Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08475


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Full Text
Auno de 1847.
S ib bailo 29
1.1 ilUO puldic-selodoj os das, qua nao
.i- oiurda i o pre$o 1 as(natura he de
""ai, P< qmrtel. pagot ndiahtaitnt. Os >
\ dos Hispanles slia iuserilos rnsKo de
"" ,mrli"l'a- *"" ln,PO diflVrsnt, is
,0 !> n-1 o"""1'' 1ue n" rn|"em ,:R-
repe"7 80 rs por buha, e lOrt em lypo
piiases da la no mes de maio.
.. ..ule. '. ,01 7 n,in. d ,ar iCefaV. a 21. s 11 horas e 80 mrn.d Urde.
LaTclici. '. l,ora* 0,in- d Wrte-
PARTIOA DOS CORREfOS.
GoUrm e Paral.yba, ., sagundilleitaj feims.
Kio-Urande-dn.?(ort quintas fflirasaonwio-dia.
Cabo, Serinliem, Rio-Forinoso, Pono-Calvo e
Macelo, no I., a II c Jl decida raes,
Garanliuns e Bonito, a 10 e 31.
Boa-Vista e Floras, a 18 e ?8.
Victoria, s quintas feiras.
Olinda, todos os dias.
PREAMAft I>E HOJE.
Primeira, s 4 lioiaa < JO mtnutos'da tarde.
Segunda, s 4 horas 51 minutos da manha.
de Maio.
Anno XXIII.
N. HO.
das da semana.
24 Segunda, ijfi^i 9. Afra.
JS Terca.,>J< S. Gregorio-
M Quarta. S. 'liil| pe Nery. Aud. do J. do
cir.da i e do .!. de paz do I dist. de t.
11 Quinta, f*. Ramilfo. Aud. do J. de orph.,
edo i. municipal da I vara.
18 Seila. S. Germano. Aud do J. dociv. da I.
v. e do J. de pal do I. dUt/de t.
20 Sablwdo. S. Maximiano. Aud do J do civ.
da I. v. e do J de paz do I dist. de t.
30 Domingo. S. Petronlila.
CAMBIOS NO DA M DE MAIO.
Cambio sobre Londres a T d por l J rs.
a Pars 840 rs. por Tranco.
u Lisboa Di de tremi.
Desc. de letlras de boas firm-s I '/!>*/
OuroOncas I espanholas.... J8JS00 a
> MoedasdeStOOvelli. 16*400 a
da|400nov |6*IOO a
.da tfOOO..... 9{on
Pr.iU l'ataces.......... Jf.JO a
Pesos coluinnares... If'UO a
Ditos mexicanos ... t#800
Miuda............. 1*910 a
Acres da comp. do Ueberbe de SSJOOO r
6d.
ao mez.
iiijfsno
iBfJOO
Mito
1|040
II*
.ao par.
-J!S
L. i_ilH
DIARIO DE PERW AMBUCO
INTERIOR
BARIA.
SYSTEMA PENITENCIARIO NESSA PROVINCIA.
IIh.atohio da commissio encarregada pelo Exm. Sr.
amlente da provincia dt examinar at que.'ISes reta-
titas caa de pristi com Irabalho: composta dos
Sti. doutore Casimiro de Seni Madureira, Joo Jos
fat bosa de Olivara, uiz Mara Aloes Falcao Huniz
Brrelo, Eduardo F. Franca, Jodo Baptjtta dos An-
jos, e dos Srs. tetunte Franeco l'ritna de .So tu a
Aguiar, conde deUermanson MoHo BaplAta Ferrari.
(Continuado do n." antecedente?. '
Restava examinar o systema opposto, da
filo individual.
Eis-aqui summariamento como a commissilo o a-
preciou.
Primeiramente nflo so Ihe pode contestar a grande
vantagem de fcil esimples na disciplina, cujas re-
gras unta voz assentstlas enconlram na propria frga
do systema facilidade em serem desempenhadas.
l'orquanto a separac.no material, em que paredes
collocam os cncarcerados, atalha-lhos todas as dos-
envolturas, e antecipadamente Ibes lira al o mes-
nio pt'nsamenlo da resistencia.
l)emutaponderat;no he isto em urna Ierra em que
a novidade da instituirlo, o estado actual de civil
sactfo, a falta lastimavel de espirito de associaQio e
de propensOes philantropia, o o diminutissimo nu-
mero de homens especiaes com que mui dilicilmen-
te deparariam ntrenos, esto indicando claramen-
te ipicum eslahelecimentn desla ordem nlto medra-
r aqui seniio sob condigno de demandar mu pes-
soal miiiln limitado e de no consistir em regras
complicadas e miadas, que requeiram dos execu-
tores grande lidelidade relighlododcver.
VMh, dentis, penetrada a commissilo de que, de
lodos os modosde prender, esto he o que mais pro-
Imliilidades il do reforma moaal dos criminosos, e
de itilluircom Riis fArt}a esalutarmenleno espirito
delles; porque a segregado individual, o genero de
visitas religiosas e civs, as praticas tiestas com l-
Ics as celias, a leilura prove tosa, o trabalho soli-l
lario que nflo offeYece'fs distraecCes do isrvoryon>
mum, pinico c pouco Mies ir povoando de ttaoias
graves a mente criminosa, desidertum doa lem-
pos modetnos, que alias pelo mui arduo que he nflo
deve ser o principal objecto dos psfoiyw da socieda-|
de, e acerca do qual por isso a commissilo nflo sent
muilo nfto poder fundar exageradas esperanzas naj
r-yslema celluar. posto aueo tenho pelo mais pTS-j
ptiopara favorecer este generle reforma.
I'nrcsla duvida, porcm, mais de urna certeza 1)1
de resultados Lo^isdcste syslema.
Se ello mo assegura que melhorar osenearcert-
dos, ao nienoscerlu he que os nflo depravaj coiue-
queneiajiiimeiisa, nica talvoz qiie o governo pro-
'iitedero buscar conseguir, e que elfes promet-
*'.' V 'j ,^im^mMkmmKaaSSSma^m^iaBmKll^i^,'i' i^
to, seconhecam emlim; daqui resulta que ao vol-
veren) liberdado nflo ha esse vinculo fatal quo os
arrastrara cumplicos do novos crimes.
A commissflo mo devo occuitar as contradic-
hos que se lhe tem opposto principacs, e as suas so-
lucOes.
Argumentan) que urna prisSo em que devam os
detentos trabalhar sos tongo espado, e Ibes oITcrcca
pesadas vantagens hygicnicas, .arraslar o estado u
grandes despezas de c6nstrucQIo e de sustentculo,
porque os seus empregados devem ser em grando
copia. Mas est respondido quo sim o cusi do edili-
cio hoavullado, porni que, embora para se arredar
o chicote e o arbitrio dos guardashaja sido, no syste-
ma do trabalho em commum, necessario lanzar inflo
de grande copia de gentes que rcalisassem urna vi-
gilancia multo activa, de modo nenhum tica sendo
ra_ certoquena prisflo individual a quanlidade de guar-
das deva ser crescida.
Completando esta objeceflo dadospza, tem-se di-
to que ponen fructo ha de provir desse trabalhar so-
litario dos encacorados, qur porque o numero de
misleres que podem ser exercidos em solidfio he
pouro, e qur porque, sendo assim limitado, nfo se
podem escolhor os mais lucrativos, alm do quo cus-
tara mais e levar mais lempo o tirocinio.
Pormjsotom respondido que ha cxaggoracjlo
em limitar-se muito o tiUmero daquellcs oicios,
pois que ao contrario urna quanlidade rasoavel del-
lesj boje se conhece praticamcnlo que pode ser de-
sempenhada no cubculo, alm de quo a divisilo do
trabalho, suggeriudo a leuibraiiQa c os mcios de fa-
bricar por parles um mesmo produelo, far crescer o
numero dos misteres solitarios.
DemaisJ^importa notar que para urna prisflo nflo
ro smenle homens que tenham uceessidade. de
trazer de l um odicio que na libordade os pontia em
seguro das tentacOes da miseria, que guiam ao cri-
me: deordinario'os nossos presos tinluin j prolis-
sies quo sollos podem voltar; outros vivam do
Irabalho do campo que nflo ha utilidade em ensinar-
Ihos a desprezar; os dentis, porque a posieflo sociaK
Ibes prohibo as arles mecnicas, ou nfloUsom oflicio,
ou detles nflo precisam quando- livres: logo, para a
te com loda a evidencia; po'rque elles veda iofle-
xivelmcnte'cntie os'presos qualoiuer coinmuuicacilo,
une he a fonte da sua corrupclO* reciproca, atiesta^
da por experiencia dcseculos.
He ouira certeza, que a prisflo individual profun-
diiiiieule fere na imaginaeflo dos homens; tflo pavo-
rosa se Ibes iifi(ora, que, inlimidando-oseflicazmentn
com o exemplo dos outros, e cqm a ideia que ligan*
a scparacf) oellular, cmbarga-llics o primeros
jiassos n^minquir, entretanto quo no animo doi
captivos dcixa tflo vivos vestigios, que os affasta del
reincidir rio mal. '
A prisflo individual obst,a tambem fue mutua
mente os presos so vejata.saibam que habitaui jun-
JIETIM.
___
MEMORIAS DE UM MEDICO.
pon aiejranipe 9u\mtt.-
SECUNDA PARTE
v,
n
maior parte nemslhesnflo he de utijidade, como
al poderia preiodicar-lhcs o mister que llalli trou-
tmuua aprondido: ora, para o restante bastante be a
isuntitidade dos quo he gossivel uprenflhK iu> <*feJ
So nflo ha esso grai*> circulo dentro do qual po-
sa a adminislraeflo esrolhcr os misleres mais lucra-
tivos, ao menos os obreiroa [ireaos liahalliam mais
assiduos, melhore mais apressados. He igualmente
falso que o aprendisado seja mais longo e mais cus-
toso na soledade; j a rasflo eslava insinuando que
Jrfevia ser muito pelo contrario, vislo como sozuho
o preso dirigo senrfivcrsflo todas as lrcas da sua
intelligencia, as licOcs professionaes; porm boje, na
presentada pratica da Inglaterra, Franca, e Ameri-
ca, nflo pode haver'duvida de que a pristi indivi-
dual nfte os presos na situaeflo mais azada para a-
prenderem rpidamente, e depois Iraballiarom com
muito primor, a ponto de emprezarros franeczes so-
iicitarem de preferencia essos Irabalbos.
Se na l'ensylvania os lucros dos trabalhos no
custeam as despezas do estado na manutenerlo do es-
tabeleetmcnlo, qu;ndo alias na Amenca muitas das
pei.tenciarias Atilmni occorrein aos gastos da casa,
lalvez a causas mui diversas do systema emsisede-
(hm allribuii; porquanlo l mesmo a do Waslng-
,n est tas ciicumstiincias da de Cheiry-llill, c na
ptoptiaAuburn os lucros em 1838 eram muito infe-
riores s despezas, ao passo que a moderna do Now-
Jersey, do plano philadelphico, cobrio todos os seus
gastos nos primeiios 6 mezes desse anno, e a prisflo
escosaeza de Clascaw, que tem alias contra si a des-
CAPITLO
O alNKOI ti
Lnranlailo Gilberto desla boa fortuna, que, no&]
seus momentos desesperados, lhe fazia sempruachar
um arrimo, niarcha.va adianto, volUndo-se de vez
em qu'aud para o homcm estraiio, que o pozora tflo
llexircl e dcil com.tflo poucaa palvras.
Cotiduziu-o elle assim para os musgos que com ef-
leit eram niagnilicas capillarias, e logo que o velho
fez dellsa soa collcc^flo, pozeram-seambos cin ca-
ta de novas plantas.
Eslava Cilberlo mais atalantado em botnica do que
elle mesmo pej^sava. Nascido no meio do bosques,
couhecia como amigos d'infancia as plantadelles,
comquanlo s Ihes soubesae os nomes vulgares.
A proporcSo que assim as designa va, o scu compa-
nheiro Ih'as indicava pelo nomo scentilico que Gil-
berto procurava repetir ao dejeobrtr urna planta da
() Yide Dim n. 118.
>aaS|BB|BBBaHsaBaas
mesma familia. Duas ou tres vezos estropiava ello
esses nomes gregosou latinos. EntSo o desconheci-
do Ih'o deco mpunha, .mostrava-lhe as relagOes do
objecto c#m ossas paiavras decompostas, e (liberto
aprenda assim nflo s o nome da planta, mas tam-
bem a aiguificacflo da palavra grega ou latina, com
que Minio, Linneu ou Jussieu haviam baptizado essa
planta.
De vez em quando dizia ello .
Que pena, meu senhor, que nflo possa eu ga-
iUMa*os meus seis vintens a em pregar-me assini em
botnica todo o diacom Vmc! Juro-lbe que nflo des-
cansara um's instante; eatc nflo seriam precisos
seis vintens : um petlaco do pTo, como oque Vmc.
medeu esta roanbfla, bastara a matar-me i fome to-
do o da. Beb agora all em una fonte agoa tflo boa
como a de Taverney, e a noite passada, junto da ar-
vore onde me deitei, dorm melhnr dpqtieoteria
fcilosobo tectodo um bello castello.
U desfipnhccidu sorria-se.
alpamigo, dizia elle, ah vira o invern": as
plantas aeccarflo, a fonte gelar, o vento norte so-
prar as despidas arvores, em vez desla branda vi-
raeflo que tflo suavemente Ibes agita as folhas. Kn-
tSosor-llie-ha preciso um abrigo, ropa, fugo, edos'
seus seis vintens diarios nflo poder Vmc. economi-
sar para um quarto, lenha e falo.
Gilberto suspirava, colhia novas plantas'c fazia
novas pergunias.
Correram assim ambos urna boa parle do dia pe-
los bosques d'Aulnay, de Plessis-I'iquet, e de Cla-
iiiart-soiis-Meudon.
Gilberto, segundo o seu coslumc, se havta j fami-
liarisado com o seu compauheiro.
Em Chatillon comprou o desconhecido um pouco
de pflo e de leite : deu melado de urna e de oulra
cousa ao-conipanhoiro, e d'ahi tomaran) ambos o
caanihho de Paris, para que Gilberto podesse entrar
aiada coni dia na cidade.
vantsgem de s encorrar condemnados a curtos pra-
zos, nos 3 anhos que vflo do 1833 1835, conseguio o
que at agora ha sido mpossivel a todas as prisOes
europeas, que foi raltarem-lbos 13 centesimos para
ressarsir com seus lucros os gastos da pristi.
Mais: os crimes forr^am o oslado a ayudadas dos-
pezns com os meios de reprim-los; ora, a commissflo
jmostrou que a prisflo individual tendea tornar mais
raros os primeiros crimes, cas reincidencias; colha-
sed'aqui que abate a cifradas despezas da justica
criminal.
A" esta economa oulra est connoxa: com a dimi-
nuieflo dosdeliclos o numero dos delinquentes di-
minu", o accresccndo que a durarlo da pena por es-
te svslema devo ser menor, como se a pon tara em lu-
gar maisopportuno, como que igualmente Oca foita
mais urna subtraeflo na quanlidade dos presos, se-
gue-so segunda parcimonia, que consiste na quantia
que so despende em sustentar actualmente cada um
recluso, multiplicada pelo numero delles que cssos
carceres deixatn de recolhor.
E como por experiencia est verificado que, sepa-
rados em seus cubculos, nada lhes fica aos presos
to doce e distraclivo como o proprio trabalho que
aso'ciodade Ibes mpe, puniido-os; nflo se faz pre-
ciso, para estimula-los a trabalhar, quo o estado lhes
largue urna crescida quola dos lucros; e a provincia
que al boje nada aproveita dos gauhos dos seus
presos, e que pelo systema de reuniflo silenciosa se
veria obrgada a ceder 2 tercos talvez das rendas das
prisOes a cada um sentenciado, adoptando a separa-
?.1o celluar. fara menor sacrificio pecuniario, Ss re-
colher desl'artc terco ira economa.
Cuntinuar-se-ha. )
____PERNAWBlTcor___
Ctmira niimicf^al do Kccife.
SESSO EM U DE.ABRIL DE 18*7.
PRESIDENCIA DO SR. CkRNElBO MOSTEIRO.
Presentes os Srs. Cintra, Gaudino, Barata, Aquino,
EgidioFerreira e Nery da Fonseca, abrio-sc a ses-
Sflu.e o Sr.presidente sbmeiteu n discussflj o esboco
di acta da ^ssflo antecedente, que foi lido pelo se-
cietaiio, aJjn de ser approvado o laucado no res-
pecUvo livro.
o\[. Aquino declarou nflo estar conforme o os-
boco com oque se tinha passado relativamente un)
requer ment por elle oUercoido na ultima sessfio
sobre um oflicio do proprictario da typographia Na-
zarena, e a causa que o motivou, em consequencia
doque aprescnlou aseguinte emenda para ser lau-
cada na acta, e sendo aquella posta em discussflo,
depois do longo debate, foi rejeilada contra os vo-
tos do scu autor e dos vereadores Uarata e Egidio,
esolvendoa cmara quo fosse feita pelo secretario
a precisa correceflo, a qual foi alinal approvada.
oTeiido o Sr. vereador Barala requerido que viesse
mesa o livro em que silo laiiQadosos termos que as-
signaiu os impressores das typographias, segundo
o disposto no artigo 303 do cdigo criminal, e sen-
do esse Mvro pouco depois apresentado, dentro delle
cnconlrou-se urna tulla do papel, em que Antonio
Borges da Fonseca, proprielario da typographia Ma*
zarena, dirigiudo-so a cmara municipal, dizia quo
Francisco Antonio Xavier era seu mpressor; c per-
guulando o vereador Aquino, quando viera essa fo-
llia do papel, queni a trouxera o se o portador an-
da esUva prsenle, lhe foi respondido pelo em pre-
gado da casa, Luiz de Franca e Mello, quo lito tinha
sido entregue naquelle instante por urna pessoa
que logo se retirara; e depois do algumas rcflexOes
dos Srs. Barata e Aquino, a respeito da nflo existen-
O concSo do mancebo bata s com a ideia de es-
tar em Pars, c nflo procurou esconder a sua emo-
eflo, qtiaiuJo do alto de Vauvrcs descobrto Santa-Ce-
noveva, os Invlidos, a calhedral e esse mar inmen-
so de casas cujas dispersas ondas vflo romo urna mu-
r baleros flancos de Montmarlre, de Belleville o de
.Miiilmontaiit.
Oh! Paris, Pars! murmurou elle.
Sm, taris, monUTo do casas, voragem do ma-
les, diaso o velho. Do cada urna dessas podras que
all ha, veria arrebentar urna lagrima, ou urna gotta
de sangue, se as dores que essas paredes contocm,
podessent strreir fra.
Gilberto nprimio o seu enthusasmo, que alias
0m breve so amainou por si mesmo.
Entraran) pela barreira d'Enfes. O arrabalde era
poico u infecto; passavam por ah doentes para o
liospitaj, carregados em padiolas; meniiosquasi mis
v*aaH1:1 1"llla C(,ni caes vaccas o porcos.
Afi tide (iilberto annuviava-se.
Acba ludo jsto muito hediondo, nflo he verda-
des disse o velho. Pois bem este mesmo espect-
culo nflo o ver Vmc. daqui a pouco. Um porco, urna
vacca he anda urna riqueza ; um menino anda he
urna alegra. A lama, essa acha-la-ha Vmc. sempre
e perr loda a parte. ....
Gilberto ja eslava disposto a ver Pars sob triste
aspecto i actilou, portento, o quadro tal qual Ih'o
apresentava o compauheiro.
Este, proixo ao principio na sua declamacflo, lor-
nra4e poucoe pouco, e medida que so approxi-
mava do centro da cidade, silencioso e mudo; e tflo
pensativo pareca, quo Gilberto nflo ousou pergun-
lar-lhequc/ardim era um que se avistara alravs
de um portflo, que ponte a que dava passsgem sobro
o Sena. O jarditn era o Luxcmbourg; a potito era
a ponte Nova.
Entretanto, como sempre iam andando, eo desco-
ca de termo algum assignado pelos impressores des-
sa typographia, da illegalidadu da declaracflo, e da
falta do decencia que se nolava em vir essa folha do
papel som sobscrpto ou capa, este ultimo verea-
dor foz o seguinle rcquerimenlo, quo foi approvado,
votando contra oSr. Gaudino, quo antes propozera
scu ada ment quo foi rogeitado por quatro votos.
i Sala das scsses de abril 1817.--Aquino.
Foi litio um olllciodo Exm. presidente da provin-
cia, de 9 do crrante mez, mandando informar urna
peticjlo que Jos Francisco Pereira da Silva eJoflo
Henrique da Silva enderecaram a asscmbla legisla-
tiva provincial cotilla a ediljcacflo que na ra da Ca-
deia do bairro de Santo-Antonio est fazondo Anto-
niu Jos de Magalhiies Basto. Ordeunu-se ao se-
cretario que redigisse a tni'.inii ie.*io sob os funda-
mentos quo lhe foratn ndicajoi.
Outro do mesmo Exm. presidente, de 8 do cor-
rente, respondendo ao olli'io tlacamtra, do It do
Janeiro ultimo, em quo se pedirn) providencias so-
bro o estado de ruina em que se acha a oslrada da
Ponte-de-llcha, o blondo sentir mesma cmara
qiieosconcerlosdeveriiiin ser foilos pelas rondas mu-
nicipaes c pela companhia de Beberibo as partes
om quo se achar arruinada pela obra do encanainen-
ladasagoas.Hesolveu a cmara so pouderasse u
S. Ese. quo aquella oslrada fra sempre considerada
provincial, estando sempre os sous colicortos o re-
paros a cargo das obras publicas, votando contra
essa insistencia o Sr. vereador Aquino.
I.eu-se um oflicio do fiscal da freguezia des Afoga-
ilos, a que acompanharam vinto e tres mappas do
gado morto para consumo, desde 18 do oulubro do.
anno passado al 27 do maico do corrento.Intera-
da, e mandou-se archivar.
Outro do juir de paz da freguezia de San-Louren-
co-da-Matta,romettondo o livro das actas da qualili-
caeflo.--Interada, c mandou-sc archivar.
Outro de Beroaldo Soarcs dos Res, participando
ser ello o proprielario da typographia Nazarena,
continuando esta na mesma casa da ra do Sanlo-
Aniaro, ecom o mesmo impressor Francisco Anto-
nio Xavier.--Inleiada, e mandou-se archivar.
Foratn mandados commisaSo do edilickcflo os
os requerile** de Joflo Thomaz Pereira, de l.uix
Carlos da CoUta Campello, e um oflicio do CQm-
mandante da fortaleza do Brum com informaeflodo
commandanle das armas sobre algumas edilicacOes
quo se estilo fazendo ao sul da mesma fortaleza, -
lim do serem os mostnos requerimentos informados
ao Exm. presidente da provincia, como foi ordena-
do por dinerontes despachos.
Despacharam-so as petices de Anna Francisca
dos Pas'sos, Anna Joaquina Waiiderlcy Lilia, Jos
da Silva Saraiva, Joanna Paula, Jos Conga Ivs For-
rciraeSilva, Joflo Antonio Pereira Bocha, Manuel
Ferreira da Silva, Manoel Joaqun) deSouza, There-
za Conga Ivs de Jess Azevedo Eu, JoaS Jos Ferreira
de Aguiar, secretario a subscrovi.Carneiro Mon-
leiro, pro-presidente. Cintra iianvcl. llrala.
Ferreira. quino. Gaudino.- Nery da Fonseca.
C&MMERCIO.
Alindola.
RENDIMIENTO DO DIA 28.........
Descarregam hoje, 9.
15:735,041
Brigue france?. Armorique mercaduras.
Barca ingleza Nortal bacalho.
nhecido parocia nflo so pensativo, mas at assustado,
aflbutou-so Gilberto adizer:
A sua casa fica anda muilo lotice ?
Estamos pcrlo, disse o desconhecido, aquem
esta pergunta como que tornara anda mais melan-
clico.
Costearam a ra do Four, os magnficos pacos de
Soissons, cujo edificio tinha vista e entrada por essa
ra, mas cujos esplendidos jardins se estendiam pe-
las de Crenelle e Deux-Ecus.
Gilberto, ao passar por urna igreja que lhe pareceu
muilo bella, parou um instante a ye-la.
Quosoberbo monumento I disse elle.
He Santo Eustaquio, disse o velho.
E logo crguendo cabega
Silo oilo horas! exclamou elle. Oh! meu neos!
meu Dos! Vamosdepressa, senhor mogo, vamos.
O desconhecido alargou o pago, Gilberto seguio-o.
He verdade, dsso o desconhecido depois de al-
guna momoiitos de silencio tflo i'rio, que comecava
a inquietar a Gilberto, esquecia-me d)zer-Ihe quo
sou caSado.
Ab disse Gilberto.
Sim, e quo minha mulher, como verdadeira
Parisiense, ha desem duvida ralbar cotn nosco por
nos recolheryos tflo (arde. Alm disto devo dizer-
ilie, quo ella he muito desconfiada de gente es-
tranha.
QucrVmc. quo meeu retire, meu senhor? dis-
se Gilberto, cuja expansflo gelra de repente aquel-
las palvras.
Nflo, meu amigo, nflo; convidoi-o par a vir a
minha casa; venha.
Eu o sigo, disse Gilberto.
Por aqui, direila, jchegamos.
Gilberto levantou os olhos, o ao ultimo clarflo do
crepsculo lou no ngulo da praga por cima de urna
loja de especiara, estas palvras :
a Kua. Ptattriire.
i'1
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


Consulado.
RENDIMF.NTO DO DIA 28.
Geral......................... 1:550,567
Provincial..................... 596,769
2:1*7,336
s~bbs
tlovimento do orlo.
Atavo sahido no dia 27.
Canal ; brigue Anna-Cecilia, capililo W. Mollcr, car-
ga assucar."
lfavio entrado no da 28.
Terra-Nova; 28iiins, barca ingleza Norral, de 245
toneladas, capitflo T. Kirk, equipagem 16, carga
2313 barricas do bacalho; a .Me. Calmonl & C.
Navio tahido no mtimo da.
Macei, Rabia e ltio-dc-Janero; vapor brasileiro
San-Sebastilo, commandanlo Antonio Torresfio. A
li'in dos passageiros que trouxe do norte, leva a
seu hordo : de Pernambuco para Macei, Joaquim
Jos Ferreira da Costa Rebimhas Jos Mara da
Roza, Joaquim Pero ira Lopes Vianna.A. J. Mornay,
com sua sen hora e 1 lilha, Paulo Joaquim Talles
Junior.com sua senhbrae 1 escravo, Jos da Costa
Coutinho.Josde Alenqucr Simoes do Amaral,Fran-
cisco Jos Rodrigues Sacaven, Dr. I.ourcnco Jos
Figoeiredo, alteres Alexandre Florentino, Francis-
co Joaquim Ruarle Moc, Eduardo da Costa Oli-
veira, com 1 escravo: para a Rabia, Rr. (aspar
Valzlkren : para o Rio-de-Janeiro, Joflo Carlos de
Lemos, Rr. Joflo Jos Machqdo Coitnbra sua se-
nhora, e 49 recrutas.
Observaban.
Acabou de carregar no l.ameiriTo o brigue inglez
Druid, capililo R. L Me. Kirdy.
Declaracoes.
O arsenal do guerra compra, para o sustento dos
presos que Uvni de ir para a ilha de Fernando, e da
escolta que os lia de acompanhar, o seguidle : a-
goar'dente, caf assucar brnuco, bolacha, carne-
secca, fej.lo, farinba de mandioca, loucinho, vina-
gre e lenha. Quem taes gneros quizer forneeor
mandar sua proposta em carta tediada e amostras a
directora do mesmo arsenal, ateo da 31 do cor-
relo mez.
Arsenal de guerra, 22 de mao de 1847.
Joo Ricardo da Silva.
O escrvitoe administrador da mesa de rendas
internas provincia desta eidade faz constar a to-
dos os Srs. proprietarios ca quem mais possa in-
leressar quedo dia primeirodo prximo vindou-
ro mez dejunho seprincipiam acontar os 30 dias
uteis paru o pagamento a bocea do cofre do se-
gundo semestre do auno de 1846 a 1847 da decima
dos predios urbanos dos 3 bairros desta mesina ci-
dadeeda povnacilo dos A togados e lindos elles in-
correm na multa de 3 por cenlo na forma da lei, os
que nflo pagarcm c serflo de prompto executados.
Rccife, 18 de maio de 1847. Clorindo Ferreira Ca-
ldo.
--- A administrado geral Jos estabelecimenfosde
caridado manda fazer publico, que no dia 7 de ju-
nho prximo ful uro, pelas 4 horas da tarde, na sala
das suas sessfies, ir prac,a u renda das casas ns. 2,
da travessa do Callabuuco, e*>8 da ra das Cinco-
Ponas, pelo lempo que decorror do f." de julho do
correlo anno a 30 do junho do 1850.
Administracflo geral dos cstabeleeimentos de ca-
ridade, 28 de maio do 1847. ,
O escriturario,
francisco Antonio Calateante Couseiro.
Tlieatro publico.
DOMINGO, 30 DE MAIO.
BENRFICI0 DE tr.UKO BM-TISTA DE SANTA BOSA.
Grande peca nota
A RETIRARA DE SANTAREM,
ou
O triumpho dat frcas da Senhora D. Mara II.
Rrama dividido em 5 actos e 8 quadros.
Executar-se-hlo alm de outras as seguintes o-
verluras novas:
0 LetloqueDominoarJulieta e Romeu
e o Canillo de Rrontt.
Seguimlo-se um intervallo de dansa, executado
por duas das principaes pastoras.
Seguir-se-ha urna aria nova, exeeutada pelo be-
neficiado, entitulada
O l.undum Romntico.
Finalisando com a milito applaudida aria denomi-
nada
O Msico CharlalSo.
Odesconhecido continuou a acelerar a sua mar
cna, porque quanlo mais se approximava de casa
mas se Ihc augmcnlava a febril agitueflo, de que fal
lanos. Cilberto, que nflo queria perde-lo de vista
ava a cada instante encontroadas, ora nos vianda
les, ora eni fardos, em carros, &c.
O seu guia como que o havia completamente es
qtiecido; trotava com passos miudiuhos. visivel
mente absorto em urna ideia desagradavel.
Emfim parou a urna porta de escada, cm'cuia par
te superior havia una grade.
O velho puzou um cordato, que sabia por um bu
raco, c a porta abrlo-se.
Voltou-se elle entilo, e vendo Cilberto indeciso a,
limiar:
Entre depressa, disse elle.
E loriiou a fechara porta.
Dados algur.s passos na obscuridade, embarrou
Gilberto no primeiro degrao de urna escada ingreme
e escura. O velho, coi.hecedor do local, havia j su-
bido urna duzia do legraos.
Gilberto alcancou-o, subi cmquanlo elle subi
e parou quando elle parou. '
Estavam sobre um capacho safado pelas esfre-
gacoes, nuuj patamar para o qual davam duas
anmX.r,'i?d?COnl?eci aumcordflo de cortinado, e ouvio-se no interior do
quar o urna smeta de son. rachado, sent.o-se o es-
e.eKtadaCr rraSlad8lk *
s?r.r25fl?rta aeincoe"u.,.-
Duas vozes se confuodiram de repente.-a do le*
conbecdo, e a d. mulher que acab.va' de abr?."
Urna dessas duas vozes dizia ti mida
~ He muito Urde, minlia boa Thereza?
A outra rosnava:
Avisos martimos.
Para o Rio-Grande-do Sul segu, impreterivel-
mente no dia 10 do futuro, o brigue nacional Jpi-
ter: para oscravos, ou passagelros, para oque tem ex-
cedentes commodos, trata-so com Antonio Connives
Ferreira, ou com o Cap 19o do mesmo, Antonio Jos
dos Reis.
Para o Rio-de-Janeiro sahe o brigue-escuna
Amazonas: quom quizer carregar ou ir do passagein,
para o que tem bons commoos, dirija-se a ra do
Vigario, n. 5.
Para o Aracaty pretende seguir o hiate) Novo-
Olinda, infallivelmente at 4 do prozimo mez, ou an-.
tes dando o tompo lugar, por ter quasi completa a
sua carga: quom ainda tcncionar carregaralguma
cousa. ou ir de pa'ssagem, se entender com o mcslre
do mesmo, no trapiche novo.
Avisos diversos
lotera do tiif.atro publico.
Em consequencia le se nflo ter completado a vonf
da dos bilheles lesta lotera, e existirem alguns a-
n.la em ser, o respectivo thesoureirodeixou de fazer
o effectivo o andamento das rolas no dia 12 do cor-
rente, e o transferio para o lia 29, no qual espera rea-
lisar infallivelmente o dito andamento; e pede -
quellas pessoas quelecm marcado o apartado 1>Hie-
les, que os vilo receber al o dia 26.
l$SJ- SOUEDADE
PHILO-DRAMATICA
0 1." SECRETARIO avisa aos Srs. socios que ainda
nflo Inwreveraol sus nomes no abaixo assignado
apresentado em sessflo da mesma sociedade em s-
brl prximo passado, que, estando prestes odia da
recita, se fazjireciso apresentarem-se ao thesotire-
ro al o dia 1 do junho prximo, para o referido
fim, e poder-se fazer o dividendo dos bilhetes. >
ADVERTENCIA.
Na loja de encadernafilo da ra do Rozario, n. 2,
ao p da padaria, fazem-se encadernaijes a franceza
e a ingleza, e de todas as maneiras que exigirem os
pretendentes,como sejam: encadernacOes ricas em
marroquim, ou velludo dourado por folha, baixo re1
levo nas ponas, por liaver para isto chapas c flores,
e rodas e mais ferros le varios gestos, alm los que
havia ni: Judo far-se-ha com a polidez e brevidailc
possive. Tambem vendem-sc as obras seguintes: Re-
cadas de Barro,eCoutoJ Historia chronologica desile
a revolur;3o franceza, particularmente com Portugal
e Brasil; Indicador dos cambios; Manual lo jury;
Ritual romano; .Memorias Histricas de Pernambii-
co, por 4,000 rs. osdous volumes encadernados; Tra-
tado da religiito, encilexnad'i'n couro, por 3,200
rs. ; Titio Livio, enl-bon estado, por 3,200 rs. ; Ra-
mn Sales; Postilla'do'jfcmmercio, por 4,000 rs. ; e
mais alguns livros Mratds>
Pcrgunta-se ao autor do annuncio no Muri
Novo n. 113, le 28 le ma do 1847, se o Sr. Jos Pi-
res Ferreira, liquidatario'da' eztincla companhia do
thoatro, tendo recebido nicamente da tiiosouraria
provincial lettras a vencer e apolices la compa-
nhia de llcberibc, para com cs"tas pagar aos credores-
do tlieatro, e tendo unicamenlo vendidd at hoja, -28
do maio de 1817, trintae duas apolices, que impor-
tam um cont duzentos e oitenta mil ris, e pago
porconla da extincta companhia quatro contosqui-
nlicnlos vinte mil quinlienlos e vinte ris, deve
j fazer o dividendo pelos accionistas cmquanlo
nflosecuibolcar de tres cotilos duzentos quarenta
mil quindenios e vinte ris.
Pergunta-se maisan mesmo Sr., seos accionistas
estarflo promptos a indemnisao liquidatario os ju-
ros lo tres cotilos duzentos quarenta mil quinden-
ios c vinte ris. ..,
Tem-sejusloo tratado a compra de las mo-
radas de casas terreas, sitas na ra de Horlas desta
eidade ns. 3c7 Se alguem se acha com direito s
litas casas, por divida, penhora, hypotheca, ou outro
qualquer titulo, o declare no praz de seis dias: o se
o nflo fizer, depois nflo lera mais lugar roclamacao
alguma.
Eu abaixo assignado vendi aos Srs. Luiz Anlo-
tonto de Barros & C a niinlia venda sita na ra
Augusta, ii, 1, a qual os mesmossenliores desde hoje
em diante icam possuindo como sua que he, livre e
desembarcenla: c para constar mandei fazer o pre-
sente. Jus Mara Placido de Magalhies.
Anda em praca o sobrado de lous andares o
sotflo da ra da Cadeia do Rccife. n. 37, penhorado
por execueflo do Doane Youle & C. contra a viuva
e herdeiros do tinado Bento Jos Alves, pelo juizo do
civelda primeira vara, escrivflo llego.
jane
Fazes-nos cciar a boa hora, Jacques.
- Vamos, vamos remediar ludo isso, respondeu
alfecluoso odesconhecido, fechando aporta, e to-
mando a boceta de folha das mflos de Gilberto.
Bom! um ganhadorl ezclamou a vellia ; nflo
fallava mais que isto. Com que entflo j nflo podes
carregar tu mesmo a tua trapalhada do hervas. llm
ganhador para o senhor Jacques Nflo vat mal! Es-
la o senhor Jacques um lidalgo!
Ora, vmosla, respondeu aquello a quem tito
rudeincnte inicrpellavam sob o nome de Jacques,
arranjando paciento as suas plaas na chamiu ;
anda, Tliereza, accommoda-le.
Paga-o ao menos, o manda-o etnbora, para nflo
termos aqui um espiflo.
Gilberto licou mais branco quo um defuulo, e sal-
tou a porta. Jecques deteve-o.
O senhor, disse elle com firmeza, nflo he ga-
nhador, emuito menos espiflo. He uin hospede que
trago comniigo.
Os bracos da velha cslenderam-se ao longo dos
quailris.
L'm hospede, disse ella, nao nosfaltava mais
nada.
Anda, Thereza, replicou o velho com voz ainda
affectuosa, mas que revelava cada vez mais a firme-
za da vontade, accendo urna luz. Eu estou com ca-
lor, e ambos nos temos sede.
A velha soltou um grunhdo, ao principi forte,
mas que foi diminuindo pouco e pouc.
Repois procurou o isqueiro, o tirou toga.
Emquanlo durara o dialogo, o murmurio Po si-
lencio qucselhesuguio, eslevo Gilberto immovel,
mulo, c como pregado a dous passos dessa porta,
cujas humbracs pezava-llie haver transposlo.
Jacques conheceu o que o rapaz soffria.
disse olio8"6"80 para ca' SKuUor 'Iberio', por favor,
A velha, para vera quem o marido fallava comes-
Luiz Antonio de Barros' & C. compraram o
Sr. Jos Maria Placido de MagalhSes a sua venda sita
na ra Augusta, n. i; o que fazem os sciente ao pu-
blico, e que, passando o prazo de quatro dias da data
deste, se nflo responsabilisam por qualquer duvida
que contra a mesma possa haver; e por isso se faz
scionte a quem convier.
Aluga-se a casa-terrea da esquina da ra do
Nogueira, com oitflo para a de San-Jos, com ."duas
camarinhas, duas salas, cozinha fra, quintal) ca-
cimba e portflo; um sotflo com duas camarinhas, sa-
la e pequea cozinha; de sorte que podem morar
dous moradores independontes, ou com comtnunica-
cto. Na praca da Independencia, livraria ns. 6 e 8.
O que pechincha para os fre-
guezes de Joao Loubcl, ra
do Pa>seio-Pol)lico, n. 5.
Esteestabelecimento est completamente sortido
de chapeos de sol, de seda, para homcm, a 6,500 rs.:
Picando cerlo os compradores, quo sito os melhoros
dosque ha por ahi: tambem tem de maisqdalidades,
Tos mais modernos nesta cblade, e a vista da boa fa-
zenda sediromais commodo proco: tambem tem
para vender bengalas de canna com bonitos caslOcsa,
4,000 rs.; chicles, a 1,000 rs. c 1,500 rs : assim como
cobre lodo e qualquer chapeo deso, e faz todos
os concertos que os mesmos precisaremj pois para
isto tem um completo sorlimento de ludo que se faz
preciso.
Precisa-sede um menino de bons coslumese
inlelliuento : na livraria da esquina do Collegio.
Prccisa-sc do um rapaz portuguez para caixei-
ro, lestes vindos ha pouco do Porto: na ra Direita,
n. 50.
Furto.
No dia 28 do correntef urtaram, da casa deJ. J.
Tasso Jnior, um relogio de prata inglez, do moble
dos de patente antigos, e de vidro, com urna corren-
te de ouro tambem ingleza, do padrflo principe Al-
berto, tendo na ponta urna chave com urna pedra
rouza no cabo:
Aluga-se liorna lognha, ha na da
praia de S. Rila, n. aa, por 5^'00 rs.
nn'iisaes : a tratar nas Cinco-Pontas, n.
63. '
- O Senhor Gaspar da Silva
Loyso queira fazer o favor de se
dirigir loja de Victorino de C-is-
tro Moura, na ra largado Roza-
rio, n. 24. .
No dia terca-leira, a5 do correle,
horas para 6 .da tarde, fugio da
estribara da na da Guia, na direc/co da
eidade d Olinda, nm cavallo sellado, cor
dinas e pernas
quem por aca-
pclas 5
rozlha escura, cauda ,
pelas, haslante gordo
so sotilier aoudc existe, queira mandar,
ou avisar na na do Trapiche-Novo, casa,
n. 14.
i Alugarse um sot3o.com sala adianto e atr$ ,
duas alcovas adianlc o atrs., cozinha c forno, com
muitn boa vista para um c outro lado por cima de
um segundo andar, com corredor para cima de-
pendente, muito proprio para pequea familia, ou
bomem solteiro por preco commodo silo na ra
Direita ,-defronte do becco da Penha sobrado n.
30: a tiatar no segundo andar do mesmo sobrado.
ou soulierquem tfver lirado o pri
2852 da lotera do Livramenlo, que correu em no-
vembro prozimo passado o favor de declarar o seu
nome pela imprensa que assim so faz preciso para
se justificar a conducta de um amigo atrozmente
calumniado.
Fugio, no dia 25 do correnlo mez do maio
pelas sete horas da tiolte, de um sitio da Passagcm-
da-Magdalcna, o moleque crioulo, de nome Joflo, de
16 anuos pouco mais ou menos estatura regular,
cheio do corpo ; levou camisa do algodflo branco ,
calcas de dito de riscado azul. E como dito moleque
lenha sido dos que vieram dosertflo, roga-se as au-
toridades policiaesparaqueo apprehendame mtWt
deni conduzi-lo a ra da Cadeia do Recite casa de
Jos Pcreira da Cunha, que recompensar o tra-
balbo.
Jos Joaquim Barbosa Amoro) deixou do ser
caixeiro do Sr. Domingos Antonio Gomes Cuimarfles,
desde o dia 27 do correte..
a aflectada polidez, voltou a amarellada carrancu-
da cara. Gilberto vio-a aos primeiros raios do luz da
magra vela de cebo.
Essa cara enrugada. sarabulhcnta, e como que in-
filtrada de fel em alguns lugares ; esse rosto de ollios
mais penetrantes que vivos, mais lubrigos que pe-
netrantes; essa descorada placidez derramada sobre
fcicOes vulgares, placidez tito desmentida pela voz
eacolhimento da velha, inspiraramao primeiro olbar
a mais violenta antipathia nu alma de Gilberto.
Da sua parlo a velha tambem nflo simpathisou com
o rosto paludo c delicado, silencio circunspecto o
altivez do mancebo.
Bem vejo que tu ests com calor, e creio que os
senhores tcem sede. Com effelo passar o dia som-
bra dos bosques he tflo faligante ; e depois abaizar-
sodevozem quando para apandar urna herva, isso
lie que he Irabalho O senlior som duvida horbori-
sa tambem : he oflicio d quem o nflo tem.
O senhor, respondeu Jacques com voznada vez
mais firme, he um bom e leal mancebo, qS me fez
a honra de acompanhar-nie todo o dia, e a quem
a minha boa Thereza, estou cerlo, va receber como
amigo.
Ha> para dous, resmungou Thereza, mas nflo
para tres.
Eh'SOu sobrio, e elle tambem, disse Jacques.
Siih, sim, est bom. Contieno essa sobriedade;
mas declaro-te que nflo ha em casa pflo bastante
para nutr-la, eque nflo descerei tres andares para
ir busca-Io. Alm disso, ajesta hora esta a padaria
fechada.
Pois descerei eu, disse Jacques frangndo os
sobrolhos. Abroa porta, Thereza.
Mas.....
Mando-o.
Esta bem /est bem .'disse entflo a velha res-
mungando, mas cedendo todava ao tom absoluto
com que Jacques elevara gradualmente a sua oppo-
Fabrica de machinas e fund*
cao .de ferro na ra do
Itinin, no Recife.
Me Callum Companhia, engenheiros macbinis-
tasefundidbresdefer.ro, mui respeitosamente an-
nunciam aos Srs. proprietarios do engenhos fazen-
deiros, negociantes, fabricantes e ao respitavcl
publico, que o seu eslabeleci metilo de ferro, mo-
vido |r machina de vapor, se aeha em effectivo
ezerccio, e completamente montado com appare-
Ihos de primeira qualidade para a perfeita confec-
00 das maiores pecas de machinismo.
Habilitados para emprebender quasquer obras da
suajarte Me Callum & Companhia desejam mais
particularmente chamar a attengflo publica para i
seguintes por serem ellas da maior extracto nesla
provincia as quacs construidas na sua fabrica po-
dem competircom as fabricadas em paiz estrangei-
ro, tanto em preco como na qualidade das materias
primas e mao d'oora, a saber :
Machinas Te vapor.
Moendas de caimas para engenhos movidas a va-
por, poragoa, ou animaos.
Rodas d'agoa e serraras.
Manejos independen tes para cavallos.
Rodas dentadas. '
AguilhOes, bronzese ebumaeeiras.
Cavilhfles e parafusos ds todos os lmannos.
Taizas, crivos e boceas de Tomaina.
Moinhos de mandioca movidos a mito ou por ani-
maos e prensas para a dila.
FogOes e Tornos para cozinha.
Cano de ferro, torneras de ferro o bronze.
Bombas para cacimbas e de reputo.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hidrulicas e de parafuso.
Ferragens para naviss, carros, obras publicas, ele.
Columnas, verandas e grades.
Prensas de copiar cartas e de sellar. "i
Camas d ferro, etc. f
Alm da pcrfeicflo das suas obras, Me Callum &
Companhia garantem a mais exacta oonformidade
com os moldes e desenhos reinettidos pelos Srs.. que
se dignaren) de fazcr-lhes encommendas; aprovei-
tando a occasiSo para agradecer aos seus benvolos
amigosefreguezesa preferencia, com queteemsi-
do por elles honrados, e assegurar-lhes que nfio
pouparflo esforcos nem diligencias para continua-
ron) a morecer a sua confianca.
* Precisa-se de um feitor para tratar de urna hor-
la, em um engenho distante desta praca 16 legoas, e
qued fiador a sua conducta : na ra Nova n. 42.
Aluga-se um sitio na ra de S.-Miguel nos
Afogados n. 39: a tratar na ra da Conceicflo da
Roa-Vista n. 58.
= A pessoa que annunciou no Diario it Pernam-
buco n. ti* queror vender urna casa terrea, sita em
urna das melhores ras desta .eidade, dirija-se a
ra da Moeda, armazein n. 17.
Aluga-se um sitio na ra da Casa-Forte, com
copiar c gradara de ferro na frente estribarla, co-
chera e muitasaccommodaQfles ; varias casas, por
prego commodo tanto na campia e na da Casa-
Forte como, na estrada do Po;o ; o segundo andar
do sobrado amarello da ra Augusta, com muitos
cmmodos ; urna casinha no becco do Dique, n. 14;
os tercero e quarto andares-, e o armaze do so-
brado da ra do Amorim n. 15 : a tratar no pri-
meiro andar a mesmo sobrado.
Precisa-se alugar urna escrava ou ama para
cozinliare comprar : na ra de S.-RIta n. 85.
Offerece-se, para caixeiro, um moco do 18*|
anuos natural do Aracaty e que d fiador a sua
conducta : na rus da Cruz n. 51.
0 Sr. empTegado publico que morou atrs da
mal i i/ da Roa-Vista que entregou as chaves e licou
devendo 6~mez.es de aluguel, e que passot urna let-
tra que se acha vencida Ja 22 me/es, queira dar
QUO o\i oliio iviiviua Ma ** I
- Roga-se encarecidamente a.pcssoa que tirou fesposta da carta que se leenviou no dia20d cor-
souderquem tfver tirado o premio do bilheto n ,'en'01> P0IS Por.bem faz,so qualquer conveneflo, e
na falla so usara-dos meios judiciaes cobrando-9e
principal e juros.
--Troca-se, por pouco dinheiro um .burro de
Horacio Iraduzidoao peda le tira ; um dito do T.
Livio; um diccionario Magnum Lexicn ; um dito
lalm para portuguez ; um dito francez; um dito de
fbulas, urna arle de Sevene; um compendio de llie-
torica ; T. Lvoe Horacio; e outros livros: Udo
em bom^estado i na ra eslreitado Rozario, n. *3.
Precisarse le 4 dmeos serradores para serra-
ren) madeira : em Fra-de-Portas, ra doBrum,
casa de Gaspar Jos dos Reis
Precsa-se de um bomem para tratar de um
quintal a fallar com o Sr. Gabriel, a* arcada d
alfandega.
Precsa-se alugar urna casa de um so andar,
ou mesmo casa terrea que lenha solflo ," pota dor-
mirein cscravostito somante, cujo aluguelseja do
12,000 rs. parabaxo: quil) lvrraonunce.
sieflo. Nflo eslou eu aqui para satisfazer todos o
leus caprichos ?.....Vamos a verse nos remediamos
com o quo lia em casa. Anda ceiar.
Seiilc-se ao p de rnun, disso Jacques a Gilber-
to, levondo-o para a mesa que eslava posta no quar-
to contiguo, na qual ao lado le dous talheres, dous
Kuardanapos enrolados o alailos umconi umcordio
encarnado, e outro com um cordflo branco, indiea-
vain os lugares de cada um dos donos da casa.
Ksse quarto pequenino e quadrado, era forrado de
papel azul-claro com desenhos brancos. Duas gran-
des carcas geogiaphicas Ihe ornavam as paredes;
ilemais*inobilia compunha-se de seis cadeiras de ce-
rejeira com assentos de pallia, da mesa de que falla-
mos, e de nina arca chca de meias concertadas.
Gilberto sentou-se, a velha poz-lheao p un guar-
danapo, e Irpuxe-lhe umtalher gasto do uso, ejun-
tou'a estes utensis um copo do estando cuidadosa-
mente polido. .
Tu nflo vais buscar pflo? perguntou Jacques
mulher.
He cscusado, disse ella em tom agaslado que
indicava a m vontade com que Reir a Jacques pela
victoria contra ella alcar.cada ; he escusado, acnei
meioplo no armario, o que faz libra e niela pouco
maisou menos, hilo de contentar-se com isso.
K emquanlo assim fallava poz a sopa na mesa.
Jacques foi primeiro servido, depois Gilberto;
velha comcu na sopeira. .
Todos tres tinbam grande appetite. Gilberto ioti-
midadoda dscussflo de ccSnomia domestica, a que
elle havia dado lugar, cohibi o seu par lodos os mo-
dos mlginaveis. Todava foi o primeiro o acabar
sopa. .
A velha lancou ao pralo, tflo d prompto deapejado,
odos de ira.
Quem vio c hoje? perguntou Jacques par-
mudar as ideias a Thereza.
Oh .' respondeu esta, o mundo em poso, cocoy


Mara Joaquina de Oliveira, viuva do finado
iJos'leOliveira, faz publico que Macha
,0,qUl1 inventario dos bensdeseu casal, pelo jul-
f8Zf J inda vara do civcl, escrvHo Reg, afin.
z0 i rnarlilhasaosherdeirosdo dito seu marido:
Je nnucmsejulgarcredordo casal queira ha-
Por. Jnelo dito iuizo e cartorio afim do serem
'"'SU P seu pagamento.
sep nuern precisar de urna excellento ama.com
~:Thnm leite para criar, por ter morridoa crian-
S"de!?S qual he P.rd_a e oscrava dira-
5ca.ua da Mangueirada Boa-Vista, n. 11, casa que
lem Franc?sco*Josc feixcira Bastos & Companhia
,iVam nada ilever a esta praca' ; caso, porm que
.unietn se julgue cred'or de sua firma, haja de com-
nirecer na loja da ra do Queimado, n. 1, onde ,
lepoisde Icgalisada a divida ser promptamente
pa8'buemquizer urna casa terrea bem construida,
com duas salas, 9 quartos cozinha Tora a murada
com cacimba, n ua .c assala; 30 pS.SU ra im-
nVral dirija-so B ra Nova n. 14, segundo andar.
___.. .inaoiii-so fallar ao Sr. Josts Antonio
\\
e com*-.-----, -
ural dirija-so a ra Nova n. 1* .
>, mesma casa dcSeja-se fallar ao Sr. Jos
ntunes, a negocio seu.
- O Sr D A. do b. e S. fa?a o, favor de satisfazor a
rlv Pereira Leal a quantia de 7,68o ra., .importe do
nrin'cipalecustasdaconciliaQlo que-pelo jui/o, de
nue o Sur. era cscrivilo ae procedeu contra <;. A.
C C de que passou o Sr. recibo, por ter recebido
em di'asdo abril do presente anno, como consta por
sua bocea o coofessar, e do seu vale que era roeu po-
der existe; o que roga o annunciante, para que a no-
lire fidalguia nlo Ihe d maior incommodo.
- Aluga-so urna casa terrea na ra Bella prxi-
ma a mar com 4 quartos, duas salas, corredor in-
tendente cozinlia fra, quintal e cacimba ,- an-
da tcni gente dentro, prrem breve se muda: a tra-
tar no palacete novo.-ao p da mesma casa.
--* ama de Icitepdediriglr-searua larga do
Hozario, n. 35. segundo andar.
-Alugam-se os segundo e terceiro andares e so-
tada casa da ra do Trapicho, n 43, e tambem
sealugatodaa casa: a tratar com Domingos Jos
da Costa OuimarOes, no trapiche do Barboza de-
fronte do Corpo-Santo. ...
- Vicente Cardozo Ayres faz sciente ao publico
que Francisco Antonio Marques deixou de ser seu
caixeiro desde o dia 27 do- corroute.
Linia.alfaiate,
prec
na
mora na ra do Livrsmento .sobrado n. 1, o
sa de bons ofliciaes de sou ofllcio. .
-Precisa-sede um trabalhador de masseira :
ra Direita, n. 24.
Offerece-se urna ama para cozinhar e engom-
mar: na ruada Penha, n. 29.
Seria faltar ao mais rigoroso dever de grati-
dlto, se se deixasse de mostrar, perante o respeita-
vel publico um tenue, mas verdadeiro signal de
reconhecimento e doilicaolo para com os Ulnas- Srs.
doutores Ignacio Nery da Fonseca, Simplicio Anto-
nio Mavignier e Manoel Adriano da Silva Ponte,
pelos prestantes e multiplicados estorbos que Hze-
ram para salvar urna senhora parturiente, prxima
adcixarde existir ;esendo testcmunha ocular e in-
teressado na salvado da dita senhora, seria, nor-
tanto, faltar ao mais sagrado dever se nTo mos-
trasse ao menos desta maneira um verdadeiro sig-
nal de reconhecimentoeobrigpcSo para com os di-
tos Srs. doutores. Esta senhora eslava bastante po-
rigosa; pois que, achando-se mora a infeliz crianza,
e conservando-sena mais elevada posiejio da, bacia,
tornava-se muito difllcil sua subtrac3o e a,na"o se-
rem os repetidos esforcos e desvelos dos ditos Srs.
doulores noespaco de mais-de qtiatro horas, em-
pregando todos os meios d'arte que sabiam o pru-
dentemente applicaram sem duvida alguma dita
senhora deixarla de existir Por vanas vezes foram
applicadosos instrumentos proprios o em todas
ellas mostrramos ditos Srs. doutores ( com espe-
cialldade Nery da Fonseca e Mavignier ) a mais reco-
nhecida pericia delicadeza o humanidade ; servn-
do-se dos meios os mais brandos, para nao augjmen-
tarom o padeciraento da desditosa senhora ate que
felizmcnto poderam conseguir torna-la vida, ja
quasi moribunda i .' Caium sobro elles mil heneaos
do eco com felizes e prolongados annos de exis-
tencia, visto quesalvaram a vida de urna terna con-
sorte que pelaprimeira vez ia ser mfli, livrandoo
consternado esposo o altiicto pai e mais familia do
mais sencivel golpe, e da mais acerbe dr. Sirva is-
to de lembran?a a todos osjpais do familia, para que,
cm indendicas-circumslancias, se aproveitetn dos pe-
ritos coiibecinientos de delicadeza eperfeiQflo que
eucontrarflo em ditos Srs doutores, quo.espero (cer-
to na Inmomia quo os caraclerisa ) desculparlo esta
imperfeila nanaliva smenle (Iba do maiscincero
reconhecimento, da mais eterna gratidflo.
H. C. C.
Resposta a resposta do ninslro dr
ehtnello.
Torcidas e retorcidas as mlnhas craveiras, prepa-
rado cuidadosamente o meu arco; eis-mo de ponto,
cm branco, sem tirar nom por, s ordens do Sr. au-
sico dr cHidELLOj que audou commigo aos trombu-
IhOes, virou-mo erevirou-mo, sem jamis poder-me,
satcr um som E como o faria elle, se he tSo mo
msico, que nem ao menos Ihe rende o ofllcio para
comprar um par de sapatos, ainda inesmo dos ser-
vidos, de quo ha tanta abundancia nosMACACOS das
Cincn-Pontas ? Mas deixemo-nos do prembulos que
mal assentam no pobre de mim coitado, que apenas
locoquando a isso me forcam : vamos ao que im-
porta.
Qucm Ihedisse.Sr. MusrcODE chineli-o, queeuigno-
rava a oxistencia da ordem do Sr.chefe de polica,que
permitteaosmatutosvenderema farinha a quem quei-
ram ? Seria um certosujeito que, sendo empregado
publico, e estando, segundo afflrmam, com parte de
dnenie na repartiera, so va i por, de calca ejaqueta, a
frente da casnha da guarda, para assistir venda
do mencionado genero, ua qualidade de urna cousa
que se parece com inspector de quartoiro ? Se foi
elle, enganou-o perfeitamento ; disse-lh'o por ma-
lignidade, e s com o fim de o ver perder um dos a-
preciabilissimoschinellos, e assim expo-lo rispia,,
com um p calcado e outro no chSo.
Eu bem sei desta ordem ; mas supponho, osuppo-
nho fundado no bom juizo que formo do actual cho-
fe de polica, que ella sjprovela aos atravessado-
res, dado o caso deque ja mo baja no mercado pes-
soa alguma do povo quequera comprar farinha : e a
minha supposi?3o he tanto mais rasoavcl quan-
to salta aos olhos de qualquer, que, se esta nSo lora
a intcncilo do digno magistrado a quem me hei re-
ferido, desnecessario se tornava conduzir os matu-
los ao mesmo mercado; pois que, se elles podem
vender a farinha aos laes sanguisugas, de preferencia
aos pobres, para que traze-los ao mercado? Para que
probibi-los de deixarla as tabernas que Ibes ficam
em caminho, como ainda n3u ha muilo succedeu no
Aterro-dos-Afogados, onde at houve briga, e briga
um pouco feia, entre o inspector desso lugar e Ma-
noel Joquim Ferreira Esleves, por causa de dous
saceos de farinha que este quera comprar para sup-
primonto de sua taberna, e aquello se oppunba a
que o matulo Ihe vondesse f Ser para que os fa min-
ios do sangue da pobreza possam com mais facihda-
de, o em lugar certo e delcrmluado, obler os meios
a que se soccorrem para saciar a sede que os devora.
Nlo por certo ; porquanto he impossivel quoassim
o queira o homem quo se acba encarregado da poli-
ca nosta provincia, e que faz gala de ser amjgo dos
pequennos, dos pobres e dos desamparados.
Como este primeiro ponto da resposta do Sr. msi-
co ue CBisELLO ho o nico que de resposta se faz me-
recedor, pois o segundo horepeticSo delle, eo ter-
ceiro nSopassadeum miseravel embuste; pecoao
Sr msico na chinello, que me destorca as craveiras,
acondicionc-me o arco entre o braco o cavallete, e
metta-me na camisa ; paro que, nesse estado, possa
descamar por hoje, edispr-se a zurz-lo se anda
for preciso.
Oseuhumilisslmo servo
O Rbido Grande.
Fugio da casa do doutor Tom, na ra Augusta,
o crioulo Lino, de 14 annos, captivo; saino de casa na
nole de 26, calcado, com calca de casimira e jaque a
do brim pardo, costuma andar mesmo vadiando pela
cdade, pode ser que esteja em (Muida : quem o en-
contrar leve-o na mesma ra, no sobrado defronte
do Sr. subdelegado de San-Josc.
- Precisa-se de urna ama forra de boa conducta,
e quesaiba cozinhar e engommar, para casa do um
homem solleiro: na ra da Alegra n. 36, das 8
as 9 horas da manhfla.
lilliar no Passeio.
Precisa-se de urna ama para casa de urna pe-
quena familia, que sirva para todo oservico, eque
saia a ra para comprar o necessario : na ra Dirci-
la, sobrado, n. 30, segundo andar, defronte do boc-
eo que vai para a Penha. '
Francisco Vieira de Carvalho, Brasileo, embar-
ca para o llio-Crande-do-Sul.
AltenQo.
Jos Joaquim de Novaes participa ao respeitavel
publico,que mudou o seu estabelecimento de alfaiate
da casa dos 4 cautos da ra do Queimado para a lo-
ja n. 30 da inesma ra onde se acha promptoa
servir os seus freguezescom aquella promptidlio do
costum.o e a todas as pessoas que sua casa so qui-
srem dirigir; assim como vendo pannos, casimiras,
madapolOcs, sarja para vestidos, cortes de colletes,
luvas do todas as qualidados, lencos de seda e de
cassa, botOes de todas as qualidades, retrozes, 1-
nhas, e muitos outros objectos que sempreha de
bavervenda; assim como haver sempre obras
felas de todas as qualidades.com a mesma perfoiclo
das de encoinmenda. Na mesma casa vende-se al-
paca a 800 rs. o covado ; panno de linho da Allema-
nha a 440 rs. a vara ; -cortos do cambraia para vesti-
dos, de bonitos padroes ; meias casimiras, as mais
ricas que toem apparecido, para calcas ; corles de
gorgurlo, os mais modernos que teem viudo, para
colletes.
No caso de contingar a mesma paHa?ao, fiquo
certo o Sr. que vai ludo a luz do dia. O pro-
curador do que foi para o ftaranhaS.
Precisa-sealugar um preto, sem vicios, para o
servico de casa e ra: na ra do Trapiche, n. 8 ou
annuncic.
Aluga se um sitio na estrada do JoiJo de Barros:
a tratar na ra da Cadeia do Hecife, n. 21.
Quem tiver para alugar una casa terrea, ou
sobrado de um andar, com duas salas bastantemen-
te grandes, e mais commodos para familia, sita na
freguezia de S.-Jos, as ras Augusta, Martyrios,
Agoas-Verdes, Borlas e Direita dirija-se a ruada
Praia-de-S.-llita sobrado n. 43.
-- Na ra Nova n. 7, primeiro andar, trata-se ra-
dicalmente das molestias venreas, tanto antigs
como modernas, por meio de um remedio n8o mer-
curial*
Precisa-se de um menino de 12 a 14 anns para
venda, e quo da mesma tonha pratica : na ra da
Aurora, n. 48.
Curam-se radicalinentM8 Jores de dentes, mes-
mo estando cariados em cinco minutos : na ra
Nova n. 7, primeiro andar.
Precisa-se fallar ao teslamenteiro do fallecido
padre Luiz Jos da Silva, que morou na Boa-Viagem.
Compras.
-Compram-soescravos de ambos os soxos de 12
a 30 annos ; pagain-se bem : na ra Direita n. 3.
Compram-seescritvos de ambos os sexos, que
se pagarSe bem, tendo boas figuras: na ra Nova,
loja do ferragons n 16, se dir quem compra.
Compram-se portadas do pedra da trra : na
ra do Trapicho n. 26, a fallar com Manool Duar-
teBodrigues. .
__Cmpra-so urna escrava que seja idpsa, e te-
nhaalguiitas habilidades, sondo por prego commo-
do: no pateo de San^Pedro, esquina da ra do Fo-
so, n. 10, ou annuncie.
Compra-seumfardamento completo do guarda
nacional de cavTniahT*: na ruado Collegio n. 16.
Compra-so urna braco de batanea aferido, com
uihternode pesos do 8 libras a meia quarta : na
ra Imperial, n. 71.
~ Compram-se escravos de bonitas figuras ; pa-
gain-se bem : na ra Nova por cima da botica do
Pinto.
ELIXIR TNICO
ANTI- M.EUHTICO ,
Pelo tenkor doutor Guili, medico da faculdade de /Vi-
na, tnembro de varias sociedadet medical, atitmni-
cionaes como eetrangetras, catatheiro da real oraem
da legiSo de honra, ele.
(Dupont, pharmaceutico, em Pars, ra Tique-
tonne, n. 14)
O nico deposito verdadeiro desteelixr heosta-
belecido pelo mesmo autor na botica do Sr. Jos da
Rocha Paranhos, ra estreta do Rozario, n. 10, em
Pernambuco.
O elixir anti-deumatico he essencialmente lomeo,
j-eanma o principio vital o d frca s fibras, dea-
taca os humores viscosos, os precipita em baixo, a
viva oappette e fortifica o estomago.
Pde-se administrar na mais tenra infancia como
navelhice; nada he mais doce que o seu effeto: fun-
do, dissolve os humores o Ihes d sabida som algu-
ma agitacjlo sem suspender as occupacOes. nem
mudar os hbitos: se pode tomar deste eOicazmente
umacolherdemanhaa cm jeium, particularmente no
interno e nos lempos hmidos.
Os asmticos, golosos, hydropicos, aquellos cuja
libra he mollc, ficam satisfeitos do sbu uso ; bem
como os que sotTrem dofluxno catarral do poito, a-
zedumes do ostomago, syncopes e palpitares do
coracao, clica, ompigens, catarro da bexiga, a-
poplexia cerosa, reumatismo, fluxos alvos,*doencas
de leite as senboras, indegestao, vermes inteslinaos
as criancas.a oulras muilas enfennidades que seria
longo enumerar.
Este medicamento salutar tem produzido os mais
favoravois effoitos, nos casos, para assim dizor, des-
esperados. Desta sorle, desde seis annos foi pros-
cripto por todos os mdicos Ilustres, e ossuccessos
quotidianosqueoblom, tanto'em Franca como nos
paizes estrangeiros, formam o melhor logio que
deste possa fazer-se, e a prova deste he u grande sa-
bida quo este maravilhoso remedio toin tido as pro-
vincias do Brasil, principalmente na Babia o Rio-
de-Janeiroj onde ha tantas llnstracrtos medicas.
AVISO ESSENCIAL.
Dcvc-se smenlo intoira confianza s garrafas que
teem urna marca quo leva a firma do autor, some-
lhante aquella que se vO cm baixo. Emfim, para e-
vitar o perigo das falsificarles, os accidentes quo
poderiam acontecer, e arrestar a cobica dos falsa-
rios, o publico he prevenido que cada garrafa deve
ser acompanhada do urna instruccilo impressa que
indica a maneira do empregar esto medicamento,
compilado pelo Sr. Guilli, com a sua firma, o im-
presso em Paris por o Sr. Goetschy; caracteres es-
senciaes para evitar a fraude.
Vendem-se collecces de leis gc-
raes de differenles annos, sendo i843,
.8j, i845, 184G e i838 ; Vallaire, 5 vo-
lumes ; o Ramalhete em 5 volumes, sea-
do de 18^0 a 1844 Historia Sagrada, em
poi liignez, por Bernardino Freir de F-
das duas
horas em
leite e
rs. ca-
de coslume. Tinhas promettido a madama de Bouf-
flcrsos seus quatr cadernos, a madama d'Escars as
suas duas arias, um quartptocom acompanhamento
a madama de l'enlhievre. Urnas vieram em pessoa,
outras mandaram. Mas que O meu sonbor herbori-
sava, e como ningucn podo divertir-so e trabalhar
ao mesmo lempo, essas senboras ficaram sem as suas
msicas. ,
N3orespondeu Jacqucsuma palavra, com grande
admiraeflo de Gilberto, quo conlava ve-lo agasUr-se.
Mas como dessa vez entra va elle s na quesUo, n0
pestanejou. '
A' sopa srguio-so um pctlaco decozdo, servido em
um prato ordinario, lodo riscado das facas.
Jacques servio a Gilberto bem modestamente, por-
que eslava debaixo das vistas do Tbcreza, depois ti-
rou |rasi um pedaco quasi igual, e passou o prato
a don da casa.
Esta peuou no pflo, e cortou urna fatia s Gilberto.
Era tflo pequea que Jacques corou ; esperou que
Tbcreza o sorvisse, e tirasse para si, e tomando en-
tilo o pao: .,
Vmc. cortar pao para si, meu amiguinho, e
corte-o medida da sua Tome, por favor ; o pflo no
deve ser medido senao quelles que o perdem.
Logo depois appareceram feijOes verdes adubados
com manteiga.
Veja como est.lo verdes, disse Jacques, sao das
nossas consc vhs ; coniemo'-los aqui excellentcs.
E passoo o prato a Gilberto.
Muilo obrigado, meu senhor, disso este, janiei
js fome.
Domingo, 30 do correte
diante, nodos os mais das havera cafo com
sem elle, muilo bem feito e com asscio, a 40
da chavana, e 60 rs com leite.
Jos Diniz da Silva faz sciente a todas as pes-
soas que teem cousas om seu poder, ha 5 annos ba-
iam de comparecer, no prazo de 8 dias, na ra da
Penha n. 31, afim do darem as suas marcas para
Ibes serem entregues as ditas cousas; do contrario,
sorfln vendidas, para pagamento do Irabaibo do an-
nunciante. .
- Arrenda-se um sitio na estrada de b.-Jose-do-
Manguinho, com casa decente e commodos para nu-
merosa' familia cocheira estribara casa para
feitor o escravos ; ludo pintado de novo com mul-
los arvoredos baixa para capim que sustenta
cavallos : a tratar no Aterro-da-Boa-Vista no pri-
meiro andar do sobrado onde mora o Sr. doutor
Nabuco. __'. '
Vendas.
Casa da F
na rna eslreila do Kozario, n. 6.
Ncstc estabelecimento acham-so venda as boas
cautelas da bem acreditada lotera do theatro publico
desta cidade, para cujas rodas est annunciado o an-
damento para o da 29 deste correte niez ; e por isso
convida a lodos os reguezes amantes deste jogo que
nao podercm comprar bilbetes, a compraron! as cad
e as'afim de que com ellas se hab tem, e partici-
,,om das surtes desta lotera. Preco das cautelas: de-
cimos a 1,000 rs., o vigsimos a 500 rs.
-Vende-se urna cabra ( bicho), muilo boa, que
d 2 tigelas de leite, que so Uranio a vista do com-
prador : as Cinco-Ponas, n '
16.
E bebe agoa ? disse Jacques passando-lhe a gar-
rafa. '
Sempre, meu sennor.
Jacques detou um -dedo de vinho puro.
Agora, minha mulher, disse elle pondo a gar-
rafa ua mesa, peco-te que a.rranjcs urna cama para
este moco, que deve estar bem cansado.
Theroza deixou cahir o garfa, e fitou os olhos es-
pavoridos no marido.
Urna cama? ests dexido ? Pois tu lombras-te de
Irazevalguem para dormir aqui ? Sera entao na tua
cama. Na verdado, o homem perdeu a tramontana
Tu entao agora vais por hospedara ? Nesto caso nao
contes commigo; procura urna cozinheira o urna
criada ; basta que seja a tua ; nao quero e-lo dos
Thereza, respondeu Jacques no seu tom grave
firmo, Thereza, peco-te quo me oucas, querida a-
miaa : he por urna noilc somerite. Este mojo nunca
poz pea em Pars; cu he que hei de guia-lo, o nao
quero durma em estalagem, nSo quero ;| anda que
tenha de ceder-lhe a minha cama, como lu dizes.
Wita esta segunda manrestac.ao da sua vontade, o
yclho esperou. _
Entao Thereza, que atienta o havia observado, e
nuc-emquanto elle fallava, pareca estudar-lho todos
os msculos da cara, como quo compcehendeu que
nao havia ah mais lula possivel, e mudou de repen-
te de tctica.
Como"leria sido derrotada, ae seobstinasso a com-
bater contra Gilberto, tomou o seu partido; posto
que era um alliado bem prestes a trohir.
Verdade he, disse ella, que pois que este moco
gneiredo } Tratado mes ; Historia de Hulierto, o o GilBraz,
em 3 volumes : na Livraria da pra9a da
Independencia, ns. 6 e 8.
ceiro, um dilo; 'Golleccflo do Popular, um dito; Col-
leccao do Guarda Nacional, e Cometa, dous ditos; (.ol-
IcchoiioSclcdeSelembro, um dito; Muuu PoUhoo,
um dito: tudo em bom uso, e por mdico preco.
-Vende-se um moleque crioulo, de 17 a 18 annos
de idade, bonita figura; urna nogrinha de 7 annos de
idade, muito hunita figura: na ra da Cadeia Uo
Recife, loja de JoSo da Cunha Magalhaes.
__ Vende-se o sobrado de um andar
sotao, sito na ruada Aurora n. 34 : a tra-
tar na mesma ra, casa terrea n. 50.
--Vendem-se 3 escravascom boashabilidades.uma
be perfeitacosturciraebordadeira, engomma eco-
zinha ; urna dita boa q.iilandoira ; um escravobom
para o Irabaibo do campo ; um dito bom coz.nhe.-
ro o bom pagem na ra do Passeio, loja de fazen-
das, n.19 ..
Vende-se salitre e enxofre de muito
boa qualidade e por menos que em otitra
qualquer parte : uo escriptono de C lau-
dio ubetix., na ra das Larangeiras, n.
18.
Grande desgraca murmurou Thereza.
E accrescontou em voz alta : ....
Entao na anti-camara, defronto do bofete.
Tambem nao.
Entao vejo que apezar da nossa boa vontade, a
cousa ser impossivel ; porque a Ihe nao cedermos
o leu quaito, ou o meu...
Parece-me, Thereza, que n3o procuras bem ?
Eu f ... o
Som duvida, tu. N3o temos a mansarda 1
Opalheiro, queres tu dizer?
NSo. nao he um palheiro, he um gabinete um
nouco prximo aos tediados, mas sadio, com vista
para jardins magnficos, o que he raro cm 'ar.s.
,aj. _..". imnnri>? disse Gilberto, um
te acompahou, ie que tu o conheces bem, e melhor
1 i_- _.. i.. nn. nna.fl oaa Far-lllO'hOl.
Far-lhe-hei, portanto
aos
"Oh senhor, quo importa 1 _
palheiro que seja, dar-me-hei por feliz, eulhoaf-
r,rL%ao, nao, disse Thereza. Ora, ho l queeu es-
teni0Eastonoco nada desarranj.r, Theroza. Nao he
assim, meu amigo? Vmc. ter cuidado en. quenada
acontca roupa desta boa *>na Uo casa. No so-
mos pobres, e qualquer perda nos he pesada.
Oh fique socegado, meu senhor.
Jacques ergucu-se, e chegou-se P The"f"
Nao quero, ves t, querida amiga.quq este man
ceboaepe?ca Pars he urna morada perniciosa; a-
nui nos velaremos nelle. _
q_ Entao he uiiir educacSo que queres fazer. E o
^JffW^riTq .. te cusan
iVamanhaa em diante ello se sustentara... Quanto
.o'SoJmSnlo, como a mansarda quas. quede nada
nos serve, facamo-lho essa candada.
Gomo se entendem todos os pregu.cosos! mur-
bem, nao tenho mus
O senhor nfldlhe do leu parecer sobro as mi-
prato. *
murou Theroza encolhendo os hombros.
Senhor, d'
proprio hosped
palmo a palmo
eu nunca incoramodei a ninguem,
decerlo, por Vmc. quotaobom tem sido commigo
ssim permitta-me que me retire. Repare que do
UdoVSnt que atravessmos, ha umas arvores
que teem bancos por baixo. Em um deases bancos
dormirei eu ptimamente.
--Sim, para a ronda prende-lo como vagabun-
d- Que elle he, accrescentou Thereza tirando a
m- vnha, meu menino, venha, *cr'
l cm cima,"so bem me lembra, urna boa ""ja.
Sempre ser melhor quo um banco; o ja que.se con
tentava com o banco... ninam enxer-
_ Oh! senhor, ou nunca dorm n Jffi,
gas,disse Gilberto; o logo remcd.ou esta verdauo
C!lTrarercri;de-nmeamuito,.ccrescenloue.le.
-J!Cna.ha"e0com effeto fresca, disse elle Uro de
iSSf^u-ir^avemente o^seguio o seu
pr*o Sl^vessar a ant-camara, vio Gilberto um filtro.
Senhor disse elle, a agoa em Pars he cara ?
Z So, meu amigo ; mas ainda que fosse, cara,a
aeoa o o pOo s3o duas cousas que o homem nao
em dreito de recusar ao seu scmelhante que lh as
P_!' oh he que cm Taverney a agoa nada custava,
e o luxo do pobre he a limpeza.
Tire, meu amigo, e leve, disse Jacques mos-
trando-lhe um jano do barro.
E marchou adianto do rapaz, admirando-se do en-
iberto mais fatigado que o seu contrar em 13o verdes annos toda firmeza do povo
^rlo hSDede^. IU, e.n que%lle disputava|unida a todos os inst.nclos da anstocrac.a.
tContinuar-s+M-)

11
.
I
I


Vendem-so 4 relogios dous de ouro e dous de
prala por proco Qiuilu commodo ; na ra direita,
ii. 29.
Vendem se TELAS de cera do
Hio-de-Janciro e de Lisboa, grande.c
completo sortimenlo : na ra da Seiual-
In-Vdh-i, anuazcn n. no, de Alves
Vianna.
= Vendrm-ic mocn Jas de Trro para rngenliu de as-
turar, para vapor, agoae brslas, de diversos lanianbos'
por prefo commodo ; c igualmente taias de ferro coado
e batido, de todo os tamanhos: na praca do Corpo-Sar*.
to, n. II, mi caa de Me. Calmont A Companhia, ou na
ra de Apollo, armazem, n. 6.
Novos gambreoes.
Na luja de Guimariles Serafm & C, conrronto ao
arco de Santo Antonio, n. 5, vendem-so novos gam-
breoes a 1,400 rs. o corle de tre* cavados o mciojles-
ta fazenda toina-se recommendavel para a cstagiio
prsenlo, por ser fazenda encorpada e escura; e finge
a casimira france/.n por terpadres imitantes ;| cin-
tas u (20 e 140 rs. o covado, ealcm* disto um com-
plclo sortimenlo de toda a qualidadede fazendas.
Vcnilcm-se superiores chapeos de
,castor, pretos ebraneos, por preco
mtiilo barato : na ra do Crespo, loja n.
i a, de Jos Joaqtiiin da Silva Maya.
]Va ra do Crespo, n. 12, loja de
Jos Joaquim da Silva Maya ,
vendem-so ricos cortes deoambraia para vestidos de
senhora ; ditos de bauzulinas, para vestidos : fazen-
da esta muito propria para a cslagOo de invern, por
ser de cores escuras; um rico sortiment de manas
do seda ede seda e lila para senhora; mantinhas para
meninas a duas patacas cada urna ; chales de seda
de bonitos gostose dfferenles lmannos; meiasde
seda brancas pretas, para senhora o homem, as
mais superiores que leem vindo a esta praga; pan-
no lino preto e de cores ; alpaca a 800 rs. o cova-
do e nimio fina a t .600 rs. ; cambraias para cor-
tinados d camas e jawllas assim como franjas pa-
ra os meamos ; cortes de calcas do casimira france-
sa clstica o muito superior, a 5,000 rs. cada corle ;
cortes de rollelps de velludo, gorgurlo, setim e de
ftlStffO por prego muito barato; panno de linlio a
400 rs. a vara ; cobertores para escravos e oulras
minias fazendas que todas se vndenlo por procos
muito baratos.
Vi'nlio de Cliampanlia.
Vende-se vinho de Champanha em cestos de una
duza de garrafas de muito superior qualidade ; na
ra da Cruz n. 55.
A' 12,7000 rs.
Na loja n.5, confronte ao arco de Santo Antonio,
vendem-sc ricos cortes de chaly do lita c seda, pa-
droesmodernos, pelo barato preco de 12,000 rs. ca-
da corto; nscados francezes finos e modernos, a 240
rs. o covado; ziiarle azul encornado, da fabrica por-
lugueza. a200 rs. o covado: esla fazenda be propria
para escravos. '
Vende se a verdadera e superior
potassa da Rusia, branca, e cm barra pe-
queos s na rna da Cadcia do llecie, ar-
n.ozem ii. ia, de Balar & Oliveira.
A' 7^000 rs. cada urna manta.
NalojadeGuimarnos Serafim & C, confronto ao
arco deSanto Antonio, n.5,vendem-se mantas de seda
modernas para senhora, pelo barato preco de 7,000
rs. cada una; nscados raneczes finos, padioes mo-
dernos, a 240 rs. o covado.
--- Vcmlr-s,. cai viK.-nj cm nielas barricas chrgada
ltimamente caixas vasias para assuca ; urna porfi.
de j.rsos do ferro, de duas arrobas ; terral grande para
rfar madeira ; ludo por preco commodo: na ra da
Mocda, armazem n. 17.
A' 2#000 rs. o corle.
Na loja de Guimariles Serafim & C. confronte ao
arco de Santo Antonio.n. 5. vendem-sc corles de cas-
,,.B,,o0lSnB!,'a,lareis e *". pelo diminuto
preco de 2,000rs. o corle ; lencos francezes grandes
o finos fing.ndo seda, a 480 rs. cada um; lencos de
cambraiil Cm bfo> m^ ^ eos e
mullo Irnos com renda e bico, a 900 rs. cada um
A' 800 rs. o corte.
Na loja de C.uimarfies Serafim & C, confronte ao
ffl" Srl r*"10'"0' *0-e lindos; cAr es de
fustno, cores lixas, pelo barato preco de 800 rs o
corle cassa-ch.tascom flores, linas elargasLSOeu
e inglezas, a 240 rs. o covado. M
Pianos fortes.
Vendem-sc 8 pianos fortes, novos com cxccllen-
tes vozes : na ra da Cruz n. 55. xcciien-
Venham correiHojfreguezes.a to
da pressa, antes que se ucabera
as pechinchas do Passeio-Pu.
blico, na nova loja n. 19, de
r;LJq..l!l.m V"SC0J" "anlos^ 1"e se .cha le no-
cambraia branca o de cOr, para senhoras, a 320, 36
e* mi rs., e oulras mu i las fazendas que pelo seu di-
minuto preco nflo desagradarile aos freguezos.
A' fttfOO o corte.
Na loja do Guimariles Serafim & C, confronte80
arco de Santo-Antonio, n. 5, vendem-se ricos cor-
les de cassa dos padrOes mais modernos que leom
vindo a este mercado., c lindos desenhos pelo bara-
to preco de 4,500 rs. cada corte; chapeos de sol, de
panninho francez a imitaran de seda, com lindos
cabos, a 3,200 rs. cada um.
O verdadeiro
e dnissimo panno do linho do Porto, a 800 rs. a
vara, as pegas silo de 15 a 16 varas, e estilo se aca-
bando ; lencos de seda carmizim fazenda inteira-
mente nova, proprios para algibeira o Descoco a
1,280 rs.; cortes de cassa-chita preta, muito bonitos
padrOes e muito baratos; c um completo sortimento
de fazendas linas de todas as qualidades: na ra
do Queimado n. 11, loja nova de Raymundo Car-
los l.cile.
Vende-se urna casa terrea, com a frente c reta-
guarda detjolo, eo mais do taipa, sita na ruado
.Votocolnmh, nos Afogados, por 120,000 ris : ella
rende 2,000 rs. por me/., e se da a prazo : trata-se na
ra flireila, 11, 29.
Yetidcni-se um pao desicupira,queser-
rado d dous borardos; duas curvas gran
des da mesma madeir i, e urna porcao de
Iravessocsde sicupira com ocomprimento
ilc dez palmos e meio cada um ; na ra
ta Senzalla-INova, venda de Jos* l'creira,
se dir fjuem vende.
rechincha igual anda nio hotive; eso ha na loja nota
n. 17 do l'asseio-l'ubtico.
Chitas de cores (isas, a 3,800 rs. a peca, c ao co-
vado a 100 rs.; ditas muito linas, cores escuras o
bonitos padrocs, a 5,000 rs. a peca e a 140 rs. o
covado ; dilas a 5,800 rs. a peca o a 160 rs. 0 co-
vado ; madapolOes com 4 palmos de largura e finos,
a 3,200 rs. a peca; ditos com a mesma largura o
muito linos, da flor do algodao, a 4,500 rs.; pecas
de algodilozinho com 20 varas, a 2,200 rs. : ludo scm
defeilo algum.
30 annos, deservicode campo e com algumas ha-
bilidades; urna mulatinha de cor clara, de 13 an-
nos com principios de habilidades ; um moloque
de 12 annos; 3 negrinhaso 3 cabrinlias de 11 a 13
annos, com principios de habilidades : todas de
bonitas figuras o sem vicios nem achaques, por pro-
co commodo : na ra das Cruzes, n. 22; segundo
andar.
Vendo-se um preto peca de muito bonita fi-
gura, de 18 annos; um lindo mulatinho de 7 a 8.an-
nos : na ra da Cadeia de S.-Antonio n. 25.
Vendem-se alguns paos de sicupira para cons-
trucclo de canoa : na ra de S.-ltita n. 85.
Calcado.
Vendem-so botina ; horzeguins; sapaMes ingle-
ses grossos proprios para o invern ; sapatfles de
Nantes; borzeguins, a 3,600 e 7,000 rs. e oulras
muilas qualidades de calcado, por prego commodo :
na ra da Cadcia do Recife, n. 35, loja do More ira.
Vende-se farinba de Trieste, da marca SSSF,
verdadeira, do ultimo carregamenlo chegadoa esta
praca muito nova e frescal; no armazem por de-
trs do Ibeatro, do Joaquim Lopes de Almeida.
Vende-so urna parda de 18 annos perfeita en-
gominadeira que cozinha bem o diario de urna ca-
sa o cose atguma cousa scm vicios nem achaques ;
una preta de eleganto figura com habilidades : no
pateo da Matriz do S -Antonio sobrado n. 4
Vendem-se 10 escravos, sendo : urna negrinha
de 11 annos; una dita do ? annos, ambas do clc-
ganlcs figuras com habilidades; urna parda de 18
annos, perfeita engommadeira e de bonita figura ;
5 pretas bem robustas, para todo o servico e com
habilidades; 2 pretos sem vicios nem achaques ,
muito em conta : no psteo da Matriz deS.'-Antonio .
sobrado n. 4.
operaoOes; urna secretaria.; a ra do Trapiche
Vende-so urna canoa que carrega mil Uiolo*
e que Ihe falta concertar parlo da proa'o urna taima
no fundo; tem bom encolamento r bom caverna
me ; tambem troca-se por lijlo ou letha n"
ra de S.-Francisco, no palacete. '
Vendem-se acedes cja extinc.
ta companhia de Pertiambuco e
Parahyba : no escriptorio de Ol
veira Irmos & Companhia, na
da Cruz, n. 9.
Vende-se no pateo do Terco, ven-
da ti. 7, azeite de coco a 3ao rs. a garra-
fa ; canarios ebegados no ultimo navio
de Lisboa, e pregos de toda a qualidade
aretalbo.
Vende-se ou troca-se por urna casa terrea com
quintal, ou por algum pequeo sitio com arvones
do fructo, perto do Recife, um sobrado novo todo
forrado, com um grande sotflo, paredes dobradas
chfos proprios, o qual rende por mex 34,000 r.: n
ra estrella do.Rozario, h. 10, terceiro andar.
-- Vende-so a engenhoca Itiacho-das-Bestas, sita
na freguezia do Nossa-Sonhora-do-fj, do Altinlio da
comarca do Bonito, em Panellasrde-Miranda, 'por
preco commodo, e vonde-se a prazo ; trata-se na ra
Direita, sobrado n. 29.
i\a ra ta Scnzalla-Nova, n. /|2
contina abaver um completo sortimento
de tahas de ferro, batido e coado; mo-
cndns, e macbinismo de vapor para en
Igenbo.
Vende-se um fardamento para ollicial da guar-
da nacional de cavallaria todo novo c sem ler uso
algum e alguns arrotos constante das pecas 86-
guintes : una farda barretina pluma talim es-
pada canana palatinas banda fiel, peitoral, ra-
bicho, cahecadas goldres, por preco commodo:
na ra das Cruzes, n. 40.
l\o palco de S.-Pedro,
n. 10 esquina da
rna do Fogo ,
vende-se um superior carro de duas
rodas, quasi novo, e com molas mui-
to elsticas; um terreno na l'assagem-
da-MSgdalen. ; Iros casas terreas na
povoacilo dos Afogados: ludo ppr pro-
fo commodo.

m'nT!\$.M!n ?'" fa!.e,",as n" e '..lias, co"-
e2 00Or ,t ^S rT '"l?" a na'lili"'(! 2,500
e 2,000 r ; ditos de dulas finas, a 2,400 e 2,000 rs
260eCO8na. "
c 800 n :' ?'U't de U8,*f ',ar" c""'^s. 1,000
Vondem-se meias casimiras de bo-
nitos padicse escuras, proprias pa-
ra invern ; laas para calcas escuras
e bnalas ; casimiras superiores, els-
ticas, de bonitos padies, claros o
escuros ; cassas de cures, para vesti-
dos de novos padrOes; panno azul,
pelo e de: todas as cores ; chales de
seda ; ditos de liia c seda; manlis de
seda rica ; alpaca fina ; cortes de col-
lote de Korgurfio de seda ; ditos do se-
tim bordados, os mais ricos que teein
vindo ; ricos cobertores hespanhes;
damasco de lila e seda; bem como-
tim completo sortimento de fazendas
linas Ogrossas : ludo por preco mais
commodo do que cm outra qualqucr
parle : na nova loja de Jos Moreira
Lopes & Companhia na ra do Quei-
mado casa amarella n. 29.
cm covado a (ia iTLIT-T'""''" ,*uw u ""rs., e
Iraudecme. .aao'V Sf ''".'i e,?Va,a' deCi""-
.600 rs.; P coles Darrn,, d,'lS de seda- a ***
esta de mila dma ^ 400 X .SMcravi' f"e'"'
na, a 800 e 840 rs." cbiUa'lW?. r8',; l"l'la"h" ""
160, 200 e 240 ri-cri |,ara coberl. <*0,
1 440 e 1 500 r i Uo sempre-dura, a 1,300
Vende-se ferro da Snecia ; folha de I'Iandrcs ;
cobre para forro de navio ; dito para caldeireiro, em
porcoes grandes e pequeas : na ra de Apollo ar-
mazem n. 6. >
-- Vende-so por precisflo urna cabrinha do 12
para 14 annos, faz lavarinlo soll'rivelmente ; nflo se
duvida confia-la a quem a queira experimentar ,
sendo pessoa capaz : na estiuinado boceo do Hoza-
rlo segundo andar.
Vende-se una venda com os fundos do 300 a
400,000 rs. cujo aluguel he muito commodo, sita
na cua da l'raia, becco do Carioca por baixo da so-
ciedadc : a tratar na mesma venda.
-Vendem-so na livraria da ra do Crespo, n.
11 livros baratos como sejam : Ivantiosa roman-
eo, 1 v. 1,500 is. ; Waver, lee or tiescali vears
since 1 v., 1,500 rs. The Manncreug orthe as-
trologer, 1 v., 1,500 rs., com rica jncadernacfio
ingieza ; novo mestro inglez por Conslancio ,
3,000 rs. ; Cours de droil commercial parj M
l'ardessus, 2 v. 2,000 rs. ; Traite, clementaire de
alionalisca malbeniatiquc, par J. A. J. Cousini, 1 v.
1,000 rs. Lellre a la chambre du commerce 1 -v. ,
1,000 rs ; I beorie des i ichesses sociales, 2 v. 2,000
rs.; llcllexiones sur la methaphysique parM. Car-
nol, 1 y. 1,000 rs ; Code des poiiciones, 1 v., 1,000
rs. ; l.'Algebre selon ses vais principes, 2 v,
2,000 ri ; Ksludes sur les reformalcurs conlein-
porains 1 v., 1,600 rs.;um segundo volume do
diccionario da Academia embom estado, poi 2,000
rs. ; 'Ibelemaque, 1 v. 1,800 rs.;-Iralado do me-
liioramenlodanavegacao porcanaes, 1 v. 4,000
W. ',llislory bt England, 3,000 rs. ; Virgilio; llora
co 3,0C0 rs, cada obra; nietbodo de piano enca-
denado por 5,000 rs.; Arillinietica-, por liesout,
1,280 rs. ; Selecta, em bom 'uso por 1,000 rs. ; a
oulros muilos livros por barato preco.
-- Vendeni-sc.na ra Augusta n. 34 casaes de
rolasi brancas hamburguezas, por prego commodo.
" j^nde-se una casa terrea sita na Capunga,
Ruda, leuda
y-. W W f V w
Vcndo-se urna parda do 24 annos, bem clara ,
com dous fllhos, umde 3 anuos, e o outro de 30
lias ; umacrioulinha de 9 annos, muito bonita,
por prego commodo : na' ra da Cruz, n. 51., ou na
ra do Trapiche, ni *.
Vende-se, na ra da Florentina casatlcfronle
da cocheira mui bem feitos vasos para plantar flo-
res ; pias para preservar das formigas ; pequeos
vasos para vender llores; panelas para doce, ou
manteiga ; jarras bornidas para agoa, e oulras
obras de barro, execuladas por um hbil meslre :
ludo mais barato de que se vende as lujas de louca.
= Vende-se urna cadeirinha de armar, forrada de
seda e nova; macacos nara arrumar carga; encerados
para cobrirgeneros : na ra do Amorim, n. 15
Vendem-se, por preco muito commodo, casaes
de pombos grandes, bons h.ludores e muito boni-
tos : na ra da Florentina n. 16.
Vendem-se 4 escravos, sendo : urna negrinha'de
12annos; um pardo mogo; dous pretos proprios
para agricultura : na ra da Cadeia do Kecifo loja
de ferrages n. 53.
Vendem-sc casaes de gansos: no armazem do mo-
tilados por baixo de sobrado do vigario do Recife .
ou tlcfronle do palacio do governo, casa de Francis-
co X. II. Bastos.
Vende-se cera em velas, prxima-
de "
Escravos Fgidos.
----Becommcnda-st aos apprebenso-
res desta cidade ma prieta de nome Joa-
quina, de nacao Cabund; representa ter
17 annos de idade pouco mais ou menos;
alta, e um tanto secca, olbos grandes,
cara redonda, beicos grossos} tem urna
sicalriz no beico de cima, ideutada de um
caoi um tanto fula; anda vendendo tabo-
Ipiro de fructas as ras dest cidade; diz
a todas as pessoasque a conhecem que
est em casa, estando fgida ha 4 mezes:
nao digo os'seus tr'ajos porque ella cos-
, turna muda-Ios, eso pode usar de um
panno da Costa novo sem enfeites, que
levoti. Uapprchensor que a pegar, po-
de leva-la ao pateo do Carino, casa, n.
doSr. Flix Francisco de Sonza Maga-
IbSes, que recompensar generosamente.
-Fugio, nndia 19 de maio, 1 mulatinho claro, de
nome Laurentino de 16 annos alguma cousa des-
corado refeito do corpo cabrea e can grandes,
cabellos bem crespos; tem urna pequen.cicatriz na
tesla, mitos e ps bastante grandes, he cambado das
peinas que sao um tanto arqueadas; levou camisa de
chifa azul caigas de algodao azul suspensorios
blancos : quem o pegar leve a cidade de linda ,
ra do Porto-Seguro defronte do oilfo do S.-I'e-
dro-Nova que ser recompensado.
ao entrar, do ladudiieilo
de ca pina.
Vendem-sc 10 escravas
na ra da
sendo
> duas pardas,
coTinh LTUkV d0 .b01"la. 8u,a q"6 ongon.ma
cozinha, cose chtto o lava de sabfio e a outra de
mente chegada de Lisboa, sortimento a
vontade do comprador, em caixotes gran-
des a pequeos; mercurio-doce, em cai-
xinhas de 3 e 5 libras; vinho tinto do
Forto muito superior, em barris de oita-
vo ; dito engarrafado, em caixetesde 18
garrafas cada um ;cal virgem de Lisboa
muito superior, em barris pequeos : na
fu da Cruz, n. 54, primeiro andar.
--- A livraria da esquina do Collegio tem venda ;
Diccionatios de medicina popular,
pelo I)r. C.berneviz, 2 volumes; assim tambem
os l\orm 11 latios,
ou guias medicas pelo mesmo aulor.
JA' SE DA' A 5,000 RS. A ARROBA PARA ACABAR
DFPRESSA.
Vende-so graxa superior para velas e para dar cm
eixos do machinas de vapor e moendas: na ruada
Praia, armazem 11. 18. m
Vendem-se 6 barricas grandes proprias pa-
ra assucar por prego commodo : na ra da Praia ,
armazem n. 18.
Vende-sosal de Lisboa, fino e alvo, a 1,600
rs. o ah|ueirc da medida velha e sendo porgflo se
dar por menos : na ra da Piaia. n. 18, aonde tam-
bem se vendem pipas com ago'ardenle.
Vendem-se pedras de amolar da melhor qua-
lidade que leem viudo do rio de S.-Francisco a
iclalhoeem porgues dar-se-bo por prego com-
modo : na ruada Praia, armazem n. 18.
Vende-se, por prego commodo, um excelen-
te piano: na ra do AragSu, n. 27.
A i 60 rs.
bonetes de palha elstica e pala de lustro
dem-se na ra larga do Rozarlo n. 24.
Vendem-sc 60 palmos de terreno com caes Jei-
to telheiro para senaria e quarto para guardar
feriamenta, silos por detrs da ra do S.-llita : a
tratar juuto aos mesmos, na serrara n. 21.
Vendem-se 3 escravas sem vicios nem acha-
ques, proprias para o campo : na rna do Queimado,
11. 33, com frente para o largo do Collegio 1 se dir
quem vende,
Vcntle-sc urna cama de ferro, com colches o
coi -tinados, por prego commodo ; um bom espeibo
de augmento para fazera barba ; urna cadeira de
ven-
Trm boa gratifica$So
3uem levar na ra Direita sobrado 11. 29 ,. da viuva
e Burgos e Futios, os 3 escravos seg 11 i riles, que
fugiram a 24 para 25do ro rente dolugar de Api-
pucos onde se icliavan Irabalbando : Caetano,
crioulo cor fula estatura ordinaria, chcio do enr-
po cara larga, olhos aperlados e mullo serio, jun-
to com a mulher Ignacia, parda que parece c-
lmela, cabellos crespos com pannos pardos no
rosto, olhos fundos est magra ; cosluma sempre
andar de cabegilo e saia ; levarm umfilho cabra,
bonito, de idade de 1 8 mezes quem os pegar fa-
r o favor de levar ao dilo sobrado que so pru-
mette.sob palavra.de se gratificar bem.
-- Fugio ,em lins de abiil prximo passado 0
escravo Antonio, crioulo, estatura pouco maisquo
regular denles limados ps alguma cousa Icios, o'
quebrados : quem o pegar leve ao engenho S.-Au-
na a seu senhor, que gratificar.
ALERTA !
Tbei-e/a preta, escrava dos Srs. Luiz Antonio
Alves Monteiro & Companhia da praga de Maceio e
por ellos remettida pranosla praga ser vendida,
por sua conta sendo chegada apenas ha 12 das,
fugio nodia28de abril prximo passado : nflo cons-
ta que aqui tivesseconhecimentos e nem se presu-
me que n fuga proceda de sedugflo; ha fiorm, pro-
bahilidade deque se lera oceultado mesmo-nesta
cidade. A dita preta representa 25 a 30annos, alta
ereforgada do corpo bem-parecida ; lem algumas
cicalrizcs ennim dos bracos; levou saia de chita
vermelha o panno da Costa. Quem a descobrir ou
a levara Antonio Luiz dos Santos & Companhia,
na ruado Crespo, n. 11 1 cechera urna recompensa
proporcionada ao seu trabalho.
r-Fugio, no dia 25 do correte, a preta Mari,
denagflo Rebolo ; representa ter meia idade; levou
um (landres com azeile de carra pato que andar
vendendo na ra lem os signaos seguidles : olhos
pequeos e as sobrancelbas sobre elles, denles da
frente aberlos e alguns quebrados que fazem duas
esquinas, com alguna cabellos nos peitos e tam-
bem por baixo da barba ; levou camisa de algoililu-
zinho vestido encarnado cm florea grandes, ja ve-
Iho o oulro por cima do mesmo, de chita, tam-
bem velho e panno da Costa velho, com urna por-
gan de missangas encarnadas no pescogo Pede-seas
autoridades policiaes capitaos de campo e pessoas
particulares de apprehende-la e leva-la a seu se-
nhor na ra nova, n. 36, que recompensar
generesa mente.
Anda se acha fgida a escrava Josepha, do
gento de Angola; representa ter 40 annos 1
estatura alta bastante gorda cara larga ,
andar descansado ; levou vestido de metim preto,
anda novo, e panno da Cosa (tul cun listras bran-
cas ; porra consta que anda de-lrages mudados:
quem a pegar leve a ra das Larangeiras, 11.18, que
ser recompensado.
PERN. : VA TtP. DE f'. f\ PE TAMA.----l8-7'


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