Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:08467


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Full Text
A nno de 1847.
Quarta-feira 19

O DIARIO pulilic-e todos ou diaj, que no
roem 'le guarda > o preeo da asignatura he de
lindo is. poi qimrtel. papnt nitianladnt. O an-
_rins 'dos assisnante s5>> iaUraM i rasao de
nuncios dos
IV ts. porlinlm, *n em vpo drtlrreate, e
...ptlijel p^l meUde. pautes paar8o 0 r. porlinha, e 10o em ij|
rfillcrente, portad. publicac\o
a
as
K-
lypo
PIIASES DA LA NO MEZ DE MAJO.
UingMoH, 7, o >". da larde,
i na nova, M, I ''oras ">- da tarde.
Crricerste, l. s 11 horas e 6 mi. da farde.
| na cliei", "i !' horai e Si miou. da Urde.
PARTIDA DOS CORREIOS.
C.oianna e Parahyha, s segundas esputas Teirts.
Kiu-tirande-itn. \orte quimas feitas ao meio-dia.
Cabo, Serinliem, l\io-Formoso, Pono-Calvo c
< M acei no I.", a 11 e J i de cada njez.
(iarauhuns e Bonito, a 10 e 21.
Bna-Vista e Flores a 13 e vs.
Victoria, s quintas feitas.
Ulin'da, todos os dias.
PREAMAr DE HOJE.
Primeira, a 8 liors 30 minuto* da mantia.
Segunda, i 9 lloras e at minutoi da Urde.
de Maio.
Anno XXIir.
N. 111.
-
das da semana.
10 Secunda. S. Possidnnco. Aud. do J. dos or-
illaos, do J. doc. da 1 v. e do J. M. da 1.
Terca. S. Ycm.ncio. Aud.do J. do civ. da I
v. e do i. de paz do 2 nial, de l
Ouarla S. I'edro ('destino. Aud do .'. do
(IV.lia 2 V r i!.. tic paz tln 2 dis(. lie l
Quinta. S. Hrriinidini* iu --ena. Aiiil 1I0J.
de orph., edo J. n:iinicipat da t vara'
Sesla. S Mancos. Aud. ito J. ro civ. da 1.
v. e do J de paz do I. di-t. de t
l!> Sablwdo. S. Hita de Cassia. And. do J do
civ. da I, v. e do J. de paz do I disl. de t.
taS Domingo. Paschoa do Espirito Santo.
CAMBIOS NO DA 18 DE MAIO.
o6d.
Cambio aohre Londres a 27 d. por IJ r.
'Pars 3t ra por franco.
u Lisboa 9S de premio.
Desc. de lettrai de Iwas lirni.s I '/vP-'/o
OuroOncas I espanholas.... 2SJ*'0 a
a Moedas de mo velli. tfitnn a
< deeflOO nov.. 161(00 a
.. de 1*000......?"" a
Patacn......... f'UO a
Pesos columnarea... JII0
Ditos mexicanos... ifSOO
Miuda............. UMO a l|0
\ eces da comp.do Deber i he de iOf000 rs. ao par.
Piala
ao mea.
28J">C0
i6#.sno
|6|300
JIPO
21
JflMO
DIARIO DE PERMAMBUCO.
PARTE OFFICUL.
DECRETO N." 512, DE 16 DE ABRIL DE 1847.
Fixa a mane ira pela qual os jw'tes criminis se devem
dirigir nos processo/ de empregados do Ihesouro publi-
co nacional, edovtras disposicOes acerca das diligen-
cias de usura as reparlices publica:
Tenilo otividn s secces do eoncelho do estado,que
eonsultam sobre os negocios da (Monda e da jusl ica,
acerca das exigencias dojuizdediroito da primeira
vara do critne, no processo do ci-tliesoureiro dos or-
denados Manuel Morcira Litio da Silva Cartieiro, hei
por bem decretar o seguinlc: Na suprema direceflo
eficalisacfloda receita edespezn, regulando a admi-
nistracflo, arrecadaeflo e conlabilidade da fazenda na-
cional nos termos dos.srligos 6.* 1." o 3.", c 17,
25 c 27 da lei de 4 de outubro de 1831, nflo podo in-
gerir-sa auloridade estranha do qualquer classo ou
graduac3o que seja. Esta disposifio, norm. nflo inhi-
bo que nos processos criminaes, requisito dos jui-
zes competentes, se possam permiltir novos exames
ou quaesqueresclarecinienlos; sendo osles fe i los por
empregados do Ihesouro.ou outios peritos da noiuea-
tjio do governo ou proposi^o dusjuizes criminaes.
as diligencias que os jttizes, a bem da justica, te-
iiliain de fa'/i-r as reparlicOos siibnrdinadus ao go-
verno, dcverio taes juizes dirigir-se directatiicnle
aos respectivos ministros ou presidentes de provin-
cia, pcdindo-lbos dia para ellas se cuVcluarem ; e
estes, marrando-o,ordenarfio as repartios que Ibes
s.m) subordinadas, que a ellas se prostem. Igualmen-
te, sempre que seja necessatia a presenca de algutn
empregado publico lora desua repat lie.'m para qual-
queracio dajustiga, ctimpro que o juiz se dirija di-
rectamente ao rospectvo ministro ou presidente de
provincia con a competente requisic/io, para que es-
te d as providencias neeessarias a nao soll'ier o ser-
vico.Antonio Francisco de Paula ollollanda Ca-
valcanli de Albuquerquo, do meu conceibo, minis-
tro c secretario de oslado dos negocios da fazcuda e
presidente do tribunal do.lbesouro publico nacio-
nal, assim o teuha entendido e faca esecnlar.
Palacio na cidade do Sau-Salvador-dc-Campos, em
16 de abril de 1817, vigesinio-scxto da independen-
cia e do imperio. Cotn a rubrica de S. M. o Impera-
dor. Antonio I'runcisco de Paula e Ilollanda Caval-
canli de Albuquerque.
EXTERIOR.
ESTADOS-UNIDOS.
BALTIMORE, II DE MARCO DE 1847.
A GUERIU E AS SlMS CONSEQUEXCIAS.
Duns sfo as dirflculdadcs a respoito da guerra com
o Mxico; a primeira a de conseguir um arranjo sa-
tisfactorio com aquella repblica; asegunda u de
nos enleinlermoa nos mesmos satisfactoriamente dc-
poisde fetto esse arranjo.
O Sr. Webster fez um brovediseurso no sonado,
q liando se discuti o bil dos tres rnilbes. Transcre-
veremos as ultimas palavras do sen discurso :
a I'aiocc-me que ainda nilb cbegainos ao principio
iln liiu. Nito lenlio pretencfja a vermuito no futuro,
mas o pouco que vejo esla longo ile ser satisfactorio.
Nflo diviso senflo Iotas, ronlostaces o agitaeflo. Para
podermos oblor direito perfeito a um territorio con-
quistado, be-niisler que baja una cessflo, e cess'io si'i
a pod ha ver por tratado, Emquanto nflo so derribar
a constilui(;flo, ncnbutn tratado pode sor apjirovado
pelo senado sem o consentimento do duas torgas par-
tes dosseus membros. Ora, qiieni podo fechar Os
oihos agrande probabilidad^ que ha deque, de um
ou de oulro lado do senado, se resistir com bom
xito quaU|ucr tratado decessjo ? Admillir o nor-
te um traanlo que traga para t'niao um territorio
subjeito escravidflo!' Consentir osul em um tra-
tado que admita um territorio onde nflo seja per-
mit ida a escravidflo?
Sr. presidente, o futuro apresenla-so prcnbe do
dilliculdadose de perigos. Deixamos escapar a occa-
siflo mais propicia dar assegurar a harmona o a 08-
tahilidaile da conslituiQflo. Parece-nic que nos lan-
zamos nf>s perigos sem a menor reflexflo. Confio, po-
rni, na 'Providencia, enessebom senso o patriotis-
mo do povo, que se ha d manifestara lempo do nos
salvar, a
Carlas de Washington dizem quo o presidenta nu-
tre esperanzas de urna paz breve com o Mxico. Ks-
ta creuca na approximacflo pacifica das nossas con-
tendas, diz-se que he fundada no eniprego que se
far iros'tresmilhes confiados ao presidente para
um fim especial.
Nao conliando nos nasdisposices pacificas do po-
vo mexicano, nem no poder do S. Auna, se beque
tem desojo de entrar em transacgflo, para aceitar as
propostas que Ibe fizmos, nflo podemos lor a me-
nor espeianc,a deque a guerra se conclua brevemen-
te. Os boatos espalhados em Washington parece-nos
queindicam mais os dosejos do que ascunvieces
dos homens rasoaveis e bem infortnados.
12 de marco.
Receberam-se cartas dos generaos Taylor e Wool.
Este tinha o seu quartel-general em Buena-Visla no
dia 29 de Janeiro, e aquello em Agua-Nueva 18 im-
illas ao sul de Saltillo, em 7 de feverciro.
Do campo do general Wool diz-se quo nflo havia a
menor ideia.de que a villa de Saltillo ou o campo de
Buea-Vista viessem a ser atacados pelo inimigo.
13 do margo.
0 Keu>-York Iferald diz que as frgas dos Estados-
Unidos 11tro nra serounem nogolpho do Mxico para
alacarem ocastellodeSan-JoSo-de-lllloa.socompem
dos vosos seguutes:
Nao Ohio 74 peca*, fragatas l'otomac o llarilan de
44; corvetas John Adams, S.-Marijs, Albamj e Ikcnlur
de 20 pecas ; brigues l'orpoise o l'errg de 10; cinco
escunas, onze vapores, tres transpones, cinco ca-
uhoeiras e duas chalupas; numero total do pe-
cas. 324. .
Nflo se sabe exactamente em que dia tora lugar o
ataque, mas diz-se que o ministerio fixara o dia 20
de mareo, ou o da mais codo possivel depoisdcsia
data.
{American.)
{Do Jornal do Commercio.)
INTERIOR.
COH 11ES1>01VDENCA DO JORNAL do commercio
I\" ?*-! tle S. fli. o Imperador.
Macah. 23 de abril.
Pelas 7 horas da manhfla.S. M., acompanhado dt
um grande numero de cidadflos a oavallo, parti de
carrinho para o lugar chamado lloa-Visia, distante
duas logoas de Macah, e ahi, em um vaslo easseia-
do barraeflo cnconlrou um magnifico alomen que
Ibc fra otTerocido pelo Sr. Juaquim Jos Nunos, rico
fazendeiro daquelles lugares.
Depois do almor,o seguio S. M. para o Rio-tlas-Os-
tras, amule cliegou as II -i. Nessa pequea povoacflo
foi S. M. recebido com vivas demonstra?es de ju-
bilo. Ahi o esperavam muitas pessoas da villa da
Barra-de-San-Joflo para teretn a honra do acompa-
nba-lot a dita villa. S. M. descansou por espaeo
de tres quarlos de hora em casa do Sr. Pontees, que
tinha preparado urna mesa de linos doces para olio
reccr a S. M. Ao sabir a boira-mar achava-so um bo-
nito arco com a inscripeo latina seguidlo: l'eir. .
innom. climp. prim. hic nal. trans. hcan. 1847.
A'urna hora, pouoo mais ou menos, seguio S. M.
em carrinho para a Barra-de-San-Joflo, onde cliegou
as duas. No prolongo do rio viam-so muitoscoquei-
ros fincados, e embandoiradas algumas emba canoas
all ostacioHadas. Muitos fugeles laucados aoaran-
nunciaram a ebegada de S. M., que foi recebido 001
muilos cidadflos, e pelo Sr. Antonio Leopoldinn Iti-
liciro, dono da casa omquoS. M. o sua comitiva so
hospedou. Este cidadflo nada poupou para tornar
essa residencia digna da imperial pessoa. Possuff
elle una bella e vasta casa, que se sellara forrada de
linos papis, e cojos movis o todo o noeessariooraui
novos c de muilo bom gosto. Em fenlo da residen-
cia imperial existia urna veranda que se prolongara
ateo rio, com 245 palmos de imprmenlo e 20 do
largo, leudo na extremidado oseadas que tlavain
commodo embarque: lindos tapetescobriam essi va-
randa, o mais do 50 globos, sustentados em postese
enllocados a pequea distancia una dos oulros, a I-
luminavam com biilhantisnio. Essa vaiauda l'oifeila
a expensas dos Srs. Antonio l.eopnldino Itibeir.o, An-
tonio llibeiro Basto, Antonio Jos de Souza e Eran-
cisco Pereira GontjalVW. Na mesma ra boira-rio ba-
via urna ^lyraniide rom versos anlogos a cireunis-
tanria. As 4 servio-se um delicado jantar, dignan-
do-seS. M. almitlir a mesa o dono da casa, que, le-
vantando-seno lim ilo jantar, pedio liconta a S. M.
para Ihc fazer urna sadu.
A's5 i, depois do dar beijamflo, foi S. M. assistir
ao Te-Ucum, sendo pregadnr o Itev. padre Luiz Fran-
cisco de Ereitns, que l'oz um sermflo em versos, e
queoreeitou tflo bem que fez derramar lagrimas
aos ouviutes. A groja eslava bem armada c muilo
decente, sendo as despezas dessa funceflo religiosa
feita cusa de urna subscripeflo agenciada pelos.sc-
ubures cima referidos. A' noito illuiniuou-se toda
a villa. A's 9 horas aidou em fenlo do palacio um
fogo de artificio, depois do qual apparece no meio
de um concurso immenso de povo o mesino prga-
dor poeta, quo recilou varios sonlos o oulros ver-
sosdosua co'mposicflo. S. M. recolhou-se a sou apo-
sento as 10 horas da llbite, depois de um pequeo
passeio que deu pela ra beira-rio para ver as lumi-
narias. Nesse passeio, e desde quo cliegou a villa,
nflo cessavain os vivas a S. M. o Imperador, aS. M.
a linporatriz o aos principes iniperiaes, vivas que
erain respondidos com o niaior enlhusiasnio.
Cabo-Frio, 24 de abril.
A's 7 horas da manha parti S. M. de carrinho
para Campos-.Novos, e almoeou as 10 horas na Duen-
da do llev. padre Joaquim Uoiicalvo4 Porto, quo se
esmerou em obsequiaras. M. A' una hora sigui
viagem para Cabo-Frio aondo cliegou as cinco e inoia
da tardo Desde a baria de San-Jofln al a cidade fot
S. M. acompanhado polo Sr. Jos Augusto do Meno-
zes, por muitos cidadflos a oavallo, o por um pique-
to da guarda nacional do Cabo-Frio. Oenltiusiasmo
dos habitantes desta cidade foi inmenso, vendo o
monarcha. Um lindo desembarque foi preparado pa-
ra S. M e a esideiicia imperial achava-se ricanit-n-
le preparada. Ao desembarcar, 18 meninas vestidas
do blanco, collocadas sobro urna longa archibanca-
da, laticavam-llie ores, e uina dolas com grande
desembarazo recilou um pequeuo discurso anlogo
aoobjecto. S. M. recolheu-sea palacio acompanha-
do de um concurso immenso do povo que o saudava
cotn vivas, a mesa do jantar estove lauta e delicada,
e a ella foi admillido o Si. Pedro Lu/, de Souza, ve-
reador da cmara. Depois do jantar, quo acabou as
seis o meia da tarde, S. H. recebou muilos cidadflos
que vieram ibomprimenta-lo; c foi depois igreja do
S. Antonio ouvir o Te-I)eum do costuine, e nessa or-
casiflo foi prgador o llev. padre Jos Ferreira dos
Santos, vigario de Araruama, que fez um escolente
sermflo e o prgou precitamente. Todos estes lea-
lejos inclusive a prninplicacan da casa em que re-
sides. M foVam feitos a custa dos vereadoros da
cmara municipal.
A's 9 horas da uoite.S. II., acompanhado de gran-
de numero de cidadflos, que nflo cessava do I he dar
vivas, foi dar um passeio a p pela cidade, para ve-
as luminarias, e entrn na casa da cmara, onde de-
ve haver amanhflao bailo que os mesmos vereadoros
o fio re ce rain a S. M.
25 de abril.
A's 6 horas da manliaa S. M. foi ouvir missa gro-
ja matriz, o depois foi a cavalh) ver o forte da cidade,
queden nossa oceasiflo as salvas do coslume: o com-
inaudanlo desle lorie, ao hoijar a inflo a S. M., re-
citou-lho um pequeo discurso, agradecendo a S. M.
tflo honrosa visita, llalli parti S. M. parao Cabo, que
disla Ires leiioas da cidade; o passeio foi agradavol,
nflo s porque 0 lempo eslava fresco, como pela bella
Vista que so ia dosis -notando por aquellos lugares.
A's 9 horas alumc.ou S. M. em casa do Sr. Manuel dos
Santos Moreira, onde os voreadores mandarino a-
pripinpl.ir n aliimeii; eas 11 SPguio para as salinas
pcrtoncetites ao Sr. Luiz Lendbeig. passando S. M.
por diversas lagas, inclusive a de Araruama. U.ihi
regressou S. M. ombaicado para a cidado, onde clie-
gou as duas horas da larde.
A's 5 i foi S. W< visitar a pequea o acanhada casa
decaridade, o mandou dar 800,000 rs. do esmola. S.
M. sediguoii de aceitar o titulo de prolertordesse pi
estahelocimonto e da rmaudado; receben nina rica
facha, igual em feilio as quo trazeni os irmios. A's
(i dirigio-se 8. M. a igreja malriz, para assislir a um
Te-I)eum quo Iho fra olVerocido polo vigario. A
igreja eslava decentemente preparada, o o sermflo
foi curio o anlogo ao ohjecto Verdade he quo fl-
cmos com os ouvidosum pouco escandallados pe-
los grilos de um menino que centava no coro, o qual.
alm do desafinado em extremo, pareca oslar na
muda; ea volitado que se acabasso a lal msica foi
tal, quo o mesmo vigario, no meio da cantarilla do
menino, oulrou ntanlum en/o, para verse ello se es-
lava; porm nada, o vigario calou-sc o o menino
conlinuoii.
A's 8 foi S. M. assistir ao bailo quo os voreadores
da cmara Ibe oflereceram. A' porta foi S. M. rece-
bido pelos vereadoros; os quaes depois do dareii
vivas a S. Al. o Imperador, a S M. a Imperatriz o aos
principes mperiaOB, com tochas acoinpanliaram a S.
M. al a sala. O bailo foi dado na casa da cmara, que
tem duas salas de frente, das quaes una lio vasta o
achava-se bem Iluminada. Assonhoras, depois do
beijarem a ntflo a S. M., sentaram-se.
S. II. escolbeti parao seu primuiro par a senhora
do presidente interino da cmara, o para o segundo
a sobrinha do Sr. Marcomles, dansando as nutras
rom as senhoras pcrlenceiitos as familias mais dis-
tinclas do paiz. Ilcpoisdo cha, que leve lugar s 10
horas, ardou, em frente da casa do bailo, um lindis-
simo foco de artificio, o a mina noite servio se una
lagnilica ceia, cuja mesa foi collocada em um hos-
.tie artificial, arranjado nos fundos da casa. O sarao
iurou at as duas horas da noite.
26 de abril.
A's 7 horas parti S. M. para a Aldeia, c tenciona
pcrnoilar na fazenda do Paral Y, Ainanhaa (llegara
ao lo-Bonlto, no dia 28 a Itaborahy, onde passsra
tambem o dia 29, o no dia 30entrara em Nitho-
rohy.
S.M. goza perfeita sade.
Pelas 7 horas da manha,S. M. parti de Cabo-Frio,
om carrinho, para a Aldeia, anude cliegou as 8. As
autoridades do lugar, a cmara municipal, uitiitos
Cidadflos o algumas senlioras acnmpanbaran o Im-
perador ; estas, at ao embarque 0 aquellos ate a
Aldeia. A entrada principal desla froguezia eslava
guarnecida do eoqueiros, casjanollas das oasas do
lindas colchas de damasco. Perloda praQa havia um
lindo arco folio a cusa do prtmeiro substituto do
subdelegado, o Sr. Jos Lopes de Azovodo. Seis me-
ninas vestidas do lu .i mi i e com fachas de cor verde
o amarella, leudo a inscripcflo Viva Pedro o Tlie-
reza postadas om ilous camarotes aos lados do
arco, lngara m lloros sobro S.M.: i inmensos fuge-
les do ar aiinunciaran a chegada do Imperador,
|iic foi recebido, no meio de repelidos vivas, por
iiid grande concurso do povo o pelas autoridades do
lugar. S. M. apeou-so om casa doSr. Manuel do Sou-
za Teixeira, subdelegado da Aldeia, o o mais rico>
fazendeiro daquollas paragens. Esto preslanle cida-
dflo, leudo com muila anlicipaQflo pedido empres-
tada a urna pessoa da povoacflo a casa para nella re-
saber a S. M., e leudo oblido o seu assenlimento,
ranquillo liceu a lal respoito, tanto mais quo todos
is arranjos para a recepeflo eram fcilos sua cusa.
Em principio, porern, le Janeiro do correlo anuo,
quamlo o Sr. Teixeira ia a dar comeco aos prepara-
tivos, o dono da casa recusou, o arropendeu-su da
sua palavra. Entilo o velbo o respeilavol fazendeiro
Iratou do edificar na froguezia urna dasa com a
maior rapidez ptissive!, para nella oll'erecer umal-
moco a S. M., o que pode conseguir no fim de 90
das. .
Foi, pois, nesta casa, feita com tanta rapidez, po-
rm com muila elegancia e asseio, que S. M. en-
conlrou um excellonle almoco que Iho fra oll'ere-
cido pelo dito senhor. Depois do almoco S. M. foi a
igreja fazer uraeflo, mandou distribuir algumas es-
molas, e seguio viagem para a fazenda el'araly,
pertencenle ao Sr. capilflu Francisco Anluncs Ma-
rinho.
No lugar chamado I guaba-Grande leve S. M. do pre-
senciar um faci que extremamente o allligio. Pelas
11 horas do dia, emquanto se nsudavam as beatas do
carrinho, um Franco/, do nomo Francisco Callot eum
mogo brssileiro foram a urna ilhota fronteira salvar
om uma pequea peca'de arlilliaiia pela feliz chegada
de S.M. Bis que noterceiro liro arrebenta a pega,
Janea 0 Francoz n'agoa e mutila a inflo do Brasilei-
ro. Este desgranado Francez licon com a cara e 0
peilO todo quciniadns a com os dous bracos fractu-
rados.'Alm disto tros dedos da inflo dimita deaap-
pareceraui, e a inflo esquerda licott completamente
lesarllculada do radlus e cubitus, cujas oxlremida-
les saliiam pela feriila. Oque fa/er em um lugar cr-
ino, sem recursos e sem instrumentos? Quando
mesmo se ampulassotn os dous bracos, nonhuma es-
perflnea havia de salvar o desgranado. Entretanto S.
M. ordenou quo um soldado fosse a toda a pressa pro- "
curar um cirurgiflo no lugar mais perlo I qsA era a
tres legoas ) para prestar assiduos cuidados a osso
infeliz. O hr. Torres llomom e um alumno do 6." an-
uo preslaram, entretanto, os surcnos que estavain
a seu alcance ; desgracadanienlo o ferido nflo deu
lempo a nada, e fallecen na mantilla do dia seguinto.
O oulro mogo rocelieu na mflo esquerda algumas fo-
idas profundas, quo foram pensadas pelo Dr. Tor-
res, c acha-se sem novidade. S. M. antes de sabir
lesse lugar tinha mandado dar cero mil res a cada
nin, ordenando que enviassom a seu mordomo a
cunta doque se gastasse com o necessario para o tra-
tanicnto dos mesinos feridos. 0 Francez era msca-
te de joias e ppssuia em urna caixa 222,000 rs. em
olas e 500,000 rs. em joias, que foram arreeadadas
lelas autoridades do lugar, em consequencia das
ordena que deu o presidente da provincia para serein
remedidas a sua familia.
S. M. nimiamente sensihilisado por um tal acon-
lecimenlo deniorou-so no lugar da calastrophe por
mais de nina hora, o depois seguio para a fazenda do
Paral y, onde cliegou as 3 da larde. S. M. foi ahi re-
oebidocotn toda a demonstroslo do jubilo, adiando
ni ignilieas aooummodacoos para a sua pessoa o co-
mitiva. Janlou s 6,e ictirou-so cedo para osoua-
poseuto.
O dono da casa janlou mesa com S. M.
27 do abril.
As 7 horas da manbfla, S M, seguio para o lugar
denominado Morro-dus-Cocos, o a ti i cliegou s 10 ho-
ras. Na casa perloncenle a I). I.uiza, fez o Sr. Jos
Luiz de Souza preparar um expleudido almoco pa-
ra S. M. que se dignou convida-lo para almocar
ua mesma mesa delroule da sua pessoa. Urna ho-
ra depois do almoco parti S. M. para a villa do
Ko-Bonito, o as 2 horas menos um quarlo da lar-
deja S. ii se achara na villa, onde ninguem o espe-
rara aquella hora, porque do Paraty ao Itio-Bointo
ha pelo monos 9 legoas : a viagem, porm, foi rpi-
da, o nenhuiu dos semanarios podo acompanhar o
Imperador, excepto o camarista que sempre tem ti-
do a honra de ir com S. M. no mesmo carrinho.
As 5 lloras S. M. janlou, adnnltindo sua mesa o
presidente da cmara municipal ; achando-sc tam-
bem presente o guarJa-roupa Jeronytno .Martins de
Almoida, quo veio esperar a S. M para na villa ter
a honra de Ihc hoijar a inflo. S. M. entroleve-se por
algum lempo a conversar com o Sr Almoida infor-
matido-so dajjaiiJe doS. M. a Imperatriz e dos prin-
cipes. As 6 o meia foi S. M. dcbaixo do pallio, Susten-
tado pelos voreadores, assistir ao Tt-Dtum na Igre-
ja malnz, sendo prgador o reverendo vigario Tito
Pereira do Carvallio, que fez um curto sermflo ana-
lago 80 ohjecto.
Depois do Te-lkum, S. M. recebou a cmara muni-
cipal o alguna cidadflos quo vieram lor a honra do
Iho hoijar a inflo. As 9 horas, em frente da residen-
cia imperial, arden um lindo fogo de artificie, de-
pois do que S. M. reeolheu-sc ao sou aposento.
Todos os festejos, lioincomo a illuminacan da
igreja o arranjos da casa em que se hospedou S. M.,
foram feitos a cusa de uma subscripgflo agenciada
pelo presidente da cmara municipal, o leneiilo-co-
roncl da guarda nacional, o Sr. Antonio de Souza o
Silva, quo leve de concorrer com a maior parle das
despezas.
28 de abril.
Pelas 7 i horas da nianhfla, S. M. parti do Rio-
Bonito para a fazenda do Saul'Aina, pertencenle ao
Sr. Bazilio Jos. Marinho Machado, e ahi cliegou as
S{. A's 10, depois do almoco, seguio viagem para
Itaborahy. Em caminho S. H. descansou na fazenda
dos tiuques, porlenconlo aoSr. Alvos Branco Muniz
Brrelo. Varas pessoas da cidado do lo-de-Janeiro
Vieram esperar S M. nessa fazenda, para Iho beija-
rem a mflo o tertn a honra de o acompanhar ato lla-
borahy. S. M. dignou-so aceitar um copo d'agoa quo
Iho ollerecra o Sr. Brrelo, senlou-so a mesa ni-
camente com a senhora elillias do Sr. Barreloquo le-
ve a honra do servir a S. M. Depois de S. M. so retirar,
sentaram-se a mesa mais de cincuenta pessoas.
A' uma hora pouco mais ou monos, S. M., acom-
panhado de um sequilo immenso do cidadflos, pelas
autoridades do lugar e pelo brilhanto esquadrflo do
eavallaria da guarda nacional, seguio para Itabora-
hy, eiieg.indo a porta da sua residencia as duas mo-
nos um quarlo.
A casa em que so acha hospedado S. M. lie magni-
fica, e esta arraujada cusa do coucelheiro Jos
Bernardina Pereira.
Um concurso immenso de povo esperava ao Impe-
rado qu leve do passar polo meio das alas feitas pe-
la ini.iiii.il i.i da guarda nacional. I m sem numero
do fugeles subuain ao ar apenas S. M apontou na
villa; as jancllas das casas linliam ricas colchas do
damasco, e as senhoras, agitando os seus lencos, a-
couipauhavaiii u povo nos entliusiaslicos vivas que.
davam a S. M a S. M. a Imperatriz e aos principes.
Ilojc llavera parada, Te-eumo tbeatro. AmanbflaS
I >
n


%

M. vai jantar ao porto das Caixas, e depois segu pa
ra Nithernhy.
Na viagem queS M. fez do Paraty ao Rio-Ronito
aroutrceu um faci quo uo dcvc passar dcsapcrcc-
bido.
IJii um djps lugares pcrtenccntes ao municipio de
Snquarena, distante da villa 5 leguas, a cmara
municipal desta villa levantou um arco, e tudodis-
poz para S. M. ah descansar. S. M. porm, que de
nada saliia, porque a participac.no Celta ao presiden-
te se linda desencaminhado, pISSOU sem parar por
este arco, aonde se achava reunila a cmara muni-
cipal que apenas teve lempo de dar vivas ao monar-
cha.
Arha-sn quasi terminada a viagem que fez S. M.
Por lodos os lugares foi semprc o Imperador recn-
bido comas maiores dcmnnslracfles de jubilo. Os
cidadfltM ein cujas casas S. M. se hospedan, apenas
receheram participadlo Jo presidente, com summo
gostn se prestaram a tilo honrosa huspedagem ; e
nada pouparam para o recebimento do sen monar-
eda que pelo son ar ITavcl adquiri novas sympa-
thias c maior .-ulhcso sua pessoa, (cando todos
penborados pelas maneiras agradaveis com que fo-
ram tratados pelo seu monarcha.
Itaborahy, 28 de abril pelas 3 horas da tarde.
wmaiMiwwiiM. i.].i.i i............iiiiij. i
PEBNAMB-CO,____
TRIBUNA I, DA RELACAO'.
i
JULCAMENTOJDO RA 18 DE MAIO DE 1847.
Desembargador de semana o Sr. Siquei:a.
Na appellacffo civel entre Jos Goncalvcs Trrese
Jos Monteiro de Carvalho, mandaram dar vista s
partes.
Ni dita dita entre loffo Xavier Carneiro da Cimba,
sua mulber e oulros, e 1). Joaquina Mara Percha
Vianna, mandaram proceder i valiacAo por cunta de
quem mais inloresse teo no julgaiiicnto da causa
.Na iliiH dita entre Jos da Konscca e Silva e Deanc
Youleot Companhia, mandaram dar vista asparles.
Na dita dita entre Jos Antonio de Magalhes Bas-
to e Joo Antonio Goncalvcs, reformarum a sen-
tenca.
Nadita dita entre Malinas de Alhuquerqiie Mello
e Manoel Antonio de Jess, conlinnaram a sentones
recorrida.
Na dita dita entre o juizo eoutros, conlinnaram a
sentenca. ... *
Na dita dita entre a fazenda provincial e Jos Joa-
quim Bezerra Cavaleanli, mandaram dar vista ao
dcsembargailor procurailorda cora.
Na dita dita entre Francisco Correa da Fonseca c o
juizo, confirniaram a sentenca.
Na dita lila entre I). Anua Joaquina da Conceico
e outros, e liento Jos de Barros, noinearam curador
do menoraoadvogado Jos da Silva Guimaraes.
Na dita dita entre I). Auna Maria do Espirito San-
to Sampaio e Manoel da Silveira Barros, desprezaram
os embargos.
Na dita dita entre Nicolao de tal e Bernardo I.nccr-
re, conliriuaram a sentenca cm parte e reformaran
cin parte.
Nadita dita entre Jnzu da Jess Jardn) el).
Josepha Maria da l'aixo, mandaraiii dar vista s
partes.
Na dita dita entre. Jofo Bernardo de Senna c Lc-
noir Piigct & Companhia, confirmaran! a senlonca.
Na dita dita entre Manoel Jos de Magalhes Bas-
to eJoflo Xavier Carneiro da Cunda, mandaram dar
vista as partes.
Na dita prime cm que sito partes o juizo c Thomaz
Comes da Silva, julgaram procedente o recurso.
e o resto dos presos conserva-se a bordo do Audaz,
todos incommunicaveis!
Inspiroo aqu militas sympathias a sorte (lestes
infelizos. e abrio-se logo urna subscripc.no cm su
favor, na qual at asscnboras lomaram parte. Ex-
cede j a 2:001)^000, c ir a muito mais.
A Babia continuava a gozar do tranquillidado.
It blica^ao a pedido
A SKMIOHA
D. CANDIDA DE SOUZA ALMEIDA JORDAO.
No dia 17 de maio entregou sua alma ao.
Creador aquella virtuosa esposa ecarinhosa
mili!!! Jaz na eternldade, sua alma descausa
entre os justos.....Deixou duas (libas que-
ridas, que teiflo o modelo perfeito de sua vir-
tuosa mili, o quatro lilhos c um esposo adora-
do, que s a cruel morte poderia separar de
sua querida consorte, yuantas golasdeamar-
goroso pranto vi deslisarcm-se por osses rostos
consternados, por se lembrarcm do bem que
Ibes foi multado ; porm Dos e s Dos, o ar-

Consulado.
ItENDIMENTO-DODIA 18.
(".eral..........
Provincial ......
Diversas provincias
1 :R68,743
1:330,527
242,347
3:441,613
COMMEftCIO.
P.IODE-JANEIRO.
CAMBIOS NO I1IA 8 US MAIO DE 1847.
Precos da ultima hora da praea.
Cambios sobre Londres........27 i
Paris.........345 a 350
llamburgo......648
Metaei. Oncashespanhlas......-29,800a30,000
da patria ........ 29,000
i Pesos hesnanbes......2,020
v da patria.......I.Nill
Pecas de 6,400, velhas .... 16,800 a 17,000
Prata.............99 a 100
Apoliccs de 6 por cont.......83
provinciaes..........82 i
{Jornal do Commercio.)
Alfandega.
ItENDIMENTO DO DI \ 18........... 6:375,884
Descarregamh'ije, 19.
Barca (iolden-Fleece meicadorias.
Rrigue Limln farinha.
Barca l.iqeira mercadorias.
Brigue Indian idem.
DIARIO M PE II Mil BUCO.
RECIPE, 18 DE M \IO DE 1847.
Entrou hoje ueste porto, procedente dos do tul, a
barca de vapor Paraense, com 9 dias e22 horas de
viagem.
Por ella recebemos jomaos do Rio-de-Janeiro at
9, e da Rabia al 15 do correte.
Na corle nada havia occorrido de extraordinario.
Acamara vitalicia e a temporaria liuliam Hornea-
do assuas mesascommisses.
No senado foram eleitos :
Presidente o Sr. baro de Monte-Santo;
Vice-presidente o Sr. Alineida Torres;
Primeiro secretario o Sr. Alencar; 2., o Sr.
Vallasques; -3., o Sr. Mafia; 4.*, o Sr. Dantas.
Na cmara dosSrs. deputados, a coinmisso de po-
lica se achava assim constituida :
Presidente, o Sr. Dias de Carvalbo ;
Vice-presidente, o Sr. ottoni;
Primeiro secretario, o Sr. Moniz Rancio; 2.% o
o Sr.'Codoy ; 4.,
Sr. Peixoto do Brillo; 3.
Sr. Castro e Silva.
Na primeira das citadas cmaras, lora cncarregada
a redacto da respoata falla do Himno aos Sis.
Vergueiro, .Vives Brauco, e Aureliano; c na segunda,
aos Srs. Urbano, Souza Franca, e Marinbo.
O Exm. ministro da marinha havia proposto que
a xac/io das fdecas de mar no auno linaucciro te
1848-1849 fosseamesma do de 1815 a 1816,com a de-
clBracilo e autorisaces eslabelecidas na resoluro
n. 3T6.
No dia 30 de abril prximo passado, foiaberta a
liihhoibeca de marinha, creada por decrelo de ou-
tuliro do anuo ultimo.
Segundo o Jornal do Commercio, esse eslabeleci-
niento vai ser enriquecido de todas as obras moder-
nas, cuja leitura possa inlcrcssar aos que se-dedi-
cam a imhre carreira das armas.
O mesiiio Jornal, reportando-se a noticias que re-
Cebra de A ligla,dizjquc tu,ha Cbcgado alli o brigue
portuguez Audaz, que sahra de Lisboa com os pri-
sioneiros do Torres-Vedras.
Bis oi|iie, a respeito desses infelizes, refere urna
carta que Tora conliada redacQao do predito peri-
dico :
Angola, 6 de abril de 1847.
Aqu chegou de Lisboa no dia 25 de marco o bri-
guc de guerra Auda* com 33 pnsioneiros de Tor-
res-Vedras, entre os quacs vem o conde do lioin-
lint com ilous lilhos (sendo um delles oqucaqui
esleve do secretario do governo), o conde de Villa-
a Real D. Fernando, o general Celestino, e o major
Horia que tamben) ja servio nesla provincia.
Causa do ver o estado cm que cliegaram osles
houiens, rotos e sem vintom Parle delles foram
mandados para a fortaleza de San-Miguel; o c.n-
de do Bombn foi passado para bordo da .Corveta
Relmpago; o lilho que aqu esleve eollortasa-
u biram hontcm para Benguella na escuna Nympfia,
IMPOUTACAO".
Indian, brigue inglez, viudo de Glasgow, entrado
ueste mez, consignados Adamson lluwie & Compa-
nhia, manifestou o seguinle
250 barricas com cerveja ; a Jones Patn & Com-
panhia.
15 caixas e dons fardos fazendas *dc algodao; a
Jolmslon Patero; Companhia.
31 fardos, 32 caixas e nina dita de amostras corn
fazendas de algodao, 10 caixas lionas de algodilo,
400 barricas plvora; a Adamson llowie & Compa-
nhia.
2 fardos fazendas de algodao; a Me. Calmont &
Companhia.
309 volunies com 2,001 barricas vasias ; aocapitio
l'.olden-l'leece; barca ingleza, viuda de Liverpool,
entrada no coi rente mez, consignada a Russell Mel-
lors& t;., manifestou o seguiule:
12 fardos fazendas dealgoilao, 4 caixas ditas do
dito, 7 dilas ditas de linho, 1 dita ditas de Lia ; a Ja-
mes Ciabtiee 6 caixas fazendas de linho, 93ditas ditas de algo-
dao, l (lila ferragons, to fardos fazendas de laia, i
caixa dilas de dita, 16 fardos ditas de algodao, 1 cai-
ta niiudezas ; a G. Kenwortby & C.
6 caixas fazendas de seda, 130 barricas cerveja, 2
caixas fazendas de Hubo, 33 dilas ditas de algodfio,
14 fardos ditas de dito, 3 dilos pannos, 1 dito de
(lanudas, I caixa fazendas de I a 1 dita dilas de
laia, 1 fardo ditas de lila; a Adamson llowie i C.
24 fardos fazendas de algodffo, 50 barris uiautei-
ga, 3 gigos louca,8fardos fazendas dobla, C dilos
dilas de linho, 1 caixa dilas de laia, 1 dita chales, 1
barrica e 4 caixas objeclos para botica, 3 caixas cas-
sas de (puniros, 2 dilas fazendas do linho; a Johns-
tou Palor & C.
19 lardos la/endas de algodilo, 11 caixas ditas de
dito, 2 fardos lillas de Ia, 30 toneladas de carvilo,
4 caixas fazendas de linho; a Russell Moltura c C.
50 barris mauleiga 10 caixas fazendas de algo-
dao ; a James Cochshol & C.
55 caixas fazendas de algodao, 26 barricas de bar-
rilha, 13 fardos fazendas de algodao, 1 ditos pan-
nos; a Dea no Youle & C.
2 caixas caixiphas para pillas, 1 dita busto, 1
barrica vidros, 3 > aixas drogas, 1 barrica dilas; a V.
Bravo & C.
19 fardos fazendas de linho, 2 dilos cobertores ,
32 pecas e 3 caixas inachinisiiio,63 laixas de ferro, 10
gigos louca, 18 lucios ditos dita 33 caixas fazen-
das de algodo, i ditas miudezas ; a Me. Calmont &
Cumpa libia.
1 caixa diversos objeclos; a Joo Baptisla Pcreira
Lobo.
8 gigos louca, 10 meios dilos dita, 1 caixa dita, 14
fardos fazendas de algudo, 1 caixa seda ; a Fox
Brothers.
15 barricas pos para tinta; a Rotbe & Bidoulac.
92 taixas de ferro,4 caixas com ferro c machiuisino
a granel; a S. P. Jobnslou tu Companhia,
5 caixas fazendas de algodo e linho, 7 ditas dita
de diio, 5 ditas ditas de ludio, 2 fardos dilas de al-
godo ; a Jones Patn & Companhia.
18 caixas fazendas de algodo; a R. Royler & Com-
panliia.
1 caixa sellins; a Dcmornay.
3 fardos fazendas de algodo, 5 caixas dilas do di-
to; a John Slwart.
18 fardos fazendas de algudo ; a F. Robilliard.
1 raixiulia livros, 26 barricas enxadas ; a C. Cox.
3 carxas ferragons, 30 ditas queijos, 2 barricas fer-
ragena ; a liramler a Rraudis 1 caixa cada reo, 6 dilas Indias de algodo; a J.
Wolpbopp (V Companhia.
1 barrica e 1 barril lou^a ; a B. Jeweison & Com-
panhia.
8 fardos fazendas de linho ; a Le Bretn Schramm
& Companhia.
t caixa livros ; a M. J. Masn.
2 caixas" com cobre; a Joaquim de Andradc.
1 caixa objeclos para escnpiorio; a N. U. Biobcr &
Companhia
1 caixa fazendas pintadas; a Ridgnay J. & Com-
panhia.
2 caixas fazendas de algodo ; a Jos Joronyme
Monteiro.
4 caixas fazendas de algodo, 3 fardos slgodSo es-
curo, 1 caixa dito e miudezas ; a II. Cibhson
1 caixiuba com 2,008 pesos, 1 dita com 1,000 sobe-
ranos de ouro ; a Hermano M.
BAHA.
CAMDIOS NO DIA 14 DE MAIO DE 1847.
Londres -............,8ia28
Paris...............320 o franco.
llamburgo............640 o marco.
Lisboa ..............100al05p.c. depr
(Jucas hesponhlas .......30,000 a 30,500
mexicanas ........29,500 a 30,000
Pecas de 6,400.........16,000 a 16,200
Moedas de 4,000.........9,000
Piala................98 a 105
Apolices do seguro Lealdadc 19 a 20 p. c. de pr. nom.
o do governo 55 por cento de descont.
AccOcs do banco 20 por cento de pr. nominal,
(Do Mercantil.j
.llovimctilo do l*orlo.
Navio entrado no dia 18.
Rio-de-Janeiro, Rabia c Macei ; 9 dias, e do ultimo
porto 22 horas, vapor hrasileiro l'araense, de 300
toneladas, enmmandante o capilo do fragata Ma-
noel J. da Costa Pcreira, equipagem 30. Passa-
geiros : parosla provincia, Pedro Alejandrino de
Barros Cavaleanli de Lcenla, Jos Malinas Comes
Guiniares com um esclavo, Francisco Jos Ro-
drigues Sacavem, Coode de Soltz : para o nor-
te, o desembargado!- Francisco Maria de Freitas o
Albuquerque com sua familia, e um escravo a en-
tregar.
Obserracilo.
Fundcou no Pogo, com 10 dias de viagem, a barca
brasileira firmeza, viuda do Itio-de-Janeiro, de 223
toneladas, capilo Narcizo Jos de Sanl'Ai.na, equi-
pagem 11, carga carne;a qual vem consignada a Cau-
dillo Agostiuho de Barros, e Iraz a seu bordo o ba-
cbarel Manuel JeronyinoCuedes Alcanforado com um
escravo, I). Maria Cavalcanlc, Brasileiros ; Constan-
lino Castorcky, Crego.
Jesus-Christo ntida r-dico com numerosas e lin-
das estampas 1 v. cm 32, cncadernacflo' rica e in-
ferior.
IMPRESSOSNATYPOf.RAPHIA DE SANT0S&C.
OS SECUINTES :
Caminho doco', ou moditacOes sobre as mxi-
mas eternas, e sagrados mysterios da paixfio do N.
S. Jesns-Chrislo para cada dia do mez, com niui-
las outras praticas e oracoes devotas para a conlis-
sflo ecomniunhno etc. 1 v. em 16. '
Relicario anglico de Jesus-Christo e de Maria
Sanlissima augmentado com novas devocOes pe-
ticoesqunlidianas, exercicios para a missa con-
fisso e communlio, a novena do N. S. da Piedade,
etc., 1 v. em 18.
Compendio doloroso, que conlm o ofllcio de N.
S. das Dores o modo de rezar e offorecer a corda
um setenario e mais outros exercicius de piedade
devoco ele., 1 v. em 18.-
Olcin, novena e coroinha doSantissimo Coraco
de JSus com mais um pequeo exwrcicio quoti-
dianodo christflo e outras rezas o dajvocfles, l v.
cm 18.
Rreves Medi'.acOes sobre os novissyhos : obras
milito uleis para as pessoasque querom seguir o ca-
minho da virtude, 1 v. em 18.
Puhlicago Littcraria.
Acba-se sobre o prelo o resumo de arilhmetica
de Lacroix e a segunda edieo do epitome de geo-
metra pratca composta pelo professor publico S.
II do Albuquerque. Recebem-so assignaturas para
estas obras na loja de livros da praca da Indepen-
dencia ns. 6 e 8 e na da esquina defrontc do Col-
legio ; cada asignatura a 1,000 rs.
Publica^ jurdica.
Na livraria da esquina defronte do Collegio, en-
contram-sc j encadernailas as
Lindes de dircito criminal
redigidas pelos Srs. Coutoe Carvalho segundo'as
prolcecoTS oraes do dotor Bazilio Alberto de Souza
Pinto, lente da universidade de Coiinhra, o membro
do concelbo superior de iii.slrucc.no publica : ediclfo
brasileira mais correcta que de Coimbra eaugmen-
tada d- nolis e remissiiesa cdigo criminal, 1 volumo
em formato de oitavo francez.
Ilcclarnccs.
O lilil. Sr. inspector interino do arsenal de
marinha em cunipriuiento das ordena do Exm.
Sj-. presidente, frea no dia 21 do crlenle, pelas II
horas da inanha, um navio quo tenha as precisas
proporctspara levar prximamente ilha de Fer-
nando 800suecas de farinha 'e oulros gneros, pre-
sos e pravas de tropas que os escollar, e quaesquer
onlras piucas que para alli se mandein; e traga na
volla.um completo carregamento de pedia de calcar,
e o mais que d'aqucila illia se remeller para esta ci-
lade: sendo o fretamento etrecluado, sobas condi-
ces que desde ja se acham patentes nesta secretaria
para quem com antecedencia queira v-las, e p>o-
poslas que ein vista dolas a presen lem os concurren-
tes, em carias fechadas, al o indicado dia o hora.
Secretaria da inspccQo do arsenal de marinha do
Pcrnambucu, 17 de maio de 1847.
secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Acamara municipal desta cidade faz scsso ex-
traordinaria, boje, 19 do correte.
-- O escrivoe administrador da mesa de rendas
internas provinciaes desta cidade faz constar alo
dos os Srs. propriclarios o a quem mais possa in-
leressar que do dia primeiro do prximo vindou-
ro mez de juiliu se principian! a contar os .30 dias
uleis para o pagamento a hocca do cofre do.se-
gundo semestre do anuo de 1846 a 1847 da dcima
dos predios uibaos dos 3 hairros desta mesma ci-
dade e da povoai;o dos A fugados e lindos ellos in-
curren) na multa de 3 portento na forma da lei, os
que uo pagaron e sero de pmmpto execulados.
Recite, 18 de maio de 1847. Clorindo terreira Ca-
ldo.
Theatro publico.
SARBADO, 221)0 CORRENTIO.
IIANUE ESPECTCULO.
LUCKECIA BOKGlA,
ricamente vestida a carcter; ca melhor de ludas as
larcas
O F.SCAPIM CERZELIM DA BAHA,
ou
AS ASTUCIAS DE UM I.AIlluO.
Se reprsenla em beneficio do pooto.
Avisos marilinios.
--Para Genova o brigue portuguez Tarujo-Pri-
meiro partir ate o fim do presente mez : para pas-
sageiros. smemenle, para o quo offerecc asseiados
ciniinodos e ptimo tratamonlo, os prelendenles
tratem com o capilo, Manoel de Oliveira Fancco ,
nu com Finnino J, F. da Rosa, na ra do Trapiche,
i) 44.
Para o Aracaty pretende salr com brevidadeV)
hiale .\tiro-(l/inda : quem nelle pretender canegar,
ou ir de passacem, enlemia-se com o mestro do mes-
mo, Antonio Jos Vianna, no Trapiclle-Nuvo.
Para Lisboa sabe, at o iim do presente mez ,
a linda e veleira barca Ligeira, forrada e encavilhada
de cobro, de que be capilo Antonio Joaquim Ro-
drigues a qual tem excellcnles e asseiados comino-
dos para passageiros : quem qnizer ir de passagem,
trate com os consignatarios Francisco Severianno
Ha bel lo & Filbo ou com o capilo ua praga do Com-
mercio.
Ltiides.
O corretor Oliveira far leilo, por orden) e cm
presonca do Sr. cnsul do S M. II., e por cunta o
risco do quem pertencer, do casco da barca ingleza
Strathisla, capilo T. Hcaie, legalmehto condemnada
ueste porto, nudo arribou na sua recente viagem que
fazi da Nova-Zelandia com destino a Lonjees, com
seus mastros renes, gurups, ferros e amarras, a que
se acha seguro no aqcoradouro,ludo em um s lote;
o em dilerontes lotes, do veame, conloadla, vergas,
inaslareos, ancora e marras de ferro grandes, botes,
armamento usado, utensilios e mais pertences da di-
la barca, de excedente coustrucgo de carvalho, en-
cavilhada e forrada de cobre, lotaco de 387 tone-
ladas, e a qual os prelcndeutos poden examinar a
bordo com antecedencia : terca-feira, 25 do corren-
te, s 10 horas da manh.ta, no armazcm da prensa
do Sr. Manoel Ignacio, Forle-do-Maltos.
Leilo de urna porQo de hacalhao, nos dias 19
e 20 do corente, em lotes de 5 barricas.
-O corretor Oliveira far leilo da mais esplendida
inobilia, consistindo em guarda-roupas, sofas, me-
sas do jogo.de mcio de sala, de janlar, aparadores,
cadeiras, ditas de balanco, lavatorios, commodas,
marquezas, relogios de cima de mesa, espelhos de
parede, toucadores, pianos, leilos, mangas de'vidro,
lanlefias, candieiros do globo, obras do prata, e ou-
tros milos objeclos de bom gosto oassaz necessa-
rios: sexta -feira, 21 do crrente, na ra do.Queima-
do, segundo andar da casa n. 14, as 10 horas da ma-
ndila.
Avisos diversos
Pubcacocs religiosas.
Acaliani de. ser publicadas em Paris c se acham a
venda na ra da Cruz do bairro do Recifc, osseguin-
tes liyrus de dovo^o :
Manual completo dos odlcios da semana-sania ,
coinposlo sobre as melbores obras existentes em to-
das as lingoas por J. I Roquete, presbytero se-
cular 1 v. em 18 bellissima edieo, Ilustrada con
numerosas estampas e ornatos typographicos im-
pressos com o texto, ornados com un riquissimo ti-
tulo colorido com diversas cores e ouro e C linissi-
inas estampas gravadas em ac pelos primeiros ar-
tistas do Paris. Teem diversas eucadernaQOes de
luxo, riquissimas c inferiores ; bem como : de vel-
ludo, com estojo, lechos, rotulo guarniclo ein
volta da pasta e a imageiu de Chrislo Cruxilicado
no mcio ; ludo de metal (ioiirado : de velludo oic-
UQs rica :de uiarruquini domado ele.
Via-Sacra ou nicditacOes sobro a paixo de N. S.
LOTERA D0TIIEATRO PUBLICO.
Em consequencia de se no ter completado a ven-
da dos bilheles desta lotera, c existirn) alguna a-
inda em ser, o respectivo thesoureiro doixou de fazer
o effectivo o andamento das rodas no dia 12 do cor-
rele, e o ^ransferio para o dia 29, no qual espera rea-
lisar inrallivelmenlq. o dito andamento; e pede -
quellas pessoas que'teem marcado e ajiartado bilhe-
les, que ns vilo receber al o dia 26.
Oabaixo assignado annnncia ao publico, para
conheciuienlo de quem cmivier.quc lem .constituido
seus bstanles procuradores aos Srs. Dr. Jos -Fran-
cisco de Paita e Miguel Jos iU Alenla Peniambu-
co, por prociiraco feita no cartorio do labellio Coc-
lllo, pela qual revoga todas as mais procurares e
caca lodos os poderes por ellas conferidas liesndo
smenle os nova'inento constituidos cima declara-
dos. E para que em lempo algum possa alguom alle-
gar ignorancia, faz publicar o presente annuncio.
Jos Juaquim de hreitas Guimares.
Precisa-sede umaama para todo oservico de urna
casa de muito pequea familia e para comprar
lodo o nocessario na ra : ua ra dos Acouguinttos,
Precisa-sede urna mulder honesta para estar
em companhia de urna scuhora casada dando-ge-
llieo sustento e o mais necessario; preferindo-se
quo seja idosa : na ra dos Acouguinlios, n. I.
Curaui-sc radicalmente as dores de denles, mes-
ino estlido cariados, em cinco minutos : ua ra
Nova n. 7, primoiro andar.



u tratar na ra do
a mesa bf.cf.doba
j rmiindde i irmilos da meswa irmandsdo a reunircm-
1 mesa i.'1''''1 *e consistorio hoje, 19 do
,een i! as4 horas da tarde, para o disposlo no
cT!'n-!Vi"',-ocomi'romisso-
a r!i.i-sp c,,s" lM,ca 155 do Aterro-doa-
" as' por 8,000 rs. mensaes, cen 6 quartos ,
S['. prpoisn-se de urna mullier para ama de leite:
na'riia do jtangel,_ n. 41.
"__offcrece-sc, para<* do-pouca familia, urna
n (mil' sabe perfeitamento coznhar e migommar ,
da (adora sua conducta :'quem della precisar di-
riia-so a r"a d* Cacimba, sobrado n. 8.
.. Va rua Direita sobrado de um audar o. 33, ao
i'de'dous de varaii'las deliradas, ha doces seceos
Jerarias qualidades, o por commodo; proco. Tam-
ben
80
so fizem holinhos para cha cnfeilam-se han-
,Meom llores ramos e (guras, tanto do mesmo
bolu como de allinin com a maior delicadeza que
i'iaappelecida ; e tambem fructeros de doces para
meio do mesa. Faz-se pflo-de-l arroz de leite, lor-
ias tremodeiros, pasteles.pasteisde carne o de na-
ta etudoquanto lio para sobre-mesa, por barato
p.lo-so6.000,000 de rs. a premio, com boas
firmas: na rua do Cabug, loja n. 8, se dir queni
O procurador do reverendo vigario de Taqua-
ritinga mera no pateo do Carino n. 7, segundo an-
-- Antonio joaquim de Fgueredo Seabra he pro-
curador bstanle do Sr. vigario do Taquaritinga ,
Francisco das ('.hagas Bezerra o Arvelloz, e do Sur.
Seliaslio Lilis do Araujo.
Palco de S.-Pcdro, n. 10, es-
i -quina elft rua do 'Fugo.
Nesta casa, aberla hoje compram-se e vendein-
.e cscravos por commissflo assim como tamhcm
ratn-se de qualquer negocio do compra ou vendas ;
ludo islo por urna mdica commissflo, que se con-
vencioiiars na occasiilo promet(ondo-se toda a
presteza no desempenho de qualquer negocio.
.-I'recisa-se de 4:000,000 do rs. a premio, dando-se
porliypolhcca um hom sitio em boa estrada com
todas as commodidades'para grande familia, estri-
bara cocheira quarlos para feilor o seravos ,
que rende 600,000 rs. annuaes : quein quizor dar an-
nnncie.
-O abaixoassignado morador nesla cidade, e
com loja do fazendas na rua da Madre-do-l)eos,
leni Ihe constado que certas pessoas desta cidade ,
que seoccupaniem fallar das vidas alheias, teem
cspalhado que o abaixo assignado be devedor a
esla praga de algiiinasquaiilias : e como o abaixo
sstgnado nada deve nesta praca nom fra della ,
ptirisso declara que qualquer pessoa quesejulgar
sim credora aprsente sua coula em 24 horas para
sersatisfeita. Pornambuco 18 de niaiodc 1847.
Jos llibeiro Ponles.
Odoutor Alexandre de SouzaPoreia do Carmo
embarca para a cidade de Macei o escravo Jos ,
para ser entregue a sua senhora I). Leopoldina
Augusta da Bocha Cavalcante.
-Pelo julzu da segunda vara, escrivSo Santos,
vilo i praca, pola ultima vez, duas moradas de
casal terreas sitas na travessa da rua Imperial, por
execugflo de Manoel Pereira Magalhfies contra Ma-
nuel de Almeida Lima. .
FUND CAO
r
O'a VlOR/1.
\ 11 f Alfil X t. proprietari.is deste
anligo estahclccimcnto.avisam aosscusfreguezeseao
publico em geral queclles senipro teem un gran-
de sni (miento de mnendas do lodosos tamanbos ,
fabricadas em suas oflicinas tendo portauto,a
fortid.no, solidez, boa construcgflo e nielhoramen-
tos, que a platica de longos anuos tein mostrado
seren necessarios oque as obra de oarregagflo
oll'erecidas aqu com tanto einpenho, nunca se
aoha, Possuindo os annunciantes para aperfeigoajr
as suas obras os apparelhos niais modernos o com-
pletos que a ciencia va i indroduzindo, nada deixam
a desojar; e tendo adquirido com grandes despezas
um crescido o indispensavel numero do olllciaes pe-
i ilos as suas prolissOes, 9 cscolhiilos de entre os
meUior.es da Europa acham-sc verdadeiramenle
habilitados para offerecerem com perfeila conlian-
ca aos Snrs. de cngenlio a grande vanlagem do po-
nercm sem receio promplar qualquer obra com
aquellas hrevidade e pontualidado tiio iinlspensa-
veis aosseus iniportanlcsioteresses. Nesta fabrica
tambem fazem-se rodas d'agoa todas de ierro ,
moendas, machinas de vapor, e toda qualidade
de maehiuisnio por maior ou mais dilTicil que se-
ja. Advertiudo-se que todas as obras silo garant
das, oflerecendo desta maneira a mais ampia se-
guranza de sua boa e fiel execugo.
Furlaram da villa do Limooiro, no da 23 de ja-
neiro-deslc anno, timcavallocastanlioandrino tiran-
do a preto, sellado, e o mesmo scllaiior ou ospinhaco
roinprido; tein estrada haixa; he castrado; tein dous
ferros tilo apagados que se ni)o pode acertar com
sua verdadeira forma. Tambem furlaram, no dia 22
de marco deste anuo, da villa do llrejo da Madre-de-
lleos, um cavallo alasilo com cabello de mzillio, a
frente aberla, os dous pea calcados al a curva, curio
o grosso; fez a segunda muda. Gralifica-se boma
quem os tomar, e os entregar na comarca do Brejo-
ia-Ma4re-de-l).eos ao topnle-coronel Cordciro, ou
ausjuizca de direilo e Municipal; o nosia cidade,
no pri#iciro andar do sobrado da rua da Cadeia do
Santo-Antonio, n. 14.
- Eu abaixo assignado declaro ao Sr. Jos Fernan-
dos Forreira, a quem entreguoi a padaria da rua da
Seiizalla-Vellia,ii 98, ila qual sou socio e procura-
dor de Antonio Marques Silva de Almeida quo se a-
cha em Portugal, que nfio poder abrir nem usar
de qualquer carta do orden* ou procurarlo para
qualquer negocio, cujas ordens me venliam remcl-
lidas, sem licenca dos meus procuradores que silo os
Srs. Manoel da Silva Lopes e 1i anrisco Jo Prado, que
para issa Ucam sulorisados, em quanlo eu nflo for
desonerado da dita sociedade por procuragao do meu
socio.
Antonio da Silva Ferreira e Sanios.
AVISO.
Sr. beneficiado do thealro do dia 16 de tnaio. Vmc.
se que xa de um ladrilo que Ihe fez hllbetes falsos
porem nflo me diz quantos : puxe-ma pela corda
quo eu Ihe dirci se silo pares, ou Nunes. O badalo
do lino da S.-Cruz.
Fabrica de machinas e futidi-
910 de ferro na rua do
Brum, no Kccife.
Me Callum & Companhia, engenheiros maehinis-
tas c fundidores i!e ferro, mu respetosamente ao-
nunciam aos Srs. proprietarios de engeiihos fazen-
deiros, negociantos, fabricantes e ao respeitavel
publico, que o seu estabelecimento de ferro, mo-
vido por machina de vapor se acha em elTeclivo
oxercicio, e completamente montado com appare-
lhos de primeira qualidade para a perfeila confec-
co das maiores pegas de machinismo.
Habilitados para emprehender quaesquer obras da
sua arte Me Calhim & Companhia dosejam mais
particularmente chamar a atleiiQflo publica para as
seguidles por seren ellas da maior exlracgflo nesta
provincia as quacs construidas na sua fabrica po-
dem compclircom as fabricadas em naiz estrangei-
ro tanto em prego como na qualidade das materias
primas e mlo d'obra, a saber :
Machinas de vapor.
Moendas d<: caniias para engenhos movidas a va-
por, por agoa, ou animaos.
Bodas d'agoa e serraras.
Manejos independeiiles para eavallos.
Bodas dentadas.
AguilhOes, bronzese chumaceiras.
(jaylbOes o parafusos ds todos os lmannos.
Taixas, crivos e boceas de fornalha.
Moinhos de mandioca movidos a mio ou por an-
maos e prensas para a dita.
Foges o foinos para cozinha.
Canos de ferro, torneras de ferro e bronze-
Bombas para cacimbas e de repuso.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hydraulicas e de parafuso.
Fefragens para navios,carros, obras publicas, ele.
Columnas, varandase grades.
Prensas de copiar cartas e de sellar.
Camas de ferro, etc.
Alm ila pcrfeigflo das suas obras, Me Callum &
Companhia garanlcm a mais exacta conformiilade
com os moldes e desenhos reiiiotlidos pelos Srs que
se dignaron) de fazer-lhes encoiumeiidas ; aprovei-
tandoa OCCBsifiO fiara agradecer aos seus benvolos
amigos efreguezes a preferencia, com que teom si-
do por ellos Honrados, e assogurar-llies que nflo
pouparflo esforgos nom diligencias para coulinua-
rem a merecer a sua conlianga.
I)eseja-se fallar a Manoel Bodrigiics Campello,
escrivflo ilo Brejo-da-Mailic-de-Ueos, a negocio ilo
seu Intresse no sobrado n. 14: da rua da Cadeia
do Santo-Auloiiio, primeiro andar.
Fui tou-se, na madrugada do
dia 15 do trrenle do quintal
da casa do Aterro-dos-Afogados, n. 7,
um cavullo alaso,
com (esta branca, dinas brancas, tres ps calgados,
o que por maior signal tinha o peito todo l'erido :
quem o levar para dita casa ser generosamente re-
compensado.
Precisa-sede urna pessoa que esleja habilitada
para tomar cunta de urna venda por bajaoco, a quem
se fara l.om inieresse, sendo pessoa capaz : na rua
do Santa-Hila, n. 85.
Precisa-se de um pequeo para caixeiro de ven-
da, com pralica ou sem ella: cm Fra-de-l'oitas,
venda n. 92.
A pessoa que quizer diariamente duas caadas
deleite do vacca, liquido, mandando-so levar bein
cedo, e pelo prego do 1,120 rs. a caada, annuii-
cie. -
Precisa-se alugar um moleque que soja diligen-
te o sem vicios, para servir em urna casa ingleza i
quem pretender dirija-so a Boa-Vista, atrs da rua
doSove, casa nova que tica defronle do collcgio de
meninas.
O Sr. Jos! Sorberlo Casado Lima annunciesua
morada para se Ihe fallara negocio do intoresse.
Quem livor para alugar um sitio com as com-
modidades precisas para urna familia o que nflo
excede de mcia logoa desta praga aniiuiice, ou
dirija-se a rua Uireila n. 29.
-Aluga-seum sobrado do dous andares com to-
jas, na rua estreita do Hozara, n. 20; una casa
terrea pequea na Tiempo, na rua do Sebo u
52 por 8,000 rs. mensaes : a tratar no escriptorio do
F. A. de Olveira & Filhos na rua da Aurora, n. 26.
A Mesa Hejjedra
da veneravel ordem 3.* de San-Francisco convida e
pede encarecidamente a todos os seus eliarissiinos ir-
mflos, comparegam no dia 23 do correte mez, pelas
2 lloras e inoia da lardo, na i groja da inesma ordem
para o fim deacompanharem a procissao do DIVINO
ESPIRITO, SANTO que lera de sabir da igreja conven-
to de San-Francisco.
Agencia depassaportcs.
Na rua do Collegio, n. 10, o no Aierro-da-Boa-
Vsta, loja n.48, continuam-se atirarpassaporl.es
lano para dentro, como para fra do imperio; assi ni
como despacham-sc escravos : tudocom brevdado.
-Precisa-so de uimi casa do uui a dous andaros,
com accohimodagdos para iiuinerosissinia familia, e
em lugar assaz areijndo, em algum largo, por exom-
plo, e o mais central possivcldo hairro de Santo-
Antonio : quem a tiver para arrendar, dirija-se li-
vraria do Di'.Coulinho.na esquina do rua do Collegio,
ou anuncie por esta folha.
Precisa-se do urna piola quo soja hbil para
vender na rua loda o qualquer venda, pagando-sc
mensa)mente ou por dia conforme se tratar na
rua dos Agouguinhos, n. 1.
Na rua Nova n. 7, primeiro andar, Irata-se ra-
dicalmente das molestias venreas, tanto antigs
como modernas, por meio de um remedio nflo mer-
curial.
--Quem precisar de urna ama para o servgo in-
terno do una casado humeiii soltciro ou de pun-
ca familia a qual engomina cozinha o lava diri-
ja-se aobeccoda Viragflo, u. 31.
Compras.
--Compram-sc cdulas en-
carnadas de pouco dcsconlo : na esquina
do Livramtiilo, luja de l por-
tas.
Compram-se duas rotulas para porta, em liom
uso : quem (ver anuuucie.
Compram-se, para fra da provincia duas es-
clavas pelas ou pardas que lenhain habilidades,
e nflo excedant do 20 anuos ; e dous moloques que
sirvam para Olllcio : na rua Nova, loja ile ferragens ,
u. 16, se dir quem compra.
Compra-so um pa paga lo que soja muilo hom,
e paga-sc nem : na rua da Cruz do Beeife, venda nu-
mero 66.
Compra-sc urna esrrava moga, que engommc
ocozinhe : na rua do Quoimado, n. 4.
~ Compra-se a obra Misterios de Pars, era hom
estado: na rua Direita, u. 93.
Compra-se um borgo que estoja em bom uso :
nobotiquini da Cova-u-Onga, na rua larga do Ho-
zarlo ii. 34.
Vt'iii.-is.
Vendem-so9 oscravos, muiloem conta s<|n(1n
duasmulatinlias.le 10al2 imnos ; urna dita do 2
unos, de elegante figura e com habilidades; um
piolo de bonita figura ; 2 negrinhas urna do 13 an-
nba a a oulra de 1< : S pelas para todo o servgo :
no pateo da Matriz, de S.-Antonio, sobrado n. 4.
Vende-so uma mesa de Jacaranda com 7 palmos
de comprido o 3 I 2 i\r largura, forrada de panno por
cima, temi quairo gavetas na fronte, o 3 pelo bulo
opposto, que serve para ose: iplorio : na rua da Ca-
deia de Santo-Antonio, sobrado n. 14, primeiro
andar.
Vendem-so 50 ps'de eoqueiros em bom es-
tado de seplaiilarem a 20) rs. cada um ou em
separado conformo, couver ao comprador : na rua
doQueiiiiado, n. .'>T.
Vendom-so dous escravos do servgo de cam-
po, milito bons e baratos ; na rua Direita, sobra-
do n. 29.
Vcndem-se superiores cortes docamhraa pin-
tada, de cores lixas com 6 varas e mea, a 2,000 rs. ;
ditos do lindenso a 4,000 rs.; pegas do ganga
azul com 13 rovados, propala para oscravos, a 1,000
rs. ; ditas de zuarteda India com 4 palmos do lar-
gura e 21 envados cada uma a !>,5H0 rs. ; cober-
tores do algodflo americano a 720 rs.; o outras
militas fa/.ondas de linho o seda por barato prego :
na rua do Crespo loja n. 10, de Jos Joaquim de
Freitas Guinarfle,s.
Vondem-se duas escravas, uma pelo barato
prego do 200,000 rs., o a outra com as prendas se-
guales : cose engoman, cozinha o diario do uma
casa e lava de varrella : na rua do Crespo, loja
n. 10.
Corran, corram depressa, fre*
gue/.es,
ao Passeio-Publieo, na loja nova n. 19, de Manoel
Joaquim pascual llamos, que se acha do novamen-
te surtida do pechinclias, ludo por melado do seu
valor.coninsojaui: cortos de cassas-chitas napolita-
na, com Ovaras, a 2,500 rs., e em covados a 200 rs.;
cortea de chitas francozas.a t.soo, 2,00002,400 rs.;
cintas linas para eohei tas, a I W, 800 o 220 rs.; ditas
finas para voslidos.a I40,160,180,90q,220,ai0e960rs^
risradinhos francezos, a -210 e240rs. primor com
listras de soda, para vestidos a 320 rs. o covad ;
longos ilc cambraia, pintados e muilo grandes, a
100 o 480 rs. ; meiosdilus para gravita, de cambraia,
com listra do cores e do quadros, a 320 rs ; ditos n-
teiros |iara dita, de sola piola, a 1,000, 2,000 o 2,500
rs. ; cortes de ineia casimira franco/a, a 2,100 rs.;
ditas rlandozas, a 3,600 8 3,000 rs ; ditos de pollo
do diabo, a 1,400 rs.; ditos de Illa para caigas, 1,500
rs.; dilos de sempre-dura, a 1,300 rs.; madapolo
muilo fino, a 2,000, 2,100, 2,800, 3.600, 4,000, 5,000 c
3,800 rs.; canibraias lisas de vara de largura, a pe,
ea a 1,500 rs e a vara a 610 rs ; algodflo de listra-
a 160, 200, 220 o 240 rs. ; dito meselado eazulflo, a
220 e 240 rs.; e oulras militas fazendas pelo dimi-
nuto prego do que em oulra qualquer parto.
Vondem-se tesonras de Lisboa muitofinas,
para costura, a 2,000 rs.: na ruado Livra-
nieuto, n. 23.
Lima, alfa ate,
na rua larga do lloznrin, n 40, precisa de oHciaes
de seu ollirio e recebe aprendizes para ensinar.
Tambem vende pannos, bous brins trancados,
liauiburgos risraiios, bollandas, madapolfles al-
godflozinbo Irangado lindas do todas as qualidades,
obras foilas botos de todas as qualidades, panno
azul milito superior e velludo.
Peigunta-se ao Sr. Antonio Ferreira Li-
ma se he procurador do sou mano o
Sr. Manuel Ferreira Lima, nflo obstante
a deolaragfl.n folla a pergunta no Diario
n. 107 e 108, que talvez partisso de
outrem.

4JZ v 0 % ^ i
Avisa-so aos Senhores babitanles da cidade de
Olinda, quo do da 16 do correlo mez em (liante lia
a vendiT, na casa do Sr. Lilia Conzaga, na rua do
San-Bcnto, pflo fresco, de muito boa farfnha, ebem
amassado, as cinco horas e ineia da manbia, sendo o
pflo de bom (amando, feitona padaria do Andr Xa-
vier \ launa, na rua (IOSGuararapes, n. 4; Aslcgura-
se aos (reguozes, que serflo bom servidos.
Precisa-se alugar um preto, sem vicios, para o
servgo de casa e rua ; na rua do Trapiche, n. 8 ou
anuncie,
Quem tiver para arrendar um sitio a margem
('asa dtt V
na rua eslreila ilo llozario, n. (i.
Neste eslabelecimento acliam-se venda as boas
cautelas da bom acre,litada lotera do Iheatro publico
desta cidade, para cujas rodas est annunciado o an-
damento para o dia 29 dosle ciirronte mez ; o por isso
convida a Unios os frogiiezcs amantes (leste jogo que
nflo podercm comprar bilhetes, a compraren! asean-
telas, afim de que com ellas se habiliten), epartici-
pem das sollos desta lotera. Prego das cautelas : de-
cimos a 1,000 rs. e vigsimos a 500 rs.
Vcndem-se 3 piolas, entre as quacs uma en-
gamma, cozinha o fazo arranjo de uma rasa; uma
parda que cose, ongomma e faz o servgo de uma
rasa; um prelo perfeto cozinheiro, o que he
bom criado de uma casa : na rua do Passeio. loja
n. 19.
Vende-se uma prela de 30 annog, por 350,000
rs., que faz todo o servigo de uma casa, clicqui-
tandeira : no paleo do Carino, n. 7, na loja.
Vende-se ou troca-se por una casa terrea com
quintal, ou por algum poqueno sitio com arvnucs
de fructo, porto do Beeife, um sobrado novo lodo
forrado, com um grande sotao, paredes dobradas,
chaos proprios, o qual rende por mez 34,000 rs.: na
rua estreita do Itozario, n. 10, terceiro andar.
Vende-so a verdatkira e superior
potassa da Htissia, lirauca, e em banis pe-
mazem n. ra. de Bailar & Olveira.
Ycnde-se uma projiricdade de tr-
ras, denominada Cotia, no lugar do ria-
Limoeir
do
clio Cavatuba, na comarca do
Os prelendentes dirijam-se rua
Quoimado, n. 17, primeiro andar.
Vende-se arroz pilado brinco; dito verme-
Iho; dito com casca; fejo miilatinho: tildo de mili-
to superior qualidade: na venda da rua da l'raia, n.
39
Vende-se uma casa terrea, com a frente c reta-
guarda de lijlo, en mais de laipa, sla na rua de
.Motocolomb, nos Afogados, por 120,000 ris : olla
rende 2,000 rs. por mez, ese da a prazo : trata-sc na
rua Direita, 11, 29.
Vende-se um braco do balanga grande com con-
chas e pesos ; uma balanga o marco para rap ; 2 Ira-
dos; 2 funis; um pao para pipas; funis de folha,
grandes e pequeos ; um banlieiro de folha : ludo
da rio Capibaribe com boa casa, estribara etc., | em bom estado e por pregos baratos : defronle da ri-
e que dis(e d?sta praga uma logoa pouco mais ou boira da Boa-Vista, venda 11. 60.
menos com bstanle haixa para capim proporges
para algumas vaccas de leite c oulras commodida-
dos, aniiuncie.
-- Precisa-se de uma preta ou parda que tenba
bom leite : na rua do Amorim n. 25.
Aluga-se o primeiro audar do sobrado n. 22 da
rua do Vigario : a tratar no segundo andar do mes-
mo sobrado.
Precisa-so de um escravo cozinheiro para uma
casa
Vende-so a engenhoca lliacho-das-Bestas, sita
na freguozia do Nossa-Sonhora-do-O, doAllinbo, da
comarca do Bonito, em Panellas-de-Mranda, por
prego commodo, e vende-se a prazo : trata-se na rua
liiroila, sobrado n. 29.
Vendem-so 3 escravos, sendo um negro, de 20
anuos pouco maisou menos, uma muala do 18 ali-
os, e um mulalinbo de 7 para 8 anuos, todos de
mu lindas figuras, o da mulata se dir jio compra-
i
O barateiro da Boa-Vista
est vcndcndofna sua loja do Alerro, n.10, a pri-
meira indo da ponte) fazendas tilo boas c baratas
quocausam adariracffo por sua ptima qualidade e
baratos pregos, e niesnio por se nflo acharem em
outra parle. All acharflo os freguozes amigos do
bom o barato as segiiintes pechincbas : chitas escu-
ras, proprias para vestidos do trazar por casa, a 120
rs. 0 covado; um completo sorlimonto de outras
mais finas, do varias crese padres, a 140, 160, 180
e 200 rs.; algodcs americanos de listras para roupa
de escravos, por seren limito encornados o bem to-
rillos, a 200 rs. 0 covado ; gamhreOes para caigas,
lazcnda proprla da presente eslacflo por sor de pa-
dres oscuros imitando a casimira, a 1,000rs. cada
corte do tres covados o meio ; cassa lisa com vara do
largura, a 220 rs. a vara; dita de quadros o listras,
a 310 rs. ; mailapoles limpos sem avada, fazenda
solfi ivel, 1 oito patacas e mcia a pega;ricos cortos do
cassa celeste para vestidos de senhoras.a 3,200 rs.; o
pegas de bretanba de rolo cun 10 varas, a 1,440 rs.
ATTENCA AO QUE HE BOM E BARATO.
Vende-se caf moldo de superior qualidade, de
quatro I ibras para cima, a 140 0 a 160 rs. a libra; dito
decevada em porgao de quatro libras para cima, a
110 c a 160 rs. a libra; chariilosdo regala, os melhores
ouebojeha.a 1,400 rs. acaixa; assucar refinado, a
2,720 rs. a arroba, e a libra a 90 rs.; manleiga ingle-
za muilo boa, a 720 rs. a libra; cha hysson.a 2,320
rs, a libra; cale do earogo, a 4,000 rs. arroba, o a
libran ItOrs.i cevadacni earogo, a 100 rs. a libra: na
rua Direita, n. 101.
Livrosemconla.
Vendem-so os soguintes" livros : um missal om
muito bom estado c bem cncadernado, por 10,000
rs.; Pbilosophic de l.aromigiire, por 1,600 rs.;
Cuada-livros moderno, por 10,000 rs ; compendiodo
Misiona moderna, por 1,000 rs ; Colme chretienne,
nonvclle, por 1,000 rs.; PhilOSOphio de Malina- por
1,000 rs. ; tratado deOperages de banco, por 1,000
rs.; Vision de I). Rodrigue, por 10 rs.: na rua es-
treita do Itozario, loja de oncadernagflo.

Con I i
i -~..:na-Se a vender bolachinhaebo- ^JO
posiges oliosas. Vende-se lano a re- IiO
talliocomoom latas do 4 libras: opa- ",
too da S.-Cruz, 11.6, e no deposito da ^J2
rua do Itozario, 11. 39, onde tambem g
acharflo biscoulos o latas doces, com- '? $
postoscom ovos. Tudo do bom gosto. #|JJ
Vcndem-sc tres vaccas torinas com
crias, chegadas pelo ultimo navio de Lis-
boa : na rua de Apollo, n. 8, aimazem de
\
a\ eslrangcira : na praga da Independencia, Ii-flor as habilidades : na rua da Cadeia de Santo-An- ,, ,' ,. n '
aria, ns. 6,e 8. | tonio, n. 25. redi o Aicxandrmo domes.
vrana


Vende-ie eil vlrgem rm meias barrica chcgada
ltimamente ; caixa vasias para as sucor ; tima p0r9.no
de pesos de ferro, de duas arrobas ; serras grandes para
errar inadpira ; tudopor preco commodo: na ra da
Horda, aniiazriii n. (7.
Vende-te un oseravo le naga o Congo do bo-
nita h'gura o que he inlelligente : na ra do Quci-
mado, n. II.
Vende-ye um fotic piano le paten-
te hondn dos autores de Colard e Co-
laid ; excellente vinho branco da Ma-
deia engarrafado : na na do Vigario,
armazem n. 4, de Bothe &c Bidoulac.
O BOM F. HABATO.= 21.000 RS.
Vcnde-se folln de Flandrcs da mais superior
que tem viudo a oslo mercado lano cm lustro
como cm qualidade, pelo diminuto proejo de 21,000
rs. cada caixa e a 100 rs. a re taino : na ra [Nova ,
loja de ferragens n. 25 de Teixeira & Andrade.
A' ?$000 rs. cada urna manta.
Na loja do Guimarfles Serafini & C, confronte no
arco dc.SantoAntonio,ii.5,vcndom-se mantas de seda
modernas para senhora, pelo barato prego de 7,000
rs. cada urna; riscadosfraiicezes finos, padres tno
demos, a 2 rs. o covado.
3Va ra do 'ollc-
gio, n. 1 "7, loja
de niolluulos.
Este estabeleoimentoabrio-se, lia poncas dias.e
como esteja com um sorlimcnto ile todos os gene-
ros comestivos a seu alcance leva ao cnihccimen-
lo do publico que seu prop ietario est disposlo, pa-
ra chamar a altengao dos freguezes, a vender pelo
mais mdico preco possivel e talvez sem exemplo.
Alm dissoalianga-se que neste estabeleciment |ha
o maiorassein e delicadeza nos effeilos, para hem
servirseus freguezes : hn bom vinho do Porto, Lis-
boa e da Figueira ; bom presunto para fiambre,
paios lingoigas, azeitonas, sardinhas, cerveja ,
etc. ; ludo novo fresquinho e om conln ; e muito
excelenles queijos londi'iuos, a 1,760 rs., muilo
J'rescaes.
Vondc-sc um pequeo si-
tio de boas tenas, eom alicer-
ces j promplos e divididos para casa lerrca ou
sobrado com a frente murada e cercado dos lados,
com dous ps de coqueiros e varios de larangeiras ,
contrasarvores de fruclo na projeclada ra Real ,
que vai da ra da Soledade para a estrada do Man-
guind, junto ao sitio do Sr. Paliasen : a tratar com
Jos Anacilo, aa ra estrella do Rozario, n. 7.
j\aloja nova do Passcio-I'u-
blico n. 17 ,
vendem-se pecas de camhraia branca lisa, muito lar-
ga o fina, com 8 varas e meia, o que muilo bem da
2 vesliilos, a 2,580 rs. a pera. A ellas, antes queso
arahem : depois nao digan) que se fazeni annuncios
sem ter a fazenda. Igualmente ha uus riscadosde
quailros, de linbo puro muilo proprios para ja-
t|uetas a 400 rs. o covado.
Loja nova, o. fa ,
ao p do arco de
S'anlo-Antonio. na ra
do Crespo.
Este eslabeleciinento contina i patn toar aos
sous numerosos freguezes as suas peehinebas, e no-
vatnenle receben um sorlimenlo completo, que esta
patente ao publico por pregos os mais conimndos
pnssivcis no mercado, nolandu-sc eom especialidade
is scguinles fazeiulas : chales de lila lindissimns
padres suissos para senhora a 3,000 rs. ; lencos
ile linissinia cambraia piulada c recortados, para
uiilodc senhora a 400 rs. ; alpaca a mais fina e
lustrosa que existe para sobre-casaca n 1,280 rs.;
um completo sorlimenlo de pannos linos, piolo,
azul verde cor do azeilona verde-escuro azul-
escuro de 3,500 al 8,000 rs., do inelhor fabrican-
te e mais acreditado tanto em suas cores como no
fabrico ; princoza muito lina a 800 rs o covado ;
nadapolfio soll'rivel fazenda a 2,720 rs. a peca ,
c a 140 rs. a vara ; dito muilo lino a :t,500, 3,800 ,
4,000, 4,500 c 5.000 rs. c a vara a 200, 220, 240 e
260 rs, ; tirina de. linho de quadriulios para jaque-
tas o Caifas muito lindos padiOes a 610 rs. a vara;
ditos branco e cor de caima, do puro linho tran-
cado a 1,000 c a 1,200 rs. a vara ; chitas muito li-
nas e de cores (xas a 160,180, 200 o 240 rs. o co-
vado ; lencos ile cambraia bordados com libertos;
sedas para vestidos; corles de collelede fustn bran-
co e do cores ; ditos de fila e sella u 800 e 1,000 rs.;
corles de cambraia ; ditos de lila e de lia e seda ;
chapeos de sol, de seda para senhora, de coros,
c coro franja ; riscadinbos francezes muilo lindos
padines a 240 rs.
V quasinovo; urna canoa de cancha, para 8 pessoas;
i ii.a mole i de II annos muilo linda : na ra da
Cutii .a-Ve ha, n. 27.
A' 2^000 rs. o corte.
Ka loja de Guimariles Seralim & C, confronte ao
arco do Santo Antonio,n. 5, vondem-so corles de cas-
al de padres agradaveis e cores lixas, pelo diminuto
prego de 2,000 rs. o corto ; lencos francezes grandes
c linos fingindo seda, a 480 rs. cada um; lencos de
cambraia com bico, a 640 rs. cada um; dilos de dita
muilo linos com renda e bico, a 900 is. cada um.
Polassa da I\ussa,
pelo prego de 180 rs". a libra, em barra pequeos
na ra da l'.riiv n m .,,,,,.,.,.,. ,i ir.TT.Tl
--------- .....- -........o i'i-ifuuiius :
n. 10 armazem de Kalkmann &
na
na ra da Cruz
Rosen inund.
- Vende-so urna clSrinctu'.em muito bom uso:
ra do Encantamento, n. 4. '
J. Vendc-se urna vanda na ra Imperial n. 125 ,
da parle do Poohle ; tr.iar na mesma venda.
Vendem-sc 51 apolices da compantiia de Be-
lieribe, com 80 por cento pagos : na ra da Ca-
deia doRccife, armazem n. 62, na esquinado
beceo do Capim.
- Vende-seuma preta de 20 annos, cozinheira e
engnmmadoha COm perfeigfln o que tem mais ha-
lidades quesediriio ao comprador; urna mulali-
nliii do 12 nnnns que cose muito bem; um proto
canociro, por 350,000 rs., mogo ede boa figura; e
mais esclavos que se mostrarlo aos compradores, e
baratos : na ra Nova, n. 40.
Vendem-se lOescravos sendo : um lindo mo-
lequedo 18 annos; umescravode 22annos olllcial
dcsapateiro; um dito de 26 annos para lodo oser-
vigo; urna parda de 26 annos; urna mulatinha de
13 annos clara da cor, com principios de costura ;
urna dita de 11 annos; 4 nogrinhas do 12 annos,
proprias para seren educadas; una parda do 20 an-
uos que engomma cose chao, czinha muilo
bem e lava de sabilo : todos estes escravos silo de
bonitas figurase vendem-se por preco commodo:
na ra das truzes, n. 22, segundo andar.
LIMA,
nndon-se do sobrado da ra
ftyy Nova para a loja da na do Quei-
mado, n. io, onde contina a
vemicr uniformes militares pa- !VS
ra todas as patentes de estado-
- maior cavallaria e infanteria
da guarda nacional, galoes de
oiiroe prata chpeos enverni-
zados para pagens.
= Vendein-sp moendasde ferro para cngenlios de a
sucar, para vapor, agoa e bostas, de diversos taiiianbos
por piejo ciiiiiinodo ; e igualmente taixas de ferro coado
e batido, de todos os (amanlios: na praca do Corpo-San
(,n. II, em cata daMo. Calinont al Companhia, ou na
rua de Apollo, ariiiazein, n. .
Gaz.
Lo ja de Joo Cha r don ,
\terro-da-ltoa-Vista, n.8.
Nesta loja acha-se um leo sorliniriilo de I.AVII'KOES
I'AIIA GAZ com seus competentes vidros accendedo-
i;es e abafadores.
KsICS Caildl'irOS sao os iiielhore e
mais modernos que cxisicui Jiojc : recoiuiuendaiu-seao
publico, lauto pela icgurinca e bom goeto de sua boa
oiifeccao como pela boa qualidade da luz, economa c
asseiodeseu servido.
Kfl HirSIlia loja os consumidores sem-
pre arliarao um deposito de GAZ., de cujo se alianca a
qualidade c em porcao baslautc para consumo.
No vos jamhredes.
Na loja de Gulmarffes Seralim & C, confronte ao
arco de Santa Antonio, n, 5, vnndem-se novos gam-
hrefics a 1,400 rs. o corle de tres covailos c meioj'es-
ta fazenda lorna-se recommendavel para a estaclo
prsenle, por ser fazenda encorpaila e escura; e finge
a casimira franceza por lerpadrOes imitantes;] chi-
tas a 120 e 140 rs. o covado, e alni disto um com-
pleto sorlimcnto do toda a qualidade do fazendas.
A' 800 rs. o corle.
Na loja de Cuimarfics Scrafim & C, confronto ao
arco de Santo Antonio, vendem-sc lindos corles de
l'uslao, cores lixas, pelo barato pre^o de 800 rs. o
corle; cassa-chitas com llores, finase largas, suecas
e inglesas, a 240 rs, o covado.
A' #*00 o corte.
Na loja de Cuimares Serafim & C confronte ao
arco de Santo-Antonio, n. 5, vendem-se ricos cor-
tes de cassa dos pailiOes mais modernos que teem
vindo a esle mercado, c [Indos desenbos pelo bata-
to preco do 4,500 rs. cada corle; chapeos de sol, de
panninho francs a imitadlo de seda, com lindos
cabos, a 3,200 rs. cada um.
NA BA nOQUl'lMADO, N. n.
Vendem-se lindas mantas do seda ,
muilo linas as mais modernos que lia-,
propias para senliora e meninas, a 3,700
rs. ; Cltes decassa de cores lixas, ede
lindos padrocs, a 4000 ls- '> sarja hes-
panliola dita franceza 5 los p re los ; lu-
do por menos de seu valor, por ter aca-
bado a Quaresma : na loja nova de II-
C. I.eile.
Na rua da Florentina,n. 16, defronteda codrei-
ra adiar80 os freguezes ptimos vasos para flores ,
pias para preservar as formig;:s as arvores, pe-
queas vasilhaspara vender flores, bellos moringues
e panellas para manleiga ou doce c outras mullas
obras exeruladas por um perito oleiro : ludo muito
mais barato do que so vende mis casas do louca
des la.
Vondcm-sc 2 diccionarios Irancez-porliiguez ,
por Costa o Sa,o francez-ituliano, por D'Alberti :
na rua Dircita, n. 29.
Venclem se VtLAS de cera do
llio-de-Janeiio e de Lisboa grande e
completo sortimento : na rua da Sen/al-
la-Velha armazem 11. no, de A Ivs
Vianna
~ Vende-seumbalanquim em muito bom usoe
cm conta : na Iravcssa do Rozario, encadcrnaQilo de
Jos llibciro SimOes est para se ver.
-- Vendem-se bolas com sola grossa proprias pa-
ra invern; sapalOes nglezes b francezes, de lodas
as qualidades para homcm e senhora : na praca da
Independencia ns. 13 e 15, loja do Arantes.
PANNOSPRETOSFINOS
novos na loja ; Velludo prelo ; chama-
nte de seda para colletes e godas ; se-
lii macau ; o verdadeiro brim trancado
de listras de cores : na rua do Queimado,
loja nova, n. 11, de Baymundo Carlos
l^eile.
OTt Vendem-se superiores chapeos de
.JSLfccastor, pretosebrancos, por preco
muilo barato : na rua do Crespo, loja n.
12, de Jos joaquim da Silva Maya.
Na rua do Crespo, n. 12, loja de
Jos Joaquim da Silva Maya ,
vendem-se ricos cortes de cambraia para vestidos de
senhora ; dilos de bauzulinas, para vestidos : fazen-
da esta muito propria para a cslaeflo de invern, por
ser do cores escuras; um rico sorlimenlo de manas
do seda e de seda o lila para senhopa; manlinhas para
meninas', a duas patacas cada urna ; chalas de seda
ile bonitos gostos e dilTerenles lmannos ; molas de
seda brancas e prctas para senhora.e homcm as
mais superiores que leom vindo a esla prar;a ; pan-
no fino pretoede cores ; alpaca a 800 rs. o cova-
do, e muilo fina a 1 600 rs. ; cambraias para cor-
tinados de camas o jaudlas assim como franjas pa-
ra os mesmos j.crtes do calcas de casimira france-
za elstica e muito superior a 5,000 rs. cada corte ;
cortes de colletes de velludo, gorgurilo, stimo do
instilo por preco muito batato; panno do linho a
400 rs. a vara ; cobertores para esclavos e outras
muilas fazendas que todas se vndenlo por presos
muilo buratos.
r Vemic-seuma parda de muilo bonita figura,
que cozinba bem o diario de urna casa lava
do sabao e varrclla cosechflo c he muito boa pa-
racasa de familia na rua do Collcgio n. 16, ter-
ceiro andar.
Vendem-se 4 relogios dous de ouro e dous de
prala por preco muilo commodo : na rua direila ,
n.29.
Vende-sc urna casa terrea moderna, sita na
rua dosQualro-l'antos em Olinda com 6 grandes
quartos excellente sala de frente assobradada
para Irs, com grandes lojas o cacimba: a tratar cm
seu dono, Antonio Joaquim de Almeida Guedes Al-
canforado na rua de Mathins-Ferreira ema mes-
ma cidaile. Tambem vendo urna canoa decarreira.
--Vende se, por barato |>rc-
90, um pequeno sil o de ex-
cel lentes ierras, com casas de taipa porm bem
edificadas cotilcndo duas salas, 4 quartos corre-
dor no meio cozinba e dispensa fofa de pedia e
cal urna grande cacimba o outra menor, ambas
com excellente agoa do beber, vanos.ps do fruc-
leiras 4 pes de mangueiras, grandes e. de muilo
boa qualidade varios ps de cajuoiros jaqueiras e
larangeiras novas: almdisso, lem encllenle bai-
xa para hortalica e capim ; lem muilo boa visla pa-
ra o campo da Estancia Manguiuhoc outros luga-
res; he muilo proprio para murar, ou tnesmo para
recroio por (car porto dcsla cidade ; tem 240 pal-
mos do frente c 300 dilos do fundo pouco mais o'u
menos com bom cercado e porlilo siluado na rua
principal da Capunga logo o segundo depois da
ponte, do lado di relio : a tratar com Jos Ade-
lo na rua estrella do Rozario, n. 7.
A' 12#000 rs.
Na loja n. 5, confront ao arco de Santo Antonio,
vendem-se ricos cortes de chaly de laa e soda, pa-
dioes modernos, pelo barato preco de 12,000 rs. ca-
da corte; riscados francezes finos o modernos, a 240
rs. o covado; zuarte azul encorpado, da fabrica por-
I ligue/.1, a 200 rs. o covado: esta fazenda he propria
para escravos.
Vendc-se um esetavode muilo boa
figura e sadio : no Aterro-da-Boa-Yista,
n. /(2, primeiro andar.
O NOVO RARATFIIU) DA RUA NOVA N. 26,
vende chitas finas que nao largam a cor em lempo
algum a 1S0 rs. o cevado ; ditas entre-linas, a
120 rs. o covado ; riscadinbos francotes, a 220 rs.
o covado ; cortes de colletes de fustfio, milito linos,
a 1,000-rs. ; chales de soda de superior qualidade,
12,000 rs. cada um ; IcnQosquc parecem'do seda a
a 320 rs. cada um; sedas brancas para vestidos de se-
nhora, a 1,400 rs. o covado ; mantas; luvas; meias;
cassas ; brins para caigas ; e finalmente um com-
pleto e variado sorlimenlo de fazendas de bom gosto,
mais barato que em outra qualqucr parle.
Calcado.
Vendem-se superiores sapalos de lustro, de Lis-
boa, para senhora; ditos de tpele, duraque e
marroquim para senhora ; dilos do lustro para me-
ninas ; borzegtiins para homem, de 3,600 a 7,000 rs.
o par ; sapalos de anlcs, de pala e costura ; bolins
o sapatoes ingle/es proprios para invern, c outras
militas qualidades por prego commoito : na rua da
Cadeia do Recifo n, 35 loja do Morena.
Vendem-sn bolins francezes de sola dobrada ,
muito bous para os dias de cliuvp a 5,000 rs. : na
piuca da Independencia loja do Arantes.
Vende-so urna rabeca, por 7,000 rs., em bom
estado : na rua eslreita do Rozario refinagilo n. 43.
Vendc-se um lindo muleqUO de nagilo de 16
anuos, quecozinlia lava roupa o he do muilo boa
conddbla; urna parda muito moga engommadeira,
coslreira e cozinheira sem nenhuin defeito : na
rua estrella do Rozario n. 31, primeiro andar.
Vendem-scchitasliiupas bous pannos ced-
ros fixas. a sele vintens o covado, e a pega a 5,300
rs. ; sarja nreta limpa superior seda a 1,280-rs. o
covado ; um Guarda-livros moderno, por prego pre-
go commodo : na rua eslreita do Rozario n. 10 ,
lerceiro andar.
Vcnde-se um sitio de Ierras proprias com ar-
vores de fructo cacimba com excellente agoa do
beber, casa delaipa no lugar d'Agoa-Fria de Be-
beribe : em Fra-do-Portas no pateo do Pilar lado
do nascenle ,11. 8, ou no cartorio dos orphflos.
Vende-so una preta de nagilo, de 18 anuos de
bonita figura que engomma muilo bem co/inlia
o diario de uma|casa, ensalma e n0o tem defeito al-
gum : na rua das Tr incheias ,11. 19, das ) horas d
tnanh 5 as 5 da larde.
Vendcm-se casaes de pombos grandes, bons
batedorese muilo bonitos ; o tambem binles mui-
to pontos: ludo por prego commodo: na rua di
Florentina, n. 16
Vendem-sc dous lindos moloques de nagi0
do 15a 18 annos; um pardo de 18 annos, ptimo
carreiro e que heproprio para pagem ; 3 pretos do
24 annos, bons para qualqucr servigo sendo um
delles bom carreiro ; urna parda de24 annos, com
habilidades; 6 prclascom algumas habilidades d
24 a 30 annos ssndo algumas de nagle, n ru| Jq
Colegio, n. 3, segundo andar, se dir quom vende
Nesta I ja vendem-se
pannos Pinos, a *i^i>(>0 rs.
o covado: e cassas borda*
das, proprias para corli
nados, a 520 rs a vara.
3
Vende-so urna parda moga chegada do mat-
to com habilidades o de boa conducta isto para
pagamento nesta praga : no pate do Carino, n. T
na loja.
Vende-se a casa terrea n. 3, sita na rua do
Rom-Sucesso em Olinda, com um sitio soffriv :'
a casa est rectificada de novo, exislindo dentro
(iclla varios maleriacs para acabar algumas cousas
que falla ni : na praga da Boa-Vista botica n. 6.
Na rua da Senzalla-ftova, n. 3o,
(padaria) vendem-se juncos de superior
qualidade, em porc5o e a retalho, e por
menos do que em outra qualqucr parte,
Escravos Fgidos.
Fugio, no dia q do corrente, um mu-
alo de nomi! Estanislao escuro, que re-
prsenla ter 35 annos, pouco mois ou me-
nos, ollios pequeos, estatura baixa, gros-
so do corpo, cabellos bem pegados ao cas-
co, feicoes regulares, punca barba, pesco-
co curto, quebrado ou defeituosd, pernas
grossas, pes dalos ; nao se sabe com que
roupa fugio ; tem o vicio de beber, e he
bem fallante e pacbola : rogase s auto-
ridades policiaes, campanbas, ou qual-
qucr pessoa, o prendan), ou facan pren-
der c ievar a seu Sr. Francisco Joaquim
da Rocha Falco, no cngenbo San-Jos,
em a freguezia deSan-Lourenco, ou na
rua das Cruzes, n. 40, a Domingos da
Silva Campos, que serao generosamente
recompensados.
Na manhHa do dia 3 do correnle, das 7 para as
8 horas, sendo conduzida para casa do Sr. mujer
Antonio da Silva Cusmlo urna sua escrava pret, do
nomo Romana, esta, no Atorro-da-Boa-Vista,deixan-
do-sc (car atrs do portador quo a conduzia, lugio.
A referida preta he de Angola, bem ladina, e repre-
senta ter do idade 30 annos pouco mais ou menas
estatura ordinaria, corpo cheio, porm magro; lem
o dedo grande do p direilo aleijado, e em auibas
as pernas algumas chagas bstanle grandes, le-
vo 11 vestido escuro do chita com flores brancas een-
carnadas, c por cima saia preta de lila, e foi embol-
inada cm um chale cor de vinho com, barra branc:
levou mais urna (rocha, contendo un lencol de al-
(todito, o outras vestidos o roupas. Quem adesf0-
irir o pegar ltve-a a casa do ditoSr. Gusqiflo, na tul
do Queimado, ou na rua do Aragao, n. 27, que sen
recompensado.
Fugio, no dia 14do correntc, um moleque
r.omc Caetano, do nagflo Roblo, de 18 a 20 annos,
tem as canncllas das pernas marcas defeidas; le-
vou vestido camisa de algodilo Irangado iiiglez, erc-
roulas de dito, fabricado na trra : quem o pegarle-
ve-o aTua do Vigario, n. 24, que sera reeompensaiia
-- Fugio no dia 10 do correntc, um moleque
erioulo do nome Joo, de 18 anuos; levou cami-
sa do algodAo de mangas curias e caigas do esto-
pa ; lem os ollios vern cilios algumas espinhasno
rosto; quando falla esla sempre rindo-se e coran-
do a cabega e he fulo da cor : quem o pegar leve'
i na do li mu armazem db Juvencio k Alcntara,
MU a sen seuliur, Itomlo Antonio Silva Alcanrari,
na Estancia.
csappareu, no dia 18 do corrente um malo-
que.de nome Elizario, erioulo, muito rcgrisla,
com principios de sapaleiro cor fula ; lem urna ci-
catriz em urna per-a, de urna ferida que leve ; leven
camisa de algodaozinho de um prelo grande Mi-
gas de riscado azul Rccommenda-so as aulorid'"4
policiaes ou capilaesd campo apprehondo o al-
to moleque, o o levem a rua do Collogio n. li
segundo andar quo serflo generosamente roeom-
ponsados. .
Fugio, embarcada em urna canoa de Oliiiu>>
no dia 12 dp correnle, pelas 7 horas da noile, a po-
ta Tbereza de nagilo Congo de 24 annqf pouM
mais ou menos nariz chato beigos grossos, ven-
us largas pescoco curio peitos cabidos, enca u
corpo ; tem em um dos hombros lalbos signal n
sua ierra bou. como a'roda do euihigo ; lom "'
e chma-so Manoei por alcunha forquilha. Sc
sonior, doutorjansoil, protesta, usar dos seus dirm
toscoutraquema tiver.
e-KKN. ^'A TYP. DE M. F.DEFAHIA.---10-7


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