Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08480


This item is only available as the following downloads:


Full Text

yinno de 184?.
Segunda-feira 5
' nimiO (>ul>lic-se todos os das, que no
le ctmrH i o prero d asignatura he de
'"nV'ts l'Oi qurlcl, pago* adiantadot. Osan-
"m dos aSJijjnanlej sao inseridos a roslo de
"""" porlinlia, so ra, em typo difiranlo, e as
'" ELi p-la melado. Os que nao forcm ailig-
''CalNMiariio 80 rs. por liaba, e 100 em typo
pllASES DA LA NO ME2 DE JDI.HO.
Mi"P
l.ua no
note a i, a 0 hora f 23 min. da inanl.i.
0'r, 'n 12, s 9 horas e I i min. da manliaa
uto **" i% ,0 ''orM "31 ",'D' *** m,nll5a
i chafc' "> "*7 '"""** *7 in'a' **" tarde-
PARTIDA DOS CORREIOS.
(oiarna e Parahyha, lis secundas escitas loras.
Rio-Orande-dn*Norte quintas feiras aomcio-dia.
('abo, Seriuliofn, Kio-Kormoso, Poito-Calvo e
Uaceirf, no I.'', a i I e 2 i de cada mei.
(>ara:iliuns e Bonito, a 10 a 21,
lioa-Vista e Flores, a 13 c J8.
Victoria, as quintas leras.
(Huilla, lodos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, s 10 horas a 54 minutos da manhSa.
Segunda, i ll horas c 18 ni i nulos da Urde.
de Julho.
Ann XXIV.
V. 146.
MAS da semana.
I Sanada. 3; Atlianazio. Aud. do J. dos or-
pliSos, do J. doc. da l,e do J. M. da i V
0 Terra. .">. Traqnillio. Au I. do J. do civ.
da I. v. c do J. de Paz. do 2. dial, de I.
7 QuarU. S. Pulquera. And. do ... do civ. 2
v c do 1. de paz. do 2 dist. de l.
8 Quinta. S. Procopio. Aud: do J. de orpli.
e do J. municipal da I. vara.
I) Sexta. S. CyriUO, And do J- do civ. da I. V.
e do J. de paz do I. dist de t.
10 Satinado. S. Januaiio. Aud. do J do civ.
da I. v. c do J de paz do 1 disl. de l.
11 Iloiniir.o. S. Sabino.
CAMblOSNO DA 3 DEJ0T.I1O.
Cambio sobre Londres a /,! U r. Cfl <*
u a l'.iris Sai rs. por franco.
a js'boa lOSdcpre-iilo.
Date, de leltras de boas lirin-s de /, 7o mez
Onro-Onras bespwhWa.".. !.|flflO
BoidaadeflJiOQVtlh. iiooo a iiiob
v iIoGIiOi'iiov.. iCjfono a 16#I<
.. de<*00(l..... 31000 a 9JIOI.
Piola Patacocs......... 101)10 a 1(91'
a Pesos coluinuares... I#920 a l#0O
f Ditos mexicanos ... iflOi I-8""
a Miuda............ 1*910.a l#920
Accoesdacomp.do Kcbenbcde&OfOOO r.ao par.
DIARIO D FEElAMBUGO.

EXTERItfR.
INTERVENCA ESTRANGEIRA EM PORTUGAL.
A Preste to sexta feira (28demaio publicou osc-
ciiinle protocolo, assignado em Londres a 21 pelos
representantes da Grio-Bretanlia, Frailea, Hespanlia
e Portugal.
PROTOCOLO da conferencia havida na repartiedo dos
negocios eslrangeiros a-H de malo de 1817.
Presentes os plenipotenciarios da llespanha, Franc, a,
(irao-nretanha o Portugal.
i Tendo-se reunido em conferencia os plenipoten-
I ciarios Ja llespanha, Franca, f.rio-Brctanlia o Por-
tugal, por convite do plenipotenciario do Portugal,
declarou esto, que por oflicos ecebilos, naquelle
dia.doseugoverno Ihe fra cominunicaila a inulili-
dad'e dosesforcos feitos no Porto pelo coronel Wylde
6 pelo marquez do Espaa para prem termo guer-
ra civil de Portugal por meio das condicOes que a
rainha de Portugal os liavie autorisado a levar ao co-
iihecimento da junta. Accrescentou elle, que, como a
! rainha offerecra essas condices, na conformidade
do conselho do9 seus alhados, fra cncarregado por
8, M. F. de repetir o pedido j feilo por ofla aquellos
des seus alliados que tiveram parto no tratado de 22
de abril do 1831, ufim de obter delles o auxilio no-
cessario para effectiva pacilicacilo dos seus estados.
Subsequciitemente declarou o bario dcMoncorvo
une as coiulicOes assim commurticadas juntado
Porto, ila parle de S. II. F. erilo as seguintes:
1.* Urna plena egeral amnista de todos os delic-
tos polticos CQmmcttdos Jesde o principio de outu-
bro passado, e a immediata' restituirlo de todas as
Ipcssoas que desde aquella poca teem sido deporta-
Idas de Portugal por quaesquer rases polticas.
2." A immediata rcvogaciTo de todos os decretos
I .ii.i- lulo sido promulgados desde o principio de oi-
|ti:bro ultimo, e que infringen ou contrariam as leis
lealabelecidas e a constituicao do reino.
3.* Convocacito das corles, logo que so liouyes-
Isem concluido as eleijOes, a que se procedera im-
I mediatamente.
ii *- Immediala nomcaco do urna administra?ao
I cumposta de bomens que n1o perlencessein ao par-
tido dos Cabraes, nem fossem membros da junta do
I Porto.
O plenipotenciario inglez conlirmou a dcclara-
i cao-do barrio de Moncorvo, e declarou que o gobern
| britannico bavia igualmente recebido oflicios do co-
Ironel Wylde, annuiu-iando quo a inisslo.de quo fra
I incumbido com o marquez d'Espana, se linha mallo-
I grado, e que a junta recusara terminar a guerra civil
rtob as condices propostos porS.ILF., ou inesmo
consenlir n'uina suspenslo do armas.
I Tomando, pois, os plenipotenciarios de llespa-
Jiiba, Fianca e Grflo-Bretanba em seria consideragao
leslaseircu'mnslancas, e temi em vista o profundo
inlere.sse quo os seus respectivos goveruos tomam
pela pro.speijdado de Portugal, o o vehemente desejo
I que anima esses governos de ver terminada a guerra
I civil quo de presente assla aquelle paiz.sob condi-
Ict's fundadas de urna parlo no respeio devido
dignidade e prcrogalivas conslitucionaes da corda,
I e proprias para garantirsuincienlenieuto as liberda-
dos do povo ; e de mais convencidos de que as con-
dicoes proposlas por S. M. F. eraui bem conducen-
les consecucao desses dous fina, sfloaecordes cm
pensar quo se aprsenla agora a conjunclura, em
que os seus respectivos governos, conforinando-se
intuirmenlc com os principios queosdirigem, po-
dem assentir ao pedido de soccorro, que lites fra
enderezado pela rainha de Portugal.
O plenipotenciario de Portugal, dopois de liavcr
manifestado a salisfacSo com que reccba esta decla-
radlo da parte dos plenipotenciarios das tres poten-
cias, estabeleceu i urgente necessidade de adoptar
medidas conformes a mesma denlaracao, e represen-
tou que no actual estado de negocios de Portugal to-
da a demora contribuira para'maior elTusflo lo Ma-
guo,' e aggravaria as calamidades que aflligem o
reino
Alleiulemlo a estas circunstancias, c convenci-
dos da urgencia da crse, teem os plenipotenciarios
las quatro potencias assentado que se preste mme-
diatainonte a rainha de Portugal 0 auxilio prometli-
do; ecmvirtude desla deliberatjao promeltcm os
plenipotenciarios de llespanha, Franca e (,rao-l!rela-
nha, que as fdrgas navaes dos seus res|iectivos gover-
no actualmente estacionadas na costa de Portugal
lomarito parte conj unca e iininedalamenie comas
fincas navaes de S. II. F. em lonas as operaces que
julgarem necessariasou opportunas oscommandaii-
tesdasfdnjas combinadas para se conseguir o objecto
deste acto commum; e alm disto promello o plenipo-
tenciario hespanhol, que um coito de tropas, cujo
numero ser tixado entre os governos de llespanha e
Portugal, entrar nesse reino, afimdecoopcrarconias
tropas de S. M. F., e quo essas tropas evacuario o
territorio porluguez no prazo de dous mezes dcpois
da sua entrada, o logo que se houyer conseguido o
lint da expodiclo. Os plenipotenciarios das quatro
potencias prometlcm quede conformidade com as
cstipul-acOes dcsle protocolo se transmittirao as or-
dens necessarias aos.olliciaes navaes dos respectivos
aovemos, c aos ofiicaes goncraes que commaiidam
as tropas hespanliolas as fronteiras da llespanha.
' Savter de Isturtz.
Jarme.
i, I'amerston.
n Torre Moncorvo,
(Do Morning-llerald.)
A O Sidon voltou de Sant'l'bes a 19 com a res-
posta negativa de Sa da UaniTcira proposta fol-
la pelos ministros inglez e hespanhol para a reno-
varlo do armisticio, que se havia dado por limlo a
17. Ello dsse que eslava resolvido a obedecer as_or-
dena querecebera da junta, asquaes Ihc prohibain
concordaren suspensao alguma ulterior le hostili-
dades ; o que por conseguinlc intil era fazerem-so-
Ihemaispropstasdessa ou de qualqucr oulra es-
pecie. Em consequencia desta resolugilo da sua par-
le, e de se haver divulgado que os tres vapores do
guerra, que os insurgentes tinhamemSanl'L'b".s,ha-
viam sabido daquello porto, e seguido o rumo do
norte, semduvida com o intento de receber tropas
no Porto, e desembarca-las ou em Sanl'Ubes ou na
halia de Cascaes, li militas distante de Lisboa, par-
tirn! do porto desla cidade a fragata ingleza Ame"'-
ca; e o vapor Polyphemus, com a fragata hespanhola
ViUa-de-Uilbo para>ntercepta-los, eimpedi-los de
levarein a elTeilo o intento da sua expudicao. Estes
vasos levaram prgoa; mas nao ha a mnima duvida
de que tal ora o seu verdadeiro destino, a jurgar-se
pelo teor da ultima correspondencia deSir II. Sey-
mour junta do Porto, tratismitlida por intermedio
do coronel Wylde, o pela quo anteriormente Uvera
lugar entro o mesmo coronel o os- generaos quo cum-
niandavam as frgas antagonistas porto de Sant'-U
bes.
{Times .
INTCRIOR.
pondem porelles : a corda tifio tem nada com isto.
A cmara dos deputados intenta urna aecusac^o a
um ministro por acto que he revestido da assignatu-
ra imperial. Estar a corda envolvida tiesta aceusa-
ctlo ? O acto he todo do poder moderador, mas o que
tcm a corda com isto f Os ministros sao os respon-
saveis. Portadlo, Seuhores, separemos ditas cousas
aqui : ha na eseolha do senador um acto lo poder
executivo e uin outro do poder moderador ; o acto
lo poder executivo recabe todo sobro as olcieoes, e
he destas que nos tratamos.
Comotoquei tiesta queslao, dire que talvez losso
Dais conveniente seguir-so outra marcha ueste ne-
gocio ; mas emm 1 pratica constantemente sogui-
Ua al aqui nao tem sido posta em duvida, isto he,
a de passarem as eleicOes primeiramento pelo poder
moderador, o depois pelo sonado. Esta pratica que
nao tem contra si a constituicao he observada, eo
senado, conrormando-so com ella, intorpoe o sen
jui/.o sobre as oleieOes.
Isto posto, firmado no direilo quo tem o senado
de discutir a validado das cligdessem se adiar a co-
rda envolvida em seinelhaiite discuss.lo, poique til-
do lio ministerial uesle negocio, occupar-me-hei
com a que esta competentemente submetlida nos-
sa deliberaeo, isto he, a da validade ounulhdade
das eleides de dous senadores pela provincia do Per-
nambuco.
Senhores, em parto alguma a doulrina dos fados
consummados tem mais aceitado do que entre nos ;
o ponto esl cm ehegar a um resultado ; consegui-
do elle, mo resta a menor duvida, ludo ha de ser
.....do!
lA..LAMENTU-Bl\AS..aEllU)
S5B TE2 Tr Jm. M t -
SESSAO EM 8 DE JU.NHO DE 18i7.
i3isc0ssao do parecer da commissao de cons-
tituicao s poderes sobre a ex.eico de
dous senadores por esta provincia.
;continua?a0 do numero axtkckuente.)
O Sr. Ftteonie de Olinda: Sr. presidente, depois
que hontem ouvi discorrer sobre o parecer o Sr. mi-
nistro da fazenda, li|uei um poucoapprolionsivo.co-
meeando a duvidarde minhas mesmas convictles !
Quandoelledemonstrou, com muita edificagito mi-
nha, que tres entidades dislindas mo sao sonito urna
s para dar-se a verdadeira, cu iiquei um potico aba-
aiMinin u.ii-3\. .^.....ta...-, "t-;----------* ~ .
lado as minhas convicgdes, e suDscreveria noje i
sua opinio, se me nao restassem algumas duvidas.
Eu psso a expd-las, certo que o Sr. ministro ha de
ter o bondade de esclarecer-nie, c espero que elle o
faca com a mesnia clareza, com a mesma torca de
raciocinio com que j demonstrou que nao ha Vio-
lencia sem rerimento {risadas).
Mas miles de entrar na materia comccarc por ra-
zer um reparo no discurso do uobre ministro, e esta
minha observacao mche suggerida pelas siias pala-
vras. Notei que o Sr. ministro, quando fallava na
nullidade las eleiedes, acompanhava-a senipro da
DUllidade Ja carta imperial (potados:, l-.u tino tana
reparo nesta circunstancia, so este cuidado que no-
tei no Sr. ministro nao tivesse.... .
O Sr. Altes liranco : lie prevciiQilo tle \ l'.xc.
OSr. Yisconde de Oiinda : .... alguma semelhan-
ga com unta miseravcl intriga queenxcrga nesle pa-
ecer um desar corda.... .....
O Sr. Alces liranco : Nunca fui intrigante, Sr.
visconde. .
O Sr. f'iscondt de Olinda : Mas, como julgo que 0
Sr. ministro deve ser milito escrupuloso yin pesar
suas palavras.... ,
O Sr. Alces liranco : Nao gosto de usar de cir-
cunloquios, fallo claro.
O Sr. Yisconde de Olinda : --.... deve ser muito es-
crupuloso em pesar suas palavras, mo posso acre-
ditar que S. Exc. quizesse alludir a essa intriga e
lar-Ilie peso. ..
Nesla quesillo, Seuhores, ha dous objetos muilo
distinctos : ha um acto do poder executivo o ha um
aclo do poder moderador. O acto do pouer executi-
vo he a \alidade das eleiedes, com o que nada tem o
poder moderador. Uando o poder moderador laz a
eseolha, precede a isto a apresenlaco, pelo minis-
terio, das actas da elcidlo; o ministerio alianca a ya-
lidadeda eleico, c sobre este aclo he que o poder
moderador faz a eseolha.
Ha, perianto, um acto pmnciro dai ministerio so-
bre a validade das eleiedes, e tanto he assim que o
covernoi tem exercido o direilo de mandar proce-
der a novas eleiedes. O poder moderador, po.s, quan-
do faz a eseolha,''suppde valida a eleicao. Alem dis-
to, se nos examinandos beni a nalureza do nosso go-
verno, conheceremos que a constituicao autonsa a
censura sobre os mesmos actos dcsle poder, e inul-
tos delles subicitam os ministros a responsabilidad!,
c at a urna accusacilo. O acto do poder nioderadoi
que exige maior latitudc de poder, a eseolha dos
ministros de estado, este mesmoactosubje.ta o mi-
tro aue o rerereitda responsubilidade. A constilui-
C50 exige para o cargo de ministro de estado que se
seia cidadSo nato ; nao admilte para iminstio de cs-
'ado um cidado naturalisado. lia, pois, una res-
mnsabilidade nesle acto, mas responsabilidadc to-
da do ministerio, com qhe Bada tem o poder mode-
rador. Uiscorra-se sobre todas as alias aitr.buic.Oos
que se dao ao poder moderador, todasellas leen, le-
gras certas, regras pelas quaes responden, os m.u.s-
iros. A dissolucao da cmara, a amnista, s3o actos
que a constituicao requer quesejam ox>gidos De o
bem publico; ha, pois, arbitrio dejt. Igar ^
publico esigia ou nao estes actos, e os ministros res
approvado, ludo ha de ser justificado e saucciona
Audacia, audacia e mais audacia {apoiados .porque
so conta com a approvacHo final Admitlido este
principio que vai grassando, nos nao podemos con-
tar jamis com regularidade deeleicijs.
Estas oleijOes, Seuhores, cslao viciadas desde a
sua origein, porque o presidente da provincia inan-
dotl convocar eleilores incompetentes. Nesla parte
cu agradeco ao Sr. senador, quo boje fallou em prl-
moiro lugar, o auxilio que me prestou). O senado,
spprovando a ultima eleic.a'o de senador, que foi a
lo Sr. Antonio Carlos, approvou os eleitores que o
haviameleilo ; depois dislo, seguto-sc urna nova e-
lci;flo mandada fazer pela outra cmara ; mas a ap-
provacao do senado lio posterior a decisflo da cma-
ra dos deputados que aunullou alguns coliegios Blei-
toraes.... .
OSr. Aires liranco (ministro do imperio): pota-
do, he nisso mesmo que me ftindei.
OSr. Viscondede Olinda : .... nunca secnlrou cm
duvida que os eleitores competentes para o senado
fossem os primeiros.
O Sr. ministro disse-nosquo, havendo loas ordena
de eleitores, o presidente poda entrar em duvida
sobre qual dolas era competente para l'azera eleicBO.
Senhores, adinlltida esta lgica, nao ha nada quo
se uo iustillque, porque nao ha le. nenhuma que
mo possa olTerecer urna ou oulra duvida. Nao me
lcml.ro de ouvir a ningueni, que houvesse duvida so-
bre a Icgitimldade los primeiros eleitores para o se-
nado. A pratica de fazor-se a elelBo dos membros
das las ci.ni.iras pelos mesmos eleitores supptinda
sccordo cuite ambas; mas, logo que ha eleitores
especiaos I o que a lei nao prohibe, i.or.ruc igual di-
reilo teem o senado o a cmara dos deputados), lio
claro quo be porcada un delles que se deve fazer a
eleicao dcada una das cmaras. Mas o iiulire mi-
nistro acha agora duvida disto.... ;
O Sr. Altes Bronco (ministro do imperiO):-r-Toda.
O Sr. Yisconde de Olinda. Do mesmo modo que
loda a lei admilte duvida, c assim esta justificado
todo o arbitrio criminoso que porventura toniem as
autoridades. Oemais, se havia duvida, o presidente
poda consultar o governoj desde a poca da convo-
cacao dos COllOglos at que so fez a apurac&O houve
milito lempo para isso. Mas nao consta que nada
dislo se passasso.
Akoi, tratando da convocado de, eleitores; incom-
petentes, argumenlarei com o noble senador que
fallou cm primeiro lugar.
O nobresenador deu, em otilro lempo, um voto
nara se aniiullar unta eleifiO, fundando-so na incom-
petencia de ajgups eleitores Qual he o caso que a-
cora se da 1 He taiubem 0 de incompetencia le elei-
lores; emhora a origem desta Uiqompelencja soja di-
versa, o resultado nflo pode ser seuTlo o que cnUlo
foi. isto he, a nullidade da eleicBo.
Mas, disse o nobre, senador, nos n3o sabemos o
que he que o senado approvou, vislo que o voto cm
separado tinlia dous motivos; no era so o da inger
rancia de eleitores incompetentes, llem; mas isto,
quando muilo, deve valer para o senado e nao para
o Sr. senador; .o Sr. senador deve ter o seu vol se-
guro, porque, se elle achou que era motivo para a
nullidade a incompetencia de un collegio, como
mo ha de adiar que seja motivo a incompetencia de
icollcgios ? L que ha esta incompetencia nao se po-
de duvidar, embora, como disse, a origem seja di-
versa; nem vejo que haja necessidade de procurar
iilenldade na origein de una e do oulra incompeten-
cia; a questao he so esta realmente exisle.
userva-se mais quo este acto do presidente con-
vocando eleilores incompetentes trouxo em rcau, u-
do urna utlensa a constitu 80, P^liiiSvM
mandar volar ambas as turmas de ele lo.es vcio
necessidade de fazerem-se apuraeftes IMqH
iveramem resultado a preseattcao do dua p.o-
nostas ao poder moderador; lo. esta urna necessida-
de lilha do primeiro erro, necessidade contraria a
constituicao, porque, logo que ha mais de unta lista,
unresenta-se. ao poder moderador um numero le can-
didatos maior do que aquello que a consliluicuo
quer. Casualmente, tiesta occasiao, acontece que a
segunda lisia mandada orgauisar por orden do pre-
sidente conten os mesmos nomos |ue a primeira,
mas n'io succede isto con. a lereei.a lisia: porm as-
sim como aconleceu seren os mesmos nomos, s
com a diferenca da collocactlo, poda acontecer o
contrario, o ter o poder modelador 12 domes em
que eseolhosse. Logo, a primeira illegalidade acar-
rclou comsigo mais essa necessidade de olVender a
constiluiQilo. Entretantodisso-se: Nao est legal;
o presidente ol.roii milito bem, al he digno le elo-
gio pelo aeataiiieiili) ei.ni que tratou 0 senado -- !
O Sr. Yasconcelhs e outrvs Senhores: Apoiado!
Pois nao .'. ..
OSr. Yisconde de Olinda: Elogio por um aclo
que al oliendo a eonslili.ie.ui '...
0 Sr. Altes liranco [ministro do imperio;: Sem
duvida houve acatameulo ao senado.
O Sr. Vasooneellos: Apoiado. Desojar V. Exc.
que o acaten, assim seoipro i.risa.ias; ?
OSr. PiscondedOlinda: Onobre ministroa-
cbi.ti tanto acatameulo no procodimonlo deste pre-
sidente, quo eu eslive qu.isi vendo que elle aeabava
0 seu discurso proponde que se dirigase um voto do
grabas {apoiadus e risadas.
Depois desle aclo da convocoslo de eleitores ille-
git irnos, aclo queja moatroi que l'ete a eleicao, oque
ja se acha conlirmado pelo senado, por isso que s
pela simples nullidade tle um collegio j.i elle annul-
luu toda umaeleicao; depois disto, digo, 0 que fez
o presidente ? Chainoua si as acias. OSr. senador,
que hontem combaten o parecer, procurou justilicar
esle procedimentocom o extravio que da laes actas
tem havido, quando encaminhadas por mSos parti-
culares. Mas i.ota-se aqui urna partieularitlade, e he
que 0 presidente, chamando a si as actas, guardou-as
em seu poder apoiados \ lei ja prevenio os abusos
que a experiencia tem mostrado resultarom do so
eonliarert as actas a mOS particulares, mandando
que os collegios remeltam una copia dolas aos_pre-
sidentes das provincias, porque suppo/ que, OXiStIn-
do esta copia na mo da primeira aotoridade provin-
cial, as cmaras tifio se allreveriam a vicia-las. Mas
receber o presidente as actas, o, nlto contento com
isio ret-las na sua mo al a vespora da apuracao,
o que he que isto inculca, espocialracnto quando ou-
traa circumstaneias mostram que elle linha interesse
em dirigir a votacRo mi um sentido ? Se. a experien-
cia mostrouqueos particulares sao interessadosem
viciar as actas, perinitlaui os honrados membros quo
i mesmo eu possa suppor da autoridade, So o presi-
dente empregasse os meios sua disposicao para que
os collegios so entc.idessem coma cmara munici-
pal do luodo que a l |ue se V (erelle platicado,
lestes dous actos do presidente, |ue mostram o
1 puuco escrpulo que elle linha de empregar meios
para vencer eleicao; osles actos tomam anda mais
forca 0 vigor, considerando-so que a nullidade dos
dous collegios proveio mo de vicios inherentes a
clles, intrinseeo, mas de causas externas. Quo hou-
ve violencia no cullegio do Pao-d'Alhoe no do Ou-
rieuri, islo salta aos olhos. Admirei-ino em verdad.)
(ftuueoSr. ministrse propozesse a justilicar a-
quelles actos, e negasso essa violencia: que o Sr. mi-
nistro dsesso, como disse, que, ape/.ar d.sso, dev.a
a eleicao ser approvada, beilij mas que se propozesse
a negara violencia, a suppr que !) eleitores acom-
paiihadosde um grande sequilo (como dissomos)
fugissem da presenca do 31, livremeule, sem coac-
(ao, he o iue nao pode eulrar na cabeca de nm-
Nao entrarei na anulyse. Jo que relcreni os inleros-
sados; Olhe-se para o laclo simples : sao "J!l eleito-
res iiueabandonarain O local anlceedeiilemento de-
signado pata se reunirem, c que se foram reunir cm
urna casa; e porque 0 li/.oraui .v Pela interveDcOo
da loica armada. .
Iiisseo nobre minisiro.quo se reuniram clandesti-
namente ; mas eu iiolo-lho iue a autoridade, quo
presidia, linha o direilo de os convocar para aquelle
Sr. Alces Bronco (ministro do imperio)-.Sea
reunifloera publica, tulo sei como tambem la nao
foi a oroa armada platicar a mesma violencia.
O Sr. Yisconde de Olinda : -Ellos eslavam no lugar
compleme, por isso que a autoridade linha direlto
eos convocar para alli; por este lado eslava o coi-
legio valido. Mas nll pense o Sr. ministro que a
comrnissio advoga esta eleicao, S. Lx hontem .ao
reparn be... no parecer, quando aecusou a commia-
s9o de approvaresse collegio. Acomni.>sao nao o
approva, tem muita consciencia de s. PPPro
semelhante procedimento ; mas Compara^miluto,
as circumstaneias apoiados,. A d" '.?'
comparando o procedimento lo eom os^
acha mais validade no dos P"{"?'^'Ktorida-
van. no local competen*, presidid! a peU JutO^:
de competente-"^^^'i^l
^'X^STluSrcZ^^ Todavia a
eoninnis.io ..o approva esse proccd.n.ento, o por
iaan riSo ai.nrova o collegio.
U co.i.o he que 99 eleilores, cer os de que seus
votos seria... contados, l.av.am de abandonar o lu-
aronue eslava... para se reunirem claudestinamen-
l < Se acaso os seus votos, ou em maioria ou em
minora, mo tivessein de ser contados para a apu-
ac8o linal, podia-se di/.er que ellos, recelando ser
uncidos na eleioBo, para seguraren, seus votos, so
liiiham ido reunircui outro lugar; mas, so clles es-
lavain cortos de que seus votos, ou em maiona ou
cm minora, haviam de ser contados, que motivo
linham para abandonar o lugar? O mesmo digo a
respeilo do collegio do Ouricury.
O Sr. Alvos Bronco (ministro do imperio):Quo
nao existi. ; -'
O Sr. Yisconde de Olinda Setonta o nove eleilo-
res abandonam o lugar; seria para perdeieu 08


I

I
MUTILADO
-~


^nr



*
)
ti
seus rotos? Ellcs quo se mostram tilo emponhados
em sustcntarem seus direitos, que se vilo reunir no
lugar designado ? Entretanto voluntariamente a-
bandonam o seu posto e vfo-so reunir clandestina-
mente, comodissc o Sr. ministro, s para tere.m o
gosto de o Tazer! Nio he crivcl que abandonnssem
o lugar, se a isso nio fossem compellidos por actos
de violencia. Ora, dados estes actos, o consequen-
temente a nullidado destes collegios o aqui obscr-
varei que oSr. ministro fez a mesina imputaco que
j tinlia foito commissio a rcspeito do collegio do
Po-d'Alho, dizcndo que ella qucria approvara clei-
co do Pontal;, dadas estas nuldades, digo, nio
por vicio interno dos collegios, mas por frca ex-
terna, se porventura estes votos unidos a outros
influem na lista sxtupla, como se lia de approvara
eleieo ? Como se ha de approvar urna oleico basca-
da n'uma lista que nio pulo ser vlida i'
Mas disse o Sr. ministro :-O senado tem approva-
do outras elciccs; como quer ser escrupuloso so
nesta He preciso que exista regularidade em todos
os collegios ? Dever exigir-so essa escrupulosa re-
gularidade ero todus os collegios? Esta uleiv"" Sl!
chano mesmo caso das outras.-Vamos de vagar;
o senado tem approvado tudo !...0 Sr. senador que
hoje failou em primciro lugar atiesta o contrario.
Que o senado nio tem sempre approvado tudo, mos-
ira-se pelo facto que aponlou o Sr. senador.
lie preciso ponderar boro este l'acto. As clcices
.le entilo foram rcptovadas por vicios que apparoei-
am em dous collegios ^eu sirvo-mc agora da argu-
mentaco .lo Sr. senador;. Nio sabemos so cssa re-
jirovacio foi s por um vicio ou por ambos ; mas
concedida a hypothcse mais favoravel, que he que
fosse por ambos, aqui lomos um caso em que o se-
nado reprovou urna eloicilo inteira, porque apparc-
ciam vicios cm dous collegios. Nio he, pois, cousa
nova o que se vai Tazer agora.
O sonado tem approvado, heverdade, clcices om
que tem reconhecido algumas irregularidades ; mas
note o Sr. ministrte chamo a altcncjlo do senado
sobre este ponto) que o senado tem approvado ccl-
enos onde haviam irregularidades, quando, desprc-
zando-sc os votos dos collegios que praticaram essas
irregularidades, a lista triplico mo era alterada.
Esta lio a observacilo que teem foito todas as commis-
sfles quando dilo parecer sobre eleices. E na ver-
dade, quando a lista tica sempre a mesma, pede a
prudencia que por causa de um ou de dous colle-
gios, que do proposito perturbaran! a eleicSo, se
11.1o projudiquem os votos da niaioria dos eleitores
que legalmente obraram ; nesto caso o sonado com
toda a prudencia tem approvado as elcicOos.
Ora, que no caso em questflo he alterada a lista
sxtupla, vc-se pela tercoira acta ; esta ja nio con-
,]i/ com as outras. K como approvar eleices basca-
das em listas aposentadas ao poder moderador sem
os nomes que a votaco devra dar ? A terceira lista
he composta do colegio do Po-d'Alho, e nOo diz
nadado collegio de Ouricury ; e como beque este
collegio do l'ao-d'Alho, que est nullo, porque he
todo incompetente por suas diversas Tracces, pode
dar materia para legitimar eloicoes ja antecedente-
mente millas '! (i que aqui se vi sao duas propostas
em vil ludo de ordem do presidente, e outra por ar-
bitrio da cmara municipal; todas millas, de modo
que por ellas so nao pode fazer obra. As duas pri-
meiras, porque por ordens llegues o presidente as
exigi ; a terceira, porque conten votos de collo-
gios Millos.
Nestas circunstancias, qucroSr. ministro, que se
approvem eleices que seapresentam com irregula-
ridades capitaes ? Osenado tem approvado tudo at
aqui, he o argumento doSr. ministro ; mas eu aca-
bo de mostrar que o senado nao tem sempre appro-
vado tacs cleices; c quando ns tem approvado, he
no presupposto deque a lisia triplico nao lica altera-
da pela annullactio deste ou daquelle collegio, hy-
polhese que nio. se d no presento caso, em quo a
falla destes dous collegios altera a proposta ao po-
der moderador.
Eu, pois, na presenca (lestes motivos, nio posso
loixar ile continuar a votar polo parecer da commis-
sio. O senado, approvando esta eloicio, que he
particular, quo he singular, confirma a opinifio de
quo ludo osla em obter-so o triumpho apjiudos), g
nflodeveesperar mais daqui por diante regularida-
de om eleices. Qual he o presidente que. ou por
si, ou apoiao pelo ministerio, no se ha de attrc-
vor a commelter lodos os altentados que quizer,
quando esliver cerlo de que tudo lia de ser ubsolvi-
do polo sonado ?
Senhores, quando a autoridado publica se consti-
tue instrumento de laceos apoiados) ; quando, cm
lugar dse collocar no centro don partidos, se loma
fautor de um dellcs, nial vai a causa publica [apria-
dos,. Quando a desconanca lavra em todos os ni-
mos, quando ludo esta civado do espirito de parti-
do, senhores, um movimento.poquono que soja, po-
do dar origem a urna sublevaciio geral [apoiados,, e
este he o estado em que nos adiamos He a escru-
pulosa obediencia a lei que deve hoje manter a or-
dem ; ella nio pdc ser nantida senio deste modo.
Eu bradarei ao governo, que he lempo de acordar ;
nao deixo a nac,iio dividir-so cm dous campos ini-
migos, porque a luta nao Ihc pode sor favoravel,
Dirigir-me-liii tambem ao senado, dlr-lhe-hoi que
he lempo de acordar [apuiudus O senado manlenlia
as suas prerogativas, inantcnha a liberdade das elei-
ces {apniados,!
Voto pel parecer da cominissio.
OSr. Vasconctilos :Apoiado.
{Continuar-se-ha.)
Na dita dita entre .los Antonio Gomes e Domingos
Jos Marques, mandaram dar vista ao procurador de
capellas.
Na dita dita entre .Manoel Jos da Costajo Constan-
tino da Molla, conlir maram a sentenca.
Na dita dita entre Francisco Jacintho e o curador
geral, conlirmaram a senh'nca.
Na dita dita entre Joo Francisco Bastos e Vctor
Antonio do Sacramento, mandaram dar vista ao cu-
rador geral.
Nadita dita entre L-enoirPuget & Companhia o a
fazenda nacional, con hrmaram a sentenca.
Na dita dita entre os herdeiros do finado Sabino
Pereira GuimarHes, mandaram averbar o imposto.
Na dita dita entre Manoel Ferreira Ramos e Fran-
cisco dosPrazeres, desprezaram os embargos.
Mandaram dar vista s partes as seguintes ap-
pellaces:
Na do Nicolao O. Bic bcr c a fazenda publica ;
Nade Joaqnim Jos de Sant'Anna eJoSo Dias Cis-
neiro, como tutor de seu filho menor ;
Na de Jos Maria de Jezus e outros e a fazenda na-
cional;
Na do juizo c l.tiiz Gonzaga de Monezes ;
Na de Joaquim Jos Ferreira e FuiTo de Moraes ;
Ne de Mara Marroqu na de Jess Nazareno, por si e
como tutora de seus filhos.
PERNAM8C0.
TIUBUNAL 1)0 JURY.
PRIMEIIU SESSAO KM 2 DE JULHO DE 1847.
Juiz presidente oSr. l)r. Gervazio Goncalves da Silva.
Promotor oSr. Dr. Sampaio.
Adrogado da defesa oSr. Dr. Affbnso de Alhuqucrquc
Mello.
Escrivdo o Sr. Alcanforado.
As 11 horas faz-se a chamada ; c, achando-se pre-
zenlos40Srs. jurados, o Sr. juiz declara aborta a
sessdo.
Apregoados os reos e testemunhas, o Sr. juiz diz
que vai proceder-so aosorteio doconcolho que lem
de julgar ao reo Solero Flix dos Sanios, aecusado
pelo criinc do uso de armas defesa>.
Sorteado o concelho e prestado o juramento do
costume,
O Sr. Juis faz ao reo o seguinte .
JNTERKOGATOlllO.
Juiz: Como se chama ?
Rio : Solero Flix dos Santos.
Juiz. Onde eslava no lempo cm que foi preso?
Reo : No Giqui.
ju[z: Sabe qual foi o motivo da sua priso ?
Ilo : No sei dizer.
Juiz: Nio foi preso com urna faca de pona?
Hi : Eui preso, depois sollo, o outra vez preso
quando fui chamado a casa do Sr. Carneiro.
Juiz : Mas quando foi preso no eslava com urna
faca ?
Keo Eui preso, mas sol tara m-mc logo; depois
he que me tornaram a prender.
Dado por lindo o interrogatorio, o Sr. promotor
podo a palavra; esendo-lhe esta concedida basca a
accusago na conlissio do reo e no depoimento de
duas testemunhas, allegando que doutre ellas a pr-
meira ea quinta sao de vista.
Ao concluir, o inesmo Sr. doutor promotor pede
a condemnacSo do reo no grao medio do artigo 3."
da lei de -26 do outubro de 1831.
O Sr. adeogado analysa as Icis da reforma do cdi-
go; allega quo o seu cliente trouxera a faca com que
lora preso, porque eslava persuadido que a podia
cairegarsemcommettercrimealgum, visto como an-
teriormente houvera sido licenciado para andar ar-
mado pelo inspector do quarteiro cm que resida ;
e fazendo sentir ao jury, que o seu constituinte tem
estado encarcerado por mais lempo do que deveria
ter estado se fra condemnado no grao mximo da
pena fulminada para o delicio deque lio aecusado,
acaba por solicitara absolvalo delle.
OSr. Juiz faz o rolatorio da causa; e concluido
este entrega ao presidente do concelho os seguintes
quesitos :
O reo cometteu o crime de andar armado de urna
faca ile punta ?
Existein circumstancias altenuantesa favor do
reo?
Ilocolhido o concelho sala das conferencias, e
tendo-se demorado ahi por algum lempo, volla
dos debates com resposta allirmativa a ambos os
precitados quesitos.
O Sr. Juiz, a vista dessa resposta, condcnina o reo
cm 85 dias do priso simples e oas cusas.
RENDIMENTO DA MESA DA RECEBEDORIA DE REN-
DAS 1NTEUNAS GERAES, NO HEZ DE JUNHO PR-
XIMO FINDO.
A StBRR :
Foros de terrenos de marmita...... 16,30
Si/a dos bous de raz........ 12:G01,2IG
Segunda dcima do mao mora..... ijir..'.ii
Direitos novos e vclhos......... 782,Gi
Ditos de chancellarla.......... 7,280
Dizima da dita............ 167,143
Sello tixo............... 1:743,550
Dito porporcional........... 1:818,091
Imposto de despachantes d'alfandega 187,500
Emolumentos do certides....... 2,280
Illeia siza de escravos......... 9,000
^Imposto de lojas abortas........ 2:390,400
1 Dito de seges e carrinhos....... 48,400
IDito de barcos do interior........43,200
Taxas de escravos........... 1:087,OUO
Transporto.........132:428 J78
Junho............21:958,438
Rs.
154:387,216
Reccbodoria, l.de julhode 1847.
O escrivSo,
Ettanislo Ptreira de Oliveira.
COMMERC.IO
Alfandega.
RENDIMENTO DO DA 3........... 3 924,776
Detcarregam hoje, 4.
Brigue W'Stmorland bacalho.
Brigue Ceorge-Kobinson idem.
Brigue l'haro fumo.
Brigue l'ulriam -- farinhac bolachinha.
Iliate Ncreidc mercadorias.
Brigue -- Arago idem.
Patacho Johana -- vinho.
Consulado.
RENDIMENTO DO DA 2.
Diversas provincias.
905,949
4,620
' ^ =s
9I0.5G9
PRAGA DO RECIFE, 3DEJUUIO DE 1847,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios sobre LondresConlinuaram a 26 1/2 di-
nheiros por 1,000 rs.
Assucar..........Entraram 137 caixas, c no
soffrcu allcracSo, tendo sido
menos procurado.
Algod.to..........Entraram 249 sacces,even-
dou-sc ao preco anterior de
6,200 rs. a arroba.
Couros........... Continuam pouco procura-
dos, e sem alteraglo de precos.
Bacalho.........Chegaram dous carrega-
mentoscom 4,650 barricas que
foram vendidas a prego occul-
to, que so suppOc ser de ris
10,200 a 10,500 Seguem
para a Babia 600 barricas.
Carne secca........0 deposito est reduzido a
5,000 arrobas, tendo-se ven-
dido de 2,500 a 2,900 rs. a ar-
roba.
Manteiga.........Vendeu se de 400 a 480 rs.
a libra da franceza, e a 740 rs.
a dita da ingleza.
Vinhos...........Chegou um carregamento
de Cette, que foi vendido de
80,000 a 85,000 rs. a pipa.
Entraram depois da nossa ultima revista 8 em-
barcaqOes e sahiram 9, existindo hoje no porto 27,
sendo : 1 americana, 14 brasileiras, 1 franceza, 1
despatillla, 2 hamburguezas o 8 inglezas.
ftlovitiHMito. do I*orto.
TltlBGNAL DA HELACAO'.
JliLGAMENTO NO DA 3 DE JLI.IIO DE 1847.
Detembargador de semana o Sr. fastos.
Na appellaco crime em que sao parles Severino
Domingos da Silva e ojuizo, julgarain improcedente
a appellacSo.
Na dita civcl entre Manoel Elias de Moiira c Caudi-
llo Agostinho de Barros, mandaram averbar o impos-
to e reduzir a termo.
Na dita dita entre Mesquita & Dutra c Jos Joaquim
Dias Fernandos, julgaram millo o proeesso.
Na dita dita cutre Fernando de l.ucca o Jos Anto-
nio de Souza Quciroz, desprezaram os'emhargos.
Na dita dita entre Joflo Alves de Carvalho Porto e
Jos Joaquim da Silva, reformaram a scnlenga.
Na dila dita entre Hita Mara da ConceicSo c Luiza
Maria e outros, reformaram a sentcmja.
Na dita dita entre o juizo e Jos Antonio Fernandes
de Barros, confirmaran) a scnlenca.
Na dita dita entre Jos Fernandes do Valle c Auna
Diaria de Jess, julgaram aulla a scnlenca.
Rs.
21:958,438
Rccebedoria, 1.? de julho de 1847...
O escrivio,
Estanislao Pereira de Oliveira.
RENDIMENTO DA MESA DA RECEBEDORIA DE REN-
DAS INTERNAS GERAES, NO ANNO FINANCEIRO
PRXIMO FINDO DE 1816 A 1847.
A SABER :
Julli............ 17:533,056
Agosto............ 16:204,569
Setembro. -.......... 9:300,326
Outubro........... 3:185,390
Novembro........... 6:785,741
Dezembro........... 10:051,742
Janeiro............ 9:786,237
Feveroiro........... 12:418,506
Marco............ 22:279,421
Abril............ 9:389,005
Maio............. 15:494,785
Navios entrados no dia 3.
Cdiz ; 40 dias, brigue-escuna hespanhol Dous-ir-
mdot, de 96 toneladas, capitilo Pedro Noguerolus,
equipagem 10, carga vinho, passase mais gneros
do paiz ; a Nascimento & Companhia.
Parahiba ; 2dias, onde tinha arribado, leudo sabido
deste porto para a Rabia, hiate brasileiro Tentador,
de 40 toneladas, capitilo Antonio Jos Barreiro,
carga sal e mais gneros ; a Silva "& Grillo.
dem ; 3 dias, hiate brasileiro Espadarte, de 78
toneladas, capitSo Nicolao Francisco da Costa, c-
quipagcm4, carga toros de mangue; aocapit.lo.
I'assageiro, Antonio Jacintho do Amaral Arago,
Portuguez.
dem ; 8 das, hiate brasileiro Santa-Cru*, de 22 tone-
ladas, capitilo.Antoniu Manoel Affonso, equipagem
4, carga loros de mangue; ao capilao. I'assageiro,
Manoel Medeiro de Carvalho, Brasileiro.
Idem ; 2 dias, hiate brasileiro rure:a-de-Maria, de 16
toneladas, capitilo Joao Francisco Martins, equipa-
gem 4, carga toros de mangue ; ao capitao.
Camaragibe ; 3 dias, hiate brasileiro A'ovo-Petino,
de 71 toneladas, capitilo Esteviio Ribeiro, equipa-
gem 3, carga assucar ; a Jos Manoel Martins. Pas-
sageiros, Manuel l.cio acompanhado da familia de
Manoe Cavalcante, Jos Alves Pereira, Brasilciros.
Navios sabidos no mesmo dia.
Babia; hiate brasileiro San-Benedicto, capitilo Joa-
quim Jos da Silveira, carga assucar.
Trieste; barca inglesa John-Ilorrocks, capilo Sa-
muel Sanderson, carga assucar.
Baltimore ; escuna americana Ridgway, capitilo W.
Spaulding, carga assucar. Passageiros, W. Sweet,
l.averen, Calln, Casevell cMai a Anloneta.
Navios entrados no dia 4-
Mar-Pacilico; lendo sabido de New-London ha 35
mezes, galera americana Hibernia, de 531 tonela-
das, capitilo James Smith, equipagem 26, carga a-
zeitede peixe ; ao capitao
Havre-de-Graco ; 43 dias brigue francez Cesar, de
152 toneladas, capitilo T. Droudux, equipagem
10,carga fazendas e mais gneros do paiz; a A-
vrial Frres.
Barcelona ; 35 dias, briguo hespanhol Jesusa, de 170
toneladas, capitao Cyprianode Arana, equipagem
12, carga vinho, azeite-doce c mais gneros ; a
Adour& Companhia.
Navios sahidos no mesmo dia.
Liverpool ; barca ingleza Vary-Quen-of-Scots, capi-
tilo \V. Kelley, carga assucar e algodo. Passagei-
ros, Gamillo Pinto de Lomos, Brasileiro, Heleos
Wolsen e tres passageiros da barca ingleza Achu-
les, que veio arribada a 18 do passado.
Parahiba ; hiate brasileiro Conceicdo-Flor-das-Virlu-
des, capitilo Elias do Rozario, carga varios gneros.
dem ; hiate brasileiro Tres-limos, capitilo Floriano
Jos Pereira, carga varios gneros.
EDITA L.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria da fazenda,
em cumprimenlo do imperial aviso de 4 do corren-
te. edo ofllcio do Exm. Sr. presidente da provincia,
- de 28 de junho prximo findo, manda fazer nova-
132:428,778] mente publicas as instrucgOes de 14 de outubro- de
1845,abaixo transcriptas, para execucito do canil,,
lo 18. do regulamento das alfandegas, de2->de
n lio de 1836. JU"
Secretaria da thesouraria da fazenda de Pernm
buco, 2 de julho de 1845. "am-
Antonio Luiz do Amaral e Silva
Offlcial da secretaria. '
fnstruceSes para extcuco do capitulo 18 do regulamentn
das alfandegas de 22 deunho de 1836.
1." As embarcaQfles, em regra geral, s poden,
navegar para os lugares que indicam os seus despa-
chos, e que estilo abertos ao commorcio do importa-
(jfo, ou de prportac^o, OU ao ^mmrcio decabola"
gem.quantosdecabotagem smente: a entrada de
urna embarcarlo em porto que nio seja o de seu des-
tino, segundo os seus despachos, he sempre con-
siderada como una arribada, obrigada por foro,
maior.
$ 2.' Toda a embarcac,So nacional ouestrangeira
que, obrigada de urna frfja maior, resolve fazer urna'
arribada a outro porto diverso daquelle de seu des-
tino, segundo* os seus dospachos, deve procurare
porto mais perlo para ondo lhe soria livre dcstinar-se
ou despachar-sc, segundo as leis do Brasil; e por
teso, nflo sendo embircaQo de cabotagem, devo pro-
curar o porto mais perto em que baja alfandega:
3." O artigo 299, comtudo, tolera umaarribada
de t'aes embarca^Ces em porto que nio naja alfande-
ga, mas smente em casos extraordinarios de una
Torga maior tal, que a impossibilite de demandar
o porto mais perto, em que Raja alfandega, para ve-
rificar nolle a sua arribada; por exemplo, se cm vir-
tudedetemporaes se acha com mastros rendidos,
com agoa aberta, que nio possa esgotar com as
bombas, correndo pe igo cm navegar para mais Ion-
ge; ou se em virtude de prolongada viagem scaclia
iuteiramente exhausta de manlimentos, e agoada, a
ponto do sua tripojacilo correr risco de suecumbir
fome, oO sede. Nestcs casos, em que os interesses
da humanidade exigcm a tolerancia de urna arriba-
da em porto cm que nio ha alfandega, sem que a
cmbarcaQ.to fique subjeita a ser tomada, o citado ar-
tigo 299 do regulamento exige tambem que essa for-
ca maior, o circumstnciasquc fazem tolerar a arri-
bada, sejam immediatamente justificadas, o prova-
das perante a compclentc autoridade do lugar, a,
qual devo proferir seu julgamento ou sentenca.
$4." A autoridade competente, perante a qual de-
ve sor dada a justificarlo da frca maior, o estado
da embarcsQlo de nio poder seguir sua viagem, sem
se refazerdos objectos indispensavois para ella, nos
termos do artigo 299, he: em primeiro lugar o juiz
de direito, estando prsente; cm segundo, o juiz
municipal do lugar; cm terceiro, o delegado; cm
quarto, o subdelegado; em quinto, o juiz de paz; de-
vendo os subsequentes, na ordem em que vSo nu-
merados, tomar conhecimento da justificaQiio, s-
mente na falta ou ausencia dos antecedentes.
5." Logo que a I guia cmbarcaco nacional ou
estrangeira, obrigada por frga maior, dor entrada,
e Tundear em porto onde nio ha alfandega, o seu ct-
pitlo, dentro de seis horas, devo vir a torra aprsen-
la r-so autoridado competente, conforme o ante-
cedente, o icquerer, por cscripto, a justilicaco dos
motivos que a obrigaram a Tazera arribada, e quea
impossibililaram de ir arribar a outro porto mais
perto onde exista alfandega; e a mesma autoridade,
dentro de 24 horas, dever passara bordo com dous
ou mais peritos ou lestemunhas, e o seu respectivo
escrivio, para tomar a jnsiilicacao, e proceder 'a um
auto de verificacHo e examedas avarias, ou falta ab-
soluta de mantimonlos o agoada, verificaclo da
derrota, o do termo de arribada quo o capiliiu deve
ter lavrado a bordo, para fazer constar a rcsolucilu
da mesma arribada: deste termo, eda parle da der-
rota posteriora elle, dever o juiz Tazer tirar un
traslado, pelo seu escrivio, que Tara juntar aos autos
da justilicaco, quedevem ficar nq cartorio.
$ 6." So a autoridade julgar provada a frca maior
allegada, eos motivos que impossibililavam a cm-
barcaQilo de ir verificar sua arribada em outro porlo
mais perto ondo ha alfandega, assim o declarar:
sendo os motivos falta absoluta d'agoa, ou manti-
mentos lhe dar a licenca para os comprar e embar-
car, pagndoos direitos, a que Torem subjeitos, as
colleclorias ou mesas de rendas, marcando para isso
o prazo mais curto, e que Tr absolutamente indis-
pensavel para se prever dos ditos gcoeros, smenle
quantosbastem para seguir at o porto mais perto
em que ha alTandega; e a mesma autoridade dar as
providencias ao seu alcance para quo depromptose
verifique o Torneciment, c obrignr a cinharcacoa
levantaros ferros, o largar do lugar, appreliendcn-
do-a, no caso do reluctancia ou desobediencia.
7. Se, porm, a autoridade, pelas provaseexa-
mes'a que proceder, rcconheccr que silo falsos os
motivos allegados para a arribada, e quea embar-
cacno podia fcilmente, e sem prejuizo, ir verilicar
sua arribada no porto mais pf rio em que ha aliaode-
ga, assim o julgar, ca obligar a fazer-se vela
inmediatamente, se esliver completamente cm las-
tro, sob pena de ser apprehendida; mas, tendo a em-
barcagio a seu bordo mercadorias estrangeiras quo
ainda nio tenham pago direitos de consumo em al-
guma das alandegas do imperio, ser apprehendi-
da, o remedida com segu anea 110 inspeilor deumi
das alfandegas designadas no arligo 294, que licar
mais prxima, podendo a dita autoridade mudar-lo
parte da tripolacio, ou augmenta-la, ou por-Iho
guardas a bordo, a sua custa, para seguranca da via-
gem ao porto a quo fr rcmeltida.
o $ 8." Sea embarcagiio, cuja arribada forcadaur
justificada, desembarcar para trra mercadorias, du-
rante o lempo de sua demora no lugar da arribada,
onde nlo ha alfandega, o taes mercadorias forem ap-
prchendidas, a autoridade, fazendo lavrar pelo sen
escrivao o auto de apprchensio dessas nicrcadoria.\
assignado por duas testemunhas ao m"cnos,_proce-
der igualmente apprehensio da embarcaco,cuo
toda a sua carga, e far remessa della, conforme oJi
antecedente. Igualmente proceder appreheiisa"
dcqualqucr embarcaoiio estrnngcira que receber
carga, ou gneros do paiz, cm porto em que nfio ba-
ja allandega, tenha ou nio sido justificada a sua ar-
ribada, salvo o caso nico da licencia para mantiincn-
tos.concodida nos termos do 6..
S 9. Sea embarcarlo arribada por frga maior
justificada, cjulgada pela autoridade, achar-se m-
teiramcnleem estado de n1o poder navegar, ou so
nao poder seguir sua viagem scni descarregar, to
ou parle de sua carga, a descarga e deposito se ior*
por ordem da mesa de rendas, havendo-a no lugar,
nio havendo, por ordem da autoridade quo julgar
justificada a arribada; e as mercadorias desembar-
cadas, depois de inventariadas, e conferidas com
manifest, ou livro da carga, scrlo com O seu inven-
tario reniettidas, por conta de quem pertenec",
inspector de urna das mesmas seis alTandegas desig-
nadas no artigo 294.
**" O juiz de direito da comarca, e ojuizmu"''_
eipal do termo, devem tomar conhecimento dajus1'
-


-------------------TT-
3
* Ha arribada toreada, urna vez que comparo-
,ica,; inr antes da retirada da embarcado, e em
"","?. .Sitado quoso ache o proceaso da justifica-
qiiaiq-' nesse cas0 a autondade.que comecou o
"'*"''Psso, ser admiltida.como parte, sojtivor feito
licnsao- __i j.,n.K-~.i joc ya_
* "'liT'-'.ie-jTneiro, em 1* de outubro de 1845.
Jl Aires raneo.
Esta conforme
Antonio Lu* do Amoral e Silva.
jjeelaracao.
arsenal do guerra compra dozo pellos do ca-
i^rruas^uem dtogenoro tiver mandar sua pro-
ra em carta fechada e a amostra directora do
Cuno arsenal, at o dia 5 (hoje) do crranlo mez.
"!5l do guerra, 1." de julho do 18*7.
Joo Ricardo da Silva.
Avisos martimos.
__ vende-so o brigue brasileiro Austral do loto
nlj toneladas forrado do cobre com todos os
Prestos, eprompto a navegar para qualquer porto :
ira examinar, a bordo.do mesmo, fundeado no
Mirordouro da descarga da carne secca o para se
justar, na ra da Cadeia.n. 45, com Amorim Ir-
Para o Rio-de-Janoiro segu, com toda a brovi-
|nle o brigc-escuna feliz-Ventura, capitflo Joo
("encalves l.oito; recebe urna pequea porcfo de
('urca miuda passageiros e escravos a rete : quem
nuizer embarcar entenda-se com o consignatario ,
Manuel Ignacio de Oliveira na ra da Cadeia, n. 40.
Para o Rio-de Janeiro o hiale Nereida, do prl-
mcira marcha, sogue viagejn em breves das: para
carga c passageiros, trata-se na ra da Cadeia do
Itecife, botica n. 61, do Sr. Vicente Jos de Rrito.
_ Sgue para o Rio-de-Janeiro com muita bre-
vidade o briguc-escuna Pharao, recebe carga c es-
cravos a fre te; tcm bons commodos para passagci-
ros: dirijam-se a Joa'o Francisco da Cruz, run da
Cruz, n. 46.
~ I m leggMMMMI
liClao
" O corretor Oliveira far leilao de variado sor-
limcnto de fazendas por todo o preco visto ter de
liquidar certas contas: terca-feira 6 do corrente,
as 10 horas da manha no scu escriptorio da ra da
Cadeia. .
Avisos diversos
lotera do theatro.
Visto que as rodas da loteriaToram transferidas pa-
ra amanhaa 6 do corrente, a sociodade por cuja
contalicouo resto dos billietes declara quo urna
pequea porefio que dclles ainda icou conti-
nua a estar a venda nicamente na botica do Sr.
Moreira Marques no pateo da matriz.
Participa-so a qualquer possoa que padeca a
tcrrivel molestia de asthma, vulgarmente denomi-
nada puchado, que ha quem a cure por maisanliga
que seja:quem estiver nestas circumstancias, dirija -
se ao Mondego a tomar informacOes com os Srs. Joilo
Cancio e Manoel l'ereira de Castro.
7- Aluga-se o segundo andar da casa da ra do
ucimado, n. 8 : a tratar na loja do ntesmo.
Aluga-se um pequeo sitio.com
bastantes arvoredos, larangeiras, cajoei-
ros, coqueiros, muito boas jaqueiras ,
boa agoa de beber na travessa do Pom-
bal, esquina do becco que vai para o si-
tio do Sr. coronel Joaquim Bernardo de
Figueircdo por preco commodo : a Ira-
lar com Joaquim Lopes de Almeida, cai-
xeir do Sr. Joao Matbeus.
ifiv
AI.'OJJUN'E.A:
BtaEwsn
Os Srs. socios quoiram levar ou mandar no dia 6
do corrente, polas 6 horas da larde, suas propos-
tas de convidados para a partida que deve ter luga r
no dia 17 do corrente.
Precisa-sede urna Portugucza que tenlia bas-
tante pratica de dirigir urna casa do portas a dentro :
na ra Nova n. 37, se dir quem precisa.
O abaixo assignado na qnalidade
de cixada administracao do casal do Sr.
Joaquim Jos Lourcnco da Costa con-
vida aos Srs. credores do mesmo casal a
virgni receber casa do nbsixo assigna-
do, a porte que Ibes toca de um dividen-
do feito no primeiro do corrente.
Manoel Antonio de Azevedo.
Foram furtados, no dia 26 dojunho, por 1 escra-
vb do annunciante, os objectos seguinlcs : urna cor-
rontedeouro; um par de brincos de canudo, e 3
anneles: quem quizer entregar, lendo comprado,
ou sendo depositario dos ditos objectos, dirija-so a
ruadaMangucira.n. 12, ou ao pateo da S.-Cruz ,
sobrado por cima do Sr. Peretli que sera generosa-
mente recompensado.
Didier Colombiez fc ('. mudaram
sen escriptorio e armazem, da ra da
Can n l, para a mesma ra, n. 8.
Precisa-se do um feitor que cntenda de plan-
taccs do horta pomar e encherto : 110 JAlerro-da-
Boa-Vista n. 43.
Aluga-se urna prela escrava que sane bom
cozinhar quem a pretender dirja-se a ra daMa-
dre-de-Deos n. 36, primeiro andar.
L. ('., Ferrcira & Companhia embaream para o
Rio-de-Janeiro o sou escravo Chriatovfio.
Fugio, do sobrado n. 40 da ra do Queirnado,
um papagaio na manhTa do dia 4 do crtente di-
rigindo-so para a praca da Independencia e d al-
|i passou por cima das casas da ra do Rozano pro-
curando a ra das Larangeiras : quemo pegar leve
a ra do Qucimado loja n. 41, que sera generosa-
mente recompensado.
Francisco Jos Vianna, Brasileiro, casado c mo-
rador tiesta cidado.roga ao Sr. Francisco Jos \ umita
,la Cimba Porlugucz,fliie fez publico pelo Diario de
l'ernambuco n. (36 que se assignana francisco Jo-
t Vianna, por haveroutro deseu igual 110111c, quei-
Ta pola mesma rasilo mo adoptar o de que se quer
servir visto que ao annunciante nao lie possivet al-
terar a'assignatura sem grande traballio pots que
oxislo em difTerentcs assentos como o de seu ca-
samento e os de baptismo de seus hlhos cm lan-
mentos do decimas eoutros impostos sendo que
cmcasodealleracaode nomo tena o annunciante
de requercr para que se fizessem as competentes no-
tas, oque, alm de trazer trabalho, o n3o pona a
salvo de duvidas para futuro, quo cumpro-lhe
evitar. ...
-- Perdeu-sc, em limadas lojas da ra to uvra-
mcnlo urna carteira com una cdula do 30,000 4
de 10,000 rs. 4 de 5,000 rs., una de 2,000 rs. e
3 do 1,000 rs. ,e urna lettra da quantia de 229,000
rs aceita por Jos Joaquim da Costa, c endossa-
da por Joaquim Jos da Costa Forjaos; e oulra let-
tra aceita pelo dito Jos Joaquim, itiutilisada :quem
a achou leve a proco da Independencia livraria ns.
~ O L1DAD0R n. 192 traz os interossantes discur-
sos dos lllms. senadores Mello Mallos, e viscondo de
Olinda ; e o segundo artigo em resposta ao escrip-
ia do I). N., -justo predominio do partido praieiro.-
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra
Imperial, n 67, com muito bons commodos, pinta-
do do novo: na ra Nova, a. 42, a fallar com Delfino
Connives Pereira Lima.
D3o-Se 300,000 rs. a premio do 2 por cont, com
hypotheca em urna casa nesta praca, ou boas firmas :
quem quizer annuncie.
Hoje, 5 do corrente, se lia do arrematar pe-
rante o Sr. doutor juiz deorphJos o ausentes desta
cidade urna porcao de trastes, contendo sofs, ban-
cas, cadeiras, commodas, camas e outros objectos
cxistenlcs no armazem que foi do fallecido Antonio
Vieira Coelho, na ra Nova, n. 45; assim como dous
escravos do naclo Angola. A arrematarlo he no
mesmo armazem logo depois quo o dito Sr. juiz aca-
bar da audiencia, que ser ao mcio-dia pouco mais
ou menos. He a ultima praca.
Acha-so no lugar Cravata para bandas de Ma-
manguape um cabra com oflicio de sapateiro, quo
diz chamar-se Pedro Jos, o quo he de urna senhora
viuva, moradora para as bandas da ra d'Agoas-Ver-
des, pornome Sra. I). Mara : quem se julgar com
direito aodito escravo, appareca no Forlc-do-Mat-
tos prensa de Joaquim Jos Ferrcira, que informar
a respeito.
Desappareceu no dia ultimo do mez prximo
passado, urna cabra (bicho1, muito grande, preta,
.com a barriga pela parte debaixo branca, com pon-
as bastante grandes, olhos com mullas brancas,
muito prxima a parir, com ditas filhas ja grandes;
sendo urna Igual-em ludo a ella, e a oulra inleira-
mente preta ; costuma a pastar pelas campias da
ra Augusta e seus arrodores : quema pegar, ou
della der noticia, dirija-sc a ra da Praia do S. Rita,
no sobrado n. 43, quo ser bem recompensado.
Precisa-se de urna ama quo saiba cozinhar 6
engommarefazer ornis servico de urna casa de
pouco familia: na Soledade ra de .JoAo-Fernan-
dcs-Viera, n. 42.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da tra-
vessa do Qucimado, n. 1, proprio para escriptorio,
ou homeni solteiro: a tratar na venda junto ao mes-
mo sobrado.
D-so dinheiro a premio sobre'ponliores de ou-
10 praUohvpotheca em alguma casa terrea ,011
mesmo sobre'boas firmas : na na estrella do lio-
zario 11. 30, segundo andar, se diraquom da.____
OsSrsi Joaquim Francisco de Pau-
la Estoves Clemente, Agostinho da Sil-
va Guiniaracse Cbristovao l'ereira Pin-
to queiram ir a ra larga do Uozario ,
4-
Agencia de passaportes

Na ra do Collegio, n. 10, o no Aierro-da-Brra-
vista, d, 48, continuam-so a tirar passaportea tan-
to para dentro, como para fra do imperio; assim
como despaeham se escravos : ludo 0111 hrevtdado.
Precisa-se de um Portugus idoso que saina
tratar bem de luirla para um engenho dtstanto
desta praca 8 legoas : a tratar na ra Direita sobra-
do n. 99. '
Ateno-da-Boa-Vista, n.
Pommateau, culilciro,
5.
lotera do theatro.
0 lliesoureiro assegura que as rodas andam ama-
nhaa as 8 horas, na igreja da f.onceicfo dos militares,
(cando sob sua responsabilidade qualquer falta a
respeito.
O NAZARENO DIARIO.
Hoje sai as horas do costume com o scu emblema,
muito interessante, e s ello val urna pataca; entre-
tanto vende-sc na praca da Independencia, livraria
ns. 6 c8, ena typographia ruade Santo-Amaro, n.
18,18., e nos mesmos lugares subscrevo-se a
6,000 rs. por semestre, pagos adianlados. Procurem
para ve-lo.
-- Pedro Baplista do Santa Roza, scioso de sua re-
putado, como toda a gente dove ser, julga conve-
niente ju.-tiRcar-se, anle o publico, do urna calumnia
que lhe consta ter-se dado ao trabalho de assacar-
lliccerto individuo cujo nome deixar oceulto, pa-
ra nSoexp-lo odiosidade de quo se torna credor
todo aquello que, em mnosprezo das regras da boa
moral, soibalanca a altribuir a outros certos factos
para que esses outros ncm mesmo indirectamente
concorrera ni.
Explicado assim o motivo por que o mesmo Santa
Hoza tem hoje de occuparalgumas linlias dosle/-Ka-
no com negocios puramente sous, vai ello entrama
materia.
Consisteji calumnia, a que mais cima se ha elle
referido, em ler esse individuo assoalhado que a pre-
sidencia suspender 11 rcprcsentacHo I'onte em ambas as noites para que fra ltimamente
annunciada, em consequencia de ponderagOcs que
llie lizera o annunciante acerca das ideias revolucio-
narias em semelltantc peca-conteiidas : mas essa in-
Irlgahc tilo vil etilo pquenina, he mesmo tilo ab-
surda, que nao merecer ser contestada, pois que
todos quantos nao cstiverem cheios de preoecupa-
Qes mesqiiinhas nao podorfo de forma alguma acre-
ditar quo Sania Roza, na posicao etn quo se acha,
busque ter conferencias com a primeira autoridade
da provincia para inlcira-la do cousas que devem
de ser levadas ao scu cohhecimcnlo poroutias pos-
soas, a cujo cuidado est confiado o exame dessas
cousas, c que tcem restricta obrigacao de inspeccio-
na-las.
Esta calumnia, porffl, he acompanhada de um
boato uue algucm assentou de addicionai-lhe, c que
eleva seja qu.nto antes combatido, porque pode 6e8, quo se graU .cara ficatido c o q.n ja se
eoncorrer para quearrefeca nos Sis. que frequenram acham prevenidos os ass.gnados na lettra paia nao
otbeatropublicooacolhimentocom quehaot.doa pagaren.. ^.^ ^ ^ ^^ ^ ^
carta na praca da Independencia livraria ns. 6 e 8.
No Aterro-da-Boa-Vista padaria na loja do so-
brado do lllm. Sr. doutor Nabuco ha para vender o
seguinte; pao, bolacha, biscouto.biscoutinho, lata ;
tudo das molhorcs fahnhas que existem no niernia-
cado farinhae bolachinhasde araruta, bullimos,
proprios para cha : todos os gneros por commodo
preco. Namcsma padaria alugam-so dous pretos pa-
No dia6 do corrente, as 4 horas da tarde, a
porta do Sr. doutor juiz do civel da primeira vara,
se ha de arromatar a preta Arcangela, a reqi|Mlcafi
da viuva c herdeiros do finado Alexandrc Manoel da
Circumsizao, do Rio-Crandc-do-Norte.
Precisa-se alugar um preto possante para ven-
der fazendas om um taboleiro mesmo na praca
ainda que n3o seja muito ladino : na ra Impe-
rial n. 37. j
O abaiso assignado previne ao sr. thesouretro
da lotera do theatro, que ha do correr no dia 2 do
corrente, que, casosaia premia-do o meio bilhele
da mesma lotera 11. 1561, n3o pague pessoa al-
guma, visto perlcncer-Ihc, e haver-sc perdido.
Itecife 1. do julho de 1847.
Lu* de Franca Rodrigues Ramos.
Jos Themoteo l'ereira Rastos, morgado das
Alagas, faz sciente a todas as pessoas que lhe sao
forciras, que Jos Francisco Concslvcs est aulortsa-
do para receber os foros que estivercm vencidos.
< i- 1..:.. 1 .i.-.ni 1

bondade do receber o aununciante, sempro que elle
apparece em scena, encarregado de algum papel que
esteja de perfeito accordo com as suas tendencias
n'aluraes : e esto boato he o de procurar-se fazer a-
ereditar que-o-mesnto annunciante sejem retirado
da scena, quando tal nao ha, e o que nicamente
acontecen foi tpr pedido dispensa da parte que no
entremez O aprendiz do liidrdo lhe fra distribuida, e
que assentou de rejeitar por nao estar em harmona
com as suas indicadas tendencias, e por haverah ou-
lra que nesse caso se achava, c que, nao sabe porque,
nao Ih'a quizeram incumbir ; pedido, a que o actual
emprezario do mencionado tlieatro ntui prompla e
benignamenteacolheu, sem queso dsso por olVen-
dido, e sem que deixassc presentir que osuppunha
como envolvendo urna despedida do Santa Roza, que
mu terminante c positivamente declara estar dispos-
to a continuar na prolissilb de autor, e a aceitar pa-
pis serio, sempro que a peca em que tiver de figu-
rar nao comprehenda algum dosjocosos.como prati-
cou na Lucrecia orgia, representando de Gobeta ;
em D. Sebastido em frica, tomando a porte do I). Jai-
me em Joanna de flandre, figurando do cavalleiro
Huberto; eem oulras mu i las, de que ora se n3o re-
cords.
___No dia 6 do corrente, pelas 4 horas da tarde,
aporta do Sr. doutor juiz do civel da primeira vara
tem de ser arrematada, por ser a ultima praca, a casa
tle sobrado de dous andares o sot.lo, na ra da Ca-
doia-Velha, n. 37, penhorada por execucSo de I)
Youllefc Companhia contra a viuva e h
liento Jos Alves, escrivao llego.
Para as pessoas que preten-
den] seguir viagein.
Na ra do Rangel n. 9 continuam-se a tiiar passa-
portes para dentro o fra do imperio, c despachar
so escravos, ludo com muita brevidade, c por preco
commodo ; de quo se teem dado exuberantes provas.
Quem deseja saber do Joaqun de Ainlrade
Pessoa Pimcnlel.procure-onoPasseio-Publico, n. 17
O engonheiro MiLi:rensina na sua casa, ra do
Crespo, 11. 14, primeiro andar, as seguintes scien-
CaS:-----AntTIIMETIC, GEOMKTRIA, M.GKUHA, CIIVMICA
0 riiTSICA.
Na ra da Estancia ha para alugar 3 moradas
de casas, que tem cada urna duas salas, 4 quartos,
cozinha fra, quintal murado e cacimba d'agoa de
beber. Na mesma ra estilo as chaves na mo de Ma-
noel Teixeira bacelar para asverem.
D. W. liaynon relira-se para os EstaJus-l'ni-
dos.
Quem tiver para alugar urna escrava quo saiba
cozinhar, c quo sirva anua casa de pequea fami-
lia dirija-se a ra do Vigario, n. 25, primoiro an-
dar.
Aenco.
tem a honra de prevenir ao respeilavel publico, quo
acaba do receber pela ultima embarcac&O viuda de
Franca um rico e completo sortiment do culilera
lina, a saber: caivetes do mola de nina o mais fo-
Idas, apparelhadosde prata; tacase garlos do mesa
e sobre-mesa, o trinchantes do diversos modelos:
caivetes e tesituras para jardineirus; um lindo sor-
tmento de (esoUras do todos os lmannos e mode-
los para senlioras; dito de ditas paro all'aiates e bar-
beiros; estojos de duas e sete navalhas(estesmul-
lo linos, por so afianzar aqualidade); aliadores o
massa para os meamos; caivetes de una o 4 follias,
de aparar penas ; oaixas e estojos para limpar e tirar
dentes; escarificadores para ventosa ; eaixas de ma-
thomatcas; chicotes e bengalas do ultimo posUt;
bridas do dilVerentcs modelos ; lancetas para sangrar
cavallo ; esporas de latUo e de ac, de ilifferentcs
modelos; fundas de ambos os lados; baleiras; sacatra-
pos; espoli'tas;eeiniiieos,etc.,etc.Conecrta espingar-
das o toda qnalidade de ferrageni lina. Amla sem-
pro as quarlas o sabbados; e os Sis. ourives quo
precisaren de folbas de faca e garfos para appare-
lharcni de prata, podem-sn dirigir ao mesmo.
Arrenda-sc una fa/enda, com una legoa qua-
drada de extensfio, distante desta praca 27 legoas,
sita na comarca do l.imoeiro, perto do curato do
Bom-Jardim, com unta grande safra no campo, lau-
to dealgodiio como de inillio, leij&o e roqas : a tra-
tar no escriptorio do F. A. de Oliveira, na ra da Au-
rora, n. 26.
Compras.
Compra-se estanto velho ou novo cm grandes
ou cm pequeas porgOes na ra do Queirnado, loja
de Antonio da Silva Cusmao.
C.ompram-se garrafas vasias. que nao lonltan
rvldodeazeite; pagatn-sea 60rs.: no pateo do
la ra de llorlas lado direito,
esquina
herders de
Jos Joaquim do Novaes participa ao rcspeitavel
publico, que mudou o scu cstabeleciment de alfttia-
le, da casa dos 4 cantos da ra do Queirnado para a
luja 11. 30 da mesma ra, onde so acha protnpto a
serviros seus freguezes com aquella promptidao do
costume e a todas as pessoasque sua casa Se qui-
zerem dirigir; assim como vende pannos, casimiras,
madapoles, sarja para vestidos, cortes de coetes,
luvas de todas as qualidades, lencos do seda e de
cassa, bolOes do todas as qualidades; retro/es, finitas,
e inuitos outros objectos que sempre ha de havera
venda; assim como haver sempre obras feitas de
todas as qualidades, com a mesma perfeicSo das'de
oncomnieiida. Na mesma casa vende-se alpaca a 800
rs. ocovado; panno de Hubo da Allemanha a 440
rs. a vara; cortes de cambraia para vestidos, de bo-
nitos padroos; meias casimiras, as mais ricas que
teemapparecido, para calcas; cortes do gorgurito,
os mais modernos quo teem viudo, para colletes.
O doutor Casa nova medico francez, hab- 0
litado peranto a facutdade de medicina da.Ba- ^
hia o cstabelecido nesta cidade olTerece ao $S
publico o sou preslirno, podendo ser procu- ^
radoa qualquer hora na ra Nova n. 7, pri- 0
meiro andar defronte da matriz de S.-An-
Ionio. O mesmo trata radicalmente de mo- 0
leslias venreas, tanto antigs como moder-
as por meio do um remedio nao mercurial. 0
,,' Cura tambem radicalmente as dores de don-
s tes, mesiiio oslando cariados, em poucos mi- P
l nulos. ^i
0\%0>'r% &\^ 0\& 0\^ 0\^ ^^ afi*Wft>'.*^
Ao Sr doutor Lourcnco Bezcria
Garrneira daCunha rogarse inda deap-
parecer na ra Direita, sobrado n. 29,
que se lhe deseja tallar negocio que lhe
diz respeito.
Francisco Finio da Costa
Lima, a I filia te, morador na
ra larga do Rozario, n. 40, precisa de ofiiciacs de
seu ollicio e costuroiras: tem para vender pannos
pretos, azues e verdes; bons brins, velludo e cha-
malote; boles de osso trelo e branco; linha de car-
retel, de cabera preta o branca; hollandas para forros
e algumas obras feitas.
Precisa-se de um feitor para um pequeo sitio,
que trabnlhe, c cntenda de horta e jardim : na ra do
Amorim, n. 15.
--Rccebcm-se escravos para se venderem sem ues-
poza alguma e se offerecem todas as seguranzas o
garantas aos mesmos Srs., que mandarem vender,
tanto para o mallo como para a cidade c fra da pro-
vincia, por ter o annunciante inuitas freguezias : na
ra Nova, n. 40.
Aluga-se urna boa casa terrea com grande quin-
tal murado na frente boa cacimba d'agoa do beber,
muitos arvoredos de fructo parreiras o ligueras ,
no principio da estrada dos Afilelos ao n do Han-
guinho ; oulra dita com sotao corrido
servio
Carino
' '-"- Compra-so urna du/.ia uecadoiras de Jacaranda,
em bom USO, e quo sejam modernas, na ra Im-
perial 11. 63.
Compram-so escravos de ambos os sexos para
urna encommenda : na ra do Rozario venda da
esquina 11. 39.
re foi
na ru;
M IJ I lili 1 M. .
-- Compra-so. ou aluga-se um molcqiic, que seja
Toreadoesadio.emhora nao tenha habilidades:
1 ra da Cruz, no Rocfe 11. 21.
Continua-so a comprar Ierro fundido bronzo
c cobre velho : na ra do Drum, II. 8.
Compram-se para fra da provincia oscra-
vos de ambos os sexos : na ra Nova n 16, so dir
quem compra.
Vendas.
muito fres-
-- Precisa-so do aprendizes : na loja de douradorl co', no becco do Serigado desta praija : a tratar na
o fabricante do candieiros de gaz da ra Nova,n. 52. | ra da Cadeia do Recife n. 25.
Medicina universal.
Pilulas vegetaes de James Morison.
A medicina vegetal universal lie o resultado do 20
anuos de investigaces do celebre James Morison.
Por meio destas pilulas conseguio seu autor inn-
meras e admiraveis curas, desde as alccQOes quo
atacan as enancas de peito ate as molestias chro-
nicas do anci.lo. ,.
A Europa saudou este remedio como romedm uni-
versal para todas as doencas e at boje anda n3o
foi desmentido tal titulo.
Fsta medicina vem acompanhada de urna recolta
que enshia e facilitan sua applcac>. Consiste em
tres preparacOes a saber: duas qualidades de pi-
lulas dislinclas por nmeros, o um p: cada qual
goza de modoseacqes diversas.
As pilulas n. 1 sao aperitivas ; purgain sem abalo
os humores biliosos e vicosos e os expulsan com
cflicacin. .
As de 11. 3expulsam com esses humores, igual-
mente com grande torca os humores serosos, acres
e ptridos, de que o sanguc so acha a miudo infecta-
do; percorrem todas as partes do corpo, e so cessam
de obrar quando teemoxpulsado todas as impurezas.
A terceira preparacao consiste em urna limonada
vegetal sedativa fio aperativa, temperante o ado-
rante. : torna-so em communilcom as pilulas o lactlt-
ta-lhcs os iiicllioreseffeilos.
A posicao social do Sr. Morison a sua Tortuna in-
dependente.repellcmtodaa ideia de charlatanis-
mo; o s admiraveis curas, operadas cqm o seu
systema no collegio desande de Londres, sao mais
que garantes da ellicacia do seu remedio.
Recomitienda-sc esta medicina, que nao pede ncm
resguardo de lempo, ncm de posicao da parto do
(lenle a lodosos que atacados de molestias jul-
gadas incuraves, se quizeretn desenganar da sua
virtude.
Oxala que a humanidade fcheos ouvidos aos in-
lercssadoscni desacreditar estes remedios 13o sim-
ples tilo commodos e Ido vordeiros.
Vendeiivse smente em casa do nico o'verda-
deiro agente J. O. Elsler, na ra da Cadeia-Velha ,
11. 29.
Vcndem-so, narua da Cadeia do Recife n. 1,'os
melhores charutos regala, e lambem da fabrica de
S.-Flix, amarellos, cor decanella, furta-cres, por
menos pi eco do que om oulra qualquer parte.
Vendem-se, muito cm conta os seguintes ro-
mances traduzidos do francez cuja leitura he
bem interessante :a Noiva de Madrid e Fr. Angelo ,
a 320 rs. cadaexcmplar ; o Arcypeslre, a 400 rs. em
brochura : tambem se vendem formando colleccHo,
cm me i a encaderna^ao, por 1,500 rs. na praca da^
Independencia, loja de cncadcrnaco.
I MUTILADO



\




4*

A
Vendem-se chitas imperiracs chegadas lti-
mamente do Itio-dc-Janeiro, a fa/.enda a mais mo-
derno daquclla corte : estilo-sc relalhando a 320 rs
o covado na nova loja do Francisco Jos Teixeira
Bastos nos quatro-canlos da ra doQueimado n.
si. Hio-sc amostras francamento para os freguezes
melliorconhecercn o bom gosto o boa qualidade.
Vondom-se caixas de cha hysson, de 6, 12 c 13
]br*8 cm porcOes ou a retallio ; caixas de velas
de espermacetc de 5 e 6 em libra na ra da Alfan-
dcga-VcIba. n. 36, em casa de Matheus Austin & G.
Vcndem-se escravos baratos na ra das
Larangciras, n. 14, segundo andar: J
pretos do elegantes (guras, de 20 anuos ,
arostumados a trabalharde cnxada ; um
Jm dito de 16anuos, CON) um pequeo de-
feito; un dito com olficio de alfaiate; um pardo
ollicial desapateiro de boa conducta de 93 anuos;
um preto de meia idade por 280,000 rs. ;. una mu-
latinht de 16 anuos em alguns principios de ha-
bilidades ; urna dita de 23 anuos, que engomma ,
cose e cozinha o diario de una casa ; tres prctas
de nacfio inoras sendo una de 10 annos, outra do
26 anuos e a outra de t anuos.
Vcndem-se 7 escravos sendo: urna negrinha,
boaeostureirade lavarinto, e que marca; duas di-
tas de 17 a 20 anuos, de bonita (gura que ongom-
mam ccozinham bem; duas ditas, proprias para qui-
tanderas ; um pardo bom moco, do bonita (gura;
un preto de boa conducta : no pateo da Matriz de
S.-Antonio sobrado n. 4.
Ycnde-se urna preta cozinheira de boa con-
ducta o 11105a; una parda coslureira engomma-
di-irac cozinheira e que lio propria para ama lo
casa por ter cxcellenle conducta c ser sadia;um
mnlequc de T annos, milito lindo, proprio para
brincar com meninos: ludo he de pessoa que e
quer retirar da praea por doente: na ra larga do
Rozaiio, loja de miudezas, n. 35, se dir quem
vende.
iPECHINCIIA.
Bocctas brancas de pinna proprias para guardar
roupa e para condcelo do doces, a 240 e 320 rs.
cada urna : no Aterro-da-ISoa-Vista, loja 11. 48.
Vendem-se saccas com farinha de mandioca,
por preco commodo : na ra da Cruz, n. 26.
Vendemse aeces da ex
tincta cempanbia de Pernambuco
e Parahyba : no eseriptorio de
Oliveira lrmos & C, na ra da
Cruz do llecife, n. 9.
Vendcm-sc duas casas terreas, com boas eom-
modidades, quintaes o cacimbas, e unta dolas
com estribara sitas na travessa do Marisco, outr'o-
ra becco do Peixolo ; urna dita por lodo o preo ,
sita na ra de Motocolomb nos Alegados esta lie
de taipa e smente tem a frente e retaguarda de
lijlo ; 2 escravos do servico de campo ; urna pedra
quadrada e polida para se moer tinta : ludo por pre-
go milito commodo: na ra Direita sobrado II. 2'J.
Vendem-se excelleutes couros do onea pinta-
dos, ditos decapoeiros, bezerros, sola; ludo por
preco commodo : na ra eslreila do llozario n. 30,
segundo andar.
Vende-se rico fil de linho bordado e
liso o mais fino possivel; casimiras o
nicias ditas de ricos padrdes ; lencos
de seda de cor, a 1,280 rs.; ditos supe-
riores e de gostos novos; alpaca mul-
t fina ; pannos linos do crese pretos ; rjfj
cassas de cores para vestido das mais ^Jgf
modernas que ha presentemente ; m ur-
sulinas de cures para vestido, de no-
vos padres; bramante do puro linho c
limito lino ; bem como um surt meiilo
de duendas linas e grossas: ludo por
menos preco do que em outra qoalquor
parte : na nova loja de Jos Moreira
Lopes & Companhia na ra do ,Quoi-
mado, casa amarella n. 29.
cozinha fura quintal com
a dinheiro ou a prazo : na
2quartos, duas salas
cacimba de boa agoa ,
ra da Concordia, no ultimo armazem do madeiras.
Vende-se una rica loalha de lavarinto, toda
abertli com vara e meia do comprido e com um
covado do largura, com seu competente bico de
chave do largura : na ra do Livramento n. 4 se-
qualidade, em porcao e a retalho, e por
menos do que em outra qualquer parte
= Veudem-se mpendas de ferio para engenhos de as
mear, para vapor, agoa e beatas, de diversos lmannos-
por preco commodo; c igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os tamaitos: na praea do Corpo-San
n. 11, em casa de Me. Calmont & Companbia, ou na
gundo andar.
Veildem-Serduas casas terreas COllljruade Apollo, armaiem.n. 6.
!"
bons commodos, por preco mdico : na|
ra Direita, sobrado n. ai).
Vendem* se bilhetes e roeios
ditos da lotera do I\iodeJanei-
ro, chegados no vapor Impera-
dor : na loja de cambio de Ala-
noel Gomes na ra da Cadera,
n. 38.
i de
na ra do
\9b
Vende-se um lindo preto, sem vicios
iicm achaques de 93 anuos com olli-
cio de sapateiro coznheiro c que be
bom masseirO : na ra das Larangciras.
n. 14, segundo andar.
--Acabam dchegar, pelo ulti-
mo navio, 3 fortes pianos, de pa-
tente Louclou, todos de Jacaran-
da e feilos com muito bom gOS-
to, pelos melhores autores, Co-
lard e Golard; bem como ico
de Millo e estanto: na ra do
Vigario, armazem n. 4, de iio-
the & Bedoulac.
Vende-se urna preta crioula do 30 annos que
cozinha, cose c engomma : na ra do Livramento ,
no segundo andar do sobrado n. 1, que faz esquina
para a ra do Rangel.
Vende-se urna cadeirinha de armar, rica pou-
co usada, poi preco bastante commodo : na ra das
Trinchciras n. 46, primeiro andar.
Vcndem-se cestos com garrafas de zeita doce ,
de superior qualidade : no armazem do Bacelar, na
escadinha daalfandega, ou a fallar com J. II. da Fon-
seca Jnior na ra do Vigario, n. 25, primeiro
andar.
--Vende-se muito boa tapioca, ou familia do
Maranhao, em pequeos paneiros do urna a duas ar-
robas, por preco commodo: no armazem do ilra-
guez, oua fallar com J B. da Fonseca Jnior, na
ra do Vigario n. 25, primeiro andar.
a loja nova
asseio-J
.
vcndem-se curtes !e vestidos de cassa, de muito lin-
dos padres e muito finos.a 2/rs. o corte; chitas em
curtes de 10 covados muito (as, a2,000 rs.; ditas
muito linas e (xas a 5,000 rs. a pega, e a 120 o 140
rs, o covado ; ditas proprias para coberta padres
e pannos muito bous a 5,000 rs. a pe$a e a 140 rs.
o covado ; casimira preta, azul, e verde-oscura da
largura de panno a 2,200 rs. o covado e oulras
muitas razendas, por proco mais commodo do que
em oulra qualquer parle.
Vendc-sc, pcir prccislo una cscrava do nacfio
Angola que cozinha o diario do una casa engom-
ma liso c he muito (el: na ra Velba sobrado
que faz esquina para o becco do Veras, n. 34.
Vendem-se capsulas de gelatina com balsamo
decopaiba simples ; ditas com dito c oleo de (gado
de bacaiho ; ditas com dito e oleo de ligado do ar-
rala ; ditas com dito o cubebas : na ra da Senzalla-
Nova, n. 40, primeiro andar.
Vcnde-scch de muito superior qualidade, em
eaixinhasde 6 libras: em casa de L. G. Ferreira &
Companbia.
Vendem-se admiraveis navathas.de ac da Chi-
na que leem a vanlagein do cortar o cabello sem
oflenca da uelle, doixando a cara parecendo estar
na mu brilhautc mocidade.
Esto 850 vem exclusivamente da China o s nel-
le trabalham dous dos melhores c mais aba Usados
cuteleiros da nunca excedida o rica cldade de Pe-
kim ,-capital do imperio chim.
AUTOR SHAW.
N. U. He rocommendado o uso dcstas nava I has
maravilhosas por todas as sociedades das scieucias
medico-cirurgicas tanto da F.uropa como da Ame-
rica, Asia e frica n3o so para prevenir as moles-
tias da cutis mas tambem como um moio cosm-
tico.
Vendem-se na ra do Crespo loja de Campos &
Maya.
st9;3:9(9s&3::6;@:@:e;@:@:@:@gg
i
Vende-se um molecote do bonita figura ,
de 22 annos, sam vicios nem achaques bom
ollicial de pedreiro : na ra dasLarangeras,
n. 14, segundo andar.
u
a:s:^:&:s:3:e::e:g.!e:g:s.f5:@:ai
Vendo-seuma preta de na&o, de muito bo-
nita figura por pre50 commodo: na ra do Livra-
mento n. 20.
Vendem-se volas de sebo purificado do mui-
to superior qualidade em caixas, fabricado no Rio-
Crandc-do-Sul; bom como absinlhe em caixinhas,
do mclhor que lem hoje lio mercado : na ra da
Cruz, n. 38.
--Vende-se urna morada de casa por detrs da ra
Imperial, do lado do mar foita de novo o a mo-
derna com oilOcs dobrados, 22 palmos do frente
Oa ra nos Tanoeiros, n. 1,
vendem-se 2 escravos sendo um crioulo pega, de
18 anuos c o oulro pardo ollicial do pedreiro c de
alfaiate.
--Vende-se vinagre do superior qualidade," para
conserva a 1,600 rs. a garrafa ; sal do Lisboa fino e
alvo a 1,600 rs. o alquoiro : na ra da Senzalla-Ve-
Iha n. 48.
Vcnde-so um molequede 16 [annos, ofllcial de
pedreiro : na ra Nova, n. 14.
A dinheiro 011 a prazo anda se vendom alguns
terrenos parte alagados, parlo beneficiados e parle
alonados, e j com alicercqs para sobrado, na linda
da ra da Concordia junto travessa do finado
Moutoiru que sabe na ra do Terco ; cujos Ierro-
nos leem um tclhciro de madera bastante alto :
bem como urnas poucus do portadas do pedra da
trra ao lado que tambem se vendem e por prc-
50S tilo commodos, que so quem nao tiver bom gus-
to o nao for apaixonado pela cd'ificagio deixar de
aproveitaresta occiso tanto pela bondade de seus
valores, como pela localidade cm que estilo os ditos
terrenos: na ra dos Quarles, boje larga do Iloza-
rio 11. 18.
Vendem-se os segundes livros : Mara Capclla;
um Sonho da vida ; o Archivo thealral; a [Soite do
castalio : todo encaderuado; Memorias sobre a his-
toria de Franca,.:eiu francez 4 v. ) e o litros mu-
tos livros, novellas e pocas tbeatraes : ludo por me-
nos do sen valor: na ra do ltangcl n. 45, pri-
meiro andar.
Vende-se um lindo escravo peca de naco An-
gola de 20anuos, oplimo para qualquer Borvico ,
por ser de boa conducta : na ra sstreita do lloza-
rio, 11. 31, primeiro andar.
SAL ESTRANCEIRO.
Vende-se-urna potito de sal estrangeiro a bor-
do do briguc francez Arago surto nesto porto : a
tratar do ajusto no eseriptorio de J. P. Adour& C.,
na ra da Cruz, n. 21.
Vendem-se, na ra Direita, vendan. 53, de
Antonio Francisco Mari ins de Miranda saccas com
farinhada torra muito boa; azeite de carrapato ,
a 1,200 rs. a caada o todos os gneros pertencen-
tcs a venda, por proco mais barato, que em outra
qualquer parle.
V. Vendem-se saccas com farinha de barco, pro-
pria para escravos, a 2,500 rs. : na ra Direita n. 9,
Na ra da Senzalla-Nova, n. 3o,
(padaria) vendem-se juncos de superior
Ora, na verdade
estao desengaados que ninguem assombraao
antigo barateiro com o vender barato.
U antigo barateiro'est vendendo por todo o di-
nheiro, na sua nova loja de miudezas da ra do Col-
lcgio n. 9, papel alma50 muito lino a 3,200 rs.
resma, e mea-dita a 1,603 rs. A elle freguezes ,
antes que se acabe, por estar no resto. Trinchantes
muito linos, sendo faca grande e garfo com mola ,
a 800rs. cada trinchante; carapucas do algodo de
cures, a ICO rs. cada urna ; luvas do algodfo, bran-
cas o do cores, para homem e senhora a 320 rs. o
par; torcidas para candioiro, de todas as larguras,
,1100 rs. aduzia ; luvas de seda para meninas a
200 rs. o par; pon tes de tartaruga, para marraras, a
960 rs. a parclha ; tesouras para cortar papel, com
forrugem a 160 rs. cada urna ; botOes de madre-
perola, a 480, rs. a groza; ditos de metal, para
calcas, a 320 rs. a groza ; loques de seda a 2,400 rs.
cada um ; brincos pretos e amarcllos, com enfeit->s
domados a 80 rs. o par; fio do sapateiro muito
forte e qo tambem serve par fogueteiro por
ser muito forte, a 600 rs. a libra; charuleiras de
marroquim a 320 rs cada urna ; carleras do algi-
beira a 160 rs. cada urna. Chcguem a linha do car-
retel muito forte, chegada ltimamente, pelo
mesmo proco de 320 rs .a duzia para acabar. Ol
que riquissimos faqueiros e coperos de rame a
polka chegados do Pars. Cheguem, freguezes, as
tesouras a 160 rs. cada urna que esto acabndo-
se ; ditas muito finas, douradas, o caivetes a 240
rs. eada um : nSo ha nada mais barato pois isto he
pechincha, venham depressa que nio chega para
todos; dopois ntlo briguem com o antigo barateiro ,
que elle nilo quer andar depois aosjsupapos por cau-
sa das pechinchas.
Frederico Chaves, fabricante
de licores, chocolate e es-
piritos, no tcrro*da-I!oA-
Vista, n. 17,
tema honra de-participar ao rcspeitavel publico e
com particulardade aos seus freguezes, que tem
sempre grandesortimento do bem condecido cho-
colate de sade canella haunilha o ferruginoso,
este muito approvado para as pessoas que padeccm
do eslamago e frialdade por ser muito tnico. O
bom conceito que lem tido este chocolate, faz com
que hoje participe as pessoas que anda nao hzeran
uso delle o igualmente aos seus freguezes, que o
leem procurado e por inconvenientes o nilo teem
adiado. Os procos sao sempre os mesmos, sade,
canella e'baunilha .1 400 rs. a libra, e ferruginoso,
a 1,000 s. Tambem vende ago'ardente do reino e
Franca, de primeira qualidade; espirito de 36 graos,
semcheiro, cm garrafas o em calladas; genebra
em botijas o em caadas; ago'ardente de aniz o de
canna ; vinagre tinto, ago'ardente cm pipas, nos
graos que quizerem ; licores em garrafas pretas e
brancas com ricas tarjas douradas c bocea pralca-
da ; essoncia de aniz em oncase garrafas.
AVISO
ao madaroismo per-
iiambucano.
Na loja da ra do Crespo 11. 4 ao p do arco de
S.-Antonio, de Ricardo J. F. Ribeiro cna loja do
l'asslio-l'ublico.ii.n.lia um rico sortimento de
chapeos de crepc do seda, tanto para meninas como
para senhoras e igualmente os hado crope de al-
godo todos no mais moderno modelo e asseiado
gosto, do varias e lindas cures que se vendem por
preco mais commodo possivel ; advertndo-se que
silo dos ltimos chegados de Pars, o por isso os
mais ricos possiveis : lia igualmente enfeiles de 08-
beca para bailes e um completo sortimento do
objoclos de luxo.
Vende-se urna preta moca de muito boa con-
ducta parida de 3 mezes som filho, com mui
bom leite, e que sabe cozinhar bem o diario de urna
casa, engommar liso, lavar de sabo e varrella
urna dita que sabe coser bom, engommar, cozinhar'
e fazer ronda e lavarinto : na ra do Vigario n. gi'
s dir quem vende e o motivo por que.
Vende-se, por precisad um preto da Costa
32 annos do qual se alianca a conducta
Cotovello, n. 2S.
Vendem-se pos do tmaras, por preco com-
modo : na ra das Flores se dir quem vende.
Na loja do barateiro da ra do Livramento, ca-
sa amarella, n. 10, vendem-se pecas de madapolno
muito finas, a 4,000 e 4,500 rs. e soffriveis, a 2,600
2,800 e 3,500 rs.; cortes de cassa-chitas muito as-
seiados padres, a 3,400 e 3,800 rs. ; riscados fran-
cezes muito finos a 240 o 280 rs. ; chitas muito
finas a 200 o 240 rs., cores fixas. b.fo-se as pecas
para amostra, com penhor.
Vcnde-seum pequeo sitio com muitos arvn.
redos novos, do varias'qualidadcs : na Soledade
estrada que vai para o Manguind n. 19: a tratar
no mesmo sitio.
Vende-se sebo derretido a retalho : na ra da
ConceCIo, armazem do Rufino, n. 20.
Vende-se superior aletria tanto em caixas co-
mo a retalho : na ra Nova, n. 50.
Vende-so a cesa n. 3, sita na ra do Bom-Su-
cesso, em Olinda com um sitio solTrivel, casa re-
edificada de novo exstindo dentro della varios
materiaes para acabar algumascousas que fallam:
na praea da Boa-Vista, botica n. 6.
Vendem-se os mnito supe-
riores sapatos de pala, de Nantes;
ditos grossos.taixeados e-de 3 so-
las botins inglezes borzeguins
ditos: tudo proprio para inver-
n ; borzeguins de
3,600 rs. : na ra da
5
'Ia- "
fl


rt pS

'e*
w
m
m
P-


' /.
-- ~~ -
8S|a
f. SO
ai v uJ
I P
o V --o
15.S
C

'
< S
B
O o
--3
to
o o
a n
n o
o s
Ot 3
-s
' O
.. > o 2 2
3 = = 8 c
a 5 1, O O O 3-3
- 5
S = eJJ.
CS
2 = S 3 O o & % 9 M *
|g||s| 0l|Si
t
tpd-r-c "<
= sti ca
Na loja nova do
Passeio-Publico,
n. 17,
vendom-se cortes de chitas suissas, de cores fixase
pannos andazes, a 1,200 res, com 10 covados;
lencos de cambraia para m3o de senhora, a 320
ris ; merino preto muito largo e fino a 1,200{,
1,600, 3,000 e 3,200 rs.; cortes de calcas da afamada
pelle do diabo a 1,400 rs.'; pecas de algodSo tran-
cado a 4,000 rs.
Vende-so cobre a 4 por cento : na ra larga do
llozario, n. 48.
Lisboa a
Cadeia-Ye-
Iba n. 35, loj do Moreira.
Vende-se superior cera de carnauba, por prc-
<;> mais barato do que em outra qualquer parlo: na
ra do Rangel, o. 50.
Vendem-se 1 diccionario Magnum I.oxicon, por
4,000 s. ; 1 dito di- portuguez para latim, por 8,000
rs.; um dito de fbulas, por 1,600 rs ; 1 dito fran-
cez por 8/rs.; una arte de Sevene, por'.5/rs.; Te-
lcmaquo ; fbulas de I.atntame eoutros livros,
lodos novos: na ra estreitado Itozario, n.43.
Vende-se urna casa terrea na ra do Caldeirei-
ro desta praea com duas salas 3 quartos, cozinha
fra, quintal o cacimba : a tratar com Vicente Fer-
reira Comes na ra do Quemado sobrado com a
escada para o pateo do Collegio.
Witch ravo&C. acabam de receber directa-
mente de Pars urna porcao de frascos da famosa a-
goa hemosttica do Brouhicri, do cujas virtudes n
Jornal do Commercio. do Kio j tem tratado em de-
ferentes artigos mui crcumstanciadainontc. Este
singular medicamento he verdaderamente especi-
fico e infallivcl no curativo de todas as feridns, sc-
jam ellas pelo instrumento cortante, sejam por ar-
mas do fogo, ou provenientes do queimauras.
Quacsquer que sejam os accidentes quo as com-
pliquen!, lodos el les dosapparecem com sumnia fa-
cilidade, sarandoa ferida dentro de noucos dias sem
suporacao, sem inllamacno e sem dor. Anda que
baja perda de substancia e ferimenlos das mais_con-
sideraveis arterias, como a cartida ou outrn, nao so
a perda de substancia so'recopera, masa hemorrha-
gia arterial egt curada dentro de 30 a 40 minutos,
regenerando-se as tnicas da arteria offendida, por
moio de um trabalho orgnico particular. NSo be
menoraellicacia do mesmo medicamento mis lie-
morrhagias internas como sangue pela bocea, ou
proveniente da bexiga, c sobreludo as hemorrlia-
gias de ulero, que facni a desespcrac1o dos medi-
cse olormento dos doentcs. as inslrueces pa-
ticas, que so vendem como remedio, so vera coma
extensivo necessaria a maneira de applic^-lo c w
casos em quoconvm. O preco do cada frasco lie Jo
2,000 rs.. G das instrucefles 2,000 rs.Os pretenden
tes dirijam-se ra da Madre-de-Dos, botica, ni.
--Vcndc-sc cha preto muito superior, em caixas
de 16 libras proprio para familia : na ra do Ira-
picho, n. 8.
Vendeni-se, saccas do alquere de muito superior
farinha do San-Malhous: em casa de Manoel Joi-
quim Hamos e Silva, na ra da Cadeia do Hecitc,
n. 38.
Escravos Fgidos.
Fugio de bordo do patacho Pelicano um escravo
de nome Hoque, de San-Thomc estatura blii
rosto redondo c sem barba, com rendas lias pernMi
vestido com camisa e cale azul e barreta inglM-
Este escravo pcrlonco a Joio Jos Pereira do Azeira,
do Rio-de-Janeiro. Quem oapprehender, quoira ic-
va-lo ra da Cruz n 66, casa do Gaudino Agosii-
nho de Barros, por quem ser recompensado.
-- Fugiram Alexandre cabra, o Marccllina, f"'
la quo perteucom a .Manuel Ignacio de Albuquer-
quo Maranhio senhor do engenho novo da Conce'-
C1o ; j foram presos, ou-demorados em Iguaras-
s (Inflaman Jcd'ahi toruanim a fugir. Pede-so
autoridades policiacs e capitilcs de campo a cipi
r dos mencionados escravos quo os levem a rim
Cadeia-Velha n. segundo andar, onde serlore-
compensados e se pagarilo lodas as despezas U
porventura se lenham feilo.
ATTKNCAO" !
A inda se acha fgida a preta Josopha ""S1'1!"
tSv lio do Angola ; representa 40 annos cslillu'
Jra. alta, bastante gordo cara larga cm un,a"
faces tem una verruga junto do qucixo anda
cansado ; levou vestido de melim preto e Pann0,"
Costa azul com listras brancas : quem a Vef''
ve a ra das Larangeiras 11.18t que recebera ao>w
rs. de gratilicacao. ...
- Fugio, 110 da 24 de junho, o cabra Patale.""
de 40 annos alto, magro, rosto comprido mu'
descorado; levou camisa e ceroulas de algouau
trra, muito sujas : quem o pegar leve a MJ"
Goncalvos da Silva na ra da Cadeia do ireciie ,
for perto desta praea, ena proviucia do toara ,
cida de do sobral a seu senhor, Antonio Joaqun
Rodrigues.
pern.:
NA TYP. DEM. F. DE rARlA
.~x847''


Segunda (Vira 15 de Julho
N. 27.
h
DE
PERNAMBUCO.
(SOB 08 AUSPICIOS DA SOCIEDADE COMMERCUL.)
Uubscreve-se na Praca da Independe acia, taja de livros n. 6 e 8, por iaooo ris por anno. pagos adiantados.
PHE^OS CORRETES DA PRA^A (Corregido Sabbado as 3 horas da tarde.)

5-p -"os t *
=1 *J -
a *
J..J--
-
o o o o o o o o
-p oe -rt e Ow
r- -> o o o o j
r e ooococcco S 2 222
e-a cu = c*5ec = o 2 2 ? 2
r o- m o = = = oeo J =
=25
gg gggss?
5 O
O??"*"*'
e* *o e* r _^. N c*
gggg gg|i
O
0 00 D -A
Se e e
o o e> r* 3
ti
I '-fa
.32 =
ifi--S-
za

B O
V ".x
.l.lH.iggJi
<- i-, a ^ > z *
"5 .
III
S C o. 3
a. z
o
I 4 0 i
1 "Si
:
o
Pipil"
OO ;3 a c
t|8
3.14
111
- c
.S-a 6

P .2
<
fifi
-S 2
> a .s
i -S
.0 g


3S -S-l*
J E E
5j
o -a e c o o o
o ji w a oo at
ce
ce
T*
e o o o e
9 l# ;
c o = o O
o o o c o
i e e e> -
ooooeeceooo
codeos ---.
o -o t- e-o*** *
o c-
o i
. x o -
_ c w o c-i-*- t tt
.-.:! -.1 S I 'Tlf.. -!
2

2-9 S-5J |
. a
.4.J..C.11IH?!'
O o- 3 a -. r < a
cooos-ooe eoo
9 o
o o s o = o
C 4 : C C
,rj t*oor-^*w
CT tf* -
O O
e o
o o ce eoo
oo 2 eco
e o o ^ oo o
^ -^ o
..^Sslii'Ji
sos o e o o 222
?s sus sgs
l
-------
j ILEGIVEL



(4)
EXI'ORTAgAO.
Agoardente Cuaca -
Algo.lo i sorte- -
2. -
Auucar brinco era caitas -
a malcarado -
para em barricar ou
ni saccar, branco -
mascavado -
Uonros seceos saludos. -
lleios do sola -
Orifrs da ierra- -
do Rio Grande -
EXPORTS.
PBEgO D* PR*C
Ruiu -------
Colln I. qualily
l. a -
Sugar in casas wbilB
, browo -
> lor barris or Hags
while ~ "
brown -
Dry salted hides -
raime bids -
Ox-liorns "
1000 41J0GO
ti/200
s|;ou
11000 1*000
9<>0
2|000 2*300
1*400
ajfooo
{iniio
I 80(i
110
IjJOO
4*4l>0l
Pipa.
Arroba.
a
I s.farro
CAMBIOS.
I.ihra.
Un....
Cenlo
Londres.............a.
Lisboa.......................
Franca................<
Rio de Janeiro...........*
PK.\TA iniuda.......;.........
a Patacoes Brazileiros.....
a Pesos Coiumiiarios.......
> Hilos Mexicanos..........
ODRO. Mcelas de 6**00 velbas..
> Ditas ditas novas..
ilas de 1*000...........
a Oneas hespanbolas.......
a Dilil Patriticas.........
Letras....................... *
a J0/, o por II rs. a Odias.
105 por cenlo premio 365 ris por Tranco. por saeta afeitad
ao par
1**10 a l/HO.
I*9i0 a 1*940.
||U20 a 14940.
l*1O0 i|80r>
16/OH'i IflJlOO
IflJOOt I6JI00.
9JO0O a 0*100.
a 2|000.
38*500 a JDjuOO.
I por 100 ao >iix
FUETES.
AhSUCAR.
Liverpol...............i-mas Com
Canal" portoilnglez.1.......D.lo
Olio, ditoeiitrrHai.in.eHavre. l).to ** Com ,
ieno...............Saceos 40*
Hainburgo canas............... 4 '
TrlS.:-::::::::::::::: *? (-om
KsudVun.do................. ..umpeso-IO cenlo, por s-cco.
flanea..".'.".'.'.'.'.'.'.'.".'."..".- fr e "* 'I* Val
Portugal. .........
Franca..........
Inglaterra..........
Barcelona..........
ALGODAO.
000 por @ sein piiinagem nominal
400 por (ge lOp /aocamli. de lfl p Ir noinhui
118 p d. e S p. % <*e primagem,
COreis
COUROS.
Inglaterra Seceos t
I* ranea............
Kalaint Unidos.....
1 6 0 0..
,. por tonelada e 5 por cenlo,
.. 70 lisucos por toneladas, com lo p, Ml)|
.. Nao lia.
CB4K -^7-jm.^-
s-:^*-
D. di. II de Noembro .le 1144 1 liante pagarlo 0 p. c.o rape ou tabaco
, ,., os charutos on cigarros, o Runo t.u rolo on em lolha.
quer maneira conleiiailo, o cna, a .gu......"-,-----------j j .,..!..;.
rasquiuo. ou oulros licores, a os viuhos de qu.lquer qu.l.d.de piecedenc,.
linas, o patiel pintado para loriar salas em conectes ou p....B.., ,-,- j~
I," i imperial ou outro nao especificado na lara plvora, o jabnele, DWU
oceDoein^el.,. as velas de Sle.rin. ou con.po.icao, as amena.. ou onlras fruclai
,m frascos ou lilas, secc.s, em calda, ou em espirit, o chocolate de cacao ordinario,
oviuagre, os carrinhos, carriiagens ou calzas jo-os. rodal arreos para urna e ou-
a as esleirs para forrar casas, os cairos para coiiduz.r gente, os sociaveis,
s, os reieiros e lintciros de porcelana, e qu.lquer oh lo de louca nao com-
ido na tarifa ; os lustres os clices para licor ou vinho de vidro liso orilina-
l
0 viuagrc
fa cousa
ill.oes
prplieadido (*> *# ... .* r
rio, os de vidro moldado ordinario lavrado ou moldado e lavrado ordinario da Alle-
manha e semelhantes os de vidro liso moldado ou lavrado, com molde ou lavol\ordiuario ; os clices para Chainpanhe ou cervria, as canecas,
copos direiios de l(i\l em quartilho, as garrafas de vidro al* I quarlillic ou mais,
leudo todos estes ohjaclos de ns. I e 3 as garralas da vidro pretas ou escuras da
nesnia capacidade, co'iipreheiiriida as que servein para licores ou Le-Rov ; os copos
pira tabernas al uina/Canada, os frascos de vidro ordinario com rollias do mesmo
al J libras ou inais j ou sein rolda at J libras ou mais, os de linca larija com rolhas
do mesmo, ates libras ou mais, ou sein rollia para opndrldoc os vidros par. a-
1 impa.ias ou caudeims, as laboas ou folh.s de mogno ou onlr. madeira lina, e tras-
tes de qualquer madeira.
Pagano IS p. c. o aeo, "lctro, craeo em barra ou em folha, chumbo em barra
ou leiK-oi; estaiilio em Iwrra ou ein vergninlia, ferro em baira verguinlia, chapa o
lineuailos para l'undir.o, folha de Flandres, galha de Alepo. lata em follias, latoem
chapa, mu tmi, salitre, vime, liacalho. peixe pao. e qu.lquer outro, secco ou sal-
Jado ; bolaclia, carne secea ou de nalmoura, herva-doce. larinha de trigo, pellicas
ranea ou pintadas, cordoves ou caries le l>ezerro para calcado, beierros e couros
enveruizados, couros o u currceiro, colire e caparrosa.
r'agarid 10 p. c. o trigo em grao, barrilhs, canotilho, espigiiilha. Reirs, Eos
franjas, lantijoulas, palhetas, pan.inanes, sendo le ouroou prala enlrelina,-"ordina-
ria ou f.ls. : cales da ine-cua. ualureza, ou tecidos com retrnz, linho. algodo ou
seda, rendas ou entremeios de algodo nin bordados ; rendas de filo, as de algodo,
retrot ou troca! ; lencos de camhraia de linho ou algodo, e bandas de retios de
malla.
Pagar 10 p c os livrus, mappas e globos geographicos, instrumentos mathe-
maticos, de physica ou chiinica, cortes de vestidos de velludos ou damascos, borda-
dos de prala ououro tino ; retroz ou trocal, e cabello para calielleireiro.
Pagar 8 p c. o canutillio, cordo de lio, espiguilha, feira, los, franjas, ga-
llo de no ou painel, l.nlijoul.s, palhela. rendas, cadarcos e lodoso mais objec-
os dasta nalureza, sendo de orno e prala fina,
?aga-a6 Vp.c. o carvo de pedra, ouro para dourar, ou quaesquerobras e
utensis de prata,
P.Kiir 4 f. e. as joias de ouro ou prala, ou quaesquer obras de ouro.
Pagar 7 p c os diamntese oulras pedras preciosas solas t smenles, plan-
ajS'e racas novas de animaes uleis.
/atare 30 p, c. lodos os mais objeclot.
Os gneros reexportados ou baldeados pague I p. c, de dire'tos alm da armaie-
-.;;m; e o despachante presta flanea at a approvacSo desla medida pela Assem
bla GeraL
Concedein-se livres de armasenagens, por IS dias, as mercadorias de Estiva, e
dous laezcs al outras ( a lindos estes prazos, pagarj'/i P c. ao mes do respec
ro Jvalor.
Os rdireitos das fasendas, que pago por vara, dere entenderle vara quadrada.
Os -aSreHos niio podem ser augmentados dentro do anno financeiro ; masoGo-
verno podar mandar pagar en inoeda de ouro ou prata urna vigsima parte das que
lorem maiores de 6 e metieres de oO p. c. dos precos das mercaduras, ou n esmo
1minuos, segundo Ir-e parecer.
O Goveroo est autorisado. estabelecer un dlreito diflcreBcial sobraos geneor
le qualquer naco, que sobrecarregar os geueros lirasikiios da maior direile, ,M
iguaes de oulra afio.
Os arligos no especificados na paula pago o direito ad valoren sobre fetlurt
apresenlad. pelo despachante s podendo poiin ser impugnados por qualqntr oficbj
da Alfandega, que em tal caso paga o importa <'a factura ou valor, e os direilos.
'o caso de dtivida sobre a classificafao da mercadura, pode a parle requera
arbitramento para designar a qualid.dt e valor da paula, que Ihe compete.
Sao semas de duchos as machinas, ainda nto usadas no lugar, em que forea
importadas.
EXPORTACAO Os direitos pagao-se sobre a avaliaco de urna pauta semi-
nal na razao seguinte : Auucar 10 p c. Algodo, caf, e fumo I i p e.. Ages,.
denle, couros, e lodos os mais gneros 7 p. c. Alem desle direilos pago-mn
taxas de 180 rs em cada caixa, de 40 is. em cada fecho, da 0 rs. e,u cada birria,
ou saceos de assucar, e de 40 rs em cda sacca de algodo.
Couros e todos os mais generes sao livres dedireiloa para ai portos de Imperio, i
excepeo do algodo, assuc.r. c.f, e fumo, que pago 1 p c. e ai laxas por voluw
Os met.es preciosos em barr. pago de direitos 1 p c. lobre o valor do mer.
cado, ea prala e o ouro amoedado nacional ou eslrangeiro paga nicamente'/jp.t;
Os escravos exportados pago 6f000 por cada um.
DESPEZ* DO PORTO As embarcacei nacionaes, oo estrangeirii, que
naveno pira fora do Imperio, pago" 00 rs de ancoragem por tonelada: en
nacionaes, que navego entre os diversos porlos do Brasil M rs As que Futraren
em lastro e sahirem com carga e vice versa, pagiri meiade do imposto sjipra eon
terco as que emrarem, e sahirem em lastro; e mesmo as que enti-irem por tranquil,
ou escala, quer entreo em lastro, quer com carga Delta mposicio porm ten*
isentas as que importaremais de 100 Culonosbrancoi, e as queenlradrem poi mirada
Coreada, com tanto que estas nao carreguem, ou duc.rreguem i mente es genera
necesarios para pagamento dui reparos, que fizerea.
Exportado da provincia di Pernambuco, do 1* de Julio it I84S a 30 it
Junho de 1847.
Assuear Caixaa 12,509. feichos 1,100, barricas 75,I, sacias 410,19a, LillasI.
Agoardente Pipas 1,431, quartilhos >0, barril J87, garraloes Ul, p.n-
fas 1.200.
Couros Seceos 1,010. salgados 3,M3.
Algodo -- Saccas 19,414.
Arroz Saccas I.0S6.
Farinha Saccas >05 SCi.
Mili.o Saccas 190
Vaquetas Meios 17,48i.
Poiilus de boi 00,683.
Unlixs de boi 90,000.
Caf Saccas e barricas 1.
Carnauba Sarcis e bonicas 74,
Doce -- Caixea 224.
Cravo -- arries 8.
Tahoas \1.
.Mil Barril 194.
Talajuha-- quitat.es 123.
KEV1STA SEMANAL.
CAMBIO Sobre Londres ten alteraco, a30 '/, d. quotadee.
ASSUCAR 5em alteraco e pouco procurado.
ALGODAO Entrao 349 uceas, vendas sos preco quoUdos.
CO'l ROS Sem Iteraco e pouco procurado aos precoi quoUdos.
FARINHA DE TRIGO aoi piejos qnolados. .
BACisLHAO EntrrSodouscarregsmentoi coro 4,050 barrieu. qui\nm
ro-ie a preco oceulto, e supe-se ser de 10,200 a 10,500, das quaes leguem oww
rica para Bahia.
CARNE DE CHARQUE Noeolroucsrregimenlo algum dunnte na
na, e o deposito be d 1,000 (3), e os precos regulo de a,500 a 3,900.
Enlrou hura carregamento de vinhos de Cette, e vendeo-H aoi precoi DOtaua.
Resumo dat Embareacdei existentes neste porto no di* i de Julho de !?
Americana.........................................................
brauleiras...........................................................
Francesa.........................................................
lies pan hola ..*........ .............-...*".'****'*
H.ml'urguezas........................,......................
OK'-..............................................................
A Provincia goza Irauquilidade.
ToUl
'\


(5)
M
LISTA das Embarcaees existentes neste porto at o da 3 de Julho de 1847.
T~
gKTRADAI.
,l1 Jonho
,tl< Seteinbr
56
uno
lltl Junho
2
II
5?

9
10
17
21


22
51
5B
51
DONDB VBM.
CISCO
[y* ,i Junho
|MV Junho 1547 Jul" "9 1
,|(7 Junho JlillllO 7 M
> ,H? Julbo 22 7 3(1 1.
z
Pbiladelphta.
Bahia
S. Mettaeua
Rio de Janeiro.
RioG.doSul
Rio Grande do S.
a
Raliia.
Rabia
A MU.
A carac.
Parahyba.
A Sil.
Bahia
Rio de Janeiro
Marselha
Barcelona.
Celio
Hamburgo
Rio de Janeiro.
Liverpool.
Nova HolUnda.
Sincerick.
Terra-Nova
Londres
Terre-Noya
Liverpool
brigue.
lumic
sumaca
CiUclio
rique
brigue.
a
-
sumaca,
sumtca
pancho
l>rg-ec.
*
biaie
br.-ec
brigue.
Iirigne
kacao.
Ainer
Itraiil
patacho Ilamb
brigue.
NOMES.
Frene
lies,..
barca.
Clera-
tea.
hrig ue
brigue
galera
brigue
galera.
Ingl.
Pntuam.
Santa Anna
Lagarto.
Nitheroy.
Depiqoe
Feliz Deslino.
A ustral.
8-M.rla-Boa-Sorle.
Santo Antonio de Padua
Carlota.
F.miilacSo.
Fettl Ventura.
Henriqueta.
Nereida
Pharao
.rayo.
Esperance.
.lolitnns
Polydora
John Hotrocks.
Serafina,
Achules
Richard.
Wrstmorrland
Incln
C'eorge Robinsoa
Sword Fisb
TONS
117
9
6s
l&t
178
218
185
m
76
st
120
I SI
164
97
IS9
I7S
1SI
8
I7S
462
299
388
21-6
i es
4lt
186
I4S
MK8TRE.
1. Fstrell.
Joo de Dos Pf reir
Ignacio Pinto Pe reir
Joaquim Soares Mearim.
Joaquim Jos des Santos
Manoel Pereira de Si.
A. F. Lima Fonca
J. J. Das do Preseros.
Manoel Jos Ribeiro.
Jos Goncalves Suias.
Antonio Gomes Pereira.
Joo Goncalves Leito.
Jos Joaquim Al ves
Manoel Francisco d* Aran jo
Candido Forjis de Lacerda
Simio Deyrien.
J. Alcona.
Reckers
E. C. Chrisliemeo
S. Sanderson.
John Taylor.
Gome Rurnell.
W Cnrry.
N. Conovay
Wem. Cox
John Royes
Richard Groen
CONSIGNATARIOS.
Henry Froster (Y C.
Novaos & C.
M. i. Hamos e Silva
Guadino Agostinho de Barros
Machado 8t Pioheiro
Pedio Din do> Santos.
Amorim raos.
a
Luis Rorges de Siquoira.
Luis Jos de S Araujo.
Manoel Goncalves da Silva.
Manoel Ignacio H'Oliveiie.
F. J Pedro da Cosa.
J. J. Fernandes Magalbacs.
M. O. Bieher ft C.
O Capitto.
N. O. Bleber c C.
N. O. Kieber & C.
I, e Bretn Schramm S C.
Jobnslon P.tCor fe.
Me. Calmonl ti C .
Me Calmonl S C.
I.albam S Mibbert
Me Calmont & C.
DK8TIKO.
Lisbo..
Baha.
A fritar.
Trieste.
Canal.
Arribada.
Liverpool.

A f.etar.
Pornanbueo a Typo^rapfcia do M. F. do Faria.H4T.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ECOK8IE0Z_0AGQTO INGEST_TIME 2013-04-26T21:05:56Z PACKAGE AA00011611_08480
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES