Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08478


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Full Text
Ann0 del847.
Sexta-feira 2
... ,|0 pul>liea-c todos os-dia, que nao
T euarda Pre? d" "iBn,,ur he nc
r*" So, quarlel, pago* adiantados. O an-
(Ff'l sanantes s*o mjeridos a ras..ode
n""c"" rliuliR !< m. em tyP" difiranle, e ai
" "'''!!. n-l ntfWle. Os que nao forem asjig-
PHASES DA A NO MEZ DE JDI.HO.
._-_- a 5, a 0 liora e S rain, da raanha,
*'"' i a |2, hs 8 hora e 15 mi, da inanliaa
l'00*"' jq i, (0 horas 31 mo. da maulia
Crt*'i ,' a 11. as 1 horas e 47 ma. da tarde.
PARTIDA DOS CORREIOS.
GoiannaeParaliyba, s seRundas escitas feiras.
Hio-Grande-di>*Norte quintas feirasaomeio-dia.
Cal, Scrinhem, Rio-Formoso, Poito-Calvo e
Macet, no I., a 11 e ll deetda mez.
(aranlinns e Bonito, a I0c21.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 18.
Victoria, s quintas feirat.
Oliuda, todos os diax.
PREAMA.R DE HOJE.
Primeira, s 8 horas 30 minutos da inanhia.
Segunda, s 8 horas e M minutos da tarde.
de Julho.
Anno XXIV.
N. *M.
das da semana.
58 Secunda. 1>. Lelo. Aud. do J. dos or-
nhos, doJ.doc.da? v. edoJ. M. HaZV
20 Terca. *>*> S. Pedro e S. Paulo Apos-
30 Quarta. S. Marcal. Aud. do .'. do civ. v. 5
edo J. depaido 1 dist. det.
I Quinta. S. Theodor:co. Aud. do J. de orph.
e do J. municipal da'l. vara.
J >eU. S. Olbon. And do I do cir. da I. .
e do J. de pax do I. dist. de t.
3 SabUado. S. Jacintho. Aud. do J do civ.
da I. v. e do J. de paz do 1 dist. de U
s Domingo. S. Izabel rainha de Portugal.
CAMBIOS NO DA i DE JDNHO.
limliio lireEondrt '/< p. I*ri.6d.
> Paria i rs. por franco,
a Lisboa 105 de premio.
Dcsc. de lettras de la< firmas de ./ I '/ *""
OuroOueas kespanholai-----1|00
Moedasdeoioovelli. iiijno
deflllOOnor.. lCfnoo
de 4f00n..... 9l(io<>
Prala Pattce.......... '#9'!0
a Pesos columuares... l#'J20
a Ditos mexicanos... i|T80
Miuda............. #0I0
iiijinn
mf ion
ojio
into
1,1800
I20
Acces da comp.do Bcberibe de SOf0001 s. ao par.
DIARIO DE PERKTAMBUCO

u

INTERIOR.
PARLAMENTO BRAS1LEIKO
SESSAO EM7 DEJNHODE 1847.
DISCSSAO DO IARECER DA COMMISSAO BE COHS-
TITVI9AO PODERES SOBRE A IXEICAO DI
DOUS SaWADOHM POR BTA PROVINCIA.
( coktiwjaqaO do numero 1*2.)
OSr. Carntiro Udo: Sr.'presidente, comquanto
f u|gUC que o parecer ta commissao n3o recebeu gran-
de ferida com o discurso que acaba de pronunciar o
Sr ministro da fazenda e interino do imperio, com-
tudocumpre-me, como um dos membros da com-
missao, examinaros taes ou quaes golpes quo o Sr.
ministro pretendeu dar no mcsmo parecer.
Principio" S. Exc. lastimando-se de n3o ter hito
um completo exame do negocio em questSo. NSo
mlica, nem aos membros dacommissSo, escrpu-
lo algum a este respelto; tivemos toda a generosi-
dadc que se pode ter. Nao obstante a urgencia rc-
commendada pelo regiment em materias desta na-
lureza, nos approvmos o adiamentopor tres dias,
proposto peto Sr. ministro.
OSr. .Uves Braneo: Pcnsei quo fossem bastantes.
OSr. Carneiro Ledo:-- Na sexta-feira, havendo ter-
minado o prazo dos tres dias, vendo que nao se da-
va para a ordem do dia o parecer da commiss3o, do
met lugar perguntei a V. F,xc. se nao vinha para a
ordem do dia esso parecer. V. Exc. disse que nao,
porque nao estavam na easa osexomplares imprcs-
sos. Ora, eu nao sei o que me fez percober que os
cxemplares impressos acabavam do entrar para a ca-
sa ; masV. Exc. n3o teve conheciriiento deste fac-
to. Alm disto o parecer tinlia sido improsso no jor-
nal da casa.... .
. O .Sr. 'residente N3o sabia que tinham chega-
do os cxemplares impressos.
OSr. Carneiro Udo : Ja disse quo V. Exc. nao
sabia do facto ; mas trago esta circumstancia pa-a
mostrar que se ampliou tnais o prazo do ada ment,
para que os Srs. senadores, que professassein opi-
niflo contraria a dacommissSo, tivessem todo o lem-
po para o seu exame. Eu por isso nenhuma relexito
liz sobre a observaQflo de.V. Exc. Teve o parecer de
licar pira hoje, c ainda boje, so o Sr. ministro dis-
sessequenao otinha estudado, eu estara prompU
a votar por novo adiamento, para quo S. EXO. so prc-
parasse, para que podessemos discutir esta grande
. 1.___:^.nln lili OOIII^H
vezes se demorava de proposito a remessa das actas
dos collegios ; que essa demora era empregada pe-
as dlfferentes pessoas interessadas n'uma oleigao,
em falsificar as actas, em desvia-las do caminho que
devoriam seguir para se apresentar om lempo oppor-
tuno cmara da capital, lio com estes relos quo o
Sr. ministro reconlieceu ; be com estes vicios cuja
existencia olle tambein reconheceu, que pretendeu
desculpar o presidente da provincia na medida que
tomn de fazer chamar a si todas as actas dos colle-
gios, detraze-las sua posscss.lo, para dahi serem
transmittidas .1 cmara da capital e ao ministro do
imperio. Mas n3o ve o Sr. ministro, que, se este fac-
i se d, se be constante que o presidente eslava
muito compromettido na oleigao, que era um empe-
nbo que so dizia do goveruo e de alguina cousa
mais : seosta provado,.digo, o interesse pessoal que
o presidente tiuha, qur por sua candidatura^a.uer
pela inspirrQ3o do governo central que pareca 0x1-
gir osla especio de cooperado, era absurdo quo a-
quillo que n3o seria permittido a outros podesso ser
permitlido ao presidente da provincia, que, pela sua
superioridade sobre todas as autoridades da provin-
cia, sobre as cmaras municipaes, sobre os delega-
dos, sobre a torca publica, eat com o emprogo dos
dinheiros pblicos, poderia mais fcilmente abusar
da possessao que tivesso tomado dessas actas. O par-
ticular, quepraticassesornclbanle Tacto, arriscava-se
a commetler umdelicto; os interessados em sentido
contrario teiiam immediatamento, ao menos segun-
do a lcgislacao entio m vigor, de recorrer as auto-
ridades judiciarias para fazerem pronunciar econ-
domnar o falsificador ; mas o presidente da provin-
cia, sentado n'uma especio de throno, comoest.io
os presidentes actuaes do provincia, dominando so-
bre todas as autoridades policiaes, suspendendo os
juizes municipaes eos juizos de direito, tendo urna
grande influencia pera ti te o governo central a respei-
todas informacis que dsse sobre os magistrados
que dovessetn ser proscriptos ou removidos para
provincia remota, o presidente, digo, era a pessoa
maisperlgosa para se, apoderar das actas {apoiados),
porque essa posse o habilitava para fazer impune-
mente todas as faisificacGe que quizesse.
Qual o partido que acharia urna autondade para
ter certeza do que se passava nos collegios elejtoraes,
compararas vola^es constantes da copia da acta
que lhe era subministrada com a votacao da copia
da acta que ia acamara municipal. Mas que lio dos
ineios de comparaco ? Quo lio da ralsilicac.no quan-.
do o presidente so apodera dasactas 1 Porvontura o
presidente de provincia, autoridade nue cu muito
respeito, interessado n'uma eloitjo, deve proceder
desta maneira f O prosidonto de l'ornambiico don
exemplo do observancia das leis, de respeito a cons-
litiiiilo? Entendoquonao. Esso facto por elle pra-
licado nao teria, cm outras circunstancias, tao
grande importancia; mas tem-na quando so ve o pre-
sidente empenhadoem urna eleiQ-lo, na qual, alem da
fraude, se-emprogou a torca o a violencia.
He verdade, Sr. presidente, quo na acta goral so
diz que asadas parciaes estavam lacradase 1 maclas;
mas nao sabom todos, que se pode fazer imilacao de
sineles, o deshieles particulares, quanto mais dos
sinetos empregados nos collegios, quo sao os das ar-
mas imperiaes, os quaes existem as secretarias governo e em muitas outras partos ? Por consequen-
cia, urna nova capa, um novo sobrescripto, anam
com que as actas so apresenlassem do urna maneira
intacta na cmara municipal da capital.
O Sr. Alen Branco{ ministro do imporio ) E
as actas originaos ?
O Sr. Carneiro Uto: Pretendeu o Sr. minis-
tro, que constantemente tinham sido enviadas as ac-
tas s cmaras municipaes pelos governos provin-
ciaes. Eu ignoro esto constantemente doSr. minis-
tro....
O Sr. Atves Braneo. Pois roforme, ponha al-
decisao quo dovesso dominar sobre a do senado.
Nom era facto novo procedorem uns eleitoros urna
cleicao o oulros outra. Em Sergipe ja haviam elei-
tores legtimamente eloitos, julgados pelo senado,
que tiiihiini intervindo na eleicao do sonador por a-
quella provincia, entroUnto a cmara dosdeputados
mandou fazor nova oloico para so cloger os seus
membros; nao se importnu com a eleietoa quo so li-
nlia procedido em conseqiiencia da deliborae.to do
senado. Nos tinhamos approvado como legtinos al
guns collegios que inlcrvier.am na eleicOo do Sr. se-
nador Antonio Carlos; o presidente da provincia li-
nda eonhccimeiitodeste relo, porque tiulia aconte-
cido mnilo anteriormente a eleicao do que so trata;
entretanto o presidente da provincia, em menoscabo
das prerogativas do sonado, de quo devora ser mullo
zeloso; decidi a intervencio de cleiiores que per-
turbaran! a eleicjo. Mis di/, o Sr. ministro: qiWM
Toram os actos de perturbacot Ora, S. Exc. quor
aiiulaoulro? Ahi esta esso qOB'S. Exc. conl'essa,
da apresentacflO de tres listas. He urna das consta.
quencias dosso facto; era necessano a|Mirarom-so
uns votos separados de oulros. Ah tullamos, por-
tanto, a neeessidado de duaslistu, quando a consti-
luicaoqiier una lista. Eu sei que ha una quesUio,
so esta lista deve sor triplico ou sxtupla; maajeii
nao pretendo argumentar sobre as prerogativas da
coroa; e como teem havido elelcOes l'eitas 0111 listas
sxtuplas, em urna das quaes toi o Sr. ministro es-
colhido senador, a coinmissao mo conteslou a apre-
sentaQo da lista sxtupla. A constituido do algum
modoreconheco este direito, quando permiti ao Im-
perador escollier na totalidade da lista na primeira
nomeac3o. ,,,..
O Sr. rtuemctllos:-- Na totalidade da lisia tripli-
queslao com pleno conbecimento de causa. N3o ros-
ta, pois, Sr. presidente commisBo nenhum escr-
pulo relativamente a esta especie de lamcnlacao lei-
ta pelo Sr. ministro. Sem duvida houve lempo da
sobra paja que S. Exc. se entregasse ao cstudo uos
documenlos ; mas, S. Exc. talyez prcferio emprega-
lo em outros obiectos que cntedesse ser mais do ser-
vio publico, quo tivesse talvez por mais ellica/.os pa-
ra que o parecer no recebesse o assentimenlo do se-
nado. Sendo assim, n3n so nos pode imputar o pojj-
co conbecimento que S. Exc\ diz ter, ou allecta ter,
da materia om discuss3o.
Foi, Sr. presidente, urna expressao menos regular
a que empregou oSr. ministro quando disse que o
parecer da commissaoannullava as cartas impeiiaes.
Nos seguimos os precedentes da casa [ajotados); se-
guimos exactamente o que se fez quando se annui-
lou a elcicSo do Sr. Feij ; a islo be que nos propo-
nios, o nao amiullacno da carta imperial. A caria
imperial estribou-se n'uma eleicilo; a cora nao tem
interesse cm l'azer tal ou tal nomea^ao de preferen-
cia; a cora querque se lhe apresentom eleicOes va-
lidas, legitimas, para sobre ellas bascar a sua escolha
[apoiados). .,
Aquem perlenco examinarse a eleicao da um se-
nador he valida ou legitima, he so senado, pelo seu
regiment, pela nossa constiluicilo. Algumas vezes o
. ,: '. -.-r-~,i u rui-iii i! aiinii lar tacs
puuer se tcn arru8u a ibcuiuou? u- _..
eleicOes ; sao facto que n3o sei se urna m loleran-
cia tein suppo. lado, mas que n3o poden, conf'tu'
direilo contra o que esta expresso na consliluicflo e
no nosso regimenlo [apoiados). ._-,.
OSr ministro procedeu ao exame da argumenta-
cao reiU pela commissSo, ecuidou que destruio os
ires pontos ou fundamentos donde a commissio
concluc pola nullidadc da eleicao do l'ernambuco. O
primoiro Tacto consiste en, ter-se o presidente da
provincia apoderado da maipr parte das acias da-
quella eleicao. Sr. ministro considerou1 este he o
(qtienaoseatreveu a negar) como um helo es a-
belecido, reconhecido, ,iasjulgou quo nfio poda ter
o alcanc que a comnii#s3o lhe da. Parcceu-ine, Sr.
presidente, que no meio do debate S. Exc. era o pro-
prio que nos tornecia a argumc.i.taclo, por onde de-
vramos concluir pela*alidade deste lundameiUo (a-
fotados). ',
O Sr Altes Braneo : ~ Vamos ver.
O Sr Carntiro LeSo : Do cerlo, se este helo tosse
solado, desacompaohado de outros n.u.tos que vi-
ciaran a eleicao, nao sei o quo a commissao conclui-
r a nflo *ei se elle por si s seria sun.ciento para h-
zcrniosa proposicao que uzeuiosao1 senado. A coni-
n is ao deveria hesitar em faze-ia. Todos aabem que
os motivos, que movem os corac.Oes de alguna dos
sr, se. ado.es na prsenle questao, teem grande in-
nuencia nos a,.irnos dos membros da commiSSP que
i. ..in ire e no somenle uo momento, na
SS em'ue se'acham reveslid^do poder, mas
em todas
provincia
ce, he expresso naconstituic3o.
O Sr. Carneiro Uo Kan a 111 tcrvenc3o de elei-
toros Ilegtimos ou mesmo de pessoaa cstranhas he
Buftlciente para annullar a eleicao? Eu nao ir. bus-
car na legialaco cstranha o dir eito reconhecido, de
que cstranhos intruduzidos em una eleicilo viciam,-
annullam a eleicao; re buscar os nossos preceden-
tes, ellos s3o sulVicientes para demonstrar islo mes-
mo.
i\j uj.vil QUv ....*,....------ -0 ^,
hnuva om pernambu1" quem asseverasse que nao se
reuni um col'legio em Cabrab ? Que se Tez urna ac-
ta, mas que nflo se reuniram all eleitoros!' Mo nou-
ve quem dissesse que a acta do Bonito toi lavrada no
' A commissflo, nao adiando as
"."a VpocM da sua vida poltica, leen, dios
dado povas m.isQ.ue sulcienles da sua adhesao.
tradasistruccOcs, sem nenhuma neeessidado, por
mero recreio.chamou a si todas as actas quo deviam
ser remedidas directamente acamara municipal, e
indirectamente ao ministro do imperio.
Disse o Sr. ministro, que este helo Macha como
que autorisado por um artigo das instruyos, lio
precwamentn este artigo das instruccOo, quen.ostra
que o presidente da provincia tomou esse arbitrio
contra a le, contra as dispsiQOes expressas do capi-
tulo que manda remetter as actas n3o ao presiden-
te, mas sim cmara municipal; contra a disposicao
desse artigo que ordena que o presidente da provin-
cia eo commandantedas armas presteirr todo o au-
xilio correspondencia cutre as respectiva;, cama-
ras. Poda o presidente mandar collocar paradas a
disuosicSo dascamaras, mas n3o poda de modo al-
gum chamar a si aquellas actas quo n3o Iho per-
teObMrvou o Sr. ministro, que o artigo diz expressa-
menle que o presidente e o commandante. das armas
prestarflo todos os auxilios para quoossas remessas
das camaras.se lacam promptameiite He, pois,da, at-
tribuicao das cmaras, quando ha hita do crrelos
ou deferios, solicitar paradas ou quaesquer con-
ductores que levem os ollcios ao seu destino e nuo
ao palacio do governo.
O Si: Mees Bronco (ministro do imperio): -- O quo
diz a le he que se nflo levem directamente.
OSr Caineiroleo: A le decretada ullimamen-
te foi hita com conbecimento do taes ralsiiicagoes, o
ve V Exc, quo chaniasse ella os delegados e subde-
legados a entregar ao presidente da provincia as ac-
tas para este fazer dellas o que quizor? Autorisou as
cmaras a remetter as acias ou por propnos particu-
lares ou pelocorreio para, irem ao seu destino, mas
nao por intermedio dos presidentes, nem dos dele-
gados ou subdelegados. -
OSr. ministro tambom observou que helos ante-
riores se tinham dado que do algum modo aulorisa-
vam o presidente para adoptar esta medida. L-allou-
,ios de hlsilicacGcs felas no collegio de Iguarassu, t
falsicaccs hilas tambem em um collegio quo s.r.xc
nao designou, masque disse ser prximo da capita.
da provincia. Eu desojara qucS. Exc nos declarado
se taes ralsilicacOes toram hitas nesta oleico o em
alguma queja tosse submetlida ao nosso julgamen-
to....
OSr. A/ves Bronco : Eu disse que sabia isto por
intormacoes, referia-me a eloicoes anterioros.
O Sr. Carntiro Ledo: Mas so teem havido laos
factos, seosintoassados, apossando-sedas acias, teem
hito hlsficacOes, o iuloressado Vrcsidente da pro-
vincia de Pe nambuco devia por islo inesiiip ser des-
viado de commotter estes meamos helos reproya-
veis; era uconselhado a que n3o se apoder,.sse das
actas, que as deixassor caminho directo as aulori-
dadps competentes. Elle tiuha una ac^ quo as ins-
aoltruccOcsentaoein vigor, de maio do
gumas vezes.
OSr. Carneiro Ledo: ....he facto quo ignoro.
A loi diz o contrario, manda remelle-las s cmaras
municipaes. N3o tenhocoiihecimento, bem quees-
tivesso algum tempo no governo, de que taes actas
fossem romettidas em poca alguma pelos presiden-
tes de provincia; sempreeram remeltidas as cama-
ras municipaes pelos correios ou por propnos-
No pdeoSr. ministro crer que a condcelo das
res de Campos, eleilores legtimos, masque, naopi-
niao do membro dacommissSo que deu voto separa-
do, naoerain logitimos para interviriiessa eleicao. O
senado approvou este voto separado, o qual a rasilo
uno moveu o senado T Seria a primoira, ou a segun-
da ? En julgo que o Sr. senador n3o liona rasao para
julgur illegiliinos os eleilores de Campos; mas ho
helo, para elle pelo menos, quo essa ntervencao
de eleilores illegiliinos do Campos era motivo sulh-
cieute para viciar a eleicao. Ora, quanto aopruneirO
riiiidainento, esta eleicfio de Pernainbuco esla isen-
la desse vicio. N3o esta: eis-aqui o collegio de
Govanna quo nao fez a sua eleicao no.mesmo dia em
que os outros a lizeram. Coyanna nflo he Ufo distan-
le da capital, o em um provincia plana OTO quo se an-
da multas le^'oas em pouco lempo, esto helo n3o po-
de deixar de ter alguma inlluencia. Portanto, esto
laclo quo o Sr. senador allegava como Ilegitimo
para annullar a cleicao a que me retiro, tambom so
da nesta; ha u 111 collcgio que votou no sentido to
presidente da provincia, o quo n3o fez a eleicao no
dia determinado para lodos os collegios.
yuanto segunda rasao, islo lio, a intervengo do
eleilores illegiliinos, quando os de Campos nao o
tossem, todava toram assim considerados por osso
nobre senador; e por isso foi de opinuo que se an-
nutlasse essa leico... Mas, senhores, quem sabe so
a atmospbcra, sob que nos vivemos, tem mudado al-
guma cousa, para que as opimes sollram mudanza
extraordinaria .
Alm deste laclo, tambom o motivo da inte
c3o de eleilores illegitimosT foi reconhec
governo imperial. Itellictam insto os sentn
particulares do que por via das autoridades. Seos-
sas autoridades se apresontassem imparciaos na elei-
cao; se tivessem sempre moralidade; se livessem
sempre dado exemplo do respeito s instilu.coes o as
leis; se nao tivessem intervindo as eleicOes, cor-
rompendoporineodepiomessase ameacando com
violencias; so n3o tivessem muitas vezes apresen a-
do mesmo a tor<;a para preterirs formulas que a le
estahelcceu como garantidoras da liberdadc do voto,
substiluindo-as por oulrasquejulgam mais lavora-
veis aos seus desejos; cnlflo podenanios nosjulgar
como cousa indiflereiito quo baes actas tossem con-
liadas a essas autoridades, ou rcmetlidas pelos canaes
que a loi estabeloecu. Como, poreni, infelizmente, o
hoto constante lio ainlorvencao malehca dessas au-
toridades; como o helo constante lio que a nioralisa-
30 vai decrescendo, que de certa poca por diatile
todas as eleicOes se acham corrompidas mais ou me-
nos por essa intervonc3o Ilegitima das autoridades,
pensa a commissao, que vale mais a observancia das
prescripcoes lgaos sobre o meio do remetter as ac-
tas do que essa confianca que o Sr. nimislro quor es-
tabelecer em favor dessas autorida.les.
Disso S. Exc, quo esto helo s n3o deve fazer com
que so proceda uina nova eleicao, pondo em com-
mocSo urna provincia nteira.
Senhores, he para lastimar que resulto essa com-
moc3o de urna nova eleicao; poiem, se o nobro mi-
nistro se refere agitado que os espintos interessa-
dos na eles3o devem naturalmente ter quando se
trata de saber quaes s3o os representantes do paiz,
essa agitacao seria urna consequencia nocessana do
systema representativo, e deveria tolorar-se. Mas,
como pelas paiavras do Sr. ministro se podem en-
tender esses actos de violencia que loili sido apadri-
nhados ou ordenados pela autoridade, quando ella
quer decidir das eleicoes a seu favor, mao grado o
voto da populacho, entao digo, que aqueiles queso
julgarem culpados desses actos, so sintam pungidos
por esta considera q3o (apoiados). Aqueiles que re-
clamadla liberdade do voto, adiiiiltom a agitacao
cm todos os cidados interessados na OleicSo do seus
legtimos representantes; mas excluem osados de
corupQaue de violencia; estao cerlos que ossaagi-
tac3o he consequencia necessaria do systema repre-
sentativo; que he preciso tolera-la, e sabem tolera-
la.
O Sr. Alces Braneo: Mas he necessano que se
evite o inaispossivel.
O Sr Carneiro Uai: Entao sena necessano
proscrever as deices, seria necessano que as legis-
laturas n3o durasseui so quatro anuos, mas sim seto
ou mesmo o dobro. N3osa>-poreiii, essas as institui-
cesque nos.egein; respe i tomos as que temos, pro-
curemos observa-las melhor....
O Sr. Alces Braneo: He o que eu desojo.
O Sr Carneiro Ua: Vamos argumentacuo
deS Exc.,por.occasi3oderehrr-seaum dos pon-
tos quo a coinmissao consignou no seu parecer, que
voma r a i.itorvencao de eleilores illeg.timos que
oerlurbaram a eleicao.
Esl gravado mesmo pelo que disse S.fcxc., que
de helo eleitoros eleitds om" consequencia da deli-
cido pelo
inpenai. nmuciaui mu w sonhores que
talvez boje nSo estejam por esla opinifip, mas quo ja
a sanccioiiaram. O governo, arrogando-se o direito
do annullar eleicOes, annullou urna cleicao de dous
senadores que se fe/, pela provincia do R(Mj*nr
ro; e qual foi a rasao ? A intervengo do cle.to os
illegiliinos. O collegio do llezendo t.nl.a votado,
nflo com os eleilores de urna legislatura, mas s m
com eleilores quo tinham eleito os deputadosda no
va legislatura ; cram eleilores legtimos, ma-
uedcviain ser chamados para essa ele
nao
Se-
ibo manda-
enera ujeiosullicentopar|ue tivesse co-
WJffiKE. "I* que alguuHsImSnto d"o todas as operaos, paraque podesso
tomar assento ; consoquentemento hcou
dos depuUdos n3o podia dar assim urna decisao,
decidido
F?nuTn3o'se .liss :-hzei a escolha pela primeira
issoquenao slu's |,0 novo na nossa
fle1r?r,,rl?neida fi lo* a com,niss3o foi buscar
os^os "o Pred "es', dan.,do-lheso.valor que ellos
teem lido, qur na consideracao do governo impe-
rial uuer na considerado do senado.
Mas Sr presidente, vamos a outros factos mais
Rravcs, de maior alcance ; aos fados praticados no
collegio do Pao-d'Alho, aos impedinienlos, postosa
eleilores reconhecidos polo senado, de comparece-
rom nos legtimos collegios da provincia para emil-
tiremoseuvolo. .___.
N3o mo admirou que o nobre ministro do imperio
de algum modo o acto do prest-
ado que commissao tachou do
mandar apurar os volos dos 31 elei-
cl tors'que votaram na igreja matriz,.e de excluir da

I
*
m


apura^o os votos de 99 oleilores que votaram emuma pistola carregada debaixo do capote, e sahln-
casa do tenentc-coronel Cavalcanti. Nfio me admi- Ido-lhe um ladrlo no encontr pedindo-lhe 12,000 rs ,
rou, porque o nobre ministro julga-se lalvez obri-lficou com a pistola carregada e cntregou ao ladrfio
gado pela sua posicio a sustentar, a validar tudojos 12,000 ris.
quantn alli se praticou. Balo que S. Ex. est con-
vencido, no intimo de sua alma, que laesaltentados
so platicara ni, que o presidente se permiltio seme-
llianto parcinlidado; masS.Es.se v como obrga-
doa attenuaras consequencias uocessarias que ro-
sultam daqui...
O Sr. lies Branca (ministro do imperio) : Esta
engaado.
O Sr. Carneiro Leo :Dahi vem esquecer-so da lei
3uo regula a materia, quando disse que a reunifio
os 31 era mais legitima que a reunifio dos 99.
O Sr. Alves liranco ministril do imperio) : Scm
duvida ; a publicidade be a primeira garanta.
OSr. Carneiro leo :~Xou mostrar a V. Ex. o con-
trario. A publicidade tanto est consignada n'uma
acta como n'outra; he mesmo muito duvidoso que
a reunifio dos 31 fosse na igreja matriz. Ahi cslfio
documentos que provam a sua contradicho. S. Ex.
iia de permittir-mc que entre no exame desta clei-
eflo, para mostrar que nfo tem rasfio iienbuma.
Veja S. Ex. o que diz o $ 5. do cap. 4. das ins-
trueces de 26 de marco de 1824 :
o Os eleitores das. freguezias, tendo comsigo os
seus diplomas, se apresentarfio autoriJade mais
graduada do seu districto, que ha de servir de pre-
sidente at nomea<;flo que se ordena no 7.* dcste
capitulo, para que faca inscrever seus nemes e fre-
piip/ias a que pertcncem no livro que ha deservir
para as actas da prxima eleicfio, marque-lhcs o dia
legal da Nninifio, c faca intimar cmara a prornp-
tificaflo ilos necessarios preparativos.
Por consequencia, nos termos das instruyos de
1824, A autoridado civil partencia marcar o dia da
reunifio.
Vamos ver as altcraces quo solTrcu esta lei. Moti-
ve urna alteraco pela lei de 28, segundo a qual o
dia nio continuou a ser marcado pela autoridado
civil, decretando-se que pelos presidentes de pro-
vincia fosar fixado um dia nico para as eleicOes em
toda a provincia. A segunda mudanca que bou ve
foi a de que a autoridado civil mo seria a mais gra-
duada do lugar, mas sim ojuizdo paz; be disposi-
efo do decreto de 28 de junbo de 1830 Vamos ver
a disposicSo deste decreto :
Os collegios eleitoraes at eleicfio da mesa, na
forma do cap. 4. 7. das instrueces de 16 de mar-
co de 1824, serfio tambem presididos pelo juiz de
paz das cabecas de districtos; e quando em alguma
destas hnuver mais de um juiz de paz, competir a
presidencia quelleacujo districto perteneci lu-
gar da reunifio.
Ora, daqui se segu que, quando ha no districto
dous juizes de paz, be necessario marcar o lugar da
reunifio. A lei nio diz quem be; mas quero admil-
tirque seja acamara municipal. Note todava oSr.
ministro, que, quando bas um juiz de paz, esta em
vigor a disposi&0 do artigo que determina que o
local seja marcado pela autoridade civil que tem de
presidir eleicfio.
V. Ex. sabe que o juiz de paz legitimo da freguc-
zia foi igreja matriz : s a elle he que competa
o direilo de designar o local da reunifio, porque era
o nico juiz do paz do districto. Consequenlemcn-
te, seelleachou impedimento para estar alli, podia
designar a casa do tenente-coronel Cavalcanti para
fazer a reunifio. Me preciso atlendcr que este juiz
de paz foi quem presidio provisoriamente a reunifio |
dos 99, que os eleitores da freguezia da Gloria-de-'
i,ni la procuraram para presidir a sua eleicfio um juiz
de paz que nio era do seu districto, que olles dzem
ser da Gloria-do-Co'it. Jase v, portan lo, que os 31
imam presididos por autoridade i Ilegitima, c que
os outros foram presididos por autoridade legitima,
que tambem linha o poder de marcar o local da
reunifio.
Agora V. Ex. conhecer, pelo documento que vou
ler, que tambem nio he laclo demonstrado que a
matriz livesse sido marcada para o local da reunifio.
Me a acta dos eleitores da Gloria-dr-Goila, que aqu
soacham reduzidos a Irinta, quealleslam oseguin-
te ueste termo lavrado por elles peranto o subdele-
gado il Eu trouxe este documento para que os lie-
bres senadores vejara que es eleitores, quando o
juiz de paz se ausentou, dzem que foram a casa de
l.oureuco Cavalcanti para chamar o juiz de paz.
S. Ex. disse que esta eleicfio era clandestina ; mas
nbi est um ollicio do delegado consignado na acta,
c junto a resposta do tciiciite-coioncl Cavalcanti,
que moslram que era condecido que eslava proee-
denilo a eleicfio. Esta acta esla assignada por Irinta
c um eleitores, que asseveran que estavam proce-
dendo a eleicfio. Mote mais S. Ex. um oulro fado,
e beque elles nio procuraram votar na igreja ma-
triz; quizeram ir votar uu cmara municipal; mas,
achando-a fechada, resolveram votar na igreja ma-
triz, isto he, os taes trinta e um eleitores. Ilem
que tivcssem a maioria da frca do lugar, o subde-
legado, o coronel de le^io, e coininandantc de cs-
luadrfio, toda a polica, etc., tinham receio de ac-
tos de violencia, poia quo nio procuraram ir pri-
meiramentc para a igreja matriz, para o local onde
se tinham praticado os primeiros actos de violencia ;
quizeram ir votar na cmara municipal/ E porque
uchnram trancadas as portas, e se Ilics dissesse que
o presidente da cmara nio eslava ahi, nein alguoin
que abrase as portas, voltaram jiara a greja ma-
triz...
0 Sr. Alves liranco (ministro do imperio):Tanto
quizeram proceder publicamente.
O Sr. Carneiro Leo Mas, o que he de admirar
be que5. Ex., que parece ter una coragem capaz
de arrostrar todas as violencias sem desanimar pro-
cedendo no ejercicio de seus dircitos, queira cston-
der a sua coragem a todos os bonicos Esses noven-
ta e nove eleitores tinham decomparecer desarmados
para proceder urna eleicfio; no entender desses elei-
tores ia ni proceder a um acto legitimo Cm que nio
poda haver neiihuma intervenefio de fnja iicm de
coacefio; nio iam provavelracnle preparados para
brigar, e brigar com permanentes armados...
O Sr. Mies liranco: Me o que nio se prova.
O Sr. Carneiro Lio :S. Ex. pode dizer o que qui-
zer; mas a acta faz menefio de toques de chamada,
refere que o commandante eslava alli, que entraram
soldados que marcharam e conlramarcharam, que
os eleitores de Coila avancaram sobre a mesa e der-
ramaran) os votos que estavam as urnas. A'vista
disto, quequeriaS. Ex. que se lizesse? Quera que
esses homens do lado opposlo persistissem ? Se elles
nio se retrassom, quera S. Ex. que houvesso rcri-
nicntos, inortes ? Quera S. Ex...
O Sr. Alves Brancoministro do imperio).Eu res-
ponderei. -
O Sr. Carneiro Leo : ..quera que esses homens
rossem brigar, expr-se a morle, a contuses e fe-
-rimentos para exercerem o seudireito? Eu conhe-
co urna pessoa bastante corajosa, que, estando com
OSr. Altes Branco ,'m i nstio do imperio) :Sffo
ancdotas engracadas.
0 Sr. Carneiro /.eo :E entilo os noventa e nove
eleitores que ouviram o' toque da chamada, que Vi-
ram cruzar pela sata as bayonetas, que viram armas
de fogo, que sabiam da decisfio que havia de ven-
cer, que se viam sem frca, que viram derramar-se
as urnas, nfio podiam espantar-se, retirar-se do lu-
gar? O que quera S. Ex.?
O Sr. Alves franco .ministro do imperio) :Sffo
ancdotas muto frequentes om cleices.
0 Sr. C arneiro Ltao : Ma, pols, um acto do frca,
um acto de violencia que so praticou all; houve in-
tervcncfloda frca policial,o que obrigou os eleitores
a seretirarcm. E, senhores, para que vir neste lugar
allegar-se quo nfio ha ningucm que so queixe de fe-
rimentos nem de mortcs r Porventura os Pernambu-
canos serfio conhecidos por cobardes? Os noventa e
nove eleitores acharam-se reunidos no collegio; is-
to ningucm contesta. Se podessem exercera sua rfu-
toridade legitima, votando Haquelle collegio, reli-
rar-sc-hiain f Nfio foram a isso ohrigados pela frca,
porameacas, por violencias.' Quorerim annullar
seus votos para dar o triumpho a seus adversarios!1
A quem se far admittir scmclbantn ideia ?
Mas o Sr. ministro do imperio produziria acaso al-
guma rasfio que dcbilitas.se o que diz a commissflo ?
S Exc. parece admittir quo he questionavel seos e-
leitores de fra devem votar ou nio. Direi que, se
pela lei uenlium eleitor, antes da eleicfio da mesa e
qualquerquo ella lenha de ser, lem de interprosei
parecer, tilo legtimos cram os da Gloria, como os
outros quo podiam votar no collegio que Ibes aprou-
vesse ; tilo legtimos eran) uns como outros. A mesa,
no segundo dia da sessfio, he queda parecer sobre
se os eleitores silo legtimos ou nio ; por consequen-
cia, antes da cleicio da mesa, n0o se poda tratar da
legitimado (lestes ou daquelles eleitores.
O que be que as instrueces cstabeleccram, para
quo os eleitores podessem volar? A prcscnlacfodc
seus diplomas, a inscripgto de seus minies no livro.
Se elles deviam votar, se a mesa devia ser n expres-
sfio do collegio, era evidente que niio podiam ser pri-
vados deste dircito aquellos que o tinham. S. Exc.
parece duvidar disto. as provincias dosul nfio te-
iilio noticia que em parte ncnbuma se suscitasse sc-
inellianle questio. Em lodos os collegios, em que me
tenho aprenntado, lenho sido admiitido. Na cidade
do Rio-dc-Jniiciro teem-seconstantementeadmittido
eleitores de lora do districto da capital; emNillie-
roby teem-se admittido eleitores de fra do districto
daquella cidade ; na villa da Parabiba, onde j urna
vez votei, adniiltiram eleitores da freguezia da Sa-
cra-l'aniilia edo Paty-do-Allres, que eram do fra do
districto ; todos concorreram com seus votos para a
formacitodamesa. Nunca vi contestado semelbanle
dircito; massuppunhamosque alguns oconlestem,
quem era autoridade legitima para decidir isto? (I
subdelegado com a sua frca t O commandante dos
permanentes para dar a voz de fogo ?.....
OSr. Alves Branco : Nio consta isto.
O Sr. Carneiro Uo : OSr. ministro acredita no
subdelegado e subordinados ao presidente ; be ues-
tes que o Sr. ministro quer acreditar, e nfio naquel-
lesque solTreram violencia...
O Sr. Mves liranco: E V. Exc. acredita smente
na acta clandestina,
O Sr. Carneiro Leo : Dizcis que os 99 nio eram
eleitores ; procurai as actas da provincia ; mostrai
queexaa eleicfio era Ilegal, mostrai que esses eleito-
res nfo se reuniram na freguezia, que nio procura-
rain emittir legtimamente os seus votos; mostrai
que a linea nfio OS ivpellin dalli....
OSr. Alvesliranco': Mci de mostrar.
OSr. Carneiro Lio:.....que os 99 se retiraran)
por mera deliberaco, que os que licaram formavam
grande maioria.
O Sr. Alves liranco: N'esta queslfio parece que in-
flue mais a vontade do quo a rasfio .'
OSr. Carneiro Leo : Eu chamo a vossa altenr;fIo
para oulro ponto, e lio quo na forma da lei quem de-
cide as ddvidas suscitadas nos collegios eleitoraes be
a maioria delles (apoiudos). Esta duvida foi proposta,
foi resol vida pelo collegio, mas por maneira que nfo
convinlia a minora. A lei diz que as decses dos
Collegios siio terminantes nfio ha recurso senio pa-
ra a respectiva cmara ; porm o subdelegado de
Pernambuco, leudo testa o nobre presidente da
provincia, julga que ha otitro recurso, quo he o de
fazer goal" o tuque das armas, de impellir pela frca
aqucllcs cuja vontade nfio podesse ser movida do ou-
lro modo.
0 nobre ministro contenta a legitimidade da reu-
nifio de Pontal. A commissio admitte todos os fac-
tos que sobre isto se possam consignar, mas o que a
coinniisso nfio pode deixar de estabeloeer beque
faltaran) 79 eleitoros doOuricury. Posso dizer ao no-
bre ministro, que poderiam faltar mais, porque se
aprsenla ni duas ou tres actas quo se dizcm feitas na
eleicfio do Ouricury. Em urna vecm 96, em outra 98 o
na segunda eleiefio, a quo se procedeu em virlude
daduliheiaco da cmara dos deputados, acbain-se
at 100; consequentemente, segundo se admiltir urna
dessas actas como sendo a verdadeira, nio se pode
deixar de dizer que faltaran) mais ou menos. Eu to-
mei o numero menor, mais isto so questes quo se
podein separar do nosso debate; o facto hequefal-
taram esses eleitores que so dzem formados de um
partido interessado na votaefio, e mesmo he cons-
tante que para aquella comarca foram eleitores de
outra parte para fazerem reunir o collegio.
E porque nao comparecern) esses eleitores no col-
legio? Pde-se duvidar que algum impedimento hou-
vesso ? Elles se queixam de frca postada pela auto-
ridade que Ibes iinpodio de Comparecer, amcacaudo-
os com priso, com recrutamento, &c. Quem he o
juiz de dircito dgssa comarca, senhores? Me o Sr.
Arruda, o Sr. Arroda celebre emfactos deeieicOes
por seus actos de violencia Nio soconbece osou
procedimento na provincia do Espirito-Santo, quan-
do se leve de eleger alli um deputado ? Note-se que
entilo se apresenlava tambem urna possoa quesedi-
zia candidato do governo ; posto que o governo nfo
tivesse candidato designado, ello praticou actos taes,
que deram lugar a urna suspensfio, a ser mandado
responsabilisar pela relaco. Mas emlim, entrou o
ministerio de 2 de fevereiro, e o facto de ter entrado
em eloicocs he com violencia, mostrando sua capa-
cidade para puxar a pistola, para andar de una para
outra parte a fazer processos, este facto o aponta-
va como agente proprio do que se devora tancar
mito......
O Sr. Alve Branco : NSo apoiado.
OSr. Carneiro Uo Foi, pois,o Sr. Anuda o agen-
te designado para a comarca da ltoa-Visla ; e os ac-
tos de violencia por elle praticados no Espirito-San-
to fazem acreditar nos actos de violencia de que os
eleitores se queixam ter praticado na comarca da
Boa-Vista.....
O Sr. Alves Branco : A relacSo o absolveu.
O Sr. Carneiro Leo: Ha sentenca que tem absol-
vido amuitos ladros da fazenda publica, quoteem
roubado os dinheiros da nacfo, e nfio leem indem-
nisado os seus cofres.....
OSr. Alves Branco : He verdade; mas alguns fo-
ram presos ha bem pouco tempo.-
OSr. Carneiro Leo A absolvilo nao prova a
nfio existencia do delict.
Emfini, foi o Sr. Arruda designado para a provincia
de l'crnambuco; os eleitores quoixam-se de nfo te-
rem podido reunfr-se; tinham toda a vontade para
isso, e porque nfio o fizeram? He de presumir que
exislissem esses actos de violencia.....
O Sr. Alves Branco : He presumivel ?
O Sr. Carneiro Leo: Sim.
O Sr. Alves Branco : As provas ?
OSr. Carneiro Leo: As provas sSo a falta de
eleitores, so actos praticados por esse juiz de direi-
lo, Alm disto, senhores, foi at denunciado em cer-
ta folha, que esse juiz do direito, estando na capital,
foi mandado para a comarca, e lovou urna duplicada
frca que nunca teve sua disposico na comarca em
occasies anteriores; cssa folha cuma carta particu-
lar que recobi de pessoa proba de Pernambuco d-
zem que, alm da frca, elle levava urna quan-
tia dedinbeiro quo se tinha votado para acudir
fome.....
O .Sr. Atoes Branco : Nio gastou um real.
O Sr. Carneiro Leo : Isto he publico e notorio.
Aqueservico se destinou a frca de polica? SeS.
Ex. o Sr. presidente niio empregou ossedinhero des-
tinado para matara fome, e que foi posto disposi-
Clo desse juiz de direito, nio podera gastar dos ou-
tros dinheiros provincaes ? Nfio appareceu urna voz
que, partindo do proprio gfupo que n'outro tempo
louvava a esse senhor, disso que a administraefio da
fazenda em Pernambuco era pessma? Que as obras
publicas nio progredam nfio obstante as grandes
quantias votadas para olla? Agora mesmo nfio appa-
receu urna voz na outra cmara estgmatsando essa
administraefio?.....
J v S. Ex. se sSo meras irregularidades que se
podem sanar.
Uir-se-ha: Ma exempls de factos anteriores .
Senhores, quando os houvesso, nio seria rasfio para
proseguirmos; a fraqueza com que tem procedido a
cmara tem animado os prevaricadores {apoiados), do
maneira que, se seus actos de violencia so corados
de feliz successo, ostriumphadoros, por via da frau-
de, da violencia e da iniquidade, silo depois reconhe-
cidoscomo legtimos representantes da nacfio He,
pois, por isso mesmo necessario que o senado agora
oceupe a posiefio que lhe compete pela canstituico
do estado, que o sonado offereca urna barreira a taes
prevaricarles; d elle este respeito s formas, este
respeito sleis, constituiefio (apoiados). Sem elei-
ccs nio ha systema representativo; aquellos que
vo proclamar as pracas publicas, que julgam que
he permittido o recurso frca, esses nfo estimam
tanto a deliberaefio das autoridades legitimas para
prbarieira a actos do violencia; porm, aquelles
3uo nfio teem rocursos senfio no uso,legitimojde seu
ireito devem estimar que o senado use do direito
que tem, annullando esta eleicfio, para que opponha
urna barreira a esses fructos da fraude, da fr$a e da
violencia, que desgracadamente ha lempos a esta
parto leem ganhado grande incremento apoiados].
Senhores, a commissfio disse, porventura, quanto
podia sobre questfio que nos oceupa? A commissfio
julgou que devia referir-se a documentos que tinha
presentes. Na discussfo, porm, sor-me-ha licito
adiantar um pouco o passo, e perguntar se porventu-
ra o senado hio tem coohecimonto de actos de ver-
dadeira corrupcfio, de actos que constituem delictos,
e com que foram estigmatisadas as presentes elei-
cOes. Nfio se sabe dessa circular, dessa imposicilo
quo se fazia de candidatos? Nio so vio ainda ha
pouco o Sr. ministro do imperio como queostranhar
que o subdelegado do Po-d'AIho fosse buscar para
membrosda mesa eleitores pernambucanos que nio
pertenciam ao.sed districto? Oque dir o Sr. mi-
nistro do imperio desta imposiefio de dous candida-
tos estranbos provincia de Pernambuco? Eu logo
notei, ao ouvir o nobre ministro,que S. Ex. dava co-
mo que completa rasfio aos eleitores de Pernambuco
que nfio poderam ver de bo.ii grado que a autorida-
de Ibes quizesse impr dous nomes estranhos pro-
vincia.....
O Sr. Alves Branco : Eu nfio fallei nisto.
O Sr. Carneiro Leo: Sr. presideute, sustentando
o parecer da commissfio, julgo que sustento a reali-
dade do systema monarchico representativo no meu
paiz. Scm cleices legitimas, sem liberdade de im-
prensa nio ha systema representativo {apoiados).
A nfio termos cleices legitima*, a admittirmos
cleices como esta, o systema representativo deixar
de existir entre nos. Nio ser este um facto solido;
podcro apparecer outros da mesma natureza, pode-i
r o voto de cada urna das cmaras sanecionar os
maiores actos de violencia, e erigir assim cm re-
presentantes da nacfio os que os houverem pratica-
do; mas, sensdermos eslcexemplo de respeito
constituiefio cas leis, servir isto do darconsidera-
efio ao senado hrasileiro, e talvez possa ter benfica
influencia sobre o futuro do paiz. lo por isso que sus-
tento o parecer da commissio.
11 atarei de outros pontos quecumpre averiguar;
mas ser isto para outra occasifio, visto o cansaco
em que me acho e ter dado a hora.
(6'on(inuar-e-Aa).
RECI'E, 1." DZ JD1HO DE 1847.
Vimos o ZYmesdeS de maio ultimo, que nos lizc-
ram o obsequio de prestar; e delle extractamos o
seguinte :
A rainba Victoria, o principe Alberto, os principes,
seus lilhos, o a corle transferirn) temporariamente
a sua residencia do palacio de liuckingham para o
novo palacio martimo deOsborne, na ilhade Wght,
a 7 ; e suppunh-se que ahi se demoraran! al o
da 13.
O parlamento britannico prosegua em seus tra-
balhos legislativos; mas oceupra-se naquelle dia
com assumptos locaes. ,
A correspondencia de Dublin em data de 6 de mao
dizia que, comquanto o boletim da manhfia desse
da, cret-da enfermidade do lord lugar-tenente da
Irlanda, annunciasseque S. Ex\ passra outra noile
tranquilla, e que a incommoda tosse diminuir con-
sideravelmeiite, .comludo havia ainda urna s opi-
nifio a respeito da fatal tendencia da molestia do no-
bre conde, cuia. perigosa natureza, junta sua avan-
Cada inade, imsipava al a sombra de esperanza do
seu linal rwtabelecimento.
Nos ltimos dias nfio havia sahido o 2.0boletim i
urna hora adiantada da tarde; mas a resposta m
merosas indagaces, acerca do estado de sade X
Ex., fr s 5 horas da tarde, que nfio havia mudan'
ca alguma no estado de S. Ex., continuando os niT
mossymptomassemalteracfio. es"
Havia noticias do Paris, com data d*e 5.
Cartas particulares diziam que arainha ex-r
gente do Hespanha eseu esposo, do\m partir 1~
Paris para a Italia no da 10; n oque, segundn
Times, muito concorreriapara o restabeleciment d
tranquillidado na Hespanha, e remoefio da inquieta
Cfio geral acerca daquelle paiz.
A correspondencia do mesmo jornal dzia nUo
houvera em Franca urna crlse ministerial, a qual
achava terminada; e quo falinal se decidir que ne
nhuma mudanca ou modificaco haveria no gabinete
al depois de ultimada a sessio das cmaras.
0 grande agitador da Irlanda, dizia o Semaphon
deMarselha, que embarcara na larde de 29 de abril
om Avignon, no vapor Aigle, para Arles, chogou
Marselha, nol.demaio. O'Connell ia acompanha-
do por seu filho, pelo seu capellBo e por um medico"
Na opiniio destes senhores, tinha a sade do Ilustre
paciente molhorado muito depois da sua chegadaa
Avignon. Afflrmaram-nos que a sua conversaeno
tinha-sc tornado mais animada, do que era depois
da sua partida da Inglaterra, circunstancia que in-
duz a nutrir alguma esperanca do seu restabeleci-
inento.
O dOiheiro contribuido na diocese de Marselha om
beneficio dos desgracados lrlandezes montava
21,293 fr. que foram inmediatamente remcllidos
para a Irlanda. A contribuiefio obtida na mesma
diocese para os Francezes, victimas da-inundacSo do
Loire, nfo excedeu a 8,800 fr.
Na cmara dos deputados, poz M. Guizot, na au-
sencia do seu collega do interior, que se achava re-
colhido por molestia, sobre a mesa um projecto de
lei para autorisar a cidade de Paris a cohtrahlr um
emprestimo de 25,000,000 de fr.
Mr. Boutmy, que fra aecusado de haver recorrido
corrupcfio, afm de assegurar a sua eleicfio como
deputado, tinha sido absolvido pelo tribunal de Assi-
zes de Creuse.
As noticias de Madrid eram do 1 ."de m;.io, mas des-
tituidas de intoresse. Na noile precedento se reuni-
r umconcelho do gabinete, aoqual assistra o ge-
neral Serrano. Corra que el-re nfio acompanharia
arainha na sua visita a Aranjuez. Naquelle dia par-
tira o general Narvaoz para a Franca, acompanhado
por 4 ajudantes decampo.
A Gazela de Vicua annuneiara no mesmo dia a
mortedoarchiduque Carlos,o hroedeAVagram,-
que fallecer no dia anterior pelas 4 horas dama-
nhfi. A causa inmediata do seu pasamento fra
urna forle defluxfio com inflammaco da pleura.
L-se no referido numero do Times o seguidle pa-
ragrapho, sob a epigraphe
NOVO SUBSTITUTO PARA O TRIGO.
Segundo nformacio authentica, recentementa
recebida da provincia de Pernambuco, parece quo
se pode dalli obler farinha de mandioca (ou casara)
em qualquer quautidade. Este genero constituo urna
especie de alimento summamonto nutritivo, c.quan-
do convenientemente preparado,'sobremodo sabo-
roso. Em Pernambuco, delle se alimentan! todas as
classes do povo, e o seu preco varia de 1 Ib. 12 s. 51
d. al Ib. 19 s. 8 d. per quarler imperial (21/2a3
alquoires da nossa anliga medida.)
i___ ~ .j
Puhlicaco a pedido.
A REVOLUfA DO MINHO OU A MAIIA DA
FONTE.
A revoluefio doMinho foi um successo inesperado
e espantoso, cuja grandeza e importancia pode ain-
da agora avaliar-sc. Mara da tonto ho, segundo a
voz popular, o Pucelle do Minti, qu acordou os nos-
sos Carlos que dorman), quo oslcvou ao cmbale,
que alli se mostrou intrpida, valonle e generosa, e
que afina! salvou a patria .' He o termo. Pava outros
Mara da Foi.te he cousa mu diversa, chega at a ser
um sonho, ou urna fbula. Para nos ho um grande
nome, porque representa um dos mais importantes
tactos ila historia contempornea, um destes acn-
tecimentos que raras, rarissimas vozes appareceu!
na vida social.
Exlruhido da lllustraco, jornal lisbonense)
COMMEtfiO-.
Alfatidega.
RENDIMENTO DO DIA 1.".......... 11:864,1
Descarregam hoje, 2.
Brigue l'hara barricas vasas.
Brgue l'ulriam farinha.
Patacho loanna vinhos.
Briguo Esperanca mercaduras.
Brigue -- Arago dem.
Hiato Nereide fumo o charutos.
RECOPILACA dos rendimenlos da alfandega de Vtt-
nambuco durante o anno finanettro
1846 ri 1847.
1846. Julbo..... 148:551,636
167:547,313
211:691,822
149:954,547 ,
193:399,278
206:266,691 ^
-----------L- 1.077:411, m
272:456,412
209:709,795
167:848,228
193:353,146
179:815,477
152:576,261
Agosto
Setembro.
Outubro, .
Novombro
Dezembro
1847, Janeiro .
Fevereiro.
Marco. .
Abril .
Maio .
.Innlio .
Rs.
1.174:759,319
27252:170,601
Alfandega, 1. de julbo de 1847.
O escrivio da alfandega,
Jacomt Gerardo Mara Lumachi de N'"*-
RENDIMENTO NO MEZ DE JUNHO DE 1847.
itendimento total................152,5/M'
iiiri'ios [de consumo.............
Expediente dos gneros do paiz, ? por c
i;3;7S0,63ff
49,499
149:830,1


-3.
Transporte.............1*9:830,129
rjpwlientedos gneros com carta de guia,
'sporcento ........ ..........
vrmazcnagem de mercadonas.......
ila da plvora,.................
premio dos assignados, 1/2 por cont. .
Emolumentos de ccrtides .',......!
RS.........152:576,26t
96,750
609,480
56,250
1:874,986
101,226
7,440
O escrivuo da alfandega,
Jacome Gerardo Marta Lumachi de Mello.
MPOUTAGAO'.
Wtstmorland, brigue inglez, vindo de Terra-Nova,
entrado no corrente mez, cousignado a Latham &
Hinbert, inanifestou oseguinte :
2(47 barricas combacalhao; aos consignatarios.
Johana, patacho hamburgus, vindo do Cette, en-
trado no corrente mez, consignado aS. 0. Beber &
Companhia, manifcstou oseguinte:
196 pipas, 32 meias ditas, 45 barris e4 garrafas
para amostra de vinho tinto; aos consignatarios.
do Sr. presidente dos Estados-Unidos, primorosa-
mente pintado pelo pintor americano residente nos-
|a cidade. Seguir-se-ha a muito applaudida o pa-
tritica peca,
A MARA DA FONTE,
ornada de cantigas das cachopas do campo, coros,
lancadaSiranda. eo hymno patritico do Minlio,
cantado pelo triumpho alcancado polas mulheres
entre a tropa do regiment n. 8.
Terminar o espectculo com jocosa fai^a,
O APRENDIZ DE LADR.lO.
0 camarote de fronte nobre, n. 27, (lea disposi-
cao do lllm. Sr.- cnsul da America, decorado com o
competente pavilhao;
Avisos martimos
Consulado.
RENDIMENTO DO Dl\ !.'
Cera I.
59,456
RENDIMENTO NO MEZ DE JUNHO DE 1847.
Consumo de 7 por cont. 33:661,717
Dito de *.............. 71,608 33:733,325
Ancoragem para fra do im-
perio.............* 2:563,179
Ditapara dentro do dito. 128,970
2:692,149
UcstiluicOes...... 454,837
Sello iXO.............. 368,800
Dito do ttulos.......... 7,000
Emolumentos de certidOes. 21,440
Siza de 5 por cento. .'..... 300,000
Dita de 15.............. 413,074
Diversa provincia*.
Dito do algodSo da l'a rali iba
Dito do Rio-Crande-do-Norte
Ditodoassucar dito......
Dito do dito das Alagas. .
655,224
1,705
5,695
1:721,893
2:237,312
1:110,341
37:080,951
2:384,517
39:465,468
3:221,874
Vende-seobriguebrasileiro Austral dolte
de 185 toneladas forrado de cobre, com todos os
aprestos, e prompto a navegar para qualquer porto :
para examinar, a bordo do mesmo, tandeado no
ancoradouro da descarga da carne secca e para so
ajustar, na ra da Cadeia n. 45 com Amorim Ir-
mlos.
O brigue nacional Detpique segu viagem para
Lisboa, ero poucosdias : quem no mosmoquizer ir
de passagem para o qrje tem bons cominodos tra-
te com Machado & Pinheiro, na ra da Cruz,
n. 23.
Para o Rio-de-Janoiro segu, com toda a brevi-
dade o brigue-escuna Feliz-Ventura, capitao Jolo
Concalves l.eite; recebe urna, pequea porciSo de
carga miuda passageiros e escravosa frote : quem
quizar embarcar entenda-se com o consignatario ,
Manoel Ignacio de Oliveira nafua da Cadeia, n. 40.
Quem tiverequizer frotar para o Cear urna
barcaca grande ou um hiato pequeo dirija-se a
ra larga do Rozario, n. 27.
Avisos diversos
Depsitos existentes: .
Reniimentot provincia**..
Dizimo do algodfo....... 1:602,451
Dito do assucar..........12:907,098
Dito do caf.....;...... *,890
Dito do fumo.............13,575 14:528,01*
Taxa de 160 rs. por caixa de as-
sucar ............... 201,280
Dita di; 40 rs. p. Tocho de dito 880
Dita de40rs. por sacca de al-
godSo ............... 53,480
Dita de 20 rs. por barrica e sac-
C0 de dito............ 526,020 781,660
57:997,016
535,886
Depsitos restituidos.
l'ernambuco, 30dejunho do 1847.
O administrador,
JoSo Xavier Carneiroda Cunha.
Aloviiuenlo to Porto.
Navio entrado no dia 1 .
Terra-Nova ; 41 dias, brigue inglez George-Robinson,
de 188 toneladas, capitao John Boyes, equigagem
12, carga 2,505 barricas com bacalho ; a Me. Cal-
mont&C.
Navio tahido no mesmo dia.
Babia; hiate brasileiro Pentamento-F'li*, capitSo
Jolo da Silva Santos Paroba, carga farinha.
Dcclaracoes
O arsenal de guerra compra dozo pellos de ca-
bra cruas:quem ditogenoro tiver mandar Sua pro-
posta ero carta fechada e a amostra directora do
mesmo arsenal, at o dia 5 do corrento mez.
Arsenal de guerra, 1." de julho de 1847.
Joo Ricardo da Silva.
O arsenal de guerra compra com armas novas,
do adarmo 17 com baionetas : quem dito genero
tiver, mandar sua proposta em carta fechada a I
directora do mesmo arsenal, at o dia 3 do_j mo futuro mez de julho. Arsenal de guerra, 30 de prolesta.sc usar ,|c todo o rigor das lei
junbode 1847. -- Jo"o Ricardo da Silva. comprou, se nlo mandar entregar.
A administracSo geral dos estabelccimentosde
caridade cm imprmenlo do artigo 160 do regu-
lamenlo dos mesinos estabelecmentos, tendo de
solemnisar o dia 2 (boje) de julho p. futuro.annver-
sarioda VisitacSodeNossa Sonhora.padroera da ca-
sa dos expastns, manda fazer publico, quo no
mencionado dia se franquear entrada as pessoas
que quizerem visitar a predita casa das 4 horas ta
tarde as 8 da noite, segundo dispo o artigo 161 do
mesmo regulamento ; e avisa as pessoas que tive-
rememsua companhia expostos de qualquer dos
sexos e idado que os deverilo apresentar polas 3
i horas da tarde do mencionado dia na revista geral
A PONTE DA BOA-VISTA.
Jaque a ponte da Boa-Vista est om obras, valha
essa occurif iicia inesperada a urna grande parte dos
amadores da suave brisa da tarde, quo, ao mesmo
lempo que gozam clesse innocente recreio s!io
constrangidos a estar a p ou conservar-so cm
urna posicSo incommoda porque os asscnlos do
moio da ponte silo demasiadamente altos, de sorte
que parecem foram feitos somonte paraos pornilon-
gos, sem se attender que muita gente de pernas cur-
tas tem igual direito para gozar commodamente do
bello fresco, l.embra-se, pois, o roga-so ao Sr., a
cuja inspeccSo est entregue a actual obra da ponte
da Boa-Vista, que se digne mandar, ou diminuir a
altura dos bancos, ou collocar um soh-p de madei-
ra, no qual descansem os ps dos concurrentes.
Se isto se fzor, quem nao bemdir a actual obra
da ponte, tendo conioeu pernas curtas?
Um dos que gostam do fresco.
Para as pessoas que preten-
den) seguir viagem.
Na ra do Rangel n. 9 contnuam-se a tiiar paisa-
portes para dentro o fra do imperio, c despachar-
se esclavos, ludo com muita brevidade, e por preco
commodo; do que se teem dado exuberantes provas.
Jolo Francisco Santos de Siqueira por este pre-
vino ao Sr. Jos Flix da Camera Pimentel, que de-
ve mandar receber na casa do Sr. Manoel Concalves
da Silva a importancia da lettra da firma do Sr.
Paulo de Amorim Salgado, que com este seu criado
a levo do negociar, isso no caso -que indaem si
a tenha ; e no caso contrario servir este para pre-
venir a pessoa que a possueisto em rasilo do an-
nuncio que eu tive de verinseridono Diario de
Pernambuco,do mesmo Sr. Paula do Amorim Salga-
do, no qual se furta a satisfazer o premio; ao que
cu tive do responderpelo mesmo Diariocomo se
pode verificar do dito meu annuncioo que cu dis-
se a respeito que se acha inserido na dita folha
no dia 22 do mesmo corrente mez.
Engcnho Anjo, 13 de junho do 1847.
Pcrdeu-se, em una das tojas da ra dol.ivra-
mento, umacarteiracom nina codula de 50,000 rs.,
quatro de 10,000 rs., quatro do 5,000 rs., una de
2,000 rs., tres do 1,000 rs., e urna lettra daquantia
de 229,000 rs., aceita por Jos Joaquim da Costa, e
endossada por Joaquim Jos da Costa Forjaes, eou-
tra lettra aceita pelo dito Jos Joaquim, nutilisada
quom a achcu leve-a praca da Independencia, li-
vraria ns. 6 e 8, que se grat idear, (cando certo que
j se acham preveni dos os assignados na lettra para
mo a pagaren!.
Furtaram, na noite de 30 de junho prximo pas-
sado, de urna venda as Cinco-Pontas, um rolo de
fumo com o peso bruto de 2 arrobas e 22 libras, e
suppe-se ter sido tartado por um preto do Sr. Tho.-
me, quo fugio nessa mesn a noite. Roga-se a quem
o comprou, ou a quem delie tiver noticia, de dirigir-
so a Bernardino Luiz Ferr ira, com venda na ra do
Motocolomb, povoacTo dos Afogados, qucgralili-
car, o dar o importe po r que o tiver comprado ; e
leis contra quem
mesm _
tracilo geral dos estabelecimentos de caridade 21 do
| junho de 18*7. O escriturario Francisco Anto-
nio Catalcanti Cousseiro.
THFATRO PUBLICO
Emronscquencia de no domingo haver fogo do
vista, (lea para sabbado o seguinte espectculo.
SABBAD0 4DE JULHO
anniversario da feliz independencia da
'america do norte.
Principiar o espectculo por um drama alegrico
entre
INGLATERRA E AMERICA,
..cantando-seo hymno da america perante o retrato
.Quem precisar de urna mulhor para ama'dc
urna casa, ou de homein solteiro, ou casado de pou-
ca familia, a qual engomma e cozinba o diario de
urna casa, e da fiadora sua conducta, dirija-se a ra
da Cadeia do Recife, n. 5, que l se dir quem be.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra
Imperial, n 67, com muito bons commodos, pinta-
do de novo: na ra Nova, n. 42, a fallar com Dellino
ConcalvcsPoreira Lima.
Alugam-se tres canoas de carregar tijolos:
quem as pretender dirija-se ao arco da Concoicio, n.
66, primeiro andar.
Teixeira & Andradc, moradores na ra Nova, n.
ue se tem de proceder sob pona de Ibes serein ^ cixe.ia aiiuiduu, """-""""" """ "
sesmos tomados se assim o niofizcrcm.- AdminiE .."y.san ?os sous freguezes Q ^ceberam a
ltimamente de Liverpool,pula barca Straphina, um
completo sortimento de forro ingle/., que vendem por
preco"mais commodo do que em outra qualquer par-
te.
Um rapaz portuguoz, que tem pratica-do com-
mercio, e qoe escrevesoffrivelmente, so oflerece pa-
ra fazer, ou por em dia, qualquer escripluracio, por
mdico interesse; advertindo quo escreve correcta-
mente portuguez. Qualquer Sr. negociante ou parti-
cular, queee queira utliisar de seu presumo, pode
dirigir-se ra do Coegio, n. 14, loja de trastes, ou
annuuciar para ser procurado.
0 engonheiro MiLirensina na sua casa, ra do
Crespo, n. 14, primeiro andar, as seguintes scien-
CaS:-----AHITHMBTIC, CEOMETalA, ALGEBRA, CIIYMICA
6PUTSICA. *
Quem deseja saber de Joaquim de Andrade
Pessoa Pimentel, procure-o no Passeio-Publico, n. 17.
O secretario da irmandade de San Jos d'Ago-
nia, avisa aos irmUos da mesma, que domingo, do
corrente, haver reuniflo para mesa geral, afim de
se tratar da eleicno de definidores, em bigardos
quo nlo aceitaran!. A rounio ser soito horas da
manha, e a ella devem comparecer os Sr. ir-
mfos.
Brendera Brandis &C. mudaram
seu escriptorioearmazem, da ra da Cruz
n. 63 para a rua do Trapiche, n. 16.
Roga-se encarecidamente ao lllm. Sr. thesou-
rciro da lotera do lheatro,que, no caso de sabir pre-
miado o meio blhele n. 2,136, nlo pague scnlo ao
seu proprio, dono Jolo Francisco Paos Brrelo, que
com Antonio Miguel Possoa se acham assignados as
costas do mesmo bilhete.
Os abaixoassignados, tendo contrahido urna
sociedado na loja de fazendas da rua do Crespo n.
2,gyrando debaixoda firma de Manoel Jos Gon-
ce I vs Braga & Companhia pretendem dissolve-la ,
por ter hojo (indo o seu prazo;e porque urna das con-
dlcOes sociaes he mostrar a dita firma desonerada de
seu debito passivo por isso os socios abaixo assig-
nados, pelo presente avisam a todas as pessoas que
se julgarcm credoras a mesm firma, hajam de com-
parecer para sorem pagas, o isto dentro do prazo
de tres dias, (indos os quaes se reputar a mesma
firma desembarcada e quite. Pernambuco, 30 de
junho de 1847. ManoelJot Gontalves Rraga. An-
tonio Monteiro Crrela de Oliveira.
Os abaixo assignados participamao
publico, que, em consecuencia de se ter
inalisado o lempo por que tinham fei(o
um contrato dis.solveram amigavelmen-
te a sociedatle que tinham na casa de cam-
bio da rua da Cadeia do Recife, n 34 a
qual gyrava sob a firma de Lourenco, Bas-
to & Companhia; e que unnimes se res
ponsabilisam por todas as transaccSes fei-
tas al boje, emque futuramente se acha
obrigada a dita firma, ora exlincta: pas-
sando a sua liquidacao a ser feita na mes-
ma casa cima declarada, e a cargo de
Lourenco & Oliveira. Rcife, 30 de ju-
nho de 1847. Jos Antonio Lourenco,
Jos Antonio Basto, Gregorio Anlnnes
de Oliveira.
Prccisa-se de um odicial decliaruteiro.de boa
conducta para ir para o Cear : na rua da Cruz 110
Recita n. 26.
D-se pilo de vendagem a 50 rs. por pataca, as
pretasque distoso encarregarem Picando os se-
nhoros responsaveis pelas faltas : as Cinco-Pontas,
n. 63.
Aluga-se o primeiro andar e as lojas do sobra-
do da rua estreita do Rozario, n. 20 : a tratar no
Passeio-Publico, casa de bilhar.
AOS6:ooosooo DE RS.
Na praca da Independencia loja n. 5,
vendem-se mcios bilhetes da lotera do
theatro a 4$5oo rs que corre impre-
terivelmente no dia annunciado. A el les,
antes que se acabem.
Na rua da Estancia ha para alugar 3 moradas
do casas que tem cada urna duas salas, 4 quartos ,
cozinha fra, quintal murado o cacimba d'agoa de
beber. Na mesma rua estilo as chaves na mo de Ma-
noel Teixeira Bacelar, para asverem.
D. W. Baynon retira-se para os Estados-Uni-
dos.
Quem tiver para alugar urna escrava que saina
cozinhar, e que sirva a urna casa de pequea fami-
lia dirija-se a rua do Vigario, n. 25, primeiro an-
dar.
Precisa-se alugar urna preta que seja diligente,
para o servico de urna casa de pouca familia : quem
a tiver annuncie.
-Aluga-se o sobrado de um andar no becco da
Viracflo.n. 31: a tratar na rua da Cadeia do Reci-
fe n. 18, primeiro andar. Tambom ah se aluga o
primeiro andar da'casa da rua da Cirla, n. 17.
Quem annunciou precisar do quatro contos de
ris, com segurnca cm una propriedade de casa ,
querendo a um e meio porecnto dirija-se a rua do
Livramento, n. 38, junto ao lampclo, que so dir
quem d.
DAo-se 400,000 rs. a premio de dous por cento
ao mez, sobre penhores do ouro e prata quem
quizer annuncie.
Precisa-se de um homem para tratar dealguns
cavados : na rua de S -Amaro n 32.
D-se dinheiro a premio com penhores : nn rua
do Rangel ,11.11. Na mesma casa precisa-sede una
pessoa para vender fazendas.
OsSrs. Livio de Souxa, Bernardino de Sena da
Silva Cuimarles, Jos Leopoldo da Silva e l.uiz Mar-
ques dos Santos queiram dirigir-se a ruada Cadeia
do Recife, afim de rcreberem cartas.
--Itecebcm-se cscravos para se venderem sem des-
peza alguma, ese offerecein todas as segurancas e
garantas aos mesmos Sis., que mandaren! vender
tanto para o matto como para a cidade e fra da p
vncia, por ter o annunciante murtas freguesas :
rua Nova, 11. 40.
Da-so dinheiro a premio sobre penhores de ou-
ro prata c hypolbeca em alguma casa terrea, ou
mesmo sobre" boas firmas : na rua estrella do Ro-
zario n. 30, segundo andar, se dir quem da.
OsSrs Joaquim Francisco de Pau-
la listeves Clemente, Agostinho da Sil-
va Guimaraes e Christovao l'ercira !'in-
to queiram ir a rua largado Rozario,
u. > \.
Precisa-se alugar urna mulher que saiba cozi-
nhar : na rua do Trapiche-Novo, n. 8.
Precisa-se de um Portuguez idoso quo sai Da
tratar bem de horta para um engenbo distante
dsta praca 8 legoas : a tratar na rua Direila sobra-
do 11. 29. B.
Aluga-se urna boa casa terrea com gremio quin-
tal murado na fronte boa cacimba d'agoa de beber,
muitosarvoredosde fruclo, parreiras o (iguciras .
no principio da estrada dos Afilelos ao pe do Man-
guind ; outra dita com sotSo corrido muito fres-
co no becco do Serigado desta praca : a tratar na
rua da Cadeia do Recita n- 25.
Precisa-se do um taitor: no Aterro-da-Boa-
Vista, n. 37, lerceiro andar.
A CARRANCA N. 17.
Mojo s horas que sabir. Traz estampa,' versos ,
scenu cmica, soneto, poltica e factos ospantadi-
Cos...... ,
Roga-se encarecidamente ao S.T.
A. B.. que costuma dar seu passeio das
7 as 8 horas da noite, com sua maneira
de trajar encantador.!, que tanto tem tra-
balhado por desacreditar certa casa com
seus encantos, o favor de mudar de sys-
temo; e veja que muito bem pode acon-
tecer (sem ser milagre) virar o fcitico con-
tra ofeiticeiro, e ser elle o encantado; e
lembre-se que essa pessoa a quem Smc.
solicita desacreditar Ihe nio he em nada
inferior : islo Ihe avisa, e pede por vida
de seu pai e alma de sua av
O Amigo da paz.
Procisa-se alugar um preto possante, para ven-
der fazendas cm um taboleiro mesmo na praca,
ainda que nlo seja muito ladino : na rua Impe-
rial n. 37.
Cs abaixo assignados participam ao
publico, que teem eslabelerido solidaria-
mente urna casa de cambio na rua da Ca-
deia do Recife, n 3 sob a firma social
de Lourenco & Olivciva; e que se acham
prnmptos para pagar e receber, nos dias
dos seus vencimentos, o importe de qual-
quer lettra das que se acham em circu-
lacao com a extracta firma de Lourenco,
Rasto'ck Companhia; e o mesmo farao
com aquellas que de boje em diante ne-
gociaremsob a nova firma cima declara-
da, sendo caixa e encarregado de dirigir
o estabelerimento o socio Oliveira. Reci-
fe, i. de julho de iH.'i; Jos Antonio
Lourenco Gregorio Anlunes de Oli-
veira .
Iloje, 2 de julho, pelas 4 horas da tardo, Dor-
ia do Sr. doutor juiz do civel da primeira vara tem
de ser arrematada, por ser a ultima praca, a casa
de sobrado de dous andares osolilo na rua da Ca-
deia-Velha t n. 37 penhorada por cxecuco do D.
Youlle & Companhia contra a viuva e hordeiros do
Bcnto Jos Alves, escrivflo llego.
Compras.
Compra-so estanto velho ou novo em grandes
ou em pequeas porcOes na rua do Queimado, loja
de Antonio la Silva Cusmo.
~ Compram-sc escravos de ambos os sexos para
urna cncommenda : na rua do Rozario, venda da
esquina n. 39.
Compram-se, sempre, todas as qua-
lidades de frascos de vidro vasios que
serviram d'agoa de Colonia e espiritos
de cheiro: no Alerro-da-Boa-Vis'.a ,
fabrica de licores n. 17.
Compra-sc os nono o dcimo lomos do Judeu Er-
rante por EugenoSuo, segunda edi'cilo, impressa
no Rio-dc-Janoiro noaiino de 1846 na lypogra-
phia de Villeneuve : na rua da Cadeia de S.-Antonio,
n. 14, primeiro andar.
Compra-se, ou aluga-soum moleque, que seja
reforcadocsadio.emhora nlo tenha habilidades:
na rua da Cruz, no Recife 11. 21.
Compram-se garrafas vasias, que nlo tenham
servido de azeite ; pagani-se 11 60 rs.: no pateo do
Carino esquina da rua do Dorias*, lado diroito,
n.2.
Vendas.
) ro-
na
Ora, na vrdade
j estilo desengaados que ninguem assombra ao
antign haraleiroconi o vender barato.
O antigo barateiro esta vondendo por todo o di-
nheiro, na sua nova loja de niiudezasda rua do Col-
legio n. 9, papel almaco muito lino a 3,200 rs. a
resma e meia dita a 1,600 rs. A elle fregueses ,
antes que se acabe, por estar no rosto. Trinchantes
muito linos sendo faca grande e garfo com mola ,
a 800 rs. cada trinchante ; carapucas de algodao do
cores a 10 rs. cada una ; [uvas de algodfo, bran-
cas o de cores, para homem esenhora a 320 rs. o
par ; torcidas para eandiciro do todas as larguras,
a lOOrs. aduzia ; luyas de seda para nienin*s a
200rs."o par; pentes de tartaruga, para marraras, a
960 rs. apa re ha ; tesouras para cortar papel, com
ferrugem a 160 rs. cada urna; botes de mare-
perola, a t80 rs. a groza; ditos de meta .para
cakas, a'.120 rs. a groza ; leques de seda a -,w>as-
eada um ; brincos pidos e amarcllos, com enrolles
dourados a 80 rs. o par ; (io do sapate.ro_, muilo
forte, e que tamben, servo pare foguotciro por
ser milito forte, a 600 rs. a libra; cWuteirasfc
marroquin a 320 rs. cada una ; carie Hwy. -
beira a 160 rs. cada una. Cheguem a hnhado car-
retel,' muito forte, cl.egada ullmiamenle, peo
mesmo precede 320 rt. a duza .P"i|acb"r;ft0^
que riquissimos faqueiros o copeiro*J "",0 *
polka .chocados de Parjs. Cheguem, fjeguezes, as
tesouras, a* 160rs. cada urna queesto acabndo-
se .ditas mu.lo linas, douradas, e caivetes a 240
rs cada un : uno ha nada mais barato pois isto ha
nechincha venham depressa que nao chega para
lodos; depois nlo briguem com o antigo barateiro ,
que elle iio quer andar dopois aos'.supapos por cau-
sa das pechinchas.
Vendem-se 10 barricas com cera do carnauba ,
de boa qualidade : na rua da Cadeia do Recife ,
n. 18.
Vendem-se, muito em conta os seguintes ro-
mances traduzidos do francez cuja leitura he
beminteressanle :a Noiva do Madrid o Fr. Angelo ,
a 320 rs. cada exemplar ; o Arcypestre, a 400 rs. em
brochura : tambem so vendem formando colleccao,
em meia encademacao, por 1,500 rs. : na praca da
Independencia, loja de encademacao.


_ Na ra do Rango!, n. 11, anda ha para vender
varias obras de ouro para homemo senhora.
Vende-se sal do Assi a bordo da
sumaca Carlota, fundeada na volta doFor-
te-do-Mattos, ou na ra da Cruz, n. 26.
- Vendem-se duasvarandas
deforro.com 30palmos cada uma por commodo
prego; uin berreo de Jacaranda, de muito bom gosto ,
c a moderna, tambero por prego commodo : tudo
cm bom estado e quasi novo : na ra da Cadeia de
S.-Antonio n. 17 armazem de tijolos.
Vendem-se chitas imperiraes chegadas lti-
mamente do Hio-de-Janeiro a fazenda a mais mo-
derno daquella corte ost.lo-se retalhando a 320 rs
o covado na nova loja de Francisco Jos Teixeira
llaslos, nos quatro-cantos ta ra doQueimado n.
20. DSo-sc amostras francemonto para os froguezes
mclhor conhecerem o bom gosto e boa qualidade.
Vendem-se caixas de cha hysson, de 6, 12el3
jibrrs em porcoes ou a retalho ; caixas de velas
de espermacetede5e G em libra: na ra da Alfan-
tlcga-Velha n. 36, em casa de Matheus Auslin & C.
Vcnde-se sal do Assu', tnuito su-
perior e grado : a bordo do brigue-es-
ctina Henriqneta fundeado no Forte-
do-Mattos, ou na ra da Cadeia-Vellia,
n. 17, segundo andar.
Vende-se uma escrava muito moca : r.o Mundo-
Novo, n. 58.
Vende-se um piano inglez.de seis oitavos ,
por prego commodo : na ru dasTrinehciras, n. 18.
Vende-so uma casa terrea 110 bairro da Boa-Vis-
ta, com muito bonscommodos : no Atcrro-da-ltoa-
Vista, n 58.
Vende-so uma casa terrea sita na Capunga ,
de pedra e cal, e feita a moderna na ra larga do
Rosarlo, n. 32.
Vcnde-se um casal de escravos de naci por
prego commodo: na na da Cruz, n. 52.
Vende-so uma balanca delato, com columna
do tiii'siiid metal ,e osseus respectivos pesos por
, 20,000 rs. : na ra da Cadeia do Itecife loja de lou-
% ga,n. 6.
Vendcm-se escravos baratos, na ra das
Laranguiras, n. 14, segundo andar: 2
pretos do elegantes figuras, de 20 annos ,
acostumados a trabalhar de enxada ; um
dito de 16 annos com um pequeo de-
leito; uro dito com oflicio de alfaiate; um pardo
ollicial desapateiro de boa conducta de 22 anuos;
um preto do moia idade, por 280,000 rs.; una inu-
latinha de 16 aonos, com alguna principios de ha-
bilidades; uma dita do'25 annos, que engomnia ,
cose c cozinha o diario do uma casa; tres prclos
de-nag8o, mogas sendo uma de 16 annos, outra do
26 aunse a outra de 9 annos.
Vendem-se 7 escravos 6endo : urna negrinha,
boa costurcira de lavarinto e que marca; duas di-
tas de 17 a 20 annos, de bonita figura que engom-
niam o cozinham bem; duas ditas, proprias para qui-
tandeiras; um pardo bem moco, de bonita (gura;
um preto de boa conducta : no pateo da Matriz de
S.-Antonio sobrado n. 4.
Vende-se uma porg.odc lio de ulgod3o ; azcite
de coco e decarrapato : na ra Nova, venda n. 65.
Vende-se uma preta cozinheira de boa con-
ducta e moca; uma parda costureira engomma-
deira e cozinheira e que ho propria para ama de
casa por tcrexcellente conducta e ser sadiajum
moleque do 7 annos, muito lindo, proprio para
brincar com meninos: tutlo he de pessoa que se
quer retirara praca por doenle: na ra larga do
Hozar o, loja de miudezas, n. 35, se dir quem
vende.
Vendem-sc 3 ptimos escravos mogos, proprios
para o matto ou eogenho, por ser esto o servigo em
3uese leem empregado desde pequeos: na ra
a Cruz, no Itecife, n. 26.
Vendcm-se saccas com farinha de mandioca,
por prego commodo na ra da Cruz, n. 26.
PIXIIINCIIA.
Bocctas brancas de pinho proprias para guardar
roupac para conducgio de doces, a 240 c 320 rs.
rada uma : no Aterro-da-lloa-Vista, loja n. 48.
- Vendem-e acedes da ex-
mela companhia de Pernambuco
e Parabyba : no escriplorio de
Oliveira limaos & C, na ra da
Cruz do Recife, n. 9.
Vendem-se duas casas terreas, com boas com-
modidades quintaes e cacimbas, c uma ilcllas
com estribara sitas na travessa do Marisco, outr'o-
ra becco do Peixoto ; uma dita por todo o prego,
sita na ra de Motocolomb nos Afogados, esta he
de taipa e smente tem a frente e retaguarda de
lijlo ; 2 escravos do servigo do campo ; urna pedra
quadrada e polida para se moer tinta : ludo por pre-
go muito commodo: na ra Direita sobrado n. 29.
Na loja nova do. Passeio-l'ublico n. 19, de
Manoel Joaquim Pascoal Hamos vendem-se pegas
de eolia a 2,000 rs., e o covado a 100 rs.; ditas do
chita deassentocoberto, a 4,500 rs., e a 120 rs. c
covado; ditas para cobcrla a 6,000 rs., e o cova-
do a 160 rs.; chitas para vestidos do lindos pa-
drees a 160,180, 200,220, 240 e 280 rs. ; corles de
chita a 2,400 rs. ; pegas de cambraia branca, a 2,500
rs., o a vara a 400 rs. ; cortes de fuslOes para cohe-
tes a 1,000 rs. ; ditos de sarja lavrada a 1,000 rs.;
lengos de seda, a 1,440 o 1,600 rs.; bretanha de
puro linho a 800 e 900 rs ; cortes do mcia casimi-
ra a 2,400 e 2,600 rs.; ditos de castor a 1,600 rs. ;
loigos para grvala a 200 e 320 rs. ; inadapolao a
2,400 rs. a pega e a 120 rs. a vara c- muito lino, a
3, 4, 4,800, 5,200c 6,000 rs ; primores para vestidos,
a 320 rs. o covado ; cassa lisa muito lina a 500 rs ;
lengos de retroz muito modernos, a 3,500 rs.
bonsbrins decores a 1,000, e oolras muitas fa-
zendas que pelo scu diminuto prego n;"io desagra-
dar3o aos seus freguezes.
Casa da F
na ra estrella do ilozario, n. C.
Nesteostabelecimentoacham-sea venoa as cau-
telas da bem acreditada lotera do theatro publico
desta cidade cujas rodas andaroiifallivelmente no
diaade julho, tiquem ou n3o bilhetes. Na mesma
rasa vendem-sc nidos bilhetes com ganho.
Vende-se uma linda mulatinha de 10 annos,
que cose muito bem .- no pateo do Carmo n. 13.
Vende-noum preto de 2* annos, proprio para
odooservico; duas negrinhas de 12 a 16 annos,
com algumas habilidades; 3 prclas ole 24 a 30 an-
nos com algumas habilidades : na ra do Collegio,
n. 3, segundo andar, se dir quom vende.
Vendom-se excollontes couros de onga pinta-
dos ditos de dapoeiros bezorroa, 'sola; tudo por
prego commodo: na ra estreita do Rozarlo n. 30,
segundo andar.
Vende-se o deposito do assucar defronte do
becco da Penha, n. 30 : a tratar na ra Direita, n. 1.
Vende-se rico fil de linho bordado o
liso o mais fino possivel; casimiras o
moias ditas de> ricos padrfls ; lengos
de seda de cor, a 1,280 es.; ditos supe-
riores o de gostos novos; alpaca mui-
to fina ; pannos linos de cores e pretos ;
cassas de edres para vestido, das mais
modernas que ha presentemente ; raur-
sulinas de cores para vestido, do no-
vos padrfls; bramante de puro linho e
muito fino; bem como um sortimento
de fazondas linas e grossas: tudo por
menos prego do que cm outra qualquer
parte i na nova loja de Jos Moreira
Lopes & Companhia na ra do tQuci-
mado, casa araarclla n. 29.
Vende-se uma parda, muito prcpna para o
ramoo.ou para casa de familia : a Tallar na ra da
(ladeia do Itecife, loja de Joao Jos de Carvalho Mo-
ra" Vcnde-se a venda da ra da Aurora, com os
fundos que conviereiii ao.comprador: a tratar na ra
Vendem-se ealugam-sc bichas de Hamburgo ,
chegadas ltimamente, por prego mais commodo
do que em outra qualquer parte,': na travessa da
ra do Vigaro, loja de barbeiro n. 1.
Siasas^:^:s:^s:^ :g:e:es:e:e:@:e:sa
WA Vende-se um molecote do bonita figura, 2|
95 de 22 annos, sem vicios nem achaques bom sn
tjj ofh'cial de pedreiro :|na ra das Larangeiras W
S n. 14, segundo andar. jjjj
to, por j ter feito ptimos beneficios, a 1,000 rs. a
garrafa ; ditos de maracuj, tamarindos, limito e la-
ranja, a 500 rs. a garrafa : no Aterro-da-Bqa-Vista,
fabrica de licores, n 17.
x\tten?ao.
Na ra do Crespo, loja n. i-i,
de Jos Joaquina da Silva
Maya,
vendem-se chapeos de seda para oabcgas.de senhora,
CHEGUEM AS PEGHINGHaS.
Na loja nova do Ferro& C,
na na do Collegio n. 5,
vendem-se cortes de cassas de bonitos gostos, pelo
diminuto prego de 2,000 rs.; ditos de lindas cores ,
e muito modernos a 3,200 rs.; pegas do chitas es-
curas de cores fixas a 4,250 rs. ,ea120rs. o cova-
do ; ditas, a 5,000 rs. o a 140 rs. o covaio ; ditas fi-
nas, a 160,180,200,220 6 240 rs. o covado; brim
de puro linho,, a 320 rs. a vara ; riscadinhos france-
zes e modernos a 220 c 240 rs. o covado ; camisas
de meia a 1,000o 1,200 rs.; brim fingindo casimi-
ra de linho puro a 1,000 rs. a vara; superior pan-
no da Costa trangado muito proprio para escra-
valura deengenho, tanto pela sua duragio como
pelo seu diminuto prego de 480 rs. o covado o ou-
tras muitas fazondas que pelo prego agradarlo.
Vendem-sc 5 cscravas sendo: duas pretas [mo-
gas, com habilidades quo se dinlo ao comprador;
uma negrinha do nagiio Angola de 15 anuos, que
cozinha bem e lava do sabao ; uma mulatinha do 10
anuos; um preto de nagao mogo, proprio do ser-
vigo de campo : na ra das Cruzes, n. 22 segundo
andar.
Haisricos.o mais modernos que leem vindoa esta
assini como se vendem chapeo- '
!.- ..... meninas de dousa 12an
ra criangas. de muito lindos gostos. Tudo chegado
nalliinha para meninas de dousa 12 annos; toucaspa
a enancas, de muito lindos gostos. Tudo chegadt
deFranga pelo ultimo navio, epor muito commodo
prego.
FABRICA
NACIONAL
IMPERIAL
DE RAPE FINO
.-nkv
A grande extraccBo quu tem tido oslo rape, depc-is
que foi oxposto a vonda he prava incontestaveldo
bom acolhimento que tom merecido. O uoico de-
posito ho na ra do Trapiche n. 3* e a retalho
-' >--- J.de C)
Carvalho Cu
vende-se as lojas.dos Srs. J. J. de Carvalho Monjes,
A. F: Pinto & IrinSo A. B. Vaz de
nha & Amorim Pontea & Sampaio na ra da ca-
deia do Recie ; A. I), de Oliveira Bfigo na ra da
Madre-de-Deos; Campos & Almeida, na ra do
ueimado; T. Fonseca, Umbelino Maximino
de Carvalho, na ra do Cabug ; C. G. Breckemfe d ,
praga da Independencia ; Caelano L. Ferreira Th"-
maz P. M. lstinja, e Autonio I'ercira da Costa
Gama, Aterro-da-Boa-Vista
Tho-
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Gaz.
Loja de Joxio Chardon ,
Atcrro-da-lloa-Vista, n5.
Nesta loja acha-se uiu rico sorliinenlo de LAMPEOF.S
lAHAGAZcoui aeus compeienlcs vidros, acceudc do-
res e abafadores.
Estes candieiros <>s > meihore e
mais modernos que existein boje : recommendain-se ao
publico, tanto pelaeguranja e bom gosto de sua boa
confeefao, como pela boa qualidade da lu, ccouomia e
asscio de seu serv{0.
IVa meSnia l0a consumidoressem-
prc acharao um deposito de GAZ, de cujo se aliaba a
qualidade, e em porciio bastante para consumo.
Vende-se uma preta crioula de 30 annos que
cozinha, cose e engomma : na ra do Livramento,
no segundo andar do sobrado n. 1, que faz esquina
para a ruado Rangel.
Vendem-se bilhetes e meios
ditos da lotera do t\io*deJane
ro, chegados no vapor Impera-
dor : na loja de cambio de Ma-
noel Gomes, na ra da Cadeia,
n. 38.
Vende-se um lindo preto, sem vicios
nem achaquesa de 32annos, com offi-
cio desapateiro cozinhero e que he
bom masseiro : na ra das Larangeiras.
n. 14, segundo andar.
Vendorti-se admiraveis navalhas de ago da Chi-
na que teem a vantagem do cortar o cabello sem
offenga da pelle, doixandoa cara pareendo estar
na sua brilnante mocidade.
Este'ago vem exclusivamente da China e so nel-
le Irabalham dous dos melhorcs e mais abalisados
cuteleiros da nunca excedida e rica cidade^ de Pe-
kim .capital do imperio chm.
AUTOR SUAW.
N. B. He fecommendado o uso destas navalhas
maravilhosas por todas as sociedades das sciencias
medico-cirurgicas, tanto da Europa como da Ame-
rica, Asia e frica, n8o s para prevenir as moles-
tias da cutis mas tambem como um meio cosm-
tico.
Vendem-se na ra do Crespo loja de Campos &
Maya.
Vendem-ae capsulas de gelatina com balsamo
de copaiba smiplos ; ditas com dilo e oleo de ligado
de bacalho ; ditas com dito e oleo de figado de ar-
raia; ditas com dito o cubebas; na ra da Sonzalla-
Nova, n. 40, primeiro andar.
Vende-se, por precisSo uma escrava de nagj0
Angola que cozinha o diario de uma casa, ongom-
maiiso.o he muito fiel: na ruaVelha, sobrado
que faz esquina para o becco do Veras, n. 34.
Vende-se cha de muito superior qualidade, em
caixinhas de 6libras : em casa de L. G. Forroira&:
Companhia.
Vende-se uma preta de nagiio de muito Lo'-
nila figura por prego commodo : na ra do Livra-
mento n. 20.
Vendem-se 6 moloques do 12 a 15 annos; dous
mulatinhos, muito lindos e que silo ptimos para
pageos; 12escravasdol0a 30 annos: na ra Di-
reita. n. 3.
Vendem-se velas de sebo purificado, de mui-
to superior qualidade, em caixas, fabricado no Rio-
Crandc-do-Sul; bem como absinthe em caxinhas,
do melhorque tem hoje no mercado : na ra da
Cruz, n. 38.
Vendem-se por prego commodo 4 moradas
de casas tros nos A fugados na ra de Motocolom-
b ns. 5, 6 e 7 e uma em Olinda, ra do Vara-
douro n. 15 confronte a S.-SohastiSo : no pateo
de S.-Pedro, n. 6, esquina que volta.para a ra d
Hortas, segundo andar.
Vende-se urna morada de casa por detrs da ra
Imperial, do lado do mar feita de novo e a mo-
derna, com oitOesdobrads, 22 palmos de frente,
2 quartos, duas salas cqzinha fora quintal com
cacimba do boa agoa a dinheiro ou a prazo : ni
ra da Concordia, no ultimo armazem do madeiru.
Vende-se uma rica loalha de lavarinto, toda
aberta, com vara e meia de comprid, e com um
covado de largura, com seu competente bicode
chave de largura : na ra do Livramento n. 4, se-
gundo andar.
Vendem-se ditas casas terreas com
bons comoiodos, por preco mdico : na
ra DireUa, sobrado n. 39.
--Vende-so um candieiro de 3 luzes, novo; um
terno de quarta para baixo ; um funil de pao ; 4 tei^
nos de medidas de folha.e urna oseada: tudo em cau-
ta : na Camboa-do-Carmo, n. 3.
Escravos Fgidos.
AVISO
ao mada mismo f>er-
nambucano.
Na loja da ra do Crespo n. 4 ao p do arco de
S.-Antonio de Bicardo J, V. Itibciro e na loja do
Passeio-l'ublico ,11.17, ha um rico sorlimento do
chapeos de crep de seda, tanto para meninas como
para senhoras o igualmente os hade crep de al-
god:lo todos no mais moderno modelo e asseiado
gosto, de varias o lindas cores que se vendem por
prego mais commodo possivel ; advertindo-se que
sSo dos ltimos chegados de Pars, e por isso os
mais ricos possiveis : ha igualmente enfeiles de ca-
bug para bailes, e um completo sortimento de
ohjectos de luxo.
Vende-se estopa, propria para saceos : na ra
do Trapiche, n. 8
Vendcm-se qualro mastrps de pinho: na ra
do Trapiche, n. 8.
Vende-se carne de vacca salgada em barris:
na ra do Trapiche n.8.
Uefrescos.
Xaropede groselhe, feito do verdadeiro summo,
vindo de Franga a 1000 rs. a garrafa ; dito de flo-
res de larangeira, a 1,000 rs. a garrafa; dito feito da
Acabam dechegar, pelo ultH
mo navio, 3 fortes pianos, de pa
tente London, todos de jaearan-
d e feitos com muito bom ges-
to, pelos melliores autores, Co-
lard e Colard; bem como ac
de Milo e estanto: na ra do
Vigaro, armazem n. 4, de lio
the & Bedoulap.
' l\a loja nova do
Passeio-Publtco,
. 17,
vendcm-se cortes le veslidos de cassa, de muito lin-
dos padrOes e muito finos.a 2/ rs. o corlo; chitas um
cortes de 10 covados muito finas, a 2,000 rs.; ditas
muito finas e fixas a 5,000 rs. a pega, e a 120 e 140
rs. o covado ; ditas proprias para coberta padres
e pannos muito bons, a 5,000 rs. a pega, o a 140 r
o covado; casimira preta, azul, e verde-escura da
largura de panno a 2,200 rs. o covado e outras
muitasfazendas, por prego mais commodo do que
em outra qualquer parte.
Vende-se muito boa tapioca ou farinha do
MarantiSo, om pequeos paneiros do uma a duas ar-
robas por prego commodo no armazem du Bra-
guez ou a fallar com J li. da Fonseca Jnior pa
ra do Vigaro, n. 25, primeiro andar.
Vendem-se cestos com garrafas do azeito doco ,
de superior qualidade : no armazem do Bacelar, na
cscadinha daalfandega, ou a fallar com J, B, da Fon-
seca Jnior, na ra do Vigario, n. 25," primeiro
andar.
Vendarse uma cadeirinha de arruar, rica pou-
Fugionodial.'do correle, s 11 horas dodii
preta Maria, de ftacflo Angola, idade de 28 annos,I
estatura ordinaria, choia do corpo, bastante fula,I
beigos grogos, nariz chato, rosto redondo, milosl
pequeas e unhas curtas: tem cm ambas as psl
um signal de chiclo ; e levou vestido azul de algo-r
dSo trangado, e panno da Costa. Boga-so a qual-l
quer pessoa que a pegar a leve Amaro Benedicto!
deSouza, na ra Dreita n. 112, primeiro andar, on-
de ser bem recompengada.
Fugio de bordo do- patacho Pelicano um escravo |
de nome Boque, do San-Thom estatura baixa,
rosto redondo esem barba, com l'eridas as nemas,
vestido com camisa e caiga azul e barrete ingle?.
Eslc escravo pertcnce a Joflo Jos Pereira do Azoira, |
do Bio-de-Janero. Quem oopprehender, quoirale-
va-lo ruada Cruz n. 66, casa de ('.andino Agosli-
nho de Barros, por quem ser recompensado:
T- Nodia 24dejunhqdesappareceu desta cid*
a escrava Silvana, crioula, com os signaes segua-
les : baixa, reforcada do corpo, cara redonda, beigos
grossos, cor fula, natural do sertSo de Paja, don*
veio ha 8 para 9 annos, com 18 annos de idade pou-
co mais ou menos; levou vestido de cassa com bieos
do |inho, saia de algodSozinho, panqo da Costa, e |
mais alguma roupa em trouxa. l)esconfia-se que di-
la escrava fra seduzida, c que se che nosta enlacie,
ou na do Olinda, em poder do alguein, contra quem
se proceder com o rigor da lei, so logo mo foren-
tregue a seu legitimo senhor. Boga-se, pois, asauW-
ridadspoliciaes o capitaes decampo que a apere-
hendam e levem-na a ra da Cadeia, loja de fazeni,
n. 51, onde se recompensar.
Fugio, no dia 24 do junho o cabra Pantaleao,
de 40 annos, alto, magro, rosto comprid o mrn-1
to descorado ; levou camisa e ceroulas de aigoi
da tena, muito sujas : quom o pegar leve a
Congalvcs da Silva, na ra da Cadeia do Becife.se'r
pe to desta praga, e na provincia do Ceara nic-
dade de Sobral, a seu senhor, Antonio Joaqun ro-
drigues.
-- Fugram Alexandre", cabra, e Marcellina, preM
ta que pertencem a Manoel Ignacio do AlbuqueM
que Maranho senhor do engenho novo da t>ol,ce I
g3o : j foram presos ou demorados em Igu' I
su (Iiihaman ) ed'abi tornaram a fugir. ''ede"se' I
autoridades policiaes ecapitaes de campo ac,P"T1
ra dos mencionados escravos que os levem a ra |
Cadeia-VeUia n. segundo andar, onde seror
compensados e se pagarSo todas as despezas 4
porventura se lenham feito.
verdadeira resina de angico, que he muito condec-Ico usada poi prego bstanle commodo : na ra das
do e approvado por as pessoas quo paUccem do pei-| Trincbeiras, n. 46, primeiro audar.
.i: I
esappareccu, no dia 29 do junho da cas*
rinha crioula, de H
levou vestido de cM
Senhora D. Izabcl, uma negrinh
azul: quema pegar leve a sua senhora, lias Ciu
Ponas, que ser recompensado.
Desappareceu, no dia 29 de junho, a cscr'
Maria, de nacSo Angola ; representa ter 40 '"""J
altura rogular, cor preta ; tem urna cicalrizu,|
uma queimadura sobre o pcilo direito P0!"1"8,^!
lauto tortas; lovon vestido de riscado azul o ("
no da Costa j usado ; costumava a vender h
no Becife em um balje verde. Esta escrava voio
sertflo de Sebir ao 8r. Diogo Jos da tom.
quem foi comprada : quem a pegar ou Uvcr |
cia leve a seu senhor, na ra do Vigaro, n.
primeiro audar, quo ser bem gratificada.
PUJAN.: h TH>. liM. f. Dlf FABIAf
-rlW)

MBH


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