Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08486


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Full Text
lAnno
de 1847.
Ter9a-feira 13
I ni/IRlf) pul'lio-'* ,0'1o, M *'** 1"c nio
I urH Pre d" a,iRn"*ur" he rfc
IfOin qiiHrlel, pasos adiantadnt. Oj an-
I4i0(> rs. i ^Jjj n,meJ 3o inseridos i rosno de
Inimc'* ijn|ia o i-J. eni tyno diltrente, e as
IjutJ.P01
i melada. Os queno forem ssli;-
''^dmE** 80 rs porllnna, e I6U em Ijpo
PHASES DA I.U*. NO "EZ DE fcl.HO.
PARTI* DOS CORREIOS.
(loanna e Paraiivha, as sexuadas esextas feirn.
Rio-Grande-dn-Norte quimas feiras aomeio-dia.
Cabo, Serinhuem, Rio-Formoso, Poilo-Calvo e
Macelo, no I .", a 11 e i I de cada mez.
Garanhuns e Bonito, a 10 e 21.
Boa-Vista e Flores, Hlell.
Victoria, s quintas feiras.
Oiinda, todos os dias.
PREAMaR DE HOJE.
I'rimeira, s 5 horas a 18 minutos da manliSa.
Segunda, as S.lioras e 12 minutos da tarde.
de Julho.
Ann XXIV.
N. IS5.
das da semana.
11 Segunda. S. Nabor. Aud. do 3. dosorphSos
doJ. doc. da 5 r. e do J. M. da 5 v.
13 Terca. S. Analcleto. Aud. do I. do civ.
da t. v. e do J. de P. do 2. Obi. dn t,
14 Quarla. S. Iloavcotura. Aud. do J. do civ
2 e do i. de paz. do 2 dist. du t.
15 Quinta. S. Camillo. Aud do do orpli.
e doJ. municipal da I. vara.
IG Sexta. S. liilarino. And do I do civ. da l.v.
e do J. de paa do I. dist de I.
17 Sabbado. S. Aleito. Aud. do J do civ.
da I. v. e do J de pai do I dist. de t.
18 Domingo. 8. Uarinha.
CAMBIOS NO DI A 12 DE iUT.UO.
Cambio sobre Londre a 2C'/,d p. IJrJ.aGnd.
a i) P.ris S.Sb r. por franco.
ii u Lnlma 105 de preno.
Drsc.dcleltras d lioas firmal de /, (/o"omez
OuroOncas |.espolilas.... 2ftJ(l'in a lSOO
Moedasdoi00 velh. i8?oiiii ,i ir.jToa
)) de Ujtu" nov.. IflJoOO a IflfloO
.. de 4*000..... S/llOO a 9|20<>
VrnU l'al ices ........ I#920 a tlHO
Pesos columuarcs... 1/1120 a l#''*0
Ditos mexicanos ... i|?G0 a IJSfli
Miuda............ li'i i<> a 1(820
Acodes da coinp. do tlcbenne de 50f000 rs. ao par.
.-
DIARIO DE PERMAMBUCO


PABTE OFFICUl.
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DA 5 DO CORRENTE.
0f|cio. Ao inspector da thesouraria das rendas
proviiiciaes, ordenando faga abonar ao destacamen-
to policial da comarca de Garanhuns osvencimon-
tosa que tom direlo do t.deste mez ao ultimo do
setembro prximo futuro. Participou-so ao com-
mmdantegeral do corpo de polica.
I(li0 Ao chefe de polica, recoinmendando baja
du mandar proceder, na forma da lei, acerca do pro-
feditncnlo do inspector do quartoirflo, Urbano G. P.
"Sima, referido polo Coadjutor da freguezia de Na-
relh na representagflo que por copia [he remelle. -
'arlicipou-so aoEx.m e l'.vm. bispo diocesano, por
ctijoinlermeJio foi recebida a precitada represen-
laciio.
Djt0-._ Ao director do lyceo, declarando deve en-
carregar a regencia da respectiva cadeira decloquen-
cia nacional a un dos professores adjuntos, que se
nucir encarregar dessa misso gratuitamente, ou
mediante a gratificagSo, que, por S. me. arbitrada,
for approvada.pela presidencia.
Kilos. Ao commandantesuperior da guarda na-
cional do municipio doltecfe, ordenando de passa-
oem para o respectivo esquadrilo de cavallaria ao
guarda NicolaoTolentino deCarvalho ; efaga dispen-
sar do servico do mesmo esquadrilo a Antonio Leo-
poldina Pinto, emquanto ostiver no exercicio do lu-
gar de inspector dequarteirflo.
Hito. Ao agente da oompanhia das barcas de va-
por, recoinmendando que, em cumprimento de or-
dem imperial, mande dar transporte para o Itio-de-
Janciro ao bacharel Joflo Nedomuceno Xavier de'
Mondonga no primoiro vapor que locar nesta perto
com destino ao daquella corte.
DEM DO DA G.
Oflicio. Aocommandante das armas, declaran-
do pode fazer seguir para a ilha de Fernando, no bri-
gua-esciina llenriquela, o soldado scnlenciado que
para ahi tenciona remoller; esignificando que as
pracas que vo destacar nesso presidio, rilo escol-
tando o mesmo sentenciado e a 19 presos que teem
de ser enviados pelojuiz municipal da primeira va-
ra. ofiiciou-se respcilo ao director do arsenal
de guerra, ao do de marinha, e io juiz municipal da
primeiu vara.
Dilo. Ao inspector do arsenal de marinha, or-
denando determine aocapitflo do brigue-cscuna su-
ipracitado va receber do commantlanle do 2. bata-
lliflo do artilbaria a p, para entregar ao da ilha de
Fernando, douscaixoles com pegas de fardamento,
e a importancia dos vencimentos do destacamento
Ja inesiua ilha.
Dito. Ao mesmo, determinando faga vaccinnr
o recruta Clemente Gomes da Silva, que, segundo
8. me. informa, foi julgado apto para o servico da
armada.
Dito. Ao mesmo, autorisando-o a comprar por
OfOOO ris o pranchflo de amarcllo requisitado pelo
conimandante da ilha de Fernando. Partcipou-se
aocommissario-pagudor e ao director do arsenal de
guerra.
INTERIOR.
PAULA MENT BIUSILEIKU.
SESSAO EM I0DEJUNHODE 1847.
DISCU^sAo DO PARECER DA COMMISSO DE COR1S-
TITUI DOTJS SENADORES POR ESTA PROVINCIA.
(CONTIKUAQaO DO NUMIMiO antecedente.)
O Sr. Alvts Ilranco (ministro do imperio) : Sr.
presidente, esta discussfio em verdade tem-se torna-
tlo distincta pela confianza que alguns dos uobres
senadores, meus adversarios, teem mostrado em suas
convic?0es, e tanto que ncm admittem a modestia
dequem dizque nflo leve tempo de entraren! todos
os pequeos pormenores desta eleirilo. Isto he real-
mente digno de lastima Eu tenho at ouvido a al-
guns nobles senadores, alias homens muitoserios
e sisudos, declarar que cu insist diversas vezesm
usar da plmise simples o na deque a couimissiio
quena annullar a carta imperial. Gomquanto no
repillo a expressio, comtudo anda hontein li oulca
vez o meu discurso, e nflo achei esta phrase senao
una s vez, e pela maneira por que mostrei na ses-
silo passada. Declaro, como hontem, que nflo revi o
nicu discurso.
iatnbein cliegou a paixfio a ponto de se avangar
que eu dissera nesta casa,que, nSohavendo ferimen-
lo, nfio havia violencia. O nobre senador ha do me
perdoar ; en tenho milita conlianga as suas quali-
dades moraes, mas tenho pouca nos seus orgflos au-
ditivos. Verificando meu discurso, quo uo rev.eis-
aqui o que se aprsenla atste respeilu: Procucei
igualincule ver onde eslava comprovada a violencia
lula a essa mesa', o n3o achei em parle nenhuma.
Ninguem sequeixa de que houvesse espticamente,
feriineutos ou outros aclos de violencia pliysica
U .Sr. Fticonde de Oiinda : O que quer dizer l
OSr. Alve$ /tranco : -Quer dizer quo nao ha vio-
lencia sem ferimento? Nao liouve ferimenlo ou ou-
tros actos de violencia pliysica, como empurros,
conlusfles, que nflo sflo ferimentos Mas eu trago
istosmente para demonstrar a quo ponto tcm che-
gado a paixflo de alguns espirito*. Eu nflo tratara,
senhores, desta quesillo, se acaso nflovisso.o modo
geral por que se argumenta contra as eloigOes de
I'ernambuco: osuborno nflo fie particular a um colle-
gio, ho geral; a violencia nflo he parlicular a um col-
legio, he geral. So os nobres sunadores se limlas-
sein a dizer que estes actos foram pcalicados em um
ou milro collegio c os annullassem, nosestavamos
de accoedo ; mas, como os nobres senadores nflo o
entendem assim, como dizcm quo osuborno foi go-
ral, que a violencia lambein foi goral, he preciso en-
trar outra vez no exame das mesmas asserges, das
mesmasallegagOes.
O senado tom visto quanto be fcil fazer lista tri-
plico sobre a leigflo de urna provincia. Hontein fez-
se una, ou talvez duas outres ; hoje fez-se outra.
Eu tenho dito quo se podem fazer cem ou mil.
0 Sr. Clemente Pereira : --"Mao he isto !
0 Sr. Alves frenco: Podem-se fazer muitas, con-
forme se ajusta um voto, ou langa-so para esto ou a-
quelle individuo; e isto pode ser para algumas pes-
soas motivo sufficiento para se annullar a leigflo.
I.ogo que se ponha esta priir.issa, ha de se concluir,
com adiminuigflode votos de um dos propostos, que
a lista poda ser outra, e por consequencia que est
milla a leigflo. Mas, quando seapplicarem leis como
deveg serapplicadas, quando se lizer uso do racio-
cinio com perfeila imparcialidade, necessariamonte
ha de so vr a um accordo, a urna s lisia, salvo se
as leis offerecem dous sentidos diversos, mas creio
que nflo ; s se os principios da hermenutica, da l-
gica sio tflo contradictorios, quo nflo se pode nun-
ca vir a um accordo a este respeilo; maseu creio que
era pc#sivcl chegarmos a esse accordo.
Sr. presidente, tratarei agora das rasOcs que se al-
legam.para se annullarem aseleigOcsde toda a pco-
vincia. Gomo eslas rases eslflo envolvidas lambem
no parecer dacommissflo e tem-se fallado j muito
sobre isto, eu seguirei a mesma ordom pouco niais
ou menos em que esta materia tem sido tratada no
parecerdacommisso e por alguns senhores que o
teem sustentado.
Hontem j fallei sobro o primeiro facto allegado
pela commissflo psra concluir a nullidade daselei-
gOes. Estn primeiro facto he a ingerencia do presi-
dente as mesmas eleiges, isto he, ler ordenado
que Ihe fossem remettidas as actas dos collegios pa-
ra as entregar depois estagflo a quo cram dirigidas.
Parece-meque esta fra deduvida que nesle nego-
cio o presidente nflo obrou'contra le nenhuma ; o-
brou, pelo contrario, em conforinidadc perfeita com
as leis que existeiu. Esta miiiha concluaao he tflo in-
queslionavel, que os mesmos uobres senadores nao
seiUreveni a contesta-la ; os mesmos que apresun-
taram esta casflo 110 parecer da cominissao declaram
que sopor si ella nflo tem importancia nenhuma.
O Sr Carneiro ledo : lie o que ellos nao dizem.
OSr. Mvet raneo : Dsse-se que esta allegagflo
tem importancia em consequencia de oulras circuns-
tancias.... ....
0 Sr. Carneiro Ledo : Importancia decisiva.
O Sr. Alves Bronco (lendo o discurso do Sr. Carnei-
ro l-eflo) : Se este laclo fosse solado, fosge coiiipanbado de outros, nflosei o que a commissflo
concluira. Ccrtamente nflo concluira como con-
eluio, porque a cwmniissflos considera o faci im-
poi tanto em consequencia de outras circumslancas.
Urna dolas he o lee ordenado o presidente que as ac-
ias lhe fossem remeltidas para seren entregues a cs-
tagao competente.
Eu nflo tenho remedio senflo repetir o que ja dis-
se. As Instrucges de margo do 1824 mandam quo os
collegios renioltam asadas acamara municipal da
capital e ao ministro do imperio ; mas, como nflo se
deejara o intermedio, nflo se diz directamente--, c
ha outro artigo quo ordena quo o presidente o o com-
inandanle das armas auxiliem a seguranga 0entre-
ga pronipta dessas actas, lio evidente que cabe a
opinflo da commissflo, que estigmatsa de contra-
rio lei o s instrucgOes esto procedimento do pre-
sidente.
Tem importancia em consequencia de circunstan-
cias ; quaes sao ellas ? lie que o presidente era can-
didato, dizem osSrs....
O Sr. Carneiro Leo : Va conclusflo.
OSr. \lves Jlranco (ministro do imperio): Che-
garei a outras ciccumstancias; vamos primeramen-
te a esta. He circuhislancia muito Importante para o
nobre senador sor o presidente candidato. J disse
que nflo havia lei nenhuma que o prohibsse; j dis-
se que nao era urna pcimissa para se concluir in-
falliveliiienlecorrupgao ou vicio as eleiges. Esta
consideragflo poderia ter importancia se se provasse
a adlteracflo das actas; mas, nao havendo adultera-
gao, he evidente que ella cabe por si.
Digo que nflo ha adulleragflo de actas, poique a
camina municipal da capital, hostil ao presidente, lie
a mesma que o declara. As instrucges mandam que
a cmara da capital, quando tiver do approvar as ac-
tas, convoque os eleilores, as pessoas da governan-
ga eo povo por editaes; que as actas sojam apresen-
ladas perante todos, ou enlflo abortas para se ver so
ha vicio, adulleragflo, etc. Acamara da capital he a
mesma quo diz que as actas estavam intactas.
Ora, Sr. presidente, como pode haver suspeita de
vicio as actas, quando diz-se mesmo na apuragflo
geral da cmara que os collegios quo eram adversos
ao presidente mandaram suas actas directamente a
cmara, no se impoi laram com a ordem do presi-
dente? Eram asadas desses collegios que o presi-
dente podia ter inleiessc cni viciar, porque os ou-
tros, segundo dizcm os nobres senadores, lomaram
o presidente por candidato; por isso, nao havia ne-
cessidado nenhuma de adulterar as suas actas.
0 nobre senador disseque o presidente podia man-
dar paradas. Pois paradas compostas do soldados se-
rfto mais capazes de trazor as actas do que os delega-
dos}' Quero admittir os delegados de mais fcil con-
vengao. nflo poderia o presidente cscolhor tambem
soldados mais prestadlos para essas paradas ? V. Ese.
adiara mais garanta no sentimento dos soldados
que o presidente escolhesse? So olle tal fiesse, es-
lava subjeilo mesma recriiiiinagaO; voram no sen
procedimenlo mi nlencflo, desojo de adulterar as
actas. O quo elle fez foi lveac grande porgflo de ac-
tas de passarein por mflos do pessoas at desconheci-
das, depessoas qunpur inuilas vezesas teoni viciado,
como lie notorio.
Nada masdrei a respeilo desta parte do parecer
da commissflo, sobre a qual me parece que nflo fal-
lou o nobre senador o Sr. Torres.
O nobre senador, rejeilando todas as coarctadas
que se davam para defender o presidente, eneastcl-
lou-sc a final em que havia sellos falsos; que poderia
apparecer ludo muito bem, ludo intacto, tildo sem
vicio, o entretanto ter liavido vicio. Este argumento
prova >le mais. So assim he, o nobre senador ha du
periniltir que diga que nada merece f. Nflo piulo
liaver correspondencia, nflo pdcjiaver mais titulo
de qualidade nenhuma, emllm a sociedade vahgyrar
sobre outras bases, ludo he chaos, ludo confuso.
Se nos, porque pode-se por sello falso, devenios con-
cluir que liouve falsidades, entflo est ludo acabado.
Isto prova de mus, e por consequencia nada prova.
O nobre senador disse que o presidente do I'er-
nambuco nflo deu excmplo de respeilo s Icis/j
constituigflonadoliboragflo quo tomou para que as
actas lhe fossom remettidas. Eu digo que esse. pre-
sidente don exemplo de sobra do respeilo lei; creio
que he isto nqueslionavel. Para provar a sua asi-
gno, cumpria que o nobre senador mostraste que os
collegios eleitoracs tnliam de renictler as actas di-
rectamente cmara; mas, como nao o mostrou
nem poda mostrar, nflo devia concluir que o presi-
dente llera exemplo de inobservancia das leis e des-
respeito conslituigao.
O nobre senador continuou a sustentar que as ac-
tas remettidas por mflos particulares licavam mais
garantidas do que sendo remettidas por intermedie
do presidente. Para demonstrar isto, disso que as
autoridades, nirnienln as de I'ernambuco, silo des
morasadas, nflo sflo capazes de fazer cousa regulai,
cousa conforme lei. Disse mais que o presidente
podia mais facnionln que um particular viciar a-
actas, porque nflo s no seu throno evitava a respon
sabilidade, comoobrigava a todas as autoridades a
que lhe prestassom auxilio. I'os o presidente nflo
poderia, sendo assim poderoso, exigir esse auxilio,
nflo s de autoridades corrompidas, senflo de qual-
quer particular que concorresso para as suas falca-
ruaST Creio quesim. Purtanto, nao vejo peso nc-
ulium na argumentacSo do nobre senador. Elle pro-
cura lngara.suspeita sobro ludo quanto he autori-
dades ucha mais garanta em qnalquer particular,
soja elle de que qualidade fr; nflo cuida em apontar
homens em quem se dova ter conlianga: qualquer
seria til, porque poda ser punido. Mas quaes sflo os
particulares, pergunto ou ao nobre senador, que
teem viciado acias c quo teem sido punidos ?
O nobre senador falln da agilagflp das eleiges;
disse que esta agitagflo be urna circumstancia essen-
cal tiogoverno representativo. Eu nflo digo o con-
trario; mas quizera quo os nobres senadores nflo vi-
essem lembrar ou bradar ao governo que acorde,
qu a nagflo esta dividida em dous partidos, que
convm acabar com isto. Se acaso a agitagflo he pro-
pria da nossi forma de governo, se acaso os partidos
silo proprios della, porque sem partidos nflo ha esta
agitagflo, como querem os nobres senadores quo a-
cabemos comeases partidos? Ser essa agitagflo de
boje ? Creio quo he muito antiga.
Passa o nobre senadora fallar do segundo facto,
slo he, da intcrvengflo de eleitores Ilegtimos* que
perturbaran) a leigflo. Eu nflo posso concordar
nesta segunda parte. Que appareceram nesses colle-
gios eleiloraes que nflo deviam votar nesta leigflo,
concordo; masque elles a confundisseni ou pertur-
ba6Sem, lie o que neg.
Senhores, lio verdade que a cantara dos deputados
annullou quatro collegios eleiloraes do l'ernambii-
co, sem comtudo dar por nullas as eleiges (va slo
entre parenthesis); depois desta annullagflo do ool-
legios, foi ordem do governo parase proceder no-
vas eleices primarias. Creio que hci do ter aqui a
dala desta ordem. A cmara dos deputados levou ao
conheriment do governo a sua decisflo cm 7 de Ja-
neiro do 18*5; o governo, em virtudc della, ex pedio
ordens para a nova leigflo em aviso de 8 de Janeiro
do mesmo auno; e em 12 do fevoreiro participou-se
de l'ernanibuco que eslava executada essa ordem,
tendo-se procedido s novas eleiges a 9 desse mez.
Mas a leigflo do Sr. Andrada Machado ja eslava lei-
ta desde C de Janeiro, e pelos eleitores que entflo
pareciam legacs, que cram osqiic tinham votado na
leigao de deputados. Nfloconstava aimla cm Per-
nainbuco que os eleitores tivesscm sido annullados,
porque pssa couimunicagflo foi muito posterior.
Ouando, poim, se mandaram as ordens para asclei-
Ces dos novos senadores, j eslava oleilos os novos
colh'uios, e, annullados ja, nflo tinham os anterio-
res existencia legal nenhuma, eni..conscquencia da
dehheraco da i-ainara dos deputados o da nova c-
leigao mandada fazer pelo governo; os que Uaai
eram os eleitores que se hzeram em 18io. Em con-
seauenria disto, quando se niandou proceder elei-
eflo dos dous novos senadores, entcou o presidente,
emduvida sobre quaes os eleilores que deviam ve-
tar e esta duvida era, em ininlia opinflo, mudada,
porque, na expedieflo destas ordens nflo se coniinu-
nicou quo o senado tinha revalidado os collegios
annullados pela cmara dos depulados.
He facto quo a leigflo dos senadores sempre tem
{MUTILADO
sido fcita pelos eleitores da cmara dos deputados;
segundo a constituigflo e as leis, havia um s turno
do eleitores, sempro assim tem acontecido. Depois
deliborou-se que a constituigflo admittia a regracon-
traria, porm liouve apenas um exemplo; eu trata-
rei delle, e veremos a analoga que tem para este
caso. Nflo existiam, pois, ja os quatro co!legoS-de
18H, mas sim os de I8t>; o presidente duvidou, co-
mo disse, se devia convocar estes collegios novos ou
os antigOS, Visto que nao leve coinniunicagflo ollicial
do quo o senado revalidasse taes eleiges; nem bou-
ve, ilevo ileclaro-lo, docisfloespecial sobre este ne-
gocio; liouve una decisao ge:al approvando o di-
ploma do Sr. Antonio Carlos. Por consequencia pa-
reca.....
O Sr Carneiro l.e3o: Pareca, nflo, senhor; liou-
ve una emenda expresas.
O Sr. Alves Ilranco 'ministro do imperio;: Ha
de me permittir que diga que osle negocio he caso
muito especial; p-s autoridades nflo podem ser repre-
hendidas ou censuradas por nflo se regularon) pelos
rasos especaos, esini pola rogra geral. O presiden-
te, vendo que em lempo nenlium o senado manala
revalidr.eleitores annullados, mas que sempre a-
celtra os eleitores que existiam da legislatura, (logo
fallare do caso de SergipoJ duvidou se devia convo-
car os do 1845 OU OS de txli; e entflo 0 que le/,:' Para
mostrar acata ment ao sonado, para proceder pru-
dentemente, mandn que os eleilores do um o outro
Hiio fossem votar, mas em separado, para que de-
cidissua quesillo quem tem droilo de a decidir, e
nflo elle.
Senhores, eu nao sei em verdade como* se possa
censurar esto presidente. Qualquer horneo) colloca-
do na posicao do presidente de l'ernanihuco havia
de varillar; o melhor modo de resolver a queslao se-
ria esle, porque nao prejudicava nada.
Esta deliberagflo, disse o nobre senador, viciou a
leigflo, porque foi esta perturbada pola IntervencHo
de eleitores illegilimos. Mascuuipre que esto facto
seja provado, porque elle nflo he consequencia ne-
cessaria do ler-se mandado que votassem dous tur-
nos de eleitores, muito principalmente quando so
mandn que votassem em separado, l.einhro-so o
nobre senador da lei quo se approvou O anuo passa-
do; lella-se niimdaiiuc os votos dos eleitores duvi-
dosos se totnem separadamente. Ora, Cilo que o
nobre senador nao me dir quo esta lei fosso cstabo-
lecer urna medida que pode dar lugar a confusflo.
Examinarei agora o queso passou a respeilo das
eleiges do Serjjipo. o acontecido nessas eleiges
ho muito diverso do caso prevente. Quando o sena-
do mandou proceder leigflo do um senador por
Sergipe, para substituir oque faltava, as eleiges
de Sergipejestavain anuulladas em sua tolalidade, o
o sonado nflo revalidou ncnhtiina. Procedera o ar-
gumento do nobre senador se se mostrasse que ose-
nado tinha revalidado as eleiges de Sergipe, que a
cmara dos deputados liavia julgado nullas; mas
nflo foi assim.' Era preciso um senador: nflo havia
eleilores em Sergipe ; o que fez o seoMo? Mandott
proceder a eleiges primarias, por entender que a
lei nao seoppunha > que se lizosse una leigflo de
senador por eleilores especiaos. Mas este facto de-
vera acaso regular para o roturo sem una decisflo
clara '! Eu vejo que heivm caso muilo especial. Co-
mo pode isto servir de analoga para ocaso em ques-
tflo? I'os porque liouve esle caso, duvidou o gover-
no ou a provincia jamis do quo devia mandar pro-
ceder a urna s leigflo? Pois porque liouve esto ca-
so para urna-leigflo, disse-se porventura :Como
0 senado deu tal decisflo em tal lempo, dovem ele-
ger-se eleitores para senadores, o eleitores para de-
putados 'Nao ; logo he evidente que a decisflo fot
para aquello caso, Foi para providenciar sobro um
caso quo nflo se podia resolver de outro modo, a me-
nos que se quizesse oslara espora de que acamara
dos deputados niandiisse fa/or as suas eleiges.
Como, pois, se argumenta com este casor1 Rao
vejo que elle tenha a menor analoga com o prsen-
le. O presidente da provincia poderia muito bem
mandar fazer a elcigao pelos eleilores do 18*j ; mas,
em acalanicntoao senado, nao fez assim, mandou
quo votassem uns e outros, tomando-so todava os
votos em separado, para que a quem competisse de-
cidir doci.lisso quaes os que deviam ser contempla-
dos. Portanto tenho direito a repetir o queja disse,
isto he, que o presidente, bem longo do desacatar o
simado, moslrou-llie acatamento. Eu proceder.:! da
mesma maneira. .
O Sr. Carneiro *> :-Ora, o Sr, ministro deu as
ordens!... ,.
O Sr. Alces Ilranco (ministro -lo imperio :-EU nflo
dei ordens senao para aquillo que a le niandava.
illa um aparto.]
Fu nflosei so l.ouverant recommendagoos ; Irato
.lo'.ue esu na mesa; o queso passou por lora a
eo pertence. Eu acho quo he principios de or-
,',ao procurar ..lindezas, nflo ir revolver escon-
rj os devemoss traanlo quo apparece publica-
mente.' para mo haver lanas quesloes que exacer-
"ihsse o'i'.olirusenador, que deste facto da votagflo
do dous turnos de eleitores resullou urna confusflo
tal que all veem as tres listas sxtuplas aqui apre-
godas, e quo ou qualiliquci de una s por urna sim-
es rasao que me parece lgica, e talvez do sen so
mais ordinario. Tros proposiges d.sjunclivas fa-
zem una s, porque ellas sflo apresentadas a esco-
lha do quem podo julgar dolas ; ou he esta, ou a-
iuella, ou aqueU'oulra. A enmara municipal de
i'ernambuco nflo faz listas ; apura votos o manda
lodas as apurages para so examinar se obrou bem
ou mal : ella nflo he auloridade para fazer listas.
IPor conseguinte, a sua lista nflo he iirevogavel. Foi
a cmara municipal de Pernatnbuco quo suscilou a
quesUo, duvidando logo quo. o presidente tivessa



J

TasSo de mandar qu fosspm volar os eleitorcs de
um o oulro lurno ; pila foi n primeira a levantar a
quesillo sem sttencflo o presidente. Digo islo para
que se veja bem queem l'ernambiico nflo se eurva-
vama essas chamadas violencias do presidente. A
cmara fez, pois, duas lisias e.'ffl as vntacOos em
separado, o una tereeira de sua opiniio propria.
Ora, estas tres listas seriam tres ou urna i' Silo tres
materialmente consideradas, isto he, sflO tres fo-
Ihas de papel ; mas, consideradas aos ollios da l-
gica e do sonso mais vulgar, formam urna s A c-
mara municipal do lteeife aprsenla aos poderes
competentes tres lisias, duas das quaes ella diz que
sao feilasdeordem do presidente, e urna que he de
suaopiniflo; mas isto vem a dar n'uma solista, por-
que ellas sTo proposlas disjunclivas, ou esta, ou a-
quella, ou nquell'outra; julga qiiein para isso for
competente. I'ortanto, este-argumento, que tein fei-
to tanta bulla, sempreo julguei muito fraco, rnuito
destituido de fundamento crie rasflo.
Eu lastimo que, por occasiflo de eu fallar dcstas
tres listas disjiinclivns, se Iludase aqui a tres po-
tencias que valem urna s. Sito juizos dos homens.
Como o nohre senador que assim allou nflo explioou
a sua allusilo, tanibem nflo entrarci no exame della.
Finalmente, o nobre senador suscitou a duvida se
as listas rieviam ser sxtuplas ou trplices. Algumas
vozes eu riisse daqui I'odem dividir a |sta, que
ella lira trplice.-Mas que a nianeira de deger he
aquella, nflo ha duvida; he a inaneira constitucio-
nal, porque he a que est determinada as instruc-
eflesdett de margo de 1894, fetas, como os nobres
senadores sabem, pelos mesmos autores da consti-
luiclo, e que nunca foi impugnada. Ah est des-
cripta a nianeira de entender a coiisttuicilo, nflo s
a respeito da primeira eleicflo, como das mais.
Eu vim n'uma lisia sxtupla, ou mo se mesino
so de mais nomos; se estivessem aqu os senhores
mais veteranos do senado, elles haviain de confessar
que vieran) em listas sxtuplas ou nnuplas.
I ni nobre senador entenrie que, por esta maneira,
as listas podiam dar lugar a fazer-sc a escotha entre
ti iota pessoas em vez de seis. Eu digo que, se aca-
so a votacfio nos collegios fosse por lista triplico,
tcrio de se nomear dous, tres ou qualro senadores,
riuviilo quo podessem formar-se listas difieren tes
com diversos nomos, porque os oleilores que votas-
sera na primeira lista triplico em cortos nomes, vo-
tariam na segunda talvez nos meamos ou com varia*
rilo de um. Bem longe, pois, de chegarem aqu nove
nomos, tendo-se de Hornear tres sonadores; chega-
riam talvez quatro ou cinco.
O Sr. Carneiro Leo :Esta quesillo n3o foi venti-
lada.
OSr. .tires Branca (ministro do imperio; tdepiis de
percm-rer parte de um discurso do Sr. Carneiro Ledo):
Pois bejii, eu eslava equivocado, porque em cu-
tro lugar o nobre senador disse queeu ti lina sido Ho-
rneado em lista sxtupla, como dando a entender
quo ora isso um desar. Eu, quando fui eleito, nao
eslava no poder, nio era presidente do provincia;
fui eleito.....
O Sr. Carneiro LeaO:\. Ex. est com o Jornal na
m1o, veja onde esla isso.
O Sr. Aires Bronco (ministro do imperio;.-Eu nflo
posso procurar agora.....
O Sr. Carneiro teaS:Nem que procurasse qualro
dins adiara irisadas).
O Sr. Aires Bronco (ministro do imperio) : Posso
procurar cm outro qualquer da. O nobre,senador,
como quefparecc-mel procuren laucar desar na mi-
nha eleicflo porvirem lista sxtupla.
O Sr. Carneiro Leao Se eu sustento a opiniflo de
queso podem fazer listas sxtuplas quando ha duas
vagas, como poda lancar-lhe desar por isso?
OSr. Alves Bromeo (ministro do imperio}: Entilo
be engao ineu ; perde V. Ex.
Mas o nobre senador, para mostrar que a interven-
eflo dos eleitores a que elle chama Ilegtimos annul-
lam aseleices, trouxedous factos.
Oprkneiro he a annulfacflo que se fez no senado
da eleicflo do Sr. Eeij. (i nobre senador entende
que a nnullacflo dcsta eleicflo foi fota em conse-
quencia de terein interviido eleitorcs illegitimos,
os dp collcgio de Campos, ede ter-se feilo a eleicflo
einalguns collegios em dia diverso. Eu li tambein
o processo deste negocio feito na casa, e por ello ve-
jo que dous senadores, o Sr. marquei de Caravellas
e oSr. marquez de Inhambupe, deram o seu voto a
favor da eleicflo. Eu tanibem dalia ornen. O no-
bre senador parece que nio diBCOrdava, porque dis-
se i|iie ocollegio de Campos devia votar.
OSr. Carneiro Leo ;--A primeira rasflo acho que
devia pioceder.
O Sr. Alees Bronco (ministro do imperio) :Eu no-
to que este caso nao prova o que o nobre senaoi
Cito da eleic,flo do Sr. Eeij mo prova nada para o
raso.
Digo o mesmoa respoito da annullacflo que disse
o nohre senador fizera o governo de outra eloieflo. O
nobre senador parecc-mo quo concorda commgo
ueste ponto, isto he, que esse exemplo, nito serve,
porque o nobre sonador he oprimero quo diz que
.10 governo nito cqmpctc anniillar a eleicflo de sena-
dores, que isso he attrbuicito exclusiva do senado.
Estesexemplos, pois, nito provam nada.
Era necessario que o nohre senador mostrasse quo
na eleicilo de quo tratamos houve perturbaeflo tal,
que impedio queapparecesse a opiniflo da maioria da
provincia a respeito dcstes candidatos,; mas isso he
o que se mo mostra. Ceralmente em as novas elci-
eflos primarias a quo se procedeu sahiram eleitos os
mesmos homens que as primaras, o talvoz por ossa
maneira se explique o fado que notou ha pouco o
nobro senador qiieac.abou de fallar. Eu nio li ossa
acta docollegio deGaranhuns, porque nflo era pos-
sivei examinar bem tantos papis as poucas horas
emqueos'tiveem mu poder. Estilo elles, por assim
dizer,-no dominio dos nobres senadores, e por isso
hc-lhes muilo fcil adiar essas pequeas iniuriezas
em i|iio possam fundamentar scus ditos.
Eu nflosci se na acta lia incorreccfldephrase, por-
que a cmara municipal do lteeife, tito zelosa por es-
tas oloicOe*, nada diz a esse respeito. Eu soy incli-
nado a acreditar que a cousa nflo se passou como pa-
rece ao nobre senador, que a cmara municipal do
Uorifo havia loriar por isso; mas ella apurou. Ella
que tinha ordem do presidente para separar os votos
Jos eleitorcs do 1844 daquelles que riessem os de
1845, se livesse esso novo ponto a quo se apegar, sem
duvida nao apurara essa lista, porque i esse respei-
to nao tinha ordem nenhuma ; entilo inesmo na lista
do sua propria opiniflo n,1o contemplara esseselei-
toros. Creio, porta nto, quo ha ah algumaconfusito
de palavrasou de phraso.
Eu mo li ossa acta, porque, para examinar bem
todos OS papis, precisara de muito lempo;ceu, quo
sou muito rude, nito posso fazer isso ern poucos mi-
nutos. A lellura destes discursos leva horas, quanto
mais a de tantos papis para leflectir boin sobre el-
les. Eoi sobre estes pequeos pontos que eu funda-
nientei o ineu dito, que mo parece modesto, que
nesta quesillo nflo poderia dar cents de toctos os pe-
queos factos ; nflo porque eu mo estivesse prepara-
do para a discussflo, mas porque me faltara o lempo
para entrar n'um miudo exame de todos os papis.
Eu lancei apenas sobre elles unta vista do ollios ge-
ral; para poder desccr a cada cousa de per si, at a
erros de grammatca, mo me ohegarla o lempo
nem era preciso que de tal meoccupasse.
Porconseqiiencia.a interveneflo de quaesquer elei-
torcs que se queiram considerar illegitimos nao per-
turbo!! a eleicflo, nem oslados que se iipresentam
para levar o senado a essa couclusflo podem servir de
modo nenbum para semelhante lim.
Depois dos argumentos a que lenho respondido,
passou o nobre senador a fazer oulras consideraces.
c eu vou acompanba-lo. A primeira dolas he a iu-
havido nos dous collegios, n!to|mdassmente a mandar, que nito querern n*
r-se, julguei quo a nova posieol entender que a loi soja contrara sua vonlad,
nha a ohrigacflo de combate- o | oscandihsassem e se retuassem do collesin *
lo. Qualquer quo fosso o eleito,
em urna tal oleicjlo nito tinha nada de que envergo-
nliar-se. Querer urna eleicflo em que nflo baja dessos
ves quo se dizem ter
he digna deriespreza
quo oceupn me impu
parecer da com^ssao.''barqer que fosso o eleito, metter-se em urna casa particular, f udo o mado 1
- aprsenla de baionetas, do vozes de fogo I"*
O Sr. Carneiro Uo : Agora queira mostrar
i maioria docollegio nito est ahi. Eu mostrei
estava, o quo so retrdu. 1Ul!
O Sr. Alves Branc% (ministro doimperioN- a m
ra nflo tinha votado ainda, soffria a mesm'a rosisio"'
ca, porque quera obrigar ocollegio a votar sW'"
do suas alreicOos, e nflo conforme a lei.
O Sr. Carneiro Lefio : Nflo estava s ordons da n i
III' I il, I I
O Sr. Mve Bmnco (ministro do imperio) -.n,
i>olicia na bocea do nobre senador he boje tilo tfin I
truc*/.....do nobre senador que acreou tal ttn'A
ella existe / |ua| I
OSr. Carneiro Uo Tve nsso a mosma n.fi,
que o nobre senador. F-"
OSr. Mves Bronco (ministro do imperio) p
para tiim nflo he monstruosa ; eu acho que ahrun
cousa ha que fazer sobre a polica do imporio m
nio vejo tanta cousa na palavra polica que ni
ra mim, he synonymo de segirranca. p
O Sr. Carneiro Ledo : Assim devia ser.
(Continuar-se-h.)
tervencilo do violencia as eleicOes; e oprimero
fado que so aprsenla como do violencia he o quo
occorreu no collego do Po-d'Alho. Eu ja disse o
queoecorreu nesse collcgio; escuso torna-io a refe-
rir. Nolci, pornt,. muito quo os nobles senadores
membros da CommissKo Iranscrevosscm a acta da
reuniflo na casa do tenente-co'ronei Lourenco Caval-
eanli, e mo traiiscrevessem tambein tres representa-
?cs que cu tenho ideia que veom em contestaeflo
dessa acia, o com teslemunlias, que silo nieiosde
debates lio desejar um inipossivel, e talvez mosmo
urna cousa nflo honrosa, porque urna eleicflo honro-
sa he aquella quo admitte algum debate.
O Sr. Carneiro Leo: V. Ex. chama debate a n-
terveneflo da policiaco emprego da frca, o coaccio.
Maja debato, masexclua-se a polica.
Sr. Mves Bronco (ministro do imperiu): Ora
a policial..... Vv. Exs. querem proprisso? Eu es-
tou prompto.
O Carneiro Uo : Depois que V. Ex. entrou para
arimmistracto, nunca mais a policia'se imporlou
com oleicOes!
OSr. Aloes Bronco (ministrodo-imperio): Tal-
vez continu nocostume velho..... Que he realmen-
te coslume velho, nflo ha duvida; silo actos invete-
rados que he dflcil mudar
Sr. presidente, nascou ueste collego do Po-d'A-
Iho urna quesillo, como succode em quasi todasas
reunios em que.so debate um negocio de-qualquer
interesse; e venia sor, so poderiam votar naquelle
collogio eleitores de outros collegios om grande nu-
mero. Essa,quosiao poda nascor tambem datalac-
clamacflo proposta pelo presidente da mesa provi-
soria. Tanto stoho assim, que os nobres senadores
concorrc'ran para acabar com esse mo methodo as
mesas parocliiaes; nos collogioseleitoraes iicou esse
mesmo mo methodo de so acclamarem os secreta-
rios c escrutadores. Poda, pois, haver barulho por
isso. Eu j assisti a urna assembla parochial onde
se den um caso destes. Succedeu ser acclamado para
a mesa um cldadio quo estava em innha compa-
nbia, homem mulo pacilico, honesto ede avangada
dade : era o Sr. Antonio Vaz do Carvalho, negoci-
ante na Babia ; caponas houve essa declaragfo, roni-
peu urna vozeria tal, que ello e eu nos vimos obriga-
dos a sabir.
OSr. Vasconcellos: Elzeram bem; assim tam-
bem fizCram os 99 do Po-d'Alho.
O Sr. Mves Bronco (ministro do imperio;: Os no-
bres senadores dio realmente urna importancia so-
berana a tal acta feta na casa do tenonte-coronel
Cavalcanli. iV'esso caso os nobres senadores podem
assoverar ludo, porque os que (izeram ossa acta nao
disseram nada que nflo prcsentissein que poda ser-
vir sua causa; mas, se os nobres sonadores vissem
a contestaeflo ....
O Sr. Carneiro Leilo : Vimos tudo; o parecer fal-
la na contestaeflo dos autores da violencia.
OSr. Alves Bronco (ministro do imperio; -- Mas o
que noto beque a acta especial do tal casa fosse
transcripta, eas contestacOes nito.
O Sr. Carneiro Ledo : V. Exc. que tem a impren-
sa nacional sua disposieflo, porque nflo manda pu-
blicar isto, se o ada importante ?
O Sr. Ahes Bronco (ministro do imperio) : Por-
que nito tenho interesse nenhuin nisto.
O Sr. Carneiro Udo: Se at tem lancado mflo de~
outros mcios!......
COMMEKCfd.
R.ENDIMENTO DO DI \ 12. .'....... 2:U8 ..
Oscarregam hoje,i3. '
Galera Swqrd-Fih -- mercaduras.
Hrigue Jesusa dem.
Brigue /'olidora dem.
Brgue ~ Laura barricas vasias.
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA 12.
Geral....................
Diversas provincias-..............
2:633,997
35,612
2:669,609
.Vbovitucnlo ilo Porto.
quer, que nflo tem essa grande analoga ; c quando
a livesse, era muito remota nos deviamos tambem
dar alguma cousa ao espirito da poca. De faci,
aquella eleicilo nao me parece que se devesse annul-
lar, porque alguns collegios fizeram eleicOes em ou-
tro dia. Nflo me parece este um motivo sullcienle
para so annullar a eleicflo, seso nflo pinvar que essa
mudanca de riiafoi com o lim do fazer que a eleicflo
variasse. A lei mesmo o consente, porqne diz que,
se se nflo lizer no mesmo dia, poder-se-ha azer em
outro.
O Sr. Carneiro Leo :N3o ha lal antecedente.
OSr.-Mves Bronco ministro do imperio) : Talvez
sejaa nova. Blas o grande caso lio esto, que a sim-
ples allngacflo do um collcgio nflo ter feilo a eleicilo
no mesmo dia nflo basta para seannullara eleicilo;
he necessario que so prove que houve um motivo re-
provado nessa mudanca de dia.
O outro motivo alegado contra a eleicilo do Sr.
Feij, foi que os eleitorcs de Campos nao tinliiim po-
deres para essa eleico. Mas so esse municipio se
annexou provincia do Rio-de-Janeiro, como ie
que os seus eleilores nflo linham poderes para elc-
geiem aquello senhor? Kilo vejo que o argumento
podesse proceder, ha do me perdoar o meu nobre
collega o Sr. Saturnino.
provar o fado ou de destruir o que a acta allega
Creio quo os nobres senadores, transcrevendo essa
acta para lazerem publico e notorio esse acto de vio-
"encia que ella diz terem soflrido os eleitorcs do Pao-
l'Alho, mostrarain-se alguma cousa parciaos des-
piezando as representares que contrariam os factos
de que a niesnia acta d conla.
USr. Carneiro Ledo: Parcial esl o nobre sona-
dor m ostra ndo-se,
O So. Alves Branco 'ministro do imperio): Per-
doe-me o nobre senador.....
O Sr. Cvmeiro Ledo: Leia os documentos, pxa-
mino o parecer, o veja se a commissflo os nflo cita.
OSr. Mees franco (ministro do imperio;: Os no-
bressenadores trsnscreveram a acia original foita
na casa do tencnte-coronel Cnvalcanti, mas mto us
representac/es ledas em conteslacflo dola. Este s
laclo mostra que os nobres senadores riflo u m a proco
extraordinario a essa acta; se assim nflo fosse, fa-
riaui com quo o publico podesse ajuizar da de-
fesa.
O Sr. Carneiro Udo : Se ada isso muito preciso,
mande publicar essas representares.
O Sr. Mves Bronco (ministro rio imperio): Eu s
noto que a commissflo o nflo lizesse.
O Sr. Carneiro Leda: Que obrigacSo tinha a coin-
missflo disso? Nflo lez ella men^flo dessas represen-
tacOes ?
0 Sr. M,es Branco (ministro do imperio): Para
mostrar-so imparcial, una vez quo transereveu a
acta original, devia transcrever tambem os docu-
mentos era contrario. Eu assento que a imparciali-
dadoexiga isso, porque nflo be imparcial, sem du-
vida, nenlium homem que quer fazer da sua convic-
Cflo padr.lodas cnnviccOes allicias.
O Sr Carneiro Ledo : Entflo he isso o que nos fa-
zemos? '
OSr. Mves Branco (ministro do.imperiO' Jsto
sito considerares geraes que Taco sobro o proceder
ilnidiiiiiii-sao; nao quero ollonder a nenlium dos
seus membros.
O Sr. Carneiro Udo : Tora a resposta.
OSr. Mves Branco (ministro do imperio): ludo
tem resposta. Mas o laclo he esto : transcroveu-so no
pa-
se
O Sr. Saturnino :--lsso nflo esta agora cm dis-
cussflo.
O Sr. Aires Branco (ministro do imperio):Eu fal-
lo nisto para mostrar que o exemplo nflo pode valer.
OSr. Carneiro Uo :O exemplo he o principio da
incompetencia.
OSr. Alves Branco (ministro do imperio):Mas se
elles nflo eram incompetentes.....
O Sr. Carneiro Udo :Mas so losseni incompeten-
tes?..... r.
O Sr. Alves Branco (ministro do imperio):J disse
que era necessario dar alguma cousa ao espirito da
poca ....
O Sr. Carneiro I*o :Entilo segue-se que eleilo-
res incompetentes podem fazer eleicfles.
O Sr. Alves Branco (ministro do imperio): Nflo
oigo isso. Demais, estas palavras -eleitores incom-
puenies-sao muito vagas, lio necessario lixar bem
as ideas. Oque eu digo he qne o fado da aunulla-
parecer urna acta feila n'uma casa particular, na qual
se arge um cdlegio de ter commettido violencias
B nflo so transcrevo do mesino modo a defesa que os
acousads apresenlam em tres diversas renresenU-
ces documentadas. Este he o laclo, avalfe-o queni
quizer. Nflo be parcialidadei' O publico queajuizo
O Sr. Carneiro Ledo : Essa apreciaeflo he que iie
parcial. "
OSr. Alves Branco (ministro do imperio) : Eu
sompro vi que os nobres senadores davam muita
importancia ancla clandestina. Nflo quiz da prime-
ra vez que falle! dizer nada a esse respeito, porque
nflo gosto do olleuder nem levemente mous adversa-
rios ; talvez seja islo o que me pe mDitas vozes per-
plexo no modo por que liei de fallar. Entretanto, lie
mister manifestar tudoquanlo em ineu espirito fez
nascer a lellura do parecer.
O Sr. Vasconcellos : Esla boje muilo enrgico.
OSr. Alves Branco (ministro do imperio): So,
depois da leilura desles papis, nflo me livesse con-
vencido de que as irregularidades que bouveram em
alguns collegios nflo podem prejudicar a eleicflo ge-
ral, eu nflo tomara parle na discussflo, porque nao
sou conhecido por amigo intimo dos Sis. Chichor
O Sr. Aires Branco (ministro do imperio):~Eu nito
eostumo lancar mito dos meios deshonestos ; em
tempo nenlium o liz, nem o senado consentira que
o fizesso agora. Tenho conversado com alguns ami-
gos sobre estes debates, mas nito tenho praticado
cousa nenhuma quo me possa deshonrar.
O Sr. Vasconcellos: Anda ninguem Iho fez essa
impiitacflo.
OSr. Alves Branco (ministro do imperio): ~ Va-
mos a questflo.
Os nobres senadores sabem quo foram votar a esse
collcgio eleitores a que eu dei o nonio de eslranhos
ou adventicios, parece queem numero de99. Ora,
nao he raro que vflo votar em um collcgio qualquer
tantos eleitores que moram at na distancia do 14
legoas desse collcgio, deixando seus proprios colle-
gios onde votaram seus correligionarios? Nflo he
raro que tantos eleitores vflo votar de chusma n'um
collcgio tilo longinquo o pequeo ?
O Sr. Carneiro Ledo ; Nflo era lito pequeo que
nito fosse de 66 eleilores.
O Sr. Alves Branco (ministro do imperio) : Elles
sahiam quo havia tambem ahi eleitores quo eram
seus amigos, iam unir-se com elles, e entilo sou au-
torisa.loa suspeilar que elles nflo linham em vista
um negocio perfeitamente legal; linham alguma
cousa mais em vista ; porquo quom faz sacrificios
riesta ordem, quem abandona collegios que estilo a
meia legoa de riistancia para votar n'um que est a
14, tem algum lim.
Examinemos agora so a apparicflo dessa massa do
eleitores eslranhos, que queriam organisar a mesa,
nflo devia dar alguns receios, e so os que oppozeram
a que elles constituissem a mesa linham para isso
algum fundamento na lei. O nobre senador riisse
que nflo, leu as leis ; cu tambem as li, e nito acho o
que o nobre sonador cncontrou nellas.
As instruccOes de 26 de marco de 1824 dflo llfcer-
dade ao eleitor de votar no collego que Ihe fr mais
coinmodo ; mas dizem, creio eu:das freguezias in-
termedias. Logo, nem lodos os eleitores podem
ser adrnittidos no collcgio logo, a qusslflo previa he
esta : Todos os eleitores que aqui estilo silo co-
nhecidos?
O .Sr. Carneiro Ledo : Entflo deve votar que se
annullem estas eloicoes doPernambuco, porquo ha
miiitos eleilores que nflo votaram nos seus proprios
collegios, mas em outros deque taes collegios nflo
ora ni intermedios.
O Sr. Alves Branco (ministro do imperio) : Diz o
nohre sonador que em outros collegios se deu o mes-
mo, mas no sera com tflo grande numero de eleito-
res. Quando sito quatro, seis ou oito eleitores que
veem yolar, ninguem se importa com isso ; mas nflo
suecede o mesmo apresentando-so em massa tantos
adventicios n'um collcgio. Neste caso, quem tem um
principio de diroito para Sustentar a sua pretencilo
nflo desistira dello. He o caso do collcgio do Pao-
d'Alho. A Circunstancia rio grande numero de elei-
tores eslranhos, do collegios tilo remolos, que atra-
yessaram legoas e legoas para irem votar nesse col-
lego, deu natural desconfianca aos eleitores delle.
Ainda que estou persuadido que ellos nflo fariam ca-
so disto cm outra circumstanca qualquer, leudo a
lei a seu favor, reclamaram por ella.
Disse, porm, o nobre senador : Ojuiz de paz
toma nota de lodos os eleitores em um livro. Mas
ojuiz nflo decide as questes previas, he o collego
e esses eleitores nflo quizerain esperar pela decisfl
legal......
(ta um aparte.)
O Sr. Alves Bronco (ministro do imperio) ; Eu
nflo quero concluir senflo isto, que, travando-se esta
questflo, nflo era possivel quo estes homens votas-
sem junto; deviam se separar necessaramente; por-
que os que pretendan! imped
Navios entrados-no dia 12.
Port-Rush; 44 das, patacho ingle/. Hasard, de lis
toneladas, capitflo Joseph C. Pallot, cquipagem !
em lastro; a ordem.
Barcelona, Vinaros e Malaga ; 52 das, brigue hesp-1
o I mi Felipe, do 175 toneladas, capitflo Jos Gulpi,
equipagem 11, carga vinho, azeite-docc e mais g-
neros; a Adour & Companhia.
Barcelona, Malaga o ilhas de Canarias; 60 das, eil
ii I limo porto 24 das, sumaca hespunhola Andromr-J
dade li toneladas, capitflo IsidroFalsegas, equi-l
pagem 9, carga vinho, azeitc-doce o mais gene-|
ros ; a Joflo Pinto do Lenios.
Macei ; 18 horas, brgue-escuna de guerra Uopoldi-
na, rom mandante o primeiro tenente Candido Jo-1
s Ferreira. Traz dous presos de Justina.
Mario saludo no mesmo dia.
Portos do sul; sumaca hespanholii Andrmeda, capi-
tflo Isidro I'ulsegas, carga a mesma que trouxe.
ieclatacoes*
O lllm. Sr. inspector manda fazer publico, que I
pela thesouraria dafazenda desta provincia se ha del
arrematar por um triennio, por quem maiorpreco|
offerecer, a casa e telheiro contiguo, silos na cldi-
de de Olinda, que serviram de cavallarice doei-
tinelo regiment de artilharia.
As pessoas que se propozerem mesma arrema-
tacflo comparecam sala das scssftes da mcsmilhc-
souraria nos das 14 o 16. E para quo conste a
quem convier so mandou publicar esta pela im-
prensa.
Secretaria da thesouraria da fazenda de Pcrnam-
buco, 9 de jullio de 1817. Antonio Luis do Amnl
e Silva, ofRcial da secretaria.
O tabelliflo do registro geral das hypolhecas
dcsla comarca do llecfe, abaxo assignado, fai
scicnte a quem convier, quo as escripturasde liy-
potheca anteriormente feits creaQfloda lei do res-
pectivo registro s comecarilo a contar os seusef-1
re tos legaes e conservarflo os direilos que a esse
lempo houverem adquirido, depois de competente-1
mente registradas, em face do que mui terminan-
temente dispOem osartigos 14 e 17 do reglamen-
to de 14 de novenibio de 1847.
Fulgencio Infante de Albuquerque e Mello.
Publicado Litteraria.
Sabio luz, e vende-se na pra^a da Independer-
a, lvrara, ns. 6e 8, pelo preco de160rs. cada
exemplar, o
CATECIIISMO
DI
9
EXPLICADAS
Claras esuccintas perguntas erespostas, adapta*
Idas s capacidades novis, acerca de diversos objee-
tos, com o conhecimonto dos quaes devem os meni-
nos sabir das escolas de primeiras lettras, para qu">
aolransporem o limiar das aulas maiores, no en-
treo nellas s cegas, e om estado de nflo pcrceliere
a lingiiagem dos preceptores : ciso quo contmes
a'prcciavel livrinho.
Leiam-no os directores das preditas escolas; ?"
certo o adoptarflo, do preferencia a outros mullos
que estilo em voga, sem que teiiham o mrito do que
ora se annuncia.
.. i.-...,DUi .Vi r. ~r ...... '-- -""<"'" u que os que preienuiam impedir une se nnnLiliiiP a
Sm.;i l lo-"\6 conv-ncido pelos papis mesa daquelle modo entondiam exerce TnVdirolt'
de que a ele.cflo,ao obstante as irregularidades gra- e bastava aquella resistencia par, Ju" possoas costi
Avisos maritituos
Segu para o Rio-de-Janeiro com muita bre-
vidadeo brigue-escuna Phara, recebe carga c es-
cravos a freto; lom bons commodos para passagei-
ros: dirijam-se a Joflo Francisco da Cruz, ra *
Cruz, n. 46.
Para o Rio-Crande-do-Sul sahir cm poucos
dias o brigue Santa-Maria-Boa-Sorte, por ter seu car-
romento prompto : pode receber cscravos e pass*
sageiros, para o que enlendam-se com o capitao Jo-
s Jouquim ias dos Prazeros, ou com Amorini lr*
mflos, ra da Cadeia, n. 45. -




' I
Para o Rio-de-Janeiro pretende seguir, muito
"" 0 brigue Feliz-Deslino, por ter o seu carrega-
msntoauasi prompto : ainda recobo alguma carga,
1 "Vivos a froto, 011 passageiros : para oque cntcn-
C|Sm se com Manuel Concalves da Silva, ra da C-
llela, oucom ocapitao, ManocIPereiradeS, praca
do Cummcrcio.
illju-J- .....-mam
liClao
_ Ocorrctor Oliveira transferio o scu leilSode
fs/'etlas, annunciado para odia 6, para hojo, 13
Socrrante, as 10 horas damanhfia.noseu escrip-
torio.ruadaCadeia.
Avisos diversos.
Casa da F
na rui^ estrell
uu
Ltu/ano, n. rj.
pieste eslabelecimento pagam-sede hoje om dian-
.. 08 premios que sahiram na lotera do thoatro; e
Drincipiam-se a vender as cautelas da segunda parte
Jla i; "da mesma lotera. Os pregoss.lo os
d
turne.
do eos-
Alupa-se
umsohradnho, pintado de novo, na ra da Praia-
de-s -Hita n.22, com commodos para pequea fa-
milia e por diminuto preco : a tratar as Cinco-Pon-
tos, n 63.
OlTerece-so, para ama de qualquer casa, urna
mulhcr quo sabe dosempenliar bom o dj'ario da mes-
illa : no beccodo Azeitc-do-Pexe, n. 1*.
-Jolo Pires de Almeida Lopes tendo de soguir
viagem para fra da provincia faz publico que na-
da se persuade devor nesta praca: todava se al-
cudia Dessoa se julgar seu credor queira apresentar
aconta ateo da 14 do correlo para ser devida-
menlo paga.
__ Alueam-se tres casas terreas, no
beccodo Pixe-Frito, pelo preco de cinco
mil ris cada urna : a fallar na rua do
Crespo, ii. 15, com A. da Ci S. G.
Alnga-se urna grande casa terrea, na
rua Augusta com bons commodos, para
grande familia, pelo preco de dez mil ris:
a fallar com A. da G. S. G.
Aluga-se um sobrado na rua Augusta, com
muito bons commodos para familia; 3 casas ter-
reas na travessa do Viveiro, feilas agora ; 3 canoas
abertas, ptimas para carregar tijolo : a tratar no
arcoda Conceicilo, n. 66, prmeiro andar.
l'erdcu-se na ruado Livramento urna cra-
teira com varias cdulas, e urna lettra da quantia
do2i9,000rs., aceita, em 27 de maio de 1847 pelo
Sr. Jos Joaquim da Costa e endossada pelo Sr. Joa-
quim Jos da Costa Kajozes a vencer em 27 de no-
ve.iibro do 1850, pertenecnte a Hicardo Jos da Cos-
ta ; eoutra lettra aceita polo dito Sr. Jos Joaquim
da Costa, quo est inutilisada. Roga-se a quem as
acbou, de as mandar a praca da Indepe.ipene.a li-
vrarians. 6 c 8, em carta fechada, visto que estilo
srii>niM n Aceitante o. ondossante par nlto pga-
rcm senflo ao referido Ricardo Jos da Costa.
O Sr. Manoel Pires Ferreira, inesire pintor,
queira dirigir-so a casa de Manoel pires Ferreira, na
rua da Aurora, a negocio de seu interesse.
Aluga-se o st do sobrado da rua
Nova, n. 7, defronte do oitao da matriz,
com niuitos commodos e boa vista por
preco muito mdico: a tratar na rua do
Cabug loja'n. G.
FURTO.
Furturam na noitc do da 9 para 10 do corrente ,
de um quintal da casa frrea, nova, e ae tom aolflo,
na rua do Hospicio, 2 lences novos e do 3 pannos,
sendo um de panno de lidio e o outro dobretanha,
marcados com as lettras M. G, C. S.; um vestido de
cliitarxa, que foi lavado a primeira vez; urna gaio-
la pequea com duas rolas sendo urna branca e
outra parda. Roga-so a quem for od'erecido o dito
furto, de apprencndere levar a dita casa, que se
gratificara. .
Ero um dos bancos do
Passeo-Publico.nanoitedequarla para qiiinla-feia,
doxou-se por esquecin ento mu livro grande, mstic
poucas folhas, escrplo em francez, dentro o qua
existia urna lista escripia na incsma lingoa em papel
forte de grande formato: a pessoa quo achou tacs
objectos, visto mo Ihe servirom de nada, tenlia a
bondade de annuncar ou dirigir-se a praca da Inde-
pendencia, na. 6e 8, que ser generosamente grati-
licada c se Ihe ficar agradecido.
Uoga-sc anda aoSr. Dr. Lourenco
Bezerra Garneiro da Cunlia de ter a bon-
dade derlirigir-se rua Direita, sobrado
n. a9,onde lia quemlbe queira fallar, com
urgencia, a negocio que Ihe diz respeito.
Precisa-sedo una prcta de meia idade, para
casa de pouca familia: na rua doVigario, venda
n. 14. .
Perdeu-se, no dia 7 do corrente, urna carteira
com diversos papis, o dentro da mesma urna ordem
da quantia do cem mil ris. contra l.ourenco Jos
das Nevos, a favor de Jos Francisco Ferreira, e com
o pague-so a Manoel Gomes Moreira : quem a achou,
querendo-a restituir, dirija-se a rua da <:adoia-e-
lha, n. 63, loja do rerrageus, que se Ihe l.cara obn-
gado, pois o mesmo Sr. l.ourenco ja se arha preve-
nido para nao pagar so nflo ao dito.Moieira, ou a sua
ordem.
-- l'edro Jos Hibeiro Alvares reti-
ra-sc para fra da provincia: quem do
mesmo se julgar credor, queira apresentar
suas contas, para ser pago, na rua do
Kanprel, rasa n. i5.
__I>recsa-sc de um caixeiro para lomar conta de
una venda porbalanco: na rua estrella do Rozano
defronte da rua das l.arangeiras, a tratar na mesma.
Arrenda-aeannualmente urna grande casa per-
todesta praca, con. qtiatro viveiros de pe.xe, to.los
com bastante peixe : a tratar na rua da Madre-de-
leos n 3C. prmeiro andar.
lu'ga e urna prcta boa coznhe.ra para c.ser-
vico interno de qualquer casa : na rua da Madrc-dc-
Deos n, 36. prmeiro andar.
--- Jacintho Francisco de Jess, Bras.le.ro, va. a
Lisboa.
No dia 30 de iunho prximo passado, desaPPJ"
receu da camboa do Sr. Miguel Carneiro urna canoa
aberta, que por motivos da ebeia all se havia amar-
rado para se mandar retirar no dia seguinte, porm,
indo-se procurar mo se achou mais, peloque se sup-
pOe ter arrebentado a amarraclo. Esta canoa tem
no vilo da segunda caverna da proa um gato de fer-
ro atracando urna rachadurado encolamento; tem no
banco do meio um pedaco da corrente fechado com
enciendo; he um pouco compr.da eestreita, o as to-
boas da falca so um pouco declinadas para fra.
Quem della tiver noticias e quizer dar parte a seu do-
no, dirija-se a rua dosQuarteisda polica, n. 18, que
ter una gratifcacSo pelo seu trabalho.
Precisa-sede urna ama para o pequeo servi-
do interno o externo de urna casa : na rua de Hor-
las n. 16, primero andar.
A Senhora Anna Francisca de Almeida e os
Srs. Antonio Rodrigues da Paz Bandeira Luiz An-
tonio Hamburgo, hajam de rosgata os seus pe-
queos penhorea no prazo 8 dias na rua larga
do Rozario n. 17 ; do contrario serao vendidos : isto
se faz ver por j terem excedido ao seu valor.
O abaixoassignado declara pelo presente an-
nuncio que se nao responsabilisa absolutamente
por nada que tomarem em seu nomo em loja, venda,
ou em outro qualquer eslabelcclmonto, som que
para isto a presente m bilhete firmado pelo mesmo
abaxo assignado ; e roga a toda o qualquor pessoa
queso julgar seu crodor queira enviar sua conta ,
na casa de sua residencia, na rua da Cadcia de S.-
Antonio n. 13 prmeiro andar para sor paga.
Recife, 12dejulho de 1817. -Antonio Francisco de
Moura.
Aluga-se urna casa terrea na rua do Mondego ,
defronlo do becco das Brrciras por commodo pre-
co : a tratar na rua do f.ivramcnto n. 8, ou na rua
das Floros, n. 11.
Aqu nao ha usura.
D-se dinbeiro a premio sobre penhores deouro,
em maiores, ou menores quantas : na travessa dos
Martyrios, n. 2. al as 11 horas, o das 2 em dianle
"(Jma crioula forra, com-muito bom leito, so of-
ferece para ama : quem a pretender, dirija-se a Cam-
boa-do-Carmo, n 32, para tratar do ajuste.
O engonheiro Mii-rr ensina na sua casa, rua do
Crespo, n. 14. primero andar, as seguintes scion-
cias:---AMTIIMETICA, geometra, algebra, chymica
e i'iitsii-a.
oui|>ras._
em niuiu
-OsSrs.Joaquim Peroira da Silva e Bemard.no
Jos Leito teom cartas na rua da Cadcia do nocir,
loja n. 5 viudas do Rio-de-Janeiro pelo vapor.
- Quem precisar de 300,000 rs. a juros, dirija-so a
rua do Livramenlo, n 1, que se dir quem da. .
-Gaudno Lopes do Oliveira Jnior deixou de
ser caixeiro de rua, d casa de Kduardo Bolli.
- Precisa-sealugar um primero andar, om al-
gumas das seguintes ras: I.ivramonto, Quemado
o Collegio : quem livor drja-so a rua do Uangol,
n. 11.
- Quem annuncou tersis burros e um cavallo
para vender, dirija-se a rua Direita p. 121.
-Precisa-sede umfeitor: na rua do Pires, es-
quina do corredor do Bispo.
-Precisa-sede dous amassadores para urna pa-
daria : na rua Itireitados Afogados.
- Na rua da Cruz, no Recife, n. 48, pr.mc.ro an-
dar se dir quem compra 3 olllciaos de carp.ntei-
ro, para fra da provincia sendo 2 do obra branca,
e um deribeira ; pagam-se bem, agradando as fi-
gurase pericia. .
--Hoje, 13 do corrente polas 4 horas da tarde,
a porta Jo Sr. doutor juiz da primeira vara do ove.,
se ha de arrematar a requermento da parte, urna
escrava crioula moca, sem vicios, avahada em
300,000 rs.
- OITerece-se urna moca branca de bons coslu-
mes para ama de casa de bomem solteiro ; prefe-
rindo-so Portugucz, ou outro qualquer cstrange.ro:
quem de seu presti.no se quizer ut.lisar, dirija-se a
rua do Rangel, n. 52.
-AlUga-seum sitio no lugar dos Afogados na
rua deS.-Miguel, n. 39 : a tratar na rua da con-
ceicilo da Boa-Vista n. 58.
-JosephUidguay ,sua senhora, 3 hlhas e du
criadas inglezas, retiram-se para a Europa.
-Precisa-sc de 1:500,000 rs. a premio de um e
meio por rento-ao n.oz com seguranca em casas
terreas, livres edesembarazadas : quem quizer dar
anuuncie.
ATTENCAO'.
Os senhores negociantes que tivercm boas divi-
das fra dcsta praca equizerem que o aha.xo as-
signado as v cobrar, para o que se ju ga eminente-
mente habilitado pois no paga a advogado po-
demdrigi-seaoadvogado Jos Narciso Camello
cujas dividas jcob'rou o aha.xo assignado o ah
doixarem seus nomes por escripia parar.a l'^" *-
signado os procurar. -Joaquim h,anaco BapUsta
de Mello Oxal. "*' lorm
.= Alugam-sepretaso moleques para venderem
azeite na rua quem os ostivcrd.r.ja-se a rua D.-
ie-alugam-se as seguintes casas : urna casa ter-
rea com commodos pa.a grande fam.l.a, na rua da
Solidado, n. 29, por 12 000 rs. men.saes ; dw di Un
mas pequeas, na rua do Sebo, ns. o2o 54, por^8,000
rs. mensacs: os pretendemos dir.jam-se OjlWlp-
torio de F. A. de Oliveira & Pili, na rua da Aurora,
"'--6(j Sr. Jos aria, Portuguez casado o com
pouca familia morador perlo-do e.vgcnho. nmho
drija-se a rua do Collegio, a fallar com Sebasti.lo
Jos Gomes Penna a negocio de seu.inleresso.
-Oabaixo assignado, procurador de Antonio
Francisco Cahral, faz scienle ao rMlcl f*lYn l!:
co, que ninguem faga negocio com a botfea da rua
das Cinco-PonUN n. 44, sen. que pr.mc.ro enten-
da-se com oabaixo assignado, em rasao do alu-
gucis que se Ihe devem e para prevenir questes
om o comprador faz o presente annunc.o.
Joo Jos lo Monte.
-OlTercce-se 4,000 rs. do gratficacilo a quem
dcscobrir os ladres, ou ladr.lo, quo fur aran, ha
Joucos dias 3 leitoes ; osquaes teriio de altura pal-
mo e meio sao prelos sendo dous capados o un.
cmgrno, "jado de branco pela cintura oda bar-
r^a nsemnos: vende-sc o resto dos le.teselc-
Wasquosfioda nielhor casta quo teco, apparac.do :
dinjam-se a rua Novajloja ... 58 que se d.ra
'''-"precisa-sc alugar um moleque cozinheiro que
seia liol; na rua Direita padar.a n. 26.
--Quem annonciou querer comprar una preta
doeeira sendo que queira urna de n.dlo quei be
fa/er perfeitamente todas as qualidades de loces
c he muito boa cozinhera e tem nutras hab.l.dades,
dirija-se ao pateo da S.-Cruz n .
-Precisa-se fallar ao Sr. Josp de Souza Pinto, a
seu interesse : na rua da Cade.a n. 40, casa de Ma-
n0e.!. rgts^undo andar do sobrado da rua
Imnerial n. 67, com muito bons commodos, pintado
desovo: nara Nova. n. 42, a fallar com Dell.no
Goncalves Pereira l.ima. .
-O rapaz, que annur.ciou querer ser caixeiro de
venda dirija-se a rua estreita do Rozario n. 43.
-- Francisco Pinto da Costa
Lima, alfaiatc, morador na
rua larga do Rozario, n. 40, precisa de omc.aes de
seiiolficio e costureiras: tem para veiiucr pannos
molos azues e verdes; bons hrins, ve ludo e cha-
mat; botoesdeossopretoe branco; l'n""^-
relel, de cabera preU e branca; hollandas para forros
o algumas obras foiUs.
-- Compra-so um diccionno Ciassico
uso : na rua Nova, n. 52, tereeiro andar.
Compra-so um compendio do piloto Instruido .
na rua da Matriz da Boa-Vista sobrado n. 33, so-
gu.idn andar, ou annunce.
Compra-se um par do brincos, de muito bom ou-
ro, sendo dos de franja o modernos: nesta lypogra-
phia.
Compra-se 1 bom cavallo passeiro e mesmo car-
regador baixo, sendo gordo, de bom tamanho e no-
vo : no Aterl-o-da-Boa-Vsta ao sabir da ponte, p
segundo sobrado da porta larga da parte da inare.
Compra-se um pelo do 16 a 20 anuos, com oITl-
co ou sem ello, de bonita figura sem vicio iium
achaques; paga-se bem ; na rua das l.arangeiras ,
ii. 29, casa "das afericos.
Compram-sc, effoctivameiite escravos do am-
bos os sexos do 12 a 2o anuos; sondo da bonitas
usura! pagam-se bem: tambem so compram alguns
ollloacs de sapateiro: na rua da Concordia, pas-
tando a pontezinha a direita segunda casa terrea.
~ Compra-so, ou aluga-se um moleque, que seja
reforcadoosadio.embora n8o tenha habilidades:
na na da Cruz, no Recife ,- n. 21. .
-- Compra-so urna prcta de nacfo que seja mo-
ca do boa conducta e saiba fazer com perfo.ciio
lodos os doces massis : quem tiver annuncio.
Compra-so urna prota de meia idade que sai-
ba cozinhar para urna casa de um homem solteiro:
na Camboa-do-Carmo, n. 46.
Compra-se oure ou piala volha, sem feitio ,
mesmo em grande porcito; quem livor anuuncie.
Vendas.
A 640
pares do pontos de tartaruga de marrafa: na rua lar-
ga do Rozario, II. 2*.
Na rua do Rozario larga, n. 32, deposito de cha-
rutos, acha-se um grande sortniento do charutos
vindos da Babia pelo brigue Sagitario, de vanas
qualidades, a saber : os acreditados marea de Jugo,
forma havana, cigarros de la llavana, roga ha su-
perior qualdade, charulinbos de. mocos liabuqui-
Ibos, charutos proprios para quem fuma pouco ou
oara prineipianie ; iodos usles eii.iiuius s.iu uu en-
cllente fumo, feitos com perreicilo e por |)iecos
"commodos.
Vendem-se seis escravos, sendo: um neDio,
de 18 anuos; una negra, de 20 anuos; um mualo,
muito bonito, de 20annos, com habilidades; dou>
moloques, de 8 a 10 anuos; urna cabrinlia, de 8 an-
uos: na rua daSenzalla,... 132, no segundo andar,
de manhiia atoas 11 horas, e de larde ale as 4.
Galera das ordena rclisiosis
c militares ,
desdo a mais remota anlguidade ate DM808 dias ,
riquissma obra.ornada de 52estampas .Iluminadas,
alem desla aeliain-so a venda ontras nilo menos im-
portantes na rua do Queimado, botica 11. 16.
Vcndi-se n'icito Karrafado.de superior qualidade, chegado recente-
mente de Marselha : em casa dcJ. O. Elster, na rua
da Cadeia-Velha, n. 29. .
Vendem-se finos chapi-os do Chylc : na rua do
Tl!T' Vendem-se pegas de madapolo, limpo c cncor-
pado com 20 varas, a 2,500 rs., o a retalho a 140 rs. a
vara; sarja preta de seda superior, a 1,280 rs. oni-
vado, e um guarda-lvros moderno: na rua estrel-
la do Rozario, 11. 10, tereeiro andar?
.Na rua Nova, loja ... 58, se dir quem vende le-
mes o leitoaa da mellior casta que tem apparec.do, e
tambem quem aluga um preto c urna pequea ca-
sa terrea sita no Soiedade quo rende mensalnicn-
tc 4,000 rs.
ATTENCAO'!
o
Frederico Chaves, fabricante de gaz hy-
tI/veneo liquido, com fabrica de li-
cores, chocolate e espiritos, no Aterro-
da Boa Vista, n. 17,
lm a honra de participar ao rcspcitavel pul.l-
eo o com partcularidade aos Srs que usan, deean-
dim de gaz, que na sua fabrica sempro acl.a :.o
, eporV.no Je gaz l.ydrogenco liqu.do, de boa
Si"idade, pelo diminuto preco de.320 rs. a garrafa.
_ Vendem-se duas rasis terreas, com
bois coinmodidales, edificadas na traves-
sa do Marisco, por mdico preco: traase
na rua Direita, sobrado n.ao.
___Vendo-seuma linda escrava de nacio, d.. .
an,os de idade; hee,.gou..nadei;a. costuren-, ede
uoaconduta: na ruaestrc.ta do Bozar.o, n. 31, pri
meiro andar.
Grande attcn^io!
- Chrgou aesueidade o Medloo e g
Rofa. novo tratado completo do .ned.cma e clr. rgia a
meitica, adaptado laMUjceneia de todw *^,
1.......per L V. Bonj-an. doutor n ^^A'^
MiTentdada de Tttrljni crurg.ao mor kMNM
armada sarda agraciado por i. M. ore. Ca >.a "'
coma mcdallm d'ouro com a cfflie I" "*'-"SJ0
monarcha approvado pela fac.ldade de uiedi Ina a
aio-de-Janelra; memoro titular da academ a Imperj
de medicina, memoro correspondente da ^d!|?_
acadmica da Sabola, dat de medldByraHca e mw
co-pratica, e do instiliito hlltorlcO de Pars
2 voluntes accompanliados de (il estampas. .
Aununclando a publioaco do Medico c Glrucgiao'
Ro9a, os editores se lUongeam de preaUr mJfftt
importante aos individuos de tod.s as, elasst nt,t J
principalinenlc aos baliitantrs do interior do pan.
nos accessiveis s visitas prolissionaes. '.=_ .1,.
As despeas enormes, Inseparavelt di iinpreisao a ^
um tratado, en. que ainplamente se discut.ssein aa iu.
lorias inleressantes medicina e elrurgia^o.nBiUca,
oarecerlama obra, tornando assim mal <:mc"' ?" .l
sua vuluaiisacao. O autor do Medico e do CltOlfW
lloca venceu tao grande emboraco. alllando a Cfaeuao
com a clareza, c pondo as iiiiineu 11 > .iiiUgcn* "' "'',''
vro precioso ao alcance do todas as fortunas e ux- iou
as lotelllgeoclai. Honra Ihe teja ftlta!
A lyphHie, as houbas c outras molestias desea "'<">"
que recla.navam melor deaenvolvlmento. olJ,2
OOin particularidado a escnipulosa attencio do !r. ur.
Bonjean. Seguro com n teatemunhn de se 1 eset""''Ll"'
Douaclencla, earetteotindo sobre os males uicalcu.avci
que estas enferntldades catuam humanldade, I""1'"'*
nao sao convenieiiloinente tratadas, elle nao reciiou
(liante de preconeeitos popularos quo o cliarlalaninu>
alimenta, c atacou essos preconeeitos com t armas ua
selenela e a fraonueza do homem honesto.
Consta a obra de dous voluntes: .
o prmeiro conten una Introdcelo preliminar, ie-
lativa medicina pratica, c historia geni parcial
das r.bres, hemorrbaglas, InaammacOet, inoiesuas cu
tancas, e das domis enferuildades proprl unettle incai-
cas, com as nocoes 11 lispens ivois sobre a P"ettnfj .''
parto, o receiiiuascido e as amas de leile. HO 111'icii.
deste volunte deixoit-so de mencionar p-o "lesciiuio
artigo dasConvulsos em aeral, e das do recemnatci-
do em particularque se aeh 1 pagina ir. '
No segundo voluuie, divid 18 em quatM partes, lia-
ta-se dasmolestias'd'olhosda sypiiiiis-da pequea
cirureiae do loruiulario o vocabulario.
Na primeira nano ., autor oceupa-se d descr.pcao do
olboe seus aniiexos; da historia geral e partlcuiai ua
ophthalinii ; dos symptomas i'de, eiusi. lorm.navao
e tratantento della do su. dlvlsao em simples, espeu-
lica e coinposta ; da descripefioe traUmenloaai Bice-
ras, cicatri/.es. grannlacaes, pannos, teas, manenas.
escurido, bellda, hernia e sUphyloma da cornea pw-
ryglo, occlusao edilataVa -
nechia anterior o posterior hypopton;.hTdMBWhai-
mla ; atropina ; phlfgmao c dogenorarao do 110 na
catarata e sua complicaoao, e dille,enea da ainaurosi
dos syinptoinas caractersticos da catarata c da amau
...sis iniciantes; da fraque da vista; amaurosisi.das
cataratas falsas, suas causas, tiatamcut.v a conu.cots
goi.us do xito da operacnb. .
A. segunda parte respeita s molestia^ m*'".c";
consideradas em diiaa-clisses, a sabe., l. ciwse. *
leeeues virul.mlas, ou ^Ph"'?'111"^"0'0?!^*
oessos, huimos, ecurativo; 4.' etasie. Sf^Udea^e-
AnicS. apparlsao, sede, c6r, ronas, eipwtae, com-
plloafMs, termlnaoo, rgimen, o vauww. Aquc
lose ciiui.ire elevar o mercurio para debeltara "SI""
t& Meihodo,' do Boerhaav. a *SS^JSSS
,, ialivacio ; dlarrhea; ecxeuaae c?cl,ex'ar;^,a"','e.-
Accnleutes uervosoa occaalonado. pelo emp(fg d .
.n.io llollcxos acerca do iodo, ouro, prata t. mcii.u
iua ad ninislracao, modo de obrar, o preparacoe.
apVlloSd.aco.no a'nViwWUtlc... orchiic. ,uoda dos
cabello* e UnhM tubrculos protundos; da_P<-Uc. l>o
res osteocopas-, periosuto, osicuc, c b........
UoUitui p,mda-sm,llUirs. Wennorrtagla.; estrei-
tamento do canal da uretra ; rotrncao ditriH 'J _
nose- tiaranlivu.ose. Houbas, sua doaciinao, nwui
ZXFEESK. marcha, modlflcava-o, sede, varieda-
des, diiierenca da syphilis, e. tiatamcnto.
Prophylaxia ou trata.....nto perscrval.vo Materia da tereeira parte, que versa sobre a pequea
Clrurgla .-Sangra om geral sangna do braco do dor-
I. g.no, do e do peseofo. ta Kscarilieao.es. Vesicatorio CauterisaciO. t.auterio, fon-
e 0.1 ex. torio. t:a.or,s.ao das foridas onvononadas.
do carbunclo, da pstula maligna e he.norrhag.as-
Moa.. tSo. Fracturas em geral. hM^
cilla do humero, ante-braco, radio e cubito, dos os-
so d ...ao. do C.nur, da rodela, p e perna. Meios
',,,'.,dos para curar as fracturas, acompanl.ados de
4 estampas epr ,du*lndo exactamente estas fractura,.
olmefoS'd re5uxl-la., e as ataduras, hgaduraseappa-
rtMTo^b^a^
:,.:;:.;:,;!::,eseV,a,,ti;.ades;,;s,;;:;.i,m;em
"Ztd^'w botica de BarUioIomeo Francisco de Sou-
por 8^1)00 ris.
\Ta loja nova do
Passdo-Publico,
11. 11,
nrlam.ge cortes do chitas suissas, do corea fixaso
SSTS&. ,oo ^rJUFwl
lencos de. can.l.raia, para.uno de nhor, a 3W
merino preto,mulo largue lino,.1 i,-o,
mm uoo e UN .; corles de caigas da afamada
qado a 1,000 rs.
'gg58?2&&br~
'""vende-so ferro da Sueciajfolha de. Flandres;
IMPERIAL
DE IIAPe' FI>0
.rai-
FABRIf.l
NACIONAL
^m.'-
.ilaV.]
A grande Uraectfoque tem lido esto rapo, dcpois
uo t, exposto a venda he prova mcontcstavcl do
uomacoll. ...ento -le. ten. merecido. O nico de-
osito he na rua do Trapiche n. 3*, o a relalho
ve,.de-se as lujas dos Srs J. i. de Carvall.o Moraes,
A F. Pinto & lru.no A. B. Va/ de Carvall.o Cu-
ni.a & Amorim Pontcs& Satnpaio na rua da La-
deia do necife ; A. II. de Oliveira Reg na rua da
lladre-de-Deos: Campos & Almeida, na rua do
Queimado: T. A. Fonscca, tlmbel.no Maxirnin,
de Carvall.o, na rua do Cabug ; C. G reckemfe do
a, f i. ipirPiro em nraca da Independencia ; Cactano I,. Ferreira Tho-
cobre para forro de navio; dito para cald ir o,er^ P ?',' A'ntonio pcreird da Costa o
porches grandes e pequeas : na rua de Apollo, a. mai J;JS^uJLia.Vtala.
mazemn. 6.



I
Cama, Aterro-da-Boa-Vista.
I MUTILADO






i,
>
&
Vendem-se caixas do cha hysson, do 6, 12e13
libros, om porgues ou a relalho ; caixas de velas
de espermacete da5e 6 em libra : na ra da Alfan-
dega-Velha n. 36, emcasa de Mallieus Austin & C.
Vendem-se duas casas torreas, com boas com-
modidados quintiles o cacimbas, e urna dolas
com estribara sitas na travessa do Marisco, outr'o-
ra becco do Peixoto ,uma dita por todo o prego,
sita na ra do Motocolomb nos Togados esta be
de taipa, o smentc tem a Trente e retaguarda do
lijlo ; 2 cscravos do servico de campo ; urna pedra
qiiadrada o polida para se moer tinta ludo por pre-
(o milito commodo: na ra Uiroita sobrado n. 29.
Vende-se cha de muito superior qualidade em
raixinhas de 6 libras : em casa de L. G. Fcrreira c.
Companhia.
[Na loja nova de faymundo Curios Leile, rua do
m Qutimado, n. 11 A,
acha-se um completo sorlimento de fazendas finas
de todas as qualidades, assim como um excellento
panno de algodo, proprio para saceos c roupa de
cscravos, a 2t0 rs. a vera, cujas pegas ioem 25 varas;
lindos lencos de seda, proprios para meninos, a 720
rs.; linissimos chapeos do Chile chegados ultima-
mouto, e novos padrOes de brins trancados de .lis-
tras : tudo baratissimo.
Irinis\sra> panno da Kiiho do
Porto, a 600 e 800 rs. a
vara :
as pecas do de 800 rs. silo de 16 varas, e as do de
000 rs. de 25 varas cuma torga: meias de algodilo
cni, as mais finas que teem apparecido; um lindo
sorlimento ele chitas finas, as mais modernas que
lia em corles de vestidos, a 3,000 rs. : na ra do
Queimado, loja n. 11 A, de Itaymundo Carlos Le lo
Parecen) de seda.
Novosortlmenlo das chitas pretas assetinadas,
milito bonitos padrOes, a 840 rs. o covado ; meias
linissimasdelinhopara homem ; mantas de seda ,
para senhora o meninas, a 3,000rs. cada urna: na
ra doQueimado n. 11 A, loja de Ravmundo Car-
los Leito. '
- Vendem-se 4 pretas sendo urna dellas de An-
gola, do 20 annos.qiieongonima, rozinha faz to-
do o servico de urna casa ; u nilo tem falta algiima ;
um moloquo de Angola do 16 anuos que eozinha
o diario do urna casa i na ra do l'osseio, loja n. 19.
JVo Aterro-da-Boa-
Vista, loja n. yfc,
vendem-se chitas muito boas a 4.000, 4,500, S 000
0c7,0O0rs.cadapecade38covados, e a rctalho a
100,120,160,180 0 200 rs. ; metim preto com al-
gum mofo, a 160 rs o covado, porm he muito en-
corpado c serve pura so fazer calcas; brins de listras
do cor de bonitos gostos, a 320 rs. o covado ; al-
paca, por lodos os presos, a 800, 1,000, 1,600 e
2,400 rs.jbnm branco de superior linbo, c muito
bem leito pelo baratissimo preco de 1,000 rs. a vara
dito crdepalha, a 720, 800, 1,000 e 1.200 re. a
vara j lengua de seda, tanto para algibeira como
paragravata, porserem estos de chadrez; eoutras
multas fazendas que se vender3o por baratos precos
Vendem-se varios terrenos
aterrados no alinbamcnlo da ra da Concordia ,
ra do Palma, ra da Aurora e ra do Scve por
prego commodo ; bem como 600 palmos de terreno a
margem do rio Capibaribc, que ostuo aforados a di-
vercos.e que rondem annualmenloo foro de 240/-
para interesse be melhor do que urna proprieade) a
tallar na travessa da ra da Concordia sobrado de
um andar, n. 5.
Yemlcm-se na ra da Cruz, n. 26,
venda de Uiz Jos de Sa A raujo, sue-
cas com muito boa fariuha de mandioca,
jior pceo commodo.
Vende-se um sobrado de dous andaros e soto,
siiocm umaboaruadobairra de S-Antonio, e que
rendo mcnsalmente 70,000 rs. ; vemle-se muito em
"" ra das l.arangeiras n. 14, segundo an-
Vendem-se escravos baratos, na ra das
l.arangeiras, n. 14, segundo andar: 1
lindo preto de 22 annos, com ollicio de
desapateiroccozinlieiro; um dito bom
oflicial de pedreiro de 20 anuos : um
pardo de 20 annos, com ofllcio de sapaleiro e que
tem boa conducta ; um preto de 22 annos, do boni-
ta figura, que esla affeito ao trabalbo de campo: um
dito proprio para o trabalbo de algum sillo por
2j0,O00 rs. ; 3 pardas com algumas habilidades ,
de 16, 25 e 28 annos ; 4 pelos de 9,16, 18 e 24 an-
nos ; e mais alguns escravos quo se moslrarao aos
pretendenles
dos mui perto do engenho ;'(assegura-se 2 mil pues ,
naseaniyisj criadas c limpas; ) 10 bois, 10 bostas ,
2 carros novos, etc. Quom desojar fazer urna boa
compra e possuir um bom predio, dirija-se ao mes-
nio engenbo a tratar com o seu proprietario, o ca-
pi tilo Jos do Barros Cavalcanlo Marinho Falcflo e
tiesta praga para maior nformagSo na loja de fa-
zendas da ra da Cadeia, n. 41.
vone-se un.a porco de lages de pedra de Lis-
boa por prego muilo commodo -. oa ra da |Senzal-
la-Nova, venda de Jos l'ereira, se dir quem vende.
Vende-se, pprseu dono querer largar, urna
canoa grando de conduzir agoa, com pouco uso,
bom construida de amarollo e sicupira por 250/
rs.; urna dita usada, construida da mesma madei-
ra por 130,000 rs.; as quaes podem servir para
canoa aberta tirando o convs (ora que he de ta-
boas de amarcllo : tambem se trocam por alguma
casa terrea em 01 inda, voltando-se conforme for o
valor da casa : na ra da Senzalla-Novu venda de
Jos Pereira se dir quem faz este negocio.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
Vendem-se liilhctes c tneios ditos da
11.* lotera a beneficio do Montc-Pio ,
que tem de correr no correte mez: na
ra da Cadeia loja de cambio, de Ma-
noel Gomes, n. 38.
-- Na venda 11. 1 da ra da S.-Cruz na esquina
que volta para a ra da Alcgria vende-se vinho da
rlgueira a 200 rs.; dito de Lisboa, a 240 rs. ; e
outros gneros deslo estabelecimento por prego
commodo.
Vciidcin-se dtms pardas, peifeitas
engommadeirase costuren as de 18 a 20
anuos e que teem muito boas l guras ;
um mulatinlio de 7 annos pouco mais 011
menos, proprio para andar com meni-
nos em casa : na ra da Cadeia de S.
Antonio, n. i5.
Vendem-se saccas com fardo de
Hamburgo : na ra da Cadeia de 8.-An-
tonio, n. i~>.
Vende-se, por preco commodo,
um candieiro degaz de muito bom gosio : na ra
do Queiinado, loja de miudezas, n. 25
Vinho de Ciampanlia
da superior e mulla acreditada marca
Cometa,
vomle-so no armazem de Kalkmann & Itosenmund,
mr ra da Cruz, n. 10.
Vendem-se sapatos de bezerro de lustro, para
sonhora ,.muito bem lei tos, a 1,440 rs. o par: na
ra do Livramento n. 9.
NOVA PECHINCIIA .'
VTo a loja de miudezas n. *8, no Atcrro-da-Boa-
queacharSo hcelas grandes c pintadas com
rs.; cortes de fuslles para collete, a 1,000 rs.
eos de retroz da ultima moda a 3,500 rs.
Ien-
conta
dar.
na
m Vende-se um sobrado novo de um andar fi;
f e sotilo todo corrido, em chlos proprios e boa W.
ft ra a troco de dinheiro ouescravos do am- SK
bos os sexos: na ra das l.arangeiras, n. 14, s
.5 segundo andar. CD
cu m
- Vende-se urna preta cozinheira, de boa con-
ducta, moga; urna parda engommadeira, cozinheira ,
o costureira, propria para ama de casa por ter boa
conducta e ser sadia; um lindo moleque de 7 an-
nos proprio para brincar com meninos tudo he de
pessoa que se quer retirar da praga por doente : na
ra larga do Itozario, loja do miudezas, n. 35, so di-
ia quem vende.
- Vendem-se batatas, de arroba para cima *no
armazem do Bacelar, defronte da escadinha da al-
fandega.
- Vinde-se o engenho da Barra, na freguezia de
Nazarclh d.stanle 15 legoas dest praga e 8 da
Itt* de ('?ia"na d0 boas cst,a,Jas \ tni urna
lamosa casa de purgar, com todos os seus rarten-
S""3,! tamben, prompta; c'asasde
lol ,lAc ?8 cap-ell' com l0(1ssscuS ornamen-
mamen. i'? 'T?iuQS S(,CLas' u"' assude opti-
bar ri nSrUIKd ; matl8S d0 b0 "ladciras;
peno ierras ba.xas de mutto producgSo os part-
Vista
lindas eslampas a 1,000 e iTsOO rs. ; escovas linas,
para casaca, a800e1,000 rs.; cartas de alfinetos,
para vestidos e cortinados a 20 rs. : luvas pretas dfll
seda com dedos e bordadas, a 800 rs. o par : ditas
sem dedos a 400 rs.; fitas de seda lavradas a 120
rs. a vara ; fitas pretas do garga para lulo, a 160
rs. a vara.
Vendem-se 20 accOes da companhia de llcbe-
ribe pelas prestagOes com que se tem entrado at o
presento : na ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 14,
primeiro andar.
A 7,000 RS.
Mantas de seda de lindissimos gostos a 7,000 rs.
cada urna vendem-se na ra Nova 11. 26, loja do
Tinoco & Bocha.
Vende-se urna toalha toda aberta delavarinto ,
por prego commodo na ra do Jardim 11. 34.
Vcudcm-sc duas canoas de carreira ; urna ne-
grinha muito linda, de II annos: na ruada Sen-
zalla-Velha, n. 110.
Vende-so a historia de Napolcio com finas es-
tampas; vida da veneravel madre Therez'a da An-
nunclada, obra dedicada ao S. Cliristo dos Mibigrcs;
Amor e Melancola por A. I", de Castilhp ; Orien-
te, poema; osMartyres, poema, por Tilinto Elisio;
Beluario romance, por Mortmontel; um methodo
para Violflo ; um dilo para piano ; um rico pandeiro
de pergaminho com parafusos para afinac<1o : tudo
por prego commodo : na ra larga do Itozario, ti. 42.
Vende-se urna boa casa napovoacilo dos A foca-
dos com grande terreno para um sitio o qual he
proprio e de grande producgilo: na ra da Gloria.
sobrado n. 70.
Vende-se farinba de Trieste da
marca SSSF, verdadeia e Irescal, do ul-
timo carregamenlocbcgado a esla praca :
noarmrzemde Joaquim Lopes de A lmei-
da por detrs do tbeatro.
Ya loja nova de Ma-
noel Joaquim Pas-
coal Hamos na ra do
Passeio-Publico, n. 19,
vendem-se pegas de cbila.a 2/rs.,c a 80 rs. o covado;
pecas do chita deassento coberto a 4,500 rs. c a
120 rs. o covado ; ditas muito finas e de padrOes mo-
dernos a 180, 200, 220 o 240 rs. ; .litas para cober-
ta a 6,000 rs. a pega e a 160 rs. o covado ; pegas
de algodiloznilio a 2,000 rs. e a jarda a 105 rs.;
pegas de madapolilo, a 2,400 o 3,900 rs muito fino,
e mais fino a 300 rs. a jarda ; urna porgilo de lan-
zinha para caigas, que muito bom imita a casimira,
a 320 e 1,200 rs. o corle ; lengos de seda a 1,440
e 1,600 rs. ; pegas de cambraia lisa a 2,500 rs., ea
vara a 400 rs.; lengos para grvala a 200 rs.; ditos
para senhora a 320. 400 e 480 rs. ; brim trancado
branco depuro linho, a 1,000 e 1,200 rs. a vara;
ditos de quadros e listras, a 1,000 rs. a vara ; meia
casimira a 640 rs. o qpvado ; suspensorios a 100
rs o par ; cortes de chitas finas, a 2,000 e 2,400 rs. :
pello do diabo a 200 rs. ; bretanha de puro linho ,
f, ,,. rs' p'?as de breUnha com 10 varas a 1,280 e
>(wS cort0S(le cambraia decores a 2,400rs.,
AO BARATO.
Xa nova loja de Francisco Jo-
s Tcixeira Bastos, nos qua-
tro cantos da rua do Quei-
mado, ii.'JO, que faz esquina
para a rua estrella do Roza-
rio, vendem-se
fazendas novas, bem como : brim pardo trangado
de puro linho, a 200 rs. o covado; dilo superior, de
cores as mais modernas, a 1,500 rs. a vara; algo-
do trancado de listras, amoricano, a 180 rs. o co-
vado ; dito cncorpado, a 200 e 240 rs. o covado ;
chitas escuras de cores lisas, a 160 e 180 rs.|, e finas
de novos padroos a200rs. o covado; ditas impe-
lais, a 300 rs. o covado ; ditas escuras e ordina-
rias a 120 e 140 rs. o covado ; cortes do cambraia
lina, de cores a 320 rs.; pegas de bretanha de rolo
com 10 varas, a 2,000 rs. ; dita de puro linho a 320
rs. a vara ; dita muito fina a 640 rs.; merino pre-
to fino e de cores a 1,280 rs. ; panno fino preto ,
a 3,000 rs. o covado e de oulras cores e qualidades ;
meias para meninos, a80 rs. o par; ditas para me-
ninas a 200 rs. ; ditas prelas e curtas a 120 rs. ;
ditas muito finas a 280 rs. ; ditas para senhora a
240, 320 e 400 rs. o par; mantas de fil do linho a
1,600 rs. ; cassa escampinada, propria para cortina-
dos, a 3,200 rs. a pega ; cambraia lisa muito fina a
640-rs avara. l)"o-se amostras francas aos compra-
dores. Alm destas ha oulras limitas fazendas moder
as por precos rasoaveis.
-vVendemse saccas de nquel.
re de muilo superior farinlia de
S.Mallieus : no escriptorio de
Vlanoel Joaquim Ramos e Silva ,
na rua da Cadeia do Recife ,
n. 88.
Vendem-se 2 molequesde 15 annos, muito lin-
dos ; 2 iniiiaiiiilios do 12 a 14 annos; urna parda de
22 anuos de bonita figura, que cose e engomma ;
6 escravasde 16 a 30annos, de bonita figura sendo
urna dolas muilo boa cozinheira e engommadeira ,
o quo tem muito boa conducta o que se afianca :
na rua Direita n.3.
Vendem-se, por commodo prego, escolenles
compendios de msica : na praga da Independencia,
livraria n. 6e 8 ena loja deencadernacao n. 12.
Vendem-sc 6 burros e um cavallo de sella, por-
ximamente chegados do sertil, mui proprios para
senhores do engenho: em Olinda, na ladeira da
Misericordia.
^4 EM PRIMEIIU MAO', 3
vendem-so caixas com velas de cera do Rio-de-Ja-
neiro e de Lisboa : na rua da Scnzalla, armazem
n.lio.
Vende-se cha preto muilo superior, em caixas
de 16 libras, proprio para familia : na rua do Tra-
piche, n. 8.
vadeira; na rua
70e72.
Vendem-se, na rua Augusta
da Soledade, entre os nmeros
n. 34,
olas brancas de Hamburgo" por prego ommodo d
Aos amantes da boa pitada.
He ebegado do Rio-de-Janeiro e exis-
te a veoda na loja de miudezas de Joa-
quim Henriques da Silva ao p* do ar-
co de S.-Antonio o excellente e novo
rap" fino principe do Gro-Para a i,s
rs. a libra.
Vende-se oescravo Estanislao, do 20 annog
que em figura e bondade he o melhor possivel: JoSo'
Angico, de 30 annbs, que serve bem a urna casa
Lzaro, moleque, de 13 annos, sem vicios nem
achaques; Francisco, de 30annos, para todooser-
vigo ; Josepha mucama, de IB annos, de elegante
figura de naclo Angola : Mara Rengela de9p,
annos: Delfina e Francisca de 12 a 14 annos, pro-
prias para serem educadas : Monica, de' 23 anuos
boa engommadeira : Rosa e Ronifacia proprias pa-
ra engenho : n rua de Agoas-Verdes u. 46.
Refrescos
Xarope de groselhe feito do verdadeiro summo
viudo de Franga a 1000 rs. a garrafa ; dito de flo-
res de larangeira, a 1,000 rs. a garrafa; dito feito da
verdadeia resina de angico, que he muito condeci-
do e approvado por as pessoas que padecem do pei-
to, porj ter feito ptimos beneficios, a 1,000 rs. i
garrafa; ditos de maracuja, tamarindos, liir.Soeia-
ranja, a 500 rs. a garrafa : no Aterro-da-Roa-Vista
fabrica de licofCs, n 17.
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lunvi-suiiu na i mi ni, proprio para coser sac-
na rua do Trapiche, n. 8.
Atten$ao.
Na rua do Crespo, loja n. 1,
de los Joaquim da Silva
Maya,
vendem-se chapeos de seda para cabegas de senhora,
os mais ricos, e mais modernos que teem vindo a esta
praga; assim como se vendem chapeosde seda e de
palhinha para meninas do dous a 12 annos; toucas pa-
ra changas, de muito lindos gostos. Tudo chegado
de Franga pelo ultimo navio, e por muito commodo
prego.
Al/iO Rs.
Na loja de 3 portas de Francisco Jos l'ereira
Braga na rua do Crespo n 3, ao pedo arco do
S.-Antonio vende-se superior chita de padroes os-
curos, pelo diminuto prego de 140 rs. o covado;
dita imitando cassa a 160 rs. o covado.
Vende-se um casal de pretos proprios para o
servigodesilio; urna preta muito moga, de bonita
figura : na rua do Rangel, n. 45.
Vende-se bom junco, a 200 rs. a libra e sen-
do em arroba a 160 rs. ; palha apparelhada lim-
pa e prompla para trabalhar, a mil rs. a libra : na
rtia Nova armazem de trastes defronte da rua de
S.-Amaro.
Vende-se cera do carnauba da melhor
qualidade que lem apparecido tanto a
retalho como em porgOes : na rua das
Larangeiras, n. 14, segundo andar,
junto a rcfinagSo.
Oh que peehineha
tem oantgobara-
teiro da rua do
Collegio, n. 9.
Gaz.
Loja de Joo Chardon ,
1terro-da-Boa-Vista, u.5.
fiesta loja acba-se um rico lortiinento de J^AMPEOES
PARA GAZ com seus competentes vidros, accendedo-
res e abafadores.
EsteS CandiCrOS *o o, memores e
inals modernos queexistem hoje : recomniendain-se o
publico' tonto pela seguranca e bom gosto de sua boa
confeceo, como pela boa qualidade da luz, economa e
asscio de seu servico.
Na lK'SIlia loja o consumidoressem-
pre acharao um deposito dcGAZf de cujo se afianca a
qualidade. e em porciio bastante para consumo.
Escravos Fgidos.
Um grande sorlimento de tamaeos noves muito
bem feilos o mais baratos do quo om outra qual-
quer parte. Chegucm a peehineha antes
acabe.
que se
e a 200 rs. o covado pegas de anga"azl fa ^20 que to ^tetoVogTmfflr: SotrTO
Vende-se um molecotede nacSo, do boa con-
ducta, o que lio muito humilde; urna negrinha do
13 a 14 annos, com principios de costura e engom-
mado o que sabe cozinhar; urna dita de 28 a 30
unos de muito boa conducta que engomma o co-
zinha muito bem o diario de urna casa e lava na
rua do Vigario, n. 24, se dir quem vende.
-Vende-se urna preta moga do elegante figura
Fugio de bordo do patacho Pelicano um escravo
de nome Roque, do San-Thom estatura biixa,
rosto redondo esem barba, com feridas as pernaa,
vestido com camisa o caiga azul e barrete inglez.
Este escravo pertence aJolo Jos Pereira do Azeira,
do Rio-de-Janeiro. Quem oappreliender, queira le-
va-loaruada Cruz n 66, casa de Gaudino Agosti-
nho de Harros, por quem ser recompensado.
-- Fugio, no da 28 do junho passado, do enge-
nho Jundiahy, no Rio-Crande-do-Norle. o preto Be-
nedicto de cor bem preta, altura regular olhos
ruivos, pouca barba denles alvos o timados; ha
desconfiangas de ter vindo para esta praga : quem o
pegar ser bem recompensado entregando a seu sc-
nhor, Fabricio Gomos l'edroza, no engenho Jundia-
hy ; cm Nazareth ao Sr. coronel Jps Profiri Lobo
de Andrada Unta ; na Parahiba, ao Sr. Antonio Jos
Lopes de Albuquerque; e nesta praga a Manuel
Ignacio de Oliveira na rua da Cadeia, n. 40.
Est fgido o moleque Jos, crioulo natural
do Aracaly ; representa 18 a 20 annos, estatura re-
gular cor fula olhos pequeos, pescogo com-
prido; tem um dente da frente do lado superior par-
tido aomeio, falla branda; levou camisa de ma-
dapolfofino, caigas do brim branco trangadado c
afeochoado chapeo de palha de aba larga : quem o
pegar leve a rua do Crespo ti. 11, que recebera boa
gratihcago. M
-- Fugio um escravo do nomo Antonio, de na<-3o
Baca de 32 annos, baixo e choio do corno, ro-
busto ralla mansa pouca barba nariz cliato.ps
Dem reitos passa por crioulo; levou uma caiga de
casimira cor de rap vel ha, c outra escura, jaquel
de r.-scado azul desbotado camisa de algodiluzinho
e oulra. de madapolilo, o chapeo de palha : quem
o pegar leve a JoAo Baptista da Costa no Cachanga
que ser bem recompensado.
ERRATA.
No fim da copia da lellra que foi publicada como
numero 149 deste Diario, pagina segunda, colum-
na terceira depois da palavra -- respectivo -- le"
so smente--Manocl Luiz.da Veiga. Manoel Luiz d
VeigaJunior. A mim sacador, ouquem minhasve-
zes fizer. Recito. --
PEftN.: NA TYP, DEM. t, PE FAR1A. 1 &4 7


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