Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08474


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Full Text
inno de 1847.
Sexta^feira 28
niiRlO pul>lic-e loiloi o* di, qire n
. u -uarda o preco da asignatura lie de
"t'rs pm qrlel. jwpnj adinnladnt. Os n-
los ssii!i"">1M Si Inseriitof rutilo de
* rlinli! 40 rs em lypo HlVrente, e as
l"!'PlD'lil",fi "' q||enSo fremass:s-
"T"'1" pi 0 rs porlinl., el6i)e0 [.po
pBASES DA LO V NO MEZ DE M.MO.
.. ,i os 17 min. da larde,
f'^i. '*', a l horas e mi. da larde.
r'tttnie'. "*" llora '* u,ia- ** *'<
LuTclifi ,9> ** !' hor*S 1& ">nU' *"x,re-
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goi.nnae Paralivbej, as emuidas eses tufara,.
Ilio-l.rsnrle-rin.^orle quimas lenas o meio-
l.aho, .SerinliSem, II n-Formato, Poilo-Cal>
Macelo ni I.*, a II o i de cada me.
(>raiiliuns Rqnito, a 10 e II.
lina-Vista e Flnres alie Jg.
Vicloria," s quintas feirai.
Oliuda, lodos os dias.
PREA4Aft DE HJE.
Primeira, s 1 lioiai 4J minutos da (arde.
Segunda, as 4 horas a 6 minuto! da mauliaa.
de Maio.
Ann XXIII.
N. 118.
DAS DA SEMANA.
J4 Sagtmda. ** i. Afra.
1S Terca. Gregorio-
10 Quarla. S. Plnlii pe Nery. Aud. do J. do
' cW.da i t e lo J. 17 Quinta. \ Ranulfo. Aud doJ.dtorph
rio J. municipal da I ara.
18 Scila. S. Geimaiio. Aud do J. docir. da
y. do J. de uai do I. di>t. de t,
18 Sabbado. S. Maximiano. Aud do J do civ.
da I. v. e do J de na* do I diit. de l.
10 Domingo. S. Petronila,
CAMBIOS NO DA TT 0E MAIO.
Cambio iobre Londres* 17 d por 11 ri.
Pns Mi rs por Iranco.
Lisboa & de premio.
Deo. de lellrai de boas lirm.s I '/ P-Va
DuroOucas lespaiihol.s ... 38JSOO a
a Moedasde nfion relli. 16*100 a
a de OllOC nov idjiOii a
de 4 000..... SfOOO a
Prata Pataces........ 1#'10 a
Peaoscolumnare... 1*10 a
Dlloe mexicanos ... iftf"0
1 Miuda............ lltlO a
Acede da corap. do Heberibe de 40|000 n.
iflftd.
ao me.
19nc0
18*000
18*300
9SIP0
Ifaia
I|40
RMAMBUGO
INTERIOR.
BAHA.
SYSTEMA PENITENCIARIO, NES8A PROVINCIA.
Rbiitoho da cnmmii'dn encarregada pelo Ecm. Sr.
preiiilenle da provincia dtexaminar as queHBis rela-
that cita de prisdo com trabalho: cimposti do*
Srs. dout'irrt Casimiro de Sen,? Uadweira, Judo Josi
Barbota d> OUveira, .u> Mara Aloe falcio Vuniz
Brrela, Eduardo F, Franca, Judo liapiisla dos An-
jot, e do$ Sr* lenle Francisco Primo de Souza
Aguiar, conde de ilermanson e iodo Baptisla Ferrari.
', (Continuado Jo n.'antecedenle'.
Admiltidasas vantagtms desse systema, els-aqul
os incnnve.nientos ponderosos ijue asdescnntam.
A complieacflo daexecugdo ha grandsima: do-
manda no director e nos varios emullipcados agen-,
tes da disciplina da Caja un /.elo nunca amortecido,
urna vigilancia que retina actividad oxtraordina-
riae perpetua a f esclarecida o profunda nos elToi-
tos 'los iiieios empregados, e tito boa vnntadc que
chegue dcvoQ.lo. Pois facilmento se prev o arduo
da mpreza de manter continuo silencio, e redar
qiialquercotnmunicagflo, at gesticulada, entre urna
grande poreflo de homens reunidos semprena mes-
nia mesa, congregados na mesina capclla, sentados
nos mesmos bancos, cooperando para a fuitura de
urna inosina obra as mesinag ollicinas, onde o repe-
lido soni que os instrumentos Icvanlain abafam a pa-
lavra rebelde, a voz submissa, o geito rpido que um
obreiro dirige ao outro.
Dcsta infracQilo inevitavel nasceu a necessidade de
reprimircom o chicle o contraventor do silencio;
e as prisAespenitenciarias de trabalho commum na
America o empreftarant. Depois a nalureza toda mo-
ral, o regeneradora da theoria penitenciaria, con-
demnando scmelhante castigo, de si aviltar.to, e por-
Untoopposto aos nohres lins dainstitniclo, obri-
gou algumas penitenciarias de Auliurn a trocaren!
este meio por outro : isto foi em WelliersAeld e Wa-
shington : a experiencia compelio a voltar-so ao re-
pellido castigo .
Nascedaqui urna perigosa consequencia, e he que
pela nalureza do castigo, e pela promptido puniti-
va que he mister na especie deconlraven\'Oes que o
recldmam, seguio-se forcosamenfe outorgar al
aos agentes mais subalternos da casa a faculdade ar-
bitraria de o inflingir: (leste arbitrio resulta o risco
dedesigtiulilado na pena imposta pela sentenc*.
Alemdisso osacoitcs s;1#prohibidos pela consti-
tuicflo do imperio ; iilo podem ser p un lejo discipli-
nar entre nos: procuremos outra.
Quiz a Inglaterra experimentar tambem se o podia
dispensar mis casas que possue de reunido silencio-
sa : augmentou em extraordinaria maneira o nume-
"' '"" ~-HWa|I II
MEMORIAS.DE UM MEDICO. (*)
pon aieyatifire J^umaJ.
SECUNDA PARTE
*3S 3^&833d.
CAPITULO IT.
4
> BOTAiTICO.
Tomou'GHberto asua reslucio, e approximli-se
inteiramente, Abri, porin, primeirn a bocea, e fe-
chou-a sem dierjjalavrii. Vacillava na sua resolu-
(So; pnrecia-lhe que pedia urna esmola, enlloque
reclama va um direito.
Notou ovelbo easa timidez, e parece que esta o
tranquiliisnu.
Quer-iue fallar, meu amigo? disse elfe sorrin-
do-se, e pondo o pflo na arvore.
Sim, senlior, respondeu Gilberto.
Qua quer Vine, f
Vejo, que Vnrc. deila pSo aos passarosj como se
nSo esiivesse escriplo que Deosos sustenta.
Deosos sustenta sem duvida, me menino, res-
pondeu o desconhecido ; mus a mo dos homens lio
um dos meios que ello emprega para cliegar ao seu
fim. Se he urna, censurar que me quer fazer, nlo terfi
rasdo, porque nem no bosque deserto, neni na ra
povoad, nunca iica perdido o pilo que ahi se lauca.
Aqu levam-no os nassaros, acola apanham-i.o os
pobres.
Poisbem! disse Gilberto, era extremo abalado
da toz penetrante e doce do velho. inda qae es leja-
moa aqu em um bosque, algueiu couheco que dis-
putara esse pao aos passarinhos.
Ser Voic., meu amigo, exclamou o velho, e
dar-se-ha acaso que tenha foaie?
Muila fomc, meusenhor, juro-lhe, ese o per-
mitte......
I'egtiu o velho immediatamentc no pilo, extrema-
mente compadecido. Mas de repente rellectio, e poz-
se a olliar para Gilberto com olhos sagazes o pene-
trantes.
m Vii*> Diai 48.
V
ro das punicOes de outra especie, e a quantidade dos
agentesdessas penitenciariasmultiplicou-se verse
seoblinha mais efllcaz vigilancia. R comtudo relata
um perito na sciencia das prisOes, (*, quem o go-
verno doFran<;a incumbi de visitar os carceros de
urna parte da Europa, que a Inglaterra so vio cons-
trangida mais tarde a servir-se dessa arma vil; ediz
ontro papel notavel, do 18*3, que o silencio nilo se
pode conseguir completo.
Em Franca, onde o chiclo levanta invoncivel op-
posiefio nos coslumes, tamboui se ha feito semelhan-
te experiencia, e com resultado anlogo as casas
centraes.
Esludando-sc as consequencias dos castigos disci-
plinares, que se substituem no chicote nessas pri-
sfles, se conhece qua o numero das punicOes ho x-
cessivo, equeogenoro dellas mo poden lo sor ou-
tro sendo redcelo do alimento, e rgimen de p.lo
eagoa, aocabo do certo prazo, pudem redundar em
milito perigo ao corpo, e ment do oncarcerado ;
porquanto conla dellas talvez se deva lanzar a
mortalidade notavel nessas casas centraos fiancezas,
manir do que as penitenciarias americanas, onde o
silencio he sustentado latego.
Edemaiscumpre muito notar que perigo he este
tanto mais para temer aqui qanto em nosso paiz
at a substituicao do alimento animal he perigosis-
sima.
Ora, a forcada multiplicidado destes castigos de-
ve-so suspeitar que, de certo modo, se oppe ao lim
reformador que principalmente se cncaminha a
rogra: porque (e documentos exhibidos cmara
electiva dos deputadosem Kranga inclinam a prova-
lo costosamente seadmitlir que mo sirva para
desanimar aquelles presos quo desejam volver ao
bem, e para exacerbir a irritaclo do animo em que
estilo aquelles que no mal so obstinan).
A' desjieito de todas estas consequencias graves,
O silentio, qua he a principal caracteristica do sys-
leiua, nfloseobtem nem as penitenciarias do Ingla-
terra, nem as casas centraes de Franca auxiliadas
por aquellos meios punitivos, nem as da Amrica,
que se soccorrein crueldade e armamento do
acuitar.
E, Exra. Sr., nflo pode ser de outro modo; por-
que, como j so notou, anda que essas punices ti-
'vessem bastante forca intimidadora para"conter si-
lenciosos os detenlos.os proprios empregados subal-
ternos da casa, testemunhando cada um de per si a
infraccjlo parcial, e altenundo na cruoldade da exi-
gencia, nao teriam sempre disposicilo para puni-la,
at que por toda a casa acabara inteiramente inob-
servado o silencio; tao fcil de se relaxar be esta
regra!
. ;*) Rapport sur- les prisons do l'Anglclerre, de
l'Escosse, de la Hollando, de la Belglque, et de la Su-
isse, 1839 1 v. in fol.
Nio pareca Gilberto, com effeito, um tal esfama-
do que nilo'dsso que pensar, porquanto era a sua
casaca limpa, mas linha em algumas parles man-
chas de trra ; a camisa alva, porque em Versalbes
a hnvia mudado na vespera, mas eslava ensopada da
humidade, o que induzia a crer que Gilberto havia
passado a imite no bosque.
Tinha elle sobretudo, e com ludo isso, umaimilos
brancas e afiladas, que denolam antes o homern das
vagas medilaccs, do que .los trabalhos qyitci iae.
Nao era Gilberto baldo de tacto, enlendeu a des-
confiancaehesilacilo do desconhecido a seu respe i-
lo, enpressou-se a atalhar as conjecluras que bem
va nflo I he p*diam ser favoravors.
Todas as vezas, senhor, disse elle, que um ho-
mem nao tem comido por espago de doze horas, tem
fome, e ha vinte e quatro que eu nada com.
A ventado das paiavras do mancebo so revelava
pela emocdefUas feices, pelo tremor da voz, e pela
pallidez do rosto.
Cessou, portanlo, o velho de hesitar, ou antes de
temer, e eslendeu ao mesmo lempo o pOo o o lenco
donde tirava as cerejas.
- Muito obrigado, mCb senhor, disse Gilberto re-
pellindc braudamentoo lenco, basta-mu o pao.
E parti o pedaco em dous, dos quaes ficou com
um, e resliluio o outro; depois souiou-su na rolva
a tres passos do velho, que oolbava cada vez mais
admirado.
Duiou a refoicflo pxjuco lempo. 0 pdoera pouco,
c o aojietiledQ Gilberto grande. Ovelbo nflo a per-
turbou com urna s paturra ; conliuuou o seu examo
mudo, e a furto, odando na apparencia mustias da
maior allencflu as plantas e as flores que linha na
boceta, as quaes endireitando-se como paraiespi-
rur, erguittm as odorferas cabecas a topetar com a
tapadourn.
Entretanto, ao ver Gilbertopproxmar-so do char-
co, grilou-lho presto : #
aNflo beba dessa agoa, senhor moco, quo est in-
fectada pela tritura das plantas murtas o auno pas-
sado, c pelos ovos dos sapos t gia que nadam Del le.
(Coma antes algqinas"cerejas, que o refrescarao laulu
como a agoa. Coma, coma, que Vine, pelo que mus-
ir nflo be um conipanheiio importuno.
Ilu verdade, senhor, que ndo lenho genio de
importuitar, ff&e nada tenlio tanto meJo como de
ser importuno. Ainda honlem o prove om Ver-
salhes. .
Ah Vjc. vem de Versalbes? disse o desco-
nhecido filando GiIberio.
Sim,senhor, respondou o manceba*
He tupa cida.de rica, ho preciso ser muito po-
bro ou murtoorglboso para l morrer de Tome.
Sou ambas as cousaS, meu senhor.
Tere arguma desavenga com seu amo ? per-
ita inobservancia do silencio, e do genero de tra-
balho em commum, resultou que em alguna oslados
da America os principios socaes foram esquecidos,
e a oconomia que acnselbra tirar dos presos os
maioros lucros possiveis, reduzio as penitenciaras
vordadeiras manufacturas, tflo sensivelmento carac-
terisadas, que os visitadores ostrangoiros o nilo des-
ennheceram: so isto nflo incita o proprio crimo di-
rectamente, ao menos inogavel ho quo a ropressflo
ou so enfraqnece em muito oxtromo, ou do todo em
lodo desapparece.
Outro risco ha ainda, no menos serio; he o da se-
guranca da casa: eis-aqui alguna fados. Em Au-
liurn em 1831, em Welharsfield, em 1833, em B-
ton-ltouge, em 1838, uns presos mataram a oulros:
em Rton-touge, em consequencia de lima, revolU,
em 1838. um incarcerado foi morto, o muilos feri-
los: em Francfort eColumbus, no auno do 1839, o
eiu mais outro* lugares, por tentativas de evaslo,
muitosmorreram a tiro de espingarda: Analmente
em Bostn, o director Lincoln foi assassiuado por
um recluso.
Porm, ainda que pelo sacrificio mmenso de um
pessoal muito croscido, o de homens golosos todos,
so viesse a lograra obstrvancia completa do silen-
cio na reunido, um porigo gravissimo restara ain-
da.
So desse modo os presos ndo se fallam, ao menos
ariamente, por todo o espago da encarceragdo, so
viram e reciprocamente so conhecem: restituidos
iberdade, ra fra se eslabelecu entro ellos urna as-
sociagdo, d'onde Ibes resulla do novo caminharem
junios o mutuamente provocados pela antiga estrada
que os conduzioaocrime, visto como, concedindo-
W quo sollos se encontraran! coi rgidos da priado.,
cada um delles be cunbecido do consocio, (liante
desle nao pode bogar o seu passado vergoiihosn, e
cada o .n revelando o quesabo diTuulro, expo todos
repulsa da povoagdo pura, quo Ibes nega trabalho
e favor; e ellos, no ocio o na miseria, fraqpeando
frga das cousas, associados por lim so despenham.
Eis-aqui com toda imparcialidade o quo be este
systema.
So invocando-se a autordade apontarem para os
onze Estados da Unido que o copiaram de Aubnrn,
ou para Cenebra que-o tem modilicadu, ou para Igu
mas das prises que a Sardeuha prepara, reparem
queeUe tem por si odobrodaduragdo, a auloridade
da existencia, c as vantagens pecuniarias; reparom
que no proprio bergo da regra, no estado do Vow-
Voilt, urna pr'isdo cellular existe erguida para os in-
diciados; quekenlucky, que segu aquella mesma
regra na sua penitenciaria para condemnados, acaba
do adoptar a regra de Cherry-llill em urna sua casa
nrevenliva c de correegao; que o mesmoM esta pas-
saodoem Cenebra; quo na Inglaterra, quo ha ao an-
uos abracara a regra do silencio, os seus praticos a
cstdo reprobando} quolinaliuonld na Kranga onde se
ensaiou esta mesma regra, ha 3 anuos a rejeilou a
guillo u tmidamente o velho, que continuava apb-
servar Gilberto com o seu olhur prescruiador, em-
quanlo arranjava as plantas na boceta.
Eu uo lenho amo.
- Meu amigo, disse o desconhecido, pondo o cha-
peo na ca bega, ah est urna resposta em demasa
ambiciosa.
E todava exacta.
Ndo, meu menino, porque ueste mundo todos
leem amo, edizer : ndo lenho amo, be uo entender
o que he orgulho, no seu verdadeiro sentido.
Como?
Oh meu Dos, ndo ha cousa mais clara vo-
ltios ou mogos, cnuuiaulo existimos, oslamos subjei-
los le de um poder dominador, lins ao regidos
pelos homens, oulros pelos principios, e vamos
mais severos nem sempre sao os que ordenam com a
voz, ou batem com a mdo.
Concedo, disse Gilberto; desse modo eu sou
regido pelos principios. Confesso-o.
sao os nicos amos que um espirito pensador pode
coufessar sem vergnnba.
sua cmara electiva, por urna consideravel maio-
ria.
A commissdo, conhecedora destes factos, e reco-
nhecendo a gravidado daa considoragfies que aqui
repote, o quo V. Exc. mais largamente encontr dea-
envolvidas as duas tradugOes, quo um tos seus
memhros acaba de fazer, e nntavelmente na do bello
trelatorio que o Sr. Tocqneville apresentou ante os
depiitados franeezes, em 1813, pensou que a doutr-
na do trabalho em commum cercada da tamanhas
ilifletildades deexecugdn, e sem offerecer mas'quo
mui eJuvidosos resultados, ndo era cortamente o
systema quo a Baha doria comprar peso de ou-
ro.
(Conlinuar-se-ha. )
CftMMERClO.
Alandersi.
RENDIMENTO DO DA 27.........
Deicarregam hoje, 28.
Barca ilolden-Fleece machinismo o earvlo.
7;269,*83
Coral____
Provincial
Consulado.
RENDIMENTO DO DA 87.
2:309,497
885,554
3:194,991
llovinu'iilo do IMrto.
Nario entrado no da 27.
llavre-de-Grage ; 39 dias. brintte francez ArmoriqHe,
de 223 toneladas, capildo Varlet, equpagem U,
carga fazendas; a l.enor l'uget & Companhia.
Navios tahidoi no mesmo da
Trieste ; brgue sueco George, capitdo C. F. Rompke,
carga assucar.
dem ; brigue dnamarquoz Iauise, capildo N. L. El-
herg, carga assucar.
Babia ; bate lirasileiro Roa-Vwg'm, capitdo Manoel
do Sacramento Carnauba. Arribou no da 24 do
cor/ente.
E quaes sao, vejamos, os seus principios? Pa-
rece-me muito mogo, meu amigo, puta tor j prin-
cipios Axns.
Senhor, cu sei que os homens sdo irmaos; quo
todos conlrahom, ao nascer, urna quaulidade de
obrigages relativas para com seus iudos. Sei que
Dos me confiou um certo valor, por mais mnimo
que soja, e que assim como eu reconhego o valor dos
oulros, tenbi o di reilo de exigir dos oulros que re-
cuiihegam o meu, seeu o nao exagerar. Emquanlo,
pois, eu ndo commetter um acto de injustiga,ou dcs-
lionioso, lenho diroilo a urna porgdo de estima,
quaudo mais ndo soja pela nimba qualidade de
homein.
Ah! ah Vmc esludou ? disse o desconhe-
cido.
Infelizmente, ndo, senhor; mas li o Discurso
sobre a desigualdude das condices e o Contrato ociat.
Destes dous livros proveem lodas as cousas quo sei,
e talvez lodos os mous sonlios.
A oslas palavras do maiiccDOftbrilliara'm osolhos
do velho, quo fez um movimeiito, que quasi quebra
amis brilnanlo flor que tinha na boceta, oque
nunca mais se quera agelar dentro dola.
E sao esses os principios que prdfessa ?
Ndo sdo talvez os de Vmc., respondeu aman-
cebo; mas sdo os je Joo JacquesHuusseau.
Mas, observou o velho com Ido expressa des-
coiiliaug.i, que ndo podia deixar de humilhar oamor
peupro de Gilberto, onleodoo-os Vmc. bem ?
Crcio, disse Gilberto, que entendo o francez ;
sobretudo quando elle he puro e potico.....
r Bem v Vmc. que ndo, dsso o velho; por-
quanto o que lite eu pergunto agora se nao he preci-
M,ll,i!.
Miguel Archanjo Monteiro de Andra le o/cial da im-
perial orden da Rusa, caralleiro da de Chrislo, e ins-
pector da alfandega de l'ernamhuco, por S. M. I, ,
o Senhor I). Pedro II, que heos guarde, etc.
Faz saber que, no dia i.8do mez vindouro, se Mu
do arrematar imii praga publica porta da mosmn,
ao nioiu-dia, 47estampas, avahadas om 89 rs. cada
urna, apptehcndidas sem despacho pclo^uarda An-
samente potico, he ao menos claro. Quera per-
guntarlho so os seus estudos philosophicos o li-
nliam posto em estado de penetrar o fundo dessa
economa do systema de*....
0 desconhecido parnu quasi envergonhado.
De Rousseau, continuou o rapaz. Oh meu se
nhor, en udo dei philosnpbia em nenlium collegio,
mas tenboum nslinclo que mo4em revelado entre
todos os livros que ter.ho lito a excelleucia e ulili-
dade do Contrato Sooial.
rida materia para um mancebo ; estril con
templago para pbanlasias de 20 anuos ; flor amar-
ga e.-oiii aroma para una imaginagdo de primavera,
disse o velho com meiga tristeza.
A desgraga amadurocoo homom autos da esta-
gdo, disse Gilberto, equanto pbanlasia, se a dei-
xaui ira sua inclnagflo natural, muilas vozes con-
duzao, vicio.
0 desconhecido abri os olhos, meio fechados por
Os principioSahim.recolhimento que Ihe. era habitual em seus mo-
mentos do calma, e Ibu dava certo encanto physio-
nomia.
A quem faz Vmc. alhisdo 1 perguntou elle co-
rando.
A ninguem, senhor, disse Gilberto.
Ainda assim......
Asseguro-lhe que ndo.
Parece-meque Vmc. estudou o pliilosopho de
Cenebra. Alinde asua vida?
Ndo oconhego, respondeu candidamento Gil-
berto. .
- Vmc. ndo o conhece ? disse o desconhecido sol-
lando um suspiro. Olbe, meu menino, he urna
ilosavenlurada eioalura.
Me impossi'vcl Jodo-Jacques Rousseau deaa-
venlurado! Entilo ndo ha mais justiga, nem neste
mundo, nem laem cima? Desaventurado.' aquello
que consagran a sua vida felcidadedo homem !
__ Vamos la ja vejo que Vmc. o nflo conhece ; mas
fallemos de Vmc., meu amigo, por quem lie.
__Quizera antes continuar a illuslrar-me sobre o
objeclo quo nosoecupa, porque de miin, que nada
sou, que quer Vmc. qiio Ihe cu diga ?
K domis Vmc. nilo me conhece, e receia a-
In-ir-so com um estranho.
Oh senhor que posso eu recciar de quem que-
que soja ueste mundo, e quem podo fazer-me mais
desgragado do que eu sou < Lerobre-so da maneira
por que mu aprsenle! aos seus olhpa : s, pobre O
dsfaimado.
Onde ia Vmc. ?
la a Pars. Vmc. he Parisiense, meu aenhor ?
Sou......isto ho...... n3o.
Ah! mas emlini ? perguntou Gilberto sorrin-
do-se.
Gosto pouco de mentir, e reconhego a cada M-


V
ionio Muniz Tavarcs: sendo a arrematado Iivre de
di fritos.
Alfandega,27demaiode18*7.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
eclarncocs.
_ O escrivfloc administrador da mesa de rendas
internas provinciaes desla cidade faz constar a to-
dos os Srs. pmprietarios ca quem mais pqssa in-
loressar, |iio do dia primeiro do proximp vindou-
romez dcjunho se priuripiam acontar os 30 djas
uleis para o pagamento a lioeea do cofre da se-
gundo semestre do anno de 1846 a 1817 da decima
dos predios ni baos dos 3 liairros tiesta mcsma ci-
dadecda povoac,flo dos Artigados e (Indos elles in-
eorrem na multa de 3 por cento na forma da l-i, os
Iue Hilo pagarem o serfln de promplo ejecutados.
Reoife, 18 de maiode 18*7 Clorinio terreira C-
lao.
BSBBQQBE
llojc, se.tja-fcira, a8 de malo, pelas i0
horas da manliaa, ha reutiiuo dos accio-
nistas da companbia de B<-beribe, no es-
critorio da mesma. O sccrelario, B. J.
Fernanrles Barros.
A corita da companhia do Beboribe, publicada
no Diaro de hontem, lio do que so despenden rom a
empreza doencanamcntoal o ultimo de abril pr-
ximo passado, e ileye ser supprimi.la a conla corren-
te qtie se acha no contro da mesma. Na demnnslra-
cflo que lem por titulo estado da caija em 23 de
maio a quantia de 595,990 rs. de drspezas diver-
sas, provem da somma dos documentos de despezas
pagas do I .* a 23 do correte maio.
O secretario,
B. J. Fernanda Barros.
Theatro publico.
DOMINGO, 30 DE MAIO.
RNEFICIO DR PEOBO BAPTlSTA DE SANTA ROSA.
('rande ptfa noca
A RETIRADA DE SANTAREM,
ou
O triumpho das [oreas da Senhora D. Mara II
Drama dividido em 5 actos e 8 quadros.
F.jccutar-se-ho alm de outras as seguintes o-
verluras novas:
O LesioqutT)nminoarJulieta e Romeu
t o Cavallo de Brome.
Seguindo-se um intervallo de tiansa, ejecutado
por duasdasprincipaes pastoras.
Srguir-sc-ha una aria nova, ejecutada pelo be-
neficiado, entituliida
O J.undum llomanlico.
Finalisando com a mnito applaudida aria denomi-
nada
O Msico Charlatio.
Publicarlo Lillcraria.
Aclia-se sobre o prelo presumo de arilhmetica
de l.acroij e a segunda edicfln do epitome de gco-
melria pralira composta pelo professor publico S.
II. de Albuqucrque. Reccbem-sc assignaluras para
estsobrasnalojade livros da praca da Indepen-
dencia ns. 6 e 8 e na da esquina defrontc do Col-
legio ; cada assignatura 1,000 rs.
PublicaQo llcligiosa.
Araba do sabir dos prelos, e acha-se venda a
1,000 rs. cada ejemplar, na praca da Independencia
ns. 6 r 8,
O \ovo Mfi7. de Mari*, augmentado da Amo-
tina de \osta Senhora da Conceic&o, c lo Lautperenne
do Hosario de Rosna Senhora, iiovmmto inslallado
pelos Revms. Padres t'.apucbinhos Italianos.
Em ludo conforme ao modo por que os mesmos
Revms. t'.apurhinhos coslnmam dirigir a tao apre-
ciavel pratira religiosa, a que dito o bem cabido nome
de Me7. fio Alai 11 ; este livrinhn deve ser prefe-
rido pelos devotos que por esses bons padres teem
sido guiados^essa piatica. tilo santa quanlo til aos
que teem a feliridade de reconbecerem nuMdido
Redemptor o mais seguro dos advogados ante o Dis-
pensador das vcrdadciioa grabas.
Avim S m.tl UllIMtS
--Para o Rio-de-Jnoiro sa.he o briguo-esenna
Amazonas: quem quizercarregar on ir de passagein,
para o quo tcm bous commodos, dirija-se a ra do
Vigario, n. 5.
Ilojo 28 do corrrntc,'largar para o Rio-Gran-
de-do-Sul obergaotim /dependente : portanto, os
Srs. que teem a embarcar escravos, deverflo ler scus
passaporles promptos.
Segu viagem para Macni, com escala por Una
el'orto-de-l'edras, h hr.rcaca S.-Antonio & Conceirdo:
quem nella quizer ir ou carregar, pois he bastante
veleira e bem construida dirija-se ra da l'raia-
do-Fagundes, n. 27, que acitara com quem tratar;
ou a bordo ao mestre, Antonio C.aetano da Silva Ru-
cha. A barcaca ja lem parle do seu cairegamcnlo
prompla. ,
Para o Aracaty pretende seguir o hiato] Hovo-
Olmda. infallivelmente at 4 do prximo mez, ou an-
tes dando o lempo logar, por ter qoasi completa a
sua carga: quem ainda tencionar carregaralguma
ronsa. ou ir de passagem, se entender com o mestre
do nicsmo, no trapiche novo.
I, ('I a O.
O correlor Oliveira contina o leilfo da barca
ingleza Strathitta, capilfloT. Ilrale, na mesma con-
rormidade do annuncio antecedente, do veame,
cnrdoalha, vergas, correte e ontros muitos ulcn-
sis da mesma barca; assim como poreflo de gom-
ma, OU resina para verniz, casca para cnrlumee tin-
tureiros : boje, 28 do crrenle s 10 horas da ma-
nhfla, no armazem da prensa do Sr. .Manuel Ignacio,
Forte-do-.Maltos.
Avisos diversos.
O IIOMEM DO POYO N. 1
est a venda na livraria da praca da Independencia,
ns. 6 e 8. a rintem cada exemplar : he milito barato ,
nflo s pelo lamanho como pela sua importancia.
Compre e verflo. S se vende na dita livraria.
O NAZARENO N. 37
sl a venda as 3 horas da larde na livraria da
da Independencia ns. 6 e 8. Trazuma do
ioltyessante a Andr Vidal de Negreiros:
respondencia particular do Rio-de-Janeiro est muilo
recommeiidnvel.
-- l',ecisa-se de um honiem que entenda de pada-
ria cquele preste a todo o servido dclla : na ra
das Cruzcs n. 30.
Adverte-se que o Sr. Joflo Borges Serqueira dei-
xou de ser caixeiro de Brender a Brandis Si C.
praca
muilo
tantr que he preciso rcfleclir antes de fallar Sou Pa-
risiense, se se enleode por Parisiense o liomeni que
habita Paria ha muilo lempo, e vivo a vida parisien-
se, mas nflo nasci nesta cidade. Porque me faz esta
pergunta t
Ligava-se-me no espirito conversaeflo que a-
cabavamosde ter Quera dizer que Se Vme. habita
Paris deve ler visto M. Russeau, de quem ha pouco
fallara moa.
Tenhn-ocom efleito visto algumas vezes.
Todos olham para elle, quando passa, mo he
assim? ludosoadoiiram, e o aponan! como o bem-.
feitor da bumanidade '.'
Nflo ; segnem-no os meninos ; c incitados pe-
los pas, alirani-lhe pedradas.
Oh! meo Dos! disse Gilberto com doloroso
espanto : e he elle ao menos i ico ?
Algumas vejes pergunta elle a si mesmo, romo
Vme. o fa/.ia esta mauhfla : Onde almoearei eu,v
Mas, assim mesmo pobre, nflo lie elle conside-
rado, poderoso e rcspvilado ?
Elle nem sabe, quando se deila noite, se nSo
acordar ao oulro dia na llaslilh.
Oh como elle deve detestar os liomens .'
Nem os ama, nem os detesta, esta aborrecido
driles e nada mais.
Nflo detestara quem nos maltrata.' exrlamou
Gilberto, nflo entendo isso.
Rousseau foi sempre Iivre; Rousseau lem t'tdo
sempre tal frca, que so em si repousa, e a frca e a
liberdade hoque fazem os homens brandos e bons,
a cscravidflo e a flaqueza os fazem uiaos. .
-Eis-ahi porque quiz conservar-me Iivre, disse
orgulhosamenle Gilberto, eu adivinhava o que Vme.
acaba de me explicar,
Pde-se ser Iivre at preso, disse o desconheci-
do: seaiuanhflamellessem a Rousseau na Baslilha,
(o que acontecer talvez breve) csrreveria e pensara
tflo livremenle como oas montanhas da Suissa. Nun-
ca pensei, c* para mim, que a liberdade do honiem
eonsistisseem fazer oqueellequer, massimemque
neulium poder humano podesse obriga-lo a fazer o
que nflo quer.
Rousseau entilo escreveu isso que Vme. diz t
Gieioquesiin, disse o desronhecido.
Nflo foi ao Contrato Social"!
Nflo ; foi oin una nova publicarlo intitula-
da As mtditucGes de um pusteiador solitario.
C.reio, meu senhor, que estamos de accoiJo
em um poni, disM Gilberto calorosamente.
Em qoal ?
Em que. ambo amamos e admiramos a Rous-
seau.
Falle por si, meu menino, que est na idade
das illusoes.
LOTERA DO THEATRO PUBLICO.
Em consequencia de so nflo ter completado a ven-
da dos bilheles dcsta lotera, e exislirem algunsa-
indn em ser, 0 respectivo thesoureirodeixon de fazer
o efTectivo o andamento das rodas no da 12 do cor-
rele, e o Iransero para o dia 29, no qual espera rea-
lisar infallivelmente o dito andamento; e pede a-
qucllrfs prssoas que teem marrado e apartado bilhe-
les, quo os vflo receber al o dia 26.
Francisco Antonio Marques fazscienteao publi-
co quedeixou do ser caixeiro do Sr. Vicente Cardo-
so Ayrrs, desile o dia 26 do corrento.
Jos Joaqnim Barbosa Amorim deixou do ser
caixeiro do Sr. Domingos Antonio Gomes Guimarfles,
desde o dia 27 do.correnlc.
Precisa-se de um feitor para tratar de urna nor-
ia em nm engenho distante deca praca 16 legojis, e
que d fiador a sua conduela : na ra Nova n. 42.
Aluga-se um sitio na ra de S.-Miguel nos
Afogados.n.39: a tratar na ra da Conceicflo da
Boa-Vista n. 58. _
" A pessoa que annunclou no 'iario de I rrnam-
hucon H6 queior vender urna casa terrea, sita em
urna das melhores ras desla cidade, dirija-se a
ra da Moeda, armazem n. 17.
Aluga-se um sitio na ra da Casa-Forte com
rop iar c gradara de ferro na frente estribara, co-
rheira e muitas accommodacOes ; varias casas, por
precorommodo, tanto na campia e ra da Casa-
Forto como na estrada do Poqo ; o segundo andar
do sobrado amarello da ra Augusta com mullos
commodos ; urna casinha no becco do Dique, n. 14;
os terceiro e quarlo andares, e o armazem do so-
brado da ra do Amorim n. 15: a tratar no pri-
meiro andar do mesmo sobrado.
Precisa-se alugar urna escrava, ou ama para
cozinhar e comprar : na ra de S.-Rita n. 85.
No Aterro-da-Boa-Vista, n. 1 cas do modas
francezas precisa-se de coslureiras
-0(Terece-se, para caixeiro, um moco do 18
anuos, natural do Aracaty, c que d fiador a sua
conducta : na ra da Cruz n. 51.
Dflo-se 100,000 rs. a juros de dous por cento ao
mez, sobre penhores do ouro : na ra do Rozarlo ,
n.8, se dir quem d.
Precisa-se de um bomem para tratar de um
quintal : a fallar com o Sr. Gabriel, na arcada da
alfandega.
Precisa-se alugar urna casa de um so andar ,
ou mesmo casa terrea que tenba slito para dor-
mircm escravos tflo somonte, cujo aluguelseja do
12.000 rs. para haixo: quem liver annuncio.
-- OSr. Domingos Ribeiroda Cunba Oliveiraquei-
ra procurar urna carta vinda do Rio-Grande-do-
Sul na na do Vigario, n. 5.
Quem precisar de um rapaz para cohancas nes-
ta praca, ou fra dclla pagando-sea porcentagem
que seconvencionar.o qual da fiador a sua con-
ducta annuncio.
Precisa-se fallaran testamenteiro do fallecido
padre l.uiz Jos da Silva, que morou na Boa-Viagem.
Quem precisar de urna ama com bom leite, mo-
ca c sadia annncie por este Diario indicando a
ra o 0 numero da casa em quo mora que ser pro-
curado.
olticina de rncadernafio que o padre F. C. de
Lrniose Silva dirijo na ra de S.-Francisco, an-
ligamenle Mundo-Novo, n 66, acha-ic prvida
de todo o recatarlo para o b-nii drsriuprnho dr
cpi.ilipii-r obra de encadernat;ao,por mais rica que seja :
asm emito lem r aproinpla quaciquer emblemas ap-
pi npi i idos as mrsinas obras.
Troca-se, por pouco dinheiro um burro de
Horacio traduziilo ao peda leltra ; um dito de T.
Lvio; um diccionario Magnum Lexicn um dito
latirn para poituguez ; uni dito fiancez; um dito d
fbulas, urna arle de Sevene; um compendio de Ithe-
toriea ; T. Livioe Horacio ; e outros livros: ludo
em bom estado : na ra estreila do Rozario, n. 43.
O Sr. R. .. queira entregar, na ra Nova, n. 32,
o chapeo de sol de panno verde, que lomou em-
prestado na Boa-Vista por occasiflo do fogo, no
dia 20 do passado : pois j he lempo de sobra para
esperar.
Ai
Alugam-se as seguintes casas : nm sobrad" de
2 andares, com tojas', na ra eslreita do Rozario,
n. 20 altos o bai jos, por 30,000 rs. mensaes; urna
casa terrea com quintal. cacimba e maiseommoin
para grande familia n Trempe ra da Soledade ,
n. 29, por 12,000 rs. mensaes; nutra dita pequea
na ra do Sebo n. 52 : a tratar no escrptefio de P.
A. de Oliveira na ra da Aurore n. 24.
Precisa-se do 4 homens serradores para aerra-
rem madeira : em f'ra-de-Portas, ra do Brum ,
casa de Gaspar Jos dos Reis,
Furtaiam urna vacca.de um sitio da estrada de
S.-Amaropara Belm a qual eslava prenhe, es-
hranquicada com fenle branca e armaeflo larga
quem ilella souber dirija-se ao Morro-da-Boa-Vista,' *
fabrica de licores, n. 17 que se recompensar ge-
nerosamente.
OSr. empregado publico que morn atrs da
matriz da Boa-Vista que entregou as chavea e Ilcou
levendo 6 mezesde aluguel, e que paasou urna |ct_
tra que se aehVvencida ha 82 mezes, queira dar
resposla da carta que so Ihcenviou no dia 20do cr-
lenle ; pois por bem faz-so qualquer conveneflo, o
na Taita se usara dos meios judiciaes cohrado-so
principal ejuros.
Fugio, no dia 25 ,o corronlo mez de maio ,
prlas sele horas a noite, de um sitio da Passagom-
da-Magdalena, o moleque crioulo de nome Joflo, de
16 anuos pouco mais ou menos estatura regular,
cheiodo corpo ; levou camisa de algodflo branco ,
calcas de dito de riscado azul. E como dito molcquo
lenha sido dos que vieram do sertflo, roga-eas au-
toridades pollciaea paraqueo apprchendam e man-
lem con Jos Pcreira da Cunba que recompensar o' tra-
halho.
Aluga-se um sotflo com sa|a adianto e atrs,
duasalcovas adiantee atrs cozinha e forno, com
muito boa vista para um c oulro lado por cima de
iini segundo andar com corredor par cima inde-
pendente muito proprio para pequea familia, ou
bomem solteiro por preco commodo silo na roa
Direila defronto do-hecco da Ponha sobrado n.
30: a ti atar no segundo andar do mesmo sobrado.
Roga-scencaiecidmeale pessoa que tirou ,
ou souber quem tiver lirado o premio do bilhelon.
2852 da lotera dO'LWramento, que corren em no-
vembro prximo passado o favor de declarar o aeu
nome pela imprensa que assim se faz preciso para
se justificar a conducta de um amigo atrozmente
calumniado.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra
do Trapiche, outr'ora Alfandega-Velha. n. 84, com
varanda grande de ferro na frente,-e entrada pela
ra do Torres, proprio pora escriptorio: no armazem
do mesmo.
Precisa-se alugar um moleque que seja dili-
gente e sem vicios, para servir em urna casa ingleza :
quem o tiver dirija-so o Roa-Vista atrs da ra do
Seve, casa nova que dea defronle docollegio de me-
ninas.
OITerecc-se urna ama para todo o servico do
urna casa : no becco da Noronha, parede-rea do
Sr. padre Primo.
Nodia tenya-feira, a5 docorrenle,
pelas 5 horas para 6 da tarde, fugio da
estribara da rua da Guia, na direccSo da
cidade de Olinda, um cavallo sellado, cor
rozlha escura, cauda clinas e pernas
pretas, bastante gordo : quem por aca-
so souber aonde existe, queira mandar,
ou avisar na rua do Trapiche-Novo, casa,
n. |4<
Precisa-se de umaj.nn para casa do urna pe-
quena familia, que sirva Para todo o servico, e que
saia a rua para comprar o necessario : na rua Dnei-
ta, sobrado", n. 30, segundo andar, defronte do bec-
co que vai para a Penha.
Quem precisar de uma*ma de leite dirija-se a
rua da Cadeia do Recifo n. 19.
wrsijMes^jaricx->.!aenp?i-JiJiuuwiias
Podemo-nos engaar com as cousas, mas nflo
com os homens
Oh! conhece-lo-ha logo, he principalmente
rom os liomens que nos engaamos. Rousseau he
talvez um pouco mais justo do que os outros ho-
mens ; mas, creia-ine( elle lem seus defoitos, c mui-
to grandes. '
Gilberto meneou a caheca com ares do pouca con-
vlc^io; mas, apezardessn incivil demonstraQflo, cun-
t uuou o desconht'cido a trata-lo com a mcsma bon-
dade.
Voltemos ao nosso ponto departida, disse este.
Sei que deixon seu amo em Versa I lies.
E eu, disse Gilberto menos enfadado, Ihe res-
pond que nflo linlia amo ; e poifea lambem ter ac-
crescenlado que de minha voulade smente depen-
da o ter um muito Ilustre e que acabava de re^
cusar urna coudiQflo qucuulros niuilos turiam inve-
jado.
l'ma condrjao?
He ventada ; tratava-se de preslar-mo ao di-
vertimenlo do grandes fidalgos ociosos : mas pensei
que, sendo moco e podendo estudar e ir ao meu lim,
nflo ilevia perder esse precioso lempo da mocdade,
e comproinetler na minha pessoa a dignidade do
honiem.
Fez muilo bem, disse com gravidade o desco-
uhecido ; mas lem Vine para ir ao seu lim, um pla-
no determinado ?
Teuho amh<;flo de ser medico.
- Bella e nobre carreira, na qual se pode esco-
Iher ou a verdadeira sciencia modesia e martyr,
ou o charlatanismo douraiin o gordo. Se ama a vor-
dade, mancebo, seja medico; se ama o esplendor
faca-se medico
Mas he preciso muito dinheiro para estudar,
nflo be, senhor
--- Por corto que he preciso dinheiro, porm nflo
muito.
O caso he, dase Gilberto, que Joflo Jacques
Rousseau, que aaho ludo, estudou de traca.
-7- De graca Oh Vine tiisse o velho com tris-
te so iriso chama cousa neuhuma as cousas ma i-
preciosas quo Heos den nos homens? A camlura, a
sade, o soinno, be o com que o philosopho deGes
nebra conseguio aprender o pouco que sabe.
Pouco! disse Gilberto quasl indignado.
Sem duvida; tire informages delle, c ver o
que ll.o dizem.
Priineiramcnte he umgran:U msico. '
Oh porque el-rei Luiz XV cantou apaijonadn:
Ptrdi a minha alegra, nflo se segu que o Adivinho
d alaria seja una lio opera.
He uin grande botnico. Veja as suas cartas,das
quaes s pude ubler algumas follia truncadas; Vme.
que colbe plantas nos bosques, deve saber disso.
Oh muitos que sejulgam botnicos nflopas-
sam de...
Acabo.
Nflo passam de herbolarios .. e ainda assim...
E que he Vine?... Herbolario, ou botnico?
Oh herbolario muito humilde e muito igno-
rante, vista destas maravlhas de Dos, que se cha-
mam Llantas c flores.
%nbe ellclatin ?
Muito mal.
TouSivia, cu Ii n'uma gazeta, que elle havia 1ra-
duzido um autor antigo chamado Tcito.
Poique em seu orgulho, todo o bomem tem
scus momentos doorgulhoso, porque em seu orgu-
lho todo lem elle querido eniprehender ; mas elle
proprio o disse na advertencia do seu primeiro livro,
do nico que traduzio, que. enteiide mal, o lalim, e
que Tcito, alias muito dfilcl de traduzlr-se, fi dei-
xou fatigado.Nflo, meu bom nienino.ifdespelo da
sua aduiiracflo, nflo ha bomem universal, e quas
sempre, arreditc-me, perde-so em profundidadu o
que se gauha em superficie Nflo ha riacho por mais
pequeo que seja, que com urna trovoada nflo trans-
borde e lome ares de lago. Alas procuro fazer ah na-
vegar um batel e em breve cncalhara.
- E Vme. he de opiuiflo que Rousseau lio m des-
ses homens superficiaes ?
S011 ; talvez que elle aprsente urna superficie
alguina cousa mais extensa do quo os oulros ho-
mens, disse o desconhecido, e mais nada. ,
Muitos homens, a meu ver, se d.iriam por feli-
zcs de ebegnr a scmelhanle superficie.
Falla commgo? perguulrtu o desconliecidorom
urna bouhomiu que moderou Gilberto no mesmo ins-
tante.
Oh! Dos medefenda, ejelamou eslfi; sond-
me tao agradavel conversar com Vino, nflo quizera
por modo algum o(Tende-lo.
E-em que pdeser-lhe a minha convcrsagflo a-
gradavel ? diga-mc isso, porque nflo me persuado
que me'queira lisongear por um pedaeo de pflo e al-
gumas cerejas.
.Tem rasflo. Eu nflo o lsongearia pelo imperio
do mundo ; mas nica, Vine, foi o primeiro homem
que me fallou sem orgulho, com bondade, como se
falla a um mancebo, e nflo a nina enanca. Ainda quo
nao estojamos de accordo acerca de Rousseau, ha
por cutre a sua mansidflo de espirito o qur que se-
ja qiiuniUrahe o meu. Parecc-me, ao conversar com
Vine que estou n'um rico salflo cujas jauellas es-
tflo fechadas, e cujas, riquezas adivinho a pozar da
obscurid.ideFDo Vme. s depende deijar surgir um
raio de luz na sua conversueflo, com o que deijar-
me-ha deslumhrado.
Mas Vme. lambem, senhor meu, falla com urna
certa elegancia, que bom poderia fazor-me.-.crerque,
leve mellior educaeflo do que diz.
lio a primeira vez, senhur, e eu mesmo me ad-
miro dos termos em que fallo, dcalguns dos qqaes
apenas conliecia a signficaeflo, e dos quaes me. sirvo
poros ter ouvido una vez Encontrava-os noslivroJ
que lia, mas nflo os entenda.
Vine, tem ldo limito *
Domis; porm, hei de tornara ler.
O velho tilhou admirado para Gilberto.
Sim, -teuho lido quanlo me lom chegado as
mflos, ou, para mellior dizer, bons e mos livros, lu-
do devorei. Oh quem metiera que eu livosse al-
guem que me guiasse na minha leitura, par me ad-
vertir daquclles de que eu me devia absler, o dos que
devia escolher!... Mas quera-perdoar, meu senhor,
nflo reparo quo, so aprecio a sua conversaeflo, nao
deve acontecer-llie o mesmo com a minha, Vine, hor-
borsava e cu talvez o incommode.
E dito slo fez um moviment para rClirar-se, mis
com vivodesejo deser dolido. 0 velho cujos olnos
pardos esta va m filos nelle., pareca ler-lhe no fundo
do coraeflo. >
Nflo, disse elle, tenho a bocelayiu'asi cheia, eso
neressilo do alguna musgos, disseram-mo que por
aqui crescam bellas capillarias.
Or, espere, disse Gilberto, croio que ha pouco
vi o que Vme. procura, n'uma rocha.
Longeduqui ?
NSo, all, a cincoenta pasaos d'aqui, quanuo
muilo.
las como sabe Vme. que as plantas que vio sflo
capillarias.9 -..
Nasci nos bosques, meu senhor, demais, a ihm
do homem cm cuja casa fui criado, lambem 8e.oce,u"
pava de botnica ; linha um herbario, e por bauotia
cada planta eslava o nomo della escripto por seu pu-
nho. Muilas vezes olhei para essas plantas e esenp-
tos, e parece-me ler visto musgos que eu so conlie-
cia pelo nome do musgos de rocha, designados cora
onoine de capillarias. '
Esenle-se Vine, com inclinacflo para a dow-
nica ? |
Ah senhor, quando cu ouvia dizer a Nicoti-
na,Nicoliua era a criada de mademoisclia Ainiie-
za, quando Ihe en ouvia dizer quo sua ama procu*
rava do baldo alguina planta nos arredt.ies de ia-
verney, pcdia-lhe que .Lralasso do indagar a foroia
dessa plaa. Entflo, mullas vezes sem saber que er
eu quem linha feilo esse pedido, mademoisella An-
dreja a desenhava ligeiramenle com creflo. Nicoti-
na dava- me immediulamente o desenlio. Corra eu
entflo por campos, por maltas e por prados, ale a-
char a pMrnla desojada. Transplanlava-a dahi com lu-
do o cuidado noite para o algrete ; Ue sorte que
l urna manlia que mademoisella Andreza andar a
?


T-*1
r npiro Vieir d Carvalho, Brasilero, embar-
'Tllio-rande-do-Sul.
Altenco.
, i0nnm de Novaos participa ao reapoitavel
r i me mudou o ae'u estahelecimento de alfaate
puhlic". 1 4 pa|ltos ,|a rua ((o Q-emad0 pSra a |_
da cas' |nesma rua t onda so acha prnmptna
ia n.
*
Precsa-se de um menino de 12 a 14 anuos para
renda, e que da mesma tcnha pratioa : na rua da
Aurora, n. 48.
-- Precsa-se de um prcto cozinheiro para urna
casa eslrangcira : na praca da Independencia, li-
vraria ns. 6 e 8.
~A tinlureira quemorava narua V.lha da Boa-
Vista, mudou sna residencia para a rua do Padrc-
Plorianno. n 32.
Curam-so radicalmente as dores de lcnles, mea-
mo estando cariados, ero cinco minutos : na rua
Nova n.7, primoiro andar.
os seus fregnezesenm aquella promptidflo do
sor"nie e a todas a pessoas que ana casa se qu-
c .lirieir- assim como vendo pannos, casimiras,
S'Tuno0'-s. sarja para vestidos, cortes de-colletes,
,u,delodasasqalidadMi, fcncos de seda o den.... i C .ppflrft
ImlOes do todas a. "***' e muilosoutros objeclos que semprclia de
verivenda'; assim comb*aver sempre obras
''tas le ('"'asas qualidades.com a mesma perfeitjflo
, lp,,ncoinmendn. Na mesma casa vende-se al-
'raaliwrs. ocovado; panno de linho'da Alleirra-
\ a 0 rs. a vara ; cortes de cimbrara para vesll-
i" ,ie bonitos padres ; moias casimiras, as mais
I -.'smielcom aparecido, para caigas; cortes de
jnnjurito, os mais modernos que tecm vindo, para
00 Virosa-se de um feitor hortello e que enten-
d de iardim, para o sitio do Sr. Francisco Antonio
de Oliveira na Ponte-de-Ucha : a tratar no meS-
nlO sitio.
_ Rogarse ao Sr. .. que, pelas almas de seus do-
rmitse dafuntinhos.vciiha liquidara conla lirarl
cm7dedeiembro de 18386 entregue a 27 de abril
de 18+3 comose provacom a caria quo acompa-
nh.ma mesma conta linn a lera favor da conla
1 19+ 530 rs ; mas a visla do recibo de saldo le cori-
tas,le' 16 d'dezembro de 1838, das carias de 21 de
marro e :tl de maio de 1843 e dooulros inultos docu-
mentos ( por lettra e signa I do mesmo Sr-----), dis-
Wlveu-se o saldo imaginario, que a favor da conla
pnarecia, vindo a devera mesma conla 135,660
rs : o como este Sr____presenciou e conreno po-
j' merend, tornar a conferir a vista de quantas
[/pessoas quizer, e delxe-so de pnlliativos, dos
quaes te ni lancado mflo. E se esl certo que para se
ajustaresta eonta judicial he*prcciso ccrt.lflo de
citaeflo fei'a na propria pessoa, e que esta pessoa esta
tora do imperio apezar que este Sr. .. nao igno-
ra que a vista dolleodesla pessoa quo se acha to-
ra do imperio foi conferida esta conla a vista dos
documentos apoiados, e tambera, nflo ignora o que
esla pessoa disse; pdeficar esto Sr-----certo que
csUliquidacflo nflo icaem cala e muito menos ga-
nliar mais "terreno como at hoje,e por ora se
omillc o nome deste Sr. tirador de contas por se
nflo ter a natureza que esto Sr-----lem visto ter,
ticlo a deliheragflo de lancar annuncios no Diario pe-
dindo a quem nada Ibe devia que llie fosse pagar ;
ludo isto acontece por esle Sr, ... uno ter tomado
conselliode seu mano quamlo eslava lendo no livro
as parcelas e delle tirando a conta. -
No ca,so de continuar a mesma palliagilo, fiquo
certo o Sr.. que vai ludo a luz do dia.. O pro-
curador do que foi para o fiaranhaB.
I'rccisa-se alugar um preto, sem vicios, para o
servico de casa e rua: na rua do Trapiche, n. 8, ou
annuncie.
I'recisa-se de urna laVadeira, .no sobrado pare
de-meia da casa ama re la do Sr. Magalhfles Bastos :
no largo do Collegio, no segundo andar.
Aluga-se una pequea casa por quatro mil
ris mehsaes,sita entro a rua da Aurora o do Hospi-
cio, junio maro: quem pretender dirija-se a rua
das l'.rn/rs, II. 30.
Aluga-se um sitio na estrada de JoSo de Barros:
a tratar na rua da Cadeia do Kecife, n. 21.
-- Quem tiver para alugar una casa terrea, ou
sobrado de um andar, com duas salas bastantemen-
te grandes, e mais coiriniodos para familia ,'sita na
freguezia de S.-Jos, as ras Augusta, Martyrios,
Agoas-Verdes, Horlas e Oircila dirija-se a rua da
I'raia-de-S.-Bita sobrado n. 43.
--Na rua Nova n.7, primeiro andar, Irata-se ra-
dicalmente das molestias venreas, tanto antigs
como modornas, por #ieio do um remedio nflo mer-
curial.
10, es-
quina da i ua do Fogo.
Nesta casa, a berta hoje .compram-se e vendem-
sc-escravos por commissao assim como tambem
Irata-se de qualquer negocio de compra nu vendas ;
ludo isto por urna mdica commisslo, que se con-
vencional na occasiflo prometlendo-se toda a
presteza no desempenho de qualquer negocio.
Na madrugada do domingo do Espirito-Santo,
ausentou-seda cocheira do pateo da matriz de San-
to-Antonio o bolieiro Antonio, que ja foi o indo
doSr. Nery Ferreira, roubando uro poreflo de di-
nheiro vvarias pegas de roupa dos seus companhei-
ros; e consta estar oceulto nesta cidade em casa de
outros socios do rnubo. Boga-so a qualquer pesson,
e a todas as autoridades policiaes o mandem captu-
rar, pois se esl tratando de o processar a fin de
cnrrigiriim tilo prejudicial'inimigo do publico: O
ilito he de estatura ordinaria, pouca barba, secco do
corpo, e esla com o brac,o esquerdo encanado de
novo.
Troca-se um relogio de ouro, pa-
tente suisso, por outro tambem de miro,
abnete, patente nglet, que regule bein.
voltnndo-se o que se convencionar: na
rua da Cadeia lo Hecife, lado direito ,
sobrado n. 9, primeiro andar.
Compras.
Compram-so escravos de ambos os sexos de 12
a 30 annos ; pagam-se bem : narua Direita n. 3.
Compram-se escravos de ambos os sexos, que
scpaRariio bem, temi boas figuras: na rua Nova,
loja do ferragens n 16, so dir quem compra.
Compra-so um jogo do vispora: ua rua do
Aleciiml, n. 17. '
-- Compram-se portadas de pedra da trra 1 na
rua do Trapiche n. 26, a fallar com Manoel Duar-
te Rodrigues. .
Compra-so urna cscrava que seja idosa, e te-
nhaalgumas habilidades, sendo por prego commo-
1I0: no pateo de San-Pedro, esquina da rua do Fo-
go, n. 10, ou annuncie.
Vendas.
Casa da F
na rua estrella do ttozario, n. 0.
passear,. snltava um grito de alegra dizendo : Ah!
metlicos! quocousa tilo extraordinaria aqui esta
a planta que. lenho procurado por toda a parle.
Olhnu o velho para Gilberto com mais alienlo to
que ot entilo o tinha frito, e se Gilberto, pensando
iioquoacabava tledizer, mo livessn ahaixado os o-
Ihos envergonhado, veria que essa alienlo ora mis-
turada de um interesse ebeio de ternura.
Pois bem Iho disse elle, continu a estutlar a
botnica, senhor moco, a botnica conduzi-lo-lla pe-
lo mais curto eaminlio medicina. Dos nada Tez
intil, treia-me, e cada planta lera um da a sua
slguificacno nolivroda scicncia. Aprenda primeiro
a conhecer os simples, tlopoia aprender quaes sSo
as suas propriedades.
Em Paris ha de haver escolas ?
E ale escolas gratuitas; a escola de cirurgia, por
cxemplo, he um dos beneficios do presente reinado.
Frequentar-lbcs-hei os cuVsos.
Nada nais fcil; porque seus pas, presumo eu,
ao verem as suas disposicOcs, Ibe mandaro tlar urna
mesada.
Nflolenho painemmli; mas nlo tqnha cuida-
do, sustenlar-me-lici come meu trahalho.
__ Por certo, ojque lem lido as obras de Rous-
seau, ha de ter vislo quo todo o honiem, anda que
seja (Iho de um principe, deve aprender um oflicio
manual. .
Nflo li o Emilio ; porque creio quc.no no ftmi-
lio que vem es*a recemmeiidacfio, ni\o he isto .'
~ Heverdatle.
Mas ouvi a M. de Taverncy chasquear tlcssa m-
xima, e tlize.r que senlia no lee feito o lilho apren-
der a marceneiro.
E que fez elle do rapaz ? .porguntou o desco-
nheciilo.
Olicial, respondeu Cilbcrto.
O velho horrio-se.
Sim? estes (ldalgossilo todos assim, em vez
deensinaiemaosfilhos o ofiicio que d para vivcr,
ensinam-lbcs o ofiicio que faz moirer. K por isso,
se acontecer urna levoluco, eaps casa revolueflo
vier o desterro, vcr-se-bilo obrigadus a mendigar em
lerr* cslranba. Q.u a vender a espada, o que he peior
anda ; mas Vmo. que nflo he llho de hdalgo bu de
necessarlaniente saber um ofiicio ?
_ J Ibe disse, senhor, que nada sci; alem-dc que
devo conessar-lhe, tenho invenc.vel horror a toda a
oceupaeflo que imprim no corpo movimentos rudes
6 ^a?'! Vme. enlo he preguigoso ? disse velho.
Oh! nflo, de certo nflo sou preguicoso; por-
qualoM em vu de me fazerem Iralialliar en. al-
guma obra de forga, me derem Iivros, verflq como
Neste estabelecimento acham-so venda as boas
estlelas da bem acreditada loteria do llieatro publico
dcsla cidade, para cujas rodas est annunciado o an-
.lamento para o dia 29 deste corrento mez ; e por isso
convida a lodos os reguezes amantes deste jogo que
nflo podaran, comprar blhetcs, a compraren, as cau-
telas, afim de que Cornelias se hab tem, e parlici-
pem das sortes desta loteria. Preco .las cautelas: de-
cimos a 1,000 rs., e vigsimos a 500 rs.
Vende-se o sobrado denm andar
solao, sito na ruada Auroro n. 34 : a tra-
tar na mesma rua, casa terrea n. 50.
levo dTc1 nolte no genero de trahalho que houver
'"o.'lesconhecidoolhou para as mlos macias eaJvas
d0jr8Hem8 predsposicflo, disse elle, um instinc-
to Estas repugnancias produzem algun.as vezes bous
est.ltados, mas he preciso que sejam bem -bridas.
Emfim, coiitinuou elle, se Vmo nfle est.eve em sl-
gum cllegio, ao menos ha de ter andado na escola.
Gilberto hailoucou a caheca.
Sabe ler e escrever ?
Miuba mfli. em sua vida, Heve lempo do me en-
sillara ler, pobre mili I porque, ao ver-roe fraiw.no
docopo. 'sempre dizia: lato nunca ia lar um
bon. operario, he preciso faze-lo padre, ou sab o
Quamlo eu mjalrava alguma repugnancia a esluda
a licflo, medizia ella : Aprende a ler, C Iberio, para
'no radiares lenba, nflo conduzires a charra, nao
"albares pedra, c eu esludava. Infelizmente apenas
sab.a-ert ler, quando minl.a mili morreu.
-- E quoro Iho cnsinou a escrever i
__Aprend pormim mesmo.
Por si mesmo f
Hoverdade, com umpoznho earea peera
da durante dotis aanosescrev lettra redonda, co-
piando ele um livro, o ignorando quo houvessem ou-
ros caracteres, arpia daquelles que eu havia conse-
guido imitar solTiivelmeiile Umdia emlim, va. para
tresannos, tinha mademoisella Andreza partido pa-
ra o convento, haviadas quo nflo appareciam noli-
cias suas, quando o carteiro me entregou urna caria
della para seu pai. Foi entilo que vi que havia outra
lettra sem ser a redonda. Ao abrir a carta, M de la-
ve, ney deilou fra a capa, queapanhei e guardei ;
depois, quandoTle novo veio o carteiro, pcdi-lhe que
me lsse o subscripto, que era concebido uestes ler-
Ao senhor barflo de 1yerney-Maison-Rougo,
t no seu caslelbiPelo correio do P.errelilte.
Escrevi por baxodecada urna distas tetras a cor-
respondente redonda, e vi que ah. com pequeas
excepcoes se conliiiba quas lodo o alpbabelo. De-
pois imite! aquellas Icllras trabadas por niadarnoi-
sclla Andreza. Ao cali deoilo d.asbavia cu lalvcz
reproduzitl o sobrescripto mais de dez mil vezes,
o sabia escrever. Escrevi, pois, soiTrivcl mente, cal
antes bem do que mal. Bem y*, meu senhor, que
as minhas esperances nflo sSo exageradas, pois que
sei ler, sei escrever, tenho lido quanU pudo, e teuho
' ra _.-_ ...L^.K..In ., hm I.iii luid Iloi .
-Vendem-se 3 escravascom boashabilidades.uma
he perfeita cosl^ureira e bordadeira, engomma e co-
zinha ; um> dita boa quitandoira ; um oscravo rom
paraolrabalhodo'campb; um dito bom coznliei-
ro o bom pagem : na rua do Passeio, loja de fazen-
ilas, n. 19
Atc.rro-fta-Boa-Vfata, n 41.
Vendem-so bnrzeguins e sapatos americanos de
daus palas, a 2,800 rs ; botns e ineios ditos, franco
zas, a 3,000 rs., e de Lisboa, a 2,000 rs.; sapatos
ata maneados, a 300 rs.
Vendem-se dous escravos do servio de cam-
po, mnito bons e baratos : na rua Direita, sobra-
do n. 29
Vende-se salitre e enxofre de inulto
boa qualidade e por menos que em outra
qualquer parte : no' escriplorio de Clau-
dio Diibeux., na rua das Larongeiras, n.
18.
Vende-se ou troca-se por urna casa terrea com
quintal, ou por algum peqtiono sitio com arvones
ilo fructo, perto to Recifo. um sobrado novo lodo
forrado, com um grande sotflo, paredes dobradas,
chflos proprios, oqual rende por mez 34,000 rs.: na
rua eslreita do Rozario, n. 10, terceiro andar.
Vende-se a engenUnca lliacho-das-Bestas, sita
na freguezia de Nossa-Senhora-do-Ov do Altinho, da
comarca do Bonito, em Panellas-tle-Miranda, por
preco cornmodo, e vende-se a prazo : trala-se na rua
Direita, sobrado n. 29.
ANMINCI0 IMPORTANTE.
Vende-se um sitio que tem frente para se edifica-
ron Ires boas casas, e j com alcerces para urna, ou
para urna so casa, conforme o gosto do comprador.
A frc'nle deste terreno deita para o becco tas Bar-
reiras; o comprimento he do toda a rua do Mondego,
e linalisa na rua de San-Coiicalt. He murado pe-
lo lado do Mondego, Barrciras e San-Concalp, o cer-
cado to Indo opposlo ao Mondego. Tem nina grande
cacimba do muilo boa agoa, um tanque e quatro pi-
lares juntos a cacimba e tanque, que sorvein para
un tellieiro. Tem algunias arvores de fructo, algu-
ma hoita, urna pequea plantarte de abacaxis, e
capim para sustentar a grande um cavallo todo o
auno Para ver, na rua do Mondego, ti. 37; o para
iralar, no Aterro-da-Boa-Vista, n. 42, primeiro an-
dar. Nesta mesma casa vende-so um bonito escravo
do muito boa figura esadio: ao comprador se dirflo
as qualidades verdadeiras que lem.
Ventle-se um moleque crioulo, le 17 a 18 annos
ile idade, bonita figura; urna nogrinha de 7 anuos de
i.ladc, muilo bunita figura : na rua da Cadeia do
Recife, loja de Joflo da Cimba Magalhfles.
Vendem-so peonas de ema ; 250 saceos' vas.os,
de estopa muilo em conta ; um encllenle pardo ,
hbil carreiro o que lio ptimo pagem na rua da
Cruz, n. 3.
-Vende-se urna cabra ( bicho), ntuilo boa, que
d2 liglas do leile que se tiiarflo a vista do com-
prador: as Cinco-Ponas, n. 16.
Refrescos.
Xaropede groselhe feito doverdadeiro snmmo,
vindo de Franca a 1000 rs. a garrafa ; dito de flo-
res de larangeira, a 1,000 rs. a garrafa ; dito feito da
verdadeira resina de angico, quehemuito contien-
do e approvado por as pessoas que padreem do pel-
lo por ja ler feito ptimos benelici os, a 1,000 rs. a
garrafa; ditos do maracuja, tamarindos, lui.floe la-
ranja, a 500 rs. a garrafa : no Aterro-da-Boa-Visla,
fabrica de licores, n 17.
Ventle-se um methodo de piano de Veguero,
em bom uso e por preco cornmodo na praca da
Independencia loja de iniudezas n
-, Na botica da rua do Bangel, vmdenvM os
medios seguit.les, dos quaes a expeTienoa tem en
firmado os melbores elTeilos: denl.llco que lem
nropriedade de I impar os denles cariados o rt
luir-Ibes a cor esmaltada era muilo poneos das ,
o uso .lo tlilo remedio fortifica as gengivas e tira o
mo ebeiro da bocea proveniente nflo so da cariei,
eomo do trtaro que so une ao pescoco desles or-
eflos; o remedio he designado pelos nmeros nn-
meirn e segundo : orchata purgativa mu ulil as
enancase as pessoas de toda e qualquer idade; lie
cn.nposla de suhslaneias vegeta.-s, nflo conle.n
mercurio, nem droga alguma que possa rrcjiilirar :
remedio para curar calos, em pnucosdias; dito pa-
ra curardores veneras antigs, que leem resialido
ao tralamcnto geralmente applicado ; di lo para pro-
vocara menstruao^o e accelerar a acolo lo ulero
idade de 20 annos, muito foi te; um dito de 18 annos,
nos partos naturaeseni quo nfto se precisa das ma-
nobras scientificas da arto ; dito para resolver tu-
mores lvmpbaticns, vulgo glndulas ; ditos para
curar bohas o cravos seceos o mais ellicaz que se
conhcce-al aqui; dito oximel .le ferro, muito til
as chlorozes vulgarmente chamadas rnaldades;
ios ant i-biliosos de Manoel Lopes, capsulas de ge-
latina cnnteiido balsamo de cupahiba ; lilas do
oleo dorecinospurifieado; ditas do cubebas em p
lino; ditas Je assafetida tlitas rom pos purgantes ;
ditas de millardo da .China ; ditas do sulphato do
quininodel o 2 graos cada capsula; algaleas; veli-
nhas clsticas : pilulas de sal do cabacinbo; agoa
las Caldas chegada prximamente ; remedios-quo
oiram a rrialdade dentro de 40 dias mesmo estan-
do inchado; oleo muilo bom para conservar o ca-
bello, quo, alm de nflo deixar cahir o cabello, lim-
pa a caspa e cujo uso conlinua.lt. faz reapparecer o
cabello perdido ; pilulas especificas para curar as
gonorrheas chronicas quando a lesflo nflo passa la
urela ;'igiialmcnto um xaropo anti-hemorragico ,
applicado, nos casos em que se dc.lasangue pela boc-
ea o preco de todos os remedios he mu rasoavel,
e os bons resollados da sua applicaolo be que devoro,
fazersua apologa.
uperhl
DE HAPE FINO
Mff
F\BRI('l
NACIONAT.
m.
Vidros para vidracas
iras de cein p's cubicoj, vendem-se por prct;o
comiiiudo : na rua da Cruz n. 10, ariiiazem de Kal-
ki.iai. St Rosenmund.
procurado refleclir sobretudo oqueheUido. Por-
que n9o acbarci eu um liomem que prccTse d (tol-
lina penna, um ceg que necessile dos nieua ollios,
ou um mudo que caretja da niinha lingoa (
Esquece-se que eniao leria um amo quan-
do. Vmconfio qertefA Um secretario, ou loitor
silo criados de segunda ordom, e nflo outra cousa.
lie ventado, disse Gilhorlo mudando de cor ;
mas nflo Importa: o que eu quero he conseguir o
meufim. Ilevolverei as calcadas de Pars carifga-i
re agoa, se for preciso, mas hei de ebegar, ou nior-
rerei em caminho, e entilo terei do mesmo uioJo to-
cado alvo.
Ora vmosla! disseo dosconhocido, Vmo na
verdade parece-me ler boa vontade e animo.
EVmc. mesmo, disse Gilberto, que Iflo bom
se moslra commigo, diga-mo, nflo exerco alguma
prolissflo ? Vme. esla vestido como um l.omem rico.
O velho desabrochou um son so meigo o me-
lanclico.
Tenho urna prolissflo, dssoelle; sim, he ver-
dade, porque todo o homem a devo ter, mas ella
he inteirameirte estranha s cousas de dinbeiro.
Um homem rico nao herborisa.
Herborisa Vmo por ollicio?
Quasi.
Entflo he pobre ?
Sou- L u
Os pobres he que dflo, porque a pobreza os na
"tornado prudentes, e'um bom cooselho valo mais
que una moflda d'ouro. De-me, pois, um conselbo.
Talvez faca ...ais.
Cilberto sor.io-so.
Eu o suppunha, disse elle.
Quanlojulga Vino quo iho sera preciso para
subsistir?
Oh muilo pouco.
__ Vino lalvcz mo conhece Pars i
__ Honiem foi a prin.era vez que a avistei do
alto de Luciennes.
__Ignora entflo que cusa caro vivor na grande
cidade? .':_,
Quanto pouco mais ou menos r... csUDeler;a-
me una propor;flo. ... .
Do muito boa vontade. Aqu tem, o que custa,
por exemplo, um vinlem nasprovincias, cusa Ires
Pois bem/ disse Gilberto, suppondo ter qual-
auer abrigo ondo repouse depois do irabalho pre-
nso para a vida material seis vintens por da pouco
mais ou menos. i_.
Bem bem meu amigo, exclamou o desco-
ilheciuo. Ei-sahi como eu gosto do homem. Venlia
commigo para Pars, e cu Ibe aotoare una prolissflo
iiidependente, da qual Vmo vivir.
Ah meu senhor i exclamou o maccuoeuato
de alegra-
Mas logo arrependendo-so: ... ------
Fica cnleiidido que eu hei do trabalhar real-1 na floresta,
mente, e que nflo he urna esmola que Vmo rae I
faz. i
A grande extraecflo que tem lido esto rape, depois
que foi expnsto a venda he prova mconteslavel do
bom acolhinientn que tem merecido. O nico de-
posito he na rua do Trapiche n. 34 o a relalho
Unde-senaslojasdosSrs J j. de Carvalbr, Moraes,
A. F. Pinto & Irmn A. B. Vaz de Carvalbo Cu-
nta & Amorim Pontes& Sampa.o na rua da ca-
deia do Becio ; A. I>. de Oliveira Reg na rua la
Madrc-tle-lieos; Campos & A me.da n ir.ia do
Queima.lo; T. A. Fonscca mbetino H*
de Carvalbo. na rua do Cabuga ; C. 0. kaemr 1
praca da Independencia ; Caelano I- "''' '',0
max P. M. Kslima o Antonio Pereird da Costa o
Cama, Aterro-da-Boa-Vista.
Vende-se no pateo do lerco, ven-
da n. 7, azeilede coro a 3ao rs. a garra-
fa canarios cliegados no ultimo navio
de Lisboa, e pregos de toda a qualidade,
a relalho.
Na rua da Senzalla-Nova, n. o,
(nadara) vendem-.se juncos de superior
qualidade, em porcao e a relalho, e por
menos, do qc em outra qualquer parte.
Vidros de espellio
de dlveno taibanhoS, vendetn-sepor preco muilo corn-
modo :. na rua da Crui u. lO armazeiii de Kalkmana
& \]osriin.ui.d. ____
Oh I fique socegado, meu filho. Nflo sou
Nflo. m
tilo rico-que possa fazer esmolas, e nem tflo louco
sobretudo que as faca ao acaso.. ___
I Anda bem, disse Cilberloa quem esle repente
misanlhropicn.lava satisfaeflo, em vez le olTun.ler.
Costo desta lingoagem. Aceilo o sei offereCimento
e Ih'o agradeco. __
Esta, pois, convcnc.onado que Vmo val para
Paris commigo ?
Sim, senhor, se Vmo quizer.
Quero, pois, que Ih'o oflereco.
A que fico eu obrigado para cem Vmo /
A nada..', senfloa iraballiar; e lato mesmo, ser
Vmo quem regule o seu trahalho ; Vme lera o di-
reilodeser moco, feliz, livro, e at ocioso, quando
tiver ganlio o seu descanso, disse o desconhecu o
sorrin.lo-so como .le mao grado. Oepo.s erguendo
osolhosaoceo: O'juventude! vigor! o liberda-
de '. accrescentou elle com um suspiro.
Ea estas palavras, urna melancola de inexpri-
mivel poezia se Iho derramou as feqOes linas e
PULevanlou-so depois, e airimando-se aobordito :
E agora, disse tile mais alegro, agora quo vmo
tem urna condgflo, agrada-ll.e que encliaiiioi oulra
bocela de plantas." Tenho aqu algumas folhas de
papel pardo, em que classificaremos aipriuneric -
ll.mla. Porm.fl proposito, anda tem fume? Tenho
aqui reslo do pilo. -v
_ Guardcmo-lo para de tarde, por .
Coma ao menos as cerejas, quo nos embara-
a-Se assim he, come-las-hei; mas permitta-ma
uuo Iho carregue a hcela, Vmo andar ma.sa von-
l'adee pens, graCas ao cosime, que as m.nl.a.
Movcriihiera'cvidHWe tenho de balde procu-
rado"esta manl.ila.eaos seus pos. tomo cuidado l o
ccZliZ aqualum. Es,.ere esnere nflo arran-
ci" Oh V.nc. aind nflo lio herbolario, meu ame
Kuiio : urna esla muilo hmida prese.ilemen e
oara ser colhida ; a outra nflo esta sullicienloinento
crescida. Na volla tar.le, pelas trCs horas, arran-
caremos o t>crii hiemeioidet; e o eeraslium daqui a
oilo dias. Alem de que, quero moslra-la viva a um
sabio, meu amigo, cuja proleccflo pretendo solici-
tar para Vmo Cotuluza-me agora a osse lugar, de
que ha pouco me fallava, e ondo vio as bellas capilla-
rias. .
Cubarlo tomou a dianteira ao seu novo conheo-
mento; seguio-o o velho, e ambos desappareceram.
(Connuar-Jv-A.)

.. i
I
' 'I


ti- "II 1
Vendem-sojl wlngios dous de ouro e dous do
prala, por prego muito commodo : na rua direila,
N n. 29.
Vende-se um sitio de Ierras proprias coro ar-
vores beber casa delaina no hipar d'Agoa-Fria de Bc-
heribe ein Fra-de-Portas no pateo do Pilar lado
dn nascenle, n. 8, ou no cartorio dos orphSos.
No vos gam breles.
N loja de Cuimarles Serafim & ('.., confronte ao
rro de Sanio Antonio, rt. 5, v.'iidem-se novos gam-
brecs a 1,400 rs. o corte de tres eovadns o meio;'es-
(a lazenda torna-M reeonimendavcl para a osiiigo
presente, por ser fazenda encorpaila e escura; e lingo
a casimira franecza por terpadrOes imitantes ;i clii-
ls a 120 e 140 re. o covado, ealcm listo nm com-
pleto sortiinenlo de toda a qualidailed fazendas.
Vendcni se VtLAS de cera do
Itio-dc-Jnnciio e de l.isljoa grande c
completo sorlimenlo : na ra la-Vi-llis armazcm n. no, de Al ves
Vianna.
= \ i'inii'iii-si- tnoendasde ferro para engenlio de as
lUCr, para vapor, agua c tiestas, de diversos tamanlios'
por piejo coiiiniodo ; c igiialinrnle taisas de ferro coado
e balido, de lodos os tamanhos: ua piafa do Corpo-San>
to, n. 11, ein casa de Me. Calmont Si Companhia, ou na
i ii i de Apollo, ariuazein, n. 6.
15 Vendem-se superiores chapeos de
.JaL^ castor, pretosebrancos, por proco
mtiilo liaralo-: na rna do Crespo, loja n.
la, de Jos Joaqiiitn Ja Silva lava.
IV o na do Crespo, n. 12, loja de
Jos" Joaquim da Silva Maya ,
vendem-se ricos riles decambraia para vestidos de
senhora ; ditos de bauzulinas, para vestidos : fazen-
da esta milito propria para a cstaclo de invern, por
6cr de cores escura; um rico sortiinenlo de maulas
de seda e de seda c lila para senliora;mantiuhas para
meninas a duas patacas cada urna ; diales de seda
de bonitos gostos e difTerenles lamanbos ; nudas de
seda brancas c pretas para senhora o homcm as
mail superiores que leem viudo a esta praga ; pan-
no lino preto e de edres ; alpaca a 800 re, o cova-
do, e niuilo fina a 1,600 re. ; cambraias para cor-
tinados de camas o jauellas assim como franjas pa-
ra os meamos ; corles de calcas le casimira fritnce-
za elstica e nmilo superior, a 5,000 is. rada corte ;
cortes de rlleles de velludo, gorguriio, setim e de
fustiio por prero milito barato; panno de linho, aj
400 rs. a vara; cobertores para esclavos, e miras
umitas fazendas que todas se venderio por piceos
milito baratos.
Vende-se un mulalinho claro proprio para
pagem de 13 a ii anuos por prego coininodo : ua
rua Mova n. 33.
-- Vende-se urna escrava : na rua da Assumpcflo ,
n. 36, segundo andar.
Vinho de Cliampanlia.
Vende-se vinho de Champunhn cm cestos de urna
lima de garrafa .demuilo superior qualidade : na
rua da Cruz n. 55.
M
~;
A' 12'0OO rs.
Na loja n.5, confronte ao arco de Santo Antonio,
vendem-se ricos coi tes de chaly de lila e seda, pa-
droos moilernos, pelo barato preco de 12,000 rs. ca-
da corte; ciscados francezes linos e modernos, a 240
rs. o covado; zuarle azul encorpado, da fabrica por-
tugiiezH, a 200 rs. o covado: esta fazenda he propria
para escravos.
L,Odi\
E6 PORTAS
Nesla loja vende-se panno fino ,
a )^5^0 r. o covado ; corten de
fS cussa para vestidos a a '400 rs ;
i c chapeos de sol de seda snpe-
rior a 5s'5i:o rs
Vende-se a verdadeira
potassada Rusta, 1
quenos : na rna
mazein n. 13, de Bailar & Olneira.
e supcnoi
a, liranca, e em Larris pe-
da Cadeia do liecife, ar-
A' ~
t$000 rs. cada una mana.
Na loja de emitanlos SeraIIm & C, confiontc ao
arco deSautoAntoilio, n 5,vendem-se maulas deseda
modernas para senhora, pelo barato preco de 7,000
rs. cada urna; riscados francezes finos, padiocs mo-
dernos, a 240 rs. o covado.
Vende-se cal virgrm em nirias barricas chcgadH
ltimamente 1 caixa vasiaspara assucar; una porcia
Je pesus de ferro, de duas arrollas; ierras grandes para
Borrar madclra ; tudo por preco coinmodo: na rua da
Horda, armazeiu n. 17.
A' 2^000 rs. o corle.
Na toja do Cuimaries Serafim & C, confronte ao
arco de Santo Antonio.n. 5, vendem-so cortes de cas-
ia de pndroes agradaveis e cores fixas, pelo diminuto
preco de 2,000 rs. o corte ; lenco* francezes grandes
e finos fing.ndo seda, a 480 rs. cada um; lencos de
cambraia com b.co, a C40 rs. cada um; dilos de dita
mu.to finos com renda e bico, a 900 rs. cada um.
A'.800 rs. o corte.
. J!" loi5 (lc. Cul,narSes Serafim & C, confronte ao
tESto em rnl0nio' ^em-so limlos ce? Sd
fustiio, C0.es fixas, polo barato preco de 800 rs o
oC^gLT.ta"rSsCoTovnr' ln8 "^ *
Pianos fortes.
Vendem-se 3 pianos fortes, novo ,'com cxccllcn-
tes vozea : na rua da Cruz, n. 55."
Vcnham corren,Jo,fiepuezes,a lo
da pressa, antes que se icabem
as pecliinchas do Passeio-Pu*
blico, na nova loja n. 19, de
Manoel Jonqulm l'ascoal llamos, que so acha de no-
vament sortida com fazendas finas o ordinarias, co-
mo sejam: corles de cambraias a napolitana a 2,500
e 2,000 rs ; ditos de chitas finas, a v!,400e 2,000 rs.,
e em covados. a 100, 120,140, 160,180, 200. 220, 240,
200e 280 rs.; cuites de fusles para adeles, a 1,000
e.800rs. ; corles decolleiesdc sarja lavrada, a 640
rs ; pecas de madapnlilo soffrivel, com um pequeo
toque de avaria, a 2.000 rs., e limpas, a 2,200, 2,400,
3.000, 4,000e 5.200 rs. ; eassa lisa muilo fina, a 640
rs. a vara ; corles de meia casimira, a 1,600, 2,400
3,000 rs ; ditos de pelle-do-diaho, a 1,400 800rs., e
em covado a 200 rs.; lencos para giavat, decam-
braia de coi es, a 320 c 400 rs ;. dilosde seda, a 1,440
e 1,600 rs.; picnics para roupa de escravos, fazenda
esta de muila dura, a 200, 220 c240 rs. ; bretauha fi-
na, a 800 e 810 rs.; chitas linas para cobortas, a 140,
I(10, 00 e 240 rs.; corles de sempre-dura, a 1,300,
l,440e 1,500 rs. ; cambraia lisa milito fina, a 640
rs.; panos para cima de mesa, a l,60i' rs. ; longos de
cambraia branca e de cor, para senhoras, a 320, 360
e400rs., contra; militas fazendas que pelo seu di-
minuto preco nao dcsagradariic aos freguezes.
A' ftfOO o corte.
Na loja de Cuimarfies Serafim & C confronte ao
arco de Santo-Antonio, n. 5, vendem-se ricos cor-
tes de cassa dos padioes mais modernos que leem
vindo a esle mercado, c lindos desenlias pelo bara-
to preco de 4,500 rs. rada corle; chapeos de sol, de
panniiho francez a imilago de seda, com lindos
cabos, a 3,200 rs. cada um.
O verdadeiro
o finissimo pannnde linho do Porto, a 800 rs. a
vara, as pecas 88*0 de 15 a 16 varas, e Pililo se aca-
bando ; lencos do-seda rarmizim fazenda inleira-
montc nova, proprios para algiheira e pescoco a
1,280 rs.; corles de cassa-chila prela, milito bonitos
padroes e muilo baratos; e um completo sorlimenlo
de fazendiis linas de todas as quididades: na rua
du Qui'iraado, n. 11, loja nova de Itaymuudo Car-
los l.eile.
Vende-se nina casa terrea, com a frente c reta-
guarda de lijlo, en mais le faipa, sita na rua dr
tlolocolomh, nos A fugados, por 120,000 ris : ella
rende 2,000 rs. por mez, ese da a prazo : trala-se na
rua Direila, n, 20.
sendo pessoa capaz : na esquinado boceo do Roza-1 res : pas para preservar das fnrmigas ; pequeos
rio. segundo andar. | vasos para vender flores; panel as para doce, oo
e
Venderse urna venda com os fundos de 300 a! manteiga ; jarras born das para
Jrs. cujoaluguel he muito commodo,-sita obras de barro, excoriadas por i
da Praia, becco do Carioca por baixo da so-, tudo mais barato do que so vende as lujas do|OU(.,'
e : a tratar na mesma venda. =Veiuie-se urna cadeirinba de arruar, forrada d
na rua
ciedade
Vendem-se na livraria da rua do Crespo n.
II livros baratos como sejam : Ivanbos a roman-
ce i v. 1,500 rs.; Waver, lee or tiescati years
slnee 1 v., 1,500 rs The Msnnereng or tho as-
trologer, t v., 1,500 rs., com rica encadernaciio
ingleza; novo meslro iuglez por Constancio-,
3,000 rs ; Cours do droit commercial parj. M-
l'ardessus, 2 v. 2,000 rs. ; Traite elemontaire de
al una I sea malhematique, par J. A. J. Cousim, 1 V.,
1,000 rs. ; I.eltre a la chambre du commerce 1 v. ,
1,000 rs ; Theorie des richesses sociales, 2 v 2,000
rs.; lloflexiones sur la mejhaphysiqu par M. Car-
nid 1 v. 1,0110 rs. ; Code des pendones, 1 v., 1,000
rs. ; l.'Algebre selon ses vrais principes 2 v.,
2,000 rs ; E'studes sur les reformaleurs conten-
pnrains 1 v., 1,600 rs.; um segundo voiumo do
diccionario da Academia embnm estado, por 2,000
rs. ; Thelemaque 1 v. 1,800 rs.; tratado do me-
Ihoramento da navegMCo poreanaes, 1 v. 4,000
rs. ; llislory of Rngland, 3,000 rs. ; Virgilio; Hora-
cio 3,000 rs. cada obra ; methodo do piano enca-
dernado por 5,ono rs.; Arillimetica por Ilesout
1,280 rs. ; Solela em bom uso, por 1,000 rs.;
oulros minios livros, por barato preco.
Yendcm-so, na rua Augusta n. 34 casacs de
rolas brancas hamburguezas, por preco commodo.
rad,je
seda e nova; macacos para arrumar carga; encerado
para cobrir gneros : ii ruado Amorim, n. 15 *
Vendem-se, por prego nimio commodo, casaca
de pombos grandes, bons baled.ores o muilo boni-
tos : na rua da Florentina n. 16.
\
5 Vende-se una parda de crescura do
^.foj 30 anuos punco mais ou menos, perfei- f^
/& la cozinheira c que engomma soffri-
@?\ vclmeiile muito despachada para o ar-
5j? ranjo de nina casa ; he de boa. conducli,
"LV sem vicios neni achaques; a qual fui ven- J3]J
dida por urna grande necessidade : ven-
". em Cunta : na rua das I.arangciras, n. f%[Q
14, segundo andar.
--Vendem-se um pao dsicupira,queser-
rado d dous horaidos; duas ctuvas gran
desda mesma inadein, e nina porfi de
Iravessijis de sicupira com ormnpi niiento
de dez palinos e meio cada um ; na rua
Ida Scnzalla-Sova, venda de Jom Percira,
!fc dii qbeiu vende.
Vechincha igual anda ue hourt; I n ha na loja nova
n. 17 do l'anuio-Vublieo.
Chitas de cores fixas, a 3,800 rs. apega, c aoco-
vado a 100 rs. ditas muilo linas, cores escuras o
bonitos padroes, a S.OOO rs. a pega e a 140 rs. o
covado ; ditas a 5,66018 a pega ca 160 rs. o co-
vado madapoles com 4 palmos de largura e linos,
a 3,200 rs. a peca ; diios com a mesma largura
muito linos, da fiordo algodilo, a 4,500 rs.; pegas
dcalgodiUizinliocomaOvaras, a 2,200 rs. : tudo sem
defeitoalgum.
INa rua da Senzalla-Nova, n. 42,
contina a haver nm completo sortimento
de lai.xas de ferro, batido e coado; mo-
endas, e machinismo de vapor para en-
genho.
-Vende-se, por precisflo urna escrava de nago,
sem vicios, e que engomma c cozinha bem : as
l.inco-Pontas 11. 71.
Sa rua da Cruz, n. 36, vendem-se
saccas com muilo hoa farinha de manaio-
ca, por preco comuiodo.
-- Vende-se um fardayieuto para ofiicial da guar-
da nacional decavallaiia lodo novo c sem ler uso
algum calgiins arreios constante das pegas s-
guilltes : urna rada barretina pluma lalim es-
pada canana palatinas banda lid peiloral, ra-
biclio.cabegadas, goldres, por prego commodo:
na rua das Cruzes, 11. 40.
Vendem-se 4 escravas, sendo : urna pa rda com
urna cria de um anuo e oulra, mulalinho, de 2 me-
zes cun bastante leitc ; urna negriulia de i-2 an-
uos coslureira ; urna dita cozinheira e engomma-
deira : duas vendem-se para fra da provincia: na
luaeslreita dollozario, n. 16.
Vcndcm-se acgOes da exlincta companhia de
l'ernaml.uco e l'araluba : no escriplorio dcOliveira
Irmilos & Cumpanla rua da Cruz, n. 9.
Vende-se ferro da Suecia ; folln de Klandres:
Mrepara>forrode navio ;dilo para caldeireiro.ein
pmgoes grandes e pequeas : ua rua de Apollo ar-
inaziiii n. 6.
n.V }}'niU''se > r'r piecisAo urna cahrinha de 12
Su>m. SK'i ,uvan"t0 *>Mveta>enie ; nu se
duvida conl.a-la a quem a queira experimentar ,
Vendem-se meias casimiras de bo-
nitos padrOese escuras, proprias pa-
ra invern; lilas para caigas escuras
e baratas ; casimiras superiores, els-
ticas de bonitos padrOes, claros e
escuros; cassas de cores, para vesti-
dos de novos padres ; panno azul,
preto e de todas as cores ; chales de
seda ; ditos de lila c seda ; maulas do
seda rica ; alpaca lina ; cortes de col-
lele de gorgurilo de seda ; ditos de se-
tim bordados os mais ricos que teein
viudo ; ricos cobertores liespanhes;
damasco de lila e seda ; bem como
um complelo'sorliinenlo de fazendas
linas e grossas : ludo por prego mais
commodo do quo cm oulra qualqucr
parte : na nova loja de Jo.s Moreira
l.npes & Companhia na rua do Quci-
mado, casa amarella n. 29.
m
Vende-se urna casa terrea sita na Capunga ,
ao entrar, do ladodircito : na rua da Roda, tenda
de carpina.
Vendem-se alguns paos de sicupira para cpns-
Irucgilo de canoa : na rua deS.-ltila n.85.
Calado.
Vendem-so bolius ; borzeguins ; saploes ingle-
zes grossos proprios para o invern ; sapalfies de
Nanles; borzeguins, a 3,600 e 7,000 rs. e oulras
militas qualidadesde calgado, por prego commodo :
na rua da Cadeia do llecife n. 35, loja do Moreira.
Vendem-se 10 escravas sendo : duas pardas ,
urna de 20 anuos de bonita figura que engomma,
cozinha, cose chito o lava de sabiln ,- o a oulra de
30 anuos deservigo de campo e com algumas ha-
bilidades; urna mulatinhade cor clara de 13 an-
uos com principios de habilidades ; um moleque
de12annos; 3 negrinhasc 3 cabritillas de lia |3
annos com principios do habilidades : todas de
bonitas (guras o sem vicios nem achaques, por pre-
go coinmodo : na rua das Cruzes, n. 22, segundo
andar.
Vende-se um preto pega de muito bonita fi-
gura, do 18 anuos ; um lindo mulalinho de 7 a 8 an-
uos : na rua da Cadeia de S -Antonio ti. 25.
Vende-se farinha de Trieste, da marca SSSF,
verdadeia, do ultimocarregamento chegadoaesla
praga muilo nova e fresca I; no armazcm por de-
trs do Iheatro de Joaquim Lopes ile Almeida.
Wnde-sc urna parda de 18 anuos perfeita en-
gommadeira que cozinha bem o diario de urna ca-
sa e cose arguma cousa sem vicios nem achaques ;
urna prcta de elegante (gura com habilidades : no
pateo da Matriz de S -Antonio sobrado> n. 4.
Vendem-so 10 escravos sendo : urna negrinha
e 11 annos; una dita de 16 annos, ambas de ele-
gantes figuras com habilidades; nina parda do 18
annos perfeita engonimadcira e de bonita figura;
5 pretas bem robustas para todo o sfljrvigo e com
habilidades ; 2 pretos sem vicios nem achaques ,
niuiloem couta : no pateo da Matriz de S.-Antonio
sobrado 11. 4.
Vesta loja acha-se um completo sortimejito de ca-
sacas de panno ; sobro-casacas de panno., merino e
alpaca ; palitos de patino, merino o Ida ; jaquetas.le
alpaca, merino e panno ; ricos cortes do cnllotes de
gorgurilo eseda da ultima moda ; fnstOes lamhom
de muilo lindos padroes ; e outras militas fazendas
hem como chapeos de castor lino, branoose pro-
tos a 7,000 rs. ; botoesde massa com cora,, ur-
prios para lifllciaes de cegadores,
Vendem-se 4 escravos, sendo : urna negrinha de
12 annos ; um pardo mogo ; dous pretos proprios
para agricultura : na ruada Cadeia do Recito loja
de ferraf ens n. 53.
-yendom-se caes de gansos: no armazem de mo-
I liados por baixo do sobrado do vigaaio do llecife ,
ou dcfrontedopalacio*dogovorno, casa de Francis-
co X. M. Rastos.
Vendem-se novas cartas para aprender a ler
as quaes se musir* que nlo lio preciso o esludo das
syllabas soladas dos nomes, compostas pelo profes-
sor publicoS II. de Alhuquerque : na luja da esqui-
ua defronto do Collegio prego 80 rs.
Escravos Fgidos.
:4M;M'Mi
(MUVIVM\\\|a%M1tiMMkMVt*
-*.x *w. .w '
i\o palco de S.-Pedro,
n. 10 esquina da
rna do Fogo,
vende-se um superior carro de duas \
rodas, quasi novo, c com molas mili- 'fl5
lo elsticas ; um terreno na Passagcm- Eje
da-Magdalena ; lies casas terreas, na JST
povoago dos A fugados: tudo por pre- : -^
go commodo. v&\
- Vende-se urna parda do 24 annos, bem clara .
com dous lllhns, umde 3 annos, e o outro de 30
das; umacrioiilinha de 9 annos, muito bonita
KHiJSfft na fM^r Por precisan,
vende-sc um carro de miio, de 4 rodas novo e bem
constru.I, proprio para carregar assucar, uu ou-
lra qualqucr cousa por haralissimo prego: no lar-
go do Pilar, 11 10 das 6 horas
das 4 da tarde cm vante.
Vende-se, na rua du Horentina
as- 8 da mandila e
_ Vetidc-so, na rua du Horentina casa defronlol
da coebeira, moi bom fetrJS vasos para plantar fto-j
Dcsapparecon.na noitede 12 para 13 do cor-
rente do engonho Malapiruma um escravo ca-
bra de 16 anuos hem pareodo, e apenas como
cotnvello do brago direito mais grosso, por o ler
deslocado ;chama-se Raymundo e he natural do
i: cara quemo pegar levo ao dito engenbn, ou a
praga da Boa-Vista, n.6, quesera recompensado,
ALERTA !
Thernza prota escrava dos Srs. Luiz Antonio
Al ves Monteiroft Companhia da piac* de Macei ,0
por ellos remeltida para nesta praga ser vendida ,
porsuaconta, sendo chegada apenas ha 19din,
fogio no dia 28 de abril prximo passado : nao cons-
ta que aqni livessecouhecimentos e nem se presu-
me que a fuga proceda de sedugfln; ha porni, pro-
bahilidade de que se lera oceultado mesmo tiesta
" "ade. A dita preta representa 25 a 30anuos, alta
e reforgada do corpo bem parecida ; lem algumas
cicatrizes em um dos bracos ; levou saia de cbita
vermelha o panno da Costa. Quem a descobrir ou
a levara Antonio Luiz dus Santos & Companhia,
na rua do Crespo, n: II receber urna recompensa
proporcionada ao seu trabalho.
--Ainda contina a estar fgido o molcquo ICIi-
zario crioulo do 12 a 14 anuos, muilo regrista;
lem rapacidade de se intilulai^furro ; tem os signaes
se.giiinlesj cor fula testa pequea," cafiellos Je
cabra, barr ga um tanto grande; representa ler
mais id_ade do que a real; tem urna cicatriz 0111 umi
das peinas; levou camisa de um preto gljjhde de
a I gndfioz inho com algu us remendos caloas de ris-
cado azul trancado : quem o pegar leve a rua do
Collegio n. 15, s.cgundo.andar, que sera genero-
samente rerom pensado.
Fugio, no dia 19 de malo, 1 mulalinho claro, do
nome Laurentino de 16 anuos alguma cousa des-
colado refeito do corpo cahega e cara grandes,
cabellos hem crespos ; tem urna pequea cicatriz ni
testa, mos o ps bastante grandes, he cambado dus
pomas que silo um tanto arqueadas; levou camisa de
cliila azul caigas de algod.to azul suspensorio!
brancos : quemo pegar leve a cidade de Olinda,
rua do Porto-Seguro defronte do oitflo de S.-l'e*
dro-Novo., que ser recomyensado.
Tem boa gratificaejo
qum levar na rua Direila .sobrado n. 29 da viuva
de Burgos o Filhos, os 3 escravos segiiinles, que
fugiram a 24 para 25do corrate do lugar de Api-
pucos onde se acha'van traballiando : Caelauo,
crioulo cor fula estatura ordinaria, chelo do cor-
po cara fcrga, olhos aperlados e multo serio, jun-
to com a mulher, Igiiacia, parda que parece ca-
hocla cabellos crespos com pannos pardos no
rosto, olhos fundos esl magra; costuma sempre
.andar de cabegito e saia ; levaram um lilho cabra,
bonito, deidadede 18mezes: quem os pegar fa-
rilo o favor de levar ao dito sobrado que se pro-
mette.sob palavra.deso gratificar hem.
Fugio, em lins de ubi I proxjmo passado, o
escravo Antonio, crioulo, estatura pouco mais que
regular denles limados ps alguma cousa feius o
quebrados : quemo pegar leve ao cngeubo -S. -An-
ua a seu senhor, (|iie.gralilicara.
-- Fugio, no dia 25 do. corrc'nte a prela Hara-,
de nagOo llebolo ; repigsenla ler meia idade ; levou
um (landres com azeito do carrapato quo andava
vendendo na rua ; tem os signaos seguiiles : olhos
pequcnoseassobrancelhas sobro elle's, dent da
frente a herios e alguns quebrados que fazeiu duas
esquinas, com alguns cabellos us peilos e tain-
liem por baixo da barba ; levou camisa de aigodu-
zinho vestido encarnado com llores grandes, ja vo-
lito e outro por cima do mesmo de chita tam-
bem velho e panno da Costa voltio com urna por-
c3o de missaugas encarnadas no pescogo Pede-so ai
autoridades policiaca, capitflcs de campo e pessoas
particulares de apprehendo-la e leya-la a seu se-
nhor na rua Nova, n. 36, que recompensar
generes mente.
PEW*. I NA TTP. DEM.-F. DE TRIA.-l8^.
M


Full Text
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