Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08472


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Full Text
?
Auno de 1847.
Quarta-feira 26
nURIO nuMic-e todos os d, ipie no
0 A,. ruirH o P^ d. a'Rnlura he de
*"" ... miartel. pos"' ndiantadnt. Os an-
J"0!"'-.1', a;5i..nntes i3.. inseridos i rasgo de
niincii ha r,n rs m ivpo difftrenle, e as
5i'"-l"" 1,'mtade. (>s qaanSo frein aiiig-
i'Pel, 'o n n-por linh, e 160 em ijpo
^'.""S! .rcdM-ubli^lo.
.* P*"
PHASBS DA LOA NO MEZ DE II MO.
i nos il mo. d Urde.
Mins |4 i 1 horas e 3 min. da tarde.
I.m no. ,.',11 horas e ii mi. da Urde.
Cresenie. ^ {( ^^ e ,s mim^ ^ U|,de
Ijiicneu, >
PARTIDA DOS CO.RRMOS.
('oianiuc Paralivl, s segundas e sextas feirai,
Rio-Qrande-ilo. Norte quimas feiras ao meio-Hia.
Cabo, Serinliein, Rio-Formoso, Porto-Calvo e
Macelo1 nn l., a || e II dcada mez.
nos e Rmiito. a 10 e 51.
Roa-Vista e Flores, a 13 e 18.
Victoria, s quintas feiras. .
Uliuda, todos os dia's.
PREAMAR DE HOJE.
Prime ira, 5 lioia ti minutos da tarda.
Segunda, I libra a 30 minutos dn manha.
de Mao.
Ann XXIII.
n. lie.
DAS DA SEMANA.
54 Segunda. #* S. Afra,
t Terca.* S. Gregorio-
58 Quarta. 8, Philii |>e Nery. Aud. de ). do
civ.ila 5 r e do i. de pal do 5 dist. de t.
57 Quinla, S. lYanulfo. And doJ.deorph.f
edo J. municipal da 1 vara. ?
58 Setla. S Gennaiio. Aud do J. do CV. da I.
. e do J. de paz do I. ditt. de t.
59 Sabliado. S. Maximiapo. Aud. do J do cir.
da I. T. a do J de pax do I lilt. de t.
10 Domingo. S. Petronila.
CAMBIOS NO*DA 55 DE MAIO.
Cambio iobre Londres a 57 d jior t rs.
Pars 140 rt por Tranco.
Lisboa 5 de premio.
Desc. de leltrat de lioas firm.i I '/ P-Va
OuroOnos I eip.oholas.... JSjmO a
Moedasde IOO relli,~ I8it00. a
* detflOO nov.. iSfOn a
a de 4^000..... fOOO
Pra la Patacoes......>.
Peso* col mimares...
Ditos mexicanos....
Miuda......-......
Xf'iTO a
Z/iiIO a
||S0 '
IJ050 a
, 6.1 d.
anmez.
19M)
16 00
l|30O
9j.ro
IftH
:|o4o
t(0
AcrSesdacomp.do llcberibede 50/000 r.ao par.
sa
DIARIO DE FERKfAMBUCO.
PARTE OFFICML.
interna o'.externa do imperio, indispeYsavel ser
continuar cotn efcacia, perseverancia e vigor no re-
crutamento a'inda por muito lempo, accresceudo as
ponderadas rasOesaneccssidade de se preencherem as
muilas vagas quedevedeixar grande numero depra-
vas de pret, que leem direilo as suas baixas por ha-
verom completado o lempo de servico : e para poder
continuar a cumprir 13o rigoroso deve.r tcnlio expe-
dido as necessarias ordens aos presidentes tas pro-
vincias, para que remeltain successivament para a
corte lodosos recrulas capazes de servico activo que
forem apurando. Para vencer os grandes embaracos,
que socnconlram no recrutamouto, torna-se deab-
sulula necessidado urna lei que remova as dilllculda-
des que oflorecem a lei da guarda nacional o as ins-
tiuccOesdo lOdejullio de 1822, tilo clieias de isou-
eflos. Omappa u. 27 moslra que o recrutamenlo om
todas as provincias do imperio produzio, do 1." de
majo de 1816 aleo presente, 1,323, quecom 291 vo-
luntarios lazem o tolal de 1,614 No prazo cima
mencionado o moviment do tropas de urnas para
outras provincias consta dos mappas ns. 28 c 29.
OFFICIAES HONORARIOS COM SOLD.
O mappa n. 30 inostra o numero dos cidadflos a
quem ogoverno liaviu conferido postes honorarios
com sold, cm remunerarlo dos servivos prestados
a favor da ordem o integridade do imperio.
. OFFICIAES Di 3.' CLASSE.
O mappa n. 31 mostra, por graduaces, quantos
silo os que existem, achando-se a maior parte del-
lesempregados nos corpos e estabelecimontos mi-
litares.
OFFICIAES REFORMADOS.
Durante a minha administracSQ algtins teem pas-
sado para esta classe porassim o pedrem, eacha-
rem-se as circumstancias da lei. O mappa n, 32
inostra o seu numero.
OFFICIAES DA EMIKCTA 2." LINHA COM SOLD.
Aguardo aa informacOos que se teem exigido des
presidentes das proviucias sobro o estado physico e
moral destes officiaes, para poder propr-vos o des
,, quj por parle do goV-
se aoha ameacads, ogovernoautorisou ao mesmo pre
sitenlo para chamar ao servico de destacamento ate
200 pracas da guarda nacional.afim do melhor auxiliar
a defesa da mesma frnlei.a. Nova organisscflodei aos
corpos iXos, e para seu provimento tenho feito re-
messas de armamento e mais rtigos nccessarios, o
autorisado ao presidente para reparar armar e
guarnecer as fortifcateos existentes, alim de rmel-
lirqualquer rrra eslrangeira que queira invadir o
nosso territorio.
Na do Para o ?.batalho de.caladores, com 479
piafas, e o 3 de arlilharia a p, com 561; sommaii-
do toda a guarnifao m 1,045
Na do Maranhio o 5/ batalho de fuzileiros, com
5T9prr;8, o un destacamento do 3." de arlilharia,
com 50; o corto hxo de Piauliy, com 205, eduas
coinpanhias de pedestres, com 150: sommandotoda
a frfa desla provincia em 989.
Na do Piauhy um destamento do 5. batallio de
fuzileiros, com 224 pracas, o qtial vai ser substitui-
do pelo mesmo corpo lixo quo a lei Ihe d, cuja re-
organisafilo vai ser feita.
Na do Coar um batallifio provisorio, com 465
pravas. .
Na da Parahyba urna companhia provisoria, com
135 pravas.
Na to Rio-Crande-do-Norte oulra companhia, com
121 prnfas. Usas companliias vilo ser exmelas e>
substituidas por destacamentos de corpos regulares,
como mejhor convm" disciplina do exercitu.
Na do Periimbuco o 2."'balulhilo de arlilharia a
p, com 309, urna companhia -de artfices, com 70,
oulra de cavallaria fixa, com 67, o o 6.' balalbiio de
caQadores, com 444: somatando a frra desta guar-
nicao em 906.
us Alagas existem duas companhias do 2. bata-
lli.-o deaililharia.com 186pracas; o l. balalhaode
rajadores, com 289, e 250 guardas nacionaes: som-
mando loda a frra em 725 prafas.
NadeSergyp urna companhia, com 120 pracas
pertencentes ao deposito de recrutas da Babia.
Na da Baha o4,0balalh8o de arlilliaria a pe, com
351 pracas; urna companhia de cavallaria, com 70;
outra de artilices, com 68; oulra de invlidos, com
47, o o deposito de recrutas, com 320: sommando to-
da a forca da guarnicao em 883.
Na do Espirito-Santo una companliia provisoria,
com 62 pragas, ulm de 19 da companhia de pe-
destres.
Na corte o 1 .* batalhSo de arlilharia a pe, com 554
piafas; o corpo'do artilices, com 133; o l. balalliHo
de fuzileiros, com 530; o.' regiment de cavallaria
ligeira, com 335; o deposito de recrulas, com 330:
sommando toda a forca em 2,002 (trufas. Existe mais
o imperial corpo de engenheirus, cujo estado cllec-
tivo actualmente se conipOe de 6 coronis, 10 te-
neites-cOroncis, 10 majorca, 17 capitfles, 21 primei
ios tenentes e 20segundos lenles.
O mappa n. 22molra mais detalladamente o.es-
ladoda frfadoexercito e a sua dislribuifao, con-
forme Tica mencionado.
Pelos mappas ns. 23, 24, 25 e 26 seris informados
do numero dos ofliciaes que solicitaran o obtiveram
demissfio, e dos fajlecidos, inclusive as pracas de
pret, o das que tecro sido escusas do servifo duran-
te a minha adminislracSo.
Ecomoseja necessario empregar todos os meio
para conservar no'seu estado completo a frca rfue a
'i pOe a disposiffio do governo para manler a paa
MINISTERIO DA GUERRA.
1BLAT0R10 DA PARTI?Af5 BOS tOOCIOS DA CUEREA, A-
TRSENTADO A' ASSEMBtR'A oRAL LEGISLATIVA NA 4.*
SEaO DA6.* LKGIaVLATUnA, FEXO RESPECTIVO MINISTRO
t SECaETARI0P"8'*0 '0*u AULO DOS SANTOS BAR-
SETO.
' ^ Conlinuacllo 4o numero antectdente.)
DlSTRIBOlfAOnA FR^A,
" Os corpos de arlilharia e cavallaria seacham as
gnas respectivas provincias, o lodos os mais estflu
dislrihuidospela maneira seguinte.:
Ns provincia do Rio-Graode-do-Stil se acham o 2.',
304 6* 7o c 8." hatalhOes de fuzileiros, coma
(rea de 3,201 pracas ; o 3, S.', 5., 7.' o 8 de ca-
radores, com 2,483; o 2.. 3." e 4 rcgimenlos de ca
vallara ligeira, com.1,096 ; o corpo de arlilharia a
vallo, com 319 ; e dos corpos da guarda nacional
em destacamento ol.\ 3.", 4.<>, 6% 7.* e9% coin
i 652: sommando toda a forca em 8,780, alm de
200 recrutas que ora seguem para aquella pro-
vincia. .
Na provincia de Sanla-Cathanna existe urna com-:
panhia de invlidos, com 144 pracas, e mais ^guar-
das nnconaes em destacamento, o urna companhia
de pedestres, com 49;
Na de San-Paulo duas companhias provisorias de
cacadores e urna de cavallaria lisa, com 225 prafas.
Na de Mnas-Oeraes duas companhias de pedes-
tres, com 149 prafas.
Na de 6oyaz o corpo fixo, com 134 pracas, o a
companhia de pedestres, Com 91 e como desta pro-
vincia livessem de marchar 100 pravas para a de Mat-
to-Grosso, o governo imperial aulorisou ao presi-
dente para chamar ao servifo igual numero de guar-
das nacion.ies. n
Na de Matto-Grosso existem dous corpos fixos, um
esquadrSo le cavallaria, urna companhia de pedes-
tres, e asIOO pracas do corp- fixo de Goyaz, som-
mando toda a frca em 1,064: e porque presidente
anda nSo julga esta forca sufliciente para por em "'- 7^Iles's7d7rda7. O mappa "n. 33 apresen
estado de defesa lodosos pontos d nossa Uto ex- "'"^"^"J'g'Se aclu.lmenle existem.
tensa fronteira, quj por parle do governo boliviano ta numero uu ijuo awiu.
ALFRRRS ALUMNOS.
Dezoito s3o os que ha actualmente. A rolacjlo n
34 moslra as datas do suas nomeaedes, as armas a
quo sedestnam, e osannos em que ullimamonto
foram approvados.
fromocaO.
A lei do I. de dezembro de 1841 tem tido exe-
cuclo, eeu tenho procurado aproveitar todos os of-
Ociaes avulsos ; mas nflo havondo entre elles sulll-
ciente numero da arma de cavallaria com a neces-
saria idoneidade para preenchmenlo de vagas nos
regimenlos de cavallaria ecreacao do 4." da mes-
ma arma, frca foi promover os que fallavam. Cada
vez niasreconhecoa necessidade de tima le de pro-
mocilo que habilite o governo na distribuico dos
premios, e por isso* chamo a vossa attencHo prti-
posta que vos apiesentei na ultima sess"lo, lixando
igras que possam dar direilo s recompensas, e a-
cautelar damnosos eventos de circumstancias, que,
sendo favoraveis a uns, silo todava prejudiciaes a
Otilios. Neste ramo do servico publico tenho guar-
dado a mais severa economa.
Pelos mappas ns. 35 e 36 seris informados do nu-
mero dos officiaes promovidos, o d differenca quo
ha para menos na despez, comparados os promo-
vidos com os dcmitlldos c fallecidos durante o lein-
p'o de mi lilla administradlo.
ASVLO DE INVLIDOS.
Nos mais cultos paizesda Europa-de ha muito o-
ratn creados esses indispensaveis'cslabelecimenlos,
cm que o soldado mutilado na defesa da patria, oti
encanecido no servifo das armas, ache abrigo contra
a miseria de que sera victima certa tendo perdido o
habito de adquirir os meos de subsistencia na vida
dos quarteis, 011 esUndo na impossbihdade do o fa-
zer pelos azares do campo da batalha. '
O Brasil, interessado pelos destinos dos seus de-
fensores, seguiotao nobre exemplo; e o decreto do
II de mareo de 1840, mandando orgnisar asylos do
invlidos adaptados s nossas crcumslanclas, veio
offereccr ao exerclo imperial o mais seguro meio do
um futuro, se nSo lsongeiro, ao menos tranquillo
All os soldados, fardados, equipados e mantillos se-
gundo as leis, vivem omcominuuidade, esto apro-
veilados para aquellcs servicos para que moslram ca-
pacidade, e, se prosegunm na mesquinha, posto que
honrosa carreira que Irilhavam, nao cogilam as ne-
ceasidadesdo porvir, U-rrivel e iticessanle nagello da
humaiiidade.
O mappa 11. 37 indica o das prafas perlencentes ao
asylo da corle.
FORTIFICAfOES E QUARTEIS.
Pouco lsongrrassaoasinformafes queso cor
po legislativo pode ministrar o governo acerca das
obras fortificadas e aquarlelamentos existentes as
difieren tes provincias do imperio. Estes na maior
parle carecendo do immcdalos reparos, aquellas
em runase at algumas em lotal abandono, gra-
......_ __- -_ .^i. ,ln '.mfnaddn mulprial alm ilu
obras entre as quaes algumas existem que servem
de padrilo do gloria nacional. O governo imperial,
porm, empregando os meios sua disposicao, ap-
plica-so a fa/.er proceder quolles reparos julgados
de mor urgencia, sem comtudo desaltcnder a econo-
tnia dos dinheiros pblicos.
O mappa n. 38 demonstra o numero fias lortilica-
ces existentes as provincias do imperio, boceas de
fog'o que as guarnecen!, e o seu estado actual.
1LHA DE FERNANDO-DR-NORONnA.
O estado presente desta presidio he com potica
difleronca o mesmo que fra minuciosamente des-
cripto em um dos anteriores relatnos, apresentado
pelo meu predecessor na prhneira sesso da actual
legislatura. O seu pessoal corista do mappa n. 39.
FISCALISAfAO R COSTABILIOADE.
Demonstrar a ulildade da contadora fWMl da
guerra fra repetir o quo a rospeito dola disseram
meus antecessores, desdo os que reclamavam a crea-
f3odc tilo importante reparti al quolles que
ti vera ni do darconta de seus Irabalhos, o de loste-
inunharacodjuvafnoquo nella encoHtraram, o os
servfos quo ella tem prestado ao governo o a na-
f3o. Lmitar-me-liei, portanto.a declarar que seus
empregados teem merecido a confianfa nelles deposi-
tada; especialmente o chee. cuja habilidudo o zelo
sao de ha muito reconhecidos. -
O servifo contina a ser feito com. regulandade,
menos todava na parle relativa tomada de contas,
que cada da val cahindo em mais consideravcl atra-
so, nao s porque o diminuto pessoal da reparlifao
nao podo vencer esto Irabalho, e a accumulaflo de
mais de 300 contas que annualmente recebe, como
lambom porque outro servifo semelhanlo a este, e
nao menos intercssanle e urgente, reclama da parle
da contadoria toda a atleiifao, esmoro e zelo. falo
da liquidacao da divida passiva do ministerio da
guerra, cabida em exercicios lindos.
Quando mesmo nenhum oulro servifo prcslasse
ella, bastara o de que se trata para compensaf 3o da
despeza quo com ella faz a naclto. Tenho observado
diariamente, e prestado minha mais serta altencao a
este importante Irabalho, o cada da mais motivos
tenho para admirar o gtnio inventor dos quo pre-
Revo, porm, recordar-vos quo conforme o map-
pa deroonstrativo da frca do exercito, annexo ao
relatoro que^tive a honra do apresentar-vos na pr-
xima passada sess3o, existiam no mez de abril de
1816 na cortee provincias do imperio lj,!2l prafas
de pret de primeira lnha, e 2,235 suardas nacionaes
destacados, prefazendo o lotal de 18,159 prafas, que,
comparado com o do 15,000, apresentavr- um excesso
de 3,159 praajas.
Ora, mo sendo possivel as actuaos circumstancias
redtir repentinamente as pracas de pret dooxercl-
to de 18 a 15 mil homens. e reclamando o estado me-
lindroso dos negocios, quesodisculem ao som dos
canhes as repblicas vizinhas, quo so conserven
convenientemente guarnecidas nossas fronleiras a-
fim do fazer respeitar nosso territorio, o a fazendaijai
villa de nossos concidadaos, enlendeu o governo que
n3o convinha fa/er por ora reducf3o de toda a frga
excedente a 15 mil prafas; e sem que todaijia con-
servasse a que constava daquelle mappa, vio-so obri-
gado .1 inunl-la em numero superior ao que fui fixa-
do para o caso de circuinstancias ordinarias, exslin-
do actualmente o excesso de 1,832 piafas de pret.
E'ta oceurrenca deve consegtiinlemente idcvar
maior summa a despeza ; e quando for misler fixa-
la, fcil ser demonstrar que a importancia necessa-
ra he a quo provm da differenca numrica da fr-
Ca do exerclo, comparando-so o estado cIToclivo
com o que devora existir, concluindo-so entao evi-
dentemente qu, a n3o so dar esta circunstancia,
lora sufliciente o crdito aberto pela citada le.
Esta conviccao ohrga-mea pedir-vos para o exer-
riciode18l8 1819, 1.0 orcamento quo vos rol pre-
sonte pelo ministerio da fazonda, a mesma somma
que haves decretado para os dous anteriores exer-
ccios. lio cerlo que, comparamlo-se o orfamento
actual com a somma concedida pela le vigente, 110-
ta-se a differeiica para mais do 143:887,920 rs.; de-
vo, porm, observar quo esta difTerenca provom do
ter sido incluida no orfamento 11 despeza com as fa-
bricas da plvora e de ferro que nao foram compre-
hendidas nos Difmenlos anteriores. Entend quo
para mais regularidade de nossos batneos e conla-
blidade devia pedir-vos os fundos necessanos pra o
rogular pasamento da despeza dc>tcs dous estabole-
cimenlos,afim do poder fixa-la c designar as quo-
tasquo mensalmente sclhcs deve entregar, fazendo
tenho nara admirar o genio inveiuui uua 4= !'-- ias que meiisaiiiieiuc aunn.s >.'. v....v0.., ------
tedcn com a maior audacia locupletar-so cusa COm que toda a sua rece.ta entre para os cofres do
1. ,._____,___i. n.w.n.iiiMifiis ilpsnidos de toda a iiioGnnm
teiiciem com a inaioi "" ..-1- -- ,
da fazonda publica. Documentos despidos de toda
legalidado, reclamacfles de dividas nflo &*+**
tulosillegaes.despezas que nunca se Oztrin un
soldados que em lempo algum exisl.ram; crodores
que sedizem oniciaos de exercito, ^fluiaJa'*
elle porlencessem; documentos falsos, falsas Urnas
recohecidas ver.iadeiras por tal.cll.3es, e ludo isto
na importancia de n.uitas dezenas de contos de rs
proeessadas, reconhecdas, e jlgadas lgaos, c cr-
ranles por algumas thesourarias, teifln sido examina-
das, e rejeitadas pela contadoria gcral da gue.ra,
depois d convencer os suppostos credores da ille-
galidadedoseusreclamafOes. O Roverne .ten.ap.e-
ciado no justo valor estes servicos; tem indefeiido
estas exigencias infundadas, e como Ihe cuu.pie,
deu as ordens necessarias para que fosseni processa-
,luse punidos os autores de taes fraudes, e -os que
para ella concorreram por criminosa cumplicidado,
ou indesculpavel ignorancia. ,lhoroa
Me por sso, senhores, que, montando a milharts
de Contos de res a divida passiva do ministerio da
guerra, reclamada desde 1843, tem o governo reco-
nhecido, e mandado pagar por conla .los crditos
concedidos para exercicios (indos, nicamente u
somma de 577:991,811 rs., achando-se anda por li-
quidar na repartif3o flscal.ua guerra SO* 1reo ama-
Ces, contendo documentos relativos a 2,000 o lau-
tos crede-res, e dcpcndoiido muilas outras do cscla-
.ccimenl.is quo se leem exigido, o de novos exames a
que se mandou procede-, afn do que n3o sejain os
..fres nacionaes subrecarregados com maior despea*
em favor da malversacao e ma fo do credores pnanlas-
lCle* sem duvda est o mais imprtenlo servifo
prestado pela contadoria geral, pelo quo so torna
ella digna de bont merecida consideracao.
DESPEZA MILITAR.
O crdito, concedido pqla le de 18 de setembro de
1845 para as despezas do exercico do 1845 1846,
foi de 6,873:119,230 rs. : por conla desta somma, au-
lorisou o governo a despeza nicamente de rs.
6,661:987,421. ficando cm reserva do fundos, no acto
de cncerrainenlo do exercico a quantia de rs.
208:161,809; alm de saldos na corle, o em diversas
provincias, quo se podem calcular eni 162:000,000
rs. : sendo portanto as sobras daquelle crdito or-
eadas 0111 370:000,000 rs., somma quo presumo soja
anda maior, tanto porquo nflo consta que f.casse
por pagar despeza alguma relativa a esse exercico,
como porque, n3o tendo ainda chegado todos os ba-
lancclesde algumas provincias, mo foram incluidos
n'aauella somma os saldos quo deven ter licado
nessas provincias, o que anda nflo s3o conhcci-
Para o exercico corronle fixou a lei a despeza em
5 803:308,491 rs. sobre a baso de 15,000 pracas de
p'ret para circumstancias ordinarias.
Por occasiao da discuss3o, no senado, do orcamen-
to da despeza para este exercico, declare solemne-
mente que nao s havia sceitado as reduccOes por
vos oroposlas, como mesmo havia indicado algumas,
thesouro.
Com a adopf3o desta medida nflo ha augmento de
despeza; porque maior somma do que a pedida figu-
ra na recoita oreada, por isso quo a renda dcstas fa-
bricas cobre sua despeza. ...
Oquo nicamente tenho em vista lio ir chamando
nossas cousas mais regular andamento; introdu-
zca ordem em nossa contablidade, e fornecer-vos
todos os esclarecimentos que poder ministrar-vos
para que com perfeito conheciment sejam hxadas
assommas quo deve o governo despender, porque
he minha opoao que nenliuma dospeza deve ser
feita sem que seja decretada por le.
Examinando as respectivas tabellas, acharis ncl-
las declarado, como determina a le, o motivo das
pequeas alleraces para mais c para menos, com-
parado o actual pedido com o oreado anterior : c por
isso me dispenso de oceupar por mais lempo vossa
Rttoncflo com este objecto, repelindo, porm, quo
taes alterafes nada influem- sobre o total orfado
q.ie he igual somma que foi decretada para os dous
exercicios de 1816 a 1818.
Aqui termino, senhores, o presente relatoro, que
bem deseiava podesse conter varios oulros objectos,
que por falta do indspensaves elementos mo nao
foi possivel apresentar-vos. Espero merecer vossa
indulgencia pelas faltas ooniisscs que nelle en-
contrados, podendo todava assegurar-vos que mo
prestarei, como me gumpre, a dar-vos as deuiais n-
formafes que julgardes necessarias.
Palacio do Rio-de-Janeiro, enV do maio do 1847.
Jo3o Paulo doi Santos Brrelo.
RISPADO DE PERNAMBUGO.
D. Joxo da Purificado Marque* Perdigas, cimego re-
arante de Santo Agotlinko, por graca de V'oi'da
Santa S Apoitolicn, bispo de Pnnambuco, do canee-
lh.de S. M.I.eC, ele, ele, etc.
A todos os nossos diocesanos sade, pazobencSo
em nome do Jesus-C.ln slo. .,,! ,
Em addilamento a nossa exhortatoria paa o.res-
pectiva ao Jubilen que prximamente >>"n'Pf
por ordem de S. Santidadc. declaramos q 110 as igrc
as que so deven, vsiur na freliiL0 ^low
desta capital sao: a matriz, a do hospicio dalenba
mS&S& oprazerque gozamos quando so-
mosfrtil dos do q.ie.m...tos habitantes ncsU ca-
ntal se deliberaran, a lucrar o Jublou, logo que le-
nm sua promulgacao, indico nflo equivoco da p.e-
dade que existe .sverdaderoschrislflos, por cujo
proced ment sobrert.ai.e.ra nos felicitamos, tri-
butando acfOos de grecas e sincero reconhccimen-
to ao Autor de todo o dom perfeito, que admiravel-
mento se digna suavsar os iiicomn.odos insepara-
veis do nosso ministerio.
Esle po designio com que os nossos diocesanos
inanifestam verdadeira crtica ao excrciciodo supre-
mo poder que o santissimo vigario do Jesus-C(iristo
goza na igreja universal, nos persuado do que os re-
verendos confessores como obdientes ao chefo do
christianisroo, so prestarSo com a maior caridad
aos penitentes que a elles recorrerein, demonstran-
do vivo e activo zelo pela santlicaqo dasalmas me-
J!__-n nHniipi> nal I, mnitartino mo f"! cA PUTA 98
em ruase ate algumas em total aoanuono, gra- vos propuM, c...u ""^,"" "r j,arelada era
vain-nos com a perda de immenso material, alm da e eslava convencido de que a somma decrc ada era
ncaiculaveldesnozaem uue importara a necessi- sufliciente para os servif os ordenados. Tenho hojea
incaiouiave uespoza ew 9"^ """" ., ou.de ,..sfacao de referir-vos que nflo me 1 ludirn nn-tuo vivo o co iu pe Biv..iwv> -"-
dadode.por en. estado,de defesa as Pr e'",a'?t Xlto porque at esle momento nSo foi diante a congruente medicina, que nao.to curca,
a um lempo levar ao cabo o concert dos segn ubas ^.^J^ a soinma nd 0 cerUmcnto pretritas enfermidades, como preserve das fu ..ras.
..' 1 1 = no,,.m dsro- spria ella mais aue sufliciente seo exercilo so achas-1 Permita a Providencia que os ministros da religiao
pffiW^.Sft To%7ilX2L- Ugedepromoverema indevofflo, sublrahmdo-ao

-

aaata
ste
BMU


o seu sagrado dever) oocnrram ao bem espiritual lirms, produzem cm red os pantanos que a sciencia
rf'anuellcs quo, smento pela digna rcropcao dos sa- ivalia mais dsmnosos; dos paitos e brejos que mais
luliTeros sacra montos administrados pelos dispensa-, 10 longe, pela ilirccc.ln norte e nordeste, enviam ao
dores dos mysterios do DcoS, podem oblero Din c
que aspiram.
I'alaciu da Solcdade, vm:\ de maio de (847. *
Jow, bispo diocesano.
INTERIOR.
BAHA.
SYSTEMA PENITENCIARIO NESSA PROVINCIA.
Helatoio da commitsSo encarregada pelo Exm. Sr
preiitltnte da provincia dt examinar a$ que/Hit* rela-
tivas caa de priido com trabalho: compnita doi
Sri. doutorei Con'miro de Sena Madureira, -Infla Jos*
llarbota de (lliveira, I.uiz Mara Altes Falco \luniz
Brrelo, Eduardo F. Franca, Jado Baplista doi An-
joi, i dos Srs lenle Francisco Primo de Souza
Aguiar, conde de Hermanson e Joo Ilaplisla Ferrari
Exm. Sr. presidente da provincia.
A commissilo, a quem V. Ex., em seu oflicio de 21
de selembro doanr.o p. p., commetteu o exame o so-
lucilo das aliase multiplicadasqucstOes quenascem
em torno edificarlo da casa penitenciaria, que en-
tre nos se levanta na marinba fronteira ao cugenho
da Conceico, pelos fundos da capella dos .Mares, ao
mesnio passo que, obedecendo a urna flecessidade
lgica, ordenava a suspensio da construccilo; vem
boje trazer V. Ex. o resultado dosseus tmbalhos.
Os varios papis quo o governo possuia acercada
obra, os quaes V. Ex. Ihe prometteu e ella teve vis-
ta ; as informnces e auxilios que ella provocou e
exigi dos administradores ou directores dessa casa;
efs documentos europeos preciosos, modernos e al-
guna recentissimos, quo a commissao vio, ou conde-
ca ja; asduvidas pela primeira vez subincltidas por
V. Ex. aoestudo de nina commissilo, tambempela
primeira vez tirada doseio das tres prosses que
devem inlcrvir na apreeiacilo de construeces pe-
naes; de tal forma amplaram o circulo dcsla ques-
illo rarceraria entre nos, que, postoque os nossns
Inibalhos nilo sejam os primeiros no lempo, parece
comtiido commissilo que V. Ex. provocou urna
questilo nova, oque, cncarando-a da altura social
.i quo ella se ha elevado nos paizes civilizados, enca-
iniubiiu a verdaileirnsesludos penitenciarios.
A esphera, pois, do assumpto precisa va, para ser
toda percorrida, mais espaco do que o que entended
a commissilo Ihe era naturalmente marrado: e V.
Ex. ver adianto que esta eslreileza de lempo obstou
que a commissilo satisfzesse a uin ponto que feliz-
mente de nenhuma urgencia he.
O primeiro esludo da commissilo foi o da hygiene
do lugar.
A commissilo tinha do responder se o local da
casa de priado com trabalho he salubre, ou podo ser
lenificado, eporquemeios?
A commissilo, comprehendendo toda a importancia
ediflicdldade deste ponto, e observando ao mesmo
tempoque com elle se teem preoecupado todas as pes-
soas.ou commisses que teem tratado daquelle edifi-
cio, e querendodar um juizo seguro, julgou conve-
niente remonlar-se at a sua origem.at ao primeiro
dia em que, antes da escolha do sitio, natural era que
cuidadosamente se interrogasso a hygiene.
Afigurou-sc commissilo que este procedimenlo
era o da imparcalidade moral e scienljlica : moral
porque ella sabia que o local o escolhra urna corpo-
raeflo cidadila, a qual de leve nilo aceitara urna es-
colha, nem dara urna preferencia de Incalidade, para
edilicaeilo tilo melindrosa, e em que tilo grandes os-
perancasse fundavam; escienlica, porque tal vez
noestudo hygienico, que se devia supj.r feito preli-
miuarmenteulli pela municipalidade, ei.irassem ele-
mentos mdicos, quo.escapando depois aos que mais
tardo condemnaram a escolha, recuperados agora
guiassem o juizo.
A commissilo subi, pois, 1833, poca em que a
cmara municipal desta cidade, pela faculdade que
lbe outorgava a lei do 1. de oulubrode 1828, come-
cando a tratar de una construccilo carceraria segun-
do as condicesconstitucionaos, acabou por aceitar
a de que se ora oceupa a commissilo.
Folheando os varios documentos com que essa
mesma cmara responden V. Ex. em 16 de dezem-
bro doanno que acabou, se descobre que no scio
dessa cmara urna commissilo lacnicamente lem-
bra, pela primeira vez, em 16 de abril de 1833, esse
sitio de preferencia ao campo do forte do llarbalho
e ao campo da casa velha da plvora, por muit
abundante em agoa, e reunir multas oulras vanta-
gensadeser bastantemente arejado: depois outros
papis se enconlram que vilo justificando esta pre-
ferencia, massempre por conveniencias inleiramen-
teestranbas a hygiene, al 14 de outubro de 1834,
em que, no parecer de um vercador, sur^c a primei-
ra e ultima duvida sobre a sani.lade dessa situacilo
escollada. E como do oflicio da cmara, queacompa-
nhuu esses documentos por ella remetalos a V Ex
se deva deprehender quo silo os nicos que possu'
sobre o assumpto, com magoa so convenceu a com-
missilo de que, quando a Ilustre enmara fez aquella
escolha, o esludo hygienico iudispeiisavel e prelimi-
nar nao foi como imporlava, e se devia esperar; a
escolha aos olhos da commissao, pelo lado da hygie-
ne, bcou sem nenhum llulo que Ihe justificaste o
acert, o lugar sem nenhuma prova de bondade e de
conveniencia, c a commissilo sem a esperada luz.
Consultando os posteriores irabalhosolliciaes' um
por um. a commissilo eeontrou em todos, e nota-
velmcnle no parecer da commissilo escull i da pela
assembla provincial no auno passado, ohjecces
mais ou menos desenvolvidas, mais ou menos posi-
tivas e claras contra o local escolhido.
Ueste esludo histrico de tantas opinies 'conver-
gindo cm condemnar unisonas o asiento que se deu
a casa penitenciaria da Babia, e do qual pela nalure-
za mesma do assumpto, quo consiste esscncialmcn-
le as tradices expe imentaes, cujo complexo cons-
Ulue o cabedal da sciencia, j se poderia deduzr um
voto auloi isado de reprovacuo, a commissno, em
cujose.o este poni foi muito discutido, recolhcu
P Sr q"e' rcunitlos s ocoes que Ihe silo pe-
resS,esDt."am PenS,ment0 ^ ella a este
Comeffeilo, do baixo em que seiaz o edificio-
re".6 IZl*? Um cha P-'"Joso e cuja na u-
't-ja geolgica hecomposla de urna cmada bul.,*.
brd.auu?ira de1arei,acinzo^ ^ei'r,
Ud^eme8iqaUaoUmnla ,em alu,,s l10"108 >K
as montan ,as.,1am,,ar lMIl'enle, dasagoas que
ment esn\q. .\ccrCB,n "> enviam i.ievilavV
menle pela sua posico snbranccira: das aauassali
TntlZ d- K "0r0.Ulr lad' ""uchegainrae de-
positan!, e, misturando.se com a agoa doce das al
ilio as suas funestas emanaco>s; o da sua expusic/l
ios varios ventos, uns de si frios e provocadores das
loencascalarrhaes. como osdosul, outros adqui-
iudo cm seu curso qualidades malfazejas, como ns
lo norte, a espaldar larga ment as varias fe.bres, j
c ilevia prever alhmosphera insalubre de miasmas
j hiimidades que havia de cingir a casa.
A commissilo, cortamente, nilo exaggera nem an-
lepfie estas preyisOes thooricas; mas, avisadnmcnle
expondo-as contraprova da experiencia, se invoca
as tradices da pratica medica do paiz, pois Hilo po-
de consultar os escriptos onde a medicina ainda nilo
escreve; nilo podo resistir convicio, dolorosa por
mais de urna rasfio, de que em todo o lempo aquello
frem invasfies daqncllasclasses de molestias supra-
mencionadas, c s quaes os praticos no teem sabi-
do nutras origens mais quo aquellas que se acabaram
de expdr.
Convencida, pois, da insalubridade, e vendo que
pelo adiantamento em quo j est a construccilo, e a
muita despeza feita, a provincia devo-se resignar
aos gaslos respectivos, 'nilo necessarios se a escolha
do lugar houvesse sido mais feliz) commissilo in-
cumba propor i V. Ex. os meios sanificadores que
Ihe pareceram mais proprios all, o que mais perfei-
tos seantolharam.
Do um parecer parcial, papis o csclarecimcntos
verbaes, apresentados pela porclo da commissao
coinposia de engenheiros, asscnlou-so emque, lan-
cando-sc m<1o dos dous mclhodos de csgolar terre-
nos enxarcados, um Hbaixando o nivel dasagoas, o
oulro elevando o do solo, se (zessom entulhos, e se
abrissem vallas,as quaes, ou por s sos, ou formando
systema com o canal da Giquitaia, conjunctamente
com aquellos scrvisscm ao desojarlo fin.
Deste modo enlendeu a commissilo que morinen-
tc o terrono pantanoso, que em vasta superficie ro-
ileia a prisao, o aquellos outros mais vizinhos sanifi-
cadoslcani;que os demaisj arredados do edificio ro-
celiem tambum beneficio Ueste esgoto : afllaoca-lo
e promette-lo com inteira confiuiica, porm, nilo se
atreve.
Mas n3o sito estes os nicos paitos que estilo cm
relaciio perigosa com aquella construoofo; como se
ja iudicou, a commissilo so receia de tremedaes e
mangues em direecAcs dilTeienics, mais ou menos
conliecidas segundo falla urna carta lopcgrapliica
da cidade queosassignale: acerca dostes uliimos he
ella de parecer que, ao mesmo lempo que se for pro-
seguiudo no edificar, o governo maullando levantar
OiSI carta, quo d a conhecer a exacla sitaacBo |iar-
ticular de cada um delies, os va mandando sauilicar,
mediante lamhein a planlaeao de grandes arvores,
as direcQes nocivas dos ventos, e o cultivo das Ier-
ras, quo sao igualmente proveilosos meios sanifica-
doies em casos desla especie.
Emquanto aos orcamcnlos e plantas respectivas,
pelo calculo que fez Carlos A. Weyll, equo foi pre-
sente a commissilo, dos entulhos a que se deuj co-
meco, a despeza esta oreada cm rs. 15:066/403, na
rasiio de 3 res por palmo cubico, para os 5:022,135
p. c., (sendo 3 palmos o termo medio da altura, quo
em.tanto monis oenlulbo quo o lugar parece re-
clamar.
A planta A moslra aos olhos o como se levara
a eiTeilo o dessecamenlo das Ierras, pelo mudo lem-
brado, soui dependencia daquelle canal projec-
tado.
A final lodo osle systema de sanificar, quo a com-
mis.io indica, he quasi o mesnio que a que a precc-
deu lembrou a assembla provincial, mais desenvol-
vido, porm, c indiviilualisado, e parece a commissao
que Umbein monos vago.
llivendo veiilicado o insalubre do local, combina-
do os meios de sanca-lo, erecolliido apenas espe-
rances de s ver mclhorados, e Hilo removidos de
todo, os inconvenientes auti-hygienicos, com que
responde a primeira questilo de V. Ex., a commis-
silo passou a segunda.
Era ella: Qual a regra quoscrfua seguir ns sd-
miiiislniQiio e disciplina da priado, esuas bases?
Kiilendendo a commissilo (fue a regra, ou syste-
ma, e, at corto ponto, a propria disciplina (que nilo
osla senilo nos meios maisou menos auxiliares do
pensamento systcniatico) de urna casa penitencia-
ria anda inteiramenie subordinada a urna construc-
cilo que Ihe be peculiar ja d'antemilo condeci-
da c adoptada ; pois que rni laes prisoes o todo do
edificio, e cada urna das suas parles integrantes, tem
seu lim esua rasiio particular, de tal lrma ligados
ao principio fundamental do rgimen, que a peni-
tenciaria levantada para um syslema, em goral, nilo
pode depois reger-se por outro dillerenle, (porque
encentra obstculos maloriaes que Iho oppOu o pla-
no edificado) sem mod i nesgos radicaos -e profun-
das; a principio alligurou-se a commissilo que a so-
lucilu mais natural a este quesito eslava ja materi-
almente dada pela mesma edilicagiloein andamento,
cuja caracleristica revela ou prometi um estabclu-
cimenlo penal para receberem si a regra que se ci-
fra na separacilo material de cada um dos presus de
noitc em clulas e reuniusilenciosa de todos om of-
liciuas de dia,~reuniilo silenciosa que os separa mo-
ralmenle : assim respondido o quesito, ulo restarla
commissilo senilo prcencher-lhe a segunda paito
relativa disciplina, o solvida (icava a pergunla do
governo, se, litlealmenle entendida, V. Exc s
queria conhecer o systema, que, por Torca da cons-
IruccSo com que ella veio ja, devia caber aquella
penitenciaria.
Este modo de entender o quesito na"o no conver
lia em urna interpellaco ociosa, porquanto o paz
oflicial ainda nilu sabe, ao menos precisamente a
essencia do syslema a que se cncauinbava a corpo-
racilo municipal, que primeiro a mandou crguer:
nos varios documenlos da nossa cmara, ja citados,
encontram-sesiin os pareceres de II de Janeiro de
1832, do 16 de abril de 1833, e de 14 de outubro de
1834, que fallam em syslcnias de prsio ; mas se em
lodos elles ideias dislinctas nilo vecm confundidas ,
em nenhum vem definido o systema que se elege ;
e ncnliiim documento testifica que a corporaciio u-
bracassn alguin, nem na nossa assembla provin-
cial que ao uascer lomara sobre si a coutinuaeao da
obra municipal, urna discussilo se abri nunca so-
bro esse ussumpto, da qual sahisso resolvida a re-
gra que esperava a finalisacSo da obra para dominar
no edificio carcelario.
Por falla, pois, de una decretaco solomne desto
poder legislativo, ou de urna delerminacilo d'aquel-
le corpoexecutor ; ou porque se nilo soubesse bem
so o aichilccto havia desempenhado fielmente as
condices arcliiliclonicas do rgimen quo a muni-
cipaluiade porvenlura, adoplaTa o governo que
ojeso possue a iururmaces iesullaiu.es do Iruba-
ino da commissao a queui a nossa assembla de pro-
vincia pedir esclarecimeutos sobre o mesmo objec-
to, ainda poderia sentir a necessffiado de reunir
oais votos sobre oslo assumpto.
Mas oqesiloseguinte, como additaraento dosn-
lecoilente, esclareco mleiramente o pensamento do
gorerno.
Ah pergunta elle : He necessario e conveniente
modificara construccilo, ou oseuseguimento, para
executar esso regra ?*
A commissilo no podia maisduvidar deque o go-
verno procurava saber qual o systema penitencia-
rio, que, sendo boje reconhecidamente melhor, de-
via, pelo direito da superioridade, reinar na casa de
penitencia legal que ora construimos, embora, por
diverso d'aquello que presidir ao comegar da edi-
lioiicao, demandasso alleraces na architectura j
feila ou por fazer.
CerU deque V. Exc. se preocupa va, nilo com o
regimon quo urna construccilo comecada reclama-
va como a sua consequencia porm com aquello
que respondendo mais quanto requerda pena cai-
mana a civilisagilo actual, convinliatlo preferencia
plantar cm um paiz que quor adoptar a reforma pe-
nitenciaria^ aos olhos da commissilo a questilo se a-
clarou e o su horizonte se desdobrou mais vasto.
Tratava-se nflojdo problema fcil ocstreito doa-
char o noi'ne proprio da regra penitenciaria que nas-
co do plano, que aquella edilicaeilo se encaminba
realisar, nome maisou monos repetido j entre nos,
bem quo mais ou menos vagamente ; sim tratava-
se de fazer urna apreciadlo imparcial, exacla eseye-
ra dos varios systeinas que das luzesdestas uliimos
lempos nrolaram com esse nomo na Europa, ou nos
Estados-Unidosilarefa da maior imoortaucia social
e que fra de invencivel didiculdade, so a atlencilo
e solicitude de inultos governos eslrangeiros nilo
liouvesse ja boje, colligindo grande copia de provas,
preparado a decisilo universal do pleito suggerido
a preferencia esclarecida de muitos paizes, c por-
tanto apontado claramente a escolha commissilo
da Baha.
Antes, porm, del chegar, a commissao v-se o-
brigadu a alguns esclarecimontos preliminares, in-
dispensaveis principalmente em um paiz que ainda
nilo possue ideias bem claras da materia, tendo-se
alias apressado om fazer urna eleiciio que a commis-
silo nilo pode aprovar.--
V. Exc. no-o prmittir.
(Continuar-se-ha.)
, v*J* *** %r
"BEfEBaiDBc
Publicando a pedido
I.1I1EI.I.0.
Autor Jos Joaquim de Freilai Guimardei.
Ito .-lu mi'') Joida Costa.
Vistos osles aulos : pede o autor quo o reo soja
condemnado a pagar-lbe a quantia de um conloe
sessenla mil ris, importancia da lettra folbas 9, quo
Ihocoube as parlilhasn que so procedeu por mur-
i de seu pai Antonio da Cimba yinros Cuimariles,
a quem foi a uta lettra endossada : o reo defende-
se com a materia de sua contrariedade, folbas 17 ver-
so e 14: o quotudo vislo e o mais que dos autos cons-
ta, provas pioduzidas c rasOes linaes : atlendendo
que intonco do autor est cumplidamente prova-
da com o endosso, ful has 9 verso, cerlidilo dopar-
lilba, fainas 10, inquiricilo, folbas 22, o alteslado,
folbas 28: altendendu que posto em branca o endos-
so, folbas 9 verso, cantm os requesitos e condic-
cOes que segundo o direilo commercial (artigo 356
do cdigo commercial portuguoz;e conforme o es-
tylo do commercio e o desla praca (documento folbas
28), s9o necessarios para que elle valha, e seja tole-
rado : que alein desta nresumpcila legal do valor re-
cebiilo, o transporte da propriedade esta provado
pela inquiriijilo, folbas 22, e pelas exprosses do re-
ferido endosso, brando sem nenhuma responsahi-
lidade a niinba firma, as quaes destrocm a ideia
lie mndalo o bem signillcam o transporte: julgo
competir ao aulor n accHq intentada ; condemno ao
reo na quantia du ris 1:600,000, juros estipulados e
cusas, ttecife, 29 de abril de 1847.Joi huma:
fabuco de Arauju Jnior.
No dia 28 do correte, largar para oRio-Grsn-
de-do-Sul o bergantim Independen!: portanlo, os
Srs. que teem a embarcar esclavos, deverfio ter seus
passaportes promplos.
Segu viagem para Macei, com escala por Una
o Porto-de-Pedras, a bsreaca S.-Anionio & Conoeiqo:
quem uella quizer ir ou carregar, pois he bstanle
veleira e bem construida dirija-so ra da Praia-
do-Kagundes, n. 27, que achara com quem tratar;
ou a bordo ao mestre, Antonio Castao da Silva Hu-
cha. A barcaca j tem parte do seu carregamenlo
prumpla.
Para o Aracaty pretende seguir o Jate Novo-
Olinda. infallivelmente at 4 do prximo mez, OU an-
otes dando o lempo lugar, por ter quasi completa a
sua carga: quem ainda tencinnar carregar alguma
cousa. ou ir de pnssagem, se entender com o mestre j|
do mesmo, no trapiche novo.
COMMEftCIO.
Alfandega.
RENDIMENTO DO DIA 25........... 1:611,867
Deicarregam hoje, 26.
Barca Golden-Fleece merendonas.
Patacho Kent farinha.
llares Firmeza fumo.
A arrematucilo de livros, annunciada -para o dia 25,
foi transferida para hoje, 26 do crrenle.
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA 25.
fieral........
Provincial....."..'..
Diversas provincias .-
2:683,994
1:198,220
122,785
4:004,999
llovnteiito do Iorlo.
No dia 25 nilo enlrou nem sohio embarencilo.
A barca sarda Ilelln-Simeqna, cuja entrada foi no-
ticiada no numero antecedente,~ veio de Marselba
por Cibraltar com 60 dias de viagem.
UccLuraccs.
O arsenal do guerra compra duzentas ecinco-
enla vassouras'de timb : quem dito genero quizer
forneccr mandar sua proposla em carta fechada
direcloria dd mesmo arsenal, at o dia 28 do cor-
corrcivle mez. '
Arsenal de guerra, 22 de maio de 1847.
Jado Hitado da Silva.
0 escrivflo e administrador-da mesa de rendas
internas provinciacs desla cidade faz constar a to-
dos os Srs. proprietarios e a quem mais possa in-
leressar que do dia primeiro do prximo vindou-
romezdejunho se principian! acontar os 30 dias
uteis para o pagamento a bocea do cofre do se-
gundo semestre do anuo de 1846 a 1847 da decima
dos predios urbanos dos 3 bairrOS desta mesma ci-
dade o da povoac/lo dos Alagados e (indos ellos in-
curren! na mulla de 3 por cento na forma da lei, os
Sao convidados os Srs. aeoionisb impalilm
de Beberibe para se"reunirem em assembla geral
no dia 28 do correte, pelas 10 horas da manha ,
noescriplorio da mesma companhia afim -d lo-
marem contasa admmistracflo acta) de clegc-
remnovaadminislraQilo, e do adoptarera as medi-
das que julgarem convenientes aos interessas dt
companhia. Recife, 19 do maio de 184T-Oso.
cretario, B. J. Fernandei Barros.
Pu!))cac&o Iliteraria.
Memorial hislorioai da provincia de Pernambuco, com-
postas pelo lentnti doeilado-maior do exereifo, oii
Bernardo Fernanda Cama.
O 3. e. 4.' tomos deatas Memorias, cujas estam-
pas jchegaram do Rio-de-Janeiro, hilo de serim-
preterivelmente distribuidos pelos Srs. assignantes
o mais tardar at odia 15dejuiho docorrente anno.
O 3. tomo conclue a guerra hollandcza.
0 4. tomo contm a noticia minuciosa dos fac-
los notaveis que tiveram lugar em Pernambuco, de.
pois da expulsilo dos llollandezes; bem como : guer-
ra edestruicilo do quilombo dos.l'almares, que sus-
tentou por mais de trinta anuos um governo inde-
pendente ; revolucilo, na qual os l'ernambucanos.
premlcram um governadore capkilo-gonersleo (i-
zeram embarcar preso para Lisboa ; peste denomi-
nada males ; Uro disparado contra outro gover-
nadore cspino-gencrjl 'fgida deste despota"ana'--
i/o; guerra civil, denominada dos Mscales, pola
cresciloda ville do Recife, em 1710; posses dosgo-
vernadores e capites-generaes com toda a exactido '
as datas, etc., etc., etc.
05. tomo ser distribuido at o lim do corren-
te anno.
Subscreve-sc a dous mil ris cda um tomo na'
praca da Independencia, livraria ns. 6 e 8. Em julho
fecha-sea subseripcilo, ea brasela entilo vendida
aos que nilo forem assignantes por mais cincoenta
por cento.
"WBHiMBiWWsiW*""
Av
isi s mai iliiiiiis
l.i'il.-.o.
O corretor Oliveira contina o leillo da burea
ingleza Stralkiita, canrtloT. Ilcale, na mesma enn-
formidade do ann'uncio antecedente, do veame,
cordoalba, Vergas, correle e outros muitos ulen-
sis da mesma barca : sexta-l'oir, 28 do corrente,
as ni horas da manbaa, no armazem da prensa do
Sr. Manuel Ignacio, l'oi le-do-Matos,
Avisos diversos,
01.l DADOR
n. 178 scha-soa venda no lugar docostume. 0 n.
179 estar hoje prompto a venda pelas 3 horas da
tarde. .
A CARRANCA
n 12, amanhila, aindamis interessante pelos ror
possiveis do S. Rila e memorias de D Igncz d
Castro. Oh !.. .. Praga da Independencia n. 13 ;
Precisa-se alugar um moleque que seja dili-
gente esom vicios, para servir em urna casa ingleza ;
quem o tiver dirija-so a Roa-Visla atrs da ra do
Seve, casa nova que 11 ca defronte do collegio de me-
ninas.
Roga-se aos Srs. Antonio Romano Franco, Jos
Eustaquio Maciel Monteiro, moradores emOlinda, o
aoSr. JofloMaia, morador no Recife, tenham a bon-
dade de apparecer na_ loja da ra da Cadoia do Reci-
fe, n. 55, que se Ihes'descja fallar.
No da 24 do corrente, desappareceu da com-
panhia de sua nuli um cabriada, de 4 anuos de idaile,
picado dobexigas, de nome Benedicto: e sua mili Jo-
rom na. moradora as lojas d sobrado donde foi a
roda, pedo por caridade que Iho rcmetlam este in-
nocente (libo.
Ofl'erecc-se urna ama para toJo oservicode
urna casa : no beceo da Noronba, parede-meia do
Sr. padre Primo.
Alguns fiis moradores np centro do'matice
distantes das matrizes 3,4,5c maislegoas.rogam a S.
Exc. Rm. o Sr.tiapo, que, visto buveiem espolias
prximas e a pprovados,se digne ordenar que as mes-
mas capellas possam elles fazer legulmente a visita,
para que todos gozem o extraordinario beneficio do
Jubileu.
Curam-sc radicalmente s dores de denles, mes-
mo estando cariados, em cinco minutos : ui ra
Nova n. 7, primeiro andar.
Andaem praca para ser aromalado um sillo
com casa de viveuda no lugar do S.-Anna pelo
juizo do civel da primeira ora, escrivflo Reg pe-
nborado por execugilo de l.uiz Comes Fcrreira
contra os herdeirosdo fallecido Francisco Xavier da
Fonseca Coutiulio.
Precisa-sede um Portuguez que cnlenda se
feitorisacilo para um engcnbo (lisiante desla pra-
ca Slegoas e meia tendo pratica de servico de
campo econducta regular; pagando-se-Inc bem :
quem estiver nestas circumstancias, dinja-se a ra
do Vigario armazem deassucar, n 22.
Offerece-se para caixeir de urna padana,
um moco portuguez, de ISanns pHra vender na
sala e trabalbar na teiidtdeira que de ludo tem
urlica e que d fiador a sua condneta : quem de
f .. b. .Uttl iilllloui. .li.iiu.on a .fin
quo no pagarem o serfin de prompto executadus. .,
Recife, 18 de maio de 1847. -Ctorindo Ferreira Ca-1 seu prstimo se quizer utiljsar dinja-se a ruado
Jo. I pires, na Boa-Vista n. 23.


A O PUBLICO.
-F:"mi crescido numer contavam os mdicos
.!'' nra molestias ineuraveis, eonlra as quaes so
. nermil"'10 ao paciente rcsignagflo para sofTrer
c "'nldcque j nlo havia esperances de poder li-
e ao medico philantiopico a dor de ver
Precisa-se de am Tetorhorlelflo e que enten-
dade jardim, para o sitio do Sr. Francisco Antonio
de Oliveira n Ponte-do-Ucha : a tratar no mps-
mo sitio.
Quem precisar do unta ama de leite dirijase a
rua da Cadeia do Recifo. n! 19. /
ra do Roza rio, toja do SimOes. /
Roga-se ao Sr. que, pelas almas de seus do-
TuntosedeTuntinhos, vcnha liquidara cnnla tirada
om 7 de de/embro do 1838 e entregue a 27 de abril
de 1843 como se prava oom a caria que acompa-
nhnu a mesma conta viudo a ler a favor da conta
1:394,530 rs.; mas a vista do recibo de saldo de con-
tas de 16 de dezembro de 1838 das cartas de 21 de
marco e 31 de maio de 1843 e deoutros muitos docu-
mentos C por lettra e signal do mesmoSr.. ..), dis-
solveu-seosaldo imaginario, que a favor da conla
apparecia, vindo a dever a mesma conta 135,660
rs. : e como este Sr. .. presenciou e conferio >, po-
de, querendo, tornar a conferir a vista de quantas
ii m m
mulos ,!, contra as quaos so declarava impotente, po-
den'lo pe"as lamentar a Traqueza da intelligencia
hiiinana. Mas, grecas aos progressos da medicina,
racasao zelo de homens ihcansaveis que, no des-
esperando da perfectibilidade da sciencia, se teem de-
dicado investrgagflo de remedios que possam al-
liviar humanidade de alguns males que a affligem, o
numero das molestias reputadas incuraveis vai de
da em dia diminuindo. Assim, adiar depois de
longos trdbalhos, de profunda meditagflo e reitera-
os experiencias, medicamentos que nos restituam o
uso dosdous mais importantantes sentidos, de que
he dotado o homem, quando estes j seachavam no
supposlo-estBdo de incurabilidade e inteiramenle
perdidos^ he por certo um dos malores servicos, que
so podia prestar humanidade; eis o que eslava re-
servado.* um homem philantropo da cidade de Bra-
ga, e Portugal, cuja sciencia, cujo amor de seus
semelhates se tem feitogeralmenleconhecer. Os
remedios que ora offerecemos ao publico, nSo en-
tram na classe d'aquelles que o vido e otisado char- .
Utanismo inculca com raucos e descompassados U hquida^o nao fletera cala e mi
arados, e que o crdulo vulgo por ignorancia rece- 211 ^.ilT',
be na boa fe e sem discernimenlo, achando-se depots
Iludido; tem porm de oceupar mui distincto lugar
enlre os medicamentos que maiores beneficios pres-
ura ao.homem: oonstam elles da dissolugflo aquosa
de extractos de plantas medicinaes, de virtudes mui
reconhecidas e verificadas. 0 longo uso, as conti-
nuadas e severas experiencias; a que por toda a par-
le teem ellos sido submetlidos, sem que urna s vez
liajam falhado em seus bons effeilos, e desmentido
as esperanzas que sobre ellos havia fundado o seu
inventor, Ihe teem grangeado constantes e repetidos
elogios dos mais sabios e respeitaveis mdicos, as-
sim da Europa,- como da America, que unsonos
abonam e proclaman sua acgflo sempre certa e be-
nigna. I!m dcstes licores, he destinado a rombater
as molestias de olhos, e tem por principal virtude
restituir aos orgflos da visito suas runcefles; reani-
mar e fazer reapparecer ora sua natural pcrTeigflo
vista, quando esta esliyer Traca ou quasi extincta,
com tanto, porm, que nfo haja cegueira absoluta
com desorganisagao das partes; n.lo menos til e
enrgico he para desfazer as cataratas, destruir as
iie.voas e de prompto debelar qualquer inflammacflo
ou vrmelhidao dos olhos. NSo causa dor, nem es-
limulo na parte
ulro liquido resttue a faculdade de ouvir os sons
ao ouvido tocado de surdez, anda que inveterada,
urna vez que o mal nlo seja de nascenga, sem causar
em lempo alguin o menor incommodo aodoente, e
sem priva-lo de cuidar oin seus negocios.
ora se
i, por se
INSTRUCCOES PAPA USO DOS REMEDIOS.
O dos olhos emprega-se do modo seguale :
Odoentepola manhfla, emjejum, urna hora pou-
co mais u menos depois quo erguer-se do leilo, to-
mar sobres palma da mflo pequea porgflodaquel-
laagoa; e com ella molhar bem os olhos, fazendo
que algumas goltas caam sobre o globo ocular :
se.moslimpar, os conservar molhados at que na-
turalmente enxuguem : ao deitar-soa noite pratica-
ra o mesmo: durante o lempo que usar do remedio
evitar o calor, acgflo de fu maga e o vento; far abs-
tinencia de comidas salgadas, azedas e adubadas
com especiaras,
O nmedio dos muidos ser applicndo do modo que segu :
Odoente pela manhfa, urna llora pouco maisou
menos depois de erguer^se, anda em jejum, fara
derramar dentro dos ouvidos quatro ou cinco goltas
do liquido, tapando-os depois com algodflo em ra-
ma; a noite ao deitar-se repetir a mesma opcragflo.
Durante o uso do remedio evitar expor, os ouvidos
principalmente, a acgflo do calor e do vento, afim de
evitar grande transpiraeflo. havendo cuidado em nlo
moldar os ps em agoa fria; filialmente deve abs-
ter-se de comidas salgadas, azedas e adobadas.
Estes remedios estilo a venda na botica de Bartho-
lomeo Francisco do Souza, na ra larga do Rozario
n. 36, nico deposito em Pernambuco, pelo prego
de 2,000 rs. cada vidro- *
--Precisa-sede um preto cozinheiro para urna
casa estrangelra : na praca da Independencia, li-
vraria ns. 6 e 8.
A tintureira qiie morava na ra Velha da Boa-
Visia, mudou sua residencia para a ra' do Padrc-
Plorianuo, n. 32.
No da 20 para 21 do corrente furtaram, do
sitio da Pledadc, om Cruz-de-Almas um taixo de
cobro de 14 a 16 libras ; 6 cantigas de meia ; 6 len-
gesnovos. debrim fino ; 10 camisas de mulher;
4 vestidos de dita ; 4 toalhas do nulos'; 2 ditas de
mesa, acolchoadas o novas, urna de 21 palmos'e
a oulra de 17 ditos; 4 fronhas ; 3 saias brancas;
uina casaca de linho; urna ceroula ; urna porgflo de
roupa de negros e negras; assim como lenges de
algodoziiihodosmesmos : a maio? parte da roupa
he marcada com as leltraa de tinta preta F. M. C. F.,
alguma tambem com a marca C., e oulra sem mar-
ca. Quem' de* alguma pega destas souber partcipe
nesta typographia ou na ra do Collego n 15,
piimeiro andar, que ser generosamente graliO-
cado. '
I'ma pessoa bastante capaz, e habilitada em es-
rriptiiracfloecontabilidade, se prouo a cscrever
em alguma casa do negocio : quem de seu presumo
se quizer ulilisar, dirija-se a ra do Vigano, arnia-
zem n. 5, que se Ihe dir quem he.
UucmXpnunciou querer comprar o stimo vo-
lumede Mil e urna noite, dirja-se a ra do Cabu-
g, loja deourives, n. 9.
Quem precisar de um homem para criado ou
mesmo para cozinha dirija-se a ra da Seuzalla ,
n. 14.
= Precisa-so de una preta para vender na ra to-
da a qualidado de gneros, e que seu senhor se
obrigue por qualquer extravio : no pateo do Para izo,
n. 20.
* OSr. R.. .. queira entregar, na ra Nova, n. 32,
o chapeo do sol, de panno verde, que tomou em-
prestado na Boa-Vjsla por occasuo do fogo, o
dia20dppasado:posj he lempo de sobra para
esperar.
-- Alugam-s as seguinles casas um sobrado de
andares, com lojasj, na rua estrella do'Rozario,
n.20, altos o baixos, por 30,000 rs. mepsaes; urna
casa tercia com quintal, cacimba e maiscommodos
par grande familia, na-Treinpe ra da Soledade ,
n.29, por 12,000 rs. niensaes ; outra dita pequea
na ra do Sebo, n. 52 : a tratar no escriptorio de F.
A. de liveira na ra da Aurora, n. 24.
pesSoas quizer, e deixe-se de palliatvos, dos
quaes tem lancado mflo. Eseestcertoque parase
ajustar esta -conta judicial he preciso certidfio de
citaefio feia na propria pessoa, e que esta pessoa esl
fora do imperio apezar que este Sr. .. nao igno-
ra que a vista dolle o desla pessoa que se acha To-
ra do imperio foi conferida esta conla a vista dos
documentos apuntados, e tambem niio.ignora o que
esta pessoa disse; pode licar este Sr... certo que
nuiilo menos ga-
e por
omille o nome deste Sr. tirador de contas
nlo ter a natureza que esto Sr.... tem visto ter
tido a deliberacSo de langar annuncos no Diario pe-
dindoaquem nada Ihedevia quelite fosse pagar;
ludo isto acontece por este Sr.....nfio ler tomado
conselho do seu mano quando eslava lendo no livro
us parcelas o delle tirando a conta.
o caso de continuar a mesma palliacSo, fiquo
certo oSr.. que vai ludo a luz do dia. O pro-
curador doi/ut foi para o MaranhaS.
No dia 25 de maio do corrente anno fugio um
pardo claro, do nome Miguel Jo8o: reprosenta ter 40
anuos de dado, estatura haixa, cara socca e compri-
da, cabellos almelados, olhos sempre espantados e
amortecidos, corposocco, barbado, ps apalhetadps
e seceos, bastante paxolla; levou vestido camisa e
ccroulas de madapoluo : roga-so as autoridades po-
I liciacs de qualquer parte o facam prender, que serilo
todas as despezas satisfetas; assim como gralili-
ca-sc generosajhedle a qualquer pessoa oucampa-
uha que olroucer na ra das Cruzes, n. 30.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra
do Trapiche, outr'ora Alfandega-Velha. n. 31, com
varanda grande de Trro na Trente, e entrada pela
ra do Torres, proprio para escriptorio: no armazem
do mesmo.
Precisa-se de urna lavadeira no sobrado paro
de-mcia da casa amarella do Sr. Magalhiles Bastos:
no largo do Cullegio, no segundo andar.
Aluga-se urna pequea casa por quatro mil
res mensacs, sita enlre a ra da Aurora o do Hospi-
cio, junto mar: quem pretender dirija-se a ra
tas Cruzes, n.. 30.
O Sr. Barrozo quo csteve em Rio-Formoso,
sirva-so de npparecer na ra do Amorim, n. 33, pa-
ra receber una encommeuda.
Aluga-se um sitio na estrada de Jolo de Barros:
a tratar na ra da Cadeia do lleciTe, n. 21.
(ucn tver para alugar una casa lerrca ou
sobrado de um andar, com duas salas basiaiitemen-
le grandes, o maiscommodos para familia sita na
freguezia de S.-Jos, as ras Augusta, Martyros,
Agoas-Verdes, llortas e Direita dirija-se a ruada
Praia-de-S.-Rita sobrado n. 43.
Precisa-so de um caixoiro para venda : dcTronte
da ribeira da Boa-Vista, n. 60.
A pessoa que aniiunciou querer comprar o sti-
mo-volunte de Mil o urna noites dirija-se ao neceo
do Rozario sobrado de um andar n. 8.
m Aluga-se urna boa casa terrea na ra do Mon-
dego D> 46, com 4 quartos 2 salas gabinete co-
zinha e um copiar Tora, bom qqintal o cacimba,
pelo diiiiinulu prego de 10,000 rs. niensaes; para
ver pede-sea chave parede-ineia, do lado do poenle,
o para tratar na ruada Cruz, armazem do assucar,
n. 54.
Lima, alfa a te,
na ra larga do Rozario, n 40, precisa de ofliciaes
de seu odlcio, e recebe aprciidizes para eusinar.
Tambem vende pannos, bous brins trangados,
hamburgos riscados, hollandas, madapolOes al-
goditoziubo Irangado lnhas de todas asqualidades,
obras Teilas, bolOos de.ludas as qualidades, panno
azul muito superior e velludo.
--Na ra Nova n.7, primeiroandar, trata-se ra-
dicalmente das molestias venreas, tanto untigas
como modornas, por meio de um remedio nao mer-
curial. .
Precisa-se alugar um preto, sem vicios para o
servigo de casa e ra na ra do Trapiche, n. 8 ou
annuncie.
Pateo de S.-Pedro, n. 10, es-
quina da ra do Fogo.
Nestacasa.aberta hoje .compram-se e vendem-
so escravos por commissilo assim como tambem
trata-se de qualquer negocio de compra ou vendas ;
tudo isto por urna mdica commissilo, que so con-
vencional na occasiilo promettendo-se toda a
presteza no desempenho de qualquer negocio.
Aula de navega cao.
Agostinho Fernandes Catanho de Vasconcellos
contina a ensinar navegagilo pralica e lliorica,
isto he, breves nocOes do arithmetica, de geome-
Iria e de geographia; obsrvagOes astronmicas,
applicagOes de lodos os problemas de astronoma
nutica a Alas observagfles; soluges das diversas
qucslOes tendentes a resnlugilo da derrota e ao le-
vautaniento de plantas, qur pelo calculo trignonie-
trico, qur-pelas operagOes graphicas, etc., o de-
monstragOea analy ticas s regras estabelecidas para
a resolugno desaps diversos problemas de trjgnoine-
tria plana n osphericn; e explicagto do apparelhoe
manobra dos navios, etc., etc. : na tua da Praia, n.
55, primeiro andar.
Furlaram, na noite do dia 23 do corrente,-da
casa sita na ra do Manguind, n. 27, as seguinles
pegas de roqpa : 7 longes, 9 camisas de homem e 9
de senbora, 1 par de caigas de homem, 2 ditos do se-
nhora, 3 pares de ceroulaa, 1 saia, 5 vestidos, 4 toa-
lhas de rosto, 2 de mesa, as quaes teem a marca L.
F., ou F. smenle. A quem forcm ofTcrecdas todas
ou algumas das referidas pegas, ruga-seo obsequio
de appreheiule-las o participar na casa cima, pelo
que se flear agradecido.
LOTERA DO TIIEATRO PUBLICO.
Em consequencia de so nflo ter completado a ven-
da dos bildetns desla lotera, e existircm. alguns a-
nda em ser, o respectivo thesuureirbdoixou de fazer
r> elTeciivo o andamento das rodas no dia 12 do cor-
rente, e o IransToriopara o dia 29, no qual espera rea-
lisar inTallivelmento o dito andamento; e pede -
quellas pessoas quo teem marcado e apartado bilbe-
tes, flue os vfo receber at o dia 26.
A livraria da esquina do Collegio precisa de
iim menino de bons coslumcs, e com aptidilo para
o commercio do livris : da-se prcTerencia ao que^
souber um pouco de francez.
Na noite de 22, para 23 do presente mez o an-
no, roubarain ao ahaixo assignado, de dentro de u-
uia papeleira, seis conlos e quatrocentos mil rs
em cdulas, e sossenla pegas de seis mil o quatrocen-
tos, dexando aborta a gaveta o um bauzinbo de vi-
dro em que se achava a dita quantia : presnme-se
ser pessoa que se introduzio de noilo no corredor da
casa, o que ficou dentro quando so fecharam as por-
tas, e de madrugada sabio ao abrir das portas, com
o mencionado roubo. Se qualquer possoa duscobrirj
3uem fui o autor,ou autores de semelhante attenla-
o,ou descobriraondo existe o roubo, du parte del-
le, ser recompensado com a terga parto do qual-
quer quantia quo Tor descoberta.
Jos Joaquim de Mesquila.
Oahaixo assignado scientilica aos seus umigos,
e particularmente aos pas de seus alumnos, que elle
tem mudado a sua residencia e aula para a ra do
Morro-da-Boa-Vista, prximo a ponte, sobrado n.
5, onde contina a receber alumnos internos o ex-
entemos para primeiras lettras, latim oTrancoz. O
mesmo abaixo assignado se prevalece deste cusejo
para testemunhar os mais sinceros agradecimentos
aquellas pessoas que nolle depositando'urna hon-
rosa confianga, o teem encarrogado da educaran do
seus filhos, na qual protesta ompregar todo o zelo
e esmero, em ordem'a satsTazer completamente cssa
mesma confianga.
Jos Xaoier Faustino Ramos.
Na madrugada do domingo do Espirito-Santo,
ausontou-se da cocheira do patoo da matriz de San-
to-Antonio o bolieiro Antonio que j foi criado
doSr. Nery Ferreira, roubando urna porclo de di-
nltciro e varias pegas do roupa dos seus compaithei-
ros; e consta estar oceulto fiesta cidade om casa de
nutras socios do roubo. Roga-so a qualquer pessoa,
e a todas as autoridades policiaes o mandem captu-
rar, pois se est halando de o processar afim de
corrigr um tilo prejudicial inimigo do publico: o
dilo he de estatura ordinaria, pouca bar, secco do
corpo, e esta com o drago esquordo encanado de
novo.
Na ra do Qucimado, n. 27, primeiro andar,
entrada vollando para o largo do Collegio, adiar-
se-ha, de domingo 23 do corrente em diante, aberloo
novoeslabelecimento le comodonas, intitulado
llolel-Commercio, onde se.darfio diarimenlo al-
mogos, ja uta res eseias, pelos mesnios pregos estabe-
lecidos em outras hospedaras; o tambem se lardo
almogosejantarespara fra, tanto pequeos como
extraordinarios quesejam, tudo com o maior asseio
e pronlido |>ossivel. Ksta nova casa tem as commo-
didades precisas para receber as familias que quize-
rem comparecer, indcpendcnle da sala dos homens;
promeltendo-se conservar sompre a boa ordem. Es-
pera o dono deslo eslabelermeitto a frequencia de
seus mui dignus freguezes, aos quaes protestara
sempre seu eterno reconhecimenlo.
A. B. Os sorveles principiarlo das 6 horas em
vaulo.
Troca-se um relogio de ouro, pa-
tente suisso, por outru tambem de ouro,
sabonele, patente inglcz, que regule tem,
vollando-se o que se convencionar: na
ra da Cadeia Jo Hecife, lado d reilo ,
sobrado n 9, primeiro andar.
Fabrica de machinas e fund*
cao de ferro na rua do
Brum, no liccifc.
Me Callum & Companhia, engenheiros machinis-
tnse fundidores e ferro, mui respcitosamenle an-
nunciam aosSrs. proprietarios de engenhos fazen-
deiros, negociantes, fabricantes e ao respeitavel
publico, que o seu estabclecimcnto de ferro, mo-
vido por machina de vapor.se acha em eleetivo
exercicio, o completamente montado com appare-
lltos de primeira qualiilade para a perfeita confec-
cao das maiores pegas ile machinismo.
Habilitados para emprchender quaesquer obras da
sua arte Me Callum & Companhia desejam mais
particularmente chamar a attengflo publica para as
seguinles porserem ellas da maior extraego nesla
provincia, as quaes construidas na sua Tabrica po-
demeompotircom as Tabricadascm paiz estrangei-
ro tanto em prego como na qualidado das materias
primas e mflo d'obra, a saber :
Machinas de vapor.
Moendas de caimas para engenhos movidas a va-
por, por agoa, ou animaos.
Rodas d'agoa e serraras.
Manejos independentcs para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguilhes, bronzese chumaceiras.
Cavilhes c para Tusos d? lodos os tamaitos.
taixas, crivos e boceas de Tomaina."
Moinhos de mandioca movidos a mflo ou por ani-
maos c prensas para a dita.
FogOes e Tornos para cozinha.
Canos de Trro, torneras de Trro o bronze.
Bombas para cacimbas e do repuxo.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hyuraulicas o de paraTusb.
Ferragens para navios, carros, obras publicas, ole.
Columnas, verandas e grades.
Prensas de copiar cartas ede sellar.
Camas do Trro, etc.
Alem da perTeigflo das suas obras, Me Callum &
Companhia gnrautem a mais exacta conTormidade
com os moldes edesenhos romellidos pelos Srs. que
se dignarem de Tazer-lhes encommendas; aprovei-
tandoa occasiilo para agradecer aos seus benvolos
amigos eTreguezes a prcTerencia com que teem si-
do por elles honrados, e assegurar-lhes que nflo
pouparflo esTorgos nem diligencias para continua-
ren! a merecer a sua confianga.
Compra-se cobre, bronze o ferro coado, ou fun-
dido : na ru.i do Brum ns. 6 e 8.
Compram-so escravos de ambos os sexos, que
s'epagarflo dem, lendo boas liguras: na rua Nova,
loja do ferragens n 16, se dir quem compra.
Compra-sc un diccionario portuguez : na rua
Nova, n. 35.
" !
Vendas.
Compras.
Casa da F
na rua eslreila do llozario, n. 0.
Nesteestabelecimentoacham-so venda as boas
cautelas da bem acreditada lotera do Iheatro publico
desla cidade, para cujas rodas est annunciado o an-
damento para o dia 29 deste crranle mez ; e por isso
convida a todos os freguezes amantes deste jogo que
nflo poderem comprar buhles, a compraren! as cau-
telas, aflm de que com ellas se habiliten!, o partici-
pen! das sorlos desta lotera. Prego das cautolas: do-
cimos a 1,000 rs. e vigosimos a 500 rs.
amado Amorim, n. 33, 2 andar, ha (para
vender urna negra propria para servigo do campo,
por ter sido essa a sua occunagflo.
--Vondem-se 3 esclavas com boashabilidades,uma
he perfeita costurera ebordadeira, engomma e co-
zinha ; um dita boa quitandeia ; um oscravo bom
para o Irabalho do campo; um dito dora, cozinhei-
ro o bom pagom: na rua do Collegio, loja de fazen-
das, n. 19. .
Vende-se unta negrindacrioula, do muilo bo-
nita figura, do idade pouco maisou menos de II a 12
annos.e um moloquo de 13 a 14 anuos, crioulo, boni-
ta figura : na rua ila Cadeia do ReciTo, loja n. 55.
Vondem-se tres prctos de boa figura, do 24 a
30 anuos; um molequo de 15 annos de nagflo; um
mulato de 18 annos, bom carrreiro e proprio para
pagem; urna negrinha do nagflo, de 18 anuos, cora
habilidades, e cinco pretasdo 1\ a 31 annn, com al-
gumishabilidados, e sendo algumas de nagflo: na
ruadoCollogio, 11. 3, segundo andar se dir quem
vendo.
Atcrro-tla-Boa Vista, n. M.
Vendem-so borzeguins e sapalos americanos do
daus palas, a 2,800 rs ; botina o malos ditos, Tranco
zos, a 3,000 rs., o de Lisboa, a 2,000 rs.; sapalos
atamancados, a 503ra.
Vendoui-so OtiS escravos do sorvigo do cam-
po, muito bons o baratos: na rua irota, sobra-
do n. 29.
O bom e baralo. 21,?000 rs.
Vende-so folha de Flandres, da miis superior
que lem vin lo a este morcado Unto era lustro co-
mo em qualidado pelo diminuto prego de 21,030
rscadacaixa.ea 100 rs. a retalho: na rua Nova,
loja de ferragens 11. 25 do Tcixoira & Andrade.
Vende-se Balite e eiixofre de milito
boi qualidade e por menos que em outra
qualquer parte : uo escriptorio de Clau-
dio Uubeux., na rua das Larangeiraa, n.
18.
Vende-se urna propriedade de tr-
ras, denominada Cotia, no lugar do ria-
cbo Cavaluba, na comarca do Limoeiro.
Os prelendentes dirijam-se rua do
Queimado, n. 17, primeiro andar.
Vende-se ou troca-se por urna casa terrea com
quintal, oupor algiim pequono sitio com arvone9
de fructo, perto do Recifo. um sobrado novo todo
forrado, com um grande sotflo, paredes dobradas,
chfios proprios, o qual rende por mez 34,000 rs.: na
ruaestreita do Rozario, 11. 10, terceiro andar.
O barateiro da Boa-Vistaj
est vondendo fna sua loja do Aterro, n. 10, a pri-
meira indo da pontol fazen.las tflo boas e baratas
qnccausam admiragflo por sua ptima qualidade e
baratos pregos, e mesmo por se nflo acharem em
outra parte. Ahi acharflo os freguezes amigos do
borne barato as seguinles pechinchas: chilas escu-
ras, proprias para vestidos do trazer por casa, a 120
rs. o covado; um completo sorlmonto de outras
mais finas, de varias crese padres, a 140, 160, 180
o 200 rs.; algodOes americanos do lislras para roupa
do escravos, por screm muito encorpados o bom t-
enlos, a 200 rs. o covado; gambrcOcs para caigas,
fazenda propria da presente oslagflo por ser do pa-
dres escuras imitando casimira, a l.OOOrs. cada
corte do tros covados e mcio ; cassa lisa com vara do
largura, a 220 rs. a vara; dita de quadros o listras,
a 340 rs.; madapolOes limpos sem avaria, fazenda
soflrivcl, a oto patacas e meia a pega ricos cortes do
cassa celeste para vestidos de scnhoras.a 3,200 rs.; e
pegas de bretanha do rolo com 10 varas, a 1,440 rs.
Vende-so a engenhoca Riacho-das-Bestas, sita
na Tregueziado Nossa-Scnhora-do-O, doAllinho, da
comarca do Bonito, em Panellas-de-Miranda, por
prego commodo, e vende-se a prazo : trata-se na rua
Direita, sobrado n. 29.
-- A livraria da esquina do Collegio tem venda :
Diccionarios de medicina popular,
pelo Dr. Cherneviz, 2 voluntes; assim tambem
os Formularios,
ou guias medicas polo mesmo autor.
Na rua da Senzalla-Iova, n. 3o,
(padaria) vendem-ee juncos de superior
qualidade, em porcao e a retalho, e por
menos do que em outra qualquer parte.
Vidros de espellio
de dlverjos tamanhos, vcndem-epor prejo muilo com-
modo : na rua da Cruz n. 10 armazem de Kalkinaim
Si uosemnund.
Vidros para vidracas

vendem-se por pre(o
10, ariuazein de.Kal-
em caita de cem p cbicos,
commodo : na rua da Cruz n.
kmann k Roseiimund.
RAPE' PR1NCEZA NOVO LISBOA.
Acabado chegar pelo ultimo vapor urna nova re-
messa deste cxcellente rap, muito Tresco e com de-
-"- Compra-sc o segundo tomo do' Physionomista lcoso aroma, e contina a vender-se no deposito da
porttil: no beceo do Rozario, sobrado de um an-1 rua da Senzalla-Velha, n. 110, e em todos os lugares
dar n. 8. Ido costume, at hoje annunciados.


Vendem-se osera vos buratos, na ra das
Larsngciras, n. 1*, segundo mular : um
mol.roto de elegante figura sem vicios
nem achiques, com oflicio de sapatei-
ro edepintor.de 17 annos; um dito de
nacffo. com oflicio do sapateiro, lo 20 nnnos un.
dito com odicio lie alfaiate ; um dito ptimo para o
servigodc campo, um mulatiudo do boa Conducta ,
ptimo para pagem ; urna negrota de 16 anuos ; una
dila de nagflo, de 20 annos; urna negra, por
350,000 rs., que n1o he vclha e sem vicios ncm
achaques; urna dita ptima cozinheira, e quo esta
pojad; e mais alguns escravos que encommenda-
Vende-se um sobrado de 2 andares o sotao ,
muito em conla silo em urna das boas ras do
bairro de S.-Aittoiiio : na ra das Larangeiras, n.
14, segundo andar.
Vendom-sc rnlogios dous de ouro e dous de
prala por prego muito commodo : na ra direita,
n.29.
LOTERA DO RIO-DE-JA.NEIRO.
Itillu los o mciosditos da oitava nterin a beneficio
da froguc/ia do SS. Sacramento da corle; vcndeui-
se na loja le cambio do Manocl Cenes, nn ra da
Cadeia, n. 38.
Vendcm-sc chitas limpas bons pannos o cO-
res lixas. sele vintcns o covado, e a pega a 5,300
rs.; sarja prcta limpn, superior seda a 1,280 rs. o
rovado ; um Guarda-livros moderno, por prego pre-
go commodo : na ra estrella, do Itozario n. 10 ,
tereciro andar.
Vonde-se um sitio ele torras proprias com ar-
voros de fiucto cacimba com excellonte agoa de
beber casa do laipa no lugar d'Agoa-Fria do Bc-
beribe cni Fra-de-Portas no paleo do Pilar lado
do nascente, ti. 8, ou no cartorio dos orphflos.
Novos gambreoes.
Na loja de Guimarfles Serafim & C, confronte ao
arco do Santo Anlonio, n. 5, vondem-so novos gam-
breOos a 1,400 rs. o corte de tres covados e mcioj'os-
ta fazenda lorna-se recommcn.lavel para n eslagflo
presento, por ser fazenda encorpada e escura; e lingo
a casimira franceza por ter padrOes imitantes;) chi-
tas a 120 e 140 rs. o covado, e alem disto um com-
pleto sor ment de toda aqualidadedo fazendas.
NA KA DQUEIWADO, N. ii,
Vendcm-sc lindas mantas de seda,
muito linas- as in.-iis modernas que ha ,
proprias para senliora e meninas, a 3,7.00
rs. ; cortes decassa de cores (xas, ede
lindos padroes, a .'1,00o rs. ; sarja lies-
pan hola ; dila franceza ; los prclos ; lu-
do por menos de sen valor, por Icr aca-
bado a Quaresma : na loja nova de '
G. l.cite.
Vendein se VELAS de cera do
llio-dc-Janciro e de l.ishoa grande e
completo soi tmenlo : na ra da Senial-
la-Velha armazcm 11. tto, de Alves
Vianna
= Vcudem-sc 1..0011 Jas de ferio para engenbos de as
tucar, para vapor, agoa c brstas, de diversos lamanho
por prPf o commodo ; e igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os tamanhos: na prafa do Corpd-Sam
to, n. 11, em casa do Me Galmont & Coinpanhia, ou na
ra de Apollo, armazeui, n. 6.
PANNOS -NETOS El NOS
novos na loja ; velludo preto ; chama-
Lote de seda, para colletes e gollas ; se-
liin macau ; o verdadeiro brim trancado
de listras de cores : na ra do Queimado,
loja nova, n. 11, de Naymundo Carlos
Erite.
a i Vendem-se superiores chapeos de
>Si,, castor, prctosebrancos, por preco
muito barato : na ra do Crespo, loja 11.
13, de Jos joaquim da Silva Maya.
Na ra do Crespo, n. 12, loja de
Jos Joaquim da Silva Maya ,
vendem-se ricos cortes de cambraia para vestidos do
senhora ; ditos de bauzulinas, para vestidos : fazen-
da esta muito propria para a eslag&n de invern, por
ser decoros escuras; um rico sortimento de maulas
dcsoila o do seda e Ifla para senhora; inanlinhas para
iiio'niiii.s a duas patacas cada urna ; (halos de soda
de bonitos gostos e diucrcutes tamanhos; meias de
seda brancas e prclas, para senhora o homcm as
mais superiores que leem vindo a esta praga; pan-
no fino preto ede cores ; alpaca a 800 rs. o cova-
do, e muito fina a 1,600 rs. ; cambraias para cor-
tinados de camas e janollas, assim como franjas pa-
ra os meamos ; cortes do caigas de casimira france-
za elstica e muilo superior, a 5,000 rs. cada corte ;
cortes de colletes de velludo, gorgurflo, stimo de
fustflo por prego muito barato; panno de linho a
400 rs. a vara ; cobertores para escravos e oulras
muilas fazendas que todas se vndenlo por pregos
milito baratos.
Vende-se um mulatinho claro proprio para
pagem de 13 a 44-annos, por prego commodo : na
ra Nova n. 33.
Vonde-se urna escrava na.ra da Assumpgao ,
n. 36, segundo andar.
Vinho de Champanha.
Vende-se vinho de Champanha em cestos de urna
duzia de garrafas de muilo superior qualidade : na
ra da Cruz n. 55.
A'12,?000rs.
fa loja n. 5, confronte ao arco de Santo Antonio,
vendem-se ricos cortes de clraly de Ida e seda, pa-
droos modernos, pelo barato prego de 12,000 rs. ca-
da corlo; riscados francozes finos o modernos, a 240
rs. o covado; zuarte azul encorpado, da fabrica por
tuguczn, a 200 rs. o covado: esta fazenda he propria
para escravos. '
Vende-se a verdadeira e superior
pptaasa da Kussia, branca, e embarris pe-
queos
mazem n.
na ra da Cadeia do Recife, ar-
de fialtar & Oliveira.
13,
A' 7,^000 rs. cada urna mana.
Na loja de Guimarfles Serafim & C, confrntelo
arco ileSantoAntoiiio, n 5,vcinlem-se mantas de seda
modernas para senhora, pelo burato prego do 7,000
rs. cada urna; riscados francozes finos, padrOcs mo-
dernos, a 240 rs. o envadu.
Vende-sc cal vlrgeiii ero melas barricas chegada
ltimamente caixas vasias para assucar ; urna porjao
Je |.csos de ferro, de duas arrobas; erras grandes para
errar, madeira ; ludo por preco commodo : na ra da
jluodii, aii.ia/.iiii n. 17.
A' 2#000 rs. o corte.
Na loja de Guimarfles Serafim & C., confronto ao-
arco de Santo Antonio,n. 5, vendom-so corles do cas-
sa do padrOes agradaveis o cores fixas, pelo diminuto
prego do 2,000 rs. o corte ; longos francozes grandes
o i.ios fingindn soda,'a 480 rs. cada um; longos do
cambraia com bico, a 610 rs. cada um; ditos do dita
muito finos com renda o bico, a 900 rs. cada um.
A' 800 rs. o corte.
Na loja do Cuimarfles'Scrafim & C, confronte ap
arco do Sanio Antonio, vendem-se lindos corles de
fustilo, cores fixas, pelo barato prego de 800 rs. o
corlo; eassa-chitns com flores, linas c largas, suecas
o inglezas, a 240 rs. o covado.
A' ,#500 o curte.
Na loja do Guimarfles Serafim & C, confronte o
arco de Santo-Antonio, n. 5, vendem-sn ricos cor-
tos de cassa dos padrOes mais modernos que leem
vindo a oslo morcado, e lindos desenhos polo bara-
to prego de 4,500 rs. cada corte; chapos do sol, de
panninho fiancez a imitagflo de seda, com lindos
cabos, a 3,200 rs. cada um.
Pechincha igual anda no honre; t ti ha na loja nova
n. 17 do Passeio-rublico.
Chitas de coros fixas a 3,800 rs. a pega, o ao co-
vado a 100 rs.; ditas muilo linas, cores escuras e
bonitos padroes, a 5,000 rs. a pega, e a 140 rs. O
covado ; ditas a 5,800 rs. a pega o a ICO rs. O co-
vado ; madapoles com 4 palmos do largura e finos,
a 3,200 rs. a pega ; dilos com a mosma largura e
muilo linos, da fiordo algodiio, a 4,500 rs.; pegas
do algodoziuho com 20 varas, a 2,200 rs. : ludo sem
defeiloalgum.
^rS^i
DE 6 PORTAS HJ2
Nesta loja vende-se panno fino,
a as'5Co rs. o covado ; cortes de
cassa para vestidos a 3s'4oo rs ;
e chapeos de sol de seda supe-
rior
5s'5oo rs
---Vendem-se sementes do horlalice de todas as
qualidodcs choginlas prximamente do Porto por
prego commodo : na ra estreita do itozario, ven-
da n. 8.
Vendem-se bolins francezes, de so-
la dobrada, muito hons para os dias de
chova a
5,ooo
rs. ; sapaloes inglezcs
de muito hoa qualidade ; e outras mui-
las qualidsdcs de calcado : na praca da
Independencia, loja do Arantes.
O verdadeiro
e inissimo panno de linho do Porto, a 800. rs. a
vara, as pegas sio de 15 a 16 varas, e estilo se aca-
bando ; lengos de seda carmizim fazenda inlcirn-
monlo nova proprios para aigibcira o pescogo a
1,280 rs.; corles do cassa-chila prcta, muilo bonitos
padrOes o muilo baratos; e um completo sortimento
de fazendas finas do (odas as qualidades: na ra
lo Queimado n. 11, hija nova de Maymundo Car-
los I.cile.
Vendem-se duas
com crias,
de Apollo ,
em-se tinas vaccas tormas ,
por commodo preco : na ra
ti. 8, armazcm do Sr. l'cdro.
No pateo de S.-Pedro, n. 10.
esquina da ruado Fogo,
lrala-se a venda de urna casa terrea com o corre-
dor ao lado, salada fenlo o alcova forradas, mu
hern-construida o em una das niclheies ras desta
cidado.
Vende-se urna venda na ra de S.-Francisco ,
n 68 boin afroguezada para tena com poucos
fundos : a tratar na mesma venda.
No paleo de 8.-Pdro, u. 10,
esquina da ra do Tupo,
trata-so a venda do 2canoas de conduzir agoa em
muito bom estado, e qnasi novas, e de urna quecar-
rega um milheiro de lijlos por mdico prego ; as-
sim como tambem do urna canoa de carreira, cons-
truida do novo e que carrega 16 pessoas.
Vende-se una pequea armaglo de venda por
prego barato : no beceo do Carioca, armazeni de
arroz branco.
Na fu do Crespo, n. 14, loja de Jos Francisco
Dias, acaba do cliegarum completo sortimento de
fazendas, quesoestilo vendendo por prego* inuilp ba-
ratos como sejain : chitas de'Tamagem, linas de
lindos padrOes, a 200e 240 rs.; ditas escuras, para
vestidos 200 e 240 rs.; cortes do ditas com 13 co-
vados emeio, a 3,000 rs.; algodiio trangado rnes-
clado proprio para escravos c Iraballiadores, por
ser de muila duragilo a 200 rs. o covado ; ricos cor-
res de cassa-chila de listras avelludadas, imitando
seda* a 4,00ra.; ditas roas, proprias para luto,
a 4,000 rs. ,c o covado a 200 rs. ; ditas muito fi-
nas de todas as cores, a 400 rs.; merino prelo mui-
lo largo, a 1,400 rs. ; riscados francozes, de lin-
dos padrOes a 240 rs.; camisas- do meia a 1,000
rs.; brins trangados muilo ecorpatlos de cores ,
e do novos padrOes j a 800 e 1,000 rs. a vara cassa
lisa ordinaria muito larga a 240 rs. a var ; dila
deqtiadros a 320 rs.; meias para meninos e me-
ninas a 200 rs. ; luvas de algodiio a 160 rs.; cha-
les do lila e seda de muilo lindos padrOes a 6,000
e 7,000 rs.; dilos de lila, a 2,000 rs. ; dilos de tar-
lalana a 1,600 rs. ; ditos de quadros avelltidados,
a 3,200 rs. ; cortes de vestidos de barra, i
rs.; casimira amarella propria para cociros, a
1,000 rs. o covado, e oulras muitas fazendas por
pregos muito rasoaveis.
Vende-so urna parda de cor escura do nr
30 annos pouco mais no menos ,-perfoi- Q
la cozinhe'rra, e que engomma soffri- 9
vclmeute, muito despachada para o or-
ranjo de urna casa ; ho de boa ennduets,-
sem vicios nem achaques; a qual foi ven-
dida por urna grande necessidade : ven-
era cunta : na ra das Larangeiras, n.
14, segundo andar.
Vendem-se um pao descupra,queser-
rado d dous borardos; duas curvas gran
desda mesma madein, e urna poredo de
travessOcsde sicupiracom ocomprimento
de dez palmos e ineio cada um : na ra
da Senzalla-ISova, venda de Jos l'ercira,
se dii quem vende.
Pianos fortes.
Vendem-se 3 pianos fortes, novos com cxcellen-
tes vozes : na ra da Cruz, n. 55.
Vcriham correnrJo,freguezes,a to.
da pressa, antes que se as peclunclias do Passeio-Pu*
blico, na nova loja n. 19, de
Manool Joaquim Pascoal Ramos, que se acha de no-
vamentc sortida com razemlas finas e ordinarias, co-
mo sejam: cortos de cambraias napolitana a 2,500
e 2,000 rs ; ditos de chitas finas, a 2,400 e 2,000 rs.,
e em covados, a 100,120,140, 160,180, 200, 220, 240,
260 c 280 rs.; cortos de I oslos para col lelos, a 1,000
e800rs. ; cortos de colletes de sarja lavrada a 640
rs ; pegas do niadapolilo sofTiivel, com um pequeo
toque do avaria, a 2.000 rs., e limpas, a 2,200, 2,400,
3,000, 4,000 e 5,200 rs. ; cassa lisa muito fina, a 640
rs. a vara ; cortes do meia casimira, a 1,600, 2,400c
3,000 rs; ditos d pelle-do-diabo,a 1,400 e 800 rs., e
em covado a 200 rs.; Icngos para gravnta, de cam-
braia de cores, a 320 e400rs.; ditos de sedaba 1,440
o 1,600 rs.; picotes para roupa de escravos, fazenda
esta de muila dura, a 200,220 e 240 rs.; bretauha li-
na, a 800 e 840 rs.; chitas linas para cobortas, a 140,
160, 200 e 240 rs.; cortes do sempre-dura, a 1,300,
1,440e 1,500 rs. ; cambraia lisa muilo fina, a 640
rs.; panos para cima d mesa, a 1,60o rs.; lengua de
cambraia branca ede cOr, para senhoras, a 320, 360
o 400 rs., e outras muitas fazendas' que pelo seu di-
minuto prego nfio ilcsagradarflo aos freguezes.
Vende-so urna casa terrea, com a frente c reta-
guarda de lijlo, eo mais de laipa, sita na ra de
Motncolombo, nos Afogados, por 120,000 ris : ella
rendo 2,000 rs. por mez, ese da a prazo : lrala-se na
ra Direita, n, 29.
Veniiem-so 22 escravos, sendo: 3pretosj 2
pardos mogos, do bonitas figuras; urna ptima
niiilatinha de 13 anuos ; 3 nog inhas do 14 a 18 an-
nos com principios de costura ; 12 escravas de 20
a 40 annos por prego commodo : na ra Direita ,
n. 3.
Vende-se a casa terrea rt 3, sita na ra do Bom-
Sucesso em Olinda com um sitio soffrivel: a casa
est reedificada do novo exislindo dentro della va-
rios materias para acabar algumas cousas quo fal-
tam ; napragada Boa-Vista botica n. 6.
o uso do dito.remetlio fortifica asgengivas e tira o
mo cheiro da bocea .proveniente nao s da carie
cmodo trtaro que se une ao pescogo destes or-
gflos; o remedio he designado polos nmeros pr-
rneiro e segundo: orliata purgativa, mui til as
criangas e as pessoas de toda o qualquer idade; he
composla do subs'lnncias vegelaos, nao conten
mercurio, nem droga alguma que possa rrcj"dicar
remedio para curar calos, empoqcos dias ; dito pa-
ra curar dores veneras a'ntigas, e que teem resistido
ao tralamento geralmcnt applicado; dito para pro-
vocara menstruagflo ,c aceelerar a acgo do ulero
a 4,5001 idade de20 annos, muito forte; um drto de 18annos
-' nos partos naluraes em quo hilo se precisa das ma-
nobras scicntificas da arto ; dito para resolver tu-
mores lymphalicos, vulgo glndulas; ditqapara
curar boubas o cravos seceos o mais eficaz qup se
condece at aqui; dito oximel do ferro, muito til
as chlorozes vulgarmente chamadas frialdades -
pus anti-biliososdo.Manoel topes, capsulas de ge-
latina, contendo balsamo de cupaliibn: ditas do
oleo de rocinos purificado ; ditas de* cuberas em p
fino ulna n Hssafeiiiia ; liius com nos purgantes
ditas do ruihardo da China; ditas de sulphato d
quinino do 1 o 2 graos cada capsula; algaleas; veli-
nhas elsticas : [lulas de sal de cabacinlioj agoa
das Caldas chegada prximamente ; remedios qu0
curam a frialdad dentro do 40 dias, mestno estan-
do inchado ; oleo muito bom para'eonservar >p ci-
liollo, que, alm do nilndeixar cahir o cabello, im_
pa a caspa, e cujo uso continuado faz reap*parccer o
cabello perdido ; pillas especificas para curaras
gonorrheas cliruniess quando a lsfln nilo passa da
ureta ; igualmente um xaropo anti-hemorragico,
applicado nos casos em que se deitasangue pela boc-
ea. O prego de todos os remedios he mui rasoavcl,
eos bons resultados da suaapplioagflo he qaeduvom
fazersua apologa.
Vende-se urna pwda de 24 annos boa ama de
casa por ser muilp fiel e habilidosa coat urna fk
Iba mui linda de 10 annos por 650,000 rs.; urna
prcta boa cozinheira e que engomma e cose,da
18 annos ,.nor 450,000 rs. ; duas lindas molers,'
por 810,000 rs.; urna preta para o mallo, por 200,000
rs.; urna dita boa quitandeira e cozinheira, pur
400,000 rs. ; um excedente casal de escravos sen-
do a escrava muito habilidosa e o preto muito fiel;
um moloquoquecozinha o diario de urna casa de
18 annos ; um bonito escravo, bom carreiro; urna
mulatinhade 12 annos, que faz ptimamente lava-
nulo cose boiii: na ra de Agoas-Verdes n. 46.
Vende-se, por preciso una escrava de.nagao,
sem vicios, e que engomma o cozinlia bem : as
Cinco-Pontas n. 71.
Vonde-se urna porgio do sementes muilo novas,
sendo : rcpolho da melhor qualidade alface cc-
bolinho, eoutras qualidades chegadas dailha: no
beccu da Viiago n. 34.
mwK. I m
Vondem-so meias casimiras de bo-
nitos padiOese escuras, proprias pa-
ra invern ; litas para caigas escuras
o baratas ; casimiras superiores, els-
ticas do bonitos padiOcs, claros o
cacuros ; cassas do cores, para vesti-
dos de novos padrOes ; panno azul,
prelo o do todas as cOros; chales de
seda ; ditos de lila o seda ; mantas do
seda rica ; alpaca fina ; corles do rol-
lete de gorgurflo de seda ; dilos de se-
tim bordados, os mais ricos que tcom
viudo ; ricos cobertores'hespanhes;
damasco de lila e seda ; bom como
um completo sortimento de fazendas
linas o grossas : ludo por prego mais
commodo do que em outra qualquer
parle: na nova loja do Jos Moreira
Lopes &Companhia na ra do Quei-
mado casa amarella n. 29.
Nesta loja acha-seum completo sortimento de ca-
sacas de panno ; sobro-casacas do panno merino e
alpaca ; palitos de rjanno, merino o lile ; jaquetasde
alpaca, merino e panno ; ricos corles do colletes do
gorgurflo eseda da ultima moda ; fustOcs tambem
de muilo lindos padrOes ; e outras muitas fazendas:
hem como chapeos de castor fino brancos e pre-
los, a7,000 rs. ; botOesde massa com cora, pro-
prios para odlciaes de cegadores.
Escravos Futidos.
-, Na ra da Cruz, n. 16, vendem-se
saccas com muito boa farinlia de mandio-
ca, por preco commodo. .
Na ra da Senzalla-Nova, n. 4a,
contina a haver um completo sortimento
de taixas de ferro, batido e coado; mo-
endas, e macbinisiuo de vapor para en-
genbo.
Na botica da ra do Itangel, vendem-se os re-
medios seguiites, dos quaes a experiencia tem con-
firmado os melhores elleitos : dentifico que lema
propriqdado de.Hmpar os dentos cariados e resti-j d.
tuir-lhes acOrosmaltada em muito poucos dias ;|pkrn- : WA tvp. de f. pefaU.---i47'
-- Fugio, desdo o anuo do 1842 at o presente o
pardo Tlanniaz escravo do padre Jos Manoel Tci-
xeira, morador no seu engenho Poco-da-l'edra; cujo
escravo tem os signaes soguiritos : estatura rega-
lar, secco, s?m dentos na frente ; trn os canlos d
testa fundos cor moia clara j foi surrado, o por
issotcm marcas as nadegas ; he muilo pachol,
canta ,-toca viola sabe ajudar missa.e he nfllcisl
do sapateiro ; consta ler apparecido na feira de S.-
Antflo, e que mudou do nome, para nSo ser conde-
cido : quem o pegar leve a povoaglo do Wocs ou
ao engenho do Pogo-da-Pedra que ser generosa-
menle recompensado.
Desappareceu na noite de12 para 13 do cor-
rente ilo engenho .Malapiruma um esoravo ca-
bra de 16 anuos bem parecido e apenas com o
colovello do drago dircito mais grosso por o ler
deslocado ; cd%na-se Rayraund e de natural u"
Cear*: quem o pegar leve ao dito engenho, ou >
praea da Boa-Vista n. 6, quesera.recompensado.
AI.EftTA !
Theroza preta, escrava dos Srs. I.uiz Antonio
Alves Monteiro & Cnmpanhia da praga de Macci e
por ellos remeltiila para nesla praga ser vendida,
por sua cunta sendo chegada apenas lia lidias,
fngio no dia 28 de abril prximo passado : nflocons-
ta que aqui livesseconhecimonlivs e nem se presu-
me que a fuga proceda de sodugflo; ha porm, pro-
haliilidade do que so tora occullado liesmo tiesta
cidado. A dita preta representa 25. a 30annos, all
e reforgada do corpo bem parecida ; tem alguins'
cicatri/es em um dos bragos; lovou sais de dula
vormelha o panno da Costa. Quem a descubrir, ou
a levara Anlonio Luiz dos Sanios & Cojnpanliia,
na ra do Crespa, n. 11 rceeper uuia recompensa
proporcionada ao seu traltoltio.
Aimla contina a estar fgido o molequo F.li-
zario .crioiil, de 12 a 14 anuos, muito rogrisla;
tem capacidade dse intitular forro ; tem os signis
seguintes : cor fula testa poqueua, cabellos de
Cabra, barrga um tanto grande; reprsenla ter
mais dado do que o real; lem uiua cicatriz om una
das pernas; levou camisa do um preto grande, de
algodflozinho, com alguna rcniondos, caigas de ris-
cadoazul trangrfdo: quem o pegar levo a ruado
Collegio n. 15, segundo andar, quo sera genero-
samente recompensado. .
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