Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08483


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Full Text
nno
(fe 1847.
Sexta-feira 9
na
.1
nUKIO pl>lic-e lodw os das, que i
BiwrH o prtco d asignatura he
rot'n, ,. noi qiwri'l. PP* admntadns. Os an-
" n ass'ii111" '"" i"le,lHos rns;0 ''o
..unci ?. |)Si 40 n. em typo dillerente, e as
l|",-.p-r. ..-I, matarle. Os quen'io forent asfg-
HASES DA LA NO MEZ DE JULHO.
a ',ora e J:l m'"- ^a '"ih"*-
llioso*"' 'a ,V MJ a horas e 16 min. da manbaa
I-"* [.' a J.' 'O lloras eJl inin. d manbaa
^"'"'ia' "> ** 7 hor" *" m'n' ^" Urde-
PARTIDA DOS CORREIOS.
(ioiatinae Paraliyba, s segundas escutas feirus.
Rio-(irauda-dn-Norte quintas l'eiras aomeio-dia.
Cali, Serinhem, IUo-Formoso, Poito-Calvo e
M acet, no I., a 11 e 51 de cada ron,
Garanhuns e Bonito, a 10 e l.
Roa-Vista e Flores, a 13 e Jff.
Victoria, s quintas feiras.
Olinda, todos os dias.
PREA.MAR DE HOJE.
Primeira, s 2 hora* a 6 minutos da manilla.
Segunda, s 2 horas e 30,rninutos da tarde.
de Julho.
Auno XXIV.
N. 150.
DAS U\ SKMANA.
5 Segunda. S. Atlianazio. Aud. do J. dos or-
plios, do.', doc da 2 v. e do J. M. il.i : v
0 Terra. S. Trqnilliuo. Aud. do J. do civ.
da I. v. e do J. de Paz do 2. dial, de t.
7 uarta. S, Pulquera. Aud. do .'. do civ. 2
v. e do J. de pazdo 2 dist. de t. .
a Quinta. 8. Procopio. Aud. do J. de orpli.
e do J. rouuicipai da I. vara.
9 Seala. S. Cyrillo. And do do civ. da I. v.
e do J. de pai do I. disl de t.
.0 Sabliado. S. Janaario. Aud. do J- do civ.
dal.v. edoJ depaz do I dist. de t.
11 Domingo. S. Sabino.
CAMPIQSWODIA a DEJDI.
Cambio sobre Londres a 56'/, d p. I#
u Pris 3.SS rs. por Tranco.
Lisboa 104 de premio.
Desc. de leltrai de boas (irms de /, I
OuroOnflis liespanbolas....
MoedasdefllOOvelli.
de G40i> nov .
. de JOOO .....
ProM Palacei..........
u I'esos columnares. .
ii Ditos mexicanos ...
Miuda.........
110.
rf. a P-
'/..ornex
29lonu
10^000 a 16*10
ICOOO a lolDO
90OO a JlW
l|s?n a 1/940
l/Wi a l#s*>
i|70 a I8n
litio a l* Acedes da comp.do Beberibe de S0|M0 rs. O pr-
DIARIO DE PERHfAMBUCO
WWtff
PAftTE OFFiCIAL.
MINISTERIO DO IMPERIO.
Um.eExm.Sr. Fo presente a S. M. o Irapora-
doroofllcio de 4 ldccis5o do governo imperial a soluco que dera
ssecuitlcsdiividas, que naexecugao da leiregu-
hinenlar daselcigOes oncontraram o juiz depaz do
i oaniio da freguezia da Appaiecida, e o juiz de paz
presidente da junta de qulficag3o da freguezia das
I Se, tondo aquella parochia de dar oito elei lo-
res'rqiic tantos foram os que nomeou na eleigao de
Id0 com oaccrescimo demais a quinta parlo, se-
i' 5o a ultima qualificagao, e nao sendo oito ml-
tiplo decinco, devia pola fraceflo contar mais um
cleitor, viudo assim o numero destes a ser dez, ou
desprezar essa fracgo dando entilo, nove.
' Se, havepdo a parochia dado seis eleitores as
eleicOes'de 1842 e 18*4, hoje que, segundo a ultima
qualificagao, possue437 volantes que correspondem
|a onze eleitores, devo-todavia .laismenleo nume-
ro que elegeu as sobreditas eleices, com o accres-
cinio de mais a quinta parte, e noste caso, nao sen-
do seis mltiplo de cinco, so pela d-accilo se deve ou
n.lo contar mais um eleitor.
E ficando o mesmo augusto Scnbor do ludo intei-
rado, manda signilicar que bem resolveu V. Ex.
aquellasduvidas, quando declarou ao sobrodito juiz
(lepa'z da pparecida e ao presidente da junta do
qualilicaijSo das Diires, que as mencionadas paro-
chiasdevem dar tantos eleitores, quantos tiverem
nomedo naquelle dosannos de 184-2 o 1843 em que
Imenor numero bouve, aiuntando-se-lhes mais a
quinta parte, na conformidado do artigo 52 da lei c-
,ada, desprozadasasfrac?Oes.
Oque ludo communico a V. Es. para seu conlicci-
Imentoe governo. .
lieos guarde a V. Ex. Palacio do Rio-do-Jaeiro,
ml5dejunho de 1847. Manuel Altes Bronco.
r. viee-presidente da provincia do Rio-de-Janeirp.
provincia.
3 DO CORRENTE.
Governo da
EXPEDIENTE DO DA
I Olllcio. Ao commandaute das armas, autorisan-
Ido-oa mandar addirao 6 batalhiTo decacadores o
[reverendo capcllilo 'Bernardo Lucio Peixoto, ate que
Isobre o seu destino baja de resolver o governo do S.
|M. o Imperador.
I Dito. Ao mesmo, recommendando remeta ao
Icbefedc polica, para ter destino conveniente, oro-
Icruta Joflo Jos Pedro Evangelista que fra julgado
llncapazdoscrvigo. Participou-se ao ebefo depo-
llicia.
Dito. Ao inspector da tbesouraria das rendas
Iprovinciaes, ordenando que, em cumprimento do
[artigo 3.* da le provincial n. 191, de 30 de marco ul-
[timo, fai;a por em arremataglo o contrato da iilumi-
[nacilo por gaz das cidades do Recife e Olinda.
I Oito. Ao director do collegio dos orplulos, de-
I terminando mande reformar ascontas que prestara
a respectiva administraefio, caque se refere o seu
onciode27 de junho ultimo, de maneira que, na
forma do artigo 18 dos estatuios desse collegio, se-
na mcompanhadas de recibos que designen) o prego,
peso c medida dos gneros comprados, para que,
combinados com os consumidos diariamente, ue-
I iiniiistrum as quantias com elles gastas, o as sobras
existentes; declarando que asdespczasextraordina-
riasdo mesmo slabalecimnto devom ser ouwrisu-
des pela presidencia ; c significando que, cin altcn-
cio aos motivos flue occaslonaram as que ja se
achan realisadas, ha ordenado que sejam levadas
em conta pela referida administrac.lo. OITiciou-
Ise a respeilo adminislracflo do collegio dosor-
I pililos.
01
L'AhLAMKNTBi'.ASlLLlUU. .
SStVjE2 r^ff -fSk. M D -
SESSAO EM 9 DE JUNHO DE 1847.
DISCDSSAO BO FARECEH DA COMMWSO DE COKB-
TITDI9O E PODERES SOBBE A EX.EICO DE
nona bewadobes poo, esta provincia.
(contisuaC*0 no humero antrceoeme.)
O Sr. Fatconceltos (proseguindo)
Sr presidente, eu,a|icr mais que queira constran-
ger a minha consciencia c acreditar que os eleitores
pernambucanos volara ni nestes dous senbores, nflo
o lehho podido conseguir. Eu observo quo, quan-
do aualqiier de nos tem de constituir um procura-
dor trabalba em descubrir pessoa que soja conbe-
Cid que lenha rlac.0os no lugar em que vivemos,
nuetenba mesmo interesses ilelle, porque essas rc-
Iaces nos afiangam urna boa gerencia O que cu
digo do procurador particular, digo-o do poltico.
Nao he crivel que os Pernambucanos, em posse do
sou perfeto sizo, no exercicio da sua plena liberda-
do. Tossem mendigara outras provincias nomes que
nao erara muito conbecidos na sua. tu pego a
qualqtier dos nobres senadores, que seacham nesta
casa, digam-me o que aconselhanam, o que fariam
sotivessem de eleger um senador? Procuraran, a
pessoa mais coohecida, mais acreditada na sua pro-
vincia, e n3o duvidariam procurar alguma de fra
della, quo tivesse um nome nacional ou prestido ser-
vicos relevantes ; assim procederiam de accordo
com a constituiefio.
Ora, pde-se acreditar quo os Pernambucanos fos-
sem mais nexiveis, mais doces do que os eleitores
lo Rio-Grande-do-Norto ? Nao tinba sido urn destes
Srs. cleitos ha pouco ensotado das urnas eleiloraes
do Rio-Orande-do-Norte, apezar le se nao dcixar
de fazer esforcos para quo ellas o admiltissem? Eu
nao sou Pernambucano; mas como representante
da nacilo, e por consequencia tambem de Pernam-
biico, julgo que dovo protestar contra esle aleivo
que so levanta provincia de Pernambuco, de ter
feilo urna cleigilo pura, sincera e real, como asse-
verou hontem nesta casa o nobre ministro da justi-
?a; umavotacao, repetio o nobre ministro, em que
osnomeados obtiveram maioria absoluta e conside-
ravel, em plena liberdade.
Os Srs. Vergneiroe Altes Branco :Apoiado.
O Sr. Vasconeellos:Qh senhores, e ha Pernam-
bucano qucouca estos apoiados semdizer -..Nao a-
fOiado? {Bisadas'.)
Sr. presidente, outro motivo que tenho mais que
sufllcicnte para reprovar Cstas eleiiOos, no a convic-
ijao em quo estou do quo alguns dos ministros de 2
de fevereiro pedirm ou ordenaram quo fosse no-
meado o Sr. Ernesto Ferreira Franca senador pela
provincia do Pernambuco. Logo que falloccu o Sr.
Antonio Carlos, houve urna reuniao, o nesta reu-
niilo (disse-me pessoa de conceito) se apresenlaram
cartas em que se pedia, em quo um dos nobres mi-
nistros de 2 de fevereiro ordenava quo fosse inclui-
do na lista de senadores por Pernambuco o Sr. Er-
nesto. Ora, a elcir/ilo sobornada lio nulla, ao me-
nos assim o escrevia em outro tompo meu mestro e
collega na commissao das leis regulamentares, o Sr.
Nicolao l'ereira de Campos Vcrguniro {risadas.. Elle
dizia:NSo, opodido do ministro nao he pedido,
lio um mandado--. L est escripto na le da res-
ponsabilidade, que he suborno o peditorio dos Srs.
ministros, at para os sujeitar s ponas alllictivas.
Hoje o nobre ministro da justig-a, o mesmo Sr. Ni-
colao Pereira de Campos Vergueiro, ontende que nao
ha eleiQOes mais puras, mais immaculadas do que
estas de Pernambuco.
O Sr. Vergueiro :NSo sero vestaos...
O Sr. r permitlida esta cxpressSo)no conceito do Sr. mi-
Maso que est escripto na lei da responsabilidade,
que he obra do actual Sr. ministro da justlca, e nao
foi alterada no corpo legislativo, he quo he suborno
podir um ministro de estado votos para a guem.
OSr Cosa Ferreira :Mas n5o bouve denuncia.
OSr. Vasconeellos: -Tambem eu nao pego que es-
so Sr. ministro soja punido; o que cu digo beque
houve suborno, que os eleitores n3o votaran. I.vre-
mente, que foram coagidos.
O Sr. Costa ftfw/ra :-Kntffo, suborno e actos de
violencia devem ser punidos.
O Sr Vasconeellos : -K11 nfio peco punicflo para nin-
guem, nom para o Sr. Chichorro {risadas).
OSr. Cosa Ferreira -.-Porque nao piomovo o seu
"o'sr Vasconeellos :-Ku aqui nao sou responsavel...
N.lo digo que seja punido, nao promovo a sua puni-
eflo. cito estes factos por necessidade,
OSr. Cosa Ferreira :Rom seria que apresentasse
algiim documento...
OSr. Vasconeellos :-Ora. para que ha de o nobre
senador querer documentos ?..,Eu nao quero olicn-
der pessoa alguma, quero s motivar o meu voto...
Mas, emfim, o nobro senador obriga-me a ler um pa-
pelinho que aqui trago {risadas}, sem duvida ja pre-
vendo que o nobre senador, ou nlgtiem, reclamara
algum eselarecimento mais.
Senhores, nesta casa ha quem saiba que eu estou
dizendoa verdado; se os senhores me obrigarem a
muito, que remedio teroi ou senSo nomcar .
{Ha um aparte.)
Mas no desejo oceupar-mo com discusses de no-
mes proprios ; aqui nesta casa ha quem saiba que 011
digo a verdade, ou por oulra o. Brasil em peso(o-
poiados) dir, se chegarem ao seu conhecimenlo es-
tas palavras : S3o verdadeiras.
{O nobre orador lem urna pequea folha tmpressao
seguinle :)
Circular quo dous Srs. deputados da provincia de
Pernambuco enderectram aosseus amigos.
Um dever sagrado de gralido nos manda incluir
na nossa chapa ao mui digno P/es,Je',tofiSXe
.. rinda ; a poltica o aconselha, o a fidclidade e
probdde desse distinclo cidadao nos garnteos
melhores resultados de nossa dedica?ao.
lTu.es elogios receben elle hontem do nobre mi-
nistro da justiga.
i;ra nossa opiniSo quo a chapa fosse completada
. com os nossos benemritos da provincia (que nao
raltam): mas circumstancas ponderosas nos bze-
. ram mudar de votos e aconseiha.-lhcs um sacr.l -
co. Consultamos o minislro.....a respe.to desta
eleicfio, expondo-theas dilliculdades de vencer a
\ cBiididluradeumestranho, e elle nos responden
recommendando o nomp do desembargador Lr-
nesto Ferreira Franca, declarando ser a sso Tor-
cado por. motivos graves e pela volitado do pessoa
a que de necessidade devia obedecer, e que anda
assim nao faria essa recommendagao se nao lora
a 1 scunda vaga. Depois de mcditarmos profun-
clmente sobre o objecto, convemos na necossi-
dade e conveniencia de aceitar essa candidatura.
Depois do outras pfoposigOes, accrescenta :
A nossa recusa muito desgostana ao...Sr. minis-
tro, e mosmo o poderia despeitar, e nos colloca-
ria em' m posico para sustentar os intoresses do
partido (o que tem sido o nosso nico lito), ou se
attribuisse a nossa conducta impotencia noani-
mo o conflanga do partido, ou falla de vontade ;
a e o mesmo...Sr. ministro ver-so-hia m situagilo
<- falsa para se justificar perante o protector, quo
com ras3o suspeitaria de sua sinceridade.
* Parece-nos cstas observares de muito peso para
quo sejam desprezadas; outras, porm, existem de
nao menor importancia. A rocommendagao quo
nos he feita, e para ahi tambem sera dirigida, be
, directamente enviada ao proprio Sr. Chichorro.
Logo lerei um discurso de um distincto deputado
por Pernambuco, de um ministro do altar, de um
liomom de Dos, que confirma ludo isto.
Sendo elle delegado do governo, hedesuaobr-
gagao e fidelidado trabalbar nesso sentido, o se
nos mo incluissomos o Ernesto em nossa chapa,
a como (Icaria o nosso digno amigo? Quem acredi-
taria que o presidente que salvou e elecou o partido,
e por elle se tem sacrificado todo, nao podesse ob-
ter essesignal de sua dodicagilo? Ninguein o sal-
ce varia da suspeita de baver neglgcnciado a recom-
roendacao do governo, ccreinos-que oYesuitado
pelo menos muito ombaragaria a sua escolha,
quando nao impossibilitasse. Vom-nos a lem-
brangaoque aconteceu com o Thomaz Xavier, pe-
lo que fez na eleigao do Antonio Carlos. Por ou-
tro lado, a eleigao do Ernesto uo poaomduvida
.. a eleigao do Chichorro; antes tora urna garanta
cm sua conducta Rol...
O Sr. ministro da justga nos assoverou que o .Sr.
Chichorro mo quera sor senador : seguramente nao
aprecia o lugar ; tanto assim que entenda que po-
da revogar eleigiies quo o sonado reconheceu legi-
timas quando declarou vlidos cortos collegios que
a cmara dos deputados tinba annullado.
.....e pode-so ter como certa, em vista das car-
tasdo...Sr. ministro, que declara ser a sua opi-
ni3o o vontade que sejam os dous o nosso CI11-
a chorro c Ernesto; e alm do ludo aqu oslamos
para cariflir com todas as frcos a escolha do segun-
do, ajudados pelos Sanla-l.uzias, o estamos certos
de que...o Sr. ministro cumprir a sua palavra.
- Accresce anda que o Hollanda frisada)...
Refere-se ao Sr. ex-minislro da marinha e guerra
ou da fazenda. ,. .
.....que o Sr. Hollanda se oppOe obstinadamente
recommendagao.....o declarou pessoalmente ao
o Ernosto que a sua gente Ihe faria a guerra, por
ter sido narceiro; portento, o triiimplio destaca
quesillo de sua escolha com o Chichorro, junto
aodesgostodo...peloprocedimcnlo do Hollanda,
e oulros resentimentos nos podero ajudar na em-
.< preza de o arrancar da pasta {risadas:, sem o que
a jamis montaremos completamente o partido, o
al nos veremos expostos na prxima eleigao
eral.
Fazer todos os esforgos pela candidatura do Er-
k nesto, c jase sabe do Chichorro ; procurar vota-
cao cerrad! na chapa ; cjuerifar por todos os meios
11 votacilodo liariiooda sua gente, exc umdo-os
da eleigao: eiso programma que entendemos dc-
ver dirigir a eleigflo.
O Sr. Carneiro Leo :-Note-so a rocommendagao
- por lodos os meios. Isto se cumpli risca.
O.Sr. Fosconce/tos :-Ora, 8r. presidente, un illus-
Ire deputado pela provincia de Pernambuco, agra-
ciado mesmo pelo governo, que lio sacerdote, que
he, como jdisse, um homem de Dos, proleno na
cmara (os deputados um elegante e enrgico dis-
curso confirmando o que acabo de ler; profeno os-
so discurso na presenga da cmara, queoannt pas-
sado o tinba constantemente cleilo seu presidente.
Como podera ser objecto do duvida o quo assevero,
pego licengaaindaao senado para lr-lhe parte des-
te importante discurso.
Nao concluire, Sr. presidente (disse o Sr. Mu-
niz lavares na sessao, cuido que de 15 de maio),
sem fallar.na miseravcl campanha que leve lugar
em Pernambuco o anuo passado, por occasiilo da
a clcigao.de senadores...porque foi nossa campanha
quo o homem, j enfermo, compellidoa fazer es-
forgos sobrenaturacs, exbauno o resto de suas
frgas, a ponto de nao podor dar mais um so pas-
.so sem conductor. .
Todos sabem que houve quem ousasse impura
nobre, a briosa provincia de Pernambuco um can-
il didalo ostranho, um candidato que nella mo ti-
nha nascido, nem possuia um palmo de Ierra, sem
relages de prontes nem de amigos, sem ter pres-
t lado all sorvigos; em urna palavra, sem titulo
algum extraordinario que o recoinmendassc a tan-
ta honra...
OSr. Lopes Nelto :~Qucm o impz?
O Sr. Muni Tatares :-0 Sr. Chichorro da Ca-
ma : at entao indiffercnle a esta eleigao, appa-
receude repente como campeao enrag, declaran-
i do que tinba recebido cartas dos senhores que
compunham o ministerio de 2 de fevereiro, re-
commciidando ardentemente esse candidato, e ao
mesmo tempo oceultava que um dos ministros,
nue por fortuna havia nascido em Pernambuco,
n3o era dcste accordo; tanto que quando esse
candidato, esquecido de si mesmo, ai)imou-se a
ir pedir-lhc cartas de recommendagao para setis
prenles e amigos, com franqueza Ihe disso :-Sr.
Fulano, persuada-se que ainda (pac cu cscrevesse
. aos meus prenles e amigos para votarem no se-
, nhor, de certo n3o votariam, porquo esUo persua-
didos, assim como cu, que Pernambuco tem capa
O Sr. lapes yetto: Por ser patricio do Sr.
Hollanda?....
O Sr. Muniz lavares: Honra, mil louvores
a osso dignissimo Pernambucano, e a maldigSo do
Heos Padre caia sobre aquellos quo cobriram seu
paiz de opprobrio, que o zeram tragar o fel da
vergonba, queodogradaram aos ollios das demais
provincias.
E cleigOesdcstasextasamaoSr. ministro da jus-
tiga .'... Quo sorte esperar o senado se desta vez nSo
desenvolver algum vigor, se se osquecer do seus pro-
cedentes ? Eu mo me roferirei dscussSo quo hou-
vo nesta casa poroccasiAo da verificagflb dos poderes
doSr. marquez de Lages; nao lembrarei aoSr. mi-
nistro da justga o que entao disse nessa dscuss3o;
eu appcllo para as rasOcs do nobre senador oSr. Jos
Saturnino da Costa Pereira, quando propol quo fos-
sem annulladas as eleigoos do Sr. Foij: sao rasOes
mui solidas quo ja teem a seu favor urna decis3o do
senado.
O que dizia o nobre senador o Sr. Saturnino P Huas
nullidadcs apparecem nestas elegries: urna" inter-
vengfio de eleitores Ilegtimos, OUtra on3otcremas
eleigOes sido foitas em lodos os collegiosno mesmo
da marcado. Ora, digoeu, os mesmos deleitse em
maior escalase achan nesta eleigao. Ha collegios
quo n3ovotaram no mosmo da; ah esta Goianna,
ah estTacarat, quevotaram no da 17, quando os
outros collegios votaram 110 da 18. Parecc-me quo
a esto respeilo o nobre senador oSr. Saturnino nSo
me contestar.
Vejamos se houve tambem intervencuo de eleitores
Ilegtimos. -
Votaram nesta eletcfio eleitores que o senado tinba
rcconliocido Ilegtimos, eleitores quo tinham sido
uosneados por ordem especial da cmara dos deputa-
dos. Julgo que cada urna das cmaras he soberana
na verificagao dos poderes dos seus membros, que
seus actos rio estilo subjeitos a liscalisagao alguma;
mas quo a cmara dos deputados nao tinha. dreito
de mandar fazer eleiges parcaos om una provincia,
nosso eu dize-lo sem quo a offenda.
A lei ordena va quo as oleigOes so fizessem om toda
a provinciano mesmo da, om todas as freguezas;
como, pois.se ia fazer eleiges om Pernambuco om
quatroTreguczias Era isto conforme le ? Mas
ponhamosdo prteosla questarj. 0 senado tinha jul-
gado legtimos os eleitores de Afogados, Cabo, Gara-
nhunseOuricury, que a cmara dos depulados de-
clarara Ilegtimos; o presidente da provincia resol-
veu que votassein tanto os eleitores quo o senado ti-
nba reconhecidd legtimos, como os novos eleitores
que tinham sido nomeadosem virtudo da delibera-
gao da cmara dos deputados. Assim desacatou som
duvida o nobro c dcsiuteressado presidonte de Per-
nambuco ao sonado, bem que esto procedimento
inerecesso o ologio dos dous nobres ministros, do Sr.
ministro do imperio o do Sr. ministro da justiga...
O Sr. Vergueiro (ministro da justiga): NSo he
exacto.
O Sr. Vasconeellos: ....ou, por outra, dos tres
Srs. ministros, porquo nesta casa ha um senhor que
heoSr. ministro do imperio, e he tambem o Sr.
ministro da fazenda. Mas porque o Sr. ministro da
justiga reclama contra a minlia proposigao, eu retiro
a seu respeilo o que disso sobro os elogios felos ao
presidente do Pernambuco por mandar votar tam-
bemos eleitores Horneados cm virtudo da delibera-
cao da cmara dos leputados. '
' Uissc o Sr. ministro do imperio: Verdade lie
que osenado tinha resolvidoquecontinuassema vo-
tar na eleigao dos seus membros os eleitores dessas
l'reguezias; mas, como depois desta resolugAo do
senado foram Horneados novos eleitores para essas
freguezias, entrn o presidente em.duvida se elles
deviain votar, ou so deviam votar os eleitores que o
senado approvara. Masqual he a rasilo da duvida
O nobro ministro nao se dignou aponta-la,...
O Sr. Alces tranco (ministro do imperio): A
lei
O Sr. Vasconeellos: Asquetonho lido (salvse
as miabas collecgoes todas sao erradas) n3o apresen-
tam semelhantc opiniao. So acabo de mostrar quo a
cmara dos deputados n3o poda, segundo as leis,
mandar proceder a eleigOcs parciaes....
O Sr. Altes Branco: He opiniao particular.
O Sr. Vasconeellos: ... Se os eleitores que o se-
nado approvou sflo eleitores da legislatura, s3o elei-
oresqlio reconheceodccreto do 11 de agosto de
11827, como se podo allegar que o presidente de Per-
nambuco levo duvida sobre o que a le exiga, O se-
nado, depois que a cmara dos deputados amu1 ouia
oleigo dessas fregue/.ias, reconheceu os eleitores
amainados pela cmara dos deputados como leg. -
nos; so ao menos este reconliec.mento lo senado
os anterior re.olugao da cmara dos dejuladoa.
poderla admittir-sealguma sombra de duvida, som-
Cra do duvida para os que querem torgivera,ir para
nao cumprir o seu dever, e com o que se deu a en-
ende que o senado nao tinha autondado para re-
conlicccr a legitimidade desses eleitores.
C as, se, .ores, ou temos esta const.tu.g3o, que
tem sido, para me ex|.rimir como o sr. Vergueiro,
U,tas vezes rasgada polos seus execu ores, ou ..80
mbs. Se temos, obedegaiwa esse artigo 21, recc-
nhecaui a soberana do senado, as suas decisoes em
materia do verificagao de poderes de seus membros;
nao nosavillemos alai ponto so porque os interes-
sesde um partido boje o exigem. Os partido sao
transitorios, mudam multas vezes de nome, e os
mombros delles pagam caro os benehcios, os favo-
res que desconsiderados lazem; masa consliluigao,
mas os principios, s3o eternos: s elles nos podem
dios, assim eoiiio uu, ijuc >-;------- ii.
cidado paraformar u.n^nade^'3't,,,, p0s, os eleitores lllegitimos de envolla
para dar dous sonadores.Senhores, commemo >' reconhecidos taes
. rando estas palavras, cu encho-me do "obre or" ^^X 7c0.uo voram? Votaram como os dq>
gulho .'... IF
MUTILADO)

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collego de Campos ? Nflo, senhores: o? eleitores def Acamara municipal, que deviaser aprmeraau-
Campos votaram em seu collego parte, elles sslloridado a quem se communicasse aereadlo deste
nomearainseu presento, nomearam seus secreta-1 collegio, nflo recebeu o oflcio do presidenle serillo
do Pernambuco, intervicram nos actos dos eleitores
legtimos, nomcaram as mesas. Nole-sc bem que,
segundo reconheceu mesmo o nobre ministro do im-
perio, Cuita a mesa, est frita a eleigflo....
OSr. Aires tranco: He mxima quo tambem
li ii'iim papel ministerial em 42.
OSr. Fasconeello*: Acitagflo que faz o nobre
ministro nflo pode incommodar-mo, porque fago
por contrariar urna autoridade milito valente nestas
materias risadas, apoiados).
O Sr. Jos Saturnino, pois, que compare a inter-
vngalo dos eleitores illegitimos da pravincia do Rio-
de-Janeiro na eleigflo do Sr. sonador Foij com a in-
tervengo dos eleitores Ilegtimos em Pernambuco
na eleigflo dos Sis. Chichorro e Ernesto. No Bio-de-
Janeiro os eleitores Ilegtimos votaram parte; po-
dia-se dizer: eliminem-se esses eleitores se a-
caso a pureza dessas eleiges fosse compativcl com
taos Ilegalidades; mas, votando os outros eleitores
nos collegios, promovia-so o intoresso dos candida-
tos impostos provincia de Pernambuco, porque el-
les iam observar os actos dos demais eleitores. lira
necessario,desrriminar asustas dos eleitores 11 leg-
timos das dos eleUorw legtimos, para conhecer-se
o voto de cada uin; .e quem tera coragein para nes-
ses actos votar livremento segundo sua consc-
encia.'
Destaintervengflodos eleitores Ilegtimos rosul-
tou anda outra illegaldade, quefoi apresentar-se a
lista scxlupla para a esculla imperial. Ilouve por-
ventura tal resultado, tal desordom, na intervongflo
dos eleitores illegitimos de Campos na eleigflo do Sr.
Feij ? Entretanto o senado julgou que ficavam con-
taminadas ile vicio, e vicio mortal, essas eleiges, s
porque nellus tinham intervindo eleitores illegiti-
mos; e sendo assim, as eleiges do Pernambuco,
cmque intervicram eleitores illegitimos, em que
estes eleitores influram na nomeagflo das mesas, em
que foram violentar os votos dos verdadeiros eleito-
res, esta intervengflo nflo ter a mesma reprovaeflo
do senado, quo teve a de Campos f
O presidonte de Pernambuco entendou ou tomou
como ponto de honra fazor eleger senadores as duas
classes de candidatos; nflo so limitou a esta mistura
de legtimos e illegitimos; fez mais: ordenou que
as acias dos collegios eleitoraes, que deviam ser en-
viabas cmara municipal o ao ministerio, fossein
entregues aos delegados do polica, e por estes re-
meltidasa elle presidente. A esterespeito observou
a commissflo, que o presidente tinlia infringido as
instrueces que ordenavam que as actas dos colle-
gios eleitoraes fossem directamente remettidas as
cmaras municipaes...
OSr. Cosa Ferreira: No Maranhflo um presi
dente niandou responsabilisar cmaras por nflo
mandarcm as actas a elle.
OSr Vasconcellos: Voi sem duvida criminoso
esse presidente...
O Sr, Cosa Ferreira: -Apoiado.
O Sr Fasconcellos: .... Eu, pois, nflo o defendo.
Mas o presidente de Pernambuco, disse o nobre
ministro do imperio, linha direito do ordenar que as
actas lhe fossem remettidas directamente pelos se-
cretarios do collego, ou pela intervengflo dos dele-
gados de polica. Para demonstrar esta sua proposi-
to, lembrou o artigo das instruccOes, que diz que
os governos provinciaes e os commandanles das ar-
mas prestarflo s cmaras municipaes os auxilios
que Ins frem pedidos para apressar a correspon-
dencia entre as cmaras. Ora, as instrueces leva-
rain o escrpulo a tai poni, que nein quizeram que
o presidente e commandante das armas seencarre-
gassem da remessa das actas; o auxilio ho prestado,
nflo para o presidente as fazer vr e entregar cma-
ra municipal, mas para facilitar, para apressar a re-
messa da correspondencia do urnas para outras c-
maras.
E note-se mais o que o nobre ministro do impe-
rio nflo uotou) que esso auxilio nflo he prestado
sem requisirao da cmara da capital. A cmara da
capital nflo o rcquisitOU, at representa contra esta
illegalidaile commettida pelo presidente da provin-
cia. Esla rcprcscntacflo mostra que nflo havia tal cs-
tylo em Pernambuco, que fni una innovagflo do ac-
tual presidente, innovagflo suspeita, porque era elle
o piimciro interessado as eleiges; e sabe-se que
cm algumas provincias se introduzo o roeio de an-
nullar as eleiges, falsificando as actas. Tenho ouvi-
do que se empregavam diversos meios: um delles
era enviar-se os papis com as assgnaturas que se
exgiain aos influentes em eleiges, que residiam na
capital. Esses influentes guardavam as actas espera
do resultado da apuraeflo, para poerem depois al-
terar as actas, da mancira que o seu partido sem-
pre vencesse. A falsilicagflo, pois, nflo consista em
rasgar o fecho das actas, como entendeu o Sr. mi-
nistro da justica; podiam vrate a sello volante os
oflicios, e serem alteradas as actas; podia-se eni-
pregar muilos outros meios para se falsificaren! as
eleiges.
Eu nflo posso asseverar que o presidente do Per-
nambuco fizesse taes altcrages, nflo tenho docu-
mentos; mas nflo posso suppr boa f no presiden-
te, quando, contra as instruccOes, contra as leis,
contra o estylo, ordenou que lhe fossem remettidas
ascetas directamente, e nflo cmara municipal.
Que interesse tinha o presidente em ser o interme-
dio da cmara municipal f Nflo so deshonrou elle
em sercorreio da cmara municipal ? Era isto com-
jatvel coma sua autoridade, com a sua representa-
Qiona provincia ? Nflo tinha ello para conferirs ac-
tas, que fossem falsilicadas, a acta quo pelo decreto
de 4 do majo de 42 lhe devia ser remettida ?
Senhores, estas eleiges sflo tflo meadas denulli-
dades, de vicios, quo nflo sei como ellas se possam
sustentar, a nflo ser por meios que a rasflo o o pejo re-
provam. At se suspeita que algumas dessas actas fo-
ram datadas de collegios creados depois das elei-
ges, quo nem tinham sido creados pelo presidente;
Jilas assim cpnvinha aos interesses do partido Este
cadas, ou fosse augmentado o seu numero ,
existem estes actos da presidencia, que fazem sus-
peitardoseu procedimento alai respeito.
Eu nflo direi cousa alguma sobre as violencias
commettidas nos collegios eleitoraes. OSr. ministro
do imperio e o Sr. ministro da justica entendem que
os 99 eleitores do Po-d'Alho nflo foram coagidos a
retirar-se do collego ; o porque nflo sei eu, nom os
mesmos nobres ministros m'o explican) com a clare-
za necessaria. Noventa c nove eleitores, que forma-
vam urna maioria consideravel do collego, quo ha-
viam de eleger a mesa, que havam de votar som ne-
nhum receio de serem supplantados, retiraram-se;
attestam elles que o flzeram coagidos pela torga da
polica, pela rcsolugfloem que eslava o seu digno
chefe de jhes fazer fogo. He o que attestam esses e-
leitores; e quom os conlradiz ? Os 31 eleitores que
queriamsupplantaros 99, o commandante da poli-
ca que coinmetteu o crime de perturbar a eleigflo,
merecem mais crdito do quo os 99, que nflo linhaaj
interesse nenhum em se retirar do collego !
Mas, dixoSr. ministro da justica, quecoacgfloera
esta, que esses eleitoros foram reunir-se em outra
casa e votaram ? Comparar urna casa particular com
urna igreja, ondo pode entrar o sahir quem quizer,
ja com urna casa particular, em que logo quoon-
trasse a torga, havia saber-so Acaso ha vera a mes-
ma facilidado para coagir os eleitores em urna casa
particular, que havia na igreja matriz? lie isto novo
em Pernambuco? Agora na qualifcagflo dos volan-
tes nflo se pralicaram actos quasi semelhantes? Lom-
bra-meque o juiz de paz, nflo me record de que lu-
gar, coagido pelo delegado de polica em suas func-
gas, escreveu ao presidente da provincia,'que, prin-
cipiando o aclo da qualifcagflo dos volantes, toi es-
te interrompido pordivorsas pessoas, o pelo delega-
do de polica que entrou na igreja com gente arma-
da, o protestou que nflo havia de consentir na qua-
lifcagflo pela mancira por que linha principiado;
que ontflo o juiz do paz tomou a resolugflo de so re-
tirar da igreja, mas nflo adedeixar avara de juiz..
porque nflo linha'outro impedimento senflo a co-
acgflo.
Os eleitores de Ouricury, que se reuniram no Pon-
tal em numero do 110, fogem por causa da torga pu-
blica que se Ibes oppe, vilo votar no collego da
Boa-Vista. Pois havia-no collego da Boa-Vista, que
parece que tem 24 eleitores, quem lizesse recar a
HO eleitores, a nflo sor a torga que se empregou pa-
ra este lim ? Nflo he provavel que motivos s de vio-
lencia fizeram retiraros 110 eleitores quo foram pro-
curar um sitio em que ao menos com seus votos pro-
tcslassemTontrasemelhante violencia? Mas nflo hou-
to violencia alguma! Cento edez eleitores, que po-
diam votar em qualquer collego da provincia, nflo
merecem crdito, s merecem crdito o juiz de d-
reito, a polica, que sflo aecusados de terem empro-
gado a violencia para nflo se reunirem esses elei-
tores !
Sr. presidente, eu nflo descubro urna rasflo, um
motivo para tranquillisar a minha consciencia n'u-
ma votagflo favoravel s eleiges de Pernambuco.
Accresce a illegaldade das lisias sxtuplas ; tres lis-
las sxtuplas, e se nflo fossem contemplados os col-
legios que nflo votaram no mesmo da, vinliam qua-
Iro listas soxtuplas ; e se fosse contemplado o colle-
go de Ouricury, loriamos cinco listas sxtuplas !
Todas estas listas alteram muito a votagflo ; eu te-
nho aqu as pravas Se contassemos os votos dados
no Pontal por eleitores legtimos que como taes re-
conheceu o senado em sua decisflo soberana, irrevo-
gavel, seriam sonadores osSrs. Chichorro, Ernesto,
Manoel de Souza, Bardo da Boa-Visla, Barflo de Ha-
marac, e Visconde deGoianna. Ora, queallcragflo
nflo fara na lista trplice, ou na lista sxtupla, como
qu7erem, esta eleicflo ? So se trassem da somma
dos votos a dos collegios que nflo se tinham reunido
no mesmo da, entflo al o Sr. Chichorro o o Sr. Er-
nesto, ou sahiam ambos, ou icva um...
OSr. Alca liranco: Duvido que mostr isto.
O Sr. Fasconcelloi: Queira o nobre senado'- som-
mar os votos de (loanna c Tacarat, e ver que o
ultimo votado nestas listas tem 704 votos, que he o
Sr. Visconde de Goianna ; vera onde (cava o Sr. Chi-
chorro ; excluindo-se tambem os votos illegaes da
reuniflo dos 31, onde icariam o Sr. Chichorro o o
Sr. Ernesto? L a urna quinta lista triplico, e por
consequencie o dreito de nomcar entre 30 e nflo
entre 6.
Eu tenho direito para verificar os poderes dos se-
nadores, ou para contribuir para esto lim ; mas nflo
tenho poder do despachar senadores, c he direito de
que me querem investir os nobres ministros da co-
ra. Declaro quo nflo aceito esta graga (rifadas). Se
sflo estes os favores que aadminislragflo actual re-
serva para seus amigos, nflo me devo aquinhoar
com elles.
Agora, Sr. presidente, a questflo he a que j to-
quei, a grande questflo he quo a cor be desconsi-
derada urna vez que o senado nflo approve as elei-
ges de Pernambuco. Cuiaiito a mm, a corda quan-
do nomea, faz dependente a sua nomeagflo da ap-
provagflodaseleigoes. Nem de.outra manera se po-
de conciliar o dreito da cora com o direito do se-
nado. Canhara a coraem que lhe rendamos culto
como queremos Sis. ministros cm objectos desta
natureza ? Ouando o senado livor perdido o conceilo
de seus constituintes, quando for considerado como
umacorporagflo do procuradores falsos, sem nenhu-
ina reputagflo, sem nenhum crdito, sem nenhuma
torga moral, lucrar a cora com osle estado de cou-
Nlo posso votar por urna eleigSo em que o presi-
dente interveio contra as instrueges, e mutomais
sendo elle interessado nessa eleicflo, sendo um dos
quedoviam sereleltos, equeesporava bons resulta-
dos dos seus esforgos.
Nflo posso votar por urna eleicflo em que inter-
vieram eleitores Ilegtimos, que podiam ter nella
tal influencia, que alterassom as votagocs.
Nflo posso votar por urna eloigSo em que a torga
dspersou alghns collegios e mpedio a votagflo do
mu'itos eleitores.
Dirflo : Estas rasOes nflo bastam. Para minha
consciencia-, para a^onsciencia do jurado, ellas sflo
mais que sufficiontls. Mas, senhores, eu appello para
os dosembargadores que se.sentam tiesta casa; por-
ventura as provas plenas se tormam s por documen-
sos, por leste ni ti ii lias que depem de vista ? Nflo sflo
ellas militas vezes o resultado de militas presump-
gOes, de muitos indicios, de muilos factos que teem
alguma semelhanga ou relagflo com oobjecto deque
se trata ? Que mais indicios, mais presunipges, mais
factos connexos com esla cleigo se podiam aprosen-
tarcontra ella do que os que tenho aqui exposto?
E voltando s listas soxtuplas, como poderei eure-
conhecer o direito de so escolher em trinta em lu-
gar de seis?
Nenhum sentimento de inmizade me inspiren a
humilde opniflo que acabo de avangar. Bespeito
muito os cidadflos de quec trata : desejo quo elles
sejam de novo apurados l as urnas eleitoraes para
bem do senado e para gloria delles: para bom do se-
que tem muitas entradas e saludas, comparar a igre- Pdo' porque nflo deve admittir neste recinto pessoas
JM : Foi poreausa de umaescrava
Como eu ensino meninas, tanto brancas on,
pardas e pretas, desde 1818, e nunca modesoUi
ram, acontecon que um dia n dita escrava moH "
bedecesse, e.chamando-a cu para dar-lhc ums hi?0"
ella pegasse-me no brago e avangasso para niim '
tflo, passando a palmatoria para a outra mflo ,li ??~
urna pancada nacabega; o tornando ella a'a. '
para mim, aconteceu- que nestas I utas, abawniar
me, lhe dsso urna dentada no hombro. 'ianuo-
Juiz: Como se chama va essa escrava '
R : Chamava-se tambem Luzia
Juiz:- Equebrou-lheacabega com essa p,nc,,i,
quelhodeu? i"'icija
U : Foi cousa muito pequea.
Juiz Que idade tinha essa preta?
1U : Tinha 13 annos.
Terminado assim o interrogatorio, pass,i-so i i*
tura das pegas do processo, a saber: a partedn sum"
legado, o auto de vstoria eodepoimento desu.
temunhas, das quaes urnas juram tor preseidn
facto. e outras que o ouviram referir. .
O Sr. Dr. Promotor chama a atlengflo do conceltm
para o depoimento das tcstemunhas e para a.den
ragflo, feila no auto^do vstoria, de ter a esAna^
podido succumbir ao ttanos deque tora acoinmetti
da poreausa da ferida dacabega; faz diversas u
trasconsideragfles, e pede que sejam impostas r"
as penas do artigo 205 do cdigo criminal, noenn
mximo, porsedarem ascircuinstancas aesrav,
tes do artigo 16, 6. o 10, do mesmo cdigo
O Advogado da defaa (o Sr. Dr. Alcanforado) orin-
que sHotidas ehavidas como falsos procuradores de'cpia por observar que a sua consttuinle nflo nd
Pernambuco, como senadores illegitimos; para glo- sercondemnada pona alguma pelo facto deha
ria delles, porque voltarflo ontflo com suas actas re-
gulares, e com urna eleigflo legitima farflo ver que
realmente tinham a seu favor a opinflo da provincia,
quo o Sr. ministro da justica linha rasflo quando nos
assegurava que a provincia em peso ou urna conside-
ravel maioria della tinha nomeads esses senhores pa-
ra senadores do imperio.
Eu voto, portanto, no sentido do parecer la com-
missflo, para que sooflicie ao governo afim de que
mande prqceder nova eleigflo na provincia de Per-
nambuco.
O Sr. Presidente (depois dealgqma pausa): Nin-
guem tem mais a palavra ; eu vou, portanto, consul-
tar o senado se d a materia por discutida ....
O Sr. Alves tranco : Pego a palavra.
O Sr. Presidente: Tem a palavra.
(.Continuar-te-ha).
IWHWilW IMpillAMIIH
PERNAMBUCO.
Cmara municipal do Itecifc.
TERCEIBA SESS-AO ORDINABIA DE 28 DE JUNHO
DE 1847.
PRESIQEKCIA DO SR. REG ALBUQUEHQUK.
Presentes os Srs. Cintra, Dr. Nery, Bego "Jarros e
Gaudino, abrio-se a sessflo o foi lula eapprovada a
acta da antecedente.
Nflohaveudo nenhum expediente a mencionar, o
secretario passou a fazer a leitura das differenles pe-
tigOes que sobro a mesa se achavam, a cada urna das
quaes se deu o conveniente despacho; depois do
que, fez o Sr. vereador presidente oseguinte reque-
rimento que toi.approvado, e em consequencia ox-
pedio-se a necessaria ordem.
Bequeiro que cmara mande tirara planta do
povoado dos Atogados.fPago da Cmara, 28 de julho
de 1847. Uego \lbuquerque.
Em seguida oSr. vereador Cintra apresentou os
dous requerimentos que soseguem, sendo approva-
dooprmeiro, o adiado o segundo, o qualQcou so-
bre a mesa aloque se obtenham intormagOes nnces-
sarias a resolver-se respeito, expedindo-se as pre-
cisas ordens aos di (Tere n tes fiscaes, por virtude do
primeiro requermento.
Bequeiro que seaulorseaos fiscaes a contrataren!
em cada urna de suas respectivas parochas o enter-
ramento dos cadveres dos mendigos com os admi-
nistradores do templo quo por monos fizercm, dan-
do do resultado parte cmara afim de deliberar
como julgar mais conveniente. Sessflo de 28 de
junho de 1847. Cintra Manoel.
Bequeiro com urgencia que se acabe o caiga-
monto da ra Direita. Sessflo do 28 de junho de
1847. Cintra Manoel.
Foi rcmettido commissflo do cdificagflo o reque-
rmento de Nicolao Rodrigues da Cunta, pedindo por
atoramento o terreno da casa que possue na esquina
a da Florentina, mandado esta cmara in-
por despacho da presidencia de 22 do cor-
- r*
castigado a preta Luzia; porquaiilo essa preVe
discipula.della, os mestres estflo autorisados pi
castigarem s pessoas a quem ensinam, eo6.' do
artigo 14 do cdigo que confero essa autorisagonilo
cstabelece a forma por que dev deserapplicadouir
tal castigo: pondera que o telanos.de que a referida fa.
ra assaltada, tal vez tivesse provindo.nfloda ferida en
s mesma,mas sim do pouco cuidado com que a trai
ram ; pois que essa ferida tora de tflo pouca impo'r-
tancia,que cicatrizara completamente em mu pouco
tempo,como se via do auto de vstoria que se proee.
dra a 16 de novembro do anno ultimo : e concluo di-
zendo que, anda mesmo que, apezar de ludo isto
decida o concelho (o que elle nflo espera) que su
diento he criminosa, nflo Ihecabem as penas do ar-
tigo 205 do cdigo criminal, como entender a justi-
ga publica, mas sim as do artigo 201.
Encerrados os debates,
O Sr. Juit Pretidene faz o reltorio da causa; en-
trega os quesitos ao presidente do concelho; e de-
pois de haver recebido as respostas que aos inesmw
quesitos l'nram dadas, ahsolve a r, condeninando i
muncipalidade as cusas, e appellando para a re-
lagflo do dstriclo, por se nflo ter conformado com a
decisflo do jury.
ceMMEi>*cro.
Alrandega.
BENDIMENTO DO DIA 8........... 6.526,834
Descarregamhoje,9.
Briguo-- Sagitario mercadorias.
Brigue Jesusa idem.
Brigue l'olidora dem.
Brigue Cesar idem?
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA
eral.....................
Diversas provincias............
7.
sas ? O que dzem os Srs. ministros, que tanto zelam
os pretendidos dircitos da cora, dreitos que ella
nflo quer, pois que nflo quer senflo o que est na
constitugflo, e na conslituigflo est bem expressa-
mento.declarado que ao senado compete verificar os
poderes de seus membros e nflo despachar sena-
dores *
Sr. presidente, eu vou resumir o pouco que tenho
collego, porexemplo, do Ex, dzem que toi creado!''.'10 em u'na materia, em que, se tivesse torga, deve-
pelo presidente da provincia ; eu examinei na se-1'afallar por uina semana.
cretaria desta casa o que*aviaaesterospeito ; nada I Nflo posso approvar urna eleigflo feta por medidas
vi, njo apparece este collegio;- at o dia em que exa-|eleitoraes quo a cmara dos deputados, que o sena-
mnici este negocio, nflo tinha apparecido olliciodoldo, que o poder modorador proscreveram. Nflo me
a creagflo deste collego. | posso persuadir que os eleitores de Pernambuco, cm
seu perfeito sizo, na fruigflo de sua liberdade, volas-
da
formar
rente.
Despacharam-se as petigflos do Antonio Jos de
Oliveira, Antonio Jos de Albuquerque, Cosme l.uiz
Cavalcanti, Christovflo Sitar &Companhia, Francis-
co de Paula Lopes Vianna, Faustino Jos Correia, Jo-
s Francisco da Cruz, Jos Antonio Gongalves de Mel-
lo, Jos Gongalves Ferreira e Silva, Jos Antonio Mar-
ques, Jos Antonio de Lima, padre Joaquim Belizaro
l-ins L'cha, Maria Magdalena dos Anjos, Manoel
francisco Coimbra, Luiz da Costa Leite. Ku, JoaO
Jos Ferreira de Aguiar, secretario a subscrev.
neg Mbuqiierque, presidente. Cintra Manoel.
Dr. Nery da Fonseca. llego Barros. Gaudino.
1:194,674
285,414
1:480,088
.lIoviiiiL'iilo do Porto.
Navio entrado no dia 6.
Mar-Pacfico,e ltimamente do porto de Palo; 98 dias,
barca franceza Inste, de 299 toneladas, capito Jo-
seph de Souza, equpagem 15, carga madeira de
Ungir ;a l.uiz Amavel Dubourg.--Vem refrescir
c segu para o Havre.
ObservacaO.
Arribou a sumaca brasleira Lagarto, que tinha sn-
hido no dia 5 para a Baha.
Declara^ocs.
TRIBUNAL DO JURY.
BECTIFIC*gO.
Na sessflo de 6 do correte, o jury respondeu
-ndo ao segundo dos quesitos propostos pelo Sr.
as o quo se observa, o que so sabe, he que toi crea-
no o collego, e muitos mezes depois he que se com-
municou a cmara a sua creagflo.
Participo a Vmcs para sua inteligencia ( diz o
J>r. Chichorro em um olllcio cmara), que por por-
tara de 24 de outubro do anno prximo passado,
constante da copia inclusa, foi creado um collegio
eleitoral no lugar do Ex, comarca da Boa-Vista.
J'alacio de Pernambuco, 9 de junho de 1846.
sem nos dous senhores de que se Irata.
Nflo posso votar por urna eleigflo em que houve
manifest siiborno, folio por parte do ministerio, e
promovido por um dos mesmos candidatos, e tanto
assim que asseveram estes papis que fora esse can-
didato subornar ao Sr. ex-minislro da marinha, pflr
que mandasso tambem ordem afim de ser eloito em
Pernambuco senador por aquella provincia.
juiz de direito interino.
O mesmo Sr. juiz cilou na sua sentenga desso da
a le de 1841 o nflo a de 1831.
QDINTA SEStO EM 7 DE JLHO DE 1847.
Presidencia do Sr. Dr. Gervasio Conealvet da Silva.
Ao meio dia, faz-so a chamada, evorifica-se esta-
rem presontes 36 Srs. jurados.
O Sr. Juit Presidente declara que va i proceder-se
aosorteo do concelho que tem do julgar a Luzia
Francisca do Amparo, aecusada de crime deferi-
mentos.
Sorteado o concelho com as formalidades da Ici,
presta o juramento da estylo.
O Sr. Juit.Presidente faz a r o segunte
INTERHOGATORIO.
Juit: Como se chama ?
M : Luzia Francisca do Amparo.
Juiz: Sabe o motivo por que foi prosa f
R : Sei, sim, senhor.
Ju:Qualfoi entflo?
0 arsenal de guerra compra seis toneladas de
carvflo de pedia : quem dito'genero quizer fowecer
mandar sua proposta om carta fechada directora
do mesmo arsenal, al o dia 10 do crrente niez.
Arsenal de guerra, 7 de julho de 1847.
Joo Ricardo da S'rfl,
O cnsul deS. M. Britnica proveta esta oc-
casiflo, para offerecer seus sinceros agradecmentoj
aoslllms Srs.'capito do porto, commandante offi-
ciaes e mais manija da escuna nacional de guern)
Caliope, pela digna attcngflo enrgicos meios q
tomaram para aplacar o molim que leve lugarabor-
do da galera ingleza Indus, no dia 1/do corralo,
quando surta no Laiueirflo.
Olabellflo do registro geral das hypolhccu
desta comarca do Bccife, abaxo assignado, f
scicntc a quem corr\ier queas escripturasde hy-
polheca anlc iormente tollas creagflo da lei do res-
pectivo registro s comegarilo a contar os seusef-
feitos lgaos e conservarflo os dircitos que a esse
tempo houvcrem adquirido, depois de compelenlo-
menle registradas, em face do quo mu'terminan-
temente dispem osartigos 14 e 17 do reglamen-
to de 14 de novembro de 1847
Fulgencio Infante de Albuquerque e Mello.
G0RBE10.
A pessoa que deixou de pagar asearlas e mpres-
sos, para o Maranhflo, paraos Srs. AlexandreThcofi-
lo deGarvalho Leal cDoraingps Feliciano Marques
Periligflo, queira vir satisfazer os seus portes, para
poderem seguir o seu conveniento destiirb.
Existo na admnistraeflo do correio urna carta
segura paraFr. Joflo Baptista Furlado de Mendonca.
THEAT P BLICO.
DOMINGO, 11 DE JULHO DE 1846.
Beneficio dos Senhores Yieira e Candoso.
Grande pega
A TOBBE DE NESLE
com a mesma decencia e modficagflo com quej por
duas vezes tem subido secna.
Linda farga
0 APRENDIZ DE LADBAO.


T
^P
,3
Avisos martimos
Segu para-o nio-de-Janeiro.com muita bre-
idailfi brigue-escuna *Phara, recebe carga c es-
1-,'vos a frote; tcm bons commodos para passagei-
ros: drijam-se a JSo Francisco da Cruz, na da
rr'i/ n. 46.
Yara o llio-de-Janeiro ohiale Nereida, da pri-
meira marcha, segu viagem em breves dias, por ter
Lrle doseu carregamento prompta : para carga
nUsageiros, trata-se na ra da Cadeia do Recife,
botic n. 61, do Sr. VrceiUn Jos d Brito.
_ para o Rio-T.raiide-do-Sul sahir era poucos
disobrigue Sania-Maria-Boa-Sorle, por terseu car-
remento prompto : pode receber escravos e passa-
s3eeiros, para o que entendam-se com o capitio Jo-
ca Joaauim Dias dos Prazeres, ou com Amorim Ir-
la Cadeia, n. 45.
s Joaq
niilos, ra
iOlOfS.
OcorretorOliveira fara leil.to de grande poreflo do
inobilia, a mor parle nova, inclusive consolos, ca-
deras, mesas de todas as qualidades, carleira para
escriptorio, burra do ferro, loucas, etc. urna linda
cadeira de arruar, um piano; e de varios escravos,
6endo alguns de habilidades; 10 gigos cmpralos;
e urna porg.lo de caixaS com velas sortidas, fabri-
cadas no Rio-de-Janeiro: hoje, 9 do corrento,
as 10 horas da manhfla, na ra da Cruz, n. 53], pri-
meiro andar.
Ocorretor Oliveira transformo seu leilode
fazendas, annunciado para o da 6, para lerga-feira,
13 do corronte, as 10 horas damanlifla.noseu escrip-
torio, rea da Cadeia.
George Burnell,apt!o da barca ingleza A-
fhilles, far leilao, por conta o risco de quem perten-
rer, em presenca do Illm. Sr. cnsul de i. M. lri-
tannica, e por interveng.to'do corrtor Oliveira, de
uina porg.to de saccaB de lita averiadas d'ago salga-
da: sabbado, iodo corrento, s 11 horas da nianh.ta,
noarmazem do Sr. Araujo, becco de Manuel Luiz
Concalves.
Avisos 'diversos.
CARTA.
Illm. eRvm. Sr. padre mestre provincial Fr. Joflo
de Saatrlzabel Pavao. Tonho Jido com toda alin-
elo as perguntas transcriptas no Diario de l'ernam-
buco, assignadas pelo Devoto, todas ellas dirigidas a
V. Rvma., e mnito me tom admirado o silencio de V.
Rvma. em as no ter respondido, como era de dever,
procedimento este que bein mostra a veracidadedas
ditas perguntas; e como eu no posso do maneira
alguma consentir que o resueitavel publico faca jui-
zo desfavoravcl de V. Rvma. com o seu silencio, pe-
co-lbeque, por amor desua reputagao, digne-sede
responder quanto antes as referidas perguntas, aflm
de tirar o rcspeitavel publico do embaraco em que
se acha, a quem temos obrgagflo de dar conta
de nos'so procedimento ; o so nao o fizer, ent.lo V.
Ilvina. nao se queixe do juiz que o mesmo publico
! possa ftaer a seu respeito, c d lugar a que eu tam-
beiii nestas alturas faca algumas perguntas, deque
muito ter V. Rvma. de rir-se e o mesmo lempo
de chorar. Sou de V. Rvma.
O Badalo.
A CARRANCA' N. 18.
A, vera effigie:
O enxota ces.
Os fados e boatos,
E o doce, o doce viollo .'
-- O arrematante do imposto de20porcento so-
bre o consumo das ago'ardenles do producco bra-
sileira avisa aosSrs. qu anda nlo pagaram dito
consumo, venham fazc-ln nos dias 9, 10 ell docor-
rentc, na rua Direita, n. 80, lindos os quaes se proce-
der na forma da lei contra os que deixarem de
pagar.
~ Aluga-se o segundo andar do sobrado da rua
Imperial n. 67, com muito bons commodos, pintado
de novo : na rua Nova, n. 42, a fallar com Dcllino
Conexivos l'ereira l.ima
-- Precisa-so de urna ama quo saiba cozinbar o
diario de urna casa e engommnr para o servico de
urna casa de pouca familia que s he de marido e
inulher : ua rua Direita sobrado d e um andar,
n."117.
- Precisa-sc dealugar urna escrava para o pe-
queo servico interno o' externo do urna casa : na
rua de Hortas, n. 6,"primeiro andar.
- Aluga-se urna casa grande na Passgem-da-
.Magdalcna junto a ponte grnela toda cnvidraca-
da com Squartos um sotnocom boa vista para o
rio quintal e banho no fundo e bastante Iresca :
a tratar na rua Direita n. 3.
- ojo, sexta feira, nove do crrante inez a
horas da tarde, vai a praca, para ser
Caluda.'Caluda .'
Olhos contemplai.'
Recebe-e roupa para lavar e engommar com
perfeiQo : no sobrado de dous andares por cima
do urna venda, defronte da cacimba, ou no nrma-
zem de moldados, por baixd*do sobrado do reveren-
do vigario do Recife.
-- OSr. que annunciou, no Diario do 8 do corren-
te querer ser caixeiro de venda e toma-la por ba-
taneo, querendo tomar conta de urna dando dador
a su a conducta, dirija-se a rua nova de S.-Amaro ,
casa terrea n. 20.
Ainda se precisa do um rapaz braailoiro
nato, ou adqptivo, q.ue se proponha a entregar
-pao na rua : quem estiver nestas circumstancias ,
dirija-se a rua larga do Roiario, padaria n. 18.
Precisa-se de urna ama de leile : no becco* da
Carvalha, n. 3.
Quem annunciou precisar do pretos possantes
para o servico de assucar, dirija-so a rua .do Sol,
n. 23, segundo andar.
- Precisa-se alugarduas prctas ou mosmomo-
leques para venderem azoitee velas do carnauba ,
que sejam fiis o destros para estes objectos : na
rua Direita, n. 30, segundo andar.
~ Offeroc'e-se, para ama interna de qualquer ca-
sa capaz, urna mulher que coso engomma,_cozi-
oha, e da fiadora sua conducta: quem de seu pres-
tinio se quizerutilisar dirija-se a rna do llangel,
n. 1, que alii so dir onde ella existo.
G. T. Snow embarca para o MaranliSo o seu es-
ravo Joaquim.
Na rua da Unan, esquinada rua Formosa, pre-
cisa-se de diias criadas o do um criado.
OlTerece-se um rapaz portuguez pa-
ra caixeiro de venda, ou para tomar con-
ta delta por bataneo, ile que tem bastan-
te pratica : quem do seu prestimo se qui-
zer utilisar, nnnuncie por esta lblba,|iara
ser procurado.
Aqu nao ha usura.
D-se dinheiro a premio sobre penhoros doouro,
em maiores, ou menores quantias : na travessa dos
Martyrios, n. 2, at as 11 horas, o das 2 em diante.
NaruadoCabug, loja de Pcreira & Cuodes,
existem duas cartas para so entregarem, urna ao Sr.
Faria, ox-alferes do corpo de polica, cunhado do
Illm. Sr. S Barrlo, e a outra ao Sr. Joaquim Jos
l'lmentel, ex-lenente do dito corpo.
O dono da loja de charutos, da rna larga do Ro-
sario, n. 32, pelo presento avisa a todas aquellas pes-
soas, que Ihe teem tomado charutos, e que nilo teenf
tneflo de os pagar hoje, do lorcm a bondade de
Ihe ir pagar, pois no pode estar no desembolco
at os seus devedores terem volitado: c se assi m o nAo
zercm, terflbde Ver os seus nomes publicados por
este mesmo Diario.
jrrematada a
porta do Sr.-doutor Silva Ncves a venda sita na rua-
ile Apollo n. 19, penhorada por Manuel' Martina de
Carvalho a Jos do Resende Burges & C.
O bacharel Angelo Henriques da Silva tem cs-
labelccidoo seu esciiptdriodo advogacia no largo
do Carino casa em que morou o doulor Ibiapina ,
onde pode ser procurado. .
Ordem terceira do
Carato.
N.1o obstante os convites pessoaes que se est
procedendo a todos os irmflos ex-mesarios para
comparercrem no da 11 do correte, as 9 horas da
manhia no consistorio Ja mesma ordem para em
I mesa conjuncta deliberaren sobre negocios de in-
teresa, entro a referida ordem o o convento; a me-
sa regedora deliberou que pelo presente fossem rec-
tificados ditos convites e roga aos mesmos Srs. o
comparecimentu as horas indicadas.
Amonio Leandro da Silva, secretario.
-- Precisa-se de um feitor que'entenda de planta-
cao principalmente de hortalica para administrar
!> escravos emum sitio porto desta praca: na rua
dosQua'tcis.n. 18, primeiro andar. .
-O advogado Ibiapina mudou o seu escriptorio
para a rua do Caldeireiro n. 12 sobrado de 2 an-
dares prximo ao do Sr. desembargador I'once de
6--Darse dinheiro a fjremio com penbores mes-
mo em pequeas quantias : na rua do Rangcl, n. 11
-A pessoa, que se offorecc no Diario de 7 do cor-
Vende-s urna prcta muito moga com
muito bom c abundante leite, sem fi-
Iho .parida do 2 mezes e meio, que sabe
cozinbar bem o diario de urna casa, en-
gommar liso .lavar desabaoo varrella:
na rua do Vigario n. 24, se dii quem
vende e o motivo por que.
O abaixo assigndo avisa ao publico, que dei-
xou do sor seu caixeiro, desde odia 6 do corrente,
Manocl Jos do Almeida Nuncs; nao so rosponsabiii-
sando por qualquer transacc^o feita pelo mesmo de-
pois dodia cima mencionado.
josiDiat da Silva.
Aenco.
Jos Joaquim de Novaes participa ao rcspeitavel
publico, que mudou o seu estabelecimento de alfaia-
lo, da casa dos 4 cantos da rua do Queimado para a
loian. 30 da nipsma rua, onde se acha prompto a
serviros seus freguezos com aquella promplidao do
coslume e a todas as pessoas que sua casa se qui-
zerem dirigir; assim como vende pannos, casimiras,
madapoloes, sarja para vestidos, corles de colletes,
luvas de todas as qualidades, longos de seda o de
cassa, botOcsde todas asqualidades, retrozes, lindas,
e.muitosoutros objectos que sempre ha de llavera
venda; assim como llavera sempre obras feitas de
todas as qualidades, com mesma perfeicao das de
encommenda. Na mesma casa vende-se alpaca a 800
re. ocovado; panno de linho da Allemanha a 440
rs. a vara; corles de cambraia para vestidos, de bo-
nitos padres; meias casimiras, as mais ricas que
teemapparecido, para calcas; cortes do gorgurao,
os mais modernos que teem vindo, para colletes.
Agencia denassaportcs.
Na rua do Collegio, n. 10, o no Aterro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-se a tirar passaportes tan-
to para dentro, como para Tora do imperio; assim
como despacliam se escravos : tudo com brevidado.
ATTENCAO.
Os senhores negociantes que tiverem boas dividas
Tora desta praga, e quizerem queo abaixo assigndo
as v cobrar, para o qesojulga eminentemente ha-
bilitado, pois nao pagam a advogado, podem diri-
gir-so ao advogndo Jos Narciso Camello, cujas di-
vidas j cohrou o abaixo assigndo, oahi deixarein
seus nomes por escripia para o abaixo assigndo os
procurar. Joaquim l'ranciico Baptista de Mello O-
xal. ,,
Benjamn Iuckness e Roberto Duncan retiram-
se para Inglaterra.
Quem precisar alugar urna preta muito fiel para
o servico interno de una casa do pouca familia, di-
rija-se a casa do escrivao Alcanforado, ou annuncie.
-- Alugam-se negros possanlcs e de boa conducta,
para o servido de armazein de assucar : quem os ti-
ver annuncie. Tambcm compram-sc psde linfa-
doce, lima da Pcrcia, lima de embigo, sidra e con-
dega, tudo em estado de ser mudado.
Urna crioula forra, com muito bom leite, se or-
ferece para ama : quem a pretender, dirija-se a Cam-
Jjoa-do-Carmo, n. 32, para tratar do ajuste.
AVISO PARA AS PESSOAS QUE TENCIONAM
SEGUIR VIAGEM.
Na rua do Rangel, sobrado n. 9, continuam-se a ti-
rar-se passaportes para dentro e fra do imperio, tu-
do por prego muito o muito commodo: do que j se
tem dado exuberante prova.
Prccsa-sc do um forneirp na rua da Senzalla-
Vclha n. 90.
O engenheiro Milet ensina na sua casa, rua do
Cre.^po, n. 14, primeiro andar, as seguintes scien-
LOTERA DO THEATRO.
O thesoureiro desta loleria, tendo do expor ven-
da no dia segunda-feira, 12 do corrento niez, os b-
Ihetes da segunda parto da 17." lotera, convida -
quellas pessoas que quizerem o coslumm apartar
bilhetes por certa e determinada numeracao, a apre-
sentarem suas listas at o da sabbado, 10 do corren-
te, afim deque possam'ser apartados laes bilhetes
antes de sererfl distribuidos pelas lojas ondo teem de
ser vendidos.
Ausenlou-se, da casado sua senhora, havor
um me/., e anda vadiando, principalmente polos
bairros do Recife e Boa-Vista, urna preta de nomo
Bepedicta, de naco Cabinda, idado 50 anuos pouco
mais ou menos, a qual anda-so intitulando forra,
visto a fllba ter-sc engajado em seu lugar para segu-
ranza do valor da sua al furria, porm com a coijdi-
cilo de a ni.ti serviranda al completar o valor que
se Ihe adiantou a csse fim: roga-se as autoridades
policiaes, que apprcdendam a dita preta, o a levem a
rua da Cruz do Recife, n. 40* primeiro andar, que
serno recompensadas. A dita prota tem duas marcas
no pcito. feitas na sua torra quando era moga.
~ ()ffofoce-so um Portuguez para caixeiro de rua
ou armazem : na rua de Santo-Amaro, n. 8. -
Aluga-se urna padaria com lodosos seus uten-
silios, prompta de um ludo a trabalhar; tem a van-
tagemde ter casa de moradia para familia; inde-
pendente da padaria : quem se auizer aprovoitar.do
bello retiro dirija-so ao largo da Solodado, n. 22.
*- Francisco Pinto da Costa
Lima, alfaiate, morador na
rua larga do Hozario, n. 40, precisa de olTciaes de
Scuoffico e costureiras: tem para vendor pannos
pretos, azues c verdes; bons brins, velludo e cha-
malote; boloes de osso preto e branco; linda de car-
retel, de cahega prota e branca; hollandaspara forros
e algumas obras feitas.
Precisa-se do um feitor para um pequeo sitio,
que trabnlde, o cntenda de horta e jardim : na rua do
Amorim, n. 15.
Fabrica do machinas e finid i-
cao tfc ferro na rua do
Brum, no Uecifc.
McCalIumdi Companhia, engenhoiros machinis-
tas o fundidores de ferro, mui respeitosamente an-
nunciam aos Srs. proprietarios de engenlios fazen-
deiros, negociantes, fabricantes e ao respeitavcl
publico, queo seu estabelecimento de ferro, mo-
vido por machina do vapor, se acha em effectivo
oxercicio, e completamente montado com appare-
Ihos de primera qualidade para a porfeita confec-
go das maiores pegas de machinsmo.
Habilitados para emprehender quaosquer obras da
sua arte Me Callum & Compantia desejam mais
particularmente chamar a atlengao publica para as
seguintes por seren ellas da maior extraegao nesta
provincia as quaes construidas na sua fabrica po-
dem competircom as fabricadas em paiz estrange-
ro tanto em prego como na qualidade das materias
primas e mao d'obra, a saber :
Machinas de vapor.
Mocadas do caimas para engendos movidas a va-
por, poragoa.ou animaes.
Rodas d'agoa e serraras.
Manejos independentcs para cavallos.-
Rodas dentadas.
Aguildrtes, bronzese chumaceiras.
CavilhOes e parafusos de todos os tamaitos.
Taixas, crivos e boceas de fornalda.
Moinhosde mandioca movidos a mao ou por ani-
maos c prensas para a dita.
Fogoes o Tornos para cozinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro e bronze.
Bombas para cacimbas e de repuxo.
Guindastes guinchos e macacos.
Prensas hydrauiicas o de parafuso.
Ferragens para navios, carros, obras publicas, ele.
Columnas, varandase grades.
Prensas de copiar cartas ede sellar.
Camas de ferro, etc.
Alm da perfeigilo das suas obras, Me Callum &
Companhia garantcm a mais exacta conformidade
com os moldes e desenhos rcniclldos pelos Srs. que
so dignaren! de fazer-lhos encpmmeiulas ; aprovei-
tandoa occasiao para agradecer aos seus benvolos
amigos e freguezes a preferencia com que teem si-
do por ellos honrados, e assegurar-Ihcs que n3o
poupanlo esforgos nem diligencias para continua-
ron a merecer a sua conlianga.
Pcchincha rara !
llm fabricante do perfumarias o licores ,>estando, a
retirar.se desta provincia, vendo as suas rece, tas
juntas ou soparadas.as queassaode mmta.uti 'd'i>,
mW sopara os Srs. legistas quo teem PrJu,X' rV
como para qualquer pessoa formar um estabelee -
ment, sendo algumas milito "WesjMTuis *o \pai*
de familia a saber : recoltas para fazer Ii oros u
(odas as qualidades; dita para gonobra ; diU para
espirito de viudo; dita para gingibirra; dita P"
agoa de Colonia igual a mais superior quo possa
vir de Franca ; dita para dita entre-lina ; dtn para
ditaalmscarada; dita para ordinaria; ditas para
bandas finas o ordinarias, branca c cor de rosa u-
ta para banha de fazer o cabello preto ; dita_ para
hanha do matar piolhos e lmpar a cabeca ; dita pa-
ra agoa do tirar nodoas o sebo das golas ; dita para
tinta doescrever; dita para oleo "para caberlo de
todos os cheiros; djta para gomma da Porcia quo
faz estirar os cabello* ; dita para fazer nascor ca-
bellos em qualquer falta que naja na cbega : asse-
gura-soa exnctidao das magmas reccitas : os pre-
tondentes drijam-se a rua do Collegio loja do Da-
duleiro ,n. 13.
FAIIRIfA
NACIONAL
laTCRIilL
DE APE FINO
jm.mr
A grande extraegao que lonit'do oslo rape, depoi
que loi exposto a venda he prova incontestavel do
bom acolhimenlo que tcm merecido. O nico de-
posito do na rua do Trapiche n. 34 e a relamo
vende-senas lojas dos Srs J.J.de Carvaldo Moraes,
A. F. Pinto & Irmao A. B. Vaz de Carvalho Cu-
nda & Amorim I'onles&Sampaio,narua da Ca-
deia do Recife ; A. D. do Oliveira llego na rua a
Madre-de-Reos; Campos & Almeida, na rua do
Queimado; T. A. Fonseca, Umbelino Maxiinm,
de Carvalho, na rua do Catinga ; C. G. Breckemleldo
praga da Independencia ; Caetano I.. Ferreira iho-
maz P. M. Estima o Antonio Pereira da (.osla o
Gama, Aterro-da-Hoa-Visla.
Na loja nova do
V asseio- Publico,
n. 17,
Compras.
dega.
|e putsica.
Compram-se, effectivamente escravos de am-
bos os sexos do 12a 2o annns; sendo de bonitas
figuras pagam-so dem: tambcm so cmpram alguns
olliciaes de sapleiro : na rua da Concordia, pas-
tando a p'onte/inha a direita segunda casa terrea.
Compra-se a geometra de Lacrox na rua da
Aurora u. 54, segundo andar.
Compra-se. ou aluga-se um moleque, que seja
reforgado o sado emdora nfio tenha habilidades:
na rua da. Cruz, no Recife n. 21.
Continuarse a comprar ferro fundido bronze
e cobre velho : na rua do rum, n. 8.
.Compram-se, para fra da provincia, escra-
vos de ambos os sexos : na rua Nova n 16, se dir
quem compra.
Compra-so una espada prateada com pouco
uso, para guarda nacional de infantaria: noMangui-
nho, padaria n. 51, sedirquem precisa.
Compram-se escravos de ambos os sexos, pre-
tos e pardos, al 40 annos de idade: agradando pa-
ga-so ,bcm : na rua eslreta do Rozario, n. 31, pri-
meiro andar.
Compram-se duas espadas prateadas, para ofll-
ciaes de fileira, estando em bom estado : na rua do
Queimado, n. 30.
Compra-se urna preta de nag.to que seja mo-
ga de boa conducta e saiba fazer com perfeigao
todof os doces massas ; quem liver annuncie.
VCnd;ts.
A 640 KV,
pares de pentes de tartaruga demarrafa: na rua lar-
ga do Rozario, n. 24.
( heguem, freguezes, ao bom c barato.
Vendcm-se no Aterro-da-Boa-Vista,loja de forragens
n. 46, superiores sapatOes de bezerro francez, de sola
e vira, a 2,240 rs. o par; ditos de bezerro da Ierra,
bem trabalhados, a 1,920 rs.; ditos, a 1,440 rs.
vendcm-se cortes !e vestidos de cassa, do muito lin-
dos padrfles e muito finos.a 2# rs. o corte; chitas em
cortes de 10 covados muito linas, a 2,000 rs ; unas
muilo finas efixas, a 5,000 rs. a poga, oal2u^}.*
rs. o covado ; ditas proprias para coborla parots
o pannos muito bons, a 5,000 rs. a peca e a i w rs.
o covado ; casimira preta, azul, o yorde-oscura ua
largura de panno, a 2,200 rs. o covado e ouu as
muitas fazendas, por prego mais commodo o que
em utra qualquer parte.
Refrescos.
Xaropede grosclho fe'ito do verdadeiro surnmo,
vindo de Franga a 1000 rs. a garrafa ; dito de flo-
resdelarangeira.a 1,000rs. a garrafa; dito Tcitoda
verdadeira resina dangico, quede muito contien-
do e approvado por as pessoas que padecem do pel-
lo, por j ter feilo ptimos beneficios a 1,000 rs. a
garrafa ; ditos do maracuja, tamarindos, Hinfloela-
ranja, a 500 rs. a garrafa : no Atcrro-da-Boa-Vista,
fabrica de licores, n 17.
Vendern-se duas varandas
de ferro, com 30 palmos cada urna, .por commodo
prego; um bcrgo de Jacaranda, do muito bom gosto,
e a moderna, tambcm por prego commodo : tudo em
bom estado e quasi novo : na rua da Cadoia de San-
to-Antonio, n. 17, armazem de lijlos, ou na traves-
sa da rua da Concordia, n. 5.
ATTIiNQAO'!
Frederico Cha-jes, fabricante de gaz hy-
dro"eneo liquido, com fabrica de li-
cores, chocolate e espiritoi, no Aterra-
da Boa Vista, n. 17,
tem a honra de participar ao rospeitavel publi-
co, e com partieularidadc aos Srs que usam de can-
dieiro de gaz, que na sua fabrica sompre acharfio
grando porgaode gaz hydrogoneo liquido, do boa
qualidade, pelo diminuto prego de 320 rs. a garrafa.
Vendcm-se pegas de madapoiao. limpo e encor-
pado com 20 varas, a 2,500 rs., e a retalho a 140 rs. a
vara; sarja prcta de seda superior, a 1,280 rs. oco-
vado, e um guarda-lvros moderno : na rua estrel-
la do Rozario, n. 10, terceiro andar.
-Vendem-se2 prelas, do 20 anuos, de bonitas 11-
guras, o com habilidades que se di rao ao compra-
dor : na rua Nova, 11. 40
Vende-sc ou aluga-se, por preco commodo,
urna canea aberta, que carrega 300 lijlos, pouco
mais ou menos, propria para conduzir capim ao la-
do do Corpo-Santo, n. 25.
Vendcm-se 4 a 5 arrobas de cha de mcela : na
rua da Scnzalla-Nova, n. 7.
Vendcm-so duas mulalinhas de 13 a 18 anuos,
muito bonitas : na rua da Cadeia do Recife, loja do
Jo3o Jos do Carvaldo Moraes.
Vende-se um lindo moleque de 12 a 13 annos,
muilo ladino, proprio para pagein o quo tem algumas
habilidades ; assim como aluga-se urna preta escra-
va, que conzinha muito bem : na rua da Madre-do-
Dcos, 11. 36, primeiro andar.
Vende-se urna escrava parda bastante moga, re-
colhida, muitosadiao sem vicios, que coseeengom-
ma com perfeig.to, lava e conzinha o diario; e bem
assim um pardindo com 8 annos e urna pardinda
com 2, ambos vistosos e tambem sadios: na rua da
Cadeia do Recife, n. 53, segundo andar.
' Vendem-se finos chapeos*do Chylo : na ruado
Trapiche, n. 8.
Vende-so um carro forrado, em bom estado :
no lugar do Barro-Vermcldo, a fallar com o mestre
Manoel Flix.
- Vende-se azeite doce en-
garrafado, de superior qualidade, chegado recente-
mente de Marselh : em case do J. O. Elster, na rua
da Cadeia-Velha, n. 29.

I

MUTILADO



4

.
\>

Vendem-se chitas imperiraes, chegadas lti-
mamente do Itio-de-Janeiro a fazenda a tnais mo-
derno ilaquetla corte : estfio-se rotalhando a 320 rs
o rovado na novajoja de Francisco Jos Teixeira
Bastos nos quatro-cantos da ra do Queimado n.
20. Mo-se amostras francamento para os freguezcs
niplhorconheccrem o hom Rosto e hoa qualidade.
Vendem-se caixas doch-hysson, do6, I2e13
libras em porcOes ou a retalho ; caixas de velas
de espermaccte de 5 e 6 em libra : na-ra da Alfan-
dega-Velha, n. 36, em casa de Matheus Austin & C.
Vcndom-sc duas casas terreas, com boas com-
modidades, quintaos e cacimbas, e urna deltas
com estribara, sitas na travessa do Marisco, outr'o-
ra becco do Peixoto ; urna dita por todo o prego,
sita na ra de Motocolomb nos Afogados, esta lie
de taipa e smente tem a frento e retaguarda de
tijolo ; 2 escravos do servigo de campo ; urna pedra
quadrada e polida para se moer tinta c tudo por pre-
go milito comnodo: na ra Direija sobrado n. 29.
Vende-ge cha de muito superior qualidade em
ramullas de fijibras : em casa de I,. G. Fcrreira &
Companhia.
Na loja nova de Raymundo Carlos Jtit, ra do
Queimado, n. 11 A,
acha-se um completo sortimento do fazendas finas
do todas asqnalidudes, assim como um excellcnte
panno ile algodSo, proprio para saceos e roupa ilc
escravos, a 260rs. a vara, cujas pecas teem25 varas;
lindos lencos de seda, proprios para meninos, a 720
rs. ; finissimos chapeos do Chile chegados ultima-
mente, e novos padroes de brins trancados de lis-
tras : tudo baratissimo.
Na I fija de fazendas fia ra do
Queimado/ n. 46, de IIa-
galhacs & Irmo ,
vendem-se cortes de chita mu tu lina o de riquissimos
padroes, a 2,500 rs.; riscados francezes, a 220 rs. 6
covado; lencos do seda, a 1,760 rs. ; cortes de fus-
tOes de cores, a 800 rs ; brim de algodao, a 320
rs. ; chapeos de massa, a 1,760 rs.; cortes de fins-
simas cassas, a 3,600 e 4,000 rs. ; brim branco de
linbo, al, 120 e 1,600 rs. ; corles de cambraia a
.1,000 rs. cambraia lisa, muito lina a 700 rs. a va-
ra; dita enlrc-fiia aSOOrs.; platilha do liretanha
de linho muito fina a 4,000 rs. a pega; csguiHo
muito fino, a 1,800 rs. a vara ; cassas de cores dos
mclliores gostose padroes que teem apparecido no
mercado a 560 re, a vara ; e um variado sortimen-
to do muitas mitras fazeudas sem avaria, pelo
mais diminutopreco.
Acubarn dechegar, pelo ulli*
rao navio, 3 fortes pianos, de pa-
tente London, todos de Jacaran-
da e feitos com muito bom ^os-
lo, pelos melliores autores, Co-
lard e Colard; bem como ayo
de Milo e estanlio: na ra do
Vgario, armazcm n. 4, de Ho-
the & Betloulac.
Ka ra dos Tauoeiros, n. 1,
vendem-se 2 escravos, sendo um crioulo, pega, de
18 anuos e o outro pardo Quicial de pedreiro e de
alfaiale.
Vendcm-se, na ra Direita, vendan. 53, de
Antonio Francisco Marlins de Miranda, saccascom
farinha da trra, muito boa; azeite de carrapato ,
a 1,200 rs. a caada c lodos os gneros pertencen-
tes a venda, por preco mais barato, que em outra
qualquer parte.
I ini sini panno da Hnho do
Porto, a OOO e 800 rs. a
vara :
as pecas do de 800 rs. silo de 16 varas, e as do de
GO rs. de 25 varas cuma torga: meias do algodflo
cru, as mais linas que leem apparecido; um lindo
sortimento de chitas finas, as mais modernas que
lia em cortes de vestidos, a 3,000 rs. : na ra do
Queimado, loja n. 11 A, de Itaymuiido Carlos Lnito
Parecem de seda.
Novo sortimento das chitas prctas assetinadas,
muito bonitos padroes a 240 rs. o covado ; meias
linissimas do linho para homem ; mantas de seda,
para setihora c meninas a 3,000 rs. cada urna : na
ra do Queimado n. 11 A, loja de P.avmundo Car-
los Leite.
Vendem-se sawas de alqueirc de muito superior
farinha de San-alalhcs: em casa de Manoel Joa-
quim Ramos e Silva, na ra da Cadeia do Recite
n. 38.
Vendem-se saceas com boa farinha de mandio-
ca ; 3 escravos proprios para o mallo ou engenho ;
esleirs do Aracaty ; 600 pares de sapatos abotina-
dos, muito boa obra proprios para tropa ; 80 pa-
res de botins: o que tudo se vende por junto: na ra
da Cruz, n. 26.
Vende-se sal: bordo da sumaca Carila, Tun-
deada na volta do Frte-do-Mattos, ou lia ra da
Cruz, n. 26.
Vende-se superior carnauba,
em grandes e pequeas porgues,
por prego commodo : na ra da
Cruz, no tiecife, n. 24, venda de
retirar desta provincia : quem o pretender annun-
cie.
Na loja de Jos Manoel Monteiro Draga, na ra
do Crespo, n. 16, esquina que vira para a ra das
Cruzes, vendem-se cambraias de seda de muito
bom goslo c modernas; chitas finas e outras mui-
tas fazendas, tanto finas como grossas.
IVo Ateiro-da-Boa-
Vista, loja 11. 2>ft,
vendem-se chitas muito boas, a 4.000, 4,500, 5,000,
6c 7,000 rs. cada peca de 38 covados o a retalho a
100,120,160,180e200 rs,; motim preto com al-
gum/nfo a 160rs. o covado porm be muito cn-
corpado e serve para se fazer caigas; brins de listras
do cor, de bonitos gostos, a 320 rs. o covado ; al-
paca por todos os precos, a 800, 1,000, 1,600 e
2,400rs.; brim branco de superior linbo, o muito
bem feito pelo baratissimo proco de 1,000 rs. a vara ;
dito crdepalha, a 720, 800, 1,000 e 1,200 rs. a
vara ; lencos do seda, tanto para alglbeira como
para grvala por srem estes de chadrez ; e outras
muitas fazendas que se vendero por baratos precos.
Vendem-se batatas, de arroba para cima i no
armazem do Bacelar defronte da escadinha da al-
fa ndega.
Vende-se urna mulatinha de 14 anuos, pren-
dada e sem vicios; moinhos de moer milito; doce
de goiaba : tudo em conta : as Cinco-I'onlas
n. 71.
Vende-seo MuseuPittoreico, com ricasestam-
pas,encadernadodcnovo : na ra do Queimado,
n. 18.
-- Coutiniiam-sc a vender sapatOes e sapatos para
homem mulber e meninos sola couros inarro-
quim o maisalgumacousa : na ra Nova, loja n. 58.
O novo baraleiro da ra No-
va, n. 26,
vende chitas a 120 rs. o covado ; riscadinhos fran-
cezes a 210 rs. o covado ; cassas de lindissimos pa-
droes; cambraias de todas as qualidades ; luyas t
meias; lencos ; chales de seda muito ricos a 11/
rs. cada um ; bicosdeseda c de linho; fitas lavra-
das a 320 e 400 rs. a vara, muito largas o de boa
qualidade ; chita, a 180 rs. o covado que n"o larga
a cor em lempo algum ; madapolo largo, a 160 rs.
a vara ; fazenda de caigas a 320 rs. o covado; alm
de outras muitas fazendas queso vendem por preco
commodo.
Na livraria da ra do Crespo n. 11, vendem-se
livros muito baratos : Virgilio em hom uso, por
2,500 rs.; Selecta latina, por 1,000 rs.; Horacio,
por 3,000 rs.; Explicagesda sintaxe, por 640 rs. ;
Mestre inglez por Constancio por 3,000 rs. ; Eu-
tropius por800 rs.; Cornelii, por 800 rs.; um se-
gundo volunte de Bocage, por 500 rs. ; Telemaque,
por 1,280 rs. ; Ovidii, por 1,000 rs.; Salustio, por
800 rs. ; grammatica portugueza, por Lobato, por
640 rs. cada urna ; nova grammatica franceza por
M. Chapsal, por 800 rs.; Fbulas de Phedro por
640 rs.; InstituigOes oratorias do M. Fabio Quinli-
iano, por 2,500 rs. ; Historia de Inglaterra por
3,000 rs,; Cartas de Echo a Narciso por 800 rs.;
Arilhmetica dn Lacroi por 3,000 rs. dita Br
Besout, por 1,280 rs.; o Caslello deCharlton, ou tes-
tamento singular, por 500 rs.; Fbulas de Lafon-
t 11 ii.-. por2,000rs. Venham ver, antes que so aca-
bcm.
Vende-se um bom sortimento de
livros em branco pautados, por mais
barato preco do que em oulra qualquer
parte ; grvalas pretas de selim macu ,
sarja e cabello pelo mdico preco de
5oo rs, cada una ; bico largo muito fi-
no proprio para roquetes de padre ,
pelo barato preco de I s'5oo rs. a vara :
na ra do Gabng loja de fazendas de
l'ereira Cuedes.
Vende-se um pardo de 28 annos, ptimo para
pagem e que he bom carreiro : na ra estreita do
do Rozario.n. 31, prime!ro andar.
Vende-se urna linda preta de nagio Angola de
26 annos ptima quitandeira e que be apta para
todo e qualquer servigo : na ra do Nogueira n.
32, segundo andar.
Vendemse 4 pretas sendo urna dellas de An-
gola, de 20 annos que cugonima, cozinlia faz to-
do o servigo de urna casa ; o nio tem falta alguma ;
um moleque de Angola de 16 annos que cozinba
o diario de unta casa : na ra do Posscio, loja n. 19.
Vende-se urna venda cm muito bom local c bem
afreguezada, tanto para a trra coma para o niatlo :
lambem se permuta por outr que tenha b.ons coni-
modos para familia : no paleo da S.-Cruz n. 6, so
dir quem quer fazer esle negocio.
Vendem-se dous costados e tres taboas de ama-
relio por prego commodo : na ra da Cadeia-Ve-
lha, n. 13.
Vende-se, por precisilo, um preto da Costa de
32 annos proprio para palanquim ou outro qual-
quer servigo, do qual se aianga a conducta : na ra
do Cotovello n. 27.
Vendem-se lencos de cambraia de
linbo, muito finos, e milito bem borda-
dos paramaode senhora pelo dimi-
nuto preco ile seis mil rs, cada um ; cam-
braia da linbo muito fina, para peitos de
camisa e lencos, a 3sooo rs. a vara": na
qualidade de hortaligae lavoura tira lejte limpa
larangeiras e faz tudo o mais que lie necossario para
um sitio : em Fra-de-Portas, n. 13.
Vendem-se varios terrenos
aterrados.no alinliamento da ra da Concordia,
ra do Palma ra da Aurora e ra do Savo por
prego commodo; bem como 600 palmos do terreno a
I margem do rio Capibaribe, que estSo aforados a di-
vergos,e que rendem annualmento o foro de 240/ :
(para interesso he melhor do que urna proprieade) a
fallar na travessa da ra da Concordia sobrado do
um andar, n. 5.
Vendem-se na ruada Cruz, n. 16,
vendade LuizJos de Sa Aratijo, sac-
cascom muito boa farinha de mandioca,
por preco comino.
Vende-se um sobrado de dous andares e solfo,
sitoem urna boa ruadobairro deS-Antonio, e que
rendo mensalmente 70,000 rs.; vende-se muito m
cunta : na ra dasLm'itgoiras n. ii, segundo an-
dar.
Vendem-se duas meias barricas de milho al-
pista : na travessa dos Quarteis, venda n. 19.
Vendem-se 4 escravos sendo 3 pretas mogas,
de bonitas figuras, com habilidades que se diro ao
comprador; umescravode nagao Angola de bo-
nita figura: na ra das Cruzes, D. 22, segundo andar.
Vendem-se escravos baratos, na ra das
Larangeiras, n. 14, segundo andar: 1
lindo preto do 22 annos, com oflicio de
do sapateiro e cozinheiro ; um dito bom
olTicial de pedreiro de 20 annos ; um
pardo de 20 annos, com ollicio de sapateiro e que
tem boa conducta ; um preto de 22 annos, do bou i-
ta figura, que est affeito ao trabalho de campo; um
dito proprio para o trabalho de algum sitio por
250,000 rs. ; 3 pardas com algumas habilidades ,
de 16, 25e28-annos; 4 pretos de 9,16, 18 e 24 an-
nos ; e mais alguns escravos que se mostrado aos
pretendenles.
to, n. 11, em casa de~Mc. Calmont & Companhia
ra de Apollo, armazcm, n. 6.
ount
a
Vende-se um sobrado novo de um andar
e slito todo corrido, em chaos proprios e boa
ra a troco de dinheiro ou,escravos de am-
bos os sexos: na ra das Larangeiras, n. 14,
segundo andar.
Si3:s!s!:s-:9:&3:3-: ;@:@js:@:s::s:esi
Vende-se o engenho da Barra, na freguezia de
Nazareth, distante 15 legoas desta praga e 8 da
cidade de Goianna de boas estradas ; tem urna
famosa casa de purgar, com todos os seus pertcn-
ces; casa de farinha, tambem prompta ; 3casas de
vivenda ; urna capella, com todos os seus ornamen-
tos: tudo sobre o rio deSergipe; (onde nunca faltou
ngoa apezar das grandes seccas ) um assud pti-
mamente construido; maltas de boas madeiras;
barro ; areia ; lenlta para todo o servigo, o multo
pe to ; trras baixas de muito produegao ; os parti-
dos mui perto do engenho ;j(assegura-se 2 mil piles ,
as caimas j criadas e limpas ; ) 10 bois, 10 bostas ,
2 carros novos, ele. Quem desejar fazer urna boa
compra e possuir um bom predio, dirija-se ao mes-"
mo engenho a traUr com o seu proprietario, o ca-
pilCo Jos de Darrcs Cavalcante Marinho Falco e
nesta praga para maior informag3o na loja de fa-
zendas da ra da Cadeia, n. 41.
Manuel Jos deSAraujo.
Aparata.
A verdadeira e muito superior fari-
nha de aramia chegada no ultimo na-
vio do Rio'de-Janeiro : vende se na na
Nova n. 3, venda de Antonio Fcrreira
Lima
Vende-se, por prego muito commodo, um ter-
reno dentro desta praga com sufliciencia para se
edificar J boas casas, leudo ja alicerces para urna,
e mais outras bemfeitorias que serSo patentes ao
comprador ; o motivo da venda he por seu dono se
- Continua-se a vender boa manteiga inffl(.7.
320, 400, 500 e 1,000 rs. ; banha de porco a Sa. *
bom cha, a 2,000 e 2.56Q rs.; volas de carnauba a'
6,7 e 9 em libra a 320 rs. ; espermacete de r
libra, a 800 rs.; bolachinha ingleza, nova, a 24n rm
passas muscateis grandes, a 240 rs.; queijos n '
vos, a 1,600 rs.; paios novos, a 2,560 rs. a dn?-
caf em gra"o, a 1*0 rs.; dito moido, a.180 ; clin"'
late, a280is.; doce fino de goiaba a ooo rs 7
6 caixOesem arroba.; urna porgo dearroz de caso,
a 3,200 rs. o alqueire voltio; no pateo do Carm
esquina da ra de Horts lado direito, n. 2 '
Vende-se um sitio na ra Direita dos Afog.dn.
com casa terrea, comcommodos para grande fam-
lia, todo murado.com 3 cacimbas de muito boa aan
tanque para lavar roupa differentes arvores a'
fructo, entreasquaes60 pos decoquoiros, que din
bastante cocos; tambem so troca por algum predi,
nesta praga: na ra Diroita desta cidade, n. 78
Na venda n. 1 da ra da S^-Cruz na esquin
que volta para a ruada Alogria, vende-sn vina- '
Figueira ," a 200 rs.; dito do Lisboa, a 240 rs"-"I
outros gneros deste estabelecimento por pr8C0
commodo. v
Cassas de cores, a 200 rs.
o covado.
Na ra do Queimado, loja n. 9, entre um grande
sortimento de padrSes proprios para vestidos en-
contram-seljndissimas para cortinados. Acha'-se
venda na mesma loja urna oxcollonte fazenda azul-
clara propria para forros de chapeos.
Vende-se urna pofeto do lages de pedra de Lis-
boa por preco muito commodo : na ra da (Senzal-
la-Nova, venda de Jos l'ereirdfse-dir quem vende
Vende-se, por seu dono querer largar, unta
canoa grande de conduzir agoa com pouco uso
bem construida de amarello o sicupira por 250/
rs.; urna dita usada, construida da mesma madei-
ra, por 130,000 rs.; as quaes podem servir para
canoa aberta, tirando o con vs fra que he de ta-
boas de amarello: tambem se trocam por alguma
casa terrea em linda, voltando-se conforme for o-
valor da casa : na ra da Senzalla-Nova venda do
Jos Pereira se dir quem faz este negocio.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
Vendem-se bilbetes e ineos ditos da
ii.'lotera a beneficio do Monte-Po ,
que lem de correr no corrente mez: m
ra da Cadeia loja de cambio, de Ma-
noel Gomes, h. 38.
Vendc-se urna canoa decarreira propria para
familia : couduz 16 pessoas; he bem construida o
nova; acha-se no porto da ra Nova : a tratar no
mesmo lugar, com Manoel de Castro da Assumpcrio.
Vende-se vinho de Cliampanha da marca co-
meta vindo ltimamente : na ruada Cruz, n. 10,
Vende-se um talim e urna banda de borlas de
ouro : no Aterro-da-Boa-Vista, n. 84.
Vendem-sq duas pardas, peifeitas
engommadeiras e costuren as de 18aao
annos, e que teem muito boas figuras;
um m ( Lat i ti lio de 7 annos pouco mais ou
menos proprio para andar com meni-
nos em casa.: na, ra da Cadeia de S.
Antonio, n. n5.
Vendem-se saceas com farelo'de
IlamburgQ : na ra da Cadeia de S.-An-
Ionio, n. i5.
Vende-se superior cera de carnauba, por pre-
go mais barato do que em oulra qualquer parto: na
ruado Bangcl, n. 50.
na do Cabug loja de fazendas de Pe-
reira 5c Giifdes.
Veude-so um preto de boa figura, de 24 an-
nos, proprio para todo o servigo; duas negrinhas
de 12 a 16 anuos com .principios de babilidafles ;
duas pretas do 20 a 26 anuos, com algumas habili-
dades: na. ra do Collegio, 11. 3, se dir quem
vende.
Vcnde-se urna preta cozinbeira de boa con-
ducta, moca; urna parda cngommadeira,cozinheira ,
e costureira, propria para ama de casa por ter boa
conducta o ser sadia ; um lindo moleque de 7 an-
uos proprio para brincar com meninos : ludo he de
pessoa que se quer retirar da praca por doente : na
roa larga do Hozario, loja de miudezas, n.. 35,scd-
r quem vende.
Vende-se um escravo moco, com oflicio de
campo, que entende de toda a plantacSo de sitio
e campo, panda parreira aplanta melSo e toda a
Vendem -se 191 pegas de cabo de Cairo : na ra
do Trapiche, n 8.
Vende-se fio da India, proprio para coser sac-
eos : na ra do Trapiche, n. 8.
Witch llravo&C. acabam de receber directa-
mente de Pars urna porgo de frascos da famosa a-
goa.hemosttica de llronhieri, de cujas virtudes o
Jornal do Commercio d.o Itio j tem tratado em dif-
Merentes artigos mui circinnstanciadamente. Este
singular medicamento he verdaderamente especi-
fico e infallivel no curativo de-todas as feridas, se-
jam ellas pelo instrumento corlante, sejam por ar-
mas de fogo, ou provenientes do queimaduras.
Quaesquer que sejam os accidentes que as com-
plqucm, lodos el les dcsapparecem com summa fa-
cilidade, sarandoa ferida dentro de poucos das sem
suporagfio, sem inflamagao e sem dor. Anda que
baja perda de substancia e ferimentos das mais con-
sideraveis arterias, como a cartida ou outr, nao so
a perda desubstancia se recopera, mas'a hemorrha-
gia arterial est curada dentro de 30 40 minutps,
regenerando-se as tnicas da arteria offondida, por
meio de um trabalho orgnico particular. N3o he
menor a efllcacia, do mesmo medicamento as he-
morrhagias internas como sanguo pela bocea, ou
proveniente da bexiga, e sobretudo as hemorrha-
gias do tero, que fazem a desespcragSo dos medi-
cse otormento dos docnles. as nstruccOes pra-
tics, que se vendem como remedio, se ver com a
extens.o necessaria a mancra do pplich-lo e os
casos em que convm. O prego de cada frasco he do
2,00o rs.. e das instrueges 2,000 rs.Os pretenden-
tos dirijam-se ruada Madre-de-l)eos, botica, n. i.
Na ra da Scuzalla-[*iova, n. 3o,
(padaria) vndem-se juncos, de superior
qualidade, em porco e a retalho, e por
menos do que em outra quaquer parte
= Vendem-se modulas de Trro para eagenbos de a-
ucar, para vapor, agoa e beatas, de diversos Uinaahos>
por ti ejo ciiiiiiiiodo ; c igualmente tainas de ferro coado
e balido, de todos os tamaohos: na praja do Corpo-San
Escravos Futidos.
Fugio de bordo do patacho Vtlicano un escrito
de nome Hoque, de San-Thom estatura baila,
rosto redondo e sem barba, com feridas nos pernal,
vestido com camisa e caiga azul o barrete inglez.
F.slc escravo perlcnce a J0T0 Jos Pereira de Az"ir,
do Itio-de-Janeiro. Quem oiipprebender, queira le-
va-lo ra da Cruz n 66, casa de Gaudino Agosti-
nho de Rorros, por quem ser recompensado.
Fugiram Alexandre cabra, e Marcellina, pre-
ta que pertencem a Manoel Ignacio de Albqucr
que Maranhio senhor do engenho novo da Concei-
C1o : j foram presos ou demorados em Iguaras-
s I Inhaman J o d'abi tornaram a fugir. Pede-se ai
autoridades policiacs e capitfies de campo a captu-
ra dos mencionados escravos que oslevem ra da
Cadeia-Velha n.', segundo andar, onde serSore-
compensados e se pagarfo lodas as despezas a.
porventura se leuhaiii feilu.
Desappareceu, no din 7 do corrente, o moleque
Florencio de 15 annos; !cvu camisa de chilaKfi
e caigas de casimira j desbolada : quem o pepf
leve a sollicilador Jos Joaqun Fcrreira Rcbello,
na ra Formosa, que ser cotn generosidade recom-
pensado.
Fugio, no dia28do junho passado, do enge-
nho Jundahy no Rio-Crande-do-Norte, o preto Be-
nedicto de cor bem preta, altura regular, 0II1M
ruivos pouca barba dntes alvos e limados;'1'
desconfiangasde ter viudo paro esta praga : que"10
pegar ser bem recompensado entregando a suu se-
nhor, Fabricio Gomes l'edroza, no engenho l,a"*
hy ; em Nazareth ao Sr. coronel Jos Prolirio l.oM
de Andrada Lima ; na ParaItiba, ao Sr. Antonio Jo*-
Lopes de Albuqurrquc ; e nesta praga a Mano"
Ignacio deOlivira na ra da Cadeia, n. 40.
No dia 7 do corrente julho, mandou-so ra u^s
parda de nome Joaquina, com vestido de chib"1'
.carnada, panno da Costa e colgada e como nao ic-
nba voltado, roga-se a tpdas as autoridades poi|j
pae's desta provincia, e as demais"do imperio a w
captura da dita parda, a qttal talvez tenha mudam
lo nome ; ter 18 a 20 annos ;.he bem robusta, ros-
to redondo; tem um signa I na faco direits, c iw
lie mal parecida. O soldado de polica que a pcgr>
iou oulra qualquet pessoa que admiltir paga, lavW
do-a ao senhor Jos l.uiz de quem e"llf"'^
crava na ra Nova loja de ferrageus lera *0iW
rs. polo seu trabaic.
ll'iillK.; JiA TVP. DEM. F. DB TARIA. ^47"


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