Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08470


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Full Text
Auno de 1847.
Sabbado 22
nrjRIO pul'lica-se ti"lo o d.i, que no
.le cu"!" I"""0 d" ""'R"""""' h* de
"""T ,. iio! anurlel. pagoi nd,*nl/>dn<. Os an-
" Am .S5i|nnle s3.i inseridos 4 raslo .le
oiinctos ,r.emtvpo ditfrrente, e as
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"p "-^.ro 0 pod'01'". elOOem ivpo
PHASS D\ LOA NO MEZ, DE HMO.
.7 os 27 mi. I tnrde.
M'"5""'% lti i hora e 3 min. da'tarde.
^MnW '' ,'ori" e 38 *" d" l,r,le-
Li chti. "i "5 :' ora* zs "'. d urde.
PAIITIDA DOS CORREI03.'
Ooiannae: Par.l.yh, a] segundss escitas felns.
Kio-(,rinde-dn. Norte quima le.as aomeio-Hia
..aho, Sennliaem, Kio-Formoio, Poilo-Calvo e
Macelo na I.*, 11 e 11 de cada met,
(tara iliunse Ronito. a 10 e 21.
Bua-Visu e Flores a IS e 18.
Victoria, s quintas feras.
Ulinda, todos otdias.
PREAMA.l DE HOJE.
Primeira, 10 dotas 54 minutos damaukna.
Segunda, 4 II llorase 18 minutos da tarde.
de Mao*
Anno XXII
N. 114.
,
DAS d\ semana.
17 Secunda. S. Possidnneo. Aud. do J. dos or.
phSos, doJ. doc da 7 v. e no J. M. da t .
18 Terca. S. Veneficio. Aud. do J. do civ. da I
v. e ilo J. ilc pat ilo tdtit. de t
l (.luut.i. S. I'e.lro Ce'estinc. Aud du.'. do
civ.da 2 v e do de p*7. do 2 dist. de t
10 Quii. S. Hitii.ii.Iiui> i'e Sena. Aud do J.
de orph., edo J. municipal da I vara.
51 Setla. j. Mauros. Aud iloJ.oo civ. da I.
v. e dd J. de paz do l.-di-l. de I
57 atibado. S. Hita de Cassia. Aml do J do
civ. da I. v. e du J de nal do I dist. de (
21 Domingo. I'aschoa do Esiutito Santo.
CAMBIOS NO DA !l DE MAlO.
Cambio sobre landres a 27 d por I n.
ii PruJtirs por franca.
a Lisboa 95 He pre-nio.
Dse, de leltrai de boas lirm.* I Vi P-'/a
OuroOos lespartholas ... J8l5u0 a
Mocitas de S f> velli. 18 l '> a
> de 6|tAi> iiov If00 a
. de -noi...... 0*H0(i a
Prald Palacdes ----- ... f>2 a
Pesos columnves. 2u70 a
Ditos mexicanos ;.. i#8"0
Miuda............ i vi;.i a
Acces da comp. do Hcberibe de 50|000 rs,
i fl.i d.
an mez.
29" 1.0
16 filOA
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JII41
2|Us0
II940
ao par.
nm-------1
DIARIO DE PERMAMBUGO.
. j i
PKTE OFFICUL.
MINISTERIO DA CUERRA.
JEHTOIO OA Rf!P"Trt;(J DOS NEGOCIOS DA GUERRA, A-
mmestadoa' assembir'a CKBAL LEGISLATIVA KA 4.*
SElSflu6.' LEGISLATURA, PELO RESPECTIVO MINISTRO
E SECRtTTARIO'DE ESTADO JOA" MOLO DOS SANTOS BAB-
ET0.
Auguiloe dignitimot senhore representantes da
afio.
Cumprinrio o proceito Ja le venho apresentar-vos
o relalorio do minislurio da guerra a met cargo:
\ ibmetlendo-o vossa esclarecida considraeflo, a-
llardo toda vossa indulgencia.
SECRETARIA-DB ESTADO,
A reforma desta reparticAo, levada a^Miito pelo'
regula ment de 20 do abril do 18U, teveporfina
economa resultante da diminuigflo do numero de
qtTiiiregarios, eos mclliornmemos dequo careca a
parte regulamcntarc administrativa, cenlralisamio-
Se, etornando-se mais fcil e expedito o servido.
Por occasilo oesta reforma ficou fn/eHdo parto da
secretaria a contadoria que Ihe erj annexa, dividin-
dn-sea repartieflo em cruatro secefles, sendo as duas
primeiras subonJinarias ao offlcial-maior, e encarre-
gailas dd expediente e detalhe militar, e do pessoal
e material do exereito; c as outras subordinadas ao
contador gcral, tendo a sen cargo a fiscalisacao e
contabilidade do ministerio da guerra.
Devo todava declarar que este regulamento re-
senle se de alguns defeilos que o correr do lempo
teni feito apparecer; alloma confusflo se nota no
servico pela m dislriliuicilo riell, em consequencia
de se nlo acliarein bem delinilaS e extremadas as
funches relativas a cada urna das sceles. O gover-
no tem observado estes inconvenientes e os vai re-
movendo lentamente, medida que apparecem; o
cireumscriplo na rbita das al'tribuir,oen que Ihe
confere o regulamonlo, e convencido de que n3o he
dado aspirar pcrfeic.lo as obras humanas, e que
as rpidas retorms feitas sem perfeito conhecimeu-
to dos males que se ilevem remediar, e certeza dos
rneiosquepara'essrrim devem ser applicados, silo
anda mais prejodieiaes do que os mesmos defeilos
que se t'eem de corrgir, nlo se anima aindicar-vos
a necessidadede algtima alleracHo no regulamento
que se acha em vigor, por nlo s adiar por ora com-
pletamente habililado para ajiresenlar-vos urna pi-
ni.lo definitiva a respeito do melhoramcnlo quo deva
ter lugar. Cumpre-me comludo informiir-vos que
os empregados das quatro sec^Oes de que ora consta
a secretaria do estada, esmeram-se em bem cumplir
seus deveros, e sIij,em gerol assiduos e prestrnosos,
e por sen regular comporiamenlo, por sua dedica-
C|io ao tiabalbo e zelo pelo servido, dignos do elo-
gios ~t da eslima o consideraclo de que gozam. Seus
ordenados silo em verdade mesquinhos, podendo-su
reputar quali nullos os emolumentos que perce-
bem.
CONCEDI SOPREUO MILITAR E DBJUSTICA
Este tribunUque anda se regula pelas los de sua
ergansHQflo, oompOe-se actualniente dos memhros
constanles da tabella n. 1. Cor dilFerentesoccMsioes
se Mj.lcvndo ao conheeiment do corpo legislativo
qun pouco so comparit'i'f ni as les.que Iho seiveni
de rrgiinento, ja como tribunal judiciario, i como
ronsultivocom a le orgnica do imperio. O gover-
DO imperial, nflo pr.etenndo os meios dealcaooar a
meiordistribticlioda justqa ao exereito, encarre-
gOTfum dislinclo magistrado da coiifccgo de un.
prJcesso ci i mi na I militar, em o qunl se llxem regras
invariaveis para a pronuncia, julgamenlo e recursos
nos crimes puramente militares, por forma que, em
harmona rom a consliltiiqilo poltica do imperio,
satisfaga as necessdades do excrcilo neste impor-
tante ramo do servico publico. Este trabalho indis-
I'ensavel.a boa disciplina do exereito devera ser le-
vado oppoitunamente porahte o corpo legislativo.
Entretanto fallara o goveino imperial aoseti dever
se deixasse de miiifestar quanto concorro o referido
tribunal para a boa adiniuistracilo dos negocios des-
ta repa.rlicno, coadjuvando-o por meio de prudentes
consultas, propras da experiencia e luzes de seus
niembrps, a crea daquelles objectos sobro que lio
ouvido. O mappa n.-2 inoslra os processos milila-
ies julgados em superior instancia peto concellro
supremo militar de justica durante o auno do 1846.
COMMAJIDO DE ARMAS.
Subsistcm os mesmos que consta ni do relatorio a-
presenlado na sessilo passada.
I'erinilli-me, senhores, que ehnme a vossa atten-
eo sobre a cxjguidadcila gralilicarAo concedida A
estes empregados, que em virtudo de sua categora
militar nflo podem, em verdade, subsistir decorosa-
mente coni as tenues gralilicacoes de commandan-
les de brigada que ora pvrcebem, sendo convenien-
ie eleva-la ao menos i de cpminandanles de divi-
gSo. Dinajipan. 3 indica o seu pessoal.
PARAD0RI.VS.
Alm da pagadoria das tropas que existe na cor-
te, e pela quaj se eflectua o pagamento do toda a
despea militar relativa a este municipio, existein
actualmente pagaduras militares as provincias do
l'ar. Babia, l'ernambuco, Matto-Grosso, e Kio-Crau-
dc-do-Sul.
Quiinlo primeira, contina a prestar mu til
servido a fiscasacflo das despenas que por ellas silo
pagas. Ha no numero de seus empregados urna vaga
de prmeiro odlcal que nflo tem sido preenehid;
porque, julgando meus antecessores,e eu igualmen-
te, quo era sufllcienle o pessoal existente, nao tem
sillo incluido na respectiva rubrica do orQamento o
ordenado correspondente a este emprego. Agora,
porm, que em rasilo de ter sido extinelo o cofre do
arsenal de guerra da corte pelos motivos de que adi-
anto vos darei conla, pasaram a ser etTertuadon pela
pagadoria das Iropas lodos os pagamentos que por
all sefaziam, providencia que trouxo em resultado
umitas vantagens, alem de pilia coborto de extra-
vos os dinheios pblicos, attgmcntoii-so o traba-
lho da oscrintiiracflo o contabilidade da pagadoria,
tornando-se por isso necessa'ro prover aquella vaga,
e para esse fim convm que decretis o preciso aug-
mento, conforme peco na tabella respectiva.
As pagaduras das provincias coiilinuam tambem
a auxiliar a contadoria geral na llscalisacflo da des-
peza ; devo todava informar-vos que em rasflo ile
sen diminuto pessoal de quatro empregados, inclu-
sive ochefe, subjeito a faltas, por djengase por ser-
vicos do jury e na guarda nacional, que militas ve-
tes o reriuzem a metade, teem ostra bulbos Jestas rc-
partces cabido em consideravel atraso, causando
grande transtono regular escripturaeflo da conta-
doria geral, e nflo poneos inconvenientes ao servico,
pela falta de promplo conhecimeiito da despeza cf-
fectuada nas provincias.
Otro mal que pesa sobre estas pagaduras, he a
accumulacflo, em un s individuo, das funecoes de
chefe e pagador, porque, senhores, nflo he possivel
que um empregado, quo tem a seu cargo liscalisar a
iospeza, informar requerimentos, processar divi-
das, examinar documentos, organisar orgamentose
balancos, e corresponder-se com as dveisas auto-
ridades, seja a cada momento distrahido de tflo im-
portantes funecoes para abrir o cofre, arrecadar di-
nheiros, fazor pagamentos, nota-Ios, verifica-los ,
a-verhai- doeumenlos, e lilialmcute ser liseal de S
niesmo.
He, pois, minha opiniflo que se extremen! das func-
(oes propras do chefe as de pagador : c para quo
esta ultima medida seja acompanhado deoutra nflo
faz que em lempo opportuno decretis os fundos que
julgai'des siinVicntes. As tabellas ns, 4 o 5 mostram
o pessoal do archivo e ollkina lithographica.
CCon menos van tajos!, qual a de. diminuir o numero de
individuos qu ftnham a seu cargo dinheirbs pbli-
cos, convira t|ue, medanlo urna gralidcaQflo paga
pelo ministerio da guerra, sejam os thosoureiros das
thesourarias da fazenda encarregados do pagamen-
to da despeza, depois de competenteinenle laga-
lisada pelo chefe da pagadoria, que a adoplar-se
osla providencia passar a denominar-se ins-
pector.
Esta medida e o augmento de um amanuense nas
pagadorias do Para, Haba, l'ernambuco e Matto-
Grosso, ser sufllcienle para quo possam ellas re-
metter regularmente, como convm, as suas corftas.
Em substituiQflo da caixa militar da provincia de
San-Pedro, creou-se nbem ah urna pagadoria com
um chefe, um escrivflo, dous olliciaese qiaalroama-
nuenses.
Achando-se, porm, a frcililar desta provin-
cia guarnecendo as fronteiras/'Vo acantonada em di-
versos pontos remotos, torna-se necessario oceupar
constantemente qtialro empregados em se dirigirem
aos pontos guarnecidos, alim de alri passarem re*
vistas mensaes do moslra, e fazerem os pagamen-
tos a tropa, fleando o pesoal da pagadoria reduziujp
a outroa quatro, que, alem de lerem a seu cargo a
fiscalisacflo da despera feta com uinfrca do nove
mil pracUS, sfio obligados a fazer toda a escrptura-
cflo.eorgauisar as contas que teem de remetler men-
salmenle contadoria geral.
Proponho, portanto, o augmento da dous ofllciaes
o dous amanuenses vara esta pagadoria; medida que
o governo foi forzudo a lomar, approvando a admis-
sflo dos addirios, sem o que impossivel seria que
mnrehasse em rgra o servido.
Este augmento de pessoal ser provisorio, e dura-
r nicamente emquanto for indispensavel, porque,
segundo o plano da creaeflo das pagadorias, est o
numero de seus empregados subjeito s reducemos
que as circunstancias oceurreutes aconselharem.
Na pagadoria do Itio-Graude-do-Sul convira, po-
rm, que ha ja um thesourero pagador, por isso que
a fdrea militar ahi existente, occasionande maior
somma de dbspcza, torna de mais importancia osla
reparticSo, o a enlloca em crcuinstanciasespeciaes
mu diversas das outras.
Km lugar da quanlia de 38:620,000 rs. pedida para
estas despezas no ornamento para 1847 -1848, peco-
vos que decretis a Ue 44-220,01)0 rs., para que possa
o governo desde j proceder aos mellioramcntos de
quecafecein eslas esla^Oes", que, leudo por lim a oco-
nomiii dosdinheiros pblicos,teem sido um poderoso
auxilfr da fiscalsaijao, como a experiencia tem ca-
balmente demonstrado.
ARCHIVO MILITAR.
O mosquinho estabelecimento denominado ar-
chivo militar pioseguena eatreita vereda que Ihe
foi tragada pelo decreto de sua creaeflo, o qual, so a-
nalogo posieflo quo nlflo oceupava o Brasil, nflo
se compadece com odsonvolvimenlo sempre cres-
centcdosle imperio.
Carecendo da precisa autorisaflTo, nflo pode o go-
verno imperial faciliar-lhe os meios de satisfazer
as necessdades do servicp, nem tflo pouco prov-lo
do material, muilas vezes debalde procurado, para
csclarecimeuto.do questes interessantes, e para o
descmpcnlio daq'uellas commisses de que sem ser
encarregados os olliciaes do imperial corpo de eu-
genhsiros.
A lilhographia annexa ao mesmo archivo, e croada
para aupprir a scegao de engenheiros gravadores, de
que trata o decreto de 7 de abril de 1808, deve ter
maior desenvolvimento, o para isso indispensavel se
OS CEGOS E OS SfHOOS.
Coslumamos perguntar com frequencia qual he
mais desgracilo: se um ceg ou um surdo? eso os
cegos sflo mais dignos le compaixflo quo os sordos ?
Esta questflo nflo he tflo fcil de resolver como pa-
rece! primeira vista, pojs todo o mundo ero mais in-
feliz o ceg,' e os escriplores mais distnctos de di-
versas nacoes teem composto poemas cheios de senti-
mentalismo, sobre a desgrana da cegucira.
Para resolver phylosophicamcnte sta questflo, hei
feilo muitissimas iiivestigagries em todos os estabo-
lecimenlos, o tenho-me oceupado assidtiamenlo de
observagOcs cesludos minuciosos.
Vniiiim outro do nossos sentidos nos offerece
maiores gozos que a vista e o ouvido'; a natureza lem
feilo do primeiro o mais bello rnalo, a principal
belleza da physonomia humana. Os habitantes dos
climas calidos da Despalilla, Grecia e Italia sedis-
tinguenr pela formosura de seus olhos; a sua maior
ou menor expressflo nos indica regularmente a in-
telligoucia do homem, pois sflo o ospclho da alma, a
janella do pensamentn, na qual se acha igualmente
retratado o idiotismo. Nflo exislem homens cal ani-
maes que fascinam ou magnelisam com o seu olhar i1
A conslrucgflo delicada o previsora de todas as par-
tes que couslitueirl oolho eo ouvido, excitar sem-
pre na nossa mente lant eslranheza como admira-
eflo ; o esle portento nos demonstra melhor quo as
palavras quanto he o poder do Creador sobre ludo
o que se acha ao alcance do homem.
Oolho he o instrumento ptico mais perfeito, he
acromtico e nao se aprsenla com esphericidade nem
movimenlo algtim apparenle. A orelha he o instru-
mento acstico mais eslranho, mais complicado e
perfeito que oxiste ; nenhum ptico, nem mecni-
co, chegou anda a similar a natureza com tal per-
fe i efl o.
O orgflo do ouvido merece toda a nossa attencao;
as suas enfermidades excrcem urna influciicJa funes-
ta sobre o dcseiivolviinento intelloclual do hoiiicm^
c sobres sua alma, os seus symptomas teem alguma
iiniilogJa com os da vista. Quando o amaurtico v.
um veo preto ante os olhos, o surdo oci suspenso
ante os s%bs ouvidos ; quando o primeiro v melhor
em lempo descoherto e calmoso, o segundo ouve
tambem melhor; quandoaquelle er ver moscas di-
ante do seus olhos, esto cuida telas nos ouvidos.
Quanta compaixao me tem causado a presenca
desses infelzes a quem o Creador negou o sentido
da vista e do ouvido! Nflo s sao ere dores estes infe-
li-es a esse nleresse de piedade, a esse nteresse de
estril curiosidade que demonstra a mullidflo quan-
do seexpoem altcngflo publica; aessa piedade son-
ta de grandeza; piedade que bumilha, que'se ex-
pressa com tristes periodos, e foge com exclama-
ces sensiveis, mas que tambem o sflo sympalhia
generosa e grande que realca o homem phylanlro-
pico. Nflo ha expresses bastante enrgicas para de-
monstrar quilo grande he o seu infortunio, e patentes
quflo deploravel he a sua sorle llavera existenciar
mais cruel que a dcsteS desgranados, condemuailos
a passar a vida no meio de privages, e regularmen-
te sem esperanga de sabir um da desta funesta si-
luagflo que es iHasta consUnlemente dos gozos mais
bellos da vida !
Astrevas quo subtrahem ao ceg o magnifico Ihea-
tro da natureza, sflo lalvez menos terrives que as
quo olTuscam a inlclligeucia do sin do- mudo A har-
mona da msica, as ideias variadas do labyrinto in-
lelleclual, nflo sflo mais seductoras que o brilhanlis-
mo das cores, o esmalte e verduras do prado i' Da al-
guma Cousa quo se possa comparar s expresses do
urna terna amizade, pronunciadas com dogura?
A mudez lio nicamente o resultado inevitavcl du
surdez. Tenho visio sempre como signal precursor
da cura de alguns surdo-modus desenvolver-se a
falla com mais facilidade, e a pronuncia lornar-se
mais correla. As paiavras que sollam alguns surdo-
inu.ios, perdem-sede lodo, se urna educagilo physio-
logiea nflo as exercila couliuuameule. Nao he a fal-
la dos gozos musicaes a que causa melancola aos
surdo-mudos, he antes a privagao das conversages
eonlideuciaes da anyzade. O surdo acha-se n'uma
sociedade animada, com seus mais ntimos amigos,
como secslivesse em tranquilla solidao, c quanto
mais mogo lio o enfermo, mais o opprime a surdez ;
vaidoso regularmente, degenera em provocador, in-
lerroinpe a doce alegra que possa brilhar no seio da
sua familia.
Toda a conversagao confidencial cessa quando
para ella se requermn grandes estoicos; qoando o
labio materialmente devoachar-so junto ao ouvido
do enfermo, nflo pode ha ver mutua conlianga ; np-
primem-o com Irequcncia os zuidos de ouvidos
que inierrompcm por espago do lempo o scq,sonho,
e sflo a primeira sensagflo que o altela ao acordar;
opprmem-lhe a eabega e altcram o lvre desenvol-
vimento de suas ideias. No meio do tanto solfrimen-
t tem as vezes a irsle consolagflo de so ver lvre dos
zui.idos, quando a strdez he completa. Oulros nflo
percebein uTna voz ainda quo forte e prxima ao ou-
vido. O carcter dos gurdos he deteslavol, nao de-
monstra altahlidarie com iiinguem.nem com p me-
dico, nem com a esposa chillos, nem com os ami-
gos, e prncurain atormentar a quanlas pessoas os
diverlem ; pelo contrario, o ceg excita geralmente
piedade e oiei'ocoiu-lhe consolagSo, emquanto que
toda a gente foge cruelmente do surdo, e esconda
dellc ludo quanto pode, llavera entes menos ama-
veis que os mudos, cuja enfermidde se torna cada
dia mais grave, e incommoda para el.les o par* os
demais, interrompendo as suas relages sociaes!
Quanlosjurscoiisultos, professoros, militares e m-
dicos se teem visto detidos nas suas respectivas car-
reiras e olirimiilos a renunciar aos seus Carlos?
Ilorrivel siluaeflo he a de urna mfli que lem-um fi-
Iho surdo-raudo! As vezes a sua tnica cons"blagflo he
a desgraca .' De dia em din, do mez em mez, espera
que seu fillio balbuci o doce nome de mfli, e que
manifest o seu amor filial; vfla esperanga! Esta
voz tflo agradavel nunca a pronunciarflo os labios
riesen lillio ; nunca Ihe pnder fazer entender o seu
carinhn maternal! Seu (ilho permaneco mudo ato-
llas as suas caricias. Pelo"conlrrio o menino ceg
apresenta todos os (lias, a cada momento, urna agra-
davel expressflo do anuir e degraiidflo para rom a sua
boa mfli, que he o seu apoio. a sua fiel guia. O hor-
ror da cegucira se acha suavisado com as vantagens
do ouvido I Os cegos sflo de um carcter constante-
mente alegre e feliz ; o seu semblante he o espelho
de urna alma sempre lisonli.i o resignada: sflo as
creatinas mais ternas e agradecidas, cupi iniagina-
gflo suppro a vista.
Hei condecido mullieres cegas que teem feito gozar
a seus maridos dos prazeres antecipados do paraizo ;
e sordas que teem feito soffrer aos seus consortes os
tormentos rio inferno. ?
Quanlas pessoas cuja vista so acha apagada ha
lempo, me teem fallado das mpresses da sua moci-
dade, de bellas paizagens, de suas viagens, dessas"
magnificas pinturas que so desenlian! na sua imagi-
nagflo c na sua memoria, ainda em idade avangada,
como n'uma cmara ptica !
Os cegos vem com a conversagao das pessoas ins-
truidas : a sua expressflo favorita he : ja vejo
a sua fraqueza consiste em fazer acreditar aos estra-
il hos que nflo se ac.ham privados da vista. O cegq
m.'inifesta alegra n'uma sociedade, emquanto que o
surdo se encontr trate c melanclico, privado de
meios do communicagflo para com os seus semolhan-
tes. Madomoisella Mais, urna das mais lindas aclrizes
do 'Pars, nos tem feilo, com loda a graga e os altrali-
vos que a caracterizan!, a pintura liel do urna cega
na pessoa do Valeria. O tacto do ceg he tflo perfei-
to, que s vezes distingue as cores; a cutis do sen
rosfo sent com frequencia a apparigflo da luz.
Os demais .sentidos "e cxcjglaiu de (al maneira,
que supprem ao menos em paite o da vista, coja fal-
la preserva o ceg ilasalluciiiages que a vstanos
faz formar dos homens quando nos seduz a lingna-
gein prfida de alguns, a expressflo engaosa da phy-
sonomia, e oestudadocomedimento em suas aeges.
Ocegojulga" das pessoas comparando as suas pala-
vras com os seus feitos; entregue o solidan, nflo lem
outras dislracgoes quo a nieditogflo, quo contrbuo
para desenvolver urna vida intelleclual fecunda. Os
cegos'gozam do conhecmentos ampios, ^ professam
particular alTegflo s inalhematicas; vi enVAugers
o em Perpignau cegos quo erara professores desta
sciencia.
Alguns, como Homero, Milln c Delille cegaram, e
oulros, cegos de nascimenlo, cuino Joflo Feruandes
Schrembcrg, se distinguiram mi lillcratura, e na
poesa, c Huberto de (cnova escreveu urna exacta
historia sobre a> formigus casabt'lhas, que d.siin-
guia pelo zuido, sendo o seu tac'to delicadissimo.
Os cegos teem urna memoria prodigiosa; no Japflo
urna eungregagflo de cegos de nascimenlo lem a seu
cargo o cuidado de conservar os acontec montos re-
lativos historia do paiz, que os transmiti dese-
clo em sceulo, parecendo-soa om archivo vvonle.
Os cegos isenlos das sensagOes que Ibes Iransmilte
a vista, pem toda a sua atlengflo em ohjeclos parti-
culares; eis-aqui como se explica o serum dotados
de lauta memoria.
A educagilo e a cura dos surdo-mudos he a mais
penosa, e os que se dedicara a esfes ramos silo sem-
pre mal premiados; o he por isso que os mdicos o
mestres que teom seguido-as nobles inspragOes do
seus seiilimentos phylaulhropicos, Irabalhanrio para
a cmancipagilo desses entes infelzes, sflo a admira-
gflo do mundo civil dado; as suas luzes se teem es-
tendido por todo o globo, eemlod.i a parto huilla
a aurorado urna existencia mais feliz para estesdes-
gragados, esquecido> da natureza e privados dosor-
gflos mais preciosos. O hespauhol Ef. Luiz Punce de
Leflo; foi o primeiro fundador da educagflo de surdo-
mudos; os abbadesl'Epce e Siccara, alguns oulros
professores e os douloies WenzeJ, Beer, Yaegar, Si-
chel, Cracle, Scarpa oJ.aiigenbek quo se consagra-
ran! a educagflo e cura especial dos cegos osurdos,
me rece m mais que oulros liomcns seientilcos o re-
coiihecimento publico. Os dou.res Vering, Jos
Franck, Ytard c Delean demonstraran! em suas inte-
ressantes obras sobre as enfermidades do ouvido, a
possibilidade da cura dos surdo-mudos em alguns
casos o prescreveiam tratamenlos especiaes. lima
nobre e generosa senhora, a mperatiiz Mara The-
reza, creou estabelecinenlos para os cegos e surdo-
mudos; lodos os goveruos da Europa teem dado
goal asylo a oslesdesgragados. Cora os estoicos de
tantos liumens'scienlilicos o de pessoas benelicen-
tes, estes desgranados, u'outro lempo condemnados
a urna vida quasi embrutecida e sem gozo algum,
teem alcaugado recebor urna educagflo mais ampia
eaperfeigoada. Desempenhando varias misses sci-
er.lilicas, visilei os instituios de cegos esurdos da
Dollanda, Inglaterra, Russia, AUcmanlia e Italia.
Segundo o resultado das minhas obsrvateles, eis-
aqui a estatistica dos cegos de diversas rugoes: na
Russia calcula-so um ceg por 1.600 habitantes, em
Franga um por 1:650, nos-Estados-Unidos um por
1:200, na Florida.um por 1:105,-na Blgica um por
1:000, na Inglaterra um por 820, na Austria um por
800, uu liussia e Dinamarca um por 720, em aples
i
A


um por 690. em Argelia um por 670, en Hespanha
um .0.681; por conseguinto o numero doscegos
nesla iilli.n nacflo monta 23:000' l," "',aos *
maior parto Maoha as cndilos mais doslavora-
veis para sua cura. Considero como 9:61)0 o nume-
ro le surdo-mudos em Hespanha, e 23:00 em Finn-
ca.'.No nnrlo a surdez augmenta e a cegueira dinn-
nue; o contrario acontece no sul.
Asquanlidades quo a carilindo da FrancaMerece
ao infortunio e a human.dado enferma, sflo immeii-
sas: (nucas nacoes paga ni mais generoso trbulo
aos infelizes cegos e simios, poisdestinam para os
scusestahelecmentos4t0:68if880 ris, dos quaesse
empragam nicamente 49:540^000 res no hospital
rea1 decegos incuraveis do Paris. A Franca sustenta
9:397hospicios ou hospitaes, para osquaes consagra
pertode17,200:000#OO ris. Osllcspanhoes uflodcs-
conhecem tambem sedimentos de generosidade
ede caridado; o coradlo das senhoras se compraz
geralmente em alliviar a miseria; associando-e as
corporales do beneficencia, apresentam-se como
anjo* protectores onde ha desgracailos. S Madrid da
219:854^560 ris para os seus 23 hospicios u Hospi-
taes. 0 hospital gcral com as suas largas ovenhla-
das salas he na sua especie um dos mais vastos edi-
ficios; cntram nello do 10 a 11:000 enfermos lodus
osannos.
Este bello eslahelecimento o alguns outros hos-
pitaes geraes coutam com um rendiniento de....
67:3O0680 ris. Na casa de desemparados ha capaci-
dade para 800 enancas, e lem do rendimento... .
10:566/560 ris. A inclusa da Paz. e a casa dos expns-
toseriaperto da 3;<>00 enancas; expem-se de 2:300
a 2!400 cada auno, de cujo numero se salvam de 800
a 900. 0 hospital de Incuravel, modelo dosestabe-
lecimentos de scu genero, admitte 112 nnillieres, e
tem do rendimonto 6:955/800 ris. San-Joflo-de-De-
os, croado para as enfermidades syliliticas o eulanc-
as, recebe por anuo 1:800 enfermos, o goza o rendi-
inento de 8:000j000 ris.
O Instituto de surdo-mudos chamou sobre ludo a
niinha atlenclo; nelle se imprimen) livros, o a tua
imprensa he urna das melhoros desta capital. Desta
nianeira. urna ctirocQflo sabia e intelligenlo toin
conseguido crear recursos sulllcicntes para estas des-
gracala creaturas, supportando assini com resigna-
C1o hs CQtise'quencas ltaos que promovem as revo-
ltones civis ; o lenlio por um dos melhorcs eslabe-
locimenlos do.leu genero, e por urna curiosidade
desta corte. Nelle so ensinam todos os ramos da
educacio; porm ho de lamentar quo preste asvlo
tilo lmente a 40 surdo-mudos o a 16 cegos de ambos
os sexos, (que regularmente em nutras naces so
acham em diversos enllegiiis) tanto mais, qiianloque
hej> nico que existo em Hespanha dos de alguuia
importancia; pois os de Barcelona o Sevilha niere-
cem apenas mencionar-se, c o numero do cegos e
Mudos monta a 33:000 nesta na9o. As pessoas que
o visitaren) sal i rao .satisfeitas da sua boa organisa-
eflo, como de ter conhecido a sunhora T.....joven
que adquiri nello una educacio hrilhante: conho-
cc gengraphia, a historia, as tradceles do francez
a do italiano, o que he invejado por militas meninas
da edite que gozam das vanlageiis do orgflo da vis-
ta ; faz obras de costura e bordadura, escreve, cu-
tendeo calculo e tem conhecimenlos admiraveis na
msica, toca e conla acoinpauhaila ao piano com
outro ceg. Vi igualmente oulra menina de uns vin-
te annos, dotada de urna physonomia mui express-
va o de singular resignado, apezar de que a sua af-
fecefio amaui tica nflo Iho deixa a mais re mola es-
perauca do cura.
Fste collegio oll'ercco tambem um espectculo
mui inlorossanle que excita' a admiraeflo, tal ho o
ver Uffl desgracado que auxilia outro j isto lie, um
sunlo-mudo quo ensina a coser livros a una cega :
os dous privadodos sentidos-mais indispensaveis
paraasfunccoesintellectuaes! Qunudo sunlo-mudo
quer manifestar assuasideias a cega, ho ohrigado
a fazer uso da pouca voz que lem, ou dos sigilaos nn-
turaesdoalphabelo-inanual ; fazendo que a miio da
cega forme as lettras e as palavras, ou formando-as
elle com a sua que aquella tem suavemente agarra-
da, impiimindo os seus pejisameutos na inflo da sua
companheia de dosgraca, cujo sentido lie regular-
mente mni aclivo o desenvolvido, suppi indo sai ni
o da vista. O intelligenlc ubloin um triuinpho so-
lemne sobre a desgraca, o salva a barrena quo pa-
reco separar invuncivuluiontc os surdo-mudus eos
cegos -
lichaldo procureriiesle instituto e as bibliothccas
de Madrid a estatua ou o retrato de um dos humana
iiiitaveis da Kuropa, desse Robre Hesnsnliol, bomfei-
tor elionra do genero humano, quo livrou de urna
morte iilellcctuol milhes do desgrasado, pio-
pnrcionando-lhes existencia mais felizrum oauxi
lio de una nova educacio Soni que se pens que
pretendo diminuir o mrito dos ahilados 1,'Kpe
o Siccard, que crearam os celebres institutos do Pa-
rs, e a quem usmonarchas da Kuropa leen) enchido
de premios, coiidecorac,0cs honras C minios, he
111 -1 o recordar u verdadeiro fundador e primeiro
mestre desta adiuiravel educacio, ideia a mais su-
blimo do homcm intelligenle, o llespanhol l'r. Pedro
Poncc (de l.eflo), nmiM esquecidu no mundo cal
da sua patria.
As penosas nvestigacoes que liei feito para ad-
3nirir a sua obra, a prinieira sobre os surdo-mu-
os (pela qual hei qjTerecido 320/000 rs.) leem deixa-
do frustradas asminhasesperancas ; pois a real b-
bliotheca eadeSanlo-lzidro-de-Madrid, nfloapos-
sueii), e o nico uxemplar que exista na escorial
deve ler-se remettido das cotes, donde dosappa-
receu. A Hespanha perdeu com esta obra a prova
mais convincente do Jireito que tinha a prioridade
nesta interessanlo descoberta. O monge Pedro (de
Leflojbenedictino de Sabagun.he indubitavlmenlo o
primeiroqueinvenlouem 1560a eilucaco dossurdn-
mudos, o o quo he mais notare!, creou de repente
esta educacio, quasi com a perfeicflo actual. Mor-
rcu cm 1584, e o scu inothodo foi ja mencionado por
Valles em 1588. Ponce applicou o sou novo melhodo
a muilos sordos o familia do condestavcl do Cas-
tella, que leve sempre a desgraca de contar em scu
seio surdo-mudos e com o lempo entregou-o a
Joiio Paulo Bonet, cuja obra publicada em 1620, com
urna ntida edic1o, se enconlra anda que com
difHculdade, cm Hespanha. Posteriormente a Bonct,
hiiuvo dous Hespanhes, Joiio llodrigues IVrcira e
Miguel Ramrez de Carrion que se consagraran)
igualmente educaeflo dos surdo-mudos. Um sc-
cu'.o depois, o abbado L'Epe achou (efleito dessas
casualidades que costumam exercer grando du-
enda no iiosso futuro) a obra hespanhola de Bo-
net, e admirado de |So inaravilhsa ideia, se dedi-
cou a ealudar o idioma hespanliol com o lim de son-
dar o seu ineslimavel contedo. (explorando as
idoias hespanholas, creou o instiluto do Pars, o
qual, na sua vida e na do aeu successorSiccard, ex-
cilou a admirado do mundo civ.lidado, despojando
Ueste modo a Hespanha da gloria scienlilica que Ihe
cabo de direilo. O vapor deve tor-so ompregado po-
la primeira vez om Barcelona. OGil-Brazde Losago
devo ser, segundo as iuteressantes investigacOcs de
Sloreiiio. a traducco de um manuscripto llespa-
nhol do escorial; o doutnr Broussais lirn a sua
doutrina medica de urna obra hespanhola intitula-
da : f'a'estra-critico-medica do padre Rodrguez
Quique i'ium.)
F.m Madrid cem Paris exstem professores desur-
do-mudos do um talento sorpren ledor ; um del-
los, Mr. Berthier, igualmente sunlo-mudo, defon-
den, por escripto e de urna maneira engenhosa, a um
sunlo-mudo de Tolosa, que havia roubado urna sur-
il.i--nuda. Alguns administradorese parodio se leem
negado a celebrar o casamento de dous surdo-mu-
dos. pnrqun nilo pndem articular a palavra decisiva
S'tn ; regularmente so cnsluma chamar nestes casos
o profeasor do sunlo-mudos do poyo mais prximo,
para interpretar a vontade dos noivos mudos. Trale
um surdo-mudo do milito talento, discpulo do ins-
tituto de Paris, o conde de Casar, filho doum geno-
ral do mrito do imperio, o qual auxiliado da tacto-
logia e do urna prancha de marlim fazia-se compro^
hender a todos c publicou varias obras.
Este me assegurou que so ensoberbeca de ser sur-
do-mudo e talvez litiha rasilo. Do estabelecimento
quo ou tinha cm Talosa fugio, illudindo a vigilancia,
urna sur.h-muda que nilo sabia eserevere que dese
java porcorrer a povoac1o; porm, nflO liando com
a casa, encontrou-se extramuros, permanecendo er-
rante tres dias, al quo a roclamei pelos peridicos,
e foi-mo entregue pela gendarmera, extenuada pela
fume e canaacQ, dando mil agradocimonlos pela To-
lieidadoqueexperimciilava em'tornar a achar o seu
pacifico asvlo.
Dusgracadamenle he muito pequeo o numero do
surdo-mudos inlolligentes da qual a qinirta parte
vai parar regularmente na imbocilidade einquanlo
que os cegos gozam de urna pe foi la intelligoucia e
povsuem alm disso grandes conhocimentos. A edu-
caego dos cegos sedesonvolve dmiravelmonle, silo
entes que vom sem ollios;-o instituto de Joven
cegos, da ra de San-Vctor em Paris, o o de Ma-
drid, nos tem prvido do casos estranhos que nos
demonstram ale que. extremo o homem intelligenle
saln reparar os descuidos do natuieza. A'isitei em
Talosa o Sr. llamas, alumno do instituto dejovens
Cegos, que coiistruo muito honsorgilos. Os cegos
do Pars imprimen) tambem livros. QSr. Osa, com-
pletamente ceg, viaja por toilos os sitios onde so
rehile a boa sociedade, e lorna-se querido do todo o
mundo. Um cegodcpulado da cmara do Bruxellas
faz a admiracQo do auditorio com os seus engenho-
sos discursos.
Fin vista destes dados, das observares e cstiidos
pHysilogicos que estou fazendo ha dozo anuos so-
bro essos entes dignos de compuixilo, e segundo os
mappas estatisticos que hei reunido de todos os es-
labelecimeiitos pblicos e particulares da Kuropa ,
parece-me, u que ot cegos ndo sdo 18o desgraeudoa co
mu gerulmente se acredita, qu>, os sur dos sdo mais do
que se pensa, e que u cegueira afflige menos o homem que
a surde: e mude:. ComoO ouvido conlribue paran
perfeicfio do entendimento, vence sob este aspecto
os ciernis sentidos, servindo para (ransinitiir nos-
sas deias e conhocor as dos nossos semclhanles com
o auxilio da voz. A visla parece-me una cumpoiisa-
Cio pouco sullicionlo para substituir o sentido do
ouvido que o eco lem negado aos suido-mudos. A
maginaego nfio poderia nunca aopprir a intelligen-
ca Y Quflo fugitivos Sito os seus conhecmeutos !
Quilo redu/.ida he a sua esphera! smente ahrauge
urna o.-dreilissima porcio do muinlu pbvsico ; o
inundo intellectual o moral nao existe paradles!
Quo coufusflo as pon cas leas quo teoin adquirido!
A urdem harmoniosa, esle lacho da sciencia, nao
brilhara nunca na sua inenle,uunca adquirir, com
o auxilio do orgO da vista, as nleias (|ue silo a vida
do oiileiiilimenlo, os elementos essenciaes da rasilo
Ooego aclia-so subinergido n'uma noilo sem prin-
cipio e sem lim ; o suido-mudo acha-sc sepultado
li'uma iiisonnia eterna, coudemuado as trovas da
suajnenlo o cobertu com um veo do trislezaode
doscoiilauco Avista lie ndiibitavclincnlc o mais
precioso oigo e a amelado da vida; porm a sur-
dez e mudez nao a morlo da intelligoucia.
_l)r. Prmk Pfunes^
com o mosmo desvelo nada havia que a impedisse
de fazer bein. Ella;j nilo existo, tudo com ella se
acabuu ; morrou para o mundo porm vivera para
aquellos quo como ella souberem ser virtuosos.
As'lagrimas, que temos derramado, sirvam ao me-
nos para apagar o fogo da dr que abraza os dela-
corados coracoes de sua triste familia. Por
!. de A. L.
cmmmto.
A lan dega.
RENDIMENTO DO DA 21........... 3:163,4*6
fescarreqam hnje, 22.
Barca (loldtn-Fleect-- mcrcadorlas.
Patacho Kent farinha o agoa-raz.
Barco Firmeza mercadorias.
131PO UTA GAO'.
Kent; patacho americano, vindo do Baltimoro,
entrado no corrento mez, consignado a L. G. Fcr-
reira & C manifeslou o seguinte :
1013 barricas farinha, 100 meas ditas, 20 ditas
agoa-raz; ao consignatario.
Consulado.
RENDIMENTO DO DA 21.
sido guiados nessa pratica, tito santa quinto til aos
que teent a felicidad de reconhecerem na Jtfdi rfo
Hedemplor o mais seguro dos advogados ante o Vi-
pensador das vordadeiras gracas.
('.eral..........
Provincial ......
Diversas provincias
3:479,895
1:573.944
20,454
5:074,293
'
'lovimeiit lo Torld.
Navio entrado nodia 21.
Baltmore; 42 das, patacho americano Kent, de
153 toneladas, capitflo James Alien, equipagem 7,
carga farinha ; a L G. Ferreira & C.
Xuvios sahidos no mesmo dia.
Parahiba ; hiate hrasileiro Santo-Ou;," capitflo An-
tonio Manoel Alfonso, carga varios gneros.
Una; hiate hrasileiro San-Jos-Glorioso, capitflo Ma-
noel Da*id, carga varios gneros.
Porlo-Alegrc; patacho hrasileiro Saudade, capilo
Dent Jos Goveia, carga assucar o mais geno-
ros.
Baha; hiale hrasileiro foa-Viagem, capitflo Ma-
noel do Sacramento Carnauba, carga varios g-
neros.
Para; palhabote de guerra brasileiro Cahy, comman-
dnule o piloto da armada Caetano Luis Simp-
son.
Deca raves
Publicacues a pedid j.
J" muito liimeiitutu morte da MI-
lus!r88initr Seulioru O. Candi-
da de Souta mitn ida JTortlao,
mui digna esposado Sr. mlivuro
Fortunato Jordaa.
Sele lustros viveu prestando ao mundo
l.COos proficuas da moral mais pura,
Kis quedo averno o monslro furibundo
Cruelmente a lancou na.scpullura.
Tu, desabrida Parca, s podeste,
Roubar-llica vida, a vida preciosa;
Sua alma existe na mansilo celeste
Transformada em estrella luminosa.
O desvelado esposo da consorte amada,
Pranleia a falta a mais sentida,
Soffrendo una sorte amargurada.
Seis lilhos que deixa a mfli querida,
A's virludes.quo neila faziam morada
Bni seus pollos daiflo igual guarida.
" F.I.G.
0 escrivfloc administrador da mesa de rendas
internas provnciaes deslacidado faz constar ato-
dos os Srs. propietarios ea quem mais possa in-
teressar uuo do dia primeiro do prximo viiidou*
ro mez dc]unho se principian! acontar os 30 dias
uleispara o pagamento a bocca'do cofre do se-
gundo semestre do atfho de 1846 a 1847 da decima
dos predios uibanosuos 3 hairros desta mosma ci-
dadeeda povoacflo dos A Togados e (indos ellos in-
correm na mulla de 3 por'cenlo na forma da lei, os
que nilo pagarom 0 serflo de prompto executados.
Rccife, 18 de maio de 1847. Clorindo Ferreira Ca-
li.
Ainda urna saudade a Senh;-
ra D. Candida de Sou/a
! n i cid.i lordo.
O desengao que todos tiuham de que esta Se-
nhora nflo poderia sobrevivor a terrivel molestia do
que lora acommettida, nflo hesulficicnte para que
seja hamos l'orte a nossa dr. Bstanle lempo ja
havia quo soffra urna forte o terrivel palpilacflo de
que foi victima foram-lhe applicados todos os re-
medios quo foi possivel, foram osgotados todos os
mcio.s para a fazer sobreviver; porm Dos a cha-
mava ao eterno descanso : a cruel morto"a voio ra-
rancar de entre os bracos de'sua familia, separa-la
para sempre do lodos aquel les" a quem ella era cara.
Ella sollVa, porm, os seus suffiiinentos nflo eran
bastantes, para que deixasse- de socorrer a todos
aquelles que d'ella se iam valerj: a lodos recebia

I.cila.
Svlilal.
Miguel Archanjo Monteiro de Anirad oficial da im-
perial urdem da Rosa, caralleiro da de Christo, t ins-'
peclor da alfandega de i'ernambuco, porS. ti. I, o
enhor i), l'edro II, que Dos guarde, etc.
Faz saber que, no dia 25 ao meio-dia, e na por-
ta da alfandega, se hflo de arrematar 12 obras :_
tlrdcuacos do reino, no valor de 480,000 rs., im-
pugnadas pelo amanuense Goncalo Jos da Costa e
S, no despacho por factura de Policarpo Jos l,a-
me: sendo dita arremalacflp subjeila ao pagamento
dos di re i tos.
Alfandega, 21 de maio de 1847.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
O corretor Oliveira far leil.lo, por ordem e em
prasonca do Sr. cnsul de S M. B., e' porcontae
risco de quem peiHeneor, do casco da barca ingleza
Strathisla, capitflo T. Heal.e, legalmentocondemnada
neslo porto, onde arribou na sua rocejite viagepjquo
fazia da Nova-Zelandia com destino a l.onJras, com
sous mastros reaes, gurups, ferros o amarra, a quo
se acha seguro no ancoradouro, ludo om um s lote-
e em differentes lotes, do veame, cordoalha, vergas'
mastareos, ancora e amarras di/erro grandes, liotes
armamento usado, utensilios e mais pertenees da di-
ta barca, de excellenlo construcc1o de carvalho, en-
cavilhada a forrada de cobre, lotacflo*l 387 tone-
ladas, e a qual os prelondenles podem examinara
bordo com anlecodencia : torca-foira, 25 do corren-
te, s 10 horas da man hila, no armazcm da prensa
do Sr. Manoel Ignacio, Forte-do-Maltos.
Avisos diversos.
So convidados os Srs. accionistas da coinpanhia
de Reberibe para se reunircm em asscmbla geral
nodia 28 do crranle pelas 10 horas da mandila,
no esrriptorio da mesma comnanhia afim de lo-
marem contas a administraco actual de elege-
rein nova adminslrac."io e de adoptarem as medi-
das qo julgarem convenientes aos interesses da
cempanbia. Recife. 19 do maio de 1847. O se-
cretario B. J. Fernandes Barros.
'I hoal.ro publico.
110JE, 22 DO CORRENTK.
CaANDE ESPP.CTACOI.O.
LUCRECIA BKGIA,
ricamente vestida a carcter; c a. mclhor de lodas'as
fardas
O ESCAPIM CERZF.LIM DA BAHA,
ou
AS ASTUCIAS DE UM LAnHAfl.
Se representa em beneficio do ponto.
lkublicaco Religiosa.
Acaba do sabir dos prclos, o acha-se venda a
1,000 rs. cada excmplar, na praga da Independencia
ns. 6e8,,
O Xovo Mezcle Muviui, augmentado da JVo-
rena de Sossa Senhora da Conceicdo, e do Lautpertnnt
do Itosario de Nosys Senhora, novaincnte installado
pelos Bovms. Padres Capuchinhos Italianos.
Em tudo conforme ao modo porque os mesmos
Bevms. Capuchinhos costumam dirigir a,lao*pre-
cavel pralira'religiosa, a quedfloo bom cabido nomo
de Mez de Mtivia ; esto livrinho deve ser prefo-
rido pelos d-jvotos que por esses boos padres tcem
A MESA REGEDORA
DA 1RMANDADE DO DIVINO
ESPIRITO SANTO,
lendo do**xpjor vista do publico, na tirde
do dia 23 do corrento, a procissflo do sou divino pa-
droeim e havendo do passar pelas ras baixo de-
rla radas, pede aos Srs. moradores das referidas
ras hajam de as mandar limpar, afim de, com de-
cencia e ordem. poder transitar a mesma procissflo /]
ccrios de que aquella ra que estiver incapaz, se- /
gira por outra. Ao sabir a procissflo da igraja en
trar pela rp.a de S.-Francisco a sahir na ra das
Cruzas e seguir pelas ras do Qucim'ado I.ivra-
mento, Hireita at o boceo de S.-Pedro, e Ueste ao
pateo do Crrmo, ras da Camboa-do-Carmo, Flore,
Nova Cabuga largado Itozario, travessa do RojL
zario estreila pateoe ra do Collegio,.ao Recifap
ras da Cadeia Cruz, Lingota, Alfandega-Vclha ,
largo do Corpo-Sanln ras do Vigario, Encanta-
mento a sahir na ra da Madre-de-Dcos e desia a
da Cadeia ponte, ra da Cadeia de S.-Antonio a re-
colher-se igreja.
LOTERA DO TIIEATRO PUBLICO.
Em consequencia de se nflo ter completado a ven-
da dos bilhetcs desta lotera, e existirem alguns a-
inda em ser, o respectivo thesoureirodoixou de fazer
o efTectivo o andamento das rodas no dia 12do cr-
rente, e o transferio para odia 29,no qual esperarea-
lisar infallivelinento o dito andamento; e pede i-
Iiicllns pessoas que tcem marcado e apartado bilhe-
tcs, que os vilo receber at o dia 26.
ATTKNCAO.
Mara Rosa d'Assumpcflo, viuva de Manoel Rodri-
gues do Passo, abaiko assignada, faz publico, que to-
dos os seus bens se acham livros e desembargados
al o presenta; o sendo que haja alguma escriplura
de venda, hypolhcca, ou de qualqucr contrato de
debito, he falsa; assira como Irttra, obrigaeflo, ou
escripto; e para evitar a possibil dado do tit haviila
falsa monto sua asignatura, declara quo de boje em
vante todas as suas procurares, escripturas, e qual-
qucr escripto de debito, serflo assiguados pela abai-
xo assignada com as tesloinunh. s, o De Jos Rodri-
gues do Passo Jnior, e liento Fernandes do Passo;
pois todos que apparecerem sem estes nomes silo
falsos, sendo esta ja a terceira vez que tem aunun-
ciado ao publico. Tem igualmente a declarar que o
seu neto o Dr. Jos Rodrigues do Passo Jnior est
em sua companha, por ter aabaixo assignada assim
exigido.
Recife, 20 de maio de 137, Varia Rosa d'As-
sumpfdo.
Na ra do Queimado, n. 27, primeiro andar,
entrada voltando para o largo do Collegio, acliar-
se-ha, de domingo 23 do correnta em diante, aberlo o
novo estabelecimento de comodonas, intitulado
llntel-Coniniercio, .onde se darfio diarimente ai-
mocos, jantares eseias, pelos mesmos precos estabe-
lecidos cm oulras'hospedaras; e tambem se fariio
ahnocose jantares para fra, tanto pequeos como
extraordinarios que sejam, ludo- com o maior asseio
e prontido possivel. Esta nova casa tem as comnio-
ddades precisas para receber as familias que quiza-
ren! comparecer, imlependenle da sala dos bonicas;
promeltendo-se conservar sempre a boa ordem. Es-
pera o dono deste estabelecimento a frequenciade
seus mui dignos freguezes, aos qiiaes protestar
sempre seu eterno reconhecimento.'
A. B. Os sorveles principiarflo das horas em
vante.
Aluga-se urna preta para o servico interno.
externo de urna casa de pouca familia; tambem se
a luga ni pretasou moloques para venderem azelieoo
carrapalo com a vendagom de 400 rs. por caada,
cando os senhoresdos meinos responsaveis p'*
faltas que houverem : a quem convicr dirija-seao
boce do Itozario, sobrado de um indar, n. 8.
O Sr. que levou as amostras do filase bicos ua
na larga do Rozario, n. 24, de Victorino de Castro
Moura, queira fazer o fovor do as mandar cntregir.
,'lroca-se um relogio de ouro, pa-
tente suisso, por oulro tumbem ile outt,
saboncte, patente ingle, que icgule hemj
vollando-.se o que se coiivencioiiar.'iia
ra da Cadeia do Itccife, lado d.'reil.o ,
sobrado n f), primeiro andar.
A pessoa que mora no pateo de
San-Pedro, que annunciott no Diario Ao
quarta feira, ig do correnle, se encar-
regnr de vendas por mdica eommisso,
queira dirigir se a ra da" Senzalla-LN'o-
va, venda, n. 7.'
Cram-se radicalmente as dores de denles, me-
mo estando cariados, em cinco minutos : na ra
Nova n. 7, primeiro andar. *
Aluga-se o segundo andar da casa da rua-iNova ,
n. 20 : a tratar na loja.do niesrao sobrado.
Jos Lobo faz scientc que de hojo em diado
se assgharn Jos Teixeira Loite : isto por appnrccer
outro do igual nomo.
Laya-se e cngomiia-socom nerfeiclo por pre-
go commodo : na ra de S.-Cicilia a. 25,
- -'


.?
&
Ana em praga para ser arrematado um sitio
""na ile vivemla nrt lugar ilo S.-Anna peo
c \n civel da primeira vara escrivflb Reeo pe-
''! "lo por exocugo de Ima Gomes Ferreira
nhn'' lidnloiros dofalccido Francisco Xavier da
contra os M""")
F0 f iHcinalo Mav.gnror ,
Trivrlpublico quo lem nborto. o seu cslal
KfflaiitoilepTnlurt.
Xavier
retratista faz sahbr
. _jm aborto, o seu esta...
, na ra do Queimadn.n. 16
.riiiiro andar, oi.do pretende desembullar coi
, aancrfeic.loquolleror pnsMvel as obrigagOe..
I! seui ministerio apresonlando semprc retratos
hnm rnnliecidos tanto el miniatura como a oleo,
ir propde-se, na mesm rasa, abrir a sua aula de
Veolio prnmo.lloidnquellas pessoas que de suas
nrOeSsequizereinutilisar, todo o cuidado e des-
JV-c assim esperad respeitavel publico toda a
ulerean 'I"-' Bl P"*Mnle ,om r,.;l>ido.
jvs ra da Camhoa-iUwCarmo sobrado de 2 a-
ilares n. (9, conliiia-se a ensillar meninas, com o
maiur zelo pnsslvcl, a ler, escrever, contar, gram-
malica nacional e galanteras de agulha por urna
recompensa rasoavel. ,,..,-
- Precisa-se do dous trabalhadores para urna pa-
daria i na ra Direila dos Afogados n. 66.
- Frecisa-se de una ama para todo, o servico de
una casa, eque salba engoramar e cozinliar: no
Mteodol'araizo, n. 20.' '". ..
-Jos Xavier Carneiro Rodrigues Cmpello, jul-
ndo ser a seu resneito um annuncio que no Dia-
rio de l'eruambuco do 20 de correte niandou pu-
blicara Senhora 0. Auna Joaquina Wanderley para
nueninguem lizesse negocio algum com o annun-
ciante e seu lio Joflo Carneiro da Cunha e Alhuquer-
que.sobre o engenho Mozambique, tein de res-
ponder a essaSanhora ,, que ella est intfeirament
Iludida em suas pretengoes; porquanlo, possuindo,
por legitima compra, o annunciante metade de.t-
mesmo engenho e sendo suas as ferragens o mui-
tos oulros objectos do que seu lio servio-se para ti-
rara safra edepoisfazerdelles entrega, onilo de-
vendoo annunciante cousa alguma a essa Sanhora ,
comquem nunca leve conlas, claro esta que lie illu-
zorioe rediciilo o annuncio por ella feito copromet-
tendo a sua reputagflo ; nlmdoque nada ha mais
celebro do que essa Senhora querer penhorar a ou-
traparte, por j'ulgar pertencer ao dito meu to,
quea nica gerencia que tem lido all- he como tu-
tor doi menores, l I los do fallecido Joo, Carneiro
da Cunha e Albuquerquo Jnior, como he publico
e notorio ; oque se provar, assim como o niais ,
competentemente peranlo o juizo contencioso e
em lempo mais opporluno, contentando-se o annun-
ciante em dizer do mais/a essa Sonhora, que procure
ser paga por quem Ihe oncoinmcndou o serm0o o
nao pelo annunciante que protesta desde ja con-
tra o procedimento della a seu respeito.
- Precisa-se de um Poi tuguez quo entenda se
feitoiisagaij, para om engenho distante desta pla-
ca 2 legoas e meia londo pratica de servio de
campo e conducta regular; pagando-se-lhe bem :
quem estiver nestas circumsancias, dirija-so a ra
do Vigario armazem de assucar, n 22.
= Aluga-se urna boa casa terrea na ru"a do Mon-
dego, n. 46, com 4 quartos 2 salas gabinete co-
ziuhae um copiar fura, bom quintal e cacimba,
polo diminuto prego do 10,000 rs. me usa es ; para
ver peilc-se a chavo parede-inelado lado do poenle,
e para tratar na ruada Cruz, armazem do assucar,
n.54. '
- Pelo Juizo da segunda vara escrivflo Santos,
vilo praga, para serena arrematada por quem mais
der, duas moradas de casas torreas de podra e cal,
situadas na travessa da ra Imperial, construeglo
moderna por execueflo de Manoel Percha Maga-
Ihiles contra Manuel de Almoida Lima.
Trcncelinsdequalquer modelo, anneis, flores,
fitas, ulereos, pulceiras, brincos, etc. ; tuuo o
mais bem feito posbivcl por prego mdico.
Quem precisar di> uina ama para o eryico in-
terno de una casa de homem solleiro, dirija-so ao
boceo do rampollo, n. t segundo andar.
Precisa-se de um fe i tur para o sitio do Sr. Fran-
cisco Antonio do Oliveira, na Ponte-d'UchQa : a tra-
tar.no mesmo sitio.
Roga-se aos Srs. Jos Kstaquio Macicl Monteiro
e Antonio Romano Franco -tenhnm a bondade de
apparecer.na ra da Cadcle do Recife, n. 55 que se
Ihes deseja fallar.
OTerece'-se, para ama de casa de homem_soiteiro,
urna mulher branca honesta, e maior de 30 annos :
na ra de S'.-Thereza, n. 15.
JoiloJos de Carvalho Moraes, agente, nesta
praca, do contrato do tabaco do reino de Portugal,
participa o respeitavel, publico que pelo ultimo-na-
vio rhegado de Lisboa icccheu' ordem daquelle
contrato para de hoje em diante poder Tender a re-
talhoo rap prlneeza de Lisboa a 3,200 rs. cada
bote e em caixss a 3,000 rs a dinheiro a vista ;
bem'como declara que nao troca rap a pessoaal-
guma poroutro motivo que nflo seja mofado.
Precisa-so fallar com o Sr. Jacinllio Augusto do
Amaral, chegado ltimamente da ilha doS.-Miguel,
no brigue por.tuguez Olictira a negocio do seu in-
toresse :'na ra do Vigario* n. 8. Na mesma ^casa
tatnbemfcxisle urna carta para o Sr. Jacintho Jos
llulelho.
. Precisarse de ut caixeiro
que enha pralica de escrintura-
co e cobranca : na roa Nova, n,
28.
.-- Furtou-se, na madrugada do
da 15 do correnle do quintal
da cas do Alerro-dos-Afogados, n. 7,
um cavallo alaso,
com (esta branca, dinasi brancas, tres ps calcados,
e quo por maior signl tinha o peito todo rendo :
quem o levar para dita casa ser generosamente re
compensado.
SOCIEDADK
PHIL-DRAMATICA
O primeiro secietarioavisa aos Srs. socios, que
aegunda-feira, 24 do corrento, polas 7 horas da
noite, hasessDoda sociodade.
Lima, alfa a te,
na ru larga do Rnzari, n 40, precisa de olliciaes
descunrOcio, e recebe aprendizes para ensinar.
Tambem vende pannos, bons brins trancados,
hamburgos riscados, hollandas, madapolOes al-
gndflnzinho I raneado liuhas de todas as qualidades,
obras feitus, botoes de todas as qualidades, panno
azul muito superior e velludo.
%S0
Ye*
%]0
Peigunta-saoSr. Antonio Ferreira Li-
ma se be procurador de seu mano o
Sr. Manuel Ferreira Lima, nflo obstante
a dcclaraciln feita a pergunla no Diario
n. 107 e 108, que lalvez partisse de
oulrem.
*1*
:!
-- Na ra Nora n. 7, primeiro andar, trata-se ra-
dicalmente das molestias venreas, tanto antigs
como modernas, por nieio de um remedio nflo mer-
curial.
Em a noite de iG do correnle, rou-
baram do quinlcil da casa da ra Bella, n
40, o se^uirtte : tres camisas de lavarin-
lo, com bicos largos, tendo nos quadra-
dosas letlras K.. I A. L.; algumas eami>
sas de toadapolo, com as Icltrns I) >!.;
onlras coma marca J. M C.J algHns len-
c-esde linho, loallias de dito, vestidos e
camisas de meninas ; camisas e ccroulas
de homem, com as ledras G. S. F.; e
militas outras pecas aqui 11S0 menciona-
das. Roga-se a todas as pessoas, a quem
qiialquer destaspos^a seroffereeida, par-
licipcm na casa cima mencionada que
recbenlo alvicaras.
- Precisa-sede urna ama de leite, parda e forra :
nesta lypograpbia se dir quem precisa.
Fabrica de machinas e fund-
cao de ferro na ra do
Brum, 110 Becife.
McCallum& Companhia, engenheiros machinis-
tasfe fundidores de ferro, mui respetosamente an-
nunciam aos Srs. proprielariosde engenhos fazen-
deiros, negociantes, fabricantes e ao respeitavel
publico, que o seu estabelecimento de ferro mo-
vido por machina devapor.se acha em efleelivo
excrcicio e completamente #o"lado com appare-
Ihosdeprimeira qualidade para a perfeita confec-
co das maiores pecas de niacbinismo.
Habilitados para emprohenderquaesquer obras da
sua arte Me Cal 11*1 6t Companhia deseja m mais
particularmente chamar atlengSo publica para as
seKinntes por seren ellas da maior extraccilo nesla
provincia, as quacs construidas na sua fabrica po-
demeompetircom as fabricadasom paz eslrangei-
ro, tanto em prego como na qualidade das materias
primas e mflo d'obra, a saber:
Machinas de vapor. '
Modulas de caimas para engenhos movidas a va-
PjPT, poragoa, ou aninaes.
Rodas d'-agoa o sPirnrias.
Manejos in.lepeiBenles para cavallos.
Rodas dentadas.
AguilhOes, bronzose chumaceiras.
CavilhOes e parafusos ih lodos os tamanhos.
Taixas, crivos e boceas de fornalha.
Moinhos de mandioca movidos a miio ou por ani-
maos e prensas para a dita.
Fogoes e fornos para cozinha.
Canos de ferro, lorneiras de ferro e bronze.
Rombas para cacimbas e de repuxo.
Guindastes guinchos e macacos.
Prensas hydraulicas e de parafuso.
Ferragens para navios, carros, obras publicas, etc.
Columnas, varaiulase grades.
Prensas de copiar cartas e de sellar.
Camas de ferro, ele.
Alem da perfeico das suas obras, Me Cali 11 ni &
Companhia garantem a mais exacta conformidndo
com os moldes e desenhos rcnicltidos pelos Srs. que
se dignaremde fazer-lhes encommendas; aprovei-
landoa occasiflo para agradecer aos seus benvolos
amigos e freguezes a preferencia com que tcem si-
do por elles honrados, e assegurar-lhes que nao
pouparo esforcos nem diligencias para continua-
re m a morocer a sua confianca.
___ Iiiogo Uurnett, Leite Sol & Comp., Jos Rar-
bosa d Messias, Francisco Jos Rodrigues Sacavem,
lomingos Lopes de Aniorim, fazem scicntc ao publi-
X) quo ninguem contrate cora o capituo Manoel
rncisco da Costa,' dono do engenho Tcrra-Nova, no
municipio da cidade das Alagas, acerca dos bens
movis, simoventes, o engenhoeunaisbens de raz
portencentes ao mesmo Costa, em rasilo de estarem
oniesnios*enssobjeitos a dbitos de mais de qua-
torzo contos do ris, voneondo os juros de 2 por cen-
toaomez, pelo quo ja os annunciantes promovm
execuQiio viva no juizo municipal da mesma cidade,
ondeo primeiro annujieianlo j.oblivera sentenga
contra o mesmo Manoel Francisco. Macei 30 de
abril de 1847.
Comer Evans & W. A. Davis, testamenloiros- do
fallecido G. l'.Manouvrier cnsul americano avi-
sa m aos credores do mesmo, que hajam de appa-
recor no primeiro andar da casa 11. 7 na ra da
Cruz por cima do armazn do Sr. Davis & C. ,
sibbado, 22 do correle das 10 at as 2 horas do
dia para sercm pagos : e a adverte-seque os dilos
testamenteiros n1o se responsabilisam pelas quan-
tias quo n1o estiverem naquelle dia aprosenlodas.
Tambem rogam aosdevedores do mesmo o favor de
s itisfazerem os seus dbitos, no mesmo da e no lu-
gar cima referido.
--.Talivraa da praca da Independencia ns. 6 e
8, precisa-se alugar um molequede 14 a 18 annos,
para o servigo de urna casa, e que seja capaz para
as compras diarias.
Precisa-sealugar um preto, som vicios para o
servigo de Casa e ra: na ra do Trapiche, n. 8 qu
annuncio.
"Arrenda-so o grande sitio e casado sobrado da
u do Sebo oqile est morando o Sr. Joaquim Jos
Lurengo da Costa por um ou mais annos: a tra-
tar na ra do Crespo n.-9, com Jos Mendos de
Freitas.
-- Precisa-so de 3:000,000 de rs., com hypothc-
cas em casas livres e desemba'ragadas : quem qui-
zcr dar annuncie.
O lenenle-coronel Francisco da Silva Santiago
embarca para o Rin-Grande-do-Sul, em a barca
Gnero$a o seu escravo prelo de nagSo de nome
Alexandre.
Altencao.
Jos Joaquim de Novaes.participa ao rpspeltavel
publico,que mudnu o seu estabelecimenlo de alfaiale
ila csii dos 4 cantos da ra do Queimario para a io-
ta n. 30 da mesma ra onde so acha prnmptoa
servir os seus freguezescom aquella promptido do
costme e a todas as pessoas que sua casa so qui-
serem dirigir; assim como vendo pannos, casimiras,
madapolOes, sarja para vestidos, cortes de rolletes,
luvas de todas as qualidades, lengos de seda o de
cassa, botOes de todas as qualidades, retrozes, li-
uhas, e muitos oulros objectos que sempreha de
hnver venda ; assim como haver sempre obras
feitas do todas as qiialidades.com a mesma perfeicilo
das de encommenda. Na mesma casa vende-se al-
paca a 800 rs. o covado ; panno de linho da Allema-
nha a 440 rs. a vara ; cortes de enmbraia para vesti-
dos, de bonito padrdes mons casimiras, asmis
ricas que tcem anparecido, para caigas ; crlos de
gorguiflo, os mais modernos que teem vindo, para
rolletes.
Paleo de S.-Pcdro, n. 10, es-
quina da ra do Fogo.
Nesta casa, aberta hoje., compram-so e vendem-
se escravos por cominiss:lo assim como tambem
Irata-se de qualquer negocio do compra ou vendas ;
tuilo isto por urna mdica commissrlo, que se con-
vencionar na occasiflo promeltendo-se toda a
presteza nodesempenho de qualquer negocio.
-- Jos Romolo pintor italiano recem-cliegado
a esta cidade, ofTereceseu presumo na pintura de
carruagens ; bem como na de ornado ou relevo para
casase lojas. Quem do seu preslimo se quizer uti-
lisardirija-seacasadepasto, nobecco do Virginio,
n. 2, a qualquer hora do dia.
Apessoaque for dono de'uma besta que se
acha no Pomhal presentemente queira ir busca-la
no prazo do oilo das ; do contrario se vender para
se lirarem as despezas que a mesma tem feito.
Aluga-se um bom sitio no principio da estra-
da dos Afilelos, com casa grande e nova, e mais dous
pequeos com muitos arvoredos de fruclo, do todas
as qualidades, boa agoa, boas baixas para capim,
e Ierra para plantagOes : a fallar com o seu dono,
Raymundo Pinto do Abrou, no pateo de San-Podro,
n. 10. ou na ra da Praia, n. 46.
Aula de navegarn.
Agostinho Fernandes Catanhn de Vasconcellos
contina a ensinar navegagfio pralica e theorica ,
istohe, breves nogOes do ariihmetica, de geome-
tra ede geographia; observagOes astronmicas, e
applicagOes de lodos os problemas de astronoma
nutica a estas observagOes; solugOes das diversas
quesillos tendentes a resolueo da derrota o ao le-
vantamcnlo de plantas, qurpelo calculo triguome-
trco, qur pelas opcragOes graphicas, etc. o de-
monsliagOes anarylicas s regras estabelecidas para
a resolugilo dosses diversos problemas de triguouie-
tria planaeespherica; e explicag3o do apparelhoe
manobra dos navios, etc., ele. : na la da Praia, n.
55, primeiro andar.
O bom cbarao. 21#000 rs.
Vendo-so folha do Flandres, da mais suporor
que lem vindo a este mercado, tanto em ""'SgJ
moem qualidade, pelo diminuto prego de ".u""
rscadacaixa.ealOO rs. a relalho: na ra ova,
loja de ferragens n. 5, de Tiixeira & Andra.ie.
- Vendem-se800 palmos do terreno de rrenio ,
na Torro.sendo600a marRom do Capibarihe. com
algumasbeinfeitorias os quaes foram aforados ao
tenenle-cornnel Antonio Carneiro Machado Ros o
se aeham boje semaforamento por una escnpt'ira oe
destrato amigaver. na ruada Cadeia do Recite, n.
62, primeiro andar.
Vende-se una porgito do cera de carnauba, era.
arrobas e a relalho; assim como cera amarella e una
porclo de fio para redes, velas e lampeOes; tapioca, a
2.500 rs. a arroba, e em libra a 100 rs.; azeito doce,
a 800 rs. a garrafa; dito de coco, a 360 rs. a gai-
rafa, o a ornada a 2.70 rs.; e todo:; as nais genero
de venda : na ra Nova, venda n. 65,
O barateiro da Boa-Vista
Compras.
-Compram-se cobras de S. Joio : no Aterro-da-
Boa-Visla loja uu unuUezas, n. 51.
- (.oiupia-so o- Salmatecences reformado ou
Collegio abreviado, obra do thcologia : na ra
Direila, n. 112.
Vendas.
C.tsa da F
na ra estrella do lozario, n. 0.
Nesle estabelecimento acham-sc venda as boas
cautelas da bem arredilada lotera do thealro publico
desta cidade, para cujas rodas est annunciailo o an-
damento para o dia 29 desle correnle mez ; c por isso
convida a lodds os freguezes amantes desle jogo que
nflo poderem comprar bilheles, o compraren! ascau-
lelas, alim de que com ellas se habilitem, epartici-
l em das surtes desta lotera. Prego das cautelas : de-
cimos a 1,000 rs., e vigsimos a 500 rs.
A PARIS1KNSK,
NOVA E BKILIIAWTL
para piano : vende-se na ra da Ca-
deia, loja n. 31 ; prego 50o rs.
Alcrro-fla-Boa-Vista, n. 4.
Vcndem-sc borzeguins e sapatos americanos do
daus palas, a 2,800 rs ; botins e meios ditos, Tranco
zos, a 3,000 rs., ede Lisboa, a 2,000 rs.; sapatos
atamancados, aOOrs.
__Viuidem-se 9.oscravos, nimio em conta sendo:
duasmiilatinbasdeioal annos; nina dita de 20
annos, de elegante figura e com habilidades; um
preto de"bonit figura ; 2 negrinfias, urna de 1 Jan-
nos e a outra de 16 ; r prclas para todo o servigo :
no pateo*da Matriz de S.-Antonio, sobrado n. 4.
Vendem-sesaceos com sal lino, muito claro,
commaisdealqueire de medida vclha, por cora-
modo prego: no becco do Gongalves, n. 6, por dolas
da ra daSenzalta-Velha.
__Vendom-se dous escravos do servico de cam-
'po, moito bons e baratos: na ra Direita, sobra-
don-29- J 1 o.
I" ..-Vende-se urna negra de idade de 34 annos; sa-
be bem lavar o *he jnuito boa quttandeira; vende-so
' porque o dono est para se retirar para Europa bre-
ve: nirija-se ao armazem de J. Carole & C.,na praga
IdoCommercio.
est vendendo (na sua loja do Aterro, n.10, a pri- -
meira indo da ponte* fazendas tito boas e baratas
quecausam admiragno por sua ptima qualidade o
baratos pregos, e mesmo pnr se nTlo acliarem em
outra parte. Ah aeharflo os freguezes amigos do
hom e barato as seguintes necolnchas : chitas oscu-
ras, proprias para vestidos de trazar por casa, a 120
rs. o covado; um completo sorlimonto do outras
mais finas, de varias crese padrees, a 140, 160, 180
e 200 rs.; algodcs americanos de listras para ronpa
de escravos, por snrem muito encorpados e bern te-
eidos, a 200 rs. o covado ; gambrefles para caigas,
fazenda propria da presente eslagilo |>or ser de pa-
drOesescuras imitando casimira, a 1,000 rs. cada
corto do treseovadoso meto ; cassa lisa cora vara do
largura, a 220 rs. a vara; dita de quadros o listras,
a 310rs.; madapolOes limpos sem avara, fazenda
sofTiivel, a oilo patacas e meia a pega ricos cortos do
cassa celeste para vestidos de senhoras.a 3,200 rs.; o
pegas de bretanha de rolo com 10 varas, a 1,440 rs.
Vende-se nina casa terrea, com a fenlo o reta-
guarda detijolo, eoniaisde taipa, sita na ra de
Motocolombo, nos Afogados, por 120,000 ris : ella
rende 2,000 rs. por mez, esc da a prazo : trata-se na
ra Direila, n, 20.
Venham eonenrJo,freguezes,a to
da pressa, antes que se .icabem
as pecliinchas do Passeio-Pu*
blico, na nova loja n. 19, de
Manoel Joaquim Pascoal Ramos, quo so acha de nb-
vamento sortida com fazendas linas e ordinarias, co-
mo sejam: corles de cambraias a napolitana a 2,500
e 2,000 rs ; ditos de chitas finas, a 2,400 e 2,000 rs.,
o em covados, a 100, 120,140, 160,180, 200, 220, 240,
260e 280 rs.; cortes de fuslOes para rolletes, a 1,000
c800 rs. ; crle,s decollles de sarja lavrada, a 640
rs ; pegas de madapoln sulTrivel, com um pequeo
toque de avaria, a 2,000 rs e liinpas,-a 2,200, 2,400,
3,000, 4,000 e 5,200 rs. ; cassa lisa muito lina, a 610
rs. a vara ; cortes de meia casimira, a 1,600, 2,400 o
3,000 rs ; ditos di. pelle-do-diabo,a 1,400 o 800 rs., e
eiiMM)utaBS2l)>rs.; lenco, para grvala, decam-
brai^PPWIwp-" 400 rs.; ditos de seda, a 1,440
c l.eWrsT; picote-para ronpa de escravos, fazenda
esta de muila dura, a 200, 220 e240 rs. ; bretanha li-
na, a 800 e 810 rs.; chitas linas para cobertas, a 140,
IfiO, 200 e 240 rs.; corles do sempro-dura, a 1,300,
1,440e 1,500 rs. ; cambraia lisa muito fina, a 640
rs.; panos para cima de mesa, af,60i'rs.; leogosje
cambraia branca ede cor, para senhoras, a 320, 360
e 400 rs.,'e outras militas fazendas quo pelo seu di-
minuto prego no desagradarlo aos freguezes.
Vende-so una parda de crescura de
30 annos ponco mais ou menos, perfei-'
1 la cozinheira e que engomma sofTri- I
Vf\ velmente, muito despachada para o ar-
fjp ranjo de urna casa ; be de boa conducta,
sem vicios nem achaques; a qual foi ven- :
dida por urna grande necessidade : ven-
! em conta : na roa das Larangciras n.
14, segundo andar.
V&^a&l
__Venrlein-seiun pao dcsicnpira,queser-
ra-Jo d dous liornrdos;duas curvas gran-
desda mesma madeira, e urna porcaoffde
IravessOesde sicupira com ocompiimenlo
de dez palmos e meio cada um ; na ra
tfaScnzalla-INova, venda de Jos Percira,
se dii quem vende.
__ Vendem-se sellins inglezes para
montana de homem e senhora ; relogios
de ouro e prata, patente inglez : na ra
da Scnsalla-Nova, n. 4a-
Vende-so urna cabra (bicho), com muito bom
leite c parida de poucos dias por prego commo-
do : na ra da Gloria, n. 88.
Vende-se a engenhoca R.aeho-das-Restas sita
na freguezia de No.ssa-Senhora-do-O, do Allinho, da
comarca do bonito, em Panellas-de-M.randa, por
prego rommddo, e vende-se a prazo : trata-se na ra
Direita, sobrado n. 29.
__Vcnde-sc salitre e enxofre de muito
boa qualidade e por menos que em outra
qualquer parte : uo escriptorio de Clau-
dio Dubeux., na ra das Lhrangeiras, n.
__. Vende-se urna propriedade de tr-
ras, denominada Cotia, no lugar do ria-
cho Cavatuba, na comarca do Ltmoeiro.
Os p'relendcntes dirijam-se ra do
Queimado, n. 17, primeiro andar.
Vende-se ou troca-se por urna casa terrea com
quintal, ou por algum pequooo sitio com arvones
de fruclo, perlo do Recito, um sobrado novo todo
forra di), com um grande sotan, paredes dobradas,
1 chaos proprios, o qual rende por mez 34,000 rs.: na
ra eslreita do Rozario, n. 10, terceiro andar.
ILEGIVEL


^

A
L.... I-
?0,
-Vende se, por barato prc-
um pequeo sil o de cx-
cell'Tilos Ierras, rom rasas de taipa, porem bem
edificadas, conlcndoduas salas, 4quartos, corre-
dor no mcio enzinha e dispensa foca de pedia e
cal, urna grande cacimba, o outra menor, ambas
com excellenlc agoa do beber, varios ps do fruo-
teiras 4 pedo mangueiras, grandes o de muito
boa qnalidadc varios |>s de cajuciros jaqtioiras e
larangeiras novas : ulciu dissu, tem cxrcllcnle bal-
xa para hortalica c capim ; tem muilo boa visla pa-
ra o campo da Estancia Manguiuhoc oulros luga-
res; be muito proprio para morar, ou inesmo para
recreio por ficar porto dcsta cidade ; tem 240 pal-
mos de frente o 300 ditos de fundo pouco mais ou
menos com bom cercado e portilo situado na ra
principal da Capungn logo o segundo depois de
ponte, do lado direilo : a tratar com Jos Ade-
lo na ra estrella do Hozario, n. 7.
A' 12^000 rs.
Na lojan. 5, confronte ao arco de Santo Antonio,
vendom-se ricos cortes do chaly de Illa eseda,, pa-
dros modernos, pelo barato prego de 12,000 rs. ca-
da corte; riscados franeczes linos 6,modernns. a 240
rs. ocov.ido; zuarte azul encorpado, da fabrica por-
lugueza, a 200 rs. o covado: esta fazenda lie propria
para escravos.
-- Vende-so um dos melbores silios que lia na
cidade da Victoria om S.-Anlilo, com boas mora-
das de c;i-a- |iara grande familia com n frenlo de
lijlo-, (las salas, 5quartos, cozinha fra, cslri-
baria para 3 cavados, quarto de pagem, grandes
quinlues com diversas qualidadcs do frucleiras;
tudo islo cercado de limito com portito de pedra e
cal com jarros eni cima, terreno para traballiar com
5 a 6 captivos, lugar sufTicicnlo para coreado de var-
eas .le leile, urna olaria de lellia e lijlo annoxa a
margom do rio: a tratar no ntesmo sitio Boa-Vista ,
com o Sr. Jouo Antonio Pinheiro Paz.
NA LOJA DE MAYA RAMOS & COMPANHIA NA RA
NOVA, N 6,
ha um-completo sortimentodo ospelhos dn todos os
tamaitos, com lindas molduras o bonitos desenlio*,
equo se vndenlo por prego mu commodo; lambein
lia iim resto do uina fazenda chamada parisiense-,
muilo propria para vestidos pelo barato prego de
320 c 400 rs. o covado; diversas filas lavradas, a
120,160, 200 e 210 rs. a vara; chapeos de sol, de
panniihn, com armagoes'dc ferro, osmelhnresquese
tceni vislu; porsercm inglczes,elerem o panno de Uto
boa qualidade, que por minia cliuva que apaubein
nBo passa urna s gotla para o lado inlerior; ricas
mantas de seda de lindos goslos grandes, bem
largas e de pouco dinheiro {encerados para mesas,
do bonilos padres o escolente qualidade, pelo di-
niintilo prego de 1,600 rs. o covado; ricas lilas com
franjas e sem ellas boas para ciuleiro e chapeos de
senhora; um completo sorlimcnlo de sapatos do
duraque prcto o.|Je cures a 1,000 rs.; (Vio de Lis-
boa e por isso mesmo melbores que os franeczes, por
seren de mais duraetto;) un bello sortimento de
cnlgado francez lano para boiiiem como para se-
nhora ; bem como um riquissimo sorlinianto de
pe fumarias, c de ludo quanto lia de melbor ueste ge-
nero por preco mu rasoavel. ... .
A' 7$000 rs. cada urna mana.
Nalojade Guimarfles Serafim & C, confronto ao
arco deSanloAnlonio, n.5,vendeiii-se mantas de seda
modernas para senhora, pelo bnalo preco de 7,000
rs. cada urna; risca*os franeczes linos, padroes mo-
dernos, a 240 rs. o covado.
Vcnde-se cal virgcui cin meias barricas cliegada
ltimamente ; caixai valias para assucar ; una poico
de pesos de ferro, de duas arrobas ; seiras grandes para
serrar madeira ; tudo por preco commodo : na ra da
Mocda, armazem n. 17.
--Vende-sc um pequeo si-
tio de boas ten as, com abeer-
ces j promplos e divididos para casa terrea ou
sobrado, com a frente murada e cercarle* dos lados,
com dous psdecoqueirose varios de laranciras ,
e mitras arvores de Iruclo na projeelada ra Real ,
que.valdaruada Snledade pura a estrada do Man-
guind, junto ao sitio do Sr. I'anasro : i tratar Com
Jos Anacido, na ruaeslreila do Rozario n. 7.
Vendem-se cscravos baratos na ra das
I.arangciras n. 14, .segundo titular: um
molecote de degante figura sem vicios
ncm achaques com ollicio de sapatei-
ro e de pintor, de 17 anuos ; um dilo de
nagito com ollicio de sapateiro de 20 annos ; um
dito com of(ici dealfaiale ; um dito ptimo para o
servido de campo um mulatinlro de boa conducta ,
ptimo para pagem ; urna negrota de Ki anuos ; ti uta
dita de nagSo do 20 annos; urna negra, por
350,000 rs., que nlo he velha e sem vicios nem
achaques; urna dita ptima cozinheira, e que est)
pejada; e mais alguns cscravos que eticonimcnda-
rem.
-~ Vende-se um sobrado de 2 andares e solio,
muilo em cotila silo em una das boas ras do
bairro de S.-Antonio : na ra das I.arangciras, n.
14, segundo andar.
Vendem-se 4 relogios dous de ouro e dous de
prata por preco muitu commodo : na ra direila
n.29
Vcndem-sc3prelase 1 prcto.de boas figuras
e sem vicios, oplimos para o campo: na ruado
Quei mado n. 33 com frente para o largo do Col-
legio se dir quem vende.
Vendcm-se 3 escravos, sendo um negro, de 20
anuos pouco maisou menos, urna mulata de 18 an-
nos, e um mulatinlio de 7 para 8 anuos, todos do
mui lindas figuras, c da mulata se dir ao compra-
dor as habilidades: na ra da Cadeia de Santo-An-
tonio, n. 25.
Sapatos de Lisboa,
de duraque e courode lustro : na ra da Cadeia do
Recife, n. 19. Ades, que sao muilo novos.
LOTERA DO RIO-PE-JANEJRO.
Billtelse meios ditos da oitava lotera a beneficio
da freguezia do SS. .Sacramento da cOrle; vendem-
se na loja rte cambio de Manoel Cenes, na ra da
Cadeia, n. 38.
Vendem-sc chitas limpaa bons pannos e co-
res nxas. a sete vintens o covado, o a pega a 5,300
rs.; sarja preta limpa superior seda a 1,280 rs. o
covado ; um Cuarda-livros moderno, por prec,o pre-
co commodo : na ra eslreita. do ltozario ji. 10,
terccirg andar.
' V
vores de frudo cacimba com excdlentc agoa de
beber, casa rieiaipa no lugar d'Agon-Fria de Bc-
beribe : em Fra-dc-Portas no paleo do Pilar lado
do nascente, n> 8, ou no cartorio dos orphflos.
Novos gambreoes.
Na loja do Guimarfles Serafim & C, confronte ao
reo de Santo Antonio, n. 5, vendem-se novos gam-
breoVs a 1,400 rs. o corte de tres covados e meioj'os-
ta fazenda torna-.se recommcndavel pnra a eslagilo
prsenle, por ser fazenda onenrpada e escura; e finxe
a casimira francczM por terpadrOes imitantes;) ol i -
tas a 120 e 140>rs. o covado, enlm disto tim com-
pleto sorliir.enlo de toda a qualidade do fazendas.
NA HIJA DO QUEIMADO, t. ti,
Vendem-se lindas manas de seda ,
tnnito linas' as mais modernas que ha,
proprias para senjiora e meninas, a 3,100
rs. ; corles decassade cores lisas, ede
lindos padres, a 4>000 rs- i sarja es-
panhola ; dila ranceza ; los prelos-; lu-
do por monos de sen valor, por ler aca-
bado a Qnaresma : na loja nova de I!-
C. I.eite.
Vendem-se casaes de pombos grandes, bons
batedorese muilo bonitos ;ctambem filhotes mui-
lo gordos: ludo por prego commodo: na ra da
Florentina, n. 10.
Vendein se VELAS de cera do
Mio-dc-Janeiro e de Lisboa grande c
completo sortimento: na ra da Senzol-
la-Velha armazem n. no, de Alves
Vianna
Vende-so urna prcla de 20 annos cozinheira e
engommaileira com perfeiglo e que tem mais ha-
bilidades que se dirilo ao comprador; urna mulati-
nha de 12annos que cose muilo bem; um prcto
canoeiro, por350,000 rs. moco ede boa figura ; e
mais escravos que so mostrarlo aos compradores, e
baratos na ra Nova, n. 40.
A' 2,7000 rs. o corle.
Na loja de fiuimarfies Serafim & fl.J confronte ao
arco de Santo Antonio,n. 5, vendem-se cortes de cas-
sa de padres agradaveis e orcsfixas, pelo diminuto
prego do 2,000 rs. o corte ; lencos franeczes grandes
o finos ingindo seda, a 480 rs. cada um; lencos de
cambraia com bien, a 610 rs. cada um; dilos de dita
muilo linos com renda e hico, a 900 rs. cada um.
A' 800 rs. o corle.
Na loja rieCuimariTes Serafim & .., confronte ao
arco de Santo Antonio, vendem-se lindos corles de
ruslto, ciVes (xas, pelo barato preco de 800 rs. o
corle; eassa-chitas com (lores, finase largas, suecas
e inglezas, a 240 rs. o covado.
A' A$500 o corte.
Na loja de Guimarfles Serafim & C, confronte no
arco de Santo-Antonio, n. 5, vendem-se ricos cor-
tes de cassa dos padrOes mais modernos quo leem
vindo a este mercado, c lindos dosenhos pelo bata-
to preco de 4,500 rs. cada corle; chapeos de sol, de
panninho francez a imitacfio de seda, con lindos
cabos, a 3,200 rs. cada um.
LIMA,
mudou-se do sobrado da ru
l&jS Nova para a loja da ru do Quei- '
mado, n. io, onde continua a
vender uniformes militares pa-
ra totlas as patentes de estado-
maior .cavalluria e infantera
da guarda nacional, gales de
ouro e prata, chapeos enverni-
zados para pagens.
uados de camas e janellas, assim como franjas pa-
ra os mesmos ; rrtes do caigas de casimira franec-
za elstica e muito superior, a 5,000 rs. cada corle ;
cortes do colleles de velludo, gorgurflo, setim e-de
fustflo, por pfego muito barato panno de linho a
400 rs..a vara; cobertores para escravos, e nutras
muilas fazendas que todas se venderflo por presos
muilo ha ralos.
Veniie-se nina parda de muilo bonita figura,
que cozinha bem diario de urna casa lava
do sabflo e varrella cose chflo o he muito boa pa-
ra casa de familia : na ra do Collegio n. 16, ter-
ceiro andar.
\ nlio de Cliarnpanlia. ,
Vende-se vinho do Champanha em cestos de urna
duzia de garrafas de muito superior qualidade : na
ra da Cruz n. 55.
Vcndem-s 200 cordas de carnauba proprias
para redes : na praca do Commercio n. 4.
Vcnde-se um escravo e um nulatinho pro-
prios para qualqucrscrvico ; sola ; couros miudos ,l
cera de carnauba ; caixas para tabaco; esleirs : na
ra da Cruz n. 26.
Vendem-se "os incomparaveis charutos marca
de tngo verdadnira ; bem como regala e oulras
muilas qualidades; fumo em rama, em porcOes e
a rclalho tudo por preco commodo : na fabrica da
ra Direila defronte da travessa da Pcnha.
- Vende-se nm rico chapeo para guarda nacio-
nal ornis bem armado que tem apparecido, em
muilo bom uso e por prego commodo : na ra da
Cadeia do Recife, n. 55.
rechincha igual anda noohomi; eso ha na loja nova
n. 17 do Paneio-Publico.
Chitas de cores finas a, 3,800 ra. apega, e ao co-
vado a 100 rs.; ditas muito finas cores escuras c
bonitos padres, a 5,000 rs. a pega, e a 140 rs. o
covado ; ditas a 5,800 rs. a pega e a 160 rs o co-
vado ; inadapoloes cun 4 palmos de largura e finos,
a 3,200 rs. a uega ; dilos com a'mesma largura e
muilo linos da flor do algodflo, a 4,500 rs.; pegas
de algodflozinho com 20 varas, a 2,200 rs. : tudo sem
defeilo algum.
~ Vendem-se 4 escravos de 20a 26 annos, pti-
mos para todo o servigo; urna boa miilalinha de
13 annos, muilo linda c ptima para mucama;
14 escravas de nacflo de 15 a 40 snnos': na ra Di-
reila n. 3.
Vendem-se sementes de hortalice de todas as
qualidades ,'cbegadas prximamente do Porto por
prego commodo : na ra eslreita do Rozario, ven-
da n. 8.
Videos
de espelbo
Vendcm-se lijlos de ladrilho a 20 rs.
detrs da ribeira, serrara n. 13.
por
Escravos Fgidos.
Na manhfla do din 3 do corrente, das 7 para as
8 horas, sendo conduzid para casa do Sr. oiajo'r
Antonio da Silva Gusmflo uma.sua escrava preta, de
nome Romana, esta, no Aterro-da-Boa-Visla.deixan-
do-setic*f atrs do porladbr que aconduza, fugio
A referida preta he de Angola, bem ladina, e reprel
senla terde idade 30 annos pouco mais ou menos
estatura ordinaria, corpo cheio, porftm magro ;letn
o dedo grande do p direilo aleijado, e em ambas
as pernas algumas chagas b#lanle grandes, e le.
vou vestido escuro de chita com flores brancas e en
carnadas, e por cima saia preta de lila, e fui embru-
I litada cm um chale cor de vinho com barra branca:
lovou mais urna (rocha, eonlcndoum lengol de al-
Rodflo, e oulros vestidos e roupas. Quem adesco-
brire pegar leve-a a casa do ditoSr. Gusirifio, ni ra
do Quei mado, ou na ra do Aragilo, n. 27, quesera
recompensado.
ALERTA !
Thereza, preta, escrava dos 8rs. Lula Antonio
Alves Monleiro e. Companhia da praga de Macei e
por ellos retndtida pranosla praga ser vendida
porsuaconta, sendo chegada apenas ha 12dias'
fugio no dia 28 de abril prximo palsdo : nflo cons^
la que aqu tivesseconbocimelos e nem se pres-
me que n fuga proceda de" sedugflo; ha porm, pro-
babilidade de que so lera oceultado mesmo nesta
cidade. A dita preta representa 85 a 30annos, alta
e reforgada do corpo bem parecida; tem algumas
cicatrices em um dos bracos; lovou saia de chita
vermelha o panno da Costa. Quem a descobrir, ou
a levara Antonio Luiz dos Santos & Companhia,
na ra do Crespo, n. 11, roceber urna Tecoiiipensa
proporcionada ao sou trabalho.
Desappareeeu no dia 27 de abril prximo pas-
aado a preta Paulina, crioula, estatura regular,
cheia do corpo, ps grandes c chatos; costutna Ten-
der na praga ; ha suspeilas de estar na cidade de
Olinda : quem a pogar levo na ra de Aguas-Verdes,
n. 23, quesera bem recompensado.*.
Fugio, embarcada em urna canoa de Olinda ,
no dia tilo correnle, pelas 7 horas da noile,a pre-
ta Thereza, de nagio Congo, de 24 annos pouco
mais ou menos nariz chato beigos grossos, ven-
tas largas pescogo curto peitoscahidos, cheia do
corpo ; tem em umdos hombros talhos signa I de
sua Ierra bem como a roda do emhigo tem na
parte interior done esquerdo um franzido fnrman-
do'uma cova denles curtos e limados1, falla grossa.
de diversos tamaitos, vrndrm-srpor iirejo muilo com-' 1"nKT<.qU0 SJ0.! V ^I"1'? p,8rfl
iiiodu : na ra da trui n. 10, armazem de Kalkinana
Si \|useiiiniiiiil.
Vitlros para vi i Iracas
em caixas de cen pe"a cbicos, vendem-se por proco
coinmodo : na ra da Cruz n. 10, armazem de Kal-
kmaiin S Hoseiiniund.
Vendem-se botinsfrancezes, de so-
la dobrada muito bons para os dias tic
cliuva a 5,ooo rs. ; sapaloes inglzes
de muito boa qualidade ; e outras mul-
tas quididades de calcado : na praca da
Independencia, lofa do Arantes.
>
Por precisao,
vende-se 1 carro demflo,de 4 rodas.novo e bem cons-
truido, proprio para carregar assucar, ou outra
qualquer cousa por baralissimo prego: no largo
das 6 horas as 8 da manhfla e das
do Pilar n. 10
tem vante.
O verdadeiro
e flnissimo panno de linho do Porto a 800 rs
var, as pegas sao de 15 a 16 varas, e estilo se a
bando ; longos de seda carmizim fazenda nleira-
mente nova proprios para aigibcTra c pescogo a
1,280 rs.; corles do cassa-chita preta, muito bonitos
padrOes e muilo baratos; e um completo sortimento
de fazendas finas de todas as qualidades: na ra
do Queimado n. 11, loja nova do Raj mundo Car-
los l.cite.
Vende-se urna rabeca em bom estado: na ra
estrella do ltozario rdinagflo de assucar n. 43.
Vendem-se ps de larangeirascapazes d se mu-
daren : em Parnamoirim, adiante da Cruz-de-Almas,
sitio do l.uiz do Helio.
' Ven lem-se duas vaccas torinasl,
com crias, por commodo preco :. na rus
de Apollo, n. 8, armazem do Sr. Pedro
No pateo de S.-Pedro, n. 10.
esquinad.! ra do Fogo,
trala-se a venda do urna casa terrea com o corre-
dor ao lado, sala da frente e alcova forradas, mui
bem construida e em urna das molhores ras desta
cidade.
Vende-se urna venda na ra de S -Francisco ,
n 68 bem afroguezada para trra com poucos
fundos : a tratar na mesma venda.
dio palco de 8.-Pdro, ut 10,
esquina da i ta do Ioo,
Vendeni-fo morndas de ferro para engenhos de as-
ucar, para vapor, agoa e bosta, de diversos tainanhoa,
por proco coinmodo ; o igualmente taixas de forro coado
e batido, do todo os tamanhos: na praca do Corpo-San
to, n. II, em casa de Me. Calniont (& Companhia, ou na
ra de Apollo, armazem, n. 6.
PANNOS FRETOSFISVOS
> novos na loja ; velludo prcto; cliama-
.ole de seda para colleles e gollas ; se-
tiin mocan ; o verdadeiro brim trancado
de listras de cores : na ra do Queimado, .
Inii nnvn n i i Hp !?,..,... i < i trala-se a venda de> 2canoas de conduzir agoa em
loja nova, n. i i, (le Haymundo Carlos muilo bom oslado, e qnasi novas, e de urna quecar-
Leile. roga um milheiro do lijlos ,- por mdico prego as-
sim como tamhetn de urna canoa de ca reir, cons-
truida de novo e que carroga 16 pessoas.
Vende se a verdadeira e.superior
potassa da Hussia, branca, e em barris pe-
queos : na ra da Cadeia do Uecife, ar-
mazem n. 12, de Baltar ck Oliveira.
Na ra da SenzaJIa-Nova, n. 4a,
contina a haver um completo sortimento
de taixas de ferro, batido e coado; mo-
endas, e machinismo de vapor para en-
genho.
Vendcm-se sapalOcs de Nanles para meninos de
I0a12nonos, proprios para o invern : na ruada
Cadeia do lleciyj, t. 35.
Na ra da Crui,.n. ?G vendefh-se'
saccas com muito boa farnlta de mandio-
B| Vendem-se superiorea chapeos de
JMLcastor, pre.to.se brancos, por prceo
muilo barato ; na ra do'Crespo, loja .
12, de Jos joaquim da Silva fllaya.
Na rna doCrespo, n. 12, loja de
Jos Joaquim da Silva Maya ,
vende m-sc ricos corlea de cambraia para vestidos de
senhora ; ditos de bauzulinas, para vestidos : fazen-
da esta muilo propria para a cslagflo deinverno, por
ser decores escuras; umrico sortimento de mantas
de seda o de .seda o I la para senhora; manliohas para
meninas a duas-patacas cada urna ; chales de seda
de bonitos gostos o dill'oi entes tamaphos; meias d
seda brancas, e pretas para seujior o bomcm as
nia.ssiiperioresqtieleemvindoa esla piaga; pao-
ende-se m aio de Ierras proprias, com ar- do '^S,1V^&^n*
ca, por prcCo commodo.
. ho hoje escravo do Sr. Tliom l'ereira Lagos,
e cltama-se Manoel por alcunha forqnilha. Seu
senhor, dontor Janseii, protesta usar dos seusdirei-
tos contra quem a ti ver.
Anda continua a estar fgido desde a noile
de sabbado, 29 de agosto de 1846, o molecote Fran-
cisco de 18 annos, pouco mais ou menos, olho;
grandes, beigos grossos, nariz chato, denles lima-
dos snmprc muito risonho e apoyar de ser de na-
gflo, falla comocrioul'o, por ter vindo pequeo; le-
vou camisa de algodflozinho caigas de zuarte aznlj
unssuspensorios do meia do cor, urna jaquola de
panno verde rota no cotovello esqucfdo, chapeo de
palha e urna trouxa com o resto do sua roupa ; pe -
tonco ao Sr. Francisco Lourengo da Fonscca, do Itio-
Crande-do-Sul: promette-se generosa recompensa
a quem o pegar e levar a ruada Senzalla-Vellta,
"no, casa de Alves Vianna.
ENIGMAS
PITTORESCOS.
DBCIFIUCAI)
He a esperance que nos leva por um caminhodo
rozas ao le cara aa vida.
PEItN.
HA XTP.' DKM.F.DE FAB1A. l*47*




Anuo de
1847.
Segunda fe ira 241 de Mao.
N.2I
MQtA'h
l>E
PERWAMBCO.
(SOB 09 AUSPICIOS DA SOCIEDAD* COMMERCIaL.)
Subscreve-se na Praca da Independencia, Ioja de fivros n. 6 e 8, por iasooo rcis por auno, pagos adan lados.
e*----- ..... t

PKEfOS CORRBNTES DA PRAA (Corregido Sabbado as 3 horas da (ardo.)
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^EXPORTAQO.
Agoardente Cataca -
Algodo I orle- -
2. p----
Assucar uranco era caitas -
a mascavado -
a em barrica ou sac-
co., braoco -
a mascavado -
Uouro seccoi salgados. -
Meios do sola -
Cintre da ierra -
do Hio (iraitde -
EXPORTS.
PRKO Da paxc
Ruin -------
Colln 1. qualilj -
1 2. a -
Silgar in cases vrhil -
a brown
> lor Barris 01 Hags.
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> brown' < "
Dry salud hides -
Taime ludes
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4 2 #000
8*000
6*600
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1*000
1*800
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1*200
4*600
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Pipa.
Arroba.
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I s Trro
Libra.
lima.
Ceulo
CAMBIOS.
A
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Londres* .......
Lisboa.............
Franca........................
Rio de Janeiro...................
l'U AT A iniuda...............
a Patacdes Brazileiro......
Pesos Columnario.......
a Hitos Menanos.........
OORO. Moedas de 6*400 velha.
* Ditas ditas novns.
Uilas de 4*000..........
a Oucas hespanliolas......
Ditas Patriticas........
Letras ............>
a 57 d por 11 rs. a Odiaa.
98 por cerno premio, por acial cficcluado
340 ris por iranco.
ao par
1*820 l#>0.
2*020 41 2*040.
2*020 a. 2f40.
1*800
l/4fl I#600.
lliJJOf, a I*M*.
9#000 a 9*10.
28*600 a 29,000.
27J600 a 28*000.
1 por 100 ao me
FUETES.
Liverp-ol.........,.. Saceos
Canal, porto Ingleses;......Caitas
Dito, ditoeiilrellainb.ellaTre. ).to
Genova................Saceos
II.11111 ni 1 ,;o caitas..............
Haltico.............*.....
Trieste .................Saceos
l'.-.I.M lllS l II i. Il'i................
Portugal..............
Kl anca..................
ASSUCAR.
1 46 0 0 saceos
S 1.0 a 5 10
1 fMO
S {400
. 4 00
1 H
Con 5
Cota 10
i
Com
hum peso e 10 ceios por sacco.
ICO 200
frs. 0 e 10 Ve** primagem
ALGODO.
Portugal.....
branca......
Inglaterra....
Itarceloua...
.......
., 600 por @ sem pi imagen nominal
.. 400 por (poe I0p /"aocainli. de 160
.. 718 p d.eip. */ de priinagem,
tvr.n !
P Ir namiaal.
4C0 li
COWHOS
Inglaterra Seceos f
H ranea..............
Estados Unidos........
1 b o 0 ... por tonelada e6 por canto,
............. 70 ii ancos 4101- toneladas, com 10 p cenia,
............ Nao ha.
Ds dia II de Novemhro .le 1814 In liante pagar 60 p. c. o rp ou tabaco
de y, os clurulos 011 cigarros, o fumo e.u rolo 011 em lollia.
t'agr60 p. c. os saceos de caiiliaiimtso. grossaria ou gimes da In.lia. o cai-
vetes em Mrma de pu.il.al, as almeladas para can uageu, as pedra lavreda nara la-
do, as pedras decantan para porles, portas e jaiiella, as pedras tarradas para
eucanainentos cepas, cunliaes e corniias. o assiicar rehilado, crystaluado ou de quar-
quer maneira ooi.l'eitado, ocha, a agoardeote, a cerneja, a cidra, a geneora, o mar-
rasquino, ououtrns licores, e o viohos do qulquer qualidade e precedencia
' de qualquer naco, que sohrecarregar os genero brasileiros de maior dfreito, qot
ignaes de oulra narao.
O artigos nao especificados na pirla pago o direilo ad valorem sobre a factura
apresenlada pelo despachante 1 podendo poim ser impugnados por qualqurr oftel
da Alfandega, que em tal caso paga o impone da factura ou valor, eos direiloi.
.\o caso de tiuvida sobre a cbssificaco da mercadona, pode a parte requerer
arbitramento para designar a qualidade e valor da pauU. que Ihe compete.
r-agar 40 p C.ns lcali! ou tapetes, o caiiliam. ordinario 011 groiSPi la, as
anca de qualquer qualidade, e roupa feil, nao especihcada na tarifa, ajearlas pa-
or. as eicova de cabo de marliin, o logo da China em carta, ou qualquer 011-
bal
ra |og
em frascos 011 lilas, acocas, em calda, ou em espirito, o chocolate de cacao ordinario,
o vinagre, o carrinlio, carruagen 011 caita jo^os, roda, orrcio para urna e ou-
l-a eoua as esleirs para mirar casas, o carro para coudutir gente, o sociaveis,
sillines, o sreiciro etinteiro de porcelana, e qualquer ohiecro delnuea nao com-
nrehendido na tarifa; o lustres, os clices para licor ou viudo de vidro liso ordina-
rio, o de vidro moldad ordinario lavrado ou moldado, e lavrado ordinario da A Me-
in, nlia e seinelhantes o de vidro liso moldado 011 lavrado, de fundo cortado ou liso,
com molde ou lavor ordinario ; os calices'para Champanhe ou cervrja, a canecas,
e coito direitos de 10 a I em quarlilho, as garrafas de vidro al I quartilnc ou mar,
sendo todos este ohjeclos de n. I e 2 as garrafa de vidro pretas ou escura da
inesma capacidade, coinprebendidas a que servem para licores ou Le-Roy ; os copos
pira tabernas al una caada, os frascos de vidro ordinario com rolhas do mesmo
al libra 011 mai ; ou em rollia at 7 libra 011 mais, os de lioca larga com rolhas
do Hit-sino, al 4 libras ou nais, ou sem ro lia para O|>odeldoe os videos para a-
lampada ou caudeiros, as taimas ou folhas de mo;uo ou outra madeira lina, e tras-
tes de qualquer madeira.
Pagarlo 2& p. c. o ac, alcatro, xinco em linrra ou em follia, chumbo em barra
ou leneol, estanlio em liarra 011 em vcrguiiha, ferro embair vrrguinlia, chapa o
linguados para fundico, follia de (-'landres, gallia de A lepo, lata em folhas, laloem
chapa, inarhm, salitre, vime, hacalho, pene pi, e qimlqner oulro, secco ou sal-
(;ado ; bolacli, carne secc ou de .almoura, herv-doce, larinha de Irigo, pellicas
iranca 011 piuladas, cordovoes ou corles de bcierro para calcado, bezerros e couros
enveniitsdos, cnuros de poico 011 boi, salgados ou seceos sola clara para sapateiro
ou correeiro, coin e caparrosa.
Pagars 20 p. c. o trigo em grao, barrilh, canolilbo, eipiguilha, ficira, fio.
franjas, lanlijoula, palheta, pasiainanes, sendo ileouroou prata enlrelina, ordina-
ria ou falsa 1 gales da mesma naluresa, 011 lecidm com retroz, linbo. algodo ou
seda, rendas ou ntremelos de algodo nao bordados ; rendas de fil, as de algodo,
retro ou trocal ; leos de camhraia de linho ou algodo, e banda de retro de
malba.
Pagarn 10 p c. o litros, mappas e g'olms geographicos, instrumentos mallie-
malico, de phyaica ou chiinica, edites de vestidos de velludo 011 damascos, borda-
dos de prata ououro tino ; reros ou trocal, e ealiello para cabelleireiro.
> Pagari 6 p c. o canilludo, cordo de Ro, espiguilha, fieira, fio, franjas, ga
lio de fio ou palheta. Unlijoulas, palheta. rendas, cadarcos e lodoso mais olijec-
os desta nalurexa, sendo de ouro e prata fina.
Paga- S p. c. o carvo de pedra, ouro para dourar, ou qusesquerobras e
utensi de prsta,
Pagar 4 p, c. as joias de ouro ou prata, ou qusesquer obras de.ouro.
Pagaro 2 p. c. os diamante e outra pedra preciosas solas semenles,rplan-
a s e racas novas de anintaes uteis.
Parar 30 p. c. todos os mais ohjeclos.
Os gneros reetportados 011 baldeados pago I p. c. de ilire'tos alm da srmare-
=:;sm; e o despachante presta flanea al > approvaco desta medida pela Asscm-
i'lea Geral.'
Concedem-se livre de armazenagen, por 16 diss, as mercadorias de Estiva, e
dous meses as outras ; e fiados estes pmos, pagar '/a p. c. ao mes do respecg
tro valor.
Os rdireitos da faxendas, que pago por rara, dere entender-se rara quadrada.
O -_- Ireilo nao podein ser augmentado dentro do anno fnianeeiro maso Go-
verno poder mandar pagar em moeda de ouro ou prata urna vigsima parte das que
lorem inaiores de 6 e menores de SO p. c. do precos da mercadura, ou mesmo I
^iiniinuil-os, segundo Ihe parecer.
O Goreruo est aulorisadoa ertabelecer nm direilo diflerencial sobreo geneor.
SSoisenta de diieitos as machina, anda nao usadas no lugar, em qae lores
importadas
RXPORTACA.O .Os direitos pago-se sobre a aralnco de urna pauta semi-
nal na razo seguinle 1 Asnearlo p c. Algodo, ca, e fumo 11 p c. Agoar-
denle, cornos, e lodos os mai gneros 7 p. c. Alen (testes direilo pago e a
lasas de 160 rs. em cada caita, de 40 1. em cada fecho, de 20 rs. em esda barrica,
ou sancos de asaucar, e de 40 rs em cada sacca de algodo.
Couros e todos o mai genero sao livre de direilo par os porlo do Imperio, a
escepeo do algodo, assucar. caf, e runo, que pago 2 p ce a lasas por volune-
O metaes preciosos em barra pago de direitos 2 p c. sobre, o valor do mer-
cado, e a prata e o ouro amoedado nacional ou eslrangeiro paga nicamente '/, p. c.
Os eteravos espoliados pago bfOOO por cada un.
l)I.MT.'/,\ DO PORTO As embsrcscoes nacionae, ou etlrangeirs, que
navego para fora do Imperio, pago 00 rs de ancoragem por tonelada : cas
nacionaes, que navego entre o diverso porto do Brasil 9 r. A que entraren
em lastro e sahirem com carga e viceversa, pagaro me.ade do impojlo snpra e 11111
terco as que entrarem, e sahirem em lastro; e mesmo a que entraren! poifranquia,
ou'escala, quer enlrem em lajlro, quer com .caiga Desta im>oico porm lero
isentas as que importar mai de 100 Colono brancos, e a queenlrarem poi arribad
forcada. com tanto que esta no.carreguem, ou dcicarreguem s mente os genero
iiec'essarios par pagamento do reparos, que lizerem.
VENDAS DE NAVIOSAs embarceces eslrangeira, que passarem a er
nacionae, pago 16 p. c e a nacionaes, mudando de proptviMarto, ou de luueir
pago i p, c. sobre o valor d venda
msfBQBi
REVISTA SEMANAL.
CAMBIO Houvero lrnacre iiregulare ao cambio quoMdo.
AI.GODAO Fnlrro S16 saccas, e vendeo-e 'pelo precos quotado.
AS.'UCAII Por csus do lempo chuvoso as entran teem sido muilo dimi-
nutas, e a venda pequea.
COBROS .wem alteraro.
FAIIIMIA DE TRICO Enlrou bum carregamento com 1:200 munca, do
Estados-Unidos, que est por vender, com o qual o deposito anda por 6:000 barricas.
CARMi DE CHARQUE Enlrou hum cairegamenlo, com o qul odepesilo
he de 30:000 01 robas. Vendas avultad ao precos quotado.
Resumo das Embarcacet existentes nesle porlo no dia 22 i Maio di 1847.
Amcricanas ....>
A us ti taca......................
Urasileira............................
Dinamarqtifzas.............-.........................................
Inglesa...............................................................
Portuguezu ...........,............"...........................
Sarita........^.,*.....*.>...>............
Sueca ......,........................................................
Total
II
A Provincia gota tranquilidad.



1
_________________________., ()
LISTA das Embarcaees existentes nesle porto al o clia 22 de Maio de de 1847.
gKTRADAI.
Marco.
M.io '
Abril
1116 etembro t
Marea
AL-.I
Neo
Ai.ni
M.io
Abril
Main

Abril
M.io
M.io 55
M.o 6
I

9
m
id
11
5

5T


59
I '
II
18
55
57
56
DONDE VBM.
Rolln.
Ballimore
Trieile
Baha
R io Grande do S.
Ilania
Ac.rac
(t0 Grande doS.
C.maragihe
Bio Grande do S
Itio Grande doS.
Rio He Janeiro -
Al'
Rio-Grande do S.
Baha
Amiba a
Rio de Jane" io
iUo de Janeiro.
Ac.i.eii.
S. Malheua
IUo ile Janeiro
Rio &. do Sul*
New Port
Trieste
libas Kaulkland.
Terra Novj.
Greenock.
Glasgow.
Liveryuol.
Lisboa
Lisboa.
Liverpool
R. Grande do S.
casco
patacho

b rigue
sumaca
barca
escuna.
biale
brigae.
a
I brigue
"patacho
brigue
sumaca.
palaclio
br.-esc
brigue
hiele
sumaca
Cl.clio
rea
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brigue
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batea.
barca
brigue.
a
barca.
brigue
barca.
polaca
brigue.
NACAO.
Ainer.
Auslr
Hrazil
Dinam
Ingl.
Pon.
Sarda
Sueco.
NONES.
Tamochantrie.
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Du.no Amiciti.
Sania Anna
Generla.
S -Cna.
Aguia Braiileia
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J. R. Frank".
James Alien
A. M. Bivilaqu.
Joio de Dos Pereira
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Jos Joaq'li m AI ves.
Manoel Jos dos Sanios
Antouio Jos dos Keis
Manoel Fernandes de Sousa
Kniciuoio J. Pereira Outra
Jn.qnim Jorge Gonealves
Manoel Marclanno Ferreira
loaquim A. G dos 8.
Jos Montelro
Antonio l'essoa
Ba ihaiar Jos dos Res
Antonio da Cunha Pereira
oaquina Francisco dos Sant
loao Bernardo Roza.
Ignacio Pinto Pereira
Joaquim Soares Mearim.
Narciso Jo. da S. Anna.
Joaqun Jos d. s Sanios
W. Waller
N.S Elbere.
F. Henle.
D.vid Me. F.rln.l.
R oherl Me. Kirdy.
John Krown.
Janes Paleihorpe.
Manoel d'Ohveira Fanrco
A. Joaquim Rodiigues.
CONSIGNATARIOS.
Pedro Avigiie
C. F. Kv-mpke.
Henry Forsler 81 C.
I. G. Feneira JuJ.
N. O. Bieber St C.
Nov.es t C
Amoiim Irmos.
C S. C Moieira,
Manuel Gonealves da Silva
Antonio Goiicanves Ferreira
Jos Silvestre de Menciones
Manoel Alves Guerra
Guadino Agostioho de B-
Ainorirn limaos.
Manoel Joaquim Ramos a S.
A mor i 111 I raos
Maohado & Pinheiro
Guadiuo Agoslinho de Barros*
Novaes ti C
Jo Amonio Kastos.
M. J. Ramos a Silva
Guadino Agostinbo de Barros
a
Machado & Piuheiro
Lenoir Pugest & C.
NO Bieber t C.
Cnsul nglez
lames Cribtree tt C.
Me Cal ilion 1 t C.
Adamson llowie 81 (.'.
Russel Mellors t C.
prmno Jos Felia da Roa
i Severiano R. 8t Filho.
Lenoir Puget & C.
N. O. Bieber Si C.
DKSTINO.

Boston.
Trieste. *
Rio Giande do S.
Acarac pelo Ceara,
Rio Grande do Sul.
R.-de-Janeiro a IS.
Arribado Rio de J.
Rio de Janeiro,
dito at 19 do corr.
Canal.
Trieste.
AiriUda.
Coik.
Clyde.
Rabia.
Canal.
Genova.
Lisboa.
Trieste.
Pernambuco na Typofraplia de1M. F. de Faria.184",
I


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