericordia.
Vende-se bom junco, a 200 rs. a libra e sen-
Na ra da Senzalla-Nova, n. 3o '
(nadara) vcndem-se juncos de superior
qualidade, em porcao e a retall.o, e por
menos do que em outra qualqucr parte
\a loja nova do
Passeio-publico,#
n. 17,
vendem-se cortes '.e vestidos de cassa, de muito lin-
dos padres c muito linos.a 2/rs. o corte; chitas em
cortes de 10 covados muito finas, a 2,000 rs.; ditas
muito finas e fixas, a 5,000 rs. a peca, ea 120 o 140
rs. o covado ; dilas proprias para coberla padrOes
e pannos muito bons, a 5,000 rs. a peca e a 140 rs.
o covado; casimira preta, azul, e verde-escura da
largura de panno ,' a 2,200 rs. o covado e outras
muitas fazendas, por preco mais commodo do que
em outra qualqucr parte.
-Vendcm-se muito lindas sedas para chapeos de
senhora : na na do Cabug n. 11, junto a botica
do Sr Moreira Marques.
Vcnde-so um armazem na Ponte-Velha da Boa-
Nisln por preco commodo : na ra da Matriz as
lujas do sobrado n. 33.
Vendem-se saccas com alqueirede arroz bran-
por preco commodo : na ra da Madre-de-Deos,
pro-
gem; urna preta que cozinha, engomma e ..
urna dita boa lavadeira de varrella ; urna d[. ,'
elegante figura com habilidades; um molnUenne
cial de pedreiro; urna prota de 18a 20annos n
he engommadeira e coslureira para fra d
vincia : no pateo da matriz de S.-Antonio,
n. 4.
IVa loja nova do
Passeio-Publico,
vendcm-se pecas de algodilozinho sem avaria
1,600 e 2,000 rs.; riscadinhos a que chamara linho
para camisas de escravos com 4 palmos de largun'
a 120 rs, o covado ; e outras muitas fazendas nuil
baratas do queem outra qualquer parte.
Na liviana da esquina do Col.
legio, v ndem- c
diccionarios de Moraes da quinta ediefo ; ditos <
Constancio da terceira edicto ; ditos franec/.es de
Napolen Laudis edic1o nona de 1846 : lodos Jo
boas encadernacao.
Na ra Nova, n. 10, loja de
de Hiplito Saint Martn
, & Com pan 1 lia ,
acaba-se de receber}, pelo navio Ceiar, vindo dn
Franca um completo sortimento do fazendas fran-
cezas, comosejam fil de blonde, preto e borda?
do; chapeos de palhinha aberta, para senhora i
meninas ; ditos do seda ; cachos do llores, com plu-
mas mui ricas; capellas de laranja ; guarnicOesdo
ffores para vestidos; sodas brancas lavradas, para
vestido de noivados; mantas; chales o loncos de
seda ; muito lindos lencos de garca os melhore
que ha para senhora ; ricas fitas lavradas de todas
as larguras ; luvas do pellica enfeitadas ; ditas cur-
tas el isas; ditas de seda; meias de seda o de algo.
doj'bicos de blonde, seda e linho; creps muito
lindos ; plumas verdadeiras, para chapeo e cal*
Ca ; sapa tos do couro de lustro, cordovio, duraque
marroquim decores o preto; ditos para meninas;
botinse sapatinhos para meninos; borzeguinsgas*
peados para senhora; chapeos de sol, para senhora,
muilo ricos ; marroquins ; estojos mathematicos;
caixas para costura ;jogos de vispora damas, do-
min e chadrez; saceos para viagem ; espingardas;
cspelhos para sala ; um completo sortimento de fa-
fumarias; caixas ricamente douradas e forradas di
tartaruga para rap; c outras muitas fazendas por
preco commodo.
Vendem-se duas casas terreas,com
boas cominod idades, edificadas na traves-
sa do Marisco, por mdico preco: trala-se
na ra Direila, sobrado n.sg.
- Vende-se urna linda escrava de nacHo, de28
annos de idade; he engommadeira, coslureira ede
boa comliita : na ra eslreita dollozario, D. 31, pri-
meiro andar.
brande attencao.'
ptimas meias prelas compridas, muilo finas
proprias para padre no s pela cor (xa como pe
lo extraordinario lanianho: vendem-se por preco
raso avel, na ra do Queimado, loja nova n. 11 A.
ATTENCAO'!
i
Frederico Chaves, fabricante degazhy-
drogeneo liquido, com fabrica de li-
cores, chocolate e espiritos, no Aterro-
da Boa Vista, n. 17,
tem a honra de participar ao respeitavel publi-
co, e com particularidadeaos Srs que usam decaii-
dieiro de gaz, que na sua fabrica sempre acharo
grande poi'cflo de gaz hydrogcnco liquido, de boa
qualidade, pelo diminuto preco de 320 rs. a garrafa.
A 640 15
s
9
pares de pentes de tartaruga demarrafa: na ra lar-
ga do Rozario, n. 24.
Vendem-se 191 pecas de cabo de Cairo narui
do Trapiche, n 8.
Vendem-se seis escravos, sendo: um negro, I
de 18 annos; urna negra, de 20 annos; um mulato, I
muito bonito, de 20 annos, com habilidades; dous |
moloques, de 8 a 10 annos; urna cabrinha, de 8 an-
nos: na ra da Senzalla,"11. 132, no segundo anu'r
de manhia at as 11 horas, e de larde al as 4.
- Vende-se azeite doce en-
garrafado, de superior qualidade, chegado reecnl-
mente de Marselha : em casa doJ. O'. Elsler, iurW !
da Cadeia-Velha, n. 29.
Escravos Fgidos.
co
n. 9.
--Na loja de fazendas, na esquina do becco da
(.ongregacao 11. 11, vendom-seosseguintes livros
Saint Clar das IIhas; Mysteriosdo Castcllo de Udol-
ro ; a Hervanaria ; linguenande de Cooucy; a lislran-
geira ; Konte de S.-Catharina; Ip.siboie ; Renegado
Solitario; o Tmulo ; CapilSo Paulo; os Ksfola*.
dores ; Ida ; Rebeldes ; os Tros Castellos; Vctor
Alexina; Cecilia de Chatenai; Erna; Ktclvina; Cas-
lello das Colinas ; Mosteiro; Palacio de Alberto-
Castello dos Morios ; lloras Mariannas ; Jardim das
Damas.
Vende-sc urna preta do 25 annos pouco n
ou menos que cozinha bem o diario do urna casa
lava de sabslu o varrella entondo do arranjo d
urna casa mo lom vicios nem achaques, por pre-
C9 barato : na ra do Crespo n. 12, a fallar com Jo-
s Joaquim da Silva Maya.
"".yt;."_l,om"se 7_e?cravs, sendo : 2 pardos, de
Fugio de bordo do patacho Velicano um cscra
de nome Roque, do San-Thom estatura M"*J
rosto redondo esem barba, com feridasnas in-
vestido com camisa e calca azul e barrete ing*'
Este escravo pertenco a Jofio Jos Pereira do Azeira.
do ltio-de-Jneiro. Quem oapprcbender, qucira ij-
va-lo a ra da Cruz n 66, casa de Gaudino Ago" |
nho de Rarros, porqnem ser recompensado.
Kugio, nodia28de junho passado, do c6''
nho Jundiahy, no flio-Grando-do-Norto o preto
nedicto,decr bem preta, altura regular, o"
ruivos, pouca barba deptes alvos o limados;
desconliancasde ter vindo para esta praca : 1uen
pegar ser bem recompensado entregando a seu
nhor, Fabricio Gomes l'cdroza, no engenho Jum'
hy ; em Nazarclh ao Sr. coronel Jos Profiri U"
de Andrada l.inia ; na Parahiba, ao Sr. Anlom,"c|
Lopes de Albuquerque ; e nesta praca M,n
I gnaco de Oliveira, na ra da Cadeia, 11. 40.
bonitas figuras, sendo um delles proprio para'pa-|Pn\.: na i\p. de M. f. dk rARlA
,,-wi8j;
MUTILADO I


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